Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05129


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Full Text
A nno de 1844.
Terca Feira 95
O L'URli puhlica-ae ti dos os dias que nao forem santificados: o prego ilt asignatura
he i! Ull mi! ra. por quarirl pagos adianlados Oa annuncioa lo assignantes sao inseridos
a>ratM, e J' lio a que nao forem rato ile 80 res por linha As reelamaces devem ser diri-
girlas '< Mi* ijp rna daa Crujes n. 4 ou a prega da Independencia luje de lirruan fi e el
IPARTIDA DOS CORUEIOS TERRESTRES.
GoURH* i 'nliyba aejundasi aexiaa feirasKio Grande do Norte, chega a 8 e 2J e |i<
le !0 '4 Cabo. Serinhaem Rio t'ormeso. Macer, Pono Calvo, e Mafroas: no i .'
fie. ; ea t ij- _-. 4.1o. Cidade da Victoria quintas feiras Olinda lodos oa das
DAS DA SEMANA.
21 Sen t. Monel.o. Aud do 3. de I). da '.'. t.
23 Terc s Ap -inario Bel aud. doJ. de Jj.da 3. .
j i Ouarl Chrislina Aud do J. deD. da 3. T.
2 Quiote -r 'anliago Aud. do J de I). da 2. t
Jli Snlf -. \alent u I do J de D da J. i .
'2? Sab I anlileio el. aud do .1 'de ll da i. t.
38 l'oui S. Anna SUi da Mi de Feos.
i>'..". iaarr.. ..,; : s'.,..mi
de Julho
Anuo XX. R. Ii
VTKfi5U13-Jll.laWllJe,l
aaaaeaaajaue m i n Miaaaejaje j ~\-----Tmn----- ni an i i -------*
Judo agora depende de na meamos; da misar, prudencia, eoderaom' energa,
tinuernus como principiamos. CKia* ap miados ion id'nira,.' entre as iiacji.es rom
culias. (Pro. l.iin.i,.io da Useaabla '"al du iran.)
Cambio! tobie Londrea '.'5.
a n Paria o/U rns por franco
* u Lisboa 2 por lil dr premio
Mord de cobre ao par.
dem da letras -'e boas lirr 1 a l|i 0(()
C4WBIIK BO 1)14 .3 IIK HUM
OurMoedade fi.ll'U V.
i N.
,. de 4,1)0.
Prata-Pataroes
i. Pesos eolummnarea
h Ditos aaexi.'anus
I 'iimpra
|7,0W
16.700
0,400
1 ,'JfiO
1,88 i
i.'. 60
s'nda
17. o
18.900
8.0 0
i USO
g 000
1,W>0
PHASES DA LIJA KO HEZ DE JULHO.
rl1l*"....."'' v.ma' '
La ebeia a 29 aoa 42 san da larJe. i La nota a 15 aos l um da larde
Minguaute a 7 as S horas e 2S min-iie 'ranli. (desente a '_'_' as d h f ? da tarde.
Pleamar de hnje.
Prmeira as 10 horas i .il anin. da manh.ia. | Sgunda as 1 buias t 18 minuto da larde
DIARIO
Hiti-TB tifUJLi.:. i .
PERNAMRUCO.
wmmmKuamme-jsz3L
ERRATA. (dermais quinhentos mil ris com os reparos
Nos trabalhosda Relacao, hontem publica- geraesdas obras de Ierra o alveuaria da estrada
dos, pag 1 col. 4a linhas 13 em ve/, de liento do Pao-d'alho Participou-se ao Inspector da
Ferreira da Silva leia-se Vicente Ferreira
da Silva.
-T '.'.?.:
RT 0FFJCIA
&ov.rno da Provincia
EXPEDIENTE DO IUA 19 l>0 CORRENTE.
Oliuios \o Presidente da Relacao o ao Ins-
pector da Tbesouraria da Fazenda, participan-
do ter S. M. o Imperador removido o Racha -
re Venancio JosLisboa do lugarde Juiz de Di
reito Criminal da comarca do Pao-d'alho d'es-
ta provincia pira odeJuiz de Direito da co-
marca de Itaborahy da do Rio de Janeiro.
Dito\o Commandante das Armas, deter-
minando em cumprimento d'ordem Imperial ,
que faca com que sigo para shus destinos, e rc-
colho-se aos respetivos corpos os Ofieiaes de
outras provincias, que aqui eslivernm.e nao fo-
rem absolutamente indispensaveis ; e recom-
mendando-lhe que d a Presidencia con tu
circumstanciada do que praticar em observan-
cia d'esta ordem.
DitoAo ni sino ordenando em execuco
do Imperial Aviso de 2 do corrente, que faca
constar ao Teento Coronel Luiz Antonio Fa-
milia, que S. M. olmperador houve por bem no-
meal-o Commandanle do 4 batalliao de Caca-
dores do exercito.
DitosAo Presidente da Relacao e ao Ins-
pector da Tbesouraria da Fazenda, inlelligen-
ciando os de ter S. M. o Imperador removido
o Bacharel Jos Francisco de Arrudt Cmara
do lugar de Jui/ de Diieito da comarca do Rre-
jo do Maranbao para o de J uiz de Direito Cri-
minal da comarca da Roa vista d'esta provincia,
e ao Bacharel Alexandre Bernardino dos Reis e
Silva d'esta para aqueli'outra comarca.Ofli-
ciou-se a respeilo a,i ultimo dos supramencio-
nados Bachareis.
DitoAn Kngenheiro em Chefe das Obras
Publicas autorisando-o mandar receber a
estrada d'esta cidade para a de Olinda pelo val
da Tacaruna, com ascondicoes de (car o arre-
matante obligado a fa/er, pela forma jacon-
Tbesouraria das Rondas Provinciaes e ao Ins-
pector fiscal das Obras Publicas.
Portara O Presidente da provincia, to-
mando em consideracao o que Ibe represontou
<> Chefe de Polica em officio do 18 do corren-
te, acompanbado de copia do que Ihe dirigi o
Delegado do termo do Limoeiro em data de lo,
lia por bem demiltir os Subdelegados do I.e
. districtosda freguezia do Bom Jardim, Jo-
s C ttano Pereira de (^ueiris e Raymundo da
Cunha Pedrosa; e manda, que pela Secretaria
se expecao as convenientes ordens e partid
paeoes. Communicou-se ao Chefe de Po-
lica.
OfficioDo Secretario da provincia, a Joao
(ornes Martins di/endo, faca sollicitar, pela
Secri taria da Justca, carta do officio do Solli-
citador dos auditorios d'esta cidade, de cuja
serventa vitalicia houvesse S. \l, o Imperador
por bem fazer-lbe merc.
DitoDo mesmo ao Inspector da Tbesoura-
ria da Fazenda, transmillindo. para ter execu-
co, a ordem do Thesouro Publico Nacional
sol n. 30
Thesoraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DO DA 8 DO CORRENTE.
OfficioAoExm. Presidente do Tribunal
doThesouro Publico Nacional com o con he-
cimento em lrma de 20:000*000 rs em no-
tas substituidas, de ." j rs. da segunda estampa,
t|Ue recebeo o Commandanle da barca de vapor
fahianna, para entregar no dito Thesouro.
DitoAo Eim. Presidente da provincia ,
pedindo se dignasse transmittir ao mencionado
Thesouro o precedente officio.
DitoAo mesmo Exm. Sr., rogando se dig-
nasse expedir as suas ordens para o dito Com
mandante receber na Tbesouraria os referidos
20:0008000 rs. de que tratao os precedentes
olficios.
se que toaba completado MSMDta annos de
idade.
Art 2." Todos OS contribuidles que em qual-
quer teinpo quizerem elevar suas contribuieoes.
em conformidade do plano em vigor pagaiafi
a joia dessa elevacao como so fossem novoi
socios.
Art. 3." A Directora nao poder mandar ad-
mittr matricula nenhum novo socio sem pre-
ceder informaco sobre o gea estado sanitario ,
dada por urna commissao de tres membros no-
meados pelo Presidente (Centre OS adjuntos so
o pretendente dr residente na corte e sendo
IUO DE JANEIRO.
MONTE PIOGKRAL
DECRETO.
Tendoa actual Directora do Monte-po geral
de economa dos servidores do estado submetti-
do minba imperial approvacao as reformas
que para maior garanta e solide/, daquelle es-
tabelecimento ella em mesa plena linha feito
o plano em vigor: hei por bem que d'ora em
diante se observen, as alterares que com este res,,onU. Iirovin(,;ls wm ...presentar altes
baixao assignadas por M a noel Alves nranco ,
(-onselhero de Kstado, Ministro e Secretario
de Estado dos negocios da Fazenda encarre-
DitoAo mesmo f'.xm. Sr., informando i eannuidnde
gado interinamente dos da Justina, que assirn
o tenba entendido e laca executar. Palacio do
Rio de Janeiro em 13 de Marco de ISi-i, vi-
gsimo lerceiro da independencia e do impe-
rio Com a rubrica de S. .M. Olmperador.
Manoel Ahe% Htanco. Conforme.Joo
Carneiro de. ( ampos.
/lleraQes feitas ao plano do Monte-pi geral
de economa dos strvidores do estado que
aixro com o decreto desta data,
Art. 1.a Os empregados que so matricula-
ren! no \lonte-pio geral de economa dos servi-
dores do estado pagar nesse acto as joias
abaixo declaradas, conforme a idade quo tive-
rem no primeiro da do semestre em que se ma-
tricularen) e desse da scrao contados os seus
pagamentos de contribuido ou annuidade, que
ser de 5 por cento da quantia annuai com que
se inscreverem e de que tiverem pago a joia.
A annuidade do primeiro anno ser paga junta-
mente com a joia e a dos annos seguintes aos
quarteisadianlados, dentro do primeiro me/, de
cada quartel.
At 25 annos de idade urna joia de 10 p. c. '
c 5 p c. de annuidade.
De 25 at 30 urna dita de 20 p. c., e 5 [. c. de
De annui V> de.
30 a 35 urna dita de 30 p. c., e 5 p. c. de
em vista do officio de 0 do corrente, e do Impe-
rial aviso de 12 de Abril prximo passado, ex-
pedido pela Secretaria d'Kstado dos Negocios da
vencionada, os atierros que Ihe falto, quando Justica, que o acompanhou, sobre o pagamen-
oroiai filies iulgados necesssriof: de nao se lie tn as disnas aos engredados da liba c .or-
,JUIg
pagar a importancia em que se os oicou ; e de
subsistir at ento a lianca prestada.Commu -
nicou-SO ao Inspector da Tbesouraria das Ren
das Provinciaes, e ao Inspector fiscal das Obras
Publicas.
DitoAo mesmo, autorisando-o despen-
pn 11 "<'* .
nando, compra de gneros medicamen-
tos. &c.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., com o recibo
do 2." Teen te relormado Felis igueis em
quo o Commissario-fiscal do Ministerio da
Guerra duvidou por o seu = correle.s=
3o a 40 urna dita de 40 p. c., e 5 p. c. de
annuidade.
Do 40 a 45 urna dita de 50 p. c., e 5 p c. de
annuidade.
De 45 a 50 uimi dita uc G0 p. c, e 5 p. c. de
annuidade.
De 50 a 55 urna dita de 70 p. c., e 5 p. c de
annuidade.
De 55 a O urna dita de 80 p. c., e 5 p. c. de
annuidade.
-Nao se admittir pessoa alguma a matricular-
.-.arwi
miwEfti
THERESA.
II.AMORES NA IGREJA.
Amigo Tovalito, dis e Paco Rosa.es com
o mesmo geito com que a sultana Schehorazade
comecava as suas lindas historias, se eu le cun-
ta sse todas as historias de amor que sei, carece-
ru de todas as noules de nossa vida; esta porm
nao he urna das menos curiosas, e nao durar
at o amanbecer
Ora, ja que temos lempo, expor-tehei a pro-
sapia dos Vasconcellos. Mullos a fazi'm subir
ateo Cid Campeador; nern todos porm eslao
de acord neste ponto. Isso nao obsta que,
(piando pedimos esuiola a alguem dessa familia,
comecemos sernpro dizendo : Km nome de
Dos e de sua Santa Mi, ( ompadecei-vos de
um pobre christo, nobre descendenledo Cid. .
\^>itu a pedia BU a I). DiogO de Vasconceos,
bom velho (dalgo que viriha todos os dias ou
vira missa das seis em N. S. dos Desamparados,
e assini mereoi alguns punbado- de raaos. llae
r.i dez anuos qu<^ esse homein de bem morreo,
deisando urna viuva e (|uatro liihinbss anda
[') Vide Diario n. 163.
muito pequeas, e por nica heranca um mor- j bres descendentes Jo Cid, urna esmola pelo a-
gado pouco rendoso substituido a mais velha mor de Dos A mi gostava que assirn Ihe
as oulras nao tendo dote, nao podio figurar no pedisse esmola, e na sua bolsasempre havia al-
rnundo, nern havia esperanca que cliassem na- guma cousa para mim. D. Theresa afastava um
rido da sua condico. D Beatriz de Vasconcel- pouco o veo, estendia a mo, edexava cahir no
los, sua mi, tem 0 corceo milito altivo, e nao meu chapeo alguns maraveds. A's vezes ella
consenlindu em rebiii\ar secom um cazamento i me dizia: Dos he assisla irmo reso um Pa
desigual, esolveo que suastres filhas mais no dre Nosso e urna Ave .Mara por mim Nossa
cu lossem freirs. Entretanto, como nao havia Senbora das Neves Enlao nao dei
pressa loi guardando-as comsign al lerern vin-
ve annos. Viduasdellas (omarem o veo nessa
lados de tres socios do Monto-po e na (alia
(lestes, de dous facultativos, que cerlifiqueni
debaixo de juramento que 0 mesmo pretenden-
te acba-se em estado regular de gande.
Art. 4."(guando o oontribuinte fallecer den-
tro do anno, contado do primeiro da do semes-
tre em queso liver matriculado que be desde
quando se Ibe deve ter feito a conta para a joia,
em relacao a idade que ento tinlia sua fami-
lia ou berdeiros lornard a receber toda a quan-
tia com que o lallccido liver entrado para o co-
fre com o juro na razo de G p. c. ao anno ,
mas nao lero direito a penso alguma.
Art. 5." Nao se expedir a matricula dos no-
vos contribuintcs, ou dos que elevarem seus
vencimentos emquanto nao apre'sentarem ao
.Secretario recibo do tbesoureiro em que de-
clare achar-se paga a competente joia e os 5
por cento do primeiro anno.
Art. 6 Todos os contribuintcs sao obriga-
dos a pagar asquotas de suas annuidades a quar-
leis adiantados dentro do primeiro mez de ca-
da quartel : passado esse prazo so Ibes sern
recebidas (devendo smente um quartel) com o
augmento de 10 por cento. Se a divida fr do
dous quarleis, pagaro o augmento de 20 por
cento ; se de tres, o de 30 por cento e assirn
por diante augmentando-se sempre 10 por
cento em cada quartel que de mais deverem ,
at 10 quarteis em que pagarn o dobro do
que estiverem devendo Logo porm que a
divida execeder a dez quarteis ser o contri-
buidle eliminado reverlendo para a caixa as
quantias com que tiver elle entrado squaes
nao ter mais direito nern seus berdeiros a pen-
so alguma. Para poder o contribuinto ser ad-
millido a remir a sua divida com os augmentos
marcados neste artigo dever primeiro provar
com attcslado de dous facultativos, que se acha
em estado de saude.
Art. 7 Se o contribuinto fallecer, devendo
atquatro quarteis, sua familia ou berdeiros
lero direito penso que Ibes competir urna
ixava eu de
recitar, em ti ten cao sua, todo o rosario, liem
percebes que ha va sempre em sua passagem a Igum
iJade, e enl.arem no convento das Bencdic-| desses bellos (idalgos que percorrem as igrejas d
tinas.
D. Theresa a mais moca das quatro irmas,
esperava, como as outras, que chegasse o lempo
de entrar para o convento. Aos 15 annos era j
ella muito formosa; mas to formosa, que bem
se via que nao seria freir, e que para cazar-se
nao careca do dote. Ninha lodos os dias ouvir
.issa na igreja de N. S. dos Desamparados, o
sabe Dos quantos tomro, por amor della, de-
voc,o com Santa Theresa, sua padroeira Ks-
tava eu,co..io anda agora costurno, na peque-
a poila no lerceiro degro esquerda:he lu-
gar que me perlence por heranca; dt pai em li-
Iho tem ficado em oosea famili .sem que le-
iiliciniiis dado oteas i a o do escndalo i^uanuo
l). Beatriz ebegava com sua (Iba, nunja doi*a-
dia, e que de noule do serenatas. Mais de qua-
tro conheca enamorados de D. Thereza, e que
por amor della, faziao lorigas estacos aporta
(ie Nossa Senhora dos Desamparados; mas isso
nae os levava a cousa alguma. A moca passava
por ollea sem dignar-se dar f da sua presenca.
Alein de que, linha ella a seu lado a Sra. D.
Beatriz, que nunca desviava os olbu, u diante
da qual ninguem arriscara um bilhete. urna
palavra, nam sequer um olhar. Entre esses jo-
venscavalleiros um entretiinto bavia que no
desaniiiava com tamanhos obstculos. Via-o j
havia muitos das, sem (|ue anula Ihe soubesse o
nome: niiiguem pan i ia conhecl o; na ra v\\(.
oiisslllio .S,.li diiienii. do (me
conclu que era estrangeiro, e nao me engana-
va de ievanlar-ine, dizendo com rcspeiio. J\o-va, l ma vez veio elle direito para mim, e dis-
se-me com certo ar que bem moslrava ser elU
lidalgo: loma, aqui leus um dobro e um bi-
lhete; o dobro he leu, e dars o bilhete a essa
linda moca que todas as manhas deita sua es-
mola no leu chapeo.
Tinba fallado com tanta auloridade, que nao
pude desobedecer-lbe; mas nao sabia como ha-
ver-me, e eslava em terrivel embarazo. Puz o
papel no meu chapeo, e quando D. Theresa che-
gou-se como coslumava... Ouve, Tovalto; as
mulberes tem por natureza ceno grao de mali-
cia que, sem que nunca tenhao visto ou apren-
dido cousa alguma, Ihes ensina como se engaa
a lodo o mundo. D. Theresa litou em mim
seus olhos, tomn o bilhete, e deixou em lugar
delle dous reacs. O cavalleiro, que estava atraz
de mim, nao teve necessidado de perguntar-me
se linha eu executado as suas ordens; um mo-
mento depois entrn elle na igreja atraz de D
Cheresa. Desde ento tive cada da um bilhete
na copa do meu chapeo, o tudo ia to discreta-
mente, que ninguem tinba a menor suspeita.
Havia algum tempo que isso durava, quando
D. Beatriz loi visitar em Orilucela a Condessa
de Vasconcellos, sua Riba mais velha.
nifl manir I). Theresa veio a missa soba
vigilancia ile umayelhn la- bsvia urss hura. u,;
ocavaileiro esperava na estrada da igreja, e |a


vez que paguem esta divina com os auguirruos
determinados no rticos antecedentes. Se a di-
vida exceder quatro quarteis, mas nao asis,
U8 familia ou herdeiros s terao direito a tres
quartas partes da pensao que deveria competir-
Ihei. Se exceder a seis quart's porm nao
a oito s terao metade da pensao que llies
competira. Se exceder de o lo at de', quar-
teis tocar-lhes-ha smente a quarta parte da
pensao. Km qualquer dos tres ltimos casos.
a familia ou herdeiros do contriliuinte fallecido
nao serao ohrigados ao pagamento do que este
ficar de ven do.
Art. 8 Os pensionistas adunes e futuros
contribuirlo com 5 por cento desuas respecti-
vos pensoes -emquanto nao tiver lugar o rateio
de que trato os artigos 15, 16 e 17.
Art. {>. As substitui?5esdus pensoes s tero
lugar de mais para fillias e netas, ou fiihos e
netos menores de '2o annos, ou mais desta ida-
de que tiverem incapacidade physica ou men-
tal para qualquer decente oceupaco; represen-
tando is netas e netos por suas mais se estas
frem fallecidas ao lempo da morte de seu av ;
mas estes herdeiros s terao direito a dous tercos
da pensao que recebia sua mai ou av, e o ou-
tro terco reverter a favor do cofre do Monte-
po.
Art. 10. Todas as outras pen<8os que vaca-
ren) por lllecimento dos pensionistas ou por
terem completado vinte cinco annos os vares
que nao tiverem incapacidade physica ou men-
tal reverterao igualmente a favor do mesmo
cofre.
Art. 11. Fallecendo o contriliuinte no estado
de solteiro ou de viuvo mas sem fiihos leg-
timos, ou legitimados, perteneca a pensao
por inteiro a suas ascendentes, e na falta des-
las as irmaas do mesmo contriliuinte.
1 rt. 12 A viuva pertencer toda a pensao ,
to caso de nao existirem fiihos ou filhas netos
ou netas do contribuinte e na falla dessas ,
mi irmaas ou aquellas das ascedentes do
mesmo que em sua companhia e do seu ampa-
ro vivessem ; havendo porm quaesquer de taes
herdeiros a elles competir metade da pensao,
ier.artidamcnte e aoutra metade a viuva.
Art. 13. Os fiihos naturacs legitimados, por
Qualquer dos meios declarados no 3. do art.
7. do decreto de 22 dejunho de 1836, tem
direito a pensao conjuctamente com os legiti-
mos ou smenle nao os havendo sempre
que frem em juizo ailmitlidos por herdeiros
heranca paterna.
Art 1 i. As pensoes sero sempre pagas s
pensionistas logoqueeslejo emancipadas,anda
que sejo cazadas e S se pagarao a seus mari-
dos, ou piocuradores apresentando autorisaco,
ou procurado das mesmas pensionistas.
Art. i .'i. Emquanlo o fundo capital do esta-
lle leci me reto nao exceder a dous milcontosde
reis nbminaesde apolices, empregar-se-ha in
fallivelmente metade dos juros das mesmas na
compra de novas apolices at completar a dita
quantia de dous mil contos de ris. Se o res-
tante dos juros com o producto das loteras ,
contribuieese mais receita do Monte-pio, nao
chogar para o pgamentodas pensoes pela ma-
nera determinada no urt. 9. do Decreto de 22
de Junho de 1836 e para as mais despezas do
AsUhaler.imenU): far-se-ha no principio de ca-
da semestre um rateio declarando-se o que
nelle se deve pagar das pensoes de sorle que
sempre se acumule metade do juro na forma
cima declarada.
Art. 16. Logo que os fundos do Monte-pio
excedo a dous mil contos de ris, empregar-
so-ha infallivelmente na compra de apolices a
terg parte dos juros proeedendo-se caso o
restante da receita nao chegue para a despeza ,
ao rateio das pensoes na forma determinada
no artigo antecedente.
Art. 17. Quando os fundos excederom a trez
n.il contos de ris empregar-se-ha na com-
pra de apolices a quarta parte do juro proce-
nendo-se ao rateio ordenado, caso o restante da
receita nao chegne para a despeza.
Art. 18. Odisposlo nos artigos 26 e 27 do
Decreto de 22 de Junho de 1836 n5o ter exe-
cuco sem previa approvaro do Governo.
Art. 19. Quando por ausencia, ou impe-
dimento de alguns memhros, nao possa reunir-
se numero legal para a Directora, ou mesa ple-
na o Presidente, ou quem suas ve/.es fizer ,
chamara" os immediatos em votos que servir
smente cmquanto frem precisos para com-
pletar o numero exigido no art 30 do Decreto
de 22 de Junho de 1836.
Art. 20. Ficao revogadas todas as disposicSes
do Decreto de 22 de Junho de 1836 que se
oppozerem s presentes alteracoes.
Palacio do Rio de Janeiro, em 13 de Marco
de 18H. Manoel A/ves Bronco. Confor-
me. Joo Carneiro de Campos.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
O maridos condescendentes.
Ainda que o matrimonio seja um contrato bi-
lateral cm que os direitos e deveres sao reci- do d plena liherdade mulher e a mulhor
procos, todava be de absoluta necessidade, que lambem a son lour naosoimporta em nada com
a lamilia tenha um cabeca, que dirija todos os a vida do marido. Nos ferrenhos lempos de
ra isto nao be bastar o irajar impa graciosa
e honestamente na razo das suas poses ?
Ouantas e quantas familias tem ido a pique,
quantas se tem precipitado na prostituico e na
miseria s por causa da condescendencia dos
maridos! 1). Sentimentalina cazada, ejcom
fiihos, quer aprender a piano, quer mestre de
francez ; porque diz, Ihe fica muito mal estar
privada de conversar nos bailes com o cavalhei-
ro francez com o ingle, com osuisso com
o italiano com o allemao com o prussiano ,
com o dinamarqus com orussiano com o
sueco com o moiiro, com o rabino, alm disto quer para cada baile, para cada par-
tida um vestido novo e mais estes e aquelles
adornos. Sabe Dos com que linhas se co/e o
pobre marido, sabe Dos, que clicas padece,
quando se Ibe fazem taes requisices : mas o
que ha do fazer o misero ? Se nega o pedido ,
sua boa companheira esta chofra-se. amua-se
e levanta em casa urna trovoada de sudoeste : e
o pobre homem que nao sabe deixar de ser
condescendenle encolbe os hombros endivi-
da-se, faz-se no dinheiro, eaodepois? Sero
que Dos fr servido.
Maridos ha cuja condescendencia he calcu-
lada segundo os luminosos principios da civi-
lisaco de Pari> e esses em verdade nao se apo-
quento nem amesquinho, antes andao mu
anchos de topete erguido, e passao bem ale
gres urna vida milagrosa, tudo est, quets
mulheres sejio jovens, lindas, geitosas e lou-
rciras. Em vrlude dessa philosophia o mari-
membros; eeste cabeca nao podo ser, se nao
o homem ; porque he d ordinario mais forte ,
mais ntelligente e o que tem a seu cargo a
sustentaco da musma familia. Alm disto he
expresso na Sagrada Escriptura que a mulher
seja subordinada ao marido. Nao imagine al-
guem que essa sujeico hesynonima de cap-
tiveiro : nao ella deve ser dirigida pela ter-
nura pelo amor, pela amisade, sendoincon-
testavel que marido e mulher devem fazer um
s todo : et erunt do in carne una As desa-
vengas as brigas e escarapellas, em que vi-
vem muitos ca/ados que em vez de serem um
ca/al de pombos parecem o cao com o gato ,
sao destruidoras da felicidade das familias, e or-
dinariamente nao provm se nao da m criac,o
dos consortes.
Entendo pois, que o marido deve amar mui-
to e fa/cr todas as vontades licitas e justas a
sua mulher: mas nunca ser condescendenle a res-
peito de cousas que podem prejudicar a fazen-
da vida, e a honra. Mulheres ha to ave-
zadas ao luxo e tao cheias de vaidades que
nao atiendendo as circunstancias aos teres e
haveres de seus maridos querem para all tu-
do, que Ihes vem cabera desejar, e deste mo-
do arruinao a fortuna dos mesmos maridos e
conseguinternenteabysmoa lamilia nos horrores
da- necessidade e da miseria. J o nosso antigo
classco Jorge Ferreira dzia na sua comedia
Eufrozina A mulher muito louc& dar-te quer
a vida va = Longe de niim o pretender que
a mulher; porque cazou, fique reduzida a frei
ra,e de tal modo se deleixe em seus aiavios.que
ande desgrenhada e al porcamente como
pratico algumas que meis parecem cozinhei-
ras do que donas da casa : mas lambem nao
posso approvar que urna senhora cazada e ja
com fiihos, nao cuide se nao em adornar-se ,
em espinicar-se como urna cmica ou ba-
Iharina. A senhora. urna vez cazada, a quem
maisdeve agradar fra de seu marido ? E pa
com muita devoeao tinha ouvido duas missas.
Emquanto a aia repeta suas oraces, os aman-
tes tinhao ido ajoelhar-se diante do altar de S.
'Ihereza. Abi lallarao-se sem duvida pela pri-
meira vez. Nao sei o que se dkserao, mas des-
de esse da os biices nao me viru oais a co-
pa do chapeo: sem duvida tinhao achado cami-
nho de rrio a mao por entre as grades de algu-
ma janella. Todava vinha D There/a mu as-
siduamentc fazer suas devocoes Nossa Se
nbora dos Desamparados, eocavalleiro nunca
faltava missa das nove.
No fim de algumas semanas, D. Beatriz esta-
va de volta. A primeira ve/ que veio ella igre-
ja, deo-me urna boa esmola, e disse-me pas-
sando:
__ Quinta feira, depoisdo Espirito Santo de
manbaa, distribuirei pelos pobres porta da
iiiinba casa, pao e vinbo; vai buscar a tua par-
te ..
Era hoje, atalhou Tovalito.
- Bem o sabia; mas nao quiz incommodar-
mc por to pouco.
__ l). Tbercsa tinha o veo abaixado: nao
Ihe \i o rosto; mas pelo tOttl da voz conbeci que
ciior va,
,. dsse-rne. reza a I
- ; II
\ ultuu, nem nos
nossosavs havia muilo da paixao chamada ciu-
me ; e por isso os homens geralinente fallando,
guardavao as mulheres talvez que com demasia-
do recato d'onde provinha desmandarem-se
algumas &c. &c. Mas hoje ( grabas civili-
saco e polidez da franca ) j entre nos vai ap-
parecendo a condescendencia marital, j nao
faltao bons maridos que deixao viver folgada
e alegremente a suas mulheres e igualmente
boas destas, que olhao para aquelles, como tras
tes de luxo ou de sobresalente.
Contao-me algumas pessoas e j tenho li-
do que o grande lom em Pariz he a mulher
para urna banda e o marido para outra ; e a
tal ponto chega a seguridade deste que umi-
tas vezes deixa a qualquer joven a sos com sua
mulher lambem joven linda e com lodosos
encantos capazes deseduzir a um anacoreta e
vai cuidar da vida ou divertir-se com outra,
&c. &c. A um dos nossos pintalegretes, que
esteve em Pariz, que veio com o titulo de Ba-
charel em letlras do mesmo modo, que veio de
oculos fixos, e com cabega de sigano j> ouvi
defender como em causa propria esse pro
cedimento, dzendo. que em Franca as pessoas
bem educadas sao inteiramente despidas de ma-
licia : quealliopai, ou marido, pode descan-
sadamente confiar a filha ou a esposa ainda
que sejo bellas, como as Grabas, e encantado-
ras como Venus, de qualquer joven de educa-
cao isto he ; de qualquer moco que saiba
dunsar desenliar, tocar instrumentos, fazer
corlezias, jogar, tomar charutos, discursar em
politica, e desprezar a religio: mas com quan
to muito admire e respeite o progresso das lu-
zes todava, como ignorante, que soue ain-
da um pouco rustico e montezinho, ho-mede
dar licenca os senhores fashionables do Pariz
para desconfiar dessas franquezas enlre pessoas
novQoda idade e dedifTerente sexo, em quan
to me recordar do certos proverbios de nossos
maiores como sejo ; a occasio he que faz o
maisdias; ocavalleiro tinha igualmente desap-
parecido. Toda esssa aventura me pareca aca-
llada, o j comegava a esquecl-a, quando, Do-
mingo passado, depois da missa do dia, o reve-
rendo Padre Marcos apregoou o cazamento de
D. Thereza de Vasconccos cern o Sr. D. An-
tonio de Guevara. Inmediatamente correo fa-
ma na porta de N. S. dos Desamparados que
haveria grandes distribuices de csmolas, e ca-
da qual fallava do S^.D. Antonio,queera um es-
IranReiro natural de Sevilha. Julguei que So-
ria o moco que dava to liberal bilheles de na
moro e dobres de ouro. Quiz ver os noivos, e
tendo sabido que as bodas se faziao no campo,
puz meu sacco s cosas e vim para reconhecer
tao generoso namnrado. Pelos cabellos de S.
Magdalena! nao esperava achar a cara desco-
nhecida desse bello cavalleiro Nao, nao be es-
>c u amado por D. Theresa, e entretanto o dig-
nissimo Conego 1). Ignacio de \ asconcellos os
ha de cazar amanba...
__ Talvez disse urna voz que fez estremecer
a Paco Rosales.
E alguem sahio da mouta que formava urna
, 1,1, exlremidadedo ierra;!:; Era um bo
mem de alta estatura; a barba loura e cortada
em ponta quadrava-lhe bem ao rosto de n
iar belleza; um grande chapeo desabado o co-
ludfSo : o homem he fogo inuiher plvora
vem o dalo e sopra, c. ^c.
Nao sou to emperrado, to austero, to in-
tolerante queapprovo o esta lo de privago o
constrangimento em que piyiho o bello sexo
muitos dos nossos rabugentos avus; pois nao
poucas vezes esses demasiados recatos desafiio
os desejos e vem a causar o mesmo mal que
se pretenda evitar : mas lambem me noqua-
dra a independencia e soltura das senhoras do
grande tom em Pariz. Esl modus in rebus ;
nem aperto de mais. nem lambem tanta liher-
dade. A muita familiaridade entre pessoas de
difierenlesexo he occasionada a mil precipicios,
que releva precaver. Se eu tivera filha e esta
moca geitosa e bem parecida ou se fora ca-
zado com mulher desta estofa declaro que a
ininha condescendencia para com ellas nao che-
garia a ponto de deixar, queso familiarisassem
com homem algum ainda mesmo com os Srs.
hachareis em letlras vindosde Pariz apezar
da sua muita polidez', e civilisaco superfina.
Sei, que a condescendencia dos maridos
condescendencia, a que em outras eras se dava
um nome bem pouco lisonjeiro, hoje be deno-
minada por muita gente boa leieo.philosophia,
civilisaco &c. &c. : mas o certo he, que a
honra sempre mereceo, e merecer respeito e
quedelladepen te principalmente a felicidade das
familias. Urna Franceza senhora hit* rata,
oompoz um livro onde pretende provar por
(actos, e autoridades incontestaveis, que os so-
nhos nao sao outra cousa mais, do que o pre-
sentimenlo do futuro, eque a arte de os expli-
car he to positiva, como a Medicina : todava
a Ilustre autora confessa que nem todos os
sonhos merecem igual confianca. O seu livro
tem por epigrapbe estes versos do 6. livro da
Eneida
Sunt gemina' somm porta-, quorum altera
fertui-
Cornea qua vert facllii datur exitus um-
brii:
Itera canden ti per\tcta nitens elephanto ;
Sed falsa adecelum miltuntinsomnia manes
Ha nos infernos duas portas chamadas as por-
tas do somno : urna de corno, por onde sahem
os sonhos verdadeiros outra de marfim, que
d passagem s illusoes engaosas. Succedeo
ao marido dessa senhora o sonhar, que ella Ihe
havia sido infiel; e graciosamente Ihe pergun-
lou por qual destas duas portas tinha sahido o
seu sonho.
Mas o espirito francez de ludo zomba, pelo
que diz o faceto,e judicioso Pingault-Lebrun =
no proprio dia do fim 'lo mundo os Francezes
porao em niodinhas, e dramas jocosos ( vau-
deciet ) esse tremendo successo e dansaro
sobre as ruinas da trra em quanlo restar desta
tanto espaco, quanto baste para nelle se arranjar
urna contradansa. =
Concluirei este artigo di/endo, que a con-
descendencia do marido deve ser razoavel e
dentro dos limites do justo, e do honesto : em-
bora se agastem as mulheres imprudentes, em-
bora se mazelem eml.ora gritem, e berrem :
logo se accomodar, o a palavras loucas ora-
dlas moucas. As ca/adas estouvadinhas, lou-
reiras, e faustosas muilo reprovarno as ininbas
doutrinas e talves at me rogucm boas pra-
gas: mas basta, queme deem razao as senho-
ras ssudas. as boas e honestas mais de familia.
Destas ambiciono o applauso : das maiscompa-
deco-me com car dade chrislaa : e muilo deso-
jara, cahissem em si, e mudassem de theor de
vida. Quanto aos maridos parece-me s desa-
gradars estas minhas opinies aos que foreiu
ii"i .i
bria at os olhos, e cahia sobre a gola de um am-
pio capote que o embugava.
__ Toma, disse elle lancando alguma cousa
no chapeo de Paco Rosales; sers la tao destro
e to animoso, que entregues ainda esse bilbete
pessoa a quem v dirigido?
Paco ficou algum lempo estupefecto; depois
fez o signal da cruz e disse levantando-se:
Vou !
III.o BILHETE MVSTKRIOSO.
Continuava-se a dansar na sala; vinte pares
marcavao o compasso de um alegre bolero, sa-
cudindo 'no ar as leves castanholas: viao os
de fra passar e tornar a passar diante das ja
nellas, que b-rmavo na ohscuridade grandes
quadros luminosos em que se movio essas gra-
ciosas figuras. D. Theresa descangava urna das
maos na janella. com a outra deslolhava distra-
liida en ramalhetede noiva. Seus olhos esta-
vo tranquillos, a fronte serena; sorria-se para a
mullidlo que a rodeiava; mas quem attentamen
te a observasse teria visto mal dislaicada por es-
sa apparencia triste preoecupaco e soflrimento.
Antonio de Guevara eslava radiante. Nao
deixava a bella noiva, e pela primeira vez se a-
Irevia a dier-lbfl palavras di- amor, que ella >
n;V> poda negarse a ouvir. I) Beatriz de \ as
conceliosconl l!l' 8eu
nio soberboe absoluto: tinha assistido sem der-
ramar urna lagrima a tomada do veo de sua
duas filhas; mas senta profundamente nao ter
podido achar -Ihes marido; o casamento de The-
resa compielav8 os seus votos
No exterior renava o silencio; o terrado esla-
va Iracamente allumiado pelo reflexo da sala do
baile; alm, tudo eslava escuro debaixo das
moutas do jardim; e o co, coberto de nu-
vens,confunda-se no horsonle como o azul
escuro do mar. Theresa fixou por um momen-
to os olhos na sombra dessa paisagem, e respi-
rou profundamente, como para reanimar se, o
ar fresco c suave da noule. Neste momento o
vento sacudi os ramos das larangeiras cobertos
de flores, e duas palmeiras que se erguio ma-
gestosas diante do terrado, curvro os cuines
verdejantes com suave susurro. Trille pensa-
mento, pungente lemhranca veio aoeoraco da
moca; desviou ella a cabera com profundo sus-
piro
Estis incommod ida, ininha alma? in-
quiri D. AntiflaJ^oiit terna inquietadlo.
Nao vos inquietis, senhor, respondeo el-
la: cansou-me esse tumulto; mas em breve a-
char-nip-lii-i restabelecida.
E lambem a inim quanto me he impor-
,,Mi i inn vo baixa nao
> essas briluaotes bodas. Era mulher de ge-lpodei eu evitar tao ruidosa legria, < le>ar-vos
s


5
desmasiadamene tolerantes e phiiosophos uo
grande tom.
A paroleira. A necdota.
Qerendo cerlo magano pregar urna peca a
urna senhora bastante viva e espirituosa; mas
milito tagarella apresentou-lhe urn seu ami-
go, que disse ser mui sabio eemoccasiao,
que a senhora estava em numerosa companhia.
Recebeo o nf>vo hospede com grande afabilida-
de : dirigio-lhe a palavra ; fez-lhe mil per-
gunUs. propoz-lhe mil quesloes, sem notar ,
que o homem nenhuma s palavra dava, at
<|ue se retirou. Cnto como llie pergunlasse o
velh->co, que tal achira osen amigo, a presen-
tulo : exilamou (Juauto he estima\el <^ue
espirito que tem : Desaturdo todos a rir; por-
que o homem era mudo.
iigo 24 das posiuras da Cmara Municipal, co-
mo tanibem os arligos 43 e 43 das msalas pos-
turas para que nao se chamen) ignorancia
faz publicar o presente pelas folhas e alixal o nos
bisares mais pblicos da sua fregueria. Olinda
1:id.-.lu!hode 18 H
Manoel Jos Ferreira do \ascimento
Oeclaracoe?
s.
COMKiEKCIO.
Aifandega.
Rendimento do dia 22......... 7:622^916
Descarregao no dia 24.
Brigue /tragodiversos gneros.
BarcaPritcilla- dem.
Brigue lise Amelxe idem.
Bi igue Plucid dem.
Escuna liochemund hacalhao.
9"Wfl

$4 oriniento do Porto
Navio entrado no dia 21.
Terra Nova ; 37 dias brigue-escuna ingleza
Archimed< de 188 toneladas, capilo W.m
Hart, carga hacalhao.
Navios taidos no mestno dia,
Ass ; patacho nacional Au'ora Feliz capi-
to Manoel Malhiri de l-'reitas, carga lastro.
Una; hiate nacional Flor do llio, capitao Tilo-
ma/ Gomes Almeida carga varios gneros.
- Em virtudeda ordem do Exm. Sr. l\esi-
dente da provincia de 15 do corrente me/,
que manda cumprir o aviso da Secretaria de
Estaco da Guerra de 17 de Junho p. p., o Sr.
Director do Arsenal de Guerra convida a todas
aspessoas, que forin habis ofliciaes de coro-
nheiro, e espingardeiro, sendo queirao ser en-
gajadas por espaco de 1 a 4 nnos, para a
coi te do Bio deJaneiro,proporcionando-se-lhes
um bom jornal, transporte e residencia na mes-
illa corte, no caso de nao terem familia : com-
pareci no mesmo Arsenal das 10 as 2 horas,
para contratar, por meio de um termo, o men-
ciodado engajamento. Arsenal de Guerra 16
de Julho de 1644.
Francisco Sera/ico de Assiz Calva!ho,
Escriplurano.
5 COMPANHIA DO BEBIRIBK.
A Administracao da Companhia do Bebiribe
convida aos Srs.accionistas para q' bajode rea-
lisar urna prestaco de 4 p. /0 sohre o valor das
suas acedes, dentro do pra/o improrogavel de
30 dias, contados da data diste, Escriptorio
da Companhia 16 de Julho de 18V4. O Se-
cretario, B. J. Fernandes Barros. (8)
.tkvsH martimos.
2Leilao que faz Francisco Jos Silveira no; i ()s Srs. assirMinlCS da llis-
dia quarta-feira 2Ho corrente no arma/em de tora (|0 lirasil pelo Cencial \bre
Antonio 1 eixeira Barellar, de urna p<>roao de -i ,
tabaco de fumo, em latas, por conta de Gui- e L,ma T'*-'"^ mandar ICCebcr
Ihorme Benselum, da cidade da Babia. (5) os exoinplares de mi a subscriprao
2 -Leilao de < aixas com massas no arrnazem f,^ Prera da Independencia livra-
n. 5 no caes d'Alfandega no dia i|uarla-(eira /* o /..\
2V do corrente as 10 horas em ponto. (2) r,an en. V'J
= Erna senhora de bons costumes se en-
carrega dacriacao de meninos de peilo impe-
Arisos diversos.
didos e desimpedidos para curar da sua edu-
caco noque prometa osmerar-se; quem
leseo prestmo se qui/er utilisar, dirija-seao
2Desrpparecoo no dia 14 do corrente, do
silio denominado Sohradinho confronte o si- pateo do Carino n 24
lio da Tacaruna da estrada de Bellem um se Furlaro da vcml'i da rua do Bangol n.
quarlocoro ossignaos seguintes: russo ja luis- i 81, o primeiro tomo da liba incgnita, roga-
rando a pedrez comocabo e dinas aparados se a quem o tito livro for olTerecido, o obzeqnio
j. de lempos, tem os cascos das nios e pea mui
bem feitos tirando a especie de borro magro ,
e estava com um olho bastante doenle julga-
se lurtado ; quem delle soubcre queira deseo
lirir dirija-so ao mesmo sitio ou na rua
d'Horlas n. 58 das 6 horas da manhfia as 7 e
meia. que se gratificar generosamente;, e gnar
dar-se-hu silencio no caso de ser preciso (13
P,
Editaos.
2 O Engenheiro em chefe da provincia .
manda fa/er publico, que em virtudc da su-
torisaco do Exm. Sr. Presidente, com data de
6 do corrente, acha se aberto um concurso
para o lugar de Ajudantedos Engenbeiros, que
existe vago n'esta repartico, oqual (era lugar
no palacio do Governo da provincia no dia e
horas que forcm ulteriora ente determinados ,
conlorme s disposires additivas ao artigo 21
do regula ment das Ultras Pu Micas, a haixotmns
critus, Repartico das Obras Publicas 16 de
Julbo de 1844 L. L Vauthter.
3 4 Cmara Municipal da cidade de Ulindae
seu termo em virtude da lei c.
Faz saber que em virtude aa lei provincial
n. 13o de 2duMaio do corrente anno esta
Cmara, com o Exm.Sr Presidente da Provin-
cia contratar com algum individuo ou com-
panhia o desecamento do pantano de Olinda :
as pessoas que quizerem contratar, remettaosuas
propofttas a mesma Cmara para serern presen-
tes ao Exm. Sr. Presdeme da Provincia. E pa-
ra que chegue ao conhecimento de todos man-
dou a Cmara publicar o presente pela impren-
.., r-;.i.i a- CWitiA-i ffi At> lulho da !S4i__
Ott \J*MU\I\J IJU \_/IIIIWU| \* **! -w >' t t
Jos Joaquim de Almeida Quedes, Presidente
Joo Paulo Ferreira Secretario. (15)
Manuel los Ferreira do Nascimento, Fiscal
da freguezia da de Ulinda em virtude da
le, 'c.
Faz lembrar aos seus comparoebianos o ar-
1 -Para o Rio do Jeneirosni, sabbado 27 do
corrente.o brigue Indiana, Capitao Braz Cae-
tano inda tem commodos para passageiros e
escravos; quem pretender entenda-se com Ma-
noel Ignacio de Olveira na rua de Apollo n.
18, ou com -o Capilo bordo. (6)
2=0 brigue nacional Feliz capitao Mano-
el Jos Hibeiro, dove sahir para o Ass impre-
tenvelmente no dia 25 do corrente ; quem nel-
lequi/.ercarregar ou ir de passagem, para o
que tem excellentes commodos, dirija sea Ma-
noel Jos Machado Malheiros, na rua da Ca-
dea do lecile n. 47, 1. andar, ou ao Ca-
pitao. (8)
2 Para o A racaty esto partir o biale A'o-
v) Olinda, o a linda somaca Estrella o Cabo ,
devendo o 1. sahir no dia 6 de Agosto, e a 2 a
25 ; para carga e passageiros trata-se com o
propietario dos mesmos Manoel Joaquim Pe-
dro da Costa, na rua da Cruz n. 51 (6)
3- Paia o Rio de Janeiro sahir com muita
brevidade a polaca brasileira Providencia, an-
da recebe alguma carga miada e escravos a Ire-
te; a quem convier dirija-se a Gaudino Agosti
nho de Barros na rua da Cruz n. 66. (5)

Lciiocs.

para alli, debaixo daquellas alamedas, onde es-
taramos sos. minba Theresa !
Desviou ella a vista: essas palavras de amor a
lazio estremecer, e para subtrahir-se ao seu
supplicio procurou cornos olbos a sua mi.Nes-
se momento urna sombra passou por diante da
janella, e urna oz disse humilde :
Nobre descendente do Cid, urna esmola
pa'a um pobre chiistao; Dos vol-a pag. r ues-
te mundo e no outro...
Ella estremeceo: lvida pallidezespalbou-se-
Iho no rosto, e seus labiostrcmulostoltaro umu
exclamago.
__ Assustou-vos esse miseravel! exelamou
D. Antonio olhando para fura: como se attre-
veo elle a vir at aqui ?... Vou mandal-o cor-
rer para fra...
Senhor, atalbou ella com vivacidade, el-
le entrou no jardim, jorque dei eu liccnca: co-
iibec,o inuito esse pobre coitado.
I'hco Bozales tornou entiio a pedir Ihe esmo-
la com a mesma voz humilde e lanhosa, e segu-
rando em seu chapeo como outr'ora na porta de .
N >ssa Senhora tl<-s Desamparados. I Dama in
OU-se com prestesa para a janella, e asteo-
i eodoa mao. tornou o bilbete. Era urna fo-
lha.de carteira rasgada em queso havia estas pa
lavras escriptascom lapis : Theresa, aqu es-
tou, espeo-lej ven, se nao queres que i
3= Antonio Jos de Magalbiies Bastos lara
leilao, por intervencao do corretor Oliveira ,
de toda a rica, quanto valiosa mobilia e mais
utensilios da casa decampo d; sua actual resi-
dencia de al;uns escravos d ambos os sexos
com habilidades e sem ellas, e dous cavallosen
sinados para carro e montara, &c. ; quinta-
feira 25 do corrente, as 10 horas da manha,
no Manguinho, silio pertencente ao Exm. Ba-
ro de llamarac. 10
buscar no meiodessa festa !... A mor;a leo es-
se bilbete por detraz do seu leque; depois, pal-
uda, trmula, apertou com ambas as oaos o
peito, e ficou iinmoveleomos olbos lixos no ter-
rado. Oestrangeiro ja se havia sumido por en-
tre as moutas. e Paco Bosales tornou a adiar o
seu companbeiro no mesiiio lugar.
O que he? disse vendo Tova I i lo com a
ffiio na faca, com o olbar carregado e ameaca-
dor, o que viste?
Vi alguem a quem nao esperava aqui en-
contrar, respondeo Tovalilo com voz abalada;
acabo de achar-mo frente a frente com um ho-
mem de quem sou inimigo, ininugo capital
Pelo sanguc de Christo sua vida esleve por um
fio.
Mas ondo est elle ? perguntou Paco Ro-
sales mais o mais espantado.
O mendigo olhou em redor de si, e respon-
deo com voz ainda mais baixa:
Perto de nos talve/; he esse cavalleiro cu-
jo mime ignoras 1 Aasltrno-nos; vou di/er-t o.
Tovalito arrastou o seu companbeiro para fu-
ra do jardim; ambos oceult iro-se na cerca.
K entao, disse Peco Bosales com arde al-
guoi escarneo, esse bello namorado nao he o
que parec reconbecesto-o talm por algum
col lega ''
>ao, respondeo Tovalito comsangue iio;
BEVlNE-SE ao respeitavel publico, que
oannuncio publicado no Diario-novo n. 157
do 2-2 do corrente em nome do Sr. Antonio
Carneiro Machado Rio a respeitoda sua re-
sidencia, be falso, e para elle n&o concorreo
o mesmo Sr. Carneiro nem directa nem in-
directamente, e quem duvidar da minha as-
sercSo duvida da verdade do Sr. Carneiro
que sempre foi um patriota puro, sem man-
chado mentira, nem depeccado algum con-
tra a liberdade o patriotismo; duvida de sua
honradez e sincendade, o que he huma gran-
de unpiedade una blaspnemia urna inso-
lencia muito grande e patifaria sem exem-
l>lo. Eu, um dos cinco mil cidadifos dos fes-
tejos das luminarias, c os dcniais 1999 corre-
ligionarios, que fomOS lodosa casa do Sr.
Carneiro, que t.'m frente della demos a elle o
s nutras eousas mais nossos patriticos vi-
vas, que o vimos as suasjanellas, eapplau-
dimos os vivas que elle d'alli deo, nao po-
dernos estar em duvida : ora esta casa era na
rua da Santa Cruz em frente da Biheira, on-
deantes e depois todos o tem visto, o onde
nffo ha outro morador, senSo o mesmo Sr.
Carneiro; logo quem diz que o Sr. Carneiro
contina a morar1 na rua nfio so i de que, men-
te, e commette urna traicSo servindo-se de
nonio alhelct sem vontade do son dono, e
bem se v que eu fallo em nonio de cinco
mil pessoas, inclusivo a minha, o que por-
tanto be impossivel que um s falle mais ver-
dade do que tantos. Y. desalio o falsario que
assim atacou O Sr. Carneiro a dizer ainaubfi
pelo mesmo Diario-novo quem inorava na tai
casa da rua ila Santa Cruz nfO su antes du-
rante e depois dos festejos, romo agora mes-
mo ; ludo para clareza deste negocio, com o
qual bem embirrou o Diario-novo, que nflo
le jornal do bobago, quando nosse numero
fallou em impostura desmasvarada ; salvo o
SITO. Um dos cinco mil.
= Precisa-sede urna preta caliva que te-
nha leite ; na Camboa do Carino n. 15.
= Tendo se justo a compra de urna casa
terrea na rua dos Cospiares n. 16 pertencente
ao cazal do Sr. Joao l/.idoro Alves da l'onseca,
avisa-se por este annuncio para quequem a ella
tenba direito.haja de Ihe por os embargos al 8
das depois da publicav-rt deste
Aluga se o sobrado n. 27, de trez anda-
res, sito na rua do Amorim : na rua da Ca-
deia velba n. 38.
Pretende-se saber a morada do Sr. Capi-
tao Jos llorindo de l'igueiredo a negocio de
seu interesse.
reconheci D. Alonzo de Gusmo, tilIm maisve-
Iho do Duque de Wedina Sidonia, Guvernador
da Andalu/ia, grande de Hespanha.
- Quedites, Tovalito ? tao poderoso fidal-
go E o que fazia elle em \ alencia soziiibo <
com tao minguado acompanhamenlo ?
Kfiosei; nao foi aqu que o cuiibeci; sem
duvida aqui veio secretamente, e sabe Dos para
o que !
He tambem urna historia, disse Paco Ro-
sales; bas de tambem contar-ma; agora estamos
sos, podes fallar sem susto.
Nao he Orna historia de amor, e nao a
-ouln' eu na porta de urna igreja, disse o mendi-
go com um suspiro; antigamente nao vivi como
agora...
Sim atalbou Paco; que queres diztr?
Sempre suspeitei que tiuhas tido modo diverso
de pedir o dinbeiro do prximo.
Sim, antes de usar de sacco, usci do tra-
buco. Nao be a ti, amigo Paco, que esconder!
o que me aconteceo as minhas caravanas. Pa-
ra comeear, salieras que por estado, agora para
urna cousa, lo^o |ara outra, liz muitas viageni a
bonteira; muita vez estivo de manbfia na Hea-
panba, de tarde em Portugal. fe tivesse sempre
continuado esse pequen......nmercio, faria ago-
ra DO mundo figura diversa da de um pobre
mendigo; masenttei dos negocios dos grai
de o aprender mandal-o a dita casa, quo alm
de se licar agradecido se gratificar no caso de o
exigirem o so li\erem comprado se Ihe dar o
dinbeiro: na mesma casa compra-se outro
qualquer 1. c lomo da dita obra.
1 zf. ezeja-se fallar ao Sr. Joo Manoel J-
nior ou alguma pessoa que por elle so interesse
a negocio de importancia ; dirija-se a Fra de
Portas na rua do Pilar n. 108. [4)
1 sPrecisa-se de um rapaz que tenba alguma
pratica de entregar pao a Iregue/ia pela roa ;
quem estiver nestas circumstaiuias, dirija-se a
larga do Rozario padaria n. 18 (4)
Aluga-se o 1 andar do sobrado na tra-
vessa de S. Jos,pintado e construido de no\o ;
na rua do Collegio n. 33,
1 =Atrenda-se um sitio, que tenba pasto no
verlo, capaz de sustentar dez a do/e vaccaa o
que se ja perto da piara ; quem o tiver annun-
cie. (4)
l=Aluga 60 urna casa na rua da Alogria.com
oitoquartos, trez salas, um gabinete, sotao ,
commodos que senem para urna grande fami-
lia e o preco muito commodo ; a tratar na rua
Direita n. 9. ;5l
l=Precita-se de una ama forra sem lillio1;
que tenba hom leite ; na rua Nova arma/em
de louca n. 42. (3)
es Ouem annunciou pretender os livros inti-
tulados qumica e physiea divertida ; dirija-se
a rua dasCruzes loja de pintor.que O achara.
r^Na Camboa do Carino, casa n. 27, tirao-se
passaportes e (olhas corridas com toda a promp-
tidao; quem procirar dirija se a mesma das 6
as 8 horas da manha e de 1 as 3 horas da
tarde.
1 Roga-so ao Sr. Adolfo de tal autor de
um annuncio inserto no Diario de i'ernum-
bucosobre unspenbores, em cujo annuncio
deiao mesmoSr. de publicar sua residencia ,
o que a muito se ignora e tem sido esto o mo-
tivo de se ler faltado com o trato, e como ja so
tenba lindo ha muito ,n lempo marcado, he quan-
do o mesmo Sr. acha de annunciar; porm nun-
ca annunciando sua residencia, assim julgo de
seu dover tambem publicar onde quer que se va
resgatar os penliores que acaba de annun-
ciar. fll)
1 =Precisa-sc de um cosinheiro ; na rua das
Cruzesn. 40. (2)
2 Aluga-so urna casa terrea nova e muito
larga com seis quartos duas salas, cosinba
lora, corredor ao lado com um grande quin-
tal murado o outro sercado com muita boa
agoa de beber por preco commodo na rua
da Solidade : trata-se na rua da Aurora n.
58. (7)
= Aluga-se urna casa com armacaopara ven-
da, por preco commodo na rua da Penba n.
6; a tratar na mesma com Vicente Jos da Silva
Torres.
e loi o que me perdeo. Nada ainda cntendes do
que le digo, Paco ?
Nao, pela alma de Judas! tornou o ou-
tro mendigo com riso irnico : sera que, ern
ve Je trabalhar por tua conta te puzaste em
campo sob as ordens de urna grandeza?
Pouco mais ou menos Fazia-se entao
na fronteira commercio ainda mais perigoso do
que o meu. Depois que o Duque de Bragan-
ca se rexoltou contra o rei de Hespanha, nosso
senhor, e quo os Portuguezes rebeldes Ihe poze-
rao na caneca a cora, tinba elle secretas intel-
ligcncias na Andaluzia, e mantinha urna cor-
respondencia de que era encarregada gente que
nao dava suspeita mscales, frailes, contra-
bandistas; era desse modo que o Duque de Me-
dina Sidonia remettia as suas cartas a sua ir-
ania, Rainha do Porlngal....
Erao negocios de estado: talvez alguma
conspiracao contra Ei-Rei, noseosenhor, aia-
Ihou Paco; esse commercio arriscava a tua ca-
beca.
Sem duvida,'disse tranquilamente To-
valito; mas quem nao se arrisca niioganha.
Aftim he ... Contina tua historia,res-
pondeo Paco Psales lechando os cilios ; es-
iuu csculttOdu,
. {Conlinuar-$-ha,}




z*A
.----._ .
A Scnhora Farbara das Virgens Oliveira eommodns para urna familia ; a fallar na mcs-
Govim queira annuociar a sua morada, oudi-jma ra, sobrado junto ao mesmo n. 41 pri-
Muir-se a ra da Casimba n. i, ir se Ihe en-i meiro andar. (8
tremar urna caita vinda do Maranhao. j 2 A botica da ra do Rozario n. 36, em
Quem anaunciou precisar de uin p*eto que ora socios Barlholomeo $ Hamos flcou
serrador, iriju-so a ra largado Retarlo, ven-: pertencendo ao ex-socio Barlholomeo Fransis-
da n. 44. : co de Soura assim como o activo e passivo da
IAluga-se urna casa terrea na ra da Au-1 mesma conformo o contrato de dissolugo
rora ; a tratar na ra das Ormes n. 30. (2 feito no cartorio de Guilhermc Patrie! j. 6
Deseju-se saber se existe tiesta provincial 2 Caetano Lins Machado e Silva, Portu-
ura moco Portugus da provincia do Minho guez retira-sc para o Kio de Janeiro. (2
regu-zia de S Simio da Junqueira ConcelUo jg RA BOTICl. E ARMAZEM DE DRO-
da villa do Conde de nome Jos, fllho de B.r-, f s NA KUaDa MADRE DE DOS. N. 1
nardino Jos da silva: se existir, queira an-!
i.u.icior sua morada que se Ihe deseja Tallar. Vendem se as preparares seguintes por pre-
1 Offecece-se un mogo Portuguez, de ida- eo muito conjmo lo e de superior qualidade.
de de lC, naos para ca.xeiro de ra ou pa- Emn# fluido e concenlrado de taUa-parn-
danu ou mesmo paiu balcao. qiu; de lo\ ,, > ,___.... r
tem |>ratica ; quem de seu prestimo so quier
ulilisar dirija-se a ra di Rangol n. 45. !S
Precisa-se de um pequeo de 12 a 11 ni-
os para una venda na travessa do Queimado
n. i : a tratar coro Manoel Firmino Ferreira.
1 Aluga-se o armase! do Passeio-publi o
n. 7 ptimo para fabrica de chapeos, ou para
leja de inarcinaria ou mesmo para guardar
gneros, por ter encllenles oommodos para
qualquer urna destas oceupacoes ; os prelen-
deoles litijao-soa roa .lo Crespo ao p do arco
de & Antonio, leja -' da viuva Alfonso &
Cowipaitbia. 8
1 M.' Ca'lum 5) Ciinpanhiarespeitosamen*
snbores de ehsenho*. e ao pu-
Iha da Jamaica.
As mutas experiencias sobre estas prepara-
coes tem feito conhecer ; sabia Corporaco^ Me-
dica, que compc o Collegio de Londres, Edin-
hurgh e Dublin ser ella a nica donde se
podem coier os benelicos e salulares eTeitos
que so roquerem nos casos em que se torna ne-
cessaria a indicacSo da raiz de salsa-parrilha
V. ^ C." nao podem doixar de la/er una
refloxio as pessoas que finerem uso desta prepa-
rarlo ; que vem a ser o nao abusarein da pe-
quena quantidadeque praserevem os praticos
duas eolberes de cha duas vezes ao dia em meio
i'opod'agiio) visto cada garrala de doze oncas
le aviso aos sent ires de engenlio e ao (
buco em eral que na nova ra do Biuin que ; r-onler u virlude de cinco libras de salsa-par-
pas, a por delraz do Arsenal de Mantilla teein rilha.
estabelecido utna ferrara ( sendo a ultima do
lado do poenlc da mesma rila), onde lazem
cavilhGes, atracadores, parafuzoa de apellare
outras ferragens para engenho, einos trilhos e
outras ferragens para carros, parafuios e por-
cas de todos os tamanhos, ferragens para na-
vios, vratelas, portaes, carros de mao a todas
as ti.ais obras de ferreiro; e como os seus appa-
re'.hos rentementc chegados de Inglaterra sao de
primetra qualidade, promeltem agradar a<>s
seus fregueZcS tanto na qualidaJe da mao
d'obra como no prego o promptido. (Ib*
Jos Francisco Teineira vendo um escra-
vo de nome Joaquim erioulo, de 20 anuos, he
ollicial de carpina o qual se echa desembara-
zado de bypotheca ou penhora, por isso ven-
de a qualquer pesssoa, que Ihe ebegueao prego.
1 Aluga-se urna canoa aborta, que pega
em 10 a 12 pessoas; quem pretender dirija-se
a ra das Cruzes n. 18, terceiro andar, de ina-
nhaa at as 9 horas e das duas da tarde cm
diante. [8
1Ignacio Benlo de Loyola mora na ruada
Praia n, 39 onde pude ser procurarlo para se
eneai regar de qualquJC dependencia judicial ,
assiin na primeira instancia como na segunda
da Retacad, para o que se acha competentemen-
te prvido 16
1 l'reeisa-se de un menino ou urna mu-
jher que lenhao pratica de vender fasendas,
para se Ihe entregar um taboleiro com fazendas
linas e d-se bom interesase : na ra da Praia
ii. 3, (8
- Fazcm-se llores de todas as qualidades ,
tinto para fura como para a praga de pan-
niede penna ramos para igreja ditos para
carroca, lus'.es e palmas por preco com mo-
do : na ra do Rozarlo da Boa-vista n. 48.
Fernando de I.ucea na ra da Alfande-
ga velba n. 34, acaba de recebsr pelo ultimo
navio (.negado do Havre ; vinhode Hordeaux ,
tanto branco como tinto, de superior qualidade,
em quarlolas como em caixas cognac supe-
rior em barris e em caixas vinho do Rheno de
diversas qualidades conservas, azeito doce su-
perior estes eoutros mullos gneros se ven-
dein por preco commodo.
SOC1EDDE TEKPSICUORE.
2 A (ommissao da mesma convida aos Srs.
que f irio approvados e convidados a tomaren)
as sonto na mcsina comparecendo na partida
do dia 24 do crrente me/. 'i
Na mesma casa tambem se vendem tintas e
todos os outros objectos de pintura ; vernizes
de superior qualidade entre ellos lium perfei-
tamonte branco e que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada sera que produza al-
leraceo algama em sua cr primitiva. Arrow-
lioot de Rermuda ; Sag ; Sabonetes; Saao
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras inglezas ; Fundas elsticas de patente ,
Ksovas, r pos para denles ; Pastilhas de mu-
riato de inorphina e ipecacuanlia ; A/ul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de sei-
dlita e de sola ; Pastilhas de bi-carbonalo
da soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do I. Brandrelh, rindas
je seu aulhor nos Estados Unidos, d'c. &c. (36)
Compras
2 Comprao-se effectivamento para lora da
provincia mulatas negras, einoleques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na rita Nova loja
de krragens u. 16. i*
Compro-sealguns calibos para deposito
deassucar; na ruadoApollo n. 9.
Compra-seuma cadeira de rebuco, que
ainda nao tenha sido servida ; quem tiver an-
nuncie.
I_ Compra-se urna casa terrea que tenha
quintal 8 cacimba em alguns dos seguintes
lunares : Atterro-da-Boa-visla, praca dita, ras
do Aragao e Concciciio ; na ra da Madre de
leos n. 34, prnneiro andar.
Vidas
3 Vcndem-se velas de carnauba e de sebo,
por preco commodo ; na ra de S. Rita-nova
a. l"
3 Vende-se um pretodc meia idade para
todo o servico principalmente para trabalhar
de enehada por ter urna grande pratica deste
servico ; na ra larga do Rozario n 18. fi
3 Vende-se um cilindro de imprimir es-
tampas para bentinhos fulo no Porto ; na ra
de Hurtas n. 00. 3
2Vende-seo diccionario Magnum Lexicn,
2 Afesta do Oragodo Santissimo Sacra- i s OS seguintes livrosem ingle/.; gra mmatica por
ment da matriz da Boa-vista que licou dele- Constancio ; historia de Inglaterra; Pope ; e o
rida ate se acnarem completas as obras do n- diccionario por Vieira; na ra das Cruces, lo-
terior daquclla matri/ ter lugar no dia 23 do ja d<> encadernador n. 35.
corrente mez ; a o jui/. daquclla irmandade 2-Vende-se urna venda bem alregue/ada
convida a lodos os senhores e .enhoras tanto
oaclpnaes como estrangeiros que lio liberal-
monte concorrero para se ultimar lio necessa-
ria como impoitante obra a assistirem a esta
(esta, v tn que sua Exc. Reverendissima o Exn.
SV. I. Joio BiSpo Deocesano lata Pontifical ,
e llavera a noute iV-|)eum l.audatiitnus 1S
2 Quem nnunciou-querer vender es li-
xros intitulados phyisica divertida e chimica ,
atinuntie sua morada. t 2
2 O Sr. Bento Jos Goncalves uitnaraes
queira dirigirse a ra dos Copiares n. 14, para
leteber utiacaita viuda do Rio de Janeiro. 3
2__Aluga-se utna casa terrea na ra da tlan-
pueira na Boa-vista para una grande familia,
lamilla ; na

ra
e com bons commodos para
Velba n. 63.
2_ Vendem-sc sapatos inglezes paia liomem;
na ruada Cadeia-velha loja n. 21. (
2Vende-te um ptimo escravo, de boa con-
ducta e he bom canoeiro, ao comprador se dir o
niotivoda venda; na ruaestreita do Rozario n.
3'.. (3
2 Vende-se um negro de naco Angola, de
25 annos ; urna negra crioula de 26 anuos, co-
sinha, lava e engomma ; na ra larga do Ro-
zario n. 2.9. (3
2 Vcndem-se sofs. bancas toucadores ,
! mouxos para piano ludo de oleo, bancas e
toucadores de Jacaranda urna rica cama de
tior ter excellentes commodos tem 6 quarlos ejangito. ditas do omarello relogios para ci-
dous forrados sala adiante p atraz cosinha
tura quintal e cacimba ; a tratar na ra da
Aurora n. /i>, ou no Rectfe ra da Cadeia ,
loja de Manoel Cerdoso Airas.
2 pa ruado Sebo casa n. 33, ha um ne-
gro para se alug o qual sabocosinhar o com-
p Br, pi iicipalmenle para casas francesas, pois
era I 'v
i..... I iadi ii "''n-
madeira ; na rus do Trapiche n. -j.
t_ i andar do sobrado da
na de mesa
j de amarello
carteiras de urna face, lavatorios
, biiquinhas para costura cadei-
ras para aleova e outro inuitos trastes de su-
perior qualidade e por diminuto preco pois
I- tn de ser desoecupada a casa ; na la da Cruz
n. 57, pr 1 meiro andar. (10
o Vend- -se urna mulata de 18 annos, per-
costureira < engommadeira ; e duas ne-
(rinhas de i e 12 annos. (3
2 Vende-se urna negra de nacao Angola ,
(ilcita e eiigomnii'deir.i.
dous annos, o motivo da venda., se dir ao ouro para pagem; na ra de agoas-verdeIB. i$.
comprador ; em Fra-de portas vendan. 90. Vendem-se agolhas curtas para airaiate.
2-Vendem-se luvas do seda preta curtas e as melhores quoexistem no mercado, os vo-
com palmas de cores e mati.adas. do ultimo milorios e purgantes da Ln Roy Mo* por ">
gosto para senhura e meninas a 360, 600,720 dos melhores autores desta provincia .acas e.
800 rs. .ditas compridas pretas ditas com garfos de cabo de maiflm ditas de cabo de os-
palmas decores, ecr decarne com eneites e so, finase ordinariasi. Hallar de carretel deto-
sem dios a i 11 e2400 rs. fitas de seda la- das as cores estojos de navalhas linas e ordin*-
vtadas e lisas de todas as qualidades, lencos rias, caivetes para aparar pennas rape lleu-
de seda decoras para grvala a 3/rs. e um ron eGasseem libras e oita,vas e outras .r.,.i-
complelo sortimenlo de miudezas por prego tas cousas por muito barato praco ; na ruaiar-
mais barato do que em outra qualquer parto; ga do Rozarlo loja de miudezas n. 35.
na ra do Queimado loja de miudesas n. 53. Vende-se um relog.o sabonete Inglet .
de Ferreira & Oliveira. (12 caixa de prata um cordao grosso para dito,
- Vendem-se* barris de boa ago'ardenle um bonito alfmete moderno para abertura, an-
e bem acondicionados, 3 ditos vasios por nellfieae medalhas de bom. gosto um arrel,-
precocommodo;jnarua estrellado Rozario n. 32 cario de prata para peecoco um par de^cast.-
Vende-se um cavallo ruco bom carrega- caes moderno sem leilio utna salva para t
dor. vende-se por preciso ; na estrada que copos,uma aolher de tirar soopa, ludo de prata,
vaidaSolidadeparaoMaiiguinho, venda n. 6. cordfles de diversas grossuras para senhora .
1 Vende-se um negro moco sem deleito urna caixa de msica que toca
da urna porco de prata em barra de bom to
que ; as Cinco-pontas n. 45.
Vendem-se cortes de cambraia adamasca-
das de padrocs muito bonitos a 4600 rs. dilas
por preco commodo ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra do Coelho n. 11. 3
Vende-se urna escrava de naco Angola ,
de 18 annos bonita figura he recolhida, per-
feita engommadeira, cose, cosinha e lava; urna bordadas a 61 rs. lencos bordados para mao a
dita crioula de 2o annos de bonila figura, com 2'K) rs. ditos com cercadura do cora 320 rs ,
as mesma habilidades ; duas ditas de oaCio, chale de chita da India, escurse mu randes
ptimas para todo o servico de ra : na ra das a 1400 rs. cassa para babados com 10 varas e
Cruzes n. 41, segundo andar. meia a peca por 2880 rs. e a vara a 320 rs.
|-Vendem-segarraioescheiosde encellen- ganga azul trancada propna para escravos a
telentilha muito apreciavel na Europa paral 130 rs. o covado, bretanha de linho de rolo
souna bem como ditos com superior hervidlas corn 15 varas a 'lOl'O rs., ditas do 10 varas a
efeijes.o proco o qualidade anima aos com-' 1920 rs. ditas de 6 vara a 12*0 rs.. meados
praderas ; na ra da Cruz n. 52. (5 de cor a l'io rs.. ditos asearos a .
1_ Vendem-se 3 casas terreas por prego
commodo sitas na ra Imperial ; a tratar as
Cinco-pontas n. 2fi. (3
Vende-se para fra da piovincia, ou para
matto urna encllente escrava sabendo mu
bem coser, engoinmar, cosinhar e lavar com 1
lindo Albo de 4 annos ; urna dita para lodo o
servico de urna casa ; urna pardinha de 18 an-
nos ; duas escravas para todo o servico ; um
escravo pega sem vicio ; 3 moleques e um lin-
do mulatinho de 13 annos bom para pagem;
na praga da Boa-vistan 10.
Vende-se urna prnpriedade de trras sita
na Ireguezia de Una comarca do Rio-lormoso,
a margem do rio distante do embarque urna
legoa com urna grande destilago corn (am-
bique de cobre com assentaniento de fazer as-
sucar rtame com cosa de purgar balcao
Cados largos de listras azues americano a 20) e
240 rs. o covado meias petas muito ioas pa-
ra homem e senhora a 4S0 rs. ditas curtas a
300 rs. e outras multas lateadas muito em.
conla ; na ra do Crespn. 21.
1Vendem-se sement!; de Imrtaliga muito
nova cevada a '920 rs. a arroba e a libra a
SO rs., cevadinha de Franca a 2So rs. familia
do Maranhaoa 120 rs. chocolate d Baha a
lOOrs. o pao doce deRoiaba sortido, banha
de porco muito nova a 3C0 rs., abanos a 1200
rs. ocento, azeitonas pretas a 280 rs. agarra-
fa caa 110 rs. a libra ; folhas do louro em
feiches pequeos garrafas pretas vasias a #
rs. ocento, bolaiinha ingle/a quadrada a Z8
rs. a libra o redonda a 240 rs. milho al pista a
610 rs. a cuia ; na ra estreita do Rozario ,
venda n. 8.
sucar leame wim i "^ H"'1" ""-" i r .. ,
tanque de ojuntarmel, fuito de lijlo outro di-1 1- Vendem-se chapeos do .hile para no-
to grande de madeira para dito senzalla mui ; mem e meninos ; na loja da esquina ao arco a
bem leila boa casa de vivendat ludo em mui- S. Antonio que vira para a cadeia. v
to b"in estado e algumas obras sobre pilares; I Vende-se urna mu
um famoso tanque de pedra e cal de r.ceber'
agoa para laboratorio da dita destilago e
boa olaria ludo de telha e maltas sufilcien-
tes pata o servico da mesma um grande cer-
cado cuja propriedade se acha demarcada com
todos os reos ; urna casado telha na beira da
estrada propria para negocio ; a tratar na
mesma propriedade Piaboscom o seu proprie-
tario Ignacio Ferreira de Mello ou nesta praga
com Joaquim Antonio de S.Tiago Lessa, na ra
de S. Rita-nova n. 91.
quem a pretender annuncie.
3 No dia primeiro do corrento fugio r. mu-
lato Gerimias de 20 annos, sem barba ou
muito pouca estatura mediana secco do cor-
pa, cor embassada, cabello comido, cabega pe-
quena olhos amortecidos e um tanto fundos ,
nariz grossoearrehitado bocea grande, bel-
IVendem-se dous moleques de nago de col grossos denles perfeitos, ps chatos o
15 annos, proprios para todo o servico ; 3 es- quando anda cahecom o corpo um pouco para
cravos de afio com bonitas figuras um del-! adiante ; este mulato tinhade costume vender
les he pescador ; una escrava de naci de 28 ; lcite de mnnhaa e quosi sempre a tarde sahia
annos engomma bem e cosinha ptimamente; com madeiras, ou lenha, rarregadas em burros
na ra Uireila n. 3. a vender pela Ca punga e Sol idade ; quem o pe-
Vende-se um mulato de 22 annos, perei- |gar, leve a seu senhor Paulino Augusto da Silva
to pedreiro de todo obra; um dito de 14 annos, Freir na havessa do Arraial para Casa-lorte.
proprio para pagem ; na ruado Fogo ao pedo |que ser gratificado. I15
Rozario n. 8. 2- O abaixo assignado roga a todas as au-
1_ Wnde-se urna escrava cabra de meia I toridades policiaes hajao de apprebender ) pre-
idade, com habilidades ; na ra da S. Cruz to Adrianno pertencente ao Snr. Coronel Jos
n 66 i3ldeMendongade Alarco Ayalla morador no
Vende-se urna moleca de 14 annos ; na
ra \ riba n. III.
Vende-se una rica mesa redonda do meio
desala, por prego commodo ; as Cinco-pon-
tas, sobrado n. ICO
Vendem-se dous moleques pegas de 20
annos ; um dito de 12 annos ; un mulalinh
de 10 annos ; um preto perito cosinheiro de
um ludo ; duas pretas mogas do boas figuras,
urna he multo b<>a engommadeira cosinheira
e tambem cose; duas molecas recolhidas, de
18 a 16 annos cosem e lazem lavarintoc todo
o servico interior de una casa; um pequeo si-
tio na Vanea, com casa de vivenda estriba-
ra para 2 cavallos arvoredos de fruto, ou
so bypotheca por 200,000 rs. ; na ra larga do
Rozario n. 48.
Vendem-se urna armagio propria para
miudezas, ferragens ou calgado no Alterro-
da-Boa-vista n. 74 ; a tratar na mesma
casa.. (4
Vende-se o guarda-livros moderno ; na
praga da Independencia livrarla ns. 0 o 8.
Vende-se um negro mogo, de nagao Costa,
ede bonila figura ; na ra da Praia n. 33.
1 Vendem-se 5 pares de argolinhas pro-
prias para meninas um cordao, um par de
brincos moderno proprios para senhora, lu-
do de ouro e por prego commodo ; na ra No-
va n. 53.
1Vende-so rotim superior, chegado pr-
ximamente por barato prego; na ruada Flo-
rentina n. 14, cas8 de J. Beranger. (3
iVende-Sfl utna escrava crioula, engomma-
deira cosinheira, lavadeira, costureira, re-
fina assucar, fas pio-de-l na ra de S. Rita
u. lo, segundountiar. i
\ende-se urna taboleta daouiives. um
seu engenho do Meio em Camaragibe cujo es-
cravo tem os signaes seguintes erioulo, de 2:1
annos altura regular rosto comprido ca-
bellos e olhos pretos nariz chato, bocea re-
gular, cor preta barba serrada, ignora-so a
roupa que levou ; este escravo lifiha viudo para
ser embarcado para o Bio de Janeiro e eslava
recolhido na cadeia desta cidade e indo-se no
dia 14 do concille receber-se para o embarque,
responden o carrereiro que delxava de o en-
tregar, por ler-se evadido na noute no dia 13.
Louren^o Jos das 'Seves. (i6
1 Em dias de Abril do corrente atino lu-
gio da lazenda Macambira termo da villa de
Cimbres comarca do Brejo da Madre de Dees ,
o negro Antonio, de njgo Benguella corpo
secco, estatura baixa, tem na cabega utna gran-
de cicatriz de urna facetada esleve alguns an-
nos prero na cadeia desta cidade por ser bens
de inventario e loi arrematado em praga do
Sr. Ilr. Francisco Rodrigues Sello cuno pmve-
de Agosto de
1843, peloDr. Francisco Xavier Pereira de Brl-
to ; quem o pegar, leve a dita huenda ou ao
Atterro-du-Boa-vista n. 43 que ser grati-
ficado. (I*
No dia 18 do corrente desappareco una
preta mnito moga de nagao Mogatnbique, tem
uns Calombiohos desde a testa at a pinta do
nariz ; e tambem lod > o queiso com falla de
denlos no f.ente da parte superior, tem mar-
cas de custicos nas barrigas das pero as de
nome Joarina (alia depreca e atrapalliado ;
quera a pegar, leve a ra 'lo Collegio n. 6 quo
era gratificado.
rcitado Rozario n. 43 com
.brado da d nheira e engommadeira, i u-nun-w u...a .. --...., ... TvD ,,u ,- Mi..*. _irU
bastantes, sem vicios nem achaques, com urna cria de Ipalanquim e um unilorme novo agaloado deli(8CiPS s ivp. dk M L mr^u.-lW


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