Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05131


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1844.
Sexta Fera 26
<> ('tamo fiuhHra-e tdoa oa din que n.io forem saotioa^as : o prego .i aasignalura
hr di ircH nir r. por quarlel pago adiaiitadof, Oa annuncioadoa aaaienamea *9o inaerid-s
alia, M gidaa '--ata lyu ra das Crutes n. <4 ou a prageWa Independencia l<.ja de lirroan. 6 a 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiAtiM. l'fnyb. sejundasi- aextas feiraa. hi Grande do Norte. ohega a 8 e 22 e pa
le 'O '24 Cabii. Serinhaem Riot'ormoso Maeey, 1'orioCaKo, e Ui^ns no 1 "
11 b 21 daada raer.. Garanhuna e Hon.to a 10e 21 de Oada mei Boa-Tima c Fio
i a l' JN dito. Cidad da Victoria quinta feiraa Olinda lodos oa das.
das da semana.
21 Se? s. Mnntlro. Aud. do J. de I). da .'. r.
3 Teros Ap 'inario Re. aud. doJ. de D.da 3..
_>. Quarta Clirislina Aud do J. de D. da 3y.
25 QuinU + ".-.nti.i'u Aud. do J. de I). da _'. .
id Sexta Vleme rtud do J deD da'.', t.
'/) Sah s antaleao. Pe. aud do J de 1) da 1. t.
i8 l)om_ S. Anna ."Vlai da Mi de Veo,
i
de ful lio
Anuo XX. W. !
Todo aKoru depende de ni mesmo-i; da roas, pradancia, o.odetaSao- a anadia: cn-
tinueraoj como priacipiaaoi a nrMM apontaJoi rom admirago entre aagas Ma
fProolamaaa* da AsieaahliVi Oral A raiil.)
C1MBI0S !J D14 CUK.IVIHO
rompra
renda
Cambionobre l.ondrea -'5. "* I Oura-Moeda da 6,400 V, fl.OOU 17.1X1
Pana S 70 reia por franco N. lfl.700 tt"jj1JJ
Lisboa .12 por 100 de premio I da 4,00(1 9,*00 9.6WJ
Prala--I*atacfle, 1,900
I USO
:iordade cobre ao par.
\ eaoa i-.n'iminiures
1,98
000
di !. ri..rc topar. -. r!
liUia de !eirs Je buai firau i l(* Q D**01 WMWl 1.960 1,'J0
PIIASES DA LA >() MEZ DE JULHO-
im !> i.Miu, I. mu da larda, iLuaaoraalSaoa nin. da tarde
Mineante a 7 as 8 horas e 28 rain la laanb. [ Craacentt a '.'.' as 6 h a 51 < da tarde.
l'reamar de hoje.
Pi.ineira aa 4 llorase 1S min. da inanliaa | Sagitada aa llorase iJ minutos da larde
r ti-^tiHTtnitniTiriiiiiiiiiiMii m i
it*.-a..xi>itaa launmarauag
:" ;. .S"JBB
n
E OFFICIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE 1)0 MA 20 110 CORRENTE.
Officio \o 3 Supplente do Juiz Munici-
pal Jo termo do Lirnoeiro Nao procede a du-
vida, quo Vm. trouxe esta Presidencia ein
oIUjio do t. do corrente, pretcndendo que se
inutilisem as nomeacoes do 1.2.e 5o Suplen-
tes do juizo Municipald'esse termo do Lirnoeiro,
como contrarias ao artigo 1 y da lei de 3 de De-
zemhro de 1841; pois que inconveniente algum
p>de resultar de serem preenchidas as vagas,
que successivaiuente forem apparecendo, dos
Supplentes, lima ve/, qtie o citado artigo o nao
prohibe; e nem deve deduzir-se da palavra es-
gotar nelle cmpregada, queso hajanova Hornea-
do no caso de ser definitivamente exlincta a
primeira lista; sendo esta a inteligencia, que
esta Presidencia semprc dra ao mencionado
artigo, e f<)ra fixada pelo aviso n. 8i de 2de
Outubro de 1843 ; vista do qual duvida al-
guma resta tal respeito.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenJa, determinando, que em cumprimento
do Imperial Aviso, que por copia Ihe remettia,
transmittissc ao Commissario-fiscal para sua in-
telligenria e para evitar-se, que haja duplcala
de pagamento, a nota, ao mesmo Aviso junta,
das pare lias, que formao a quantia de ris
1:S86ji800, que se mandou payar ao Coronel
graduado Manoel Vluniz Tavares, de sold e
mais vencimentos, relativos aos annos de 1839
a 18V2, e que so ceconhtjt'eo deverse-'lhe; e
rccomendando-lhe, que d a Presidencia parte
do resultado.
DitosAo mesmo ao Commandante das
Armas e ao Director do Arsenal de Guerra ,
communicando ter concedido ao Capito da 3."
classo do exercito Joao Francisco do Hego
larreto a demisso que pedir do lugar
de Ajudante da Directora do referido Arsenal,
e oomeado para o dito lugar ao Capitao da 1.a
l/isse Manoel Fernandes da Cruz.
DitoAo liacharel Jos Pcreira da Silva ,
oncedendo Me a demissiio que pede em ofli-
cio de 20 de Junho ultimo, do lugar de 2.Sup
pente do Joi/ Municipal do termo ,io Lirnoei-
ro em r.izao de estar morando no de Pao d'a-
IhoCommunicou-se ao Jui/. de Ureito do
Crime da comarca do Lirnoeiro e ao respectivo
Jui/ Municipal.
DitoAo Commandante da Divsao Naval
do centro aecusando receido os seo officio ,
em que participa que o biate Calador vem su-
bstituir neste porto o brigue-cscuna Calliope ,
que para o da Babia partir no da 22 d'estc
mei.
Portara O Presidente da provincia, em
virtude da autorisa^o quo Ihe foi conferida
pelo Imperial Aviso de 20 de Junho ultimo .
expedido pela Secretaria d'Kstado dos Negocios
I da Marinb i ba por bem nomoar o 2 Teen -
te da armada Ricardo da Mlva Neves para Com-
mandante do cter Ksperanca de Reberibe.
Ordenou-se ao Comm .andante do vapor The-
tis que dsse guia de desembarque ao supra-
dito 2. Tenenle caso podessem os scus servi-
cos ser dispensados a bordo ; determnou-se ao
Inspector do Arsenal de Marinba que mandasse
preparar o cter supramencionado ; c commu-
nicou-se ao Commandante do brigue escuna
( ailiope.
Dita Removendo o Instructor do 2 o bata-
lliaoda Guarda Nacional d'esta cidade, Miguel
AfTonso Ferreira.parao j u batalbao.daregue-
?ia do< AflogadosCommunicou se ao Com-
mandante Superior da Guarda Nacional d'este
municipio e ao Inspector da Thesouraria da Fa
zenda scientilicando-os ao mesmo lempo de
tero Major Lu/. Antonio Alves Mascarenhas
pedido dispensa do lugar para que loi removido
Miguel AlTonso.
Tlesouraria da Fazenda.
ContinuafUo do expediente do da 8 do cor-
rente.
OfficioAo Exm. Presidente da provincia,
devolvendo a reclamado do Gerente Consular
.la Franca nesta provincia, que acompanhou o
officio de 5 do corrente. relativa ao recurso,
que pretendan levar ao Tribunal do Thesou-
ro Publico Joo Pedro Adour fcC^e outros,
contra a derisao, que julgou procedente a ap-
prehensao feita por um Guarda da Mesa do
Consulado em diflerentes mercadorias, que re-
metlio para o Rio de Janeiro, e communican-
do, que ficavo expedidas as ordens para o Ad-
ministrador da dita Mesa recebero requerimen-
to dos recurrentes, edar-lho a direccao desig-
nada pelo decreto n* 117 de 18 de Janeiro de
1842.
DitoAo Director do Arsenal de Guerra,
remetiendo por copia para sua intelligencia e
cumprimento, o officio do Exm. Presidente da
provincia de 6 do corrente, que mandou entre-
gar, da plvora vinda ltimamente da (orle pa-
ra esta provincia no brigue Indiano, vinte
e cinco arrobas ao Commandante do Forte do
Ruraco, segundo requisitou o Commandante
das Armas em officio de o do corrente.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marinlia,
para mandar receber na Thesouraria a impor-
tancia necessaria para o pagamento de duusme
/es de sold, que se devao guarnicao do bri-
gue-esenna Leopoldina, visto assim o determi-
nar o Exm Presi lente da provincia, nao obs-
tante asduvidasque tinhao occorrido.
DiloAo mesmo. para informar se o telhei-
ro onde antgamente se recolbia a galiota, esta-
va desocupado, ou era necessario para o servico
d'aquelle Arsenal, porque a nao ser preciso,
convinha aproveitar o aluguel que por elle se
offerecia, ou o que se desseem hasta publica.
DitoAo Administrador da Mesa do Consu-
lado, para mandar pagar a Thoms Antonio da
Silva Jucurl o resto do liquido do pao-brasi!,
ltimamente remellido por Francisco Antonio
da Silva Jurcma.
DitoAo mesmo, para receber o recurso que
Joao Pedro Adour & C* e outros, qui/erao in
terpor para o Tribunal do Thesouro Publico,
da decisito que julgou procedente a appreben-
sao loita por um Guarda daquella Mesa em
diflerentes mercadorias eslrangeiras que remet-
lo para o Rio de Janeiro.
DitoAoCommissario Fiscal do Ministerio
da Guerra, respeito da pensao e sold do Ai-
(eres reformado Aflooso de Almeida e Albu-
querque.
PortaraMandando abonar no livro caixa
da substituido das notas, a quantia de 20:000S
rs., que em notas de 5. rs. da segunda estam-
pa, substituidas, recebeo o Commandante da
barca de vapor fahianna, para entregar no
Thesouro Publico Nacional do Rio de Janeiro.
Rota, o qual foi logo preso e acli,i-se processa-
.lo. Dos Guarde o V. E i S nt.tria da Po-
lica de Pernambuco. 21 de Judio do 18.
lllm. Exm. sr. Concelbeiro Joaquim Marcelli-
no de Rrilo, Presidente da Provincia.O Che-
fe de Polica Antonio Alfonso Ferreira.
i. tu ipju 'g-^-j-i/i.iLL'^igam. i -"lumia
Comin'iiiicado.
TOLtHlllTB
THERESA.
VI A 1GREJA DOS DOMINICANOS.
Paco Rosales estava.antes damea noute,par-
to do jardimdo palacio do Arcebispo com To-
vabto, que ficava em alguma distancia. D. A-
loozo nao se havia demorado; nao tinha elle
querido confiarse nenhum dos lidalgos da
casa de seu pai; tmha vindo s.
Bem, disse, quando Paco Ihe deo conla
de sua men'sagem; estas certo do leu compa-
nheiro?
Como de mim mesmo.
Neste caso lo-me nelle. Ide ambos ao
convento doi dominicano*, Daqui a orna hora
la estarei com I). Theresade Vaconcellos.
L
(*) Vide Utario ii.* 103,10*4 c 105,
D. Alonzometteo-se por um beeeo que le-
vavaaS Joao del Mercado. Quando alguns
mezes antes viera incgnito a Valencia, tinha
morado em casa de ama velha que o tornara,
nao por um (Talgo, mas pelo lilho de um rico
negociante de Sevilba. Foi para casa della que
tinha levado D.Theresa. A moca sabia emfim
o nome daquelle cujo temerario amor a tinha
raptado no propriodia das suas bodas; masera
lao moca, amava com tao dedicada e tao pro-
funda paixao, que nenhum calculo e ambicao
a guiava; nesse momento eslava sem pezar nem
susto; s sentia a dor de ver se para sempre se
parada de todas as suas outras aflei^oes: sabia
que a sua fuga a tinha coberto de publica des-
honra; consolava-se porm com a lembranca de
que um dia alcancaria a mais completa rehabi-
lita, ao: na exaltacaodeseuamor, D Alonzo
tinha jurado a f de (idalgo que um cazamento
secreto os unira DO dia seguinte; era sua mu-
Iherenaosua amada que o ia acompanbar
rheresa esperava com um recolbimento cheio
de euiucao o inomerHoquodevia BoUl a do
POLICA.
lllm. e Exm. Sr. Ern additamento mi-
nha parte datada de 3 do corrente sobre as
oceurrencias que tivero lugar no me/, de Ju-
nho prximo (indo em alguns termos da pro-
vincia, levo agora ao conhecimento de V. Exc.
o mais, que consta das partes, que tenbo con-
tinuado k receber. No termo da cidi.de da
Victoria foi assassinado no 1. dosobredito
me/, de Junho, um individuo, cujo nome se
ignora; e. no dia 2, out.o, pertencente ao ter-
mo do Rio Formoso por um seu inimigo ,
com quem se encontrara no lugar da Escada, o
qual pude, depois de praticado o crime, esca-
pa r-se perseguicao da Polica fugindo para
o lugar do seu domicilio para onde se requisi-
tou inmediatamente a sua captura. Ia-sc pro-
ceder respeito de ambos estes acontecimenlos
na forma da lei.
No termo de Nazarelb foi assassinada com
cinco Tacadas ern o sobredito dia 2 do corren-
te mer de Junho, no lugar de s=Tepiss a par-
da Tbereza Maria por seu marido Manoel Pe-
reir.a ; podendoescapar-se, tanto o raptor, co-
mo o assassino nao obstante serem persegui-
dos pela Polica : est-se procedendo contra
Bffiba na iuih.ii da le. INo da m iC! g'Ji-
mente assassinado, com um tiro de espingarda
no lugar de Tainboat= do mesmo termo ,
o pardo escuro, Joaquim de S. Anna, por Ma-
noel Gomes a quem fra matar em sua pro-
pria casa : procedeo-se nos termos da lei. No
da 15 em o lugar do Campo Grande se suissi
d;ra com um tiro de pistola em um necesso
de embriaguez, Antonio do Monte: finalmente,
uo dia 28 loi assassinado com um tiro Cari-
lo Rolim deSouza, pelo paido Joo Jos da
seu erro a seos proprios olhos. Ainda tinha o
seu vestido de noiva; era o que nicamente Ihe
resta va do seu ricolrajarda espera; nao linha
mais nem flores nem diadema de brilhantes nos
seus compridos cabellos, e seu meigo rosto es-
lava coberto pelas escuras dobras de urna man-
tilha preta: Quando chegou D. Alonzo, eslava
dejoelhos rezando.
Theresa, disse-lhe elle, um (dalgo bes-
panhol nao (alta a sua palavra: venbo buscar-te,
o padre nos est esperando.
Eis-me, disse a moca estendendo-lhe a
mSoeom inellavel sorriso de ternura e de alti-
vez, Senhor. screi digna da honra que me ides
fazer. Alonzo, dou-me a ti para toda a vida,
para alcm do tmulo.
\ em, meu amor, disse elle dando Ihe um
beijo.
Lila lanc,ou um olbar para traz, para esse
quarto de que sabia a lurto pora ir ao altar. O
contraste desse silencio, desse abandono, com o
esplendor que ..i vespera a cercara, ollligio-a.
NAO PODE HAVKB MAIOR AITREM-
MENTO .'
O P. noro de 23 do torrente, tlepois de lau-
car sllusSes mui directas contra a AdministracSn
do Exm. Sr. Marcelno de Brito,depoisde,qi:a-
lilical-a de Ilimitadamente condesctndenle com
os inimigos vencidos, mas nao desarmados, e
de chamar poltica de imbecilliilade a da Ad-
ministraco, e declarar que tila nao tom.ao
menos, o instinclo da propria conservacao. diz
que melhor fura nao ter bavido vencimento pa-
ra nao moslrar-se a incapacidade de govemar,
o conclue, que o Governo de 2 de Fevereiro tem
necessidade de reactoes pare sustenlar-se; e nao
contente com tao acres censuras ao Exm. Pre-
sidente, acaba o seu artigo com a ameaca de
que os praieiros vista de tao extraordinaria
incuria e indolencia nao estao dispostos pre-
senciar quedos o sacrificio do seu partido, e
que, se antes se limitavao lembrar as demis-
soes, agora as exigem em nome da PAI RA ,
do Governo e dos principios !
Ubinam gentium sumus?
Por ventura ainda voltar o lempo do campo
dos Canecas ? Ainda os Presidentes serao o lu-
dibrio, o jogo de um punbado de pas da Pa-
tria ?
Suppe por acaso o D. novo, que as demis-
ses dadas aos quatro Delegados de Goianna,
Cabo, Bonito u Boa-vista no mesmo dia forao
recios das a meneas um pouco mais disfamadas,
que elle lez com iguaes allusoes S. Ex. no
principio do corrente mez ?
Entoos praieiros sao governistas, ou conti-
nuo promover a anarchia, prelendendo, quo
a provincia seja gevernada pelas decisoes do
club da praia, e pelas exigencias de suas depu-
tacoes enviadas ao Exm. Presidente com degra-
dando do Delegado de S. M. o Imperador ? Sao
governistas, ou governadores do Governo ?
O D. novo descobre a fraqueza da sua pan-
dilha, que elle da merecidamente o nome de
partido, quando gr:ta oue Hjcii vwiQ&i'iaia
seus na Polica podei fazer a cleicao: e,quando
pretende que o Governo actual sem reaeces
nao possa sustentar- se, infamma a poltica e
dcsconceitua os Mcmbros do Ministerio, por-
quanto na opiniao publica he quo o Governo
deve depositar sua confianca, e no apoio da Na-
cao, livremente manifestado, firmara sua po-
ltica.
Fique o Exm. Presidente seguro de que a
maioria da provincia quer ordeno, e quer paz;
Meu Leos disse haixinho, eslou s com-
tigo agora, s no mundo Alonzo, es para
mim amigos, familia, tudoquanto perd... Ob!
se me faltasses !...
Nao digas isso .' respondeo elle aportan-
do a nos bracos; eis a hora do nosso cazamento,
o padre nos espera, vamos...
Olhou tainlen! para traz, para essa cmara
silenciosa e escura.
Para aqui tornar-te-bei a trazer, disse
ainda mais baixo.
A dona da casa esperava embaixo da escada,
c acompanhou-os al a porta. D. Alonzo Ihe
havia dito que Theresa era sua mulber, e ella
pamente o acreditara.
- He meia noute, disse; Dcos vos guarde
de mosencontros! As ruascslo escuras a esta
hora, e pde-se encontrar gente que nao pas-
seia para namorar. '
\ ou armado, respondeo Alonzo; daqui a
urna hora estaremos de volta.
A igreja dos dominicanos estava situada fra
do ptnudo, .u ouio lado do Guadaiaviar, cu-


iim^,..- ., V j,SSSSfim ~--~
que os praieiros nit podem se attrever a per-
turbal-a, sem serxprtrcm punir-So,' que Ibes
sabera dar no campo dos Canecas, ou em qual-
quer outro em que elles se apresentem a lazer
exigencias ao Governo, esses Officiaes e solda-
dos docorpo de Polica que elles tanto temem,
e por iso querem ver demiitidos, esses bravos
da tropa do liirtoa, por elles tao estigmatisados,
e finalmente todos os cidados probos, os quaes
o Governo sempre ha de acbar a roda de si,
quando a anarchiu tentar levantar o eolio.
Os Cidados P.rnambucanosrespeitoe que-
rem \>r sempre respeitadoo Governo, que obra
por si, e conforme a justica, que repelle as pre-
tenrOes deattrevidos, que ouso fazer da pri-
meira Autoridade o instrumento do suas vin-
ganras.
Desenganem-se os redactores do D. novo e
sua pandillia, que os Pcrnamhucanos amigos
da ordem nao temer as amoacas que ellos la-
7em de tomarempor si as medidas, que achao
convenientes ao seu alrnejado triumpho, na cri-
se eleitoral. A lei ha de ter intrpidos defenso-
res; e ludo o que fizerem Sem o eunho da Au-
toridade legitima hade ser vigorosamente re-
pellido.
Ao (Guarda Nacional de Cavallaria, que no
0. novo de 2ide Julho lembra 6". Ex. me-
didas necesarias para elirpar o abuso, que di/
6e introduzra nesta provincia no tempo do Sr.
IJarao da Boa-Vista, de nomearem-se para os
poslos da Guarda Nacional Officiaes reformados
da primeira linha e da segunda, que vencem
sold, responde-se, que, se a nomeacao de taes
Officiaes para os poslos da Guarda Nacional he
abuso, elle dala de mais tempo em todo o im-
perio, e tem sido praticado por todas as Admi-
nistrares desde 1832: e para nao ir as dille-
rentes provincias, bastar citar-lhe o munici-
pio da corte, cujos Commandantes Superiores
teem sidosempie Ofliciaes-Generaes do Kxerci
to. Para provar-lhe que tal nomeacao nao he
abuso, Ihe apontaremos o decreto n. 99 do 1.
de Outubro de 18il,o qual adrnitte por le^al
o emprego de OHiciaes de primeira linha, que
nao esto em servico eflectivo na Guarda Na-
cional nao destacada, de accordo com o artigo
Cida lei, que organisoua mesma Guarda.
Ao .Ministro da Guerra, parlicipnu-so a no-
meacao dos Officiaes relormados, que forao em
pregados n<>8 commandos dos natal h oes do Ca-
bo e Poco da Panella, e no do Esquadro de Ca-
vallaria deste municipio, que he o ponto onde
bate o correspondente do novo por interesse
individual.
gao mais essencial o vital do systema represen-
tativo ; sendo esta liberdade o direito cujo
gozo mais alTycta aos interesses dos povos livres.
Nao s porque esto conscios desta verdade ,
como porque ainda conservo dolorosas recor-
dacoes do passado e querem juntamente melho-
rar os Alagoanos nada reclamo mais alta-
mente do que franqueza liberdade no de-
senvolvimento de sua vontade electiva.
Julgamos portanto opportuno tranquil-
lisar os nossos comprovincianos com a seguinte
publicaco em que se contem os patriticos
principias que da tribuna brasileira emiti
o Exm. Sr. Franco na sesso de 9 de Vaio
deste anno, por occasiao do addiamento da
lei deeleicoes: /
... N'este caso tenho que be preciso aban-
donar a idea de um remedio parcial o prompto,
e recorrer factura de urna lei mais completa .
e que se firme em outras bases, que Ihe nao
dio as instrueces citadas e o projecto em dis-
cusso. Creio nos aproximarmos da poca em
que seja possivel a factura de urna lei em que
a eleico seja urna verdade os eleilos os ver-
dadeirui escolhidos da Nacao, e em que o po-
der eo povo tenho a influencia que Ihes
compete e nao usurpe um toda a influencia
as elei< i's o nada fique ao outro. Ora
nesta conviceao eu creio que deve ir o pro-
jecto a nova commissao.
(Extr. do Jorn. do Comm. de 11 deMaio.)
(O Alagoano.)
Variedade.
Publicaran a pedido.
--------- iiii ir mii-rn l_ i i" '
ELEICOES.
Extrpctod'um discuisodo Exm. Sr. Franco.
A primeira necessidade boje reclamada pela
provincia das Alagoas he a liberdade de elei-
cao aquella que gosou sol) a benfica admi
nisraejio do Exm. Desembargador Caetano
Silvestre da Silva na ultima eleicao senatoria ,
aquella de que nao poude gosar que se Ihe
rcubou na ultima eleicao geral para Ueputados.
Desd esta eleieo na qual luclou a provincia
comodepravadosupplicado systema de violencia
e fraudes ; desd'essa lucia em que ainda de-
pois do emprego de forca e coaeco de que ain-
da se resente a provincia, eliminou-se um col-
eg ti apurai/o para consummar a obra Jo
escndalo excluindo o candidato eleito pelo
voto genuino dos Alagoanos; desd'esse jogo
impudente cujo resultado foi submetler a
mesma provincia urna representadlo falsa e
geralmenle aborrecida ccontradictada ; desde
ento que os Alagoanos fazem ardentes vo-
tos porque gosem franquesa e liberdade as e-
leieoes de seus representantes.
No livre exercicio deste direito est a condi-
jo lveo, secco nos mezes de verao, parece-se
com urna larga valla atravessada por pontes de
pedra. O bello passeio da alameda obumbrava
como ho|u a margem esquerda do rio, e suas ul-
timas arvores estendiao os ramos sobre a anti
ga fachada do convento dos dominicanos. A es-
sa hora havia densas trevas sob essa folhagem
em que suspirava o rouxinal; fresco perfume era
exhalado pelas cercas em flores: pareca que vo/es
amorosas confundio-se com o doce susurrar
das agoas e da brisa. Um bello cavalleiro e urna
dama coberta de veo passrao co...o sombras por
entre as arvores, e passrao diante da igreja,
cuja porta estav meia aberla. Paco Rosales os
esperava.
E ento, disse Alonzo, esta tudo prompto
para a ceremonia P
Sim, senhor: as velas eslao accesas, eo
padre Cvrillo vai vestir-sc; mas ha urna cousa
que V. S esqueceo...
- Qual?
- Pelos sagrados caones exigem-se duas
tcstemunhas para a celebraco do calamento.
OCARAPUCEIRO.
A 1'IKHADK 01' COMPAIXO.
Compadecer-se dos males dos homens, se-
gundo quer dizer a forca do termo, sentir o que
elles sentem, soflrer juntamente com elies, par-
ticipar das suas penas, e pr-se de certo modo
em seu lugar para provar da situaco dolorosa,
que os atormenta, be um sentimento, que de-
riva da organisaao do homem, da sua sensibi-
lidade.da fedelidadedasua memoria,daactivida-
dasuadeimaginaco.eainda mais.da leidanatu-
reza. Quem tem orgosfensiveis sent vivamen-
te ador,record exactamente a ideia.a imagina-
cao Iba pinta com forca vista d'um homem,
que soflre: para logoum sentimento natural o
perturba, o coraco se Ihe aperta, e soflre uina
verdadeira dor, que as pessoas mui sensiveis
algumas vezes se manifesta comdesmaiose con-
vulsdes.
Em consequencia desta dor o que a experi-
menta levado d'um impulso natural, procu-
ra os mcios de la/er cessar nos outros a situaco
dolorosa, que se Ihe tem communicado ao co-
raco. Do alivio dado pessoa, que soflre, re-
sulta urna intima satisfagan quem Ihe ha da-
do soccorro: dulcissimo pra/.er.queaccresceao
pensamento de haver feito bem ao seu seme-
Ihante, de ter preenchido um dos mais essen-
ciaes deveres do homem, e do haver obrado de
urna maneira, queda prova d'um coraco ter-
no e benfico, e conforme lei paternal do
Creador.
Sendo os homens mui diversos entre si nao s
nos graos de bondad* moral, seno ainda na
sensibilidade, e na imaginara, d'abi resul-
ta, que nao sao susceptiveis do sentir com igual
vivacidade os males de seus semelhantes. Entes
lia para os quaes a compaixo ou he nua ,
ou pelo menos nao he to forte, que os deter-
mine fazer cessar as penas, que veem soflrer
aos mais. Homens ha, que, habituados ao go-
zo de todos os commodos, e que nunca havendo
solTrido privaran alguma, torno-se durse in-
sensiveis aos padecimentos de outrem, e inca-
pazes de fazer ideia dclles. D'aqui vem serem
commumente os infelizes mais compadecidos
dos outros infelizes, como elles, do que d'a-
Bem sei- foi por isso que te disse que a-
qui viesses com o leu companheiro; seris nos-
sas testemunhas, c pagarei a vossa discrico;
mas se algum da o nome que ides ouvir sabir
de vossa boca, juro por minha palavra de fidal-
go, seris enforcados!...
Paco deo um passo para traz, e respondeo
tranquillo:
Senhor, estou aqui sozinho; Tovalito,
meu companheiro, ficou no largo do palacio do
Arcebispo, onde ha grande lunecao.
Vai, corre a buscal o, traz-me alguem,
seja quem for, comtanto que possa ser obrigado
ao silencio, exclamou D. Alonzo com arreb-
tamelo; o tempo va.
I heresa tinha entrado na igreja; profundaes-
curido reinava embaixo da nave; mas duas ca-
pellas laleraes estavao bracamente allumiadas, e
parecio vigiar urna defronte da outra nessa
noute silenciosa Theresa avancava cheia de
recolhimento ecom as mos postas; de sbito
parou com um grito de horror. Em urna das ca-
quelles, que nunca solrero os golpes d'uma
fortuna adversa. Quem ha padecido as dores
da gota ou da pedra he mais disnosto, que
nenhum outro compadecer-se daquelles .
quevacometlidos da mesma enfermidade. O
miseravel, que por vezes tem tragado os hor-
rores da fome conhece toda a forca desta, e
conde-se de quem a padece, ao mesmo passo
que o rico e regalo, sempre farto esatisfeito,
parece ignorar, queexistemno mundo anilla-
res de individuos privados at do estricto neces
! sario.
Os mais Ilustrados Moralistas teem crido ,
que a compaixo, ou antes esta disposicSo pa
ra tomar parte as desventuras alheias, dispo-
sico, que se encontra as pessoas sensiveis ,
bem nascidas e convenientemente educadas,de-
ve ser considerada como urna base mui solida
de todas as virtudes moraes e sociaes, urna vez
queseja animada e dirigida ao necessario fim
de preencher aquella lei da natureza. que Dos
ha gravado no coraco de todos os homens e
nos induz considerar em nossos semelhantes
a magem do Creador. Mas quo rara he esta
virtude sobre a trra e mormente em o secuto,
em que vivemos Est o mundo cheio d'urna
multido de entes insensiveis, cujos coraces
bem pouco ou nada se commovem dos males de
seus semelhantes. Em alguns nao existe de
facto este sentimento; e em outros to dbil .
tao fraco he, que o mais pequeo interesse .
a mais ligeira paixo sao capazes de o afogar
Todosalardeiode sensiveis, mas mui poucos
sao os que dio prova d'uma verdadeira sensibi-
lidade : se a primeira impresso os mostra vi-
vamente commovidos.taas sentimentos sao sem
consequencia,e presto se desvanecen). E quan-
tos grandes e poderosos contemplan com olhos
enchutos e indifferentes os males d'um povo n-
teiro, que fcilmente poderio dar soccorros!
Quantos pais de familia veem correr, a sangue
fri, as lagrimas da mulher, dos filhos, dos do-
msticos, a quem o seu mo humor e suas
loucuras teem feito desgranados I Ousn'os ho-
mens vidos veem sem piedade, e ja bem pode
ser que satisfeilos e contentes, a miseria do povo
redu/ido mendicidade por suas extorsiies !
Finalmente poucos sao os que sufficientemente
se apiado das desventuras de seus semelhantes,
e que se digno estender-lhes a mo paraos
ajudar e soccorrer. Por via de regra foge-se do
espectculo da miseria e buseso-se mil pretex-
tos para se dispensar de accodir ao infeliz, que
de ordinario he olhado como um ento incom-
modo e absolutamente intil.
Ecomo nao ha de serassim, se o materialis-
mo tem tornado pratica a mimosa doutrina do
interesse, apregoando-o por nico movel das
aeces humanas ? Desde que tal principio se
generalisa, e prevalece, o egosmo he o senti-
mento de todos, e a moral reduz-se mero cal-
culo. Ento cada qual s se oceupa de si, cada
qual s estuda os meios, as tracas, por que ha
de Iludir outrem, e a compaixo a't se torna
objecto d'apodns e motejos, como virtude de
tolos Honra probidade, mrito sao vocobu-
los vasios de sentido sao ideias abstractas, de
que ninguem faz caso; porque entre os homens
nao se conhece outra moeda, se nao o do ul
des, ou, como vulgarmente se diz, toma l d
c. A isto be que se chama a doutrina das
transaccoes sem as quaes, diz-se, nao pode
subsistir o rgimen representativo de maneira
que a ser verdadeiro o principio e tomado na
generalidade que querem, o tal regimem re-
presentativo seria o triumpho dos velhacos so-
bre os homens de bem, seria urna conspiracao
do vicio contra a virtude. D'aqui talvez a mo
sofficiente; por que vemos encumeados em dig-
nidades, honras e postos da sociedade a ho-
mens, que em eras d nutra moral jazerio em
masmorras, vivirio desterrados, ou em vergo-
nboso patbulo terio espiado seus horrores os
crimes.
pellas, forrada de preto, havia um esquife; o
morto eslava vestido em trajes religiosos; seu
rosto immovel e lvido sobresahia por estar ro-
deado do -eu capuz preto; tinha as mos um
rosario e urna palma. O padre Cyrillo eslava
sentado ao pdelle; tinha adormecido no meio
das suas oraches.
Senhor Dos, protegei-me! exclamou
Theresa cheia de terrivel presentimento. A-
lonzo, diante de um esquifecalebrar-se-ha nos
so cazamento esse cadver ser nossa teste-
munha !
Vem, disse o mogo,levando-a para outra
capella, nao tremas, estou comtigo. ,
Mas elle tambem se senta dominado por in-
vencivel terror, e sua mo. sustentando a moca,
estava fria e trmula. O velho frade havia acor-
dado e dirigira-se para elle.
Senhor, disse, a hora de malinas est pr-
xima.
Meu padre, interrompeo D. Alonzo com
voz perturbada, as testemunhas nao podem tar-
dar; pode V. ftev. ir tomar o seus ornatos.
Mas que digoeu.' Os homens, pela mor par-
le, creem-se aulorisadosultrajar impunemente
aos fracos e inleli-es. a regozjar-s' de II. s (a-
er sentir a sua superioridade, a tratal os com
crimeza, a cobnl-os do rediculo. Deste modo
entes, expostos aos mesmos caprichos da fortu-
na, em vezd'enternecer-se da sorte dos infeli-
ces, aggravo-lhesos padecimentos com um r
altivo, com motejos dolorosos, com desprezos
e insultos. Nao ba aeco mais barbara, mais
deshumana e mais vil, do que insultar ao fra-
co, ao pobre, ao infeliz, quem tallecen* todos
os soccorros : nada ha mais repugnante ao co-
raco do homem, do que ver-se exposlo du-
reza, e ainda mais, ao desprezo de eus seme-
lhantes Nao ha quem nao prefira o odio ao
ludibrio.
Nesta parte sobra-nos sem duvida o bello
sexo. As mulheres em geral,dotadas de maior
grao de sensibilidade sao indubitavelmente
mais compadecidas e algumas ha, que at se
compadecen! de mais; porque s por nao te-
rem corceo para ver a seus ps o pobre aman-
te, que pede, e insta com mais lamuria, que
um mendigo, cedem seus rogos, e de rnuito
ternas veem a eahir em gravissimas (altas D'a-
hi provm a facilidade e promptido, com que
ellas passo do riso as lagrimas, e das lagrimas
ao riso, havendo tal, que parece, que ri e cho-
ra por vapor, como urna machina. Todas ao
mais ou menos dotadas da virtude da condo-
lencia : mas algumas ha compadecidas e pie
dosas por cxcellencia e estas se costuma dar
o nome afiancezado (que sao os nomesde me-
Ihor Kosto e do bom tomj de sentimentaes.
Urna senhora sentimental Isso he objecto dos
maiores cultos. Para ser assim qualificada re-
leva, que a senhora padeca do systema nervo-
so, e seja sujeita vapores, faniquitos e des-
maios. Urna senhora robusta, do boas crese
polpu la como um repolho, he classificada por
mulher vulgar, por mulher rustica e montezi-
nha, e quando muito, atirada para a simples
calhegoria de belleza de Buclica, ou deslava-
da pastora de cloga A senhora sentimental
s vive bem na Corte e as grandes cidades,
onde os bons acepipes os bailes, o luxo e o
milagroso espartilho inseparavel Ihe adquirem ,
ou Ihe formo urna compleicao comet fnut.
A senhora sentimental deve ser magra, como
pinino a qualquer das Parcas, desmaiada, como
urna figura de gesso : ha de ter sua tossczinha,
dor d'uma banda, febro lenta com seu c.'esci-
mentos escarrinbo de sangue um vei por o-
Ira, e se padecer de gastriste ou gastrointeriles,
isso he ouro sobre azul. S amantes vulgares
e do tempo do Re velho he, que podem d<-sv-
ver-se por urna joven rechonchuda vigorosa ,
com faces de papoila e labios de carrnim : taes
bellezas s pdem agradar homens grosseiros,
e sensuaes. Os damejadores Parizienses, os
amantes finos e do grande tom sao todos Plat-
nicos, e sabem amar por calculo : como tudo
nelles he progresso, S8cm do caminho carretei-
ro dos vulgares amadores : querem, que a pai-
xo do amor seja temperada do sentimento de
compaixo c nao ha para elles cousa mais a-
traliva, do que saber, que a sua idolatrada mu-
mia poz tantas duzias de bichas nos hippocon-
drios, ou na regio epigstrica, que so se sus-
tenta em agoa e leile em caldos depassari-
nho e em xarope de spargo. Um dos melho-
res requisitos d'uma senhora sentimental he os
Srs. Facultativos brindarem-a com urna by-
perlrophia do coraco. Oh! isso rende carro
por forma, como dizem os nossos senhores de
engenho.
A senhora sentimental he urna sensitiva.
Tudo a impresiona, tudo 8 sensibilisa, tudo a
consterna. Se Ibe adocce o seu Adonis ( oca-
chorinho) cae de cama de pura magoa; seibo
morre,, poc-se tambem em termos de morrer.
Em leu porte, em seu ar em suas pnlavras
deixa perceber sempre certo sentimento de me-
Os dous amantes ajoelhro na capella de N'
S do i lado da igreja o defunto, no meio das fnebres
honras, defronte de um altar ornado de branco
e enfeilado para um ca/amento, e esse bello mo-
co, e essa bella moga, prosternados diante da
Virgem, que pareca abaixar para elles os olhos
e sornr-se para os seus amores.
No momento em que vo lava o padre para-
mentado, ovio-se bulha na porta da igreja.
Ho de ser as nossas testemunhas, disse
D. Alonzo levanlando-se para dar a mo a The-
resa, e leval-a ao altar.
Immediatamenle muitos homens apparcr-
ro entrada da capella, o voz severa excla-
mou:
- Sim, D. Alonzo, eis-me aqui !
Oh co exclamou o moco recuando
como se um espectro se bouvesse erguido dian-
te delle... meu pai '...
(Continuar-te-ha.)


.ancolia, que a torna mais symoajica e inters- completar o seu carregamento 300 barricas, ou
santo. Nao pode "uvir gemcr a um gatinho ;
o peso correspondente em caixas; aquellas pos-
mas nao se conde da cara da apoqucntada ino- jsoas que nelle qui/erem carregar ou ir de
cama, em quem pespega. a cada passo, sonoros passagem para o quo tein Hedientes commo-
e despiedados boleloes.
Todava nao ha duvida, que as mulhercs sao
em geni maissensiveis, mais tornas, mais com-
padecidas, que os liomens, se bem que nunca
pude conciliar com estas qualidades o oslo ,
que em mu i tas observo de serein espectadoras
dasscenas mais dolorosas e borriveis. Ainla me
record, que, sendo estudante, e em um da .
que houve a execucao d'um reo, oud mulhe-
res, que voltavo do lugar do patbulo dizn
rem-se una asoutras Ora este padecente nao
leve graca. nao preslou para nada : o outro do
anno passado sim, be, que se podia ver e lu-
do isto proferio anda com os olhos humedeci-
dos de chorar! Concluirei que quem reflecte em
i mesmo e observa as proprias fraqui-zas, e
miserias nao pode deixar de compadecer-se
das de seu prximo, e de di/.er como Dido em
Virgilio.
a. yVon ignara malis miseris suecurrere disco.
ANCDOTA.
Um pintor mui mediocre vendo, que pela
su'arte pouco, ou nada adquira, largou-a, e
ahracou a profisso de medico: e como Ihe per-
guntassem a razo desta mudanca rospondeo
Na pintura todas as faltas esto expostas
vista; na medicina porm enlerro-se comodo-
ento e em consequencia ludo he lucro sm
risco.
.__________i___gjgwe___ abbhmi' i______
Alfaiidega.
Rendimento do dia 24......... 5:450->982
Descarr'jyo Aoje 26.
Escuna Archim'des bacalho.
Brigue lise ^melie diversos gneros.
Brigue Arago idem.
Barca Priscilla idem.
JliovKento do Porto.
Navio sahido no dia 24.
Parahiba lancha nacional Pureza de Mara ,
capito Antonio .Manoel Allonso carga va-
rios gneros.
dos, podera tratar com Manoel Jos Macha-
do Malheiros na ruada Cadeia do Becife n.
47, 1 andar, ou com o Capitao a bordo.(12)
3 Para o Rio de Janeiro s..i, sabbado 27 do
corrente o btigue Indiana, Capitao Braz Cae-
tao, indj tein commodos para passageiros e
pseravos;" quem pr tender entenda-se com Ma-
noel Ignacio deOlveira na ra de Apollo n-
18, ou com o Capitao bordo. (6)
iPara Buenos Ayres o patacho Suerco Ori-
on -nofo,ferado de cobre e de boa marcha, se-
guir em poucos das por ter a mor parte da
carga prompta : quem no mesmo quizer carre-
gar, dirija-se a Giudino Agostinbo de Barros
na ra 'la Cruz n." 66. (6>
1 Para o Rio grando e Port'aleare segu
no dia 28 do presente mez o patacho Saudade ;
quem quizer carregar escravos a frele dirija-
se a Gaudino Agostinho de Barros na ra da
Cruz n. 66. (5)
nio Carneiro Machado Rios, com sua familia ; ra concedida a favor da impressao das Meroo-
districto boje segundo pola nova divisao ; e que rias Histricas da provincia: A saber.
Y" 44, 45, 17, 48, 19, 51, 52, 53,54,
55. 56, 57, 58, 59, (0, 61, 62. 32,4:1,
175, 176, 177, 178, 179, 183, 189. 190,
192, '93, 194, 195, 197, 198, 199, 105,
200. 455, 426. 474, 478, 483, 484. 485,
486. 487, 488, 489, 490, 491, 492. 494,
496, 497, 628, 565, 571, 578. 580, 589.
590. 591. 592, 594, 695, 596, 598, 600.
70. 671. 672. 073, 070, OSO, 682, 683,
684. 685, 6>7. 688, 080. 690, 691, 602,
693. 694, 695, 600, 697. 698, 699, 778.
780. 781, 782, 7S3. 784, 787, 788, 789,
700. 791. 702. 793, 794, 795, 700, 797.
outro sim oi remeltido mesma Subdelegada
o mencionado arrobnenlo em 18 do corrente,
sendo a ra da S. Cruz. Boa-vista, 22 de Julho
de 1844. Antonio Carlos de Ptnho forges.
Certifico, em observancia do despacho retro,
em como na casa de um andar, sita na ra Ve-
iba n. 65. de que he proprietano Bernaidino
Jos Monteiro, he morador emt esta data o ci-
d.nlo Kvaristo Mendes da Cunda Azevedo e
sua familia Boa vista. 23 de Julho de 1844.
Antonio Machado Per eir Vianna Inspector
do 8 quarteirao.

Leudes.
5= Antonio Jos de Magalhaes Bastos (ara
leilo por inlervencao do corretor Oliveira .
de toda a rica, quanto valiosa mobilia e mais
utensilios da casa decampo de sua actual resi-
dencia de aljjuns escravos d'amlios os sexos
com habilidades e sem ellas, e dous cavallosen
sinados para carro e montara, &c. ; quinta-
feira, 25 do corrente, s 10 horas da manh8a,
no Manguinho, sitio pertencente ao Kxm. Ba-
rao de Jtamarac. (10)
Antonio Jos de Magalhaes Bastos, nao
tendo podido concluir em um su dia o leilo da
sua mobilia pela multiplicidadedos objectos ,
continuar o mesmo sabbado 27 do corrente
as 10 horas da manha na casa de campo de
sua residencia no Manguinho.
798, 799. 1012, 1078. 1079. 108!, 1082,
Avista do respeitavel despacho do V. S. at- 1084, 1085, 1086.1087, 1088, 1089. 1090.
1091. 1092, 1093. 1094. 1095,1096. 1098.
1099, 1181. 1207.1315. 1396, 1842,1849,
1865, 1874. 1809.1916,1918,1933,1979,
1080, 1981. K mais cento e noventa edous bi-
Ihees da casa de n 2601 2800 com exclusao
dos nmeros 2741. 2743,2744, 2752,'2777.
2601. 2664e2687.
Recife 25 de Julho de 1844. figueira
Cosla.=0 EscnvO da loteria, J. X. F. Ha-
tcsto, que no meu quarteirao de que compre-
ende ra da Alegra, Ribeira, e travessas an-
nexas, nao he morador emt esta data o cida-
dao Antonio Carneiro Machado Rios cujo
quarteirAo pertence hoje pela nova divisao ao
1. districtode Paz. Boa vista 19 de Julho
de 1844. Francinco Lopes Vianna, Inspec-
tor do 9. quarteirao.
Editi.
4/4 Cmara Municipal dacidadede lindae
seu termo em virtude da lei (c.
Faz saber que em virtude da lei provincial
n. 135 de 2de.Maio do corrente anno, esta
Cmara, com o Exm.Sr. Presidente da Provin-
cia contratar com algurn individuo ou com
panhia o desecamento do pantano deOlinda :
as pessoas quequizerem contratar, remellan suas
propo.slas a mesma Cmara para serein presen-
tes ao Exm. Sr. Presidente da Provincia, E pa-
ra que chegue ao conbecimento de todos man -
dou a Cmara publicar o presente pela impren-
sa. Cidade de Olinda. 16 de Julho do 1844
Jos Joaquim de Almetda Guedes, Presidente.
Joao Paulo Ferreira Secretario. (15)
eelaracoes.
1 O Sr. Inspector do Arsenal de Ma-
rinha manda fazer pudlico que no dia 29 do
corrente pelas 11 horas da manhaa contra-
tara a compra de 43 milheiros de lijlo* do cri-
vo bem cosidos, battidos, e moldados, da
melbor qualidade com as dimensoes seguin-
te 13 polegadas de comprimento 6'/* di
tas de largura e 2 e '/ ditas de grossura. As
pessoas a quem-possa convir a venda,sao convi-
dadas pelo n esmo Sr. Inspector compa-
recerem com as suas proposlas em dito dia e ho-
ra. Secretaria da Inspeccao do Arsenal de
Marinha de Pernambuco 24 de Julho de 1844.
O Secretario, Alexundre Rodrigues dos A-
ooi. (15)
Dao-se algumas obras para se fazerem ,
tanto do sapateiro. romo de alfaiato, sendo ja
qus de panno azul a 700 rs.. calcas de brim a
320 e botins dando-se o corte preparados a
400 : as pessoas que se propozerem a fazer
por menos, compareci hoje as 10 horas no
quartel do Hospicio trazendo pessoas conhecidas
que os afiance.
MW>"mmmm"mmm
I visos martimos.
Avisos diversos.
Compro se, por dobrado preco, D. novos de
23 de Julho, onde vem a correspondencia do
Sr. Vaz Curado, cuja eloquencia e estilo subli-
me, nao deixou de ser bruido pelo editor, ou
redactor em chefe do l). novo.
\_jiOMO o impostor, que se serve do nome de
benemrito cidadao o Sr Antonio Carneiro
Machado Bios, em vez dme dizer comoeu o
desafiara a fa/er,quem morava no sobrado da ra
daS.Cruzdefronteda Ribeira, acu) porta eslive
eu e os meus 4.999 correligionarios no dia
da pastuscada das luminarias quer sustentar,
que esse annuncio he com elTeito do proprio ,
em cujo nome he publicado, e lanca sobro mim
e mais nao sei quem, quanto nome por altajus-
lica irte cabe, dando grandes pulos; porquehou
ve quem zeloso da honra do Sr. Carneiro fosso
pedir um certificado ao respectivo Parocho: aqui
aprsenlo nao sesse documento comoalgons
outros mais s porque isto Ihe ha de fazer fe-
bre, e nao porque valha mais o dito (also deum
annuncianle do I).-novo, contra a verdade pre-
senciada por cinco mil habitantes; e nao quaes
quer habitantes, porm sim a gente mais gra-
da mais rica mais sabia e tudo muito
patriota. E como o falsario, aproveitando-se
la circunstancia do meu digno e Ilustre cor-
religionario o Sr. Carneiro nao ler o D.-novo,
promette dar todos os dias o annuncio de quo
a Senhoria do Sr. Carneiro ( isto he mais urna
prova de que nao elle ) mora na la Velba eu
tambem prometi publicar todos os dias, em
que houver Diario, o annuncio. queabaixo
formulam para eterna confuso do tratante ,
que assim abusa do nome de um homem de
3O patacho porluguez Aroro Congresso, de
primeira marcha,torrado e encavilhado decobre,
e de que he capitao Manoel Jos Bato preten-
de sabir para Lisboa com a manir brevidade
poivel por Ihe laltarea nicamente para
bem Eis-aqui o documentos.
N3o indo eu ha mais de anno casa do sup
plica lo Antonio Carneiro Machado Rios Juiz
de Paz desta Iregue/ia, c nao estando completo
o meu arrobnenlo por falUrem ainda al-
gumas ras por se darem a rol e ignorando
por consequencia,so ainda habilava o mesmo na
ra da S.Cruz, dirigi-me a elle por escripia pa-
ra declarar-IIM) em que ra resida veio pes-
oal a minha casa e disse-me que de proimo
se havia passado para a ra Velha desta mes-
ma Ireguezia, onde se acba actualmente residn
do : he o que posso atiestan Boa-visla, 21 de
Julho de 1844. O Vigario Joo Manoel da
Costa Pinheiro.
Antonio Carlos dePinho Borges, Tenente-
Coronel Chefe do 1.a balalliSu de G. N. deste
municipio e Subdelegado de Polica da fre-
guezia da Boa vista &0. Atiesto que do
arrolamento, remettido esta Subdelegada pelo
respetivo Inspector ( 12. quarteirao ) consta
estar nelle residindo casa n. 70 ladodopoen
to, o actual Juiz de Paz desta Ireguezia Anto-
Attesto.que no meu quarteirao, deque com-
prehende a ra Velha de um e oulro lado, em-
t esta data nao he morador o cidadao Antonio
Carneiro Machado Rios sendo comprendi-
da a mesma ra pela nova divisao do 1 distric
todo Paz. Boa-visla 19 de Julho de 1844.
Antonio Machado Pereira Vianna Inspector
do 8.* Quarteirao.
Atiesto, que no meu quarteirao, que com-
prehende a ra da Conceicao de um e outro la-
do Iravessa doTamhi, nao he morador em-
t esta data o cidadao Antonio Carneiro Ma-
chado Rios cujo quarteirao pertence l> qe pe-
la nova divisao ao 1.* districto de Paz. Boa-
vista, 19 de Julho de 1844. Francisco Xa-
vier da Siva Mendonca Inspector do 6.*
quarteirao.
Atiesto, como Inspector interino do 1. quar
teirao deste hairro que compreende a ra da
Aurora at a camboa de S Amaro, ra Formo-
za al o fim, nao ser morador o cidadao Anlo
nio Carneiro Machado Rios at esta data, cujo
quarteirao pela nova divisao d esta Ireguezia
perlenceao 1. districto de Paz Boa-vista, 19
de Julho de 1844. Francisco Xavier da Sil-
va Mendonca.
Cumprindo o respeitavel despacho de V. S ,
certifico que no meu quarteirao. em que ao
compreendidas ra do A raga o de ambos os la-
dos ra do Bo/ario da mesma forma e ra
do Pires, travessa de Joao Francisco, o Iravessa
do Ouiaho nao he morador at esta data o ci-
dadao Antonio Carneiro Machado Bios o to-
das estas ras e travessas renos o lado do poen-
le da ra dos Pires licrao pertencendo pela no-
va divisao ao 1.* districto de Paz. Boa-visla,
19 de Julho de 1844. Joo da Costa Mon-
teiro, Inspector do 7." quarteirao.
Certifico, queoSr. Antonio Carneiro nao
he morador no meu Quarteirao da ra da Glo
ria do lado esquerdo. 11. quarteirao da ra
da Gloria. 19 de Julho de 1844 Jo&o Evan-
gelista Bello, Inspector de quarteirao.
Certifico, que o Sr. Tenente Corone! Anto-
nio Carneiro Machado Rios nao he morador no
meu quarteirao o qual compreende as se-
guintes ras atierro da Boa-vista lado direito
e esquerdo, travessa do Muniz ra do Cama-
rao, Hospicio, lado direito e esquerdo cujas
ras pela nova divisao (carao pertencendo ao
1 districto do Juizo de Paz. Boa-vista, 19
de Julho de 1844.Jos Joaquim da Silva
GuimarSes Inspector do 2.' e 3." qurteirao.
Em virtude do respeitavel despacho tenho
a informar qoe o Sr. Tenente-Coronel Anto
nio < arneiro Machado Rios, nao mora no meu
quarteirao da ra da Gloria do lado direito.
}oa-vista. 20 de Julho de 1844. Manoel
da Silva Bastos Inspector do mesmo.
Um dos cinco mil.
1 = A casa da verdadeira residencia do Sr. An-
tonio Carneiro Machado Rios he na ra da S.
Cruz n.'70 onde foi visto e applauJido na
noutedas luminarias por todos inclusive
Um dos cinco mil. (5)
2=rAluga-se urna casa na ra da Alegria.com
oito quarlos, trez salas, um gabinete, sotao ,
commodos que servem para urna grande fami
lia e o preco muito commodo ; a tratar na ra
Direita n. 9. (5i
2Arrendase um sitio, quo tenha pasto no
mos.
5Precisa-se alugar urna casa de sobrado de
um andar.com sotao para grande familia,
sendo em boa ra, e que seu aluguer nao ex-
ceda de 300*000 is aunuaes; quem a tiver
pode dirigir-se a ra doCaldereiro n. 12. (5)
1 he alguma mulher parda, ou preta, que
tenha bom leite, sendo de bonscostumes, qui-
zer encarregar-so de criar urna crianca de 2
mezes dando-se casa para morar, e sustento,
e mais precisos para a mesma crianca ; annun-
cie para ser procurada advertindo-se que su
se faculta para a ama as casas pagas e o oais
conorme o proced mente e zelo. (8)
1 Furtarao do dia 20 para 21 do corrente
mez cinco quartos do sitio Belem perlo desta
praca, sendo um melado dinas o caudas pre-
tas, com urna marca de pisadura velha noespi-
nhaco e oulra mais para a sarnelha ; outro
castanho de cabello groco com tres ps bran-
cos, silva na testa costas limpas; outro lazao
pequeo, seliador comprido com marca de
cangalha as costas j pintadas de cabellos
hrancos ; oulro russoapedrejando, venia bran-
ca lodos magreires com o ferro formando
um Q e um H da parte direita e um C.
cortado da parte esquerda todos ferrados do
novo, e mais outro cavallo russo bastante sella-
do e comprido com um ferro j velho da parle
direita formando dous ganchos. Roga-se a
todas autoridades policiaes e mais pessoas que
os descubriremosmandemou avisar para se pro-
curar.no Reciferua da Cadeia,a Manoel Goncal-
ves da Silva e na ra do Quemado loja n.
10, que se pagar lodos as despezas, e se dar
boa gratlicaco. (22)
1 Exslem dusscartas vindas do Maranho
para os Senhores Angelo Custodio Rodrigues
Franca Jos do Sacramento e Silva no ar-
ma/em de loucs n. 4. na ra da Cadeia ve-
lba. (5)
1 as Pelo presente e diariamente carne Je
carneiros capados de muita gordura e barata,
como sebo de rim para fazer me/inhas; no acou-
guede Joao Dubois ra dos Quarteis. (4)
1=0 ahaixo assignado faz saber ao publico
que desde o dia 23 deixou de ser caixeiro do Se-
nborJ. O. Elster.
muucl s'ezandrino de Castro. (JJ.)
ss OSr. Jos Francisco Teixira que an-
nunciou ter um escravo carpina para vender ,
caso ainda nao tenha vendido,baja deannunci-
ar a sua morada para ser procurado.
ss Hoje, 26 do corrente se hade arrematar
no lugar das Cinco Ponas n. 98,pelo Juizo de
Orphos, a mobilha pertencentes aos herdei-
rosdo finado Manoel Alvesda Cruz a reque-
rimento do tutor dos mesmos Manoel Felis
Alves da Cruz.
Aluga-seum prelo canoeiro para condu-
zir agoa do Monteiro para o porto da ra Augus-
ta pagando-se-lhe duas patacas por dia, e
dando-se-lhe almoco jantareceia: a quem
convier este negocio procure no principio da ra
Imperial casa terrea n. 9.
No dia 24 do corrente mez de Julho da
ra estreita do Rosario at a reparticao do sello
no Collegio perdeo-se urna letra sacada por
Anna Joaquina Mara da Conceicao, e aceita
pelo Major Manoel d'Azevedo doNascimento,
do valor de 58* rs. no anno de 1843 ; quem
achara dita lelradirija-sea ra estreita do Roza-
rio n. 27, que ser gratificado e previne-se
aodito Sr. Major haja de nao pagar a quem
Ihe apresentar nao sendo a sacadora ou pessoa
por ella autorisada.
Precisa-sede urna ama forra, no Recifa
becco do Campello n. 1.
4Johnston Pater&C. leem constantemen-
te venda taixas de ferro balido e coado mo-
ver.lo, capaz de sustentar dez a doze vaccat e
que seja perlo da pra^a ; quem o tiver aman-
ele. (4)
Relacaode trezentos etrinta e seis bilhetes endas de forca de 4 a 6cavallos, baixo e alta
inteiros ficados poi conta de urna scciedade de pressao, tudo por preco commodo; na ra d*.
quatorze socios na segunda parte da nica lote-1 Made de Dos, 5.
I


r-*au--**i,. *...
h
D-se dinhciro a juros com ppnhores de
ouro, (Ui pTati mesmo em pequeas quan-
tia> ; na ruada Pr-'ia n. 22.
OSr. que por duas vezes (lcou de ir a
Boa-vista sobre urna barria de G. que ven-
deo queira ir quanto antes, senao se publi- J por 12# rs. mensaes
cara seu Dome, e o motivo porque lie chamado, bo n. 52, por 8# rs.
Precisarse lazer un pequeo atierro no
pantano da eidado di Olinda ; as pessoas que
o quizerem Coser dirija-so a ra do Vigario
n. 23, no primeiro andar.
Precisa sede urn caixeiro pura venda ; na
ra da Senzalla velha n. 102.
Quem annunciou a venda de urna mulata,
dirija-se a ra .Nova n 16.
Precisa-se de u.-n pequeo de 12 a 14 an-
lbs para caixeiro do venda e que dO fiador a
sua conducta ; na ra da Guia, venda n. 36.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra bireita n. 24; a tratar no primeiro andar.
Rogase ao dono de urnas cabras (biche),
que ando soltas na ra da l'raia queira ter a
bondade de as recolher do contrario nio se
escandalise do que possa acontecer em occasiao
de ellas faserem estrago que por muitas vezes
teem foito no milho, arroz e farinha do arma-
sen) de vveres do bceo do Carioca pois o dono
do armasem nao compra gneros para sustentar
animaes alheios
(juein annunciou querer comprar alguns
ttulos de herdades as linas dos Afores, di-
ria-se ao porto da ra Nova venda da esqui-
na junto a ponte a fallar com o Pimenlel.
Precisa-se de urna ama para cusa de um
liomem solteiro que saiba coser de alfaiate ,
e engommar, que nao seja daqui e nao te-
lilla prenles; na ra do Rozario da Boa-vista
n. 2.
Quem annunciou querer comprar urna ca-
deira queiiaofosse servida, dirija-se ao sitio
do Cajoeiro.
(JHerecem-se 3 rapazes Portuguezes com
suas canoas a atterrar por preco commodo, por
brabas, ou p >r empleitada assim como fa-
zem viveiros novos e rebaixarem voltios; e tam-
ben outro rapaz se eflorece para feitorde qual-
quer occupaeo pois d dador a sua conducta;
os pretendentes dirijao-se a ra do Trapiche,
vendan. 30, derontedocaes da Lingoeta.
Miguel Antonio da Costa e Silva embarca
para lora as suas escravas Catharina, e Felicia.
Alugo-se duas casas terreas em Fra-de-
portas sendo urna assobradada o envidracada
n. 5 ea outrado lado da mar grande n. 2 ;
a fallar com Manoel da Silva Neves, no mesmo
bairro.
Guilherme Augusto Rodrigues Selle roga
a pessoa que achou urna carteira de marro-
quim rouxo j usada perdida no largo do
Forte-do-Mattos, o favor de a levar a ra do
Queimado, loja n. Vi, quesera recompensa-
da a qual continha o seguinte ; urna lettra
paga neste da a Jones Patn, de (06f2ti6 rs.,
urna ordem de 70# rs. contra Manoel Antonio
Ribeiro 4 leltras de pequeas quanlias, accei-
tas por Joao Jos do Reg, JosJoaquim Tiieo-
tonio Pinto, Joaqun) Francisco de Mello San-
tos e Emilio Xavier Sobreira de Mello mais
algumas contas e cartas, que a ninguem servem;
e j a todos setem prevenido para nao pagarem
Precisa-se de um caixeiro Portuguez de
12 aliannos, para vender fasendas que te-
cha, ou nao pralica ; as Cinco-Pontas n. 56.
1 Quem quizer alugar urna casa terrea na
ra da Alegra n. 10 com 4 camarinhas e co-
sinha fra ; dirija-se a ra da S. Cruz venda
;i. 5, de Antonio Pereira Silva Martins (5
1D-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro e piala ; na ra do I.ivramento n. 22 ,
segundo andar, das 6 as 10 horas da manha,
e das duas as 4 da tarde. (4
l Precisa-se de urna pessoa que tenha
amisades nesla praca e fura della para se la-
ser sociedade em um armasem de mulhados ,
pelo lempo que se convencionar entrando-se
com parles iguaes; a quem convier annuncie. 5
1 Prop5c-se um rapaz Bcasileiro casado
e com pequea familia a ensinar primeiras
leltras principios de grammatica latina e
msica; esuasenhora, a coser e faser lavarin-
to fra desta cidade em qualquer engenho ,
ou serlo; quem o pretender, dirija-se a ra
Nova n. 8. (7
2 Aluga-se o primeiro e segundo andares
de um sobrado, com muitos commodos para
urna grande familia por proco commodo ; na
ruada PraiadeS. Rila n 37. ;4
2 Precisa-sede um caixeiro de 16 a 20 an-
nnos queentenda bem de loja de fa para fra desta praca ; quem estiver nestas
circumslancias dirija-so a ra da Cruz n. 51.
2 M. M. Dacker, subdito dos Estado^ Uni-
pos da America do Norte, retira-se para fra
do imperio. (3
2 Alugao-seas casas ns. 29,33 e 35 da
ra da Solidado com multo bons commodos ,
urna dita na ra do Se-
o segundo % terceiro an-
dares da casa n. 4, do Atterro-da-Boa-vista ; a
tratar com Francisco Antonio de Oliveira ou
com o seu caixeiro Manoel Joaqun) da Silva,
na ra da Aurora n. 20. (8
2 Furtro da venda da ra do Rangel n.
SI o primeiro vo|umeda Ilha incgnita ; ro-
ga-se a quem for offerecido o dito livro o obse-
quio de o apprehender e mandar a dita casa ,
que alm de se ficar agradecido se gratificar no
caso de o exigirem e se o tiverem comprado se
Ihe dar o dinheiro; na mesma casa compra-se
outro qualquer primeiro tomo da dita obra. (8
2 Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
Atierro -da-Boa-vista n. 42 e alojado sobra-
do dos Quatro-cantos n/l; a fallar com M. C. S.
Carneiro Monteiro. (4
15 NA BOTICA. E ARMAZEM DE DRO-
GAS, NA RA DA MADRE DE DOS. N. 1
Vendem-sc as preparacesseguintes por pre-
co muito coturno lo e de superior qualidade.
Magnesia Calcinada ptima
Os salutures elTeitos deste medicamento como
purgante nui suave e capaz de se applicar a to-
das as pessoas de qualquer sexo ou idade ab
sorvendo ao mesmo tempo todos os cidos exis-
tentes cm nosso estomago e que tanto per-
turban) nossas funeces digestivas tornam seu
uso recommendavel, e mnilo necessario. A
experiencia lem mostrado a hum sem numero
de Mdicos sabios, e verdadeiros observado-
res do efleito tberapeutico dos medicamentos ,
que tanto maior be a sua accAo purgativa ,
quanto maior he a quantidade de cidos que a
maior parte das ve/es desenvolvem nossas doen-
easd'eslomago. Urna ou duas colheres de so-
pa misturado com agua durante o dia he
quantidade sulliciente para produzir bom ef-
leito
Na mesma casa tambem se vendem tintas, e
todos os outros objectos de pintura ; vernizes
de superior qualidade entre ellos bum perfei-
tamente branco e que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada sem que produza al-
leracao alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Root de Bermuda ; Sag ; Sabonetes; Saoao
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras inglezas; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, r pos para dentes ; Pastilbas de mu-
riato de morphina e ipecacuanha ; Azul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Posdesei-
dlils, e de soda ; Pastilbas de bi-carbonato
de soda e gingihre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do l). Brandretb, viudas
de seu aulhor nos Estados-Unidos, cvc. &c (36)
Na ra de Hurtas n. 47, engomma-se com
todo aceio promptido e preco commodo.
cosem fazem lavarinto e enguinmao alguma
cousa ; duas ditas boas quittndoiras; na ra
larga do Ro/ario n. 48.
Escravos fgidos
Vendem-se algumas casas terreas com juma negrinha de 12 annos sabendo j coser
quintal, em chaos proprios, defronte de S. mullo bem; urna mulata do SU annos, cose,
Jos do Manguinho : a fallar no sitio juuto as cosinha, engomma e faz renda ; na ra do Fo-
mesmas com portao de ferro. go Pe do Rosario n. 8.
1 Vendem-se sellins inglezes elsticos > Vendem-se dous moloques pecas de 1S a
forrados de couro de porco cabecadas roldas, 20 anuos ptimos para todo o snrvico ; um
chicotes inglezes de baleia para carro ditos di- dito de 12 annos; um mulatinh de 10 annos;
reitos para mao; na ra Nova loja n. 88, de duas pretas mocas, de boas figuras boas en-
Antonio Ferreira da Costa Braga. 15 gommadeiras cosinheiras e tambem cosem ;
1Vende-se panno azul fino proprio para duasnegrinhasde 14 < s, i Indas,
fardamenlo de tropa a relalho a 160o rs. o
covado e em porco faz-se todo o negocio ;
no Atterro-da-Boa-vista lojan. 14. (4
1 Vende-se farinha de mandioca de supe-
rior qualidade, pela medida velha a 2880 rs.
ede 10 ulqueires para cima a 2720 rs. ; na ra
da Cruz armasem n. 54. (4 "*"
1__ Vendem-se moinhos de ferro para caf, 3 Em dias de Abril do corrente anno fu-
ou milho superiores vinuos engarrafados da ro da fazenda Macambira termo da villa de
Madeira-secca malvasia e Bucellas de 1832, Cimbres, comarca do Brejo da Madre de Dos ,
por preco commodo; as obras completas do o negro Antonio, de nacao Benguella corpo
Voltaire, em 7 volumes em quarto nova edi- secco, estatura baixa, tem nacabeca urna gran-
ero com estampas pelo baixo preco de 15/ de cicatriz de urna cacetada esteve alguns an-
rs. ; e as obras completas de Cames, em 3 nos prezo na cadeia desta cidade por ser bens
v. nova edicao, pelo preco de 6400 rs. cada de inventario e foi arrematado em praca do
obra; na ra da Cadeia do Recife n. 37. (9 Sr. Dr. Francisco Rodrigues Sette como provo-
1 Vendem-se saccas com lentilha vinda dor de capellas e residuos em o de Agosto de
da Europa muito nova, e propria para sou- 1843. pelo Dr. Francisco Xavier Pereira do Bri-
pa e tambem se vende a retalbo ae meia lo ; quem o pegar, leve a dita fasenda ou ao
quarta por preco commodo. .4 Atterro-da-Boa-vista n. 43 que ser grati-
1 Vende-se capil de liman e de diflerenles ficado. (14
frutas pelo barato preco de 480 rs. a garrafa ; 2Fugio ao amanhecer do da 3 do corrente
tambem se fasem cncommendas em grandes e o preto Joao de naco Angola, baixo, beicos
pequeas porcoes; este refresco tem toda a pre- grossos, pernas um pouco cambadas ps gran-
ferencia a todas as outras bebidas por nica- dc's quflsi sem barba e falla bem Que,n o
cntente ser feito de frutas frescas e sem espi- pegur, leve a ra da Aurora n. 30 quo ser
rito de qualidade alguma ; na ra Nova n. 31. gratificado.
1 Vende-se assucar refinado branco, e
Compras
Compra-se ouro e prata velha. mesmo
em pebuenas porcoes no acougue defronte do
quarlel de polica.
3 Compra-se urna casa terrea que tenha
quintal e cacimba cm alguns dos seguintes
lugares : Atterro-da-Boa-vista, praca dita, ras
do Aragao e Conceicao ; na ra da Madre de
Dos n. 34, primeiro andar.
Compa-Mj efleciivamente para fra da
provincia mulatinhas crioulas, e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagao-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
SOCIEDADE TIIEATRAL MELPOMENKNCE
2 O thesoureiro avisa aos Snrs. socios ,
que os bilhetes para a recita de sabbado dis-
trbuem-se nos dias 24, 26e27 na ra da Ca-
deia velha loja n. 6. (5
2 Aluga-se um sitio na Passagem-da-Mag-
dalena com casa de vivenda para grande fa-
milia senzalla para pretos cocheira para f>
cavados e baixa pura capim ; a tratar na ra
Nova n. 33. (5
2 Aluga-se por festa ou por anno o sitio
e casa que foi dt-- Antonio Coelho da Silva, no
lugar do Cortume dos Coelhos ; a tiatar no
mesmo sitio. (4
2 Precisa-se de urna ama de leite forra, ou
escrava que seja mu aceiada esadia, paga-se J
mu bem ; na ra estreita do Rozario n. 30
Vendas
DEPOSITO GERAL
DE MAItROQUINS
DE S U I K R I 0 K Q U A L I D A DE.
Xende se a i;s'55o ris A pelle,
sendo cm (ilhkI,i, e i8s'ooo rs. em
duzas; na loja de Dedier llobert
&C, rna iNova n i3.
Vende-se urna porta de costado de ama-
relio urna grade para porta e duas travs de
louro de 15 palmos cada urna; na Camboa-do-
Carmo n. 1(J.
Vendem-se duas banquinhas de angico,
urna mesa dejantar c 6 cadeiras americanas,
tudo por preco commodo ; na loja do chapeos
ao p do arco de S. Antonio a fallar com Joa-
qun) Jos dos Res.
Vende-se azeite de coco a2|a caada e a
280 a garrafa dito de dend a 480 rs. a garra-
fa ; na ra da Pcnha venda da esquina n. 33;
na mesma venda compra-se um terno de pesos
de bronze de 8 libras at mel quarta.
Vendem-se chitas esenras e claras de
tintas fixesa 120 140 160 e 180 rs. ditas
rancezas muito largas a 280 is. o covado, gan-
mascavado caf em grao e moldo cha hisson
e charutos tudo bom e por proco commodo ;
na praca da Boa-vista n. 7. 'i
1Vendem-se duas escravas de naco Mo-
(ambique cosem, engommao, ecosinho ; na
ra do Vigario armasem n. 24. (3
1 Vende-se muito bom rap de Lisboa ,
chegado ltimamente por preco commodo; na
ra da Cadeia do Recife loja de Joao da Cu-
nta Magalhes. (4
1 Vendem-se diversos terrenos com casas
principiadas materiaes e cacimba no lugar
do Coelho; como tambem urna casa meia-agoa,
bom quintal e cacimba e propria para padaria
por ser perto do embarque ; e igualmente ven-
de-se o rendimento de 50/rs. annuaes p< r ufo-
ramenL) perpetuo no mesmo lugar ; a tratar
na ra Nova n. 10. (8
Vendem-se saccas com milho muito bom
a 2500 rs. ; no armasem de Antonio Teixeira
Bacelar delronte da escadinha do caes da Al-
fandega.
Vende-se ladrilho de marmore por preco
muito commodo ; saccas com farinha de man-
dioca recentemente chegadas a 2880 rs. ; no
armasem de Fernando Jos Bragucz ao p da
botica de Antonio Pedro das Neves ou a tra-
tar com Firminojos Felis da Rosa.
Vende-se salea parrilha por preco muito
commodo ; no armasem do Braguez ao p do
arco da Conceicao.
Vende-se um annelao com um grande
diamante, um alfinete de abertura tambem com
diamante um transelim fino com passador ,
urna cadeia propria para relogio tudo de bom
ouro e por p pela Trempe n. 50.
Vende-se um bom moleque de 14 annos;
na praca da Boa-vista n. 3*2.
1Vende-se um methodo completo para vio-
lo por um dos melhores autores, e anda nao
servido por preco commodo ; na ra Direita
o. 129, segundo andar. [4
Vende-se um mulatinh de 15 annos, e
duas negrinhas urna de 4 e outra de 12, sa-
bendo esta coser soiTrivelinente ; na ra Nova
n. 50 terceiro andar.
terceiro andar.
11 t:a azul laiga e estreita a 80 e 100 rs.
Ido Queimado, loja n. 29, de Novaes.
Vende-se urna canana e talim tudo no-
vo obra excellcnte que anda nao foi servi-
da do modelo dos Ofliciaes de guarda nacio-
nal do terceiro batalho da Boa-vista ; no At-
terro-da-Boa-vista loja de seleirb.
Vende-se urna rica mesa de meio de sala,
redonda por preco commodo; as Cinco-pon-
tas sobrado n. 160.
Vende-se urna venda no Beco-largo; a tra-
tar na ruada Senzalla-vetha venda n. 102.
Vende-se a venda da ra de Hortas, que
faz esquina para o beco de S. Pedro ; a tratar
a mesma.
Vende-se urna escrava de nacao de 18
annos muito sadia e de bonita figura engom-
ma, lava e cosinha prefere-se para fra da
provincia ao comprador se dir o motivo da
venda ; no Porto-das-canas, venda de Jos Pe-
reira.
Vende-se um mulato moco de bonita fi-
gura sem achaques proprio para pagem ; no
Atterro-da-Boa-.vsta n. 44.
2Vendem-se dous moleques de 15 a 17 an-
nos ; urna negra crioula muito sadia de bo-
nita figura, e de 20 annos; barrequinlias com
gomma ; 60O ponas de boi, sola bezerros e
couros de cabra tudo por prego commodo; na
tua da Cruz n. 51. 6
3 Vende-se a loja da ra do Queimado n.
43, com 3 portas, e poucos fundos em fazen-
das ; a tratar na mesma. (3
Vende-se um bonito escravo pardo de 22
annos, perfeito pedreiro de toda obra mesmo
na ra jdesernalha e proprio para pagem ; um dito de
15 annos. proprio para pagen cu elBeic;
2Fugio no dia 19 do corrente um moleque
de nome Francisco de nacao Cambida de 14
annos levou calcas de riscadinho azul ca-
misa de chita descolada he um tanto plido ,
espigado do corpo olhos grandes, beicos gros-
sos est com o cabe.'10 do lado direito encos-
tado a orelha todo cortado bracos o-mpridos
e finos maos e ps tambem compridos e finos,
tem nos calcanhares cascas de bichos, o dedo
grande do p esquerdo encollh do e meio torto ,
que faz diflerenca do outro sal.iu o casa as 8
horas e meia da noute ; quem o j/egar, ieve a
ra do Collegio fabrica de chapeos. 9 ou
na ruada Roda n. 19 que ser recompensa-
do. (15
2 No dia primeiro do corrente fugio o P-
toJoo, de naco Cacange, de 24 annos, bejn
preto, nao tem barba, alguma cousa alto, refor-
Cado do corpo, dentes mu alvos, e dous da
frente da parte superior fazem urna abertinha
para os lados lem oflicio de serrador ps
grossos o chatos he bastante ladino, tem o
costumede ser pachola e andar sempre com
um cacetinho na mo levou calcas brancas
o conidias de algodao da Ierra camisa de 111a-
dapolo e chapeo de palha ; tem sido visto era
S. Antonio e Boa-vista e ltimamente foi vis-
to as Cinco-pontas seguindo para atraz dos
Martirios e dahi at o viveiro do Muniz; tambem
tem trabalhado em um sitio no Manguinho; as-
sim como nos domingos c dias santos costuma
ir vadiar no Monteiro Casa-forte S. Anna ,
e mesmo no Varadouro em Olinda; quem o pe-
gar leve a ra da Praia de S. Rita 11. 37, que
ser generosamente recompensado. (18
2 No dia 19 do corrente fugio um negro de
nomeJoaquim, estatura regular, de 30 annos,
de naco Angico temo rosto chelo de talhos
finos secco do corpo falla alguma cousa
embaracada muilo alegro quando falla est
sempre rindo-se levou camisa de bamba a/ul
e branco de quadrinhos, calcas de estopa grs-
sa de sacco costuma-se inlular por Miguel ;
quem o pegar, leve a ra larga do Rozario n.
21, que ser recompensado. (JO
Fugio em ly de Maico passado do enge-
nho Bathe freguesia de Una um escravo ca-
bra, de nome Thom de 22 annos baixo e
grosso do corpo rosto bexigoso falla muita
mansa intula-se forro e por mestre de assu-
car, consta ter andado por Porto-calvo, aon-
de tem sido encontrado por varias vezes. No
dia dia 17 de Junho passado fugio do mesmo
engenho um escravo pardo de nome Cosme,
de 20 annos alto e secco do corpo sem bar-
ba com marcas de bechigas no rosto dentes
limados pescoco cornprido e com muitos pan-
nos o mesmo pelas costas he muito prosista,
tem um signal de um talho na palma de urna
das maos, fci escravo de Francisco Manoel Mar-
tins Arueira morador em Maceio aonde he
bern conhecido o dito escravo por ter anda-
do embarcado em urna canoa 3o mesmo Aruei-
ra e foi encontrado no Recife, ha poucos dias;
ievou cairas de ganga azul, e chape.) de aricuri
oleado de preto, e alguma roupa de mar; quem
os pegar, leve ao mesmo engenho a entregar a
Herculano Antonio Jos Marroquim ou nesta
praa a VicenteAlves Machado, na ra Nova
n. 20, que ser gratificado.
No dia 7 do corrente desappareceo da casa
do abaixo assiguado urna escrava parda de no-
mo'Iheodora, de 40 annos, alta, secca ca-
bello cortado com marrafus e puntes, clara da
cor, tem um p e tornozelo alguma cousa en-
Ohajjpg de erisipela que Ihc d, levou urna liou-
xa com roupa vestidos de casa e de chitas de
varias qualidades um panno preto bandado do
seda aincla novo; quem a pcar, leve a ra lar-
ga do Rozario n. 48. quesera gratificado.
Manoel Joaquim Pascual Ramot.

iSCiF NAlir. OH MI?" DKtAhU,844,
A


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E4S5PJWZO_TFYNT0 INGEST_TIME 2013-04-12T22:22:03Z PACKAGE AA00011611_05131
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES