Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05128


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1844, Segunda Feira M
O MiaBIOpubliea-a* lodoa oa das que nao orrm sant.Scados : o .reno da aaairn.ic..
e da ic ,-! ra. por quariei pa^oa adiantadoa Os annuncioadna aaa'Rn'niea ao inseridos
gratia, o o do* le rio forem raijo de 80 reis por linha A s rerlamace, dcTm ser diri-
P"1"" "' *TP i '" "" CtVMa n <4, ou a praga ia Independencia luja de lirroan 6 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
G""""'' l''hjb. aesunda. sextaa eiras K,o Grande do Norte chepa a 8 e2> e par
!* .ti TUb" Ser,nh" K'otormoso Maoat, PortoCalso. a Alagoaa oo i -
11 aSaaecada mea. Garanhuns e Honilo a le j,He car. ..-, oa-TsIa e Flor
ese 13 -'- d.to. i:,dn.e da Victoria quintas feiras.Olinda lodos os das
V DAS DA SEMANA.
22 ^eg a. Monel-o. Aud. do J. de 1>. da '.'. t.
33 Torca a Ap inario Re aud. doJ. de b.da 3. t
21 Quarla Christina Aud do J. de I), da J t.
25 Quinta + .-. minio Aod. do .. de L>. da 2. y.
26 Seita a. Valente -\nd do J de D da 2. .
27 Sah s. antale.io ha], aud do J \|e U.i 1. t.
28 llooa^ S. Anna Mu da Mai da Peos,
DIARIO
de tfutlio
Atino XX. K. 165.
Tuu apura depende de n > inesmos: da nossa pra-le-n-ia, ia.oderac.io- a energa: ron-
lniueoioa como principiamos a serenws apostado* con idairago '"'re U tiacors Mili
cultas. (Proc-laaia,;.i,. da Assenbla GeraJ do iraril.)
Cambioa aohre Londres 25.
Paria 370 rris por franco
u Lisboa 112 por un dr premio
Moeda de cobre ao par
idtm da lelraa Je boaa firmas i
C 1*1105 Mi lili 9 DI Jfl lt-.
Ourr.-M-ie.la de 6,400 V.
i N.
-. > de 4,00.1
Prala--t*aiai-es
> rUOf roluinmnal.'s
ii Olios esexicatioa
|4|o
rnmpra
17,000
M.700
9,400
,960
l.SHi
1,900
renda
17,00
16,91)0
9.000
i uso
000
.vbo
PIIASES DA LA NO IfEZ DEJLHO.
Lua cheia a 59 aos 12 min datarle.
Minpuanl* a 7 af 8 horai e 28 min il
i Lu nota a 15 aos i rom. da tarde
anli. ICmoaata _'.' hs I 5? ia tarda,
Preamar de hoje.
rrimairs 1Q horas e ti min. d soanh.a | S.-gunda as '( horas s.'tO minutos da tarde
flffl*aEri^*aB"iii'aSk.T_ Tivniatmn
PERNAMBUCO.
iihib la 11 ttiiv;'i. 'Tiv ut.-'y &*
3Bm a j
gBBtEzas.1
PAUTS OFF9CMI
ShWBa.^xzsjt^z_ .__,sauaj.::a: ;
3X22.1
ioverno da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO COMIENTE.
Officio Ao Juiz tle Pazsupplente da fregu
lia de Santo Antonio. Determinando o artigo
2 da lei de 15 d Oulul.ro de 1827, que os
iuires de Paz serao eleitos pelo mesmo tempo e
maneira.por que se elegerem os V creadores das
Cmaras, lie lora de duvida, quena eleico,
que se vai proceder, de Juiz de Paz para a nova
freguezia deS. Jos do Recita se oevem obser-
varas disposirdes da lei do 1* de Outubro de
1828 e instrueces respectivas, que trato dae-
leicodas Cmaras; curnprindo smente que a
mesa seja formada na conformidadedasinstruc-
coes, que regulo as assemblas paroebiaes para
a eleico dos Membrosdas Camiras Legislativas,
que sao as que esto em vigor; porque assim o
determina o artigo 7o da citada lei do Io de Ou-
tubro. Com esta resposta fica satisfeita asua exi-
gencia em officio de bontem.
l)ito~Ao Commandante das Armas, autori
sando-o a conceder 30 dias de licenca ao sol-
dado do segundo batalho d'Artilberia p,
Bento Ferreira do Espirito Santo, para ir ao
Rio Formoso buscar para esta capital duas fi-
Jbas menores, que alli esto ao desemparo.
DitoA Cmara Municipal do Limoeiro,
-declarando em resposta ao seu officio de 11 do
orrente, quo a Presidencia nada pode provi-
denciar a cerca do pagamento dos servicos do
respectivo Cordeador, por nao estar para is
so autorisada; e que deve^ esperar pela deciso
da Asscmbla Legislativa Provincial, s quem
est submeltido este negocio.
DitoAo Juiz Municipal e de Orphaos do
termo de Iguarass, aecusando recepeo do seu
officio, em que participava ter entrado em exer-
4-icio no lia 6 deste me*.
DitoDo Secretario da provincia ao Inspec-
tor da Theseuraria da Fazenda, Iransmittindo,
para que tenh.io a devida execuQao, as ordens
do Tbesouro Publico Nacional sob os nmeros
131,132, 33. 134e 135.
EXTERI0

IRLANDA.
ublin 30 de Mato.
Sontentja proferida contra O'Connell, eosou-
tros agitadores.
As ras circumvisinhas aos QuatroTribunaes
e todas as avenidas, que condu/em ao Banco da
Rainha (Queen's )5ench) pela manha cedo
estavo apinboadas de mullidoes de gente an-
ciosa por lancar urna isla de olbos sobre O'
Connell e por saber o resultado final deste
importante processo. bamuitoprocrastinado. A-
penas se abri o Tribunal houve um arrojo para
obter lugares, e a barra, tribunas e galeras
eneberao-se n'um instante.
Mr. O'Connell entrou na barra dos agitado-
res pouco depois das 10 horas, acompanhado
por seu ilbo Joao e ao apparecer elle, levan-
tla-se simultneamente todo o Tribunal e sau-
dou-o com muito enthusiasmo. Logo depois
chepiou Mr. Jiistice Perrin ao banco e ouvio
algumas moces occorrentes. Completou-se o
Tribunal s 11 boras e 20 minutos. O Presi-
dente Justice perguntou ao Procurador da Co-
ra (Altorney-General), se tinba alguma cousa
a propor e lendo aquelle cavalbeiro respondi-
do pela negativa
Mr. Moore levantou-se e disse, que na cau-
sa entro a Rainha, U'Connell eoutros, tinha
a propr, que lossequal fsse a sentenca, nao
se pulilicasse sem que sejulgasse um proces-
so de nullidaJe que os agitadores pretendio in-
tentar.
O seu requerimenlo era fundado sobre o
procedimento queja tinha bavido e sobre o
depoimento (aflidavil) de Mr. O'Connell no
qual declarara que elle cria e eslava aconselha
Jo de que existiao quatro fundamentos dis-
tinrtos sbreos quaes se poda basear a nulli-
dade, e que elle e os outros agitadores querido
com toda a brevidade possivtl proseguir com o
seu processo de nullidade.
O requerimento foi combatido por parte da
Cora e indelendo pelo Tnbuual.
Mr Justice Hurton lavrou a sentenca s4 lio-
ras. Mr. O'Connel foi condemnado, una
multa de dua-. mil libras e a doze mezes de pri-
mo e cada um dos agitador s u ti ve mezes de
pristi, e urna mulla decincoe .la libras.
Os outros agitadores sao Joao O'Connell ,
Thos. Matheus Ray Thos. Steele, Dr. Grav,
o Rev. T. Tierney Richad. Barrett. e Car-
los Gavan Dufly.
Files fclrao conduzidos por urna grande es-
colta de polica para a casa penitenciaria de Ri-
chmond !
Mr. O'Connell ao poro da Irlanda.
Paz e quielaco
Povo da Irlanda ConcidddSos Amados
Concidadiios. Est lavrada a sentenca : mas
d'essa sentenca ha appellaco.
A appellato be para a casa dos Lords.
Solemnemente me comprometi a interpr
appellato d'essa sentenca e asseguro-vos que
ha toda a proliabilidade de que ella sera re-
cebida.
Porconseguinte paz equietaco. Nao haja
urna s partcula de desordem, tumulto, ou vi-
olencia.
He esta a crise em que ver-so-ha, se o po
vo da Irlanda me obedece ou nao
da e pelo amor que consagris ao vosso pai/
natal.
Paz quietaciio ordeni reclamo de vos sol
a solemne sanoao da Religio. Eu vos conjuro
aguardar silencio; a vol-o rogo no adoravel
nomo do Eterno Dos.
Fa^.ei-me o gosto a mim o aos vossos amigos
le permanecerdes tranquillos o pacficos.
Seria causardes pra da o violardes a paz, ou incorrerdes na nota de
desordeiros.
Lograi-os. e dai, corn a paz.ordem e quieta-
co, satisfacSo e deleite ao vosso fiel amigo
Daniel O Connell.
Corn Escbange Roons, 29 de Main de 184-5.
Liverpool Mercury.)
Toda a pessoa que infrigir a lei ou se tor-
nar roo alguma violencia insulto, ou ofTensa
pessoa ou propriedade infringir o meu
mandado e mostrar-se-ha meu inimigo e
acrrimo inimigo da Irlanda.
O povo da Irlanda, o sobrio, firme, honra-
do e religioso povo da Irlanda tem at aqui
obedecido aos meus preceitos e se ha conser-
vado tranquillo.
Dcixem se todos estar em suas casas ho-
mens, mulheres e mancas. Nao apinhem as
ras ; e especialmente ninguem se chegue aos
arredores dos Quatro Tribunaos.
Agora, povo de Dublin e vos, povo da
Irlanda em goral agora suben-i e saber o
mundo se vos me amis e respeitais ou nao.
Mostrai o vo-so amor e respeito para commigo ,
pela vossa obediencia lei pela vossa pacifica
conducta e pela totaLabnegaco de toda a de-
sordem ou violencia.
Paz, ordem, quietaco tranquillidade.
Preservai a paz e a causa da revogaco tri-
umphara necessariamentc.
Paz e quiet.ico, vos peco em meu nome e
pelo respeito que me tributis.
Paz e quietaco vos peco em nome da Iran-
*M

IFOLHIITD
THERESA.
I. OS DOS MENDIGOS.
PorNossa Senhora das Nevts a noule
esta lo serena, que quero passal-a ao relento,
disse Puto Rosales s ntando-se n'um banco de
pedra, a porta de una casa situada perto de Va-
lencia, a cidude anhga do Cid, no meio dosjar-
dms que rega o Guadalaviar; emquanlo nutro
mendigo, fallo de um olho e de um braQO, pa-
rado diante das janellas illuminadas, procurava
*er a lesta, cujos alegres rumores os bavio at-
trahido.
Aqui estou para toda a nouto, continuou
Paco Rosales cobrindo os hombros com o esfar-
rapado capote. Alegra-me ouvir as flautas eas
violas; go>to de ver entrar e sabir toda essa rica
companhia Talvez haja alguns reaes queapa-
"b>< izia-se esta manha, na porta de Nossa
Senhora dos Desamparados, queoSr D. Anto-
nio de Guevaia por occasio de seu calamento
distribuira grandes esmolas pelos neeessitados
di nobre V alencia. Dos Ih'o pague no seu san-
io paraso \em c Tovalito.
Nao, disse o nutro mendigo; estou procu-
rando um lugar donde possamos ver commoda-
mente a dansa. Pega em teus alforges e vem
commigo,
Passaro encostados a urna cerca que dava
sobre a estrada, e saltarn no jardim, CUJdS mou-
1 densase escuras cercavo um terrado coherto
por ciiramanchoes de parreiasede asmios, A
mi L- bailo em oaj toja, eatav&o l>ta> aa ju-
nellasdesse lado; tinho levantado as ^elosias, e
de lora podio-se ver paredes tapecadas de ver
des grinaldas, grandes candelabros carregados
de odorferas velas, c a grande assembla que
viera honrar as bodas de Antonio de Guevara
com D. Tberesa ue Vasconcellos.
Conlorme rom o uso antigo, havia no fundo
da sala um estrado levantado sobre dous degraos
ecoberto de rito tapete. Ao redor corra urna
especie de divn muito baiio em que estavo
sentadas as senboras, emquanto ficavo os d-
meos na uitra exlremidade da sala. Mas ape-
nas dava a orchestra os alegres signses, bomens
e damas levantavo-seao mesmo tempo, todos
se confundio aos sons dessa msica suave e do-
ce, cuja cadencid era marcada pelas castanholas
de alguma linda dansarina. Toda afdalguia de
Valencia ah se achuva, ornada com suas joias
hereditarias; tinho os homens os calcoes de se-
lim, os gibes pretos e as vollas gommadas que
anda vemos nos retratos do tempo de I'ilip-
pelV. As mulheres estavo vestidas ao gosto
da poca, com pesados estolos de seda bordados
de miro; latos de lina pedraria Ihe brilhavo nos
cabellos ricados em torno dos rostos, e segura-
vo as litas atadas com profuso no corpinbodos
vestidos.
Mas entre tantasdamas dealta hierarcha, en-
tre tantas formosas motas, urna nica captivava
lodos os olhare, e deslumbrava com os seus or-
natos e belleza, todas as mais: era a moca com
quem devanodia seguinte cazar-se D. Anto-
nio de Guevara. Parecia-se D Tberesa com as
imagens inventadas pelos poete pintn; ti-
nba a belleza e a grava soberana das densas ado-
radiif pelo auiigo pa^auisuio; liubu u uihar u oj
sorriso ilivino das virgens de Raphael e de Mu-
rillo. Seu vestido de noiva era todo branco; le-
ve renda Ihe cobria asespadoas; mas D. Anto-
nio havia a esse modesto trajar de moea accres-
centado joias d gnas de urna Rainha. Llm dia-
dema de brilhantes tinha presos os compridos
cabellos pretos de D. Tberesa; magnilicas pero-
las cabio em doblada linha ao redor do pesco-
co, e a nacarada alvura confundia-.se com o doce
brilho da tez pura e transparente. O noivo fe-
liz, tuja ventura todos invejavo, era um valen-
te e joven cavalleiro queacabava deservir na mi-
licia em Portugal. Descenda de grande fami-
lia, era consideravel a sua opulencia, e devia
herdar de um Morgado que Ihe dara o titulo de
Conde Sem duvida, ao vl-o, mais de urna
moca invejon tambem a ventura de D. Thereza,
e fez votos a Dos para que Ihe mandasse, antes
do fim doanno, um noivo como o Sr. de Gue-
vara.
Os dous mendigos linbo-se commodamente
sentado em Irente do terrado; era duvidoso que
tivessem tenco dse oceultar, to persuadidos
se mostravo do direto de que ha muito lempo
go/avo de entrar onde Ibes parecesse para pe-
dir esmola. Tinho todava tido cuidado de a-
brigar-sedebaixo de urna mouta de arvoredos,
cujos vigorosos renovos podio, no crepsculo
dessa noute de vero, subtrahil-os a todos as
vistas.
Jess Mara disse Tovalito arregalando o
olho, quanta riqueza quanta moca I' riosa !
Teem ellas tantos aderecos ao pescoco como N.
S. do !'i!r. !!a de que tentar iia gente hon-
rada, a lio bous clmslos como nos.
Cala-te, ioUrrompeo coni gravidade Pa-
Tribiinal da Helado.
Sessao dodia'20.
(Desembargador de semana, o Sr. Ramos.)
Na appellaco entre partes Mximo Francisco
Duarte e a Fazenda Publica ; mandaro dar
vista s partes.
Na appellago entre partes Ignaca Maria das
Noves c Estevo Cavalcanti du Albuquerque ;
mandaro dar vistas as partes.
Na appellaco entre partes o Juiso e Anto-
nio Goncalves do Reg; reformrSo a sentenca
appellada.
Na appellato entre partes Gabriel Antonio,
e Bento Ferreira da Silva por seu bastante
procurador ; desprezro os embargos pro-
postos.
Na appellaco entre partes Jos Antonio dos
Santos e Silva e Antonio Rodrigues de Al"
meida ; confirmro a sentenca.
Na appellaco entre partes Jos Antonio de
Souza Machado, e Francisco D. Alves Vianna;
confirmarn a sentenca.
Na appellaco entre parles D. Maria Marro-,
quina de Jess e Gaspar da Silva Fres como
administrador de sua mulher ; mandaro que
se desse vista ao Dr. Curador Geral o que de-
pois voltassem.
Na appellaco entre partes Joaquim Goncal-
ves Vieira Magalhes como administrador do
patrimonio dos orphaos e D. Maria Candida
co Rosales; a cohita he peccado intil: devemo
olbar de longe para o que be de outrem, e s
estender a mo para o que se nos d. Vs tu a
D. Tberesa ? He aquella moca que d a mao
para dansr a esse cavalleiro vestido de seda
preta, e que tem urna presidia de brilhantes no
chapeo.
Parece-se com a \ irgem Santa, com seu
vestido de setim branco, suas rosas brancas nos
cabellos, e seu diadema de brilhantes.
Como esta descorada fez observar Paco
Rosales. O senhor com quem est dansando be
sem duvida D. Antonio de Guevara, seu noivo.
Nao o conbeto Pelo corpo de Christo teria
jurado no entanto bavel-o mais do urna vez en-
contrado.
Na porta de Nossa Senhora dos Desam-
parados ?
Paco fez um gesto affirmativo, e respondeo
com corlo ar mysterioso:
Foi por isso que quiz ver as bodas de D.
Tberesa e a cara do noivo. Agora posso diier
que nao era por ello que ella fazia to longos o-
racoes na capella de Santa Tberesa, sua padro-
eira.
Ah equem t'odisse?
Amigo Tovalito: nos,gente honrada, que
assiduosfrequentamosas igrejas, vemos muita
cousa de quo ninguem falla.
Bom / disse o mendigo encostando no
peito o seu nico braco, e fechando com arde
bemaventuranca o seu nico olho, agora nao
quero dormir. Aqui est fresco; ninguem vira
noiir comnosco: conta-me urna historia de a-
mor.
[Continuar-H-ha.)


r .** CbMh'%1 ) 1
co mo administradora dos orphSos Reas filhos;
mandarlo dar Vista no l)r. Curador Geni.
Na appollapilo entre partes F Mara dos Pra-
zeros e Francisco Jos Das da Costa; man.la
rao que descessem os autos ao Jui/.o a qun. para
mandar proceder avatiacao e avprhar o im-
posto do dllmo.
=5
~
pa-
IjOrrespondencii.

------------------.-----j------------- \)--------------------------------------------.-----_-------------------------.---------
ria a impossibilidadc emque se acha de proceder! medius fidius, isto he, per deutn fidei, to (
em nome de ai^un credores contra mim : | mum nos autores almos, c donde nos voio
concluira da tristissima figura, que tem feito lavr f jurada.
em perseguir-me em seu m sino nonie, e ago-1 A f jurada teve seus marlyresenlre nos, bem
rano do Sr. Mauvernais contra a expressa'como a f religiosa; e seus annaes sao bollse
determinacBo das leis, que regein o presente i nobres, como certos. He bello ver um cavalhei-
caso. ro nglez do secuto XIV, encostado a um car
com-[pomposamente para a nossa passager d um
cdbiiid" em um profundo deapreao; he
Srs Reductores.("orno possa acontecer,
que s autoridades desta provincia conlinuein
a ser Iludidas as pretencOeSrdo Sr. (lousseen-
iour, CbaoceMer do Consulado France/. een-
carregado na ausencia do Cnsul, embora essas
preleniocs venhao encapadas com o nme do
/ Sr. Mauvernais, que ora me di/estar habilita-
do pelo mesmo Sr. Goussecncour por o ter
substituido as procuradles de alguns credores
meu, a fm de mepersoguirem e do me redu-
ctrem a absoluta miseria : pira que as autori-
dades nlosejlo sorprehendidas ; para que nao
tenlia eu de passar pelos males do urna perse-
gualo acintosa (cujos motivos expenderei se
lr preciso, urna perseguido injusta, passo i
expender n curso que ti vera o e a situado em
que meus negocios actualmente se acblo,
Tendo o Sr. Mauvernais vindo a Pernambu
co enmallado por certa industria, e adiando-
so, na sua chegada a(|in logrado completa-
mente, Degoudapenna edirigindo-sen mm,
e ao !r. I'aux meu socio fez \er grandes in
qumze mil francos, pouco mais ou menos ; re*
cebidas estas or Mauvernais, avisou-nos, que
Ao Syndico nomeado devera" ( e bem osa-
bem) os meus credores, recorrer pelos seus pa -
amentos, e nao ao Sr. Gousscencour, ou ao
Sr. Mauvernais.
Com estaexposicao tenho em vistas pois in-
formara meu respeito quanto he bastante, para
que as autoridades nSo sejao sorprehendidas ,
nem por um, nem por outro dos meus nomea-
dos adversarios. Prometi, nao obstante,con-
tinuar no que diz respeito a esses dous Srs ,
no que me or a bem, para esclarecimento do
publico e talvez para sua utilidade.
Permittao Srs. Redactores.inserir estas qua
tros linhas.com o que obrigara muito a seu at-
iento leitor fonne/ond.
[or
(inlia vendido as nossas fazendas com 05 por
Jt9is.'cllaiiea*
religiao.
a fe'.
No lempo de Cicero isto he na mais bella
idade de Roma Scauro ediicou no Capitolio
um templo a l que antes delle Numa havia
admitlido m> numero das divindades. Porque
a f, di/ia Sneca he a hospeda mais santa ,
"' m........- ---. ........-------------
azas da f o mundo conr.cido personificado
por sua immensa capital. Sem f nao haveria
mais imperio nem socied. de pessoal ; e o bo-
ro em recahido no estado selvagem s seria
orpo humano seria um trabalho to insensa-
. vM.uwr.Kn.iUiiiiK.-ini; so recci'esvinos iiuna l0rpo humano seria um traliaino lao insema-
c nove mil Trancos, resolvemos vir cu em pes-j to como o daquello menino, que qui/esse
soa tomar contas no Sr. Mauvernais. e verili- construir urna abobada com a rea socca. e mo-
tar o estado de Ross casa, o (|ue liz.doixando vedica da praia. A l he o ingrediente mais
j tiifili'i,,. -it'____. I_ i. : J!.....X.( % < i__ ,_'__i .1 *. ..
-- -^ ?
a minhacasfl de Franca e sociedado a direcelo ndispensavel para a amalgama das sociedades; e
do Sr. l'oux meu socio. Chegado ao conheci- isto he to vonlade que tima associaco lun-
inenlo da geslo do Sr. Mauvernais, vi quejdada nocrime e tendendo para a destruirn
a ordein nao pode mesmo dispensar-se da
os meus negocios estovando pernas para o ar,
e entre nutras CQUSas, o rnesmo Si". Mauver-
nais constituido llovedor a sociedade segundo
sua propria confissio, da quanlia de 3:92(b 105
rs. O estado da casa, levado aos apuros pela mo
gestodoSr. Mauvernais, e despesas enormes,
que fea recabir sabr ella, produzio a banca*
f, sob pena de urna dissoluclo trgica; he ne-
cessana a ( em urna barca de piratas, c n'uma
caverna de ladres.
Sem le o crpo social se dissolve e morre.
Compre, que um povo tenha f nasontidade
dos nos de hvmeno para experimentar o amor
rotada sociedade. e dei larar-se ella as or- I de familia: que elle creia as bas intengoes dos
mas pelo Tribunal de Cominercio de Villefran- | Princi
Horneado um Syn lico.a quem compele somonte
pedir-mu cuntas, eobricar-me nos termos le-
gaes. Sendo pois a quebra da sociedade na
importancia de 176S55 fr. boje ella esta
saldada e de (acto resolvida da mam ira,
p. so a expender.
Pelo que devo o Sr. Mauvernais
adjudicado pelo Syndico
"binan & C. embargado por
Ciousseencour
Sr. Fnux nielado das perdas
que
3:920.465
20:61*2,400
16:678,113
Somma41:210,978
Esta quantia ao cambio do dia que recebi
320 poi fr.
Fr. 128.656
O Sr. Dumonl restituirlo a maa-
sa credora 35,000
Rcmcsssi desde a minba ausen-
cia de Franca 41,308
O Sr. l.don do Havre restiluicio 5,500
Paasivo como cima
Saldo a meu lavor
Accresse ainda a reduc'i ao da di-
vida de Mr. Fdou decretada
pelo Tribunal
aio.wi
170.554
33.910
13,313
47,223
Ainda a meu favor
Kis pois o estudo de minha ti.sa, queem vez
tos feitos, da quantia cima de 47.324 ino-
pes para vencer as suas inclinaces anar-
ciiicas, e a repugnancia que Ihe inspira a do-
minacao de um sobre todos ; he preciso que
elle tenha l na equidade de seus Magistrados
para respeilar a le em suas decisoes : que elle
creia na bravura conducta e imparcialidaile
dos seus Chefes de guerra paro comcoragem ha-
ler-se na balalha : que elle finalmente tenha
f na babilidade honra e justira de seus go-
vernos para enlreler em sua alma esse fogo sa-
grado que se chama amor da patria A falla
de f he mortal paro o genio o enthusiasmo ,
o herosmo ; para ludo quanto se eleva de no-
bre, c grande em um coracao de horneen. Um
povo que nao tem l na justica da sua causa ,
he um povo meio vencido ; entretanto que o
sentimento contrario o lorna invencivel. Se esse
po\o li'.r trente e esgotar no seu bom dircito
a esperanca do apoio do Co ; vos o veris faier
milagrea de abnegaciio patritica de grandeza
d'alma e de valenta. Os Romanos tnbBo em
veneraefio urna antiga sorveira. cuja origem el-
les fa/.io subir ; um dardo de Romulo : se al-
gum |>assageiro suppunha ver a sua folhagem
murcha adverta logo disto em alta vo/. toda a
cidade; o de repente o povo e os patricios, to-
cados de um terror igual corriao com vasos
cbeiosd'agoa Iresca e pura para regarcm a
arvore. (guando a arvore da f coincca a sec-
car no meio deumana^ao, cada um devena
correr logo para dar-lbe o remedio ; porque a
sua conseivoeao he do oulra importancia para a
felu idade de todos como nao o era a sorveira
sagrada dos Romanos. Se ella cahir arrastar o
valho bater-sesozinhocom um exercito de a-
motinados, que o queriao para seu cabera, 0
fim de nao quebrar o spu juiamento feito A
Doos e ao Re de Inglaterra.
NSo ha mais do que urna nica fonle, que
possa manter em toda a sua verdura e belleza o
carvalhoda f humana; terei ne:essidade >:
nomearesta fonte? He a f divina. O homem,
que er as magnificas promessas da vida futu-
ra, guarda sua f Dos e ao homem nesta vida.
A f christa foi a nica que abri ao homem os
vastos horizontes da eternidade; a nica, que
se aprosentou ello cheia de grandeza e myste-
rio, sem terror de deslumhrar, nem repulsar a
sua intelligencia. Filhl de um Dos oceulto.
eujo pavilhao existe debaixo de urna nuvem,
ella participa a sua essencia; e he o que prova
ser ella divina. O Apostlo, explicando a f.
di/: que ella nos faz presentes as cousas, que se
esperAo, e nos convence daquellas qu se nao
vcem.
Esto adbesocga : cousas, que escapao aos
nos.ios sentidos, e que pairo por cima da nossa
intelligencia, lem sempre arripiado os espiritos
sobornos, que n3o podem resolver-se crer sem
ver. Por que razan,pergunlao elles.por que ra
z.ao a f nao se apoia sobre a certeza physica ?
Por que razo a vida futura, em que o Evangc-
Iho collocou todas as nossas recompensas, nao
se nos revela, ao menos as visoes da noute?
Nao he cousa digna de lastima, e mesmo estra-
nha, que esses bens celestes, para onde devenios
tender com l sob pena de sua perda, roubem-
se As nossas investigacoes debaixo das dobras de
um veo mui pesado para ser erguido por nossas
mortaes mos ? Por que razao pois estamos nos
encurfalados em um escuro canto do Universo
de Dos, sem que nos seja concedido eslender
nossas vistas at esse mundo de espiritos, que
um dia (levemos do habitar? Por que rozao nos,
pobres cunas pensantes, a quem agita sem ees
sar o sopro da desgraca, e a quem o vento das
paixes enverga na imniundicia do vicio, nao
devenimos entrever, alm das tempestades, um
canto do azul co, povoado d'Anjos, para que
esta viMa nos sustente na lula ? He verdade,
que a razao nos fornece argumentos plausiveis
lavor da immortalidade; e a revelaco os confir-
ma. Todava o Evongelho mesmo, o Kvange-
Iho. nossa melhor garanta, nao nos presenta
os reinos da eternidade, senao em urna longitu-
devaga e escura; e por isso nao temos mais, do
que urna ideia conliisa. Quanto seria o homem
mais feliz, se acaso elle podesse comparar as
suasduas existencias! Seria ento, que elle se
tornara digno do posto, que oceupa na crea-
cao. Seria enlao que elle camnharia sem des-
viar um passo da estrada da virtude; e superior
aos ataques do soflrimento, como as sedueyes
do prazer, elle fita ra constantemente seus o-
ILos sobre a meta da sua viagem. Esta subsli-
tuicao da certeza a f correspondera ao des-jo
da maior parte dos homens; porni os seus re-
sultados sero t8o lindos como nol-os pinta a
imaginacao? Examinemos a cousa.
Se Dos, cedendo .'i importonacao dos nossoc
rogos. modficasse os seus conselhos de manei-
ra. que esclarecesse todas as sombras; se pro
vas, que cahissem debaixo de nossos sentidos ,
fossem por Elle substituidas Esperanca que
verte em torno de nos a sua luz suave, e tran
quilla, e F, cuja divina tocha nos guia ; se
o Co se abrisse diantc de nos. bem como a nu-
vem durante a tempestado se. abre despedacado
por longos raios ; ento nada mais loriamos a
pedir no mundo, seno um tmulo. Suppo-
nhamos um instante que estamos vendo o Co
aborto; que contemplamos de longe as glorias
inefaves; que ouvimos os concertos sagrados
do mundo invisivel, c que lanenmos nossas des-
lumbradas vistas por essss venturosas plagas.
em que nao existem prontos, injusticas, soflri-
montos; cm que os prazeres dos justos sao mais
numerosos, do que os graos da ara dos mares;
sao mois variados, do que a tinta das folhas do
outono; mais solidos, do que o firmamento ;
e mais doradores, do que os astros: ah i quan -
to a trra nos parecera taiste. e a vida pesada
depois de urna tal viso celeste s efleitos
uia .....- i
. nto, quo todas as frontes se curvara o com
doseio para a relva Jas sepulturas; e cada um
exclamara com Job que o vidadhe era nojos .;
he ento, que a Ierra (icaria inculta o a e-po-
cie humana acabara. Ora. tudo nos prova ,
quo tal nao foi o designio de Doos; o eis aqu
o motivo, porque Kilo s nos mostrou escura-
mente as cousas da oulra vida, ou, para filiar
a lingoagern do Apostlo, mostrou-nos, como
em um espelho. A V Ilumina asss os homens
do boa vontade; ea Esperanca, fundada na F,
nos anima tanto, quanto he mister a livres a-
gentes. pranos fazersabir puros de todas as
provas sem tirar o mrito de nossas act oes
Em verdade que somos entes bem impacien
tes, e estranhos! Dos se nos revela unica-
camente para salvar-nos; faz-nos promessas de
tal modo gloriosas que sobrepujao. quanto
poderamos merecer, amontoando virtudes so-
bre virtudes por milhares de seculos ; e nos Ihe
refusamos dar crdito por algn das, ou talvez
algumas horas, paro se completaren* essas pro-
messas
Porm onde estaramos nos, obrando
deste mo lo as usuaes transacocs da vida ?
Ouando mesmo a desconlianca tivesse encarna-
do, orcoso era liar-nos neste mundo em a f
de oulfm, O pacto social, a justica, a beran-
ca nao teem nutra base. Sem f anniquilar-
se-hio as succosins descobertas da sciencia ,
e os progressos da industria, que tomo seu
ponto do partido nosVJjnites col locados por ho-
mens. que nao exislom mais. Sem fe seno
reduzidas urna pagina em I.raneo as historias
das naces ; e a experiencia dos sabios de todo
os seculos, bem como os grandes exemplos.lo
passado, scrio perddos. Nao possuimos, nao
dominamos, nao sabemos, senao por f huma-
na; e repelliremosa F Divina,como cousa re-
pugnante nossa naturo/a f lodos os dios nos
fiamos da palavra do homem, o qual se susten-
ta do pao da mentira, e bebe a iniuuidade, co-
mo a agoa; e gritamos; porque sotemos a
palavra de Dos (coja essencia he a verdade )
como garante dos bens, qoe a F nos promet-
i ? Nao sera isto o cumulo da demencia ? En-
tre nos outros. lilhosdos homens, ningem en-
gaa sem interesse ; faremos a l>os peior, do
que nos ? Porque em fim que cousa lena V lie
para enganar-nos? Por ventura a sua gloria
precisa das nossas oraces ? Carece de nossas
oleras para subsistir ? Se nos desse na cabeca
adorar topeiras, e ralos de/ouro no intonorde
nossas casas como algumas vezes fano os
Principes do Isroiel, deixara de ser tile por
isto o verdadeiro Dos? Sepeccat; (diz o Es-
pirito Sonto) que damno caasarei* Dos? E
se fordesjustos; que beneficio Ihe fazeisl So-
mos uns monstros de ingratidao a ponto de
la/crmos do amor do Dos armas contra Elle ;
eso refusamos crer em sua palavra a fim de
nos dispensarmos da virtude. A F be a pc-
dra angular da Religiao Chrslaa; foi ai f dos
Apostlos, quem o propogou; e a dosConles-
sores, quem a engrandeco. Que temos de-
virtudes esplendidas, como os lempos da F !
Que puro/a de costumes Que inlegridade .
Que coragem Os mesmos pagaos esperavo
da F Evanglica cousas maiores do que da
natureza ; o a censura mais amarga, que el les
dirigio nossos pais, quando mostravo Ira-
queza humana, ero esta : Que l tos fazeis ti-
zo, e sois christSos ?
O Principo desejaria que a F reinosse no
espirito dos povos para o tranquilhdade do
Tbrono; eos porosdesejariao'enoeotral-a nos
grandes para garanlia de seus direiros. Cada
um desoja lemoulrem ; mas sum pequeo
numero de almas de esce-lha se aproprio della.
O que impede a F de doscer sem trabalho ao
coracao do homem, he. queestecoracao.bat-
lido pelas paixes, se assemelha um mar ma-
rulhoso, cujas ondas negras, c curregadas de
botilhes nao pdem mais reverberar o Co :
a estrella mais brilbanlo do firmamento he in-
hbil para reflectir-se na lama. A F he se-
mclhante ao man do deserto ; be necessario
recolhel-a em um vaso puro, para que se nao
corrompa. (Truduzido.)
K\ta lUIIUlf u ii o ii ii i ni onmu wv-riiMf iiiii .aw ..*. w ... .-w. ..*-..- -..- ,
cus; e donde se pode concluir a razio e justica messas; sem o que acabar se-hiatodoo gover-
1 I I ..1 I I .. *m ...!- a a.n^nH.tnn tnt*ltl-l Estado em sua queda.
O homem nasce egosta e mentiroso; comtu inmediatos de urna semelhante revelaco serian
do he necessario (ar-se em sua palavra e pro- um desgosto total pelas cousas desle mundo ,
euma estagnago inteiro de todas as industrias.
com quo o Sr. Gousscencour emprega Maover
nais cm perseguir me, como tem feilo, promo-
vendo, at tgora, emseu proprio nonie varios
embargos, as quantias, que nes a cidade, por
\urii, mo san devidas. Tambom cstou con-
vencido, qu a ignorancia do Sr. Gousseen
rour entra nesta perseguico a par de Outros
motivo*; porque scelle/se lesseao trabalho
de li o lit. 3.' do cod. duComm Frane. cap.
j.\ e principalmente, o artigo 494, conclu
no publico, o toda a transarlo privada. Desde >o e de todos os negocios humanos Os estados
principio e por toda a parte se cuidouem tomar | scientificos. que teem por objecto estender o
garantas mutuas e solemnes, que segurassem a esphera da intelligencia, ou soccorrer os ma-
cada um contra a m f; eisaqui a origem do I les do corpo; os tn.ball.os dos campos;
juramento. Numa, que foi um Principo hbil,
e sabio entre todos os Monarchas da antiguida-
de. ensinou aos Romanos, os quaes juravlo pe-
lo seu Dos guerreiro Ouirino. que o maior ju-
ramento que el les podiao fazer. era o de jura-
uq ?eie o i

\JU IVi
l'ublicacao a pedido
tura das artes; as especulaQes commerciaes ;
em fim todos ostrabalhos, que oceupo a de-
vorante actividadedo bomem. volvida em pro-
veito da sociedade, serio abandonados, nao
por alguns, mas por todos. Ho enlo. que as
marsfilhs '-'.", qoo DosenfeitooUo
Daniel Gregorio da Silva Coutinho. Escrivo
do Crime de la cidade do llecije de l'ernam-
buco Aje.
Certifico que. revendo os autos de que faz
menco a petico retro delles consta o que a
mesina petico menciona e pede por certido ,
de que os seus theores sao os seguintes. JulgO
improcedente o presente summario contra o reo
Joaquim de Paula Lopes, porquantodas les-
temunha de f. a I. consta que este levara ao
iferdor os pesos .'medidas, de que usa em
sua taberna, paraserem ateridos, e quo lora
o mesmo aferdor, quem nao qui/era ufcril-o,
nid podendo-lbe aproveilar p.na nogui a
afeneao pretexto de au Ihe seren apresen-



(ados temos completos", porque semelhante \ teem romediosenao continuar n orvir-si norpn-
exigencia he vexatoria e nao autorizada por I tretanto do ntigo expeliente da oh uva deou-
lei alguma coino j'i oi vencido n as sentencas ro que foi o de que se servio Jpiter com ex-
doJuiso Municipal da teroeira vara, e Juiso Relente resultado, e que nao he sujeilo a tantos
do Direito da primeira vara do Crime, cons-' inconvenientes. E quinto aos Tntes do Paril
tantes do documento a f. 16; ahsolvo portan- e outras divindades da mesma naturczi, quin-
to o referido contraventor Joaquim de Paula do tiverem boa vontade de alogir-se nonhu-
Lopes, e pague a Municipalidade as cusas. I ma necessidade tem do invont ir carruagens ad
Recite 22 do M.tio de 1814 Joaquim Jos da hoc ; basta irem a qualquer hora o dia ou da
Jonseca. j noute ao sitio da Ponte-Nova. onde est a es-
>enlenca do Dr. Juiz de Direito da primeira tata equo-tre de Henrique IV, e precipitare iri-
se de la sobre o Sena que he o meio mais in-
allivel de irem ter direitinhos ao fundo como
Secretaria da Th"souraria das Rendas Pro
vinciaes 19 de julho de 18 \.
O Secretario ,
Luiz da Cosa Portocarreiro.
vara do Crime. Vistos os autos &c. Neg
provin'ntoaappnllicjo, porquanto, constando,
que o appellado se apresentira no prazo legal
pedindo alerir os pesos e medidas de seu uso ,
ao que. se nao quiz prestar o proposto do appel-
lante aferiilor Hilario, com o pretexto de nao
ormarem turno completo quando a ser legi-
tima sua exigencia deveria sempredar aferi-
co aos pesos e medidas apresentadas dei-
xando ao Fiscal o muitar o contraventor pela
nao afericao do resto dos pesos, e medidas, he
visto nao ter o appella.lo commeltido urna omis-
sao sobre ludo tratando-se da intelligencia
da lei firmada por decisoes dos tribunaes cn-
carregados desua exeemao. Nem pode aprovei
tar appellanle o argumento tirado das palavras
do nosso regiment de aferieocomo j se a-
havaestahelecidoporquanto alm desse re-
giment nao ser uinalei interpretativa suas pa-
lavras nao conten urna verdadeira interpreta-
cao, he a penas urna referencia aos usse precei-
tos, anteriores que sao contrarios a nossa dispo-
ikii.i linha.
(Diario do Governo.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 20........... 990*863
Pescarreyo hoje 22.
Barca Pritcilla diversos gneros.
Brigue /trago idem.
Brigue {ose Amelie idem.
PRAQK DO RBCIKE 22 DE JLnO DE 1814.
fevista semanal.
Cambio Por falta de navios, nao houvero
tranzacoes esta semana.
Algodao ~ As entradas continuao limitadas, e
rom destino a Anvers; scgands-feirs 22 da
corrente, s 11 horas da manha no armazem
do Sr. Balthar, na ra de Apollo. (10)
2= Antonio Jos de Magalhiies Bastos lara
leilao, por intervemao do corretor Oliveira ,
2 A Cmara Municipal da adadnde Ohnda c (|e t()(|i| a ri(,vquanto va|05a mobi|a p emajg
seu termo em virtude da le $c. utensilios da casa de campo de sua actual resi-
F"fher. rjueeinvirtode da le provincial fmia Je alguns escravos d ambos os sexos
n 135 de 2 de Malo do correte mno esta com habilidades e sem ella, e dous cavallosen-
(.amara.comohxm.Sr Presidente da Prov.n-sma()()aracarr0i e wonUtrt9i &c. q0nta.
ca contratar com algum individuo ou com- fejra 2;; (| (.orr(,||1(1 J |() ,loras Ja mMt
panh.aodesocamento do pantano dcOImda : ,)0 Mangonho, silio pertencente ao Exm. Ha-
as pessoas que quizerem contratar, romelto suas r*0 j6 [(amarac. (10)
propostas a mesma Cmara para seren prese..- ,_ (ljla\, f Francisco Jos Silveira no
tesao Exm. Sr. Presidente da Provincia. K pa-jdia qu;irt<1_|tjra 2He corrente noarma/em de
raquechegueaoconhec.mento do todos man- Alllomo Teiveira Bacilar, de urna prcao de
Cmara ^*fl**9i* }*?**'1tabaco de fumo, em latas, porconta de Gui-
Iherme Benselum, da cidade da Babia. [5)
sa. Cidade de Olinda. 16 do Julho de 1S44 .
Jos Joaquim de Almeida Guedes, Presidente.
JoSo Paulo Ferreira Secretario. (15)
Deca racoes.
sem alteraran no pieco.
cao; accrescendo. que o que ha de positivo no Assucar Sem (|irorenra no prcco e ,endo as
entradas diminuido.
regulamento sao os termos serio obrinados
a ter collecdes, ou temos de pesos, o medidas,
que. nhrignndode luturo, ainda assim niiopro-
tegem as pretencoes da appellanle. Subsista
portante valiosa a sentenca appellada. e pague
a appeliante as cusas R ce i fe 11 de Julho de
1844. Joaquim Nunts Machado.
i~ i
Variedaile,
Noticias aereas e aquaticas. liein di/ia-
mos nos que nos pareciao summamente areos
todos os provectos ila companhia ingle/a deno-
minada Cereal Omnibuses's Company que
e propunha estabelecer em Londres algumas
Jinhas de mnibus para um novo meio de com
municacao entre as differentes partes da cidade,
etravez da atmosphera. Nos ultuno dias de Ju
Iho prximo Dassado se li/erao em Londres os
ensaios necessarios para se poder julgar do me-
reetmento da invencao. As experiencias forao
dirigidas pelo proprio autor da descoberta e
}>ortanto nada Ihe faltou para assegura; Ibes o
xito. Primeira, segunda, terceira e quarla
tentativa todas forao inlelizes ; e nao obstan
te o inventor Henson haver explicado ao seu
modo a causa de todos estes desastres e a ma-
Couros Sao offerecidos a 120 rs. a libra.
Azeiledoce Vendeo-se a lj600 rs. c galao
do de Mediterrneo e 1 j700 rs. do
de Portugal
Bacalho O depozito esta redusido a 1,000
barricas.
Bolaxa Vendeo-se a 4^500 rs. o barrica da
ordinaria
Carne secca Odepo7to est redusido de 32
a 35,000 arrobas, esemalteraco no
prcco.
Dita de vacca em barril Vendeo se de 20,> a
2oj rs. o barril.
Cera branca N3o ba nenhuma no mercado ,
eapouea nue houve foi vendida em
pao 1 j280 rs. a libra tendo con-
servado anteriormente por mais de
auno o preco de 1 j 120 rs.
Farinha de trigo Nao houverao entradas, e o
depozito he de 6.000 barricas
Manteiga Vendeo-se a 520 rs. a libra da
Ingleza.
Milho dem a 2500 rs. o alqueire velho.
Sabao amarelo Idem a 103 rs a libra.
Vinlos O brigue (ranee/ //rugo trouce 238
pipas das quaes vendrao-sc 50 a
78 000 rs.
Sahlro 4embarcaces, e entrao 9 : exis-
4= O Administrador da Mesa da Reccbedo
ria das Kendas Internas Geres tendo por
muitas vezes chamado pelos Diarios aos des-
dreselos bairros do Recife, S. Antonio, Boa-
vista e A Rogados, para pagarem o impos-
to do banco taxa do escravos seges, e carri-
nhos du botes canoas, e mo-morta ;
ninguem tem comparecido para pagarem os
releridos impostes e por uso annuncia pe
la ultima ve/ que se al o fim do corren-
te tnez nao vierem pagar remetiera para
juizo relacoes para serem exeeutados sem ex-
cepciio de pessoa alguma. Hecebedoria. 18 de
Julho de 1814. Francisco Xavier Cacalmnti
de Albuquerque. (15)
4 COMPANHIA DO BEBIRIBK.
A Administraco da Companhia do Bebiriiie
convida aos Srs. accionistas para q hajode rea-
lisar urna prestacao de 4 p. "0 sobre o valor das
suas acedes, dentro do pra/o improrogavel de
30 dias, contados da dala deste, Kscriptorio
da Companhia 16 de Julho de 18V4.O Se-
cretario B] J. Fernandes Barros. (8)
1 -Leilao de caixas com massas no armazem
n. 5 no caes d'Alfandega no dia quarta-feira
2i do corrente as 10 horas em ponto. f'2)
Avisos diversos.
\ visos martimos.
neira de evital-os os accionistas derao-se por
satisleitos e nao quizerao arriscar quinta ex- t*rn no porto 35, das quaes sao brasileiras 25,
periencia. Perdidas esto portante todas as es
perangas de *r por agora realiseda a extrava-
gancia Agleza ; mas como no seculo em que
vivemos parece que a cada extravagancia con-
cebida por una cabeca hritanniea ha de cor-
respond r outra extravagancia ainda maior,
concebida por urna cabeca franceza na mesma
occasio em que nos ares de Londres naulraga-
va o projcclo aereo de Henson, nauragava as
agoas do Pariz outro prejecto aquatico de tan-
tos ou mais quilates que o pnmeiro.
.Nimia das ultimas manliaas de Julho virao
os habitantes do raes de Orshy sobre ssagOH
do Sena, um elegante carrinho descoberlo. No
lugar competente eslava o cocheiro vestido de
Tritio ; dentro da caixa via-se um ligurocom
urna senhora ao lado : dir-se-hia que erao as
divindades do rio que havio surgido grutas musgosas para darem mestra de si aos
habitantes da capital Tr.itava-se le urna no-
va applicacao do vapor (que era a forra motriz)
por meio da qual o inventor da machima pre-
tenda ter adiado o meio de poder dar o seu
passeio de earruagem por cima das omias com
a mesma facilidade que se fosse pelas ras de
Pariz. Kmquanto a machina esteve quieta ,
be ni foi o caso ; mas desde que o vapor ceme-
ceu a trabalhar carrinho, nynipha, Trilaoei
dees lude foi logo de pernaa ao ar, e oi pie-
nso ir procurar debata das ondas todas as tres;
divindades pseudo-n arinhas que, por nao se-
ren anda sofficienlemente amphibias nao se
achave habilitadas para se conservarem longo
tempe, sem perigo, dehaixo d'agoa. Km con-
sequencia de todos estes desastres nao he por
ora possivel que os ledes incroyables, e outras
notabilidades cujusque [ur[nris do mundo fa-
shionuble de Londres e de Pariz, posso gotar
do pr.r/er de viajar em carrinho descoberto ,
francezas 2. inglezas4, portuguezas 2 sarda
1 e 1 sueca.
Ilnvimenlo do Porto
Navio entrado no dia 20.
Babia (arribado) e lio Grande do Sul; 9 dias ,
bngue nacional Izabel. de 261 toneladas, ca-
pito Sisjesnando Joaquim Torres equipa-
gem 18 carga varios gneros.
Navios sahidos no mesmo dia.
Una ; hiate nacional A oro Destino, capito
Eslevo I! i lie i ro carga varios gneros.
Ass escuna nacional Jf/bnio capitao Fir-
nuno Antonio carga lastro.
Parahiha ; lancha nacional Santa Cruz, capi-
lao Joaquim de Oliveira carga varios ge-
nero*
Parahiha e Maranhiin ; vapor nacional Thelis ,
commandante o Capitao Pnenle Joaquim
Jos de Almeida Caiimra Manoel : passagei-
ros o Exm. Conde do Bio Pardo e seu
Ajudante, o Exm. Presidente da Parahiha ,
i\ljor Benlo Thomaz Goncalves Tenente
de Engenheiros Antonio Pedro d'Alencaslro,
Atieres Francisco do Reg B..rros Falcao, e
Jos Joaquim Meirtlles, Doutores Fili/ardo
Toscano de Brito e Victorino Toscano Pe-
go Brrelo Padre Joo Barbo/a Cordeiro ,
Joiio Francisco Ferreira Vlagalhaes, Dr. Juiz
de Direilo Joaquim Augusto Hollanda Costa
Freir, 2."Tenente da Armada N J. Pedro
Augusto Pires Kscrivao d'Armada Augusto
Ramos Proenca, Brasileiros, e 10 invlidos.
Edtaes.
Nao se tendo efecluado a arrematafao da
Limoeiro, Hiinun
ciad,! para hoje o lllm >r. Inspector da The-
querseja per cima das ondas, qner seja atra-
vessando es ares. Aquelles a quein a descober- pintura da i-adeia da villa do Limoeiro. nnun
la de Henson havia leito conceller a esperanca ciada para boje, o lllm .-r. Inspector daTH
deenganar vigilancia das guardas das suas sourariadas Kendas Provinriaes manda ra?ei
tr nido-Ibes
licasse lio alta como Torre dos cien.
2 = Para o Rio de Janeiro sahir com umita
brevidade a polaca brasileira Providencia, ain-
da recebe alguma carga miuda e escravos a fre-
te; a quem convier dirija-se a Gaudino Agosti
nho de Barros na ra da Cruz n. 66. (5)
2= Freta-so para qualquer porlo o brigue
francez lise Amelie, Capitao (irosos, de 111
toneladas france/as, levando 150 ditas novo,
de boa marcha, com camarotes/; boas acommo-
daces para 12 ou 15 passageiros ; falla se com
o mesmo Capito ou com os consignatarios Bol-
li & Chavannes. (7)
lO brigue nacional Feliz capito Mano
el Jos Riheiro, deve sabir para o Ass impre
tenvelmente no dia 25 do corrente ; quem nel-
lequizer carregar, ou ir de passagem, para o
que tem excedentes commodos, dirija-se a Ma-
noel Jos Machado Malbeiros, na ra da Ca-
dea do Becile n. 47, 1."andar, ou ao Ca-
pito. (8)
1 > patacho portuguez jVoro Congresso, de
primeira marcha,torrado e encavilbado decobre,
e de que he capitao Manoel Jos Bato, preten-
de sabir para Lisboa com a maior brevidade
possivel por Ihe laltarem nicamente para
completar o seu carregamento 300 barricas ou
o peso correspondente em caixas; aquellas pes-
soas que nelle qui/erem carregar ou ir de
pass8gem para o que tem cxcellentes commo-
dos podera tratar com Manoel Jos alacha-
do Malheiros na ra da Cadeia do Becife n.
47, Candar, ou com o Capito a bordo.(12)
1 Para o Aracaty esto partir hiate No-
vi Ohnda, e a linda ornara Estrella do Cabo ,
devendo o 1 sabir no dia 6 do Agosto,c a 2
25 ; para carga e passageiros Irata-se cen o
propnetario dos meamos Manoel Joaquim Pe-
dro da Cesta, na ra da Cruz n. 51 (6)
O brigue brasileiro Empreta forrado de
cobre e conhecido pela sua marcha, deve chegar
de Lisboa a este porto t o fim do presente
mezcom alguma carga para oCear e partir
para all immediatamente tendo lmco de se
demorar aqui apenas oito dias recebendo a
carga da praca que se Ihe oflerecer, e puder le-
var; quem tencionar carregar ou ir de passagem
dirija-se a Francisco Severianno Rabello no
largo da Assembla Provincial.
2A viuva.abaixo assignada,avisa ao respei-
tavel publico que ninguem contrate negocio
algum respeito de una casa terrea em Olin-
da, ra do Jogo da Bola pertencente a mesma
abaixo assignada pos que esta a ninguem au-
torisou para semelhante contrato. Antonia
Mara l'e>cira. I'
feSOCIEDADE BBfEd-DEAMATICA
Leites.
O 1." Secretario faz sciento aos Srs. socios T
que os bilbeles para a recita do dia 2i prin-
cipiAo se a distribuir boje do meiadia em dian-
te, ea commissao administrativa reune-se as (i
e meia horas da tarde, para approvacao de con-
vidados.
= A pessoa que tiver para alugar urna negra
quitandeira ; queira dirigir-se a ra de Uan-
gel n. 73.
l=Aluga-so o segundo andar e soto da ca-
sa n. 45 da ra da Boda ; a tratar na ra do
Bangel n. 36, segundo andar. (3)
2=Aluga-se o sobrado n. 15 da ra do \ i-
gaiio (le tro/, andares todo preparado de no-
vo com muitos commodos para urna grande
familia proprio para a residencia de qualquer
negociante por ser pioximo da prac.a dos
trapixes, e d'Alfandega e por preco mdico ,
adv rle-se que se alu.ara todo, ou cada andar;
no alterro da Boa-visla n. 42, 2." andar, (8)
4 Precisa-se alugar urna casa de sobrado do
um andar com sotlo para grande familia,
sendo em boa ru8, e que seu aluguer nao ex-
ceda de 300j00() rs. aunuaes; quem a tiver
pode dirigir-se a ra doCaldereiro n. 12. (5)
3Johnslon Pater&C. teem constantemen-
te venda taixas de ferro balido e coado mo-
endas de forca de 4 a Ocavallos, baixa calla
pressao, ludo por prego commodo : na ra da
Madre de Deosn. 5. (5)
Aviso importante ao publico.
12 Acaba de chegar urna porco nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
a composico d ellas inlciramente vegetal e j.
lo condecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado lebrel rheumalismo lomhri-
gas ulceras, escrolulas, erysipelas, e be o mee
Ihor remedio condecido para o sangue; roga-s-
aos inlermos de provarem este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receiluario
em casa do nico agente Joo Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joo
Cardoso Ayres, ra Nova Guerra Silva e Com-
panhia Atierro da Boa-vista, Salle e Chaves
ao precede IjOOOcada caixinba. (17)
1 A luga se urna casa terrea nova e minio
larga com seis quartos duas salas cosinba
(ora. corredor ao lado com um grande quin-
tal murado e outro sercado com muita boa
agoa de beber por preco commodo na ra
da Solidade : trala-se na ra da Aurora n.
58. (7)
1 Precisa-se de dous rapazes Brasileiros,
de idade de vinte cinco anuos, que tenbo boa
letra para escrever em escriptorio: quem quizer
dirija-se a ra da Cadeia no cartorio do Coe-
Iho que achara com quem tratar das oito
horas at as honze da manha, o das dua al as
quatro da larde. (7)
2 HOTEL FBANC1SCO.
Mesa redonda s trez horas da tarde.
Jantar de peixo as sextas e sabbados. (3)
2^A pessoa, que annunciou no Otario de
terca e quarta-feira 16 e 17 do corrente, que-
querendo urna na
Uanaes, entrando-Ibes pela janeila, ainda que publico, que ser pesia em praca no da 24
1 ''-- nao do corrente ao meio dia.
4 O correlor Oliveira far leilao, por or-
dem eem presenca do Sr. Cnsul da Blgica ,
e por conta e risco de quem pertencer de ter- rer comprar urna venda
ca de 600 saceas de arroz desembarcadas de! Boa-vista na travessa do Veras n. 14, com pou-
bordd do brigue Hubens, capitio W. A. Ryk, eos lundos, e sem alcaides, com commodos t>a-
arribtidu e iegaimente condemnade n'este por-1 ra familia, cozinha lora, quintal, cacimba com
to na sua recente tiagem que faz i a da Bal ivia I oa a i i pOttSa a Ua'.;: ca mosma, (7)


m
1 Fazem-se fl>res de todas as qualidados .
tanto iiiir.i fi'ir.i i'iirnii j>,r; ;; praca de pan-
niede penna ramos para reja ditos para
carrosa, fustoes e palmas por prego comino-
do : na ra do Bozario da Boa-vista n. 48.
IFernando de Locca, na ra da Alfande-
ga velha o. 34, acaba de recetor pelo ultimo
navio chegado do Havre ; vinhode Bordeaux ,
tanto braceo como tinto, de superior qualidade,
en qtiai tolas como em caixas cognac supe-
rior pin barris e em caixas vinho do Bheno do
diversas qualidados conservas, axeite doce su-
perior estes e oulros muitos gneros so veo*
dem por preco coinmodo.
Na padaria de um so porta na praca da
S. Cruz continuadamente so fabrica encllen-
te pao de lodosos leitios e lmannos, bolaxa de
4em libras e datii para cima tanto para ven-
da e para o matto, romo para casas particu-
lares para o que tem as melhores familias,
que ha no mercado e o preco lie o mais coin-
modo possivel ; caf muido o meilior possivel ,
e o mais barato; e ao mesmo lempo participa
aos sors. freguezes, que alguns portadores que
all io comprar o pao tem deixado de con-
tinuar por causa de se Ihe ter fiado algumas
quantias pela- faltas de troco e como se exi-
ga deixnrao de continuar e nopagaro.
Ufferece-se um moco Porlugue7.de 23 an-
nos sabe ler, escrever e contar para caixeiro de
engenho Icilor ou outro qualquer emprego
nesla praca c mesmo para criado ; quem o
pretender [inunde.
SOCIEDADE TERPSICIIOR.
1 A coinmissao da mesma convida aos Srs.
que furo approvados e convidados a lomarem
assento na mesma comparecendo na partida
do da 24 do corrente me/. (4
Precisa se fallar como o Snr. Manoel Fran-
cisco Jess \ ieira na ra Direita, sobrado n.
48 a negocio de seu interesse.
Arrenda-se um sitio no lugar da Casa-for-
te tem excedente casa para urna grande fami-
lia coebeira, estribara, e aenxalla para os-
era vos, ptima cacimba ; quem o pretender,
dirija-se a seu dono Francisco da Silva na ra
da Cadeia do Becife.
Aluga-se urna casa lerrea por detraz da
igreja de S. Kita-nova n. 48, muito fresca, e
tem bonscommudos ; a tratar na ra Nova n.
21, quarto andar.
1 A festa do Orago do Santissimo Sacra-
mento da matriz da Boa-vista que ficou defe-
rida ates acharem completas as obras do in-
terior daquella matriz ter lugar no dia 25 do
corrente mez ; e o juiz daquella irmandade
convida a todos os senhores e ."enfloras tanto
nacionues como estrangeiros que to liberal-
mente concorrero para se ultimar to necessa-
ria como importante obra a assistirem a esta
festa, em que sua Exc. Beverendissima o Exm.
Sr. D. Joo Bispo Deocesano far Pontifical ,
e ha ver a noute Te-Deum l.audammus. (12
1 Quem aununciou querer vender os li-
vros inlitufados pliyisica divertida e chimica ,
unnuncie sua morada. .2
iO Sr. Bento Jos Goncalves Guimares
queir?, dirigir-se a ra dos Copiares n. 14, para
rece'oer urna carta vinda do Bio de Janeiro. (3
Aluga-se urna casa terrea na ra da Man-
gueira na Boa-vista para urna grande familia,
por ter excelleules commodos tem 6 quartos e
dous forrados sala adianto e atraz cosinha
tratar na ra da
, ra da Cadeia ,
loja de Manoel Cardse Aires.
I Na ruado Sebo casa n. 33, ha um ne-
gro para se alugar o qual sabe cosinhar o com-
prar, principalmente para casas francezas, pois
era sua. occupuyuG. ^
Quem annunciou querer comprar um
piano usado dirija-se a ruada Alfandega n.
15, ou nos trapiches novos do edificio da al-
fandega velha a fallar com Jos Francisco Pi-
nheiroda Silva.
A commisso administrativo da socieda-
de Apolnea tem marcado o dia 3 de Agoslo
para sua prxima partida podendo os snrs.
socios, que liverem de apresentar propostas
lora quintal e cacimba ; a
Aurora n. 48, ou no Becife
as dirigir a casa da mes-
illa 23 do crrente pelas 6
para convidados ,
na sociedade, no
horas da larde.
O cirurgio de artilharia Sebastio Jos
Gomes acha-se residindo na Camboa-do-Carmo,
sobrado n. 21.
Itoga-se ao autor do annuncio inserido no
Diarto (i. 162 com as lettras J. F. I). queira
declarar se se entende com Jos Francisco Dias.
1 Piecisa-se de urna lavadeira e engoin-
madeira ; na ra do Trapiche n. .'!. (2
Aluga se o sitio do fallecido Machado no
Atterro-dos-Af>gados o qual tem boa casa
de vivenda com commedos suficientes pura
grande familia (em grande parreiral diver-
sas arvores de fruto e capim animalmente ; a
tratar na ra Direita n. 82, primeiro andar.
2 Deaeja-80 fallar como Sr. Manoel Fran-
cisco (Jos Santos a negocio de seu interesse; quei-
ra annunciar a sua morada (3
>. Precisa-se de um padeiro o forneiro pa-
ra urna padaria distante desta praca 4 leguas;
quem estiver neslas circumstancias dirija-se a
ra do Bangel n. 54 a tratar com Victorino
Francisco dos Santos. (5
2Qualquer pesssoa, que esleja as cirrums-
(nicias pura ser ineslre de assucar de um en-j
,,eiili(i na provincia do Murardio e queira en-j
|Mio-.-'' | u ijd-sc i uu da .ciVid UO ltCi D.
, segundo andar, 'las (! as O horas da manhaa. '
daj s aa *u tarde.
2 Alugo-se o primeiro e terceiro andares
do sobrado da ra do Crespo o. 8 a fallar a
rnesma ra com Jos Joaqilm da Silva Maia. '3
2 Alugo-se o segando e terceiro andares
do sobrado da ra dos Tanoeiros no bairro do
Becife com commodos sullicientes para uina
grande familia ; quem os pretender dirija-se
ao primeiro andar do mesmo sobrado, que ahi
achar as chaves para seren vistos e parajo
ajusto dirijo-so a ra do Pillar em Fra-do-
portas n. 108, das 6 as 10 horas da manhaa, e
das duas as 6 da tarde. (9
2-*- Aluga-se a loja do sobrado de Fra-de-
porlas n. >'.) com rnuito bons commodos ,
muito fresca com quintal e cacimba tem sa-
liida para a praia grande ; assim como urna pe-
quea casa no lundo do mesmo sobrado por
preco cornmodo ; a fallar com Joaquim Lopes
de Almeida caixeiro do Sr. Joao Matheus. (7
2OITeroce-se um moco Portuguez para ei-
lor de engenho ou mesmo para sitio sendo
que seja perto desta praca; quem de seu pres-
umo se quizer utilisar, dirija-se a ra estrella
doBuzario venda n. 8.
2 Correm-se folhas e tir8o-se passaporles
para dentro e fra do imperio, por preco mui-
to cornmodo o bastante brevidade; na ra do
Bangel n 3'i. (4
2 Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estreila do Hozarlo n. 43 com bastantes
commodos para urna familia ; a fallar na mes-
ma ra, sobrado junto ao mesmo n. 41 pri-
meiro andar. (5
2 A botica da ra do Bozario n. 30 em
que ero socios Bartholomeo \ Humos ficou
pertencendo ao ex-socio Bartholomeo Francis-
co de Souza assim como o activo e passivo da
mesma conforme o contrato de dissoluco
feto no cartorio de Guilherme Patrien. (6
2Caetano Lins Machado e Silva, Portu-
guez retia-se para o Bio de Janeiro. ','i
2 Precisa-se de un mestre surrador, ou de
um oflicial para tornar conla de um novo cs-
labelecimenlo, paga-se bem ; na ra Direita
n. Ib. (4
2Precisa-se de 2 aprendizes de charuteiros;
em Frade-portas n 109. (2
3 1). Maria Severina da Bocha Lins avisa as
pessoas que se achao devendo (oro de terre-
no de Fra de portas o vo pagar n>i praso de
10 dias, apresentando nesseactoos ltimos re-
cibos que liverem dirigindo-se para este fim
a ra do Torres, casa defronte do Sr. Joo Pinto
de I.emos. ,'7
2 Na ruado Rozario estreita. t. andar do
sobrado n. 21, ensina-se meninas a lr, escre-
ver, contar, doutrina christa com explicarles,
cozerebo, bordados, o lavarintos, pelo mdi-
co preco de 1 600rs. por mez.tambem aceitao-
su meninos de 5 a 6 anuos, e algumas meni-
nas pensionistas a 10. rs. mensaes ; a senhora
que a isto se prope tem bastante pratica de en-
sinar e j ensinou em um dos collegios desta
cidade. (10)
2 = Precisa-se alugar urna ama, que seja de-
sempedida ; nn alterro da Boa-vista n. 42, se-
gundo andar. (3)
2=Segunda-feira, 22 do correnle, tarde,
ter lugar a porta do Sr. L)r. Juiz dos Orphaos
a ultima praca por arrendamenlo de nove casas,
sitas em Fra de Portas pertencenles ao casal
do fallecido Antonio Joaquim Pereira, vulgar-
mente conbecido por =molela= ; os preter-
denles, queiro ahi comparecer para ollerece-
lem os seus respectivos leos. (8)
2 -Madama ILiutel'euille parleira approvada
pela laculdade do medicina de Pariz, prope se
exercitar a sua prolissao, e tambein se oflere-
ce assstir e prestar os soccorros da sua arte a
qualquer senhora que se ache com algum in
cornmodo antecipado ao seu parto: adverte que
tambem sangra e vaccina ; as pessoas que do
seu preslimo se quizercm utilisar, dirijo-sc a
ra Nova n. 14. (9)
2 Pelo Juiso de Orphaos desta cidade se ha
de arrematar no dia 22 do correnle, pelas 4 ho-
ras da larde, no lugar das Cinco-pontas, na casa
n. 98 a mobilia pertencente aos herdeiros Pi-
lilos do linado Manoel Alves da Cruz, a reque-
rimenlodo tutor dos mesmos Manoel Felis Al-
vesdaCruz. (7)
A-
Compras
Comprao-se duas pretas de idade nao
se exige que lenha habilidades, com tanto que
saibo vender ; na Camboa-do-Carmo sobra-
do n. 21 ; no mesmo sobrado tomo-se meni-
nas para se ensinar a ler, escrever, contar co-
ser, bordar, lazer lavarinlo e marcar por pre-
co cornmodo.
1 Comprao-se effectivamente para lora da
provincia mulatas negras, emolequesde 12 a
20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragensn. 16. 4
Comprao-se efectivamente para fra da
provincia mulalinhas crnulas, e maisescra-
vos de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
bonitos; na ra laiga do Bozario n. 30 pri-
meiro andar.
Vendas
cosinheira ; um lindo moleque para pastero ;
dous cvanos de sella; na iuu de Apoo n. 9. 3
3 Vende-se um negro moco, sem deleito ,
por pre^o coinmodo ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra do Coelho n. II. (3
2 Vende-se urna propriedado livre e des-
embarazada na ruada Moeda n. 9 com dous
andares lavados e dous grandes sotos com
vista para o mar ; na ra da Cadeia do Recife
n. 51 primeiro andar. (5
2Vende-se urna canoa nova de carga de mil
lijlos de alvenaria ou troca-se pelos ditos ,
ou por um escravo ou escrava ; na ra da
Palma, na primeiracasa. (4
2 Vendem-se velas de carnauba e de sebo,
por preco cornmodo ; na ra de S. Rita-nova
n. k%. (3
2 Vende-se um preto de meia idade para
todo o servico principalmente para trabalhar
de enchada por ler urna grande pratica deste
servico ; na ra larga do Rozario n. 18. '
2 Vende-se um cilindro de imprimir es-
tampas para bentinhos feito no Porto ; na ra
deHortasn. 60. (3
2Vende-se um piano de muito boas fozes ,
por pre?o cornmodo para liquidacao de cun-
tas, e um terreno junto a ponte do Manguinho,
do qual se vende a posse com 1 alicercej fei-
to de um lado ; na ra da Praia de S. Bita ,
casado Vianna ou no Atterro-da-Boa-vista
n. 2.
Vende-se urna esrava de naco de 16
annos parida a pouco com muito bom leite,
he sadia, recolhida, e sem vicios, cosinha bem,
lava de sabao engomma e cose o motivo da
venda se dir ao comprador ; na ra da moe-
da n. 9, segundo andar.
Contina-se a vender caf em gr3o a 120
rs., a libra e em arroba a 3500 rs., dito mol-
do a 200 rs. e em porc/'O de arrobas a 6# rs. ,
cevada nova a 80 rs. letria a 2'i rs., bola-
xinha ingleza a 200 rs., carnauba de 7 em li-
bra a 360 rs. espermacete de 5 e 6 em libra a
-80 rs sebo de liollanda de 6 em libra a 280
rs. banha de porcu a 200 rs., manteiga Irn-
ceza a 560 e600rs. e ingleza superior a 640
rs. cha hisson a 2240 e 2400 rs. superiores
queijos novos frescaesa 1400 rs. responde-se
pela boa qualidade arroz de casca a 3200 rs.
o alqueireda medida velha ; no pateo do Car-
ril o esquina da ra de Hurlas n. 2.
Vende-se urna secretaria de pao preto
eita nu Porto muito bem feita e tem gave-
tas forradas, por 64? rs. ; na loja de ferra-
gens de Antonio Jos Bodrigues de Souza na
ra do Quimado n. 13.
IVende-seo diccionario Magnum Lexicn,
e os seguintes livros em ingle?.; grammatica por
Constancio; historia de Inglaterra; Pope ; e o
diccionario por Vicira ; na ra das Cruzes, lo-
ja de encadernador n. 35.
IVende-se urna venda bem afreguezada ,
ecom bons commodos para familia; na ra
Velha n. 63.
Vendem-se pannos finos pretos cores fi"
xas a 3200, 3600, 4000, 5000, 5500, 6, 7, 8 e
S500 rs. ditos de cores eazues superiores, cor-
les de aa e seda a 10 e 11/ rs. ditos de la a
6/e 6400 rs., ditos de cassa de cor escura a 5,
5500 e 6# rs., ditos de cumbraia lisa mui fina
a 5, 6 e 7| rs. ditos mais ordinarios a 2400
rs. chales de seda ditos de la lencos para
pesclo de senhora a 1700 rs., cortes de vulu-
do lavrado a 5 e 6^ rs. ditos muito ricos e de
gosto moderno a 8/ rs. chapeos de massa
francez forma moderna a 6600 e 7000 rs., di-
tos de aba larga a 8# rs. dito do castor pretos
e brancos fra da moda proprios para pagens
a 2000 rs. grande sortimento de merinos, pre-
tos, azues e cor de caf, da largura de 3 palmos
e meio a 1800 rs. o covado casimiras de co-
res modernas proprias para colletes a "24(10,
3(00 e 4000 ris e outras muitas fasendas
por cornmodo preco; na ra do Queimado,
lujan 29 de Joo Antonio Martins Novaes.
Vende-se chimica divertida em um vo-
lme ; physica divertida, em dous volumes;
quem pretender annuncie.
1 Vendem-se sapatos inglezes para homem;
na ruada Cadeia-velha luja n. 21. (2
1Vende-se um ptimo escravo, de boa con-
ducta e be bom canoeiro, ao comprador se dir o
motivo da venda; na ra estreila do Rozario n.
34. (3
Vende-se por preco cornmodo o botequim
pintado de amareu que iem buhar e mais
arranjos, atraz da matriz ; a tratar no mesmo
botequim.
1 Vende-se um negro de naco Angola, de
25 annos ; urna negra crioula de 26 annos, co-
sinha, lava e engomma ; na ra larga do Ro-
zario n. 29. 3
Vendem-se meias de seda pretas de peso
paia senhora e meninas, sapatos e botins de
bezeiro para meninos, sapatos de cordav com
filase sem ellas para senhora ditos de mar-
roquim preto e de cores botinas para meni-
nas, deduraquecom ponta de lustro sapa-
tos de duraque para meninas chiquitos de
marroquim sapatos de couro de lustro para
homem obra feita em Lisboa, meias e luvas
de la para liomem e senhora pentes de alisar
e de tirar piolho de dilierentes feitios facas
de rii.irfini e osso para fechar cartas, ligas de
seda e de burracha pentes de tartaruga e de
elnlre para prender cabello suspensorios de
seda paia meninos tranca para farda e para
voa de padre, 6SCOV8S para cabello denles e
colheres de
asteas de praia ede ouro brancos e azues, ga-
o de prata fina para chapeo e debruui para
pagem latas corn calda de tomate e a planta
do Lisboa ero ponto grande ; na ra da Cadeia-
ve.lha n. lo, e na loja do Bourgard, n. 3.
Vende-se urna negra crioula do 13 annos ;
na ra Bella sobrado proxinfo a ruar, at as
9 horas do dia.
1 Vendem-se sofs, bancas, toucadores ,
mouxos para piano tudo de oleo bancas e
toucadores de Jacaranda urna rica cama de
angico ditas de amarello relogios para ci-
ma de mesa carleiras de urna face, lavatorios
de amarello banquinhas para costura cadei-
ras para alcova o outros .nuitos trastes de su-
perior qualidade e por diminuto preco pois
tem de serdesoecupada a casa ; na ra da Cruz
n. 87, primeiro andar. (10
1 Vende-se urna muala de 1S annos, per-
feita coslureira e enggmrpadeira ; e duas ne-
grinhas de 4 e 12 annos. (3
Vende-so um canario de imperio muito
cantador um selim inglez com todos os seus
pertences um par do cacarnbas de amarello,
um relogio grande de segundos fabrica cober-
ta e de prata, 3 espingardas inglezas para caca,
a saber duas de espoleta muilo boas e urna de
leches duas cabras bicho) mnito gordas um
galo da India muito valente um Irangote, duas
galinhas da mesma ra?a urna gairila grande e
nova, boa para checheo ; na ra do Livrameu-
to n. 26, primeiro andar.
1_ Vende-se urna negra de nacao Angola ,
de 25 annos, boa cosinheira e engomnrp'deira,
sem vicios nem achaques corn urna cria de
dous annos, o motivo da venda se dir ao
comprador ; em Fra-de portas venda n. 90.
1Veidem-se luvas de seda prelb curiase
com palmas de cores e mali/adas do ultimo
gosto para senhora e meninas a ;>60, 600, 720 ,
800 rs. ditas compridas pretas ditas com
palmas decores e cOrdeprne com enfeiles e
sem ellas al|, 2# e240 rs. fitas do seda la-
vradas e lisas de todas as qualidades lencos
de sed8 de cores para grvala a 3/ rs. e um
completo sortimento de miudezas por preco
mais barato do que em outra qualquer parte ;
na ra do Queimado loja de miudesas n. 53.
de Ferreira & Oliveira. t2
Escravos fugitlos
3 Fugio no dia 15 do corrente um escra-
vo crioulo de nome Gregorio de 22 annos ,
alto e cheio do corpo cara grossa andar re-
mando he quebrado do ambas as verilhas ,
j foi escravo do Sr. Henrique Jorge; levou tal-
cas do panno pardo to somemte ; quem o pe-
gar, leve a praca da Independencia, loja de
Justino Meroz ns. 18 o 20, que ser bem re-
compensado. (9
3 Desappareceo no dia 16 de Selembro do
anno proxim > passado urna preta de nonio Flo-
rencia de naco Angola de 13 para 14 an-
nos estatura regular segundo a idade ca-
beca mal feita, nariz chato e grosso, bocea gran-
du, beicos grossos pes meios apaihetados ,
falla dosembarcada e ao mesmo tempo com
quem a nao conhece muito sonsa ; roga-se a to-
das as autoridades policiaes toda a vigilancia so-
bre a dita escrava para evitar que a nao em-
barquen) ; pois j foi vista no Fortc-do-Matos ,
e sabe-se que esl occulla e no caso.de nao
apparecer se obrar com o rigor da lei aonde se
acliar ; tambern se prometi todo o silencio a
pessoa que a levar cm Fora-de-portas venda
n. 90, Como ser gratificada. (16
2No da 8 do corrente fugio urna preta de
nc3o Angola de nome Lucia : do SO annos.
alta, secca do corpo com falta de dous dentes
nfrente, levou vestido de chita de assento
branco com Dores encarnadas camisa de bre-
lanlia e panno da Costa velho he ladina mas
falla muito atrapalhada ; quem a pegar, leve a
ra da Praia n. 35, que ser gratificado. (8
2 No dia primeiro do corrente fugio o mu-
lato Gerimias de 20 annos sem barba ou
muito pouca estatura mediana secco do cor-
po, cor embassada, cabello comido, cabera pe-
quena olhos amortecidos e um tanto fundos ,
nariz grosso e arrebitado bocea grande, bei-
cos grossos dentes perfeilos ps chatos e
quando anda rahe com o corpo um pouco para
adiante ; este mulato tinhade coslume vender
leite de manhaa e quasi sempre a tarde sabia
com madeiras, ou lenha, carregadas em burros
a vender pela Capungae Solidade ; quem o pe-
gar, leve a seu senhor Paulino Augusto da Silva
Freir, na Mavessa do Arraial para Casa-lorte,
que ser gratificado. {15
1 O abaixo assignado roga a todas as au-
toridades policiaes hajo do apprc.ender o pre-
to Adnanno pertencente ao Sur. Coronel Jos
de MeRiiniica de Aiarco Avalla morador no
seu engenho do Meio em Carnaragibe cujo es-
cravo tem os signaes seguintes crioulo, de 23
annos altura regular rosto comprido ca-
bellos e olhos pretos nariz chalo bocea re-
gular cor preta barba serrada, ignora-se a
roupa que levou ; este escravo tinha vi.ido para
ser embarcado para o Bio de Janeiro e eslava
recolhido na cadeia desta cidade e indo-se no
dia 14 dncoiienlc receber-se para o embarque,
responden o carcereiro que deixava de o en-
tregar, por terse evadido na noute no (lia 13.
Lowmqo Josda$ \'ece. (i6
para falo inglezas colheres de marfim para
3 Vende-se urna negra vpUuj* avueia e i tira rap; ocuios de armavio do tartaruga enm I KKCn m Itp. m i ubFak:*. &'m.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBX6S1IL3_3N8K12 INGEST_TIME 2013-04-13T00:19:32Z PACKAGE AA00011611_05128
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES