Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05190


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Full Text
A ono de 1844.
Sexta Feira 4
'
l.) DualO publida-aa lodos os din que nao forem santifica
V
'jSM
o prego
> da a.jignaiura
de irts mil rs. por qu.rlel pagoa a-li. mulos. Os an nuncios dos assiirnantes sao inseridos
calis, c jh doc .iu. nao ina raiSo de m r-is for liana. As reclamacoea deten ser diri-
44m i :sia yp., ra das Cruiea n. u4 ou a praga da Independencia luja de l,Troen. H
PARTIDA DOS COIMEIOS TERRESTRES
GiAr.,.f.r.hvl).,seeund.s.eMf,ir._R,l(;r,nae,|0 Nr, cheR, 8 22 c Mi
7/ o/J^'T^0' Sr;nh"' -1^,, Mace,.., ForioC.Uo, Alaroaa: o 1 s
M, 13 itao.-Cldada da Victoria quima, feira,. Ohnd. lodoso, di..
., das da semana.
30 -Seg Jernimo Aud. do J. de I), d. _'. ,.
1 Tere. .. Virissi.no, Mxima e Jal... Bel." .ud. doJ. de D d. 3 ,
_' Ojiar* s. Leodeirario, Aud do J. de D. da S. v.
3 Quinta a Candido. Aud do J, de I) d. 2. .
4 beata Francisco d'Assis. Aud. do J. da I) d. 2. r.
5 S.b. ; t'Iaoido. "el. aud. do J. da 1). da .'?.
6 Doin V. S. do Ro-.ario.
BWt- '"nillllMini lilil.,.-
de Outubro
Atino A A. L*. -*>*>
Atino XX. 3. 222.

laf?, /;7V?1 / '" *^"r *" :' -la ana B------a da aoaai prd.-i. -!--.--.o- a enarca: -
-*////' flV '" "'""" ''"""' fr""'l'MW aatamo. aponladoa coa adair. o mire .s najjuaa m.ia
fi////l, f. ,1 v. "' .(.,................ ..i o uun,
W t.
OS i f m / '< caaaio no til.
'& -ti I ( (',rahi ' S '' xl 1'"i' 3vl "" i"" i'
:mbr'.M&ffff Lisboa lili r ,r i,!, ,i, ,,r..m,
CaUBios yo Ola C0 HE ODTDBR i.
compra s'nda
ci bre <> | (i
lArm df lelr, .! |, fir, ,, | p. r
u tic i*i ivan '. i-uih|i .....
Ouro-M V 7.IXI 17,(,0
N 17.3(10 17.500
i/.Kl '.i 500 ~ 10
,000 2 010
a Itinomarea 0
WfaMsii 1.880 "0
DIARIO BE PERNAM
PHASES da LA 0 HEZ DE 01 it BRO.
Ui MiiKm^jni e .4 ain, d. La ora .U ., ;i ,, e 4 mi, da larde.
Ninf^anw a 4 al 2 fama a 9 ain .a larde Craacaotea s 55 ', i.r.l,-..
Pra/;tar .
Pmjra,. 10 o ,,f ,.. ,; linV | SejUaJ. a.i boia. $, inmuloa.d. arda
^Mac:t2ii .^.^-fniai
.

. ;-.-.;
RESPOSTA.
A Alfandega rendeoomez
passado 269:076^711! rs.,
nao obstante os primeiros
ensaios dobatalhao do8r.
Nunes Machado, os boatos
continuo^ de desorden,
por elle espalhados, e os
escriptos incendiarios de
sua producto; porque,
tendo d'aqui a um mez de
ser posta ein e\ecueio a
nova tarifa, convein aos
negoeantes despacharen!
as suasfazendas antes des-
sa poca. Ou os rabisca-
dores do D.-novo sao est-
pidos, 011 penso que nos
temos os olhos fechados.
C0111 mullicado.
ELEIQES Di: JABOATAO.
Depois do f|iie em varias correspondencias so
tem dito com incontestavel veracidade por esie
/harto, cerca das eleicesde Jaboato.no se-
r sein inleresse o relatorio das de 22 de Selem-
bro, e por alo passo a referir os lados aqui oc-
conidos, mais digno de reparo.
O Sr Jui/ de Pa, cuja casa he o centro dos
planos para a estrategia tleitoral, fez, alm de
oulras muitas, urna grande reuniao nodialS,
nu qual so docrcteu definitivamente a exclusao
do Delegado das urnas eleitoraes, e esta com tal
restriccao que at o Sr. Antonio do Sousa LeSo,
que ein todas as pocas tem grandemente con-
corrido por si, e com a influencia deseuspa-
rentes e amigos para a elevagao do Sr. Juiz de
Paz, nao foi convidado para a reuniao, porque
liavia declarado francamente, que jamis deixa-
ria de dar o seu voto ao proscripto Delegado.
Nesga reuniao nao esqueceo nem se desprezou a
menor intriga para tornar plausivel a iniqua ex
ooslo, enterrndose vivos, resuscistando se
1 ortos,e levantando-se castellos que juslicassem
o combate O misero Delegado, que at entao s
era excluido pela razo da estreiteza do circulo,
onde ie nao podio accomrnodar todos os paren-
tes c amigos do Sr. Jui/ de Paz, ficando para
elle um cantinhu, passou a ser guerreado por
ma.is poderosos motivos; j porque, diziao, era
quein escrevia sobre os negocios de Jaboalao,
ja porque aconselbra a denuncia,dada ao Exm.
Sr. Presidente, do cunbado do Sr. Juiz de Paz,
&c. &c., oTuscando-se assim o inuito que o Sr.
Delegado tem feito para manter a harmonio en-
tre todos, e at a ponderosa circunstancia de
haver proposto o feito que fosse nomeado Sub-
delegado o cunbado do Sr. Juiz de Paz. Reco-
nhecida a victima e a necessidade do sacrificio,
passou o Sr. Jui/. a applicar os meios de execu-
cao por via de sua jurisdiccao, estando esgota
dos os que Ihe fornecra a sua bypocrisia e h-
bil id ade.
Mandou convidar o Vigario para assistir a
qualificacao em sua casa, mas, nao queremlo
este lomar a figurar de papelo, como as pas-
sadas eleicSes, escusou-se particularmente por
se nao reunir a Junta na Matriz: o Sr. Juiz de
Paz, que nao Iropeca em tao pequeos obstcu-
los, fez a Junta de facto e dedireilo, como pre-
tenda, delle e seu cunhado Subdelegado ; e na
vespera da publicac.au da lista, pedio instante-
mente ao Padre Coadjuctor da freguezia para
assignal-a; este, sein a ver, assignou por favor
ao Sr. Juiz de Paz, segundo so diz. Essa mes-

ma lista, mais impura que qualificada, se pu-
hlicou no dia em que se devio eocerrar os tr.i-
balbos ila Junta, segundo o decreto de i de
-Maio de 18V2 ; do surte que appareciao o rv,-
apparociSo requerioientos de reclamadlo, e o
>r. Juiz de Paz nada se movia : parece que
naquella casa so havia penna e tinta para caba-
las eleitoraes, e nao para fazer as dignas func-
coeideJui. Finalmente, o Sr Juiz deo to
ampias provas de sua propria conviccao, da im-
pureza de sed alistamento, qilo no da das elei-
coi's, por occasilo da reclamagao que fe/o mui
digno e circumspeoto Sr. Dr. Domingos de Sou
a Lelo, contra a exclusao de (incenla e tan-
tos moradores seus. cujos nomes vinbo inscrip-
tos na lista publicada (desnecessario ser expli-
car que esses erao tambem excluidos pelo pec-
cado original), apresentando suasrellexoes es-
sa soberana Mesa (1), leve em resposta do Sr.
Iui de Paz, que, se estavao na lista da porta
ila igreja, serio admiltidos; porque suas lisias
ero feitas em pedamos de p.ipel, e muitas vezes
escapara alguem(2)! No entanto, retirou-se
o Dr.nestaesperanca.e no dia seguinte pedio-se
a lista a um particular, que a conservava cuida-
dosamente, sob pretexto de por ella fazer-se a
.chamada ; e com que escndalo e admiracao de
todos fui visto que, nao s se nao acceitavao to-
dos os votos constantes delta, e j;i reclamados e
promettidos, como que a soberana Mesa con-
sumi a lista, e a nao resliluio mais, nao so
porque nao quiz que um tal documento passas-
se posteridade, como para nao dar lugar a que
"utra intaladella se reproduzisse ('<) Honra
CASAMENTO SOBRE O CADAFALSO.f)
aerra*:.,. ~"H'caftt
Vim direito aples.
Havia-se-me dito que eris tao bella como
mullier, quanto justa como Rainha.
Vim aples na intenco de vos pedir
justica.
Porque nao a fizestes por vos mesmo ?
perguntou babel.
Urna punhalada era pona mui pequea
para u n semelhante crime, Senhora ; era o
cada falso o que eu desejuva.
Antoniello Carracciolo deshonrou minha fa-
niilia ; quero a deshonra de Antoniello Carra-
ociolo.
He justo, murmurou a Regente.
Porm, para mais se^uranca, coinosou-
be no caminbo que a cabeca de Rocco-del-Pizzo
eslava premio, e como, cagando a ap-
les, ti, na esquina do MrcaloN'uovo. o
edital, que oflerecia quatro mil ducados
quem o enlregasse morto ou vivo ; para mais
seguranca. digo, fui casa do Ministro da Po-
lia, e oflereci-mo para apresontar vivoesse bo-
rnea, que buscis por toda a parlo, sem que
em nenhuma possais encontrar. Ms o Minis-
tro da Polica nao quiz conceder-me o que eu
pedia, isto be, urna audiencia de \ossa Alte-
za. Entao resolvi chegar ao ineu fim por um
outru meio : roubei na estrada, que conduz
de Resino a Torre del Greco.
Entao, eris vos e nao RoCco del Pizzo ?.
Depois roubei na estrada de Averno...
Erois anda vos, e nao o que se sup-
punha i'
I/) Yide o Diario a, 221.
Depois assassinei na estrada de Amali.
A morte de Raymundo era o cometo da minha
vinganca ; pois eu eslava resolvido a recorrer
a vinganca, por isso que se me recusava justica.
l'Ma liciii, dissea Regente.
Permittio Dos que vos eu acbasse : ludo
vai pelo melhor.
Tudo vai pehv melhor repetio o incgnito
E anda vos obrigais i entregar Rocco-
del-Pizzo.
Ainda.
Sabis onde est elle ?
Sei.
Respondis pela sua priso i1
Respondo.
E entregar-m'o beis vivo r
Ern troco de Carracciolo morto ; bem o
sabis, he a minha primeira condifo, Se-
nhora.
Isso j estava decidido, sede tranquillo.
Mas quem por vos me responder d'aqui
at l ?
Iss i he mui simules ; mandai-me para
una priso, com a nica condicao de azer-
ine d'ella conduzir, por duas guardas, urna
janella, donde possa assistir ao supplicio de
Carraciolo. Depois, apenas elle morrer, en-
tregar-vos- hei Rocco-del-Pi/zo.
Mas, se me o nao entregareis ?
Minha cabeca responder pela d'elle ;
j vol-o disse, e agora vol-o repito.
He justo, disse a Regente, tinha esque-
cido essa promessa.
Isto dito, a Regento bateo palmas, eoCa-
pito das guardas entrn
l-'a/.ei por esse homem em seguranca.
O Capito entregou o desconbecido dous
guardas e voltou.
Agora, conlinuou a Regente, mandai
prender o Conde Antoniello Carracciolo, e
couJuti-o aocastello do Ovo.
(1) Proprias palavras de seu discurso, que a
todos tocro, por intima conviccao que to-
dos tinho daquelles fados, e que soportal
meio se obteria mellioramento.
(2) Ora, que tal foi o alistamento.que o Sr.
Jui/. de Paz em plena Assembla Parochial fez
esta confissao Que he da um'formidade das
'islas que exigem as leis, o que he essencial pa
ra eleicoes
o '
(3) Por mais instancias com que se pedisse a
O Capitao passou ao palacio de Carracciolo;
mas este, tendo sem duvida suspeitado alguma
cousa do perigo, que o ameaeava, havia de-
sapparecido.
A Regente apenas recebeo esa noticia,
que a convenca da culpabilidade de seu favo-
rito, ordenou congregado dos nobres, onde
BStavio inscritos os Carraccioli; que pozessem
o culpado a sua disposi(,o, e deo-lhes smen-
le trez das para cumprirem essa ordem.
Passro-se-se os trez dias, ecomo, lindo
e terceiro, ainda o Conde nao bavia appareci-
do. aples, ao acordar no dia seguinte, vio
cincuenta obreiros oceupados em demolir o
palacio de Antoniello Carraciolo, que confron-
(ava com a cathedral.
Arrasado o palacio ; o terreno foi semeado
de sol.
Depois, outro palacio, que pousava direita
do que acabava de ser demolido, princiou a
tambem ser derribado era o palacio do Prin-
cipe Carracciolo, pai do favorito da Regente.
Reduzido este ao mesmo estado que j
havia sido o primeiro; operaco, em ludo
idntica que anteriormente se havia pratica-
do no terreno daquelle, foi no seu renovada.
Um terceiro palacio, que pertencia ao irmo
mais vellm de Antoniello, tove sorte igual
dos precedentes; e a Regente ordenou que o
mesmo se fi/esse em os palacios de todos os Car-
raccioli, at entregarem estes o culpado.
Na nmite, que essa ordenativa so seguio,
Antoniello Carracciolo foi recolher-se priso.
No dia inmediato, seu pai, eseasdoosir-
mSos apresentrao-so no palacio Real ; mas
a Regente negou-se-Ibes
No segundo, o prisioneiro escroveo Dh-
queza, sollicitando urna entrevista ; ella, po
lin, mandou, em resposta, declarar-lbe, que
o nao podia receber.
Udb e outros renovarlo, por oitn dias, suas
seja feila aos recursos inestinguiveis do Sr. Ju\r
de Pa/.
Mostrou om tudo o'por tudo este $r. habli-
daiie extrema, e romo que resentido da njusti-
Va que Ihe :f z um correspondente deste Diario,
que, segundo me record, disse que elle deve-
ria tomar licOes da propaganda ; quiz mostrar
que be i.pio para dal-asde tuda a especie, eat
em sorleios ? !
(guando se procedeo chamada dos elegiveis
para se recolberem os nmeros na urna, cuja
numeradlo foi toda especial (porque j se mus
trou que a lista da porta da igreja nao uonferia
com a da chamada); vio-se escandalosamente,
quo os elegiveis da sua clientella, ou cegos ins-
trumentos seus, foro duas vezes chamados em
nmeros difTerenles (tal era a abundancia tle
nmeros que hayiio de seus interessados), de
inaoeira que em ultimo resultado sabio eleita a
sua mesmissima Mesa de cinco conhados, das
primeiras eleicSes!!! E entao ? he ou nao ha-
bilidade rarissima .'!
Chegados posa esse ponto,apenas tocaremos
em algumas particularidades, .queparecom nao
dever ser esquecidas.
Tomou a soberana Mesa o seu coslumado
expediente das eleiioes passadas de Iludirs
pQsoas que entregavao seus oflicios ou listas,
deitando-os na urna sem exame; e como ge-
ralmente no matto cada um que entrega seu
voto rotira-se, quando so entra na appuracao
a que |.i naoestao presentes, nem os donos das
listas, nem os procuradores ou propietarios ,
a Mesa lo rompeodo-as e inutilisando-as sem
objecclo, com diflerentes pretextos; urnas por
nao haver quem d'entre as pessoas da Mesa
conhecesse a leltra e outras porque quem
tem l parareconhecer a dos outros, nao vale pa-
ra si, e oque mais revoll inte he, quo corno a
Junta governativa do dia 15 do Sr. Juiz de Paz,
resti'uicao da lista, ella foi redondamente dono-
gada, e com ostentaco consumida, fa/endo-so
at mil increpaeoes a quem a pedia, o amea^as
a quem a conservava.
tentativas ; mas nao poderlo obter o resultado
que tanto anheiavo.
Na manila,i do nono dio/ os habitantes do
Mercalo-Nuovo, com espanto e terror, virao
sobre a pra ah nao eslava. A fnebre machina havia sido
levantada durante a noite, sem que ninguem
a visse erguer.
Em urna das extremidades d'esse cadafalso
via-se um altar, e em outra em cepo : entre o
cepo eo altar estavao, de um lado, um padre,
e do outro um carrasco.
Todos gnoravao para quem se destinavao o
cadaalso, o carasca, o padre, o cepo e o
altar-
D'ahi a pouco vio-fe chegar, pelo caes, quo
conduz do molhe ao Mercato-Nuovo. um ho-
mem escoltado por dous guardas. A' princi-
pio suppu/.erao todos, que era esse homem o
hroe du drama, que se ia representar; mas
elle, seguido dos dous guardas, entrou em
urna das casas da praga. Pouco depois, virao-
no, ainda entre os guardas, em urna das janel-
las da casa, que confrontavo com o cadafalso.
Tinha havido engao a cercj da importancia
d'esse homem, que, provavelmente, devia ser
mero espectador do caso.
Nao tardou que muitose a miudados gritos
parlissem um tempo do caes, que conduz da
ponte da Madrilea ao Mercato-Nuovo e ra
do Suspiro. Dous cortejos se adiantrao, um,
o da ra do Suspiro conduza um esbelto rapaz,
o outro, o do caes, tra/ia urna linda rapariga,
O esbelto rapaz era Antoniello Carraciolo
A linda rapariga era Constanza.
Ambos entrarla na praga ao mesmo tempo ;
ambos se aproximarlo do cadafalso com o
mesmo passo ; ambos subirlo a elle nntos;
com a diferenea.porm.de ter Constanza subi-
do pelo lado do padre e Antoniello pelo do car
rasco,


decretaste que suas listas fossem acompanhadas
de olioio ou procuraco designando o portador,
e isto fosse un mysterio du especie nova, ludo
quanto foi officio que nao dtsignou o nomo do
portador foi roto as passadas eieicoes, que
nesta parte devio ser regulatas pelas mesmas leis,
recehia-se un officio (j se sube dos que con-
vinlia ao Sr. Juiz de paz) que cobria massos
de listas Juiz de Pal, be ou nao rijo execulor das leis ;
e como he restricto, e inventor mesmo,quando
Ihe oonvem .'
E cntao quera Srs. RR. um dosseus
seus correspondentes, oqueltin mais que/axer,
segundo me lemhro, que oSr. Ju/. de Paz c'e-
clarasso qual era a larva para a 3.' eleico; as
lim era elle tolo Pois o Sr. Juiz de Paz bavia
declarar a lei que regulava o seu circulo, para
ser preciso nova invencao de momento para
inutilisar a livre votacao de seus comparochia-
nos?
Hzcro-se militas reclamaces e requer -
rnentos verbaes, mostrando-se que aquelle pro-
cedimentoera contra a lei, que illudia aos ci-
dadaos. que as duvidas em sua presenta se-
riao tiradas ou remediadas ; que na urna de-
Vlio ir su as listas numeradas e rubricadas ,
r nao officios, segundo o supracit.nlo decreto ;
a ludo responda o Sr. Juiz de Paz ,a Mesa
amm o tem entendido, ese ha de executar.
Ora, seria urna tuleima querer que vigorasse
um decreto do Imperador contra oulro da so-
berana Mesa de Jaboatao! Finalmente depois
dse ter tanto abusado da paciencia dos paro -
chianos de Jaboatao, e tal vez com a conscien-
cia (4) submergida de tanto ludibrio aos pacfi-
cos cidadaos de Jaboatao, comeca o Sr Juiz de
ue Paz a sonbar com almas, vises, &c. Es-
palda que se quer roubar a preciosa urna, toca
a mandar vir gente armada pura guardar a igre
ja, que parece mail um aquartelainento do que
um templo. Noto-se comtudo que nos dias
22 e 2>,quando concorrro todos para a elei-
co anJavao,segundo nos di/em,armados de
punbaese facas alguns dos proprios membros
da Mesa ; todos os moradores dos engenlios
piivligiados andavao armados de paos e nao
seise de mas, pela greja, e nao fui preciso ,
nem urna advertencia; edepois que se retirrao
esses, passaro-se a organisar rondas, guar-
das, eapparatos bellicos, com o sonbado pre-
texto de roubo de urna : e para mais provar
que a eleicao nao lie de coiilianca dosparochia-
nos de Jaboatao, nao se chamro para guar-
dar a igreju senao os moradores escravos
humilissimos do Subdelegado do cunbado e
brago direito dq Sr Juiz du Paz; athomens em
ceroula injuriando-se assim os moradores da
(4) Se be que consciencia tem quem atrope-
la os mais sagrados direitos deseus concidados,
prostitue as mais bellas instituigoes do paiz, e
depois faz acinte, e provoca a paciencia de
quantosse nao querem conformar coaitaes pro-
cedimientos.
(Notas do communicante.)
povoacao, que em cima de nao serem a maior
parte qualificados, e lerendos seus votos inuti-
lisados.foroassintementedesprezados dos actos
bonrosis do servii.'opublico.como guardas nacio-
naes. No entanto isso amplamente demonstrava
que a eleigao nao he o espontaneo voto dos
paroebianos em commum do Jaboatao que nes-
se caso a todos interessava guardar ; mas sim o
voto ou do servilismo de uns, ou o parto de
una intriga refalsada, que nenhum aprec > deve
merecer dos Jaboatonistas.
Km ultima analyso leve o Sr. Juiz de Paz
por fin a habilidade, de nao s com estrondo
bellicoso arredar alguns ltimos espectado-
res da impureza de sua votacao ; mas tambem
produ/indo dicholos, e doestos menos proprios,
ainda de urna vassallo de boa educago, quanto
mais de urna pessra apta e habilitadissima para
Senador do Imperio ; ficando-se assim como
la dizem, com a faca e o queijo a Mesa de
todos desamparada o entojada. A vista de lu-
do isto, desse mure magnum de franquesas, em
que correo o Sr. Juiz de de Paz Izidro Francisco
de Paula Pereira de Mesquita e companhia an-
da se queixa de que se nao louvem seus leitos,
e que se Ibes tenba estorvado o passo, e nao sei
de que mais! Meu Dos; dai juso a quem tan
to precisa e lirai-lhes a superabundancia de
seg e infundado amor proprio.
tw
WSB^r.nrtit-n
Chegados plata-forma, Antoniello quiz
arrojar-se para Coustanza, mas o carrasco o
suspendeo ; Constanza tambem pretendeo ca-
minbar pura Antoniello, porm o padre a
reteve.
i'.ntao o Notario desdobrou um pergamin1 o
e leo em voz alta. Kra o contrato de casamen-
to do Conde Antoniello Carracciolo com Cons-
tanza v asselli ; contrato, pelo qual o nobre
noivo dojva sua futura esposa nao s lodos os
seus ttulos tomo lodosos seus bens.
Bem que a prai/a estivesse apinhada de gen-
te ; bem que essa gente formigasse das ras
circumvisinbas ; bem que cada janella da praca
parecesse edificada de tabicas ; bem que nos
tectos das casas ge xissein tantas d'essas cubetas
quantas sao as espigas de trigo que en lempo
de colbeta se observao em um frtil e bem Ira
balbado campo ; todava, quando o Notario
desdobrou o pergaminho, houve um silencio
tal, que nem urna s palavra do contrato dei-
xou de ser ouvida.
Lsse silicencio, porm, foi substituido porum
applauso geral. apenasterniinou a leitura.
Cometava-se a comprehendcr.que, nada nao
obstante a dillerenga das condicdcs tnba a
Hegente ordenado, que o Conde restituisse
camponeza a honra de que a tinha espoliado.
Os dous noivos, que, ate cnto igiioravo
provavelmenle o lim para que tinhao sido at
all trazidos, parecrao encorajar-se mais um
pouco, e quando o padre, que ja bavia subido
ao altar, Ibes fez signai para approximarem-se,
com um passo assis firme foro ajoelhar-se
diante d 'elle.
Principiou mmediatamente a ceremo-
nia com todos os ritos do estylo. O padre
perguntou a cada un dos jovens se volunta
Hmente recebia o nutro em casamento, e am-
bos, com voz lorie e intelligivel, pronunciaro
o solemne tim. Depois o Ministro de Dcos
Publicado a pedido.
Accuso recebido o officio de Vm., datado de
boje, no qual voluntariamente pede demissao do
lugar de Escrvao deste Jtiizo. Fico entendido,
e tem Ym. a demissao pedida. Dos guarde a
Vm. Recite, l.de Uutuhro 1844.Sr Jer-
nimo Ferreira de Moraes Portella. -Felicia-
no Joaquim dos Sanios, Juiz de Paz Supplente
do 2 l districto.
Fui fonte ver Maria
Fnconlrei-mecom Izabel;
Isto mesmo he qu'eu quera,
Cahio-me a sopa do inel.
Recife, 3 de Outubro de 1844. Jernimo
Ferreira de Maraes Portella.
aiXWK
liiscelhinea.
CARTAS SOBRE A AMERICA DOSUL.(')
111.
Montevideo.
Os Pyrineus, onde a propriedade est mais
dividida do que em qualquer outra parte da
Franca, lornecem a America do Sul a maior
parte da nossa emigracao. L, as trras sao de
excedente prodcelo; he porm to numerosa a
familia, que o producto territorial be insufici-
ente para a limentar este excesso de populaco:
he portante de mis ter pedir ao officio os meios
de existencia que nega o trabalbo da trra. O
(*) Vide Diario n. 217.
primognito da familia be o nico que se liga ao
solo, porque s elle basta para o cultivar ; os
outros membros fazem-se sapateiros, padeiros,
marnineiros, pedreiros ou teceloes, eaudupur
algum lempo vadiando no aprendizado: se vol-
to ao paiz, sao uovamente expulsos d'elle pelo
espirito de aventura c pela ambico do ganho ,
inherentes ao carcter vasconco
Nos portos do Havre de Brdeos e de Bayo-
na ba navios especialmente oceupados no trans-
porte dos nossos emigrados para a America do
Sul. A emigracao se efTectua pouco mais ou
menos da maneira seguinte:O Capitn do na-
vio a carga passa as aldeas e manda affixar car-
ta/es as portas da igreja e da casa do concedi;
as mais das vezas faz-sc annunciar a toque de
caixa. Rodeam-o fazem-lbe mil perguntas ,
pedem-lhe informages interminaveis: Dos
sabe os maravilhosos borisontes que a imagina-
cao do nauta faz passar ante essa pobre gente
deslumhrada !. as praias americanas, a
fortuna so offerece com eterno sorriso aos que
chego. nada-se na abundancia ; aterra em
sua generosa fecundidade da o cntuplo do que
se Ihe confia; um boi se vende por 2 francos e
50 centesimos, e todo o resto he porporgol...
I. todas estas particularidades s vordadeiras ,
Sr., e nao teem nada de exagerado. Mas que
importa isso? Vao acaso esses operarios a Ame-
rica para se fazerem colonos? Que importa que
sejo por to vil prego os fructos do paiz? Fi-
les nao querem comprar querem adquirir pe-
lo contrario.
Partcm todava :adeos patria e familia a
dos alegras do lar paterno.' adeos ganho peno -
smente aquirido Files passro pela cons-
tripcao, csto perianto livres: vio-se desim-
pedidos, alegres, alravessando as aldeas ao som
dos doces cantos do paiz natal: urna s resposta
Ibes serve para todas as perguntas: Vo fazer
fortuna !
O navio em que embarcan he geralmente com
destino para Montevideo. Porque Montevi-
deo ?Porque os que partem esto eertos de
encontrar em .Montevideo os que partlro. Qua-
m tudas 89 cartas escripias pelos emigrados Tran-
ce/es as suas familias sao datadas de .Montevideo
ou de Buenos-Ayres; n'cssas cartas se encontra
sempre esta invariavet palavra dos ausenles:
Voltarei! he porm rarissimo que essas car-
las determinen! precisamente a poca da voita ,
e sobretudo o estado de fortuna em que so a-
cli o os asignatarios. No entanto este silen-
cio significativo sobro dous pontos to impor-
tantes a mencionar nao detem os que se embar-
co : por um s que volta com um peculio sof-
frivel, partem 100 que vao tentar a sorte que
Ibes sorrio.
Sim, partem todos os annos em numero de
400 ou 500, e o meio termo dos que vollao nao
vai alm de 8 ou 10. Esta differenca enorme
entre as partidas eas vollas deveria bem me
parece, despertar a attencao do Governo; esta
diflerenca nao pode provir senao de duas ra-
zes: ou os que ficao na America tem per-
dido a esperance do regresso, ou teem renun-
ciado voluntariamente a elle. A priori qual
d'estas duas razes vos parece melhor ?
Seja como fr, seria do dever do Governo n-
i'onnar-s a respeito, e isto Ihe seria facillimo.
Nos temos Cnsules as cidades capitaesde loda
a America, um especialmente em Buenos-Ayres
e oulro em Montevideo: estes Cnsules devem
naturalmente expedir todos os annos ao Minis-
terio dos negocios estrangeiros relatorios cir-
cuuistanciados acerca do estado comparativo
, d'estes paizes e dos interesses france/.es que ah
represento'n'esles interessesseacbaern primei-
ro linha o estado da emigracao Seo Ministro do
interior mandasse esses relatorios a administra
cao dos departamentos emigrantes, osPrefeitos,
antes de darem os passaportes, ptderiao tomar
medidas efficazes para dirigirern, regularem ou
esclarecerem a emigracao.
la-mc esquecendo dizer que os capites de
navios tomo de empreitada os passageirog e
d'esta maneira facilitan singularmente os
meios de emigrago. Assim, quelle que nao
pode pagara passagem, o capito offerece que
se resgale, quer trabalhando a bordo, quer por
um engajamento que liga o passageiro na sua
chegada ao seu destino. Por certo que isto he
perfeilamente licito e legal; mas em fim o re-
sultado de semelhante contrato pode as vezes
ser para o passageiro tao deploravel (salvos en-
tretanto os meios de quilaco) corno para essas
pobres raparigas que a cabotagem argelina lo-
ma as costas deHespanlia, de Italia c outras
partes, com a condito expressa que nao pode-
r sahir de bordo antes de terem grangeado os
meios de saldarem sua passagem.
Montevideo tem 36:000 almas: os nossos na-
cionaes formao pelo menos a terca parte d'esta
populaco, e teem abi adquirido, em razo de
seu numero e de sua uniao, um crdito e urna
consideraco que nao poderio encontrar em
outra parte. Conceba-se pois, quanto se de-
vem ensoberbecer esses simples operarios, cuja
humilde condito importava to pouco a Fran-
ca, de serem tidosem alguma conta nos nego-
cios de um paiz Longe de serem inquietados
on ameacadosem sua posito, he pelo contra-
rio um Governo, um estado que Ihes pede pru-
teceo e soccorro, que Ibes vota agraecimen-
tos e recompensas. Por isso nunca elles per-
dem occasio de mostrar-se gratos por taas
atlencoes e obsequios. He esla urna das razes
que os impelliroa tomar partido na guerra de-
ploravel que em torno d'elles se agita.
O estado oriental, de que he capital Monte-
video, be o producto bastardo da emancipaco
americana: loi apenas em 1826 que foi reco-
nhecida a sua independencia. Como posico
martima e commercial Montevideo, colloca-
do entre o Rio de Janeiro e Buenos-Ayres ,
nao tinha importancia; era-llie pois necessario
para adquiril-a, enlraquecer se possivel fos-
se estas duas cidades urna pela i utra: foi para
csteefieito que o Governo Oriental fez sustentar
a sua independencia por Buenos-Ayres, ao pas-
so que cstava em negociatao secreta com a cor-
te do Rio de Janeiro para tratar da encorpora-
passou as mos de Antoniello oannel nupcial,
e Antoniello o poz no dedo de Constanza.
Fnto ajoeihro, segunda vez, os nubentes,
e o padre os abengoou.
lodosos assistentesderrvmavo lagrimas de
alegra e commoc.o, arrancadas por esse es-
tranbo espi ctaclo, e por sua vez abencoavo
os jovens esposos, quando, de repente, o mes-
mo Ministro, que pronunciara as santas pala-
nas do casamento, com voz lgubre entoou as
preces dos agonisantes. A vista d'essu subila e
inesperada mudanca todo o povo tremeo e dei-
xou escapar um murmurio de terror; poiscom-
prebendeo que a ceremonia apenas estava no
seumeio, e que urna catastrophe terrivel ia ser-
v irI lio de de^fetho.
Com elleito, no entretanto que Antoniello,
que como todos os outros ignoruva o destino ,
que o aguardava lan^ava eu deredor de si
um odiar espantado apoder;.ro-se d'el'e os
dous ajudantes do carrasco c sem Ihe darem
lempo de fazer a menor acto e:n sua defeza ,
ataro-Ihe as mos, e ao passo que o carrasco
desernbainhava o culello conduziro ocon-
demnado para junto do cepo, que, como dito
lita, elevava-se na extremidade do cadafalso
opposta em que estava o altar, e forcarao-
no a ajoelhar-se diante d'elle.
Constanza quiz arrojar-se sobre Antoniello;
mas o padre suspendeo-lhe os passos, pondo
um crucilixo entre ella e seu esposo.
Antoniello reconheceo ento que ludo estava
acabado para tile, e comprebendeo.que estava
irrevogavelinente condemnado : nao cuidou
mais senao em morrer bem. Fevantou a cabeca,
entoou em alta voz um salmo; depois voltan-
do-se para Constanza, semi-desfallecidd :
Atedia de juizo, exclamou elle, e eslendeo
o pesclo sobre o cepo.
No mesmo instante o culello do execulor
'eluzio como um relmpago, e o povo, dando]
um grito terrivel, recuou; a cabega de Carrac-
ciolo, desligada do corpo por um s golpe ,
saltara do cepo sobre o pavimento,e rolava entre
as pernas dos que mais prximos estavo do ca-
dafalso.
Dua> contrarias religiosas, urna de homens ,
outra de mulberes, approximaro-se ento do
cadafalso. A primeira levou o corpo de Car
racciulo decapitado e a segunda o de Cons-
tanza, sem sentidos.
O povo despejou pressa a maldita praca ,
que em poucos momentos icou vasia, e onde
s se via, solitaria, gotejante desangue, ea-
inda elevada, a terrivel machina sem duvida
para certificar populaco de aples, que o
que acabava de presenciar era urna realidade c
nao um sonho.
Logo que todos se relirro da praca o bo-
iicn, que assistira executo entre os dous
guardas, desceo com elles e seguio o mesmo
caminho do caes por onde viera. Porm, em
vez de conduzireui-no para a prisu, levaro-
no os soldados para o palacio Real.
Chegado all foi introdu/ido nos mesmos
quartos, em que | liavia estado, e lambem
conduzido ao oratorio, onde encontrou a Re-;
gente no mesmo lugar, em que outrora a li-
nda visto, em p junto ao genuflexorio e com a
mao estendida sobre os Fvangelhos
Ento! disse Izabel dArago, cumpri meu
juramento ?
Religiosainen/e, Senhora, espondeo o que o Senhor o havia substituido junto a ella,
desconhecido. desapparecOo e ninguem mais o vio, nem
Agora, mister be que cumprais o vosso. soube ao certo o como acabou.
Estou prompto. Julga-so quesp liga ni sorte de Cesar Bor-
Ondeexiste o homom, cuja cabeca est gia, e morrra ao p d'elle e na mesma occa-
premio? siao.
Diante de Vossa Alte/a. FIM.
-- Assim, Boceo del-Pizzo ?...
Sou u, Senhora. ( \lexaxore dumas.)
Eu o sabia, disse Izabel.
-- Nessecaso, replicou o bandido, que or-
dena Vossa Alteza de mim ?
Que sirvis de pai a orpha e de protec-
tor viuva.
Como/ Senhora, exclamou Uocco-del-
Pizzo.
Quando facojusica, ou dislribuo gragas,
completo-as, replicou a Regente.
Depois, voltando-se para os soldados :
Este homem disse ella, pode ir para
onde quizer, deixai-o sabir.
E retirou-se para o interior de palacio com
um sereno e seguro passo com um passo de
Bainha.
Constanza regressou para Calabria com seu
irmo, pois, como bem se devem lembrar 08
leilores, ainda tinha urna pobre mi em Ro-
sarno.
Horco del Pizzo a seguio.
Porm, apenas sua mi morreo, o que suc-
cedeo na noute inmediata, voltou para ap-
les, entrou no convento, que a houvra \ re-
colhido, pagou o competente dote, e legou o
testo da immensa fortuna, que berdra do ma-
rido, pobre communidade que de repente
tornou-se rica.
Rocco-del-Pizzo acompanhou a irma para
aples.
Porm nodia em que Constanza pronun-
ciou seus votos quando elle comprehendeo ,
que nao Ihe era mais necessario o seu apoio, e


^
% lilil A. A.. IM
(***

cao da provincia ao Brasil. Buenos -Ayres de-
clarou porlanto a guerra ao Rio de Janeiro e
ceu governador Uorreao a dirigi tao beni. a-
pezar da insufliciencia de seus recursos, (|uo a
independencia da Banda Oriental (oi a condi-
gno do tratado de paz.
Quanto a Montevideo, os habitantes nao t-
vero nada de mais urgente do que vender ao
Brasil trras em litigio, que Buenos-Ayres,
corn enormes sacrilicios, acabava do assegurar
Banda Oriental. A venda d'essas trras, que
se fez a peso de ouro trouxe a opulencia
Montevideo. Foi este o primeiro acto pelo
qual o Estado Oriental assignalou a sua inde-
pendencia: essas trras vendidas servio de fron-
teiras aos dous paizes contratantes.
'ahi em diante pde-se allirmar que o ni-
co partido que o listado Oriental tenha pensado
cm tirar da independencia tem sido crear em-
barace* a todos os Governos da Ameria do Sul
Qnanto ao espirito de nacionalidade e ao pa-
triotismo que distinguen) esta provincia, basta-
roalguns Tactos para driles nos darem urna
idea: Montevideo, acbando-so aperlado de mul-
to perto pelos Brasileiros, nao achou outro ex-
pediente para arredar este perigo seno o de
prornettor recompen-a pela cabeca de seus dous
generaes vencedores, Lavalleja e Rivera Este
ultimo de quem Montevideo tanto desejava
desfazer-se n'esse momento be o mesmo que
esta cidade tomou por governador em lugar de
Oribe, Presidente legal. Com violaco de um
artigo expresso do pacto da unio, pelo qual as
repblicas confederadas se obrigo a nunca re-
correr em suas desavngase intervengo estran
geira, Montevideo snstentou a sua guerra con-
tra Buenos-Ayres com os soccorros directos da
Franca. Mais tarde, sollicitou a intervenco
da Inglate ra com um tratado de commercio tao
oneroso que, se ousasscm executal-o, feria de
toda a provincia urna feitoria britannica.
Assim pois, se nos (allarem do partidos po-
lticos em Montevideo, nao acreditemos em
sua existencia : um rnovimenlo de opinio be
simplesntente um manejo de corretores. Jul-
gais, por exernplo, que a opposico que fez ca
bir Oribe do poder teve por motivo elevar Ri-
vera, seu antagonista poltico ? Nada; nern um
nem outro tinha por fiis seno especuladores.
Os amigos de Oribe nao protestrao mais contra
Rivera do que protestrao os amigos d'esle ul-
timo contra aproxima reinstallacao de Oribe ;
e at,se Rivera foi cscolhido antes do que qual-
quer outro, deve-o, cousa incrivel a sua in-
solvabilidade como devedor. Seus credores ,
fa/endo-o nomear Presidente s currao de
pl-o cm po.'icao de pagar dividas cue nao t-
nba at ento podido pagar como particular.
Montevideo nao he mais do que urna cidade
leoccasio, fundada para servir de emperio a
Buenos-Ayres: a populacao do estado que ella
representa nao se eleva a mais de 200 mil al-
mas. Nao be porlanto com os recursos que
Mo fornece unta populacho tao restringida que
pode esta cidade aspirar a abarcar o mercado
europeo na America do Sul; para isso ser-le-
Lia mister subslituir-se a Bnenos-Ayres, que ,
por sua poskao e por seus recursos, tem supe-
rioridad! incontestavel: be tambem este o filo
nico por que tem almejado Montevideo desde|
a sua dedaraco de independencia; sua posigo
adiante de Buenos-Ayres relativamente s
praiasda Europa, Ihe assegurava a prioridade
nando em suas margens a emigraco e o com-
pdem accidentes d'esta natureza vir coadjuvar
\Ani\t
-------------1- I '

aciarito de Montevideo,
S me resta fazer ver que baixos manejos fo-
tn postos em accao, que intrigas foro empro
gadas e quo deploravel foi o proceder dos nos-
sos agentes, at ir o Sr. Almirante de Mackau
cortar de um so golpe o no d esta questao do no qual acharfi as pessoas que precisare
rata, intrincada com vagar pela astucia e pela carros aceiados e por preco commodo.
CARROS DI
ALEGUE/:.
Adolphe Bourgeois abri um estabelecimento
de carros de aluguel, no principio da ra da
\urora por bailo to sobrado do Snr. Morae< ,
rem ,
m f. A coosidorar-se nicamente o ge i lo Oflerecc-se um portuguez moco para fornei-
pouco digno que tora dado direccao dos nos- ro do pedera, de que tem pralica, quem pre-
sos negocios n'esses paizes longinquos acn- cisar annuncie.
l=Aluga-80 urna casa terrea com um soliio
cacimba e quintal na ra Augusta n. 17 ;
Rosario larsa n. 50. ']
veneno be certamente mais honrosa do que a
Franca tinha direitodo esperar : mas esta so-
lugao inopinada deo o ultimo golpe a Montevi-
deo. Por isso, mostrando eu o que fez esta
cidade para envenenar a questao quando eslava
pendente, fcil me ser descobrir as razoes que
hoje a impellem a querer renoval-a chamando
para la guerra externa.
a tratar na ra di
COMMERCIO.
Alfa Delega.
Rendimento do dia 3 ........2:4664828
Desear regad hoje 4.
lirigueRoyal Sovereignecarvao.
Movmenlo to Porlo
Navios entrados uo dia o.
Tripani; 33dias, barca hamburgueza Doro-
kea Withermina, de 266 toneladas, capi-
to Henrique Reimens, equipagem 14, car-
ga sal : a N. O. Bieber & C.
Arribou a polaca sarda Boa Intelligencia que
tinha salido no dia 30 de Setembro para
a Babia capito Joo liaptisla Gorleiro:
Joo Pinto de Lemos & Filho.
New-Beldeford; 70 dias, galera americana
Elizahth, de 328 toneladas, capito Char-
les S. Tober, equipagem 29, carga petre-
xos para a pesca : ao capito.
Navios sahidos no mesmo dia.
Liverpool, barca iugleza ilisa Johnslon, capi-
tn Peter Patrie ; carga algodo eassucar.
Rio de Janeiro; barca hamburgueza Dorothea precisar do seu prestimo em alguma tiestas
1- Deseja-se fallar com o Sr. Vericinio
Antonio de Mallos, a negocio que I lio inte
resia : na ra do Livramento n. 6 i
1^ Aluga-se umprimeiro andar com com-
niodos para pequea familia ; na ruada Cadeia
velha n. 17 : a tratar na mesina.
l=OITerece-se urna mulber para ama de
urna casa de pouca lamilia. ou casa de-borne m
solteiro com boas qualiuades, nao para sabir
a ra e quem do seu prestimo se qui/er utili-
zar, dirija-su a ra de llortas n. -1\ debaixo
do sobrado. (q
- Achou-se, sabbado 28 de Setembro, no
largo do Livramento, em una calcada, urna
pequea argola, lisa de ouro: quem for seu
dono, dirija-se a ra do Rangel, loja de cera
n. 1.
= Rogase ao Sr. Jos Antonio Maximiano
das Neves, haja de entregar a lasarina que pos-
suia ha bastante lempo, contra vonlade de seu
dono, ou a quontia de vinte patacas que foi
oquanto ella custou.
OITerece-se um homem, que sabe le os-
crever, e coular com perleico e arte para cai-
xeiro de escripia de algum ormazem ou de
ra de casa estrangeira, ou nacional propo-
se tambem escrever em algum escritorio, ou
cartorio, bem como a adiantar alguma escritu-
rario, ou tirar copia em'sua casa, on em casal
particulares, sem exigir mesa nem cama, por
ter familia Ensina, ou propoe-se ensinar
com arte as primeiras lettras e a mu/ica por
casas particulares nesta cidade, ou nos contor-
nos della, nao excedendo meia legua, (^uem
cia, com os coiiiiouos seguidles: duas salas,
dous quart >s e cosinba tora, quintal murado,
com cacimba e pos de larangeiras de embigo ;
trata-se na ra do Crespo n. 11. (5
2 No dia 29 do passado desappareceo da
estacada do sitio do linio, no Atierro, urna ca-
noa grande,quecarrega i.200 lijlos, fabricada
de novo, com as COS "ras do puneiro da popa
forradas de lolha de chumbo ; quem della sou-
ber, dirija-se a seu^iono, Silvestre Joaquim do
Nascimento, na ra Imperial n. 31, quesera
recompensado, (8
2 l ni bomem que presume ser verdadeiro ,
e que da fiador a su.i conducta leudo de fa-
zer umar viagem a villa de Porlo Calvo e seus
territori s, seofferece a conduiir cartas ou ou-
tro qualquer objecto para dito lugar obrigan-
do-se a tra/ei respost.i ludo com brevidade ;
quem do seu prestimo se quizer utilizar, dirija-
se a ra ila Concordia n. 18, alo sexta-feira por
(odia, por ser o dia de sua sabida. 9
n. 67.
2R. Iza bel d Austria Souza Prado Masca -
renhas e Pecanba e sua Prima |). Aurelia
Jfillermina, capito Henrique Roimeas
carga a mesma que trouxe de Tripani.
Ichaboe; galera ingleza Sarah, capito Char
les S. Tober: em lastro.
Avino* man muios.
lsr Para o Aracaty sai no dia 10 do corren-
te o hyate Nova Olinda, tendo parte do car-
regamento proinpto, e s recebe carga niiuda ;
os pretendentes dirijo-se ao fretador na ra da
Cruz venda n. 51. (5
cousas, dirija-sa a camboa do Carino venda da
esquina do primeiro becco n. 3.
= Quem precisar de um homem para admi-
nistrador de algum engenho, tanto nesta pro-
vinca como em outra qualquer, annuncie:
adverte-se que a mesma pessoa tambem en-
tende de fazer assucar.
Precisa-se de um caixeiro para venda que
tenha pratica, de 18 a 21 o 22annos : na cam-
boa do Carmo venda da esquina n. 46.
i oaMiwtaeBs
Edita!.
merco com o dmheiro produzido pela venda de
Suas fronteiras, e no momento cm que Buenos-
Ayres acabava de arruinar-so pelo propria cau-
sa do Estado Oriental.
A guerra civil, que pouco depois dividi as
provincias argentinas, trouxe provisoriamente
ao porto de Montevideo todas as produccoes da
Confederarlo. Montevideo servio de refugio
natural a lucios os descontentes expulsos de Bue-
nos-Ayres, o veio a ser o loco onde se alimen-
lava o fogo das discordias civis. Foi l que so
estabeleccro os rebeldes, l que se torjro to-
das as calumnias e as noticias falsas que repre-
senlavo Buenos-Ayres como um sitio temero-
so: esto grosseiro systema de di fia maga o foi en-
tretanto bem succedido eencont.ou grande cr-
dito na Europa.
Mas em fim resta beleceo-se a paz na Con fe-
derarlo Argentina eom o Governo de Rosas ; e
odinbeiro brasileiro. que dera a Montevideo
um momento de explendor, eslava esbaurido ,
quando muito a proposito para a Banda Orien-
tal foi declarado o nosso bloqueio do Prata. Foi
inda Montevideo que servio de quartel general
de operaces.
A eonsequeneia de tudo quanto acabo de di-
zer he esta:Montevideo nao deve a importan
cia de que gozou algum lempo no mar do Sul ,
a custa de Buenos-Ayres, seno; primeiro
venda brasileiro que trouxe ao seu seio a emi-
oraco e o commercio e depois ao nosso blo-
queio do Prata que la os (ixou.-So porm
dous fados solados e fortuitos, eueajseflipre
2 0 lllm. Sr. Inspector da Thesouraria
das Rendas Provinciaes manda fazer publico,
que em os dias 25, 29 e 50 de Outubro prxi-
mo futuro, ao meiodia, se ha de proceder a ar-
remetagaoem basta publica, quem por menos
fi/er, do contrato da illuminago publica desta
cidade do Recife, por lempo de auno o meio,
contar do 1." de Janeiro em diante
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo compareco perante a mesma Thesoura-
ria, nos dias a cima indicados, munidos de fia-
dores idneos. E para constar se mandou afli-
xar o presente, e pulilical-o pelo prelo.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco, 25 de Setembro de
1844. O Secretario interino Joo Valenlim
Vxllela. (17
Avisos diversos.
galera das ordens religiosas
e militares.
1Os Senbores assignantes desla galera
queiro mandar receber os nmeros que Ihes
faltao na prega da Independencia livraria n. 6
e 8. onde conlinua-se a suliscrever, para esta
interessante publicaco, e havendo ja alguns
nmeros da segunda serie. (9
i Preten-le-se comprar a armaco e seus
utensilios e diminutos effeitos da taberna de
Joo Jos de Moura defronte do oito do Li-
vramento n. 8, a pessoa que se acher com di-
reito algum sobre a dita taberna, queira an-
nunciar, ou dirigir-se a ra Imperial n. 43 ,
e fazer ver qual o motivo da sua exigencia e
caso nao appareca quem se opponha a tal com-
pra no espago de tres dias para o annuncian-
te poder ultimar a compra da dita taberna ,
sobre o protesto depois da dita compra, nt. sede
valiosa qualquer exigencia que possa ap-
parecer, e nao sechamarem ignorancia. (13
Precisa-se de um homem que saiba traba-
Ihar na moceira, e tendeira, e mais servigo ; as,
Ciuvu uoutas padaria n. 63
3 Em casa de Augusto Corbett, na ra da
Cadeia do Hecife n. 40, ha sempre um grande
sortimento Mador,i Sherry, Bucellas eChampanhe, agoa-
ardente de Franga e Shrub tudo da melhor
qualidade, que tem viudo a este mercado,
igualmente tem os aamados charutos regala ,
Cachoeira, Patriota e Sans pareil vmdos lti-
mamente da Bahia no patacho Conceicdo, tudo
se vende por prego mais commodo do que em
outra qualquer parle. (11
2= O abaixo assignado faz scieute ao pu-
blico que mudou o seu eslabelecimento para a
ra Imperial n. 145 Jos Fernandes (Joltz.
, A medicina popular americana o as
pululas vegetaesquea inultos annos, esto em
uso em lodos os paizes tropicaes, tem se prova-
do con.o urna medicina inc.siimavcl, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinba leva o seu receituario, custa
l.>0()o risa medicina pupuiare americana de
30 pululas, o 800 ris as pululas vegetaes do Ir.
Brandrelb de25 pululas
Avisa-se ao publico que a medicina popular
anda nao apparceco lalsicade e para maior
seguranca das verdadeiras pululas vegetaes,
vende-se de boje em diante cada caixinba em- '' 'l'pellado Francisco Gomes d'Oliveira (reu
brulhada no seu receituario fechado com a firma engado); pois que o abailO assignado (o
dos nicos agentes para oBresil uo Rio Janeiro, i Corrector Oliveira) nenbuma demanda tem de
Vendd-SO nesta praca em casa do nico agen- j .ualquer nature/a, que seja.
te Joo Keller ra da Cruz n. 18, e para maior Francisco Gomes d'Oliveira.(10
commodidade dos compradores naruadaCa-| = D-Se dnbeiro a premio em pequeas
deia em casa da Y uva Cardoso Ayres, ra No- I <|antias, nao excedentes de 100,000 ra., sob
va Guerra Silva eCompanbia, Atierro da 6oa-' Pl'n,,ores de l,ro 1UW pretender dirija-so
vista, Selles e Chaves. (24 ao Pa,eo (,e s- Pedro sobrado n. 9. No mesmo
Precisa-se alugar um negro ou moleque, 8'"Sa-s "'a negra para cosinhar, e que saiba
e se tiver algum principio de cosinba, melhor; ender na ra, responsabilisando-se seu dono
quem tiver, falle na livraria da esquina da ra pela fidelidade da dita. (7
do Collegio n 20, loja de Coitinbo Lopes. (4 3= Perante o Sr. r. Juiz de Direito da 2.1
2 = Aluga-se o soto do sobrado da ra da vara do civel se ha de arrematar um mulato,
Sentis nova n 16, rom commodo para peque- ProPr' r8ra qualquerservico avahado pelo ba-
a familia, e consertado de novo, quem o pre- rilt" Prt'C de ;I00,000 rs., quarta feira 2 d'Ou-
tender dirija se a ruado Queimado, 2. andar lubrn, por ser a ultima praga. (5
do sobrado n. 28. (5 Aluga-se pelo lempo de resta e confor-
2^-OSr. quenoVianoannunciou querer "^ n ^"lde do pretendenle; um pequeo si-
___ i.i___:.. t_____ a.. c:i... i)... to no lugar da Lapunga com casa ticcnnln .
I mbilina Ribeiro de Carvalh i acb >-se estabe-
lecidas com casa de educacBo do meninas
na ra do Hospicio n. 9. e ah recebem alum-
nas internas e ineias pensionistas com as seguin-
ics condiges.
Cada alumna interna paga mensalmente, em
trimestre adientado 25.|'000.
(.ad.i meia pensionista paga mensalmente cm
trimestre adientado I0.>000.
As materias de ensino sio ; ler, escrever o
contar, gramtica portiigue/a historia e geo-
grapbia, e em quanto s prendas, cozer, mar-
car, bordar de todas ;;s qualidades, e talbar.
As aulas de recreio, como msica, desenlio ,
danga, e linguas eslrangeiras serio pagos em
separado sendo msica vocal e piano por
mez6tf000 desenlio 5*000 danga 4j000.
2= O abaixo assignado com loja de rpelos
na ra do Livramento avisa aoSenhor que Ihe
bipolecou um escravo por nome Antonio de na-
co Angola pela quantia do quatroecntos mil
ris haja de no praso de quinze dias o resgatar
e na falta o abaixo assignado proceder na for-
ma da lei ; assim como todas as pessoas que ti-
verem pinhores na mo do abaixo assignado os
venhSo resgatar no praso de oito dias do con-
trario sero vendidos para seu pagamento,
Juan (aslambirt. (11
CAUTELLa CONTRA AS FALS1FI-
CACES.
Constando a Meuron $ C, quo em algumas
vendes e lojas d'esta cidade se vende um rap,
coma falsa denominaco ila rap aria prefa ,
com astuciosa imilacodos botes, rtulos e sel-
los da sua fabrica fazern sciente aos seus fre-
guezes e ao publico que em resguardo da sua
propriedade e dos seus direitos accrescenlo
firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
ptara prela, que permanece no mesmo lugar,
ra da Cruz n 26.
Porlanto qualquer outro rap que se incul-
que debaixo desta denominaco he urna falsi-
icago dos productos da fabrica de Meuron '
C inventores, e nicos propietarios das fa-
bricas do rap arfa prela, tanto na Bahia no
Rio de Janeiro e Maranbo, como em Pernam-
buco e rogo aos Srs compiadores deacau-
tellarem se contra as fraudes, sendo as maiores
no rap, que se vende a retalho. (21J
LOTERA DE S. PEDRO
JMARTYR DA CIDADE
DE OLINDA
Correm nfalivelmente as rodas, no dia 10
do corrente e os billietes acho-se a venda
na ra Cahuga lojas dos >rs. Pereira & Gueden,
enos lugaresj annunciados. (8
3 0 abaixo assignado declara nao se enlen,
der com elle, o aviso da Relacfio desla Cidade-
em que declara ler sido remedida ao Juizo in-
ferior, para serjulgado e depois voltar, aap-
pcllat/o crime, em que be appellanle o Juizo
llar com Florencio lavares da Silva Borges, ''"'".Ti" 7 L^a"^' com c?s.a >
... ai- i perto do benho, o qual heo que fo do finado
mja-se a ra da Cruz ... 36 (3 S^tooto Francisco de Castro; a Llar com Lulz
fall
di
ss Aluga-se urna casa sita na. ra da Estn- Gonzaga da Rocha na ra Fumosa n.
o. 16
^=r-


.
O Sr. Adriano Manoel Soares morador
cm Olinda queira, vir a lojade alfaiatedo Ater-
ro da Boa-vista que se Ihedeseja fallar.
Arrenda-se urna casa de um andar com
3 salas de trente 3 ditas atraz 5 quartos ,
outros'muitoscommodos, e muito aceiado, si-
to na ra do Hospicio ; a tratar na ra da Glo-
ria n. 89.
O abaixo assignado vendo, no Diario de
quarta eira, > do correte um annuncio, que
se pretende comprar a armacio seus utensilios
e diminutos eeitos da taberna de Joao Jos de
Moura, defronte do oitao do Livramento n. S,
a pessoa quo se adiar com dircito algum sobre
a dita tBberna queira annurt kir ou dirigir-
se a ra Imperial n. 43, dentro cm 3 dias, para
poder ultimar a conta e* passados os ditos 5 dias,
nao ser valiosa qualquer exigencia que possa
aparecer, tem a declarar o mesmu abaixo assig-
nado que o Sr. Joao Jos de Moura lhe he de-
\edor de 3 lettras j vencidas, da quantia.de
350# rs. de gneros, que lhe vendeo Ufa a
dita taberna e faz o presente annuncio, para
que se nao chame o comprador a ignorancia.
Joo Tavares Cordciru.
Precisa-sede um homem Boltoiro para
hortelo e ardineiro, fra desta praca 6 legoas;
trata-se na ra da Aurora n. 6.
Antonio Ferreira Braga faz saber ao res-
peitavel publico que deixou de ser sou caixei-
ro Jos Luiz Goncalvcs Lages, desdo o dia 2
de Outubro do conente.
Precisa se de um caixeiro para loja dese-
leiro e para cobrancas da mesma ; na ra do
Cabug n. .
Quem precisar de um homem casado pa-
ra caixeiro de engenho e ensinar primeiras
lettras: assim como de sua mulher para ensinar
meninas o qual d conhecimento de sua con-
ducta dirija-se a ra da S. Cruz n. 86, ou an-
nuncie sua morada.
Aluga-se urna negra, que sabe bem cosi-
nhar, lavar e engommar; quem precisar, di-
rija-se a ra das Cruzes n 30.
A pessoa a quem tiversido ofTerecida urna
medalha de ouro com urna var decordao tam-
ben) de ouro tudo lurtado por um preto ou
urna preta,annuncie, oudirija-se a ra das Cru-
zes n. '2(, primeiro andar, que se dar o impor-
te por queloi comprado.
O adoptivo, que annunciou querer ar-
ranjar-se em algum engenho ou outra qual-
quer arrumarlo dirija-se a ra dos Coelbos
n. II.
Precisa-se de um menino Portuguez, ou
Brasileiro para urna loginha de miudezas; na
praca da Roa-vista n. 20.
O Sr. Jos de Siabra e Andrade, do enge-
nho Pindoba, ou seu procurador, queira man-
dar a Pracinha do (iorpo Santo n. 66 casa de
Gaudino Agostinhode Karros a negocio de in-
teresse.
Precisa-se de um rapaz de 14 a 16 annos,
para urna venda nos Afogadus ; na ra Direita
n. 69.
Dao-se 300/ rs. a premio com firmas a
contento ou penhores de ouro, ou prata ; na
ra Direita venda n. 100.
I Manoel dos Santos Lima faz sciente ao
publico que deixou de ser caixeiro de cobran-
cas de Antonio Jos Pereira da ra do Cabu-
g desde o dia lodop p. me; de Setembro.
1 Aluga-se um sobrado de dous andares ,
na ra do Amorim n. 20, o qual est todo limpo
e pintado de novo, todos os andares ou se-
parados ; a tratar na ra do Vigario n. 23, se-
gundo andar. (5
I A pessoa que annunciou querer alugar
urna escrava que nao seja velha e que saiba
cosinhar, dirija-se a ra da Calvada n. "4. (3
1 Aluga-se urna escrava moga, e que sai-
ba fazer o servico de urna casa; na ra da Cal-
vada n. 24. 5
Os Srs. Jos de Souza Teixeira mora-
dor em Pao d'Alho e Jos de Medeiros Bitan-
court, rn rador em S Joo da Anadia, queirao
ir ou mandar a ra da Senzalla-velha no Re-
cite, n. 112, terceiro andar, receber unas cartas
vindasdallha de S. Miguel. 16
1 Precisa-se alugar um moleque para o
servico de una casa ou compra-se um mole-
que ou negrinha de 10 a 15 annos ; defronte
da matrizda Boa-vista n. 86.
1-r Madama llauttleuille parteira Irance-
za, tem a honrado participar ao respeitavel pu-
blico cas suas freguezas que tem mudado a
n. 19, aonde a a' harto sempre prompta.
1 Precisa-se de um menino Portuguez de
10 a 12 annos chegado ha pouco das linas,
ou Porto para caixeiro de urna casa de nego-
cio ; e que d algum tempo para aprender ; no
pateo do Carmo n. 13. 4
i Mjnoel Francisco Coeldo faz sciente ao
publico que mudou a sua aula de gramma-
tica latina e portugueza, para a ra de S. Ama-
ro erurando pela ra Nova primeiro sobra-
do n. 18 ; quem de seu prestimo se quiser uti-
lisar dirija-se a mesma Aula, e casa de sua
residencia a cima declarada. (7
2-Compra-se urna morada de casa terrea
no bairro de S. Antonio um ponteiro para
menino de ouro e sem feitio; na ra Direita ,
sobrado de um andar n. 5S. [*
1 Compro-se effectivamente para fora ua
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos agradando pago-se bem ; na ra
da Cadeia do S. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
Compra-se urna porcao de vasos dejardim
para llores dos que veem de Lisboa ; quem
tiver annuncie.
Compra-se o livro exercicio da lingna la-
lina e portugueza ; na ra da Moeda n. 7, pri-
meiro andar.
Vendas
Xiipr:*
3 Comprao-se ossos de boi, em grandes e
pequeas porces ; no Foite do-Mattos, ra da
Moeda, armasnm de assucar n. 15. (3
3 Comprao-se elle-divamente mulatas, ne-
gras e inoleques de 12 a 20 annos, com habi-
lidades, ousem ellas, p$gao-se bem ; na ra
estrella do Rozario n. 34. (4
3_ Vende-se urna preta ladina de bonita
[gura cosinha engonima, e faz bem pao-d-
lo ; em Kora-de-porlasn. 68. (3
3Vende-se ou troca-se urna casa d sbra-
lo na rua.do Aragao por urna casa terrea rio
l>;iirro da Boa-vista ; quem pretender annuncie.
3 Vendem-se charutos regala nonplus-ultra,
tanto a retalho cuino em porcao, por preco com-
modo ; na ra do Acouguinho n 2o. {3
3 Vende-se urna toalha bordada de susto ,
com vara e meia de comprimento de esguio
de linho muito fino obra muito rica ; na ra
da calcada n. 2( de manhaa at as 7 horas ,
e de tarde das 3 em diante. (5
3 No deposito de larinha de mandioca, na
ra da Cadeia do S. Antonio n. 19, vende-se bom
milho novo em saccas a 4/ rs. firinha de S.
Malheuse Cravellas a 1"280 rs. o alqueire da
medida nova e da velha a 3'200 rs. gomma de
engommaj a 10/rs. o alqueire da medida ve-
lha ; no rnesmo deposito precisa-se de urna
mulher capaz para vender fazendas dando
fiador a sua conducta. (9
2 Vendem-se phosphoros, chapeos de pa-
Iha e pentes de marrafa ; em casa de L. G.
Ferreira $ Companhia. (3
2 Vende-se um moleque de naco de 13
annos, muito lindo e de boa conducta o que
se ulianca ; urna escravs de naco de I ti ;in-
nos, com principios de varias habilidades e
he recolhida urna dita de 20 annos, engom-
ma cose, e cosinha ; duas ditas quitandeiras
e lavadeiras ; umescravo de 22 annos bom
oflicial de ferreiro ; 4 escravos de naco pti-
mos para todo o servico todos do-se a con-
tento; na ra Direita n. 3. (10
2Vende-se a parte do sitio que loi do fi-
nado Souto em Bebiribe, faz-se todo o negocio ;
pous barris que foro de azeitede carrapato ,
um peso de meia arroba ; na ra Direita sobra-
do de um andar n. 56.
2 Vendem-se dous escravos, um de nacao
e o outro crioulo ambos de bonitas figuras,
e mocos proprios para todo o servico; na ra
da Cadeia de S. Antonio n. 25, por cima da
loja do chapeos. (5
2Vende-se, para fra da provincia, um es-
cravo crioulo de 20 annes ; no Atierro da Boa-
vista n. 58. (3
2Vende-se boa cera do carnauba tanto a
retalho como por junto franja de algodao pro-
pria para toalhas, sapatosde marroquim e be-
zerro Irancez para homem, tudo por preco com-
modo ; na ra do Livramento loja n. 19. 5
2 Vende-se para fra da provincia, urna
escrava de naco, de 24 annos; na ra do
Queimado n. i, segundo andar. (3
2Vende-se um sobrado na mais elegante
ra de Olinda que he de S. Bento n. 5S, com
6 quartos, duas salas ,em chaos proprios e ao
lado do rnesmo um terreno 'devoluto tudo
annexo ao mesmo com muito boa vista para
para todos quatro-cantos porto na frente da
ra ; a tratar na ra da S. Cruz, venda n. 60,
ou n. 58 defronte do arco da ribeira da Boa-
vista. (9
2Vendem-se os l'anoramas de 1841, 1842
el?>43, encadernados eo primeiro volume do
Mu seu l'ortuense ; urna missa em orchestra in-
titulada a Formiga em partes completas ;
na ra larga do Rozario loja u. 32. (5
2Vende-se a vida de S. Agostinho, um dic-
cionario inglet, dos grandes, por Vieira em
dous volumes as cartas geographichas em for-
mato grande e outros livros ; no Atierro da
Boa-vista, loja de miudesas n. 54. (5
2 Vende-se um cachorro bastante bravo ,
proprio para sitio; na ra da Assumpcao n. 16.
Vende-se um moleque de bonita figura ,
sem vicio algum proprio para todo o servico,
e de l'i annos; na ra da Ca Icada venda da
esquina n. 20
Vende-se farinha do aramia ou mata-
rana e sag por preco commodo ; na ra
Nova venda n. 65, ao p da ponte.
Vende-se urna bonita vacca muito nova e
manca boa de leite com una cria femea e
lilhu do pasto ; na ra Nova loja n. 58, e pa-
ra ver a dita vacca, no Manguind casa terrea
confronte a de 1). Laurianna estrada que vai
para a ponte de Ucha de Theresa de Jess
Mara com quem tamben) se pode ajustar e
concluir o negocio.
Na ra Direita sobrado de um andar n.
33 ao p de dous de varandas douradas,
vende-se doce de caj secco, muito aUo e bom,
ditos de mangaba figo pitanga goiaba in-
teira e de nutras qualidades
modo possivel e tambem se lazem
prepara-se bandejas enfeitadas.
urna
para carga de 1200 tijolos de alvenaria cons-
truida com muita seguranca e do melhor gosto,
e a outra de carreira com 4 palmos de bocea e
36 rirt comprimento tambem muito segura ,
ambas novase por preco commodo, na ra
Nova n. 67.
Vende se urna correte fina com 5 oita-
vas por 2o/ um annel com 3 oitavas e com
diamante, por 13/ rs. tudo do ouro de lei; no
pateo do Carmo n. I.
1Vendem-se cavallos para sella, bons e in-
feriores e tambem se comprao ; assim como
dous sellins usados ; na ra da Conceicao da
Boa-vista n. 60 ; na mesma casa sangraS-se e
cura-se cavall os.
Vende-se um bonito moleque de 16 annos,
proprio para pagem o para todo o servico; um
dito de 22 annos perfeito canoeiro ; um dito
perleito ferreiro proprio para engenho ; urna
mulatinha de 16 annos engomma cosinha e
cose muito bem corta e faz um vestido ; urna
negrinha de 12 annos ; urna preta que cosinha
e fa* po-de-l com toda a perfeico ; na ra
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se um excellente panno perpen-
dicular ; no becco da Bomba n. 2.
Vende-se urna venda em muito boa ra ,
propria deste estabelecimento com poucos
fundos e bem alregucsada; na ra Nova n. 35.
Vendem-se 4 pretas com boas habilidades,
duas engommao e cosinho ; duas ditas boas
quitandeiras ; 4 escravos ptimos para todo o
servico ; um mulato de 30 annos bom boliei-
ro ; um mulatinho de 16 annos, ptimo para
pagem ; um moleque de 12 annos, sem falta
alguma ; na ra do Crespo n. 10, primeiro an-
dar.
Vende-se a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2 ; uns bracos de balanca grandes e
pequeos com conchas e correntes de ferro ,
urna mesa de rneio de sala tudo por barato
preco a dinheiro ou a praso ; a tratar com
Joaquim Pinheiro Jacome na mesma venda.
Vende-se um casal de cachorros, chega-
dos ltimamente da Dha de S. Miguel na ra
do Queimado n. 4.
Vendem-se 26 pipas de ago'ardente ,
promptas para embarque ; na ra do Rangel
n. 60.
Vendem-se 8 pipas arqueadas de ferro e
pintadas, proprias para ago'ardente ; no pateo
do Terco labrica de licores n. 10.
1 No atterro da Boa-vista, loja n. 26 do
Salles & Chaves, acha se grande sortimento de
licores finos de todas as qualidades, com lindos
letreiros a 2,400 rs. a duzia ; dito dito em gar-
rafas de Bordeaux, com ricos letreiros dourados
a 3,000 rs. a duzia ; dito dito em garrafas
grandes, brancas, com ricos letreiros dourados,
a 3,600 rs. a duzia; dito ditoem garralas bran-
cas, com bocea prateada, de superior qualidade,
igual as que vetn da Franca, a 5,000 rs. a caixa
de urna duzia ; crme de noyaux, roses, cura-
cao, chasseur, anisetle de Bordeaux, e outras
qualidades, a 1,000 rs. agarrafa; genebra,
igual que vem da Hollanda, a 800 rs. a caa-
da, e em botijas a 2,400 rs. a duzia ; agur-
dente do reino, com superior aroma, a 900 rs.
a caada dita de aniz a 700 rs. a caada ; dita
de Franca em garrafa e caada, dita de calda de
canna; cbaropes de maracuj, anana/, limao,
genipapo, tamarindo, e de resina de angico,
muito bom para as pessoas que padecem do pei -
to, este a 640 rs e aquelles a 560 rs. a garra-
fa, espirito de vinho de 36 graos, em porcao a
1,000 rs., a caada e a retalho a 1,280 rs.: na
mesma aprompta-se toda e qualquer encom-
menda de licores, genebra, ago'ardente c espi
rito para embarcar, sem ser preciso o compra-
dor ter trabalho algum ; as amostras de todos
os lquidos se acbao sempre patentes aos com-
pradores. (30
1Vende-se azeitede carrapato em porces
por prf 50 commodo ; em Fra-de portas ra
do" Pillar, venda n. 137. (3
1Vendem-se mninhos de pedra de moer
milho por preco commodo ; na ra do Livra-
mento armasem de louca e mulhados n. 20(3
1 Vende-se urna escrava com urna cria de
9 mezes cosinha engomma cose e lava, do
bonita figura e de 20 annos; um mulato de 28
annos carreiro ; na da Cruz n. 51. (4
1 Vendem-se dous moleques da Costa da
Mina ptimos para aprenderem officio ; um
negro de 26 annos ptimo para o servico
decampo ou para outro qualquer servico ;
na ra do Livramento n. 36, terceiro andar. ,5
1Vendem-se pentes de tartaruga de toda a
moda abertos e lisos ; tambem se concerta
toda obra de tartaruga ; no pateo do Carmo ,
na loja do sobrado da esquina, que volta para
a ra das Trincheiras n. 2. (5
1 Vende-se um cavallo mellado em boas
carnes ; na ra da Cadeia de S Antonio n. 14 ,
segundo andar. [3
1 Vende-se o legitimo e bem acreditado
rap Areia preta de Meuron# Companhia a
1^ rs. a libra assim como todos os gneros da
melhor qualidade e licores franceses sortidos,
por preco commodo ; nos Afogados, ra de
Motocolomb n. 42 (5
1 Vendem-se bules cafeteiras de metal de
differentes gostos e apparclhos separados,
Vendem-se 2 canoas, sendo
feitos do melhor [llegados de prximo por pre^o commodo; na
bolos o ra Nova loja n. 41. (4
1 Vende-se cha hisson da melhor quali-
dade superiores charutos de todas as quaiida-
grande
[ de bem como regala, Havana, Manilha, Ham~
I burgo, Cachoera, Napoleo, e Baha, linos e
ordinarios; ditos de regala nonplusultra a
j 00 a caixinha de 100, e de 200 a 3500 r ,
chapeos de pallia do Chile a 3j8()0 ris promp-
' tos, e por apromptara 3*400 ris, graxa ingle-
] za muito boa,papel.pi nnas, obrr as, rap areia
preta, princea. Gosse c Vilete : na ra do
i Rozario vindo pelo pateo do Collego a primei-
!ra lojan. 18. (12
Escravos fgidos
1 Fugio o cabrinha escuro de nome Silves-
tre, no dia 18 do p. p. levou calcas de algo-
dao escuro e camisa de chila he baixo tem
urna cicatriz no beico inferior olhos um tanto
espantados tem sido visto na Ribeira desta
cidade; quem o pegar, leve a ra do Vigario
n. 13, que ser recompensado. (1
1 Fugio no dia 2 do correte a pre ta Hen-
riqueta de Angola baixa, grossa do corpo ,
cara comprida beicos grossos ps grandes o
grossos representa 28 annos ; levou vestido
de chila branca e panno da Costa ; quem a
pegar, leve a ra da Aurora casa de Jos da
Silva Neves. 7
No da 18 de Julho do corrente anno, fu-
gio ou furlro urna preta de nome Joanna ,
de 18 annos sem peitos nem dentes na fren-
te, da parte superior tem a testa, nariz, cara,
e queixo todo cht'ia do calombinhos de sua tr-
ra falta de cabellos na cabeca por causa do
carritos tem marcas de custicos as barrigas
das pernas, e he algum tanto fula ; quema
pegar, leve a ra do Gollegio n, 6, que recebor
50/ rs. da mo de Cypiianno Luiz da Paz.
2= No dia 27 do p. p. fugio um preto criou-
lo, de nome Gerardo de 35 annos, alto bem
apessoado ps grandes com urna marca de
fstula do ladodlreito do queixo inferior levou
camisa e calcas de estopinha e chapeo de pa-
Iha ; quem o pegar, leve a ra do Vigario ar-
masem de assucar n 24, quo ser generosa-
mente gratificado. i7
2 Fugio, ou foi furtado no dia 27 do p. p.
ao mel dia, indo comprar laranjas, um mole-
que de nome Carlos, de 12 annos, com uina be-
lida no canto do olhodireito levou raleas de
panno preto j muito vclhas, e camisa de risca-
do muito suja ; quem o pegar, leve a ra da
Cruz n. 20 casa de Avrial Irmaos que ser
recompensado. (8
2 Desappareceo nodia 10 do p. p. pelas
Ave-Marias, um escravo de nome Jos de
nacao Mutembo cara larga beicos bastsnte
grossos corpo reforcado p^s grandes e cha-
tos, olhos grandes; levou camisa de algodao
velha e suja calcas de brirn pardo jaqueta de
dito branco e chapeo de pallia pintado de ver-
niz preto ; quem o pegar, levo a ra do Torres
n. 18 que ser generosamente recompensado.
2Sabbado, 27 de Setembro p. p. do enge-
nho Mucupe de Iguarass, de Francisco Pe eir
de Arruda Cmara, fugio urna preta de nomo
Benedicta de nacao Costa baixa grossa ,
fula com alguns talhos pela cara, e urna mar-
ca de cicatriz ao p de urna orelha tem o bei-
co inferior furado pertencia nesta praca ao
Sr. Jos Bento da Costa ehoje ao mesmo Sr.
de engenho ; quem a pegar, leve a ra do Ca-
bug n. 12 que generosamente ser recom-
pensado.
2Em o dia segunda feira do Espirito San-
to deste anno fugio a preta Catharina de
naco Angola, ladina, alta bastante secca do
corpo, seio pequeo, cor muito preta, bem feita
de rosto, olhos grandes e vermelhos com todos
os dentes na frente ps grandes e mettidos pa-
ra dentro muito conversadeira e risonha de
22 anuos, tem sido encontrada com trouxa de
roupa para as partes do Campo-grande e Bebi-
ribe a qual pertcnce a Manoel Francisco da
Silva que gratificar generosamente a quem
lhe entregar. 12
2 Desappareceo na noute do primeiro do
corrente urna mulata de 30 annos de nome
Coima alta, magra, clara, olhos grandes, c-
belos cortados mas com niarrafas ; levou ves-
tido de chita branca com flores encarnadas,
mas he provavel ser achada de saia por ser este
o seu costume, e levar toda a roupa, levou
tambem chales de laa de cores com barra azul ,
e um seu filho de 5 para 6 annos tambem cla-
ro odos grandes cabeca chata na frente, ca-
ra larga;presume-se ter fgido para o Kio Gran-
de do Norte d'onde he natural ; quem a pe-
gar, leve ao Atterro da Boa-vista n. 44 e em
outros lugares as respectivas autoridades, que
ser recompensado. (15
2 Desappareceo no dia 20 do p. p. um pre-
to de nacao Congo estatura regular, cara re-
donda olho grandes, barbado, tem no alto
da cabrea um callo na mo esquerda falta-Ihe
parte do dedo niinimo e dous dedos no p di-
reito de nome Jacob he ainda bucal; (oi vis-
tido com camisa de algodao trancado, a qual
tem as costas urna emenda, que parece um
grande remend e calcas de estopa ; esto pre-
to andava vendendo hortalica e frutas foi visto
no mesmo dia 26 no Porto-das-canas a fallar
com um individuo cujds crditos sao de ladro
de escravos pelo que protcsta-se proceder
contra elle, caso nao appareca o preto ; quem o
pegar, leve ao Manguind, casa de Porto car-
reiro ou a ra do Terco casa do Tenente de
polica Joo Pacdeco Alves que ser generosa-
mente recompensado. (18
Rcibii sa'Iyf. du MF. ok aiua. Is44.
,


Full Text
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