Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05196


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Full Text
Amo de Ift
Sexta (Feira li
i- O nuMOpaHiCMc todo.os ilMqnen3o forem santificado : o prag^^la Aiiipneu,,
h, de tal mi. n, i-urso adienlado. O annunrios doi aasiRii, ,ridoi
pr.tis, e os rioi que n.io Forem i ruin ,le hh ..jj U1 :;,, a, Moupei ,ievem mi din.
euiae ... ip., ras 01. Crutei n. 34,oaa praga da Independencia lojt iielirroan S 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOl*,Jrrahjrbi,f!?nnd9c lexiu feira.Rio Grnde do Norle, chega 8 lt> s par
?j oa '*'">' ^'r'n'1*"n. RioFormjio, Macer, PortoCalro, e Alago: no i "
11 2d di, d mri. Garanliuns e Honilo iti e M da nada mei oa-Ysia i l'
l*S' sS dito. Ct^lda aVieton* niiinta foira. Oliuda lodo oa da.
DAS da semana.
7 tg .Marcos Aud. do J. de I) da 2 r.
8 Tafia i. Brgida. Re. aud. do J. de D.da 3. r.
0 Quart Diani*io Aud. do J. d.D. di 3 y.
10 Quinu Francisco de Borja. Aud do J. de D da 2. T
M Soila i. Firmino. Aud. doJ. da D. da 2. t.
1i Sao a. Cipriano. Re. aud. do J.'d D. da i. y.
i3 Dora O filrocinio de S Jos
de Outubro
Anuo. XX. M. 228.
Todo
eulla.

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di nosa
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prudencia. o%ratlo" r^areia: Ma-
ri 10 caire ai naques man
a] do iratil.j
CaniMoi i(>i>ra l-on-'ra 1<- non,
" aari| por franco
L'al"' premio
CillRIO no DI* 40 DI
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'i'am de latril boas
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Oure-Moedi

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ii Ditoi aaoaiouM
compra
I?. .100
j 500
1,990
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i7.(ia
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-'.Oo
a^.-raena...........i|aBaaaeffa|e^.Tana^.aea
PUASES D LA NO UEZ DE Ol n !!RO.
Loa elataa 80 ai 4 herai ,> ti an, da m 1 Luaauraa 11 a 0
laale 1 } a i kprej a II nin la lar!" |CraacenU* .8011
Pr<-amar rfe 'uve.
fVnur 3 boraaaaai 4- d Urde a-'i hor.-.j 1. a minul
nn da larda.
il larda.
lar.!.-
--------------------------~-------------------------------- ----------------------~ nwffwa-fioai.
DIARIO DE PERNAMDUGO.
*a&ea*mmB&&x3itj-Mammm\mn\m<^iix??*jF.i
t i
Mi
I I
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 7 DO CORRBNTB.
OllicioA'Cmara Municipal d'esta cida-
de, participando que o Exm Sr. Thomaz
Xavier Garcia de Almeida tem da lomar posse
da Presidencia d'esta provincia no dia 9 do
corronto pelas 10 horas da nianha.Kxpodi-
ro-se as convenientes ordons, para quo nosse
dia a 1. legio da Guarda Nacional d'este mu-
nicipio, a tropa de linlia dispor.ivel e o corpo
de Polica ormassem em grando parada em
(rente de palacio para na occasiao da posse fa-
zerom a* continencias do eslylo.

^mas, a fim de dar aludo cumprimoito, pola
parto que Iho tocava.
DEM DO 1)1 V 2.
OlicioAo Etin. o Reverondissimo Hispo,
diroctor do Curso Jurdico da cidado de Onda,
communicando em resposta do sou ofico do
1. do corrente que (cavao expedidas as ne-
cessarias ordens reparlicao competente para
receber a laxa das matriculas dos estuduntes do
dito curso.

.
INTERIOR.
ALAGOAS.
PROCLAMAQA,
Alagoanos Se urna horda d'anarchistas,
D.to-Ao (,omm,Ssano Pagador d esta pro- aproveitan(Jo a occasSo da sahda das forcas da
mcia, ordenando que remeta ao Inspector capital para o interior da provincia.podrao for-
a Thesourar.a da I enJa os l.vros que hao ear-me a embarcar para bordo de um navio de
ue servir na repartiyao a seu cargo fim de guerra, no qual me conservo, e conservare! em
sorem rubricados pelo Ollic.al-Maior da Con- fronle da cMade,tt que nella possa azer resta-
tadcr.a que se acha designado para fazer este be|ecer 0 m 0 da |ej( no dem prfar.me
serv.co.0(Iiciou-se a respo.toao Inspector da ,J0 direito que tenho de governar-vos, como
Thesouraria da Fa/.enda. vosso Pregi(lento ,ega)| unico da esco|ba d(J Sua
DitosAomesmo e ao Commandante das lvlgestade O Imperador, ualquer outro, que
Armas /.ntell.genciando-os d haver 6. M. o sol) 0 litulo de Vico-Presidente se aprsente
Imperador declarado por sua ....mediata e im- gpvornar a provincia, he um intruso a quem
penal resolucao de 18 do mez passado, quo n5o deveis obediencia.
aos Secrtanos dos Commandos das Armas so Uni-vos para conservar a ordom em vossos
compete, alm do so do, a gratilicacao addi- dslridos erre, aos pontos onde, sob minhas
conal, e a que so acia marcada para despegas ordenS( ga reunem forcag debelara anar-
do expediente, e conformo a ordem cathegon- chia, e em poucos das estarei entre vos com
ca das provincias, em que lorem emprega- forcas sufficiontes. Viva Sua Magestade O lm-
l'0*; perador! Viva a Relgiao Catholica, Aposloli-
Dilos-Aos mesmos scientilicando-os do C8f Rornana Vivao os Alagoanos defensores
ter S. M. o Imperador concedido no Tenente- da |poo|idade '
Coronel graduado do corpo de ingcnheiros ,
Fernando Luiz Ferreira, a demisso, que pe-
dir, do commando do 2. batalhao d'artilha-
ria 6 p d'esta provincia.
DitoAo Bacharel Candido Autran da Mat-
ta e Albuquorque concedendo llie a demisso ,
que pedio, do lugar de Delegado do i." dis-
tricto do termo d'esa cidade; e louvando-lho
os servicos, que preslou em quanto exerceo
aquello emprego.Communicou-se ao Chefe
do Polica.
DitoDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesnuraria da Fazonda transmit-
tindo, para torem exectiv'io, as ordens do Tri-
bunal do Th1 souro sob os ns. 205 207 e
208.
DitoDo mesnrio aoCommsano Pagador ,
communicando hajer sido nomeado Porleiro
d'aquolla reparlicao Simio Jos de Azevedo
Santos,
Thesouraria di Fazenda.
EXPEDIENTE DO DIA 1. DOCOHEENTE
Bordo do hiate Catador, 5 de Outubro de
184i. Bernardo de Sonsa Franco, Presi-
dente.
PEBWAIWBCO,
SESSAO DO JURY NO DIA. 7 DE
OUTUBRO DE 1844.
Presidencia do Sr. Dr. Jos V. Higueira
Cosa.
(Continuaco do n. antecodento.)
O Advocado da defeza : Srs. Jurados, be
certamenle este um caso om quo a natureza de-
poe a favor da aecusada; as lois naturaes.a abo-
nao, que a justica serve se para sustentar a
aecusacoda maisdbil prova: loi a rarrstada
ao templo da justica ao altar em fim para sor
sacrificada pelas palavras mal pensadas de um
(Iba cruel e leviana; mas, Srs., espero mostrar-
vos ( e peco para isso a vossa attencao) que o e-
dificio da accusaco cai por trra, logo que se
Ihe apresentai um minucioso exame, eseat-
lender seriamente sobre cada um dos argumen-
r da Alfandega partici- tos em que olase baseou ; isto su he bastante
pando, que tendo chegado i esta cidade o Ins- paa destruir lodosos argumentos da |usl.ca
pector da Thesouraria da Babia em commis- A aecusacao hrs., baseou-se sobre urna idea
sao, enc.rregado por decreto delldeSetem- que a mal.gn.dade suger.o; asuspeila maligna
bro prximo findo de inspecionar a Allande- quelzabelconcebeo, fez instaurar este proces-
gae Consulado da provinTio cumpri. que so trazer a r antes vos: fo. ama. cred. ..l.dado
em conformidade do ofT.cio do Exm. Presiden- maligna que deo lugar todos estes males a to-
te de 50 do passado, satisfizesse as exigencias dos os soffr.mcntos da acensada ; o que tan o
domesmo Inspector, o Ihe dsse todas as in- ma.s be para lastimar quanto partem daquella
formaces e eselarecimentos que fossem ne- que por le. da natureza t.nha obngacao de soc-
cessarioa para melbor desompenbo da sua com- correr a aecusada; ve-se urna filh atranspnndo
misso tendo em vista deque os empre- todos os deveres.todas as .e.s da natureza depr
gados, que o aeomp.nha.2o erio o Feitor o contra sua mai; .emo menor fundamento eon-
ronferente da Alfandega da Babia Luiz Anto- caben urna idea Inste a respe, o da autora de
nio de Sampaio Vianna, nomeado parao coad- seus d.as.e tem de mais a ma.s .lofo.adepr._pa-
luvar, e o Amanuense da Mesa do Consulado gal-a,para causar sotTnmentospbysicos resultan-
la mema provincia Vicente Navarro de Andra- tes de urna aecusacao ; nada lo. tan capaz de
de enearregado de escrever- Igual officio se traspaaaar o enra?io de urna ma. como a accao
dirVioao Administrador da Mesa do Consu- prat.cada por aquella a quem deo#o ser a quem
umgio ao < n(jlr0 cm M0 8e|0 e qU |,e uma p0rcao deseu
Dito-Ao Commisaarw Pagado. J. Paga- oorpo; maS,Ss., ra nao quero' onnegrecern
doria da. tropa,, romettetldn um eiompUr do. quadro. nao quero excitar pauoes quero so
decre/oso X de 20 de Abril, e 378 de 14 0c atienda.... provas do processo. quem que
i j ? nrimeiro BOMOVan- vos muitosenhores de vnspnssais pesaras provas. ...
de Agosto deate anno; *fJ$fi_ ouvir. defeaa, eanbre tudo proferir um juta,: del
do o plano para a creagao d. -?.d a ^ ^ nha
l.tajps as prov.n cas; c o aefcun lo ,0Promolor Publico comecouo seu exor-1 Fu
do pOr em execucao as inslruccots para as itu ^ t
MUTILADO
dio, sentindo nao estar o concellio composto de
jurisconsultos; disse que a defeza recusara dous,
porquo nao qneria ahi a illustraeao. Srs., eu
nao me faco cargo de responder a esta arguicao,
nem quo oconselho tem falta de illustraeao;nao
direi senao que supponbo no conselho a neces-
saria illustrago, para proferir a sua decisSo so-
bre o (acto; mas como se tocouneslo ponto;eu nao
poderei dispensar-me de dizer que. querendo a
justica publica noconcelhoa illustraeao,recusasse
a pessoa mais capaz para emittir sobro esta ma-
teria o seu juizo, como por certo ora o Sr. Dr.
Mavignicr que ho professor na materia o quo
poderia dar as informacoos necessarias; nao
concilio esto proceder do aecusador publico ,
com as suas palavras.
(O Sr. Promofor.Tinha-mosquc consultal-o,
ambos.
Esta questao Srs., he toda dependente do
eonhecimento do pessoas proess^onaos; em
todos os paizes civilisados em toda a parte do
mundo os facultativos sao os que veem resolvel-
a com as suas luzca, a fim de que aquellos que
entrao nojulgamento e nao sao medicos.possao
emittir um juizo seguro, mas a aecusacao nao
o entendeo assim; o entilo que concluir i' Con-
cluo que olla receiou o juizo imparcial desseen-
tendedor da materia; mas, dcixando estas con-
siderages, eu vou entrar no exame dos fados,
segundo o permittirem minhas forcas, e espe-
ro que em breve desmoronarei o edificio da ae-
cusacao o para isso a redusirei a pontos capilaes.
Srs., a maior deffesa da aecusada consiste nos
embaraces em que o Promotor Publicse achou
para sustentar a accusaeo i> criminalidade da
r, o mostrar aondo so achavao os elementos
de prova ; o nem o podia mostrar, porque no
processo niio existe senao e corpo de delicto ,
que a aecusacao reconbeceo nullo, e as decla-
ragoes da informante filha da aecusada; oque
resta pois ? A adiada de uma crianca morta en-
terrada em um lugar nos Afogados, enanca que
se diz ser nascida de pouco, e so isto e nada
mais; este simples fac i ser bstanle para con-
cluir que a r he criminosa ? Nao. Ho preci-
so examinar outras circunstancias a respei
to desle fado ; por que no se segu de se a
char a enanca morta que losse a mi quem
a matou ; poisqim tem-sc observado quo mu i
tos infantes nascem morios. Isto he um fac-
i que se nfto pudo contestar ainda tendo
todo o tempo necessario para nascer viavel, isto
he; o prazo necessario para vir luz; < anexar
di lo,oee momente pele rnorrer por qualquef
dilliculdadc do parto, c deixar de existir pelo
fado que se nota de se achar envollo em torno
do col o cord;o umbilical, Eu crcio quo a
iccusagao nao pode contestar que as difiieulda
desdo parto, a falta de circuladlo ou respira
gao pdem produnr a morte, c nesta caso seria
ella o resultado deaccidentcs naturaes, e na > de
violencia; logo demonstrareia assercao; mas an-
tes convern examinar outra hypolhcsc, isto he
se nao (o efleito natural a morle;se seria prati-
cada pela aecusada, ou por outra pessoa : co-
mo se prova osla assercao ? com que fados ?
O corpo do delicto i' nao prova porque a ae-
cusacao mesma o reputou nullo: os depoimon-
tos das testemunhas:' tambem no o pdem pro-
var: porque nenhuma falla cm tal cousa: entao
com que ? Com inferencias, e inducc?s; ora
essas inferencias e induccocs sao por accaso pro-
va suficiente para condemnaco:' por certo que
no.
Srs., toda a forga deste processo, como ca ja
disse parti das malignas suspeitas de Izabel;
mas, antes de explicar seus ditos, antes de exa-
minar suas declaracoes, incumbe prenotar que
Izabel nao be tettemunha, eppareceo como in-
formante, nada disse debaixu de juramento e
pnura f pde merecer, o que ella informou ;
mostrando SU que US dito, de Izaba nu utere-
cem crdito,tenho mostrado que as testemanbas
nao merecem f ; porque todas as teitemunbas
liraosua forra de I/abei; destruidos os ditos de
de Isabel, tem-se destruido o dito das testemu-
nhas. Vamos pois examinar os diti .bel.
Eu nao sni se a accui nviri coi'
que toiln< as testcmunh 19 tir3o sua fjrga de Iza-
bel; mas Be a aecusacao o duvida, eu tomare! o
trabalho, ecortamente enlulonho, do tornar a
ler o depoimeuto das testemunhas, por onde
se ver que todas ellas se referen) a Izabel. Eu
vou examinar o que disse Izabel; disse que no
vio malar, aqu esto suas palavras [leo.) Ora,
esla mesma I/ahel, sendo acareada com a teste-
munh.i Filippc peranlo o Ilustro Juiz Munici-
pal, disse em priuiciro lugar que sua mi nao
tinha praticado o laclo do que era aecusada ;
negou mes.no haver dito o que so Ihe altribuia;
mas depois, confrontada com a oulra teste-
munlia disso eu inferir por nao haver nin-
guem em casa diste ouvi a crianea chorar,de-
pois achoi-a morta; logo minha mai matou.
mas isto ser bastantei' No, porque, para que
feu dito concluisse, era mister que so provasse
quo a morte tinha sido efleito de fado de al-
guem; mas, Srs cscriplores muito acreditados
attesto que a morte succedo muitas vozes na
occasiao, sem ser resultado de fado do pessoa
alguma, su por efleito do accidente natural; lo-
go no so pode dizer por urna simples inferen-
cia,por uma simples su6peita malignaqucar foi
a autora do delicto : tenho pois demonstrado
que a inferencia de Izabel no tem conclu-
dencia necessaria no tem f aos oihos da ra-
so ; tenho destruido todo o edificio da aecu-
saio.
Mas, Srs. .ainda me incumbe examinar algu-
ma cousa, incumbe-me examinar se esta mesma
I/abel esl ou no contradictoria com sigo mes-
mo, e digo que sim, porque ella disse que r.a
occasiao om que sua mi deitou a crianga no
quarlo, Ihe quizaecudir, e a mi a repellira ;
em outro lugar diz, que, estando na sala do
dianlc, s entrou dopois da creanca ler nascido,
e vio no lugar, em que sua mi eslava, a crian-
ga morta ; aqu esta Izabel contradizendo-se a
si mesmo, o esta contradiccao bem se confirma
pelo depoimeuto de Filippe, testemunha quo
no lio suspeila, porque he da aecusacao, e que
a folbas22do processo depoz.quo, passando pe-
la casa da aecusada, encontrara na porta Izabel,
e que Ihe perguntra, se ella testemunha sabia
oragoes para quem est para parir (isto diz o
depoimento da testemunha), a cuja pergunta
Filippe tornou : a minha oracao he procu-
rar uma parleira.: Ora, se Izabel eslava na
porta consultando a quem passava respeito do
oracoes,he porque ella seachava convencida do
que stia mai se achara cm perigo, que havio
difBculdades no parto; porque se houvesse faci-
lidade no parto no bavia motivo para pedir a
quem passava que Ihe ensinasse uma oracao.
Esta circunstancia be significativa do perigo,
das difliculdades do parte; e se houvo perigo o
diffiouldadea no parto.no se pode deixar de con-
virque esse perigo, cssa difliculdade poiieriao
produzir o fado de quo se 8z cargo a aecusacao
Sendo que a morte podia vir do aperto do cor-
dio umbilical c por accidento : no sao tbeorias
minhas, e para no gastar tempo com tantas
(juestoes. peco licenca para ler um autor muito
acreditado, que catliedraticamento falla este
respeito, e he o Sr. jos Ferreira Bjrges que as-
sim s'expressa(/o). He pois evidente,que.faltan-
do os signaos caractersticos para se conhecer a
existencia do crime que se imputa, falta tudo ;
muito mais quando be um fado contrario s
regras da naty-r/.a; pois para provar a existen-
cia de fados nesta especie he. segundo direito,
necessario robusta prova, e maior do que em
qualquer outro caso ; ov-so que. pelo contra-
rio, a favor da r hacircumstancias muito favo-
raveia, o seu favor milita a presumpeo.
Srs., em regra geral, ninguem obra mai
sem um motivo ; isto he principio nao con-
testado pela aecusago, e do qual eu dedu>o
argumentos h lavor da defeza ; pois, terTdo
o ar. Promotor citado o art. 198 do cdigo,
que trata do caso em quo a mi mata o fi
Iho para encobrir propria a deshonra isto
mostra que o legislador conheceo que s um
motivo to ponderoso poderia levar a mi aum
infantecidio ; .has este motivo di/, o nobre
promotor t q a perpetrar cri-
BHaa


I
rt
me; porque reconheceoque ella nao he mulher
do honesta vida que nada linlia a occullar ,
e declarou a ler tido oito ilhos. Uto devia
eer em abono da accusada; servio aecusaco
para (azor cargo. Se a accusada tom criado i-
lhos algurn dos quaes milita no exercito c
presta lervco ao paiz ; tom procedido bom
educando-os; por quo agora sem motivo hnvia
d matar este? Srs., donde se foro buscar in -
dicios para se tirar esta in luego ? O mesmo
Promotor ostabelecco que um fado desta or-
dem nao se praticn sem grande forca ; mas que
do motivo impeliente que om parte alguma se
acha; e pode imputar-se r um crime desles ,
semmotivo plausivel Que provas tambem nao
existem nao ha duvida; porque todos ou-
vimos ler o processo : nem as testemunhas ,
nem o corpo de delicio provSo quo a recem-
nascida nascesse viva : isto no se provou, c s
se poderia provar pelo examc de pulmoes e re
conhecer por urna operaco medico-cirurgica ;
mas esta operaco nao existe logo nao se po-
de affirmar que houve crime ; porquanto o
Sr Promotor bem sabe quo o crimo he urna
excepgo da regra : ninguem se reputa crimi-
nosa emquanto se nao prova quo o ho e
para nrimes desta especie as provas devem ser
mniestas por serem contrarios ;is loisnaturaes;
e porque quanto maior he o crime maior
he a necessidade de provas e nao se pode re-
putar prova de fantecidio o simples facto da
morto, e menos por ella podir-se a condem-
nacao.
O nobre Promotor so cangou em dizer que
o facto da morte tinha sido praticado pela r ;
mas reconheceo a possibilidade desse facto por
accidente natural, e citou mu i tos autores Eu,
Srs. poderia citar outros tantos; mas apenas
lerei um escriptor modernissimo, um medico
de muito crdito em Portugal o Sr. Lima
Leito na sua traduca de Sedellot, o qual
6e exprime assim [leo).
Ora de tudo quanto est no processo se con -
clue evidentemente de um modo que nao he
licito duvidar, quo a mulher esteve embara-
zada, levo difficuldade para parir, isto est pro-
bado, o a aceusago nao contesta que a manca
naseeo com o corda umbilicar envolto em tor-
no do col ; a propria testemunha da aecu-
saco veio aclarar, destruir um dos pontos
hercleos da aecusaco, isto he que a r tinha
sido quom cortou o cordao umuilical ; a tes-
temunha disse aqui quo esse cordao nao eslava
cortado, e esta declarago fox cahir inmedia-
tamente por trra esse argumento da aceusa-
co ; a crianca, nascendo sem soccorros, sem
adjutorio, fez peso o corpo, e assim aperlou o
cordao, produzio a falta de circulago, o daqui
se originou a morte; e nao se diga que nao hou-
vo difficuldade no parlo, porquanto a testemu-
nha declarou que ella deitou parte das secundi-
nas muito tempo depois, eajusliga que acre-
dita a testemunha em urna parte, tambem a de-
ve acreditar na outra.
O Sr. Promotor. Mas corlou o cordao ou
nao ; sahirao as pareas com a crianca ou nao i'
O Orador.continuando :Sahirao parte 8
dentro lcou outra parte, o que he muito com-
mum, muito trivial ; dispega-so urna parte, fica
uulra, e nestas circumstancias se um terceiro
nao coadjuva, produz a morte. Nao se po-
de dizer que houve omissao da mi, que fui aclo
voluntario para obler o resultado que se que
ria, co no eu mostrarci ; porque a r esteva
perturbada, agoniada, em estado que nao po-
da attender seno s dores phyzicas que soffria
em seu proptio ventre. .
O Sr. Promotor. Mas cortou ou nao ?
O Orador. continuando : Nao corlou ; as
testemunhas dissero, que existia inteiro; se as
testemunhas dissero que elle estafa inteiro,
que nao tinha vestigios alguns de ter sido cor-
tado, como pode a aecusaco sustentar e dizer
que nao foi accidente natural a morte da filha
da accusada ? Eu nao sei como possa di/el-o.
O Promotor disse que havia urna presumpeo
de ter a crianca nascido com vida, e que essa
presumpeo parlia da circumstancia de terem
declarado os peritos que ella se achava pereila
e pareca ser nascida de tempo ; mas como de-
duzir a aecusaco de urna pega nulla argumen-
tos para seu spoio en parte e regetal-a em ou-
tra: ou vale no lodo ou no% ,ve. Mas nao
he este o principal ponto em ,ue eu fundo a de-
fesa ; seu principal ponto consiste em que nao
consta a viabilidadoda manca, nem que naseeo
viva; e sem esta prova nada se pode fazer con-
tra a r; porque nao se pode matar a quem nao
naseeo vivo, tanto mais quando sabe-se por ex-
periencia que inultas criancas nascidas vivas e
em tempo devido morrem porqualquer accidente
imprevisto, suecumbem por causas naturaes; ja
por eflleito da difficuldade do parto, pelas hemor
rogias provindas do doscoiamento da placenta
pela falta de respiraco, e por outros motivos
que se nao pdem explicar. Portanto nao se
pude tirar a concluso que tirou o Promotor.
O nobre Promotor disse que nao era presivel,
pondo o direito natural,transpondo todas as leis,
viesse fazer a aecusaco do sua propria mi; mas
eu tambem digo ao nobre Promotor queso nao
pode acretilar, e monos presumir e suppr, que
urna mi, transpondo todos os deveros naturaes,
tendo trasido no seio urna filha, concorrido
para a sua existencia, e sendo urna porcao do
seu corpo I he desse a morte som motivo nem
razao suffioicnte. Srs., eu teiho demonstrado
a justica da sontenga de despronuncia proforida
polo Juizo Municipal a quem foi submettido o
processo para julgar a respeito da deciso d
Subdelegado dos Afogados; eu tonho demons-
trado que essa despronuncia oi conscienciosa,
foi fundada em toda a jusliga; porque do dito de
Izabel nao se conclue a criininalidade da r. A-
gora vou demonstrar que nao existem as pre-
sumpees que o Juiz de Direito estabelecoo em
seu despacho para poder pronunciar a accusada.
O mesmo Juiz reconheceo que apenas essas cir-
cumstancias seria sulflenles para pronunciar;
ist > ho para sujeitar alguem a urna aecusaco a
respeito de factos de que he aecusado; o que
lie muito differente do condemnacao, edesu-
geilar a urna pena. Nao deve fazer a menor
impressao a deciso do Juiz de Direito, refor-
mando o despacho do Juiz Municipal; porque
eu vou mostrar que as circumstancias quo o
Juiz de Direito reconheceo para a pronuncia nao
existem, nem para aecusaco, nem para jul-
gamonto. Quaos sao as circumstancias quo
constao do processo ? sao o terem diversas tes-
temunhas declarado quo a r nao quiz apontar
o lugar aonde tinha sido enterrado o cadver;
a outra he ter-se negado a dar a enxada ; mas,
Srs., a r nao foi quem enterrou como se de-
clarou, e sim sua filha; e a lordida a r com as
dores do parto, na cama nao poda di/.er aonde
eslava o cadver, e mesmo o nao sabia, porque
nao foi quom enterrou e nao tevo tempo para
se informar disso; pois quo, tendo ella parido as Existem circu
11 horas, ja ao meio da estava, segundo disse Jar?
urna testemunha, ou as 2 horas como disse ou- Recolhido o Jury sala das suas conferen-
tra, a casa cercada pela Polica, eos agentes | caSi sabio pouco depois, e declarou por or-
na posso della. A outra circumstancia da ne- gAo ,j0 seu presidente que o Jury entenda que
por isto se loi buscar o corpo de delicio ten-
dose ja dito que era nullo; porm releva obser-
var que iaes signaos nem sempre appare-
cem, como he verdade demonstrada e re-
cenhecida por escriptores muito dstinctoi ,
cuja opinio tem prevalecido nos tribunaes
respeitaveis como na Franca no processo de
Josefina Laville contra a qual apparen-
cias existio de infantecido foi absolvida, vis-
to o relatono de Devergie, quanto mais no
caso prosento que nao ha apparencas nem
cousa alguma contra a accusada ? O dever re-
clama que declaris a r innocente como ci-
tou persuadido que o fareis.
. Srs., se nSo estivesse bastante ncommodado,
teria que dizer mais alguma cousa; porm li-
mito-me por hora a isto, concluindo que, ten-
do a r a vida sem pecha de crimes, tendo
criado oito filbos nao tinha motivos que
a induzissem a matar o nono : Agnardando a
replica do Sf. Promotor para redargir como
entender convenieute defeza.
Tcnde o Sr. Promotor e o Advogado replica-
do para explicarem suas primitivas opinies,
e para reforgarcm seus argumentos : o
Sr. Juiz Presidente encerrou os debates ,
e fez ao Jury o relatorio das provas que pro e
contra a r existio no processo e foro ap-
presentadas em sesso; e lindo elle, entregou
ao Presidente do Jury os seguintes trez quosi-
tos:
1.'
Est provado quo a r matou a recemnascida
sua filha ?
2.
Est provado que matou para encobrir a sua
deshonra ?
3.8
Communicado.
A outra
gativa da enxada, o que tambem foi trasida,
nao existe; porque a r estava na cama, e os
agentes da Polica,vendo a enxada nao precisa-
vo de licenca, e vos visteis a forca com quo o
Inspector so apprescntou, a sua auloridade a
ponto de prender lodo o mundo,invadir a casa
examinar tudo, que por all se achavaje nao he
crivel, quo s respetasse o direito de proprio-
dade sobre a enxada ; isto nao he verosimel
pois quem apresenta tanta forca, nao pedia li-
cenca para usar de urna enxada que via.
O que se deve presumir he que tal denegaco
de enxada nao exista, e destruidas csto as
duas circumstancias, pela sua mesma naturesa,
pelos dopoimentos, e pelos ditos das testemu-
nhas da aecusaco. Agora,Srs..convem notar,
que teve tambem parte a mi da Filippe, que
era inimiga da accusada, a qual nao desprezou a
occasio para a vinganca : ahi esta a declarago
de Izabele o depoiiiieiito de Fiiippe para fazer
convencer do que acabo de dizer. Tendo des-
truido os argumentos em que se baseou o Juiz
de Direito, segue-se que suhsislem aquelles em
que se fundou o Juiz Municipal. Nao devo
anda terminar apezar do ineu estado de
saudeo exigir; porque algumas rcflexdes le-
niio uinda que fazer em resposta aecusaco na
parle emque se criminoua rpor omissao.OSr.-
Promotor bem sabe que para haver crime he
misterque baja vontade, necessarioque a omis-
sao soja voluntaria, equeprovesebouve vontade
do matar; ora do processo noconstafactoalgum
de que o Sr. Promotor possa concluir, nem
provar esta voluntariedade como Ihe incumbe
provar, para pedir a condemnacao da accusa-
da ; a vontade he acto externo que s por
factos ext rnos se conclue e se conhece a exis-
tencia ; mas dos autos nao consto factos ex-
ternos ; a justica nao determinou quaes sao es-
ses factos rnateriaes existentes para delles se
deduzir que a r teve vontado e intengo de
matar : logo a aecusago nao pode preva-
lecer. Anda outros pontos estabeleceo o
nobre Promotor que nao posso deixar sem
n*sposta ; como que a r tanto obrara com
inlenco de fazer mal que se recusara a
acceitar pessoa que a assistisse ; mas o que
consta he qne filha da r nao quiz chamar
a porteira em razo da intriga que existia
entre a r e parteira do lugar ; recusa po-
rm feita pela filha com rcelo e nada mais ;
e tanto isto assim era quo logo que a mai de
Filippe chegou foi acceita e seus auxilios
foro proveitosos; o antes mandou chamar a
vsinba Catharina : o posso affirmar qne, se os
auxilios nao fossem prestados a r teria suc-
cumbido, e at approveitaria os auxilios de sua
propria inimiga. Nao recusou poi r os
anxilios de ningnem.
Disse ainda a aecusaco qne a crianca nao
morreo em consequencia do aperto do cordao
umbilical, em volta do col; porque nao \ia-
vi signaes externos que tal denotassem ; nao
a r nao havia morto a recemnascida sua fi-
lha.
Seguidamente o Sr. Juiz Presidente lavrou
e leo a seguinte
Sentenca.
Em vista da deciso do Jury, com que me
conformo, absolvoa r do crime de que be ac-
cusada, aquem por isso se passar mandado de
soltura ; pagas pela municipalidade as cus-
tas.
E sendo 5 horas o Sr. Juix Presidente de-
clarou levantada a sesso.
ELEITORES DE PAPACARA.
Os Srs.:
Joo Alves Machado.
Vigario Jos Clemente da Rocha. e
Capilo Firmianno Soares Villela.
Tenente Pedro Antonio da Costa.
Jos Peixoto Soares.
Jos de Barros Correa.
Jos Pinto de Miranda Siabra.
Antonio Das da Silva.
Joaquim Pinto de Miranda.
Jos Thorn de Oliveira.
Antonio Pinto de Miranda Siabra.
Francisco Pinto Teixeira.
Joo Jos de Figueiredo Urna.
Joaquim Jos Franca.
Daniel Pereira Bizerra.
Antonio da Cruz Villela.
Antonio Ancelmo da] Cruz Villela.
Ignacio Pinto Villela,
nem mesmo admissivel, que urna filha, Irans- estava o rosto roxo mancha ; nao havio outras;
DIARIO DE PIRMIBIJCO.
MUTIl
Nao temos noticias mais especificadas do
que as publicadas em nosso n. anterior, a cer-
ca da revolta das Alagoas : a proclamagao do
Exm. Presidente daquella provincia que fica
transcripta pouco adianta ao que j sabamos j.
O Exm Sr. Tbomaz Xavier acaba de dar u-
ma prova da sua actividadee energia;pois que,
recebendo antehontem nouteas partcipacos
officiaes, hontem fez partir para Macei o >ri-
gue-escuna Leopoldina e o vapor Guapiats
condu/indocento e tantas pracasd'Artilharia,
commandadas pelo Sr. Major Castello-Branco,
armamento e municoes, a disposigao do Exm'
Presidente das Alagoas. S. Ex. o Sr. Presi-
dente Thomaz Xavier, acompanhado dos Srs.
Commandante das Armas. Gommandante ge-
ral de Polica e outros Officiaes foi assistir ao
embarque da tropa, tendo ido a sua Irento, des -
de o quartel at o trapiche do Arsenal de' Ma-
rinha.
Possa apresenca desses Pernamhucanosem
Macei produzir os felizestresultados que. ha
quatro annos, deo a de outros por igual mo-
tivo .'
A HA
ELF.ICA DO CAHO. SR. JOAO DO REG.
He to vivo eto profundo o sentimento do
indignaco, que assalla e domina lodos os ho-
mens rectos e decentes ao ler as injurias ferinas
assoalhadas pela praia contra oscidados mais
respeitaveis desta provincia, que em verdado
mal pode elle caber nos limites d'uma conles-
taco, ou conter-so nos termos admittidos no
diccionario das pessoas honestas e bem educa-
das : he este com elTeito o senlimento, que
em todos tem excitado as calumnias e torpezas
vomitadas contra o Sr. Joo do Reg Barros em
o D novo por esse bando de perversos, que, a
nao serem refreados em sua audacia e mal (cito-
rias, acabar por precipitar esta provincia em
um abysmo horroroso de males e desastres. De-
vorados pela sede inextinguivel do ouro, quo
nunca possuiro, e do mando, que nunca exer-
cro, estes turbulentos asquerosos cuidro
ver no estremecimento convulsivo que nos aba-
la, o ensejo favoravel para realisar seus planos
de futura grandeza, c, pensando intimidar pela
arrogancia e corromper pela fraude, encarro
a eleieocomo urna verdadeira conquista. Con-
trariados porm em seus clculos pela firmeza e
patriotismo de alguns Pernamhucanos distine-
tos c corajosos, que com denodo soubero con-
servar e manter a influencia bem merecida,que
sempre exeref-ro entre os seus concidadaos, os
vis escrevinhadores da praias na calumnia o na
dilTamago podio acbar o dcsaggravo que de-
sejavo, ou a compensaco das suas perdas. Fi-
los pois calumniando e diffamando o mui digno
Sr. Joo do Reg Barros pelo assignalado tri-
umpho que alcancra na eleico da sua fregue-
zla ; triumpbo tanto rnais doloroso c prejudi-
cial para os agitadores, quanto de ha muito j
se havio repartido os despojos da conquista
eleitoral do Cabo pelos candidatos da praia, e
seus dignos asseclas.
Um tal resultado devia em verdade magoar
estes aspirantes despreziveis, que s na anorma-
lidade actual da sociedade Brasileira acharado
quilate da sua benemerencia, e nao menos de-
via affligir aquelles, que em tal eleico cuida-
rio ver urna fonte copiosa de influencia local,
que era posta em duvida por todos quantos bao
seguido com altenco a marcha das couias na -
quella comarca desde 1829 al boje. E 6e bem
uma diflerenca capital existe entre uns e outros,
pois que respeito dos ltimos, todas as rasos
de interesse, de decoro e de decencia publica
os devio alliar ao Sr. Joo do Reg ; todava
a ceguera do despeito, e a vertigem da paixo
operou a miseravel e repugnante all jnga de lo-
dos; e pela primeira vez vio-se talvez uman-
cio titular, collocado em posicao eminente, su-
jeilar-se vergonbosa condice de um auto-
mato, e sanecionar com o seu consentimento a
deshonra da sua propria familia ; estabelecen-
dodiflerengas odiosas e falsas entre alguns ra-
mos du mesmo tronco, s para lisongear s pai-
xes dos embusleiros quo o rodo ; esquecen-
do os injuriosos aggravos de outr'ora contra sua
pessoa e prenles e nao prevendo as aggres-
ses de que necessariamente ser elle viclima
no futuro, como o estj sendo presentemente o
Sr. Baroda Boa-vista e seus irmaos, da parte
desses homens infames e sem principios, que
outr'ora o endeosvo.
A eleico do Cabo,segundo assevera a praia,
foi feita com violencia ; e affiancar o contrario
he cobarda do Sr. Joo do Reg, que s sabe
ferir e esconder se. Cobarde he porm esseab-
jecto calumniador, que, enlrincheirado noano-
nymo de um communicado, ousa assim calum-
niar um cidadSo respeiUvel, e digno du consi-
deraco publica ; cobarde he quem assim assss^
sina as Irevas a reputaco de urna familia me-
recedora das attengoes dos homens honestos,
dando-Ibes qualificiiges infamantes e immere-
cidas; coba.de he em fim esse miseravel, que
a descoberto nunca seria capaz de injuriar, co-
mo o faz, atrozmente ao Sr. Joo do Reg
Barros.
Quanto legalidideeordem com que foro
felas as eleices na freguezia do Cabo, ho isso
um facto do notoredade publica, e reconberi-
do pelos proprios adversarios do Sr. J. do Reg
Barros ; pois que nem as conteslages mais ou
menos vivas entro alguns parochianos, e nem o
successo luctuoso do assassinio perpetrado na
villa do Cabo, que o Sr. Joo do Reg mais do
que ninguem deplora pdem tirar eleico o
carcter, que ellas teem, pela neohuma con-
nexgao que teem com a regularidade das opera-
coeseleitoraes.
E quem he que se ergue para fazer laes im-
puta, oes ? A p.aia ? Pensar ella que os Per-
jiambijcanoj Ferdr2o o .rso 0 criterio.' Cui-
dar ella que j esto apagadas da memoria de
lodosas fraudes vergonhosas as Ilegalidades,
as violencias, e as infamias commettidta por sua
gente em todos os pontos da provincia para ven-
cer tudo o tudo levar de rojo ? Su.-pora ella
que os seus successos do Pao do Albo, as re-
sistencias de Iguarass, e o batalbao Jigeiro


3
tns Afosados esto i esquecides? Ou por ven- para o Riode Janeiro e Babia hoje^U) s4 No da 11 do correte se ha de arremata
a> s... .._____u__ .,..<..- L.= u tar,lo a noria do Sr. Dr Jni* do Livel da 1 var
tura acreditar qucassuas manobras, suas tor- horas da tarde
pozas,seus furias de votos em S. Antonio,S. Jos
e Boa vista nao existem na reminiscencia de to-
dos ? Mas com que comparar a protervia desses
bomens perdidos que a tu'do se arremessao
para vencer ? Como mesmo responder as suas
diatribas o convicios ? ao duendo-lhes :
homtns sem f e sem brio vos ments I vos sots
uns infames!
Pubcaco a pedido.
CEARA1.
Resultado da e'eicao para Deputadoi Geraes
nos collegios da capital, Jquiraz, Lascare I,
Aracaty, Imperatriz, Baluit e Sobral
1 Dr. Antonio Jos Machado 264
2 Dr. Miguel Fernandes Vieira 260
3 Dr. Andr Bastos de Oliveira 247
4 Pres. o Brig Jos Maria de Bitancourt !
K Dr. Francisco de Sousa Marti ns
6 Dr. J. M. Figueira de Mello
7 Dr. JosPereiradaGraga
8 Dr. Raymundo Ftr.'de Araujo Lima
9 Dr. Joao Francisco do Saldanha
A provincia d;i oito Deputados smeote ; e
fallao ainda os collegios da Granja, Villa-Nova
d'EI-Rei, Queixeraraobim, Ico, Riacho do
Sangue, S. Matheus, Lavras, Grato, Jardim o
Principe. Suppoe-se que o resultado da res-
pectiva votaco ser em favor dos meamos can-
didatos.
PUBLICACAO LUTERANA.
GALERA
das
ORDENS RELIGIOSAS E MILITARES,
desde a mais remola antiguidadt ut os nostos
das.
Subscreve-so na praca da Independenoi;
a h-
205
186
172
154
108
vraria n. 6 e8a 8,500 rs.poranno, pagos adi-' Quem quizer cnsinar urna pardaeagom-
antados, onde se recebero todos os nmeros do
l.anno, e6do2.: cada numero con tem 2
estampas coloridas, e 8 paginas de impresso
no formato de folha de papel de peso.
Osedictoras dest.i obra teein em vista publi-
car resumidamente o que foro as ordens reli-
giosas de um e outro sexo, como se fundro,
dividirao e ramificro, quaesseus fundadores,
que vida tiverao, de que virtudos se adornro,
eoquefizerao a bem da rcligiao e humanida- ..--,*.------
de : as ordens militares nao serio esquecidos na ra Bella; a fallar no terceiro an
os importantes servicos prestados pelos institu- n. 15 na ra do Collcgio.
dores religiao e a civilisagao. Por esta inte- I 2- D. /osepba Maria do Sacramento cm-
tessante publicaco conbecero os loitores a barca para o Rio de Jaueiro.^ou Rio. Grande,
luar em casa do sua'scnhora as horas que tra-
tar, e pelo proco que ajustar ; dirija8B a ra
de Aguas-verdes sobrado n 66.
=Aluga-sc urna casa terrea na travessa da
ra Bolle, com quatro quartos grandes, duas
salas grandes, corredor indopendente,quintal ,
cacimba e cosinha fra ; no sobrado novo da
ra Helia prximo a mar.
=Aluga-se urna boa casa com duas salas ,
trez quartos, cosinha fra, quintal e cacimba
J r da casa
queordem pertencem os queexistom entre nos,
como os Garmelitas, Bentos e Franciscanos,
o as militares Christo e Aviz. (24
Avisos martimos.
/alfandftra.
Rendimento do dia 10 ........1:523*520
Descarrega hoje 11.
BrigueCumbsrlandmercadorias.
Iflovmeiilo do Porto
Navio entrado no dia 9.
Rio de Janeiro, Babia e Macei ; 12 dias ,
vapor de guerra brasileiro Guapiast, com
mandante o Capitao Tenente Guilherma
Carlos Lassance e Cunha.
Navios entrados no dia 10.
Farmuth, pela Madeira e Canarias; 33 dia ,
paquete inglez Crane, Gommandante Luis
Londres; 49 dias, brigue inglez Conuteph of
Eglenton, de 256 toneladas capitao J. S.,
equipageml3, carga lastro.
Navio sahido no mesmo dia.
Macei ; brigue-escuna de guerra brasileiro
Leopoldina commandante o Capitao Te-
nente Joao Nepumoceno do Menezes.
3 Obriguo S. Manoel Augusto, Gapi-
tao Manoel Simoes, deve chegar do Ass oes-
tes 8 dias, o qual entra neste porto para rece-
bar escravos frote e passageiros para o Bio de
Janeiro, por ter muito bons comroodos; que m
pretender entenda-se com o mesmo Gapitao, ou
com Manoel Ignacio de Oliveira, na ra de A-
pollo n. 18. (8
l=Para o As sahir no dia 15 docorrente,
o brigue nacional Dos Te Guarde ; quem no
mesmo quizer carrogar ou ir de passagem, di-
rija-se a ra da cadeia do Recife, armazom
n. 12 de Henrique Bernardes de Oliveira 4C.
Lcio.
M.'J\I 1
Ora.
2 Frederico Ebert far leilao na sua tenda
de marcineiro na travessa do Martina no atier-
ro da Boa-vista n. 7, de ricos movis, consis-
tindo emcadeiras de Jacaranda, solas de dito,
mesas de meio de sala e de jantar, guarda-rou-
pSl para scnhi>ras o homens, commodas de boa
qualidade, ludo feito ao ultimo gosto, e igual-
mente vender toda a sua forramenta e bancos
ilo oflicio, ludo em bom estado, torga feira 15
docorrente. (10
que desejo fa/.er aprender o dezenho a_seu s
aportado Sr. Dr. Ja doOwl da 1' var : lhos, que vai abrir aula da daMnho das 7 at
(por ser a ultima praca) urna escrava que sabe' as 9 horas da noite, trez vo/.es por semana,
cosinhar e comprar o diario de urna casa; quem prometiendo eosinar Ibes com todo o desvelo ,
a pretender compareca cni dito dia as 4 horas >e tambero ensilla os ornatos coosm tq noces-
da lardo, a qual esta avaliada polo mdico sana para qualquer, saja doflicio, principio
proco de 200 rs. do ligura, e paizagem ; no pateo da Matriz de .
1_ Aluga-seo primeiro andar do sobrado Antonio n. t
n. 41 da ra Nova ; a tratar no segundo andar j 2- Dao-se 300.000 rs u uros sobre penho-
' do mesmo. (3 res ou hypotheca ; annuncie. t*
PREVENCO CONTRA OS FALSIFI-
CADORES.
Estevao Gasse, sabendo que em algumas lo-
jas e vendas desta cidade se vendo um rape
feito nota provincia com o titulo de pnnceza ,
e falca imitacaode botes rtulos de sua labrica,
previne ao publico seus l.eguczesque a bem de
direito de propriadade sua, acressenta nos ver-
dudeiros botes de sua fabrica um sello com sua
firma e insinuaeSodo nico deposito do legiti-
mo rap princesa nosta provincia. A vista do
exposto, aualqacr outro rap inculcado com a
denominado assima he falsificado as fabricas
de EstertoGasse nico inventore proprietano
do rap princesa (faite no Brasil), lano no R0
de Janeiro, Babia, e em deposito no Mara-
nho Para, assim como om Pernamhuco na
ruadaCru/do Recile n. 38. (')
2 precisa-sede urna ama de casa ; na ra
Formosa n. 6. _A
<>_ precisase alugar um preto ; que nao
sejabebado, esejaflel para andar vendendo
na ra com um estrangeiro ; no boceo da Lm-
KoOta, casa de pasto rancea n. i. I*
2 Manoel Ignacio de Oliveira embarca pa-
ra o Bio do Janeiro o seu cscravo crioulo, do
nome Manoel. *
l = Aluga-se, para passar a festa, urna casa
paragrai.de familia no Poco da Panclla de-
fronte da casa d Sr. Pedro Jos Garne.ro Mon-
teiro : dirijao-fe a Manoel da SjIvaNevea em
Fura de-Portas. '
= A mesa regedora da irmandade da Se-
nhora da Solidado da Boa-vista participa a lo-
dos os irmaos e devotos da milagrosa Senhora_,
,,ue a sua festa ha do ter lugar no domingo Id
do correte mez, e para quo so torne o acto
mais brilhantc os convida a comparecerem na
madrugada de sabbado a bandeira a noite, as
vesporas, festas, e Te Deum.
OsSrs. Doulor Martiniano da Rocha Bas-
tos, Antonio do Mello Magaibes Jos
Avisos diversos.
A Cmara Municipal da cidade de Olinda e
seu termo em virtude da lei, ijc
Faz saber a quero convier, quo nos dias 10,
12 e 15 docorrente se ha de arrematar por
quem mais der por lempo de um ann o iai-
postos sobre as canoas d'agoa do Varadouro ,e
na mesma occasio ser lambem arrendado por
quom mais der um terreno alagado com 53
palmos de frente e 150 de fundoj, apiras da
casa do sobrado pertencente a Antonio rran-
cisco de Moraes. na ra do Balde desta cidade
dOlinda, comparecendo osprotendentes habi-
litados para no mesmo terreno e impostos po-
derem lancar. E para que chegue ao conhe-
cimento de todos, mandamos publicar p pre-
sente pela imprensa. Cidade d'Olinda 7 de
Outubro de 1844. Jos Joaqutm d Almeida
Guedes, Presidente Joao Paulo Ferreira,
Secretario. .
4 _- O Illm. Sr. Inspector da Thesourana
das Rendas Proviociaes manda fazer publico,
que em os dias 25. 29 e 30 de Outubro prxi-
mo futuro, ao meio dia, se ha de proceder a ar-
rematado em basta publica, quem por menos
fi/er, do contrato da illuminac.ao publica desta
cidade do Recife, por lempo de anno e meio,
contar do 1 de Janeiro em diante
As possoas que se propozerem 6 esta arrema-
tado comparec3o perante a metema Tbesoura-
ria, nos dias a cima indicados, munidos de fia-
dores idneos. E para constar se mandou al-
xar o prosente, o publical-o pelo prelo.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco, 25 de Setembro de
1844. O Secretario interino Joao Valenttm
VilUla. (17
w
claracv 9
-^ A sumaca Carlota recebe a mala para o
Aracaty no dia 12 docorrente. r
O paquete inglez Crane recebe as malas .Cooceicto da Boa-vista n
O NAZARENO N. 69
est 6 venda nos lugares do costumo ao meio
dia, a 60 rs. cada ejemplar. Traz artigos de
interesse inmediato nascircumstancias actuaes,
e uro lanzar de olhos sobre o passado, desde
1817 at hoje, ou o modo por que o redactor
considera aquellos acontecimontos.
Oabaixo assignado declara e faz publico que
a sociedade que girava sob a firma de Mesquita
& Dutra se acba amigavelmento dissolvida, e
ha contrahido urna nova sociedade commercial
com os >rs. Candido Thomaz Poieira Dutra e
Bento Botelho Pinto de Mesquita. a qual gira-
r sob a firma de =Mesquita, Dutra &G.; es-
ta nova firma ica obrigada por todas as transac-
ces, e liquidarlo da extincta firma, o garan-
tidas todas as transaccoes, quer d'uma quer da
outra firma pelo abaixo assignado, nao so como
socio dellas, mas ainda om particular. Da no-
va firma be o abaixo assignado primeiro socio,
e nico para contrahir contractos deobrigar, e
asignara firma social, podendo porm delegar
estes poderes no segundo socio o Sr. Candido
Thomaz Pereira Dutra, delegaco que Ibe ha
feito, e por isso podera firmar a firma social;
o que faz sciente ao publico em geral, e ao
comroercioem particular, para seu governo.
Antonio Bottlho Pinto de Mesquita.
1__Aluga-se um sobrado de um andar na
cidade de Olinda, ra do Balde, muito fresco o
com muitos commodos, grande quintal e par-
reiral, c m excellente banheiro no fundo do
quintal d'agoa doce ; pelo tempo da festa, en
tregando -se a chave no 1 "de Novembro : Ira-
ta-so com Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro
doSr. Joao Matheus. (8
1=0 Sr. J. M. F. C. baja de pagar urna let-
tra que se veneco; ha um anno, da quantia de
67,270,do contrario se publicar seo nome por
oxtenso.
OSr. Dr. Francisco Loiz Ferreira queira
procurar urna carta viuda do Rio de Janeiro na
ra do Chieimado loja n. 25.
l=Arrenda-so um sitio no lugar dos t,fo-
cados, denomi nado sitio do muro: na ra da
58. (i
os seus escravos Thcodozio o Domingos. (3
Bo^a-soao Sr.Sargento Herculano quei
ra entregar a sobrecasaca e o bon de galo que
pedio, ha mais deum mez, diendo que traria
logo, e fez-se esquecido.
2 Precisa-se do amas de leite para a casa
dos expostos ; as pessoas que quizerem criar di-
rijao-so mesma casa. (
2 O Sr. Bernardino de Serpa Lins, mo-
rador na cidade de Olinda, dirjase a ra das
Cruzas n. 42, a negocio que nao ignora (3
2 Na ra Nova n. 22, loja do relojoeiro e
joiaheiro francez Garnier, ha para vender por
preco commodo, urna armacao, franceza, de
amarello, nova, toda envidiada, o fcil de
accommodar em qualquer estabelocimento,
quer de fa/endas ioglezas, quer de miudezas,
tic. &c. \'
2James Crabtreo & C eem recebido urna
porcaodeestrumedepassaros, vulgo goanna ,
muito proprio para estrumar trras; quem a
pretender queira dirigir-se a ra da Cruz
n. 43. S5
2=Em casa de Fernando de Lucca na ra do
Trapiche n. 34, ha sempre um sortimento dos
melhores vinhos, licores de todas as qualidades,
conservas de todas as frutas da Europa, qnei-
ose presuntos de diflerentes qualidades; aca-
ba tambera de receber um grande sortimento
de charutos da afamada marca regala e da Ma-
nilha todos estes como muitos outros gene-
ras so venden) por prego mais em conta que em
qualquer outra parte. (,0
2Aluga-se um sitio na estrada do Mon-
teiro, com bastantes arvores de fructo, boa casa
de vivenda, e com um bom lorno e todos os per-
tenec de urna padaria ; trata-sa na praca da
Boa-vista venda n. 8. i5
2 Aluga-se na ra Nova do Brum, no bair-
ro do Recife um armasem com grande quin-
tal com sabida para o mar pequeo proprio
para padaria, destilacao e aimasem de assu-
car os pretendentes dirijao-se a ra da
Cruz n. 51. n._
2 Aluga-se um armasem no becco do Por-
to-das-canoas, aonde estove a.casa de pasto; na
ra da Cruz n. 6,primeiro andar. (3
2_ Precisa-se de um feitor de campo para
enaenho qual deve ser moco, robusto e ca-
sado ; a fallar no engenho Abi ad.ante de
o"D5m rapaz Brasileiro de 19 annos, com
algunspreparatorios, saofTerece para caixe.ro
de ra ou de escripturaCao dando fiador a
sua conducta ; quemo precisarannuncie.
o_ Aluaa-seo primeiro andar do sobrado
n. 41, da ra Nova; a tratar no segundo an-
dar do mesmo sobrado. \
2-Alugo-se, ou vendem-so duas canoa
abertas : na ra do Caldeireiro n 56. [*
f>_ Precisa-sede um menino para ca.xe.ro
de'uma log.nha de miudesas; na pragada Boa-
VS2-npr2ecsa-se de um criado ; na ra das
FI2-AI!uga-so o terceiro andar do raqueiro, na
ra do Amorim ; a tratar na ra do Quema-
do loja n. 9.
tra as quintas
triz.;
ido da Guerra Passos, Doulor Jos Bernai-
lo Alcanforado, Raimundo Jos de Maga-
Ihaes, Antonio Rodrigues Sam.co, e Ma-
noel Joaquim Bernardes de Sou/a : dirijao-se
a ra da Cruz do Becife n. 52 para receber
urnas cartas vindas de fora da provincia.
3 Oualquer Rev. Sacerdote que quizer
ser Goadjuctor da freguezia de N S. da Paz dos
Afogados, annuncie por esta folha, po.s tero
duas capellanas, urna nos domingos e das san -
tos dentro da matriz, com bom estipendio, ou-
uintas feiraa, tambero dentro da ma-
alm disto tem o tergo do que rende a
Ireguezia, e a metade da dosobr.ga velha o no-
va | a quero convier dirija-se mesma fregue-
sa a tratar com o respectivo Vigar.o, residente
na ra de Motocolomb n. 28 V
2=Engomma-se roupa tanto vinda lavada,
como para lavar e cr.gommar.nao so de hornero
como de senhora, c respensab.hsando-se pelas
(altas ; na ra de S. Rita casa terrea n. 72 j*
2 = Offerece-se uro rapaz brasileiro de 15
annos idade para caixeiro de venda, ou do qual-
ainda sendo para lora desta
praca; a pessoa que o quizer annuncie. (4
' |)eseja-se alar a Sr. Dr. Cazado Lima na
ra larga do Bozario n. 29, para se real.sar o
negocio que o mesmo nao ignora.
L.J BC Tresse fabricante de orgao de
igreja.'avisa ao rcspeitavel publico que tem
para vender dous orgaos pequeos (os quaos
... j. :..; a v S do Garmo) um la es-
5jl^ociedade
SECRETAnio avisa aos Srs. Socios que
a commissao administrativa reune-so bo|e pe-
lase V horas da tarde, para ipprovacao de con-
Vd!!Aluga-se o primeiro andar da casa do
,irgo do Carpo Santa n.*; a tratar na mesma
wcamJo5oFraneiicodeCarvalbo. (d
l = Prec.sa-se de 1:900,000 rs. ,-......
do umporcento, por tempe de dousannos
fiando-se os pagamente, por trunr^tn- ad.-. -
do, sob ln o.heca em UU1. *
rre grande nesta cidade ; quem este neg-
para vl-iiuci uvu "o----- .' J,
(orio da igreja do N. S. do Carmo) um ja es-
ta concertado e prompto, o que vender por
mdico prego o continua no mesmo ofncio .
concerta realejos o poem marchas novas: no
Atierro da Boa-vista n. 12 das 9 horas as 3
da tarde. ,
1 = Aluga-se urna casa terrea de pedraecal,
sita no lugar do Pogo da Panela da parte da
sombra, com a frenle envidracada a qual em
trez quartos. sala de jantar. cosinha estriba-
ra ao lado, cacimba de boa agoa de beber e
quintal murado ; quem a pretender dirja-
se ao terceiro andar do sobrado n 9 da ra do
Gahug.ou a Thesouraria dos ordenados a tra-
tar com seu propietario Jos Lopes Koza. [9
= Precisa se de um caixeiro para tomar
conta do urna venda na Boa-vista na ruada
Conceicao n. 20. ,
I -Arrenda-'se urna casa terrea no Corredor
doBispo, qaasi defronto do palacio; a fallar
na casa contigua pintada de novo. I
i umhomem .ara cobranca de
disidas pelos suburbios desta cidade e at
ciocoenta de disUncia e de Janeiro
en. dianti ualquer lugar por mais looge
CtV= XLUCa Gardc: aos pa,, |que .CU, pretender annunce.


4
Uao-se300# rs. a juros sobro penhores do
ouro, ouhypotheca; quom precisar annuncie.
Aluga-se vina sala de dctraz com uroaca-
marinha o bonita vista no lerceiro andar do
da ron do Qci.-iiado n. 9 : a tratar na
praga da Independencia n. 33, ou 88.
A quemfor ofTerecIda ou achar urna so-
bre-casaca de franklin do menino, querendo
restituir dirija-se a ra larga do osario ,
venda n. 33.
Manoel Ignacio do Olivoira embarca para
o Rio de Janeiro os seus cscravos Jos, dona-
ban Costa o Miguel, crioulo.
Aluga-se um segundo andar de um sobra-
do na ra do Collegio ; a tratar na ra da Ca-
deia de S. Antonio n. 19, deposito do farinha.
Desappareceo do porlaoda casa da ra de
Agos-verdes, que sai para a de Hortas um
cabrito todo preto, ainda som pontas, por ser
pequeo na tarde do quarta eira ; he natural
que se inlroduzisse em algum lote de cabras;
quem o pegir, leve a ra de Agoas-vcrdes n. 32,
que se flear agradecido.
1 I)-se dinheiro a jnros cm pequeas
quantias com penhores de ouro ; na ra do
Fogn. 15. (3
1 Precisa-so alugar duas canoas, que pe-
guero cm 609 a 800 lijoios ; quem pretender
annuncie. J3
1Conlinua-so a tirar passaportes para den-
tro e (ora do imperio corrom-so folhas, o des-
pachao-so escravos tudo por prego commodo
e com muita brevidade; na ra do Ransel
n. 34. (5
1 Na ra do Rangel n. 34, copio-se sen-
tencas, processos o todo e qualquer papel ju-
dicial, com muitoboalcttra brevidade e por
prego commodo. ,'4
4= A medicina popular americana e as
pululas vegetaes que a muitos annos, estao em
uso em lodos os pai/.es tropicaes, tem se prova-
do como urna medicina inestimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima <|uente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nern resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinha leva o seu receituano, custa
ijOOO ris a medicina pupuiar o americana de
30 pululas, o 800 ris as pululas vegetaes do Dr.
Rrandretb de'2> pululas
Avisa-se ao publico que a medicina popular
ainda nao appareceo falsificada e para maior
segurante das verdadeiras pululas vegetaes,
vende-so de boje em diante cada caixinha em-
brulhada no seu receiluario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil uo Rio Janeiro.
Vende-se nesta praca em casa do nico agen-
te Joao Keller ra da Cruz n. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da V'uva Cardoso Ayres, ra No-
va Guerra Silva eCompanhia, Atierro da Boa-
vista, Salles e Chaves. (24

CAUTELLA CONTRA AS FALS1FI-
CAgES.
Constando a Meuron C, que em algumas
vendas e lojas d'esta cidade se vende um rap,
coma falsa denominacao ivrapara preta ,
com astuciosa imitacodos boles, rtulos csel-
!us da sua fabrica fazom scienlo aos seus fre-
guezes e ao publico quo em resguardo da sua
propriedade e dos seus direilos accrescentao
firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
p aria preta, que permanece no mesmo lugar,
ra da Cruz n 26.
Portanto qualquer outro rap queso incul-
que dcbaixo desta denominacao he urna falsi-
ficado dos productos da fabrica de Meuron Y
C inventores, o nicos propriet?rros das fa-
bricas do rap aria preta, tanto na Rabia n,o
Rio de Janeiro e Maranbao, como em Pernam
buco c rogao aos Srs compradores de a cau-
lollarem-se contra as fraudes, sendo as maiores
no rap que se vende a rctalho. (21
Compras
2Compra-se um jogo de livros para escrip-
turacao de urna cas de commercio quo s'eja
de boa encadernacao ; na ra Nova do Brum ,
8brica de caldciraria e fundico de Mesquila &
Uutra. (g
2 Compra-se um melhodo para violo, de
Ferdinando Carulli, da sena edigo; quem
tiver annuncie. 3
Compra-se urna morada de casa terrea
no bairro de S. Antonio um colar grosso de
ouro e sem feitio; na ra Direita sobrado
de um andar n. 56.
Comprao-se diarios, sentencas o mais pa-
pis ; na ra larga do Rosario n! 15.
Compra-se a obra de Meratti, ainda que
seja usada ; na ra Direita n. 119.'
1 Compra-se urna caixa com ascompeten-
4Vendem-so duas moradas de casas, na
risa de S. Miguel nos Aogados, por preco com-
modo ; a tratar no mesmo lugar n. 28. (3
4Vende-se urna morada de casa no pateo
de N. S. da Paz dos Afogados a tratar na ra
do Mo'ocolomb n. 28. (3
4Vende-so um bom cavallo ruco-pedroz,
carregador baixo at meio muilo novo ven-
de-se por ser muito ardigo e allanca-se nao
ter achaques, o casa apparegao ,torna-se a
receber por preco commodo ; a tratar nos,
Afogados ra do Motocolomb n. 28. >''
3 Vende-se um ancorte do ferro com 3
quintaos, um dito pequeo com um arroba,
ambos em muito bom estado; no Forto-do-Mat-
tos ra da Moeda armasem de assucar n. 15
3 Vende-se urna negra moga de 18 annos ,
de nagao Angola cosinha, engomma ensaboa
o faz as compras ; na ra larga do Rozario n.
21, segundo andar. (4
2 Vende-se um Horacio e um Tito Livio ,
traduzidoao peda lettra ; na ra do S. Rita-
nova n. 87. (3
5 Vende-se o legitimo e bem acreditado
rap Arcia prela de Meuron Companhia ,a
1$ rs. a libra assim como todos os gneros da
melhor qualidade e licores francezos sortidos,
por proco commodo ; nos Afogados, ra de
Motocolomb n. 42 (g
2Vende-se urna parte do sitio que foi do
finado Souto em Bebiribe por preco com-
modo e faz-se todo o negocio; dous barris qu
foraode azeitedo canapato; e um peso demeia
arroba ; na ra Direita n. 56.
2Vende-se um bonito preto da Costa ca-
noeiro e do boa conducta ; na ra estreita do
Rozario n. 10, terceiro andar. (3
2 Vende-se efectivamente bom panno de
algodao da trra largo e encorpado ; as lo-
jas da ra do Queimado n. 2 e 27 e na ra do
Crespo n. 23. (3
2 Vendem-se cadeiras americanas com as-
sento de palhinha ditas com assento do pao ,
camas do vento com armaco, marquesas, com-
modas, camas de vento a 4500 rs., ditas de pi-
nhoa 3500 rs. e outros mullos trastes ro-
tim chegado prximamente o melhor que tem
apparecido neste mercado pedras de marino-
re pinho da Succia o americano tudo por
preco commodo ; na ra da Florentina n. 14 ,
casa de J. Reranger. (\q
2 Vende-se um sobrado de dous andares
e sotao em chaos livres bom quintal que
vaideruarua em um bom lugar no bairro
de S. Antonio, vende-se parase pagar urna hy-
potheca do mesmo sobrado ; quem pretender
annuncie iq
2 Vendem-se garrafas de agoa de Colonia,
de superior qualidade a 1801) rs. e frascos d
dita a 400 rs. ; na ra larga do Rozario loja
de charutos.
2 Vendem-se dous carneiros capados, mui-
to gordos ; na ra Imperial, armasem de sal
n. 218. (3
2 Vendem-se duas escravas urna com 13
annos e a outra com 18 e com habilidades
na ra Nova n. 50, lerceiro andar. (3
2Vendem-se duas moradas de casas terreas
novas, com bonscommodos, em ch5os pro-
prios e rhuradas urna dellas tem o poco sosi-
nho na Boa-vista ra dos Prazeres, no Coe-
Iho ; na ra Direita n. 18, segundo andar. (5
2 Vende-se cal virgen do Lisboa por me-
nos prego do que cm outra qualquer parle; a
fallar com Joaqun Lopes de Almoida. 3
1 Vendem-se apparelhos de porcelana dou-
rada para cha de duas duzias a 25^ rs. gar-
rafas lapidadas de cristal a 1800, 1920,2240 e
3500 rs. compoteiras lapidadas a 6'i00, 1$
9# e 1 \ rs. o par, copos lapidados para vil
nho a 3500 rs. a duzia e outros muitos vidros
em tonta ; na ra da Cruz armasem n 62. (7
2Vcnde-seum sobrado de dous andares em
-ora-de-portas defronte do farol, pintado e
concertado de novo ; a tratar na ra Nova de
8. Amaro sobrado novo do dous andaros. ,4
2Vende-se urna escrava recolhida de bo-
nita figura de 22 annos lava, engon.ma o
cosinha ; um preto de afio proprio para to-
do o servigo ; na ra da Cadeia n. 4. (4
2Vende-se a retalho um terreno confronte
ao'oilaodo thealro publico dolado do sul a
margen do rio Capibaribe ; a tratar na rua'da
Cadeia do Recife n. 51, primeiro andar. 14
2Vende-se palha do coqueiro para banhei-
ro no sitio do Cajueiro ao p de Francisco
Ribeiro de Brito ; a tratar na loja de tarturu-
gueiro ou no mesmo sitio. (4
Vende-se urna bonita molata de 18 an-
nos, engomma com perfeigao, cose ecosinha-
um preto de 20 annos oficial de ferreiro; um
dito canociro ; um moleque pega de 18 annos
proprio para pagem ; um preto, proprio para
armasem de assucar e mesmo para carregar ca-
deirinha ; urna preta de todo o servigo ; na ra
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vendern-se nos Arrumbados, travs de 25
32, 36 e 40 palmos, o palmo em torno en-
chameis de 22, 25, 30 e 36 palmos e 6 polle-
senhora e meninos por prego commodo e
juntamente urna morada du casa e um terreno
na estrada do Manguinho ; advertindo que a
cas rende7$ rs, msnsaes c nao precisa <'
nenhurn concert e mais outro terreno na Ca-
punga; na ra da Cadeia do Recife loja de
chapos n. 46. e no Atierro da Rja-vista lo-
ja do Salles ff Chaves.
Vendem-se ricos chales de seda, ditos mais
inferiores, ditos de laa o seda, mantas de seda
com palma? e flores matizadas para meninas ,
longos de seda pretos e de cores para grvala ,
veludo preto e de coros panno fino preto e do
cores, gorguro do cor para colleto longos de
seda para senhora corles de sotim para colle-
to sarja preta com flores, setim preto muito
largo., cambraias adamascadas de varias qua-
lidados, cassas pintadas de cores flxas toamas
alcuchuadas de algodao e outras muitas la-
sendas do prompta exlracgao ; na ra do Quei-
mado loja n. 5, dclronte da praga da Inde-
pendencia confronte ao becco.
Vende-se agoa muito boa a 20 rs. dita
do Monteiro som mistura o com todo o aceio a
40 rs. o caneco esta s se venda das 6 horas
e de muito boa qualidado polo aceio e perfei-
gao com quo sao fabricados, o seu ultimo pre-
go ho de 560 rs. cada garrafa ; em casa de Sal-
ios & Chaves no Atierro da Roa-v isla n. 26 (6
t Vendo-se potassa russiana chegada, ha
pouco tempo por prego commodo ; na ra da
Cadeia do Recife n. 14. (3
1Vende-se urna jangada de pescara do al-
to em meio uso prompta de tudo para fazer
v8gem ; uns alicorees em caixao, com cacimba
qudrada prompla no Coelho, no aHnham^i-
to da ra dos Praseres em torras do Sr. Ga-
daulh quetambem vonde a mesma trra ; na
ra da Praia n. 22. (7
1 Vende-se um pardo proprio para qual-
quer offlcio, ou mesmo para pagem ou enge-
nho ; na praga da Independencia, loja n.2I. (3
1 Vende-se cal virgen de Lisboa propria
para o fabrico de assucar feixos de pinho pa-
ra encher de assucar, e saccas com muilo boa
farinha do Rio de Janeiro ; na ra de Apollo,
armasem de Manoel Ignacio do Ollveira. [<
1_ No deposito de farinha de mandioca, na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 vend-so
bom milho noto, em saccas a 4#rs. ditas de
w rs. u caneco esta so se venue uas o nortis u miniu hutu, ohi wu,ai a -y 10. ,
da roanhaa at as 6 da Urdo por ficar fecha- farinha, vindas do Meranho a 2600 rs. gom-
da; na ra de Apollo n. 34. ma de engommar a I0# rs. o alqueire da medi-
Vende-se oleo de linhaga a 320 rs. a libra, da velha farinha de S. Malhejs o Cravellas a
mel do furo a 160 rs. a caada da medida ve- 1280 rs. o alqueire da medida nova e velha a
Ra; no pateo do Tergo, venda n. 7. 3200 rs. (8
Vende-se um relogio saboneto de ouro 1Vende-se um perito canoeiro por prego
pequeo, muito regulador, por prego com- commodo; na ra estreita do Rozario n 34,
modo ; na ra Nova n. 63. primeiro andar. (3
Vendem-se mil e tantos chifres de boi, 1Vendem-se bonitos chapeos de seda para
por prego commodo obrigando-se o vendedor senhora, de muito bom gostoe por prego com-
a mandal-os botar no Varadouro de Olinda ; a modo; na ra da Cadeia do Recife, loja de
tratar na venda da bica de S. Pedro. Joao da Cunha Magalhae. (4
Vende-se arroz branco o vermelho pilado IVende-se urna escrava da Costa, muito
em alqueiresea retalho, por prego cmodo; na robusta e boa vendedeira na ra; na traves-
rua das Cruzes n. 40. sa da matrii do S. Antonio n. 14, segundo an-
Vendem-se duas vendas sitas em Fra-de- dar. a
portas sendo una grande o a outra mais pe-
quena ambas multo afreguezadas tanto para a
trra como para fra ; a tratar no mesmo lu-
gar n. 88 ; assim como precisa-se de um ofU-
cialeumaprcndiz.de charuteiro.
Vende-se urna pequea porgao de pennas
doema para penacho ; na ra Direita loja de
couros n. 6 1.
Vende-se urna prela moga engomma ,
cosinha, cose e lava de sabao, o motivo da ven-
da se dir ao comprador; quem a pretender
annuncie.
Vende-se a vonda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por precisao com os fundos que
quizerem, ou so a armagao ; uns bragos de ba-
langa grandes e pequeos com conchas e cor-
rentes de ferro, um cavallo carregador gor-
do e muito novo urna mesa redonda de meio
de sala ; urna porgao de caixas vasias do Poito;
a tratar com Joaquim Pinheiro Jacome, na
mesma venda.
1 Vende-se carne de touclnho a 70 rs. a
libra manteiga ingleza a 68 rs. o francesa a
480 rs. cha hisson de primeira qualidade a
2500 rs., velas de sebo do Porto muito alvas
imitando a espermacetea 360 rs., tapioca mui-
to alva a 100 rs. caf moido a 200 rs., assu-
car mascavado branco, e refinado, touclnho de
Lisboa muito alvo a240rs.; na ribeira do Roa-
vista n. 1, 9
1 Vende-se um urub re e um cavallo
melado ; na ra do Crespo loja n. 2 que faz
esquina para a ra da Cadeia.- ',3"
1 Vende-se um preto de nagao Congo,
ainda mogo; na ra do Livramento loja de fa-
sendas n. 18. (3
1Vende-se manteiga ingleza a 640 e 720 rs.
o rancesa a 560 rs., cha hisson a 2400 rs. es-
permaceti a 800 rs. carnauba a 320 rs., letria
a2l0rs., macarro a 200 rs. bolaxinha in-
glesa a 240 rs., cevada do Porto a 80 rs. ca*
de primeira qualidade a 140 rs. dito moido a
260 rs. toucinbo de Lisboa a 260 rs. queijos
llamengosnovos a J440J, ditos inglezes a 560
rs. a libra cevadinha de Franga a 240 rs. ,
graxa ingleza a 150 rs. batatas em gigo a 1800
rs. e a 50 rs. a libra farinha de trigo ptima
para pao-de-l a 80 c90 rs. e superior a 10o
rs. linguigasa 360 rs. paios a 210 rs. e a
2720 rs. a duzia vinhoda Figueira a 1600 a
1 Vende-se urna manga de vidro com o
discedimento da Cruz urna tabolela com o seu
caixilho, dous globos de folha de flandres, pro-
prios para o jogo do vispora ; na ra do Jar-
dirn n. 55. g
i Vende-se urna tenda de ourives, a saber:
3 caixoes com todos os ferros necessarios, forja,
taz, carro de puchar fio ludo por 60/rs. ; na
ra do Pires casa de Cypriano Correia. (5
Vende-se urna banda de seda para Oficial,
em bom uso urna rotula em bom estado 2
corijs bons cantadores em gaiolas de rame,
tudo por prego commodo ; na ra do Arago ,
venda n. 43, na esquina, que volta para o pateo
da S. Cruz. (g
Vende-se a vida de 8. Agostinho o dic-
cionario inglet, dos grandes por Vieira em 2
v. ; as cartas geographicasom formato grande,
por prego commodo ; no Atierro da Boa-vista,
loja de miudesas n. 54. |;5
1 Vende-se um piano ainda novo, por
prega commodo; no largo do Tergo n. 20 so-
brado de dous andares. (3
Vende-se, por diminuto prego a metade
de urna casae sitio com 275 palmos de fren-
te, eSO'i ditos de fundo cacimba com muito
boa agoa de beber, boa baixa para oapim|e diver-
xas arvoras ; na ra do Mondego n. 24.
Escravos fgidos
nnuce ^ ^ ^ '' ^^ ""S """ "^ mo. tr.C,d. 2J ".
annuncie. d- palmos travs de 32 ditos e coito e oaihro
-A obra do thealro publico compra urna assim como um quartao grande emboa Z'
travedelouro, ou camassari de carancho, que nes, nevo o optlL uar carga
U;uba 01 paimos de comprmanlo. -Veodcm-se chapeos de castor da ultima
9-Compra-se eTectivamente nesta Typogra-' moda brancos e pelos para homom 21
pina toda a qual.dada de pannos cortados ou franceses de superior qualidade t" franco
velhos, suos, ou l.mpos aparas de papel, pa- Les de castor branco,, retos e pardo. para mj-
pelao etoda a qualidade de papis velhos. (4 inos e de diversas qualidades para bomem
caada e a garrafa a 220 rs dito de Lisboa a
220 rs. ede Cele a 160 rs. vinagre PRR a 1/
rs. a caada e a garrafa a 140 rs., vinho feito-
ria engarrafado a 480 rs. a garrafa, licores fran-
ceses a 320, 400, 560 e 6'i0 rs. manteiga de
porco a 340 rs. farinha doMaranho a 60 rs.,
esleirs de Angola a 320 rs paneiroscom sal
do Maranbao proprios para casas particulares
a 560 rs. chocolate a 320 rs. o todos os mais
gneros por prego commodo ; na esquina da
ra larga do Rozario n. 39. (24
1Vendem-se caixas para chapeos a 1200
rs. a duzia, e d-se 11, ou mais duzias pordia;
tambem se fazem do feitio, por prego mais
commodo do quoem outra qualquer parte ; na
pregada Boa-Vista, loja de chapeos n. 26. s
1 Vende-se urna preta de nagao de 25
annos, com um moleque de 5 anns de lin-
da figura a negra cosinha engomma muito
bem, lava de sabao o vende na ra; na ra do
Aregao n. 5. rs
' Vendem-se superiores caivetes finos1
com mola qoeem so metendo a peona sai es-
la aparada ; na ra do Cabuga loja de miu-
desas junto a botica. ^
1 Vende-se um scllim com pouco uso, por
prego commodo; na ra Nova n. 67. (
f Vendem-se charopes superiores de ma-
racuj, limao o tamarindos deexcelleule gusto ,
2 Fugio nadia 5 do correte um mulato
acabocolado claro de neme Cosme baixo e
reforgado do corpo parece ter 9 annos, lovou
camisa branca, e caigas do algodao do riscado
azul, qnando falla inclina a cabega para a
banda e a bocea da mesma forma ; quem o pe-
gar, leve ao largo do Corpo Sanio n. 11 que
ser recompensado. g
2 No dia 8 do corrento desappareceo o pre-
to Jos de nagao Cabinda alto; levou cal-
gasdu estopa, camisa de algodao j usada o
chapeo de palha j vclho; quemo pegar, leve
a ra do Vigario n. 23, segundo andar, que se-
r bem recompensado. (6
1 No dia 16 de Setembrodo anno passado
fugio a preta Theresa de nagao Benguela do
38 annos, tem urna marca de fogo no rosto o
um M no peito he de meia estatura bem pa-
recida denles muito alvos, ps grandes eapa-
Ihetados, anda sembr de saia e cabegao ou
da vestido com as mangas cadas para baixo ,
o he lavadeira ; quem a pogr, lovo a ra Nova,
armasem de louga fina, que recebei 50^ rs.
de gratifleagao. (\q
1 No dia 18deSetembro p p. fugio a pre-
la Mequilina de nago Costa baixa, secca ,
pernas grossas ps algum cousa apalbetados,
he alguma cousa dentuda, falta-lhe alguns den-
tes queixaes tem signaos do sua trra as fa-
ces e testa mas pouco se percebem be muito
bom fallante que por isso parece crioula de
40 anno, foi de Manoel Jos Toixoira Basto,
aondo venda fasendas o a um anno quo venda
pao em um balaio grande de fra ; quem a pe-
gar, leve a ra Imperial, padaria n. 43, quo so-
r gratificado. ^j
Desappareceo no dia 7 do corrento o es-
cravo Francico de nago Cagange, baixo, tem
urna behda no olho direito tem o alto da ca-
bega peflado de carregar peso, as Juntas dos
ps estalaoquando anda ; lovou caigas de es-
topa e camisa do algodao/inlio ambas remen-
dadas; qn,.m o pegar, leve a ra do varadouro
em Olinda n. 3.
Ttp- b M K. oh Fahia. 18U.
MELHOR EXEV


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