Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05165


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Full Text
T
Armo de 1844.
Sabbado 5
de Agosto
0 I.'iaRlo poMifla-se todos i diasque nao forero MBii^M^OI o prego ds S5:ijr.;;ul
he de lies mitra, lor quartel pa grade, dos que nfin forem raiSo de SO re por linha. Aa reclamacoes derem ser diri-
gidat la frp., ra das tirares n. !;4 ou a praga da Independencia toja de Troan. 6 e H.
PARTIDA DOS CORIA EIOS TERRESTRES.
COIlHKa, I ->.iyba, segundase sextas feiras. Rio Grande do Norte, cliega a 8e2ie pal-
lo 6 10 i 24 Cabo, Serinhaen Rio Formeso, Mac.ey, Pono Calvo, e Alagoaa: no i. '
H t jildecada mei. Garanliuns e Konilo a lile 'ide cada mez Boa-rista e Floi -
: -lo. Cidade da Victoria, tiuinlas feiras. Olinda lodos oa das.
I)!AS DA SERIARA.
39 Seg v Marina. And. do J. de I). da '.'.. .
30 le','" '. Rofino Ri-I aiid.doJ. de 11.da 3. t.
1 QuarU i, ClimeO. Aud, do J. de I), da 3. v.
1 Quinta .Pedro, And do de D. d2. y
S Sexta*. Esterfio. Aud do .1 de II da2. t.
.*( Sab s. rolo. Bel. aud do.) de i), da 4. y.
a i)oi< s. Domingoa df GnamiiOi
Atino XX. M. 17*
le-MUgj-'
aaeataaWtaaSaaaaaaBBa1HBMEH
ludo agora depende da mis mesmos. da noasa prada eia, i oiutqio'
tinucm.is como principiamos a aeremos annotado, tom admira
cultas. (Proclamasa* da l.....ihl'a Geral co ir ai.)
entre as pagee man
i ixiioi so mi ; db GosTe,
. f Oara-Moedadi r iOO V.
S^Ureis por franco a N.
ii ii [ isboa 1121 ii IOO de premio I '
j 'ra:a--ralacof>
Moeda de cobre no par. .. tmnaree
dt tetras -!e boaa firinaa 1 a i|l 0|Q u Ditoe ajegici il
aoiupe
l?,0O"J
.700
0,400
1,98
4.'. no
renda
17, 00
9,600
i 980
2,000
1,980
~\
PHASES DA tUA KO MEZ DE AGOSTO.
I-ua eheia a '4 "< I'! mu. da Bianha.
Miagaante a 5 a I iiuraa e i min da oanh. ; Craacenta > i i ,
Preamar de <
| Lu ora a /' as/0 Ii. e ^l min. da larde
I. a .a tarda.
^K
Primairi as 7 lioraa 4'.' min ra
man'; is ( Segunda ai "i boraa a (i minutos da larde
^BtlIaTrll*

-I-- ."!i._
-
>

W4*
-.:".-'':


Goverrio EXPED1EMTE DO DA 30 1>0 PASSADO.
OlficioAo Kxm e Rm. Director do Curso
Jurdico de Olinda participando terS. M. O
Imperador concedido trez mezfts de licenea seni
venciinento, para tratar desua gaude na Crtrle,
ao Porteiro d'aquella Academia Jos Antonio
Fernandos.
Dito Ao Cominandante das Armas sci-
entilicando-ode terS. M. Imperador man-
dado passar para o deposito de rocruta da Cor-
te o segundo Cadete do segundo batalhio de
Artillicria p Theotonio Joaqaim deAlmci-
du Fortuna.
Dito Ao Desemliargador Domingos Nunes
Ramos Ferreira detenninando oro cumpri-
mento de ordem imperial que mande, quan-
to antes, sollicitarcarta do lugar de Juiz Con-
servador dos lnglezes, para que Nomeou o S.
M. O Jmperador por Decreto de "2 d'este mez
rJuiho)
Portara lomeando Sulidclegado da fre
guo/ia de Mor.6s ao Mejor Francisco Xavier Yaz
de Sou/.a Communicou se ao Che fe de Po-
lica.
Olcios Do Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fa/enda transu>it-
t'.ndo, para terern execucao as ordens do
Tribunal do Thesouro de nmeros 139,140,
141, 142, 143, 141, 145, 14G, 147, 148, cipal lrma unta especie de prtico ornado de
que para Ihe dar o nomo que merece, ha de se
Ihe chamar palacio.
Ao lado esquerdo da grande ra dos Campos
ElysiOB, que corre da praea da Concordia ao
arco da Estrella ha un grande espato sem ar-
vores a que os Francezes chamao le Carr Ma-
tigny, o a que cm portuguez se pode dar o no-
nio de ( laro Marigny. Nesta especie de praea
vasia he que foi edilicado o natural palacio de
exposicao, que eu vi sabir debaixo da trra co-
mo por encanto, crescer, avultar e subir, at se
transformar cm urna immensa fabrica, que,
sem os accessorios, oceupa oespaco fabuloso de
22 mil metros em quadro. Os alicorees lio de
pedra e cal; as paredes sao de madeira, o telba-
do he todo inteiro de zinco.
Como apezar da vastidao immensa do edifi-
cio, muitos dos objectos admitlidos nao pode-
raoachar espaco sufficiento as galarias inte-
riores, foi necessario lazer-so urna especio de
supplemento, circulando-o de urna inmensa
balaustrada de madeira, entre a qualeasqua-
tro faces do palacio estao expostos os objec-
tos de rnaior volunte a que a exposicao ao ar
I i v re nao prejudica, e alm disto alguns exem-
piares de ratas melhoradas de animaes domes-
ticos que este anno,pela primeira vez, forao ad-
mitlidos as honras da exposicao. O todo be al-
lumiado por 80 lainpioes collocados sobro ou-
tros tantos pedestaes de ferro coado, e alimen-
tados por gaz.
Por 12 portas se entra no edificio. A prin-
149, c 150.
Dito Do mesmo ao Coronel Jos de Brito
Ingle/ communicando Ihe a sua nomeacao
para o lugar de Commissario-Pagador da
Pagadoria filar d'esta provincia ; e dizen-
do he haja de m miar sollicitar seu titulo na
Secretaria d1 Estado dos Negocios da Guerra
Tambem se communicou a Joao Arsenio liar
boza a sua nomeacSo para o lugar de OfTicial
da referida Pagadoria.
MWgSU'l'J.'i 'g
?
ER
QH<
COUHESPONOENCIA DO DIARIO DE PEKNAMBLC0.
Pariz 20 (te Mato.
PrometU oceupar-me com a exposicao da in-
dustria franceza em um artigo especial. Alguma
cousa direi com offeito sobro a materia; porcm
nao he possivel esperdicar em cousas de mera
curiosidade. o lempo eo espato de que necessi-
to para os acontecimentos polticos quesevao
accumulantlo, e de que lie preciso dar conta, ao
menos quanto ao essencial.
Tambem a industria em Franca tem suas
cortes. De cinco em cinco annoscostuma o mun-
do industrial, tanto da corte como das provin-
cias dar bataneo ao que ganhou nos anuos ante
columnas, que serve ao mesmo lempo do vest-
bulo, prolongando-se em forma de corredor.
O pavimento deste vestbulo he de mosaico de
marmore; c nos lados ha dous saloes de recep-
efio, um para a familia real.outro para recober
os membros do tribunal de admssao, casdo-
pulacoes que a Inglaterra, a Relgica, a Prussia
o outros pi/es aqu mandrao paraexaminarem
o estado actual da industria franceza, ecommu-
nicarem aos governos respectivos o resultado
das suas observacoes.
Passado o vestbulo do que acabo de fallar ,
entra -se ras galarias Ha urna central que he a
maior de todas, o quatro lateraes em correspon-
dencia com as quiltro faces do edificio. A gala-
na do centro be um vasto bazar, destinado ex-
clusivamonte para os productos da alta indus-
tria. He aqu que se acbao as machinas de va-
por, os calorferos, os instrumentos aralorios e
os filtros. Na galaria do norte estao reunidos
todos os objectos de relojoaria .: de joalbara, os
bronzes, os panos, os cristaes, os instrumentos
de ptica o matbemalica e ludo quanto per-
celence as armas brancas e oe fogo. A galaria
do nasjeiite conten quantidades inmensas de
o
loucas e porcelanas, o ludo quanto he relativi
8 papis pintadosaDara ornamento de salas A
galaria do.sul be o objecto da predleccao das
cadentes, e vil approsentar em Pariz ao juizo'senhoras, porque nella he que se acbao todos (
do publico o da Europa o inventario das des- | <>s tecdos preciosos, como chales, mantas c ou- trCodocnme,os meiosde que precisan para
cobertas e melhoramentos da cada lustro. A tros, e todos os primores das fabricas de LeSo. a wer. Esta edjcacao so pode ter lugar por me.o
primeira exposicao deste genero leve lugar em ; de muitas outras do reino. A galana do poen-
lugar nos diflerentes artigos de Noticias lndu$-
triaes, que o Jornal do t'ommercio costuma of-
ferecer do quando em quando aos leitores.
23 de Maio.
Pouco tardou o governo a oflerecer consi-
deracao do corpo legislativo o projecto que pro
mettijra, para preparar a emancipaclo dos es-
cravos. O tlito projecto foi appresontado pelo
Ministro da Marinba Cmara dos Pares; mas
o estado de adiantamenlo em que ja se arlia a
sessao, nao da lugar a esperar que a discussao
possa ler lugar este anno. As disposicoes, de
que a loi consta, tem todas por lim definir di-
urna nianeia irais clara do que at agora os di-
reitos dos sen bores sbreos escravos. Estbale-
cem as medidas necessarias para a repressao dos
delictosdos primeiroicontra os segundos; de-
terminao o sustento destes ltimos, e as horas
que devem trabalhar; promovom entre olleso
cazamento e a instruccnoreligiosa; fundan final
monteo peculio, e estabelecom ao mesmo lem-
po com elle o direito de resgate. Ha em todas
estas diflerentes disposicoes, que o Jornal dos
De/iates arha excellentes sem excepcao, cousas
muilo boas e muito mas, e especialmente as duas
ultimas; porm tildo quanto se podesso dizer a
esto respeito, me parece, por ora prematuro, o
deve (car do reserva para quando tiver lugar a
discussao.
Nodia 18 foi votada finalmente pola Cmara
dos Deputados a loi sobro a rolrma das prises.
A discussao durou porto de um mez; o nos lti-
mos diasdella desappareerao, segundo so devia
esperar, lodos os defeitos, com que o projecto
foi appresontado a Cmara. A excepcao a favor
dos crimes polticos e dos delictos por abuso do
liberdade de imprensa, loi iatroduzida por moo
tle urna emenda,oflerecida por (ustavo de Beau-
mont; a adopgao da pena do deportacao, de que
o projecto nao di/ia palavra, levo lugar dopois
de urna notavel discussao de Odilon Barrot,
quo podo ser tomado por modelo por todoS a-
quellesquc quizerem ao mesmo lempo ser bre-
ves, o convencer.
A deportacao, disse elle, he urna excellen-
te pena, tanto para o estado quo a emprega,
como para o condemnado que a soflre; mas para
quo ella tenba verdadeira ulilidade, bo necessa-
rio nao fazer consistir nella o castigo todo o n-
toiro. J os lnglezes a applicrao desta manei-
ra, a bouverao de arrepender-so. Transportar
para um paiz remoto os condemnados, logode-
pois da condemnatao, he o mesmo que ir fun-
nar urna nova sociedade, dando-lhe por bases o
urime, a ociosidade e o vicio. Para que os con
demnados possa') ser verdaderamente uteis a
si meamos e nova sociedade do que va o sor
membros, he necessario dar-Ibes primeiro urna
educacao, quo ibes faca perder o habito docri-
inc, que os habitu ao trabalho, que os moruli-
soemfim, oque osconvenca da necessidade do
procuraiotn por outros meios quo pela perpe-
1789, e lemeontinuado, quasi sem interrupcao,
at boje.
Para que qualquer descoberta ou inelhora-
mento industrial possa ser admettidas honras
da exposicao be preciso que o seu autor a sub-
metta ao juizo de um Tribunal, composto de
possoas competentes, no qual se decido se o des-
cobrimento deque se trata be com elleito cousa
te, emlim, heoecupada por tudo quanto be re-
lativo a movis, e pelos diflerentes instrumentos
da msica, ; excepgo do pianos.
El-Rei e os Principes tem visitado dillorentes
vozes as galarias. Estas visitas durao, pelo ordi-
nario, horas o horas; poique nao se contentao
rom ver de passagem os objectos expostos; exa-
ininao-os com muito vagar, fazom trabalhar na
nova, ou ainda nao conhocida em Franca, eso, | suirprcsenca as machinas que Ibes parecen,
no caso do sel-o, be digno da distineco que1 mais dianas de attencao; informao se do mere-
para elle se sollicita. Para se poder conhecer, se
osleestimulo.com queso procurou excitar a
cimento de cada cousa. Islo honra a industria,
anima os fabricantes e estimula a todos ao tra-
omulacao na industria franceza, tem pioduzidoj ballio para so fazerem dignos das mesmas hon-
resuitados dignos de atteiuao.a consideracao de ras.
um nico faeto he mais que sufficiento. A pri- Descrever cada um dos objectos expostos as
meira exposicao do 1789 apenas podo reunir galarias, sena con. toda a coVteza mu curioso,
110 exponentos; nesta do 1844 bouve 3,092 mas impossirel. Quem he que podena compre-
admittidos.e mais de melada deste numero que hender descripcao de 3.962 objectos todos
o nSo foro: paraconter os producl is ta ipo- no*os, todos interessantes, a muitos delles des-
sicaode 1789 foisufficiente urna barraca, cons- conhecidos? Apezar disto, talvez em aigu-
truida pressa a um canto da praca do Louvre; ma das correspondencias segumtes taca rapida-
e ,.,.-., n nsao do mais notavel; mas oque hou-
mezes na construccao de urna in fabrica, ver do dizer a esto respeito, tora mais propno
da reclusao cellular. Deportem-se por tanto os
condemnados, a quo esta pena houvcr do ser
applicada; porm smento dopois que, por meio
do um periodo de reclusao cellular, quo pode-
r ser estendido, segundo as circumstancias,
desde o at 10 annos, estiverem suflicienlemen
te preparados para serem na torra para onde vo
o contrario do que forao na torra que abando-
nan. S assim be que a deportacao poder pro-
duzir fruclos d bonr^ao; porques assim beque
esta pena poder produzir a intimid;u o e a
moralisacao, que sao es dous grandes iins de
todas as penas possiveis.
Kstas razos convencern inteiramentc a C-
mara; e pela mosma mam-ira porque a emenda
foi proposta, assim passou.
Parece que o Principe de Joinvilie pretende
entrar decididamente em a d'opposico: e de
ojipositfio nao S"inente contra o governo, seno
anida contra seu pai. Sotado isto he ISo real
- em publico se nos appresonta, lodos o
perguntao, s m que ninguem Ibes responda.
ilha i- tmenle o Standard,
bt-massuvero que sino; porm o que cu ligo e
L
pens he que lutrl angui in herba, o que Dos
sabe que misterios de corte osles sao. O caso
lie que no momento rm que escrevo, nio se fal-
la em Londres e em Pariz de outra cousa, st-
no do um artigo um pouco extenso, intitula-
do Note sur letal des forctt navales en /'ranee,
que todas as folhas publicaran, o quo, escripto
ou nao pelo Principe tle Joinvilie, a ello se at-
Iribue, e por tal (visto o silencio das folhas ofli-
ciaes) be por elle reconhecido e acceitado. A
dita nota expoe, como di/ o seu titulo, o estado
actual da marinba francesa; o dopois de ter r-s-
labelecido de urna maneira sem replica, a ver-
gonbosa inferioridade da Franca rclativamento
a Inglaterra por este lado, aecusa desta vergo-
nba o actual governo, e todos osqueo tem pre-
cedido, os quaes, apezar de lerem todos os
meios possiveis i sua disposico, tem deiado e
deixao o paiz exposto a desastres impossiveis do
prevenir o difficilimos de remediar, se por des-
grana viereni a acontecer.
Ha cousa de vinte e tantos anuos a cata par-
te (diz o escripto) media-so a forca martima
do urna naco pelo numero de velas, de quo a
sua esquadra se compunba: boje nao he assim;
porque, desde que a appiicacSo de vapor entrou
como elemento essencial na mannhade guerra,
mudou inteiramente o padrao porque a dita for-
ca deveaferir-se. So a Franca nunca ptle i-
gualar a Inglaterra em lona martima, foi por
que nunca pode por no mar una tao grande
massa do marujos, visto que a sua marinba mer-
cante llios nao podia dar. Hoja, porm, mud-
rao inteiramente as circumstancias. A for^a
bracal dos marujos podo sor substituida por
machinas, ou porcavallos-vapores; equanto aos
outros elementos de guerra, esses todos a Fran-
ca possue e de sobejo. Segue-se daqui que a
impossibilidadeem que a Franca se acbava o
acba de poder resistir a Inglaterra por mar cm
caso do guerra, dcsapparecera no mesmo mo-
mento cm que a marinba franceza tiver os va-
pores do guerra de que precisa,para poder apro-
veilar lodos os outros recursos de que o paiz p-
dedispor. E possuo a marinba franceza estes
vapores 'J As estatisticas ofliciaes que respondao.
A Inglaterra possue actualmente 125 vapores
de guerra em cxcellcnte estado, e todos os dias
vai augmentauuo esto numero; a Franga possue
apenas 43, dos quaes apenas seis est3o em esta-
do de servir bem. Pensa-se geralmcnto que, a
respeito de guerra, nao ha nutra marinba quo
seja superior a Fran eza, senao a dlnglaterra.
He um engao: por este lado osla a Franca nao
somente abarxo "Inglaterra, senao ainda dos
Estados-Unidos, da Russia, dallollanda, c al
mesmo de aples. .Mas a quo deve ser attri-
buido estado tao vergonbo ? Acaso o corpo le-
gislativo lera recusado ao governo os meios no-
cessarios para mudal-o '.' Pelo contrario: as
Cmaras tem sido a esto respeito tao generosas,
como so poderia desojar; mas o governo, por
inexplicavel condescendencia para com Ingla-
terra, tem despendido em construir magnficos
arsenaes, e grandiosos ostabe'ecimentos para
reparaco de urna marinba que nao existe, as
sommas que deveriao ser empregadas em
aliilhardo vapores do guerra todos esses por-
tos vasios. O resultado desta incuria, be que
no mesmo momento em que a Inglaterra qu-
zcr, liem pode vir incendiar Toulon, como ja
fez urna vez, ou Brest, ou Choibourg, ou qual-
quer nutro porto que queira, sem que a Fran-
ca tenba a mnima resistencia que olTerecer-
llic. E quao diflorente seria ocaso, se a ma-
rinba fanceza podesse dispdr do urna lorca de
vapores de guerra em proporcao com as neces-
sidatles, ecom os recursos do paiz Ncsse mes-
mo instante nao s as costas francozas ficario a
salvo de toda e qualquer entrepresa possivel ;
mas at a propria Iftglalcrra (icaria perdendo
todas as vantagens da sua posifSo insular, ea
confianca que ella Ihe inspira. Aprovadeste
segundo asserlo est as reflezdes feitas C-
mara dos Pares por Lord Wt-llington ainda
nao ha bem tempo. Mudarlo os tempos, dis-
se ei'i- pedindo a Cmara os meios necessarios
para i rra em astado de de-
-(


fensa. J a nossa posicSo insular nao basta
o para defender es numerosos esiabeiecimenios,
e ricos arsenacs, espalbados pelas costas da
Inglaterra ; porque logo que qualquer po-
teneia, com quem estelamos em guerra ti-
n ver suficientes vapores para operar om d-
te embarque, nesse mesmo momento esto ei-
les todos ein risco de se perderem.
Assim oiscorre o Principe de Joinville. ou
alguem por elle no sea escripto e a f que
me parece que tem razao. Desfazem-se os po-
lticos eih conjeeluras, perguntando-se uns aos
outros se a publicacao desta nota leve lugar
com o consentimenlo ou sem o-eonsentimento
d'EI-Rei. As folhas opposicionistas (rancozas,
t todas as inglezas que por esta occasiio tem
feito chover sobre o Real escriptor injurias que
Ihedao honra, decidem-se abeitainente pela
secunda hypothese ; e o Standard adianta-se a
dizer que sabe de scionca certa que Luiz Fi-
lippe lizera todos os esforcos que pode para
embarazara publicacao do artigo, sem o poder
conseguir: cu porm, discorro d'oulra ma-
neira, e explico a cousa por este modo.
<%>ue o escripto Jo Principo Joinville tem al-
guin Gm, be o que se nao pude deixar de sup-
por; e se o tem. nao pude ser outro senao pre-
parar alguma grande mudanca porque a ma-
rinlu ranceza deve passar. Luiz Filippe, pea-
do em todos os seus movimer.tos pela allianca
ingleza, nao poda, com o boni juizo que tem,
deixar de ver a necessidade da reforma que seu
filbo acaba de acooselhar; mas, para fazl-a
possivel, era, primeiro que tudo necessario
nao acordar o ciume d'lnglaterra. Daqui a
publicacao do artigo, que, na mioha opini&o .
he s desapprovado em pubco; daqui o cm-
penbo com que o autor quer fazer ver que, a
respeito de vapores de guerra est a Franca
muito abaixo de quasi todas as naces da Eu-
ropa eat mesmo de .aples. Por este mo
do, em quanto por um lado se desperta o sen-
timento nacional para que possa reagir sobre
os poderes do estado no sentido que se deseja ,
por outro procura-se (azer ver a Inglaterra que,
qualquer augmento que a marinha ranceza
possa ter, tal be o estado miseravel em que ella
actualmente se acba que tarde ou nunca po-
der vir a fazer-lhe sombra. Resta agora sa-
ber se os Inglezes inguliro esta pilula, que he
o que eu nao sappooho : pelo menos a^sim
m o de\e fazer suppor a irritai.au que se apode
'ou de todo o jornalismo de Londres cun a
publicacao do artigo.
J digo que o que acabo de dizer be smen-
te a rniuba opinio particular, a qual est em
absoluta opposicao com o que geralmcnte so
pensa ; mas paia pensar deste modo algum mo-
tivo tenho. Bem me lembra a correcio pater-
nal, infligida por causa da questo do Taily ;
bem sei que ao que agora sediz a exasperado
do Principe por essa occasio foi tal que at
ebegou a mandar ao Ministro da Marinha a sua
demissao, que ao depois retirou, forca de
lagrimas de sua mai; bem vejo o mo humor
com que o Jornal dos Debates recebeo a pu-
blicacao da nota: mas vejo que desde as fes
tas de Maio, anda o Principe de Joinville nao
sabio do seioda sua familia ; e que se vai par-
tir para Rocheort, he menos a titulo de cor-
receo, que para preparar a cquadrilba que
deve transportar seu pai a Inglaterra, l para
o mez de Setembro, e de que elle deve ser com-
mandante. Ora semelbanle missao nao be
castigo, he premio.
Em todo o caso a popularidade de que o
Principe ja tinha comicado a g'sar, desde a
questao do Tailj. augmentuu de una maneira
extraordinaria depois da publicacao da nota.
Bem difieren te tem sido em frica a sorte de
seu irmao, o Duque d'Aumale, que por em-
penbarum combate contra os rabes, sem fa-
zer caso, dos conselbos e do parecer de lodos o
seusofkLcs sabio, apoiico, termelmentccs-
calavrado : unios principios para quem esteva
faiendoo noviciado que o devia elevar ao posto
de Vice-Rei com um milhSo de ordenado, e
anda peiores para quem esperava que as pal-
mas, colindas na Mauritania, Ibe lacilitassem o
caminbo para o Throno d'Hespanha. Dizem
as folbas amigas que o Principe te portara neste
conflicto com um valor sem igual; porm o que
responde a isto o Courrier be que, no caso de
assirr ter sido leve nessa orcssiio o exercito
um toldado de mais e um (leneral de menos.
P. S. As 10 horas da manbaa. No momen-
to em que conclua o artigo que ica lido, mo
chegarao as folhas desta manbaa e com ellas
noticias mu importantes. O Principe de Join-
ville parti hontem para Compigne : dizem
uns que com ordem de nao sabir daquella re-
sidencia sem permissao; dizem outros que ri-
camente para apartal o de Pariz durante a dis
cussao que vai abrir se na Cmara dos Dcpu-
Udof sobre crditos supplementares pedidos
pelo (overno, durante a qual a opposicao se
prepara pata atacar o Gabinete no terreno ja I
laiii.i^ vn/cs !ri!hsdo do Taitv e aim disto
por cousa dos boatos que correin cerca do 5. [
WlIMHlLpCI
2
poming,os, e por causada fraqueza com que
se pretende que o Governo se portou para com
a Inglaterra, ccdendo-lhe sem resistencia o es
tabelecimento que a Franca j tinlia comeca-
do na Nova Zelandia, de que os Inglezes se a-
poderarSo, expulsando os proprietarios france-
zes a quem elle pertencia. Receava se que o
fogoso mancebo levantasse a voz 1o alto, co-
mo da outravez e que isso occasionasse gra-
ves embaracos ao Governo. Oque na reali-
dade ser, sdie-o Dos; mas oqueeuposso
allirmar he que, ha 2 ou 3 dias.forao expedidos
proprios para toda a parto chamando todos os
Deputados Ministeriaes que se 8chao auzen-
tes, e que no mesmo da da partida do Princi-
pe de Joinville, publicou contra elle o Jornal
dos Debales urna invectiva de tal maneira des-
comedida que, para ser tao injuriosa como
as que tem vindo. de Londres falta-Ibe ni-
camente a forma ; (que a respeito de materia,
tem de sobajo). A publicacao da Xota Sobre
" cttado das forcas navaes em Franca he con-
siderada pela fulha ministerialissima como um
racfo que dereser deplorado pelo Principe que
a escreveo, em torno delle e acirna delle.
Foi urna concesso estouvada. eita a urna po-
pularidade engaadora : foi urna indiscrigo
nascida de excessiva vivacidade de rapaz: foi,
n urna palavra um verdadeiro acto de aecu-
sacao contra oGoverno deseu pai, c um acto
que nao spSe em cause urna administradlo ,
senao ainda um reinado todo inteiro.
Ser tudo isto um novo acto da mesma co-
media calculado para fazl-a mais verosmil?
Lu pela minha parte assm o creio ; e a princi-
pal razao he por que vejo que a rritacao em
visto que os ltimos acontecimentos do Haitv
so o motivo desta viagem.
A emenda de Lord Ashley, que, segundo
Ibesdisse, eslava transformada em questao do
gabinete foi rejeitada na Cmara dos Com-
muns por 297 votos contra 139. No da se -
guinte cabio igualmente urna mocao deShar-
man Crarslord, chefe dos radicae, parase
dar maior representacao ao povo no Parlamen-
to. Consolidou-se portanto a maioria que sus-
tentava o Ministerio Pcel o qual se conserva-
r, pelo menos, at as eleicd's seguintes.
Sobre as cousas da Italia, cujoestado he
sempre mui melindroso nao tenho [melliores
noticias que dar. Os insurgentes da Calabria
oceupao as montanhas ; as tropas do Gover-
no esperao reforcos para os poderem atacar.
INGLATERRA.
Caza dos Commnns, 3 de Junho (Continuafo
do debate sobre os direitos do assucar.)
Mr. Gladstonecomeeou por alguns porme-
nores tocantes aos respectivos direitos dos as-
sucares de differentes graos de relinacao Lord
John Russell disse elle devCra de ser um dos
uitimos homens a exprobrar ao actual Governo
a modificago das suas ideias, quaudo elle mes
mo e o seus collegas do Governo transacto ti
nh aofeito tao grande mudanca em seus prin-
cipios desde a sessao de 1840 Maio de 1841 ,
havendo Mr. Labouchere aflirmado em 1840 ,
que a circunstancia da escravaria era tal que
propriamente impeda ser esta questao tracta-
da como puramente commrcial. O nobre lord
acabava de objectar contra pulpitos e pregado-
res na Alfandega ; porm nao tinho elle c
Inglaterra augmenta em vez de diminuir. A- Lord Palmerston erigido pulpitos as cobertas
inda antebontem, 21 do corrente, Lord Beau- dos nossos navios de guerra, e convertido os
mond dizia na Cmara dos Pares. Que tivesse
o Governo de S. M. muito cuidado em n5odei-
xar augmentar de tal modo a importacao de
Marselba e de Toulon, que o Mediterrneo fi-
casse transformado n'um lago francez e por
consequencia arruinado todo o commercio da
nossos ofliciaes de marinha em pregadores con-
tra a escravido na costa d'Alrica ? A respeito
da duvida que se tinha suscitado se o assu-
car de Java era realmente de produco livre ,
elle referi alguns fados concementes cons-
tituicao interna de Java os quaes repellio
Inglaterra com o Levante, e inutilisada a posi- a suppozicao de coaccao na cultura das suas
cao de Gibraltar : possibilidade tanto mais \ Ierras se bem que ainda houvesse naquelle
necessaria de prever, quanto um Principe Fran-'
cez eslava chamando actualmente a atteneo
publica sobre asituacaoda marinha do seu paz,
e fazendo grandes esforcos para tornal-a mais
efficaz. Assim acaba de exprmir-se Lord
Beaumonl; e no mesmo momento em que elle
se exprima desta maneira, publicava o Times
as reflexoes de um seu correspondente de Pariz. ,
que se suppoe ser o Necretario da embaixada
ingleza dizendo : Que era preciso ou deter-
minar por urna vez a Franca que se abstivesse
de semelbantes fanfarronadas, que se nao
erao ameacas, erao injurias, (este determinar
Franca he impagavel) ou elevar desdeja a
marinha ingleza a tal estado que a Franca per-
dosse de urna vez para sempre todas as
lembrancM de poder vir a competir por mar
com Inglaterra.
27 de Maio.
No dia 24 foi adoptado pela Cmara dos Pa-
res o projeclo do Governo sobre a instruegao se-
cundaria com urna maioria de 85 votos contra
paz alguns restos de escravatura meramen-
te domestica. Relativamente ao assucar de
Siam havia com effeito alguma duvida,por tan-
to que nao fosse esse assucar incluido u'esta
redueco de direitos. Em quanto aos outros
paizes cujo assucar era assim favorecido, ha-
via toda a certeza da sua livre produecca. Ti-
nba-seesta noite renovado o antigo argumento
de que vos animaveis o trafico da escravaria pe-
lo vosso commercio de rodeios. Mas era'esse
o syslema que vos nao linheis meios do preve-
nir. Quando se disse a Lord J. Russell. a
respeito do Bill das Fabricas que havia outro
trabalho mais pesado, sobre o qual vos nao
podieis legislar respondeu o nobre lord que
elle nao deixaria de remediar o mal queestava
ao seu alcance porque houvesse outros ma-
les que cstavao lora d'elle. Mencionavo-se
muitas vezes o caf e o tabaco como gneros
produiidos por escravos; mas estes nao erao
como o assucar a causa principal da continua-
do do trauco da escravatura. A cultura do
51. He a opposicao mais forte que o Governo i caf em S. Domingos, e n'outrasjpartes tinha
tem tido, desde 1830, e um terrivel agnuro da | sobrevivido total extincao da escravaria. Mas
sorte que a mesma lei ha de ter na Cmara : entao argumentava-se que seo assucar de pro-
dos Deputados, quando la for. Contra tudo o : duccao livre que a Inglaterra ia admittir, bou-
gem do ministerio sahio o projecto conside- tessem tor assucar produzido por escravos, a
ravelinente melhorododa discusso ainda que Inglaterra animava na mesma proporcao este
nao tanto quanto seria preciso para Iransfor-j assucar de producto nao livre. Ora, esteargu-
mal-o em lei admissivel e justa : este resulta-' ment teria sido igualmenteempregado, ecom-
do porm, foi devido, muito menos aos es- 'effeito o foi contra aquella abolicao da escra-
lorcos do Conde de Hontalembert, que in- i vidao as vossas colonias, a qual se predisso que
tervenvodoCondede Montalivet, c do pro- deixaria um vacuo na produccao; esse vacuo,
prio Duque de Broglie, que, a petar de ter re- disse-ae entao que seguramente havia de ser
digido o parecer da commissao modificou enchido pelas colonias que possuem escravos;
muitas vetes, quando fallou. as ideias que ha- porm a resposta era Se outros sao crmi-
via adoptado, quando escreveo. Se se reflec- nosos nao somos nos os responsaveis pelo seu
te agora que o Duque de Broglie ha urna das1 crme. Cumpre-nos s dar o exemplo de
pessoas mais bem cabidas oo paco.e que o Con- maior moralidade O resultado da exclusio
de de Montalivet pasta pelo amigo mais intimo Britannica do assucar produzido por escravos
de Luiz Filippe. j se v que nao era sem gran- tinha ('(lectivamente sido fazer com que cetsasse
des motivos que eu aflirmava que as disposi- acdtura do assucar em muitas das plantacoes
QoesdeS. M. para com o clero, e o partido ca-i Brazilciras; e a adopcao da poltica do nobre
tbolicoerao as melhores que se podia desejar. Lord reslabelecera essa cultura. Elle argu-
Tem feito aqu grande sensacao o proced-! mentou com alguma extenslo contra a proba-
mento do i onde de Syracusa o qual, tendo bilidade de que os Estados Unidos imporlas-
vndo a Pariz nao appareceo no paco urna s sem o assucar produzido por escravos para seu
vez. Accresce a isto que oi alojar-te em urna consumo a exportassem para da Inglaterra o
hospedara ordinaria, quando. da primeira vez assucar produzido por elles. Elle conceda que
que aqu esteve, selhedeopor aposentadoria o a posico das Indias Occidentaes era summa-
l'alais lioijal. Este procedimento do irmao do mente dicil, c que esta difliculdade seria ag-
Re de aples parece indicio de grande desin- gravada pela medida proposta; mas elle cria
telligcncia entro as duas cortes. que ainda mesmo a conservacao de todos os di
As ulimas noticias, vindas do Mxico, sao reilos no seu estado existente nao as alliviana
muito ms. Santa Anna recusou formalmente da necessidade de passarem pela crise actual ;
dar ouvidos as exigencias do enviado francez o tudo quanto o Corpo Legislativo podia fazer)
que pretenda que a lei que prohiba o com- era ajudar essa ardua passagem a nSo impe-
merciodfl retalho aos eslrangeiros, fossereti- dil-a. Ellas tinbo soflndo muito.com o Ac-
rat,a* to da Abolicao era justo que fossem alten
\qui pasaou Boyer no da 14, e oiembar- didas as disposi^oes geraes; eelle'nao julga-
car no Havre para Jamaica, para oadej,an- vaquea diflerenca de 10 s. de direitos em
tes ddle, linbo partido grandes sommas. Est .favor dai Indias Occidentaes, comparativa-
mente aos assucares ostrangeros, fosse pera el-
las um bnelicio de importancia essencul. E||g.
protestava contra a acccusacao de hypocrisia
(|uc se nao estava alm da latitude do estil
parlamentar, estava fra dos justos limites do
bom sonso. A assocacao anti escravsadora
tao adherentc como era do partido poltico da
Opposicao e tao pouco interessada, quanto po-
da ser, em apoiar a hypocrisia do Governo,
todava cooperoui para aquillo que o nobre Lord
assim estigmatisava como hypocrita.
(Continua)
PEB^Ar^BUCQ
fendimento da Mesa de Iiecebedoria de Rendas
Internas Geraes, nomez de Julho prximo
./indo.
A saber:
Vrosdc terrenos de Marinha___ 33,097
Laudemios................... 25,000
Siza dos bens de raz........... 9:5G,896
Direitos novos e velbos.......... 676,162
Direitos de Chancellara......... 5,'290
Dizima da mesma.............. 258,003
Selofixo.................... 2:198,460
Dito proporcional............. 2:766,320
Emolumentos de certidoes....... 7,040
2." dcima do mao mora....... 473,858
Mea siza dos escravos.......... 22,500
Imposto de lujas abertas.........11 726,600
Dito de seges o carrinhos........ 38,400
Di lo de barcos do interior....... 28,800
laxa de escravos.............. 1:744,000
29:570,473
A saber:
Pertencente aorendimento do anno
corrente..................25:676,718
Dito da divida activa........... 3:893,755
29:570,473
Recebedoria 1de Agosto de lt>4i.O Escri-
vo, Estanislao Pereira de UUveira.
Coffii; meado.
REVISTA NOS RTICOS DO D. NOVO
DE ANTEHONTEM, 1. DE ACOST.
No 1." artigo d-nos o l).-novo a noticia im-
portante de achar-sc concluido o tratado de
commercio com a Inglaterra, e pede Dos
que a dignidude e honra nacional nao tenhao
sido postergadas troco do urna reciprocidade
nominal.
Tambem nos annuncia que a vinda do Gene-
ral Paz ao Rio de Janeiro fra tom o fin de
regular a entrega da praca de Montevideo s
forjas brasileiras. Receia que um pasto im-
prudente nos nao arroje em urna guerra, para
que nao estamos preparados, e confia que o
Governo, sem um accordo com a Franca ea
Inglaterra, nao poderia aventurar um passo tao
precipitado l'ermitta Dos que sejao satis-
leitos os votos do contemporneo; no caso, po-
rm, do Ministerio celebrar um trotado prejudi-
cial com a Inglaterra, earrastar-nos guerra,
veremos o que faz o D.noro. Queia-se 00
segundo artigo que o de P. esteja intrigan-
do com o Exm. Presidente os seus umigosdas
(ileiras liberaes, e nega que tenba fi to S Lx.
acerbas censuras e allusoes insultantes. Pa-
rece que o D.-novo retira as marras imbeci-
lidade, paxorra, incapncidade de gobernar,
criminosa condescendencia, escndalo, tr/tico
ao Governo, sacrificio de um partido generoso
&c e muito louvemos a sua dcilidade, ou
mesmo a contriegao com que se arrepende do
que tem dito. Tambem aceitaremos a expli-
cacao que d, ao y preseiiciarmos quedos o
sacrificio do nosso partido, com quu entende-
mos que se ameacava Presidencia, em razao
de ter isso relacao intima com as exigencias das
demissoes. Breve leremos expleacao favora-
vel do at agora embravamos, hoje, porm,eri-
gimos as demtsses em nome da Patria, do do-
cerno e dos principios.
Todas essas desculpas serao aceitas; at na-
da diremos da intriguinha que o D -novo arma
ao communicante e seus correligionarios, os
homens do partido da ordem, com S. Ex.; por-
que estes nao levao em mira adular o Sr. Mar-
cellino deBrito, nao o teem importunado, nem
precisao de Ibe pedir desculpas eperdoes; fi-
que isso l para os amigos das fiieiras liberaes,
para os que Ibe tomlo todo o lempo em razio
do colleguismo.
O que porern nao podo passar, a negativa
que nao admittmos, he de mo terem sido cor-
religionarios dos homens de Setembro os Sis.
Alves Branco, Atmeida Torres e Ernesto; be
a nica concesso de o ter sido o Sr. < loe Ib o. O
Sr. Alves Branco teguio essa pollina desde
\H8 ate 1842. O Srs. Almeida 'lories o
Ernesto at 181'. I rio>j



T
:is suas votaces o as nomeaeoes, quo receb-
rao dos Ministerios da poltica de 19 de Setem-
bro; o prmeiro d Coneelbeiro d'Estado, o se-
gundo de Presidente de urna provincia, que
acabava dupassarpir urna rebelliao, o o tor-
ce i ro de Ministro em paiz. eslrangeiro; sern lal
larmos na sua candidatura por Minas, quando
a opposicao dizia que o Governo fazia os De-
putados dessa provincia.
Urna negativa miseravel lie que os redactores
D.-novo lizerSo opposicio ao Ministerio de 19
de Setembro de 1837, e aos que da alosma po-
ltica 1 lio saccederSo, remetindonos para os
sen* discursos de 1837 e seguintes. Ora, um
dos redactorus tomn assento em 1838, e disse
logo que o melhor Governo do inundo era o de
10 de Setembro, e vi ja, se quer, que se impri-
mimos tpicos dos seus discursos; o oulro lo-
jnou assento na Cmara temporaria em l8.'i9,ou
18 W depos de ter aqu, na Assembla Provin-
cial combatido o parecer dos Srs. Paula Caval-
canti e Mendos sobre a representadlo, queso
fez contra a lei da intcrpp-taciio do acto addi-
cional.o la (oi semprecoherente com a polti-
ca de 19 de Setembro uto em oppor-so maio-
ridade.
Nao duvidamos que se oppozesse aos Minis-
terios de tranzioao dos Srs. A Ivs Branco e
Galvao; porque a estes a niaiora dos seus pro-
prios correligionarios negou o apoio. Eolio
quem defcndo a lei da interpretacao, quem vo-
ta pela lei da reforma a a defende, quem segu
humildemente os Sis. Paulino o Jos Clemen-
te at o principio de 1843, pode arvorar-soom
Aristarco da poltica de 19 deSetembro ? Quem
cometa a sua vida parlamentar de 18)18 em d-
ante pode citar discursos de 1857 '.' Nao po-
dendo negar v<..ssassympalhias com a anarcliia,
lancais sobro a opposicao feila ao Regente Fei-
j toda a culpa da desobediencia, que se lem
visto no Brasil. Ella data de 1831, e vos a Con
tais je 1830 A opposicao ao Regente era pa-
re, que elle escolhessc bons Ministros, e como
esse hornem emperrado desconhecia, como vos,,
os formas do Governo represenlivo, abdicou por
despeilo, para nao governar com a maiora do
Corpo Lcgislutivo, a qual elle queria sujoitar
sua vontade.
Aleivosamenlo imputis a rebelliao da Ba-
ha aquellos que, em vez de a terom insulTado,
a supplantrao.
Quem foi senao o Ministerio do 19 do Se-
tembro, quoem quatro mezesacabou com urna
rebelliao que abalava todo o imjerio? (,)ueii>
mais que o Bario da Boa-Vista concorro paia
supplantal-a. enviando, com a maior pre.tcza,
essa divisao do bravos Pernambucanos, que all
se colirio de glora sol o commando do Sr. Bri-
gadeiro Jos Joaquim Coelho 1
Ingratos! ao partido da ordem, que deveis a-
gradecor a salvac&o do imperio com a derrota
de Sabino, vos attreveis imputar aquella des
astrosa rebelliao ? Ou antes merece elle vosso
dospeilo por csso triumpho ?
Tornamos a dizer, aceitamos o partido. Fa-
$a o D.-novocom que so domitto o acta Che-
fe de Polica, os Delegados de Goianna, Limo
eiro, Flores, Bonito e Garanbuns, que sao
praiero- mais pronunciados; que o mesmo
succeda ao irm&o da Sr. Barbosa: quo nao
nos escandalisao as demissoos/que se derem
com o lim de pora Polica em mos neutras. -
Bom vemos que D.-novo est gracejando, ou
ontao ficou desorientado na contrieco de seus
jieccados, e confundido por ver que os seusar-
tigos e as exigencia-; das eommissdes lem indis-
poslo S. Esa, com os amigos das /ilc>ras libe-
mes. O nosso argumento IwaJ hominem. Nao
be nossa inlencao pedir demissoes.
No terceiro artigo o )-novo, se admirado
silencio dos partidistas da poltica seguida pelo
Sr. Bario da Boa-Vista, eos conjura pedi-
r ;n suas demissScs, j que S. Exa.,porexi-
gencias em rime da patria, nanas tom dado,
como quer o partido generoso Diz que o pla-
no dos amigos da ordem \encer naa eleicoes,
edepois guerrear o Governo, o chama a isto
bypocrisia. Este artigo est em cootradicclo
com oulro em que se di/ que os do partido da
ordem esto, at pelos peridicos, guerreando o
Ministerio, e se extranha que a Presidencia
consnta asim na libcidade de imprensa.
O ultimo artigo be comunnicado em defezs
dos Bahanos. Dos conserve os praieiros em
tao boas disposit oes com todos OS Brasileiros.
o lance para longo al mesquinlms ideius de bair-
rismo, que o levarlo insultar tantas vezeao
Baroda Boa-Vista, e i acccusa-lo de estran-
geirista por estimar e empregar alguna Babui-
nos. Devenios esta conversSo ao Ministerio de
2 de Fevereiro. Parece pus que o D.-novo poi
termo suas exigencias de demissoes; que es-
t arrepentido do attrevimento com que que-
ria dar lei .V Bu. eque o Eic^lentissi-
moSr. MarcellinodeBrito ja pode governar
conforme o seu jui/o e prudencia, como o
ve um Dele Imperador.
,*f <1 r
ctlfant1
Rendimento do da 2.......... G:908j570
DescarregSo hoje 3.
Escuna ingleza Invinctble diversos gne-
ros.
BrigueConcetcilo de Maria--'u\cin.
Brigue francez.1 ,y Maravinhos.
Briguo americano0rafi7i0fu=farinba.
imORTAQA.
Rrasilienst ; brigue americano vindo de
Balthimorc, entrado no crtente mez a con
signacao de LuizGorr.es l'erreira & C., ma-
Difestou o seguinte
807 haricas c 188 meias ditas com farnha
de trigo, 2 toneladas do chumbo,
55 'A
500
505
papis de crdito.
Compra
7,700
CAMBIOS KM LISBOA.
Em 10 de Junho.
Eloctuado Dinheiro
Amsterdam 45
Hamburgo 50 /t 50 '/*
r (30 d. v. 55
Londres ) ,m .
( 90 d. v. 55 ',.
Genova
Paris
Valor ros metaes e
Objectos.
Pecas de 7.500
Oncas hespanholas 14,250
Soberanos 4,400
Ouro ccrceado 1,900
Dito em barra 27
Patacas hespanholas ,900
Ditas brasiloiras .890
Ditas mexicanas ,890
Prata em barra 28 a 28 '/*
TOEATllO PUBLICO.
O Espectculo publicado por este Diario pa-
ra o dia 4 do corrente, em beneficio de Antonio
Lopes Ribeiro nao pode subir scena por
nao estar ainda capaz de satisfazer ao respeita-
vel publico e aquellas pessoas que com t3o
bom acolhiuiento se tem prestado em Ihe acei-
tar camarotes e bilhetos; icando transferido
para Domingo 11 do corrente.
PUBL1CACO LITTERARIA.
Calera das rdens Religiosas e Militares,
desde a mais remota antiguidadc at nos-
sos (lias.
Este jornal, dado luz na cidade do Porto
por um conhecido Litlerato contera resumi-
damente o que forao as rdens Religiosas de
um e outro sexo=comose lundraocomo se
dividirlo e ramificaroquaes os undadoros-
que vida vivero sobre a trrade que virtudes
se adornara com que boas obras illustrarao
a Religiao e a Humanidade desdo os primei-
ros solitarios que bahilrao nos desertos e
assiin cronolgicamente at nasos dias.
Da mesma forma um resumo sobre as rdens
Militares, que tao importantes servicos pres-
trao Religiao e a Civilisacoque batalhas
pelejrao contra inflisque tantas palmas
colhTode triunphos assignalados e que
(ao elegantemente se trajavao ; accrescendo
ainda que militas destas rdens seguirn as
regras das Corporales Religiosas do que ordi-
nariamente derivavao.
Cadda n.Mem 2 estampas Iluminadas e urna
olha d'impresso. Vinte quatro nmeros for-
mfio um volume que eusta 8;500 rs. s
Snrs. quo pretenderem subscrever para esta
excellente obra, pdem dirigirse ra d'Apol-
lo n. 6, ou ra do Queimado loja n.9 25,
em cujas partes achao-so alguns nnmeros para
mostrar.
vende-se urnaca veis commodos a qual ronde 7,000 ris men- herdeiros dofalecido Manoel Gomes Siquoira
caes, assm tambem um terreno junto a mes- avi/.a-se por annuncio para que quem a ella
ma com 00 palmos de fronte, ou motado desle. tenlia diroitohaja do Ihe poros embargos ateoi-
= Aluga-so o segundo andar da casa n. 32 da to dias depois da publieacSo deste.
ra do Queimado; a tratar na ra Nova; 1 Madama Lavessire modista Iranceza ,
n, 5, I faz snienle ao respeitavel publico que comprou
Aluga-se urna preta para vender na na o estabelecimento d Madamoiselle Debrusse.
fura da praca : quem tiver anuncio ou dirija-se na ra eslreita do Ro/ario n. 1'., aonde se
fl ra nova loja n. ,'iS.
martimos.
3 a: Para a Babia sabe a sumaca nacional
Trezlrmos em poneos dias ; quem na mes
ma quizer carregar ou ir de passagem dirija
se aos consignatarios Novaes & C. na ra da
Cruzn 37. f8)
3 _- Para o Acaracu segu viagein inpreten-
velmente no dia 8 de Agosto o patacho Emu-
laco : recebo carga e passageiros; quem pre-
tender dirija-se a bordo do mesmo a fallar com
o Capitn outom Manoel Goncalves da Silva ,
na ra da Cadeia do Recile : na mesma confir- )
1Na noilo do dia 31 do me/, p.p., pelas
.0 horas, foi encontrado vagando pela
ra doScbo um cavallo do carga com canga-
Iba e cassoaes: quemachar-se com direitoao
mesmo dirija so ao Inspector do qnarleiro da
Trompe. (0)
1 Precisa-so alugar um sobrado de um an-
dar com coinmodo para familia e loja para ne-
gocio prga-so bem sendo ras segoinles ras:
Dnreia, Livramento, paleo do Terco: quem
tiver anuncie. >
- O Snr. ou a Snr da escrava, que o
Snr. Muniz trouxe em certa casa para se fa/er
Letras negocio, o qual nao eIectuou;cuja Snr.a COHS-
41 i; ta morar no mundo novo queira anunoiai a
50 i sua morada para se tratar o negocio com a mes-
55 '"a-
Na ra Nova n J63, he onde seannunciou,
percsar de um sitio que tenha proporcoos pa-
ra ter dez, a doze vaccas de Icito.
Finalmente, nesse artigo olK-novo resume
^ onda por una vez as suas pertencSes acerca das eloi-
7.720 toes, e quer que a Polica va para maos de um
14,350 terceiro neutro afim do conhecer so quem roce-
4,420 be os votos da maioria livremenle, dados. A-
1,920 ceitamoso partido; mas bem veo D.-novo que
271/ necossario que elle exija do Governo. em no-
,905 me da Patria e dos principios, a demissSo do
,900 actual Gliofe de Polica, porque dizor que se-
,900 ro terceiros neutros os Subdelegados, e Delega
dos por elle prnpostos, e quo o mesmo Chele
dtt Polica, alias uns dos Chofes do club da
praia, ho um terceiro neutro entre o partido da
ordem ea pandilha do I),-novo, heumairri-
sao.
1 Arrenda-sc o segundo sitio que lica a
esquerda ao entrar no beco que lia na estrada do
Pombai muito vezinlio a esta cidade com ca-
za do vivenda copiar atraz, hum quarto ao la
do boas trras do plantar c com bastantes
arvoredos do (rucio ; quem o quizer dirija-se
ao mesmo. (7)
1 Aluga-so urna caza cita na ra do CutU-
vello n. 81 com duassallas/dous quartos, co-
zinba fora, quintal murado com sua competente
cacimba de boa agua os pretemientes dirijao-
se a ruado Rosario cstroita segundo andar n. 30
que acharao com quem tratar. (0
Preciza-se de 400:000 rs. a premio com
hypoteca em um bonito escravo icando o mes-
mo em puder do hypotecante u com hipoteca
em um bom sitio; adverte-sc que quem faz a
hypoteca a ninguem deve um real : a procurar
na ra da Assumpcao n. 16.
Arrenda-se urna olaria com bastantes
commodidades na ra do Mondego os preten-
dentcs dirijo-se a travesa das Barreiras a fal-
lar com Jos Antonio Alves da Silva.
Jos da Silva Moreira annuncia ao publi-
co que ninguem faca negocio algum arespoi-
lo da escrava preta crila Manoella que foi de
JoSo Jos de Moura a qual venden a Jos da
Silva Botelho tiesta cidade por que a dita es-
t hvpotecada por aquelle Moura ao annun-
ciante por e?criptura publica, esto oblendo do
Juiz do civelda segunda vara desta mesma ci-
dade mandado d'aresto para ser (cito em a di-
ta escrava o Bot-llio oceultou a dita escrava.
()uem preci/ar de hum bom canoeiro
declare sua mnradia.
1 Furtouse na noite do da 2 docorronte
nos arrecifes lugar ondoso lira podras para o
arsenal de mnrinha sete pices duas ala-
vaneas, duas cunhas um rnarrao a pessoa
quesouber, ou Ihe for ofTerecida dirija-se a ,,
ra de Santa Rita n. 20 que ser bem recom-
pensado. (7)
Aluga-se o armazem n. 108 da ra da San-
zazala Vellia, na ra da Cadeia, do recife caza
n. 58.
= (^uem annunciou querer alugar um si-
lio que nossa sustentar todo oanno, oilo ou
dez vacas dirija se a ra da Gloria sobrado n.
59.
Quem precizarde um rapaz portuguez
para caixeiro do armazem de assucar ou loja
do fazenda inda mesmo para fora da praca di-
rija-se a ra do Vigario n. 27.
Preciza-se de dous oficiacs de marcinei-
acba prompta a Inzer (odas as qualidades do
unidas pelos meliiores (igurins chegados do
Tranca: todas as pessoas que de seu presumo
precisarem podero dirigir-se a mesma casa
que sero servidas con I la a promptido a
aoeio. ,lr
n GroS'didior, mestrede orches-
" | i tra aoi varios theatros de Parx,
''% e de Novv-Orleans director da
.$ msica da capella de Verstiles,
.:. ; avisa quo, accedendo aos dese-
L^Ijiix!!1 respeitaveis pessoas desta
'Hfj*f cidade, nacionaes eestrangeiras
tem resolvido flxar-se em Per-
nambuco, onde se propde a dtfr Iic5es de rabeca,
rabecio violoncello e flauta por um me-
thodo, cpie tanto tem de prompto como de fcil;
tambem se olTerece para aliar pianos cora toda
a porfeico ; a sua morada he na ra Nova n.
>:$, sobrado da travessa da jmboa-do-Carmo.
17 NA BOTICA. E ARM \7.VM DE DRO
GAS, NA Rl ADA MADRE DE DOS, N. I
Vendem-seas preparaeOeseguintes por pre-
di muito comino io e de superior qualidado.
Extracto fluido e concentrado Ihi! da Jamaica.
As muitas experiencias sobre estas prepara-
c6es tem fcito conhecer sabia Corporaeio Me-
dica, quecompooo Collegiode Londres, Edin-
burgh o Dublin ser ella a nica donde se
podem colbor os benficos, o salutares efleitofl
que so requerem nos casos em que se torna ne-
cessaria a indicacSo da raiz de. salsa-parrilha.
V. b, N C.' nao podem deixar do la/er urna
rellexo as pessoas que lizerem uso desta prepa-
ra! o ; que vem a ser o n8o abusarem da pe-
quena quaotidade que prescrevem os praticos
(duas collieres de cha duas ve/es ao dia em ineio
copod'ague) visto cada garrala de doze oncas
conter u virtude de cinco libras do salsa-par-
rilha.
Na mesma casa tambem so vendem tintas, o
todos os outros objectos de pintura ; vernizes
do superior qualidade entro el les hum peri-
tamente branco e que se pude applicar sobro
a pintura mais delicada sem que produza al-
leracSo alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Root de Bermuda ; Sag ; Saboneta! ; Saoao
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras inglezas ; Fundas elsticas do patente ,
Escovas r pos para dentes ; Paslilhas do mu-
riato de morpbina c ipecacuanha ; Azul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de seis
dlits, e do soda ; Pastilhas de bi-carbonato
de soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes UDiversaes do D. Brandreth, vindas
de seu author nos Estados Unidos, &c. &c. (36)
1Precisa-se de um caixeiro quo tenha co-
nLecimeiilo do ser vico Je padaria, a quem con-
?ier dirija-se a linda na padaria da ra do
Amparo. (4)
SOCIEDADE TIII.VTKAL MELPO-
MENENSE.
0 prmeiro Secretario identifica a todos os
Scnbores socios quo Domingo 4 do correlo
mez pelas 3 horas da tarde ha sessiod'Assem-
blea Geral da sociedade na casa das represen-
tan} s no Chora-menino, para cumprimento
da disposicSo dos paragrapbos prmeiro ese-
gundo do artigo 3 "dos lstalutos.
Precisa se comprar una porcaodc traveja-
monto do 32 a 36 palmos de cumprido, e palmo
em quadro, enxameisdo3Ga42,5 polegadasem
quadro;tudo madeira de qualidades,quem tiver
para vender dirijase ao sobrado DOVO no largo
do Parai/o.
1 = O abaixo assignado faz publico que
temootnpolenlcmcntonutorisadoaoScnhorFelis
Bizerra de .Mello Leitao para cobrar as divi-
das de receitoario quo tocarlo ao abaixo as-
signado na dissoluco da sociedade sol a firma
do Bartbolomeu & Ramos.
Jos Mario. Goncalves liamos. (1)
miilado o hiate Eliza.
18)
Avisos diversos.
ro na ra Nova junto a Igreija da ConeeicSo.
1= Luiza Maria de Mendonca fa/ ciento que
no so responsabeliza por qualquer quantia
que Jos Caetano Toxeira tenha foito por seu
nome. (4),
Ouem por engao foi entrege una ca-
nasta de batatas no dia quarta feira querendo
1 = 0 Senhor que se tem oflerecidi a tra-
tar do algumas dependencias judiciaes no Rio
Formoso queira annunciara sua morada, ou
dirigir-se a ra Imperial n. 04. (4)
Precisa-SO de urna criada forra preta, ou
parda para o servido do urna casa do pouca fa-
milia : quem estivor nestas circumstancias:
dirija-se ao largo da Penha sobrado n. 19.
Precisa-se fallar com o Thesonreiro da
Irmandade do Rozario da Boa-vista-: na ra da
Praia tanque d'agoa.
1 = Precisa- se do seis a sello contos de ris
= Aluga-se um segundo andar com um
grande sotao. na ra da Cadeia do Recife p o nasim ue uaiaus no uia quarw ivir i|iiviuiwi -...........- ---------
preco coinmodo ospretendentes dirijao-se a restiluil-a pode fa/er na ra do Iongel venda a premio de um por eento pagando-se todos
mesma ra na loia de chapeos, ou prmeiro j n. 11 queso licaia agradecido. os mezes e d i-se para seguranca predios e cs-
andar da casa numero 4G.na mesma casa cima I Tendo-se justo o contratado urna caza cravos; quem quizer annnucie por esla folba.^4


V I
r.
1
Quem annunciou precisar de dous|pretos
para trabalhar com enxada, sendo anda os
qut'ira dirija-se a ra da Madre do Dos n. 4.
Quem annunciou querer comprar um cor-
reame de lustro dirija-se a ra de S. Hita-
nova n. 91.
Perdeo-se um ponleiro de ouro lavrado ,
da ruado Fagundes ate a do Sangel; quem o
achou querendo restituir dirija-se a roa do
Queimado n. So, que se lhe paga o adiado.
Precisa-se fallar nos Snrs. Domingos So-
rianoPinto, VictorinoFerreira da Silva Mu-
noel Rodrigues Moreira, Sebastiio reixeira ,
Luiz Francisco Campentem Militao Jos dos
Passos. Mauricio Paz Va re la o Francisco Jo-
S deOliveira queirao annunciar suas mora-
das.
Na casa de alfaiate de Jos Joaquim No-
vaes na ra do Queimado que laz frente pa-
ra o largo do Collegio contina-se a ter obras
promptas assim como recebeo-so um sorti-
mento de cortes de colletes de superior quali-
de ; na mesma casa vende-se urna cama nova ,
vinda do Porto.
Precisa-se do um caixeiro para venda,
quetenha pratica e de fiador a sua conducta,
sendo Portugus; na ra da Aurora n. 48, na
mesma casa se vendem 10 barris de > em pipa,
novos o proprios para encher.
*OSr. que pretende comprar urna casa
terrea na ra de S. liento ou na da Boa-hora ,
sendo queira na ra doCoixo, com muitobons
commodos, dirija-se a ra da Cruz n. 26, ven-
da de S Araujo tV Irmos, ou em Olinda, nos
Quatro-cantos a fallar com Jos Lui: Manada.
1 Aluga-seacasa n. 7 da ra do Palacio
velho defronte do theatro novo ; a tratr na
ra da Cadeia do Recite n. 40. (3
Quem annunciou querer comprar barris
com mel de furo, dirija-se a Olinda ladeira
do Varadouro na relinacao de assucar ; asse-
gura-se o mel ser da mcllior qualidade, que se
pode encontrar.
Quem precisar deum rapaz Brasileo pa-
ra caixeiro de loja armasem de assucar, casa
inglesa paracobrancas, poisdetudo lem bas-
tante pratica por ja ter oceupado esses luga-
res ; tamben) se offerece para escrever em qual-
quer carlorio, dirija-se a ra do Cotovcllo n, 1!)
2Quem annunciou querer um sitio com
proporces de poder ter lo a 12 vaccas de leite ,
annuncie sua inorada. (3
2 Marianna Francisca de Oliveira roga
aoSr. J G. T. baja de pagar a meia sisa da
escrava, que comprou, de nome (Iraca a lim
de se poder eliminar da matricula, (i
21>. Antonio de l.ocio e Scilbis, procurador
bastante do Capil.io Francisco de Paula Correia
de Araujo avisa aos propietarios das casas
das ras de S. hita, 8. Jos, Nogueira nicho
da Penha beco do Inferno, e Acouguinhos, as
quaes saoforeiras aodito Araujo, hnjao de ir
pagar os foros e lademeos queestiverem de-
vendo na ra do Sebo n. 24, e consta ao mes-
mo procurador, que se tem vendido casas o-
reiras a titulo de chaos proprios. (10
2 No dia 3 do crrente lio a ultima praca
peloJuizoda segundo varado civel desta cida-
de por adjudicacao da parte que Jos Roge-
lio Marcellino tem no sobrado de dous andares
e sotao sito na ra Direita n. loo, no valor de
3:000^ rs. (
2 Precisa-sede um rapaz que tenha boa
conducta dando fiador a sua pessoa para
tomar conta de ulna loja de curos por balan-
co; a tratar na ra do Livramenlo, loja de cou-
ros n. 33. (5
= Manoel l'ereira MagalhSes solicitador dos
auditorios desta ciilade partecipa aos scus cli-
entes e pessoas que precisaren) deseu prestimo,
que tem mudado a sua residencia para a ra
estrella do Hozarlo n. 43, segundo andar.
1= A pessoa que annunciou por esta lolha
querer sucia; em-um armazem de molhados ,
senta-las no escriptorio do consignatario G. A.
Dieinlur Brendis ate sabbado 3 do crrenle
j para ser pago.
j 2 Precisa-se de um caixeiro que tenha fre-
guezia de vender pao na ra que se promet-
I te dar bom ordenado ; na Solidado sobrado n.
122. (3)
2Precisa-so de quatrocentos e cincoenla mil
res a juros por seis mezes, dando-se urna by-
polheca sobro um escravo ; quem quizer fazer
este negocio annuncie. (4)
,'!Aluga so um preto canoeiro para tra-
balhar por algum tempo numa canoa: quem ti-
ver e quizer alugar annuncie
3 SOCIED iDE APLLIXEA.
Nao se tendo reunido numero suficiente de so-
dos para a convocacao annunciada para o dia
\Q de Julho ; a coinmissfio administrativa da
mesma sociedade deliherou se fiesse nova con-
vocacao d'Assembli Geral para Terca-feira G
do correte as quatro horas da tarde para se
tractar da reforma de varios artigos dos Estatu-
tos o da nomeacao de vice director visto o
nomeado nao ter querido aceitar. (10)
Compras
3 Compra-se um refe em bom uso; na ra
Nova n. 8. (2
3 Comprio-se eflVctivamento para fura da
provincia mulatas negras, o moleques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova loja
de ferragens n. 16. 4
3 Compra-se um moleque de nacao de 13
a 15 annos, que ainda seja bucal sem vicios
nem achaques e tenha bonita figura ; na ra
Direita sobrado de um andar n. H. (4
3Comprao-se barris de bom mel de furo;
quem ti ver annuncie.
2 Comprfio-se escravos de 12 a 30 annos ,
pagao-se bem ; na ra Direita n. 3. (2
2 Compra-se urna preta quesaiba coser,
eosinhar e engommar que seja moca, tenha
boa figura e tifio tenha vicios no;n achaques ;
na ra da Ciuz n. 54. comprao-se G a S ps de mangabas, plan-
tados em vasilhas que se posso embarcar ;
na praca da Independencia livraria ns. 0 e 8
I Comprao-se dous refes com seus tor-
eados em bom uso ; na ra da Cadeia-velha
n. ')8. (3
do sortlmento do espiritos do todas as qualida-
dos luvas curtas o edmprdas com palmas e
sem ellas a 400, 500, 860, 640 0 100 is., fiias
do n. um e meio a 38o rs. a peca, ditas lavra-
das largas e estreitasa 1000. 1260 o 2600 rs a
peca, papel de primeira sorte azul a 3500 rs.,
dito de maos a 2300 rs. dito de peso a 3# rs. ,
toucadores para cima de mesa a 8500 e $500
rs. luvas de pellica para homem pentes da
prender cabello virados a i>60 rs. ditos sem
o serem a 100 o 200 rs., ditos para desemba-
razar espelhos de damas marroquins deco-
res bons de palhinia a 2'iOe 900 rs. canu-
tilhocrespo e liso, pentes de tartaruga para
marrafa, escovas e pentes com espelho, flores
para chapea o cabeca de senhora bicos largos
na ra do Padre Floriano n. 38, primoiro an-
laT
IVendc-se orna mulata de J". anuos, de
bonita figura com algumas habilidades ; om
preto de 3 i annos canoeiro ; urna preta de
40 annos, ainda bucal; urna moleca de 14 an-
nos de bonita figura ; na ra Velha n. 111. g
1_ Vende-se farinha de mandioca, de su-
perior qualidade chegada da Babia, a 2'i0i
rs. o alquelro da medida velha ; a bordo da
lancha Flor do Mar. fundeada defronte da es-
cadinha do Passeio. .;
1 Vendc-se um venda no pateo da ribeira,
n. 3, defronte da praca da arinha ; a tratar na'
mesma venda.
Vendas
segundo andar
dirija-se a ra da Penha no
n- 6. (4)
1 Aluga-se a dous pretos para todo o servi-
ro annuindo-se a quaiquer condic,8o ; a tratar
na ra da Madre de Dos n. 4. (3)
1Aluga-se o primeiro andar da casa n 4
no largo do Corpo Sanio, proprio para qual-
quer escriptorio ; quem o pretender pode diri-
gir-se a mesma. (4)
D-te ate 350j rs.a premio de um e meio
por canto com penburesdeouro ou prata ; na
ra Mella outr'ora da Florentina n Al .
1. andar.
si uso importante ao publico.
13 Acaba de chegar urna porcao nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegetaes americanas, sendo
a composicao d ellas inleiramente vegetal e j
to conhecidas ncsla cidade as varias molesti-
as de figado febres rheumatismo lombri-
gas ulceras, escrfulas, eiysipelas, e he o mee
DEPOSITO GERAL
DE MAl.ROQUIftS
DE S l! P E R 1 O H Q U A L 1 D A D E.
Vende se a i,s55o ris a pelle,
sendo escolhida, e iS.sooo rs. em
duzias; na loja de Detlier lobert
& C ra Nova n i3.
3Vende-se solas, bancas, Toucadores ludo
de olio, bancas toucadores de Jacaranda, lava-
torios de amarello, cadeiras para alcova, relo-
gios para cima de mesa, urna rica cama de an-
gico, duas carteiras de urna s face, e una
porcao de saceos vatios proprios para farinha,
ludo se vende pelo preco que se offerecer, no
1. "andar do sobrado du ra da Cruz n 57. (8)
."> Vende-se um sobrado do um andar com
dous sotos a pouco acabado, na ra do
Fogo n. 17, (hilos proprios oqua) rende men-
saimeoie 36/rs. j na ra estrella do Ro/ario
n. 10, lerceiro andar, por cima da botica do
Prannos. ig
2Vende-se um rico violao ainda nao ser-
vido de madeira de Jacaranda ; na ra do
Collegio, laja de marciiieiron. 18. (3
Vende-se um carrlnbo de duas rodas, mui
levo e elegante cornos competentes arreios,
por preco commodo ; na cocheira da ra das
Flores. 14
2Vende-se assucar de todas as qualidades ,
caf moido e em grao tudo por preco com-
modo ; na relinaco no largo do Terco n. 9
na mesma refinacSo precisa-sede um caixeiro.
2Vende-se una preta de nacao, boa cosi-
nheirae multo sadia ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra da Cadeia-velha,
ja de r,ilr;:do n. n. 35.
1_ Vende-se um escravo de nacao Congo,
e estrelles meias brancas e pretas do algodao de 2'i annos ; na ra da Sonzalla-velha n. I3:>,
para homem senhora ditas de seda caetas segundo andar. 3
de marfim e cristal para penna de ac pennas Vende-so urna annacao para venda, ou
de ac superiores retroz sortido rap Meu- bolequim com os seus canteiros por preco
ron.asse e Vilete, fitas para farda cara- commodo ; na ra do Nogueira n. 1.
puca de coros, cuinhas de burracha, thesouras Vende-so urna rica mesa redonda para
douradas e praleadas a tras a 200, 240 e 320 rs., caivetes finos a 200 Cinco-pontas n. 100
e 300 rs. botos para sobre-casaca a 320 rs. a Vende-se urna porcao de azeito de carra-
duzia rame para pescar, pedras de afiar na- pato ; na ra larga do Rosario n. 39.
valhas pastilhas de cheiro para afugentar a Vende-se urna barretina de guarda r.a-
traca grande sortimento de calungas finos e cional em meio uso por preco commodo ;
entre-finos e outras muitas miudesas; na ra na ra de Hortas sobrado de um andar, jun-
do Queimado n. 24, confronte a casa da Ca- to a igreja dos Martirios,
mar. (40 Vende-se um sitio com casa-de bom ta-
2Contina-se a vender agoa de Ungir os manho e arvoredos do fruto bom de se pas-
cabellos e suissas ; na ra do Queimado, lojas sar a festa onde j passarao 8 festa os l)rs.
de ferragens n. 31 e de chapeos n. 33, o me- landeira e Pedro Ignacio da Cunha no corre-
thodo deapplicara dita agoa acompanha os dor que vai para a ex-matriz da Vanea; a tratar
vidros. (a com o mesmo l)r. Cunha.
2 Vende-se bolaxa de segunda qualidade Vende-so um sitio na estrada da Casa-for-
a 260 rs. a arroba ; na ra Direita padaria le com casa de ta.pa pequea o com bas-
n. 40. 3 lante terreno para se fazerem urnas poucas de
2 Vende-se urna escrava de Angola, de casas, pegado ao sitio grande de S. Anna de-
20 anos cosinha, engomma sofrivelmente fronte da casa de Nicolao Rodrigues da Cunha;
e he boaquitandeira; na ra do Pillar em F- a tratar com Joaquim de Almeida Catanho.
Vendem-se um preto de 2i annos de todo
o servico ; urna escrava de 18 annos rco-
ibida, sabendo com perfeicao engommar, en-
saboar e tratar de meninos ; urna netirinha de
13 annos, muitobonia, cose e taz lavarinto;
um mulatinho de 15 annos, proprio para pa-
gem ou ollicio ; um dilo de 2'1 anuos, perfei-
lo pedreiro de toda obra ; una innlata de 22
annos ; engomma com perfeic&o, cose, faz ren-
da e cosinha ; na ra do Fogo ao p do Roza-
rio n. 8.
Vende-se urna casa na ruada Praia n. 17,
travejada ladriihuda com 101 palmos de
(undo e 27 ditos de largo, livres de paredes,
com quintal de perto de 200 palmos, onde tem
um bom telheiro sobre pilares, e poco com
boa agoa ; este predio he proprio para qual-
quer estabelecimento que precise de embar-
que a toda hora, por ter taes proporces ; a
tratar na mesma ou com Heiculano Jos de
Freitas na ra do Queimado. ;10
1 Vende-se, ou aluga-se urna canoa nova ,
queconduz 35 a 'i0 pipas de agoa ; a tratar no
tanque d'agoa de Silva Cardial. (3
Vende-se um bote novo e bom por pre-
co commodo ; em Fora-de-portos ra do Pil-
lar n. 53.
no
00
ra-de-portas n. 29.
Vendem-se bons charutos de regala
botrquim ao p do theatro em caixas de
e 200.
1Vende-so urna morada de casa de um an-
dar na ra do Fogo n. 5 ; a tratar na ra da
Cadeia-velha com Jos Antonio Basto (3
Vendo-se urna vacca parida ha um mez ,
filha do pasto muito nova e gorda; na praca
da Independencia, das 8 horas da manhaa em
diante.
1Vendem-se ricos apparelhos de porcela-
na para cha ditos estampados de diflerentes
cores ditos de mesa os mais ricos possiveis ,
terrinas finas o ordinarias de todos os taa-
nnos, vasos para flores arteficiaes ou naluraes,
ricas garrafas compoteiras copos e clices de
cristal, mangas com peanhas para imagens, de
todos os tamanbos, urna porcao de vidros do
urna a 4 oncas para botica globos e vidro? pa-
ra candieiro de qualquer tamanho e temos de
copos de medida ; no Atierro da Boa-vista, lo-
ja de 5 portas n. 62.
Vende-se a America Septentrional e Me-
ridional ou descripcio desta grande parle do
mundo comprehendendo : a America Bussa,
a Nova Bretanha, a Bahia d'Hudson.o Labrador
Terra-nova,oCanad,os Estados-Unidos,a rep-
blica de Guatimala as Ant'ilhas as Lucaias,
as repblicas de Colombia, do Per, do Chile ,
a Patagonia, Buenos-Ayres o Paraguay, o Im-
perio do brasil, as Guianas um extracto das
viagens ao polo boreal e em fim a Islandia a
Groelandia o Spitzberg #c. com um resu-
mo dadescoberta da conquista e da origem
dos antigos povos de seus costumes
religioes as artes, sciencias, commercio, ma- te a botica de Jos Maria
nufacturas, e governos diversos no seu estado j era gratificado,
actual, as produccoes naluraes curiosidades. o. da 18d
Escravos fgidos

Fugio no dia primeiro do corrento uina
preta de nome Joanna, de naco Gabao de 26
annos estatura baixa, levou vestido de algo-
daozinho azul panno da Costa .- quem a pe-
usos e j Kar, leve a venda do pateo da S. Cruz conlron-
Frcire Gaineiro que
(7
ifiihn n. n dos3n3receo ""!
c., resumo esto lirado ou traduzido dos bis-1 preta do nome Joanna, de nacao Mocambiquo ,
tonadores e viajantes francezes e estrangeiros os tem uns calombinhos desde a testa at a punta
mais celebres at nossos dias; ordenadapor una, do nariz e mais miudinhos portlo o rosto,
sociedade de geographos e Iliteratos, 1 v. em muito lula sem denles na frente da parte su-
oitavo grande ornado de estampas ricaedi-, perior sem pellos alia, magra de 18 an-
cao francesa; livraria da esquina da ra do nos tem marcas de custicos ras barrigas das
Collegio. j pernas, ralla depressa ealrapalhada ; quem a
1Vendem-se borseguins gaspeados para ; pegar, leve a ra do Collegio n. l que ser
homem e senhora sapalos de lustro marro- j gratificado.
quim, duraque e de tapete ditos de urna e
duas palas ciebezerro I ranee/, para homem, bo-
tins dito
1Fugio no dia 11 do passado do cngcnlio
das Matas freguezia do Cabo um escravo de
sapalos de tapeto para homem, bor- nome Melquades, bem preto, olhos peque-
Isegulns do cores a 1760 rs. sapatos ingleses nos e vermelhos naris um pouco afilado, ros-
reentrada baixa ditos de orelha o de costura, I to descarnado, de 2 annos, estatura regular,
multo frescaes u chegados ltimamente pelo
ultimo navio ; na ra da Cadeia do Recife, lu-
lo, ja du calcado n. 35, defronte do cambio. lo
4 I Vende-se urna venda com poucos fundos
2Vende-se o brigue americano frasilien- 'sita na rua da Senzalla-nova n. 16; a tratar
I bor remedio conheeido para o sangue; roga-s-
aos inlermos de provarem este aflamado reine- rua deS. Theresa n. 25.
dio. Vende-se eom seu competente reccituario
em casa do nico agente Joao Keller rua da
Cruz n. 18, e
se, no o, sendo esta a sua primeira viagem ,
construido em Baltimore das mais superiores
madeiras, forrado eencavilhado de cobre be
urna das mais velleiras embarca(5es que dos
Fstados-Utiidos tcem sahido ; a tratar com os
seus consignatarios L. G. Ferreira & Compa-
nliia. (6
2Vende-se urna escrava de nayao de bo-
nita figura cosinha, lava, e he quitandeira; na
(3
2Vendcm-so mantinhas para pescoco a
1000 rs lencos para dito a 2880 e 3200 rs. -
para maior commodidade dos dil(,s Pa,1 al,bira l e "4 rs- > su*pen-
compradores na rua da Cadeia em casa de Joao ^ ^^tSSSl^Tl^ TlZ.T^
Lardoso Ayres, rua Nova Guerra SilvaeCom- |btg cantoM (lltas fr8nceiag e piezas para
panlna Atterro da oa-vista, dalles e Chaves Ullaiate, phosphorosde pente, agoa deColo-
ao preco dn 1 jOOO cada caixinba. (17) rua a 160, 200, 320, 500, 7*0, 80U e 1 SO0 rs. ,
-Quem liver cuntas contra o brigue Belga saboneta a ltiO e280, jarros de porcelana a
na mesma.
Vende-se urna brida 1 coco, um par de
esporas tudo de prata botes e alfinetes de
bom gostoe de bom ouro com diamantes para
abertura ditos para punho cordes de diver-
sas grossuras um arrelicario para pescoco ,
pares de brincos de diflerentes modelos, anne-
loescom diamantes, pipase quarlolas vasias ,
urna batanea e temos de pesos para balcao; as
Cinco-ponles n. 4o.
1 Vende-se um negro bom canoeiro de
meia idade com a canoa por a0# rs.; na
rua do Vigario n. 13. (3
1 Vende-se um trem de bom gosto ; a sua
bniid.uk- bemfeitoria a qualidade de madeira
estar5 a \ista do comprador ; na rua do Pa-
dre llorianno n. 38, primeiro andar. ,4
1 \ ndem-se lima escrava de nacao Mocam-
biquo moca bem apessoada ptima para to-
Rubem riiideiiiiiiido i!i.'v porto queiffl apre- j I28Q r.s; boies de baoba a 190 e 40'.' rs., gran- jdo o servio de urna casa e he boa lavadeiaj
grosso, nao tem barba, quando anda pateca
manquejar pelo movimento que laz tem os
ps algumucousa torios para as bandas e fln-
ge-se maluco ; quem o pegar leve ao ditoen-
genho, ou nesla praca a rua da Gloria n 73 ,
que ser gratificado. (\l
Desappareceo na noute do 27 de Julho p.
p. um moleque de nome Capuc .espondo
tainbem pelo nome de Joaquim de 8 para i)
annos baixo, bastante robusto cor fula, bem
parecido, principia a mudaros denles cun .as
duas piesas de menos na parto superior, quan-
do d-se aprsenla urna cova na face direita,
muito regrista e esperto crioulo, quando es-
appareceo levou calcas e camisa de estopa e
boa do panno azul ; quem o pegar, leve a rua
da Aurora n. 2*, casa de AugQitu Corbett, que
tefe 50 i rs. do gratificacio.
2 Fugio da estrada do Manguinho um ne-
gro velho crioulo, doenle de (rialdade, le-
voucamiss debaeta encarnada ceroulas bran-
cas e urna trousiuba do roupa ; quem o pe-
gar, levea rua Nova loja deseleiro n. 28, 5
RCiF


KrilA. i
i


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