Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05122


This item is only available as the following downloads:


Full Text
I
Annode 1844.____Segunda Feira I >
mwrinnwiiniii muaiin mu as nanas'imaiimaiHas. iiiiiii i i
O l'liRH |'ublici-i* todos o das que nao furrio sant'fiea.ios preco lis assirnat..rj
h (rets e os los que o forem irain de SO reis por linha As reclamaras derem ser diri-
gidas i 'si* 'il' i rus das. (.nurs n, 4 ou ti praga ds Independeni-ia l.ijs de Uvrosn. 6t8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoUHNAT- l,',rahybs, ejundas^ sextas eiras.Hio Grande do Norte, chegs s 8c2>e oai
te iHOt i4 Csbo, Serinliaem Rio formuso, Maeey, I'orloCalso, e Alegoas: no 4 ;
44 2'idecsda met. Garanhims e Uonito 1 fUe .'4 de caria UBIsoa-rista Flor
t% t I3t -'8 dito. Cidade da Victoria quintas fe i ras. Olinda lodos os das.
das da skmana.
J5 Se; s. Cantillo Aud. do J. de 1). da 2. t.
Jfi Tanja JV. S do Carm Re. aud. do J. de D.ds 3. y.
17 QuariJs. Alex. Aud do J. de D. da i. y. ,
4S ()uinl( s Marinha Aud. do J de D. ds 2. y.
19 Sext I Arsenio. Aud do J de l)a da 2. t.
2 Sal s l'ias. riel, aud do J de da i. y.
21 l'otn. O Ano listo !u> do Imperio.
de 1111 lio
Auno XX. 1OT*
Tudo afcora depende de nos meamos; da IOMI prodeoeia, ostmoto1 e sner'ia: con-
tinuemos como priaOtniaOOi seremas aponalos Com admiraq.to entre as fisgues man
ProeUnsoao ds Asseoblea Grrel du iran.)
cultas.
Cambios sobre Londres 28.
h n Paria 3/0 reis por franco
I.isbos 112 por lUil dr premio
Morila de cobre ao par.
dem de letras de boas firmas I s l|4 0(Q
CaMIIOS o DI* I .'I un IV1BO, roaspra
Oure-.M'.eda de 6.400 V. 17,300
a N. 17.100
. de 4,00' 9,400
Prau-faueoc 4,960
Pesos col'jmmnsref 1 .ttti
Pilos meiicanu* 1 ,i60
yenda
17,501
17.300
9.61)0
1 980
1>S0
lam i ni \ aiiiiim m'nwiiai
PHASES DA LA NO MI'.Z DE JULBO.
La cheia a JO aos 2 min datsi'e. 1 Luanosa a 15 abj .'min. da tarde
Minguante a 7 as 8 horas e 28 non da manli. j Crecente a .'. as 6 li s 52 as. ds lar ir.
Preamar de hoje.
Primeirs as 4 bores e .0 min. da aisnh.ia | Secunda as 4 llorase :>i minutos da larde
tMsVaaWMllaaaaaaaaaWaaaaasaaalliaaitali iiraaaiMi 111)Mil i imnniii 1 M 11 aai LSseaaaaMBttemmMmaKta
PERNAMBUC
ailil"*ifilr'i*ir 1 ni lanmuTii
!CIAL
Gov EXPEDIENTE 00 JUY 11 1)0 .COUKENTE.
O.Iicio -Ao Presidente Ja Cmara Municipal
do Rio Fornico, approvando a proposta, por
ello feta, Jo Joaquim Jos de A/evedo para
reger a cadeira de primeiras letras da povoagao
de Una at que seja lega I menteprvida. Com
muncou-se ao Inspector da Thesouraria das
tiendas l'rovinciaes; e ordenou-se ao Director
do Lyco, que mandasse por a concurso a men-
cionada cadeira.
DitoAo Engenheiro em Chefe das Obras
Publicas, communicando ter approvado o pro-
jecto dedistribuicao da quantia de 200:000.)
rs concedida pela le provincial n. 130 de 2
de Maio ultimo para as despegas das mesmas o-
bras no corronte nercicio de 18 ti -I8.0. com
as alterarles constantes do despacho nelle exa-
rado, assim como a tabella explicativa, que o a-
companhou, e ordenando, qne remella urna co-
pia aulhjntica do referido projecto Secretaria
da Presidencia, outra a Thesouraria das lt-n -
das Provinciaes e outra Inspecto-fiscal. ;
Par'.icipou se ao Inspector da Thesouraria das'
R'.ndas Provinciaes eao Inspector-fiscal dasO-
b.ras Publicas.
DitoDo Secretario da Provincia ao Inspec-
tor do Arsenal de Marinha, aecusando recepcao
do seu oflioio de hontem (10), em que cummu-
micava ter tallecido na respectiva enfermara o
recruta para o corpo de Imperiaes Marinheiros,
Jos Eustaquio, vindo do Norte no vapor tta-
hiana.
I II, asesasaeaaesseyaeaeeasssaaaa^^
On
ficou com a bocea aberta como se se preparas-
se para fallar, e nao podendo Talvez ia a gri-
tar A' ordem\ Mas nao loe chegou a lingoa pa-
ra d i l -o onadddisse Muito pude a convic
caoe a l VIontalembort tendo contra sr a
Cmara toda intuir soube impor-lho respei-
to e pode dominar a impaciencia do audito-
rio 4 torca de despotismo, de lgica, e por ven-
tura com tyrannia. Viilemain pelo contra-
rio peior inspirado que nunca, nao fez a mi -
nima impresso, e parece que s subi a tribu-
na pan fazer mais visivel a derrota por que a-
cabava de pass r.
O discurso do Conde de Montalnmhert tem
sitio considerado pelo governo pela imprensa,
e pelo paiz como o manile^to official do partido
catholico francez contra os seus inimigos; e por
isso he un daquelles documentos importanlissi-
mos de que nao deve perder-se una s linha.
Para di/er o que sinto I e pei;o que me penlem
esta vaidade) nao vejocm todo elle argumen-
to queeu ja nao tenba tocado em urna ou outra
'tas minhas correspondencias passadas; vejo po-
rm o lodo disposto em um quadro ornado
com aquella raca que Ihe pode dar o talen-
to que eu nao tenho
scusado he accrescentar que a Cmara, ven-
cida mas nao convencida votou no lim da dis-
cussao a lei dos fundos secretos com urna maio-
ria verdadeiramentii immensa ( 131 votos con-
tra 18 ); porm as fendas com que o Ministro
la nstrucefia publica sabio deste combate pa-
recem-me dat|uellas que nunca sarao
Kmquinlo o* Ministerio assimexpiava na C-
mara dos P.tres o seu peccado de conni>encia
com o philosophismo doseiulo, azia Ihe ex
piar na Cmara tios Deputatios urna especie de
coalicao opposicionisla as culps commettidas
contra o sentiinento nacional na questao ja
decidida e com tudo anda pendente, do Taity
A repugnancia com qu a Cmara eopaiz haviao
aceitado a decisao do governo nesta demanda he
j 1 sabida A opposico retirou-se por um mo-
mento mas so para refazer so de fryas e
para esperar melhor occasiiio de renovar o^com-
lssa occasiSoapresentoii-se com a che-
CORUESPONDF.NCIA DO JORNAL DO COM.MERCIO
Pariz 22 de Abril.
Da mesma maneira t|ue no Ocano, tambem
aqui as Cmaras France/as ha mares com suas
vasantes, ecom suas endientes de interesse :
aquella em que aora vamos andamio he destas
ultimas. Ouem tal havia desuppr, nem pre- bate.
sumir! A (hscussao dos fundos secretos, que'gada do Capitao Reine, Ajudanlo de Campo
tao descorada correr na Cmara dos Deputa-I do Almirante Dupctit-Thouars que o enviava
dos na dos Pares he que se elevou altura de com officios oara o governo Vio-se por estes
urna verdadeira questao de gabinete fa/endo officios que o procedimentodo Almirante, quan-
por espac do dous dias estremdcer o Ministerio do translormou em soberana pura a simples o
frente de urna Cmara leilura sua, com cu- j protectorado francez as Ibas da Sociedade, l
ja opinioj se conta antes de consultal a e ra mais justificado do que ao principio parerc-
cuj.) voto so se consulta por mera ormalidade. I ra ; poique se nao livera obrado como obrou ,
Por occasio da guerra entre o clero e a univer- houvera solTrido quebr muito notavel a digni-
sidade foi que se empenhnu o combate. Cousa dade da Franca bumiliando -so perante exi-
bom digna de reflexao m nico homem que gencias escandalosamente injustas de agentes de
so atreveo a defender a verdade foi o que bas- i Inglaterra os quaes lundando se em um ol-
tou para metter debaixo dos ps a escola uni- ferecimento de protectorado ma.santigo. eito
versitar.a toda inleira representada pelo mais' ao governo Ingle/ mas nao aceitado por elle.
Ilustre sophista do nosso lempo. O Conde de vinhao agora d.sputar a leg.t.m.dade ... pro-
Montalembertatacoudecara acara o Ministro tectorado francez e mtr.gavao com a l.ainha
da mslruccao publica que se achava presente. Porrwr para invalidar o traUdo ein que a su/.e
Por espaco de tiuas horas inleiras metteo a tor-
mento em a minina piedade nem compai-
xao oseu orgulho philosophico c o seu amor
proprio de litteralo ; e quando o largou nao
foi sem o deixar osmagado debaixo do peso de
urna argumenlacao irrespondivel convencen-
do-o i lace da Cmara da Franca e da Euro-
pa de baver trahido a causa da religiao e de
mais a mais a da Franca e at a da sociedade.
Era de ver a santa arrogancia com que o apos-
tlo tratava o seu adversario c o imperio quasi
magntico com que prenda a attencao da C-
mara que oescutava com repugnancia, po
rm ao mesmo lempo com respeito e com es-
panto. Urna nica vez o padecente se atreve
a murmurar algumas palavras de nterrupcao
em um medroso aparte. Silencio (Ihe gritou
o orador com urna espene de gesto de indigna -
ao.) Emquanto eu estiver fallando nao ten
desdir.-ito de nter romper-me. Pelo tenos
tornou 0 Ministro qua rei direito de responder-vos din-ilo que
por agn tendea he de ouvir-me ; equandoeu
tiver acabado tereiso de me responder. ^ il-
siiiai uiuUoo u viuia t>\> k**cco e o proMiieuto i
rania da Franca havia si lo estipulada. Desco-
brio-se tambem ao mesmo lempo que quando o
governo pronunciou a domissao do Almirante
Dupetit-Thouars ja linha na mo os docu-
mentos que justificavao o procedimiento que elle
havia tido mas que de proposito os recusara,
negando a sua existencia afim de poder obter
da Cmara sentones a seu sabor obrigando-a
ajulgar a causa por autos fraudulosamente mu-
tilados por meio da subtraccao das pecas es-
senciaes.
Sohreeste terreno he que a peleja se travou.
Todas as fraccoes da opposigo caluraoem co-
lumna cerrada sobre os dous Ministros da ma-
rinha e estrangeiros; e com encarnicamento tao
descomedido que bem se via que nao era o in-
teresse publico quem animara os aggressores.
Millaut he um terrivel adversario ; mas a de-
masiada pressa que tem de ser Ministro hz-lhe
esquecer na violencia dos seus ..laques o que do-
ve a dignidade da Franca c da sua pessoa .
que nunca pdem ailar separad .s da modera
co e da decencia. Accusou dilectamente o Mi-
nisterio de mentiroso. Revolveoarchivos, a-



ces dos Ministros com os (actos ; eo resulta-
do de todo este trabalho foi deixal-os convenci-
dos do haverem encanado a Cmara, quando
na primeira discussf'o Ihe disserio que sobre os
acontec mentes do Taity mi tinhao mais docu-
mentos que aquellos que olTereciSo nos quaes
o procediniento do Almirante apparecia como
um acto puramente gratuito c arbitrario que
cousa nenhuma justiicava. Esta especie de
autopsia da consciencia ministerial he obra de
mo de mestre ; mas que fructo podera tirara
Franca de apresentar s nacoes oslrangeiras o
seu governo marcado com o ferrete de urna ac-
cusacSo de immoralidade ?
O Ministerio delendeo-se mal. Tudo quan-
to pode facer foi tentar Iludir a orca da aecu-
sacao di/endo que os documentos quo occul-
tra, erao officios le Ofliciaes subalternos, que
nunca deveni communicar-se por se supprtrem
incluidos as participacoes dos Ofliciaes Supe-
riores ; mas Rerryer, tao desapiedado como os
oulrtis, reduzio a nada esta evasiva rcflectindn
que esses Ofliciaes subalternos as communi-
cacoes dirigidas ao governo, haviao obrado co-
mo Ofliciaes Superiores por nao terem nessa
occasio ninguem que os commandasse. Ouan
do os Ministros virio tomadas todas as portas por
onde poderiao sahir lancriio sobre a mesa
urna enxurrada do documentos e pediro que
a discussao licasse adiatla at que a Cmara ti-
vesse lempo de exa/ninal-os. Foi esta trela que
os salvou.
Poucas ve/es acontecimiento em apparencia
tao insignificante como este do Taity tem pro-
metido tao graves consequencias. As que an-
da produzirt nao o sabemos; as que ji tem pro-
ducido s:"o importantes pois quo atj intro-
du'io na familia Iteal um tal ou qual princi-
pio de discordia de que acaba de ser victima o
Principe de Joinville se por ventura tal ex-
presso pode empregar-se quando so trata de
uma correccao imposta pelo amor paternal.
Joven, marinheiro brioso e insolTiido, sen-
tira o real mancebo fervor-lhe as veas todo o
sanguo francez que Ihe corra por ellas quan-
do vio a handeira franeca curvada diantc da
Inglaterra nos mares da Polynesia : deo largas
ao sentimento nacional, e fez coro com os que,
durante a primeira discussao na Cmara dos
Deputadoa defendiao a honra da sua patria ,
que suppuniiao em perigo de ser sacrificada pe-
lo governo. A carta deque Thiers se servio
nessa occasio e de que tanto partido soube
tirar fra-lhe confiada por elle: o agora que,
com a vinda do Capit agentes ingle/es era mais clara,, parece que le-
vantou a voz mais alto ou que se preparava
pira lazl-o. Ninguem pode suppor que Luz
Filippo tenba o coracao menos francez do que
seu fiI lio ; mas a idado a experiencia e o tac-
to poltico que nunca ninguem se atreveo a ne-
gar-lhe ,^1 Ihe en-in rao at que ponto e em
quo circunstancias he necessario sacrificar as
suas susceptibilidades as suas conviccoes.
Vio-se na necessidade de reprimir o ardor de-
masiado do mancebo louva-vel em outra
occisiao agora inopportuno ; e para evi-
tar indiscricoes mandou inspeccionar os por-
tos militares do sul, onde a sua actividade acha-
ria alimento maisapropriado, e menos suscep
tivel de inconvenientes.
Supponho que partir brevemente de Franca
o Dr. Dumergav medico mancebo e aven-
turoso que, por ter cabido em graca ao Mi-
nistro Viilemain foi por elle escolhido para
fazer uma viagem scientifica as provincias do
sul do lirasil onde devera recolher observa-
rlos de historia natural de physica de geo-
grapha e de antropologa Deve tambem vi-
sitar a provincia de Chaco c todas as de que
se compoe a Confederacao Argentina,
-21 de Abril.
De tal importancia sao as duas questoes que
actualmente se lisculem as duas Cmaras, que
uto sei a qual dellas devoie acudir primeiro.
Ni (.amara dos Pares est em dSC0SSO o pro-
sobre a instrucciosecundaria; nadosDe-
soes. Sobre o primeiro objocto j me eslendi
suflicientemente em outra correspondencia; o
como pelo que vou vendo da discussao o projec-
to ha de sabir da Cmara dos Pares com todos
os defeitos quo Ihe notei e que o tornao inad-
missivel, esperarei que a questSo passo para a
Cunara dos Deputados, e entilo a tratare com
a exlensao que a sua importancia exige. Por a-
gora, como digo, a direccao que a cousa vai
tomando nada promette de bom. Se o discur-
so do Conde de Monlalembert foi o manifest
da religiao contra a philosophia, aquelle com
quo Cousin abri ante-hontem a discussao ho
considerado como o manifest da philosophia
contra a religiao.
Tambem o diabo tem seus martyres. Cou-
sin eslava tao (lente, que mal poda comsigo;
comtudo tal foi o interesse que tomou pela de-
fen.a da escola de que se reputa patriarcha e fun-
dador, que assim mesmo se arrastou tribuna
para infligir cmara, em voz moribunda e se-
pulcral, mu enormissmo calhamaco que (razia
escripto, cuja leilura durou tres horase moia.
Tros vezes as forcas Ihe laltrao emquanto lia;
tresvezesa importancia da causa Ihe deo cora-
gem para ir continuando a leitura, emquanto
cada um dosouvintes, com o relogo na m3o e
os olhos no papel, esperava com impaciencia
mal disfarcada que cada (olha que o implaca-
vel leitor ia voltando fosse a ultima.
Nao recommendarei a publicaco por extenso
do extensissimo discurso de Cousin, salvo se for
com intenco de tornar mais apparente o mere-
cimiento do seu adversario. Cousin nao discu-
ti, louvou. O seu discurso nao he uma argu-
mentacao, he um panegyrico. A instruccao tal
q mi ;i universiila.il) actualmente ad.heo quese
pode desejar de melhor. As pretences do clero
sao altentados; as suas aecusacoes sao calum-
nias. Os mancebos educados com as mximas
de Cicero e do Demosthenes, de Homero ede
Virgilio, bao de sabir tao bem moralisados das
escolas como se se dsse .1 sua instruccao um
carcter inteiramente religioso. A Selecta
profunis vale tanto como o Kvangelho, ao mo-
nos para este lim.
O nobre paresia resolvido a votar contra o
crojectoollero ido por Viilemain; e porque?
Porque as concesses porelie eitas ao clero,
pennitlindo- Ihe escolas livres, e de mais a mais
l?
Jd ; 1 icitiiid jas pn-
faculdade de preparar nos seus seminarios can-
didatos ao bacharelado em letras, sao exorbi-
tantes e perigosas. A Franca est actualmente
ameacada do um perigo inminente. Os jesutas
estao aporta; o clero medita usurpacoes; eo
nico porto em que a palria pode salvar-se he
a unversidade, cujos interesses edireitos o 0-
rador suppoe escandalosamente sacrificados pe-
lo projecto. Na sua opinio Viilemain he alta-
mente tesponsavel perante a nac.iodebaver vio-
lado a santidade da unidad universitaria, que
foi a mais bella de todasascncepcoesdo maior
Lomein da Tranca. Esle peccado nunca ser
perdoado pelo mestre ao discpulo; porque, se-
gundo diz a este respeito o Courrier, a unver-
sidade he para Cousin uma especie de religiao
deque Napoleo foi o Messias ede quo Viilemain
he o Judas.
Tal he em poucas palavras a substancia do
discurso do patriarcha. compare-se agora isto
com as ohjecces por mim feitasem outra occa-
sio ao projecto, e veja se o que se deve pensar
de semellianles exageracoes. Seja porm o que
for, ponhamos por ora ponto nesta questao, e
oceupemo-nos da importantsima lei sobre a
reforma das prisOes, que por agora smente
considerarei na suu generalidade.
O estabelecimento de um bom systema peni-
tenciario he um dos objectos de maior impor-
tancia para qualquer estado queseja, mas mui-
to especialmente para Franga, onde ha tao
grande numero de proletarios, que be a classa
donde, por via de regra, costuma sahir a im-
mensa maioria dos criminosos. Estremece a
gente quande consulta os differentes quadros de
estatistica criminal, e quando porelles que
havendo pelo menos 108 mil criminosos cons-
tank isdiiierenies prisoes de Franca, e



s vezes mais, todos os annos sabem dolas 50
mil com suas seiUencascumpridas, porm'limi-
to mais perigosos para a sociedade do que quan
do para l entraro. De Tacto cada urna das fi-
le prisoes contraes da Franca he um verdadeiro
Joco de corru.pc.ao, donde aquclle que enlrou
ainda bocal e novico na carreira do crime, sabio
profossor consummado na arte do pratical-o
Nestas prisoes vivem os criminosos promiscua-
mente uns com os outros. Cada um alli entra
com o seu contingente de corrupcao. Alli se lA
de cadeira sobre as diferentes maneiras de hos-
tilisar com o menor perigo possivel a vida e a
propriedade albcia: alli se communicao as lu-
zes; alli se elaboio os planos que mais tarde
bao de ser postos em pratica, quando depois de
suas sen tencas cumpridas, aquelles quo os ela-
borarlo tornarem a ser restituidos sociedade.
Cousa verdaderamente para espantar! Que pro-
hiba a lei em Franca as reunioes de mais do 20
pessoas, quando Ihessuppoe tendencias preju-
diciaes tranquilidade publica, e que a mesma
lei autorise e proteja reunioes de centenas e de
mi Miares de individuos em conspiracao perma-
nente contra a sociedade, e que de mais a mais
liies d casa de grapa em que se reuno, que os
sustente, o que at Ibes ponba guardas para
que ningucm va perturbal-os as suas delibera-
ces E ha de alguem espantar-se, a vista dis-
to, que grande numero de criminosos que en-
trao ras prisoes sejo individuos que j incorr-
roem primeira, segunda, terceira, o ainda
maior numero de condentnacoes?
Longo tempo haviaque o governo francezde-
plorava semelhanted^sgraca, e procurava reme-
diai-a; e pede a justica que se diga que nen
bun sacrificio Ibe pareceo demasiado para con-
6eguil-o. eque a nenhum se poupou. Estabele-
ceo prisoes em que se li/.esse o ensaio dos syste-
mas penitenciarios, adoptados pelas outras na-
ceos; mandouaos Estados-Unidos viajantes que
estudassem o systema inventado neste paiz, don-
de a maior parte das na toes civilisr.das da Eu-
ropa o imporlrao. Um destes viajantes loi Toc-
<]ueville; e tio satisfactorio pareceo o resultado
das suas investigares, que sobre suas ideias foi
lancado o projecto do governo que actualmen-
te se discute, e por elle foi escripto o parecer da
commisso que o approva
Para que um systema penitenciario qualqucr
corresponda ao seu objecto, he preciso que elle
preencba dous fins: 1*. o da intimidara i; 2, o
da inoralisai.o e regenerarlo doscondemnados
Seo tratamenlo imposto as cadeias aquelles
que para la vo os nao espantar pelo seu rigor,
como pode esperar-se que elles resisto ten-
taco de commetter o crime, pela consideracao
do castigo que os espera ? Como pode esperar-
se que nao recaio, em tendo visto que os in
convenientes a que se expoem nao podem en-
trar em comparaco com o fructo que da repe-
tcao do crime podem colher ? He de absoluta
necessidade que os criminosos em parte nen hu-
ma se acbem peior que na cadeia; e so por esta
considerado, grandes contas leem que dar a
Dos e sociedade os pbantropos da nossa -
poca, que, a lorca de se enternecerem sobre a
soite dos criminosos, levio as cousas at a tal
ponto, que boje ha desgranados para quem a
innocencia be urna verdadeira calamidade, o que
de proposito commettem crimes so para quo
urna feiiz condemnaco Ihes d em qualqucr das
prisoes do reino as commodidades que, por ab-
soluta falta de meios e de trabalbo, nao podiao
obterdeoutra maneira. Segue-se daqui que o
rigor do tratamento imposto por qualqucr sys-
tema penitenciario que se adopte nao podo va-
ler come ohjeccifb attcndivel, urna vez que se
nao fecbem osolhos ao que he absoluta nenie
exigido pelas necessidades indispensaveis da na -
ture/a humana: e isto basta para fazer cabir
um cento de arrazoados, mais ou menos enter-
necidos, com que os philantropos da Cmara,
antes por espirito de opposicao ao governo -que
por convicc,o conscienciosa, se tem declarado
contra o systema cellular, admitlido pelo pro-
jecto
O outro grande fim de um systema peniten-
ciario bem entendido be a moralisaco e a rege-
neraro dos culpados; e como ba de obter-sc es-
te grande fim emquanto elles viverem promis-
cuamente uns com os outros, em ociosidade
perfeita, e sem terem mais que fazerseno com-
pletar o su curso de coirupgao com as lices
dos grandes mestres, e tornarem so finalmente
incorrigiveis forja de mos exemplos ? Foi es-
ta importantissima consideracao que fez nascer
a ideia do systema penitenciario americano, de-
nominado sohtary confinement, quo foi pela
primeira vezrealisadoem Fhiladelphia.dondeto-
inouonome. Na casa de correcto de Pbiladelphia
vivem os presosemcellulas separadas. N3osclh.es
da a mnima oceupacaoque possa interrompera
serie das suas reflexoes, ou adocar a amargura
dos seus remorsos e o sentime.ito da sua mise-
ria. Alli fico entregues a si mesmos desde o
primeiro at o ultimo dia da expiayjio, ainda
que sejao de/ annos, ou toda a vida, sem
nicacao com gente viva, a excepeo dos guar-
das que Ihes conduzcm os alimentos diarios, de
que Ihes l'azem entrega, sem Ihesdizerem pala-
vra. Este systema foi ao principio objecto de
grandes louvores; porm em breve se vio que
tanta dureza era incompativel com a natureza
humana, e que o seu resultado frequentissimo,
senao constante, era oembrutecimentodos pre-
sos, a declaraco da alienaco mental, ou o sui-
cidio. Comprchendeo-se portanlo a necessida-
de de reformal-o, e foi isto o que leve lugar em
Auburn, outra ciliado da Pensilvania, donde
tonino o norneo regulamento denominado se-
parale system, que l se segu.
Segundo o methodo de Auburn, so os pre-
sos conservados as suas cellulas nicamente de
noute; porm de dia sSo chamados para o tra-
balbo, o fazem-os trabalhar em commum, dis
tribuidos em difTerentes categoras ou turmas,
que nao communicao urnas com as outras. A
disciplina be manlida pelo auxilio da vara ou do
chicote.
A modificaco introduzida pelo systema de
Auburn fez desappartcer todas as objeccoes de
que era susceptivel o de Pbiladelphia; mas nao
tardou muito que a experiencia nao demons-
trasse que a reforma havia ido muito longe, e
que a separaeo dos presos por categoras ou
turmas nao era sufficienle para embaracar a
corrupto de uns pelos outros, e para operar a
sua regeneracio, que era o que se pretenda.
Houve portanto neccssirlade de reformar a re-
forma, edaqu nasceo o systema chamado de
Sherry-Hill, que be o mesmo de Auburn, mas
com a addicao do silencio. Na casa penitencia-
ria de Sherry-Hill trabalho tambem os presos
por categoras ou turmas; porm he-Ibes pro-
hibido com todo o rigor possivel dizerem urna
palavra que seja uns aos outros. As infraceos
desta regra sao punidas com a applicaco de
urna mordaca de ferro; h para que o silencio se-
ja to absoluto quanto he possivel, os proprios
empregados nao podem fallar aos presos senao
em voz to submissa que mal se ouve; os sapa-
tos de que uso sao de la e sem sola, para que
o soin das passadas se ouca o menos possivel; os
carros de que os presos se servem para o traba-
lbo tem as rodas cobertas de sola, e pelo mesmo
motivo.
Todos estes difTerentes systemas tem sido ex-
perimentados em Franca ou em outras partes ,
e todos lera sido reconhecidos susceptives de
grandes melhoramentos. O projecto actual-
mente ollerecido pelo governo he o resultado
das luzes fornecidas por estes difTerentes ensai-
os; e se elle nao he perfeilo ao menos nao
me parece que possa ser substituido por outro
menos susceptivel de objeccoes.
Kis-aqui em que elle consiste.
Os presos sao conservados em cellulas tanto
de dia como de noite de maneira que toda
a communicaeSo com os outros he impossivel ;
mas na sua cellula cada um dclles tem todos os
meios necessarios para poder executar o traba-
lbo que Ibo for destinado. Se a couimunica-
eo dos presos uns com os outros he impossivel,
nem por isso fico inteiramentesequestrados da
sociedade como na Pbiladelphia ; permitie-
se-Ibes que recebo as visitas das pessoas da sua
familia, que pata isso frem autorisadas ; fal-
lan com os diversos empregados da prisao que
os animan e os dirigem ; sao visitados pelos ec-
clesiastica* aggregados ao cstabelccimcnto, e
recebem delles os conselhos e as consolacoes que
a religiao pode prestar. Por este methodo nao
s a corrupcao que resulla da promiscuidade he
impossivel mas, postos os presos em contacto
permanente com pessoas que s Ibes podem dar
bous exemplos e bons conselhos necessaria-
mente a sua regeneraco moral se ba da verifi
car todas as vezes que um grande fundo de
perversidade (o que be raro ) a nao tornar im-
possivel.
. Tenho lido e relido com atientan as difieren-
tes objeccoes que at agora tem sido aposenta-
das contra o projecto; e segundo j disse. to-
das ellas me parecem inspiradas antes por espi-
rito de opposicao acinlosa que por voruuu'eua
convieco de quem as faz. Combtese o pro-
jecto nao porque seja ou porque o reputem
mo mas porque be do governo. Basta ler o
discurso-moxinifada de Peyramont, que durou
4 horas, e o de Larochejacquelein (opposicao
da esquerda e opposicao da direita ) para ver a
que absurdos e exageraces pode conduzir, nao
quero dizer a m f porm a m vontade ,
ou pelo menos a provencu. Julgo portanto
lora de proposito tomar em considerado dis-
discursos de semelbante carcter : se na dis-
cusso por artigos que ha decomecar no dia
27 apparecer alguma objeejao que me pareca
mais seria do que as que at agora tenho ou-
vido procurarei refuta-la como puder.
NOTICIAS DIVERSAS.
O Principo de Joinville A 'atrio d a se-
guinte conta da conducta do Principe do Join -
vie a rospoito do negocio do Tabiti e diz
~]trr"~-^^~
O Principe de Joinville applaudio mais do
que ninguem a conducta do Almirante Dupetit
Thouars, de quem recebra urna carta de 18
paginas datada de Tabiti a 9 de Novembro
Esta carta que um deputado que est bem na
Corte mostrou a mu i tos momhros da Cmara,
especificava os poderosos motivos que ti n hito com-
peludo o Almirante a obrigar a lainha Ponaro
a respeitar a bandeira Franrcza. As instancias
verbaes do Lord Cowley Coran bastantes para ob-
ter de Mr. Guizot a reprovaco do nosso bravo
Almirante. Debalde tinha o Principe de Joinvil-
le, coma carta do.Almirante Dupetit Thouars na
mo procurado provara Mr. Guizot a neces-
sidade de esperar por ulterior informadlo a res-
pe i to dos successos do Tabiti antes de dar um
passo que produziria desanimo em (oda a ma-
rinha France/a Na opinio de Mr. Guizot
um poderoso interesse impunha Franca
um tal acto de condescendencia para com a
Inglaterra Os esforcos do Principe forao balda-
dos. Mas quando por ultimo o Principe de
Joinville soube da boca do mesmo Mr. Rein
todos os pormenores da tomada do Tabiti fi-
cou tao indignado da cobarda de Mr. Guizot,
quedeclarou que nao quera mais servir com
urna Administrarlo to infame, e no mesmo dia
dirigi urna carta ao Ministro da Warinba re-
signando a sua commisso de Contra Almi-
rante Mr. Guizot, vendo o golpe mortal
queia desfeicbar-se na poltica do seu gabinete,
foi sagazmente ter com o Rei que pedio a seu
liIbo que retirasse a sua resignadlo. O Principe
deo ao Rei urna negativa respeitosa mas infle-
xivel quecausou urna scena mui tempestuosa
as Tulherias. A final commovdo o Princi-
pe pelas lagrimas de sua Mae, cedeocom gran-
de repugnancia ; porm noquerendo estar em
Pariz durante as interpellaces a respeito do
Tabiti na Cmara dos Deputados parti preci-
pitadamcntedasTulberias, mesmo sem dar lem-
po a preparar-se a sua carruagem de viagem.
Acompanhado s d'um ajudante de campo o
Principe lomou um lugar na diligencia do ca-
minbo de ferro de Rouen, e ebegou ao Havre
no mais restricto incgnito injuriando-se de
receber, d'um governo to infame as honras
devidas a um Principe de sangue. Esta con-
ducta cujos pormenores sao afianzados por
urna pessoa de elevada posicao s pode ex-
pressar a forte sympathia que a najo consa-
gra ao Principe de Joinville.
Marinha* Ingltza e Franeeza.
Se a marinha de vapor da Franca se acha
actualmente no p em que de/e de estar, he
um ponto intil do discutir-so aquem do ca
nal ; mas ha urna cousa muito certa e vem a
ser. quequalquer tentativa para po-la apar da
da Inglaterra deve de encontrar redohrados es-
forcos da parte do nosso Governo para manfer
urna superioridad que he essencial inde-
pendencia da Inglaterra. Logo que a Franca
possua um exercito de 300 000 400,060 bo-
nicos dos quaes trez quartos estejo sempre
disponiveis para o servico externo e a Ingla-
terra jfflssua s um exercito de cerca de 100,000
dos quaes metade est sempre as suas distan-
tes colonias, nada menos seria do que um
louco ou traidor o Ministro Inglez que deixas-
se a marinha do vapor Franeeza aproximar-se
tanto da Ingiera que quasi a iguale e Me d
probabilidade de obler o dominio do Canal
As pciore consequencias que resultaran
Franca da superioridade da Marinha de vapor
Ingle/a logo que o seu exercito seja to.su-
perior ao da Inglaterra seria a perda do seu
commercio e o bombardeamento d'alguns dos
seus portos martimos ; ao passo que a conse-
quencia da superioridade Franeeza sobrsa Ingla-
terra seria a invaso de todo o reino. Portan-
to o perigo nao be de modo algum igual-, e isto
be to evidente que este folheto excitar sem
duvida o Governo Inglez a fazer maiores esfor-
cos para conservar urna superioridade que
he essencial a sua independencia se fosse se-
guida de algum augmento consideravel na Ma-
rinha de vapor Franeeza. Felizmente para es-
te pai/. a marinha de vapor Ingleza vaicrescendo
por meio das emprezas particulares com urna
veiocidade trez vezes igual da que crosce por
meio dos esforcos do Governo bavendo se-
gundo os dados do mesmo Principe de Join-
ville 200 vapores particulares com capacidade
sulliciente para admittirem pecas de grosso cali-
bre ; entretanto que nao ba mais de 70 a 80
vapores do Governo (Liverpool Times.)
Moriniento insurreccionarlo da Italia O
Sicle publica o seguinte extracto d'uma carta
de Bolonba datada a 13 de Maio : O Gover-
no acaba de publicar a sentenca proferida pela
commisso militar contra a segunda cate-
gora que comprebende os presos detidos em
S. Leo e que sao aecuzados do haver tomado
parte na exuedico de Imola a 8 de Setemhro
de 1843. Por esta sentenca trez socondem
nados a gales perpetuas, cinco a 20 annos, -2)
a 15 um a 10 dous a 3 annos de prisao e
Indos elles a conliscagiio do bens. Sum foi
victos foro immediatamente conduzidos ao lu-
gar ondo devioo suflrer u castigo. Estas duas
senloncas quc.se referen! s provincia de Bo-
lonba alecto quasi cein victimas. Fico
ainda mais outras tantas em prisao.
O Zollverein Berln 10 de Maio.
Acabo de saber d'um facto que sera muito in-
teressante muitos dos vossos leitores, a saber
que uestes dias sero trocadas as ratificacoos do
tratado entre o Zollverein e Portugal. O Ira-
lado vai ser impresso para ser apresentado
Assembla Legislativa. Por ora s posso an-
nuncHr-vos que se comeca a negociar com ou-
tros muitos estados tratados semelhantes que se
espera que tero um resultado favoravel se
bem que algumas potencias da primeira ordem
desejo pOr-lbes obstculos Tfeser^Zeitung.
_______________C? mi$)
INTERIOR.
que durante estas eternidades tenho couimu- que tero grande utondade para a sua asserclo : I posto KOfMorMvegte tffl !IL'erdd?.
Os
RIO DE JANEIRO.
Consta-nos que livero lugar os seguintes
despachos de Magistratura:
O Bacharel Lourcnco Jos H beiro Desem-
bargador da Relaco de Pernambuco.
O Dr. Manoel de Jezus Valdetaro, Juiz dos
Feitos da Fazenda da corte.
O Bacharel Angelo Muniz da Silva Ferrar,
Juiz da primeira vara crime da corto.
O Bacharel Joao Fernandes de Barros, Che-
fe de Polica da provincia do Cear.
O Bacharel Miguel Fernandes \ ieira, Juiz
de Direito da comarca da Granja.
O Bacharel Estevo Riheiro de Re/ende, Juiz
de Direito da primeira comarca da provincia de
S. Paulo.
O Bacbarel Jos Gaspar dos Santos Lima,
Juiz de Direito da stima dita.
O Bacharel Francisco Marques de Araujo
Goes, Juiz de Direito da primeira vara crime
dacidade da Babia.
O Bacharel Francisco Goncalvcs Marllns,
Juiz de Direito da segunda dita dita,
O Bacbarel Jos Antonio de Magalbes Cas-
tro, Juiz de Direito da comarca de Jacobina.
O Bacharel Joao Antonio do Vasconcellos,
Juiz dos Feitos da fazenda da mesma provin-
cia.
O Dr. Joo Caldas Vianna, Chefe do Polica
da provincia do Rio Grande do Sul.
[Gaiela dos Tribunats.)
PERNAMBUCO.
Tribunal da Helarlo.
Sesso dodia'.).
Dez. de semana o Sr. Siqueira.
Na appollaco civel, vinda do Juizo de Direi-
to desta cidade, em que he appellante o Juizo,
eapnelladaD Roza Engracia de Santa Mara
Abreo Brandan, Escrivo Bandeira: mandarn
dar vista s partes.
Na appollaco civel vinda do Juizo da pri-
meira vara desta cidade, em que he appellante
D. Maria Rita de Queiroga, e appellados Tho-
maz d'Aquino Fonseca e outros, Escrivo Jaco-
me: mandro dar vista s partes.
Na appollaco civel, vinda do Juizo dos or-
phios da cidade de Olinda. em que sao appel-
lantes Manoel Pereira Brando o outros. e ap-
pellado Jacintho Aflonso Botelho,Escrivo Ran-
gel: mandro dar vista s parles.
Na appollaco civel, vinda do Juizo da villa
constitucional de Santo Anto, comarca do
l'ombal, provincia da Parahiba, em quo sao ap-
pellantos Joo Leite Ferreira e outros, e appel-
lados Joao Baptista da Silva e sua mulher, Es-
crivo Jacome: mandro dar vista as partes.
Na appcllaco civel, vinda do Juizu da segun-
da vara desta cidade, em que he appellante Ren-
to Jos Alves. eappellado Torquato Henriques
da Silva,Escrivo Jacome: recebero os embar-
gos de babilitaco.
Na appellaco civel, vinda do Juizo de Direi-
to desta cidade, em que he appellante Jos Joa-
qun) de Oliveira, o appellado Joaquim Jos
Franco, Escrivo Postbumo : mandro dar
vista s partes sobre os embargos.
Na appellaco civel, vinda do Jui/o dos or-
pbos desta cidade, em que he appellante Ren-
to Jos da Costa, e appellado Jos Joaquim Bi-
zerra, Escrivo Rangei, mandro dar vista s
partes.
Na appellaco civel, em que he appellante o
Juizo, e appellado o Padre Manoel Pinto de
Castro, Escrivo Bandeira: mandro dar vista
ao Dr. Procurador dos ausentes.
Na appellaco crime, vinda do Juizo de Di-
reito da comarca do Ico na provincia do Cear,
em que he appellante o Juizo, e appellados An-
tonio Jos Doniz e outros, Escrivo Ferreira:
julgaro procedente o recurso oflicial
Na appellaco civel, vinda do Juizo de Di-
reito da comarca de Quexeramobim provincia
ilo (loar em quo sao appellantes Bernardo
< Mariano I'alco, e sua mulher appellado
FlBBciiv Danos Miranda e sua uiuiuer, Es


crivao Ferreira : reformarao o accordo cm
parte.
Na appellacao civel vinda da comirca d^
Natal, em que he appellante o Jizo e ap-
pellado Justino Pereira He Fatia Jnior, Es-
crivao-T'ostuiiio : mandarlo dar Uta ao Dr.
Procurador dos ausentes
Na aDpellaciio civel, vinda do Jui/o dos Fci-
tns da Fazcnda d sta provincia etn que sao
appcllanles Mosquita & Uulra o appcllada a
Fa/enda Nacional escrivao Rangcl : mmda-
ro dar vista ao Dr. Procurador dos auzen-
tes.
Na appellacao civel, vinda da cidade da For-
tale7a em que he appellante o Juizo e ap
pellado Jernimo Francisco da Costa Escri-
vao Bandeira : mandarao dar vista ao Dr. Pro
motor dos ausentes. >
Na appellacao civel, vinda do Juizoda 3.a
vara desta cidade, em que he appellante Ma-
noelJose Mendes, e appellado Manoel Anto-
nio Alvos de Brito Escrivao Ferreira : man-
darao desccr os autos para pagamento dos 2 por
cento.
Na appellacao civel, vinda da comarca do
Ass em que he appellante Manoel Rodrigues
Moya e appellado Francisco das Cbagas Ro-
drisuesNoya, escrivao Ferreira : relormro
a senlenca.
Lopes, equipagem 8, carga varios genero;
ao capitao.
Acarac ; 40 dias hiate hrasileiro Elisa de
8" toneladas capitao Joaquim Carneiro de
Azevedo Serra equipagem 9 carga sola .
e mais gneros; a Manoel Gonealves da
Silva.
Navio entrado no dia 13.
Maranhao; 14 dias. brigue-escuna hrasileiro
Laura, de 136 toneladas, capitao Antonio
Ferreira da Silva Santos equipagem 14,
carga diversos gneros ; a Noves & C.a
Navioi tahidot no mesmodia.
Liverpool; barra inglcza Mary Queen of Scoss,
capitao W.m Kelly, carga algodao e assucar.
Lisboa; brigue portugue/. fobim, capitao Alc-
xandreJos Correia carga assucar.
Portos do norte ; vapor hrasileiro Imperatriz ,
commandonte Capitao-Tenente Jesuino La-
mego Costa : passageiros Dr. Manoel Jos*1
de Albuquerque, e 1 escravo Dr. Jos Pe-
reira da Graca Jnior e 1 escrnvo Joao
Sanchos Monleiro Baona, el escravo. Bra-
sileros ; Carlos Artty Inglez ; Jerometl
Thoreze Siegor, Francesa.
II HJJ.'" ".
IIIAKIU DE PKriMBLCO.
Hontem chegou oste porto o vapor Impe-
rador, deixando tranquillas as provincias do
Norte, por cujos portos passou e trazendo
nos jornaes em que nada deparamos que
possa interossar aos nossns leitores ; a quom
noticiamos baver no dia 25 do passado desem-
barcado no Maranhao o Uignissimo Bispnd'a-
quella Diocesa.onosso illustrecomprovincianno,
o Sr. D. Carlos de S. Jo o Sousa; cuja pos-
seestava annunciada para o dia 28.
Eit< I.
No dia 13 do corrente sahio para o Brejo
um destacamento de 40 homens de Artilhariu
commandado por um Quicial.
\-A
Alandega.
Rendimento do dia 12......... 1:619,>702
dem do dia 13............... 2:301204
/Mara Thereza; briguo sardo, vindo de Ge-
nova, entrado no corrente mez, consignarlo
de Joao Pinto de Leinos& Filbo ; inanifestou
oseguinte :
850 patacos, 1 porcao de lastro de pedra ;
aos consignatarios.
PRAg*. DO RECIBE 13 Di: Jl I.IK) DE 1844.
Hevista semanal.
Cambios Pelo brigue inglez Mary Queen f
Seos houverao tranzacoes a 25 d. p.
1..U0D rs.
Algodao \ ondeo se de 4^500 a 4600 rs. a
ij,, tendo sido as entradas pequeas.
Assucar As entradas sao regulares para a es-
tadio e tem-se vendido de 800 a
850 rs. sobre o uro, o branco, e de
850 a 900 rs. o mascavado.
Couros Continuao ser oTerecidos a 120 rs
a libra.
Bacalhao O depozito be de 2:400 barricas ,
e as vendas a retalho de 4. a LijoO
rs., segundo a qualidade.
Carne secca O deposito be de 48:000 arro-
bas inclusive um carregamento en-
trado nesla semana tendo se vendi
dodelgOO al900 a de Buenos-
Ayres e a do Rio Grande de 2> a
2*300 rs.
CarvSo de podra Cbegou um carregamento
pelo qual seoflerece 8 rs. pela to
nelada.
Chumbo em lencol dem 15*500 rs. o
quintal
Cobre para lorro dem a 560 rs. a Ib.
Farinha de trigo dem de 16* a 18 rs. a
barrica da Americana nova
Entrrao na semana 8 embarcacoes e sahlrao
9, existem 30: sendo 25 brasileiras,
1 ingleza 1 portugueza 2 sardas,
o 9 sueca.
llovimento to Porto.
Navios entrados no dia 12.
Maranhao; 2i dias, patacho brasileiro Caroli-
na de 120 toneladas Capitao Francisco
O Illm. Sr. Inspector da Thesouraria de Fa-
/enda desta provincia manda fazer publico o of-
ficio e oxame abaixo transcriptos, que acaba
de receber do Inspector da Thesouraria ta pro-
vincia de Sergipe. Secretaria da Thesouraria
da Fazenda de Pernambuco 12 de Junho de
de 1844. Joaquim Francisco Jtaslos,
Official Maior.
Officto.
III. Sr. Apreso-me a communicar a V. S.
que nesta provincia ja forao aprehendidas notas
de cinco mil ris da 3.* estampa, as quaes forao
leconhecidas falsas, como consta do exame in-
cluso, que remeti a V. S. para souconheci-
menlo. Dos guarde a V. S Thesouraria da
provincia de Sergipe 17 de Junho de 1844.=
Illm Sr. Inspector da Thesouraria de Per-
nambuco. = No impedimento do Inspector o
Contador. Francisco Jos Martins Pena.
Exame que se procedeo na Thesouraria da
Provincia de Sergipe em duas notas falsas
de 5*000 rs da '.'estampa, aprehendidas na
villa de I arangtiras.
Examinamos as duas notas de o3 rs. da 3 *
estampa remeltidas pelo Ex. Sr. Presidente
ern oficiode boje datado, amhasda 1 "serie,urna
n. 34563 assigada por Joao Rodrigues Pereira,e
mitra n. 52405 assignada por Manoel Anto-
nio Pinto, as quaes sao reconhecidami nte fal-
sas pelos signaos que passamos a meneionar.
Reconhecemos que ambas as ditas notas nao
sao de urna so chapa, mas a sua semelhanea
umacomaoutra faz dispensar os particulares
detalhes das falsidades de cada urna : sendo
porm de advertir que urna he maior que a
outra.
A chapa' he grosseiramente executada-, e as
tintas ordinarias. O papel de cor arrocheada (o
que bem se \ pondo-so elle contra a luz)
quando na verdadeira he inteiramente alvo. As
letras d^'agoa, que na verdadeira sao bem legi-
veis, na falsa apenas se divisa a sombra ,e esta
mui passagoira, sem ao menos se poder leras
palavrasThesouro Nacional
Relativamente ; chapa, adiamos as seguid-
les differengas. O emblema imitando ao ver-
dadeiro porm muito dilTerente delle na gra-
vura, por ser esta bastante grosseira. sobre lu-
do a ramagem, que he desempenhada com as-
peresa, deixando bem saliente a falsidade,prin-
cipalmente no extremo superior do lado esquer-
do da Figura, que na nota verdadeira apresenta
a configuracao da plumagem da flecha da cana,
quando na falsa se divulgao ramos feitos com
mao goslo, notndose tamhem que na verda-
deira a Figura tem na mao direira urna fouce
mu bem desenliada nao acoiilecendo oulro
Unto na falsa onde pouco se percebe esse de-
senlio.
Na larga tarja do meio da nota, cujo assom-
brado consiste na ropeticao das palavras= cinco
mil ris = na verdadeira san bem intelligivois
estas palavras, e a gravura desempenhaua rom
toda a perfeicao; mas na falsa nao se pode lr
as mesrr.as palavras, ainda mesmo com o auxi
lio do microscopio, pelo seu mao labrico, eat
por que na impresso d'ellas acbo-se as letras
empastelladas, ou borradas. O mesmo acon-
tece com a firma da C8sa do fabricante. Estas
difierencas sao to salientes, que eslo ao al-
cance de qualquer do povo.
Na tarja da parte do talao, onde est a Corda
Imperial com as letras = P. II.=os dous pon-
tos, que ah se conim sao maiores, e mui
bem como o sao as mesmas letras.
os enfeilosdo mesmo circulo, quando na falsa] O abaixo assignado poderia remetter ao
est o assomkado inteiramente escuro. Na Co- despreso que merece o embuste que manchou
roa do lado direito da nota se observa que as' as paginas deste Diario sol numero 156 aco-
eslrollas, que circulQo a espli-ra na verdadeira bertado com o nome da Inventarianto Josefa
sao ^rundes e claras, e na falsa menores, mais
es uras, e ate desiguaos; alo.in do outras dille-
rencas no todo da gravura, que por brevidade
se deixa de notar.
Na tarjeta superior da nota, oscspacos.que
Maria da Paixao tanto por su convencer que a
dita Scnliora nenhuma parte leve nesse annun-
cio; como por que nelle se nao declara Ihe
constasso que o annunciante pertendia vender
escravos ou oulros bens pertencenles ao Ga-
licao a encontrar as largas tarjas entre as pala- ral Inventariado ; licanilo essa Senhora certifi-
vras=CINC^=-, quer do lado direito quer
do esquerdo sao maiores na nota verdadeira.
Quanto sassignaturas, diremos que as pes-
soas. cujos noms vem as notas falsas nao
forao signatarios do taes notas o que verifi-
camos avista da relacao ltimamente envianda
pela caixa d'amortisaeao.
Thesouraria deSergipe 12 de Junho de 1844.
=0 Thesoureiro Ignacio Antonio da Costa
,oAo.=. Fiel, Francisco Manoel diBarcel-
los.
r*nyn':t*i.-----
f eclaracoes.
= O vapor Imperador recebe as malas para os
portos o Sul amurilia 16 do corrente ao meio
dia.
2= O Administrador da Mesada Recebedo-
ria ilas Rendas Geraes Internas avisa pela ul-
tima vez a todos os Srs. negociantes estrangei-
ros e Bra antes sellar os seus livros do commercio ( dia-
rio mestre ou ra/ao) das Cmaras Municipaes,' Precisa-se ahgar urna negra taosomente
cada de que seo annunciante at o presente o
nso tez ; porque sabe respeitar a lei, muito
menos o furia agora pouco antes da conclusao
da partiiha. .Mas como do insulso disparate em
que seu author abusando do nome da Inventari-
anto (o que j;i tardava ) manifesta odiosa pre-
veneo contra o annunciante querendo talvez
acautelar dircitos de ter^eiro o annunciante
francamente declara que ja mais deixar de usar
do direito que tem sobro os seus bens. embora
appareea esse aventureiro suscitando serias du-
vidas sobre o quinliaio hereditario que possa
pertencer ao annunciante ; e a quem o mesmo
toma a libordade de aconselbar que cuide me-
Ihor as suasobrighcoes, e quanto ao mais nao
Ihe d cuidado pois essa causa ha de ser dis-
cutida com toda a pachorra no tribunal com-
petente. Jotu de Jess Jardim.
1 as Precisa se arrendar um sitio perto da
praca que tenba pasto para 8 a 10 vaccas,ter-
reno para seis enxadas e arvoreJos de fructo :
dirijio-soa Praca da Independencia livraria n.
6e8., (5)
ordens terceiras, irmandades e confrarias, das que venda na ra (cando seu senhor respon-
parochias, e curatos, livros de baptismo, ca savel pela venda, pagndose una pataca por
arT.nin Ahitas nmin.in. .i i'^ri!, dm ; narua estrpita do Rozario n. 43, primei-
zamentos e bitos, protestos de Escrivaes, e
Tabelliaes de qualquer jui/o.ali is ficaro sujei
tos a multa de 0,000 a 100.000 rs. como de-
termina o artigo 66 do reaulamento du sello ,
alem das penas do artigo t77 do cdigo penal;
assim como convida a todas as pessoas que qui-
zerem vender cartas de jogar nos bairros do
Recie, S. Antonio Boa-vista, e AlTogados
compareeao naquella repartico no da terca
f>'ira 16 do corrente para receberem a respec-
tiva licenca. Recebedoria 12 de Julho de 1844.
Francisco Xavier Cavalcantt de Albuquerque.
2 = 0 Escrivao e Administrador da Vlesa
de Rendas Internas Provinciaes desta cidade faz
publico para que ebegue aoconhecimento de
todos os propietarios de estabelecimentes de
commercio, ou industria que pagoimposi-
coos provinciaes, laes como serraras olarias,
fabricas de tabaco, de charuto, de chapeos ,
casas do modas cambio e de leilo que, ten-
do-se findo o praso marcado para o pagamento
dosroferidos impostos doannofinanceiroprxi-
mo findo, vai procederexecutivamentecontrato-
dos os devodores. Mesa de Rendas Internas
Provinciaes 12 de Julho de 1844
miz Francisco de Mello Cavalcanti. (14)
1= A Administraco dos Estabelecimentos de
Caridade, manda fa/or publico, que nao tendo
sido possivel, eflectuar-se a tercoira praca da
renda da casa n. 29 nos dias annunciados,
tem de novo designado o dia 19 do corrente
pelas 4 horas da tarde no lugar do costume.
Recife em a sala das sessoes da Administra-
cao los Estabelecimentos de Caridade 13 de
Julho de 1844. O Escripturario ,
ro andar.
Precisa-se de urna preta cativa que lenba
leite : na Camboa do Carmo n. 15.
2 = A abaixo assignada faz publico a quemeon-
vier, que Jozu de Jess Jardim nao pode ven-
F. A. Cavalcanti CosseiroJ 10)
Avisos martimos.
Ir Para o Rio de Janeiro segu at o dia
20 do corrente o brigue brasileiro Eugenia,
ainda recebe alguma carga iniudu ; trata-se na
rua do Vigario armazem de cabos n. 5, ou
como Capitao (5)
Para a Babia segu viagemo patacho Ilero-
ina Capitao Jos Henriques da Silva ; quem
no mesmo quiser carregar ou ir de passagem ,
dirija se ao mesmo Capitao ou a seu consig-
uatario Manoel Joaquim Ramoso Silva.
Leiies.
grosseiros
Bernardo de Mallo., equ.pagem 12. carga e na nota veroadeira o=P =he mais pequeo,
diversos -.eros; a Manoel uarte todn- e as letras Romanas mais juntas, man iguaes ,
g o perpendiculares do quena falsa.
Rio de Janeiro ; 18 dias escuna bras.leira Na l.aze, ou circulo da Cor.'.a. na verdadeira
1O corretor Oliveira far leilo de gran-
de sortimenlo de fazendas ingleza, e france/as
de seda la linho e algodao, as quaes sero
vendidas parte a praso, e parte a dinbeiro, e es-
tas a todo o preco ; quarta-feira 17 do cr-
ranle as I horas da manha no primeiro
andar da sua casa na rua da Cadeia. (6)
Avisos diversos.
i
J3 IWUV UC i IUCU",
Itrjftfi'i ha ClflrQ

HOTEL FRANCISCO.
A/esa redonda < trez horas da tarde.
Jantar de peixe s sextas e sabbados. (3)
1 Johnston Pater*C. teem constantemen-
te venda taixas de ferro batido e coado mo-
ralas de fon;a de 4 a 6cavallos. baixa c alta
pressfio, tuiio por pre^o commodo : na rua da
se deixa bstanle ?er Madre e De (!>)(
der escravos, ou quaesquer outros bens perten-
cenles ao cazal de seu finado pai JoAo Leitao
Figueira, vista que ainda se nao ultimou o in-
ventario, e pardillas desses bens, o pendem du-
vidas serias sobre qualquer quinhSo que possa
pertencer ao mesmo Jardim ; c para que nao
seja alguem Iludido, comprando qualquer des-
ses bens, a abaixo assignada faz o presente an -
nuncio como inventariante dos referidos bens.
Jos/a Maria da Paixo. (12)
/Juga-so urna morada de casa terrea de
pedra e cal, bastante grande, com bom quin-
tal esita na cnerusilbada de Beln ; a tratar
na venda que fica junto a mesma casa.
1 Manoel Pereira de S, ourives de prata,
faz scionte ao publico, o especialmente aos seus
froguezes, que mudou a sua residencia e offici-
na da rua do Ouoimado para a rua Direita n.
94, onde continuara a servil os com a mesma
actividadee exactidn. (6)
O meio bilhele n. 2066 da lotera das
Memorias Histricas pertenco a Jos Franco
Caiado Jnior.
Roga-se aos Srs.caldeireiros e mais pessoas
a quem for offerecida urna bacia de aramegran-
de queiro aprehendel-a, porque foi furtada
na noute de 12 para 13 do corrente do cilio
em Santo Amaro o pedo doSr. Lima e le-
val-a oTiapicbe Novo, quesera pago o traba-
Ihn.
Na rua das Trincheiras casa n. 19 ha urna
carta para se entregar a Matheus Antonio de
Miranda.
1 Quem precisar de urna parda de idade de
40 annos para servir em tudo nos arranjosde
urna casa, sem sabir a rua notando-se que
sabe muito bem engommar cozer, cosinha ,
e affianca-se isto; quem precisar dirija-se a rua
da Ponte-velha junto a fabrica n. 62. (6)
1 Precisa-se de um rapaz para praticante
de urna botica que tenha 12 a 14 annos da
idade e tenha boa conduta ; na travessa do
Ouoimado para a rua escroita do Rozario na
bolica ao p da padaria. (5)
No dia 14 do Junho do corrente anno, de-
sappareceo da casa d mestre carpinteiro Fran-
cisco da Cunha no Pocinho, o menino cha-
mado Soterio Jos dos Prazeres de idade de
13 para 14 annos, crioulo forro, levou calca
e jaqueta azul, e chapeo de palha elle tem
urna cicatriz do laao direito do rosto, de urna
queda que levou ; quem o pegar leve em casa
do mestre, que Ihe fiear muitj obrigado.
2 Um advogado que vai ao Rio-formoso
tratar de alguns negocios seus offerece-so aos
Senbores negociantes para tratar alli quaesquer
causas de que o quizerem incumbir, certosde
que sero servidos com zelo promptidio e pa-
ra o ajuste pdem annunciar para serem pro-
curados rj\
1 Precisa-se alugar urna casa de sobrado de
um andar com soto para grande familia,
sendo em boa rua, e que seu aluguer nfio ex-
ceda de 300j000 rs. annuaes ; quem a tiver
pode dirigir-se a rua doCaldereiro o. 12. (5)
1Quem tiver duas canoas d'goa que qui-
zuraiugaranouuck-. ->)
:'


que fiquem
der, como
do.
LOTERA das MEMORIAS
5 HISTRICAS.
Premio grande 8:000 000
Dito immediato- 4:000.^000
As rodas desla lotera an-
do impreterivelmenle no
da do corrente anda
bilhetes por ven-
j foi anuuncia-
(14)
Aluga-se metade de urna casa a urna pcs-
soa capuz, que tenha pequea familia ; quem a
pretender dirija-se a esta Typographia.
1~ Desapparecero 33 pranchoes sendo II
de costado, e o resto de louro, com a marca F
com diamante por cima ; quem delles der no-
ticias dirija-se a ra da Praia serrara n. t-fi,
que ser gratificado. (5
Aluga-se o segundo andar da casa n. 46 ,
da ra da Cadeia do Kecife, com commodos
para qualquerfamilia porterutn grande so-
tao, pelo commodo preco de 200,000 annuaes,
sendo bem tratado se far algnrn abatimento
no aluguel no fui de cada anno conforme se
convencionar ; os pretendentes dirijo-se ao
primeiro andar, ou na loja de chapeos da mes-
ma casa.
1 Precisarse de urna ama parda ou pre-
ta que seja forra para urna casa de pouca
lamilia ; na ra do Bangel, sobrado de un an-
dar n. 56. (1
1-- A H. Willmer encarregado da liquida-
cao da eifincta firma de Luiz de Lucca & Com-
panhia deseja abreviar esta liquidacao por
nao ler o ternpo necessario para este fim, con-
vida portanto a todos os seus freguezes, e ao
publico emgeral de comparecer no seu arma-
sem de vinhos n. lo.no Passeio-publico e
Jhes offerece por precos muito commodos os
seguintes artigos ; vinho de Hordeaux de todas
as qualidudes tanto engarrafado e em canas,
con.oemquartolas, dito branco trances, dito
do Porto de superiorqualidade, ditodo Rheno,
dito Muscatel ago'ardente de Franca ( cognac ,
ag"a mineral, vinagre branco superior em
quartolas. /|5
.2Consta quena villa de Garnnliuns existe
urnescravo, que diz pertencer ao Snr. Antonio
AITonso, morador em o Brejo de Bananeiras da
provincia da Parahiba no caso do inesmo Sr
querer vendel-o dirija-se nesla cidade a Jos
Llaudino Leite morador em o terceiro andar
do sobrado por cima da botica de Bartholomeo
$ Ramos ou ao termo do Cimbres em a fosea-
da denominada Boi morto que se Ihe di-
r ern que poder elle existe. (lo
2Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
Atterro-da-Boa-visla n. 34 ; a fallar com M. C.
>. t.arneiro Monteiro. 3
2 JJ-se dinheiro a premio; na ra de
Hortas, sobrado de um andar n. 04. (2.
2 Precisa-se de urna criada preta, ou par-
da pura urna casa de pequea familia ; na ra
doQueimado n. 53. ,3,
2 Precisa-sede urna ama para cosinha \
que saibacosinhar com perfeico para casa
de pouca familia ; na ra das Grases n. 37 ,
segundo andar. 2 Aluga-se urna negra, que sabecolindar,
lavar engommar, e he hbil para todo o ser-
vico de urna casa ; quem a pretender, dirija-se
a praca da Boa-vista 11. 7, (4)
2 Precisa-sede um pequeo de 12 a 14 an-
nos pera caiseiro na cddo da Victoria ; na
ra larga do Bozario n. 50,
6Quem tiver benslivres e desembarcados
as lilius dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo vender dirija-se a esta
Typographia, que se dir quem pretende com-
prar. (3
1 Aluga-se um moleque perito cosinheiro ,
quem o pretender dirija-se ao sitio grande do
Mondego ; junto ao do Sr. Luiz Gomes Ferrei-
ra. (4)
4 Madama Mara modista Franceza mo-
radora na ra do Bozario-estreita n. 19, ten-
do de relirar-se para lora do imperio avisa
por isso a seus freguezes que Madama Laves-
sier desde o da 8 do crreme lica substituindo
seu lugar de modista ; e espera por isso que
seus freguezes Ihe continenla dar aquelle acol-
Ibimento que at aqu davao a dita Madama
Maiia e visto dita Medama Lavessier ser
muito boa modista como poder mostrar em
qualquer obra du que seja incumbida. (11)
JAntonio Juaquim Baptista, subdito Por-
tuguoz, retira-se para o Bio de Janeiro. (2)
2 = Haver.i constantemente d'agora em di-
diante em casa de Salles & Cliaves na Boa-vista
n. 26. agradaveis refrescos de exceliente gi.sto
c muito boa qualidade pela limpesa e perle-
cio com que sao lubricados, os quaes nao se po
dem dispensar no tempo calmoso do vero em
que o ctlor he excessivo e que nada baver
mais agradavel do que um refresco promptoj
e bem feilo. Os amantes do bom goslo pode-
rlo ir ao dito lugar que sero promptomente
servidos, e achara sempre de varias qualidudes
a saber xarope superfino de maracuj, de li-
mo, de ananaz, de tamarindo os seus precos 550 ris a garrafa. (14)
I Precisa-se de urna ama de casa de
homem soltciro que tenba bom compor-
Umcnto saiha dirigir urna cozinha e en-
gommar para um homem no Trapiche da
Companhia. (5)
1Concerto-se bem pianos, de qualquer
contrueco que sejo ; na ra da Senzalla-nova
n. iii, primeiro andar.
Compras
Compra-se um ornamento de dizermissa,
branco e rouxo ; na .prenca de Joaquim Jos
Ferreira.
Compra-sodous selllns inglezes usados ;
na ra do Queimado n. 29. (2)
Compra-se urna corrente de ouro para pes-
coco lendo pouco pezo; na ra da praia n. 72.
I Compra-se o livro Camoes que esteja
em bom uso ; quem tiver annuncie. (2)
Compra-se um duzia de colheres de prata
para soupa urna dita para cha sendo mo-
dernas e um gamo ; na ra do Bangel n
40, segundo andar.
Vendas
8 Vendem-se meios bilhetes da lotera das
memorias histricas a 5120 rs. ; nu praca da
Independencia livraria ns. 6 e 8. (3,
2 Vende-se urna duzia de cadeiras; na ra
da Mocda n. 19. (2)
2 Vende-se urna venda na ra Velha n.
07 bem afreguezada e com bons commodos
para familia ; a tratar na musma.
2 Vendein-se3 pipas com ago'ardente de
22 graos propria para exportaco, ou mesmo
para a trra e duas rabecas novas, por preco
commodo; na ruadas Cruzes loja de pintor
e vidraceiro n. 28. (5,
2 Vendem-se as obras completas de Boca-
ge em S v. encadernados, as Lusiadas de Ca-
moes 2 v. encadernados em marroquim um
diccionario portuguez e Irancez por Costa e S,
2 v. ern folio e orthographia por Tristo da
Cunha ; na ra do Collegio vendan. 16. (6
2 Vende-se urna negra de naco de 24
annos cosinha, engomma e cose ; na ra do
Encantamento n. 13, primeiro andar (3)
2 Vende-se um mulato de 20 annos ofli-
cial de sapateiro proprio para pagem e ser
vicio ; na travessa das Cruzes n. 8.
2Vende-se a sumaca nacional Tres Irmdos,
de lote de 73 toneladas construc(o da Baha,
os pretendentes pdem examnal-a dcfionte da
escadinha de palacio, aonde se ach (undeada ,
e a tratar com Novaes $ Companhia na ra
da Cruz n. 37. (6)
2 Vende-se urna escrava moca sem vi-
cios ; na ra Imperial n. 39 das 0 as 9 horas
da manha edas 3 as 6 da tarde. (3
2 Vende-se urna casa na ra do Amparo
n. 42 ; a tratar na mesma casa. (2,
2Vende-se urna negra crioula, de 18 annos;
dous moleques de naco de l'i a 16 annos,
barriscom gomma e (3000 chifres ; na ra da
Cruz n. 51. 'A)
2Vendem-se cortes de lanzinha de ricos pa-
dres para vestidos a 6ff rs. ditos de cambraja
adamascada a 4500 rs., ditos de dita ordinaria
a 2560 rs. ditos de cassr-chitas modernos a 4/
rs. pecas de esguiSo de puro linho a 10/ rs. ,
atualliado de linhoeslreito a 320 rs. a vara,
panno para mesa de todos os lmannos a 1800
e 3^ rs. ditos de oleado de cores a melhor la-
senda possivcl para mesas de meio de sala a
% rs. ncias de algodo brancas e preias de
todos os lmannos riscados francezes miudi-
nhos a 220 rs. o covado pecas de bretanha de
algodaocom 10 varas a 1920 rs. ditas de ma
dapolo a 2000, 3000, 3800, 4000, 5000e (000
rs. chitas escuras finas com algum mofo a ISO
rs. o covado lencos de cambraia para mi de
senhora a 320 rs. ditos de seda com franja a
1180 rs. mantas de fil de linho a 2560 rs. ,
ditas de setim ede seda a 10# e 12/ rs. los de
linho pequeos a 3200 rs., ditos grandes a 5500
rs. mantilhasde fil de seda preta a 3# rs. ,
sedas lavradas com algum molo a 800 rs., brim
branco trancado de puro linho a 900 e 1440
rs. avara, dito ordinario de puro linho a 640
rs. batilha branca muito encorpada pro-
pria para cobertores a 240 rs. o covado, cassa
para babados a 3(50 e 480 rs. a vara chapeos
de castor pn tos j lora da moda e proprios
para pagens a 2/ rs. alm destas outras umitas
lamidas por preco barato ; na ra do Queima-
do loja n. 1 de Francisco Jos Teixeira Bas-
tos # Companhia. (32;
1Vende-se um ptimo negro moco sem
defeito, por preco commodo ao comprador se
dir o motivo, por que se vende ; nos Coelhos
n. 11.
1 Vende-se um ptimo escravo crioulo de
24 annos muito possante sadio sem vicio,
ou defeito algum ; na ra Nova n. 41, segundo
andar.
1 Vendem-se os seguintes livros em latim;
Ovidio Lucretins Gmeineri, Terentius, Cor-
nelius e 6 cadernosde msica para piano; na
ra do Collegio, loja do Menezes. n. 4. >;4
Vende-se algodozinho americano liso ;
na ruado V gario armasem n. 7.
1 Vendem-se duas canoas, urna pequea ,
o outra grande por preco commodo; na ra
da Glorian. 91. (9)1
l_Vende-se a venda ao peda ponte da Pas-
sagem-da-Magdalena com poucos fuodos e
portences; a tratar na venda da esquina da ra
do Arago n. 43.
Vende-se gomma de matarana a 320 rs. a
libra sa de primeira sorte superior vi-
nho engarrafado do Porto de Lisboa e da
Figueira, por preco commodo ; na praca da
Boa-vista n. 18.
i Vende-se um moleque de nac5ocacange,
de 15 annos, ladino de bonita figura cuja
conducta se afflanca ao comprador; na ra Di-
reita n. 3. (*)
Vende-se urna escrava de naci Angola ,
de 18 annos, bonita figura, engommadeira ,
cosinheira costureira e lavadeira, ptima mu- duzidos para fra para serem vendidos
cama ; urna dita de naci Mozambique de 18
annos de elegante figura, engomma, cosinha,
elava ; urna crioula de 25 annos, perita en-
gommadeira cosinheira e lavadeira ; urna di-
ta de naci Angola de 26 annos cosinha, la-
va e he ptima quitandeira ; na ra das Cru-
zes n. Al, segundo andar.
1Vende-se a barcaca denominada Flor
de Goianna, tundeada defronte do trapiche da
Companhia, a qual se acha prompta de um
.- -------- -J
No dia 7 do corrente desappareeeo da ca-
sa do abaixo assignado urna escrava parda-,
de nouie Theodora de 40 annos, alta, secca
do corpo cabello cortado com marraas o
pentes tem um pe e tornozelo enchado de eri-
sipela levou urna troucha com vestidos de va-
rias qualidades, camisa, um panno fino pre-
to bandado de seda rouxa ; quem o pegar, le-
ve a ra largado Bozario n. 48, quesera) bem
recompensado.
Manarl Joaquim Pascual Ramos.
I Boga-seas autoridades policiaes que
hajo de diligenciar a captura de cinco escra-
vos que desapparecero do abaixo assignado,
os quaes suppoe-se terem sido furtados e con-
como
Ihe consta sendo dous escravos, Joo e Mi-
guel em 25 deJunho do anno p. p. em oc-
casiode seu senbor ir passar o S. Joo no si-
tio do viveiro do Muniz no Atterro-dos-Affoga-
dos ; e os 3 ltimos em 29 de Junbo do corren -
te anno do mesmo sitio, com os seguintes sig-
naes ; o primeiro de nome Joo, de naco L'ru-
baro 00 Cabund, bonita figura representa
ter 30 a 35 annos, alto reforcado do oorpo ,
com cantos nos cabellos da cabeca de um lado e
tudo por ter feiio urna grande obra, toda en- outro pouca barba
cavernada de novo e com seus pertences, a
qual se vende para pagamento das dividas do
fallecido Jos Antonio Falcao ; a tratar na ra
da Cruz, venda de Joo Jos Bodrigues Loffler,
n. ?6. (9;
Vende-se um pianno novo, de muito
boas vozes e de forte construeyo um rica
cadeira de arruar, Iranjadade retroz e forra-
da de seda macacos para arrumaco de carga,
encerados para cubrir mercaduras ; na ra do
Amorirn n. 15, primeiro andar.
Vende-se urna opa nova da irmandadedo
Sacramento de casimira borne; na ra da Ca-
deia-velha loja n. 27.
Vende-se urna bonita mulata de 93 annos,
cose bem, cozinha lava, e engomma ; na ra
larga do Bozario loja do miudezas n. 35.
Vendem-se duas flautas do bano sendo
urna de 4 chaves, e a outra de seis ambas mui
boas e quasi novas; na ra da Praia n. 20.
Vende-se sag muito fino em poican e
a ret8lho urna porco de queijos do serto ,
presuntos proprios para fiambre e tempero a
320 rs. espermacetede Gem libra muito fino
americano e todos os mais gneros de venda ;
na ra Nova, venda n. 65.
1Vende-se urna pequea casa terrea sita
na ra do lamba por preco commodo ; na
ra da Mangueira n. 5, das C as 9 da manha.
1 Vendem-se 3 sofsdeoleo, bem lei-
tos duas bancas, um toucador, tudo de oleo,
urna rica cama de angico urna carteira peque-
a de urna s face 5 cadeiras para alcova 4
relogios para cima de mesa, um espelho de pa-
rede 2 mouchos para caiteira dous ditos pa-
ra piano um jogo de bancas de Jacaranda tu-
do de superior qualidade, e por preco que se
offerecer; na ra da Cruz n. 63, primeiro an-
dar. (18)
1Vendem-se moinhos de Ierro mui fortes
para caf, ou milho superiores vinhos engar-
rafados da Madeira-secca Malvasia e Bucellas
de 1832, por preco mui commodo; as obras
completas de Voltaire em 7 volumes, nova edi-
coem quaito com estampas pelo baixo pre-
Co de I5,0*<0 rs. cada obia ditas completas de
Camoes em 3 v. nova edico, pelo baixo preco
de 640 rs. cada obra ; na ra da Cadeia n. 37,
primeiro andar. (10,
1Vende-se pecas de madapolio com 20 va-
ras a 3000, 3600, 4000,4400, 4600 e 5000 rs.,
ricos cortes de cambraia lisa a 5, 6 e 7500 rs. ,
cor nao muito preta, ca-
ra larga pes grossos, bocea grande, principal-
mente quando se falla com elle muito risonho ,
era cosinheiro, canoeiro e calador: segun-
do de nome Miguel, de naci Mocabique mo-
lecote de bonita figura representa 25 a 28 an-
nos estatura regular, cara redonda e buche-
chuda bocea pequea olhos grandes e na
fiordo rosto ps seceos tem um signal visi-
vel, que he os peitos e.n p como mulher, eo
maior signal que ambos leem he terem mar-
cas de chicote as costas c nadegas que por
ordem superisr apanharao na grade da cadia
por um roubo que fizerio de fasendas ; o ter-
ceiro de nome Matheos de naci Cabund, ou
Urubaro representa ter 30 a 35 annos de
bonita figura alto, leforcado do corpo, est
bem gordo, cor preta olhos vesgos, cara lar-
ga, mos grossas de calos do vara de canoa,
este vendaagoa em canoa; o quarto de no-
me Lourenco de naci Mocambique mole-
cote de bonita figura representa ler 25 a 2S
28 annos cor preta, cara redonda, com cimas
marquinhas pela cara desua torra estatura
regular, ps grossos ; o quinto de nome Ma-
noel, molecotede bonita figura de nacn Ca-
mund representa ter 25 a 28 annos cor fu-
la olhos grandes e muito espantados quan-
do se falla com elle ha de ser assuicado por
j Ihe estar nascendo pelas lacies este he ca-
noeiro, todos estes 5 escravos lio bem fallan-
tea e principalmente os dous prmeros por
parecerem crioulos ; o abaixo assignado dar
de gratilicacao 250/ rs a toda qualquer pessoa,
que descobrir, levar, ou der noticia certa e
promette guardar segrado e alm da gratifica-
cao paga todas as despe2as, que qualquer fi-
zer a tal resucito dirigindo-se aoseu legitimo
senhor Jos Mara de Jess Muniz, morador na
ruadoCrespo, sobrado de4 andares n. 10.(57}
Boga-se a todas autoridades policiaes o
mais pessoas particulares desta e mais comar-
cas approiiencao dos escravos seguintes ; An-
tonio de naco Quicam estatura regular ,
rosto redondo e lustroso de 22 annos tc.it
em um dos ps nos dedos pollegar e annular
urna ferida em cada um que Ihe tem comido
as unhas e nos ps una especie de barrugas ,
e oscalcanhares rachados; levou camisa de al-
godozinho e calcas de brim trancado velhas ,
com um remend na (rente
mesma naco he molecote ,
beicos grossos ventas chalas
; Marcolino, da
olhos grandes,
tem na raz do
ditos de cassa escura com.ramagem a 4S0O, 5400 j cabello urna cicatriz velha em cojo lugar n$o
tem cabello e mais a baixo j na testa tem um
lobinho dolamanhode urna pitomba; levou ca-
misa de algodozinho e calcas de estopa ; o An-
tonio he padeiro e saino no dia 9 do passado
para ir buscar um balde d'agoa e chegando
ao tanque largou o balde e melteo-se na ven-
da de garapa da esquina da ra das Flores e
de l desappareeeo e o Marcolino sabio pouco
depois delle ; quem o pegar, leve a Gamboa-
do-Carmo n. 12, que ser gratificado.
1 No dia 2 do corrente fugio do engenho
Caraba comarca de jNazareth um escravo
de nome Raimundo tfor lula de 20 a 25 an-
nos secco do corpo peinas arqueadas para
traz tem urna cicatriz em um dos lados da
bocea he esperto no andar consta que se in-
e linn rs. chales de seda e de gorguriu de
marca grande dito de lia a 2200, 3000 e 3600
rs. brins de cores de linho e algodo, padres
modernos a 750 e 800 rs. a vara ditos france-
zes muito largos e de cores fixes a 280 rs. o co-
vado ; ditos inglezes superiores a 240 260 e
280 rs. pannos azues, pretos, verdes, ecrde
rap merm preto, verde, rouxo e cor de rap,
chapeos francezes de aba larga e outras mul-
tas fasendas por preco barato ; na ra da Quei-
mado 11. 29 loja de Novaes. (15)
Escravos fgidos.
2Fugio no dia primeiro do corrente um
preto de nome Joio do naco Cacange do 24
annos, bem preto alguma colisa alto refor-
cado do corpo, denles mui alvos eos dous da
frente da parte superior faiem urna abertasinha
para os lados tem o ofilcio de senador ps
grossos e chatos he bastante ladino tem o
costume de ser pachola e costuma andar sem-
pre com um cacetinho na mi; levou calcas
brancas camisa de madapolio o chapeo du pa-
Iha foi visto no dia 2 na ribeira de S. Antonio,
no dia 3 na Boa-vista e no dia 8 foi tambem
visto as Cinco-ponlas seguindo para a ra
dos Martirios ; ha toda desconianca de estar
oceulto dediaem certa casa, por ter sido visto
entrar para ella com mais outro as nove ho-
ras da noute por isto desde j se protesta con-
tra quem o tiver oceulto e de pagar os das do
servico percas e damnos se com efieito se
verificar estar oculto em dita casa guardndo-
se ao mesmo tempo segredo, seo mandar en-
tregar, ese dar urna gratificaco ; quem o
pegar, leve a Joaquim Pereira de Moodooca .
que gratificar. (,23)
titula forro dormn na noute de um para dous
do corrente em um sobrado na ra da Praia,
protegido por um pedreiro ; pede-se aos Srs.
Delegados e Subdelegado desta e mais comar-
cas a apprehencio deste escravo, no caso do
ir para o serto, como elle andou disendo ; e
tambem as pessoas particulares, dirigindo se ao
mesmo engenho ou nesta praca a Domingos
Garca Pararnio ; na travessa das Cruzes n. 8 ,
ou em Olinda a Guilhermino Clemente Marques
Bacalho que ter 50/rs. de gratificaco. (17;
Ainda anda fgido, ou lurtado o escra-
vo Jacinto de naco Bebolo, de 22 annos, bo-
nita figura, bem preto, com urna marca no
peito esquerdo a imitaran de una ancora, falla
meia descansada toma bastante tabaco fu-
gio no dia 20 de Maio de 1841 ; quem o pegar,
leve a ra da Guia sobrarjo de 3 andares n.
53 que receber 100,000 rs. de gratifreaco ,
de seu senhor Manoel Antero deSouza Beis
Kbcifb N4 Ttp. or tfl'. db Fakia.1844.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E42TAHUBJ_I5YYYV INGEST_TIME 2013-04-12T21:39:41Z PACKAGE AA00011611_05122
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES