Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05119


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Full Text
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Auno de 18441. Quinta Feira II
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nBnanaassBBMaBBaBaBBMBOsBaaBnBSi
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O JhiKlo publica-M i" [ir d *'^s im' por quarlel pagua adianladoa Os annuncioailos assignnmes sao naeridoa
A' reclamacdea deten aei diri-
I .iii c u dr>s que nao fornm rai.io de SU rea por linha A' reilainaioe deven sut di
'pidas *' 'l' ,u* ** C'MM i ou i p'* Independencia !;js de Itm>*A (1 e
de ti I lio
Auno XX. LV. IM-

. ...... : "- :.-'"' BSfflK "-.' I
Tuda -. <.....I V m .n; d rtoaai prnd, ra, rjwVragao- energa: en-
la cono piincipiamoa, lerasioa apuntados i i admira ui enira
,.,., |a Oral rto Branl.,
PARTIDA DOS CORREIOSTERRESTRES.
GoiaNN*.- l'rahjba,9esundaa.- aeXlaje eiraa Hio Grande do Norte chega a 8 e 22 c pai
le '1 <- Cabo, Serinhaem llio J?ormt>ao Macero, l'orlotlalio, e Al aguas; no 1
lie -1 de nada mei. tiaranliuna e ilunilo a 0 e J de ca a uiptBoa-vista el'lm
eial.'t S dilo. Cida.le da Victoria quinta* (airas. Olinda lodns na diaa.
DAS da semana.
S Seg s, I'rocopio. Aud. do J. de I). da 2a t.
) Tersa CrrllJu Bel. aud. doJ. de U.da 3. r,
ti) Quarl. s. Ame ia. Aud do J. de D. da S. r.
I Quinta a. Sabino. Aud. do J de D. da 2. y,
aj Seala a Sabor. Aud do J de I) da 2. r.
'1 Sah. a. Adelo. Re. aud. do J. de i), da i. t.
1 i Doin s. BoaTCnluri,
VlBrrasat' lll lil lilil WIIIBnTTTTHaTraaaaaWmnmiiT 'I III Hlaill lal aaaaal 111 I I I |
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,' '\\wPV Y- '' Cambioi noble Londres S.
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Paria '0 reis por flaneo
u Lisboa IV pur I0U di- premio
Moedad. eoBre o par.
dem da leirts !e boai firaaa 4 a I|i0() |
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Our. dada 8,400 V.
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Craacanle a u fi b. SI da tar.le.
Prenotar de hoje.
Prianaira ai 1 horas e I', min. da asanhSa | Srpunda s I lloras r J atlantoa da lar <

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PATt OFF1CIAL
Govtiio (la Provincia.
k\i'i.iiii:\ik no WA i no i:oi:i!K\ii:.
CMTcio A IiiS|)i! ti>r da Tin'suiirana Ja Ka-
zemla, onlenanilo, que mantlfl pn^ir os ilotis
mezodo sold. i|iie sis duvcm a guamicio do
Itrige-escuna Leopoitina. que tein do sair ein
una commisso Cominunicou-so ao Com-
mandantedo brigue-escuna Leopoldina.
DitoA Cau.iiM Municipal d'esla cidade,
declarando nm resposta no sen olficio de 16 de
Marro ultimo, que nenhnma duvida ha em
mandar se por sua disposifo, oom a areia que
receherem 10 btrea d escavacaO) as canoas do
Arsenal de Marinh*; unta ve/ que eja pi>r ella
paga a despea que se houver de (a/er com as
pessoas umpregadas neste trabalho.
Dilo Ao Director do Arsenal de Guerra,
di/eiido, que deve cumprir restrictamente a cer-
ca do aprendiz Helarmino Mendos da Silva o
rogulamonto n. 113 de :{ de Janeiro do 1812
na parle que Ihe for applicavel; e determinan
do, que trate de organis.ir a companbia te a -
prendizes de conlormidado com o disposto no
citado regulatiionlo, e laca a mui ossencial dis-
posicao do seu artigo 12.
DitoA Cmara Municipal (Testa cidade,
rocommendando, que em observancia do seu
regiment, expeca as convenientes ordens, para
que, quanto antes, so proceda a eleicao do Juil
de Paz e supplentcs para a nova treguezta de
i>. Jos do Hecife.
10EM DO DA 5.
OITicios' oCommandanto das Armas cao
Inspector di Thesouraria da Fa-enda, siienti-
licando-os d'liaver !. M. o Imperador concedido
licunca para residir nesta provincia aoTenenle-
Coroncldo Estado maior do exercito, Manoel
Ignacio do CrwlilO Mndonca, e declarado sein
elleito a que por aviso de 22 de Feerciro d'es-
te anuo fra concedida ao mismo UlTcial, por
ter ido elle tomar assonto na Cmara dos Depu-
tados.
Dito Ao Juir do Direito da primeira vara
do crime, declarando em resposla ao seu olicio
desta data (5), que vai eicaminhar ao Poder
.Moderador urna copia ua sentenca do reo Ma-
noel, preto, escravo de Jos Fernandos Bastos,
condemnado a pona ultima como incurso no
artigo i92 do cdigo criminal pelo assassinato
perpetiado na pessoa de Antonio Jacinto Alvos
Ribeiro, contra-mestre da tenda, onde traba-
Ihava o dito reo.
DitoAolnipectorda Tbesouraria da Fa-
arauuajp
FLHITO[flI.
UISIORIA DAS"|V01.L'(;ES DIMRMA-
SENTZ, GIDADE.de 78 CASAS. I )
PorAl ph. Karr.
IV.
Um dia subi o estudante Hemnch cima de
urna mesa cairegada de botijas de ceneja, c fal-
lou assim:
He lempo, mcus amigos, quo os grandes
ceuem de engordar com a substancia do pvoe
de saciarem se com os seus saores. A cobarda
dos povos produz a insolencia do* res Ouebre-
moaos ferros de os bella patriaU Pirma-
sent/., cida.ie de seUnta e oito cansas ) Qu bre-
mos o |Ugo da tyrannia I
Marcharemos esse palacio ondeo tvran
no se entrega .. impuras delicias, rodeado deseus
leroses sat-dliies; reclamemos nossas liberdades
e perecamos lodos se mistor ir. l'ulcrumesi
pro patria mor
N esse momento, andava Ricardo passeaodo
por sou jardrm e se diverta emeatar de seu*
iros aa folbis amarolladas que os caniav-
e Ibes diminuiao o vc,o.
Vide Diario D.*lS2el53
zonda, detcrminando-lhc, ordeno ao Adminis-
trador da Me/a do Consulado,que admittao re-
curso, quo para o Tribunal do Tbesburo Pu-
blico Nacional queiem interpor Joio Pedro A-
ilour & C.'eoulros Negocianlesdadecisao, que
juUou procedente a apprcbonsao fcita por um
Guarda d'aqaella Mesa em diflerentea merca
dorias ostrangeiras, que remeltilo para o Hio de
Janeiro.
Dito Ao Director do Lyro, ordenando,
que mande por a concurso, para ser prvida na
Virma da le a cadera do prmeiraa letiras da
povoacao de Paratibc.
PortaraN'omeando o coronel Manoel liar-
boza da Silva Delegado do termo do Limoeiro.
Foi nomeado Delegado do Flores o Major
Victorino l.oo'-s de Barros, e olliciou-se a res-
peito ao Chefe do Polica.
rjff> i -* laaaanaapi- ni-t.-aa-aarMaafctan^an-w i laa i ,aiM aiimi ._.;'
S^ihlicacao a pedido
Yarieclade.
o CARAPUCEIRO. v
A indilfarenca em materia de /{eligido : r
a Imredulidade.
Km todas as nacoos d Ierra o conhecimento
da Relioiao sempre foi posto trente do todos
os conheciinenlos humanos. A Rebgiao para
com os nossos pas foi sempre o estudo da in-
f.incia ea oceupacao de todos os estados. A
Religio nppresenlava se em todas as circuns-
tancias da vida : ella se retraclava nasleis, nos
hbitos. e nos coslumes e para a con heder,
cmais alto sua consolacJo e seu arrimo. Que
importa que engenho humano por felites
trabalhus lodos os das augmente as raaravilhas
das Artes; que sabios laboriosos ensanrhem com
grande faina o nobro dominio da sciencia se
a Testamos de nossos olhos o <|uo be celeste e
divino !
Nao contesto o seu saber ; mas deploro o seu
erro. Ellestem se elevado at aos Ceoa para
interrogar o curso dos astros e tem-se esque-
nido desse* Dos cuja loria, a grandeza in-
finita os mosmosCeos cantSo o publicio. Bl-
les tudo tem condecido dessa magnifica obra,
Kcepto o Obreiro Omnipotente, cujo nome ter
lllm. e F.xm. Sr. A Cmara Municipal
da villa Constitucional de Santa Auna do Mal-
los nao deve dispensar-so de dirigir a V. Kx.
os seus inais sinceros votos de consideacjao
e respeito pelo muito que sympalisou com u
man ha da administraciio dfSta provincia.adop-
tada por V. Kx., quando por felicidade d'ella
V. Kx elevado ; calbegona de seu 1. \ ice-
Presidente, i porque oservC09 que V. Kx.se
dignou prestar no exercicio de sua alta missSo
Ionio de tanto preto que senao deve calar os,
elogios, que ellos exigem dos coraces \orda-
deirament'gratos ; por isso nao devenios dei-
xar Irustrado i sse dewer apressando-nos a pa
t ntear a V. Kx. os sontinientos do'Stima,
que tributamos a V. Kx por ter contribuida
para a manutencao da paz o tranquilidade
publica da provincia no l inpo d sua adminis
traco, o que realmente se espera va, visto a
prudencia e mis virtudes /le que V Kx bo or-
nado.
Dos guard a V. Kx. Casa das sessOos da
(Jamara Municipal da villa Constitucional de
Santa Anua do Mallos OR MSSBO ordinaria do
21 de Maiode 1844.
Illm. eKxm. Sr. GapitSo-mr Andr do Al
buquerque Maranho 1." Vico Presidente
desta provincia. = lle>menegilda l'mlmro de
Vasconcelos, Presidente.s=Mathiasde Mace-
do Canrai. Joo liaptisla da Silva I errara.
= Ignacio Dmaso Corrcia Lobo. = Manoel Al-
ies da Foneeca.
Ha gente quo em poltica nao tom senao una
opinio, um partido, urna convjcco; cssa gen-
io he numerosa o morie de boa ment'pela cau-
sa que abracou. Esta opiniao, esle partido, es-
la CBUM, e.sta conviccao he a alga/arra: nao ha
fe que possa contar tantos maityres.
CbegarSo por lano os conjurados em nume-
ro de intenta a polla do palacio.
Os U roses salelbles se compunbao nesse mo-
mento de un. soldado que eslava tocando flauta
e esludendo a sua parte da syoipbonia em la de
Baethoteo qye devia ser execulnda d'abi a
dous das, este os deixou passar depois que seraoque queriao fallar ao Principe, ncommen-
dando-ihes smentc que nio pizassem nos cra-
veiros.
O Principe icou um pouco sorprendido com
esto tumulto: mas seu porte calmo o ndfleren
t,; embaracou a tropa; e quando elle pergun-
tou o qu- Ihe queriao, nao tendo ninguem n
desembaraco oecessario para fallar, respondero
todos ao mesmo te po com gritos conlusos e
l|Uaftlinintelligiveis, entre osquaes se distin
JuiSo entretanto:-^ iva a liberdade .' Abano
o, tyrannos!Pelo que o principe comprehen-
dco uue se tratava de urna scdic.ao. Sarrio se e
lisse com voz forte, que se ouvo apelar dos sos-
huiros dos facciosos:
Falle um de s por todos, porque, se
fallardcs todos um depois do outro, lo
hastava nao ser estranho aos mais simples usos jrivel os mis barbaros povos tem sabido lr es-
consagrados polo mesmo mundo, como doveres i capto om caracteres de luz sobro a abobada do
indispensaveis. Tal he o carcter das pocas or- firmamento. KHes tem percorrido a trra, des-
ga nicas. He cntao a licligiao o laco universal: j (do aos alijamos afrontado os escullios, o
ella envolved todas asparles a sociedade e i tempestades do ocreano para roubar alguns so-
lio a sciencia snprenia. j gredos a nature/a e a sua prpria nalureza bu
Nos nossos dias pelo contrario a Heligiiiodes | para ellos um problema que nao curao de ro-
tor rada nos Teni|dos acba-se banda de toda a | solver. Klles tem desenvolvido as maravilhas
ordem da vida humana. Km um povo Christo! do corpo humano o nao leni sabido ebegar ao
pdo-se nascei, viver, e morrer sein nenbuma j principio inmortal, que o anima c nao tem
relacaocom Dos; desorle que para qualquerjdcscoborto o fin dcste todo maravilhoso.
inslruir-se la sua lei santa preciso he que re- >m be muito para nolar-se que .s duas
sista ao espirito dcste seculo tao incrdulo sciencias que mais devro inspirar a crenca
quanto frivolo eeontraduer asua indiflerenca jem Dos, quero dizer; a Astronoma, eaMe-
para com a verlade. Esta indifferenca j' se nao dicina sejao as que baj.o produ/ido o maior
limita aos principios da F ; boje estendo-sea numero do atbeos! Tal be o carcter das po-
loda a ReligiSo; e oo respeita, nem a essas| cas criticas: a falta deonidade, e harmona
verdades primitivas que foro em todos os sc-
culos a irenca do genero humano. Essas Rran-
om os laijos sociaes passa sciencia. A scin-
cia quo devora sor urna como o universo ,
acha-se entao desmembrada em urna mullidao
de fragmentos que ja nao conservo nenbu-
ma relacao entre si. O ponto commum quo
des verdades que os sabios do Paganismo jul -
gavio dignas das medilacSes de toda a sua vida;
que todos os seclos reverenciaran como base da
moral o garanta de todos os deveres j nao j as liga esso ponto culminante que lie Dos,
sao aos olhos do mundo so nao questes tao j escapa a cortos sabios. Entro a experiencia e
ociosas quanlo para elle mpenelravuis. To- a onalyze conslituem o nico methodo de quo
oo estudo solido, toda a invesligaco til, elnservem, methodo incompleto que nao d,
roavel ti mita-SO a arte de ebegar afortuna se nao coohecinionti s particulares, o sollos ; e
e de einbellezar a vida pela variedade dos pra- desprezao a synlbeso e a induccao nicos,
Z(.res. <|"'' pdem eslabolecer a ordem, o a unidade na
Ja nao trato da multdo cega arrastrada pe- sciencia o redu7.il-a a um systcma, quo soja a
lo turbilhao do mundo considero sim aquel i expressao da veidade
lesmesmos, cuja razo, e saber com justica sel Comos8o cegos o desgracados! Ellesche-
eslimiio o respeilao. Pergunlai-llies o queigAo mor'.e depois de baver aprendido ludo,
pensSo ellas de Heos da Providencia, e da vi- excepto o que devro saber; depois do conho-
da futura Olanlos nao vivem ainda em du- cerem tudo excepto como devro viver, e ca-
vidas, e at na ignorancia sempre agitados hdm na mo do Dos vivosem cuidarem do se
de incertezas, quanemcuido de esclarecer! I informar, nemdasleis, que ello nosimpe,
Urna sabedoria material prende o bomem 6 ter-! nem dos meos do achargraca em sua presenca.
ra ensma-lbe a julgar de tudo pelos sentidos, Bem de pressa so derrama por todos os estados
a referir ludo as proprias paixos. Ela ira/ fer- I cssa unlillerencu que constilue o carcter do
ropeado e no p o sublime vo do pensamen- nosso seculo indiferonca quo passando ra-
lo nao permittindo nem a vrtude o procurar
auaaataaaa!ayw.aa*>i.'atiwawawijw^
milito lempo; se fallardos lodos juntos, ser
milita alga/arra.
Todos se calro e recuarao deixando ao es-
tudante Heinricb o direito do tomar a mao ede
explicar aggravos de que ninguem eslava bem
corto.
Nos viemos, disse Heinricb, em nome do
povo
__ Estis cortos d'isso? pergunlou Ricardo,
sobreludoestd"is;o bemcerlo o povo ?
__ Nos viemos, continuou o orador, recla-
mar contra abusos por muilissimo lempo sup-
poi lados.
Meu bom amigo, disse o Principe, cu
nao conheco outro abuso em Pirmasentz, senao
oquefazeisde niinlia paciencia. Que diabo
vindesdizer-ine? O meu povo. ja quo me vin-
dos recordar que IohIio umpovo, nao be tao nu-
meroso que precise de mandatarios: elle mesmo
se dignara di- me fallar; venba auiaiibaa ao
grande pateo do palacio, e conversaremos.
O povo nao transige, roplicou lieinrafa
irritado por ver Ricardo tomar a cousa lao pou-
co em serio; o povo manda,
Descjnia ontio ser povo paia poder man
dar-vos que me d> ixeis tranquillnmente cuioar
de meus craveiros; porm, como apenas sou um
pobre Principe, | eco i
Heassiu'i, disse Heinricb, que sao nces-
santemenle os losaos
pidamenle doesquecimento do Evangolho ao
interesss privados O povo nao tem lempo de
esperar.
Meu pobre Heinricb, lornou Ricardo,
nao he tao divertido o oflicio de Principo para
que eu o pratique todos os dias. Serci Principe
amanh&a; boje sou um simples particular mui-
to inquieto do um bello craveiro que elle Btej-
nio m rgulhou. Como particular, quero ser se-
rihor em mihba casa. Assim pois, mtuil amigos,
ide-vos com Dos e nao pizeis sobre os meus
craveiros.
Heinricb voltou-se para seus amigos:
Coiilenlar-vos beis com estas respostas
evasivas c com a petulante ironia quo dita as
palavras do lyranno ?
-Meu amigo Heinricb, vsmctrat8s co-
mo iyiannode tboatro, que, sao entre os ho-
meus, aquellos a quem mais injurias so dizem.
Repito VOS que be como particular que eu mes-
mo corrijo os desaforos com tninha bengala.
J vejo, disse Heinricb, que os defensores
do povo emprehendem umatarefa perigosa: ve-
jo que, no um da carreira que ocelo, nao en-
contrarei senio a cora do martvrio; mas estou
prompto a derramar meu sangue pelo povo. lo-
ii::h a mnba cabera !
hif (aria eu de ossa cabecea ? Si'i se for
putar as orclhas que Ibe estio pegadas A ma-
espero polo meu povoem pajaeio: beber-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


%
etqueeitnonto de Dos do esquecimonto de
Dos io dos deveres, veffl por ultimo a abando-
nar o fu turo 80 acaso a moral no inttresxe al
villa inieira aos prazcros ; indilTerenca tantol
ma funesta quanto lira a sua nrigem nao da
ignorancia se nao de um eslulado e como
acintoso dosprezo da verdade. as classes ele-
vadas pudo ser que olla suhslitua a cortczania
ao* deveres as ceremonias aos scntimentos ,
e a decencia virludo : mas se deseemos as ul-
timas classes da sociedade ahi he que apa-
gando ras almas as primeiras noces da moral ,
a indiflerenca as entrega indel'e/as a lodos os fu-
rores das paixes. Enlao nao s os crimes se
multiplicao como os remorsos se clao, fe-
nece a vergonha o exlingue-se a consciencia
com o sentimento da Religiao. Almas avilta-
dascarrogao com serenidade o pezo da ignomi-
nia e do opprobrio ; e infelizes saturados de
crime's assustio a sociedade por urna tranquilli-
dade triis horrivel que os meamos enmos.
lintre nos queixao-se reciprocamente gover
liantes,, e gover nados dos males da sociodado ;
o que prova sem duvida que un principio fu-
nesto existe, o qual pela sua generalidade pro
duz os terriveis eleitos, que por toda a parte se
inanifostao E qual pdecr esse principio, se
nao a indilleronca lit>liaiosn ? Para os nossos
maiores a Religiio erajaido : ella penelrava to-
dos os espiritos ; ella resumbrava nos mais pe-
queos actos da vi.ia ; ella finalmente tudo vi-
vilicava tudo alentava diriga tudo! Iloje
pelo contrario depois da epidemia philoso-
phante dos fins do seculo passado a Religiao
foi desterrada para a classo das quimeras foi
tida or routa indifferente equando muito s
tulerave! na nfima classo do povo. Iloje final-
mente o lugar que outr'ora oceupava a Reli-
giao, lie prehonchido pelo Individualismo. Ca-
da um s tratiallia para si, cada um s poo a mi-
ra no seu interese : enriquecer e gozar lie a
lei suprema, tudo ornis he desprezivel ; e
conseguintemenle vergonha, honra prohida-
de virtude, justca om fim tornarSo-sa meros
sons, simplices vocahulos com os quacs ainda
procuran imbair-se uns aos outros: e o que se
tornou a Patria? Um nomo vio, e quando mui-
to urna capa de velhacos.
Em consequencia desse abandono da Reli-
giao tudo comerou a matcriali/.ar se e d ah
loi-se infiltrando em todos os coraces o prin-
cipio de que nao ha outra vida se nao esta,
e conscqucntcmente para ella s devem conver
gir todos os nossos clenlos, todos os nossos dis
vellos todas as nossas diligencias; e a scionci*
(economa veio a ser o nico esludo digno do
homcm que p.issou a definir-so nao animal
racional, creado a imagem e semelhanca di
Dos, &c. duccao e consumo (^uc importa que a
nossa Constituido consagre o principio lieli
gioso ? Que importa, que a cada pa le em Religiio se na pratica a Religiio nao
apparece nos Grandes e Poderosos; ( salva
honrosas excepces) e he arron essada paran
miucalho como se atirao inuleis ossos a un.
3o ?
As virtudes, e vicios de um povo sempre ven
de cima para baito e nunca pelo revez. Nes
ses lempos, que hoje por escarneo denomina
nios golhicos as maiores personag'ms, os ho-
inens mais grados da sociedade eiao ominen
teniente Religiosos. Os maiores Capillos nao
emprebendo facanba slguma sem qne pri-
meramente recorressem ao auxilio Divino por
meio de pblicos, e solemnes actos de Religiao.
e piedade. Iloje basta trazer gravata no pes
moscerveja e conversaremos. No caso de mo
tempo, estaremos abrigados om toda parte.
Depois que elb s partirao, Ricardo fez de seus
mais bellos cravos um ramalhete para Wilbcl-
mina, e Ihe escreveo para Ihe lembrar que elle
devia de noite valsar com ella.
No dia seguintc, logo que amanheceo, veio o
exordio oo paco para o ultimo ensaio da sym
plionia em la de IWihnven, que se devia execu-
tar de noute.
Oue diabo me quer o meu povo? Pan-
sa va Ricardo, e que accidente Ihe pode recor-
dar que eu era seu principe ?... Envai cupos pa-
ra o meu povo Feliz o soberano que pode fa-
zer assim saudes com lodos os seus subditos!
Yierao urnas cem pessoas, de um modo un
pouco tumultuoso; viero outras cem para ve-
rein o que vinbo fazer as cem primeiras, e o
resto dos habitantes de Pirmasentz para ver o
que tindo viudo lazer as cem segundas.
- Meus amigos, disse ((bario, bebei acor-
vea emquanto esta fresca... Agora, que me vm
despedir? Tenlio-vos eu estofado jamis en,
vossos divertimenlns O em vossos negocios Si
se quer o que fazeis ?
Abaiso os tyrannos 2 Gf'tou Heinrich.
Abaixo os tyranaos! gritarlo os amigos
de Heinrich.
Abaixo os tyrannos! grilou o povo.
coco para qualquer envergonhar-sc de ouvir
Missa aos Domingos, e Das Santos! Ento
o juramento f..zia tremer ; porque os que o
prestavao estavo convencido, que a Dos nin
guem pode mentir impunemente : hoje com-
prao-se Iftstemunbaa como se comprao bana-
nas e o juramento tem-se tornado quasi urna
mera burla ou cerimonia dos lempos 'amo-
rosa. Outr'ora tinhao se em foro de nobreza
as familias, quecontavao em seu teio um Sa-
cerdote Secular, ouRe.ular: hojelcompou-
cas excepces ) so so dedica ao Estado Ecle-
sistico o rapaz pobrissimo ou algum estup-
do carregado de /ft nos exames Prepa rotor ios.
E porque assim acontece se nao pelo despre
zo pela n (I i lie renca, em que ha cabido a Re-
ligiao ?
Fallando do Atheismo assim se exprime o
eloquenle Chateaubriand = Se as cousas de-
vem ser estimadas em ra/o da sua maior ou
menor utilidade, mu despresivel cabe, queso-
ja o Atheismo; porque em verdade : para nin-
guem serve Percorramos a vida humana, co-
mecenios pelos pobres e infelizes visto se-
ren em maior numero sobre a trra. Dirija-
mos-Ibes a palavra e perguntemos: innume-
ravel familia dos miscraveis, sera a vos, que o
Atheismo aproveila ? Respondei : mas, nem
urna palavra. S ouco um canto de esperance,
i; de suspiros, que sobem at o Senhor. Estes
croem: passemos aos felizes.
Parece, que o hnmem feliz nenhum interes-
se tem em ser alheo; porque qu8o doce Ihe nao
he o pensar, que seus dias prolongar-se-ao a-
lm da vida Com que desesperarlo nao dei
xaria elle este mundo, se cresse separar-se pa-
ra semprc da felicidade Em vio se arcumu-
lariao sobre a sua rabera todos os bens da tr-
ra ; pois nao serviran se nao para tornar-lhe
mais horrivel o nada. Tambem o rico pi.de es-
tar certo. que a Religiao Ihe augmentar os
se ajtivo Sicambro, vencedor de Roma o das
Galias, que cahindo aos pes de um Sacerdote
laneava os fundamentos do Imperio Franco/ ?
Era incrdulo S Lus, arbitro dos Reis, e re-
verenciado at dos infiuis ?
A incredulidad!' annuncia altamente ao ho-
rnero, que a vida he o seu nico bem de que
pode dispor a seu bel prazer : a Religiao po-
rm, prohibindo ndistinctamente tode e qual-
quer homicidio, lira-lhe o direito sobre a sua
propra vida, bem como sobre a dos outros. A
incredulidade ensina que mais val deixar do
existir aquello,que sessa de ser feliz; a Religiao
ensina, que o sabe.' soffrer he urna virtude. A
incredulidade absolve de toda a pena ao que at-
ienta contra a propria vida ; porque faz desta o
termo de tudo: a Religiao mostra. que tal
crime he n com<>co da desgraca elerna. Descar-
te a Religiao lira ao suicidio a xcusn. o pre-
texto a M'gurdade que a incredulidade Ihe
presta. O Cbrisliansmo inspira ao mesmo
tempo a coragem de sacrificar a propra vida ,
quando Dos ou a patria o exigen) ; e a cora-
gem de a suportar, quando ella nao he se
nao umo desgraca pessoal. Elle aconselha o
desojo da bemaventuranca que faz. desojar a
morte com s.ibmissAo aos decretos Divinos e
que a aguarda tranquilamente em seu posto
A incredulidade arrosta a morte ; por que pre-
feroa annquilacao a dor. A coragem, deque
se ella ufana nao provm senao de um te-
mor ainda maior : sua forra apparente nao he
outra cousa mais do que a desesperacAo da
fraqueza. Cile-se um s Christao a quem o
generoso despre/o da vida inspirado pela
Religiao baja levado c attentar contra os seus
dias. Com as mximas da impiedad* he que
se tem multiplicado os suicidios, primeiros fruc
tos que della tem colindo a sociedade.
A sceita filosophante reproduzindo as ter-
riveis mximas de Epicuro de Hobbes e de
pra/eres: mslurando-lhcs urna ternura inefla- Helvecio poz no nleresse o nico movel das
vel nao lera o corarlo endurecido ; n8o se en- aceoes humanas. Mas a verdade he que s a
lastiar do gozo inevilavel paradeiro das Ion- Religiao podo fazer o homom virtuoso pelo in-
gas prosperidades. A Religiao previnea sequi- leresse que tem de o ser ; porque s ella a-
dlo d alma, e he o que significava esse oleo san- presenta- Ihe continuamente diante dos olhos
to rom que o Chrislianismo consagra a Rea- um interesse infinitamente superior a todos
lee/a, a mocidade, e a morte para as impedir quantos o podem induzir ao pecrado ; um inte-
de ser esteris. resse sempre claramente percebido e viva-
Marcha o guerreiro para o combate : e ser mente sentido um interesse que nunca po-
alheo este filho da gloria ? Consentir em aca-
bar aquello, que procura urna vida intermina-
vel ? Apparecei sobre as vossas nuvens trove-
jantes antigs leuiocsda patria : famosas mili-
cias da Ierra, e boje milicias do reo appare-
cei. Do alto da cidade santa di/ei aos hroes
da nossa idade, que o bravo nao est todo intei-
ro no tmulo, que depois delle permanece al-
guma cousa mais, do que urna fama vA.
Os maiores Capillos da antiguidade forlo no-
taveis pela sua Religiosidade. Epaminondas ,
libertador de sua patria, era tido pelo mais re-
ligioso dos hornens. Xenofonte esse guerei
rofilosopho, era o modelo da piedade. Ale-
xandre, cierno cxcmplar dos. conquistadores .
di/ia-se filho de Jpiter. Entre os Romanos os
mligos Cnsules da Repblica, Cincinnato ,
Fahio, Papirio-Cu'sor, Paulo Emilio. Scipio
nao punhao a sua esperance senao na divin
dade do Capiloli. Pompeo man b iva paraos
cmbales invocando a assislencia Divina. Ce-
sar queria descender d'uma raca celeste : Catao,
seu rival, eslava convencido da immortalidade
(Taima : Bruto seu assassino cria as potencias
sobrenaturaes; e Augusto, seu successor nao
reinou, se nao em nome dos deoses.
Entre as naces modernas seria incrdulo es-
Porque esta o Principe rodeado de sica-
rios ? perguntou Heinrich.
Eu eslou rodeado de meus muzicos; os
oulros soldados creio que foro passear. Fazei
um momento do silencio e escutai-me. Tendes
de que vos queixar ? Sois infelizes ? Eu naosou
rico, mas aquelle de entre vos que tem querido
vir comer as minhas sopas lem semprc sido bem
recebido.
Por minba voz, diz Heinrich, o povo re-
clama suas liberdades.
\ s me acharis omito ignorante, meu
pobre Heinrich, porem juro vos que nao si i
que direitos |ide o povo reclamar n'um paiz
ondeo Principe nao recama nenhum.
Queremos a libvrdadeda imprensa dis-
se Heinrich.
Queremos a liberdade da imprensa dis
se o povo.
O Principe esptrou que passasse o tumulto, e
diste:
Que diabo fareis da liberdade da impren
sa ? Nao ha imprensa em Pirmasentz, e bem
pouros de entre vos sabem lr.
O povo sabera morrer por seus direitos,
disse Heinrich
Sim, nos saliremos morrer! disse o
povo.
Muito me pezaria, disse Ricardo, v*r-*oi
morrer por isso.
de ser nem enfraquecido nem obscurecido.
Maso'que he que produz todos os crimes se
nao esse interesse pessoal, que querem soja
o germen de todas as aceoes ? E nao he a este
guia ceg que sempre desvair aos que o so-
guero que se pretende confiar a conducta do
genero humano? Nos reconhecemos sim (e
oigamos com esta verdade tao consoladora pa-
ra h hurn i nidade que na virtude acha-se mui-
tas vezes a mais solida felicidade que se pode
dar sobre a trra ; e que de ordinario um cal-
culo errado he, que separa do dever o inte-
resse. Mas urna vez que esle he um juiz 13o
pouco iliustrado em sua propria causa cum-
pre que nos n'o entreguemos ao seu criterio
Por ventura a incredulidade tomara a seu
cargo o fa/er sentir a lodos os homens, por
mais ignorantes por mais cegos por mais
imprudentes, que sejAo que he nseparavcl
da virtude o seu interesso de todos os lempos ,
de todos os lugares, do todas as cirrumslan-
cias ? Limnjear-so-ia ella de conciliar constan-
temente o interesse pessoal com o da sociedade?
De fazer que sempre prevalcca sobre o inte-
resse do momento o maior interesse do futuro?
De reprimir sem desranro o interesse da paixao
pelo interesse do dever ? Suponhamos um bo-
*BWWWWMli1>
Durante este tempo, tinha Robrecht reunido
os soldados e mandado sitiar o pateo;veio e disse:
Previno a V, A. que o exercito cerca os
facciosos, e que estes eslo em nosso poder.
Oh meu Dos disse Ricardo, que que-
ris que eu faca de vossos facciosos ? Ha s urna
pristo em Pirmasentz, e d'essa fiz urna estufa
para as minhas larangeiras. Mandai embora os
soldados.
Farei porm notar Vossa Alteza que sua
seguranca pessoal...
Nao vos inquietis de nada, Robrecht, e
fazei o que vos digo.
Traigao grituu Heinricbt, como os sol-
dados se dispersavo; o palacio do lyranno vai
tingir-se rom o sangue do povo !
O Principe fez aceno que queria fallar; oi-se
gradualmente aplacando um longo sussurro.
Vos queris a liberdade da imprensa; po-
rm disse vos eu nunca que me oppunha a que
e>crevesseis o que vos pode passar pela cabeca ?
Que me importa isso a mim ? Smente, nao
vos aronselbo que levis muito tempo a escre-
ver; pela serca que ha, os campos e os jardins
nlo teem muitos bracos.
E todo o mundo parti.
De noute, a sjnipbonia foi admiravelmenle
executada, depois iralsou-se, e o Principe valsou
rom Wilbelmina, que linba cravos em sua
cinta.
mem arcando com urna grando lenteci. A
falta he pequea o ds*jo ardeet a vasta.
gom considcravel o goso prximo o segre
do seguro. Qual sera a lingoagem do interes-
se ? Que concelhos dan tile quando a virtu
de exigir sacrificios? O interesse be que ha do
persuadir ao vrenlo que restitua un a pro-
prie.ladiim.il adquirida? Ao ambicioso, que
renuncie o posto de que he incapaz ? A inno-
cencia indigente esensivel que resista a to-
da laia de seduccao ? Ao homcm solicitado pu
rat) crime, que padeca a pobreza, a vergonha,
os soflrimentos a moito antes do que la lar
uo seu dever ? S o interesse da salvnro be
capaz de dar virtude uleis sorcorros ; que o
interesse temporal he sempre para ella ou um
inimigo perigoso oceupado em a combater ou
um alliado prfido prompto para alraicoal-a.
Em verdade sem Religiao o humero he um
monstro indeciravel. Sem Religiao o rernorso
nao he mais, do que o lmur da justica huma-
na : elb' ja nao parte da consciencia se nao
do medo. Deste modo o homem enrgico, ou
o homem hbil aquelle que osla semprc dis-
posto a passar pelas consequencias de suas ac-
edes ou o que sabe subtrahir-se a ellas nao
teriao remorsos e para taes homeiij o crime
nao teria nem juiz nem algozes
Falla-se muito em honra : mas a honra se-
parada da Religiao nao be se n2o o respeito
humano; porque os prejuizos, o a opinian va-
riando opochacm epocha e de povo a povo.
EmPariz, e em Londres, por exemplo, a honra
consiste em matar o seu rival de cara a rara o
em presenra de testemunhas; em aples, ou
em Venosa em assassinar o seu inimigo por de-
traz ou de emboscada ; no Japo ern apu-
nhalar-se em presenca do ollensor. Cumprn
porm disel-o, queso existe honra, quamlo osla
se confunde e identifica com a mi tudo.
JJW-J'-'i''*-*
___COMRrlERCSO.
AHandega.
Reudimento do dia 10........... 827*391
Descarmja hoje 11.
Rrigue inglez Hroadaxcarvao de pedra.
Broadxe ; brigue inglez, vindo de Gibrallar,
entrado no correnle me/, a concignacao de
Mr. Calmont & C. manifestou o seguinte
112 toneladas de carvao de pedra.
Movimenlo do Porto
Navio entrado no dia 10.
Gibraltar ; 33 dias, brigue inglez Broadw, de
136 toneladas, capitao Uailkcr cquipagem
9, carga carvao.
Vario sahido no mesmo da.
Rio de Janeiro ; barca americana Globe ca-
pitao Nicboleis Eslng carga lastro.
I.d.s. I.
---------------------------------------------------------------------------z
l'iguel Arcanjo Monteiro d'Andrade, Officia
da Imperial Urdem da Hoza, Laraleiro da
de Lhrislo ; e Inspector da Al/andega por
que Dos Guarde.&
Faco saber.que no armazem n. Gtlesta Alfan-
dega, se ai ha alem do lempo concedido pelo
regulamento, a mercadura Laixo descripla ,
- Pobre Ricardo disse-Ihe ella.
E Ricardo, que sentir o coraran de Wilbel-
mina palpitar tao junto do seu, nao compre-
hendia bem porque ella o lastimava.
Tudo foi bem por algum tempo. Heinrich
fez um diario n auuseripto; era porm lo sim-
ples, tao ordinaria a vida de Ricardo, que nada
formcia aos ataques: ha entretanto para isso
themas ja preparados. Robrecht sobrrtudo era
pouco poupado, e veio pedir ao Principe que
Ihe permitlisse fa/er tambem o seu di. r o.
Pediro-mea liberdade da imprensa, dis-
se Hicardo, u-ai d ella como o entenueides.
Entiio Robrecht e Heinrich se esmeraiu,ca-
da um de seu I do, em fa/er o seu diariu.
Os diarios appareciaode manha; mas, orno
em todo tempo os habitantes do Pirmasentz se
tinhao reco hidoredo, e nao querendo velar os
dous copistas que tiravao dous exemplares dera-
da diario, minler era fazer de antemao urna
parte d'elles.
Heinrich sabia que os tyrannos nada fazem
que nao soja criminoso, e Robrecht que os reis
nada fazem quenoseja sublime' por isso nem
um nem oulro seembararava para formare es-
(i'ever com anticiparan durante odia seujui/o
acerca dos acontecimentos diurnos, deuando
claros para mencionaren! os ditos aconte* meo*
los; o erao tao punen communs os; coi.tectnien-
tu em Pirmaseol wa sobre 48 mesmos


>*m
a qual so dentro de 30 das nao for despachada
por seu dono, ser arrematada eni Insta publica
Lr conta do mosrno sem que Ihe (que o di-
r,.ito de reelam ir ein lempo algum contra o ef
f,.t.i i|a arrematacao. Alandoga 10 de Ju-
|hodel844. ..
Miguel rcanjo Montara de Andrade
Oito pipas coinvinho. entradas em 22 e 29
do Dezembrodo anno passado.vindas no briguo
Pimacera = A Joaquim Carlos Ferreira Silva.
IIU.U lili I. .MU
Declaraces.
1_ O Vigario de S. Jos do Recife participa
aosseus mui dignos paroquianos, que tem des-
tinado o dia Udo crtente para a instalado da
nova irmandade do Santissimo Sacramento d
dita freguosia. Rogo por tanto aos mesmo
Srs. hajo de comparecer para dito fim no con-
sistorio da nova matriz polas 10 horas da u a-
nliaa do referido dia ; nao excluindo do pre-
sente" convite os freguezes de outra naroquia
qu tambem qu> rao ser membros dessa nota
corporacao. (II)
__O abaixo assignado Professorde gratn-
matic latina do rollegio das arles d'acadenna
da cida.le deOlinda, est' prompto p-ra'entia>
no exercirio da sua cad- ira e declara abert*
a matricula. Os concurrentes dirijao-se a cas:
da sua residencia na dita cidade, run linas Ferreira n. 13 em os dias uleis das 10
horas da manhae 4 da tarde em dia ule.
Arcidiago Jg ario Luiz ue Vello
= Contando-rwe que mui de proposito se ten
espalhado a noticia de que concurr para a de
niisso dos Srs Deleitados deGaranhuns Pa
jau de Flores e l-imoeiro declaro nao Re
exacta scmelhante noticia, pois que no corren
te anno tmente ordenei a oVmissao de um do*
Inspectores de quarteirao da Ireguesia do Reei-
fe e por meo oficio de 11 de Junho d'esli
mesmo anno, dirigido ao Fxm. Sr. Presidenli
da provincia pedi a demissfio do senhor Joan
Antonio de Oliveira Coelliodo lugar de Subde
legado do l.imoeiio, que por mim tinha sido
proposlo a pouco mais de dous me/es o dess.
meu pedido dei a ra/ao ao Exm.Sr. Presidente:
portanto, qoanto ao mais que por ohi so espa
Iha, cada um carregue com o resultado de sem
actos bons ou maos.
Cae tao Jos da Silva Santiago.
Avisos martimos.
1 Para o Rio de Janeiro segu com brevi-
dade o brigue brasileiro Eugenia ; quero
quizer carregar ou ir de pas>agem, diriji-si
a ra do Vigario armazem de cabos n. 5, ou
ao Capito a borlo. (*>
2 Para o Rio de Janeiro sai nfalivelmenti
no domingo 14 do correle o patacho S, Jo ,
o que secommunicaaos Srs. que lem de ero-
barcarem escravos. (L
Le loes.
3__N. O. Bieber & Companhia faro leilao.
por inteivencao do Corretor Oliveira de cerci.
de 300 barricas de larinha de trino as quae-
se venderao em um. ou mais lotes vontade dos
compradores e por lodo o proco; quinta let-
ra J do correte 81 10 horas da manhaa
no armazem do Sr. Joaquim Lopes de Almeida,
por delraz doTbeatro-velho. (8)
2Jos Joaquim de Mesquta, pretende la-
zer leilao na porta d'Alfandega desta cidade no
que elles tinhao de fallar De noute era so en-
che' os claros, eestava o diario promptinho pa
ra o outro dia de manhaa.
Diario de Heinrich. M quando soflrer
o povo acaimado que o poder... ? At quando
conservaremos a cabeca curvada a un jugo o-
dioso ?
Diario de /uorerAr.Cada da nos traz no
vas ra/des do abencoarmos o Principe que .. co
nos deo A inda boje .. Que responders a istu
os fautores da anarchia 1
Depois. se de nnuie succedia que nada hn-
rame. Micced.do. seo hornero o n.elhor instrui-
do di/.ia: -Tudo oque pude saber be que o
Principe comeo loi|oes verdes.- eXM no da
dia segumle:
harto de Heinrich. -t quando sollrera o
povo acaimado que o poder coma feqoes verdes.'
At quando conserva.emos a cabeca curvada a
um jugo odioso ?
man de Hobrecht -Cada lias nos traz no-
vas ra/6es de ahencoannos o Principe que 0 Co
im, deo. Amdahojeell-comeo mijoca wrdes.
Quo responderoa atos (actores-la anarchia .
He u'm estimulo para a agricultura, ec-
crescentava Robre< ht, .
- Ile.d./.alle.nrcb. oroa amarga irrisSo
para o povo, que nao pode comer leijoes de pri-
nieir.3 sac.
------------ j--------j_j.:j..jipp
da 16 do presente moz de 7 barril rom tou-
cinho que lite voio consignado do Rio de'Ja-
neiro, por Paulo Iguacio Hornada vislo que
alguns barril nao se achao peritamente bous;
sendo esta arrematacao por cunta e risco rt
quem Ihos consignou. <$)
\visos diversos.
- Os buhles nmeros 1268, 2317, 18S),
1372, 1948, 509 e 106 da 2 a parte da ni-
ca lotera concedida a favor da unpressao das
Memorias Histricas desta provincia perten-
-em o 1.e2 ao Sr. Joao Antonio Goncalves,
o3.v ao Sr. Joaquim Jos Comes de Sampaio ,
0 \ ao Sr Antonio Jos de Sampaio o a ao
Sr. Jos Dias o 6. ao Sr. Manoel Jos AI ves,
e o 7. aos Srs. Jo< Antonio Marlins c\: Com -
p nhia. todos do Maranho.
1= O arrematante do imposto de 20 p. c.
sobre o consumo das agoas arden tes de produc-
n brasileira avisa aos Srs., que anda nao
>ag rao dito consumo vonhao la/el-o nos dias
1 12, 13, 14. 15 e 10 do corrente no
argu do Terco n. II, lindos os quaes se proco-
lera na forma da le contra o qne deixarem de
igar. (8)
Jo* Pinheiro Jacome Portuguez. e
Vlanoel Jos de Campos Urasileiro lelirao-
e para fura do imperio.
Os abaitos assignados fa/om por esto sci-
nte, a quem convier, que a sociedade que os
mismos tenhao na botica da ra do Rorariu-lar-
,'a sob a firma de B rtholameo& Ramos foi
niiigaveliiienle dissolvi la em dada de 10-do
orrente conlorme a esoriplma no livro de
notas do TabeliSo Guilheime Patricio Bi/er
a fartholumeo IrancifCi de- Souza Jos
ilariu Goncalves /tumos. (9)
PHILO-DRANATICA
=r O l. Secretario avisa os Srs. socios para
ssao boje as 6 '/ horas da lardo.
= Precisa se de um mestre para ensinar as
urimeias lettias a uns meninos de una familia
noradora na villa de Simbres, em Pesqueira
ni um sitio distante duas leguas da dita villa ,
qual seja" de boa conducta, e boa moral ;
iuein e.-tiver neslas circumstancias. dinja-se as
(lineo Puntas padaria n. 63, para tratar do
juste.
1= A luga-se o 3. andar da casa n. 51 na ra
la Cadcia do Recite a qual tem 5 janellas de
Irente e mui lo bons commodos para grande fa-
iliilia, por ter mais um sotAo corrido com duas
rapeiras. tendoassim um bello mirante : a tra
ar no 1. andar da mesma. [G)
I = (Juem livor um moleque com principio de
paleiro, e o qui/er mandar acabar de apren
ler o offiio. anda quo irva dando alguma
misa por dia, conforme o principio que ti ver ;
Dode dirigir-se a ra do Hospicio n, 11. (5)
Quem annunciou querer 50.) rs. cornos
piros de lOj rs por espaco de 4 niezcs quei-
a annunciur sua morada.
Aluga se una casa terrea nova com quatro
luartos, duas salas cosinba lora quintal ,
acimha ecerredor independente na ra Rel-
a ; a tratar na mesma ra sobrado novo proxi-
i.o a unir.
Consta que na villa do Garanhuns existe
um escravo, que diz pertencer aoSr Antonio
AITonso. morador em o Rrejo de Rananeiras da
provincia da Parahiba, no caso do mesmo Sr
W'ilhelinina moslrou os diarios ao Principe,
queso rio muilo do de Heinrich, e prohibi a
Hobrecht que continuaste o sen.
Ricardo acahou por acbar se muilo individa-
do. Rhoseville oi-se urna nianbaa sen dizer
nada.
O Principe reuni o seu ejercito e disse a
eus soldados:
Fu nao tenho meros de vos pagar o vosso
sold. Dei-VOS a um* grande potencia que vos
levar para a frica. T- reis sold dohrado.
A minba historia he a mais verdadeira i!e lo-
dosas historias. O exercito. quando parti, fez
ua priinei a parada em Zweibrucken ( Duas
Puntes), eabi anda se lembrao da canelo que
iS soldados SO cantando pela estrada, cancho
que elles mesmos tinhao composto:
Auf, auf. hir. Briider und seit starek,
Der Absceitstag ist da.
Ksqueci-ii'e do terceiro verso.
Wir mussen iibM Land und Meer.
Ins hisso Alnki.
Renato de Anjnudase: Um Bei sem mu-
sica he um burro cornado .
Ricardo dependa partida do seu exercito.
w ,|,.,u ., mais infeliz dVr.lre OS pequeos po-
,,],; i Willielroina o consola
bi,, algum lempo, esta parti com sua aia, e li-
<> ^^^.":- _-' "~~~^"~.-".. '.. "'~--------------------
querer vendel-o, dirija-so nesta cidade a Jos
< laudino Leile morador em o 3.'andar do so-
Irado por cima da botica de Bartholameo &
llamos, ou ao termo de Cimbres em a fazenda
denominada Roi mortooe, que se Iho dir em
que poder elle existe.
Na Camboa do Carmo n. 27 tirao-se passa-
portes u folbas corridas ; quem precisar dirija-
so a niesina das 6 as 8 horas da manha, o de
brde de 1 as 3 ; promete-so toda a actividade
poarivel.
Il secem mil risa premio sobro penho-
res de ouro ; no beco do S'cras casa terrea en-
costada n do Dr. Clemente.
No dia 8 do corrente tendo-se entregado
trez caixas com salmo na Alfandega a um preto,
para entregar na Praca do Commercio n. 6 ,
nao as entregando o dito prete, roja se a
pellna a quem d'ellas souber ou Iheloi en-
tregue, dirija-se a ra do Encantamento venda
de Franrisro Xavier Nlartins Bastos, queso Ihe
pagar a dispesa (cita com as ditas caixas.
O 1. Secretario da Si.ciedade Theatral
Campesina faz constar aos Srs. membrosda di-
reccio que sahbado 13 do corrente as 4 horas
da larde, ha sessao de direccao na casa do Sr.
\ ce-Director, a fim de se tratar de negocio
da mesma.
O 1." Secretario da Sociedade Theatral
Campesina faz constar aos Srs socios que do-
rtiingo, imprelerivelinente as 4 horas da tarde,
lia sessiio eslraordinaria a lim de se tratar de
negocio urgente a mesma sociedade na i-asa da
misma.
Na ra da Cruz venda n 46 precisase
fallar aos Srs. Manuel Jos da Costa Oliveira ,
Jo nha e Justino Gomes Vitar, todos iie pertoda
\ illa-nova de 1'ameli-fio, a negocio de seu in-
leiessc.
\ 10 ou 12 dias furlarao do quintal da 1
restilacao da ra Imperial um alambi(|ue do co
|>re rom todos ns pertencea supp8e-e ler sido
vendido nesta praca ; a pessoa que souber onde
estoja dito alambique, ou quem o furtou. di-
rija se a misma restilacao, que sera gratificado
com 50 000 rs.
= D-se pto de vendaje a preto, prelas,
(cando os senhores responsaveis pelas faltas ;
as Cinco Ponas padaria n. 6.i
O abaixo asssgnado vendo no Diario de
f'cmambuco n. 153. a pergunta que Ihe
fazo Sr. Antonio Jos Vieira seu ex-caixeiro.
compre responder-lhe em abono da verdade o
Requinte: que jamis Ihe pode responder sa-
tisfactoriamente com aquella preslea queoSr.
Vieira exige vislo que semelhan te exigencia
merece urna resposta clara e distincta, para o
publico potler bem avahar do mrito de que ess
Sr. tanto se u fia na ; e para assim se verificar :
o mesmo abaixo assignado, desde a convida o
mesmo Sr. Vieira, para vir examinaros livros
que escripturou, durante o lempo em quead
ministrou como caixeiro, o seu negocio, esta-
cionado na venda da ra do Uangel n, 11. lou-
vando-seo dito Sr. em uui perito em contabi-
bdade commercial. que o mesmo lar o referi-
do al.aixo assignado ; o feito o tal exame, tanto
nos livros, como nos celebres balancos que o
mesmo Sr. deo, se verificar o zello, e honra
deque lano alaideia ; bssiii o espera o assig-
nante Luiz Jos Marques.
\ Madama Mura modista Franceza mo-
radora na ra do Rozario-estreila n. 19, ten-
do de retirar-se para lora do imperio avisa
por isso a seus fregue/es, que Madama Laves-
sier desdo o dia 8 do corrento fita substituindo
seu lugar do modista ; o espera por isso que

... m.
m
seus froRuezcs Ihecontinuema dar aquelle ocof-
Ihimeiito que at aqui divao a dita Madama
Maria e visto dita Madama Lavessier ser
; muilo boa modista como poder mostrar em
qualquer obra de que seja incumbida. (11)
AlugSo-so tres pequeas casos de taipa ,
com quintal nos soburblos desta cidade por
barato preco a quem se responsabilisar pelo
alluguel do (odas; na ra nova luja n. 58.
2=Constando ao abaixo assignado, que tem
de ser levado a praca um sitio, e urna parle do
um sobrado pertencenle ao casal de Ignacio
Francisco Pendra Dutra por execucao de An-
tonio Pinto de A/evedo avisa para que nin-
guem allegue ignorancia que tern feito ares-
to mui anterior nos ditos predios pela ac^ao ,
que encaminha no lui/o de OrphSos contra o
dito casal pelo que voio com embargos a dita
esecucSo os quaes pendem em auto apartado,
e protesta haver ditos predios de quem quer que
os arrematar na concurrente quantia de sua exe-
cuefio.-/tenia Jote Bernardet, '1T)'
14-NA BOTICA, K ARMAZEM DE DRO-
GAS, NA RIADA MADRE DE DOS, N. 1
Vondem- se as preparacoes seguintes por pre-
co muilo coii'mo lo c de superior qualidade.
Magnesia Calcinada ptima
Os salutares efleitos desle medicamento como
purgante nui suave o capa/ de so appliear a to-
das as pessoas de qualquer sexo ou idade ab
sorvendo ao mesmo lempo todos os cidos exis-
tentes em nosso estomago e que tanto per-
lurbam nossas lunccoes digestivas tornan) seu
i uso recommendavel, c mnito neceaaario. A
experiencia lem mostiado a hum sem numero
de Mdicos sabios, o verdadeiros observado-
res do efleito therapeutico dos medicamentos,
que tanto maior he a sua BCC80 purgativa ,
quantu mior he a quantidade de cidos que a
maior parte das ve/os desenvolvem nossas doen-
eas d'estomaga Urna ou duas colherea do so-
pa misturado com agua durante o dia he
ouantjdade sulliciente para produzir bom el-
feito.
iNjmesma casa lainl.ern se vendem tintas
todos os outros objectos de pintura ; verni/es
de superior qualidade entre elles hum perfei-
tamenle branco e que se pude appliear sobre
a pintura mais delicada sem que produza al-
leracio alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Root do Rermuda ; Sag ; Sabonetes; Sabio
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras inglezas; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, r pos para denles ; Pastilhas de mu-
riato de morphina e ipecacuanha ; A/ul li-
nissimo proprio para ailar rcrupa Pos de sei-
dlils, e de soda ; I'astilhas de bi-carbonato
de soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
segetaes univer-aes do l>. Brandreth, viudas
de seu aulhor nos Estados Unidos, de. &c. (36)
6 M. S Mawson Cirurgiao dentista
acha se residindo no segundo andar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado da matriz aondo
continua a botar dentes minoraos (cando in-
corruptiveis o apparecendo inicuamente como
denles naturaes tambem tira a podra a qual
nao sendo extrahida em pouco lempo tanto ar-
ruina os denles; chumba com ouro ou prata ,
para privar de augmentar a corrupeao tam-
bem tira, tima e faz todas as operacesdenticaes
com a maior delicadeza ins**p| elle esfera
que os elogios c o muilo patrocinio que tem
receido pelos beneficios que tem produzido na
sua pratica durante quasi quatro annos de re-
sidencia nesta cidade se rao garantas suftiei-
enles para is pessoas que preeisarem de seu
prestimo, naoodeixem de o procurar. (17)
cou um mez ausente. A razo da viagem era
urna visita a urna velha purenta.
Durante este lempo, a cidade de Pirmasentz
continuou a seguir a via do progresso. Urna
manhaa, vioro em tumulto pedir Ricardo a
aulorisaco de plantar una arvore da liberdade.
- Planlai quantas arvores quizerdes. A-
quelle que plaa urna arvore (az urna boa ac-
(5o. So vos fosso indillerenle qne a vossa arvo-
re de liberdade produ/isso cotejas ou macaos,
isso seria muilo melhur.
Reunirao-se na praca.
- Meus amigos, disse Heinricb, estis ven-
do como nos arrancamos, um por um, lodos os;
seus privilegios pallida tyrannia. Que arvore1
escolberemos ?
Aqui comecou grande estrepito ; cada qual
tinha a sua arvore de pre lileccao.
- O carvalho he o emblema da forca.
O choupo se arroja para o co,
O larivo esta sempro verde.
Fo-se a diocussio animando trocariio se
muital injurias o llgumas pancadas. Emfim
doinliiao-M' pelo carvalho e lorio airancar
un arbusto no pateo de um rendeiro. () ren-
deiro quiz defender a sua arvore ; umeacarao-o
que o enforcaro n'ella .
mente de no i te que forio plantar a ar-
Heinricb ordenou
todas as casas cm signal de alegra e quebra-
rn se com pedradas as vidracas d'aquelles
que nao illuminavfio. Depois cantaran etn re-
dor da arvore at muito larde.
No outro dia de manhaa mandou o judeo
dizer a Ricaido quo tendo espirado o praso ,
ia mandar vender o palacio para se pagar das
sommas quo adiantra. No mesmo momento,
acharao-se os jardins do principe cheios de gen-
te : crn cidadaos do Pirmasentz de um lado ,
e do outro Heinrich c seus partidarios. Todo
o mundo lallava ao mesmo tempo.
(Queremos a liberdade de fazer lluuiiuar!
Queremos a liberdadu de nao iluminar !
Queremos a liberdade de arrancar ar-
vores !
Eu quero a liberdade do conservar as m-
nhas !
Queremos a liberdade de aier bulbo de
noile 1
Queremos a liherdedc de dormir !
Queremos a liberdade de quebrar as vi-
dracas !
Queremos a liberdade do nao termos ai
nossas vidracas quebradas !
\ iva a liberdade !
Fu responder! sol vosoi pedidos ma-
nhaa de manbia responden Ricardo.
wtinuar-$e-h


LOTERA das MEMORIAS
2 HISTRICAS.
Premio grande 8:000 #000
Dito immediato :000 000
As rodas desta lotera n-
dito impreterivelmente no
dia 17 do correte anda
que fiqnem bilhetes por ven-
der, como j fo annuncia-
do. (14)
3 Aluga-se um sitio na Ponte-de-Uchda ,
com boa casa coclieira estribara e alguns
arvjorodos ; na ra Nova n. 44, segundo andar.
3 Aluga-se um moleque periti> cosinheiro ;
quemo pretender dirija-se ao sitio grande do
Mondego; junto ao do Sr. Luiz Gomes Ferrei-
ra. (4)
3Aluga-se um sitio na Passagem-da-Magda-
lena aonde mora o Cnsul inglez com mui-
to boa casa, cochoira, estribara baila com ca-
pim boas cacimbas e fruteiras; a tratar na
ra Nova ti. 44 segundo andar. (5)
. 30 abaixo assignado faz sciente ao publico,
que ninguem faca transacao com Joao Francisco
Santos de Siqueira, st-nhor dojengenho Pirangy,
sobro duas lettras por mim assignadas a favor
do fallecido Tenente Jos Vlaria Callado sendo
urna de 380/rs. e outra de '200/ rs. cujas
lettras foro passadas a favor do fallecido Te-
nenie em pagamento de mu a porco de cavallos
de fabrica, que Ihe comprei para o dito Siquei-
ra ; o que elle me passou um papel, ohrigan-
do-se a pagar sendo assignado em '20 de Ja-
neiro de 1840 e como o dito Siqueira conser-
va em si estas lettras j pagas por isto faco
este annuncio para que fiquem de nenhum effei-
to ditas lettras.- Joao CU maco Pereira da Sil-
va. (16)
2 Aluga-se urna casa de dous andares, coru
um grande armasem na ra do Torres por
preco commodo ; |rata-se na ra da Aurora
d. 5S. (4
2 Perdeo-se no dia 8 do corrento, desde a,
ra Nova ate a da Praia 4 cartas vindas d*<
Brejo da Madre de Dos para as pessoas se-
guintes ; I). Mara Francisca da Silva Lavra ,
]>. Alcxandrinha Hoza de Almeida I). Anna
Eduvirge e Manoel Joaquim da Costa Maia ;
roga se a quein as achou o obsequio de as ir
entregar anda mesmo estando j abertas ,
na ra Nova n. 1?. 9
2 i'recisa-se alugar um cosinheiro ; na ra
da Aurora n 26. (2,
20 Bacharel formado Joao Florlpes Idas
Brrelo mudou sua residencia da casa n. 12 da
ra das Cruics para a de n. *.'() na mesma ra ,
no primeiro andar: caiii contina a advogar no
civel ecrime.
2 Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
9 da ra do Queimado ; a tratar na loja do mes-
mo sobrado. (3
2 Manoel Francisco Coelho faz sciente ao
publico que contina a acceitar alumnos para
sua aula de grammalna latina e portuguesa;
quein se quizer ulihsar dirija-so a mesma aula ,
e cusa de sua residencia, na ra estreita do Ro-
tario n. 'i5 primeiro andar. 6
2 Precisa-sede um moco de 10 a 20 annos,
para caixeiro de urna venda j tendo praticu
destecslabclccimento a tialarna ra da Auro-
ra em S. Amaro, casa de Manoel Ferreira Lima.
2Precisa-so deoO^rs. com os uros de 10/
passando-se lettras a contento do dono pagan-
ao-se por cada rnez com o juro seguido \'// rs.
por espaco de 4 metes, que venba a ser 6o# rs. ;
quein quizer dar annuncie.
5O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
os seus scrvicos s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar e afianca a mais escrpulo
sa exactido e o maior zelo no desempeubo da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest -
inose quizerem ulilisar.dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Bua-direita ,
sobrado n 121. Joaquim da Funseca Soa -
ret de Figuei>edo. (9)
3=^a loja de marcineiro n. 91 na ra Direi-
ta, acbao se venda 4 commodas re entrnen-
te chegadas da cidade do Porto, de rico picaran -
d, e feitas com toda a pereicao do-se por
preco rasoavel a fim de se elecluar um saldo de
conlas. Io)
2 Oflerece se um moro liranco de idade
de 2G annos para criado de qualqucr casa ou
mesmo rara servente de qualquer servico sendo
dentro desta prar-a; juntamente urna moca Por
tu"ue?a rhegada prximamente do fra pa-
ra criada de qualquer urna casa de lamilia ca-
pa/ ; quem de seus prestimos se quizer uti-
lisar, dirija-se a ru.i estrellado Ro/ario venda
n. 8. ...
:> O Padre Venancio Henriques de Resende
prope-seadarlicoes de Francez,Inglez,e latim.
mediante urna gratilicuco mensal rasoavel ;
quem se quizer Btilsar do sen prestimo aci.ai
o-a por ora na cosa de sua residencia no Coe-
llio sobrado n 2 das 2 horas da mcjihSa
at ao roeio dia a dasi di i-da darde. 1)
I'.i/em-se chapeos linos de mas-a, e de
palhinha de feitio para qualquer fabrica, e as-
sim como cascos de palhinha para homense
senhoras.e tambem caixas de chapeos de 1280 a
duna, ditas para cbapellinas ranrezas a 25U,
o sendo com torno a trez equatromil ris, ditas
para tnuquinhas a 800 rs. : na ra Direita fa-
brica de chapeos de Nunes Sette. (8)
2 A 30 dias pouco mais ou menos desapa-
riceo do Mondego um cozinho dogue de cor
amarella, orelhas cortadas, e olhos grandes;
quemdelle soulier, querendo restituil-o ao seu
dono, dirija-se a ra do Uvramento n. 36 ,
quesera bem recompensado, pois o dito para
ninguem mais serve em razo de ser um cazal,
e promotte-se a pessoa que o levar um filho que
melhor se acostuma. (9)
2 as Precisa-se de um (oitor solteiro, que en -
tenda de plantarles e trabalho de enchada ;
dirija-se ao Recife na ra da Senzalla Velha n
136 ou na Capunga na ultima casa terrea da
ra que vai para o rio.
2=Precisa-so de um caixeiro de 16 a 18 an-
nos para venda qne jn tenha pratica e de boa
conducta que saiba lr, e escrever : na ra
de Apollo n. 1, defronte das casas do Sr. An-
gelo Francisco Carneiro.
1Qoem precisar de urna mulher Portugue-
zu j sdosa para ama do urna casa de homem
solteiro ou de pouca familia dirija-se a ra
Nova loja n. 28.
Quem annunciou pretender urna colleccao
do Panorama dirlja-se a ra do Collcgio ,
venda n. 16
Quem annunciou permutar um sitio por
casas em Olinda declare aonde he o sitio.
1 Precisa-sede um escravo para o servi-
co de urna casa, e que saiba alguma cousa de
cosinha ; no Recife, na ra do Rrum na ulti-
ma casa do lado do poente. (i)
1 Precisa-sede um rapaz com alguma pra-
tica de venda ; quem se adiar nestas circums-
tancias dirija-se a ra da Crui, armasem
n. 33. ;4)
Roga-se ao Sr. que por graca tirou da
casa da sociedade tbeatral Philo-Thalia em a
noutedo dia 29 do mez p. p. um veo e urna
bandeja haja de mandar entregar ao thesou-
reiro da mesma sociedade no piazo de 3 dias,
do contrario ser o seu nome publicado, e obri-
gado a entregar judicialmente.
J O Snr. E. M. F. haja de no praso de 8
dias ir tirar os seus penhores do contrario
sero vendidos para paeamento do que deve ,
vstese ter Ando o tempo que marcou ; os pe-
nhores sao os seguintes ; um crucifixo, urna
cruz de caixo 4 varas do cordo e duas
voltas de colar.
LOTERA da matriz da boa-vista.
As rodas desta lotera nao tendo podido ter o
seu andamento no dia '2 do corrente com foi
annunciado corriitn no dia 38 do mesmo mez ,
por delerminacao do Exm. Snr. Presidente da
provincia.
1Precisa-se de um fetor, que trabalhe ,
cntenda de plantacoes, e vaccas, para um sitio
na Magdalena ; na ra de Agoas-verdes sobra-
do n. 66 ; no mesmo sobrado comprao-se la-
uingeiras para mudar. (5)
1 Qualquer pessoa que quizer dar para
so vender capim por cunta da mesma pessoa ,
que o der dirija-se a ra da CoHceicao da
Boa-vista n. 6. (4
1 Dcscja-se saber a morada do Snr. Joao
Joaquim de Castro e Costa ; na ra da Cruz
n.2. (3)
1 Peranle o Sr. l)r. Juiz de Direito da se-
gunda vara do civel, no dia 20 do corrente se
ha de arrematar a parle de 3:095^919 rs. que
Jos. Rogerio Marcelino tem na casa de dous an-
dares e solo n. 100, na ra Direita dcsta ci-
dade. (6j
3 Precisa-se alugar urna casa para grande
familia, em boa ra, prefeiindo-se sobrado
de um andar, cujo aluguel nao exceda de 300^
rs. ; na ra do Caldeireiro, sobrado de dous
andares n. 12. (5.
3 Quym tiver bens livres e desembaracados
as libas dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo vender dirija-se a esta
Typographia, que se dir quem pretende com-
prar. (5)
Compras
oCompra-se urna duzia do cadeiras, que
estrjaoem bom estado; quem tiver annuncie.
2 Compra-so um par de ferros boleados para
ollcio de chapeleiro que estejo em bom es-
tado ; na ra Direita fabrica de chapeos de
Nuno Sette.
2 Comprao-se effectvamente para fura da
provincia mulatas negras, e moloques de 12 a
20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens n. 16. 4)
Compra-se umrelogio, sabonete de pra-
ta ; na ra Direita n. 16.
1 Compra-se o livro Cames, que esteja em
bom uso ; quem tiver annuncie. (2)
Comprao-se cfTectivamente para fra da
provincia niulatlDha*, amulas, e mais cscra-
vos, de 13 a 20 annos pagao-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Rozario n. 30 pri-
meiro andar.
V< lirias
5 Veodem-se cneios bilhetes da lotera das
memorias histricas a 5120 rs. ; na praca da
Independencia livraria ns. 6 e (3
3 Vende-so urna Biblia em porluguoz o la-
tim comentada pe' Padre Antonio Pereira ,
quarto grande, com estampas, e em 7 volumes;
na ra da Cruz n. 28, (4)
2 Vendo-so um par de pulcoiras de ouro ,
obra bem feita por preco commodo ; na ra
das\Cruies n. 40. (3)
2 Vende-se urna bonita casa de campo no
Pfleo-da-panella ao p da Igreja com dous
quartos na fronte e dous atraz dispensa co-
sinha fra semalla, e estribara; na ra do
Trapiche n. 24. <5)
pra-
barricas e as libras, e encholre de primeira sor-
to a -2200 rs. a ar'roba o a libra a 80 rs ; na
ra das Larangeiras sobrado n. 5, de Claudio
Duboux.
__ Vende-se a obra do Eva o Ave; na
ca da Independencia ; livraria- ns. 6 e 8.
1_ Fende-se urna escrava do nac<> de bo-
nita figura cosinha bem, lava do sabao e var-
rella engomma liso a he quitandeira ad-
verte-se quo nao se vende por defleito ; na ra
da Cruz n. 43. (5)
__Vende-se um moleque de 12a 14 annos,
de bonita figura ; na ra da Praia de S. Rita
n. 25.
Vende-se urna negra crioula do '20 annos,
I Vende-se umcarrnho de 4 rodas, muito
leve, para um cavallo e outro maior para cosinha, cose engomma e lava em casado
dous cavallos ambos de ptima construccSo ; corretorOliveira.
no Atierro da Roa-vista a fajlar com o segei- Vende-se urna cama com o eucol,hao n
ro Misuel 15- travesseiro ludo anda em bom uso, e por
- Vende-se bretanha de rolo com 10 varas I Pf> commodo urna barretina para guarda
a 1600 rs. e a vara a 160 rs. pannos finos nacional com todo o apparelhn; no beco da
de cores a 4000 rs., dito mais ordinario a 2 00 Lingoela segundo sobrado de dous andares,
rs. brins brancos de listras a 480 rs. a vara q',e v. dito de linho a IODO rs., chitas finas a 140, 160
e >0 rs. casimiras do cores proprias para
coeiros a 1*200 rs., merino preto entestado a
3000 rs. cassa-chitas muito finas a 280 rs. ,
mantas de linho grandes a 3000 rs., chales de
merino a 3000 rs meias para meninas a 2500
rs. ditas para meninos a 2000 rs. o masso
Vende-se um terreno na Capunga no lu-
gar o-nde leve o porlo antgamente e lambem
se reta'ha a porco que o comprador quer; na
ra Imperial P- 7-
__Vende-80 rape de Lisboa em libras o as 01-
lavas doui'1 niuito preto chegado a poucos
dias ;'na loja i-'c Antonio da Silva (nsmo, na
ditas pretas para homem a 160 rs. o par, cha- ra do Queimad,' "V- ,
poos brancos sem pello francozes a 3 rs. di- : Vendem-se 4 moloques de n.cao
tos de castor a rs. ditos de massa, pretos,
linos a 5# rs., ditos mais ordinarios a 2500 rs.,
cambraias adamascadas muito finas a 5000 rs.
o corte o outras multas fasondas por preco
commodo ; na ra do Crespo, loja n. 14 do
Jos Francisco DiaS.
I Vendem-se esleirs de Angola peque-
as a 360 rs., azeilonas pretas a 28 rs. a gar-
rafa passas a '00 rs. bolaxinha ingleza qua-
drada a 280 rs., dita redonda a 240 rs., aba-
nos a 1200 rs. o tent vassouras de timb a
480 rs. a duzia, caf de carosso a 140 rs cor-
das de embira 3o00 rs. o cento ditas de croa a
OOO rs. cevadinha de Franca a 280 rs. fa-
rinha do Maranho a 120 rs. cerveja preta de
bocea de prata a O rs. dita branca superior,
doce de goiaba por preco commodo ; na ra
estreita do Rozario venda n. 8. (1*2)
Vende-sc urna escrava sen, vicios nem
achaques o que se ufilanca, sabendo fazer lo-
do o servico de urna casa ; urna dita de 15 an-
nos cose bem e ho recolhida ; urna parda de
meia idade boa cosinheira engommadeira e
lavadeira ; um escravo peca de 20 annos ; dous
moleques de nacao de 13 a 14 unos; um lii: -
do mulalinho de 13 annos, proprio para pa-
gom ; na praca da Boa-vista n. 19.
Vendem-se dous barris que serviro de
viudo e algumas barricas que serviro de
bolaxinha o dous canarios cada um em sua
gaiola ; na ra da Cruz n. 6, primeiro andar.
Vende-se urna negra de 18 annos, que sa-
be cosinbar, engommar e tem principios de
costura ; na ra do Sobo n. 8.
1Vende-so ptima cora de carnauba; na
ra da Cruz, armasem do assucar n. 33. (1
Vende-se una rica caideirinha nova por
proco commodo ; no pateo da S. Cruz botica
n. 4, do Garneiro.
Vendem-se sellins inglezes de patente ,
elsticos, forrados lodos do couro do porco ,
cabreadas rolicas nglezas, estribos de mola,
ditos de metal branco espadas prateadas. com
roca e sem ella, talins e cananas para olliciaes,
tanto de cavallaria, como de infantera ludo
por preco mais commodo*, do que em outra
de 16
inos, muito lindos e ptimos para qual-
quer ofllaio ; 5 osera <'<>* de nacao proprios
para todo o servico ; ui. escrava de nacao ,
.noca, engomma liso, e cosinha; urna dita
quitandeira e lavadeira toJ" S8 dau a on-
tento ; na ra nireita n. 3. )
IVende-so um pro lo anda moco, pade-
ro e canoeiro e cor bons princ.'u'os de pe-
drelro ; na ra larga do Ro/.iirio n. !.* :)
1 Anda reslo alguns terrenos par- so ven-
derem por proco commodo na ra Nisva por
dotraz da ra da Concordia que divide com a
travessa do tallecido Monteiro e d-so a fa-
culdade do dividirom os terrdnos com os palmos
que quizerem : a tratar na ra larga do Roza-
rio n. 18. O)
\ Vendo-so boa farinha para bolaxa a U'.--
rs. a barrica : no armazem por dotra/. do thea-
tro.
I Vendem-se redes de palhinha do Mara-
nho muito bem feitas, proprias para tomar
fresco nos sitios e lambem para salas por
prec commodo; na ra do Crespo ao pedo ar-
co de S. Antonio n. 2, eria ra do Queimado ,
loja defronto do beco doPeixe-lrilo n. 7.
Escravos fugiiios
6 No dia 29 de Juribo do corronte anno,
desapparecero do sitio do viveiro do Muniz, no
Atterro-dos-Aflogados 3 escravos os quaes.so
os seguintes : Malheos de nacao Cabund, do
30 annos bonita figura est bastante gordo ,
cor preta cara grande olhos vesgos mos
bstanlo grossas de calos do botar canda, pois
he canoeiro, o venda agoa em candas. Manoel,
do na^o Camundongo, do 28 annos do bonita
figura olhos grandes e abugalbados, ha de ser
bastante barbado por j Ihe eslar nascendo as
suissas cor fula tambem he canoeiro he
muito espantado quando se falla com elle. Lou-
ronco|, de nacao Mucambiquc de 25 a 28 an-
| nos do bonita figura cor preta, olhos rvgu-
laies mas muito alvos, tem urnas marquinhas
Idesignaes do sua torra todos bem fallantes ;
I quem os pegar ou der noticias certas, rece-
qualquer parte ; tambem se fazem apparelhos, ber& joo.OOO de g alifleacao no mesmo sitio,
para cama e toda a qualidade de colxoes ; na ou na rua do Crespo sobrado de 4 andares o.
(le
na
no
rua Nova defronto da igreja da Conceico n.
28, loja do Antonio Ferreira da Costa Rraga. .
1 Vendem-se os passaros seguintes todos
muito bons cantadores ; urna sabia da malta ,
um bicudo um corij um canario de impe-
rio ; 4 meias pipas ; 2 (landres e urna bande-
ja de madaira tudo pertencente ao trafico de
a/eite de carrapalo; na rua dos Martirios n. 32.
Vende-se um moleque da bonita figura, de
14 annos ; na praca da Boa-vista n. 30, segun-
do andar.
Vende-se um taxo grande de cobre com
14 libras e meia em muito bom estado ; na
rua da Roda o. 23.
Vende-se um negro de nacao Cacange ,
25 anuos cosinha e nao tem achaques ;
pracioha do Livramento sobrado n 50 ;
mesmo sobrado aluga-se um moleque.
Vende-se a obra do Feliz Independente ,
e um liteiro, que serve para loja de miudezas ,
ou decalcado ; na Camboa-do-Carmo n. 27.
IVende-se um sitio perto da praca com
casa de lijlo bastante grande tem as melhores
fruteiras Ierras com lorgueza para plantacoes
e grande baixa para capim o vaccas ; em Fra-
de-portas venda n. 90. (5)
Vende-se urna negra de nacao de 18 an-
nos bonita figura abo bem ozinhar o lavar
de sabo ho muito fiel e faz todo o mais ser-
vico de urna casa ao comprador so dir o mo-
tivo, por que se vendo : sendo pura o mallo me-
lhor ; na rua do Queimado n. 52.
IVende-se a armacao envernisada e envi-
dracada da loja n 'jO da rua larga do Roza-
rio e tambem se aluga a mesma loja ; a tra-
tar na mesma. (4,
Vende-se um par de casticaes de prata da
ultima moda por preco commodo ; na rua de
S. Rita n. 87.
\ Vende-se superior salitre refinado em
10, no terceiro andar 21)
? Fugio no dia 5 do corrente o escravo
l"rancisco,do nacao Cacante bailo com urna
belida no olhodireito caneca cornada de car-
regar peso eo maior signal que tem lie ter as
juntas dos ps grossas e estalar quando an-
da, lovou camisa do algodo ecalcas de estopa;
quem o pegar, leve a Olinda, no Varadouro n.
3 que ser gratificado. (81
No dia 7 do corrente desappareceo da ca-
sa do abaixo assignado urna escrava parda ,
do nomo Theodora de 40 annos alta secca
do corpo cabello coUado com marrafas e
pentos tem um p e tornozelo cuchado de eri-
sipela levou urna troucha com vestidos de va-
rias qualidades, camisa um panno fino pre-
to bandado de soda rouxa ; quem o pegar, le-
ve a rua largado Rozario 11. 48, quesera bem
recompensado.
Manoel Joaquim Pascual Ramos.
i Fugio no dia 4 do corrente o cnoulo de
nomo Pi de 23 annos lovou calcas brancas
o camisa do algodozinho altura ordinaria ,
secco do corpo, rosto descarnado, bom ladino,
olhos pequeos e vivos canellas u bracos fi-
nos falta-lho um ou dous denles na fente ;
quem o pegar, leve a botica do pateo do Carino,
quesera gratificado.
No dia 8 do corrente tendo sabido a ven-
der pao urna preta com vestido amareilo, criou-
la o no.ue Cosiiia tem no rusto unta peque-
a cova procedida do um dente cor fula, per-
itas finas, p upalhetados olhos pequeos o
afumacados desappareeera o Buppe-Se an-
dar por esta prava ; quem a pegar, leve as Cin-
co-pontas, sobrado 11. 44, que ser. gialiAcaio.
liBClFB N&TP. DZ M F. DB Fahia. 18V4.


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