Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05168


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Full Text
r
Anuo de 1844.
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O Pi
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P
Ouara Feira
O I'ui>.i'|.ulifici-e t-dos os dita que nJo forem santificados : o prego da MRniuri
e (1- Tt 10 rs. por quar'rl papos adianiadoa. Os amiunrios dos assi;n.'nirs sao inseridos
s |ur n:"io Torea. .-'. rn..n de SO reis por linhi As re.-lam.c;es Herem ser diri-
ots l yp roe das Crotes n. 34 ou .' pr.y. .! Independencia loja de liTrosn. f> e K.
PAHT1DA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goi.s.s, Parahyba sejund.,.- nxiti feires Hio Grande do Norte che|j 8 e2i e pe
M jij ~"*b" Seriaba** Hio Koraoso Macer, 1'onoCalto, a .Maguas no 1 S
Jl -'' MiBei __ Gsranhuna e Honilo a lUe '.'4 de cala m.!t Boa-nsla e Fio
esrl.i <, d.to. Cidale da Victoria quiolaa fairaa. Oliada lodoa ot das.
DAS DA SEMANA.
i Saj .. SBlidlo. Aud. do J df 1). da '-'. r.
6 lates a. Tiajo Re aud. doJ. de U.da 3..
7 Quarla ,, Caetanno. Aud do J. de da S. y.
> Quinta a. Cyriado. Aud do J de 1). da 2. t
9 Sexta *, RoBfio Aud do J del) da 2..
40 Ssb +
U Do ai s.
i. Lourenco. "'!.
iud. do J. de D. da i, j.
rcia e ^uzana.
i
z.7nzm%7r?mi>a #1* \ fTQKtY
Aono XX. K. 176-
ludo agora depende de nos mesaos; da noss.a jiroda-ria, e-odersgao" a energa: con--
f*t f\ tui'ieraos como principiimoj "a'aerease spontado* rom adiniajao entre as nages mal*
pjJvTT ulia- (Prahlaaa3 da Issenblda f.er.l do iraiil.)
'' ~-------
?"ili*/^- cajuioi no DU O ut loosro.
--------------------------_ rnatpra r^nda
Cambios obre Londres '.'E. I Oure-Moeda>W i,400 V. 17,000 17,'-0
a Pars 370 reis por franco ft# 16,700 16.900
.. Lisboa Hi por 10> de premio I >i de i,00 9.30 9.600
I PrataPatacoea 1,960
Moeda de cobre ao par. I Pesos r-.dummnan-s t .! dem de letras .le boas tirinas \ a \\\ 0\q f I)i:us tnrii.-snoe 1,960
1 9S0
2,000
,9:(
. PHASES DA LA NO MEZ DE ACOST.
La chai, a 4 aoa i. m, da miaba.. Lu.no,. j7 a, l) |,. ,. 1 m;n, H, urf,
Minguaute a as I boras e 5 mi ,. ejsnh. | CnaetaYes Jjj as 1) b a 0 ,1, (,r,|f
Preamar de hoje.
PriaWlra aa 10 I orae a > min d< ni.nl-;,. | Srirumi. .sf4 horas a LSninotoa da lene
A-a
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PERNAM
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1J3EJ
COBUE^POJDENCIA ) DIARIO DE PKR .'AMBCO.
Jfarix 2 de Junho.
A trovoada iue, ha tanto lempo eslava m-
ininentt* sobre o Ministerio, rohcntou final-
mente no da 38 de Maio, por occasio da
discussao sobre os crditos supplernentares, e
tem continuado a bramir at agora de urna ma-
neira espantosa, setn por ora se poder saber
quando ressar de to lo. Ha urna semina intei-
ra que as montanhas da oppoir;9o, fazendo i'stromecer
o terreno ministerial desde S. Domingos atea
China, e s pronunciou n'ii discurro que durou dous das;
Tliiers tem Fallado por esparo lo nove horas,
medidas pelo relo^io. tem bebido 17 copos d'a-
goa, tem feito 14 pausas e tem sido interrom-
pido ,'i.J vetea; eemquauto estes dous campeos
sustentoo grosso da pejeja. todos os outros
membrosda opposicao. espalhidos ern ordem
estendida d'aqui lillaut, d'alli Garnier-Pag,
d'outra parte Carn, e assim mesmo os outros
todos teem feito um lo^o doatirados tao vivo e
diablico, quo o pobre Guizot, o nico |ue at
agora tem leito cara ao inimiuo, nao sabe is
ve/es para que pw te so ha de voltar. N'10 se po-
de dizer por or.i quanto tempo isto poderft an-
da durar; porm o que desde j i posso affirmar
he que o exercito da opposico se ha de retirar
completamente batido, tem haver colindo outro
frueto desta terrivelcampanha se na o azer ver
Europa e ao mundo que, se a maioria da C-
mara, e a Franca que ella representa, tem jus-
tas ra/oes de queixa contra o actual gabinete,
tem anda muito maiorej motivos de desconfi-
anca contra aquellos que o pretendem substi-
tuir, para que possa resolver-se a confiar-Ibes
a suprema admnistrarBo dos negocios.
O discurso de lierryer que, como dise, du-
rou dous das, be urna brilhanto eveepcao da-
quelle proverttio portuguet que diz:Uuitot
bemnofax ninguem. ~ A aecusacao por elle
intentada contra o governo por causa do seu
procedimento na que'tfto do Taity, e muito
mais anda na queslao da Nova Zelandia, e na
da China, foi estabelecida sobre urna masseftao
irresistivel de provas, (pie o proprio Guizot.com
todo o (liento que tem que nao he pouco, nao
. mais na clave
va Zelandia, desembarcou os colonos, e con- eslava ludo arrumado: porm a Cmara que
lino cornos cheles da 11 lia novo contrato, as- nao pode contentar-se com polticas de semi-
sfnado a 12 de Agosto de 18.0. pelo qual nao tons, trocar em bequadro o sustenido do hon-
smenteacessao da pennsula de Banksera con- rado preopinante, e redu/ir a sua msica ao
firmada, mas alrn della a da terca parte de to- signo natural.
da a illia; o Capitn Lavand fez caminho pelos De resto,como aopposcaoassentou que desta
estabelecimentos inglezes, onde tomou trra, e voz devia mandar a todos os pontos do universo
leve a indisrrico de dar coma lingoa nos den- as suas mexeriqueiras para de la Ihe trazerem
'es, dizendo o para que ia. Apenas o governo carregaco de argumentos contra o governo.
initdez o soube, tomou logo as suas medidas, e claro esta que n3o devia o Brasil licar de f..ra;
fez partir para a ilha do Sol o navio Rretomart, porm ainda deslas paragens, como de todas as
lujo Capitao levava ordens de lomar posse da outras exceptu da Nova Zelandia, tiverao de
Ierra. Assim o fez. Desembarcou no da 14 de virem lastro os seus navios. Na sesso de hon-
Agosto, e arvorou desde logo a bandera ingle- tem queixou-se amargamente o Duque do Va-
/a. affixando ao mesmo lempo [ or todas as ar- lony [note-ge que depois docazamento do Prin-
vores proclamaces, em que dizia que tomava cipe de Joinville. a opposigao legitimsta he
posse da ilha em nome de S. M. B. summamente desfavoravel ao Brasil) de que a
No da segunte chegouOCapitSo Lavand, o questaode limites comease imperio ainda nao
achou ludo isto feito: nao obstante, porm, tivesse dado senao passos retrgrados durante a
cumprio as ordens quo tinha, tomando posse do administracao actual Dsse que o tratado de
paiz, cortando arvores, e fazendo ludo o mais L'lreck havia estendido a Ironteira da Guyan-
que se pralina em casos taes.'e fundou a col- na france/a at dous graos do latitude septtun-
nia. estabelecendo as autoridades que a devio trional; e que este direito da Franca havia sido
governar. Os Inglezes nao seembaracro com successivamentereconhecido em 1784. no Ira-
i-so; mas apenas elle parti, expulsnrao lodos lado de Amiens de 1802, e ltimamente em
os Francczes que j estavo establecidos, dei- 1817: que nao obstante isto. o Brasil so havia
xando ficar tAo smente os que quizerao re- apoderado de todo o territorio que vai do dous
conhecer a soberana d'Inglaterra. Viero os graos de latitude at quatro graos; e quo nessa
pobres colonos queixar-se da violencia que ti- posse se conservara at que os Francezes fun-
nhao solTrido ao sen governo, soh cuja f tinhao dro o estabelecimento de Mapa, feliz princi-
emprehendido to longa vlagem. e feito tanta po de urna reindivicacao, que muito mais cedo
despe/a; porm o governo em vez de tomar so- deveria ter comecado: quo o governo imperial
bre si a defensa de causa to justa, como Ihe roquerra ao de Franca em 1839 a evacuacao
tumpria, curvou a cabeca diante d'Inglaterra, daquelle ponto, o que este ultimo Ihe nao con-
e foi vrse palliava esta vergonha. apoderan- ceder, nem devia conceder; mas que o gabine-
do-se dos rochedos improductivos das Marque-' te actual, sob pretexto de nao debilitar o prin-
zas, e fundando o protectorado do Taity, que o | cpio monarchico na America, mandara resti-
governo britannico ainda naoquiz reconhecer. luir em 1840 o dito estabelecimento de Mapa,
Tal foi a substancia da aecusacao de Berryer, e quo d'entao por diantc a questao de limites
relativamente Nova Zelandia. Guizot procu- nao tinha dado passo, nem o daria; porque o
rou responder, negando ao principio parle dos interesse do Brasil era conserval-a indocisa.
factos articulados; mas quando por fim reconho Gui/ot limitou-so a responder que a nego-
cco a impossibilidade de deslruil-os, bateo em ciagao deque setratava, eslava muito as vistas
retirada: dizindo que ainda nao tinha reconho- do governo: que para promover o seu adianta-
cido as pretengoes e o direito d'Inglaterra, e ment he que elle a transportara do Hio de Ja-
que negociara para sustentar os ntoresses eo neirq para Par/; mas que. como ela so achara
direito da Franca. Pjra dizer a verdade o di- ainda pendente, nao era possivel que sobre es-
soubo desembaracjir-se do labyrinlho em que o | reilo d'Inglaterra he es'ahelecidoem fundamen- te assumnto entrasso em explicacSes mais cir-
sen adversario o metteo, e houvo de recitar o
mea culpa. So esto fosse p nico ponto da de-
manda, perdida eslava setn remissfto a causa do
Ministerio. Nao tornarei a follar sobre a ques-
tao do Taity t|ue j be velbo: explicarei em
poucas palavras a da Nova Zelandia, que me pa-
rece ainda mais importante.
A Nova Zelandia he um paiz importante pela
sua posgioe pelas suas produeces. e iguala,
senfto exceder, em ext-nsAo de territorio a In-
glaterra. Escossia e Iilanla. reunidas. Com-
pile seoarchip lago, assim chamado, de ditas
illias principaes, urna ao Norte, ou'.ra ao Sul,
soparadas por um cual. A do Norte havia cabi-
do em poder dos Inglez's, em virtude de um
contrato celebrado entre ellese. 612 (-befes da
ilha. que o assignro: a desenliar icada deeslabelecimenlosde Europeos,
quando Dupetil-Thouars l> chegou em 1838,
a lim Je ex plora I a, por ordem que para isso
leve. Precisamente pelo mesmo lempo um Ca-
pitao da marinha mercante, natural de Nan-
tes, chamado Langlos, la foi tambem; e .
parecendo Ihe o paiz favoravel e a posi-
cao vantajosa para um estabelecimento em
grande, concluso um contrato com os naturaes,
pelo qual adquiri a propridade da pennsula
de Banks. Munido deste documento, voltou a
Nantes para organisar urna companhia de colo-
nisacSo, que com elleito organisou. e pedio ao
mesmo tempo ao governo que o judasse na sua
emprezo. O governo que vio a importancia da
cou-a, tomou o caito tanto a peilo, que logo pos
a disposico do Capitao Langlois o Conde Punz puru transportar os seus colonos, c man-
douao mesmo tempo o Capillo Lavand com a lentes, antes de Iho azer concessoes. Assim I eos. Reuniro-se ar principies autoridades, a
charra Aube, encarregando-o da fundacaoda ^diz o Glob com muito sal) entre a poltica del comer rao urna EUbscripcSo para satisfazer colonia, e munido de todos os petrechos e .na- Guizot e a de Billaut. seu SJCCessor. nao have- exigencias do vencedor. J alguna tinhao as-
ter.aes necessar.os para o estabelecimento que ria mais difirenos que a de meio tom; de n.a signado, porm com sommas de tal man eir
comecava. Capitao Langlois. chegando a No neira que com um sustenido do
reunir nem ainda metade daquillo que se pe-
dia. Chegou Lalitle, lanCOU os olhos para o pa-
pel, rasgou-o na presenta de todos, e deo os
'500 mil francos da sua algibeira.
Em 181 j estava o exercito n e faminto. A
desconflauta grassava pelas lileiras dos soldados
quesesuppunho trahidos; a guerra civil esla-
va inminente Era preciso diobeiro, e nao so
sabia maneira de procural-O. J.afitte tirou da
sua eaixa dous milhoes, o oflereceo-os sem ga-
rantas, e sem tnteresses.
Em 1810 persegua a miseria grande nume
ro de familias desgranadas da capital. Promo-
veo-se urna subscri|icao (tara accudir-lhes, Luiz
XVIII assignou 20 mil Irancos; Lafitte assig-
nou cem mil.
Recommendado por tao grande numero do
actjes patriticas e generosos,reunidas a grande
capaciilade e especialmente em objeotos de fi-
nancas, nao admira (|ue Laliite chegasse aos
primeiros empregosdo listado, sendo nomeado
Ministro o Presidente do conselho; o quo
admira he que o gabinete de quo elle era
Chefe se nao podesse sustentar, o cahsse de-
pois de quatro nicos mc Aquelles quo Ihe nao sao aflecoados expli-
cao a cousa pela mediocridade do espirito da
pesaos, e applLto-lho o verso do Voltaire
Ttl brille au second rang gui 'elipse au pre-
mier ; porem a explicaco lo phenomeno he
mui diflerente. Lalitle tinha a inania da po-
pularidade, |ue heoescolbo, em quecostumao
naulragar todos os homens d'Estado eivados
da mesilla molestia. A misso de quem gover-
na he conter o reprimir as massas para as fazer
entrar na ordem ; e para ser popular he pre-
ciso sor condescendente com ellas. Assim fez
Lafitte : soltou a redea s classes mais UnIm-
lentas c numerosas da capital e deo motivo, a
que as ras de Pariz ofTerocessem o espectculo
do utna sedigao permanente. Foi isto quo o
perdeo.
Todos sabein a parte, que elle tomou na re-
volucao de Julbo, quasi inteiramenle obra sua, e
como ella Ihepagou, chegando alea excluil-o da
Cmara dos Depulados. Nao lar.Ion muito, que
Lafitte nao con hecesse, que havia servido de ins-.
truniento a um partido, que seaproveitou da sua
influencia o do seu dinheiro no momento do
perigo fingilo partilhar as"msmas ideias,
'|uo j se estava preparando para renegar no
diasegunte Quando a venda Ihe cahio dos
olhos, conlrcceo o erro que commetlra mas
f era tarde ; por isso quando voltou Cmara
los Depulados, para la se arrumou a um canto
da extrema esquerda, estupefacto e silencioso ,
sem jamis se atrever a erguer a voz, senio pa-
ra amaldicoar a obra, quo tinha feito. Tal foi
o sentido de sua ultima falla no principio desta
sessfio como em tempo Ihes disse ecomo
mesmo sentimonto do amargura o de remorso
deseco sepultura.
As suas exequias frao as mais solemnes, que
se teem visto em Pariz, depois da vinda dascin-
zas do Napoleo ; e pelas medidas que o Go-
verno tomou no dia do enterro, bein deo a en-
tender, que olgum receio tinha de alguma de-
monstracao popular. Veio de Vincennes arti-
Iharia que foi poslada junto do Louvre e da
Basti ha ; mandrao-se. carros de municoes pa-
ra todos os 42 aquartelamentos da capital ; fi-
zerao se recolher todas as tropas da guarnicao r
que se conservarlo o dia todo inteiro nos quar-
dobrro-se as guardas das Tulheriase
tos to filiis,quo causiiori.M). Diz ella que tola a cumstanciadas.
Nova Zelandia Ihe pertence por dirrilo de des- No Domingo 27 de Maio ao prtr do sol, se
caberla Se tal direito vale, ento pertence o po/. o sol da vida para Jacques Lafitte, cujo no
("anadaaosPortu.uezes porque foi Jernimo me tao ligado anda com todos os grandes acon-
Corte Real qu modescobrio em 1500. tecimentosda Franca moderna, o sobre ludo
O discurso de Thiers versou todo sobro a com o da revolucao do Julbo. Jacques Lafitte
questao do Bio da Prala; e tiesto terreno pare- he urna das grandes notabilidades da poca e
ee-nie que a opposito ficou tao solemnemente merece um artigo de biographia especial. Cada
batida,que tarde baverexemplodeoutraderrota partido falla delle, segundo as ideias polticas
lio completa. Como as foi has de Montevideo que professa, e nenhum Iho laz justica. Os re-
hao de copiar por extenso o discurso do sea de- publcanos adorBo-O, os doulrinarios despre-
(ensor e as do Brasil nfio dexaro de reprodu- | zo-o. os legitimislas detestao-o. He impossvel
zir o de Guizot que Ihe serve do resposla, escu- que Francezes contemporneos o julguem bem:
so de estender-me sobre urna questao que mo I para o fazer com imparcalidado, he preciso ser
nao he possivel tratar com a liberdude quo qui-
zo ra.
A final o faltado infallivel desta enorme
e inutilissima tampauha parlamentar ha de ser
o segunte. A Cmara ha de sustentar com
grande maioria o Ministerio, e far bem. To-
llas as vezes |ite a opposicao nao esta em cir-
cunstancias de dar una maioria decisiva ao ga-
binete segunte, he mellior deixar as cousas co-
mo estSo. Nao se trata smente de di/.eristo
he tno: trata-so de ver se aquillo que se Ihe
pretende substituir, ser melhor. Grandes sao
os defeitos do actual gabinete; mas grandes sao
lambem as suas qualidades: ora o gabinete que
estrangeiro, e indilTerente a todos os inleresses
polticos que agilao a Franca.
Lafitte nasceoom Baona, filhode um car-
pinteiri. e s mo dizia poucos das untes de morrer, aos 15
annos de dado: ora um bomem que com to
humldes principios, pOde a (orea de talento e
do trahalho trepar por todos os legraos da es-
cala social, at se collocar no mais alto, gozan-
do sempre da reputaco de prohidado ede pa-
triotismo com que morreo, nao pode deixar de
ter sido pessoa de grandes partes. De todos os
lilhosquea Franca proluzio no seu tempo,
nenhum Iho fez maiz finezas, e nenhum rece
pretende substiluil-o, havia de ler lodos os pr- beo tao mo galardao dellas. Seriao precisos
meiros, sem ter provavelmentc todas as ullimas voluntes para mencional-as todas; apontarei
A pTova est no que disse Billaut. ha poucos
lias, em um momento de expanso. A sua po-
ltica relativamente a Inglaterra dilenria da do
actual g.ibrnete, em que fallara mais alto ao
governo ingle/, e Ihe arreganbaria um pouco os
0 que me lembra tiesto momelo.
Em 1814 estava Blucher na casa de Cmara,
e ameacava incendiar os edificios pblicos da
capital, se no mesmo momelo Ihe nao pagas-
sfiuuma contrihuicode guerra de 300 mil fran-
teis
Neuilly, onde El-Hei reside actualmente; deo-
se ofdem artilharia da escola militar do Cam-
po tic Marte para ter os cavallos promptos e ar-
reados de maneira que podessem ser ungidos
s pecas, ao primeiro aviso. Tudo foi desneces-
sario : ape/ar de o concurso ter sido To grande
em todas as ras que ninguem se poda me-
ober, n.io houvo a mnima perturbarlo da tran-
quilizado publica. O povo de Pariz j est
BSM


\ I
amado do revoluces e ja sabe o pouco, que
ellas llic approvetao. ..
La (le vi veo 77annos e deixa duas filhas .
urna legtima, e oulra basiaida. A primeira he
a Prnoeta do Moscowa : a secunda he casada
com Joto Ferreira Alves, natural do Porto o
estabelecido no Havre.
Contina o mesmo mysterio relativamente ao
Principe de Joinfilie, epois de alguns dias
de demora em Compiegne. voltou a Par/, on-
de procurou mostrar-se com tanta aflectagao ,
apparcendo ora na exposigao da industria, ora
no thcatru, ora nos outros lugares mais pblicos
da capital, que hein se via, que a cousa nSo era
foita tero fin. Supponho, que foi mandido vir
""e proposito,ou para desvanecer a ideia diquel-
lesYque pensavoque a partida para Compiegne
fra^astigo, ou porsehaver reconhecido.quea
maneiru mais segura de Ihe u\ar a pnpulardade,
que se Ihe pretenda tirar era proceder, como
se proceda. Em todo o caso sempre he certo ,
que a jornada de Compiegne foi precedida de
ura quasi-rompimento com Guizot,. que por
duas vetes o loi procurar a N'euillv para (a/er as
pases e por duas vezes achou a porta fechada.
Noto tambem que a lngonguem da im-
prensa iogleza, sobretodo a do Standard e I/or-
ning H<:rald que sao orgos do Ministerio ,
mudou inlciramentc; eesti me pareeendo, que
semelhante milagro ou de\e ter nascido do o
Governo de Inglaterra se ter finalmente persua-
dido, deque a publicaeao da nota que tanto
cuidado Ihedeo loi um fncto solado, sem ro
lacao alguma com melhoratnento que se pre-
tenJesse fazer na Marinha franreza ou se deve
explicar por promessa que o Governo Irancez
Ihe i/esso de que semeihante reforma nao te-
ria lugar. O que lor, toar.
3 de Junho.
A poltica d'lnglaterra nao tem produzido
nesta ultima quinzena cousa degrande nteresse
Depois da ultima victoria ganhada pelq,Gover-
no na Cmara dos Communs que regeitou a
emenda de Lord Ashley por 237 votos contra
151, ficou o gabinete descaneado sombrada
sua iii.noiia, e pouco cuidado Ihe do os peri-
gos que pdem meaeal-o pelo lado da poli -
tica interior. Mais alguma cousa parece inquie
tal-o, o que he relativo ao exterior. O tratado
recentemente concluido pelos Estados Unidos
para a annexacao de Texas csusou-Hie desagra
clavel sorpre/a porgue nao conlava com elle;
e sobretudo por causa da linguagem cheia de
energia c de firme/a do Ministro Calhoun. na
nota, que a este respailo Ihe dirigi em 13 de
Abril, annunciando-lhe a sua conclusao. O Go
verno americano, dizia o Ministro, havia loma
do aquella resolucao e eslava resolvido a sus-
tental a porque nao via outro meio de esca-
par aos perigos com que a influencia ingl^za
ameaciva a niao precisamente pelo lado
mais vulneravel. Se a reunio se nao verificas-
se.cahiria Texasdebaixo da immediata proteccao
e influencia d'lnglaterra : e como esta potencia
!in!i.] a prelencao do abolir aescravido em lo-
dos os paizes, em que ella oxi.-tia, e especial-
mentn em Texas segundo ja tinha declarado,
claro eslava, que a re.ilisacio da dita protengo
iria expiar os Estados americanos, limitrophes
do dito paiz, que ero precisamente aquellos em
que ainda bina escravos a grandes perigos,
tao graves, ou mais ainda, do que os que amea-
pavo a Iba do Cuba actualmente.
Esta linguagem he clara e decisiva; porm o
overio giCZ >5sm trsmc spera, que o *ra
tado nao ser ratificado pelo Senado. Esta mes-
ma he a opinio do Jornal dos Debales que, por
pura boa vontade para com a poltica ingleza
nao laz escrpulo de declarar a annexacao de
Texas contraria aos interesses da Unio, e de
considerar o tratado, que a eslipulou como urna
verdadeira manobra cleitoral, imaginada por
Calhoun para fazer apoiar a sua candidatura
presidencia pelos Estados em que a escravatu-
ra existe; e como a linguagem do Jornal dos
Debates he, por via de regra o echo da opi-
niao do Governo, nao deixo de accreditar, o que
por aqui geralmenle se diz sobre a intencao ,
eui que a Franca se acha de unir os seus esfor-
i;os ao J'Xgioifa para impedir, quu a imio-
xacfto tenha lugar. Se, porm, assim aconte-
cer dizem aquellesque tem a vista mais agu-
da do que eu que ser o meio mais proprio
para lazer realisar aquillo, que se procura im-
pedir.
Outro dissabor, pelo menos tao importante ,
acaba de soffrer o Governo britannico em Alle-
manlia. Ha longo lempo, que a Inglaterra sus-
pira por abrir ao scu commercio e industria as
portas da confederacfio d'Alfandega prussiana e
nao tem poupado esforoos para conseguil-o, fa-
zondo proposices por meio de um agente ad
Aoc:a Prussia porm, que tem os olhos abortos,e
que sabe, que todas as proposices commerciacs
fcitas por Inglaterra, complican, por via de re-
gras, graVl lesao para os paizes, que as acceitao,
a toda tem rcpellido. Afinalperdeo Lord A-
berdeen a paciencia, e escrev^o ao Conde de
Westemoreland, encarregado da uegociacao,
disendo-lhe : Qae era inteiramente contra-
rio dignidade da Inglaterra estar continua-
mente fazendo proposites que constantemente
ero rejeitadas ; e qu por consequencia dis-
sesse ao Barodc Bullow, Ministro dos nego-
cios estrangeiros da Prussia que como a In-
glaterra via que nao podia contar com as dis-
posices amigaveis do gabineto de Berlim, as-
sim o ficaria entendendo, e tomara conselho
nicamente dos seus interesses para fazer o que
elles Ihe inspirassem.
As ultimas noticias do Haity cheg5o a 21 de
Abril e confirmao as anteriores. O partido dos
negros vai triumphando por toda aparte, oh1
provavel que o ex-Presidente Boyer, que daqui
parti para Jamaica no dia 14 do mez passa-
do, precedido de grandes sommas. j cheguo
tarde para acudir aos mulatos A revolucao ,
e inaugurarlo da nossa Repblica Dominicana
consoldou-se, sem que o Presidente Herald Ihe
podesse valer pelo contraro as tropas com que
elle parti para suhmetter os rebeldes, todos
os das Ihe vio dirninuindo em consequencia
nos desertores que passao para o insurgentes
A Franca observa com muto cuidado todas as
phases porquo a revolucio vai passando e
la tem nos differenles portos da ilha onzevsos
de guerra aos quaes se devem reunir mais 3
que o Almirante Mr?os, por quem se esperava,
leviaconduzr. Urna forca de negros, que lo-
ma o titulo de Fxercito dos Jfflictos, havia
partido do Cayes para Porto-Prncipe, e pro-
rurava apederar-se dnsta capital.
Ksta revolucao do Haity fe/. como \i ahi
deve saber-se, terrivel contra-pancada em Cu-
ba. As folhas nglezas fallo do urna nova in
surreicao de nogros que nao pode ser repri-
mida sem grande mortandade, e queixo-se a-
margamente das autoridades hespanholas que
haviao prendido 400 subditos britannicos, co-
mo cumplicos da insurreicao, fu/illado ou en
forcado 50. e dado ordem a todos os outros
para estarem promptos a partir da ilha, logo
que isso Ihes osso determinado. Quaesquer
que fossem os excessos commetlilos pelos In-
glezes em Cuba, duvido muilo que as autori-
dades bespanholasprocedessemeontra elles com
o rigor que as folhas de Londres Ibes allri-
buem. He provavel que todos estes queixnmes
sejao preparativos para alguma grande exigen-
cia que est para vir pela porta ao Governo de
Hespanha.
Ascnusas d'Italia continuo no ttatu quo.
Os ltimos riaores do Governo pontificio, que
fez fu/illar 6 dos implicados na revolucao de
Bolonha, econdemnou 1'( a gales perpetuas ,
nada servio para restituir o socego ao paiz : pe
lo contmrio continuao'as prises do mesmo mo-
do que dantes, o que indica da parle do Go-
verno os inesmos motivos de desconfianza, O
Papa puldicou urna enoyelica, dirigida a todos
os Bspos da christandade, queixando-se muito
dassociedadas publicas e sobretudo de urna
nova associacao religiosa, fundada ltimamen-
te em Nova-York com o titulo de Allianga
ChrislSa. Diz o Summo Pontifice que o fim
desta sociedado he promover o espirito de in-
differenca em materia de religio entro os ca-
tholicos, e que por consequencia todos os que
a ella pertencerem, ou Ihe derem auxilio, por
qualquer modo que seja, incorrem em pecca-
dogravissimo perante Dos e perante a groja.
A nsurrego da Calabria, se nao tom aug-
mentado, tambem nao tem diminuido. Os
rvbtiidiw coupio a> turas; as tropas espero
reforcos para dasalojal-os.
Ahi lero em todas as folhas rancezas que o
Duque do Brdeos mandara pedir ao Ro de
aples a miio da Princesa Mara Carolina, sua
irma, pelo Conde de Montbel; e que, estando
a negocago j* quasi concluida abortara em
consequencia de urna intimaco feilapoloem-
baixndor Franco/., que declarara ter ordem de
romper toda a communicacao oflicial corn o
Governo napolitano se a dita negociadlo se
ultimaste. Esta noticia he falsa. O Conde
de Montbel est ern Goritsia e nunca de l sa-
hio
Recebro-se por via de Allemanha noticias
da India mu i curiosas. A Inglaterra e a Prus-
sia andan por l oceupadas de cousas grandes.
A primeira procura abrir ao seu commercio o
imperio do Japao conre que cont. Para csse
fim mandou urna esquadra s ordens do Capi -
tao Belkcr, que devo explorar hydrographica-
mente as covas do paiz e aproveitar qualquer
pretexto que Ihc/offereco as circunstancias
para comecar com o imperio urna guerra que
necessariamente ter de terminar como a da
China. At agora os nicos estrangeiros ad-
miltidos nojapao sao os Hollandezes e os Chins,
que nao pdem passar do porto de Nanga- i
zaki : porm os Inglezes nlroduzem, por via
dos ltimos, as suas merendonas, e at mutos
j.i seteem atrevido a entrar em Nangazaki.ds-
larcados em Chinas expondo-se a seren puni-
dos de morte,segundo as Icis do paiz no caso de
erem descobrrtos.
(uanto a Prussia a sua emprezu be mais
extica. Houveummissionarioprussiano.cbama*
doHeofer.que.segundo a mxima geral dos mis-
ionarios da sua crenca, que se oceupo tanto
ou mais de promover os interesses commorciaes
e temporaes que os da religio, asseutou que, e
viesse a ser na India um rico proprietario. em-
pregaria melhor o seu lempo, do que em fazer
proselylos. Assim o fez, e leve a habilidade
do se fazer proprietario de urna grande porco
de territorio na Pennsula de Malaca, por con-
cessao de um dos soberanos do paiz. Morto
elle, succedeo a sua viuva nosseusdiretos, que
ella procurou vender ao Governo da ~ Prussia.
Acceitou este ultimo a oflerta.e j pagou con-
ta cousa de um milhao e du/entos mil francos,
da somma estipulada. E que uso so lembraria
o Governo da'Prussia de azer da sua nova pro-
priedade ? Vai mandar para l urna colonia
de misionaras protestantes, fiando desles m-
nhassenhoras a importante missao do fundar
espiritual e temporalmente os alicerces do pri-
meiroestBbelecimento prussiano na India. Es-
ta congregacao de missionaros sem calces foi
fundada, ha pouco, pela Baronoza d'Eichora,
cujo marido ho actualmente Ministro dos cul-
tos o instrueco publica no gabinete de Berlim.
Na mmli i opiniao leve a fundadora urna excel-
lente ideia : mulhores, sobretudo se forem bo
nitas, ho de fazer muito mais conversos do
quehomens. Parece quo o Imperador da Bus
sia gosla de fazer as cousas d estalo. Depois
de se ter affirmado e roaffrmado que S. M.
moscovita naosahiria esto anno de Allemanha,
eil-o que dosemb como um furac5o do Norte, o appareco de re-
pente em Londres, onde cabio ( porque se nao
podo dizer que chegou ) no dia 1.' do corrente.
Nao so sabe ainda o que deve pensar-se de vi-
sita tao prematura. Seria para evitar o encon-
tr que se Iheproparavacom Luiz Philippe ?
No dia 30 de Maio foi sentenciado O'Con-
nell o os mais correos. O primeiro foi con-
demnado a um anno de prisSo, 2 mil libras es-
terlinas de multa, e alm disto a prestar, por 7
annos, urna caucao pessoal de 5 mil libras, e 2
fiadores, cada um com a somma do 2500 libras
que devora ser depositada; os outros cada um a
9 mezes de prisao, mil libras do caucao pes
-o.il, 500 para cada um dos fiadores, c 50 ditas
de multa.
O acto da condemnacao do grande agitador
foi urna verdadeira scena dramtica. OJuiz
Burton, a quem tocou proferir asentenca, co
mecou por protestar quanto Ihe era penoso o
cumprimento do dever que Ihe impunha a o-
hrigac,8o do seu cargo. Feto isto comecou
em voz sumida a exposQao dos motivos da sen-
tenga; mas quando chegou a lor mular a con-
demnacao tao grande foi a emocao que sen-
lio, quo Ihe rebentarao as lagrimas pelos olhos,
e longo tempo ficou sem poder continuar. A
cada artigo da condemnacao terriveis exclama
coes de indignaran e sorpresa parliao de todos
os ngulos da sala : por fim rempeo urna tal
infe.rneira de vivasaO'Connell.que pareca o dia
dejuizo. Votarao-se 3 salvas de applausos ao agi-
tador, que (odas passro, sem que a polica,
ajudada de um regiment de cavallaria, Ihes
podesse obstar. Dentro e fura da sala nao se
uovia senao :Viva O'Connell viva o re
peal O'Connell escolheo para cumprir a sen-
tenca a prisao de South-Urcular-Boad, o ap-
pellou para a Cmara dos l.ords ; mas esta ap-
pellafao no implica suspensao da sentenca.
No mesmo dia da condemnacao dirigi urna
proclamarlo ao povo, pedindo-lhe em seu no-
mo, em nome da Irlanda, em nome de Jess
Christo que adorava, em nome da religio que
profcssava.que se conservasse tranquillo.
P. S. Houve do Haity noticias at 19 d'A-
bril que confirmao todas as anlecedonses.
Tambem se confirmao as da Havana, onde
200 pessoss ji tinho sido executadas.
PE
Tribunal da Relac/o
Scsso do dia 6.
(Desembargador de semana ; o Sr. Amaral.)
Desprezrao os embargos propostos ao
accordo proferido na appollaco civel, em que
be appellante Antonio Cnvalranti de Andrade,
eappellado Antonio Bezerra Cavalcanti.
Cofirm.irSo a sentenca deque faz objeclo a
appellacao civel em que he appellante l'iancis
co Eduardo Alves Vanna, e tppollado Jos
Antonio de Sousa Machado.
Mandrao dar vista s parles na appellagao
civel, emque he appellante Mathias Joaqum
da Gama e appellado Hortensio Jos Ve-
Iho.
Mandrao dar vista as partes na appellacao
civel em que he appellante Felis Jos da Cma-
ra Pimentel, e appelktdo Gabriel Antonio.
Mandiiro dar vista s partes na appellacao
civel em que be appellante Joao Mara de Bar
ros Wanderley, e appellada a Cmara Mu -
cipalda villa do Ro-formoso.-r*-
Mandro dar vista ;is partes na appellacao
civel em que he appellante Antonio Simplicio
do Barros', e appolhdo Prxedes da Fonseca
Coutinho como administrador de sua mulher
e filhos.
Reformrao o despacho de pronuncia no re-
curso crime, vindo dojuizodo Direito da villa
de Macei, provincia das Alagoas, ern que he
recorrente o Bacharel Manoel Lourengo da Bi-
beira e recorrido o Juizo.
ConfirmrSoa sentenga da appellacao em que
he appellante Joao dos Santos Porto, o appel-
lado Antonio Alves da Fonseca.
Mandrao dar vista as parles na appellaco
em que ho appellante D. Isabel Theotonia de.
Miranda Varejo, eappellado Manoel de Car-
ino Inojosa.
Desprezrao os embargos,propostos ao accor-
do proferido na appellagaoem que ho appel-
lante o Dr. Curador Geral, e appellado Manoel
Bibciro da Cimba e Oliveira.
Desprezaro os embargos,propostos no accor-
do proferido na appellagao em que he appel-
lante Dr. Firmino Antonio de Sousa, e appel-
lada a Cmara Municipal do Penedo.
Desprezrao os embargos,propostos ao accor-
do proferido na appeILco em que gao appel-
lantes os testameiiteiros e herdeiros de b'ran
cisco D'mingues dos Pasaos, e appellado Jos
Thomaz do Campos Quaresma.
POLICA
Extracto do dia 5 de Agosto de 1844.
A'ordem do Cbefo de Poiicia torio presos
na freguezia de Santo Antonio Lu/ Jos da
Silva, e Joaqum Jos de Santa Anna por
haverem brigado, resultando d'essa briga sabir
o ultimo levemente ferido na cabeca : loi tam-
bem preso por suspeito o preto Roberto.Na
fregucia de S. Jos forao presos ordem do
mesmo Chefe de Poiicia dous paisanos por fe-
rirom-se mulu imentr sendo lev ssimos os le-
rimentos; achao-se recolhidos cadeia.
Dia 6.
A'ordem do Subdelegado de S. Antnnio foi
preso Antonio Jos Francisco da Silva e a or-
dem do -ubdelegado da Boa-vista o pret.- An-
tonio cscravo.
N B. O extracto do bontem foi com a data
de 5 por engao, quando havia ser de 4.
Cou.iiiiiica(lo.
A leilura do communicado que hontem pu-
blicou o Diario sobre a Polica da comarca do
l.imoeiro, e o recebimento de varas carias de
Garanhuns nos despertrao para levarmos ao
prelo alguma cousa do que sabernos cerca des-
ta par'! central da provincia, onde se gosava de
tranquillidade e de liberdade,desde que o Exm.
Bario da Boa-Vista, pondo de parle affeicespes-
soaes, e relagoes particulares, quando deo exe-
cuco lei da reforma, nomeou para os pri
ni.'iros empregos as pessoas mais gradas do ter-
mo, as que, por sua moderacao e prudencia, e
por muitas oulras virtudes,ero as mais estima-
das jo lugar, come fossem os Srs. Antonio
Teixeira do Macdo, Francisco Ign.co de Pai-
va, Jos de Barros Corroa e Chrstovio Tei-
xeira de Macdo, Subdelegados, Supplentes o
Juiz Municipal o do Delegado do termo. Ento
comecou o povo d aquella vilfaa e mancipar-se,
o j as eleices nao ero fetas, copiando se na
acta urna lista corrente, e dizendo-so quo as ou-
lras todas contnhao os inesmos nomes, para
concluir-se pela unanimidade de 6 i votos (tan-
tos ero os eleitores) em 13 candidatos de-
pulagao geral, como aconteceo em 1830, quan-
do tambem tivcro o seu quinbao nessa liberal
distribuico de 6i votos, os Srs. Nunes Macha-
do, Carvalho de Mendonca c Camargo, prote-
gidos pelo dono do collegio.
A oligarchia d'aquella villa esbravejou com
as nomeaces imparciaes feitas em execuco da
lei da reforma; instou pela demisso dos Srs.
Teixeira e Paiva; o Governo, porm, satisfeilo
com a energa desles dignos agentes de Polica,
em cujo tempo deixro do haver tantos assas-
sinatos, como danles, pois anno houve em que
mais desessenta morles so perpetrarn, nau'da-
va ouvidos intrigas, e eslava disposlo a con-
serval os. Abandonadas as nslancias, recorreo-
so ao ultimo meio,efingio-se queosproprios em-
pregados, pedotuatd mitaOet; descoberloesle
engao appellrao para a futjra Vice -Predens-
eiadoSr. Mesquita, e amua(ro logo com ella
os empregados. Felizmente nao foi o Sr. Baro
da Boa-vista tomar assento na sessao de 1813 ,
e teve o Sr. Mosquita que adiar essas demisscs
para 1844 ; e realisou immedinluinente oue
entrou no Governo, sem ouviroSr Chefe de
Polica, a demisso do Sr. Tetceira de Mace-
do, um dos melhores Delgalos da provine i.
Nao sugeilou-se o Sr. Santiago 'honra Ihe
seja feita) a propr o Sr Jos de Canalh" para
Delegado; mas,assim queoSr. Antonio Aflon-


so tomou posse de Cbefe de Policio,foi nomea-; 10 fardos cravo 50 barris manteiga de p-irco ,
do Delegado'o Sr. Jos de Carvalbo qie 20 caixas cadeiras, 50 barris'breu, 4 caixas
26 do corrate ontrou em exereicio ( e cons-' fa/endas de seda, 19911 pe* de taboado 2 ca-
ta que declarara logo,que as eleii.es far-se-hiSo' deiras de bilanco, 1 barril tinta preta, 1 carri-
a ferro e fogo), eexpedio inmediatamente um nhoe pertences, 1 pacote livros, 3 caixas fu-
soldado do destacamento rom oficios, exigindo mo ; a Matbeus Auslin & Comparihia.
as dernissocs des Srs. Francisco Ignacio e Jo- Julia, brigue inglez, vindo de Londres, en-
s de Barros Corroa, dignos Subdelegados de trado no corrente mez consignado a Me. Cal-
G iranhuns e Pipicaca, pedindo muis sessenta
pnces do co p> da Polioia para pl-as s or-
deni do 3. Commandante Galliardo. e emha-
raeou que o Sr. 2 o Commandante Jos Fran-
cisco Carnoiro Monteiro tomasse como llie
competa, o cominanlo lo destacamento de
Polica, sol) o pretexto de que o Sr. G ilhmlo
era (I i toa con fa oca, e pedio mais a S. Ex.
que conservaste alli no commando d to la esta
forca por esses tres mezes, 011 emquanlo
a comarca tomava outra marcha diversa, da que
6C seguia at agora. Urna comarca que est
em pleno socego be assim assomhrada pelo De-
legado querenilo nlli aquartelar noventa
oblados impedindo um OlAcial, que alus he
digno de toda aconfi.inca do .overno, de to-
mar o commando, que I be compete, e exigin-
do, que solfra o desar de voltar para o corpo .
sem preeneher a commisso que I he lora in-
cumbida, e queremlo a conservadlo de outro
que l esta.ha mais de 9 mezes;o que he certa-
menta contra a disciplina do corpo do Poli-
ca !
O que revela tudo sto senao que a villa
de Garanhuns va: ser recolonisada.por assim nos
exprimir moa; que alli vai se fazercom eleito a
eleigo a ierro e fogo estando por chele da
lucia e com recrutamento aberto o Sr. Dele-
gado c por seu exeeulor o Sr Galliardo ,
constando que estes dous Srs. sao commissarios
da pandilha da praia ?
Nao he s o plano das elcices, que obriga
o Sr. Delegado a exigir que o Sr. Galliardo fi-
que perpetuo Commandante do destacamento
de Garanhuns, o que este contingente seja re-
Toreado com mais sessenta pracas ; dizom que
o lucro tambem entra neste calculo; porque os
soldados reeebern.em genero de terto armazem.
o seu sold, cujas coritas o Sr Galliardo ainda
nao tem podido ajustar por alguns siuistros, ou
reve/es da snrle.
Sempre lamentamos a inju'tica, com que o
Sr. Mesquita demittio o digno Delegado de
Garanhuns e a imprudencia com que quera
nomear o Sr Jos de Garvalho, que be ra-
bota na villa, e tem alli negocios, que o pri-
vo de excrcer cargo tao melindroso. V;
S. Ex. vendo o resultado desta nomeaeo, e
por elle se acautolle contra outras, que se Ibe
proponhao,
f*ul>lic;ie/io a pedido
Sr. liedactor.
Por dever e gratulan nao podemos donar em
silencio os relevantissimos obsequios que rece-
bemos do generoso o honradsimo Sr. Francis
co Carneiro Capilo do bergantina Importa-
dor n viagem de Pernambuco para eta ci-
dade do qual tomos tratados com o manir
disvelo e carinho que se pode tratar nao
nos restando mais nada a desojar. E para o la
zer constar aos habitantes des a heroica ci lade.
e aos nossos patricios Pernambueanos lase-
mos publicas estas demonstrad-oes de giatidao
Eu.primeiro aliaixoassignado.nao deixarei iicar
em esquecimento o consignatario Sr Manoel
Joaquim liamos e Silva de cujo Sr. constan-
temente me conleasarei obrigado igualmente
o sorei ao "r. liedactor em o manireslar no seu
accreditado peridico os meus sinceros sen ti -
mentos, e dos Senborea abaixo assignadoi.
Antonio Jos d'A breo e Silva Jos Joaquim
Lopes Voreira sua Senhor I). Marianna
Joaquina Moreira da Conceico Manoel Jo-
s da Costa e Silva Mara(Joaquina da Cos-
ta 4ntonio Pereira -i/altos Joo faptista
Cezar Joo Mara Bastos de Carvnlho, An-
tonio Manoel lodrigues de Carcalho Magro.
f Exlranido do Peridico do* Pobres do Porto )
ERCIO.
Aiandega.
Rendimento do dia 6.......... 7:789,>009
/tescarreyo hnje 7.
Brigue francez A Sj Mana vinhos e sabao.
tingue portuguez Ventura Feliz trastes.
Brigue H.F. Loper diversos gneros.
impuktaco.
/i. F. Loper, briguo-escuna americano, vin-
do do Pbiladelphia, entrado no corrente mea ,
consignado a Malheus Austin & Cumpanbia ,j
maniiestou o siguite :
SDO barricas larinha 400 ditas bolaxinba ,
179 caixas cha 150 ditas velas de espermace-
U, 10 barricas presuntos, 33 tacoas piuienta,,
mont & Companhia maniiestou o seguinte :
30 barris oleo de linhaca. 81 barricas crve-
la 3 caixas chapeos 1200 barr- plvora, 2
caixas fa/eudas de laa e seda ; a Fox Brothers.
200 barris plvora ; a A S. Corbett.
400 ditos dita ; a W. E. Smith
1 caixa livros e miudezas; a C S. Vanghan.
720 harris plvora 1 i ditos oleo de linha-
ca ; a VIe. Calmont & Campanhia
4 litis oleo de linhaca 100 barris graxa ,
57 pecas de Cabos 7 lardos lonas, 10 ditos
brinsda Bussia 1 barril progOS de cobre 1
caixa ignora-se ; ajames Crabtroe&C.
52 barricas cerveja, 7 barris vinho ; a Dca-
ne Voule & Companhia.
330 barris plvora ; a Jones Paln & C
Ventura Feliz, brigue portuguez, vindo do
Porto, entrado no correnta mez, a consigna-
cao de Joaquim Jos de Amorim maniiestou
0 seguinte : *
8 barricas pregos, 23i feiches e 463 rodas de
po, 526 caileiras 11 canaps, 7 sofas 14
mesas de diferentes madeiras ; ao consig-
natario.
4 barris pregos, 100 rodas d'arcos de pfio ;
a J..ao de Freilas Guimaraes.
100 rodas arcos de pao 6 barris presun-
tos : a Manuel Ignacio de Oliveira.
174caixotes de pinho abatidos; a Cruz &
Bar boza.
26 caixotes de pinho abatidos ; a Emigdio
Jos de Oliveira.
9 ancoretas azeitonas, 1 barril carnes, 1 sac
co castanhas; a Fortunato Correia Menezes.
4 meias pipas vinho ; a F. Voule.
4 caixas fio porrete 1 pacote pendras 11
caixas pomada ; a Antonio Joj Rodrigues de
Souza.
2 caixas massas para chapeos, 20 caixotes do
pinho abatidos ; a Antonio de Oliveira Vlaia.
6 barricas cera branca 1 dita enxadas; a J.
Pinto de L< mo.
2 caixas tamancos ; a Antonio Bastos.
4 barris prezuntos ; a Jos Goncalves da
Ponte.
6 caixas pomada 1 dita ferragens 2 ditas
lio porrete ; a Francisco Xavier Martins Basto.
30 volumes alhos e rollias 91 volumes fer-
ragens, 1 caixa lio porrete, 40 ancoretas azei-
tonas 4 caixas palitos pedra de aliar cai-
xas e pentes de cbifre e coturnos, 2 caixas li-
nhas 1 fardo peneiras, 4 caixas chapeos, 1
pacote panno de linhu; a A V. da Silva Barroca.
36 barris vinho; a F. Marques Rodrigues.
1 caixa 1 santoario ; a Jos Francisco de
Andrade.
1 barril vinho; ajos Antonio da Cunha.
1 dito pre/untos ; a Jos Antonio de Car-
va I lio.
1 caixa prata em obra e linhas ; a Jos An-
tonio Lopes Guimaraes.
1 caixa ferragens 1 dita meias e carnizas ;
a Benlo Jos da Silva MagalhSes.
4 barricas pregos 6 caixas linbas; a Jos
Alfonso Moreira.
6 caixas linhas 1 dita ferragem l'j canas-
tros albos ; a ordem.
49 volumes ferragens e outros objectos 1
fardo peneiras 1 caixa linha de barquinha, 2
ditas linhas, botoes e palitos ; a Joo Antonio
dos Santos Andrade.
50 rodas d'arcos; a Joo Antunes Guima
raes.
192 caoaslras batatas; a Paulo Jos Alves da
-ilva.
282 cadeiras, 78 mesas, commodas, touca-
dores, sofas, canaps, mochos poltronas, 2
embrulbos prata e ouro em obras e em moda,
1 fardo lazendas do laa 1 embrulho fazendas
de linho 11000 ceblas ; a Antonio Fran-
cisco dos Santos.
2 caixas retroz ; a Luiz Jos de Siqueira.
1 dita obras de prata ; a A. F. Mendes Gui
maraes.
1 ancoreta azeite doce ; a D. C. Francisca
do Espirito Santo.
6 ancoretas vinho, 2 ditas vinagre 2 barris
pregos. 1 embrulho fazendas de linho ; a An-
tonio Francisco dos Santos Braga.
1 caixa fazenda de linho e palitos; a Joaquim
Ferreifd Ramos.
1 caixa retroz; a Jos Antonio Ribeiro d.
Silta.
1 fardo rotim ; a Miguel Rodrigues Vieira
1 cndele sementes, murccllas e fazendas; i
L. G. Ferreira.
1 ancoreta carnes 1 embrulho fazendas ; a
.Miguel Jos Alves.
1 dito fazendas; a Zeferino Leite de Souza.
6 ditos ignora-sc ; a diversos.
9 inolhos folbas de louro
n
^lovsnento do Porto,
Navio entrado no dia 5.
Liverpool; 42das, barca ingleza Irene, de
321 tonelada1. capilo John Byron cqui-
pagetn 15 carga lastro ; a Me. Calmont &
Companhia.
Xavio entrado no dia 6
Boston ; 40 das brigue americano Cecilia ,
de 152 toneladas c. pito WHiiam H. Bro
ron, equipagem 10, carga fazendas; ao ca-
pilao.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio da Prata ; brigue francez Hoze -melie ,
capitn Mariadec carga assucar.
"J-------'i.'-B
Avisos martimos.
2 Para a Babia sahira no dia 6 do corrente
o brigue americano Rrasiliense e tem excel-
entes commoilos para passa^eiros. (3)
2O hiato Flor de l.arnngeiras segu viaem
impreterivelmente no dia 22 do corrente com a
carga que tiver a seu bordo; quom quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife loja de fazenda n. 37. (5)
1 Para o Rio Grande do Sul o Porto Ale-
are segu em poucos das o veleiro brigue
Argos, recebe alguns escravos a frete, o tem
supriores commodos para passageiroj : quem
pretender pode dirigir-se a Amorim Irmaos ;
ra da Cadeia n. 45.
Leiles.
No dia 8 do corrente pelas doze hora da
manhaa tem lugar o leilao dos bens do falleci-
do Francisco Bizerra de Vasconcellos na ra na
Guia do bairro do Rocife na mesma casa ordo
habilitava o mesmo fallecido.
O corrector Oliveira far leilao de exccl-
lente mohilia consistindo em cadeiras do jaca-
randa envernisadas bancas de jogo e sof*
dito commodas, leitos, armarios, guarda-ves-
tidos, leitos. mesas de jsntar Ac. e urna cadei-
rinha da Babia, assim como de nm apparelho
de prata para cha e mu i tos outros objectos:
sexla-feira 9 do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa, na casa de quatro andares na ra do A-
morim, pertencente ao Exm. Senador Manjel
de Caivalho.
1 =Do estabelecimento de torneiro e do
restante de urna mohilia pertencente ao mesmo
estabelecimento.haver na ra da Cadeia do bair-
rode Santo Antonio n 14, no dia 8 do corrente.
as 10 horas em ponto. (5S,
1Leilao,que,pertcndefazerS.S.Tasso Jnior
por conta de quem pertencer, de 30 barricas de
cerveja quinta-feira 8 do corrente as 10 horas
da manbaa no caesd'Alfandega. (4)
Precisa-se alugar um sitio que seja perto
da praca, e que tenha banho : quem tiver di-
rija-sea ra de Hurtas no sobrado de um andar
n.66: na mesma casa engomma-se.e lava-se por
commodo preco.
Precisa-se de um Portugnez para feilor
de engenbo ; na ra do Collegio.casa n. 13,
ou no engenbo novo da da Muribeca.
- Precisi-se de um caixeiio que tenha bas-.
tante pratica de venda, e que seja pessoa capaz;
entrando com algunu pequea quantia, se Ihe
dar inleresse na mesma, ou do contrario ficar
por ordenado; quem es ti ver nestas circunstan-
cias dirija-se a venda do Livramento n. 38, que
achura com quem tralar.
1 Quem quizer dar dous moleques capti-
vos ou lorros, para aprenderem o ollicio do
oleiro do roda ficando depois trabalbando u
bom jornal^na mesma fabrica pode procurar
na ra da Florentina casa n. 16, para os con-
tratar. (6)
- Com esta sao quatro vezes, que se roga
encarecidamente ao Senhor Francisco Jos da
Silva Pereira professorde primeiras lettrasdo
Santo Amaro Jabn t o, para ter abondade de
dirigir-se a ra do Cabug lojas de Pereira
Guede, a negocio que nao ignora.
Precisa-so de 200j000 a 300S000 ajuros
por tempo de seis me/es, hjpolhecando so pa-
ra seguranca urna casa terrea livre edesembara-
(ada quem Ihe convier annuncie.
Aluga-se urna casa na ra da Alegra com
commodos sufficienles para grande familia, eo
/gl seu preco muito mdico; o na mesma tam-
bem se vende cera de carnauba em porcoes e re*
talho; na iuu Direita n. 16.
=iAluga-se urna casa torrea, na ra atraz da
Matriz da Boa-vista : a tratar i.a ra do Cama-
rao n. 7.
Precisa-se oito sacadas de pedra de boa
qualidade em bruto; a tratar na ra Bella so-
brado n. 37.
3Joaquim Gomes da Silva subdito portu-
gus, retirase para o Rio de Janeiro. (2)
2 Joaquim Jos da Costa Pinheiro. sub-
dito Portuguez retira se para o Rio do Ja-
neiro. (3)
2 Quem precisar de um cont de ris a
premio de dous por cento ao mez sobre bypo-
theca ou sobre ouro e prata (tambem se dao
pequeas quantias); va a Camboa do Carmo n.
3 : tambem compra-se um escravo quo nao
tenha achaquo algum c que seja moco ; quem
tiver annuncie por esta folh.i. (7)
2 Correm-se folbas tiro se passaportes
para dentro o fura do imperio, e despacho-se
escravos tudo com brevidade e preco muito
commodo : na ra do Rangel n. 34. (4)
2 I ABRIGA DE RAPE'VILETE.


Avisos diversos.
Arrenda-se o segundo sitio que fica a
esquerda ao entrar no beco que ha na estrada do
Pombal muito vizinho a esta cidade com ca-
sa de vivenda copiar atraz, um quarto ao la
lo boas trras de plantar e com bastantes
arvoredos de Iructo ; quem o quizer dirija-se
ao mesmo.
1 =iuga-se, por preco coimTiJo, urna casa
propria para agougue em muito bom lugar; a
tratar na ra do Rangel n. 81. (3)
1 --No da 31 de Julho prximo passado ap-
pareceo urna preta na venda de Joo Luiz Ma-
chado, na Passagem-da-Magdalena pedindo
ihe troco do urna sedula do mil ris, e pegando
nella vendo ser de muito avultado valor, pergun-
toi a preta de quem era,equem Ihe tinbadadoa-
quelle dinheiro : disseser de Manoel Antonio
ile Jess, o o dinheiro ser do feilor: aprehend
e disse-lhe que mandasse c o feilor : e como
defacto veio dizendo ser o dinheiro da preta que
o linha achado enlreguci-lhe passando-rne
elle um recibo : quem se julgar com direito a
pile dando os signaes he entregare) o dito reci-
bo para o feilor o entregar | \
Deseja-se fallar como Senhor Ricardo
Antonio Vianna a negocio de inleresse; na
ra do Livramento n. 6.
1 O Dr. Pereira mudou a sua residencia da
ra do Rangel, para o primeiroandar da casa n.
59 da mesma ra. (Z)
1 Um empregado geral deseja rebater al-
guns mezes de seu ordenado com vantagem
favoravel, quem quizer fazer negocio ; tra-
tar no becco do Lobato n. 18. (4)
=0 Corretor Francisco Gomes d'Oliveira
embarca para o Rio de Janeiro um seu escra-
vo por nome Jos idade de trinta annos apro-
ximadamente e de naco Angola.
Perdeo-se um boto de ouro, com urna
pedrinba de diamante desde a ra do Crespo
ita ra Nova ; quem achou queira annunci-
ar, que se Ibe gratificar.
A superior qualidade do rap Vilete, J-
bricado ao estilo de Franca que tem merecido a
estima publica, por ter, alm de um bom aro -
ma,um especificojdemuitaspessoasreconheci-
do contra as dores de cabeca, feridas de nari-
/.es e toda a qualidade de defluxes, e possue
o maior grao de durago de que be incapaz es-
te genero para leexportaco. O fabricante se
obriga a satisfazer qualquer reclamaco como
expressamento o declara nos botes do mesmo
rap. Os depsitos sao no Atierro da Boa-vis-
ta n. 14; ra Imperial n. 209; ra do Quei-
mado n. I4;e ra da Cadeiado Recife,n.31(14)
2__O abaixo assignado, propietario do enge-
nii'i ''.ili.iM^a na freguezia d Ipojuca avisjT
( para que nao se allegue ignorancia1) que o si-
tio Galega foi desmembrado d'aquello enge-
nho com o onus de nao se vender senao ao se-
nhor d*aquellcengeuho: de plantarem-se canas
bastantes para moer n'aquelle engenbo e de
nao se negar cousa alguma que precisa seja ao
mesmo engenho. (.) que foi confirmado por
accordo da Belacao desta provincia c tam-
bem que j comprou urna parte do dito si-
tio. Paulo Jos Pereira SimOes. ("12)
2 Aluga-se o segundo andar do sobrado
n. 9 da ra do (Jueimado ; a tratar ta loja
do mesmo sobrado. (3)
2 = Fazem-se flores do todas as qualidades
iaiiio para ra como para a praca, de panno,
de peonas caixos para Igrejas, ditos para car-
rocas, fustoes, palmas etc por muito commodo
prego,na ra do Rozario da Boa-vista n.48 (5)
2 = Fazem-se camiz. s de homem vestidos,
de Senbora, marca-se, lava-se e engomma-
se com aceio ; a tratar na Boa-vista ra da
Mangueira n. 18. (4)
2 = Na ra da Praia n. 66, ha superior
farinba de mandioca e vende-se por preco
commodo (3)
Pede-se por especial obsequio ao Senhor
quo foi na sexta-feira 12 do corrente pelas 7
horas da manhaa, ra Augusta n'umacasa, e
tirou d'urna carniza que estava sobre a cadei-
ra um bolao nao pequeo d'ouro ecravado
de diamante, talvcz por cassuada, tenha a bon-
dade com a mesma cassuada ir au mandal-o en-
tregar as Cinco-pontas venda n.ll: do contra-
trio declarar-se-ha o seu nome :


osa
wmMMMH
mh
nruu*.- -* **-.*
Gros-didior mestrcdc OTChet- '
i tra am varios tht'atros do Pariz, '
/^ o de Nevv-Orleans director da .
$ mosteada capella de Versailles,
.avisa que, a V 7 ^\WJ"sc^ respeitaveis pessoas desta
Tri^f cidade, nacionaes eestrangeiras
''''p tem resolvido flxar-se em Per- '
nambuco, onde se prope a dar lices de rabera, i
rabeco ( violoncello ) o flauta por um me- 1
thodo. que tanto tem de prompto como de fcil;
tamhem se olTerece para afinar pianos com toda
a perfeicao ; a sua morada he na ra Nova n.
23, sobrado da travesss da Camboa-do-Carmo.
Precisa-se alugar um m<>|eque de 12 a
1; annos para o servico de urna casa ; na ra
Nova n. o.
Aluga-seo segundo andar do sobrado da
ruadoQueimado n, 32; a tratar na ra Nova
n. 5.
1Qualquer homem casado sem familia, ou
com pouca familia que estiver as circums-
tancias de ir morar em um sitio na ra dos Pi-
res gratuito s para botar sentido ao mesmo
s to e trazeras portas da casa abertal, dirija-se
a ra do Livramento armasen) de louca i- mu-
lhados n. "20, a tratar com Manuel Muniz de
Souza Borges. (8
-5 Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca lamilla que saiba
comprar cosinhar, engommar o ensaboar ,
dando-se o sustento, e pagando-semensalmenle
confovme o ajuste; na Solidade indo pela Trem-
po do ladoesquerdo n. 42. (6
Quem precisar de urna mullier parda para
ama de casa de homem solteiro ou de pouca
familia a qual so off!rece para todo o servico,
a excepcao deengommado dirija-so ao pateo
da ribeira, na ra da Praca da lurinha n. 9.
Quem annunciou querer comprar urna
farda de guaida nacional dirija-se a ra atrat
ua matriz da Uoa-vista n. 22 ; na mesma casa
vende-se urna porcao de barricas vasias que
fura o de farinha detrito.
Precisa-se de 200$ rs. a premio sobre
hypothera em urna escrava ; no pateo do Por-
to n. 1 :)'., segundo andar.
3 'recisa-se alugar urna preta para servir a
urna casa de pouca familia c vender na ra; na
ra de llortas n. 36;na mesma casa lava-se e
eogotnma-se roupa de tuda a qualidade por
preco com modo. (5
3 Aluga-se o terceiro andar da casa do
Atierro da Ua vista n. 34 c loja do sobrado
dos Quatro-canlos n. 1; a fallar com M G S.
Carneiro Monteiro. (4
3 Precisa-sede dousoflciaes de marcinei-
ro que sejo peritos ; na ra Nova, loja jun-
to a igreja da Conceico. (3
6 Madama Mara modista Franceza mo-
radora na ra do Rozario-estreita n. 19, ten-
do de retirar-se para lora do imperio avisa
por isso a seus fregueses que Madama Laves-
sier desde o dia 8 do crreme lica subslituindo
seu lugar de modista ; e espera por isso que
seus fregutzes Ibecontinenla dar aquello acol-
ibimento que at aqui davo a dita Madama
Maria e visto dita Medama Lavessier ser
muito boa modista como poder mostrar em
qualquer obra de que seja incumbida. (11)
SJobnslon Patera C. leem constantemen-
te a venda taixas de ferro batido e coado ido-
endas de forca de 4 a 6 cavallos baix o alta
pressao ludo por preco comuiodo : na ra da
Madede Dos n. 5. (5)
2Parante o Illm.Sr.Jui/. do civel, na ruc
do Sol no dia 7 do correnle Agosto, lera lu-
gar a primeira praca da casa penhorada a An-
lonir Pinto de Azevedo, sita na ra da Praia n.
43, hypolhecada para sua construccao pores-
criptura especial; quem qui/er arrematar com-
pre';a na dita praca oflerecendo o abaixo as-
signado ao arrematante a pagar Ibe competen-
te meia siza, pela qual be obrigado o dito 8rre
matante, pua assim com m<.is brevidade ser
embolsado o exequento do seu dinheiro (ue
emprestou para construccao do mesmo predio ,
que se pode ver o valor no escrivo Reg.
Manoel da Cunha Guimare* l'erreira.(\\)
2 |)a-se dinheiro a premio mesmo em pe
quenas quantias com penbores de ouro ; na
ra Nova n. 57. (3)
2Alugao seas ojas do sobrado sito na ra
Direita n. 120, com commodos para negocio
e moradia; quem as pretender^ dina-soao 1
.indar do mesmo sobrado. (4)
2 !; Sr. que annunciou no Diario de 5
do corrente querer comprar urna larda de G.
Nacional em bom uso querendo urna quasi
nova; dirija-se a ra da Cadeia do bairro de S
Antonio n. 19. (5_)
2 Compro-sn imagen* wnlhas de todos os
tamanhos, inda mesmo, que sejao usadas; na
ra das Cruzes, loja de pintor e vidraceiro
n. W. (*
2 Compra-so urna escrava que saiba bem
cosinhar, engommar e ensaboar, e esteja tao
somenteacostumada ao servico de casa, nao
excedendo o preco de 360# a 3S0# rs. ; na ra
de S. Theresa, venda n. 25.
Compro-se dous a relo os de ouro de lei
sem feitio ; na ra de Hurtas sobrado de um
andar n. 63.
Comprao-se at 4 duzias de amarello em
pranchfies; na ra Bella sobrado n. 37.
Gompra-se um sellim ingle* ern meiouso;
na ra Augusta no soto do sobrado n. 9.
Gompra-se um braco de balanca em bom
estado se for de Romo& Gompanhia melhor,
um terno de medidas de pao, de meio alqueire
para baixo e uns canteiros de 25 palmos; as
Cinco-pontas n. 32.
Vendas.
Compras
3 Comprao-so ('(lectivamente potes de gra-
xa vasios ; na ra do Queimado n. 61.
3 Compra-se urna farda para guarda na-
cional, que esteja em bom uso; quem tiver &n-
nuncie. (3
2 Compra-se urna corrent6 de ouro para
pescoco sem leitio ; na ra de llortas n. 112.
2 Compra-se, a ppso, qualquer porcao de
dinheiro de cobre velho, carimbado, do que
Ibe chamao'virlta-lndujna ra do Aragao o. 8.
3 Vendem-se muito boas thesouras de
Hamburgo grandes para chapeleiro ou al-
fa ia te euma para ourives, <>u latueiro um
joco de bancas de Jacaranda e ptimas bichas
de Hamburgo ; na ra Direita, loja de barboi-
ro n. 123. (6
3Vendem-se superiores esleirs de Angola,
em porcao por proco com modo; no armasen)
do Sr. Bacallar, defronte da escadinha da Al-
fa ndega. (4
3"Vende-se capim de planta o feiche a
120 rs.; em Olinda sitio de Sebastio Lopes. (2
3 Vendem-se duas escravas urna criou-
la que engomma hem ho perita cosinheira,
e Iavadeira ; ea outra parda cosinha, lava e
cose de 25 annos, ao comprador se dir o mo-
tivo da venda; na ra da Madre de Dos n. 28.
3Vende-se urna negra de 18 annos, de
bonita figura sadia engomma, cosinha, e he
boa Iavadeira; na ra da Cadeia de S. Antonio
n. 25, por cima da fabrira de chapeos. (4
3 Vende-se um trem de bom posto ; a sua
bondade bemfeitoria a qualidado de madeira
estar a vista do comprador ; na ra do Pa-
dre Florianno n. 38, primeiro andar. 4
3Vndem-se urna escrava de nacao Mocam-
bique moca bem apessoada ptima para to-
do o servico de urna casa e he boa lavadeia;
na ra do Padre Floriano n. 38 primeiro an-
dar. (5
2Vendem-se ricos setins lavrados bran-
cos do cores e lisos, sedas e sarjas escocezas ,
laa dita para vestido ede 13a u seda; risca-
dinhos de cores fixas para vestidos, chales e
mantas de seda damascos de todas as cores ,
selliusde patente ditos francezes, sarja preta
hespanhola sapatos de marroquim e de cou
ro do lustro para senhora borzeguins gaspea-
dos e de couro de lustro para homem pannos
linos superiores e ordinarios casimiras portu-
guezas de diversos padrees, brins de quadro,
laes ditas brim trancado brancoe pardo, cha-
peos do Chile cortes du selim para collete ,
lencos escocezes para grvala ditos do setim
preto ditos dcgorgurioe talet, mantas ditas,
lu as |iieias de seda e brancas de algodao com-
pridas e curtas, com dedos e sem ellos para se-
nhora meias de seda para senhora ditas de
agoda cruas para homem e nutras muilas
lasendas francezas e inglezas por mais mdico
proco ; na ruu Nova loja n. 29, de Diogo Jos
da Costa (22
2 Vende-se a armaco e drogas da botica si-
lo as lojas do sobrado da ra Direita n. 1.0 ,
por preco rasoavel, tambem se vende umacou-
sa separada da outra ; quema pretender, di-
rija-se ao primeiro anda do mesmo sobrado.
2 Vende-se urna preta Iavadeira e cozinhei-
ra de 20 annos ; um preto caicnu, de 4 an-
nos um dito trabalhador de enxada ; na ra
da Cruz n. 51. (4
2 Vendem-se h escravis de nacao com
bonitas (iguras, e entro ellos dous moloques de
16 annos, ptimos para qualquer ofllcio to-
dos do boa conducta ; na ra Direita n. 3. \
2 Vende-se um ptimo capote de panno
azul forrado, e multo bom feito, mandado vir
do IUo de Janeiro; na ra Nova loja n. 8. 3
2Vende-se a primeira parte dos sermes
de Fr. Antonio de S. Elisia contendo 20 ser-
mes: na ra do Bangel n. 81; na mesma casa
compra-se o primeiro tomo da ilha incgnita.
2 Vendem-se duas pequeas casinhas de
podra e cal, e um alicoree com 100 palmos de
frente por muito coinmndo pr?co nos Aflo-
gados no lugar do Catuc na boira da estrada
da Varzea : e umborn bacamarte, proprio para
viagem tudo por preco commodo ; na ra do
Arago n. 8. {7
2 Vendem-se 3 vaccas sendo urna con
cria; duas novilhas e um boi de carro ; no At-
ierro da Boa-vista n. 24. (3
Vendem-se sapatcs do couros de lustro pa-
ra homem a 2560 rs. o par; na ra do Crespo ,
loja n 12, da viuva Cunha Guimsraes.
Vende-se um escravo moco ,. gil para
qualquer ofllcio ; na ra da Cadeia do Recile
11. 55, a fallar com Joo Jos de Carvalho Mu-
raos.
Vendem-se redes para viveiro duas ban-
quinhas de angico e 5 cadeiras americanas;
na ra de S. Rita n. 52.
Vende-se cha hisson a -2% rs. a libra e
de S libras para cima a 1900 rs. ; na ra do
Bangel 0. 45.
__Von/io-jo innifrt jos C6ra de c9m*ba ,
tanto a retalho como em porcao, assim como
rap vilete e areiu preta do Bio a 900- rs. ;
calcado de duraque preto e do cores, obra bem
bem feita efdo marronuim trance?: e feito
na trra por muito bralo preco 5 a ra do
Livramento loja n. 19.
Vende-se urna mulata recolhida muito
propria para dirigir urna casa por sua capaci-
dade e prendas engo urna perfeitamente faz
todo o servico de urna casa com perfeico, trata
bem de um doente cosinha e ensaboa muito
bem ; na Solidade, loja do sobrado n. 22.
Vendc-.'e um negro de nacao, de 22 an-
nos bonita figura, sem vicios nem achaques ,
carreiro e com principios de purgador ; na ra
da Gadeia-velha n. 60.
Vende-se urna canoa aberta e3 casaes de
pombos bons batedores ; na ra doCaldeireiro
n. 56.
Vendem-se dous porcos bastante grandes
e gordos ; na ruada matriz da Boa-vista n. 26,
segundo andar.
Vende-se urna negra de 14 a 16 annos,
cosinha e tem mais algumas babilidadrs; na
ra dos Copiares n. 25.
1 Vende-se farinhadt superior qualidade,
pela medida velha bem caculada como medeos
matulos a 2880 rs. e saccas vasias por preco
commodo ; na ra da Cruz n. 5*. (4
1 Anda resta para vender alguns trastes
novos de boa qualidade ; na ra da Crusn. 57,
primeiro andar. (3
1Vende-se marroquim de todas as cores a
1500 rs. a pelleeem duzla a 17# rs. sapatos
de bezerro com pala para homem a 3# rs. e
sem ella a 2400 rs. perneiras de couro de lus-
tro sapatos de marroquim para senhora di-
tos de setim cabecadas rolicas inglezas ditas
de couro de lustro branco e preto bridas de
parafuso e sem elle sellins inglezes e france-
zes estribos de metal branco silhes para
montara talins, cananas, espadas prateadas e
de ferro bandas ricas, barretinas para ohci8es
e soldados, esporas de metal branco ditas de
ac com mola e sem ella chicote de carro ede
estalo por preco commodo ; na ra Nova, lo-
ja n. 5, de Braga & Silva. 15
Vende-se um sellim em bom uso o por pro-
co commodo; na ra Imperial o. 9.
1Vende-se a biblia saarada em 7 volumes ,
encadernaco de marroquim mui rica e por pre-
Co commodo ; no Atierro da Boa-vista loja de
miudezas n. 54. (4
Vendem-se bichas de supprior qualidado ,
por preco muito commodo ; na ra do Quei-
mado n. 14.
Vende-se cera de carnauba de muito
boa qualidade por preco commodo ; na ra
da Conceicao da Boa-vista casa de Bufino
Gomes.
Vende-so um rico e lindo adereco de ou-
ro e brilhantes obra do melhorgosto que tem
apparecido ; na praca da Independencia n. 4.-
Vende-se vinho particular do Porto, di-
to velho do Porto Muscatel de Setubal, Car-
cavellos, Madeira secca Malvasia, licores fi-
nos de difterentes qualidades, azeite refinado
de primeira sorte manteiga ingleza de pri-
meira qualidade em boies de 18 libras cada
um queijos londrinos presuntos inglezes ,
e americanos para hambre concervas inglezas
efrancezas tudo por preco commodo ; na ra
da Cadea-vellia 11. 2.
I Vendem-se barricas com farelio vindas
de Lisboa pelo ultimo navio ; garrafes chelos
de lentilha cousa que na Europa muito se
apre.ssiaj para soupa, garrafes com hervilhas,
ditos com feijao branco tudo muito novo e
por proco commodo ; na ra da Cruz n. 52 (6
1 Vende-se urna escrava de nacao, de 20
annos com bonita figura cose, engomma e
he perfeita cosinheira ; dous moloques de na-
cao de 16 annos pruprIOB para iodo o sor-
vico ; um escravo do nacao com bastante pra-
tica do servico de campo; na ra Direita n. 3. 6
1 Vendem-se paiosde Lisboa muito no-
vos cha hisson volas do Porto a mitacao de
espermacote milho alpista giaxa inglesa ,
bolaxinha americana vinho de Lisboa ; na
ra de Aguas-verdes venda n. 48. 5
1 Vendem-se ricos caivetes de cabo de
ni, rfim de se metler a penna e sabir apara-
da pannos para mesa luvas de caiiiiirea su-
periores pataOlliciacs de linha ; na ra do Ca-
bug lojas de fazendas (rancezas e inglezas ,
de Pereira $ Guedes. (6
1Vendem-se 4 pipas e 9 barris com cera de
carnauba, por preco commodo; na ra da Ca-
deia do Becife u. 43. (3
1 Vende-se melado de urna casa terrea,
com quintal e cacimba na ra da matriz da
Boa-vista n. 13 ; a tratar na praca da Boa-vis-
ta n. 10. (4
Vende-se um pardinho muito bom para
pagem do 14 annos, sem vicio algum ; no se-
gundo andar do sobrado defronlo do quartcl
de polica.
Vende-se rap de Lisboa o melhor, que
ha no mercado, tanto em libras como us oita-
vas; na ra do Collegio loja n. 4, do Mene-
zes Jnior.
Nicolao Rodrigues da Cunha vende cal
branca e preta por preco commodo no seu
armasein da ra da Florentina e na sua ven-
da da esquina da ra do Mundo-novo n. 10.
Vendem-se barris corn azeite de poixe, cha-
rutos de superior regala, Napoleao o fama ;
e tumo em folha de primeira sorte para charu-
tos ; no Forte-do-Mattos, ra do Codorniz n.9.
Veridem-e dous pnrovos p^cas, um rno-
lequecrioulo de 12 a 13 annos, o um mulato
de 16 a 18 annos, ambos leem ofllcio para
fra da provincia; no Atierro da Boa -vista t
oja de ourives n. 61, de Jos Igoaeiejdo Monte.
__ Vendem-se duas mesas grandes le pinho,
proprias para loja do lasendas, ou de erragens;
na ra do Queimado n. 13.
Vendem-se cortes de chita franceza muito
fina a 35<>0 rs. ; as lojas 8e Gulibarme Sjtte ,
na^rua do Queimado rs, 11 e25.
Vendem-se 3 pranches de pao d'oleo ,
com 10 taboas de costado ; na ra Bella so-
brado n. 37.
__ Vende-so por 6# rs. urna banda nova de
seda ; as Cinco-pontas n. 82.
1Vende-s urna das melhorcs vendas por
ser no pateo de S. Pedro n. 1 ; a tratar na ra
; do Livramento n. 38. 3
Vende-se retroz do primeira e segunda
sorte farinha de Trieste, france/a e amarira-
na em barricas o meias ditas; bichas boas che-
gadas. ha pouco, de Hamburgo, toalhas e guar-
danapos do panno de linho fechaduras para
portas do armasens ; na ra estreita do Boza-
rio padaria n. 13.
Vendem-se arcos em rodas e em feichos ;
na ra Nova do Brum ; armasen do Antonio.
HenriqucBodrigues.
. Vendem-se caixinhas com 6 pocas de mu-
sica modernas oculos de ver ao longo do to-
dos os tamanhos, vidros paraos mesmos, ditos
para nariz pedras de cristal, alicates rodi-
nhas de imprimir, roblos pequeos, compas-
sos, massaricos de Ierro, micoscropios, the-
souras o martelos para ourives limas sorlidas,
tornos de mao fiHieres para ouiive.--, palma-
torias de tarracha bruxollas, pincas, buriz ,
caixas de ierro para tirar dentes barmetros,
ariometros cadilhos de pedra relogios de
ouro e prala ditos de parede transclins, cor-
rentinhas c aifinctes de ouro cordes do bur-
i ha com passador do ouro castii;aes de cas-
casquinha o oulros mu i tos objeclos diver-
sos ihegados ltimamente de Franca ; na
praca da Independencia, loja de Justino Me-
ro ; na mesma loja se conceitao instrumen-
tos malhematicos.
1 Vendem-se apparelhos para cha, de por-
celana dourados e pintados ditos azuos e do
outras cores apparelhos para autor azues o
de outras coros mangas de vidro lapidadas o
lisas, garrafas do cristal lapidadas para vinho,
compotoiras para doce de Cristal e lapidadas ,
copos para agoa ditos para coi veja ditos pa-
ra Champanhe e outras muilas fasendas por
proco mais commodo do que em outra qual-
quer pale ; na ra do Livramento n. 6. (10
1 Vondem-sc sedas lavradas brancas e do
cores ricas mantas escocezas para senhora ,
luvas de pellica rom guarnicao e curtas para
senhora ditas brancas ede cores pura homem,
chales e mantas do seda matizadas, chales de
laa do bonitas cores a 40()0 rs. ricas ca pellas
e ramos de flores de laranja rico jarros com
flores, bandejas guarnecidas docasquinha, lou-
cadores bengalas finas de canna chapeos
do sol para homem e senhora, perlumariasfi-
nas crep do todas as cores nara chapeos e
vestidos, sortirnento decalcado para senh ra e
meninas, e outras multas lasendas de goslo,
por prtco commodo ; na ra Nova loja 11. ;6,
de Jos Francisco Mamede do Almeida. (15
Vendem-se Nielas do soda preta de peso
para sehora e meninas, sapatos e botina de
bezerro para meninos, sapatos decordavao pura
senhora com fitas e sem ellas ditos de du-
raque pretoe de cores com litas e forrados de
pellica bollos de duruque com ponta de lus-
tro e sapatos de duraque para meninas, sapa-
llos de couro do lustro para homem, chiquitos
de marroquim obra folla em Lisboa meias
e luvas de la para homem e senhora pentes
de alisar o do Ufar piuio de difterentes le
tios, lacas do martim e osso para lechar carias,
ligas de seda e burracba, pentes de taitaruga e
de chifre para prender cabello suspensorios de
seda para meninos tranca para farda e volta
de padres ecovas inglesas para falo, cabello e
denles, col Iteres do marfini para tirar rap,
um completo sorlimcolo de oculos e vidros pa-
ra os mesmos brancos e de coros galao de
prata fina para chapeo e farda do pagem latas
com calda de tomates e a planta do Lisboa em
ponto grande; na ra da Cadeia 11. 15, loja do
Bourgard.
Vende-se para lora da provincia urna ne-
grinba de 15 annos cose engomma e trata
to urna casa du bonita figura ; na ra da Flo-
rentina n. 2
Vende-se um sellim inglez, palente com
pouco uso tendo todos os proparos ; na ra
Augusta (i. 5S.
1 Vende-se azeite de coco de superior qua -
lidade a 2240 rs a cariada e a 320 rs. a gr-
rula e mn viveiro proprio para criar canarios;
na ra do Livramento venda n. 38.
Vende-so um transelim lino com passa-
dor proprio para relogio um annelo com
um grande diamante um alinete com dia-
mante para abertura ludo de bom ouro e por
preco commodo ; na Solidado indo pola Trom-
pe n 50.
Vende-se urna negra de nacao Angola, co-
sinha o he boa iavadeira e quitandeira ; na
ra da Gloria n. 88.
IVende-seum escravo de naco, de SO an-
nos bom trabalhador do enxada o pioprio
para trabalhar em sitio; as Cinco-pontas n 90
RkCIPI H&TtF. D3 Mt UlitAUtA.1844


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