Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05188


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Full Text
Auno de 1844.
Quarta Feira 2
^ucy-AAiiv.
O I'lABIO |iublica-ee loiliii o das que n .1 Innm aaati6(!ailna n prann ; sjigsiiUia
d trea rail re. por quarlel pago adianlados. Oa annuncioadoe aasignanlee sao intridos
eretis, o doa que no forem .1 raro de 80 rea por linha. A reclamaooee derem eer diri-
gida ala 1)|', ra daa Cruiea n. >4 u a praga da Independencia loja de litros n. A 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiaNKA, I'arahyba, segundase aextaa fe i ras. Rio Grande do Norte, chega 8 22 e pai
le HlK 4,I.abo. .Sf riiiliaein RioFormcao, Macer, Pono Cairo, Alagoaa: no i.s
He S loe cada mei. Garanhuna a Honilo a iO e '.'4 de cada mea aoa-risia Flor
ea t i3t 28 dito. Cidade da Victoria, quintas feiraa. Olinda lodoi oa diaa.
das da semana.
30 Seg a. Jernimo Aud. do J. de D. da '. .
I Tere* ib Viriasioio, Mxima t Julia Re. aud. do J. de D.da 3. T.
Quar'a a. I.eodegario, Aud do J. de D. da i. r.
:< Quinta a. Candido. Aud do J. de D da 2. r.
* Sexta v Francisco d'Assis. Aud. do J. de D da 2. r.
5 Sab; a. I*lacido.| Re. aud. do J.da D.da l.'r.
6 l'oni \. S. do Rocariu.
B.3tfV-' i-'flT'-r II11 MlaWiTiaWaaaTOinnWliT~TTiraaTriaaaaal
DIARIO DE
a^Jaaffiett3^8aMraBBaaii3i,__" -"'"=---*' -ecra.- .otiiti- a
PARTE OFFiCIAL
Govtrno da Provincia.
EXPEDIENTE E 27 DO PASSADO.
OflicioAo Engenheiro em Chcfe das Obras
Publicas, devolvendo, approvado, o orcamen-
to dos concert* da cadeia de )linda, para que
organise o remella Secretaria as clausulas
especiaos para a arrematacao dos mosmos con-
certos.
Diti)Ao mesmo, autorisando-o incum-
bir da factura dos bancos c larimbas da cadeia
do Limoeiro o arrematante das respectivas o-
bras.Communicou-se ao Inspector da The-
souraria das Rendas Provinciaes e ao Inspector
Fiscal das Obras Publicas.
PortaraAo Commai.dante Geral do Cor-
po de Policia ordenando, quo faga recolher
ao mesmo a guarda do Manguinho e o desta-
camento do Apipucos; e prevenindo o de
que ellos na devem ser substituidos.Parlici-
pou-se ao Cbefe de Policia.
de Oh tubro
Auno XX. M. 220.
l.raca'o' a energa: coa-
ludo agora dependa de na meamos; da noaia pradtncia,
;'_ tinurmna como principiamos a aerea oa aportado* coa im.ra 10 entre as nagoea mus
., cultaa. (Proclamaq.-. da AtaaasbUa '.al do ettaVUl.)
Cambio! aobra I.ondrea 34 e l|Jnom.
> Pars JMI rris por franco
Lisboa 120 por 1U0 de premii
Soeda de cobre ao par.
dem da letras >!e boaa firujae I pOIOjO
canato! ko mi 0 ue o ti i o,
Oura-Moedada 6.400 V.
.. N.
i, a de a.OUu
l'rala- -i'ata.'oea
t, IVsOS oluminarrs
.ai. Diloa mexicanos
compra
d7,500
17.3U0
9 500
2,000
.',000
I.D80
senda
17,fiu0
17.51)0
a,700
S 020
>.. 0-0
.'.000
PHASES DA LA NO MEZ DE OVTUBRO.
. La cbaia a 26 aa > huras e 44 min. da m a La ora a H as 0 h < i min da tarde.
Mingtixnta alai.' huras e min da Urda |Crascante
8 os 55 ia da tarde.
Preamar de hojt.
Pr msiri aa 8 horas a
in SO 4i manli.i:i ;' | Segunda ** 8 hor
:il minutos da tardo
BUCO.
^--4. ^Wr*~"^majaaaaj|ajnajtaji
...f'.^fi
:: -
'. "TBU. MMW *CT**l
Thesouraria da Fazenda.
Continiuifo do expediente do dia 16
de Setembro.
Portara Ao Collector de Diversas Rendas
do municipio de Olinda. Mandando o Exrn
Srs. Presidente do Tribunal do T. Publico
Nacional, pela ordem de 23 d'Agosto p. p., sob
n. 177, para quo o mesmo Thesouro possa pro-
ceder com algum conliecimenlo de causa na
dem do di v 20.
Officio Ao Extn Presidente da Provincia,
informando o requerimento de Alexandro Pe-
dro, soldado reformado do corpo d'artilharia,
em que pedio os vencimenlos que se Ihe devia.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da pro
vinciada Parahybu, respondendo ao seu officio
de 30 do Agosto prximo (indo, em que exigi
saber, so as pjvoacos de Pitimin e Taquara
havia algum agente fiscal por parle da Thesou-
raria.
PE>tNAM3UCO.
Tribunal da Helaran,
JULG AMENTO DO DIA 1."
[Desemb. de semana O Sr. Cerqueira .cite.)
Julgarao improcedente a appellaco interpos
ta da sentenc proferida na causa em que be
appellante Jos; l.uiz Connives Laage, e ap-
pellado o Jui/.o.
Mandraocom vista ao Dr. Curador Geral, a
appellac8o em quo he appellante Antonio Sim-
plicio de Barros, e appellado P. da Fonceca
Coutinbo.
Mandro com vista ao Dr. Curador Geral, a
appellacao em que he appellanto Ignacio Joa-
quim I'Vrnandes, e appollados Francisco 7os
Pafeheco Medeiros e outros.
Julgarao improcedente a appellacao inter-
posta da sentenca proferida na causa em que
sao partes Jos LuizGoncalves Laage, eo Juizo
Confirmrao a sen tenga proferida na appel-
tlistribuicao do crdito, que tem de abrir an- ,a?3 em que h appellanto o Curador das e-
nualmente s Thosourarias, para pagamento do | cravas A 'andr.na e Mariana, e appellado Joa-
capital e juros dos dinbeiros de orphSos, entra- 1a,m ,ose de Macedo-
dos por emprestimo nos cofres nacionaes, que
no penltimo mez de cada anno financeiro os
Inspectores das Thesourarias das provincias in-
formem o total da quantia devida orphaos de
que se tem de p*gar juros, e quaes aquellos or-
phaos, que (eem de entrar na sua maiondade
no annoseguinte ; porque ainda quando algu-
mas vezes se emancipem por outros factos.e nao
por terem chegado a idade legal, com ludo he
iim dado este sufiiciente para so poder melbor
approximar a quantia que tem do pagar se :
cumpre que o Sr. Collector de Diversas Rendas
do municipio de Olinda d, pela sua parte, a
esta Thesouraria os necossarios esclarecimentos
para a exigida infnrmaco, entregando no 1.
do Junho de rada anno finance dar at o dia 15 do mesmo mez, urna nota das
quantias devidas a orphos, que pela Collectoria
seu cargo se estilo pagando juros, e dos capi-
taes que no auno seguinte devem ser restituidos,
com deelaraco dos orpbiosa quem pertencem.
Iguaes portaras foro dirigidas aosCollocto-
res do municipio do Cabo, Serinhaem, Rio
Farinoso, Santo Anio, Pao do Albo, Limoei-
ro, Bonito, Iguarass, Itamarac, Goianna,
Nazarvth, Brejo, Cimbres, Garanhuns, Flores e
Boa vista.
dem do da 17.
Officio Ao Em. Presidente da Provincia,
expondo os motivos, pelos quaes nSo podia ser
entregue a quantia de 600,000 rs. aojuizde
Direito Cbefe do Policia.
Dito Ao Director do Arsonal de Guerra,
pedindo mandasseapromptar os objectos cons-
tantes da relaco que acompanhava, para seren
remettidos a ha de Fernando.
dem do di a 18.
Officio Ao Exm. Presidente da Provincia,
informando o requerimento de Ambrollo Ma-
noel da Silva, ox-soldado expedicionario pro-
vincia do Para, em que pedio Ihe fosse abona-
da a quantia constante da sua escusa.
dem do DIA 19.
r")rtaria Ao Contador da Thesouraria, pa-
ra tomar nota da quantia de 405,000 rs., que
a devia is filhas do tinado Tenenle Coronel
Pedro Velho Brrelo, de seu meio sold venci-
do nos annos financeiros de 18U a 18V3, para
ter lugar o pagamento quando se marcasse quo-
ta upplicada para este fim.
Manda rao com vista ao Desombargador Pro-
curador da Corda e Fazenda, a appellacao em
que he appellante Antonio da Silva e Compa-
nhia, e appellado o Juizo.
Rendimtnto total d' Alfandega de Pernam-
buco tm Sttembro de 1844.
Rendimento total
Restituices
Plvora 60 o/o a di-
nheiro
' Vinhos. e lquidos
espirituosos a sa-
ber .
48 / Pr % a di-
nheiro
48 V Por% em as-
siginados
260:376.84,
700,132
259:676.712
945,000
[ELEITORES DA FREGEZIA DA ES-
CADA.
Os Srs.:
Manoel Thom de Jess
Jos Pedro Velloso da Silveira
Henriquo Marques Lima
Eustaquio Jos Velloso
Candido Jos Lopes de Miranda
Coriolano Jos Velloso da Silveira
Antonio Feij de Mello
Jos Rufino Barbosa
Mariano Xavier Carnoiro da Cunlia
Andr Das de Aruujo
Francisco Velloso da Silveira
Braz Carneiro Leo
Joao Zelirino Pires
Manoel Jos Pereira Pinto do Lomos
Antinio da Silva Mallos
Roque Ferreira da Costa .
Antonio Cavalcanti Brrelo
Antonio Carneiro de Lacerda
Antonio Affonso Ferreira
Domingos Pereira do Espirito Santo
Antonio Carneiro Leo
Francisco Cavalcanti d'Albuqm'rque
Manoel da Rocha Lins
Jo8o Paes Brrelo
Antonio Marques do Holanda Cavalcanti
Jos Miguel do Lira
Manoel Carneiro Leo
Jos Mara Bandeira
Antonio Goncalves da Silva
Jos Aflonso Ferreira.
DIARIO BB PflBSAWDGO.
Os Redactores do l).-novo esto loucos. De
insQltos cm insultos, de desaforos em desato-
res tem passado a ex^essos do loucura, dopois
que o povo re pe lio com indignaco os ensaios
do batalbo ligeiro.
Os passageiros, que vierao da Bahia no va-j |umna t como nunca ninguem mentio nem
por desmentom as calumnias, desfazem a vil calumniou se nos chama mentirosos ecalum-
intriga de quo se fizessem clubs para incumbir! na(jort.s quando referimos lacios que todos pre-
ao Sr. CandidoBaptista de infamar os Pernam- sencarao ? S loucos / Venamos afeiar os
bucanos, de que se mandassem cartas para a resultados dos crimes commetlidos o impu-
de prOteceao extraordinaria &c. &c anda os
pobres loucos nao sabio, que todas essas cou-
sus haviao existido, e quo he urna vergonha para
a provincia a creaciio de un batalho ligeiro, o
todos as suas consequencias! O que so ha
do esperar de loucos, cujos ervos soffrem, o
augmento assirn a perturbaio cerebral:'
I'obres loucos que nao vilo quanto he ver-
gonhoso o infamo illudir a gento ignorante, ir-
ritar-lbo as paixoes e indu/.i-la aos primeiros
desatinos que podio arrastar outros e outros
at os ultimo* Pobres loucos que nao vio,
que prepelrado un acto destu monta assim pu-
blicamente as ras de urna cidade e em pleno
dia nao haviao ah forras humanas que podessem
apagar repentinamente a profunda e desagra-
davel impressiio que deixaria na populaeo! Po-
bres loucos que nao vio que os seus insultos,
amoaeas e instigacoes publicadas diariamente
nos seus jornaes, confirmavo as suas sinistras
intensos, aggravavao cadavez mais o seu hor-
rivel crime, eaugmentavo os bem fundados
receios da populaeo Pobres loucos que nao
vio que era indigno, vil, infame para um
magistrado escrever tudo isso, por-so a testa
dos mesmos a quem havia desvairado, e ins-
tiga los ainda mais com suas palavras incen-
diarias !
E nao haver um christo que curoesses mi-
seraveis de to grande loucura? Nao, Senbo-
res, ella est julgada incuravel; all nao ha
mais vergonha nao ha mais estimulo de cou-
sa alguma honesta quo possa fazer efloito O
que resta he lamentar a miseria humana e
curvarmo-nos aos decretos da Providencia. So
tivessemos um hospital de doudos desta naturo-
za pois que a sua leso he de huma qualida-
de especial ; tal vez ainda houvesse alguma es-
peranca ; mas as nossas circunstancias nao nos
permittem lo grata consolaco.
E se vssiin nao fora veramos nos o despejo
com quo ao mesmo tempo que se mente e ca-
Kahia com aleives populaeo de Pernambuco.
Se esta cidade tivesse a fama de estar entregue
ao saque, nao viriao pessoas respeitaveis para
aqui, nem os pais de familia da Bahia manda
tal-os a quem nenhuma parte teve nelles e
somente os apontou ? S loucos! Sim s loucos
he quo pdem ter ocomportamento dos redacto
res do /'. ovo; quem nao tem nem bro, nem
1:944.261
2:346,452
4:290,713
Mercadoriasem ge-
ral a saber :
15 por /o a di-
nheiro 36:049,960
15 por o/, em as-
signados 149:334,168
Joias 5 por /<>
Armazenagem addicional de 3 '/'
por Vo
ReexportacSo 2 por o/o
Expodiente de 1 V por o/o
Gneros nacionaes V por o/o
Premios dos assignados'/por o/o
Armazenagem de '/ por o/o
Emolumentos de certides
Sello dos despachos dos gneros
sugeitos adireitos
Ditos dos ditos livres
Multas
185:384,128
647,515
43:663,444
235,356
19:341,507
22,647
3:412.707
425,240
4,800
1:291,155
7,500
5,000
Rs. 259:676,712
Renda Geral
Dita applicada
216:013,268
43:663,044
Rs. 259:676,712
O Escrivoda Alfandega ,
J'acome Gerardo Harta Lumacki de Mello.
riSo nesta occasio aos filhos esludarcm aqu :vergonha, nem honra, ainda pode ter senso; mas
preparatorios. Repellimos com indignaco os he precso ier perdido tudo islo para chegar a
insultos os mais atrozes que essa cabilda infame tanta degradaco Para repetir por tantas ve-
da praia tem o arrojo no furor, que a tica ,
de langar-nos. No ha urna repulsa mais enr-
gica, nao ha refutacao mais lorie contra esses
indignos escriptores, do que declarar ao pu-
blico que se attrevem a escrever, que se cuspa
na cara de seus adversarios.
Infames .' Sao calumniadores,aos covardes,
como vos devia-se cuspir na cara, se to atroz
insulto nao se fizesse apenas n'uma icunio
de barbaros como vos sois; se accAo to in-
digna nao aviltasse a sociedade!.' Tendes to-
cado ao ultimo extremo de desesperaeo.
Comintinicatlos.
Acabamos de descobrir que os redactores do
D. novo sofTrem dos ervos; he mais urna ra-
sgo para seren lastimados, coitados? Bcm Ihes
baslava a loucura incuravel em que se acbavo;
mas bem diz o ditadoperdigo que perdeo a
penna nao ha mal que Ibe nao vnha. Ei-los
pois esses rapazes to turbulentos, to infama-
dores, to insolentes, com o sangue geladode
sorpreza E que sorpreza foi esta to sorpre-
hendedora quepoz aos pobres loucoso sangue as-
sim gelade i' As consequencias dos seus alten-
lados e dos seus infames escriptos. De sorte
que se o Diario e o Gararapes nao houvcssem
(lito que a provincia eslava em anarebia, que o
batalbo ligeiro havia sido ensaiado, que as
noticias destes fados tinho dado lugar a vir
para aqui um vaso de guerra francez, observar
seos subditos de sua naco tinhao necessidade
zea, que a populaeo deve castigar levar a
pao, por na grade da cadeia, e as gales ,
cuspir na cara de um partido a determinadas
pessoas porque nao pertencem a outro parti-
do, tudo isto dito depoisdoapresentarem gru-,
pos armados e ameaeadores, tudo isto dito por
magistral os, he preciso para fazel os, nao ter
senso nao tt r nada, he preciso ser louco fu-
rioso .' E he isto o que sao os magistrados re-
dactores do />. novo. Ouerer quo a populaeo
inteira de huma provincia carregue com o in-
sulto, que se o ha s he irrogado a huma pan-
dilha que ooccasionou; querer fazer acre-
ditar que s um circulo beque Ihe be adver-
sario quando dos mesmos ministerialistas ha
outro circulo mais extenso que o seu que o
detesta o repelle por indigno, por desordeiro
e anarchista, pra faze-lo he preciso estardes-
pido de todo o sentimonto honesto ; he preciso
estar no estado do completa loucura he pre-
ciso ser redactor do I). novo.
Oueimai se podis todos esses libellos famo-
s s, com que tendes prostituido a imprensa e
procurado desacreditar o mesmo Govcrno de
quem vos dizeis defensores; suspendei essa in-
fame tarefa em que com tanta ancia vos tendes
ingolfado, e pode ser que o tempo va pouco a
pouco apagando a memoria de tanta inlamia ;
mas pelo caminho que seguis nao he possivel.
Ninguem vos pode acreditar ninguem podo
sympathizar com vi seo.
Se as alicantinas da infame praicirada se Ii-.


mitassem a girar smente nesta cidade, quo
asss a oonhece, nao nos daramos ao trabalho
de responder a > complexo de asneiras que se
lem no //. rodo n. 210 ; mai como esse rancho
de vellncos. convicto de seus crimes, e desa-
foros nlo escrevinba para aqu, que impossivel
seria illu.l r maisalguem, o sim parao interior,
easde nais provincial na intenclo de justifi-
car-se a cerca do atrpelo em quo tem posto o
socego publico, c na do imputar ao partido
Ordeiro tudo quanto ha imaginado, e posto em
execugao a lenebrozosociedade dos invisivuis ;
foreahequecarrcgucinoscomatarefade lazerver
ao Brasil inteiro o abismo,a que nos tem arreme-
dado esses impostores, que lingindo se Minis-
tenalistas, e amigos Jo Governu concorrem
mui positivamente para o seu descrdito.
Assustados os cheles do ligeiro com achega-
da de varios navios de guerra, que tem vindo
ao nosso porto para proteger o commercio eos
subditos de seus Governos do furor de seu bata-
lhao, e arrependidos de haverem demorado o
plano, que linhiio tratado e que os seus pas-
quina bast intrnente tem dado a conhecer, ati
rao-se, perdida a esperanca de ffverem exe-
tutado, o maneira de caes damnados sobro os
bomens do partido da Ordem, como se lossem
osles, os que devem suportar as consequencias
dos seus desvarios, o criminlos designios! Im
passiveis porm soTreriamos os seus docstos, e
improperios, como mais proprios dos que os
irrogo nos, se por ventura de envolta com
lies nao viessem algunas interpellacces, que
nao devem passar sern resposta.
Onde est a anarchia de Pernambuco ? per-
gunta o urbano /). novo, e nos Ihe respon-
demos,aqui. nesta cidade, as comarcas do
interior, o em toda a provincia,e sena > di-
2ei nos ; o que significa essa reuniao do ligei-
ro nos Afogados, o sua entrada nesta cidade
no da 8 do correnle ? O que quer dizer esse
desojo de apunlialar o Sub deleitado daquelle
lugar, por se haver opposto com toda a digni -
dade a que os vossos sucios fu-ossom all o
mesmo que bao obrado por toda a parte ? O
que provao os tumultos, que vossos ismaos in-
visiveis tem pratioado, em Goianna Iguarass,
Pao d'alho, Bonito e &c. uzan Jo ja da forg;i
de que dispoe a polica, e ja armando asmas
sos, e invadindo com ellas as allribuico-s das
autoridades ? Sim, tudo islo nada prova para
vos, por|ue ouzais negar que a provincia tcnba
Citado em um movimento anarchico, enihora
as autoridades, (t mesmo as vossas) n9o sejao
obedecidas ; mas he em vo que pretendis
eocobrir vossos crimes, porque finalmente vossa
conducta, c proced ment a ninguem mais s8o
occuito, e todos c inhecem perfeitamente os
m Jes que nos haveis cauzado.
I. m que lugar houve saque, ou pelo menos o
menor furto anda no tnew das maiures reuni-
ves populares ? Onde estilo esses saqueadores
ensangnentados ? Onde o desasocego publico ?
interroga o pasqun) mor da praia ; e mis ain
da respondemos, entre vssas cohortes passei-
an lo com vosco,durmindo.comendo, bebendo e
suciando com vosco em vossas orgias as portas
das igrejas Nao houve saque he verdade,gragas
a Divina Providencia, que vellou sohre n-s
os Pernambucanos; porm houve intengo,
e premeditarlo para elle. Nao houvcrSo fur-
tos com carcter de roubos, porm apparecerao
COmiloes, que aproveitando se do terror, que
incutio aos pobres vendelhes, comerlo e ti-
rarn o que quiserao das vendas, sem que des-
som em pagamento oulra moeda, que as emti-
cas de comer t>s orelhas dos partugue/es com
pao"? !! e atreveis-vos a perguntar-nos oes-
crevinhadores da praia,onde estove o desasocego
publico ? quanta ouzadia Acaso nao vos lem-
braisdas facadas, e bordoadas que a vossa gente
deo em A togados, Cinco pontas, ra Diretla,
e Boa vista e em varias, e diferentes pessoas
assiin estrangeiras, como mesmo brasileiras ?
nao : vos bem sabis de tudo, e nao he por in-
nocentes que peccais.
J lisies em Pernambuco dias mais Iranqui
los, dias de mais confianca, e paz, d'as de tan-
to enthunasmo e congratulacoes ? Continua o
or^o dos invisiveis anos inquirir, e nos I he
asseveramos que nos dias 7, 8 e9di correnle
nao I > reinou nesta cidade a tranquilidad?, dos
tmulos prineipalmeatfl no bairre do Recife
cuj s habitantes se retirarlo uns para bordo das
embarcaces, e outros para fra da praga, senao
que at grdiidtj susto invadi as familias, inor-
mente a entrada do batalhao do Srs. Nunes
Machado, e Vilella, que ocazionou um fecha
fecha tal que a excepgao dos seus soldados ligei-
ros ninguem mais havia as ruos. E sao estes
os signaes da tranqulidade, paz, e seguranga.
que nos quer inculcar o I) novo ? ab so o
receio de tudo adulterar para ver se pode colorir
s.uas negras aeros nao houvesse accomeltido o
manboso escrevinhador, elle decerto nao po
deria deixar de conlessar os rimes da sua pan-
dilba, crimes que lorio denunciados ao publi-
co polo verdadetro pitnota e pelo inimigo da
anarchia sem que fossem contestados! .Mas em
fim o que se hade esperar desse sucia praieira,
que hoje ameaga o commercio com umdia dos
desengaos, amanha convida o seu batalhao a
apedrejar, e cslnrdoar os amigos da ordem,
depois protesta amarral-os,e surral-os na grade
da cadeia e surge d'abi a dous dias dizendo
que nao ha desasocego e que ao contrario em
Pernambuco nunca bouve tanta pa^o segurar-
CO .'! ? Sim nos conlessamos qud' na vorda-
iie tem havid i muila paz eseguranc paraos
sucios do batalhao ligeiro,;, poique se a polica
fura oulra, ou nada disto teria acontecido, ou
ja essa chusma quo atierra a tranqulidade,
lena sid i processada, o punida pelasdesordens,
que tem commeltido, pelas assuadas, e espan-
camentosque ha feito, pelos sustos, que tem
causado aos pacficos habitantes desta cidad-,
accordando-os sobre-saltados ao som de descom-
dassados vivas, e morras, e pelos insultos, e
injurias com que aeabrunhao os amigos da or-
dem, o nico partido verdaderamente Nacio-
nal : essa lio a verdade, e quo o D. novo nao
conseguir desfazer a despeito dor baldes com
quo cortuma brindar a quantos conhecem, e
despresao seus desvarios. Corrise poisde ver-
^onha, esses rahiscadores do partido praieiro,
certos que em quanto nao purgarem seus
crimes no altar da expiado, e em quanto
se nao arropenderem das desgragas que bao
cauzado, a maldigo dos homens do bem e ver-
daderamente liberaes os acompanhar para
sempre, O amigo da verdade.
QUEM CONSPIRA HOJE F.M PERJAMBCCD.
A muitos d;as que os homens do ligeiro ,
em longos e asnalicos artigos que ora tem
por epigraphe os Baronistas conspirando, ora a
Pandilhocracia conspirando, pretendem in-
culcar, e sem duvida fazer crer que o estado
de violenta agitacao e sobresaltos em que gra-
ca a gentalha da praia nos adiamos, be de-
vido aos homens da ordem gente dos nosso
lado. Muilo val ote he em verdade a gente do
O.-now, quando apanhada em flagrante, trata
de langarsohreo nosso lado todas as suas im-
pudencias, e maquinages Quando v ma-
logrados os seus planos abominaveis no los at-
iribue e faz-nos responsaveis pelo odioso de
suas consequenc;is; poisquenao Ibe importao
nem os (actos que por assirn dizer a cada
canto a desmentem nem mesmo a sua pro-
pria confissao! Sao os Baronistas, grita 0 0.-
noro todos os dias, sao os Baronistas respon-
de o coro da praia em altas e descompassa -
das vosea, que conspirao contra a ordem publi
ca contra o Governo, e contra as autoridades
constituidas! Ora nao se pode dar porcertj
maior desaforo e insolencia At onde pre-
tende o D.-novo chegar com este seu systemo
de mentir e calumniar ? / Suppoem acaso
esta gente que o seu pasquim goza de tams-
nho crdito que todo o mundo deya urna in-
teira l as suas palavras? Mas se os seus mes-
mos se a mor parte de sua mesma gente nao
er em seus t scriptos, como he que a praia ,
sem a menor vergonha ousa azer-nos seme-
Ibante increpacao sem que ao menos seja sus-
tentada em um su fado sem que ao menos se-
ja revestida de urna s circunstancia que tor-
ne se quer plausivel o seu dito?! Pensa acaso
o cstonteado escriplor de taes artigos, que a
reputarlo de amigos da ordem qu tao mere-
cidamente temos adquirido por nossa conducta
loda de paz em todos os lempos. est a merc
de qualquer desalmado quo no-la queira of-
fuscar ? Cjue um dito vago, e esse sabido do
circulo do I).-voto be por si s capaz de ar-
rancar do nosso lado esse prestigie de ordem ,
que sempre o distingui e que tem feito com
que elle no meio dos borrascas d"anarchia le-
vantadas pelos desorderos de todos os lempos ,
e que s2o boje os da praia enfreiando as suas
furias apparega sempre triumphante can-
lando por toda a parte o hyinno da victoria Se
queris pois ser acreditados, Senhores do D.-
novo, evhibi os fados, as provas quo tendes pa-
ra nos fazerdes semelhante aecusagao ; mos-
trai-nos o logar em que conspiramos ; e dizei
nos a razao em que vos firmis para afllrmardes
quo somos conspiradores. Deixai Senhores,
o campo estril das declamaces vagas, e en-
trando comnosco em urna discussao de fados ,
procuremos de boa f extremar n sua veracda-
de. Vamos vamos entrar nesta indagagao da
verdade, nos vos desafiamos esse duello
eis-abi a luva levanlai-a. Dizeis que os Ba-
ronistas sao conspiradores bem; nos porm
vos perguntamos erao Baronistas os quo no A-
fogado armados de cceles, e punhaes se op-
poserao ao exercicioda autoridade legitima da-
quello lugar? Conspiraro ou nao contra a
ordem publica aquelles grupos que contra a
lei se reunirao all assim armados por espacode ,
dous dias, o que at tentarao assassinar ao mu-!
to prestante cidadao o Sr. Tcneule Coronel
Manoel Joaquim do Rrgo e Albuquerquo ?
Seremos nos os conspiradores ou sao aquelles,
que por seus discursos sediciosos, e de insu-
bordinagao levaro a gentalba a esse arrojo e,
a commandavao em pessoa ea dirigio l no
Afoeado ? Oue at sentados as Mezas paro-
chiaes desta cidade Ibes pregavao desordem o
a desobediencia que os convidavo as armas ,
que em fim com mentiras, e embustes conci-
tavao as escancarus as massas anarchia ? Oh !
Senhores do D.-novo o que responderis a
tudo isto? Pensis, que ficais livres da culpa
dizendo que o povo foi ao Afogado de seu
molu preprio quando toda esta cidade sabe du
contrario ; quando toda ella vio o modo ufano
com quo estes amotinados entrarlo lormados
como tropa armados de cceles assim a ma-
ntara de batalhao ligeiro tendo na frente os
chefes que os mandarlo ao Afogado e que
inda oscommandarao em pessoa; quando todo
o mundo sabe as sanguinarias instruecds que
se dorio os faquistas da Boa-vista?!!..
Quando entro essa chusma de proletarios, e va-
dios vrao-se muitos soldados de Artilharia de
aqueta e pao, com alguns de seus Officiaes
vossos correligionarios! Slo os Baronistas, que
conspirlo, sao ellcs que promovem a desordem
e a anarchia ; mas di/ei-nos quem ero e a
que lado pericona aquello grupo de sidiciosos ,
que iia madrugada do domingo passado percor-
reo es ras da freguezia du Jos dando mor-
ras aos Baronistas! Que parava na portados
homens da ordem dirigindo-lbes insultos, a-
taquos ameacas, e desaforos insuportaveis ? !
De qu.' lado he que partiro essas proclamagoes
incendiarias que forao distribuidas ao povo
na noite do dia 21, e que entre outras muitas
cousas anarchicas, e subversias da ordem pu-
blica o concitava ahertamente a desordem ,
e Ihcs pedia como um relevante servgo feito
a patria o apcdrejamenlodos homens da or-
dem ? Quem redigio, e espalhou em Olinda.
aquella famosa proclamaglo em que aberta .
e descaradamente se insuflara os habitantes da-
quella cidade contra as suas primeiras autorida-
des Contra o dignissimo Delegado Sub-de-
legado Juiz Municipal, Commandanto do
batalbAo de Guarda Nacional &c. &c. cbegandi
o arrojo a ponto deserem os mesmos indigna-
dos por seus proprios nomes, coberlos com e
pietetos infames e s dignos do miseravel pesca
dor que para ter um cantinho na representa
cao nacional a tanto se aviltou ? Do ignorante
presumido que assim denuuciou ao publico o
sua incapacidade para deputado, d'envolta con
a carencia em que ainda est de urna boa edu-
caglo !
Dizei-nos tambem oh! Senbores do D.-
novo quem pretenden apedrejar o levar a
fundo de garrafas os Baronistas, quando se re-
tirarlo de S. Jos por nao quererem com a
sua preseen sanecionaras patifarias daquella e-
leiga i i1 Ainda mais, dizei-nos, quem dan-
do por si mesmo o excmplo tem intrigado e
dividido toda a nossa populaglo aconselhando
a distinelo dos lagos ? Somos nos os conspira-
dores ou tendes sido vos, que empudente-
inenie pregis a populara iouca, e inthusias-
mada as vossas perigosas ideias de desobedi-
encia e de urna liberdade mal entendida; qu<
Ihe dizeis que os que nao usao do lago slo
contrarios ao partido nacional occasionando
assim desavensas, e intrigas entre a plebe sem
pre pouco rasoavel e nlo habilitada para pesar
esses ardis e futilidades i* Somos nos, que
commandamos as igrejas esses grupos de la-
quistas assalariados para mediante os seus
insultos, e ameagas fazer callar e afugeular
das eleices os homens hone-tos, e pacficos ?
Cede as nossas folhas; o que ha nellas de com-
mum com os vossos pergosos escriptos ? Com o
vosso Diario, meus Senhores, que proclama ao
povo sem rebuco ou cerimonia em phra-
ses bem facis comphehenglo de populaga ,
que ella se devt armar que dtve levar a pao
os Baronistas,que nSvhtmais tempo de pruden-
cia Sumos nos os conspiradores, ou vos
que ameagais a importante classe dos negocian-
tes o mercadores desta capital com o lerrivel
dia dos desengaos que cm bom portuguez
tal ve/, se possa traduzir por um novo da de Se
tembritada I Somos nos os conspiradores ;
masa que lado pertence esse Juiz de Direito fac-
cioso, que pelas tabernas pracas o escadas
insubordina os nossos soldados de polica d-
zendo-lhes ; que nio ol'edecHo aos seus chefes ,
* Officiaes porque sao escravos do BarUo ? !
Esse furioso anarchista que as igrejas abra
fca sos horneris da plebe para se porem do seu
lado dizendo-lhes, que o outro lado he o dos
escravos ? .' A que lado ainda pertence esse Ju-
iz. de Paz tumultuario que marcha para u A-
fogado a frente de um punbado de praieiros e
entra depois nesta cidade commandando o ha
(alhao ligeiro dos cacetistas ? Qyem conspira?
Somos nos victimas dessas cruezas, dessas bru-
talidades dos vossos amigos da praia ; nos que
ao piesente nada temos do que a constituido
nos garante; que at n8o temos o direito de
votar ; ou vos que autorisais esses excessos .
que ordenis esss licencas, que finalmente em
vossas lolhas proclamis e aconselhais ao po-
vo o espancamento, e apredrejamento dui ho
mensda ordem ? Vos que continuamente vos
reonis em club?, que nccs, sobu movo de um
padre Jesuta, aprovais,ordenis,e juris oex-
terminio, e a morle da familia Cavaleanti' \\\
Ofa quo he horrivol, que tendamos, que com-
balcr corn umpartido, que assim prega a disso-
lugao de todos os lagos da sociedade ? Com um
partido, que desesperado do vencimento appel-
la para a raslo do ccete, o do punhal, do rou
bo, e do assassinalo!.'!. Mas dizeis vos, em re-
sumo do vossa de lesa; que nao podis conspirar
por quanto tendo as autoridades do vosso lado ,
nenhum fim terieis em vista. Mas nos vos res-
ponderemos, que nlo vos acreditamos, por isso
que os factos cima apontados, sem duvida ,
falli mais verdade di que vos ; porque nlo
somos,como vos,to insolentes, eatrevidos, para
julgarmos que o Exm. Presidente, e Comman-
danto das Armas da provincia, approvem o que
tendes feito no curto espago destes tres mezes ,
por que se vos, cujo partido he em geral com-
posto de homens sem em prego, oficio, ou be-
neficio, de vadios, proletarios, e vagabundos, de
homens que nada tem que perder, que nlo a-
presentao.a mor parle delles, um meio de vida;
nao podis conspirar;entao,ns de cujo lado es-
to a riqueza, a industria, e a intelligencia do
paiz, nos cu jos interesses todos se achao ligados
a paz, e a Iranquillidade; nos em cujo partido
nao deparis com umsdesconten(e,ou aspiran-
te empregos pblicos, he que conspiraremos?
Para que, Srs. du D.-novo Para perdermos o
que mediante o nosso trabalbo temos adquiri-
do, a rusta do suur do nosso rosto Bespon-
dei, Srs. da praia por que ainda tem muilo
que dizer-vos. O verdadeira liberal.
Correspondencia.
Srs. {eductores. Se o< D'-novo nlo cor-
resse por outras provincias du imperio, e por
algumas comarcas do interior de Pernambuco ,
onde se ignora a moderaglo c in que se proce-
deo as eleices da villa do Cabo, eu entrega-
fia ao desprezo, que merecem, as calumnias e
os insultos que proferio contra mim o Sr.
I.ui/. Francisco Paes Brrelo, Subdelegado do
l. distrido da mesma villa, em dous cilicios
dirigidos ao vr. Chee de Policio, e n'um que
enderecou ao Exm. Presidente da provincia.
Nao sendo conhecido alm da comarca do
CabooSr. I.uiz Erancisco Paes Brrelo al-
guma impresso pode fa/er no publico a parle
llieial de um agente do Polica de cuja levi-
andade ou antes falta de senso poucos ter
noticia sou por tanto (oread > a defender-me,
repellindo com toda a indignarlo as calum-
nias e insultos que contra todas as regras da
decencia forlo levadas contra mim a presmga
deS. Ex., e do Chefu de Polica, emnora sei-
ba, que o Sr. Luiz Francisco, por tonteado,
-ujeilou-se a assignar a 26 do correnle nesta
cidade essas tres pegas,que engendrarlo os co -
ripbeos da pandiba da praia despeilosos de
terem os meus prenles c amigos obtido mai-
oria para eleitores da psrochia do Cabo.
No dia 22 dirigise o Sr. Subdelegado a
tomar as armas, que tinblo alguns votante
do meu districto conduzdo em sua defeza pelo
caminho, e guardado n'uma casa logo que
chegrlo povoacao o perguntando-lhe ea
se as quera para reunir ao arsenal, que me
constava ter o Sr. Subdelegado cm sua casa ,
ou se contentava-se com a cbave da casa, en
que ellas eslavlo depositadas,acceitou a cbave e
de mijito bom humor.
(guando no da 23 tomn algum calor urna
queslo de entrega de listas, por tero Sr. Ba-
charel Ayres do Nascimenlo dirigido I Mesa
algumas palavras fortes, achava-mu eu junio
grade, e nlo vi o Sr. Coronel Cosa o qual
me consta lomar ao partido do Sr. Nascimenlo ,
tratando sedessa qu silo n'um grupoque es-
lava mui distante da grade e da .Mesa, sem que
houvesse a menor oflensa de palavras, nem a-
mcaea feita ao Sr. Coronel Costa, que all es-
teve sempre mu livremente.
Desafio o Sr. Luiz Francisco para provar
com o Sr. Coronel Costa o que avancou a esle
respeito contra mim sem a menor considerarlo
verdade nem dignidade quedeveler
um homem a quem se confioij um empregO.
Mais infame ainda que esta calumnia he a
que me imputa o Sr. Luiz Francisco de ter eu
lido parte.com a minha approvaglo.-no homici-
dio do infeliz Victorino, que o Sr I.uiz Fran-
cisco finge ter sido assassinado por nao assig-
nar chapas no dia 25 quando he publico que
ellevolou a 23 nos candidatos do partido s
ordem e que a sua desgraca foi sentida por
mim e por todos os meus amigos.
Movendo se urna contestado na taberna de
Victorino,em consequencia da perda de dez mil
ris, entre elle, e o dono desse dinheiro. bou-
verao insultos reciproco e pro vagues, de que
resultou a morte. O matador evadi se in-
mediatamente como pdem attestar os Inspec-


5
toros da villa, som <|ue mefillaaio, oo;n a pe?- '5o. quinta foira 3 do corrente peas 10
toa alguma.
Sotpreliadorao-me o? ofliiios Jo 5r, L'iii
Franoisoo l'.es Barrlo porqu i de sua levian-
(I i I ; nunca osporei tanlo : olla amis p6'le
desculpal-o da acto indigno o vil desubscre-
ver to infames calumnia?, sem tor liavido da
ininha parto a menor provocacao depois do
torem-se fu i lo as eloiQoos do Cabo em plena
liben! ade o tranquillidaleodo havor-so retirado
da villa o Sr. subdelegad.) em harmona com
todos os do meu lado entregando a chave da
casa em que se guardavao as armas, e at gra-
cejando commigo, quando resolveo-se a deixar
de entregar as listas do seus constituintes, por
ter-se grunte minora, nao podia continuara pleitear
a eleicao depois quo a Mesa inutilisou a alican-
tina de procurages dupficadas, com (|ue pre-
tendia-se nullilicar os votos do partido da or-
dem. Sobre o conceito que o Sr. Subdelega-
do Paes Barrlo goza de leviano, accarreta a-
gor o de inimigo da verdade e de calumnia-
dor emquanto nao apresentar o testemunho
desses 25 Srs de engenho oujos moradores,
affrma, forao privados de dar seus votos, para
o que o desali assim como para provar as
indignas aecusages de que eu capitaneando
sicarios, me arrojasse com ellos sobre as pessoas,
que defenda a lei perante a Viesa Parocbial
do Cabo pratic isse assassnatos ou que ao
menos approvasse a morte do infeliz. Victorino
esfructe o Sr. Lua Francisco Paes Brrelo
oslavoics, a popularidade, o mesmo acele-
bridade, que Ibe quer emprestara pandilha da
praia mas, para satisfazer-lhe o d-speitoda
derrota eleitoral do Cabo nao so suhmetta a
subscrever calumnias tao prfida nenie urdidas
por esses carrascos da reputaco albeia, que s
a furto descarrogo o golpe de sou ervado ctelo
lo. Tapugy. 29 de Setembro de 1844.
JoSo do Mego Horros.
iioras
da manha, na ra d'Apollo, armuzem n. 12,
de chumbo em barra, de lenc.il e munrSo'
vinhos de Malaga, amendoas, gra i de b co,
azeitodoce em barrris &c., sendo a carga s.1 -
vada da Polaca Sarda N. S. do Belvedere, Ca-
pito Gaetano Gimelli, encalhada e abandona
da na praia do Pitimb, Provincia da Parahy-
ba; lodo no estado em que se adiar, por con-
ta e risco de quem perlencer, e sol as mai
condicoes, que sero declaradas no acto dolis
lao, o qual ser feito em lotes devidamentedis
tribuidos, e constantes da relajo que apres.-n-
tarao os consignatarios Nascimento Schaeffer
&c.
2Kalkmann & Rosemund faro lelao.por
intervencao docorretor Oliveira, dosortimento
das mais explendidas fazendas de todas as qua-
lidades, e as mais adoptadas para este mercado,
quarta feira 2 do correte, as 10 horas da ma-
nhaa, no seu armazem, ra da Cruz. (6
Avisos di ve raros.
COiS^EliCiO.
lllndega.
Rendimento do dia 1 .........1:216^207
Descarregao hoje 2.
BarcaCumberlandfarinha.
PatachoAlbertomercaduras.
Itov intento do Porto
Navio entrado na dia 30 do pastado.
Babia; 9 das, patacho brasileiro Nova Aurora,
de 114 toneladas Capito Domingos Jos
da S Iva, m|uipagem 12 carga lastro : a
Manoel Joaquim Pedro da Costa.
Navio entrado no dia I. Jchaln). ; 30 dias, brigue nglez famble, de
271 toneladas, Capito Peter Hutchinson ,
equipagem i5, carga estreo : ao Capito.
Navios sahidos no mesmo dia,
Suspendeo do lameirao para a Bahia a polaca
sarda Roa Intelligencia, Capito Joao Bap-
tista Gorlro: em lastro
dem; Polaca sarda Abdul Midjed, Capito
Louronco Canavarro : em lastro.
Dito; para o Ass a sumaca brasileira Nova
Aurora, Capito Domingos Jos da Silva :
carga lastro
N. B. O consignatario do brigue brasileiro
Alberto, entrado de S Miguel no dia 30 da p.
p. Diez, he o Sr. Germano Serrao Arnau, e nao
Jones Paln & C., como por engao sabio na
parte do registro publicada hontem.
Deca raeo s.
1 = O Administrador da Mesa da Recebe-
doria de Rendas Geraes Internas, tendo em
considerarlo as despezas e incommodos que
teem os Collectados, quando sao notificados e
penhorados,avisa a lodos os moradores dos huir-
los de Santo Antonio, Boa-vista e Affogados,
para que no prefix" prazo de 20 dias, venho
pagar o importe da taxa de escravos, d< s annos
de 1842 a 1843, e 1843 a 1844. pena de re-
melter para Juizo, sem contemplaco pessoa
alguma, a relajan de todos os devedores, e para
que chegue a noticia a todos faz o prsenle an-
nuncio. Reccbedoria, 1. d'Outubro de 1844.
Francisco Xavier Cavacantid'Albuquerque.{M
(I Delegado do termo de Olinda faz scien
te, que no da 28 do corrente passara um preto
de nome Antonio, vindo das parles de Goianna,
eolTerecendo um cavallo por menos de inelade
do sen valor, cojo preto se aclia preso na cadeia
de Olinda, e o cavallo em poder do mesmo De-
legado no engenho Pal) lista ; quem for seu do-
no baja de o procurar.
Joaquim.Cacalcanti deA'buquerque.
I p i loes.
= Por ordena, e em presenta do Vioe-consul
de S. M. Sarda, o Correar Oliveira ar lei
O N. 18 DO GUARARAPES,
PERPUDrCO OBDEIRO EGOVERMSTA,
sabio luz, e acha-se venda na livraria da
Praca da Independencia ns. 6e8, por 80 rs.
cada exemplar.
l=Os administradores da casa do J. P.
llster annuncio ao publico que ninguem faca
negocio couj Martinianno Jos Pascoal a res-
pelo de urna sua escrava nem de outroqual-
quer bem, que o mesmo pertonca, porque j
foi condemnado por sentenca a pagar o que de-
ve a dita casa fallecida, e para sublrair-se a
esse pagamento tem ocultado o dinheiro que
recebeo de Joao Leile Pila Ortigueira, e a es-
crava que Ibe tocou no inventario amigavel
que te/ com seu cunhado Jos Caetano Farges
da Cruz, que Ihe tocara por fallecimento de
sua sogra. (13)
1-0 abaixo assignado declara nao se enten,
der com elle, o aviso da Relaco d'esta Cidade-
cm que declara ter sido remedida ao Juizo in-
ferior para serjulgado e depois voltar, anp
pellaco crime. em que he appcllante o Juizo
e anpellado Francisco Gomes d'Oliveira (reu
flaneado); pois que o abaixo assignado (o
Corrector Oliveira) nenhuma demanda tem de
qualquer naturc/a, que seja.
Francisco Gomes d' Oliveira. (10
Pertende-se comprar a armaco e seus uten-
silios e diminutos efTeitos da taberna de Joao
Jos de IMoura defronte do doito do Livramen-
to n. 8 a pessoa que seacharcom direitoal-
gum sobre a dita taberna queira annunciar,
ou dirigir-se a ra imperial n. 43 e fazr ver
qual motivo de sua exi. encia e caso nao apareca
quem se oponha a tal compra no espaco de tres
dias, para o annunsiante poderultimar a com
ira da dita taberna, sobre o protesto de de-
pois da-dita comprar nao ser valiosa qualquer
urna exigencia que possa aparecer e nao se cha-
maren) a ignorancia. .
= Aluga-se um sobradinlio de um andar
cito no beco do Padre; no aterro da Roa-vista
n. 37.
= Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
da cadeia veiha n. 11 a tratar nu loja da rnesma
= Quem percizar de um rapa/ portuguez o
qualsebe bem ler e escrever e contar com to
dos os conhecimentos de negocio para qualquer
oceupacao commercial: em que se dezeja arran-
jar pode porcurar na travessa do Rozario loja
do bolaxa que ahi se dir quem be o perten-
denle assim como o mesmo tem alguma pratica
de armazem deassucar.
= Aluga-se primeiro andar com cimodos
para pequea familia na ra da Cadeia velha
n. 17 a tratar na rnesma.
De/eja-se fallar com o Sr. Yericimo An-
tonio de Mallos a negocio que Ihe inleressa na
ra do Livramento n. 6.
=0 adaixo assignado comprador do impos-
to dedois mil equinhentos porcabeca do gado
vacum, que fr consumido na freguesia do
Poco da panella usando da faculdadc que Ihe
conepde o arl. 43 da lei provincial do 2 de
Maio de 1838 faz publico por meo deste an
nuncio para conhecimento d'equelles a quem
competir a sua execuco, que toda a carne
das rezes, que forem moras nos matadouros
desta frecuezia, e frem condusidas para os
assougues casas particulares ou embarque
dever ir acompanlaada de urna guia passadn
pelo annunciante, a qual s valere no dia de
sua data, e as carnes que frem achadassem
a competente guia quer na conducao para os
acougues quer nos mesmos serio aprehendidas
pelo annunciante, ou pessoa que suas vetea
fi/er, e levadas a prezenca do Sr. Di. Jui/. de
Direilo do Crime mais prximo para proceder
na forma determinada ne art. 8 do regula-
mento de 23 de Setembro de 1833. K para
constar faz o presente que ter.i principio a sua
execucao dcsta data por diante. Casa forte 30
de Setembro de 1844. O arrematante.
Joaquim (ordoiro Hilero Campos.
j" (iarlos "ar,dey C establecidos no da I contina a dar licoes de piano, flauta o violao ,
lio da Matriz de Santo Antonio n. 2, com loja por mdico nreco.
de ourives, acabao de receber um lindo sirti =s Precisa se de urna mulher para ensinar
monto dy obras de ouro do ultimo gosto, tran- urna mulata a engomar em casa de sua senbora.
telina para hornern aderecoi para senhoras oaa horas (|uo se convencionar; na ruadas
brincos, anneis, alfinetes, caixas de prata para Agoas-verdes, sobrado n. Gt.
r.'p, maracaes para meninos; na rnesma loja so i Precisa-s- alugar un negro pira vender
recebo em rtinmendas de qualquer qualidade, fazendas na ra, em companhia de um estran-
eja de ourfves como de cravador, compromet- geiro, que seja fiel, e qao nao beba, paga-so
tendo a razer qualquer obra do hrilhanle de bem; trata-se na ra da Lingueta n. ., casa
gosto muderrr e concert ; qualquer obra a do pasto france/a.
mais delicada e difcil que seja. (12 = Quera tiver para vender um grilbSo, sem
-\\odia 4 don-orreie so ha do arrematar; eitio, sendo de ouro do le, annuncie.
aporta do Sr. Dr. Juiz do Civel da 1.avara = D-se dinheiro a premio em pequeas
urna escrava que sabe comprar o diaiio de urna \ quantias^'no oxcedenles de 100,000 rs sob
casa ; quem a pretender compareca em dito penliores* de ouro; quem pretender dirija-se
da as 4 hora da Urde a qual est avallada : ao pateo de S. Pedro sobrado n. 9. No mesmo
pelo mdico pr^o le 200,000 rs ; aluga-se urna negra para cosinhar, e que saiba
-A quem for oflerecido um chapeo de ras- vender na ra, responsabilisando-se seu dono
tor branco, quasi novo, por ter sido servido
s duas veses, 5 fivellas de prata, com corren-
tes, para suspensorios, um garfo de prata,
una colher para sopa, urna dita para cha tam-
bera de prata um pequeo cordo d'ouro, fi
no, siivao-se aprehender, pois foi furtad', do
primeiro andar da casa da ra do Queimado
n. 5. elevar a loja da ra do Crespo n 13
que ser generosamente gratificado. (10
Perdeo-se um brinco de ouro de caixao,
lavrado, com folbas de varias cores, com dous
diamantes, da ra Direila, beco do Cirigado,
Abobada da Penha, ra do S. Rita, ra de S.
Cicilia, do Fagundes, patio da Penha, alea
pela fidelidadeda dita. (7
1 =s Precisa-se alugar um moloque para to-
do o snico, na ra l'ormosa n. I> {-J
1 = Precisa-ge de um caixeiro para tomar
COnta de una venda, dando (iudor, na Moa-vis-
ta, ra da Conivicao n. '0. 13
1 an Aluga-se o primeiro andnr do sobrado
n. 41 da ra Nova ; trata-se no segundo andar
do mesmo. (3
1 = Aluga-se a loja do sArado n. 46 da ra
dasTrinrheiras, prop^io para armazem ou oubo
estabeleeimenlo ; a tratar no primeiro andar
do mesmo. (4>
^= Cjuem precisar de urna ama, que cosinba.
ra da Assumpcao, na madrugada do da 281 engomma e faz nutro qualquer servido de casa.
do me/, de Setembro, em quo se levan-
tou a bandeira do nixo da S. do Livramento.
(^uem o tiver adiado, e quiser restituir o leve
a ra Direita n. 119. que se agradecer.
1 Precisa se de um caixeiro de 16 a 18
annos para tomar urna venda por halango .
que d fiador a sua conducta e que tenha bas-
tante pratica ; no atterro da Moa vista n 54. (i
1 Fm casa de 1 'ornando Lucca na ra do
Trapiche n 34. ha sempre urna grande sorti-
mento do todos os melhores vinhos tanto em
quartolas, como em caixas, tambero superio-
res conservas de frutas da Europa, e outras
conservas do todas es qualidades, prezuntos,
queijos &c acaba lambem de receber pelo ul-
timo navio chegado da Bahia um grande sorli
ment de charutos da afamada marca da Rega-
la, estes eoutros muitos gneros se vendem por
precoc ommodo (1l
ITendo so perdido algumas letras perten-
centes ao annunciante Manoel Florentino Car-
neiro da Cunha que as havia aceitado ao Coro-
nel Fraooirco Jos da Costa por occasio de
Ihe tercejiiprado o engenho Tabatinga que de-
pois Ihe tornon a vender c assim Ihe forao res
tituidas ditas letras podendosuccedercaliirem
om puder de alguma pessoa, e como o annun
ciante nao deva a pessoa alguma nesta praca e
nem fra d'clla, o faz publico para que appa-
reea logo qualquer pessoa qne as possa ter por
isso que devem boje estar todas vencidas o o
annunciante nao tem letra sua om pder de al-
guem a oxcopcao do tais letras se he que real-
mente se acbo em mao ou poder do alguma
pessoa. (16
1Roga-so a quem por engao lirou do eor-
reio urna carta vinda dos portns do sul n. 1:275
dirigida Joao Jos Gonzaga Pereira, a hon-
dada do a r entregar em casa Jo: Sr:'. Mesqui-
la Dulra por cujo obsequio so mostrar gra-
tido. (6
= Precisa-so de um babil oflicial doempa-
l!,ador na tenda de marceneiro junto da cadeia;
quem estiver nestas circumstaucias procure
na rnesma tenda.
=A festa da Sra. da Solidade da Boa-vista fi-
cou transferida para o domingo 13 do corrente
=rO Sr. Manoel Dias, correspondente do en-
genho Aracu, dirija-se casa do Luiz Jos Mar-
ques, ou annuncie a sua morada para neg ci
seu.
1 = O abaixo assignado faz sciente ao pu-
blico que muilou o seu estabelecimento para a
ra Imperial n. 145 Jos Ftrnandrs Goitz.
1 s= Paz-te scienle aos senbores qqe compra-
vao o superior cha hisson na ra do Rango I n.
45, que elle so acha agora na ra Imperial,
n. 145. \ (4
O abaixo assignado faz sciente, que, ten-
do de fazer urna vagom 80 Cear, dola sua se-
nhora e (ilhos em companhia do Sr. Ricardo
Chrisostomo Rodrigues e quem fica encarre-
gado dos seus negocios he o Sr. corrotor Oli-
veira. P. Thberge.
= Furtr8o da ra da Praia urna porciio de
travs de louro ecamacary, offeroce-se urna boa
gratinVacio a quem doscobrir o ladrn,ou quem
tiver comprado as mesmas.
= O Sr. Jos Jacinto Coelho residente em ca-
sa do Sr. Dr. Agnstinho da Silva Nevos, queira
dirija-se ra do Livramento n. 26, primeiro
andar.
:- Aluga-se um preto que entonda do pada-
ria, o va, com um caixeiro, entregar pao as
freguezias; as Cinco-pontas padjria n. 63.
1 = Perante o Sr. Dr. Jui/ do Direilo da 2.*
vara do civel so ha de arrematar um mulato,
proprio para qualquer servico, avaliado pelo ba-
rato proco de 300,000 rs., quarta feira 2 d'Ou-
tubro, por ser a ultima praca. (5
= O abaixo assignado faz ver ao publico,
que desta dala em diente fico sem efleito as de-
claraces que tem passado muitos senhores,
que teem penhores em sua mao, que j tem
passado di seu trato mais de 6 metes
Manoel Jos da Silva Bello monte.
1 = Acha-se novamento aborta a podara da
ra dos Burgos, que foi de Carlos Delers, sem-
pre com inuilo bom pao e bolaxa de superior
farinha, e feito com o maior asseio possivcl,
assim como promclte-se servir bem a lodos os
fregu e.-. tanto os que mandarem rnesma pa-
daria, como os que quizerem quo se mande a
suas casas. ;'8
2 M. S. Mfli'son, rirurgiao dentista acha
se residindo no segundo andar do sobrado n. 2 ,
sito na ra Nova lado da matriz aonde con-
tinua a botar denles mineraes, litando incorrup-
tiveisoapparecendo inicuamente cmo dentea
naturaes, tamliom lira a podra, a qual nao
sendo extrahida empouco tempo tanto arrui-
na os dentes ; chumba com ouro ou prata ,
para privar de augmentar a corrupcao tam-
iiiiin lira, lima o faz todas as operaces denlicaes
com a maior dclicadosa possivel; elle espera
que os elogios eo muito patrocinio quo tem
recebido pelos beneficios, que tem produzido na
sua pratica, durante quasi annos de residen-
cia nesta cidade sero garantas sufficientoa
para as pessoas que precisarem de seu pros-
timo nao o deixarein de procurar. (17
1Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
l da ra Nova ; a tratar no segundo andar
do mesmo sobrado. (3
3 Francisca Mara das Chagas vai para o
Ass e leva em sua companhia sua fillia me-
nor Felizmina Maiciana da Silva e sua mSt
Anna Joaquina dos Santos. ,4.
3|)-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata em pequeas o grandes
porces ; na ra do l.ivramonto botica n. 24,
do lirandao. \.
3 Aluga-se o segundo andar da casa da ra
estreila do Rotarlo n. 18, por \1j rs. mensaes;
a tratar ni ra do Nogueira n. 27. (3
2Oflerece se para ama de casa do honiem
solteiro ou para companhia deaiguma Senbo-
ra capaz urna mulher branca de idade ; quem
a pretendor dirija se a ra de llortas n. 46. (4
LOTERA de S. PEDH
MARTYR DA CIDADE
DE OLINDA,
Correm infalivelmente as rodas, no dia 10
de tulubro prximo vindouro eos bilhotes
achao-se venda nos lugares j annuncia-
dos. # (g
2 I endo fallecido o nosso presado amigo o
Sr B. \ cente Lasserre a sociedade que girava
0111 a firma de LasseireColombiez & C. acha-
se dissolvida :a rnesma casa contiuar.i todava
com o mesmo genero de negocio dcbaixo da
ir receber urna carta, vinda da ilha^de S. Mi-1 nova firma de DidierColombic:.Cucando esta
guol, na ra da Sen/nla velha, no 3. andar da i encairegada da lquidacao de toJaiaa transacocs
casa n. 112, e ato s pola manhiia at 9 horas, i commcrcaes lano das operadas duraulo a pri-
= Nlarcellino da Costa Jnior mudou a sua I meira sociedade. como daquellas feitas snb e
residencia para o beco daBomlan. 2, ondej simples firma de B. Vcenle l.asserre. (10



Da casa do abaixo assignado morador na
ra das Floros n. 1, desappnrcceo nodia 28 do
p. p. a preta Marrolina, Alrirana livre de na-
ci Congo n> !5 annos ros'o comprido o
cheio pesclo curto, nariz chato, fula es-
tatura baixa cheia do corpo um pouco cor-
covada c barriguda; levou vestido de chita azul
de flores amarellas anda novo e panno du
Costa azul o branco Coi vista na estrada da
Magdalena ; adcverte-se que he a sexta vez ,
que foge c tem sido apprehendida em S. Jos
o na estrada deJaboatao ; roga-se as autorida-
des policiaes queirao apprehender o leval-a a
casa do annunciante. Cuix Francisco de Mel-
lo Cavalcanti.
2 Precisa-se de amas de leite para a casa dos
eipostos ; as pessoas que quizerem criar, di-
rija-se a mesma casa. (3
2 Na loja de livros do Pinto sti encaderna
livros de todas as maneiras e por preco mais
commodo do que em outra qualquer parto, com
toda a promptido e aceio, assim como tam-
bem se apara papel. y (5
2Appareceo, ha dias, na ilha do Retiro, na
Passagem urna canoa de carreira ; quem for
seu dono, dirija-se a dita ilha, ou na ra da Ca-
deia de S. Antonio n. 15, segundo andar. (4
'i U-se dinheiro a premio sobre penhores
do ouro em quantias do lOO^rs. para menos;
na ra das Larangeiras n. 23. (3
2 OSr Monel Jos Ribeirode Campos quei-
ra annunciar a sua morada, ou dirigir-se ao
armasem de Delflno dos Anjos Teixeira e Ri-
beiro na ra de Appollo n. 2 A, a negocio de
sen intoresse. (o
2 Um Brasileiro adoptivo de 50 annos,
sem familia, sabeler, escrever o contar soffii-
mente, etem conhecimento de servido de qual-
quer naturesa se offerece para caixeiro de en-
genho ou feitor ainda mesmo de olaria e
tambem dar licoes de primeiras lettras ; o
mesmo d fiador a sua conducta; quem o pre-
tender annuncie. (8
2 Offerece-se um Portuguez do 20 annos,
para caixeiro do ra ou mesmo para criado de
servir o qual sabe lere escrever; quem de sen
prestimo se quizer utilisar, dirija-se ao Attcrro
da Boa-vista n. 14. h
3 Do-se-DO? rs. a premio sobre penhores
de ouru, ou prata ; na ra do l.ivramento, bo-
tica n. '1-2, se dir quem d.
3 Precisa-se alugar urna preta que nao
seja velha equosaiba cosinhar ; quem liver,
annuncie. ,3
3Manoel Joajuim Brandao precisando fa-
1er urna viagem a Europa tem de vender a sua
botica estabelecida na ra ostrelta do Rozario ,
ou arranjar-secom algum Sr. Pharmaceutico ,
que queira encarregar-se da adrninistracao da
mesma botica ; a tratar na mesma. (6
5 O abaixo assignado, engenheiro civil ,
acha-se no seu escriptorio desde a 9 horas da
manha at 3 da tarde, no largo do Corpo San-
to d. 4, primeiro andar.Alfredo deMornay,
2 = A medicina popular americana o as
pululas vegelaes que a muitos annos, estilo em
uso em todos os paizes tropicaes, tem se prova-
do como unta medicina inestimavel, sendo pro-
partida de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
onga mais tenra.
Cada caixinha leva o seu receituano, custa
1 jOOQ ris a medicina pupuiar o americana de
30 pululas, e 800 ris as pululas vegelaes do l)r.
Brandreth de25 pululas
Avisa-se ao publico que a medicina popular
ainda nao appareceo falsificada e para maior
seguranca das verdadeiras pululas vegetaes,
vende-se de hojeem diante cada caixinha em-
brulhada no seu receituario fechado com a firma
uom nicos agenies para o Brasil uo Rio Janeiro.
\ ende-se nesta praca em casa do nico agen-
te Joo Keller ra da Cruz n. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da \ ;uva Cardoso Ayres, ra No-
va Guerra Silva e Companhia, Atierro da Itoa-
vista, Salle* c Chaves. (24
9=Johnston Pater & C, teemconstanlcmen-
tc venda laixas de ferrobatido iecoatlo mo-
endasde forca de 4cavallos bax calta pres-
sao, tudo por preco commodo : na ra da Ma-
dre de Dos n 5.
iCoaipra-se urna prota, que seiba lavar
de varrella e engommar, paga-se bem se for
de bons costumes embora nao seja muito mo-
ya ; na ra do Crespo ioja da viuva Cunba
Gu i maraes. (5
Vendas
Compra
2Comprao-se eflectivamente para fra da
provincia escravosde ambos os sexos de 12 a
20 annos agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeiu de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
3 Comprao-se eflectiva mente para ra da
provincia mulatas negras, e moloques do 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens 11. 16. # 4
2 Comprao-se sellencas o diarios velhos;
na ra larga do Rozario n. 15 ; na mesma casa
vendem-se dous cordoes de ouro por preco com-
modo.
1 Compriio-se ossos de boi, em grandes e
pequeas purces ; no Forte-do-Mattos, ra da
Moeda armasem de assucar n. 15. (3
1 Comprao-se eflectivamente mulatas, ne-
gras e moleques do 12 a 20 annos, com habi-
lidades, ousem ellas, pago-se bem ; na ra
estreita do Rozario n. 34. (4
3Vende-se gomma de araruta a 320 rs. a
libra ; na ra das Cruzes n. 40. (2
3 Vende-se polassa americana de boa qua-
lidade; na ra da Cadeia-velha armasem n.
12 de Henrique Bernardes doOliveira Com-
panhia. (4
3Vendo-se um bom banco para torneiro ,
com toda a ferramenta completa ; na Boa-vista,
ruado Tambi 11 10. (3
3Vende-se urna preta muito boa engomma-
deira cosinheira e Iavadeira ; na ra do Cres-
do n. to. (3
3Vende-se urna venda com poucos fundos,
sita no pateo do Terco n. 139 ; a tratar na ra
larga do Rotario n. 52. (3
3Vendem-se bichas muito boas, por proco
commodo tanto a retalho como aos ceios ;
na ra da Cruz loja de barbeiro n. 43. (3
2Vende-se urna venda com poucos fundos ,
no lugar da Casa-forte e bem afreguosada ; a
tratar com Angelo Custodio da Luz morador
no Pdco-da-panelia.
2Vende-se urna cama de condur por 14^
rs. ; na venda da esquina da ra do Arago
n. 43. (3
2Vende-se'uma flauta apparelhada de pra-
ta com 4 chaves, muito boa e por preco com-
modo ; na ra da Praia n. 20.
2Vende-e um molequo de 15 annos, do
bonita figura ; na ra das Cruzes n. 12.
2Vende-se urna casa com bastante commo-
do para grande amia com quintal e cosi-
nhafra sita na ra de S. Rita n. 34; a tratar
no largo das Cinco-pontas n. 134. (4
2Vende-se um casal de rolas de Hambur-
go, com filhos ; na ra Direila n. 55. (2
2Vende-se meia duziade colheres de pra-
ta para cha, ouro o prata cm barra para obras ,
urna gargantilha muito bonita urna colher de
tirar soupa um par de castices de prata mo-
dernos anneldes, medalhas e pares de brin-
cos de diflerentes modelos ; as Cinco-pontas
n. 45. (7
2 Vende-se urna escrava moca com ha
bilidades ; na ra doCabug n. 16. (2
2Vende-se urna preta quitandeira Iava-
deira e cosinheira com urna cria de um anno,
muito nutrida e ainda mama ; na ra larga
do Rozario sobrado da esquina que volta
para a ra do Cabug primeiro andar (5
iVende-se papel meia hollanda proprio
para typographia em porcao de resmas, ou a
retalho ; na ra da Cruz n. 52. (3
2 Vende-se urna preta de nacao muito
robusta e de bonita figura perita Iavadeira ,
e he ptima para todo o servico de campo ; na
Camboa-do-Carmo n. 27. 4
2 Vende-so urna porcao de bichas muito
boas, chegadas, ha pouca, da Baha por mais
barato preco doqueem outra qualquer parte,
garante-se ao comprador a escolha em gran-
des e pequeas porefles ; na ra de Apollo, ar-
masem n. 6. (6
2 Vende-se a armacao da taberna de Joao
Jos de Moura com todos os seus utensilios,
sita na ra do Livramento n. 8 para com o
producto se pagar a renda da mesma ao Sr. Vi-
cente Ferreira Gomes e o que sobrar ser para
pagar aos credores do mesmo Moura ; a tratar
as Cinco-pontas, venda n. 4. (7
2Vendem-se 3casaes depassaros siricoias,
por barato preco ; na venda da esquina da ra
do Arago n. 43. (3
2 Vende-se urna escrava de nacao de ho-
na finura cosinha, engomma e faz todo o ser-
servico de urna casa ; um pretode nacao que
nao tem vicios ; na ra da Cadeia n. 40. /4
^ Vendem-se os seguintes livros; Prosodia
de Bento Pereira nova, du decima edico, dic-
cionario de composicao latina por Fonseca |
grammatica e diccionario da lingoa bnnda ou
Angolea, diccionario calipino ricamente en-
cadernado ; na ra Bella n. 45.
Vendem-se ptimos licores de diversas
qualidades a 200 rs. a garrafa eem porcao a
160 rs. genebra embotijada a 200 rs. e em ca-
ada a 800 rs. ago'ardenle do reino a 900 rs.
a caada, dita de ans a 700 rs. licor de rosa
superfino a 500 rs. a garrafa superior ago'ar-
denle de lima a J'20rs. a garrafa e a caada a
800 rs., rolhas finas, que serven) para fras-
quinhos, e proprias para botica a 160 rs. o cen-
to; na ra da Roda n. 13.
Vende-se um bonito escravo de 20 annos,
ofllcial de ferreiro e todo o" servico; um mo-
leque peca de 18 annos, proprio para pagem ;
urna preta de 16 annos engomma cosinha ,
ensaboa, e he muito carinhosa para meninos ;
urna preta perfeita quintandeira e de todo o ser-
vico ; urna negrinha de 12 annos, muito bo-
nita ; na ra do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se a arte potica de Horacio tra-
duzida na margem com esclarecidas notas em
portuguez ; na ra estreita do Rozario loja de
cera n. 3.
Vcnde-se uma negrinha crnala de 8 annos,
muito bonita ; na ra da Cruz n. 19.
Vende-se muito emeonta urna porcao de
travs de louro ; na ra do Rangel n. 50.
Vende-se urna venda em muito bom lugar,
com poucos fundos ecommodos para peque-
a familia vende-se porque seu dono retira-j
sa para fra da provincia ; a tratar na mesma
venda na ra da Senzalla-nova antes de che-
gar o Porfo-das-canss n. 22.
Vende-se por precisao, a venda da es-
quina da ra Imperial n. 2. ; uns bracos de
bataneas grandes e pequeos ; urna rica mesa
de meio de sala ; tratar na mesma venda com
Joaquim Pinheiro Jacome.
Vende-se urna corrente fina com 5 oita-
vas e meia por 25# rs. um annel com 3 oi-
tavasecomum diamanto, por 13^ rs. tudo
de ouro de le ; no pateo do Carmo n. 1.
Vende-se urna bonita escrava mucama
recolhida de 18 annos, engomma e cosinha
muito bem ; dous moleques de nacao, de 12 a
13 annos ; 3 escravos para todo o servico; um
moleque peca de 18annos ; um escravo de 25
annos; um bonito mulatinho de 13 annos,
pagem ; na praca da Boa-vista n. 19.
com ura bom diamante urna corrente moder-
na dous pares de areola* com diamantes, un
par do casticaes de prata dous ditos com um
prato ethesoura', os mais delicados e moder-
nos que exislem em Pernambuco duas colhe-
res grandes de tirar soupa duas ditas para ar-
roz urna salva para 4 copos um relogio ho-
risontal, de ouro e bom regulador, um dito
de prata urna caixa de prata, urna cora de
ouroco 14 oltavas o um cordita com 10 oita-
vas e um quarto ; na ra das Trincheiras
n. 18. 2'i
1 Vende-se o engenho A breo com fabrica ,
bois c bestas, ou sem ellas, na provincia d
Parahiba, limitrophe a de Pernambuco co m
porto deembarque ao p do mesmo engenho
um dos maiores da mesma provincia conten-
bom do 4, ou mais legoas em enmprimento e duas
ou maisem largura com excellente matta en-
Vende-se cal preta e branca muito fina tre os ros Abra" Gra e costa do mar
por preco commodo; na Ponte velha, venda terreno ptimo para coqueiros e j bastantes
da esquina n. 33. p8 de fruto grande pommar, podendo-se le-
1Vende-se, ou troca-se urna mulata de 27 vanlar mais dous engenhos de agoa com ex-
annos muilo alva boa cozinheira engom- tenso e sobejo commodos ; a tratar no mes-
madeira rendelra e de todo o mais servico de
urna casa por urna preta quecosinhe, lave,
e saiba comprar na ra ; na ra de S. Theresa,
venda n. 25. (6
- Continna-se a vender a agoa de tingir
mo engenho. 13
1 Vondem-se saccas de farinha de mandio-
ca da trra do superior qualidade e por pre-
ro commodo ; na ra da Cruz n. 64. 3
1 Vende-se sal do Ass, muito alvo e gros-
cabelo o suissas ; na ra do Queimado lojas so, palha de carnauba, a bordo do patacho
ns. 31 e 33 ; o methodo de applicar acompa- Laurentina Brasileira tundeado na volta do
nha os vidros. (4 Forte-do-Mattos ou na ra da Cruz n. 04. (4
I Vende-se urna prela ladina de bonita 1Vende-se urna venda com os fundos do
figura cosinha engomma, e faz bem po-de- 300# a 400#rs., em muito bom local, o est
lo: em Fra-de-portasn. (8. (3 muito afreguesada ; na ra do Mondego n. 7o
1Vende-se, por precisao e preco commodo,
urna escrava de nacao, de 25 annos, cosinha
algumacousa, lava, he boa quitandeira, que
d 480 rs pordia, e tarnbem serve paraomat-
to por ter disto bastante pratica ; urna loa-
Iha debretanha fina toda aberta de lavarinto,
um berco e urna cama de condur ainda em bom
uso ; no pateo do Carmo n. 24. (8
1Vende-se ou troca-so urna casa d sobra-
do na ra do Arago por urna casa terrea no
bairro da Boa-vista; quem pretender annuncie.
1Vendem-se charutos regala nonplus-ultra,
tanto a retalho como em porcao, por preco com-
modo ; na ra do Acouguinhcm 25. (3
1Vende-se urna escrava de 14 annos sem
vicios nem achaques com principios de cos-
tura ; em Fra-de-portasn. 107. {3
1 Vende-se che bisson da melbor quali-
dade superiores charutos de todas as qualida-
de bem como regala, Havana, Manilba, Ham-
burgo, Cachoeia, Napoleao, e Babia, finos e
ordinarios ; ditos de regala nonplusullra a
2200 a caixinha de 100, e de 200 a 3500 rs ,
chapeos de palha do Chile a 3*800 ris promp-
tos, e por apromptar a 3>40O ris, graxa ingle-
za muito boa,papel,pennas, obreias, rap areia
prela, princera, Gasse o Vilete : na ra do
Rozario vindo pelo paleo do Collegio a primei-
ra loja n. 18. (12
1 Vendem-se sapa tos de lustro para ho-
mem a iCOOrs. borzeguius para dito a 1600
rs. ditos para senhora a 1600 rs., sapatos de
urna pala para homem a 3# rs. ditos de sola
e vira de entrada baixa a 2400 rs., ditos de urna
sola a -2 rs. ditos de setim branco para me-
ninas a 480 rs. ditos de setim preto para se-
nhora a 640 rs. ditos dn lustro para meninos
a 4o rs. chiquitos para ditos a 12*0 e 240 rs. ,
la ni a neos para homem e senhora a 320 rs. sa-
patos de cabra para liomem a 480 rs. meios
botins para homem, sapatos de duas palas, di-
tos de lustro para senhora ditos de corda vao,
marroquim e de lustro de cores para senhora ,
chegados ltimamente e nutras muitas qua-
lidades de calcado para homem, senhora o me-
ninos na picivu da independencia n. 33. 17
1 Vende-se urna toalha bordada de susto ,
com vara e meia de comprimento de esguio
de lindo muilo fino obra muito rica ; na ra
da calcada n. 26 do manhaa at as 7 horas ,
e de tarde das 3 em diante. (5
1 Vende-se duas escravas recolhida com
algumas habilidades, tendo urna 14 annos e
a outra 19 lendo esta urna (ilha de 3 annos ;
na ra Nova n. 5, terceiro andar. (4
1Vendemrse 4 escravas sendo duas ne-
grinas de 10 annos, muito lindas, e duas
i No deposito do farinha de mandioca, na
ra da Cadeia do S. Antonio 11. 19, vcnde-se bom
milho novo, em ssccas a 4/rs. fjrinhadeS,
Matheuse Craveiiasa f80 rs. o alqueire da
medida nova e da velha a 3200 rs. gomma de
engommaj a 10/rs. o alqueire da medida ve-
lha ; no mesmo deposito precisa-se de urna
mulher capaz para vender fazendas dando
fiador a sua conducta. i 1 Na ra de S. Rita-nova n. 88 casa do
encadernador Francisco Antonio Bastos, vende-
se superior tinta preta de escrever j bem co-
nhecida pela 6uabondade; livros em branco de
papel almac-n primeira sorte", e pautas de difle-
rentes larguras ; tambem se recebe toda a qua-
lidade de obras para se encadernar, e apara-se
papel com toda a promptido e aceio, tudo por
preco mais commodo do que em outra qualquer
parte ;lu
3 Vende-se um escravo cabra de boa figu-
ra e moco ; na ra da Cadeia do Racife ao p
do arco da Ccncecao n. 53. 3
Escravos fgidos
pretas proprias para lodo o servico; na ra
Velha n. 111. (4
1Vendem-se duas casas de taipa no Atier-
ro dos Afogados com 100 palmos de fundo e
00 de frente por preco cada urna de 150^ rs. ;
a tratar no Recife, ra do Amoiim n. 22. 4
1 Vende-se urna preta boa engommadeira,
Iavadeira e cosinheira ; na ra do Crespo n.
10, terceiro andar. (3
1Vendem-se 5 pecas para cinteiro de me-
nino dous annelOes urna medalha e urnas
conlinhas do Rio ludo de ouro ; na ra No-
va n. 55. (4
XlVende-se urna guarnco de florete pesan-
do 1 lo oitavas do ouro um par de adragonas
com 44 oitavas de ouro, 4 voltas do coraes en-
castrados com 19 oitavas um par de velas
para padre com 10 oitavas, urna caixa de ouro
para relogio com 8 oitavas, urna conceicao com
urna oitava, urna meeda de \ft rs. encasloada ,
um transelim cora 6 oitavas e tres quartos e 12
graos, urna figa com 2oitavas e um quarto,
todas estas obras sem feitio ; um alfinete com
3 diamantes para senhora una medalha com
um diamante duas ditas, um annel com 11
diamantes 3 ditos com um diamante cada um
e com esmalte um dito pequeo ura frontim
Fugiodo engenho Pinamduba urna escra-
va crioula de nomo Clemencia, alguma cousa
alta grossa e espadada prela nariz rom-
bo denles limados e alvos beicos um pouco
grossos seio cabido, ps e mos grossas bas-
tante, dedos curtos tern dous signaes pelos
quaes se faz muito conheoida que sao duas
marcas de feridas urna no peito esquerdo ,
grande tendo quasl a figura de urna folha do
arvore, e outra no queixo do mesmo lado com
alguns cabellos, tem outra marca no braco di-
reito e no esquerdo he assombrado por urna
especie de pannos que parece sujo; levou ves-
tido de riscado azul encarnado e rouxo ca-
misa de brim fino ; quem a pegar, leve ao dito
engenho a entregar a seu senhor Rufino Coelho
da Silva que receber 200/ rs. de gratifica-
cao; adverte soquea dita escrava furtou duas
voltas de cordo grosso com urna medalha e 2
pares de argolas,' sendo urna de ilagra e a ou-
tra de yuro cortado.
No da 27 do p. p. fugioum preto de no-
me Jos de 30 annos baixo. grosso do corpo,
bem fallante foi do Cralo do Bom Jardim ,
comprado ao Sr. Francisco Manoel Lopes, aon-
de fugio por vezes ; quem o pegar leve a ra
Nova padaiia n. 31, que ser gratificado.
2 Fugio no da 28 do corrente um preto
denomeJos, tem um dedo da mao esquerda
de menos sendo elle mais pequeo, levou ca-
misa de chita azul; o qual pertence a Joao Fran-
cisco de Carvafho ; quemo pegar, leve ao Cor-
po Santo n. 4. (6
2 Rogase a todas as autoridades policiaes
capitaesde embarcacao e de campo, e pessoas
particulares a apprehenco de um moleque ,
que sejulga ter sido furtado por nunca ter
fgido, e nem haverem motivos de ausenlar-se;
pois tendo ido a um mandado na tardo do dia
27deJulho, ao Mondego, nao voltou mais,
o qual tem os signaes seguintes ; crioulo do
nome Joaquim mas conhoeldo pelo nome de
Capuc por causa du nunca usar do primei-
ro de 8 para 9 annos, baixo, bastante ro-
busto fulo, bem parecido com as duas pre-
sas de menos na parle superior por estar em
principios de muda quando ri-so aprsenla
urna cova na face direila he muito esperto e
regrista ; levou calcas e camisa de estopa e bo-
n de panno azul; quem o pegar, leve a ra da
Cadeia do Recife n. 46, em casa de Augusto
Corhett, que gratificar cum 50/rs. enfierece
a mesma gratificacao, e guarda segredb a
pessoa que o tem em seu poder, e o for entre-
gar ; assim como a quem denunciar o lugar
em que elle se acha e sendo descoberto em
qualquer cas se proceder com todo o regor da
leu______________________ (U
Rcisre n Tyr. d SJ I', b******.1**4*


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