Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05169


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Full Text
Anno de 1844.
Quinta Feira 8
O l'I.BM publioa-at lodoso din que nao forem sant-fira-um : o prego di auipnitur
br d ir-" mi1 rs. pnr quartel panos adianlados Os annuncios do aeeie;nantea sao inseridos
. ay.a, a it ilua..pja.au.iaa---d.de-fSO res por Imhi A reclaatamiet derem er diri-
jida -i iMa 1 >p ra das Crines n. 4 ou a praya ".a Independencia luja da li-rosn. fi 8.
PAiniOA DOS CORRKIOS TKRRF.STRES.
GolRaU lliyb segundas. s'XI. letrashio Grande do Norte chrg< S e ll e par
le 10- -i : abu Sennbeaai Kio t'nrauso Macey, PonoCaho, a Alagoaa no 1 -
(I Hat ai],- mri Garanhuns e Itonilo a lile -M le ca'a metloa-vista e Flor
es' 13 i dio. Cldaoe da Victoria quinia feiras. Olinda iodos os das
DAS DA S KM AIS A.
5 Ses; a. ntidin. Aud. do J de 1). da ,
6 Teici s. Tapo Re aud. doJ. de .da 3..
7 Quari* ,. CaeUaao. Aud do J. de I), da J. t.
h Ouinia C)iido. Aud do J de l). da 2. t
9 Ses. |, M. ,,, nd doJ.dcl) da t.
41 Don as
8. LourenCo.
I. Tiburcio e Suiana.
:: wnjsisnswBn^KBBKt
DIARIO
de Agosto
Anno XX. N. 177.
Indo afora depende de na meamos; da nossa prad."cia, e-oderagao- e energa, con
linucmoa corno principiamos, e eerena.s apontados com admiranio entre as uagea asan
culta. (Proclama.; ,ia di Asamblea Geral do eraiil.)
Cambioi eobra LoaoVee '.'6.
w u Pan 3 / U re por franco
Lisboa 112 por I0U de premio
CLMBIOI no cu 7 ni AGOSTO,
Moedade cobre ao par.
Idea de letras de boae fintas 1 a
l*0|o
Oure-Mocde de 6,400 V.
N.
de 4,(JO-
Prali-- FataoSej
Pesos cnlummnares
Ditos aexiranoa
aoar**
17.0O
fi.700
9,400
l.'.iOO
4,8u
1,0
retid.
17..0U
16,900
9.600
1 9S0
'.2,000
1,980
PHASF.S DA LA NO RIF.Z DE 1GOSTO.
lua r! ra a 4 aos I.'mu da manlija. aLuanosa a J7 aa 10 li. 142 ain. da larde
MiaRuanta a j as 1 borae e5 ma da aianh. | Crescente a _>U aa 11 h e 56 sa. at-J-.
Preamar de hoje. ,
Primeira as 1| boraa e 4 rain da atanb.'ia | Secunda asi.' hora e 6 minutos da tard
PERNAMB
' rfT-i-Trifrw
iokjes-jk^ : ,t:
PAUTE OmCUL.
Govrno da Provincia.
EXPEDIENTE DO Hl V 3 DO CORRENTR.
OfTtcioAo Juz do Paz. !upplenle da fre-
guezia de S. Antonio.Nao podendo julgar-se
extincta a jurisdicciio do Juz. de Paz Justa fre-
guezia, embora dividida, omquanto n.'io houver
nova eleicao pura a de S. Jos, conforme a dou
trina to Imperial Aviso de 31 do Janeiro de
1833, compete ao mesmo a presidencia da Mesa
para a eleigao, a que se tem de proceder ama
nhaa (4) na referida fregueza de S. Jos; fi-
can o sem effnito a Jeliberacao eni contrario
tomada pela ('amara Municipal d'esta cbUde, e
em vigor o disposto no officio desta Presidencia
de 24 de Jullio ultimo, V'mc. dirigido. O que
llie participo para sua intelligencia o executo;
icamlo assim respondido o o seu offici-i de bo-
jeCommunicou-se Cmara Municipal des-
ta cidade.
DitoAo Commandnnte Geral do corpo de
Polica, ordenando, etn attencao representa-
cao do Delegado de Garanhuns, que deixo alli
Ticar o destacamento do rnesrno corpo, com o
numero de pracas, que ora existe e commanda-
do pelo 3 Oouimandante Caetano QuintinoGa-
lhardo;e be ni assim,que faca regressar o Olfifial,
que este Coi substituir.Parlicpou-se ao De-
legado de Garanhuns.
Gircular-Aos Juizes do Dreito do Crme
da provincia, remetiendo copia do Imperial
Aviso de 28 de Setemhro de 1cH3, que declara
poderem OS Juizes, na formacSo da culpa, ou-
virao Promotor, quando tratao de classificar o
delicio, etc.
OffcioAo Engenhciro em chee das Obras
Publicas, aulorisando-o annunciar pelas (0-
Ihas publicas, que o concurso nara o lugar de
Ajudante dos Engenheiros verificar-se-lu no
da 31 do presente mez.
dominando das Armas.
BXPEDIEHTE DO 19 DO PASSA DO.
Officio- Ao Exm. Presidente, fazentlo-lhe
algumas obscr*a(di's'a respeilu das pegas de far-
damento pequeo, que so e tavao a dever ao
jcdrpo de Guardas Nacionaes destacado, c pe-
dindo permisso para a vista dellas submelter
despfic'io a co'iiiw'tenle reqnisieo.
DitoAo mesmo Ex 111 Sr. .enviando-lhe pe-
ra serein transmiltiilos a vSecretaria d'Estado dos
Negocios d Guerra, o iimppa da forya do ba-
tiilliaod'Aililheria, o mappa da lorca da com-
panbia de Cavallaria, Deposito e corpo de G.
pqcmaBKtf**i-im

TH ERES A. (')
XI.---- ARANJLHZ
Theresa caminbou ao seaso dianlede si: tan
tos perigos tantas dilficuldades a cercavao, que
noseatrevia a encaral-os, e s era sustentada
por urna especie le extincto que a empurrava
para diante. Todo o resto da noute assim cami-
nbou; e, quando appareceoa aurora, achou se
as margena do Tejo, em um sitio plantado de
algumas arvores e cercado de urna mata. A vis-
ta nao se poda estender alm dessas espessas
ramagens linas nuas no seu cum '. Somonte se ouvia o va
garoso susurrar do vento e o Mlito das aves que
saudavo o dia. Theresa estava exhausta pela
lapdez da sua carreira: borrivel cinsago torna-
va rnas pesados os seu movimentos: de balde
procurou andar; abandonro-a as Coreas;
deitou se dominada por tao imperiosa necessi-
dade de desea090, que, spezardos seus sustos,
nao tardou em adormecer. O sol levantou-se. e
os seus raios secerao o orvalbo; fresca oragem
agitava os compridos ramos das aesores c emba-
(*) Vide Diario D.- 163 a 108 e 175.
N. destacado; o mappa da companba do Artfi-
ces AprenJzes menores do Arsenal de Guer-
ra, e o mappa da Offi -laudado da provincia per-
lencenle as 4 classes \) exercito, acompanbado
da relacao nominal dos mesmos Oficiacs, com
designacao dos seus destinos.
DitoAo rnesrno Exm. Sr., communican-
do-lhe que deix.iraode seguir no vapor The-
t;s as duas prayas do Para, por terem adoo-
cido, e se achircm em tratamento no hospital
regimental seguindo somento no mesmo va-
por a do IN'Iaranho.
DitoAo Cominandantn do vapor Thetis ,
para entregar ao Commandante da escolta, por
lador deste officio as 7 pracas que a seu bordo
Irouxeda Corte; com destino a servirem nesta
provincia.
DitoAo Inspector do Arsenal do Marinha ,
para quehouvesse de fornecer transporte para
o desembarque das 7 pravas mencionadas no
officio cima.
DitoAo Commandante do vapor Thetis ,
para receber seu bordo, e fa/er entregar no
Vlaranbio o soldado Agostinho Candido de
Mendonca.
DitoAo Commandante interino da fortale-
za de Itamarac, aecusando recebida a conta da
despeza da obra de quo fra incumbido,edando-
Ihe outras disposiyes sobre objeclos tendentes
ao ser vico.
Dito Ao Commandante do corpo de G
N. destacado, ordenando-lhe que fisesse reco
ibera capital o destacamento da comarca do
Limoeiro.
Dilo Ao Commandante do 2." bntnlbo
d'Artilbaria a p respomlendo o seu officio ,
que mostrava a necessidado de se continuar
na manufacturarlo do fardamenlo para a gran-
de parada do annive'sario ca Independencia ,
parausada pela ausencia do l.Tenente Agente,
que destacou para o Brejo.
DitoAo mesmo, communicando-lhe o re-
colhimento do 2.* Tenente Francisco da Costa
Reg Monleiro, queconcluio os seus estudos
na escola militar, e enviando-lhe a guia que
Ihe foi passada pelo 1. batalho dWrtilharia a
p, onde estove addido.
Portara Ao Commanuanto d'Artilharia,
mandando receber, do Commandante do vapor
Thetis sette pracas viudas da orle, e lgal-
as ao hatalhao como efectivas a vista das guias
que Ibe enviava.
rhesouraria da Fazenda.
EXPEOIENTK DO DIA 27 DO PASSADO.
OfficioAo Exm. Presidente da provincia
obre a entrega da quantia de GObOOO rs. ao
Chela da Polica para asdespezas d'aquella
reparlico.
Dito Ao Inspector da Thesouraria de Fa-
zenda da provincia do Vlaranhao participan
ilo a remessa de 10o barriada plvora pela es-
cuna Carolina,viudos da corle,por conta da Fa-
zenda N-icional para serein enviados a provincia
ilo Piauhy.
dem do ia 30
DitoAo Exm. Presidente da provincia,
rogando se dignasse expedir as suas ordens ao
Commandante do paquete do vapor que aca-
hava de chegar do Sul para receber naTbsou-
raria a quantia, de 4:089*000 res, para entre-
gar na do Cear.
Portara Ao Thesoureiro da Fazen la pa
ra acceitare pagar nodia de seu vencimento.co-
?ao das olas, a quantia de 2o:000,>000 res do
que trata o precedente officio.
Dita dem creditar ao Thesoureiro da Fa-
zenda, no livro caixa do exerciciode 184445,
pela qnantia de 4:089*000 res, que recebeo
o Commandante do patinete de vapor Paraense
para entregar na Thesouraria doCeara.
I"
CORRESPONDENCIA un WARIO DE PRRXAXIBCO.
l'ariz i'ldeJunho.
A dscussao sobre os crditos supplemenla-
res que deixei prndenle.ia correspondencia pas-
sada durou anda dous das, e terminou corno
era de esperar; isto lio com urna maioria im-
niensa a favor do Ministerio. Esperav5o-se cou-
sas e loisas, quando se discutissem os crditos
mo delerminava a ordem do Tribunal do The- relativos as repartieres da marinha e da guerra;
souro Publico Nacional numero 146
que acompanbava do res 2:500*000
lava o somno da moc.8. Esse bosque estava po
voado de animaos de montara; leves gamos sal-
tavo entre as alaas. os veados pastavao ao cor
rer das margensdo rio, eolbavo ao longecom
um nstinctode desconfianca para esse corpo
rncioocculto pelos ramos, immovel como um
cacador espreita.
Ja bavia algumas horas que Theresa dorma,
quando furiosos latidos acordarSo-a sobresalta-
da: urna matilhd, percorrendo o valle, ebegara
ao bosque em que ella se havia refugiado. Lo-
vantou-se gritando, assustada: ao mesmo tem-
po apparetrao alguns cavalloros acompanha-
dos por muitos picadores. A o verem essa moca,
pallida.com os cabellos sollos, todos parr3o.
Por Santiago/exclamou um delles, que
formosa Magdalena/... E desde quando esco-
Iheu ella para a sua ermida o valle de Aranjuez?
Senhor, exclamou Theresa, ebegando-se
para o cavalleiro que pareca ser o mais consi-
deravel delles; senhor, em nome do Dos, dig-
nai-vos proteger-me I
Nada receieis, minha filba, disse elle com
umsorriso: naocabistes no meio de urna qua-
drilha de ladrdes; somos todos t5o honrados co-
co quem quer queoseja.
O que assim fallava era um mocodesemblante
muito mei^o; seu9 cabellos deum louro paludo
sabiao em bastos caixosdo seu chapeo ornado
a lettra
que na
mesilla data sacara o respectivo Thesoureiro ge-
ral, a 15 das precisos, a favor de Joaquim Jos
de Amoriin.
/Jila Ao mesmo idem numero 145 da
quantia de 3:000*000 ris.idem de Gabriel An-
tonio.
Dita Ao mesmo idem numero 143 do
2:351*032 res, a oito das precisos, idem de
pjanoel Ignacio deOliveira.
dem no da 31.
Officio Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda do Cear com o conhecimento da
quantia de 4:689*000 res, que recebeo o Com-
mandante do paquete de vapor Paraense para
entregar naquella Thesouraria', da prestagao
do mez de Julho em cumprimentoda or-
dem do Tribunal do Thesouro Publico Na-
cional de 3 do mesmo mez.
Dito Ao Administrador do Coireio para
receber, na Thesouraria, um caixole com a
quantii de 25:000*000 n-is em notas novas e
incluil-o, com as cautellas, quo se teem obser-
vado, em casos somelbantes, na mala do paque-
te de vapor Paraense para ser entregue na The-
souraria do Rio Grande do Norte.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria do Rio
Grande do Norte participando a remessa dos
23:0008000 res de que trata o precedente
officio para completar a remossa dos 30:000'
ris, mandada fazei pela ordem do Tribunal do
Thesouro Publico Nacional de 25 de Junho
prximo findo.
Portara Mandando entregar ao Admi-
nistrador do Correio, pela caixa da substitu-
"wa
."
de pluma preta. Tinha a tez de notavel alvura,
e seus labios, rubros como o coral, sorriao com
expressao de bondade. Eslava bastante medio-
cremente vestido com um gibo prelo de man-
gas justas, debaixoda gola do qual va-se larga
facha vermelha.
Theresa chegou se para elle tranquillisada;
lancou um olhar nos circunstantes: todos a es-
la\ao examinando com singular expressao de
espanto e de curiosidad:. Sbito rubor animou
seu pallido rosto; dosviou-se com um gesto de
temor e de supplica Havia neste gesto tanta
verdade, lo divina graca, que o cavalleiro ex-
clamou com vivacidade:
Senhores, afastai-vos um pouco; bem vfi-
des que assustais a esta moca.
Os cavallciros recurao at borda d'agoa.
Nesta distancia podiSo ver o que se pa>sava en-
tre Theresa e o seu protector desconhecido; mas
noouvir o quo dizio.
Por minha cruz de Calalrava disse um
delles, esta mulher volta do outro mundo Es
ta como a noiva do re mouro, sahindo do cas-
tellodepois de biver dormido cem annos.
Vede um pouco, dizia outro, esse vesti-
do de setim roxo c essa galo vene'iana, esses
sapatos bordados, e essas meias de seda verde.
Sim, exclamou outro, assim se vesta D.
mas a opposic3o, desanimada com a derrola de
Tbiers, completamente vencida por Guizot na
questo do Rio da l'rala, nao se alreveo a abrir
bico. As importantes quesles de marinha, sus-
citadas pela nota do Principe do Joinville ica-
ro reservadas para quando se tratasse do o re-
menlo; e quanto aos murmurios com que a C-
mara accolheo a propositlo de Soult, que peda
um augmento de 15 mil bomens para Argel,
todas as repugnancias desapparecrao vista do
mal que se vo encarando as cousas d frica.
Digo quo as cousas d'Africa vao tomando
muito m cara, e nao digo nada de mais. De
fa:to i> colbeila de palmas do Duque d'Aumale
esl em perigo; porque de taes tropecos Ihe vai
pojando o caminho Abd-el-Kader,que nao sera
grande maravilha se um dia aqui virmos entrar
bem tosqueado o vice-Rei aspirante, em vez de
vir carregado da la que foi buscar a Argel. O
caso be quo muitas das tribus rabes que j ti-
nbo feito a sua submissao, de novo se rebell-
rlo; e que una daquellas quo se tinba por mais
fiel, atraicoou os Francezes, cabio d improviso
sobro as guarnicee de Biskara e Djigelli na pro
vncia de Coustantina, e passou tudo ao fio da
espada, excepcao de pouco9 que escaparao.
Soult procurou attenuar, quanto pode, a gra-
vdade de fado, quando deo conta delle C-
mara; pormeu tive um dia destes na mao duas
cartas de dous dos escapados de Biskara s suas
familias em que a cousa be referida como acabo
de dizer.
E o peior nao he isto: o peior ho que o Im-
perador de Marrocos, a quem todas as popula-
rles musulmanas da RerLeria venerSo como Vi-
gario do Prophcta, acaba de proclamar a guerra
santa contra a Franca, e nomeou seu califa
Abel-el-Kader, dando-lhe abundancia de soc-
Luiza dePortocarero, minha av, quando era
aia da serenissima infanta D. Clara, ha disso
meoseculo.
Seu trajar tem cem annos: embora, seu
rosto parece terdezoito Quanto be formosa/
Entretanto o que ficra s com Theresa Ihe
disse com interesse :
Quem sois, minha filba c como vos a-
chaisaqui szinba ?
Essa tao simples porgunta a fez estremecer ;
nao podia responder a verdade, pois sabia que
nenhum poder humano salvava urna freir que
bouvesse violado os seus votos eque a confis-
co de sua apostasia nao seria perdoada nem pe*
la justica secular nem pela ecclesiastica.
E en tao? toinou o cavalleiro hesitis,
nao vos atrevis a fiar-vos em mim Socegai ;
so para vantagem vossa servir-me-he do que
me disserdes. Vejamos: donde vindes? para
onde idos ?
Senhor, respondeo ella, fugi da casa do
mcu pai .. .
Szinha ? atalhou o cavalleiro.
Sim szinha : nao sei para onde v ;
a ninguem conheQo a quem recorra.
E porque minha filba assim ugistes
da casa pateina ?
Tao desgranada l me acbava que ia


ms.m*r^mn*Mr#. Km .i mnp-:i-g I
corros do armas, do gente e dcdinheiro. J 12
cavados marroquiuos la estao-* porta* d-'Orans
nno he vanguarda las possessSeS fraOCOZas puf
aquello lado, e to osos das vem vinJo novo,
relorgos de inf.iut.iria o artilbcria; ja o Goveino
francez deo ordem para que a divit&o naval do
Hveres |>artisse a toda a pressa para ran cotn
de* mil homons de desembarque, Atlribue-se a
retolucO desesperada do Imperador africano a
dous motivos: primeiro a imprudencia das au-
toridades france/as que Iho li/.erao pensar em
rojectos dusurpieo pelas correras cun que
Ihe inquieUvo a fronteira; em segundo lu^ar
tos bonsoificiosd'Inglaterra, cujo Cnsul aca-
bou de fa/er decidir a exploso, prometiendo ao
Principe irritado que, em c iso do guerra, as
cot.is marroquinas seriao defendidas polas lor-
cas inglesas do qualquor insulto por mar So es-
te ultimo motivo he verdadeiro nao sei eu: o
quesei he que j as agoas de Marrocos est
urna csquadra ingle/a para o quo der e vier.
Tenho por aqui ouvido a tagarnias que esta
nova tempestado que tai cahir sobre as posses-
ses francuas em frica, pouco cuidado dove
dar, por pje Marrocos v'.sti da Franca ho um
cominho; mas esta-me parecendo que o (orto
daqrjelles que assiin fallSo, nao he, nem em
geographia, nem em prudencia. Digo quo nao
So fortes em geograpbia, porque, com qual-
quer resumo do Baln miio, f.cil Ihes era de
ver que Marrocos nao he to cominho a vista da
Franca que 8 sua populaco nao iguale a quar -
ta p irle da deste ultimo reino, ou mais: digo
quo manquejao ainda mais pelo lado da pru-
dencia, porque bem poderiao reflectir que, se
Ahel-el-Kadcr, sozinho e sem exercito. sem
disciplina, sem artilheria esem dinheiro, tem
resistido, ha 1 \ annos contados, a todos os es-
forcosda Franca, que nio devera fazer agora,
reunidos os seas recursos aos do maior poten-
tado da frica? Seja o quo for, eisaqui algu-
mas ideias de estatistica, por onde se pode lazer
ideia da importancia do novo inimigo, com que
a Franca se v a bracos. A populagao do im-
perio de Marrocos anda por perto de 3 milhes
de habitantes, compostos de difTcentes racas.
As duas ragas predominantes sao a mourica,
quo conta mais de 3 milhes e meio de indivi-
duos, e a berberesca ou amuzirgue que anda
por perlo de quatro milhes. Segu se a raes
rabe pura que nao chega a um milhao, os ju-
deos que andio por 300 mil, e cousa de uns
150 mil nebros. Os christos o renegados he
pouoa cousa.
Por aqui se pode j calcular que sacrificios
dever cuslar Franca a nova guerra, e porque
proco Ihe vao Picando os estabelecmeotos d Ar-
gel, donde se esporasao mundos e fundos. Ao
principio dizia o Marechai Clausel que com 10
mil homens quo Ihe dessem, organisaria em
frica urna poderosa colonia: vio-se em breve
que tal forc nao podia chogar a meiocaminho,
eem I8';6 votro as Cmaras um exercito de
22,921 homens. Veio Thiers, c disse que, pa-
ra o dominio geral o absoluto da Franga em
frica, era preciso que Ihe dessem um exerci-
to de 30 mil europeos com um appendice do 5
mil zuavos (tropas indgenas). DerSo-lbos. Da
h por dianlo loi a cousa crescendo de tal ma-
neira que ltimamente era o exercito d'Africa
de mais de 90 mil homens. Agora exige Soult
mais 15 mil, e diz que ainda nao be de mais.
E com ludo nao ha dia em que se nao falle dos
inmensos recursos das provinciss africanas, e
dos lucros incalculaves que de l ha de tirar a
Franca. Se forem sempre como tem sido, ar-
reda-le la ganho que me d Hontetn fui pela undcima ou duodcima
morrendo... fugi vida quo vivia certa que
nenhuma peior poderei acbar
Estis engaada: mil perigos cercao vos-
sa mocidade e vossa formosura : so no mundo
estaris perdida : cumpro voltar para a casa pa-
terna.
Nao nunca: se soubesseis que castigo
soffreria !...
Mas nao iris s ; e se preciso fr, eu
inesmo pedirei vosso perdo. ..
- V. nao o obtenis, Seohor.
__ Tenho alguma influencia, algum poder.
__ Ainda que osseiso proprio Rei, atalhou
ella com vehemencia, nao me salvarieis do cas-
tigo horrivel. Senhor agradeco-vos t nta
bondade : mas peco-vos nao persistis em que-
rer servir-me assim ; estou morta para os que
abandonei.
__ Queris entao ir para algum convento 1
disse o cavatleiro depois de breve rrflexao.
Nao senhor respondeo ella resoluta.
,__ Entao s vejo um meio de ser-vos til :
dar-vos um marido o um dote.
__ Nunca casarri respondeo corando: nao
posso j' retribuir o amor de um homem. .. .
S nhor *ossa boa vontade pode la/.er-me al-
gum beneficio. ... Talvez tenhais urna esposa,
urna irma ; ponde-me ao p dellas para ser-
_1.U j vnssa nropria casa seria para mim um
vez Exposco da Industria na intencao de to-
mar nota,-como tomet, dos differentes objoclos,
que me pareoossem rnais dignos de attenco
Moje teucion.iva coordenar as minbas ideias e
por por esenpto as minhas observages ; mas
agora, que eslava para por mos obra vejo di-
anlo de mim tal copia d'apontamentos, que me
fallece inteiramontn o animo para comecar Sao
nao menos de 117 os objectos de que tomei
nota, e cada u:n delles exigira um artigo espe-
cial. 117 artigos para urna correspondencia1
Dos de misericordia !
.....Qual ser o amor bastanto
Do nympba quo sustente o de um gigante?
CaMES.
Digo portanto como disserSo aquellos convi-
dados do Evangelho : Habeant meexcusalum.
Ha um, porm, entre todos os differentes objec-
tos, quo aponlei, que sem grave escndalo, nao
he possivel passarem absoluto silencio : sao as
flores, que inandou Exposicao aquelle celebre
Constantino, do que j la I le i inui por extenso
em oulra correspondencia eque aqui he. ge-
ralmente oooheoido pelo nomo de He i dis Flo-
ristas. Sobreests primores d'induilria algu-
mas linhss escrevere : declaro, porm, desde
11 que me ostenderci o menos que poder ser ;
Pois louvar os meus proprios arrecoio
Que louvor lao suspoilo mal me estoja.
CAMES.
Fcilmente pode suppr-se, que Constanti-
no nao oxporia ao juizo e consideradlo do pu-
blico em occasiao to solemne o peior do quo
>ouhesse lazer. Todos os objectos expostos pe-
lo artista portuguez sao admiraveis; mas ba en-
tre ellos alguns cujo merecimento Pica muito
cima de todas as expresses : taesso um p
de taraxaco, que la est disposto n'um vaso,
onde parece que nasceo espontneamente ; um
lelo, que so acha logo ao pe ; um cardo, que so
\C mais adianto : e finalmente urna roseira, ou
nina moita de rosas, em que o Rei dos Floris-
tas reproduzio todas as phases da vida da Rainha
das Flores. De dous cisnes executados por um
'Sculptor lo seu tempo dise Marcial extasia-
do Adde ayuam natabunl ; ( lancai-os
agoa c vlos-heis nadar) : das plantas imitadas
nor Constantino, pode dizer-se Pondo-as na
torra e viris como logo lancao raizes, e como
Itrotao folhas e fructos.
A roseira de que acabo de fallar he, como
ligo a historia completa da vida da planta, es-
cripia polo artista ao seu modo. Todos os ac-
cidentes possiveiS da vegetaoo forao por elle re-
produzidos com oxactido fabulosa. Aqui es
l o bolo de tal maneira fechado que ainda
nada promette, do que um dia ha de dar. Mais
adiante he o mosmo boto atravez de cujo c-
liz mal se comees a entrever o rubicundo das
folhas. J a corolla parece, que quer desbro-
char : porm a flor ainda est virgem do halilo
do zephyro ; nem ello talvez a colma porque
ainda nao sabe, o que ella vale.
Eitaqui agora a rosa na mais interessante de
todas as pocas da sua vida. A corolla desabro-
bou j mas nao do todo As cinco lacinias do
travez dellas ostenta a flor ou orgulhosa ou
innocente toda a riqueza dassuas cores po-
rm ainda pudibunda e vergonhosa e ao ines-
mo lempo loureira apenas ousa mnstrar-se.
(guando os passos dos que vao andando fa/em
iT.tremoccr a roseira parece que ozephiroa
vem beijar. E ao mesmo tempo o aroma, que
Ihe he proprio vos vem lisongear os sentidos ,
e a illusfio he completa.
Porm a vida das llores he um momento. En-
tre a sua primavera e oseu outono nao ha esli.
STWTVI
nmamu-wn
"
asylo em que poderia trabalhar e rezar em paz.
O cavallciro sorrio se.
Sim disse ; mas para enlrar no serv
co do miriha muHier ou no de rninha irmaa ,
cumpro ser de antiga fidalguia
Ah exclamou Tbereae, enhindode joe-
Ibocheia de confuso sois KlRei !. .. Per-
doai-me, Senhor ..
Levantoi-vos, minha filha disse elle
um tanto commovido ; nao me offendestes re-
jeitando o que para vosso bem quera lazer ;
procuraremos melhor acert
Hou\e um momento de silencio. O Rei olhou
com secreta admiracao para este rosto de to
pura qufio perfeita belleza. Em sua lembran-
ca nao achava typo algum que Ihe podesse ser
comparado : a propri Caldern a formosa
das formnsas quem tanto bavia amado, nao
tinha nem lao compridos nem tSo pretos os ca-
bellos nem essa le de to pura transparencia,
nem esse encanto da voz e do olhar.
Pors bem tornou elle com leve irona
er titulo vos hei de apresentar na corte ?
Ah Senhor respondeo ella toda per-
turbada sou urna pobre moga que nunca para
to alto olhei. .
Agora nao teres tanta con fia nca em mim
niia me digis quem sois ?
Ha pouco ebeias de vida e de vigor ; agora sem
atento, sem graca, e decrepitas. Assim acn -
leceo rosa do Constantino. A corolla abri de
todo. Os mil maridos da flor levantao lascivos
e despejados, cima do thalamo nupcial as uas
cabegas amarellas. Todas as lacinias do cliz se
retiraran, e fro, reviradas, servir de ornamen-
to ao ovario. Algumas das ptalas ja cahiro e
l esto espalhadas por Ierra meias murchas e
descoradas. Parle dis folhas seccou : lagarta*
devoro as quo esto verdes, e quasi que se per-
cebe o agitar das mandbulas.
. Junto da roseira, que acabo de descrever es-
t urna planta meia murcha, que meenganou,
porque a tive por natural Julguei ao principio,
que a ideia do artista tinha sido por all aquella
planta natural para servir de padro por onde se
podesse aferir o merecimento das ou'.ras; e en-
tend quo por j estar all haviadias, hoque
comecava a murchar. S hontem foi que perce-
bi o que era porque reparei que nao murcha
va, nem mais, nem monos, e que se conserva-
va sempre no mesmo estado. A planta he to
artificial como as outras : o que Constantino
quiz fa/er wr (oi que nao bavia accidente de
vegetago, que elle nao podesse reproduzir.
Nao sei sealguem achara exageraco no que
digo ; mas, para se ver que a nao ha, urna s
reflexo basta. Constantino he estrangeiro e
de mais a mais Portuguez : ora, para quo o ju-
ry, naturalmento severo para cotn os naturios
Ihe perdoasse este peccado, e admittissem as suas
obras s honras da exposicao, era preciso que o
artista Ihe fi-esse violencia irresistivel lrga
de merecimento e porfoicao. Portuguez disse, e
enganei-me! Constantino he j Francoz, por-
que se naturalizou. Tudo indica que nunca
rnais voltar a Portugal ; queom tal estado po-
zero noisos peccados aquella trra que era sua,
queja a considera comoestranha e nem pro-
cura saber oque por ella vai. O mesmo la-
zem outros que aqui esto companheiros do
seu desterro mas nao da sua fortuna.
No dia '2 do correte apprcsentou Araujo
Ribeiro a El-Rei em audiencia especial as
insignias do Cruzeiro, que o Imperador do Bra-
sil Ihe mandou para os Duques de Nemours, de
Montpensier, e d'Aumale As condecoradles
hoje pouco valem, depois que as revoluces Ihes
tiraran o carcter c privilegios de ordens mili-
tares, c sobretodo desde que os Soberanos pare-
ce que se concertar para Ihes lazerem perder
o valor espalhando enchentes dellas por toda
a parle. S de una assentada distribuid ha
pouco, o Rei da Grecia 67 mil.' Por aqui gras-
sa a niesuia epidemia porque nao encontra a
gente por toda a parte seno dcstes mestieurs
fraichemenl dtcort. Nao sei se l pelo Brasil
he o mesmo.
Odestampatorio do Duque de Valmy por
causa da usurpaco de territorio francez pelo
Brasil ficou semresposta na imprensa de Pariz:
mo resultado onde o poder da imprensa he to
grande, e onde as sserces do Duque forao
engulidas como marmellada. Ou a fon te (|ue
alimentara o Commerce o o Jornal'dos Debates
sobre as cousas do Brasil seccou de todo ; ou
aquesto mlico medo a quem a devia tratar.
Entretanto a resposta podia tertanto desimples,
como de irresislivel. Nao ha nada mais mise-
ra vid do que o arrazoado do Deputado legiti-
mista : quem aoseu discurso o nome de vergu-
nlioso, parecer exagerado e dir pouco. Com
efleito quem poderia suppor que tal homem ,
como o Duque de Valmy tendo-se proposto
fazer do tratado de Utrecbt a base da sua argu-
mentatao, nem ao monos se desse ao trabalbo
de lr o dito tratado? E que o nao leo, he e-
Senhor, chamo-me Theresa, disse com
esforro ; meu pui era um pobre fidalgo do rei
no de \ alenda. Supplico-vos porm que me
nao pergunteis pelo seu nomo: liz voto de nun-
ca o declarar.
A desculpa seria singular hoje em dia ; mas
nessa poca e especialmente na Hespanha, os
votos ero cousas muito ordinarias e singular
escrpulo de consciencia ass gurava o cumpli-
mento delles. O Rei sacudi a cabega, e disse
com meio sorriso:
Sem duvida vos puzestes acaminho para
alguma romaria sem vos lembrardes dos pe-
rigos da estrada : a honra de urna moga corre
entao muitos riscos Vejamos quero prote-
gerlos : a ningucm conheceiseni Madrid?
A ninguem.
Pois vou n>andar-vos urna pessoa de con-
fianza que vos levar para lugar seguro.
A essas palavras, e como para mais assegural-
o de sua proteceo estendeo Ihe sua regia
mo : depois dirigi o cavado para os cavallei-
ros que o esperavo e em breve toda a comiti-
va desappareceo por entre as arvores Theresa
ficou s e virou-se de todos os lados com o
olhar espantado, com os bracos cabidos e os la-
bios entreabertos,como quem desperta no uicio
de um sonho.
exclamou eiia alioi aoRei!
^t .. r--.i
' .'1CU MliUl.
vidente; porque so o tivesso lido, nao Ihe Le-
vantara o falso tostnmnnho de diter qu a !ina
divisoria entre o Brasil e a Guyana franco-
za nclle marcada, era o 2 grao de lat-
titudo De graos de letitude nao falla o trata-
do de Utrecht pouco nem muito : n linlia di-
visoria para elle estabelecda, he o ro de Vi-
cente Pinson.hojo chamado Oyapock S o no-
bre Duquo suppe que o ro do Vicente Pinson
est situado a "2 graos de latitude, precisado esta
de algum* lidio do geographia que o desen-
gae ; se presume que Vicente Pinson e Oya-
pock sao 2 ros o primeiro dos quaes est a
2 graos de latitude e o 2. a 4 tendo sido por
consequencia usurpado polo Brasil ludo o quo
se acha entre um eoutro.ser neeessario que'
alguem mais traquejado no estado da historia,
Ihe explique que do mesmo modo que a rnesma
pessoa, primeiro baptisada com o nome de A-
lexandro Kellerman foi depois chrismada em
Duquede Valmy, assinw mesmo ro que pri-
meiro seebamavaVicente Pinson.be hojeco-
nbecido com o nome de Oyapoik.
Com a mosma frescura com que o nobro Du-
que se melteo a fallar do tratado de Utrecht,
sem o ter lido, com essa mesma maginou pa-
ra corroborar o seu argumento, tratados quo
nunca existro. Cusa a crr; mas, he ver-
dade. Onde esto esse tratado de 1784, em que
o direitoda Frar.ca a todo o territorio alos
2 graos de latituido foi recoohecido ? Kntre
que partes loi estipe lado ? Em que cidade loi
contractado? O Ira tado de 1784 he nem rimis
nem menos que um \ erdadero parlo da ma
ginaco do nobre Duq uc. ou de alguem que se
quer divertir sua Costa
As ulimas noticias do Haily alcancao at 9
do Maio e confirmo toda.' as precedentes O
paiz est em completa dot'Orgniisaco. Cada
districto le ni proclamado a si,a independencia ,
e instituido seu governo dilfei ente. Em Cayes
oi acclamado re um negro eha.mado JoSo Jac-
ques, que tornou o nomo de Jo a Jacques II,
em memoria do lamoso Dessalines do quem o
novo rei tem o nomese o carcter .leroze san-
guinario. O Governo de Jeremas i,e demo-
crtico debaixo da direcgo o Governo t Gro-
Juiz Salomo, oulro n gro, que n oulra revol-
taqueaborlou e deque estovo para sei vic-
tima, bavia lomado o ttulo de Rei, que ag'ra
abandonou. O Norte da ilha de que he ca-
pital Cabo 11111 v tambem proclamou a sin
independencia, instiluindo um Governo repu-
blicano, com dous Presidentes Guerrier e
Lazarre, ambos negros, e pretendo quo toda
a ilha se divida em Estados soberanos, unidos
entre si por vnculos federaos moda dos
Estados-Unidos da America. A Repblica Do-
minicana, finalmente, que comprehende to-
da a parte hespanhola parece ter consolidado
a sua independencia, e est actualmente livre
de sustos, porque o Presidente Hoiar I que a
ameagava acaba de ser deposto em Porto-
Prncipe, capital de toda a ilha, e foi abando-
nado por todas as tropas que o seguio.
Este concurso de circunstancias muda intei-
ramente, como he l>cil de ver, as relatos quo
subsistio entre a Franga e a sua antiga colonia.
O Governo interpellado a este rospeito na C-
mara dos Depulados expoz a linha de poltica
quo pretende seguir, ropetindo pouco mais ou
menos as mesmas cousas que o Ctlobe orgo
especial de Guizot.havia publicado, alguns das
antes. Se o antigo Governo republicano so res-
tablecer (j se v que esta hypolhese he pouco
possivel) a Franga liel as suas promessas, res-
l*'itiira a independencia da ilha, sem exigir na-
da mais do que o cumprimeuto exacto das con-
r
o Rei mo protege Ser um soccorro do Co ?
Vou para Madrid.... Mas nao nao : nao
era esse o destino de minha viagem : nao foi
para voltar assim ao mundo que violei os meus
votos.... Alonzo Alon/o!. .. devo verte
ainda urna vez. Por preco de minha vinganca
nao dei a minha alma? Como ir ter comtigo?....
Sim, devia ir mendigando meu pao so/inha
at San Lucar de Barrameda ; devia ir sentar-
me a porta de leu nobre castello e ah aguar-
dar-te. .. .
Pz ambas as mos na cabera como para
conter os ponsamentosque nidia seagilavo e
lagrimas de dr corrio de seus oIIms. Lm
momento veio-lhe impeto de fugir; nvsava-lhe
um presenlimento que ia pela segundu voz per-
der a liberdade e que eslava destinada a novo
captiveiro. Nao teve porm tempo de calcular
o que mais cumpria pois duas aias de respei-
lavel idade chegrao acompanhadas por um
picador. -
Senhora, disse urna dellas, chegando- se
para Theresa urna earruagem vos espora da-
qui a alguns passos. S. M. rosconfiou a nos-
sa guarda : vamos levar-vos a Madrid. Que-
ris partir ja ?
- Estou prompta, disso a moca, levantan-
do-te.
[Continuar-tt-ha.)


dic
dicife cora, que uro ves a^eeeoheeet rrorm fetptlameuto alterando o prazo rnnredtdo p:!o !ho pelo Ex. Sr. Presidente, polo proco de dous
se, a ananhia se eslanoiocer deiai modoque ne- or/. 1*1 do de 22 de Junho de 1836 < contoscenlo e noventa o utn mil duzendos e de?.
nhum (Invern regular se organise e consolide ,
cnloa Franca se considerara desligad ule lodae
embarcaces em franqua.
Arl. 1 O prazo de quinte dias concedidos
qualquerolirigacao anterior, e so regulara pelo pelo art. 141 do regulamento das Afandegas
quelite inspiraren! os seus interess.es e os da de 22 do Junho de 18 16 para as embarcaces
justica. No caso de o paiz reco'rrer a proteo- em franqua estarem no respectivo ancoradro ,
cSn da Franca, o Governo com to la a ceite/a fica reduzdo a seis dias uteis.
Ih'a conceder i ; mas, se em luga." de sollicitar
o protectorado da Franca solicitar o d'Ingh-
terra, ou o dos Estad s-Unidos, ou o d > M-
jico, a Franca se oppor realisacao de seme-
Ihante nmjeoto, anda que o estado prolector
tome solire si 0 pagamento da divida, que o
tlaity contrahio para com a sua antiga metro-
poli-, a ti ni de obler o reconlieciinento da sua
independencia.
Comm nicado.
DCAS PALAVnASSBIMiK ARE ISTA DA REVISTA
DO n.-Novb DE BOHTBM
Nao temos interesse de conhecer os indivi-
duos que redigem o l).-nuvo, nem ainda por
ellos perguntamos. Engaa-se o ancio em
suppor, que tal fosse nossa prctencao quando
para salvirmos cortos anachronismos, notamos
que.alm dos Magistrados denunciados pelo /).-
not)de20 de Junho, nppareceo um campeo,
que dizia ter estado coni a opposicao da Cma-
ra temporaria em 1836, ter .bandonado a po-
ltica de "elomhro em meioda sessao de 1837,
e se dei larava coevo, coetneo, coexistente com
as inutiiutcoes liberaei ou como mellior nome
e lugar hija as paginas eruditas do l>.-novo.
Se tratamos, das circumstnncias das pessoas ,
que discuten) nao he com a intrncao de fe
rir aos individuos ; mas porque a vossaques-
tao nao tem sido s de principios; ys nao tra-
tis smente de estabeleeer, ou justificar urna
doutrina antes vos ompenhais sempre em
comparar o procedimento das pessoas ( e pr.iza
a Dos (|ue sempre as nao insultaseis ) ; o
que ellas valem na poltica; porque todo o vosso
um he pessnal he a prelerencia de certos can-
didatos a Deputacao (.eral. Assim confessai ,
que vos mesmos nos arrastastesa fallar do pro-
cedimento de cortos Deputadns na Cmara e
fura della como homens polticos (uardai,
pois, o vosso incgnito que pouco nos im-
porta.
Nao merecemos o insulto de calumniadores,
nem os mais, que comnosco liheralisais, por ter
mos dito, que estranbastea o uso da liherdadedc
imprensa N'um dosultimosn "* do D.-novo do
mez de Julho dudo acharad os vossns leitores ,
quando denunciastes quo os amigos da ordem
estavaoguerreando o Minislerioal pela impren-
sa da folha, officiate%$e pensamento; poisaven-
turastes, que nao sainis como se tolerava isto.
estando de cima os fosaos principios. Se guar-
daremos com cuidado todos os nmeros de vos-
sa folha o apontariamos.
Igual insulto nos foi igualmente feito por i-
gannos que compromelteis a causa do Governo,
explicando que um tos corollarios da poltica
do conoiliaco orao as demissos, quo exigis em
nome da Patria, do Governo c dos principios
Esqueceis-vos de ludo que ledes e escreveis
No D.-navo de 3 de Agosto corrente, pagina
2a,columna 3',nln vem esta proposicao? Mas
o que con as exigencias revelamos he que a po-
ltica deconctliaco do Ministerio nao esta in-
da fielmente execulada ; proposicao esta a-
lirmaliva e absohta ? Ainda recorris esfar-
rapada evasao. de que vos oceupaveis do futuro.
e que ludo isso era hypothetieo, ou irnico ?
Bem vemos que o anciao com sua paxorra c-
sela, edeixa-se miseravelmer.te apanhar. Lem-
bre-se que com toda a realdad* tiramos cnelo
ses de suasptopositos, e que al liavemos ac-
ceitado todas as suns desculpas admissinis.
Ten ha mais consdt ia trate com tan soberano tretenimento sua inmaculada penna.
WMlillllHlillH I llilMI "I I "" I .1
Art. 2 Este prazo s poder ser prorogado
por mais quatro dias uteis pelo Inspector: 1 ,
prra as embarcaces em franqua que tiverem
de descarregar parte de sua carga, urna vez
queo nao tenhao podido fazer d.;ntro delle, por
embaracos da parto da Alfandega ou de mo
tempo : 2 o, para as emlarca< oes que tiverem
de carregar gneros do paiz, nos termos do ar-
tigo 250 do regulamento, com tanto que facao
n despacho de exportarlo dos mesmos gneros
dentro dos seis dias.
Art. 3. Estas disposiees nao compreendem
as embarcarles que entraren) arribadas para
concertar e que efectivamente fizeromcon-
certos, squaes o Inspector podera conceder
as prorogaces necessarias para a ultimar o
dos concerlos precisos, com as cautollas que es-
tilo em pratica.
Art. 4. As embarcaces em franqua pode-
r, no mesmo aneoradro descarregar al-
guns volumes para amostras, ou mesmo parte
le sua carga, com tanto que o fac/o dentro do
prazo do art. 1., ou da prorogacSo admissivel
pelo art 2.
Art. 5. Findo o prazo dos seis dias e mais
o dos quatro da promgacao, quando for conce-
dida, ficar a embarcacao em franqua sujeita
as disposiees do ditoart. 141
Rio de Janeiro em trinta de Junho de mil
oitocentos e quarenta e quatro.
Manuel Altes Branco.
ris.
2.'
O arrematante comecara as obras no
3G late Flor de Larangetras segu viagerr
para o Aracaty, impreterivelmente no dia 22 do
corrento com a carga quo livor a seu bordo ;
quem quizer carregar ou ir de passagom di-
prazo de quinte dias, e as concluir no prazo rija-se a ra da Cudeia do Rccifo loja de fazen-
da n. 37. (6)
2 Para o Rio Grande do Sul o Porto Ale-
gre segu em poucos dias o veleir briguo
Argos, recebe alguns escravos a frote, e tem
supriores commodos para passageiros : quem
pretender podo dirigir-se a Amorim 1 maos ;
ra da Cudeia n. 45. (6)
ASfandcga.
lendimento do dia 7......... 15:788^591
DescarreySo hoje 8.
Rrigue francezA 6( Mana vinhos e sabao.
Irrigue H. F. Loper farinha bolaxinba e
taimado.
Rrigue Julia diversos gneros.
Itrigue portuguez Ventura Feliz dem.
N. B. No manifest do brigue Ventura Fe-
liz, em vez de 11.000 cebollas lase 1,100
molhos; ao Capilo. No mesmo manifest em
lugar de 4, lea se 14 barris com pregos; ajo-
s Aflonso Moreira.
W! (***?<.'*< "
^ovimcnlo do Porto
Navios entrados no dia 7.
Londres; 43 dias, galera ingleza 4un Bredson,
de 358 toneladas capitao Thomas Rlarks-
tene, equipagem 18, carga lastro; aJohns-
(on Pater & Companbia: seguia para aPa-
rahiha.
dem ; 60 dias barca ingle/a Gtea'ior de
404 toneladas capitao Horacio Edwards ,
equipagem 17 carga (azendas; ao Capitao.
Navios sahtdos no mesmo dia
Liverpool ; brigue inulez l'lacid, capitao Hen-
ry Cawsey carga algodan e assucar.
liliiii ; l.rigue amerirano lirasiliense capitao
S. S. NVil.it carga lastro.
Lisl.oa ; paladn portuguez A^oro Congresso ,
capitao Manoel Jos Hato carga assucar.
Macei ; brigue dinamarquez Co ibre capi-
tao Gromlbeck carga lastro.
.! 11.11,1_______________________________ ________________________J___________I
Edilaes.
fmfmmm......nBwiini*"......
Publicando a pedido.
DECRETO N. 316 DE 30 DE JUNHO
DE 18*.
stIterando as disp'tsices do art. 1*1 do re-
gulamento de 22 de Junho de 1836.
Hei por bem ordenar que se oxente o regu-
lamento alterando as disposicoe do art 1*1 du
de 22 de Junho de J836 que com este baxa
assignado por Manoel Alve* Branco do Meu
Concelhod'Estado. Minist o e Secretario d'Es
lado dos Negocios da Fa/enda e Presidente
do Tribunal do Tbesouro Publico Nacional.
O mesmo Ministro o tenlia assim entendido,
e faca ejecutar. Palacio do Rio de Janeiro em
trint.i de Junho do mil oitocentos e quarenta
e quatro, vigsimo' lercoiro da Independencia
e do Imperio.
Com a Rubrica de Sua Magostado o Impera-
dor.
Manuel Aives oiutuo
__O lllm. Sr. Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes em cumprimenlo da or
den) do Exm. Sr. Presidente da provincia de 2
do corrente, manda fa/er publico que no da
26 ao n.eio dia so arrematars perante esta
Thesouraria, a quem por monos fizer, e sol as
clausulas especiaos abaixo transcriptas, os con-
ferios da prisaocrime, e da letrina da sala li-
vre da cadeia dista cidade, oreados na quantia
de 2:191,210 rs.
Os licitantes devdamenle habilitados com-
pareci na sala das sesses da inesma Thesou
raria no dia o hora indicados.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco 3 d1 Agosto de 1844.
O Secretario ,
Luiz da Costa Portocarreiro.
OBRAS PUBLICAS
CADEIA DA CIDADE DO RECIFE.
Concerlos do prizo-crime, edalatrina
da cadeia.
Clausulas especiaes da arrematacao.
i.* As obras dos ditos concerlos sero feitas,
I pela forma, sob as condicoes, e do^modoin-
. idicauu no or^aineiivu pprovao em 30 de Ju-
de troz mezes, ambos contado! em conformida-
de do artigo 10 do regulamento para as arre-
matacoesdo 11 de Julho de 1813.
3.* O importe da arrematacao ser pago em
quatro prestacocs do modo, e as pocas de-
terminadas no artigo 15 do regulamento das
arrematarnos, sendo de sois meze^ o prazo da
responabilidade.
4.1 Para tudo o mais quo nao est deter-
minado pelas presentes cl.iusulas, seguir-so-ha
inloiramente o quo dispoe o regulamento das
arremataces de 11 de Julho de 18)3.
Reparticiiodas Obras Publicas, 31 de Julho
de 184. O Engenheiro em Chele,
L. L. Vauthier.
1 = 0 Engenheiro em Chefe da provincia,
competentemente autorisado, manda fazer pu-
blico, que o concurso para o lugar de Ajudan-
te dos Engenheirosannunciado por osle Diario
ter i lugar no dia 31 do presento Agosto ; em
consequencia, convida as pessoas que sequize-
rem propr ao dito concurso, para so alistaren,
at o dia 28 deste mez. na Reparticao das O-
bras Publicas, onde Ibes ser declarado o lu-
gar, horas e mais circunstancias muidas do di-
to concurso.
Reparticao das Obras publicas, 6 de Agosto
de 18*4. Luiz Leger Vauthier.
Joaguim Bernardo do Figueretdo.Fidalgo Ca-
vnlleiro da Casa Imperial, Cavalltiro da
Ordem Imperial do Cruzeiro Coronel da
2.* linha, e Juii de Paz da freguezia de
Santo Antonio do ftecife 6c.
Faz saber que pela Cmara Municipal des-
ta cidade do Rccilu Ihe foi dirigido em olliio
de 3 do corrento o edilal seguinle :
Edital.A Cmara Municipal dcsta cidade
do Recife e seu termo, &c. Faz saber que
tem designado o dia 18 do presente me/, para
se proceder em conformidade dos artigos 13 do
cdigo do processo ell da lei provincial de
14 de Abril de 1836, as elcicoesde Jui/es de
Paz para cada um dos districtos da fregueizia
de seu municipio, novamente creados em vir-
tude da lei provincial numero 134 de 2 de
Maio deste anno, por assim haver resolvidoo
Exm. Presidente da provincia, como Ihe foi
communicado por officio firmado do 1. do
corrento, cujas eleicdesdeveraO sor feitas as
respectivas matrizes.e reguladas pela lei do 1
de Outubro de 1828, inslrucces do 1. de
Dezembrodo dito anno e maisdisposicoes em
vigor, e nao pelo decreto de 4 de Maio de
1812; segundo foi determinado por S. M. o
Imperador em Aviso de 17 do mez p. passado.
Todo cidadao com direito de votar, para nao
incorrerna mull de que trata a lei do 1. de
Oulubrode 1828, dever em o mencionado
dia, em sua paroihia, apresentar respectiva
Mesa sua sedula para o fim indicado. E para
que ebegue ao conhecimento de lodos mandn
publicar o presente. Casa das sesses da C-
mara Municipal cm sesso~extraordinaria de 3
de Agosto de 184- Jos de Barros Faleo
de Ijtcerda Pro Presidente.Fulgencio In-
fante de AIhuquerque Mello, Secretario. E
para constar fiz passar o presenre que ser pu-
blicado pela Imprensa. Freguezia de Santo
Antonio do Recile, 7 de Agosto de 1844.Eu
Innocencio da Curha Goianna, Escrivo o
eicrevi. Joaguim Bernardo de Figueiredo
Leiioes.
2= Do eslabelecimento de tornciro edo
rstanlo de urna mobilia.pertenceote ao mesmo
ostabelecimento.havcrleilonaruadaCadeiado
bairrode Santo Antonio n 14, no dia 8 do cor-
rente, as 10 horas em ponto. (5)
2Leilao. que pertendo fazer J.J.Tasso Jnior,
por conta de quem perteocer, de 0 barricas de
cerveja quinta-feira 8 do corrente as 10 horas
da manbaa no caes d'Alfandega. (*)
....

Avisos diversos.
PUBI.ICACAO LITERARIA.
Memorias Histricas da provincia de Pernam
buco, precididas dura Ensato Topngraphico-
-historico, compostas pelo Tenenle da pri
metra Classe do Estado Maior do Exercilo
Jo^ Bernardo Fernandes Gama.
O resumo d'esla obra se acba inserido n'este
Diario cm o numero 170 do 31 de Julho
do corrente anno. Proco de cada um tomo
de 300 paginas com urna estampa fina l.tbo-
graphada em 8. francez 2000 rs. pagos
na occasi3o da entrega do 11 v re. A subscrip-
cio fcicha-se no ultimo de Outubro do corren-
te anno e quem nao for subscriptor s obtera
a obra por4#000 rs. por tomo.
Subscreve-se na praca da Roa-vista, botica
n. 6 do Sr. Jos do Coulo ; em S. Anlonio
lraca da Independencia livraria n. 6, eS,
ra Nova loja n. 32 do Sr. Caj ra do Ca-
buga loja do Sr. Bandeira Jnior e na esqu
na da pracinha do Livramento loja da Sra.
Viuva Burgos; e no Recife, praca do Com-
mcrcio sala da Associacao Commercial. ( 23 )
Aviso* martimos.
Segu viagem para Macei no dia 9d
corrente a lancha 5. Joaquim; quem na mes"
ma quizer carregar, dirija-so a ra da Cadeia"
velba n 49, ou a fallar com o Mostr a bordo
do mesmo junto ao Trapiche do algodao.
O GUAftARAPES.
Peridico ovdeivo e govev*
ni si a.
Saino luz o primeiron.,e
aclia-se venda na Praca da
Independencia n> 0 e 8.
1 =l'urlro da povoago do Montciro, no
dia 6 do corrente pelas d/, horas do dia pouco
mais ou monos um pollro russo cardo bas-
tante grande, com menos de 3 annos de ida le,
muito manco, sem andar algum dinas o cau-
da quasi prelas, orclhas grandes algumas
manchas do cabellos mais alvds, dos lados das
costellas provenientes de tomaduras antigs e,
lia muito, cicatrizadas ; he o segundo que dalli
se tem furtado de dia ncsles quinze dias:
a pessoa que der noticia certa ou descobrir o
dito pollro sera generosamente recompensa-
da. (13)
| O Racharel Jos Raymundo da Cosa Me-
n /es tem o seu escriptorio na ra do CJuei-
mado n 10, primeiro andar, onde pode ser
procurado das 9 horasda manbaa ,'is 3 da tarde.
1 Perdoo-se na noute de 3 para 4 do cor-
rente, de casa da sociedado Apollinea, at a de
n. 20 da ra da Aurora, viudo pelas ras da
Cadoia do Crespo, Queimado Rosario es-
treita largo do Carino, das Flores, &c urna
pulceira deouro com una podra encarnada bo-
leada o lisa, obra (a pulceira) franceza e de mui-
to gosto ; quem a tiver acbado querondo-a
restituir, dirija-so sobredita casa da ra da
Aurora n. 20 que recebera urna generosa
gratificacao. (11)
= OSr. Francisco de Pacolla Pires Ramos
tem urna carta vinda da Babia ; na ra Impe-
rial n. 167.
3 = Continua sea vender toda a quantida-
dede hons niatcriaes tanto por milheiro como
a retalho, lijlos de ladrilho e telhas, alvcna-
ria batida, lapamento, grelhas; e nutras qual-
lidades tudo de bom barro e se compromelte
por na obra por proco mais rasoavel do que ou-
tro qualquer ; no armazem pordetraz da ra
do Caldereiro; de Francisco de Amorim Lima,
e como tamben, no mesmo deseja-se faliar ou
saber das moradias dos Sis. abaixo declarados a
negocios de seus interesses; Antonio Coelho da
Silva, Antonio Francisco Carneiro Monteiro ,
Anlonio Alves da Silra, Antonio Ferreira de
Souza, Anlonio Manoel Esteves, Antonio Alves
Lima, Alexandre Gomes Dias Andr da Silva
Reg, Andr Aehioles, Adrianno Vasconcellos,
Car.di.io Vicente Fernandes, Cyprianno Anto-
nio da Rocha Carlos t'anocl da Silva Campos
Jnior, Domingos Jos das Noves, Evaristo
Ferreira de Araujo Francisco Pereira Pinto
Cavalcantc Francisco Pacheco deS Fran-
cisco Ignacio da Silva Francisco Antonio da
Silva Bi/erra, Felippe Carneiro d'Olinda ('am-
pollo Gertrudes Mara da Silva Joao Rodri-
gues Coelho Jo8o Baptisla Ferro da Silva ,
Joaquim Pinto Brasil, Joaquim Jos Ferreira,
sem ser o imprensario ; Joaquim Pereira dos
Santos. Joaquim de Souza Ferreira, Jos Joa-
quim de Barros Jos Vieira Rodrigues, Jos
Rodrigues Leilao Jos do O' Jos Joaquim
de Santa Anna N, Jos Gomes de Mello, Jos
Gomes da Silva Jos de Almeida Lima Jos
do Rogo Gomes Jos Joaquim de Oliveira
Goncalves, Jos Raptista Gomes. Jos Fran-
cisco dos Santos Ignacia Maria Bandeira ,
Luiz de Moura Aehioles, Manoel do O' Rodri-
gues de Azevedo Manoel Alves Cavbante .
Manoel Jos de Fonlos Braga Manoel de Je-
ss Brrelo. (39)
= Aluga3-se dtias canoas aber'as ; na a
do Caldereiro n. 56.
mamtm


sssab
4
1 Qualquer pessoa que csteja as cir-lgar a segunda praca da casa penhorada a An-
rumstancias para ser mestre de assucar de|t<>,>m Pintod* A*eve4, sila na rti da Prara n.
um crigrrih na provincia doMaranho, equei-
43, hypolhecada para sua construcco pores-
criptura especial; quem qui/er arrematar com-
ra engajar-se dirija-se a ra da Cadeia do Be-
cile n. 4, segundo andar das 6 as ) horas da
manha. edasduas as 4 da tarta toM19* na d,la pr8-a ol1erecendo ba.xoas-
- O director da sociedade Euterpina convi- nodo ao arrematante a pagar Ihe competen-
te mea siza, pela qual he obrigado o dito arre
da aos Srs. socios existentes para reunio da
sociedade no da 9 do correte as 6 horas da
tarde a lim de se tratar de negocios urgentes.
Precisa-se alugar urna esctava que sai-
ba engommar, eoaaboar, coser e cosinhar com
perfeicio ; na ra doCollegio n. "23.
Quem annunciou querer comprar urna
estante, dirija-se a ra Nova armasen) n. 67,
que tem urna cm ineio uso muito boa e por
preco commodo.
1 Alugao-se dous prelos para o servico de
campo, ou outro qualquer sendo un cosi-
nheiro ambos sem vicios ; na ra Nova ar-
masen) n. 67. (4
Roga-sea Illustre Cmara desta cidade ,
que a berrido pnblico queira mandar publicar
os oomes das ras dos districtos ltimamente
divididos como fez a Cmara de 18 3.
1 Propoe-se um rapa/ Braslleiro, casado,
e com pequea familia para ensinar primei-
ras lettras principios do grammatica latina e
msica e sua senhora a coser e faser iavarin-
to em qualquer engenho ou serto pro-
metendo ensinar com zeloe adiantamento dos
seus discpulos ; quem de sen presumo se qui-
zer ulilisar, dirija-se a ra Nova n. S. (8
1 Manuel Jos dos Santos embarca para o
Rio de, Janeiro o seu escravo crioulo, de 12 an-
nos de nomeZ (rio. 3
O.Senador Francisco de Brilo Guerra, ten-
do de retirar-se para a sua provincia do Rio
Grande do Norte e nao podendo, pelo seu es-
tado de-aude, agradecer pussoalmenle as pes-
soas que o obsequiarlo com suas visitas du-
rante o lempo, que se demorou nesta praca ;
roga-lhes queirao por este raeio acceitar as suas
despididas e protestos deconsideraco e estima.
1 Aluga-se o sobrado n. 15 da ra do Vi-
gario, de 3 andares esotao propria para re-
sidenciado qualquer negociante, com muitos
commodos e por preco mdico ; a tratar no
Atierro da Boavfsta n. 42, segundo andar. (5
A commissao administrativa da sociedade
Terpsichore marcou o dia 23 para a partida do
corrate mez, e o dia 8 para approvaco de
convidados.
Deseja-se saber se nesta cidade existe o
Sr. Ricardo de tal sobrlnho de Manoel da Sil-
va Ribeiro natural e morador no lugar Pin-
teiro da Bem-posta termo do Porto o qual
consta ter vindo para esta mesma cidade o an-
no passado ; assim como o Sr. Manoel Jos, fl-
Iho do mesmo lugar ej aqui casado ; noca-
so de residirem roga-se-lhes o obsequio de
annunciarem suas moradas que muito selhes
deseja fallar.
1Aluga-se urna escrava para todo o servi-
co de urna casa ; na ra estrella do Rozario n.
2-, primeiro andar. (3
Quem annunciou querer hypothecar una
csa livre e desembarazada por "00 a 300|-rs.,
dirija-se a ra Augusta n. fiO.
1Cflerece-se um Rrasileiro para ensinar a
ler, escrever. grammatica portugueza em al-
gum engenho ou lasenda prometiendo todo
o zelo e actividade necessaria para o bom des-
empenho e adiantamento dos seus alumnos ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direita bo-
tica doSr. Peixe, ou em casa do escrivo Leite,
nos AfTogados. (3
Na fabrica de licores do largo do Terco
n. 10, ha superior espirito de vinho, ago'arden-
te de Franco para compor vinhos ago'ardente
do remo, aniz, genebra licores finos e entre-
finos, agoa de Colonia espirito e essencia de
matante, para assim com mus brevidade ser
cmbolcado oexequente do seu dinheiro que
emprestou para construeco do mesmo predio ,
que se pode ver o valor no escrivo Reg.
Manoel da Cunha Guimares Ferreira. (14)
3 \ lugao-se as ojas do sobrado sito na ra
Direita n. 120 com commodos para negocio
emoradia; quem as pretender, dirija-se ao 1
andar do mesmo sobrado. (4)
2-Aluga-se, por preco commoJo, urna casa
propria para agougue em muito bom lugar; a
tratar na ra do Rangel n. 81. (3)
2 rrNo dia 31 de Julho prximo passado ap-
pareceo urna preta na venda de JooLuiz Ma-
chado, na Passagem-da-Vlagdalena pedindo-
Ihe troco de urna sedula de mil ris, e pegando
nella vendo serde muito avultado valor, pergun-
tei a preta de quem era,equem Ihe tinhadadoa-
quelle dinheiro : disseser de Manoel Antonio
de Jess, o o dinheiro ser do feitor: aprehend
e disse-lhe que mandasse c o feitor : e como
defacto veio dizendo ser o dinheiro da preta que
o tinlia achado entreguei-lhe passando-me
elle um recibo : quem se julgar com direito a
elle dando os signacs Ihe enlregarei o dito reci-
bo para o feitor o entregar (14)
2-0 l'r. Pereira nuidou a sua residencia da
ra do Rangel, para o primeiroandar da casa n.
59 da rnesma ra. (3)
2Um empregado geral deseja rebater al-
guns me/es de seu ordenado com vantagem
favoravel, quem quizer fazer negocio ; tra-
tar no becco do Lobato n. 18. (4)
2Quem qui/er dar dous moleques capti-
vos ou forros, para aprenderem o offcio de
oleiro de roda (cando depois trahalhando
bom jornal na mesma fabrica pode procurar
na ra da Florentina casa n. 16, para os con-
tratar. (6)
3 Joaquim Jos da Costa Pinheiro, sub-
dito Portuguez retira-se para o Rio de Ja-
neiro. (3)
30 abaixo assignado, proprietario do enge-
nho Tabatinga na (reguezia de Ipojuca avisa
( para que nao se allegue ignorancia) que o si-
tio Galega foi desmembrado d'aquelc enge-
nho com o onus de no se vendersenao ao se
nImr d'aquelle engenho: de planlarem-se canas
bastantes para moer n'aquelle engenho e de
nao se negar cousa alguma que precisa seja ao
mesmo engenho O que foi confirmado por
accordo d8 Relaeodesta provincia e lam-
bem que j comprou urna parte do dito si-
tio. Paulo Jos Pereira imoes. (12)
azul, forrado, e muito bem feito, mandado vir
do Rio de Janeiro: na ra Nova roja n. 8. fd
3 Vendem-se duas pequeas casinhas de
pedra e cal, e um alicercecom 100 palmos de
frente por muito commodo preco nos Aflo-
jados no lugar do Catuc na beira da estrada
da Varzea : o um bom bacamarte, proprio para
viagem ludo por precocommodo ; na ra do
Arago n. 8. (7
2 Vende-se farinha de superior qualidade,
pela medida velha bem caculada como medeos
matulos a 2880 rs. e saccas vasias por preco
commodo ; na ruada Cruz n. 5*. (4
2 Ainda restad para tender alguns trastes
novos de boa qualidade ; na ra da Cruz n. 57,
primeiro andar. (3
2Vende-se marroquim de todas as cores a
1Vende-se farinha de trigo da marca SSSF
no armasen de Antonio Anncs no hri/o du.
Alfandega n. o.
Vendpm-se superiores charutos feitos na
Ierra do melhor fumo da Baha a 640, 720 e
800 rs. ; na ra da Cruz n. '!<].
Vendein-se sapatcs de couros de lustro pa-
ra homein a 2560 rs. o par; na ra do Crespo ,
loja n 12, da viuva Cunha Guimares.
1Vende-se um escravo moco abil para
qualquer ofllcio ; na ra da Cadeia do Rerile
n. 55, a fallar com Jao Jos do Carvalho Mo-
raes.
Vendem-se redes para viveiro duas ban-
quinhas de angico e 5 cadeiras americanas ;
na ra de S. Rita n. 52.
1 Vende-se cha hisson a rs. a libra &
1500 rs. a pellceem duzia a 17# rs. sapatos de 8 libras para cima a 1900 rs. ; nu ra do
de bezerro com pala para homem a 3# rs. e Rangel n. 45.
sem ella a 2'i00 rs. perneiras de couro do lus- i Vende-se urn burro de Horacio ao p da
tro sapatos de marroquim para senhora di- lettra encadernado, na ra do Sol n. 23, pri-
tos de setim cabezadas rolicas inglezas, ditas meiro andar, por cima doarmasem decapim. (3
de couro de lustro bronco e preto bridas de Vende-se por preco commodo una casa
parafuso esem elle sellins inglezes e (ranee- terrea na ruada Viracaon. 3, com dousquar-
zes estribos de metal branco silhes para tos, sala atraz grande cosinha fra e caciin-
montaria (alins, cananas, espadas prateadas e ba ; a tratar na ra do Arago n. 13.
de ferro bandas ricas, barretinas para nfficiaes Vende-se azeitc de carrapato a seis pala-
e soldados, esporas de metal branco ditas de cas em caada da medida velha, e a retalho; na
ac com mola o sem ella chicote de carro ede ra estrella do Rosarlo n. 43, primeiroandar.
estalo por preco commodo ; na ra Nova, lo- 1 Vende-se farinha de mandioca de supe-
ja n. 5 de Br8ga & Silva. 15 rior qualidade; a boidodo hiate Bom Jess dos
2Vende-se a biblia sagrada em 7 volumes Salegantes, Tundeado defronte da escadiuha do
encadernaco de marroquim mu rica e por pre- caes doCollegio ea bordo da barcassa Flor
co commodo ; no Atierro da Boa-vista loja de do Becife, fundeada por detraz do tanque d'agoa
miudezas n. 54. (4 do becodo theatro a 2400 rs. o alqueire da
9 Vendem-se barricas com farello vindas medida velha e sendo em porcao grande por
de LisDoa pelo ultimo navio ; garrafes cheios menos preco. 18
de lenlilha cousa que na Europa muito se Vendem-se duas casas terreas no beco do
apressia para soupa, garrafes com hervilhas Padre ns. 5 e 9 ; a tratar no Atierro da Boa-
ditoscom feijo branco ludo muito novo e vista n. 44.
Compras
sabo espritus e essencias, leite virginal
gengihirra limonada gasosa cidra, charopes^
6c. ; na mesma casa comprad-su garrafas va-
sias o vidros para opodtldoce agoa de Colo-
nia.
Na casa da viuva de Burgos, precisa se
deum primeiro caixeiro para sua loja de (azoa-
das o qual Picar saliseito pelo bom ordenado,
que perceber.
Ricardo Antonio Vianna faz scionle ao res-
peitavel publico, que mudou a sua fabrica de
chapeos, para a esquina da r ua do Passeio-pu-
blico n. 1
1 O Padre Venancio Henriques de Resende
tem, desde o dia primeiro do correte Agosto ,
aberlo a sua aula de latim Irancez e inglez ;
na ra Direita n. 21. segundo andar. (4
A Senhora I. Getrudes Luiza de Moraes ,
viuva do fallecido Antonio Garca de Miranda ,
queira mandar buscar um carta que existe no
tschptorio de Gaudino Agoslinho de Barros,
na pracinha do Curpo Santo n. (6.
2Qualquer homem casado sem familia, ou
com pouca familia que esliver as circuns-
tancias de ir morar em um sitio na ra dos Pi-
res gratuito s para Lotar sentido ao mesmo
sitio e trazer as portas da casa abertas, dirija-se
a ra do Livramento armasemde louca e mu-
tilados n. 20 a tratar com Manoel Muniz de
Souza Borges. (8
2Precisa-sc alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia que saiba
enmurar cosinhar, engommar e ensaboar ,
dando-seo sustento, e pagando-semensalmeote
conforme o ajuste; na Solidade indo pela Trem-
pe do ladoesquerdo n. 42. (6
3Peranle olllm.Sr.Juiz do civel na ruc
t Comprao-se eflecl i va mente para fra da
provincia mulatas, negras e moleques de 12
a 20annos pago-se bem ; na ra Nova, lo-
ja de ferragens n. 16. (4
Compra-se um guarda-livros moderno ;
na ra estreita do Rozario, padaria n. 13.
1 Compra-se um molecote de 20 annos ,
de cacao, ou crioulo ; na ra do Sol n. 23, pri-
meiro andar, junto a venda de garapa. (3
Compra-se um Magnum Lexicn em se-
gunda ni (i ; na ra do Cabug n. ti.
Comprao-so saceos vasios que levem
um alqueire da medida velha ; no arco de S.
Antonio, loja n. 2.
Compra-se urna escrava, que nao tenha
>icios e saiba engommar, e cosinhar perfeita-
mente ; no pateo da lenha n. 4.
1 Compro-se dous temos de medidas de fo-
Iha, um dit< de pao um lerno de pesos de
ferro un biaco de batanea para balco tudo
em muito bom estado ; na ra do Amoiim n.
33 primeiro andar (5
Comprao-se effectivamento para fra da
provincia rriulatnhas crioulas, o mais escra-
vos, de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Rozario n. 30 pri-
meiro andar.
Compra-se urna preta moca, que nao te-
nha vicios, e saiba vender fasendas pelas ras;
quem tiver annuncie.
.' Compra se una manta de couro de on-
ca ou tigre ; atraz do theatro velho arma-
semde taboado de pinho. (3
I Compra-se urna negrirrha de naco ou
crioula de i 'i u lt annos de bonita figura ,
com habilidades ou sem ellas mas sem vicios;
na ra do Livramento botica do Brando ,
n. 34. (5
Vendas
o So!; no di 14 do correne Agoste
i..
3Vende-se a armacao e drogas da bolica si-
ta as lojas do sobrado da ra Direila n. r'.o ,
por preco rasoavel, tambem se vende urna cou-
sa separada da outra ; quema pretender, di-
rija-se ao primeiro andar do mesmo sobrado.
3 VeodS-M um ptimo capote de panno
e
por preco commodo ; na ra da Cruz n. 52 (6
2 Vende-se urna escrava de naco de 20
annos, com bonita figura, cose, engomma e
he perfeita cosinheira ; dous moleques de na-
co de Ki annos, proprios para lodo o ser-
vico ; um escravo de nacao com bastante pra-
tica do servico de campo; na ra Direita n. 3. 16
2 Vendem-se paiosde Lisboa muito no-
vos, cha hisson velas do Porto a imitacaode
espermacele milho alpista giaxa ingleza ,
bolaxinha americana vinho de Lisboa ; na
ra de Agoas-verdes venda n. 48. (5
2 Vendem-se ricos caivetes de cabo de
nic.ifim de se metter a penna e sabir apara-
da pannos para mesa luvas decamurca su-
periores parafliciaes de linha ; na ra do Ca-
bug lojas de (azendas (rancezas e inglezas ,
de Pereira .\ Guedes. (6
2Vendem-se 4 pipas e > barris com cera de
carnauba, por preco commodo; na ra da Ca-
deia do Recite o. 43. (3
2 Vende-se metade de urna casa terrea ,
com quintal ecacimba na ra da matriz da
Boa-vista n. 13 ; a tratar na praca da Boa-vis-
ta n. 10. (4
2Vende-se urna das melhores vendas por
ser no paleo deS. Pedro n. 1 ; a tratar na ra
do Livramento n. 38. (3
2 Vendem-se apparelhos para cha, de por-
celana dourados e pintados ditos azues e de
outras cores apparelhos para jantar azues e
de outras cores mangas de vidro lapidadas e
lisas garrafas do cristal lapidadas para vinho,
compoteiras para doce, deciislal e lapidadas ,
copos para agoa ditos paracerveja ditos pa-
ra Champanhe e outras multas fasendas por
preco mais commodo do quo em outra qual-
quer pa'le ; na ra do Livramento n. 6. [1n
2 Vendem-se sedas lavradas brancas e de
cores ricas mantas escocezas para senhora ,
luvas de pellica com guarnicao e curtas para
senlmra ditas brancas ede cores para homem,
chales e mantas de seda matizadas, chales de
la de bonitas cores a 40(>0 rs. ricas capellas
e ramos de flores delaranja ricoa jarros com
llores, bandejas guarnecidas decasquinha.lou-
cadores bengalas finas de canna chapeos
de sol para homein e senhora perlumariasli-
nas crep de (odas as cores nara chapeos e
vestidos, sortimento decalcado para senhora e
meninas, e outras muitas fasendas de gusto,
por preco commodo ; na ra Nova loja n. 6,
de Jos Francisco Mamede du Almeida. (15
2 Vende-se azeite de coco de superior qua-
lidade a 2'240 rs a caada e a 320 rs. a gar-
rafa e um viveiro proprio pura criar canarios;
na ra do Livramento venda n. 38.
2Vende-se um escravo de nacao, de 30 an-
nos bom trabalbador de enxada e pioprio
para (rabalhar em sitio; as Cioco-pontas n 00
2Vende-se potassa americana em barris
pequeos; em casa de L G. Ferreira $ Com-
panhia na ra da Cedeia do Recife. (3
2 Vende-se una bonita casa de campo no
Pco-da-panella com urna sala dous quar-
tos a diante utra sala atraz dous quartos ,
quintal murado cacimba estribara, sen/al-
ta para prelos, e para pretas separada; na
ra do Trapiche n. 44; ou na ra estreita do
Rozario n. 29. (7
2Vende-se superior cal branca at 500 al-
queires por preco mdico ; quem pretender,
annuncie. (3
1 Vende-se farinha de mandioca de su-
perior qualidade chegada da Baliia a 2'i00
rs. o alqueire da medida velha ; a bordo da
lancha Flor do Mar, fundeada defronte da es-
cadinha do Passeio. (5
Vendo se urna negra da Costa, boa qui-
tandeira na ra do Arago n. y.
Vendem-se dous prelos mocos de
boni-
tas figuras ; urna mulata de 16 annos, com
algumas habilidades o he recolhida ; nina mo-
teen de 14 annos ; e um molequu de nacao do
12 annos ; na ra Velha n. III.
Vendem-se sapatos para homem senho-
ra e meninas e um resto de fazendas ; na ra
Nova loja n. 58
1Vende-se um mulata moca com algu-
mas habilidades; na ra do Amorim n. 33 ,
primeiro andar. '3
Vende-se um moleque de Angola, do 14
annos bonita figura, cosinha o diario de urna
casa, lava e engomma bem e nao tem vicios ;
na ra Bella n. 45.
Vende-se urna preta de meia idade qui-
tandeira e lavadeira; na ra do Vigario n. 8.
Vende-sefarinhaparabulaxa.de 7 a U#
rs. cada urna barrica ; na ra larga do Boza-
rio n. 18.
Vende-se um preto ainda moco padeiroe
canoeiro, com bous principios de pedreiro, por
preco commodo ; ua ra larga do Rozario, pa-
daria n. 18.
1Vende-se um relogio ingles, de cima do
mesa de Carrilhon da horas e quartos; na
ra do Padre Floriano n. 38, primeiro andar. (3
Vende-se um molecote crioulo de!8an-
nnos, sapateir do bonita figura, proprio
para pagem ou bolieiro ao comprador se
dir o motivo da venda ; no pateo da S. Cruz,
padaria n. 6.
I Vende-se potassa americana a 200 rs. a
libra cal virgem de Lisboa propria |iaia o
fabrico de assucar saccas com lannlia do Bio
de Janeiro por prego commodo ; na ra de
Apollo, armasem de Manoel Ignacio de Oll-
veira. (6
Vendem-se canarios crioulos de imperio ,
muito cantadores em gaiolas ou sem ellas ;
no largo do Terco n. 10.
Vende-se um mulatinho de 10 annos, bom
para pagem e serve a urna casa ; um preta de
o0 annos cosinha e lava ; na ra larga do Ro-
zario loja do miudezas n. .'>5.
Vendem-se meiasde linho crua, proprias
para botins saboneles finos para barba esto-
josde navalbas linas c ordinarias, e outras
muitas cousas por muilo barato preco ; na ra
larga do Rozario, loja de miudezas n 35.
Vende-so meia duzia de cadeiras ameri-
canas por preco muito commodo ; n ra da
da Conceico da Boa-vista n. 41.
Escravos fgidos
1 No dia 14 de Junho p. p. fugio do enge-
nho Varzea-grande, distante da cidade de
Goianna 4 legoas um preto crioulo de nomo
Antonio com oflicio de sapateiro trabalha de
carpina e nao he ruo canoeiro baixo, gros-
so nao he mal parecido bem barbado at
por baixo do queito, tem cabellos pelos peitos,
bem limpo de pernas e ps, tem urna pequenha
inallia branca em urna das canellas orcinas
furadas de 20 annos ha probabilidade que
tenha ern si dinheiro du ouro segundo urna
descoberta feita depois da fuga; quem o pegar,
leve ao dito engenho ou nesta praca em casa
de Jos Antonio Alves da{Silva. morador na tra-
vossa das Barreiras, que em qualquer das par-
es ser recompensado. (15
iFugio, ha mais de 6 mezes, urna escra-
va de Angola de nume Dativa estatura ordi-
naria, fula, denles lunados e ps grossus; quem
a pegar, leve a ra bella n. 45, que ser grati-
ficado. (5
Rbcim NvTfP. os MF- ot'aiwa. 1844
^W


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