Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05125


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Full Text
A aaaava

Viimiel reir
O l'URiooublica-se l.,dne o diasque nao forem santncedos ; o prego di aaeignatnra
he irire mi! r. porqurtel pago* adiantldoe, Os annunciosdoi assiennles '"> inserid-..
(iiiia, II 00 que nao lorem i rano de SO res poi liaba As reclamacoes derein ser diri-
pdas A Mil 1 p mi aa Oruzes n 4 ou a praga Independencia laja de liman 6*8
PARTIDA DOS COR11EIOS TERRESTRES.
GotAMM* I 'lahj-ha segundase sellas feiras Hio lirandedo Norte chegaa8e22e pal
'41 a'tu '*'"' 'e,'ln,l,e", Uio Formuso Mauey, l'ono Cairo, e Xlasoas no -t -
44 a -'l-'oi-ada met.Garanhuna e li.mito a lile .' de es'a raer Boa-f isla e Hot
ea t 1 .! dilo. Cidale da Victoria quimas feiras. Olinda iodos oa das
DAS DA SEMANA.
ii Sri; Camill.i. Aud. do J. de I), da 2. .
lli larfa N. S do Caira. Re. aud. doj. de I).da 3 t
4? Ouarta Ale .. Aud do J. de D. da 3. t.
48 QuiDU s Maana Aud. do J de I) da 2. T
4! beatas Amada, Aud do J de D. da 2. t.
'.'I Sab a Kis. Bel, aud do I del), da 4. t.
21 Don, O -lijo uslo >io do Imperio.
af.J.WMV-.WSB. "-..**.''..-
de lulho
-mi nwirnr iiuiiiii i i """'
Auno IX M li*
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//p/lr\ y Tudo aora depende de n> meamos; da no< m .--.-ia, o oderacao' a energa cor
y*J/ A-i') f% r iinurmoa iioaio priaaipiiatoi a ere.nus apuntadas cora ai.nni,.i" ealra noee mala
ffl Mj%'*'? ,ul""- '''" lea Peral *e raa'il.)
rinpri renda
C1MIHK rom tS i>7 IBIHO compra
Oure-Moeda da 6,400 V. i7,0tW 17.0
N. 1(1.700 l'; "
J*w v* *-. ii^nnn ;ti i1' i it i lie ,-..,-.-
1W/ Camhioaaobre Londres '-'5. lOure-Moedade 6,400 V. |7t0aW l"--
I j/' a a Paril (70 reja por tranco | N. 16.700 l0.s
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La chaia a 39 aos 41 inin. da lar fe.
I ii nova a 15 aos i min da Urde
i-ua cnaia a vil aos i. inin ila nria, i l.ua nova a 1& aos
Mi' soanie a ? a* S lloras e 28 nanli. | GrtacanM a 22 a
Prcamir t hqje.
fi h r 5? a d larda,
Vrimaira as 7 horas 1.' inin. d anh.1l | S'Runds la 8 '"ra a li latliO* da nrac
mt-^*'bh.-j,"f.ra?.Baajajaajajajajo^BjBaaajajaiyl,4ti *, ,rw ^'-*- saaagajaaaMBVJ^^taast.V*m> *
aaxm-;n^i.,,attg8Wfr\:iwTa^ ra.
laaTaBaaaaaV:- .: .-wKir:v;;-r.
,-
^T OFFJCML.
Governo da Provincia
E\|'K!)IE*TK 1)0 M \ lo 1)0 f.OKRKNTE.
Oick Ao Jiiiz .Vlunicipil tacuJade, p;irticpiiiilo, ju-S. M. O Impera-
dor liouve por bcni approvar aitoHiao,dada peb
Preiidencia i duvida. em que eslava o Eierivio
Privativo do Jury e exeeurdea criminaos do Jui-
20 .Municipal da 1. vara d'esla cidade sobre
ser- llie, ou nao penniido, em virtude do Ai-
so de 2 de Abril de 1836 officiar laiiibcm as
execucoes civois ; por nao sor isto possivel em
conse(|unncia de ler o artigo 108 da lei de 3 da
De/embro do 184-1 que oslabeloceo em cada
Goncelbo de Jurados um Korivo Privativo pa-
ra o Jury e execucoes criminis retogado
quaesquer disposicooem contrario.
Dito Ao Juiz Municipal Supplenle da fre-
guezia de Sanio Antonio declarando em res-
posta no seu olTieio de 13 d'esle me:, que a
leico de Juiz de Paz para a nova fregue/ia de
S. Jos do Kecifedeve ser f Li de conl'ormida-
de fn o disposto na lei do l.de Oulubro de
1828, e instruccoesdo !. de l)e/embro do mos-
ino auno ; mas que a mesa, de que trata o ar-
tigo 7." da citada lei ha de ser formada se-
gundo as inslmccoes de 4doMaio de 1812 ,
que estao em vigor.
Dito Ao Vigario da freguezia deS. Pedro
Mattvr de linda permittindo que soja es-
pacado p. ra o da 12 de Setembro prximo fu-
turo o andamento das rodas da respectiva lo-
tera.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, ordenando, que a vista do modelo, que
Ibe enva, faca organisar e remeda Secreta
ria da provincia pa a seren transmitidas da
Guerra as fes de olTicio de todos oiOIRctaes
do exoreilo edeetivoi e reformados, que aqu
exislirem,
Thesouraria da Fazenda.
BXPRD1ENTK 1)0 OA 6 1)0 COIUIKNTB. j
OllicioAo Kxm. Presidente da Provincia,
informando os requerimentos de \ cente l'bo-
ina/ Pires do Pigueredo Camargo, Antonio Jo-
s de Oliveira, Jos Bunto da Costa, Francisco
Xavier e Silva Theodoro Machado Freir Pe-
DIARIO PTOaiilJCfl.
Polo vapor 7'Ar*/i',que chogou hontem, tvo-
mos jorn.ios do Rioale 6do corronte e da Ma-
l ia al 13. Havia alli tranquillidade. SS.
MM. II. haviao chegado a corle no dia 4, e
pretendan voltar parbanla Cruz no da 8 e
demorar-so l at o da 14. A Polica havia
reir da Silva, Herculano Alves da Silva e Jos | prendido, bordo do brigue porluguez /'7o; de
Pereira Vianna em que pediro por aforarnento
o terreno alagado, que exista no cimpo de Pa-
licio do Coverno, em seguimenlo da rua d.
Cadeia, do lado contrario ao do edificia do thea-
tro que se esta edificando.
DitoAo mosmo Kxm. Sr., informando so-
bre a duvida, que occoiria, para o pagamento
de deus me/es do sold guarnilo do brigue
escuna Leopoldina.
Dito\o mosmo Exm. Sr., idem a plvora,
que tem viudo do Arsenal de Guerra da corte
para as provincias do Norte.
DitoAo Inspector da Alfandega, recom-
mendando, mandaste por a bordo do patacho
l.aurentina Rrasileira. com destino para a pro-
vincia do Cear, os 25 barris de plvora, que
se aehavao no deposito, vindos do Mo de Ja-
neiro no brigue wn Jtzus para a dita provin-
cia, requsitando para esto lim o transporto ne-
Cessario ao Inspector do Arsenal de Marinha.
DitoAo Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda da provincia do Ceara, participando a re
mesa dos 25 barris de plvora de que trata o
precedente officio; tendoem visti de que o fro-
te devia alli ser pago na raso de 1 000 rs. por
barril.
DitoAo Administrador da Mesa do Consu-
lado, para verificar SO eslava asahir deste porto
para a provincia do Rio Grande do Norte urna
embarcaco, e mandar saber do seu propieta-
rio ou consignatario se podia receber na mes-
ina embarcico 25 barris de plvora, que se a
chavao no deposito, e qual o Irele; u recom
mendando participasse, quandoapparecesse em
barencao para a i rovincia do Maran bao.
Dito Ao cidadao Rufino Jos Correiade Al-
meida. para informar e o bilhete n. 1308 da
segunda parto da primeira lotera a favor das
obras da Matriz da Itoa-vista, que acompanha-
va o requorimento de Filppe Mafaldo de San-
tiago, confera com o respectivo lalo.
Berix, entrado do Porto, notas falsas de .>0()()
rs., da chapa azul, dentro decoronhas de es-
pingarda. O Capitao ficava preso, e havia de-
nuncia de exislirem ma notas falsas em um
volunte, que n4o tinha silo eneontralo, Fica-
vao apioinplar-se, para partir immediata
monie para o rio da l'rata. a crvela Doits de
Julho, o brigue-escuna Ohnda e a escuna
Leopoldina. Os jonaes da Rabia nada do de
interessante. Do Jornal do Commercio extra-
hirnos o seguinte
O SELLO
Muilas pes oas nos teem perguntado difieren-
T--*!!tr--llSJ
que por ventura em miin encontr. Dos Gllir-
doaV. S Recifo, 10 de Julho del8ti ==
lllm. Sr. Tenante Coronel Domingos AHonsn
Norv Ferreira, Subdeleirado da froguezia deS.
Antonio do lenle. Jotquim Jos da Fonde-
en Na mesma conformidade aos Sfft Subde-
legados do Rccife o Roa-vista.
Varicdade>.
O CARAPCEIRO.
Continuaco do artigo .obre o poro.
i que desejau com situerida-ii'
Se alguns
los vozes so temos noticia do alguma alinelo I a felicdado do p no e dos povos sao poTvia
prxima no regulainento para a cobranca do ,|,. regr.; os Aovemos nao porque eu crea .
olio. I que os Govornos,sopor serem-oo.tenhiomaior
x essas pessoas esti namos muito poder ho- ; |,;rnura ,., maor dedcafio que os part-
je (tres do corrento; annunciar que mu breve- [ou|areg t Mn|0 por (|U,. ,1^ |,.|ici(iil(|(. gPra| de-
mente seraoreformadososaits.no regulamento I pendein a sua riqueza o commodos ; e assim
que.29a experiencia tem mostrado.maiscarocem i us mPSmot (ovemos dizem ao menos a verda.le.
(lemodificacao;equeo Sr. Ministro da Fazenda, I qando assogurao que Ibes intoressa a venlu-
sempro solicito pelos intoresses oommerciaes, r,, (| |)V0 t M |,cm q0e n8o t;in0 t quanto
lonciona alterar gradualmente,tanto qnanto Ih'o exager&O em las ordena, e proclama! oes. Mas
permute a !ei, todos os artigos que possao ser particulares amaren, o povo equorerem sa-
piejudciaes ao commercio do paiz e difiiculter.i f cri(car-se por elle! Delirio lora o suppol-o, as-
as transaees mercantis. Fm urna palavra, S. I sien como b9 urna refinada impudencia o pro-
Kx. desoja que na execucao da lei do sello nao nuncial-o
soflra a praca o menor veame. Km verdade o que querem os particulares an-
Fm nomo do corpo do commercio, agrade-: tPS ,it, (U(|0 |ie 0 S(;u arranjo a sua gloria os
ceios a solicitude de S. Fx., e confiamos que seus jnlt,r,.ssrs t e os do sua familia ; mas como
as suas illustradas nlences sero secundadas 6sles beneficios dependem em grande parte do
por todos os empregados da Fazenda jeonecito, em que os tem dequeamao, ou
- -_^_ ~ podem ser utes a corninunidade d'aqui nasce,
Pllblica^aO a pedido IqueellesexagerSo, emuitas vezes lingem um
j amor que nao sen tem nem pdem sentir
lllm. Sr. Havendo sido desonerado do' em tal grao, ltenla a natural disposicao do
cargo de Delegado do 1. dislricto do tormo j coratao humano. F sisto acontece na ordem
d'esta cidade. por haver-me n*esta dala dernit- corninun dos successos. e das inclinacescsscn-
lido o Exm. Presidente da Provincia nao pos
so deixar de considerar como urna sagrada obri-
cialmente egostas do bomem o que ser ,
quando o povo se empcoha em ter por erro
L-L-L-L-L
r&LUEn
O LAZZARONE F O PADRE ROCCO.
POR LRX DOMAS.
Vou mostrar o que be o laz/arone em suas
rtlacoes coma groja.
I .n frade embarca no molhe.
Onde va.iios, meu padre? perguntu-llie
o barqueiro.
- A Pausilippo, responde o frade.
E o barqueiro se |e a remar mor; o frade nunca paga a passagem; por acaso
l ollerece urna pilada de tabaco e nada oais.
Nao consta entretanto que um barqueiro lenha
recusado passagem a um frade.
No cabo de 'ila cousa que Ibe 6t< bolindo as peruas.
(ue he isto ? pergunta.
Lm menino, responde o barqueiro.
Teu Hlho?
Assim di/em Felizmente que nos outros te-
mos um meio de nos certitcarinos da verdade
Guardamos o menino al cinco anuos; levamo
lo a um passeio no mar. e, qu-md ebegamos 6
altura de Capri ou no gollo de Raya, la oca mo-
lo agoa. Se nada sozmbo, nao bs duvida so-
bre a palornidade, se nao nada, he o contrario
Ento que la/eisdo menino .'
Que queris, meu padre Como por lim
de contis nao heculpa dWe pobrezinho, o n o
fui por sn.i vontade que veio ao mundo, mergo-
bamos atrax d'elle e o tiremos da aoa. Leva-
mol-o para casa e o sustentamos: be o que Ibe
devenios. (Quanto porm sua educacao, he ou
Ira cousa; isso nao nos diz respeito, de sorte que
comprehendeis, meu padre, que elle se torna
um abominavel libertino sem le nem lei, nao
orondo nem em Dos nem nos santos, romendo,
praguejando, blasphemando; mas, quando che
ga aos quinze anuos, quando ja nao tem mais
prostuno para nada, lazamos d'elle...
Faz.eis d elle, o que ? vejamos, acaba!
Faremos d'elle om frade, meu pao re.
Nao se pense todava que o lazzarone he vol-
tarianno. materialista ou atheo; o lazzarone er
em Dos, espere na immortalidade da alma, e,
ao passo que mofa do nido frade, respeita o
bum sacerdote.
Havia um que mandava os laz/aroni fazerem
tudo quanto quera. Esse sacerdote era o cele-
bre padre Rocco. Padre Rocco he mais popula-.-
nn aples do que o sao em Pariz Russuet, Fe
nelon e Flechiei juntos. O padre Rocco tinha
tres meios de clu-gar a seus lins: a peisuasao, a
ameaca, as palenlas. Prnneirainerile fallava
rom unecao toda particular das recompensas do
paraso Depois. se osle meio se mallograva,
passava bo quadro dos solTriiiientos do inferno.
Kmlim, se a ameaca nao tinha melbor resultado
que a prsua&ao, lirava debaixodos liabilos um
ervo de boi e com elle ia cascando vigorosa-
mente em seu auditorio. Era preciso que um
peccador fotse muito endurecido paro resistir a
este ultimo argumento.
Foi o padre Rocco que conseguio lazer lu-
miiiar aplos. Esta cidade, resplandccenle
gag.ioomais solemne reconhecimento da leal urna verdade ou em ilourar como urna bolle-
cnadjuvaedo que, no cumprimento dos one- za algum ou alguns dos erros a que com-
rosos devores d'aquelle cargo recebi dos Em- mummente se aforra com preferencia, ossa mas-
pregados Polieiaes que contigo bao servido ; sa chamada povo ? Qual seria o grao de amor ,
queira portanto V. S. Bcoeitar a minha sincera que inspirara a Galileo aqnella tenaz, crenca ,
"rali.lao pola promptidao e incansavel zelo ,! com que o povo se empenhava om ter por im-
(oni que sempre se preslou execufao das or- possivel o movniento da Ierra ? Sobaja virtudo
dens da Delegaca, concorrendo quanto e sim seria nelle una desdenhosa compaixao da erra-.
esteva para arredar os entreves, que em sua da crenca do povo que o escarneca, e perse-
marcha se sempre encontrar a polica ; o pa- gua ; por que demonstrava una verdade ento
lenteando assim os meus agradecimentos po- j desconbecida. E nem me venho dimndn. nia
posicSo 'e V. 5 qualquer presumo | er9o os inquizidores e nao o povo, que o for-
!C u uio--
boje de azeitee de gaz, de reverberos e de lan- Re explicou o embarazo em que se acbava o
ternas, de velas e de lamparillas, estava, ha cin- governo.
coenta annos, mergulhada nas^ mais profundas j O padre Rocco se encarregou de fazer ebegar
trovas. Aquelles que ero rico se (azulo allu- razao os recalcitrantes, comanlo que Ibe per-
miurde noute porum carregador de archotes; miltissein operar sobre ellos sua maneira. O
os queerao pobres procuravao adiar seno tran- goveino. encantado de se ver livre de tal cuida-
sito dos ricos, e, se seguiao o mesmo caminho do, doo caita branca ao padre Rocco, o qual se
que ellee, aprovoitavao-sedo seu lacho. j poz ininiediatamento a trabalhar.
D'esla obscuridade resullava que os rouhos! fi,,lre KCC0 lnha tomprehendido que e-
erao dobradamenle mais frequentesn'essa poca raoasruaS Pe(lUt'na!i o tortuosas as primeira.
doqueosao boje, o que parece impossivol, mas ^Vloser Iluminadas, e tinha dotermina-
nem porisso deixa de ser a exacta verdade. Por uo como c,'ntro a rua de b. Jos, que de um
esta resio decidi a polica urna n.anliaa que so ,;"'0 vai "'r rua ill.jiiunaraoas tres ras principaes de aples, Prata Jc Santa Medina. .Mandou pois pintar
Chiaja, Toledo e Forcella Talvez nao lossem um liell mT0 ra"c0- (\aesccbava no meio
estas as tres ras que era de urgencia iluminar, I da' (luaS1' um fgnfico S. Jos,
visio seren estas lies ras precisamente as que s laz/arom scguirao com visivel prazer os
melbor podo passar sem illuminacao; mas nao P10""0"(la l"n,ura sol)r a parode. Esquece-
sechegado pnmeiro lance i perfe^ao, c, por mS k 'r MU u lazzar"n-be artista.
Terminada a pintura; o padre Rocco accen-
deo um cirio diante do painel: era devoto de S.
Jos, quoimava um cirio em honra do santo;
mais tendencia natural que tenba a polica a ser
inlallivel, ella esta como todas as nutras cousas
d'este mundo, subjeitaas apalpadellas do pro-
gresso. Foro pois urna noutetspallrados e a- n< hav,a n'a que d./or. Alm d'isso, o cirio
ieos unscincoenla reverberos as Iros sobredi- la"cava !lma tlandade muito diminuta: a dez
las ras, sem que aos laz;aroni selivessepermn- Pa>s d elle, podia-S* roubar, matar, assassi-
lado se isso Ihes oonvinha. nar: er8 ,m,ler oll,os Je 'vnce para distinguir
,o roubador do roubado, o assassino da vctima,
No da seguinte nao restava um so; os lazza- o espancador do espantado,
romos tnhao quebrado desde o p'imeiro at No outro dia o padre Rocco accendeo dous
">ullim0 cirios: sua ddvocSo ia crescendo; nao havia nada
Irosvozesse renovou a experiencia, e tros quedizer. Smente dous cirios produzirio do-
vezes produsio os mesmos resultados: a polica Ibrada luz da que produzia oin s: os lazzaroni
ficou i i juiso de seuscento e cincoeota comecaroa notar que a rua do S. Jos era un
reverberos, ro o padre Rocco chamado, o se I poued i !ara de noute.


I
cavSo a abjurar n sua propria convicrao c Ihe
arran vi etiuelle celebre todava move-si'
f i' i.i:i.11 >'.11 ierra por que os inquisidores de
en la o d'agora e de lodos.os lempos nao lio
outra eousa mais, do que o povo; nem o povo
li.i deizado, nem deiiar por seclos dossecuioi
de ser un barbara e perpetuo inquizidor (.un
toda a Tirria da expresso.
I'ouio ou nada importa O numero ou o
pretexto que turna para exercer esta sua n tu-
ral nehnaoo ; por que apezar do lempo dHS
leis e da mesma civilisa^o o povo he essen-
cialmonte inquisidor sto be ; tenaz em seus
juizos sejo errados, ou verdadeiros into-
lerante coiii os qiieiulgSo diversamente delle ,
implacaveJ com os que se atreven! a contradi-
zel-o, impaciente com a formas legaes, quan-
do Ihe inlerossa a vinganca desapiedado com
os que tem a desdita de eahir em seu poder,
insolente com lodo o genero de vencidos iv-
raono emfim e desptico at quando por o-
SUaiidade implora o dominio das Jjeis. Recor-
ra-se a historia de todos os povos de todas as
rencas assim polticas como religiosas de
i idos os Governos h de todas as revlucdes,
e sempre se enconliara gravado no povo essc
carcter inquisitorial, que he tal vez o seu es-
tigma propria mais universal e n ais nde-
level.
Dqui nasce o justo despreso com que os in-
dividuos que valem algumacousa esentem
dentro de si a forca de seu proprio valor, olho
para esse espanlalbo chamado popularidade
qiiati nunca outorgadu se nao a lalsidade ,
ao engann mentira ao charlatanismo e
sobre ludo hpocrsia poltica ou religiosa,
U'aqui tambem essa perpetua instabilidade as
niesmas popularidades que nascem boje para
morrer amanha quando nao tornao de re-
pente em urna horrenda c sanguinosa perse-
>, commummenle 15o injusta como foi
o aplauzo,
i^ual foi j o pai lido,poltico que nioalardeas-
se a sua dedicaefio ao bem do povo, e que se n3o
apregoasse por orgo da opimao publica ? En-
tre nos c-ses partidos lem-8e desplantado un.
aos outros cada um tem governado por su.i
ve/ : mas onde eslo os solidos e verdadeiros
beneficios que hajo leito ao povo de que
lodos se a pregoSo protectores, e amigos nti-
mos ? Que melhoramentos tem receido a nos-
sa Agricultura e geral mente fallando a r.i.ssa
industria ? ta riqueza nula, que existe derrama la pelo
vasto solo do nosso paiz abencondo ? Quebens
reaes podem vir a um povo dirigido, egover-
nado por partidos, que fumosamente so dispu-
ta o o poder como caes la minios se despeda-
cao pela posse de um osso? O paitido que
se \6encumeado, de ordinario cuida especial-
mente em o negocio das eleicGes e tudo mais
ou esquece de lodo ou nao Ihe merece se
nao urna attenco accidei.tal.
ConfeSSO ingenuamente que nos partidos
polticos, que se teem creado,morrido, reflus-
citado, modificado e metamorfoscado no meu
paiz, nao vejo lucia de principios ; o que ie
nbo observado he guerra de pessoas, he desce-
rem estes para sobirem aquelles, e aislse tem
cifrado a poltica do Brasil. As Administra
|Mtr mais bem intencionadas, que sejo, nunca
teem tem|o de cuidar na prosperidade do paiz;
D'ahi a dousdiaso padre Rocco accendo troz
cirios. esta vez08 lazzaroni se queixro al-
tamente. <) padre Boceo nao lez o menor
caso de suas queixas, o como sua devo-
co por S. Jos ia sempre crescendo, accendeo
porque sao cega. e furiosamente combat- | gumas vezes o presente em proveito de um fu-
d.is (filo partido, desmontado. E como poder tuio remoto, do horn grado sacrificara este ao
medrar o Brasil, se continuar nessa lorrive momento presente. Os Governos teem OWU
luota de reacoes de odios e de vmgancas? dia que (resolver problemas compostos de ele
Quando pariremos nessa carreira de destru- mentos innumeraveis e cuja solugosuppoe
edes? At quando viveremos de especulaces e antecipadamente o conliCciinento profundo das
intrigas publicas, e nao da industria e dos cousas e dos homens, conhecimento, que nao
inmensos recursos, que nos liheralsou a Pro-j podo ser produzido, seno pelo exame da ver-
videncia ? No meiodos maiores meios de rique- dadeira situaco do Estado em todas as suas re
za, e abundancia consertanio-nos pobres, e lacoes. A opinio publica porin, para est
nao so pobre*, senao cada vez mais individa-l belecero seu juizo. nunca lem a este respeito.
dos: e porque.' Porque todo o mundo s se i senao noefies limitadas, e incompletas, fados
oceupa das cavilacoes e Irapacas da poltica imperfeitos, ou falsos. E como poderia ento,
ea industria ja/ esquecida e quasi de todo sem se engaar, aventurar-se a julgar da ne-
desprez .da. cessidade da guerra, ou da paz, do modo de
O vocabulo povo anda sempre de parceria conduzir uma e tratara oulra, dos impostos ,
como vocabulo opimao publica, exprtsso e syslema commercial, das leis que garanten)
mgica, de que todos os partidos se prevalerem, as propiedades e a liberdadefdos individuos ?
e ditera ter sempre a seu favor. Mas a opimao Como deixario os Governos de cabir nos erros
publica (diz o celebre Sr.Ancillon)ha mister Ser mais perigosos se tomassem tal jui/o como
submettida a um exame profundo A opinio regra de su^s operaces? Os Governos nao
sim conduz-nos verdade emquanto disperta devem ter por fim principal, senao o bem geral
a nossa atiendo sobre um objecto, e nos leva a <|a sociedade.
indagar o que a pode esclarecer Masaopi Longedemim o pretender, que sedemre-
nio, prev-'nindo-nos pro, ou contra uma cou- re a epinio publica; pois muitas ve/esde-
sa, tan,bem nos pode apartar da verdade, e in- vem os Governos tomaina em consideracao. A
luzir-nos ao erro. A opinio publica he sem opinio publica por sua nature/.a nao he nem
duvida um juizo J e para que um jui>o seja j |,oa, nem ma, nem falsa, nem justa; mas p-
uvida
justo e (cuba alguma autoridade requer-se
n aquelle, que o forma um conhecimento
profundo o discernimento, e a circumspec-
co neerssaria para poder considerar este oh-
jdo em sus relaeoes com os principios, ecorn
os outros objectos, que dependen delle, a li-
de todava ser uma ou outra cousa, segundo
as circunstancias Ella deve ser julgada por
uma regra invariavel e seus juizoscarecem
ser examinados por um principio mais elevado
e mais geral. Esta regra he a razas que a
da; rsle principio he o bem do Estado, oqual
erdade de espirito, que desliga de toda a es- : deve sempre andar diante dos olhos para se dio
pecie deprejuizo a ausencia de psisfto, sem cernir, etcolhor e achar os meios proprios de
o <|ue nao ha ra/So s, finalmente a abnegacao ot-ffecluar. As leis e segulamentos d'um Es-
de todo o intereflse pessoal ; porque o interesse
pessoal obscurece o juizo e substitue a verdade
das cous.is pedos prejui/os do individuo Logo
pata admittir. a voz publica como orgo da ver-
dade como um guia seguro e inlallivel, he
inister suppr que a reunio to rara de todas
estasquididadeshe umacousacommum, e que
em toda a prtese encontra.
.Mas desgracadamente cha-so o contrario.
\ massa dos homens em geral nao rene as
quabdades indispensaveis para assentar um jui
zo digno de eslima. Um individuo, posto lora
de sua cspirialidade e das suas oceupacoes
quotidianas em geral poucas cousas conhece
perfeilamenle e por principios: mais raro he.
que o s<-u espirito seja to penetrante, e tao
exercitado. que possa conhecer, ejulgar as re-
lacoes d'um olije tointeirameiitcextranho sua
esphera.
Se as cousas pois assim succedem, quando se
trata de objectos simplb es, e para os quaes ca
da qual trar a regra do seu juizo em sua pro-
pria cons iencia, com mnito maior ra/o,quan-
do o objecto dos nossos juizos encerra em si
um agregado de interesse! maiores, c mais ge-
raes. tactos, e noyes diversas ; porqu-' neste
caso j a multido nao he capa/ de julgar ,por
Ihe laltarem todos os elementos d'uma opi-
nio.
Os Governos devem pelo presente calcular o
futuro, preparal-o e dominal-o. Pelo con-
trario a opinio publica do dia, sem pensar na
posleridade occopa-se smente do lempo ac-
tual, e o toma por Un le de todas as suasac-
coes e ideias: a opinio das massas bem lon-
go de querer, como os Governos, sacrificar al-
'J'l__ WHgi^"B^Wt-
lado sao conformes ra/o, quando tem por
fim o bem geral. Toda vez que um Gortrna v
conduz pe os inmutareis principios da equidn-
de t pelas mximas da sita poltica, pode con-
tar, que tarde, ou cedo obttr a accdtaco do
pubhco '. mus te pelo contrario deixa-se airas-
lar da chamada opinio publica, prestndo-
se a exigencias de partidos, arrisca-se a cerrar
os ouvidos voz da razo a cometter toda a
laia de injusticas. e desatinos, a affrnder aos
xnteressts geraes, $ a verse por fim repeliido ,
condemnado e amaldicoado dtssa mesma opi-
nio publica. Finalmente sejo quaes forem as
mximas dos aduladores do povo, os verdadei-
ros representantes dos interesses da nago nun-
ch devem conceder voz publica uma influen-
cia directa sobre os seus projectos, e rcsolui oes.
e ainda menos tomal-a como .egra de proceder,
e sim devem. como orgo da ra/o, esclarecer,
elevar, rectificar e determinar a opinio pu-
blica.
A needutas.
Um ceg casou com uma mulher, a quem
consagrava muito amor, posto Ihe dissesse ella
misma, que era mui f> ia. Appareceo um Me-
dico famoso, oflereoendo-lbe restituir- Ihe a
vista. =rNao, meu charo Sr., (disse-lhe o ceg)
se chego a abrir os olhos e ver, perco o amor ,
que lenbo minha esposa, e este amor he, que
me faz feliz.
Oulra
Um man autor publicou um livro com o ti-
tulo /)a alma das bestas. Voltaire, tendo-o
lido, disse a um amigo que Ihe pedia o seu
parecer .= 0 autor he um excedente cidadao ;
mas nao est bem instruido na historia do seu
-f
paiz. =s
O mesmo Voitairc di/ia. que tinba tre/. es-
pecias de amigos : os amigos. qu me amo ,
os amigos a quem sou indillerente, eos ami-
gos, que me delesto.
Alfandega.
endimento do dia 17........... 216**33
Pescarregao hoje 18.
Brigue Albanez-^ diversos gneros.
lrgue //raga dem.
Patacho Novo Congresso idem.
vindr
con-
Novo Congresso, patacho porluguez
de Lisboa entrado no crrante mez .
signaco de Manocl Jos Machado Malheiros;
minifestou o seguinle ;
11 pipas com vinho ; a Gaudino Agostinho
do Barros.
40 pipas, e 10 harria viuho, 200 molhos ce-
bollas ; a Manoel Jos Rato.
1 caxa broxas ; a Domingos Jos Teixera.
2caixas barricas drogas 1 caxa broxas ; a
Victorino Ferrcira de Carvaibo.
1 embrulho impressos; a Silva & Fragozo.
3 pipas vinagre; a Manoel dos dantos Franco.
'lOcaixas toucmho 20 harria carnes, \
caitas chapeos, 3 gigos vazos de louca, 1 bra-
co de batanea ; a T. de A. Fonseca.
o caixas toucinho 5 barris carnes 10 ca-
naslras liatatas;a Nascimento Schaefter t Cotn-
panhia.
40 barris vinho ; a Manoel Unalbo Me-
deiros.
3 caixas toucinho 27 barris carnes ; a Ma-
noel Ignacio de Ovcira.
10 pipas vinagre ; a Francisco Severianno
Rabello.
41 pipas, e 100 barris vinho, 30 pipas vina-
gre 10 barris a/eite doce 10 ditos carnes,
lOcaixas toucinho ; ao Consignatario
10 caixas, e 4 barricas drogas, 1 eaixote im-
pressos, 1 lata rap. 1148 patacev, a Ordeui.
niO l'K JANEIRO.
CAMBIOS NO DA 5 DE JULHO
Pregas da ultima hora da praga.
Cambios sobre Londres. 2o
)> Par*. 375
Hamburgo. 700
Metaes dobroes Hespanhes. 31jG00
r> da patria. 3b4oOa 3U500
Pesos Hespanhes 2j020
da patria. 1i950
Pecas de 6*400 v. 17cci00 a 17)700
, de n. 10j800
Moedasde 4j000 9,>io0 a 9*500
Prala.......10*


x
o


Apolices deGporcento. 70
(J. Comm.)
lovimenlo do Porlo.
Navios entrados no dia 17.
Pinzance ; 45 dias brigue inglez Placid, d
234 toneladas, ca piteo llenry Cawsey, equi-
pasen! 13 carga lastro; a ordem.
Mcus filhos, disse, he bom que vos coin-
munique qne fui eu que mandei pintar o S Jo-
s quepodesles admirar na ra que tem o nomo
d osle grande santo.
Nos o sabemos, nos o saltemos! dissero
um leveil ero no quarto dia: I) esta vez nao ha- em choro os lazzaroni. O padre Boceo,
in
Via que enganar-se cerca das inlencoes do pa-
dre Boceo; a mea noute via se 13o claro na ra
de S, Jos como ao meio dia Os lazzaroni que-
br;ro o lampean do padre Boceo, como bavio
quebrado os lampiesdo governo
O padre Boceo annunciou que pregara no
domingo segunte sobre o poder de S. Jos.
Era cousa grande um sermao do padre Boceo.
Elle pregava raras vezes, e sempre em circums-
tancias supremas: nao era um fazedor de pbra-
ses, era um dizedor de fados. Ora, como os
fados contados pelo padre Boceo estavo sem-
pre na altura da ntelligencia de seus ouvintes,
os sermes do padre Boceo produzio babitual-
mente profunda impreasSo em suas ovelbas.
Por isso, logo que se espnlbou o boato (ue o
padre Boceo pregara, lodosos lazzaroni repeti-
ro una aos outros esta importante noticia, de
inaneira que, na hora indicada para o sermao,
sio s eslava cheia a i.reja de S. Jos, como
tambem bavia povo que se bifurca va nos altos
.legraos da igreja e que subia de um lado al o
Marcatello, e descia lacio Real. Os ltimos, como bem se compre-
bende, nao podiio OUVir nada; porm confiavao
na hondada d'aquellc que ouviao dar Ihes re-
I etirem o (ue tinbao ouvido,
O padre Rocco subi ao pulpito:
contrario a urna multido de pregadores.quccs-
tabeleceo de antemo acondi(o que ninguemos
interromper, o padre Boceo, digo, provocava
ordinariamente o dialogo.
dos aqucllcs que foro seus devotos na trra.
Por mais que t nho feito ?
Oh meu Dos sim.
Mesmo os ladres ?
Mesmo "S ladros.
Mesmo os salteadores ?
-' Mesmo os salteadores.
I.evantou-se um grande susurro em toda a
assembla. O padre crusou os bracos e deixou
o su-urrocrescer, diminuir e extinguir-so.
Mcus filhos, cunlinuou, he bom que vos Vos duvidnes? disse o padre,
communique que fui eu que puz cirios oante Um fizero os lazzaroni.
do S. Jos. Pois bem, queris que vos cu cont o que
Nos o sabemos tornaro a dizer os laz-, succedeo, nao ha oais que oito das, a Mas-
ni. trilla ?
Emfim, que fui eu que puz um lampiao
diante de S. Joz.
A Mastrilla o bandido ?
Sim.
Que foi julgadocm Gaeta P
Sim.
E enlorcado
Sim.
Contai, padre
lodos os lazzaroni.
O padre Boceo s e:
erracma
/
occo, contei gritro
rara por este convite.
Mas, porque pu/.estes un lampio di
ante de S. Jos, pois que nao he costumeac-
cender-se lampio diante dos outros santos?
Porque, tendo, S. Jos mais poder do
que qualquer nutro santo no co, deve mais
que qu.ilquer oulro ser honrado na trra.
Oh exclamarlo os lazzaroni, um mu-
momento, i'iidrc lioccu temos primeiro o pa- Belenremos seu singu&r discurso, limitando-
dre eterno que est antes delle.
Lonvenbo, disse o padre Rocco. cousas, que podem versalitas aos olhos do nos-
Nossa Senhoia sos leitores, sao tratadas com uma desenvollu-
I'erdo, Nossa Senhora he sua mulher. ra que talvez Ibes parecesse excessiva. Elles nao
Assim, S. Jos lem mais poder do que terio razo de ver. no que citassemos, uma pa-
Nossa Senhora ? rodia, um escarnoo; oque esta to longe da
le..i. nossa intenco como da do padre Boceo. Se nos
Pois que poder tem elle ? instituimos na obrigacio de repredu/ir a predi
vwq
lica, he porque, em nossas peregrinaces. o nos-
so dever de historiador nos forca a contarmos
tudo, e he emfim por nos ter ella parecido ca-
ractensar perleitamente, como no cometo ds-
semos, o estado de vulgaridade supersticiosa em
que teem cabido as grandes cousas da rebgio
entre os povos da Italia em geral,c entre o povo
de aples em particular.
O padre Boceo se exprimi assim:
Mastrida era um salteador sem fnem le,
porm Mastrilla era devoto de S. Jos. Sabieis
isto?
Nao.
Pois bem, eu vol-o tfianco.
Os la/zaroni repetirlo uns aos outros;Mas-
trilla era devoto de S. Jos.
Todos os dias. Mastrilla fa/iasua or.ic.3o
a s. Jos, e Ihe dizia: Grande santo, eu sou
to formiduvel peccador, que so em vos confio
para me salvar na hora da minha moite, porque
so vos poderois aleahear do Podre Eterno que
possa um reprobo como eu entrar no paraso.
(Julquer nutro escolbido penl.ria seu lem-
po. Portante s em vos confio, oh grande S.
no a supprimir coilas partes em que Igumas Jos .' Esta be a uraiao que elle resava todos
os dias (guando se arbou entre as mos do al-
goz, repeli sua oracao habitual, e. na ultima
palavra desua oraen, sallou da esesda para o
ar. Cinco minutos depoii eslava enforcado.
Eu vi enforcal o, disse um dos circums-
tanles.
Entio he verdade o queeu digo.' per-
i'em o poder do fazer entrar no co lo- cado excedente nioDge, he por ser ella autbeu- gunlou o pregador.


HOMEH
1
rfu.
-i- >;
Havre de Grace ; SI dias. brigue frccz /frise cepcao de pessoa alguma. Recebedora. 18 de I arribado o legalmente condemnado n'estc por-1 res mestresqueempregarao o seu sabor hnto i,i
jimtlit de 280 toneladas capitSo Meria- Jolbo d 18. Franca,o Xavier L'avalcanti
diec equipagem 8, car a diversos gneros, de A ib ti qu erque. (15)
Rio de Janeiro, e portos intermedios ; l0 das,
vapor nacional Thetis coimnan pilo-Tenenle Joaquim Jos de Alineida Ca-
ntara Manoel: pussageiros, o Exm. Sr.Con-
de do Rio Pardo e seu Ajudante, Padre
Joao Bjptista Cordoiro.Tenente Reg Men-
teiro A libres Jos Joai|uim Merelles Es-
criv.lo da Armada Augusto Ramo* ProenQa ,
Dr. Joaquim Augusto da Costa Freir, Bra-
sileiros.
fidit, I.
1O Engenheiro em obefe da provincia .
manda fa/er publico, que em virtude da u-
torisagaodo Ex n. Sr. Presidente, com data de
6 do correte, acha se aberto um concurso
para o lugar de Ajudante dos Engenbeiros, que
existe vago n'eta repartilo, 0(|ual lera lagar
no palacio do Governo da provincia DO da e
Doras que orcn ulteriormente determinados ,
conforme s disposiede* additivns ao artigo 21
do regulamento das Obras Puhlcas.ahaixotrans
critas, Repartieao das Obras Publicas 16de
Julbode I8U. L. L. Vauthitr.
O Vice Presidente da Provincia em addita-
mento ao artigo :>{ do 'titulo 2.do rcgolam ri-
to das Obras Pu nucas de 23 de M lio de 1812 ,
ordena,que na 0 pos-.ao ser propostos pura Aju
fiante dos Er.genheros os individuos que nao
liverem coi ihecijnenlo o nlrucc,io das materi-
as seguintes.
Principios geracs de geometra, das linhas
planos, e-solidos.
rrir.njinios genes de arithmctica, compre-
benden lo as nif.tro operaedes elementares so-
bre nmeros inteiros e quebrados, exirccui
'-as ruitef quadra as as proporcoes e pro-
gressGes.
Execucao d'um desenlio linear com a re-
goa e o compasRo
Kxpljcacao do uso dos diversos instrumentos
4'rapbieos como sejao alednde,' busssola, gra-
phnmetro e nivel (la agoa
Lingoa nacional e ortographia.
Este conbeciioenlo ser verificado perante
um concelho do exame composto rio Engenhei
ro em che fe, do Inspector-fiscal o de um
outro Enge'iihero, Palacio de Pernambuco
em 4 de .uoho de 1844 Ass gnado. '/
qaita. Esta conlorme.O Escripturario
Joao Haptisla de .
r-.wrn .-. t*m w --- --.- .-- ww i
claracoes.
1=: O Administrador da Mesa da Recebedo
ra das Rendas Internas Genes, lendo poi
rnuitas ve/es cbamado pelos Diarios aosdeve-
dores do bairros do Recife, S. ntonio, Boa
vista, eAllogados, para pagarem o impos-
to do banco laxa do escravos seges, ecarri-
nbos, de boles candas, e niao-moita ;
ningoem tem comparecido para pagarem os
releridos imposlos a por isso annuncia pe
la ultima ve/ que se al o fin do corren-
te mes nao vierem pagar remetiera para
jttizo relacoes para seren executados sem ex-
2 COMPANHIA 1)0 BEIURIRK.
A Administraco da Companhia do Bebiribe
convida aos Srs. accionistas para q' hujSode rea-
lisar umaprestacao de 4 p. sobre o valor das
suas acedes, dentro do pra/o improrogavel de
30 dias, contados da data deste, Escriptorio
da Companhia 16 de Jullto de 18ii. ^0 Se-
cretario B. J. Fernandts Barros. (8)
RelaQo dos pcocessos civeis pertencentes-oo
CHctorie do Escr vo de appeliacoes, Antonio
Ignacio de Torres Bandoira, que esto parados
por falta de sello, ou preparo, ou algurn re-
querimento.
Appellacao crime do Jos Rodrigues de O-
liveira Lima, com D. Ignacia Mara Xavier.
Dita dito de Mauvernais, com Joo Baptista
Marques >la Silva.
Dita dito de Manoel Lnpes Maciel, com
Joaquim Rodrigues .los Santos.
Dita dit do Jos Lopes Barreira e oulros ,
com Francisco de Freilas da Silva e oulros.
Dita dito de Jos JoaquimTbeotonio de Mel-
lo, com Antonio Martin Carneirode Mello
Dita dito de Hermano Pessoa de Albuquer-
que, com Francisco de Paula Torres.
Dita dito de I). Francisca -'aria do Jess ,
com Vic-nle Jos Ferreira Lima.
Dita dito de Jos Felis Montoiro com Jos
Joaquim Bizerra.
Dita dito da vuva e mais herderos do finado
Mathiasd i Lama Cabral de Vasconcellos com
liento l.uizda Gama Maia.
Dita dito de Antonio Joaquim da Silva Gi-
qniri, com Jos da Fonseca Barboza.
Dita dito ile Manoel Ferreira da Silva, com
\maro Ferreira da Silva.
Dita dito de Francisco Xavier do Almeida
om Simio Barbo/a Cordeiro.
Dita dito de Joo Baptista do Templo, com
Diogo Gomes do Reg.
lo na sua recente viagem que azia da Balavia elegancia e distribuicSo cuino na seguranca
com destino a Anvers; segunda-feira 22 do ditoedificio.
crrante, as 11 boros da manhaa no aruiazein
do Sr. Baltbur, tia ra de Apollo. (10')
lusos diversos.
__ De a puia verdade, respondeo o luzza
roni.
__ Depois ? depois? gritarao os lazzaroni,
que iao comecando a tomar vivo iitereresse na
oarracao do padre Rocco.
__ Assim que Ma.-lrilla morreo, vio duas
estradas abertas dianie de si: urna que ia su-
bindo. e outra que ia descendo. Ora, be moijp
natural que aquelle que acaba de ser enforcudo
' nao possa bem saber o que faz. Maslrilla tomou
a estrada que ia descendo.
Maslrilla deseco, deseco, desceo, durante um
da, urna noute e mais um da; eniim acbou
Urna pona. Era a porla do inferi. Mastnlla
bateo na porta; Pluto appareceo.
Donde vens? perjiunlou Pluto.
__ \enbo da Ierra, respondeo Maslrilla.
Que queras ?
Quero enlrr.
(^iiem lies ?
Sou Maslrilla.
Aqu au lia lugar para ti: passaste toda
a tua vida a rezar a S. Jos: >ai ter com o leu
liDIO.
Onde est S. Jos?
Esta no to.
Por onde se vai para o co ?
Votta por onde vieste, adiars um cami-
nho que sobe; logo que estivere* n esse cami-
nbo, vai sempre diroito: o co esta no lim.
.Nao me podere engaar '
Nao.
Muito i)briado.
Nao ba de que.
Avisos martimos.
4
2- Para o Rio de Janeiro segu al odia
20 do correte o brigue brasilciro Eugenia,
linda recebe alguma carga miuda ; trata-se na
na do Vigano annazem de cabos n. 5, ou
romo Capitao (5)
= Para o Maranbio sahir em poucos diaso
brigue escuna Carolina, forrado e pregado de
obre ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem para oque tem excedentes com-
modos, dirija-seao Capitao ou a Manoel Du-
aite Rodrigues na ra doTrapicbe n. 26.
2 Se^ue para o Ass inipreterivelmente
no dia 18 do corrente mez o bem conhecido
Patacho Nacional Aurora Feliz pregado e
forrado de cobre, o qual inda recebecarga: quem
nelle quizer carregar ou ir de passagem, diri-
ja-seacasa do Senhor Manoel Joaquim Pedro
da Costa. (7)
.---.- JpepS|ffp|SjSM jw!''9i<^r.0*f7r^-7.;.-w- ^ ;
JMO'S.
1 O correlor Oliveira fara leilao, por or-
dem e em presenefl do Sr. Cnsul da Blgica ,
e por con la o risco de quem pertencer de cer-
ca de 000 saccas de arroz desembarcadas de
bordo do brigue hubens, capilao VV. A. Rvk.
Pluto tornou a fechar a porta, e Maslrilla
tomou o caminho do co. Subi durante um
dia, urna noute e um dia; depois continuou a
subir durante urna noute, um dia e unta noute,
e acbou una porta. Era a porta do eco. Mas-
trilla bateo na porta. S Pedro appareceo.
Donde vens? perguntou S. Pedro.
Venho do inferno, respondeo .Maslrilla.
CJue queres ?
CJuero entrar.
Cjuem bes ?
Sou .Mastnlla.
Como exclamou S. Pedro, tu he Mas-
trilla o bandido, Maslrilla o ladro, Mastrilla o
assassino, e queres entrar no co !
Porcerto! nao me querem no inferno,
disse Maslrilla, eeu devo ir para alguma parte.
E porque nao le querem no inferno?
Porque fui leda a n.intu vida devoto de
S. Jos.
Temos mais um disse S. Pedro; pois is-
to nao acabar Tanto prior, bofe Ja estou
caneado de ouvir sempre a mesnta cantiga Nao
has'de enlrar.
Como nao hci de entrar /
Nao.
E para onde queris que eu va ?
\ ai para 0 diabo !
De la venho.
Pois volla !
Ah I nao, nao obrigado lie longe, o
eu estou caneado Aqu meacbo, aqui lito.
(lomo aqui licas J .
Sim.
LOTERA das MEMORIAS
HISTRICAS.
Por mais diligencias empregadas para efec-
tuar hontem, 17 do correte, o andamento das
rodas desla lotejria, como so bavia annunciado,
lorcoso be declarar o respectivo tbesoureiro ,
que isto nao pode ter lugar por faltar anda
por vender una porc'io de bilheteS cujo valor
sobe a rs 7:680j000 valor este excedente
noquedeve ficar por conta de urna socie lade
organis ida. que se comprometteo a arriscar al
a somma de is 3:-RJ0j0D(). A vista do que o
mesmo thesoureiro tem dirigido a S. Ex. o Sr.
Presidente da provincia a conveniente partid-
pacao, e aguarda a decisao deS. Ex pura
communical-a ao publico.
1 Na ra do Rangel n. '.)\ copino se senlen-
sas, processos, c tod > qualquer papel judicial,
assim como la/.-se outra qualquer escripturac.au
com muito boa letra, e a maior perfeicao,sendo
ludo isto feito com bastante brevidade, e por
proco muito commodo. (6;
= Quemannunciou querer comprar o guar-
da I i v ros moderno
n. 42.
3 = Os abaixo assignados fazein por este se i
ente a quem convier que a sociedade que os
mesmos tinhao na botica da ra larga za rio sob a firma de Barlholameo & Ramos ,
foi amigavelmeute dissolviria, em data de 10
do corrente, conforme a escriptura no livro de
olas do Tahelliao Goilher Patricio Bizarra,
fartholnmen Francisco de Soma, Jos Marta
(onfalies Humus (9i
2 Precisa-se alugar urna casa de sobrado de
um andar com soto para grande familia,
sendo em boa ra, eque seu nuguer nao ot-
ceda de 300j000 rs. annuaes ; quem a livor
pode dirigir-se a ra doCaldereiro n. 12 (5)
Aluga-se urna casa terrea na ra da Ale-
gra com muito bous commndos para grande
familia ; a tratar na ra Direita n 9.
s/rrematacBo Faral ?
1Por execucode Francisco Jos Barboza, e
parante o Sr. Dr. Juiz do Civel Nal u-
co Jnior na ra do sol lera lugar a pri-
meira praca f Escrivo Magalhaes ) no dia 20
de Judio correle da casa de tres andares na
ra Nova d'esta cidade n. 23 e com frente para
o beco da camboa do Carino ptnhorada a Jo
ao Eduardo Cbardon esua mulher para pa-
gamento de 14:1 GOjOOO rs. a que est sujeita
por escriptura publica as notas do Tabelliao
Ferreira os pertendenles a este t;o excedente
como rendoso predio poderao haverinformacoes
de urna escriptura publica as notas do Tabelliao
Coelho, pela qual obrigarao-se as partes sua
ConstruccXo com os melhores materiaes, dando
se as duas frentes para os alicorees oito palmos
de fundo sobre oito de largura e para o lado
do beco a mesma profundidado sobre de/ de
largura ; obra esla executada n'eslcs ltimos
oiialrn annon debsilO da dlfCCCSo dos mdho-
A for;;j se perpetuamente e por mol" j.
pencSoannual os terrenos que ficao ao lado d<
estrada nova dests para a cidade de Olinda, que
pertencem ao sitio Tacaruna com frentes pu-
ra a entrada e fundo para o rio de Olinda ,
e para a' mesma-Tacaruna; a quem convier di-
rija se a tratar na ra da Guia n. 37,
Jos Tavares Bastos, deixou de ser co-
brador do arma/em de madejra do Si. Joaquim
Lopes de Almeida desde o dia 17 de Judio do
corrente.
I'a/em-sc casacas de pao prelo e lo
cores a 28.)000 rs. sobrecasacas de dito dito a
30^000 rs. ditas de merino prelo superior a
24.)000 rs. calcas de pao prelo e azula 12S000
rs. ditas de gasiuiiras linas a 10^000 rs. ditas
de brirn de linlio de lisias a 4.)000 rs. coletes
desetim prelo de macau a CfOOOrs. No atierro
da Boa-vista oja dealfaile na esquina do beco.
=. Obilhete a.9 1072 da nica lotera con-
cedida a favor das Memorias Histricas de Per-
nambuco pertence ao Sr. J. M. Fos da Cu-
nba do Par.
1 Antonio Carlos Andorfcr, retira-se para
lora da provincia. (2)
Joaquim Jos Ferreira de Almeida em-
barca para o Rio asna cscrava Leonor, de na-
co, c Din lilbo recemnascido.
=s Precisa-se alugar urna preta que venda
lo simiente na ra e que seu senhor se res-
dirija-se a ra Nova ponsabelise pela dita venda, pagando-so 320 rs,
por dia ; na ra do ozario estreita n. 43, pri -
meiro andar.
=* D'i-se '2001 rs. a juros, com penhores do
E esperas entrar contra a minba von-
tade ?
Espero.
E em quem confias para isso ?
Em S. Jos.
Quem se vale de mim? oerguntou urna
voz.
Eu eu gritou Maslrilla que reco-
nbeceoS. Jos; o qual, vindo a passar por aca-
so tinha ouvido pronunciar seu nome.
Ora bem disse 8. Pedro s fallava
esta !
Pois que ha? perguntou S. Jos.
Nada disse S. Pedro absolutamente
nada.
Como nada exclamou Mastrilla vos
chamis a isto nada Mandais-me para o in-
ferno e nao queris que eu grite !
Porque mandaes este bomem para o in-
ferno ? perguntou S. Jos.
Porque be um bandido respondeo S.
Pedro.
Mas talvez se arrependto na hora de sua
morte ?
.Morreo impenitente !
Nao he verdade .' exclamou Mastrilla.
A que santo te votaste quando morreste?
perguntou S. Jos
A \os grande santo a vos em pessoa ,
a vos e nao a outro. Mal he por inveja que S.
Pedro faz isto.
Quem s tu ? perguntou S. J
Son \i istrilla.
Como .' tu s Maslrilla, o nieu bum
ouro, ou prata ; quem os pertender, dirija-se
ao Atierro da Roa vista ao sabir da ponte na
primeira venda se dir quem os da.
1-0 Director da sociedade = Apollinca =
previne aos Srs socios em geral da mesma so-
ciedade que nao Ihes he licito levar as parti-
das as pessoas comprehendidas no S S.'i art.
Vo, do Cap. 2." dos Estatutos sem que pre-
viamente liajao obtido dalle Director por es-
cripio a peruiisso exigida no dito e isto
para evilarem-se alguns abusos. (8)
Precisa-se saber onde est hospedado o
Sr. Dr Joaquim Augusto da Costa Freir; na
ra da Praia n. 43 ou na do Rangel n. 1.
= A abaixo assignada convida ao Sr. Jozu
de Jess Jardim, pelo presente a declarar quem
he esse aventureiro que sugerio a annuncian-
le a leinbranca ilo annuncio com que tanto se
incommodou ; pois que se elle tem razao nao
deve temer fa/er esta declaraclo e se a nao
lem be conveniente que o publico ainda mais
o con beca : a abaixo assignada provoca an Sr.
Jardim a fa/er esta declaraco por amor do seu
crdito, e de qualquer pessoa que a honre com
a sua amisade ; desejando definir com o cdi-
go penal oque significa aventureiro : espera-
mos que o Sr. Jozu com seu silencio nao
queira passar por provocador injusto, e in-
solente. Este como o outro he escripto por=
Joztfu Maria da Paixao.
1 O Cirurgilo Joaquim Jos Alves de Al-
buquerque mudou a sua residencia para o Re-
cife, ra da Cruz n. 57 ; ruga portante as pes-
soas de sua ami/ade e quem de seu preslimo
se queira utilizar, tenhaO a bondado de o pro-
Ciui i ni mi.i casa.
Maslrilla que todos os dias me fazia sua ora-
ro ?
Sou eu mesmo em pessoa.
E que no momento de tua morte te diri-
giste a mim directamente a mim ?
A vos s.
E elle nao te quer deixar entrar ?
Se nao tiressaes passado porabi, eslava
acabado !
Mcu charo S. Pedro disse S. Jos to-
mando ar de dignidade, espero que deixareis
passar este bomem.
Por minba vida que nao disse S. Pe-
dro. Ou sou ou nao sou porteiro : se nao es-
li contentes commigo demiltao-me porm
quero ser senbor na minba porta e nao abril-a
senao quando me aprouver.
Pois bem n'esse caso nao levareis a
nuil que levemos a questao ao conhecimento do
Padre Eterno pois que Ibc nao contestareis o
direito de abrir o paraso a quem bem Ihe pa-
recer.
Sim vamos ao Padre Eterno.'
Deixai ao menos entrar este bomem.
- Que espere na porta.
Quedeto facer grande sanio? pergun-
tou Mastrilla ; devo forcar a entrada ou devo
obedecer ?
Espera nieu amigo, disse S. Jos, n
se nao entrares eu sahirei ; ouves ?
S. Pedio tornou a fechar a poita e Mas-
trilla se sentou DO luniiar.
[Continuar-it-ka,,


Aluga-se urna casa lerrea com soto cor- tes de efTectuar o embarqne apresenlar ao
rido rom cacimba de boa ago.a do beber., no agente do contrato, o Sr. Arcenio Fortunato da
Deco ffo Settgado ; na ra da Cadeia do Keci-( Silva, os respectivos despachos para pelo mes-
fe n. "25. i mu seren averbados ; na cortesa de que no
1 Se nesla praca ou em outra qualquer serf recebidos por encontr no pagamento do
parte etflslir p Sr. Thomaz Soares de Alberga- consumo aquellas cerlldoes que nio vierem
ria natural da liba do S. Miguel, se servir acompanhadas de urna copia exacta do despa-
de dirigir-se a ra do Vibrio a tallar com Joao cho de que sao provenientes, ou com que se
Tavares Cordoiro, para Ihe rommunicar urna nao liver pratlcado a apresentacuo a cima exi-
parlicipaeao vinda da mesma llha. '(ilgida. (15
Precisa-sede um a dous aprendices dej 2 Quem quizer alugar um preto para qual-
cbaruteiros ; na fabrica da ra da Cacimba e
na inesma fabrica vendem-se ptimos charutos
de Napoleao ebegados ltimamente da Babia,
por preco com modo. v
Qualquer capilo de embarcaco, que
tenhtt de fazer viagem daqui para Lisboa ou
Porto o precisar de um bom padeiro e mes-
mo para ajudar ao cosinheiro de r e traba-
Ihar de tudo que for servico do convs, queira
annunciar, pois para todo este servido se ofTe-
receum Porlugucz nao querendo mais do que
a passagem gratis.
1Urna pessoa quetem boa lettra se ofle-
rece para copiar qualquer escripia e tambem
msica ; quem precisar dirija-se a ra do l.i-
vrnmenlo sobrado n. 85, 4
Aluga-se urna prela dando-se 240 rs.
diarios e o sustento ; na ra Helia n. II.
Deteja-se saberse existe nesta provincia um
moco Portuguoz, da provicia do Mnho, fre-
guetladeS. Simio da iunqueira, Concelhoda
villa do Conde de nmne Jos til ti t de Ber-
nardino Jos da Silva : se existir queira an-
nunciar sua morada que se Ihe deseja fallar.
Precisa-se alugar urna ama de leite que
tenha boas qualidades preferindo-se escrava ;
quem estiver nestas ciccumstancias annuncie.
Aluga-se Urna canoa para enlullio que
carregue dous mil lijlos de alvenaria grossa ;
quem a pretender annuncie.
Alnga-se um sitio em S. Amaro, na entra-
da da estrada do rnesmo com casa de pedra e
cal com duas salas, 4quurtos, cosinha, por-
tao na mesilla estrada boa cacimba d'agoa de
beber, bastantes aivoredos de varias qualida-
des ; quem o pretender dirija-se ao Allerro-da-
Boa-vista n. 12.
1 Me. Gallum t\ Companbia respeitosa-
mente avisad ao sinhorcs de engenho, e ao pu-
blico em geral que na nova ra do Brum.que
passa por detraz do Arsenal de Marinha teem
estabelecido urna forrarla (sendo a ultimado
lado do puente da mesma ra onde fazein
cavhoes atracadores parafu/osde apellar e
entras ferragens para engentan eixos trilitos,
0 nutras ferrageofi para carros, parafu.'os c por-
ras de todos ds lamanhos ferragens para na-
vios varadlas, portaos carros de niau e to-
das as obras de lerreiro ; e como os seus appa
reinos recenlcmcnte chegados de Inglaterra s8o
da primeira qualidade ; prometle agradar aos
seus Ireguezes tanto na qualidade do mo
d'oDra con.o no preco e promptido. (1(5
t Aluga-se um ou dous pretos para al-
um sio ou outro qualquer servico ; na ra
Nova armasen) n. (i7. (3
Quem annunciou querer comprar o guar-
da-livios moderno, querendo um em bom uso,
dirija-se a ra da Praia n. 33. -,
1Augo-sc dous elegantes sobrados, com
boa vista para o mar ; na ra da Alfandcga-vc-
lha n. 34. 3
Quem precisar de urna ama para todo o
servico de una casa dirija-se ao beco de Joa-
quim Jos de Veras n. S
A pessoa, quequer comprar o guarda-li-
vros moderno dirija-se a livraria da esquina
da ra do Collegio.
2 Declara-se, que o Senhor Jos Rogcro
Marcelino est pago de um annoda loja de seu
sobrado na ra Direita a. 100, o quai se ha dt-
vencer em *l de Julho do anuo de 18'i5 e ra-
ra seguranca de quem a diantou os ditos alu-
gueis hyputhecou o rnesmo Snr. os referidos
Juguis (7
2 Jos Francisco da Silva Penna embarca
para o Uio de Janeiro os escravos de nomo be-
nedicto de naco Costa e Lu/, de naco
lnbambane o entregar a seu Sr. Vicente Tho-
maz dos santos. (5
- O abaixo assignado dcclera ao publico,
e em particular ao commercio desta praca, joe
o seu estabelecimento de armastm de quenqui-
Iberlas que girava sob sua Arma e da qual
ero agentes os seus ex-caixelros o interessa-
dos Victorino Jos Ferieira e Jos Francisco
de Araujo (uimures. em altenco ao bem (]ue
desempeiiharo seu encargo, e bom concert,
que Ihe uierecein pela honradez com o serv -
rao ; Ibes ha feito entrega do dito estebelecl-
niento e formado com os meamos sucifldada
em commandita e desde o dia primeiro do cor-
rente o rnesmo estabelecimento girar sob a nova
firma de Victorino ex Gulmaraes j Rcando res-
ponsavel o abaixo firmado pelas transacoes an-
teriores aquella data CU|8 liquidaco tica a
cargo do rnesmo estabelecimento, em o qual aj-
ea o fuhdos sulicienles nao s para a referida
liquidaco como os precisos para a nova so-
ciedade. Jlenriguc Jorge. -o
2 Aluga-se para casa francs una escra-
va que sabe bem engommar cosinhar mul-
to bem e lavar; quem a pretender dirija-se a
ra Imperial n. 47. i
2 Pirmino Jos Felis da Hoza arrema-
tante do imposto de 40 rs. por cariada de be-
bidas ( spiriluosai, que se consumirem na pro-
vincia declara a todas as pessoas
quer servico dirija-se a roa do Sebo o. 33, do
lado esquerdo. (3
2 Ainda est por alugar o sitio de Bemflca
aonde morou o Cnsul Inglez, o qual offerece
(odas as commodidades para quem desoja mo-
far no campo ; a tratar na ra Nova n. 44, se-
gundo andar. (5
3 Existe vender-se grande quantidadede
sabao escuro fabricado na fabrica da ra Im-
perial n 116, sendo de arroba para mais cada
vendagem e aoantigo preco de 110 rs. a li-
bra. (5)
15-NA BOTICA. EARMAZEM DE DRO-
GAS, NA RUADA MADRE DE DOS. N. 1
Vendem se as preparaces seguintes por pre-
co muito corpino lo e de superior qualidade.
Gregory's'Powder.
N8o haver pessoa alguma que tenha feito
uso deste medicamento em qualquer parte do
Globo que nao tenha sentido seus beneficios.
Os seus efleitos principaes he ser um ptimo
purgante estomtico e muilo til as doen-
cesdo ligado, baco &c. rc. as Indias, on-
de tanto progridem e tantos estragos produzem
constantemente estas doencas, sao raras as pes-
soas que nao tem conhecimento dosbonsef-
feitos deste remedio O menino o velho de
crepito e finalmente o homem em qualquer
idade da vida pdem som receio algum fazer
uso deste medicamento COJOS eftuitos saluta-
res nos fazem inlgar urna inspirado divina ao
genio sabio, o philantropico de seu autor. A
dose deste medicamento he unta ou duas colhe-
res de cha misturado com agua duas ou tres ve-
tes por dia.
Na mesma casa (amhem se vendem tintas e
todos os oulros ohjectos de pintura ; vernizes
ile superior qualidade entre files hum perfei-
tamente branco e que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada sem que produza al-
teracao alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Ront de liermuda ; Sag ; Salionetes ; Sa >ao
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
marlas inglesas ; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, r pos para denles; Pastilhas de mu-
riato de morphina e ipecacuanha ; A?ul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Posdesei-
illils, e de soda ; Pastilhas de bi-carbonalo
soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
2 Vende-seuma preta de bonita figura.de Vondo-se um pipa e urna quartola ar-
20 anhos Taz renda e he propria para todo queadas de ferro, para azeite de carraputo; um
o servico de casa ; na ra da Cadeia do llocife,
loja de Joao da Cunha Magalhdies. (4
2Vende-se urna crrente grossa de ouro ,
por preco cornmodo ; na ra Nova n. 55. (2
2 Vende-se rhelorica do Marinho, arithme-
tica de Besout, dita de Lacrois Genueuse ,
diccionario da tabula Cornelio fbulas de
Phedro os 3 tomos de Virgilio Horacio, ar-
te potica em latim e portuguez cartas de Ci
cachorro atravesado muito novo ; na ra do
Cotovello n. 27.
Vende-se a venda n. 7, no Beco-largo do
Recife com os fundos quo o comprador qui-
zer ou a armacao com seus pertences ; a tra-
tar na ra da Senzalla-velha n. 102; na mer-
ma venda vende-se sal de Lisboa a 160!) rs..
pela medida velha.
I Vendem-se duas moradas de casas de
cero Ovidio, Cicero de olliciis Julio Cezar. os pedra e cal, pequeas, por muito barato preco ,
peridicos Guarda Nacional, Indgena Paisa- sitas no fundo da igreja da Estancia junto a
no, e o Catholico todos encadernados; na ra camboa muito proprias para passar a festa
das Cruzes loja do encaderuador n. 35. (8 urna pequea familia e de pouco dinheiro e
2 Vende-se um escravo crioulo de20 an- tem junto urna cacimba de agoa do beber que
nos, de bonita figura, ptimo carreiro, caldciro todos os moradores daquelle lugar se utiliso
ro e sem vicio ao comprador se dir o mo- delta faz-s'e todo o negocio ; na ra do Ara-
tivo da venda ; na ra do Sol n.-2o segundo g5o venda da esquina que volta para a S.
andar. (5 Cruz n. 43. (10
\ Vende-se urna commoda de amarello ,
1Vendem-se 3 escravos de nacSo mocos
de bonitas figuras ; umaescrava de 18 annos ,
cose soflrivel engomma liso faz renda e he
ptima mucama por ser de bonita figura ; dous
moleques de naco, de 15 annos, ptimos para
qualquer otllcio ; na ra Direita n. 3. (6
Vende-se a venda do Macota na ra dos
Quarteis, por preco comm> do tudo em pro-
porcao ; a tratar na travessa da ra Bella n. 9.
Vendem-se barriscom ago'ardente mui-
to boa, e bem acondicionados, 2 ditos va-
sios e um dito para mel, por preco cornmodo :
na ra do Livramento n. 26.
nova e feila a moderna por preco cornmodo ;
na venda da esquina da ra do Aragao que
volta para a S. Cruz n. 43. i4
t Vende-se um transelim fino com paga-
dor e urna cadeia tudo proprio para relo-
gio por preQo cornmodo ; na Solidado, indo
para Trempe n. 50. (4
1 Vende-se um bonito sitio no lugar dos
Remedios com duas casas de pedia e cal urna
grande assobia la e outra pequea; urna ola-
ria com barro no rnesmo sitio e minios arvo-
redos de fruto boa buixa para capim e borr,
viveiro, pasto para 12 vaceal; na ma da Con-
Antonio Lins Cal-
is
I Vende-se mp| de furo muito bom a 320
rs. a caada sendo de meia cana la para ci-
116
vegetaes universaes do L). Brnndreth, vindas
le seu aulhor nos Estados Unidos, &c. &c. (36)
3 Concerlao-se bem pianos, de qualquer
contruccao quesejao ; na ra da Senzalla-nova
n. 15, primeiro andar.
2 Precisa-se de um rapaz para praticante
de una botica que t< nha 12 a 14 annos de
idade e lenha boa conduta ; na travessa do
Queimado para a ra cscreita do Ro/ario na
botica i o p da padaria. (o)
Compras
2 Compra-se azeite de carrapatoa 1440 r?.
a cariada quem iiver annuncie. {'
Compra-se o primeiro tomo do repertorio
das leis militares pelo General Cunha Mattos ;
a fallar com o Secretario do segundo batalho
de artilharia a p.
Compra-se sola ecouro da malla ou do
Aracaty ; na ra da Praia n 42.
Comprao-se apolices da exlincta compa-
nhia ; na ra da' Cadeia n. 51, primeiro andar.
I Compro-se effeclivamente para lora da
provincia mulatas negras, e moleques de 12 a
20 annos, pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens o, 16. 4
Vendas
rem de reexportar tae lquidos, que devem an- deuda n. 5.
Vende-se colleccao de leis de eleieps ; na
prnca da Independencia livraria ns. Ge 8 a
240 rs. cada rollecro.
3Vende-se um terreno com 108 palmos de
frente e com mais de mil de fundo, com algumas
Iruleiras no lugar da Magdalena ao p do
sitio do fallecido Joaquim Antonio do Vascon-
cellos ; a tratar no rnesmo lugar. {,
2 Vendem-se dous escravos sendo urna
negia do 25 annos cosinha engomma e faz
lavarinto e um negro do 20 annos ptimo
para lodo o servico ; na ra larga do Rozarlo
n. 9. (5
2Vendem-se relogios dp parede, e calcado
tudo inglez e chegado pelo ultimo navio ; na
ra da Cruz n. 2. (3
2 Vendem-se os afamados eslojos de na-
valhas de cabo de inarfim de elegante gosto e
de superior qualidade por nao se fazer preci-
so ir ao rebollo por terem excellente cort ,
que hi uve- (llegadas pri ximanitnte; na praca da Indepen-
vt>
Vende-so o armasem de farinha do pateo
da Penha n. 7 com tudo qoanto se echa den- cordia n. 25 a fallar coro
tro de fasendas, ou sem ellas ; na ra da Ca- das.
deia deS. Antonio n. 10.
Vende-seuma preta boa engommadeira ,
cosinheira e quitandeira; na ra de Agoas-ver-
des n. .
Vende-se o livro physica divertida em 2 v.
e chimica dita em um so volme, todos cm-
plelos; quem pretender annuncie.
Vende-seuma escrava de nacao de 2o an-
nos cosinha e he lavadeira ; no pateo do Car-
ino defronte do porteo deS. Thresa n. 35.
1 Vende-se btale de segunda qualidades
oito patacas a arroba ; na ra Direita pada-
ria n. 40. (3
Vende-se um relogio de ouro, muilo bom.
com sua correnlinha do rnesmo metal, e duas
salvas de praia. pequeas ; na ra estreila do
Rozario venda que faz esquina para o pateo
do Carmo.
Vende-se urna mulalinha e urna negrinha
crinula ambas de 14 a 16 annos; na ra do
Queimado, loja de fasendas n. 34, defronte do
beco da Congregaco.
1 Vendem-se S00 a ibo garrafas vasias .
queforo decerveja branca c preta por preco
cornmodo ; na ra da Cruz n. 49. (3
Vende-se luslo de cores para colletes a
320 rs. o covado ; na ra do Queimado loja
de Guilherme Selle ns. lie 25.
Vende-se a venda da ra de Hurlas, que
faz esquina para o beco de S. Pedro ; a tratar
na mesma.
Vendem-se 700 oitavas de prata sem fei-
tio ; na ra da Praia n. 33.
1Vendem-se terrenos para edificar no lu-
gar da liba com a Ireute para o theatro novo
e tundo para o Hospicio; na ra da Cadeia do
Recife n. 51, primeiro andar. [4
Vende-se una canOa aberta de carga de
1000 a 1200 lijlos de alvenaria, e duas ditas
abertas, tudo por preco cornmodo ; a billar com
Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do Sr.
Joao Matheus.
1 Vende-se a sumaca nacional Tres IrmSos
de lote de 73 toneladas conslruccao da 'taina,
oneiri a reender pode ir e;arr.inu!-3 deronte
do caes do Collegio aonde se acha tundeada ,
e a tratar na ra da Cruz n. 37, segundo an-
dar. (6
1 Vendem-se superiores chapeos castores
brancos e pretos do ultimo gosto ; na ra do
Collegio loja de chapeos n. 8. (3
Vende-se salea parrilha chegada ultima-
mente do Maranho ; no armamn do Drague/,
ao p do arco da Conceico.
1 Vende-; e una escrava de nacao Cabioda '
de 32 annos com um filho de nove annos '
crioulo, a escrava cosinha soflrivel lava e
hequilandeira ; em Fra-'de-porlas n. ld.\ das
ti horas da manha as 10 e das duas as 6 ds
tarde. 5
1 Vende-se um excellente cavallo com to-
dos os andares ; na ra da Conceic'i da Boa-
vista n. 9 na mesma casa do-se 300^ rs. a ju-
ros com hypotheca em alguma eecrava que
tenha habilidades, Otando os juros pelo servi-
co da dita escrava. (6
i Vende-se a barcaca denominada Flor
de Goianna Tundeada defronte do trapiehe da
Companliia a qual so acha prompta de um
tudo por ter feito urna grande obra que ti-
cou toda encavernada de novo com seus per-
tences. a qual se vendo para pagamento das di-
vidas do fallecido Jos Antonio Falco; a tratar
na ra da Cruz venda de Joao Jos Rodrigues
Lolller n 36. 9.
1 Vende-se urna bonita casa de campo do
Poco da l'ain-lla ao p da igreja com dous
quartos na frente e dous aira/. dispensa, co-
sinha fra sen/a!la estribara quintal mu-
rado ; na ruado Trapichen. 44, ou na ra
estrella do Rozario n. 21. f6
1 Vende-se u;n violo com boas vozes em
nielo uso, por preco cornmodo ; na ra do Ran-
gtsl n. 17. (3
ma e a garrala a 50 rs. ; na ra da Concor-
dia, armasem de capim n. 25. (4
Vende-se rap de Lisboa chegado no pa-
tacho \oro Cotigresso, em librase oitavas; na
rus do Queimado loja n. 39 de Ai.'tonio da
Silva Gusmo.
Vende-so um escrava crioula de i.'5 an-
nos bonita figura perfeita engommade.'ra ,
cose, cosinha e lava ; urna dita de nayo An-
gola, deis annos, comas mesmas habilida-
des e he oplima mucama por ser recolhida ;
duas ditas de na^o mocas proprias paia
todo o servico ; na ra das Cruzes n. 41, se-
cundo andar.
1Vendem-se ppdras de amolar do rio de S.
Francisco em porces grandes e a retalho ; oa
ra da Piaia n. 18. (3.
Vende-se urna mulalinha de 13 annos;
urna prela muilo robusta para Uni o servico ;
na ra de S. Amaro casa nova dt dous anda-
res n. 6.
1 Vende-seuma morada decasa ra ra da
Praia n. 15 Ira vejada e ladrilhada com (i
portadas de cantara 101 palmos de comprido
e27e meio do largo tudo livro das paredes,
poco de boa agoa um grande telheiro de pila-
res edificado no quintal um grande terreno no
fundo, com porto de embarque a toda hora;
tambem se vende a serrara sita na inesma ; a
tratar com Silva Cadial na mesma casa, ou com
Herculano Jos de Freitas na ra do Queima-
do o qual est autorisado para fazer todo o
negocio. (12
Vendem-se ptimos licores de diversas
qualidades, em porco a 160 rs. a garrafa, e
a retalho a 200 rs. genebra embotijada a 200
rs. a botija e em caada a 800 rs. ago'arden-
te do reino a 000 rs. a caada, superior ago'ar-
dente de aniz a 700 rs. a caada, espirito de
vinho a 200 rs. a garrafa; na ra da Roda D. 23
2Em o dia segunda feira do Espirito Santo
deste armo, fugio a escrava preta de mime
Catharina do naco Angola, ladina, alta, bas-
tante secca do corpo scio pequeo cor mui-
lo preta bem feila de rosto olhos grandes e
vermelhos com todos os denles na frente, ps
bastantes grandes e mettidos para dentro, mui-
to conversadera e risonha pertencedita escra-
va a Manuel Francisco da Silva, morador na
roa estreila do Rosario n. 10 lerceiro andar
por cima da bolia do Paranhos. (11)
2 O abaixo assignado roga as autoridades
policiaes hajo de prender o pret i do norne
Adriano, pertencenle ao Coronel Josde.Men-
(lorica de Alarco Avalla morador no seu en-
genho do Meio em Camaragibe o qual escravo
tem os seguinles signaos; crioulo, de 2-i annos,
altura regular, rosto comprido, cabellos e olhos
prelos nariz chalo bocea regular, cor prela,
a roupa com que elle (ugio Ignora-so, o qual
lendo vindo para ser embarcado pira o Rio de
Janeiro, eslava recolhido oa cadeiadesta cida-
de; Indo-ce no dia 14 do crrente iecober-so pa-
ra o embarque respondeu o carcereno que
deixava de o entregar porque na nouto de 13
para 14 linha seevadido. Lourcnfo Jos das
Seves (i6
Fugio no dia 13docorrenle urna escra-
va de Dome liarla de naco Angola de 10 a
12 annos, secoa do corpo, pucha alguma cou-
sa por urna perna bem fallante que parece
crioula roslo comprido o descarnado ; quem a
pegar, leve a Fra-de portas n. 45, que ser
recompensado.
Rvcfi ns Tvp. 08 SI F. dbFauu. 18V4.


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