Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05172


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Full Text
Anuo de 1844.
Ter^a Felra i 5
O DlAB 10 puhlica-ee lodos oa din que nao forera santificados ; o prego da asignatura
he da Ir mitra, por guanal P'g?" adian|, annufj'" i*~ .iain 3 ineri.<...
praiia, o >" H"i Jo uicui .1 raio da 80 rea por liaba. As reelamaoea rltrem ser diri-
gida* i ala l'yp.| roa daa Craies n. 34 ou a praga da Independencia loja da Irnos n. fi a 8.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiaki-" f waajba,aegDndase aaxtai feiraa.Rio Grande do Norte, cnega a 8 e 22 e par-
le lOa 24.Cabo, Serinhaem, RioFormeao, Macey, PorloCalvo, a Alagoaa: no i.c
41a 24 de rada met. Garanhuna, a Bonito a 40 a l4 de cada mei Boa-tiala a Flor
tii3< 88 dito. Cidade da Victoria, quintaa feiraa. Olinda todoi oa diaa.
DAS da semana.
42 Seg Clara. Aod. do J. do 1). da i. r.
4 3 Terca a. Hypolito. Ral, and. doJ. da D.da 3. ?.
44 QuarU >, Euzebio. Aud. do J. da I), da Si Y.
45 Quinta Assumpcao de Nosaa Senbora
46 SU H.Roque. And do J da 1) da'2. t.
47 Sab rt, .'amele. Ral. aud. do J.'de D.da 4. ?.
48 Dom^ a. Joaqaim.
ajauHaWinBHn
de Agosto
Anuo XX. W. ISO-
. Todo agora depende de na mesmos: da nona prudencia, aioderaijo' a energ
WK"T "=-:=! isa unuuiuiaiaua V aoi"-* ponladoa oom aiuii*a'-o le :- --S"
Wf cullaa. (Proclaoiaj.l.da Assemblea Geral do iran.)
a: coa-
Caaibio* eofcr LosieVee '25.
> Paria 370 rria por franco
ji Lisboa 142 por 10J de premio
Moeda da cobre ao par.
dem da letras ta boas firuiae 1 a 111 0|f|
CUttlOt O UU 1SJ liB afioMO. compra ede
Our-Moeda de 0,400 V. 17,600 17,'20
a N. 16.700 46,900
. de 4,00a ,400 9-6U0
Prata-ratacoai 1,960 4 9S0
Pesos colummnares 1,9*1 2,000
Ditos mexicinos 1,960 .H0
PIIASES DA LA NO MEZ DE 4.GOSTO.
Lu| cbaia a '4 aos 12 min. da manhia. iLuanuva a $7 as 10 h. e 12 min. da larde
Miniruam a 6 al 1 boras e 5 min da manli. | Crescenie a 20 as 11 h_ a 56 m. del'-**
Prearnar de hoje.
I'rimaira aa 3 horaa a 12 rain da- manilla | Segunda as 4 boras a 6 miuuloada larJ -
MT^'uaraavsJIHMI DIARIO DE PERNAMBU
ttMBttKBaaaKamvsiiva^iss'Vd^jssiif.
BSE
BMaMagaaa^aaalalMaMiiii H 'I' 3

.ir rsrr
DIARIO DE PBRNAMBilCO.
Acabamos de recebar folhas de Portugal; o
Diario do Governo e o Patriota at 13 de Ju-
lho p. p.,eo Peridico dos Pobres no Porto
at 2 do mesmo moz. Por sor este mais retarda-
do reservamol-o para as variedades em que mais
abwoda; e d'aquelles, alm dos artigos, que
transcreveremos por mais interessantes pouco
podemos adiantar em noticias polticas s pu-
blicadas nos nmeros anteriores.
Por decretos de 27 de Junho foidomittido do
cargo de Ministro da Juslica e Negocios Eccle-
sias ticos o Sr. Jos Antonio Maria do Souza
Azevedo por baver pedido a sua domissao, con -
errado todava as honras do mesmo cargo, e
encarregado interinamente d'aquella pasta o
Sr. Ministro do Roino, que por se acbar anda
ausente da corte, foi tambem n'ella substituido
polo Sr. Duque da Terceira.
Annuncia porm o Patriota, que aquello
Ministro era all esperado no dia 14 de Julho; e
que entre os diversos candidatos pasta da Jus-
tica como os Srs. Jos Bernardo da Silva Ca-
bral, Simas, Gorjo, Bartholomco dos Marty-
reseoutros, havia mais probabilidade respei-
to do Sr. Bispo de Vizeu.
Por decreto de trinta do Junho, prece-
dido de um relatorio dos Ministros dasdiver-
sasjlepartic5es, contendo urna expozico cir-
cumstanciada dos recursos e encargos do Esta-
do, se mandou prem arrematacao o contrato
do tabaco porespaco de 12 annos acontar do
1* de Maio de ISiti; comprehendendo-so as
condicoes do contrato um emprestimo de qua-
tro mil contos de ris feito pelos contratadores,
vencendoo juro de 5por cento aoanno para ser
amortisado dentro do praso de 23 annos por
urna consignacSo animal de 300:000$ rs. de-
duzida das mesadas do mesmo contrato.
O Patriota, que se pronuncia (ortemente
contra tal emprestimo como anti-constitucio-
nal, por ser contrahido pelo executivo na au-
sencia e sem autorizacao das cortes, annuncia
tambem a prxima chegada d'um agente da ca-
sa do celebre capitalista e fnanceiro Rotschild
para tratar da arrematacao do mesmo contrato,
tanto em Portugal como na Hespanha; todava
d como improvavel a realisaco ou mesmo a
existencia do projecto de tal companhia penin-
sular.
(FOLETO
THERESA.(')
XIII. A AMADA D0RBI.
Dahi a quinze dias, Paco Rosales e seu ami-
go Tovalito descancavao sombra dos bosques
do Prado. Entao esse sitio nao era, como hoje,
um passeio fechado por caminhos vastos o re-
gulares: era urna coutada plantada sem ordem
de copados arvoredos. Os dous mendigos ti-
nho-se sentado no lugar mais retirado, em
frente de urna casa cup tecto desapparecia na
folhagem escura de urna mouta de sycomoros.
Tanto socego bavia nos arredores, que bem pa-
reca ser um lugar deserto.
__ Agrada-me a cidade de Madrid, dissePa-
co Rosales; he trra de recursos para a gente
honrada, e acho, amigo Tovalito, que aqu de-
vemos passar alguns annos. Nao quero follar
para Valencia senao quando estiver velho,
quando tiver visto alguma cousa do mundo.
Pois bem, fiqucincs aqu, responduu To-
valito, pouco me importa a mim para onde ar-
reste osle pobre corpo mutilado, quo tanto me
invejSo esses cujas enfermidades vem por arti-
ficio. .
- Ho guapa vantagem que tens, disse gra-
(/) Vide Diario a.0* 163 a 178.
As noticias da Hespanha alcancao a 6 de Ju-
lho; n'outro numero (aromos um extracto das
mais importantes.
Podendo-se entender do expediente da Pre-
sidencia, que o contrato da casa para o Lyco
foi feito no tempo da Administracao do Sr.
Barao da Boa-Vista, declaramos, que esse con-
trato foi celebrado no tempo do Sr. Mosquita.
t.jji____l-i--------J__a.-' '--------------1 -
Com mullicados.
HE MITO ESCNDALO, SENHOR CHEFE
DE POLICA.
Achava-se na cadeia d'esta cidade um Fuo
Orelhas, subdito Portuguez, mandado sabir do
imperio, por travessuras que (ez no Ro de Ja-
neiro, ajudando aos patriotas invisiveis, e que
leve geito para palliar a sua sabida at agora,
nao obstante as ordens que para isso havia. Ks-
tava tambem esse homem embargado na cadeia
por pronunciado por ferimentos que fuera a
um preso. Entrou para a Polica o Sr. Affon-
so Ferreira, e eis o tal Orelhas ra ra, passei-
ando livremente como todo o mundo v, e nao
p5e p na cadeia porque diz que tem ordem
do Sr. Chefe de Polica para andar solt, e at
acompanhou o Sr. N. Machado as elecoes de
S. Jos. He muito escndalo Sr. Antonio
Affonso !
Nao nos admirou cortamente, quando vimos
a defesa quo o D. -novo de 8 do corrente fez ao
Delegado do Limoeiro.o Sr. Manoel Barbosa ,
o homem de vida toda honesta e regular ; por-
quanto cumpria nao deichar sem immediata
defesa oCommissario, o mimoso do Sr. Urba-
no na comarca do Limoeiro.
As reflexoes que aventuramos no Diario de
Pernambuco Je 6 do corrente, filhas de nos-
sas convieces e conbecimento particular, tive-
ro por fim, n8o s por alcance do publico a
vereda inconveniente e tortuosa que ia trilhan-
do o Delegado do Limoeiro no comeco de sua
carreira ; porm especialmente fazer chegar
ao conhecimento do Exm.Sr.Presidente da pro-
vincia os grandes desproveitos pblicos e at
os males que deverio resultar de semelhante
abuso de autor idade, infelizmente confiada a
um homem que, alm de supinamente igno-
rante, era o menos habilitado para jogar a ar-
ma que se pdz a sua disposicao. Nao admira,
vemente Paco Rosales; deverias aproveital a
melhor, e mais anda fazer teu offico com a-
legria.
Tovalito moneou a cabeca.
E o que te falta ? proseguio Paco; n8o
temos todas as satisfaces e todos os beneficios
de nosso estado ? Confesso que as honras nao
chovem sobre nos, e que as procUsOes nao va-
mos adianto do Santissimo; nao temos pennacho
no chapeo nem espada cinta: as mocas nao
olhao para nos a furto escondidas pelos seus lo-
ques; nunca porm temos fome ou sede sem
acbar alguma boa alma que nos de o pao de ca-
da dia. Nao vivemos isentos de todo o encargo,
de trabalho e de cuidado ? Nao temos onde bem
sabes com que mandar dizer missas pelas nossas
almas ? Eia pois, nao trocara minha sorte pe-
la de um Conego de Santo Isidro.
__ He que nao tens no coragao um odio vio-
lento, respondeo Tovalito com ar carregado, be
que te n5o persegue o desejo da vinganca /...
Pela cruz de Santo Andr I atalhou Paco
Rosales, eis-ahi sentimentos que te podem le-
var a um mo fim. O objecto da vinganca est
to alto, que o nao podes alcancar.
Quero sabe ? disse Tovalito apalpando
em scu cinto r.2o o cabo da faca, mas algucs
papis bem embrulhados.
E anda contas fazer muita cousa com es-
sas papeladas ? disse Paco; mas seria preciso sa-
ber o que he, e nem tu nem eu conhecemos urna
so letra. Nao valia a penadecarregar-te a cons-
ciencia com semelhante furto.
Nao me engano; respondeo Tovalito ti-
portanto, que j tardasse a trovoada contra o
Delegado do Limoeiro como pensa o Com-
muncante do D.-novo.
O facto de havoresse Delegado chamado a G.
N. para o servico de Polica, e sobretudo de
fazel-a aquartelar.reduzindo os pobres cidadfios
ao estado de verdadeira penuria,encarou o D.-
novo como um facto tiio simples ,que Ihe tribu-
tamos respeitos pelasingelesa : sao cousas pe-
quenas com que a gente do D.-novo nao so in-
commoda,atiento o seu genio omprehendedor.e
a facilidadeem desculpar anda os maiores at-
entados.
SeoC. do D.-novo he o proprio que con-
essa o facto, se nao busca atenuar o despropo-
sito commettido, como pois, ainda quando jul
gados verdadeiros os motivos que o Delegado
imaginou para ter um destacamento seu gei-
to achou quo nada importavao as formulas
marcadas as leis para se poder obtere dispor
de forjada G. N.? E preteridas ellas,alm do
facto em si mesmo be ou nao o Sr. Manoel
Barbosa um perfeito ignorante e desprezador
das leis ? Todos dirao quosim, menos o D.-
novo. Duvidamos porm que o Exm. Sr. Pre-
sidente tenha approvado o procedimento do De-
legado como affirma o D.-novo. S. Ex. nao
concorreria jamis para o escarneo da lei, e
para o vexame da G N. do Limoeiro, s por-
que o Sr. Barbosa, homem vizionario assim
o quiz, e o Sr da Polica a isto se prestou.
Despreza o Sr. Manoel Gomes da Silva Cu-
mar-, Major Commandante interino do bata-
Iho, o epitbeto de valento com que o tralou
o C. do D.-novo seja qual fr o fim que leve
em vista^ attribuindo-lhe esta qualidade. O
Sr. Major Cumar nao faz caso algum da pan-
dilha da praia, o nem U5o pouco se arrepende
de ter prudenciado, quando encontrando sol-
dados do seu batalho em patrulhas sem ter ti-
do a menor requisico, Ihrs ordenou de se re-
colherem s suas casas o que foi bastante pa-
ra o Delegado pr a villa do Limoeiro em alar-
ma, e temor, segunda vez o dizemos, nao
sabemos o que: ludo deixou de mo o Sr. Major
Cumar para nao cahir no altentado em que ja
havia cahido o Delegado obrando extra legal-
mente ; nao quiz mesmo incorrer no epitbeto
de desordeiro, gloria esta que o Sr. Cumar
nodeseja roubar aos homens, que smente
das desordens pdem tirar a sua elevaco e o
seu poder.
r Revolta porm ao homem mais (Tougma-
tico ver a foico do C. do D.-noro, querendo
inculcar que na Cmara do Limoeiro o Sr. Ma-
jor Cumar e outro? Srs. teottSo fazer an-
parecer a anarchia : o D.-novo fallando em a-
narchia e Manoe! Barbosa cortando-lhe os
erpes o D.-novo est brincando : nem que-
remos suppr outra cousa. Anarchia promove
sim o Delegado do Limoeiro, homem viziona-
rio e inspirado pela praia, que, conhecendo o
falseamento da sua posicao, repcllido pelos ho-
mens que na comarca o assustao pelo crdito o
rospeito de que gosao e a nenhuma conside-
racao que tem entro o povo, ludo attrihue a
manejos dos seus adversarios. Aos dignos Com-
mandantes dos corpos de G. N.. os Srs. 'L-
ente Coronel Jos Leo Pereira de Mello o
Majores Jos Caetano Pereira de Queiros o Ma-
noel Gomos da Silva Cumar, procura o Sr.
Barbosa tirar-lhes a forca moral, j intromc-
tendo-se na economa dos corpos, j dirigin-
do-sc aos subalternos directamente, j deseen-
do toda sorto de Ilegalidades, ludo porquo
esses dignos Commandantes nao se sujeito aos
asnaticoscaprichos do Sr. Barbosa, que quanto
maisconhece adifficuldado de destruir o crdito
de que gosao tao distinctos cidadaos,. tanto mais
despropsitos pratica.
Na deficiencia de todos estes meios de que
so havia agora lembrar o Sr. Barbosa ? Con-
verteo-so om Missionario, o no dia 28 do Julho
na povoacao da Pcdra-tapada (soohomom
he um perfeito tapado !!) depois da missa vol-
ta-se para o povo e exhorta-o'a que se una a
elle, e nao faca caso algum dos Mouras Borbas,
e outras; quando nao, que se lembrassem todos
que tem familias : que tal ? Alm do papel
de irrizo que com isto esta fazendo o Delega-
do, perguntamos ao D.-novo, quem he quo
procura anarchisar a comarca do Limoeiro?
mas o D.-novo responde a ludo isto com meia
duzia do descomposturas, e conclue, que tudo
he bom, que tudo he legal.
Sabamos porfeitamento que seria impossivel,
que, tratando-se da comarca do Limoeiro, nao
fossem trazidos pelo D. -novo os Srs. Doutores
Custodio Manoel da Silva Guimaraes e Jos
Francisco da Costa (lomes, com quem o ho-
mem de vida toda honesta e regular, e os seus
comparces da praia sabem que nada teem a
ganhar om seus planos; eis portanto, o C. do
D.-novo emprestando a esses Srs. manejse
randoum rolo de papel cuidadosamente lacra-
do; bem conheco o cantarada que tioha isto nos
allorges; he um franciscano que, como eu, pa-
sava omitas vezes a fronteira, e que levou a Lis-
boa mais de urna mensagem no tempo em que
os Medina Sidonia conspiravSo contra El-Rei.
J nao ba mais upparencia de tudo isso,
atalhou Paco Rosales; nada entendo do todos
esses grandes negocios de estado; parece-me po-
rm que, se o Duque do Medina Sidonia tra-
masse alguma rebellio, nao mandara seu filho
a Madrid para cazar-se com a Duqueza de Os-
suna.
Era indispensavel que viesse para con-
cluir esse grande cazamento, que vai fazl-os
senhoresdas melhores cidades da Aodaluzia...
Vs tu, Paco, ha na minha cabega suspelas... o
frade que encontramos em N. S. do Gadelupe
vinha para Madrid, e vinha com essas cartas...
== Julgas que continuar sua viagem depois
de as haver assim perdido no caminho ?
Nao de certo, porque se fosse descoberto,
seu habito o nao salvara, e o cordo deS. Fran-
cisco bem poderia servir-lhe de golilha.
Mas a quem fiarse para saber o que con-
t m esses papis ?
Veremos, diese Tovalito, guardando-os
outra vez.
Por minha alma 1 disse Paco, o Sr. D.
Alonzo nao he mais em Madrid qual o conheci
em Valencia; as cousas esto bem mudadas,
esse cazamento nao so parece com o outro de
ub iomos sendo testerr.UuuuS.
Olha, ataluou Tovalito, nao tepareco que
detraz dessa gelosia ha alguem que nos faz sig-
nal de nos chegarmos?...
He alguma alma caridosa, disse Paco ti-
rando o seu chapeo.
E correo para a janclla para recitar suas cos-
tumadas lamentacoes. Ento mao de mulher
abri a gelosia, o lancou ao mendigo um pu-
nhado de moedas. Depois urna voz Ihe disse :
Meu pobre Paco, repele um Padre nots
e urna Ave-Maria por mim a N. Senbora das
Neves...
Virgem Santa exclamou elle, quem me
falla assim ?
Volto aqui amanhaa ao toque das Trin-
dades, repetio a mesma voz: Dos to guarde,
meu bom Paco !
A gelosia fechou-se, e o mendigo estupefac-
to foi ter com o seu companheiro.
Pelo bemaventurado apostlo S. Tbiago!
exclamou, o que querer isto dizer ? Quem mo
chamou pelo meu nome Aeredital-o-has,
Tovalito ? pareceo-me reconhecer a voz de D.
Theresa.
Bom disse o outro; como estara ella
aqui ? As Ireiras, como os mortos, nao podem
vollar ao mundo.
Entretanto era assim que me falla va D.
Theresa na porta deN. S. dos Desamparados...
Seja ella ou nao quem me pedio oraedes, vou
recitar em sua intengo o meu rosario, e ama-
nhaa veremos se mo enganei. Quem sabe?
Dos fez maiores milagres: resuscitou Lzaro,
que uaii tic dias que eslava euiciu.
;


3
ard/, que repelle o carcter sizudo e probode
. que sai) (tetados; 8-bo*- -G.,su>pod*> se
dignos Magistrados iguaes quelles que avil-
toseus honrosos cargos pelo vil interesse de
meia dusia dcsuftragios: engana-se a praia ,
engana-seoC. do D.-novo.
Lastimamos a lgica miseravel do D. novo ,
que, nvertendo o limcom que reclamamos de
S. Ex, um destacamento para fazer a Polica
do Limoeiro entendeo (|ue queramos urn
destacamento composto de gente da conlianca
da pandilha sao palavras Jo I).-novo tal
nao dissemos ; fomos bem explcitos e at
Sembramos a S. Ex. que a provincia gasta mais
de sem contos de res com um corpo policial,
nao sendo justo por isso, que a pobres Guar-
das Nacionaes prestem um servir, que Ibes
nao compete, e que para all, era nossa opi-
nio, devia ir um destacamento commyidado
por um Oflicial, quo fizesse o servico da Poli-
ca, o fosse ao mesmo lempo incapaz de acom-
panbar o Delegado em seus despropsitos; mas
nao nos admira que assim raciocinasse o C do
D.-novo; porque todos veem que o forte desta
gente be mentir e enredar. A providencia
que ento pedimos a S. Ex. de novo reclama-
mos a bem da tranquillidade da comarcado
Limoeiro eseguranca de todos.
Finalmente dissemos, e be urna pura verda-
de, que o actual Delegado do Limoeiro he ho-
mem que nao inspira a monorconlianga dos
seus habitantes ; agora porm dizemos mais,
he o hometn d'aquella comarca,o menos habi-
litado para o cargo que oceupa, o tal he a con-
vieco que disto temos, que nao podemos Jei
char de fazer a seguinte pergunta ao C.do D.-
novo. Gonsultastes primeiro ao vosso Commis
san para apostrophardes no final do vosso art.,
como fiseste '?... (Jb cortamente queno Essa
vossa imprudencia expz perjgosamenteosados
da vida toda honesta e regular do vosso homem ,
embora ja tinhais ditocertamente o Sr. Bar
bosa hi-muito condecido. Medilai bem no vos-
so desalio, que ainda nao acceitamos: o tempo
nao nos loge, e fra preciso que livessemos a
moral da gente do D.-novo para nos apresen-
tarmos tao apressadamente a negrecer vida
de alguem, ainda quando baseados em provas ,
s porque he nosso adversario. Esta gloria fi-
que l para a gente do D.-novo, que sem pro-
vas algumas tem calumniado atrozmente e in-
juriado a immensos cidadosresneitaveis.
Urna das necessidades mais urgentes, que ha
muito devera ter sido remediada as provincias
de Pemamliuco Parahiba Rio Grande do
Norte eCear, he sem duvida a industria agr-
cola que podesse supprir j a mingoa de ter
renos esperdicados com o cultivo do algodao
pelo methodo usado, a a falta de bracos escra-
vos, e finalmente urna industria, que polesse
aproveitar o trabalbo das mulheres e o trabalbo
infantil, sempre desperdigado nestas provincias.
aodo-mo aos cuidados da pesquisa, pula-
va-me o coraco so com a ideia de poder alean-
car o mcu proposto. Tentei varias produceos e
dessas tenbo o pra/er de publicar, que um del-
tas preenehe e satisfaz o projecto completa-
mente.
He a aequisiejo, que nnnuncio a da amo-
reira branca, para o sustento do bixo da seda ;
objecto que obtive da Franca j em 6ubgeitos
vivos, j por via do sementeiras. Nosaquel-
- Se fosse ella, disse Tovalito fechando seu
nico olho, podenamos conliar-lheesses papis:
ella os saberia ier.
Nodia seguinte ao toque de Trindades, a
porta dessa casa mysteriosa, em redor da qual
Paco Rosales passeava bavia urna hora, abri-
se, e urna lii fez ao mendigo signal de entrar.
Elle a acompanhou, arrastando seus grossos sa-
pa tos coberts de poeira pela lnaesteira que al-
catifa va o assoalho, eolbandoem redor de si
com olhos deslumhrados.
Entrai, irmo, disse a aia levantando o
reposteiro que fechava oquarto desua ama.
Paco Rosales fez um signal da cruz, e disse
baixinho:
Ave-Maria purissima.... he ella mes-
ma !...
Theresa eslava sentada em almofadas de se-
tim. Tinha um vestido de damasco branco; suas
mangas estavo levantadas com agulhetas do
ouro, cujos feixes de brilhantes cahiao sobre os
bracos descobertos at o cotovello. Havia, po-
rm, urna especie de desordem nesse sumptuo-
so trajar; os cabellos da moca ondeavo sollos
em redor do pescoco alvo e delgado, seu cor-
po dobrava-se como dolorosamente caneado, e
a cabeca esteva inclinada sobre urna de su*
bollas maos.
Chega, Paco, disse ella com voz vagaro-
sa; nao me con heces?
Santa Virgem exclamou elle, como pos-
so esquecer-me de D Theresa de Vasconcelos/
um, disse ella, sou eu; mas por tua alma
nao recitas esse nonio, he o de !ma defunta,..
les,como estes teemproduzido individuos robus-
tos e-com nm* vegeist'*opsntcs3 e muito m*
precipitada, do que acontece s mesmas arvo-
res nos paizes da Europa meridional. A estas
consideraces accresse ainda a facilidade do cul-
tivo o da propagaco; onde se observa, que das
arvores mesmo do paiz nenhuma ba, podemos
asseveral-o por experiencia, que meos difficul-
tosa seja em conservar-se e reproduzir-se.
A China, a India e mesmo a Persia as suas
planicies ardentes e arenosas produzem a excel-
lenteseda que o mundo artstico admira e
sem quo a estas porces do globo coubesse a fe-
cundidade do nosso solo, convencem-nos de que
o bixo da seda, em vez de degenerar entre nos,
encontra o benefcio hospitalero de clima e so-
lo ambos mais megose pingues, do que gosava
elle no paiz natal, donde fra arrancado pela
ambico europea.
Tendo pois estabelecido a evidencia que
ostento a quem pretender ver emquanto fe-
cundidade dasamoreiras ; apresentando as re-
llenes cima emquanto aos elementos pre-
cisos para a vida, desenvolv ment e trabalbo dos
bixos s me resta dar um esboco dasopera-
coes, e do resultado para acabar de satisfazer o
prospecto.
O bixo da seda. ou bombx (Phalasnus mor
de Fabricio ) comecando do desenvolvido do
oviculo, be um pequenissimo verme branco, ou
lagarta que logo d'ento precisa da folba da
amoreira para seu sustento, e quo deveser-lhe
administrada proporcionalmente ssuas neces-
sidades e augmento de apetite at seu com-
plet crescimento. Os princpaes trabalhos con-
sisten) na colheita da folba na administradlo
della e limpesa, todos os das,dos estrumes pro-
venientes do bixo e dos deltidos das folhas: pa-
ra a colheita approvoilo-se as mulheres e cri-
anzas desde qualro annos, e para o tratamen-
to do bixo servem igualmente as mnlheres ,
comotambem para a fi la tura da seda : resul-
tando do que deixamos dito, que, na industria
da seda, sao oceupados o empregados os bracos,
que neste paiz sobra desaproveitados dos ser-
vicos usuaes.
Peinis esta industria podo chegar a todos;
porquanto ainda a familia mais despreveni-
da, e que nao tenha meios de dcsenrolar os ca-
sillos, tira avulladoproveitoem vendel-osquel-
les, que, mais avantajados em meios, tem mon-
tado o estabelecimento ntoiro. Na Europa a
criacao do bixo, apesar das despesas de estufas,
&c., que neste paiz se escusao, pessoas ha, que
vendem smente a folha da amoreira outras
crio o bixo e outras comprao os casulos, para
os desmanchar em seda, e todos estes tirao gran-
des proveitos. Neste paiz porm onde abunda
a trra e mesmo as cidades com os multiplica-
dos quintaes, ba proporces em demasa para a
fcil plantacao das amoreiras e criacao dos bi-
xos, que no demando temperatura artificial.
O benecifcio desta industria he incalculavel,
tendo alm disso ainda a seu lavor poder ser tra-
tada em qualquer das trras contraes destas pro-
vincias do Norte, ombora seja nos ser toes mais
seceos e donde com maior facilidade e menos
despendi, do que o algodao, pdem os produc-
tos ser conduzidos boira mar ; valendo mais
cada libra de seda, do que uma arroba de algo-
dao que dalli be conduzido.
Convencidos pois, os que sao interessados
nos melhoramentos industriaos deste paiz ,
da exBdidao do que levo dito resta-Ibes
prestar-nos a saa protccco para que pos-
samos concluir com o estabelecimento come-
cado que possa servir de viveiro onde ve
nbao receber-se as plantas, as sementes do bi-
xo, e as licos precisas para poder-se educar o
animal, e extrahir-se devidamente a seda, der-
radeira intenco e nico alvo onde se dirigen
os meus desejos. Aos nossos Deputados, tanto
Geraos como Provinciaes me dirijo especial-
mente pois delles, mais do que de outros ,
posso esperar os indispensaveis soccorros. Per-
nambuco, 9 de Agosto de 1844.
/'. Mtnna Callado da Fonseca.
II, MU----- II I II
Correspondencia.
Paco, confio em ti, descubro-te um segredoqu6
de oinguem he conhecido: guardal-o-has fiel-
mente?
Por minha alma juro que podis confiar
em mim...
Nao ha muito tempo que te vi, tornou
ella: era umamanhaa, durante a missa no con-
vento da Stricta-Observancia...
Eu tambem vos tinha reconhecido; ti-
nhciscnto o veo ea cora de espinbos, eris
freir...
Sim, respondeo ella com voz abafada;
mas fugi do convento, violei os meus votos /
Ilouve uma pausa: Paco se bavia persignado.
E agora conlinuou a moca, estou aqui
rodeada de quanto pude sedu/ir o orgulbo e sa-
tisfazer aos sentidos... Todas essas riquezas sao
minhas... meus desejos, meus caprichos sao or-
dens soberanas. Tudo aqu me obedece.
Interrompeo-se aqui, e passou as mos pelo
seu vestido de demasco.
A seda foi substituida ao cilicio: mcu
eorpo nao est mais magoado; j nao me levan-
to no meio da noute; e entretanto nao durmo
melhorsob esses cortinados de seda do que so-
bre a palba da minba celia, e entretanto est
minha alma dilacerada pela desesperaco !
He que ainda vos lembrais de D. Alonzo
de Gusmo
Sim, lembro-me delle, disse Theresa ei-
tremecendo ao ouvir esse nome. Paco, foi ello
quem perdeo a minha honra ea minha alma;
foi ello quem com o p empurrou-me no abys-
CDRA DA ELEPHANTIBSIS.
Srs. Redactor et. Ha tem pos publicarlo
Vmcs. uma noticia de que na cidade do Porto
havia um facultativo, que curava a elephantie-
sis, e como alguem desejoso de ter mais exactas
informacoes pedio a uma possoa d'aquella cida-
de que indagasse circunstanciadamente esse ne-
gocio, e recebesse uma resposta satisfactoria,
eu vou rogar-Ibes, queiro publicar na sua fo-
lha essa informacao, que be a que abaixo trans-
crevo. Sou etc. etc. J. 4.
a No dia seguinte, logo que recebi a dita tua
carta, fui procurar o tal Jos da Silva, que eji-
contrei, e alm de Ihe fazer as perguntas que
achei necessarias, falleicom o Boticario, aonde
elle vai buscar algumas preparacoes, para os
seus doentes; conversei com o facultativo, que
lb'os vai sangrar, e com maisalguns, queestao
ao fado do caso, e todos estes me assevero que
os doentes sahem perfeitamente curados; s nao
afancao se a molestia tornar a reproduzir-se;
comtudo ba tres annos, que o homem cura, e
nao me consta que os curados (que ja tem sido
grande numero)se queixem de tornaren) a ser
afectados. Alm do que deixo dito vi alguns
dos doentes, sendo boje em n. de 8; um da liba
da Madeira, outro do Algarve, e outros de va-
rios sitios longes ; e com effeito observei, que
quelles que estavo por promptos, os vi per-
feitamente bonsjpormoque maisadmirei foi ver
um Padre do numero (('aquellos, de quem me
tinho feito a pintura mais horrorosa, e na
verdade foi exacta, pois me mostrou parte do
corpo (que para nao estar a figurar) era d'um
pefeito la/aro, isto he pelas abastecidas mar-
cas, que o cobriao tendo chegado a ponto de
se Ihe verem quasi parte dos msculos descar-
nados, eelledizia, que boje socontava sao ao
fim de 15 annos de padecimento.
Avista d'isto far o tou amigo o que bem Ihe
parecer. Restava-me dizer-te que se essa
pessoa tentar curar-so deve vir prevenida,para
arrendar casa propria que o mesmo Jos da Sil-
va ba de escolher ; porque nem todas servem
e aonde este faz o seu pequeo hospital, nao
tem capacidade bastante, nem aquella limpesa
que uma pessoa de decente tratamento neces-
sita.
Publicaeao a pedido.
Certifico que, revendo os autos de que faz
menea a petico supra d'elles consta ser o
theor da sentenca mencionada em a mesma pe-
ticao da forma e maneira seguinte.Vistos-
estes autos a sentenca de folhas 49, que refor
mou a de folhas 23, ambos constantes dos autos
apensos.o despacho recorrido &c. Julgo indigno
de provimento o presente recurso, insubsistente,
e millo por sor inlerposto da deciso proferida
em uma segunda denuncia sobre o mesmo laclo,
e sobre tudo posteriormente a dita sentenca de
folhas 59, quejulgou improcedente a primeira
por via de recurso, porquanto nao tendo o de-
nunciante na segunda denuncia offerecido ou-
tras provas, alm das que serviro de base a pri-
meira he claro que aquella atribuindo ao Ju-
iz perante quem fra dada odireito de a-
preciar e reformar a deciso desta, o que sup-
pe jurisdicSo superior, nao poda ser legal-
mente intentada, visto que na hypotbese nao se
d superioridade de jurisdic?o, e nom'esta pu-
de ordinariamente intervir seno por iulerpo-
sico de recurso : a opinio contraria nao so
prejudica a igualdado dos diversos Juizes forma-
dores da culpa, mas alm disto, violando a m-
xima non bis in idem, estabelece o meio de urna
perseguidlo interminavel contra qualquer cida-
dao, sobre quem nao peao, nem leves indicios
de criminalidade nos julgamentos anteroires, os
quaes poderiao ser tantos, quantos os das do
longo prazo assgnado para a prescripeo do de-
licto. E nem se diga, que os niesmos incon-
venientes podem resultar da opinio que ad-
miti arrepeticio da denuncia sob mwos funda-
mentos pois he bem sensivel, que un.a decisao
contraria aquella, quejulgou improcedente a
primeira denuncia, porm fundada em outras
provas nao se pude reputar dando s cousas o
seu valor intrinsico uma reforma de sent-.n-
ca mas uma nova sentenca sobre funda-
mentos novos, que nao foro at enta a
preciados, nem julgados por outro algum Juiz,.
donde vem.quo uma deciso,qualquer que seja,
sobre ellos nosepdedizer a reforma de nutra,
que os nao julgou. Debalde se allegara, que
a repetirlo da denuncia sob novasallegacesno
remove o segundo inconveniente em que me-
undo no 2. desta sentenca para a excluir
quando s bascado nos primeiros indicio; por
que nao s he raro,depois de todas as diligencias-
empregadas para fundamentar umu denuncia ,.
descobrir outros indicios para legalisar a segun-
da ; mas be at inverosmil que estes possao
ser sempre novos tantas vezes quantos ao de-
nunciante approuver emquanto nao prescre-
ver o dolicto. E as leis s attondem ao que ordi-
nariamente acontece. Jura conttitui oportet in
Ais, quee ut plurimum accidemt, I. terceiro f.
de legibus. Mas dada a possibilidade e mesmo
suppondo por um momento a facilidade de so
charem sempre novas provas para legalisar
repetidas denuncias, nem por isso sefazia ao de-
nunciado uma injuria, obrigando-o a respon-
der por ellas em Juiz ; porque neste caso sub-
sisto a fi'co de direito deque be elle a causa
moral de seu longo soflrimento emquanto se
nao defende do crime, que se lbe imputa. E he
esto (cumpro bem attender) o caso em que as
icis confio a prudencia,e perspicacia dos Juizes
de instrucrao o remedio contra os perigos de
uma perseguicao calculada e contra o zelo a-
fectado de alguns agentes pblicos, devido umi-
tas vezes a uma prevenco reprebensivel. He
pois deste modo que para nao offender as re-
gras da sciencia sem atlribuir ao legislador
um pensamento iniquo, e desordenado se deve
mo do nonrobrio o do pcccadc e& que be:
rfa
morrer... E emquanto padeeo taes tormentos,
elle be feliz, ama, be amado... Paco, nao
comprebendes o que eu quero, o que eu de ti
espero ?
Elle fez signal que sim.
O perigo ser grande, tornou ella; mas
com mao firme, com resoluco e prudencia, um
bomem he sempre senhor da vida de outro ho-
mem. Dar-te-hei uma recompensa que exce-
der a quanto podes esperar: far-te-hei rico,
nobre, se quieres...
E como elle a considerasse com ar de sorpre-
sa e de incredulidade, tornou ella com forca:
Sim posso fazer dalgo a quem quer que
matar a D. Alonzo de Gusmo I
Procurar um bomem, achal-o e feril-o
por detraz, disse Ir ia me rilo Paco Rosales, he
fcil vinganca. mas dura muito pouco: conheco
um inimigo de D. Alonzo, que a nao quiz. Tal
vez baja outra mais lenta e mais terrive!...
- Que queres dizer ? .atalhou Theresa.
Ento o mendigo tirou os papis que trazia
escondidos, e deo-os moca.
O que he ? disse ella espantada; papis
dirigidos a D. Gaspar Alonzo Prez de Gusmo,
Marque/, Conde e Sr. de Sao Lucar de Barra-
rneda, fidalg da Cmara de S. M. Caiholi-
ca 1... Quem tos entregou ?
Estavo nos alforges do um franciscano
que vinba de Lisboa, e talvez sejo provas do
quel). Alonzdde Gusmo be um traidor, um
rebelde ao Rei nosso senhor.
Theresa abri arrebatada as cartas, e vendo-
as isciipias cuui cifran:
Ah exclamou consternada, quem pode-
r lr isto ?
Nao serei eu 1 disse Paco admirado do
sbito esmorecimento da moca.
Houve um momento de silencio. Depois The*
resa proseguio:
Amanba saberei o que ellas contm.
Levantou-se para tomar uma bolsa de vellu-
do, que despejou toda no cbapo de Paco lio-
sales.
Oh exclamou esto deslumhrado, tama-
nba esmola Nunca recebi mais do que uma
dobla, e isso muito poucas vezes.
Quero enriquecer-te, disse tristemente
Theresa; quero que voltes para nossa cidade de
Valencia para alli viver tranquillo sem traba-
Ihar.
Foi sempre assim que vi vi, disse Paco in-
genuamente.
Sim, mas nao estenders e mo aos quo
encontrares, e poders tambem dar esmoias.
Sero necessarias, Paco, umitas obras pas para
resgalar tamanhos peccados.
Tenho a consciencia tranquilla, disse el-
le fechando os olhos e pondo a mo no peito.
Theresa tinha cahido em sua preocupadlo;
apertava com mo convulsa os papis que esta-
vo sobre os seus joelbos.
Meu Dos! disso ella com profundo sus-
piro; quanto soflro Vai-te, meu bom Paco, o
nao tu esquecas de mim as tuas oraces.
[Continuar-u-ha.)
v


ntender os ortigos 149 e 329 do cdigo do
processo criminal ; nem o contraro se centn:,
-*
ou resulta de sua disposico testual; antes d'el-
la seui esorco se deprehende que no caso de
improcedencia da primeiro denuncia, nao por-
que nao tenha sido descoberto o delinquente ,
mas porque o Juiz se n8o convence da existen-
cia do delicio nao se pode regularmente ins-
taurar de novo o processo nao obstante novas
informac5es; fpra com elTeito desconhecer gros-
seiramente as bases da instituido do Jury a
fonte e o carcter de seus julgamentos, e a es-
tensosobre tudodesuas attribuigSes antes das
reformas ao supradito cdigo, para suppor, que,
na hypothese referida, o artigo 329 quizesse
submetter a un novo exame o deciso do Juiz
de Paz. umu deliberaco tomada polo concellio
de juradoi. Pondo porm de parte todas estas
razes, e suppondo al que fossem sempre no-
tos e anda mais vigorosos os fundamentos da
segunda denuncia do que todos os que servi-
rao deprova na decisao, quejulgou improce-
dente a prirneira, nem por isso seriao aquellas
admissiveis, depois da sentenca de folhas 59 que
reformou a interlocutoria recorrida de folhas 23
terso constante como j fica dito do;, autos
apensos; sob pena de competir ao Juiz inferior
a faculdade de nullificar urna decisao do Juiz
superior ; o que fora sem replica conlroverter
a ordem estabelecida na jerarqua judiciaria da
inesma sorte que em todas as jerarquas soci-
aes sem que a isto se opponba nem mesmo a
razo de novos indicios. E be noste sentido
incontestavelmente quoo imperial avise de 17
deJuiho do atino prximo pretrito declara,
que oefTeito do recurso de pronuncia, quando
procedente, he a plena absolvicao do reo. A vis-
ta pois do citado aviso e em observancia do
artigo 327 do cdigo do processo criminal, que
nao permitte segunda aecusaco contra aquello,
que foi urna vez absolvido pelo mesmo crime ,
julgo irrito, e de nenhum efleito como se nun-
ca tivesse existido todo o processado posterior-
mente a j mencionada sentenca de folhas 59 ,
que absolveo o reo Serafim Joaquim Vinhas ,
a qual sentenca considero em seu inteiro vigor
como realmente est. Econdemno as custas
ao recorrente. O escrivao cumpra o seu regi-
ment.
Recile 5 do Agosto de 1844. Dr. Manoel
'Memies da Cunha Azevedo E mais se nSo
continha em adita sentenca,que eu Escrivo no
principio dcsta declarado e no fim do mesmo
assignado fielmente foi extrahir por certidao dos
proprios autos aos quaes me reporto e vai sem
cousa que duvida faca conferida e conserta-
da na forma do estilo, por mim subscripta e
assignada nesta cidade do Recife de Pernambu-
co aos 12 dias do mez do Agosto de 1844 vi-
gsimo terceiro da Independencia o do Imperio
do Brasil. Subscrivi eassignei em f de verda-
de.Daniel Gregorio da Silva Coutinho.
Editaos
Joo Xavier Carneiroda Cunha, Fidalgo Ca~
valleiro, Cavalleiro da Ordem de Christo e
administrador da Mesa do Consulado por
Sua Magestade O Imperador que Dos
Guarde, fjc.
Faz saber, que perante a Administraco da
Mesa s ha de arrematar no dia 13 do corren-
te, a porta da mesma urna caixa com assucar,
aprehendida pelos respectivos Empregados do
Trapixe da Companhia por se ter echado o dito
assucar viciado; sendo a arrematacao livro de
despeza ao arrematante. Mesa do Consulado
de Pernambuco 9 do Agosto de 1844. O
Administrador Joao Xavier Carneiro da Cu-
nha (U)
A Cmara Municipal da cidade do Recife e seu
termo Sfc.
Faz saber, que se achao divididas em dis-
trictos de paz as freguezias de seu muincipio ,
excepto a de S. Jqg da maneira seguinte: -
A freguezia de S.Frei Pedro Gonealves em dous
districtos O primeiro comprehender todo o
territorio, que fica ao Norte atf a diviso com
a Ireguezia de S. Pedro Martyrd'Olinda, prin-
cipiando da casa do Trapixe da Companhia. se-
guindo por traz da Igreja do Corpo Santo e
d'ahi ao becco de Carvalbo Medeiros em linha
aos mais beccos at sahir ao rio, ficando-lh,
pertencendo todos os beccos ras e pracas ,
que o limitao. Ao segundo fica pertencendo
toda amis parto da dita freguezia at o arco de
Santo Antonio exclusive.
A freguezia de Santo Antonio do Recife em
dous districtos O primeiro comprehender
todo o terreno ao Norte partindo da escada do
caes do Collegio em linha a ra do Rozario es-
treita destorcendo pela ra das Trincheiras ,
ra Nova at o caes da ponte da Boa-vista fi-
cando Ihe pertencendo as ras pateos, e bec-
cos que o limitao. Ao segundo ficar per-
tencendo o restante da mesma freguezia.
A freguezia da Boa-vista em 3 districtos. O
primeiro comprehender todo o territorio, que
fica ao Leste da linha tracada de Norte a Sul,do
porto dos Coelhos ao fim da ra dos Pires, don-
de seguir pela ra do Palacio do Bispo at a
esquina da ra de Belem exclusive,o d'ahi subi-
r a travessa do Pombal, continuando pela es-
trada do dito nome a casa da porta d agoa, e em
seguimonto a estrada velha de Santo Amaro at
de Pernambuco 12 de Agosto de 1814.
O Secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
avisos man tumos.
1 Para o Porto sahir com a brevidade pos-
sivel, por ter parte do seu carregamento promp-
to, o hrigue portugue/. Ventura Feliz Capi-
lo Antonio Francisco dos Santos ; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem di
rija-se ra da Cruz n. 45 em casa de Joaquim
Jos d Amorioi. /7)
moxarifado, urna porcao de bolaxa arruinada .' a negocio faz publico que sua casa loias fi-
propria para o sustento de animaes, e igual- cao girando da mesma forma, sob a administra-
mente urna porcao de farinha, que por achar- cao dos Srs. Joaquim Luiz de Mello Carioca e
se n'esse estado so pode ter essa applicagao. Se-' Antonio Luiz Gonealves Vianna, que fico com-
cretaria da Inspeccao do Arsenal de Marinha petenlemente autorisados para tudo rosolverem
em sua ausencia ; o infrascripto, nao podendo
pela rapidez e precipitacao de seu embarque{no
vapor Imperatriz) despedir-se pessoalmente de
todos os seus conbecidos, o faz por esto meio ,
rogando-llies acceitem as suas saudosas des-
pedidas. Guilherme Augusto Rodrigues Sette,
- Furtaro na madrugada do dia 11 do fr-
renle, da praia do becco do Monteiro no bairro
do Recife, 0 enxains de 20 palmos e alguns de
menos, sendo \ do sicopira ; roga-se a pessoa a
quem sejo offerecidos, ou delles tenha noticia
de os aprehender e participar na ra da Madre
de Dos n. 7 que ser bem gratificada.
= Furtrao de detraz do armazem do falle-
cido Bento Jos da Costa urna canoa grande,
que pega 1000 lijlos, a qual era fabricada de
novo e com una caverna nova rom um peda-
zo de corrente c urna falexa de ferro ; quem da
inesma der noticia dirija-se ao armazem da
ra da Sen/aa relba n. 106. que ser recom-
pensado.
l = Antonio Jos de Magalhes Basto vai a
Europa com sua familia e (ca com sua procu-
racao os Srs. Joaquim Teixeira Peixoto B.
Lasserre & Companhia, Thomaz do Aquino
Fonseca Commendador Manoel Gonealves da
Silva. ^ (6)
=Dcseja-se saber a residencia do Sr. Fran-
cisco Jos Duarte para se Ihe Miar ; tenha a
bondadeainiunciar por esta folha para ser pro-
curado.
= Da'-se a premio a quantia de 500i rs.so-
bre penhores de prala, ou ouro ; na ra do Ro-
WHBBS5&JI1U -v
Leiloes.
2 O corretor Oliveira continur souloilo
de mohilia eoutros objectos, que vender por
todo o preco; terca feira, 13 do corrente, s 10
horas da manhaa na casa de quatro andares
pertencente ao Exm Senador Manoel de Car-
valho na ra do Amorim. (6)
Avisos diversos.
a ponte nova da Tacaruna. O segundo com-
J5ej~-M

SIL. "U'l'Mi'JL.I.a
Alfandega.
Rendimento do dia 12......... 5:484,>329
Descarregao hoje 13.
Barca W m Ruisell diversos gneros.
Brigue inglez Cecily carvao de pedra.
Brigue Cecilie diversos gneros.
Brigue francez A S( Mario vinhos e sabao.
Escuna Nile diversos gneros.
Brigue Triumphante dem.
Movimento do Porto
Navios entrados no da 11.
Rio de Janeiro ; 20 dias, fragata americana
Erie commandante Dukes.
Porto ; 35 dias barca portugueza Leal, de
430 toneladas, capitao Manoel Alves da Cu-
nha equipagem 20 carga lastro ; a Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
Lisboa ; 26 dias brigue portuguez Trium-
phante de 347 toneladas capitao Silverio
Manoel dos Res equipagem 20 carga ti-
nta e mais gneros; a Mondes & Oliveira.
Navios sahidos no mesmo dia.
Antuerpia ; brigue francez Arago, capito S-
mao Duquer carga assucar.
Swansea ; brigue inglez Ituna capitao San-
derson com a mesma carga que trouxe.
Navio entrado no dia 12.
Cotinguiba ; 4 dias biate brasileiro Especu-
/der Aa 'i toneladas cspito Jos Mau-
ricio da Silva equipagem 6 carga varios
gneros.
Navios sahidos no mesmo dia.
New-York; fragata americana Erie,comman-
dante Duk is.
Liverpool; barca inglcza Priscilla capitao
Inhn Tavlnr
-f-
fOrfTO ol/Trtrtart n ncfliiAnr
prehender todo territorio que fica ao Oeste
da prirneira linha tracada seguindo pela na
de Belem travessa do Boi, por onde subir
at a ponte do Manguinho e d'ahi partir pe-
la estrada dos Afflictos.Cruzd'Almas.at a diviso
das freguezias d'Olinda e Poco da Panella.
Ao terceiro ficar pertencendo todo o restante
da freguezia.
A freguezia de S. Amaro de Jaboato ter
dous districtos. O primeiro comprehender
todo o terreno ao Leste em que se achao era-
vados os engenbos de Gurja de baixo, Cara-
na Morenos Serrara e todo o mais terri-
torio pertencente ao primeiro districto policial.
Ao segundo ficao pertencendo todos os enge-
nbos povoados e trras que formao o segun-
do districto policial.
A freguezia de S. Lourenco da Matta em
dous districtos. O primeiro comprehender
todo territorio que fica ao Norte do Rio Capiba-
ribe ; pertencendo-Ihe todos os engenbos, p<> -
voados e trras que o limitao. Ao segundo
fica pertencendo o restante da mesma freguezia
A freguezia do Poco da Panella em dons dis-
trictos. O primeiro comprehender a parte ,
que fica ao Leste e divide as freguezias da
Boa-vista Olinda e Paratibe partindo da
porta d'goa do assude de Apipucos e casa de
Antonio Luiz Gonealves ; ficando Ihe perten-
cendo todo o terreno do Brejo Passarinbo e
quaesquer propiedades que o limitao. Ao
segundo fica pertencendo a outra parte da mes-
ma freguezia.
A freguezia dos A (Togados em tres districtos.
O primeiro comprehender todo o territorio ao
Sul. exclusive os engenbos Cordeiro, do Meio,
Curado, S. Joo, e S. Francisco. O segundo
comprehender os engenbos cima ditos at a
diviso da freguezia do Poco da Panella. O
terceiro comprehender toda a capella Curada
da Boaviagem.
E para que chegue aoconhecimento de to-
dos mandou a Cmara fazer o presente, e pu-
blical-o pela imprensa. Recife em sessao extra-
ordinaria de 10 de Julho de 1844.
Jos de Barros Falc&o de hacer da,
Pro-Presidente.
Fulgencio Infante de Albuguerquc e Mello.
Secretario.
Deca r\ qo.
D'ordem do Illm. Sr Inspector do Arse-
nal de Marinha laco publico que no dia 16 do
corrente mez, pelas 11 horas da manha ven-
.lr t'>_h> flrn h*e< niihlinn
uva wv ** uitt*tu i'uviivv*
MM fVS tu
do
- O abaixo assignado se acha estabelecido
na ra da Penha n. 5, primeiro andar, onde
igualmente tem estabelecido a typographia so-
cial Nazarena ; pretende advogar principal-
mente no crime; aquelles que se qui/erem uti-
lizar de seu presumo o pdem procurar nos
diasuteis: oflereco-se igualmente a todos os
miseraveis e aquellos que sofrerem prepoten-
cias e nao poderem promover seu direito o
que fan gratuitamente.
Antonio Borgesda Fonseca
l=Correm-se folhas e tiro-se passaportes
pira dentro e fra do imperio, por preco mais
commodo do que outra qualquer pessoa, e com
a maior brevidade possivel; na travessa da Ma-
triz de S. Jos n. 21, ou na ra do Rangel ven-
da n. 45. (6)
1=0 Sr. que por engao tirou urna carta do
Correio, com o nome de Antonio de Souza S ,
vinda do Porto pelo brigue Ventura Feliz ,
queira fazer o favor de a entregar, ainda que
seja aberta; na ra do Vigario n 13 terceiro
andar, ou annuncie sua morada. (6)
l=Preciza-se alujar um primeiro ou se-
gundo andar sendo em S Antonio em ras que
nao sejo esquisitas e tenha 2 salas, 2 ou 3
quartos, cozinha separada, e que o seu aluguel
"So exceda a mais de 11 at 12* rs. mensaes,
quesefar prompto pagamento eter-se-hamui-
to aceio; quem a tiver, dirija- se a ra da Madre
de Dos n. 9. (3)
l=Arrenda-so pelo tempo.que se contratar,
o sitio do Manguinho do Exm. Sr. Barao de
Itamarac, com excellente casa de sobrado, ca-
sa para feitor, estribara e outros arranjos para
grande familia, assim como dous vveiros, mui-
to boa baixa para capim e diversas arvores de
fruto ; trata-se na ra do Hortas n. 140. (7)
l=Arrenda-se urna morada de casa terrea
abarracada no lugar do Manguinho pertencen-
te ao Exm. Sr. Baro do Itamarac rom 8
quartos, estribara senzalla de pretos e mais
arranjos para grande familia e por um preco
bem mdico ; trata-se na ra do Hortas nu
mero 140. (7)
l=No principio da estrada do Poco ha para
alugar um sitio com boa casa de vivenda co-
xeira senzalla e boa agoa do beber ; os pre-
tenderes entendo-se com o seu proprietario
Francisco da Silva,morador na ra da Cadeia do
Recife. (2)
l = D;-sedinheiro a premio com penhores de
ouro ou prata, mesmo em pequeas quantias;
na ra estreita do Rozario n. 22, 1. andar.(2)
A pessoa que annunciou querer 200 a
300j rs. ; dirija-se ao largo do Livramento n.
27, primeiro andar.
F. E. Alves Vianna embarca para o Rio
Grande do Sul a sua escrava Joaquina, de na-
cao Nagou.
Furtrao no dia 11 de Julho p. p urna
negra de nome Maria, idade de 13 annos, na-
co Cambund, cara comprida nariz afilado ,
olhos grandes, a dita preta he escrava de Luzia
Maria de Mendonca, moradora em Fra de
Portas n. 35, desconfia-se estar vendida para
o Rio Grande do Norte ; quem der noticia cer-
ta ter IOOji rs.: desconfia-se ter sido furtada
por um pardo connivente com um Portuguez,
o quaes letdrS carregada por um prcto para o
embarque.
= Precisa-se de costureiras, que saibo Ira -
balbarem obras de alfaiate ; as que estiverem
neste caso, dirijo-se junto ao Corpo Santo, ra
do Torres n. 12.
/ario da Boa-vista n. 53 segundo andar.
= Guilherme Augusto Rodrigues Sette pre-
1 =Antonio da Silva Gusmo, contratador
do sello das cartas de jogar faz ver aos mo-
radores da freguezia de S. Jos do Recife quo
tem nomeadoseu agente naquella freguezia ao
Sr. Manoel Joaquim Pinto Vlacnado Guima-
raes, com estabelecimento as Cinco Ponas
para ser quem nicamente venda all as cartas
de jogar, e pelo presento prohibo toda e qual-
qmv pessoa sem que seja o dito Sr Guimares,
a vender cartas. (10)
1 A pessoa a quem fdrem offerecidas para
comprar trez facas de cabo do prata por algum
almocreve ou qualquer outra pessoa no lugar da
Estrada-nova, perto do engenho Secupira. at
esta praca; querendo aprendel-as e denunciar
o ladrao, poder dirigir-se aos A (logados a
Antonio Joaquim de Almeida, que ser gene-
rosamente gratificada. (8)
1 Quem precisar de um rapaz Brasileiro de
idade de 20 annos para caixeiro de qualquer
arrumacao, exceptuando taberna,ou mesmo pa-
ra cobrancas, dando fiador a sua conducta ;
annuncie a sua morada. (5)
2=F. H. Luttkens mudou-se no Recife, pa-
ra a ra da Cadeia casa n. 16. (2)
2= Innoccncio Antonio da Cunha subdito
Portuguez, retira-se para lora do imperio. (2)
O GUAHARAPES.
Peridico ordeiro e gover*
nisft.
Sabio i luz o segundo n/, e
achase venda na Praga da
Independencia n. G e 8, a 80
rs. cada numero. (9)
LOTERA da MATRIZ da
BOA-VISTA,
'1'endo liavido rpida vendadosbilhetes desta
lotera, o andamento das rodas ter lugar no dia
22do corrente, ou talvez antes, como j foian-
ounciado : os bilhetes acbo-so a venda as lo-
jas dos Srs. Vieira e Cunha cambista Luiz
Antonio Pereira & Companhia ra do Quei-
mado ; Moreira Marques ra do Cabug e
no atierro da Boa-vista loja de ourivesdo Ja-
cintho. (12)
e=s Arrenda-se o sitio prximo a Igreja dos
Aflictos quo foi do cirurgiao Peixoto com inui-
to boa casa e bastantes arvoredos e com to-
das as proporcoes para morar urna numerosa fa-
milia quem a pretender arrendar, dirija-se
ao fim da ra da Roda casa de dous andares em
que mora iWesquita que ahi se poder tratar do
ajuste; tambern se vende ou permuta por outros
predios, ou se vende a dinheiro on a prazo com
boas firmas.
2 = Precisa-se de um caixeiro que tenha
muito boa leltra e quo nao seja maior de 16
annos; a fallar no armazem n. 1 no cais d'AI-
(andega. (4)
2= U-so dinheiro a premio com penhores
de ouro mesmo em pequeas porr-Oes ; na roa
Nova n. 55. (3;
2.=. Aluga so o segundo andar do sobrado da
ra da Lapa n. 6, por preco commodn : tr-
oi- v...u0 laxar ja ma iagi iura ua provincia tar na ra da Gloria da Boa-vista n. 95. (3)


D-se rfnheiro a premio sobre penhores
de <>ur<, ou prata em pequeas quantias at
\Q')j rs.; n roa da S. Cruz n. 86.
1 Aluga-se o primeiro andar da casa de
dous ditos por cima da segunda venda em Fra-
de-portas ; a tratar na mesma venda. (3
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Penha com cotnmodos sullicientes e
muito fresco ; a tratar na ra das Trincheiras
o. 42, segundo andar das o' as 9 boras da ma-
nha e de urna as 4da tarde.
2 Madama Theard, modista na ra No-
va n. 32, faz sciente ao respeitave publico e
em particular aos seus froguozes que na sua
casaseacha um grande sortimento do chapeos
para senhora, de padroes modernos, do ulti-
mo gostoemui galantes, assim como outras
muitas cousas da moda; e tambem se acba sem-
pre todas as qualidades do cabellos marrafas,
crescentes e cubelleiras. (9
3 Manoel Rodrigues de Si Portuguez,
vai ao Rio Grande do Sul tratar de seus nego-
cios. (3
4Perante o Illm.Sr.Jui/ do civel na ruc
do Sol, no dia 14 do crrante Agosto, tcra lu-
gar a segunda praca da casa penliorada a An-
tonio Pinto de Azevedo, sita na ra da Praia n.
4-3, hypothecada para sua construccao por es-
cripiuru especial; quem quizer arrematar com-
pareca na dita praca ofTerecendo o abaixo as-
signado ao arrematante a pagar-lhe competen-
te meia siza, pela qual he obrigado o dito arre
matante, para assim com mais brevidade ser
embolsado o exequente do seu dinbciro que
emprestou para construccao do mesmo predio ,
quo se pode ver o valor no escrivao Reg.
Manoel da Cunha Guimaraes Ferreir. (14)
5Johnston Pater & C. teem constantemen-
te venda taixas de ferro batido e coado mo-
endas de forra de 4 a G cavados, baix e alta
pressao tudo por preco commodo : na ra da
Made de Dos n. 5. (Bj
sJviso importante ao publico.
14 Acaba de cbegar urna porco nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegetaes americanas, sendo
a composieao d'ellas inteiramente vegetal e ja
tao conhecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febres rlieumatismo lombri-
gas ulceras, escrfulas, erysipelas, e he o me-
ihor remedio conhecido para o sangue; roga-se
aos infermos de provarem esto affamado reme-
dio. Vende-se com seu competente receituario
em casa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na na da Cadeia em casa de Joao
Cardoso Ayres, ra Nova Guerra Silva e Com-
panhia Atterro da Boa-vista, Salles e Chaves
ao preco de 1000 cada caixinha. (17)
2 Desappareceo no dia 10 do corrento urna
cabra (bixo) de cor preta, que est prenha ;
mas com leite ainda, e tem os seguintes signaes:
testa branca, orelhas curtas, chifres grandes ,
barba branca e comprida mos pintadas de
branco porcima dasunhas.um peito maior do q'
o oufro; ella lovou urna volta de corda amarra-
da no pescoco, e julga-se estar amarrada por
se tor feito algum damno ; a pessoa que tiver
noticia d'ella, queira participar na ra Formo-
za n. 11, que ser gratificada. (11)
2 Perdeo-se na noute de 3 para 4 do cor.
rente, da casa da^sociedade Apollinea, at a de
n. 20 da ra da Aurora, vindo pelas ras da
Cadeia do Crespo, Queimado Rosario es_
treita largo do Carmo, das Flores, fec., uma
pulceira do ouro com uma podra encarnada bo_
ieada e lisa, ulna (ap!c6ra) franceza o demui.
to gosto ; quem a tiver acbado querendo-a
restituir, dirija-sc sohredita casa da ra da
Aurora n. 20 que receber uma generosa
gratificacao. (11)
Compras
3 Comprao-se 25 a 30 milheires de lijlos
de alvenariu posto na obra, em Fra-de-por-
tas a razao de Id,/ rs. o milbeiro ; na ra do
Vigarlo n. 23. (4
Comprao-se meias garrafas vasias, quete-
nhao sido de Le Roy e agoa ingleza, ou mes-
mo de qualquer outro liquido ; na ra do I.i-
vramento loja n. 2.
Compra-se a arte de grammatica latina de
Jos Vicente de Moura, acommodada ao uso
das aulas, estando j usada; na ra Bella n. 45.
iComprao-se ps de larangeiras, para mu-
darem-se, preferindo-se j exchertados de
embigo ou selecta ; na ra Nova n. 44 se-
gundo andar. (4
1Comprao-se 4 a 6 milheiros de lijlos de
alvenaria de boa marca, posto ao p da Pon-
te-velha sendo os lijlos feitos de Apipucos
at S. Atina a raso de \7 rs. o milheiro; na
ra da Madre de eos segundo andar confron-
te a igreja nos dias uteis das 7 horas as 8 da
manhaa e das 3 as 5 da tarde e nos dias san-
tos na ra da Gloria sobrado de dous anda-
res a qualquer hora do dia. t
1 Comprao-se dous cachorros atravessados,
de 4 a 6 mezes ; na ra da Praia, armasem
n. 2. (2
Compra-se uma rede escura para tipoia ,
quesejagrande ; natuaNoYa, aruiaseoin. 67.
Vendas
5Veuue-se uma ureia de nacao Baca, de 20
annos lava, ongomma cosinha e vende na
ra; na traveseado Veras, na Boa vista n. 14. (3
3 Vende-se o dimito mercantil por Silva
Lisboa 2 v. ; a arte do navegar por Manoel
Pimentcl 1 v.; um pratical navegador em iti-
glez em muito bom uso duas colleccdes do
Diario de Pernambuco de 42 a 43 uma an-
cora de ferro com sopo de pao, de 14 a 16 quin-
taes j experimentada por preco commodo ;
em Fra-de-portas ra do Pillar n. 85, segundo
andar. (9
2 Vende-se um diccionario allemao e fran-
cez, francez o allemao em dous volumes, 1
diccionario francez e inglez dous volumes da
historia mora) de todos os povos, um diciona-
rio inglez e italiano em dous volumes um dito
francez e italiano regra de escripturarios, 5
volumes de comedias francezas, um volme da
cultura da canna do assucar, Pariz moral
philosophica, um jardineiro solitario em fran-
co? ; e em inglez Anastusius the deroted the
cook ; Moral tales ; Little plays ; bistory of ro-
ma ; Jackashore ; a Cook of the passions ; the
Courtier; Tales of fashionable life 3 v. ; Jack
Sheppard ; Michael armstrong ; the Waverley
Cook'; Midshipman casy ; the idler in italy ;
Jacob faithful; Chichton ; Darnley; Thei Wido
Barnaby; e uma lancha nova em bom ociado ,
com todos os seus pertences vellas remos e
Se. ; um bote novo em bom estado ; no beco
da Lingocta n. 2. (19
2Vende-se boa farinha de mandioca do S.
Malbeus a 2800 rs. o alqueire da medida ve-
Iha ; bom milho em sacca a 3200 rs. ; a bordo
da lancha Fiordo Mar e na ra da Cadeia de
S. Antonio n. 19. (5
2 Vendem-se duas toalhas de lavarinto ,
mui bem feitas por preco commodo ; na ra
do Arago n. 21. (3
2 Vendem-se os livros de chimica e pliysi-
ca divertida, duas rabecas novas, por preco
commodo ; assim como compro-se imagens
velhas e quebradas ; na ra das Cruzes loja
de pintor o vidraceiro n. 28. (5
2Vende-se um cavallo alazao carregador
e esquipador ; no Atterro da Boa-vista venda
ao p da ponte. (3
2Vendem-se grosas de logo americano, de
boa qualidade resmas de papel almaco de
meia hollanda ditas cutre-finas de 100 cader-
nos por preco barato ; na praca da Indepen-
dencia loja de miudezas n. 4. (8
2 Vende-se uma mulata de bonita figura,
moca, propria para mucama por ser muito
civilisada ou para tomar conta de uma casa ,
do que tem bastante pratica sabe cosinhar,
engommar e coser, ao comprador so dir o
motivo da venda; na ra da Cadeia do Recife ,
loja n. 20. (7
2 Vende-se uma venda no largo da Penha,
com poucos fundos defronto da ribeira da fa-
rinha n. 3; a tratar na mesma venda. (3
2 Venderse uma canoa nova de amarello,
mui bem construida quecarrega 2408 lijlos
de alvenaria grossa ; uma nogra de nacao An-
gola de 28 annos sem vicios nem achaques,
muito boa lavadeira cosinha perfeitamente;
na ra da Praia venda n. 27. (6
2Vende-se um bom rologio de ouro um
cordo do dito um annelo moderno com um
diamante grande tudo por preco commodo ;
na ra Nova n. 55. (4
2 Vendem-se resmas de papel almaco a
2500 rs. ede peso a 3600 rs. finha de car-
retel bicos e rendas francezas clcheles, es-
tojos de navalhas de barba de varias qualida-
des linha de marca e outras miudezas ; na
praca da Independencia n. 5. (6
2- Vendem-se csixss com folbas de cobre
para forros de 20, 22 e 24 oncas por preco
commodo ; em casa de Me. Calmont & Compa-
nhia na praca do Corpo Santn. 11. (4
2 Vendem-se pianos do bem conhecido au-
tor Broadu'ood ltimamente chagados de Lon-
dre ; em casa de Me. Calmont S Companhia ,
na praca do Commercio. (4
2Vende-se um escrava denacSo de 12 a
14 annos, sem vicios ndm achaques, com prin-
cipios de costura e de cosinha ; na roa da
Cadeia de S. Antonio n. 26.
2Vende-se lagedo de Lisboa de superior
qualidade por preco commodo ; no largo da
Assembla escriptorio de Francisco Severiano
Babello. (4
2Vende-se uma venda na ra da Senzalla-
velha n. 46, com poucos fundos e cotnmodos
para familia tem quintal, cacimba e cozinba
fra, com algum dinheiro a vista e o mais
com boas firmas com praso que nao desagra-
dar ao comprador ; a tratar na mesma venda,
das 9 horas da manhaa as duas da tarde. (7
2 Vendem-se tren porcas de boa qualida-
de e alguns leites; na ra Imperial n. 18 ,
armasem de sal, de Francisco Xavier das Cha-
gas. (4
Vendem-se cbilas francesas muito largas e
de cores lixas a 260 rs., ditas escuras e claras a
160 e 180 rs. ganga azul a 80 rs., castores de
cores a 160 rs chales de cassa grandes com
quadros de cores a 400 rs. ditos de laa a 2200
e 3# rs. pecas de algodaozinbo com 16 varas a
2240 rs. pecas de babados de linbo com 30
varas a 3200 rs. e estreito com 15 varas a 1600
rs., los de linhode marca grande e de bonito!
gosto a6fe 6400 rs. colarinhos bordados pa- !
ra camisa de menino.a 320 rs., um grande sor-
timento de toucas de fil de linho para senhora |
a 1600 rs. golas para dita a 1600 rs., tudo
por barato proco ; na ra do Queimadojn. 29,
casa amarella loja de Novaos.
Vendem-se os seguintes Hvros ; dicciona-
rio Magnum Lexicn dito francez por Fonse-
ca Salustio a obra de Virgilio, grammati-
ca philosophica a vida de D. Joao de Castro,
grammatica portugueza por Bento Jos de Fi-
gueiredo, Telemaco diccionario por Vieira ,
fbulas, Selecta diccionario de verbos irregu-
lares em francez grammatica franceza por M.
verde, as licons de lgica por Genuense, 1 burro
de Salustio traducido ao p da lettra.dos captu-
los 24 a37 e 41 a 47, e numerados de 1 a 27,do
Cathelina todos em bom estado; na ra Direi-
ta, loja n. 2.
Vendem-se taboas de assoalbo de ama-
rello elouro com 30 palmos de comprido ; na
ra da Praia da ribeira, sobrado n. 35.
Vende-se uma mulata mucama recolhida,
de 19aHnos, perita engommadeira bonita fi-
gura e de boa conducta ; um moleque peca de
16 annos, bom cosinheiro ; 4 escravos para
todo o servico ; uma escrava de 25 annos sa-
bendo fazer todo o servico de uma casa ; uma
parda de meia idade boa cosinbeira ; na pra-
ca da Boa-vista n. 19.
Vende-se uma armacSo para venda, ou
botequim com canteiros e balanca por pre-
co commodo ; na ra do Nogueira n. 1.
Vende-se mel de abelha de muito boa qua-
lidade a 360 rs. a garrafa, uma barretina 6 cha-
pa para guarda nacional por preco muito em
conta; no Forte -do-Matos ra do Codorniz ,
venda n. 4.
1Vende-se diariamente leite puro sem agoa,
das 6 as 8 horas da manhaa, affianca-se a qua-
lidade por ser do mesmo que at agora se
venda na ra Direita casa do nicho n. 99 ; na
ra das Flores n. 15. (B
1 No Recife ra da Cruz n. 23 es-
criptorio de Jos Antonio Gomes Jnior,
contina-se a vender saccas com alqueire de
farinha de mandioca muito fina e alva feita
na Moribeca pelo preco commodo de hjf rs. (5
|_ Vendem-se 8 travs de 45 palmos e 10
pollegadas em quadro de boas qualidades,
por preco commodo por seu dono se querer re-
tirar para Goianna ; na serrara ao p da ponte
da Boa-vista. (8
1 Vende-se superior manteiga ingleza a
800 rs. a libra, e franceza a 560 rs., velas de
espermacete americano muito alvas de 6 em
libra a 880 rs. dito francez de 5 e 6 em libra a
800 rs. cMvadiniade Franca a 240 rs., bervi-
Ihas muito novas a 160 rs. estrellaba para
soupa a 120 rs. letria fina a 200 rs. queijos
novos a 1280 rs., milbo alpista a 320 rs. o
quarteiro, painco a 240 rs. batatas muito
novas a 80 rs.. farinha do Maranhao bem alva
a 100 rs. meias resmas de papel de peso azul
e branco a 1600 rs. e de machina a 1800 rs,
superior cerveja branca de bocea de prata a 440
rs. vinho muscatol a 400 rs. a garrafa e to-
dos os mais gneros de venda ; na ra das La-
rangeiras n. 16. (16
1Vende-se um moleque peca de 14 annos ;
as Cinco-pontas n. 71. (2
Vende-se uma porco de cera de carnauba
de boa qualidade, por preco commodo; no
Atterro da Boa-vista n. 76.
Vende-se um moleque de nacao proprio
para campo ; um mulato claro ceg do um
oiho ambos por 500/ rs. isto para ajuste
de contas ; na ra larga do Rozarlo, loja de
miudezas n. 35.
Vendem-se dous moloques de nacao de
16 annos com bonitas figuras e ptimos para
todo o servico ; um dito de 8 anuos; uma es-
crava de nacao de 20 anuos cose, engomma
e cosinha bem; dous escravos de nacao Mocam-
binun. nroprine paro todo o servico, todos dao-
se a contento ao comprador ; na ra Direita
n. 3.
Vende-se uma venda na ra Direita dos
AfTogados, com poucos fundos n. 28 ; a tra-
tar ua mesma venda.
Vende-se uma negrinha de 12 annos, de
nac-"'o ; na ra do Hospicio n. 23.
Vende-se urna rica mesa redonda de meio
de sala, um braco de balanca grande, que pesa
mais de cem arrobas, tambem os pesos tudo
por preco commodo ; na ra Imperial n. 2.
Vende-se uma escrava de nacao, muito
moca e de bonita figura ; na ra do Aragao
n. 1, segundo andar das 7 as 8 horas da ma-
nhaa e das 3 as 6 da farde.
1Vende-se sal de Lisboa em grandes e pe-
quenas porces; na ra da Moeda, armasem
n. 9. (3
1 Vende-se o hiate brasileiro Bom Jess
dos Navegantes de 40 toneladas novo todo
apparelhado e prompto a navegar, chegado,
ha dias, de S. Matheus ; a tratar com o capi-
tao Antonio Ferreira Marques a bordo do dito
hiate fundeado defronte do Trem, ou com Gau-
dino Agostinho de Barros, na pracinba do Cor-
po Santo n. 66. 8
1 Vendem-se 4 escravos bons serradores,
mocos e sem vicio algum vende-se por preci-
so ; no Forte-do-Mattos, serrara de Joao Ma-
chado Fernandes Lima. i
1Vende-se rotim superior chegado prxi-
mamente por preco commodo ; na ra da
Florentina n. 14 em casa de J. Beranger. (3
I Vende-se uma canoa de um s pao que
carrega 7 patacas de agoa a vintem o balde :
emFora-de-portas sobrado de Belchior Jos
dos Reis. (4
1 Vendem-se sementes de hortalica sorti-
>
da folha de louro om eiches esteiras de An"
gola superiores, doce de goiaba em caixoes
grandes em pequeos dito de arass abanos
a 1200 rs. o cento caf de cevada a 160 rs. a
libra dito decarosso a 120 rs. cevada a 1600
rs. a arroba e a 60 rs. a libra chocolate da Ba-
bia a 100 rs. o pao, cevadinha de Franca a
280 rs. farinha do Maranhao a 120 rs. bo-
lacbinba quadrada a 280 rs., dita pequea a
240 rs. encbofre a 100 rs. banha de porco a
400 rs. manteiga franceza a 560 rs. azeito-
nas pretas a 280 rs. a garrafa cerveja branca
bocea de prata a 480 rs. a garrafa dita -preta
560 rs. cordas de embira branca proprias
para andamos a 3500 rs. o cento velas de se*
sebo do Porto, imitando a espermacete a 360
rs. a libra canela nova a 640 rs. graxa de
n. 97 a 160 o boio vassouras de timb a 48
rs. a duzia garrafas vasias a 6/ rs. o cento ,
milho alpista a 640 rs. a cuia rolhas para
garrafas a 400 rs. o cento, superior genebra da
Hollanda a 360 fs. a botija sebo de Hollanda
a 280 rs. ; na ra estreita do Bozario venda
n. 8. (25
i Vende-se por precisao uma escrava mo-
ca de nacao, boa quitandeira e cosinheira; na
ruada Guia n. 12. (3
1 Vende-fe resina de batata ; na ra da
Cruz n. 64. (2
iVende-se uma preta por muito baixo pre-
CO por estar doente ; no Beco-largo da matriz
do S. Antonio n. "4, segundo andar. (3
1Vende-se uma armaco de venda em uma
casa no Poco-da-panel!a com frente para o
rio e para a igreja; para ver em casa do Snr.
JoaquimJos de S. Annu, junto a mesma, e
tratar na ra do Livramento venda n. 38. 5
1 Vendem-se 300 garrafas vasias mui lim-
pas proprias para recober liquido chocolate
de Lisboa a 400 rs. a libra e 100 rs. o pao ,
batatas de Lisboa da melhor qualidade possivel
a 100 rs. a libra tapioca do Maranhao a 80
rs. a libra cevadinha de Franca a 200 rs. ,
cha de primeira e segunda qualidade a 2# e 2400
rs. banha de porco muito alva a 320 rs., rap
de Gasse a 1000 #., dito Vilete a 800 rs., car-
ne e toucinho de Minas ptimo para as boas
faijoadas e todos os mais gneros de venda por
barato preco ; na venda da esquina da ra do
Aragao, que volta para a S. Cruz, n. 43. (13
Vende-se uma escrava crioula de bonita
figura de 20 annos, por preco commodo; na
ra do Nogueira n. 45.
Vende-se uma armacao de amarello, nova
e feita a moderna, toda envidracada com a
facilidade de se poder desmanchar todas as suas
pecas e poder ser colocada aondo convier, por
preco commodo ; na ra Nova n. 22 em casa
de Garnier relojoelro.
Vende-se um degro para cama que ser-
ve para poltrona composta de novo um ga-
mao com damas e suas pedras, por 12/rs.; na
ra estreita do Rozario n. 32.
Vende-se um braco do balanca pequeo ,
proprio para balero de venda ou acougue; na
travessa das Cruzes n. 44.
Escravos fgidos
1Desappareceo em 16 de Outubro ( e nao
em 16 de Setembro como por engao foi an-
nunciado nos Diarios ns. 161, 162 e 163 de
Julho de 1844} do anno p. p. uma preta de ri-
me Florencia de 13 a 14annos, estatura re-
gular segundo a idade, secca do corpo c.-
beca mal (cita nariz chato e grosso, bocea
grande, boleos grossos ps grandes e mal fei-
tos falla desembarazada e ao mesmo lempo
muito sonca ; roga-se a todas as autoridades
policiaes e mesmo pessoas particulares tenho
'od? v"!anc3 sobre dita osera? nara vitar
que a nao embarquem pois j foi vista no
Forte-do-Mattos por mais de uma vez e sbe-
se que ali est oceulta no caso de nao appa-
recer obrar com todo o rigor da lei contra
o aceitante e sabe mais que a dita escrava
fallou nao ha muito tempo e no referido lugar
com um preto quo trabalha em bote conhe-
cido tanto da mesma escrava como do senhor
dosta ; tambem se promette todo o silencio, se
a levarem em Fra-de-portas venda n. 90 e
se gratificar. (23
100^000 rs. de gratificacao.
Em o dia 24 de Dezembro p. p. ugio ao
abaixo assignado morador na ra da Floren-
tina n. 14, um preto de nome Jos Ponchet, de
nacao Mozambique de 20 annos altura mais
que a rogular secco do corpo, com dous den-
tes de menos na frente na parte superior, rosto
redondo, bastante retinto, quando ialla ga-
gueija alguma cousa, costuma trazer constante-
mente fumo na bocea tem por ofiicio empa-
Ibar obras de marcineria ; quem quer que del-
lelenha noticia, he convidado pelo presente a
communicar ao abaixo assignado quo guarda-
r inteiro sigillo caso por tal declaracao e no-
ticia venha alguem achar-se culpado, ou por
qualquer rasao exija segredo. O abaixo assig-
nado implora tambem vigilancia de todas as au-
toridades criminaes e policiaes, assim como dos
empregados do registro a fim de que se proceda
a apprehencodo mesmo escravo caso por al-
gum modo venha o referido escravo a cahir de-
baixo do suas vistas. Julio Beranger.
Rbciii n&Ttp. o MF- dbFabia.1844


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