Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05121


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Full Text
Anuo de 1844.
Sabbado 15
O Diario .ublica-ae lodosos, djas aoe bSd forera MfttiBCMXM : 0 prego a "Bticnatura
(,r t ir mil ra. por quarlel pagos atlianlados. Oa aoniinctos dds assignantes sao oseridns
rratis, c v> 'loa que nao forem ratto de 80 rea por linha. A a reclamaos derem ser diri-
gidas Ha l'rp ra das Cruzes n. 14 ou a praga da Indepen dencia luja de lirroan. fi e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERR ESTRS.
GoiAttlu,o Farbjrba,aegundaar sextas feiras.hioGrandedo Norte chegaa8e22e pai
le 4K 24 Cabo, Seriiihaem RioFormoso. Macey, Pon o Calvo, e AIsross: bO i. "
H 4 dedada mei. Garanbuna e Konilo a 4 e 21 de ca eaal3 a* Hilo. Cida.de da ViOtoria quintas feiraa. Olinda todas oa diae
DAS da semana.
8 Seg a. Frocopio. Aud. do J. de D. da 2. ?.
*.' Tere >.' Cyrl lo Bel. aud. do J. de D.da S>. .
40 Quart J. Ame ia. Aud do J. de D. da 3. v.
41 Quinta a. Sabino. Aud. do J de D. da 2. t,
11 Seiti h Nabor. Aud doJ de D. da 2. r.
*1:l Sib. s. Andelo. Re. lud. do J.'da D. da i. t.
44 Doto s. Boirenlura.
i un
DIARIO
de Juiho
Amio XX. IV* lW.
Tudo ajora depende de na mismos: da nossa pradea]*,, iroderagio' a ener
linuemoa como sarincipimoa sere'iws ipootadoi fnm admiradlo entre as "*i
cultas. (ProolauayJH da Ajseatble Geral do iran.)
ia: con-
oea nuil
Cambioi sobra Londres 26,
y .. Paria 370 rea por franco
ff u Lisboa HI por 100 de premio
Moeda de cobre sopar.
dem de letras de boaa firae 1 a 1(4 |()
Caninos o di IS u mo. eoaapra
Oure-Moeda de 6,400 V. 47,30'
a a N. 47.100
de 4,00'J J.40
Pma-PalMDM 1.900
ii Peso rolummnarr-s 1 .VO
u Ditos mencsnos 1,960
r'nda
17..10I)
17,:00
J,6!)0
1 ls
1 ,'jH
4,8U
I i auante a 7 as 8 horas e
PIIASES DA LA NO ME/. DE JUT.HO.
da leja, i La ora a 15 aos .' n-.ui. da l
_'S oin da aianli. |Creacenle a >- as t h e 5?
m da larde.
Preamar de hoje.
Primein < '1 horas a 51 min. da msnhaa. | S'Rtinda n i liorss a IS minuto da lar'e
MBaasMN
PERNAMBUC
nfflWr^"-"'" tmWWHSti'rn~>-*KMmmaiamnrmmuMBmjmium
PARTE OFF9CIAL
Govfrno da Provincia.
EXPEDIENTE DO IllA 10 UO COIIRENTR.
OflicioAo Engonheiro em Chelo das obras
publicas. -Tendo em considerado o que Vmc.
representa em seu oTicio de 8 do corren te n
cerca da inteligencia ou execucSo do artigo 6'
do regulamento d'essa ropartigao que deter-
mina que no fimdecadi anno fnanceiro o
Inspector-fiscal faga urna informadlo sobre o
quanlitativo definitivamente applicado cada
obra, conforme a distribuiciio primitiva de fun-
dos e as posteriores alteraces, aulorisadas pela
Presidencia; o que certamente nao be possivol,
por nio poderem estar ja preparados os docu-
mentos das lespezas das obras por administra-
dlo ; resolvo espacar o prazo da presentadlo
d'aquella informacao at o da 15do 1. me?, do
novo anno fnanceiro. E porque esta providen-
cia nao possa aproveitar para o em que estamos,
ficar. por esta vez somente, concedido o pra-
zoatofm do correte mezCommunicou-
seao Inspector fiscal das obras publicas.
Dito--Ao Inspector da Thosouraria das Ren-
das Provinciaes, autorisando-o fazer alienar,
na forma do artigo 39 da lei provincial n 130
de 2 de Maio d'este anno, os predios da cida-
de de Goianna aquinboados e adjudicados
Fazenda Provincial no inventario, que se
procedeo por morte de Domingos Rodrigues do
Passo.
Dito Ao Commandanle Superior da Guar-
da Nacional do municipio do Recife scienti-
ficando-o de ter concedido reforma nacon-
formidade da lei ao Alferes da primeira com-
panbia do 7.a batalhio, Torquato Henriquesda
Silva cujo requerimento S. Senhoria infor-
mon em oflicio de 9 do correte.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-'
zenda intelligenciando-o de baver o Chefe de
Polica arrondado para a respectiva Secretaria o
primeiro andar da casa numero 9 da ra do
Collegio pelo preco de 350*000 reis anntiaes, |
que serio pagos quarleis, depois de vencidos.
Participou-se ao Chefe de Polica.
Dito A Cmara Municipal desta cidado j
bavenilo por verificada a utilidade municipal a j
demoliciodo predio dacamhda doCarmo, per- J
tencente Antonio da Costa Dourado, fim deser ,
alargada a ra das Flores: edizendo. que proce-j
da as demais diligencia!, que Ihe incumbe;
a lei provincial numero 129 que estabelece os
casoi emodo de desapropriaeio por utilidade ;
publica. No mesmo sentido se Ibe ofli'iou ,
dando por verifica-la a utilidade municipal da
demolico do predio da ra do Rozariodo bair-
ro da Roa vista de propriedade de Francisco
Jos Raposo para dar-se sabida do beco do
Tambi para a referida ra
Portara Noineando Delegado do termo
do Goianna ao Racharel Joaquim Jos Nunes
da Cunha Machado. Communicou-se ao
Cbelu de Polica
dizendo em rosposta ao seu oflicio do 26 Je I 2. Se os prodios forem possuidos o oceu-
Junho prximo (indo que, estando todas as pados por pessoas reconbecidamente indigentes,
pessoas, que recebem vencimento annual dos o arbitramento do respectivo aluguel sera leilo
cofres pblicos geraes, por qualquer titulo que com rnoderacno segurulo o estado da indigencia,
fosse, sujeitas a conlribuicao do imposto esta
belecido pela carta do lei de 21 de Outubro do
anno pussado, e declarando sta, quo somente
snnao isentos os vencirnentos dus pragao de pret
Je Ierra, e mar, e os vencirnentos dos militu-
res em campanha, nao se podia dispensar ao
mostr d'aquello Arsenal Antonio Ignacio du
Purificaco do entrar no numero doscontri-
bumtes temi o vencimento annuil doris
1:095*, embora Iho IcVsse dudo a ttulo de jor-
nal -emquanto nao se mostrarse comprehon-
dido naquella excepcao.
DitoAo administrador da Recebrdoria di-
Rendas Geraes Internas, dizendo, que, cons-
tando a Thesonraria.queexistiao, nos Curinos
processos com documentos anda nao sellados,
por estar em pratica pagar-se a respectiva tuxa,
quando se ultimavao os mesmos processos: curn-
pria prevenil-o, que nao obstante a disposicilo
do artigo 20 do regulamento de 26 de Abril
prximo findo, podio ditos documento ser
sel latios juntos aos ditos autos, no caso do mos
trar-se, que istose havia feito antes da execuco
do ciliado regulamento.
fazendo- so disso especial declaradlo no lanea-
rnento.
mas que pagarcm. vista lo conbecimento de
talan da Recebedoria.
Q 7. 'lodos os tbesoureiros, procuradores o
syndicos das corporales de roto rnorta cujos
predios urbanos admin strarom, quanto a deci-
ma relativa a estes, sem dependencia de dilibe-

Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DO DA 3 DO CORRHNTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente da Provincia,
informando obre o estado da antiga casa da
guarda do PJacio da cidade do Olinda deque
tratava o ollicio que acompanhava do Chefe
de Legiao da Guarda Nacional da mesma cidade.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. pedindo se
dignasse SBtisfazer a duvida do Commissano
Fiscal to Ministerio da Guerra posta no pret .
que ac i panhava.da despeza com os quatro re-
crutas que forao romettidos da comarca do
Brojo, em 5 de fovereiro do corrente anno. pe-
lo respectivo Delegado por se baver calculado
em dito prul a oiaria de 120 rs devendo ser a
2,0 rs. I
Dito -Ao mesmo Exm Sr., informando o
requerimento de Manoel Ferreira Chave J-
nior, c o que pedio ser prvido no lugar de
Guarda) Ja Mtsj du Consulado.
DitoAo Director do Anenal de Guerra I
THESOURARIA PROVINCIAL.
DECRETO N. 152 DE 16 DE ABRIL DE 1812
Dando regulamtr.io para a arrecudacBo da d-
cima urbana no municipio da cir/e, manda-
do aqui observar pela lei provincia! n. 130,
titulo 2. arl. 35 i
CAPITULO 1.
Art. 1. A demarcacao dos limites da cidado
n a designadlo dos lugares notaveis, cujos pre
dios ficao sujeitos impostan da decima urba-
na, serao fixadas dequstro em quatro annos, a
contar de Junbo do corrente, pela Cmara Mu-
nicipal.
Art 2 Sao predios urbanos, todos os si-
tuados dentro dos limites da cidade, ou de lu-
gares notaveis, comprehendidos na demarcaran,
que posso servir de habitacao, uso o recreio,
como casas, chcaras ou quintas, coxeiras, ca-
vallarices, senzalas, barracas, telheiros, trapi-
xes, armazens, lojas, theatros, estalagens, la-
bricas e quaesquor outros edificios, seja qual for
a denominacao e forma que tenhao, e materia
cmprcgsd em sua corislfuoi.au o coSlf,
com tanto que sejo immoveis, ou nao' posso
ser tranferiiios de um para oulro lugar sum se
destruirem.
Art. 3 Nao sao sujeitos a imposicao da de-
cima urbana; primeiro, os palacios, quintas e
quaesquor predios reservados para habitago e
recreio de S. M. o Imperador, e sua Augusta
Familia; segundo, os edificio de propriedade
nacional, qualquer que seja a sua denominacao;
terceiro, os predios pertencentes as santas casas
de Mizericordia, aos Hospitaes de Caridade, e
ao recolhimento dosorpbose expostos; quar-
to, os Templos ou as Igrejas. Cathedral o Ma-
trizes, e as Capellas e Conventos de Ordens Re-
ligiosas; quinto, o Pago Episcopal e o da Mu-
nicipalidade, o sexto, os matadouros pblicos.
CAPITULO 3.
Do imposto da decima urbana.
Art. 11. O imposto da decima urbana ho de
10 por cento do rendimento liquido que se ro-
conhecer, ou fur arbitrado na confoimidade dos
S* 1, 11 e 12doalvar de 27 de Junbo de
1808, edo que (Teste artigo se dispe, depois
de abatidos 10 por cento d'esse mesmo rendi-
mento. para falbas e concertos que poderem
ter no decurso do anno salva a disposicao do art.
10 3. deste regulamento; e para a fixacao
dote imposto no larreaniento se observara > le-
guinle:
g 1. Se os predios estivercm alugados, se h-
xaraa quola do imposto vista dos recibo!, ar-
rendamentosou contratos de aluguel, queapre-
sentarem oa inquilinos; se porm, forem occa-
pados pelos proprios, sera fixado, por meio de
,.:. arbitramente do aluguel qu poderiio dar
se alugados fossem.
3. Se os inquilinos. debaixo de qualquer racao das mesmas corporaces.
pretexto, nao apresentarem no acto d. lanca- Art 13. O Provedor dos residuos, e Juizes
ment, recibos, arrondamentos ou contratos : do orphos, o quaesquer oulras autoridades nao
de aluguel: so nao derem os esclarecimentos aprovarao as conta annuacs das Irmandades,
convenientes, c attendiveis do proco do aluguel Ordens Terceiras o Confrarias, nem julgarao
que pagao; ou seos 'ecibos, e arrendamontos por lindos os inventarios, o por justas as contas
apieseiilados e esclarecimentos dados se izorem testamentarias, sam quo os procuradores ou
suspeitos nos termos do artigo 0. paragrapho syndicos, inventariantes, tostamenteiros ou ou-
Io, ser o justo valor do aluguel arbitrado pe- tros a cujo cargo esteja a administradlo de pre-
In lanzador, com altencao a capacidade, locali- dios urbanos mostrem vista dos conliecimen-
dade do predio, e poca do lancatuento, com- tos de talo da Recebedoria, quo so acha paga
parando-o com outros d i mesma ra; licando a decima dos mesmos predios correspondente ao
as partes o direito de reclamacao e recurso, na lempo das contas, o da conclusSo dos inventa-
forma do capitulo 5 deste regulamento. ros ...
4. A quota .lo imposto dever ser dedu- Art. 14. Nenhumaacco judicial ser inten-
zida do rendimento do predio por inteiro sem tada pelos donos de predios urbanos sujeitos
distinccao de qualquer terreno que Iho seja an- decima, seja contra inquilinos para a cobranca
nexo, quando este consist-somente em quin- dos respectivos aluueis ou para despejo, seja
tal, horta, ou jardim destinado para uso e re- contra qualquer outro individuo ou corporadlo
creio dos moradores. para sustentar o dominio, ou outro qualquer
direto quo tenha sobre os mesmos predios, sem
5 Quando o predio se achar encravado que niostre logo no comeco da accao o conbe-
em terreno que, pela sua extendi e_ utilidade, cmento de a|So |oquaj consle achar-se paga
seja considerado como chcaras, contendo plan- a decjma ygneija,
taces agrcolas de qual |uer natureza, dever Arl 15 Na escritura, ou titulo de compra e
fazer-se o lancamento do predio, e da cbacara vend8) arrernataca0i adjudicaeao, dote, doacao
polo preco do aluguel. e troca de predios urbanos, se transcrever o co-
6. Se acontecer nao ter havido no ajusto nhecmento (le ta|ao ()ara (|ue so verifique estar
do aluguel separaco do predio e da chcara, ou paga a respectiva decima devida al a data da
bouver-se feto o ajuste com man.lesto dolo em uUjma cobranca> sol) pena de serom as parlos
prejuizoda Fazenda Nacional.proceder-se haao muadag e uma quantia gua| a mesma deci-
arbilramento do aluguel oe um, e de outra, mai eniquanto n5 exceder de 100*000 rs.,
quesera intimado ao propietario, que podera ou n-egta quand0 |or maior a da decima de-
reclamar e recorrer, como dito tica no ^ J. dea- y-da
te captulo. yi j(j p{a mesma pena incorrero aquelles
7. Se algum predio se conservar ruchado dentf0 de lre} djas n0 averLarein na Re_
em estado de ruina, ou do reedihcacaoe de con- cebedoria do muncipi0 0 formal, escriptura,
certo, e por isso desocupado durante o anno se- ou oulro a|qucr tilullJ de aC(|Uscao de domi-
r declarado no lancamento como isento da de- nQ d(j predj()s ur|,anogf que |hes ,iverem sido
c',na- fADiTTT ct h. transleridos, em virlude do berancas, ou lega-
CAPITUL dog do successo ou troca.
Dos que sao abrigados a decima e dos mews de ^ 1? Nfl KecoDedora ,j0 municipio da
fater efectiva essa obngacao. | cflrl(j g(j n. Q dflr conhecimento de til de 5ens
Art. 12. Sao obrigados a decima urbana em do raiz situados dentro do referido municipio,
,M.ri|: e sujeitos ao imposto da decima urbana, sem
S O proprielarios de iodos os predios ur- j que se mostr estar esta paga em da.
baos dentro da demarcacao da decima. Art. 18. As autoridades )udicarias,e quaes-
2. Os proprielarios temporarios de bem- quoroutras, assim como os TabelliSes, Escri-
eilorias dos predios, que, em consequencia de ves pblicos, o de Paz, que deixarern de guar-
contratos teem sido, ou forom reedificados ou dars disposicoes contidas nos artgos proce-
melborados, quanto aparte da decima accrescida dentes, alm das penas quo Ibes forem impostas
aquella quo pagar o senhorio do predio melbo- na conformidade do cdigo criminal, pagaro
ra(j0. ma multa igual do artigo 15.
3. Os locatarios de predios quantoaoaug-l Art. 19. As disposicoes d'este capitulo siio
ment do preco do aluguel por que tiverem su- extensivas.no quo forem applicaveis.ao munici-
blocadoos mesmos predios. pi da cortee provinciado Ro do Janeiro quan-
4 Todosos inquilinos de quom 8 Rece- to a decimade uma legoa alm da actual do-
bedoria exigir o pagamento da dcima quo os marcacSo estabelecida pelo decreto do 23 de
propietarios dos predios deixarern desatisfazer Outubro de 1832; e a todas as provincias do
em lempo. E n'esto caso os ditos propietarios imperio pelo quo pertence decima addicional
levaro em conta dos alugueis o pagamento fei- das corporaces de mi mora estabelecida pelo
tpelos releridos inquilinos os quaes ficaro dito decreto,
corn o direto de se conservarem nos predios quo CAPITULO 5.*
oceuparem por tanto lempo, quanto baste para Das reclamacet t reeursos.
o recmuolco do mesmo pagamento. E a. ressal- Art. 20. As reclamacoes de todos oa obriga-
va, ou quitadlo, que elles em tal caso houve- dos ao imposto da decima urbana deverd ser in-
rem da Recebedoria,sei'vir Ihes-ba de titulo pa- terpostas at a vespera do da em que comecar a
ra a conservacao. cobranca ou dentro dos primeiros 5 mezes do
o. 0 inquilinos que d'ora em diante an- semestre, fiCando perempas todas as que se nio
tcciparem algues futuros dos predios que oc- intentarem n'este prazo, salvo o caso nio im-
cuparem por efleito de contratos ou ajustes, previsto de infidente justificado perante o Tri-
quanto a decima correspondente antecipacio bunal do Thesouro. E serao decididas summa-
ou durante os contratos. ria e administrativamente pelo Administrador
< 6. Todos os lesiamenteiros curadores, da Ree*r>edori3, com recurso para o Tribunal
tutores, administradores, procuradores, u*u- do Thesouro; devendo interpol-o ex-ofiicio o
Iruturarios, depositarios pblicos e partcula- mesmo Administrador, quando a sua decisao
res, a cujo cargo estver a guarda, administra- for favoravel a parte em objecto, cujo valor ex-
i ao e fruitao de predios urbanos, quanto a de- ceda de IOOj rs.
cima correspondente aoi mesmos predios, sem 1. O reclamante dirigir ao Adminiatra-
dependenci i de despacho, venia, ou autorisacao dor da Recebedoria o seu requerimento, alie-
das autori quem devao dar cenias; as gando o que Ihe convier oontra o lancaineuto,
quaes autoridades deverd abonar-Ibes as som- e o dito Administrador a yista da inlormao,


que exigir, por cscripto do respectivo l.anca-
doreda nrlegacao da parc, deliberar como
entender de juslica, ou altendcndo a reclama-
cao e corrigindo arbitramento, ou indeferin-
do-a.
* 2. Se o reclamante eni qualquer dos casos
sejulgar prejudicado recorrer ao Tribunal do
Thesouro Publico por novo requcrinicnto, a
que ajunlar o da anterior reclamacao, e defe-
rimento do Administrador, ecom audiencia do
Procurador-fiscal se decidir delinitivamente o
recurso.
CAPITULO 6.
Do lempo e modo da cobranza.
Art. 2l. A cobranza da decima urbana sera
realisada a bocea do colre da Recebedoria do
municipio por semestres vencidos nos mezes d
Jimlio e Pezembro de cada anno, das 9 horgs da
manliaa at as duas da tarde no prazo de 30 dias
uteis que dever ser annunciadoporedilaes com
a necessaria anlecipacao, observando-sede mais
o seguinte:
^ l. Todos os obrigados a decima quo a
nao mandaren) pagar na Recebedoria dentro do
referido prazo incorrero na multa de 3 por OJO
do valor da mesma decima, anda mesmo que
a paguen logo depois. E aquel les quo nao sa-
tislizerem voluntariamente a dcima devida, e
multa incorrida, serao executados por urna e
outra.
2. A penbora execuliva ter lugar, s exi-
gida a decima nao lor paga de prompto A exi
gencia sera provada por verba laucada e assig-
nada pelo respectivo Recebedor no verso do co
r.bciiuiento de talao, ese proceder inmediata-
mente penbora no predio,ou seu rendimento,
que serao considerados sempre como hypolhe
cadosao imposto, ou em quaesquer bens mo-
vis e semoventes do devedor, pela importancia
que bastar para snlu< yo da decima vencida, da
multa, e das cusas judiciarias, fundndo-se a
inlenciio da Kazenda Nacional as ceilides pas-
sadas pela Recebedoria.
Art. 22 A cobranza nao realisada a bocea
do cofre da Recebedoria poder ser agenciada
antes do recurso ao meio do executivo pelos re-
cebedores nomtados pele Administrador sobre
proposta do Thesoureiro respectivo.
Art. 23. Os recebedoressao obrigados:
^ 1. A prestar banca idnea a contento do
1 besoureiro antes de entrarem em exercicio.
2. A entregar ao 'I hesoureiro, no ultimo
dia til de cada semana ou antes, conforme a
natureza da c( branca o producto anteriormente
arreeadado.
3. A cobrar as multas incorridas pelos de-
vedores respectivos: oque pertencer aos ditos
recebedores como gratificacaodas cohrane.es que
fizerem. Os mesmos recebedores serao despe-
didos pelo Administrador por quaesquer abusos
e prevaricacocs que commetlerem na cohranca,
dando parte documentada ao Promotor Publico
para proceder contra elleso processo, se o caso
exigir. Rio de Janeiro 16 de Abril de 1842.
Viconde de branles.
EXTERIOR.
O Time$, de que recebemos mais alguns n-
meros ebega a 2i do Maio ultimo, e por isso
pouco atscenla s noticias que temos publica-
do : cuavia, r lia de mais interessante. Da sua correspondencia
de Pariz, datada de 22, d elle no seu ultimo
n. os seguinlrs extratos :
Os despachos telegrapbicos d'aquelle dia e-
ro de um carcter grave; masill o momento
da partida do expresso extraordinario causavao
all pouca inquietaco porque os Governos
Trancez e Austraco nterferirio inmediata-
mente se fosse preciso, para restabelecer a
tranquillidade na Suissa. A questoda Hefijia-
nlu com Marrocos segundse cria, nao se
poderia arranjar tao promptamente como a dos
Cantos Suissos ; mas nao se julgava provavcl
que produ/isse resultados mui serios. Com
ludo, nfelizmcn'c vcio ella em apoio de boatos
summamenlc desfavoraveis e nocivos ao crdito
linanceira da Hcsp, nha, arteiraduruenle espi
Ibados na Bolsa de Madrid pelos especuladores,
que succedeo enganarem-se.
A falla de Mr. Guizot proferida no dia 21
em a Cmara dos Pares sobre o projecte da
instrucc.ao secundaria oceupava mito a atten-
co publica. Foi ao mesmo tempo um pane-
grico do clero, e urna r< futaco dos argumen
tos de Mr. Ue Montalemberr, seu eloquente e
ardente advogado; mas nao interessa a leitores
estrangeiros. Os jornaes contnualao a tratar
da brocbora do Principe de Joinvilie mu ex-
traordinariamente e em particular o Debuts.
Dizia-se (|ue n'aquelle dia se fariao interpel-
l.icos aos Ministros us ('.muras a respeito do
foibeto (lo Principe. Se nssim fosse, ou (lian-
do quer que fossem fcitas, dariao lugar a culo
debates.
Des pachol Telegraphicos.
oesancon, 2i de Maio.
Um supplemento do Nouvelliite Vaudois
de 19'ao mciodia annuncia que t nha appareci-
do a guerra civil no Cantan de V alais (i>uissa).
Os habitantes do alto Valais apodoraio sede
Sion ; e os do baixo Valais levantrao se em
massa. Cada um dos partidos linha algumas
pecas de artilbaria e a 18 esleve immnente
urna bata Iba.
Tnger, 9 de Maio.
Ha raiao para receiar a ebegada dos Kabyles
da interior aqui. O corpo Consular escreveo
ao Pcha\ protestando de antemSo contra esta
inracao das ordens geraes do Imperador. O
agente Inglez chamou as Torcas navaes de Mal-
ta. Eu ( o Cnsul Francez ) fi/. voltar o>Cyg-
ne. Espera so una resposta negativa ao ulti-
mtum bespanbol. N'esse caso o Cnsul Ge-
ral da Hcspanba icar a sua bandera, e em-
barcar ; se puder conseguir fazel-o.
Tnger, 12.de Maio.
Tnger est tranquillo. Tecm-se tomado
medidas para rechazar as tribus do inte-
rior.
Noticias de Madrid de 1A de Maio annuncia-
vo a soltura do Deputado Pascual Madoz que
tinbu sido preso por urna allegada imputacao de
conspiraeo. O Duque de Glucksl.erg foi re-
cebidoali pela Rainlia M5i. Aseleicesdo
Ayuntamiento de Madrid devino comecar a 18.
A Gazeta publicou un decreto do Ministerio
da Guerra, mudando completamente a organi
sacSo das Guarda Cvicas instituidas pelo
Gabinete anterior pBra seguranca das estradas
reaes. c\c. O Espectador dizia, que o Conde
de Trapani devia de ter urna entrevista com a
joven Rainha em Barcelona, e que as autori-
dades d aquella cJade tinbao escripto para Ma-
drid peilindo instrueces a respeito da recepcao
que devino fazer ao Prncipe.
Os refugiados Portugueres tinbao sido bem
acolbidos pelas autoridades Hespnnholas. A'
sua ebegada na Ciudad Rodrigo foi-Ibes arbi
liado um mezde sold, e em Salamanca tinhao
o Conde do Romfm e mu i tos dos seus compa-
nheiros janlado com o Capilao General. Ti-
nha-lhes sido designada para sua residencia
Borgo de Osma.
As ultimas noticias de Madrid eriiodclGde
Maio. A jornada da Rainha continuava a ser-
vir de tbema aos mais malignos commentarios.
O Ministerio tinba julgadu a proposito tran-
quillzar o publico pela inserraco do artigo se-
guintena Gazeta :
OsinmigosdoGovernoenlregiio-ie asmis
cstrnnlins conjecturaspor occaso da jornada de
SS.MM.ede S. A. R ,e propalao com crimino-
sa inlenfao sinistros boatos dos quaes alguns
sao tao inverosuu'is, que nao valeriao a pena
de ser desmentidos, se infelizmente no hou-
vesse pessoas ignorantes e crdulas que estao
promptasa acreditar como verdades montes-
taveis todos os inventos da maledicencia, e
homens que se neulcao por orgaos da opinio
publica e que se proclamao as pracas publicas,
nos botequins, ou em artigos inseridos as ga-
zetas, como bem informados do cousas que
nunca existlrao Entre os boatos mais ou mo-
os absurdos que teem corrido, lia dias, um be
aquelle, que refero um jornal, suppondo que
baver lugar urna pnlrevista entre a nossa I-
lustre Rainha. eofilbode D.Carlos, e que
est disposlo que a Rainha voltar ca-
sada com aquelle Principe. Pensamos, e se-
r lambem a opiniao de todas as pessoas
sensiveis.que urna tal insinuaco no merece ser
refutada ; mas como naoser a ultima historia
fabricada sobre a intentada jornada da Real Fa
milia. vmo nos obrigados a declarar que esta
jornada nao tom oulro fim senao o mui plausi-
vel de fa/er com (|ue a Rainha D. Isabel to-
me banbos de Caldas, que Ibe lorao receilados
pelos seus mdicos assstentes como indispen-
saveis sua preciosa sade. (Times.)
INTERIOR
RIO DE JANEIRO.
O Sr. Marechal de (lampo, Conde do Rio
Pardo, foi nomeado Presidente da provincia do
Piauhy.
"Ti vem os hontem ('26 de Junho ) noti-
cias de Montevideo at 16 do corrente. Conli-
nuavao as cousas no mesmo estado, o nada ha-
via occorrido de maior nleresse. Consta-nos to-
dava que o Imperial Pedro traz.odiaos de im-
portancia do nosso representante em Monte-
video.
__lelo vapor I odos os Santos recebemos no-
ticias do Rio Grande at lOdocorrenle (Junho.)
Sentimos mito ler de annunciar que urna
pequea frca da legalidade commandada pe-
lo Teen te Coronel Jos Joaquim de Andrade
Neves, foi sorprendida e dispersa por urna par-
tida rebelde.
'izia-se no Rio Grande na hora em que
a cidade de Pelotas ; mas esta noticia carece
confjrmacSo. Perto do Porto Alegre loi toma-
do e incendiado um lancbo da esquadra Im-
perial.
O Dr. Joaquim-Vieira da Cunha que fra
chamado pelos rebeldes para receberas suas pro-
postas de submissao e apresental-as ao Sr. lia-
ran de Caxias, teve de retroceder'srn poder a-
vislar-se com os chefes da rebellio. Urna car-
ta que temos vista ..(trihue este procedimento
dos rebeldes s pequeas vantagens que ltima-
mente consegu rao e que os teem tornado au
dazes. (Jornal do Commercio.)
MAMO UE PEKNAMBIC.
O vapor Imperatrix, que hoje f'12)aqui a-
portou com nove e meio das de viagem, con-
duzindo seu bordo, entre outros passageiros,
os Exms. Conselheiros Sebastiao do Reg Bar-
ros e Antonio Perigrino Macel Monteiro, dei
xou tranquillas as tres provincias do Sul, em
cujos purios iocou. Na parte competente acha-
rad os nossos leitores transcriptas as noticias
que podemos colber dos jornaes, que nos elle
trouce.
Variedade.
parta o vapor, que os rebeldes linho atacado e corrompido como se ser o novo nuamjo
voza estando pelo contrario persuadido, que
a VOI do |iovo he em geral a voz do erro, da ig-
norancia da supersticao, e do engao. Tal-
vez transigisse eu algum tanto com o vol do
Publico sobro tudo em materias de sensaco ;
porm com o povo nunca ; porque nunca o
seu voto, nem a sua voz sao o producto da re-
floxao doestudo, nem se quer da imparciali-
dade wnao que assuasvozes sao o echo dos
interessesdequantos o teem sabido engaar e
seduzir. No dia, em que eu vr o povo com-
pletamente separado do vulgacho ( Plebecula'
Ihechamavo os Romanos ) e sem nenhum ge-
nero de vulgo que ludo troca ludo conlun-
de e equivoca, nesse dia talvez olhe com res-
peito para os seus orculos. Emquanto porm
o vir andar na bocea de todos citado para o
bem e para o mal, applicando-se-lhe hoje urna
cousa e amanhaa outra exaltando se hoje a
um individuo c amanha sendo assassinado ,
confundindo-se a hipocrezia com a virtude a
baixeza com a heroicidade a petulancia com o
valor, e o charlatanismo com a sciencia; em-
quanto o vr deMf-fe representar c tomar a
sua voz por um pugillode ambiciosos intrigan-
tes ; quando o ouco chamar se asi mesmo e
deixar-se cbamsr heroico, generoso, justo um
dia depois que em seu nomo se ha incendiado
urna povoaco ou arrastrado pelas ras alguns
cidados virtuosos ou degolado milharesde
victimas ; porque crino cousas dislinctas que
elle ou porque crfiem hoje uo mesmo que
elle hontem considerava bom ; quando me a-
lordoa os ouvidos apavohando-se da sua li-
berdade dizendo-sc senhor de escolher os seus
representantes, ao passo que geme sob os mais
duros impostos, que soIIre toda a laia de arbi-
trariedad e v boqueaberto s urna duzia de
esperlalhes gozarem dos direitos polticos ;
quando o escuto a fallar sempre mui ufano em
scusdireitos sem nunca se lembrar dos seus
deveres, quescumprc, quando frca oexi-
gem ; qnando vejo finalmente uns poucos do
velhacos titiritnos polticos embaindo o com
promessas de mil venturas, esempro desfruc-
lando Iho o suor e governando-o a seu bel
pra*er ; como o qualificarei de justo, de gene-
roso deimparcial esensato?
Que ente pois be este tao privilegiado ou
egosta, que sempre ba de pedir parte no bem,
que I he nao pertence e nunca no mal quo
sabe de seu seio? Com que direito pretende essa
insoflrivcl tyrannia, que tudo se ba de fazer pa-
ra seu bem ba se-lhe de tributar todo o res-
peito e por ultimo declarada a sua soberana
sob pena de seu odio, o vinganca ? Ja* ouco di-
zeramuilos, quo essa soberana era inevita-
vel s pela razSo de que muitos milharesde
homens pdem mais do que um o que quer
dizer que nao ha nutro direito senao a Jor-
ca. I']robora se admita esta razo ; mas tam-
ben) bao me dG conceder que quando esso
um be tao destro ou tao feliz quechega a_
poder s elle mais que todos os militares ter
igualmente razo para ser e chamar-se sobe-
rano driles.
Mas que soberano he esse, que urnas vezes faz
uso da sua frca para reconquistar e at para
exeicer a soberana, oulras a empresta elle mes-
mo, para que um particular a exerca sobre elle,
o tyranize, e despoje seu talante, oulras est
soffrer.de por sectiles interos, que o opjirimo,
que o eslolem em nome desla ou d'aquella
ideia com que o tem infeilicado sem que
elle a comprebenda, e ltimamente quando se
Ibe falla na plenitude da sua soberana so vem
em ultima analyse a ser soberano de si mesmo ?
U povo manda o povo obedece o povo sof-
fre, o povo applaude, o povo grita, o povo es-
cuta o povo faz a guerra o povo quer a paz,
o povo atrepella o povo se compadece o po-
vo he ceg ao povo nada escajia o povo be
ludo o o povo he nada.
Mas u liin pouco importara este cabos,
essa perpetua vibracao em que se encontr es-
se ente moral com lano que em um sentido,
ou em ouiro elle obrasse unisono e por ins-
pirac,ao propria ; porque, em substancia, nao
sendo o povo outra cousa mais do que todo
o genero humano subdividido em porces mais,
ou menos numerosas estas obrario e pro-
prenderio para a sua felicidade, constantes e
uniformes Mas nao succede assim nem ha
succedido, nem provavelmenlesucceder nunca;
porque, como cada qual tem direilo para perso-
nificar o povo segundo se ageita ou con-
v("m seus interesses particulares dhi resul-
ta quo quasi sempre o povo se converte em
instrumento deoppresso e de ruina para si
mrsmo.
Naosei quo demonio foi (ainda que pre-
sumo ler sido o da vaidade ) o primeiro quo,
im tteo ern cabera ao povo que alguns homens
havia que o amavio com delirio f que prefe-
no a prsporidade publica a sua propria ven-
tura que eipunhSo a vida por pile, quecon-
ii e vigilias son,ente
me o
O CARAPUCE1RO.
Poto he urna palavra mgica que serve
para tudo.
Entre as palavras do uso commum, que qua
si sempre que se pronuncian equivalen) a
um sophisma pode ir em rabera de rol a pa-
lavra puvo que eada qual applica em sentido
favoravel as suas ideias habituaes ou an nle-
resse do momento. Nem eu pretendo analysar
esse ente moral essa aglomcraco phyzica de
existencias, de vontades, de caprichos, de ne
cessidades esobre tudo de interesses que se
conlundem se separao unem-se etao fre-
quentemenle pugno entre si. O povo em
meu humilde entender, he tao indeinivel, co-
mo a alma; porque nem urna, nem outra cou-
sa apresen'.ao caracteres uniformes constan-
tes c accessives razao. limas vezes he fe
roz e cruel nutras generoso e tolerante, se-
gundo as impresses, que adquire, ou ihe com-
munico ; porm sempre be egosta vo e
supersticioso (guando est todo reunido e
lorma corpo de naeo diminuem-se os seus
defeitos e no geral crescem suas prendas
e qualidades virtuosas ; porque a ignoran-
cia e aspereza geral se neutraliso com a cul-
tura e suavidade da parte bem educada e
ebega s vezes a ser culto e urbano co
mo se diz que o lora o de Alhenas e ainda
o de Roma no tempo de Augusto; porm na
mesma proporeao pude fazer-se mais venal e
corrompido.
Tantas e tao variadas sao as accepces des-
ta palavra povo que dellas sem duvida nasce a
diliculdade de fixar a sua verdadeira significa-
cao seguindo-se desta mesma confusao urna
multidao innumeravel de desgraeas para esle
mesmo povo, quem todos protendem fazer le-
lz, sem que nenhum saiba o que elle he. Poco,
dizia La lruvcre he o opposto aos : ramles ,
que vem a ser, a multidao: mas quando o op-
pomos aos sabios, ou aos bomens de talento ,
tao povo e tao vulgo soem ser os grandes, co
mo os pequeos A significaco m.is geral-
menle propria da voz povo he a que representa
urna multidao de homens deum mesmo paiz ,
que vivem dehaixo das mesmas leis e forman
urna mesma naco como o povo Brasilciro o
|)ovo Francez, o povo Inglez &c. Oulras ve-
zes he um appellatvo menos determinado, co-
mo quando dizemos o povo Rei.opovo Hebreo,
o povo Christo. Outras hesinonymo mais ,
ou menos lato mais ou menos extenso da pa-
lavra nacao da qual usurpa nao s o nome ,
seno lambem os di re i tos e a vontade como
lodo o povo revolucionario. Chama-se lam-
bem povo a urna multidao de homens ainda
quando nao hahitem o mesmo jiaz, porm (em
urna origem commum como o povo Judeo, o
povo de Dos. Finalmente cbamo-so povos
s povoacps de que consta urna naco urna
provincia, urna comarca, qualquerquc seja a ori-
gem ou causa, que as reuni que boje per-
tencem.
Nao sao porm estas valias sgnificaces as
que oceasionao confusao nem muito menos
constituem o sophisma que anda envolto nes
ta palavra ; sim a applicaco moral, que cada
qual laz della para os fns bons, ou ruaos, que
so prope. Vulgarmente se diz que a voz do
povo be a voz de Dos; blaspbemia, contra a qual
insurgi o eruditissimo Fej ern seu Tbeatro
Critico dizendo que longo de ser a voz de
Dos era a voz do diabo : mas eu pamente
crcio, quo nem o diabo o muito menos !'
tomariao por instrumento um orgo tao vicioso, de multiplicar os seus'gozos


ir
s
7iii.i
r--
ennsidoravSo, rnmn flhn t fendo psra com
ello entranbas de pai e oulras mil parvoices ,
e exageracoes que so dizem desde Ado at
hoje.
Grande dose de amor proprio cabo que te-
lilla quem chega a persuadirse que lodo o
escriplor todo o gueiroiro todo o homem do
engenbo todo o poltico e estadista, lodo
o sabio strabalha com a mira de que o povo
soja mais venturoso quo elle ; ed'aqui nasce
a burla que to frequentemento fazem do po-
vo os que por um ou outro caminibo cheg-
rao a ser seus dolos. Nao sei se me enga-
o ou me exagero mim mesmo ; porm as-
sim como eslou persuadido, que os quemis
falli emphilanlropia emhonraeprobidade, sao
de ordinario os mais cupidos e menos caridosos,
os mais tratantes e velbacos d'entre os ho-
niiiiis do mesmo modo os que muito blaso-
nao de extremoso amor ao povo sao, por va de
regra, os seus mais encarnizados inimigos,
sempre que o interesse publico ou o bem ge-
ral est em opposi^ao com o seu particular. Eu
creio na virtud e tenbo por possivel a abne-
gaco de si mesmo em alguns casos, e por a-
gumas ideias grandes, sagradas o genero-
sas; masconesso ingenuamente, que se me
inspira grande respeitoaquelle, de quem a F ,
ou a rasao me dizem se sacrificara pelo bem
do povo C8us3o-me nojo desprezo o in-
dignaco os que a cada momento seapregoao
seus amantes e nao Ihe ollerecem a primeira' ,
nem a ultima gota de seu sangue.
O vocabulo povo sempro foi be e ser a
bandeira de todas as parcialidades polticas.
Qual foi j o partido que se nao apregoasse
amigo desinteressado procurador bstanlo e
reloso paladino dos interesses do povo ? O povo
a Pecas doGi 400 v. l7cG0Oa 17j700
^ n. IGjSOO
Moedas de 4 000 9**50 a 9j500
pla.......lOialO* '
Apolices de 6 por cen to. 72 '/ a "A
(J. Cotnm )
Ifovimrnto do Porto.
que seja em obsequio beneficiada o Sr. Dio- sociedado debaixo da firma f.uiz de Lucea AC.,
go Chavos joven de 1* annos oflerece ficando oncarrogado da liquidacao da mesma o
bondadec indulgencia de lo respeitavel publi- socio Andr WilItneL declarando 0 socio Luil
co tocar um concert de clarincta, sobre o pal- de Lucea desoneradd 'le todas as obrigacos da
cosrenico pedindo disculpa dealguma falta dita firma. Luis de Lucea A. II. Wit-
que cometer, por ser a l a vez que toca a solo Imer.
nosto instrumento o na presenta de um publico = O bilbete de n. 2020 da segunda parte da
pensa assim (diom uns ) o povo quor isto
o povo quer aquillo ; o povo est opprimido ,
o povo soflre &c. #c. fo ha nada disto ;
(clamao outros) nos he que constituimos a
opiniSo publica: o povo quer o contrario, o
povo vive contente e satisfoito. E sede la
juiz com taes mordomos Entretanto o que-
me parece verdad be que o quo o povo quer
be, quo o deixem viver, que o nao embara-
cen! em sua industria em seu commercio e
no goso dos seus dereitos sendo-lhe ndifle-
rente quegovemem estes ou aquellos com
tanto que o govornem segundo as leis : om fim
geralmente fallando, o que quer a mor parte do
povo be pao e bailes.
Nunca esta palavra mgica tcm tanto gasto ,
como em lempos de eleicnes populares. Que
zelo que dedicado, que amor nao protesta
ao povo a cohorte dos candidatos Em elles
sendo representantes da nacSo oh .' eliminados
serso logo todos os impostos ; nao baverio
mais disssensoes, nem guerras, florecer a a-
grirultura prosperar o commercio pnr-se-
bSo em rigorosa exeeuco todas as leis nao se
dar mais urna s facada, a moeda papel sera
immfdiHtamonlp substituida porouro e pra-
ta o Gabinete Ingloz ceder de todas as suas
espertezas o dinhoiro andar por ahi a granel,
todos os nossos rios sero navegados por vapo-
res as nossas estradas todas do forro t< romos
fabricas em cada canto as leltras serao favo-
recidas e sabios pulular por ahi como bel-
droogas. Mas aberta a sessao dous mezes
vao-se com a rosposta falla do throno os
nutro? dousem di".' tu, direi eu; c pove sobe-
rano fica pouco mais ou monos no steut eral
im principio et nunc et eemper o com
mais urna carregacao de impostos para se re-
galar I [Continuar-se-ha.)
Ancdotas,
Um cura que se va abarbado de confissoes,
na occasiao daMissa de Domingo da Paixao, dis-
se aos seus freguezes. Tenho distribuido da
maneirh soguinto as confissoes da semana quo
entra. Conlessarei na segunda aos mentirosos,
na terca aos avarentos, na quarla aos maledi-
cos na quinta aos ladros, nu sexta aos lber
tinos e no sabbado aos bebados. Nao teve
um s penitente.
Um grande borracho querendo desrulpar-
se perante o seu confessor do muito que be
hia fez-Ihe este singular sylogsmo Meu
Padre.obom vinho faz born sangue, obomsan-
gue'produz obomhumur.o bum humor faziis-
cer os bons pensamentos os bons pensamentos
produzem as boas obras
conduzem o homem ao co
conduz o homem ao ceo.
Navio entrado no dia 12.
Rio de Janeiro pela Babia e Macei ; 9 '.*
das vapor brasiloiro Imperalriz do 407
tonelad s eommanihnte Capitao-Tonente
Jesuino Lamego t osta equipagom 30 ; a
Joaquim Baptista Moreira:passageiros, De-
semhargador Joaquim Teixeira Peixoto de
Abreu Lima e 1 escravo Jos Ignacio de
Abreu Lima, e 1 escravo, Doutoros Augusto
de Olivoira o I escravo, e Ancelmo Fran-
cisco Pivell, com 3 escravos. Joaquim Mar-
tinho da Cruz Corroa, Manool Francisco dos
Santos, Francisco Antonio FernandosP-
nlieiro Jnior, o 1 osrravo Paulo Jn.iquim
Tolles Jnior, e 1 escravo, Antonio Teixeira
Pinto, Major BontoThomaz Goncalves, e 1
escravo I)r. Manoel Jos de Albuquen|iie ,
com 1 escravo, e Joao Sanches Monteiro Bac-
ila tambem com 1 escravo Brasiloiros ;
DidgoNapier, e 1 escravo, e Alexandre Pa-
terson Inzlezes.
Navio saludo no metmo dia.
Parahiba e Hio Grande do Norte; brigue-es-
cuna de guerra brasileiro Leopoldina, com-
mandantooCapitao Tenento Joao Nepomo-
ceno de Menezes.
II'.. .u.ii. j_aqi.j.L
Oeclaracoes.
O vapor Imperatriz recebo as malas para
o Norte hojo (13) ao meio dia.
1=0 Administrador da Mesa da Recebedo-
ra das Rondas Geraes Internas avisa pela ul-
tima vez a todos os Srs. negociantes estrangei-
ros e Brasileiros para que inandem quanto
antes sellar os seus livros do commercio ( dia-
rio mestre ou razao) das Cmaras Municipaes ,
ordens terceiras, irmandados confrarias das
parochias, e curatos livros de baptismo, ca-
zamenlos e bitos, prolestos de E'crivaes, e
Tabelliaes do qualquer juizo, alias licaro sujei
tos a multa de 20.000 a 100.000 rs. como de-
termina o artigo GG do regula ment do sello ,
jilem das ponas do artigo 177 do cdigo penal;
assim como convida a todas as pessoas que qui-
zerem vender cartas do jogar nos bairros do
Recilo, S. Antonio, Roa-vista, e AITogados
comprenlo naquclla reparticao no dia terca-
feira 16 do correte para receberem a respec-
tiva I cenca. Bocebedona 12 de Julbo do 1844.
francisco Xavier Cavalcanti de Aibuquerque.
1=0 Escrifflo e Administrador da Mesa
do Ronda Internas Provinciaos desta cidado faz
publico para que chegue ao conhecimento de
todos os propietarios do cstabeb cimentes de
commercio ou industria quo pago rnposi-
co'es provinciaos, taes como serranas, olarias,
fabricas do tabaco, de charuto, do chapeos,
casas de modas cambio, e do leilao que.ten-
do-so lindo o praso marcado para o pagamento
dosroleridos impostos doannofinanc iio proxi-
riiiido, vni piocfderexecuiivainenteconlrato-
dos os llovedores. Mesa de Rendas Internas
Provinciaos 12 do Julbo de I8H
Luiz Francisco de Mello Cavalcanti. (14)
3OVigariodoS. Jos do Rocife participa
aoss'us mu dignos parochianos, que lem des-
tinado odia lidocorrente para a insfalaciio da
nova irmandado do Sanlissimo Sacramento da
dita freguesia. Rogo por tanto aos mismos
Srs. hajao de comparecer para dilo fim no con-
sistorio da nova matriz polas 10 horas da ma-
nda do referido dia; nao excluindo do pre-
sento convite os fregu zos do outra naroquia
que tambem queiro ser membros dessa nova
corporacao. (II)
3 THEATRO PUBLICO.
Descripco do brilbanto ospetaculo que deve
tor lugar domingo li do correte em beneficio
de Madama Emilia Amanti.
Dar principio com a magestosa symphonia
pela \et primeira em este tbealro, composla
pelo Ilustro H.lhoven executada a grande or-
tao lustradn. Em seguida o artista
do/empeiibar extraordinarias agilidades o evo-
lu^oes do grande difficuldado om sima do ra-
me frouxo. Em continuado a musma benefi-
ciada cantar o famo/o Ron 16 e scena do so-
prano da opera RiancacGernando, de Bellini,
om seguida so apresentar o Director, o joven
Elstico, e o artista Eugenio a executarom dif-
fcrentes sortea equilibrios, e elasticidade do
difcil desempenboe gosto.
Seguir a grande ouvorlura do lo Muetto do
Portici. Dando im ao todo do espectculo com
o delicado dueto Dunque lo son, na opera o
Bnrbeiro de Sevilha de/empcnliando a parte de
Itosina a interessada e o de baibeiro o Sr.
Tosselli.
( Principiar as 8 horas da nuuie.)
OlCamarotes quo anda restao acbao se a
venda nohotequirn junto ao theatro.
O theatro estar decentemente adornado o
laminado.
N. R. Para maior hrillnntismo do espeta-
culo, em todas as pecas de msica tanto \o-
caes como instrumentaos a orchestra ser diri-
gida pelo Professor Mr. Grosdidier. (53)
Avisos martimos.
3 ^Para o Rio de Janeiro seguo com brevi-
dade o brigue brasileiro Eugenia ; quem
quizer carrogar ou ir do p'asagem, dirjase
a ra do Vigario armazem de cabos n. S, ou
aodapito a bordo. (b)
Avisos iversos.
i as boas obras choslradebaixodadireccodoprofcssor MrGros
logo o bom vinbo didier quo acaba de i bogar a esta capital como
RIO DK JANEIRO.
CAMBIOS NO DA 8 DE JUNHO
Pregos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres. 26 a 25 '.
Pariz. 3"
ll.imburgo. 700
a

regente
e que
da orchestra do theatro novo dola.
pela L' vez tem a honra de se
apresentar ao respoitavel publico ; em seguida
o Sr. Toselli cantar* a encllente arta Virav-
visohohosi ameni na opera a Sonmbula ,
de Rellini;em continuado o joven Elstico su-
bir ao brande. Im volante adezempenhar
rissimas evolucSes e sorles admiroveis, Depois
2 O Sr. que dava pelo rologio do snbone-
teiOj rs. querendo ainda, pode o ir buscar ,
na ra Nova casa n. G3. (3)
1 = llavcr i conslantemonto d'agora em di-
dianlo em casa de Salles & Chaves na Roa-vista
n. 26. agrada veis refrescos do excedente gosto
e muto boa qualidade pela limpesa e perlei-
Cio com quo sao fabricados, os quaos nao se po
dem dispensar no lempo calmoso do vero em
que ctlor he oxcessivo e quo nada haver
mais agradavel do quo um refresco prompto
e bem feito. Os amantes do bom gosto polle-
ra o r ao dito lugar que serao promptamente
servidos, e acbaro sempro do varias qualidades
a sabor xaropo superfino de maracuj. de li-
mao, de anana/ de tamarindo dc. &c. sondo
os seus procos 550 ris a garrafa. ()
I Precisa so do urna ama de casa de
homem solteiro quo tenha de bom compor-
t iinenlo sailia dirigir urna cozinha c en-
gommar para um homem no Trapiche da
Companhia. (5)
1 Desoja-se fallar ao Sr. Jos Francis-
co Diniz Vacilado morador na comarca do
Rio-formoso ou seu correspondente, roga-
se-lbe pois nucir declarar a sua residencia nes-
ta praca. (5)
1 Um ndvogado que vai ao Rio-form0S0
tratar de alguns negocios seus offoroce-so aos
Sonbores negociantes para tratar alli quaosquer
causas dequeo qui/.orem incumbir, certos de
11 ni- serao servidos com zelo promptido o pa-
ra o ajusto pdem annunciar para serem pro-
curados (7)
1 O abaixo assignado vendo o annun-
cio feito nesle Diario de 11 do corrente para
ser arrematada, em praca, parte do sobrado de
dous andares e um solio, na ra Direila n.
100, -perteneenle ao Senhor Jos Rogerio
.Marcelino faz publico para constar, que tem
pago o aluguel do segundo andar em que mo-
ra da mesuia casa at o mez de Fevereiro
do anuo de 1345.
Rento Joo Cuidoso. (10)
Aluca-se um primeiro andar e solo de
uina casa na ra por detraz do quartel da poli-
ca com commodos suflicientes para urna fa-
milia : quem pretender dirja-se a prar;a da
Independencia numero1. 24. e 2G.
= Desappareceo no desembarque de bordo do
vapor Imperalrit urna mala de couro preto ,
ingle/a cubera de lona, pintada de preto ,
contendo roupa
tneajoterin das Memorias Histricas perten-
ce a Francisco Xavier Cavalcanlc Lins.
IVrniiila-sc casas em Olimla.por um si-
tio perto da pra<;a com arvoredos e baixa para
capim ; quem Ihoconvier ,dirija-se a ra deS.
liento ao p de S. Pedrovelho.
Precisa-so alugar urna casa em qualquer
urna das ras do bairro de Santo Antonio para
pequea familia, o que o aluguel nao execeda
de (3,000 rs. mensaes ; quem livor annun-
cie.
A pessoa que annunciouquerer dar 50,000
rs. com os juros de 10.000 rs. por espaco do
4 quatro mozos, dirij i-se a Solidado venda quo
fica entro o corredor do Bispo e Bejem quo
ahi achara com quem tratar, das trez: e me i a
boras da tarde emdiante.
=r O Tenente Coronel Ignacio Antonio do
Barros l'alco comprou porconta do Reverendo
Cooegojolo Rodrigues do Araujoo bilbete in-
tero ue n. 1 VG da 3.* 4.a parto da 2.* nova lo-
leria da matriz da Boa-vista.
=Jos de Olivoira ("ampos comprou por con-
ta e ordem de Joao Francisco Marques,morador
em Camaragibe.um meio bilbete n 2584 da 2.*
parto da loteria a favor das Memorias Histricas,
cujo ficaem seu poder.
1= A abaixo assignada faz publico a quemeon-
vier, que Jozude Jess Jardim nao pode ven-
der escravos, ou quaosquer outros bons perten-
contes ao cazal de seu tinado pai Joao Leilao
ligueira, visto que ainda se nao ultimou o in-
ventario, e partidlas dessos bens, e pendem du-
vidas serias sobro qualquer quinhuo que possa
pertencer ao mesmo Jardim ; e para que nao
soja alguem Iludido, comprando qualquer des-
sos bens, a abaixo assignada az o presente an-
nuncio como inventariante dos referidos bens.
Jos/a Mara da 1'aixSo. (12)
1 = Os abaixo assignados fazem por este sci-
onloa quem convier que a sociedade que os
mesinos tinbo na botica da ra larga do Bo-
zario sob a firma do liarlbolameo foi amigavelniente dissolvida, em data de 10
do corrento, conforme a escrptura no livro do
notas do Tabelliao Guilher Patricio Rizcrra.
Rartholomeo Francisco de Sousa.Jos Marta
Gongahes liamos. (D)
3 Madama Maria modista Franceza mo-
radora na ra do Rozario-estreila n. 19, ten-
do de retirar-se para (ora do imperio avisa
por isso a seus freguezes que Madama Laves-
sier desdo o dia 8 do corrente fica substitundo
seu lugar de modista; e espera por isso que
seus freguezes Ihe continenla dar aquello acol-
Ihimcntu.que al aqu davlo a dita Madama
Maria e visto dita Medama Lavessier ser
muito boa modista como poder mostrar em
qualquer obra do que soja incumbida. (11)
2=Antonio Joaquim Baptista, subdito Por-
tuguoz, relira-so para o Rio de Janeiro. (2)
2 ss Joaquim Antonio Santiago Lessa com-
prou por conta do Senhor Andr Alvos de Sou-
za morador no engenho Duas-boccas fre-
guozia ;> na, comarca do Rio-ormoso um
bilbete da segunda parte da nica lotera con-
cedida a favor da impressao das Memorias His-
tricas de Pernambuco de numero 1326,
cujo bilbete fica em mou poder at quo te-
nha portador para o remettor ao mesmo Senhor
Sou/a. (10)
2Percisa-so saber, se ba nesta praca quem
conlleva o Senhor Custodio Jes Ribeiro mo-
rador para as bandas do Santo Anto : se aca-
so bouverquem oconhoca faca favor de annun-
ciar por esta folha para se por na casa do Se-
nhor qne o conhecer urna encomenda parase
entregar ao dito Senhor Ribeiro quando elle
vier a esta praca: e disso se Ihe ficar obriga-
do. (9)
2 Aquelle Senhor Capitao de navio a que
dcsaparecesso urna lancha talves por falta de
segura amarrago a bordo pode dirigir-se ao
Codegio de Santo Antonio onde Ihe sera en-
tregue mostrando evidentemente que Ihe
perteore. (G)
2 !'roe-se por muito favor 6 pessoa que por
engao tirou urna carta do Correio para Manoel
Juliaodat.onceicao Olivoira, que ainda tendo-a
alguns papis, e moeda de lido a mande levar na ra do Queimado casa
ouro estrangeira;quem a adiar a levar a casa de n 52, ou a mande deitar por baixo da porta ,
Mr. Me. Calmont & C. na Praga do Corpo \ visto que muito se deseja dita carta apezar
recebeni 100.000 is de gratili- do nao contor negocio de interesse e se a pessoa
que a tirou a for levar ou mandar recebera o
importe quo por ella deo. (9)
2 Desaparecoo um rapaz de nome Joao de
11
Vetaes dolimos Hespanho-s. 31600 a 318700 ter lugar pela vez primeira em este theatro a
da patria. '''Brena B ,,",'," (l'
y Pesos Hepanh
da patria. .
uido
Santo n.
casao.
Manoel Lucio da Silva comprou por con-
ta do Sr J. F. da C. Pimentoi,senhor ilo enyo
nboGachio, im meio bilbete n 813 da 2. Andrade, de' idade 17 annos pouco maisou me-
parte da unir lotera concedida a fai r da m- nos natural da liba do S. Miguel o qua|
sao das Memorias Histricas desta provin- traba Iba va em candas: quem d'elle souber
que ira la/er n fnvordeparticiparemSanto Ama.
issignados avis itavel roem casa de Manoel Jos Martina Costa, ou na
publico (ue t '


'V [!/./ % o di- Nt'\v-0rli
\7 ,.$ msica dcap<
k-7 i avisa que a a"
v jos de respeita
Jros.lidier mcs.ro de orches- LOTERA DAS MEMORIAS
tra om vanos thoatros de Panz, i
o do New-Orleans director da 5 IISTORICAS.
pella de Versa liles,
cedendo aos desu-
jos de respeita veis pessoas desta .
cidade, nacionaes eestrangeiras UllO immeclia O-* l:UUU j*UUo
As rodas desta lotera an-
Prernio grande 8:000*000
0
/
*9F~ tem resolvido fixar-se em Per-
nambuco, ondesepropoe ada licoesdc rabeca,
renaci ( sioloncello e flauta por um me-
thodo, que tanto lena de prompto como do fcil;
tambom se offerece para afinar pianos com toda
a perfoicSo ; a sua morada ha na ra Nova n.
23, sobrado da travessa da C:>tubo;>-do-Carrno.
1 Consta que na villa do Garanhuns existe
nm oscravo q ,e diz pertencer ao Snr. Antonio
AfTonso, morador em o Brejo do Bananciras da
provincia da Parahiba no caso do mesmo Sr
querer vendel-o, dirija-se nesla cidade a Jos
Claudino Leite morador em o tercoiro andar
do sobrado por cima da botica de Bartholomeo
$ Ramos ou ao tormo de Cimbros om a fasen-
da denominada Boi morto que se Iho di-
r em que poder elle existe. 10)
1Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
Atierro-da-Boa-visla n. 34 ; a (aliar com M. C.
S. Carneiro Monteiro. 3i
i D-se dinheiro a premio ; na ra de
II orlas, sobrado de um andar n. 94. (2,
Jacinto Antonio Alfonso embarca para o
Rio de Janeiro o seu escravo Francisco de na-
0 Angola.
1 Precisa-se de urna criada preta ou par-
da para urna casa de pequea familia ; na ra
do Queimado n. 53. '3;
Arrenda-se um sitio na estrada de Bellem,
dofronto do sitio do fallecido Peixoto annun-
ciadonodia 10 do corrente ; na ra da doria,
sobrado n, '..
1 Precisa-se de urna ama para cosinba ,
que saiba cosinhar com pcrfeicao para casa
de pouca familia ; na ra das Cruze.i n. 37 ,
segundo andar. '4}
1 Aluga-se urna negra, que sabe cosinhar,
lavar engommar, e he hbil para todo o ser -
vico de urna casa ; quem a pretender, dirija-se
a praca da Boa-vista n. 7, 4)
1Precisa-sede urn pequeo do 12 1 I ni-
os para caiieiro na cidade da Victoria ; na
ra larga do Bozario n. 50.
Na Camboa-do-Ca/nion. 27, tirao-c pas-
sapories e folhas corridas com toda a prompti-
do possivol.
Joaquim Jos Ferreira de Almcida embar-
ca paia o Bio do Janeiro a sua cscrava Leonor,
com um fllhorecemnascido.
Preciaa-se do urna ama que soja fiel e
capaz j de idade ; na praca da Independen-
cia loja de chapeos n. 21.
Do-se Sujf rs. a juros sobre penhores de
ouro ou prata ; na ra do B. zario n. 19.
D-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro, ou prata ; na botica do Brandao se
dir quem d.
Thcresa de Jess Mara faz Miente ao pu-
blico, que ninguno contrate negocio algum com
a viuva de Luiz do Barros Corris sobre o si-
tio denominado Cabaco na cidade da Vic-
toria ; poif. o ditositi.> ho da unnunciante.
3 Precisa-so de um escrovo para o servi-
do de urna casa, e que saiba alguma cousa de
cosinha ; no Becife, na ra do Brum na ulti-
ma casa do lado do poento. (h)
3 Qualquer pessoa que quizer dar para
se vender capim por conta da mesma possoa ,
que oder, dirija-se a ra da Conceico da
Boa-vista n. 6. (4
3 Perantu o Sr. Dr. Juiz de Direito da se-
gunda vara do civel, nodia 20 do corrente se
ha de arrematar a paite de 3:095^919 rs. que
Jo-6 togerio Marcelino tem na casa delnus an-
dares esolo n. 100, na ra Direita desta ci-
dade. (6j
5 Quem tiver bons livres e desembarcados
as llhas dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo vender dirija-se a esta
Typographia, que se dir quem pretende com-
prar. (5,
3 Aluga-so um moleque perito cosinheiro ,
quem o pretender dirija-se ao sitio grande do
Mondego ; junto ao do Sr. Luiz Gomes Ferrei-
ra. (A)
2D-se um sitio com casa de vivenda, fru-
teiras e urna planta de capim com muito boas
torras para so plantar e criar vaccas a quem aca-
bar no mesmo sitio um encllenlo viveiro quasi
prompto polo lempo que se tratar ; ao pe da
ponte dos A (Togados or cima do tenqgs da
agoa.
SOCEDADE PHIL-TIIALIA.
2Roga-se ao Sr. que por graca lirou da
casa da sociedade Ihoatral Philo-Thalia em a
noute do dia 29 do mez p. p. um veo e urna
bandeja haja de mandar entregar ao thesnu-
rciro da mesma sociedade no prazo de 3 dias,
do contrario ser o sou norne publicado, e obri-
gado a entregar judicialmente. (8;
4 (J Padre Venancio Henriques de Besendc
prope-sea darlieoes de Francez.Inglez.c latim,
mediante urna gratiioacao mensal rasoavcl ;
quem so quizer utilisar do seu prostimo acl.al-
o-lia por ora na casa do sua residencia no I
iho sobrado n 2 das 9 horas da manliaa
at ao rnoio dia e das 3 as 5 da dardo. (7)
4= Precisa-se de um leitor solteiro, que en -
tonda de plantajes e trabadle de cmheda ;
dirija-se ao Recife na ra da Senzalla VHho n
136, 011 na Capunga na ultima casa terreada
ra que vai para o rio.
do mpreterivelmenle no
dia 17 do corrente anda
que fiquem billietes por ven-
der, como j foi annuncia-
do. (14)
2 Vende-se urna venda boa por ser em
ptimo lugar 1 e propria para um principiante,
por nao ter commodos para familia ; na ra do
Rangel n. 54. (4)
2Vende-se urna obrigacao de um conloe
dusentoso tantos mil rs. j vencida as Ala-
gOas odevedor tem muito com que pagar; na
ra Nova armasen) de louca n. 44. ;4
2 Verde-seumu osera va de naco de bo-
nita figura de 25 annos ; na ra da Cadefa-
volhan. 17. (3)
Vendem-so veludos de cores e quadros
para colletea Iff rs. o covado ; na loja de Gui-
herme Solt, na ra do Queimado n. 25.
Vende-se um bom sextante novo ; oa ra
da Madre de Dos n. 5.
Vende-se a obra om 3 tomos do quadro da
doutriua dos Padres a Doutores da igreja as-
sim como grammatica france/a e portuguoza ,
por G. Hamoniere eum fileiro quo servo para
miudozas, ou calcado; na Camboa-do-Carmo
n. 27.
Vende-se urna negra criotila, de 18 annos;
dousjiiolequos do nacao de 14 a 16 annos,
barriscom gomma e 6000 chires; na ra da
Cruz n. 5!. i
Vende-.fe urna excellento escrava para to-
do o servico de urna rasa de 25 annos; duas
ditas para o servico decampo ; urna dita de '6
annos cose muito bem e be recolhida ; urna
parda de 26 annos boa cosinheira, lavadeira o
engummadeira por 3801 rs. ; um bonito mo-
Compras
1 Compra-se para fra da provincia urna
preta que saiba bem coser engommar, e que
s-ja carinhosa para criancas ; na ra do Viga-
rio, armasem de cabos n. 5. (4)
Compra-se um piano do pouco valor, pa-
ra se aprender a tocar ; quem livor annuncie.
Compra-se um dente grosso de marfim ,
ou mesmo dous pedacos de palmo que tenho
boa grossura ; na ra Direita sobrado n. 32.
Vendas
7 Vendem-se meios bilhetes da lotera das
memorias histricas a 5120 rs. ; na praca da
Independencia livraria ns 6 e 8 (3)
3Vende-se um proto anda moco, pade-
ro e canoeiro e com bons principios de pe-
dreiro ; na ra larga do Bozario n. 18. 10)
3 A i ma resto alguns terrenos para se ven-
dorom por preco commodo na ra Niiva por
delraz da ra da Concordia, que divide com a
travessa do tallecido Monteiro e d-so a fa-
culdade de dividirom os errnos com os palmos
que quizerem ; a tratar na ra larga do Boza-
rio n. 18. '7.
2 Vende-se boa farinha para bola a 10^
rs. a barrica : no armazem por detraz do thea-
tro
1 Vende-se panno fino muito novo a 3^
rs. proto, azul-lerrete e verde ; na ra Nova,
lojn do alfaiate, de Manoel do Amparo Caj.(3)
2Vende-se rhetorica do Marinho, arilhme-
tica di> Besout dita de Lacroix Genueiise ,
grammatica da lingoa bunda, ou Angolcnse ,
prosodia diccionario, fbula de Phcdro, Cor-
nelio diccionario da fbula Salustio os 3
t'mos de Virgilio, Oraeio Cicero de ofTiciis ,
cartas de Cicero Julio Cezar os peridicos,
Guarda Nacional, Indgena, Paisano, Catholico,
todos encadernados ; na ra das Cruzes loja
de encadernador n. 35. (10)
2 Vende-se urna olaria que tem barro pa-
ra toda qualidade do obras e com grande terre-
no quo se pode dividir om varios sitios que
vai a beira do rio Capibaribe, e pde-se ler S a
10 vaccas de leite todo anno por ter muito bom
pasto e boa trra para plantar capim ou se
vende aos palmos a quem quizer fazer pequeos
sitios ou casas ; sendo a mosma olaria no lu-
gar defronte da Capunga, na Passagem da Mag-
dalena ; a tratar no Cajoeiro. (10)
2Vende-se urna armacao propria para qual-
quer negocio em urna casa terrea til para
inoradla de familia na ra Direita 11. 15 ; a
tratar na mesma.
2Vende-se superior sement de coentro de
toceira a 480 rs. a garrafa com o casco ; no pa-
tfiO u>" Cfiiu, venda 11. 9. [
2 Vendem-se saetas com farinha de supe-
rior qualidade e por preco commodo ; na ra
da Cadeia-velha n. 35. i3;
2Vende-se um sellim com todos os seus
pertences urna barretina um bono urna es-
pada para guarda do esquadro tudo em mui-
to bom estado ; na ruu da Cadeia-velha loja
n 60. i5,
2 Vende-se urna negra do 14 annos cose,
o engomma ; na ra do Crespo, loja n. 10. (2)
2Vende-se chapeos de castor, de Lisboa,
brancos e prelos da nioda e de muito boa
qualidade ; na ra da Cruz armasem de cha-
peos n 55. (4;
2Vende-se um macaco muito engracado ,
e o mais manco que se tem vista, por preco
commodo ; na ra da Florentina n. 16.
2Vendem-se sedas, sarjas, o setim de to-
das as qualidades para vestido de senhora e
col leles para homem casimiras france?as e in-
glezas lencos prelos de setim ditos brancos
de cassa e de cambraia mnas de seda bramas
o pretas para homem e senhora cambraias
adamascadas e lisas de todos as quaiidades, lu-
\as de soda brancas e pretas, ditas de pellica
brancas e de cores camisa de meias palali-
lhas de linho e de algodao, bretanha de 6 varas
do linho e de 10 varas de rolo tliitas de todas
a- qualidades meias de algodao para senhora,
e meninas chalinhos de toquim preto pesco-
rinhoi de fil franja branca para armafo, bi-
cos prelos obramos de todas as larguras ma-
dapoloes e algodSoiinhos tudo por preco
muito commodo ; na loja de Manoej Jos Gon-
(ilvi s Braga \ Companbia n. 2, ao p do ar-
io de S. Antonio. (19
2 Vende-se urna parda com um filho de 3
Vende-se umaporco de garrafas de azel- lequede lo annos bom cosinheiro, sem vicios
tededend, de superior qualidade a 480 rs. [nem achaques; 2 ditos de nncao do 13 a 15 an-
dando o casco e com elle a 560 rs. ; na ru I nos ; um bonito escravo proprio para serrana;
larga do Rozario venda n. 44. | dous ditos para todo o servico; um bonito mu-
t Vende-se urna duzia de cadeiras; na ra i lalinbo de 13 annos; na praca da Boa vista
da Moeda n. 19. (2) n. 19.
i Vende-se urna Yenda ns ra Velha n. i 1Vendem-se corles de lanzinha dricos pa-
67 bem afreguezada e com bon commodos droes para vestidos a 6# rs. ditos de cambraia
para familia ; a tratar na mesma.
i Vendem-so 3 pipas com ago'ardente de
22 graos propria para exportacao, ou mesmo
para a Ierra e duas rabecas novas, por preco
commodo; na ra das Cruzes loja de pintor
e vidraceiro n. 28. (5;
Vendem-so agulhas finas portuguezas ,
para alfaiate por serem curtas, ditas france-
sas finas de fundo dourado e azul, em calxi-
nlias e carteirus com os retratos de Suas Ma-
gostados Imponaos, machinas de introducir
ilhoos ; na ra da Cadeia do Becife
miudezas n. 11.
adamascada a 4500 rs. ditos do dita ordinaria
a2560rs. ditos de cassr-chitas modernos a 4/
rs. pecas de esguiao de puro linho a 10 rs. ,
atualhado de linho estreito a 320 rs. a vara,
panno para mesa de todos os tamanhos a 1800
e 3 rs. ditos de oleado de cores a melhor fa-
senda possivel para mesas de meio de sala 8
j rs. meias do algodao brancas e pretas do
todos os tamanhos fiscados franceses miudi-
nhos a 220 rs. o covado pecas de bretanha do
algodao com 10 varas a 1920 rs. ditas doma
ioja'd dapolo a 200, 3000, 3800. 4000, 5000 e 6^00"
rs. chitas escuras finas euffl algum mofo a 18o
1 Vendem-se as obras completas de Boca- rs. o covado lencos do cambraia para mao do
u em 8 v. encadernados, as Lusiadas de Ca- senhora a 320 rs. ditos do seda com franja a
mes 2 v. encadernados em marroquim um I'89 mantas de fil do linho a 2560 rs. ,
diccionario portuguez e (rancez por Costa e S, dita* de setim de seda 'f&fJV;
2 v. em folio e orthographia por Tristo da
Cimba ; na ra do Collogiu vendan. 16. (6,
'Vendem-se bons queijos e carne do ser
tao queijos flamengos a 1001) rs., estrellinha
para so:ipa a 160 is., letria a 240 rs. bolaxi-
nha americana a 240 rs. cevadinha a 200 rs. ,
covsda nova a 100 rs. caf do Bio a 140 rs. ,
cha hisson a 1920 e '2400 rs., o verdadeiro sa-
bo blanco hospanhol a 240 rs. manteiga in-
glesa superior a 320 rs. velas do Porto imi-
tando ospermacete a 400 rs., e todos os mais
gneros de venda ; na vendada esquina da ra
do Aragao n. 43.
Na praca da Independencia n 36 conti-
na-se a vender diversas perfumaras por proco
muito mais barato do que em todas as mais
parles, assim como agoa de Colonia com os
sublimes ormes de ambre, almistar, rosa e
flor de laranja em garrafas e frascos de diver-
sas qualidades, tamanhos e por preco muito
barato, sabonetos niuito finos e mais ordina-
rios, macassa porola e de oleo, agoa de La-
vando em meias garrafas e em garrafiohas, dita
de Lavando com ambre em frascos muito boni-
tos e lavrados e pomada do diversos cheiros.
Vendem-se chapeos do seda para homem \
a \ rs. ditos superiores chales de seda
adamascados, ditos de la grandes e pequeos
ditos do cambraia e de nutim; mantas de Seda,
de gar^a, e de fil de linho,luvas, lencos e meias
de seda calcados da tudas as qualidades para
homem e senhora chitas ( riscadinhos, cain-
braias do diversas qualidades, madapoloes,
marroquins, eoutras militas lamidas por pre-
10 commodo; na ra Nova n. 18.
Vende-se um moleque de 14 annos; na
pracj da Boa-vista n. .'10, segundo andar.
Vendem-S6 as seguintes novilla ; Camilla
ou o subterrneo Paulo e Virginia e Clara de
inho pequeos a 3200 rs., ditos grandes a 550(1
rs. mantllhas de fil de seda preta a 3^ rs. .
sodas lavradas com algum mofo a branco trancado do puro linho a 900 e 1460
rs. a vara dito ordinario do puro linho a 64o
rs. batilha branca muito cncorpada pro-
pria para cobertores a 240 rs. o covado, cassa
para babados a 360 e 480 rs. a vara chapeos
de castor pretos j lora da moda, e pioprios
para pagens a 2/ rs. alem destas oulras multas
fazendas por preco barato ; na ra do Queima-
do loja n. 1 de Francisco Jos Teixeira Bas-
tos 6 Companbia. (3'2
1Vende-se um ptimo negro moco sem
defoito, por preco commodo ao comprador so
dir o molivo, por que se vende ; nos Coelhos
n. 11.
Escravos fug ios
* ii
t/w "a
annos
a qual sabe cosinhar, engommar, e
u lu (u .aiici uC ucCiic U,
Vende-se um lindo moleque de nacSo e
de boa conducta ; na ra estreita do Bozario
i). 34.
Vende-se urna commoda antiga e um
tourador de Jacaranda em bom uso ; na ruado
Sebo n. 22.
1 Vende-se urna negra de naco de 24
annos cosinha, engomma e cose ; na ra do
Encantamento n. 13, primoiro andar 3
Vende-se um mulato proprio para pagem,
e 3 osera vos ; adverle-se que nao se vende por
deleitos ; na ra das Trincheiras n. 50.
I Vende-se um mulato de 20 anuos o(1i-
cial de sapsteiro proprio para pagem e sem
vicio ; na travessa das Cruzes n. 8.
Vende-se um escravo do campo traba-
Ihador de enxada e carreiro ; na ra do Quei-
mado n. S.
Vende-se um moleque crioulo do 18 an-
nos, de bonita figura sem defoito muito sa-
dio com principios de sapateiro he bom ca-
noeiro e remador de lancha faz rede de lar-
rala concerta qualquer rede de pescara nao
bebe e nem he ladreo; em Fra-de-porlas n. 68.
1 Vende-se a sumaca nacional Tres Irmus,
de lote de 73 toneladas coustrueco da Baha,
os prelendentes podem examinaba del onte da
escadinha de palacio, aoudeseach tundeada ,
e a tratar com Novaos $ Companbia na ra
da Cruz n. 37. (6)
1 Vende-se urna escrava moca sem vi-
cios ; na ra Imperial n. 39 das 6 as 9 horas
da manha e das 3 as 6 da tarda. (3
1 Vende-se urna casa na ra do Amparo
n. 47 ; a tratar na mesma casa. (2
Vende-se cal blanca e preta, por prega
commodo ; na venda do Sr. Nicolao Rodrigues
da Cunha na esquina da ra do Mundo-novo
n. i6.
2No dia 8 do corrente desappareceo urna
nogrinha crioula de nome Derothea de 14
annos rosto redondo clhos fundos orelhas
e bocea pequeas, beicos finos fula, baixa ,
cheia do corpo ps e mos compridos tem
uns carossinhos de glndulas no pesonco ; l-
vou vestido de cambraia de listra nariz chato
com uns talhinhos om cima, no hombro direito
tem urnas marcas de chicote ; quem a pegar,
leve a ra do Cotovello n. 8, que ser recom-
pensado.
2No dia 8 do corrente fugio urna negra do
naco Congo, de nome Luzia de 50 annos,
alta, cheia do corpo, com falta dedentes na fren-
te tem um defoito no pulco do braco direito
por o ter quebrado ; levou saia de chita do as-
sento branco com flores encarnadas camisa de
bretanha e panno da Costa j veluo he la-
Hin ms muito Irapnlhoda ; quema pegar,
leve a ra da Praia armasem n. 35 que ser
recompensado.
1Fugio no dia primoiro do corrente um
preto de nome Joo de naco Cicanio do 24
annos, bem preto, alguma cousa alto, refor-
Cado do corpo, denles mu alvos eos dous da
frente da parte superior fa/em urna abortasinha
para os lados tem o ofllcio de senador ps
grossns e elisios he bstanle ladino tem o
costumedeser pachola e costuma andar seni-
pre com um cacetinho na mo; levou calcas
brancas camisa de madapolo e chapeo do pa-
Iha foi visto no dia 2 oa riboira do S Antonio,
no dia 3 na Boa-vista e nodia 8 foi tambem
visto as Cinco-ponla seguindo para a ra
dos Martirios ; ha toda desconflanea de estar
oceulio liouiaun certa casa, por ter sido visto
entrar para ella com mais outro as nove ho-
ras da noute por isto desde j se protesta con-
tra quem o tiver oceulto e de pagar os dias do
servico percas e damnos se com crTeito se
verificar estar oculto em dita casa guardndo-
se ao mesmo lempo segredo, seo mandar en-
tregar o o. dar urna gratificaco ; quem o
pegar, leve a Joaquim Pendra do Mendonca ,
que gratificar. 23)
No dia 10 do corrento desappareceo da ra
da Praia um moleque do nome Domingos do
14 annos, ps apalhetados com camisa e ce-
roulas de algodao chapeo de palha, o qual es-
lava o tomar sentido 1 rJous eavsllos enquan-
10 o cargueiro que com elle voio, compra va
um bocado decante; quem o pegar, leve ao
eoenho Prado, freguezia de S. Antonio de
TracunhSem ou no Recife no largo do Cor-
po Santo o. 13, quo ser recompensado.
(BC1FB \aTp. cb MF, db Fa.hu. lwU,


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