Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05130


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Full Text
Anno de 1844.___ Quarta Fera 24
MUlwil>l'nmopii;PMimpa.i 'III* IIMIIIM lilfim IHIHMII IIIIIIHIHW WII
O I'uRlo |iublea-ae lodosos das que n.io forem santificado* : o preco il "asignatura
he ils ires mi! rs. por qnnriel pagos adianladns Os annunciosdos assienantes san inseridos V j/f
erratit a un de* que n.io lorrm i raio de SO res por linlia As reclamacfie deTem ser diri-
gida* A a I yp ra das Ouzes n. '4 ou a praga na Independencia luja de lTruen f> c 8
IPART1DA DOS CORREIOS TERRESTRES. -
GoURlM,* l'araiij|,a segundas.: sellas feiras.Rio Grande do Norte, i-hega
le i 24 Cabo. Serinhaem KioFormoso, .Xacey, 1'urioCaWo, e Ala
i\ o -M de cada raer. Garanhuna e Bonito a iiJe .'4 de cada mei Boa
es e 1. dito.Cida.te da Vloria quintas feiras__Olinda lodos
DAS a semaka.
2t Se? a. Montl.o. Aud. do J. de 1). da i. y.
23 Tere Ap gario Re aud. do J. de L) da 3. t.
ui Quarla i Cliristina Aud do J. de da 3* t.
Ji (juinta -i- -. ;,ii!i.i,-" Aud. do.), de I1, da ..'. t.
yfi Sella s. Valente. mi.I do J de da 2. r,
Sab a. anlaleio. Bal. aud do J 'de 1) da 1. .
'-S I Uiiii S. Anii.i "<.ii da Mai de Dos,
usUBmmaue! rsrmuH
de Juho
Auno XX W- !*
II llalli iiiiiiMiTi^-wMiBM^j^waaaBaaaawigMK-^,a>"
r^fc? Judo atora depende de nos mesrnos; da noael prodeoei, r.-oderegio' a eneren
J IS / > i i ,,,. ... -..ir ai naoiies ruai
'<*/! /' l.nr.pm... COSO ;::.....plaOOl t ;r-r. ,........... .....I '
'jl/j'N' ,-ultaa (Proclamaq da Atacables Geral araiH./
4"
c oslos to nu 4 nr. aajtao.
compre
'nd a
Cambios sobre Londrrs .5.
l'aria 3'O raa por franco
ii u Lisboa ilj por lU.i de premio
Morda da cubre ao par.
Jdara de letras ale boas firn.ai 1 a l|S 0|Q
uro-Moeds > 6,400 V, <7,iKi .7, U
. N. lrt.7W> 1.8
. da 4,00'J 0,400 '>''
Priia-faueeei 4.900 :'
Peao* coluaiajnarea 1,1""
i, Diioi ni'. ieaioa 1,060 *
.l;.:-. .. :^.u.^.-
PHASES DA r.UA NO HEZ DE (II.lio.
Loa chaia a ?l aos i! rain da U*da, a La ora a f 5 aoi na. da larda
Minguaule a 7 as 8 horas e 28 min da aianli. |Craaccale a _.' ai i !i ri! in di tarde.,
'reamar de hoje,
l'iiinairi as II loras a 4-' min. da manh.ia. I Segunda aa -boraaafl mininos di larda
.ir'___^Mi.l-.*-an.i BxatimriRwmN;:-aic.,IjimK..^-^J, ^-r,^^,,-,-
i n mu ilii i llililililil llIHlWlll lllllll' II' ..rjz-izs-:
~r?z-,~. -aaiaaKm
EXTERIOR
INGLATERRA.
Cbegada ilo Rei do Saxonia.S. M. o Re de
Saxonia, acompanhado do seu prime.ro Minis-
tro, M. de Minchewitz o pequea comitiva,
parti de Ostend no dia 27 (de Maio) s 7 horas
e mua da manhiia pele Ariel, vapor do gover-
no e chegou a Dover pouco depoif de urna S.
M. desemharcou oom umaaalfa real <}-lS emi-
nencias, e foi rocebido pelo Bario do Geradorfl,
Ministro Saxonio e os OIBciaes Commandantes
daguarnico S. M parti do Dover pelo s-
quito das tres horas para a es (aeo de Pens-
il urst pelo caminho do ferro ;> Sueste, em se-
guimento para o Parck de rJuckliurst.'() Se-
quilo chegou a eslaco do Pen.hurts s 5 ho-
ras e meia, e S. VI aeor npanha.io da sua co-
mitiva, chegou as 6 hor as e meia a Buckburst,
onde S. M. foi recehi j0 pe|0 sou not,re |)0S_
pedador o Principe fidaardo doSaxe Weimar,
e os outros hosped.M reunidos, que acompanha-
ro o Lord Dela'#are at, a enirada da sala, pa-
ra o fim de Sarjar o augusto viajante.
(Liverpool ilercury.)
O mijito nohroTenente-General Sirllenry
Hardiiigd^ Governador Geral da India, acompa-
nhado pulo seu Secretario particular, o Major
Wo,jdi qjei servio dehaixo do mcsino carcter,
e'',iquanlo Sir Henrj loi Secretario da Guerra,
'spera-se que parta na Terca-feira de manlia
(4 de Junho) para Calcuta pela Franca.
Teve lio/iiem :0 ile Maio)urna deputacao
.audiencia do Conde de Aoerdeen, na Secreta-
ria dos Negocios Estrangeiros: o objecto da de-
putacao loi etpdra > Ex. certos lactos recento-
mehle comiounicados da Madeira, relativos ao
caso de urna Mafia Joaquina,quetinhasido con-
demnada morte all por un .luiz P.rtuguoz
(que tamhem he Jui/ Conservador Inglez), pe-
los crimes de heresia e hlasphemia. O resulta-
do da audiencia foisummamente satisfactorio, e
esperamos que oGoverno Portugus por seu
proprio respeito se alistenha de dar exevucao
urna sentenca tSu cruel. [THM9,)
FRANCA.
O Conttitucionnel diz que M. Guizot pro-
testara em nome da Franca, contra a incorpo-
rado de Texas aos Estados-Unidos. Esle ac-
to, accresrenta elle, nao nos admira; porque he
muito mais conforme t poltica da Inglaterra do
que da Franca.
Morreo em Parii no dia 26 do Maio o cele-
hrc banqueiro poltico M. Jacqucs Lafitte com
78 annos de idade Era umversalmente respei
tado, e mais a elle do que a algum outro devia
Luiz Felippe o seu throno. Esperava-se que a
armada e o Tayti dessein motive calorosas dis-
cussocs as Cmaras.
(Liverpool Mercury.)
PORTUGAL.
Ilouve urna nova modificaeao no Ministerio
da maneira seguinte:Costa Cahral. Ministro
do Interior e Presidente do Concelho; o Hriga-
deiroCordeiro Tentardo, Ministro da Guerra;
o Bariiode Catain, Ministro dos Negocios Es-
trangeiros; Terragusto, Ministro da Justica; o
Duque de Torre Seca, Ministro da Marinha;
Lopes Pastero, Ministro da Fazenda.
(dem.)
Segundo os jornaes suissos de 24. tinha ces-
sado inteiramente o combate no Valais. As
lonas do alto \ alais foro completamente bem
uccedidas no seu conflicto com as do Baixo \ a-
lais, queestao tao desorganisadas que ha pouia
probabilidade de poderem reunir-se de novo.
A maior parle dos outros Canicies te ni pedido
tropas para proteccao dos seus respectivos ter-
ritorios. At o Canto de \ aud enviou um ba-
talhiio para Valais. A questao de convocar-se
urna Dieta extraordinaria para a aclopvao de
medidas para a manuteiuo da tranquillidado
geral, foi resolvida afirmativamente por mu-
tosdos Grandes Concelhos
(Liverpool Mercury.)
minan
THERESA.
IV. O CONTRABANDISTA,
Nao sabia com certeza o que tramavo,
disse Tovalito: as cartas que eu trazia estavo
lechadas; alm de que, nao sabia cu ler. Passa-
do algum lempo, o Sr. D. Alon/o veio fron-
te ira sob pretexto de visitar o Mrquez de Aya-
monte, seu prente, cujas trras estao no lado*
esquerdo do Guadiana. Houve ento grandes
partidas de caca que durro dous ou tres dias,
e a que forao convidados mu toslidalgos. (Juan
do vi (o esplendidos ira lamentos da parte de I).
Alon/o. comprehendi que o rompimento de al-
guma rebelliao eslava prximo. Como sou na-
tural de S. Lucas de Barrameda, e subdito do
Duque Medina Sidonia, tinhao muita confianca
em mim. Enlo nao era au um Job; possuia na
visinbanca de Ajmente urna casinhola muito
arruinada; bastava porm para o meuoommef -
ci, o ah eslava cu em maior seguranca do que
d.tra/. de boas muralhas L'm dia ah veio pes-
soalmente D. Alonzo dar-me suasordena: trata-
va-se de ir buscar em Portugal certa quantida-
de de armas e de plvora. Part nesga mesma
noule, e d'abi a dous dias ludo tinha passado
por contrabando: min ha casa parecia*tim arse-
H ESP ANUA.
Em referencia ornada da Rainha reprodu-
/io-se na Puerta del Sol o seguinte antigo ri-
fan histrico e prophtico :
Ouien va a Sevilla ,
(i Pierde la silla !
ce Pierde la Regencia !
i( Quien va a Barcelona ,
Pierde la Corona
(Time$.)
SUISSA.
Rebentou outra contenda em Valais.
De dous em dous annos os Catholicos Allo-
maos e da Alta Igreja do Va'ais superior vm
s maos oom os seus compatriotas Francezes e
libertinos do Cantao inferior. Oseguinle he
extrabidu do J\ouvelli$le Vaudois de 1!) de
Maio :
Acontecen o que se predisse. O inconsi-
derado procedimento do Concelho de Valais ,
ea intervencao do Vorort de Lucerna, fez
appnrerer a guerra civil no Valais.
Urna carta de Lausania escripia na tarde
do dia 21 diz :
Sabemos que as f-rcasdo alto Valais ja estao
alm de Martigny e que tao queimandn tudo
quanto encontrao por on le passao. Epiney
eslava em chammas, quando veio a noticia. O
concelho do Estado do Vaud enviou todas as
suas forcas disponiveis proleecSo da fron-
teira, pois que ha ra/o de temer-se que se faga
alguma tentativa para vilala.
O VMfia9wrop,103el64,
nal. Quando vio D. Alonzo como havia eu de-
sempenhado a sua commissao, aperlou-me a
mo, c deo-me 5,000 reaes o um niasso de car-
tas. O dinheiro era para mim, e as cartas de-
vi-as eu levar immmediatamenle a Lisboa. Des-
la feila acbei-mo para sempre rico.
Era tarde quando D. Alonzo se letirou: fi-
quei s na casa, em que niorava s; li/. os meus
preparos para partir ao amanheoer.depois ador-
mec, bem que vestido. Ti ve en tao um sonho.
Parecia-me estur em um lugar COJOS muros de
saliaviio. e que eu va caras de diabos em lugar
de pedras. Chamava en meu amparo a Virgem
Maria e S. Thomaz, santo do meu nome; que-
ra fugir; senta como presas as pernas, faltava-
me a respiracao. De sbito acordou-me rumor
ilintincto, e abrindo osolhos, vi, ao dlarao de
minha lanterna, uns vnte homens com a espa-
da na mao. postos ao redor de mim; senti que
algum espo nos tinha vendido, e que tudo a
ser descoberto. As cartas estavao n'uma mesa
ao p de mim; o official que commandava a es-
sa forca tou.ou-as... Enlo encommendei mi-
nha alma a Dos, e lomando urna pistola, dis-
pare-a nos bariisde plvora que estavo em
um canto do quarto...
Santa \ irgem mai de Dos! exclamou
Taco Rosales, podas morrer sem estar sacra-
mentado !
Saltamos, continuou framente Tovalito,
istohe o tecto, as par-!-, ludo quanto estata
na caa achou-so disperso como uui punludo
NOTICIAS DIVERSAS.
Lfi-se no Times de 31 de Maio ultimo o se-
guinte sob a epigrnphe.
Proselylsmo na MadeiraTerca-fcira passa-
da (28)houve um meeting, concelho municipal
(Town council) de Ednhurgo na sala do con-
celho presidido pelo Lord Presidenle da C-
mara. Depois de se haver tratado de alguns ne-
gocios de tarifa.o Concelheiro Mr. Macfarlane
chamou a atlencao do concelho para o caso d'u-
ma mulher chamada Maria Joaquina que tinha
sido condemnada morte na lllia da Madeira
por negar o culto a Virgem c a doutrina da
transubsllanciogao e propr que o concelho
transmiltisse oseguinle memorial a Lord Aber-
deen Secretario dos Negocios Estrangeiros :
O memorial do Lord Presidente da Cmara
dos Magistrados, e concelho da cidadede Edn-
hurgo, representa humildiinenle.Que os peti-
cionarios soulierao com a maior sorprc/a e hor
ror, que urna mulher Portugueza da liba da
Madeira, chamada Varia Joaquina, fura con-
demnada a sollrer a pena de morte somonte
em ra/ao de haver abracado asdoutrinas da l
protestante nao se tendo provado contra ella
outra cousa mais do que haver negado o culto
das imagens eo dogma catholico da transu-
bstanciacSo. Que. vendo os peticionarios com
0 maior horror e alarma esto regresso a pratica
dos seculos barbaros em que sepropagavaa
creoca religiosa pela perseguicao do morte ,
pratica que se julgava ler sido inteiramente a-
iiandonada por toda a parte, nao pdem deixar
deexpressar.nos termos mais lories.os sentimen-
los que os animao a respeito d'este atrocsi-
mo procedimento. como urna interven! n nos
sagrados direitos da consciencia e a mais lerri-
vel usurparan dos direitos da humanidado. Que,
de ara alirado ao vento. Achei-me doitado no
chao no meio dessas ruinas ao lado dos morios:
de leridos que davao horriveis gemidos. Quiz
levantar-nie, cahi como morto. Ahi perdi o o
1 lio e o braco que me laltao. Ento isso me nao
ullbgio, pois as cartas que tudo teriao descober-
to ja nao exislio.
E D. Alonzo nao veio soccorrer-te e dar-
tea recompensa de tamanha dedi-acao ?
Nao. Quando recobrei os sentidos, esta-
va na cadeia, isto he, em um quarto escuro c
bem lechado, em que havia um poUco de palha
e um crucifixo. Julguei que ia morrer dos mi-
nhas horriveis feridas; mas um santo Iracl fran-
ciscano veio vsitar-me e trouxe-me remedios
que promptamente me curaro. Nem assim de-
via prolongar-se muito a minha vida, pois es-
peravo que me resta he lecesse para intimar-me
a sentenca que me condemnava morte, nao
por crime de estado (nada havia sido descober-
to), mas por alguns miseraveis fardos de mer-
caduras que eu tinha passado por alio. Conte
ento que me valesse D. Alon/o; fui emlim de-
sengaado: tinha-se elle retirado logo depois
do occorrido, sem importar secommigo, talvez
mesmo que muito satiafeito de ver que eu ia pa-
ra a forca e levava o seu segredo. Safei-me po-
rm com o soccorro de Dos e do bom francis-
cano: na vespera do dia em que tinha de ser
enforcado, fugi. Ande tres semanas, parando
, nii' pjra dormii c pedir um pedaco de i
AMiOiCbguei&boa i idade do > ok-ncia. Ndo
possuidos de toes sentimentos, ellos sollicitio
muito respeitosamente do Governo de S. M.
B. que se digne de em pregar aquella influencia,
que possa eierce{ para conseguir a ret*oga<3o
d esta sentenca "Mr. James Duncan (que
viveo algum lempo ni Madeira apoiou a indi-
carao que loi unnimemente approvada Ao
mesmo lempo ordenou o concelho que se envi
asse copias a Lord llow ird tle Waldcii Emba
xador Ingle/, na Corle de Portugal e a Mr
Stoddart Cnsul Inglez no l'ijncbal capital
da Madeira.
O Bario A.Rothschild e os Judeos de Frank-
fort. Urna carta deFrankfori sobre o Mamo
diz Tendo o Haro Anselmo de Rolhs-
child retirado a doaco do 100,00 florins
200,000 fr.), que prometiera, ha dous an-
nos, para a lundacao d urna, nova synagoga n'a-
quella cidade; porque o Consistorio de Frank-
fort julgou conveniente introducir as cere-
monias religiosas certas formulas que 0 Ba-
rao nao poda approvar : muitos org.los da
imprensa Alleina leem interpretado este ac-
to, que foi dictado somonte por um puro.escru-
pulo de consciencia, como um acto de intole-
rante fanatismo. Todava, esta absurda expro-
liraco torna se completamente falsa e infunda-
da por um acto que eleve de convencer os mais
preoecupados do quanto o honrado banqueiro
est longo de so deixar agrilhoar por taes pro-
juizos religiosos. No mesmo momento de revo-
gar a sua promeltida doaco ;melleo elle nos
fundos pblicos doiirada somma, oi 200,000
florins, osquaes por um instrumento publico o
legal garanti perpetuamente, para que so dis-
tribuste o juroannual pelas familias indigen-
tes de Frankfortjosse qual fosse a sua crema re
ligi.-sa. [tandart.)
Delesa de escravido por um republicano.
Seria dillicil acharom colleocflo alguma de pe
cas ollcacs, anda as redigidas por Ministros
absolutos, como os dasregies deS Petesburgo,
Constantinopla, ou Ispanba, um documento
de principios lo nefandos e lyrannicos, ou tao
miseravelmenle injuriosos ao Ministro que o
escreveo, e a naci que Ihe consente represen-
tal-a, como o manilesloou carta relativa a Te-
xas, dirigida pelo Ministro dos Estados-Unidos,
M. Calhoun ao Enviado Inglez, M. Pakenhain,
a 18 de Abril prximo M. Calhoun declara que
a Inglaterra nao em direilo pura promover
n abolif&n da tcrntujtilTtt nss outros psizes a-
inda mesmo por meio de conselhot ; e que elle
tonge de limitar-so a simples conselbos, jul-
pudendo vollar ao meu antigo officio, resolv vi-
ver, como tanta gente de bem, n cuita da can-
dado das almas devolas. Eis ahi como conhe o nobre cavallero I). Alonzo de Gusmao
Por Jess Christo bem te pagou elle por
teres perdido, para slvalo, um olho. um bra-
co, ludo quanto possuias exclamou Paco Ro-
sales; em teu lugar estara eu vingado, amigo
Tovalito !
Vingado como ?
Paco poz a mo na faca que trazia cintura
dizendo:
Julgas tu que slo nao mata tanto como
a espada de um lid algo ? A occasio era ptima
anda agora.
Bom sci, respondeo framente Tovalito:
nada ha lo fcil como mular um homem; mas
o que he a morte para quem nao tem lempo de
a ver chegar-sc ? Nem ao menos a sent .' Nao
quero tao pequea vinganca.
Paco Rosales tinha-se levantado para ver por
cima da cerca se alguem os estava esculando.
Vio enlo, nao longo dahi, urna mulher cujo
vestido branro N distingua as trovas: era The-
resa. Depois de ter dado alguns passos, parou
ella, indecisa, assustada. O rumor do baile che-
;n i enfraquecido a essas avenidas, e como que
a chamava. A moca, dominada por fatal presen-
tmenlo, ia voltar para traz, quando urna voz
que a fo/ estremecer, diise ao lado delta:
'!!;,
K urna mo, qu*? debalde proeurou ella des-


gava do imperioso d'-yor do Governo Federal
tomar nt medida* mais efficazcs para frastral
a. Essas medidas elTicazes sao nada menos do
que a annexuo de Tovas. M. Calhounnio
contente com i*to laz ao Enviado Ingle/ o ao
mundo tima preloceao sobre os bens inaprecia-
veis da escravidaO los negros eosterriveis re-
sultados que eseguem da sua manumissiio. A
consequenea de se dar a alforria a um negro,
du. Mr. Cafhoun he mpr-llica surdez, a
mudez, a cegueira a san dice, ealoccura;
de mais nao s se tem causado estes males aos
negros livres, msale se tem nfiligido os mes-
mos brancos com tao terriveis molestias n'a-
quelles pai/es onde se teem emancipado os ne-
gros. Estes sao assim punidos por urna Pro-
videncia benigna de ousarem serlivres, eos
brancos das mesinas regidos sao igualmente pu-
nidos, pelo crime de por os negros iguaes a
si Tal he a lgica, tal a philosophia de um
Americano," e de um Secretario de Estado Re-
publicano I', aprsenla a estatisticj como
pude qualquer fazer, especialmente um Secre-
tario de Estado para sustentar a sua theoria.
Examincr. -[Liverpool Mercury.)
Correspondencia.
Srt. fedaclores. Privada a nossa provin-
cia do exercicio de um dos mais sagrados direi-
tos do bomern por filfa de urna imprensa, e de-
6ejando nao s eu como muitos de meus com-
patriotas dar urna prova dos sentimentos em
que nos acharnos a respeito do Exm. Sr l)r.
Francisco de Quciroz Coutinbo Maltoso da C-
mara recorro essa provincia e a Vms. cm
particular, rogando Ibes o favor da oublicacao
destas quatro lindas. que por via da sua* esti-
mavel folha chegaro mais de pr. ssa ao cenhe-
cimerilo de lodosos meus comprovincianos.
As malfadadas mudanzas, porque o Brasil
passa to rpidamente, nao podiao deixar de
ter a sua influencia nesta provincia do imperio .
por mais que ella pareca esquecida de todos os
que nao a habitu. Vlandro-se para (|ue se
cumprisse o destino, novos Presidentes para to-
das as provincias, para esta veio tambem um
novo : mas em que bavia desmerecido o que
vi tinhamos para ser domittido? La por esse
grande mundo dir se-ha porque nao mere-
ca a confianga do Governo ; mas nosaqui,
quando vemos estas mudancas dizemos que a
razo dolas lio porque nos estavnmos satislei-
tos. E na verdade Srs. Redactores ha muito
nao tinhamo; a lortuna de ver nesta provincia
tao benemrito Presidente. Sem fallar as suas
qualidtides domesticas, dignas dos maiores en-
comios elle apresenlou como Administrador
da provincia,r.o pouco lempo que a dirigi, tao
eminentes disposiioes para o cargo que exercia,
que pena he que tao limitado losso o campo em
que tevededesenvolvel-as. As intrigase riva-
lidades, tao proprias das trras pequeas e
tao proveitosas para aquellos, que s pdom ga-
nhar dividindo desaparecern com a sua be-
nigna influencia: parece que o genio do mal lu-
gio d'entre nos ao anglico aspecto dessa crea-
tura excedente : desdo que elle aqui chegou ,
ninguem vio mais o menor queixumc de injus-
ticia callrao se os partidos ( ma aqui tam-
bem os temos) e at os empregados pblicos
deixarao de lamentar o atrazo dos seus paga-
mentos porque logo se pozerao em da. As
fracas rendas da provincia ainda maisapou-
cadas pela mi direcco das arrematarles, virao-
sc augmentadas pelas sabase pportunas pfvi-
dencias, que o Exm. Sr. Mattoso soube dar, e
a lista dos crimes, to extensa em todos os pon-
Ios do lilas,I, se nao fcou de todo suspensa du
rantea sua benemrita administraco ao me-
nos diminuio sensivelmente; e tal era aventu-
ra de que gozavamos que todos julgaro sof-
frer um revez cm seus particulares interesses ,
((dando aqui ebegou a noticia da sua injusta
detnisso.
Ora.se osRio-Grandensesleem para com ou-
tros Presidentes sido nao agradecidos porm
generosos, se quasi todos teem sido por ellos no-
meados seus Representantes, qual deve ser o
seu procedimento quando se trata de gratido e
reconhecimento ? Ello possue as qualidades de
um hnfii Deputado tem affeicao nossa pro-
vincia be digno pois da honra de nos repre-
sentar ; e tem de mais a mais o titulo de ha-
ver sido domittido quando fazia a nossa me-
Ibor Presidencia. Porque pois seresquecido,
ou preterido? Porque nao obten os nossos
votos aquellc que tanto bem nos lez, e to dig-
no se mostrou da nossa escollia ? Nao ; a pro-
vincia do Rio tirando do Norte nao commette-
xi essa feia aeco depois de haver estabele-
cido um procedente que he em tudo em lavor
do bomern que Iho merece as mais pronuncia-
das sympatbias.
Sao estes os sentimentos que quizera, Srs.
Redactores merecer-lhes o favor de ver pu-
blicados como Ihe pede, <5c. &c. M.
afleices mais santas, e as (acuidades mais no- (oca das raiilad.es, como disse o Rei Salomao ;
Miscellanea.
religiao,
J\ ESPERABA.
Os Gregos tinhao urna ingenhosa allegoria
para a Esperanca. Foi s, dizia Hesiodo, o
bem nico, que ficou no fundo da fatal boceta
do Pandora para consolar o homem nos males
lodos, que so espalharo pela torra. A Espe-
ranca com efloito nos lio a mais constante ami-
ga ; ella nos toma desdo meninos das mos
de nossas mais o nos acompanha, para qual-
quer parto que vamos, espalhando odorferas
llores pelos caminhos as vezes bem speros ,
que tomos de percorrer antes de entrarmos
no vale das sombras da morte e repousarmos
debaixo das reivas, onde dorinem os nossos an -
lepassados: lio em seus bracos, que vemos ca-
luro veo, que nos oceulta a vista do mundo
dos vivos; porm antes que sua mo suave nos
(echeosolhos, ella anda nos apona ao longc ,
o alm do estreito horisonte do tmulo, para a
sua radiante, e tranquilla estrella, a nica, que
jamis se pe. A Kspuranca participa da natu-
reza dos sonbos, e, comoolles, nos colloca no
paiz das Fadas; mas durante os sonbos noctur
nos, a nossa imaginaco vagabunda erra ao a-
caso, como urna barca sem leme; e nao temo
poder algum sobro os paineis voluveis, e as
vezes lgubres, que ella nos presenta, Mas
em nossos sonhos do dia temos a vara mgica ,
o creamos nos espacos do futuro sconas encan-
tadoras, conforme o nosso gosto
Nossos prazeres presentes sao to incomple-
tos ordinariamente, que o homem se tornara
mais pobre do felicidade, do que o mendigo
nao o he de fortuna, se acaso elle s tivesse a
seu dispor a actualidade. O tedio, que roe
surdamente as molas d alma, e nos enerva as
brea, s lie repelado pea Esperanca : esta h-
bil feiticeira, azendo nos a vida leve, reani-
ma-nos com perfumes mais gratos, que o chei-
ro da rosa ao levantar do dia e derrama em
nossa alma urna luz deslumbrante que ahi
desee em urna chuva de esmeraldas, safiras e
diamantes. Sob o encanto de sua presenca ,
tudo toma um aspecto mais rico : os trigos ver-
des, que comecao a ondular com a brisa, mu-
dao se em dourados messes ; a nalboca em her-
dade opulenta ; o barco de pescador em navio
mercante ; e a modesta casa do Deputado novo
em palacio de Ministro. Cesar reparta com os
seus adberentes os restos dos bens de Julio: com
que ficas tu ? pergunta-lhe um Cavalleiro Ro-
mano. Com a esperanca, respondeoCesar.
Esta esperanca era o imperio do mundo; e el
la se realisou A esperanca humana he doce ,
porm as vezes engaadora; a esperanca divina
he ainda mais doce e nao engaa. Urna he
um meteoro, que umitas vezes nos atrahe para
perigosos pantanos, e se apaga em suas beiras
hmidas; a outra he a columna de luz, que
guiava os Hebreos ao travs da ara sem cami-
nho do paiz da escravido ; e s os deixou
vista da torra promettida, e no slo da liberda-
do. O Apostlo diz, que os antigos Judeos
vivioem urna santa esperanca Todava essa
esperanza era mais servil, que a nossa : ellos
tinhao esperanca principalmente quando o
inimigo esteva a porta ; e elles rudemente cas-
tigados, e ebeios de grande modo ; era a espe-
ranza do escravo nos joelhos dosenhor, humi-
Ihado para alcancar misericordia. Na esperan-
ce dos Christos' entra tambem um pouco de
temor ; porm o amor predomina. A Espe-
ranca Christaa he urna flor da paixao nascida
do sangue de Christo, e nutrida pelos tepidos
chuveiros da Graca ; he a esperanza do (Iho
amado, que confia em um pai terno; he o dom
precioso daquello, que morreo por nos.
Nao ponhais vossa esperanca nos Prncipes .
ncm nosfilhos dos homens, diz a escritura. O
homem, que po a sua esperanca no homem
ser semelbante tamargueira do deserto; mer-
gulhar suas raicea em urna trra salgada e
inhabitavel. Que lco e quinto he justa !
Se eu tivesse posto a minha esperanca em Dos,
como a puz em meu Rei, dizia o Ilustre Albu-
querque, elle nao pagara meus longos serv-
eos com urna desgraca, e nao me deixaria mor-
rer, como morro nosta India, que conquis-
te! E ser por ventura mais seguro por sua
esperanca nos povos, do que nos Res? O pai
de Themistoeles, mostrando-lbe em sua infan-
cia urna galera velha, quebrada, u abandona-
da na praia, Ihe disso; Eis-ah como o povo
trata aos seus servidores quando ello er rio
terinais preciso dos seus servicos. Contar
com o favor dos grandes he fiar-se em a nev
da menha. Estes homens to frios, e tao po-
lidos, como os marmores de seus palacios, dei-
xao-se intensar, quaes dolos sem cuidaren)
em realizar as esperances, que fizero nascer.
Quanto aos pequeos, esses de ordinario se
ajunto em sua lama natal pela menor appa-
rencia de tempestade a lim de gritaron) ana-
thema contra osseus delensores, e renegal-os
face dos homens : toda a esperanca fundada
sobre esta base ruinosa he engaadora misera,
extravagante ; he a cana quebrada da escritura,
sobre a qual o insensato se apoia, e cuja lasca
Ihe dtspedaga a mo.
Se a esperanca lundada nu homem he a mais
viar, arrastou-a para o fundo do jardim, para
baixo de urna mouta de castanheiros cujos vigo-
rosos renovos formavo urna especie de mata
densiva em cujo centro havia um banco de rel-
va. A moga arfava aflicta; apertava as mos do
seu guia com silenciosa angustia, e as banhava
com suas lagrimas.
A'u disse-lbe este com irona, nao me
esperavas; mas ests vendo que cheguei a tem-
po. Eis-me prompto para cumprir minha pro-
messa.
Nao, atalhou ella; he tarde: sabes que es-
ta lesta he a de minbas bodas P
Sim, recebeo outro os juramentos com
que me havias engaado; mas, pelo santo nome
de Christo nao has de concluir tua traicao.
__ O que tens que exprobrar-me ?exclamou
ella: retiraste-te, dexas le-me s para resis-
tir a vontade, s ordens de minha mi; e quan-
do me lanceia seus ps. quando Ihe confessei
que ja tinha dado o meu coraco, nem ao me-
nos pude dizer-lhc o nome de quem amava !...
Cumpria confiar em mim, disse elle fra-
mente; mais anda he tempo;posso proteger-te,
salvar-te... Cumpre seguir-me !...
,__ Deixa-me, deixa-me! exclamou ella pro
curando lugir.
__ Porque me queros deixar ? be meia nou-
te, be a hora das nossas intimas conversaooes.
Quantas vezes aqui estiremos juntos, em bel-
las noulos escarase serenas como esta nou-
es}deauiur, de desejog e de doces esperan-
pelo contrario a esperanca, dirigida a Leos, ho
to solida, como brilbante; ninguem se arre-
pendoo no leito da moile de haver esperado na-
quelle, cujas promessas sao todas verdadeiras,
oque declara mesmo na escritura ; quej'amais
frustou a esperanca do pobrs. A vida abunda
em situaces desesperadas, lia momentos rio
solemne isolaroento, em que toda a natureza
sera impotente para nos socrorrer, e todas as
sympatbias humanas oseropara nos conso-
lar; momentos, em que estamos sosinhos ,
desarmados, sem forca diante da dor, que nos
mata; momentos, em que voluntaramenlo a-
joelh8riamos diantoda propria defolaco para
Ihe pedir misericordia Vedo urna oi junio
cama, em que agpniza o seu primo-genito ;
urna espoza enferma carregada* de filhos, e de
pobreza, cravandoos odios sobre as ondas, que
esmigalhaoa baica de seu espozo; um amigo,
que ouve ao longe o rebombo do canho que
troveja contra o seu amigo; um Princepe, per-
dendo tudo, excepto a honra, em urna hala-
dla, em que foi vencido por traicao; um justo
mergulhado no fundo do um calabouco com a
escuma dos scelerados...... Em quem queris
vos, quo elles esperem seno em Dos ? Sao
as esperangas, e os temores, quem nos prende
a vida futura, quem relreia o homem em sua
carreira, e o sustenta em seu enminho; arran-
cai-lho esses aguilbes gloriosos para obrar o
bem, e esses terrores salutares, q>O domlo;
vos o veris cahir do alto de seu orgulho na clas-
se dos brutos, cujos nslinctos mais desordena-
dos, eferozes, elle adoptara, tornando-os pri-
ores Dizei-lbe, que a sentelha vital, que o
anima, nao vem do sopro de Dos, mas que he
urna chamma gnea sahida da corrupeo. bem
como esses fogos errantes, que correal sobre ns
agoas estagnadas ; dize-lh<\ que a morte he
como o raio, cuja qu da depois de alguna mi-
nutos de fraccasso lio seguida de urna noi-le es-
pessa, o de um profundo silencio; dizei-lho
em lim, que elle nada tem mais a esperar alm
das nuvens; e ento veris, se elle nao concluo
immediatamente, que o homem pode poicar
em paz. Depois de renegadas as esperangas de
urna molbor vida a trra nao ser m.s, quo
um antro de brutos ferozes, cuja ara ensopa-
da de sangue humano, sera pizada pelos liJbos
de Satn, homens de odio, de morte, de re-
pina, e De violencia, cujas maos ho de dobrar
as leis em todos os sentidos. Ento se passara
na trra de Dos cousas tao estranhas, como os
sonbos de um homem em del rio; cousas, que
se nao poderio narrar sem pojo, e pallidez !
cousas. ... como se teem visto desde 93 !
Nao he sempre por orgulho, que os materia-
listas abjuro a esperanca ; entra ahi tambem
alguma desesporago; como senlem por si mos-
mos, que Dos os rejeita elles tomao isolada-
mente a iniciativa, rejeitando a Dos; intirno
de valenloes por vaidade, e lanforronce; o que
nao os impede, diz por mangaco Montaigne ,
de levantaren) para os Cos as mos postas se
vos Ihe quizerdes dar urna lacada ; procuro
persuadir aos outros, quo elles nao teem modo,
porm nem sempre conseguem persuadir isto
si mesmos ; sao fallar verdude, niiseraveis
pobres, que fa/em esforcos para parecerm
peiores, do que pdem ser.
O pretrito O pretrito com seus medonbos
phantasmas, eis-aqui o quo lem secado em mui-
tos a ultima raiz da esperanca Se Dos nos
podesse tirar a lembranca do passado, ( di/ um
gas I...E tudo estar concluido, e ter-te-he1
respeitado para entregar-te a outrem pura e
sem mancba Noocreias, Tbeiesa.
Prostou-se ella aos seus joelhos, supplicante.
- Compadece-te de mim, disse; mal tenho
um momento, j sem duvida me procuro...
Trata-se de minha honra, de minha vida.
E nao te animas a confiar-mas ? atalhou
elle. He essa a coragem, a dedicaco desso a-
mor quo dizias tamanho .'...
Si in, exclamou ella chorando, teria acom-
panhado meu marido no trabalbo, na obscuri-
dade, na miseria; mas a meu amante nunca 1
Nunca, repito: antes do amor, antes da vida, a
honra. Mata-me se quizeres, mas eu nao irei
comtigo.
Escuta, disse-lbe o moco obrigando-a a
levantarse, ha entre nos grandes obstculos;
animar-te has a confiar-te a mim, se me eu o-
brigar por um cazamento de consciencia ?
O' co atalhou ella apertando convulsa
o braco que a sustentava ouves esses gritos ?
procuro por mim: vem deste lado...
Vozes confusas chamavo a I'beresa; as dan-
sas tinhao cessado; todos examinavao o jardim
luz de ardiles. Tovalito e Paco Rosales a-
companbavo a D. Antonio de Guevara, que,
paludo e com a espada na mo, nao sabia con-
tra quem tinha de defender sua noiva.
Vimol-a, sonhor, dizio ellos, vimol-a
nesta avenida.., sigueneslava conidia... Cui
cavalleiro, alto, trazendo urna capa preta... le-
vo a para esto lado...
Corrcro para a mouta de castanheiros: j ahi
ninguem estava; mas no banco de relva, re-
(enlmente calcado, acbarao o diadema e a co-
r de noiva de Theresa.
Y. UUA MENSAGKM.
No dia seguinte Paco Rosales estava ainda no
seu lugar ordinario perto da porta pequenada
igreja de Nossa Scnhora dos Desamparados, e
conversava com o seu amigo Tovalito cerca
dos acontecimentos da noute.
Que he leito de lies ? disse Paco : daria
todas as esmolas que me loro boje felas para
sobl-o.
Levou-a elle por persuaso ou por forca,
sabe Dos para onde / para a sua casa talvez.
Nao pJe ser : devia receiar que o fos-
sern procurar.
Que queres que della fizesse ? nao he el-
] le homem que se inquiete muito com o que Ihe
| pode acontecer. Quando tiver satisfeito a osse
capricho, tudo estara acabado: be capaz de
mainlal .i entregar a sua mi.
Porque nao quizeste declarar que o co-
ndecas P
Amigo Paco, bem se v que nada enfeu-
des dos negocios deste mundo, e quo nunca Iro-
quentaste fidalgos. Sua Dignidade, o Conego
l). Ignacio de Vasconcellos, foi ter com o Cor-
regedor : todos os Aauazis da sanl i irmandade
eslo um campo ; por toda a parte prucurao a
D. Theresa. As pesquizas nSo seriao to ac-
tivas se soubessem o nome do raptor. Tempo
ser de declaral-o, so a acbarem. Talvez que
. AlonzodeGusmo tomasse aqui outro no-
me. ...
Cala-to cala-te! atalhou Paco : ei-lo,
he elle mesmo.
Com effeito chegava-se elle com precauco ,
como quem recea ser encontrado. Dom que
o dia comegasse a declinar esconda elle o ros-
to com o seu capote eseu vasto chapeo orna-
do de pinina preta Ihe cahia sobre os olbos.
Assim estava elle vestido osla noute, dis-
se Paco Itosales ; elle vem para nos ; retira te
Tovalito.
Ora eslou corto que nao me ha de elle
reconbecer respondeo o mendigo indo sentar-
se em lugar afastado.
D, Alonzo fez a Paco um signa! de intelli-
gencia e chegou-se, depois de verificar que
ningnem os poderia ouvir.
Escuta disse Ihe : | me serviste bem;
ainda urna veza ti recorro ; recompensaroi teu
telo e tua discricao, corno j oiz. Vjanos
se podes levar a bom lim o que te vou confiar.
Voces, pessoas discretas e devotas que pus-fio
seu tempo porta das igiejas a rezar o seu ro-
sario e a entregar bilbetrs de na moro .leven
conhecer nao s todas as bollas damas todas as
lindas mocas quo aqui vem para suasdevoces ,
tambem os pa ladit i que desde o
| umunbecur al as Tiindades entro c saheui as


autor moderno quo dosgragadamento nao ga-
iibou sii.is espora! na Ufa da morai ) nao Un ve-
ra alhuos nem materialistas. (Js extremos
so loeao : o abuso da esperanca nao lemenos
reprehensivel do que a sua falto; nein a pre-
sumpcao menos damnosa he, do que a desespe-
raran, lincontrao-se todos os dias Chrisliios,
qtievivem mal e que nao penso mesmo em
emmendar-se, persuadidos, de que Dos ja-
mis ter a coragem de privar-te da sua presen
ca no paraizo Estes presurnpgosos julgo, que
Dos Ibes dar por libertad* pora e sem que
nada facaopara merecer de sua Justina, os bens
eternos, que os elcitos nao arrebatiro, senao
por una santa violencia depois de urna loriga
crie de pravas de austeridades e at de tor-
turas. Alguns destes extravagantes cenles ,
que querem solar a f e a esperanca das obras ,
que as vivificao, imagino que a sua posicao
elevada o nobre sangue que' corro em suas
veias o nome, que adquirirao pelas armas,
ciencias, ou lettras, Ibesservr de passapor-
te para < Co. Eu espero ( dizia um cavalhei-
rote ingle' condemnado a Corea por suas boas
aeces) que apozar desta morle vil Dos me tra-
tara como um Gentilonie. Oeste modo se-
ria urna cousa de pouca monta a condemnacao
dos pequeos. E porventura asim o entenda
aquello, quecollocou a Lzaro noseiodeA-
brnhlo, e ( mao rico no no meio daschamrnBs
infernaes? Eu nao o creio. A msericorlia do
Dos Creador, .que nos ama, cono a mais pre-
ciosa obra de suas mao, e do Dos Salvador ,
que nos resgatou pelo prego de seu sangue, be,
sim, immensa ; pnrm aquello que soapoia
neste pensamento para obrar rual.e pecca de co
racao alegre fundando a sua esperanca em
urna bondade que elle todos os dias canea, so
trabalha para merecer os castigos eternos. A
esperanca dos peccad-.ires perecer diz a escri-
tura : e com efleilo ella merece perecer; por-
que deshonra a Ijivindade suppondo-lbe una
laxa Iraquoa (|Ue comprometiera os interes-
ses da sua gloria e viylaria as leis invariaveis
da sua justi.ca. A bondade divina nao be essa
bondade huir ana que se rompoe do cegueira,
pbanta'iai parcialidade e fraque/a d'alma ; he
urna bondade, em que a misericordia nao poe
um veo nosolhos da austera justica posto que
a siga passo passo ; urna bondade solida c du-
ravel sobranceira s sedueces da lizonja e
s emocoes do resentimento ; em urna palavra,
a bondde de um Juiz justo Eia-aqui o que
tem feito tremer os Santos no meio de suas es-
peranzas : elle* sabiao que o caminbo que
conduz vida, he estreito e spero ; que apesar
do farol da salvaoao bnlhar sobre a montanha
Santa, todava ella he escarpada e de um ac-
cessodiicil eduvidoso. Ha urna cousa anda
peior, do que a esperanca presumpeosa he a
esperanca iniqua ; esta vem do inferno e be
S.ttan, queiu a inspira. Sim, ha bomens, que
edificao a sua fortuna e as suas grandezas fu-
turas sobre planos de exlorso de rapia, e de
hypocrisia cuja recompensa s poder ser o
inferno ; homens, que imrnolao pacientemen-
te amigos e inimigos sobre o altar de suas es-
peranzas. Esperao ser fel/es nao por graca
de Dos, nas per graca de sua infamia. Igno-
ro portanto, que a gloria do mao passa, como
asombra, eque a alegra do hypocrita he de
um momento. Sua fortuna dizem elles, esi
situada to alto que a sua elevacao os segura:
mas os regioes elevadas sao as das tempestades.
igrejas de Valencia Entre estes nao acharas
um que sem receiar as censuras do seu Arco-
hispo consenlisse ern di/er secretamente urna
missa de casamento que Ihe seria paga to ca-
ra como todos os sermes de urna quaresma que
recilasse (liarte d'EI Re ?
A essa inesperada proposta Paco Rosales
levanlou a cabeca como sorprebendido e descon-
fiado.
Urna missa de casamento disse ; e a
benco dever ser em conscienca Loa e va-
lida ?
De certo. Nao conheces tu algum bom
padre que a queia dar a dous amantes cujo ca-
samento deve (car secreto ?
Conheco um reverendo dominicano que
nao se negara a celebrar esse casamento do
conscienca ; mas seria preciso ir ao seu con-,
vento..-..
Esta noute, estMu>ute sem falta ..Mas...
nao posso eu ir ao convento. ... O lempo ur-
ge ; amanha niio estare ern Valencia. \ ai
ter com esse frade.. .
Ah exclamou Paco espantado, pois ho
estanoutoquo V. !\ quer casar-so ?
Sim, respondeo ouutro rispidamente;
podes fazer me o que te peco?
Nao vejo obstculo algum ; mas em no- :
me de quem irci chamar o pailre Cyrillo i
No meu, respondeo I). A Ionio mostran-
do um papel que tra/ia escondido na rnSo: en-
ar Ihe-basisto, eesla noute vir eos mu-
ros do jardiiu do palacio do Arcebispu dar-me.
Soa esperanca pois he um insulto feito santa
providencia de Deo ; he urna lula loucamente
ernpenhada por aquellos, que nao sao irais,
pie cin/a e p, com o Ser omnipotente, que
disse : quando mesmo o orgulho do inipio se
elevasse at o Co, o a sua cabrea topetasso com
as nuvens, elle,i final perecer miseravelmente;
e aquellos, que o virao diro : onde osla
elle?
Se a esperanca engaadora be una infata-
cao que mina o temor de Dos; e a esperan-
ca iniqua um ultrage .-i sua providencia; o de-
socorcoamenlo he.urna culposa desconfianca de
sua misericordia santa. Todos os dias homens
renles porm batidos pelo vento da adversi-
dad fazem ouvr este grito da desolac3o: nao
me resta mais no mundo senao Dcos S
vos resta Dos, e todava heisto.quevos faz per
der a esperanca pobres almas soflredoras ?
Crodes 1er um fracoapoio, quando elle be Dos
mesmo ? Se vos resta elle, que lendes vosa te-
mer? Nao ter misericordia para vos salvar ,
ou poder para vos soccorrer ? So achardes, di-
zia S. Bernardo alguma cousa impossivel
para Dos cu vos permiti esperar em outra
cousa. Ha entre o numero restricto das horas,
que gastamos to prdigamente na trra urna
hora misteriosa eatal em a qual nossas il-
lusoes cahem urna por urna diante do raio I
celeste da verdade : be a hora em que todas
as acede culpaveis que o prisma das nossas
paixoes disarcava ade|ao lentamente ao redor
de nossa cama dehaixo de suas proprias bedion-
i das figuras ; he a hora em que tudoquanto
lentos desleixadamente destruido dehaixo do
choque de nossas paixo.es ; quebrado dehaixo
das rodas pesadas do nosso egosmo ; ou Irans -
portado e murchado como urna f< la seca ,
no torbilhao dos nossos falsos prazeres clama
ao Senhor pedindo-lhovinganca o desperta
em nos chos de reprovaco O scelerado sen-
le-seenlo dehaixo da mao do Dos ; oimpio
comeca a duvidardo nada, quetumou por par-
tilha ; eo justo convem mesmo que morrer
be urna cousa espantosa. Porm a esperanca
nao deserta do luito fnebre do homem. Ella
diz ao Sanio com a sua doce e socegada voz :
loma animo pois tens um bom senhor ; e ao
peccador : posto que entras na vinha em urna
hora do dia j avancada de mais todava espe-
ra naquelle que salvou o ladro da direita ,
o cornpoz as tocantes parbolas do I'ilho pro-
digo e do Bom-paslor ; espera naquelle a
quem o Apostlo chamou Dos da Esperanza.
Os pagaos tinbao crimes inexpiaveis ; porm
nunca he tarde para o arrependimento dos
Chrislaos. Muilos escutando estas consola-
doras palavras jazern com seus pas ; muito-,
depois de terom vivido como se nada esperas-
sem do Co se volto, morrendo diz Mon-
tesquieu para o lado da esperanca.
(Traduiido.)
Movriiento do Porto.
Navio entrado no dia 23.
S. Miguel de Alagoas; 3 dias sumaca brasi-
leia .1 urenia, de 67 toneladas, capitao An-
tonio dos Aojos Caldas, equipagem 7 car-
ga farinba de mandioca couros e assucar ;
a Manuel Andr de Sou/.a Jnior : passagei
ros Manoel Duarte do Jess Francisco
Ignacio Areticun, D Mara Joaquina Joa-
qun! de Olivcra Antonio Jos dos Santos,
- (anool AndrdeS)iM .Linio:-, o I "i,;nv
l'raneisca Jacintha de Lima, e sou fillio me-
nor. Hrasileiros, o r> escravos; Manoel Jos de
Ahreu Earias, .Manoel Jos de Oliveira ,
Portuguezes; 'rriomaslleus Inglez.
Navio lahido no mesmo dia.
Babia; brigue escuna de "tierra brasileiro < al-
liope, cornrnandanle o Capitao-Tenente Ra-
fael Mondes de Moraes e \ olio.
Avisos diversos.
Declarado.
6 COMPANHIA DO BEBIMBE.
A Adminstracao da Companhia doBebiribe
convida aosSrs. accionistas para q" bajo de rea-
lisar urna preslacao de 4 p. "! sobro o valor das
suas accoes, dentro do pra'/o improrogavel de
30 dias, contados da data deste, Escritorio
da Companhia 16 de Julho de 18U.=0 Se-
cretario B. J. Fernandes Barros. (8)
m^m*
Avisos martimos.
conta de tua mensagem. Nao doves vir s, ou
ves? trazo contigo alguem que mereca confi-
an^a algum bom pobre como tu.
As portas do convento lechao se ao ulti-
mo toque de Trindades disse Paco Rosales a-
panhando o seu hasto : mal tenho o tempo
necessario para desempenhar as ordens de V. S.
D. Alon/o rctirou-se e perdeo-se pela8
ras tortas o escuras que cercao a groja de Nos-
sa Senhora dos Desamparados ; nao evitou po-
rm o olhac de Tovalito O mendigo acompa-
nhou-o emquanto Paco Rosales ia ao convento,
e parou dianle do palacio do Arcehspo depois
de ter visto nelle entrar o joven cavalleiro.
A porta desse palacio eslava como a das i-
grej .s atulhada de mendigos, que abi tam-
bem tinho seus lugares enleudados polo uso ,
pelo espirito de caridade doaltoclero hespanhol.
Erao bons pobres cujo roslo jovial e rubicun-
do dava goslo em ver. Bem que twjassem a
libr de sua profissao seus andrajos nao podi-
ao dar-lhes ar de miseria, pois estavao limpos:
riern terio elles consentido na presenca de um
ile> des e invoco com voz lamentavel a publica
caridade: ero verdadeiros mendigoshespanboes,
de boa saude, alegres e vaidosos.
Tovalito chegou-so humildemente para um
dos seus feli/es companheiros, depois de ter
po(n o seu chapeo na cabeca para claramente
mostrar que neu vinha eimer o seu oflicio.
Estejao sempre comtigo a Yigem Sania
2<> patacho portugue/. Novo Congresso, de
primeira marcha,torrado e encavilhado decobre,
e do que he capitao Manoel Jos Rato, preten-
de sabir para Lisboa com a maior brevidade
possivel por Ihe laltarem nicamente para
completar o seu carregamenlo 300 barricas ou
o peso correspondente cm caixas ; aquellas pes
soas que nelle qui/erem carregar ou ir de
passagern para o que tem excellcntes coinmo-
dos poderao Iratar com Manoel Jos facha-
do Malheiros na ra da Cadeia do Recifo n.
47 1.andar, ou com o Capitao a bordo.(l2'i
2 Para o Rio do Janeiro sai. sabbado '21 do
correnle.o brigue Indiana, Capitao Rra/. Cae-
tano inda tem commodos "para p.issagoiros e
escravos; quem pr tender entenda-se com Ma-
noel Ignacio de Oliveira ,na ra do Apollo n-
18. ou com o Capitao bordo. (6^
3=0 brigue nacional Feliz capitao Mano
el Jos Ribeiro, deve sahir para o Ass mpre-
tenvelmente no dia 25 do correle ; quem nel-
le quizer carregar, ou ir de passagern, para o
que (em excellcnles commodos, dirija sea Ma-
noel Jos Machado Malheiros na ra da Ca-
deia do Recile n. 47, 1. andar, ou ao Ca-
pitao. 8)
3- Para o Aracaty cstao partir o ltate No-
vi (Jlinda, o a linda sumaca Estrella do Cabo ,
devendo o 1 sabir no dia 6 de Agosto, e a 2
25 ; para carga e passageiros, trata-te com o
propietario dos mesmos Manoel Joaquim Po-
dro da Costa, na ra da Cruz n. 51. (6)
*5,11.1.' !!U____ie
Leudes.
4= Antonio Jos do Magalhes Bastos lar^
leilo por inlervencao do corretor Oliveira .
de toda a rica, quanto valiosa mobilia e mais
utensilios da casa decampo do sua actual resi-
dencia de alguns escravos d'ambos os sexos
com habilidades e sem ellas, e dous cavallos en
sinados para carro e montara, &c. ; quinta
fera 25 do corrente, s 10 boros da manhaa.
no Manguinho, sitio pertcncente ao Exm. Ra-
rao do Ilamarac. (10
3 -Leilao do caixas com massas no armazem
n 5 no ce d'Alfandega no dia quarta-feira
24 do corrente as 10 horas em ponto. (2)
e todos os santos do Co amigo Lazarilho,
dsse-lhe elle ; comp vao as cousas por aqui ?
S. Grandeza deo-vos boje alguma esmola por
sua propria mno?
Nao sdhio ; mas acabamos de ter urna
benco deo Co urna chuva de dinheiro miu-
do o grosso que mandou distribuir um nobre
viajnte pelos pobres de ^ alenda. O Duque
de Medina Sidonia acaba de chogar com um a-
companhamecto de seis carruagens c de mais de
50 cavalleiros. peou-se aqui
E S. S. achou no palacio alguem de sua
familia ? atalhou Tovalito.
Ab tuja sabias que o Sr. D. Alonzo
de Gusmo seu filho o havia precedido de
um dia ;'
Tovalito s respondeo, com um signal quasi
afi (nativo.
He a primeira vez que SS. SS. visilo a
nobre cidade do Valencia toruou Lazarilho ;
ni. s nao devem aqui icar muito lempo : par-
len) amanha para a fronleira de Catalunha ,
onde talvez ja esleja El-Roi. Acornpanbe-os
>. Thiago de Compostella padroeiro dos via-
jantes !
Ousaria elle esconder sua amada neste
palacio ? dise comsigo Tovalito.
Mas nao admittio essa supposirao falta de vc-
rosimilhanca e vollou iminedialaniente a por-
ta de Nossa Senhora dos Desamparados para
com mu nica r a Paco Rosales o que havia sabido.
Paco voltava do convento dos dominicanos, si-
tuado fra da cidade em um dos frescos pas-
tias boticas
e More ira
LOTERA das memorias
HISTRICAS.
Amanha andu nfalliveL
mente as rodas desta lotera,
e os peucos bilhetes inteiroi
que anda existem estaro es-
pos'.os a venda
dos Srs. Cbaga
Marques al as 10 horas do
dia.
2Os Srs. ssignafttes da His-
toria do Brasil pelo General Abren
e Lima queirao mandar recefaer
os exemplajes de sua subscripto
ri3 Praca da lidependencia Iivra-
rian. 6e8. (<0
3A viuva,abai\o assignada,avisa no respei-
tavel publico que ninguem contrate negocio
algum reapeilo de urna casa terrea em On-
da. ra do .logo da Bola pertencente mesma
abaixo assignada pois que osla a uingueni au-
torisou para semelbante contrato.Antonia
Mara l'emra. i'
brs. /{eductores. No momento de Ihe en-
viar minha resposta a correspondencia inserida
peloSr. Bonnefood, non. 163 do seu Diario,
me lorga a demerar em razo das proposicoes ,
que o dito Sr. lionnelond me quer fazer relati-
vamente a seus credores deqnem sou eu em
Pemambuco o nico mandatario. Sou de \ rus.
aliento venerador c criado Mamernay.
i = Constando ao abaixo assignado que
tem de ser levado a praca um sitio na Ba-
viagem o urna parto deum sobrado na pra-
ca da Ha vista pertencente ao casal do Ignacio
francisco I'ereira ulra por execugao de An-
tonio Pinto do Abovedo avisa para que nin-
guem .'llegue ignorancia que tem foito ares-
lo mui anterior nos ditos predios, pela ac^o ,
que encaminba no .lui/o de Orphiios contra o
dilo casal pelo que veio com embargos a lita
execucao os quaes pendem em auto apartado,
e protesta haver ditos predios de quem quer quo
os arrematar na concurrente quanlia de sua exe-
vWO.=:BentoJoi lernardes. (H)
7O agrimensor, abaixo assignado, oflerere
os seusservicos s pessoas que tiverem proprie-
dades demarcar o alianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zelo no doseniperibo da
sua arlo ; devendo todos os que do sou presti-
mose qui/irem utilisar,dirgrem-se (porcarla)
ao mesmo abaxoassgnado na Bua-direita ,
sobrado n. 121. Joaquim da F'onseca Soa~
res de Figuei> edo. {9)
l=D-so dinheiro a premio com penhores do
ouio mesmo em pequeas porces : na ra
Nova n. SS. (3)
3^;A pessoa, (|ue annunciou no Hario de
terca e quarta-leira 16 e 17 do corrente, que-
rercomprar urna venda qucrciido urna na
Boa-vista na travessa do Veras n. 1 i, com pon-
eos undos, e sem alcaides, com commodos pa-
ra familia, cozinha fra. quintal, cacimba com
boa agoa e porta ; a tralar na mesma. (7)
seios que circurndo a Valencia como um ver-
de cinto, lintao os dous amigos contrao-se
o que haviao feito cada um do seu lado.
lintrcguei a carta ao bom padre Cyrillo,
disse Paco Bosales ; sabes quanto he larga a
sua manga ; por duas libras de chocolate d
ahsolvicao em Paschoa e por menos em lem-
pos ordinarios ; estou que por 50 rcaes casara
elle o diabo com urna freir-----
Cala-te atalhou Tovalito persignndo-
se ; quando se falla do diabo elle vem.
Bom! disse Paco levantando os hornhrn*.
tenho menos medo do diabo do que do Sent
Oflicio ; mas nao he disso que se trata he de
casamento. O padre Cyrillo leo a carta que
occultar-mo o nomo que a assignava; como nao
me era isso preciso nao Ih'o perguntei. Nao
me oi preciso ajoolhar-mo para decidil-o; jus-
larnento esta noute estara elle na Igreja guar-
dando um defunto : o casamento poder fazer-
se antes disso.
Pois achas quo D. Alonzo de Gusmao
quer casar-so deveras? Julgas que tanto ama
a essa mulber que se esponha assim colera
o maldicao de seu pai ?
O que acaba de fa/er o prova : amanha
nao bavera mais que desdi/er-se ; estar casado
em toda a conscienca como o quz segundo
a lei da SS. Madre Igreja.
- Pois achas? disse Tovalito meneando a
cabera.
(Continuar-t-ha.)


~.mi--+m- m
Precsa-se de um.i ama que tenha mui -
to bom li'iti! preferindo-se escrava ; fla ra
Imperial n. 81.
Precisa-so alugar urna preta para vender
na ra fura da cidade ; na ra Nota luja
o. 58.
O annuneio inserto no Diario a. 162 ,
com as loltras J. l\ I). nao so entende com o
Sr. Jos Francisco Di.ts
SOCIEDADETERPSICORE.
A oommisso administrativa tem a obser-
var aos Srs. socios o cumpriinento do artigo 22
e titulo oitavo dos estatutos que clarifica as
pessuas que em sua companhia podein levar
as noutes de paitidas, a fu deevitar-so abu-
sos.
Aluga-se a casa terrea nova do beco do
Serieado por barato prego ; na ra da Cadeiu
do Recite n. 25.
O Sor. Francisco Augusto de Azevedo e
Silva tem urna carta na praga da Indepen-
dencia livraria ns. 6 e 8.
O Bacharel Francisco de Sales Alvos Ma-
cil ciiudou a sua residencia para o segundo an-
dar da casa n. 35 da ra larga do Rozado aon-
de continua a Bdvogar no civel e crime ; e da,
por urna comniodissima mensalidade ligues de
geometra fiancei e portuguez.
O Sr. Antonio Jos Antones queira man-
dar receber urna curta viuda do Marunluio na
ra da ('.ruz n. 37, segundo andar.
I)-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro ou prata em pequeas e grandes
quantias; na botica do Brandao so dir quem d
Precisa-se do um caiieiro para venda,
que saiba fasersua obrigago e que ja tenha
pratica ; na ra do l.ivramento 38.
Quem annunciou precisar de urna engom-
madeira e lavadeira de sabao dirija-se a ra
de Hurlas sobrado de.um andar o. 66.
Precisa-se alugar urna casa terrea para
pequea lamilla sendo nos bairos de S. Anto-
nio ou Boa-vista ; quem livor annuncie.
Por se ignorar a inorada do Sr. Mano I da
Silva Mondonga, o qual, la pouco lempo mora-
va na ra de Agoas-verdes; roga-so-lhe o obse-
quio de mandar procurar urna carta que para
o dito Sr. existe na ra da Penha n. 23, segun-
do andar.
Pede-se ao Snr. F. J. C. M. ha poucos
mezes regressado a esta cidade digne-so res-
ponder a urna carta, qus se Iho dirigi em Abril
do corrente armo.
Hoje 24 do corrento a porta do Sr. Dr.
Juiz da segunda vara do civel Jos Thomai
Nabuco de Araujo Jnior, se hade arrematar
urna escrava crioula de nome Marcellina pe-
nhorada a Jernimo Jos Ferreira Guimares,
por execugo de Manoel l'rutuoso da Silva.
Quem annunciou querer vender urna ne-
grinha de 4 e outra de 12 annos, dirija-se a ra
da Aurora n 42, segundo andar.
Avisa-seao Snr. que tem em seu poder
dous escravoa de nago de nome Antonio, e
Marcolino, queira dentro de 15 dias largaros
ditos negros, e ensinar-lhes, que procuren) a
casa de seu Sr. que se promette logo que se
receba guardar todo o segredo e at se quizer
restituir o importe delles, tambem se recebe e
sea nada quizer attender entao ver o seu no-
mo por extenso publicado, e outras muitas pas-
BHgens que bastante interessaroao publico .
pois nem menos doduas testemunhas de vista
estilo promptns a jurar tudo quanto viro;
os escravos sao da padaria da Camboa-do-
Carmo.
1 Aluga-se o primeiro o segundo andares
de um sobrado, com inuitos commodos para
urna grande familia por prego commodo ; na
ra da Praia de S. Bita n 37. (4
1 Precisa-so de um caixeiro de 16 a 20 an-
imnt t queenterda bem de luja de fa'endas,
para fra desla praca ; quem estiver neslas
circurnstancias dirija-se a ra da Cruz n. 51.
SOC1EDADE TIIEATRAL MELPOMENENCE
1 O Ihesoureiro avisa aos Snrs. socios ,
que os bilhetes para a recita de sabbado dis-
trbuem-senosdias24, 26e27 na ra da Ca-
deia velha luja n. 0. (5
1 Aluga-se um sitio na Passagem-da-Mag-
dalena com casa de vivenda para grande fa-
milia sen/alia para pretos cocheira para 6
cavallos e baixa para capim ; a tratar na ra
Nova n. 33, (5
1 Aluga-se por (esta ou por anno o sitio
e casa quefoide Antonio Coelho da Silva, no
u^ar do Curame dos Coelboa ; a iiatar no
mesmo iiUer*^ (4
1 Precisa-se de urna ama de leile forra, ou
escrava que seja mui aceiada e sadia, paga-se
mui bem ; na ra estreita do Bozario n. 30 ,
terceiro andar. I
I M. M. Decker, subdito dos Estados Uni-
pos da America do Norte, retira-se para fra
do imperio. (3
1 Alugao-se8s casas ns. 29,33 e 35 da
ra da Solidade com muito bons commodos,
por 12# rs. mensaes ; urna dita na ra do Se-
bo n. 52, por 8# rs. ; o segundo o terceiro an-
dares da casa n. 4, do Atterro-da-Boa-vista ; a
tratar com Francisco Antonio de Oliveira ou
com o seu caixeiro Manoel Joaquim da Silva ,
na ra da Aurora n. 20. $
\ Furtrao da venda da ra do Bangel n.
81 o primeiro volumeda liba incgnita ; ro-
ga-se a quem for offerecldo o dflo livro o obse-
quio de o apprebeoder. e mandar a dita casa .
outro qualquer primeiro tomo da dita obra. (8
1 Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
Atierro da-Bob-vista n. '2 e a lojado sobra-
do dos Quatro-cantos n. 1; a fallar com M. C. S.
Carneiro Monleiro. (?
1_ Offerece-se um moco Portuguez, de ida-
do de l(i annos, para caixeiro de ra ou pa-
daria ou mesmo para balco. que de tudo
tem pratica ; quem de seu prestimo se quizer
utilisar, dirija-se a fu d* Bangel n. 45. (5
o_ Aluga-se urna casa terrea na ra da Au-
rora ; a tratar na ra das Cruzes n. 30. (2
2 Aluga-se o armasem do Passeio-publlco
n. 7 ptimo para fabrica de chapeos, ou para
lojade marcinaria ou mesmo para guardar
eneros, por ter excellentes commodos para
qualquer urna destas oceupaces ; os preten-
dentes dirijo-se a ra do Crespo ao p do arco
de S. Antonio, loja 2 da viuva Affooso &
Companhia. (8
2 M.*-Callum # Companhia respeitosamen-
te aviso aos senhores de engenho e ao pu-
blico em geral quo na nova ra do Brum que
passa por detraz do Arsenal de Marinha teem
estabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poente da mesma ra) onde lazem
cavilhocs atracadores, paraluzog de apertar e
outras lerragens para engenho, eixos trilhos e
outras ferragens para carros parafuzos e por-
gas de todos os lmannos ferragens para na-
vios, varandas, portaos, carros de mo e todas
is mais obras de ferreiro; e como os seus appa-
relbos rentementechegadosde Inglaterra sao de
primeira qualidade proinettem agradar aos
seus freguezes tanto na qualidade da mo
J'obra como no pregoc promptido. (16
2 Aluga-se urna canda aberta que pega
801 10 a 12 pessoas; quem pretender dirija-se
a ra das Cruzes n. 18, terceiro andar, de ma-
nha at as 9 horas e das duas da tarde em
diante. (5
2Ignacio Bento de Loyola mora na ruada
Praia n. 39 onde pode ser procurado para se
cncarregardo qualquer dependencia judicial ,
assim na primeira instancia como na segunda
da Bclaca, para o que se acha competentemen-
te prvido (6
2 Precisa-sede um menino, ou urna mu-
Iher quo tonhao pratica de vender fasendas,
para se Ihe entregar um taboleiro com fazendas
linas e d-se bom interessse ; na ra da Praia
n. 39. (5
3 A fosta do Orago do Santissimo Sacra-
mento da matriz da Boa-vista que ficou defe-
rida at se acharem completas as obras do in-
terior daquella matriz., ter lugar no dia 25 do
corrente mez ; e o juiz daquella irmandade
convida a todos os senhores e senboras tanto
nacionaos como estrangoiros que to liberal-
monte concorrero para se ultimar to necessa-
ria como importante obra a assistirem a esta
festa, em que sua Exc. Beverendissima o Exm.
Sr. D. Joo Bispo Deocesano far Pontifical ,
e ha ver a noute Te-Deum Laudammus. (12
3 Na ruado Sebo casa n. 33, ha um ne-
gro para se alugar, o qual sabe cosinhar e com-
prar, principalmente para casas francezas, pois
era sua oceupago. (4
Gros-didier, mestrede orches-
traem varios theatros de Pariz,
e de New-Orleans director da
msica da capella de Versailles,
avisa que accedendu aos dese-
josde respeitaveis pessoas desta
cidade, nacionaes eestrangeiras
tem resolvido flxar-se em Per-
nambuco, onde se prope a dar liges de rabeca,
rabecao ( violoncello ) e flauta por um me-
thodo, que tanto tem de prompto como de fcil;
tambem se ofTerece para afinar pianos com toda
a perfeico ; a sua morada he na ra Nova n.
23, sobiado da travessa da Camboa-do-Carmo.
'2 Precisa-se de urna ama forra sem filhos
que tenha bom leite ; na ra Nova armazem
de louga n. 42. (3,1
2 = Precisa-se de um cosinheiro ; na ra das
Cruzes n. 40. (2)
2Rogase ao Sr. Adolfo de tal autor de
um annuneio inserto no Diario de Pernam-
buco sobre uns penhores em cujo annuneio
deixa o mesmoSr. de publicar sua residencia ,
o que a muito se ignora e tem sido este o mo-
tivo de se ter fallado com o trato, e como ja se
tenha (indo ha muito,o lempo marcado,he quan-
do o mesmo Sr. acba do annunciar; porm aun-
ca annunciando sua residencia, assim iulgo de
seu dever tambem publicar onde quer que se v
resgatar os penhores que acaba de annun-
ciar. fll)
2 I)ezeja-se fallar ao Sr. Joao Manoel J-
nior ou alguma pessoa que por diese interesse
a negocio de importancia ; dirija-se a Fra de
Portas na ra do Pilar n. 108. (4)
2=Precisa-se de um rapaz que tenha alguma
pratica de entregar pao a (reguezia pela ra ;
quem estiver nestas circurnstancias, dirija-se a
larga do Rozar io padaria n. 18. (4)
vincia que seja moga e sadia que saiba co-
sinhar lazer doces o bollos engomme o cosa
alguma cousa com tanto que nao tenha vicios
neln achaques ; na ra da Cadeia do Recile,
loja n. 48, de Jos Pires de Moraes.
Vendas
Compras
'2 Compra-se urna cjsa terrea que tenha
quintal e cacimba em alguns dos seguintes
lunares ; Atlerro-da-Boa-vista, praga dita, ras
que alm de se ficar agradecido se gratificar nu do Ariigao e Conceigo ; na ra da Madre de
caso de o rxigirern e se o tiverem comprado so | Dos n. 34, primeiro andar.
jije dar o diuheiro; na mesiua casa comprarse Compra-se urna escrava para (ora d pro-
DEPOSITO GERAL
DE 111II HORMAS
DE SUPERIOR (JUAL1LIDADE.
Vende se a is'55o ris a pelle,
sendo escolhida, e i8sooo rs. em
duiias; na loja de Dedier Robert
Se C, ra Nova n i3.
Vende-se um excellente cavallo com todos
os andares, proprio para viagem por ser muito
possante; na ra da Conceigo da Boa-vista n. 9.
2 Vende-se um negro mogo sem deleito ,
por prego commodo ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra do Coelho n. II. (3
3_ Vendem-segarrales cheios de excellen-
te Icntilha muito apreciave! na Europa para
"oupa bem como ditos com superior hervilh8S
e feijes o prego e qualidade anima aos com-
pradores ; na ra da Cruz n. 52. (5
2 Vendem-se 3 casas terreas, por prego
commodo sitas na ra Imperial; a tratar as
Cinco-pontas n. 26. i3
2Vendem-se dous moleques de nagao do
15 annos proprios para todo o servlgo ; 3 es-
cravos de nago com bonitas figuras um del-
les he pescador ; urna escrava de nagao de 28
anuos engomma bem e cosinha ptimamente;
na ra Direita n. 3. (6
2 Vende-se urna escrava cabra de meia
idade, com habilidades ; na ra da S. Cruz
n. 66. (3
2Vendem-se urna armagao propria para
miudexas, ferragens ou calgado no Atterro-
da-Boa-vista n. 74 ; a tratar na mesma
casa. (*
3_ Vendem-se sofs, bancas toucadores ,
mouxos para piano tudo de oleo bancas e
toucadores de Jacaranda urna rica cama de
angico ditas de amarello relogios para ci-
ma de mesa carteiras de urna face, lavatorios
de amarello banquinhas para costura cadei-
las para alcova e oulros muitos trastes de su-
perior qualidade e por diminuto prego pois
tem de serdesoecupada a casa ; na ra da Cruz
n. 57, primeiro andar. (10
2 Vendem-se 5 pares de argolinhas pro-
prias para meninas um cordo um par de
brincos modernos proprios para senhora, tu-
do de ouro e por prego commodo ; na ra No-
va n. 55.
2 Vende-se rotim superior chegudo pr-
ximamente por barato prego; na ruada Flo-
rentina n. 14, casa de J. Beranger. (3
2Vende-se urna escrava crioula, engomma-
deira cosinheira lavadeira, costureira, re-
fina assucar, faz pao-de-l; na ra de S. Bita
u. 15, segundo andar. (4
2Vendem-se sementes de hortaliga muito
nova cevada a .'920 rs. a arroba e a libra a
80 rs., cevadinha de Franga a 280 rs. familia
do Maranhao a 120 rs. chocolate da Bahia a
100 rs. o pao doce de guiaba sortido, banha
de porco muito nova a 360 rs., abanos a 1200
rs. ocento, azeitonas pretasa 280 rs. agarra-
fa caf a lio rs. a libra ; folhas de louro em
feiches pequeos garrafas pretas vasias a 6
rs. ocento, bolaxinha ingleza quadrada a 280
rs. a libra e redonda a 240 rs. milho alpisla a
640 rs. a cuia ; na ra estreita do Bozario ,
venda n. 8.
2 Vendem-se chapeos do Chile para ho-
iih'iii e meninos ; na loja da esquina do arco de
S. Antonio que vira para a cadeia. (3
2 Vende-se urna mulata do bonita figura ;
quem a pretender annuncie. (2
Vende-se um negro de bonita figura, sem
achaques; em linda na ra de S. Bento loja
de carros n. 14.
1 Vende-se a loja da ra do Queimado n.
43, com 3 portas, e poucos fundos em fazen-
das ; a tratar na mesma. (5
Vendem-se bichas, que fazem muito boa
sangra a 200 rs ; urna balanga propria para
pezar cera com o seu competente terno ; urna
dita para rap ; um taboleiro grande proprio
para conduzircera ludo por barato prego; na
ra das Cruzes n. 30.
Vende-se urna escrava de nagao Angola ,
de 18 annos, bonita figura he recolhida, per-
feita engommadeira, cose, cosinha e lava; urna
dita crioula de 25 annos de bonita flxura, com
as mesmas habilidades ; duas ditas de nago,
ptimas para todo o servigo de ra ; na ra das
Cruzes n. 41, segundo andar.
1Vendem-se fustes do melhor gosto que
ha pannos de todas as qualidades e cores, ca-
simiras francezas e inglezas, setins e sedas para
colletes e vestidos sarja preta hespanhola ,
palatilhas de linho e de algodo bretauhas de
linho com 6 varas e do algodo de rolo de 10
varas los dn linho brancos e pretos, bicos
ditos, franja de todas as larguras para armagao,
meiasde seda brancas e pretas, luvasdeseda,
algodo e de pellica do todas as cores cortes
de chita franceza e ingleza de todas as qualida-
des bramante de linho de superior qualidade ,
mantas de arga para senhora, ditas do gorgu-
ro para homem brin-. trangados francezes
de tudas ai quaiiuauv*, Uaaiasvvs uo iaa de
todas as cores chapeos de massa francezes, da
moda, lencos pretos rte'setlm e de 3 ponas d(!
toquim ditos re camhraia para mao mada-
polo enfestado muito fino cambraia lisa e
adamascada do ultimo gosto chapeos de sol,
de seda camisas de meia de algodo de todas
as qualidades ; no arco de S. Antonio, loja n.
2 de Manoel Jos Gongalves Braga # Compa-
nhia. (22
1Vendem-se dous moleques de 15 a 17 an-
nos ; urna negra crioula muito sadia de bo-
nita figura, e de 20 annos; barrequinoas com
gomma ; 600O ponas de boi, sola bezerros e
couros de cabra tudo por prego commodo; na
ma da Cruz n. 51. W
Vende-se o dicioario abreviado da scien-
cia medica, em 15 volumes por prego com-
modo ; na praga da Independencia livraria
ns. 6 e 8.
Vende-se urna porgao de archotes do Por-.
to tanto a retalliocomo por atacado e 5 fei-
ches de arcos de pao proprios para barricas de
assucar, tudo por prego commodo; na ruada
Praia deS. Bitan. 37.
Vende-S6 urna escrava de Angola de 20
annos cosinha, e he boa quitandeira; em F-
ra-de-pertas, ra do Pillar n. 20,
Vende-se urna negra moga sem vicios
nem achaques, lavadeira, cosinheira o engom-
madeira; na ra da Cruz n. 37, segundo andar.
Vende-se urna venda com poucos fundos e
semalcades, tem commodos para tamila bom
quintal cacimba e cosinha fra na travessa
do Veras na Boa-vista n. 14; a tratar na mesma
.venda.
Vende-se urna casa terrea no beco da Vi-
rago n. 3, em chaos foieiros ; a tratar na ra
do Aragon. 13. __
Escravos fgidos
2 Em dias de Abril do corrento anno fu-
ftio da fazenda Macambira termo da villa de
Cimbres comarca do Brejo da Madre do Dos ,
o negro Antonio, do nago Benguella corpo
secco, estatura baixa, tem nacabeca urna gran-
de cicatriz de urna cacetada estove alguns an-
nos pre?o na cadeia desta cidade por ser bens
de inventario e loi arrematado em praga do
Sr. Dr. Francisco Rodrigues Solt como provo-
dor de capellas e residuos em 5 de Agosto de
1843, peloDr. Francisco Xavier Pereira de Bri-
to ; quem o pegar, levo a dita fasenda ou ao
Atterro-da-Boa-vista n. 43 que ser grati-
ficado. (14
1Fugio ao amanhecer do dia 3 do corrente
opretoJoo, de nago Angola, baixo beigos
grossos, pernas um pouco cambadas, ps gran-
des quasi sem barba e falla bem ; quem o
pegar, leve a ra da Aurora n. 30 que ser
gratificado. (6
4_Fugio no dia 19 docorrente um moleque
de nomo Francisco de nago Cambida do 14
annos levou caigas de riscadinho azul ca-
misa de chita desbotada he um tanto plido ,
espigado do corpo olhos grandes, beigos gros-
sos est com o cabello do lado direito encos-
tado a orelha todo cortado bragos OoffiprMos
e finos, mos e ps tambem compridos e finos,
tem nos calcanhares cascas de bichos, o dedo
grande do p esquerdo encolhido e meio torio ,
que laz differenga do outro sabio de casa as ti
horas o meia da noute ; quem o pegar, levo a
ra do Collegio fabrica de chapeos n. 9 ou
na ruada Boda n. 19 quo ser recompensa-
do. (15
1 No dia primeiro do corrente fugio o pre-
toJoo, do nago Cagange, de 24 annos. bem
proto, nao tem barba, alguma cousa alto, relor-
gado do corpo denles mui alvos e dous da
frente da parte superior fazem urna abertinha
para os lados tem ofllcio de serrador ps
grossos c chatos he bastante ladino tem o
costumede sei pachola e andar sempre com
um cacetinho na mo levou caigas brancas
e ceroulas de algodo da trra camisa de ma-
dapolo e chapeo de palha ; tem sido visto em
S. Antonio e Boa-vista e ltimamente foi vis-
to as Cinco-pontas seguindo para atraz dos
Martirios e dahi at o viveiro do Muniz; tambem
tem trabalhado em um sitio no Manguinho; as-
sim como nos domingos e dias santos costurna
ir vadiar no Monteiro Casa-forte S. Anua ,
o mesmo no Varadouro em Olinda; quem o pe-
gar leve a ra da Praia de S. Rita n. 37, que
ser generosamente recompensado. (II
1 No dia I'J do correte fugio um negro de
nome Joaquim estatura regular, de 30 annos,
de nago Angico tem o rosto coci de tainos
finos secco do corpo falla alguma cousa
embarazada, muito alegre, quando falla est
sempre rindo-se levou camisa do bamba aiul
e branco de quadrinhos caigas de estopa gros-
sa de sacco costuma-se inlular por Miguel ;
quem o pegar, leve a ra larga do Rozario n.
21 que ser recompensado. (10
No dia 4do Junlio do corrente anno fugio
umaescrava.de nomo Mara Rila, de nago BC71-
guella de 30 annos, estatura regular, lula,
um tanto gorda e feia olhos grandes ps
grossos o com marcas de quelmadura, levou
vestido biauco camisa de bretanba o panno da
Costa com missangas no pescogo um tabo-
leiro grande, suppe-soter ido para as bandas
de Goanna purj ter sido all moradora o
escrava do engenho do Meio ; quem a pegar ,
levo a Fra-do-portas na rua Pillar o. IOS, que
ser gratificado.
tUCifl H\ Yf. U L DKfAUU. 18U.


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