Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05187


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Full Text
Auno de 1844.
Ter$a Feira 1

O Diabio |>ublica-s torios os .lu ur nao forem santificados : o prego da aaaignatura
be d# ir mil ra. por quartel pifos ailianiarfos. O annuncioados asignantes sao inseridos
r.':;7 s us ds i^. uau uiem cado de ou reis por iinba. rVa reciamaeoea ilrvem ser diri-
gidn << I vi1 i ra daa Croiea n. 34 ou a praga Ja Independencia loja de lirroan. 6*8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiaMiu, farahyba,segndale aexiaa feiras.Rio Grande do Norte, chega a 8 22 e par-
te dlK 24.Cabo, Serinbaero, AioFormeso, Macey, PortoCaWo, Alagoas: no 4.
i! a H de nada mei. Garanhuns e iionito a lite i 4 .lo ca.la et loa-Ttata e i'lor
es a 1:t >& dito. Cidade da Victoria, quintas feiras. Olioda iodos os diaa.
DAS DA SEMANA.
30 Seg a. Jernimo Aud. do J. de D. da 2. r.
4 Terca ss Virissimo, Mxima e Julia. Re, aud. doJ. da D.da 3. t.
2 Quartas. I.eodegario, Aud do J. de D. da 3. Y.
3 Quinta a. Candido. Aud. do J. de D da 2. y.
4 Sexta a, Francisco d'Assi.i. And. do J. da D. da 2. t.
5 Sab. a. l'lacido. Re. aud. do J.de 1). da 4. y.
6 om% N. S. do Roeario.
B3^?!BtgiS\."fagB>WaaMMiWri H'O.vM'm-MB
de Outubro
Anno XX. f. 219.
Tudo agcr depend de na neimos; da nosss nrodencii. m?Mag0' energa: co-
SSawe coaio principiamos a aeremos luontirios com admira le) entre as naguas mal*
-tal cultas.
(Proclamaba* da AfMaMea
UMIilll MO 1)1
Cimbioe 10-bre Lmdrri 84 e Il.'nom.
ji Paria lN(l re*, por franco
Lisboa 110 por 100 de premio
Ffoeda de cobre ao par.
Ideas da lelraa .'e boas 6raaaa 4
por o,o
30 im o tono.
Our.-Mo-.la .la 6,100 V.
ii N.
.le 4,00o
PrataralaeOai
,. -'esoirolummnare
M htos mr ricinos
PHASES DA LA NO MEZ DE Ol II BRO.
La cbeia a 26 as '.'turas e 44 rain, da m a I.uiuora a 4 1 as 0 h. r 4
Miiiguanta a i ai -' horas e t tuin Ja tarde | Crcenle a S os 55 .
Pleamar de hoje.
coaapra renda
47.500 47,600
47.300 47,5(10
9 500 0,700
.'.000 2 020
.',000 .020
4,80 2.000
mm. da larde.
Ja tarde.
Pnmsira aja 7 horas a rain. 42 da manh.'ia
| Segunda as 8 horas 6 a minutos datante.
>*. ... .-._ .jas-.:
w^gwyrran.f.iiMii*rir.* iiBMai^i i .m ni **"^"^^^^^^^M^Ma^"I^M^asaB^aBiaaiMSgqYaiSaTW^WSMBaSBaBYPBiaBaag>ar'' t. l-i v .v^* -^r w v. .v--.,. _, I ---. ..... > u s ,u,i.u .. u* li <>'.
____ ____ ---------------------------- M^LiM.iwiuLir-_.-..... --.r-jnBiin lunillaeawnan --------------------nr,,,,- mm ,.,_ ^,.------ -
DIARIO DE PERNAMBUGO.
mmmmmmmmmmmmmmmmm rrr-r-rn,r.. ............,^1^^,,^^^^,,^^ .. ,; ^^Sm
MiBltfT^a'J- -...'.,
*^n**tUMBl<*vvrl-W3BKjiusazwE&vxm;^*^*H,iiM)iaim*.
~" mrM*r*T
PARTE OFF.CIA
S
lar. a
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 25 DO PASSADO.
OITcioAo Subdelegado da freguezia do
Limoeiro, declarando em res posta ao seu ofllcio
de lt d'este moz(Setembro),que,segundo oart.
17 ..da leide 3 da Dezembro de 18il e
artigos2tl3.. 297 e 298 do regulamenlo
n. 120 de 31 de Janeiro de 1842 s pdem
o Juizes Municipaes conceder fianQas aos reos,
que pronunciaren!, ou prenderen., e quolles,
que Ihes houverem sido remettidos com os res
pectivos processos para serem apresentados ao
Jury.
DitoAo Director do Arsenal do Guerra ,
ordenando ora consequencia de requisicSo do
Commandante das Armas, que forneca com-
panhia de cavallaria de 1.a linha o fardamento,
que j est vencido Participou-se ao Com-
mandante das Armas.
Portara.Mandando passar patente de Te-
nente-Coronel Chefe do 2. batalhao da Guar-
da nacional de Iguarass ao Ajudante de 1.a
linha reformado Francisco Joaquim Pereira
Lobo.Communicou-se ao Chelo da respecti-
va legiSo.
dem do nn 26.
OfficioAo Juiz de Paz da freguezia dos A-
fogados, determinado, que nodia 1.* de Ou-
tubro (presente ) [continu as eleicoes de
Juizes de Paz e Yereadores que (carao sus-
pensas em consequencia das oceurrencias, que
tivero lugar naquella freguezia nos dias 7 e 8
d'este mez ; e bem assim que faca constar
por editaes que se vai continuar em taes elei-
coes, fim de que posso concorrer os cidadaos,
que nella* teem .1 irrito de votar.
Com mando das Arma-..
Quarttl do Commando das Armas de Pirnatn-
buco 18 de Setembro de 1844.
ORDEM DO DA 10.
Amanhaa proseguirei na inspecQao do se-
gundo batalhao de Artilharia a p para o
que o seu respectivo Commandante se achara
no quartel com toda a sua Oflicialidade, pelas
7 horas da manha : ter entao lugar o exame
de toda a escripturacao tanto sobre assenta-
mentos do praca, como sobre a contabilidade
do batalhao. Uenrique Marques d'Oliveira
Lisboa.
Quartel do Commando das Armas de Pernam-
buco, 19 de Setembro de 1844.
ORDEM DO DA N. 11.
Publica-separa conhecimento da forca mi-
litar desta provincia o aviso abaixo transcrip-
to, que rne foi romettido por S. Ex. o Sr. Pre-
sidente da provincia sob seu ofticio do 13 do
corrente mez.
Primeira sessao.Illm e Exm. Sr. Sua
Magestade o Imperador Querendo acautcllar
queoscorpos do exercilo se nao desfalquem
as actuaescircumstancias.em que he do urgen-
te necessidado eleval os seu estado completo,
a fim do haverem forcas sufficientes para as no
cessidades do servico e quaesquer oceurren-
cias extraordinarias que possao sobrevir ,
como V. Ex. ja se tem observado mais de
urna vez; Manda muito recommendar a V.
Ex. a inteira observancia do aviso circular de
21 de Junho de 1842, pelo qual se veda a con -
cesso de baixas s pravas de linha sem previo
conhecimento e autorisacao d'esta Secretaria
il Estado ; ficando suspensa al segunda ordem
a disposipao da segunda parte do artigo 7 do
regulamenlo do 8 de IVlaio de 1843, que au-
lorisa os Commandantes das Armas a conce-
derem baixa s pracas voluntarias, que tiverem
concluido o lempo de sorvico do seu Contrato.
Doos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Ja-
neiro em 26 de Agosto de 1814. Jernimo
Francisco Coelho.r. Presidente da provin-
cia de Pernambuco. Est conforme. O Offi-
cial Maior, Antonio Jos d'Oleveira.
EXPEDIENTE DO DA 14.
OfficioAo Ex. Presidente ponderando-
Ule que companhia tl'Cavallaria.haquasi dous
annos, que se nao conceda urna remonta ,
e que, nao estando o numero dos cavallosem
relaejo ao das pracas e mesmo a naturesa dos
difieren tes ser vicos em que sao diariamente
empregadas, resultava a inutilisaco dos caval-
los, como de presente aconteca com trezeque
ja nao podiao dar servido algum, e rogando-
Ihe a oxpedigao de suas ordens para serem taes
cavallos arrematados na forma da lei ; forno-
cendo-se quantia para a compra de novos em
substituido aos inuteis, visto que, a nao serem
estes arrematados a despeza com o tratamen-
to em quatro mezes pelo menos, nos quaes
nenhume utilidade daro equivaleria a im-
portancia abonada para a compra de novos ca-
cados.
DitoAo Inspector da Thesouraria dan-
do Ihe o esclarecimento que pedir em ofiicio
desta data a cerca do excesso da diaria de 210
rs., que indevidamente recebro trez recru-
tasdu Garanhuns que assentro praca a 8 de
Maio deste anno no batalhao d'Artilbaria.
DEM DO DA 15
OficioAo Exm. Presidente, ponderando-
Ule a necessidade de um Cirurgio-mr para
o 2.* batalhao d'Artilbaria a p cuja nomea-
cao convinha sollicitai do Exm. Sr. Ministro
da Guerra.
HitoAo mesmo Exm Sr. fazendo-lhe
sentir a necessidade de dar aos corpos do linha
edaG. N. destacada a precisa instruego d'ar-
ma d'infantaria para o quo seria de mister re-
quisitar ao Governo Imperial dous habeii ins-
tru lores.
SEBKBjgejBI
EXTERIOR
[FOLHUTDMl,
CASAMENTO SOBRE O CADAFALSO.C)
No dia seguinte, foi meu pai ao castello do
Conde. Nao sei oque entre ollesse passou,
mas sim que o Conde jurou-llie, sobre pala-
vra de honra, que jamis buscara perverter a
virtudedetonstanza No dia.queessaentrevinta
e seguio, retirou-se o Conde para aples.
Sim, sim, recordo-me da sua volta,
murmurou a Regente Depo3 ? depois ?
Ah Depois? Senbora, depois? Elle
continuou lembrar-se d'aquella, que deveria
ter esquecido. Os prazeres da corte, os favores
das damas da alta plana, os engodos da ambi-
As noticias de Hespanha sao mais antigs do
que as quo temos publicado ; comtudo alguns
(*) Vide Diario a. 215 e 216.
gao, nao podrao expellir do seu espirito a
imagem da pobre Calabroza; essa imsgem,
juerdedia, quer noute, eslava sempre pre
sent seus olhos; atormentava-o as vigilias ;
perseguia o no leito. S respiravSo tristeza
sofrimento edesesperacao asearlas, que diri-
ga elle seu irmSo Este, que o julgava na-
morado de alguma Rainha, cuja mao nao ou
sava aspirar, parte, e chega crtrte; mas,
quando soube que oobjecto do seu amor era
urna pobre Calaqreza deo urna grande garga-
Ihada, e disse :
E's un tolo, Antoniello. Essa rapari-
ga he la vassalla, tua serva, tua escrava, urna
propriedade tua em fim.
Mas, disse Antoniello, eu jurel seu
pai... I
Como que juraste, pateta ?
Jurei nao procurar tornar ver sua filha.
Muito bem He preciso cumprir a pro-
faclos nos dao de que ainda nao tivemos conhe-
cimento e por isso os apresentamos agora.
Descohrio-so om Madrid uina vasta conspi-
rado a qual, segundse diz, devia coincidir
com o desembarque de Espartero as costas da
Galisa. Parece, que o objecto d'esta conspi-
rado era destruir o throno da Rainha e col-
locar n'ello a Espartero como Regente, e de-
pois fazel-o Presidente da repblica Ibrica.
Comtudo o zelo e vigilancia das autoridades
frustrou as tentativas dos anarchistas.conscguin
do saber pela declaraco de alguns sargentos,
que se tinba procurado seduzir, todo o trama
que se projectava. As autoridades tomrao as
competentes providencias para seguranca da or-
dem publica e verificrao-se muitas prises
de pssoas implicadas na conspiracao entre as
quaes figurao alguns Oficiaes militares.
Assegura-se que este trama linha vistas ra-
milicaroes parecendocomprovar isso a agita-
cao que manifestaran pela mesma occasi3o os
revolucionarios de Saragoca e Malaga espa-
Ihando que em Madrid tinba rebentado urna re-
volucao que derrubra o Governo. Em Figue-
ras um dos focos da revolta, tambern esta foi
descoberta e os revolucionarios fugirao para
Franca, podondo apenas prender se dois. Os
presas achao se entregues aos tribunaes que
os bao de sentenciar, e a tranquillidade publi-
ca que nao tinba sido perturbada, pareca estar
segura.
Os nimos em Hespanha estavao oceupados
com este assumpto e com as eleicoes. Em
quasi toda a parte se tinbao j elegido as com-
missos eletoraes ; e a de Madrid ja publicou o
seu progamma.
Os crirlistas parece quererem tomar urna par-
te muito activa n'< stas eleicoes; mas os pro-
gressistas mostrao-su indiflerentes, e, segun-
do a opnio de alguns jornalistas so trato
de conspirar. Este procedimento tem descos-
tado alguns homens mais sensatos do partido
progressista,os quaes se dispoem a sahir de Hes-
panha para pai/ estrangeiro, escandalisados dos
desvarios do seu partido. Assegura-se que o
partido moderado ficar triumphante as elei-
coes.
A Familia Real permaneca em Barcelona ,
e ainda era duvidoso se regressaria a Madrid
at ao inriado d este mez, ou se se conservara
naquella cidade al Setembro.
Nu ilhadeCuba assim como em todas as
provincias da monarebia hespanbout se gusa
de innaltcravel tranquillidade.
Em consequencia dos symptomas tumul-
tuosos que se manifestaro em varios pontos,
as autoridades militares de algumas provincias
virao-se obrigadas a declarar em estado de si-
tio o districto do Aragao, Murcia, Almera e
e outros; porm nao se tendo renovado os mo-
tins j em quasi todos esses pontos havia ces-
sado o estado excepcional. Entretanto tinhao-
se repetido as visitas domiciliarias em Madrid
o om outros lugares a fim de se descobrirem
Sm
meisa. Um gentilhomem nao tom seno urna
palavra.
Vs pois, que estao perdidas todas as
minhas esperances.
__ Enlfio juraste nao buscar tornar vel-a ?
Sim.
__ Mas se fosse ella que te viesse procurar ??
Ella?
Sim, ella !
Onde?
Onde quizeres, Aqui por exemplo !
Oh aqui, nao.
Pois bem / seja cm teu castello de Ro-
zarno.
Mas cstou aqui agrilboado Dio posso
sabir de aples.
Nem por oito dias ?
Oh! por oito dias? Sim, he possivcl ;
ser-me-ha fcil achar algum pretexto para es-
capar-lbe por oito dias. Nao sei de quem fal-
lava elle, Senbora, nem to pouco o que era
depoisitos de armas e municovs que se sabia
estarem oceultos; e o Governo, informado dos
tramas que se urdem. e do algumas po n'elles se acho envolvidas tratava do evitar o
mal, apoderando-se do uns, o allastando ou-
tros do foco da conspiracao. He por esto mo-
tivo que o Sr. Cardero ex Chpf'j poltico do
Badajoz, e outros individuos so achao preso*,
o os Generaos I). Evaristo e D. Santos de S.
Miguel forao removidos o primeiro para
liltio, e o segundo para as ilhas Maleares.
Apesar dos receios de novos disturbios poli-
ticos contiiui.r.a a gosar-se de tranquillidade
as provincias hespanholas; e as do Norte no-
tava-so bastante alegra porquo esperavao al-
gumas concessoes a lavor dos seus foros.
O Enviado do Sullao junio corte do Ma-
drid anda percorrendo diversas provincias da
Hespanha e achava- se actualmente em Ali-
cante.
Estava-sc preparando o palacio da Boa-
Vista em Madrid para hospedar o Embaixa-
dor turco.
As folhas de Cdiz alcaneo at 27 eas
noticias de Gibraltar at a mesma data. O as-
pecto dos negocios de Morrocos era grave co-
ino pode ver-se pelos seguintes detall.es, com-
municados de Tnger cm data de 25 de Julho:
Duas naos inglesas funde>rao nesse porto ,
e logo depois fizerao-se observacoes ao Com-
mandante desea forca naval por parto do vice-
Cnsul ingle/ sobre os inconvenientes da sua
demora em Tnger que se poderia reputar
como intervemao ecomo contraria co accor-
do ltimamente tomado pola Gram-Bretanha,
.'ranea c Hespanha. A forra britannica reti-
rou-se para Gibraltar e logo depois appare-
ce j a esquadra franceza commandada pelo Prin-
cipe de Joinville.
Poucos diaserao passados quando chegou
de Orao a Tnger um vapor francez ; e como-
nao encontrasse a esquadra franceza que ha-
via sabido para Cdiz seguio para este porto.
A forca franceza s ordens do Principe de Jo-
inville appareceo novamenteem frente de Tn-
ger l.ogo depois rccolbrao a bordo o Cnsul
gcral o primeiro e segundo Chanceller, um
addido e as familias desl.es. O primeiro Chan-
celler, Mr. Beuscber trouxe para Ierra or-
dem de fa/cr embarcar i m media lamente todos
os Francezcs ficando o Cnsul de aples en-
carregado do proteger os interesses dessa nnco.
Espalhou so que antes de findas vinte e
quatro horas se romperio as hostilidades, o
que causou a maior commogao na cidade, tanto
nos ChristSos como nos Hebreus, porque se
receiou logo que entrando na praca os Kaby-
las que so achavo a pouca distancia fossem
victimas os Europeos, que seencontrassem, do
fanatismo e do rancor dos musulmanos.
Entretanto o Calila do Ich governador
oppz*se. na ausencia deste, ao embarque dos
Francezes: a efervescencia dos inflis sobio da
ponto e o Cnsul do aples, depois de vivas
quo assim o conservava como em escravidio ;
mas foi isto o que elle disse.
Nem eu tambern, disse a Regente, cu-
jas faces cobrird -se de urna pallidoz mortal.
Continuai, Senhor, continuai
Assim pois, replicou Raymundo, ape-
nas receberes aviso, partirs ?
Inimediatamente ?
Muito bem.
Osdous irm9os, ao separarem-se aport-
rao as m8os; o Conde Antoniello ficou em a-
ples, o RaymundooBastardo parti para >
Calabria.
Ao cabo de um mez, recebeo o Conde Anto-
niello urna carta de sen irmao, e cumpre fa-
zer-lhe Justina o Conde he um homem fiel
sua promessa I Nesse mesmo dia parti.
Agora ides saber o que havia acontecido.
Nao vos impacientis, Senbora. estou tocar
no desfecho d'esse horrivel drama.
Nao me impaciento ouco com resig-


3
instancias conseguio do Principe de Joinville
urna prolongacao do praso por 48 horas para
dar lempo ao Consu! de ir a Larache instar com
o Hacha para que permillisse o embarque. O
Vice Cnsul ingle?, tambem cooperon parase
obter este resultado.
a O Cnsul napolitano parti para Larache
em um vapor de guerra dnamarqunz Entre
tanto chegou urna communicaco do Bachi,
dirigida ao corpo consular, declarando que sa-
hira de Fez para Ouchd por ordetn do Impe-
rador o Principe Mllley Mahamed testa
de um excrcito com o firn de conter os exces-
ios dos Mouros as fronteiras da Algeria, o que
algum tanto serenou os nimos.
A 25 regressou o Cnsul de aples, pro-
cedente de Larache, com ordem do Hacha para
se permittir o embarque dos Francezes Logo
que sedivulgou esta noticia recebrao aviso
para embarcarem todos os Europeos com suas
familias, por estar quasi a espirar o praso con-
cedido pelo Principe de Joinville, e por se mos-
trar este decidido a atacar Duas horas depois
do regresso do Cnsul, os Marroquinos da cida-
de reunirao-se em tumulto, arromhrao os de-
psitos de armasede plvora,armrao-see per-
corriaoacidadeeni todas as direccoes. Dirigirao-
seaogitiodo embarque com intencio de obstar
retirada dos Europeos,e constava que alguns ju-
deos havioj sido victimas da ferocidade dos
grupos armados.
Os Cnsules estrangeiros conseguirao feliz-
mente recolher-se a bordo de diversas embar-
caces su'tas na Babia. O Cnsul e todos os
subditos portuguezes achavao-se a bordo de urna
embarcaco nacional que ia lazer-se de vela pa-
ra Algectra.
O Principe de Joinville declarou que se
algum Christio fosse victima dos Marroquinos,
nSo dcixaria do tomar assignalado desforco por
semelhante infraccio do direito das gentes. A
esquadra ranceza, em attitude bellica, icava na
baha de Tnger; e suppoe so que, apenas fnde
o praso marcado, romper immediatamentc o
fogo contra a praca, onde tudo eraalarma, con-
fusao, desordem e alboroto
[Jornal do Commercio.)
INGLATERRA.
O Parlamento actual.
No encerramento da presente prolongada
sessao, lera o Parlamento entrado quasi no
quarlo anno de sua existencia, lendo j durado
perto de tres aniio, a saber: desde Agosto de
1841 (a 19do qual mez reunise elle pela pri-
meiru vez), at Agosto de 18H. Para que
morra de morte natural, he mister que o actual
Parlamento va por conseguinte vivendo at o
fim da sessao de 1848, mais \ annos.
Desde a era do Acto da Reforma a duraran
media dos Parlamentos tem sido geralmente de
menos de 3 annos. A primeira casa reformada
deCommuns, eleita em Outubro de 1832, foi
summanamente dissolvida, por Guilherme IV,
en Dezembro de 1834 ; o segundo Parlamento
teve a sua existencia encurtada pela morte da-
quelle Soberano em 1837 ; mas o terceiro, que
foi eleito na elevacio da Rainha Victoria ao
tbrono da Gram-Brelanha, durou quasi 4 an-
nos, e foi finalmente dissolvido pelo Ministerio
Melbourne em Junho de 1841.
Uestes tres defunctos Parlamentos, portanto,
s um foi extineto por urna causa inevUavel ou
constitucional, como conlradistinguida d'uma
causa departido ou poltica. Dos outros dous
um foi dissolvido por um goierno Wbig, e o
oulro por um Conservador ; e he curioso que
em ambo os casos fjlu:tr3o as tentativas para
ganhar maioria. O mais longo Parlamento im-
mediatamente precedente passagern do bil da
Belorma (o o eleito em 1826, que durou at
que a morte de Jorge IV em 1830 poz termo
sua existencia. O mais curto foi logo o seguin-
te, que foi eleito no veraode 1830, e repenti-
namente dissolvido pela administradlo Gery na
primavera de 1851, no meio do alarma e exci-
nacao : o que faco, e nao posso deixar de fazer,
he tremer de vos ouvir.
Voltando meu pai da cassa no momento,
em que um bomem.que acabava de ser assass-
nado junta fonle.exalava os ltimos restos vi-
taes, correo em soccorro d'este inleliz e em
quanto intilmente esforgava-se para rcani-
ma!-o, *ahirao do bosque dous domsticos do
Raymundo -oBastardo e prendrio-no ,
proclamando-o aut r do homicidio.
Por urna extranha infelicidade a davina de
meu pai eslava doscarregada, e, por urna fa-
tal coincidencia, mascujo segredo poderia Ray-
mundo declarar, se anda boje existisse, a bala,
que se tirou do peito do cadver, era do mes-
mo calibre das que lorao achadas no embornal
de meu pai.
Formou-se immediatamente um processo ;
os dous domsticos deposro de um modo tal ,
que levrao o convegao as consciencias d >s Jui-
e; meu pai foi condemnado morte.
lamento que acompanhou a introdcelo do pri-
moiro bil da Reforma He digno de reparo que
dos Parlamentos que forao eleitos por algum
lempo depois que passou o bil setennial no an-
no do 1716, nao poucos morrerao de morte na-
tural, isto he, dura'rao o seu periodo completo
de sote annos. [Timet.)
Eitado do commercio em Liverpool.
As vendas do algodao em Liverpool', durante
a semana que decorreo desde 29 de Julho at 2
d'Agosto, monlrio a 36,730 saccas, e a pro-
cura ontinuava a ser ha. Esta circumstancia
confirma a opiniao peral, do que as manufactu-
ras d'algodo vao n'um estado mui florecente,
com a grande procura actual de fazendas e a
perspectiva da continuado della.
Os precos progressivos offerecido pela 13a de
carneiro em t >das as feiras e vendas que tiverio
lugar durante o mez passado, he urna prova de
que o commercio das lias tem-se igualmente
restabelecido da longa e profunda depreciado
que soffrera ; e que tambem vai prosperando.
Crmos que assim acontecer com a maor par-
te dos ramos de manufacturas, e como podemos
ptesentemente esperar co.i certeza outra boa
colheita, e barateza de vveres por outros doze
mezes, podemos considerar como excellentes os
prospectos de todas as manufacturas principaes
do paiz.
A immensa procura que ha actualmente de
todas as especies de machinas, nio s be urna
prova da presente prosperidado, senio tambem
de que se espera queessa prosperidado conti-
nu ; porque homens prudentes nao empregao
a miudo grandes sommas de capital em novos
moinbos, e outras machinas, som que haja urna
bella perspectiva de convertel-o em um fundo
lucrativo. Todava, o mais notavcl he, que en-
tre tanta prosperidado manufactureira apenas
ha um s artigo de alguma importancia que se-
ja importado de fra sem perda. Os importado-
res d'algodo, assucar, cafl, trigo e farinha,
todos perdem dinheiro. Na maior parte do al-
god3o importado ha, segundos precos corren-
tes, urna perda de meio a um penni por libra.
Tambem ha grave perda no assucar e caff devi-
da principalmente damnosa ingerencia do Go-
verno nesses direitos da ultima sesso, e o receio
de mais alguma mudanca na sessao seguinte.
As bnlhantes esperancas da colheita teem
tornado muito improficuas todas as especula-
res em gr3os e farinha, nao exceptuando as que
se fazem em farinha canadiense as quaes, em
consequencia da rpida baixa de precos, serio
acompanhadas de mui grave perda. a verdade
felizmente para os mercadores destes gneros a
nova lei sobre o trigo, e o bil sobre o do Cana-
d, que passro na ultima sessao, offerecem a
possiblidade de se desembaracarem de ms es-
peculaces deste genero sob condices muito
mais facis do quedantes, quando ellas erao
absolutamente ruinosas.
No mercado de aeces tem havido grande ac-
tividade ba algum lempo, e muitas especies de
aeces de caminhos de ferro teem augmentado
grandemente de valor. Isto he d'algum modo
motivado pela barateza e abundancia de di-
nheiro, porm ainda mais pelo verdadeiropro-
gresso no valor dos fundos de caminhos de fer-
ro, occasionado pelo augmento r.ocommercio.
(Liverpool Time$.)
Efl NAMBUCO.
ELEITOTES DA FREGUEZIA DO RIO
FORMOZO.
Os Srs.:
Frauciseo da Rocha Wanderley
Joaquim A y res de Almeda Freitas
Fernando Afonso de Mello
Jos Antonio Lopes
Lua Antonio .Marques da Silva Guirnarac
Manoel Galdino Wanderley Lins
Chrislovo Xavier Lopes
Minha mi, e minha irma, que, soubrao
dacatastrophe, ao mesmo lempo que foro in-
formadas do processo e da sentenca, apenas
recobrio essa tao pungente quo desagradavel
noticia, deixrSo Monte Leone, echegrao
Hozarno no mesmo dia em que o Conde An-
toniello, prevenido pela carta de seu irmo. ahi
tambem entreva, vindo de aples.
O Conde Carracciolo, como proprietario do
Hozarno tinha direito de alta e baixa justica *
e poda, por conseguinte com umsacceno!
dar a vidaou a morte meu pai.
Minha mi ignorava a vinda do Conde; en-
controu Raymundo-o Bastardo, quelhedeo
essa boa noticia, e Ibe aconsclhou, que ella e
sua fiIba fossem d'elle sollicitar o perdo do
pai e marido ; nSo havia lempo a perder, a
sentenga ia ser executada no dia seguinte.
Ella atirou-se com avidez vereda, que Ibe
abra nm censelho que pensava partir de um
migo; veio buscar a Giba, arrastou-a com sigo
Clemento da Roa Wanderley
Mraoel Henrio" Wander'v.
Antonio da Rocha Wanderley.
Leandro Jos da Silva Santiago
Jos Luiz da Silva Guimaraes
Joaquim Francisco Diniz
Joao Antonio da Costa e Silva
Manoel Mendes Handeira
Joao Carlos de Mondonga Vasconcellos
Joaquim Aurelio Wanderlei
Lino Jos de Castro Araujo
Luiz de Franca Rodrigues Ramos
Manoel Joaquim Cavalcanti Wanderley
Manoel da Silva Ribeiro
Carlos Jos Cavalcanti
Manoel Antonio Marting Perein
Antonio Mendes Ramos
Francisco Goncalves da Rocha Jnior
Manoel de Mendonca e Silva
Pbilippe Fery da Silva
Joaquim Feitosa de A raujo Cavalcanti
Jos Francisco de Moura
Luiz de Macedo Lima
Joao Pinheiro da Palma
Paulino Rodrigues da Silva
Jos Ignacio da Silva.
JUIZES DE PAZ D V FREGUEZIA DO RIO FORMOZO.
Primeiro dittrieto.
Os Srs :
Manoel Henrique Wandeley
Jos Antonio Lopes
Segundo dittrieto.
Os Srs.:
Luiz de Franca Rodrigues Ramos
Eduardo Jos Teixeira
Terceiro dittrieto.
Os Srs.:
Jo3o Carlos de Mendonca Vasconcellos
Leandro Jos da Silva Santiago
Com mullicado.
Quem hatera ainda tio falto de percepcio
que lendo o D.-novo ns. 203 e 208 e ob-
servando o arrojo dessa sucia de demonios da
praia nos seus artigos= O veo do mysterio
esta roto;- o a pandilhocracia do Guararapet
= deixe de conhecer o triste futuro que se pre-
para nossa malfadada provincia se p r ven-
tura nao for arredada da Polica toda essa gen-
te que bem tida e havida por escrava da insigne
sociedade de invitiveit ?
Nao precisamos citar fados succedidos nesta
ou naquella comarcado interior para provara
insolencia da gente da praia ; nao precisamos
tambem citar novos feitos por ella aqui prati-
cados (posto que muitos sej3o) para faicr ver a
quem quer que inda ponha em duvida o dese-
jo dessa infernal chusma de velhacos ou suas
insiruccoes; nao : provas asss convincentes a
(al respeit. nos fornece o proprio orgao dessa
faccao, o D.-novo, nos nmeros cima refe-
ridos; porque no primeiro encontra-se a for-
mal ameaca feita ao commercio de Pcrnambu-
co, e da qual ja nosoecupamos em outro nu-
mero ; e no segundo ve-se claramente o fim
a qne se atiri os homens da poca com suas
alicantinas de liberdade (aseugeito), de par
tido nacional.
E na verdade at qui negavio que houves-
sem posto em cempo o batalhio ligeiro.do qual
sao chefes ; mas agora largrio os capotes com
que se tinhio embucado e se mostrio taes e
quaes sempre forao; perturbadores da ordem e
do socego publico, amigos do alheio e at para
mais vergonha sua se declararn assassinos
espancadoresda gente ordeira.
Com effeito que outra couza quereres di/.er
'as palavras Agora vemot que andamot trra-
4ot, acontelhando a resignaetto ao povo ago-
ra litarnos convencido! de que he mitter levar a
pao etta canalha agora estamos desengaado!
d$ que ot trapicheirot nao te levao com boat pa-
lavrat que si Ihe deixarmot o campo livre
sem mesmo Ihe dizer para onde a levava, e ,
no mesmo dia da chegada do nobre fidalgo as
duas mulheres, banhadas de lagrimas lorao
Ibe bater porta do castello.
A pobre mai ignora o amor que o Conde
tinha Constanza
A porta abrio-se immedialamente : o infa-
me Raymundo tinha disposto todas as cousas
de maneira, que nada se oppozesse execucao
de seu projecto : mas, apenas a mi e a lilha
entrro, creados Ihe embaragrao a passagern,
dizendo-ihes, que somente urna das duas po-
da entrar.
Minha mi entrou, Constanza ficou fra.
Aquella foi dar com Antoniello que com
pbysionomia carregada a recebeo; lancou-se-
Ihe aos ps, rogou, supplicou ; Antoniello foj
inflexivel : um crime. ditia elle tinha sid,
commettido, seu marido havia sido fulgado o
autor d'este crime, coovioha que o homicidio
ia tornars tao insolentes que ter precito ar~
mar-nnt* tinr-lhf; muitn arjcas!!!? OC CU"
Ira cousa querer ainda significar com esta
phraze=.4/er/ somos ot primeiros em acontelhara todos, que
ttpreparem, 6[c. fe. ? Sim, bem conhecido
est o plano desses monstros que, julgando es-
capar-Ibes a occasiio, se apresto cm obrar,co*
mo era de esperar de seu liberalismo I e que
para o conseguirem principio por dispr, por
meio da imprensa, os seus invisiveis do interior
para que em tempo, quejulgarem conveniente,
se apresentem fa/endo o desengao ao commer-
cio, e matando tudo que nao for praieiro. E
avista deste facto do partidoanti ordeno,poder-
se ha acaso deixar de acreditar tudo quanto
elle ha feito o pretendido fazer ? Nao por certo.
Alerta pois Pernambucanos: nio nos arre-
domos do nosso proposito ; m8S preparmo-
nos a repel i r os que nos qui/.erem roubar a li-
berdade honra e vida ; he necessario que es
tejamos prevenidos e acautelados, para que,
se formos acommettidos, possamos esmagar os
aaarebistas, e castigar severamente os seus che-
fes e instigadores que todos conhecemos.
Overdadeiro patriota.
Correspondencia.
Sr. /{eductores Constando mo que o Sr.
Padre Jos Mathias tem propalado, que as per-
guntas feitas pelo Tambor, inseridas no Diario
n. Ibe sao por mim dirigidas ; e como Cal
vezalguem, que de perte me nao conhecer, pos-
sa vacillar esse respeito, atienta a falta de in-
teligencia que entre nos infelizmente existe;
sou a rogar-Ibes, Srs. Redactores, para que me
respondi ao p desta, se com effeito taes per-
guntas forao por mim dirigidas, afim de derro-
car qualquer juizo pouco favoravel que de mim
se tenha formado, favor este de que Ibes ser
nimiamente grato seu constante leitor
V. F. de Siqueira Varejao.
Satisfazendo ao que de nos exige o Sr. Vare-
jao, e em abono da verdade, declaramos, que
nao sao suas as perguntas, que se elle refere.
UtRR.
Publicaco a pedido
A BARRA DO RIO GRANDE DO NORTE.
Os naufragios que sucessivamenle, nestes l-
timos annos, team acontecido na barra do Rio
Grande do Norte parecem comprovar a opi-
niio d'aquelles, que irreflectidamente dizem,
que essa barra be mui perigosa, e consumido-
ra de todas as embarcarles, que por infolicida-
de a procuran. He porm a motivos excn-
tricos a barra, que sem duvida se deve attribuir
quasi todos esses acontecimentos. A ignoran-
cia crassa e inhabidade completa de Sr. Pa-
trio Mor Simio Antonio Goncalves he que tem
occasionado o descrdito da barra d'essa pro-
vincia. He i essas qualidades do Sr Patrio
Mor, que a companhia dos paquetes, segundo
dizem, deve o nio pequeo prejuizo que sof-
freo por haver o vapor S. Sebattio tocado com
o patilhio na ponta do picio da barra, onde
quasi (ira. A perda do tingue inglezA'eu-
brum carregado de assucar foi devida ao Sr.
Patrio Mor, como se v do protesto abaixo
transcripto, resultando d'essa perda um prejuizo
de quasi cem contos de ris Muitas outras
embarcages finalmente lalvez nao tivessem
encalhado as coras da aquello rio, e nem a
barca ingleza Alaria fainha da Escotsia, car-
regada de po-brasil, trra estado por espaco de
dous dias em cima dos baixos d'aquella barra
se nio fosso a reconhecida ignorancia e inha-
bilidade do Sr. Simio Antonio Goncalves,
Patrio Mor, e nico pratico d'essa barra. Ago
ra consta-nos, que esse Sr. em consequencia
de haver suspendido, o feito de vella a dita bar-
ca ingleza Maria Rainha da Escotsia a pedido
fosse vingado; cumpria nio inlorpecer a acc,3o
da justica; o sangue reclamava sangae.
Minha pobre mii sabio da cmara do Conde,
quebrada pela dor, anniquilada pelo desespero,
e implorando Dos soccorro.
Mas onde estaveis vos, em quanto isto se
passava ? perguntou a Regente ao desconhe-
cido.
Na outra exlremidi.de da Calabria,Senho-
ra, em Tarento, em Rrindisi ; ao certo nio
rne record onde eslava. O que he verdade be
que eslava demasiadamente longe para que po-
desse saber o que ento aconteca.
Continuarse ha.)


-! '
do Capillo, e dos consignntarios^ os Srs. An-
tonio Cerqueira de po-brasil som estar despachada, foi demit-
tido pelo Exm. Sr. Dr. Francisco de Quei-
do meu propno l.vro denotas; e vai o presente | mente praca as ditas emrre no di 2 de Ou-. dirija-se a bordo do briguc portuguez Ventura
iou.cosa queuuy.ua .ata por-niim escr.plo el tubro prximo luturo. Flix: a fallar com o cosinl.ciro do mesmo ou
assignado conferido e concertad,, na forma do Secretaria da Tbesuuraria das Rendas Pro- | annuncie asua morada (5
Matoso da Cmara, do lugar de Patrao | rado
ros
Mor, que por fatalidade a muito tempo occu-
pava, e que foi nomeado interinamente para
esse lugar o Sr. Jos Dias Pimenta, olficial
nutico, mui hbil, e de bastantes conbcci-
mentos da barra. Essa bem merecida dcmis-
s8ofoium dos beneficios que o Exm. Sr. Dr.
Mstozo lez a provincia do Rio Grande do Nor-
te, o qual jamis ser esquecido dos Rio-Gran-
dense appreciadores da importancia do com-
mercio e da utilidade da navegacao. Espe-
ramos, que o Sr. Pimenta seja mais acautella -
do do que o seu antecessor, e entao breve-
mente veremos restabelecido o conceito dev.do,
e de que sempre gozou a barra da Rio Grande
do Norte.
Escriptura de protesto = Saib5o quantos esta
virem, que no anno do Nascimento de Nosso
Senhor Jess Christo de mil oito centos qua-
renta e dous, aos vinte dous dias do mez Setem-
bro, nesta cidade, e comarca do Natal, da pro-
vincia do Rio Grande Norte, no meu escripto-
ahi peranto mim e testemunbas Curios
conheci-
estilo, no mesmo dia. mez como retro decla-
Eu Manoel Mauricio Correia deSousa
rio,
Tabellio Publico a escrevieassignei em publico
e raso do que uzo em f e testemunbo de verda-
de. O Tabellio Publico.
Manoel Mauricio Concia de Sousa.
COIWMEBCO,"
Alfandega.
Rendimento do dia 30 ........8:197*815
DescarregaO hoje 1'.
BarcaCumberlandlarinha de trigo.
BarcaNavarre -sabao, farinha e bolaxinha.
Jos, eGuilherme Evanos, de meu
menic. appareceo Thomaz \laie*elle ran-
gles. Capito do hrigue inglez Neurbrum,
conheeido de mim Tabellio, do que dou f, e
pur elle foi dito, quo, acbando-se o dito brigue
prompto, e com destino sabir do porto desta
cidade para Londres, as cinco horas, mais ou
menos da manhaa, no dia vinte do correte
mez de Selembro, o Patrao Mor e Pratico do
Governo do porto Simio Antonio Goncalves
foi abordo, suspendeo se o Ierro, e pnncipiou-
se a passas para a barra com vento Iresco de su-
dueste. e quasi mar cheia ; depois de fa/er
cousa do urna milba o Patrico mandou borde-
jar, virou-se bem. fe?, um pequeo bordo,
ento mandou outre vez luir lejar, no acto de
inexer asvellas de proa o navio encalhou-se e
cahio alguma cousa para esto bordo ; a vasante
ja tinba principiado,amarrrao se todas as vellas;
bateo algumas vezes com forca, mas nao fez
agoa alguma ; deitarao-se fora dous ferros com
espias a popa ; e perto de urna hora antes da
preamar.na outra maro, safou seo navio para o
canal ealli fuudeou para a noute com quatro
bracas d'agoa. No dia seguinte, odia vinte
um! s seis horas da manhaa, maisou nenos,
suspendeo se o ferro com vento fresco desu-
dueste at sueste, mas antes de alcanzar urna
quartade milba o navio bateo com forca algu
mas vezes e virou com as costas a mar, tirro-
o todas as vellas e amarrro-so, aprumro-
se as bombas.e a achar se quatro ps d'agoa no
poro ; trabalhou-se bomba sem cessar, e
aprumou-se a logo depois;roasachouse mais agoa
no navio, enxendo rpidamente no convs; coa-
te o signal de socorro, para botes, e auxilio, e
principiou-sea safaros mantimentos.e utensilios
e cousas de mais valor para a lanxa do Governo,
arriaro-se o maslaros e vergas de cima.e logo
depois vierao canoas para bordo para sulvar a
carga ; porm infelizmente eslava tudo arrui-
nador o navio cheio d'agoa; carregaaao-se en
tao nestas canoas todos os utensilios do navio,
corda mes, e o que era mais a mo, o que foi
depositado em torra ; e que sendo isto urna fiel
e exacta narracao das circunstancias passadus
desde quando suspcnndeo-se o ferro no rio al
quando o navio naufragou, elle dito Capito e
tripolaco do dito brigue do como sua sincera
e firme opinio, ue o navio nao perdeo-se se-
nao em consequencia da craca ignorancia e
intcira incapacidade do Pratico, nao smente
em nao conhecer o canal direito do rio, como
em nada entender da manobra de navio de pan-
no redondo ; elle nao deo descont para o elTei-
to da correnteza d'agoa com a mar, nem para
o tempo necessario para o navio responder ao
leme ; disse mais elle outorgante que comsigo,
e tripolaco considera esta barra segura para
qualquer navio, com tanto que seja manobrado
como deve sor, e nuticamente ; disse mais
que elle outorgante com a tripolaco a bordo
nao tiverSo culpa ou descuido, pois todas as
ordens e mandados do Pratico lorio observa-
das e cumpridas com a maior attenco a promp-
tido ; considerando por tanto a perda do na-
vio inteiramente devida alta de capac.dade
do dito Pratico. Ncstes termos protesta haver
do referido Pratico toda a importancia que li-
quidad for por esse nsulragio, ou de quem
direito tiver, com perdas, damnos, e interes-
sos cambios, recambios quaesquer que sejo
na'formadocoUun.e; eme pedio este instru-
mento em que. depois de Ibo ser l.do ass.gnou
com as referidas testemunhas. serv.ndo de in-
terprete a testemunha Carlos Jos- Eu Manoel
Mauricio Correia de Souzu. I abel.ao Publi-
co a escrevi = Tnomaz Machavell^CcorlosJosi
Aiheus^Guttherme = mais nadase
IHovimento do Porto.
----------------------------------------------------m
Naveo entrado no dia 29.
Macei; 2 dias, Lugguer inglez Prince Sle-
weUyn, de 202 toneladas, Capito Tho-
masGibbs, equipngem 11, carga assucar e
algodao : a Me. Calmort&C
Navio sahido no mesmo dia.
Bombaim; brigue americano Cicilla Capito
\Y. Ili l'rnwn : com a mesma carga que
trouxe Bonton.
Liverpool; Lugguer inglez Prinee Lletollyn,
Capito Tbomas tiiblis: com a mesma carga
que trouxe de Maceio.
Navios entrados no dia 30.
Lalb; 53 dias brigue-escuna inglez Royal
Sovertngn, de 164 toneladas, Capito Frail-
is Cadell, equipagem 16, carga plvora e
carvao de pedra: a Jones Patn & C.
Sao Miguel; 36 dias patacho brasileiro .-filar-
lo, de 232 toneladas, Capito Antonio Jo-'
d'Oliveira, equipagem 26, pasiageiros 110:
a Jones Patod & C.
Navios sahidos no mosmn dia.
Ass ; brigue brasileiro Felz Destino, Capillo
Manuel Pereira S;i : em lastro.
Portos do Norte; vapor brasileiro S. Salvador,
Commandante Antonio Carlos d'Azevedo
Coutinbo,
vir.ciaes de Pernambuco, 30 de Selembro de
184-1. O Secretario interino JoSo Valentim
Vtllela.
8.e i loes.
Editaos.
cont.nba na dita escriptura que bem e fielmente
aqui trauscrev. da propr.a que fo. lomada a lo
Ibas quarenta e duas verso, a que me reporto,
O Illm.Sr. Inspector, em cumprimento de
olficio do Exm. Sr. Presidente da Provincia de
1\ do rorrete, manda fa/er publico, que no
da 25 do correte mez de Outubro ir praca,
conforme o regulamento de 11 de Julho de
1843, o nono lanco da estrada do Pao do Albo,
com as clausulas especiaos abaixo transcriptas.
1."
Os trabalhos e obras desta porcQ de estrada
sero leitos pela forma, sob as condiedes e do
modo indicado noorcamenlo, planta, perfile
mais riscos, que nesta data sbem ; presenca do
Exm. Sr. Presidente, pelo preco de dezoito
contos du/entos e vinte quatro mil nove centos
e vinte um ris.
2.'
Em todos os pontos, onde a estrada nova
coincide, ou encontra-se com o caminbo actual,
dever oservico ser dirigido de modo tal que
ha sempre um transito fcil.
5.a
As obras principiars no prazo de dous me-
zes.e findsra no d dezoito me/es, ambos con-
tados em conformidade do art. 10 do regula-
mento das arremalaces.
4.
Emquanto ao pagamento, o importe da ar-
retaco ser dividido em duas partes iguaes,
urna que ser paga em 4 prestares, do modo
indicado no artigo 15 do respectivo regulamen-
to, e a outra ficar constituida divida provincial,
vencendo o juro de seis por cento ao anno al
real embolco, na forma do art. 2.da lei pro-
vincial n. 115 de 8 de Maio de 1843, sondo
devido tanto o juro como o respectivo capital da
data do tormo de recebimenlo provisorio.
5.'
Para tudo o mais, que nao est determinado
pelas presentes clausulas, seguir-se-ba inteira-
mente o que dispoeo rogulamento dasarrema-
tac,es de 11 de Julho de 1843.
Os licitantes, devidamente habilitados, com-
pareco no mencionado dia, hora do meio
dia, na dita Thesouraria.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco, 25 de Selembro do
1844. O Secretario interino Joo Valentim
Villela.
NIo tendo concorrido boje licitantes para
as arremalaces de urna carnada de barro que
cubra os dous leos do empedramento das
areias do Giqui ; do areiamento do 1.*, 2. e
3.* leos da estrada de Pao do Alho; e dos re
pan g das pontes da estrada do Sul, annunciaa
das pelos Otarios : o lllm. Sr. Inspector dest-
Theiouraria anda azer publico que irSnova-
IKalkmann & Rosemund faro leilao. por
ntervencQO docorrelorOliveira, desortimento
das mais xplendidas lzeodas de todas as qua-
lidades, e as mais adoptadas para este mercado,
quarta leira 2 do correte, s 10 horas da ma -
nha, no seu armaiem, ra da Cruz. (6
3 Joo Keller far leilao, por intervenco
docorrelorOliveira, de grande sortimentode
lazendas francezas, suissas e allemaes tanto
de seda la e linho, como d algodao as mais
proprias d esto mercado : terca-feira 1.a de
Outubro as 10 horas da manba, no seu arma-
zem ra da Cruz. [1
Avisos diversos.
O NAZARENO N. 66
est a venda nos lugares do costume as duas
horas da tarde a 60 rs. cada exemplar ; traz
a chapados praieiros para deputado goral dada
pelo Sr. Nunes Machado, e analysc a rila;tam-
bem um artigo miudo ecircumslanciado sobre
o mesmo e o Sr. Urbano ; alem deoutrosob-
jectos de interesse social.
A pessoa que quer saber da morada do
agrimensor Joaquim da Fonceca Soares de Fi-
gueiredo, pode drigir-se ao terceiro andar do
sobrado da ra ireita n. 40.
1OfTerece-se para ama de casa de homcm
soltciro ou para companhia de alguma Scnho
ra capaz urna mulher branca de ida le ; quem
a pretendor dinja-se a ra de Hortas n. 46 (4,
1Tendo fallecido o nosso presado amigo o
Sr B. Vicente Lasserre a sociedade que girava
om a firma de LasserreColombiez & C. adia-
se dissolvida :a mesma casa contiuara todavia
com o mesmo genero de negocio debaixo da
nova firma de DidierColombiez&C.ficando esta
encarregada da liquidaco de todas as transaeoes
commerciaes tanto das operadas durante a pri-
meira sociedade, como daquellas feitas sob e
simples firma de B. Vicente Lasserre. (10
1Aluga-se um sobrado de um andar
sotao, na travessa dos Quartcis ; quem pre
cisar dirija-se ao pateo do Matriz de S. An-
tonio n. 11. (t
1Arrenda-se o armazem da casa de tres
andares da ra de S. Francisco n. 5. defronte
da cadeia ; e mesmo toda casa altos e baixos
havendo quem queira alugar tudo junto ;
quem pretender, dirija-se ao segundo andar
da mesma. (6
2Continua-sa a lazer caixas com toda a
promptido para qualquer fabrica do chapeos
sendo a 1,200 a duzia, esepromette serem
bem feitas, o da-so at dez duzias ou mais
por diaoassim como com tornos e sem el les
para lujas francezas editas para toquinhas a
800 rs. a duzia e tamhem so fazem cascos de
palinha, e qualquer obra perfenceote ao ofli-
cio por menos preco do que em outra qual-
quer parte ; na Praca da Boa vista n. 26 fa-
brica de chapeos. (11
3= Aluga-se para passar a fesia o sitio do
Arco em Ponto de Ucha com trez casas, bai-
xa do capim ; quem quizar alugar, dirija-se a
ra da Cadeia do Recile n. 43. (4
2 = A partida da sociedade Apollinea fica
transferida para o dia 12 do prximo mez de Ou-
tubro, e no dia 1. do mesmo mez ainda rece-
bar propostas para candidatos, (a
2 = 0 Director da sociedade Apollinea con-
vida a lodosos membros dacommissao parase
reunirem na casa das sesses no l.'do prximo
Outubro, por fazer-se indispensavel tratar sede
importantes objectos. (5
LOTERA do theatro.
Hoje nao pode ser cfTcctuado o andamento
das rodas desta lotera em consequencia de exis-
tir um cressido numero de bilhetes por vender ,
a vista do que o Thesoureiro ha pedido ao Exm.
Presidente da provincia um outro dia e con
cedido que seja se communicara ao respcitavel
publico.
1= Precisa-se de urna mulher que saina fazer
carnizas ae iiomem vestidos de mulher e me-
nina que seja boa costureira, que se queira
oceuparem urna casa particular neste trafico ,
pelo preco que seajustar ; quem es ti ver nestas
circumslancias annuncie. (6
3 Aluga-se o segundo andar da casa n. 7
na ra do Oueimado ; a tratar na loja da mes-
ma, ou na ra do Crespo loja n. 2. (3
3.= Na ra da Florentina quintal ondehouve
o circu > do Bernab, alugao-se ptimos caval-
los por preco commodo e juntamente recolbe-
se cavallcs para serem tratados.
5Quem precisar de um bom cosinheiro ,
para cosinhar em trra ou abordo dos navios,
3=Tt'iido desaparecido urna corrente de re-
logio grossa, de casa do abaixo assignado;
roga se pessoa a quem lor ollerecida, de a-
preiu.el-a e leval-a a cas do dito no Itecife ra
do Campello, que ser generosamente recom-
pensado. Valentim Jos Correia. (6
LOTERA DE S PEDRO
MARTYR DA CIDADE
DE OL1JVDA,
Correm infalivelmenlu as rodas, no dia 10
de Outubro prximo vindouro eos bilhetes
achao-se venda nos lugares j annuncia-
dos. (8
3Joanna Baptista Neves Sexas, viuva que
ficou por fallecimento de seu marido BazilioRo-
driguos Seixas. tem do vender o terreno na
Passagem da Magdalena (logo depois da dita
ponte indo desta praca) ; que foi do casal, e
hoje designado no inventario para pagamento
das dividas que ficro por fallecimento do so-
bredito marido da annunciante, e do qual ter-
reno se acha esta autorisada pelo mesmo inven-
tario para dispr para o referido lim ; tem 52
palmos do frente, e 170 de fundo, chao pro-
prio, com cerca de tnadeira o toda a armac5o
de urna casa demolida, contendo mais dous
mil e seiscentos ti jlos, e mil e tresentas telhas,
tudo novo, lora a telba que cobre o telheiro
que inda existe, tem cacimba, e as seguintes
fruleiras; 2 ps de cqueiros, 2 limeiras, 21a-
ranjeiras do embigos, 5 ps de pinheiras, 1 de
jambreiro, 1 de jabuticaba 1 de saputi,
1 de abacate, 1 de figaeira 1 do cora-
cao da India 1 de limao doce, 1 de li-
mo do molho, deversos ps de bananeiras, 2
ps de goiabeiras. e 1 de pitangucira ; quem
o quirer comprar, pode dirigir-se a ra da
Glorian. 9i, a fallar com a annunciante. (25
CAUTELLA CONTRA AS FALSIFI-
CACES.
Constando a Meuron ,y C, que em algumas
vendas e lujas d'esta cidade se vendo um rap,
coma falsa denominaco derapar^a preta ,
com astuciosa mitacodos botes, rtulos e sel-
los da sua fabrica fazem sciente aos scus fre-
guezes e ao publico que em resguardo da sua
propriedade e dosseus direitos accrescentao
firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
p aria preta, que permanece no mesmo lugar,
ra da Cruz n. 26.
Portanto qualquer outro rap que se incul-
que debaixo desta denominaco he urna falsi-
ficaco dos productos da fabrica de Meuron S
C. inventores e nicos propietarios das fa-
bricas do rap arfa preta, tanto na Babia no
Rio de Janeiro e Maranbo, como em Pernam-
buco o rogo aos Srs compradores de a cau-
tellarem-se contra as fraudes, sendo as maiores
no rap, que se vende a retalho. (21)
15M.e-Callum 5/ Companhia respeitosamen-
te aviso aos senhores do engenho e ao pu-
blico em geral que na nova ra do Brum. que
passa por detraz do Arsenal do Marinha teem
estabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poenle da mesma ra) onde fazem
cavilhoes atracadores, parafuzos de apeitar o
oulras ferragens para engenho, eixos trilhos e
outras ferragens para carros, parafuzos e por-
cas de todos os lmannos, ferragens para na-
vios, vai andas, portees, carros de mo e todas
as mais obras de ferreiro; e como os seus appa-
relhos recentemente chegados de Inglaterra sao
de primeira qualidade, promeltem agradar aos
seus freguezes, tanto na qualidade da mo
d'obra como no precoe promptido. (16
2 Em casa de Augusto Corbett, na ra da
Cadeia do Becife n. 4G, ha sempre um grande
sortimento do vinlios engarrafados do Porto ,
Madeira Sherry, Bucellas eChampanhe, agoa-
ardente de Franca e Shrub tudo da melhor
qualidade, quo tem vindo a este mercado,
igualmente tem os alamados charutos regala ,
Cachoeira, Patriota o Sans pareil vindos lti-
mamente da Baha no patacho ConceicSo, tudo
so vende por proco mais commodo do que em
outra qualquer parte. (U
2A ofTicina deencadernacao que o Padre
Francisco Coelho de Lemos o Silva dirige na
ra Beila o. 45, acha-so provida de ricos ferros
de dourar magnificas placas de relevo ex-
cellentes couros e marroquins de todas as cores,
corn o que pdeexecutar as mais elegantes en-
eadernaees. qijn so exigirem quer inteiras ,
quer carlonadas, e o novo processo que emprega
no applicar e bruir o ouro torna o seu dou-
rado de urna permanencia infailivel ; a mesma
olllcina se encarrega tambem de brochar quaes-
quer obras impressas, com a perfeico j contie-
nda do respcitavel publico, e a umj preco mo-
derado. (14
3 D. Josefa Mara do Sacramento Costa em-
barca o seu escravo Domingos para fora da pro-
vincia. (3
3 Precisa-sede 1:900#rs. a premio de um
por cento ao me/., por tempo de dous annos ,
fazendo-se os pagamentos em quarteis adianta-
dos dando-se por hypoteca urna casa ter-
rea grande nesta cidade ; quemJquizer dar an-
nuncie. c,


4

Quem annunciou ter um menino para
aprender ao ollicio df marcineiro, obrigando-se
a passar um pape! de trato, dirija-seo Atier-
ro da Boa-vista n. f>3; na mesma casa se faz to-
da a qualidade de obra de entalba.
Quem perdeo urna canoa ja velha e bas-
tante arruinada dirija-se ao Atierro da Boa-
vista n. 63.
Tneodoro da Silva Dama/ vai a Portugal
tratar de sua sade e vende a sua venda na
ra do Camarao n. 7 a tratar na mesma.
Dao-se 500^ rs. a premio sobre ponhores
deouro, ou prata ; no largo da Solidado loja
do sobrado n. -21 ; na mesma precisa-se alugar
uma preta, que saiba cosinbar e engommar.
Quem tivcr para alugar uma canoa que
carregue -SOI) a 1000 lijlos cujo aluguel nao
eja caro dirija-se a ra do Crespo, loja n. II
Apessoa que no dia 21) do p. p das 10
para ai 11 horas da noutetirou por cassoada os
cbjectos seguintes uma casaca preta 10 ca-
misas, um par de caigas pretas, urna dita bran-
ca um annello um boto paia abertura e
mais 3100 rs. em dinlieiro dous pannos de
barba tudo mettido em uma caixinlia far o
favor de ir ou mandar entregar do contrario
ver o seu nomo por extenso.
Aluga-se uma casa terrea acabada a pou-
co, com bastantes commodos na ra da Au-
rora por detraz do sobrado n. 10 o seu alu-
guel he 12^ is. mensaes; a tratar na ra do
Crespo n. loja n. 11.
O Regenerador n. 4, est a venda nos lu-
gares do costme a G0 rs. cada exemplar.
Oabaixo assignado est residindo na ca-
sa n. 4, prlmeiro andar, sita no pateo do Pa-
raso : es advogando c quem de seu pros-
timo se quizer utilisar, o pode procurar nos
dias uteis de 7 horas da manhaa em dian-
te; seolTerece para tratar questes crimes des-
de a formacaoda culpa. Antonio Borges da
Fonseca.
Aluga-se a loja do sobrado n. 4 do pa-
teo do Paraso a tratar no mesmo sohrado.
Engomma-so roupa com todo aceio, per-
eicaoe prego commodo ; na ra de Agoas-ver-
des n. 39.
O secretario da irmandadede N. 8. do Li-
gamento convida a lodos os irmos da mes-
ma irmandade, que liajao de comparecer no
dia 6 do correnle as 3 horas da tarde, no con-
cistorio da mesma igreja a Andese proceder
a nova eleicao de juiz.
IIm rapaz Brasileiro casado se o (Tere-
ce para caixeiro de engenho ou outra qual-
quer arrumagao Delta praga ou fra della o
quald liador a sua conducta ; quem o pre-
tender annuncie.
Eduardo lvrampfl retira-se para a Baha.
Precisa-se de um pequeo para uma loja;
na praca da Boa-vista n. 20.
Urna mulher capaz, com leite toma um
menino impedido para criar; na ra da Guia
o. 55, prirneiro andar.
Aluga-se uma canoa de lote de 600 tijolos
de alvenaria por prego commodo ; na ra do
Queimado n. 57.
Precisa-se de um rapaz de 16 annos pa-
ra uma venda nos Afogados ; na ra Direita
n. (9.
1 Precisa-se de amas deleite par* a casa dos
expostos ; as pessoas que quizerem criar, di-
rijao-se a mesma casa.' (3
1 Na loja do livros do Pinto so encaderna
livros de todas as maneiras e por preco mais
commodo do que em outra qualquer parto, com
toda a promptido-o aceio, assim como tam-
ben) se apara papel. (a
1Appareceo, ha dias, na ilha do Bctiro, na
Passagom uma canda de carreira ; quem for
seu dono, dirija-se a dita ilha, ou na ra da Ca-
dcia do S. Antonio n. 15, segundo andar. (4
1 D-se dinheiro a premio sobre ponhores
de ouro em quantias do 100/rs. para menos;
na ra das Larangeiras n. 23. (3
1 OSr Monel Jos Bibeirodo Campos quei-
ra annunciar a sua morada, ou dirigir-so ao
armasem de Delfino dos Anjos Teixeira e Bi-
beiro na ra de Appollo n. 2 A, a negocio de
seu interesse. (6
1 Um Brasileiro adoptivo de 50 annos,
sem familia sabeler, escrever o contar soffri-
mente, etem conhecimento de servigo de qual-
quer naturesa se offerecc para caixeiro de en-
de bom ouro e sem feilo ; na ra da Conceico
da Boa-vista n. 9. (3
2 Comprao-se efectivamente para lora da
provincia mualas negras, e moloques de 12 a
20 annos, pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragons D. 16. i4
1 Comprao-se sentencas e diarios velhos ;
na ra larga do Bozarion. lo ; na mesma casa
vendem-se dous cordoes de ouro por prego com-
modo.
Compra-se o diccionario italiano e portu-
gus; no hospicio de N. S. da Ponha'.
1Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravosde am.b.os os sexos de 12'a
"20 annos agradando*, pagao-se bem'; na ra
da Cadea do S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda depo'n. 20.
Conipro-se vidros grossos e grandes de
espedios mofados ; no Atierro da Boa-vista
n. 17.
Compra-se uma colcha de seda nova ; na
ra do Crespo loja n. <7, de Santos Noves.
9Compra-se efectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidadode pannos cortados ou
velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelo e toda a qualidade de papis velhos. (4
Vendas
genho ou feitor anda mesmo de otaria e
tambem dar liges de primeiras k-ltras ; o
mesmo d liador a sua conducta; quem o pre-
tender annuncie. s
\ Offerece-se um Portuguez de 20 annos,
para caixeiro de ra ou mesmo para criado do
servir, o qual sabe lere escrever; quem de seu
preslimo se quizer utilisar, dirija-se ao Atierro
da Boa-vistan. 14. ;4
2 Dao-se 400^ rs. a premio sobre penhores
de ouro, ou prata ; na ra do Livrameuto, bo-
tica n. 1-2, se dir quem d.
2 Precisa-se alugar uma preta que nao
seja velha eque saiba cosinbar ; quem tiver,
annuncie. <3
2Manoel Joaquim Brandao precisando fa-
xer uma viagem a Europa temde vender a sua
botica estabelecida na ra estrella do Jtozario ,
ou arranjar-secom algum Sr. Pharmaceutico ,
que queira encarregar-so da administrago da
mesma botica ; a tratar na mesma. (6
Compras
3 Compra-se um transelim com passador,
3 Vende-se um diccionario Magnum le-
xicn grammatica franceza por Monte-verde ,
o diccionario da lingoa ingleza por Vieira ,
grammatica philosophica por Jernimo Soares
Barbosa Telomaco grammatica portuguesa
por Bento Jos do Figueiredo diccionario do
verbos irregulares da lingoa francesa SalusJo,
Fbula Selecta liges de lgica porGonuon-
se a obra de Voltaire em 5 volumes arto de
Dantas a historia da vida de D. Joao do Cas-
tro, tudo em bnm estado ; na ra Direita n. 2.
3 Vende-so uma morada de casa em Olinda,
no lugar dos Arrombados a qual loi do falle-
cido Lino Francisco Xavier, com duas salas ,
cosinha, i quartos o quintal bastante extongo,
mas com o muro cabido pelo lado do Norte a
qual precisa de alguns pequeos concertos, em
viten;Ao a isto d-se por prego commodo ; em
Fra-de-portas, ra do Pillar n. IOS, das 6 as
10 horas da manhaa, e das duas as 6 da tarde.
3Vende-se uma escrava de nago moga ,
do bonita figura engomma ensaboa cose
bem, tem principios de lavarinto, e he reco-
lliida ; na ra do Vigario n. 23 prirneiro an-
dar. (5
Vende-so um moleque de nagao Baca, com
algumas habilidades, e inui sadio, na ra do
Alterro da Boa-vista n. 78
3 Vende-se 3 escra vos, sendo um com prin-
cipios de cosinheiro e dous para o servigo de
campo ; na ra das Cruzes n. 30. [3
3 Vende-se, ou rebate-se um conhecimen-
to em forma da divida publica desta cidade ,
tambem se faz negocio com outro da divida pas-
siva tambem desta cidade, que s tem de de-
mora o vi/ a quola do orgamento para ser pa-
ga ; e vende-se um sitio e casa na Capunga
tratar na praga da Independencia, loja n. 21. (7
3Vende-se uma escrava da Costa de 20
annos sem vicios; as Cinco-pontas n. 71. "2
3Vendem-se phosphoros de velinhas, muito
bons a 80 rs. a caixinha ; na ra do Cabug,
loja de miudesas, junto da do Bandeira. (3
3Vende-se uma preta com uma cria, e com
algumas habilidades; um moleque de 16 annos;
umescravo pardo de 28 annos proprio para
o servigo de campo; um cavado rugo novo,
bom marchador; na ra da Cruz n 31. (5
3 Vende-so um pardo de 19 annos pti-
mo para qualquer servigo com particularida-
de o de bolioiro; na ra da Cruz n 5. '3
Vndese um moleque de nagao Baca, coro
algumas habilidades; no Atierro da Boa-vista
n. 78.
3Vende-se uma venda com poucos fundos,
sita na ribeira de S. Antonio n. 3 ; a tratar na
mesma venda. 13
3 Vende-se na loja do bom barateiro do
Guerra Silva & Companhia, na ra Nova n. 11,
oseguinto ricas sedas brancas e de cores para
vestidos, ditas escocesas, mantas de seda bor-
dadas a matiz, cortes de mursolina para vesti-
dos ditos de lanzinha ditos de la e seda ,
ditos de seda ealgodao, cambraias adamasca-
das luvas de pellica com guarniges para se-
nhora ditas para homcm chapeos fitas de
seda lisas e lanadas riquissimos espelhos
dourados grandes e pequeos, superior papel
para sala, de forro guarnigao o barra bicos
dobln, de seda e de linho apparelhos para
cha de diferentes qualidades e outros mui-
tos objectos de bom gosto e chogados prxima-
mente de Franga. (|6
3Vende-se uma mulata com muito bom a
abundante leite, com um fllho que est bas-
tante nutrido engomma cosinha faz doces,
cose e aflianga-se ao comprador, que nao tem
vicios nem deeitos o motivo da venda se dii
com verdade ; tambem se troca por um preta
cosinheira ou quitandeira ; na praga da In-
dependencia, livraria ns. 0 e 8, se dir quem
faz este negocio. (9
2 Vende-se uma escrava de nagao de 18
annos cose engomma e cosinha; uma dita
de Ifi annos recolhida ptima para mucama;
uma dila de meia idado ; quitandeira e lava-
deira ; 5escravos de nagao, sendo um ofll-
cial de ferreiro e os outros para o servigo do
campo ; na ra Direita n. 3. (7
2Vende-se gomma de araruta a 320 rs. a
libra ; na ra das Cruzes n. 40. [2
2Vende-se polassa americana de boa qua-
lidade ; na ra da Cadeia-velha armasem n.
12 deHcnrique Bernardos do Oliveira # Com-
panhia. *
iVende-se um bom banco para torneiro ,
com toda a ferramenta completa ; na Boa-vista,
ruado Tambi n. 10. (3
2Vende-se uma preta muito boa engomma-
deira cosinheira o lavadeira ; na ra do Cres-
do n. 10. (3
2Vende-se uma venda com poucos fundos,
sita no pateo do Terco n. 139 ; a tratar na ra
larga do Boiario n. 52. (3
2Vendem-se bichas muito boas, por prego
commodo tanto a retadlo como aos centos ;
na ra da Cruz loja de barbeiro n. 43. (3
Vende-se uma negrinha crioula de 8 an-
nos de bonita figura ; na ra da Cruz n. 19.
Vendem-se a seguinte obra em portu-
guez ; o Encanto mgico da formosura ou a
consquista dos barbaros, obra original e indita
tirada do Arbico na qual so encontra rari-
dades dos sentimentos humanos, ou sobrehu-
manos verdades civis, moraes, e polticas, as
mais proveitosas e insinuantes; da mesma his-
toria se linio e colhom regras ou mximas as
mais solidas e interessantes para por meio
deltas poder formar-se o verdadoiro systema
degovernar os homens, com fortuna e felicida-
de tanto para quem governa como para os
governados deduzidas da pratica e dos aforis-
mos dos homens mais sabios e experimentados
na mesma classe e ordem de governar, por Ma-
noel Antonio da Silva Benevides Porto 1843 ,
I v. em quarto em broxura prego 2/j rs. ;
na ra do Queimado loja n. 6.
Vende-se uma harcaga nova bem cons-
truida que carrega 24 caixas, por preco ra-
soavel e tambem se vende com algum praso;
na ra do Crespo loja n. 11.
Vendem-se ptimos licores de diversas
qualidades a 200 rs. a garrafa eem porgao a
100 rs. genebra embotijada a 200 rs. e em ca-
ada a 800 rs. ago'ardente do reino a 900 rs.
a caada, dita de aniz a 700 rs. licor de rosa
superfino a 500 rs. a garrafa superior ago'ar-
dente de lima a 1 rs. a garrafa e a caada a
800 rs., rolhas finas que servem para fras-
quinhos, e proprias para botica a 160 rs. o con-
t; na ra da Boda n. 13.
Vendem-se hervidlas muito novas, gom-
ma de araruta vinho do Porto, velho e (cito-
ria ; na praga da Boa-vista venda n. 18.
Vende-se uma preta moga, de bonita fi-
gura ptima para todo o servigo ; na ra do
Sebo n. 23.
Vende-se um sellim para montara de se-
nhora quasi novo e com todos os seus per-
Ir ores ; na ra de A goas-verdes n. 15.
Vende-se uma venda com 300' a 400^ rs.,
de fundo no Mondego n. 70; a tratar na mes-
ma venda.
Vende-se uma cama de angico por pre-
go commodo ; no pateo de S. Pedro, loja n. 6.
Vende-se uma corrente fina de ouro do
lei, com 5 oitavas e meia por 28^ rs. um an-
nel com 3 oitavas ecom seu diamante por 17|
rs.; no pateo do Carmo n. 1.
Vendem-se 4 escravas com boas habilida-
des sendo duas engommadeiras ecosinheiras,
e duas boas quitandeiras ; duas ditas boas para
screm educadas ; 4 escravos bons para todo o
trabadlo de campo e da praga ; dous ditos de
meia idade servem muito bem a uma casa e
sabem plantare trabalharem sitio ; um mula-
tinhu do 16 annos, de muito boa figura para
pagem ; um moleque de 12 annos ; na ra do
Crespo n. 1, prirneiro andar.
1 Vende-se urna venda com poucos fundos ,
no lugar da Casa-forte e bem alreguesada ; a
tratar com Angelo Custodio da Luz morador
no Pgo-da-panella.
Vende-se manteiga ingleza superior a 720
rs. o francesa a 480 rs., azeitedoco a 3400 rs.
a caada e480 rs. a garrafa dito de coco a
2240 rs. a caada e a garrafa a 320 rs., ceva-
tirar soupa um par de castigaos de prata m o.
demos anneles, modalhas e pares de brin-
cos de (diferentes modelos ; as Cinco-pontas
u. -o. (7
1 Vende-se uma escrava moga com ha
blidades ; na ra do Cabug n. 16. (2
1Vende-se uma preta quitandeira lava-
deira e cosinheira com uma cria do um anno
muito nutrida e anda mama ; na ra larga
do Bozario, sobrado da esquina, que volta
para a ra do Cabug prirneiro andar (5
iVende-se papel meia hollanda proprio
para typographia cm porgao de resmas, ou a
retalho ; na ra da Cruz n. 52. (3
1 Vende-se uma preta de nago muito
robusta e do bonita figura, perita lavadeira,
o he ptima para todo o servigo de campo ; na
Camboa-do-Carmo n. 27. 4
i Vende-se uma porgao de bichas muito
boas, chegadas, ha pouca, da Baha por mais
barato prego do queem outra qualquer parte,
garante-se ao comprador a escolha em gran-
des e pequeas porgos; na ra de Apollo, ar-
masem n. 6. (6
J Vende-se a armagao da taberna de Joo
Jos de Moura coro todos os seus utensilios,
sita na ra do Livramonto n. 8 para com o
producto se pagar a renda da mesma ao Sr. Vi-
cente Ferreira Gomes e o que sobrar ser para
pagar aos credores do mesmo Moura ; a tratar
as Cinco-pontas venda n. *. (7
1Vendem-se 3 casaos de passaros siricoias,
por barato prego ; na venda da esquina da ra
do Aragao n. 43. (3
1 Vende-se uma escrava de nagao, de bo-
nita figura cosinha, engomma e faz lodo oser-
srrvico de uma casa ; um preto de nago que
nao tem vicios ; na ra da Cadeia n 40. (i
Vendem-se rodas de sicupira de boa quali-
dade, muito proprio para eixoss de carros; na
ra do Bangel n. 47.
Escravos fgidos
dinlia a 200 rs., sag a 320 rs. tapioca a 120
rs. arroz branco a 10/rs. o alqueire e ver-
medio a 9^ rs. azeite docarrapato a 1680 rs. a
caada ; na ra Nova venda n. 65 ; na mes-
ma venda, compra-se garrafes vasios e papel
para embrulhoa 2560 rs. a arroba e a 80 rs. a
libra.
Vende-se um cavado mellado bom an-
dador e gordo; na loja da esquina que vira
para a cadeia ao p do arco de S Antonio.
IVende-se urna cama de condur por 14*
rs. ; na venda da esquina da ra do Aragao
n. 43. (3
1Vende-se"uma flauta apparelhada do pra-
ta com 4 chaves muito boa e por prego coro-
modo ; na ra da Praia n. 20.
1Vende-se um moleque de 15 annos, de
bonita figura ; na ra das Cruzes n. 12.
Vende-se por precisao a venda da ra
Imperial n. 2. ; a dinheiro ou a praso ; um
bragu de baianga com conchas e correntes de
ferro e mais alguns bragos pequeos e uma
porgao de caixas vasias do Porto tudo tambem
a dinheiro, ou a praso ; a tratar na mesma
venda com Joaquim Pinheiro Jacome.
1Vende-se uma casa com bastante commo-
do para grande familia com quintal e cosi-
nha fra sita na ra dcS. Bita n. 34; a tratar
no largo das Cinco-pontas n. 134. (4
1Vende-se um casal de rolas de Hambur-
go, com filhos ; na ra Direita 0. 65. (2
1Vende-se meia duziade colheres de pra-
ta para cha, ouro e prata em barra para obras ,
uma gargaulilha muito bonita uma colher d
1= No dia 27 do p. p. fugio um preto criou-
lo, de nome Gerardo de .'(> annos alto bem
apessoado, psgrandes, com uma marca de
fstula do lado direito do queixo inferior, levou
camisa e caigas de cstopinha e chapeo de pa-
Iha ; quem o pegar, leve a ra do Vigario ar-
masem de assucar n 24, que ser generosa-
mente gratificado. (7
1 Fugio, ou foi furtado no dia 27 do p. p.
ao meio dia, indo comprar laranjas, um mole-
que de nome Carlos, de 12 annos, com uma be-
lida no canto do olho direito levou caigas de
panno preto j muito velhas, e camisa do risca-
do, muito soja ; quem o pegar, leve a ra da
Cruz n. 20 casa de Avrial Irmos que ser
recompensado. (8
Em dias de Setembro fugio um preto do
nome Domingos de nago Congo ; de 40 an-
nos, tem bastantes cicatrizes as ponas uma
belida em umolho; quemo pegar, leve a ra
da Praia serrara do Constantino Jos Baposo,
que ser generosamente recompensado.
3 No dia prirneiro de Julho do corrente
anno fugio um mulato acabocolado de nome
Geremias de 23 annos, prineipiando a bar-
bar estatura mediana cor abroozeada ca-
bellos corridos e alguma cousa amacacados,
canega pequea, olhos amortecidos, sobran-
selhas pretas e fechadas mages do rosto al-
tas nariz grosso e um tanto arribitado, boc-
ea grande beigos grossos, denles perfeitos, ps
chatos quando anda cae com o corpo um tan-
to para dianto ; este mulato a pesar de ter as
feiges grosselras nao he todava de presensa
desagradavel tem um ar simpathico e manei-
ras insinuantes; quem o pegar, leve a casa de
seu senhor Paulino Augusto da Silva Freir, na
estrada do Arraial para Casa-forte que ser
gratificado generosamente. (17
Fugio do engenho Pinamduba uma escra-
va crioula de nomo Clemencia, alguma cousa
alta grossa e espadada preta nariz rom-
bo denles limados e alvos beigos um pouco
grossos seio cnido, ps e roaos grossas bas-
tante, dedos curtos tem dous signaes pelos
quaessefaz muito conhecida que sao duas
marcas de feridas uma no peito esquerdo ,
grande, sendo quasi a figura de uma folha de
arvore, e outra no queixo do mesmo lado com
alguns cabellos, tem outra marca no brago di-
reito e no esquerdo he assombrado por uma
especie de pannos, que paroce sujo; levou ves-
tido de riscado azul encarnado e rouxo ca-
misa de briro fino ; quema pegar, leve ao dito
engenho a entregar a seu senhor Bufino Coelho
da Silva que receber 200/rs. de gratifica-
gao; adver-seque a dita escrava turtou duas
voltas de cordo grosso com uma medalha e 2
pares de argolas, sendo uma de filagra e a ou-
tra de ouro cortado.
No dia 31 do p. p. fugio um preto de no-
me Joaquim, crioulo, de 18 annos, estatura
regular, secco do corpo com todos os denles,
ps e roaos bem ledas bem preto, rosto com-
pndo levou camisa e ceroulas de algodo da
trra e caigas de chita azul, foi escravo de
JosTdomaz deAquino Ferreira, morador em
Bizarra para uma banda do l.imoeiro ; quem
o pegar, leve ao Atierro da Boa-vista sobra-
do n 15, de Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro, quesera gratificado generosamente.
Rcibfi NAllP. oh MF. pbFauu.1844.


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