Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05182


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Full Text
Auno de 1844.
Ter$a Feira 27
I. '! U UWJnranar
Cllllii|iiibliCMf luden ns ilniquf nim furrm santificados : o prCQO da aeeipiatore
he d afea mil r*. por qusrlel pago aili>niHoi Os annuncioedoa aasignantes sao ioseridoa
rali", u doi que nao orem raio de 80 reit por linha A reelamaees deem er gdss ""a lyp ra das Cruies n. '4 ou a prsna la Independencia luja de lis-roe. 6 e 8
PARTIDA DOS COMIEIOS TERRESTRES.
GoiaHNA. l'arariyha segundan sextas feiras.Hio Grande do Norte cheg a 8 2i e pn
te luca Cabo, Serinbaem Rio Formulo Macer, PorioCalrn, Alagoas no i. -
ti a -1 di-rada met. Garanhuns e Bonito a 10 e 1t de caila mesBoa-vista t l'lor
ea tS i* dito. Cidade da Victoria quintaa feiraa. Olinda todos oa diaa.
DAS da semana.
J6 Seg a. Zeferino. Aud. do J. de D. da 2. Y.
27 Terca a. Eulalia. Re. aud. do J. de D da 3. ?.
28 Quarla i A.:. ,i>!n>. Aud do J. de D. da 3. r.
i Quinu a Adolfo Aud do J de D da 2 .
.'((I .Sexta. Gaudencia. Aul do J de da 2. T.
.1J Sab Hawmuid p .\..nMo. Re. aud. do J da D. da 1. t.
j Doui N S da l'enba.
n mu 'ii iiimm i ni ii i ni iiiiiiiii~iiiwiiiiaiiiiHiiifiiiiii ti i un
DIARIO DE
de Agosto
Anno XX. N. i 00.
>isaBBraBPanraaaDnaaaaBaii(rliaaaaBaaaaaa>BaBaia9>aiBaBiaiBBB
ror drnen.ia de n meamos; d nmti prodencia. nderac3o' enerpia. con-
i'udo
, bauemoi coaio pncipiamoa e eeremas apontadoa com idiniraqao entre aa Bag*
f cultas. (l'rop|.ii..'.d. A.Hcuiblca Geral Ao Mal".)

Cambio* obra Laadrea 25.
. Paria S.Hl) rris por franco
Lisboa 117 por 100 de premi.
Noeda de cobre ao par.
dem de letras de boaa firmas 1 a 1(4 0|g
tos ao un 26 ue <;om'o.
Our.-Moeda .le 6,400 V.
.. N.
de 4.11(1 i
Pratal*aicp"in
u Peso columnii.area
pp Ditos mrii.-snoe
compra
47.100
16.700
9,400
1 ,6U
1 ,y* \ ,"60
etid
17. JII0
6.900
9,600
i40
SfiOO
.o
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
l-ua chaia a '4 aos f J rain da manlua. > iLuanora j7 I (J li. e 4 min da tarde
MinRuenle a 6 as 1 boras e 5 mu .la manli. |Craaceiite a .'0 as 11 h e 56 m. da larde.
Preamar de hoje. >
Piimeira as 2 horas a !>4 aain da manh'ia | Segunda as 3 horas S BOlUOl da larde

MMJ
11111 mu iiiiirrTnrtTi
sajA'WKaa
PARTE OFFJCI
oflimando das Anuas.
EXPE01ENTE DO DA 7 DO COR I! ENTE.
OlUcio Ao Exm. Presidente, restitundo-
Ibe o ofTicio do Inspector da Thesouraria de 26
de Julbo ultimo acompanhado d'outrn do Com-
missario-fiscl do Ministerio da Guerra, pe-
dindo pruvidencius a cerca da ndemnisac ao das
quantias quo indevidamente recehro como
voluntarios o Sargento ajudante Jos da Cruz
dos Santos e Jote Tavares de .Mello,e informan-
do, que a fundada exigencia do Commissario-
iscal, s podia ser em parte satisfeita, e nica-
ni'rile a respeito do soldado Tavares de Mel-
lo; porqusnto este eslava a dever a Fazenda
57.900. ea Fa/enda a elle 30.4960 rs., e ao
Sargento Cruz nada se duvia pelo batalho.
DitoAo inesmo Exm. Sr encamnhando-
Ihe para ser deferido como entendesse conveni-
ente, o requerimento, que os presos de Justica
recolhdos na fortaleza do Brum lite dirigio.pe-
dindo providencias sobre o pagamento de suas
diarias.
DitoAo mesmo Exm. Sr., participando
Ibo, queem virtude do seu ofTicio do bontem,
mandara recolher na casa do Estado-maior do
quarlel das Cinco pontas, o preso Agostinbo
Fernandas Catanho de Vasconeollos, por cuja
segurancia sen.o podioresponsaliilisaro Offical
d'Eslado e a guarda, pelas razoes ponde radasna
informaco de 29 do mez p. p.
DitoAo Commandante do corpo de Guar-
das Nucionaes destacado, mandando, que fosse
recebido na casa do Estado-maior, o preso de
Justina Agostinbo Fernandes Catanho de Vas-
concellos, conforme deierminra a Presiden-
cia.
DitoAo Alferes Francisco Jos Gomes,
aecusando recebido o inventario los objectos da
fortaleza de ll m.ir.tc.i. organisado por occasiao
de ter assumido o commando da mesma.
DitoAo Alferes J. P. do S. Magalhaes, ae-
cusando o seu ofTicio. no qual mencionava o
cumprimento da ordem que leve para entregar
o commando da fortaleza ao Alferes Francisco
ganisar as lolhas dos vencimentos.
Dito 'oSubelegadoda fregueziadeS. Jos,
acensando recebido o preso Eloy Jos dos San-
tos, soldado docorpode Guardas Nacionaes des-
tarado, a lim de ser conservado em nriso mili-
tar, at final ulgamento.
Portara Manilando dar baixa ao Cabo de
esquadra di batalbao de Artilharia a p Diniz
Antonio, e abrir assento de praga ao substituto
Jos Rodrigues Boto
Parece-mo poJer estabelecT, sem receio do I da guerra, modificada por esse modo, faz com
t^assawarr ,jte. -^**m.
EXTERIO
Nota tobre o e*tado urinal das forrat navae*
da Franga, pelo Principe de Jomville.
He assumpto da presente nota reclamar, em
favor da nossa marinba, a atiene pessuas circumspectas e intelligentes.
A nacQ.> .i.ju nurnM faltou o instinc'odos
seu> verdadeiros interessesa naQ3o(|jer que
baja marinba, e quer possuil-a forte e podero-
sa. Esla vontade be revelada por factos incon-
testaveis.
Smente se nao sabe cabalmente quaes sao
os elementos esenciaes, as co.idicoes rerdadei-
ras desta forca, cuja necessidade be geralmente
reconhoiida; nao se observa haver grande em
penho para sebero que realmente acontece; em
geral deixa-se de esludar a maneira como sao
embregados os fundos, que as Cmaras votao
anualmente,
O autor desta nota de-ejaria, por meio de
alguns factosda mais clara evidencia; por al-
guns clculos milito simales, e finalmente
com raciocinios ao alcance de todos, dissipar as
treva com que icinteniente paraca t'r sido en-
vohida a que-to; e si conseguir destemodo tor-
nal-a aecastivel e familiar aquellas a que com-
pete decidil a, o autor acredtala ter prestado
uin verdedeiro ervico arma que pertence.
ser contradito, que a popularilade que possue
na Franca a armada naval, que o desejo ar-
dentc, e tantas vezes manifestado, de ter urna
marinba forte e poderosa, dimanao do um sen-
timiento, quo se pode expressar da seguinle ma-
neira :
dos. Em toda a parte queremos acbar-nos em
circunstancias de proteger os nossos intoresses,
de manter a nossa independencia, de defender
a nossa honra, quaesquer que aejao os ataques,
que possao amcacal os.
E, antes de ir mais longo, desejo que se en-
tonela bem, que nao tenho intonc;ao alguma de
discutir poltica nesta nota, consagrada nica-
mente ao que diz respeito marinba. Se Mo
da Inglaterra, como de qualquer outra poten-
cia, nao o faco com um apoucado ospirito de
animosidade, ou mesmo de rivalidade nacional,
porm sim para lazer ver, pelo que se passa nos
paizes estrangeiros, o que n"S devemos alean-
car, eoquedevemos evitar. Quando fallo de
guerra, nao he porque deseje ver a minha pa-
tria trocando os beneficios da paz com contin-
gencias ruinosas; nao, de certo.Acredito ni-
camente que para que a paz seja honrosa e du-
ravel, ho necessario queso apoie em urna forca
sempre capa/ de se fazer respeitar.
Tomando pois o caso de guerra para base dos
meus raciocinios procurarei um exemplo que
esclarece o meu pensamento, e supporei a Fran
ca obrigada a defender-re contra a mais forte
das potencias martimas : quem di/, isto nomeia
a Inglaterra. Isto posto e procedendo por
um modo inteiramente abstracto, e pjr meio
de bypothese entro em materia.
Um facto d'uma importancia immensa, que
se rcalisou, ha alguns annos veio facultar-nos
os ineios de restaurar a nossa abatida forca ma-
rtima de a fazer apparecer debaixo do urna
forma nova approprada admiravolmenle aos
nossos recursos e a nossa inlelligencia naci
nal.
Este facto, he o estabolecimento e o progres-
so da navegacn por vapor.
A nossa marinha nao podia ser mais dn que
urna creacAo facticia no lempo em que o impe-
rio do mar pertencia quelle que podia apre-
sen tar sobre as agoas o maior numero de mari-
nheiros. A nossa navegacao martima arrui-
narla nos nSo forneeii ? gente seeasaaria
para o servieo do mar. Poderiamos tentar a-
nergicamentn para vingar affiont r ou para
apagar tristes recordac6>s ; mas ainde quando
transitorios successos viessem atlestar o valor dos
nossos marinheiros a superioridade do nume
ro acabara finalmente por su (Tocar nossos esfor
eos. A marinha por vapor mudou totalmen-
te esla situaeao ; sao actualmente os nossos re
cursos militares o que ha de substituir a defici-
encia das nossas tripola Oes. T.>remos sempre
bastantes fficiaes, e maruja para desempenhar
o encargo que compete aos quo teem de formar
a guarnidlo de urna cmharcacao de vapor. As
machinas suhstituem centenares do bracos e
li ocioso dizer que nunca nos faltara dnhe-
ro para construir os machinismos, nem tao
pouco llavera carencia desoldados quando se
tratar de sustentar a honra do paiz.
Com a marinha por vapor he permittida
no mar a guerra do aggressSo a mais audaciosa.
Teremos toda a seguranza em nossos movimen-
tos e toda a liberdade em nossas acedes. O
lempo o vento as mares j nao serao para
nos um obstculo. Poder se-ha antecipada-
mente fixar odia e hora de qualquer operacao.
Em caso de guerra continental serao pos-
siveis as dvercoes as mais inesperadas. No in-
lervallo de algumas horas lrnnspnrtar-se ho
exercilos de Franca para a Italia Hollando ,
|ue os azares nao sej.io como erao ha trinta
anuos entre a Franca o os inimigos, que el-
la pode encontrar. Por isso be curioso obser-
var at que ponto os progressos do vapor e o
seu emprego provavol excitao a attenco dos
nossos vsinlos.
O Duque de Wellinglon na sua declararan
perante a rommissao dos naufragios, instituida
pela Cmara dos Communs, diz em relacao s
costas de Inglaterra oppostas as de Franga.
ce Em caso do guerra cu considerara que
a falta de proleccao e de refugio que existe
actualmente dexaria o coinmercio desta parte
da costa e a costa em si mesma n'uma s-
tuacao muito precaria.
Na sesso da Cmara dos Communs de 29 de
Feverero de 18ii le/.-se urna HIOCS sobre
os portos do refugio que se doviao estabelecer
sobre a costa de Inglaterra e disse-se nessa
proposta:
Que era o dever do Govorno de Sua Ma-
gostado prover aos meios de seguranca nao
smente do commercio inglez, mas tambem
das costas da Gram-Bretanha. Adoptava-se a
opiniao de que ; so eslivesse estabelecido o uso
dos barcos de vapor no lempo do campo do Bo-
lonba Napoleao haveria tdo fucilmente todos
os ineios de desembarcar quinze a viole mil lio
mens sobre a costa. Accrescentava-se que se
nao pretenda assegurar que tal desembarque
podesse ter grandes resultados ; mas o efleito
que podera ter produ/ido seria destruir a con
tanga que nos impira actualmente a nossa po-
sigdo insular. Terminava-se solicitando a le-
gislatura a fim de tomar- em consideradlo as
grandes mudencas operadas,lia alguns annos,na
navegado por vapor, c o uso que deltas se po-
deria fazer no caso do urna nova guerra.
Este eonslto he bom para a Inglaterra ; e
deve igualmente aproveitar aquellas, a quem
pode ensinar, que a sua lrca resille nessa con-
fianca que Ihes inspira a sua posicao insular.
Desgraciadamente, nada, nada aproveitamos
disso.
Nao sou daquelles que n llusao do amor
proprio nacional acredito quo estamos em
estado de luetar sobre o mar de guala igual con-
tra a potencia britannica; mas nao queroria tao
pouco ouvir dizor, que em caso algum nao po-
deriamos resislir-lhe.
<) n'>' lieeesjos nO erar hrilhantes ,
porque teremos a maior cautella em naocom-
pr.imetter simultneamente todos os nossos re-
cursos em combetes decisivos.
Faremos potm a guerra com seguranca ,
porque nos lancaremns contra duas cousas i-
gualmente vulneraveisa confianca do povo
Ingle/, na sua posicao insular, o o seu commer-
cio martimo.
Quem pode duviejar ru com urna marinha
por vapor fortemente organisada, nao tenha-
mos meios decausar,as costas nimigas.perdas.
e padcimentos desconhecidos a urna Naciio ,
que nunca soflreo todas as miserias, quo a guer-
ra traz comaigo ? E em conlinuaco daues pa-
dcimentos vir-lhe-ia urna dosgraca gualmen-J
te nova para ellaa perda da confianza. As
riquezas accumuladas sobre as suas costas e
nos Sel portos leriao deixado de estar em se-
guranca.
E ludo isto ao passo que por meio de vari
oscrusciros bem combinados, e cujo plano de-
senvolvere! ulteriormente operaramos de um
modo elicaz contra a seu commercio derrama-
do sobre toda a superficie dos mares.
A lucia deixjina pois de ser tao desigual !
Continuo a raciocinar na bypothese de guer-
ra. A nossa marinha por vapor leria entao
( u theatros tle cc8o bem dNtinet"S: em pri-
meiro lugar a Mancha onde os nossos portos
u Prussia. Oqueumdiase fe/ em Ancona podero dar abrigo a urna forca consideravel ,
que sa'hindo favoTc'fda pela noute, arrosta-
ria os cruseros mais numerosos e aperlados.
Cousa alguma impedira a esta forca o reunir-
rom urna rapidez que foi produ/ida pelos ven
tos poder-se-ba fazer em todas as occasics
sem elles. e quasi em despeito delles, com urna
rapidez ainda maior.
Segundo disse, ha pouco, estes novos recur-
sos cunrem-nos maravilhosamente e a forma
se,antes de amanhecer,sobre qualquer poni de-
signado das costas britannicas; e ahi operara
impunemente. Bastarao a Sir Sidney Suiitb
apenas algumas horas para nos causar em Tou-
Ion una perda irreparawl.
No Mediterrneo reinariamos como domina -
dores: aseguraramos a nossa conquista de Ar-
gel, esse vasto campo aborto ao nosso commer-
cio e a noss.. civilisnAo. E depois o Me-
dilerran o esta mu longo da Inglaterra ; nao
sao os arsenaes de Malta e de Gibraltar quo
poderiao manter urna esqundra por vapor cu-
lo abasterimento be lao difficil, o tao despen-
d oso e sempre com receio de se pr reduzida
i naccao por falta de combuslivel. Picara
pois l\re b'ranea operar victoriosamente nat-
a tbeatro ; todos os seus projeclos podara exo-
culal-os com navios tle vapor sem I he darem
grande cuidado as esquadras dtela, em que
toda a vigilancia ser i Iludida em que toda a
velocidade sera preterida.
lm disto ;i marinha por vapor e s a elia
be reservado o encargo de vigiar as nossas costas.
e do indicar a npproiimaclo dos inimigos de
proteger a nossa cabolagem, e de se oppor vi-
va frca, quanto seja possivel aos desembar-
ques, bombardcamenlos.e a lodas as aggressScs
do inimigo, porquanto be escusado dzer, que a
Marinha por vapor nao podera dar-nos tanta-
geni.que niopoaslo tambem ser voltadas conlra
nos. A melada de nossas Ironteras he fronleira
martima. Antigamente esta vasta extensao de
costa poda ser defendida pelo nosso exercito do
trra: quas em toda a parle inaccessivel, ou pe-
lo menos d'uma approximacao perigosa para os
navios do v la, os desembarques erao all pouco
para receiar, e os pontos importantes, e os lu-
gares onde a natureza nada linha feito em favor
ca deleza, a arte tinha delles tomado conta e
os lvrou do qualquer ataque. Hoje tudo mu-
dou ; com navios do vapor, ai nossas costas sao
accessiveis em toda a sua vasta extensao, desde
Dunkerque at Bayonna ; a Inglaterra pedo
contra n< ludo quanto podemos conlra ella Em
algumas horas, um exercito embarcado sobro
urna esquadra por vapor em Postsmouth, ou no
Tamisa, apresentar-se-ba em um dos ponlos
do nosso liltoral, penetrar nos nossos ros, fa-
ra um desembarque ou destruir com os seus
morteiros nossos arsenaes c nossas cidades a
nossas riquezas commerciaes. A rapidez dos
seus movimentosassegurar o sou resultado. O
exercito francez -os seus fortes, e as suas pecas
de Artilharia nao poder existir ao mesmo
terpno em Inda n narte. e .simultneamente cbo-
garan as noticias da apparicao do inimigo da
realisaco dos seus projectos, e da sua partida.
Neste momento, so sobreviesse una deelaracao
de guerra seriamos informados tulvez no da
seguinle, da destruidlo do Dunkerque, de Bo-
lonha, do Havre. &C que por modo algum p-
dem ser defendidos contra um bombardeamen-'
to. Teriamos o dssabor de ver a bandeira in-
gleza tremulando no ancoradouro do Brest, o
nosso grande irsenal at ao precente protegido
pelas diflicublades da navegado multiplicadas
as suas visinhancas difliculdades que o em-
prego dos barcos de vapor faria desapparecer.
Desle modo com o auxilio da marinha por va
por a Inglaterra acha-se em estado de amea-
car todas as nossas costas sobre o cceano, e de
at reinar sobre o Mediterrneo cortando to-
das as nossas communicacooscom Argel ; pode
alm disto, bloquear aperlada, e ('dicazmente
todos os nossos portos e issofal-o-ha hoje
mesmo. se assim lbe approuver. E para ress-
tir-lho, nao nos resta seno um recurso nico,
um s meio aquello que seria empregado
contra nos urna marinha de vapor.
Pois bem! He necessario repetil-o, eis-abi
o lado penoso da questo ; apezar de todas as
illuses com que pretendemos satisfazer-nos ,
aperar de todos os factos, que se lem apresen-
tado. ede todos os algansmos, que se lem en-
fi le irado, nao possuimos senao urna forca im-
potente urna frca cuja existencia puramenfe
nominal jaz exclusivamente sobre o papel. E
efectivamente, quaes sao os fundamentos que
ha para tranquillizar a Franca, e provar-lheaue
a sua marinha se acha n'um estado respoitatel.'
Cjuerem fallar oa esquadra de vela perleita-


mente armada que possumos? Seguramente
nao sere eu que negu nom os seus ment* ,
nem a sua gloria ; mus se he verdade que pelo
simples prograUO das cousas, o que era o prin-
cipal, oque era tudo, ha apenas vinto annos
nao lie boje m lis do que uno acoessorio na for-
^a naval essa bella ejquadra estara quasi 1
ponto de nao ser sen.10 urna despeza intil.
Eiaminemos algum Un tu ractoj que se paisa rio
nossi vista ; he historia contempornea que
qualquer podera apreciar com as suas prprias
reminiscencias.
Denle que os progressos da navegac'.o fzerao
abandonar as galeras ( ato lie a uiui antigo ) ,
todas as oacdes tiverio esquadras ou reunidos
de navios de vela como exprossao da sua frea
naval. Durante Beculo e meio. as Irotas francezas
e inglezas disputrao entre si o imperio do mar;
e apo lonjas, e sanguinosas lucias, o pavilhao
britannieo percorreu o mundo de um a outro
extremo como victorioso dominador. Acre-
ditoti-se que a manctlia frmceza tora anni-
quillada.
Tal nao havia pordn acontecido; o a paz tra-
tendo do novo oomsigo a Iranquillidade, a con-
fianca, eocommereio, a nossa navegcSo mer-
cante pode empregar.e educar um numero suf-
ficiento de marinbeiros para que em 1810 se
visee no Mediterrneo fluctuar honrosamente o
pavilhao I ranee/, em urna esquadra de 20 naos
Militas pessoas se deixario fascinar por este
resultado bnlhante ; virio com p.zar esta bella
esquadra condemnada a inaccio no proprjn
momento em que sentan vivamente offendido o
seu pundonor nacional Naquella occasio t-
nhamos sobre a esquadra bri tan nica a superio-
*rdadc da organi-acao, e do numero. Os nossos
marinbeiroscommandadus por um chelo hbil
e activo eslavao bom exercitados, e ludo Ibes
assegurava a victoria Nislo niio invoco as mi-
nhas reminiscencias mas sirp as de um dos
mais habis ofieiaos da marinha 111 Je/a.
Admitamos que a luda se travasso enlfio; ad
mittamos que o Dos das batalbas fsse lavora-
vel Frin.n; ter se-biao soltado gritos de rc-
gozijo no reino inteiro ; uo se reparara em
que o triumpho tinha du ser de curta durarao.
He impossivel negar, que em um encontr en-
tre duas esquodras franceza e ingleza a victo -
ra sera sempre vivamente disputada ; porten-
cera de certo ao mais hbil, ao mais perseveran
te mas lera sido paga por mu subido preco, e
de um c outro lado as pardal tero sido enor-
mes, e uiuitos dos navios licarid destruidos, ou
lora de combate. Concluo-se d'ahi que cada
um regressaca aos seus portos, com urna esqua-
dra desmantelada viuva dos seus melhoresof-
ficiaes e dos seus nielhores marinbeiros.
Mas quero jinda luppdr o que he quaM in-
crivel ; concedo que vinte naos e quinze mil
marinbeiros inglezes prisionciros posso ser
tra/.idosa Toulon pela nossa esquadra trium-
phante. A victoria ser por ventura mais dece-
siva? Terjmos acaso vencido um inimigo, que
so abate com o primeiro desastre ao qual lal-
tem os recursos para reparar urna derrota,oque,
para vingar urna aronla lenha o habito de
medir os seus sacrificios ? Para quem conhece o
povo inglez, he evidente que em circumstan-
ciasanlogas, vel-o-ba mos animado porum
immenso desejo de dislarcar um revez desco-
rriendo nos seus annaes revez que inloressa
lu uiopiia s*isloireia *i So-u8u uoa un
recursos navaes dvstu immenso imperio o seu
pessoal numeroso assuas riquezas materiaes
unirein-so para apagar h nodoa Locada sobre a
honra da marinha brilannica No fin d um
mea, una,duas. trezesquadras lao poderosa-
mente organisadas, como aquella que tivermos
destruido apresen lar se-bao em frente dos
nossos portos. Que teremos para Ibes oppAr ?
Destroces to smenle. K he este o lugar pro-
prio para rasgar o veo, sob o qual se occulta
aos nossos olhos o segredo da nossa raquoza.
igamol-o em voz aila urna victoria corno a
(|ue nos parecia promettida em 1840 teria si-
do para a marinha franceza o comeeo de urna
ov rU'i'iu. **r-so-uiao csrGo*w os nossos
recursos ; o nosso material nao seria rico bas-
tante para reparar, de um dia para o outro o
prejuizo (|ue livcssem sofrido os nossos vinte
navios, e o nosso pessoal ollereceria o espela-
culo d'uma impotencia mais desanimadora an-
da. Nao se sabe anda perleitamonte quantus es-
forcos frao precisos para armar enlo cssas vio-
lo naos que davao n Franca tanta con flanea e or-
gulho ; nao se sabe lambem que os quadros
d'inscripcao exhauridos nao podiao fornecer
mais marinbeiros. Alm do que se deve accres-
sontar, que primeira noticia de guerra, o vi-
ve i ro que temos j to empobrecido na marinha
mercante se reduziria a cousa nenhuma ; os
poucos bracos que Ihe restassem dedicar-se-
hio immediatamente lucrativa especuladlo
do armamento de corsarios.
Muitas vezes no decurso da sua historia a
Irania quando se acreditava que j nao tinha
soldados, pode fa/er sahir milhares delles do
seu Stic, como por encantamento; porm nao
acontece outro tanto a respeito das esquadras;
ii rnarinheiro nao se improvisa ; he um art-
fice, que se nao for conformado desde a sua in-
fancia a profissao do mar, conserva sempre urna
inferioridade inevtavel. Desde o lempo em que
procuramos lrmar marinbeiros conseguimos,
he necessario reeonhecl-o ter individuos que
Dio onjoao ; porm o nome de rnarinheiro no
-e alcance com tanta lacilidade.
Eis-ahi pois os destroc! da nossa esquadra
victoriosa, ou bloqueados, ou accommettidos
por loicas numerosas que ao poderlo da sua
organisac.o junlao o desejo ardente de vingar
una derrota. Perdeo-se o Iructo do um succes-
10 afortunado c do sangue que se derramou
J nao he permillido denominar victoria a su-
nerioridade de um momento que nao deixou
a po/. si genio a certeza de prximos desastres,
c isto porque sem termos a previdencia do dia
de auunlia compromeltemos a um lempo to-
dos os nossos recursos.
He forcoso nao acostumar o paiz a empregar
um tompo de pa/ grandes esquadras e a com-
pra/.er-se com a falsa ideia que d'ahi Ihe pro-
>m um graodfl poder. Nuuca esquejamos o
efleifo que produzio a revocacao da esquadra de
1840; todava fui o que ent*o era necessario fa-
zer, e o que se dever fazer anda logo que ap-
pareca o menor ameaco de guerra.
He claro por conseguinte, que os, navios de
vela nao pdem d'ora em diante formar a base
1I0 nosso poder naval: o emprego dos navios de
vapor re luz aquell'outros fogosamente ao des-
lino subalterno da artilharia de sitio em um
exercito de trra. Iro em seguimento das es-
quadras por vapor, quando a expediccio liver
um alvo determinado, quando se tiver de ope-
rar contra urna fortaleza, ou contra urna cida-
de martima, que se queira lulmnar com urna
grande quantidade de pecas de arti I baria, reu-
nidas n'um metmo ponto. Fra desso caso ,
nao se Ibes exigir servicos, que elles nao p-
dem, nem devem ministrar e ter-se ha todo
o cuidado em nao perseverar, por exagerado
rcpeito para com antigs tradieces, em urna
estrada pergosa, no im da qualpoderia encon-
trar a Franca um mui doloroso desengao.
Pelo que me toca, nao hesitarei desde j
em seguir um caminho contrario, e examina-
rei francamente a questao de saber, se por ven-
tura nao he intil demasa manter oito naos ar-
madas, e ter oito em cornmissao, com a ni-
ca tanta gem de facinar de longe os olbosdos
observadores superficiaes
Respondor-se-mo-ha, talvez, que esses na-
vios sao a escola dos OlTiciaes e dos marinbei-
ros.
Porm toda a reuniio do navios, ou sejso do
.vela, ou de vapor, conseguir o mesmo im.
Nao he necessario para isso ter naos, de todas
machinas fluctuantes as mais despendiosas;nos
que, logo que a guerra viesse, era necessario
desarmar.
(Continuarse-ha.)
DIVERSAS NOTICIAS.
Na sessaode'iode Junbo Lord Russell inter-
pelando Sr Robert Peel sobre a questsio de
Marrocos, perguntou-lho se o Governo Fron-
cez tinha dado ao gabinete inglez explicacoes
sobre aorigem das hostilidadeg. c se alm disso
tinha conbecimenlo das instrueges dadas ao
Piiiu-ipcie Joinviiie este Principe, cujo no-
me basta, accrc'centou Lord Russell, para des-
pertar os receios de todos os Inglezes Sr Ro-
her Peel rospondeo, que dai explicaces dadas
resultava que o mais vivo desejo do Governo
Francez era evitar as hostilidades, e que senti-
na ver-se obrigado a comecal as. Lord RuiseH
deo-se por satiseito (Morn. Herald.)
Em um jornal Irancez, so le o seguinle :
A viagemdo llei Luiz Filippcest j de-
cidida; posto que parece se'deferir al que te-
nha lugar o parto da Rainha Victoria. O Rei
Luiz Filippe achara, ao desembarcar em Ingla-
teria, um acolhimento cordeal e demonstrares
de altelo, como de certo nao receben o Impe-
rador da Russia : a populado apinhar-se ha,
quando ellepassar, e forma r-se-howierna/sem
lodos os pontos do reino para organisar um re-
cebimento triumpbal O animo elevado do
Principe que preside aos destinos da Franca
0 lar evitar essas acclamacos perigoias e fu-
nestas; nao quer expr-se a ser saudado como o
amigo declarado da Inglaterra, e nao dar ossa
nova arma aos nimigos da sua dynastia. El-Rei
pagar no palacio da ilha de.Wiglot a visita de
familia que Iho foi eila no castello de Eu
Diz-sequechegara bordo de'um vapor sem
aparato, nem oslentacao, e que no seu compor-
lamenlo mantera escrupulosamente um carc-
ter pessoal maneira do que fez a Rainha Vic-
toria. O paiz agradecer-!he-ba esta reserva, e
censurara severamente os Minist-os no caso de
se ter emprehendido urna viagem concebida e
executada de nutra maneira.
As noticias da repblica do Haity nao sao
mais satisfactorias do que as que ) publicamos:
a anarebia a mais ussusladora contina a domi-
nar em toda a Iba; ha nella qualro partidos dis-
tinctos que disputfio entre si o predominio. O
Presidente Herard foi suplantado por um velho
General chamado Guerrier; Acaan quelevantou
contra elle o estandarte de revolla, est testa
de um bando de rniseraveis, e entregou-se a to-
da especie de crueldades, degolando por suas
proprias ruaos os prisioneiros. Os estrangeiros
no teom padecido nada em sua seguranca pes-
soal.
As forras navaes que a Inglaterra actualmen-
te muntem no Mediterrneo sao 21 emharcaces
de guerra das quaes 10 sao movidas por vapor.
As noticias d'Argel dao o Marechal Bugeaud.
entrado na cid ule marroquina por nome Our -
chda, povoacao de seis mil habitantes, sem que
achasse resistencia; esta entrada foi motivo para
que os Marroqu nos cedessem de algumas das
suas prelencoes.
Di/em que o Principe de Joinviiie tem ins-
trueces para hostilizar, de accordocom o Ma-
rechal, os portos de Marrocos. A 24 devia sahir
o Marechal para a embocadura de Vidroma.
O Csar chegou capital dos seus estados, e
A)lga-se que neste verao ir a Warsovia. A
(ram-Duque/a Alexandra (sua flba) achava-se
um pouco melhor.
Corra o boato do casamento da GrA-Duque-
za d'Olga, filha doImperador.com o Principe
Jorge de Cu'mbridge.
O tratado sobre a annexacao do Texai aos
Estados-Unidos oi regeitado por 35 votos
contra 16. e as duas Cmaras reunidas declara
ro por 118 votos contra 66 que a appellaco
para o tribunal da Cmara dos Representantes,
do que quera lancr mo o Presidente Tyler ,
nao tinha lugar; donde se conclue pois a pro
bal'ilidade da eleic3o de Mr. Clay para o cargo
do Presidente com exclusfio de Mr. Van Bu-
rem e dos fadicaes.
O processo de Mr. 0 Gonnell contina na
Cmara dos Lords; lendo orado Mr. Wilde
que he o advogado de Daniel 0 Connoll, susten
lando que nSo havia nem crime, nem delicio ,
a imputar aos appellantes. Na sessao de 5 Mr.
Peacock tomou a palavra e espraiou-se em lon-
gos desenvolvimentos.
iiih 111 n iiiib 1 11 mi----------
Piibicagao a pedido
Rclaco dos nomes das Senhnras e Senbores
tanto nacionaes como estrangeiros, que subs-
creverao com as suasesmolas para so fina usar
a obra interior da Matriz do SS. Sacramento
da Boa vista durante a administradlo dos
abaixo assgnados.
(Continuaco do n* anttctdtnti.)
E. F. 50,000
Lo Bretn Schramm & C* 50.000
James Coksholt & C. 50,000
M. Calmont&C. 50,000
N. O. B. & C. 50,000
D Y.&< 50.000
BLs. &C. 50.000
J. 20,000
W. E. Smitb. 50.000
Jones Paln & C" 20,000
G. K. & C. 40,000
J. Keller. 20,000
W.G. Russell. 20,000
BussellMellors&C. 50.000
H. Guibson. .30.000
J. B. 20,000
Ricardo Koile&C* 20.000
A.P.daCunba. 20.000
Pedro Alejandrino Gomes. 20,000
Manoel Jos de Souza Carneiro. 20.000
Rozas Braga & C* 20.000
Nicolao Startuz. 20,000
Manoel Alves Guerra. 20.000
II. II. Hilct. 20.000
Jos Medeiro Reg. 20 000
Jos Dias da Silva. 10.000
Joao Mara Seve. 5,000
Manoel Luiz Goncalvei. 20,000
Joo Lardoso A y res. 10.000
Francisco da silva. 20.000
V.doC. Moura. 10 000
Cada no da Costa Moreira. 20.000
Miguel Antonio da Costa e Silva. 10.000
Antonio Jos Coelbo do Rozario. 20,000
Jos Pires de Moraes. 10.000
Joaquim Jos Ferreira. 40 000
Antonio da Silva Gusino. 10,000
Antonio Joaquim d'Azevedo. 10.000
Florido Augusto de Meirelles. 10,000
Jos deOiveira. 10.000
Antonio A. de Miranda Guimaries. 20.000
Jos da Silva Moreira. 10,000
Francisco do Prado. 20.000
Francisco Maitins Ferreira. 20.000
Carlos Leocadio Vieira. 20.000
Silvestre Joaquim do Nascimento. 10,000
Francisco Jos de Campos. 20,000
Manoel Zelerino dos Santos. 20.000
Doutor Arbucklo. 50,000
Antonio Joaquim F. de Sampaio. 20 000
Antonio Jos Pire. 20,000
[Cntinuar-$$-ka. i
____COMMERCtO,
AJ&iidega.
Rendimento dd dia 26-..:......5:393*162
f)ecarrega,~> hoje 27.
Barca Ermelinda d iversos gneros.
Jirigue Empreza idrm.
Briguo Primavera iilem
Sfovimento do Porto.
Vavio sahidn no da 25.
Icabo.; brigue inglez Mine, "va, capitao Jobn
MarJ; em lastro.
JVavio$ entrados wo da 26.
Londres; 28 dias, cter int ;lez Prince lle-
xc'llijn de 209 toneladas, capilo Thomas
Gibbs, equipagem 11, carg a lastro ; a Me.
Calmont & Companhia.
Liverpool ; 42 dias, galera ingl eza Emily de
208 toneladas, capitao Willia m Toyl, equi-
pagem 13 carga fazendas o p olvora; a Me.
Calmont & Companhia.
Navio $ahido no mesmo da.
Rio de Janeiro; bri.ue brasileiro P nncipe J li-
gnito, capitAo Joaquim SoaresiN learim, car-
ga diversos gneros.
Edilaes
= O Hlm. Sr. Inspector da Thesoura ra desta
provincia manda fazer publica a on lW do
Tribunal do Tbesouro Publico Nacona I, adi-
anle transcripta, que acompanbou a de, lara-
caode 30 de Julho lindo, as circu ares t'o 18
do Junbo do 1842 e 12 de Janeiro desto at >no,
a respeito das juslificacoes e habililaces que
nao sao sujeitas ao pagamento do imposto i'oi
dous por cento em substiluigo da dizima o'a
Chancellaria. Secretaria da Thesourana V'
Pernambuco 22 de Agosto de 1844.
Joaquim Francisco Rastos ,
OHicial Maior.
Ordem do Tribunal do 7 hesouro,
N. 161Manoel Alves Crneo, Presiden-
te do Tribunal doThesouro Publico Nacional,,
remelle ao Sr. Inspector da Thesouraria da>
provincia de Pernambuco 50 exemplares da
declaracao de 30 de Julho lindo ;is circulara
de 18 de Junho de 1842 e 12 de Janeiro deste
anno a respeito das justifican oes e habilitares
que nao so sujeitas ao pagamento do imposto
dos dous por cento em substituico da dizima
de Chancellaria, para que a faca publicar e
executar. Tbesouro Publico Nacional em 5
de Agosto de 18i4. = Manoel Alves Uran-o.
Manoel Alves Branco, Presidente do Tri-
bunal do Tbesouro Publico Nacional atten-
dendo a que as duas ordons expedidas pelo
dito Tribunal em 18 de Junho de 1842 e 12 de
Janeiro da 1844, por que se declarou nao se de-
ver pagar o imposto dos dous por cento de-
cretado pelas leis de 31 de Outubro do 1835 ,
artigo 9. 2. de 22 de Outubro de 1836 ,
artigo 14 21, em substituico da dirima da
Chancellara d; s habilitadles e justilcaces
de qualquer especie comprebendidas as que
se fazem para a cohranca de dividas das beran-
cas jacentes, e de bens de defuntos c ausentes,
se conlcem decises. em prejuizo da Fezenda
Nacional, mais ampias do que convm, reco-
oheceo a necessidade de as redu/ir aos devidos-
limitados lermos. confunni! a leltra e espirito
das referidas leis. Porqunno, se be certo nao
seren verdadeiras, e prepriamente demandas ,
as habilitadle-, de herdeiros ou legatarios, para
haverem as herancas e legados, que Ibesper-
tencem, dos bens dos defuntos e ausentes ou
as herancas jacentes; as habilita* oes de seivicos
eilos ao Estado para se haver o remuner cao
delles; as habilitacos das viuvas, ilhos e lilhas,
mais, &c, dos OlTiciaes militares, para have-
rem o meio suido; as bahililaces dos berdei-
ros, successores e cessionaros de credores da
Fazenda Nacional, para haverem o pagamento
do dividas liquidas e incontestaveis ; as justifi-
cares de idenlidado, idonoidade e legilimida-
de do pessoas para qualquer im; e as justilca-
ces, que su fazem de qu.'ie-quer faclus, neceS
sarascomo preparatorias para a proposicao de
demanda; pois que em todas estas habilitacoes
o juslificacoes. e ODtril aemelbaotei certa e
positivamente nada se pede, nem ha nellas reos
chamados a juizo para que sejo obrigados
darou lazcralguma cousa aoshahilitandosejui-
tificantes; nao acontece o mesmo a respeito dai
justificares de dividas dos defuntos e alsenles,
o de herancas jacentes, que sao realmente ac-
edea intentadas em juizo ou verdadeiras de-
mandas dos credores proposlas contra ofatmi-
nistradores e curador s dos bens e herancas,
como reos, pedindo-se por ellas que sejao es-
tes condemnados a fazer-lhe.- o pagamento das
dividas, que se prelendem justificar ; com a
mu notavel dilleronca de uue nestas deve ha-
_>..
u.


ver sempre a sentenga definitiva de ahsolvicao Joaquim Jernimo Fernandes da Cunha.
ou condemnaco dos juslificados que figurao
de reos, e as outras habilitcoes e justifica-
res se limitao os julgados a declarar habilita-
dos ou nao os hablitandos, justificados ou nao
os factoi que se articulrao. E portanto limi-
tando as sobreditas decisoes de 18 de Junho de
182 e 12 de Janeiro de 1844 declara que o
imposto dos dous por cont he devido da im-
portancia d.<.s di villas, que se demandarem dos
bens dos defuntos e ausentes e de herancas
jacenles anda que as demandas intentadas
sejSn por ju-tificf.coos.
Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1844.
Manat Alces Braveo
1 N8 > t-iulo concorrido licitantes arrema-
taco da obra de urna carnada dii barro para
cobrir os doas Lingos do empedramiento dasa-
reiasdoGiqui, por ordem do llljn. Sr. Ins-
pector desta Tbesouraria se la/ publico, que
ira novamente praca no da 30 do corrento
ao meio dia.
Secretaria da Tbesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco,26 de Agosto de 1844
O Secretario ,
Luiz da Cosa Porocarreiro (9)
A Cmara Municipal da cidade de (Mmda e
ttu termo em virlude da lei, Sfc.
Faz saber quem convier que no dia 7 de
Setembro prximo uturoro se ha de proce-
der na igreja matriz deste districto da freguezia
de S. Pedro Martyr (assim como em todos os
niais) aseleicoes oo seu respectivo Juiz de Paz
e Supplente, assim como dos 9 Vareadores ,
que bao de compor a Cmara Municipal ne se-
guinte quatriennio ; segundo as ordens impe-
riies coiiiinuiiic-nas esta Cmara Municipal
pelo Exm. Sr. Presidente da provincia bao de
ser feilas as inesmas eleices na forma da lei do
l.*de Outubro.e instruegesdu 1 d?. I)e/em
bro de 1828. e decretos de 28 de Junho de
18 10 e 5 de Setembro de 1832, e mais decla-
raees este respeito E para constar mandou
a dita Cmara afixar o presente no lugar de-
terminado pela lei. e sera tambem publicado
pela imprensa. Cidade deOlinda 23 de A-
gosto de 1844 Jos Joaquim de Almeida
Guedes Presidente Joo Paulo Ferreira ,
Secretario. (23






))





1)










ectaracoes
Lisia das cartas pertencentes ao mez de Agos-
to de 1843, que deven) ser consumidas no 1'
de Setembro de 18-14.
[Coniinaaco do numero antecedente.)
Clara Jo/.eplu de Mel Borges.
Mara da Conceicao Castro.
Custodio Gonealves de Figueiredo.
Carlos Leocadio Vieira.
Candido Marianno deSouza.
Claudino Pereira Carrilbo.
Caetano Oiuntino Galhardo.
Cbrislovao Santiago de Oliveira.
Domingas Marir da Conceigo.
Domingos de A/evedo Coitinho.
A Ivs Barbosa e Silva.
Antonio David.
da Costa.
Jos Nogueira.
Jos Pereira Rocha.
Jos Vieira da Costa.
Moreira da Silva.
Salgueiro.
Emilia Amanti liis.
Eduardo Arthivo Victorino da Costa.
Elias Emiliano Ramos.
Francisca Joaquina Cordcira.
Maria da Silva.
Filippa Maria Hasis da Conceigo.
Fosther& limaos.
Fortun Orf.
Fernando Antonio de Menezes Moreira.
Felis Jos de Araujo Alliuquerque.
Furtuoso Jos Pereira Dutra.
Feliciano Jos de Souza.
Florencio Martins da Silva Borgcs.
Fortunato Queirola.
Francisco Antonio Bandeira.
da Rocha.
u A Ivs da Silva.
Ferreira Lima.
Gonealves de Oliveira e Silva.
Neto.
ua Silva Pereira.
Ignacio.
JosCorreia CTuimarei.
Marques Dias.
de Paula Goveia.
Pimenla.
> Solano da Fonseca Jnior.
Gino'bir.
CeminiHiiode A'evedoMello.
Gabriel Arcangelo Paraense.
Jacinto Jos-' Guedes.
J. Sa ni ico.
Joaquim Francisco d'Azevedo.
do Reg.
Manoel de Barros.
Pedro Marques d'Almeida
da Silva Lopes.
Joatina Maria da Conceicio.
John Brigth.
Joaode Araujo Argollo.
A Un riso Ferreira.
Baptista dos Santos,
do Carvalho Fernandes.
da Costa Wupu.
Carlos de Lemos.
Carneiro Rodrigues Campello.
Diniz e Silva.
Francisco dos Santos.'
Jordao.
de Siqueira Ferrao Jnior.
Jos Antonio de Faria Couto.
Bernardes da Cunha.
Bernardino da Cunha Osorio.
dos Santos Nunes.
Ferreira Lima.
Francisco Lessa Jnior.
de Seixas Machado.
Guedes Magalhes.
Henriques de Paiva.
Joaquim Fernandos.
Lui/ da Silva Pereira.
Martins Gomes da Costa.
Pereira Marques Jnior.
Pereira Silva Vidal.
Viricimo da Rocha.
Leonardo Marcellino da Grata.
Luiz 1 rreira da Sumpcao.
" Francisco da Silva.
Mara de Brito.
Francisca de Veras.
Mathias de Albuquerque Mello.
Miguel da Costa Lima.
Gonealves Dias.
Manoel Antonio Ribeiro.
Baltazar Oliveira B.
Caetano Mar hoza.
da Costa Pereira.
Francisco d'Almeida Oures.
Ferreira do Valle
Gonealves da Silva Queiroz.
de Je/us Monteiro.
Joaquim de Carvalho.
do BegO.
)) dos Santos.
de S. Roza.
Jos de Araujo Guimares.
da Costa.
Mor ni.
da Silva Marques.
da Silva Santos.
\ arma.
Luiz Fernandes.
Teixeira Peixolo.
P. A. S.idelim.
Pedro Jos Rebollo Carneiro.
Samuel Averell.
Salvador Antonio Barbosa.
Vicente Ferreira d,Assumpgao.
d'Almeida.
Manoel Antonio Viegas Juiz de Paz do
1 districto ili>sta freguezia do Santissimo Sa-
cramento do bairro de Santo Antonio d audi-
encia as tercas e sextas-feiras a tarde na casa
publica das audiencias no edificio da igreja do
Collegio.
1O 2.Tenenteencarregado do laborato-
rio faz publico que por ordem superior se con-
tina a vender plvora da fabrica nacional no
mesmo laboratorio, sendo a fina 6i0 e a gros
sa 520 is. (5)
Aviso* martimos.
as Para o Aracaty segu viagem impreteri-
velmente no dia 4 de Setembro a sumaca San-
ta Cruz outr'ora Delmira.
1 =?Para o Aracaty ai impreterivelmente em
10 de Setembro a sumaca Estrella do Cabo;a-
inda recebe alguma carga queseja miuda; tra-
ta-secom o propietario Manoel Joaquim Pe-
dro da Costa na ra da Cadoia n. 51. (5)
1Para o Ass e Touros sai empreterivel
mente no dia 29 docorrenteo brigue-escuna
Henriquela, para frete e passageiros, trata-te
com Manoel Joaquim Pedro da Costa na ra
da Cruz n 51. (&)
2-= Para o Rio Grande do Sul sahir nesles
5 dia s o brigue brasileiro Flor do Norte, e s
recebe escravos a Irete ; a tratar com Nasci-
mento SchacfTer & C. na ra da Cruz n. 45 (4)
5=Para Lisboa segu viagem impreterivel-
mente no dia 28 do correte o brigue portu-
'guez ConceifSo de Marta, anda recebe passa-
geiros para o que tem os meihores e mais
aciados commodos ; trata-secom o capitSodo
mesmo Manoel da Costa Neves. ou com o con-
signatario Thomaz de Aquino Fonseca, na ra
do Vigario n. 1 9. (8)
Leudes.
; 2 Ocorretor Oliveira far leilio de toda a
valiosa, quanto esplendida mobilia que tao
elegantemente adornava a casa da respeitavel
sociedade = Eulrpina= consistindo em mag-
nifico e dispendioso lustro do salao dos bailes ,
linda mesa redonda, sofa, Iremos, cristaes,
ponellanas douradas, eoutros bfllosenfeits do
Toilelt das senhoras, marquezas, canaps,
radeiras de Jacaranda do mais apurado gosto, e
milras menos ricas, ditas de bataneo, lampe-
nlides, lanternas.apparelhos de gostosmodernos
pira cha,cal e chocolate, ditos para mesas de
refrescos, bandejas finas, lacas c garfos, e
multiplicidade de objertosda mrutilidude pa-
ra qualquer casa decente, inclusive militas obras
do prata e um ptimo piano ingle/.: quin-
ta-feira 29 do correte a 10 horas da manbaa,
trez voltas de transelim, urna moda encastoa-
da com um diamante no lago e com trez voltas
de eordao um par de brincos de filagra es-
maltado, um par de brincos pequeos com trez
diamantes, um par de argolas cortadas coui
laco e um diamante dous anneles sendo
um grande de fra com um diamante, eoulro
pequeo cortado.; quem ouber. dirija-sea
Fra de Portas cusa de Manoel Chalaca, que
ser recompensado.
Aluga-se um sitio com casa de vivenda.ba
nho porta, aores e trra para plantaeo.op
limo para passar a festa ou para morada, d-so
por precio muilo commodo : a tratar na ra de.
Agoas-verdes n. 21.
Ouem annunciou no Diario n. 189 que-
na casa da mean sociedad.; sita nu lioa-usla rer urna peasoa para cobrar em a villa de Porto
no principio da ra do Hospicio. (t7) Calvo a quantia de 2:000* rs., dinja-se a ra do
2 =rRichard Royle &. C. faro leilao, por in- Rangel venda n. 45
lerveneao do corretor Oliveira de vaiiasfa-
zendas d'algolo limpas e de muitas outras
avariadas por conta de quem pertencer; sexta-
feira 30 do corrente as 10 horas da manhiia ,
no seu armazem, ra d'Allandega-velha. (6;
laagiii wx-'j-u__
Avisos diversos.
ON. 7 do GUAiURAPES,
Peridico ordeiro e gover-
nista. \
Saliio boje eaclia-se ven-
da na Praga da Independen-
cia n. G e 8 a 80 rs. cada
exemplar, assim como os ou-
(ros nmeros.
La vat a respaila aos quatro{tmais se
preciso for.)
Comprro-se os meios bilhetes da lotera
da matriz da Boa-vista ns 1934 e 1935 ao sr
Manoel Jos Dihl da Costa, sendo ditos meios
bilhetes entregues ao Sr. Costa por mandado
doSr. Delegado, visto que o I. A. M. Ihe os
quera usurpar: bastantes teslemunhas presen-
ciarlo o facto na ra do Rangel e entre ellas o
Sr. Inspector da mesma ra. Vergonha eterna
ao I A M. que por via de urna cousa (odi-
minuta, quer assirn icar enchuvalhado no pu-
blico, (cando assim respondido o annunciodo
Diario n. 189, e com particularidade a 2 "
parte do mencionado aviso, e voltarei se nao
estiverem salisfeilos.
= A irmandade de N. S. do Rozario da fre-
guezia deS. Antonio do Recfe achando-se
bastante alcancada e ao mesmo lempo preci-
sando de lazer algumas obras indispensaves na
sua igreja, e concertos em alguns predios, nao
o tem podido fazer por falta de que alguns ren
dimenlos que teem esses mesmos, nao rece-
bem, por mais diligencia que so fado ; e por
isso nao podendo deixar de continuarem na
mesma actividade das cobrancas, a Mesa Rege
dora da dita irmandade avisa o todos os Srs. pro-
pietarios que sao foreiros a mesma irmandade,
bajando ir pagar os foros que estiverem a dever
a dita irmandade no prazo de 8 dias.e caso assim
o nao cumpro, esta irmandade passara a co-
brar ditos foros judicialmente : meios estes que
a lei faculta.
Na ruado Rangel n. 50 existe urna carta
e urna encommenda para o Sr. Fernando Fran-
cisco d'Aguiar, que nao tem sido entregue por
se ignorar sua morada.
= 0 Cirurgio Jos Antonio Marques mu-
don sua residencia para a ra da Cadeia do Re-
cfe n. 40.
Precisa-se de um caixeiro que entenda de
vender lazendas para lomarconta de urna toja:
annuncie.
Aluga-se umn ama que e-teja parida de
pouco lempo e tenha bom leite para criar, pa-
ga-se bem, sendo que agrade : na ra Nova
n. 33.
- Precisa-se de urna preta ou moleque para
ajudar o servico interno e externo de urna casa
de pequea familia : na ra Dircita n. 131.
Como o annuncio inserto no Diario de
Pcrnambueo n. 189 de segunda-feira 26 do
corrente Agosto, a respeito, de um val. pode
deixar suspeitas, por isso que as suas lettras sao
A. C. S., rogase ao autor do dito annuncio ,
declare, se o passador do dilo val he Antonio
Caldas da Silva.
Roga-se ao Sr. da travessa da Madre de
Dos n. 1, que declrese o seu annuncio com
as lettras iniciaes A. C. S. no Diario n. 189,
soentende com o abaixn assignado.
Antonio da Cosa Silva.
Aluga-se o 3. andar do sobrado denomi-
nado Faqueiro, sito na ra de Joo de Barros
Jo Recfe ; quem o pretender, falle a sen pro-
pietario Joo da Silva Santos na sua loja da
ra do Quoimado n. 9.
A casa de pasto da ra das Cruzes n. 33 ,
continua a servir aos freguezes com toda a
promptidao e asseio ; assim como se encarrega
de mandar comida fra : nos domingos e dias
santos bavera mao de vacca com toda a perfei-
cSo : na mesma recebe-se um preto para se
onsinara cosinbeiro.
Roga-se aos Srs. bigodesde guariba, ci-
rmela e flautista das duzias, namorados sem
ventura, moradores na ra Nova, que deixem~
se de namoros tao escandalosos 6 deshonestos ,
quando lacslao nos domingos e dias santos ,
poisj tem passado a pontos de desaforo seme-
lliantes palifarias, por isso previne-se aos Srs.
para nao continuarem com suas molecagcns ;
e so nao se quizerem corrigir.nao se queixem ;
pois quem me avisa, meu amigo he.
Um dos agravados.
Precisa-se alugar um moleque para cosi-
nhare servir em casa ; na ra Formoza, casa
da esquina defronte da de n. I
O Sr. Thomaz de Aquino Pinto (ueiroz
faca favor de mandar vor urna carta na ra das
Cruzes n. 40.
O Bacharel formado Antonio Joaquim de
Moraes Silva, Curador Gerol dos orphaos, tem
de novo passado o seu escriptorio para o pri-
meiro andar do sobrado da esquina defronte da
igreja do Rozario, onde antes se achava.
1Jos Paulo Alves. subdito Portuguez, re-
tira-se para fra do imperio. (*)
1 Precisa-se de dous caixeiros Portugue-
ses para Irabalharem em padariae vender pao
com pretos na ra ; as Cinco Ponas n.
30. W
1Precisase alugar urna casa terrea boa,
ou sobrado do um andar que tenha quintal e
commodos sufh'cientes para familia, e que soja
em boa ra no bairro de S. Antonio; quem
tiver annuncie. fJ)
1Aluga-se um preto escravo para todo o
servico ; na ra larga do Rozario n. 39, pri-
meiro andar. (")
1 = Tendo a Mesa regedora da V. 0. ter
ceira de S. Francisco das Chagas desta cidade
do Recife convocado Mesa conjucla no dia 25
do corrente Agosto para reformar alguns ar-
ligos de seus estatutos queapratica tem de-
monstrado ser de necess-'dade reformar-sc : re-
solveo a mesma Mesa conjuncta, por maioria de
votos /Yo Ihe competir fazer taes reformas ,
esim a urna Mesa geral e que esta se cor.vo-
casse para o dia primeiro de Setembro: sao por-
tanto convidados todos os irni8os terceiros da
mesma ordem a reunir-se no seu consistorio no
referido dia as nove horas da manbaa para o
firri cima expendido ficando ditos irmaos na
intelligencia de que se conr.ecarG os trabalhos
com o numero que so achar presente as 10
horas. (17)
1 = Em casi de Augusto Corbett, na ra
da Cadeia do Recife n 46, ha sempre um gran-
de sortimei.lo de vinhos engarrafados do Por-
to, Madeira. Sherry, Bucellas, e Champagne,
guordente de b'ranga, eshrub; ludo das mep
llioies qualidades que tem vindo a este merca-
do ; igualmente lem os afamados charutos re-
gala, caxoeira. patriota e sans-pareil, vindos
ltimamente da Bahia na escuna Santa Cruz ;
ludo por prego mais commodo do que em outra
qualquer parte. (11)
1 = Aluga-se urna casa terrea na ra da
Solidade muita larga com commodos para urna
grande familia com um grande quintal mu-
rado e outro sercado com muitu boa agoa
do beber por preco commodo; trata se na ra da
Aurora casa n. 5S. (6)
2Fernando de I.ucca.na tua do Trapiche n.
34. acaba do receber um grande sortimento
Quem annunciou no Diario de 23 do
corrente querer comprar a rolleccao dos /)tarius de Irutas da Europa em doces, como:moran-
do mez de Novembro de 1842; dirjase a rua;gos, ceiejas, groselhas, framboares Ac,;tam-
do Queimado n. 26. Ibem ervilhas, sardinhas e muitas outras con-
= Furtrao um ermifioio grande todo cortado servas em latas, da melhor qualidade excel-
com diamante no resplandor una medalha lentes charutos da Babia da marca conhecida
cen dous diamantes, corlada as ponas, com Regala (8)


4
Quemannunciou precisar do urna pesso .U jA seca n costss ; quem o pegar eve-oa
para ir a<> Porto-calvo a cobrancas dirija-sea ra da Cadeia do Recite d. 39, que ser grati-
a Solidado n. 50. I ficado (7)
3Na casa n. 28, defronte da Lingoeta 3.'
\ Aluga-se uma casa terrea na ruada Man-
gueirada Boa-vista com commodos para uma
grande familia portero* quartos, sendo dous
forrados, sala airar e adianto cosinha fra e
quintal com cacimba tudo em bom estado ; a
tratar na ra da Aurora n. 'I8, ou na ra da Ga
deia do llecife luja n. 2( na esquina do Be-
oo-largo. ;8
1 O abaixo assignado declara qu'' pessoa
alu'uma cqY trate negocio di* compra, venda ou
permuta ,*a respeito do preto crioulo Balthazar,
ter em Ina
andar, precsa-se de urna ama secca para o
servico interno que saiba bem cozinhar o dia-
rio de uma casa, cnsaboar e engommar; quem
estiver nestas circunstancias pode dirigirse a
referida casa a qualquer hora do dia, com tan
to que d conhecimento de sua conducta. (7)
3 l'recisa-se do um portador que queira
partir ja para ir a R boira do Una levar uma
carta; quem estivor neslas circumstancias di-
de sua posse, e dominio visto ier em ina j _S(J a rua A t o soto do sobrado
,6do,9. (5)
3Francisco Gomes de Oliveira enfiarca pa-
l contratado a permuta do meamo er 16 do
correte con um moleque de nomo Francisco,
pertencente a lucrosa Margarida de Jess, na,
qual entrvelo Domingos Martins de M-ura ra tora d provincia trer seus escravos a sa-
Mendes que se intitula senhordo referido uno- ber : um preto de nome Jos, nacao Angola ,
loque, e consta embarcara para os porlos do idade de trinta annos, uma preta, Josefa e urna
sul, comarca do Rlo-formoso ou Sarinhaem ,
a fim do negociar o mencionado escravo Baltha-
zar o qual tem os sgnaos segufntes; alto, scc-
c de ;>0 annos conserva urna grande chaga
nacauella da pema esquerda e o dedo mni-
mo do p direito de menos: a como o aballo
assignado tem de usar contra os referidos con-
tratantes dos rneios que a lei Ihe faculta pro-
testa contra qualquer negocio que a respeito
se verifique. Domingos entunes Villana. (20
Aluga-se urna osera va crioula para o ser-
vico de casa cosinha, cose e engomma; quem
a pretender, dirija-se a rua da (uia sobrado
n. 46.
\\luga-se uma preta crioula para o servico
interior de uma casa, cose, engomma e cosinha ,
tudosofTrivelniente ; quem a pretender, dirja-
se a rua Nova toja n. 58.
l'recisa-se de um rapaz chegado agora do
Porto no brigue Primavera, que tenha de 15
a l< anuos paracaixeiro de venda ; na rua do
Arnorim n. 17.
Quem precisar de uma ama de boa con-
ducta para qualquer servico interior de uma
casa, dirija-se a rua larga do Horario n. 50.
A Senhora I). Catharina Clara de Mendon-
ca queira ir ou mandar na rua da Trin-
choiras n. 18 a respeito dj uns penhores, que
forao ernpenhados em seu nomo.
1 Aluga-se por mdico preco o solo nova-
mente rectificado do sobrado da rua da roda
n. /id ; a tratar na rua do Rangel n. 36,
gundo andar.
Precisa-so de uma ama de leite forra ,
escrava ; na rua Imperial n. 9.
2 Precisa-so de um feitor para sitio ; na
rua da Cruz n. 2. 12
2 Manoel de Souza Guimaraos vai a pro-
vincia de Macei tratar de seus negocios e se
alguma pessoa sejulgar.seu credor naja de Ihe
apresentar o titulo no praso de 3 das, aincla
que se julga nada dever a pessoa alguma. [
2 Precisa-se de uma inulher, que queira
ensinar a uma mulata a engommar na casa de
sua senhora us horas que tratar ; na rua de
Agoas-verdes n. 66. (4
1 Jos de Bitancourt Amarante, agente do
arrematante do selodas cartas de jogar, na fre-
guezia da Boa-vista previne que a nica par-
te destinada para as vender he na venda n. 88,
defronte da Matriz por este mesmo annuncio
faz sciente as pessoas da dita Ireguezia que as
possuem para vender que elle anounciante
as zompra pelo seu justo valor, isto no praso
de 3 das depois do presente annuncio. (9
2 Miguel Rodrigues Vieira subdito Por-
tuguez, retira-se para (ora do Imperio. "2
2 Aluga-se uan preta para ama de leite ;
na casa da viuva Cunlia Guimaraes confron-
te a Urdern terceira deS. Francisco. (3
dita Antonia com uma cria ambas crioulas,
e de'25 a 30annos de idade. (6)
3 = Qualquer Senhor Sacerdote que quizer
ser Coadjutor da Freguezia do Nossa Senhora
da Paz dos A logados, annuncie, pois tem duas
capellanas mu boas dentro da Matriz uma
nos Domingos e dias santos, com bom estipen
dio e outra n s quintas-feiras da Irmandade
do ^antissimo tambem com muito bom esti-
pendio ; alera d'isto tem o terco do que ronde
a freguezia e a metade da desobriga : a quem
convior dirija-se ao rnesmo \ gario na mencio-
nada ireguezia dos A logados, residente na rua
de Motocolomb. (12)
tonio, praca da independencia ns. Ce8; na ligiosas. Em summa os vicios apparecem he-
rua do Collegio n. 13 ; e pateo do dito n. 2. (7 diondos esa combatidos nesta obra excellento ,
Vende-se uma casa terrea na rua Dir ita e as virtudes ostentao-se com seu legitimo bri-
dos AfTogados, da parte do norte, onde tem Iho, e sao fervorosamente recommendadas.
acougue n. 38 ; a tratar atrax da matriz da Igual elogio fazem desta obra a o Revista Uni-
Boa-vista n. 22. versal Lisbonense n. 41. de 38 de Maio desto
Vende-so uma taboleta de ourives; na rua anno e o Periodieu dos Pobres ns. 2\ e 43 ,
de Agoas-verdes n. 15. tambem daste anno.
Vende-se uma bonita escrava da Costa
moca sem vicios nem achaques; na rua do'
Arnorim n. 36.
Vende-se uma escrava boa lavarinteira o
costuroira crioula de 22 annos som vicios
na rua
Compras
se-
5
ou
CARROS-DE
'9
**
ALUGUEI..
Adolphe Bourgeois abri um estabelecimento
de carros de ulugucl no principio da rua da
Aurora por bailo do sobrado do Sr. Moraea .
no qual acharad as pessoas, que precisaren!,
carros aceiados e por prego commodo. ,'8
2Aluga-se a casa da rua do Oucimado n.
22 altos o baixos ; a tratar na mesma rua n.
29. (3)
2 = 0 Sr Pedro Gomes que eomprou a
Francisco de Barros llego a casa numero 1G6
sita no Atierro dos (logados; dirija-se ao mes-
mo Atterro numero (i7 primeiro andar que se
I he desoja fallar a negocio de seu interesse. (5)
2 s= Precisa-1 e sacar para a provincia da
Babia a quantia de 500,000 com boas firmas;
quem os liver e quizer dar annuncie o lugar pa-
ra se ir tratar (4)
3Manoel Jos Cabral.estabelecido com ca-
sa de molbados, na rua da Praia n. 39 tendo
de (azer uma sociedade com Joaqiiiin Pereira da
Costa Lurangeira em dita casa, e por isso tendo
a rnesrr.a de passar a girar com nova firma, ro-
ga a todos os seus credores Ihe apresentem snas
contas para serem conferidas, na certeza de que,
os que deixarcm de o fazer na 6 tero direito al-
gum sobre a nova firma que se vai estabelecer
em dita casa isto no praso de 3 dias, depois
dos quaes nao poder ser admettida -qualquer
reclamacao.
3Comprao-se 15 milheirosde lijlos de al-
venaria ; no Attcrro|da Boa-vista loja defu-
nileiro n. 79. (3
Comprao-se effectivamente para lora da
provincia escravos de ambos os. sexos de 12. a
20 annos agradando pago-se bem ; na rua
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varandadepo n. 20.
Compra-so urna casa terrea no bairro do
S. Antonio; dousanneldes e um ponteiro pa-
ra menino sendo do uuro do lei; na rua Di-
reita sobrado de um andar n. 56.
Compra-seuma escrava que seja moca ,
e saiba engommar e cosinhar com perfeicao; na
rua Nova n. 33
Compra-so os livros : tratado de cirur-
gia por Jacinto da Costa, e anathomia por Fran-
cisco Soares Franco ambos om portugus ;
quem tiver annuncie.
1 Compra-se um negro ou negra que
seja moga anda que padeca alguma molestia
e esta que tenha cura ; no Porto da rua Nova ,
serrara n. 10. (i
Compro-se effectivamente para fra da
provincia mulatinhas crioulas, e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
bonitos ; na rua larga do Bozario n. 30 pri-
meiro andar.
1Vendem-se'duas escravas de Angola de
16 a 18 annos bonitas figuras ; na rua Nova
n. 50, torceiro andar. (3
1 Vende-se um moleque de nacao, de 14
annos de bonita figura, sabe fazer todo o ser-
vico de uma casa e vende na rua ; na rua do Ca- e muito sadia por preco de 500/ rs.
bug, toja n. 9. s (4 de Agoas-verdes, sobrado n. 21. .
tVende-se a nrmac3o o drogas da botica Vendem-se veias decaanaba em arrobas
sita as tojas do sobrado da rua Direita n. 12o a 0600 rs. e seboern paos a 200 rs. a libra ;
por 200/ rs., a qual foi avaliada pelos Srs. bo- no beco do Veras na Boa-vista n. 0.
tlcarios Joao Pereira da Silveira e Francisco Vende-se uma escrava de nacao, de 25 an-
Antoniodas Chagas pela quantia de 409^730 nos, ptima cosinheira lava, cose, engora-
ra. e adjudicada ao proprietario por alugueis ma e faz todo o mais servico de urna casa ; na
da mesma loja por 352#29S rs. ; a tratar na rua Nova n. 30.
primeiro andar do mesmo sobrado. (8 1 Vende-se uma venda bem sortida e afra-
1 Vende-se uma propriedade de torras com guezada para a torra, a dinheiro, ou a praso
principio de um engenho, e cora todas as plan- com boas firmas na rua do Agoas-verdes n.
tas 3 moradas de casas que se acho dentro 48 ; a tratar na mesma venda. 14
da dita propriedade com todos os trastes que I Vende-se pelo motivo de se retirar uma
se acho dentro das ditas ; o engenho moeo o familia para o matto uma banca de meio de
anno passado o paes de assucar, e tem para sala, um par de dilas de encost de angico
moer agora 3011 a 400 pes ; esta propriedado um lindo consolo com tampo de pedra um
he situada no lugar da Aldeia Aomuata arre- marque/a de amarello vinhatico um consolo
dado da cidade da Victoria, 3 legoas para a de Jacaranda, tudo mui bem feitoe com pou-
partedo norte; a tratar na rua Imperial n. 63 10 co uso; no Beco-largo da Matriz de S. Antonio
Vende-se uma escrava de nacao Angola n. Ifl, segundo andar. (8
de 18 annos perita ongommadeira cose, co- Vende-se um bonito mulato de 22 annos,
sinha lava, o he ptima mucama por ser ro- j proprio para pagem ollicial do pedreiro do'
Vendas
3Vende-se uma negra cosinheira ; na rua
da Cruz n. 21. (2
3 Vende-se um livro de instruccao para
guarda nacional, por Domingos Mondine Pes-
taa ; na rua do Pillar n. 141.
2Vendem-se cbapoos do Chile entre-finos ,
chegados ltimamente do Rio de Janeiro ; na
rua do Collegio loja de fazendas n. 1. (3
2Vende-se urna escrava de nacao, de 22
annos, de bonita figura, cosinha bem, lava,
e engomma; uma dita de 20 annos, com' as
inesinas habilidades ; urn moleque de nacao,
ptimo para todo o servico por ter muito boa
conducta ; 3 escravos de nacao pecas pro-
prios para qualquer servico ; uma escrava de
nac;Vi, de 3o anuos lava e cosinha por 300/
rs. ; na rua Direita n. 3. 9
2Vende-se urna escrava moc sadia en-
gomma, cose, e cosinha ; na rua da Assump-
Cao.i. 16. (3
2Vende-se uma negra, que sabe cosinhar,
lavar e engommar perfeitamente ; na casa da
viuva Cunha Guirnaiaes confronto a Ordem
terceira de S Francisco. (4
2 Vende-se uma propriedade de casas de
3 andares e mirante tom bom armasen), na
rua do Arnorim n. 37 com fundos para a rua
da Moeda muito bem construida o muito
prxima a Alfandega grande ; a tratar na mes-
ma rua n. 36. (f.
2 Vende-se um ptimo escravo serrador ,
de nacao Beny ; na rua do Queimado, loja de
ferragens n. 35, (3
2 Vende-se um bom sof de Jacaranda, no-
vo feito com muito gosto por preco commo-
do ; na rua estrella do Bozario, loja n. 32. (3
2Vende-se farinha de mandioca de Crave-
lasa 1# rs. o alqueire novo, e bom milho m
saccas a 3500 rs. ; no paleo da Penha arma-
zem n. 7 e na rua do Aragao n. 37. (4
Vendem-se algumas casas terreas em chaos
proprios ecom quintal, sitas defronte de S.
Jos doManguinho ; a fallar "a sillo junto as
mesmas.
colhida ; uma mulata de 2fi annos, engomma-
deira cose, cosinha o lava ; uma negra de na-
cao de elegante figura propria para todo o
servico de uma casa ; uma dita de 2fi annos ,
cosinha e lava por proco commodo; um ne-
gro de nacao de 22 annos, ptimo ganhador
de rua ; um mulalinho de 7 annos proprio
para pagem de qualquer menino; na rua das
Cruzes n. 41, segundo andar.
Vende-se um mulato de 23 annos, bom
trahalhador, por ter sido do matto em servico
decampo; e 40 paos de slcupra ptimos para
embarcaces ; na praca da Boa-vista n. 32.
Vendem-se os seguinles livros : obras de
Cousin edicode Bruxellas de 1840, 3 v. oi-
tavo grande; Fragmentos philosophicosdo mes-
mo ultima edicao de Pariz 1, ; curso de
philosophia de Tissot, segunda edicao do 40,
1 v. ; obras philosophiras de Bacon edic. de
37, 1 v.; curso de direito natural de Jnuffroy 3
v. em oitavo de 1835 a 42: esboco de philoso-
phia moral traduzido do Jouffroy nova edi-
cao do 41 augmentada ; principios de antropo-
loga psychologicB e de lgica por Barard ;
curso de philosophia por Damiron 1842, ri-
quissima encadornacSo ; o quarto v. contem
dous discursos notaveis sobre a mortalidad da
alma ; obras de Guizot; curso do litteratura por
Villemain, ptima encadernacao 1 v. ; ensaio
histrico de philosophia por Damiron em 1 e
2v. ; sciencias snciaes por Sismondi, edic"
de 39 1 v. direito criminal de Rautor I v.,
em oitavn; proresso civil explicado por Rogrnn;
instituic5es oratorias do foro por Delamello;
cartas a Emilia sobre a physica. chimica e his-
toria natural por Aim, 2 v. pm oitavo ,
toda obra mesmo de semalba ; duas pretas
do 20 annos quitandeiras e proprias para to-
do o servico, mesmo para o mallo; uma bo-
nita mulata de 20 annos de elegante figura ,
perleita engommadeira costurara lavarintei-
ra e rendeira ; uma preta de bonita figura, en-
gomma cosinha o bn Iavad6ira ; uma negri-
nha de annos ; na rua do Fogo ac p do Roza-
rio n. 8.
Escravos fgidos
na livraria da esquina da
2Vende-se o tresenario de S. Francisco de
, t'!\ Paula a 200 rs. ; as tojas de livros dos Srs
3-PerdeO se um caxorro ingle?, muito es- |Santos & Companhia aira* do Corpo Santo e
porto, cor preta. com ps. mos e cara amarel- arco de N. S. da ConceicSo ; viuva de Cardo'so
Jas, orelhas corladas, tem marca de umt furi- Aires / rua da Cadeia do Recite ; e em S. An-
edico de Bruxellas
rua do Collegio.
Vende-se um guarda-livros moderno ; na
rua estreita do Bozario n. 10, botica do Para-
ribos.
1Vende-se um quartnem boas carnes, por
proco commodo ; na rua da Praia n. 66 (2
1 Vendo-so espirito de vinho de 36 graos ,
a caada a 1/rs. e em garrafa a 160 rs ; na
rua Nova n. 3 (3
1Vendem-se chapeos de sol, de seda do su-
perior qualidado do marca grande e de diffo-
rontes lmannos o mais superior neste genero;
assim como se cobrern e concertao-se ; tambem
se vende fasenda de algodao superior para os
cobrir; na rua do Passeio loja do Joao Lou-
bet. (7
Vendem-se meditacoes ou discursos re-
ligiosos pelo Sr Conselheiro Jos Joaquim Ro-
drigues de Basto edicao mui nilida na Im-
pressao nacional de Lisboa : na casa do corre-
tor Oliveira ; preco 3^000 rs. ; existindo so-
monte poucos exemplares. Esta obra impor-
tante petos seus ponderosos assumptos, inspi-
rada pola le, repassada d'aTectuosos sontimen-
los, escripia em estylo ameno e fluente deve
ser considerada como um dos ornamentos da
nossa mr.derna litteratura ; he um brado elo-
quentea favorda religiao, da moral o da jus-
tica ; s lida podera ser bem avaliada, entao se
rorihecer, quenenhuma consideracao ou im-
pulso estranho 6 verdado nos move a inculcl-a
como um dos livros mais uteis que no presen-
te secuto se tem escripto ern Portugal, sendo
ao mesmo tempo do leitura mui agradavel.
Ahi apparece o sentimenlo religioso considera-
do corno elemento nico da moral; oalheismo
00 racionalismo sao julgados como merecem
o indiferentismo he combalido victoriosamente;
mnstra-se a sublirnidade e pureza do amor de
Dos e como ennsequencia delle o amor do
prximo luzeiro do benigna influencia neste
mundo de miserias; deflnem-se 0 caracterisao-se
ajustica einjuslca;pintao-seasdesastrosascon-
sequencias da maledicencia e calumnia; deacre*
ve-se a virtude da esperanca comofonte do con-
solacfles nesla vida e guia segura para a vida
erns ; o suicidio Sjc rcpclldo polas ideas re-
SNo dia22 de Janeiro de 1843 fugio um
preto de nome Antonio de naco Cacange de
30 annos ; grosso do corpo, feicocs grosseiras,
sem barba ; quem o pegar, leve a rua Nova ,
loja de Didier Robertj' Companhia, que ser
gratificado.
2 Do lugar da Estrada, alm do Caxang
fugio um negro do afio Angola de altura re-
gular, moco carafeia nariz mal feito, com
falta do um dente na frente um enchago na
monheca de urnas das mos, algumas cicatri-
ces do ponta de facca pelas costas ; quem o pe-
gar, levo ao mesmo lugar a seu senhor Silves-
tre Dantas Lima ou nesta praca no segundo
andar dosobrado n. 16, na rua de S. Francisco,
defronte do theatro velho quo se gratificara
generosamente. (\\
2 No dia 22 docorrente mez desapparoceo
desta praca um negro do nome Joaquirn que
reprosenta ter 30 e tantos annos, de altura re-
gular bem preto o qual he de Angola mas
muito ladino he bolieiro ; levou calcas e ca-
misa de algodao ; pertence o dito escravo a
Francisco Antonio de Oliveira, quo generosa-
mente gratificara a quem o levar na rua da Au-
rora n. 26.
2 Do engenho das Matas, freguezia do Ca-
bo.fugiro no dia 19 docorrente 3 escravos com
os signaos seguinles ; Jernimo, que represen-
la ter 45|annos, alto, secco, bem barbado, cabel-
los brancos, pomas Unas Barqueadas: Severino,
de idade pouco mais ou menos de 3; annos ,
estatura regular, secco, olhos vermelbos e abo-
(uados, rendido da verilha 0 tem as pernas
iberias: Paula do 511 a i annos, alia, gros-
sa, bem prela, robusta, bezuda, cabellos bran-
cos olhos vermelhos e abotuados ; quem os
pegar, levo a rua da Gloria n. 73 ou no mes-
mo engenho quesera bem recompensado. (13
l Roga-se as autoridades pnliciaes liajo de
apprehendero preto de nome Adriano perten-
cente ao Sr. Coronel Jos Mondones de Alarcao
Ayalla morador no seu engenho do Meio no
Passodo Camaragibe cujo escravo tem os sig-
naes seguinles ; crioulo, representa ter 23 an-
nos, altura regular ro-to coniprido cabellos
e olhos pretos rmri/ chato bocea regular, cor
preta barba serrada ; este escravo tendo vin-
do para aar embarcado para o Rio de Janeiro ,
estava recolhido na Cadeia desta cidade ; indo-
do-senodia .'4 do Julho p. p. embarcal-o ,
respondeoocarcereiro que deixava de o en-
tregar por se ter evadido na noutede 13 para 14;
quem do mesmo youber, ou der noticias sei
generosamente gratificado na rua da Cruz
n. 64. 17
1 Ern dias de Abril do corrente anno fu-
aio da fasenda Macambira termo da villa de
Cimbres, comarca do Brejo da Madre do Dos ,
o negro Antonio, do naco Benguolla, corpo
secc, estatura bafxa, tem na cebeca urna gran-
de cicatriz de 11:11,1 cacetada esteva alguna an-
nos preso na cadeia desta cidade, por ser bens
de evento c fo| arrematada ern praca do Sr.
Dr. Francisco Bodrigues Selle com provedor de
(apellas e residuos Mil > de Agosto de 1843 ,
pelo Dr. Francisco Xavier Pereira re linio;
quem o pegar, leve a dita fasenda ou ao At-
terro da Boa-vista n. 43, q leaera gratificado 13
tUciri naTtp. !>s s V. dbFauu.1814,


Full Text
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