Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05123


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Full Text
Anno de 1844.
r
O Diamo |iubici-se lodos os di i que nao forem santificados : o prego da asignatura
de de ires mil Uta por quariel pagos sdianlados, Os snnur.ciosdos assignAnies siu injeridos
gratis, e os 'ios que nao forem raz.io de 80 res por linha As reclamarues devem ser diri-
gidas I Ivp ra das Crutes n. '4 ou a praga .la Ind
Tera Feira 16
praga IPARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gounn,- 1' "") lia. segundas, sextaa feiras. ho Grande do Norte, chega Re23o par
M 440. 84,Cab, Serinhaein Rio Formoso Macey, Porto Caito, e Magoas: no 4 -
41e -'4 dcada mei. Garanhuns e Honito a lUe 'I de cada mea oa-ista e t'loi
ei> iS<- S8 dito. C'.idade da Victoria quintas feiras __Olinda iodos os diai.
DAS da semana.
45 Seg s. Camillo Aud. d J. de D. da '.'. r.
46 Teiea N. S du Carra. Re, aud. do J. de D.da 3. T,
47 QuarU i Alexo. Aud do J. de D. da 3 t.
4f Quinta s. Marinha Aud. do J de D.da 2. T
4!) Seita s Arsenio. Aud do .1 de D da 1. \.
_'tl Sab a Elias. Bel. aud do .J de li da 4. t.
4 iloin O Aujo ustodio do Iinpeiiu.
ckt/nLeaeoEx s \..-l.:.- ii \ ii mi HMlllllmi i mi n m i i
MAR
MaaWaaMMaaaWattaWllMP- f*SHU3EaBai -
de lulho
Anno XX. N. i$&>
i'uilo
agora depende de nos mesmos; da mmi prudencie, moderacio- a energa: con
linuemus como principiamos a seremus 'apuntados cora admiraqo entre aa na<
cullaa. (l'ro.-lsuia,;.i.i di Assembla Geral do li
til.)
CiatlIOt ISO DIt 15 OE J"i ni..
Ourn-Moeda da
fi,400 V.
N.
de i.lMl.i
I'rata--l"alaoes
PeaOS culummnars
Ditos oeiicanos
compra
47.O0M
4.7U
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9S0
2.000
M>80
Cambios aobre Londres -5.
>> Paria /0 rris por franco
u Lisboa H! por 400 de premio
Horda de cobre ao par.
dem de letraa Je boas firmas 4 a I [4 0|Q
PHASKS DA LA NO MEZ DEJLHO.
La cbaia a 29 aos 12 min. da larde. La ora a 45 ans i min. da tarde
Minguante a 7 ai S boras e JS min da nanli. | (Jrescente a 82 as (i b 51 m. da tarda.
Preamar de hoje.
Primera as 5 horas e IS min. da nanlua | Segunda as i iinras e 4- minutos da tarde
'szM&;2ajcSK/BBUBK'. m .Jt :\EST.?a3112lJaili lA*UMS?iB,'>.z-::---T-:.7JFZa___..:>.-..ivipy.-.
crgor. i^u:jj5Csci:i':^:"33iHr3J. -tslv.xe.
9
-Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DA 12 no con i; KM I'.
OTicio Ao Juiz do Direito do Civel da 1.*
vara aecusando recebido o seu uflicio de hon-
tem eni que communica ter entiado em exer-
cicio.
Portada Concedendo ao Coronel Bonte
Jos Lomena Lins a dispensa que pedio do
cargo de Delegado do termo do Cabo, para que
lluvia sido Horneado. Communicou-se ao
Cheude Polica.
Ditas Nomeando Delegado do termo da
Boa-vista ao Major Manoel Lopes de Barros ; e
Sub lelegado da fregu/ia do Limoeiro ao cida
do Jofio Ribeiro Pessoa de Lacerda. Parli-
cipou-se ao Che fe de Polica.
Dita Mandando passar patente de Secreta-
rio Geral da Guarda Nacional do munipiodo
Cabo ao AI Teres Braz Antonio da Cunda e Al-
buquerque. Communicou-se ao respectivo
Cornmandmte Superior.
OfficiosDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Faenda transmit-
tinilo para serem devidamenteexeculadas, as
ordens do Thesouro Publico Nacional de nme-
ros 70. 113, 118 e 121.
SHH
que a tanto chegue, pretende-se andar ligada
rom outra, que (leve acabar com todas as difli
culdades suscitadas ltimamente a respeito das
ilbas da Sociodade, e de mais a mais, resolver a
grande questao ainda pendente sobre o (Imito
d visita.
Quanto ao Taity, a Inglaterra reconheccr
linalmente o direito de soberana pura o simples
da Franca sobre o patrimonio de Pomar, que
pela segunda vez ser precipilada do throno; po-
rm a Franca renunciar issuas pretences de
conservar urna embaixada na Clima: pelo que
diz respeito ao direito de visita, nao so tocar
nosdous famosos tratados de 1831 e 1833, que
ficarao como cstao, mas a Franca poder dei
xal os cahirem desuso e prescripc", nao reno-
vando aos cruzadores inglezes as patentes que
osdeveriaoautorisar a fazer a visita dos navios
Trance/es, suspeitos de trafico de escravatura.
Bein se v que todas estas noticias precalo con-
linnaco, e efCUtO do dizer que as considero
nicamente como outros tantos boatos e nada
mais.
A questao sardo-tunesina parece prxima da
sua terminacao. Afirma-se que a Sardenha a-
f es das com a questao das prises e com a da
emancipacao dos escravos, ambas importantis-
simas; porm, como no dia 11 hei de tornar a
escrever pelo Havre, para cntao reservo o i|ue
nao ten lio lempo de dizer aora, que est cha-
mando por tu Acaha de organisar-se em Londres urna so
ciedade de pessoas mu importantes, cujo fim he
a maior extravagancia, ou antes o maior delirio
que poda entrar em cabera de pessoas que se
pretenden) christas. Trata-se de nada menos
i|iie de la/er ver que Jezus Christo oi falso Pro-
pheta quando disse que os judeos nunca mais
turnario a reunir-seem corpo de naeSo indo-
pendente al a consummac,o dos seculos A
sociedad judaisanle pretende reconstituir na
.ao judaica, estabclecendo-a na Palestina, sua
BDliga patria, e com lodosos privilegios de in-
dependencia e soberana. Os meios que se bao
de empregar para este fim sao os seguintes: Io,
dirigirse-bao peligoes ao parlamento e Rai-
nha para que tomem sob sua especial proteccao
osjudeos da Palestina; 2,entabolar-se bao ne-
gociacoescom a Porta para obter a independen-
cia da nago judaica; 3o, conceder se-ho soc-
EXTElOa-
CORRESPONDENCIA DO JORNAL DO COMMERCIO.
Fariz 26 de Abril.
Reunirei n'uisi s artigo o que me falta so-
bre poltica estrangeira e do pui/,porque o navio
que deve levar esta correspondencia me nao d
lugar a demoras.
Sao cada vez mais deploraveis as noticias que
lem chegando do Haitv. Toda a parle hespa-
nliola da illia, que oceupa os dous tercos delta,
est em plena insurroiejio contra o governo %o-
ral. Sublevou-se a populacao em massa, e pro-
clamou a sua independencia debaixo do nome
da Repblica Dominicana, eslabelecendo ao
mesmo lempo um governo provisorio, que re-
side na cidade de S Domingos, capital do no-
vo estado. As tropas que tinbao voz pelo go-
v-rno de Porto-Principe procurro oppor-se,
poro::: de bslde. 'iervierao os Cnsules Je
Franca e Inglaterra,e concluirn urna capitula-
cao, em virlude da qual as ditas tropas se reti-
ra rao
Kstes das passados lem corrido a respeito aos
destinos futuros do llaity, noticias verdadera-
mente extraordinarias; porm nao tanto que eu
as nao tivesse j presentido o anno passado,
quando fallei dos motivo* secretos que conduzi-
roa Bamba Victoria a lu I'relende-se que
tom havido conlerenciasentreGuizot e lord Cow-
le\, e que nellas se lem discutido as bases de
lima convenco espoliatoria em virlude da qual
os governos de Franca e de Inglaterra reparli-
ro entre si, como bons irrnos, os despojos da
repblica negra. A Franca ficar com a parte
franceza, como de razo; a parle da lingua hes-
panhola ser oquinho da Inglaterra. Para fa-
zervaler osdireilos da Franga. claro est que
se ha de fazer valer a falta de pagamento da di-
vida contrahida pela repblica, preco da sua in-
dependencia: quanto aos de Inglaterra, ser m-
cessario ir procural-os mais longe. Como a
Hespanha ainda nao renunciou formalmente os
seus direitos sobre a parte hespanholada sua an-
titca colonia, procurar-se-ha que, em remune-
rscao das finezas que Ihe lem feito a sua antiga
amiga ealliada Inglaterra, ella faca renuncia
dos oilos direitos em seu favor. Aflirma-se que
j est entabolada urna negociacao nesle sentido
entre o governo inglez e o ministerio Gomales
Bravo. Perdoar-sc-ho Hespanha todas as
dividas de que a Inglaterra Ibe he eredora; e o
ministerio Gonzales Bravo lambem ha de rece-
ber (ja se sabe) t sua gorgela pro labore.
Esla negociacao sobre o Haitv, que, em todo
o caso, nao pama por orae projecto, suppostoj
nieio todas as diffculdades se removro, ou es-
iiioein termos disso.
Noticias posteriores a estas confirmao olTici
almente este resultado. As rondices da recou-
ciliarao loro asseguintes: Inobservancia let|
do tratado concluido em 1832 entre as duas
potencias; 2o, exportacao immediata de 3 mil
heminas de trigo para os Estados Sardos; 3o.
pagamento de (JO mil piastras a diflerenles sub-
ditos sardos a titulo de indemnisagao pelos prc
jui/os quosoffrraoem consequencia da prohi-
bico da exportacao de cereaes, illegalmente de-
cretada pelo bey.
Diflerenles caitas de Berlim (porque nao he
urnal do por diflerenles maneiras urna no-
ticia mui interessante para o Brasil O governo
ta Prussia. que, em fins do me passado, con-
sluioem nome da liga das allande^'as allcmaas
um tratado de commcrcio cornos Kstrdos-TJni
dos, trata de concluir outro com o Brasil, man-
dado para esse fim ao Rio de Janeiro um pleni-
potenciario acompanhado de um negociante ex-
perimentado, que deveservir-lhe de Secretario
e Conselhtiro. Allirma-se que j esto em ca-
minho.
""ncetda a Gui/o u oruoir
ceilou a mediaco de Inglaterra, e que por este corros aos judeos que qui/erem voltar para a
Palestina; 4o, enviar-sc-hao deputacoes aos dif-
lerenles paizes do continente para suscitar o in-
teresse das potencias a favor dos judeos, e para
excitar estes ltimos a emigrar.
Daqui at que vejamos os resultados desta
poltica juliana, creio que temos muito que
esperar; porm outro fucto religioso mais im-
importanle, o de consequencias mais immedia-
tas, be a Assembla de mais de 1,200 mem-
bros, Deputados pela Fscossia, Inglaterra o Ir-
landa, celebrada em 30 de Abril na sala de
Crawnand-AnchorTavern em Londres, para se
concertaren) os meios do levar a elicito a sepa-
racao entre a Igreja o o Estado, proclamada pe-
los neo protestantes da Escnssia. Assistirao
dita Assembla grande numero de notabilida-
des radicaes nfree-lraders,comoSbarman Craw-
lord, JosSturge, o Dr. Bowring e outros ;e
por consequencia v-se que esta demonstraco
anda intimamente ligada com todos os outros
elementos de opposico que se achao em campo
contra a velha aristocracia ingleza.
As noticias da India alcanza at 14 de Mar-
co, e nao sao boas. Desenvolveo-se no exercilo
inglez um principiode insubordinaco quo co
meca va a dar cuidado porque se nao sabia que
consequencias viria a ter. Cinco regimenlos ci-
paias havio recusado marchar para o Scinde,
sob pretexto de falta de pagamento. A insubor
dinaco da tropa em um paiz que nao pode ser
governado sem ella be lacto mui proprio para
inquietar.
A causa de O'Connell, que devia ser senten
ciada em 15 de Abril, foi prorogada para o 1
de iMaio, e nao lem dado passo algum. V-se
que a po itica do governo he sempre irresoluta,
e que a agitacao iriandcza Ihe d mais cuidado
do que pela linguagem das folhas ministeriaes
lleve suppor-se. Alliima-scquo R. Pecl solli-
cita actualmente, por intermedio da Austria,
urna encyclica do Papa aos Calholicos de Irlan-
da, exhurtando osa obediencia que devem ao
governo l'ara o .s umir.o Pontfice, a favor de
Inglaterra, em 1814 o que j. fez com tanlo
fruto em 1831 a lavor da Russia, quando escre-
veo aos Polacos para o mesmo fim ? Vl o he-
mos; porm ao menos j pode saber pela paga
que Ihe deo a Russia o que de Inglaterra deven;
esperar
A phvsionomia poltica de Hespanba est in-
teiramente christinisada. Cabio o ministerio
Gonzales Bravo, e foi Narvaez encarregado da
organisacao do novo gabinete Torna-sea fal-
lar do ca/ameiilo do Duque de A unale rom a
innocente Izabel; mas antes de presentar se,
ha de cei.lar primeiro algumas palmas africanas
que depois ir depor aos ps da sua pretendida.
Aflirma-sc que a ceifa deve comecar ja nesle ve-
rao; e por consequencia aquillo que eu disse na
miiiha correspondencia do Io de Janeiro sobre
o'destinos que estavao reservados ao Principe
wi mili imiiui a uui'ui o uiuoasi un losuo tie
nuro. He mais urna das anomalas da poca.
Portugal havia dado a Ordem de Christo a Bo-
theschild, que he judco, e que considera o fi-
Ihode Dos como um impostor punido pelos
seus crimes; a Hespanha da a Guizot, que he
polestante, a ordem do toso de ouro, que Ibe
impora a obrigacao de promover a propagaban
da l catholica, e por consequencia a destruicao
do protestantismo, por todos os meios tjue esti-
verem ao seu alcance. Declaro que nao en-
tendo.
Chegou honlem a Duqueza de Kent, mai da
Rainba de Inglaterra, e a< ha-se hospedada as
Tulherias. Vem assistir oxposico industrial.
6 de Maio.
O Principo de Joinville veio assistir festa
deseupai; dizern porm que em breve pa'tira
para Rochelort, e que levara comsigo a Prince-
sa. Todava como aclualmenle nao est em Pa-
ria o Capitao Rein, com quem elle lem prohi-
bido de communicar, provavel he que se de-
more mais tempo. Em todo o caso, a semi-dcs-
graca que Ihe valeo o seu estremecimento pela
dignidade nacional tem feilo echo em toda a
Franca, onde o seu nome actualmente he popu-
lar. Ha males quo vem por bens.
Ah ler as folhas que receberem mil con-
jecluras sobre conspira<,es militares descober-
tas ltimamente, e punidas por meio de depor
taches para Afnca. As folhas olliciaes desmen-
tem a existencia tiestas conspiracoes; as minbas
noticias particulares conlirmao-a: entretanto a
cousi he lo mysteriosa, que nao he possivel ar
riscar sobre ella jui/o que nao seja destituido
de fundamento seguro.
A Cmara dos Deputados lem se oceupado es- Francez. vira a verificar-so completameote.
Continuo a ir mal as cousas de Italia, espe-
cialmente nos Estados Pontificios, onde as ri-
xas com efTusao de sangue enlre o povo e a tro-
pa tem chegado a ter lugar mesmo em Roma.
Verifica-fe a noticia da separaco quo se recea-
va de urna parte dos Bispos Calholicos. O (acto
he agora annunciado de urna maneira oficial.
A deserco leve lugar para a Igreja Grcga. Por
qu se piule julgar da consternacao em que de-
ve esta o Suinmo Pontilice e a Igreja Catholica:
falla-so de urna carta que o Papa deve dirigir
aos Principes da Igreja por causa deste deplora-
vel acontecimenlo.
P. S. As 4 horas da tarde. Abro esta cor-
respondencia, que j. estava fechada, para ac-
resce.'itar urna noticia importanlissima que a-
cabo de recebar, rinda de boa parle. ). Carlos
abdicoii filialmente em seu lilbo, que lie actu-
almente o representante do lodosos seus direi-
tos. O novo prelendente, de accordo com todas
as potencias da Europa, excepto a Franca, est
disposto a cnlrar em negociaces com o gover-
no de Madrid. O seu cazamento com a Rainba
Isabel he considerado por lodos como o nico
meio de restituir desgracada Hespanha a pa* de
que lanto necessita para curar as feridas que os
revolucionarios Ihe lizero.
He provavel que j abi se saiba que Almeida
capitulou no dia 29 de Abril, e que o Conde
do Bomlim com grande numero de Officiaes e-
migrro para Hespanba.
O tratado para a extradico dos desertores,
que o Imperador Nicolao solicitava da Prussia,
como em lempo Ibes disse, eque tantos dissa-
bores Ihe procurou, concluio-se finalmente.
Era a nica maneira porquea Russia poda con-
tar com um exeicito, e manter nelle a disci-
plina.
dem.
Como a Joven Gabriclla nao quiz levar esta
carta, apezar de haver promettido que o (aria,
remello pelo paquete, mais accrescentada do
que suppunha, esta correspondencia, que de-
vera ter ido pelo Havre.
Contina o interesse das discussGes as duas
Cmaras. Na dos Pares leve lugar segundo du-
elloentreo Conde do Montalombert o Ville-
main.epela segunda vez o atbleta religioso
deixou estendido no campo, e sem esperancas
de vida, o campeo da pbilosophia. Monta-
lembejt justificou o clero Irancez das pretences
que se ibe aitribuem de apoderar-se do poder
temporal; depois do que, analysando muito pe-
lo miudoa inslrucco universitaria,conclue que
tal lio ella actualmente, que. de 15 mancebos,
educados por tal syslema, apenas baver um,
quando muito, que saia da universidade chris-
tao.
Villemain fez esforces inauditos para respon-
der; mas tao mal o continou a inpirar o genio
da philosopbia, que desta vez o seu discurso foi ohjecto de mofa para os seusinimigos e de lasti-
ma para os seus amigos; porque, para em tudo
ser desgracado, al os entendedores Ihe notio
erros de linguagem imperdoaveis. Muito pouco
pode o homem quando a consciencia o nao aju-
da Pateco que a maude Deosseaggravousobre
elle, o que para punil-o da sua apostasia, o pri-
\ou temporariamente do uso da intelligencia.
Emfim, tao trisco tem sido a figura que o mi-
nistro da inslrucco publica tem feito nesta dis-
cussao, que aleja se falla publicamente da sua
retirada do gallineto, dando se-lhe por succes-
sor o Prolessor Rossi, membro como elle, do
instituto, Par de Franca e Professor na Sor-
bona.
No supplicio, infligido pela Nemesis reli-
giosa a Villemain levo Cousin o seu quinbio
muito bem bom e applicado por mo pelo
menos, tao pesada como a do Montalombert.
Esto ultimo bavia tomado Villemain sua con-
ta ; o Conde de Sogur-Lamoignon atirou-se ao
patiarcha do ecclectismo como um drago. Fal-
lando do estudo da pbilosophia que segundo
o primeiro artigo do projecto deve fazer par-
te da inslrucco secundaria oflereceo urna
emenda para que se definisse com muilo cuida-
do quo philosopbia era esta, c em quo doria


2
consistir; e a razao ora porque o esludo da
philosophia eslava debaixo da direccao exclusi-
va de Cousin e que a doutrina desle ultimo
ud iin-iia medo. Que Gousn havia escripto
em algunia parle das su s obrai que o chrstia-
nismo era a religiao dos ignorantes, e que a
philosophia era a roligio dos sabios : que cm
outra parte havia dito que se a religiao havia
sido um grande progresso a philosophia era o
ultimo aperfeicoameuto do pensamento huma-
no ; e que o pcrigo de urna doutrina que pro-
ClaoMva a substituicao do chrislianismo pela
philosophia era palpavel.
Cousin, atacado de uina maneira tao dire-
cta respondeo da sua cadeira com voz sumida:
Ja vejo que nos nao conheceis. De
niais vosconheco eu replicn, o orador; por-
que o mal que nos tendes feito e continuaesa
fager-DOS me tem ensnado mais que muito a
conhecer vos.
Nao havia remedio senao apanhara luva ;
mas nao Me dando forcas a consciencia para
entrar logo ern campo pedio que Me espe-
rassem pela resposta al' sessao segunte, e as
sim se decidi.
De pouco I he servio a moratoria. Na pri-
meira sesso bavia-se eslorcado(que a nota de
irreligioso ninguem a quer ) por mostrar que a
sua doutrina nada tinha de contrario aos prin
cipios da religiao sern mais frueto que ouvir
da boca do seu adversaro esta replica irrespon-
divel : Quando se tem escripto cousas co
Bio os que apparecem nos vossos livros, nao ha
outra defensa pdssivel senao urna retractago :
na sessao immediata renunciando a toda a
idea de urna justificarlo impotsivel smente
tratava de la/ercahir a emenda do conde de
Segur quando de repente se vio a bracos com
oulro adversario com quem elle nao contava ,
o cujo nome la/ia auloridnde na materia que
eslava cm discusso. Este adversario foi o
conde de Muntalivet que ja tinha sido minis-
tro fa instruccao publica.
A sisma de Cousin era que Ihe pareca de
absoluta necessidaiie iniciar os alumnos dos col-
legioa de inslruccao secundariaem todos os mys
teriosda philosophia cingerai e especialmen-
te da metapbysica por dous motivos: 1. ,
porque tal tinha sido desde lempo inmemo-
rial a pralica de todas as escolas e tal era
anda boje o que se pralica va em Roma ; cm
2." lugar porque sern tal estudo era nipos-
sel (ue os mancebos sahissem dos ditos colle-
gios com a Bplidfio nocessaria para os esludos
maiores. Era o mesmo que dizerquolhe pa-
reca da ultima necessidade lancar os espirito*
anda tennis da mocidadfl em todos os labjrin-
thos de ludo quanto ha de mais abstruso na
psychologia para os condu/ir de duvda em
dr.vida ao scepticismo depois ao inddleren
tismo religioso e finalmente eo materialismo
Alontalivet fez ver em un discurso tao cheio
de moderacao como de solidez quanlo havia
de perigosoemsenielhantesystema. Mostr que
o estudo de certas partes da philosophia. e mui-
to especialmente da metnphysica s devia ser
concedido a espritus ja preparados reservan-
do-o para os cursos das ciencias rnaores: mas
que se se quera que elle lizesse parte da ins-
truccao secundaria entao seria necesiario que
elle tivesse lugar como em Roma e em outras
partes, debaixo da direccao de eclesisticos
que podessetn delender os mancebos do que
n espirito da emenda do conde de Segur cuja
redac ao enlendeo que devia modificar.
Emquanto a demanda entre a religiao e a
philosophia assim era pleiteada noLuxeinhurgo.
ama acea muito dillerenle desta mas intima-
mente ligada com ella se possava as Tulhe
lias. O arcebispo de Pariz i Irente do seu
clero foi lazer os comprimentos docoslume a
el-rei no da da sua testa. Privado de todos os
meios possiveis de poder fazer chegar, de urna
maneira ofTicial ao chele do estado as recia
macoes e os volos do corpo ecclesiaslico sobre a
grande questao pendente achou que devia a-
proxeilar para isso a nica occasiao em que a
etiqueta o punha em contacto ofTicial com elle.
A allocucao por elle dirigida a Sua Magestade
nesta occasiao tao solemne he original em todos
os sentidos. Nada mais breve nada mais res-
petoso, mas ao mesmo lempo nada mais enr-
gico nada mais expressivo : Senhor, dis-
se elle aqui vimos olTerecer a Vossa Magcsta-
de_o tributo do nosso respeito com os sentimen-
tos os mais conformes 6 nossa situaco oclual.
Jamis nos passar pela idea ou que o estado
possa ser prejudteado pela paz e peta Itberdudc
da Igrrju ou (ue a Igreja o possa ter pela
grandeza e pela prosperidade do estado. Esta
convicQo proclamada ha 000 annos por um
santo doutor francez he a do clero e do arce-
bispo de Paris; e nos vo-la exprimirnos, chei-
os de complacencia porque he um signal nada
equivoco da rectdao das nossas inlenccs e o
mais seguro penhor das nossas esperancas.
As palavras por que o prelado corneQara a
sua allocuco er3o a traducid liUsialtisima
dest'outras de urna epstola de S. Bernardo: no para poder passar do extremo para o engran- I Imperador que ella espera as providencias a
.Yon venial amina in tonstlium eorui
dicunl. re murria pacem ; UbT~!-
icm occ/v-
siarum re Ecclesits prosperitatem et exalla-
tiotiem Imperii nociluram. Assim urna re-
clamaco queso noalreiia a apresentar-se an-
te o throno senao escudada com autoridade tao
digna de respeito como irrecusavel flcava per-
ilemlo por isso mesmo tudo quanto teria de n-
margo se spparecesso com outra forma. Isto
nao obstante el-re pareceo mostrar se pro-
fundamente magoado da advertencia, e respon-
deo ; Senhor arcebispo, agradeco-vos os
votos que pessoalmenle e em nome do vosso
clero me oflereceis; mas parecia-me que j ti-
nha dado suflicientes penboresda minba vonta-
de de manler a liberdade da relig5o e de ro-
dear o clero de todo o respeito e veneraco que
se Ihe devem para que losse talvez intil vir-
in'o agora lembrar pela maneira por que acabo
deouvi-lo. )>
Esta scena de corle lein sido conimentada pe
la imprensa de mil maneiras diflerentes: alguns
al chegaro a considera la como um rompi-
mento entie el-rei e o clero. Nao he assim.
A prova de que o arcebispo nao perdeo o lempo
nem o trabalho e de que Lllix Flppe esta ,
como eu sempre tenho dito e digo, animado
ilas melhores ntencoes a respeito dos verdadei-
ros inleresses religiosos lie que 48 horas
depois que a scena de que acabo de fallarse
passava as I u 1 heras di/u o duque de Bro
glie na Cmara dos pares ; o Que a suscepti-
bilidade a respeito dos interesges religiosos, ex-
primida pela en.enda do ronde de Segur, Ihe
pareca fundada em motivos legtimos ; e que
elle como relator da commissao que exami-
nou o projeclo declarava que o artigo que se
declnenlo de que o seu todo he capaz.
A colonisacoo estrangeira e a franca navega-
cao do Paraguay, eis os elementoe mais effica-
ses que em nosso conceito ju gamos convr ,
desde ja, promover, animar e proteger, para
desembriunar se a provincia de Matto Grosso.
Menos disto, tudo ser para, o grande mal re-
medio fraco, que pouco ou nada aproveitar ;
pois, sendo certo que a razao capital do seu a -
ira/amento he a carencia de bracos e de vas
commodase facis para a exoorlac.no de seus
productos e importago dos de oulros paires, he
evidente que outros meios quaesquer que se
applicarem para tiral-a do estado de decaden-
cia, nao podero jamis fazer que a sua felici-
dade seja real e duradoura. Para calcular-se
o quanto a provincia precalcar com a navega-
do franca do Paraguay, basta at(ender-se que,
sendo ella a mais central, e cujo commercio
ora se faz as costas de animaes atravez do 400
legoas de distancia e de immensos sertes, com
um trabalho insano, e sacrificio de vida o ri-
queza, tornar-se ha provincia martima e o
su commercio facilimoe seguro pela navega-
cao do vapor desde o mar do sul t a emboca-
dura do rio S Lourenco.
Como he bem certo que, a excepgSo das mu
tas curvidades ou voltas que na distancia de
386 milhasseencontrao nos rios S. Lourenco
e Cayah, desde a embocadura do primeiro no
Paraguay at o porto desta capital, nenhuma
outra dillii'uldade ha a vencer-se, nao he tam-
bem menos certo que a navegecao por vapor
pode, em todas as eslaces do anno fazer-se
at este porto, uina vez que baja barcas adap-
tadas e proprias para ella ; isto he do menor
lote e contruidas com o fundo de prato, que
resuelto
yvuyuuuno.)
DIARIO' DE PEtAMIJ,
O pouco lempo que tivemos para lr Os Dia-
rios do Governo de Lisboa at '.i de Junho che-,
gados hoRlcm pelas 4 horas da tarde .pelo br-
gue IVovo Congrtsso, nao nospermittio que des-
semos alguns extractos delles.a excepeo do de-
creto da prorogaco das cortes, que deixamos
transcripto; fal-o hemos porfrm para o seguin-
te numero. Tinha finalisado a suspensio de ga-
rantas a 23 de \laio; e o governo mandou dous
dias antes de expirar o praso levantar o arresto
quesXiiavia feito as rnprensas da opposcao^
e intimar aos editores dos jornaes parase habi-
litaren), ecomo o nao lizessem, foro de novo
embarazados.
*m
Comn iicado.
pretenda emendar tinha neeessidadede modifi- vao receher as cargas na fo/. do S. Lourenco.
cacao. Ora. quem conheco o duque de Bro-1 Esta navegacao, senos lr franqueada pelo
glie e a sua posico deve necessanamenle sup-
prque sem. Ibante procedimento nSo poda ler
lugar sem insinuado \ inda ab alto.
PORTUGAL
Usando da faculdade que me concede o arti-
go 74 4 'da carta constitucional, e depois
de ouvido o conseibo d'estado nos termos do
artigo 110 da mesma carta : He por bem adiar
as cortes geracs da nacAo pnrtugue/.a para o dia
30 de Selembio prximo futuro O presidente
da cmara dos dignos pares do reino assim o te
riba entendido para os efleilos convenientes.
Palacio das necessidades em 17 de Maio de
18H, RAINHA. ^nowo Bernardo da
Co'ta Cabral.
Idntico para o presidente da Cmara dos se-
nhores Deputadosda nacao Portugueza.
INTERIOR.
PROVINCIA DE MATO GROSSO.
Esta provincia, que outr'ora foi o objecto dos
maiores cuidados do governo portuguez, e com
a qual lucrou muito menos do que gastou he,
j pela vasta extensao do seu territorio, j pe-
la sua prodigiosa riqueza natural, e j pela sua
posicao topogrophicfi, uina das mais importan-
tes estrellas da cora imperial do Brasil, que
cumpre ao nosso goierno nocsquecer.ede pro
mover com efTicacia e esmero os meios de ele-
val-a ao maior grao de engiandecimento para
que foi moldada pela nalureza. Eila esta in-
ternada com pouca di Hertica, nomeiodaA-
merica Mciidional : he a mais occidental e a
mais distante da capital do imperio c por isso
a mais alrazada e vazia de povoadores.
O seu territorio esiende-seentre os parallelos
de 73t' e 22, o os meridianos de 52" 30'.e67,
7" rom uina superficie de 48,000leguas quadra-
das ; e cobrindo pelo lado do N. a provincia do
Para de L. a de Goyaz e do S. parte da
de S. Paulo, serve de baluatte avancado ao im-
perio para com as repulicos linntrophes do Pa-
raguay eda Rolivia.
Por sua dilatada rain pssao os dous grandes
rios Guapor e Para guay : o primeiro serve de
lirihu divisoria com Bolivia as provinciag'de
Moxos e Chiquitos; 'o segundo com a repu
Glica do seu mesmo nome e ambos ofTerccem
a vantauem da navegarn at o ocano, deseen-
do o Guapor, Wadeira, e o Amazonas para
o mar do N. e o Paraguay e o Prala para o
do S.
Os principaes rios da America Meridional
tem nesta provincia assuas vertentes, eos seus
diversos ramos, cstendendo-se em todos os sen
tidos pelas vaslas planicies, banho immensas
matas proprias para lodos os gneros de cultura,
excellenles campos salitrosos para criar.e riquis -
simos terrenos aurferos e diamantinos, que es-
to at hoje noseu estado primitivo, baldos e
ermos, por falta absoluta de quem os cultive e
pove.
A exrepeao da cidadede Cuynb capital da
provincia, e das suas mais prximas immedia-
governo do Paraguay at o mar do Sul ba de
por si s influir muito sobre a sorte futura da
provincia, sol.re a sua riqueza e pwpulacao.
As frtilsimas margens at agora dcsapro-
veitadas e ermas do famoso Paraguay (ou o Ni lo
brasileiro, queem lugar de crocodylos s tem
peixes), que sao, pela maior parte, mui baixas
e alagad iras a grandes distancias do lado orien-
tal, o altas e guarnecidas de montan hutas ao
lado occidental e que, alm do seu clima si-
lubre e creador, reunein todas as proporces de-
sejaveis para o emprego da lavoura e criaco do
gado, sero de prompto povoadas e cultivadas
pelos esl ran ge iros e naci na es, que, magneli-
sados pelo interesse afTluira de todas as par-
tes, ecomo de porfa, para se eslabelecerem
nos seus diverses pontos.
Anda que em todo o rio Cuayb S. Lou-
renco e Paraguay se cultivo a Ierra sem outros
aman bos mais que os das endientes peridicas,
eainda que debaixo de todos os graos por que
passao as suas correntes sejo os mesmos o cliroa
e a ferlilidade, com tudo ba em nosso sentir
tnua a probalidade de ser a barra de S. Lou-
renco o lugar de maior influencia e populaco ,
pela vantagem que accresce de vir a ser o por-
to do ancoradouro das barcas de maior lotagao ;
o do deposito das mercadorias nellas transpor-
tadas dos portos estrangeiros para os da provin-
cia, e finalmente o lugar mais azado para o es-
tabelecini' nto de urna das suas alfandegas.
Se na actualidade nenhuma Iransaccao enro-
men ial lucrativa pode a provincia encelnr e en
treler com a repblica viznha do Paraguay ,
em razao do definhauento em que estao estes
paizes, cujos productos (liega apenas para os
seus respectos consumos; se ella nada tem a
exportar senao o pouco ouro que anda seex-
trabe, sem arte, as suas minas j condecidas ;
e se nada lem a receher cm Assumpcao em tro-
ca ou permuta deste metal precioso nem
por isso se deve entibiar e muito menos des-
pre;ar o ensejo de enlabolar-se relaco de ami-
/ade e commercio com aquella repblica, por-
que desta tudo ha a ganhar enada a perder.
Quando a navegacao franca do Paraguay se
conseguir eflectivamente com accesso aos por-
tos argentinos e a colonisago estrangeira se
estabelecer, a nossa populaco ora pequea
e concentrada na capital, como a vida de um
paralylico no seu coraco se augmentar r-
pidamente : a agricultura o commercio e a
industria lero todo o desenvolvimento de que
sao capa/es; c a attenuada provincia, em vez
de export r o seu ouro exportar o gado o
couro, a laa, ocluir, a man eiga, oqueijo,
a b lunillia o cacan, a poaya, a copaiba o
cafe, o fumo, o assurar, o melado a aguar
dente, a mamona, o tamarindo, a araruta, o
algodao em rama, o tecido, o millio, o arroz,
e em summa lodosos genero de lavoura de su-
perior qualidade, que oslo produz, como por
um prodigio, mais ou menos, em todas as es-
tacoeN do anno.
Como porm estes dous importantes e trans-
cendentes elementos de prosperidade que a pro
vincia de Matto Grosso reclama estao tora das
altribuicoes do seu Exm. Presidente, he d.
goes, tudo o maii est derelicto e sem alent
viUi, rcviuiuaiiu a atvo protectora do gover-j subi patritico e solicito goterno Ue S. M. o
Continuando o D.-novo a repisar o mesmo
campo de vagas declama! oes quando o.convi-
damos a discusso de lacios especificado com
individuaco de seus autores, nao mereca as
honras de mais respota alguma se nao fsse
o gosto que temos de vel-o sempre enredado rio
mesmo labirintho sem achar o fio para sjir
O que nos diz o n.* 148 de 11 do corrente ?
Queahiestoosassassinatos, os fados horrorosos,
as sedulas falsas, o contrabando de Africanos, e
pflo brasil feito com a proteccao, e lucro da po-
lica os roubos e assassinios praticados pela
mesma polica. Entao isto he declamaco, ou
especificacao de fados ?
Vamos ao que parecer a alguem menos vago
para moslrarmos que sempre o D.-'nbto foge da
discussao, a que o chamamos, na imposibili-
dade de achar um do parlido da ordem envolvi-
do nesses crimes, que elle assaca a todo o par-
tido.
Dizque chele da especularlo de sedulas
falsas veo para trra no bote do Arsenal de Ma-
rinha. Isto nao satisfaz ; diga quem be esse
chefe fo o Inspector do Arsenal autorisou esse
desembarque quaes os empregados da conli-
anca da passada administraco que favorece-
ro esse commercio. Nao insistis em fallar as-
sim em geral porque nos tambem podemos ,
e i'oin razao dizer, que a maior parte desses tra-
ficantes perlence a vossa pandilha, e que o ni-
co pronunciado no Ceara e preso em Pedras
de Fogo por essa gentileza era do vosso seo.
Sobre o contrabando de Africanos tambem o
imputis sempre vagamente ao nosso lado : por
que nito os aponais? E na vossa pandilha nao
he que se acha a maior fiarte delles, tanto dos
que com influencia d'cmprcgo no Ro I'ormozo
aulorsavo os desembarques tomo dos que os
io condu/ir d'alii para esta praca por um certo
premio como dos que os recebem a consigna-
co dos que davao e dao desembarque n'ou-
tros portos e at dos que distrabein dinbeiros
consignados a obras lias para ettri(|uecerem ne6
c trafico illicito?
E muitos desses nao estad boje por vs indi-
gnados para oceuparem empregos de polica ,
de que TJeos nos livre ? Declurai qual foi o Of-
ficial, ou Empregaoo de Polica do nosso lado,
quesemancbou traficando com o emprego ,
ijual fo o que roul.ou 6 assassinou Impu-
tis polica a morte de Antonio Francisco, Sr.
do engenho Genipapo. Ue \erdade que a po-
lica desanima este hometii que ameaceva a
tranqullidade daquelle lugar e aproveilando-
se osseus inimigos da fraqueza em que elle
veo a achai se o assassinaro. Por este (ac-
to julgou-se a polica responsavel mas qual
loi o OfTicial do Corpo o Dele ado, ou Sub-
delegado boje existente que por isto deva res-
ponder ? Sabis que todos loro demiltidos e
que aquelle sobre quem recabe o maior impu-
tacao por ler sido incumbido deirlivrara
victima, e portar-se com desleixo, vos nao ron-
deiiinais anles inculcis para vollarao e.po.
Dais como [.roiadas as unpulacoes, que f/es-
tes aos Subdelegados de llao.b. e Moti'.s de-
pois que a administraco esta cm mos que nao
pertencem ao nosso partido Bem sabis que
essas im,putac.6es pdem ser falsas, e que as ad-
ministraces que nao aggreds be que devem
mandar averiguar os fados a vista de vossas de-
nuncias: de oulra sorte obedecera a Presiden-
cia i tctica de urna pandilha, que nao lem es-
crpulo de infamar falsamente um empregado
para conseguir asuademissao
Pergun',ais-nos se a causa da insolencia dos
assassinos e miis criminosos nao he a poli-
ca; e nos vos perguntamos, se nao be a in.iiu-
nidadeque o ury tem autorisado Ese cor-
tos Presidentes do Jury o nao tem pervertido
por interesses ndividiiaes, que cohoneslo com
o epitheto de polticos ?
Gomo nao mereca rcspo-la o insulto, que fi-
zedles ao Sr. Santiago de indolente, e ignoran-
liu entendis que asignarnos o vosso artigo ,
e ccrescentais que este Chefo J Pvcia nao


5
tetn senso. K querais que respomiessemos a,
este despropsito, assim romo ao insulto de esi
tupjdds'coin que lrao mimoseados varios De-
legados ?
U SK Santiago he bein conhecido nesta pre-;
vicia e na Pa rali iba ondo tem servido e
grangeado alta estima por sua probidade. Em
que se tem distinguido, irais que ello os que o
alacio C/ual he a llustragao que tem adqui-
. rido ?
Confessaisem fim que contra o Delegado da
Cidado nao tondas provas nem. (actos especi-
ficados, e continuas a accual-o vagamente. Os
dignos Subdelegados devein ser demittido* por
quo nao pencan como vos porque nao tem ve-
lado lo las ,is noutes aira.: dos criminosos. A-
pontai-llies dissemos um laclo criminoso.
Quato a Guarda Nacional nao podendo ne
gar as circunstancias que autorisarao as re -
onri is, recorris a evasiva de que o hatalho da
Boa-vista se apresentava prompto para o ser
vico, durante o comman lo do Tenente Coro-
nel ; do que se trata, he do ter elle abandona-
do o comm m lo Sem contestar que a mudan
ca de comarca seja causa de relnrma falta
verdade o D. -novo em diier que o Sr. Sehastiiio
foi noineado Commandante do Esquadro da
Gloria quando morava em Nasareth pois he
publico que o Sr. Sebastin morava em Pao do
Albo, a cuja comarca perton.ce esse crpo. O
Coronel de Legiao de Flores o Sr. Barbota foi
demittido a 18 de Agosto de 1842, quando era
iuipos'sivcl que sesoubesse aqui do lesultadoda
eleico que antes de 1(3 rio podia ser conde-
cida em Flores d'onde nao se ehega aqui no
fim de dous diaS. O Aviso do Ministro da Jus-
tica que approvou fessa demissfio tira toda a
suspeita d antedata ab;m deque ha milito
i|U''insalia que eslava-se aqui anda no Colle
gio Eleitorak quando tal demisso oi dada em
consequencia da parte que veio de ser elle coni-
vente com os revoltosos do Ex o que depois
se venficou.
Conclueo D. novo, que nada exige, s quer
lbefdade de eloicao mas sempre insistindo
as dcmissOes para seren os lugares substituido"
por pessoas do seu seio por que s tem liher-
dadeein eleicoes com a lonja publica sua dis-
posico, so com ella espera que a maioria d
provincia se declare a lavor de seus colabo-
radores.
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
49 toneladas, capitao Antonio Jos Vianni,
equipagem 5, carga diversos gneros; a Mu-
noel Joaquim Pedro da Costa.
Para, -laranho, Ceara, e Parahiba, lidias,
tendo do ultimo porto 12 horas ; vapor bra-
sileiro Imperador de 407 toneladas, com-
mandante Jos Maria FalcSo, equipagem 30,
carga lastro ; a Joaquim Baptisla Moroira :
passagciros Capitao Domingos Jos da Cos-
ta Pereira o 1 cscravo Dr. Jos Antonio
da Luz e 1 escravo Jos Lino Nones
Bellort Jos Henriques Bonon Brasilei-
ros 14 recrutas 3 grumetes e o escravo
Fernando.
Navio sahxdos no mesmo da.
Genova ; brigue bespanhol Esperanca ca-
pitao Rafael Neto, carga assucar.
Bio de Janeiro; patacho brasileiro S. Jos, ca- de costado, c o resto de huiro, com a marca F
\ nu \f F1 VfOR VS vegetaes niversaes do D. Brandreth, vindas
f v/uia^ de eu aulhor nos Estados Unidos, 4c &c.(36)
US rOillCAS. 2 A pessoa, que no da 9 do corrente. le-
LOTERI
3 H1ST
Premio grande 8:000 j?000 5,c
Diloimme.liao- 1:000/000
As rodas desla loleri-i an-
dj impreterivelmente no
dia 17 do corrente, anda
que fiquem billtetes por ven-
der, como j foi annuncia-
do. (14)
2-- DesapparecerSo >3 pranchoas, sendo 11
pitao Joao Goncalves Beis, carga diversos
gneros: pnssageiros, Manool Bodrigues dos
Passos Raimundo Jos Magalhaos, Tbere-
/a Maria do Jess Matlnas Gomes da Silva,
Brasileiros, e 12 escravos de diferenles do-
nos entregar,
Genova ; polaca sarda S. Jos capitao Piag-
gio carga assucar: passageiro Marinan-
geli Boma no
Navios entrados no dia 15.
Cottfl ; So dias brigue hamburgus. Arago ,
de 166 toneladas capitao Siiniio Duquer .
equipagem 11, carga vinho, e &e,; a Luiz
Bruguiero.
Lisboa ; 40 dias patacho portuguez Novo
Congrego de 160 toneladas capitao Ma
noel Jos Bato equipagem 8 carga varios
gneros: passageiros, Joaquim Pereira Li-
ma Josepha Mara, o 1 lilha menor Por-
guezes-
Nav os sahido* no mesmo dia/
Porto ; barca portuguesa N. S. da Roa-via-
gem capitao Jos Dias Corroa da Silva ,
carga assucar.
Falmouth; brigue ingle/. Loru Bruss capitao
Jorge Poolle carga assucar
--------.1U I J -1
hll..j'.-tu.','
Correspondencia.
Srt. Hedactares. = Um caso que em nada
interessa o publico (send que o calamos tanto
por essc motivo, como para nao lazer corar al-
guem) fot correr o boato de que a Sra. Haute-
feuile, parleira aprovada pela faculdade med
ca de Pariz e examinada aqui pelo Sr. Dr
Mavignier-^nao recebia menos de 30 rs. poi
partejar. Por muito absurda que paraca tal
cdumnia, (enho toda a certeza le que houw
quem Ihe desse crdito. = Foi pois guiado peki
interesse que me inspirou um boa mai de fa-
milia, i|ueveio entre nos buscar hnspitalidade
sem outro apoio mais que a protec?o dos habi-
tantes cicuta cidado e s liada no /.elo e apti
dSo com que exerce a sua arte, que pedi a est
Sra. a autons'.Qao de declarar alto e bom som.
que he falsa tal exigencia e que o propalladoi
he um infame calumniador.
, Para que um tal boato nao tome vulto, de
claro n ais que a Sra. Hauteuille imiland.
nisso as den.ais parleiras nao taxa preco pelo
cuidados que ministra ; ol. rece os seus serv
?os com o mesmo zello i ndisti netamente a lo
das as pessoas, qualqucr que Seja a sua classt
oujerarchia ; a ricos e a pobres; toma por de-
ver religioso de se apresentar onde for cha
mada para exerrer as funeocs de parleira ,
quando mesmo tenha a certeza deque nao ob
ter pelo seu traballu retrihuiejio alguma Pa
ra confusao de um e alivio de mudos ropo
Ibes, Srs. Redactores o favor de annunciar ,
que a.Va. Haulefeuille mora na ra Nova n
1 4; que os que a sollicitarem nella acharan
-urna inulher honesta, prest da e perita na arle
de pailejar ; cousa que geralmente entre mis .
quasi he leila por maos ignorantes e inha
beis. ()
Orclaracors.
Sm.

\\ ancle^a.
Bendimento do dia 15......... 2:041^028
/)escarre,So hoje 16.
Brigue Laura baria, as va/ias.
Brigue ingle/ lroadax carvao.
(iviti ruto do l*orlo.
Navios entrados no da 14.
Aracaty ; IV dias biate brasileiro Olinda, de
() Falo das mulheres que se empreao ues
le labor, que bem poucas sio as que estudaiio.
e as que sao examinadas.
O Sr. Director do Lyco manda fa/.er
publico para que chogue ao conbecimento
de lodos, que da data deste a 50 dias, ira a
oneurso a cadeira de primeiras ledras da po -
vonrao de Una. conforme ordenou o lixm. Sr.
Presidente da Provincia : os candidatos que a
dita cadeira se quizerem oppor.hahilitem-se nos
lermos da lei. Societaria do Lyco desta cida-
do 15de Julho de 18V-. Joao Faenndo d.i
Silva GuimarHes Secretario.
2= A Administradlo dos Kstabelecimentos de
(^aridade, manda fa/er publico, que nao tendo
sido possivel, eflectuar se a terceira praca da
renda da casa n. 29 nos dias innunciados,
tem do novo designado o dia 19 do corrente
p*das 4 horas da Urde no lugar do costme.
Becife em a sala das sessoes da Administra-
cao los Estahclecimentos de Caridade 13 de
lulbode 18H. O Kscripturario ,
F. A. Cavalcanti Cosseiro (10)
l COM P A N HIA DO B K B \ B1B E.
A Administradlo da Companhia do Bebiribo
-onvida aos Srs.accionislaspara q' bfljiode rea-
'isar umsprestacSo de 4 j>. '/o sobre o valoi das
uas accoes, dentro do pra/o improrogavol de
\0 dias contados da dala diste, Kscriptorio
la Compcnhia 16 le Julbo de 1844. = O Se-
cretario li. J. Fernandes Barros. (8)
rivisos martimos.
1= Para o Bio de Janeiro segu al o dia
20 do corrente o brigue brasileiro Eugenia,
ainda recebe nlguma carga miuda; trata-se na
na do Vigario afmazem de cabos n. 5, ou
romoCapilfio (5)
__Para o Ass segu al o dia 24 do correnle
partir o famoso brigue Feliz, Capitao .Manoel
Jos Ribeiro: pa.a carga e pasageiros tem ex-
i olientes coinniodos-.ospretendentes traten com
Manoel Jos Machado Malbeos na ra da Ca-
deia do Becife ou com o Capitao.
Le 0 oes.
com diamante por cima ; quem delles de.r no-
ticias dirija-de a ra da Praia serrara n. .,(5,
que ser gratificado. (5)
2 Precisas j de urna ama parda, ou pre-
ta que seja forra para urna casa de pouca
familia ; na ra do Bangel, sobrado de um an-
dar n. ;6. '.4
2 A. II. Willmer encarroado da liquida -
cao da ex ti nota firma de Luiz de l.ucca & Com-
panhia desoja abreviar esta liquidaco por
naotor o lempo neeessario para este fin, con-
vida perianto a todos os seus fregueses o ao
publico eingernl de comparecer n > seu arma-
sem de vinhos n. no Passeio-publico e
Ihes offereco por procos milito coinmodos os
seguintes artisjos ; vinho do Bordoaux de todas
as qualidades tanto engarrafad .i e em caixas.
como e'ii quartolas dito branco Irancex, dito
do l'.irto do superior qualidade. ditodo Rilen o,
dito Mascatel ago'ardente de Franca ( cognac ,
agoa mineral, vinagro branco superior em
quartolas. (\S
3 Consta quena villa de (aranliuns existe
um escravo q >o diz pertencer ao Sur. Antonio
Alfonso, morador em o 15rejo do Bananeiras da
provincia da Parabiba no caso do mesmo Sr
querer vendel-o dirija-so nesla cidade a Jos
Clatidino Leito moiadnr em o toiceiro andar
do sobrado por cima da botica de liartholomeo
$ Ramos ou ao termo de Cimbres em a fasen-
da denominada Boi morto que se Ihe di-
r em que poder elle existe. (10
3Aluna -se o terceiro andar do sobrado do
Atterro-da-Boa-vista n. 3t; a fallar com M. C.
S. Carneiro Monteiro. ;3
3 D-se dinheiro a premio ; na ra de
Borlas, sobrado de um andar n. 94. (2
O Sr. J. J. S. quoira annunciar a sua mo-
rada ou dirigir-se a ra Bella n. 37, prunei-
ro andar, que se llie desoja fallar.
I)j-se dinheiro a premio com penhores de
ouro ou prala; na ra Bella n. 3? primeiro
andar.
Precisa-se de um caixeiro Portuguez para
venda de 16 a _'o annos ; na travessa da ra
do Codorniz venda n. 11.
\ l'recisa-se aforar 50 a 100 bracas do ter-
reno tendo bastante fundo na rus do Mon-
dego n. 3 ; quem tiver annuncie. (3
1 D-se dinheiro a premio com penhores de
ouro mesmo em pequeas quantias; na ra
Nova n. ba. 18;
7 = M. S Vlawson Cirurgio dentista
acha se residindo no segundo andar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado da matriz aondo
continua a botar denles mineraes ficando in-
corruptivois e apparecendo inteiramente como
denles naturaes tambem tira a pedra a qual
nio sendo exlrahida em pouco lempo tanto ar-
ruina os dentes; chumba com ouro ou prata,
para privar de augmentar a corrupeao tam-
bem tira, lima e faz todas as operacoesdenticaes
com a maior delicadeza possivel elle espera
que os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na
sua pratica durante quasi quatro annos de re-
sidencia nesta cidade sero garantas sufilci-
entes para as pessoas que precisarem de seu
prestimo. nao o deixem de o procurar. (17)
15-NA BOTICA. EARMA/EM DE DRO-
GAS. NA BLA DA MADRE DE DOS, N. 1
Vendem- se as preparacoes seguintes por pre"
co muito comino io c de superior qualidade*
Magnesia Ponderosa deCenry.
Este medicamento goza das niesmas virtudes
que a Magnesia calcinada ; poremeonbe-se que
seusofloitos sao muito mais enrgicos em ra-
zo do grande estado de pureza em que se acha,
porcujo principio he muito menor a quantida
de precisa para producir os elTeitos desojados.
a inesina casa tambem se vendem tintas, e
todos os oulros objectos de pintura ; vernizes
de superior qualidade entre ellos bum perfei-
tamente branco e que se pode applicar sobre
2 O corretor Oliveira far leilao de gran-
de sortimenlo de fa;endas ingleza, e Irance/as
do seda la linho e algodo, asquees sero
.endidas parte a praso.e parte a dinheiro, e es- ^ a y\lxa mais delicada s.'m que produza al-
ias a todo o proco ; quarta-leira l7 OOOT- u-raeao alguma em sua tur primitiva. Arrow-
renle hs 10 horas da rnanba no primeiro l{ont ()e |-er,llHda ; Sag ; Sabonetes; Saoo
andar da sua casa na ra da Cadea. (' de Windaor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
________.____.-------------------------------------I gasoza ; Finia superior para escrever ; Perfu-
\ \SOS ( VtTSOS nianas inglezas ; Fundas elsticas de patente,
_______ Estovas, r pos para denles; Pastilhas de mu-
2__ Percjsa-se de urna ama para casa de nato de morpbiua, o ipecacuanba; A?ul (i-
puuca familia e que sais a ra para comprar nissiino proprio para ailar roupa Posdesei-
essario: quem qnier ser, dinja-se a cam- Hits. de soda ; Pastilhas de bi-carbonato
LOa do Carino o. J. C*J d soda e giogibra ; A verdadciras pirulas
vou da riiesouraria por engao um chapeo do
d"ixan lo o seu; quoira te- a bou-
dado de dirigir-so a l'ra di'Portas na ra dos
Gararapessobrado n. 2, para destrocal-o. (5)
2 Precisa-se de alugar pretas ou mole-
quos que saibio ven ier azeilo de carrapato, pa-
gando-se urna pataca de vendagem por cada ca-
; nada: quem tiver, dirija se a ra da Calcada ,
,;outro ora ruado Manoel coco) sobrado n.
10. i;
2 O abaixo assignado vendo o annun-
cio feilo, nesta Diario de 11 do corrente para
ser arrematada, em praca, parte do sobrado de
dous andares e um sota o, na ra Direita n.
100, pertonoente ao Senhor Jos Bogerio
Marcelino fa/ publico para constar que tem
pago o aluguel do segundo andar em que mo-
ra da mesina casa at o mez de Feveroiro
do auno de 1845.
liento Joao Cardn. (10)
Quem aununciou querer comprar um pia-
no do pouco valor dinja-se rua Nova arma-
/.em de trastes do Sr. Vdaca : a tratar cem o
mesmo.
2 = Os abaixo assignados fazem por esto sci-
ente a quem convier que a sociedade que os
mesinos tinlrio na botica da rua larga do Ro-
zario sob a firma do liarlholameo & Bamos,
foi amigavelmente dissolrida, em data de 10
do crtente, conforme a escriptur.i no ivro de
notas do Talielliiio Guilher Patricio Bizarra.
Harihnlomen Francisco de Sousa. Jos Maria
Goncalves Hamos. (9)
Aluga-so urna casa terria com duas sallas,
tres quarlos, quintal murado, cacimba; no cor-
rer da Bibeira da Boa-vista indo para os qua-
tro cantos; a fallar na rua Nova n. 63.
A pessoa que annunciou no Diario de
13 do corrento querer alugar um prolo para
servico docasa o que entenda do cozinha, di-
rija-so a rua Nova n. 67 que existo um sem
vicio e com as qualidades que se precisa.
A pessoa que annunc ou no Diario de 13
do corrente querer comprar um piano para a-
prender dirija-se a rua Nova n. 67, que (em
um ingle/, de boas vo/.es, em meio uso por
preco commodo ; assim como bons estojos pe-
queos para barba carteiras envernisadascom
todos os per ten ees para viageni espelhos
grandes e pequeos para sala ; e outras muitas
cousas que avista dos prctendentes se pora pa-
tente. ,
2 Deseja-sc fallar ao Sr. Jos Francis-
co Diniz Vachado morador na comarca do
Kio-formoso ou seu correspondente roga-
se-lhe pois queira declarar a s ua residencia nes-
ta praca. (5i*
2 Na casa de alfaiato de Jos Joaquim
Novaos, na rua doQueimado com frente para o
largo do Collegio, se continua aterobras promp-
las para vender, assim como receben um sorti-
menlo do cortos para coleles do superior quali
dade o mais moderno possivel. (6)
1 Quem precisar do urna parda de idade de
40 annos para servir em tudo nos arranjos de
urna casa, sem sahir a rua notando-se quo
sabe muito bem engommar cozer, cosinha ,
e afu inca-se isto; quem precisar dirija-Mi a rus
da Ponte-vellia junto a fabrica n. 62. (6)
1 No Recifo, rua da Cruz n. 23, escriplorio
do Jos Antonio Gomes Jnior continua a ven-
der-se saccas com alqueire de superior farinba
ae mandioca muito fina c alva, feita na Muri-
beca por preco mais commodo, do que em mi-
tra qualquer parto. (6)
=OSr. que annunciou no Diario de sab-
bado 13 do correlo n. 156, querer comprar
um piano de pouco valor para aprender; di-
rija-sc a rua da Lingueta,sobrado n.8, segundo
andar.
3 Um advogado que vai ao Rio-formoso
tratar de alguns negocios seus offereee-so aos
Senborcs negociantes para tratar all quaesquer
causas de que o quizerem incumbir, certosde
queserao servidos com zelo promptido e pa-
ra o ajuste pdem annunciar para sorcm pro-
curados (7)
2 Concerto-se bem pianos de qualquer
contrueco que sejo ; na rua da Senzalla-nova
n. 1S, primeiro andar.
2johnston Pater&C. teem constantemen-
te venda taixas de ferro batido e coado mo-
ondasde forca de 4 a 6cavallos, baixaealta
presso, ludo por prego commodo : na rua da
Madre de Dos n. 5. (5)
2 = Precisa se arrendar um silio perto da
praca que tenha pasto para 8 a 10 vaccas,ter-
reno para seis enxadas e arvoreJos de fructo :
dinjao-sea Praca da Independencia livraria n.
6 e 8. (5;
2 Manoel Pereira de S, ourives de prata,
faz leante ao publico, o especialmente aos seus
fregue/es. quo nuidmj a sua residencia e efici-
na da ma do Qucimado para a rua Direita n.
''i. onda mtinuar i senil os com a mesma
actividudeeexactidao. (6)


Alugao-se dous moloques para todo o
servico ; na pracinrra do Livramonto o. 50.
A pessoa, que annunciou querer vender
lima purda de 18 annos por ter deleito ein
um p proveniente de erisipela, por preco com-
nmdo, dirija-se a Oarnboa-do-Carino sobra-
do n. I; no mesmo sobrado compra-sc urna
preta de idade.
O cirurgio de artilharia Sebasti3o Jos
Gomes acha-se residindo na Camboa-do-Cvrmo,
sobrado de um andar n. 21.
1Precisa-se saber a morada da Senhora D.
Anna Francisca de Paula e Almeida para se
liie entregar um carta do Rio Grande do Norte ,
da qual se exige reposta ; na praca da Inde-
pendencia livraria ns. 6 e 8. (5
Na ra da Cadeia de S. Antonio acha-se
urna porcio de beslas c quartos muito no-
vos proprios para engenlio os quaes se ven-
dern por preco comtnodo ; quem os preten-
der dirija-se a mesma ra das 9 horas da ma-
chia at as 4 da tarde ou na ra do Queima-
do luja de ferragens n. 10.
Quem anounciou querer comprar um
piano por preco commodo, dirija-se a ra Bel-
la o. 18.
O meio bilheteda segunda parte da nica
lotera das memorias histricas n. 2453 per-
tenceaosSrs. Lima Jnior, da Aandega e
Manoel Joaquim Rodrigues eoutro dito de n.
953 pertence aos Snrs. Henrique Villaca e
Manoel Joaquim Uodrigues.
UlTerece-se um rapa? de 14 annos para
caixeirode armasem ou mesmo para luja de
fasendas ou miudesas sabe Icr escrever u
contar, ed fiador a sua conducta e se for
preciso dar 6 mezes gratis ; quem o pretender
annuncie
Precisa-se de um homem forro, ou captivo
para cnnduzir urna cana d'agoa do Monteiro
para Fra-de-l'ortas pagando-se por canoa ,
ou por mezes com melhor convier; na ra da
Cruz n. 2'\ venda deS Arsujo b Irmio.
A pessoa, que annunciou querer dar 50#
r.. a juro de I# rs. dirija-se a Solidade. ven-
da que fica entre o palacio do Bispo e Bellem,
ou na inspeco do algodaodas 7 horas e rucia
da ihanha as 3 da tarde.
Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia que saiba engom-
mare cosiuhar adverte-se que seja de idade ;
na Ponte-velha n. 33, segundo andar.
Precisa-se de urna parda ou preta idosa
de bous costutne para fazer companhia a
outraanda moca, dando-se-lhe casa de greca
ern boa ra ; a quem Ihe convier annuncie.
Urna Jnior \ Companhia mudarao-se da
ra do Vigario para a ra dos Tanoeiros casa
da esquina segundo andar.
1 Existe vender-se grande quantidadede
sabao escuro fabricado na fabrica da ra Im-
perial n 116, sendo de arroba para mais cada
vendagem aoantigo preco de 110 rs. a li-
bra. (5)
Aluga-se urna casa terrea na ra da Au-
rora ; a tratar na ra das Cruz n. 30.
Aluga-se o segundo andar e soto do so-
brado da ra Direita n. 24 ; a tratar na pada-
ria por baixo do mesmo sobrado.
Compras
Comprao-so effectivamente par fra da
provincia mulalinhas crioulas, e maisescra-
vos, de 13 a 20 annos pagao-se bem, sendo
bonitos; na ra larga do Kozario n. 30, pri-
aieiro andar.
1 Comprao-se garrafas vasias ; quem ti-
ver annuncie. '-/
1 Compra-se um relogio. sabonete de pra-
ta ; na ra Direita n. 16.
1 Compra-se o guarda-livros moderno, an-
da que esteja em meio uso ; quem tiver annun-
cie. (3;
1 Compra-se urna venda em bom lugar ;
quem tiver annuncie. (2)
Compra-se urna amarra de ferro estando
em bom uso ; na ra da Moeda n. 7, a tallar
com Firmino J. F. da Kosa.
1Compra-sedous sellins inglezes usados ;
a ra do Queimado n. 29. [ -
2 Compra-se o livro Camoes que esteja
em bom uno ; quem tiver annuncie. (2)
Vendas
9 Vendem-se meios bilhetes da lotera das
memorias histricas a 5120 rs. ; na praca da
Independencia livraria ns. 6 e 8. (3,
Vende-se urna negra de bonita figura, sa-
be bem cozinbar, e lavar de sabio muito fi-
el para o mato ; na ra do (Queimado n. 52.
Vende-se urna escrava de naci com
muito bom leite para criar, de idade de 16 an-
uos sadiaesem vicios, eozinha ; cose, en-
gomla soTrivelmenle, e lava de sabio ; o mo-
tivo da venda se dir ao comprador ; ra da
Moeda n. 9. segundo andar.
= V ende-sc urna porcio de pedra em grani-
to, do Rio de Janeiro, propria para alcerce de
qunlqiier obra a bordo da escuna brasileira j
j4ffnto, ou dirija-se a ra da Cadeia do Heci-.
fe n. 37, 1. andar.
3_ Yendem-se as obras completas de Boca-
ge em 8 v. encadernados as Lusiadas de Ca-
uies i v. eiicaeiiidusui marroqum um
diccionario portuguez e francez por Costa e S,
2 v. em folio e orthographia por Tristo da
Cunha ; na ra do Collegio vendan. 16. (6
3Vendem-se cortes de lanzinha derivos pa-
droes pura vestidos a 6# rs. ditos de cambraia
adamascada a 4500 rs. ditos de dita ordinaria
a 2560 rs. ditos de cassr-chitas modernos a 4/
rs. pecas de esguho de puro linho a 10/ rs. ,
atualhado delinhoestreito a 320 rs. a vara,
panno para mesa de todos os tamanilos a 1800
e :t3 rs. ditos de oleado de cores a melhor fa-
senda possivel para mesas de meio de sala a
'6 rs. ineias de algodo brancas e pretas de
todos os tamanhos, riscados francezes miudi-
nhos a 220 rs. o covado pecas de bretanha de
algodaocom 10 varas a 1920 rs. ditas de ma
da polio a 2000, 3000,3800. 4000, 5000e6#000
rs. chitas escuras finas com algum mofo a I SO
rs. o covado lencos de cambraia para mi de
senhora a 320 rs. ditos de seda com franja a
1180 rs. mantas de fil de linho a 2S60 rs. ,
ditas de setim ede seda a 10^ e 12/ rs. los de
linho pequeos a 3200 rs., ditos grandes a 5500
rs., mantilhasde fil de seda preta a Zj rs. ,
sedas lavradas com algum mofo a S00 rs., brim
branco trancado de puro linho a 900 e 1440
rs. a vara dito ordinario de puro linho a 640
rs. batiha branca muito cncorpada, pro-
pria para cobertores a -40 rs. o covado, cassa
para babados a 300 e 4-30 rs. a vara chapeos
de castor pretos j (ora da moda e proprios
para pagens a 2/ rs. alm destas outras umitas
fazendas por preco barato ; na ra do Queima-
do I o ja n. I de Francisco Jos Teixeira Bas-
tos Companhia. (32;
2 Vende-se um ptimo negro moco sem
defeito, por preco commodo ao comprador so
dir o motivo, por que se vende ; nos Coelhos
n. 11.
2 Vende-se um ptimo escravo crioulo de
24 annos muito possante sadio sem vicio ,
ou defeito algum ; na ra Nova n. 11, segundo
andar.
2 Vendem-se os seguintes livros em latirn;
Ovidio Lucretins Gmeineri, Terentius Cor-
nelias e 6 cedernos de msica para piano; n a
ra do Collegio, luja do Menezes. n. 4. (4,
2 Vendem-se duas candas, urna pequea ,
e outra grande por preco commodo ; na ra
da Gloria n. 91. 3}
2Vende-se a venda ao peda ponte da Pas-
sagcm-da-Magdalena com poucos fundos e
pertences; a tratar na venda da esquina da ra
do Aragao n. 43.
2 Vende-se um moleque de nacicacange,
de 15 annos ladino, de bonita figura cuja
conducta se affianca ao comprador ; na ra Di-
reita n. 3. (4)
2Vende-se a barcaca denominada Flor
de Goianna, fundeada defronte do trapiche da
Companhia, a qual se acha prompla de um
ludo por ter feiio urna grande obra toda en-
cavernada de novo, e com seus pertences, a
qual se vende para pagamento das dividas do
fallecido Jos Antonio Falcio ; a tratar na ra
da Cruz, vendado Joao Jos Rodrigues Lofller,
n. 36. > 19,
2Vende-se uma^pequena casa terrea sita
na ra do Tambi por preco commodo; na
ra da Mangueira n. 5, das 0 as 9 da manhaa.
2 Vendem-se 3 sofsdeoleo, bem Jei-
tos duas bancas, um toucadnr, tudo de oleo,
urna rica cama de.angico urna carteira peque-
a de urna s face 5 cadeiras para alcova 4
relogios para cima de mesa, umespelhode pa-
rede 2 mouchos para caiteira dous ditos pa-
ra piano um jogo de bancas de Jacaranda tu-
do de superior qualidade e por preco que se
oferecer; na ra da Cruz n. 63, primeiro an-
dar. l)
2,Yendem-se moinhos de ierro mui fues
para caf, ou milho superiores vinhos engar-
rafados da Madeira-secca Malvasia e Bucellas
de 1832, por preco mui commodo; as obras
completas de Voltaire em 7 voluntes, nova odf-
Cioem quatto com estampas pelo baixo pro-
co de 1 o.OOO rs. cada obra ditas completas de
Can oes em 3 v. nova edioao, pelo baixo proco
de 6400 rs. cada obra ; na ra da Cadeia n. 37,
primeiro andar. (10.
2Vende-se pecas de madapolao com 20 va-
ras a 3000, 3600. 4000, 4*00, 4600 e 5000 rs. ;
ricos cortes de cambraia lisa a 5. 6 e 7500 rs. ,
ditos de cassa escura com ramagem a 4800. 5400
e 6000 rs. chales de seda e de gorguro de
marca grande dito de Isa a 2200, 3000 e 3600
rs. brins de cores de linho o algodio. pedres
modernos a 750 e S00 rs. a vara ditos france-
zes muito largos e de cores fixes a 280 rs. o co-
vado ; ditos inglezes superiores a 240 260 e
280 rs. pannos a rap merino preto, verde, rouxo e cor de rap,
chapeos francezes de aba larga o outras mui-
tas fasendas por preco barato ; na ra da Quei-
mado D. 29 loja de Novaos. (15)
Vende-se panno fino preto de boa quali-
de a Zff o covado merino decores os mol llo-
res em qualidade a 1# rs., cortes de lanzinha
de modernos padrdes a 30011, 4500 e 6000 rs.,
luvas de pellica de cores para homem, de mui-
to boa qualidade a 3000 rs. a duzia e 320 rs.
o par, ditas bancas para senhora pelo mesmo
preco riscadinhos a 280 rs., chitas de asien-
to branco a 100 rs. e escuras finas a 140, 160.
200, e 240 rs. cassas pintadas francezas a 480
rs. a vara, e a baixo a 160 rs. o covado brlns
oscuros de puro linho a 440 rs. a vara, e supe-
rior a 800 rs. veslidinbosj feitos para crian-
Cas a 800 rs. algodo americano com listras
azues a 240 rs., leucosd* seda para senhora a
1280 rs., ditos de lia e seda a 1000 rs ch ales
de lia ditos de lia e seda bicos e rendas de
todas as larguras e outras rnuilas fazendas;
na ra do Crespo loja n. 12, de Antonio da
Cunha Soares Guimaraes.
Vende-senos Arrombados as madeiras se-
guintes ; travs de 30, 32, 34, 36, 40 44, e 50
palmos de comprido e palmo e coito de gros-
sura o 8 a 9 pollegadas tambem quadradas,
das seguintes qualidades ; massaranduba ba-
rab, eoracao, sapucai, angelim sicupira e
de outras qualidades enchameis de 22, 25,
30 e 36 palmos de comprido e de 6 a 7 polle-
gadas de gossura das mesmas qualidades ,
mios travessas de 21 a 30 palmos travotas de
20 a 25 palmos das mesmas qualidades es-
tacas de emberiba de 20, 25 e 30, ditas de 20,
24 e 28 pollegadas de grossura cabros de 25
e 30 do muito boas qualidades ; o annunciante
prope-se a tirar toda e qualquer madoira, que
os pretendentes quizaren, e posta aonde me-
lhor Ibes convier por preco mais commodo
que ou tro qualquer fizer.
Vende-se urna escrava mofa de naci ,
de bonita figura som vicios nem achaques ,
engomma, cosinha, ava, e he ptima quitan-
deira ; na ribeira, praca de farinha, venda n. 3.
1 Vende-se um sortmento de toalhas de li-
nho adamascadas de. qualidade superior, a
maior de largura de 2 varas e de comprmen-
lo de duas varas e meia at 5 varas com guar-
daapos ou sem ellos, panno de linho em
pecas de 18 varas ; velas de espermaceti; de 5
e 6 em libra em caixas do 25 libras ; Trelo
novo em saccas grandes chegado de Hambur-
go 5 em casa de H. Mehrtens, na ra da Cruz
n. 40. (10)
1_ Vendem-se toucadores de Jacaranda a 9 e
10* rs. ditos de costura com msica para se-
nhora a > 3 ^ rs. estojos com navalhas a 6#rs.,
flores finas a 2560 rs.o ramo, sabonetesa 160,
240 e 280 rs., boiesde banha a 10e 1280 rs.,
agoa de Colonia a 160, 200. 400, 500 1400 rs. ,
agoa de Lavande em meias garrafas a 560 rs. ,
fitas de todas as qualidades, loncos de seda,
luvas de pellica thesouras prateadas e doura-
das o de outras, agulhas francezas de fundo
dourado pennas de ac, canotilho crespo e
liso pontos de tirar piolho e para desembara-
zar cabello linha de carretel de 200 jardas e
outras muilas miudezas ; na ra do Queimado
loja n. 24. (15,
Vende-se o botequim que tem bilhar
detrazda Matriz n. 19, o qual tem a frente pin-
ada de amarella ; a tratar no mesmo botequim
Vende-se urna venda muito boa por
nao ter commodos para familia ; na ra do
Rangel n. 45.
Vende-se um moleque crioulo de 14 an-
nos sem vicios, um relogio de parede de
boa fabrica urna cama de armacao em bom
uso um trem de parede tudo por preco
commodo ; na ra do Livramento n. 4.
Vende-se um escravo de todo o servico ,
de 20 annos sem vicios nem achaques cuja
conduela seafllanca ; na ra da Gloria sobra-
do n. 89.
4_ Vendem-se os verdadeiros charutos do
Napoleio fe'tos na Baha em caixas e a re-
talho; na ra da Cruz n. 26, venda de S Arau-
jo S limao. (4)
Vende-se um casa nova na ra dos Pra-
zeres n. 16; a tratar na ra de Hurtas n. 68
Vende-se bom milho tanto em saccas co-
mo a retalho, e farinha de mandioca tudo pe-
lo mais barato preco que poca apparecer em
outra qualquer parte pecas de algodaozinho
com 20 jardas a 1600 rs. gomma de engom-
rnar a lo rs. o alqueire tambem se vende a
retalho ; na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19.
na ra do Aragao n. 37, e no pateo da Penha,
armazem n. 7.
1 Vende-se urna cadeira nova toda envi-
dracada forrada de damasco de lia com fran-
ja de rclroz ; na ra de Agoas-verdes n. 42.
1 Vendem-se barricas com farelo muito no-
vo chegado ltimamente de Lisboa por pro-
co commodo ; na ra da Cruz n. 52. (4)
Vendem-se corles de lanzinha oscuros para
vestidos, com iScovadosa 5000 rs.; na ra
do Queimado, loja n. 25 de Guilherme Sello.
Vendom-se 800 garrafas vasias que fo-
ro de corveja branca, por proco cemmodo; na
ra da Cruz n. 49.
Vende-se um excellente cavallo com to-
dos os andares ; na ra da Conccicao da Boa-
vista n. 9, na mosrr.a casa ds-sc 300,000 rs. a
premio com hypolheca em alguma negra de ha-
bilidudes, ficando os juros pelo servico da mes-
ma negra.
Vende-se farinha de mandioca de muito
boa qualidado por preco commodo o ladri-
Iho de marmore ; a tratar com Firmino J. F.
da Rosa, na ra da Moeda n. 7.
Vende-se vinho da Figueira em pipas e
barra, farinha de trigo de Trieste ; no arma-
zem de Jos Rodrigues Pereira $ Companhia ,
na ra da Cadeia do Recife.
Vende-se urna cavallo ruco em boas car-
nes carregador baixo e esquipador com sel-
lirn ingle/, de patente e os mais pertences por
preco commodo ; na Nova n. 29.
Vende-se um terreno com 408 palmos de
fente e com mais de mil de fundo, com alguma-
fruteiras no lugar da Magdalena ao p do
sitio do fallecido Joaquim Amonio de Vascon-
cellos ; a tratar no mesmo lugar. '
Vende-se um bonito e.cruvo de 25 annos,
sem vicios nem achaques ; um moleque de na-
ci de boa conducta bunita figura e cosiutia
muito bem ; dous ditos de 13 a 15 annos; um
bonito mulatinlio do 13 annos; um escravo pa-
ra lodo o servico ; urna escrava de naci de
boa conducta faz todo o servico do urna casa ;
urna pardinha do 15 annos, recolhiJa cose
muito bem e engomma ; um preto de nagio, de
36annos, por 250,000 rs. ; na praca da Boa-
vista n. 19.
Vende-se urna negra moca boa cosinhei-
raelavadeira ; o dous cavallos de sola muito
bons sendo um delles proprio para senhora ;
na ra de Apollo n. 9.
Vende-se urna porcio de ps de limio e
carros de mi para conduzir atter/o ; no ar-
mazem de Joao Carroll ; na praca do Commer-
COi
Escravos fugiVos
2 Roga-so as autoridades policiaes que
hajio de diligenciar a captura do cinco escra-
vos que desapparecerio do abaixo assignado,
osquaessuppe-se terem sido furtados e con-
duzidos para fra para serem vendidos como
Ihe consta sendo dous cscravos, Joio e Mi-
guel em 25 de Junho do anno p. p. em oc-.
casiode seu senbor ir passar o S. Joao no si-
tio do viveiro do Muniz no Atterro-doS-Affoga-
dos ; o os 3 ltimos em 29 de Junho do corran-.
te anno do mesmo sitio, com os seguintes !,-
naes ; o primeiro de nomeJoao, de afio LVu-
baro ou Cabu nd. bonita figura representa
ter 30 a 35 annos, alto reforcado do corpo ,
com cantos nos cabellos da cabeca do um lado e
outro pouca barba cor nao muito preta, ca-
ra larga ps grossos, bocea grande, principal-
; mente quando se falla com elle muito risonho ,
era cosinheiro canoeiro e calador; o segun-
do de nomo Miguel, de nacao Mocubique mo-
lecote do bonita figura representa 25 a 28 an-
nos estatura regular, cara redonda e butho-
chuda bocea pequea olhos grandes o na
flor do rosto ps seceos tem um signal visi-
vel que he os peitos e.n p como mulher, eo
maior signal que ambos leem he terem mar-
cas de chicote as costas e nadegas que por
ordem superisr apanbariona grade da cadeia
por um roubo que flzerio de fasendas ; o ter-
ceiro de nome Matheos de nacao Cabund, ou
Urubaro represanla ter 30 a 35 annos, de
bunita figura alto, leforcado do corpo, est
bem gordo, cor preta olhos vesgos, cara lar-
ga maos grossas de calos do vara do canoa,
este venda agoa em canoa ; o quarto do no-
me Lourenco da naci Mocambique mole-
cote de bonita flguia representa ter 25 a 28
28 annos cor preta, cara redonda, com urnas
marquinhas pela cara de sua torra estatura
regular ps grossos : o quinto de nome Ma-
noel molecotode bonita figura do nacr- Ca-
mund repres. nta ter 25 a 28 annos cor fu-
la olhos grandes e muito espantados quan-
do se falla com elle ha de ser assuicado por
j Ihe estar nascendo pelas facies, este he ca-
noeiro, todos estes 5 escra vos sin bem fallan-
tes e principalmente os dous primeiros por
parecerem crioulos ; o abaixo assignado dar
de gralilicacio 250/ rs a toda qualquer pessoa
que descubrir, levar, ou der noticia certa e
prometi guardar segrado e almda gralifica-
Cio paga todas as despezas que qualquer fi-
zer a tal respeilo, dirigindo-so ao seu legitimo
senhor Jos Maria de Jess Muniz, morador na
ra do Crespo, sobrado de 4 andares o. 10.(57)
2 No di 2 do correte fugio do engenho
Caraba comarca de Nazarelh um escravo
de iioii.o Raimundo, cor fula de 20 a 25 an-
nos secco do corpo peinas arqueadas para
traz, tem urna cicatriz em um dos lados da
bocea he esperto no andar. consta que se in-
titula forro dormi) na noute de um paia dous
do cor rento em um sobrado na ra da Praia ,
protegido por um pedreiro ; pede-so aos Srs.
Delegados e Subdelegado desta e mais comar-
cas a a pp roh enea o des le escravo no caso de
ir para o sertio como elle andou disendo ; o
tambem as pessoas particulares, dingindo se ao
mesmo engonho ou nesta praca a Domingos
Garca Paramio ; na Iravessa das Cruzes n. 8 ,
ou em Olinda a Guilhermino Clemente Marques
Bacalbo que lera 50/ rs. de gratificado. (I7j
Anda est fgido o moleque Julio que
vendia cangica secco do corpo meio fulo de
14 annos, tem o embigo muito grande, com
um taquinho tirado na ponta do urna orciha ,
tem sido vi-lo em Olinda ; quem o pegar, leve
a iua a Guia a 3U seuhoi Manoel Anleru de
Souza Res.
Anda est ausento o pardo Antonio Ro-
mi, baixo, grosso do corpo, com pouca bar-
ba tem muilas costuras as costas, que foro
de geminas, rnuilo experto, andava vendendo
miudezas e fasendas pelo matto, com urna pre-
tal de norne Mara alta bem prela bom tu
figura ; muito fallante e esperto tal vez que so
teuha em titulo de forro e casado com dita pre-
ta fugiooo dia 27 de Marco quom o pegar ,
levo a cidade de Olinda que sera bem recom-
pensado.
No dia 14 do correte rnandou-se um mo-
leque vender azeite do carrapato, e nao voltoil
mus; de nome Vicente crioulo, de 10 annos,
lovou camisa e calcas brancas sujas de azeile ,
muito socco ps grandes, parece ter molos-
la nos olhos ; quem o pegar levo a ra a Ma-
dre de Dos n. 7 ; que'sor gratificado.
KKCtri mTip. 08 MI/, ub Fas-a. 1814.


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