Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05179


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Full Text
-.
Anuo de 1844.
Quinta Feira 22
O I'IARI >.ublc-f lodot Ot diasque nao forera san* fica.los : o prego di issifrnsturs
he d irc mil rs. por quariel paeoa adianlados Os annuncioadoa ssairnantes 4o inaaridna \ /
ralis, c j dos ,(ue nao forem raido de 80 res por linha Aa reclamacea drrem Mr diri-
gid,, i jala Ir,.., ra das Cruies n. ^4 ou a praga da independencia luja de li.roan. fi t 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GouniU, l'aiaht-ba. segundas sextas jairas riio Grande do Norte, chegt a 8 e2 e par
" 2l*j Cabo Serinhaem Kio Fornaao Macero, Corto Caito, e Alagoas: no 1 "
11 rf de cada mi G.ranl.uns e Komi., a le >i Je eaoi mei loa-rula Floi
eat 13 .' d.io. i.idal- da Vio ton a quinta* feira, __Olind. iodos
DAS da sema.na.
i'} .Ses s Lu-.. Aud doJ.de da .' r.
O l'erc- a. Mrnardo Re and do J- de U.da 3. r.
<>1 Ruarla .. Imbelma. Au.) do .). de D. da i. T.
i' Uuinta i Tbim- leo. Aud do i de D da 2. t
3H Sexta- Liberato nd do J de D da 2. Y.
'Ja Moni O 'grado lio arvo i'e Maria.
** .- r-saaT
I liliIII11 .....
.XrE3*r,T?-:asnWiT!CfL3,
ce Agosto
Anno XX. N. IH7.
Judo
cultas.
OH
ajfora depende de
pj i.Li-jmpiUfl
ios intiirn.; da mu., prudencia, moderago' energa: con-
. ifitii" apoaiadoa '..-. idmia^ao enire as Qors m!
(Proclama V. di lUeeesMea Oral do irar.il.)
Cambios sobra Londres '.6.
a Pars ) reia por franco
a I iaboa 117 por 1(H) de ptrron.
Moeda da cobre ao par.
Idea* ds letras i bou Eraas i a l|4 II.()
101 10 Pa '?! ic.osto, compra tnda
Oure-Moede de 6,400 V. 17.1011 17,200
N. Jii.701) ",900
de 4,00.1 0,400 MO
Prau-faiaeda 1,900 IS|)
PasOS coInmmBsres 1,98ll '.'. >l
Ditos mexicanos 1,960 -.'-' 1
PHASES DA LA NO MEZ DE IGOSTO.
Luacbsiss'4soiidmin da man).;... I La atora J 7 .a 10 k. lS etll da tarde
-'. ii :;i.anir ti ai 1 horas s ma ua manh. f Crescenle a '0 aa 11 h s 56 m. da larde.
Prtamar de hoje.
aira aa 1) horas a 54 min da macha* | Segunda all horas a 1S minulosda tard-
BW9a\BtBB^aHaBBaa1aBBBlBBsnaBBaVaBB%aB%aBa^ y' aataBasaBaJa
54.R
HV.W TW^rnrsV;Far^T'aC.-.-T.'%-jr. ,. >.,. ,Ji-. ;,TTJ7m-,i.,mWfg|Tl.
iMiita.';r.v.a-vvt., ^^.a^...^.K-.w.si.sy.v. .ir.-.,. 3rr3snai
PART
0FF9CIA
Gov^rnoda Provincia
EXPEME.MTK u0 01A 17 DO CBRENTE.
OfficioA Cam.ra Municipal do Cabo
Em resposta ao officio de Vmcs. de 5 do corren
te, e tendo em visla a informacfto que acaba de
dar-me o Commandante Siperior interino da
Guarda Nacional d'esse municipio em data de
honteiii, son A di er-lhes, que approvo a di
viso dos districtos. feita por pmi Cmara, as-
sim como a designacao dos lugares para para-
da, emendando a por^m quai.tu ao terceiro
batalhao e segundo novamenle creados, para os
quaes ticar subsistindo adivisao. qu ja loi an-
lenorinentOBpprov.da coma alteracao de (car
perlencendo a povttacuo da villa do Cabo ao 3a,
e os engenhos S Braz e Trapiche ao 2o, cuja
parada devor Vmcs de novo marcar. O que
ludo Vmcs. cumprirS. Remelteo se co-
pia d'esle nflicio ao Commandante Superior in-
terino do Cabo, para sua intelligencia e cxe-
ucao.
DitoAo Subdelegado de Marangunpe, de-
clarando em resposta aos seus ofTicios de 16 dei-
le mez, qu<" o Juiz de Paz do primeiro distric-
fod'atjuella (reguezia he o competente para la-
2er parte da Junta qualificadflra; pois que, se-
gundo a ledra do artigo 1 do decreto de 4 de
.M.iki de 18V2 deve a dita Junta ser composta
com o Juiz de Paz do districto. em que estiver
collocada a Matriz, e he n'aquclle districto que
ella o est; e que, visto achar-se arruinada essa
Igreja.pdem os membros da Junta reunir se em
qualquer lugar, que para isto mais commodo
Jhcs parecer.
Dito Ao Vigarioda fregueziade Marangua-
pe A Junta qualifcadra, de que lazmeniao
o artigo 1 do decreto de 4 de Maio de 1842,
pode reunir-se em qualquer lugar, que for para
tal (m accommoditdo Matriz ou outro edificio,
como approuver nos respectos meuibros, que
sao o Juiz de Pai do districto, em que cstivera
Matriz, o Parodio e o Subdelegado. E a As-
sembla Parocbial, de que trata o artigo 12 do
citado decreto. S'> poder reunir-se.em outro
edificio, quando nao baja Matriz, como presen-
temente acntete nessa parochia, venlicando-se
a hypolbese do segundo periodo dy menciona-
do artigo 12; cumprindo porm, que as eleigoes
para Juiz de Paz e Vereadores se acao no lu-
c Lyro desta cidade continuar na casa, que f-
ra ltimamente arrendada no bairro da Boa-
vista, por nao querer a respectiva proprietari
fazer a sua costa os grandes concertos, de qu'
ella precisa, e ter, por isto, de ser desfVilo ju-
dicialmente o contrato celebrado pela Thesou
raria das Rendas Provinciaes; ordeno Vmc.
que faga evacuara referida casa, passando to
dos os livros. movis e mais olijectos, perten-
cenles aquello estabelecimento para a galeria d.i
Alfandega, outr'ora occupula pela Associaco
( ommercial.ecujaschaves Ibe entregara o por-
tador deste officio
Cumprc-me declarara Vmc., que, emquan-
to se nao providencia a cerca de outro edificio
apropriado para o Lycflo, deverft os Professo-
res, que nao tiverem cas i commoda, dar aula
na mencionada galeria. E por esta occasiaoau-
torisoVmc indicar um edificio, que tenha
os necesarios commodos ecapacidade para to-
itas as aulas, e mesmo propr quaesquer me-
didas, que julgar convenientes ao bom anda-
mento d'esse Lyco.
DitoAo Engenheiro em Chefe das Obras
Publicas, concedendo-lhe, sobre a quantia dis
ponivel do correnle exercicio.aquotade 1: ()(.).>
rs. para suprir o pagamento da obra do alca-
troamento das madeirasda ponte do Recife.
Participnu-se ao Inspector da Thesouraria das
Bendas Provinciaes e ao Inspector-fiscal dos
Obras Publicas.
LitoAo hacha re Anselmo Francisco Pe-
rttti, accusando receido o seu officio de ^des-
te mez, em que communica ter entrado, no dia
antecedente, no exercicio de Juiz de Direito do
Crime da comarca do Limoeiro.
em cada mez e n3o entrando ocaso no nu-
mero dos marcados no artigo 48 da lei de i de
Outubrode 1831, e do decreto de 7 de Maio
le 1842. nao me julgo autorisado paraman-
lar fazer o pagamento, que V Ex. me orde
na, salvo se V. Ex novamente o determinar
nos termos do mesmo decreto.
DitoAo menino Exm. Sr., di/en lo que
no podendo ser paga por a Thesouraria a
cunta que acompanhava do Delegado do Hrejo.
em quanto nao se eliminasse della a despesa da
lu/dacadeia, que suppunhi pertencer a res-
pectiva Camar a Municipal, ese sellasso o reo
lio do aluguel da casa se dignasse d ir as or-
dens que ulgasse convenientes a este res-
peito.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento do Pnente Jos Bernardo Fer-
nanda! Gama pedindo as vantayens da commis-
ao, que eslava exercendo junto a Presidencia
da provincia pelo lempo que servio na ultima
sesso dos jurados. *
DitoAo mesmo Exm. Sr., sobre a pres-
tando A Iferes Antonio Jo-e de.Santa Anna ,
do 8.'batalhao de caladores de linha, deque
rvianoel Pires l'erreira 112
Joo Coelho da Silva 77
Francisco de Pinho Borges Ji
Pranciteo Antonio Pereira da Silva 11
Dr. Domingos de Sonsa Leo 4
los Francisco deSuusa Lea o 2
S'uhlicacao a pedido
Borges.
trata o officio que acompanhava do Exm. Ba- Antonio Fernandes de Barros.
Relac.lo dos nomes das Senhorai e Senhorcs
tanto naciornaes como estrangeiros, que subs-
creverdo com as suasosmolas para se lina linar
a obra interior da Matriz do SS. Sacramenta
da Boa vitta durante a administraco dos
ahaixo assignados.
O Exm. e Rm. Sr. Bispo Diocesano D. Joo
da Purificacio \ arques Perdigao. 100,O
Os Senhores
Lu/ Gomes Ferreira.
Jos- liamos de Oliveira.
Joo Pinto de Lemos.
Berna rd i no Jo Monteiro.
D. Mana Rita de (Jueiroga.
D. tiara de Mello Josefa
100.000
100.000
100.000
100,000
100.000
100.000
100,000
Thesouraria da Fazenda.
Continuafo do expediente do dia 8 do cor-
rente.
DitoAo mesmo Exm. Sr Illm. e Exm
Sr. Mandando V. Ex. por seu officio de 3 do
rao de Caxias.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando o
requerimento do Guarda Barlholomeo Alves
do Quintal, que acompanhava outro, pedindo
a S. M. o Imperador a graca de p prover no lu-
gar de Confercnle externo da mesma repartidlo,
que oceupava Jos Luiz Neto de Mendonca ,
no caso deste pedir a sua demissao.
DitoAo Escrivao doCivele Orphaos da vil-
la do Cabo, dizendo, em resposta ao seu olli
ci de 2 de Julho prximo lindo, pelo qual
exigi saber a quem se devia digigir para seren
sellados os papis do seu cartorio, se a Antonio
D. Anna Joaquina Maciel Monteiro e D
Joanna Francisca Maciel Monteiro 100 000
D Maria Joaquina Martins. 100.000
Bento Jos, Alves. 100.000
Angelo Francisco Carneiro. 100,000
Francisco da Silva Santiago Jnior. 100,000
Manoel do Nascimento da Costa .Mon-
teiro. 50.000
AntanioLuiz Connives Ferreira. 50,000
Gabriel Antonio. 50,000
D. Anna Raposo. 50.50
D. Genuveva Perpetua de Jezus Caldas. 50.000
Joaquim Jos Loureneo da Costa. 50,000
G. C. L. Belmont.
Francisco de Paula Brrelo, ou a Jos Felis da j Joo.B. P. Lobo Jnior.
Rocha FalraO) bem como sa o sello das heran-
cas e legados era rendirnento geral ou provin-
cial, que, tendo o segundo cima declarado,
50 000
20.000
J. E. Gomes 30.000
Dr. Francisco Xavier Pereira de Brito 40,000
correnle, que esta Thesouraria entregue j do novamenle nomeado Collector, era a este-j I'e Pater
Thesouraria Provincial a quota dos 51,000jrs.,
com que os cofres geraes devem supprir aos
provinciaes no corrente exercicio, a h"m de se
ir pagando os ordenados dos empregados pro-
vinciaes, vencidos desde o 1. de Janeiro deste
grit, .J.J6 d (IIIFIM
iver designu.
disposlo do artigo 2 da lei do la de Outubro
de 1828 e 4" das inslruccdes do Io de De/em-
bro do mesmo anno. Com estes eclareeimentos
fica satisfeila a sua exigencia, lcita em officio de
liontein.Ao Subdelegado da fregue/ia ta *
ollieiou-se no sentido da | rimeira parte deste of-
ficio.
DitoAo Director do LycoNao podendo
iaaajitoi''sia"asBBsanaaaa*sj
THEBfcSA.(')
XV.A Al 1)11 ISTIA REAL.
Desde o da seguinte singular rumor circu-
lou na cidade de Vladrid: di/ia-se que i). Alon-
so de (jus ojo havia sido preso. Sua posicao o
collocava cima das jurisdici oes oidinarias: um
gran 'e de Hopanha nao pudia ser preso seno
por ordem do Re. e por crime de lesa magenta-
de. Desde entfto nao se dutidou mais de huver
sido descoberta urna conspiraco: os amigos da
casa de (iusmo estavo consternados, e todos
esperaviio algum terrivel exemplo da justica do
soberano.
O Duque de Ossuna fora immedialamente a
palacio por chamado de El-Re; edepoisde ter
sido recebido em audiencia secreta, havia pu-
blicamente declarado que o cazamento de I).
Alonzo de Gusmo com sua lilba eslava para
sempre roto Em breve o deslavor ilo Duque
(*) Vide Diario u.- 163 a 186.
a quem competa receber todas as imposit;oes; I Jos Antonio Alvesda Silva
e que. sendo a taxa das berancas e legados ren- Jos Joaquim do Espirito Santo
dirnento provincial, era tambero ao mesmo Col-: Um annimo
lector a quem devia ser paga, salvo se existis- j Jos Baplista Ribeiro de Farias
sem deciscs da Thesouraria Provincial que o C.
anno, visto que tendo requisitado ao Exm. Mi- contrario determinassem, sobre o que nada po- i Meuron & C.
nislro da La/enda a competente autuns ico pa- dia informar,
ra esla entrega, e sendo da presumir, que bre-
..;,.'...* ..koTiiG ^ .n.n-l. eran ....i. J C....-
I III. mi t III'^IIC U ..flV.'iO M. ui.-.'l IUIUIU-
vel, nao he justo que os referidos empregados
continuem a soflrer privaccs'por falta de seus
vencimentos cumpre-me levar ao conheci-
mento de V. Ex que prohibindo expressa-
mente a ordem do Tribunal do Thesouro, que
apunta o Procurador-fiscal no parecer incluso
FERNAMBUCO.
Francisca de Carvallo Pas
FREGLEZIA DE JABOATA.
Juizesde l'az.
Tenente Coronel Izidro Francisco de
Paula Mesquita
D. Maria Libania Monteiro
D. Thereza de Pinho Borges
D. Mari
de A mirado
Bernardo Tolentino Manso da Costa
Res
Votos. Padre Domingos Germano Aflonso Ri-
por copia, o mencionado supprimento por i Jos Francisco Pereira d$ Silva
prestacSes nao excedentes a duodcima parle i Ignacio de Barros Brrelo
I gueira
458 Jos Carlos de Marinck
398 Patricio Jos Borges
115 Bento Jos da Costa
64,000
20,000
20.000
20.000
20,000
20.000
80.000
50.000
20,000
50,000
20,000
20.000
40.000
40.000
50,000
l_________SB*~'m!** ILL-L 'sa>Ma^EaaaaTss^saaa-'a.m
de Medina Sidonia foi noticia corrente: o Hei tara papel oceulto; receiava anda que a influ- Tovalito, nunca as viste assiin; nem Santo An-
llie avia lirado o governo da Andaluzia, e or- encia do Conde-duque, prximo prente dos tonio, se as visse, resistira te na cao. Nao es-
denado o conlisco dos seus bens; a cidade de S. Gusmos, salvasse a vida de D. Alonzo. lava eu SO na sala; muitos cavalleiros nella pas-
Lucar de Barrameda, e alguns outros lugares i Um da os dous mend.gos recebro inaudi- seavo sobeibos; bem \s que nao travei con-
em que linha soberana autaridade essa podero-1 ta noticia: Pato Roales bavia sido chamado a versaco com elles; liquei ao p da porta, e.
sa lamilla, haviao sido reunidos cora; eo palacio, devia ser admittido a audiencia do Re Dos me perdoe, tive duas ou tres vezes impeto
maior fidalgo do reino, assm privado do seu depois da missa. Entretanto to voltou pela deapresentar Ibes o meu chapeo,
poder e da> suus riquezas, eslava na alternativa, tarde. Resullado do costume, observou Tova-
ou de fugir para Portugal, para ah acabar sua I O Rei me aliou / exclamou elle abrindo lito.
vida como um pioscriplo, ou de vir humlhar- com bulhaa porla doquarto e..i que o esperava Emfim o lidalgo voltou, e levou-me por
se c pedir perdao ao soberano a quem alrai- seu companheiro. longa rjifda de salas al a um vasto gabinete,
coara. Conta-meum pouco como isso se passou, em que vi um homemz'.nho paludo, vestido de
D. Alonzo eslava severamente guardado; s disse Iraiiquillamente 'lovalilo; estas soberbo preto, que nao pareio dar-nie attenf;o. Nao
seu confesor havia podido entrai na sua prisao. : como um grande de Hespanba. linha em si a menor joia, e o seu giboera sim-
N poda elle porm ser ju'gado seno pelos j Primeramente esperei sete horas intei- pies como o meu Quem teria dito que era es-
seus pares, os membros do conselho de Castalia, ras, respondeo Paco despindo apiessado seu gi- se El Re nosso Senhor Nao o soube seno
e era aguardada com curiosa anxiedade a sua bao de fino panno preto, sua inurra engomma- quando o lidalgo disse Senhor, aqu est es-
Miili-ucu. t)s dous mendigos que tinhao deseo-I da e seus sapatos de rselos. O fidalgo quemo se borne ni a quem V M. mandou vir. Enlao
itrio por lo singular acaso essa conspira! o, levou ao paco havia me deixado em urna grande puz-me de joelhos muito humilde, e esperei as
havio sido magnficamente recompensados, sala onde ba tantos quadros como na igreja de reg as oniens. Esperava que me lallasse desses
Eslava us maos dellcs fazer figura no mundo; Nossa Senhora dos Desamparados; mas esses papis que to felizmente descubriste nos alfor-
no estavo porm aecstumados s honras, e quadros nao representan actos das vidasdos san- ges do franciscano: nao foi isso. Pergunlou-
emliaracava-os a sua opulencia. Cada dia o
Um* com Theresa: esperava a moca com impaci-
encia o destecho desse drama, em que reprsen-
los, ni ni os milagrea de Nosso Senhor: o diabo me se eu tmba conhecido D. Theresa em oulras
teve de fazer boa pescara em toda essa gente, trras. Bem percebes que me vi em grande em-
Mu lindas me parecro essaspeccadoras: nao, barago quando tve de menf-K a El-Re; mas
.tai.




3
s
Padre Miguel do Sacramento f .onos Ga-
ma
Joaquim de Oliveira
Jos Francisco de Azevedo Lisboa
D. Hara Francisca Monteira
Pedro Ignacio Baptista
Jos Marque* da Cesta Soarcs
Custodio Marmol Goncalves
Manuel Pires Ferreira
Ilennqu" Popo Giro
Mano I Rodrigues Villares
Josa Francisco Ferreira Cilio
20.000
50.000
50.000
50 000
20.000
50 000
20 000
20 000
20.000
10.000
3,000
iipIc'o com segundo fm por maior vantagem I as convenrns; urna m que nada depende de i anatoma aos trajese loucainhas urnas das ou~
(Continnuar se-ha.)
Variedade.
O CARAPCEIRO.
OS MATERIALISTAS, FATALISTAS F. SCPTICOS SAO
mi nocivos a'soi:ieuai>e.
O materialista, que supone sor ludo materia,
e que o crpo humano rosohn-se com a morle
para com por oatros oorp >s, reduzindo-se o ha -
memao na.la.nao dilTere neste poni doalheo e
pela mesma ra/lu subtrahe se ao Ireio triis po-
deroso Para que he, que o atbeo fazesforcospor
persuadr-se. que nao ha Dos, s nao para nao
ter um superior, que depois da morlo. Ihe pe-
ca contas das suas accoes e o puna das suas mal-
fetorias?Quando o materialista, pois, se desear
rega igualmente deste temor ; porque er, que
depois da inorto nada sobrevive ao homcm el-
le proceder do mesmo modo e sera no corpo
social um meiuhru igualmente corrompido e
mo.
O materialista, restringido ao pequeo giro
deta Ierra e a curtissima duraco da sua vida,
nao lera em vista, senao o presente noco-
nbecer outro bem, senao o bem actual nada
gollicito do luturo que p le nao Ihe pertencer,
censando de existir Apenas goza do momento,
a perspectiva do futuro nao o move, senao pa-
ra refleclir, que. se nao approveitar o lempo ,
se tardar, so demorar e entretanto morrer, tudo
ser perdido. Crendo-se s com posto de mate-
ria, elle se entregar inteiramenle aos sentidos
e voluptuosidade ; e sendo para lie a ra/o e
o entendimento outras tantas modilcacoes do
edrpo, como as paixVs e os aflectos nao ha
motivo para que dova dar razio o ao entendi-
mento a preferencia, e s attender as suas in-
clina! des. Nao diflerindo das beatas, senao na
diversa organisaco devondo teromesinofim
e aguardando igual sorte nao ter.i oulra mo-
ral, senao a dos brutos. E que taes seriao as so-
eiedadea humanas, se lodos os homens lsscm
materialistas ?
O fatalista nao be menos damnoso socieda-
des porque, sustentando, que tudo que acn
teee be por instiperavel frga do destino e lr-
mando em sua cabeca una cadeia de efeitos
necesarios, derivados de causas igualmente ne-
cesarias vem canseuuintemente a destruir to-
da a orden), toda a polica eo mesmo contrato
social, que para outros lins to maliciosamente
se exalta, Sem liberdade nao pode baver nem
direito, nom obrigacSo, nem mrito, nem de-
merito; o bem nao merece premio, nem u mal
reprehenso. As aeces sao para nos e |iara
lodo o homem sensato louvaveis, ou vitupra-
teos, nao porque approveitm ou prejudico ,
seno pela vontade e intenoo de quem as pra-
tica. As mesmas cousas inanimadas p>'>dcm uti-
lisar-nos, ou oflender-nos; e ninguem dir, que
por isso sio dignas de gratidao ou de odio.
De maisse nao podemos obrar diversamente
da intrnseca e inherente causa que nos de-
termina o beneficio nao be mais beneficio ,
visto que se allende nao ao effeito mais ao al-
fecto e disposiclo, que bavia no agente: e tan-
to be isto verdade, que, se alguem faz um be
BW

nao bavia que declarar-lhe meia verdade, devia
dizer-lheou ludo ou nada...
Desgraciado otslhou Tovalito, tudo de-
claraste ?
Nao; disseque pela primera ve/, haver
quinze dias, recebi esmola de I). Theresa En
to El-Rei encostou-se na sua poltrona com ar
lie aborrecido; e fazendo um gestoiinho com a
mo, disse me:
Rem, vai-te embora...
Estas realmente felicissimo El Rei te
fallou. disse Tovalito com ar de mofa.
Aosahir, vi que as pessoas que me en-
contravu mecorte|avo: sabio que eu acaha-
va de estar com S. M.
Devias agradecer a S. M. os beneficios
que nos fez.
Nao me deo lempo para isso... E ento,
amigo Tovalito. que di/es de nossa opulencia ?
Nao teremos mais necessidade de nos cansar mos
em esiender a mo na porta de Nossa Senhora
dos Desamparados: temos urna renda de 6,000
reaes as salinas de S. l.ucar de Barrameda.
Em que gastaremos tanta dinbeiro ?
|ued'ahi espera o acto se reputa inteiessado
o como que dispensa da gratidao
Supposta a necessidade das accoes humanas ,
que louvor m recer um here um libertador
da patria um valeroso soldado um lino po-
ltico, um insigne poeta, um orador eloquen-
te ? Cada qual seguira os movimentos da sua
machina maneira de um relogio, que gira se-
gundo as rodas, que Ihe por. o seu autor. O
mundo inlelleclual.assim confundido com o ma-
terial as cousas procedendo sem a nossa von-
tade de um encadeamento c serio immutavel,
nao ha, nem pode baver acQfto que digna seja
de louvor ou de estima. Que bebo acorocoa-
mento para formar grandes homens instgal-
os a grandes emprezas e empenhal os a grandes
sacrificios pelo bem publico e pola patria ?
Se o fatalismo por urna parte tira o preco
virtude, por oulra subtrahe ao vicio a infamia e
subverte toda a ideia de morulidade. Os maio
res malvados da trra nSo tem de que envergo-
nhar se, o homcm nunca he culpado e nos
todo nao somos, senao uns instrumentos bem .
ou mal organisados. Os Tiberios, os eros, os
Tamas Koubkans os Cromwels os Robes
pierres e outros ftagellos da humanidade nao
li/cro mais, do que aquillo, a que os impellia
o seu mecanismo Quem ha que crimine o
lobo por haver em sua raivosa Como devorado
e comido o cordeirinho ? Mr. Nhigeon na sua
recente compilaco enciclopdica do que tan-
to se louva e compra/, diz, que o homem nao
be diflerentod'um automato que sent nao
sendo senao urna machina mais composta; que
nao ha aeco, que merec louvor, ou vituperio;
e que be mister nao ser racional para distinguir
o hompm que oliendo, do cao que morde.
Que excedente lelo para arredar de fa/er
mal A violaco de um segredo a inldeli-
dade em guardar um deposito, a fraude no com-
mercio o roubo doscofrespublicos as trai-
locs as prevaricares os perjurios os fur-
tos os assassinios mais atro/es no'ystema fa-
talista nao pdem attribuir-se mali ia o per-
versiilade ; o incendiario ernfim j nao be re-
prebensivel pelo fogo que consom o edificio.
Semelhantc pbilosopbia ar-nos semelhanles
s bostas, e ainda de peior condico ; porque
as bestas seguem o seu instincto sem reflcxoal-
guma deque nao sao capazes: nos, dotados
de mlelligencia, conhecemos o mal, o determi-
nados e impedidos por urna cega e dura neces-
sidade nao o poderemos evitar, de maneira que
a sagacidado, a prudencia em antevel-o s ser-
vira de atormentar nos cada vez mais. Neste
horrivel systema do queservriao as leis as
quaes presupoem a faculdadede fa/er,ou deixar
de fazer urna accao ordenada ou prohibida ?
Os castigos seriao outras tantas injusticas Pu
ne-se o delicio pune-se a culpa ; mas nao se
pdeconceber deheto nem culpa n'aquelle ,
que loi toreado a obrar, e que, ainda queren-
do nao poda obrar de outra sorte. Tambem de
nada va'eriao os suplicios e castigos para conter
aos mais e para eiemplo, urna ver. que ninguem
pode conter-se,e todos somos arrastrados e mo-
vidos de razos superiores e independentes.
Adinillido o systema do fatalismo podiao
fecharse os tnhunaes, inuteis seriao os calbe-
ci.-mos, as nstruccoes p..ra qualquer portar-se
bem o honestamente visto que ninguem he
autor arbitro das ijas accoes; inuteis e at
rediculas seriao as exortacoes as promesas e
as ameacas para retrahir do m.o caminho a
aquellos que livessem disposicoes para elle ;
intil e de nenbum proveito a educaco da nm-
eidade; pois nao be possivel dirigir a quem de-
vo andar segundo as ordens de que be com-
posto e seguir a linha designada fela sua irre-
sistitel nalure/a ; finalmente inoperosos e de
ncnhurai valor seriao as ohrigaces os pactos ,
Se quizeres, vivoromos como Principes,
bem vestidos...
Cala-te, atalhou Paco; ninguem ento
nos dara esniola !...
Vejo que voltaremos porla de Nossa Se
iihora dos Desamparados, disse Tovalito. He-
me isso perleramente indifferei.te: no invern
abi nos aqueceremos em diado sol, no vero
teremos fresco no alpendre so nio estivermos
muito abalados. De que mais carecemos ? Com
essedinheiro fundaremos mssa perpetua pelo
descanco de nosa alma.
Sim,diste Paco ingenuamente, heme-,
Ihor s gozar delle por nossa morle.
Ento despio de todo a roupa que Ihe dra
D. Theresa para apparecer diante do Rei, eco-
brio-se com os seus andrajos
Eis-me prompto, disse contente: pode-
mos sabir agora
I-ora o passear nos srredores da ra da To-
cha, esperando a hora de ir a casa do prado.
Nesse bairro, na extremidade de urna ra escu
ra e cheia de lama levantava-se um velboedifi
ci, chamadoa Priso da Corfla. Ordina-
riamente nelle eriio presos os padres de que ojo
nos, e nao ha actos livres o voluntarios.
Os materialistas nao esto sontos das funes-
tas o honiveisconsequencias do fatalismo. Os
materialistas nao pdem deixar de ser Fatalis-
tas; porque a liberdade repugna diametral e es-
sencialmente com a materia. Esta he por si
mesma inerte, e nem se move senao segundo os
impulsos, quo Ihe dio. Logo, se ao homem se
nega a alma espiritual, tambem se Ihe dovo ti-
rar o livre arbitrio e conseguintemonte mate-
rialistas e fatalistas vom aserquasi o mesmo.
Osceptico talvez seja peior que os dous; por-
que quem duvida de tudo at da propria
existencia quem at duvida se duvida ( vis-
to que o duvidar be um pensamento, e quem
pensa existe ) he um louco um furioso um
fantico. Dove pois tal sugeito ser dester-
rado para a ilha Anticera ou ser fechado
em urna casa de correcefto para ser tratado ,
como merece. Haver maior delirio do que
crer, quo tudo hn incerto; porque tudo nao be
certo ? Se lizeres com um desses philosopnos
qualquer contrato elle t'o pora em duvida ;
se exhibiros teslemunbas instrumentos es-
cripluras, chamar vacillante todo o documen
to, suspeita a prova mais luminosa. Parece ,
que tal doutrina nunca entrou na cabera de
ninguem : mas nao ha absurdo (dizia Cicero)
que nao tenha sido dito e sustentado por al-
grjrn pbosopho. Sed nescio quomodo nihil
tamabsurde dici potetl quodnon dicatur ab
aliquo pnilo$ophorum.
O genio paeseante.
NSo me saino logo pe a proa, aecusando-me
de que trago animo deliberado a deprimir, e
torquezar o bollo sexo. Leao-me despreveni-
dos, o depois decido imparcialmonte Eu
digo, c sustento, que o genio passeanto he urna
da primeiras baldas das mulheres. Parece ,
que esta sua propenso nasce da vida re lusa
a que esto destinadas. Mas por outra parte
observo, que as grandes cidados da Europa.
ondeas mulheres ando a toda hora, curando
de seus negocios, nern por isso sao menos a-
paixonadas pelos passeos, do que as nossas ,
que vivem quas em clausura.
Ouvidio, que ora grande conbeeedor do bel-
lo sexo, parece ter atinado com a razao sufllci -
ente do genio andejo das mulheres, qundo
dissseipectaculum veniunl veniun spte-
Icntur ul ipteeAs mulheres gosto de ap-
parecer ; ponjue querem ver.e ser vistas. Sim,
qual be a mulher. o mais so be moca, que per-
ca o lance de sabir de casa par qualquer pas-
seio, para bailes, theatrns. novenas. dc &c ?
/.inda ncommodadas desade.ainda fallas de
meios todas querem ver, e ser vistas. Mu i tas
tem imagens de Santos em seus oratorios: mas
em se vendo doentes os Santos de casa nao
leem presiono nao fazem milagros e ellas
pego se com o Senhor dos A filelos, com a
Senhora do Bom Parto, com Santo Amaro ,
ove. ove., o promcllem-Ibes romarias, tudo a
lim de sabir da casa e ter mais cssa occasio
de passeio.
Se ha novena, enterro, Te Deum, ou outro
qualquer acto ecc.lef iasticO de noute a igreja
enche-SH do mulheres, que pela mor parte nao
lo all por espirito de religosidade e devoco,
sim para verem tudo, tudo examinaren), escar-
Decerem unas das outras e serem vistas e ap
plaudidas da cohorte damejadora, que nao per-
de csses -nsejos. Onde estao os bomens, por
maior que seja o concurso, reina o silencio:
mas no lugar onde esto as mulheres ha um
incessante horhorinho : ellas conversan, ellas
riem. eilas remecbem-se ellas choro o de
tudo do fe. He isto verdade, ou calumnia do
(iaraputeiro ? Decido as pessoas imparciaes
Em voltando para casa fazom huma rigorosa
quera tomar conta o Sanio officio, e que pois
tinho de ser julgados por outros tnhunaes ec-
clesiasticos Ah eslava preso D. Alonzo, eda-
v- so por motivo dessa excepeo nao havor ca-
laboueo mais seguro e mais profundo.
Emquanto os dous mendigos olbavo de Ion
ge para a poda desse triste lugar, mu tos capu-
chinhos nelle entrro em fileira, com os bra
( os enrruzados, a caliera baixa, e rezando seus
rosarios do 15 de/enas. Ao ver ossa especie de
procisso, Paco Rosales e seu companheiro tive
rao a me>ma ideia.
Sao os reverendos que assistem aos con
demnados ? disse Tovalito.
He oara amanhaa sem duvida, disse Pa-
co Rosales com gesto expressivo.
Foro immediatamente casa do Prado:
Theresa os estava esperando.
A senlenca est proferida, disso ella; ama-
nhaa, ao amnnhecer, I). Alon/o subir ao pa
Mullo para ahi morrer, como os traidores, pela
mo do algoz; mas minha vinganca nao me pa-
recer completa se sabir elle (leste mundo sem
saber quesou eu quem o mando morto. Que-
ro ir dizer-lb'o !
tras, por nais aung,s por mais intimas, qu
sejo; o nao ser nnvidado, se algumas dos
defeitos pbisicos passarem aos inoraos com hem
pouca somma de caridade christna. IVIuilas
vo s igrejas com o mesmo espirito, com que
vo aos bailes, aos tbealros, &c. Ac., isto be;
para se divertir, para matar o lempo, para ver
o ser vistas; e algumas ba to pouco pratcas
nos actos da rcligio, que.quando fazem o Pelo
Signal, he com tanta lig ireza e do tal orle ,
que parece esto tirando teas do aranha lo
rosto.
Em sondo noute de luar qual ho a moca, que
gosla de ficar em casa ? > a que absoluta-
mente nao pode sahrr E tanto be slo verda-
de, que algumas, que crio fiIdos, com quan-
to nao tenlia com quem os deixe em casa, toda-
va nao perdem festanca, nao perdem passeio ,
levando comsigo os fedelhos que choro ,
lierrao e incommodo a todo o mundo mas
sempre esto dispostas a passear s vezes at do-
entes e dizendo ao mesmo pawo que vivem
limito aUrefadas, o ebeias do trabalbo Quan-
to nao tem rendido ao bollo sexo a nova casa de
banhos Qual bo a Senhora que nao tenbs
ido ver cssa obra alias asseada e boa ? Fro
sondo noute imrmenle de la os maridos ,
os pais os irmos veem-se perseguidos pelas
mulheres, pelas filbas, pelas irmos, que to-
das querem ir ver a casa dos banhos, e ranchos,
e ranchos camii ho para a ponte do Recife.
Nao imaginom ja algumas do minha Ilustres
leitoras que reprovo absolutamente os passei-
os em regia. Nao, que estes al sao provei-
tosos saude e urna das causas de umitas mo-
lestias que padecein as nossas patricias he a
vida quo levo demasiadamente sedentaria.
Muitas jovens entre hl torno se em demasa
gordas obesas e petadas por causa de vivo-
reih sem quasi nenbum exerefeio. O que re-
provo em ludo he o abuso ; be que urna Se-
nhora falte muitas vezes a seus mais imperiosos
deteres para andar em folgares e passeios ,
sendo como peca obrigada de quanto bailo, de
quanta festanca ha poresse mundo.
Nao menos reprovo o luxo com quo todas
se querem apresentar, ainda nos passeios e
divertimenlos mais ordinarios e communs.
Chitas para ellas sao alcaides que quando
muito apenasservein para andar por casa em d-
as de semana. Para fora querem cassas finas,
cuslosas cambraias e sedas do maior valor,.
a fora as joias, e mil banmihazes, e perenden-
gues, que todos cusan mili o dinheiro Qua-
si nenhuma attende os suas circunstancias, e
he comezinho entre ellas a mxima ninguem
he melhor doqueeu- Mas por ventura a ri>a
nao be melhor em condico do que a pobre .
a moca dq que a velba a formo a. do que a
feia ? Cada urna deve trajar, como pode, e nao
como desoja ; o urna vez que anda limpa, nao
deve urna Senhora onvergonhar-sc de se apre-
sentar em publico. A vergonha a injuria, o
opprobrio dove recahir sobre aquella em
quem se nao conhorem meios lcitos o deco-
rosos, e truja, o galeia, como as mais ricas, e
faustosas. Urna Senhora pobie. e honesta com
seu veslihinho asseado, e apenar com urna ro-
sa na cabeca be infinitamente mais digna de ve-
neraco e de estima do que urna pelinlra ,
ainda que esta ostente o fausto da Sunamites,
ou da Rainha Sabe. A honestidade e o pu-
dor sao os principaes adornos do bello sexo.
Tem-se notado, que de ordinario i.s mulhe-
res mais pasteantes e andejas nao sao as bel-
las senao as feia* das quaes algumas teom
urnas caras laes que deverao ficar em casa, e
lechadas n'hum armario : mas a isso acoden)
ellas dizendo, que cada um he como Deot o
fez e que em gostos nao ha ditpula ; por que
Os dous mendigos persignarlo se.
Jess disse Tovalito; como ir ter com
o condemnado ?
Timbo urna ordem do Rei com a qual a-
briiei todas as poitas.
Senhora, nao podereis supportor a vista
delle; faltar-vos-ha coragem quondo vos achar-
des em frente desse lerrivel apparelho.
Nao haver agora, disse ella, no mundo
cousa que me possa espantar! Antigamento
ero ou Iraca, tmida; noute, se algum rumor
se fa/ia ao redor de mim linha medo; mas
agora aflrontei a colera de Dos e o despreso dos
bomens; nada mais recejo; meu corceo como
que tornou-se de bronze no meu peiio... \ e-
rei impvida o supplicio e a agona de D. Alon-
zo Sim, esta nouto, a ultima que dovo do pas-
sar no mundo .. quero tornar a vl-o.
O liiin com que prolerio essas palavras era o
de inahalavel reaolucSo: os dous mendigos com-
halro inda um momento o seu projecto; mas
elin, com incrivel pertinacia, Iho* disse:
Hci de ir, bei de ir por forca; e ambos
me acoinpanhares.
[Continuar-n-ha.)
d


tuiohetreatura: e at ha quem goste de mor-1 charem por dentro circularmcnte e ser o| V'iuva Burgos; e no Recife, praca do Com-
roes de raodwia.. iii*mo redondo oais pequeo do que odo ver- mcrcin sala da Assoriaco Commercial. (23)
Coneluire este assumpto rocommendando as I ddeiro padro. Quanto .o pape! pouco diff*--
Senhurai, que tenhao nlgum cuidado no seu re. e a mqrca d'agna igualmente mui teme-.
modo de an lar ; porgue nem toda teern uni Ihante; tendo sobre taes olas informado a V.
pas*o modestamente majestoso, o agrada\el | S. em Hde Fevereiro, o 2o de Junho do cor-
rente, vindas da provincia da Baha sendo
Urnas ando com os lucos dos p"s lio inettidos
para dentro que parecem uns periquitos an-
dando pela casa; outras pelo contrario poem-nos
13o pira lora que sao urnas paturiz. Estas
teern un choto largo, e vao sacudindo com os
bracos que parece, que remo : aquellas an-
dao com pasos de rolinhas. Urnas, quando
andan he com tal forea. e arrogancia, que la-
;em medo gente : outras ao contrario rebo-
leian-se por lal maneira que parece, que es-
ta o dancando o aposentado lacdum. Para evi-
tar estes e niitros defeilos he conveniente ,
que as meninas aprendo alguma cousa da
danca.
c
A landega.
Rendirnento do dia 21____."____10:431*764
Detcarrega hoje 22.
Brigue inglez Retanse bacalho.
lUovmenlo do Porto.
Navios mirados no dia 21.
Londres; 47 dias, hrigue^rrglez M inerva, de
252 toneladas capito John Mnrr equi-
pagem 14 carga lastro; a Jos Jernimo
Monteiro.
Ass ; 18 dias escuna hrusileira Affonso de
91 toneladas capitno Finnino Antonio ,
equipagem 8 carga sal; a L. A. Duhourq.
Liverpool; 42 dias, barca inglesa Str John
feresford, de 292 toneladas capilo Tho
mas Threngald, equipagem 11 carga las-
tro ; a James Crabtree & Companhia.
Navios tu h i dos no mesmo di a.
Rio de Janeiro: patacho brasileiro Aurora Fe
Itz, capitao Manoel Balhino de Freilas, com
a mesma carga que trome do Ass
Rombaym; harca ingle/a Gwalior, capitAo A
Edwards com a mesma carga que trome
de Londres.
Falmoulh ; paquete inglez Peterel, comman
dante o Tenente ('.reser.
Lisboa ; brigue |>o tugue/ Feliz Destino ca-
pitao iitoiiio Gomalves de Azevedo carga
saturar,
Asf; brigue brasileiro Feliz fhstino, capitAo
Antonio Jos de Abren cargii lastro.
Bubia ; sumaca hra-ileira >. Anna apilan
Francisco Plro carga diversos gneros
Ass; brigue brasileiro Sagitario, capilo Jo-
s Jnaquiui Gomes Viunna carga diversos
gneros.
Edit 1
O Il'm. Sr. Inspector da Thesouraria
da raZenda de>ta provincia, em cumplimento
da oniem do Tribunal lio Thesouro Publico
Nacional adiante trancr|>la que manda a-
brir a substituirlo das nots de dous mil res
da prmeira estampa, em que tem apparecido
flsas manda fazer publico que esta subs-
tituidlo principia a ter lugar na casa ta mesma
Thesouraria, do dia 26 do corrcnte mez em
diante. Secretaria da Thesouraria de Fazenda
de Pernambuco 20 de Agosto de 18H.
Juaqutm Francisco Muslos,
Omcial-maior.
Ordetndo Tribunal do Thesouro.
N. 154. Manoel Ahes Branco Presidente
do Tribunal do Thesouro Publico Nacional ,
ordena que o r. Inspector da Thesouria da
provincia re Pernambuco mande abrir o troco
das notas d dous mil ris da primeirji estampa,
em que tem apparecido falsas, observando-se
nesta sobstituico as orrlens expedirlas a respei-
to das de outros valores, fazendo publicar os
signaes por onde ellas se conheceni constan-
tes do impresso de que so I lio remetlem 50
exemplaies. Thesouro Publico Nacional em
27 de Julhode 1844,Manoel AUes /franco.
Forao examinadas duas notas de 2.000 rs.
ns. 33, 409 e 39. 827. aquella da 20.* serio ,
cestada 16*. comas asignaturas de Domin-
gos Cardoso \ia ques e Joaquim Antonio Bi-
beiro, remettidas pela Thesouraria da provin-
cia rio Par* ao Thesouro Publico Nacional e
deste a esta estacao, a fim de ser verificada a
Slia falsidade.
Qusntp a nota do n. 33,409 he muito seme-
Ibar.te as rio verdadeiro polro. gravada por
tu o hbil, sendo o emblen a, e lodos os ac-
identiqa produrcao da mesma chapa falsa ;
quanto firma he mal estudada, assim mesrno
tornao-se bastantementeperigosas taes no as na
circuladlo, por isso que rigorosamente tal -
lando, o publico deve ser Iludido pelo hem
desempenhado de taes notas
Quanto a de n. 39.827. 16 serie, o papel
he muito ordinario, a marca d'agna nada visi-
vel, o quadrilongo igual em tamanho as ver-
dadeiras, as fachas em contorno mu i semelhan-
te, o relatorio e o emblema grosseiramente de-
sempenhado, a assignalura de Joaquim Anto-
nio Ribeiro em nada semelhnnte do verda-
deiro assignatario, assim mesmo mui fcil de
Iludir o publico.
Casa da caixa d'amortisagao 5 de Julho de
1844 Os trocadores Paulo dos Santos Fer-
reira SoutoJoaquim de Azevedo Lobo Pt-
Canha.
Avisos martimos.
= Pertende seguir no dia 24 do corrente
para o Bio de Janeiro o brigue Principe au-
gusto o que se laz certo aos Srs. que no mes-
mo queiro embarcar es- ravos.
2= Para Lisboa segu viagem imprclerivel-
mente no dia 28 do corrente. o brigue portu-
guez ConcfifSo de Maria, anda recebe algu-
ma carga e passagerros para o que tem os
melhores e mais aciados commodos ; trata-se
com o capitao do mesmo Manoel da Costa Ne-
veg, ou com o consignatario Tbomaz de Aqu-
no l-'onseca, na ra do Vigario n. 19. (8)
2 Para o Mo Grande do Sul o brigue-es-
cuna &, Cruz, sabir* com brevidade por lera
maior parte do carregamenlo piompto eso re-
cebe algiiiiias pipas e escravos; a <|uem convier,
dirija-se a botica de Antonio Pedro das Neves ,
"ij ao Capitao do mesmo Joo Francisco da
C uz. (7)
Avisos diversos.
PKBGUNTA A QUEM TANTO Al IVINHA.
Sabe o /'. troco a quem ia matar no Recile o
panlo que all fui preso na igreja pelo Sr. Sub-
pelegado ? Nao levara elle una (ac de ponta,
quando loi rom ella preso anda que ao depois
sollo pelo Sr. Chele de Poica ?
O ahaiX" assignado lembra aos Srs:Presi-
dente e Fiscal da junta qunlificadora da Ire-
guezia de S. Jos que as Eleices de Fleiloret
eslao mui prximas, e que anda a mesma jun-
ta nao prini'ipiou como devia osseus trabn-
Ibost igualmente lemhra que pudendo alista
dos votantes e elegiveis ser rasgada, logo de-
pois, que lor affixada na porta da Igreja, muito
til sera aos habitantes da dita freguezia que
SS. rnimlerii publicar.peb s folhas publicas a
referida lista;* fim de em tempo poderem os ex-
cluido* indevidamentee maisprejudicados apru
sentarem seus recursos as respectivas autori-
dades. O femlevi.
Precsa-se saber da morada do Sr. Jos
Antonio Marques para se Ihe entregar urna car-
ta : n ra do Crespo n 19.
LOTERA da MATRIZ da
BOA-VISTA.
As rodas desia lotera an-
do hoje, 22 do crtente :
o resto dos billiefes acho-
se venda nos lugares j
annunciados at o meio
dia.
PUPLICACAO LITERARIA.
Memorias Hittoricas da provincia de Pernam
buco, prectdidas durn Ensato Topographtco-
- histrico, coniposlus pelo Tenente da pri
metra Classe do Ettado Maior do Exercilo
Jo-i Hernardo Fernandes Gama.
O resumo d'esta obra sh acha inserido n'este
Diario em o numero 170 de 31 de Julho
do corrente anno. Preto de cada uin tomo
de 300 pagiuas. com urna estampa fina litho-
graphada em 8. francs 2*000 rs. pagos
na ocrasio da entrega do livro. A subscrip-
clo fcicha-se no ultimo de Outubrodo corre-
te anno e quero nao for subscriptor s obler
a obra por 4*000 rs por tomo.
^ubscreae-se na praya da Boa-vista, botica
n. 6 do Sr. Jos rio Coulo ; em S. Antonio
cessoros da nota mui hem desempenharbis. ha-; praca da Independencia livraria n. 6, e8,
Vendo smenle a notar que as duas fachas da ; ra Nova luja n. 32 do Sr. Cju ra do Ca
cabera e p dala, onde diz2 mil ris buga loja do Sr. Bandcira Jnior e na esqui
cui lettra aberta de redondo, os 1)1) oo fe-joa da pracinha do Livramento loja da Sra.
3 Na casi do alfaiate de Jos Joaquim de
Novaes na ra doQuei'iiado que faz frente pa-
ra o largo do Collegio se contina a ter obras
promptas para tender, e a-sirn corno recebno
um sorlimento de cortes para colotes de supe-
rior qualidade tanto na qualidadeda fazenda
corno em gosto. (7)
PREVF.NC-AO CONTRA OS FALSIFI-
CADORES.
Estevao Gasse, saliendo que em algurnas lo -
jas e vendas desla cirlade se vende um rap
feito nesta provincia com o titulo de.princeza .
e falca imitarlo de botes rotu'os de sua fabrica,
previne ao publico seus fregue/es que a hem i'e
direito deprnpriedade sua,acressenla dos verda
denos botes de sua fabrica um sello com sua lir
ma e ensinuaco do nico deposito do legitimo
rap princesa nesla provincia. A ri>ta do ex-
posto, qualquer outro ra inculcado com a de
nominacao assima he falcifiraces as fabricas de
Kstevo Gasse nico inventor e proprietario do
rap princeza (leito no JlrasiL. tanto no Bio
de Janeiro Bahia, e em deposito no Mura
nhao, Para, assim como em Pernambuco na
ra da Cruz do Recife n. 38. (16)
Perdeo-se urna carteira bastante usada ,
contendo dentro 40 a 6(Wrs. em sedulas, sen-
do a maior parte de i# rs. e outras miudas e
alguns pap.'is entre elles urna relar;ao de fazen-
das compradas na loja de Manoel Jos Gon-
calves ; se alguma alma bemfaseja a acbou ,
querendo restituir dinja-se a ra do Queirna-
do tojas ns. 2 e '27 de Manoel Jos (ioncalves,
que receber 20# is. de gratificaco.
1OSr. Manoel Femandes do Nascimento.
morador aop das Areias em Ierras do Snr.
Cavalcanti queira no praso de 8 dias ir res-
gatar os penhores, que deixou na ribeira da
Roa-vista, em 25 de Junho p p. do contrario
ser vendidos para pagamento de principal e
juros. l7)
Joaquim Antonio Carneiro comprou por
corita de Jo- Joaquim Carneiro e Guilberme
Augusto de Miranda e Francisco da Silva Perei-
ra Pinto, do Ceai. os meios bilhetes ns. 1976,
287 e 677, da terceira quaita parte da segun-
da nova lotera a favor das obras da matriz da
Roa-vista osquae&fico em poder do annuu-
ciante.
A pessoa que qui/er casacas bem feitas,
calcas rlleles e mais obras por preco contato-
do e do ultimo goato dirija-se ao pateo do
Collegio n. 6.
Boga-sea quem acharuma lettra da quan-
tiado63#rs. perdida no dia 19 do corrente,
acceita pelo Tenente-Coronel Antonio Francis-
co da Costa Bezerra pertencente a Luiz Carlos
da Costa Jnior; d.- dingir-se a Olinda, na ra
N<>va casa do Reverendo escrivao da Cma-
ra Episcopal que ser gratificado ; odwilin-
do-se que j esta o mesmo Sr. Tenente-Coro-
nel prevenidoe por isso ninguem pueservir-se
de dita lettra.
Quem precisar de urna mulherpara ama
de urna ca>a de liomein solteirn ou de pouca
lamina, dirija-se a travessa da Bomba n. 5.
Aluga-se urna casa para pr-quena familia;
tambem vende se, ou trocase por oulra maior,
voltando-seb que for justo ; quema pretender,
dirija-se, a ra Augusta n. 14.
Um moco solteiro de boa conducta pre-
cisa alugar um quarto ou sala pequea, para
morar, ainJa mesmo para morar cun outro
quelqur; quem tiver annuncie.
O Iridete inleiri. da terceira quera parte
da 2. lotera da matriz, da Boa-vista, a. 881, per-
teme a Jos de Azevedo Villaroucn, uu Ico.
2Joanna Baptista Neves Seixas viuva que
ficou por falleciniento do seu marido Bazilio
Bodrigues Seixas, tem de vender o terreno na
Passagem da Magdalena ,( logo depois da dita
ponte indo desta praca); que foi do cazal e
hoje designado no inventario para pagamento
das dividas que ficarao por fallecimento do so-
bredito marido da annunciante e do qual
terreno eacha esta autorisada pelo mesmo in-
ventario para dispor para o referido fim; tem
32 palmos de frente e 170 de lundo, com cerca
de madeira e toda a armaro de una casa de-
molida, contendo mais dous mil e seiscentos
lijlos, e mil e (mentas telhas, ludo novo a
fura a lelha que cobre o teiheiro que anda exis-
te, tem cacimba, e as seguintes fiutciras: 2 ps
decajueiros, 2 limeiras, 2 larangeiras do cm-
bigo 5 ps de pinheiras 1 de jambeiro, 1
dejabuticaba, 1 de sapuly, 1 de abacate, 1
de ligueira, 1 docoracao da India,1 de limo-
doce 1 de limo de molho, diversos ps de
bananeiras, 2 ps de goiabeiras el de pitan-
gueira ; quem o qui/er comprar, pode diri-'
gir-se a ra da Gloria n. 94 a fallar com a
annunciante. 126)
2 = Manoel Francisco da Silva avisa a quem
interessar, que um moleque menor crioulo de
nome Bartbolomeo.apparecco no seu sitio em S.
Amaro, te ra- fera as 8 horas da noute da se- \
mana pussada para que o compraste, ou apa-
dnnliiisse, manifestando ser esr rnvo do Sr. .Ma-
noel Jr.s da Costa GuimarAos, vulgarmente co- !
nbreidopor Mandum, morador noengenho S.
Paulo, a quem naiino nciante se dirigi por car-
ta no inmediato dia do apparecimeoto,para que
viesse pelo dito eseravo; como porm at a pre -
sent daia o-dito Sr.Guimaraes nao Ihe nppare-
cesse o nern mandasse, oannunciante delibeiou-
se a entregar o dito ccravo ern o dia 18 rio cor-
rente ao Sr. Delegado ilo Hecife o Dr. Aulran ,
a uuem manilestoll todo o acontecido pedindo
ao dito Sr. Delegado houteSM por bem mandal-
I o recolber ao calabouce at que o referirlo Sr.
cima ou a quem na ver.lade baja de perten
cer, appar ca para o receber (20,
1 Ds Srs. Estudantei do Ljco que forflo
ao baile no lia 20 do corrente, no convento da
Madre de Dos aonde he 8 aula re latim e tro-
carao osseus chpeos vcllios pelos novo* dos
Estudantei a convidados, bajo de ir trocar
os ditos chapeos na misma aula; poi quem
precisa de chapeos novas compra como com-
prou um convidado, que trouxe um chapeo ro-
to pelo seu novo. W
1 =Dcseja-se saber se existe na villa das Pia-
bas o Sr. Antonio Xa.ier Peixoto Portuguez,
ii sendo que algumSr. desta praca tenhaalgum
negocio com o dito Sr. .tenha a bondade de an-
nunciar por esta folha. (5)
| Precisa-te de um caixeiro hbil e que te-
nha pratica ; na venda da ra do rilar em Fo-
ra de Portas n. Klo, \ (3)
2=Manoel Joaquim Pinto Machado Guima-
raes faz publico aos moradores da freguezia de
S. Jos do Recife, que na casa da residencia do
annunciante no largo de N. S. do Terco n. 4 ,
ho o nico lugar aonde se vendem cartas de jo-
gar segundo j fez publico o arrematante do
contrato das mesmas cartas, por isto toda e qual-
quer pessoa, que vender ditas caitas sem pri -
meiro se entender com o annunciante tica tu-
geito as penas da le, e para nao alegaron igno-
rancia se faz o presente. '.'*/
2 Aluga-se um sobrado de um andar na
ra de Hurtas n. 27; a tratar na mesma ra n.
106, ou rom o morador no sotao do sobra-
do n. 72. ^ (*)
2 = Prccsa-sa fallar ao Sr. Jos Francisco
Marlins morador na nova freguezia do S. Jos ;
queira drrigir-se a ra de Apollo n. 6, no bair-
ro do Becife. )
2 = Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Queimado n. 32 ; a tratar na loja do
mesmo. (")
2= No dia 31 de Julho prximo passado, p-
pareceo una preta na venda deJoaoLui/ Ma-
chado na passagem da Magdalena, pedindo-lhe
troco para urna sedula de 1* rs. e pegando nel-
la vendo ser de muito avultado valor, perguntei
a preta de quem era e quem Ihe tinha dado a-
quelle dinheiro drsse ser de Manoel Antonio
re Je/us e o dinheiro ser do leitor. apprehendi
e disse-lhe. que mandasse c o f itor, como de
lado veio dizemlo ser o dinheiro da preta, que
o tinha adiado entreguei-lhe passando-me
elle um recibo ; quem se julgar com direito a
elle dando os signaes Ihe enlregarei o dito reci-
bo para o leitor o entregar 14))
3 LOTERA DKS. PEDRO MARTVR DA
L1DADE DE OLINDA.
Corre mprelerivelmente no dia 12 de Se-
tembro do mez prximo vindouro; os bilhetes
acho sea venda no Recife lojas de cambio dos
Srs.: Vieira oCunha e Silva; em Santo An-
tonio, ra rio Cahuga botica do Sr. Joo Mo-
reira e lojas de lazendas dos Srs. Pereira &
Guedes. (9)
2= A luga se um ptimo armazem n 108, si-
to na ra da Senzalla-velha ; na ra da Cadeia
n. 38. (3)
2- D. Anna Maria Theodora da Costa em-
barra para o Rio de Janeiro a sua escrava par-
da re nome Mari Joaquina. (3)
2 = Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
do Crespo n. 8; a fallar na mesma ra com
Jos Joaquim da Silva Maia. (3)
2 Alugao-se oarma;em da ra de Appollo n.
23, e o primeiro andar da propridade n. 49 da
ruada Cruz do Becile. (3)
2=A abaixoassignadnfazscienteao respeita-
vel publico que de hoje cm diante pessoa algu-
ma contrete com seu marido Joao Francisco
Furtado qualquer bem do casal sem que pri-
meiro se linalisc o divorcio d'entre nos, que est
com accao final: c a mesma annunciar te protesta
oppor-si! com a lei que a tem a seu favor, caso
novalha o presente aviso. Cordulina de Sou-
za / ins. ^ (9)
2 = 0 Tenente Coronel Luiz Antonio Favil-
Ja embarcou para o Para no vapor faiana ,
com a sua familia, sua mulher, e urna cunhada
solteira e cinco escravos e urna cria, sendo
um negro de nome Jacinto um moleque Ma-
linas, urna negra de nome Bolina o urna ne-
grinhn Delfina urna mulata de nome Clara,
com urna lilha pequea de non e Guilhermina ,
la mulata <'!ra e sua lilha Guilhermina perten-
cem a Francisco Ribeiro de Brilo e vo na
companhia de sua lilha solteira que acompa-
nhou o dilo Tenente Coronel. (12)
2 = Existem no engenho Paratibe 2 cavallos
desencaminbados sendo um de estribara ; os
seus legtimos donos apparecao que dando os
signaes Ibes sero entregues. (4)



ES
Previne-saao Sr. thesourelro da lotera
da matriz da Boa-vista hajadenao pagar o pre-
mio que sabir em dou* metas burieles de os.
1934 e 1935 rom as assignaturas seguintes ,
Bendo 5 orna risraifa e 4 mi leu vigor, por
lrdese propor urna qoesto sobre o ditos
bilhetes no cara de sehirem premiados.
t o proprjptarioda barca debanhoi preci-
sa ainda. para conclnil-a de dispor do mai
algumas acedes ; roga-se portaoto as pessoas.
que desejio, que este astabeleofmento prospera,
quasedignem dirlgir-se a mesma barca paia
all inscrever seos Romes. (6
1 Di-se dinheiro a juros com penhores de
ouro ooprata, mesmo em pequ -as quan-
tias ; na ra eslreita do Rozario n. 22, primei-
ro andar. (4
1 Aluga-se a casa n 38, sita na ra da Au-
rora ; quein a pretender, dirija-se a ra da
Cadeia do liedle n. 40 a tallar com Juaquim
Goncalves Casro. (4
1 HOTEL COMMERCIAL.
fua do Trapiche n. 40
L. Roberts respetosamente informa aos seus
amigos e ao publico, que pdem ser accommo-
dados no seu estabelecimentocom almogos. lan-
ches, Jaotares e celas tudo com o maior acelo
possivel, e por prego muito barato sendo a
comida feita a moda Iranceza e inglesa; no mes-
mo estabelecimento tem excrllentesjjuartos .
que sirvem at para accommodar hrftlias (10
1 Juaquim dos Santos Azevedo Jnior tai
scienlc a seus freguezes e devedores que Ma-
ri oel Rodrigues Cosa deixou de ser seu cai-
xciro desde o dia 17 do correle. 4
Precisa-se de urna mulher idosa. quo sai-
ba cosinhar e engommar ; na ra do Livrama-
lo, sobrado n. 4.
Compras
3 Comprao-se travts do boa qualidade, de
palmo e palmo e coito em quadro c 30 palmos
de comprido ; na ra da Cadeia do Recife, lu-
ja (iejoaquirn Goncalves Casco. (4
3 Comprarse' urna escrava sem vicios, que
seja perfeita engommadeira e cusinheira pelo
que se pagar bem; no paleo da l'enha n. 4. (3
o Compro se ef. -divamente escravas e ne-
grinhas de 12 a 30 anuos pago-se bem; na
ra Direits n, 3, primeiro andar. "o
3 Compra se urna negra que saiba bem
engommar o cosinhar ; Umbem se troca por
Urna outra de niela idade voltando-se o que
forderasao; na ra do Livramento, botica do
Brando n. 4. 5
2 Compra-se um prelo cosinheiro, c do
mais servigo do urna casa sem vicios, ou de-
leites ; no paleo do Carmo n. 20. (3
2 Compia-se ouro velho ; na ra Nova
n. 9. (2
2 Compra-se una negrinho ou moleque
de 6 a 8 anuos; na ra da Cadeia de S. Anto-
nio n. 25. 13
2 Comprao-seeffectivamente para fra da
provincia mulatas, negras e moleques de 12
a 20 anuos pago-se bem ; na ra iNova lo-
ja de fenagens n. 16. 1.4
I Compra-se urna rede escura para tipoia,
que seja nova ; na ra Nova n. 67. (2
Comprao-se efiectivamente para fra da
provincia escravosde ambos os sexos de 12, a
20 annos agradando pagao-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao 11. 20.
Comprao-se eflectivamente para fra da
provincia mulalinhas amulas, t- rnais eacra-
os de 13 a 20 annos pagao-se bern sendo
bonitos; na ra larga do Rosario n. 30 pn-
Dieiro andar.
Compra-se urna rasa terrea com quinta! e
carimba, sendo 00 bauro de S. Antonio, e
que o seu valor nao exceda a um cont de reis ;
na ra Direita n. 36, terceiro andar.
Compra-se um tronco que esteja em bom
estado ; qutm tuer annuiicie
1 Compra-se um quarlo novo grande o
possanie, capas decanegar urn pagememuma
vlagem den leguas; na ra Augusta casa n.
46 casa cjue se est acabando.
1 Compra-se um prelo cosinheiro e de to-
do o mais .servico sem vicios nem defeitos; na
ra Direila 11. 6, a tratarcoui Vicente lea-
ra Gomes. '4
Venda
3Vende-se um negro refinador de assucar;
na ra da Senzalla-nova n. 4. ,2
3Vende-se um escravo de naci Angola ,
para o servico de campo ou outro qualcpjer ,
um banlieirode amarillo com ps de roda, um
Sdlustio o primeiro tomo de Virgilio una
grammatica ingleza, Pockl Libiary, 3 ,, lgica,
Job, Metaphisica ; na ruado Raogel n. 17. (6
3Vende-se milho em sacras a 3200 rs. la-
nuda de mandioca de S. Malheus c Cravellas
a 2800 rs. o alqueire da medida velha, gomma
de engommar a l# rs. o alqueire, tudo se ven-
de da mesma forma a r. tal lio ; no deposito da
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 no pateo d
Penlia, aimasem 11. 7, na Boa-vista, ra do
Arago 11. 37 e a bordo da lancha Flor do
Mar. ,(J
3Vendem-se terrenos para se edificar, j
alienados e por atterrar em qualquer das
ras sendo primara ra da Amura e ultima
do Hospicio, no largo da liba-, confronte ao
mesmo Hospicio e palacio velho ; na ra da Ca-
deia do Recife n 51. primeiro andar. (6
3Vande-te um sorliineutp decaixiiihas para
obras de ourives de todos os lamanhos como
tambem se fa/em para laqueiro de prata e esto-
pis de navalhas, ou outras quaesquer obras
ricas, com aceto e promptido; assim como fol-
ies de ferreiro e para outra qualquer olcina ;
na ra da (uia n. 17, e para as encommendas
na ra da Cruz, venda de Joao Jos Rodrigues
Loffler, d. 3(. (9
3 Vendan-se bichas de Hamburgo mui-
to boas, thesouras grandes de aro largo para
alfaiato ou chapeleiro, e urna grande para
ourives, ou latoeiro ; na ra Direila leja de
barbeiro n. 123. (5
3 Vendem-se por 1:600/rs. dous escravos.
um mulato e urna mulata mocos e de boni-
tas figuras aquella born oflicial de sapateiru e
pedreiro, proprio paia pagem e todo o mais
ervleo e esta perfeita costureira de toda a
qualidade engommadeira lavadeira sabe
bordar cosinhar e he propria para todo o
mais servico de una casa assim como para
mucama ; na ra da Cadeia do bairro de S. An-
tonio por cima da loja de chapeos n. 25. (10
3 Na ruado Amorim n. 36 contina-sea
vender caf moido superior em pequeas e
xrands porgues por prego comrnodo assim
romo vende-se um g'ande torrador de caf. (4
2 Na ra Direila sobrado de urn andar
n. 33. ao p de dous de varandas douradas,
vendem-se doces de mangaba linio cidrao ,
raj tanto secco como em calda, muito bem fei-
t los e bolinhos para cha, prepaiao-se bandejas
enfeiladas com as rnaiores galanteras possiveis,
lauto em massa como em allnins. (8
2Vende-se una escrava de 20 annos com
bonlla flgura cose, ensaboa e he perfeita co-
sinlieira ; no beco do Tambi n. 18. (3
2 Vende-se farinha de mandioca de supe-
ior qualidade, a bordo da sumaca Sania Rosa,
fundeada defronte do rrm por preco comrno-
do K e lambem so vende em saccas a 200 rs.
com a sacca. (5
2Vende-se por motivos de molestias e ser
precisse fa*er urna viagein a Europa, urna
botica bastante acreditada, com armago, vasos
de v'dro a moderna eem bom lugar, vende-
r com os fundos, que o comprador quizar c
assegura-se o aiugei da casa ; a tratar na ra
da Ciuz n. 50. (7
2Vende-se o sobrado n. 7 da travessa da
Madre de Dos de dous andares e soto em
chaos proprios prximamente rert ficado ,
lambem sed com algum praso comrnodo ao
comprador; na ra da Cruz n. 50. (5
2 Vende-se. chocolate de Lisboa o melhor e
mais novo que aqui tem apparecido a SO rs. ,
liervilhas chegadas ltimamente a 200 rs., ba-
lates de Lisboa a 90 rs. milbo alpista a 140
rs. o quarteiio, bolaxinha americana a 2'i0
rs. cevadinha de Franca a 200 rs. manteiga
francesa a 560 rs. e ingle/a de segunda surte a
320 e 480 rs., dila para (empero a 240 rs., dita
de porco muito alva a 320 rs. carne de porco
de Minas, e orelheiras de dita proprias para as
boas leijoadas ; na venda da esquina da ra do
Arago n. 43. ,i
2Vende-se urna bonita escrava de 15 an-
nos sem molestias nem vicios; na ra das
Cruzes n. 14._, (3
2 Vende-se urna preta do nacao boa co-
sinheirae muito sadia, ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra da Cadeia-velha n
35, defronte do Cambio. (4
2Vendru.-so bor/eguins gaspeados para
homem ditos de pona botins Irancezes de
baserro sapatos de urna eduas palas borze
guins para senhora sapatos de lustro, corda-
vo marroquim, e duraque, ditcs ingleies pa-
ra homem de entrada baixa ditos de orelhas,
ditos decostura muito novse chegados re-
centcmente pelos ltimos navios, eoulias umi-
tas qualidades de calcado, ludo por preco com-
rnodo ; na ra da Cadeia do Recife, loja nova
decalcado n 35. defronte do cambio. (H
2Vendem-se duas pretas de nago, de 20 a
25 uaos, robustas e de boas figuras, sem vi-
cios nem achaques sendo urna dellas lavadei-
ra ; na ra Nova sobrado n. 55. com a entra-
da pela ra das Flores, das 6 as 9 da mantea
e das 3 as (i da tarde. ifi
2 Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca ; na ra da Cadeia-velha n. 35. (2
2 Vendem-se dous papagaios muito talla-
do es e urna arara ; na ruada Gloria n. 9'i.
5Vendem se meios bilhetes da lotera da
matriz da Boa-vista ; na ra do Cabuga luja
de miudezas junlua buiiea.
2- Vendem-se l'.'O alqueires de sal ou em
porgues mais pequeas; na rus Nova, rma-
selo de louca n. 42. ,-3
2 Vende-se superior carne do sertao ; na
ra da Praia n. 42. '2
2 Vende-se o novo, lindo e muito velleiro
brigue ingles Richmond, do lote de 180 tone-
ladas forrado e encaviado do cobre, promp-
to de ludo a navegar e ebegado prximamen-
te de Hahfax ; a tratar com os consignatarios
Me Culmont $ Companhia na praga do Cor-
po Santo n. 1 I. .7
2 Vende-sena ra Nova n. 29 um com-
pleto sortimento de lasendas inglesas e fianee-
francezesdecflres flxas corles de chita o de
cambraias adamascadas de todas as cores co.r-
1 tes do cambraia com flores do cores ditos de
Icassa pintada sellins inglezes e francezes de
patente chapeos deso para senhora marro-
quim sapatos de ruino de lustro ditos de
marroquim para homem bor/eguins Raspea-
dos de couro de lustro para homein meias e
luvas de seda cortes de collele de setim da
India cortes decalcas de casimira portuguesa,
brim de quadros de gusto moderno laas ditas,
pannos finos, merinos de todas as qualidades,
brim trancado branco muito fino, duraque ,
litros em branco lencos escocezes para grva-
la ,, ditos de setim Maco ditos de gorguro ,
mantas de setim matizado bretauha muito fi-
na com 6 varas madapolao entestado e outras
multas fasendas por preco comrnodo ; loja de
Diogo Jos da Costa. ("26
2Vende-se urna armacao envidragada por
proco comrnodo ; na ra Direila n. 15; na mes-
ma ra reflnaco n. 22. (3
2 Vendem-se U arrobas de cera de carnau-
ba de muito boa qualidade ; calcado de du-
raque prelo e de cores obra muito bem Iraba-
Ihada e outras mu i tas tniudezas por prego
comrnodo; na ra do Livramentu, luja n. 19. 5
2 Vende-se um mulatinho de 12 annos ,
sem vicios nem achaques proprio para pagem,
ou aprender olicio; no Atterro da Boa-vista
n. 21 (4
2Vende-se urna porgo de portadas de pe-
dra de muito boa qualidade e sacadas de pu-
dra mulatinha; na ra Imperial. 63.
2Vende-se urna canoa usada de um su pao,
grande e boa paia abrirse; no Forte-do-Mat-
tos, estaleirode Jacinlo Elesbo.
2Vendem-se duas moradas de casas terreas
de pedra e cal, sitas na ra de S. Miguel dos
AITogados em chaos proprios, por preco com-
rnodo ; a tratar no mesmo lugar n. 21. (4
Vende-so urna caixa de muisa urna gur-
gantilha de bom gusto medalhas anneles ,
e dedaes de ouro de lei um ponteiro de ouro
para menino ; urna brida de prata pares de
brincos de diflerentes modelos um par de es-
puras de prata, modernas, um dito de castigues,
urna culher de tirar soupa ; as Cincu-pon-
tas n. 45.
Vende-se um orello largo preto muito pel-
ludo, proprio para pregar-se em pannos de pre-
tas, e circular manas para cavallos, por pre-
go com modo ; na ra Nova n 46 loja de al-
laiate de M. I Coimbra.
Vende-se 1 casal de escravos inda mogos,
sem vicios nem achaques ptimos para o ser-
vico de campo ; dous moleques sendo um co-
sinheiro de 16 annos ; um dito de 12 annos ;
um bonito mulatinho de 13 annos ; urna parda
de n.aa idade, boa cosinheira ; um escravo
de naco Mozambique de 25 annos, acostuma-
do ao servigo da praca ; um dito sem vicios
nem achaques por ;>S0# rs.; na praca da Bua-
visla n. 19.
Vendem-se duas varandas de ferio, com-
pridas, 4 pedras de sacadas. 450 podras de
mormure para ladrilho 70 tahuas assoalho de
louro j promptas tudo por preco comrnodo ;
na ra da Cadeia de S. Antonio o. 15, segundo
fazlavarinto e he rendeira; um negrinha mui-
to bonita de 12 annus ; um mulatinho de I 4
annos proprio para pagem ou ofiicio ; um
ditu perfeito pedreiro do toda obra todos so
do a contento ; na ra do Fogo ao p du Ko-
zrio n. 8.
1 Vendem-se sapatos de urna e duas pa-
las, rneios botins inglezes e franceses botins o
sapatos da panno de marroquim e d lustro ,
sapatos para meninos dn 6 a 12 annos sapa-
tos de marroquim e duraq'0 para senhora, o
outras qualidades de calgado chegado ultima-
mente, por preco comrnodo ; no Atterro da
Boa-vista n. 24. (8
1 Vende-soarinha de mandioca de ba
qualidade a prego favoravel ; a bordo da lan-
cha S. Anna, fundeada em frente do Trem. 3
1 Vende-se por prego oommod > para (e.
char cuntas um piano perpendicular, de um dos
meihores autores ; no largo du Corpo Santo
n. 17. (4
Vendem-se meios bilhetes da lotera da
matriz da Boa vista; na ra do Cjueirnado loja
de ferragons n. 10.
iVendem-se chapeos francezes pret >s e
brancos de castor, risiadosde quadros largos
e de bonitos padrdes ; as lujas de Guilheime
Sette na ra do Queimado n. 11 e 25. (4
1Vende-se um terreno oom 60 palmos de
frente e 500 ditos.de fundo com a frente para
a estrada publica da Magdalena antes de e-ne-
gar a Camboa ; na ra das Larangeiras so-
brado n. 5. (5
1 Vende-so urna prnpriedado de ppdra e
cal com um pequeo sitio e com expago na
frente da estrada para se edificar mais duas
casas na villa de Iguarass ra de S. Sebas-
liao ; a tratar na ra do Rosario n. 39, ou na
ruado Queimado luja n. 18 ; nos mesmus
lugares lambem vendem-se 30 e tantas caadas
de azeite de carrapato. ^>
1Vende-se urna cama de angico um ber-
gode rundo 1 a moderna e bom uso, tudo por
prego cummodo ; na luja de marcineiro da es-
quina da ra Fugo n 4. 4
Vendem-se 500 garrafas com licor muito
bom por 70^ rs. ; quem pretender aonun-
cie.
Escravos fgidos
as, como sejo ; ricos cortes de setim lavra-
dos e lisus de todas as cores curtes de ditu
branco para vestido, chales e mantas de seda ,
corles de la e seda, ditos de la ditos de l
escocesa muito ricos paia vestidos riscados
andar,. (6
IVende-se urna armagode loja envidraga-
da em urna das meihores ras desta cidade ,
por prego comrnodo ; a tratar no Atterro da
Boa vista n. 70. (4
1 Vende-se um bom moleque para o servi-
go de campo ou nutro qualquer ; na ra No-
va armasem n. 67. (3
I Vendem-se 8 escravos sendo duas ne-
grotas de 16 a 18 annos cvsem, engommo e
cosinhao de bonitas figuras, sam virio algum;
3 pretas de 20 annos ; duas negrinhas de lo a
12 annos proprias para todo o servigo ; urna
mulata de 16 annos recolhida de boa figura
e com algumas habilidades; na ra Velha'u. \\ I
iVendem-se 6 vacias prenhes, fjlhas do
pasto e existan una legua distante da praga;
ra deS. Benb-em Ojinda sobrado n. 30. (3
Vende-se urna bomba e um laxo de cobre,
por preco comrnodo ; na ra da Calcada alia n.
12, ao p da matriz de S. Jos.
Vendem-se dous moleques pegas de20 an-
nos de bonitas figuras e ladinos ; Um dito de
12 annos muito la.iino para o servigo de casa;
dous niulatinhos, um de 16 annos, de bonita
figura para pagem; um pardo de 3S annos, bom
bolieiro e copeiro ; 4 escravas mocas de boas
figuras, engommo, cosinhao e lazem o mais
servigo de urna casa ; na ra larga do Rozario
n. 48.
Vende-se um sitio perlo da praga, em
chaos proprios com bastantes rvoredos de
Iruto boasbaixas para capim de planta .
huitaliga, banho de agoa doce, com embar-
que e desembarque pouco distante; na ra de
8 Theiesa venda rt. 25.
Vende-se um gualda louca, novo, de ama-
relio, por barato prego; um gamo com suas
tabolas, muito bem feito por!2^rs.; na rus
estrella do Rozario n. 32.
Vende-se sabo superior em callas de 90
libras; na ra da Cadeia-velha, armasem n. 35.
Vende-se espinto de vinho de 36 a 37
graos, em porgo a \ rs. e urna s caada a
1280 rs. ; na ra larga do Bozario n. 39.
1Vende-se um excelleute relogio inglez, de
patente; quein o pretender annuncie. i
Vendem-se 4 csaavas de 18 a 20 annus ,
cosinhao e engommo com perfago; urna b..-'
nila escrava lavadeira erigummadeira o Cos
nbeira; urna mulata de 20 annos costureira
3 Em odia segunda feira do Espirito San-
to deste anno fugio a escrava preta Camari-
na, de Angola, ladina, alta, bastante secca
do corpo, seio pequeo, cor muito preta bem
feita de rosto olhos grandes e vermelhos, com
todos os denles na frente ps bastantes gran-
des e mettidos para dentro, muito conversa-
dera o risonha de 20 annos ; pertence dita
escrava a Manoel Francisco da Silva morador
na ra estreita do Rozario n. 10, terceiro an-
dar por cima da botica do Paranhos. (t
2 No dia 14 de Julhop. p. fugio do engo
nho Vanea-grande, distante da cidadedeGoian-
na 4 legoas um preto crioulo, de nom An-
tonio, com oflicio de sapateiroe trabalha lam-
bem decarpina, e nao he mocarrcir; he bai-
10, grosso, nao he mal parecido, bem barbado
atporbaiso do queixo inferior tem cabellos
pelos peitos, bem limpode pernas e ps tem
urna pequea mulha branca em urna das cane-
las, orelha Turada de 30 anuos, ha proba-
bilidad!, que tenha em si dinheiro de ouro,
segundo urna descolierla feita depuis da fuga ;
quem o pegar, levo ao dito engenho ou nesta
praga em casa de Jus Anlumo Altes da Silva ,
morador na Boa-vista na travessa das Barrei-
ras que om qualquer das parles ser gene-
(osamente recompensado. (17
2 Auseotou-se da casa de seu senhor o es-
cravo Jus Baha de nago Congo parece
crioulo, alto, magro, cara pequea, olhos gran-
des bons denles e pernas grossas ; he bem
condecido nesta praga por (rregedor de cadai-
ra tulla urna corrente no p em cunsequon-
cia de outra fgida que elle havia feito; quein
o apprehender ou fjzer com que elle seja pre-
so receber 50# rs. de gralificago de Luiz Go-
mes Ferreira. 9
1No dia22 de Janeiro do 1843 fugio um
preto de nome Antonio do nago Cagange do
30 annos ; grosso do corpo, leigdes grosseiras ,
sem barba ; quem o pegar, leve a ra Nova ,
loja de Didier Robert / Companhia que ser
gratificado.
esappareceo no dia 19 do corrente urna
negra de nago Angola com um taboleiro ven-
dendo arroz, de altura regular, fula, beigos
grosso* e encarnados tem cicalrise de quei-
madura no peito esquerdo ps grnssus, dedos
curtes e parece ter os ps enchados levuu
vestido de nscado rouxo, argolas drades de
ouro uas orelhas desconfia-se estar em certa
casa ; quem a pegar, lovo a ra do Rangel n.
50 que ser gratifbado.
I- Do lugar da Estrada alm do Caxang
fugio um negro de nago Angola de altura re-
gular, mogo cara fra nariz mal feito, com
falta de um denle na Irente um enchago na
monheca de urnas das mos algumas cicatri-
ces de punta de facca pelas costas ; quem o pe-
gar, leve ao mesmo lugar a seu senhor Silves-
tre Dantas Lima ou nesta praga no segundo
anuar do sobrado n. 16, na ra de S. Francisco,
defronto do Iheatro velho que se gratificar
generosamente. (H
Rcin na Ttp. ob M b dbFabu.18V4,


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