Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05114


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de 18441.
Sexta Feira
>
O I'ISRI" oublica-sr tuilo o lir di l'e mi' n. uor qoariel pagos adiantedos O niiuiioios dos assignante" lio ineeridfta
rrati c Io que nao forem i rio de 80 res por liaba. A reclamafCei deiem ser diri-
ridases' 1'yii ra das Crujes n. 44 ou a praga da Independencia l.ija de lirrotn 5c 8
. PARTIDA DOS COKREIOS TERESTRES.
GoUMrU.e l'rah-ba,iesundaa aextae eiraa.Kio (irandsfdo Norte, chepa a 8 til e |iai
te 10e'.!4 Cabo, Serinhaem Hio Formoso, Maoev, Porto Caito, e Alagoas no 1 "
41 e jjdei'.d nei. Garanhuiu e Bonito a i e '-'lile ca.la meitoa-viata Flor
et."i' 19 dito. (Jidade da Victoria quintas feirat. Olinda luiUs os das
DAS DA SEMANA.
,4 Seg Theodorico. Aud. do J. de D da S. r,
! Tarea a. O hon Re. aud do J. de I) da 3. t.
,'i I .luirla i. Jacintlio. Aud do J. da l). da i. r.
4 Quinta r. lbel And do J de U da 2. t
5 Sella Alhanaiio. A al do J deD_da2. t.
ti San s Duinins. Re), aud. do J. de 1). da 4. t.
? Diiin s. Pulquera
MJ-pHNliliiaflIil JatEBfflrrC3BBS5S^-X13KiEraaHaia4!Ofi
DA
de lulio
Anno XX. N. 149.
I y I "i1" or depende '!' mis nasaaoaj la noaaa prudencia, roaaregliV energa: con-
> y^ / linuenioa roinu principi amoa e serenes apuntados uom I mra ; io entre as nsrjee mai*
*r. ,/' cultas. (ProcUoiann da Visera lea Geral do aratil.)
imniii no Da 1 DI IVLa,
,' A f Caml.i.ia obre Londrra 26. I Oure-Moeda de 8,400 V, 17,300 1.7.5
I i < V n .. Paria 70 reif por franM I ti. 47.100 17,3
W '' Lisboa 112 por 1Uil de premio I de 4.UUU J.400 viM
'mVrF f IPrala-PaiacSea l.liU Asi
oeda de oobfA 10 |
I'lera de letras de boas firmas I a ll 0
10
romera rende
-.500
.100
60n
.USO
i coluamnaret I.M 1fl*
Ditos ri.canoa 1,960 l.&0
zuma: 'jrj-jvtaasfSHtssammiam
PHASES \>\ LA KO MI./. DE II I.IIO.
I-ua ebea a 2!t aos ilmi da larde, il.ua nos a a l5aoi. aita. da tarde
Minguante a 7 ai 8 horas e _'S min da Bail. lOrCaccnle a .'_' as ti h e SI da tarde.
Pleamar de hoje.
fruncir as 8 horas e ,i0 mm da ma.-ih.~ia. | Segunda asS Joras e56 minutos da laida
. rae
i WBoauemams. ras maseieeaua3ts&nuuBnitM&i
PARTE OFF3CIAL.
Coverno da Provincia.
EXPEDIENTE DO lI,\ 27 1)0 PASSADO.
Olicio vo Tenentu Jos Bernardo Fernn
des Gima, determinando en cumprimento de
ordein Imperial, que conelua, quanto entes, u
mappa, deque se cha encarreg.uio para a or-
ganisaco da Guarda Nacional, e remeta-o a
Secretaria da Presidencia para ser transinilliilo
i da Justico.
Dito Ao director do Cycfio communi-
cando ter concedido ubilc&o na forma de
art. 10 da I i provincial de 10 de Junho de
1837. sol) n. 43, ao Professor da cadeira do
primeiras lettrasda povoacaode Para ti be An-
tonio l{tnnfacio Torres cujo requerimento
Smc. inforniDU em oli :io do 29 de Maio ulti-
mo. Tambeni so communicou ao inspector
da Tliesouraria da< rendas Provinciaos e a
Cmara Municipal da cidatle de Olinda.
Dito Ao inspector fiscal das obras pu-
blicas autoriando-o a mandar passar ttulos
de pagamentos das despegas feitas com os con-
certos da cadeia e do Lycfio d'esta cidade; cada
um dos quaes, segundo os certificados do li.
em che fe importou em 200* ris.
dem do da 28.
Olicio Ao lnKonheiro em chefe dasO-
bras Publicas, aulorisando-o a au^neniar com
1:300* rs. a quota consignada para os ordena-
dos, ratificacoes o outros vencimentos dos En-
enbeiros e mais empregados d'aquella reparti-
c5o. Communicou-so ao Inspector da The-
souraria das Hendas Provim-iaes e ao Inspec-
tor Fical das Obras Publicas.
Dito Ao mesmo,declarando em resposta ao
seu ofll'-io do 26 d"este niez (Junho). que a dis-
posicao do da Presidencia de 22 do dito mez
nao modifica as funecoes dos Vogaes examina-
dore- das materias de que trata o aditamen-
to ao art 21 do tit. 2." to regularricnlo das
Obras Publicas de 25 de Maio de 1842; mas
somonte os obriga i vil-as exercer em presenca
da mesma Presidencia.
dem do da 1.
Ofiicio Ao Inspector da Thesourarij da
Fa/enda communicando ter nesta data (!.)
deferido juramento JouXivier Cameiro da
Cunlia para poder entrar em exercicio do lugar
do Administrador da Mesa do Consulado para
que fra nomeado por S. M. o Imperador por
decreto de 5 de Junho ultimo.
F@Lr3gT0aa. '
O COMMANDANT. ( )
POR BUG. GCINOT.
Esta delerminacao alliviou Frederico de um
grande peso e logo que o seu espirito deixou de
fluctuar nos vagos tormentos da incertesa, logo
que elle caminhou sobre um terreno solido pa-
ra um lim imperiosamente marcado, nao I he
faltrao boas ra/oes para justilicar sua prompta
submissao e dar cores risonhas sentenca que
solrira, ao futuro que acceitra Amplificou
tudo quanto Ihe havia dito o Commandante
cerca do dover e da honra, fez soar bem alto es-
tas palavras dicisivas: Era preciso E em to-
do caso accrescentava, agora que esto destrui-
das todas ai minhas felicidades do esperanza,
que me importa sersolteirooucasado? Presen-
temente, Mathildes pertence a outro; eu sou h-
vrede empenhara minhaf que ella desdenhou
Participar-lhe-hei o meu cazamento, e pode
ser que sua alma se perturbe pensando que eu a
esqueco e que acho em outra parte a lelicidade
que juntos tinhamos sonhado. Cesanna he for-
mesa e boa, conhece o segredo de meus peiares,
sabe lastimar ine, esabera consolar-me; he urna
companheira, urna amiga que tomo, e, se o a-
mor podesse jamaii entrar em meu oorafSo, sm-
10 que ella seria capa/ de fa/er esto milagro.
A Baroneza se mostrou mediocremente sat.s-
foita, quando o Commandante veio dizer-lbe
corn ar triumphnnte:
Nao tinha eu razao de nao temer o peri-
r Vd- Diario d IW '-4,i: ii7lw-
Dito Ao Jui/. Municipal e d'orphaos do
termo do Rio Formoso. Em resposta ao oli-
cio que Vine, me dirigi em data de 8 do cor
rento pedindo esclarec met toa sobre a dvida,
em que se acha, cerca da percepcao le cuates
ile um 2. inventario, a que procodeo, dos hens
do casal do fallecido Jos de Barros Lins ca-
be-mn di/.er Ihe, que nao pdem Vmc. eseus
oliciaes ter direito a taes custas, porserom es-
tas provenientes de um acto nullo e praticado
com precipitaQao quecumpre Vmc. evitar,
inlormando-se pre\ament do respectivo Escri-
vao sobre a existencia, do primeiro inventario .
a qual nao devora ignorar : pelo quo si deve
imputar quaesquer projuizos, resullanles de se-
melliante procedimento, quo nao ple ser apa
trinhado pela allegada e acreditada boa fe, visto
nao deverem ser |>rejudicados o miseravel or-
pho e mais interessados que nao concor-
rfirao para o seu engao, embora appareccssem
mais hens nt'ssa segunda descripcao, por ser de
presumir que elles tivessem ficado para sobre-
partilha ou que o inventarianle aindaosdes-
crevesse no 1 "inventario mesmo '! fim do li-
vrar-se das penas que as leis impoem aos que
sonegao bens nos inventarios.
DitoAo mesmo ncgando-lhe a autori-
sacAo, que, pede para poder nomear Oliciaes de
Jtislica aos soldados do corpo de polica all
destacados ; por isso que, sendo estes destina-
dos ao servico policial, jamis dever ser d'el-
le distrahidns at mesmo para nao ser enra-
quecida a disciplina que alias muito cumpro
manter em observancia dos regulamentos e
instruccoes respectivas : e declarando Ihe. que,
no caso de sentir falta de Oliciaes deve requi-
sita! os aos outros Jui/es ou obngir debat-
i da pona de desobediencia exercer tal of-
ficio as pessoas que para elle forem aptas.
EXTERIOR
Ubserracoes sn!>re o estado pnanceiro e mer-
cado monotnrio da Inglaterra, Sfc Slc.
A promulgacao em principios de Janeiro dos
delalbes da receita anima de 184-1. e em se-
,'uiinento al boje a publicacao em todas as
parles do reino de relatnos sobre o estado das
manufacturas e do commorcio.lem dado e anda
dao materia inexhaurivel pra digcusssSes entre
os cidadaos e para rellexao de todos. Anda
que a receita total fosse asss provavel, a im-
prensa ministerial naojulgou prudente gabar
muito o ministerio por amor d ella, o as folhas
whighs contenta.i-se com a observaiao de que o
augmento he attriliuivel quasi que intero ao
imposto sobre a rend e as remessas ta China;
o a pezar de niio ha ver presentemente queia
de falta de em prego as classes inferiores e
|ue estas tenbo os ineios de subsistencia em-
bora assa/ ordinaria e a absoluta tmente
nao pde-se ainda di/cr que para estas houves-
se um melboramentu essencial e duradouru
xislindo tao somente a esperance que a inne-
gavel melhora da positao das fabricas o do
commercio exercesso gradualmente um efleito
benfico sobro a massa do povo em quanto
ha tambem razo |>ara reoeiar-se, que a con-
currencia entro os manufacturaros dos quaes
cada um procura electuar as ordens para fa-
ce zendasque prtdeseguiar a procos sempreme-
ores de que outro venda aparar final-
mente n urna reducco dos jarnae\ dos trabutha-
aoris ; o esta parte onerosa graduavel do re-
trato da mor parlo dos homens parece com-
prezer-se a oceultar a si mesmo.
Existe urna enorme aflluencia decapitaes que
procuran emprego. Os emprestimuaEstran-
geiros achiio-se n'um discredito ass."is geral o
mais ainda as emprezas no estrangeiro mormen-
le os transatlnticos os capitaes portanto se
dtitao ou sobre os fundos domsticos a pezar
do estes ja terem subido a um pre(,o quo poucos
juros deixa ou sobro as aecoes dos caminaos
do ferro cuja subida ja durante a ultima melado
do auno paisado loi de 20 por eenlo, a que a-
inda accrescentou-se outra quasi igual durante
-U_l____I___'!--'
gode que me fallavcii?... O Conde Frederico
de Valberg caza com vossa sobrinha.
Madama de Saint-I'har teria preferido ou-
tra cousa. Entretanto, tratava-se do um marido
distincto por sua c asse, por seu titulo e por sua '
fortuna. O peior nao era muito penoso A Ba- ;
roneza suspirou, luvantou os olhos para o eco e
se resignou, como se resignao as mulheres dej
seu carcter, sonhando em novas machinatoes.
(Quanto a Cesarina.nao havia, comosepoderia
suppor.o menor calculo em seu proceder Opm-
samento de armar urna cilada a Frederico tinha
sempre estado mui desviado de seu espirito, hi-
la nao sabia quo a Raroneza o eslava espreitan-
do, ignorava quo seus passos seriao seguidos;
muito pelo contrario, conliava no mysteno. Ce- |
sarina tinha obedecido ac impulso do seu cora-
co, ao arrebalamentode urna cabeca ardente;
e se era culpada, nao o ira ao menos nem de
astucia desleal nem de manejo artificioso.
Foi porem ella que se sentio feliz e com o co-
racio cheio de jubilo, quando o Commandante
Ihe disse
__ Elle cazar comvosco !
Nao Ihe occorreo entao que estas plavras en-
cerravao contra ella urna aecusacao. Que Ihe im-
porta ella alm d'isso? ou antes, nao era gran-
de felicidade ser assim aecusada ? Abencoada
soja a injustica que a feria com to doce sen-
lenca i
__ Ohrigada disse ella erguendo sua fion-
te radiante; obrigada a elle e a vos obrigada,
meu l)ts porque agora posso confossar bem |
alto quanto amo !
Sois urna lou;a respondeo-lbe a Ra- ;
ronea, .
Madama deSaint-Pba quiztei urna confe-
rencia com Frederico, Nada era mais natural. J
Na qualiilado de amigo e de conselhoiro, o
Commandante assislio a essa conferencia, em
que se deviao regular graves interesses.
Sr., disse a Raroneza a seu futuro sobri-
nho, vos ab isastes da minha confianca, mas eu
vos pouparei toda a recriminarjao, pois que To-
parais os vossos aggravos.
Eu cazo com a senhora vossa sobrinha,
est decidido, respondeo Frederico.
E isso sem demora, nao he assim? ac-
crescentou o Commandante.
S peco as dilacoes indispensaveis, tor-
nou Frederico.
O lempo reclamado pela publicacao dos
banhos; be jusio !
He preciso tambem que eu mande vir da
Allemanha os papis que devem fazer constar o
meu estado, a minha posico e o direito que le-
nhode contrahir um matrimonio sem que a
minha vontade esteja subjeita aos obstculos e
impedimentos previstos polas leis.
Eu espero, disse o Commandante, que
nao vos farao esperar poresses papis tanto tem
po como por vosso dinheiro. Os tabelliaes e
procuradores allemaes nio sao muito expeditos
em vender as vossas propriedades !
I-'i.erao parto da tarefa, recebi esta ma-
nha noticias d'elles.
Ah !. mandrao-vos fundos ?
Si ni amelado dos meus bens |i loi ven-
dida, e o meu agente me enviou o producto
d'essa venda.
Ouo somma ?
Cen mil escudos pouco mais ou menos.
Entao eu tinha contado bem?
Sim; annuiiciao-me que lerei, em tudo,
i mil naii
^s sabis, tornou a Baroneza, que
o mez presente ; ainda outra parte procura em
prego em nocas fabricas que mesmo do prin-
cipio nao promeltem sono as mais dtmnutas,
e at as mais prtcarias vantagens. He certo
jue torna-se cada ve/, mai/ geral 8 mais dura
.i porsuasao que Oin quanto a mussi do povo
nao adquire a capacidade de consumir o excesso
ilas fazendss prnduzidas o todo o augmento de
OCCUpa^So as fabricas he semelhanlea um jogo
de aventuras arriscadas desfavoraveis empre re-
cahem na classe trabalhadora.
Os annos ruins de 1838 al 18U, teem pro-
luzitlo no novo iigluz urna grande sobriedade
em lugar do temperamento sanguneo que d'an-
les o destinguio ; todos ja cbegrSo a conven-
cer se que iime ou duas colheilat do trigo me-
diocres diminuem esencialmente a redundancia
dos capitaes causand > logo u;na diminuicOo
do trabalbo manufactureiro fa/eudo baixar os
valores tos caminhos de ferro ^hoje perto de
SO nilhues le e dos fundos pblicos, e cau-
sando em geral grandes prejuizos; em fim qne
lodaesta riqueza at'ba-so exposla aos accidentes
mais ruinosos em quanto so nao bascar sobre
um bem-estar sempre crescente da massa do po-
vo. He porm innegavol quo ainda nao ha tal
melhoramento solido da condicio das classes
trabalhadora ; islo he nenhum tal que offore-
ca garanta de solidez ou lo duraco mas
antes existem ra/oes para receiar at o contra-
rio por causa da omnipotencia do capital nos
presentes arranjos do lisco, sendo o capital a
nica fna que tudo absorve.
Tem-so torna Jo patentes lodosos indiciosquo
he mister diminuiros impostes que pezao sobre
asclasses trabalhadoras, custe o quo custar, mas
antes de eHectuar-so esto alivio directo pro-
cura-so promover o mismo fim p.ineiro i'n-
direct'imenlt por via do urna facilitaco do
eommorcio o da industria. Ollorecero grandes
difUculdades as propostas que com este fim se
farao na prxima sesso do Parlamento. Pri-
meiro se pedir,como ja no anno passadoaabo-
licodos dirotos sobre a la quo monta em
pouco mais ou monos 100,000 ea dos di-
reitos em si insignificantes sobre o algodo em
rama, mas quo sempre monta na enorme som-
ma do 700,000 11, pois que as classes commer-
linhamos em vista um.jjartido mais rico para
minha sobrinha... Mas seria feio da minha
parle fazor-vos urna exprobraco sobre este ca-
pitulo, pois que, do meu lado, eu nao tenbo for-
tuna, e nem posso dar dote a minha sobrinha
Fosseis embora rica, senhora, eu vos nio
pedira nada.
Comprehendo esse desinteresse, porque
eu sempre lve o mais soberano despreso pelos
negocios de dinheiro.
Sim, disse o Commandante, a Sra. Ra-
roneza, no seu bom lempo, rolava sobre ouro e
sobre olas do banco; porm nao Ihe sobejou
nada...
Ou ao menos, interrompeo Madama de
Saint-Phar, soubo conservar to somente urna
modesta abastanza.
He muito pouco, quando poderieis ter
milhoes, accrescentou Flimbert.
Nao me peza a falta d'essa opulencia se-
nao por causa da minha sobrinha, tornou a Ba-
roneza. Ape/ar da repugnancia que tenho para
tratar d este genero de questOes, devo comtudo
oceupar-medos interesses d'esta chara filba, do
seu futuro. Nao Ihe fareisalgumas vantagens,
Sr. Conde ?
As quequizerdes, senhora.
Nao me pertence a mim laxar a vossa ge-
nerosidade !
Pois bou, dur-iUe-boi, espozando-a, a
metade da minha fortuna.
Isto he, prosegio o Commandante, os
cem mil escudos que acabis de receber ?
- Seja disse Frederico sorrindo-se; os
cem mil escudos que recebi: he a boa metade; a
outra metade, VOS sabis que est um pouco by-
poibeiuua.
Por vossos crdores ?
i


caes e manufactureras dizem comjustica
que o encarecimento das materias primas pre-
judica esencialmente o sen consumo, e que o>
efteitos d'estcs mpostoa recahem a final mor
menta no gente trabalhadora poi| que os
manufaclurciros aSopodendo por causa d'elle
vender caro nos morcados do mundo, devem
procurar resarcir- se por uma fabricaciio maisba-
rata,istolie.reduiindo os ornaos."-Logo depois
destas duas materias primas vem dous artigo*
de consumo asss importantes, a saber fumo e
cha, os quaes juntos dio hojo 7,000,000 t le
direitos a lilira de fumo paga hoja 392.d,
(alm do decuplo do seu valor), de que segu
um contrabando enorme e uma falsificacSo lio
geral que at se torna perigosa para a sade
publica a pezar de um svstema de vigilancia
OU de fiscaltsacSo a que se acbao sujeitas algu-
mas 700 fabricas da rap, e de cigarros c de fu-
mo, e perto de ISO,000 pessoas empregadas na
vendfi do fumo e dos objeclos preparados d'el-
le, ein extremo dispendiosa.
Propor-se-ha mui provavelmente uma re-
ducto d'estes direito a 1 ou 1 s a libra.
Km quanto a urna reduccao dos direitos no
cba exislein em sen faxor ra'/5es anda muito
mais tortea expostas ha pouro pelo Presidente
da associacao da India Oriental e Chine/a a
Mr. Duckwortli de Liverpool, n'uma repre-
sentieao leita aos l.ords do Thesouro.N'elle
se diz claramente que era nugatorio o tratado
de commerciocom a China a nao se adminis-
trar meios a ella (uma ex porta c3o augmentada
dos seus gneros) para pagar as manufacturas
a ella levadas de outro modo, que nao seja de
ouro e prata. Mr. Duekworlh propoe portanto
redu/ir os direitos do cha (no sao de X. 2.' l.d
p. libra a 1 p. |i|,ra.
( ontinvar-se-lia.)
<*
ral a saber :
5 por /'o a d-
nheiro 11:838,236
15 por % em as- #
signados 80:756,785 92:595,021
Joias&e. 5por*/ #
Armazenagem addicional 3'*
por. 23:291,617
Reexportado 2 por o o 22,712
Expediente de >,' por o/o 10:184,176
Premios dos assignados') por o o 2:187,816
Gneros nacionaes 'spor o o 16.777
trmazenagem de '/* poro/o 273,430
Emolumentos de certidoes 7.600
Sello dos despachos 676,616
Ditodos ditos I i v res 100
Imposto de 240 rs. poralqueire
de sal estrangeiro 172.000
Multas 293,430
Rs. 152:230.814
Reccita (eral
Dita applicada
128:939,197
23:291.617
Rs. 152:230,814
A lan doga de Pernambuco 1 deJuIho de
1814. O Escrivao d'Alfandcga ,
Jacorn Gerardo Mara Lumachi de Mello.
.' .-!!.'>' jpjSFSSKggmmp
Ka 1 I

Rendimento tota/ d'sflfandega em Junho
de 1844.
Rendimento total 162:497.605
Beatitnicoes 266,781
Rs. 152:230,814
Cha 50 por % a d-
nheiro 312,480
50 por0,, em
assignados 3:790,710 4:103,190
Plvora 50 o/o a di-
iibeiro 334,375
Dita em assigna-
dos 2:320.000 2:874,37o
Vinbos, e lquidos
espirituosos a sa-
ber .
48 '.> por % a di-
nheiro 5:337,427
4tt i por% em as-
signados 10:174,497 15:511.921
Mere
:adoriasem ge-
Sin. !
Nao me lembrava d'isso dase a Barone-
za com terror.
Nemeu tao pouco, tornou Flambert; nao
mo lembraxa d'isso quando, para pdistrahir, eu
o impellia a lodos os generes de prodigalidades.
Se eu livesse podido (uppflr que elle acbaria 18o
depressa urna consolbco gratuita se livesse
previsto que elle entraria um da na u>ssa fa-
milia...
E a quanto sobem as vossas dividas ? per-
gunlou Madama de Saint Phar.
Nao sei, senbora, respondeo l'rederico;
be uma con la essa que nunca liz.
M. Graindon nol-o poderia dizer. tornou
o Commandante.
Justo co! exclamou a Baroneza; M.
(iraindo.i a mais xoraz das aves de rapia !
Que queris ? disse o Commandante; nos
preoisaxamos de dinbeiro a todo o custo.
E nao nlhavamos a nada accrescentou
alegremente Frederico..
N'isto be que pecastes, meu charo disc-
pulo, conlinuou 1 lumhert com gravidade. Sa-
car lettras de cambio, esta na orden); mas tam-
beru be preciso le-as antes de assignar.
E ludo isso para jogar disse a Baroneza.
He verdade replicn l'rederico; o jogo
mecustou muitocaro !
Maldita paixio '
\ amos, llaroneza, tranquilisai-vos. Este
mancebo fo victima da latalidade; mas agora
nao ha de jogar mais. Nao be assim, l'rede-
rico .'
Se o exigs...
Vos o estis ouindo, continuou o Com-
mandante, Alm t isso chara Baronesa, nada
ter/djs que temer por brinba, pois que
Rendimento da Mesa de Recebedoria de Renda
Internas Geracs, no mez de Junho prximo
fin do.
A saber:
Direitos novos c vplhos........... 76,846
Direitos de Chancellara ......... 7,870
Dizima da mesma.............. 175,394
2.a decima de mao mora........ 467.324
Emolumentos de certidoes........ 7,910
,rrosde terrenos de Marinha..... 6,750
Carlas de Bachareis............. 4.000
Si/a dos bens de raiz............7:415 300
Sello do papel................. 807.420
Imposto sobre leltras juizadas..... 126,097
Imposto de lejas abertal.......... 964,800
Dito de seges ecarrinhos......... 51,200
Dito de barcos do interior........ 28.800
Taxa de escravos...............2:161,000
12:300,441
A saber:
Pertencenle ao rendimento geral.. .9:099,641
Dito ao rendimento applicado ao pa-
pel ...................... 3:200,800
12:300,4*1
Recebedoria 1" de Julho de 1844.O Escri-
vao, Estanislao Pereira de Otiveira.
Correspondencias.
firs. Redactores. Em o D -novo n. 125
apparccCo um communicado em que se diz,
que uma pessoa de bstanle criterio, j ge sabe,
mt
sua ortuna ser segura pelo contrato de ma-
trimonio.
Km; mas d'aqu al la ? as carias vao to
depressa !...
Eis-vcscom vossos terrores chiniericos!...
Apenas se (rala dos interesses de sua sobrinha,
esta pobre Baroneza perdo a caneca. Vejamos !
parece me que M. de ^ alberg merece alguma
confianca Elle promelteo dotar Cesarina com
cem mil escudos, c ha de cumprir sua palavra
No caso de necessidade, eu serei seu fiador; e,
seformister, para vos tranquilisar completa-
mente, elle depositare') em vossas maoscssa som-
ma pela qual vos receais os azares funestos do
tpele verde. Nao he verdade, Frederico que
consents n'esse arranjo ?
De muito hom grado.
Esta pois concluido o negocio. Logo, Ba
roneza, vos entregaremos o ihesouro que deve
assegurar o luturo dos dous joxens esposos.
N'cssa mesma noute, com effeito, a Barone-
za receben em deposito os cem mil escudos que
consistido em diversos saques, com prasos cur-
tissirnos, .obre os principal s.banquciros do Pa-
rz. .Munida d'estes valores, Madama deSaint-
l'liar deplorou muito menos a ruptura de suas
negociaces com M. Burtley; mas o Americano
nao se resignava com tanta facilidade a perder
seu tempo e seus avancos. A noticia do prximo
cazamento de Cesarina he d*;o um golpe ierri-
vel, e seus furores ciosos se alimentavao cada
noute vendo a terna harmona que reinava en-
tre os dous noixos. Nada mais se oppunha a suas
secretas conversaces. Frederico se com porta va
com toda a lealdule; o rosto encantador de Ce-
sarina radiava de amor e de felicidade.
Hechegadoo momento em que elle va i
escapar-vos, disse urna noute M. Burtley a Mau- i
para a gente do tal D.-novo, informa de gran -
des assassinios, que se tem feito no termo da
Cidade da Victoria, e que os afsassinios nao tem
sido perseguidos pelas autoridades polciaes ; e
na maneira do costume desabo uma doscom-
postura as autoridades polciaes : ns porm
s repellimos a tal descomponenda, porestar-
mos convencidos, que s descompoc a oulro ho-
mens, que nao tiverao pais que os educas-
sem: 2., que no dia 2 nao houvrao assassinos
na estrada de Mrengabas: 3., que a morte ,
que a palrulha fez nao foi em o preso porm
sim em um cunhado que quiz soltar o preso a
lorca : 4., que o assassinio da Ladeira-grande
nao he deste termo o sim do Pao d Albo o
n'aquella comarca consta, caqui, que os as-
sassinios ja se estiio processando, e tem sido per-
seguidos : 5.', que o assassino de Joo Vello/o
he mentira e muito descarada; porque at
aqui nao existe esse assassinato, que do tal D.-
novo : 6.'finalmente, que so acbao na cadeia
da cidade da Victoria prezos por assassinios e
sumariados, para conlusao do tal I).-novo, 10
reos, 4 porcrimes de (urtos; e alguns afianza-
dos por diferentes crimes.
Se a gente do D.-novo se quer organisar e
nao Ihe faz conta os empregados de polica, que
hoje exiftem trabalhe em regra c deito-os fu-
ra ; porcm nao manche a honra alheia, com a
vil calumnia ; porque s sabe hem deshonrar
aquello, que nunca leve honra e nem hom
cxemplo entre os de sua familia : alm disto fi-
que certa n gente do D.-novo, que, se os em-
pregados de policia da cidade da Victoria, e seu
termo frem despedidos dos lugares que dig-
namente oceupao nao precisarao de concitar o
povo a desordem a desobediencia as leis, e as
autoridades constituidas para vverem porque
tem com que passarem a vida, trabalhao hones
mente e nao pertcncem ao cardume de vadios
e peraltas que atacan brutalmente as autori-
dades para terem empregos pblicos.
Querio, Srs. Bedactores, enserir estas qua-
tro Indias em sua bem conceluada folha para
que o publico a quem respeito, conheca da ver-
dade e com isto Ihe ser grato o seu constante
leilor T m agente de policia.
Srs. Redactores. Tcndo apparecido no
D.-novo uma correspondencia assignada pelo
Sr. Joao Guilienne de Azevtdo, contra o Sr
Coronel Jos Morrira Alves da Silva, nao pu-
dendo ser indifferente a uma tal argucao, por
pstar interamente convencido da sua nexact
do, peco ao respetavel publico suspenda o seu
juizo a respeito, at que por esta conceluada
folha se demonstre a Inlsida le daquella corres-
pondencia, tendo por base ir re (raga veis docu -
mentos. Querao pois $rs. Redactores mandar
inserir estas linhas, com oque fnro um es-
pecial laxo rao Amigoda verdade.
MisL'ellanea.
;*aw.*jw*-.v-
r
REUGIO.
A II KX FLACA O.
[ConlinuaQ&o do numero antecedente )
Os annaes do Christianismo, que sao os mais
fantigos, c mais completos annaes do mundo
se alircm alm dos lempos por uma scena mys-
teriosa, e solemne, que nao tem tocado as vis-
tas do homein. S Dos existe entao; e (lian-
te delle est o caos de que vai formar todas
as*cousas. O omnipotente c incompreben-
sivel Architeclodo Universo nao leve precsao ,
nem decomhinacoes, n-"m de ensaios nem de
agentes para crear as maravilhas da natureza.
Elle falla. A' sua voz a trra 60 condensa ; o
mardesenrla, roncando, as suas vagas esver-
dinhadas ; uma luz pura e vivificante se es-
palda no ether; corpos luminosos rolao no es-
paco e suas lu/cs lonyinquas diminuidas at
a grossura d'i.ma sin pies scintilla parecem
uma bordadura ligeira sobre o veo transparent
das sombras. Mas estas mil lu/es paludas, co-
mo o paludo esplendor das pendas nao Laslao
para alumiar o globo : um astro gigante se lau-
ca do pavilhao de purpura que as nuvens Ihe
formro na parte oriental do Co ; he a estrel-
la do da. Durante a sua ausencia um astro de
claridade doce e melanclica presidir is nui-
les. Feito sto Dos povoa a Ierra jaco-
berta de bervas e de bosques, com urna mul-
lidao de seres vivos: os peixes nado as ondas;
os passaros vo nos ares. Dos abenca so-
lemnemente oslas novas creaturas e Ibes or-
dena crescerem c multiplicarem. A ultima
obra de Dos e (alvci a mais maravilhosa, be
o homem : um pouco de limo terrestre compoe
o seu envoltorio mortal ; mas elle be dotado de
uma intelligencia capaz de cousas as mais altas,
ede uma alma que nao pode perecer. Collo-
cado com uma s companbeira em um par'i/o
de delicias livre para escolher sua vontade a
virtude ou o vicio elle te rexolla contra a
mao benla/eja, queocreou, e arrastra em sua
queda toda a sua posleridade.
A maior parte desla pagina do Gnesis he
uma revelacao que so um Dos pode fazer.
Assim os Chrislos segurao que ella vem do
Dos. Maravilhosa como he esta pagina ella
traz um carcter de verdado que subjugu ; a-
quollo que conta he conciso bem como
aquelles, que bao representado o primeiro pa-
pel nos acontecimenlos que descroem. Dos,
que nao precsou para crear o mundo se nao
o seu querer refere simplesmente urna i cus
simples para elle ; expoe os lacios sem explica-
Cao e sem commentario ; a explicaco seria
superior a intelligencia do homem o o com-
mentario indigno de Dos.
Esta revelacao Bblica he para t-soutras cos-
mogonas o mesmo que a luz he para as trevas ;
por toda a paite, onde os poros perdro os l-
timos vestigios della, vos nao encontrareis mais,
do que um vil montan de absurdos que insul -
to todas as regras do senso commum o revol-
tijo o homem mais crdulo. Segundo a cosmo-
gona dos Scandinavos por exetuplo ; o Co
foi formado do crneo de um gigante; os mares
sao o sangue que correo das suas frulas ; a
sua carne se tornou o pericarpo do caroco de
granito do nosso planeta &c. A tra'dicco dos
Cochincbins he mais simples : uma vez, di-
zem elles havia uma gallnha ; esla gallinba
pz um Ovo; deste ovo veio o mundo. Os to-
mos de Epicu/o agarrados uns aos outros pa-
croix; urna vez cazado a Baroneza o nao dexar
mais jogar.
- Temo-me d'isso respondeo Maucrox
suspirando.
N5o ha precisao de rodeos entre nos, n3o
he assim ? Vos me comprehendestes ?
Perfeilamento. Gostaries sem duvda de
me ver dar uma boa estocaoa n'esse joven Al-
lemao ?
E so a eslocada me livrasso d'elle...
\ iis sabis que eu tenho a mao segura !
Metterei vinto olas de mil francos n'es-
sa mao triumphantc.
Acceito. Mus uma sessao smente. Nos
devenios encontrar-nos, elle e eu, esta noute
no pequeo salo a;ul. A partida ba de ser
q o en te !
- E assim que tiver acabado, suscitareis
uma discusso.
Nada he mais aril
La me acharei para envenenar a con-
tenda.
Oh eu nao preciso de vos para isso.
As cousas se passarao como havio arranca-
do os dous cmplices Apezar dos rogos de Ce-
zarina, Frederico foi sentar-se a mesa do jogo
D'ahi a uma hora, tinba perdido lodo o dinbei-
ro que tra/ia comsigo e quinhentos luzes in
voce.
Basta] linso ce evantando-sc.
Que j ? obserfou Maucroix
Vos tendel urna felicidade lio singular !
Singular? a palaxra me parece equivoca.
De veras
Duvidaneisda minha boa senhor?
Eu o disse ?
No, porm exijo que digis inmediata-
mente o contrario.
- Exigs?... E se isso me noconver ?
- Ento, Sr haverc o insulto como leilo.
Como vos aprouver !
E eu vos pedirei satisfacao !
Entao I apressou-se Burtley a di/er, no
respondis? hesitareis?
Sois um cobarde, proseguio Maucroix.
- Um cobarde exclamou Frederico, le-
vantando a mao sobre Maucroix.
O Commandante, que tinba ouxidoas vozes
seelevarem, cntrou muito a proposito para evi-
tar as vias de facto. Melleu-.se entro os dous
adversarios, dizendo:
enhores por honra da casa compor-
ta i-vos como horneas de bem. He um negocio
que amanha arrancaremos. Fica aqu, Mau
croix evos, senhor de \ alberg relirai-vos.
Um duello disso l'rederico recolhen-
do-se para sua casa. .. Um duello tom um
espadachn) !. .. Pois tanto nielhor!
Descontente de si mesmo caneado d'esta
vida de desordens em que fra laniado a seu pe-
sar atormentado pela leu.branca Uo pasado e
pelas inquietaies do porxir l'rederico tinba
ebegado ai|uelle ponto de desanimo em queso
baratea a vioa por pouca cousa.
Quando elle entrou em casa disse-lhe o seu
criauo grave :
lista ah uma senbora que vos procura.
Uma seniora ? a esta hora da noite? ex-
clamou l'rederico admirado.
Oh senhor ha muito tempo que ella
ah esta. Eu Ihe disse que o senhor nfiose recolhe*
ra sem duvda senao muito larde; ella respon-
deo que quera esperar e sentou se no salao
I ao pedlogo. He urna moca mu linda.
Frederico abri a porta do salao e vendo
a joxen senbora que se tinba levanUdoe que se
.
i


r
5
ra formaren* o CM, o a trra, nao valem mai's,
do que a gnllinha dos Cochinchins Epicuro com
tudo viva no tneio dos sabios da Grecia, e com
o povo mais pjlido e espirituoso da anti-
guidade !
A cosmogona do Christios he a nica, que
nos mostra Heos presidilo a creado do mun-
do com u magostado do um Dos ; e esta co-
mogonia por Ser maravilhosa nao lie menos ra-
cionavel. Moyss escrcveo o Gnesis n urna po-
ca, em que as arles n'Asia apenas das .ontavao,
e m que as sciom ias ero quasi incultas Des-
da ento us sciencias adquirirn um desenvol-
vimento pro lidioso ; vi rao os systemas unsa-
psoulros; as investgacoes se esteodri ; o
horizonte marridamente; deixamos os antijjos bein Ion-
ce de nos ; e temos cavada no campo do saber
caminbos largos, e novo* que nao torio co-
nhecidos dos nossos antepassados. Ab! niuito
bem Teremos acaso dcscobcrto alguma falla
no diamente das tradicges Bblicas ? Tera a
sciencia moderna no fim de trinta e trez sculo*
apanbado o Gnesis em flagrante delicio de im-
postura ? De nenbuma sorte.
A Geologa declara que a serie das crea-
coi'S enumeradas no Gnesis esta em per-
feito accordo com a ordem em que se achilo os
reslos loaseis dar diversas racas de animaes ; e a
physca no* demonstra que a luz existe por si
mesina e independente dos astros jipezar da
zanga dos incrdulos que tem desesperada-
mente defendido a opinao contraria fim de
desinenlreui o Dos dos Chrislos. Dos, em
contrario do uso geral d'Asia nao da ao ho-
incni primordial maif, que urna s companhei-
ra. Muyes, que sabe, que os Patrian-las ti
verao muilas, nao deixa todava de consignar
este facto nos livros Santos: eis aqu no fim de
urna longa serie de seculos os sabios do Oeste
dernonstro aritmticamente que a polyga-
mia he urna grave infracgao da le natural; pois
que os dous sexos continao a se propagar em
numero quasi igual desdo a origen das cousas.
O liomem nasce injusto, e a injustica de ou-
trem o revolta ; elle be inclinado ao mal denle
a sua menince e respcta a virlude ; elle vi-
ve de illusoes eamonta sonhes sobre sonhos,
suspirando pela verdadc ; ell corre atraz da fe-
licidade como a ga/clla sequiosa para a Ion te
da montanha e lio incapaz de felicidade ; lu-
do perece em torno de sous olhos sem que a
tumba avara sollo a sua preza. e ella sonha um
vida sem termo alm dos limites da vida ; elle
fecha em si um tal principio de grande/a que
ce eleva cima de todos os seres creados pelo
sentimento mesm de suas miserias. = Olien-
do o Universo oesmagosse, diz um profundo
pensador o homem seria anda mais nobre ,
do que aqudlo que o mala ; porque sabe que
morro; e o Universo nada sabe da vantagem ,
que tem sobre elle. = Nenbuma outra religiSo,
excepto a Christaa comprchendeo a cslranhn
nature/a do homem e fez mohecer a causa de
sua grandeza, o baixeza. Nenbuma outra ex-
plcou que elle nao pude ignorar absoluta-
mente rx'in saber com certeza ; porque crea-
do para a luz a ntica, e a verdade, elle srn-
tou so voluntariamente para degraca sua e de
sua raca no meio das sombras da morle. Ne -
nhuma outra religiSo fallou d.t corrupcao o
reparado do genero humano e fez subir at-
as lembrancas primitivas esxes scm-claroes, que
Me revelo urna amiga o mais sublime t .fu-
reza. Nenbuma religiSo Me disse: tu foste for-
mado pelo Creador em um grao do porefeo ,
donde cabate por orgutbo; e te lemliras d., tu i
primeira patria como os anjos I" Lucifer s"
!l>lllllT.lii iL. ln i / /'- .'...... I \
lembro do Co.
((o itinuar-se-kt.)
%!faw!cga.
Mendimonto do da 4.......... 7:^6.'j.>G10
Detcarregao hoje o.
RrigUO Eugenio fumo o barricas abatidas.
Merca Globe diversos gneros.
^lovisiiesilo do Porto
Navio sahido no din 4.
Mi de Janeiro ; sumaca hrasileira Pero'a, ca-
pitn Anastacio Silveira Alendes carga di-
versos gneros.


.1 visos martimos.
4 Para o Rio de Janeiro segu com bre-
vidade a polaca nacional Providencia; quem
na mesma quzercarregir, ou ir de passagem,
dirija-se a Gaudino Agostinho de Marros, Pra-
i-iriha do Corpo Santo n 66, ou ao Capitn
Benedicto Martins, abordo. ()
Leiles.
encaminhava para elle julgou-sc ludibrio de
um sonho engaador.
__ Malthildes! exclamou elle com voz tr-
mula Mutlnldos 1 sois vos?
Sim sou eu respondeo Mathildes a-
fastando os longos anneis de cabellos huiros
que Ibe cobriao o gracioso rosto. Ohai bem
para m m acresrenttu ella com urna expres-
sio de torno reproche. Nao me reconheceis ?
Pois to mudada eslou a vossos olhos ? TaO es-
q u re i da em vosso coragao ?
\s, Mathildes !____ vos aqu! repe-
ta Frederico que nao poda crr no leslemunho
d seus dilus.
Nao vos tinba eu dito : Esperai ?
proseguio Malhildts : e no quera essa pala-
vra dizer : Eu voltarei ? Smente nao
3-= Antonio Jos de Magalhaes Bastos tendo
de retirar-se para fura da provincia a tratar da
sua sade fara leilao na casa de campo de sua
residencia, no Manguinho e no dia, que se
annunciar, da mais rica rnobilia pratas, loo-
cas, crystacs. e de um magnifico carro de qua-
tro rodas com lodos os pertences a parelba de
cavados do mesmo outro dito bem ensinado
para carro e outro de sella ; advertindo-so ,
que os pretenderles ao carro e cavallos p-
ilem desde j dirigir-se ao seu escritorio na
sua casa da ra do Ctaeimado ou ao corretor
blivera. (13)
4Manoel Antonio Pinto da Silva fara lei
lao por enlervencao do corrector Oliveva.do
restante dos trastes do que corintia o seu anti-
go estabulecimenlo, que iodos se vendero pe-
lo maior preco que se olerocer no dia sexta-
leira 5 do concille as 10 horas da manhaa no
1. andar do sobrado da ra da Cruz n. 63.(7;
1Por ordem, e em presenta do Sr. Cn-
sul da Blgica, e por conta e risco do quem
pertencer. se fara leilao, por inlervengiio Jo
corretor Oliveira de cerca de mil arrobas de
Motim proveniente da carga do briguo /itibes
arribado a este porto, onde foi legalniente
condemnado, na sua viagom que fa/.ia de Ba-
tavia eom destino a Anvers : sabbado 6 do cor- por compra a Jo Joaquim do* Reis. por sua
rente a> 10 horas da manhaa no armazem do bastante procuradoura I) Francisca \ ictoria
Sr. Bailar na ra d'Apollo. 10 Moreira Valcace, cuj escrava desappariceo
___________ _______________ bojepelar6 boras da manhaa da ra do Itan-
ll/n6 isv ro geln. ;'V. onde o annnnciante a tinba aluga-
i ijws i inioua (!j)i a gratfiC8cg0 olferecida be [no caso de ser
T~c rr l: a escrava aprehendida.
O Sr. que tr uxe a p*ta Tvpograpbia os \ ... n n
O Iloutor .loa i r ranri^ru de liona l'ereira
estatutos da sociedadeCampesina; queira ... .
, i tem o seu escriplorio na ra da l.arangeira so-
dingir-sea mesma paraconclnsao da impresso. ., rt
.-,.., lirado n. 2, onde c.ude ser proenrado para tra-
Jacintbo Antonio .Vllomo, emliarca para ...... .
o- i i -. ..'i lar qualuuer dependencia udicia assnn na
o li io de Janeiro o seu escravo Jo;>o, crioulo. '. .' .
,, ,, ,-na primeira iiManna como na segunda da lie a-
Aluga-se urna escrava moca por il.>()( '. D _, .. ,
,i rao, e mesmo para o Nipremo lritiunal de
rs. mensaes em razfiO de ter potica pratica de ; '. ...
, e .lustica, para o que tem a neiessana ortica do
ra, porein nao lie vicioza, i-iiem logo; quem ,.
a pretender diria-se a ra do Sebo n. 12. ,, .,
'. ... ___ IA ocicdadu dj armazem de molnailos n. |4
1Ahnao se bein pianos or pre-o cninmo-
ruado I rapiche em que crao socios Diogo Cal-
do, e tamliem coneeitao-se tanto em sua caa, ... ...' ,, i i
' : leda e >>. nauionj foi di.-solviui mutui-
como na casa de seus denos e responsanelisa- ,,.,', ..
. r ,, i- mente em ,50 de Junlio do corrente anuo, li-
so por iiualquer falta que bouver, nao salun-, ,. .. .
i cando continuando o dito cslauclimcnto do
lo A menor imprudencia a mais leve jndis-
cricao podao translornar tudo. Foi-mpois
misler marchar szinha no mysterio e na astu-
cia Sim, meu Hinigo, eu cujo coracao era
simples e sem fingimento aprend a mentir e
a engaar, fiz um papel penoso n'uma long
comedia < boje agradeco ao co quemedeo
a forga de perseverar o que no fim de tudo
coroou a minba empresa. Vos conheceis meu
pai. O baro do Areindorf nunca sollreo a
menor quebra na execueo de sua vontade.
(guando elle me apn-sentou o general de Neu-
liourg dis'e-me simplesim nte : Casareis
com elle. En urna orden, formal que au
admittia nem replica nem resistencia. Habi-
tuada a dobrar-me a este jugo, coniprehendi
que os rogse a revolta produ/iriao para mim
p nsa a en.ao que me havieis de obligar a fazer nicamente urna promp.a e irreparavel derro-
u na onca ?i.cm para cumpnr a minba pa- | U Impellido por dese,os ambiciosos que f.l-
! Uvpo mais alto do que a ternura paterna o
a cabido de joelbos tomado | Bario nao tena hesitado em enfprejar a violen-
ga iiag
lavra.
abrir-lhe o meu corado c dizer-fhe que o meu
amor pi-rtencia a oulrem ; mas miiei I
de lagrimas.
Lcvantai vos, dsse-lhe ella. As ulti
mas palavras que vos eu quera dizer erio estas:
Frednrico, eu vos perdn e vos amo------ Sim .
continuou ella com di.ee accenlo de.compai-
xao. sim j fostes suflicientemente castigado.
porque devestes soflrer Diuito eu o snto pelo
meu coracao que urna duvida igual lena despe-
dacado. Tambem eu meu amigo (ive roi-
nhas penas e minbas -lores; loi-me preciso a- que loim
mmo muilo grande para seguir al ao bm o ra- preciso a
minho que me tinba trac.de! Sime tive.se de mentira con.
pressa que nao hava esperanca alguma por este
lado. O general uao sollicitava em mim senao
revelou
Coi ent.o
o minba fortuna. .
Este desc.brimento qu a principime
inspirara profunda desespriauo i
mais Urde um meio de salvacao
quefoimei um projecto vasto e d.ficil : cra-me
miar me de dissmulavao ,-rodear-me
ir o impulso de meu co-
oT'sorrir n.e'asdas de grandeza deque

do bem feito o concert, ou a alinacao; na ra
da Concordia n. 3. '
1Precisa-so de urna pessoa para trabalhai
de baulciro ; na ra doCollegio n. lo. 2
1Um rapaz Rrasileiro de bonscostumes, e
que escrevecom acert e preste/a, o florece o
seu presumo a quem del le se queira utilisar ,
propondo-se ascreverparticularmenteemqual
quer casa de negocio, ou de justica, e al mes-
mo a ser caixero de colirancas ; annuncie, ou
dirija se a ra Augusta n. 16 {!)
l=Aluga-se urna casa terrea na ra da Ale-
gra com muitos bous commodos para qual
quer familia e preco commudo ; a tratar n.
ra Direila n. 9. (^
1 Precisa-se Irrtar urna embarcado que
possa conduzir 800 barricas de farinha des-
carriadas do brigue americano Jl illian Thal-
iher condemnado ueste porto para os portos
do Rio da Prala ou se dar esta carga a (re-
te a qualqurr boa embarcaran as circunstan-
cias de entrar neste negocio ; a tratar rom L.
G. Perreira & Companhia, consigtarios da re-
ferida farinha. (9
Nova fabrica de licces &c. &c. No
largo do Trro n. 10 tem superior aguarden!.
de Frange para compor vinlios fabricada ne
paiz, agoardente do reino, aniz. egenebra.espi-
ritos para chapeleiros e marcineiros ', agoa de
colonia, e do lavatide e espirilos essencias,
leitc virginal espirito e essencia d'sal.ao,
agoa de rozas composta para tirar panos, leroj
do l.o '2.0 3 o 4 grao, opdeldoque, gengi
l.irra.e limonada gazosa.
No largo do Trro n. 10 precisa-se de
urna prela para se alugar quem tiver ou diri
ja-se a casa cima 0U annuncie; assim como
tambem se aluga outra as lardes para vender
bollos.
1Aluga-sc um bom preto cozinhero ou
para outro qualquer servigo e dous negros pa
ra o servigo decampo por prego commodo ;
no armazem da ra Nova n. 67. (4N
= Aluga-se urn soto com dous quartos ,
cosinha e sabida para a ra com boa vista ,
e por preco commodo ; dirija-se a botica nova
do Collegio que dir quem aluga.
Francisco Borges Mondes, d 50 rs. de
gratificado a quem der noticia de urna sua es-
crava crioula por rime l.uiza, que a houve
receber com Kestoradiosoasbomenagensqueme
ccrcavo e dizer bemaiioquo nao hava eii-
cdade no mundo senao no tumulto, no eslron-
do e as vaidades da corte.
Eu soffri tanco como vos, Frederico era
porm animada pela consciencia do meu direito
e pela religiBo do meu amor ; confiava no au-
xilio da Providencia n'esta lutta que eu tinba
que sustentar contra a ambicio de meu pai e a
avareza do general. Marebei pois resoluta-
mente na carretea que encelara e desde os
pnn.eiros pasaos as minbas esperangas se forla-
Ircrao. Tudo o que eu quera era ganhar
lempo. Sob protextos hbilmente coloridos ,
ped que o casamento unaunciado publicamen-
te e ao qual cu pareca consentir de bom gra-
do fosse retal dado algumas semanas Ideei
para isso tao boas rasos que meu pai e o ge-
neral cedrao a meus votos. Entilo n bom suc
cesso me pareceo certo.
Nos salieis que o Barao de Areindorf nao
possue senao bens substituidos. Toda a fortuna
que eu devia ter em dote essa fortuna igual a
\o.ssa me foi legada por minba mi. U ge-
neral o sabia tambem, e se regosijava !\ idee de
mirar logo logo de posse d estas riquezas que
elle cubigava. Era isso o que de mim faca um
. asamento tao bom. Meu pai estava promploa
prestar-me suas tontas de tutela no dia do meu
casa meu to au no dia 4a minba maiorida le.
Adivinbnes agora. I'irdrrico. porque
eu tinba empenbo em ganhar lempo?
baiio da firma dos abaixos assignados, o o so-
cio Diogo Callejas est autorisado para rece-
ber e pagar todas as contas pertencentes a ex-
lincta sociadade. DomUy Prytz $ C. 9)
Nos abaxo assignados recentemente so-
cios no armazem de Molbados n. 44 do Tiapi -
che temos aberto outro n. i0 na mesma
ra de baixo da lirma de llalliday Raymond
& ('..-- |7io<7o lla'liday e TF. Raymond.
2Manoel Jos de Moraes Guerra, subdito
Portugus, retira-se para fura da Provincia. ~1)
2 Luiz de Barros, subdito Portuguez, re-
tira se para Portugal a tratar de sua sade. (2)
2JoiO Mara Seve embarca o seu moleque
de nome Benedicto, ara o Rio de Janeiro. (_2)
o() Bboixo assignado pede, que bavendo
quem se julge com bvpotbeca no sobrado n. 3 ,
da cambda do Carino queira declarar seu no-
me por esta olha pois o mesmo abaixo assig-
nado que be proprirtario do dito sobrado jul-
ga tel-o livre e desimpedido. Saa/itn Jo-
s < 'orra de Su. ;7)
2 Jos Marinangeli vai fazer una va
gem na Europa, (2)
2Aluga-se um bom armaren) retilicado do
novo, para qualquer cstabelicimento na Boa-
vista ma do Aragao ; a tratar na ra da Ca-
deia de S Antonio n. 19. ,4)
o Retratos, assim como toda pintura de
oloo, e miniatura para redomas, ealfinetesde
peito.se fazem no Atierro da loa-vista n.63.(3)
LOTERA DAS MEMORIAS HISTRICAS
I Nao sendo possivel dar andamento no dia 2
do corrente me/,as rodas desta lotera, por exis-
tirem ainda por vender um numero de bilhetes
superior, ao que deve litar por tonta da socie-
dade organisada foi por esta rarao transferi-
do ainda o referido andamento pora o dia 17
do presente mez impreterivelinente segundo
a decisSo do Exm. Presidente da l'rovincia. (9)
6O agrimensor, abaixo assignado, offereco
os seusservicos s pessoas que tiverem proprie-
dades i demarcar, e alanga a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest
mose quizerem utilisar,drigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Bua-direita ,
sobrado n 121. Joaquim da Funteca Soa-
res tic Figuei'edo. (9)
quedevia receber iminedialamente sua recom-
pensa :
Deixo-vos pensar qual foi a colera do Ba-
Se alguma cousa a poda igualar era o
rao
desapontamer.to de M. de Neuborg. Mas ai
escripturas de doacao estavao regulares nada
poda des fazer o que eu linha leito.
Nao me restara mais um s florim d'essa
fortuna com qu.1 o general espera va casar. JM.
de Ncubourg me restituioa minba palavra, co-
mo eu o previra ; meu pai me ordenou que sa-
l isse de sua casa e me prohibi que jamis tor-
nasse a apparerer diante d'elle.
<( Entao proscripta expulsa arruinada,
pai ti vim aqui estou
Frederico tinba esculado esta narrado com
deliciosa modo. As ferdas Je seu coracao
estavio fechadas.; nao hava mais em sua alma
senao alegra amor e felicidade. Desvanec-
rao-sc os tristes pensamentos, as amargas lem-
brangas! O passado desapparecia inteiro na ine-
favtl bemaventuranra d'esse momenle em que
Mathildes toruava a elle em que elle a acha-
va bella pura e tema como d antes ; Mathil-
des que tudo dexira tudo perder por elle !
\ albildes que de os de tantos sacrificios e
de tanta dedicado, vinba Me perguntarcom
sua doce voz :
= Ainda me queris pobre rapariga que
nada mais tenbo '.;"'.rlr-vos senao o meu a-
mor'?
Este amor respondeo Frederico; e nao
Ser livre maior e scnbora de meus bens h elle pora mim mais precioso que todas as r-
anles do dia ilo meu casamento eis o lito que quesas ? Nao be rile o meu nico bem, o
cu quera atlngir e atting-o / Soou ahora nrsu thesouro a minba vida....
bemaventurada e logo usando dos meus di-
mitos fi h estabelecimentos religiosos rio
inteira du minba fortuna. Preciosa cbaridade
(Continuar-te-ha.)


4 ~

Aluga-se o primeiro andar do sobrado do
Aturro da I!oa-visM n. 3; a tratar na tenda
do mesmo Jos Soares Pinto Corroa mudou-se da
ra da S. Cruz para a ra do Sebo n. 33.
propria para deposito de rap, por ser no bair-
ro de S. Antonio e em boa ra, encarregan-
do-^e a mesma peoa a entregar aos fregueses,
pelo prego de l20/f rs. por anno ; quem quizar
este negocio anouncie ; na inusma casa vende-
Prcclsa-se de uin pequeo de 12 a 14 an- se uma negra da Costa moca e sadia, propria
>C liira t'niviiri. (.... j..i ... i .. ..... .
desta prava ; na la
nos para caixeiro tora
larga do Rozario n. i>0
OsSrs. assignuntes do jornal Repertorio
Dramtico pdem mandar receber o terceiio
numero e o gratuito do mesmo jornal na
loja de livros de Caldoso Aires na ra da Ca-
deia-velha n. 3|.
1 Aluga-se o segundo andar sotao do so-
brado da ra do Rangel n. 11, com muito bous
commodos onde morou o Sr. I)r. Antonio Af-
onso Ferreira ; a tratar com Luiz Jos Mar-
ques. (5,
Aluga-se a loja do sobrado n. 40 da ra
larga do Horario, e vende-se a armacao on-
vernisada e envidracada ; a tratar na mesma
loja.
Quem precisar de uma ama de leite for-
ra dirija-se a ra do Lina ment n. 22.
1 Precisa-se um caixeiro de 16 aonos an-
nos, para venda queja tenba pratica c boa
conducta ; na ra de Apollo venda n. 1 de-
frontedas casas do Snr. Angelo Francisco Car-
neiro. &\
1Precisa-sede uma mulher de idade para
.. tomar conta de urna casa de um homein sollei-
ro preferindo-se portugueza ; na ra do Vi-
gario n. 13 segundo andar, das fias horas,
e das duasas 4 da tarde.
Arrenda-se a propriedade de 3 andares e
sotao da ra do Collegio, em que est a bo-
tica do finado Miguel Jos Ribeiro ; a tratar na
ra de S. Amaro, casa do Mosquita.
Precisa-ie de 500,000 rs. com os juros do
lO.Oot) rs. passando-selettras a conteni do
dono para se pagar lodosos metes um tanto
com os juros; quem qulterdar anouncie.
iPrecisa se de 250,000 rs. a premio do 2
porcentoao mez pagando-so os juros todos
os inezes e d-se porsegurauca hypotheca en
um sitio, ou um escravo; quem quizer dar
anouncie. /g
1 OSr. deengenho, que se vio us tristes
circunstancias de se servir do crdito de seu
administrador para o ailiancar em lujas de fa-
zendas, e vendas do mulhados para seu susten-
to e de sua fabrica vi:to que ninguem Ihe
confiava queiru dirigir-se a esta praca dentro
do prazodeS das, para ajustar suas contas ,
visto as nao poder ir ajustar no dito engenho ,
por Ihe constar que se achao espas no cami-
iiho do dito engenho para o assassinar. (10
Custodio Ribeiro do Mesquila Olaia Vian-
na tem a honra de participar ao respeitavel pu-
blico que abri uma aula da lingoa Iranceza e
portugueza, na casa de sua residencia na ra
do Vigario ; ensinando essasduas lingoas pelo
mdico preco do 2000 rs. mensaes ; as pessoas
quesequizerem otilar de seu prestimo diri-
juo-se ao armasem do Thomaz de Aquino Fon-
seca e a loja da viuva Cardoso Aires.
Francisco Dias Ferreira C. fazem publi-
co quo desde o da 16 do Abril de t844, fica o
Sr. Antonio Teixeira Bacellar girando no ar-
masem de retolher, em seu nomo e responsa-
vei por todo o activo e passivo que houver em
dito estabelecimento.
i Pulo Juizo da primeira vara do Civel des-
ta cidade, se ha de arrematar de renda triennal,
a casa de sobrado sita no Atierro dos Affogados i
pertencente a Antonio Luiz Ribeiro de Brito
sequestrado pela Fazenda Publica. (5;
2 .Narciso Jos da Cosa vai a cidade da Ra-
bia a negocio que se Ihe faz preciso e deixa
as suas casas de negocio no mesmo giro e au-
torisado o Sr. Joaquim Francisco de Azevedo
para comprareis scss uafitianie, e o seu
caixeiro Antonio Manocl da Silva Maia para pa-
gar o que lor comprado nao s em sua ausen-
cia, como o quo o annunoiante deve a esta pra-
va ; assim como para receber dos seus devedo-
res por seus bastantes procuradores em pri-
meiro lugar a sua mulher Momea Senhorinha
da Silveira em segundo, o Sr. Joaquim Fran-
cisco de Azevedo o em lerceiru o seu primo
Jos Pereira de Souza Chaves H1
2 Jos Pinheiro Jacome Portugus', e
Manoel Jos de Campos Rrasileiro retiro-se
para lora do imperio. /g.
2 Joaquim Jos Pereira uimares vai ao
Rio de Janeiro a tratar de seus negocios.
2 Antonio Domingos lavaros, subdito Por-
tuguez relira-sepaia Portugal. (2;
2 Precisa-so alugar urna escrBva para Ipdo
o servivo de uma casa; na ra do Hospicio n. 32.
2 MadamoiselleSirgeit, Jeannett Therese,
retira-se para f.a do imperio. toj
"O abaixo assignado faz sciente ao publico,
que tem dissolvido a firma, que girava de Fran-
cisco Das Forte $ Companhia desde odia 28
deJuuhop. p. licando responsabilisado a li-
quidagoda mesma firma. Francisco ias
torte.
2 Quem tiver benslivres e desembalados
as lihas dos Acores dominio do reino de
Portugal querendo veBder dirija-se a esta
Jvpographia, que so dir quem pretende com-
proi. (3
1 Quem se julgarcom direito aos foros e
outra qualquer divida da casa n. 80, que foi do
fallecido Cirurgio-mor Antonio do Carmo na
ra Augusta outr'ora Palacete, queira annun-
ciar que se pretende lazer negocio com a mes-
ma casa (6)
j Aluga-se umasala em um primeiro andar,
para o mallo. (g)
3 as Aluga-se uma canda nova de condu-
zir agoa que carrega nove mil ris d'agoa ,
sendo o balde a 20 ris assim como se luga
outra do mesmo tamanho que est servindo
do deposito ; econvindo lambern se vendem ,
tambemse vende lenha da linbura a 25 ris o
foixe ; a tractar na travessa do falecido Montei-
ro casa n 9. (8)
3 = Raymundo Jos de MagalbSes retira-
so para fora da Provincia. (2)
3 Um bomem cazado prope-se a ensinar
fra da praca primeiras loltras grammalica
portugueza, latim, e francs o sua mulher
tambe ni ensinar com per (cica o cozer bor-
dar marcar, fazer lavarinto, &c. ; a pessoa
a quem convier dirija-se ra da Mangueira
na Boa-vjsta n. 5, das 6 as 9 horas do di, que
abi so dir quem pretende. (8)
2=Jo3o Frederico Schroeder participa aos
seus freguozes o ao publico em geral que
mudou a sua tema de marcinoiro da ra do
Arago para o Atierro da Boa-vista n. 63, onde
houvo fabrica de farinha de trigo aonde se a-
clia prompto para fazer toda qualquer obra, que
Ihe frencommendada com exactido, e des-
vello assim como tambem so aclio promplas
algumas ohras quo se vendem por preco com-
modo. (10)
2 f)-se 250' rs. a premio sobre penhores,
de ouro ou prata tambem so d em peque-
as quantias; as Cinco-pontascasa n 126.(3)
2Na ra Nova loja n. 17 tem um grande
sortimento de camisas hrancas.c de cor,para ho-
iiioiii e por barato preco. (3)
2Aluga-se uma casa com commodos para
familia sendo do lado da sombra com quin-
tal grande e murado e cacimba na ra de
S. Goncalo ; a tratar na ra da Alegra casa
n. 34. (51
2 = M. S Mawson Cirurgio dentista
acha se residindo no segundo andar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado da matriz aonde
continua a botar denles mineraes licando in-
corruptiveis e apparocendo inteiramente como
denles naluraes tambem tira a pedra a qual
nao sendo extrahida em pouco tempo lano ar-
ruina os denles ; chumba com ouro ou prata ,
pata privar do augmentar a corrupcao tam-
bem tira, lima e faz lodas as operaeSesdenticaes
com a maior delicadeza possivel elle espera
que os elogios e o muito patrocinio quo tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na
sua pralica durante quasi quatro an nos de re
sidenc.ia nesta cidade sorao garantas sufici-
entes para .s pessoas que precisarem de seu
prestimo. nao o deixem de o procurar (17)
2=A Aula publica de latim do bairio de
S. Antonio acha-se em seu exercicio na ra do
Queimado primeiro andar do sobrado n 12.
quem se qui/er matricular ah poder procurar
o respectico professor das oito horas da manira
as doze. (6)
2 Vende-se uma rabeca com pouco uso ;
na ra da S. Crut n. 74. (2
2^=Vendc-se um te'.hciro quo servio de es-
tribara com perto de mil telhas taboas, cai-
brose trechees por preco commodo ; na ra
da Alegra n. 34. (4)
2Vendem-se mantinhas para grvalas e
lencos pretos e de cores filas lavradas lar-
gas e cstreitas luvas sem dedos, curtas e com-
pridas, pretas e de cores, ditas de pellica com-
pridas para senhora ditas para horneen pre-
tas e brancas puntes de tartaruga para mar-
rafas lencos de seda para pescoco e para mo,
agulhas francezas ern caixinhas, papel almaco
e de pezo dito almaco primeira sorte esco-
vinhas com pentee espelho, linhas de carre-
tel com 200 jardas ditas de cores, thesouras
prateadas, e douradas caivetes finse en-
tre-finos*, flores para chapeo e cabega uiar-
roquins de varias cores couro de lustro sus-
pensorios do burracha ede seda calungas finos
e entre-finos agoa de Colonia, batira supe-
rior, sabonetas, agoa do Lavando em meias
garrafas carteiras finas o entre-linas canelas
para pennas de ac com cabo de marflm o de
cristal, bonse chapeos de palhinha, ditos com
pala de lustro papel de cores de formato pe-
queo facas e gallos com cabo de metal muito
fino, e outras umitas miudezes por preco mais
commodo do que em outra qualquer parte, e
com amostras a contento dos compradores : na
ra do Queimado n. 24. (25)
2Vende-se uma mesa de Jacaranda para
meio de sala por prego commodo- na ra Di- esquina que volta para
rcita loja de marcineiro n. 91. (3j
2Vende-se um moleque de 14 annos, sem
vicios e faz o servico de uma caa ; e um re-
logiode parede de boa labrica e bom regula- a vender saccas com alqurire de superior fari-
parde castigaos de dita modernos, um arre-
licario dedita um par de flvelas para padre,
um pontero para rttcr.ino uma cara de .- uro
para N. S. bonitos alunles e botos com dia-
mantes para abertura ditos de punho ; as
Cinco-pontas n. 45.
Vende-se cha hisson de superior qualida-
de a 2000 rs. a libra e de S libras para cima
a l'Joo rs. ; na ra do R*ngel n. 45.
i Vendem-se bechigas con, graxa do Rio
Grande por preco commodo ; na travessa do
Arsenal de Guerra, armasem n. 5 ; assim como
16 arrobas de sebo. (4)
IVende-se urna negrinha de nago do
14 annos de muito boa conducta cose e co-
sinha ; 3 moloques de naci, de 16 annos ,
muito lindos, eptimos para pagens ; 4 escra-
vosde nagao mogos, com bonitas figuras: na
ra Direila n. 3. 6)
1 Vende-se uma negrinha de 8 a 9 annos ,
muito experta sadia de bonita figura ; na
ra Nova, sobrado n. 55 das 0 as 8 horas da
manhaa edas 3 as 6 da tarde. (4)
)Vende-se um carro inglez de 4 rodas,
quasi novo e feilo por um dos mais famosos
segeiros de Inglaterra he muito leve e tem
todos os arreios necessarios para um ou dous
cavnllos ; pde-se ver na cocheira do Sr. Miguel
no Atierro da Boa-vista, e tratar na ra da
Cruz n. 2. ,
1 Vendem-se pentes de tartaruga abortos e
lisos, e ditos do marrafas ; tambemse comer-
la toda obra de tartaruga ; no palco do Carmo;
a r.ua das liincheiras
n. 2. (5)
1 No Recife, ra da Cruz n. 23 escripto-
rio de Jos Antonio Gomes Jnior, conlino-se
Compras
2 Comprao-se eiTectivamente para lora da
rtr/kvnC.A milluljiQ nPvrnc t\ mnlunnPC Aa 4>0 .,
f ~..... -- -o'- ~ --.., VVUM
20 annos, pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens n. 16. 4
Comprao-se effeclivamenle para fra da
provincia mulalinbas amulas, e mais eacra-
vos, de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
Compra-seo diccionario Magnum Lexicn;
na ra do Crespo n. 23.
1 Compra-se um negro que seja moco ,
sadio e de bonita figura paga-se bem ; -na ra
Nova n. 7.
Comprao-se dous leitoes j capados; quem
tiver annuncie.
Vendas
2Vendom-se chales de las bordados a 4000
rs. ; na ra Nova loja n. 6 de Jos Francis-
co Mamedo de Alenla. (3;
2Vende-se uma eicrava de meia idade. boa
cosinheira e lavadeira ou troca-so por um
escravo possante ; na ra do Collegio fabrica
de chapeos ir. 0. 41
2 Vende-se eslrellinha para soupa a 120 a
a libra, e covadinba de Franca a 240 rs., na ra
das l.arangeiras, venda n. 16. ;
2 Vende-se um carrinbo de duas rodas ,
bonito, bastante forte, e muito leve; no Mon-
nego sitio de Jos Francisco de Azevedo Lis-
boa. (4;
2 Vendo-se uma negra de nagSo de i7
annos ptima mucama que engomma com
perfeicio cosinha cose alguma cousa nao
tem \ icios e he muito fiel, ao comprador se
dir o motivo, por que se vende ; na ra das
Cruzes n. 18 terceiro andar. c
dor; na ra do Livramouto o. 4, primeiro an-
dar, (s)
2Vende-se panno preto de boa qual idade a
3000 rs., dito azul e de outras cores a 2200 rs.,
merino preto o de cores a l'2() rs. meias ca-
simiras modernas a 1120 rs. e de outras a 5fio
o 800 rs. damasco de laa com 6 palmos de
largura a 2200 rs. e mais eslreito at proprio
para coeiros a 1000 rs. camisinhas arrenda-
das toucas e vestidinhos por muito barato
prego, coitos de vestido das mais modernas lan-
zinhas a5e#rs. ode outras mais ordinarias
a 3/rs. dilasescocezas a 400 rs. o covado ,
cassas pintadas a 200 rs., ricas mantas de seda,
de selim ede fil de linho chales de laa o de
seda modernos lencos de seda mantas de
selim preto com flores de cores para b inem, a
bem mdico prego, pane de alcatifar salas e gro-
jas a 320 rs. o covado e mais eslreito a 200 rs. ,
guardanapos de linho a 4000 rs. a duzia e de
algodao a 2400 rs. ; na loja da viuva Cunha
Guimares, na ra do Crespo nc. 10 e 12 (19;
1 Vende-se uma grammalica italiana pel
melhor autor, quo he o.professor Morelti, pti-
ma para estudar-sn a dita lingoa em 2o ligos ,
eestem bom estado ; na travessa das Cruzes
n. 8. (5)
1Vendem-se esleirs da India, largas, o
pentes dechifre para marrafas ; em casa de L.
G Ferreira & Companhia.
Vende-so um ptimo escravo crioulo de
24 annos, muito possante e sadio, proprio pa-
ra todo o servico ; na ra Nova n. 41,aegundo
andar.
Vendem-se chitas mu largas cOres escu-
ras e de lindos pjidres a 220 rs. o covado e
7000 rs a pega ; na ra do Queimado esqui-
na do beco do Peize-frito n. 2 e do Collegio
n. 27, lojas de Manuel JesGoncalves.
Vende-se uma escrava moga ; na ra da
Praia do Rangel n. 35.
IVende-se um terreno na ra Augusta a
9000 r*. o palmo ; na ra da Praia n. 10. (&
Vendem-ic dous caixes grandes com re-
partimenlos um mais pequeo forrado de
flandres duas caixas grandes do pinho pinta-
das de verde uma porgao de folha do flandres
para bolaxBia e varios objectos de' una pa-
daria ; na ruadas Cruzes n. 18, terceiro an-
dar. (7)
Vendem-se pipas n .vas, de Lisboa que
Coro de ago'ardente por preco commodo; na
ra Imperial, primeira restilacio.
y Vende-se manas de seda do ultimo gosto,
ditas de fil de linho e de garga chales de
seda e de la grandes e pequeos ditos de
cambraia e de metim Iengos de reda de diver-
sos padres para senhora ditos para grvala e
algibeira Iengos de cassa ede cambraia para
mi, sedas escocezas de lindos padres para
vestidos de senhora, dita de cores para colfetes,
assim couro um completo sortimento de ealga
do para bomem e sonhora e mais farendas fran-
cezas e ioglezas, como bem cortes de vestidos
de cambraia decrese brancas, chitas finas e
ordinarias cassas, madapoles piadas de
linho ; na ra Nova loja n. 18, de Manoel do
Amparo Caj ;V Companhia
Vendom-se casacas de panno preto e de
cores a 28/rs. sobre-casacas de dilos a 32/
rs ditos de merino prelo a 24/rs., caigas do
panno preto eazul a 12,000 rs. ditas do casi-
mira fina a 10,000 rs., col lotes de selim preto
superior a 0000 rs. jaquecas de panno fino de
cores a 14,000 rs. ; no Atierro da Boa-visla ,
loja de alfaiate n. 40.
Vende-se urna escoleta, dedaes, modalhas,
brincos e annelosde ouro de loi com diaman-
tos um corda o grosso para rologio, duas rol-
la! de dito para senhora', um enfoite um bu-
zio encastoado para menino ouro e prata para
uma colher de prals de tirar soupa, um
nha de mandioca, muito fina o al va feita na
Moribeca por preco mais commodo do que at
ao presente. ^ (6,
1V.eudem-se barricas comOarello vndas
do Lisboa pelo ultimo navio ; na ra da Cruz
n. 52. (3)
Vendem-se laranjas da China tangerina,
e da Ierra ; ao sitio grande envidrando na
estrada do Monteiro do dia 5 at 8 do cr-
ranle.
Vende-se um relogio, sabonele do ouro ,
pequeo por preco commodo ; na ra No-
va n. 63.
Vende-se um escrava de bonita figura, de
nagao Congo vendedeira de ra e faz todo o
servigo de uma casa ; 60 e tantos paos de Angf-
co ; na ra do LiVramento n. 17.
Vende-se um preto perleito cosinheiro de
um ludo ; um dito de todo o servieo de urna
casa e trata bem de sitio e vaccas ; duas pre-
tas que cosinhao, lavo, e vendem na ra; uma
dita com uma cria de 8 annos ; uma dita por
150,000 rs. boa tiabalhadeira de enxada ; na
ra larga do Rozario n. 48.
Vende-se um escravo que trabalha com
perfeigoo noollicio de marcineiro; no Atierro
da Boa-vista n. 4, segundo andar.
1Vende-se uma inoloquiuba ; bonita, de
12 annos; na ruado Torres n. 18. 2)
Vende-se uma escrava possante ptima
para o servigo de campo ou para vender na
ra ; as Cinco-pontas n. 68.
Escravos futirlos
nhm
2Desta Typographia desapparoeoo em diss
do mez de Junno do correnta anno nm preto
velho de nome Domingos, alio reforcado do
corpo, pea encbados, ecoui uma forida em uma
perna o qual consta que seguio para a Casa-
forte aonde foi encontrado dizendo eslava for-
ro : quem o pegar, traga a esta TynmrrArtfcfj
na ruadas Cruzes n. 34, que ser recompensado.'
No dia 2 do corrente fugio um proco criou-
lo do nome Eusabio ofllcial de pedreiro lo-
vou camisa de algodo, caigas de li>tras tranca-
das, chapeo branco e velho, denles limados, tem
signaes nos paitos, ps|gruridcs, uma das por-
nas mais grosia causada de eresipela na ore-
Iha esquerda um pedacinho de monos causado
do um lobmho quo sotirou, julga-se que
fosseseduzido por nao haver noticia da fgida ,
por isso se proceder contra quem o livor oc-
culto a pretexto de o comprar ; quem o pegar ,
ou delle tiver noticias participe a Antonio Dias
da Silva Cardial, que recompensar
1 No dia 2de Junho do crrante anno,
desapparecero do siliodo viveiro do Muniz, no
A Horro-dos-A (logados 3 escravos, os quaes sao
os seguintes: Matheos de nagao Cabund, de
30 annos bonita figura est bastante gordo ,
cor preta cara grande olhos vesgos ruaos
bastante grossa9 de calos de botar canoa, pois
he carioairo, o vendia agoa em canoas Manoel,
do nagao Camundongo, do 28 anno9 de bonita
figura olhos grandes e abugalhados, ha de ser
bastante barbado por j Ihe estar nascendo as
suissas cor fula, lamban ho canooiro, he
multo espantado quando so falla com elle. Lou-
rengo de nagao Mugambique de 25 a 28 an-
nos de bonita figura cor preta, olhos reg-
lales mas muito alvos, tem urnas marquinhas
designaos de sua trra todos bern rallnntes
quem os pegar ou dor noticias certas rece-
ber 100,000 de g atificacao no mesmo sitio,
ou na ra do Crespo sobrado do 4 audares n.
10, no terceiro andar. (21)
!'.bcfb aTt?. es M F. ob Fkia.
-18**
*.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ES4VZ8694_NHIVQ5 INGEST_TIME 2013-04-13T02:43:47Z PACKAGE AA00011611_05114
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES