Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05164


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Full Text
Anuo de
ffct*
**
Sexta Feira 2

O Diaf. 10 |iubliea-se lodosos ilni qur n.'in fortn) santificados : O prego di astignatora
lie de irt-s mil rs. por quarlel pagos adiantados. Os aununciosdos assigrtantes sao inferidos
gratis, e o nos c|ue 030 forem raijo de 80 res por linha. Ai reclamaeoe i'irvrm ser diri-
gidas esla 1 >|> ra das Cruies n. 'A ou a praga da Independencia luja de lirrosn. 6 e 8.
.PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiAUN,' i'arahyba, secundase sextas feiras.Rio Grande do Norte, chega a 8 e2> e par
le 10e '4 Caito, Serinhaem. llio Fonnuso, Macej-, PorloCalTO, e Alagoas: no 4 '
i\ o 21 Meada mei. Garanliuns e Bonito a 10 e '4 de cada mei Boa-risia e l'"lor
es i i'-i S dito. Cidade da Victoria, quimas feiras. Olinda lodos os dias.
DAS DA SEMANA.
gfl Sag. Martha. Aud. do J. de D. da 2. v,
3U I'eri-a s, Hofino Re. aud. do J. de D.da 3. r.
3i Quartu i. Ciimeno. Aud. do J. de D.. da 3: v.
\ Quinta s. Pedro. Aod. do J. de D.da 2.
2 Sexta s, Estev.lo. And do J. de D_ da 2. v.
3 Sab. s. l'roto. Re. aud. do .1. riel), da i.r.
i Uoto_ s. Domingos de Gu.-inui.
r-. ... KrsasjH
DIARIO
ae iigosiij
Aiiio XX. S. 172
. Todo agora depende de nos meamos; di nos' prade-icis, iroderag.lo" e energa: eon-
y^t g linuenos como principanos a sereras apuntados cora aioirajao entre as nagoes mau
VU* cultas. (l'roclauag.iu da Atsemolea '".'ral do raiil.)
Cambios sobre Londres '.'5.
i Paria 37U reii por franco
n a Lisboa 11! por 1UU de premi
tfoedade cobre ao par.
Idara d letras da boas firmas \ a
CaMlOS KO DA DE ACOST1,
Oura~Moada de fi,400 V.
ii N.
u de -.UOj
PrataPataooei
l'esoa colummnares
ii Ditos inriiciium
M 10
rnrapra
7,00U
16.700
y,oo
'. ,960
1,98 i
i ,960
ten da
47.-00
jo.yoo
9,600
\ yso
2.000
.yso
PHASES DA LA KO MEZ DE VGOSTO.
La chaia a !4 sos 12 roin. ia manoSa. a l.uinmi a j7 ai 10b. t i$ rain, ds tarde
Miaguante a 5 as I horas e 5 asn da mank. ( CfMOfBte a 20 ai 44 h t $6 m. da tar.le.
Preamar de hoje.
I'rimaira aa C boras e 5 min. da nanhaa. | Seftutda as 7 horas r 18 ailoatOl da larde
lllll limai..... i
. .
0
.i Li -

fft|
disposicooscardeacs, embora se elTectuem algu-
mas modificacoes de detalhe, que sao ordinaria-
mente inevitaveis quando as Cmaras Lcgisla-
COilimandO daS .ArmaS. ; l'vas se discuten estas materias.
expediente uo 15 do comiente. .Sem cntrar om lon8as consideracies econo-
PortariaMandando em cumprimento do m'cas, sem se oceupar com os mritos dos pnn-
Imperial Aviso de 22 de Junbo ultimo, e do clP'os oppostos de restnecao, ou de amplaliber-
oliciodo Exm Sr. Presidente de 13 do cor- dade de commercio e industria, a commisso a-
rente, dar baixa por incapazes do trrico ao Sar- ,,raCando este ultimo declara, que nao julga de-
gento Ajudante Jos da Cruz dos Santos, o Sol- V"" exduir a bem "-tendida proteccao aos pro-
dados Victorino Jos do Nascimento, e Jos ductoros nacionaes. Repelle a doulnna susten-
Ferroira de Lima todos d'Artilharia inspe- a no parlamento brasileiro de que os govor-
, ai'nl om enees, ,i ii nos nao toom autoridade para so ingeriiem acli-
para so ingeru
va e directamente em negocios de industria;
mas estabelece formalmente, que urna nacjio na
sua essencia agrcola nao deve favorecer a in
dustrin manufactureira custa e com detrimen-
to da industria agrcola. Demonstra que os di-
cionados pela Junta de SaJe em sessao de 30
de Maio.
Dita Mandando pelo mesmo motivo lar
baixa ao soldado d'Artilices Francisco Pedro
Ka tes.
Dita Mandando pelo mesmo Piotivo dar
baixa ao soldado do Deposito Feraildo Mar- reitos pesados de importacao recaben om mui-
ues tos casos nos consummidores nacionaes, oque
dem do n 'fi concorrem para estancar diversas fontes de pro-
OfficioAo Exm. Pro-jirJente enviando Iho ducA^-, .
a relaco nominal dos individuos, que recrulo- Adopta po.s na refurma das pautas o systema
dos e voluntarios, ass-^irao praca no mez de dequotas fixasderivadasderasoajeia wlores.cal-
Junho ultimo culados sobre o preco do mercado; cana com
a cobranca dos direitos sobro avaliaedes consi^-
DitoAo me;rn0 Exm. Sr., enviando Ihe o nadas as paulas; c habilita os empregados das
mappa domo-^strativo do n, de individuos que Alfandegas para impugnaiem, nos gneros nao
tivero der^j^ao do servico. de Janeiro a Junho classificados, o preco das facturas que se julgar
destean-,10,para que tivesse a bondaded'otrans- inferior, cobrindo-o com mais 10 por cento,
mitlir a Secretaria d'Estado dos Negocios da ou deaugmentrem o mesmo preco com mais
Guaira m cumprimento do Aviso Imperial dez at vinte por cenlo, para a cobranca dos di-
de 19 de Janeiro do anno p. p. reitos.
DitoAo mesmo Exm. Sr., enviando-lhe
As mercadorias de prodcelo ou manufactu-
omapoa demonstrado dos militare, morios *s 7'"" uo V UU^r"" dT
r, ,, .. ,, i.___ ra portugueza icao contemp adassegunoo as re-
m cada mez no Hospital Hegimental da pro- P" uBuc j j: j eras da eouidadc. Entre outros arniinos, uca
vincia, comdecuracao do numero medio dos *> ...^ M nnrt.\
, ,' j .* ,, _,. entendido que os vinhos communs de Portugal
doentesem cada da, e causas da maior.ou me- m n|ini
. i-1 j i ...,in,r,i nao pagucm maiores direitos do que os vinhos
or mortalidade durante o semestre decorricio, 2 a.ua i,..
a i i i i .a.. Anna< ordinarios de Franca, Hespanba e Sicilia, na-
de Janeiro a Junbo desto anno, a liin do que i>. ; ;mnnriania
v i a k i,n.;0i .iia vendo apenas um augmento pouco importante
Ex. em observancia do Aviso Imperial de iy .. r f. u.m,,t,in
g_ (de 20 ris em caada) nos vinhos communs do
Porlo
Para tornar sensivel a diflerenca basta notar
imperia
mittir a Secretaria d'Estado dos Negocios da
Guerra.
Da ? c- ;r ,,i, que a commis>-ao aronra os seguni uucuu
itoAo mesmo Exm. Sr. inlormandoo .i inmnnono
. i 4 c a o o i ..talhor. aos diversos vinhos em cascos:O champagne
requenmento do 1. Sargento do 2." Latalnao ^^-^
ia .tu i i f ..1.a eAl..M deve pagar 7o0 ris por caadaO rez WU
a Artimaa a pe Manoel Goncalves hobreira r r _...
c i\i i i ,a ,ior.r,m rlsMadeira superior 600 ria, dem musca-
que a S. M. I. supplicava a merc, de o pro-
mover a
capadores
seus serv
nhao, onde foi ferido em combate.
PORTUGAL.
Lisboa, 20 de Junho.
As nossas relagOes commerciaes com o impe-
rio do Brasil, susceptiveis de vaniajoso desen-
volvimento, tem-se conservado em situago pre-
caria pelo systema restrictivo adoptado as diver-
sas disposicoes iscaesdesse paiz, o que ha con-
tribuido para conservar as nossas pautas urna
correspondente elevacao de direitosem variosge-
neros brasileiros. A navegacao resentio-se des-
te estado deslavoravei; as transaccoes tornro-
se menos consideraveis e menos frequentes.
As ultimas informacoes recebidas do Rio de
Janeiro sao de naturesa mais lisongeira. Pro-
meltem urna modilicacao as medidas at ago-
ra em vigor para o commercio estrangeiro, e
denotao que a experiencia tem all mostrado os
inconvenientes insoparaveis dos rigores e das
difliculdades fiscacs.
Por decreto de 17 de Maio do anno pastado,
reerendado pelo Ministro da Fazenda, Joaquina
Francisco Vianna, foi nomeada urna commisso
para reformar as pautas das Alfandegas do im-
perio do Brasil, e tracal as bases o systema de
imposlos, que deve applicar-se, com urna esca-
la lixa, aos gneros importados.
A commisso acaba de concluir os seus traba-
Ihos. Anotar de nao tararan anida obtido a
scelo do actual Ministro da Faz'enda o Sr. Ma-
noel AKes Braoeo, ou a do parlamento bi
.eirOj bo de suppor que so conserveui us
cezes pagaro 200 ris por caada, e os de Sici-
lia 190 ris.
Deste modo acabar o excesso de direitos que
pela actual pauta do Brasil pago os nossos vi-
nhos em relago ao de qualquer outro paiz; o
ser exequivel obter a igualdade de direitos tan-
tas vezes reclamada segundo a verdadeira inte-
ligencia que deve dar-se condicao de sermos
collocados a par das nacoes mais favorecidas.
Oexuoibitantedireito de 240 ris por al-
queire, que actualmente paga no Brasil o sal es-
trangeiro tambem fica reduzido a 120 ris,por-
que se reconhece que as poucas salinas desse
paiz nao podem fornecero sal n cessario para
as carnes do itio Grande, ou para os toucinhos
de minos, e que do actual direito s tirao lu-
cro poucos emprehendedores com prejuiso do
urna numerosa classe de productores, e com n-
commodo de grande parte da populacao.
Em outros artigos de manufactura portugue-
ra conservao-se pouco mais ou menos o direi-
tos at agora estabelecidos; e nesta parte, com-
parativamente secundaria, da nossa exportaco
para o Brasil nio ba favor a esperar ou appre-
benso a entreter por cansa da reforma das pau-
tas desse imperio.
Oxal que nao tarde em converter-seem rea-
lidade o projecto da commisso revisora daS
pautas I Elle nos habilitar para assegurar um
novo estimulo as relaces commerciaes de Por-
tugal com o Brasil, facilitando a esta ultima po-
tencia, em proporio das vantagens que nos
conceder, os meios de multiplicar o consumo
dos seus productos nos neste reino, como em
nossas possessdes d'Asia e frica.
O Govcrnador civil do districto do Angra do hero-
smo Jos Silvestre Ribeiro a lodos os
bemleitores. que lo generosamente acudi-
ro com soccorros aos moradores da villa da
l'iiiiit da Victoria da ilba Terceira c po-
voacfles circumvisinhas por occasio do
terramoto do 15 Junbo de 1841.
Nos amargurados dias em que Dos descar-
regou o seu tremendo poder sobre a villa da
Praia da Victoria c a reduzio a ruinas por
meio de um funesto e horroroso terramoto, er-
gu en a huilln dbil voz para levar a noticia
de lo lastimosa catastrophe aos ps do throno
da nossa idolatrada Rainha a Senhora I).
MARA II, ao conhecimento dos seus minis-
tros do povo porluguez e em goral ao de
todas as nacoes.
A sensihilidadeoa commiserac,ao das almas
bemfazejas foro fortemente despertadas pela
narraco de um acontecimento que offerecia
o pungente quadro de temerosos lances, de
consternadora miseria o de alllictivos desas-
tres. A trra abalada nos seus eixos, tre-
mendo com pavoroso estrondo enfurecida e
convulsa; as moradas dos homens sacudidas dos
seus aliccrces, e anniquilladas em um momen-
to como se innmeras bateras Ibes arremes-
sassem os estragos do canhflo; crcaturas huma-
nas vagueando pelas campias sen tino ater-
radas e cn asylo : ludo isto se afiigurou
imaginarn de quem ouvio o met tristissimo
brado e logo depois decorrerem lagrimas da
mais arden te sympathia cada um se deu pres-
sa em prestar soccorro as victimas daquelle phe-
nomeno borrivel o devastador.
A carinbosa Mai dos portuguezes a excel-
sa I!,'linha e oseu Augusto Esposo nao tar-
daroem franquear os seus particulares cofres ,
donde tantas esmolas tem sabido para infeli-
zes ; os corpos legislativos e os sabios ministros
da adorada Soberana derao zelosos e sem per-
da de um momento as providencias que o caso
pedia : e de um extremo ao outro de Portugal,
em diflerentes pontos do globo se abriro os
thesouros da beneficencia de sorte que mui-
lo em breve, as azas da cardade christaa ,
nos viero alraves do Ocano avultados dona-
tivos, abundantes soccorros.
Grecas generosidade inaudita de tantos e
lo compassivos bemfeitores, eis abi renasce-
ro formosas e lours todas essas povoac.es ,
que ainda ha pouco desafiavo o pranto da com-
paixSo e apresentavo o espectculo da soli-
dodo deserto aggravado mil vezes pela im
presso melanclica das ruinas que as alastra-
vao.
Eu fui testemunha dos horrores do fatal a-
contecimento coube-me o penoso dever de o
fazer publico c de chamar a altencao do meu
paiz sobre a misera sorte dos prejudicados; mas
agora, por urna componsacao benfica da Pro-
videncia incumbe-me tambem a deliciosa o-
brigaco de agradecer os cfleitos da singular
pbilantropia que por toda a parte se desenvol-
veu em benelicio dos praienses e dos seus com-
panheiros na desventura.
Por mim pois, e em nomo de todos os mo-
radores da illia Terceira que receberao soc-
corros por occasio do terramoto de 15 de Ju-
nbo de 1841 venho hoje testemunhar a todos
os bemfeitores a nossa prolunda gratido, pro-
testando que em nossos coracos fica gravada
para toda a vida a suave lembranga dos benefi-
cios recebidos.
Aceitai o almas generosas este mesqui-
nho tributo do nosso recouhecimente em
quanto nos supplicamos ao todo poderoso que
vos conserve a vida e vos libera liso as ventu-
ras que merecis como galardo dos grandiosos
actos de caridade que pralicasleis.
A ngra do Herosmo, 15 de Maio de 1844.
O Governador civil Jos Silvestre Ribeiro.
dirige a Rotterdam
donde seguir para Mo-
i
Extracto do jornaes inglozes at 12 fran-
cezes at 10 de Junho p.
U imperador da Russia einbarcou em Wool-
wich no dia 9, depois de se haver domorado
oito dias em Londres, c parece que S. M. se

Durante a sua residencia em Londres o czar
vizitou muitos cslabclecimcntos diversas per-
sonagens distinctas e foi procurado por muda-
res do individuos das mais elevadas classes ,
mostranrj'O o povo muito entliusiasmo todas aa
ve/es que S. M. percorreo as ras da capital da
Inglaleira.
Houve urna grande revista em Windsor,
onde s* reunirao uns 5.000 homens de infan-
tera cavallaria e art i Iberia commandados
pelo genoral Combermere que executaram as
as manobras militares em presenca 'lo impera-
dor da Russia. S. M. I. decarou a sua sasti-
faco pela boa ordem e rcgularidudo das tropas
britan nicas.
O c/ar a rainha Victoria o principe Al-
berto o rei de Saxonia e a corte forao ao
Iheatro italiano. O publico acolbeu as augus-
tas personagens com extraordinario applauso.
Elogia-se a munificencia do imperador o
as attenedes que inanifestou a lodos os criados
da casa r* >l de Inglaterra. S. M. mandou dis-
tribuir pelos olliciaes mores do paco magnifi-
cas caixas d'ouro para rap com o retrato do
czar circundado do diamantes; outras caixas
de menor valor, anneis e relogios foiao dados
aos empregados de inferior cathegoria o alm
des les presentes deixou duas mil libras ester-
linas para seren divididas pelos serventes.
O rei de Saxonia continuava a visitar muita*
das curiosidades de Londres, acompanhado pe-
lo principe Alberto, e pelos seus camaristas.
Acbava-se om Crown Hotel o principe ber-
deiro do Dinamarca e bavia sido mui bem
acolhido por S. M. a rainha Vitoria. S. A.
tenciona demorar-se em Inglaterra por algum
tempo.
Na cmara dos lords tem-se discutido varias
clausulas do bil sobre a demarcaran da proprie-
dade e o projecto acerca dos bispados do paiz
de Galles.
Na cmara dos communs Iracta-so do bil re-
lativo s igrejas dos dissidentes, ao qual sir
Robert lnglis move opposico.
Em sessao de 10 disse sir Robert Peel. em
resposta a mr. Borthwich que o governo bri-
tannico bavia recebido, de um modo irregular,
propostas em nome de D Carlos, suggerindo
o arbitrio do casamento de seu filbo com a rai-
nha I). Isabel 2.a ficaz de tranquillisar esse paiz c acabar com
a questo de legitimidade no direito ao tbrono.
No caso de se admittir a proposta, L). Carlos
promettia subsecuentemente estatuir os sacrifi-
cios que est disposto a fazer em compensacao.
O governo britannico nao acredita ( accrescen-
tuu sir Robert Peel) que smil han te proposls
concorra no actual estado de cousas em lies-
panda para remover todas as causas de trans-
torno ou para tranquillisar o paiz ; e julgou
do seu dever limilar-se a remetler a proposta
ao governo despanliol, que he a authoridade
propria como representante do povo hespe-
nbol para ser juiz na questo.
Mr. Ewart ponderando os inconvenientes
do monopolio concedido aos plantadores daa
Antilhas inglezas propoz como recurso eflicaz
para o tbesouro como meio de augmentar o
commercio, e de tornar mais commodo o preco
de gneros da primeira necessidade, a abolicao
des direitos differenciacs sobro o call e o assu-
car.
Mr. Boeback sustentou a moco allegan-
do que a (rain Bretanba nao tirava seno in-
commodos das suas possessScs das Indias occi-
dentaes, e que era urgente acabar com um
privilegio que smente aproveitava a um insig-
nificante numero de individuos.
Mr. Gladstone, por parte do governo esta-
beleceu que semprc seria til repellir propostas
para a immediata alteraco do um systema an-
tes de experimentar gradualmente o resultado
que se pode esperar da abolicao dos direitoi
differenciacs. Sustentou que as Antilhas bri-
ta o nicas tem js a especia! proteefio, c que


\ f
o governo nao podia atacar osseus mais impor-
tantes intresses,
A moefio Je mr. Iv.vart u rejeitada por 259
votos contra apenas 56.
0 lord mayor, e outros memhros da munici-
palidad*! de Dublin redigiram urna peticao
rainha Victoria pedindo-lhe a soltura de Da-
niel O Connel e de mais condemnados, em at-
teni.o a falta de justica que julgam baver na
gontcnca.
A renda da associa*;ao do repeal tem aug-
mentado; e um individuo que at aqui nao
fa7a parte da associaco subscreveo com
1.000 libras para pagara multa imposta a
O'Connel.
No dia 10 teve lugar em Londres (depois da
partida do czar' o baile em favor dos refugia-
dos polacos nos saldes de Willis. Parece que
serealisou, na venda dos bilhetes perto de
700 libras esterlinas
1 s jornacs ingleses dedieo especial alten-
gao aos negocios de Argel e Marrocos; e mos-
trao-se hostis aquaesquer pertencoes de con-
quista da parte da Franca.
O doutorWolff que prosegue no seucami-
nho para Bokkira com a pia intenco de res-
gatur se r possivel os dons oliciaes ingle-
ses Stoddart e Conolly bavia obtido huma es-
colta de 270 turco-manos que se obrigaram a
Jeva-lo sao e salvo ao seu destino. O missio-
nario espera encontrar vivos os seus dous com-
patriotas.
O governo inglez deu ordern a alguns regi-
mentos para que se apromptassem para mar-
char ; julga-se que serao dirigidos para a Ir-
landa.
Os fundos porlugue/es na bolsa de Londres
ficavam a 47 e os hespanhoes a 3i- !.
Ll-rei Luiz I'ilippe deu em Versailles urna
sumptuosa unccfin aos 1,500 individuos que
concorreram com objectos para exposicao da
industria. Os convidados reuniram-se as
galeras do museu. A noito bouve theatro em
queforam admitlidos todos os convidados, e
representou-se OEdipe Coloune, a Favort-
te e parle da Muelle de Portici. Nos inler-
vallos serviram-se refrescos com toda a prou-
sao. Os vivas ao rei e a rainha oram immen-
sos durante a noite.
No dia 11 devia a cmara dos deputados co-
mecar o debate sobre os projectos dos caminbos
de ferro. Suppoe-se que em definitiva serao
approvadas as condices do governo posto que
baja bastante opposicao. Assim quasi todas
asemprezas serao dadas as companhias. Aca-
mara dos pares nao ter lempo para discutir to-
dos os rojectos nesta sesso.
O ministro do Brasil apresentou a el-rei Luiz
Filippe as insignias da ordem do Cruseiro de
ue foram nomeados gra cruzes os duques de
(l
pelo im-
Nemours Aumale e Montpensier
perador do Brasil.
As ultimas noticias de Argel, cm data de 2 ,
dao como mui provavel a guerra entre .Marro-
cos e a Franca. O imperador de Marrocos ,
instigado por Abdel-Kader exigiu dos gene-
raes Bedeau c Lamoriciere a evacuacao de cer-
tos districtos nos limites do Deserto fundan-
do se no Iractado de Tafna ao que se recusa-
ramos commandandesfrancezes Emconsequen-
cia desla demoostraco reuniram-sc 15,000
marroquinos em Ouchda commandado* pelo
gibo do imperador a fim de oceuparem os ter-
ritorios disputados viva forca. O general
Lamoriciere achava-se em frente dos marro-
quino: com forcas respeitaveis e marchavam
destacamentos de diversos pontos para o seuquar-
tel general. Diz-se queem Marrocos ja se pr-
gava a guerra santa contra os Irancezes e os
hespanhoes.
De Constantina escrevem que em Biskara
foram surprebendidos e degollados 50 france-
zes, commandados pelo lente Pctit-grand ,
que all licaram de guarnicao. Os habitan-
tes abriram as portas a Mahomed-Seghir, kalila
de Abdel-Kader. Logo que o duque de Au-
male soube deste revs, marchou das monta-
nhas Ouled-' ultan para Biskara onde entrou
com tres mil hemens. U rabes haviam eva-
cuado a praca anteriormente.
Em Toulon reina a maior aclividade na ex-
pedirlo de transportes, e na promptificacao de
vapores e navios de guerra. Diz-se quo o ex-
ordio francez em Argel nao tardar em ele-
var se a 120,000 homens.
A Presse diz que cl-rei Luiz Philipe nao
ir a Londres, e que visitan a rainha Victo-
ria durante a sua residencia na ilha de Wight.
A eleicao de mr. Charles Laffitte pela quar-
ta vez apurado deputado por Louviers, foi sub-
mettida ao examedas commissoes; na primeira
foi rejeitada por maioria de 16 votos contra ',
Mr. Lesseps, ex-consul geral de Franca em
Barcelona devia partir para Alexandria on-
de vai substituir mr. do l.avalette.
Diz-se que passou em Marselha a caminho
para Barcelona um mensageiro da corte de
aples encariegado de traclar do casamento
2
A rainha viuva de Inglaterra ebegou a Ghent
a 5 do corrento sendo recebida com "as hon-
ras devidas pelas auctoridades e a guarnica"o.
Depois de examinar a cathedral e outros edeli-
cios S. M. partiu para Colonia edispunha-
se a continuar a sua jornada para Mentz depois
de alguns dias de descanco.
As camarasljeigas decidiram quo no inter-
vallo dassessoes o governo ficasse authorisado
para effectuar as alteraeaosque julgasse conve-
nientes as pautas das alfandegas.
Segundo a Gazela de Zurich a convocacao
extraordinaria da dieta nao ter logar pelo em
quanto. Ocantao de Argovia annuiuaquese
eflectuasseaconvocac3o ; mas o de Berne
nao insiste attendendo a que no espaco de urrt
mez se abrir a dieta ordinaria.
Km quanto no cantao de \ aris se aprovei-
tam as ultimas vantagens contra o partido ex-
altado para favorecers vistas dos conservado-
res, os representantes de Argovia recebem
instrucees para exigir a expulso dos jesutas
na prxima sessao da dieta.
Kspera-se em Veneza a duqueza de Berry ,
que all tenciona ixar a sua residencia.
Em virlude de urna contenda entre o prin-
cipe russo Dencidoff eo florentino mr. Pitti o
grao-duque ordenou que ambos ossem presos
em Florenca a fim de evitar o duello que en-
tre elles se 8chava proposto.
O Diario de Roma annuncia a ehegnda do
Rei de Baviera aquella capital, debaixo do
titulo de Conde de Augusta.
Das legantes nao ha noticia importante ; mas
diz-se que na Calabria continuao os distur-
bios.
A Gazela de Malta refere que os barcos che-
gados de di fe rentes pontos da costa annuncio
que os insurgentes da Calabria assumirao a
offensiva : atacrfio junto a Paola um batalh5o
de caradores, o bouve seria perda de parte a
parte.
Esta noticia foi levada a Brindisi por um
vapor do governo napolitano que transporta-
\a para aples os feridos que houverao na
accao, e que desembarcarlo de noite.
De aples participio, em 27 do passado,
que augmentava o rigor das perseguices por
motivos polticos. O Coronel Antonini conti-
nuava a estar de segredo no castello de S. Elmo.
O governo prussiano est em desintelligen-
cia com o gabinete de S. James por causa de
varias medidas da liga das alfandegas allemaes,
que paieccm destinadas a hostilisar o com-
mcrcio ingle/.. Lord Aberdcen e o Bariio de
Balow, ministro dos negocios pstrangeiros da
Prussia, tem sustentado urna animada corres-
pondencia a este respeito.
Antesdesahir de S. Petersburgo, o Imperador
Nicolao nomeou Mr. Wrontschenko secre-
tario de estado das finanzas, em substituicao de
Mr. Cancrin, que se acb enfermo. O Czar a-
ceitando a demisso pedida por este ultimo,
conservo!] Ihe o titulo de membro do conselho
do Imperio, edirigio-lhe urna carta de agra-
decimento pelo seu bom servico na reparticao
das finan* as por espado de vinte 6 um annos.
A Gazela de Policia le S. Petersburgo pu-
blicou urna ord. ir para que nenhum dos ha-
bitantes da capital use de vestuario ou de dis-
tiactivos que lhe nao competem. Recommen-
da-sc aos pais de familias que nao deem a seus
filhos uniformes militares ou civis, aos quaes
nao tenho dircito. As autoridades policiaca
fuo encar regad as de vigiar a exacta observan-
cia desta disposicao.
A Gazeta d'Augsburgo referindo se a car-
las de Conslantinopla, diz que os embaixado-
res da Franca e da Inglaterra pedirao a Rifaat-
Pach que restringisse ou abolisse o uso da
tortura como contrario ao actual estado de ci-
vilisacao da Europa e que o ministro ottoma-
no, condescendendo con esta reelamacao, ex-
peilira urna circular aos Pachas dos differentes
districtos prohibindo-lbes recorrer a esse sup-
plicio para exorquir decleraces dos aecusados.
Corria que o governo francez bavia appro-
\ado o procedimento do Cnsul em Tunes, Mr.
Lagau na questao que teve com o Cnsul de
S. M. B. Sir. Thomas Beade, por causa do
castigo de um christo maltez.
Osjornaes dos Estados-Un idos alcncSoat
21 do passado.
As noticias tem algum interesse. O tratado
para a annexacao de Texas aos Estados Unidos
ainda era assumpto de todas as conversaees,
especialmente depois das informaces que o
Presidente Tyler deu ao senado as quaes
mostra o maior cmpenbo em alcanzar a sane-
cao da unio dos dous paizes
O Presidente annuncia que mandou reunir
no Golfo ib Mxico urna esquadra americana
as ordens do Capitao Conner, c que reuni no
forte Jussup, as fronteiras de Texas, urna por-
Cao de tropa sufficicnte para manter o voto de
Texas e dos Estados-I nidos.
Comino que nao lev baver receio de una
guerra por parte do Mxico, ou de qualquer
do, attendendo a queso nao infringem os d-
reitos de paiz algum.
Consta que em Port au Prince houve urna
nova reaeco, em virtude da qual se estabe-
leceuum governo provisorio. O General Guer-
rier (negro) figura frente deste ultimo pro-
nunciamento.
Cartas de Arequipa, vindas por Panam em
data de 27 de Feveroiro, annuncio que Santa
Cruz, Presidente da repblica de Bolivia, con-
segua a sua liberdade. Logo que o governo do
Chile soube que Santa Cruz fra capturado por
Castilla, e das intenges de Ballivau, que pre-
tenda fu/ila-lo envin dous navios de guerra
para reclamar o general capturado, o qual foi
entregue aos Chilenos pelos habitantes do valle
de Moquga. Este successo assegura mais al-
guma tranquillidade s dilaceradas repblicas
da America Meridional.
O enviado americano destinado para a Chi-
na, Mr. Cashing, bavia chegado a Macau a
bordo da fragata Brondywine ; porm ainda
ignorava quando poderia communicar com os
commissarios do celestial imperio.
(Diario do Governo.)
PERNAMBUCO
Rendimento total d"Alfandtq a em Julho
de 1844.
Rcndimento total 101:555,368
Cha50por0/,a di-
nheiro 70,560
50 por",, em
assignados Plvora 50 o/o a di- 813,330 883,890

nbeiro 653,625
Dita 50 p.o oem as
signados 1:141,875 1:795,500
Vinhos, e lquidos
espirituosos a sa-
ber:
48 '/* Por /o a di-
nheiro 1:167,410
48 V pr% eni as-
signados Mercadoriasem ge- 9:780,151 10:947,561

ral a saber :
15 por / a di-
nheiro 11:448,862
15 por em as-
signados 50:430,851 61:879,713
Joias tic 5 por v 4.800
Armazenagem add cional 3 '/'
por % 15:509,032
Reexportacao 2 por o/o 367,248
Expediente de '(i por o/o 7:467,393
Gneros nacionaes 'por o/o 32.093
Premios dos assignados', t por o/o 1:398,675
Armazenagem de \ por o/o 479,339
Emolumentos de certidues 10,880
Sello dos despachos 495,082
Dito dos ditos 1 ivres 1,400
Imposto de 240 rs por alqueire
' de sal
Multas 282,762
Receila Geral Ri. 86:046,33 101:555,368
6
Dita applicada 15:509,032
Rs.- - 101:555,368
que loase decretada polas cortes a receila e des*
peza publica para o corrente anno econmico-
Parece que he inexacta a noticia dada pelos
jornaes Inglezos dos quaes a extractamos, e ter
bavido recomposicao no ministerio portuguez ;
pois apenas consta que o Senbor Costa Cabral ,
ministro do Reino obtivera de S. M. a Rai-
nha licenca para ir traclar da sua saude na vil-
la das Caldas, e que durante a sua auzencia
ficara o Duque da Terceira fazendo as suas
vezes.
Por Decreto de 8 de Junho que acompa-
nha urna tabella dos dreitos parochiaes co-
braveis em todas as freguezias de Lisboa leita
sob proposta d'uma commissao nomeada para
esse fim pelo Governo o composta dos "-enhores
Conselheiro Francisco da Mai dos Homens An-
ones de Carvalbo Sebastio Paos de Miranda
o Manoel Frazao regu.'ou ello os direitos dos
parochos e freguezes re luzindo consideravel-
mento a percepcao dos anl igos benesses.
As folhas de Madrid r. bebidas em Lisboa ,
alcancavo a lo do Junbo; roas nao continho
noticias de importancia.
CominiiiCi^do.
No impedimento do EscrjvSo ,
Manoel Ifigenio da Silva.
DIARIO DE PKBVWBECO.
As folhas portuguezas, que ltimamente re-
cebemos a saber : o Diario do Governo e o
Patriota, (tendo este continuado a sua publi-
caco desde o dia 8 de Junbo ultimo), ebegao
ate 22 : mas vicrao d'esta vez muito despidas
de interesse para os leitores estrangeiros; por
isso. e por termos entre mos outras materias
mais importantes nao nos demos pressa a fazer
os extratos do costume.
No dia 2 tinho ebegado da Ilha da Madeira
a Lisboa os Senhores Castello-Branco Gri-
jo Leonel Holtreman Cunha e Jos
Miguel *la Costa que foro deportados para
a mesma Ilha (cando ainda all 8 officiaes
maiscm liberdade.
Por Decreto do 15 foi ordenado que em con
sequencia de baverem sido adiadas as cortes
para o dia 30 de Setembro continuasse a arre-
cadacao de todos os mpostos e rendimentos do
Estado legalmente establecidos eaapplica-
Qao do seu producto ao pagamento das despe/as
d*> j. mi cipe de T|pini com a rainha Iwbel 2,*joutra potencia, por causa da saneco do trata-Ipublica cooorme a legislacao anterior, at
O D. novo d'hontem traz um communicado,
cuja massante profuso annuncu urna penna
nova no laboratorio eleitoral da pr aa. roais um
candidato.
Elle depois de comparar o Exm. Presidente
ao paozinbo da fbula, que foi dado as ras co-
mo seu rei para ser ludibriado, e nclh v outro
Moyzes libertador do club da praia.e o 4 'ourel da
sua victoria. Passada esta mistura dt elogio
constituido apar da mais ominosa cril ica, e
depois de aconselhar quo um Presidente, que
recebe em boa 16 a commissao do um govt ''no
de conciliagao e bem intencionado nao deve \ 'or
qualquer modo reagir, firmado em que outrv s
assim j o praticrdo, porque isso he abuso, e
urna injuftifa nao justifica outra, chama de-
masiada sendo criminosa condescendencia a pau-
sa com que S. Ex. vai dando demisses, por
que as eleices batem porta, e nao ha mais
lempo, que esperar, quando no Maranhao (es-
queceo-se do Rio de Janeiro oda Parahiha,
onde as demiaoes se drao em globo) j nao
existe nenhum Inspector de Quarleiro do Mi-
nisterio Honorio, e insta pelas demisses dos
Subdelegados desta cidade, para que a maioria
da provincia, este partido grandioso e nico
politico e de isperoneas, qu tem merecido da
Corea e do Governo tantas attences nao as ve-
ja frustradas pela desairosa condestendencia da
administraco contra o voto e espectativa do
paiz.
Quantos termos encbados, quantas palavras
redondas gastou o lilterato communicante do.
D. novo, para exigir as demisses dos Subde-
legados e Inspectores, para condemnara pru-
dencia do Exm. Presidente, e urdir urna intri-
ga despresivel entre elle, e o partido da ordem,
que o nao adula, mas esta disposto a garantir
a autoridade do Delegado do Imperador contra
as ameagas de urna faceao, que o quer governar
a titulo do mimosa do governo !
O partido que est em maioria na provincia,
o partido nico politico e de esperanzas, que ha
nella, he o partido da ordem, que .tem por tim-
bre sustentar a Monarchia Representativa, eas
Imperiaes altribuic.oes do Sr. D. Pedro II.
Parece urna loucura blasonar o D. novo, que
asuapandilha est em maioria, quo conslitue
um partido politico e de esperanzas ao mesmo
lempo que confessa ser-lhe indispensavel a po-
licia, como a quer organisar o seu chefe, para
nSo perder de todo as eleices.
He urna blasfemia em poltica dizor-se que a
Cora e o Governo teem tido aitcnges com o
clnb existenten'uma provincia, porque a Cora
e o Governo quer dizer o Imporador eos .Mi-
nistros, e o Imperador nao se rebaixa a ter at-
tences com um partido, quanto mais com urna
pandilba. O Imperador he inviolavel e sagra-
do, e s os sacrilegos do D. novo so attreven a
trazel-o a discusso, e a querer identificar o seu
partido com a pessoa sagrada do Monarcha.
He mesmo um altrevimento, he pretender
compiomelter os Ministros, blasonar que elles
teem todos as attencoes com esse club.
Nem S. Ex. em tal acredita, nem isso o aco-
bardar para executar as ordens; que essa pan-
dlha lhe quer impor em nome do Governo, da
patria e dos principios.
As demisses que se iem dado no vos po-
den saciar. S a comarca do Limoeiro est
montada no sentido e nos principios do gover-
no. Sois vos os interpretes das inleneoes do
governo, de nada Bervem os protestos deconn-
liaedo que os proprios Ministros GzerSo no
relatorio da amnista, e no Parlamento Brasi*
leiro. Como pois est a policia do Limoeiro
un sentido e nos principios do governo ? Por-
que o novo Delegado Barboza um conunissa-
rio decidido da eleicSo dos Sis. I rbano LSu-
nes Machado,' e Antonio Alfonso, porque os
-l


Subdelegados estiio fritos a vontade deste sec-
tario da praia, e at sea irmo 6 o Subdelegado
de Bom Jardim, o assim a polica empregar
todas as suas forras para dar triuinplio nao ao
governo, mas a estes che fes do club da praia, e
scus sectarios.
Fallai pois sem rodeios, e di/.ei, que embora a
Presidencia nao deva reagir, comtudo, para
que os candidatos do club sejo os vencedores
lias eleicoes, exigs que demitla todos os cin-
progados, e nomfte todos os novos vonlade
do triunivirato da praia, a liin de quo a polica
domine as eleicoes, poique isso nao 6 reaeco,
o processo livre do julgumenlo da Corva
na crise eleitoral. Acreditis que S. Ex. lia
de ser o comniissario de \ossa eleicao? Igno-
ris por ventura que elle de\e conliecer a sua
posico e a dignidade do lugar que oceupa, e
que est obrigdo a por-se cima das preten-
des dos partidos, e administrar juslica, corri-
gindo os erros, reparando as violencias da po-
lica, a im de que a eleicao se faca com liber-
dade, e possa a nacao pronunciar o seu voto
acerca da Cmara dissolvida '
Conheccis mui bem o seu carcter, e por isso
reccorreis intriga de que elle e adulado pelos
homens do partido da ordem, que nem ao me-
nos frequentao o seu palacio, que 6 traliido por
jnirnigo de casa porque publicou-se que tinlia
promettido a demissao dos Subdelegados de
urna comarca.
Se os da sucia da praia, quesabem das pro-
postase das exigencias do Chelo de Polica, edas
ordens que as conimissocs vao intimar a S.
Exc. em nome do governo da patria e dos
principios, sao os inimigos de casa que o com-
municador do D.-novo inculca, nao duvida-
mos que S. Exc. os tenba, por quanto sao ellos
os que espalliao os boatos dessas demisses an-
tes de verificadas. As de que fallamos no
n. 107 las dos Subdelegados de Goianna) sou-
liemos na ra e ate j estavao ellas dadas na
quarta feira, quando no sabbado nos constou
que tinho sido promettidas.
E mais um aleive do D.-novo, um dos ardi/.
com que costuma intrigar tudo, pretender que
pela Secretaria do Governo se revelem os sc-
gredos da Presidencia, as pretences do S. Exc.,
que alias os OIiciacs s sabem depois que es-
crevem os olicios.
O communicante que tem incommodado ao
D.-novo e feito ate levar elle a mal que naja
liberdade de imprensa estando de cima os seus
principios que j nao tolcrao essa liberdade
lia pouco to applaudida, nao he pessoa de-
pendente da Presidencia, nem do Governo, e
menos das eleicoes, dos partidos tambem
nao lie nenhum amigo pessoal verdadeiro, ou
fingido do Exm. Presidente, que o queira Ilu-
dir, lie sim um cidado amigo da tranquillidade
do paiz, para que com ella a industria, a agri-
cultura e o commercio fat;ao os seus progressos,
he um verdadeiro monarebsta, que quer ver o
Delegado do Imperador governando, que teme a
voltadesses tempos tenebrosos das presidencias
dos Carvalhos, Zeferinos dos Santos, e Tava-
res de Lira, em que um triumvirato de pais da
patria, em nome dola e do governo demiltia
empregados probos suspenda magistrados ,
prenda, e deportava cidados pacficos c in-
nocentes.
Cor repond enca.
Srs, Redactores.Jcomeca a perseguicao
por causa de eleicoes mediante a nova Polica"
Publicando o Guarda Nacional, que o Sr
Barbalbo era um dos candidatos a cleigao de
Juiz de Paz da freguezia de S. Jos, resolveo o
club da praia, que se estorvasso esta pretendi,
e para isso inventrao ter mandado urnas cha-
pas da eleicao de Juiz de Paz ao Sr. J. J. de
Carvalhocom urna carta, e que o portador en-
tregara tudo isso ao Sr. Barbalbo a lim de per-
seguil-o com um processo, que o torne incapaz
deserelcito. espachou primeiro a pelico de
denuncia o Sr. Delegado, mas como parece que
este empregado nao concordou em pronunciar,
houvessem.ou nao boas testemunhas, ou pelo
que fosse, passou hoje o negocio para a vara do
Sr. Cbefe de Polica, e amanha temos que ver
o primeiro candidato processado. E digao l
que os homens do club da praia nao querem do-
minar as eleicoes todo o transe. Se isto a-
zem s pela noticia, alias inexacta, de que o Sr.
Barbalbo quera concorrer com oSr. Joaquim
Vilella na eleicao de Juiz de Pal, o que nao ar-
guiraoseleitores do partido da ordem caos
candidatos deputacao ? Sou etc.
Escuna ingleza Invincible di versos gene-
rrto
I UOi
BrigueConceico de /t/an'a--cebollas.
Brigue franceA $ Marianabos.
BrigueFeliz Destino -diversos gneros.
IMPORT-QA.
Invincible; escuna Ingleza, vinda de Livor-
pool, entrada no mez p. p consignada a Dea
ne Voule & C. manifestou o seguate :
40 toneladas de carvo de pedra, 38 caixas
fazendas de algodao, 94 fardos ditas de dito; a
Deane Youlo&C.
2o fardos azendas de algodao, 7 lardos ditas
de dito ; a L. G. Ferreira & C.
13 fardos fazendas do algodao 7 caix is di-
tas do dito ; a Geo K.nworthy & C.
5 fardos azendas de algodao; a Mc.Calmont
SC.
1400 caixas sabao, lo ditas Tazendas do i-
nho o algodao o' dita* ditas de linho ; a Jo-
linston Pater & C.
20 caixas fazendas de algodao 2 fardos di-
tas de dito, 1 caixa botes; a R. Roy I o & C.
1 caixa fazendas de linho e algodao; a Adam-
son & C.
20 caixas folhas de cobre, 460embru)hos
forro em arcos e barras 1 caixa linhas ; a
ordem.
100 barris manteiga 1 barrica louca ; a N.
O. Bieber & C.
4 fardos fazendas de algodao, 7 caixas dita
de linho ; a James Crabtree &.C.
80gigos louca ; a Diogo Cockshott & C.
Conceico de A/aria ; brigue porluguez ,
vindode Lisboa entrado no mez p. p., con-
signado a Thomaz de Aquino Fonseca mani-
festou o seguinte :
100 pipas vinho, 0 meias ditas dito, Go bar-
ris dito, 28 pipas vinagre, 2o barrisazeito
31 ditos carnes 40 caixas toucinho 4 ditas
chapeos, 3 ditas rap, t0 moios desal 1018
molhos de cebollas ; a T. A. Fonseca.
1 emhrulho impressos ; a F. S. Rabollo.
1 gamella cia 13 saceos com dita ; a Jos
Pereira da Cunha.
7 barricas drogas; a Antonio Pedro das Ne-
ves.
1 caixa livros a Mainel Goncalves da
Silva.
10 barris carnes ; a Antonio Jos Marques
Guimaries.
5o pipas vinho, 10 ditas vinagre, 30 barris
carnes; a Mendes & Oliveira.
30 barricas cal, 50 caixas dita; a Manoel Ig-
nacio de Oliveira.
1 caixa livros ; a Amorim & Irmaos.
1 lata rap ; a Jos Marques a Costa Soa-
res.
25 pipas vinho 1 caixa calcado ; a Manoel
da Costa Neves.
1 caixa livros ; a Antonio Jos Pinto.
2 ditas queijos ; a Polcarpo Jos Layne.
2 ditas drogas, 2 barricas ditas; a Jos An-
tonio Bastos.
1 caixote impressos ; a S. &'Fragoso.
1 caixa com livros e pelles ; a Nascimento &
Schaeffer.
2 barris carnes 1 barrica bolaxa ; a Jos
Antonio Pinto.
2 barris azeite, 2 ditos carnes, 2 ditos tou-
cinho, 5 caixas ignora-se 1 dita com cera ,
13 barricas pixe 2 gaiolas passaros; a or-
dem.
Movimento do Porto
Navios entrados no dia 1. de Agosto.
Celhe ; 80 dias, brigue francez Adren Marie
de 155 toneladas Capito Besso equpa-
gem 9 carga vinho.
Londres; 47 dias, brigue inglezJulia, de
134 toneladas, Capitao Th Woland, equi-
pagem 7, carga plvora.
Ceylon ; 50 dias, galera americana Carohne
Agusle de 400 toneladas, Capitao Ed
Wkinn equpagem 16 carga moeda em
prata.
Sonidos no mestno dia.
Maranhao; brigue-escuna Carolina, Capi-
llo Francisco Bernardo Mattos, carga varios
gneros.
Alfandega.
Rendimiento do dia l.9......... 9:466*766
Pescarrctjfo hoje 2.
litigue americanoBnuili**** (anona.
ment de todos mandei annunciar oe\oJ)iario.
Recohedoria 29 de Julbo de 1844. Francisco
Xavier Cavalcantx de Albuquerque. (14)
Avisos martimos.
Para Lisboa sahir immediatamente o bem
conheoido e acreditado brigue portuguo Filii
Destino, de que he Gapitfio Antonio Goncalves
de A/evedo ; quem quirer carregar ou ir de
passagem para oque tem bous commodos, di-
rija-so ao mosmo Capito ou a Francisco Se-
veriano Rabello.
3= Para o Rio de Janeiro seguir com a bre-
vdade possivel o brigue Principe Augusto de
boa marcha. Capito Joaquim Soares Mearim;
qnem no mesino quizar carregar embarcar
oscravos, ou ir de passagem para o que tem bons
commodos, pude enten ler-secom Amorim Ir-
maos na ra da Cadoia n, 43. (7)
Avisos diversos.
leclaracoes.
3= O Administrador da Mosa da Recebedo-
ria de Rendas Geraes Internas, tendo chama-
do aos moradores dos bairrosdo Recife, Santo
Antonio, Boa-vista c Aflogados para paga-
rem at o fin do corrente o que esto a dever
de laxa de esclavos, impostos do banco seges
e carrinhos, bens de mao morta, canoas e bo-
tes, ninguem tem comparecido, e por isso
possa a tirar relaces e remetter para o jui/o
no l.9 do corrente Agosto sem excepto de pes-
soa alguma, e para qae ebegue to conheci-
OSr. Amaro Jos Ferreira, dando-se por
gravemente oflendido por haver eu dito no meu
anterior annuncio, que ello era commensal de
sua mai, o que nao negou e no que alias s
tive em vista mostrar que elle, n5o tendo sub-
sistencia proveniente de bens, emprego ou in-
dustria, nao eslava no caso de ser Inspector,
calumnia-me no D.-novo n. 164 ja se sabe,
debaixo da capa do =rdij-se-=to favorito da
gente a cujo partido elle pertcnce. Desprczo
s merece o parallelo que o Inspector quiz es-
labelecer entre mim e elle; mas o respeito que
devoaojuizo do publico sensato me obriga a
destruir infame calumnia, mostrando com os
documentos abaixo transcriptos ( de que feliz-
mente me havia premunido,; que o fado, por
que se me quer argir, nada tem do criminoso.
O Sr. Camargo ah est vivo e sao,que me des-
minta, se o que so mostra dos referidos docu-
mentos nao he a realidade do que se passou ;
ou se outra cousa occorreo na Alfandega no
lempo da sua inspectora, por onde podesse me-
recer-lheeu meo conceito.
Caetano Pinto de Veras,
lllm. Sr. Manoel Francisco de Sousa Santos.
Tenha a bondade de responder-me ao p
desta qual foi a pessoa que o autorisou a dei-
xareu tirar um bocado de milho alpista das
barricas que se achavao no armazcm n. 7 da
Alfandega, que Vm. tinha de despachar. Esti-
mo a sua sade por ser com respeito de Vm. at-
iento e venerador Caetano Pinto de Veras.
Recife 15deOutubrode 1842.
Em resposta ao que cima me pergunta tc-
nho a responder-lheque em virtude da ordem
que tive dos meus patres os Srs. Mendes & Oli-
veira,eu autorisei ao tanoeiro para tirare dar
Vm. o milho alpista das ditas barricas cima;
porque a elles pertenciao. He tudo quanto me
oimprea responder-lhe por ser de Vm. atien-
to venerador, e criado Manoel Francisco de
Sousa Santos
Recife 18 de Outubro do 1842.
Illms. Srs. Mendes # Oliveira.
Dezujo que Vms.mo respondao ao p desta,
se he verdade lerem dado ordem ao scucaixeiro
Manoel Francisco de Sousa Santos, para dar-
me um bocado de milho alpista das barricas que
existiSo na Alfandega a sua consignadlo. Por
este favor Ibes ficarei asss obligado, pois sou
com respeito de Vms. attenlo venerador e cria-
(j0 Caetano Pinto de Veras.
Recile 19 de Outubro de 1842.
Em resposta sua carta de data de hoje te-
mos a dizer-lbe que,lendo-nos V. S fallado pa-
ra Ihe ceder nos urna barrica de milho alpista ,
nos nao o podemos servir por ja o termos dis-
posto; demos comtudo ordem ao Sr Manoel
Francisco de Sousa Santos para que, no acto
do despacho,a V. S entregasso um bocado de
milho para alimentar os seus passaros at me-
lhor occasiao de o pdennos servir. He quan-
to nos cumpre dizer exigencia que nos faz, e
respeitosamente somos de V. S. alientos,vene-
radores o criados Mendes $ Oliveira.
Recife 19 de Outubro de 1842.
Illm. Sr. Justiniano Antonio Altes Soares.
Espero merecer de Vm. o favor de respon-
der-me ao p desta o que foi que disse o cai-
xeiro do Mendes & Oliveira na occasiao que
mandava concertar nmas barricas com milho al-
pista que tinho desembarcado arrbmbadas,
no dia em que Vm. exercia interinamente o lu-
gar de Fiel do armazem numero 7, por neste
dia ler faltado o Fiel do mesmo, assim como
ludo mais quo a esto respeito se passou na
sua presenca para esclarecimento da verdade;
do que Ihe ficarei assaz obrigdo pois sou com
estima. De Vm. muito atiento e venerador
Caetano Pinto de Veras.
Recile 15 de Outubro de 1842.
Em resposta ao quo do mim exige tenho a i
dizer Ihe que, estando a concertar-se as ditas
barricas com milho alpista que tinhao desem-
p^^^^*
'barcadoarrombadas, diste na minha presenca o
caixeiro do Senhor Mendes & Oliveira Manoel
Francisco de Souza Santos ao Senhor Capataz
Arcenio Fortunado da Silva, que tinha ordem
Ido seus patres Mendes & Oliveira para Iho
dar urna porcio de milho alpista,e assim deter-
i minou ao tanoeiro que concertava ns ditas bar-
1 ricas; e quando esledeitava o milho em um sa-
Iquinho, chega o Senhor Inspector Vicente Tho-
maz Pires .e Figueiredo Camargo e pergun-
la-me quem tinha dado ordem para isso; eu Iho
respondo caixeiro do Senhor Mendes A OI->
veira;porque Ibes pertenciao asditas barricas.
He tudo quanto sei a tal resucito: o queaf-
firmarei debaixo de juramento sendo necesario.
Son com estima de Vm. muiloattento e vene-
rador
Justiniano Antonio Alas Soares.
Recife 17 de Outubro de 1842.
ll'm. Sr. nenio Fortunato da Silva,
Desejo merecer de V. S. o favor de respon-
der-me ao p desta,na qualidade de Capataz da
Alfandega, se c caixeiro e despachante de Men-
des & Oliveira Manoel Francisco do Souza
Santos na occasiao que mandou concertar
urnas barricas de milho alpista que tinho vn-
do de bordo arrombadas.lbe disse que tinha or-
dem dos mesmos paradar-me um bocado de mi-
lho alpista das mesmos barricas. Espero
pois que me responda tudo quanto a isso sou-
ber pois sou como sempre. De V. S. muito
venerador e criado Caetano Pinto de Veras.
Recife 19 de Outubro de 1842.
Respondendo a sua carta tenho a dizer-lhe
que na occasiao em que o caixeiro de Mendes
& Oliveira Iratavade faaer concertar as barricas
de que Vm. trata a im de as poder despa-
char disse-me que tinha licenca dos Patres
para dar a \ m. urna pequea pon o de milho
alpista que conlinho as ditas barricas : no
que consent, por estar o genero a disposico
do mesmo caixeiro. Sou com estima de Vm.
attencioso amigo e criado Arsenio Fortunato
da Silva.
Sua casa 13 Outubro de 1842.
(Estato reconhecidos)
i O abaixo assignado, propietario do enge-
nhoTabatinga na Ireguezia de lpojuca avisa
( para quo nao se allegue ignorancia) que o si-
to Galega foi desmembrado de aquello enge-
nho com o onus de nao se vender senao ao se-
nhor d"aquelleengenho: do plantarem-se canas
bastantes para moer n'aquelle engenho e do
nao se negar cousa alguma que precisa seja ao
mesmo engenho. O que ioi confirmado por
accordo da Relaco desta provincia e tam-
bem que ja comprou urna parte do dito sitio.
Paulo Jos Pereira SimDes.
=. O abaixo assignado,tendo do retirarse pa-
ra o seu convento de Sirinhaem, e n5o poden-
do pela brevidade de sua viagem dirigir-se pes-
soalmente a todas as pessoas, queohonrrao
com suas visitas nos dias da sua penosa moles-
tia, pelo presento annuncio agradece a todos ,
e pede-Ibes desculpa desla falta involuntaria ,
esfilhade imperiosa circunstancia. No ter-
mo de Scrinhaem oflerece a todos os seus ami-
gos o seu diminuto prestimo, e os certifica de
que all aguarda as suas ordens para gostoso as
cumprir. Fr. Joo Capistrano de Mendonca.
__Ouem for legitimo dono de urna escrava
preta de nacao Nagou.de nomo Joanna, dando
os signaescerlos saber onde existe, em mos
de um capito do campo, o qual mora fra do
Recife ; procurando a dita na ra estreita do
Rozario em o sobrado n. 10, terceiro an-
dar.
Perdeo-se urna lettra de 800 o tantos mil
ris acceita ror Anacido Jos de Mendonca,
a vencer prximamente isto desdo a cidade de
Olinda at o bairro da Boa-vista ; quem a
tiver achado queira entregal-a na ra Nova em
Olinda em casa de Hermenelgido Herculano
Ernesto Vieira ou no armazem de sal na Boa-
vista declarando-sc que ja foi prevenido o
acceitante para a nao pagar seno ao annunci-
ante ou a seu irmo Jlo Baptista da Silva.
__ Ficando anda por arrematar duas casas,
perlencentcs heranca jacenle do finado Anto-
nio Joaquim Pereira, sitas em Fra de Portas,
cuja praca foi annunciada para o dia 22, vao
de novo a praca hoje, 2 de Agosto, porta do
Sr. Dr. Juiz dos orphaos, pelas quatro horas da
tarde.
= Um mosso de idade de 22 annos e d
boa conducase offerece para caixeiro u"e loja de
fazendas, ou de outro qualquer estabelecimen-
to ; quem do seu prestimo se quizer utilisar
dirija-se a ra da Cruz do Recife n. 64. ou
nnuncie por esta folha.
1Precisa-se de um caixeiro que tenha co-
Dbeoimento do servico de padaria, a quem con-
ver dirija-se a Olinda na padaria da ra do
Amparo. (*)
= I). Maria lgnacia dos Santos embarca
para o Rio de Janeiro o seu escravo por nomo
Diogo de nacao Congo.
L


TI

OfTerece-se urna pessoa capa; para en-
gurruar qualquer qualidade de roupa com
perfeicao e preco commodo : na rija do Monde-
go n. "29.
Na noute do dia 24 para amanhecer no
dia '23 do p. p. furtrao do sitio defronte do
Pombal, um barril com roupa contendo as
pecas seguintes; 9 calcas brancas de brim tran-
cado 9 camisas de madapolo paaa homcrn ,
duas jaquelus de esguio, urnas calcas de ca-
simira, dous lencos do seda, 11 pares de moias,
dous lenges de algodSozinbo trancado ; rogt-
ga-seaquem for offerecido ou soubordodito
furto de participar no mesmo sitio, que ser
gratificado.
1 Quem annunciou querer um sitio com
proporcoes de poder ter lo a 12 vaccas de leite ,
annuncie sua morada. (3
Roga-se ao Snr. que est continuando
a lurtar pombos do seu sobra Jo com cbama,
na ra do fiangel, tenha a bondade de os sol-
tar do contrario ser o seu nome publicado ,
e se usar dos tneios da lei para se obter a
grande porco de pombos, que tem apanhado ,
ou o seu valor pois para isto se est munido
de testemunhas, e tambemse far publico qual
o seu modo de vida coque se passa la pelo
segundo andar isto se far no caso dos pom-
bos nao apparecerem.
Quem precisar de um rapaz Brasileiro, do
20 annos para caixeiro de qualquer arrumacao,
exceptuando taberna ou para cobrancas ; di-
rija-se ao Mondego n. "29.
1 Marianna Francisca de Oliveira roga
ao Sr. J. G. T. haja de pagar a meia sisa da
escrava que comprou, de nomeGraca a fim
de se poder eliminar da matricula, (4
D. Antonio de Lodo e Scilbis procurador
doCapitao Thom Correia de Araujo deseja
saber aonde se acha morando a Senhora I).
Maria mulher do finado (aspar de Albuqucr-
que Maranhao, visto que a dita senhora ficou de
mandar participar para onde se mudava, e o
nao fez,
D. Antonio de l.ocio e Scilbis, procurador
bastante do Capitao Francisco de Paula Correia
de Araujo avisa aos propietarios das casas
das ras de S. Hita, S. Jos, Nogucira nicho
da Penha beco do Inferno, e Acouguinhos, as
quaes sao foreiras ao dito Araujo, hajo de ir
pagaros foros o lademeos, queestiverem de-
vendo na ra do Sebo n. 24, e consta ao mes-
mo procurador, que se tem vendido casas fo-
reiras a titulo de chaos proprios. (10
O Ministro da Veneravel Ordem 3. de S.
Francisco da cidadede Olinda roga aos irritaos
da mesma ordem de comparecerem domin-
go 4 do corrente pelas 8 horas da manhaa no
consistorio da mesma ordem a fim de se pro-
ceder a eleico da nova mesa depois da missa
do Espirito Santo.
Precisa-ce de urna ama que afiance a
sua conducta e que saiba tratar de um ho-
mem solteiro ; no largo do Terco, venda n. 7.
LOTERA das memorias
dirija-se a ra da Cadeia-velha
(5)
eseja-se saber quem sejao os Senhores
HISTRICAS.
O respectivo thesoureiro faz certo ao publico,
que hoje 2 do corrente das 10 horas do dia a
urna da tarde, paga os premios obtidos pela
extraeco da segunda parte desta lotera con-
tinuando o mesmo pagamento no dia 3, e deste
ultimo dia, asquartase sabbados as mesmas
horas, no seu escriptorio, na ra da Cadeia-ve-
lha n. 34.
1 No dia 3 do corrente he a ultima praca
peloJuizoda segundo varado civel desta cida-
de por adjudicacao da parte que Jos Roge-
rio Marcellino tem no sobrado de dous andares
e soto sito na ra Direita o. 100, no valor de
3:00# rs. (6
1 Precisa-sede um rapaz que tenha boa
conducta dando fiador a sua pessoa para
tomar conta de urna loja de couros por balan-
CO; a tratar na ra do Livramento, loja de cou-
ros n. 3. (5
2 Aluga-se o segundo andar da casa da
esquina da ra larga do Rozario ,
igreja n. 10 ; a tratar na ra do Queimado ,
loja de ferragensn. 30. (4
2Quem precisar de urna ama parda para o
servico de casa dirija-se ao beco do Dique, lo-
ja do sobrado do Sr. Jos Maria. (3
2 Quem annunciou precisar de urna pes-
soa para sociar em um armasem de mulhados ,
annuncie a sua morada. (3
3 1. Maria Severina da Rocha Lins, tendo
annunciado para que as pessoas', que Ihe pa-
go foros o fizessern dentro do praso de 15
dias, at agora nao teem feito por isso nova-
mamente avisa para que o tacad dentro de 8
dias a contar da data deste annuncio, u lixados,
passar a cobrar ditos (oros ejecutivamente ;
ra do Torres defronto da casa do Snr. Joao
Pinto de Lemos (9
3 Precisa-se de um cosinheiro forro, ou es-
cravo ; na ra do Torres n. 20, a tratar com
Antonio Joaquim de Faria. (3
3_ D-se dinheiroa juros com penhores de
ouro ou prata mesmo em pequeas quan-
tias ; na ra estreita do Rozario n. 22, primei-
ro andar. (3
;j Jos Mana de farros Brrelo embarca pa-
ra fra da provincia um seu cscravo mulato de
nome Pedro. (3)
2=. Aluga-se um sitio com 2 casas, san/alia
para pretos cozinha e estribara propria
para grande familia sita na estrada da Piran-
ga, perto da povoaco dos AOogados; quem o
pretender
n. 48.
2-1)
logista de (azendas e dono de casa de molha-
dos. que tem transaooes com Francisco Anto-
nio de Souza Pereira morador em ponta de
Pedra e que all negocia com molhados e fa-
zendas, para se tratar negocio do dito Sr.
2 Precisa-se de urna pessoa que tenha co-
nhecimenlos nesta praca enomatto, para se
fazer sociedade em um armazem de molhados
entrando com quantias iguaes; a pessoa que
quizer fazer este negocio annuncie. (5)
2Aluga-se um preto canoeiro para tra-
balbar por algum tempo n'uma canoa:quem ti-
ver e quizer alugar annuncie
2 Aluga-se o primeiro andar da casa sita
na ra Nova n. 21 ; quem pretender dirija-se
a loja do mesmo. (3)
2 O abaixo assignado. com venda na ra
de Santa Cruz defronte da Ribeira da Boa-vista
n. 56 declara ao Sr. Lagos arrematante das
agoardentes de produco brasileira que elle
dejxou de vender o dito genero do ultimo de
Julho e para clareza faz o presente.
Jos do Sacramento Silva. (7)
2 SOCIEDADE APOLLINEA.
Nao se tendo reunido numero suficiente do so-
cios para a convocacao annunciada para o dia
30 de Julho ; a commsso administrativa da
mesma sociedade deliberou se fitesse nova con-
vocacao d'Assembla Geral para Terca-feira 6
do corrente as quatro horas da tarde para se
tractar da reforma de varios arligos dos Estatu-
tos e da nomeaco de vice director, visto o
nomeado nao ter querido aceitar. (10)
2O Sr. que no dia 27 do corrente foi na
ra do Rangel para comprar o descobrimento
a"America, sendo que anda queira pode ir
buscar (4)
SOCIEDADE TIIEATRAL PHILO-
THALIA.
2A direccao faz sciente aos Srs. socios que
os bilhetes para a recita de 3 do corrente, serao
destribuidos do dia 1. em diante na casa do
respectivo thesoureiro ra do Collegio n. 5,
advertindo mais que smente se receber um
mez de mensalidade. (8)
2Quem quizer atlerrar um atterro em Fo-
rado Portas; dirija-se ra do Vigario n. 23
para se ajustar. (3)
2Chegou pelo ultimo navio urna porco
de superiores charutos regallia, e grandes e pe-
quenas caixas em casa de Fernando Lucca, ra
da Alfandega Velha, n. 34. (4)
20 Juiz, e Mezarios da rmandade do San-
tissirno Sacramento Ja nova freguezia de S. Jo-
s desta cidade, assevero nao ser verdadero o
boato espalbado de pretender a dita irmandade
esbulhar o Patriarcha S. Jos do Nixo, onde
est collocado, e onde se deseja continu como
dono do Templo; a irmandado sim pretende
por meios pacficos que o Santissimo Sacramen-
to seja collocado no altar-mr, sem todava in-
commodar o Santo Patriarcha. (10)
2A mulher de idade, que se olTereceo no
Diario de 30 do passado para estar em compa-
nhia de urna senhora : queira dirigirse ra
da Conceicao da Boa-vista no sobrado n. 8,
que encontrar o que deseja. (5)
3 Vende-se azeitede coco a 280 a garrafa [ trada do Arraial, na esquina que vai para a
herva doce a 240 rs. a libra e urna porco de Casa-forte tem urna casa com 3 salas, 6quar-
garrafa e botijas vasias ; na ra do Kangei
n. 81. (*
2Vende-se sofs, bancas, Toucadores ludo
de olio, bancas toucadores de Jacaranda, lava-
torios de amarello, cadeiras para alcova, relo-
gios para cima de mesa, urna rica cama de an-
gico, duas carteiras de urna s face, e urna
porco^de saceos vazios proprios para farinha,
tudo se vende pelo preco que se offerecer, no
1. andar do sobrado da ra da Cruz n 57. (8)
2=Vende-se um escravomoco, e bonita gu-
tos cenzaiia para 30 captivos cocheira para
carro e para cavallo; na ra do Kangei n. 75.
1 Vende-se o brigue americano lirasilien.
te novo, sendo esta a sua primeira viagem ,
construido em Baltimore das mais superiores
madeiras, forrado e encavilhado de cobre ho
urna das mais velleiras embarcacoes que Estados-Unidos teem sahido ; a tratar com os
seus consignatarios L. G. Ferreira & Compa-
nhia. (6
l_Vende-se urna escrava de nacao de bo-
nita figura cosinha, lava, e he quitandeira; na
ra, proprio de servico de casa e do campo: na ra deS. Theresa n. 25. [3
ra da Cadeia do bairro de Santo Antonio casa 1Vendem-se manijabas para pescoco a
n. 25 ao p da guarda. (4; !> Wn. {"? J* 320 .
2-Vende-seumannelaoeumtranseIim,tu- ditos P"",te a4i,! ^^"J""
_____a k......... mmnrtn sorios de burracba a .>20 rs. ditos imitando a
do novo e de bom ouro, por preco commodo
na ra Nova n. 55. [3
2 Vendem-sechitasfrancezas muito largas
a 260 rs. o covado ditas de cores escuras a 80
e 100 rs. castores.de cores muito encorpado a
160 rs. o covado proprio para escravos cha-
peos de castor bramos e pretos fra da moda
a 14*0 e 1600 rs. pecas de babados de linho
com 30 varas a 3200 rs. ditas com 15 varas a
1600 rs. ganga azul a 80 e 100 rs. o covado ,
pecas de bretanha com 6 varas a 4# rs. me-
rino de cores a 1800 e 2000 rs. e sutras umi-
tas fasendos por preco commodo; na ra do
Queimado loja n. 29, de Joo Antonio M. No-
vaos. (13
2 Vendem-se, ou aluga5-se os dous arma-
sens de farinha sendo um na ra do Aragao
n. 37 e outro no pateo da Penha n. 7 com
as fasendas que se achao dentro ou sem ellas;
a tratar na ra da Cadeia deS. Antonio n. 19.
2 Vende-se um sobrado de um andar com
dous sotos a pouco acabado na ra do
a
240 rs., ditos de seda a 1280 e 1600 rs. agu-
Ihas cantofas ditas francezas e inglczas para
alfaiate phosphorosde pento agoa de Colo-
nia a 160, 200. 320, 500, 720, 800 o 1400 rs. ,
sabonete a 160 e 280, jarros de porcelana a
1280 rs., boies de banha a 160e 400 rs., gran-
de sortimento de espiritos de todas as qualida-
des, luvas crtase compridas com palmas e
sem ellas a 400, 500, 560, 640 e 1100 rs., fitas
de n. um e meio a 3S0 rs. a peca, ditas lavra-
das largas e estreitas a 1000,1280 e 2600 rs a
peca, papel de primeira sorto azul a 3500 rs.,
dito de maos a 2300 rs. dito de peso a Z rs. ,
toucadores para cima de mesa a 8500 o 9500
rs. luvas de pellica para homem pentes de
prender cabello virados a 06O rs. ditos sem
o serem a 160 e 2o0 rs., ditos para desemba-
racar espelhos de damas, marroquins deco-
res bons de palhinha a 240 e 960 rs. canu-
tilhocrespo e liso, pentes de tartaruga para
marrafa escovas e pentes com espelho, flores
Fogo n. 17, chaos proprios o qual rende men- l)ara chaPe6 e cabt'Ca de senhora bicos largos
Compras
2 Compra-se um refe em bom uso; na ra
Nova n. 8. (2
2 Comprao-se effectivamente para fra da
provincia mulatas negras, e moleques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens D. 16. 4
2 Compra-se um moleque de nacao de 13
defronte da a 15 annos, que anda seja bucal sem vicios
nem achaques e tenha bonita figura ; na ra
Direita sobrado do um andar n. 04. (4
2Comprao-se barris de bom mel de furo;
quem tiver annuncie.
Compra-se ocurso completo de mathe-
maticas puras porFrancoeur em france, ou
em portuguez, traducao de Coimbra ; na ra
do Queimado n. 6.
Compra-se um par de brincos de ouro ,
modernos, e sem feitlo ; quem tiver annuncie.
1 Comprao-se escravos de 12 a 30 annos ,
pagao-se bem ; na ra Direita n. 3. (2
1 Compra-se urna preta que saiba coser,
cosinhar e engommar que seja moca tenha
boa figura e nao tenha vicios nem achaques ;
na ra da Cruz n. 54. (4
Compra-se um cachorro atravessado de
3 a 4 mezus; no largo do Carmo, venda n. 1.
salmente 36/rs. ; na ra estreita do Rozario
n. 10, terceiro andar, por cima da botica do
Paranhos. (6
Vendem-se velas de carnauba de 6, 7 e 8
em libra a 3'i0 rs. e em porco mais barato ,
cevadinha a 200 rs. a libra o todos os mais
gneros por preco commodo ; no pateo do Car-
mo venda n. 1.
Vende-se um degro de cama que serve
de poltrona de angico, composto de novo, por
preco commodo ; na ra estreita do Rozario
n. 32.
Vende-se urna clarinete em bom estado ,
que serve para batalhao ; e urna rotula em bom
uso ; na ra de Manoel-coco, venda n. 2.
Vendem-se batatas de superior qualidade ,
chegadas prximamente ; no caes da Alfan-
dega.
Vendem-se duas partes de urna casa ter-
rea sita em urna das melhores ras da Boa-
vista pertencente a 3 herdeiros tem 20 pal-
mos do largura 3 quartos, quintal murado e
cacimba ; na ra da Gloria n. G.
Vende-se um preto proprio para todo o
servico e principalmente para campo, por ter
sido do mallo ; na ra do Livramento casa
amarella n. 10.
Vende-se urna escrava de naci, de 18
annos perita engommadeira cosinheira e la-
vadeira e he ptima mucama por ser rccolhi-
da ; urna dita crioula de 25 annos, com as
mesmas habilidades ; urna dita crioula, cosi-
nha e lava de 28 annos; urna dita de nacao ,
de 28 annos engomma, cosinha e lava ; duas
ditas de 18 a 22 annos proprias para todo o
servico de urna casa ou para quitandeiras ;
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
1Vende-seum rico violao anda nao ser-
vido de madeira de Jacaranda ; na ra do
Collegio, loja de marcineiro n. 18. (3
1Vende-se um carrinho de duas rodas, mui
leve e elegante cornos competentes arreios ,
por preco commodo ; na cocheira da ra das
Flores. (4
Vende-se sal de Lisboa a 1600 rs. o alquei-
re ; e urna venda no Beco-largo com os fun-
dos que o comprador quizer ; na ra da Sen-
zalla-velha n. 102.
Vendem-se duas boas flautas bem appa-
relhadas de boa prata urna a moderna com 5
chaves e bem atinada com todos os prepa-
ros precisse com a sua competente caixa no-
Vendas
DEPOSITO GERAL
DE MAitROQUJNS
DL SUPERIKQUAL1DADR.
Vende se a i.s55o ris a pelle,
sendo cscolhida, e i8'ooo rs. em
duzias ; na loja de Dedier Hobert
&C, ra iNova n i3.
va tambcn apparelhada de prata e a outra
com 8chaves tambem com caixa; na ra No-
va loja n. 58.
Vendem-se casacas e sobre-casacas de pan-
no fino a 26^ rs. jaquetas de dito a 12/ rs. ,
calcas de panno e casimiras finas a 10/rs., eol-
io tes de superior setim de Macau a 7/ rs. e de
gorgurao a 8# rs.; no Atterro da Boa-vista, lo-
ja de alfaiate na esquina do beco ; na mesma
loja precisa-se de aprendizes de 8 annos para
cima.
Vende-se um preto para todo o servico ,
sem vicio algum o motivo da venda se dir ao
comprador; na botica de Bartholomeo Fran-
cisco de Souza ; na ra do Rozario n. 36.
1Vende-se assucar de todas as qualidades ,
caf moido e em grao tudo por preco com-
modo ; na refinacao no largo do Terco n. 9 ;
na mesma refinacao precisa-se de um caixeiro.
1Vende-se urna preta do nacao, boa cosi-
nheira e muito adia ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra da Cadeia-velha, lo-
ja de calcado n. n. 35. (4
1Vende-se um sitio pela avaliacio dndo-
se um cont de reis a vista, e o mais com pra-
so de dous annos, ou permuta-s por casas
nesta praca, ou por escravos ; o sitio Le na es- rvSClfl NA Typ.
e eslreitos meias brancas e pretas de algodao
para homem senhora, ditas de seda, caetas
de marfim e cristal para penna de ac pennas
do ac superiores retroz sortido rap Meu-
ron,Gasse e Violeto, fitas para farda cara-
puca de cores, cuinhas de-birraoha, thesouras
domadas e prateadas a 400 e 480 rs. e de (fu-
tras a 200, 240 e 30 rs., caivetes finos a 21)0
e 3(0 rs. botoes para sobre-casaca a 320 rs. a
duzia rame para pescar, pedras de aliar na-
valhas pastilhns de cheiro para alugentar a
traca grande sortimento de ralungas finos o
entre-finos, e outras muitas miudesas; na ra
do Queimado n. 24, confronte a casa da C-
mara. (40
1Contina-so a vender agoa de Ungir os
cabellos e suissas ; na ra do Queimado, tojas
de ferragens n. 31 e de chapeos n 33, o me-
thodo deapplicara dita agoa, acompanha os
vidros. (5
1 Vende-se bolaxa de segunda qualidade ,
a 2560 rs. a arroba ; na ra Direita, padaria
n. 40. 3
1 Vende-se urna escrava de Aogola, do
26 annos cosinha, engomma sofTrivelmeDte ,
e he boa quitandeira; na ra do Pillar em F-
ra-de-portas n. 29. (4
Vendo-se grammatica franceza por E. Mon-
te Verde diccionario dito por 'Constancio 2
v. em bom estado e por prego commodo ; na
ra do Crespo n. 1*.
Vendem-se cortes de lanzinha de superior
qualidade e gosto muito moderno, pelo barato
prego de 4^ rs. cortes de parasienso de pa-
droes modernos a 00 rs., lindos cortes de
cambraia de llstras de cores a 3800 e 4000 rs.,
cortes de cambraia adamascadas a 4500 e 5500
rs. lencos de seda de bonitos padres a 1440
rs. lanzinha para calcas a 400 rs., o covado,
brim trancado de linho a 480 e 720 rs. a vara ,
damasco com 7 palmos e meio de largura a 2
rs. franja para cortinados a 240 e 400 rs., cor-
tes de lanzinha para meninas a 1000 e 1200 rs.
e outras muitas fasendas por preco commodo;
na ra do Crespo n. 12, loja de Jos Joaquim
da Silva Mai.
Vende-se um molecote carreiro bom tra-
balhadordoenchada sabe tirar leite e tratar
de gado ; na ra de Aguas-verdes n. 70.
Vende-se o cosinheiro imperial sem uso
algum por dous mil rs. urna balanca gran-
de com dous pesos de duas arrobas, um par de
canleiros dous caixes para amostras de ven-
da 400 garrafas vasias urna balanca de bal-
cao, com um temo de pesos de 8 libras at meia
quarta um terno do medidas de pao, tudo
por preco commodo ; na ra do Camaro, ven-
da n. 7.
Escravos fgidos
1 Fugio da estrada do Manguinbo um ne-
gro velho crioulo doente do frialdade, le-
vou camisa debaeta encarnada ceroulas bran-
cas cuma trouxiuha de roupa ; quem o pe-
gar leve a ra Nova loja de seleiro n. 28. ;5
1 Fugio no dia 28 do p. p. urna preta de
nome Theresa de nacao Loanda de 30 a 32
annos, alta, cor bastante preta cara redonda,
denles limados tem para molhor sigtial as
costas todas cheias de altas costuras, que pa-
recem ter sido de chicote ; levou vestido de
chita azul com flores amarillas panno da
("osla ainda novo ; quem a pega) leve > ra
Novan. 63, que ser generosamente recom-
pensado. (10
ou &i I- dbFakia. 18H
1


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