Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05200


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Full Text
Anuo de 1844.
Qnarta Feira 16
O !)' >1 Oi din que B&0 forca a*aific;'..is : o prtgo di ass::':a i
ber!) irti mil ri. por ijuarlel ua;os aduntados Os annuneios los aifiRnantei alo iaaariiloa
(rritu. I & que nao foreai i rasio de SU rei por linha. A reclamaos de-rem aer diri-
gidas i u praga da Independencia leja de Irnos n 6 t- 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOUftHA. e fhyha,seeandsc aexias (eiras.Rio Grande do Norte, cliega a 8 22 e par-
le Aitle'24 Cabo. Serinliaem. HioFormuso, Manej, l'orio t'.slvo, Alegoas: no 1. -
ii e '2i decida mez. Garanlians Honilrt a !Ue i4 de cada meiloa-viala flor.
ea t '.! dio. Cidaie da Violori quimas feiras. Olinda lodos os (lias.
DAS da semana.
14 Seff 3. Callisio Aud do J. de D. da 2. t.
5 TeT9a a. Thereta de Jess. Ral, aud. doJ. de D.da 3. t.
i Quarl.-. s Marliniann. Aud doJ.de D.da 3 t.
17 Quinta a. lleduvirges Aud do J. de D da '.'. t
48 Sextas. Lucas. Aud. doJ. da da 2. t.
49 Sal), g. Pedro de Alcanfora Bel. aud. do J. de D. da 1. t.
-O !'ou a Jo-'io Canein.
de Outuhro
Anuo XX. I. 25.

i r. isti Btipa: o*-
- iii rs aiaif
do iran.)
i Ka i'u
01 sobra Loi i; nom.
i, v
a Lijbi i yreu.10
u la dt cobre ao pai
Mi d letras da boas fir.sa i pOrojo
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ti,
u u .: '.
Piala-
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Ditos iori
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17,500
reada
47,7oo
PH LSES DA LA NO HEZ DE <> 11 BRO.
Lote! Jlura> r il o>in. da iu I Lu M as !) Ii. a 4 asta. da tarda,
>la i i al .' ...xas o a>in :a tai I i 8 ol 5 a. da ti
Preamar de
P miiri v boru a aain 'u ,,.- maahai >... minntoi da Un.
DIARIO
PERNAMBU
LWBI'
_ ...
.-.... '..-. T~IWtfln^fimTWrt'i

.:.. -cXtt

Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 11 DO CORRERTE.
OITcioAo Commandante Ja Divisao Naval
ficio de 4 d'esto itiez, quo o brigue-escuna
Leopoldina nao podo por ora sor encarregado
da commissao do conducir tropa do Coara para
a Corta ; p jr isso que largou hontem (10) pa-
ra as Alagoas levando alguma Torca, cuja
prompta remossa foi reclamada pelos movimien-
tos sediciosos, ltimamente all apparecidos.
DitoAo Bacharel Jos Francisco Arruda
da Cmara aecusando receido o seu officio
do 14 do corronto om quo communica lor na
mesma data chegado na comarca da Boa-vista ,
e lomado conta da respectiva vara criminal.
DitoDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazcnda transmit-
tindo, para ter execucao, a ordem do Tribu-
nal do Thesouro sob o n. 18o.
(ominandodas Armas.
EXPEDIENTE DO DA Io DO CORRENIEa
Officio Ao Exm. Presidente aecusando a
recepcaodo seu officio de 30 de Setembro ul-
timo no qual (em virtudedo Aviso Imperial
de 2 do dito mez] recommonda quo se nao d
andamento a petigaa alguma, cujos documentos
nao ten bao pago o sello.
DitoAo Commandante interino da forta-
leza do Brum. aecusando recebido o mappa dos
artigos bellicos, o qual do ora em diante devia
recebar a numeraco do o segundo a classifi-
cacao eita no regulamento de S de Ylaio do an-
no passado.
Nornesmo sentido se oioiou ao Comman-
te do forte deGaib.
dem do da 2.
OfficioAoJuz de Diieito interino da i.'
varadocrime, disendo Ibeque em virtude de
sua requisico fcita em olficio desla data pli-
sara as necesarias ordens para ser presente no
.nitro da pelas 9 horas da manha no Tribu-
nal do Jury, oro Agostinbo Fornandes Ca-
tanho do Vasconcellos, preso as Cinco Pon-
tas.
DitoAo Commandante da fortaleza de Ta-
mandar disendo-lhe quo ficava entregue o
soldado Antonio Jos de Barros, que no desta-
camento so tornara insubordinado,o eslranhan-
do-lhe a demasiada condescendencia que levo
para com elle, condocendencia criminosa pelo
mo oxomplo dado ao destacamento, podeudo
alias evitar que o soldado contiuuasse a praticar
desatinos, se empregasse a energa necessari.
Conclua asseverando-lbe que mandara subs-
tituir por outras prucus, nao so o soldado,como
os que se bavio ausentado.
D.toAo Commandante do forte do Buraco,
dizendo-lbe que vista do seu officio do hoje ,
remetiera preso para o batalho d'Artilharia o
soldado do deslacamonto Jos de Barros, man-
dando proceder a concelho a'investigaco con-
tra o Sargento Candido de Sousa Barbosa e
Cabo d'esquadra Bornardino da Senna, pela
insubordinado que pralicro certo quo os
mandara substituir.
DitoAo Comm. interino do 2. balalbao do
Artiiharia romettendo-lbo preso o soidado
Antonio Jos de Barros vindo do Tamandar ,
ordenando-lbe que vista da parte junta do
respectivo Commandante da fortaleza, mandas-
se com urgencia proceder a conceibod'investi-
EaeiO a (im do ser o mesmo soldado punido
como convinlia a disciplina da tropa.
nrr l m>ifTiO m iniinniln-ilie nnroson-
lar preso o Sargento Candido de Sousa Barbosa,
e ordenando-lbo quo vista da parte dada pelo
Commandante do forte do Buraco, manda!
se proe der a concelho de investigac
so contra o Sargento ; mas anda contr i
nardinode enna, qa
baverem recusado dar cumprimento
que Ibes fura intimada pelo supracitado Com-
niandanie.
DitoAoCommandantodo corpo de guarda
nacional destacado, ordenando-llie que no dia
3 polas 9 horas da manbaa mandasse apresen-
lar no Tribunal dos Jurados o preso A. F.C do
Vasconcellos, que tinba do ser julgado.
u^iwirtiMnajasajaaasajesaaiaesia^^
SESSO DO JURY NO DIA 10 DE
OfJTUBBO DE 1814.
Presidente : O Sr. Dr. J. Nunes Ma-
chado.
Promotor Publico: O Sr. Taques.
Advogado do reo : O Sr. Reg.
liscrivo : O Sr. Alcanforado.
Feita a chamada dos Srs jurados e leud-
se verificado estaro numero logal para socom-
por o Tribunal, o Sr. Juiz Presidente docla-
rou aberta a sessao o ero 11 horas.
Acto continuo: o Sr Juiz. Prosidente decla-
ra que se ia proceder ao sorteio do conseibo
que tinba do julgar o reo Manoel Lopes Fer-
reira, aecusado pelo crimo do banca-rota frau- que o reo comnieteu bancarrota fraudulenta,
f actos de commercio, tal ho a disposieo do art.
Lo do cdigo citado, e disposico da legislacio
geral.
O art. 2. do libello, diz, quo orese deu
por fallido, quo convocou seas credores para
Ihe entregar sua casa ; a demonstraran, o pro-
va deste artigo ho facillima, por quanfo pare-
ce-me, que se nao pude duvidar, que o reo he
allido, a fallencia do reo nao he objeclo de
duvida, urna carta dello existo nos autos, que
isto prova ; be a sua carta, dirigida aoSr. Gail.-
dino Agostinbo de Barros, convocando-o co
rio un dos seus credores para vir conhecer o
estado da sua casa ; porque ello nao podia con-
tinuar no commercio, nao poda fa/erosseus
pagamentos, eslava Mlido. Esta carta existo
no trcslado, que vos he submettido, o cu a
passo a ler. (leo)
F.sla carta portanto, Srs. escripia pelo pu-
nbo do reo, o queso Beba n s autos, prova,
i|ue o reo falli, e as testemunlias do processo
vieraoajudar nesta parle a confisco do aecu-
sado.
Eslabelecido, Srs., quo o ico be commer-
ciante, provado quo o reo falli, resta provar
ulenta, punido pela disposieo do art. 2G3 do
cdigo penal.
Sorteado o jury e prestando juramento com
as solemnidad* s legaes.
O Sr. Juiz Presidente fez o inteiregatorio
do reo, e logo ordenuu quo o Escrivao lesse as
pecas do processo o (inda a leitura deo a pao
lavra ao Sr. Dr. Promotor Publico, que so ox-
pressou assim:
OSr. Dr. Promotor:Cdigo criminal art.
263: (l) A bancarrota, que for qualificada
de fraudulenta na conformidade das leis do
commercio, ser punida com a prtsao com tra-
balho por um a oito annos.
A justica pede a condemnacao do reo as
penas deste artigo grao mximo, alientos os
]ue o reo quebrou dolosamente. Sobre isto
lerso os dous artigos seguidles do libello ; no
primero se diz, que o reo nao mostrou os pre-
juizose motivos da sua quobra, nao approsen-
tou livros, eescripturaco, por onde podesso
constar o estado de sua casa.
Srs. o commercio he urna profissSo de mui-
ta conianca, aquello que a ella so dedica ob-
tem certos crditos de fazendase dinheros de
outros, o commercio pos baseia-so na conian-
ca t|iie uns riepnsilao nos outros, d'aqui resul-
la, que o legislador para seguranza do com-
mercio, para quo elle se nfio tornasse em puro
prejuizo daquolle, que confia dos outros seus
capitaes ; estabeleceu certas providencias, es-
labeleccu certas garantas; que 'om por fim
actos e a cireumutancia aggravante. que esta- j procurar os meios de punir aquello, quo doila
lelece o libello aecusatorio, o qual hu nos ler- I a perder a fortuna allieia, aquello que defrau-
uios seguinles: [leo).
da, ou da consumo a fatonda, que 1 lio nao
Srs.7 com quanto o objeclo da presento nc- j perlenco ; mas nao pune o homem, quo en-
cusacao seja de alguma importancia, quanto tregando-ae 80 commercio, e tomando dinhei-
a naiureza do delicio, que he urna bancarrota ros e fa/ondas a outrom a prasos. vem (a ea-
fraudulenla, comtudo os fuctos sobro quo a
iccusacao se funda sao extremamente simples :
A justica publica vem pedir as penas do art, 203
contra o reo presento atiento o estar provado de
urna mam-ira a mais plena o ter elle praticado
todos os /actos mencionados no libello aecusa-
torio, o? quaes constiluem o delicio, por que
ho aecusado. O reo ja foi julgado ueste tri-
bunal*, o nelle foi coodemnado no mximo das
penas commnadas a dolidos desla ordem ; o
tribunal superior por- m julgou quo o pro-
cesso eslava nullo, attendendo s respostas,
que o jury havia dado, e por isso tem bajo do
ser submettida ao vossoconhecimento a deoisSo
desla causa.
O libello aecusatorio estabelecc no 1." artigo
quo o reo tinba um armazem de carne secca,
a qual comprava para revender na ra da praia,
o quo assim fa/a do commercio sua profissao
habitual ; o primero ponto, quo tinia a de-
monstrar a justica publica era, que o reo ejer-
ca o commercio, que o roo era commerciante.
A justica publica prova, quo o reo era commer-
ciante ; pois que prova, que elle tinba um ar-
mazem para o qual comprava carne seci, a fim
de a revender; este aclo.'.Srs., acha-so provado
com todas as testemunhas do processo, o con-
firmado pelo reo em sua confissao, porque elle
declarou, que^comprava para revender, eexercia
por conseguinto actos de commercio ; he de-
clarado do art. G32 do cdigo do commercio
Francez, que esta do accordo com a legislaco
.mnmermiil univors;1' ; <"'v" de lser leitura
do artigo, que citei; porque fallo perante pea
soas em direto entendidas; o que faz do com-
mercio sua profissao habitual, du-8e commer-
ciante. Ora que o reo faaa aua profisio ba
bitual de comprar, para revendor be claro;
logo be commerciante, porque o h-lodo aquel-
que faz profissao ha1 > ^
bir em estado do quebra. sem culpa, som do-
lo da sua parte; para se provar que nao houve
culpa, nem dolo, as leis tem ettabelecido,
que aquelllo que quebra seja obrigndo a appre-
sentar peante os trbunaes a rasao da sua que-
bra, os motivos, que o hajfto impedido de sa-
tisazer os seus credores, o a continuar no seu
iro commercial; tal he, Srs, a legislacaocom
mcrcial universal, e entre nos,, temos um alvar
de 13 de Novembro de 1750, que conten urna
disposieo expressa a este respeito, urna dispo-
sieo positiva e precisa.alvar citado ostabole-
ce no seu paragrapho 14, que todo aquello que
se adiar em ctlado de fallencia teja obligado a
opprcsentar perante os Trbunaes os motivos da
sua fallencia, os prejuizos, por quo tem que
lirado, e bem assim a sua escripturacao mer-
cantil. Eu (arei a leitura deste paragrapho do
alvara, porque he decsao capital na materia.
(leo)
Aqu est, Srs. a disposieo clara do al-
var, a qual exige, que aqoelle qne quebra su
appresenle perante os Trbunaes, jurndoos
motives da sua fallencia, o tamben) entregue
a sua escripturacao, ou pelo menos o Diario;
quem isto nao faz, he banca-roteiro fraudulen-
to ; e vista a disposieo do Alvar, cuja leitu-
ra fiz, o anda que algumassuas disposces
estao revogadas, como porexemplo, adaap-
presentacao perante a unta, que hoje nao tem
lugar, devendo ser eita peranto as justicas ter-
ritoraes, em virtude do alvar de 29 de Jullio
do 180!). que, attendendo aos grandes incom-
modos, ou antes impossibillidade em que se
achava aquello que quebrava de se ir appreien-
tar perante a junta do commerci aacha
estabel Capital do Reino, determinou
ue eita Bpresenlatjio
perant territoriae, qu
boje os Juiei do cvel; lambem esta rev

naquella rfjirtfl que diz respeito rubrico : nan
mais porm subsiste, especialmente naquellas
que dizem retpeito as obrigaeOes te fallido.
Ora, Srs., dos autos nao consta que oreo
. -resen(asse escripturacao alguma ; as testemu-
linas deolario, que nao sahem que 0 reo tal fi-
tesse ; o reo n5o aprescnlou documento algum
d'ondo se veja que elle apresentou os seus li-
vros ; nao so v lo processo que o reo se apr-
sentasse enijuizo, jurando as causas de sua fal-
lencia ; lo;o, segundo a nosta legislarlo, o reo
he reconbecidamente um banea-roleiro fraudo-
Ionio. O reo nao pode chamar em seu abono os
seus precedentes ; um negociante sem vros
nao pude ser julgado sendo fraudulento ; esla
he a disposiQO da nossa legislacSo ; he dispo-
sieo das legislares franco/a, portugueza, Ac.,
em summa de toda ;i legislarlo commercial.
Todas as ve/es que o negociante nao apresenta
seus livros escriptos em forma mercantil, nao
se pode considerar negociante de boa f.no hu
nada que allegar ; e na i se diga que o pequeo
valor do seu commercio nao o obrigava a ter li-
vros ; jorque a le nao distingue, nem podia
distinguir; a obrigacto be para lodos a mesma,
todos que exercem o commercio est&ajugeitos
s regras eslabelecidas, em relaco ajo seu com-
mercio. porque se de corlo aquello que negocia
a retalbo nio tem necessidade de ter to gran-
de numero de livros, como o negociante de
commissoes. ou de grande trato, isto nao dis -
pensa <|uo baja algum livro, ainda que nao es
cripturadocom toda regularidade, donde cons-
ten) todas as suas transaccoes ; mas o reo nao
apresentou nem um caderno, nem um borrao :
nao apresentou nada.
0 outro artigo do libello aecusatorio estabe-
lece diversos fados, donde se conclue fcilmente
que o reo destruio os effeitos do seu commercio
em prejuizo dos seus credores, o so levantou
com a fa/enda albeia As testemunhas e a de-
claraban do aecusado estabelecem o fado de quo
o r i havia comprado em Janeiro de 42 a bor-
do de urna embnrcaco, consignada ao Sr. Cau-
dino Agostinbo de Barros, una porco do car-
ne secca; que poucos dias dopois, so dra por
fallido, declarando que nao podia pagar, por-
que nao tinba com que, o bem assim que o re-
sultado da apurarn deste enero, o reo o ha-
via consumido, | em despozas da sua casa,
j e:n pagamento do alugucl das casas, equo
cntregou o armazem aos seus credoros, sem quo
nelledetiasse cousa alguma, a nao ser urna ba-
lanca velba eurnas esteiras. Tudo istodisseo
leo na carta, odisserao as testomunhas : aqu
estao os seus depoimentos; v-se, por exemplo,
a primeira (Manoel Pedro) que diz, que sabe
pelo ver que o reo comprava carne chamada do
Ceora para revender, (|ue a comprara duasve-
zes no principio do anuo em que quebrou; quo
sabe lambem, quo nao pagara o preco da car-
ne, c quo por isso mandara chamar os seus cre-
dores, &c. As mais di/em o mesmo : a leitura
do seu dopoimento foi feita, por isso eu dexa-
rei de a repetir; por o que ellas disscro, o po-
lo quo o reo declarou, est provado liaver o reo
comprado a carne ao Sr. Gaudino, quo he nao
pagou, por consequoncin que defraudou os
seus credores.
O reo aHega que com o proJucto dessa carne
pagou os alaguis do armazem,mas vos bem ve-
des, Srs., quo o aecusado nesse caso tinba a dar
a railo por que nfo pagou anteriormente esses
alugueis com os resultadas que antes tinba ti-
rado, devia por consequencia darcontas, por-
que nSo era o Sr. Gaudino quo tinba ohriga-
efto de pagar os atrazados da sua casa ; ora,
isto accresce que o reo se deo por fallido em 21
de Fevereiro, e comprou a carne em Janeiro ;
isto he, :-rou-a em occasiao quedeviaco-
nbecer qual era o seu igo oi ile propo-
sito, abosando da conianca daquelle que nelle
confiava, lito de o defraudar; por
ommetteo banca-rota fraudulen-
cia Europa,
odici eiraBorges;
inte proced.


ment. 0 reo, procurando, no estado em qu<>
abia se aobava do i itotubilia le, a compra qu
fez da carne ao ^r Gaudino; abusou da con
fianva que ente nelle depositou, e isto be um
oircutnstanoia aggravanto, que o li bel lo meo
eiona.
Concluo duendo, que espero que os Srs. Ju
radon fir justiea, advnrtindo s nente que u
reo ja fo condemnado n um Concelho, em qui-
se acbavio pessoas muito entendidas na mate
ra. sendo Presidente o Sr. J u Ramos da tMi
veira. Confio ver confirmad i essa docisio, qm
ju fui tomada a orca do aecusa lo
Forio interrogadas duas testemunhss poi
parte da accusaeao ; as quaes declararlo conbe
cor o roo, o, boin assirn saber que elle compra
va carne, e a revendi, que deixou este nego-
cio, lia dous annos, pouco mais ou menos, que
entregou aos credores o armazem sem cousa al -
guma, nao tendo o valor do genero que Ibes
comprou
Em seguida, pedio e obteve a palavra o-Sr.
Advogado da defoza, que disse.
[Continuar-u-ha.)
Com mullicados.
.2
iluiao do Jui/ de Pazo Vereadores. E vio
ilguem jmais em pratica semelbante syslema.
que lerriveis cons1
quenctas livessem oe
t^uanfo no Indgena, o outros peridicos
da antig upposicao desta provincia, os ho-
mens, que boje so di/.em gove.rnistas, preg i-
vSo abertamento a perniciosa doutrina do di-
reilo de resistencia armada contra o Govorno,
que era licito oppor-se as leis lora dos termos
dodiroito, que quer que ellas sejlo analyza-
das razoavelmento, nos anda que os contraria-
ramoj, nesta mesma folha debaixodo signal,
com que firmamos o presento artigo, todava
pensavamos, em consciencia, que scmelhantes
ideias nao erao senao urna estrategia poltica,
um macliiavelismo, empregado sement, cm
quanto chcgavlo a empolgar u govornanea
c logo que isso se conseguisse, ellos mudariSo
de linguagem, e do pareoer ; o entfio se les
culparan, se tanto precisassem, com a ideiu
de provocado, que Ibes Ci/io os seus antaga-
mstas polticos. Quanto porm nosengano-
mos o habito de mal dzer, cobrar dessa
gente, fez, que o nosso pensamento (osse des-
mentido completamente.
CtregarSo emfim, por urna atalidade, que
apoltica nos obriga acatar, a empolgor o
governanca, eilos outra vez nos seus princi-
piosde resistencia ; e s nisto lorio consequen-
tes : Triste vedado lerrivel eegueira que
bao de arrumar a eiles que sao culpados, e
aos outros que ncnbuma culpa tem, isto he ;
ao povo, que s no remanco da paz, e do so-
cego pode prosperar, e gozar dos fruefos de
seu trabalbo, e de sua industria Empotgan-
do a governanca, esses bomens tomaro so
mais atrevidos, andanosos, o em seus deli-
rios arrojo se a sustentar o platicar a sua don-
trina de sangue, e por consequencia a anar-
chia a mus desastrosa. "
Estavio em opposiio ao Governo, incita-
vaoo povo, a queso revoltoso contra o Gover
n ; pois que o povo, diziao elles, tinba o di-
reito do resistencia armada contra oGverno,
quando este Ibe nao agradasse e d'ahi virti-
los leuvar as rebeit s de S. Paulo e Minas por
meio das quaes u requera ao Imperador a de
posicao do (ioverno ; ebegao a gobernar ffal -
lamos com ezcepco), e anda contnuao a in -
citar o povo, para que se amotine, o apan-
gue, cuspa, surre, e por fim sangre a lodos
aquelles, que se ecbao boje na opposicao, e
mesmo aos que sendo seus correligionarios,
todava nao os acompanhSo nos seos plan
sangue, o do subverslo, pois que dizem
elle, o poto tem o direito de resistencia al-
iada contra a opposicao, e contra lodos, que
n9o sao liberaos, como elles; e d'ahi vim s
nesses das do Setcmbr.o prximo passado al-
gumasdas principaes autoridades desta provin-
cia a testa de una multidao desenrcada, d'on-
de partido gritos de morra certas e determi-
nadas pessoas ; oquetudo Ibes pareceo meio
rnuto conducente para que se fiseesem as elei
cues fivremente !
Estavio em opposicao uo Govcrno, incta-
vao o povo, para que nao obedecesso s leis do
Conceibo de Estado, o da reforma dos Cdi-
gos, pois i|uo o povo, dizao elles, tinba o di-
reito do opposiyao s leis, quando estas Ibe
naoagradavo ; o d'ahi vimos lnuvar-se a po-
pulado de muitas comarcas ao S. Paulo e Mi-
nas por nao reconbocer os empregados, que
all se criaro, c so eslabelecerao em virtude
da lei das relormas; chegao porm a gover-
nar, incito o povo, para que seopponhaas
leis, e desrespeitem as autoridades; pois que be
licito oppor-se as leis, que nao agradaron e
desrcspaUir as auiorid Jes. que nao forem iln
seu lado ; e d'ahi vimos que se nao praticario
muitas solemnidades das leis sobre eleigdes o
por fim insultar-se, a fazer correr da igrejo
Juiz de Paz dos Afogados, quando este exer-
cia urna funeco de seu cargo, presidindo a
ibismar oa seus autores, o o mesmo povo que
s segu .' Essa tem sido a sorto de todos
Mjuelles, que tem querido governai insuflan-
lo o povo contra os seus aJversarios pol-
ticos.
Urna opposicao bent intonsionada facilmen-
b poJe ser desarmada", se o Goverpo, e seus
lbalos para a convencer de seu erro, em-
pega se.opio em contrario os elementos de'
rdem, em qu- se deve basear todo o Governo
U-to; como a execueflo a mais restricta da lei,
iara com todos, quer soja governista, quer
seja opposicionista ; o raciocinio sem os ata-
nos da arto, para que todos reconbeco a ver-
'ade fcilmente ; a moderaeao, e prudencia
as suas uccoes as mais simples ; a animacc
do povo por leis sabias, para o trabalbo o a
industria em geral, e finalmcuto toda a ideia
de paz e socego. Foi assirn, quo um Pedro
Grande desarmou urna poderosa opposicao,
quo tinba a sua fente sua propria mulhor e
seu fiiho. Elle n5oseservio do povo, senao
para oempregar no trabalho, animando-o pa-
ra todos os gneros de industria, de que os
RUSSOS muito carecan, c simiente a le foi em-
preada contra o seu fllbo, que leve de ser
condemnado nos Tribunaes, pela sua rebel-
da e desobediencia.
A vista destes e de muifos cxemplos,
de que abunda a historia, jamis pode ser
justificado o syslema, que. vio seguindo os
nossos homeus, quo se di/cm governistas.
A opposicSo de boje nao marcha senao pelo
trilbo da moderaeao ella repelle toda a ideia
de desordem, e para que soja vencida, no caso
de se adiar em erro, nao era preciso incitar-
se o p vo a desordem, quanto mais pregar quo
os seus meuibros devem ser espancados, cus-
pidos, surrados, e por fim sangrados. ig-
ras I Mcu Dos, ontro tanto li/erao os Pha-
riseosconlra vos |
crimes, e de monstruosidades que recorreo
para vencer as presentes eleicoes senao de
um modo ti o in seravel, de urna manera la o
vil que equivale urna confissaoc.ibil, de quan-
to ho aecusada Oh meu Dos de quanto
nao In; capaz o homem, quando tendo em seu
curasao esquecido os vossos dictantes, so v de
samparado da vossa misericordia I
}\ \- como esperar outra cousa da pandillm
Iigeiru da praia? Como d'outra sorte se defen-
dera ella das graves, porm verdadeiras ar-tii
edes, quo Ibe tomos foito, dos vergonnosos cri-
mes de que a bavemos denunciad > ao publico
desta capital ? !. Negal-os ? Oh isto he mui-
to, na verdade; porm o ladrao ainda apanhado
om flagrante, tendo mesmo na mo o objecto.de
cujo furto o aecuso, nega redondamente, que
o turtou Assirn sois vos ; porm com a d i fe
renca, de que o ladrao cala-se, e tomado de um
sentimento do pudor, ou vergonlia deque ,
nem ao menos sois susceptiveis nao ousa en-
carar os seus aecusadoros : e vos? Vos sois lao
infames to vis, tondes i n consciencia de
tal rnaneira calejada pelo habito do crimo, que,
apanbrdos em flagrante,prorompois em invecti-
vas,em calumnias,o mentiras contra aquelles,que
nao podendo supportar vossas infamias, que nao
podendosilenciosos presenciar a serio inaudita de
vossas torpezas,e iniquidades.comresignacaoco
rajosa e dedicaco heroica se resolverao a vos de-
latar, a denunciar ao publico os vossos crimes,
o malversares Muito embora pois nos aecu-
muleis d'improperios, e baldos; muito embo-
ra na impossibilidade de negardes os factos,
que vos temos imputado nos chamis ladres ,
caasassinos,cquantode mais indgn i houver nes-
le mundo;apesar disso.apesarde vossas dea farpa -
dasameacas debacamarte e punhal, nos vospro-
testamos;que nao abandonaremos o nosso p sto,
que sempre nos acharis vigilantes, e promptos
abater-vos! Nao vos tememos; por isso que
quando, fornidos pelas vossas monstruosidades
to sao cousas, que s fazem barbaros selvagens ; nos disposemos ;i arrancar-vos a mascara ina-
monslros mais monstrosdo que asmesmas fe-|me, com que al hojo tendes permanecido en-
cobertos, meditando seriamente nesta ompreza,
medimos todo o perigo de nossa tarefa o reco-
nbecemosa quanto nos iamos oxpr combaten-
do om inimigos cobardes edeseaes; porm o
amor da patria, dessa patria cujo seio vos, fi-
los ingratos c degenerados, filhos parricidas,
lao torpemento dilaceris, foi em nos mais po
deroso qualquer outro senlimenlo, que o sen-
timento do mdo ; porlanto ainda oulra ve?
vos bradamos, quo nao vos tememos ; pois que
enfim nao devo a innocencia tremer peranto a
maldado O hediondo aspecto do crime as-
susla, he verdade, a candida virtude; por m ja-
mis falla-ha temer, ou tremer!!!.?
izeis, quedescubristes, que somos ladres;
pois bem, nos vos convidamos a quo declaris os
nossos nomes, que digis, quem nos somos; nos
vos imprasamos, evos conjuramos em nomo do
Dos vivo, a que aponteis um s facto de nossa
vida, qne possa ser comparado a essa existen-
cia de crimes, a essa vegetaco de torpezas, em
que, continuamente afrontando a Dos eaos
homens, passais vossos dias miseraveis So so-
mos ladroes, denunciai-nosa justica, levai-nos
barra dos tribunaes do paiz, para ahi vos con-
vencermos de calumniadores infames, e facamos
sobre vos pesar as penas que as leis tom de-
cretado para aquelles, que lao vilmente atassa-
Ih.io a honra alheia. Ab! Dai esse passo, nos
yol-o pedimos, d'elle depende a gloria do lado,
que se ufana de perlencer o
Verdadeiro liberal.
A DESCOBEIITA DO I). NOY, OU A MISERIA
D\ PRAIA.
Depois de um silencio longo e profundo do
um silencio scpulcbral de mais de dose dias,
pensavamos, que a sucia praieira enveigonhada
do ver publicadas algumas dos muit, s ndigni-
i-des e torpezas com que se ha emporcalha-
do, 0 desacreditado peranto a maioria desla
provincia ou timorata, de que pouco pou-
co, rasgando-lho o ja esfarrapado veo da hypo
crisia, com <|ue ella anda se alaparda ntrenos,
patenteassemos a esta provincia e ao Brasil toda
essa enorme quanldade de crimes horrorosos
com que a pandilha tem como que espantado a
nalureza pbisica e moral, o por isso recolbi-
la mudez do criminoso convicto que agu-
Ihoado pelo tormento do remorso, e pela pre-
senta da verdade, que de continuo o arge ,
apenases suas questfles podo dar o desmentido
dos labios, ella jamis teria o arrojo, ou a n-
qualificavcl loucura de apparecer em campo em-
punhando contra nos nao lanca, ou a espa-
da do cavaleiro, Hverdadeeoraciocinio, por
nloestar habituada; manejartaesarmas.massioi
o ferro criminosodo cobarde assassinoa calum-
nia ;enanavamo-noscomplelamenle, e o /).
otjo de sexta fc-ira 10 do corrente veio conven-
cer-nos do nosso erro na correspondencia assig-
nada pelo inimigodd ladrnetl!'.....
Maravilha sobro rnaneira. que a praia, que
>e jacta de una innocencia celestial, que indis-
tinctamente eleva a pureza dos seus partidarios
cima da dos mesmos espirites angelio s, se nao
i defender das accosacSes, que Ibe sao quo-
lidianamente feitas pelo verdadeiro patriota-,
inimjo d'anarchia, e verdadeiro libral do
Diario de Pernambco, senao {firmando roui
catbegoricamente, que, tendo rindo aoconheci-
mento, de que os communicanta em qucUao
cro tres ladres d'escravos, cavallos, $ por isso
M --------------, j, i. ..-,,
es nao dava resposta; aconselhando aos seus
anginhos da praia, que acautelassem quan-
to de scu possuissem a fin de nao serem rouba-
dos pelos tacs communicantes .'!.'!... Ora na
verdade nao se piule dar maior miseria da parte
dos Srs. ligeiros da praia' He o parto da mon-
lanba, que depois de ter com os seus gemidos
atroado os valles, o abalado os bosques por
espaeo de tres dQ8 consecutivos, deo finalmen-
te luzum insignificanteratiobo! Pois a praia,
que todos os dias nos atordoa os ouvidos com a'
sua tao decantada probidade, e honradez, quo
enrouqueco orea do gritar, que as suas farras
ridiculas, e burlescas a que descaradamente
chama eleicocs (oro feitas sob a influencia de
todas as rearas, o c ndicOea prrrjptag pela nos*
SI legislacio; que ludo quanto tem feito, tem
sido bom, justo e legal, nao tem outro meio
de provar sua innocencia, quando se pocm em
duvida essa honradez detarrarha ; quando se a
aecusa de fraudes, c extorsSe, roubos escanda-
de rotos, de violencias, e toda a casta de
AS ELEigoES 0 niO-FORMOSO.
Quando vimos no //. noto a historia das
eleicoes do Rio formoso. supposemos logo,
que nella bavia muita cousa de falso, e do ca-
lumnioso contra os benemritos, e dignos Jui/
Municipal, Delegado, Sub-delegado, e Juiz
de Paz daquella villa ; mas baldos de inteira
sciencia do caso, nao podemos desmentir in-
mediatamente ao torpes infamias, com que
a inlcrnal pandilha da praia quiz envillecer,
aquelles si/udos, e honrados cidadaos, at que*
agora bem informados de quanto all OCCOrroo
aclamo-nos habilitados a dizer alguma cousa
em resposta a essas (eras, que s procurao atas-
salhar o mrito de seus adversarios, para os
nivellar comsigo ; o que fazemos, para que nao
pnssc um fado, que sendo positivamente adul-
terado pela pandilha da praia, pode occasio-
nar cm alguem suspeitas de sua exactidao.
A eleico foi feila com a forca armada e &c.
at invadir a igreja com alguns quadrilheiros
seus sequazes, para ver so conseguiao (como em
I8-1() o (izero dous escnvinbadores da pandi-
lha que erao I empreg idos),roubar a Urna, ou
vicial-a ; oque sendo sabido pelas autoridades
policiaes providcnciaro de rnaneira que pode-
ro frustrar as trapacas quo bavio insinuado
aquelles miseraveis : o foi realmente isto, o
quo os exasporou, por nao poder m fazer na-
quella comarca, das suas costumados exportes as
eleitoraes.
Ilouve, bo verdade, urna prisao, mas foi
ella a do um seu c rreligionsri'i. tal, quo ja
foi preso, o processado por ladrao de cavallos
o qual por se adiar ebrio ou cousa equivalente
assentou que devia ameagar, e insultar impu-
nemente o Presidente da Mesa que o mandou
recolber a prisao, contentando-se de o corri-
gir assirn, e nao obrando como om Ipojuca,
onde um cidadao que recusou votar na quadri-
Iha da praia. foi cruelmente morto a pao / !
e por quem ? Dizei-o vos, se a tanto vos atre-
vis.
Admira na verdade que o partido da ordem
sempre vencedor as eleicoes do Rio-formoso,
se rtbaixasse t commotter as indignidades, que
a praieirada tem posto em pratica, em toda
parte onde conta ser derrotada, mormentc nao
bavendo all praieiro algum. que podessp in-
fluir contra o partido da ordem ; porquanlo
aquelles marrecos, que menciona o D. novo,
sobro serem carecedores do toda importancia,
sao despresados de todos os bomens sizudcs da-
quelle lugar.
E com effeito quo lucro poderao colher os
amigos da ordem de fazer quanto em seu desa-
bono diz o infame I) novo? Nao seria a
Junta (^u.ilificadora (do quem depende o ven-
cimento das eleicoes) composta de gente, toda
anti anarchisla ? N8o era a maioria dos vo-
tantes amiga da ordem ? Haveria lambem por*
li modo dos cacetes, e punbaes do batalhao li-
geiro.quefoi aos Afogados debaixodocomman-
do de tres candidatos Deputaco Geral?.'!!
Nao : a Junta niio era da grei da praieirada ;
os habitantes do Rio-formoso deteslao a desor-
dem, e nao tomem os aquislas da Roa-vista,
S. Jos &c. &c. e por isso impossivel eia quo
alli se po/esse em execucao o que smenle he
preprio de praieiros.para assirn disfarcar a im-
postura que accarretarao comsigo.
Se nao soubessemos, que os Srs. Dr. Fer-
nando Affonso de Mello, e Manoel Henriqucs
Wanderlei prelendem informar o respeitavel
publico, e moslrar-lbe as calumnias com quo
os brindou o D. novo, cujo furor presentemen-
te he inqualiicavel, seriamos mais extensos
demonstrando ainda a falsidade de ludo, quo
contra elles publicou o venenoso orgflo da
praia ; mas como elles tem de o fazer, conten-
tamo-nos por agora de poder assoverar a quem
quer que o deseje saber, que he falsissimo haver
o Sr. Dr. Fernando soflrido a acre, e infa-
mante injuria de ter o Sr. Jos Francisco Di-
niz Machado declarado que Ibe pedir trezen-
tos e cincoenta mil rs. (do que o julgamos in-
capaz) para dar urna sentenca a seu favor, o
bem assirn asseveramos que o Sr. Manoel Hen-
riqucs portou-so naquclla cleicao, como sem-
pre, como homem do educacao, honra, o
prestigio, sem que fosso nunca desobedecido
pelo Commandante do destacamento, que
enmprio fielmente em ludo as ordena, qus llio
deo a bem da tranquilidade, e servico publico.
O amigo da verdade,
O VIGAB10 no RIO FORMOSO.
Que virtude ha ah, que reputacao por mais
(irme a abrigo das calumnias e injurias da
praia I! quebrai as relacoes as mais sagradas,
perptralos crimes os mais alro/es; e aliai-vos
essesseus, e seris sanlii.ados; tde ai.jos
mas diverg em opinioes polticas e a calum-
nia, o as injurias vos perseguirlo incessante-
menle e outro eziJo nao tereis q^e a vossa
consc.cnca, porque os tribunaes aondo irieis
demandar repagao. puniriocom o escarneo a
vossa queixa novas calumnias, novas ininrias
scr5o as provas produzidas polos vossos detrac-
tores.
O vario virtuoso, a quem fazemos estado-
loza, dedicado ao altar, e s ao altar mal
pensavaqueseunome visse a lur do prio se-
nao em razo de seu ministerio sagrado ; mas
engaiiou-se, elle nao p,M|ia escapar da perse-
gu.cao geral: o Vigario do Rio Formoso mere-
ce a sympath.a de seus freguces he geral-
fiumln (id,,t, I. _.. i '
diz o pasquim praieiro : ms que violencia, .^ n^nt?eKado ZTvi td?,?^ I 8Cr'"
emp;egarao! Onde eslao os morios. osf,r. imnnrt! T ?'\" tUC" Bfond'. empregario Onde eslao os mortos, os feri-
dos, os espancados P Onde os recrutades. os
presos sem culpa formada, e sem motivo legi-
timo? Km parto nenbuma lobosamente
cu ufe!.,, i ociiefe do baiaibao Reiro, o como
pois so atreveo a manchar com infamias, a re-
putacao de homens de cuja probidade nem elle
mesmo pode duvidar? Sim.toda a pandilha sabe
mui bem que dous, ou tres dos Se US invisiveis,
que por alli forao encalhar. perdida a esnnmn-
i ... .' rl,_ul"" d '>[ ""- -oHiuiasavuiiKias: nao se'etn i H nin
a de vencer a e.c,c>, tentarlo baru!hal-a o do taita do fiel aonds fea or eCrbdi ta
----------------. m, M.IMIl.lll, i uu
importa, nao servio aos planos da praia nao
pensoucomo ella, anathemasit. O' quoa-
trocidado do quo servo M virtude !
QanmeofhececsfiSdigno Ministro doaitar,
sabe que eilo na, desdiz sua missao sagrada ,
nas a preenchesatsfadoriamenle, e edifica
com seu exemplo aos fiis confiados sua
Hireecio espiritual elle con, sacrificio de suas
possibilidadoecontribue para as obras da matii
c mrsmolasavultidas: nao se'dir de junto


miseria sem deixar urna esmola familia deso-
lada : presta -se gratuitamente e 8tm esperan--
ca de lucro a todos os offi ios sagrados que a
pobreza roclain.) : /eloso, e apresurado corre
sn ofcra distancia o as difliculdades do ca-
ininhu para onda a urgencia dos Sacramentos o
chama: que se nomeie o liel a quem elle re-
cusou os oTj/.io doseu ministerio Esse facto
qu o O. novo vincionou mn o seu n. 213
he uma falsid ido. be um arrojo, he urna men-
tira. II nao recusou os sacramentos a esse
Manoel Fernandos moribundo : .. facto se
passou noengenbo Matto-Grosso? o documento
junto o desmentc alii est o tostemunho do
senbor do engenho.
Ciin > be que coin accusaaies vagas o D.novo
quer denegrir a conducta irreprehonsivel desse
eoelesiastco virtuoso P cujo crime s consiste
em nao pensar como a praia em nao servir
seus planos! Felinas todas as froguozias so es-
tivessem servidas do cura do almas como a fre-
guezia do Bio Formoso !
DOCUMENTO.
Ilim. e Rvm. Sr.
Luis Antonio Marques da Silva GuimarUes.
Ten lio presente a estimada carta de V.
Rvm o inuito sinto quo a sua vinda a esta sua
casa Ihe originasse o mais leve dessabor. Anda
quo estou bem persuadido de quo as minhas
palavras nao podero augmentar a f quo merc-
eem as de V. Rvm. comludo para comprir com
o que me determina devo dizer que sao exac-
tos esses doleilos dilogos que bouvo entre
Anna Gustinha o V. Rvm. o por isso a este
respeito nada mais careco dizer.
Dizer he porm necessario responder aos dif-
erentes TJuesitos que V. Rvm. me propoee
cmpreme dizer quanto ao l.que me cons-
tou que a rogos do enfermo Manoel Fernandos
fraum morador deste engenbo a presenta de
V. Rvm. pedir os Sacramentos, e isto poucos
dias antes do fallecimento do Rvm. Padre
Francisco, quanlo ao segundo digo que o
Padre Adriano, ]a tinha confessado o onfermo
quasi no principio da molestia e responden-
do finalmente ao te/caira c ultimo quesito devo
dizer quo o fallescido Fernandos loi sepultado
na capelladosto engenbo e nao cobroi os di-
re* s parochiaes para o que V. Rvm. me ha-
via dado laculdade, por ello nao ter deixado
bensalguns como ja iz ver a V. Rvrn no
dia 23 do Sctembro p. p. em que tive o prazer
de o communicar. Tenha V. Rvm. sade
e socego do espirito como Ihe dezeja quem he
com estima e respeito de V. Rvm. amigo res-
peitador obrigadoe criado
Joo BentQ de Goveia.
xa
RIO FORMOSO.
Quem he esse Raposa, correspondente do D.
novo, que so julga capez de lazer desmedrar,
por meio de calumnias, a reputaeo que nesta
cidade e na comarca do Rio Formoso tem br-
illado por suas virtudes e probidHde os mu lo
dignos cidados Jos Antonio Lopes, Vig Silva
Guimaraes.Bachareis Christovao Xavier Lopes,
e Fernando, o Juiz de Paz Manoel Hennques
Wanderley o Joaquim Dini/. Quem be esse
cavalleiro que pelrfviseira parece o da triste li-
eura Outro oflicio, Sr Raposa quem Ihe
metleo no couro essa diabrura ? Pensa Vm. que
qualquer parvalho podo dar o tirar reputa-
res ? Acalme o seu furor satnico, esses no-
mes que Vm. quer.desluzir, sao sobranceros
sua mordacidades ossas calumnias quo \ m
assigna de cruz : esses factos relendos na corres
nondoncia sao urdidos pela praia, sao pura m-
venso, para o fim de denegrir o ofluscar a bri-
Ihante victoria que o partido da ordem conse-
guiono Rio Formoso: nenbuna Mesa aro-
cbial anda procedeo com maior regular.dadee
prudencia, nenhuma anda respondeocom mais
sangue'lrio e impassih.lidado aos maullo que
jmf minora turbulenta o insignificante Ihe di-
rigi : louvnres ao Juiz de Paz e dignos mem-
hroa dessa Mesa, a qual a melhor gente do Hio
Formoso vota o reconbecimedto o mais pro-
fundo.
COMMERCiO.
Alfandega.
Rendimento do dia 15.........6:108*605
Desearrega hoje 16.
BarcaVijAiiflafemercadoriaa.
IMPOliTAQA.
Niqhtingal, barca ingleza vinda de Liver-
d"e I mea Crubtree A C.. ^"^WM*S
8 fardos fazendas dalgodao, 50 gigos e 1
caixa louca, Fox Brothers.
81 barricas ferragem, K fardos.61C as
hiendas de algodao, 2 lardos &"** ai.
1 caixa com 1 selim. 100 gigos, b ricas
cttlosloup, 400 fgros, 1'" chapas para
foges, 1 tina carne salgada, 1 lata o 1 cai
ignora-se; aoS consignatarios.
1 embrulho livros; a Geo. Patchelt.
10 fardos fazendas delaia. G dilose II ai-
xas la/.endus d'alg >do, 1 2 ditas linlias d'algo-
dao. 1 caixa chapeos, > ditas roupa feta, I 'r
barricas. 88 barricas e 2 caixa* forrageiis o pre-
go*; 160 barras de ferro, 230 folhas dito, 60
chapas dito, 61 feiiea dito, .'500 brisas de arcos
ditos, 50 harria chumbo do munico, 2 barris
mantoiga, I lata com 1 queijo, 1 presunto ; a
Geo Kenwarlhy & C.
6 I ird is e 2 caixas fazendas de linbo, 42 di-
tas e 5 f.rdos ditas de aigodo, 2 caixas dita de
la ; a Adamson llowie & C.
23 barricas ferragens, 60 chapas de ferro,
400 fogoreiros, 2 feixes, 2 caixas e 9 pocas me-
chanismo, 15 fardos e 13 caixas fazenda d'al-
godao ; Johnslon Paler & C.
25 barricas drogas ; C. Kruger.
10 caixas o 4 fardos fazendas d'algodo, 8
caixas linhas dito ; Latham & Hibbert.
i i caixas fazendas d aigodo, 10 lardos e 7
caixas ditas de linbo e algodo ; B. Lasserro
&C
8 caixas o 6 fardos fazendas d'algodo, 1 ees
to louca ; John Stewarts.
6 fardos fazendas de laia ; Deane Youle
&C.
30 lardos e 6 caixas fazendas dalgodao, 3 di-
tas ditas de linbo ; Bussell Mellors Ai C.
1 barril conservas, 1 caixa lingoassalgadas,
1 gaiola pombos; 1 lonkeym.
2 saceos rolas ; a R. Brooking.
1 caixa ignora-se ; a Me. Calmont & C.
6 jarros passas, 1 quarlola agurdente de
Franca, 1 barrica queijos, 20 presuntos, 1
mana toucinho, 2 lardinbos roupa feila, 1 sac
co amostras ; John Carroll & Filbo.
Movimeno do Porto
Navios entrados no dia 15.
Barcellona; 46 dias, brigue bespanhol Lauta-
ro, de 120 toneladas, capilaoJoao Bertrao,
equipagem 15, carga lastro ; Jaao Pinto
de Lemos& Filbo.
Cdiz; 43 dias, brigue ingle/. Swift, de 195
toneladas, capilaoJohn David equipagem
11, carga lastro; a Le Bretn Scbramm
&C
Pcncdo; 15 dias hiate nacional 5. Autonio
Fiordo iio, comm. Thomaz Gomes de Ai-
meda, equipagem 5, carga pedras d'amolai
Parahiba ; 3 dias, hiate nacional .... Cruz,
mestre-NicoIo Franciico gem 4, carga toros de mangue.
Sakidos nonmmo dia
Pesca; brigue americano Inga, capito Cud
worth ; com a mesma carga que trouxe.
Mace. Babia o Rio de Janeiro ; vapor brasi- premio, sobre penbores ou hypolheca, sendo
leiro duapiassu, Commandante o tap.ilao-
Tenenle Guilhermo Carlos Lassanco e Cu-
nha : conduz para ns Alagoas 100 pracas das
que trouxe do Rio de 7aneiro a corveta Ca-
rioca.
Falmuth ; escuna ingleza lloyal Sovereiger,
de 233 lonelladas, mestre Franciseo Cadoll,
equipagem 11, carga assucar.
Declaracocs.
Leudes
L. G Ferreira dt C. fario loilao, porin-
lervenco do corretor iiveira, de cerca de mil
li,irncas de farinha de trigo, sendo a mor parle
las moldures e mais acreditadas mareas de fu-
go, quinta eir 17 do crrante as JO doras da
mandila, no seu armazem do decco de Manoel
l.uiz Goncalves, no Itecife,
: Joaqdim da Silva Lopes fai Icilo d'uma
fiorcSo de mantoiga bollando ; no caes da
Alfandega, junto ao armazem de Das Ferreira,
quarta fera l do corren lo.
= corr tor QJveira lar teilSo de toda a
moliilia, e mais hens do Dr. I'. Theberge, con-
sistindo em expelientes pianos, mesas do sala ,
dita de janlar, bancas, tremol com podra mar-
more, cadeiras, leitos, sofa^, marquezaa, relo
giSj mancas de vidro, lanternus, lavatorios ,
apparelhode porcellana, oslantes para lvros, o
para msica,cummnda$,guarda-roupas, toiletes
coin espelbos, um oratorio com altar e s"us per-
lences, urna sineta, toucas, copos garrafas ,
urna bomba de cobre logao do ferro com cano
do cobre mappas geogrficos, urna esplendida
collcccjiodo obras impressas do abaliaadoa auto-
res e innumeraveisobjoctos da maior utlida-
de quesera enfadonbo classificar em um an-
nuncio : quarta leira 16do correnlo as 10 ho-
ras da manhaa na casa que foi do eslabeleri-
monto de seu collegio, principio da ra do Hos-
picio.
Avisos diversos.
O N. 21 DO GUARAIUPKS,
PERIODrCO ORDEIKO E GOVEUXISTA,
sabio luz, o acba-se venda nalivraria da
Praca da Independencia ns. 6 e 8, por 80 rs.
cada exemplar.
Frederic Frcmont,fabricante de pianos de
Pariz ra nova sobrado, cuja entrada he pela
Iravessa dos expostos,avisa ao lespeitave! publico
desla cidade, que olio nao saffna pianos por
preco muito commodo as casas, onde o hon-
ra re m, a hora que mais convier aos seus fre-
guezes, seno que, como fabricante dostes ins-
trumentos, os concerta dotudo, c Ibes rem-
dela qualquer defeilo, ou em casa do si us
proprios donos, ou na sua ; os senhores que
se quizercm ulilisar do seu prcslimo, podem
dingir-se ao referido sobrado a qualquer hora
do dia, e espera o annunciante nao desmerecer
nesta cidade do conceito, do que gozou, por
alguns annos, em Pariz, onde aprendeu o ex-
ercicio do officio; e em sua casa existen pianos,
chegados prximamente de Pariz, o tamben,
trocao-se por outros antigos.
= A pessoa que annunciou no Diario de
segunda eira 14 do corrento dar 300,000 rs. a
2 A Administraco dos Fstabelecimentos
de Caridadc manda fazer publico, que no dia
19 do correnle o Hospital de Candado conser-
var-so ha aborto at 9 horas da noile, franque-
ando-so a entrada do mesmo aquellas pessoas
quo o quizerem visitar.
Sala das sossoos da Administraco dos Fsta-
belecimentos de Caridade, 14 deOutubrode
18H.-0 Escripturario ..,
F. A. Cavalcantt Cossetro (10
5= O Administrador da Mesa da Becebodo-
ria do Rendas Geraes Internas avisa aos deve-
dores dos bens do mo morta que no da 21
do correnle manda para Jni/o a rolacao dos de-
vedores assim como da taxa de escravos de
1842 a 1843. e de 1843 a 1844, o para que
cheguo a noticia a todos mandou annunc.ar pe-
lo Diario. Francisco Xavier Cava/cante
de Albuquerque. (-8
Aviso** martimos.
2 = Segue viagem para a Babia o brigue-
escuna americano Washington, lendo bons
commodas para passageiros; os pretndanles
diriiioM aos consignatarios Matdeus Aust.n
&C. .. l.B
2Segueviagem em poucos diasa para o Bio
de Janeiro o brigue americano flrandytoMW.ten-
tcellentea coromodoa para passageiros; of
pretendentea dirijo-se aos seus consignalarioa
Maldeus Austin & C na ra do trapicho No-
vo n,
35.
MU
.,ueira dar sobre uinoscravo, licando eslo em
poder do seu senbor, para o que se da fiador di
giando crdito ; dirija-se ra Velha n. 47.
l=Precisa-se d'uma barcaca quo tenha com-
modos para vinle pessoas, quem tiver urna
nestas circunstancias e prompta a fazer via-
gem na manhaa de sexta feira impreterivel-
mento para o porto do Rio Formoso. queira
comparecer pa ra Direita na easa de Francis-
co Xavier Cavalcanli do Albuquerque, que a-
cdiar.' rom quem tratar. (8
lotera de s. pedho
jv1artyr l)e olinda
Nao pode Icr lugar o andamento das rodas
desla lotera no dia 10 do corrente, em consu-
quencia de existir grande quantidade de bilhc-
Ics anda por vender; porm tora agora nial
livelmente no dia 6 do mez de Novembro vin-
douro por assim .ter determinado o Exm. Sr.
Presidente da provincia ou antes disto se si
\enderem o restante dos bilhetes. Os itoa bi-
Ihetcs achao-se a venda na ra do Cabug loas
dos Srs. Pereira &Guedea e nos mais luga
res annunciados. t'
lilyoa.so ama casa de dnus andares o
solao pintada do novo, e com commodos pa-
ra granda familia ; na ra Imperial adianle do
vveiro do Muniz; a fallar na ra do Crespo n.
12 com Jos Joaquim da Silva Maya. (5
l^.Koga-sc ao Sr. Assenco Goncalves Fer-
reira o favor de dirigirse a ra do Vigario n.
19, queso Ihe deseja fallar a negocio de sen
interesse.
= J. B. C Tresso fabricante de orgaos de
igreja, avisa ao respeitavel publico, que tem
para vender dous orgaos, um pequeo que
se acha prompto, o concertado, (os quees fo-
no da igroja de N. S. do Carino) os vender
por mdico preco, assim como, ous realejo
do boas vozes ; contina no mesmo oflicio,
concerta realejos e p6e machinas novas: ni
Alterro da Boa-vista n. 12, das 9 horaas3
da tarde.
A pessoa que pretende urna sala para es-
(6 criptorio querendo urna na roa dol
ment n. 3 ; pode dirigir-so a mesma
casa.
2 Aluga-se o sobrado de um andar n. 19,
da ra Imperial do Alieno do- Afogadoa na
trateasa do Lima o qual he proprio para ter
lamilla, e eacrlptorio as lojas, que estfio bem
arraujadaa, tem quintal debom tamanbo e po-
co de boa agoa ; a tratar na mesma ra so-
brido n 39. (7
5 A medicina popular americana e as
; pululas vegetaes que a muitos annos, esto em
i uso em lodos os paizes tropicaes, leinse prova-
do corro uma medicina(inestimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais lenra.
Cada caikinha leva osen receiluano, cusa
liOOO rjsa.....dicina pupuiar e americana de
30 pululas, o SOOris as pululas vegetaes do Dr.
Brandrelh de25 pillulos
Avisa-se ao publico que a medicina popular
ainda nao ap'pareceo falsificada a para ma
seguranca das verdadeiras '.-.lulas vegetaes,
vende-se do boje em diantfljjada caixinha em-
brulhada no seu reccituario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Urasil uo Itio Janeiro.
\ ende-se nesta praca em casa do nico agen-
te Joo Reller ra da Cruz u. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da N uva Cardse Ayres, ra No-
va Guerra Silva e Companbia, Atierro da oa-
vsta, Salles e Chaves. 34
18M C-Callum S, Companhia respeilosamen-
te avisao aos senhores do engenbo e ao pu-
blico em geral quo na nova ra do Brum, que-
passa por delraz do Arsenal de Marinba team
estabeleoido urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poenle da mesma ra), onde lazen
cavilhoes atracadores, parafuzos de aportar e
ou tras ferragens para engenbo, eixos, trilhos o
outras ferragens para carros parafuzos e por-
ras de lodos os tamanhos, ferragens para na-
vios, verandas, portaes, cairos de mao e todas
as mais obras de ferreiro; o como os seus appa-
relbos recenlomenlo chegados de Inglaterra sao
de primeira qualidade, proinettem agradar aos
seus reguezea tanto na qualidade da mo
d'obra como no procoe promptido. (16
>=Arren(ia-se um sitio no lugar dos A ro-
gados, denominado sitio do muro: na ra da
Conceicio da Boa-vista n. 58. (>i
2 = Os ubaixo assignados fa/.em publico quo
lendo finalisado no dia 28 do prximo passado
Setembro o lempo da sociedade que tinhao na
>enda das cazinbas da Hiboira da Boa-vista, que
giravasob a firma de Curreia & Boiris ficou
dssolvida amigavelmentedita sociedade naquel-
le da, licando o socio Jos Soares Pinto Cor-
rea com o eslabed cimento c obrigado a li-
quidaco da extincta firma.
Jos Soares Pinto Correta.
Antonio Joaquim Ferreira Heiris. (10
1 (Juem precisar do um destilador d'ago'
aidcnte, que est acostumndo a trabalbar so-
gundooftvstema A moderna; annuncie. (3
=Aluga se o 2. andar do sobrado n. 38 da
ra do Bangel; no 1." andar do mesmo.
=Precisa-scalugar um negro; no botequim
da estrella.
= Aluga-se uma escrava muito boa cosi-
nheira, engommadeira c lavadesabao; quem
proi sar, dirija-se a ra da Guia n. 55.
3 l/.idro Jos Caparica embarca para o Bio
de Janeiro o seu escravo do nome Francisco ,
Mocambique. '**
3Precisa-se de um Europeo para feltor do
um engenbo proferindo-se lilho das libas ; na
ru da Aurora n. 4-.', segundo andar, das fl as
1 horas da manhaa e das 3 as 6 horas da tarde.
2 Miguel Jos de Almcida Pcrnanibuco avi-
sa aos seusconslituinleso a quem mais convier,
que mudou-se para a ra Nova n. 41, primeiro
andar aonde o ai baro sempre prompto. '4
2 M. 8. Mavvson, cirurgiao dentista, acha-
se rosidindo no segundo andar dn sobrado n. 2,
da ra Nova lado da mairiz laz sciente que
n. neo pelo ultimo navio Aavarre chegado
prximamente dos Estados-Unidos, um sorti-
meutos de denlos minoraos incluindo ouro e
prata para chumbar e os mais necessarios da
uu arte. (8
5 Manoel Ignacio de Oliveira emhrr pa-
ra o Bio de Janeiro o seu escravo crioulo, de
nome Miguel. (3
2 Aluga-se um sobrado de um andar na
cidade de Olinda, ra do Balde, muito fresco e
com mullos commodos, grande quintal e par-
reiral, c m exccllcnle banheiro no fundo do
quintal dagoa doce ; pelo tempo da festa, en-
tregndose a chave no 1 "de Novembro: tra-
la-se com Joaquim l.oposde Almeida, caixeiro
do Sr. Joo Matbeus. (8
2Bosponde-se aquem pergunteu de quo
de eredora Mara l'oza do Sr. Ba/lio Alvos de
Mirando \ arejSo, que no sartorio do Escrivio
agalbi rS .auulmcnio u que dete
saber. (5
iOuem precisar de um Porluguez, quo
rever sofTrivelmente, ; eiro
de venda tem pratica, de loja, padaria
i liador sua
LADO


'.
4
Hojeimpreterivelmente parante o Sr. I)r.
Juiz deOrphBus se ha de arrematar do renda
annual a morada de casa do sobrado n. 100 ,
x.ula; quem a (urtou toi un crioulo, queja cor-
tou carne imii um acougue e carregava mate-
riaes oin cavados. cuja canoa he pintada de
sita na ra Direita em a qual mora Jos !'.;; ncarnado, mas dosqotada ; quem dola sou-
gerio Marcelino; eseacha avallada em 30y# rs. Iber, levo a casa doManoel Francisco Guimaraes,
Aluga-se a casa terrea com solao corrido, no sitio que tica por detraz do sobrado do fal-
com scisjanelas de vidracas multo fresca, lem loeido Monteiro; na nicsma casa aluga-se um
boa cacimba sita no boceo do Serigado; a tra- preto por mef, para o servigo de campo ; tam-
tar na ra da Cadoia n. 25. bern se*precisa de um liomem, quo seja dili-
Aluga-se urna estribara, com commodo.; g< ote para tirar barro no Pgo, effeclivamente.
para 4 cavados cada um sobre si, pelodimf-! 2 Manoel Francisco Coelho faz sciento ao
uto proco do -2 rs. cada um ; na ra da Sen- publico que mudou a sua aula de grammatica
F. o obsequio do
quantia que Bcou
a pessoa que nao
) sou nomo por extenso
oTicial charuteiro; em
?alla-velha n. 24.
Roga-se oo Sr. J. 1
quanto antes Balisfazei a
devendo nos Arrumbados .
ignora senfio ver
publicado.
Procisa-se de um
Fra-de-Purtas n. 118.
Quem precisar do urna ama para todo o ser-
vido de urna casa diiija-se a ra do Caldei-
reiro n. 1.
D-se pao do vendagem a pri-las o pretos,
iicandoos senhores responsaveis pelas (altas,
as Cinco-pontas, padaria n. 63.
Precisa-so de u ui a, ou duas pretas para
venderem verduras por dias semanas ou
rnezes ; na ra do Collegio n. 6.
Francisco Alvos da Cunha embarca para
fura da provincia oseu escravo de nome Joa-
quim do nagao Angola.
J ti. Wolhopp & Compaohia mudra a
sua residencia para a ra da Cruz n. t(.
1 Joaolavares Cordeiro faz sciento a todas
aquellas pessoas que teem penhores em seu
peder, hajao de os irresgatarno p.aso de S
dias, ou alias lindo o dito praso os passar a
vender para seu embolgo icando seus do-
nos sem dlreito do reuluinagao alguma para o
futuro. C
iAluga-se o segundo andar do sobrado n.
7 da ra do Queimado; a tratar na luja do nies-
ino sobrado. 3
1A pessoa, queempenhou um annelao, na
ra de Ilortas haja do no praso do 3 dias o ir
tirar, pois a pessoa que o empenhou retira-so
para lora e para se nao chamar a ignorancia
faz-se o presente annuncio. j
I D-se qualquor quantia a premio sobre
penhores de ouro o piala ou outia quaiquer
joia; na ra do Queimado n. 28 segundo an-
dar, (/j
iAluga-se o sobrado da praga da Boa-vis-
ta n. 10, acabado do pintar oestes ltimos dias;
quem o pretender dirija-se a Joaquim Gongal-
ves Cascao. f4
1 O Secretario da irmandade do N. S. do
Tergo convida a todos os irmos da mosma ,
para comparecern a reunio da mesa peral,
em o respectivo consistorio domingo "0 do
correte, as 8 horas da manhaa a fim de se
proceder a eleigio da nova mesa regedora para
o auno futuro. ;7
1 No Forte-do-Mattos na ra de Jos da
Costa n. 6, fazem-sesequilhos de todas as qua-
lidades podins de diversas especies, pastis de
nata, doces d'ovos com seus competentes en-
loiles piio-de-lo, tortas eem fim todas asqua-
lidades de massas e doces; tambem so armiio
bandejas enfeitadas dossas mesmas qualidades,
para sociedades, bailes &e. (8
- Aluga se a Iqja do sobrado n. 46, da ra
1 latina e portuguesa, para a ra do S. Amaro k
ontrando pola ra Nova, primeirosobrado n.
18; quem de seu prestimo se quizer ulilisar,
dirija-se a mesma aula e casado sua residen-
cia a cima mencionada. (7
2 O Bacbarcl Pedro liezerra Pereira do
Araujo Bellrao passou a sua residencia da ra
do i.angel para a travessa da Concordia so-
brado n. 5. (4
2 Aluga-se a loja, e segundo andar soto
do sobrado da ra da Roda n. 45 ; a tratar na
travessa da Concordia n 5. (3
2 No lugar da Capunga perto do rio, ha
para alugar casas decentes para familias passa-
rem a fosta com estribara c banho na porta ;
a tratar na ra da Seuzalla-velha n. 138, ou no
mesmo lugar, ultima casa terrea do lado di-
reito indo para o rio. (6
"2Na ra do Livramento sobrado n. 35,
procisa-se alugar negras, que tenhao pralica
do vender azeitedo carrapato. (3
2 Aluga-se melada do urna casa a urna
senhura capaz, com pouca familia ; no pateo do
Carino n. 2\. (3
2 Quem tiver um menino para criar di-
rija-se a ra de Ilortas n. 32. (2
2 SC1EDNDK THEATBAL CAMPESINA
. O primeiro secretario avisa aos Snrs. So-
cios que no dia 19 do corrento vai a scena o
drama o Judeu ; os bilhetos acho-so na
casa n. i, na Solidade para se distribuirem
nos dias 17, 18 e 19. 6
2 No deposito de farinhade mandioca, na
ra da Cadoia de S. Antonio n. 19 contrata-
se com quaiquer reparticao publica ou parti-
cular ou com algum senhor de engonho, que
ton ha de precisar de farinha para as suas fabri-
cas ou rspartices, por um prego certo em
alqueire da medida velha 3200 rs. ou saccas
com a mosma medida por 3500 rs. ; esto proco
lie garantido por 3 mezes, contados do dia em
que se tratar ; rindo o lempo do Iralo, ser
novo o proco para mais, ou menos confor-
mo a abundancia, ou falta que houver deste ge-
nero. (13
tudo em muito bom estado ; na praca da Boa-
vista coxeira n. 30. (4
2Vendo-so vinho de Bordoaux do muito
boa quaiidade em caixas do duzia; na la da
Senzalla-velha n. 138 (3
2Vendem-se semontes do hortalica sortida,
esleirs de Angola, grandes o pequeas supe-
rior doce do goiaba vassouras americanas a
160 rs., chocolate da Baha a 100 rs. o pao ,
cevadinha do Franca a 280 rs. a libra farinha
do Maranhao a 120 rs. cevada a 60 rs., caf
de carosso a 120 rs., dito moido a 240 rs. di-
to de cevada a ICO rs. aloisia a 640 rs. a
cuia arroz do Maranhao a 500 rs. a cuia, bo-
laxa inglesa a 240 rs., eochurea 100 rs. cor-
veja bocea de prata a 4S0 rs. a garrafa batatas
inglesas a 60 rs. velas de espermaceta a 840
rs. ditas do sebo do Porto, imitando egpor-
macete a 36o rs. ditas de sebo de Ilollanda a
280 rs. ditas do carnauba a 320 rs canella a
640 rs. graxa n. 97 a 160 rs., abanos o ce-
ida \$ rs. vassouras de timb a 480 rs. azei-
tonas a 280 rs., manteiga francesa a 560 rs. ,
banha de porco a 320 rs., cha hisson a 2400
rs., amendoas a 320 rs. pomada a 240 rs. a
duzia ; na ra oslreita do Rosario, venda
11. 8. (22
2 Vendem-se bichos por prego mais
commodo do quo em outra quaiquer parle ;
na ra de Apollo armasem n. ('. (3
Vendem-se sapatos de marroquim e de cou-
ro para liomem osenhora, urna garrafa de pur-
rante eoutra do vomitorio do Le Roy; na ra
Nova loja n. 58.
Vende-se urna escrava de bonita figura .
he recolhida
de 22 anuos
cose, cosinha en-
gomma, e faz todo o mais servigo do urna casa
de familia ; um preto para todo o servigo ; na
ra da Cadeia do Recifc, loja de Joaquim Gon-
galves Casco. 6
IVende-so um urub rei ; na loja da es-
quina que vira para a cadeia junto ao arco
da S. Antonio. (3
1Vendo-so um cavallo melado; na loja da
esquina quo vira para a cadoia junto ao ar-
co de S. Antonio. (\
1 Vonde-se superior simonle da Cachoeira
da Babia ; na loja da esquina quo vira para a
cadeia junto ao arco de S. Antonio ou a fal-
lar com Manoel Joaquim Gomes. (4
1Vendo-se urna prota ladina, de bonita fi-
gura propria para todo o servigo e sabe
vender na ra ; na prenga de Jos Ribeiro do
Brito ; no Forte-do-Matto. (4
1 Vendem-se dous loneis que leva cada
um duas pipas e meia um foi de ago'ardente ,
e outro de azeite de carrapato ; 5 lorneiras do
metal branco, proprias para qualquor liqui-
do tudo por prego commodo ; no largo do
Paraso venda n. 14.
(6
2Vendem-se 6 pares de quartinhas de di- < 1 Vendem-se as seguites pessas theatracs-
versas cores o tamanhos com os feitios os mais o Judeu, a Tomada de Santarcm os dous Re-
delicados, que pode haver, o muito bem dou- negados,Leonor de Florisan, Aflonso 3., Mar-
radas, sendo um par azul, e proprias para sala; quoi de Pombal, Zulmira, Filippe o Bello I),
na ruada Cruz n. 52. (5 Pedro Zezar, D. Bodrigo o Conde Andeiro .
Compras
propria para armasem
ou
no
.'<
das Trinclieiras
ouro quaiquer estabelecimento ; a tratar
primeiro andar do mesmo sobrado.
SOCIDADE TDEATRAL
MBLPOMENENCE.
O primeiro secretario participa 808 Snrs.
socios, que nao leve lugar a sessao no dia 13 ,
por nao ter comparecido numero sufficiene e
loi transferida para domingo prximo : deven-
do nesse di { !,0 do corrento dar-so ci!!:":i
ment as disposigoes dos S l., 9. e 7." do art.
3." dos estatutos sao convida Jos a reunirein
se na casa das represenlagcs da soefedade, no
Chora-menino, pelas 3 horas da larde, cortos
de que se efl'eiluaro os trabadlos com o nume-
ro de socios que as horas se acharen) pr-
senlos. ()/,
20 Sr. Jos Botelho e Coulo chegado a pou-
co da 11 ta de S. Migue!, no patacho Alberto,
queira annunciar a sua morada para so ir re-
cetar urnas encommendas e pagar-se-lhe o tra-
badlo.
2 l)o-so 300^'rs. a premio sobro penho-
res ou hypotheca ; quem quizer annuncie. (2
J Compra-seum jogo degamao; na praca.
da Independencia livraria ns. 6 e 8.
1 Compra-so urna morada de casa terrea
no bairro de S. Antonio um colar grosso de
ouro e sem feilio; na ra Direita sobrado
Je um andar n. 56.
Comprao-so efectivamente rctalhos de
papelao e papel tambem troca-so por pa-
pelo novo ; na praca da Independencia loja
n. 2f.
Compra se o Ramalhete desde o primeiro
at o ultimo numero, ou mesmo incompleto ;
na ra do Queimado loja n. 12.
Compra-se urna vara ou mais de cordao
grosso de ouro de le ; atraz da matriz da Boa-
vista n. 22.
Vendas
2 Aviuvade Florido Augusto Bieirelles
convida a todas as pessoas quo se julgarem
credoras do dito seu ladeado marido acom-
pareeerem quarta feira 10 do crrante, pelas 10
horas da manbaa, em casa de sua Mi 1). Joan-
11a do Rosario Guimaraes Machado, na ra Di-
reita n. 82, prmeiro andar a fim de exa-
minarem o estado da casa e deliberaran o
quejulgarem mais conveniente. 9
2 Aluga-se um sobrado de um andar e so-
tao na travessa dos Quarteis ; a tratar no pateo
da matriz de S. Antonio n. 1!. (3
2 Precisa-se alugar urna sala, quo sirva
paraescriptorio sendo as ras principacs do
bairro de S. Antonio ; a tratar na ra do Li-
vramento n. 26 segundo andar; na mesma
oasa aluga-se urna parda, que sebo cosfohir,
lavar e arranjar bem urna casa, por tor bastan-
te pralia. (7
_ lurlro urna canoa aborta que con-
duz 9oo lijlos de alvenaria com 10 palmos
de bocea e 30 ditos do compi ido linha d n-
4 Vende-sc o muito velleiro brigue escuna
americano Washington Barye, de primara
marcha, forrado e encavilhado de cobre, prornp-
lo asiguir viagem para quaiquer parte ; a tra-
tar com os seus consignatarios Malheus Austin
9 Companhfa na ra do Trapiche n. 36 (6
3 Veode-se umapreta dunacao. do boa fi-
gura de 23 anuos, parida de 20 dias, com
muito bom leite o a cria est muito gorda ;
na ra da Aurora n. 42, segundo andar, das
ti BS 9 lora., da manhia c das 3 as 6 da tarde.
3 Vendem-se, arrendao-soc aorao-sc ter-
renos que foro do engonho da 'Jone, tanto
Da margan do rio Capibaribe como na estra-
da nova ; os pretendentes dirijao-soao mes-
mo engerido a Iratar com um dos seus proprie-
ta 1 ios. /g
3 Vendem-se barricas grande') e p^qo^nas
Jo excedente cal vigem por prego irais com-
modo do que em outra quaiquer parto; no
trapicho da Alfandega velha a tratar com Hen-
riques Mara Pereira Guimaraes. (5
3Vendem-se 100 couros surrados, o 33 pa-
ros de sapatos para homem ; na ra Direita
u. 72. 3
3Vende-se urna venda com os fundos da
200^ a 300# rs. ; no Mondego a tratar com
Francisco oares Cordero defronte da casa do
Sr. Luiz Gomes Ferrcira. (4
2Vende-sc um agougue grande, na ra lar-
ga do Rosario ; a tratar na ra Nova n. 63. (2
2Vende-sc um relogio saboneto pequeo
di- 01110 iior proco commodo; n rU;. v0_
va n. 63. fj
2Vende-sc urna escrava de 18 annos, sem
1 nom achaques, e com habilidades ; na
ra Direita loja o. 12. (3
2Vende-se um cano de duasrodas.com
2Vendem-se 3 pretas de 18 a 22 annos,
proprias para todo o servigo do urna casa e
mesmo para quitandeiras ; urna dita de 30 an-
nos cosinha, lava e vende na ra; urna amu-
la de 14 annos propria para todo o servigo de
urna casa ; um mulalinho por prego commodo;
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar (8
2 Vende se urna porgao do frascos de bocea
larga proprios para botica ou para outra
quaiquer cousa : na ra Nova n 57. (3
Vende-se urna casa de um andar com, gran-
de quintal murado e boa cacimba na na das
Trinchciras ; a tratar na ra da Cadeia do Re-
cie n. 25.
Vende-se um violao de boas vozes, na ra
da Cadeia do Rccife n. 25.
Vendem-se diccionarios classicos, histri-
cos, geographicos mylhologicos para uso ge-
ral o particularmente para seminarios cole-
gios o aulas ; na ra da Cadeia do Recife n. 25
Vende-se rap Meuron princesa do Rio ,
do Gassc e rolao fino do mesmo, em libras o as
oitavas charutos da Havana ditos da Ca-
choeira e de Napoleao ; duas espadas de folha
rabo de galo c bainha de lati urna dita de
bainha do ferro j usada dous relogios de cai-
xa de prata sabonetos e bons reguladores ; na
ra do Catfuga, loja de Bandeira e Mello A' Fi-
Ihos. v
Vendem-se pegas de chitas oscuras, de
cores fixas a 5^ rs. e ocovado a 140 rs. ditas
de riscadinhos miudosa 6jj rs. e o covado a ICO
rs ditas de chitas escuras finas a 1 rs. o o co-
vado a 200 rs. ditas de riscados finos, de pa-
droes novos a 7600 rs. o o covado a 200 rs.
pegas de cambrais adamascadas finas o mui-
to largas com fi varas e meia a 4500 rs. di-
tas de listras e flores a 640 rs., ditas lisas a
640 rs. ditas de quadros e listras a 360 rs. ,
cassa lisa muito larga a 400 rs., lengos de cam-
braia muito grandes e bordados de cor a 320
rs ditos muito finos a 480 rs., cortes do ves-
tidos brancoscom pouca a varia a 2# rs., cha-
les encamados proprios para mesa a||e 1280
rs. ditos de merino a 2500 rs. ditos do la a
/rs. mantasdelinhoa 3000 rs. suspenso-
rios de seda a \ rs. meias para meninos e
meninas a 200 rs. ditas curtas pretas a 20o
rs. luvas do algodao a 200 rs. ditas brancas
o escuras a Ifio rs. ditas de seda de todas as
qualidades, fustoes para collete a 320 rs. di-
tos finos a 640 rs. chapeos brancos sem pello
a 2500 rs. ditos castor franceses a 4000 rs. e
outras multas fasondas por barato prego ; 'na
ra do Crespo, loja n 14, de Jos Francisco
Das.
Vendem-se bules o cafeteiras de metal,
do d 1 Arenles gosos, e chegados ltimamente ;
na ra Nova n. 41.
Vende-se um preto ladino de 22 annos
do nagao Songo, proprio para todo o servigo
na ra do Livramento loja de fasendas n. 18*
Vende-se urna venda na ra da Guia n.
---------as -u 1 asu^ is. venue-
so por seu dono nao poder estar nella, pordoeu
; a tratar em Fra-de-porlas n. 95.
Mara Tudor, nova Castio a Moura Chrisli-
niorno ; na praga da Boa-vista, loja de cha-
peos n. 26. (8
1 Vende-se urna flauta do bano de 4 cha-
ves apparclhada de prata por prego com-
modo ; no Forte-do-Mattos, ra de Jos da
Costa n. 6. 4
Vende-se potassa americana superior
chegada a este porto no dia 8 do crrente no
brigueescuna Cumberland, em barris pequeos-
na ra da Cadeia-velha armasem n. 12, do
HonriqueBernardes de Oliveira & Companhla.
1 Vende-seo apndice asprimeiras linhas
de Pereira o Souza comprehendendo as leis
alvars, decretos $c, citadas na referida obra'
4 v. diccionario jurdico do mesmo Pereira e
Souza, 1 v. ; na livraria d3 esquina da ruado
Collegio. iq
1 Vende-se urna venda com poucos fundos
e sem alcaides por ser moderna com commo-
dos para familia independenle da venda, cosi-
nha fra cacimba de boa agoa e portao no
(undo do quintal; Ba Boa-vista, travessa do
Veras n. 14. 6
i Vende-se cobre para forro de navio, car-
vao de podra, sabao em caixas, pianos-fortes
dos melhores autores de Londres por prego
commodo; em casa de Me. Calmont & Compa-
nhia na praga do Commercio n. 11. 5
i Vendem-se meias de linho para homem
pelo barato prego do 2b00 rs. a duza fustoes
para collete a 400 rs. o covado, volbutina do
cores a 320 rs. setim cor de rosa a 640 rs. ,
bata a 480 rs. um jogo de espedios do mol-
dura dourada por2o/rs. ; na ra da Madre de
Dos n. 20. {4
iVende-so urna parte do sitio em Bebiribe,
que foi do fallecido Souto ; dous barris que o-
rao de azeite de carrapalo tudo por prego
commodo ; na ra Direita n. 56. (4
1Vendem-se dous moloques de 9 a 10 an-
nos sendo um mulalinho; as Cinco-pontas
n 70. r (3
iVende-se um bonito escravo com olcio
desapaleiro, eontondodo servigo de campo ;
na ra do Livramento n. 23, primeiro andar. (3
Escravos fgidas
lo
Vende-so a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por precisao com os fundos que
quizerem, ou s a armacao ; uns biagos de ba-
langa grandes o pequeos com conchas e cor-
rentcs de ferro, urna porgao de caixas vasias
do l'oito, urna mesa redonda para meio de sa-
la; a Iratar com Joaquim Pinheiro Jacorao
na mesma venda. '
Vende-se urna porgao de barricas vasias
que forjo do farinha de trigo, por prego com-
modo ; na ra atraz da Matriz da Boa-vista
.ondc-So fumo em toma para charutos
de boa qualidade e muito nov salga-parri-
Iha por prego commodo ; no caes da Alfan-
dega .armasem de Andr .Manoel do Amida.
Vende-so urna meia commoda e urna me-
sa de meio desala ambas unvernisadas
^ ~---------------------- -----I -----.-. -----_ ------.uu- <,<.mii auu .imuijusaia miiud onvermsauas por
tro da mesina.urna pa, urna gamela c uuia en-jconcita. e lodos os pertences para o cavado prego commodo; as Cinco-ponlas n. 80.
1 Pede-se com instancia a (odas as auto-
ridades policiaes e especialmente aos capites
decampo a captura da preta escrava Camari-
na, de nagao Angola ladina, alta, bastante
secca do corpo seto pequeo, cor muito preta,
bem eila do rosto, odios grandes o v-ermelhos ,
com lodosos denles da frente, ps grandes e
metidos para dentro, muito conversadoira o ri-
sonha de 22 annos ha desconflanga do estar
oceultaem urna casa a qual pertence a Mano-
el Francisco da Silva., na ra estreita do Rosa-
ro n. 10, terceiro andar ou em seu sitio em
S. Amaro.
2No dia 5 do correte desappareceo urna
preta de nagao do nome Filippa levando J
Uboleiro com cocos seceos a qual he msgra ,
ostalura regular, cor tola lem entre os dous
denles da frente da parto superior um buraco ,
tem falla de cabellos no meio da cabe'ga, do car-
regar taboleiro ; levou vestido do chita do pal-
mas grandes, ja desbotado o sem estar embai-
nhadoporbaixo, saa de ganga azul, panno da
Costa com urna cruz branca no meio e as
ponas urnas flores gr.sta muito de fumar ca-
ximbo, e he mudo conversadeira foi escrava
doSr. Joao Rodrigues Aracangel toi vista por
vezes por urna pessoa quo nao sabia, quo ella
eslavalinente, vendando rtoi doce, na pra-
ga da Roa-vista o disse a pessoa que a vio,
que eslava morando em urna casa na ra do S.
Gongal 1 quem a pegar, levo a ra da Cruz n.
64, quesera recompensado. 19
RctM. uxln. >a T1>, d*Fah.'A. 1844.
v


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