Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05115


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Full Text
Aiino de 1844.
Sabbado 6
O Dual >|.ublica-ae ludo* os di* que nao fortn sant>nca4o : o prego da gastara
he de ir mil r*. por quariel pagos adianlados O* annunciosdos assignanies sao iaseridoe
gratis e lo |ue nao forem i raio de 80 rei por linha A reclama6es derero ser diri-
flda* W lyp "" <<" <->" 4 oa praga PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiakka,- farahyba, segundase ,e*i.s ferasHio Grande do Norte. cheg*8e22e pa
te 1l)c4 Cab, Serinhaem llioFormoso. Macejr, PorioCalvo, e Alagoaa no i '
Ha Idecada mea.__Garanhuo a Konilo a lile Sida ca ct a i3. ti dito Cidale da Victoria quimas feiras. Olinda toda* o* da*.
DIASSDA SEMANA.
4 Seg s. Theodorico. Aud. do J. de D da i. ,
i Tarea .. Ohon Bel. od doJ. da da 3. t.
3 Quarl Jacinlho. Aud do J da D. da 3. y.
Quinta la-bel Aud do J de da 2. T
5 Se i la Aihanano. <"' a0 J deD_da2. t.
6 Sal s Duoiing. Bel. aud. do J. de 1). da i.r.
t Uom. s. l'ulqueria_______________________________
a -w/emuai. lum'fnmeammsnBxianBaxami.miMMU'JBnm
DIARIO
de tlulho
Auno XX. K. 150.
Tudo agora depende de n* meamos; da nossa prudencia, woderago- energa: co-
tinuemua cumo principikmoa a eeremus apontados cora admiraqao entre as aague* mal*
culta*. (lWlamacau da Asseinbla Geral do Iran.)
ctMiui (o uu 5 iik jt'ina, compra
Cambio* obre Londres '25. I Our.-M-ieda de 6,400 V. 17,300
m ii Pars 3/0 rei* por franco u N. 17.100
u Lisboa 112 por i 00 de premio I de 4,000 9,*00
IPrata-iaian,,, 1,960
Norda de cobre ao par. I .. Pesos colummnare* 1 ,tf Idam da Isiras Je boa* firmas 1 a 1|4 0|Q | Diloa meiicanoe 1,60
renda
17,500
17..100
D.liOl.
1 80
1,9*0
r3L5JS.T3S>T
PHASES DA LA NO MEZ DE .117.110.
La cheia a 50 aos 12 min. da lar.Ie. La ora a 15 aos i min. da larde
Minguanle a 7 as 8 boras e 28 min da manli. [ Crescente a 82 a* 6 h t 51 m. d* tarde.
Preamar de hoje.
Primere as '.I boras e -IS min. da manha. | Segunda aa !l boras a'-' minutos da larde
MBUrrflMV
_sg_grm.:g-7*e.,-ra:'ra:ra
PkUTt OFFiClAL
Comineado das Armas.
EXPEDIENTE DE 17 DO PASSADO.
Oficio Ao Exm. Sr. Presidente, parlici-
pando-lhe, que ein observancia das Imperiaes
Ordens.edas que I lie communicou em daladeS
do correnle, (e/.-so elTeeliva no dia 11 a passagem
do Major Joao Pedro de A. e \guiar para o Es-
tado-maior de segunda classe, enodia 12 a en-
trega do colimando do batalhao do Artilheria,
recebondo-ocom as devidas formalidades o Ma-
jor graduado G. A. F. P. da Cunba, como
mais antigo, visto nao se ter anda apresentado
o Tenente-Coronel nomeado Commandante.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., communicando-
Iho, quu bavendo oSegundo-Tenenle Felis Mi-
guis sido destrabido do servico da companhia
de Artfices, onde estava addido, em falta de of-
iciaes, mandara excluil-o, visto achar-se pre
sentemente substituindo ao Tenente Jos Ber-
nardo Fernandos Gama, na commissao de que
eslava incumbido junto ao Govorno.
Dito Ao Commandante da Fortaleza do
Brurn, remetiendo despachado pelo Exm. Sr
Presidente, o requerimento dos presos do Jus-
tica, all recolhidos, rio qual pediSo providen-
cias sobre seren alimentados.
Dito Ao mesmo em 15. para ser conserva-
do em custodia Manoel de S Leitao, conforme
requisitra o Chefe de Polica.
Dito\o Commandante interino d< bata-
Ibo de Artilberin, dizendo-lho, que a vista do
seu officio de boje, mandara desligar do corpo
do Guardas Nacionaes destacado osoldadoFran-
cisco Exeqaiol da Silva Urca, dezertor da s-
tima companhia, o qual sena mandado apr-
senla! pelo respectivo Commandante1.
PortaraAo Commandante do corpo de G.
N. destacado, mandando excluir do mesmo ao
soldado Francisco lixequiel da Silva Urca, por
serdezortor da stima companbia do batalho
do Artilheria, a cujo Commandante devia re-
melle I-o.
EXTERI0
ESTADOS-UNIDOS.
Veto-York 17 de Abril.
A queslao da annexacao de Texas Uniao
pareca continuar a excitar inaior interesse. O
Madisonian de 12 di. Sabe-se que o trata-
do do annexacao entre os Estados-Unidos o To-
xas foi boje assignado e que sera submetlidu
;i approvaco do Senado logo que se puderem
preparar os documentos que o acompanbao.
Com tudo,duvidava-so muito queoSenado qui-
zesse approvar o tratado.
M. Wilkins, Secretario da Guerra havia
publieadouma mensagemaosseus retentes cons-
lituintesdo Districto Congressonal de Allcgha-
nia Pensylvania &c. annunciando que o
tratado havia sido assignado, e dando as razos,
porque acquiescera me lida. O Jornal do
Commercio de Nevv-York ebega o ponto de a-
prcsenlar as seguintes dispoziees como muito
semelbantes s do tratado colindas de varias
ontes irrosponsaveis.
O tratado nao provft sobre a amortisagao
das dividas de Texas alin da somma do pro-
ducto das vendas das suas trras, que devem de
ser transferidas para os Estados-Unidos.
A annexacao deve de tor lugar no 1. caso
simplesmente como territorio dos Estados-Uni-
dos c nao como Estado.
A instituidlo da escravaria deve de icar em
abt-rlo para ser decidida pelo Congresso de-
pois que o territorio pedir permisso le ser ad-
mitalo Uniao como Estado independente.
*t O tratado deve do ser approvado pelo Se-
nado dos Estados-Unidos dentro em 30 dias; na
(alta do quedeixara deser obrigatorio para qual
quer das partes contactantes.
t O Madisonian diz que nos termos do
mesmo tratado nao so achara lefao alguma ob-
*s
O COMMANDANTE. (")
POn EG. GDINOT.
As boras se passaro assim rapiase encanta-
doras n'uma conversado apaixonada. Os dous
amantes tinho tantas cousas que dizer-se de-
pois de tilo longa e to dolorida separaco !...
J odialinha raiado, e ainda ellles eslavao
no mesmo lugur, com as maos enlacadas una
na outra, trocando palavras abrozadoras, repe-
tindo mil vezes aquillo que ambos sabino tao
bern, e desaliando a desgrana a que os attingis-
se, pois que a Providencia os havia reunido.
Era un bello sonho !... Mas devia acabar.
O criado grave bateo discietamente porta
do sal -o e annuociou a visitas de M. F'liunbert.
Fredenco fez o criado repetir varias vezes este
nome primeiro que desse acord de si.
>im... sim, diselinalmentecom un pro-
fundo senlimento de terror; j ouvi! o Com-
mandante !...
Donde provm essa perlurbacao? Ihe
perguntou Mathildes.
Nao he nada respondeo Frederico cons-
trangendo-se. Ura importuno... Dizei Ihe que
sabi!
Eu ja disse queoSr. eslava em casa. M.
Flambert pretende que se trata de um negocio
muito importante.
Ouvio-se a voz do Commandante murmurar
afumas palavras de impaciencia. Elle era ca-
paz ue sallar por cima de lodos os obstculos.
Entrai n'esse gabinete disse Frederico a Ma-
tlni.les; eu vou livrar-me d'esta visita, e depois
sou todo vosso.
Ainda a porta do gabineto nao setinha fecha-
*l Vid*. Diario n. 145, 1-16. U7, U8 e
149.
do atrnz de Mathildes, e ja o Commandante ti-
nba entrado no sallo.
b diabo disse elle, sou indiscreto de-
sarranjo urna conferencia.
Que ideia replicou Frederico.
Ideia que me veio sob a forma de um
iinuissimo porte d mulbcr i conlinuou o Com-
mandante. i
Estis engaado Mas vamos para o rneu
quarto disse Frederico.
Fara que ? estamos ptimamente aqui.
Nao nao, vinde !
occionavel para quem quer que seja manilesta-
menteopposto admisso de Texas
Pelo que toca s negociaces do Oregon ,
li o correspondente de Washington o mesmo
jornal, quo Mr. Calhoun havia proposto por
limito a parallola de 49 graus; mas que as ins-
trucQcs de Mr. Pakenam nao Ihe permitliao
aceitiil-o. A questiio da tarifa ainda eslava em
discusso na Casa dos Representantes.
Os negocios do Hay ti, que be agora theatro
d'outra revoluto oocupa a attencaoda impren-
sa da Jamaica. Publica-se urna proclamacao
do Presidente Herard. annunciando que os Hes-
panhoesdo lado occidental do Haytitinhao ten-
tado outra voz declarar a sua independencia de
seus negros senoros.
Sctna passada na Caa dos Heprtstntantet.
Tinlia occorrido un combale na Casa dos
Represantantes, o4]ual he assim descripto no
New-York Sun :
Washington 23 de Abril.
Teve hoje lugar a mais vergonhosa scena
dentro da Salla dos Representantes. Nasco
ella da discuss5odo Bill da Tarifa, estando to-
da a casa em commissao o foi a nica cou-
sa que se fez Mr. Wright do Indiana ,
foi o primeiro que subi tribuna e de-
endeoobill. Mr. White (Whig) de Kentu-
ckv respondeo-lhe, e passou a denunciar que
Henrv Clay tinba-se vendido a J. Q. Adams ,
&c. DepoisqueMr. Whilo tinba consumido a
sua hora observou Mr Kennndy de India-
na que a imputacao era toda vedadeira. Mr.
White replicou dizendo que a tinba refuta-
do tanto quanto Ihe permettia o lempo. Mr.
Ralhbun Demcrata, de New-York disse
que a imputacao era verdadeira o quesera
provada. Sendo White assim contradilado ,
deo um passo para Rathhun, e ambos se engal-
linharao. Os memhros mais novos correrao to-
dos ao conflicto c apartarao os combatentes.
Em quanto se travava este conflicto dentro da
barra, um certo Williain S. Vloore, cxo, que
CO.
est aqui ha muitas semanas para ohler urna
preteneio do Governo tentou introduzir-sa
dentro da salla ," foi impedido, edisparou urna
pistola em Mr. M'Causlin, membro por Obio.
A baila errnu o alvo do tentador de assassinato.
e ferio um Official do Capitolio. Moore foi
posto em custodia. Todo o negocio foi remet-
tido n urna commissao de 5 membros para in
vestigacao tjom instrueces do propr um Bill
para punicio dasoensas commeltidas dentro
da Casa Assim terminou aquello negocio. A
pedido dos amigos drao-se as maos Rathhun e
White, no meio dosapplausos da Casa. Moore
licou retido em custodia do Sargento de Armas
da Casa U l'erimento do UITicial nao mor-
tal. A baila entrou-lhc na cxa.
O Senado remelteo o tratado para a anne-
xacao de Texas Commissao dos Negocios Es-
trangeiros, depois lo-se duas vezes o Bill do
Ancoradouro Occidental. (rime*.)
Comiiisinicado.
Quanto rninba discricSo, nao he preciso di-
zer-vos que podis conlarcom ella. Cesarina nao
ba de saber nada.
Cesarina sempre Cesarina exclamou
Frederico.
Sim, proseguioFlambert, tinheis-vos al
guin Idilio tsijurtiuo eua i '. 2gcra tcsssi
remnos? Eia nada de flaqueza .' As infi-
delidades sao um dos nossos privilegios, a nos
ouiros bomens. Isto nao entra em linha do
conla. Bofe no bom lempo eu estive dez ve-
zes a poni de me cazar, e nem per isso deixava
As nossas loteras. = Do ha muito que se
queixo os gostadores do jogo das loteras de sua
na direccao o islo contina de modo tal, que.
a nao haver remedio da parte do Governo ellas
se devem acabar. Todos os dias os Diarios des-
ta cidade do avisos de quo correm as loteras
em dias certos, e sempre em falso ; e agora o
procedimento dasadministraces das loteras das
memorias histricas, e Matriz da Boa vista con-
corre para exaitar a justissima indisposico, que
j esta enraizada. Certamcnte nao pde-se
comprehender como se annuncia o andamento
das rodas da lotera das memorias segunda vez
para o dia 2 do correte e por accordo de S.
Exc. o Sr. Presidente para ambas as vezes bur-
lar-se a espectaliva publica. Consinta-se pois
a um inleressado por meio deste olivar ao Exm.
Sr. Presidente, a fim de tomar providencias de
conformidade com o regulamento de 27 de A-
bnl deste anuo. Muito cumpriria para regu-
laridade de taes trabalhos ,, que o Thesourciro
Ah! ja sei. disse Flambert deixando-se de t.r tres ou quatro intrigas amorosas ao mes-
levar para o quarlo de Frederico; nao queris j mo lempo. Mudar, ser voluvel, engaar, era a
que a pessoa que aqui e4ava com vosco oica a I mirilla divisa Urna nica vez fui seriamente to-
nossa conversacao. Porque m'o nao dizieis cado no coraco, o ento, devo confessar, eslava
Repito-vos que estis onnanado. Euesta- quasi tao absurdo como vos estis agora. Ean-
va sozinhoquando enlrastes. |da 0Je. quando n'isso pens, sintona alma um
Ah isto be muito forte !... Quando eu ; nao sei que... Foi entretanto na Allemanha,
vos digo que vi! Queris provas ?... Ella he al- como vjs, que cahi no laco -' He preciso que as
la, loura, tem um vestido de seda pardo claro. mulheres d'esse paiz tenho um poder inteira-
No vos embrais que ha um espelho diante da! mente particular !... Mas que estis lazendo ?
porta do vosso gabinete ? Depois d'isso, o que nao me escutaw?
eu nao posso comprehender bo que me lacaisj Nao, Commandante, nao; esta manha
mysterios a mim. Sou eu por ventura um men-1 nao estou bem disposlo... nao tenho o espirito
tor muito severo, e nao sois vos senhor de vos- socegado... Mais tarde, se quizerdes, continua-
sas acedes
? Estaveiscom urna inulber.' Ser ', ""emos esta conversacao.
isso cousa que um rapaz
do
deva encobrir? Onde; Isto he, quererieis ir ter com a senhora
loura ? Nao ba nada mais natural; porm, pri-
rr.eiro que tudo, devo dizer-vos duas palavras
jeerca do negocio grave que aqui me traz.
- Um negocio, dizeis ?
Sim, o vosso duello.
Que duello?
Como, que duello? Dar-se-ha caso, meu
joven amigo, que tenbais perdido copipleta-
mente a memori ? Pois nao vos embrais da ri-
>
est o mal ?... Ah j sei Ho por causa
vosso prximo cazamento com Cesarina?
Cesarina!... meu cazamento !... Fallai
mais baixo, Commandante, eu vol-o peco !
Ah sim, por causa da senhora loura ?
Prfido com que vos a engais!
Eu enganai-a !
Parece meque est bastante claro De-
mais, isso nao he de minha conla. hslou s-
mente encantado de ver que tinba razo quan- xa quo hunlem noute tivestes com Maucroix?
do vospredizia que em breve lempo esquece- J me nao recordava: sim, tinha-mo es-
rieis vossa paixfio infeliz para correr a pos as a- quecido d'isso o do mais; porm aqui estis vos
venturas. Fosleis mais depressa e mais longe para me reslituirdes cruelmente a memoria..
do que eu esperava: isso vos ecidade.] Tudo est afranjado; brigareii amanhaa
espada. Terieis talvez preferido a pistola? Mas,
como ofTendido, Maucroix tem a escolba das
armas.
Que me importa a espada ou a pistola!
Nao hei de brigar.
Como ?
Digo que nao hei de brigar, que do que-
ro brigar Ouvis? Oh por mais que me o- -
Iheis com arde espanto e de despreso, pouco
cuidado rile d o que de mim se pensar, o que
se dir; mas agora tenho apego vida. Hon-
lem eu poda disputar, ter um duello, deixar-
me matar; mas boje j nao he a mesma cousa,
hoje nao tenho mais o direito de dispor de mim,
a minha vida pertence a outrem: devo viver pa-
ra amar Mathildes, para protegel-a. Ella s me
tem a mim no mundo; nada mais tem, nem fa-
milia, nem fortuna, perdeo tudo por mim, por
que me ama sempre !...
Pobre rapaz decididamente est louco,
disse o Commandante levantando os hombros.
Ue. possivel que o medo de um dueiio ponha um
homem n'este estado!
Insultai-me! continuou Frederico no
augoda exaltacao; dizei que eu tenho medo!
Que me importa '.' para mim s ha Mathildes
no mundo; o resto nao he nada !... Mathildes
que veio a mim, que est ahi... porque elia es-
ta abi, Sr. e foi ella quo vistes ha pouco !
Que exclamou o commandante, a vos-
sa Mathildes est em Pariz? est aqui, em vos-
sa casa ?
Sim, Sr., est aqui no seu derradeiro,
no seu inviolavel asylo; perto do mim, seu pro-
tector, seu esposo.
Oh oh tornou Flambert, isto he outro
caso Seu protector, concedo; mas seu esposo,
eis o (ue nao admiti. VOS vos esqueceis, meu
joven amigo, que estis obrigado em outra
parte ?
Mathildes recebeo os raeus primeiros ju-
ramentos !


*
fsseums, ou entao, que positivamente se
prohibissem por-se a vender bilhctos de urna lo-
teriam quanto no corres.se outra.
Islo posto espera-se que da parto do Go-
vernoda provincia parta medidas convenientes ,
para que taes abusos se nao ropitao pois nao
convem jamis, que so prolongue por tamanho
espaco asextraces que s sao proveitosas aos
vendedoros de bilhetes e nao aos comprado-
res que cmpato para proveito d um s.
M iscellaoea
RELIGIO.
A KKVELAQA5.
{ContinuacSo do numero antecedente )
A Tradico primitiva, cujo annel primordial
sobe atea Divindado, e forma a primeira fiada
do Christianismo desenrola-se ao travs do
mundo antediluviano, a maneira dessas largas
vias Romanas,bordadas de palacios, de cabanas
e de rebanbos que atravessavao de um fim ao
outro o vasto I mperio dosCesares. Aos dous lados
segrupo as barracas, os rebanbos.os altares, as
torres,as cidades, o as sepultaras desses homcns
primitivos, que se corrompem em seu caminho,
ea quem o diluvio varre da superficie da torra,
deixando no cume das mais altas montanhas
ieitos deconclibs, e de sal martimo, que tes-
ti'munhio habilaciio temporaria das agoas na
regiao das nuvens.
A trra so povoa; e os descendentes de No,
instruidos pelo Patriarcha, salvo do diluvio, e
ainda tocados de terror com a lemhranca do
grande Cataclysmo que mudou o curso dos
ros, o transtornou a face do mundo, servem
ao mesmo Dos, e observao os mesmos ritos.
Este laclo se prova pelas conformidades frican-
tes, que se notao entre osdiflerentes Cultos da
anliguidade. Levantando-se os veos misterio-
sos, unsdepois de outros, que esconden) a sua
fonte, nao se deixa jamis do achar um Dos
Supremo incomprebensivel sem nome. a
quem todos os povos primitivamente adorrao
m templos, virgens de dolos
Porm o Sabeismo mistura pouco pouco o
culto dos astros com a crenca pura dos noachi-
des; dolos d'ouro, de prata, e de hronzcse e-
levo em os templos em forma de torre onde
os astrnomos da Chalda observao o exercito
das estrellas. Elles admiro o Co edepois
o adorio; Dos be esquecido pelas suas obras,
e ( cousa estranha ) as trevas religiosos vao
engrossando proporcao do progresso das ar-
tes, da civilisacao, e das luzes: bem cedo ludo
ser Dos, exeepto Heos mesmo, entre os po-
vos mais sabios do Oriente.
Ouvis vos esse longo grito de afllicao. que
retine, como um dobre lgubre de sino, pelo
longo das plagas sonoras da Syria e que en-
contra um eco nos muros longinquos de Car-
tlago ? He o grito de morte dos meninos que
se sacrificio a Moloch. Vedes vos essa pallida
joven donzella, que caminba com a fronte en-
ditada de esplendidas, fitas de perolas, e cujos
veos bordados d'ouro rocaoj as canas dorio
Egypcio ? He acsUnoiva do Nilo. Sacer-
dotes com a fronte cingida de grinaldas d'hera
conduzem-na seu esposo ao som das harpas,
eaosussurro cadenciado das dansas msticas;
urna onda azul, como o Co, deve ser seu leto
nupcial. Apressai-vos, adoradores sabios do
santo boi Apis, nao vedes que elies espe-
rao debaixo da vaga limosa vossos croco-
dilos sagrados? Sera licito fazer esperar deo-
zes ? .. E l mais a baixo, porto das ribeiras
do Ganges, esse joven, que caminha lenta-
mente coroado de flores funreas, e em torno
do qual nao ba cnticos, nem tochas, posto
que o altar esteja preparado, ealua esteja
posta ? He a victima, quo o povo, ma'is "bran -
do, e pacifico da trra, offerece secretamente
Sactis, deoza da morte. Teutates quer sangue
debaxo dos negros bosques da Gallia. O san-
sjue, quo corre em ondas sobre o altar agreste
da Etruria nao be o sangje dos bodes, e bran-
cas novilhas: e tu tamhem, berreo das Gracas ,
trra risonha, onde fforecem os mirtos, teus
altares de marmore eslao ondeados de man-
chas vermelhas; um pobre ser humano exhalou
ahi sua alma e sua vida em honra de urna
divindade feroz.... Ah lodosesses deozes no
pdem ser, senao deozes falsos!
Mas urna alampada solitaria luz ainda no
meio das trevas quo cobrem o mundo: em
um recuado canto dAsia se eleva um templo ,;
Dos recebe sem partilha as honras divinas: a
Judea inteira nao tom mais, que um templo ,
e este tomplo lie puro dos sacrificios abomina-
reis, quo mandilo os das outras divindades.
Os coslumes dos filhos de Israel nao talhao me-
nos, do que suas crencas sobre os eos tu mes
geraes do tempo. Este povo isola-sedos outros,
como se temesse manchar-se com o seu contac-
to. N3o se liga com o estrangeiro, nao como
com o estrangeiro, nao ora com o estrangei-
ro, nao esluda com o estrangeiro ; e o estran-
geiro bem longo de ser convidado para as suas
lestes, perdera a vida, se penetrasso em seu
templo. nicos possuidores de urna lei sabia,
e santa, que emana dizem elles, do Dos,
que adorao, os Judeos sao mais antes carcerei-
rosdella, do quo guardas. Sua religiao tern
trancas, e ferrolhos, que elles atiri com des-
den) sobre os idolatras; e os idolatras expe-
rimentao no sei que movimento de temor res-
peitoso para como Dos nnico de Israiel. O A
rabe (untes da ordem do Mahomet,) voltava
se para o lado do templo de Silo, querido ora-
va, (posto quo ello tivesse no deserto um pro-
prio). chamando esse templo de Ni3o a Casa
de Dos. O Syro julga-sc seguro de vencer ,
se souber, que os Juueos irritarao seu Dos;
e os Persas mandilo as tribus cativas para a sua
patria em respeito ao Dos, que ellas ser-
vem.
A lei, pela qual se governa o povo de Dos ,
he ao mesmo lempo a mais antiga lei do mun-
engastado em altas montanhas, como urna i do, a mais perfeita, ea nica, que foi sem-
esmeralda no ouro. Esto templo be o do Dos' pre guardada sem interrupcio em um Estado ;
dos bomens antes do diluvio. Os filhos de No norm esta lei he ao mesmo tempo a mais seve-
fizerao para si outros deozes ; elle escolheo pa- ra, e rigorosa de todas. Ella obriga aos Ju-
Os segundos annullao os primeiros: isto
be de re^ra, em amor como em politica. Os di-
reitos de Cesarina, alm d*isso, siio fundados
n'uma reparacaode honra. Destesa vossa pa-
lavra ao Commandanle Flambert, eo Comman-
uauie rlamberisaber uicar-*o a cumpr;! s...
Para principiar, vou fallar Sra. Motbildes e
informal-a do que ha.
Suspendei! exclamou Frcderic, pondo-
se dianle da porta.
Deixai-me passar! tornou desabrida-
mente Flambert.
Nao !
Crianca, nae sabis que eu vos despeda
caria como urna penna !
Pois bem, eu vol-o peco de joelhos nao
vades nao Ihe fallis nao Ihe digis nada! is-
so seria matal-a !
E nao ter ella scropre de aira saber o,
que ha ?
Sim.sim.sem duvida !... porm, mais
tarde... eu mesmo Ihe fallarei.
Bem mas ide tranquilsar-vos, recobrar
a razao ?
Bem vedes que estou com lodo o meu san-
gue fri.
Entao, retractis todas as loucuras que
ha pouco me recitaveis? e me prometteis que
vos comportareis como homem honrado para
com Cesarina c para com Maucroix P Demais
disso, nao ha que recuar. Eu aqu estou por
Cesarina e Maucroix sebera constranger-vos a
brisar.
__ Pois que seja agora mesmo; c que me l-
vre de urna vida quo me he odiosa Sim, he
preciso acabar com isto. Eu nunca ousarei
conTessar o meu crimea Mathildes e tornar aj
appareeer dianle d'ella carregado de unfperju-l
rio. Amorte be o meu nico refugio contra al
desgrasa !... Vos decidiste que o
, duelto leria lugar amanhSa ? e eu quero
que teja oje... Vou BoicaoieaUj screve gu-
ra si um povo entre todos os povos, e otomou
para a sua heranca. Este povo privilegiado
sabio todo de um s homem, e este homem ,
que nao foi um conquistador, ou Rei da trra,
acha-se misturado as tradicoes de familia dos
rabes, nos fastos da Persia, o na religio da
India, a fim de que o testemunho destes povos
confirme, quo elle existi.
Os filhos de A lra ti a m reconbecem com or-
gulbo, que elless teem tudo do Dos de seu
pai. Foi elle, quem velou sobre o frgil berco
ile sua nacao, bem como a aguia vela o seu
ninho; e quando sua patria adoptivo os redu-
zio escravido, elle fez prodigios estrondosos
para libertal-os. A trra, que pz5o, e que
conauistrao ponta da espada, nao he sua ,
he de Jehova : por isso a dividirlo, como ir-
maos, e nenhum Israelita ficou sem heranca.
Este povo nao tem castas, como os povos, seos
visinhos; todo o Hebreo he nobre por direito de
nascirnento ; porque Dos nao quer, dizem os
Velhos, que o irmo diga seu irmSo: eu sou
di melhor sangue que tu. Nao ba escravos
entre elles; porm servos, a quem o anno santo
d urna liberdade sem limite. As filhas deste
povo devem ser castas sob pena de morte Eta
nacao, q je soube comprehender bem a digni-
dede do bomem, guardou com um cuidado a-
iuda mais zeloso as prerogativas de Dos. Ete
lP
mas linhas... Um adeos a Matildes, e mi-
nhas ultimas vontades para que a ininha fortu-
na a ponba a salvo da necessidade... E depois,
corro casa de Maucroix 1
Frederico abri a sua secretaria, e, sem escu
tf Flambert, etcVcG saSucSpCuius seu tes-
tamento. Depois, disse ao Commandantc :
Fostes vos que me deitasles a perder, mas
eu vos perdo !... Promctttis-me cumprir fiel-
mente a misso de que vos vou encarregarn'es-
te momento supremo ?
Peior he essa disse o Commandanle com
en.oran; temos outra loucura Ha pouco nao
querieis brigar, e agora queris morrer!... Nin-
guern est livrc de ter um duello, nas nao se
segu que nao saia delle com vida !... Aqu es-
tou eu que tenbo tido vinte !...
Euseiasorte que me espera, replicou
Frederico. Recusis fazer-me a promessa que
vos pego ?
Quaesquer que sejoas vossas vontades,
cu vos juro que as hei de executar, te... por a-
caso... vos forem fatees as alternativas do com-
bate.
Muilo bem !... Tomai esta carta que en-
tregareis a Mathildes com este testamento e es-
tes papis de familia. Eu vou directamente
casa de Maucroix: no entanto ide arranjar ar-
mas, e depois viris ter comnosco no bosque de
Vincennes .. e nao cumprireis a vossa missao
senao depois de tudo acabado.
Eu espero que tudo se ha de terminar
bem, e Tomai mais isto... sao as cartas de mi-
fili;i mil... E que papel he este ?... Ah he a
certido do meu nascirnento disse Frederico
com um sorriso cheio de tristeza.
O Commandantc abri machinalmenle este
ultimo papel, e disse :
- Estis engaado esta certidSn no trat
ovos'sonome Haescripto n'ella: Frederico de
ObtralbaL
dos para contel-os no dever urna multidao
de observancias particulares, e penosas, e pune
de morte toda a infraccao grave. Ora, o povo,
que a recebeo, e que aguarda, como o ava-
rento guarda o seu ouro, esta bem longe de ser
um povo de sabios Elle he inflexivel, oden-
lo, disputador, altivo mplacavel, cubicoso,
o orgulboso at ao grao mximo. Esta lei ,
que elle nao ousa saltar, muitas ve/es a torce;
edir-se-hia, que elle procura engaar a Dos
por urna hahil hypocrisia. Mas este freio, que
elle branuuea, todava o guarda; mas esta re-
ligifto, que o garrotea, ello a acredita; mas,
vndo ahora do perigo elle dar, parasalval-
a, seu campo paterno seu ouro, e sua vida;
elle dar a vida do filho nico, a quem ama ;
revoltar-se-ha um contra mil pare defendel-a;
enterrar-se-ha debaixo das ruinas de suas cida-
dellas, combatendo por esta causa. Escravo ,
elle carrcgar. a sua lei debaixo de um Co es
trangeiro. e vivir mais antes em urna abjeccao
voluntaria, do que jamis desertar della. Que
povo jamis fez taes cousas por urna lei pura-
mente humana ?
Esto povo nao he somonte crente por essen
fia? he lambern fidmiravel pela sinceridade.
Esses I i vros santos, que elle guarda com tanta
fidelidade, quo scus Escribas at Ihe contSo as
linhas, eas letras, a fim de que nenhuma in-
Heo meu nomede fmilia; eu nao to
mei o titulo de Conde de Valberg senao depois
da morte de meu lio, e julgava vol-o haver di
to... Adeos, Commandanle; at logo !
Esperai! esperai disse Flambeit conli-
_. j .
uudiiuu a ici.
Sera possivel, grande Dos !... mas sim... he
isso mesmo .. Frederico de berslhal, nascido
nocastello de Kerwell, a 8de Abril do 1810! ..
E estas cartas escripias por sua mi !... a lettrn
de Hellena!... Nao ha duvida nenhuma Fre-
derico Frederico!. .
Frederico tinha sabido, e ningucm ouvio as
palavras do Commandanle, quando elle excla-
mou:
Frederico tu hes meu filbo.
Ferido no combate de Rastibonna.M. Flam-
bert, escutando taS rnente seu zelo e seu ar-
dor, se tinha apressado a deixar a ambulancia
para correr a novos perigos. Pouco tempo de-
pois, lendo sido destacado do seu regiment
com alguns bomens para ir levar urna ordem
estrada de Vienna vio sua ferida tornar a
abrir-se, e forao t3o graves os accidentes d'esta
recahida, que o ferido se achou impossibilitado
de coutinuar seu caminho. Isto se passav a
pouca distancia do castello de Kerwell,para on -
je Flambert foi transportado: deixarao guarda
do por um s cavalleiro e o destacamento se
poz de novo em marcha sob o commande de
um Official Inferior. Kerwell estava habitado
por Madama de Obersthal joven e linda mu-
Iher de um velho coneelheiro ulico. Flam
bert recebeo a bospitalidade a mais benvola ;
os bons cuidados que Ihe forao prodigalisados
produzio em breve lempo sua cura completa;
mas a campanha estava terminada, e o joven
'Pnenle se descuidou longo tempo nas delicias
da convalescenca.
Madama de Obersthal viva s'inha no seu
castello onde seu marido, o grave concelbei-
ro> u2 '.jiti- quatco veiei uv iuuu. u
terpolaco seja nelles praticada. esses I i vros ,
digo, nao pactizao do maneira alguma com
orgulhodeste povo; antes polo contrario eon-
teem urna satyra sanguinolenta da sua conduc-
ta em todas as pocas. Moyses enrueca por de-
clarar ahi : que este povo lo sempro profun-
damente ingrato para com elle primeiro a
quem tanto deviao, e depois parii com Dos ,
a quem deviao tudo. Elle prev, que elles
pouco depois da sua morte cahiriao em devassi-
des horriveis ; e legou-lbcs o seu livro com
predicos medonhas e maldices solemnes ,
ordenando, que elle fosse collocado no taber-
nculo debaixo das azas d'ouro dos Cherubins,
como testemunho perpetuo contra este povo
de cabeca dura, que sem cestar recalcitra o
ferrdo. (Continuarse-ha.)
COMMERC10.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- -
Alfandega.
Rendimento do dia 5..........13:748*162
Desear rey a hoje 6.
Barca Globe diversos gneros.
Movimento do Porto
Navio sahido no dia 5.
Liverpool ; brigue inglez Slewarts capitao
John Fishcr carga algodao e assucar.
MWJSaKHS-
Editw 1.
^'Jtu-Bowm.
O Fiscal da freguezia de S. Pedro Martyr de
Ulinda pela lei, ^c
Faz saber a quem convier que em obser-
vancia 88 Posturas Municipaes, ponhao em exo-
cucao a revista del medidas correspondente ao
crrenle anno e todo aquello qu dentro de
i() dias depois da publicacao deste nao revistar,
ficar sujeito a pena da lei. Olinda, de Ju-
dio de 1844. ss Antonio Manoel Lobo.
MOR jMMMPk"
Declaracoes.
= Para o Aracaly, recebe a mala no dia II
do corrente o bi..te Nora Olmda.
= Para o Aracaly, recebe a mala no dia 24
do corrente, a sumaca Estrella do Cubo.
= Para a Parahyna, e Rio Grande do Nor-
te, recebe a mala no dia 6 do corrente, a escu-
na Leopoldina.
I .....1- I II____L ilg
Avisos martimos.
1 = Para o'Rio de Janeiro, vai sabir breve o
brigue nacional Indiano capitao Hraz Cae ta-
o de Mallos, pode receber alguma carga e
passageiros para o que tem os melhores com-
isolamento, este abandono, ero ao mesmo
tempo crueis e perigosos para urna alma senti-
mental e melancholica. N'esso lempo, segundo
elle se comprazia emrepetil-o, Flambert era
moco, brilbante e ornado de todas as vantugens
que pucui u-uiLdi u iiicicciiiit.'dio de um con-
quistador. A farda de hussaro Iheassenlava s
mil maravillas : seus bigodes pretos se dese-
nhavao graciosamente no seu rosto empallide-
cido pelo solrimento; sens olhos eran vivos e
temos, e elle pintava com fogo sua gr.aidao
pelo anjo que o salvara: era assim que ello de-
nominava Madama deOberslhsl, ou antes He-
lena, porque em breve nao Ihe deo mas outro
BOOM.
Quando tres mezes depois Flambert dei-
xou o castello de Kerwell a separacao foi do-
lorosa. Ambos prometlrao que se tornanao a
ver, que se tornariao a encontrar ; mas os suc-
cessos linhio decidido de outra maneira. Raras
vezes o Imperador conceda a seus officiaes de
hussaros a faculdade de cumprirem seus jura-
mentos ede se consagraren) ao culto da fideli-
dade. O regiment de Flambert foi mandado
para Hespanha; depois fez e campanha da Rus-
sia e o joven lente, promovido a cspitSo
e major nao iese um so instante de descanco
ede liberdade desde a sua partida de Kerwell
at ao dia em que a earreira das armas Ihe foi
definitivamente fechada. Mas entao se tinho
passado seis anuos ; seis annos de fadigss de
perigos de emocoes de todo genero que dei-
xavao bem longe e bem apagadas as ternas lem-
brancas do castello do Kerwell
Entretanto e nos o vimos, o Comman-
danle nunca secsqueceo inteiramente d'esta pa-
rada na sua vida activa e disipada e era d'este
amor que elle '.illava quando dizia: Eu nun-
ca estivo seriamente namorado senao urna ni-
ca \ez no meu mwlhor lempo. As vezes tam-
hem perguntava a si mesmo : Que he fei-
to d V1IU f, L.i'l.0, CIIVAO V gitV a a


Leiies.
1 =Kalkmam & Rosenmund faro leilao, por
intervengan tiiiusnt) do (azoadas frince/us suissas allo-
maos &c. do seda, laa linho e do algodo
propriasd'este mercado; terca-oira, 9 do cor-
rente, as 10 horas da manhaa no seu arma-
zem, na ra da Cruz. (J)
4 =Antonio Jos de Magalhaes Bastos tendo
de rtirar-se para fra da provincia a tratar da
sua sade la ni leilao na casa de campo de stia
residencia, no Manguinho e no dia, que se
annunciar, da mais rica mohilia pratas, lou
Cas, crystaes, e de um magnifico carro do qua-
tro rodas com todos os pertences a parodia de
cavallosdo mesmo outro dito bem ensinado
para carro e outro do sella ; advertindo-se ,
que os pretenderles ao carro e cavallos p-
dem desde ja dirigir-se ao seu escritorio na
sua casa da ra do Queimado ou ao corretor
Oliveira. (13)
2Porordem, e em presenta do Sr. Cn-
sul da Blgica, e por conta c risco de quem
pertencer. se far leilao, por intervengo do
corretor Olivoira de cerca do mil arrobas do
llotiii provoniento da carga do brigue Rubn
arrutado a este porto onde Coi legalmente
condemnado, na sua viagem que fazia de 13a-
tavia com destino a Anvors : sabbado 6 do cor-
ren le os 10 horas da manha no armazem do
Sr. Bailar na ra d'Apollo.
Avisos diversos.
modos e taobem escravos a frele ; quem per-1 = Um mogo Portuguez casado de boa con-
tonder. entenda se com o consignatario Ma- duda bem conhecido nesta praca seofTerece
noel Ignacio de Oliveira, na ra de Apollo para caxeiro de ra de qualquer estabelecimen-
n. 18. (8) to, quem pretender annuncie
5-Para o Rio do Janeiro secue com bre-| = Oabaixo assignado ten do lidooannun-
vidade a polaca nacional Providencia; quem co imserido no Diario de sen nda feira 1 de
na mesma qui/.er carrogar, ou ir de passagem Julho, a venda de urna parte da casa torra de
dirija-so a GaudinoAgstinho de Barros Pra-| solio na ra do Aragao. sientifica apublico
cinha do Corpo Santo n bo, ou ao Capitao que ninguem contrato a dita parte sem se en-
Benedicto Martins, a bordo. (ti) tender com o aba.xo assignado, pois se acha
embargada por divida contrada pela pessoa a
quem elle pertence. Jos do Sacramento Soma.
4v>so importante ao publico.
11Acaba de chegar urna porcao nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da m-decina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
acomposico d'ellas inteiramente vegetal eia
lo conhecidas nesta cidade as varias molesti-
as do figado febres rheumatismo lornbri-
gas, ulceras, escrfulas, erysipelas, e he o me-
Ihor remedio condecido para o sangne; roga-se
aos inlermos do provarem este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receituario
em casa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joao
Card .so Ayres, ra Nova Guerra Silva e Com-
panbia Atierro da Moa-vista, Salle* o Chaves
ao prego de IjOOO cada caixinha. If)
3Manoel Jos de Moraes Guerra, subdito
Portuguez, retira-se para oru da Provincia. (2)
3 Retratos assim como toda pintura de
oloo, o miniatura para redomas, ealinetesde
peito, se fa/.em no Atterro da Roa-vista n 63. (3)
2 Aluga^e um bom piolo cozinheiro ou
para outro qualquer servido e dous negros pa-
ra o servido decampo por prego commodo;
no armazem da ra Nova n. ()7. (4)
2 Precisa-so de urna pessoa para trabalhar
de bauleiro ; na ra doCollegio n. 13. (2)
2Um rapaz Brasileiro de honscostumes, e
que escreve com acert e presteza, o fie rece o
seu prestimo a quem dello so queira utilisar ,
i Na Praga da Independencia livraria ns.
6 e 8 vendem-se meios bilhetes da lotera das
Mjmorias Histricas a 5120.
2.=Aluga-se urna casa terrea na ra da Ale
gria com muitos bons commodos para qual
quer familia o preco commodo ; a tratar na
ra Direita n. 9. (i)
Quem acliou um chapeo de sol de seda
do Porto que se perdeo querendo rosttulo
dirija-se a ra do Queimado n. 26. ou annun-
ce para ser procurado.
1 O Sr. Jos da Silva queira ir a praga
da Boa-vista receber urna carta queso tirou
por engao ; na luja de miudezas n 20. (3_i
Precisa-se do um hoineni para feitorde
um engenho sendo Portuguez chegado de
pouco inclhor; na ra do Livramento n. 22.
le ser levado a praca um sitio, e urna parte de
um sobrado pertoncenlo ao casal do Ignacio
francisco Pereira Dutra por execugo de An-
tonio Piulo de \xevedo avisa para que nin-
guem allegue ignorancia quo tem feto res-
to mui anterior neis-ditos predios pela acgo ,
que encaminba no Jui/o de Opilaos contra o
dito casal pelo que veio com embargos a dita
execugao os quaes pendem em auto apartado,
e protesta baver ditos predios de quem quer que
os arrematar na concurrente quantia de sua exe-
cugSo. Rento Jos Remantes. (13)
Aluga-se o primeiro indar do sobrado
da travessa do Queimado n. 1 proprio para
escriplorio ou depozito degeneres; a tratar
na venda do mesmo sobrado.
1 Precisa-se do dous pretos para trabalha-
rem em padaria pagando se bem ou dous
trahalhadores brancos ; na ra da Florentina
n. 3. (4)
/ luga-se o segundo andar do sobrado da
ra estreita do Rozado n. 18 ; quem o perten-
der dirija-se a ra do Nogueira n. 27.
1Precisa-se de urna Portugueza para ser-
vir en. urna casa de pouca familia, distante dcs-
ta praga ; na ra das Trinxeiras n. 42, primei-
ro andar. (4)
1Os Srs. legistas ou donos de venda que
conhecerem o Sr. Custodio Jos Riboiro, Por-
tugus, morador para as bandas de Santo An
lao por favor digao onde mora qualquer
destes Srs., para se mandar urna encommen-
da para o dito Sr. Custodio Jos Riboiro e
disso se licar muito obrigado. (7)
1Deseja-se saber se oxisto nesta provincia
Francisco Machado Bandeira sahido da liba
Terceira em 18 de Oulubro de 1841 no brigue
\ora Sociedade, desde que os seus prenles
nao tcem tido noticia doli; quem delle souber,
far o obsequio de dirigir-se ao armazem n.
44 na ra da Alfandega-velha.
1 Deseja-se saber se nesta provincia existe o
f*r. Joaquim Jos Braz filho natural do Por
do tudo quantosao nevoas belidas intra
macoes, eoutrasdoencas d'olhos, em quefla
he preciso paraseu curativo radical usar-se nao
meios operatorios que a Arte em taes casos in-
dica ea quo o doente necessariamente recor-
re. Um sem-numero de pessois podem at-
teslar com ver.lade os s.ilutares efleitos da 80-
plicacao Jaste remedio prodigioso ; tanto em
di Aeren tes partes do Imperio donde tem sido
procurado como em algumas partes da Eu-
ropa onde seu uso he mais tem conhecido do.
Na mesma casa tambem se vendem tinta*, e
todos os outros objectos de pintura ; verniz"s
de superior qualidade entre ellos hum perfei-
tamente branco e que se pude applicar sobre
a pintura mais delicada sem quo produza al-
teracSo algama em sua cor primitiva. Arrow-
Root de Bermuda ; Sag ; Sabonetes ; Sanio
do Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras iogletas ; Fundas elsticas de patente-,
Eseovas, r pos para dantos; Pasthas do mu-
riato de morphiiia o ipecacuanha ; A7ul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de sei-
dlits, c de soda ; Pastilbas de bi-carbonato
de soda e gingibro ; As verdadeiras pirulas
vegelaes universaes do U. Brandretb, vindas
de seu aulbor nos Estados-Unidos, &c. &c. (36)
LOTERA DAS MEMORIAS HISTRICAS.
propondo se aescreverparticularmenteemqual- tugal do tormo da villa da Cesta Priorado do
quer casa de negocio, ou de justiga, eat mes-iCruto de S. Pedro; pois se roga a qualquer
ma ; poim elle nao ia mais longe. Nao Ihe
voio a idea dse informar.de escrever, e muito
menos o pensamonto de tornar Allemanha
a Ella se esqueceo de mim, di/ia elle. Helo
na nao pensa mais agora senao as cousas serias
da vida ; nao me reconheceria mais ou nao
uucreria maje reconhecerme. HuVu sL
guma cousa deverdadeiro n'este raciocinio, eo
proceder de Flambert nao precisa sem duvida
do outra ustificago. Quando porm urna reve-
lado suliita fez reviver diante d'elle este passa
do ; quando, relendo com seus olhos arrasados
de lagrimas os preciosos papis que Ihe trazio
uina verdade desconhecida o Commandante
exclamou : Meu filho I um sentimenlo
novo despertou n'elle ; sua alma seencheode
alegria de orgulbo -e de ternura apaixonada.
epois um pensamento se apoderou d'elle no
meio d'esla folicidade ; elle se interrogou como
Dos interrogara a Caim e se perguntou :
Que f/este de teu filho?
As paiavras de Frederico esorao entao oo-
lorosarnente no seu coragao : quem me deitastes a perder mas eu vos per-
do /
Sim diise o Commandante balendo na
testa sim eu o deitei a perder liguei me a
elle como um mo genio despedacei o seu a-
mor I anniquilei a sua lortuna lancei-o dian-
te da espada de um espadachn! !... e depos
d'isso quereria d>er-lhe: Eu sou teu pai! Nao!
elle me nao acreditara ou se me acreditas-
se se envergonhana de mim amaldicoar-
me-hia Ob foi folicidade minha quo elle
me no ouvsso ha pouco quando o chame; moa
filho. He urna vergonha ao menos que Ihe I
pouparei '. .. Eu vos perdo disse-me elle ; |
mas eu nao me perdi !
O commandante eslava sentado com a ca-
bi\a encostada em suas doa* maos trmulas: os
solueos o suflocavao: pida primeira vez em sua
vida elle se ochava raco uiante de urna dof, i
Mas nao tardn a robrar animo : o velho lao
mo a ser caixeiro de cobrancas; annuncio ou
dirija sea ra Augusta n. 16 H)
2 Precisa-se frptar urna embarcacSo que
possa condu/ir 800 barricas de farnha des-
irnrrogadasdo brigue americano T-VilliamThal-
cfier condemnado neste porto para os portos
lo Rio da Prata ou se drr esta carga a Ire-
te a qualquer boa embarcado as circunstan-
cias de entrar neste negocio ; a tratar com L.
fi Ferreira & Companhia, consigtarios da re-
ferida farinba. (9)
1 Sociedade Terpsichore.
A commisso. administrativa da mesma tem
marcado o dia 2. do corrente para a sua parti-
da o convida aos Srs. socio- da mesma para
no dia 10 docorrente apresentarem as suas pro-
postas para approvaco de candidatos e convi-
les para a dita partida. (7)
l=Constando ao abaixo assignado, que tem
se endireilou ; seu olhar bnlhou com chamma
nobre um calor generoso veio reanimar e pu-
rificar sua alma.
Hei de compensar o passado exclamou
elle orgulhosamente ; hei de apagar os meus
erros a (urca de dedicacao e salvar o meu fi-
lho !... Si::; hei de s.i!va!-o embora me
cusi a vida e a folicidade !
Era misler ir primeiro ao mais urgente : o
duello. Felizmente deviao esperar por elle pa-
ra o combate que quera impedir Flambtrt
rorreo casa de < aurroix e souhe quo o ad-
versario de Frederico se nao tin'ia recolbido
desde a vespera ; por conseguinle Frederico
nao o linha encontrado. Elle o anda sem du-
vida procurando MUSU o Commandante e
eu o hei de echar.
Os hbitos de Maucroix erao conhecidos do
Commandante que sabia poueo mais ou me
nos onde o podio encontrar a qualquer hora
do dia. Nao tardou a acbal-o e indo di-
reilo ao cbjecto propoz arranjar o negocie Ja
vespera.
Impossivel respondeo friamenle o es-
padachim.
Flambcrt rogou ameacou : tudo foi intil.
Pois bem disse elle, se exigs absolu-
tamente um duello be commigo que vos ha-
vereis
Esta proposigao me lisongea infinitamen-
te replicn Maucroix ; vos sabis que eu sou
capaz de medir-me comvosco e folyarei mui-
to que assim seja ; mas M. de Valberg tem um
direito de prioridade de que o nao ruslrarei ,
por mais que tacis pora me CijrigariCS a com
melleresta injusliga, salvse elle recusar posi-
tivamente o combate e ento en toman-i ni-
camente o lempo de proclamar por toda parte
que elle be urna cobarde.
Maucroix linha posto o dedo na ferida. I'lam-
bort comprehendeo que nao havia meio de im-
ii i r o .
pcuiiu '' idiiai.
Dissemos que o Commandante tinba reco-
pessoa que o conhecer ou nesta provincia ou
em qualquer outra de ter a bondade de se diri-
gir a ra do Queimado n. 61, a negocio de seu
interesse. (8)
1 = O Sr. que annunciou querer 3 canoas
para enlulho, dirijaso ao sitio que fica por de-
trnz do sobrado do finado Monteiro n. 9, que
achara com quem tratar; na mesma casa tam-
Ih'iii se aluga unta canoa de conduzir agoa, que
se faz o,ye mil ris sendo o barde a 20 rs (6)
13-NA BOTICA. E ARMAZEM DE DRO-
GAS, NA RUADA MADRE DE DOS. N. 1
Vendcm se as preparaces seguintes por pre-
co muito comino lo c de superior qualidade.
Colirio anti ophthalmico.
Este medicamento tem as mais enrgicas
ludes para destruir com os bons, e lelizes vir-
sultados. que a longa experiencia tem mos re-
lindo toda a energa de seu carcter para lut-
tar contra os perigos o desgragas que ameaca-
vo Fredeiico. Ello dco prova de sua fo'ga
n'esta circumstancia penosa, permanecendo
cheio de calma e de'dignidado.
Esta bom .' disse a Maucroix ; eu pen-
sei que devia tentar este pSSSO, ... ou anios,
foi a Raroneza que a isso me induzio por moti-
vos que adivinbaes fcilmente; agora que fiz o
que pude aconteca o que acontecer !
Ora pois, proseguio alegremente Mau-
croix eis-vos rasoavel querer impedir um
duello vos deveras eu nu vos reconhecia
n'este caso!
Separando-se de Maucroix Flambert tor-
nou casa de Frederico que tinha voltado pa-
ra junto de Matbildi s, onde o aguardavo an-
da o olvido de seus infortunios o o inesgotavei
thesouru de consolaces o de esperangas que a
mocidade e o amor achso tao fcilmente no meio
dos padecimentos os mais vivos e as situacoes
as mais Uy'veii.
Arrancado segunda vez a suas illuses Fre-
derico cedeo ao chamado do Commandante que
precisou do toda a sua resoluco e de toda a sua
firmeza para resistir ao arrebatamento de sua
emogao paterna e permanecer na cruel circums-
peegao que a s impuzer.
Estaveis com Mathildes ? perguntou
Flambert com voz cheia de dogura.
Sim, respondeo Frederico nao me sao
perinittidos estes ltimos momentos de folicida-
de ? acrescentou tristemente.
Pois eu fiz-vos alguma exprobraco ?
proseguio o .ummanduuir lenbo acaso a ap-
parencia de umjuiz severo ? Nao.' nao.' e a-
< redi (ni que nao leudes amigo mais sincero do
queeu. Ficai com Mathildes, agora e sempre .'
empre exclamou Frederico olbando
para Flambert com espanto.
Pois que a amis pois quo n isso est
3 VCSSci iCiu uiuc .
Que dizeis Commandante? ... Vos
2 Nao sendo possivel dar andamento no dia 2
do corrente me/., as rodas desta lotera, por exis-
tirern anda por vender um numero de bilhetes
superior, ao que deve licar por conta da socie-
dade organisada foi por esta ra/ao transferi-
do anda o referido andamento para o dia 17
do presente mez impreterivelmente segundo
a decisao do Exm. Presidente da Provincia. (9)
8 Jos Marinangeli vai fazer urna via-
gem na Europa. (2)
2A sociedade do armazem de molhados n. 4
ra do Trapiche em que erao socios DiogoCal-
ledai e \V. Raymond foi dissolvida mutua-
mente em 30 de Junho do corrente anno, li-
tando continuando o dito estabelimento de
baixo da firma dos abaixos assignados, e o so-
cio Diogo Calleday est autorisado para rece-
ber o pagar todas as cuntas pertencentes a ex-
tincta sociadade. Dousley Prytz A/ C. (9)
2Nos abaixo assignados recentemente so-
cios no armazem de Molhados n. i do Trapi -
che, temos aberlo outro n. 40 na mesma
ra de'tiaixo da firma de Hallidav Raymond
&.C-- Diogo IIalliday e IV. iaymond.
3Luiz de Barros, subdito Portuguez, re-
tira so para Portugal a tratar de sua sade. (2)
3Joo Mara Seve embarca o seu moleque
de nome Benedicto, para o Rio de Janeiro. (2)
2Alina-se bem pianos por preco commo-
do, e Liinl).'in concertao-sc tanto em sua casa,
como na casa de seus donos e responsabelisa-
se por qualquer falta que houver, nao sahin-
do bem feto o concert, ou a afinacao; na ra
da Concordia n. 3. (6)
consentiris?. Eoquo me dizieis esta ma-
nha ?... Cosarina... A minha promessa. .
= Nao fallemos mais n'isso. Desde esta ma-
nba trnho reflectdo, e sou agora inteiramen-
te do vosso parecer. Os vossos primeiros jura-
mentos sao sagrados ; devoiscurnpril-os De-
iiwiS lia oio ten senvi 9u8 so mundo nao
he assim ? He urna moga boa e nobre um co-
racao puro e dedicado .'
Oh como me fa/em bem as vossas pa-
iavras/ disse Frederico langando se nos bragos
do Commandante, que oaperteu sobre seu co-
ragao com um movimento convulsivo.
Eu explicarei tudo a Cesarina ; encarre-
go-me deconvencel-a, continuou o Comman-
dante. Ficni sem remorsos!
Juro-vosque nada tenho que exprobrar-
me disse Frederico.
E agora acrescentou Flambert, espero
que nao pensareis maisem fazer-vos matar?
Nao!... mas comludo esse duello. ...
He desbragadamente inevitavei'
Entao/. .. disse Frederico abanando a
cabega.
Entao, he preciso que d'elle vos tiris o
melhor que poderdes. Sabis manejara espada ?
Bem pouco.
Vejamos : tomemos floretes e ponde-vos
em guarda.
Bem depressa conheceo o Commandante
que lrederico era na esgrima um desazado dis-
cpulo. Maucroix pelo contraro era con-
sumado nesta arte mortfera possuia todos os
recursos, todas as manhas do jogo do drete ,
e tinlias minias ve/i's feilo um uso deploravel de
sua liabidade. O duello nao oflerecia pois a
Frederico senao urna alternativa funesta. Flam-
bert o comprehendeo mas soube dissimular o
I terror que Ihe inspirava este pensamento.
Voltai para junto do Mathildes disse
elle tranquilamente a Frederico. D'aqui a
una hora tornarei a vir ver-vos.
(Continuar-te-ka.)


f
Aluga-se o primeiro andar do sobrado do
Atierro da [toa-vista n. 3 ; a tratar no mes-
s*.'> das 9 horas as 3 da tarde.
Aluga-se um sitio em S Amaro na en-
trada da estrada de Bellem com casa de pedra
ecal, 4 quartos duas salas cosinha por-
lau na dita estrada boa cacimba de agoa de
beber, e arvoredos de fruto ; no Atterro da
Boa-vista n. 3, das i horas as 3 da tarde.
Recebem-se escravos do ambos os sexos ,
para sevenderem em commissao tanto para a
trra como para fura por ter o annunciantu
muita freguezia e levando menos commissao
deque utio qualquer ; na ra Velha n. 111.
1 Aluga-se um bom escravo padeiro por
prego commodo ; na ra estreita do Rozurio n.
22 primeiro andar. (3)
Um Porluguez cazado e de boa conducta ,
bem conhecido nesla praca se offerece para
caixeiro de ra ou de qualquer estabelecimen-
to ; quem o pretender annuncie.
Precisa-se de urna criada de 60 annos,
quesaiba todo o arranjo de urna casa dando
fiador a sua conducta : na ra larga do Rozario
n. 30, primeiro andar.
Um moco Portaguez de 20 annos, se offe-
rece para caixeiro de qualquer negocio nesta
praca ou mesmo para escriptorio, ou ra,
dando fiador sendo preciso ; quem o precisar,
dirija-se ao beco do Campillo n. 4.
Pede-so ao Sr. Raimundo Jos de Maga-
lhcs, quo antes de relirar-se para fora da
provincia dedirigir-se a ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens n. 44, que se Ihe desoja
fallar.
Aluga-seuma preta que sabe bem cosi-
nhar, lavar e engommar, e he hbil para todo
o servico ; quem a pretender, dirija-se alruz da
matriz da boa-vista n. i>6
Um moco Portuguez de 20 annos so of-
ferece para caixeiro de qualquer estabelecimon-
to ou mesmo para padaria do que ja tem
pratica ; quem o pretender annuncie.
Precisa-se de um sitio, quoseja na estra-
da da Solidade a casa que tenha bons comino-
dos para urna familia que o seu aluguel nao
exceda de 11 3t 12/ rs. ; quem o tiver para
alugar annuncie.
Quem annunciou precisar de 250^ rs. a
premio de 2 por cento ao mez pagando os ju-
ros todos os mezes e dando por seguranca um
escravo dirija-se a roa de Hurtas, sobrado de
um andar n. 66.
Precisa-se de umfeitorsolteiro, que enten-
da de plantacoes e irabalhe de cnxada ; na ra
da Senzalla-velha n. 138 ou naCapunga, na
ultima casa terrea que vai para o rio.
2 Aluga-se o segundo andar e sotao do so-
brado da ra do Rangel n. 11, com muito bous
commodos onde morou o Sr. Or. Antonio Af-
onso Ferreira ; a tratar com Luiz Jos Mar-
ques. (6j
2Precisa-se um caixeiro de 16 aonos an-
uos para venda queja tenha pratica e boa
conducta ; na ra de Apollo venda n. 1 de-
fronte das casas do Snr. Angelo Francisco Car-
neiro. (5
2Precisa-sede urna mulher de idade para
tomar conta de urna casa de um homem sollei-
ro preferindo-se portugucza ; na ra do Vi-
gario n. 13 segundo andar das t as 9 horas,
e das duas as 4 da tarde. (8)
2Precisase de 250,000 rs. a premio de 2
por cento ao mez pagando-se os juros todos
os mezes e d-se por seguranca hypotheca e.n
un. sitio, ou um escravo; quem quizer dar
annuncie. (5)
2O Sr. deengenho que se vio as tristes
circunstancias de se servir do crdito de seu
administrador para o sflSsneaf pin loias de fa-
zendas, e vendas de mulhados para seu susten-
to e de sua fabrica vto que ninguem Ihe
confiava queira dirigir-se a esta piaca dentro
do prazo de 8 das para ajuslar soas coras,
visto as nao poder ir^justar no dito engenho ,
por Ihe constar, que se achao espas no cami-
nbo do dito engenho paia o assassinar. (10
2 Pelo Juizoda primeira vara doCivel des-
ta cidade, se ha de arrematar de renda trieonal,
a casa de sobrado sita no Atterro dos AfTogados
pertencente a Antonio Luiz Ribeiro de Brito
sequestrado pela Fazenda Publica. (8
5 Narciso Jos da Costa vai a cidade da Ba-
ha a negocio que se Ihe faz preciso e deixa
.i >uas casas de negocio no mesmo giro e au-
torisado o Sr. Joaquim Francisco de Azevedo
para comprarem nome doannunciante, e o seu
caixeiro Antonio Manoel da Silva Maia para pa-
gar o que lor comprado nao so em sua ausen-
cia, como o que o anuunoiante deve a esta pra-
ca ; assim como.para recebar dos seus devedo-
res por seus bastantes procuradores em pri-
meiro lugar a sua muiher Momea Senhoriuha
da Silveira em segundo, o Sr. Joaquim Fran-
cisco de Azevedo e em terceiro o seu primo
Jos Pereira de Souza Chaves '.14)
3 Precisa-se alugar urna escrava para todo
o servico de urna casa; na ra do Hospicio n. 32.
3 MadamoiselIeSirgert, Jeannett Thcrese,
retira-se para f.a do imperio. I2j
3 Quum Uvci beos mes c uesembaracados
as lih^s dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo vender, dirija-se a esta
Tjpogiaphia, que se dir quem pretende com-
prar. W
3=Joao 'rcderico Scliroeder participa aos
seus fregueses e ao publico em geral, que
mu Ion a sua tooda de marcinairo da ra do
Aragao para o Atierro da IJoa-vista n. 63, onde
bovo aurica de lannba de iiigu wug ao a-
cha prompto para lazer toda qualquer obra, que
Ihe fr encommendada com exactido, e des-
neg
boa.
sitio de Jos Francisco de Azevedo
Lis-
m
encommenuaaa com exacunao, e oes- >. :
vello assim conw tambera se acho promptas 3- Vende-se urna negra de nacao oe 17
m.i o M j V-J tem vicios e he muito fiel, ao comprador se
lurgiio dentista djr omotivo por que ge Yeudt; na ra das
Cruzes n. 18 terceiro andar.
acha se residindo no segundVandar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado'da matriz aondo
continua a botar denles mineraes ficando in-
corruptiveis e apparecendo inteiramente como
denles naturaes tambem tira a pedra a qual
nao sendo extrahida em pouco tempo tanto ar-
ruina os denles; chumba com ouro ou prata,
para privar de augmentar a corrupnio tam-
bera tira, lima e faz todas as operacoosdenticaes
cora a maior delicadeza possivel, elle espera
que os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na
sua pratica durante quasi quatro annos de re-
sidencia nesta cidade sero garantas suflici-
entes para as pessoas que precisaren) de seu
presumo, nao o deixem de o procurar. (17)
Compras
Compro-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos agradando pago-se bem ; na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar de va randa de pao n. 20.
Compra-se um sobrado que soja novo ,
e em ra publica ; na ra da Praia armasem
n. 14.
Compra-se urna rabeca em bom uso ; por
detradosQaarteUn. 16, primeiro andar; na
mesma casa precisa-se alugar urna preta que
saiba vender na ra.
2 Cornpra-se um negro que seja moco ,
sadio e de bonita figura paga-se bem ; na ra
Nova n. 7.
Vendas
1_ Vende-se o decreto sobre o sello com os
artigo* da lei aue o creou, a 320 rs. ; na praca
da Ind pendencia livraria ns. 6 e 8.
1Vende-se collcccao completa das mximas
do Mrquez de Marica ; na praca da Indepen-
dencia livraria n. 6 e 8.
2Vendem-se barricas com farello vindas
de Lisboa pelo ultimo navio ; na ra da Cruz
n. 52. (3<
2Vende-se um relogio, sabonete de ouro ,
pequeo por preco commodo ; na ra No-
va n. 63.
2Vende-se um escrava de bonita figura, de
nacao Congo vendedeira de ra e faz todo o
servico de urna casa ; 60 e tantos paos de Angi-
co ; na ra do Livramento n. 17.
2__Vende-se urna molequinha ; bonita, de
12annos ; na ruado Torres n. 18. (2)
2 Vendem-se pentes de tartaruga abortos e
lisos, e ditos de marrafas ; tambem se concer-
ta toda obra de tartaruga ; no pateo do Carmo.
esquina que volta para a ra das Irincheiras
o. 2. .()
2_ No Recife, ra da Cruz n. 23 escripto-
rio de Jos Antonio Gomes Jnior, continao-se
a vender saccas com alqueire de superior fari-
nha de mandioca, muito fina e alva feita na
Moribeca por preco irais commodo do que at
ao presente. (6/
2 Vende-se urna negrinba de 8 a 9 annos ,
muito experta sadia e de bonita figura ; na
roa Nova, soinado r.. 55 das R. ss 8 oras da
manhaa e das 3 as 6 da tarde. (4
2 Vende-se um carro inglez de 4 rodas,
quasi novo e ftilo por um dos mais famosos
egeiroi de Inglaterra he muito leve e tem
todos os arreios necessarios para um ou dous
cavallos; pde-se ver na cocheira doSr. Miguel
no Atierro'da Boa-vista, e tratar na ra da
Cruz n. 2. (7
2 Vendem-se dous caixSes grandes com re-
partimentos urn mais pequeo forrado de
flandres duas caixas grandes de pnho pinta-
das de verde urna porco de folba de flaridios
para bolaxinl>a e varios objectos de urna pa-
daria ; na ra das Cruzes n. 18 terceiro an-
dar. 2 Vendem-se bechigas con. graxa do Rio
Grande por prego commodo ; na travessa do
Arsenal de Guerra, armasem n. o ; assim como
16 arrobas de sebo. ,4)
2 Vende-se urna negrinba do nago de
14 annos de muiloboa conducta cose e co-
sinha ; 3 moleques de nago, de 16 annos,
muito lindos, eoplimospara pagens ; 4 escra-
vos de naco mogos com bonitas figuras: na
ra Direita n. 3. (6)
2 Vende-se urna grammalica italiana pelo
melhor autor, que be o professor Moretti, pti-
ma para estudar-sn a dita lingoa em 20 lices ,
eest em bom estado ; na iravessa das Cruzes
n. 8. (5;
2Vendem-se esleirs da India, largas, e
pentes de chilre para marrafas ; em cosa de L.
G Ferreira & Companhia.
2Vende-se um terreno na ra Augusta a
9000 rs. o palmo ; na ra da Praia n. 10. (2,
2Vendem-se chales de Ia8 bordados a 4000
rs. ; na ra Nova loja n. t de Jos Francis-
co Mamcde de Aimeida. J
3 Vende-se um carrinbo de duas rodas ,
bvuUv i Lv vil, csuiivvVv; no ItWj
Vende-se um sextante novo do primeiro fa-
bricante de instrumentos da Inglaterra e um
escaler (Gis;) de quatro remos, muito lindo ;
na ra da Alfandega-velha armasem n. 44.
Vendem-se pilulas do familia do aulor ver-
dadero chegadas prximamente do Porto,
por preco commodo, e um caixilho proprio
para loja de miudeas ou ferragen?; na ra
da Cadeia do Recife loja de erragens n. 44.
1Vende-se milho novo, em saccas de 2
alqueire* e meio do Rio, chegado a pouco, por
preco commodo ; no armasem defronte das es-
cadinhas da Alfandega. 4
Vende-se alqueire e meio de feijSo mulati-
nho proprio para escravos ou para porcos ;
na travessa do Queimado u. 5.
Vendem-se dous barrs que foro de fi-
nito novos e muito bons, assim como barri-
cas que forao de bolaxinha, e dous canarios em
suas gaiolas ; na ra da Cruz n. 6.
1 Vende-se cera de carnauba de superior
qualidade em porco e a retalho ; na ra d >
Rangel n. 1. (3)
Vende-se um negro de nacao de 20 an-
nos de bonita figura, proprio para todo o
servico, ou troca-se porummoleque de 14 a
16 annos ; na ra de S. Rita-nova n. 91 na
mesma casa existe urna carta para o Snr. Joa-
quim Bezerra Cavalcanti, viuda de Unna.
1Vende-se por preciso um escravo de na-
co moco, sem vicios nein acbaques ; Da ra
Direita n. 80. (4)
1Vendem-fe pedras de marmore para la-
drilho brancas e azues por prego rasoavel ;
na ra da Cadeia-velha ns. 12 e 14. '3;
1Vendem-se saccas com muito boa farinha
do Rio de Janeiro e barricas com dita de Ma-
g superior; no armasem de Manoel Ignacio
de Oliveira na ra de Apollo no de Vieira
Guimares, no caes da Alfandega ; o prego ser
commodo, conforme a quantidade, que o com-
prador quizer. (7)
Vendem-se na fundigode ferro da ra da
Aurora machinas de vapor da construcc,o mais
approvada moeudas decanna de varias qua-
lidades mu fornidas ecom todos os melho-
ramentos que a longa pratica tem mostrado
serem necessarios tudo feito na mesma fabri-
ca e garantido ; taxas de ferro de fundo chato ,
asmis approvadas em toda parte onde sao
usadas ; carros de mo, arados de ferro ma-
chinas de moer mandioca muito simples, que
alm do pouco espago queoecupo fazcm bom
cffeito dilas de espromer a raassa ; de nova
invencao emuitt compactas, e outros mui-
los objectos da mesma naturesa.
Vende-se urna venda no Beco-largo do
Recife n. 7, cora pouco* fundos, a dinbeiro.oo a
prazo ; a tratar na mesma.
Vende-se um quarto novo, sem achaques
e bom carregador at proprio para carro por
ser muito ardigo; na ra larga do Rozario ,
venda n. 0.
Vende-se urna negra da Costa de 2* an-
nos sad*a, ene propria para qualquer servi-
go ; no Atterro da Boa-vista n. 3, das 9 horas
at as 3 da tarde.
Vende-se um escravo de 19 annds de
bonita figura proprio para pagem ; na praga
da Boa-vista n. 10.
1_ Vende-se rhetorica do Marinho, arithme-
tica deBcsc!*!, dita fi>. Lrni; deca, Pro-
sodia grammalica ranceza dita da lingos
bunda.jou Angolense, diccionario da fbula, os
peridicos Indgena e o Catlico encaderna-
dos por prego commodo ; na ra das Cruzes,
loja de entadernador n. 35. (7)
Vende-se cevadinha de Franga a 200 rs. a
libra queijos novos a 1000 rs., alpista a 320
rs. o quarleiro, bolaxinha amerirana a 240
rs., cha tiissona 1900 e 2400 rs., cerveja pre-
ta e branca e todos os mais gneros de venda
por prego commodo ; oa ra do Arago ven-
da da esquina n. 43.
Vende-se sal do Lisboa a IfiOO rs. o al-
queire da medida velha; na ra da Senzalla-
velha venda n. 102.
1 Vende-se farello novoem saccas grandes
chegadasde tJamburgo ; na ra da Cruz n. 46.
casa de H. Mehrtens. (:M
1-Vende-se um grande sitio na estrada de
S. Amaro indo para Bellem, passando a ponte
o primeiro portao do lado direito tem urna
casa com mirante e com commodos para 3
familias, muitos arvoredos de fruto de varias
qualidades uina grande baixa para capim e
ter 12, ou 16 vaccas de leite, 3 viveiros de pei-
xe ; a tratar no mesmo sitio. (8)
i Vende-se urn moleque 16 annos muito
sadio e de bonita figura proprio para caixei-
ro de venda por a isto estar acoslumado e
andar na ra vendendo fazenda. ououtra qual-
quer cousa por estar bem o faci de rccebei o
trocar dinheiio ; no beco do Lobato venda
n. 12. 7
1 Vende-se um terreno j atterrado com
123 palmos de frente e 140 de fundo na ra
da Palma delraz da sacrista do Carmo ou
tambem se vendem terronos separados por pre-
go commodo ; na ra otreita do Rozario, ven-
da n. 45. I8
1 -Ynde-M a*! d* tteo nuito bes e woi
mistura a 320 rs. a caada, sendo de mua ca-
ada para cima e a garrafa a 50 rs. ; na ra
da Concordia armasem de capro n. 25. (4)
__Vende-se um bonito sitio no lugar dos Re-
medios com duas casas do pedra e cal urna
rande o outra pequea urna olaria com bar-
ro no mesmo sitio inultos arvoredos de fruto,
boa baixa para capim ebom viveiro. todo por
prego commodo ; a tratar com ^Antonio Lins
Caldas, na ra do Concordia n. 25
Vende-se rap de Lisboa chegado ltima-
mente em libras e as oitavas e tambem rap
de Gasse em libras e as oitavas; na ra do Quei-
mado f loja n. 39, de Antonio da Silva Gunnao.
__ Vende-se um pardo de 22 annos proprio
para oagem perfeito pedreiro ; urna preta de
16 annos, recolhida, engommadeira ecosinhei-
ra urna dita de 22 annos, de bonita (laura ,
cosinheira lavadeira e ho quitandeira ; um
mulatinho de 14 annos. proprio para pag.-m ,
ou offlcio ; urna negrinha de 12 aonos saben-
do \h coser muito bem; um preto de todo o
servigo trabalhador deenxada e ouce; na ra
do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se ora preto offlcial de pedreiro de
18 annos de bonita figura, ede boa conducta;
na ra Velha o. 111.
Vende-se rap de Lisboa, ltimamente
n-enado dito de Meuron Gasse, e Vilete ;
Phn.utosde Havana, ditos de Napoleo e da
n "hi. na ra do Cabug, loja do Bandeira.
_VnnVm-se chitas mui largas cores escu-
ra* /rte lindo" Pa fiJ ? a noca na ra do Queimado esqui-
recoBeixe-fnton.2,edoCo..egio
27, lojas de Manoel Jos Gongalves.
Escravos fundos
3Desta Typographia desappareceo emJ'"
do mez de Junho do correte anno nm ,,re'
velho de nome Domingos, alto reforgado ao
corpo, ps enchados, ecom urna fenda em urna,
perna o qual consta que seguio para a Casa-
forte aonde foi encontrado duendo eslava for-
ro ; quem o pegar, traga a esla Typographia ,
na ruadas Cruzes n. 34, que ser recompensado.
2 No dia 29de Junho do crrante anno,
desapparecero do sitio do viveiro do Muniz, no
Atterro-dos-Aflogados 3 escravos os quaes sao
os seguintes : Matheos de nagn Cabund, de
30 annos bonita figura est bastante gordo ,
cor preta cara grande olhos vesgos, mos
bstanlo grssas de calos de botar canda, pois
he canoeiro, e vendia agoa em canoas. Manoel,
de nago CamundongO", do 28 annos de bouita
figura olhos grandes e abugalhados, ha de ser
bastante barbado por j Ihe estar nascendo as
suissas cor fula tambem ho canoeiro. he
muito espantado quando se falla com elle. Lou-
rengo de nago Mugambique de 25 a 28 an-
nos de bonita figura cOr preta, oihos regu-
lares mas muito alvos, tem urna* marquinha*
designaes do sua trra todos bem fallanes ;
quem os pegar, ou der noticias certas rect?-
ber 100.000 de s atificago no mesmo sitio,
ou na ra do Crespo sobrado de 4 andares n.
10, no terceiro andar. 21)
No dia 18 de Maio p. p. fugio o negro Jo-
s de nago Mogambique ou Mianje de 22
annos estatura regular, cheio do corpo tero
calombosna testa e ao p das orelhas, com fal-
ta de cabellos no meio da cabega causado de car-
regar peso, tem um pequeo calortibinho no
queixo ; este preto ha todos os indicios que
sodeixasse furtar por corto individuo, e por
isso seda 50# rs. a quem descobrir aonde est o
dito escrave ; na ra da Praia n 22.
__ P n smanhecer do dia 3 do correle
opretoJoao.de nago Angola, baixo, belfo!
groases pernas pouco cambadas, ps grandes,
quasi sem barba e falla bem; quem o pegar,
leve a ra da Aurora n. 30, quo i>ei recompen-
sado.
Desde a noule de 30 de Junho, desappa-
receo da casa de Amorim Irmos o escravo
Manoel, crioulo de 30 annos estatura re-
gular consta ter andado nesta cidade com ja-
queta de panno fino, caigas de riscado e chapeo,
he provavel :jue elle tenha casa onde se acoite ;
quem o pegar, leve a ra da Cadeia n. 4i que
ser recompensado.
Fugio do engenho Novo ds Porto calvo
um moleque de nome Lourengo crioulo, do 19
annos muito preto, bonito do rosto estatura
regular, pernas finas; consta que desembarcara
nesta cidade no dia 2 do corrente e que veio
na barcada de Joaquim Nunes e quando des-
embrcou levou um bahu de flandres na cabe-
ga ; quem o pegar, levo ao Atierro da Boa-vista
n 4, segundo andar, que ser gratificado
i Fugio no dia primeiro do corrente um
preto de nome Joo, de nago Cagange de 24
annos bem preto alguma cousa alta, refor-
gado do corpo denles mui alvos e os dous
da frente da parte superior, fazem urna aberti-
nha para os lados tem o olicto de serrador ,
ps grossos e chatos e ho bastante ladino; le-
vou caigas brancas camisa do madapoln, e
chapeo de palha ; tem o cosime d ser puch-
la, foi encontrado no dia 2 na nbeira de S An-
tonio e no dia 3. foi tambera visto na ribeira
da Boa-vista; quem o pegar, leve a ra da Praia
deS. Ritan. 37, que ser generosamente re-
compensado. l"J
Inriw uA Tvp no MF. Ti F*ka.1844.


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