Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05199


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Full Text
Auno de 1844.
Ter^a Feira ltf
0 I li,-.i-f UnloS 01 das que n.io furein santificados : o prego da assignMura
Ced IrcS in:1 rs. jior quarlel |'a;os ailiantadu* Os annunciosrlas assiRnnmes sao inseridos
(ralis, o i au que "' forem i rsi.io de 81) res por linha. As raclame^es derem eer diri- I
gidas ceta Iy|>., ra <)ss Cruies n. '.4 ou a praga da Independencia loja il litro.. f> h *
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiARHA. c Parahrbs, segundas.! sextes feiras Rio Grande do Norte, cheje a 8 e 22 e par
te lt 34.Cabo, Serinhaem Uio kornwsu, Mcey, I'onoCaUo, e Alagoas: no i.
He 1(11 cada mes. Gsranhuna e Bonito a 1U e -'i de cala met Boa-Tiste e Flor
es 1 -i 1 J* dito. Cid. le da Vielnri.i. quinte 1 feira',.Olin la lodos o das.
das da semana.
14 SeR s. Callisl Aud. do J. de I), da 8. .
45 Tero* s. Therea de Jess. Re. aud. do J. de D.da 3. t.
lr> Quarli s .Mnrliniaiiii Aud do J. de D. da 3 t.
17 Quinta e Heduvirjcs Aud do J de D d 2. t
<8 Sellen Lucas. Aud do J. <1 da 2. Y.
i Sal, s. I'clro de Alcanfora le. aud.doJ.deD.de I.t.
20 Doji s Jo'O Canoio.
Hanaanaa
de Oulubro
Auno XX. LV. 251.
ludo .-,
/.' -i -S .-nliaa
Maeiiiwiiihiiiiiii ii .ma mu .linean n eeiaijin.-:v
fe depende ds ne meiraos; de aoi
como principiamos, e seremos idmirecao entre 11 nir'm miii
,,1 r, al do aran 1. >
Cambios soliie Lor.i'.'es -i-- 1| rtom,
[raneo
; f
i -"le de oo] t so par.
ldsai de lslrss -t boaj Pirase I i
CAaUiOf no D '. compre senda
Oui-Moedadt 6,101 V. 17,800 47,7io
N 17.300 17,00
,. de i W '7U|,
1,340 i.9ja
araares 1 .9 Mi 3*00q
Lisboa t:0| r IUU ,i.
moi 1,(60 f.ttyj
~-^HsnsHBBHHHMeSa^
DIARIO DE PERNA
PELASES I) i LA NO UEZ DE O n BRO.
La* e'.sis a 98 as 2 hars c-41 inm. dam iLueaora a 11 as 9 h. e 4 ain, de tsr4t.
i :'.a a i a*'i lloras e 9 na ii i.- |Cteoeute a 8 os 5j u le lardo,
Preamar de hnjt.
* nislri i BlubJa | S-uiid..n, 1 l/.r'ti Sel l&
.jhsii4TriiiaEana:. iwwesw 0
SesM
saVasnasBVJsaVflsSBBaaVBaaatamasMaSeVUaiesB'l

SMSI
ERRATAS. Ira a anarchia o dos sustentadores da ordeni j assim demasiadamente confiada, o apenas farc I foi ouvida nosle processo que lem r
- do nosso numero publica contra aquelles que a perturbao, e con- esforcis para redusil-a aostermos mais simples to estoicas com a aecusada, por isa
antecedente houverao as seguintes alloracoes : tai com nun;crosas forcas que em poucos diasj Nos veris do auto do corpo do deudo q
No fim do primereo artigo, que acaba na 2." vos acudiro das provincias visinbas, e da Cor- pouco foi lido, que nello intorvierao pessoas in-
colamna da 1* pagina, pelas palavras ser- te do Imperio. Viva S. M. o Imperador
vir-lhes de companheiros deve ler-se toda a Viva a Integridade do Imperio Viva a Re-
parte do segundo artigo, a qual omprolionde a ligiao Calholica Apostlica Romana Vivao
melado da 3." columna o qu^si toda a 4.", e os defensores da Lcgalidade.
principia poln palavras Por um despa- Palacio do Goveroo das Alagoas 12 de Outu-
cho telegraphico de Alhenas e acaba por es- Uto de 1844. Bernardo de ouia Franco ,
tas engarrafado 15 por *o.
No fim do 4 artigo que finda no mcio da
1.'columna da 2. 'pagina, pelas palavras
Presidente
m
desgarradas deve ler-se toda a parto da 2.a
columna da mesma pagina, depois da cita -
co do jornal [Presse), que principia pelas pa-
lavras Conseguimos ene resultad) &c.
al o fim luU) da nossa parte.
JURY DO RECIFE.
(ConlinuacBo.)
7 de Oulubro Presidente o Sr. Dr. Ri-
Na pagina 1.* columna 4.a linhas 45, aonde gueira ; r Romana Luia Joaquina; crime
se diz Pelo qual so destiuio a independencia de infanticidio; defensor o Sr. Dr. Paiva. A
dos jornaes, Lentes, &c. deve ler-se Pelo r he absolvida.
qual so destruio a independencia dos Juizes,
Lentos, &c.
<5RTE OFF"
8 Presidente o Sr. Dr. Rigueira; reo Cae-
tano Jos Rebello ; crime de offensas physicas
no menor \ tal ; defensor o Sr Dr. Neto. 0
Sr. Dr. N. Machado toma a Presidencia ao meio
da, e contina o interrogatorio do reo, que he
absolvido. O Sr. Promotor appellou.
10 Reo Manoel Lopes Ferreira ; crirne
de banca-rota fraudulenta ; defensor o Sr. Dr.
Pereira do Reg. O reo he absolvido. 0 Sr.
Governo da Provincia.
EXPEMENTE DO DA 10 DO CORRERTE.
Officio AoCommandante das Armas, de- promo0, appellou.
terminando, que remella ao Commissario Pa- jj RoJoao Francisco Pereira, aecusado
gador das Tropas a relaco das prucas, que pelos homicidios de Rernardo, caixeiro de pa-
ora expedir-ionio provincia das Alagoas, a dariaf 0 do preto Antonio, perpetrados na ra
fim de se Ibes adiantar dous mezes do sold. ]jjreta ; defensoros os Srs. Dr. Vellez, o Bor-
lixpedirao-se as precis:s ordens para que pe- ges (|a pon eca q r la Pagadoria das Tropas se fi/esso esse adian- ,|e Direito appella por ser a decisao contraria
tamento; e liem assim pura que as pracas ex- evj(!ncia. O Sr. Promotor tumbem appellou.
pedieoafiasToB80 fornecidas d'agoada e mais j2 Reo Basilio A Ivs de Miranda Varejao,
mantimentos e transportadas no vapor Guapi- crime de columnia em cotas de autos contra o
"" Sr. Dr. Juiz Municipal Sette ; aefensor o Sr.
Portara\o Commandante do cter Espe- jacnto Severiano Mereira. O reo he condem-
ranca de liebiribe, ordenando, que destaque o na(j0 a um anno je prS30i 0 multa correspon-
rospeclivo Piloto para bordo do brigue escuna jente motado do lempo : appella.
l.e"potdina, |ue em commiss3o vai seguir pa- j^5o |,aVendo mais procossos para serem sub-
ra as Alugoas, e tcm do desembarcar um dos n1etlidos ao Jury, o Sr. Juiz Presidente encer-
Offieiae, que se acha doenteCommunicou- ra a sesSao.
se ao Commandante do brigue -escuna Leopol- ___________
SESSAO DO JURY NO DA 7 DE
OUTUBRO DE 1814.
Discurso do ir. Dr. Promotor.
O Sr. Dr. PromotorCdigo criminal art.
dina.
DitaAo Commandante Geril do corpo de
polica, d'-term nand >, que faca recolher os-
la pra-a o destacamento do mesmocrpo quo
se nidia na villa do Cabo, c cuja presenca nao 197 (/j.
he mais all necessara.Porticipou-se aoChe- pcje a justica publica a imposicao r das
fe de Polica penas do artigo 197 no grao medio atienta a
OlficioDo Secretario da provincia ao Ins- aecusacao que contra a rcstabeleceo libello
pector da Thesouraria da Fa?cnda Iranstnit- accusatorio nos termos seguintes: (M)
linde; para terem execucao, as ordens dj Pri- Srs. Jurados he esta a primeira vez que te-
bunal do Thesouro sob os ns. 206 e 209. nho de formular urna aecusaco como a que
___-| hojelemdo oceupar a vossa ntlenqao aecu-
saco por corto da maior gravidado polo delicio
que constilue o seu objocto, delicio que so
osse requente contraditaria todas as leuda
AI ACOAS creadlo da especie humana e a existencia da
puoclamacV. sociedade, deicto. Srs. Jurados ninda da
Alacoanos! Reina de novo o inperio da maior gravidade pela extrema fac.l.dade de sua
le na oap.tal desta provincia, e restituida el- execucao, e pelo translorno completo do todos
la a Presidencia em a noite do bontem vao sor os sentimenlos que a natureza e a rel.g.ao poe
boie abertas as repartieses publicas. A' coad- no coracao de urna ma. para com o ente que
iuvacaodos Alagoanos leaos e prompto soc- nutri em seu sc.o transgressao fecunda em
erro da sempre briosa provincia de Pornam- consequencias immoraes e funestas,
buco devemos este Iriumpho que nao foi tin- Srs. Jurados depon das relexoes que acabo
to de sangue ; e as forcas que oceupavao a ca- de lazer deve.s conhecer que a aecusacao recla-
p.tal a evacuarlo sol, promesa* de perdi que ma toda a vossa atiendo, que se >V*'
ediro e voQ impetrar Ibes do Goferno do turnis fr.butar a causa da justica hojef part-
S M o Imperador, se como Ibes ordenei. en- cularmenlo a pede a materia que vos va. ser
tresarem no lempo que Ibes for marcado o ar- submeltida. pois que depende de d.flice.sques-
mamentoemun oes que tenbo pertencentes a loes j de medicina legal ,a 1^J
v cas.a que se ligao 8S de faclosobre quosoisclia-
1 A Presidencia espera que cada um cumpra mados a dar as vossasdecisoes. Por isso eu de-
scudover eellafaraoseu.e cumprir religo- sejara neste momento que o tribunal se com-
1S palavra. Hoterapo, Alagoanos, posesse do mair numero, que fosso pouivel do
dedepfde.os odios departido, que vos di- pessoas instru.das m.M, qta'^JTJE
I icero Abandona! estes epHbetos aronlosos mado assento no conseibo dous illuatroa jur.s-
de GtMIadM a PalUdm com quo inimigoa consultos que Torio sor; masniooen-
?IpT Undo L boa 'cavan a rui- .ondeo assim a delosa, e pereceo que Ihe conv-
i r
pa
7a Pf e r uioo/e,, tornodoGo ., n,.ovor do consolbo a i.lustracao n,,ta
ffi^ o da legado con-J parte ; mas Sr, Jurado, a aecusaoao esta anda
AR ENCONTRADO
teiramente nlbeias deconhccimcntos mdicos ,
por consequencia doveis observar quo % corpo
de delicio est tao informe que nao serve nem
para a aecusacao nem para a delosa, he um
acto nullo noprocesso, quasi quede nada ser-
ve; seo corpo de delicto fosso oilo por pessoas
habis profissionaes, estara talvez na totalida-
de provada a aecusacao,nao haveria necessidade
de mais qualidade alguma de prova, as obser-
vagoes darle vos dariao a conviceao de que a
f fura a autora do crime de que he aecusada ;
nao succedeo islo assim, e a aecusacao acha-se
privada de urna grande base, em que linha de
levantar o seu edificio, e v quebrado o bro
quel com quo linha de comlialer c lem
de sustentar-so para assim dizer a pon-
a da espada ; mas, Srs. no procosso exis-
ten) vestigios para ajudar a aecusacao em seus
argumentos, e eu delles me servirei para levar
a conviceo ao vosso espirito. O corpo de
delicto foi ( como disse ) frito por 2 homens in-
teiramente destituidos de conliecimentos mdi-
cos ; por isso alli nada se declara acerca dos
signis que devia deixar a morto na crianca.
Ou essa morto fosse cffeito do urna violencia em -
pregada pela mai da recemnascida, quer outra pessoa estranba ou losso re-
sultado natural do trabalho do parlo ; por for-
ea em qualquer dos casos deviao ficar signaos ;
ou da violencia, ou da difficuldade, o nao pon-
seis Srs. que isto he opiniao minha ; nao, Srs.;
os mdicos depois de grandes, c repetidas expe-
riencias, rcconhocrSo que a morte,sendo resul-
tado da diftlculdade do parto,deixa taes signaos;
quando he filha da violencia deixa outros : ora
o corpo de delicio nao nos diz se estes signaos
existiao, se a face da crianca eslava lvida ou
nao, em fim nao nos diz nada ; por conseguid-
lo por ello.pouco podemos obrar; mas naosup-
ponhaalguern que eu aflirmo que a medicina
pd^em todos os casos emittir um jui/o seguro
sobro se urna crianca nasceo, ou nao, viva ; nao
Srs. ; nao digo tal, nao o poda dizer, porque
sei que umitas vezes urna crianca morro depois
de nascida, sem que se possa observar se a res-
piraco tevo ou nao lusar : mas, Srs., tornando
ao ponto da questio repito que o corpt) do de-
lelo nao enlrou em exames desta natureza,
norn ao menos nos disse so presumia-se que a
morto fora resultado da violencia, ou da difn-
culdade ; urna nica circumstancia se mencio-
nou alli e foi do que a recomnascida nasceo na
poca devida, que eslava nutrida, e linha to-
dos os signaes de saudo ; isto he o que se diz
alli como vos ouvistes e torno a repetir (/ Aqu se diz lambem que a crianca mostrava ler
boa cor ; mas ou por em quanto prescindo dis-
to, eso peco atlen(;ao para a circumstancia de
ler a crianca nascido a tempo, e com todas as
disposicoos de boa saudo ; isto concorda eom o
dito da filha da r quo diz quo sua mai havia
parido do tempo ; he a ultima parte das suas
respostas como aqu se v (ti).
Ora so a crianca nasceo no tempo devido. se
nao houve aborto, se nao houve parto extem-
porneo, como presumir que nasceu mora ?
Por certo nao he isso crivel ; a consequencia a
seguir-sc he que a mai deve ser considerada
como homicida da li I lia recemnascida ; nao se
pode presumir outra cousa, por isso dizia um
antigojuriseonsult>referindo-semida crianca
encontrada morta-eam parricida pama plectitur
nisi probtt nalum: mortuum o forao estas pre-
sumpeoes as que guiarao os sabios Reis de
Pranea Henrique 2.* e3. eLuizH; ellas
eslabelecro que se entendesse sempro que
a morte do recemnascido fura resultado da vio-
lencia em quanto a mai nao destruissp s eppre-
benedes que contra ella exislissem ; e que as
destruisse completamente. Srs urna refleiau
julgodemuita importancia ni occasiao presen
te ; ou a faroi principiando o same
tas em que se runda a
eondanoacio da aecusada: urna
relacoes mui-
so as suas do-
clarae^Oes n8o poilem sor suspeilas ; tanto mais
quanto a aecusada nem nojuiso da formaco
da culpa, nem parante este tribunal apresen-
tou motivos alguno por onde pdesse tornar
menos dignas de crdito as declaracdes dessa
pessoa ; (alio Srs. da filha da acensada por
nome Itftbl ; as respostas da liHia da aecusaua
no momento em que f .i perguntada. forao de
(|iie a crianca havia nascido viva, que ella a
ti lia ouvidochorar, e que a r a bavi i morto ;
estas deelaraedes da Riba da aecusapa forao por
ella confirmadas no juizo municipe! da2 ." vara,
aonde foi chamada para sor interrogada, e ac
riada com outra lostemunha, o tondo ao prin-
cipio (como ouvistes) procurado negar o que
havia primeiramente dito para assim desculpar
sua mai, e livral-a da criminalidade, depois
confirmou ludo, isto be, que a crianza havia
nascido viva, que ella a i uvira chorar, e que
sua mai a tinba morto, Eu, Srs. nao vos can-
carei com a leitura da parte das doelaraeoes da
lilha da aecusada, porque a sua loiura foi ja
feita : estas doelararoes tem muila forca como
ja vos disse pela pessoa que as fez, pelas suas
relacoes com a aecusada, e que nao eslavao al-
teradas; porquanto inorava em companhia da
aecusada ao momento da perpetraco do delic -
to : nao vos pareca que as suas doclaracOes pro-
vao inimisiido com sua mai, porque por certo
isso nao exestia, o que provo he a existencia
dos lacios que ella deelarou ; porque sendo a
lilha da aecusada rapariga de 18 anuos, por
mais experta que ella los a Polica entrava em sua casa, n3o poda le
meditado no modo como havia de engaar :
sorprebendida, expoz os fados como tin bao
acontecido, em toda a sua singelcsa c verdade ;
foi isto, Srs. o quo aconteceo justamente ; mas
attendei que nao he s esta declaracao da filha
da aecusada quo existe no processo, nao Srs. ,
o processo lem ainda outras provas e lambem
fortes; ou dentro em pouco farei valer at as
proprias repostas da aecusada. Todas as tes-
lemunbaa do processo, as informantes o a filha
da r, sao coherentes em affirmar que ella nao
quiz pessoa nonbuma para Ihe assstir, nem
mesmo quiz sua propria filha que j nao era
menina, rapariga de sSannos, equetaivezj
tonha lido filhos, pois segundo urna lestemunha
do procosso a aecusada be suspeita de ler dado
a moi te a um neto seu ; a aecusada, como dis-
se, recusou osses mesmos servicos que sua filha
Ihe queria prestar, repelle-os completamente,
quer estar s ; e para quo? cu larei aparto
das suas respostas a que me refiro (/eo) : todas
as teslemunhdS <|ue forao ouvidas no processo
declarrao que otiviro isto mesmo a Izabcl:
eu vou loro depoimento de l'ilippe que o con-
firma (leo). Aqu est, Srs. o que depoe Fi-
lippe ; elle confirma ludo quanto deelarou a
infirmante filha da aecusada : Kilippe declara
quo parti da casa da r p ira a sua a chamar
sua mai o que em quanto (o o voltou, a re pa-
rir e j linha feto desaparecer o resultado
riessH parto ; j; a crinca'nAo eslava na casa,
jcstava enterrada. Ora, Srs. que razao teria
a aecusada pera nfro querer parteira junto do si,
para nao querer sua propria filha na sala de
traz ? nao sei, vos avahareis esta circumstan-
cia. Que motivo teria aecusada para fazer
desaparecer logo a crianca .' linha o de nao
querer quo se observasse a crianca, o de nao
estar presento o corpo de delicio que havia pa-
tcntcar aenormidade do seu crime; s estes
motivos a podido /izer obr r assim.
Srs. notai ainda que nao he isto s ; a
aecusada nao s mandou apenas enterrar a cri-
a Polica nao quiz apuntar o lugar aonde i*so
* liiba feiiw, i r>6go-a a dar a ensada eom
que se procuraste aonde ella esteva ; ludo isto
porque se fez .' porque a aecusada receiava (ue
a Polica achando a i rianca morta, poderia,
procedend eximes, reconhecer
i lo 'i.i violencia,
aSSBSBSBBS


toJas as testemunhas do prooesso easinfor-
'ii intes sio conl a es o respailo, isto be
todas declatao que a aecusad nao qui mostrar
o lugar I.! sepultura da enanca, enioquiz
dar uina enxada para se abrir a m sin i sepul-
tara.
.Srs. Jurados, vos ouvist s lia pouco. res
poudcr a aecusada ; as suas rospostas lorBo
taes que eu eslou certo que ellas levirSo ao
fOSSO animo a comii-co do po ella lie cri
miosa ; ollas sio prova plena da sua cri-
minalidale: porquanto lenlo a r decla-
rado que r.3o vira a crianca sanio lempo dopois,
eje mora, disse na mesma occasiao que Ca
^harina essa mulber que segundo o depoimen-
t do Filippe vejo lempo depoisassislir ao par-
to, foi quem observou qne a crianca estava
niorta ; quando Fillippo declara que nio es-
tava j la n crianza qu indo rhegou ; mais sto
nao he tudo ; eu poco a vossa atlencio sobre a
ultima respostj da aecusada ; vos sabis que
a crianca nio podo ser separada do tero em-
quatito nello se conserva a placenta, (ou pa
reas), sem que se carie o cordao umbilical,
poique o cordao liga o feto com a plcenla, v
se como deolarou Filippe a aecusada linh
ainda cm si as pareas, segu se que alguein
buvia de baver que corlasse essa vi le, ou cor-
dio, para que crianza podesse ter nascido :
perguntou-se porm r quem tinha cortado o
cordao umbilical, e responded quenao sabia ;
ora, Sonhores ,isto he paraje acreditar ae-
cusada, Sonhores, v que a crianca morreo
pelo nperto do cordao umbilical; presume
st", nao deita as pareas logo ; pergunta-se-
iba quem cortou esse cordao, qno prenda a
crianca, e responde, que n8o sabe Como foi
pois que sto acconteceo .' De duas urna, ou a
crianca nasceo eipellindo-so ao mesmo lempo
as pareas, eentiio nao fe/ poso ocorpo da cri-
anca, e por isso nao podia enforear -se com o
COrdSo, ou BSSm nao acconteceo e o cordao fo<
cortado; naohe possivel mitra cousa; tiaqui poi
o que se conciuo .' Conclue-so que a r nao de
clara o faoto c uno ucconteoeo, rec miiecu que a
Buacriminalidade esta imelo patento, nao tem
ouiro meio de eximir-so da responsabilidade se
nao inventar cousas que se Dio acre lilao par
encobrir aquellas que nio Ibe conven) dizor,
nao querendo por isso explicar como loi O seu
liarlo. Combina!, Srs., ajnformacioda filbn
da aecusada ; combinai os indicios que aqu iros
apresentei da r nao querer pessoa trlguma ju.i-
to a si, nio querer al sua propria lilha, de ne-
gar-so a apuntar a sepultura d i recemnascida, e
aoemprestimo da enxada ; a decan i.o que fe/
de que vira a crianca molla depois do parto ,
nao decorando quem tinha corlado o coruo
umbilical ; combinai tudo isto, formulai sobre
I idos estes actos a vossa con viccio, e estou certu
que, se ussim fzerdes, terdes em resultado que a
aecusada foi quem matou sua fillia. Mas, Srs ,
nos autos anda existe alguma cousa m lis contra
a aecusada; ella diz n s suas respost s apenasque
presume que a crianca morrera pelo aperU da
vida a i- tantoreconbece que nao pode con
truriai as provas que nos autos existan), que nio
se atreve u dior senio que presume que m r-
rfira alligada pela vide; dizque o presume, nao
flirma: ora urna mulher, na occasiao em que
pare, vendo qje a crianca vem emola com n
vida, nao da providencias para a livrardesse po-
ngo; be isso urna eousa de tio pouco mmenlo
que nao inercia a mei or Hernn ? Nao. Srs .
mas a r, certa da sua ci iminalidYi'de, nao se a-
r. vi; a aflkiiiar u que a aecusscio Ihe provar a
que nao era verdadeiro, e por isso diz queran
sabe; que presume.
Ocorpo de del co, Srs., eslabelece que a
crianca devia ter boa eflr, nao di/ que a crianca
apresentasse no rosto signaos lvidos, nao diz
que apresentasse signacs de urna congeslio ce-
rebral, diz apeuas que em vida lena boa cor ,
eu leio estas palavras do auto (leo).
A liilia da aecusada sendo acareada com
Filippe disse que n crianca tinha verdees nn
pescoeo eu lerei esta parta de suas res-posta-
{leo). Ora eu peca aos Srs. Jurados que at-
tendo bem a otas dual reclarc5es, a dn coe
po de delicio, eadafilba da aecusada, quandi
fui acareada com rilippo, a crianca como di*
a aecusada morreo na occasiao do parlo, pelo
aperto da vide; de duas Urna (conforme esta bc-
lece pessoa muilo entendida) ou a vide aperla-
da pelo col do ulero, produzio falta decir
cula^ao, c congestio cerebral le que rcsultou
a morte e entao nao pod ao deixar de cxistn
vestigios na face, vestigi s muilo pronunciados,
nao podia deixar de existir a face da crianca
lvida com todos os signacs da parada do san
gue o que nao exislio como declara ocorpo
Je delicio, quando diz que tinha boa r6r a en
anea; ou a morte da crianca foi o resultado di
nao era tal que podesse pro lu/.ir verges no
pesclo do morto; be esla a opiniao do celebre
medico o Sr. Dovergie na sua obra estimavel de
medicina legal, para ler urna passagem, da qual
pesso permissao (feo). A mesma he a opiniao
do Sr. Klein, que so exprime assim (/fe).
Ouiro caso affirmio alguns poder dar-se de
morte casual da enanca na occasiao do parto
por aperto, e be sendo esta operado pelo col do
Ulero sobre o pescoco da crianza ; porm so-
mol anle accidente be negadopelo homem mais
eminente na malcra, o Sr. Velpeau, que diz
leo). Esta opiniao nao ser fcilmente con-
irariada ; porquanlo ou a crianca deita primei-
ramente os ps, e entao a cabeca que esl don-
tro distando o ulero, c nao permiti que o co-
l do ulero aperte o pescoco da crianca, ou
deita ella primeiro a cabera, e nestas crcums
lamas os hombros fazem forca conlra os lados
do tero, e nao pode o eslreilo d'csle obrar
sobre o pescoco do que nasce. Isto parece me
sem resposla e por corlo nao me oceuparei
mais da possibilidado de ser estrangulada a
enanca pela eslreilura do ulero, da que S tra-
lei para por todos os modos mostrar quo nao
pode julgar se que a lilha da aecusada morresse
accidelalm.'nle por aperto como ella pretendo,
pois j prove que nao podia sua rnorlo ser re-
aullado natural do aperto do pescoco pelo cor-
dao umbilical nem da cmpreoslo do mesmo
Vordio.e em confirmadlo lerei anda algumasli-
uiias (leo) Bis a opiniBn de um bomem Ilustre
de acord com a de ouiro muito entendido,depois
la observacio de muitos casos d'esles e mesmo
de suicidios, sendo o resultado de suas pesqui-
sas que nao havendo agente externo que aper-
te a corda do enforcamenlo nao fico vergoes,
nem outros samelhante signaes.
Srs. tenbt ainda de considerar a causa por
miro lado, que anda nao conheceis. Se ludo
que vos tenho dito nao fosse oxaclo, apozar d'is-
so a accosacafl nao ficaria menos solida, ltenlo
a quo vou dzer-vos.
Se a acensad i nao deo por suas proprias mos
i mor toa sua llbn.se isso na o se podo suspeitar:
ainda assim, digoeu, ella nao est sentado
punico: Srs., eu vos peco Itonco para esta
parle do mou discurso, porque nella lenho de
sentar urna questio dedireilo desumma
importancia edliculdade; se a aecusada (disse
eu) nao den a morte a sua (Iba por suas pro-
prias miios ; a aecusada, nao fa/endo o que de
vi i fazer, chegou ao mesmo resultado; por con-
sequencia merece punico, eso assim nSo fos-
se, os resultadospodiioser fune-tos; porquan-
lo urna mi, esquecida dos deveres que a natu
n za, a religiio e a sociedade Ibe impdcm, po-
deria sem ris o destruir a sua prole s como
nao empregar os meioa devidos para ajudar en-
tes lio Iraeos, como sao os da especie humana
quando nasoom : as leis civis, o dreito natu-
ral, a lei divina cm fim. tudo impou miio
ilnw.r imperioso de empregar lodos os meos pa-
ra salvar seuTfiihos. cria I-os, &c ; todas as ve
zes que nao empreguo laes meos, c.ommctle-se
o cri me por omissio, commette a mi que as-
sim pratiea um verdadeiro infanticidio, da mes-
ma sorte que o commellc aquella que d a mor
le por suas proprias miios. Oue diris vos, Srs.,
do senlior que, depois de tr preso o escravo,
nio Ibe dsse o alimento necessaro para se sus
rentar? .Nao dirais que elle be quem tinba dado
a morte ao misero escravo ? Por certo; pois as-
sim acontece no caso sugeito ; a ma que nio
empregou lodos os meios, para salvar sen filho,
que os rejeibu mesmo. be lio criminosa, co
nio se por suas proprias maos o bouvesse rnor-
lo ; e se assim nao f >sse, enlao o resultado se-
ria que todas as mais pnderiao assassinar seus
llhos impunemente, porque nio linbo mais
do (|iic nao empregar os meios necessaros para
os amparar no seu estado de fraqueza ; e o fim
so tinha conseguido; n r, piik. obrando por
tal forma, commelteo um bomicuio voluntario.
nao Ihe pdenlo aproveiUr a falla de expenen
coi ; porquanto confessou ser mii de oito fi-
Ihos. e nao tevn no paita (como ella eonfessa)
accidento algum que Ihe tirasse o uso da razio:
apena-, leve como que dores de cabeca. o que he
' 11 ilo'dueiso de sincope : ora, pu p"cp so?
cimento do mal, e do di recia intene,ao de 0pra
ticar (l).
Mesta-me considerar um nonio, com qe re
matarei esla aecusacio. O libello aecusatorio
foi formulado sobro o arl. 197 do cdigo crimi-
nal, quequalilica o crime por eslas palavras =
mater algum recemoascdo =. U arl. 198 im-
poo penas menoros, formando uina altenuante
incluida na qualificacao do crme do ser para
oceultar sua deshonra que a mi mate o filho.
A juslica publica entende que a r est incursa
no 1. artigo c nao no., porquanto a r nSo
obrou pelo motivo assignado nesle artigo.
Nao me oceupei, Srs al agora de mostrar
que a crianca que pereceo era recemnascda ,
be um fado que esta justificado por todas as
provas do processo, e que me parece nao soffrer
Of posicio da parto da deleza ; assim como me
persuado que nao solTrer a definicao do que he
recemnascido; porque be certo que algum
lempo se entenda o que eslava recemnascido
dentro de oito das do parlo; a jurisprudencia
da Franca, cuja legislacao he lao vaga como a
nossa, tem cslabclecdo, que be morto de re-
cemnascido aquella, que lom lugar dentro do
Ires das depois do parlo ; o cdigo d'Austria
quer que se entenda por mora recemnascida a
crianca que morra na mesma occasiao do parlo;
mdicos legistas, como o Sr. Olivier d'Angcrs.
leem sustentado queso he recemnascida a cri-
anca em quanlo nao cabe o cordao umbilical.
Ora, na hypothesc mais favoravel de ser con
siderada como recemnascda a crianca s na oc-
casiao em que nasce ; o objeclo do que traa-
mos be sem duvida de urna recemnascida ; he a
urna menina que apenas nasceo que foi rouha-
da existencia. He esle um ponto do que nao
devo oceupar-me mais, c por isso passarei a de-
monstrar quo a aecusada nao pode ser incluida
saASo no art. 197.
Ajlei. Srs., devia ter alguma moderacao
as penas para com a ma, que, collocada enlre
a opiniao du mundo que a condemna, o u hor
ror de dar a morte seu filho,abraca o segundo
partido; mas fra deste caso a lei deve ser inexo-
ravel, porque oulros molivos ha que movem as
mais a dar a morte seus ilhos; porm esses
nao sao dignos de nenbuma altencao da parte
do legislador; um destes molivos (como a ex-
periencia mostra) he o odio por causa de zelos,
desprezo dos pas, te (ouiro, e talvez fosse es-
le o que moveo a r) he por se verem livres do
onus da craeao daquelles que concebrio ; o
disse eu que talvez fosse este motivo que levas
se a aecusada a commetter o delicio ; porque
nao foi com o fim de encobrir a sua deshonra
que o fe/, porquanto ella conessou ser mi de
oito filhos ; urna mulher neste estado nao re-
ceia perder no juzo publico cousa alguma
cerca desua virgindade, una mulher de vida
depravada por certo que nenhuma duvida po-
dia lerem que se soubesse que tinha inaisum
filho sem ser de legitimo comrnercio ; tambem
nao foi levada a islo por o ouiro motivo de ze-
los ; logo o que resta ? Molivos es mais torpes
e iinmoraes ; a aecusada, mulher depravada,
querendo continuar em suas depravaces, en-
lendco d>
publica publica so as armas e munices forao
sublrabidas, nio obstante baverem nos cofres
garaei mais de cem conlosde res
Correspondencia.
SSS9
Srs. Redactores.Em que pala vivemos
nos? Se nao hahtasse n'ello dira quo seus
moradores sao hordas do selvagens, ou de ban-
didos do toda casta Como lie possivel quo
cerlos bomenspara dcsaggravarem algumasof-
fensas excogilem tudoquanto ha de infame, e
abjeclo para laucar sobre seus adversarios p-
lices l'oder-se ha crer, sem grande repug-
nancia, que esses mesmns homens 'alados pela
tnveja e ambicio das honras, ttulos o em
oregos, que outros alcancro por seus mri-
tos, inventom crimes, injo torpezas de todo
lote com o damnado intento de., pelo menos,
tisnarem a reputaciio de seus contrarios Oh !
nao s he possivel como at podemos crer por-
que todos nos presenciamos tantr. miseria /!
O D. novo de 12 do corrente amonluou
mais urna prova d'esta triste verdade, sobro
tantas, quo ello mesmo j nos tem dado : al
cm urna correspondencia assignada por um
proprielario de asarelh, se procurou polluir
a repulacao, o bom nomo do nobre, o mui
distincto Delegado daquella comarca. Com mi
prodiga, um inimigo (igadal do Sr. Coronel
Jos Alaria de Barros Brrelo, espalhou sobro
ello infamias, a lorpe/ns, que nos alistemos do
prolerr para nao magiarmos de novo ao no-
bre Delegado victima pacifica dos infernaes,
e inveterados odios do Sr. Barroso para quem
he um verdadeiro crime ser o nobre Delegado
um proprielario muito independenle ede-
presador d'elle o do seu sequilo, para quem
be urna grande afronta ser o Sr. Jos Mara
Delegado Coronel o Chele de Legio do mu-
nicipio onde o Sr. Barroso, Bacharel cuja
cabeca est inlupida de sabedoria, he proprie-
lario. Sobro lodos estes crimes ahominaveis
acaba de commetter o nobre Delegado de asa-
relh mais dous, que sao monstruosidades in-
qualifieareis para o r. Barroso. Um dVIle loi
despersar a logo uns olenta homens armados,
e ruuniciados, quo o Sr Barroso levara de a-
sarelh para Pao do Albo com o fim de ajudar
aos anarcbitlas des'.a comarca na perlurbacao
elegao. Bem fcito seja ao Sr Coronel
la
1 ver lvrar-se do lilho, cuja criac&o
Ihe era onerosa, para so entregar mais fcil-
mente a seus prazeres lascivos.
Srs Jurados, quando enlre nos se lem tanlo
alimentado os vicios, que levo estes crimes ;
quando se commetletn tantos crimes desta na- l10ca (, seu t'iunipho. As primeiras autor-
Jos Mara quem o mandou ter o arrojo do
locar nos amigos do Sr. Barroso.
Bem longo de os incommodar devia chma-
los para o seu engenho, o ah dar Ihesvinhoe
marmelada; porque o ^r. Barroso tem todo d-
reito prra ser anarchisla: esses olenta homens
ero todos proprielartos, nao er:o assassinos
e desordeiros de profissio nem oSr Barroso
he capa/, do proteger a tal gente No seu en-
genho nao ha d'isso; os seus guardacostas sao
todos proprielarios e homens muito honrados.
Outro crime igualmente nefando he ler o
Sr. Coronel Jos Maria vencido as elci$o>8 pm
rracunhem.a despeitodo enorme edescommu-
nal prestigio do Sr. Barroso. Tem sobeja razio
o Sr. Barroso, nos o lastimames V. S. que bo
a riquesa em peso que possuo grande tabenca,
arludes e heioismo sugeito a pobresa, a igno-
rancia e ao vicio em fim! Tem razio o Sr.
Barroso Mas consol se que he chegada a -
rdSo
, ,, I., carril
niln
ten FA
i"
io mostrar-sc no poscoco da crianca os ver
disse a lil'ia da aecusada; nao podi o,
a autoridad o ite um bomem
morte de ri cen i
dios, o qual dix que o resu
Srs. jurad s que observem, que eta opiniao,
quceu lenho expendido, he de um medico, e
de um jurisconsulto : o medico diz (leo); o ju-
ricconsullo, oSr. Chauveau, exprimo-se assim
(M
l'.stas doulrinas estilo de scrordo nao s com
a legislacao fiance/a, fonle da nossa, como com
o nos-o mesmo cdigo criminal. Oseuart 2
li/, que julgar- se-ha crime ou delicio 1."
(V)=rtoda a accio ou ommissao voluntaria con-
traria s leis penaes =. Outras dsposices do
nosso cdigo moslrio, que para baver delicio
nao he nicessaria a demnnslrarao de urna von-
tade pereita e direcia. io por isso que o arl 10
i deixou como criminosos os que commet-
lem crimes casualmente, nao sendo no exerci-
iii de artos liiilos. ou fallando a silencio COm-
, e o art S ^ I apenas d forra de cir-
ilancia altenuante a falla do pleno conhe-j
tu reza ; eu espero (|uo vos, por bem da moral,
da religiio e> das leis. considerareis devidamen
te esta causa, e daris urna decsao lilha dos dio
lames da vossa consciencia, a fim do que a ae-
cusada soflra as penas que merece, as que Ihe
i npSe o arl. 197. Assim o espero da vossa il
lustracao e imparcialidade ; assim como espero
que a deleza nao destruir os argumentos da
aecusacto, mostrando que elles se nio dio no
caso em que nos adiamos ; se o nao fi/.cr a de-
le/a, a vossa decisao sustentar a aecusacio. c
por conseguinte punir um crimo de graves
consequencias para a sociedade.
^w-^ge-j.1....!. _~.i i......ni.......,,
JAEHLBLITOAMRIJCO,
O vapor Guapia's quo chegou antehonlem
do Mace, deixou aquella capital em paz : os
sediciosos evacuarao a cidade no da 10, levan-
do com sigo todo o armamento e munices
que all existan e procurando o interior da
provincia: o Exm. Presidente bavia dirigido
aos Ab'goanos a proclamacio, que nossos lei
(oresachario sol oulra rubrica, o pretenda
perseguir os sediciosos para tomar-Ibes asar-
mas, eobrigal-os a debandarcm se. S Ex o
Sf. Tbomaz Xavier fez embarcar honlem, para
Macei no mesmo vapor cem pradosdssdu
/emas que condu/io a crvela ( arioca do Itio
le Janeiro.que bavia chegada no da 18 l)i/-se
que naquella cidade nao se cometterao atten-
is nem violencias, durante a interrupcio do
o io la autoridade leg lima ; que toda n
icdade foi respeitada, e queda fazenda I legado, pois que basta-I bo'o'.seu "nomeVar*
dades nformando-se mesmo de V. S do suas
nclitas qualidades, nao prtem deixar de de-
sautoraraoSr Coronel Jos Maria das honrase
empregos que exerce em sua comarca para dar
tudo isso oo Sr. Barroso, a que tanlo ambicio-
na ser grande o com efieito merece ser ludo
em sua comarca pois a bem poucos diasde-
monslrou o propensao, que tem para maniera
orden), quando sendo simples particular r-
mou a tantos proprielarios, que pastando pe-
lo engenho do Delegado mandou a es'cs bra-
vos, |uc atirassem sobro a gente que os foi rc-
conhecer e dispersar. Certo que i-so he nio ser
anarchisla; mas sim iefentor do povo oppri-
mido ou anles anarchisla legal: porque tal-
vez o Sr. Barroso Iivesse para isso instrueces
daporiciainvisivel, cujo cbte he bem visivol ,
e por l andou policiando as urnas.
Sr. proprielario de Nazarelh (|ue Inucura
he essa de que V. S est possudo .' Que sa-
nha, que furor diablico Ihe lem tomado a ca-
beca Pois o Sr. Coronal Jos Mara protege
assassinos de profissio e os lem n bom reca-
do mesmo cm sua propria casa! He um
bigorrilhas .'.. Vmc. jnlga com sSo descon-
ceituar ao nobre Delegado Por venturo ou-
tro tanto, e ainda mais nao podaramosdlzer
d Vmc. Quando nos fafassem fados nao lo-
mos imaginado para invoi.lar trimes a torpe-
sas, :..^r. na correremira pareiba com o Sr.
Barros i porejue sabemos que Vine, s merece
despreso e compoixao J pois esta allueinado
pela ambicio da mando, pelo odio e dasejodo
vinganca que o corroe.
Nao fui nosso intento defender o nobre De-


5
ut defeza, queremos s descolirir a prfida mo,
que pioourou occul(ar-se para o lerir tao atroz-
menta, suppondo que por osso gesto alcnta-
ra da primeira autondado da provincia, algu-
ma medida que o habilito para vindicta de suas
oflcnsas,agora fio aggravadas pelo que jaexpu-
somos. Concluiremos esto artigo djrigind a
palavra ao Sr. Marque/, do Recife, que he o
liomem mais afortunado porque de toda a
sua familia s V. El., seus dous filhoi e genro
sao considerados pela gente do D. novo como ho-
mens probos, honrados, e possu dores de to-
das as virtudes; entretanto, que os seus mais
prximos prenles camigoscomo oSr. Coronel
Jos Mara, sao lidos, pelos recentes amigos de
V. Ex na conta do homens i s mais perversos!
AhISr. Mrquez muito devo Y. Ex. a essesseus
improvisados amigos! mas oihe, que elles ja
cercaraoao Sr. Baro da Hoa-vista, como ago-
m o cerco, j o bajularao como agora o fa-
zem comV. Ex. Tempo vira era queconbega,
que elles o que queriao do V. Ex. era quo losso
instrumento da divisao, e intriga de seus p-
renles. Eutao con bocera sua illusao; mas lu -
vez ta de para remediar o mal.
Sr. Roma, muito poderao os votos com que
Iho acenou o Sr. Bar'oso : elles tiveao a ma-
gia de desencantar a sua lypographia que at
certo tempo nunca so quiz prestar as exigencias
do Sr. Barroso, quando cm suas iras quera
envestir contra o nobre Delegado. Dos quei-
ra que o Sr. Roma aproveite o seu servi-
cio !
Dignem-se Srs Redactores, transcrever es-
tas linhas em signal de respeito e homenagem,
que tributo a pessoa do mu nobre o distinc-
to Delegado da comarca de Na/.areth, que
dove entregar ao mais soberano despreso as iras
e furores de seus miseraveis inimigos.
commebciq.
AHandeg;.
Rendimento do dia 14.........7:642^113
Descarrega hoje 15.
SumacaSanta 4nnamercadorias.
Brigue-escuna[.aura idem.
BarcaNighlinga/e idem.
BrigueBrandywineidem.
BrigueCumberlandidem.
dores religiao e civilisagiio. Por esta inte- | mado, berco do Padre, e travessa do Carmo at
ressanto publicaco conbecer os leitores a i o pateo do mesmo nomc; quem os achou, que-
llcwimcnto do Porto
navios entrados no dia\'i.
Soulhampiou ; 5i das, brigue ingle Blucher.
de32i toneladas, rapito J. Searrow, e-
quicagem 14, carga lastro; a Jones Baln
&C.
Rio Grande, 22 das, patacho nacional Espe
ranea de 153 toneladas, cap.tao Custodio
Manoel Vieira, equipagem 11, carga carne.

'cSaracofs
j__ A Admnistraco dos Eslabolecimentos
de Caridade manda farer publico, que no dia
19 do coi rente o Hospital de Caridade conser
var-so haabert ule9 boras da noite, franque-
ando se a entrada do mesmo aquellas pessoas
que o quierem visitar.
Sa'la das sesses da Administradlo d. s F.sla-
helecimcnlos de l aridade, 14 deOutubrodc
18^4._0 Escri|turario
F. A. Cavalcanli Cosseiro (10
2=0 Administrador da Mesa da Kecebedo-
ria deR'-ndas GerfS Internas .visa aos deve
dores dos hetts de mo morta quo no dia 21
do correte manda para Jubo a relacao dos de-
vedores ssim como da taxa de escravos de
1842 a 18V3, e de 1843 a 1844. e para que
chegue a noticia a todos mandou annunciar pe-
lo Diario. Francisco Xavier Cava/cante
de Albuuuerque. (8
3 PUBLICACU t.i LKR.
GALEBIA
das
ORDENS KEMGIOSVS K MILITARES,
desde a mais remota antiguidade at os nossos
das.
Subscrove se na praca da Independencia li
vraria n. 6 o 8 a 8.500 rs por anno, pagos adi-
antados, onde se recebera lodos os nmeros Jo
1 o anno, e 6 lo 2.*: cada numero contum 2
estampas'coloridas, e 8 paginas d<5 rnpressao
no formato de folha de papel de peso.
Os edicin desti obra teem em vista publ-
i ___... ...... I,.r'.< oe nrdi'ns r* I
kl MSUIII'UOIIIOHH. u )>- --------- .....
glosas de u.n c oulro sexo, romo se fundara..,
dividirfoefamlBcrio.r-ttaefaeualundadorei,
qud vida t.verao, oe que virtud* s* adornro,
oquefi/erio a bem da ral'giio e humanida-
de : nasordens militares no resao csquec.doS
os imprtanlos senieos prestados pelos instilu-
queordem pertencem os liueasteui euire us,
como os Carmelitas, Bentos e Franciscanos,
e as militares Christo e Aviz. (2)
Avisos marilimos.
^f
1=Segu viagem para a Bahia o brigue-
escuna americano Washington lendo bons
commodas para passageiros; os pretendentes
dirijao so aos consignatarios Matbeus Austin
&C. (5
1wegucviagcm rm poucos diass para o Rio
de'Janeiroo brigue americano Rrandyteine, ten-
do excellentes commodos para passageiros ; o?
pretendentes dirij3o-se aos seus consignatarios
Matbeus Austin & C. na ra do Trapicho No-
vo i). 35. (6
3 Segu viagem para o CeBr at o dia 28
do correnle me* de Outabro o bem conhecido
eveleiro patacho mc\oon\ Laurentina frasi
rendo restituir, dirija-se ao mesmo paleo n.13,
que ser gratificado com jOOO. (13
1Miguel Jos do Almelda l'ernambuco avi-
sa aos seus conslituintes a a quem mais convier,
que mudou-sc para a ra .Nova n. 41, primeiro
andar. aondeo acharo sempro prompto. |4
I M. S. Mavvson, cirurgiao dentista, adia-
se residindo no segundo andar do sobrado n. 2,!
da ra Nova lado da matriz, faz scienle que
recche pelo ultimo navio Navarro chegodo
prximamente dos Estados-Unidos, um sorti-
meotos do denles mineraes incluindo ouro o
prata para chumbar e os mais necessariofl da
iua arte. 8
2 = Precisa-se de 1:900,000 rs. a premio
de um por cenlo por lempo dodousannos ,
lazendo-se os pagament s por trimestre adan-
tado sob hypotheca em urna morada de casa
terrea grande nesla ciliado ; quem esta nego-
cio quizer an nuncio. (6
2Quem precisar de um l'orlugue/., que
sabe ler e escrever soflrivelmente, para CBixeiro
de venda, de que tem pratica, de loja, padaria I
tira, forrado e pregado de cobro ; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem, di- ou armazem de assucar, o qual d fiador suri
rija-se ao seu proprielario Lourcnco Jos das
Neves, na ra da Cruz n. 64, ou a Manoel Jos
Salgado. (8
ai
Leiloes.
es Leilo que faz Joaquim da Silva Lopes de
urna porciio de manteiga holandeza por conta
do quem pertoncer no cais da Alfandega, no
armazem de Das Ferreira; terca-feira as 10
conducta ; annuncie. (O
8O agrimensor, abaixoassignado.^lerece
os seus serviros as pessoas que tiverem propie-
dades demarcar, e afianca a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no dcscnipenbo da
sua arto ; devendo lodos os que do seu prest
mose qui/erem utilisar.dirigirem-se (porcarla)
ao mesmo abaixo assignado, na Bua-direila-
lerceiro andar do sobrado n. t. Joaquim da
Fonseca Soares de Figueiiedo. (9)
3Aluga-se na ra Nova do Bruin, no bair-
ro do Recife um armasem com grande quin-
Imr; s do dia.
5 Krederico Ebert far i leilao na sua lenda 'lal com sabida para o mar pequeo proprio
demarcineiro na travessa do Martins no alter- Para padaria destilacao o armasem Je assu
ro da Boa-vista n. 7, de ricos movis, consis-
tindo cm cadeiras de Jacaranda, sofs de dito,
mesas de meio de sala e de jantar, guarda-rou-
pns para senhoras c homens, commodas de boa
qualidade, ludo feito ao ultimo gosto, e igual-
mente vender toda a sua ferramenta e bancos
do officio, ludo em bom estado, terca feira 15
do correnle As 10 horas damanhaa. (10
SH5MW
Avisos diversos.
= 0 abaixo assignado aproveitando a con-
fisco do Sr. Jos l.uiz Guaiaco, sobre a posse
em que esl da escrava babel, sua filha
Espirituosa, cuja escrava loi raptada do domi-
nio legal do fallecido pai do abaixo assignado
em 1837, e por isso propriedade reverlente ao
annuncianle, e suas irmas; nada mais lem a
recommendar ao publico sobre tal objecto, que
S'* acba afecto ao juizo contencios >. Agora ad-
verte ao caixoiro doSr.Zimmer(odito Guaiaco;,
que se nao disse, que sua mertO queiia ven-
der escrava; mas lie certo, que assim como
diz, que a posue em boa f, pelo titulo que a-
presenta, tambem em boa f era possivel o dis-
por d'< la : be isto pois o que quiz prevenir
sem Ibo dar mais palha /. G. deS.
l = DA-se tresentrs mil ris a juros sobre hy-
poteca cm alguma negra que saiba co/inhar e
engommar ficando os juros pelo servico da
dita negra ; a quem convier este negocio, di-
rija-se a ra da Concebao da Boa-vista n. 9. (5
1 Quem precisar de um destilador d'ago"
aidente, que est acostumado a Irabalhar so-
gundo o fcyslema A moderna ; annuncio. (8
1 Aluga-se ou compra-se um negro bom
cosinbeiro ; em casa de Avrial Irmaos na ra
da Cruz n. 20. (3
__ (jualquer pessoa capaz, que queira mo-
rar em urna casa terrea boa pagando .'rnenle
metsdeda dita, e tomando contado toda ella
existo a sala da trente : diiija-se a ra Yelba
casa terrea n. 102. adveitc se que a pessoa
deve ter pouca familia.
2 = Aluga-so urna casa grande no sitio do
Cordeiro, A margem do rio Capibaribe, com
cocheira para dous carrinbos, estribara pora
Gcavallos.rozinha fra.quarlo para criado tam-
bem fura,tem excellentes commodos para grande
fomlia ; outra dita mais pequea no mesmo
silio, tambem com oonrmoios suTcitn!> para
grande familia, com estribara para 4 cavallos ;
quem pretender, para ver dirija-so ao mesmo
sitio, e para tratar com Gabriel Antonio no
paleo do Carmo n. 17. (H
2= DSo-so 200 ou 300,000 rs. a juros so-
bre penhores de ouro, na ra do Rosario es-
Ireita n. 35. ("
2 Antonio Francisco de Moraes embarca
para o Rio de Janeiro a sua escrava Thereza, de
nacfto Bacca. C1*
l=No dia sabbado 12 do correnle das 5 ho-
ras da larde as 7 da noute perdero-se unsbotoes

oitavas, desde a Igrej do S. Thereza pateo
,1,) Carmo ra das Trincbeiraa, dita do CabugA
,m direiiiira at a da Cadeia a botica do Senhor
Vicente Jos do lnto na volU em direcco a
ra do Crespo lojadoSr. Bento Jos da hiKa
Magatbaea, de l em direitura a iua do Quot-
car ; os pretendentes dirijao-se a ra da
Cruzn. 51. (6
3 Precisa-se de amas de Icite para a casa
dos expostos; as pessoas que qui/erem criar di
rijo-so meima casa. (3
Aluga-se o primeiro andar da casa do
largo do Corpo Santo n. 4 ; a tratar na mesma
casa com Joio Francisco de Carvalbo. (',)
5Ji I naci de Oliveira embarca pa
ra o Rio d" 'o o seu escravo crioulo, de
nomo Man (3
= Perdeo-se nta mil rs. emscdulasdi
dez mil rs. ; qut i>s achou, e nao quiscr
epropriar-sc do alheio dirija-se a loja n. 1G
da ra do Crespo.
1=0 abaixo assignado faz publico, que o
Sr. Caetano Jos Coelho, deixou de ser mes-
tre da sua ferrara : o essim nenhuma inge-
rencia mais tem na mesma.
.hio Marta Seve. (6
Existe no convento de S. Antonio de cidade
dolinda, urna carta viuda de Pajai do Flo-
res, para o Sr. Jos Maria Ferreira da Cu-
nda, acomponbando a quanlia decem mil rs
2Jos Liz de Gar.lel faz saber aos pas
que desejao fazer aprender o desenlio a seus li -
llios, que vai abi r aula de desenlio, das 7 al as
9 horas da noite, tres vezes por semana, promet
lendo en-nar- Ibes com todo o disvello; e tam-
bem ensiua os rnalos, cousa tao necessaria pa
ra qualquer, seja de ofiicio, principio de iguru
e paizagem ; no pateo da Matriz de S. Anto-
nio, b'ja n. 2. (^
PREVENCAO COMBA OS FALSIFI-
CADORES.
Estevo Gasse, sabenuo que em algumas lo-
jas e vendas desta .cidade se vendo um rap
feito nesta provincia com o titulo de prince/a ,
e falca imitacao de botes rtulos de sua fabrica,
previne ao publico seus f;egue/es que a bem di
direto de propriedade sua, acressentu nos ver-
daderos boles do sua fabrica um sello com sua
firma e nsinuacao do nico deposito do legiti-
mo rap princesa nesta provincia. A vista do
exposto, qualquer oulro rap inculcado com a
denoininacao assima he falsificafp as fabricas
de Estevo Gasse nico inventor e proprielario
do rap princesa (feito no Brasil), tanto no Rio
de Janeiro, Babia, e em deposito no Mara-
nhao Par, assim como em Pernambuco na
.oirdaCra/iloRecHea 38: (16)
1__ Boga-se a pessoa a quem or oferecido
um boto redondode abertura com o p tambem
redondo vasado e todo lavrado que foi des-
apparecido da casa n. 52 da ra Nova no ter-
ceiro andar ; quem o comprar dirija-se a mes-
ma casa que so Ihe dar o valor do mesmo. (6
m 3- D. /osepba Maria do Sacramento em-
barca para o Rio dejaueiro. ou Rio Grande,
os seis escravos Theodozo o Domingos. (3
Quem quizer ensinar urna parda a engom-
mar em casa de sua senhora as horas que tra-
tar, o pelo pre?o que ajusfar ; dirija-se a ra
de Agoas-verdes sobrado n G6.
2s Boga-se ao Sr. Jos Ignacio da Concei-
c8o lenbaa bondadede ir pagar ao aba so bs
signado a quanlia de78 rs de que Ibe be devedoi
do anno de 1838, on na falta, ni
quetomou. Jote do Sacramento Silva. (5
2Aluga-se o primeiro andar 'ido,
li. 41daruaNo\a; a tratar no segundo andar
do mesmo. (3
2Besponde-se aquem perguntou deque
lie eredora Mara Boza do Sr'.. Bazilio Alves de
Mirando YarejSo, que no car torio do Escrivio
MaglhSes saber cabalmente o que deseja
saber. (5
2 O abati asignado, engenhoiro civil,
leudo de patsar algum tempo fra da cidade no
desemponbo do seu ofiicio, roga > todas as pes-
soas que quizerem utilisar-se do seu presumo.
do drigirom-so [por c i mesmo abaixo
assignado na casa : i N i es & C, ra da 'ruz
n. 37Alfredo de Uornay. (1
2 Na ra da Aurora n. 26 precisa-so de
Sr. Sacerdote para dizer missa emum sitio
prximo desla prai o [3
1 -{) abaixo asa nodo encarregado da fe-
rie* o dos pesse me.lulas por parle da llamara
Municipal d'e>ta cidade faz publico que em
virtude das ordena da mesma Cmara i se acba
aberta desde o dia ,'i d'cste me/ a nova aferi
pertencente ao crrente anuo municipal de
184 i 1818, cha do limar no ultimo da Da-
embroprximo lindo em conformdade do
novo regiment de 12 do Marco do c rrente an-
no, approvailo pola Loi Provincial n. 135 de 2
de Maio ullini". Os inturessadoj podein diri-
gir-se a casa do abaixo assignado rua do Ara-
gao n.8, das7 horas da manbaa ao meio da,
e das 2 at>' BS 0 da tarde.
JoSo lario de Barros. (16
2 = Os abaixo assignados (a/eui publico que
endo linalisudono dia 28 do prximo passado
Setembro o tempo da sociedade que tinbo na
venda das ca/.inbas da Ribeira da Boa-visla, que
giravasob a Grma deCorreia & Beris fcou
dissolvda amigavelmenledita Booiedade naquel-
le da, ficando o socio Jos Soaret Piulo Cor-
reia com o eslabeb cimento e obrigado a li-
quidaeao da extincta tirina.
Jos Soares Pinto Crrela.
Antonio Joaquim Ferreira Bem, (10
2 Aluga-se um sobrado de um andar na
cidade de Diinda, rua do Balda, muito fresco e
com mu tos commodos, grande quintal e par-
reiral, c m exeellenle banbeiro no fundo do
quintal d'agoa doce; pelo tempo da lela, en-
tregando se a chave no 1 de Novembro : Ira-
la-se com Joaquim Copes de Almeida, caixeiro
do Sr. JoSu Matbeus. ^ (8
2=ArremJa-sc um sitio no lugar dos / fo-
cados, denominado sitio do muro: na rua da
Conceico da B< a -vista h. 58. (>
ll=Johnston Pater &C. lee meo oslan temen-,
te venda taixas de ferrobatido ie coado mo-
endas de orga de 4 cavallos bax o alia pns-
sao, ludo por preco commodo : na rua da Ala-
dro de Dos n 5.
2Precisa-sede um Europeo para feitor do
um engenho preferlndo-.se lilho das libas; na
rua da Aurora n. 4-., segundo andar, das fi as
! horas da manhSa e das 3 as 6 horas da tarde.
2Aluga-se urna casa para se passar a la-
la no Caxangi ; quem a pretender, dirija-so
a travessa do Carino n. I, segundo andar.
2Na rua estieita do Rosario n. 31, segundo
andar, se aiba advoan4oo Baciiarel Jos Joa-
quim Geminiano de Moraes Navarro ; quem
quizar servir-so de seu presumo, ahi o deve
procurar. ($
2 Izidro Jos Caparica embarca para o Rio
de Janeiro o seu escruvo de nomo Francisco ,
Mocamblqoe. (3
2 Precisa-se do urna ama do leite para
criar ; na rua do Collegio, em casa de Manoel
Csrneiro Lial, terceiro andar.
2 Diio-se lices de msica e de instrumen-
tos bellicos segoodo os iiicIIk dos do grande
conservatorio de Pars ; copia-so e transporta-
se qualquer musir e apropria-se para qual-
quer dos ditos instrumentos; no pateo de S.
Pedro n. 9, primeiro andar ; na mesma casa
rompase por preco commodo um bailo de ar-
mona a um cornelim a 3 pistOe*. S
2 Conlioua-sea dar em pequeas quantias
dinheiro a premio sobre penhoies do ouro ; no
paleo de S. Pedro sobrado de um andar, com
varandas de pao pintadas do verde das 6 as
9 tioras da manlia e de urna as 4 da tarde;
larbem aluga-se urna escrava para diminuto
r.riir.i r*s ,-? '.\'-'f silba vender rs ro, 8
cando seu dono responsavtl. (8
|)-se iO^'rs. a premio com penhores de
ouro ou prala; na rua do Cabupa loja n. 5.
Alu.-a-so urna casa terrea na rua da Ale-
aria com muito bons c>mmodos para qual-
quer familia, e o seu preao lie muito commodo;
alistar na rua ilireilu Himasem n 9.
Aluga-se um prelo captivo para qual-
quer servico he muito fiel o sem vicios ; na
na de Agoas-verdes n. 15.
Quem precisar de urna prcta para carre-
jar algum tatjoleirode fasendas, ou oulro qual-
quer servico dirija-se a rua do Mundo-novo
n. 17.
yu< m precisar de ur; hom< m de boa ccr
duda "para cobrar dividas, o.....ISOJO para
corr particulares anouncia.
A pessoa, que annuociou querer Ir co-
brai dividas i v!" ll(,s .
reja de N. S. d
Paz n. I
Mi itii a n n
U i 1L- /A W _


So houver alguma mulher parda, ou pro
ta lorra.com boas ouoeiras que teja des-
favorecida do beus da foiti.ua se qu >li
recolher a mna casa honrada pa fazer w>m-
nnnhfl
,-----
(tana
lia, lendu a mesa oerta e sen-
do a dita mulher dcsembaracadadofillios, ou
o Bragados, annuncle.
Precisa-so algar urna escrava para uju-
dar o servico de urna casa do pequea familia ;
na ra Di relia n. 131.
10 Sr. Jos Botelho a Coulo cliegado a pou-
co da liba de s. Miguel.no patacho Alberto,
queira arinunciar a sua morada para so ir re-
cebcr urnas oncommendas e pagar-so-llio o tra-
baiho,
Quem precisar do urna ama do lefte, di-
rija-se a estrada nova da Magdalena casa de
Joanna Cordollna.
Quem quier alugar urna ama de leite ,
preta e escrava dirija-so a ra Direita n. 74.
Quem precisar de algum dinbeiro a pre-
mio, dirija-so ao buceo da Uotnba n. 8.
Quem anuunciou querer comprar a obra
de Moral pulo Monte dirjase a prava da In-
dependencia, luja de chapeos n. 37.
1 [Ho-Sfl :jo >./ rs. a premio sobro penho-
res ou hypotheca ; quem quier annuncie. (2
! Aviuvade Florido Augusto Maireliea
convida a todas as pessoas que so julgarem
credoras do dito aeu fallecido marido acom-
pareceremqaarlafeira 16 do crranle, pela lo
lloras da manha, ein casa de sua Mi D. Joan-
na do Rosario Guimaraes Machado, na ra Di-
reita n. 82, prmeiro andar a im de exa-
minarem o estado da casa e deliberaren o
que julgarem niais conveniente. i'J
Aluga-se um sobrado de um andar so-
ISona travessa doeQuartels ; a tratar no paleo
da matriz de S. Antonio n. I!. (3
1 I'recisa-se alugar urna sala, que sirva
paraescriptorio sendo as ras principis do
bairro de S. Antonio ; a tratar na ra do Li-
vramento n. 26 segundo andar; na mesma
casa aluga-so urna parda, que sebe cosiniar.
lavar o arranjar bem urna casa, por ter bastan-
te pratica. 17
1 Portarlo urna c>na aberta quo con-
duz 900 lijlos de alvenaria com 10 palmos
de bocea e 30 ditos do comprido linha den-
tro dn rnesina urna p, nina gamela o urna en-
xada; quem a lurtou ful um crioulo, quej cor-
tou carne em um acougue e carregava mate*
riaes em cavallos cuja canoa he pintada de
encarnado mas desqolada ; quom Mella sou-
ber, leve a casa de Manoel Francisco Guimaraes,
no sitio quo (lea por detras do sobrado do fal-
lecido Monteiro ; na mesma cusa aluga-su um
preto por me:, para o servico de campo ; tam-
bern se precisa de um liomom, que saja dili-
geote pura tirar barro no Poco, eUeeti va mente,
i Manoel Francisco Coelno faz scieutean
publico que mudou a sua aula de grammatica
latina o portugueza para a ra de S. Amaro ,
entrando pela ma Nova primeiro andar n.
. 18 ; quem do seu prestimo se quizer ulili dirija-se a mesma aula e casa do sua residen-
cia a cima mencionada. -
1 OBaiharel Pedro Bezerra Pereira do'
Araujo Bellrao passou a sua residencia da ra
do Bangui para a travessa da Concordia so
brado n. S. ;
1 Aluga-so a loja, e segundo andar o sotan
do sobrado da ra da Boda n. 45 ; a tratar na
travessa da Concordia n 5. (3
1 No lugar da Capunga porto do rio, ha
para ulugar casas decentes para familias passa-
rem a testa com estribara e banho na porta ;
a tratar na ra da Senzalla-velha n. I3S, ou no
me*010 lugar ultima casa terrea do lado di-
reiio indo para o rio. 'g
1Na ra o I.mmenlo sobrado n. 35,
precisase alagar negras, que tenhoo pratica
du vender a/cilede carrapato. 3
1 Aluga-su metae de urna casa a urna
senhora capaz, com pouca familia ; no pateo do
Calino n. 24. (3
1 Quem tive.r um menino para criar di-
rija-se a ra de Moras n. 32. (>
1 SOCIEDNDE THE ITBAL CAMPESINA
O primeiro secretario avisa aos Snrs. So-
cios que no dia 19 do correte V8i a scena o
drama o Judeu ; os bilhetes acho-se na
casa n. na Solidado para se distribuirn)
nos dias 17, 18 e 19. o
1 No deposito de farinha de mandioca, na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 contrata-
se ci.m qualquer reparticao publica ou parti-
cular ou com algum senhor de engenho, que
tenha de precisar de arinhxpara as suas fabri-
cas ou repurtices por um pirco certo em
alqueire da medida velha 320U rs. ou saccas
com a mesma medida por 3500 rs. ; esto preco
lie garantido por I matea, contados do da em
que se tratar ; Ando o lempo do trato ser
novo o preco para mais, ou menos confor-
me a abundancia, ou laita que houver deste ge-
nero. ,13
2 Compra-so um, ou dous tachos grandes
de cobre ealguns caixoes proprios para de-
posito da refina?3o de assucar ; quom liver an-
nuncie. (4
Compra-so um oratorio que esteja per-
foilo o que nao soja muilo grande, com 3
imageos sendo urna deChristo, outra da Con-
ceicao e outra doS. Anna quo eslejo perfeitas
e em bom estado ; na praca da Boa-vista bo-
tica n. 32.
Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravos do ambos os sexos de 12 a
20 unnos agradando pago-so bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
darde varanda de pao n. 20.
Vendas
Compras
Compra-se um jogo de gamao ; na praca
da Independencia livruria ns. 6 o 8.
2 Comprao-se effectivamente para fura da
provincia mtllulas negras, emoieqm s de i' a
20 annos pagao-sc bem ; na ra Nova loja
'i. 16. 4
3 Compra-se urna escrava que saiba co-
sinhar eengommar bem ; no pateo da Pcnba
n.4. (3
2Vende-se o Gabinete Histrico Portuguez,
desdoaorigem dos Luzitanos at 1775, 17
volumes por lfi^rs. ; na praca da Independen-
cia livraria ns. 6 e 8.
3 'Vende-se vinho de Bordeaux da melhor
qualidado quo so podo aqu achar, tanto em
quartolas como em caixas ; na ra da Cruz
n. 40, c?'a de B.:!! &. Cha vanr.es. (4
3 Vende-so um preto bom padeiro anda
mogo muito robusto e sabe bem todo o ser-
vico de padaria, na ra da Cruz n. 64. (3
3 Vdflde-se urna negrinha de 8 annos, pti-
ma para se educar; um moloquo da mesma ida-
dade; um dito de 14 annos, proprio para qual-
quer officio ; uina escrava de 18 annos, engom-
mae costaba; um escravo bom canoeiro, to-
dos so dao a contento ; na ra Direita n. 3. (6
3Vende-so por m divos da molestias e
ssr preciso so farer urna viagoin a Europa, urna
botica bastante acreditada com armacao e
vasos de vidro a moderna, em bom lugar, e
assegura-se o aiuguel da casa ; a tratar na ra
da Crilfl n. 50. 6
iVende-so o sobrado n. 7 na travessa da
MaJredeDao's, do dous andares e solao em
chaos proprins, prximamente rectificado, tam-
bem seda com algum praso commodo ao com-
prador ; na ra da Cruz n. 50. 5
3 Vende-S'* urna venda com poucos fun-
dos em bom lugar o tem commodos para
familia, na ruado Noguoira; a tratar as Cin-
co-puntas n. 152. 4
iVendem-.'o fardos de algodo d" Minas,
fasenda milito forto o mullo ; no ar-
masem do Bregues, ao p do Corree!-
cao. (4
3Vende-se sal do Marai em paneiros,
bem alvo egrosso ; na ru? Moeda arma-
se m n. 9. (3
3 Vende-se o muito vellero brigue escuna
americano Washington Bar ge de primuira
marcha, forra loe encavilhadodo cobro, promp-
to a seguir viagem para qualquer parte ; a tra-
tar eonros sou*consignatarios Matheus Austin
cY Companliia na ra do Trapicho n. 36 (6
3 Vende-se u ui negro de nacao mogo,
proprio para lodo o servido do campo o casa ;
urna pela de 18 annos cose engomma co-
snlia e lio lavadeira ; na ra da Cadeia de
S. Antonio ao p da guardan. 25 por cima da
loja de chapeos. (0
3Vende-se bolaxa a 2 rs. a arroba a 11
patacas para negocio, e a 12 patacas bolaxa
fina ; na ra do Bozario n. 2 junto a Dotica.
3 Vende-se um preto bom marinheiro de
25 annos ; na ra da Cadeia do Becilo loja de
Joaquim (oncalves Casco. 3
3 Vende-so manteiga ingleza a 040 o 720 rs.
e francesa a 5'.0 rs., cha hisson a 2100 rs. es-
pferniacetea 800 rs. carnauba a 320 rs., letria
a 2'10 rs., macariao a 200 rs. bolaxinha In-
glesa a U) rs. cevada do Porto a SO rs. caf*
de primeira qualidado a 140 rs. dito moldo a
2C>0 rs. toucinhode Lisboa a 260 rs. queijos
demengosnovos a 1440, ditos ingieres a ;i(i()
rs a libra covadinha de Tranca a 240 rs. ,
graxa ingleza a 150 rs. batatas em gigo a 180(
rs. e a 50 rs. a libra farinha do trigo ptima
para pao-de-I a 80 e 90 rs. e superior a 10o
is. linguicas a 3G0rs. palos a 240 rs. e a
2f70 rs. a duna vinho da Figuoira a 1600 a
cunada e a garrafa a 221 rs dito de Lisboa a
220 rs. e de Cele a 160 rs. vinagro PBB a 1/
rs. a caada e a garrafa a 140 rs., vinho feito-
ria engarrafado a 48(1 rs. a arrala, licores fran-
ceses a 320, 400, 60 e 6'i0 rs. manteiga de
pe reo a 340 rs. farinha doMaranhao a CO rs.,
esteiras do Angola a 320 rs panoiros com sal
do Maninbao proprios para casas particulares
u .<(o rs. chocolate a 32o rs. o lodosos mais
gem ros por preco connnudo ; na esquina da
la larga do Bozario n. 39. (24
2 Vende-se urna prcla du nacao, de boa fi-
gura, do 25 annos, parida de 20 dias
muito bom leite
2-Vendc-se merino decores e preto a 1000 do urna aberta para carga de 1200 lijlos mui
rs. ocovado, ditode duas largurasa 3400 rs., bem construida e a1 outra de carrera com
cortes de lantfnha a 3, 4, 4500 efi/rs. 13a do 36 palmos decompnda e 4 d.los do bocea; urna
ffirosclistras para calcas a 40 rs. o cova- porcao de travos da melhor qUa!idade de 42 a
do luvas de pellica de cor para hornera a 2 48 palmos de comprimento e9a II pollega-
rs. aduzia, o o par a 200 rs. pecas de cam- dasdogrossura ; na ra Nova armasem n. 67
braia lisa a 4,- rs. ditas de cassa de babado Vende-selum b.cudo muito bom cantador,
de listras e quadros a 2600, 2800 e 3/000 rs. e urna sabia da malta muila nova por preco
cambraias adamascadas e de listras a 3200 rs. commodo ; na ra das Cruzes n. 42.
a peca, chales de can.braia bordados a 640 rs.,! -Vendem-se chales e mantas de seda chega-
algodao americano com listras atues, proprio das pelo ultimo navio de Franca ; na ra do
para roupa da escravos a 240 rs. bons castores Queimado loja n. 25 do Guilherme Selle,
para calcas a 240 rs., metim branco a 240 rs. o Na padaria do urna so porla na praca da San-
covado pecas de bretanha de rolo com 10 va- ta Cruz.continua se a vender elfoctivamente ex-
rasalOOOrs. bicos e rendas de todas as lar-' cellenle p3o, bolaxa de todos os tamaitos, bii-
guras e outras muitas fazendas baratas; na cout0 Jdocc, e d'agoa e sal, bojaxinba, ludo
ruado Crespo lujan. 15 de Antonio da Cu-.j^ ine|hores farinlias que ha no mercado ; o
nha Soares Cuimaraes. 'I7 muito bom caf moido, qualquer porrao,
2-Vende-se urna venda com os fundos *
200^ a 300^ rs. ; no Mondego a tratar com
Francisco Soares Cordelro defronto da casa do
Sr. Luiz Gomes Ferreira. (4
2 Vende-so urna canija de carrera j usa-
da por muito commodo preco ; na ra das
Trincheiras n. 22.
2 Vendem-se presuntos americanos a 280
rs. a bra e a retalbo a 320 r. ; na ra da S.
, parida ue 20 oas, com
e a cria est muito gorda ;
na ra da Aurora n. 42, segundo andar, das
6 as 9 mras da manhaa e dos 3 as 6 da larde.
2 Vendem-se, arrendao-so e aforao-so ter-
renos quo forao do engenho da Torre, tanto
na margem do rio Capibaribo como na estra-
da nova ; os pretendentes, dirijao-so ao mes-
mo engenho a tratar com um dos seus propie-
tarios, (g
2 Vendem-se barricas grandes e pequea*
de excedente cal virgem por preco maiarots
modo, do quo em outra qualquer parte
trapiche da Alfandega velha a tratar com Hen-
riqnes Mara Perelra Guimarios. (5
Cruz, venda nova n. 5. (
2Vendem-se presuntos americanos a 280
rs a libra e a retalho a 320 rs. ; na venda da
esquina da ra do Arago que volta para a
S. Cruz n. 43. (4
C Vende-se o legitimo c bem acreditado
rap Areia preta de Meuron $ Companhia a
\ rs. a libra assim como todos os gneros da
melhor qualidade o licores francezes sortidos,
por proco commodo ; nos Afugados, ra de
Motoeoloinb n. 42 (6
3 No atierro da Boa-vista, loja n. 26 de
Salles & Chaves, acha so grande sortimento de
licores finos de todas as qualidades, com lindos
lefreiros a 2,400 rs. a duzia ; dito dito em gar-
rafas de Bordeaux, cam ricos letreiros dourados
a 3,000 rs. a duzia ; dito dito em garrafas
grandes, brancas, com ricos letreiros dourados,
a 3,600 rs a duzia; dito dito ca garralas bran
cas, com bocea prateada, do superior qualidade,
igual as quo vem da Franca, a 3,000 rs. a caixa
de urna duzia; crme de noyaux, roses, cura-
Cao, chasseur, aniselte de Bordeaux, e oulras
qualidades, a 1,000 rs. agarrafa; genebra,
igual a que vem da Hollanda, a 800 rs. a cana-
da, o em botijas a 2,400 rs. aduzia; agur-
denle do reino, com superior aroma, a 000 rs.
a caada ; dita de aniz a 700 rs a caada ; dita
do Franca em garrafa e cariada, dila de calda de
canna; charopes de maracuj, ananaz, limSo,
genipapo, tamarindo, e de resina de angico,
muito bom para as pessoas que padecen: do pci-
to, esto a 6i0 rs e aquelles a 560 rs. a garra-
fa, espirito de vinho do 36 graos, em porcao a
1,000 rs a caada e a retalbo a 1,280 rs.: na
mesma aprompta-se toda e qualquer cncom-
menda do licores, genebra, ago"ardente c espi-
rito para embarcar, sem ser preciso o compra-
dor ter trabalbo algum ; as amostras de lodos
os lquidos se acbao sernpre patentes aos com-
pradores. ^30
Vendem-se lijlos de marmore brancos e
azues por preco commodo no caes da Al-
fandega armasem n. 5, de Antonio Anncs Ja-
come Pires a tratar com Firmino Jos Felis da
Bosa.
Vende-se farinha de mandioca muito no-
va em saccas de alqueire a 2240 rs. e a 28
rs. Irasendo o compradoras saccas ; na ra da
Cadeia do Becilo armasem de Fernando Jos
Braguez a tralar com Firmino Jos Felis da
llosa.
Vende-se a obrado Tito Livio em 6 v
na ra Velha n. 107.
Vende-so o glossario das palavras e fra-
ses da lingoa francesa a arte potica de Hora-
cio traduzida a margem ; na ra estreita do
Bosario n. 3.
Vende-se letria a 280 rs. espermaceto a
800 rs. carnauba a 320 rs. manteiga inglesa
a 720 rs. e francesa a 560 rs. cevadinha in-
glesa a 400 rs. cha isson a 2400 rs. choco-
late de Lisboa muilo novo a 360 is. ; na ra
estreita do Bosario n. 47.
Vende-se urna bonita parda de 16 an-
nos engommadeira, costureira e costana; um
bonito moleque de JS annos proprio para
pagem e serve bem a urna casa ; dous pro-
tos do bonitas figuras, sendo um ferreiro o ou-
tro canoeiro; urna negrinha de 10 annos, pro-
pria para mucama; urna preta cosinheira en-
gommadeira, e he muito boa quitandeira; na
ra do Fogo ao p df. Bosario n. 8.
Vende-se a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por precisao com os fundos que
quizcrem.ou s a armacao ; uns biacos de ba-
tanea grandes e pequeos com conchas o cor-
rentcs de ferro, urna porcao de caixas vasias
do Poito, urna mesa redonda para meio de sa-
la; a tratar com Joaquim Pinheiro Jacome
j mUHO UOIH CHIC lliuiuw, i|ucmjuoi poi^UO, 0
preco em conta.
= Vendem-se portadas de pedra da trra, do
muito boa qualidade, a 800 rs. o palmo, ou a
33,000 rs a portada ; d-se a escolha vonta-
de do comprador : no principio do Atierro dos
3 Afogados n. 63.
= Vendem-se 400 varas de panno d'algodSo
da trra, de muito boa qualidade, a 240 r. a
vara, na ra do Queimado n.57 ; una canoa do
lote de 600 lijlos d'alvenaria, por preco com-
ou aluga-se por 6,000 rs. mensaes.
ss Vendem-se 32 palmos do trra da casa
demolida no caes do Machado, .inclusive lodos
os maleriaes existentes, cosinha e frentes que
se achiio em p, por preco commodo ; na ra
do Queimado Q. 57.
1Vende-se um acougue grande, na ra lar-
ga do Bosario ; a tralar na ra Nova n. 63. (2
IVendo-se um relogio sabonete, pequeo
e de ouro por preco commodo ; na ra No-
va n. 63. (3
I Vende-se urna escrava de IS annos, sem
vicios nem achaques, e com habilidades ; na
ra Direita foja n. 12. (3
1 Vende-se um carro de duas rodas com
robera e todos os pertences para o caval < .
ludo em muito bom estado ; na praca da Boa-
vista coxoira n. 30. (4
Vende-so vinho de Bordeaux de muilo
boa qualidade em caixas de duzia; na ruada
Senzalla-velha n. 138 (3
1Vendem-seseiriltates do horlalica sorlida,
esleirs de Angola, grandes e pequeas supe-
rior doce do goiaba vassouras americanas a
KiO rs. chocolate da Babia a 100 rs, o pao ,
cevadinha do Franca a 280 rs. a libra farinha
do Maranho a 120 rs. cevada a 60 rs., caf
de carosso a 120 rs. dito moido a 240 rs. di-
to de cevada a 1G0 rs. alpista a 640 rs. a
cuia arroz do Maranho a 00 rs. a cui, bo-
laxa inglesa a 240 rs., encbofrea 100 rs. cor-
veja bocea de prata a 480 rs. a garrafa .batatas
inglesas a 60 rs. velas de csper.nuceta a 810
rs. ditas de sebo do Porto imitando esper-
macete a 3C0 is. ditas de sebo de Hollanda a
280 rs. ditas do carnauba a 320 rs., canella a
610 rs. graxa n. 97 a 160 rs. abanos o cen-
to a \9 rs. vassouras de timb a 480 rs. azei-
tonas a 280 rs., manteiga francesa a 560 rs. ,
banha deporco a 320 rs. cha hisson a 2400
rs. amendoas a 320 rs. pomada a 240 rs. a
duzia; na ra estreita do Bosario, venda
n. 8. (22
1 Vendem-se bichas por proco mais
commodo, do que em outra qualquer parle;
na ra de Apollo, armasem n. 6. (3
IVendem-se 6 pares de quarlinhas do di-
versas cores o tamaitos com os feitios os mais
delicados, que pode haver, e muiO be.n dou-
radas, sendo um par azul, o pr.prlas para sala;
na ra da Cruz n. 52. (5
Vendem-se 3 pretas de 18 a 22 annos,
proprias para lodo o servico de urna casa e
mesmo para quitandeiras ; urna dila de 30 an-
nos cosinha, lava e vende na ra; urna criou-
la de 14 annos, propria para lodo o servico de
urna casa ; um mulatinho por preco commodo;
na ra das Cruzos n. 41, segundo andar (8
1Vende se urna porcao de Irascos de bocea
larga proprios para botica ou para outra
qualquer causa : na ra Nova n 57. (3
Vende-se urna oscrava de nacao Angola ,
de 25 annos, do bonita figura faz lodo o ser-
vico de urna casa e he quitandeira; na ra da
Conceicco da Boa-visla n. 6.
Escravos faigitlos
na mesma venda.
Vcndem se duas escrava* recolhidas, de
18 a 20 annos com boas habilidades, venrtem-
se poi precisan; urna dila de 15 annos boa en-
no gommadeira ; urna dita ; um moleque para
todo o servico ; dous ditos do 13 a 14 annos
um dito de 20; 3 escravos de 20 a 25 annos'
an-
\ endem-se 100 cooros surrados e 33 pa- para todo o servido ; um mulatinho do 14
res de l a patOl paiu homem ; na ra Direita nos, bom pagem; na praca da Boa-vista n. Y9.
D- 72, (31 1 Vendeui-se duas excedientes canoas, sen-
MUTH ADO
iNodia 25 deSetembrop. p. fugiodo sitio
dos Afilelos o prelo Domingos ctioulo, alto ,
secco do corpo, rosto descarnado olhos gran-
des gagueja pouco pernas linas as palmas
das maos gietadas de calor do ligado pouca
barba de 30 annos; quem o pegar, levo ao
dito sitio a Joo Manoel do Souza Vianna na
praca da Boa-vista botica de Victorino Fer-
reira de Carvalho oua sou senhor Andr Po-
reira do Albuquerquo morador no Brejo do
Fagundes, quesera recompensado.
2 Fugio no dia 5 do corrento um mualo
acabocoladn claro de nomo Cosme baixo e
floreado do corpo parece ter 19 annos, levou
camisabranca, e calcas de algodo do riscado
azul, quando falla inclina a cabec par''
banda o a bocea da mesma forma ; quem o
gar, leve a> largo do Corpo Santo n. (I
ser recompensado*
para a
pe-
(10
s
licutri ihkTu, M MI'. puFakia.-


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