Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05134


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Full Text
Anuo de 1844.
Terca Feira SO
aMM
0 m anlU iiubua-ae i-nioi os das que nao forem aantificados : o prego da igualara
be il: '-- por irunrtel pagoa adiantadns. Os annuncioados s?nnle sao insumios
puls, e jk dos que nao forem ; rujo de 80 rei por luiha. A reclaniaeoes derein ser clir-
idaa i-si I }p 'Ui 1I11 Craifi n, ;4 ou k prar,a da Independencia loa de lirrosn. 6 e S,
PARTIDA DOS ORRIIOS TERRESTRES.
Go;mA,j r" .unyba secundase aextas feiraBfo (irande do Norte, ebeg a K e 2-c pal
te 10 c 24ahu. Serinharm Hio Formoao, Mac.ey, I'orio Culto, e Alagla: no i ."
\S c 24 decada aei. Garanhuns e llonilo a lile J 1 de cala mei aoa-tisla e Flor
es' l3". .- dito. Oda ln da Victoria quinlas feiras. Olinda lodos o das.
DAS DA SEMANA.
9 Seg s. Marina And. do J. de da 2. t.
30 J'erca s. Rolino Re. aud. doJ. de D.da 3. t.
--*i Quarta .. C imelio. Aud. do J. de D. da 3. t.
I Quinta .-. Pedro Aud. do J de D.da 2. T
i -eiia a EateVAo, A od do J de D, da '2. t.
. Sab s. Froto, -el. aud do I .de 1*1. da 4.T.
Domt s. Domingos de (uMiin,
i:' ..j: ...
DIARIO
de Julio
Anno XX. H. f 9
, ludo afora depende de ivi laosmos; da RDM* prude-ci, e-n-rac.i' -+"P": '
A.* linueajM con principiamos sere-n-s aplatado oo limirajio eaM MM "'
V culta (Prochinv.n di All'aablea (.-.-al w traiu.J
'.a caMVlos 10 BU 8fl DI lio. cotapra
t'r-da
^ / Cambio! aobre Londres 26,
Paria 870 rris por franco
Oara-Moeda de 0,400 V. 7,000 l'.'.OO
. N; ifl.700 fi
Lisboa 51 T por iO de ireaaii
la 1,00
PrataPaiaces
ttoeda de cobre ao par. Pee* oohMMMiM
dem de letras Je boaa firma 1 a l| 0,fj DilOI mrief
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PHASES DA LUA FJO HEZ 0EJLHO.
La ohaia a 29 aos 4 2 min da lar.le. La ora a L aos m;n. da larde-
Mutuante a 7 as S horas e '28 sil da anh. | desenle a SS as Ti li e S m. da tarde.
Prtnmar de hoje.
Priraara 4 llorase ,';0 niin. d> mr.ph.ia j Segunda as i lioraa r 54'minuios da larde
ill Mil ilili i II IWlllM tillliiil I ii Hlll I i .:.'.*. '
BiHih \wiBmS3mawA'2iW!JSBamBmm&itBB
f\
PERNAM
-v :\\ -.'. -.aB/"t-.i':-.-.. r :.:--.. .. w.l^ixnaaTZSUBBBBnBSBE RS Ral :- RRRHRHB ..:............'. ..'.'.. _-;-",v.:j.
RISPADO DE PEBNA.MBUCO.
Dom JoSo da PurificagSo Marques Perdigo,
Conego /iegranle de J Agostinhn por graQit
de Dense, da Sania S Ap Pernambuco. do Concelhode ,S. M. I. ele
Por especial mandadodu S. i\I. o Imperador,
coinrnunicado p'lo Imperial Aviso de 14 de
Maio de 1829. expedido pela Secretaria de Es-
tado dos Negocio* da .lustica: pomos concur-
so pelo presente edital as spgumtes Igrcjas va-
gas d'este Bispado. A de N. S. da Gloria do
Arraiul da Corrate do Rio das Egoas, a de N.
S. da Pena do Burti, a de S. Goncalo, a de S.
HomSo da Manga, a de S. Joo Baptista de
Porto Alegre, a de S. Bita da povoacao de S
Cruz, adeS Joao de Carinhanha, a de N. S.
N. S. dos Milagresdo Coil, a de S. Jos do*
Bi/.erros, a de S. Jos da cidnde do Becife, a
doSr. BomJezusd Kx.adeS. Annn da Tu-
lla, a de S. Antonio de Paracat e a de S.
Anna do Araripe.
Todo o Bev. Sacerdote ou Clrigo que quei-
ra fazor opposicao s Igrejas a cima referidas
apresente-se com os seus papis promptos e cor-
rentes na li'irma do estilo para serum admitti-
80 de sessenta dias, lindos us quaes se Tara o
'oncurso, ein o qual respondern os Reveren-
dos oppositores nove casos de moral e conscien-
cia, e far una exposico ou homilia do E-
vangelho, que assignarinos para propormos a
S. M. I e C. os que se julgarum mais dignos na
forma dos Sagrados Canonese Concilio'I'riden-
tine.
Dado em Olinda sob o sello da Chancellarla
e nosso signal aos*29 de Jullio de 18i; u eu o
Padre Joaquun da Assumpcjio, Esciivoda C-
mara Episcopal o suliscrevi.
Jou, Pispo Diocesano.
Commando das A rmas.
BXPBD1ENTB 1)0 1 1)0 CORRKNTE.
OficioAo Exm. Presidente, inlormandoo
requerimenlo do Capitao reformado Antonio
Lina Caldas, que a i\ M. o Imperador suppli-
cava a graca de lliu mandar abonar as vanta-
gens, que como Tenente-Coronel Comman-
dante do batalbo d'lnfanlaria de Guardas N'a-
conaei destacado, devia ler em face da lei de
18 de Aaostodu 1831, oque Ihebro suppri-
midas em virtude dos avisos de 23 de Maio de
1842. e 4 de Abril de 18i3.
DitoAo Commandantu do hatalhao do Ar-
tilberia, enviando-lhe a ( d'oflicio do Sargento
Sobreira; porque ser*indo de documento a urna
sua preteneo, devia de ser sellada, sem o que
seu requerimenlo nao podia tur convenientedi-
reccao.
DitoAo mesmo, scientificando-o, que nen*
lium requerimenlo seria submettido despacho,
ou enviado as estacoes superiores, sem que os
do tmenlos lossem sellados, como dispon o
4' do artigo 6o do regulamenlo, mandado ob-
servar pelo decreto n 355 de 26 de Abril do
correte anuo.
DitoAo mesmo, dando-lhe a autonsaco,
que pedio em seu oflicio de 30 do mez p p..
para authenticar com a sua rubrica as relacoes
do moslra, cujas alleracoes e assignaluras doi
Coiiimandantesde companhias sao rccenheci-
das verdadeiras pelo Chele do batalhao, em at-
teslado em separado.
Dito-AoCapilo Antonio Paes Corte/., en-
viando-lhe o requerimento de Ignacio Pires da
Silva, para gerpmsellados os documento.
Dito.\oCommandant.Mlo I'orto Pao ama
relio, eoneedendo-lnea liceneaque pedir para
vir a cid de comprimenlai ao Exm. Presiden-
te da provincia.
DiioAo Chefe de Polica,, enviando-lhe
urna relaeo de desertores, para que procedes-
se como fosee de difeilo.
DitoAo Chele do Io batalhao da Guarda
Nacional de iinda, aecusunuo o recebinieoto
do guarda Manoel Pacheco, remottido para subs-
tituir o do nome Ignacio Pereira, e fazendo-lhe
respeito algumas rellexoes,
dem no di A 2.
OfficioAo Inspector do Arsenal de Mari-
nha, para fornecer ao Altores Madeira, o ne-
cessario transporte para o desembarque de 74-
pracas vindas da edrte na fragata Paraguass.
EXTEBIO.
REPBLICA ARGENTINA.
Pelo paqnut'; inglez Viper recebemos lion
tem(9 docorrente Ifolhas de Buenos-A} res at 21,
e de .Montevideo at26domez passado Nada en-
contramos nellas de interesse ; mas de urna car-
ta de Montevideo com data de 2(5 fazemos o se-
guinte extracto ;
Cada vez me convenco mais de que nao
se pode ser propheta nem mesmo em trra es-
tranba. Ha poucos diasdisse-lhe que estavao
esgotados todos os recursos; que nao havia mais
appellaco nem gravo ; quo nao tinha esta
gente nem um vintem e quo eslava o nego-
cio a concluir. Pois vaticinei mal: os bornens
lizerao-se emprata ; tirArao recursos das po-
dras com quecalerao as ras, eabiestaocom
dinheiro para mais algumas semanas. Donde
elle veio nao sei; mas que appareceo he lora
deduvida. O que se diz, pela bocea pequea,
beque acharaoquem Ihescomprasse o contra-
to ou monopolio do sal, e que ja estaoemar-
ranjos para a venda do monopolio do carvao.
Esta sbita apparico de moeda reanimou a
guarnicao.
Nao parSo aqui os milagres. Asahida
do General Paz que pareca dever ser o sig-
nal do sauve qut peut e que por muitosdias
Irouxe ludo aterrado ef!ectuar-se-ha a con-
teni de lodos! ... Nio sei que espirito santo
os illuminou ; mas o que he certo he que toda
a guarnicao concorda hoje na sabida do Paz e
que elle partir um destes dias pjra tentar for-
tuna em Corrientes sem que a sua sabida
produ/a defeccao ou desanimo. Bausa ica com-
mandando a linda.
h Para abi vai o Commodore Purvis Oribe
ha ja trez dias que festeja no seu campo a sua
partida.
Ora, do tudo o quo eu levo dito nao con-
clua V. que est a praca em mar de rosas.
Nao : as cousas estao apuradissimas: adiou-se
por mais algum tempo a peripecia do drama ;
mas o enredo contina os actores csto em
scena, e mais dia menos dia vem o panno a-
baiio, se algum lance imprevisto nao mudar e
face das cousas.
Tomos noticias de Buenos A y res al 30
do mez passado. Nada havia occorridode novo.
O almirante Brown, Chefe das torcas navaes
argentinas, desembarco!! eui Buenos-Ayres no
dia 29. {J- do Com )
-a-, i_____mse-miju.'nia-iaw
BIO DE JANEIRO.
SS. MM.1I partlraohontem(8docorrente)
de madrugada para a mperiallazenda de Santa
Cruz. Consta-nos que SS.MM. vollaro Corte
nasvesperasdodia 19 do corrente.anniversario
natalicio do S. A. I. e R. o Sr. Conde d'A-
quila.
O vapor de guerra Guapiass acompa-
i.ha os vasos que, conforme ja annunuimos ,
srgiiem para o Sul.
Embarcarlo hontem para a corveta Dout de
Julho 200 probas para o servico da esquadra.
Consta-nos que forao onlens |>ara S.
Paulo para fa/er embarcar em Santos para o
Rio Grande o 4. batalhao de fu/ileiros.
Tem seespalhado estes dias boatos deguer-
ra entre o imperio e algumas das repblicas do
RiodaPrata. Se bem que o Governo Imperial
se esteja preparando para qualquer eventuali-
dade mandando augmentar as nossas torcas
no Sul. podemos comtudo asseverar que elle
por nrs resolvido a continuar na linha
ide perfeita neulralidude quo tem seguido al
hoje.
O Sr. Desembargador Antonio Simoes
da Silva foi nomeado Cheto de Polica interino
da Cflrle.
O Sr. Desembargador Brrelo Pelroso foi
aposentado a pedido seu.
O Capillo da polaca sarda f'Jtore, entra-
da anle hontem (14de Julho) de Bueno Ay-
res, refere que encontrou grande temporal f.ira
do nosso porto, equeaehando se ao anoutecer
do dia 13 sobre a Ponta Negra com forte tra-
vessia, fallara a un brigue nacional vindo do
Rio Grande, o qual, por nao poder vencer para
bsrlavenlo. reeeia que naufragasse perlo das i-
ihas de Marica.
Accrescenta o Capito da polaca Giove, que
estando no dia 12 a leste da Rasa, com muita
cerracao, vira fazer-se na volta do trra urna
galera pequea, e que na entrada dos le porto
encontrara, boiando, mnstros, capoeira. parte
do casco, um chronometro, velas e taboas.
A bordo do brigue de guerra Capibaribe,
enlradn honlem (16 de Julho) de Montevideo,
veio de passagem o General Paz com os seus A-
judanles d'ordens e Secretario particular.
Acrvela Carioca sahe no dia 18 para
Santos, afim de ronduzir para este porto o 4*
batalhao le Fuzileiros. {J. do Com ')
A Polica ronseauio apprebender hontem,
4 do Julho em um armazem ou taverna da
ra da Candelaria cerca de 4contos de ris
em notas lalsas de 5000 rs da nova estampa,
c da fabrica do Porto.
Em o numero passado noticiamos a ap-
prehensao de notas falsas de 5j000 rs., a qual
depois soubemos que fra feita. de ordem da
Polica, no dia 3 do corrente, pelo Juz Munici-
pal da 1* vara, n'uma casa do boceo de Bragan-
c, u nao da ra da Candelaria, sendo encon-
trado, enterrado em um canteiro do pipas, um
embrulhocontendo703 notas d'aquelle valor,
da ultima estampa. Como implicados n'esle
crimo, forao recolhidos i cadeia Joo Joaquim
da Silva, Manoel da Silva Santos, e Rita Mara
da wilva.
Nao parou aqui. No dia seguinte (i) proce-
deo-se a urna rigorosa busca a bordo do brigue
Flor de feirix, entrado do Porto em 28 da Ju-
nho, eabrindo-se um caixoque con tinha 18
espingardas, encontrro-se em todas estas,
n'uma cavidade coberta pela chapa do couce da
cronta, outros tantos massos, contundo cada
um 70 a 100 notas falsas de 5j>000 rs., da cha-
pa azul.
Contina a busca, por haver ainda denuncia
de maiorquanta dentrod'outrovolume.quenao
nosconsta que ja tenhasido encontrado. OCapi-
lao do brigue, Jos Tbomaz de Cima, foi preso
immedialamente.
(Senlinclla da Monarchia.)
RIO GRANDE DO SUL.
Ando cscassas as noticias do exercito e as
que aqui temos dao-oGeneral em chefe as pon-
tas do Jaguary Oriental a5deJunho.
Nada de bem importante tem occorrido desde
9 do Maio, em que o Baro tornou para o cam
po : elle tem andado constantemente em busca
de Canabarro que ora segu a linha divisoria,
ora passa para o Estado Oriental, e ullimamen
le nao achou mais meio de escapar-so senao o
de dispersar a sua gente em pequemos grupos ,
que seoccultoem lugares conhecidos do Chefe,
que os rene quando acha bom ensejo : e eis-
aqui a lctica que teem adoptado os caudilhos da
rebellio e de que al aqui Ihes tem sortido
bom effeto, pois que prolongo a guerra, que
he o seu filo.
l'/ancisco Pedro destacou sedo exercito com
800 homens em suguimento de Neto que to-
mou para as partes da capella das Doros; mas
apenas Ihe podo matar alguns homens e tomar
outros u cavallos.
Segundo urna caria do exercito nao falta-
vo no acampamento imperial emissarios rebel-
des fallando de pazes : passava como certo que
liento Goncalva havia feito instancias para ter
urna conferencia com o Baro ; propalava se-
que Canabarro est muilo desacreditado entro
os do seu'bando, e que nao tardara que nao se
ja destituido do commando ; mas parece que o
General nao toma nada disto como moeda cor-
rente c que vai continuando no seu intento ,
de um din encorralar a torca rebelde e anniqui-
l.it-8. Bento Manoel licava manobrando para
tomar a frente a Canabarro a ver se conseguo
pfll-o entre dous togOS.
(Carla particular de 20 de Junho.)
Pelo brigue Hoin Fin, entrado do Rio Gran-
de, temos noticia daquella cidade at 4 do cor-
rente.
O bravo e feliz Tenente-Coronel I-'rancisco
Pedro, entrouem Piratinim no dia 30 do mez
passado,i 10 horas danoule.e aprisionou alli o
Major Jos Mariano de Mallos, um dos funda-
dores da sonhada repblica Rio-Grndense, o
o famigerado Joaquim Pedro,Cheto de bastan-
te influencia entre os rebeldes. Estes dous cau-
dilhos da rebellio chegario cidade do Rio
Grande do Sul no dia 3 do corrente, e esporao
alli as ordens do nobre Baro de Caxias.
Corra no Rio Grande que o Brigadeiro Ren-
to Manuel tinha conseguido alcancar a divis
do Ganaharro, o que a derrotara: nao bavia po-
rrn parlicipacao alguma official sobre este suc-
cesto.
O vapor Pagele do Sul devia sahir para o
Rio do Janeiro no dia 5 do corrente, mas foi
demorado por ordem superior.
Jornal do Commereio.)
,i eujuiiii ai iiiiiMiianiinjMM i_jj i _!LLJiiiilL, Il"H
DIARIO DE PEHMIM
O vapor Paraense, que chegou hontem a
este porto, trouce-nos ornaos do Rio al 18 ,
de Babia at 26, e das Alagoas at 28.Em
outro lugar deixamos transcripto o que encon-
tramos nos jornaes da Corte de mais nteres-
sanie : a Babia e Alagoas eslavo em socego.
--------------;,-------......_--------------------------
Correspondencia.
Srs. Pedidores.Permitlao, que pela sua
folha relira um convite, que talvez por engao
so animaro a fazer-me, sobre as futuras elei-
ijiies, para desabafo meu; pois quo, sem ser de-
nunciante, nao posso deixar em silencio acon-
tecimentos semelliantes. Eslava em minba ca-
sa, quando sem esperar rocehi urna visita de
tres individuos, que mo sao desaffectos; mas co-
mo a minba uducaco nao permiUia a incivili-
dado, recebi-os como se fossem amigos; prestei-
Ihe meus obsequios, e depois de eslarcm senta-
dos, ped-Ibes, que mo dessem suas ordens:
respondro-mo todos a um temporPatricio e
amigo, Ymc. tem estado illudido na sua opini&o
poltica, tem inteiramunto marchado errado,
por se ter unido ao partido do Baro da Boa-
Vista, deste homem, que tantos males tem cau-
sado a nossa provincia; e como boje estamos li-
vres do seu governo, cromos que o nosso amigo
ceder de sua opiniao: temos novo Presidente,
accresceotou um Jeitos, e nao obstante elle ter
continuado um alguns acto* do mesmo Baro,
todava affiamamos que he nosso; emhora suja
Bahianno, disse outro, que he genio, de que eu
nao gosto, s por me lembrar do que fizerao
com meus prenles na cadeia da Bahia por cau-
sa da revoluco em 1817, com tudo nos, disse
rao, prometlemos a Vine que nao ficar em cs-
quecimonto o seu bem estar, com tanto que
vol, e procure votos para o partido chimango,
que he o legitimo da ordem. Respondi-lhes en-
lo:Sinto o mais possivel dizer a VV. SS.,
que nao os posso servir: eu sou govurnista des-
de us meus principios, nao minsterialista, en-
ondo-mu VV. SS., mas monarchista: tenho
sustentado um s carcter, sempre gostei do
chamado carcundismo, ecom elle tenho defen-
dido a Dynastia Brasileira principiada pelo fun-
dador do impero o imntoital e sempre saudoso
o Sr. v. Pedro 1., e conservo a mesma cuida-
de a S. M. I. o Sr, P. Pedro 2." Tenho einos-


._
lo minha vida contra os solanadnrps dr> rhrono.
m rnuitas parles do imperio; nao sou gover-
nista por conveniencia, tanto que meus servi-
dos nao tfcm t
  • recompenca, mas fiquem VV.
    SS. convencidos de que so a morte me aislar
    de minha opiniao poltica, e ainda nos ltimos
    iuspirosda vida, meus votos serio por S. M. I
    epor lodosos Brasileiros, que concordo com
    a opinilo do intiepido Haro da Boa-\ isla. -
    Ao ouvir minha resposta, erueo-se a commis-
    sao, e um dos tres disse:Vamos-nos, que com
    esteenferrujado nada se arranja c he s perder
    lempo; he ama asneira malhar em ierro fri.
    Finalmente, desped as minhasvisilas, dizen-
    do-lhes:Asneira foi terem VV. S\ o incom-
    modo de prorurar-me para o fim que me ex-
    pressro, mrmente saliendo que eu pelos meus
    principio* polticos tenho aflrontado a morte no
    campo da datadla (para, o que sempre estarc
    disposto) a favor da Monarchia, e sein interes-
    so nem lembranca de eleicoes, que he d onde
    provem os males do nosso paiz: confesso a V V.
    SS, por despedida, que meu pai sempre me re-
    commendou como ohjeclos sagrados e dignos
    da minha primoira venerafSomeu Dos, meu
    Rei, e sinto diser-lbes, que emquanto hou
    ver um simples particular governista, nao dou
    e min aconselharei a quem me ouvir, que ceda
    oseu voto, sol qualquer pretexto, ao chman-
    guismb. Peco-lhes, Srs. Redactores, que des-
    culpem a linguagem franca de um ignorante,
    que apenas sabe preencher sua obrigaeio, por
    ser naslileirasdosgovernistas O Tambor.
    N. B Quem se sentir aggravado procre-
    me pelo Diario de Pernambuco; porque nao
    leio os peridicos da praia.
    Variedacle.
    O CARAPUCEIRO.
    A POLTICA.
    Se a poltica nao he mitra cousa mais do
    que a arte de bem governar, e se o bem go-
    ernar est em levar os homens felicidade so-
    cial por meio da exeiuco das leis justas e ho-
    nestas ; segu se que o dolo, as astucias, as
    artimanhas.as injusticasem fim nao merecem o
    nome de poltica. Pude sirn a velhacaria im-
    bair por algum tenipo o inexperto povo, pode
    a violencia fae-o emudecer nesta ou n aquella
    crise; mas a final c;.be a mascara impostura .
    vio os governantes perdendo a forca moral e
    conseguintemenle baqueiao do poder, que nao
    souhereo devidamenle sustentar.
    A poltica (d:sso o celebre Galianil he um
    animal bpede, que raciocina, e serve a Dos
    de maneira que nao oflenda ao diado. Outros
    pretendern lundsr toda a poltica no vaivictit
    da antiguidede. Este deploravel syslcma Une a
    triste vantagem de ser sustentado pelos dous
    Riis pujantes pensadores da Italia e Gra
    Bretanha. Hobhes nao reconhece por direito ,
    senao a forca, e Machiau'l nao da forca ou-
    tro auxiliar, senio a astucia. He o Achiles dos
    antigos jura niget sibt nata, nihil non arro-
    et armts firmando-se em CJIysses o grande
    fabritanle de frauden, como o denomina
    Homero. Mas apezar de todos os sophisn as dos
    partidos, apezar dos esforcos das paixes, sera
    sempre verdadeiro o que disse Barthelemy no
    Directorios A justi< a afianca a duracao dos im-
    perios : a Justina e a moder. rio, depois da vic-
    toria, trazem a pazduradoura, que saneciona a
    constituidlo do estado. =
    Em os Governos Representantes he til, he
    necessaria he indispensavel urna opposicao :
    masentendo, que esta deve ser de principios ,
    e nao de pessoas Ao estado be indiflerente ,
    que governem estes ou aquelles, com tanto
    que governem segundo a constituidlo e as
    leis. Urna vez pois que a opposicao he feita
    nio aos principios, nao maneira de governar,
    fim aos individuos, que governo, j se v ,
    que nao ha abi, senio ambicio, c sede de po-
    der, e o resultado hegerarem-se dous partidos
    furiosos, e inplacaveis de uns que cega o
    accidentosamente sustentan ainda os maiores
    devaneios do Governo e de outros, que Ihe
    fazem a mais crua e desapiedada guerra, por
    melhor, que proceda, al vel-o cahir, e em-
    polgar-lhe o poder. E sera crivel que assim
    poua prosperar um paiz ? He regra eterna da
    natureza ( diz Mr. De Pradt) que um excesso
    traga outro : em poltica, o em geometra o
    ngulo da reflexao he sempre igual ao ngulo
    da incidencia.
    Segundo a poltica de alguns o partido, ue
    te v de cima, deve tirar a sua desforra, deve
    vingar-se de seus inimigos, perseguil-os, azer-
    se temido, &c. &c.: mas com o devido respeito,
    seguirlo o meu humilde, entender nao ha peior
    meiode governar; porque como disse o pro-
    fundo Tcito na vida de Agrcola metus, el
    terror est infirma vtncula caritatis; gua- ubi
    removtris, gui timere dtsierint odiue mei-
    pitnto ruedo e o terror sao os lacos mais
    I reos para conter, ou grangear a amisade; pois
    bue aquelles. que comecao a lemer. ja ten
    cnmeca'dn a aborrecer. Qas urna Administra-
    cao que enlra de novo, demitta empregados
    de mera confisca, que pdem exercer influ-
    encia poltica, e receia, Ihe sejio hostis, isso
    enlendo eu, e parece-me razoavel e prudente
    at corto ponto : mas que extenda a proscrip-
    cao indistmetamente por todos quantos forao
    empregados pela Administracao apeada, he o
    que me parece desacertado injusto, e impru-
    dente: desacertado; porque a demissio de taes
    funcionarios s faz desarranjar estes para ac-
    commodar aquelles ; injusto ; porque tira-se
    rnuitas vezes o pi qnem nenhuma culpa
    tem ; e imprudente ; porque dest'aste ge-
    ra-se um grande numero de inimigos, e a
    perseguidlo torna de ordinario os homens mais
    emprehendedoresJe ousados.
    O que ser dejaos, se o Brasil contina a
    ser governado por paixocs e por partidos?
    Quando pararemos nessa borrivel poltica de
    accoes e reaccoes que no pdem deixar de
    desmoralsar-nos e impeccr-nos no caminbo
    da civilisacao e prosperidade ? Um abysmo
    cava outro abysmo : o partido boje vencedor ,
    larlando-se de vingangas provocar um odio
    profundo urna opposic,ao extrema no partido
    decahido at quo este sendo amanha ven
    cedor, revidar em suas vingancas; e nesle re-
    dopello de paixes funestas barbarisa-se o paiz;
    esquece a agricultura ; esmorece ocommercio,
    morrea industria no nascedouro; e quem sabe
    qtial ser oparadelro de tantas desordena ? Os
    partidos quer religiosos, quer polticos soem
    ser cegos e injustos : e ser crivel, que com
    taes meios possa medrar a nossa Patria ? Soba
    influencia desses partidos como he possivel, que
    se fagio boas leis ? E ainda feitas como serio
    ellas devidamente executadasP
    Os partidos s anhellio o mando : os que o
    empolgro.querem mantel- o, os outros s se
    empenhao em reasumil-o. E quantas leis se en-
    gendro nSo segundo requerem a utilidade
    publica, o bem do estado seno conforme
    aos designios de interesses momentneos Pa-
    rece que urna grande parte das nossas admi-
    nistrares nao tem cuidado especialmente, se-
    no nos meios directos e indirectos de perpe-
    tuarle na governanga : e como saibio que
    das Cmaras Legislativas he que principalmen-
    te Ihes vem a conservadlo ou a queda,pem to-
    das as suas vistas as eleicoes e rnuitas vezes
    teem-se leito leis, reformas e creado eropre-
    gos cujo fim anda que involvido sob a capa
    do bem publico parece nao ser outro senio
    tirar ao povo a espontanea escolha de seus re-
    presentantes para a por as maos do poder
    Nao digo que o Governo seja estpido es-
    pectador das eleicoes tendo por cousa indif-
    lerente a escolha dos representantes da naco.
    Como homens como cidadaos, como indivi-
    duos e nao como Governo intervcnbo os
    membros da administrarlo as eleicoes por
    meio de seus amigos.de suas sympalhias.&c.tfc.
    mas o Governo apresentar-se como tal ante as
    urnas eleitoraes prometiendo aliciando ,
    intemidando ameacando fixando finalmen-
    te quaes e quejandos bao de ser os eleitos he
    em verdade o que se nao compadece com a i-
    deia que formo do rgimen representativo ;
    he a meu ver. desnaturalisal-o; he, sob a cor
    de liderdadc.estabelecer o n ais duro despotis-
    mo ; he burlar a constituidlo ; he escarnecer
    do povo que neste caso faz papel de palhaco ;
    be abracar a horrivcl mxima de Lysandro. que
    dizia que assim como cumpre engaar os me-
    ninos com brinquedos, convm engaar os po-
    vos com artiii.anhas ; he inalmente.sob as for-
    mulas constilucionaes.estabelecer a mais horri-
    vel das Monarchias absolutas. Em verdade se
    o Governo, e nao o povo he quem escolhc
    os representantes da nagio onJc est o ele-
    mento democrtico indispensavel em a nossa
    organisaco poltica ?
    Tcito escrevendo a historia da primeira
    revolucao do Imperio Romano disse Evul-
    gato imperii arcano posse Principen* alibi
    guam /tornee fieri isto he : perdeo-se o Im-
    perio Bomano. logo quesedivulgou este segre-
    do de estado : que se poda fazer um Impera-
    dor lora de Roma. Assim tambem se pode di-
    ver quo est a borda do sepulcro o rgimen
    representativo, logo que se divulga o segredo
    deste Governo que vem a ser ; que se pdem
    fazer ou excluir Deputados fra doscollegios
    eleitoraes. Nao he pois por estes ou aquel-
    les applausos efmeros da mullidio, que se p-
    dem aquilatar os Governos; porque, como se
    exprima o Dante, o povo rnuitas vezes em sua
    embriaguez diz viva a sua morte e morra
    a sua vida=he sim pelos seus actos, pelos bens,
    ou males que causio sociedade
    Digao por tamo o que quizerem os sectari-
    os dasdoutrinas de Hobbes eMachiavel eu
    nao conheco outra poltica verdadeira ; senio
    que se funda no justo e no honesto ; por-
    que s o que he justo, c honesto pode ser cons-
    tantemente til aos povos: qualquer outro meio
    de gobernar parece-me errado Ilusorio e de
    1 *
    Governo,que para funceionar e manier-se care-
    ce ajudar-se dos esforcos de um partido,s por
    isso da provas da sua incapacidade e do seu de-
    merito ; porque o l.*dever do Governo (ou to-
    dos se cifro neste) he ser justo: e como o poder
    ser quem, para subsistir, carece de favores? Sun,
    que o Governo de partido necessariamente ha
    de postergar as leis em muitos casos transigir
    com os crimt s de seus paladinos e contentar a
    todo custo as suas exigencias quasi sempre de-
    sassisadas c iniquas. O Governo de partido
    como nao cura, senao de conservar-se no po-
    der pelos esforcos e serviros da sua clientella ,
    nunca ter urna vontade firme relativamente o
    bem do estado saltar por cima de todas as re~
    gras violar a propria constituidlo urna ve*
    que nSo perca a estima e apoio dos seus cam-
    pies.
    Desta mesma politice a meu ver, tortuosa
    e abominavel dimana por necessaria consequen-
    cia a mxima turca, de que o empregado pu-
    blico nao deve proferir urna s palavra contra o
    Governo sob pena de ser demittido; porque, os
    que ahraco esses principios di/em, que os func-
    cionarios pblicos sao empregados do Governo:
    mas eu entendo, (estarei engaado) que o Go-
    verno nao tem empregados seus e que todos
    os lunccionarios pblicos, inclusive o mesmo
    Governo sio empregados da naeao servem
    ao estado e nio aos Srs. fulano, ou sierano : s
    exceptu desta regra aquelles empregados. que
    sao pela natureza de suas funecoes dependentes
    da mera confianca, de empregados mais altos e
    chefes de repartices. Tambem convenho. que
    qualquer Governo deve reparar s injustioas,
    que por ventura baja soffrido qualquer cidadao
    des Governos antecedentes. Se consulto a cons-
    tituido vejo no tt. 8. (que fixa as garandas
    e direitos dos cidadaos Brasileiros) 4.' do art.
    179,que todos pdem communicar os seus pen-
    samentos por palavras escriptos e publical-os
    pela imprensa sem dependencia de censura ,
    com t8nto que hajo de responder pelos abu-
    sos que cometterem no excrcicio deste direi-
    to nos casos, e pela forma que a lei determi-
    nar = E por que fatalidade porque regra de
    justica ba-se tolber este direito a qualquer ci-
    dadao s porque he empregado publico ? J
    disse e tepetirei que a respeito dos lugares de
    meia commissio convm que o Governo te-
    nha todo o arbitrio ; mas este mesmo parece-
    me que nao deve ser ceg e caprichoso.
    Fra disto, ou o Governo procede bem ou
    nio : se procede bem firme na consciencia do
    seu dever que susto Ihe pdem causar as ato-
    ardas as 5s declamacoes o* miseraveis apo-
    dos de um pngillo de descontentes ? So cami-
    nha errado, longe de indispor-se contra os que
    falli deve estimar que haja quem censure
    os seus actos quem Ihe mostr os seus trope-
    cos a fim de os corrigir e marear a nao do es-
    tado pelo rumo da felicidade pnblica. A ser
    pois verdadeiro o principio, de que os empre-
    gados pblicos devem conservar-se submissos ,
    e silenciosos a respeito da poltica do seu paiz ,
    segue-se necessariamente que essa classe de
    cidadaos he urna clientella de estupidos escra-
    vos, que nio tem vontade propria, e pdem
    pertencer grei d'aquelles, que dziio com Ju-
    venal
    Nos numerus sumus, tt ruges consume-
    re natos.
    Se o estado nio he propriedade de ninguem,
    oque quer o estado he ser bem servido nos di-
    versos misteres confiados aos cidadios, sem que
    Ihe mportem as suas opinies polticas. Se o
    empregado pois he intelligente, exacto no cum -
    primelo dos seus deveres, &c. &e. dever ser
    demittido rnuitas vezes depois de longos annos
    de servco pela simples razio de ser desafeicoa-
    do ao Goveino ? Que beneficio pode resultar
    naci de um actodestes, que nio tem por fim,
    senao a gnobil paixo da vinganca ? E nao he
    este um dos meios mais correntes de desmorali-
    sar o povo ? O que com razio dir este, vendo
    ser demittido ou incommodado um funcio-
    nario publico zeloso, intelligente e honrado, s
    porque censura os mos actos do Governo ao
    mesmo passo. que sio conservados outros nim-
    bis, e relaxados, nicamente porque se alista-
    rlo sob as banderas do partido Ministerial e
    pertencem ao bando de seus cegos aduladores ?
    Qualquer naturalmente deduzr de taes Tactos,
    que pouco ou nada val o ser honrado o ser
    integro o ser virtuoso, o que val he pertencer
    ao partido do Governo, he ser hypoerila e adu
    lador. O Governo s deve contar amigos sin-
    ceros solidos e seguros quando fflr jus-
    to quando se nio apartar da constituicao e
    das leis.
    Apezar de lodos os sophismas de urna philo-
    sophia egosta, eu eslou profundamente con-
    vencido que a poltica deve ser para os Gover-
    nos, o que a moral be para os particulares is-
    to he ; que a poltica deve ser a moral do esta-
    do, e a moral a poltica dos particulares. Em
    verdade tenho (ue o Governo se guiar
    por estes principios nao carecer de faciese
    poucaduraclo. Er.tcr.dc portante, que todo o le vheoiea que o lusieicui ee lera por
    si a inexpugnave cohorte de iuuos os cidadaos
    pacifiros, e industriosos de todos os homens
    de bem. Far sim desconles e queixosos ;
    mas quem serio estes ? Os turbulentos. os va-
    dios, es especuladores polticos, os homens em
    fim coherlo de vicios e de crimes.
    Nio falta porrn quem, ouvindo dizer quo
    a opposicao he indispensavel em os Governos l-
    vres imagine, que a opposicao be synonima
    de intrigas, de odios, de calumnias e persegu -
    ci. Mas a tal proposito concluirei citando es
    proprias palavras do respeitavel Macare! nos seus
    Elementos do Direito Poltico. Todo o cida-
    dio, ( diz elle ) e mais se tem a missao de re-
    presentar os interesses geraes, deve clamar con-
    tra qualquer violacio antiga ou moderna das
    garandas eslabelecidas pela le fundamental.
    Taes reclamaees sao mu justas e honrosas e
    por isso nao pdem deixar de trumphar com
    tanto que sejo enrgicas decentes, pacificas
    e profiadas.
    Assim que a opposicao as Cmaras nao
    deve consistir se nao em repelir todas as me-
    didas legislativas cujo resultado fsse destruir
    as garantas e leser os interesses, que cada urna
    das Cmaras est encarregada de defender. Ho-
    mens pblicos, ou particulares resolvidos de
    antemioa conlradizer em todos os pontos ao
    poder exeeulivo sao infallivelrnente ou ini-
    migos da tranquilldade do estado ou ambi-
    ciosos ligados contra os Ministros, aos quaes
    almejo succeder ou entio intrigantes que
    mendigao empregos por meio de ameacas pe-
    dndo favores, para assim di/er, com mo ar-
    mada.
    <( 11 lude- se grosseiramente quem preconiza
    estesystema como urna das garantas sociacs.
    Sio incalculaveis as dtsvantagens de urna op-
    posicao cujo principal empenho he repellir as
    proposites dos Ministros,sendo que o seu ni-
    co fim he destruir os proprios Ministros, em-
    quanto a opposicio nao conseguc os seus dse-
    los os abusos e a discordia sulisistem : mas
    quando de minora passa a ser maiori e re-
    pelle algum importante projeclo de lei, os Mi-
    nistros, que o proposerio, cahem, os seus suc-
    cessores sio tirados da opposicao, os qua."S por
    seu turno dirigem o temi dos negocios at
    que urna nova opposicao, que em breve se for-
    mar, consiga derrotal-os Que importao esnas
    mudencas aos homens sensatos e pacficos, que
    s aspirao a viver em seguranza e corn liberda-
    de? Elles se propem telegerdeensoresdosseus
    direitos e interesses privados, e nio candida-
    tos dignidades publicas.
    Pode ser, que estas verdades nio acbem ac
    lliiinerito n aquelles que s queretn viver das
    intrigas e trapazas dos partidos e talvez dati-
    lero ludo em utopias: mas se he errada esta po-
    ltica declaro solemnemente que antes que-
    ro errar com Mac, re e todos os pudlicistas do
    que acertar com os estadistas que me quize-
    rem sustentar o contrario. Ser muito bom o
    manejo dos partidos para quem delles lucra e
    vive reguladamente ; porrn ser dom para o
    paiz? Ser proveiloso naca') ? Respondios
    fados.
    ANNUNCIO.
    Do I. de Agosto at o mez de Outuhro esta-
    belecer-se-hio as entradas desta capital Om-
    nibuss destinados a eondujir para todos os col-
    legios eleit raes cartas relativas a acquisico de
    votos dos candidatos. U preco de cada carta
    ser de um real por cada leeoa pago adianta-
    do. A companhia obriga-se pela fiel entrega
    de todos os papis que ir em urna grande
    caixa bem fechada tendefemeima um rotulo
    com este letreiro = Vontade Nacional = Os
    mnibus terao todos esta legenda em grossos
    caracteres = Consciensia pudliva =s Apuradas
    as eleicoes, os mesmos (>mmbus offerecem-se
    a trazer de retorno feches de forqulhas, que de
    fra possio remelter para esta cidade Os m-
    nibus eslrio promptos todos os dias s 9 horas
    da manhaa, nos lugares supramencionados.
    Alfandega.
    Rendmento do dia 29......... 1:351*808
    Descarrego ha je 30.
    Escuna inglezaInvencible diversosgeneros.
    Hiato Flor das Larangeiras dem.
    IMPORTA CAO.
    Rose Amelie, brigue francez, vindo do Havro
    de Grare, entrado no correte me/, a consigna-
    cao de Bolli & Chuvarnes; manifeslou o segum-
    te:
    1 caixa com perfumara, 1 embrulho com
    botins e livros; a F. Helenolo
    12 caixas adsinthoe kiech; a L. A. Raudoux.
    6 ilitas perfumaras, tecidos, bonns o espe-
    Ibos; a F. Duharry.
    3 ditas chapeos, 40 barris e 20 meios ditos
    manletga; a ordain.


    O barrise 23 meio; ditos manteiga; a Le 1 caixacm 50 garrafas d'azeile deamendoas,
    "Bretn Schramm fC*1 1 dita drogas, 1 barril, amarello pora tinta; a
    1 caixa pt-lucia, 3 fardos ca/.cmiras de la, 1 Saisset & C.*
    embrulho amostras; a J O. Elster. 189 barris e 15 meios ditos manteiga; alt
    30 gigos vinlio champagne, 1 caixa pannos, i Lasserre <& C.*
    4 ditas sellins, 2 ditasohpo, 1 dita arcoes, 1 1 caixa bi/erros,l dita carneiras,1 dita tecidos
    dtadversosol.jectusdcsollero,2ditascazemras, !de!a e algodo.1 dita papel paradosonho.lap
    1 dita merino, 1 dita perfumara, Idita vidros, 1 s porte-lapis, caivetes, castigaos courfls do
    dita pelucia c flores, 1 dit s luvas, brincos, cha-
    paos, lencos e calcado, 15 ditas pelles, 1 dita
    ibezouras, 1 dita fitas de algodo; a Lasserre &
    Coiombier.
    1 caixa tecidos d'algodao, 75 barris e 25
    meios ditos manteiga; a N. O. Bieber & G*
    1 caixa carimbos para relogiose moldes,1 h-
    cela frascos com agoa -forte, 1 caixa com caixas
    de msica* cordaa para instrumentos, jolas, pe-
    dras, obras, instrumentos e objrctos de relejo-
    eiro, utensis para dentistas, barmetros, are-
    metros, oceulose accessorios, oceulos depunho
    e folhdsde nusica; a Meroz & Sicar.
    1 caixa drogas; a Barlholomeo Francisco de
    Souza.
    3 ditas papel; a Manoel Figueiroa de Faria.
    3 caixas com lustros: a Francisco Antonio de
    Oliveia.
    1 dita tecidos d'algodao, d'algodao seda, de
    algodo e la, de seda la ealgodo; a Calmont
    &C.
    153 barris e90 meios ditos manteiga, 1 cai-
    xa estofas de seria, lencos o 'uvas, 2 ditas luc
    dos de linho e algodo, 1 dita chapeos, 1 dita
    calcado, 1 dita colliers do cabriol; a J. P. A-
    dour&C.
    1 caixa tecidos de laa e algodo, 1 dita olea-
    dos, 1 dita tecidos d<;, seda e algodao. 6 ditas te-
    cidos de algodao, \ fardo lencos pintados, 1 di-
    ta tecidos adamascados, 50 gigos vinbo cham-
    pagne, 2 caix'as perlumarias, 2 ditas botoes e
    escovas, 4ditas vidros, 1 dita pennas de ema.
    taille-piu'.ne, luvas, leques, cordoes, carteiras.
    llores artiliciaes, escovas, capsulas, sous-pieds
    de co'jro, fitas de veludo, joiaa falsas, pentes e
    bor.s, 1 dita penas para enfeites e bons de ve-
    ludo, 1 dita caixinhas com sabo e espelho, e
    quadrosde zinco e de cobre, 1 dita esporas, 1
    dita estribos e esporas, 1 dita pentes de ferro e
    estribos, 1 dita chicotes, ldita portes-huilier,
    portas-licores e vidros, 1 dita casticaes de cas-
    quinha, 1 dita chapeos deso d'algodao, 1 dita
    suspensorios, 2 ditas chapeos de seda, 1 dita bi-
    zarros, 1 dita perfumara, 1 dita ditas e perolas
    de macassar, 1 dita sellins e pertences, 2 ditas
    imagens em quadros, ldita cameiras, 7 ditas
    calcado; a Kalkmamm & Hosemund.
    1 caixa litros, 1 dita pianos, 1 dita realejos
    80 barris e 40 meios ditos manteiga, 5 caixas
    vidros, 1 dita pelucia, 1 dita galoes, 24 cascos
    vinbo, 2 barris agurdente, 1- caixa caixinhas
    de papello. 1 dita oleados, 4 ditas calcado, 3
    ditas phospboros, 1 dita bizerros, 1 dita alepi
    oes, 0 ditas papel de peso, 1 dita chapeos de sol
    para senhora, 3 ditas papel, 1 dita suspensorios,
    1 dita iivrosem hianco, 1 dita merino, 1 dita
    llores, 2 ditas carneiras, 1 dita chapeos de sol e
    bengalas, 1 dita escovas e pentes, 1 dita que-
    res de bilard, e merciaria, 1 dita selim, c
    mitoines com panno, t dita pannos, 1 dita ima-
    gen; a Avrial Freres.
    1 caixa vidros, 5 ditas porcellana, 1 dita pel-
    les, 1 dita sellins e chicotes 1 dita papel pinta-
    Jo. 1 dita oalctfldo, 1 dita tecidos, chicote, p
    recordaos, 1 dita eslols, meias, tecidos, lu-
    vas, botoes e necessaires; a Didier Robert &
    Companhia.
    1 caixa carneiras, 1 dita sellins para senhora
    e veaulou equipagem, 1 dita calcados e leci
    dos de algodao, 1 dita bons, 1 dita mitaines
    de (il bordado, tapetes, perolas de (era, esto-
    jos, lacas, luvas, fumo, veos de cassa, benga
    las, sedas e chicotes; a H. St. Martin.
    15 caixas queijos, 10 barris e 10 meios ditos
    manteiga; a C Crosos
    1 caixa perlumaria e mercearia, 1 dita oh-
    jectos de bouca, 7 ditas agoa-mineral; a C. W.
    Kohimayer.
    2 fardos tecidos de algodao; a F. H. Lutt-
    kens.
    1 caixa suspensorios, 1 dita papel, caixinhas,
    brorhuras e porte-plumes, 1 dita obreias. 1
    dita carneiras, 1 flita pelucia, 1 dita flores arti
    (iciaes, 1 dita ediles, luvas, perolas, passama-
    ridse tartaruga, 1 dita marons, linhas, miions
    de seda, marons, ponte inglez, botos, etc.; a
    Bernel.
    1 caixa chapeos de palha, sedas, fil, cassas,
    linho e filas deseda, 1 embrulho amostras; a
    A. Millochau.
    1 fardo tecidos de algodao, 1 barrica queijos.
    2 caixas merino, t fa'do pannos de la, 1 dito
    cortes di-panno, i caixas suspensorio. 4
    carneiras, 75 barris o 50 meios ditos manteiga;
    a Boili & Chavannea.
    3 caixas papel, 1 dita tecidos de la, .
    ricas rame d lato. 1 caixa bizerros.
    afiar, estribos de cobre alunles e pintes de
    chifres. 1 dita chapeos deso, 1 dita calcado ,
    carteiras e chicotes 1 dita tecidos de se la e
    algodao, plumas,luvas de pellica, manase len-
    cos de seda e suspensorios de algodo ; Cals
    Jnior.
    1 caixa cortes de de coleles de seda e algo-
    do 1 dita merino 6 ditas espingardas. 1
    dita pistolas, 1 dita espingardas de dous canos,
    1 dita sedas 3 ditas meias de algodo 8 di-
    tas carneiras, 1 dila couro de lustro 3 fardos
    tecidos de algodo e la 6 ditos ditas de linho
    e algodao, 1 dito ditas de linho, 6 caixas cha-
    pos de seda 2 ditas bizerros 2 ditas caiga-
    dos o tecidos de algodao 2 dilas suspensori-
    os 3 ditas filas de seda a Lenoir Puget &
    Companhia.
    9 fardos c 30 caixas com tecidos chales ,
    e lencos de algodo, alguns de cores pegas ,
    e vestidos de cassa merino chales de la e
    de la e seda tecidos de seda e algodo, sedas
    Ac. ; a J. Keller.
    13 caixas cassas chales lencos mantas ,
    toalbas e tecidos do algodo ; aSebTohler.
    meira reunio para formar a Assembla l'aro-1 noel Jacome Bizerr a negocio de ser intcrosse
    chial que deve nomear os eleitorc sera feita dirija-sea rua das Cruzes n. 20, 1." andar,
    imprcterivelmente as freguezias e districtos lOTFBLV I) V MATRIZ I)\ BOA-
    deste municipio (assim como em todas da pro- i yicji
    vincia) no da 22 de Setembro prximo futuro; I
    que a reunio dos cl.itores para a eleigo dos j Km ronsequencij das mudaneas do anris-
    Deputados dever ser feita igualmente em todos' monto das rod88 da lotera das Memorias llisto
    os collegios da provincia reunidos as cabe- ricas, nlo pode ter lugar boje o andamento des-
    eas dos seus respectivos districtos, no dia 20 ta, como estava annunciado licando transfe-
    de Outuhro do crrenle anno : outro sim que! rido para o da 1 do pro*imo mez de Agosto ,
    na mesma occasio e pela inesina mancira se por aulorisaco do l.xm. 5r. Presidente da I'ro-
    RIO IiK JANEIRO.
    CAMBIOS NO DA 17 DEJULHO
    Prego da ultima hora da praga.
    Cambios sobre Londres. 25
    Pariz. 375
    Hamburgo. 700
    Metaes dohroes Hespanhes. 31 400 a 31 #450
    da patria. 31*400 a 31450
    Pesos Hespanhes 2*000 a 2*020
    da patria. 1*955 a 1*960
    de 6*400 v. 17c800
    de s n. 16*800 a 16*850
    Moedas de 4*000 9*400 a 9*500
    Prata.......103 1/2 a 104
    ha de proceder ns eleicoes dos Deputados Pro-
    vinciaes para a nova Assembla Legislativa da
    provincia, que se ha de reunir na sesso or-
    dinaria de 1846. E para que ciegue ao co-
    nhecimento de todas as pessoas o autoridades i
    desle municipio n quem incumbe a execocSo
    das referidas ordens, m.indou a dila Cmara a-
    fixar o presente as portas prini ipaes das res-
    pectivas parochias e mais lugares do estilo .
    assim como publicar pela impronta, Cidade
    d'Olinda 24 de Julho de 1844.Jos Joaqun
    de Almeida (iuedes, Presidente. Juo l'aulo
    Ferreira, Secretario.
    6 A Cmara Municipal da cidade de Olinda e
    seu termo em virtude da lei 'c.
    Faz saber que em virtude da lei provincial
    n. 135 de 2deMaio do correte anno, esta
    Cmara, com o Exm.Sr. Presidente da Provin-
    cia contratar com algum individuo ou com
    panhia o desecamento do pantano de Olinda :
    as pessoas quequizerom contratar,remettaosua*
    propostas a mesma Cmara para serem presen
    vincia, ou paia antes, se se venderem os bilhe-
    tes, que restao como he de esperar.
    2 O propietario da barca dos baos, pre-
    cisando par obras, que na mesma tooi a fazer,
    dispor anda de vinte accoes; roga as pessoas
    que quizerem ser accionista, que se dirijo
    dita barca aonde pedern inscrever seus mi-
    mes. ".'
    (j Madama Mara modista Francesa mo-
    radora na ruado Bozario-estreila n. 19, ten-
    do de retirar-sc para lora do imperio avisa
    por isso a seus fregue/os que Madama Laves-
    sier desdo odia 8 do corrento lica substituindo
    seu lugar de modista ; e espera por isso quo
    seus freguezes Ihe continenla dar aquelle acol-
    Ihimento que al aqu davo a dita Madama
    Mara e visto dita Medama Lavessier ser
    muito lioa modista como poder. mostrar em
    qualquer obra de que seja incumbida. ( 1)
    6Precisa-se alogar urna casa de sobrado do
    um andar com soto para grande familia,
    sendo em boa rua, e i|ue seu aluguer nao ex-
    dou a Cmara puldiear o presente pela impren-
    sa. Cidade de Olinda. 16 de Julho de 1844
    Jos Joaquim de /4/meida (iuedes. Presidente.
    Jodo l'aulo Ferreira Secretario. (15)







    Pegas

    A plices de 6 por cento.
    70
    (/. do Comm.)
    DecIaraco.es,
    ovimento do Por lo
    Navios entrados no dia 29.
    Lisboa ; 31 dias, brigue portuguez Feliz Des-
    tino de 234 toneladas capitn Antonio
    Goncalves de Azevedo equipagem 14, car-
    ga varios gneros
    PorlosdoSul; lidias, vapor brasileiro Pa-
    raense, commandante Joaquim Peixoto Gui-
    mares: passageiro o Conego umont,
    Francez.
    Navios sahidos no mesmo dia.
    Porto Alegre; patacho nacional Saudade, ca-
    pito Francisco Jos de Oliveira car. a va-
    rios gneros.
    Rio de Janeiro ; brigue nacional Indiano, ca-
    pito Braz Caelano de Mallos, carga varios
    gneros.
    1 Associacao Commercial de Pernambuco.
    A reunio da Assembla Geni da Associago
    Commercial d'esta pnica, designada no artigo
    5. do capitulo 3 o dos estatutos para se proce-
    der oleico da nova Mesa a Oirecto, o pa-
    ra a qual sao os srs. socios pelo presente con-
    vidados a comparecerem ha de ter lugar na
    quinta-feira prxima 1. de Agosto ao meio
    dia em ponto, na sala das sesses da mesma As-
    sociacao na Praga do Commereio. Pernambu-
    co 27 de Julho de 1844.=jWanoe/ Pereira Ro-
    zas Secretario. (12)
    Editaes.
    Miguel Arcanjo Monteirod'Andrade, Oficial
    da Imperial Urdem da Hoza, Cavalletroda
    dt Chrislo; e Inspector da Alfandega por
    6. M. o Senhor Pedro Segundo,
    que Dos Guarde.&
    Faz saber, que boje 30 do corrente, ao meio
    dia na porla da Allandega se bao de arrematar
    em bbsta publica. 3 caixas com 75grosasde
    phosforos em caixas, no valor de 225* rs., a 12
    du/iasde faccas d'osso para feixar cartas no va-
    lor de 20* rs. .impugnadas peloAmanuense D >-
    mingos da Silva Guimares no despacho por
    factura de Avrial Fferee assim tainhem 1 caixa
    com80duzias de suspensorios na valor de 80*
    rs. e 1 dita com 60 libras do ocio no vaior
    de 24* rs., impugnadas pelo mesmo Amanuen-
    se no despacho por factura de Bernel sendo a
    anemataro sugeita a direitos e expediente. Al-
    fandega 29 de Julho de 1844.
    Miguel Jrcanjo Monteiro de Andrade.
    2 A Cmara Municipal da cidade d'Olinda e
    seu termo ;m virtude da lei $c.
    Faz saber a quem convier que em cumpri-
    mento das ordens Imperiaes e do Exm. Sr.
    Presidente da Provincia transmitidas a esta
    Cmara em data de 21 do mez prximo passado
    e de 16 do corrente se ha de proceder neste mu-
    ditfisinicipio as eleicoes dos deputados para a nova
    Assembla Ge ral Legislativa convocada por
    decreto de 3 do mesmo mez de Junho prximo
    bar- passado para o primeiro de Janeiro prximo fu-
    ditas turo segundo as Instrucces de 26 de Marco
    . -------" ', ,;., km.rros 6 ditas'turo, segundo as Instrucces uc ouemimu---------------------------------------------------------
    ricas rame de atao. 1 -a ,.. erro. 0 dita .8 ^ ^ ^ Ju|ho rfe ,828 AVISOS dlVCrSOS .
    velas. 1 dita calcado. 1 dita acido n ,t o, id u de m0 o de-------------------------^--------------------------------------------
    ta chales, mantas e lencos de seda, 1 dita s. d M\** w^ ^ ^ ^ ^ ^ {m ^ _A ^ ^ ^^ ^ Ptrmmbeo de
    1 .uta cortes de seda e de algodao e seda, i ai- seBllinf(,. convem a sabor: que a pri-1 honteui anuunciou querer fallar ao Padre Ma-
    tes ao Exm. Sr. Presidente da Provincia. Kpa-iceda de 300*000 rs. aunuaes; quem a ttver
    ra que chegue ao conhecimento de todos man- pode dirigir-so a rua doCaldereiro n. 12. (o)
    2 .Se alguma mulhei parda, ou preta, que
    tenha bom leite, sondo de bons costumes, qui-
    zcr encarregar se de criar urna crianca de 2
    mezes dando-se casa para morar, e sustento,
    e mais precisos para a mesma crianca ; annun-
    cie para ser procurada advertindo-se que s
    se faculta para a ama as casas pagas c o mais
    conforme o proced mente e telo, (8)
    No dia 24do corrente mez de Julho da
    rua estreita do Rozarioata iepartigo do sello
    noCollegio, perdeo-se urna letra sacada por
    Anna Joaquina Maria da Conceito e aceita
    pelo Major Manoel d Azevedo do Nascimenlo ,
    do valor de 85* rs. no anno de 1843 : quem
    achar a dita letra dinja-se a rua larga do Rota-
    rlo n. 27 que ser gratificado e previno se
    aodltoSr. Major baja de nao pagar a quem
    be aprfsentar, nao sendo a sacadora ou pessoa
    Ipor ella autorisada.
    5Johnslon Pater & C. teem constantemen-
    te venda taixas de ferro batido o coado mo-
    endas de forca de 4 a 6 cavallos baix e alta
    presso ludo por prego commodo : na rua da
    Made de Dos n. 5. (5)
    1 Tcndo recebido em pagamento um do-
    cumento acompanhado deuns penhores de ouro
    do Sr. Jos Maria de Souza Bangel e tendo
    procurado este Sr. nao me oi possivel lallir-
    Ihe o por isso pelo meio desle annuncio rogo
    ao mesmo Sr. Bangel, que baja no prelixo pra-
    zode 8 dias. vir pagar sua divida, e quando
    o nao faci findo que seja este prazo sero os
    seus penbores vendidos para meu pagamen-
    to, stulonio da Silva GusmUo (10)
    1 Aluga-se um sitio na passagetn da Mag-
    dalena, com boa casa para grande familia co-
    xoira casa para pretos, pretos e estribarla pa-
    ra mais de quatro cavallos baixa para capim ,
    e terreno sulliciente para ter duas vaccas de lei-
    te alguns arvoredos de fructo c coqueiros: os
    pretendenles dirjo-se a rua Nova n. 33 (7)
    1 Um homem cazado,morador nesta ida-
    de propoe-se a ensinar as primeiras letras ,
    escrever e contar, bem como sercaixeiro de
    algum engenho distante desta praca 10 ou 12
    legoas; algum Sr. de cngenbo que do seu pres-
    t i ido se quizer utilisar o qual d conducta dirija-ja a casa de Firmino Jos Fe-
    lis da Boza na rua da Moeda ou na travessa da
    Matriz de S. Jos n. 21, para se tratar do a-
    juste : (10)
    A*q importante ao publico.
    13 Acaba de chegar urna porco nova e
    fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
    populare as pirulas vegetaes americanas, sendo
    a composigo d'ellas inteiramentc vegetal o j
    to conhecidas nesta cidade as varias molesti-
    as de figado febres rheumatismo lombri-
    gas ulceras, cscrolulas, erysipelas, e he o mee
    Ihor remedio conbecido para o sangue; roga-s-
    aos inlermos de provarem este aflamado reme-
    dio. Vende-se eom seu competente receituario
    em casa do nico agente Joo Keller rua da
    Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
    compradores na rua da Cadeia em casa de Joao
    Cerdoso A y res, rua Nova Guerra Silva eCom-
    THEATBO.
    Domingo 4 de 4gosto.
    A beneficio do actor Antonio Lopes Riboiro
    se expor ao respeitarel publico o divortimento
    seguinte : depois que os professores da orches-
    ta executarem urna nova ouvertura subir a sce
    na a hem conhecida tragedia Gabriella de Vir-
    gi ou o 7eloso Faiel.
    O beneficiado loncuu mo desta tragedia poj
    conhecer que ser desempenhada segundo as
    orcas da companhia existente, prometiendo
    apresental-a com lodo o asseio e a carcter da
    nagao a que ella pertence.
    Interlocutores.
    Faiel. Antonio Lopes Bibeiro.
    Gabriella. I/abcl Maria dos Prazeres.
    Cussi. Jos" Mximo Cabra!.
    Virgi. Joao Jos Lopes.
    I/aure Jo/epha Candida de Mello..
    Raimundo Albino.
    Moul Antonio da Cunha Guimares.
    Os intervalos dos actos sero preenchidos de
    hellissimas svmphonias findando o divert-
    monto com a nova farca ochupista astucioso.
    O beneficiado espera com esto divertimento
    preencheruma noule que elle procurou para ar-
    rimo da sua existencia esperan lo que os seus
    benignos protectores(que por tantas vezes o teem
    protegido) nao deixara de Ihe prodigalisar por
    esta vez os auxilios da sua beneficencia de que
    elle lano necessita a fim de tornar-lhe menos
    pesada a sua existencia por cuja graga eiie
    protesta eterna gratido.
    A dama que vai executar a parte de Gabriel-
    la espera a indulgencia de um to benigno pu-
    blico.
    (Principiar as horas do costumt.)
    lilil '........I ""I I 'llH
    Leudes.
    2 = Quarta-Ieira 31 do corrente ao meio
    dia no escriptorio de CaU Jnior rua da Cruz
    n 19,perante o Senhor hanceller do Consula-
    do Francez e por oonta rio seguro se proceder
    venda em leilod'uma naixa de carneiras avaria-
    dasvindas doAvre pelo brigue francez Roza panl)ia ^ Allerro da tioa-vista. Salle? e Chaves
    milta- l'Mao prego de b000 cada caixinba. (17j
    U utas; a L. ruguicrc.
    2 Na rua do Bangel n. 34, copiao-se sen-
    tencas processos e todo papel judicial, ou ou-
    Ira qualquer escriturago com muito boa let-
    tra e prego mais commodo do que em outra
    qualquer parte. (5)


    1
    --------------~ Precisa-sefallar.com o Procurador da C-
    mara da cidade de Olindu. qiwnln vier no lle-
    cife para se pagar uns loros da casa da ra No-
    ta 11. 52 ; no terceiro andar da mesma casa ,
    isto pede-so por favor.
    Urna mulher capaz e de idade se propoe a
    estar em companhia do anuira senhora desem-
    pedida pelo sustento o vestuario ainda rnos-
    mo para (ora da praca ; quem a pretender an-
    nuncio.
    V Ao Sr., que, ha 5 dias pouco mais, ou me-
    nos do armasem do Sr. iiacellar, deronte da
    scadinha da Alfandega levou por engao un
    chapeo do sol novo e deixouem seu lugar um
    velho roga-se o favor de ir ao mesmo arma-
    sem recober o seu levando aquella que Ihe
    nao pertence.
    Rjga-se a mulher, que se olToreceo para
    lavar roupa queseju mais delicada em man-
    dar entregar a roupa que por lia se respon-
    abolisa; assim como urna jaqueta de bietanha
    fina, e um lencol do algodozinho, que veio
    trocado na roupa que mandou levar na ra
    estreita do Kozarii., e que mais nao voltou ,
    pois o dinheiroda lavagom nao paga o projuiso;
    por que nem pagamento mereca a boa da la-
    vagem.
    O Commandante da Guarda Nacional, de
    que trata o annuncio do habitante do Goit, no
    D.-novo n. 118. mudou o seu domicilio para o
    engenho Crusahi ; mas por isso s deixou de
    pertencer a comarca de Pao d'Alho. Se jnlgou ,
    que umengenho por estar enllocado ern una
    comer nao pode ler trras e moradores per-
    tencpntes outra diga, que se Ihe desvendarlo
    os olhos como desoja O Imparcial.
    Urna senhora Brasileira, casada e de bons
    costumes prope-so a ensinar meninas a ler,
    escievcr asquatro operaces de aiiimetica,
    coser, fazer lavarinto e a bordar ; quem de seu
    prest mo se quizar utilisar dirija-se a ra do
    Arago n. 3, defronte da botica de Victorino
    Ferreira deCarvalho.
    1 Manoel Jos (ioncalves Braga embarca
    para o Rio Grande do Sul o seu escravo Fausti-
    no de nacao Costa. 3
    1 Constando ao abaixo assignado, que al-
    guna Srs. teem requerido por oforamonto, ao
    Eitn. Snr. Presidente da provincia, um terreno
    sito no campo de palacio em direccao a ra da
    Cadeia, dando se como divoluto e sem proprie-
    tario o dito terreno ; o abaixo assignado faz
    certo aos mesmos Snrs. que esse terreno he de
    sua propriedade, dominio e possepor titulo le-
    gitimo com melhormente se evidenciara do
    requerimento e documentos que o abaixo as-
    signado tem a fazer sobir a presenca do mesmo
    Exm. Sr. Presidente para Ihe mandar passar
    o competente titulo na forma da lei. Por procu-
    rarlo de Domingos Antonio Gomes Guimares,
    Jos Mendcs de Freitas.
    Engomina-se com aceio e promptldo el
    tambem se lava de sabao, tudo por proco com-
    modo; na ra de liortas sobrado de um an-
    dar n. 66.
    Permuta-se urna casa terrea com sotao ,
    quintal e maiscommodos, sita na ra da Sen-
    zalla-nova por outra no bairro de S. Antonio,
    trata se na ra de Agoas-verdesn. 24.
    Fremont fabricante de pianos de Parii ,
    ra Nova n. 2 Frederic Fremont, morador na
    ra Nova n. 2 sobrado, cuja entrada he pela
    travessa dos expostos, avisa ao respeitavel pu-
    blico desla cidade, que elle afina pianos por
    preco muito coinmodo as casas onde o cha-
    maren) eas horas quemis convieraos fregue-
    zes; e tambem como fabricante deste instru-
    mento, os concerta de tudoe remedeia qualquer
    dofeito em casa de scus donos ou na sua;
    os senhores que se quherem utilisar de seu
    prestimo, ftirijSn-se << referido sobrado a qual-
    quer hora do da e espora o annunciante nao
    desmerecer nesta cidade o conceilo de que
    gosou por alguns annos cmPariz, aondeapren-
    deo e exerceo o seu olicio. \-,t
    2 Aluga-se, ou vende-se urna canoa aber-
    tu bem construida de carga de 700 tijolos
    de alvenaria ; na ra da Cadeia de S. Antonio
    n. 19. (4
    2 Jos Goncalves Torres embarca para o
    Rio de Janeiro o seu escravo criouio de nomo
    f Manoel. (3
    2 No sitio de Ponto de Ucha que volta
    para S. Anua, existe urna canoa decarreira, ha
    mais de 3 mezas que se pegou com a proa ar-
    toilas as pessoas que tem- pianos que se actaa
    morando na rijods CofiCGdis fj. 3l SSt nro"-
    to para fazer qualquer concert em ditos pianos,
    a ifina-os por prego commodo, e tambem se a-
    jusla mensalmente ; quem quizer utilisar se
    de seu prestimo dirija-sa a dita casa. (7)
    3 A commissao administrativa da socieda
    de Apollinea convoca a assembla geral dos
    socios na conformidade do art. 25 dos esta-
    tutos para o dia 30 do corrente s 4 horas
    da tarde', alim de se tratar dos interesses da so-
    iedade. (6)
    Compras
    2 Compra-se o primeiro tomo da ilha in-
    cgnita por qualquer preco; na ra de S. Jos
    n. 8.
    Compra-se um ou dous annelldes, sem
    feitio sendo de ouro de lei; na ra de Hortas,
    sobrado de um andar n. 66.
    Compra-se a historia sagrada em 2 v. em
    francez, em bom uso quem tiver annuncie.
    1 Compra-se urna negrinha quo seja re-
    colhida e que nio tenha vicios nem achaques,
    sabendo coser e engommar, nao excodendo de
    14 a 14 annos; na ra estreita do Rozario n. 21.
    Compra-se urna parda ou preta moca,
    perita costureira do costura de homem e de
    senhora e rom todas as mais habilidades de
    urna boa mucama, sem vicios nem molestias ;
    na ra de Apollo n. 9.
    Compro-se efectivamente para fra da
    provincia mulalinhas crioulas, e mais escra-
    vos, de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
    bonitos; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
    meiro andar.
    Comprao-so vaccas, que sejo Ulnas do
    pasto e boas leiteiras; no Atterro-da-Boa-
    vista n. 3 das 9 horas da manha at as 3 da
    tarde.
    Compra-se urna morada de casa terrea em
    Olinda na ra da Boa-hora, ou na ladeira de
    S liento.; quem as tiver annuncie.
    | -- : :----------------------r^-_--.....----------" i sr-^
    frente, e fundo at btixa-mar, com alicer-I a obra-de Virgilio, enmasntaite de Dantas,
    ees na rcr.tc e mais bemfeitorias. tem n? fon- Jado pm t>om U8 e D"r Prpco ro""nn,l(1 ; na
    dodo dito terreno "lima grande porcSo de pe- ra do Arago n. 3, defronteda botica do Vic-
    dras na ra Imperial do lade do leste ; urna torino.
    porcao de aducas de pipas e quartolas, que 1 Vende-se um adereco muito rico com
    serviro de oleo ; no armasem de vidros ao la- 20 brilhantes e mais oulros do diversos gos-
    do da Cadeia. (8 'os, e mais obras perlencente a ourivos ; na
    2Vende-se urna olaria, que tpm barro den- ra do Cabug n. 3. (4
    tro para toda obra com grande terreno, que se 1Vende-se sal do Assu de muito boa qua-
    pde ter 10 vaccas de leite todo o auno pois lidade ; a bordo do biale Mor de Laranyeira ,
    tem bom pasto; tambem se vende a retalho pa- ou na ra da Cadeia do Re Te loja de lazen-
    ra pequeos sitios, ou se fazerem casas, ou alo- das n. 37.
    ra-se defronte da Capunga, na Passagem-da-
    Magdalena ; a tratar no sitio doCajueiro. [7
    2 Vendem-se grammaticas portuguezas ds
    quinta edicSo por Salvador Henriquedc Albu-
    querque, Professor publicode primeiras lettras
    da reguesia de S..Pedro Martyr de Olinda; as
    livrarias da praca da Independencia ns. 6 e 8 ,
    da ra da Cruz n. 56, e na da esquina da ra
    do Collegio de Coitinho V Lopes preco 640
    rs. meia oncadernoco. (8
    2 Vende-se bom mflho a 3200 rs. a sacca;
    farinha de mandioca a 2500 a 5/ rs., conforme
    a qualidade gomma de engommar a 10/ rs. o
    alqueire, tudo vende-se da mesma forma a
    retalho nos lugares seguintes; ra da Con-
    cordia de S. Antonio n. 19 pateo da Penha .
    armasem n. 7, e na ra do Arago n. 37. (7
    2Vende-se urna porcao de saceos novos va-
    sios para farlnia ; na ra da Cruz n. 57 pri-
    meiro andar. (3
    2 Vende-se, ou faz-se outro qualquer ne-
    gocio com urna casa terrea com oitoes de ta-
    pa, e frente de podra e cal, nova e muito bem
    acabada sita na ra da Cadeia da cidade da
    Victoria ; a tratar na mesma cidade com Jos
    Francisco Coelho de Goes, com venda no largo
    da feira ou nesta praya na ra do Queimado
    o. 2. (8
    Vendas
    rombada ; quem foi son dono queira maridar
    buscar, quando nao manda-se soltar. (5
    3 A casa da verdadeira residencia do Sr. An-
    tonio Carneiro Machado 1! ios he na ra da S.
    Cruz n.*70 onde foi visto e applauJido na
    noutedas luminarias por todos inclusive
    Um dos cinco mil. (5)
    3Rosa Maria Monteiro, mulher de Felis Es-
    leves Vianna,declara que tem opposto embar-
    gos de terceira senhora possuidora prejudicada
    para excluir da execuco que encaminha ao
    marido da annunciante, Juliao da Silva Portel-
    la, a casa de sobraJo na ra da Senzalla-nova,
    e que essa casa nao pode ser penliorada por nu-
    tras semelhantes execucoes como tambem de-
    clara, que os pretos Jos Caetano e o mula-
    tinho Agostinho nao pdem ser penhorados,
    por isso que o primeiro marido da annuncian-
    te os deixou libertos em seu testamento om a
    condico smente de a acompanhareinl e a
    mesma annunciante esta firme em susteWar o vt.n
    2 Vende-se, pela quantia de 3528298 rs. ,
    a armacao e drogas da botica, sita as lojas do
    sobrado da ra Direita n. 120; e que, haven-
    do sido avahada em 469TSOrs. pelos boticarios
    Joao Pereira da Silveira e Francisco Antonio
    das Chagas por ter sido penhorada por alugueis
    de casas, quedeviaoseu primeiro dono, foi
    adjudicada ao propietario do dito sobrado pela
    quantia, porque se vende : quem a pretender,
    din'ja-so ao primeiro andar do mesmosobrado
    das 0 s 9 horas da manha, edas duasas3
    da tarde. i\2)
    1Vendem-se colleccdes de leis e instrucees
    de eleicoes de Julzes de Paz, Vereadores e Ue-
    putados ; na prac da Indepeudencia livraria
    ns. 6 e 8, a 401) rs. cada urna. (k
    Vendem-se listas geraes da lotera das
    memorias histricas ; na praca da Independen-
    cia livraria ns. 6 e 8.
    DEPOSITO GERAL
    DE MAIIROQIJIMS
    DE SUPERIOR QUALIDADE.
    Vende se a is55o ris a pelle,
    sendo escolhida, e tS'ooo rs. em
    duziaa ; na loja de Dedier Uobert
    &C, ra i>ova n i3.
    seudireito. T(^)
    d=Januario i'errei Cadavai faz sciente a
    * rcuue-se rape de Lisboa do mais novo e
    de superior qualidade dito de Meuron Vio-
    lele e.Gasse superior cha hisson ; adverte-se
    que em esta loja efectivamente se encontrara
    estes objeclos da melhor qualidade, que houver
    no mercado; na ra da Cadeia loja n. 50. (6
    2Vende-se urna escrava de 18 annos.cose e
    tem principios deengommado ; urna dita de 14
    annos com principios de costura e he reco-
    Ihida ; urna dita boa cosinheira e engomma sof-
    frivel ; urna dita de naco, quitandeira e co-
    sinbeira por 300# rs. ; dous escravos para to-
    do o servico de campo por ji terem pratica, to-
    dos estes escravos se do a contento ; na roa
    Direita n. 3. 9
    2 Vende-se por motivos de molestia e ser
    preciso se fazer um viagem a Europa urna bo-
    tica bastante acreditada ; e em bom lugar, as-
    segura-se o aluguel da casa ; na ra da Cruz
    n. 51), se indicar o lugar. ;5
    2Vende-se urna venda com poucos fundos,
    sem alcades com commodos para familia, co-
    staba fora quintal e cacimba com boa agoa ,
    na Boa-vista travessa do Veras o. 14 ; a tra-
    tar na mesma.
    2 Vende-se urna flauta de 8 chaves e bom-
    ba tudo de prata por preco commodo ; na
    ra Nova loja n. 58 de Luiz da Costa Leite.
    2Vende-se excedente carnauba ; na ra da
    Cruz n. 33. \a
    2 Vendem-se hervilhas novas da melhor
    qualidade possivel chegadas pelo ultimo na-
    vio b 200 rs. tapioca a 80 rs. velas do Por-
    to muito alvas a 400 rs., graxa ingleza de n.
    97 a 160 rs. manteiga franceza a 400 rs, e in-
    gleza a 320 rs. e todos os mais gneros de ven-
    da por preco commodo ; na ra do Arago ,
    n. 43 na esquina, que volta para a S.
    Cruz.
    -' \ ende-se um terreno com 90 palmos de
    2 Vende-se um chapeo armadoe una es-
    pada tudo em bom uso para Official ; um re-
    logio sabonete com caia de prata ; quem o
    pretender annuncie. (4
    2 Vende-se urna escrava moca, lavadeira e
    cosinheira ; na ra de Apollo n. 9. (9
    2 Vende-se urna duzia de cadeiras, um ca-
    nap de Jacaranda urna mesa de pinho para
    jantar que acommoda 16 pessoas, um par
    de lanternas bordadas urna mesa de amarello
    que serve para engommar, tudoem muito bom
    estado ; no pateo da S. Cruz n. 14 primeiro
    andar das 10 horas do dia as duas da tardo. 7
    2Vende-se urna pipa e urna quartola arquea-
    das de ferro para azeile de carrapato ; um re-
    doli atravessado muito novo, que anda se
    acostuma com qualquer pessoa ; na ra do Co-
    tovello n. 27. (5
    1 Vende-se urna boa propriedade de po-
    dra e cal, com um pequeo sitio e terreno a
    beira da estrada para se edificar duas casas na
    ra de S. Sebastio na villa de Iguarass ; a
    tratar na ra larga do Rozario venda da es-
    quina n. 39, ou na ra do Queimado, loja
    n. 18. (7
    1Vende-se um bonita casa de campo sita
    no Poco-da-panolla com duas salas, duas al-
    covas na frente e duas atraz, dispensa, quintal
    murado, cacimba estribara senzalla para
    pretos, e quartos separados para pretas ; na
    ra do Trapiche n. 44, ou na ra estreita do
    Rozario n. 29. (7
    1 Vende-se chocolate em caixas de 24 li-
    bras ; na ra do Trapiche n. 8. (2
    1 Vende-se farello novo em saccas gran-
    des chegado deHamburgo ; em casa de Her-
    mano Mehrtens na ra da Ciuz n. 40. (3
    1 Vendem-se podras de amolar do rio de
    S. Francisco em poredes grandes e a retalho;
    um par de esporas e urna caixa para rap, tudo
    de prata ; na ra da Praa armasem n. 18. (4
    Vendem-se as mais ricas mantas de setim
    matizado pata senhora a 12, 13, 14, 15 16 e
    17^ rs. chales de seda grandes e pequeos a
    20 e 24/ rs., chitas de cores escuras o claras a
    12o, l'K) o 160 rs. o covado, ganga azul de
    cor Gxa a 80 e 100 rs. ; na ra do Queimado ,
    loja n. 29, de Novaes.
    Vende-se urna gargantilha de ouro de lei ,
    e de bom gosto, um dedal de relevo de ouro
    para menina um enfeite para cinteiro de me-
    nino urna liga para dito vahos enfeites e
    vernicas para pescocode dito, um buzio en-
    castoado, medalhas, brincos e -anneloes com
    diamantes e de outros moldes de ouro de lei ,
    nina caixa de dous tampos para rap um par
    de casticaes modernos de pala sem feitio ,
    urna colher de tirar soupa um arrelicario pa-
    ra pescoco um par de livelas para suspenso-
    rios tudo de prata; as Cinco-pontas n. 45.
    Vendem-se velas de sebo do Porto, a
    imitaco de espermacele a 320 rs. a libra, carne
    deporco a 80 is. cha hisson a 2400 rs. velas
    de carnauba muito alvas eo segundo e quinto
    tomo de mil e urna noules; na ra da S. Cruz
    o. 56.
    Vende-se azeite de carrapato em toda me-
    dida a seis patacas : na ra Direita, loja con-
    fronte ao beco de S. Pedro n. 5.
    Vende-se urna escrava; na ra do Mundo-
    novo n. 58.
    Contina-se a vender caf em grao a .'20
    rs. a libra e em arroba a 3500 rs. dito muido
    a 200 rs. e em arroba a 5760 rs. cevada a 80
    (4
    i Na ra Nova loja n. 29, de Diogo Jos
    da Cosa acha-se um rico e completo sorti-
    mento de fazendas francesas e inglezas, a saber;
    chales e mantas de seda sarjas escocesas para
    vestido, cortes de setim branco lavradoe de
    cores meias e luvas de seda para homem e se-
    nhora cambraia adamascada riscados de ITia
    escocezes para vestido, cortes dela e seda e do
    la, riscadinhos decores finas, loncos de soda ,
    ditos de setim preto para grvala lencos oseo-
    cezes brim trancado d quadros do ultimo gos-
    to casimiras portuguezas enfestadas cortos
    de coHetes de setim lavrados da India, pannos
    finos, merino de todas, as cores e qualldades ,
    sellins inglezes de patente silbos madapo-
    loes de superior qualidade chitas, chapeos do
    Chile tudo se vende por preco commodo. fl7
    Vei.de-se muito em conta una porcao de
    cera de carnauba do superior qualidade; na
    ra da Sen/a.'a-velha n. 08.
    Vende-se um bonito escravo pardo de 22
    annos perfeito pedreiro de toda obra mes-
    mo de semalha ; ui;> dito de 14 annos, proprio
    para pafiem ou olficio ; um preto perfeitoser-
    ralhciro; urna preta o'e 20 annos, cosinha ,
    ensaboa e vende na n.'a ; na ra do Fogo ao
    p do Rozarlo n. 8.
    Vende-se urna canoa nova de carga de
    mil lijlos e outra em bom us. da mesma
    carga ; na ra da Palma na pk~imeira ca a do
    lado esquerdo.
    Vende-se urna escrava de n&'can, do 18
    annos bonita figura perfoita engoi.nmadeira,
    cose, cosinha e lava e he ptima por sor ro-
    colhida ; um ditacrioula de 25 annos c'o bo-
    nita figura com as mesmas habilidades ; urna
    dita de naco de 28 annos engomma cos-
    11 ti i e lava mu bem ; duas ditas nmu do. 10'
    annos e a outra de 20 proprias para todo o
    servico ; na ra dasCruzes 11. 41, segundo an-
    dar.
    Vendem-se travs de 40 e R palmos e tor-
    no de face ditas do 30 palmos em quadro, en-
    chamis de 20 reforcado em grossura maos
    travessas de 25 tudo de boa qualidade, e por
    preco commodo ; na ra do Pillar em Fra-de-
    portas n. 118.
    Vendem-se 4 libras de arana ; na praca
    da Boa-vista n. 10.
    Vende-se superior salitre refinado em bar-
    ricas e a retalho enchofre do primeira sorte a
    2200 rs. a arroba e 80 rs a libra ; na ra das
    Larangeiras n. 5, sobrado do Claudio Dubex.
    1Vende-se a obra de moral do Bispo do
    Rio de Janeiro por 18/ rs. e a obra do Gz-
    zaniga por8/rs. ; na ra do Queimado n.
    37, paimeiro andar, com a entrada polo pateo
    do Collegio.
    1_ Vende-se potassa da Russia, chegada do
    prximo ; no armasem n. 17; de Jos Teixeica
    Basto, na ra do Trapicho. (3
    Escravos fgidos
    rs., velas de carnauba de 7 em libra a 360 rs.
    espermacele de 5 e 6 em libra a 880 rs., quei-
    jos novos a 1400 rs. arroz de casca o alqueire
    da medida volha a 3200 rs. ; no pateo do Car-
    mo, esquina da na de Hurtas n. 2.
    Vende-se um diccionario Magnum Lexicn,
    2 Fugio no dia 22 do corrente do lugar
    da Venda-grande freguezia da Muribeca uq>
    molequede na(o de 13 a 15 annos, cheio do
    corpo norrias grossas olhos um tanto ama-
    rellos e afumacadus a lingoa muito branca,
    com algumas marcas de bichos de nomo Mi-
    guel ; levou camisa de madapolo j velha e
    muito grande calcas de brim pardo tambemt
    grande ecom presilhas atraz chapeo de palha;
    quem o pegar, leve ao dito lugar a Miguel Ar-
    canjo Lopes da Fonsoca ou nesta praca no At-
    ierro da Boa-vista casa to Padre Mostr Mi-
    guel do Sacramento Lopes Gama que ser
    recompensado. (\l
    i Ausentou-se da casa de seu senhor o
    escravo Jos Balia de naco Congo parece
    criouio alto, magro, cara pequea, olhos bs-
    tanle grandes pernas grossas he bem conhe-
    cido nesta praca por carregador do cadeira, ti-
    nha urna corrente no p em conseqnencia du
    outra lugida que havia feiio ; quem o pegar ,
    ou laca com que elle seja pegado recebor 50/
    rs. de gratificacode Luiz Gomes Ferreira. <4
    1Fugio no dia 25 do corrente um negro du
    nomo Faustino de naco da Costa da Mina ,
    de 24 annos alto, sem barba com diversos
    riscos 110 rosto ; quom o pegar, leve a loja de
    Manoel Jos Gonfalves Braga junto ao arco de
    S. Antonio que ser recompensado. 6
    Fugio no dia 11 do crrante do engenho
    das Maltas freguesa do Cabo, um escravo de
    nome Melquades bem preto olhos peque-
    nos o vcrmollios nariz um pouco afilado, ros-
    to descarnado de a annos, estatura regular,
    grosso nao tem barba quando anda parece
    manquejar, pelo movimonlo quo faz, tem os
    ps alguma cou.-a torios para as bandas o Au-
    ge-s maluco ; quem o pegar, leveao dito en-
    genho ou nesta praca a ra da Gloria n. 73 ,
    que ser gratificado.
    IUcifb naTvp oh M I'- na Faru.18.


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