Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05180


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Full Text
*
Armo de 1844.
Sexta Feira 25
O l'lARlO|iuhlic-f tollos os din que nao forem sant ficados .- o prego da assirnatara
be d- tres mil rs. |>or <{oariel pigos idiamadot O ...u..cissd,-,c asWgsMaiM sao umiioi
|feti. i" dos que nao forem rsiao de 80 res por linha As reclama^es deTem ser diri-
gidas si rp.f ras dss Crutes n. <4 ou i prsgs di Independencia loja de lirrosn. 6 a 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoUNtia,* Parahyba segundase sextas feirss Kio Grande do Norte, chega a 8 e2 e par
te 10e '24.Cabo. Serinbaem Rio Formoso, Maceyn, PorioCiNo, e Alagues no 4 c
it .Idenada mei.Ginnhuns e Honit a il) e -.'4 de ca.li metBoa-Tista e Flor
esa l8e '28 Hito. Cidade da Viotoris quintas feirat. Oliada todos os das.
das da semana.
49 Se? a. Lu-.. Aud. do J. de I), da 2 .
2l) Tero* s. Bernardo Re aud doJ. de D da 3. ?.
i Quarla .. l'mlielins. Aud do J. de D. da J. T.
ii Quintas Tbim .leo Aud do .1 de D da 2. t
J.'J beita h Liberato. J nd do J de I) da J. t.
i Sab + s B rtbo'omen.
L'5 Doin O Sagrado Co nciio i'e Maris,

DIARIO
de Agosto
Anno XX. N. f88-
ludo agora depende de nos asesinos; H; r.;:?.:- pnadenoia. woderaoAn- e enerria: eon
\ ./$, r- iinucmos como principikmos e aeremus apoalados oom idasirayaal enlre as oagoes man
c/\*. :' cultas. rPrOolaaagS di Alseabla Grral do pretil.)
' Cambies sobre Londres 'J6.
* Pars l&fl res por franco
Lisboa 117 por l de premio
Mor da ds oobre ao par
Ident da letras de boas firmas i i 1|4 |()
curtios no un SI us LQOSTO.
Oura-M'ieds ds 6,400 V.
un N.
de 4.U
PrstaratanVs
Peso* roluramiisres
h Ditos meiirinos
PHASES DA LA NO HEZ DE IGOSTO.
La -haii i 1 <>. I rain da manilas. i LuanuTi a 7 as 10 h. r 1_>
20 as i\ h 5fi

r II I ~1 li IHHMIII II !! Isl 11 i III II llllllll
Minguinle s 6 < i horas e j uin ua |Grsrente
Preamar de hoje.
Primen ai II horas ejmin di uanhja | Se>f^Ufila as 11 borai
iIiIIIMIHMi1
compra etidi
7.00 17,200
46.700 6.90o
9,400 9.600
I.9<>0 i.9*0
4,98 2,0)0
1,960 8.9B0
! ns-n da I irde
56 sa. ds tarde.
t
i minutos da Urd
PERNAMBl
MrsBssWastBEarrusjaaYi5st2^
MMaj2saEii.jisi arrt ix^ar.. asasaS*
PRTE FF3CIAL.
Governo ca Provincia.
ContinuagUo do expediente do dia 17 do
crrente.
OfficioA' Cmara Municipal deGoianna
Com o parecer.iticluso por copia.do Conselhei-
*"o Presidente da R elaco respondo o officio
d'esa Cmara de 12 do correte me/., que a-
companhou copia da acia da sessao d'esse mes
mo dia, e lica. removida a duvida, quo nes-
a occasiSo fo1 suscitada, se ao Presidente da
Cmara compete o voto de qualidade e o voto
deliberativo; o que he evidente i vista dos ar-
tigo* 27, 33 e 3i da le do 1 de Oululiro de
1828 c da portara de \ de Fevereiro de 18.1.
Cumpro advertir h essa Cmara, que a presi-
dencia da Mesa Parorhial para a eleicio de Jui-
zes de Paz. para os distridos alterados ou no-
vamentn creados compele aoJuiz de I'm. ora
existente e nao a qualquer dos Vereadores, e
que a Mesa ser urna s< o a mesma para todos
os distnctos, segundo dispe o aviso de 14 de
Janeiro de 18 8. Uffinmu-se a respeito. al-
guns Voroidoresda referida Cmara que ao
conhec m mto da Presidencia truutero urna
representadlo a cercado objecto, de que trata a
1.' parte de>te officio.
IHKM DO DIA 19.
Officio Ao Agente da companhia das barcas
de vapor para que ordene ao (lommandante do
vapor fafiinni, que v Thesouraria receber
-;t quantia de i:689g rs., que so tem de remol-
ler a Thesouraria do (lear.Communicou se
ao Inspector da Thesouraria da Fa/enda.
iloAo Promotor Publico da comarca da
Boa vislaCom o parecer, incluso por copia,
do Conselheiro Presidente da Helaran vai re-
solvida a duvida, que Vmc trouce ao conheci-
mento d'este Governo em officio de 16 do pau-
sado mezdejulho, isto he; que sendo da alca-
da ilos Delegados e Subdelegado! os rimes, fi-
que nao esteja imposta pena maior do quo v. g.
prisaoal seis mezes, como terminantemente
iliapSe o regulamento de 31 de Janeirode 18*2,
qual sera o Jui competente, no caso de ser re-
vestido de circumstancias aggravantes um cri-
mo que, por este fado, deva ser punido com
pena excedente (|uella.
tlm. e Exm. Sr. Os Juizes Municipaes ,
Delegados e Subdelegados em virtude dos ar-
tigos 62, 63 e 6V do regulamento n. 120 de 31
de Janeiro de 182 julgao defiaitivamente a
quelies crimes, a que nao esto impostas maio-
FOLKI1T0
res penas que as de mulla at lOOj rs., prisao,
degredo, ou desterro al 6 mezes com multa
correspondente a metade d'esse lempo, ou sem
ella e trc/. mezes de casa de correeoao, ou of-
licinas publicas onde as houver : est portan-
to est ibelecida a aleada d'estes Kmpregados Po-
liciaes, e em consequencia todos e quaesquer do-
lidos para conhecimento dos quaes nao te-
nliao as lois designado Juiz privativo, estosu-
goitos ao Jui/.o definitivo dos Jurados, urna vez
que o mximo das penas que Idos forem cor-
respondentes exceda queilas nao obstante
que commettidos simplesmente venha cor-
responder-Ibes nogro mximo, ou medio pena
igual os cima referidas; pois que arligo algum
da logislaQfto vigente manda considerar ascir-
cumslancias de que sao acompanhados os cri-
mes, sen.lo para aggravacao, ou attenuacao das
penas, com que bao de ser punidos e jamis
para Hxar as aleadas dos difieren les Juizes cri-
minaos para conhecimento das quaes a nica
regra a seguir he attender-se o mximo d'ellas,
segundo se deprehende, nao s dos artigos ci-
ma citados e d'alguns outros do cdigo do pro
re-so criminal, como tambem da circular de 16
de marco de 1836 que lem toda a applicaco
ao caso, de que se trata.
Por esta maneira lica cumprido o officio de
V. rLxc. firmado em 12 do corrento a que
acompanhou outro que reverto do Promo-
tor da comarca da lioa-vista. datado em 16 do
prximo passado Julho. Dos Guarde a V.
Exc. Recile lo de Agosto de 18H Illm. e
Exm. Sr. Joaquim Marcellino de Hrito. Presi-
dente da provincia de Pernambuco. Antonio
Ignacio de Azeiedo.
PortarasNorneando Subdelegados; da fre-
guezia de S. Pedro Martyr de Olinda ao Racha
re Felippe de forros do Araujo, do Io distrido
da reguezia do Cabo ao Major Luiz Francisco
Paes Brrelo; e do dislricto da cidade de Goi-
anna ao Capito Jos Tavaresde Mello. Com
municou-se ao Chefe de Polica.
DitaNomeando Instructor do 6 balalhao
da Guarda Nacional do municipio do Hecile ao
Atieres da 3*classedo exercito Sebastiao Jos
do Reg Brrelo Participou se ao Comman-
dante das Armas, ao Inspector da Thesouraria
da Fazenda e ao Commandante Superior da G.
Nacional deste municipio.
Officios Do Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazenda, transmittin-
do, para terem execuco, as ordens do Tribunal
do Thesouro sob nmeros 152, 153, 154, 155,
156, 163 e 165.
Til ERES A. (*)
XVI. IN PACE.
Um pouco antes de meia noule, Theresa en-
frou na prisao, acmnpanhada por Tovalitoeseu
amigo. Eslava de preto, com um veo no rosto.
Profundo silencio reinava nesso horrivel lugar,
em que tantos desgracados vivio separados do
resto da trra pelas mail lormidaveis barreiras
que pos-fio ser erguidas por mao de homens
Mempro fri, sempre escuro sobre essas profun-
das ubqbodas, cujos echos nunca tinho ouvido
serillo gemidos e maldices.
Theresa chegou-se, apoiada em Paco Rosa-
les; um chaveiro a preceda com urna Linterna
Depois de baver passado cinco ou seis portas
aferrolhadas. entrou em um pateo estreito. h-
mido, escuro, como o fundo de um poco, e
chegou ao lumiar da capella. Ahi, conforme o
uso, devia o condemuado passar sua derradeira
noute, atsistido pelaa urd^^s e p-los soccorrus
da igreja.
As vellas accesas no altar davo luz viva eaver-
melhada a e cbinbos. em p no edro, cantavSo as oracoei dos
agonisantes. D. Alonzo eslava de joclbos diante
() Vide Diario n." 163 a 187.
de urna banquete forrada de panno preto: tinha
um gibo de seda aboloado at o queixo, e urna
morca branca, a descuido levantada, encobria o
seu pescoco: sua physionomia impassivel nSo
mostrava nem susto nem magoa; eslava porm
de mortal pallidez, e seus labios murmuravao
trmulas oracoes cujo sentido seu espirito per-
turbado talvez ja nao entendesso: um frade o
exhortava, ede vea em quando mostrava-lhe
urn crucifixo. Em alguns passos desse grupo es-
tava sentado um homem em triste silencio, e
com o rosto escondido as mos; porm o ner-
voso eslremecimenlo de todo o seu corpo an-
nunciava crucis angustias: era esso homem o
Duque de Medina Sidoni, que. leudo chegado
nesse mesmo dia, obtivera a graca de ver pela
ultima ve/, o seu lilho, e de assistil- o duranle
essa terrivel vigilia. Theresa chegou-se corn
urn passo firme e rpido, afastando o seu veo
com rispido movimento.
D Alonzo, disse com voz abafada paran-
do dianle delle, nao me reconheceis ?
Ao vl-a, o moto atirou se para traz, e mur-
iiiu mi estupefacto e ebeio de horror, como se
visse um cadver crguer se do seu fretro:
Thereza !
Sun, sou cu, tornou ella lentamente; nao
vi.s esquece.-tesde mim; 0101 e-tais igualmente
lembrado dessa noute em que vos acompanhei
fiada na vossa palavra? Estis lembrado da igreja
dos Dominicanos?... Ento,comoagora,estava-
Correspondcncias.
Srt. Redactores. Constando me, quecm
urna ou mais folbas, impressas na l'ypogra-
phia do Sr I.. I. R. Roma, se tem procurado
assualhar que me acbo oherado do dividas e
sem meiosde assatisfazer, cvc. &c; as vistas
provavelmente de desacreditar-me para com as
dignos eleitores desta provincia que me bao
se npre honrado com o seu voto para o lugar
de representante da nacao; julgo do meu de-
ver levantar a voz para deciarar categrica-
mente, que taes asseveraces conten urna ca-
lumnia insigne; porque nada devo e nern te-
nbo conlas com pessoa alguma Ese poral-
gnm motivo, que desconhceo, alguem se julga
meu i-redor, exibindo-me o titulo ser pago
incontinente.(hab meus adversarios possao
fallar sobre este ponto com a mesma franqueza
e verdade Sou Srs. Redactores, &c.
Antonio Peregrino Maciel Monteiro.
Srs. Redactores.Sem importar-me com as
iras desse partido amotinador, que constante-
mente iia dado as mais convincentes provas do
ardente u summo desojo, que tem, de ver La-
quear as reputadles, que,como as dos seus cori-
pheos, nao descanco cm falsas e solapadas ba-
ses, sem mesmo procurar desvanecer algumas
impressoes, que por ventura no espirito d'al-
guem tendi deixado as accintosas calumnias,
que salpicao, urna por urna, as asserces do of-
ficio da \lesa Parochial da freguezia da Boa-vis-
ta, que sob o titulo PublicacSo pedido trans-
creveoo D -novo, esse vehculo das mais des-
compassadasdescomposturas ecujas paginasquo-
tidianamente se recheiao de escriptos, que
qualquer, que pandilba nao pertence canso
tedio, e at excilao aversao contra os que sem
pojo algum os produzem; pois nao he certamen-
mente um tal jornal que se acha em circuns-
tancias de fazer moca no crdito de que por ven
lora possa eu gozar: vou Srs. Redactores, re-
correr ao seu jornal para nicamente fazer sen-
tir ao Sr. Dr. Francisco Joao Carneiro da Cu-
nda o muitoque eslranhei ose haverelle pres-
tado a aulorisar com a sua assignatura o mon-
1,1o de falsidades, de quo se recento essa peca
official, e que certamcnle produzii um elTeito
bem contrario do quo aquelle que tivero em
vistas os seus autores, azendo sobre ellos reca-
birtodooodiosoque sobre mim pretendem tan-
car; por queisso ninguem. que esteja despido de
prevenr,oos, persuadir-se-h, que eu, que ja-
| mais manrhei as mos no langUfl dos meus se-
melhaotes, nem lo pouco concorri para que se
ellederramasse, tivesse com antecipadio toma-
do medidas para Curiar ao rigor das Iris i quem
qner que quizesse tirar a existencia a outem.
Publiquen! Srs. Redactores essas pouias linhas.
que ao liV o l) -novo tracou i pressa seu cons-
tante leitor J. P. d'Araujo e Aguiar.
* .....i i, ..... t.i-1'
Publicac/o a pedido
inos diante de um altar; como agora, era meia
noute, i amos sor unidos por toda a vida, para a
eternidade; como agora, urna separarlo sem
termo ia enlre nos ellectuar-se !... Entao po
n'iii fui eu quem, deshonrada ante os homens,
condemnada por minba familia, s tinba para
refugio a morte Viv, viv para supplicio maior
do que o que vais sofrer; esiou porm vingada!
Alonzo, lu eu quern te denunciei, sou quem
le mando morte .'
Os frades haviao-se chegado com curioso es
panto. O Duque pai levan(ou-sc; tinha elle
tambem reconocido a Theresa.
Relirai-vos, exclamou com furor concen-
trado; se fallis a verdade, caia sobre vos o san-
guede meu lilho !
Sr. Duque, disse ella com Cria altivez,
nos ja nos vimos; prostrei-me a vossos ps, pe-
dindo-vos mais do que a vida, a honra repel-
lstes-me. Entilo julgastes poder impunemente
destruir a honra, a ventura de urna misera,
iraca e sem i poio. Insultastes-mc, calcastes me
aos ps... Mas sou eu fiiba de urn fidaigo hes-
panhol: vinguei-mo /
Motive um momento de silencio; o Duque ti-
nha voltadoa sua immobilidade. D. Alonzo pa-
rocia reanimado por doiorosa commoc.lo; le-
vanloii para a mora um olhar firme e amorteci-
do, disse com voz fraca :
Theresa, tao prximo a morte, lodas as
Relaco dos nomes das Senhoras e Senbores
lanto nacionaes como estrangeiros, que subs-
crevro com as suasesmolas para se finalisar
a obra interior da Matriz do SS. Sacramento
da Roa vista durante a adminislrucao dos
abaixo assignados.
(Continuaco do n" antecedente.)
OsSenhores
Francisco Joao Carneiro da Gunha. 10,000
Paulo los Pereira Simos. 50,000
Francisco Ribeiro do Rrito. 40.000
Joao Goncalves da Silva. 20.000
Francisco Antonio Pereira da Silva. 30,000
Manoel Coelho Cintra. 10,000
Manuel Joaquim Lamas. 20.000
F. de Salles da Costa Monterro. 10,000
Feliciano Augusto Vasconcellos. 5,000
Rufino Jos Coi rea de Almeida. 10,000
Jos Alcxandre Ferreira. 10,000
J J. do Monte. 10,000
J. B. llerbsler. 20.000
Joao Mathous. 25,000
Jos Pires Ferreira. 20,000
Manoel Elias de Moura. 10,000
Manoel Pereira Teixeira. 10,000
Jos dof Santos Nunes de Oliveira. 10,000
I). Mara Candida da Silva. 20.000
Victorino do Sou/a Travasso. 20,000
Bernardo Jos Carneiro Monteiro. 20.000
Francisco Rodrigues Sette. OTOOO
Antonio Pedro do S Barrete 10,000
Antonio Rodrigues de Almeida. 10,000
Victorino Ferreira de Carvalho 10,000
Jacinto Hiliodoro Martyr de Oliveira. 10,000
Manoel de Azevedo Maya. 10,000
Francisco Martn- dos Anjos Paula. 25.000
Manoel Joaquim Venancio de Souza. 10.000
Antonio Jos da Cosa e Silva. 5,000
Jos Joaquim Botelho. 10,000
Antonio Jos do Freitas. 4,000
Angtdo Baplisla do Nascimenlo. 10,000
Luiz Pereira Raposo. 5,000
Joo Teixeira de Souza. 10,000
paixrie-se oxtinguem no coracao do homem:
nao ha rnais nem amor nem odio; porm o ar-
rependimento dos seus erros o acompanha, o
assusta at o (ataI momento. Vos, a quem atrai-
coei, perdoai-mo e orai por mim...
O corarlo da moca abrandou-sc de sbito,
seu odio extinguise, sua vinganca a horrori-
sou. De sbito achou se qual fflra nos primei-
ros lempos do seu amor, cahiode joelhos perto
do mogo, econsiderou o com dor ardente. Era
esse aquelle a quem tanto amara; reconbecia-
Ihe ns feicoes, o nobre semblante. Na presenca
dessa terrivel agona, lembrou-se das noutes
pascadas nos bosques do larangeiras; noutes de
ventura c de enlevo, em quo o seu amante esla-
va aos seus ps Nesse momento pareceo Ihe
que, para salval-o, daria ella mais do que a sua
miscravel vida, que sacrificara a sua altivez, o
seu ciume, o seu amor; que consentira cm
morrer por elle, com a certeza de quo irft elle
ser o feliz esposo da sua noiva.
Ah murmurou ella com horrivel deses-
perarlo, era assim que eu te devia tornar a vur!
Todos ossollrimentos de minha vida nao igua-
lan os deste fatal momento Alonzo, perdoa-
me !
Elle nern para ella olbava : pareca esquecido
da sua presenca, e, voltado para o aliar, re/va
com os (rades que o ssistiao. Os dons mendi-
gos, curvados sobre as lousas, recitavao com fer-
vor todas as suas oracoes, e desviavSo dessa
v" v


m iiiyfj.--i
S
^ os naeo ta Assumpc.io.
Vicente r\ o ton o do Espirito Santo
Mauocl Cietano Soaies C. Monteiro
Jacinto Bnlelhe
M. Ooncalves da Silva
Gregorio Antunes de Oliveira
Jos/-O ton o Lourenc.o
Um annimo
Francisco Ignacio de Alhaidu
Dr I. A. Mavignier
Joo Ignacio A villa
Antonio Ft rreira da'Costa Braga
MnaaBaama
Variedade.
5,000
5.000
10.000
5.000
10.000
10.000
10,000
10.000
5.000
50 000
20.000
10.000
(Continnuar se-ha. )

UMAVIZITA A1 TA MICHAELA.
D licenca ta Michaela ? Suba, qjcm me
faz favor? Ai! he Vmc., Sr. Mestre I entre,
esta casa he sus. Knt'io c vou entrando, e
tamliem ii.o vou sentando tjue voubu algum
tanto afadigado Pois nao, Mestre, ple sen
lar-so ; Paseoalinho chega o mocbu ao Sr.
Mestre. Entao que novidade he e>ta ? por
aqui .' algum burro morre cedo; cuidei que o
tinha levado a grippa ou queandava a corre
Ierras Ha muito lempo que nao tenho o goslo
e alamha/ado amigo, por onde tem andado ,
que to bom cabello tem creado.9
Respeitabilissima matrona e ta da minha
maior veneracio eu salive muito doenle coin
uin estupor que me deo na lingoa alto seja ,
que me tirou a Lila de tal mam-ira que desde 6
de revereiro que nao pudo nem gaguejar urna
palavra. Ora vejio oque Vmc. .Mestre, pa-
deceu! Mas nao ? sem resposta, que tamliem
por c se virio moyiuitos por curdas. Pois es-
leve doente, Ta Michaela ? Sim meu que-
rido sohrinho tanto eu como os meus hacoii-
nhos eslivemos por urna negra a dizer adeos
a este valle de lacrimas. Ento que foi mi-
nha Tia ? que molestia leve Vmc. e maisos
cus bacorinbos?
Dir-ihe-hei Mestre os meus bacorinhos ,
coitadinhos! estivero com a gripe ; e aqui pa-
ra nos olhe que estivero vai nao vai, a la-
ser vigpere ; (carao quasi pellados de lodo ao
meos no seu focinho nao teem elies pello ne-
iilium. Em quanto a esta sua criada con fes-
so-Ihe Mestre que nunca me vi to atrapa-
Ihada! ()< Mdicos nao se entendan com a mo-
le'tia o que nao admira : uin dizia que era
nervoso, outro que era inflairrmacSo de entra-
nbas ; o (i I lio da Custodia Bugalha que anda
na eschola Medico Cirurgica e quo traz una
cabelleira sansimoniana foi de voto que era
ataque de hemorrhoidas ; o vi/nho Boticario,
opinava que eu tinha urna solitaria e por lim
do coritas sabe oque foi Mestre ?
Ku nao. Pois cu Ido digo, foi un desmn
dio. Uin desmancho! Tia Michael! ora Vmc.
esta cacoando Um desmancho nessa idade! is-
so nun putest esse com sua licenca. Pois he
verdade Mestre, foi um desmancho to certo
como dous e dous serem quatro. la eu deitar
a lavadura aos meus bacorinhos quando es-
correguei dei com a humanidadeem trra e
desmanchei c por dentro o quer que fosse ; a
veriguado ocaso facultativamente assentou se
nemine descrepante que tinha urna coslella des-
manchada. Porcm gryeas a Dos agora
estou quasi resttbelecda eja vou comendo ,
havendo que. Entao que me diz a estas cousas?
Que Ihe hei de eu dizer minha rica Tia !
cana terrivcl olhos cheios do horror e de
compaixo. Desubilo, Iraca esperance rcani-
mou a alma de Theresa, pensou ella que o Re
poderia agraciar: essa ideia tranfonnou-se logo
em cooviccio; pois tudo nao presagiava quo a
clemenci.i do soberano salvara o culpado ? le-
fia mandado viro Duque pai para dar-lhe o
brbaro espectculo do tupplicio de seu lilho ?
Meu Dos meu Dos! disse em voz bai-
xa Theresa cheia de sbita conlianca, nao de-
ve elle morrer... o Re Ihe mandar o seu per-
dao... Meu Dos! fa/ei cessar essas terriveis
angustias! Virgem Santa, compadece-vos de
nos ahaixai vossos olhos para os quooraocom
\o/. afilela e c -racao penitente !
Esconda as unios o seu rosto abrasado; do
lorosa vertigem parta-Ihe a cabeca; p-irecia-lhe
que a luz ampa II ideis, e nao ouvia ella mais as
vozes que cantavao os tristes psalmos Nesse
momento houvo realmente grande movimento
na capella; dous frades dirigirao-se para o Du-
que, que pareca un curpo inanimado Arrasl-
ro-o para urna pequen.! torta que levava sa-
crtstia Os outros irados cercrio a D. Alon/o
e o levrao por nutra porta a una sala baixa se-
parada da capella poreslreita passagern. There-
resa vio tudo isso como em um Bonbo, tanto as
commocoes dessa terrivcl noute tinhao pertur-
bado as suas (acuidades. Paas&rSo So alguna
nstantes. Paco Rosales chegou-se e veio lev&n-
ar a moca. Levantou-so ella rispidamente, e
acabou-sc a contradanza revolucionaria de Tor-
res N ivas, e parece que te remos descanco ao
menos por algum lempo, i Diz muito bem ,
Vleslre, eu tambem eslou pela sua opnio. He
preciso que o Governo nao se descuide de vigiar
os amiguinh >s. que (aqui baixinho,) anda Ira-;
balbio. Em alies me dizendo, eu c nao que-
ro saber mais de poltica he quando eu des-
confo mais desles Snhores. Outro da veio
vi/.ilar-me o sohrinho da Thereza Inxundia ,
que gracas a Pastellaria anda est no seu
emprego e me disse islo nao lica assm/ Es-
ta nao p'-gou : porquo muitos que entravao
nella nos roerao a corda o se deixrio icar a-
trs dos bastidores a ver se a cousa crescia; mas
alma at Almeida e depois de Almeida alma
semprc.
Ora veja Mestre como sao as cousas! o
Governo a tratal os bem o os homens sem-
pre para a parte do arrucho Esta gente que se
costumou s Bernardas, achou-lhes goslo, e
como se pego pegao, se nao pegao foi gra
C,a, urna em trra, oulra na forja. A mn me
nao embucio ellos Olhe Mestre cesteiro
jue faz um cesto faz um cei.to leudo verga e
lempo. Ora lempo lem elle de sobejo agora
a verga isso he mais serio os homens gasta-
rn desta vez muilo dinheiro e agora anda ha
de levar seu lempo a arranjar nova sul scrip^o
r^itr tica. Mas nao me dir Tia Michaela ,
o que quera esta gente ?
Isso pergunla se, Mestre? qucro gover-
nar. Os nnssos agitadores nao he gente de prin-
cipios nem decrencas polticas ; em Ibes dando
s pastas a uus e os empregot a oulros, toul va
lien : nao repare em eu engalnhar (ranees; eu
ja me vou civilizando Mas atando o pavo da
Ihe i Mestre. se este Conde do Bomlim pen-
sasse bem devia dizer com osses armitihos
e os seus canotes: Pois eu que sou Par do
Reino pela graca de Dos, hei deassassinar a
Cmara de que faco parte Pois eu que sou
General, e que ja fui Ministro da Guerra hei
de pregar aos soldados abandonai as vossas
bandeiras calca os vossos juramentos levan-
tai-vos contra os vossos chefes e tornai a met-
ler-mo a pasta da gu rra em casa Islo be
exemplo que se d !
So o Sr. Jos Fstevinho e o Sr. Cesar de
Vasconcellos tivcssem aqulllo que os msicos
perdem em pequeos bem vito que Ihes ficava
mal o porem se frente da Bernarda! Nao erao
elles militares? c nao sao os militares essenc-
almenle obedientes ? Nao erao elles Deputados
da Naci? E nao devem os Representantes do
Povo dar o exemplo de observancia as leis e do
respeilo le fundamental do pai/? Quando el-
les sao os pnmeiros a faltar aos seus deveres a
cuspir na le a calcar a le (undamental que
se podo esperar do povo ? Que vergonba. Mes-
tre, que vergonha Sahirem os revolucionarios
do scioda Represcnlacao nacional! Cada vez es-
tamos mais adiantados.
Tem razio Tia Michaela, mas falla Ihe a
justica: o lempo em que as Jiaibas de D. Joo
de Castro erao dinheiro corrente j !; vai; hoje
a palavra poltica he urna especie de sabio que
lava todas ai Iraquezas. Olhe minha Tia ,
tudo esl desmoralisado ; e emquanto o povo
nao tiver virtudes, emquanto os seus repre-
sentantes lorem lilhos de cabalas eleitoraes.em-
quanto o amor da patria consistir em foguetes,
e na pilhagem dos empregos, nada se pode fa-
Ser que tenha geito. O egosmo est na massa
Movimento do Porto,
jVvto entrado no da 22.
Ballmore ; 60 dias, brigue americano Mellen
/)/ t Leod de 268 toneladas capito Davis
C. Landis equipagem II carga taboado ;
a L. G. Kerreira & Compagina.
Navioi suhidos nomeimo dia.
Cotinguiba ; hiate brasileiro especulador, ca-
pito Jos Mauricio da Silva carga diver-
sos geneos.
Rio de Janeiro; brigue americano Hellen M.1
Leod, capito Davis C. Landis, com a mes-
ma carga que trouxe de lioslon
Em commissao; cter de guerra brasileiro Es-
peranca de Bebirtbe, commandanle o 2 Te-
Dente R. da Silva Noves.
Edita es
discussio, dir-lhe-hei, que assm nao vamos dosangue; o que cada um quer he que Ihe va
bem. Eu nao quero que fuzilem, que enor- bem. o mais nao tem duvida. NaSvioVmc.
quem, nem que desterrem ; nao, Mestre. isso o indiferentismo com que o povo vio dancar
nao; male-os Dos, que os creou : mas quero este passo a tres levolucionarios? Bem prue-
que quem governa tenha os olhos abertos c.taslizero o Bomim o Besar e Jos dos ovos-
nao se detl* comer com boas palavras. Olhe moles, e quem foi atraz destas cabecinhas ? um
que estes balancs revolucionarios nao tem gei- : troco da Tarimba Legisladora urna pequea
lo nenhum dio com a genio phlysica. i porcio de vadios e de ladroes quo formrio
Olhe, Mestre. esta brincadera de Torres guerrilbas, e meia duzia de lacaios do Saraiva,
Novas, e mais pareca que nio prestava para gontinba do Fr. Fortunato, cavalleiro do Joio
nada empenhou o Thesouro em mais seis mi-1 Branco .
Ihoes que servan paraseis milhes de cousas ne-l Diz muito bem, Mestre; mas o grande pon-
cessarias! E quem ha de pagar este dinheiro ? lo he que quem paga as favas he a pobre na-
O povo, Mestre. o povo, quehesempre quem j cao portugueza que desde 1820 nao dormo
rarrega com eslas albardas. Pobre povo fa-
zem delle oque ouerem Olhe X'estre sa-
be nquesuccedeocom a tal bambuchata deTor
res Novas ? peryunte-o aos Negociantes que
socegada. Todos os das temos revolucoes, e
islo quando as estradas estao intransitaveis, que
fara quando ellas lorem como a palminua da
mao A proposito de estradas : ouvi dizer que
que nao fi/eriooutra cousa senao folhear o livrol urna nova empreza denominada a Dictadura
do devee ha de haver negocio de grilo. Per- quera macadamizar a eslrada da liberdade ?
Que he isso, Mestre, doe-lhe alguma cousa ?
he ataque nervoso ? nada de cuidado Tia
Michaella, quando oueo fallar em Dictadura ,
que he o mesmo que o absolutismo Ilustrado ,
ferrao-se-me urnas dores de cabeca tao fortes
que entro a derreler me em suores fros. Quer
caf. Mestre? ou urna agoa de unto ? Cnte-
me o hymno, e logo me passa.
(P. dos P no Porto.)
unte-o aos lavradores, que soffrro transpor-
tes e mil oulrns veiaeScs .' Em firn Mestre .
estas patuscadas revolucionarias nao sao boas
sean para meiaduzadefigur5es quepescao as
agoas turvas, e para osSenbores Agiotas que
approveitao a occasiao de pcir a corda na gar-
ganta ao Governo.
He nestes barulhos que cifra vale des ; co-
me-se gorda e depois venha mais decima!
Mestre v com esta ; as nossas revoluces sao
todas filhas de ambiedes pessoaes ; todo o bi
cho carela quer urna pasta ; ora as pastas sio su
seis os Ministros actuaes a fallar a verdade,
teem-se demorado muito e os candidatos nio
teem paciencia de esperar ; e como as intrigas
dentro e lora da tribuna Ihes leem falhado e
lora de pouco preslimo as ptticet innocentes
de Kvnra e fle Villa Franca lancarao-se ra
como doudos, e Dos Ibes ponha a virtude. O-
COMMERC;
Alfandega.
Rendimcnto do dia 22.........20:228^941
Descarrega hoje 23.
Brigue inglez iichemond diversos gneros.
1 f)e ordem do Exm. p Rui. Sr. Rispo Re-
signatario Director d'Academia Jurdica de
Olinda se faz publico pela Secretara que
em virtude do acconio lomado pela Congrega-
gao dos Lentes, os estudantes das aulas prepa-
ratorias, que houverom de ser exeminados na
mesma Academia, para se evitar conluso e ou-
tros j.i experimentados inconvenientes, se de-
vero apresentar pela ordem das ledas alpha-
beticas, com que principiio os seus minies do
baptismo, regra inviolavel, excepto para com
aquelles.quosetiverenide maliicular-si nnquel-
le anno, para os quaes s r alterada a regra nos
ltimos das prximos a matricula da sobredi-
la Academia E para que o referido conste ,
mandei alixar o presento nos logare* do coslu-
mo, e publicar pela imprensa. Secretaria d'A-
cademia Jurdica de Olinda, SO de Agosto de
1841.
Jos Miguel de S'.usa Magalhaes Jnior. ^'21)
4 Cmara Municipal da cidade de lmda t
seu termo em virtude da lei, Ijc.
Faz saber quem convier que no dia 7 d
Setembro prximo uturoro se ha de proce-
der na igreja matriz deste districto da freguem
de S. Pedro Marlyr (assm como em todos os
mais) aseleices uo seu respectivo Juiz'de Paz
o Supplente, assiin como dos 9 Vcreadores
que bao de com por a ("amara Municipal ne se-
guinte quatriennio ; segundo as ordens impe-
ii.ies coiniiiunica-las esta Cmara Municipal
pelo Exm. Sr. Presidente da provincia bao de-
ser f eitas as mesmas eleicoes na forma da l' do
1.' dn Oululiro.e inslruccoes do 1 d-' De.em-
bro de 1828, e decretos de 28 de Junho e
18-10 e 5 de Setembro de 1832. e mais derla-
rages este respeito E para constar mandou
a dita Cmara affixar o presente no lugar de-
terminado pela lei, e sera laiiibem publicado
pela imprensa. Cidade de Olinda 23 de A-
gosto de 184 Jos Joaquim de Almeida
Quedes, PresidenteJoo Paulo lerreira ,
Secreta i ni. (2,'> )
40 lllm. Sr. inspector da thesouraria da
fazenda desta provincia, manda faser publico,
quo o prnso marcado de seis mp'e* para a siibs-
tituicio das notas de 5,)000. 10^000 e 0.000
risda prmeira estampa, linda-se em 10 de
Setembro proiimo vindouro; e deste da em
diante (icario ditas notas sujetas ao descont
de dez por cento em cada me/, na formado
artigo 5." da lei n 55 de 6 de Oulubro de
1835, e no lim dos dez mezes desles descont!
sem valor algum, como ji s<* declarnu no Edi-
ta I de 10 de Fevereiro deste anno. Secrela-
olbou em redor de s como lullucinada: nin-
nuem mais eslava na capella. Tovabto, em p
na porta pea qual tinha sabido I). Alon/o,
avancava a cabeca na passagem escura: nesse
momento deo o relogio duas horas depois da
meia noute.
I.evaro-o El-Rei pnrdoou-lhe excla-
inou Theresa levantando as maos para o co.
Sim. peidoou-lhe o cajdafaUo 1 disse To-
valito paludo o mostrando coma mao a porta
a berta.
Theresa aproximou-se, e seu olhar penelrou
te o fundo da sala baixa. O corpo sem vida de
D. Alonso eslava deitado as lages. A regia
clemencia Ihe liavia poupado o SUpplicio de urna
mora infame: o carrasco que devia cort^r-lhe a
-a beca em ir.n.a publica teve ordem de mtalo
na cadeia.
Apenas lancou um olhar sobre esse corpo
mmovel, Theresa recuou com surdo gemido e
os dous mendigos a levrao sem que ella hzesse
resistencia. Ouando sahirao desse terrivcl lu-
^-.ir, a moca, como reanimada por forca sobre-
natural, poz-se a andar apressada, sem fallar,
-em voltar a cabeca,
Santa Virgem Nossa Senhora ondo que-
ris ir ? disse Paco Rosales vendo quo nao to-
mava ella o caminho do Piado.
Onde Dos me chama, Paco respondeo
E continuou a andar com rapidez.
Em vio os dous mendigos, consternados. Ihe
supplicrao Ibes dissesse qual a sua intenc,o;
como que os nao ouwa, o proseguio sem dar
urna palavra. Assiin sabio de Madrid c tomou a
eslrada de Aranjuez. Adivinharao ento os seus
dous companheiios para onde quera ir, e
acompanhrao-a com deuicacao.
Essa viagem, que s era de algumas legoas,
durou mais de 24 horas, pois a misera quiz la -
zl-a a p. Emquanto durou, rejeilou todo o
alimento, e so descansou alguns momentos. Em
lim, na manha do segundo da, chegou a por-
ta do convento da Siricta-Observancia de S.
Francisco. Era a hora da missa. There>a en-
trou e foi ajoelhar se no p do altar. Paco Ro-
sales eTovalito pozero-se devotos por detraz
della. Ao ver essa mullier, cuju rosto eslava
oceulto por um veo pelo, as frenas que rezavo
nocro >c espantro; com ouriosidade a exa-
minro atraezdas grades, procurando adivi
nbar quem era Qu ndo acabou-se a missa, no
momento em que o padre deixava o altar, Hi-
rese levantou o veo e chegou so para a porta do
claustro. Grito de sorpreza e de horror echoou
as sonoras aboliodas da igreja. as Ireiras ha-
viose prosternado, juigando ver a sombra de
sror S Francisco de Asssiz, o capello parou
nos degraos do altar, o resitou as formulas do
exorcismo.
Minha mii disse Theresa dirigindo-se
priora, Dos me deixou neste mundo para fo-
ser penitencia resgatar a minha alma na-
doada por grandes crmes : vello para eumprir
o castigo que me imposer vosss justica.
A esta voz a priora chegou-se gradee le-
vantou a cruz do seu rosario : Theresa ajoe-
Ihou-so para adoral-a. Immediatamente abri-
se a porta do claustro. Antes de transpor pela
segunda vez esse terrvel limiar a moca vol-
tou-se para Tovalito e Paco Rosales.
Aileos meus irmaos disse-Ibes eslen-
dendo-lbes as maos ; vollai para nossa cidade
de N alencia nossa doce trra que nao hei de
mais ver, e orai por rnin lodosos das de vossa
vida.
* Fes-Ibes anda um signal de despedida ea
|iorta do claustro lechou -se. Seus companhei-
ros com os olhos cheios de lag/imas lcro
anda algum lempo em oracoes ; depois redr-
ro-se e (oran mendigando ate Valencia l'or
muitos annos lorio elle anda vistos na porta
de N. S. dos Desamparados. Cunimuavo a
viver de esmolas pois o que posSuiio tinha si-
do empiegado em fundar mssas perpetuas para
descanso da alma de D Alon/o de Gusmao.
1 beresa sollreo a rigorosa penitencia rom
que sao castigadas as freirs que violo os seus
votos ; havia doos unios que e|uava a pao e a-
goa, conerta de um cilicio por nico vestuario,
quando loi senada mora no n pace.
Fl.M.
V-


ra da thosouraria da foseada de Pernamhuco
30 de Judio de 18VV. Joaquim Francisco
bastos.Oflicil maior. i!5*
tw- ..;- J- .JB.-i-i*'lu J-------I .....I"1-1------i---------J'if
ileclaracfs
O brigue nacional Principe Ayusto rece-
be a mala pira o Rio de Janeiro sexta feira,
23 do crrente.
C instando-me que afumas pessoas, que
di'cm ter vitto o m *u olB o dirigido ao &r
Chafe de Polioia, em que llie participe) le au-
xilia lo com forc* o transporte da Typographia,
quedsta villa de N uaretb fni oomluzda para
o Reeife-, se eaeaodaJaarao por ter dito eu, que
prestir. O referido auxilio porque pessoas mal
intencin id is preten tifio co u forca armada ag-
grodirem em caminlio a Typographia i4*-ee
prenso, que os sre, Redactores trnsentelo o
requerimento que me lora dirigido por
parte do* dono* di menciona I iTypo^raphia ,
afii dequeossas pessoas cscandalisadas siibo,
que, usando eu daquellas expresso-s.nada mais
fu que referir-me ao meamo requerimooto.
Jos Maria de Barros Barreta.
Um Sr. Delegado
Antonio Borges da Fonseca leudo de con-
duzir a Typographia aqu eslatielecida para a
praca do Recifo, reqaer a V. & Ihe mande
dar passt.porto, com cslra decl racao visto es
lar conforme com o socio gerente e ostensivo
proprieturio, o Reverend > Padre Luiz Ignacio
de Andradema. E porque consta que pea-
soms mal intencionadas pretendem desordena-
damente oppr-sea saliida com forca armada,re-
quer lambem a V. S. mande ou autorise ao
upplieante para conduiil-a levando comsigo
forca ou gente armada para que possa rebater
qualquer tentaco e a gressao injusta ; poden-
do mesino osupplcante requisitar auxilio 'la
Polica casse faca mister no dMricto de V.
S., prestando aqu V. S urna escolta. E re-
Cebera niercfi. -Antonio Rorges da Fonseta
O Padre Luiz Ignacio de And ade Lima.
Avisos martimos.
3=Para Lisboa segu viagem impretervel-
mente no dia 28 do corrento, o brigue portu-
guez Concerno de Varia, ainda recebe algu-
ina carga e passageiros para o que tem os
melhores e mais aciados commodos ; tratas*
com o capito >lo meamo Manoel da Costa Ne
ves, ou com o consignatario Thomnz de Aqu
no Fonseca, na ra do Vigano n. I 9. (8
3 Para o dio Grande do Sul o brigue-es-
una S. Cruz, sabira com brevidado por ter*
maior parto do carregamento piomplo e so re
eebe algumaa pipas <> eacravoe; a quem convier
dirija-se a botica de \ntonio Pedro das Nevos .
ou ao Capto do meamo JoiO Francisco d,
O tu. (7

- ff>*w< M'n^j ana*, n m*
I visos EDE-SE aosSrs. .luiros de P' das fre
' gue/iasd'esta cidade a public.'Cao, pe.
impronsa, da lista geral dos votantes dr
suas paioclnas. com a antecedencia da lei, par*
os excluidos poderem fazer auaa reclamarles
visto que dlem de serem a isso obrigados.no fa
zem despesa a qual pertence i Camaia Mu
nicipal, na conformidad- do rtico 19 das Ins
tructes do !. de Dezemhro de 1828 que di,
asm A despesa, que se fizer com a imprento
da lista geral das pesoas que tem diieito de
votar mandada publicar pelo artigo 5 da ci-
tada lei [ do i.' de Uulubio de 1828 ) e toda
as maia denpeaaa ndapenanvea, para que as
elecoea se verifiquen!, sero pagas pelas Cama-
ras respectivas.
Um dos preteridos n O IV. Gd > GUAKAKAPES.
Peridico ordeiro e guver*
rusta.
Sabira lioje ao meio da e
acliar-se-lia venla na Praga
da Independencia n. 6 e 8, a
80 rs. cada exemplar, oss-m
como os oulros nmeros.
Con.ta que o Sr Inspector da ra Augus
la me excluio do seu mappa Com o nico lim de
nao ser qualfitado volante para nao poder vo-
tar as elec,6ea de eleitorea poia sendo eu
proprietario de um sitio e casa que possuo no
lugir de Porto o.- Pe.Ira que nao vale menos
de um cont de res e juntamente pe ca-
dor do alto, tenho de rendmento mais de 500j
r;. t e todo iato poaao prutar: que bou
propnetario pono protar eom oSr. lente
Coronel Honorio de Menezcs o com o Sr.
RaptistadoSousaLemos.eomais coro documen-
tos ; sou cidarlo Hrasilciro que ate fui Cabo
de esquadrh de artilbaria e moro na ra Au-
gusta na loja do sobrado n. 3; por isso recom-
mendo logo ao Sr. Subdelegado de S Jos ,
que corrigindo essa falta, me inclua no dstric-
to deseu arrolamenlo, para poder ser qualifi
cado.
Jos Goncalres do Sacramento Braeforte.
Em resposta ao annuncio do* aldanles
da Madre de neos no Diario de 22 do corren te
respondem os do Lyco que nao lorio ao sen
bade, ou antes batuque, para trocaremchapeos;
poisquem tem dinheiro para comprar bilbetes ,
nao precisa de chapeos : pelo contrario he rnnis
natural, quo precizem aquellos, que chucharan
as esportujas de mais de 80 alumnos para pre -
sentarem urna amarracao porra e inesquinha.
Asesportulas forao de IjOOO al ofOOO, afora
os Provetas I regalou-se a tal commisso K
os bilbetes vendidos a 80 res!.. Que salados!!!
Todos os estudantes do Ralael tinbao seus cha-
peos, misturados com os do l.yco; e como en-
t io s estes sao aecusados de ladros?.. 0 l.yco
deo bailes no Careno onde os convidado, do
pois de encherem a barriga, sacodiao com ba-
il, jas de massas pelas janellas: porm na Madre
ile Dos locou um bollinbo a cada centurio '
Que safados!!! A amarracao de um mestre do
l'o-do- Albo nao he mais redima!!!
1 Perdeoseum caxorro inglez muto es-
perto, cor preta. com ps. m?os e cara amarel-
las, orelhas cortadas tem marca de una feri-
da ja secca as costas; quem o pegar leve o a
ra da Cadeia do Reeife n. 39, que ser grati-
licado. (7)
1Na casa n. 28, defronte da Lingoeta3.'
andar precisa-se de una ama secca para o
servico interno quesaiba bem co/inharo dia-
rio de urna casa, ensaboar e engommnr; quem
e-tiver ncslascircumstuncias podo dirigirse
referida casa a qualquer hora do dia, com tan
to que d conhecimento de sua conducta. (7)
1Dse ja se saber a moradia do Sr. Pedro
Jos de Lira, ou dirija-se a casa de Joao An-
tonio Martins Novaos, na ra do Queimado n.
29 para negocio de su inleresse (i)
1Manoel Jos Cabral,estabelecido com ca-
sa de molhados, na ra da l'raia n. 39 tendo
de la/er urna sociedade com Joaquim Pereira da
Costa Larangeira em dita casa, e por isso tendo
i uiesn.il de passar a girar com nova firma, ro-
ja a todos os seus credores Ihe apresentem suas
contal para serem conloridas, na certeza de que,
os que oeixarem de o fa/.er nao tero dretu al-
gllili sobre a nova firma que se vai estabelecer
m dita casa isto no praso de 3 dias, depois
dos quaea nao podera ser admettida qualquer
reclainacao. (12)
1 I,, seaquanlia de600> rs. a premio de
2 p.c. ao mea com boas firmas ou hypolheca
em predios i na ra Direita n. 55 loja de
cu uros. (4}
1Quem se quizer incumbir de urna co
hranca de 2:000ji de rs., cm a villa de Porto
Calvo provincia das Alagflas, em lettras dan-
do-se pe.loscu trabalho a quarla prte; annun-
. le para ser procurado. (5)
U Escnvo da irmandade de S. Rita de
Cassia, scientilica a todos o rmos da mesma.
que no dia 25 do correte pelas 10 horas da
inanbaa se reunir no consistorio de sua igieja
urna mesa geral para se tratar de um negocio
superior a possilnlidade da mesa regedora e
que urge a vont.ide de toda irmuiidade.
s Arrenda-se, ou aluga-so a mt Ibor casa ,
que ha na povobco do Caxanga, por ser nov6.
Hallante grande huanle fresca e ser da parle
da sombra e ter os commodos seguintes: urna
lia sala na frente alcovas equartos7 urna
grande sala do jantar cozinha lora com fo-
gaoinglez casa para pro tos quintal com al-
guias larangeraa fructiferal banho no fun-
do do quintal, de que so pode fazer uso a qual-
quer hora sem im oinmodo. O sitio he o me-
Ibur e o ir.ais apprasivel laquella povoacao, que
s<> com a vista be que se pode apreciare local, em
que esta dita casa; quem a pretender, dirija se
ao sobrado n. 30, deronte da Cadeia queahi
achara com quem tratar.
dvtio importante ao publico.
15 Acaba de ebegar una poico nova c
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
a composi(o d'ellas integramente vegetal e ja
lao conhecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febres rheumalismo lombri-
gas ulceras, escrolulas, erysipelas, e he o mc-
Ibor remedio coi.hccido para o sangue; roga-se
aos inlermos de provarem este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receituario
no casa do nico agento Joo Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joao
Card .so Ayres, ra Nova duea Silva eCom-
uanhia Atierro da lioa-vista, Salle; e Chaves
nueira dirgr-se a ra de Apollo n. 6, nobair- [dila Antonia com urna cria ambas crioulas,
ro do Reeife. (*) le de 25 a .JOannos de idade. [y
3-Aluga-so o segundo andar do sobrado da | IQuem quicr arrendar um sitio na Mag-
ma do Queimado n. 32 ; a tratar na loja do idalena no lugar do Canuh, com baixa para
'cpin. boa Ierra para lavoura casa de telha
com alguns arvoredos e por mdico preeo : di-
mesmo. (3j
3 CAUTELLA CONTRA AS FALS1FI-
. CACOES.
Constando leuron C, que em algumas
\endas e rojal desta cidade, se vende urr rap ,
>om a falsa denominaco de rap arfa preta .
com astuciosa imitacao dos botes, rotulse sel-
los da sua fabrica, fazem sci nto aos seus Ire-
gU'zes e ao publico, que em esguardo da sua
nropriedade, e dos seus direitos accrcscenlao
firma no sello do nico deposito do legitimo ra-
p ara preta, que permanece no meamo lugar,
da ra Ciu ii. 26.
rija-se a Solidado n. 21. (";
1 barca para o Rio de Janeiro no brigOO Princi-
pe Augusto Capitn Joaquim Soarcs Mearim,
o seu escravo do gento de Angola de nome
Jos, idade 27 a28annos eolbcialde tonoe-
i:o. (6'i
1 Prechn-Sd de um bomem que di* fiador a
sua capoidade p:ra ir cobrar algumaa dividas
no serta), o algumas detlaa amigavelmente ,
lando se cartas de recommen la?o para as prin-
Portanto qualquer outro rap quoie incul- cipaea'pessoaa rio luicar, e los-ao grande ma-
rease a quemfor; quem quizer eate negocio,
dirija-ae ao Atierro dos Allogados armazeni de
sal n. 218 de Francisco Xavier das '
que debatan de*ta denominaco be urna faina
(cacao dos productos da fabrica de Mturn '
C. /inventores e nicos propietarios das
fabricas do rap arfa preta, tanto na Baha ,
no Rio de Janeiro o Maranhao, como em P r-
nambuco, c rogao aos Srs. compradores dea
cautellarem-se contra as fraudes sendo ai
maiore no rap, que se vende a retalho. (21)
o_o Sr. Manoel Fernandos do Nascimcnti,
morador aop das Areias, em Ierras do Snr.
Cavalcanti qpelra no praaode 8 das Ir res-
iiataros penhores quo deixou na ribeira da
Roa-vista, em 25 de Junho p p. do contrario
serao vendidos para pagamento de principal e
juros. ')
2Precisa-se de um caixeiro hbil o que te
riba pratica ; na venda da ra do Pilar em Fu-
ra de Portua n. 135, (3)
2Para qualquer obra hota-se com muita
brevidado canoas de ara por proco commodo.
assim como alterra-se qualquer terreno ; quem
pretender, dirija-se a ra do Rangel n. 3i (i)
2 -Os Srs. Estudantes do Ljco que forao
ao bailo no dia 20 do corrate, no convento da
Madre de Dos aondo he a aula do latim e tro-
carao os seus chapeos volhos pelos no\os dos
Estudantes e convidados, bajao de ir trocar
os ditos chapeos na mesma aula ; pois quem
precisa de chapeos novos compra como com-
prou um convidado, que trouxo um chapeo ro-
to pelo seu novo. (9)
PREVENCAO CONTRA OS FALSIFI-
CADORES.
Estevo Gasse, saliendo queem algumas lo-
jas e vendas desta cidade se vendo um rap
feito nesta provincia com o titulo de princeza ,
o falca imitacao de boles rtulos de sua fabrica,
previne ao publico seus freguezes quo a bem de
direito depropriedado sua.acressenta nos verda-
deiros botes de sua fabrica um sello com sua tr
na eensinuaco do nico deposito do legitimo
rap princesa nesta provincia. A vista do ex-
posto,qualquer outro rap inculcado com a de
nomnaco asaima he falcificaces as fabricas de
Kstevao Gasse nico inventor e proprietario do
rap princeza (leito no Brasil, tanto no Rio
de Janeiro Babia, e em deposite no Mar
nhao, Para, assim como em Pernamhuco na
ra da Cruz do Reeife n. 38. (18)
3 =Aluga-se um ptimo armazem n 108, si
lo na ra da Senzalla-velba ; na ra da Cadeia
n. 38. (3)
3- D. Anna Maria Theodora da Costa em-
barca para o Rio de Janeiro a sua escrava par-
da de nomo Maria Joaquina. (3)
3 = Aluga-se o terceiro andar da casa da ru
do Crespo n. 8; a (aliar na mesma ra com
Jos Joaquim da Silva Maia. (3J
3^=Aluga-se oarma/em da ra de Appollo n.
23, eo primoiro andar da propridade n. 49 da
ruada Cruz do Reeife. (3)
3.=A abaixoassignadafazscienteao respeita
vel publico que de boje em diante pessoa algu-
cna contracto com seu marido Joao francisco
Furtado qualquer bem do casal sem que pri-
meiro se linalise odivorcio d'entre us, que est
com acejio linalje a mesma annunciai te protata
oppor-so com a lei que a tem a seu favor, caso
naovalba o presente aviso. Cordulmn de ou-
zaLtns. r (9j
1Fernando de Lucca.na ra do Trapiche n.
34, acaba de reeeber um grande sortimento
de hutas da Europa, em doces, como:moran-
gos, cerejas, groselhas, framhoares &C,tam-
ben) emitas, sardinhas e umitas nutras con-
servas cm latas, da inelhor qualidade cxcel-
lentes charutos da Rabia da marca couhecida
Regala (8;
Aluga-so a motado de urna casa a urna pes-
soa capaz de pouca familia adverle se que na
casa s mora urna >ra. por prego commodo;
quem a pretender, dirija se a ra do Nogueira
na loja do sobrado n. 26.
1 Precisa se do um portador que queira
Cba-
RH. (?'
2 Roberto Felppe Wood.auhdito Bntaooi-
co, retira se para lura do Imperio.
20Sr Braa Antonio daGunha de Allm-
nuerque tenha a bondade de ir fallar com Va-
lentim Jos Corroa a oegocio que bem
sabe. I
4s=Na casa de alfaiate de Jos Joaquim de
Novaos na ra do Queimado que faz (rente pa-
ra o largo do Collogio so contina a ter obras
promptas para tender, o asim como recebeo
um sortimento de cortos para coletos do supe-
rior qualidade tanto na qualidade da lateada
corno em gOltO. (J>
3 =0 lente Coronel l.uiz Antonio Fatu-
la embarcou para o Para no vapor fatana ,
com a sua familia, sua inulber, e urna cunhada
solteira o cinco oscravos e urna cria sondo
um negro de nomo Jacintos um moleque Ma-
linas, urna negra i'o nome Rufina o urna ne-
grinba Delfina urna muala de nome Clara .
com urna lilba pequea do nome Guilbermina ,
a mulata Clara e sua fillia Guilbermina porten
com a Francisco Ribei'o do Brilo e viio na
compaohia do sua lilba solteira que acompa-
nbou o dito TenenteCoronel. ('"-)
2Desoja-so saber so existe na villa das Pia-
bas o Sr. Antonio Xa.ier Peixoto Portuguez.
e sendo quo algum Sr. desta praca tenha algum
neeocio com o dito Sr. .tenha a bondade de an-
nuncar por esta folba. K)
3 =RogaJO ao Sr. Fernando Murales na-
tural de Lisboa que a 10 anuos pouco mais ,
ou menos voio para osla cidade mandado,ou em
companhia de um Padre llespanhol, dedin-
gir so a ra do Yigario n. 19 a fim de so Ihe
noticiar do urna heranca vantajo/a, quo Ihe dit
respeito e no caso de ler tallecido se houver al-
guem quo tenha conhecimento do mesmo fa-
ri o lavor de dar alguma inlorniaco. f9)
3 0 armazem do seceos do pateo do Hospi-
tal do Paraso n. 18 deixou do ter negocio a
venda, do dia 18 Jo corrente em diante; o que
annuncia-se para intelligcncia dos Srs. Collec-
tores do novo imposto. (5)
2 = O Sr. Domingos Alves Barbota mo-
rador no arraial queira vir tirar o seu relogio
que esta emponhado por principal juroi isto
no prrao do oito dias contados da data doste ,
do contrario ser vendido para pagamento do
dito dinheiro ; na ra Nova venda n. 65. (6)
2= Aluga se o excedente predio de quatm
andares com mirante e boin arma/cm sito
na ra do Amorim, prximo alfandega gran-
(de d'esla cidade e por isso mui propro para
qualruer estabolocimenlo commcrcial; os pre-
lendentos dirijan-se ao corretor (Jliveira. (5)
2 = Qualquer Senhor Sacerdote que quizer
sor Coadjutor da Fregue/ia do Nossa Sen hora
da Paz rapellaaiai mui boas dentro da Matriz urna
nos Domingos o dias santos, com bom estipen-
dio o outia nal quintas-hiras da lrmandade
do ^antis-simo lambem com muito bom esti-
pendio ; alm d'isto tem o torvo do que rende
a freguezia o a motade da desobriga : a quem
convier dirija-se ao mesmo A gario na mencio-
nada ireguesa dos A logados residente na roa
de Molocnlomli. (12)
3=No dia 31 de Julbo prximo passado, ep-
pareceo uma preta na \enda de Joao Lu/ Ma-
chado na paaaagem da Magdalena, pedindo-lhe
troco para uma ledula do 1 rs. e pegando nel-
la vendo sor do muito avullado valor, pergunte
a preta de quem ora e quem Ihe tinha dado a -
quedo dinheiro dine ser de Manoel Antonio
de Je/us o o dinheiro sor do feitor, approhond
e disse-lhe. que mandasse c o f ilor, como de
laclo vcio di/endo ser o dinheiro da prela, que
o tinha adiado enlreguci-lhe passando-u.e
partir ja para ir a Ribeira do Una levar urna ello um recibo ; quem sejulgar com direito a
carta; quem estivor nestas circurnstancias di- ello dando os signaos Ihe ontregarei oditoreci-
rija-se a ra Augusta no sobo do sobrado n. 1 bo para o leitor o entregar
2-Na ra do Rangel n. 34. copia-so len-
toncas procossos e lodo papel judicial e
9. (5)
1Francisco Gomes de Oliveira embarca pa- ..
ao proco do 18000 cada caixinba. (17)! ra fora d provincia trez seus oscravos, a aa- outra qualquer oscripturacao; por preco mudo
3-;Precisa-sa tallar ao Sr. Jos Francisco ber: um proto de nomo Jos, naco Angola commodo ea mais possivel limpeza brevi-
Mattioi morador 11a nova freguezia do S. Jos ; idade de trinta annos, uma preta, Josefa e uma 1 dade. 0>)

an_____
aa
;_.


4
CARROS DE
ALUGUEL.
Adolphe Bourgoois abri um estabelecimento
de carros de aluguel no principio da ra da
Aurora por baixo do sobrado do Sr. Moraes ,
no qual acharad as pessoas, que precisarem,
carros aceiados e por preco commodo. 8
Precisa-se alujar um sitio perlo da praca,
que toaba banho ; na ra Direita sobrado de
um andar n. 06 ; na incsma casa engomma-se
6 cose-so toda a qualidado de roupa, por preco
commod^o.
Dao-sea premio 50># rs. com penhores
de ouro ou prata toda a quantia ou'a
queo pretondente quizer; na ra do Rotarlo
da iioa-vista n. 63, segundo andar.
I)eclara-se ao Sr. annunciante do Diaria
de 22 do correte que os dous tneios bilheles
ns 1934 e 1935 da lotera da matriz da Boa-lis-
ta eslo em poder de duas pessoas quu os
comprarao o portanto rogue a Dos o Snr.
annunciante do mesmo Diario, que saio em
ditos nmeros a sorte grande, qUt. ter de a ver
por 11 m oculo ; pcrgunta-se agora ao Sr. J. A.
M. autor do annuncio, quanto loi que de 1 pe-
los dous mcios bilhetes? Se o Snr. M. nao se
adiar com (oreas do responder enlao respon-
derei.
Quem annunciou querer vender um relo-
gio inglez patento, dirija-se a ra larga do
Rozario loja de miudezas n. 35.
Quem annunciou querer urna casa e loja
na ra do Queimado ou Rozario queira Tal-
lar a Jofio Antonio de Saboia com loja de re-
lojoeiro na praca da Independencia.
B1; O Sr. quetroute urna carta do Rio de
Janeiro para J080 Le te Raposo queira ter a
bon lade de mandar entregar na ra do Quei-
mado n. 21,
Quem annunciou querer vender um ralo-
gio patente inglez, dirija-se as Cinco-pontas
n. fia, ou na ra doClabouco casa do ouri-
\es Ignacio de Mendonca.
Antonio Ferreira Braga embarca para o
Rio de Janeiro oseu escravo Antonio de naci
Mozambique.
Aluga-se um sitio a qualquer pessoa ca-
pa? ; DO paleo do Terco venda n. 7.
Quem perdeo um relogio de algibeira ,
dirija-se a ra do Collegio loja de Menezes
Jnior, que dando os signaes, Ihe ser entre-
gue : adverte-se a quem for seu dono que o
dito relogio se comprou a um menino e o an-
nunciante o entregar dando-se-lhe o impor-
te que deo por elle.
Um rapaz Portugus., de 16 annos e de
boa conducta que osrreve multo bem, e Sabe
contar.|se ofl'erece para eaixeiro de loja de asen-
das ; quem de seu prestio se quite/ utilisar,
annuncie.
O Sr. Major Felippe Duarte queira diri-
gir-se a ra das Trincheiras n. 18.
O Pertuguez que se oftorece no Diario de
21 do feorrente para ser eaixeiro de loja de
asendas sendo queira ser empregado para es-
cripluraco, etamiiem einservigode ra, diri-
ja-se a ra de Rita Nova n. 85.
Prc-cisa-sede-^im eaixeiro, que entenda
de vender asendas para tomar conta de urna
loja ; na ra de Agoas-verdes sobrado n. 6<"\
Precisa-se de um eaixeiro para venda, que
lenha alguma pratica e de 16 aunos ; na ra
da Senzala-nova n. 4.
Quem tiver a colleccao dos Diarios de l'cr-
nambuco do me/ de Novembro de 1842, tenha
a bondade de annunciar
2 Aluga-se a casa n 38, sita na ra da Au-
rora ; quem a pretender, dirija-se a ra da
Cadeia do Recito n. 40 a fallar com Joaquim
lioncalves CascSo. (4
2 BOTELCOMMERCIAL.
Ra do Trapiche n. 40
L. Boberts respetosamente informa aos seus
amigse ao publico, que pdem ser accommo-
dados no seu estabelecimento rom almocos, lan-
ches, jantares e ceias tudo com o maior aceio
possivel. e por preco mu lo barato, sendo a
comida l'eila a moda Iranceza e inglexa; no mes-
mo estabelecimento tom escelleotos quartos.
que servem at para accommodar familias (10
2 O propietario da barca dbannos preci-
sa ainda, para concluil-a de dispor do mais
algumas aeces ; roga-se portanto as pessoas ,
que desejao. que este estabelecimento prospere,
quesedignem dirigir-se a rnesma baica para
alli inscrever seus nomes. (6
2 l)a-se dinlieiro a juros com penhores de
ouro ou prata mesmo em pequeas quan-
tias ; na ra estreita do Rozario n. 22, primei-
ro andar. ,'4
viagem de 50 legoas; na ra Augusta casa n.
46 casa que se est acabando.
2 Compra-se um preto cosinheiro e de to-
do o mais servico sem vicios nem defeitos; na
ra Direita n. 8 a tratar com Vicente Ferrei-
ra Gomes. ;4
3 Compra-se ouro telho na roa Nova
n. 9. (2
3= Compra-se urna negrinho ou moloque
de 6 a S annos ; na ra da Cadeia de S. Anto-
nio n. 28. (3
3 Comprao-seefectivamente para fra da
provincia mulatas, negras e moloques de 12
a 20 annos pagao-se bem ; na ra Nova, lo-
(a de ferragens o. 16. (4
2 Compra-se urna redo oscura para tipoia,
gueSPJa nova ; na ra Nova n. 67. (2
Compra-se urna morada de casa terrea no
hairro deS. Antonio ; dous anneldes, um pon-
teiro para nenio > de ouro de lei o sem feitio;
na ra Direita, sobrado deum andar n. 56.
Compra-se um tronco que esteja em
bom estado ; quem lvr annuncie.
IComprao-se lo milheiros de lijlos de al-
venaria ; no Atierro da Boa-vista loja de fu-
nileiro n. 79. (3
%rendas.
Compras
4 Compra se urna negra que saiba bem
engommar o cosinhar ; tambem se troca por
urna outra de meia idade voltando-se o que
for de rasao ; na ra do Livramento, botica do
Brando n. 4. (5
3 Compra-se um preto cosinheiro, o do
mais servico de urna casa* sem vicios, ou de-
feitos ; no pateo do Carmo n. 20. (.3
Compro-se effectivamente para lora da
provincia escravosde ambos os setos de 12. a
420 annos agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varandadepo n. 20.
2 Compra-se um quartao novo grande e
possante capaz de carregar um pagem em urna
3 Na ra Direita sobrado do um andar
n. 33. ao pe de dous de varandas douradas,
vendom-se doces de mangaba limo cidro ,
caj tanto secco como em calda, muito bem fei-
lo e por commodo preco ; tambem so fazem bo-
los e bolinhos para cha, prepaio-se bandejas
enflatadas com as maiores galanteras possiveis,
tanto em massa como em alflnins. (8
3Vende-se urna escrava de 20 annos com
bonita figura coso, ensaboa e he perfeita co-
sinheira ; no beco do Tambi n. 18. (3
3 Vende-se farinha de mandioca de supe-
rior qualidade, a bordo da sumaca Santa Rosa,
fundeada defrontc do l'rem por preco commo-
do e tambem se vende em saccas a 2500 rs.
com a sacca. 15
3Vende-se por motivos de molestias e ser
preciso se fazer urna viagem a Europa urna
botica bastante acreditada, com armacao, vasos
de vidro a moderna eom bom lugar, vend-
se com os fundos, que o comprador quizer, o
assegura-se o alugucl da casa ; a tratar na ra
da Cruz n. 50. (7
3Vende-se o sobrado n. 7 da travessa da
Madre de Dos de dous andares e soto em
chaos proprios prximamente rectificado,
tambem seda com algum praso commodo ao
comprador; na ra da Cruz n. 50. (5
3 Vende-se urna preta de naci boa co-
sinheira e muito sadia, ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra da Cadeia-velha n
35, defronte do Cambio. (4
3V'endem-se duas pretasde nacao, de 20 a
25 annos. robustas e de boas figuras, sem vi-
cios nem achaques sendo urna di Has lavadei-
ra ; na ra Nova sobrado n. 55. com a entra-
da pela ra das Flores, das 6 as 9 da manlna
e das 3 as 6 da tarde. (6
. 3 Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca ; na ra da Cadeia-velha n. 35. (2
3Vendem-scdous papagaio- muito falla-
doies e urna arara ; na ruada Gloria n. 94.
3 Vendem-se 120 alqueiros de sal ou em
porcoes mais pequeas ; na ra Nova arma-
sen de louca n. 42. ,'3
3Vende-se superior carne do serlao ; na
ra da Praia n. 42. (2
3 Vende-se urna armacao envidracada por
preco commodo ; na ra Direita n. 15; na rnes-
ma ra refinaco n. 22. (3
3 Vendem-se 1 arrobas de cera de carnau-
ba de muito boa qualidade ; calcado de du-
raque preto e de cores obra muito bem Iraba-
Ihada e outras militas miudezas por preco
commodo; na ra do Livramento, loja n. 19. o
3 Vende-se um mulatinho de 12 annos,
sem vicios nem achaques proprio para pagem,
ou aprender odelo; no Atierro da Boa-vista
n. 24. (4
2 Vendem-se duas varandas de ferio, com-
pridas 4 pedras de sacadas 450 pedras de
marmore para la lrilho 70 taboas assoalho de
louro ja pn.mptas tudo por preco/ommodo ;
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 15, segundo'
andar.
'<>
2Vendc-seuma armacao de loja envidraca-
da em urna das mclhores ras desta cidade ,
por preco commodo ; a tratar no Atierro da
Boa vistan. 75. i
2Vende-se um bom moleque para o^servi-
co de campo ou outro qualquer ; na ra No-
va armasem n. 67. 3
2 Vendem-se 8 escravos, sendo duas ne-
grotas de 16 a 18 annos c-jscm engommao e
cosinh, de bonitas figuras, sam vicio algum;
ilpretas de 20 annos ; duas negrinhas de 10 a
12 annos proprias para todo o servico ; urna
mulata de 16 annos recolhida de boa figura
e com algumas habilidades; na ra Velha u. 111
2Vendem-se 6 vaccas prenhes, filhas do
pasto e existem urna legoa distante da praca;
ru deS. Rente em Olinda sobrado n. 30. (3
2Vende-se um excelleute relogio inglez, de
patente; quem o pretender, annuncie. (2
2 Vende-so farinha de mandioca de boa
qualidade a preco lavoravel ; a bordo da lan-
cha S. Atina, fundeada em (rente do Trem. '3
2 Vendem-se sapatos de urna e duas pa-
las, meios betins inglezes e franceses botins e
sapatos de panno de marroquim e de lustro
sapatos para meninos de 6 a 12 annos, sapa-
tos de marroquim e duraq >e para senhora e
outras qualidades de calcado chegado ultima-
mente por preco commodo ; no Atierro da
Roa-vista n. 24. (8
2 Vende-se por preco commodo para le-
char contas um piano perpendicular.de um dos
meihores autoros ; no largo do Corpo Santo
n. 17. (4
2Vendem-se chapeos francezes pretog e
brancos do castor, riscados de quadros largos
e de bonitos padrdes ; as lojas de Guilherme
Sette na ra do Queimado n. 11 e 25. (4
2Vende-se um terreno com 60 palmos de
frente e 500 ditos de fundo com a frente para
a estrada publica da Magdalena antes de che-
gar a Camboa ; na ra das Larangeiras so-
brado n. 5. (5
2 Vende-se urna proprledade de pedra e
cal com um pequeo sitio-, e com ex pac 1 na
frente da estrada para se edificar mais duas
casas, na villa de Iguarass ra de S. Sebas-
tian ; a tratar na ra do Rozario n. 39 ou na
ra do Queimado loja n. 18 ; nos mesmos
lugares tambem vendem-se 30 e tantas caadas
de areite de carrapato. (8
2Vende-se urna cama de angico um ber-
Qode condur a moderna e h mi uso, tudo por
preco commodo ; na loja de marcinoiro da es-
quina da ra Fogo n. 4. (4
Vende-se urna escrava de nac3o Angola >
de 18 annos engomma, cose, cosinha bem, la-
va ehe ptima mucama por ser recolhida,
urna muala de 26 annos engomma. cose, co-
sinha e lava; um preta de nacao Angola de
elegante figura propria para ser educada ; ou-
tra dita de nacao de 26 annos, cosinha, lava a
vende na ra ; um molecao de 20 annos, pti-
mo ganhador de la ; um mulatinho do 6 an-
nos proprio para pagem de menino ; na ra
dasCruzesn. 41, segundo andar.
Vendem-se nos Arrombados as madeiras
seguintes ; travs de 3? e 36 palmos de com-
primento e de palmo em quadro e palmo e
coito ditas de 40 decompritnento, e 8 pollega-
das quadradas dita- de 20 e 25, e de palmo e
coito eiichanis de 20, 25, 30 e 36 palmos de
comprido e caibros de 30 tudo por preco
commodo.
Vende-se tabaco simonte da Cachoeira
embolado em chumbo como rap dito da tr-
ra a 320 e loo rs. a libra rola i dito charu-
tos grandes e pequeos (Vitos na trra ds boa
qualidade vellas decarnahuba a 320 rs. a li-
bra ; no pateo do Carmo loja n. 3.
Vende-se urna caita de passageiro vinda
do Porto, quasi nova, e fie bastante grande,
por preco com.nodo ; no beco da Lingola n. 3.
Vende-se a venda da ra Imperial n. 2,
cornos fundos que prclenderem; urna mesa re-
donda de mcio de sala ; um brapo do balance
grande, com conchas e correntes de ferro e pe-
sos quantos queirao ; a tratar na mesma venda
com Joaquim Pinheiro Jacome.
Vendc-seoleo de linhaca a 320 rs. a libra,
e o galio a 2300 rs. manleiga Iranceza e in-
gleza queijos, cb de todas as qualidades ,
azeite de coco e carrapato vinhosda Figueira,
l.i-hoa e Porto paios, linguicas e mais gneros,
tudo por preco mais commodo, do que em ou-
tra qualquer parte; no pateo do Terco venda
n. 7.
IVende-se urna negra cosinheira ; na ra
da Cruz n. 21. (2
Vende-se um escravo perito oflcial de
marcineiro ; na praca da Boa-vista n. 2, segun-
do andar.
Vende-se um relogio horisontal muito
bom regulador e por preco commodo; na ra
larga do Rozario venda n. 33.
Vendem-se bichas muito boas chegadas
ltimamente por preco commodo ; na tra-
vessa do Queimado vendan. 1.
Vende-se um sitio em Bebiribe no lugar
do Porto da Madeira com casa de taipa mui-
to bom iugar para banho e com algumas fru-
teiras por preco commodo ; na ra da Cadeia
do Recife casa de cambio 11. 34.
Vendem-se telhas, lijlos de ladrilho ta-
pamento. grelha, alvenaria batida, lijlos gran-
des quadrados para forno de padaria e mais pe-
queo para ladrilho, telhas de canto por pre-
co mais commodo doqueem outra qualquer
parto ; tambem se manda botar na obra a ftrn
de se desppjar o armasem que oceupao os ditos
materiaes ; pordetraz da ra do Caldereiro ,
armasem do Amorim.
Vendem-se duas bonitas oscravas enunm-
mo, cosinbaoe lavo ; duas ditas de todo o
servico; urna mulata de linda figura, costu-
reira engomadeira rendeira e la/, lavarinto
um mulatinho de 14 annos proprio para pa-
gem ou offlcio ; um dito de 2o annos offi-
cial de pedreiro ; na ra do Fogo ao p do Ro-
zario n. 8.
I Vende-se um livro do instruccao para
guarda nacional por Domingis Mondine Pes-
taa ; na ra do Pillar n. 14!.
Vendern-se meias de seda preta de peso
parasenhora e m< ninas sapatos de duraque
preto e de coros ditos de couro de lustro for-
rados de pellica com fitas para senhora e me-
ninas ditos de cordavo e de duraque branco,
botin* de duraque com pona do couro de lus-
tro para meninas butes. botins e sapatos in-
glezes para meninos ditos de couro do lustro
para homame meninos, chiquitos para meni-
nos ludo obra feta em Lisboa pentes de
alisar, de tirar piolhos o trazor na algibeira,
facas de fechar cartas ludo de marfin eosso,
luvase meias de laa para homem e senhora t
ilfiovas ingtozas par* lato, cabello c denles, cba-
ruteiras suspensorio* do seda para meninos ,
colheres de marlm para tirar rap, oculoj de
armacao com astias de prata tartaruga e de
ouro ligas de seda, lencos de seda preta, tran-
ca larga de relroi para volta de padres dedaos
de marRm ede osso para senhora o meoinas ,
cordSes para borzegnins, atacadores para espar-
tillios |inha de marca azul o encarnada em
miadas de Lisboa galSo de prata para chapeo
de pagern e de debrum vidrjs dilLirentes
para orulos tambem se botan ; na ra da Ca-
deia n 15.
Vendem-se casticaos do casquiuha a 2880
rs. o par, bandejas finas grandes e pequeas ,
bonsde veludo para meninos a 1200 rs. ; di-
tos de seda a 1800 rs. sapatos de marroquim
para senhora e meninas, boliozinhos de marro-
quim para meninos sapatos de boierro para
homem a 3200 rs., meias de algodo pretas pa-
ra senhora a 320 rs. ditas brancas para me-
ninas a 280 o 320 rs. ditas abertas a 'i00 rs. ,
caixasde baleia facas egarfos do cubo do mar-
fin para sobre-mesa a 6400 rs., gargantilhas e
brincos pretos thesouras finas, ditas douradas
a 320 rs., canive'.es para pennas, caetas de cas-
quiuha meias do seda pretas e brancas para
senhora a 22'i0 rs. ditas pretas para homem a
1600 rs. luvasdu seda curtas para senhora a
560. 600 e 640 rs. ditascompri las a 160, 2f
e 2400 rs. lencos de seda para algibeira e gr-
vala bengallas de canna linha do carretel
branca a 280 rs. a duzia marroquins tianse-
lins dourados p:>ra relogio a 1600 rs. tscovas
para fato, cabello e denles macass'i oleo o pa-
rola sabonetes para barba aga do Colonia ,
pomada superior em potes de louc. a um com-
pleto soi tmenlo de miudezas e perfumaras por
preco commodo ; napracinhado Livramento,
loja nova n. 67.
Escravos fgidos
r
2Nodia22de Janeiro do 1843 fugo um
preto de nome Antonio do nacao Cacange do
lo annos ; grosso do corpo, feicOes grosseiras,
sem barba ; quem o pegar, leve a ra Nova ,
loja de Didier Robort 6( Companhia que ser
gratificado.
2 Do lugar da Estrada, alm do Catanga
fugio um negro de nacao Angola de altura re-
gular, inopo cara fi-ia nariz mal feito com
falta de um denlo na Irento um enchaco na
monheca de urnas das mos algumas cicatri-
ces de ponta do facca pelas costas ; quem o pe-
gar, leve ao mesmo lugar a seu senhor Silves-
tre Dantas Lima ou nesta praca no segundo
andar dosobrado 11. 16, na ra de S. Francisco,
defronto do theatro velho que se gratificar
generosamente. (1|
1 No dia 19 do p. p. fugio um prelo de mv-
me Joaquim de nacao Angico de vinte e tan-
tos annos, com riscos no rosto da sua naci,
estura regular, secco do corpo falla meia em-
baracada limito alegre quando est fallando e
est sem pro rindo -se tem principios dosurra-
dor pois eslava a 3 metes aprendendo, e ges-
ta muito de mudar o nome para o de Miguel ;
levou calcas de estopa grossa o camisa de ris-
cado de quadros azues e brancos ; quem o pe-
gar leve a ra larga do Rozario n. 2|, que se-
r gratificado com 25/ rs. .\2
1 lio engenho das Matas, freguezia do Ca-
bo,fugirao no dia 19 do correte 3 escravos com
os signaes seguintes ; Jernimo de 45 annos,
alto, secco, bom barbado, cabellos brancos, per-
nas finas e arqueadas : Se veri no de 35 annos,
estatura regular, grosso, alguma cousa fula,
olhos vermelhos e abotualos, rendido da ve-
nilla, tem a falla um pouco roca: Paula de 5o
a 55 annos, alia, grossa, bem preta robusta ,
beicuda, cabellos brancos olhos vermelhos o
abotuados ; quem os pegar, leve a ra da Glo-
ria n. 73 ou no mesmo engeuho que ser
recompensado. M3
1 No dia 22 de Julho do corrente anno fu-
girao do engenho Guerra comarca do Cabo,
de casa de seu senhor Antonio Mendesda Silva,
dous negros com os signaes seguintes ; Igna-
cio crioulo, baito, grosso, cor un tanto verme-
Iba 4 pernas grossas e mal etas, canellas agu-
das ps grossos, dedos rombudos : Adrin, de
Angola, baito, urosso, rosto secco o lalhado .
pernas finas, e arqueadas um joelho mais gros-
so que o outro, pes descarnados, he rendido
das verilhas tem no pulso da mao direita um
carosso; quem os entregar ao dito Snr. ser
bem recompensado. (13
1Desappareceo do abaixo declarado no dia
12 do corrente o seu moleque de nome Bene-
dicto de estatura baixa, de 14 a 10 annos, sec-
co do corpo ,.um tanto fula pernas um llan-
to cmbalas e urna delluscomuma pequea
marca de fonda na canalla, ronceiro no andar,
a alguna cousa banzeiro ; levou camisa o ce-
roulas de algodazinho j tujas e volhas chapeo
de palha novo mas usual nenie anda sem cha-
peo ; elle nunca fugio e por isso suspeita-se
que talvcz tenha sido seduzido ; roga-so a to-
das autoridades capitaes do campo, ou outra
qualquer pessoa que o encontrar de o appre-
heniler, elevar ao Recito na ra das Trin-
cheiras n. 22. ou em Apipucos em casa ,|(. J,ia-
quirri do Reg Barros Pessoa que satisfar je-
nsrosamenta todas as despesas, (17
Rrcim naTtp. oh MI'- db Fabu.Isi4,
Zs

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