Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05195


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Full Text
Atino de 1844.
Quinta Feint 10
0 DlAMO [nblica-M lodo* ni ilraa que nn forero ant'fioa loa : o preyo 4a ajsinatura
h de tros mil ta. por (juarlel pa;oa admtanos. Oa annumioadoa aaaaiaTnaalaM ..i,, lasaaJn;
apata a '> doi que n.io forero raijo de SU rea por huha. Aa reclamacca ducra ser iliri-
piilaa h lita 1 fp! ra daa Ornea n. .14 ou a praga da Independencia luja de lirrusn. (i 8
PARTIDA DOS CORIIEIOS TERRESTRES.
GoiiNN,* l'arahyba,f e par-
la h10>- 24. Cabo, Seriahaem KioFormjao, Maoej-, PorioCalto, a Alagoaa: no i.c
Ht Jl dcada raer.. Garanhuna e Konito a 10 e lid* nada messoa-rnia a Floi -
ra !>' 3S dito.- Odade da Victoria (farotas feiraa. Glinda lodos na diaa.
DAS da semana.
7 Seg s. Marcos Aud do J. de 1). da t.
8 Teroa Brgida Re aud do J. da I).da J. .
Quart- a Dioniz o Aud do J. de I). da 3 t.
i 0 Quinta a Francisco de liorje. Aud. do J de D da 2. t
t Sexta s. Firmino. Aud. do J da 1) da 2. y.
it Sab Crpriano. Re. aud. do J.'de 1). da l. t.
1$ Don O falrucini de S. Jos6
sjtktSWBV
de Otilnbro
Auno XX. M. V17.
- a,;..r dapaads a bs mesmcu '- m !f .-. '
tiauemos con. priaeipiaalos a serasajaa ].....tada "" "' "."*'*
-'- (Puk '' L"
Tudo
mem,
ullaa.
CiUSIOi NO 1)11
Cambios aobie I.oudrea 24 e li nota.,
u n .i'ans loU rea por frasco
ii Lisboa l'.O por 400 Se prttaio
oeda la eobi ao par
Idea ds letras Ja boas Grs-aa 1 piro.o
compra
Our*-Moeda da 5,400 V. )7, OM
ii ii N. 17.300
i a 1
Pratsfataooas
."luiaree
ti Ditos ssvaicaaoa
enra
|7,
o
-'.Oii
PHAjSES OA LA NO HEZ DE ol U BRO
La elisia a \!ti aa .'luas r UX ruin dar
Minguaata s 4 as 2 boras f mn ra tirde
ILuanora a 4i as 9 li e 4 ga.ii '!j tarda.
Graacsnta a 8 su 55 da urde.
JaVBSf
Pleamar de hoje.
P. mmi i g lunas e luui da larde 'S s ninotoi DIARIO DE PERNAMBUC
WaMaaaaaWli.UlallaTjlllli'-acaSi'ii-^-^att.:...-^..1 _.; :.-.....
: :.
WTE
rtf-Ttf I
PROGLAM4CAO.
PERNAMBLC ANOS Chamado pela Con-
ianca do Monarcha para, pela segunda vez, re-
ger os destinos desta provincia, classica do He-
rosmo Brasileiro, eu nao tardei ein achar-me
com vosco, animado pelo conhecimento queja
tenho de vosso carcter cvico, e qu ilidades so-
ciaes que vos dstinguem.
Arnestrados.como deveis estar pela experien-
cia, de que a ordem publica he a primeira ne-
cessidade dos povos, cont com a vossa coope-
rario a sstental-a; cortos do que a Paternal
Solicitude do Nosso Magnnimo Soberano, e
de Seu Ilustrado Governo, se dirige a promo-
ver o vosso hein- estar, e o seu maior desejo he
de vos ver contentes e satisfoitos.
Distribuir justiga a todos, manter atranquil-
lidade publica, fazendo respeitar as Leis ea
ComtttuicSo do Imperio, os o programma da
innlia Adminstracao. E as vo/.es que inces-
santemente levantarei, serao as de VIVA O IM-
PERADOR. VIVA A CONSTITCigXO.
VIVA A R ELIG AO DO ESTADO. VIVO
OSPERNAMBUCANOS AMIGOS DA OR-
DEM.
Palacio doRecife de Pemambuco aos 9 de
Outubio de 184,.
Thomas Xavier Garca d'Almeida.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE D0 DA 6 DO CORREXTE.
Officio.Ao Juiz Municipal da 2.* vara,
nomeando-o para presidir as loteras, que f-
rem correntio, em quanto o contrario se nao
determinar.
Dito.Ao Commandantedas Armas, dizen-
do-lhe, que com pezar recebeo a noticia, que
Ihe deo por officio d"esta data (5), da morte da
Sr.* su* mi ; e que deve deanojar-sr, por
convir ao servico, que continu no exercicio de
suas attrihuicoes.
Dito.Ao mesmo gcientificando-o de ter
S. M. O Imperador concebido passagem para o
*. batalbao de Artilhara a p ao particular do
2. batalhao da mesma arma, Francisco Xu-
vior Kodrigues do Miranda.
Dito.Do Secretario da provincia ao Hacha-
rel Antonio d'Asumpcao Cabral, participan-
. do, que S. M. O Imperador Hutm' pui imuii
declarar, qu anda nao julgava necessario o
lugar de Ajudante do Procurador-Fiscal da
Fazenda nosta provincia, que S. merc re-
quereo.
Dito.Do mesmo ao Inspector da Thesouraria
da Fazenda, transmitido, para terem execu-
cao, as ordens do Tribunal do Tbesouro sob
o nmeros 182, 191, 201, 203, 20* e 11.

SESSO DO JURY NO DA 7 DE
OUTUBRO DE 18H.
Presidencia do Sr. Dr. Jote V. iigueira
Cotia.
As 11 horas da manha o Sr Alcanforado
Escrivo do Jury fez a chamada dos Srs. Juizes
de facto, e verilcou em seu resultado estarem
presentes 37.
Em seguida.
Sr.Jutt Prfwidn/edissercondemno na mul-
ta de 10. ris por n8o ter co nparec'do, nem
appresenlado escusa a Joao Piolo de Lemos J-
nior ; absolvu e relevo da multa a Joaquim
Ferrera liamos, em vista da escusa que me fi i
presente; e estando completo o nume-o legal
.!:; onfi se co!ne u TrilWMil declaro nn $$t
abtrta a testo.
Logo depois.
O Sr Btcriv&o declarou que so hia proceder
ao sorlcio doconselbo que bavia julgar ar
RomanaJ^uisa Joaquina, awMada do crime
Procedendo-se ao sorteio c.ti as formalida-
des do estilo, tendo o Sr. Promotor Publico
(MagalhScs Taques) e o advogado da re' (Dr.
Piiva) recusado alguns Srs. jurados, fcou.em
resultado o concedi composto dos seguntei
Srs. Joio D.miinguesda Silva,J. Antonio Gomes
Jnior, Francisco Carvalho de Mallos, Seve
rio Henrquo do Castro Pimentel Joao Lo-
pes Guimars, Jusdos 'antosNeves Jos Je-
rnimo Monteiro, Capilao Antonio Joaquim
de Mello, JoSo Ribero do Vasconcellos Pessoa,
Manoel Coelho Cintra, Jgnacio dos Reis Cam-
pello, Jo3o Arccnio Bnrboza.
Tendo estes prestado oJuramonto conforme
o dsposto na le.
OSr. Juiz Pretidenle dirigi r as segua-
les instancias
Juizcomo se chama ?
feRomana Luiza Joaquina.
JuizSabe a rasao da sua priso ?
liSe\.
JuizQual he ?
Ho\ a miiiha filha dizer quo eu tnbu
matado a crianca f|Ufl eu par.
JuizSua fidia foi quem disse ?
JiVMinha filha foi dizer a quem quiz.
JuizE a Senhora nao matou com eeilo
essa crianca ?
liSaber V. S. que n5o Sr.
JuizEntao quem matou ?
RSaber V.S. que me deo as dores, e nao
deilei logo a crianca, mandoi chamar urna vi-
sinha que veio, o nasceo a crianca, mais custei
niuito a deitar as pareas, porque nasceo a cri-
anca, o eu ainda fiquei com ellas, fui at para
cima da cama com ellas, e quando eu lu eslava
he que me viero dizer que a crianca eslava
mora. <
Juiz Eolia nasceo viva, ou mora ?
REu nosei, eu eslava agoniada com as
dores s subo depois que a crianca eslava
mora.
JuizK quem Ihe disse que a crianca eslava
mora?
* R?o\ a mulbcr que estava em casa.
Juiz E como se chama essa niulher?
liCalharina.
7MiZ_Fjitava em casa com a Senhora?
RChegou em casa, porque eu a mandei
chamar.
Juiz De que morreo a crianca?
7fNosei; a crianca veio com a vide en
rolada no pescoco ; nao sei de que morrcria ,
sei s que ella tinha a vide enrolada ao pescoco.
JuizQuando vio isso ?
(.Quando Calharina ni'a trouxe para eu
ver.
Juiz Mandou chamar parteirc, para Ihe as-
sistir no seu parto.
RNaoSr., mandei chamar urna niulher
que nao he parteira quo me veio tirar as pa-
reas.
0 5r Promotor Publico requor que se at-
ienda bem as respostas da r e que estas se
escrevao o mais exactamente quo for possivel;
por quanto Ihe pareca que ella havia dito pri-
meiro que nao vira a crianca, e depois alirm-
ra o contrario.
OSr. Juiz Pretidenie(Dirginuu-e ij
Entao a Senhora depois que pari, nao vio a
crianca ?
R4 Nao Sr.
Ji'LevarSo-lhe morta para entao a ver i'
7e--SmSr.
Juiz O seu parto foidificulluso i
fj__Foi mu i lo custeso.
Juiz -Entao levou milito lempo ?
/fe--Custei n.uito a deitar as pareas, estivo
urna hora em cima da cama com ellas.
./mz--Perdi os sentidos.. teve algum
accidente ?
/rV__Tvfl urna fadina no coraefio.
jM/z-Perdeo o uso da raso. ficou fo-
ra de li ? .
/r-Fiquei com o juiso como quem tur a o-
resdeoibeca e entiei a suar multo
Jui -He o primeiro parto que leve .'
/.'e'-Eu j:< tenho tido oito filhos.
JuizQuem enterrou a ciian<
St*Foi a cuja minha filha co ama mu-
Ihor.
JuizPor seu mandado?
R -Estava morta (|uo lli havia de fa/.er.! na
igreja no se podia enterrar por qua era runa
menina pagS, e entao dis.se lacio o que quizer ,
vao enterral-a.
O Sr. Promotor publico cm permt'ssio do
Sr Juiz Presidente fez ;" r a gogointe.
Pergunta : Quem corlou a vide na occasiao
do nnscimento da menina .'
R laso nao sei eu.
N. R. as resposlas da r usamos das suas
proprias palavras.
Assim lindo o interrogatorio da r ; pas^nu
o Sr. Estrivao do Jury a la/ir a leitora das
pecas do processo;e linda ella o Sr.Juil presiden-
te deo a p.ilavra ao Sr. Promotor publico; que
se expressou da seguirte maneira..
O Sr. Dr. Promotor: O cdigo criminal
artigo 197 diz assim: Mular algum recemnasci-
do. Penas de pristi por tres a doze annos ; e
de mulla correspondente a melade do lempo.
I'ede-vos a juslica publica no seu huello que
appliqueis r as penas quo no grao medio
impoe o mencionado artigo 197 do cdigo; por-
isso que como a justica publica vos diz om seu
li bello a l no da 30 de Outubro do anno pas-
sado no lugar chamado dos Remedios, fregu
zia dos Alogados, parir urna crianza qual
depois de nascida dera a morte; por consequon-
cia a r commelteo o crime do que trata o arti-
go 197 do cdigo, o em consequencia por forca
do sua disposicao deve a r ser condemnada no
grao medio das penas ahi eslabelecidas, o as
custas.
Srs. Jurados he esta a primeira vez que te-
nho de formular urna aecusacao como aquella
que hoje te ni de oceupara vossa altenco ; oc-
cupacao por arto da maior gravidade pelo de-
licio que constitue o seu ohjecto; delicto que se
fosse frequente, contradituria todas as leis da
creacio da especie humana, e todas as leis da
sociedade, delicto Srs. Jurados ainda da maior
importancia pela extrema f. cilidade da sua exe-
cut ao, pelo transtorno completo, em fin de to-
dos os sentimentos da natureza c da religiao.
Existen) da parle de urna mai deveres taes para
com o ohjecto que nutri em seu seio que om
delicto destes he objeclo da maior considerarlo
da parle da sociedade nao s pela sua immora-
lidade, como por suas funestas consequencias.
Srs, Jurados depoa das icflexdcs queVSvaou
de fazer,deveis conhecerquoa aecusacao reclama
lotla a vossa uttenco, altenco que sempro eos
tuinas tributar, he verdade, porem quo s vos
lembroagora,por a gravidadeda materia que vos
vai ser suhmellida porque a questao he de
grande difllculdado jurdica, o sobre ella se
haseao os fatlos sobre que sois chamados a
dar o vosso verdict; e por isso cu desejara nes-
te momento que o tribunal se composesse do
maior numero que losse possivel.de pessoas ins-
truidas em direito, que tivessem tomado assento
no conse'iho dous Ilustres jurisconsultos que fo-
rio sorteados; mas nfio o entendeo assim a de-
fesa, v enlendeo que Ihe convinha remover do
conse'ha tHustra?9o neta paite; masSrs. Ju-
rados a aecusacao est ainda assim demasiada-
mente confiada, e apenas faroi esforcos para re-
dusil-a aos terms mais simplices. Vos veris
do auto docorpo de delicto que a pouco foi lido,
que nelle intervierto pessoas inteiramente a-
Iheias do conhecimentos mdicos por conse-
quencia deveis observar que o corpo de delicto
est lio informe que nio serve nem para a aecu-
sacio, nem para a delesa, he um acto nullo do
processo, qusi que de nada serve ; se o corpo
dedolicto fosse feilo por pessoas habis profissio-
naes. tstaria na totalidade provada a aecusacao,
nio batera ncessiiadedemais iiuabdadealgu-
ma de prova, e as operarjoes cirurgicas, vos da
ro a conviccio de que a i fdra a autora do
crime (V que he ac< us ida ; n
BMini a a accui ;,,,li'
grande base, em que tinha de levanti
o e entao tem i
ermitta- oa-
la da espada; mas. Srs., no processoeiis-
tem vestigios pira ajudar a accusao&o em sous
argumentos, o eu deilei me serviroi para letar
a convicelo aos vosso coraedes. 0corpudo
delicio foi ( com disse ) feito por 2homens in-
teiramente destituidos deeonhoeimentos mdi-
cos; por isso all nada so declara acerca dos
signaos que devia doiiar a morte na crianca ;
ou essa m rte fosse efloito de urna violencia ein-
pregada pela miida recomnascida, ou por ijual-
(|uer mitra pessoa eslranha, ou fosse re-
sultado natural do trabolho d i ('arlo ; por l'or
C'a em qualquerdos casos devino ficar signaos;
ou da violencia, su da diffieuldade, e nao pen
seis Srs. que isto ho opiniio minha ; nao, Srs. ;
o> mdicos depois de grandes, e repelida! eipc -
riencias, recotibeci'rao que a m rte,sendo resul-
tado da difflculdde do parlo,dcixa Hessignaes;
quando he filha da violencia deixa outroa : ora
o corpo de delicto nao nos diz se estes signaes
existas, se a face da criancai oslara lvida ou
nao, em fim nac nos diz nada ; por consegun
le por elle pouco podemos obrar; mas nao sup-
ponha alguem que eu alTinno que a medecina
podo em todos os casos emittir em jui/ seguro
sobre se lima crianca nasceo, ou nao,viva ; nao
Srs ; n.io digo Mi, nao o podia dizer, porque
sei que muitas uves urna crianca morro depois
de nas:ida, sem que se possa observar se a res-
piracad levo ou nao lugar: mas, Srs. .tornando
ao ponto da questa repito quo o corpo de do-
lido nao entrou em exames tiesta natureza,
nem ao menos nos disse se presumia-se que a
morte fra resultado da violencia, ou da difll-
culdado ; urna nica circunstancia se mencio-
nnu all e foi de que a recomnascida nasceo na
poca devida, quo estava nutricia, e tinha to-
dos os signaes de ter gozado saude; islo he o
que se diz all como vos ouvisleis, e torno a$ re-
petir (leo ) Aqu se diz lambem que a enan-
ca moslrava ler boa cor; mas eu por em quanto
prescindo dislo, o s peco attencao para a cir-
cunstancia de ter a crianca nascido a lempo,
e com todas as disposices do boa saude; isto
concorda com o dito da lidia da r que diz quo
sua mai havia parido do teinp > ; he a ultima
parlo das suas resposlas como aqui se \ ( leo).
Ora so a crianca nasceo no lempodevdo, se
nao "hcnive aborto, se nao houve parto extempo-
rneo, como presumir que nasceu morta ? Por
certo nao he isso crivel ; logo a consequencia u
seguir-se he quo a mai deve sor considerada
como homicida da liha recomnascida; naose
pude presumir oulra cousa, e forao estas pre-
sumpeoes as quo guiarao os sabios Reisde Fran-
ca Henrique 2 "e 3 oe Luiz 1 ; clles estabele-
crao quo so entendesse sempro quando a mor
te do receninasc;do fra resultado da violencia
em quanto a mai nao destruirse as a prehences
quo contra ella existissem equoas destruisse
completamente. Srs. urna refloxaojulgo do
muita importancia na occasiao presente; eu a
farei principiando o exame das provas em quo
se funda a aecusacao para pedir a comdemnacao
daaocuteda: urna pessoa Srs loi ouvida neslo
processo que tem relavos muito estreitas com a
aecusada, p; r isso as suas declaraces nao p-
.!i ser SUSpeiti ; lauio mais quanio a otcsa-
da, nem no jui/.o da lormacio da culpa, nem
aerante este irib nal apresentou motivos alguns
por onde pdesse tornar men s dignas de crdi-
to as declaraces dessa pessoa ; fallo Srs. da fi-
lha da acensa a por nomo Izabel; as resposlas
da filha da aecusada nu mmeiilo em que foi
perguntada, lorio de que a crianca havia nas-
cido viva, que ella a linha ouvido chorar, e
que a r a havia morto; estas declaraces da fi-
lha da aecusada forao por olla confirmadas no
jui/o municipal da 1." vara, aonde foi chamada
para ser interrogada, e acariada com oulra tcs-
temunha. e tendo ao principio (como uuvis-
ts ) procurado negar > que bavia primeira
mente dito pi n desculpai sua mi, e li-
ilidade, depois confirmou ludo
dito, islo he que a i rianca havia
ra chorar, e quo
' linha morto. Eu Srs. nao voscan-
races da.


54
filha da accusada. porque a sua lcitura foi j)
feta : estas declarares lem muita forca como ja
v.s disse pela pessoa que as fez, pela* suas rea
5j5cs c mu a accusada, e que nao estavao altera-
das, porquanto raorava em companhia da ac
cusida ao momento d perpetraba do delirio;
nao vos pareca que as sua* dcclaracos provo
nnimisade com sua mi, porque por serlo isfO
nioexestia, o que provao he a existencia dos
fados que ella declarou ; porque sendo a filha
da accusada rapariga de ISannos, por mais ler-
da que ella osso, na occasiao cm que a Polica
entran eni sua casa, nao poda ter meditado
no modo como bavia de engaar: sorprehendi
da, cxpfiz os faltos como tinho acontecido, em
toda a sua singelesa everdade; fo islo Srs. o
que aconteceo justamente ; mas atlendci que
nao he s esto doclaraoao da filha da accusada
que existe no procesan, nao 'rs., o processo tem
anda outras provaso tamhem fortes; eu dentro
em pouco arei valer al as proprias respostas da
accusada. Todas as teslemunhas d>> processo.
as informantes e a lilha da r, sao coherentes em
aflirmar que ella nao quiz paseos nenhuina pa-
ra Ibe assistir, nem mesmo quiz sua propria fi-
lha que j i nao era enanca, rapariga de 18 an-
nos, eque Ulvezj ten ha tido Ribos, pois se-
gundo urna tcatemunha do processo a accusada
he suspeita de ter dado a morte a um neto seu ;
a accusada,como disse,recusou csses mesmosser
icos que sua filha Ihe quera prestar, repell-
os completamente, quer estar s ; e para que ?
cu lere a parte das suas respostas que me re
uro ( leo j : todas as teslemunhas que forao ou-
vidas no processo declararlo que ouvirio isto
mesmo a babel: eu vou lerodepoimentodeFe-
lppo que o confirma ( leo Aqu est Srs. o
quo depe Felippe; ello confirma ludo quanto
declarou a inlormante filha da accusada; Fe-
lippe declara que parliu da casa da r para a sua
a chamar sua mai e que em quanto fo cvol-
tou, ar parir e ja tinha bitadesaparecer o
resultado desse parto; j a enanca nao eslava
no casa, j estava enterrada. Ora Srs. que ra-
so leria a accusada para nio querer parterre
junto de si, para nao querer sua propria filha
na sala do traz? nao sei, vos avallareis esta cir-
cunstancia. Quo motivo teria a accusada pa-
ra fazer desaparecer logo acriance? tinha o
de n5o querer que se observas a crianca. o
de nao estar prsenle o corpo de delicio que ha-
va patentear a enormidado do seu crime ; s
estes motivos a podiao fazer obrar assm.
Srs., notai anda que nao he isto s; a accu
sada nao mandn apenas enterrar a crianca de-
pois do parto; fez mais. quando veo a Polica
nao quiz apontar o lugar aonde isso se linha fei-
to, e negou-se a dar a enxada com que se
procurasso onde ella eslava ; ludo sto -orque
se fez ? porque Recusada receiava que a Polica
achando a crianca morta, poderie, procedondo
aos necessarios exames, reconhecor sea morte
tinha sido resultado da violencia, 011 se tinha
tido lugar por accidente natural; todas as tes-
temunbas do processo e as informantes sao con-
testes a cite rsspeto, sto ho todos declaran
que a accusada nao quiz mostrar o lugar da so
pultura da enanca, e nao quiz dar urna en-
xada para seahrr a mesma sepultura.
Srs. Jurados, vos ouvistes, ha pouco, respon-
der a accusada ; as suas respostas forao taes.
que eu estou cerlo que ellas lev rio ao vosso
animo a conviccao de que ella he criminosa; el-
las saoprova plena da sua crminalidade; por-
quanto, tendo a r declarado que nao vira a
enanca senao lempo depois, e j morta, disse
na mesma occasiao que Catbarina, essa mulher
quo segumlo o depoimento do Fclippe veo lem
po depois assistir ao parlo, foi quem observou
que a crianca estava mora; quando Felippe
declara que nao estava j la a crianca quando
chegou; mas isto nao he ludo ; eu peco a vos-
sa attencao sobre a ultima resposta da accusa-
da ; vos sabis que a crianca na > pode ser se-
parada do ulero emquanto nelle se conserva a
plcenla, (ou pareas), sem que se corte o cor-
dao umbillical, porque o cordao lipa o feto
com a placenta, e se como declarou Felippe o
accusada tinha apenas nm si ;i oareas, segue-se
que algnem hava de haver que corlasse essa vi-
u6,u Cruau.para >|ue a crianca pdesse ler nas-
cido; perguntou-sc porm r quem tinha cor-
tado o cordSo umbillical, e respondeo que nao
sabia ; ora Senbores isto he para se acredilar .' !
a accusada, Srs., v que a crianca morreo pelo
aperto do cordio umbillical. presume isto, nao
deita as pareas logo; pergunla-se-lhc quem
cortou esse cordSo, que prenda a crianca, e
responde, que nao sabe Como foi pois que is
to acconleceo? De duas urna, ou a creanga as
eeo expel lindo se ao mesmo lempo as pareas, e
eolio nao fe/, peso o corpo da crianca, e pot
isso nSo podia enforcar-se com o cordao, ou as
sim bo Kaeonteceo e o cordtfl Coi cortada ; nio
he possivel oulra cousa ; daqui pois o que st
conclue? Conclue se que a r nao declara c
facto comoacconteceo. reconbece que a sua cr-
minalidade eslava muilo patente, na 1 lem ou
iro tneo de eximir-se da responsabilidide se-
nao inventar cousas que se nao acreditao, para
encobrr aquellas que Ihe nSo convm dizer,
nio (inrenlo por isro explicar como foi o seu
parto Conbina, Srs., a informacao da filha
da accusada; combina os indicios queaqui vos
aprsente! da r nao querer pessoa alguma jun-
to a si, nao querer at sua propria filha, de ne-
gar-so a aponlar a sepultura da recomnascida. e
ao emprestimo daonMda; a declaraeao que fe/
de fjue v:ra a crianca mora depois do parlo,
niio declarara'! quom tinha cortado o cordao
umbillical; combinai tudd'islo, formulai lodos
estes lacios em vosso espirito e estou certo que,
se assim (i/urcis,tereis em resultado quo a accu-
sada foi quem matou sua filha. Mas, Srs., nos
autos anda existo alguma cousa mais contra a
accusada; ella diz as suas respostas apenas que
presume que acriance morrra pelo aperto da
vide ; a re tanto reconbece que nao pode con
trariar as provasque nos authos cxistum.que nio
se atreve a dizer seno que presume quo mor-
rra aflbgada pela vide; diz quo o presume, nao
nflirma: ora urna mulher, na occasiao em que
pare,vendo que u crianca vem envolta com a vi-
de,nao d providencias para a livrar desse peri-
go; lie sso urna cousa de lao pouco momento
que nao mereca a menor ndagacao? Nao,Srs.,
mas a r,corta da sua crmnalidado.no se atre-
ve a afirmar o que a aecusacao Ihe provava quo
nao era verdadeiro o por isso diz que nao sabe ;
que presume.
O corpo de delicio,Srs estabelece que a cri-
anca duvia ter boa cor. nao diz que a crianca
apresentusse no rosto signaes lvidos, nio di/
que apresentasso signaes de urna congeslio ce-
rebral, diz apenas que em vida leria boa cor,
eu leio eslas p-davras do aulo {leo).
Ora a filha da accusada, sendo acareada com
Felippe, disse que a crianca tinha verges no
pescoco, eu lere esta parte das suas respostas
(feo). Ora eu peco aos Srs. Jurados que at-
lendio bem a estas duas declaraeoes, a do cor-
ito de dtdicto, e da lilha da accusada. quando
oi acareada com Felippe ; a crianza como diz
a accusada morreo na occasiao do parlo, pelo
aperto da vide; de duas urna (conforme estabe-
lece pessoa mnito entendida) ou a vide aporta
da pelo col do ulero, produzo falta de cir-
(ulacao, c congeslo cerebral de que rcsultou
1 morlo, e enlao nao podiao deixar de existir
vestigios na face, vestigios muilo pronunciados,
no podia deixar de existir a face da crianca
lvida com lodos os signaes da parada do san-
guo, o que nao existi como declara o corpo
de delicio, quando dizque tinha boa cora cri-
anca ; ou a morte da crianca foi o resultado do
aperto do cordao; nesle secundo caso nao po-
derio mostrar se no pescoco da crianca os ver-
des que disse a filha da accusada; nao podi >,
digo com a auloridjde de um homem acredita-
do que observou casos de morle do recemnasci-
do', e de suicidios, o qual diz que o resultado
nao era tal que podesse produzir verges no
pescoco do morlo ; he esla a opiniao do celebre
medico o Sr Deverge que assm so exprime na
sua obra admirare! que tem por titulo a medi-
cina legal; para ler um bocado do qual peco
permisso [leo)
Ora nolai, Srs., que este caso de morrerom
as enancas em resultado do aperlo do cordao
lio negado pelo homem mais eminente tiesta
maleiia porquanto elle so exprime assim
(ho)
(le esta a opiniao do Sr. Klem; ora esta opi-
niao nao pode fcilmente ser contrariada por-
que ou a cabeca da crianca est dentro o
nao pode O col d > tero ofender o pesco-
Co ou sabio a cabeca o entao o col fica
ja milito distante delle e estando estendid s
os outros orgos pelos hombros da crianca ,
nao Ibe pode resultar mal; isto parece-me que
nao lem resposta e por isso eu nao deva
trazer mais a possibilidade da crianca ter mor
rido pelo aperto do cordao umbillical ; mas
disse-se que a morte ra resultado natural
deste aperlo do cordao, eu devo destruir taes
asserces por lodos os modos; e por isso accres-
cenlo que isto nao era possivel assm ter suc-
cedido. porquanto nos authos consta em conse-
quencia de declararon du Izabel t qgg ,0 ,,ev
coe.0 da crainca havio verges ; ora he api -
niSo de um homem distincto que em caso tal
nao (cao verges, o para que nao duvideis ,
eu vos lerei urnas finhas a este rospeito
cIIhs aqu esto (leo) esta a opnio do um
homem Ilustre, confirmado por ojjtro muitoen-
Icndido que observou muitos casos desta espe-
cio suicidios mesmo e elle diz que o re-
sultado das sua pesquisas fui de que, nao ha
vendo no enforcarnento agente externa
puefre a corda, nio ficavo signaes.
Srs., tenho anda de considerar a aecusaco
por outro lado, apezar do que. se en o nn ]
/esse nem por isso ella ficana menos soli-
da ; porm sempre o farei e estou cerlo que
nao podereis conhecer qual he o lado por que
vou considerar e appresentar a aecusacio :
reconbeco islo, e por isso vou dizer-vol-o.
que
a morte sua filha se isso se pode suspeitar;
ainda assim, digoeu, ella nao est isempta de
punicao : Srs., eu vos poco attencao para es-
ta parte do meu discurso, porque nella tenho
de appresentar humaquestao do ilireito desun
ma importancia e difTIculiJade se accusada (disse
eu) nao deo a morte sua filha por suas proprias
Otos; a accusada,nao fazendo o quedevia fazer,
chegou au mesmo resultado; por consoquencia
merece punicao e se assim nio fossu os re
sultados podiao sor funestos; porquanto u-
ma mii, esquecida dos deveres que a nature/.a,
a Religio o a sociedade Ihe impoem, poderia
sem risco destruir a sua prole s com o nSo
empregar os meios devidos para ajudar entes
18o fracos como sao os da especie huma-
na quando nascem : as leis civis o direito
natural a le divina em fin, ludo impe
mai o dever imperioso de empregar todos os
meios para Salvar seus filhos, crial-os &c. ;
todas asvezesquenao se empreguem taes meios,
commetle-se um crime por omissSo commet-
te a mai que assim praica um verdadeiro in-
fanticidio da mesma sorte que o commelte a-
qu'elle que da a morle a outrem por sua pro-
prias mos. Que dineis vos, Srs., do Sr. que
depois do ler preso o escravo nao Ihe desse
o alimento necessario para se sustentar 1' nao
dirieis que elle he quem tinha dado a morle ao
misero escravo ? por certo ; pois assim acon-
tece no caso sugeito ; a mai que nao empre-
gou todos os meios para salvar seu filho ; que
os regeitu mesmo, he (do criminosa, como se
por suas prop ias maos o houvesse morlo ; c
se assim nao fosso, enlao o resultado seria que
tudas as mais poden'So assassinar seus filhos
impunemente, porque nao tinhao mais do que
nao empregar os meios necessarios para os am
parar no seu estado de fraqueza ; e o fin se
tinha conseguido; mas isto nao he assim; logo
a r obrando por tal forma coinmetteo um
homicidio voluntario, nao Ihepodendo apro-
veilar a falta de experiencia ; porquanto con-
fessou ser mi de oilo filhos, e nao leve no
parlo (como ella cmfessa) accidente algum ,
quo Ihe tirasso o uso de razao ; apenas teve
como que dores de cabeca isto he muito di-
verso decincope: ora eu peco aos Srs. jura
dos que observem que esla opiniao que eu tenho
expendido ho do um medico e do um juris-
consulto, o medico diz (leo); o jurisconsulto,
0 Sr. Chameau, exprime-se assim (lio).
lia pois homicidio assim se exprimen) es-
tes Ilustres escriptores ; opiniao esta que esta
de accordo com o nosso cdigo e com a le-
gislada Iranceza, que a he 'unte da nosso. O
1 bello aecusaturiu foi formulado no art. 197do
c dig.,: o artigo 197 classifica o homicidio por
estas palavras Matar algum recemnascido
o ort 198 estabelece urna attinuante classifica
crime, mas impe menores penas, quando a ac-
cusada matar para encobrir a sua propria des-
honra: a juslica publica tiflo entende a r n-
cursa no art. 198 ; mas sim no art. 197 por-
quanto a r au allega tal em sua delesa.
Nao me oceupei, Srs., al agora de mostrar
quo a crianca que appareceo era recomnascida;
um facto que est justificado por todas as
provas do processo, que me parece nio sbITrer
opposicao da parte da defoza; assim como me
persuado que nio soflrer definicao do que
be recemnascido; porque he corlo que algum
lempo se entenda que o recemnnscido era
aquello que morria dentro de oito das depois
do parto ; a jurisprudencia franceza que he
to vaga como a nossa, lem estabelecido que o
recemnascido ho aquelle cuja morte tem lugar
dentro de tres das depois do parto; o cdigo
da Austria quer que se entenda por crianca re-
comnascida a que morre na mesma occasiio do
parto; os mdicos legistas teem sustentado que
sse lie recemnascido cm quanto no cabo o
cordao umbillical.
Ora, na hypolhese mais lavoravel de ser con-
siderado como recemnascido s na occasiao em
que nasce ; o objecto de que tratamos he sem
duvida de urna recemnascida; foi urna menina
que apenas nasceo. Ihfoi roubada a existencia.
He isto um ponto de quJlio devo oceupar-me
mais e poi sso passtei C^jmonslrar que a
accusada nao podo ser incluida senao no artigo
i y /,
A lei, Srs, devia allender com alguma modc-
racao as penas, para a mai que, collocada en-
tre a opiniao do mundo que a coudemna, e o
horror de dar a morte a seu filho, abraca oso
gundo caso; -mas lora deste caso a lei deve ser
mexoravel, rigorosa at; porque outros moti-
ves ha que movem as mais dar a morle a seus
filhos; porm esses no sao dignos de nenhu-
ma atlencao da parto do legislador; um deste*
motivos (como a experiencia mostra) be o odio
por causa de lelos, despreso dos pas, fie. (ou-
tro, e talvez fosse este o que moveos r) be
por so verern livres do onus da criecao dtquel-
les que concebrao ; e disse cu que Ulrez fosse
este motivo que levasse a accusada a cominetler
o delicio; porque observo que nao foi
to ella mesmo confessou ter mais de oito filhos *
urna mulher neste estado nao receia perder no
jui/o publico cous8 alguma acerca de sua vir-
gindado, urna mulher de vida depravada, i,,,r
certo quo nenhuma duvida podia ter em
que se soubesse que linha mais um filho sem
sor de legitimo commcrcio ; tamhem nao foi
levada a islo por o outro motivo de zelos ; log0
0 que resta ? motivos os mais torpes o immo-
raes; a accusada, mulher depravada, querendo
continuar em. suas depravados, cntendeo dever
livrar-se do filho cuja criaeio Ihe era onerosa
para assim se entregar mais f.icilmente a seus
prazeres lascivos.
Sr. Jurados, quando entre nos se tem tanto
alimentado os vicios-, quando se commettem
crimes desta natureza; eu espero que vos, por
bem da moral, da Religio o das leis, considera-
reis devidamente esta causa, o daris urna de-
cisao lilha dos dictamos da vossa consciencia
afim de que a accusada soffra as penas que me-
rece, sendo as quo Ihe impe o 8rtigo 197.
Assim o espero da vossa llualracio, e impar-
cialidade; assim como espero quo a defeza des-
truir os argumentos da aecusacao, mostrando
que clles se nio d3o no caso em quo nos adia-
mos ;sr assim o nio fi/.er a defeza,a vossa dt-cisao
sustentar a aecusacio, e por conseguinle pu-
nir um crimo de graves consequencias para a
sociedade.
Aclo continuo forao interrogadas duas tcs-
lemunhas por parte da accusaco; as quacs
se limitrio a depor sobro a achada da cri-
anca, e acerca da negativa da accusada, em
declarar o lugar da sepultura da filha, o bim
assim em prestar a enxada queso Ihe pedio.
Findo o interrogatorio, pedio e obteve o pa-
lavra, o advogado da r, quo disse.
(Con/inuar-fe-Aa.)
ELEITOItES DA FREGUEZIA DE
SERINHAEM.
Os Srs.:
Miguel Acciole Wanderley
Vigario Demetrio Jacomode Araujo.
Jos Eugenio da Silva Ramos.
Joio Manoel de Barros Wanderlev.
Antonio Germano Rigueira
Jos Venceslao Aflonso Rigueira.
Gaspar t'avalcanti do Alhuqnerquo Uchoa.
Coronel Menezes.
Antonio PeregrinoCavalcontideAlbuquerquo.
Dou'.or A R. V. Cavalcanti.
Manoel de Mesquila Barros Wanderley.
Christovio de Barros Wanderley Cavalcanti.
Antonio Jos dos Santos.
Jo;o Aflonso Rigueira.
Manoel Cavalcanti d'lbuquerquo Lacerda.
Goncalo Francisco Xavier Cavalcanti Uchoa.
Marciano Goncalves da Rocha
Joo.Carlos da Silva Cu i maraes.
Joo liaplista Acc'dli.
Manoel Francisco Duarte.
Jos Marcellino de Marros Franco.
Manoel Cyrilo Wanderley Lina.
Francisco Accioli deGouveia.
Joaquim Francisco Duarte.
Joio do Barros Wanderley.
1 rancisco das Chagas Cavalcanti
Francisco Manoel de S Cavalcanti.
Manad Marques da Costa Soares.
Caetano Francisco de Barros.
Francisco Goncalves da Rocha.
Manoel Antoni > Duarte Cunha.
Pedro Alexandrerli/ de Cames.
Joao Chinaco Fernandes Cavalcanti.
Joio Fernandos d'Albuqucrquc.
Thomaz Marques Costa Soares.
Manoel da Gama Romeiro.
Padre Joaquim Mauricio Wanderley.
Francisco da Silva Santiago Jnior.
Jos Maria de Figueiredo.
Joaquim da Cosa Arruda e Mello.
DIARIO DE PEB.W8C0.
Hontem, pelas 11 horas da manbSa, lo'mou
posse da Presidencia desla provincia o Exm.Sr.
Thomaz Xavier Garcia de Almeida, que diri-
gi aos Pernambiicanos a proclamacio que pu-
blicamos em lugar competente. Houve arru-
to amento de tropa e as mais honras do estilo.
S. Ex, oSr Manellino de Brilo embarcou pe-
las 4 horas da lardo no vapor Imperador com
sua familia, e seguio para a Rabia : foi acom-
panhado bordo pelo Exm. Sr. Presidenle,
Commandanle das Armas 9 oulras autoridades,
assim como por seus amigos ti diversas pessoas.
Hontem quasi a noute entrou neste porto
o vapor Guapiass, vindo do'Rio pelos portos
doSul : d a desagradavel noticia de achar-se
a provincia das Maguas em estado de revolla.
Segundo nos afirmo, q pretexto desla sao as
cleicos ; o Exm Presidente com sua familia,
e algumas pessoas mata da capital achio-se
abordo d biate Carador que all. eslacionava,
Se accusada nio deo por suas proprias mios I de encobri a la deshonra' que o ^Z j K^^tS l Zl "^
e a
stacado,
NCONTRADO


J>
C o rrepon ciencia.
Setihores Redactores.Tenho a rogar-lhe o
favor de publicar em seu acreditado jornal as
leguintos listas para eleitores desta Parochia,
do N.S. das Neves da cidado da Parabyha, com
distinccao das das duas lista*, o que muito f-
car obrigado o seu constante leitor O. N.
29 Eleitores do partido da rdtm.
Dr. Antonio Thoma/. de I.una Freires.
Dr. Franoiscode Assiz Pereira Rocha Jnior.
Dr. Lourenco Jos do Silva Santiago.
Dr. Flavio Clemente da Silva Freires.
Dr. Antenio Jos Henriques.
Dr. Francisco de Assiz Pereira Snior.
I'r. Jo-e I.ijcui de Souza Rongcl
P. Antonio ila Trindade Antones Meira.
P. Joaquim Antonio Leitao.
T. Coronel Antonio \. M. da Franca.
Major Joaquim Momia Lima.
Major Francisco X. M. da Franca.
T. Coronel Jos Francisco de M. Jnior.
Major Jeo Pinto Monleiro da Silva.
T. Coronel Joo Sabino Monleiro.
Coronel Jos Antonio Baplista.
Fredorico de Almeida Albuquerque.
Franciseo Xavier de Abren.
Jos Luiz Pereira Lima.
Geraldo Bizerra Cavalcanti.
Francisco Jos Mara.
Antonio dos Santos Coelho.
Jos de Rrito Jurema.
Antonio Fernandes Lima.
Gonealo Severo de Moris.
Jos LourenQo da Silva
Francisco Aflonso Xavier Bastos.
Antonio Tliornaz Carneiro da Cunha
Munoel Porfirio Aranhn.
Eleitores do partido que t apregoa
minisltrialista.
Antonio Henriques de Almeida. (Tabellio)
P. Antonio Muniz do Mello. (Capello)
Antonio Francisco Ramos. ^Negociante;
IMPO/iT 4(A
Washington #aree;brigue-ogcuna americano,
vindo de New Yorck.entrado no crranle mei,
a consignacSo de Matheus Au-tin & ii. mani-
festou o seguinte :
128 lardos fazendas de algodo entrae do,
19 ditos e 10 caixas dito lizo, 46 fardos ditos
dito lizo, 46 fardos ditos dito I izo o grosso, 10
caixas ditos dito, 14ditos riscados de algodo ,
28 ditas ditos de cores, 45 ditas cha, 100 sacas
pimenta, 300 barricas (arinha de trigo ; aos
consignatarios.
4 caicas com 24 relogios, 4 ditas 48 peso ,
I dita caixinbas par cha, 5 ditasvidros com tinta ; a Honrv Foster
&.C.
I'- ..-,... nr___
l'l 'KUV UIIIUMVUIIV
Dttcarregan hoje 10 m|eS| s mais adoptadas nesta mercado ; quin-' cios, qoft&qpelta que deven Riis dedoiisquai -
.. aikini&n mercado- ta loira 10 ocorrente as 10 horas da manha ; teis nao tcr'ao ingresso as partida*.
em ponto, no seu arma/cm da ra da Lruz, (6; A commisso administrativa da sociedad
Apollim-a pelaterceira vez convoca os Srs. So-
Escuna ingleza Royal AVere/ene dem.
(Emprcgado p.)
(Ferreiro)
(P. I.1 letras)
Antonio G'vnes de Leiros.
Anlonioy,? 'liveiro.
Antonio.,-, .icisco Anaslacio.
Adriano i wicisco F. Naves.
Domingol erreira da Rocha.
Francisco de Medeiros Furtato.
Francisco Ignacio Peixoto Flores. ( dvogado)
Juao Coelho Bastos. (Proprietario)
Joaquim Baptista Avondano.
Joaquim Jos do Farias. (ex Negociante)
Jes Francisco de Seixas Machado. (Boticario,
Ignacio de Souza Gouveia. (Serieiro)
Jos Luiz Lopes Bastos. (Pintor)
Joo Jos lnnocencio Pogges.
Jos Gomes Pessoa. (Procurador)
Jos Francisco de S. Uoavcnlura. (Alfaito)
Jos Pereira (Ih S. Dourado. (P. de 1.'letras)
Jos Biheiro Guimaraes. (Guarda livros)
Jos Alanu/io Pinheiro.
Luiz Jos de Oliveira Diniz
Manoel Deodato de Almeida Henriques.
Ilanoel Rodrigues de Paita.
Manoel Francisco de Oliveira Mello.
P. Manoel Lourenco do Aimeida.
Traja no Jos Rodrigues Chaves.
Tiibikacao a | edicto,
-
Miguel Calmon du Pin e Almeida, Presiden-
te do Tribunal do Thesouro Publico Nacional,
em go ludio As duvidas proprostas em oflicio do
Sr. Inspector da Thesouria da provincia des
Alagas de 22 de Abni reste anno, sob n. 21,
dci-lara-lhe : I.*, que a respeito dos foreiris
des terrenos de marinhs.s, que tiverem j os
ttulos legaes de seus aforamentos, e por (Bita do
pagamento do loro tiverem cahidoem commisso,
se deve proceder conforme o direito para se
Ihes fazer eflectiva a pena com seus jurdicos ef
feitos, que nao sao tantos quantos lastima o
mesmo Sr. Inspector a respeito do que j ti-
verem bomfeitorias nos terrenos aforados : e
2.*, que relativamente quelles, que tendo
obtido despachos pata eforamento, e porven-
tura de qualquer modo estejao empossados
dos terrenos de marinbas, sem haverem sollici-
tado os necessarios ttulos, gmente lera lugar
faze-losnotificarpara emeerto prasorequererem,
e fazercm expedir os referidos ttulos, pagando
os foros que estlvem devendo, sob pena de fica-
rem sem elleito os despachos obtidos. serem
despejados dos terrenos para se aforaren) a
quem novamente os pretender, e executados
pelo que so mostrar deverem ; cumprindo que
o gobredito Sr. Inspoctor informe o Tribunal
de quantooccorrer a este respeito. Tbesonro
Publico Nacional em 12 de Junho de 1841.
Miguel Caltnn du P" AtmnOa,
llovitrniito do Porto
Navio sahido no da 8.
Ichaboe; barca ingleza TFilliam l'ussell, capi-
tao Roberto Bruce, carga lastro.
Navios entrados no dia 9.
dem ; 28 dias, brigue inglez Active de 180
toneladas, capitao Roberto Crooks, equipa
gem 12, carga guana : a ordem.
Babia; 19 dias, sumaca brasilira Santa Atina,
de 64 toneladas, capitao Joo Antonio da
Silva, equipagem 10,carga diversos gneros:
a Manoel do Sousa I 'orto.
Philadclphia; 'i.'i dias brigue-escuna ameri
cano Cumberland, de 155 toneladas, capitao
Anthony Philip, equipgem 8, carga familia
de trigo e fazendas: a Matheus Austim & C.
Navios sahidosno mesmo dia.
Portos do Sul; vapor brasileiro Imperador ,
Commandante Jos Mara Falco.
Philadelphia; barca americana Navarre, capi-
to llenry Col, carga assucar.
SOS.
Saliendo no dia 7 do correle, que a Presi-
dencia desta provincia tivera ordem do Gover -
no de N. Vi. o Imperador de fazer-me partir
para a Corto, ped ao Em. Sr. Marcallioode
.nlo quo houves'so'pdr bem dar as suas ordena
(ios para se reunireio em Assembla Geral no
dia 11 do crtente, pelas 4 horas da tarde, a
fin de elgerem o \ ice-Director.
No dia 3do corrento desappareceo da por-
ta do sol.lado n. r>8 da rua do Livramento um
(avallo com os signaos seguintes: castanho,
com frente a berta, ps arregazados, grande,
papad), levot urna eangalha apparelhada do
para quo a minba partida se effectuasse desde noVo, e eom cambitosde pao para carregar ca-
Eclita!.
B!R
A Cmara Municipal da cidade de Olinda <
sea termo em virtude da lei, 6[c.
Faz saber a quem convier, que nos dias 10,
12 e 15 do corante se ha do arrematar por
quem mais der por'empo de um enno o im-
postas sobre as canoas d'agoa do Varadouro ,e
na inesina occasio ser tambem arrendado-por
quem mais der um twriw/v b(r>' com 33
palmos de rente e 150 de fundoj, a traz da
casa do sobrado pertoncente a Antonio Fran-
cisco de Moraes, na rua do Balde desta cidade
d'Olinda, comparecendo ospretendenles habi-
litados para no mesmo terreno o impostos po-
derem hincar. F. para quo ebeguo ao roiibe-
cimento de lodos, mandamos publicar o pre-
sente p la imprensa. Cidade d'Olinda 7 de
Outubrode 1844. Jos Joaquim d'Almeida
Guedes, Presidente JoOo Paulo Penetra ,
Secretario. (19
ja no vapor Imperador que se acbava no porto,
aoquoS. Exc. leve a bondade de annuir, con-
correndo assim para que eu tiveaae mais esta
occasio do mostrar que tanto acanto as ordene
da autoridad^ como despre/o as intrigas de
meus prfidos detractores. Tive pois de airan -
jar-mo para esta viageni em dous dias, e esla
razao me parece sufficiente pira me desculpar
com os amigos de quem nao pude despedir -me
e com as possoas que me bonravao com a su.
estima a iiuem nao pude pedir as suas ordena,
Acceitem pois uns e oulros os meus adeozes
com sinceros protestos de gratidao eaITccto
eseor.dequor que me levar o dever de militar
de honra poder servir a algum dalles em qual-
quer vistor, creio que em mim acbaro sem-
pre o mesmo hoinom, seinpre animado do mes
mo desejo de ser til, dos mesmos senlimento*
de lealdade.
e ,4guiar.
1 r= C';se se costuras do alfaiate com todo
aceio perfeicao o promptida o com abale
em cada peca do que cm outra qualquer par-
te ; na rua das Agoas-verdes n. 100 ou m>
pateo do Terco n. 193 (5
3^ I em-se justo e contralado a compra da
casa n. l, sita na rua do Cebo do bairro da
Boa-vista se bouver quem sejulgue com hi-
potheca ou outro qualquer titulo de divida
mesma casa queira annunciar por este Diaria
no praso de tres dias, e caso que nao appareea,
o comprador nao so responsabilsa por qual-
quer divida que os herdeiros da mesma casa
devao, (9
.^/ SOCIEDADES^
ptlo-bramatica
%vm)^ maritfliaos.
2 O brigue S. Manoel Augusto, Capi-
to Manoel .SimOes, deve chegar do Ass nes-
tes 8 dias, o qual entra neste porto par8 rece-
or cscravos frete e passageiros para o Bo de
Janeiro, por ter muito bous commodos ; quem
pretender enlenda-se com o mesmo Capitn, ou
com Manoel Ignacio de Oliveira, na rua de A-
pollo n. 18. (8
Leiioes.
Bolli & Chavanncs faro leilao, por inter-
vencao do corretor Oliveiro, de grande varie-
dado de fazendas francezas suissa e allemaes,
as maisadoptadas ueste mcrcado;quinta feira 10
do correte as 10 horas da manliaa em ponto,
no seu armazem da rua da Cruz.
Joo Keller continuar, por intorvenco do
corretor Oliveira, osen leilao do mais esplen-
dido sortimento de fazeodas francesas, suissas,
enllemiies : e na mesma occasio se lera leilao
por conta e risco de quem pertoncer, e em pre
senea do delegado do seu Cnsul de Franca,
de duas caixas de angas, ecassas, averiadas grato moderno, e concerta qualquer obra a


A fande
y
abordo do navio Casimire Delavignt, Capitao
Lasserre, na tua recente vagem do Havre para
este porto : sexta feira 11 do corren te As 10
horas da manha, no seu arma-em da rua da
'Cruz.
J. J. Tasso Jnior faz leilao por conta de
1 quem pertencer de 50 sacas de arroz, de maqui-
na, boje quinta feira 10 do correte os 10 bo-
iras da manbaa no cais da Alfandega.
- Holli & Chavannes farao leilao, por in
tervencSo do corretor Oliveira, de grande va
Rendimiento do dia
9..........8:233*169(r
i'rwncao ou cuncwi wii.h, ->- 0-- ___ ^.
iedada de fazendag francezas, suissas a alie- | Apollinca dehberou, e laz constar aos Sra. ^o-
pim nao ge s ibe se foi lurtado OU se foi fu g i do:
por isso roga-se a quem o tirar ou dello tiver
rtotcia dirija-ge a rua do Crespo, loja do Sr.
Manoel Joiquim Gomes, que ser recompen-
sado. (11
2 Da easa n 23 da rua do Rosario estrel-
la, fugio um papa^aio muito tallador, esup-
pe-se estar em alguma easa vsinha ; roga-se
pois a quem ;; tivcr.qneira !:!.'"!;:." ;":!regr n.i
casa cima (segundo andar) que se gratificara
o portador. (6
2 Qualquer Rev. Sacerdote que qoixer
ser Coadjuclor da freguezia de*N. S. da Paz dos
Alogados, annuncie por esta l'olha, pois tem
duas cspellanias. um i nos domingos e dias san -
tos dentro da matriz, com bom estipendio, nu-
tra as quintas feiras, lamben dentro da ma-
triz ; alm disto tem o terco do que rende a
O Major Judo Pedro de Araujo freguezia, e a motade da desobriga velha e no-
va ; a quem c nvier'drija-se mesma fregue-
zia a tratar com o respectivo Vigario, residente
na rua do ^'nlocolomh n. 28 (II
2 No arma/cm por detraz da loja n. 50
da rua da Cadeia, com entrada pelo becco do
Monteiro, rccolhem-se pipas, gigos de louea, o
oulros gneros, pormenor preco^Jo que em
outras parles : trata-ge na loja cima. (2
Quem quitei gocar em urna sociedade,
que pude dar bastante nteresse, a com poucos
fundos, annuncie para ser pfOCUrado,
2Offerece-se um rapaz brasileo de 1
annos para caxeiro de rua, c cobrancas : quem
precisar annuncie. (3
5=D. Izabel d'Austria Souza Prado Masc-
renbas e Pacanba e sua Prima l>. Aurelia
L'mbilina Ribeiro de Carvalh i achSo-se estabe-
lecidas com casa de edueacao de meninas
na rua do Hospicio n. 9. e ah recehem olum-
nas internase meias pensionistas com asseguin-
tes codicdes.
Cada aluinna interna paga mensalmente, cm
trimestre adientado 25000.
Cada meia pensionista paga mensalmente em
trimestre adientado lOjOOO.
As materias de ansino s-o ; ler escrever e
contar, gramtica poitugueza historia e geo-
grapbia, e em quanlo s prendas, cozer. mar-
car, bordar de todas as qualidades, e tilhar.
As aulas de recreio, como msica, desenho ,
danca.-c linguas estrangeiras serao pagas em
separado sendo msica vocal e piano por
mezGOOO. desenho 5000 danea 4,)000.
4=: Januario Ferreira Cadaval faz sciente a
(odas as pessoas que teem pianos, que est
prompto a fazer todo c qualquer concert que
lor preeiso, por precio rommodo. na sua casa ou
em casa de seus donos, e tambem affina por
mez, conforme ajustar; trala-se na rua da
Concordia n. 3,
O VF.BDAOFIRO REGENERADOR N.( 6
Esta a tehda nos lugares docostumo 40 rs.
cada exemplar.
OSr. Jos Rotelho e Couto cliegadofro-
ximnmente da liba do S. Miguel no patacho
Alberto, queira annunciar sua morada que se
Ihedeseja fallar, sendo que possa dirigir-se a
Ribeira da Boa-vista n. 1.
=Aluga se no Atierro da Roa-vista, loja de
S;dls& Chaves una negra quecozinha perfei
^unaota, e sabe vender.
l = Engomma-so roupa tanto vinda lavada,
como para lavar e engommur.naos dehomem
como de senhora, c respensabilisando-se pelas
fallas; na rua de S. Bita casa terrea n. 72. (4
1 r^r OITerece-so um rapaz brasileiro da 18
annos idade para cnixeiro de venda, ou de qual-
quer arrumaco ainda sendo para fra desta
nraca; a r.essna quo o qui/er annuncie. (4
3 Precisa-so saber onde reside o Sr Jos6
Francisco da Silva Novaes. que foi interessado
na loja de fazendas do Sr Joo Le i te Pita Or-
tgoeira, na rua du Madre de Dos, para nego-
cio de seu interesse. (4
3Aluga-se um sobrado de dous andares
com muitos commodos. sito no principio da
rua da Penha a tratar na rua do Collegio n.
8, ou no Mondego sitio da viuva do Tenente
Coronel Costa. (5
tt Bacbarel Joao Antonio du SoU.a Boltrao
AraujoPereira../uir Municipal i uterino da 2* vara
de termo do Recife, da auaiencias nos dias j
designados, e na casa para ellas destinada o
nlia em todos osdias nao santificadas em
guacara n 15 na rua da Cadeia do Santo An-
tonio. (6
0 l. Secretario avisa aos Srs. socios que
os bilbetes para a recita do dia 12 do correle
principiad a ser distribuidos boje de meio
dia em vante em casa do Thesoureiro.
1Aluga-se urna casa grande no sitio do
Cordeiro, A margem do rio Capibaribe, com
cocheira para dous carrin! os, estribara pura
6cavallos,cozinha fra.quarto pira criado tam-
bem lora,tem excedentes commodos para grande
(Emilia ; outra dita mais pequen a no mesmo
sitio, tambem com commodos sufficienteg para
grande familia, com-estribara para 4cavallos ;
quem pretender, para ver dirija-so ao mesmo
sitio, e para tratar com Gabriel Antonio no
pateo do Carmo n. 17. (II
1 Na rua Nova I ja de allaiate n. 19. pre-
cisa-se de officiais do mesmo oflicio. (2
Cm homem de quarenta annos de idade ca-
sado se prope a ser caxeiro de algum i ngenho,
ou mesmo para escriptoro ou administrar al-
guma obra, pis sabe bem ler o escrever, con
tar, e tem milita pratica de negocio : quen
quizar annunco a sua morada para ser procu-
rado.
fr-Joi Luiz de Gnrdel. faz saber aos pas,
quo desejao fa/er aprender o dc/enho a seu'
filhos, que vai abrir aula de dezenho das 7 al
as 9 horas da noile, trez ve/es por semana,
prometiendo ensinar Ibes rom todo o desvelo ;
e tambem ensina os ornatos cousas tao neces-
saria para qualquer, seja d'oflicio, principio
de figura, e pais8gem ; no pateo da Matriz d>' S.
Antonio n. 2. (9
=Carlos Hardes & C. eslabelecidos no pa-
tio da Matriz de S. Antonio n 2 com loja de
ourives, acaban de rcoeber um lindo sortimen-
to de odras de ouro do ultimo gosto, transelins
para homem, aderecos para senhora, brincos,
anneis, alfinetes, caixas de prata para rap<,
marscis para menino, lindos alfinetes para ho-
mem, botSes d'aberlura ; na mesma loja se
recebe encommendas de qualquer qualidade,
seja dejiurives como de eravador. compromet-
tendo-se fazer qualquer obra de brlhantes de
mais delicada e difcil quese|a.
Segunda feira 14 do correte por as 4 horas
da tarde a porta do Sr. Dr. Juiz dos Or-
phaos se ha de arrematar de renda annual a mo-
rad de caa de sobrado n 100, sita na rua Di-
reita, em-a qual mora Jos Rogerio Marcelino,
sendo a renda paga a quarteis. e com lianga
idnea: acba-ie avaliada em 300/000 de ren-
da annual. Os porten lentes podem apparecer
a licitaren).
A comnn- inistratil iedade
MUTILADO

msmm


lotera de s. pedko
iMARTYR DACIDADE
U OLINA
HOJE correan infaltivelmente
as rodas tiesta lotera; o rstanle
dos bilhetef acha-se venda nos
j aiinunciaiios; atea i \
do Collejjio
lugares
horas.
Na ruada Gadeia do Reci'o loja do la-
sendas n. 37 existo urna carta vinda do Ara-
caty para Filippe da Silva Porto.
Quem aitnunriou precisar do urna pessoa
para entrar cm una sociedado, que possa dar
bastante lucro dirija-se a ra da Cruz, n 1$.
Rogn-so a algurn Sr. passageiro do pata-
cho Alberto, vindoda llha do S. Miguel que
trouxesso cartas para Francisco Manoel da Ca-
nda Ifedttroi lor a bondade do as entregar na
l"ja do Cardoso Aires na esquina do Becco-
largo, no Rocife.
Aluga-se polo lempo do festa ou conlor-
mo se eonvencionarr urn pequeo sitio com
casa docente e perto do banho no lugar da Ca-
punga que foi do finado Antonio Francisco
de Castro ; a tratar m ra Formosa n 5, com
Luiz Innncencio da Cunta.
Aluga-se urna grande casa adianto do Cho-
ra-menino n. 7; a tratar no palco da S. Cruz
n. 1*.
O meio bllhete da segunda parte da se-
gunda lotera a favor das obras da matriz do S.
Pedro Martyr de Olinda n. 600, pertence ao
Sr. Antonio Concalves do Azovedo capito do
brigue portuguoz Feliz Destino.
Precisa-se para leitor de engonho um
llbeo a pouco chegado ; na ra
n. 13.
Joao Pereira da Silva Guimaracs comprou
por ordein do Sr. Pedro Ferreira do Valle da
cidado do'Aracaty o bilhoto inteiro n. 117,
da primeira parte da 16. lotera do theatro.
Joao Dubois com acouguo defronte do es-
tado maior participa aos sous freguezes que
todos os domingo* llavera carne de porco a 160
rs., como de boi e carneiro gordo, por* preco
commodo.
Aluga-se urna casa sita na ra da Estan-
cia com duas salas dousquartos. e cosinba
lora quintal murado com cacimba e ps de
Jarangoiras de embigo; a tratar na ra do Cres-
po n. ]|.
O lintureirodo muro da Penha, propoe-se
atingir com toda a peifeico, tanto de lia,
como de seda de todas as cores o por preco
commodo ; na mesma casa existe um armador
de grojas caixos de anjos e veste figuras pa-
ra procisso por preco mais commodo de
que outro qualquer.
1 Acha-se aqui o Professor da lingos ita-
liana que mora va na cidado do Porto : quein
quizer aprender a mesma lingoa dirija-so a
ra da Cruz n. 49. (4
5 O abaixo assignado, engenheiro civil ,
acha-se no seu escritorio desde a 9 horas da
manha ato 3 da larde, no largo do Corpo San-
on. 4, primeiro andar.Alfredo deMornay.
3 Aluga-se oquarto andar do sobrado da
ra Nova n. 21, com commodos sullieienles pu-
ra grande lamilia; a tratar na loja do mesmo
sobrado. Ji
3 Aluga-se o primeiro andar do sobrado
n. 37 da ra do Queimado ; a tralar na mes-
iharuacom Antonio da Silva Cusmo. (3
carrega.lor baixo al moio multo novo von-
de-sepor sor milito ardigo o aflianca-so nao
tor achaques e casa apparecao torna-so a
Svvuvi por proc omrnodo ; a tratar nos
Afogados ra do Motocolomb n. 28. 6
3Vendem-se, arrendo-seo aforo-se ter-
renos que Ionio do engenho da Torre tanto
na margem do rio Capibaribe como na estra-
da-nova ; a tratar no mesmo engenho com um
dos sous proprietarios. (5
2 Vonde-se a verdadeira limonada gazoza ,
ou a Champanhe das senhoras em garrafas e
meias ditas refrigerante-bebida ouretica e.
superior a cerveja ; defronte da matriz da Boa'-
vistn venda n. 88. (5
2 Vonde-se cal virgem superior, mais ba-
rato do que em outra qualquer parte ; no tra-
picho da Allandega-velha a fallar com Henri-
que Mara Pereira do Magatoes, ou com Luiz
Antonio Barbosa Brito. (4
3 Vonde-se urna casa terrea n. 49 com
duas portas e urna janella grande quintal e
em chaos proprios sita na ra de S. Bento ; a
tratar no pateo do Hospital do Paraso n. 31. (4
2 Vndese um ancorte de ferro com 3
quintaos, um dito pequeo com um arroba,
ambos em milito bom estado; no Forle-do-Mat-
tos ra da Moeda armasen) de assucar n. 15
2Vendo-so urna duzia de cadeiras do angi-
co um canap, um soph um jogo de ban-
cas urna mesado moio do sala duas mangas
Je vidro urna mesa do janlar urna cornmft-
da dous tachos de cobre tudo por preco
commodo ; na ra do P.angol. venda n.'SO. (O
2 Kende-se a venda do pateo do S. Podro
n. I vendo muito para a trra o he muito
icrcdilada ; a tratar na mesma vendo. (3
2 Vendem-se navalhas decano de marfim
a contonto ricas Jjtas, btoos e franjas de todas
as qualidades, mantas e loncos de seda para
sonhora ricas facas o garios de marfim cai-
xaspara rap as mais modernas o de ricos gos-
los superior agoa de Lavando ingleza Jeques
do pennas superiores marroquins a 18^ rs. a
du'iaea 1550 rs. a pello, e outros muitos ob-
jectos chegados uilimarnento, por proco com-
modo; na ra dos Qtiartels n. 21. (10
2 Vende-se urna negra moca de 18 annos ,
do naco Angola cosinha, engomma, ensaboa
e faz as compias; na ra larga do Rozario n.-
21. segundo andar. (4
2 Vonde-se urna venda na ra do Livra-
inento n. 38 ; a tratar na mesma com Jniin-
gos Pereira Mondanha. (3
2Vende-se urna negrinha de 9 annos, com
principios do costura ; na ra do Encantamen-
to armasem de mulhados n. I I. (3.
2 Vende-se, por preciso urna negrinha
croula do 9 annos mui sudia de bonita figu-
ra e com principios do costura ; na ra da
Cruz venda n. 57.
(4
Compras
1 Compra-se um jogo de livros para cscrip-
turacao de urna casa do commercio que seja
de boa encadernaco ; na ra Nova do Bru ,
labrica de caldoiraria e fundico de Mosquita &
Dutra. 5
1 Compra-se um methodo para violo, de
Ferdinando Carulli, da primeira edico; quem
tiver annuncie. 3
Compra-se o livro Castilo Lusitano e
urna espingarda cujo tiro chegue a 200 passus
em direceo roela; quem tiver annuncie.
Compro-se 0 pinhas que estejao ma-
duras ; quem livor annuncie.
Compra-se urna morada de casa terrea
no bairro de S. Antonio um colar grosso do
ouro e sem feitio; na ra Uireita sobrado
de um andar n. 56.
Compro-se imagens de todas as quali-
dades e tamanhos, ainda mesmo estando em
inio estado ou quebradas ; na ra das Cru-
jes n. 28, loja de pintor e vidiaceiro
3 Compro-se 4 talhas grandes vidradas ,
ou de folha paru oluo ; quem livor annuncie.
3 Comprao-so dous toneis grandes para
azoite ; quem livor annuncie. (2
3 Comprao-se ossos de boi, em grandes e
pequeas porcoes ; no Forte-do-Mattos, ra da
Moeda, armasem do assucar n. 13. (3
Ven da*
3Vendem-se duas moradas de casas, na
ra de S. Miguel nos Alogados, por proco com-
modo ; a tratar no mesmo lugar n. '28. (3
3Vende-se urna morada de cata no paleo
de N. S. da Paz dos Afogados a tratar na ra
do Motocolomb n. 28 (3
3Vende-se um bom cavallo ruco-pedrez,
IvIELHHR
2Vendem-se galoes, volantes, trema e ilba-
ma: vidioscomps anti-biliosos e purgativos
do Manoel Lopes ; na ra do Encantamento ,
armasem de mulhados n. 11. (4
2 Vendem-se relogios patentes de ouro e
prata, inglezese Iranceses com 10 diamantes,
ditos com 4 ditos do mesa e do parede tudo
por proco commodo ; na loja do relojoeiro ,
junto ao arco de S. Antonio. /5
2 Vende-so o rosto das superiores o verda-1
dadeiras perolas da India muito iguaes, tan-
to na cor, como no laman.no por proco mui-
to commodo ; no Recite loja de cambio n. 24.
2Vende-se, por preciso e preco commodo ,
urna escrava do naco, cosinha alguma cou-
sa lava muito bem be boa quitandoira, que
d 480 rs. pordia; tambem serve para o mat-
to pois tem disto bastante pratica ; urna toa-
ilia toda de lavarinto ; 6 varas de bico largo de
ramagem ; um berco ainda em bom uso com
seus cortinados e urna cama de armaco ; no
pateo do Carino n. 24. Q
2 Vende-se urn Horacio e um Tito Livio ,
traduzidoao peda lettra ; na ra do S. Rita-
nova n. 87. .3
2Vonde-se vinhobranco de Tenerife em
quartolas, areite de poixe em barris de 30 gar-
rafas ; no armasem de Antonio Annes Jacooie
Piros. (5
'lVendem-se travos do boa qualidade de
32 a 3G palmos de comprido duas lindas de
43 palmos de comprido e palmo e torno em
quadro ; na ra da Aurora em S. Amaro, casa
de Jos Goncalves Ferreira Costa. (5
2 Vendem-se 3 escravos sendo um para
cosinha o dous para o servio de campo ; na ra
das Cruzes n. 30.
1 No atierro da Boa-vista, loja n. 26 Salles & Chaves, acha so grande sortimento de
licores finos de todas as qualidades, com lindos
lotreiro> a 2,400 rs. a duzia ; dito dito em gar-
rafas de Bordeaux, c ni ricos lotreiros dourados
a 3,000 rs. a duzia ; dito dito em carrafas
grandes, brancas, com ricos letreiros doijrados,
a 3,600 rs a du/ia;*dito dito em garrafas bran
cas, com bocea praleada, de superior qualidade,
igual as que vein da Franca, a 5,000 rs. a caixa
do urna duzia ; crmo de noyaux, roses, cura-
Cao, chasseur, anisette de Bordeaux, o outras
qualidades, a 1,000 rs. agarrafa; genebra,
igual n que vem da Hollanda, a 800 rs. a cana-
muito bom para as pessoas que padecem do poi
to, esto a OVO rs o aquellos a 560 rs. a garra-
fa, espirito devinho de 36 graos, emporcaba
1,000'rs a caada e a retallioa 1,280 rs.: na
mesma aprompta-se toda e qualquer encom-
monda do licores, genebra, ago'ardente e espi -
rilo para embarcar, sem 6er preciso o compra-
dor ter trabalho algum; as amostras de todos
os lquidos so acho sempre patentes aos com -
pradores. (80
3 Vende-se o legitimo e bem acreditado
rap Aroia preta de Mouron A, Compendia a
1^ rs. a libra assim como todos os gneros da
melhor qualidade e licores franceses sortidos,
por preco commodo ; nos Afogados, ra de
Motocolomb n. 42 (6
Vende-se larinha de mandioca muito
boa em saccas de alqueire vclho ; no arma-
sem de Djas Ferreira e Antonio Annes na cs-
cadinha da Alandega.
Vende-se oleo de cubahiba em barris ;
no armasem de Fernando Jos Braguez ao p
do arco da Conceico.
Vende-se, por necessidade urna escrava
moca, de naco, sem vicios nem achaquen, en-
gom na, cose, cosinha lava e he quitandeira ;
na riboira venda n. 3.
Vondo-se urna porco do laboas proprias
para caixas do assucar, ou para outra qual-
quer obra ; urna negra moca, de bonita figura;
na ra da Cadoia do Recife loja de azendas
n. 37.
Vende-se um soph de Jacaranda muito
bem leito e moderno um degro de angico
composto de novo, um berco do Jacaranda tam-
bem moderno um gamo novo corn suas la-
bolas tudo por proco commodo ; na ra es-
unta do Rozario n. 32.
Vendem-se 200 varas do panno de algodo
da torra de muito boa qualidade a 240 rs. a
vara ; na ra do Queirnado n. 57.
Vendem-se 32 palmos de terreno da casa
demolida no caes do Machado n elusivo to-
dos os mais materiaos existentes, cosinha e
as lientos que so acho em p, por preco
commodo; na ra do Queimado n. 57.
Vende-se urna bonita molata de 18 an-
nos engomma corn perlci'co cose e cosinha;
um preto de 20 annos oflicial de forreiro; uu
ditocanooiro ; um moleque peca do 18 annos ,
proprio para pagom ; um prolo proprio para
armasem de assucar e mesmo para carregar ca-
deirinha ; urna preta do todo o servio ; na ra
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vendo-se urna parte do sitio que foi do
finado Souto em Bebiribe por preco com-
modo e faz-se todo o negocio; dous barris qua
lorode azeitede'carrapato: |um peso demeia
arroba ; na ra Direita am,
Vendem-se dous eseravos, sendo um bas-
tante adiantado no offttpo de carpina de 25
loja
1_ Vende-se um sobrado do dous andares
o sotao em chaos livres bom quintal qU
vaidoruarua em um bom lugar no bairro
de S. Antonio, vciuo- pam pagar urna hy.
pothoca do mesmo sobrado ; quem pretender
annuncie (g
1 Vendem-se garraas de agoa de Colonia,
de superior qualidade a 1801) rs. e frascos d
dita a 400 rs. ; na ra larga do Rozario h
de charutos.
1_ Vendem-se dous carneiros capados, mui-
lo gordos ; na ra Imperial, armasem de sal
n. 218 (3
1 Vendem-se duas escravas urna com 13
annos e a outra com 18 e com habilidades
na ra Nova n. 50, terceiro andar. 3
1Vendem-se duas moradas de casas terreas
novas, com b;>ns commodos em chaos pro-
priose muradas urna dolas lern o poco sos-
nho na Boa-vista ra dos Prazercs, no Coe-
llio ; na ra Direita n. 18, segundo andar. 5
1 Vende-so cal virgem de Lisboa por me-
nos preco do que ern outra qualquer parte; a
(aliar com Joaquim Lopes de Almeida. 3
i Vendern-seapparelhos de porcelana dou-
rada para cha de duas duzias a 25? rs. gar-
rafas lapidadas de cristal a I80), 1920,2240 o
3500 rs. compoteiras lapidadas a 6100, 7^,
t e 1 \ rg. o par, copos lapidados para vi-
nlio a 3500 rs. a duzia e outros muitos vidros
em conta ; na ra da Cruz armasem n 62. (7
IVende-se um sobrado de dous andares em
Fra-de-porlas dt'fronlMftr'farol pintado e
concortado de novo ; a tratar na ra Nova do
S. Amaro sobrado novo do dous andares ,4
1 Vende-sc urna escrava recolhida do bo-
nita figura de 22 annos lava engomma e
cosinha ; um preto de nac o proprio para lo-
do o sor vico ; na ra da Cadeia n. 4. (4
IVende-se a retalho um terreno confronte
ao oito do theatro publico dolado do sul, a
margem do rio Capibaribe ; a tratar na ra da
Cadoia do Recife n. 51, primeiro andar. (4
IVende-se patita do coqueiro para banhei-
ro no sido do Cajuoiro ao p de Francisco
lb'iio do Brito ; a tratar na loja de tarturu-
guefro uu no mesmo sitio. {4
Esc r i i \ os T i g H f
annos, sem vicios e de bonita figura; na ra
da Cruz o. 6.
Vende-se urna negrinha de nacao de 12
annos, de bonita figura, com principios de
costura, cosinha, lava e he hbil para todo o
mais servico de urna casa ; no becco do Tam-
bi n. 18. ,t)
Vende-se um bonito preto da Costa ca-
noeiro o de boa conducta ; na ra cstreita do
Rozario n. 10, terceiro andar. 3
Na nova padaria sita na estrada do M8n-
guinho vende-so bolaxa, pao bolaxinha e
biscouto, tudo muito bom por ser abricado
das melhores farinhas, que ha no mercado ,
como esta padaria seja moderna no lugar, por
isso se faz sciente a aquellas pessoas que pa-
ra all lorem passar a festa.
Vende-se, por diminuto preco, a metade
de urna ca?ae sitio com 275 palmos de fren-
te, e804 ditos de fundo, cacimba com muilo
boa agoa de beber, boa baixa para capimje diver-
sas aryores ; na ra do Mondego n. 24.
Vendem-se duas mulatas, urna he perfeita
engommadeira e cosinheira e a outra boa ama
de urna rasa ; 6 pretas mocas, com boas habi-
lidades sendo duas boas engnmmadeiras e co-
sinhoiras ; dou eseravos bons para o trabalho
de campo ; um mulatinho de 10 annos muito
bonito pagem ; um moleque de 12 annos, para
o que se quizer applicar; na rua'do Crespo n.
10, primeiro andar.
Vende-se a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por preciso com os fondos que
quizerem, ou s a armaco ; uns bracos de ba-
lanca grandes e pequeos com conchas e cor-
reles de ferro, um cavallo carregador, gor-
do o muito novo urna mesa redonda de meio
de sala ; a Iratar com Joaquim Pinheiro Ja-
como na momia venda.
Vendem-so tornos finos para bancas o de
mo earmacoes deserra para ourives e tar-
larugueiro chaves para tirar dentes de boa
qualidade, por preco commodo ; na ra Nova
1 Vende-se efTeclivamente bom panno de
algodo da trra largo e encorpado ; as to-
jas da ra do Queimado n. 2 e 27 o na ra do
Crespo n. 23. ,-,
1 Vendem-se cadeiras americanas com as-
sonto de palhinha ditas com assenlo do nao
rima #ln ..n|A .. ...-------*. *
s. oom-
camas do vento com armaco, marquesa
da, c mu botijas a 2,400 rs. a duzia ; aguar-, mo3 tamas dovonto a 4o00 rs., ditas de pi-
dente do rtiino, com superior aroma, a 900 rs nnoa 3d0 rs. e outros muitos trastos ro-
a caada dita de aniz a 700 rs a caada ; dita I ch,'aido prximamente o melhor que tem
de Franca em garrafa e caada, dita de calda de T1Z ?? T*1 P<"lraS d'' muu>'
-,nna; charopes de maracuja, anana, limao. ME?S wVtESZ
gemrapo, tamarindo, e de rena de angico, casa do J. Beranger. n'
por
1*.
10
2 No dia primeiro do correr- Jugo urn
moleque crioulo do nome Marian^' ^e lo an-
nos baixo, mas um pouco refundo levou
camisa de madapoln o calcas azue? e temo
rosto redondo; quem o pegar, leve ao Atierro
dos Afogados sitio da viuva do fallecido Ma-
chado que ser generosamente recompensado.
2 No dia 28 do mez passado fugio um ne-
gro de nome Jos, de naco Cabund tem fal-
ta de um dedo da mo esquorda sendo elle o
mais pequeo ; levou vestido camisa de chita
azul calcas brancas o qual perlence a Joao
Francisco de Carvalho ; quem o pegar, leve ao
diio Sr. morador na no largo do Corpo San-
to n. 4 ou a casa de Luiz Antonio Barbosa de
Brito morador na ra do forra n. 16, que se-
r gratificado com 40/ rs. (lo
No dia 30 de Setembro passado fugio do
engenho Agoa-fria freguezia de Iguarass,
urna prefa de 30 annos de nome Marianna ,
baixa e grossa olhos arregaiados, dentes li-
mados do gento de Angola ; levou sala e ca-
misa de algodo he bem conhecida nosta cida-
de onde foi comprada a Jos da Fonseca e
Silva ; quem a pegar, levo ao dito engenho ou
nesta cidado ao Sr. Jos Antonio Alves da Sil-
va na Boa-vista ou no Recife, a Guilhcrme
dos Santos Seve na ra do Vigario n. 10, quo
em qualquer das partes sur bem recompen-
sado.
I Fugio no dia 5 do correte um mulato
acabocolado claro de nomo Cosme baixo e
reforcado do corpo parece ter lOannos, levou
camisa branca, e calcas de algodo de riscado
azul, quando falla inclina a cabeca para a
banda e a bocea da mesma forma ; quem o pe-
gar, leve a > largo do Corpo Santo n. i I que
ser recompensado. (g
1 Desapparecoo no dia 29 de Setembro do
p. p. urna cabra do nome Rita que representa
ter 4o annos altura regular, rosto descarna-
do com um taco tirado em urna das orelhas ,
lendoem urna das tontos um signal do tama-
nho de um boto, desdentada na parle suporior,
costuina a embreagar-se a ponto de nao cahr,
mas d para fallar muilo; levou toda a sua rou-
pa ; costuma andar as vezes com panno da Cos-
to ou chales ; a qual pertence a Manoel Fe-
Iippe da Fonseca Cande; quem a pegar, leve ao
dito Sr. morador na ra larga do Rozario,
can 42, quesera gratificado. (|3
No dia 27 de Marco fugio da cidado de
pardo de nomo Antonio baixo,
corn pouca barba, muito esperto e fallante, tem
as costas urna costura do goma anda ven-
dondo miudosiis a fasondas com urna prela de
nome Mana bem preta bonita figura rnuito
fallante e esporta ; tem-se em titulo de forro e
casado, consta que elle tem urn papel falso
para ni,nguem o pegar e foi visto embarcando
para o Aracaty ; quem o pegar leve a dita
cidade que recobor o0^ rs. de gratibeaco.
1 No da 8 do oorronto dcsappa.oceo o pre-
to Jos de naco Cabtoda alto; levou cal-
Cas do estopa, camisa de algodo j usada e
chapeo do palha j voUio ; qUem o pegar leve
;< mudo \ igarion. 23, segundo andar, qu.
ra bem recompensado. m
Olinda um
(6
I!
EXEMP
'B NA TtP. OM itt F. DI FAR/A.-1844.
W "NCONTRADO


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