Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05120


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Full Text
Anno de IM'a.
Sexta Fera l
O I.'IUI i |.ublica-!f ludo
he d '""* ""' r"- P"
eriti, ->* ''os que nao forein jiili.i 'i 1Ti rtia das Crujes n. 4 ou Si praga da Independencia luja de lirr< m
lodOI os ilus que nao forem aaatifioadoa o prego da -s.si:;naiiii
quarle! pa;s adiaiitailo. Os UBuacioadoi assitjimiites sao inslidos
As reclama^es eveoftci .lira-
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GuiAMNA, farHtbl,'Mgapdata aelUa friras.Rio Grande do Norte. chegs a 8 e 22 e pa
le iJe-!4 -Cabo, Scnnliaem Rio fc'ormoso, Macey, PortnCalvo, e Alagoaa: no i "
lio ti de nada nei. Garanhuns e Honilo ilUe '-'i de caa mez Bo.-vista e Ho,
ea i I3e dio. Cidale da Violara quintas feiras. Olinda luiles os das
das da semana.
8 S5 s. Frocopio. Aud. do J, de 1). da 1. y.
J Terca (Jjrl lo Re, aud. do J. de U.da 3. r.
10 l.lusrt. Ame ia. Aud do J. de D. da Si t.
41 IJuiiti. s. Sabino; Aud. do J de I). da 2. t,
4 Sellas N.bor. Aud do J de D da'2. ?.
1; Sal) s Anacleto. Re. aud. do J. de 1). da 1. r.
11 Don: s. IKn vi-iiiiira.
DIARIO
...........m*m\Hmnuvxmcs- a .-iubm
de fullio
Auno XX. IV. 13.
ludo agora drpende de nos mesinos; >!a ajoaaa pragaucia, no tinuemos como prueipUuaUM e seremos apoatados com admira.'.i.i entre as nagoes man
cultas. i1,,, i..,,,.,,.;, isseablca (eral do arazil.)
CAMBIOS SOIMI i' l)F. JtlBo
Cambios aob:e Londres I Oiii-.M'ieila .le Ci.-iOO V.
u u l'atis j'it reis por franco ii .i "S
Lisboa i 12 por i de premio I de 4,I)U
I Prala itacSe
*;.>.-da de cobre ao par Patos ooluauaare
dem de letras -le boas firmas 1 a 1)4 |fl | Hitos mexicano
PHASES DA LA NO MEZ DEJLHO.
i2'Joslmin datarle. La ora a 15 aos i min d
La cheia
Miaguanle i7uS boras e 98
Primeira 2 horas e ti min.
rontpra
17,300
17.1(10
y.-Jnii
i ,960
I .!"i(;
1.560
I rile
'nda
17,o0.
17,300
y. (i,(i
\ OSO
! U tfl
i ,9
asaaamaaaawyoaaun, wf n wn,i.y.a;- .. n.i.<^nJ^.-ar.
PERNAMB
Il.ua noi
i:.csrn.tr _>.> i-, |, 51 m a, ,,,,
I'rcamur de hoje.
aaanh.'ia | Segunda U 2 luirs a ."i I minutos da lar-e
-'i.TwiV%aa
-.aasz^awaaiaajnwar tf:~-iv
PASTE OFF
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 6 DO COURENTE.
OicioA Atliniiiislracao dos estabclcci-
mentos de caridade, rogando, mando rccclier e
curar no Grande Hospital seis presos pobres.
que se aohao doentes de bechiga; na cadeia des-
tii cidade e provenindo-a.de quo o Chele de Po-
lica providenciar cerca da guarda e seguran-
za dos referidos presos, cmquanto estiverem no
mencionado hospital. Ofliciou-se respoito
ao Cbefe de Polica.
DitoAo Inspector da Thesouraria das Ren
das Provinciaes, ordenando, que mande adan-
tar tres mezes de sold as pracas do Gorpo de
Polica, destacadas no termo de Garanhuns.
Goinmunicou-se ao Commandante Geral do
Corpo tle Polica.
DitoAo Juiz de Direito Caetano Jos da
Silva Santiago, declarando em resposta ao scu
ollicio de boje (6). que deve entregar ao Cbefe
de Policiu a quantia de 327j5)0 rs., resto do
dinheirn, que, quando exerceo aquello embre-
go, recebeo da Thesouraria das Rendas Provin-
ciaes para o sustento dos presos pobres de Justi-
na, oque diz existir ernseu poder.Parlicipoit-
se ao Cbefe de Polica.
DitoAo Engenhoiro em Chele das Obras
Publicas*, significando en, resposta ao seu officio
de 4 do crtente, que deve lazei constar pelas
folhas publicas, que acha-se aberto o concurso
para o lugar de Ajudauledos Engenheiros, que
est vago; e dzenuo. que em lempo opportuno
ser atlendida a requisico.que faz de um Enge-
nbeiro para o coadjuvar.
PortaraDispensando do lugar de Subdele-
gado da freguezia de S. Pedro Marlyr de Olin-
da ao Major Miguel Jos Toixeira.Commu-
nicou-se ao Chefe de Policia.
DitaMomeando o cidado Jos de Carva-
Iho de Araujo Cavalcanti Delegado do termo de
Garanhuns.Parlicipou-se ao Chefo de Po-
licia
raria da Fazenda receber um caixole com ris I calcetas, que Iraballnrao em diversas obras, que se destnava para S Thom, Iba do Prin-
!0:00(),S para entregar no Thesouro Publico j Olllciou-se ;i respeto do Inspector de The- cipo e porto da Cota.
Dilo \ o Inspector da Alfandega, remetien-
do dous livros de talOca para a cobranea por a-
quella rcparti(&0 do imposto nos ordenados,
mandado arrecadar pela le do orcamento ac
lualmenle em vigor, e regulamento n-*di9 do
20 de Abril prximo lindo. Iguaes romess.is
so fiserSo aos Administradores da Mesa do Con-
sulado o ilcccbcdoria do Heridas Geraes In-
ternas.
DitoAo Inspector da Alfandega, di/endo,
que constando que o brRtie brasileiro Indiano
NacionalCommunicou-se ao Inspector da souraria das Rendas Provinciaes e ao Inspec-
tor-fiscal das Obras Publicas.
Portara Nomeando Delegados de Polica,
para o Cabo ao Coronel Rento Jos l.emenba
Lins e para o Bonito ao Hachare! Herculano
GoneaUes da Rocha Cominuncou-so ao
Chefe de Polica.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DO DA 55 DO PASSADO.
rhesourara da Fazenda.
DitoAo ('.befe interino da legifio da Guar-
da Nacional de Garanhuns, declarando em res-
pnsta ao seu offico de 24 do niez ultimo, que
os Cliefes de legiSo sao os competentes para da-
re rn posso aos Olliciaes do respectivo Estado-
maior, assim como tamben) o sao os Tenentes-
("oroneis Commandantes dos batalhesparaem-
possarem os seus OHici es.
DitoAo Juiz de Direito da 1.Jvaradocrimo
da comaica do Bonito, acensando rocopcSo do
seu offioio de "Jo de Junlni lindo, em que part
cipa ter entrado em excrcicio no dia '21 do mes-
mo .mez.
DitoAo Doutor lUanoel ^'endesda Cunba
o Azevedo, acensando recebido o seu ofhVio de
(5 dn correte, em que participa acbar-se em ex-
ercicio da segunda vara do crime destacomarca,
de que be proprielaiio
PortaraDeinitt Nunes de Rar-
de Policia aos cidados Mpiioc
ros, Joao Barbosa Macicl, Francisco Xavier I'.es
Brrelo e Sebastiao Antonio do Reg Barros; o
1." do termo da loav sta. o 2. do do Bonito.
o 3. do de (oianna e o A." do do ("abo. Ofli-
ciou-se respeito ao Cbefe de Policia, sobre
cuja proposta derao-se essas demi'soes.
OicioDo Secretario da provincia no Ins
pector da Thesouraria da Fazenda, transmittin-
do, para ter exerucio, a urdem do Tribunal do
Thesouro sob o n. 83.
IDRM no da 9.
OfficoAo Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes declarando em resposta
ao seu officio de S leste mez que deve man
ilar para o I.veco as qualro estantes, que a Pre-
sidencia mamiou f. zer para a Bihliotheea l'u
blica e S. Senhora participa acbaiem se
promptas. Communicou-se ao Director do
Lyco.
Dito Ao rnesmo ordenando qne man-
de adiantar dous mezes dos respectivos venci-
OflicioAo Fxm. Presidente da Provincia, prximo n ebegar a oslo porto, conduzia do Ro
Ofllcio Do Secretario da provincia ao The- menlos ao Segundo Comman ante da secunda
souteiro da lotera da Matri/da Boa-vista, com companbia do corpo de Policia Jos Fran-
municando, que o lixm. Sr. Presidente convem
em marcar so novamenle o oa 30 do correle
para o andamento das rodas da mesma lotera.
DEM DO DI \ 8.
Oflicio\o Agente da companbia das bar-
cas do vapor,.dizendo, baja de ordenar ao Com-
mandante do vapor Hahtana, que va a Thesou-
tS9
FLlr3ITTO.
HISTORIA DAS RBVOLUCES PEPIRMA-
SEN'JZ, CIDADE DB 78 CASAS, i')
PorAlph.Kurr.
V.
Depoisde se ter lodo o mundo retirado, elle
deo urna caita a Bobrecht para seu to, sem
Ihe fazer conhecer o contedo d'ella.
Meu charo to.
Eu nao posso nem quero mas ser Princi-
po, (guando receberdes esta carta j cu te-
rei deixado Primasenlz. Abandono-vos todos
os meus direitos, mediante urna penco vita-
licia de 1,500 florins. Mandar-vos hei dizer
onde leres de me mandar pagar esta pencao.
(iuardai junto a vos Bobrecht, que he um bom
e leal setvidor.
Abra(;o-vosalIoctuosamenle.
Ricvkdo. >
Eno stiguintedia de manbSa, logo que o
sol naseente coloroou com teas primoiroi refle-
xos rosados acassa deseos cortinados; pois so
na sala do throno he que bavio cortinados de
seda, elle metteo n urna mala seusobjecto mas
preciosos:
Tnota ducados ;
(') Vide aliono n.w 152. 153e 154.
ciscoCarneiro Montriro, que destaca para Ga-
ranhuns. Parlicipou-se ao Commandante
Geral do corpo de Policia.
Dito Ao Engenheiro em chefe das Obras
Publicas cancedendo a quota especial de 48
ris para pagamento do que se despenden de
13 30 de Junho ultimo com o sustento dos
'" "';'

Lima cinta azul que portel cera a Wilhclmina
As cartas de VVilbelmina ;
A flauta de que Ricardo era inuilo bom to-
cador.
Poz a mala sobro seu cavallo e sabio de
Pirmasentz para nunca mas tornar a entrar
nello.
A' sahit'j da cidade voltou-se, c seus o-
llids se litarao as acacias que obumbravao a ca
sa do alfaiate; longo suspiro Ihe sabio do paito.
Quo he leito d'ella ;J pensou ; pois tam-
bem me abandonou ? (^>ue estulto preconceito
me impedio de despozai-a no lempo de minba
grandeza ? A jora seu pai m'a recusara so-
ra ella que laria um casamento desigual. En-
viar-lbe-bei urna carta quando estivor longo de
Pirmasentz.
Depos deixou seu cavallo seguir um atalho
pelo bosque. Pelo meio do dia jantou em
casa de um lenbadoi o se poz de no*oa cami-
nboparaA.... Porm perdeo-se ; o como o
da ia declinando sonsivelmente como o sol
ja nao lancava senSoalgUOSobliquos e paludos
raios .iii.ii.i liados atreves .u ai ron > a pers-
pectiva de passar a noite ao relento Iba fe/ qua-
li um momento ter saudades de Pirmasentz.
Mas esta saudade se estaecco quando ihe veio
lembraneoa bulha que o toria acordodo no di;.
ez ento uma cama de folbas, poi
p de s: sua espa la desembainhada, e ador
informando o re(|uerimenlo do Padre Podro do Janeiro cem barris de plvora para o servi-
Marinbo Falc.io, Capellao da Fortaleza do lta- marac, pedindo o sold do 30. rs. mensi.es, o ordena, para qu esle barril fossem immedia-
B indemnisacao do que lem deixado do receber mente despachados c recolhidos ao competente
do rnesmo sold, desde a data da tabellado 1." deposito.
de De/eml.rode I8il.com o fundamento de DitoAo Administrador da .Mesa do Con-
se adiar pelo artigo 1 da certa de le i de 26 de sulado, dando diversas disposicoes sobre os di-
SelembrodjB 1810 nivelado o sold dos Capel- reitos doassucarealgodao,,em consequencia da
lies das Fortalezas aos do exercilo. extinecao da respectiva Inspeeco no ultimo do
Dito-Ao rnesmo Exm. Sr., dem de AgOS" COWenle mez ,'Junbo.)
linho Jos da Silva, em que pedio ser prvido or,3ria -Ao I besoureiro dos ordenados pa-
em um dos lugares, queso oreassem para subs- ri! *n'8 8 Almoxanfe do Arsenal de Mari-
liluir os provinciaes da nspeccao do assuear e Menta do 2:2l9^27i rs., importancia
algodao. quo se exlinguiao no correle anno fi- da lel,ra 'uf acompanbava, que a 8 das preci-
naceiio sos sacou sobro o Pagador da Marmita da corte,
a favor do Tbesoureiro do Monte Po dos servi-
DitoAo rnesmo Exm. Sr., dem do Teen- dores do oslado, por contadascontribuicoes ar-
te da primeira companbia de Guardas Naci-- recadadas nesta provincia at a presento data,
naes do municipio da \ ictoria. em quo pedio o n)KS 0 D(*A 27.
pagamento do sold, etape e fardameoto de 20 OfficoAo Exm. Presidente da Provincia,
pracas que izerao o destacamento d'aquolla ci- informando o requerimento de Antonio do Ro-
dade de 1.0 a 28 de Setembro do anno passado. g0 Pacheco, em que pedio ser prvido em um
PortaraAo Tbesoureiro da Fazenda, para tos novos lugares da .Mesa do Consulado, quo
acceitar e pagar no da do vencimento. como iao ser creados pela exlinc,ao da Inspeccao do
determinou a ontem do Thesouro Publico Na- assuear e algodo.
cional de 10 de Junho, a leltraqueacompanha- \w. Do DA 28.
va de 3:200, rs., que sacou o respectivo The- OfficioAo Exm. Presidente da Provincia,
soureiro Geral a 20 das precisos e a favor de informando o requerimento de Francisco Joa-
Mendes & Oliveira. quim de Olveira Haduem.
dem no da 26. i DitoAo rnesmo Exm. Sr., rogando se dg-
OlicioAo Exm. Presidente da Provincia, nasse transmiltir a Directora do Monte Pi dos
informando o requerimento de Antonio Macha- servidores do estado a primeira via de leltra do
do Pereira \ iiiina.em (|ue pedio um dos luga- que trata a precedente portara.
res de Guarda da Mesa do Consulado, quo se l'itoAo Engenheiro em Chefo das obras
deviio crear com a extinecao da Inspeccao, do publicas, para mandar proceder em cumpri-
assucar e algodSo. monto do despacho da Presidencia da Provincia
DitoAo rnesmo Exm. Sr., transmittindo o de 11 de Agosto de 1841, a mcdicio e avala-
oflicio, quo acompanhava do Administrador da cao do terreno do Marinha deque tralava no
Mesa do Consulado, com a copia da matricula requerimento, que acompanhava, Manoel Ro-
da (ripolacao da escuna brasileira /)ligencia, drigues dos Arijos.
ata
azas entorpecidas, banbavao-sc noorvalho scin- do nao vos despozar quando era Principe. Eis
tillante ao sol naseente, e cantavao alegremen- boje toda a minba fortuna: tonbo 30 ducados
te Enlao vio Ricardo que tiuba passado a nou- na minba mala, o me assegurei uma renda de
le a cincuenta passos de urna casinha onde lo- 1,500 florins.
ra podido doscancar abrigado. Meu Principe, disse a lia, nao ha nada
A casinha era de aspecto encantador: era cr- de desesperado; Vv'ilhelmina vos ama; tica i a-
cumdada de ossos cheios de/agoa e alimentados qui. Wiihelmina vira visitar-me lodos os mo-
por urna fon te viva; era cercada do acacias, e /es; e quando cu tiver visto quea vossa resolucao
esta vista <|ue Ihe fazia lomlirar a casa do alfaia- de cazar com ella nao he o resultado de um
le, fez suspirar tristemente Ricardo' Haviao momento de cxallacao; quando estiver conven-
tambem grandes taboleiros de relva verde e ale- cida quo nao sents a falta do vosso palacio do
gretes, flores perfeitamente tratadas. Ricardo Pirmasentz, que tambom vos roubou alguem
sen'.io saudade do seus craveiros. que nao nomearoi porque he meu irmo, ar-
si guinle.
ni
mecco. A fresquido que precede o nasa i
o accordou no nutro da; as aves sacud. pedir a vi^sa mD". depoia de ler 'ido a eobrdia
Enlrou e foi recebido com polidez. Pedio
que almocar, c um criado servio excellente co-
mida. Eslava acabando do nlmocar, quando a-
vistou, na volta do uma alameda, duas mulhe-
res quovinhao approximando-sc.
- He disso o criado, minba ama que aca-
ba do levantar-se.
Ricardo foi ao encontr de suas, hospedes pa-
ra laudar. Urna d'ellas era uma velha, do phy-
sionomia suave e agradavel. a nutra era uma
un" a encantadora,ee-ta moca era Wilhclmina.
Wiihelmina e Bicardo se espantrSo, e a lia
pantou do espanto oe ambos.
RicarJo, enipouca palavras, poz aquellaase-
nboras ao laclo do que tinha succedido.
Wiihelmina Wiihelmina exelamou el-
Ic, que dilicio i retiro E qu8o doce teria sido
n e! !o a vida com vosco Eu hoje nao vos p
ranjaremos ludo o melhor possivcl.
Ricardo nao podo dar nutra resposta seno
beijar a mi cecea da volita dama. E quando
esta Ibc deo a beijar a mozinha de Wiihelmi-
na, elle exelamou:
Adeos, adeos a Pirmasentz Adeos ao
triste passado, c seja elle abencoado, se be o pre-
mio do porvir Passei muitos dias de ledio; po-
roi apparece-mc um horisonte risonho.
Nao ba eapinhosdem rosas.
Eis em summa o que aconteceo em Pirma-
sentz. No dia em que o Principe parti, haviao
ao meio dia oilo Principes de Pirmasentz; de
tarde haviiio trinta o dous. No seguinte dia de
uuinlian, o lio do Ricardo, que aceitara com
minio gosto o ollerecimento de scu sobrinho,
enviou um cabo de nqnadra ? dez boosens que
em duas horas li/ero parar o impelo das revo-
|.U.,g. i-i.vi


BKHSS
1DRII 1)0 DA 1 DO CORUENTH.
OflTicio Ao Exm. Prosidcnlo da Provincia,
informando o rcquerimento de Marccllino Jos
da Silva Braga em que pedio sor prvido em
um dos lugares de Guardada .Mesa do Consula-
do, quo suppunha deviao ser creados com a ex-
tinccio da Inspeccao do assucar e algodao
Dito Ao mesmo Exm. Sr., idem o do Fran
cisco Ali'XJndrino do Vasconcellos Callaca, em
que pedio a continuacao do pagamento do seu
antiiio ordenado de Escrivao da receila e despe-
za das contribuyos para a Junta do Commer-
cio em consequcneia da extincao da Inspec-
cao do algodao e assucar aondc se achava ser-
vindo.
Dito Ao Director do Arsenal de guerra ,
remetiendo um livro de talos, para a arreca-
entre todos os Historiadores do mundo eslava
dominado por alguma couso superior so !o
inmii ; alguma cousa que o forcava irresisti-
velmente a descubrir toda a verdade quaes-
quer que osseni as consequencias ?
O espirito, que animava o l'rophcta, salvo das
agoai, seencontra na exposico dos (actos me-
moraveis dos seculos seguintes. Assim a enr-
gica protestarlo de Samuel contra a Realeza ,
protcstaco, que so pude tornar urna arma ter-
rivol as miios de um sedicioso permanecer
nos archivos sagrados com as amargas palavras
do santo Vellio contra os Principes futuros do
seu povo ; porm lor-se-ha no verso desta pa-
gina, que o povo nao se canrou do governo dos
Juizes senao porque os filhos de Heli e de
Samuel obrara mal diante do Senhor; que uns,
daiao do imposto nos ordenados do que trata- | depois dse haverem manchado com crimes de
__'_____i itn a. oa a: il.:i.i___. ...fi..U !.._:. s___1...4____..j____________
va o regulamento n. 319 de 20 do Abril do cor
rente auno. igual remessa se fez ao Inspec-
tor do Arsenal de Marinha.
Dito Ao Administrador interino da Mesa do
Consulado, participando para sua intelligencia ,
e esocucSo na parto, que Ihe tocava, tor o cida
dao Joao Xavier Carneiro da Cunha prestado
as mos da Presidencia desta Provincia o com-
petente juramento p-.ra poder entrar no exer-
cicio de Administrador da Mesa do Consolado,
para que fura nomea lo por Sua vi agestado O rido desta loucura
Imperador por Decreto ile o de Junbo ultimo ,
segundo communicou o Exm Presidente da
Provincia em ollicio desta data
Dito Ao Administrador da Rocebedoria
das Rendas Geries Internas, declarando em
vista do seu officio de 26 do Junbo prximo
findo que o imposto de meio p.c. ao auno, so-
0 amigo dos Sacerdotes e dos sa-
tcstavuis, lugiriio cobardemente durante um com-
bate decisivo; e outros, em menoscabo do ejem-
plo e doutrinas de seu pai vendrao ajus-
tiya em vez de la/id-a.
David o Principe mais bravo humano c
popular que Israel possuio ; David, o pai de
vii le Reis,
bios ; David
senfreada que o cativou fatalmente man-
cha o leito do um do seus Capitaes ; e cor-
que o faz corar es-
conde o adulterio dchaixo do homicidio. O
crime do Ungido do Senhor nao passar em
silencio ; a Historia Sagrada o ruvendica com o
aplogo de Natn, e os SjIiiios sublimes que
o deplorao
Os Successores do Rei propheta sao tratados
com a mesma inflexivel imparcialidade; smen-
bre as lettras ajuizadas cesada desde que se te as sombras de suas pinturas sao mais fortes
poz em execucao o actual regulamento para a
arrecadacao do sello fixo, e proporcional ; por-
que f oi por este substituido segundo se col-
logia da lei do orcamento actualmente em exe-
cucao.
DitoAoContador interino da Thesouraria.
participando para sua intelligencia,terse deci-
dido emsessao da Thesouraria,que as viuvasdos
Officiaes fallecidos era a quem se devia pagar por
inteiro o respectivo meio sold ; porque os fi-
Ihos s podiao entrar na percepcao delle, quan-
do as mesmas viuvas falleccssem ou perdessem
odireito que tivessern adquirido.
ii'i-M no da 2.
Officio*Ao Administrador da Mesa doCon-
sulado, dando os esclarccimcntos, que pedio em
seus oliicios de 28 de Junbo (indo, e l.do cr-
rante sobre a arrecada(,ao das taxas ji eslaho-
lecidas das caixas c mais volumes de assucar,
e saccas de algodao c a arrematacao do luro
das caixas e feixos,
IWBSMB..
Miscellanca .
REUGIAO.
A RKVELAQA.
{Continuacao do nwmero 150.)
O Historiador dos lempos primitivos naomer-
da sua nacSo em a noule dos
cahia com o man urna chuva de pedras precio-
sas, &C. Osyslouia de iiegay, que aggrava a
culpa do Kva para diminuir a de Adao contina
com perseverancae coste acon-tint-Miientea Biblia
para adocar os (artos mais revoltanles. A ado-
racao do be/erro de ouro ho atlribuida aos pai-
zanos do Egyplo, que baviao seguido as tribus;
e se Jehova fez arrebentar sua colera sobre todo
o povo foi porque Moyss ainda que grande^
Propheta era no fundo um mo homem que
calumniara dianlc de Dos as gentes mais hon-
radas. Mais tarde a tradico fez-se contra Da-
vid o echo dos descontentes do partido de Sal.
Era um hypocrita, um orgulhoso um homem
perdido de costo mes ; era leio e ruivo como
Esa ; o que petrificou do sorpresa n Samuel .
eo teria impedido de verter sobre a sua cabeca
o leo santo se acaso Dos que amava Da-
vid n&asc sabe porque n3o tivesse reitera-
do esta ordem ao Propheta. E como se o dela-
Ibe das suppostas deformidades de um Principe,
que a Escriptura representa como lormoso a-
mavcl e bem feito nao bastasso para lazer
delle um objecto terrivel, elles Iheaccresccntao
esse olhar aleonado tao lemivel no Oriente,
arrastado por urna paixo do- Segundo a tradicjio Judaica tinha David wios
olhos. Salomo omnipotente como foi n5o
pode passar a esponja sobre a pagina Bblica ,
que relere o crimo de Belbsabea: porm a tra-
dico que conserva os boatos da Corte de Je-
rusalem como conservou as murmuraces do
campo do Moyss, essn tradico justifica o viu
va de Urias cujo filho he Rei custa de A-
bigail, a quem os livros Sanios represen tao co
mo urna joven senhora bella e sabia.
Por que razao a Escriptura nao se encarre-
gou dos prodigios o boatos mentirosos da tra-
dico conservada bem como a Escriptura ,
no Templo e respeitada do todos apezar das
enormidades que encerra? Por que razao es
tes dous regatos qne correm boira beira ,
naoacabrao por misturaren suasagoas? Por
que razao as agoas puras da Biblia correm sem-
pre sobre um fundo brilhante ; entretanto que
a tradiejio nao rola mais, do que alguns graos
de ouro entre as suas vagBS lodosas e sujas de
todas as immundicias que ella atravessa ? S
ha urna nica mao que poderia tracar a linha
de separaco que as divide ; he aquella, que
deo por dique ao Ocano urna moli o fugiti-
va ourola de areia. (Continuar-se-ha.)
em razao da impiedade, sempre crescente, des-
ses Principes, que enchem seus palacios de ce-
dro com os despojos do pobre e pililo o povo,
como em um lagar. Dentro em poueo lempo a
naro inleira vai perverter-se b exemplo dos
grandes, e dos liis : a justica he bauida do
tribunal dos Juizes ; o Sacerdote que ere no
verdadeiro Dos faz sacrificios Baal na en-
cruzilhada ; os Senadores rendein misteriosa-
mente reptis um culto vergonhoso ; o irmao
s pensa em engaar sou irmao ; o amigo usa
de velhacarias para com seu amigo; so elles an-
da jurao pelo Dos de Jacob servem-se falsa-
mente deste mesmo juramento. Foi eulo, que
no meio destes peccados bradanles e desta cs-
tranha corrupcao, propbctas decnslumessantos,
vida Irugal e hbitos solitarios descro
esta arena impura, que o vento da colera divi-
na vai bem codo varrer a fim de ah fazer sen-
linetla pelo Senhor. A pulavra destes l'rophetas
rasga as Irevas do vicio bem como o raio des-
pedaza a nuvem ; he urna lava ardente que se
eslende sobre esla familia rebelde sem excepcao
de pessoas. Os Reis sao publicamente repre-
hendidos por.seus actos iniquos e o povo nao
he censurado menos rudemente que os Reis.
Publico-se suas culpas secretas ; seus crimes
Ibes s3o Janeados em rosto ; sao piedictas des-
granas horrorosas; e horrorosas desgracasacon-
tecem. En tao esses Senadores e esses Saccr
gulha a origem
lempos fabulosos, 5 maneira de lodos os anna j dotes, murchados pela voz da prophecia sem re-
listas dos povos anligos. Os Judeos nao teem serva, escrevem a prophecia, que os doshonra ,
por antepassados, nem o sol ncm Teutates ,
nem Hercules nem Brama e nem mesmo as
aranhas iTAtlica ou os canicos do N1I0 ; po-
rm simplcsmcntc pastores semelbantes tm
tudo esses Scheiks do deserto, cujos coslumes
sao ainda os mesmos do lempo de Abrabam, e
que parecem la permanecer para nos ollero
cerem o lypo dos primeiros cheles nomados de
(sr.iel.
Oue partido Dio teriao obtido os poetas da
antguidade dos ilhos de Jacob ? O cantor de
Iliao teria ao menos, delles feito scmideoz.es,
guardando rebanhoss<> por amor da vida cam-
pestre com coslumes dignos da idade douro.
Mov s 15o grande poeta, como Homero, nao
lez delles mais, do que uomens Irageis com to
dasas paixes rudes da sua poca e todas as
miserias inherentes humanidade. Essa vene-
racao que se liga as cousas passadas, bem co-
mo o musgo se agarra aos monumentos velbos ,
o que adoca as linh.is da distancia nada p le
sobre o filho de Amrain ; tambem nao o frca-
rao as considera^es de familia ou de poltica.
As ragas (uturas saber que Jud, donde sa-
hio a 'Tribu Real, manchou-se na infame cons-
piracao que entregou Jos, a una caravana de
ismaelitas ; e que l.evi tronco da 'Tribu dos
Sacrificadores, mancbou-se cojn seu irmao Si
mefO no massacro de urna cidade inteira que
repousava na l jurada To severo pora si, co-
mo para os outros eile ronfessa, que nao nas-
cCo (ios l'rincipes do seu povo; e que a su.i eilu-
cacao foi urna esmolla que Ihe fez urna Trin-
cexa I ar.ioana ; diz mais que elle matou um
homem no Egyplo ; que elle se enebeo de mo-
do por occasHo de urna sedicSe ; e finalmente
que foi por castigo de skis peccados no desert
que se Ihe nio permittio introduzir o povo de
De
em o livro da verdade ; elles a escrevem como
copistas fiis sem atenual-a com escusa algu-
ma ; s Ihe acrescenlao, que Ihe n5o derao cr-
dito, quo matrao o Propheta; e que o trataro,
durante sua vida como a um insolente, e in-
sensato ; porm que veio a hora da vinganca ,
e com ella o arrependimento e a penitencia
\ io-se j.imais cousa igual nosannaes humanos?
Esta veracidade dos Historiadores da Biblia ,
que nao lem sua raiz em a natureza menos
ainda a tem no genio da nago. Os descenden-
tes de Isaac amavao o maravilhoso o corriao
atr is do incrivel com o mesmo ardor, que os
do Ismael ; se consullardes suas tradices his-
tricas ochar-vos heis logo no dominio dos
Contos Arbicos. Ho na lradico, que se acho
desterradas as tabulas que arariciao o amor
proprio nacional os prodigios sem (ni o as
protestacoes de innocencia que os Escriplores
Sagrados nao accolhrao ; he la que a menti-
ra e os boatos populares se relugiro desde
os tempos de Moyss e muito alm. L ve
mus por exemplo que Adao cuja estatura
original era de mil covados foi redtizido de-
pois da sua (atal desobediencia, altura do urna
palmeira grande : que Eva em Tugar de pa -
lavras persuasivas para o einpcnhar comer o
fruclo prohibido Ihe dra bordoadas ; c era
UTILIDAD?. E VANTAGENS DAS SCI-
ENCIAS E LETRAS.
Oh doce amor das artes, das sciencias,
Como viver sem ti ? ...
.1. A. de M\CKno,Meditacao. Canl. 1.
Do tudo quanto o espirito do homem he ca-
paz de abarcar, nada Ihe interessa tanto como
o estudo das sciencias e das letras; ellas patn -
teao sua intelligencia todo o systema do mun
do physico e moral, eo levao a conhecimentos
positivos cerca de tudo quanto podo concoi rer
para salisTicao das precises da vida, e para o
exercicio livre e tranquillo de sua existencia so-
cial Assim he que por ellas se acha dealgum
modo repartido o vasto dominio de tudo o que
he mister ao homem, assim he que ellas sao tiio
numerosas e varias como suas proprias prccisSes
Longo e difficultoso ho seu estudo,penosa,o por
vezes repugnante.suaciiltura.porquanto infndos
e innumeraveis s3o os males e desgostosque
quasisempre andao de parceria com o ardorcom
que ellas nos lanzamos. Immensa be a car-
reira que se ha de percorrer, e a diversidade dos
objectos que avanca temerosa o assustadora para
o espirito humano; e todava, em vez de o de-
sanimaren) as dilliruldadese muitosobstculos,
que sahem B contraralo emseu proposito,ain-
da relucilao mais a cmulagao daquelle que a
ellas so applica, e augmentao o amor com que
se dedica a cultival-as. Verdade he que nao sao
esteris nem mediocres as vantagens o proveilos
que ao cabo vem a tirar de seu estudo pelo
contrario fecundas e inapreciaveis s5o. e taes,
que sustentar devem seus esforcos e coragem
pelos ldi/es resultados que se alcancao
Smente com o estudo das sciencias e das le-
Iras pode o homem sabir fra de s mesmo para
ampliar o dominio de sua existencia. Surgindo
doestado natural ou selvagem, vendo so (oreado
a viver em nina actividadn constante, para que
possa acudir as suas neressidades physicas e mo
raes,bem com cedo sent elle a de cultivar urnas
o outras, visto como s ellas Ihe podem lorne-
r er os meios adaptados a conseguir aquello fim.
em um circulo
islo, (nolao os Doutores com gravidade i o quol Perleramente sobe quo vivena
Adao queria dizer, quando chamava : Ellaml muitostreito e limitado se. experimentando ,
deo pao'. 6 que significa: ella meeshordoou I da mesma sorte que os irracionaes. so as pri-
Ouc Vlovss fOra transportado ao Co em um i meiras determinagesdo instinoto.nio podesse.
carro de uvens para escrever la o Declogo : pelo nico esforco do pensamento, atirar-se
que ae letlrt da lei, traeadas cm pedras pie- urna espbera mais digna do si, e percorrer o
cosM mu prendes voro borrorisadas vista incommenuravel espago que o cerca, para es-
Jo bezerro de ouro : e que os labios daquelles. | tudare conbecer tudo o quo pode concorrer para
que adorarlo o dolo de todo o leueorafOo IV.- o desenvolvinwnto e perfeieo de sua razao;bem
rao transformados em ouro, pegando-se as bei romo para negociar tudo o que be capaz de aa-
:;;;;;; i'eir'rprom^da.'"' rs ,. .,,,, v, ^ s ^, *, dmo .M.. m t::Tzz
Vln,,,i,r:i une esta Hisl ':;r::i; -''......""' -\-- tt-:"--- ...... .....
sidade que o leva observar com tanto cuidado
como perseveranca iodos os phenomenos da na?-
tureza
To necessarasso hojo as sciencias e as le-
tras a felicidade 00 homem civilisado, como im-
portantes ao progresso de sua perleicao moral ;
importante,digo,porquanlo os servicos que ellas
bao feito, e diariamente preslo ao espirito hu-
mano, c as vantagens que deltas lucra a socie-
dade, toimmensas so como nconteslaveis:
de grande ma f fra quem o negasse ou fingiste
ignoral-o: fra-o mais ainda quem, a imitacao
de Henri Cornelle Agripa, e J. J. Rousseau, se
abalancasse a dizer que mais damnosas do que
uteis foro ellas, e ainda sao depuraran dos
coslumes e felicidade do genero humano. Pa-
radoxo he este, cm verdade, que por partidistas
leve nicamente seus proprios autores, sem em-
bargo de havel-o o utimo apresentado sob o veo
insidioso da eloquencia mais nervosa e seducto-
ra, como urna verdade que tanto tinha de til
como de importante. E como adoptaramos nos
opiniao la absurda, se vemos plenamente re-
conhecidas e demonstradas pela experiencia
quotldiana a utilidade c vantagens que ennstan-
teu ente Juilas tiramos, oque as sciencias e as
letras sao cultivadas por tantos homens, quo as
teem na conta de sua mais querida oceupacao ,
o nellas fazem consistir t da a sua felicidade ?
Da mais bella de todas as prerogativas goza o
homem com excluso completa dos outros ani-
maes; he ella a faculdade de poder alear se ao
conbecimento le quanto pode perceher por via
do sentidos, e ainda do que s entrev com o
pensamento Neste estado, qne mais feliz o bri-
lhante torna sua sorte, do que nao he a do ho-
mem quo vegeta na ignorancia, nao se con-
tenta com perlustrar as dilTerentcs partes deste
globo para conbecer as varias especies deani-
maes que nelle habilao.o sem numer de plan-
tas que em sua superficie crescem, os minoraos
que se desenvolvom o criao em seu seio, os ros
e mares quo o retalhio, finalmente as relacoes
sem cont que uns com outros teem os indivi-
duos destes trez reinos da natureza. Alm vai:
la resides vastas e incommensuraveissobe do
espaco para ir contemplar o grandioso e magni-
fico espectculo que Ihe este mostra e ver de
perto essa infinda multidao de astros e planetas
que enchem sua vastidao : estuda Ihe as lr-
mas, as reciprocas distancias o dimetro os
metos, bem como as lorcas que os produ>em
ntreteme diversamentedirigem. A's leis docal-
culosujeitaassuperficiesdoscorpos.suacapacida-
de. extenso, relacoes, o aeco que mutuamen-
te uns sobre os outros exercem ; envida eslorcos
para descobrir a essencia e as propiedades ap-
parentes o oceultas, as que nos sao familiares ,
en.fim aquellas que nao sao de nos sabidas, mas
cujos ofleitos, todava, nao nos cansamos de
admirar : a electricidade o galvanismo. &c.
O homem, considerado collectiva ou ja indi-
vidualmente, objecto tambem he das med tacos
e indagaces do sabio, o qual estuda a historia
dos povos, seus coslumes usos, instiluic,Sea o
modo de vida, lunda sua legislaco e a consti-
tuido dos imp rios, mantni a ordem e a har-
mona entra as na<,cs, assentando as bases fun-
damentaes do seus diroitOS respectivos e de suas
relacos polticas. Estabelece.segundoas positi-
vas regras emanadas dos interesses de cada um
em particular, e dos de todos os homens em ge-
m, os immudaveis principios da phiosophia ,
da moral o do direito publico. Estuda particu-
larmente o homem physico, escancara pe a
natureza intima de sua organisaco tracando
conbecer sua textura composicao relacoes
diversas, usos, e as numerosas sympalhias dos
orgiios e funeces que precnch- m ou ajudo a
proencher. Igualmente pesqui/a tudo o quo
concerno ao homem moral ou intellectual ; em
cerlo modo escruta o lundo do seu coracao para
vir noronhecimenlo das numerosas paixeSquo
o agitao e tumultuo.os sentimentos ou impul-
sos diversos que o movem governao, S indi -
nagoesque o trazem rastos, os dillercntes ac-
tos de sua vonlade, e aquelles por que se de-
termina e vai obrando em todas as circumstan-
ciasdavda. Pelas veredas tenebrosas e diffi-
ceis da metaphvsica elle penetra, por assim di-
zer, ate o amago do pensamento ; analysa os
faculdades de queso estecompe, e estuda o
desenvolvimento e as operacSes de cada urna
dolas. Objecto de sua muito peculiar sol lici-
tada tambem he o homem doente tao digno de
lastima o de interessar em seu favor; trabalha e
diligencia sab r as causas e os phenomenos das
innmeras e valias (informidades que tantas ve-
zes o ossoberbao, o afumas de urna maneira
tao cruel e terrivel: busca os meios mais capa-
es de remover o perigo dellas o de encaminhal-
as k feliz terminarjao, e finalmente, sem levan-
tar mao. circula em r dor de si mesmo, com
a mira em augmentar de cada vez maz seus co-
nhecimentos as scieneins uteis, e obrigar a to-
dos ellas a acudir-lhc as mais argentes preci-
sos.
A cultura das letras be boje para o homem
3BUU Uv i-lOsd ttO s)U


espirito, como til ao seu descanso e ao aper-| dita freauosia.
a
T^**-.*r^JK-l
U
feicoamontode sua ra/o e intelligencia. A his-
toria, a cloqueneia, a poosia, a musica ine.1
haurivets mananeiaos do gozo* puros e dura-
dours. posto quo menos importantes o nenes-
sarios do quo as s '.nci-is. slo-no todava has
tanto aos prizeres do espirito, que em grande
copia do homons servem diga-mo-lo assim,
como do complemento sua folicidade. Nem
isto, ao que parece passou por alto mais re-
mota anti^uidado, pois que, ao di/er de Dio-
genes Laercio, no cont d.is tres cousas quo
pdem fu/cr o homem feliz, punha Thales de
Mileto um spirito verdaderamente esclareci-
do. E por ventura nao te n tnnliem as letras,
pelo i n sfio caso que as amencias seu fin til pa-
ra aquellos q'de nature/.a nosao muito proprios
para as meJ i tacos prolongadasc adoradas,c para
aapplicacao que requer o cs'.udodestas ultimas?
As letras forma o o coraco e o espirito ; ellas
ensinao como nonhece o apreciar os encantos e
docuras da virtude; fotite fecunda sao de pra-
/eres puros para o homom ; e para quem lr
Rogo por tanto aosm fimos
Srs. bajo de comparecer para dito (im n i con-
sistorio da nova matriz polas 10 horas da tna-
2=Constando ao abaixo signado, que tem vier a esta praca: e disso se Ihc fcar ohriga-
do ser levado a praca un sitio, e urna parte de do. (9)
um sol) ral o pertencenle ao, casal do Ignacio l'recisa-so do um Capollilo para a Igreja da
nhiia do referido da ; nj i excluid lo .lo pie- Francisco Perolra Dutra porexocucao do An- Senhora da Boa-viagcm, ao qual seda casa, az-
sento convito os fregus d outftf oaroquia
qu- tambem qu -iro ser memhros dessa nota
corporacao. j||)
2 THEATRO PUBLICO.
Descripco do (iridiante espetaculo quo devo
ter lugar domingo I i do corrento ern beneficio
de Madama Emilia Amanti.
Djr principio com a majestosa symphoiiia
pela ve; primoira em este theatro. oomposta
pelo Ilustre Belhoven oxecutada a grande or-
chestradehaixodadireccaoiloprofessor VlrGros
didior quo acaba de ahogar a esta capital como
regento da orcheslra d th tatro novo della,
e quo pela l.4 voz lem a honra do se
apresentar ao respeitavcl publico ; em seguida
o Sr. Toselli cantar a excedente tria Vi rav-
viso h hogi ameni na opera a Sonmbula ,
lo Bellinijom continuacao o joven Elstico su-
tonio Piulo do A/evedo avisa para que nin- se boa conveniencia, e o competente Parocho,
guem allegue ignorancia que tem feito ares- alm de partir os benesses daquella meia estul-
to mui anterior nos ditos predios pela accao ,! la gratifica generosamente; a quem convier
que cncaminha no lui/o de Opilaos contra o dinja-seao dito lugar, casa do TbesourefO Joao
too li anterior nos ditos predios pela accao ,! la gratifica generosamente ; a quem
de rphaos contra o dinja-seao dito lugar, casa do Tbesourei
dito casal pelo que veio com embargos a dita Jos de Miranda.
oxeen io os quaes pendem em auto apartado, | 1 Desaparelo um rapa/, de nomo Joao do
a protesta haver ditos predios de quem quer que Andrade, de idade 17 anuos pouro mais ou oje-
os arrematar naconourrrnte quantia do sua cx- nos, natural da liba de S. Miguel,
rucio. Denlo Jos Bernarda. (13) trabalbava em canoas: quem d'elle
dotado de certa elevacao de espirito, nonhum j Itir ao brandecho volante a de/.empenhir ra-
gosto corre parelhascom o que elle sent em sua i rissimas evolucoes e sortea admir.iveis. epois
cultura. Mas dado quo as nao consideremos | ter lugar pela voz primoira om esto theatro a
0 .|U il
sorber
qunira la/er o favor de participar em Santo Ama-
ro em casa de Manoel Jos Martina Costa, ou na
(rente e mu to bous com modos para grande fa- ra da Cadeia velha n. 38. 7)
uiilia, por ter mais um sotao corrido com duas A po<-oa que precisar de um homemja
tra pairas, tendo assim um bello mirante : a tra
lar no I andar da mesma. (6^
2= A luga so o 3." anclar da casa n. *> I na ra
da ('adeia do Recife a qual tom o janellas de
idosoparaalgum sitio, oumesmopara una casa
particular, para compras de algumas casas, ou
2 Madama Mara modista Francesa mo- i qualqucr outro servieo, va A praca da Boa-vista
n. 20, que so dir quem pretende.
I Aquello Senhor Gapitfio de navio a que
desaparocesso urna lancha talve por falta de
pode dirigir-sc ao
por um modo tao interesante, acaso poderia-
inos recusar admttir que para toda o qualqucr
elasse de individuos oUas sao as recreacoes mais
honestas o agradaeis? Porsem duvida.a maior
parte daquellasa que nos entregamos nao sao,
como as letras, de todos os lempos, do todos
os lugares, de todas as idades, do lodas as cun-
dieses ; nom todas pdem, assim como estas ,
compadeer-se com o ocio da mocidadc.da ida-
de madura c da velhice ; com o do habitante
das cidades ou do molesto campo/ino ; com
o do Principe ou do simples cidado ; n lima
palavra, com o do philosopho, do sabio o do
simples anachoreta, ou com o docorte/o e do
homem do povo. Em todos os paisas e em to-
das as pocas da vida as letras rocrcaoe desean-
cao agradavelmente o espirito do homem; ins-
truem e formo a mocidudc; deleitan eafnrmo-
sentao a vida na vclhire; abrilhnntao o servem
de ornamento na prosperidado consolo na
dosgraca, e sao asylo seguro contra as dores
pungentes da alma; no interior de nossas casas
sao nossas delicias etn nenhuma situaco da
vida nos importunan ainda no oxercicio do<
misleres domsticos, e perennemente velao
comnosco em viagem ou j no campo. E
quando nao podeiseinos gnstar das (locuras i|ue
nos ellasoferecem, nem por isso llovamos ad-
mira.1 mcnosaquellos que to grandes vantagens
sabem tirar dolas ainda <|ue sement fos-e
para encher seus momentos do ocio ; o repon
sardos trabalhos habituaes. Sao finalmente
as letras que, desdo Hosiodo e Homero, bao
dadoorigcm a tantas obras primas do espirito
humano; obras imiiirntaes, que sarao em lodo
o sompre ohjocto das delicias c da constante
ndmiracao do< homons de gosto puro o Ilu-
minado. Oh folicidado exclamou um phi-
losopho modesto, oh (elicidade objectode
nossos mais ardentes votos, que parecis lu-
gir-nos a medida que nos irnos approximan-
do,por ventura seris um phanlasma hrilhan-
te destinado a acender antes nossos desojes
do que a satisfa/ol-os ? Por que arto, em
meio dos malos que nos assedio. poderia-
mos formar urna tnica inconstil do prazo
res, tao variados quo nao viessem enfastiar ,
taoimlependentts que nao podessem ser roa-
cu hados,tao puros que nao fosstm envenenados
(( por secretos reproches? Enderecmonos,
emquerendo formar esto ditoso tecido, en-
derecemo-nos principalmente as sciencias e
as boas arles : porquanto osprazeres que nos
ellas do perfeilamente se esposo com lodas
< rs nossas situacoes, e so modificao grado
de nossos desejos ; nao esto offerecidos
prepotencia de nenhum poder estranho; nem
a injiistica da forluna, nom o capricho d'ou-
a Ircm he capaz do nol-as roubar, no seio nas-
cen de nossas proprias acuidades ; emlim ,
longe de graduar e aviltar nosso ser ellas o
sublimao e engrandecem ; em vez de levar a
perturbacao ao cenlro da sociedade, sao o
laco, o thesouro o ornamento ea gloria
dellas. Taessao as vantapens e proveitos
que o homem pode tirar da cultura das scien-
cias e das letras. &r f(tP<*-
( Minerva Brasiliense.)
COMW.EKCIG.
Alfandega.
Rendimento do di a 11......... 4:67**16*
raudo srena o duelo do baixo o soprano na
opera a EMrangeira do celebre Bellini cantada
pela beneficiada o Sr. Toselli ; concluido
quo seja em obsequio a beneficiada o Sr. Dio-
go Chaves joven de H annos oflereco a
boudade e indulgencia de to respeitavol publi-
co tocar um con corto do olarineta, sobre o pal -
ooBceco pedindo disculpa de alguma falta
radora na ra do Hozario-estreita n. 19, ten-
do de retirar-so para lora do imperio avisa
rior isso a seus fraguares, quo Madama Laves-
er desdo odia S do corrento fca substituindo
seu lugar do modista ; o espera por isso que
eus rreguozea Ibecontinuema dar aqnelle acol-
Ihimento que at aqui davao a dita Madama
Maria o visto dita Medama Eavossier ser
milito boa modista como poder mostrar em
qualqucr obra de que seja incumbida. (11)
fi = M. S Mawson Cirurgiao dentista
cha so residindo no segundo andar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado da matriz aonde
continua a botar dentes minoraos ficando in-
que cometer, por ser a l a voz quo toca a sido corruptiveis e apparecendo inleiramento como
noste instrumento o na preaenca de un publico I denlos naturaes tambem tira a podra a qual
nao sondo extrahida em pouco lempo tanto ar-
ruina os denles ; chumba rom ouro ou prnta ,
para privar de augmentar a corrupeSo tam-
18o Ilustrado. Em seguida o artista Eugenio
de/empeiihar extraordinarias agilidades e evo-
lucoes de grande dilficuldade om sima do ra-
me frouxo. Em continuacao a mesma benefi-
ciada cantar o famo/.o Itondo o scena do so-
prano da opera Manca e Gernando, de Bellini,
em seguida se apresentar i o Director, o joven
Elstico, e o artista Eugenio a oxecutarem dif-
ferentes sortes equilibrios, e elasticidade do
difcil desemponhoe gosto.
Seguir a grande ouvertura do la Muelle de
Portici. Dando (im ao tolo do espectculo com
o delicado duelo Dunque Ioson -ftarbeiro de Sevilba de/empenhando a parle de
Kosina a interessada e o de baiheiro o Sr.
Tosselli.
(Principiar as 8 hora da noute.)
Os camarotes quo ainda reslao acho so
venda no botequim junto ao theatro.
O theatro estar decentemente adornado e
luminado.
N. B. Para maior hrilhantismo do espeta-
culo, em todas as pecas de msica tanto vo-
caes como instrumentaos a orcheslra sera diri
gida polo Professor Mr. Grosdidier. (53)
Avisos martimos.
3Jos Joaquim de Mosquita, pretendo fa-
zer loilao na porta d'Alfandega desta cidade no
dia 16 do presento mez do 7 harria com tou-
cinho que Ido veio consignado do Rio de Ja-
neiro, por Paulo Iguacio Honrada visto que
alguna barr? nao so achao perfeitamenlo bous ;
sendo esta arremataco por conta a* risco do
quem Ihos consignou. (.8)
trasa&s&r--
.
lleclaracoes.
_() VigariodoS, Jos- dollecileparlirip.,
aoa s us mui dignos paro
lutado o dia 1 i- do crrante p
2 Para o Rio de Janeiro segu rom brevi-
ilado o hrigue brasileiro Eugenia ; quem
quiter car rogar ou ir do pasagem, dirija se
a ra do Vigario arma/em do cabos n. 8, ou
ao Capitn a bor lo. (3)
3- Para o Rio de Janeiro sai infalivelmente
no domingo 14 do corren te o patacho S, Jo< ,
o que se cemmunica aps Srs. quo lem de em-
barcaren escravos. (V)
Leudes.
Avisos diversos.
Tendo apparocido diferenca entre o de-
creto dos sellos impresso na Typograpbia do
Jornal do Commerdo e o que se imprimi na
Typographva desie Diario, detlara-se que o a-
qui impresso be tel qual oque foi remellido ao
Sr. Inspector da Thesouraria desta provincia ,
equo foi impresso na Typograpbia Nacional.
2=s Quem livor um molequecon. principio do
sapateiro, e o quizar mandar acabar de apren-
der o olicio. ainda quo sirva, dando algmna
COUS8 por dia, conforme o principio que tiver ;
po.ie dirigir-se a ra do Hospicio n,,11. (.5;
2-= O arrematante do imposto do 20 p. 0.
sobro o consumo dai agoas ardontes de produc-
i lo braseira
avisa aoa Srs., que ainda nao
tem lira, lima e faz lodas as operacoesdenticaos
com a maior delicadeza possivel elle espera
quo os elogios o o muito patrocinio quo tem
recebdo pelos beneficios, quo lem produzido na
sna pratica durante quasi qunlro annos do re
sidencia nesta cidade seriio garanlias sunVi-
entes para h pessoas que procisarem do en
prestimo. nao o deixem de o procurar (17)
1 Na casa de alfaiato do Jos Joaquim
Novaos, na ra doOueitnado com frente para o
largo do Collegio, se continua a ter obras promp-
(as para vender, assim como reoeheo um sorti
monto do corles para coleles de superior qtinli
dado o mais moderno possivel. (G)
2 Precia so d'um feilor Portugucz prefo-
rindo-so das libas, maior to 10 annos quo
trabalhe e entenda de plantaces do capim ,
arvores do frueto e horlalico para um sitio
mnilo porto da praca: no Recife ra da Cade'a
csso n. SI, f. andar. (C)
3 = Precisa-so (\t> urna ama secca para co/.ie-
nhar, engommar, c ensabouar ; na ra da
Sania Thereza n. 25. (3)
1 A pessoa, que no dia 9 do corronto, lo-
vou da Thesouraria por engao um chapeo do
sol de soda dxandn o seu; quoira ler a bon-
claib- de dirigir-so a Fra do Portas ni ra dos
Gararapes sobrado n. 2. para deslrocal-o. (5)
1 O Sr. que dava pelo relogio do sabone-
te Oj rs. querendo ainda, pode o ir buscar ,
na ra Nova casa n. 63. (3)
= Quem annuneiou no Diario do quinta
feira 11 do corrente querer comprar uir.a
duzia de cadoiras sendo que quoira urna du-
zia de cadeiras de Jacaranda; diiija-so a ra da
Praia n. 22.
Precisa o de um eaixeiro para um arma-
zem, dando fiador a sua conducta-, na ra da
Cadeia do S. Antonio n 19.
l=Anlonio Joaquim Raptitta, subdito Por-
tuguoz, retira-so para o Rio do Janeiro. (2)
1 rr Joaquim Anlonio Santiago I.essa oom-
prou por conla do Senhor Andr Alvos do Sou-
/a, morador no engenho Duas-hoccas I're-
guezia de Una, comorea do Rio-formoso um
bilhete da segunda parte da nica lotera con-
eedida a favor da impressao das Memorias His-
tricas do Pornambuco de numero 1326 ,
cujo bilhete tica em meu poder at quo te-
nha portador para o rcmetter ao mesmo Senhor
Soura. (10)
=r Dosapareceo no dia 8 para 9 do corrente,
da praia da, Ribeira urna canoa nova de ama-
relio feita de um pao s com poco mais
ou menos 30 palmos de comprido e 3 de lar-
go tendo 2 rombos na popa e proa tapa-
dos com madoira difieren te tem no tope do
rombo de proa urra meia casa de madeira ,
e onze dados de differentes madeiras, (apando
una furos quo a mesmas tem desde o fundo
at o encolamento ; quem a descobrir ou soubor
onde se ocha diri|a-se a ra da Cadeia do
Recife n. 30 ; quo so gratificar.
segura amarraeao a bordo
Collegio do Santo Antonio onde Ihe sera en-
tregue mostrando evidentemente que Ihe
pertence. (6)
Precisa-se de alugar urna casa terrea ou
sobrado com sotSo do um ailar, quo nao exce-
da de 12a 14 muris, as ras seguintea; Col-
legio, Cruzea Hurtas, Rosario, Agons-ver-
des, pateo do Carino: quem livor annuncieou
dirija-so a ra Velha n. 111.
O abaixo assignado, tendo feito um an-
nuncio por este Diario n. 153 convidando o
Senhor l.uiz Jos Marques a alucinar ou negar
ilelenitivantent so durante o lempo que o
abaixo assignado foi seu eaixeiro deo do lucros
mais de 20:000*000 ris, espera va <|ue elle
respondesse nesse sentido; porque o caso nao
he doduvidas; mas infelizmente o Senhor Lua
Jos Marques nao ousou dizer em publico, o
que em particular lem asseverado contra a ver-
dado condecida por todos, e em desabono do
abaixo assignado que lem as leis prompta des-
forra contra as calumniadores; e contentundo-se
com ladear, convida o abaixo assignado nome-
ar peritos do conlabilidade para examinar os li -
vros. entendendo que desta maneira illude ao
publico, eevila ojui/.o quesodevo fa/.er a cerca
de quem desta maneira responde a urna terminan-
leasseveracao. Diga que sim ou que nao, e es-
pero pela minha sustonlacao e entao eu con-
vencere! domonstrativamenle. E pode o Se-
nhor Marques negar que de 28 do Outubro de
1S39 a 1810, leve a sua casa de lucros
6:1431788 ris ? He18U) a 18il 6:090,611
ris? De 1841 a 184*2 6:930,>408 ris?
Do 1842 a 1843 5:848*209 ris ? Do 28
de Outubro de 1843 a 3 de I'evereiro do
1844, lempo em que larguei a venda nove-
centos e taas mil ris que sommao vin-
te e cinco contos novecentos e treio mil e tantos
ris, que, deduzidos do capital resto livres
mais de 20:000j()b(> ris ? Responda a vista
dislo o Senhor Marques, e veja se receiarci exa-
mes por peritos nos seus borroens, que chama
livros? yin-tomo Jos Vteira.
1 Pede-se por muito favor pessoa que por
engao tirou urna caria do Correio para Manoel
JuliaodaConceicao Oliveira, que ainda tendo-a
lido a mande levar na ra do Queimauo casa
n 5?, ou a mande deitar por baixo da porta ,
vislo que muito se desoja dita carta ape/ar
de nao conter negocio de interesse o se a pessoa
que a tirou a for levar ou mandar recebera o
importe que por ella deo. (9)
A pessoa que annuneiou no Diario de
quarta-cira 10 do conente querer comprar
urna duzia de cadeiras em bom estado dirija-
so a Boa-vista ra do Arago loja de inarcinei-
ro n. 25 : na mesma casa vende-se um jogo
de'banquinhasde angico em muito bom uso e
por proco commodo.
1 Pcrcisa-se de urna ama para casa do
pouca familia e quo saia a ra para comprar
o necessario: quem qnizer ser, dirija-sea cam-
buj do Carmo n. 3. ^4)
= Precisa-se de um homem que seja ha-
bii para dirigir e administrar o servieo de urna
nadara; quem so adiar nostas circunstancias,
dando fiador a sua conducta dirija-se ao pateo
da Santa Crur n. 6.
A abaixo assignada avisa a quem convier
que, tendo sido removido da villa do Bonito
para o bairro de fora do Postas desta cidade ,
tem aborto sua aula e se acha rezidindo na
ra do Pilar n. 40.
Joaquina Del fina de Mello.
\ Precisa-se de alugar pretas ou molo-
ques que saibo ven ler azeite decarrapato, pa-
|_pPr(.sa.SP sa|,r, S(. ha nesta proca quem gando-se urna pataca do vondagem por cada ca-
mo- nada: quem tiver, dirija se a ra da Calcada ,
conheca o Senhor Custodio Jes Riheiro mo- nada: q
radorpara as bandas de Sanio Anio : se ac-; foutro ora ruado Manoel coco
.. i.j i |r \\\ (. ni do corrente, no go nouverquem oconheca laca favor ae annun- '"
iar por esta folha para se por ha casa do Se-
IO0IIVM4I *..... ------- .......
pag rao dito consumo venhio lazel-o nos......
[, .j t{ |'^ ;; o |i) do corrente, no
r'0qU8anraSa in-Ua''-'^ deT" na rnia da hV"tra o!'que deuurcm'oV X, qne o ". onheier'"un.a eVcomentfa para se padaria da ra dajlorentina, que entendi do
sobrado n.
-. Precisase de dous trabalhadores para a


v i, r .nniito da nauar.
otreo-ar n dito c'.".'!""- Rbeiro nnando es '" ""* i pags*'*- hfn


LOTERA das memorias
2 HISTRICAS.
Premio grande~ 8:000.000
Do inmediato- 4:000^000
As rodas desta lotera an-
do impreterivelmente no
dia 17 do correte anda
que fiqtiem blhetes por ven-
der, como j foi annuncia-
do. (14)
situ importante ao publico.
12 Acaba de cht'gar urna porpo nova c
frasca d'aquellas nvaluvcis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
acompoiicao d ellas inteiramente vegetal e ja
tSo conliecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febres rheumulismo lombri-
gas ulceras, escroulas, erysipelas, e be o me-
Ihor remedio conhecido para o sangue; roga-se
aos inlermos de provarem este aflamado reme-
dio. Vendc-se eom seu competente receituario
em casa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joao
Card'Ho A y res, ra Nova Guerra Silva eC.om-
panbia Atierro da Boa-vista, Salle eChaves
ao precude 1*000 enda caixinha. (17)
3-0 Padre Venancio Menriques do Kesende
propoc-seadar lices de Francez.lnglez.e lalim,
medanlo una gratilicacao mensal rasoavel
quem se cgui/.er utilisar do seu prestimo achal-
o-ba por ora na casa de sua icsidencia no Coe-
Ibo sobrado n '2 das 9 horas da man lia
at ao meio dia e dos 3 as 5 da darde. (7)
3= Precisa-se de um (eitor solteiro, que en -
tema de plantarles e trabalbe de anchada ;
dirija-se ao Recife na ra da Senzalla Vc-lhu n.
136 ou na Capunga na ultima casa terrea da
ra que vai para o rio.
2Quem precisar de urna mullier Portugue-
sa j idnsa para ama de urna casa de bomem
solteiro ou de pouca familia dirija-se a ra
Nova loja n. 28.
2 Precisa-se de um escravo para o servi-
co de urna casa equesaiba alguma cousa de
cosinha ; no Becife, na ruado lirum na ulti-
ma cosa do lado do poente. (i)
2 Precisa-sede um rapaz com alguma pra-
tica de venda ; quem se adiar nestas circums-
tancias dirija-se a ra da Crut urmasem
n. 33. (4)
2 O Snr. E. M. F. hoja de no praso de S
dias ir tirar os seus penbores do contrario
serio vendidos para pagamento do que deve ,
vistoso ter Ando o tempo que marcou ; os pe-
nbores sao os seguintes ; um crucifixo urna
cruz de caixo 'i varas do cordo e duas
voltas de colar.
2Precisa-sede utn feitor, que trabalhe,
en tema de plantacoes, e vareas, para um sitio
na Magdalena ; na ra de Agas-verdes sobra-
do n. liii ; no mesmo sobrado compra-se la-
rangeiras para mudar. (5)
2 Qualquer pessoa que quizer dar para
se vender capim por emita da mesma pessoa ,
que o der dirija-se a ra da Conceicao da
Boa-visla n. t. (i
2 l)eseja-se saber a morada do Snr. Joao
Joaquim de Castro e Costa; na ra da Cruz
n. 2. f3J
2 Peranto o Sr. Dr. Juiz de Direito da se-
gunda vara do civel no dia 20 do correte se
ha de arrematar a parle de 3:695^919 rs. que
Jos Rogerio Marcelino tem na casa de dous an-
dares e soto n. 100, na ra Direita desta ci-
dade. (C)
4 Quem tiver bens livres e desembarcados
as libas dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo vender dirija-se a esta
Typograpbia, que se dir quem pretende com-
prar. 16)
2 Aluga-se um moleque perito, cosinbeiru ,
quem pretender dirija-se ao sitio grande do
Mondego ; junto ao do Sr. Luiz Gomes Ferrei-
ouro, mesmo em pequeas quantias ; na ra
da Praia n. 22.
Precisa-se de urna ama da eile que seja
forra e sem lllho ; na travessa do Lobato que
lica na ra de S. Theresa primeira casa n. 2.
Desappareceo urna cabra (bicho) do Lis-
boa cabelluda e urna gata malleza cinzen-
ta ; quem a achar, leve a ra do Sol n. 23, que
ser recompensado.
Precisa-sede um menino Portuguez, d
12 o 15 annos, para caixeiro de urna venda em
Po-d'Alho ; no Aterro-da-Boa-vista n. 24.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado do
Atierro-da-Boa-vista n. 34 ; a fallar com M. 0.
S. Carneiro Monteiro.
Compras
ra.
W
3 Precisa-se alugar um cosinbeiro ; na ra
da Aurora n. 26. 12;
30 Bacharel formado Joao Floripes Lias
Barreto mudou sua residencia da casa n. 22 du
ra das Cruzes para a don. '20 na mesma ra ,
no primeiro andar: eaiii contina a advogar no
civel e crime.
1D-se um sitio com casa de vivenda, fru-
teiras e urna planta de capim rom muito boas
trras parase plantare criar voceas a quem aca-
bar no mesmo sitio um excedente viveiro quasi
promplo pelo lempo que se tratar ; ao p da
ponte dos Affogados por cima do tanque da
agoa.
SOCIEDADE PHILO-TIIALIA.
1Koga-se ao Sr. que por graca tirou da
casada sociedad; Iheatral Pbito-lhalia em a
noute do dia 29 do inez p. p. um veo urna
bandeja baja de mandar entregar ao lliesou-
rciro da mesma sociedude no prao de 3 dias,
do contrario ser o seu nome publicado, e obri-
gado a entregar judicialmente. (8.
D-se dinbeiro a juros com penbores de
2Compra-se o livro CamSes, quo esteja em
boin uso ; quem tiver annuncia. (2,
1 Compra-se para fra da provincia urna
preta que saiba bem coser engommar, e que
seja carinhosa para criancas ; na ra do Viga-
rio, armasem de cabos n. 5. (4
Compra-se urna bote em bom uso para
o servico de urna embarcacao ; nn na da
Moeda D. ?, a fallar com Kirmino Jos Felis da
Koza.
Vendas
f Vcndem-se meios bilhetes da lotera das
memorias histricas a 5120 rs. ; na piuca da
Independencia livraria ns. 6 e 8. (3.
3 Vendo-se urna Biblia em portuguez e la-
lim cementada pelo Padre Antonio Pereira ,
quarto grai.de, com estampas, e em 7 volumes;
na ra da Cruz n. 23. (4J
2Vonde-seumcarrinhode4 rodas, muito
leve para um cavallo e outro maior para
dous cavados ambos de ptima construrco ;
no Atierro da Boa-vista a fallar com o segei-
ro Miguel. (5)
2 Vendem-so esleirs de Angola peque-
as a 300 rs., azeitonas pretas a 280 rs. a gar-
rafa passas a 'i00 rs. bola x inda ingleza qua-
drada a 280 rs., dita redonda a 240 rs., aba-
nos a 1200 rs. o tent, vassouras de timb a
iS0 rs. a duzia, caf de carosso a 140 rs cor-
das de embira 3500 rs. o cento dilas de croa a
5000 rs. cevadinba de Franca a 280 rs. fa-
ni]ha do Maranho a 120 rs. ceneja preta de
bocea de prata a 50 rs. dita branca superior,
doce de goiaba por preco commodo ; na ra
estreita do Bozario venda n. 8. (II)
2Vende-se ptima cera de carnauba; na
ra da Cruz, armasem de assucar n. 33. (1
2 Vendern-se os passaros seguintes todos
muito bons cantadores ; urna sabia da malta,
um bicudo um corijo um canario de impe-
rio ; 4 meios pipas ; 2 (landres e. urna bande-
ja de madaira ludo pertencente ao trafico de
a/eite de earrapato; na i na dos Martirios n. 32.
2Vende-se um sitio perto da prdea com
casa de lijlo bastante grande tem as melhores
Iruleiras Ierras com Ibrgueza para plantacoes
e grande baixa para capim e vaccas ; em Fra-
de-portas, venda n. DO. (3)
2Vende-se a armaco envernisada e envi-
dracada da loja n '10 da ra larga do Hoza-
rio e tainbeiii se aluga a mesma loja ; a tra-
tar na mesma. 1.4,
2 Vende-se superior salitre refinado em
barricas cas libras, eencholre de primeira sor-
lo a 2200 rs. a arroba c a libra a 80 rs. ; na
ra das Larangeiras sobrado n. 5, de Claudio
Dubeux. (o
2 Vende-se urna escrava de nacao de bo-
nita figura cosinha bem, lava de sobo e var-
relia engomma liso, e be quilandeira od-
verte-se que nao se vende por deffeito ; na ra
da Cruz n. 43. -,5
% Vendern-se 4 molrques de nacao de 16
annos, muito lindos e ptimos para qual-
quer ofTiaio ; 5 escravos de naco proprios
para todo o servico ; urna escrava de nacao ,
nova engomma liso e cosinha ; urna dita
quilandeira e lavadeira todas se do a con-
tento ; na ra I incita n. 3. 7
2Vende-se um preto anda moco, pado-
ro u canoeiro e com bons principios de pe -
dreiro ; na ra larga do Bo/.orio n. 18. ;3)
2 Anda restao alguns terrenos para se ven-
derem poi preco commodo na ra Nisva por
detraz da ra da Concordia que divide com a
travessa do tallecido Monteiro, e d-se a fa-
culdade de dividirem os terrenos com os palmos
que quizerem ; a tratar na ra larga do Boza-
rio n. 18. (7
2 Vende-se boa farinha para bolaxa a 10^
rs. a barrica : uo armazcm por detraz do titea-
tro.
2 Vendem-se redes de palhinha do Mara-
nhao muito bem feitas, propnas para tomar
fresco nos sitios e tambem para salas por
prec'i commodo; na ra do Crespo ao p do ar-
co de S. Antonio n. 2, e na ra do Queimado ,
loja defronte do beco doPeixe-irito n. 7.
Vende-se um par de casticaes de prata da
ultima moda por preco commodo : na ra de
S. Bita n. 87.
Vende-so um par de casticaes de prata ,
modernos sem leitio urna collier de tirar
soupa umagargantilha do bom gostoede bom
ouro una cassoleta de ouro de lei alfioete*
e botOes de diamantes, de gusto moderno para
abertura ditos pora punho urna bondeira e
resplandor de prata pam Menino Devi, utnar-
muilo bem ; urna mulata de 20 annos, de bo-
nita figura engommadeira e costureira ; urna
negrinlia do I3,aiirt0s, cose multo usm e iaz
lavarinto ; na ra do Fogo ao p do Bozario
n. 8.
__ Vendem-se ricos cortes de chaly mantas
de seda bordadas de matiz escuras o claras,
cortes de seda escoceza, chales e lencos de seda,
mantas de garca, riscadinhos do padroes mo-
dernos cambraia lisa muito fina pecas do
bretanha de 6 varas, cortes de chita franceza,
chales do la ditos de la e seda sedHS lu-
vradas para vestidos denoivas, cassas pintadas,
ditas adamacasdas. casimiras largas e elsticas,
panno fino de todas as cores e precos merino
fino muito ricos cortos do colletes do veludo,
ditos de setim bordados, chapeos brancos o
pretos de castor de formas modernas, dil< s
de seda francezes, cartehas do viagem com
preparos para barba caixas de costura com
msica, eoutras muitas cousas de gosto e
por muito commodo preco ; na ra Nova lo-
ja n. 35.
1Vendem-se sedas, sarjas, o sefim do to-
das as qualidades para vestido de senhora e
colletes para homem casimiras lrance?as e in-
glezas lencos pretos de setim ditos brancos
de cassa e de cambraia meias de seda brancas
e pretas para homem e senhora cambraias
adamascadas e lisas de todas as qualidades, lu-
vas de seda brancas e prelas ditas de pellica
brancas e de cores, camisa de meias, palali-
Ihas de linho e de algodo, bretanha de 6 varas
de linboede 10 varas de rolo, chitas de todas
as qualidades meias de algodao para senhora,
e meninos chalinhos de toquim prclo pesco-
cinbos do fil franja branca para armaco, bi-
cos prelos e brancos de todas as larguras ma-
dapoles, e algodaozinhos tudo por preco
muito commodo ; na loja de Manoel Jos Gon-
caives Braga Sf Companhia n. 2, ao p do ar-
co de S. Antonio. (19)
i_ Vende-se urna parda com um filho de 3
annos a qual sabe cosinuar, engommar <
coser ; na ra da Cadeia do Becife n. 10. (3:
1 Vende-se urna venda boa por ser em
ptimo lugar, e propria para um principiante,
por nao ter comrnodos para familia ; na ra do
Kangel n. 54. (4)
1_ Vende-so urna obrigscao de um cont e
dusentose tantos mil rs., j vencida as Ala-
gdas odevedor tem muito com que pagar; na
ra Noya armasem de louca n. i'i. 4
1_ Vende-se urna escrava de nacan de bo-
nita figura de 25 annos; na ra da Cadeia-
vilha n. 17. i3)
Vendem-se veludos de cores e quadros
para colletea 2^ rs. o covado ; na loja de (ui-
Iberme Selle, na ra do Queimado n. 25.
Escravos fgidos
relicario de dita para pescoco e modalhas de
ouro com diamantes de gosto moderno de-
daesde ouro e praia ; as Ciiffio-ponias n. 5.
Vendem-se sedas brancas lavradas para ves-
tidos de noivados ditos escoceses luvas de
pellica enfeitadas para senhora lindos corles
de cambraias bordadas de laa cassas pintadas,
cortes de parisiense ditos do tarlatana cha-
peos de castor branco da ulllma moda ditos
pretos francezes ricas mantas do seda para se-
nhora merino preto muito Uno, lindos leques
com penna borzeguins gaspeados de amarrar
na frente para homem um completo sorlimen-
to de calcado ; na ra Nova loja n. 8, de
Amaral Pinheiro.
I Vende-se panno fino muito novo a 3#
rs. preto. azul-ierrete e verdo ; na ra Nova,
loja dealaiate, de Manoel do Amparo Caj.(3)
1Vende-se rhetorica do Marnho. arithme-
tica do Besout, dita de Lacroix Genuense ,
grammatica da lingoa bunda, ou Angolense ,
prosodia diccionario, fbula de Phodro, Cor-
nelio diccionario da fbula Salustio os 3
t"mos de Virgilio Oracio Cicero de officiis ,
cartas de Cicero Julio Ce/ar os peridicos ,
Guarda Nacional, Indgena, Paisano, Catholico,
todos encadernados ; na ra das Cruzcs, loja
de cncadernador n. 35. (10)
1 Vende-se urna olaria que tem barro pa-
ra toda qualidade de obras e com grande terre-
no que se pode dividir em varios sitios que
vai a beira do rioCapibaribe, e pde-se ter S a
10 vaccas de leite todo anno por ter muito botn
pasto o boa trra para plantar capim ou so
vende aos palmos a quem quizer lazer pequeos
sitios ou casas ; sendo a mesma olaria no lu-
gar defronte da Capunga, na Passagern da Mag-
dalena ; a tratar no Cojoeiro. (10)
Vende-se urna armaco propria para qual-
quer negocio em urna casa terrea til para
moradia de familia na ra Direita n. 15 ; a
tratar na mesma.
1Vende-se superior sement de coentro de
toceira a 480 rs. a garrafa com o casco ; no pa-
teo do Carmo, venda n. 9. (3
1 Vendem-se saccas com farinha de supe-
rior qualidade c por preco commodo ; na ra
da Cadeia-velha n. 35. (3)
1Vende-se um sellim com todos os seus
pertences urna barretina um bon urna es-
pada para guarda do esquadro tudo em mui-
to bom estado ; na ra da Cadeia-velha loja
n. 60. 16.
1 Vende-se urna negra de 14 annos cose,
e engomma ; na ra do Crespo, loja n. 10. (&j
1 Vende-se chapeos de castor, de Lisboa,
brancos e pretos da moda e de muito ba
qualidade ; na ra da Ciuz aimasein decho-
peos n 55. (4j
Vende-so panno fino azul a 4600, 2400 e
3600 rs., dito preto fino de rela branca a htf,
e 6800 is. o covado, veludilho a f>/0 rs. e ou-
tros inais fasendas por preco commodo como
sejo liscados para negras a 130 rs. o covado ;
no Alterro-da-Boa-vista loja n. 14.
Vende-se um preto de 18 annos, official
de pedreiro e de bonita ligura ; urna mulata
de 40 annos com todas as habilidades ; urna
mulatinlia do 10 anuos; na ra Velha n. 111.
Vende-se nina murada de casa terrea na
ra Vi Iba junto ao beco que vai da praca a
qual he du Padre Joao Pereira ; a tratar na ra
do Cabug loja defronte da matriz.
Vende-se um par de pistolas com canos de
bron/e urna baca de cobre para banho es-
tanhada por dentro um par de brincos de ou-
ro de filagra ; no sitio n. 5 da estrada que se-
gu da Solidado para o salgado do Manguind,
junto ao sitio do Sr. Miguel Arcanjo Monteiro.
Vende-se um mulato de 20 annos boni-
ta figura otbcial desapateiro, u proprio pa-
ra pagem ; na travessa das Cruzes n 8.
Vende-se ou aluga-se urna canda aberta,
que pega em 400 lijlos muito maneira para
quolquer servico ; na ribeira defronte da praca
de farinha n. 3.
- Vende-se urna escrava crioula de 25 an-
nos bonita figura, peifeita engommadeira ,
costureira cosinheira e lava bem de sabo ;
urna dita de naco Mocambique de 18 anuos ,
de legante figura engomma, cosinha e tara;
urna dita de naco Angola de 2d annos co-
sinha be lavadeira c ptima quilandeira; na
ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
1 Vende-se um macaco muito engracado ,
e o mais manco que se tem visto, por preco
commodo ; na ra da Florentina n. 16.
Vende-se urna preta ptima quitandeira,
de 30 annos engomma e cosinha alguma cou-
sa ; na ra estreita do Bozario n. 34.
Vende-se um moleque crioulo, de 14 an-
nos um relogio deparede de boa fabrica, urna
cama de armaco para solteiio, em bom uso ;
um espelho grande do parede tudo por preco
commodo ; na ra do Livramenlo n. 4 pri-
meiro andar.
Vende-se um preto bom cosinbeiro de
um tudo que se pedir; 3 escravos bons para
todo o servico ; um molequo de 12 annos; 3
pretas que cosinho, e lavo e urna engom-
ma ; um pequeo sitio na Varzea, com casa de
vivenda estribara para 2cavallos, < arvore-
dos de fruto ou se hyputheca por 200/ rs. ; na
ra larga do Bozario n. 48.
Vende-se um bonito escravo pardo pro-
prio para pagem de 22 anuos e he per (Vito
pedreiro de toda obra mesmo de seuiulba ; I
mulalinbo de l'i annos ptimo para pagem ,
ou ollicio ; urna prelado 1S annos para tudo o
servico; urna dita que engomma, o cosinha i Usara ka Tp. >b M V. db Fahia.18.
2 Fugio no dia 4 do correte o crioulo de
nome Pi de 23annos levou calcas brancas
e camisa de algodozinho altura oidinario,
secco do corpo, rosto descarnado, bem ladino,
olhos pequeos e vivos canellas e bracos fi-
nos falta-lhe um ou dous denles na frente ;
quem o pegar, leve a botica do pateo do Carme,
que ser gratificado.
1No dia 8 do corrente fugio urna negra de
naco Congo, de nome Luzia de 50 annos,
alta, chcia do corpo, com falta de denles na fren-
te tem um deleito no pulco do biaco direito
por o ter quebrado ; levousaia de chita de as-
senlo branco com flores encarnadas camisa de
bretanha e panno da Costa j velho he la-
dina, mas muito alrapalhada ; quem a pegar,
leve a ra da Praia armasem n. 35 que ser
recompensado.
km 19 do Marco passado fugio do enge-
iibo Baln-, freguezia de Una um cabra de
noiiii- lhoino de 22 annos baixo o grosso ,
rosto bechigoso, fallas mancas, intitula-se mes-
tro de assucar, e consta que tum andado por
Porto-calvo aonde lem sido encontrado varias
vezes ; quem o pegar, leve ao mesmo eugenho,
a entregar a Herculano Antonio Jos Marro-
quim, e nesta praca, na ra da Praia de S.
Bita n. 23, que sei generosamente lecompen-
sado.
Em !7deJunho passado fugio do enge-
nho Balhe freguezia de Una o pardo Cosme ,
do 20 annos alto e secco do corpo sem bar-
ba, pescoco cominillo ecom muitos pannos as
cosas, foi escravo de Francisco Manoel Mar-
tinsArueira morador em Macei aonde he o
dito escravo bem conhecido por andar em-
barcado em una canoa do mesmo Arueira le-
vou chapeo oleado de preio duas calcas do
ganga a/.ul e alguma roupa de mar ; quem o
pegar, leve ao dito engenho a entregar a lleicii-
lano Antonio Jos Marroquim ou na ra da
Praia de S. Bita n. 25, quo sera recompensado.
No dia 8 do corrente desappareceo urna
negrinha crioula de nome Derolhea de 14
annos rosto redondo olhos fundos orcinas
e bocea pequeas beicos finos, fula baixa ,
ebeia do corpo, peso mos compridos tem
uns carossinlios de glndulas no pescoco ; le*
vou vestido de cambraia de istia nariz chaio
com uns talhinhos em cima, no hombro direito
tem unas mateas de chiaoto ; quem a pegar,
leve a ra du Culovello n. 8, que ser recom-
pensado.


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