Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05170


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Full Text
Afino de 1844.
Sexta Fefra 9
^yi"^i'"rcgFng^rvwMMM-'W!EK a'iiiiw
'J Pumo publica f iciiii! ni m qu( nn fortm lificJo ; o prego i! Uaignalar.
he d. re ""'' r"" qu*fla' pat.ua adianiado. 0a annunciodoa .signantes sao interidoa
a-ralia, e O do que oo forem raiao de 80 rea or linha. A reclamacoea drvem ser diri-
ridaa (i .'it 1 "yiJ ra da Grate n. "4 oa a pra;ja da Independencia toja de litroin. 6 # 8.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiSr!, l" ar.hyba, segundase exta feira.Rio Grande do Norte, chepa a 8 e2 e par
te 40c 24.Caho, Serinbaem Rio Formoso, Macer, l'orlo Calvo, a Alugoas: no i -
He 24derd.a tan Garanhun e Bonito a 40 e 24 de cada mez loa-vista e Flor
a a 431 2 dito. (lid Ir da Victoria quinta feira. Olinda todo o diat.
DAS da semama.
5 Seg Cenlidio. Aud. do J. de U. da 3. v,
6 Teres Tiago Re. aud. do J. de l).da 3. t.
7 Quarla Caetanno. Aod. do J. de D. da 3. .
8 Quinta .-. Cyriado. And do J de It.da :'.. <
9 Sexta Roin.io. Aud do J. d D_ da '2. y.
40 Sab + s. I.ourenco.
44 Pow s. libareis e Suiam.
de Agosto
Auno XX. ni. i 78
ffWCTH liaaa IIIHl llliailll'HH'llllll III *
i'ntfo gor depende d> r,s mmo: da no.o ,ru V-,-ia. irnnVrarrio" rgie;^on-
...... .,.ir saaSe
priucipiauu it-rBi* putitaoos iota i.".'"." .....- a**""
(IW!.vni:.i, da Asnable Cera! do rartl.
Unirrmu*
culta.
Cambio, aobr Lontirea '25.
Feria 3/0 rei por fran.'o
,i Lisboa Mi por 10(1 de prtaaio
Mocda de cubre ao par.
Ideaa de l.trat de boa firma 1 a 1(4 i':,i
C1IOIOI 10 Da S US aCOSTO,
Our.-M-.ed.de 8,400 V.
ii ii .. .N.
de 4,00
Prala~rttae9ea
>, Pe(i colummnnre
Ditoi inrucanu
47.0OU
4,960
4,980
4,960
venda
47,.()
46,900
9.60O
4 9S0
'2.000
1.9S0
PITASES DA LA NO MEZ DE VGOSTO.
I
I.ua
a }7aa.0h. e 1.'
BnCHXr.i.--
Loa chaia a 4 ao 4 V min da manh.ia.
Minguen!, a 3 as 4 bora e 5 min da aaanh. I Crescente a JO a 44 b_ a [6
Preamar de hojt.
I'rim.ir a 0 hora e 30 min da manha {Segunda a 0 bora. 54 mino'
.KllsUBaH I
rr.'n da tarde
dat"4
DIARIO DE PERNAMBU
mmmamiaBBssmaaaa
ftmJ-*.i|| IIIIIIIM i| II I r atras.. sg.v-aa;-.- :wi.: i> f 'j.,1, _i rc-'isi:.':*!-^ :<,*-,V- :
EXTERIO
CORRESPONDENCIA D> DIARIO DE PERiSAMBCCO.
l'ariz 13 de Junho.
No dia 5 do corrento votou a Cmara dos
Communsem Inglaterra, com a maioradocos-
tume, a proposico do Goerno de que em tem-
po Ibes dei corita, para diminuir os direitos so-
bre o assucar estrangeiro, proveniente de pai -
zes em que o traba I lio (or livre. Lord Russel
ofTereceo urna emenda para que o mesmo favor
se li/.esse extensivo aos paizes em t|U0 a escravi-
do ainda existe; porm a maioria ombirrou u
regeitou a emenda por 197 votos contra 128.
Nada de novo d'Irlanda. 'Connel ia est na
cadea muito quieto, sem que o facto do seu
encarcoiamento produzisse em toda a Irlanda o
mnimo symptoma de reaccao contra o Gover-
no: apenas os repealers tomara o a resoluto in-
nocentissima de datar todos os actos de sua so-
ciedade do dia da prisao do libertador, e vot-
ro urna pelico a Rainlia para que o lugar que
elle oceupava no parlamento ficasse vago at
que findasse a expiacao da pena. Quanto a mim,
parece me que o governo foi inspirado por boa
poltica, punindo o agitador, s me parece que
andou menos avisado, mpondo-lhe pena tao
leve como impoz. (ando se trata de homens
taes como O'Connell, be preciso ou nao tocar-
Ibes, ou esmagal-os. Assim, nada mais fez do
que dar-lhe a coroa e a gloria do martyrio; e
os martyres acabo sempre por triumphar. Nao
ha senao um nico meio para que o castigo de
O'Connell possa produzir fructo: he conceder
espontneamente Irlanda alguns dos melhora -
lientos que tao teimosamente so Ihe recusao, e
que O'Connell Ibe promettia.
Ja sei que bao de querer que Ibes falle do
Imperador da Kussia, da sua visita a Londres,
o dos motivse resultados desta visita. Direi a
este respeito nao somonte ludo o que vejo, mas
ainda ludo o que antevejo.
Qualqucr jornal ingle/, ou francez que tenbao
vista,Ibes dir que o recebimento que o Aut-
crata achouein Londres, nao tem nada de cor-
dial. Foi preciso que os lords se pozessem a es-
crever em todos os jornaes para que nao appa-
publica de desa-
recesse alguma demonstraban
catamenlo para com a pessoa do Soberano: foi
preciso quo a imprensa peridica estivesse gri- perou que a
seguir-se, he a ruina e total anniquilla^ao do
poder nglez na India. Eu me explico.
Ha cousa de tres para quatro semanas, de-
mittioa directora.la companhia inglcza das In-
dias, que reside em Londres, o governo geral
do todas as possessoes britannicas daquella re-
guo, nao smente sem consultar o governo,mas
at mesmo contra o seu voto. As folha inglezas
apontrao este facto. mas nao o explicarlo; a*
Irancezas repetirao-o, mas nao o comprehend-
ro. Eu que nao sabia intorpretal-o, achei que
onaodevia mencionar. Agora s<>menle he que
vejo deque se trata; mas para me fazer entender,
he preciso tomar as cousas de mais longe.
A Kussia he um daquelles pai/es em que a
poltica se herda. O systema concebido pelo
pai,, he desenvolvido pelo filho, c continuado
ou concluido pelo neto. Ha longo tempo que
todos os esforcos da Russia tendem a estender o
seu dominio no Oriente e adiantalo at In-
dia. Sao estes para a poltica moscovita os ar-
cana imperii: he este o plano que vai constan-
temente desenvolverlo com rara persevoranca,
0 com diversa fortuna, sem jamis soQobrar com
contratempos, nem atterrar-se com obstculos.
QuandoCatharina II se apoderou da Crimea,
j;i foi para dar principio grande obra. Paulo
1 confscou a Georgia, e chegou at s portas da
Persia. Seguio-se entSo a guerra com esta ul-
tima potencia, a qual, apezar de sustentada pe-
la Inglaterra, que bem comprehendia que a
causa tambem era sua, acabou por perder para
a Russia as suas melhores provincias, e por col-
locar-se, se quiz conservar o resto, debaixo da
sua inlluencia e protecciio.
Logo quo a Russia chegou a este ponto, a-
chou que era tambem chegado o tempo deco-
mecar a pensar na India, e portanto de obrar
contra os Inglezes. O cerco de Herat foi reol-
vido. Se a empreza fsse bem succedida, resol-
vido estava o problema. Herat he chave do
Afghanistan; o quom possue o Afgbanistan,
esta s portas de Calcutl. Porm os Inglo/es
que bem viao de que so tratava, socorrero He-
rat, obrigarao Persia a levantar o sitio, eo
projecto alhou.
Ropellida por este lado, imaginou a Russia
a famosa expedico de Khiva, de que tanto fal-
lou em teintio o defunto Despertador, e aue
tambem foi mal succedida. Parou enlao, e es-
a
:-*8Kn.^2Sfii*'i-u'rs?rK ii.vLrasrssiaBSMSiBBian
rania de Inglaterra; mai< tarde cobicava-se a I hostilidades de Marrocos contra a Franca. Os
heranca de Randjit Sing, e meditava-se a con- Marroquinos sorprehenderao umacolumna fran-
tando todos os das ao povo para que se conti- indicasse que caminho Ihe convir^ seguir,
vesse nos limites da decencia. He evidente que : Nao iardou muiio a connecei. o. "''
o Imperador de todas as Rustas nao tem em In- Inglaterr, j grande antes da cbegala de Lord
Blaterra nada de popular. O instincto nacional | Ellenbonrough, chegou aoseu zenith comes e
be bastante para fazer comprehender aos Ingle- ultimo Governador. Cada mez cada d.a, cada
inimigo serio, queellesteemem hora do seu governo foi mareada por huma no-
ssia Nao be por tanto fcil de va usurpacSo, ou por hum acto de crueldade
de dar no Oriente um passo lo de gigante,
que o resultado que delle provavelmente ha de
F@L^T0
THERESA.(')
co ; no outro dia levava-se d'assalto Gwalior,
e obrigavao se os Maratts a reconhecer a sobe-
sao no caminho de Aranjuez, disseuma das aias
entre-abrindo a cortina da portmhola.
__ Toda essa gente volta da audiencia do
Conde Duque, disse a outra; nao ha na Hes-
panha fidalgo lo alto que nao olhe como hon-
ra ir corlejal-o; he mais Rei do que o propno
Rei. .
Notempo antigo, a nobreza nao rroquen-
tava assim a ante-camara de um primeiro Mi-
isiro. ...
__ Vede o Duque de Arcos, como all vai
XII.EM MADRID.
Tberesa encostou-se no undo, as duas aias
sentaro-se defronte: parti a carruagem A
moca, um momento assustada pela nov.dade da
sua siluaco. recuperou em breve osen tangue mstro.
fri. IncHnoa fat-H- -^^J,; ^ com seu^;i(lo8 Noquiz acompanbar a ca-
ladas e cerrou os,,h^ a ^^ rid. de ^ cada de el-Rei. nem tambem o Mrquez de Pe-
garosa na estada' ^ 6 eJa que nafie|, nem oConde de Montellano nem ou-
vez emquando pa vo^ ante-camara do Conde
ttiE?Ztt*&'***+ Duque; ateos MedinasSidonias sao seu.....-
aLes; bivio tambem ^^^ ^SSZ nome. sentio Tberesa suspen-
anles com leu acoo.panbamen ^^ ^ ^ ^.^ do ^^ & descorarem.
Ibe as faces. Levantou ocorpo, e disse repn-
xa
R
de lacaios
Jezut Mara
(*) Vide Diario n."
be boje como urna proas
1 i mindo sua commocao.
163 a 168,175 e 177. j O Duhc de Medica Si-cs:
ct.'i na rAr.
quista de I .or. A Russia ia observando toda
esta enfiada de imprudencias ou de attenlados.
o comprobendeo desde logo que partido poda
della tirar. Mandou enviados aos diflerentes
soberanos da India, representando-lhe o po-
ngo em que se achava a sua independencia em
consequencia da ambico sem limites d'Ingla-
terra, e convidando-os a formarem urna liga
para defensa commum. Os avisos c adverten-
cias do conselhero fdrao bem recebidos; eo
resultado foi a formaco de urna vasta liga que
se estende desde o Mar Caspio at olndu-Kosk ,
o desde Asterabad ao Indo. A alma desta in-
mensa confederacao he a Russia, que um dia a
lia de lazer obrar no sentido que Ihe convier.
Todos os das vao adherindo ella novos mem-
bros; e actualmente j comprehende o Xa da
Persia. o Sultao do Herat, lmst-Mohamed,
Rei do Afghanistan, que os Inglezes fizero
morto, mas que c^ta vivo e sao, e finalmente o
Khan de Rokara, que he quem hoje reina em
Khiva.Foi a noticia da concluso dessa liga que
fez estremecer a companhia das Indias e que
occasionou a demissao do Lord Ellenbonrough
cujas imprudencias a tinbo occasionado. A
directora de Londres comprehendeo que quan-
to mais se estendesse o seu poder, tanto mais se
deblitava ; eque nada havia tao imprudente
como augmentar as necessidades, que j havia
de manter um xito pouro em proporco com os
recursos do paiz, sobretudo na occasio em que
o espirito de insubordinadlo comecava a appa-
recer as tropas indgenas com tao perigosos
symptomas, quo para suffocar a revolta de que
Ibes fallei na minba correspondencia passada ,
foi necessario quintar um regiment, e conce-
der aos outros sold de guerra para os fazer mar-
char para o seu destino
Estando pois as cousas nesta figura, como se
atreveo o Autcrata a appresentar-se em Lon-
dres, e que ira l lazer ? Provavelmente tran-
quillisar a Inglaterra acerca dos seus projec-
tos no Oriente ou encelar alguma negocia-
cao sombra da qual possa ir desenvolvendo os
seus planos mais vontade. Engaar a aguia
ruisa o leopardo britannico ? Nao o supponho:
pelo menos j de Smvrna estilo escrevendo para
Allemanha, que se espera naquelle porto una
esquadra nnglo-lrance/a afim de observar por
aquello lado a marcha da Russia que vai reu-
iiiiJc ii.i iuiiU-iin u.i lurquia tal copio uC ~
pas que d cuidado.
A Italia parece momentneamente mais tran-
quilla posto que a insurreicao da Calabria
ainda dure. O Papa dirigi as cortes de Loo-
dres, de Vienna e de Pariz urna especie de ma-
nifest para mostrar que a conspiraco de Ro-
lonba com todas as suas consequencias havia si-
do obra de alguns individuos que estavao em
activa correspondencia com os clubs revolucio-
narios daquellas 3 espitaos.
P. S. Em 14 de Junho. RebenlrSo ja as
ce/a quo bouvo de retirar-se com grande per-
da Deo-se ordetn ao Principe de Joinville pa-
ra ir tornar o Commando da esquadra que deve
partir para Tunes. A bagagem parti anlebon-
tem, e o Principe ha do estar depois d'amanbaa
em Toulon.
El-Rei e a familia Real estao do luto. Tudo
be negro na corle : os vestidos das pessoas as
libres dos creados, os atavos das carruagens ,
os sellos das cartas &e. Querem saber agora
quem he a pessoa cuja morle be causa de se-
melhantessignaes dedor? Adivinhein se silo
capazes. He... he... he o Duque d'Angoulemo
que morreo em Goritir com 6'J annos de ida-
de, oque tomava o titulo de Lu/. XIX. Rei de
Franca. Oscntimento do Luil Pbilippe pela
morte do Lui/ XIX be pouco mais. ou menos o
que terin a Rainha Christina pela de Carlos V.
Entretanto he preciso tomar luto porque as-
sim o manda a etiqueta. Chamo a isto c em
Franca les convenances.
O Imperador da Russia desapparecto d'Ingla-
terra ( porque se nao pode dizer que parti )
no dia 9. Nesse dia de tarde ez as suas despe-
didas,nese dia parti de Londres, nesse dio che-
gou a W'oolwich ; nes.e dia visitou o Porto e
todos os seus estabelecimentos; e nesse dia em-
barcou para Rotterdam. No dia 10 chegou a
Rotterdam; no din 10 visitou as curiosidades da
trra; nodia 10 parti para a Italia ; nodia
10 chegou Italia. Isto bo que lio andar.
te? Tinho-me dito que s deixra duas vezes
o seu governo da Andaluzia: a prrnef para o
oazamentodo i-ei nosso Senbor,a segunda para
urna viagem fronteira da Catalunha.
Sim, Senhora; o Duque pai nao gosta
de sabir dos seus estados, onde, perdoe-me
Dos, hequasi como um Rei; mas seu filho, o
Sr. Dr. Alonzo de Gusmo, veio tomar os ares
da corle por occasio do seu cazamento.
Esta cazado I exclamou Tberesa como
sorrindo-se.
N3o, Senhora, mas brevemente o estar.
Dos d longa vida aos noivos I... E
quem be a nobredonzella chamada a ter o ti-
tulo de Duqueza de Medina Sidonia ?
He a mais rica herdeira do reino. D. Ma-
ra de Girn, filha nica do Sr. Duque de As-
suna. Abenco Nossa Senhora do Pilar esses
jotens esposos, e d Ibes t3o numerosa descen-
dencia como a do Patiiarcba Jacob !... Dizem
que por occasio d>sse cazamento baver um
baile ao anal asistir toda a corle.
NOTICIAS DIVERSAS.
O Times recebido ltimamente chega a 21
de Junho p.
No dia 12 proseguio o debato adiado na Ca-
sa dos Communs sobre as temporalidades da
igreja da Irlanda, e foi regeitada a monio por
274 votos contra 179.
No da 14 sofTreo o Governo Inglez urna
derrota na Casa dos Communs, porque en-
trando em discusso o Bill dos direitos do as-
sucar propz .M. Miloscomo emenda, quede
10 do Novembro prximo futuro em dianteo
direito sobro o assucar colonial Inglez fosse do
20 s. ; sobre os assucares da Cbina, Java e
Manilba, 30 s., com um direito de 34s. so-
bro os assucares eslrangeiros quando importa-
dos n um cert grao de refinacao, e com um
direito addicional do Sporcento sobretodos,
segundo o costuTiC. Esta emenda foi appro-
vada por 241 votos contra 221, que forao a
favor do projecto do Governo havendo por
conseguinto urna maioria de 20 votos contra os
Ministros.
He esta a quarta vez, diz o Times, em que
n'estes ltimos trez mezes tem o Governo sido
batido por aquellos mosmos que costumio o-
poial-o ; e torna-so urna grave questao o como
supportara elle estas repetidas derrotas.
Entre as outras consequencias da votaco do
dia 14 menciona o Times um meettng que se
Vi os preparos de toda essa magnificencia,
disse a outra aia; os!ivros de cavallaria nao con-
tad iguaes maravlbas. D. Alonzo inventa cada
dia novas fstas para sua noiva.
Ento est muito apaixonado ? pergun-
tou Thereza.
Fez cousas que provo immensa paxo:
conta-se queso para vera D. Mara na sua ja-
nella no dia do ultimo auto-da-f, veio de Se-
vilba a Madrid a toda a brida para voltar na
mesma noute, por nao haver consentido 0 ve-
Iho Duque nessa viagem, nao estando anda Ira-
lado o cazamento.
Ab elle a ama como me amou disse
comsigo Tberesa c'uea de ciume e de odio; mas
para unir-se com ella poder achar-rae de per-
meio !
A carruagem s parou em Madrid, em una
das avenidas do Prado, diante de urna casa pe-
quena, de aspecto agradavel e solitario. There-
e nrordou sobresaltada Ha ardentn meditarn


reuni a 16 em Carlton. A elle concorrerao
cerca de 60 a 70 membrosdo Parlamento e pro-
* ir.
ptV-se assignarcm urna declaracao de rnfe-
lencia gerai no Governo, a fm de que os Mi-
nistros fossem ind uzidos a conservar os seus
poslos. Seguio-te urna discusso mu turbu-
lenta e o meeting ficou adiado para o dia se-
guinte.
Esperamos acrescenta o Times, que
quando os membros se tornarem a ajuntar.nem
a perspectiva d'uma niudanca de Ministros
nema mais temida d'um immediato appareci-
mento noconcelho, tcnbaindevida influencia
alguma em seus nimos. Pdem elles ficar
certos deque ha males maiores do que a queda
d'um Gabinete nu a dissolucaod'um Parlamen-
to e que nao ba nenhum maior do que o de
legisladores que sacrificao voluntariamente os
seus principios a sustcntaco do poder, e com-
promettem a sua honra para conservar no posto
os seus cbefes.
Confiamos em que nem em Carlton, nem
em alguma outra parte se esquccera membros
alguns do Parlamento do que devem a si e ao
seu pai/, a ponto de darem um indislincto
pcnhor do futuro, ou fazcrcm urna retracta-
taco gerai dos votos pnssados ; mas recordar-
se ho de que a verdadeira elliciencia dos Go-
vernos e Parlamentos depende da sua liberda-
dedeacciio e sinceridade de fim.
Tadavia, no dia 17 resolvenJo-se ou'ravez
a Casa dos Communs em commissao solire os
direitos do assucar, levantou-se Sir R. Peel ,
e fez urna declaracao do procedimenlo que o
Governo pretenda ter as circumslancias em
que o collocou o voto do dia 14 sobre os di-
reitos do assucar; entrando porrn em discus-
so a moca o de que o direito sobre o assucar
de produeao de qualquer possessao Ingleza na
America devia ser de 20 s por cem arralis,pro-
pz elle como emenda, que fosse do 2i s., a
qual foi approvada por 255 votos contra 233
( que erao a favor da moco de Mr. Millcs ) ,
sendoa maioria em lavordo Governo,de22. Vi-
se pois que em referencia votacao do dia
14, foi esta revogada quasi pela mesma maiu-
ria, sendo a d'aquelle dia de vinte votos contra
o Ministerio, e a outra de vinte e dous a seu
favor.
GracasaSirR. Peel, diz anda o Times ,
a mocito de Mr. Milles parece vai pondo outravez
o mundo poltico em inextricavel confuso.
Tudoia andando tao suavemente como um vapor
Gravesendo Ministerio Conservador ia nave-
gando com vento fresco e bom tempo, o de re-
pente estamos no meio d'uma forte trovoada
Primeiro vm um claro de Casa dos Lords,
depois um estalo da Casa dos Communs, ca-
gora nao sabemos que negra nuvem rcbenlara
sobre as mssas caberas. Ouvem-se e contra-
dizem-se agoun-iros boatos de resgnacao; mys-
teriosas reunes do Gabinete em Concelho, e
turbulentos nieetings do Club Carlton appare -
cem e desapparecem, e Sir. R. Peel profero
sentencas graves e significativas, que nem to-
das sao do fcil nterpretaco; mas parecem in-
dicar a determinacao de vencer a sua proposta ,
ou retirar-se do posto Sejao quaes forem as
consequencias, diz elle, o Governo ha de sus-
tentara sua primeira propozico.
Finalmente no dia 20 de Junho resolveo-se
a Casa dos Communs em commissao sobre a
3.* clausula do Bill de direitos do assucar, > a
qual d Rainha em concelho o poder de de-
clarar quaes sejo os assucares estrangeiros
admssiveis por naoserem produccao de bracos
escravos e foi approvada por 114 votos
contra 60.
Parece pelo seguintecarlaz, que foi afhado
por toda a parte em Dublin, que bavia urna
convieco universal n'aquelia capital de que
devia ter lugar, a resgnacao dos Ministros e
por conseguinte que ja tinha ella occorrido. A
existencia d'um tal senlimento no espirito pu-
blico nao podia na opiniao do limes, deixar
do contribuir para produzir o acto que elle an-
tecipa va, o porlarrlo de enfranquecer grave-
mente o Ministerio* A aoIqaI siuacoda Rainha,
contina o mesmo jornal, requer grande alten -
cao e considerado, e por isso tanto mais he de
lastimar, que o primeiro Ministro tenha esco-
Ihido urna tal occasiao para a sua ameaca de
demissao :
.4, associacao protestante operativa, e socie-
dade da reforma em Dublin.
A sessao ordinaria semanal da associacao
supra ter lugar na Rotunda quinta-feira a
noute, para manifestar a satisfacao com que a
associacao contempla a demissao do Ministerio
mais falto de principios que jamis injuriou a
nacao Britannica, e enderecar urna mensagem
aoseleitores de Tamworth a pedir-lhes que
no caso d'uma eleigao geral nao reelejo o
maior inimigo da igreja ch'istaa da Irlanda.
Sir. RobortPeel; e tratar d'outros negocios im
portantes: admissao segundo o costume.
Dublin, 18 de Junho.
A Rainha de Inglaterra deo aseguinte res-
nosta a urna mensagem que Ihe foi a presenta-
da no dia 19 de Junho por urna deputacao de
Dublin sobre a priso de Mr. O'Connell :
Agradeco vos os vossos repetidos protestos
de lealdade minha pessoa e coroa. Javos
annunciei a minha firme resolucao de manter
Ilesa a lei, e respeitar as decisoes dos meus
Tribunaesaos quaes est confiada a adminis-
trarlo da justica.
So erros houve no procedimento dos Tri-
bunaes estao elles sugeilos a revista, e ser
rectificados pelo supremo tribunal d'appellaco.
Eu considero a fiel execuco da iei como a
mais segura salvaguarda dos direitos e liberda-
des do meu povo.
No dia 10 achando-se o Imperador da Rus-
sia no Hague donde tencionava seguir pelo
Rheno cima para os seus dominios recebeo
noticia deS. Petersburgo de estar gravemente
molesta a sua filha segunda, o que o ndu/io a
mudar de itinerario, e partir immediatamente
emdireitura a sua capital. A 12 passou pela
cidade do A.nheim com a sua comitiva; e a 13
chegou a Berln acompanhado pelos seus Aju-
danles de Campo, o General Conde Orlofl, e
o Tenente General Von Adlerburg.
MARIO DE PiBlIBCCO.
O vapor Imperatriz que chegou h ntem
dos porlos de Norte deixou as provincias, por
onde passou, em traoquillidade. Os jornaes
que recebemos nada teem de interesse.
Communicados.
emquecahira, eacompanhou as aias em um
especie de vestbulo que preceda um pateo, cu-
ja porta immediatamente se fechou.
Para casa de quem me levis P disse ella
laucando um olhar espantado aos ricos ador
nos, aosquadros presos por varas douradas.
A casa he vossa, senhora, respondeo a
aia.
Minha exclamou Theresa com extrema
sorpreza.
Depois passou a mao pelos olhos como para
assegurar-se de que era verdadeiro tudo quanto
via.
Vinde, Senhora, tornou a aia; vinde mu-
dar de roupa: (eremos nos a honra de servir-
los.
Theresa deixou-se conduzir para um vasto
quarto ornado com magnificencia de que nao.
tinha ella ideia: nada do que via se assemelha-
va ao luto da casa dos V'asconcellos. Havia em
tudo um nao sei que de fresco, de mysterioso,
de elegante, que encantava os sentidos, e o que
A ENCUENTE DO DIARIO-NOVO d'hONTEH.
Admira-se o D.-novo da enchente de arti-
gos, que leve o diario de pernambco, e ao
mesmo tempo o declara em mar baixa, por
constarem esses arligos de falsidadis sobre a
aleicSo de S. Jos, de adulacGes ao Exm. Sr.
MarcellinodcBrito.e repeticoesdo quehaqun-
ze dias, se est discutndo com palavras rastei-
ras, cosidas a esmo.
Aborrece o D -novo as repeticoes, e volta so
Cornelias! Apenas fugio de repetir a sua vic-
toria de S. Jos; porque nao Ihe faz conta dis-
cutir a transaeco, que fez resuscilar o defunto
Juiz de Par; a forma por ohp p fp Mesa, e
foi ella rodeada dos praieiros de Fura -de-Por-
tas, da Boa-vista e de outros lugares estranhos
freguezia, para encherem.de um jacto,a urna,
e obrigarem o impassivel Juiz a por termo, em
menos de um quarto d'hora ao recebimento de
mais listas, e ficrem assim substituidos os votos
dos parochianosde S. Jos pela enchente que
ontrou, por via de mar, na freguezia.
Quem tiver lido os nmeros antecedentes do
O.-noto nao lera duvida de que he enfadonha
a fanfarronada de todos os dias, do nao ser seu
costume retirar proposicoes; porque,, sempre
ao avanzadas com toda a sisudez e circmt-
peccao, e por isso no retira as allusoes insul-
tantes, que Ihe censuramos
E nao ser repeticao a teima de que os Mi-
nistros de 2 de Fevereiro jamis forao sectarios
da poltica do 19 de Setembro ? Vos negis
aquillo queaffirmamos, autorisados com mu-
tos factos. Em vossa negativa apenas aponais
agora o voto do Sr. Alves Branco na questao
dos estrangeiros Para que oceultais, se corre
mpresso, que o Ministerio declarou ao Corpo
Legislativo, que n3o aeccitava a autorisaco pa-
ra engajar estrangeiros, que assim o Sr. Rami-
ro, hoje vosso chefe na corte, perdeo o seu lem-
po em licitar os bofes pela bocea para quo pas-
sasse essa autorisacjSo ? Como pois se pode jul-
gar, nessa questao,divergente o Sr Alves Bran
co do Sr. Paulino e outros Ministros da polti-
ca de 19 de Setembro ?
Quando foi que os Srs. Almeida Torres, Er-
nesto e Coelho se opposero ao crdito, ao or-
camento, e a qualquer outra medida impor-
tante, pedida pelos Ministros da poltica de 19
de Setembro ?
A vossa evasSo,a cerca da lei da reforma e todos
os actos importantes at o fim da sessao del 8 \ 1.
he miseravel Defendes-vos com o procedi-
mento dos que teem sido sempre fiis essa po-
ltica, como se por ventura nos achassemos que
ohrastesmal, quando alias a nossa questao he
outra. Nos censuramos a vossa versatibilidade,
e a conlradico com que infamis hoje a po-
ltica que honlem seguistes; insultis agora os
homensa cujo acceno vossos joelhos se curva-
reo, cuja vontade era obedecida em vossos dis-
cursos em vossas votacSes.
Aos que nunca amaldicoro os actos que
praticrao nada ba que hincar em rosto.
Repets todos os dias as exigencias de demis-
ses, e dizes que nos somos os repetidores de
questoes inuteis. Para que fallis mais nstoP
Nao vos sacao os Delegados de Goianna,Bonito,
Limoeiro Garanhuns e Flores ? Issoainda he
pouco para fazer elec5es a forca d'armas? Que-
ris que o Exm. Presidente se encarregue de
dirigir eleiges a vossa vontade, o demitta Sub-
delegados, que nao teem desmerecido, por acto
algum.da confianca do Governo ? Elle por ven-
tura he o commissario da vossa eleicao?
Compadecemo-nos da versatibilidade com
que ora adoptis, ora repellis o AMi ou Vos
e sempre insist rulo as demissoes.
Agradecemos nboaf, a lealdade com que
tirastes a concluso de nao sermos Monarchis-
ts; porque entendemos que a Magestade Di-
vina esta cima da Magestade humana.
Ignoris por ventura que antes de sermos
Monarchistas eramos calholios ; que antes de
sermos subditos eramos homens, e reconhecia-
mos que a cima de tudo est Dos, o Creador
dos Cos e da trra ?
Temos compaixao de vossos esc riptos.
" I).-novo de 6 do corrente agita urna ques-
tao em que tinhamos hesitado entrar, por se
adiar ella prejudicada por decisoes do Exm.
Presidente e ter sido encetada na Cmara Mu-
nicipal ; como, porrn, a folha, que pretende
o monopolio de governista pe este negocio
em questao, e lanca, alm do odioso,seus insul-
tos sobre a Cmara Municipal, aventuraremos
as nossas reflexoes cerca deste objecto.
Pcce-iius uti a rlcu/n da freguezia de S.
Jos nao podia ser presidida legalmente se-
an por um Vereador, em presenga do decreto
do 28 de Julho de 1830; porquanto he eviden-
te que n'uma freguezia novamente creada ,
anda nao ba Juiz de Paz eleito. O Sr. Joa-
quim Bernardo era Juiz de Paz da freguezia de
S. Antonio e nao da de S. Jos. Nella se nao
dava o absurdo de nao haver quem legalmente
suhstituisseo Juiz de Paz na eleico ; porque
esse substituto he o Vereador, na forma do refe
riilo Decreto de 1830 artigo 3.'
O aviso em que o Exm. Presidente se 0r~
mou para decidir a questao pareen-nos nn 50
fere o ponto ; porquanto nem ello manda
que o Juiz de Paz presida cleicoes de alguma
freguezia creada de novo, nem se refere a con-
flictos de presidencias do Mesas Paroehaes os
quaes estao prevenidos no Decreto de 28 do Ju-
lho de 1830, artigo 3."
O Juiz de Paz do 3." distrelo de S Jos da
corle nao era Juiz. de parochia nem trata-
va da questao que nos oceupa; apenas reque-
ra nova divso em seu districto : o declarou o
Governo, que, emquanlo se nao fi/esse divso
civil, prevaleca a existente. Aqui porrn es-
tao asdivises eitas, e trata-se de eleicoes em
parochias e districlos que nao teem Juizes de
Paz coin jurisdiccao correspondente eos seus li-
mites.. Teem pois desapparecido os Juizes e sao
ueste ceso seus substitutos, para a presidencia
das Mes^s Parochaes, os Vereadores.
Se pola.1 leis geraes parecer a alguern que o
caso dos dis'trictos divididos nao he liquido ao
i dcixar de rcccnhceer
menos ningl'em aerara ^ reconnecer que
na freguezia .nova de S. Jos anda nao ha Juiz
de Paz eleito, e por consequencia quo a presi-
dencia da Mesa cv^mpe1'8 ao Vercador.conforme
oartigo 3.# do deci eto de 1880.
Pelas decisoes do S. Exc., as quaes julgou
anda em vigor a le r/e 1* (le A')r'l e as ins-
truccScs da Presidencia de 1836 mandando
nomear smente dous i/'dados para Juiz do
Paz e Supplento he visto de todas as Mesas Parochiaes pertence aos Vere-
adores ; porque assim o man'3 aquellas ins-
(rucr/es que o Exm Presi.. lente nao pode
declarar em vigor so em parte.
Ou havemos de ter qualro Juizt s de Paz con-
forme o cdigo do processo, cuja d sposirao es
t reslabelecida ; pois a Assemblea Provincial
nao pode restringir as atlribuices, nt m a ('u-
racao da jurisdiccao dos Juizes; ou ha 'lees-
lar em vigor a lei e as instruccoes de 1836, (lu"
rnandao eleger s dous cidados sob a prt vi-
dencia de um Vereador. Escolha o D.-novo ui"
destes arbitrios se reconhece que o dilema be
procedente e est as regras da argumentacao.
NECROLOGA.
de mais singular havia, era que esse retiro pa-
reca ter sido habitado por nlguem que acalniva
de retirar se. dando lu^ar a Thoresa. Tudo co
mo que respirava um aroma de moca bonita,
apaixonada de voluptuosidade e do elegancia.
Theresa sentou-se diante do toucador carre-
gado de hcelas, de frascos preciosos como joi-
as, e pela primeira vez depois de dous annos
achou-se diante de um espelho: sentmento de
feminil vaidade Ihe animou os olhos,fez Ihe su-
bir doce rubor as faces-.acabavade achar-semais
formosa do que nunca.
Tinha chegado a noute; urna das aias accen-
deo vinte serpentinas que estendio seus bracos
carregados de vellas: a outra tmuxe urna me-
renda servida na mais primorosa baixella de
cryslal ede prata.
Mas nao foi para mm tudo sso prepara-
do disse emfim Thoresa : alguern antes de
mm resida nesta ci.sa ?
Sim Senhora respondeo a aia : D.
Clara Caldern.
Quem he essa senhora ? He a primeira
vez que ouc.0 o seu nome : era da corte ?
- Nao Senhora tornou a aia com gran-
de sangue fri ; era urna Senhora muito boni-
ta, amada de El-Rei nosso Senhor. Aqui deo
ella luz um filho queS. M. legitimou, e
que como o bastardo do glorioso Imperador
Carlos V, chama-se D. Joo de Austria. A Cal-
dern porrn nao era digna detamanho favor:
o Rei tinha um rival e em sua justa colera or-
denou que em um convento encerrassem sua in-
fiel amada : antes de honlem sabio daqui para
sempre.
Essa resposta deixou a Theresa sepultada em
urna especie de torpor. Suspeitava cousas que
nunca Ihe linho vindo ao pensamento: mil re-
cejos mil confusas vontades a agitavo: pare-
cia-lhe estar sob a influencia de um sonho ex-
travagante o que ia acordar na cama de palha
da sua celia. Suas aias deitrao-a sob corti-
nados de seda cs cDcoes perQiados e bor-1
No dia 31 de Julho (indo pelas 9 horas da
noute terminou seus dias o Exm. Sr. Com-
mendador Francisco Xavier Pereira do Brito ,
um dos Vice-Presidcntes desta provincia. Es-
ses dias preciosos para urna familia numerosa,
que o amava com ternura, e era por elle cari-
nbosamente amada, forao cruelmente corla-
dos a despeito de urna compleicao anda
vigorosa e quandu o numero delles que pou-
co passava alem dos 11 lustros promeltia lon-
ga dnrago por urna enfermdade tao curta
como trabalhosa.
Nos principios do mez de Junho havia-se
elle sugeitado a urna operago de que Ihe resul-
tarlo graves incommodos ; mas acbava-se ja
restabelecido, postoque anda um pouco fraco,
e atacado do rheumatismo que o vexava havia
muitos annos, e que era o resultado dos in-
commodos das duas prisoes que sofirera por
motivos politicos em 1817 o 1824 quando
na lardo do dia 25 do referido mez do Julho
sentio-se com algum fro acompanhado do
febre que elle attribuio constipaban do
que todava nao eslava certo, o passou mal a
nouie. Na manha saguinte senta febre e al-
ternadamente calor e fro: tinha a caheca quen-
te e bastante pesada, mas anda sem dor; mui-
ta somnolencia, os olhos pesados e lagrimosos;
pouca ou nenhuma sede, e o calor do corpo
igual. Nestas circunstancias prescrevero-se-
Ihe 8 graos de james powder de dous ern dous
por inlervallos, e 3." porco comecaro a
fazer o seu efleito : o mesmo succedto com os
laxantes que se Ihe applicrao.
No dia 27 decidio-se em conferencia que
fesse sarjado no pescoco com o quo sento (na-
dados de renda e voncida pelo cansaco. nao
lovou muilo tempo sem adormecer do profundo
somno.
Um pouco antes de amanhocer, hora do
malinas acordou sobresaltada parecendo-
Ihe ouvir o sino que a chamava ao coro e luz
da lamparina que arda sobre urna banca ,
examinou com olbar espantado esse rico apo-
sento em que brilhavao espelhos o uourados.
A aia quo dorma aos ps da cama levan-
tou-se assustada.
O que he, senhora ? disse-lhe : lend"s
algum incommodo algum triste sonho ?
Sm disse Theresa com voz suflocada :
tive medo.
Socegai, senhora. para amanhaa estardes
bella e descansada, pois haveisdeter urna visita.
Quem ?
A aia sorrio-se e deitou-se dizendo bai-
xinlio :
El Re.
[Continuar-se-ha.)


h
AiKnmicw **imw
'.I-. .-.
ntfcstay mettrorew ; mas dnrartte a operado ti-
nha un suor iii Trio o copioso, o tal debilida-
de que nao podia ser resultado da pequea
quanlid de de 8 oncas de sanguo : o pulso que
Lata 96 decahio sensivelmente em forga e vo-
luine, eseguio-so um.i grande palidez. Como
sesuspeitou alguma leso no figado, applica-
rao se-lho bichas qn.e sangraro pouco, mas
o doente achou-se melhor e sem incom-
modo : a noute havendo tomado um xarope
comlridacia, passou bem. As 10 horas da ma-
nila i seguinte o pulso batia 98; mas nao era
cheio;a lingoa ma, o abdomen um pouco maior
em razo da fl ituleneia, algum calor na cabeca,
pouca sede, nenhum apetite; poucas urinas e
de uta i r 90 calor do corpo igual. Appci-
rao-so-lbe mais bichas que tambern pouco san-
grarao : mudou-se-lbo a bebida para urna in-
fuso de tilia com urna dose de oitava parte de
um grao de trtaro emtico para traser diao-
rese Ateas 6 da tardo nao havia transpira-
do, s tinha tomado 3 ou i porcoesdo trtaro
emtico: muito calor na caboga, e o pulso a
103. e mais ortc que de manhaa indicando
o aspecto geral muita tabre. Rnsolveo-se en-
to tirar-lhesangue no braco, o que imme-
diatamente se executou at a quantidado de 8
oncas nicamente por indicar o pulso desmaio :
ero 7 horas da tarde e pelas 10 da noute
por um movimento quo fez tcvc"urna sincope
o que aconteceo 2.* e 3.* ve/. ; e nessa oc-
casio achava-se o corpo fri e viscoso, assim
como as extremidades. Passando algum tem-
poprimeiro que voltasse asi. Passou muito
nial u nouie, o na manhaa seguinte todos os
simptomas ero peiores : o pulso eslava a 108 ,
a lingoa no metalo.estado, calor na cabeca ,
porern as extremidades Irias. Como o sangue
tirado nao havia produzido o despjado effeito .
e altendendo-se a que o doente achava se a
muito lempo em meta, sem fazeroseu regu-
lar exercicio, o que durante a enfermidade ha-
vsa desapparecido o rheumatismo que padecia.
resolveo-se (|ue se Ihe applicassem visicatorios
as pumas continuandn-se a tisana como
d'antes : as 10 horas tirarao-se-lhe os custi-
cos, por se queixar muito delles o enfermo ;
passou muito mal a noute e de manbaa ero
laes os simptomas que os Facultativos man
dro applicar-lhe custicos aos bracos, caos
coxas, com riegues de terebentina no abdomen
que se achava ento muito entumecido. Nes-
tediaos simptomas lornaro-se de hora em
hora mais e mais atterradores; o corpo eslava
todo fro, havia augmentado a somnolencia e
apparecido alguns delirios : toda a nouto con
tinuou assim dormindo poucos minutos de
cada vez, e tornando se sempre mais exhausto.
Quarta-feira pelas 6 horas da manhaa acharSo
se os custicos mu levantados, e foro muda-
dos; mas sem causar-lhe beneficio algum: col-
locaro se em roda do corpo garrafas d'agoa
quente, sinapismos o agu'ardente de Franga
com agoa quenle, njecoes com cumo de pi-
ojenta; tudo foi applicado varias vezes;mas.....y
nao houvo remedio : o doente morreo socega-
dainente, e descancou no Senhor. /
O Sr. Dr. Britu uasceo a 17 de Novembro
de 1786 na freguezia de S. Antonio desla ci
dade: forao seus progenitoreso Negociante Bra-
zileiro Joo PereiradeBritoeaSenhoraD. Anna
Carneiro da Cunha. Aos 16 annos loi para
Coimbra onde se furmou em Medicina e
teve occasiao de tomar as armas em defesa d,>
paiz para a expulso dos Francezes: voltou ao
seio do sua familia em 1810, e casou com
a Senhora D. waria Cordeiro Muniz Falco
em 1814.
Servio nesta cidade de Almotac, de Juiz de
Fora pela Ici, de Juiz de Orphos por trez ve-
zes, de \ creador da Cmara, de que era
Presidente na difcil crise da Pedrozada. Tam-
bern oceupou o lugar de segundo Medico do
Hospital militar c o do Delegado do Phjsico
Mor do Imperio. Foi sempre membro do Con
selho do Govcrno e do do provincia ; Deputado
provincial at a ultima legistura e gerai na de
30 a 33. Foi nomcado Vico-Presidente desta
provincia em 5 lugar em 18V2 e condecorado
com a commenda de Christo em 1843. Em to-
dos os lugares, que oceupou esse dislincto Per-
nambucano mostrou sempre inabalavel honra-
dez e probidade decidido interesse pela causa
publica esinc roamor pelas inslituigoes do
paiz : sempre moderado, em suas acedes, foi li-
beral sem ser turbulento nem agitador
Na sua doloiosa enfermidade foi assistido por
muitos de seus collegas n falcudade ; mas nao
Ihe valero cuidados e vigilancia; nem os votos
de amigos e prenles; e cumprio se a dura le
a que est sujeita a humanidarfe ficando in-
consolaveis nina esposa virtuosa, tres Ribas mo-
delos de honestidad* e de pudor, e oito lilhos,
entre os quses alguns ain la em menoridade ,
pela perda irr. paravel de um esposo, porqaem
sempre sentir palpitar-lhe oToraclo de amor
e alleclo em paga o muito que era ainada e
respailada o de um pai que nunca cessar:
de Ibes procurar todo o bem e do Ibes dar
com o exemplo do sua vida irrpprehenniye! a
melbor lico de educaco.
E nem s como bom esposo e bom pai era o
Senhor Dr. Brito apreciado por quantos de per-
to o conheciao. Elle era bom cidadao e bom
amigo : franco sincero e tolerante sabia a
careara benevolencia eestima dos que o com-
municavao, e o que mais he sabia conserval-
as : a sua amizade era constante assuajafei-
c5es permanentes; e por isso foi chorado de to-
dos,e a sua !embranga ser por muito tempo vi
va e saudoza. Posso seus filhos honrar-lhe a
memoria, 9 o nomo inclume que Ihos legou !
Seja-lho a Ierra leve !
___i__.*
a xj
: m
O beneficiado laocoQ
sor i
mao desta tragedia por! checo
Portugal freguezia de
S.
conheccr quo ser desempenhada segundo' as Pedro Ferreira, comarca de Penna Fiel; diri-
forcas da companhia existente, prometiendo ja-se a ra da Cruz n. 51, adonde est um pri-
apresental-a com todo o asseio e a carcter da mo que Ihe deseja fallar.
naco a que ella pertence.
Interlocutores.
Faiel. Antonio Lopes Ribeiro.
>.abridla Izabel Mara dos Prazores.
Cusir. Jos Mximo Cabral.
Virgi. Joo Jos Lopes.
Izaure. Jo/epha Candida de Mello
Raimundo. Albino.
Vloul. Antonio da Cunha Guimares,
Os intervalos dos actos sero preenchidos de
bellissimas symphonias, lindando o divertimen'-
to com a nova Larga o Chupista astucioso.
O beneficiado espera com este divertimento
preencher urna noule que elle procurou para
arrimo da sua existencia, esperando que os seus
Rendimentododia X7.T~.\ 9:677,202 l*"* S?*"*! faj?'^LSil
tem protegido) nao deixarao de Ihe prodigabsar
por esta vez os auxios da sua beneficencia, por
ftlfandega.
Descarrego koje 9.
Brigue '?. F. Loper diversos gneros.
Brigue Julia idem.
Brigue francezA $ Mara vinhos e sabio.
Brigue portuguez Ventura Feliz feiches
abatidos e arcos.
Movimiento do Porto
Navios entrados no dia 8.
Liverpool ; 52 dias, briguo inglez Ceceha, ,
de 236 toneladas, Capilo flarbaw, equi-
pagem 11, carga carvao.
Porto; 46 dias, barca portugueza Firmeza ,
de 213 toneladas, Capilo Joaquim de Fre-
tas, equipagem 13, carga vinho. Passa-
geiros : Bernardo Abroneo e sua mulher;
Italianos.
Portos do Norte; 13 dias, vapor nacional Im-
peratriz, Commandante o Capito- Tente
Je>uino Lamego Costa,equipagem 30. Pas-
sagoiros: Joo Porfirio da Malta e um escra-
vo; Jos Smittde Vasconcellos, Portugue-
/os; .lo mi ui ni da Silva Coelho; Victorino
Pereira Maya Jnior; o 1.* Tenente d'ar-
mada Fernando Vieira da Rocha; o 2. Te-
nente Cypriano de Azevedo Thompson; Bru
no Antonio Meirelles Jnior ; o Sargento
Jos Baptista Passos, Brasileiros; e 8 escra-
vos a entregar.
Boslon ; 45 das, escuna americana Neb, de
119 toneladas,Capilo Decm, equipagem 7,
diversos gneros. Passageiro: Th Melzeard.
Navio sahido nomesmo dia
Parahiba; hiale nacional S. Joo Baptista ,
Capilo Florianno Jos Pereira, carga varios
gneros.
cuja graga elle protesta eterna gralido.
A dama que vai executar a parte de Gabriel-
la epera a indulgencia de um to benigno pu-
blico.
(Principiar as horas do coslume.)
Edih>l.
Joao Xavier Carneiro da Cunha, Fidalgo Ca-
valleiro, Cavalleiro da rdem de Christo e
/fdministrador da Mesa do Consulado por
Sua Magettadt O Imperador que Utos
Guarde, 'c.
Faz saber, que perante a Administrado da
Mesa se ha de arrematar no dia 13 do corren-
te, a porta da mesma urna caixa com assucar,
aprehendida pelos respectivos Empregados do
Trapixe da Companhia por se ter achado o dito
assucar viciado; sendo a arrematagao iivre de
despeza ao arrematante. Mesa do Consulado
de Pernambuco 9 de Agosto de 1844. O
Administrador Joo Xavier Carneiro da Cu-
nha. (1*)
Avisos martimos.
1Para a Bahia sai em poucos dias a suma-
ca nacional Santa Anna mestre Joo Antonio
da Silva ; quem na mesma quiser carregar, ou
ir de passagem, drija-se a Novaes & Compa-
nhia na ra da Cruz n. 37 (5)
3 Para o Rio Grande do Sul e Porto Ale-
gre segu em poucos dias o veleiro brigue
Argos, recebe alguns escravos a frete e tem
supriores commodos para passageiros : quem
pretender pode dirigir-se a Amorim Irmos ;
ra da Cadeia n. 45*. (6)
fc'JA'J'-il.. --------'1LIJI..~~T~.JJJ. '1"U ___.....LJ-.m
Avisos diversos.
Sfceclaraces.
= O vapor Imperatriz, Commandante o
Capito-Tenente Jesuino Lamego Costa, /echa
a mala para os portos do Sul sahbado 10 do
corrento as 11 horas da manhaa imprelerivel-
mente.
= Para o Porto Aiegre e Rio Grande do
Sul recebo a mala o brigue Argos domingo .
11 do corrente.
1 AdministraQ&o do Patrimonio dos Orphos.
O Administrador do Patrimonio dos Orphos
tendo de mandar pintar a casa n. 4 sita no
largo do Hospital do Paraso convida as pes-
soas que se quiserem encarregar dessa pintu-
ra a compareccrem na sala das sesses da mes-
ma Administracao no dia 16 do corrente mez ,
as 4 horas da tarde pera se tratar do ajuste.
Sala dassessoes da Administrado do Patrimo-
nio dos Orphos, em 8 de Agosto de 1844.
J. M. da Cruz, Escriturario. (11)
Faz-se ver ao respeitavel publico quo a
lista dos votantes que para a eleigo de Juiz
de Paz e supplente da nova freguezia de S. Jo-
s do Recife, so afixou na porta da respectiva
Matriz nao foi organisada pelo Parocho, nem
este para ella concorreo em cousa alguma. Por-
quanto havendo precedido entre o dito e o
Juiz de Paz segundo Supplente da freguezia
de Santo Antonio, a necessaria intelligencia
este respeito foi depois entre ambos decidido
nao ser preciso para este lim o arrobnenlo do
Parocho por j se estar tirando pelos respec-
tivos Inspectores outru arrolamcnto para orga-
nisaco da lista dos votantes. A vista por tan-
to do expendido quo he a pura verdade ne-
nhuma attencao merece a inslita arguigo ,
quo se faz ao Parocho no D. novo numero 170
de quarta-feira 7 do corrente. Adverte-se ou-
trosim este Senhor anonymo to exigente e
imperioso que Ihe nao pertence tomar conhe-
cimento da exactido ou inexactido dos ar-
rolamentos, que de seus freguezes fa/em os Pa-
rocos aos quaess devem lomar conta de seus
actos aquelles quem devidamente compete.
O abaixo assgnado respondendo ao Se-
nhor pedante do O. novo de boje (8) tem a di-
7Ar IKo rtue ssi^nsndo a rcprcsert9''3o 5 que
Aviso importante ao publico.
14 Acaba de chegar urna porgo nova e
fresca d'aquellas ovaluveis Pirulas da meoecioa
populare as pirulas vegetaes americanas, sendo
a composgao d'ellas inteiramente vegetal e j
to conbecdas nesta cidade as varias molesti-
as do figado febres rheumatismo lombri-
gas ulceras, escrolulas, cryspelas, e he o me-
lhor remedioconhecido para o sangue; roga-se
aos interinos de provarem este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receituario
em casa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joo
Card'iso Avres, ra Nova Guerra Silva e Com-
panhia Atierro da Boa-vista, Salles e Chaves
ao prego de ljOOO cada caixinba. (17)
O GUAKARAPES.
Peridico ordeiro e gover-
nista.
Saino luz o pnmeiron.,e
acha-se venda na Praca da
Independencia n. 6 e 8. (9)
= O Sr. Joo Arcenio Freir dirija-se a
ra do Ctaeimado n. 61, para receber urna car-
ta vinda de Portugal pelo brigue Ventura Feliz.
No dia 4 do corrente desappareceo do Coelho
um cavallo castanbo pequeo; roga-se a quemo
tenha achado do o entregar na Praga da Boa-
vista n. 32, quesera recompensado.
2 ss Rebatem-se algumas lettras de boas fir-
mas, o bilbetos d'Atandega ao premio de um
por cento ao mez, na ra do Vigario n. 3. (3)
PBffi-DRAMATICA
O 1. Secretario avisa aos Srs. socios, quo
os bilhetcs para a recita d'amanha, principio-
e a distribuir boje, depois do meio dia e a
commisso administrativa reuno-se as 6 e meia
horas da larde para approvago de convidados.
= Cozo-se perfeitamente qualquer costura ,
tanlo para bomum. corno para senhoras por
preco muito commodo ; no Mondego n. 137,
LOTERA da MATRIZ da
BOA-VISTA,
Tendo havido rpida venda dos bilhetes desta
lotera, o andamento das rodas ter lugar no dia
22do corrente, ou talvez antes, como j foi an-
nunciado : os bilhetes acbo-se a venda as to-
jas dos Srs. Vieira e Cunha cambista Luis
Antonio Pereira & Companhia ra do Quei-
iii.hKi ; Moreira Marques ra do Cabug e
no atierro da Boa-vista lo ja deourivesdo Ja-
cinlho. (12)
=A pessoa que tem urna escrava fgida, que
foi do certo, e tem um filho na casa do Sr. Ma-
n,el Cavalcanti do Giqui, ha pessoa que sabe
delta; dever dirigir se aocorreio de Garanhuns,
na repartirn do Correio.
1= Tendo vindo do Rio de Janeiro abordo
il sursca Pto'-u, entrada nesiu puilu no da 4
faz mengo perante o Senhor Manoel Jos The- do corrente, o escravo Leopoldo crioulo, idade
THEAIBO.
DOMINGO 11 DB AGOSTO.
A beneficio do Actor Antonio Lopes Ribeiro,
se espora ao respeitavel publico o divertimento
seguinte : depois que os prolessores da orches-
tra executarem urna nova ouverlura subir a
cena a bom conhecida tragedia Gabriella de
Virgi ou o Zeloso Faiel.
xeira Bastos e uniros nao uzou de um titulo que
Ihe nao compete qual o de Doutor, e que se
por ventura apparece sua assignatura com seme-
Ihante titulo he por que havendo a representa-
go andado por mo do muita gente honrada
esta Ih'oquiz dar acintosamente para Ihe poder
dirigir a porgunta a que hora se responde e
na verdade nao admira que quem tem commet-
tido tantas indignidades Ibes ajunte a brinca
deira de antepor em sua assgnatura o titulo do
Dr Ouarilo ao resto da pergunla em ternpo se
responder da maneira que mais propria fr.
O Bacharei Lourenco 4veUino de Albuquer-
aur. Mello.
1=^G A, Bourgeuis, morador na ra do At-
ierro da Boa-vista n. 3. avisa pela segunda vez
ao Senhor E, M. F. que haja de no praso de
oito dias ir tirar seus penhores, do contrario
sero vendidos para pagamento dos ditos, visto
se ter findo o trato que o mesmo fez, (Q)
=z O abaixo assgnado, achando-se na noile
do dia 7 do corrente em certa casa do bairro
da Boa-vista dahi inlelizmente furtro-lhe
urna carteira com 70000 ris e varios reci-
bos e mais papis de importancia, ecomo
tenha convieco intima e certeza dada por um
individuo que tambern estava presente quem
foi o autor de to negro proced ment, por isso
roga-se Ihe de a entregar ao abaixo assgnado ,
que representa 20 annos, canoeiro, preso, remet-
a!" pela Polica daquella curte Polica desta
cidade fugira de bordo da dita sumaca ; ro-
ga-se a quem delle souber a aprebenco do
mesmo escravo, para ser entregue a Polica, ou
na cadeia cujo Carcereiro pagar o trabalho.(9)
= Descncaminhou-se da algibeira de Eduar-
do Burle bontem a noute, 7 do corrente, urna
carteira grande dourada contendo dentro o se-
guinte, 1 sedula de l()j rs. cor de rosa, 1 de 5$
rs 1 de 2t rs. e 4 de i i rs., 1 le tira ven-
cida em 19 de Junho passado, acceita pelo Sr,
Dr. Antonio \ cente do Nascimento Feitoza da
quar.ia de 9753 r., uuira dita de ou* rs.
acceita por Jos Joaquim Je Muniz Gesteira
com um recibo de 30 rs. ; quem a livor acha-
do querendo restituil-a dirija-se a ra do Ro-
zario larga n. 30 que ser generosamente re-
compensado.
= Aluga-se o armazem n 108, da ra da
Sen/alia velha ; a tratar na ra da Cadeia do
Recife n. 38.
2 =Furtr9o da povoago do Monteiro, no
dia 6 do corrente pelas d/ horas dq dia pouco
mais ou menos um poltro russo cardo bas-
tante grande, com menos de 3 annos de idade,
muito mango, sem andar algum dinas o cau-
da quasi pretas orelbas grandes algumas
manchas de cabellos mais alvos, dos lados das
ou a alguem que a reslitua prometiendo neste coslellas provenientes de tomaduras antigs e,
casosegredo porem se o nao fuer protesta-se i ha muito, cicatrizadas; be o segundo qne dalli
declarar o seu nomee sua casa, e quaes as pes- jse tem urtado de dia, nestes quinze dias:
soas que se achavo prsenles e qual > fim. ja pessoa que der noticia certa ou descobrir o
Francisco Celestino liamos, dito noltro sera oenerosamerte recompensa-
Precisa-se fallar com o Senhor Albino Pa- da, (13)
M


/i
de
na
12 a
ra
do Sol, no dia 14 do corrente Agosto, ter lu-
gar a segunda praca da casa penhorada a An-
tonio Pinto de Azarado, sita na ra da Praia n.
43, bvpothecada para sua construccao pores-
criptura especial; quem quizer arrematar com-
I iic.-i na dita praca olerecendo o abaixo as-
signado ao arrematante a pagar-Ihe compelen-
te meia siza, pela qual he obrigado o dito arre
matante, para 8ssm com oais brevidade ser
embolcado o exequente do seu dinheiro que
emprestou para construccao do mesmo predio ,
que se pode ver o valor no escrivo Reg.
Manoel da Cunha Guimares Ferreira. (14)
2 s=No dia 31 de Julho prximo passado ap-
pareceo urna preta na venda de Joo Lui Ma-
chado, na Passagcm-da-Magdalena pedindo-
Ihe troco de urna sedula de mil ris, e pegando
nella vendo ser de muito avultado valor, pergun-
tei a preta de quem era.equem Ihe tinbadadoa-
quello dinheiro : disseser de Manoel Antonio
de Jess, e o dinheiro ser do feitor: aprehend
e disse-lhe que mandasse c o feitor : o como
do facto veio dizendo ser o dinheiro da preta que
o liaba achado entreguei-ibe passando-me
elle utn recibo : quem se julgar com direito a
elle dando os signaes Ihe entregarei o dito reci-
bo para o feitor o entregar (14)
2 O Dr. Pereira mudou a sua residencia da
ra do Rangel, para o primeiroandar da casa n.
39 da mesma ra. (3)
Compras
1Precisa-so alugar um moleque
16 annos para-o-servico de-urna casa
Nova n. 5. 3
iiuga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Queimado n. 32 ; a tratar na ra Nova
n. 5. (3
1 Manoel Rodrigues de S Portuguez,
tai ao Rio Grande do Sul tratar de seus nego-
cios. (3
Precisa-sede um homem para urna po-
dara que saiba trabalhar de masseira ; na
praca da Roa-vista n. 10.
Precisa-se do um pequeo Portuguez ,
que queira ir para a Parahiba ser caixeiro de
urna loja de fazendas; na ra do Cabuga, loja
de miudezus n. 16.
Arrenda-se o primero andar da casa n.
18 na ra do Fogo ; a tratar na ra do Quei-
mado sobrado n. 44.
Furtio da loja do sobrado da ra do Li-
' vramento n. 25 una caixa de pinho nova ,
com lato de preto dentro dous chapeos urna
jaqucla de panno lino duas calcas 3 cami-
sas oito patacas em'dinheiro, e outras cou-
sas mais ; quem souber do ladro e quizer des-
cubrir ern dita casa, ser gratificado.
Quem tivero bilhete n. 710, da loteriada
matriz da Boa-vista, o queira vendel-o com al-
gum ganho annuncie.
Quem annunciou querer arrendar um
sitio perto da praca ainda mesmo com casa de
taipa sendo queira um com igual exigencia ,
dirija-se atraz dos Remedios em um sobrado
novo.
1 OSr. Luit Gnnzaga de Almeida fi I lio do
Bento Jos de Almeida com loja de cabos na
cidade da Bahia queira dirigir-so ao Forte-
do-Matos, a casa de Jos Joaquim de Lima a
fim de 1 lio ser entregue urna carta de seu inte-
resse. (6
No dia 3 do corrente entregou-se a um
preto ganhador no caes da Alfandega 10 ca-
xas de charutos, para entregar na ra Direita
n. "i\ e como at hoje nao fossem entregues ;
roga-se a qualquer pessoa a quem forem ole-
recidas as ditas caixas ou mesmo a pessoa,
que as recebeo por engao dedirigir-se a ra
i'ireita n. 74.
1 Na Solidado venda da esquina, que vol-
ta para Bellein n. 20 acha-se u.n divertimen-
to de jogo de bolla e chinquilho como se usa
em Portugal por baixo de lindo sombrilho ,
aonde pode-so qualquer Sr. pr-se a fresca du-
sante o seu divertimento em os domingos e
das santos, particularmente aonde no dito
diverliroento achara todos os refrescos e pelis-
cos. (9
1 Precisa-se de um caixeiro para urna ven-
da que tenha boa conducta e sendo Portu-
guez ; no Mundo-novo n. 68. (3
tAluga-se o segundo andar soto nova-
mente rectificado e aceiado do sobrado da ra
da Roda n. 45 ; a tratar na ra do Rangel n.
30, segundo andar. (4
O director da sociedade Euterpina convi-
da aos Srs. socios existentes para reunan da
sociedade no dia 12 do corrente as 6 horas da
tardo a lim de se tratar do negocios urgentes.
2 Qualquer pessoa que esteja as cir-
cumstancias para ser mestre de assucar de
um ongenho na provincia doMaranho, e quei-
ra engajar-se dirija-se a ra da Cadeia do He-
.: n. 4, segundo andar das 0 as 9 horas da
manhaa, e das duas as 4 da tarte (6
2 Propoe-se um rapaz Brasileiro, casado,
e com pequea familia para ensinar primei-
ras lettras, principios de grammatica latina e
msica e sua senhora a coser e azer lavarin-
to en qualquer engenbo ou serto pro-
melendo ensinar com zeloe adiantamento dos
seus discpulos ; quem de seu presllmo se qui-
zer utilisar. dirija-se a ra Nove r.. S. (5
2 Manoel Jos dos Santos embarca para o
Piio de Janeiro o seu escravo crioulo, de 12 an-
nos de nomeZcfirino. 3
2 Aluga-seo sobrado n. 15 da ra do Vi-
gario, de 3 andaros e soto propria para re-
sidencia de qualquer negociante, com muitos
commodos e por preco mdico ; a tratar no
Atierro da Roa-vista n. 42, segundo andar. (5
2Aluga-se urna cscrava para todo o servi-
co de urna casa ; na ra estreita do Kozario o.
22, primeiro andar. (3
2Oflerece-se um Brasileiro para ensinar a
ler, escrever, grammatica portuguera em al-
gum engenho ou fasenda prometiendo todo
o zelo o actividad necesitara para o bom dea-
empenho e adiantamento dos seus alumnos ;
queas o pretender, dirija-se a ra Diieilu bo-
tica doSr. Peixe ou em casa do escrivo Lcile,
nos Allomados. (3
2 O Padre Venancio Henriques de Resende
teto, desde o da primeiro do corrente Agosto ,
aberlo a sua aula de latim francez e inglez ;
i.a ra Direila n. 24, segundo andar. (4
3Qualquer bomem casado sem familia, ou
com pouca familia que esliver as circums-
tancius de ir morar em um sitio na ra dos Pi-
les gratuito s para botar sentido ao mesmo
sitio e trazer as portas da casa abortas, dirija-se
a ra do Livramenlo armasen do louca e mu-
Ibadosn. 20, a tratar com Manoel Muniz de
Souza Bornes. ;8 carnauba, por precocommodo; na ra da Ca-
3Precisa-se alugar urna escrava para o ser- ; deia do Rccife n. 43. (3
vico de urna casa de pouca familia que saiba 3 Vendem-se apparelhos para cha, de por-
comprar cosinhar, eiigommar e cnsaboar, celana dourados e pintados ditos azues e de
dando-se o sustento, e pagando-semeriSdlmeutu outras cores 8pparelhos para jantar azues e
conforme o ajuste; na Solidade indo pela Treni- de outras cores mangas de vidro lapidadas e
pe, do ladoesquerdo n. 42. (i lisas garrafas do cristal lapidadas para vinho,
3Peranle o lllni.br. Juiz do civel, na rut j compoteiras para doce, de cristal e lapidadas.
copos para agoa ditos paracerveja ditos pa- Brasil, por Fernando Dmiz ; historia do Bra-
ra Champanhe e outras 'multas fasendas por sil por Constancio ; Thiers dita da revoluco
preco mais coiuuiodo do M e ufo qual- francesa 2 v. ; dita do genero humano por
quer parte ; na ra do Livramento n. 6. (10 Mieler ; Annaes de Tcito rica traducao ran-
3 Vendem-se sedas lavradas brancas e de ceza 2 v. memorias de urna contempornea,
cores ricas mantas escocezas para seuhora sobre os principaes fados da repblica consu-
luvas de pellica com guarnico e curtas para lado e imperio francez 8 v. ; diccionario dos
senhora ditas brancas e de cores para homem, homens celebres 2 v. ; historio de Pedro o
chales e mantas de seda matizadas, chales do grande; curso da historia por Guizot, 1 v. ;
)a de bonitas cores a 4000 rs. ricas capellas resumo da historia de Franca por Bodin tra-
e ramos de flores de I aran ja ricoa jarros com duco portugueza do 42; compendio da histo-
flores, bandejas guarnecidas decasquinha,lou- ria moderna traducao portugueza de 42; dito
cadores, bengalas finas de canna chapeos da historia romana, 1838; dito da historia an-
de sol para homem e senhora perfumaras fl- tiga 1838 ; dito do descobrimentoda Amer-
nas crep de todas as cores nara chapeos e ca por Campe ; na livraria da ra do Collegio
vestidos, sortimento de calcado para senhora e n. 20.
meninas, e outras multas lasendas de gosto, Vendem-se em casa de Fernando de Lucca,
na ra da Alfandega-velbajn. Vi, junto da Lin-
gota superiores charutos de Regala.
1 Vende-se rap de Lisboa em libras e as
oitavas chegado no brigue Feliz Destino ; na
ra do Queimado n. 39, loja de Antonio da
Silva Gusmo. (4
Vendem-se oculos de armacao do metal e
ac nicos pela sua boa graduacao luvas de
peluca e de seda a 320 rs. (lilas do doftfl os a
640 rs. ditas com palmas deretroz e dourados.
2 Compro-seefrectivamente para fra da
provincia mulatas, negras e moloques de 12
a uannos pago-se bem ; na ra Nova, lo-
ja de ferrogens n. 16. (4
2 Compra-se um molecole de 20 annos ,
de naco, ou crioulo ; na ra do Sol n. 23, pri-
meiro andar, junto a venda de garapa. (3
2 Compro-se dous temos do medidas de fo-
Iha um dito de pao um temo de pesos de
ferro um braco debalanca para balco ludo
em muito bom estado ; no ra do Amorim n.
33 primeiro andar. (S
2Compra-se urna manta decouro de on-
ca ou tigre ; atraz do theatro velho arma-
sen) de taboado de pinho. 13
2 Compra-se urna negrinha de naco, ou
crenla, de 14 a 16 annos do bonita figura ,
com habilidades ou sem ellas mas sem vicios;
na ra do Livramento botica do Brando
n. 34. (S
Compra-se urna negrinha, ou moleque de
4a6 annos; na ra estreita do Rozario n. 4
primeiro andar.
1Compro-seas imagens seguintes mes-
mo usadas; urna do Menino Dos, indo mesmo
pequea urna de S. Anna urna de S. Joa-
quim urna deN. S. do Carmo ou cada urna
de per si : nasCinco-pontas n. 62 ou na ra
Augusta, no soto do sobrado n. 9. (6
1 Compro-se pipas de ago'ardente que
nao sirvo para exportar por fraca, ou corada ;
na ra de S. Rita n. 85. (3
\ Compro-se 26 a 30 milheiros de tijolos
dealvenaria posto na obra, em Fra-de-por-
tas, a razo de 16# rs. o milheiro ; na ra do
Vigario n. 23. (4
por preco commodo ; na ra Nova loja n. 6,
de Jos Francisco Mamede de Almeida. (15
3Vende-seszeite de coco de superior qua-
lidade a 2240 rs a caada e a 320 rs. a gar-
rafa eum viveiro proprio para criar canarios;
na ra do Livramento venda n. 38.
3Vende-se/ potassa americana em barris
pequeos ; em casa de L. G. Ferreira $ Com-
pauia na ra da Cedeia do Reciie. (3
3 Vende-se urna bonita casa de campo no
Po^o-da-panella com urna sala dous quar- ditas curtas a 240 rs. ditas de fio de linho da
tos a diante outra sala atraz dous quartos Escocia, proprias para montara ditas de ca-
quintal murado, cacimba estribara, senzal- mu rea para militar, meias de seda pretas o do
la para pretos, e para pret8s separada; na cores para senhora ditas de algodo brancas e
ra do Trapiche n. 44 ; ou na ra estreita do pretas, ditas pretas para padre bicos e ren
Rozario n. 29. (7 das de differentes larguras fitas de seda e do
3Vende-se superior cal branca at 500 al- garca il de linho largo e estreito a 800 e
queires por preco mdico ; quem pretender, | li20rs. a vara caixas de tartaruga a 3# rs.
Vendas
Vende-se um escrava do nafo de 12 a
14 annos, sem vicios ncm achaques, com prin'
cipios de costura o de cosinha ; na ra da
Cadeia de S. Antonio n. 26.
3 Ainda restad para vender alguns trastes
novos de boa qualidade ; na ra da Ciuz n. 57,
primeiro andar. (3
3Vende-se marroquim de todas as cores a
lo-1!) rs. a pellee em duzia a 17$ rs. sapatos
de bezerro com pala para bomem a 3^ rs. e
sem ella a 2400 rs. perneiras de couro de lus-
tro sapatos de marroquim para senhora di-
tos de setim cabecadas rolicas inglezas, ditas
de couro de lustro bronco, e preto bridas de
parafuso e sem elle sellins inglezes e france-
zes estribos de metal branco silhSes para
montara talins, cananas, espadas prateadas e
de ferro bandas ricas, barretinas para olriciaes
e soldados, esporas de metal branco ditas de
ayo com mola e sem ella chicote de carro ede
estalo por prtco commodo : na rn Nova, lo-
ja n. 5, de Braga & Silva. [15
3 Vendem-se barricas com farello vindas
de Lisboa pelo ultimo navio ; garrafes cheios
de lentilha cousa que na Europa muito se
aprcasia para soupa, garraSes com hervilhas ,-
ditos com feijo branco ludo muito novo e
por preco commodo ; na ra da Cruz n. 52 (6
3 Vendem-se ricos caivetes de cabo de
murfim de se melter a penna e sahir apara-
da pannos para mesa luvas de camurca su-
periores pata Olliciaes de linha ; na ra do Ca-
buga lejas de fazendas francezas e inglezas ,
de Pereira $ Guedes. ( 3Vendem-se 4 pipas o 9 barris com cera de
annuncie. (3
2 Vende-se arinha de mandioca de su-
perior qualidade chegada da Bahia a 2't00
rs. o alqueire da medida velha ; a bordo da
lancha Flor do Mar. tundeada defronte da es-
cadinha do Passeio. (5
2Vende-se farinha de trigo da marca SSSF ;
no armasem de Antonio Aunes no largo da
Alfandega n. 5.
2Vende-se um escravo moco abil para
qualquer ofllcio ; na ra da Cadeia do Recite
n. 55, a fallar com Joo Jos de Carvalho Mo-
ntes.
2 Vende-se cha hisson a 2# rs. a libra e
de 8 libras para cima a 1900 rs. ; na ra do
Rangel n. 45.
2Vende-se um burro de Horacio ao p da
lettra encademado, na ra do Sol n. 23, pri-
meiro andar, por cima.do armasem decapim. (3
2Vende-se farinha de mandioca de supe-
rior qualidade; a bordo do hiate Bom Jess dos
Navegantes, fundeado deronte da escadinha do
caes do Collegio e a bordo da barcassa Flor
do Rccife, fundeada por dtraz do tanque d'agoa
do beco de tbeatro a 2400 rs. o alqueire da
medida velha e sendo em porco grande por
menos preco. ^8
2Vende-se um mulata moca com algu-
mas habilidades ; na ra do Amorim n. 33 ,
primeiro andar. (3
2Vende-se um relogio inglez, de cima de
mesa de Carrilbon da horas e quartos ; na
ra do Padre Floriano n. 38, primeiro andar. (3
2 Vende-se potassa americana a 200 rs. a
libra, cal virgem de Lisboa propria para o
fabrico de assucar ; saccas com farinha do Rio
de Janeiro, por preco commodo ; na ra de
Apollo, armasem de Manoel Ignacio de Uli-
ve ira. (6
1 Vendem-se castores de cores a 160 rs. o
covado chitas francezas muito largas e de co-
res lixas a 2(o rs. ditas escuras a 80 rs., gan-
ga azul de cor fixa a 8o rs. chales decassa com
quadros de cores a 4'io rs. duquezas de cores
com ramagens de seda e algodo a 300 rs. pe-
cas decambraia lisa com 6 varas a 2JJ rs., ditas
de algodo com 16 varas a 2240 rs., retalbos de
brim de linho e algodo escuros e claros, por
barato preco ; na ra.do Queimado n. 29, lo-
ja de Novaes. (11
1 Vende-se para o mallo um escravo de
naco, por estar aleito aoservico de campo ,
de bonita figura de 27 annos; na ma do Cos-
ta n 16, primeiro andar. (4
Vende-se urna escrava parda qu6 laz to-
do o servico com perfeico por medico preco;
um mesa redonda para meiode sala ; as Cin-
co-pp nas n. 160.
I Vende-seo resto da grande porco, que
havia das verdadeiras u superiores perolas da
India muito iguaes, tanto no tamanho como
na cor ; na ra da Cadeia do Recite loja de
cambio do Vicira
\JUU o
preco he o maisem cont, que se pdeachar. ,6
1Vende-se superior rap de Lisboa ( do
preto), chegado ltimamente no brigue Concei-
co de Mara; na ra da Cadeia do Reciie, loja
de Joo da Cunha Magalhes. (4
1 Vende-se um bolequim bem afregueado
e com commodos sufOcientes para o mesmo
trafico na ra do Burgos no Forte-do Mallos
n. 27; a tratar no mesmo botequim. (4
1 Vende-se urna mulata moca de bonita
figura, engomma, cosinha e cose alguma cou-
sa sem vicios nem achaques ; e urna canoa
aberta ; na ra doCaldeireiro n. 56. (4
Vendem-se discursos sobre a historia uni-
versal de Bossuet, em portuguez 2 v. ; lices
sobie a inesiiia, por Andrade, 1842, 1 v. ; Iti-
nerario da India, por Fr. Gaspar 1 v. 1842 ;
historia romana de Goldsmilh em portuguet, 4
v. ; ensaio sobre a historia da egislaco e go-
verno de Portugal pelo lente Coelho da Rocha,
1 v., 1841 ; resumo da historia de Portugal ,
traducn de A. V. C. Soasa; dito da historia do
ditas de prata dourada forrada de tartaruga a
17 e 19# rs. caixas com 250 charutos de re-
gala a 4^ rs. e tambem se vendem a retalho ,
ccroulas para banho ligas de seda a 320 rs. o
de burracha a 200 rs. quadros em fumo e co-
loridos, espelhos para parede a 1600 rs., pa-
pel almaco e de peso a 2500 rs. fita de veludo
larga e estreita medidas para alfaite e carpina,
massa para arlar navalhas a 280 rs. franja pre-
ta e de cores agulhas francezas o portuguezas
para alfaiate a 80 rs. carteiras de marroquim
douradas agoa de Colonia rainha das Flores,
sabonetes finos macass oleo e perola, lo-
ques de seda e de papel e outras muitas miu-
desas por mais barato preco de que em outra
qualquer parte ; na ra do Cabug, loja n. 1
C, de Francisco Joaquim Duarte.
Vende-se urna venda no Attorro da Boa-
vista n. 68, com os fundos a vontade do com-
prador ; a tratar na mesma venda.
Vende-se urna escrava de naco de 18
annos de bonita figura, sem achaques nem
vicios ; na ra da Cacimba n. 4.
Vende-se urna escrava de naco, de 18
annos, perita engommadeira cose, cosinha ,
lava e he ptima mucama por ser recolhida ;
urna dita crioula com as mesmas habilidades;
urna dita que cosinha, lava e he muito deli-
gente para todo o servico de urna casa; urna di-
ta de naco Angola de 28 annos engomma ,
cosinha e lava bem ; duas ditas de oaco de
18 a 22annos proprias para todo o servico
de urna casa ou mesmo para quitandeiras; na
ra das Cruzos n. 41, segundo andar.
1Vende-se urna canoa de carreira aberta,
propria para carregar familia ; no Forto-do-
Mattos na seriara de Joo Machado Fernan-
dos Lima. (^
Vendem-se 5 travs de camassary de 35
palmos; e urna canda de amarello de 50 pal-
mos propria para abrir ; na ra da Praia de
S. Rita serrara n. 25.
1Vende-se urna preta de naco Boca, de 26
annos lava, engomma cosinha e vende na
ra; na travessado Veras, na Boa vista n. 14. (3
Vende-se urna preta de naco, com boni-
ta figuia o hab! para iodo o servico do 24
annos ; na ra da Florentina n. 2.
Vende-se um rico adereco com 20 bri-
Ihanles e mais oulros aderecos de oslo as-
sim como todas as obras peilencontes a ourivos;
na ra do Cabula n. 3.
Vende-se urna venda com poucos fundos,
e sem alcaides, com commodos para familia,
independonte da venda cosinha fra quin-
tal e cacimba com boa agoa ; e mesmo para
homem solteiro por firar o aiuuel muito em
conta ; umbanheiro de olha de (landres para
urna pessoa com o seu competente carro ; na
travessa do Veras n 14. (8
Vende-se um rico adereco de ouro com
brilhantes obra do melhor gosto possivel ; na
ni'.-ii'i da lii'liMiendencia n. 4.
Vende-s urna escrava moca ; na ra do
Mundo-novo n. 58.
1 Vende-se o direito mercantil por Silva
Lisboa 2 v. ; a arte de navegor por Manoel
Pimcntel ,. 1 v. ; um pratical navegador em in-
glez em muito bom uso duas collecces do
Diario de Pernambuco do 42 a 43, urna an-
cora de ferro com sjpo de pao, de 14 a 16 quin-
taes j experimentada por prego commodo ;
em Fra-de-portas ra do Pillar n. 85, segundo
andar.
(9
Escravos fgidos
2 Fugio, ha mais de 6 mezes urna
va de Angola de rime Dativa estatura
naria, fula, denles limados e ps gfOHOS;
a pegar, leve a ra Bella n. 45, que ser
ficado.
escra
ordi"
(lueii)
grati-
5
RHUIFB N,\lir. OS HF mFakia. 1844


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