Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05113


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Full Text
Anno de 1844, __^ Quinta JPcira
O 1*1 ario nublica-.r todos os dias que nao forero sant>6cados : o preco da -asignatura
he de iro mil ri. por quarlel pagos adiantadoi. Os annunciosdos assijnantes sao inseridos
rratii. e os dos que nao forem raz.io de 5U ren
idas ''a lfp
im das Cruces n i4 ou a p'aga
por nnna rts rrrijinacoc, deTem ser diri-
la Independencia luja de livutn. 6 e S
de Jiilho
Anno XX. N. tM

lio* *nerii: con-
PABTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gouhma faiabyba. segundase aelas leiras.Hio Grande do Norte chegt a 8e22e par
teltft.24 lab... Serinbaem Rio Foraaoso,, Macey, Porto Calvo, e Alagoas no 4 :
H a i de nada me. Garaohun e Honilo a U e .'4 de cada met aoa-yista e Flor
car 13 dito Cidade da Victoria quintas feiras. Olinda lodes os dial.
DAS da semana.
1 See a. TbeodoricO. Aud. do J. de D da 2. v,
i Tere, a. O bon Hel. aud do J. de da 3. .
) Quailai Jacinlho. Aud do J. de D. da 3. t.
4 Quinta s. Iibel Aod do J del) da 2. T
5 Seiia a Atbanazio. Vud do J deDda'2. t.
6 Sab a Dominss. Bel. aud. do J. de t. da i. t.
7 Da s. Pulquera
1] '. MiA. 18,>' o'%, Ciamos KO mi I OB JUim, rompra *r
W '/ X'\M K'Jf CambioifobrLodrea2B. I OurMoeda 17,;
V '-',' iV ., .! t! 1.' Paris 170 rea por franeo I N. >7", 17':
^'tX^%WB ''Si/'' Lisboa i: por 10U deprrmio f.....V 4,110!. 9,400 f
*.\ &/&] m'.*.MA,;rs Irraia-ratacoei i'o i
DA
Indo i;'nfi V| pn'r de na meninos; da nema pradoicia, iroderagai
turnemos como principiamos c arenos apuntado! eoa admirado entre as nagoes mal
cultas. [frooiaaauSd '.. lasemBia Geial Aj IrltW.)
Pralafatacoei
fciorda de cobre ao par -i PeaOB culummnarrs
dem de letras Je boas fru a 1 a l|4 0{Q | .< DilOI mrncanu
PHASES l)\ LA NO MK/. DE .11 "I.IIO.
1,900
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I na cheia a '.".l ios i: min Miiiguante a 7 as S doral a 2S a in la ajanli. |Cmrntc a ..' < (1 b e 5! m. da tarde.
'reamar de koje.
Primeirj < 7 boras t -2 nin da aiaohja, | S*gWlda ai!) ItOMtaO atinnloa da larda
.. tmmt i*. ;
ftaxniianrKitc^xFtirwieii
P-.U TKtHi..
4ovMriio di Provincia.
EIPEDIEMTK DO IUA 2j DO PVSSADO.
OfTicio \o Kngonhuir em Cbefe das obr^s
publicas Duvolvo Vine, o projecto de
dstribuicSo Ja quota de duz'intos conlos dn
res, concedJh pula le provincial n. i'M) do 2 do
Vlaio ultimo para as despexat con as obras pu-
blicas no anno fnanceiro prximo futuro, bum
como a tabella explicativa que acompanlllirio
o sou ofGcio de 17 do corrente a fim de que
Ibes faga as seguintes altoracdes : a detpoza
com o pagamento dos vencimenlos Jos Ense-
nhc.irosdeve ser calculada ao cambio corrento ,
e nao ao de 320 rs. o franco, lim de nao se;
necessario pedir novas quotas no lim do exer-
cicio, como tem succeJido nos anuos pretri-
tos, alterando-se nesta parto a distribuicao dos
fundos : o Ajudanto Alfredo do 'tornay
continuar a porceber somonte o ordenado an-
nual de uin cont de reis sern direilo : outros
robras, mencionando -so lh'! tambem una ano-
ta: a quota de i:500ji rs., pedida pura pa-
gamento da 2 prestagSo da obra arrematada
do 2. lauco (lasareiasdo Giquia deve ser sup-
prmida; ponjuanto d'essa uiesma quantia i(j-
lorma o Inspector -fiscal se tur passaJo titulo
de pagamento em 18 de Maio p. p. as quotas
marcadas para os reparos do conservayo perma-
nente deve hvcr una explicago, isto he, so
taes quotas sao destinadas para o pagamento
dos ordenados dos Conservadores ou se alm
do pagamento d'estes toem de ser despendidas
algumis quintias com a conservacao das es-
tradas em reconstrueco do obras: as quotas
destinadas para os reparos geraes das obras, as
quaes veem incluidos os reparos de pontos e ar
eos, devo haver urna divisao, fim do se poder
conhecer com maior clareza quanto se despende
com uns e outros; e conven), que, antes de se
dar principio aos reparos das estradas so faco
os respectivos orcarnentos declarando-se os
lugares, que tem de sor reparados, assim como
a quulidade d'elles, sendo depois submettidos
voncimentos : o Mestre Carpirla Andr Zachor' approvacSo d'esta Presidencia: a quota d
nao pode ser adrnittido como lingenheiro Aju-13: danto, segundo Vine, propoe : o Desenhista' do Caxanga, se be, como parece, destinada
Jacinto .Mariscla d'Albuquerque e -Mello pode! |>ari a sua conservacao pois que para a sua
ser prvido na vaga, que existe, com o orde- construegad loi concedida vista do respectivo
nado de 300.* rs. por anno, e eu Ibe mandarei! orcamento a quantia de 40:000,000 do ris ,
passar o competente titulo: os ordenados do deve ser supprimida; porquanto. nao estando a
Porteiro edoCcmlinuo devem ser os mesmos ,'dita ponte ainda acabada, e sendo provavel ,
que actualmente percebem, visto nao ser pos- que se conclua este anno, nao ho do suppr ,
ivel augmentados : na quota marcada para as I que precise nesse mesmo lempo de se Ihe la/.e-
despozas diversas do servico nao se devem in- rem obras de conservagiio : sobrea(|uota de
luir outras. que convem dividir em addiyes quatro contos de ris, 'marcada para o levanta-
re paradas; d'esta quota deve ser deduzida a des- ment do inappa da provincia, cumpre dizer-
pe/a, que se fifer com o expodiente da Repar- [ Ibe. que tleve primeiro Vmc. orgonisar e ro-
tuao que deve por si s formar um artigo ; a metter ao Inspector-fiscal o orea ment d i des-
outia pirlo deve ser dedicada aquellas despe-P<". que com este servico tem aindadoser
zas, tpiese fa/em o nao pdem ser applica-' feita, como Ihe foi ordenado por esta Presi-
das expressamento i obra, para que se < nao; devendo por conseguinte tlividir-so em anno
duas partes o artigo lodo cap. 2 "1.a Ex-1 Reformados assim o projecto e a tabella, os
podiente da Repartico, marcando sc-lhe urna 'snbmetter approvaco d'esta Presidencia
quota; 2.4 Oespezos diversas do seruco das pelo canal competente.
DitoAo Delegado de Plores, communi-
cando ter marcado a quantia do 800,000 rs.
para o sustento e vestuario dos Indios aldeiados,
emqu mo ellos nao colliem fructo das planta-
cos, que deverao fa se Ibes mandou fornecer pela Tliesouraria das
Rendas Provinciaes: di/.endo, que autorise al-
guem para recebera dita quantia; prevenindo-
o, de que d'ella tleduzir so-ha a desposa da
mencionada ferramenta : intelligenciando-o ,
de que a pessoa, quem S. me. incumbir a
applicaciio d'este dinbeiro aos indicados lins
dever presentar urna conta legalisada na-
quellB Repartico -. elogiando S. me. ao
Pnente Coronel Simplicio Pereira da Silva ,
e as nutras pessoas caridosas, que lee ni con-
corndo para u sustenlaiao dos referidos Indios,
o signilicando-lbo, que a Presidencia espera ,
continuem na platica de aciocs tao meritorias ,
de que sempro resulta proveito a humani-
dade.
DitoA' Cmara Municipal de Nazareth ,
ordenando, que mande novamente por em pra-
ca os dizimos de miuncas o ruis impostos d'a-
quella Cmara pelo primeiro orcamento do
anno p. p.; e que no caso do anda assim
nao apparecerem licitantes, faca arrecadal-os
por administracao.
DitoA' Cmara Municipal da cidado da
Victoria Tomando em consideracao o que
me representa ro os cidadaos Jos Martins Pe-
reira Monteiro eChristovo Dioni/io de Bar-
ros, pedindo ser reintegrados, aquello no lu-
gar del, e este de 3.Supp!ente do Jui/
Municipal d'esse termo, do que fro privados
e conformando-uie com o parecer do Conce-
llieiro Presidente da Relagao corea d'esto ob-
jecto: tenho resolvido que o* referidos cida-
daos sejao reintegrados naquelles lugares, vis
to que nao sendo arnoviveis os Supplentcs
dos Jui/es Vfunicpaes, alienta a disposicao do
artigo 19 da le de 3 de Dezembro de 18il e
do aviso de 15 de Fevereiro d'este anno, s p-
dem os representantes ser destituidos, dentro
do tempo do seu legal exercicio, pelos meios
i^i
.-saaaaiBWW5awi.nl
FL3Taffia
O X-.ut.)i:>iAi>u\niia. ( i
POR EUG- GL'INOT.
Era collaboracao do Commandante que a
Raroneza devia esta boa ordem e estas bellas ap-
parencias. Singular papel fazia ah o nosso h-
roe diris vos. Scm tentar jusliicar comple-
tamente o Commandante Flambert responder-
vos-hemosque nao deveriois esrritudo apre'ssar-
vos a condemnal-o primeirs vista, no seu ne-
gocio nao havia ne:n perversidade profunda,
iiern clculos vidos e odiosos. Nao pretende-
mos collocar-lbe na cabeca a cora de innocen-
cia, ou apresental-o como candidato ao premio
Monlhyon; ello nao era o homem puro na ge-
nuina accopcao da palavra; mas, para avalial-o
no seu justo valor, seria mistef cnnhecel-o me
Ibor, etalvezentao se acharia em seu proceder
inais desmazelo e enlevo do que baixeza e de-
pravaco.
Quando sabio do exercito, depois do licen-
ci ment decretado pela restauraos-*, Flambert
trouxe parp a vida civil urna reputaclo intacta
de soldado valente e de boinem de ajero. Sua f
de oflicio eslava carregada do notas gloriosas, o
elle teria podido tomar entao a divisa do caval-
leiro Ravard: Sem pavor e sem reproche.
Mais tarde, a ociosidado. a pobreza e o contac-
to de urna sociedade corrupta, o impelirfto a
vas dihlceiseescabrosas, onde so devia alterar
a nobre simplicida.lc de seu carcter, "un pen-
slo de reforma c os restos de nm mngoado pa-
trimonio erao insullicientes para suas precises;
elle procurou meios de inellioiar sua sorte por
*) VideaWono n." 1*5, 1 'n ^7
urna oceupacao honrosa; mas para que podia um theatro, de um concert, ou de qualquer
prestar un. homem que, tendo sentado praca ; oulro divertiroento utoruado. O met empre-
: na idade de dezaseis annos, s tinha recebido a go em casa della tem utilidade e sulqe.cao bal-
educacao dos campos e da Guerra ? Fiambert! tantei pura que em compensacao eu possaaccei
sabia fcr; ar c ccmrosndar un esquadrn; se os I tar sem opprob' io a moradia, a mesa e algumas
'destinosO bouvessem querido, teria talvez al- outras vantagens. Nao ha nem convencoes nem
gumd.a sabido commandar uro exercito e go- estipendios entre nos; he simplesmente urna
vernaruma provincia; mas, depoisque a sua es-
pada enlrou na bainha, nao prest o u mais para
nada; sua boa vontadeeseus eslorcos forao inu-
permataclo...
Entretanto, bem via o Commandante que
as cousas se nao passavo muito innocentemen
ntiua, aua un. iu.nuyu^.vi..J.v.-------------------- ?
teis e elle se sentio profundamente improprio ; te era casa de Madama de Sain-Pbar; mas, na
paras rlese para as industrias de paz. Vegotou :-sinceridade de sua ignorancia, julgav* que o
durante al-'uns annos; depois encontrou se com mundo era assim feilo, e que em toda a parte
a Baronesa de feaint-Pbar, queainda eslava bel | mcredia o mesmo. File linha aprendido econ-
la equ'c Ibe inspirou violenta paixo. A Raro- servado algumas generalidades pbilosopbicas
neza diziascr viuva de um coronel; tinha-se cerca da perversidade humana, o este texto ser-
tratido com grande apparato; comecando po- via de nica base a opinio por elle formada re-
rm sua fortuna a seguir a declmacao de seus lalivamente aos costumes e aos usos da socieda-
aitractivos empregou, como mulber prudente, ; de. Us vi. ios que via agitarem-se em torno de si
os seus ltimos recursos em fundar a casa onde nao erao nem do seu don mo, nem ta sua com-
o Commandante acbou umasylowum empre-
go, empregosem nonio, sem attribuicoes preci-
sas, e que elle exereco muito tempo sem com-
prebender sua posico. A Rarone/a exercia so-
bre elle o imperio da astucia e da seduccao; sub-
petencia: sua missao nao era penetrar myste-
rios criminosos e reprimir abusos que se oc-
cultavosoh bellas exterioridades. F nao era j
muito resistir ao contagio doexemplo? O caso
be que nunca o Commandante pegava n'uma
tire wtic u iiiiiii "----------------------._-,.--. .__
iugava-o pela babilidade de seu espirito e pelo carta, nem arriscava uro e-cudo ao jogo; desde-
sentimentoquelhe soubera inspirar; explica-i nhava os bons lances que as vetes a lortuna Ihe
va-Ihe todas as cousas a sua maneira, e o Com- j oflerecia muito abertamenle: o dinheiro.e so-
mandante nao exiga mais nada. | bretudn o dinhe.ro mal adquirido, no o ten-
Denois luando Ihe reslriou a paixao, sua lava; o seu empenho era viver boa vida, mas
nosico se delineou mais claramente a seus o- I nao queria nata mais. Poda se-lhe exprobrar
Ihos Veio-lbe entao o escrpulo, mas o Com- a criminosa Traqueza que o retinha n'uma po-
'i .:......itima moral fcil boas razdes sicSo dcsaaradave ; mas, fura d'isso, haviSo
lliaiiiiainc viiwu -- "" "- ------ -. i i i
para o combater e vencer. crias regras de honra que o Commandante ob-
_ A Baroneza, dizia elle, d jogo c d'ahi i servava com estoica brmeza.
extrahe o seu rend.mento; eu laco a polica de Seuprocedirneoto para com Frcdenco era
sua casa Onde est o mal ? Madama de Saint- urna consequencia d estes principios facis e
Pbar ni engaa a ninguem; todos saben, o commodos que punbeo sua delicadesa a cober-
oue fazemvndo casa d'ella. O jogo he um di- to. quando as vantagens e benelicios que elle
vertimento licito, es especulat8oda Baroneza obtinba naocrmasttioem moeda corrente. Nao
nao he mais criminosa do que a especulacio de (cria pedido-l.nbe.ro ao osen conde de >al-
BEraua aaaasaansai
marcados para a suspensao e demissao dos Ma-
gistrad .s, eempregados publico'., ejamis pelo
nico fundamento de falta do juramento, quo
pederio prestar, quando nao so escusassem o
fossem chamados ao servico: e ordeno Vincs.,
que Ibes defiri agora o respectivo juramento ,
licandosem elTeito asnomeacSos, que se lite-
ro ltimamente, de Antonio llenriqucs do
Miranda o do Coronel Tiburtino Pinto de Al-
meida para os lujares, de queso trata.Olli-
eiou-se a respeil i aos reintegrados, ao< cda-
dSos, cujas nometedes ficarSo sem elTeito, e
aojuiz Municipal de Santo Antao
|)j[o Do Secretario da provincia ao Racha-
rol Jos Tlioma Nabuco do Araujo Jnior,
accusa'ndo recepcio do seu oflicio, em quo par-
ticipa ter entrado no exercicio da 2.' vara do
Cvel, de que he pruprietario.
DitoDo mesmo ao Inspector da Thosoura-
ria da Fazonda, transmittindo para ter exe-
cucao, aordomdo Tribunal do Thesouro sob
OB. IOS.
dem no da 20.
OflicioAo Commandante das Armas, sci-
entificando-o d'haver o Governo Imperial man-
dado dar baixa do servico ao Soldado Luiz Ca-
valcanted'Albuquerque Lacerda, (jue havia ti-
do passagem para n 2 batalhao d'Arlilharia
a p.
Dito\n Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda.Illin. Sur. = Conlormando-me com
a sua informaciio de 11 do corrento, dada sobre
requerimentode R. Lasserre&C, consignata7
lio da barca france?a Cusnir Je .uvjne que
recorroro para este Governo da decisao da
Thesouraria da Fa/enda que confirmou a
multa imposta pelo Inspector dV-llandega
d'esta cidado ao Capitao da dita barca por se
ter.ichado na conferencia do manifest a falta
de um caixoto de livros e o accressimo de outro
com papel de peso, mas de diflerenle marca .
e no qual V. S. diz, que a sua decisao fra
de conformidade com as informaces, que
preceder e pareceres, quo ouvira; masque,
combinando novamente as disposicoes dos arti-
1
3j
berg, mas nao se envergonhava de empregar
miseraveis dissoluces para o iropelr a enor-
mes despe/as de que se aproveitava largamente.
Domis d'isso, era de boa f no seu systema de
dissipacf.es cuslosas. e nao pensava em si so-
mente, quando lancava Freerico em todos os
gneros de prodigalidades.
Niio linhao anda chegado os fundos porque
esperava Fredi rico; mas o Commandante, fiel
a sua promessa, o tinha posto cm relaco com
M. Graindon, capitalista.
Fste M. Graindon era um dos habituados do
sali da Baroneza: nao jogava, porm via jo-
gur, conservando-sc sernpre prompto. como o
abulta, para se precipitar sobre sua presa e de-
vorar as victimas feridas pela fortuna e cahidas
nocampodo batalha: oflerecia aos infelizes jo-
gadores recursos que os acabavao do arruinar;
emprestava-lhes dinheiro segundo o mereci-
mento doliese com jur.s Ilimitados.
Pela recommendaco de Flambert, M. Grain-
don, que nao fazia negocio algum sem tomar
minuciosas informaces, foi casa do banquei-
ro que pagara a nica lettra de cambio deque
se muir Frederico quando deixra a Alte-
rnan ha.
O Sr. Conde de Valberg, disse o ban-
queiro, nao tem crdito aberto em ininha casa;
mas o meu correspondente me escroveo algumas
pulavras seu respeito, e, se vindes da parte
d'elle, podis responder Ihe que eslou prompto
a Ihe fornecer todo o dinheiro do que precisar.
M. Graindon guardn para si esta boa res-
posta, l'redericc nao teria deixado de tomar
em casa do banquero dinheiro a cinco por cen-
to, o o usurario teria perdio um bom freguez;
e era o que Ihe nao fu/ia conta.
He somonte por vosso respeito, disse elle
ao Commandante, que consnto em acceitar a
lettra d'esse joven estrangeiro:
iquelle que urna vez cahia as mos de M.
tmm


go> tSS .1 157 do regula ment das Alfandegaa,
julga, que os supplicantos com algum motivo
reclamao; porque, declarando o aft l.que
as disposicesd esto o do antecederte so teem
logar respeito das mercaduras eontnvois no
co de recebiment bordo, pelo accrescimo
udmunui'ao di- volumese nao pelo con leudo
nelles; ntellgoneiaesta, que esta de accordo
com o aviso de 10 de Feverciro de 1837: e
con/orinando-me, outrosim, com o parcesr do
Desembargaaor Procarador da Coro.., Faxemla
e Soberana Nacional, incluso por copia, tenho
resolvido ettender o recurso, nter posto pelos
implicantes B. Lasserre i C. cumprindo ,
que \ S expeca as oidens. para (|u fiquem
de nenhum < fleiro a apprehensiio do eaixete de
livros e a multa correspondente o teja obser-
vado o quedispoe o artigo 157 nico appli-
eavel aocaso vertente.
DitosAo inesrno e ao Commandante das
Anua*, idtolligenciando-os d'haver S. H. o
Imperador concedido licenca, para risidir nes-
ta provincia, ao Brigadeiro Jos Joaquim Coe-
Ibo.
Ditor-Ao Director do Curso Jurdico de O-
linda, participando ter sido prvido na cadeira
de grammatica latina do Collegio das Artes dV
quella Academia por Decreto Imperial de 21
do me/ (indo o Arcedago da Calhedral d'a-
juella cidade, Padre Ignacio l.uii de Mello
Communicou-se a prvido
Dito Ao Commandante das Armas orde-
nando, quedcumprimento" Imperial reso-
liit.o, que mandou reduzir o pessoal dos em-
pegados das Secretarias dos Commandos das
Armas a um Ajudanle de Ordens um Se-
cretario e um Amanuense. Olficiou-se
respoito ao Inspector da Thesouraria da Fa
zenda.
CotTjmando das Armas.
EXPEDIEJfTE QE 15 DOPASSADO.
OficiaAo Exm. Presidente, informando
o requerimento do Alferes reformado Jos Fer-
nando* Brasil, que pedia o lugar lugar Je \ ice-
Director do Arsenal de guerra, por Ihe constar
que o actu-il serventuario interino o queira dei-
xar.
DitoAo mesmo Exm. Sr., submcltendo a
despacho ama requisicfio dos objectos necessa-
rios ao concert da pipa de carregar agoa, e
tres jarras de madeira da fortalesa de Itamaraca,
que se aehSo arruinadas, e pedndo oxpedirefio
de suas ordens a T. para ser entregue ao Com-
mandante interino da mesmn ortalcsa n quan-
tia de i.y rs. porque foi justo o concert all ,
poupando-se a dispesa de conduceo de vinda e
volla.
DitoAo mesmo Exm, Sr., enviando-lheo
parecer da Junta de sade, que julgava no ca-
so deter o soldado d'Artilberia Francisco [de
Souza Cirnedous me/es de licenca, tres o sol-
dado Francisco Bizerra d'Araujo.e um o de ri-
me \ iclorino Jos do N'ascimento, a fim de que
S. Ex. resolvesse a respeito.
Craindon sabia d'ellas depennado: era o usu-
ran mais fino, mais astuto, mais terriyel que
liavia. Frederico deo a sua assignalura sem re-
parar, com o total desleixo de um horncm sen
timcntal que pouco caso fazia dos negocios de
'A
DitoAo Director do Arsenal de Guerra,
para que houvosse de mandar satisfazer a requi-
sie.au das bandoiras de signaos para o thelcgra-
plio da Fortaleza do Brutn, sendo a dospeza fei-
ta porconta do .Ministerio da Justina, e da quo-
ta marcada para a torre do Coll gio, conforme
resolver! o Exm. Sr Presidente, devendo a es-
se lim entender-se com o Inspector da Thesou-
raria.
DitoAo Commandante interino do segun-
do batalhao do Artilberia, enviando Ibeasguias
que por a Pagadoria das tropas da corte forao
passadas ao Capitio P. I. V. da Silveira. o 1
Teen te P. A. Ferreira, para que extractando
deltas o que fosse de mister para a composico
da folha dos vencimentos. devolvesse-as a fim
de serem transmitidas a Thesouraria.
DitoAo mes.,io, enviando Ihe para serem
archivadas, as guias, que por o quarto batalhao
d'Artilberia a p estacionado na Praia-Verme-
llia, forao passadas aos Officiaes referidos no of-
ieio a cima.
Dito Ao mesmo, communicando-lhe, que
S. M. o Imperador por Avizo da Repartilo da
Guerra de-2o de Abril ultimo, conceder pas-
sagcmdo quarto batalhao de Artilheria a p
para o segundo da mesmaarma desta provincia,
ao Cadete Vicente Ferreira de Mello e Albu-
querque, cuja guia Iheenviava.
Hendimenltda Meza da tiendas Internas Pro-
rinciaes no mez de Junho p. p,
A saber:
Dcima dos predios urbanos.....21:509,607
Meia si/a dos escravos.......... 1:615,500
Esoravos despachados para lora da
provincia.................. 190.000
Passaportes de policia........... 7.800
Matriculas do Lycoo Seminario. 88,000
Ditas de grammatica latinada Ca-
pital...................... 19.900
Imposlos sobre olarias.......... 12,800
Juros da divida activa Provincial... 257.533
23:730,4*0
Meza de Rendas Internas Provinciaes 1 "de
Julho de 1844.
I.hi Frindico de Mello Carakanti.
dinheiro e que nunca d isso se emharacou. Que
Ihe importava o futuro ? Quanto ao presente,
ia comecarido a acbal-o menos triste.
Perdoem-nos os prietas, as mais nobres dores
dft alma se apagfio rnuilissimas vezesem vulga'
res dislraccoos Frederico nao perdeo inteira-
mente o scntiniento de suas penas, mas seu pe-
tar se encerrou no recndito occullo de sua al-
ma. Comprchendeo que se podia viver depois
de urna trai< ao, e que a ferida nao era mortal.
Jaistoera muito \erdade be que o Com-
mandante nada poupara para o trazer a este es-
tado; tiriba operado nolle urna metamorphose
quasi completa: tinba-lhe mudado a natureza,
o gastes, es sf.clinacoes; tinba-lhe feiu acar
encanto no luxo, no tumulto, na agitarao dos
praieres, us lorigas vigilias mesa. .Muito mais
do que era indispensavel, urna paulo para
combater urna dor apaixonada, o Commandan-
te tinha feito de Frederico um jogador.
U joven Allemao nao faltara a urna das par-
tidas de Madama de Saint-Phor. Assim (|ue
ebegava, punha-se a mesa de jogo, o era pas-
mosa a rapidez rom que o seu dinheiro passava
para as maos de seus adversarios N'essas occa-
sioes, Cesarina podia apenas retel-o alguns
instantes |(into de si.e no enlanto a conversacao
.i. Ceianna era para elle enfeia de encanto e de
embriague/. Elle tinha feito don/ella a con-
fidencia de suas penas, de seu amor mallogra-
do; ella o tinha lastimado econsolado, tinba-
lhe mostrado no futuro o olvidode seus males
c ,i esperanca d m< Ihor sorte
A N iva '"ni Ce-
les] i ln suas
ven A arar-
niABio- u ppwpuco,
Hontem tomou posse do lugar de Chefe de
Policia desta provincia o Sr. Antonio Alfonso
Ferreira.
MisceUtuiea.
RELIGIO.
A RKVELAQAO.
Desta palavra =Creio=: fonte do scnlmen-
teem derivado as differentes reli-
to religioso
ter de sua sobrinha e nao quera arriscar-se a
perder por urna imprudencia o fructo de varios
annos de disveilos e os gastos de urna educacao
que mui caro Ihe custra Cesarina era rcal-
gioes, que se han successivamente estabelleci-
d<> sobre a trra, e a teem atravesaado em todos
os sentidos como grandes rios. Tinhao aca-
so todas e.ssas religioes o cunho augusto da ver-
dade? Erao ellas misericordiosas instructi-
vas, moraes ? RevelavSoao homem a sua natu-
reza cheia degrandea e de miseria? Pos-
suiaoellas o diclamo para aschagas do cora-
ra o e os remedios elcazes para os males d'al
ma ? Nao ; a maior parte dellas nada disto
possuia ; porm em troco tinho falsos orcu-
los para o Grandes; apothosrs para os Prin-
cipes ; fbulas ingrnhosas para os poetas ; al-
legorias para os sabios : quanto ao povo nao
possuiao para elle, nem consolarles, nemes-
molas nern sympathia. Essas religioes do pa-
ganismo levantaro templos F mas esta f
nao era de Dos.
Como he que Dos, que governa o mundo
physjco por leis, la o sabias, e constantes, dei-
xava sem leis o mundo moral ? Julgava acaso,
que o homem por si mesmo fosse capaz de ele
var-se at a elle, e tracar para si com firme mo
um cdigo religioso cujos preceitos elle res-
peitasse? Mas o homem he perfeitamente inh-
bil para crear urna trenca para si ; elle se ama
muito para dar peas si mesmo voluntariamen-
te ; seus pensamenlos, bem como os ramos
pendentes do salgueiro se curvan asss natu-
ralmente para a trra ; elle nao sabe mesmo
orar. Mettei-o em obra e veris se por si
mesmo elle pede outra cousa mais.doquequen-
lura para seus campos, chuva para seus prados,
e felicidade para as suas pequeas emprezas: se
pede a sade he a fim do gozar longo lempo
dos bens deste mundo. O homem abandonado
si mesmo he um ente essencialmente egos-
ta ; elle pega do urna corda mede a trra e
diz. Islo he meu ; de-grarado de quemlhe po-
zer o dedo Elle prohibe ao viajante o fructo da
sua arvore a agua da sua fonte o abrigo da
sua barraca. O bruto pasta ao lado do bruto ,
a arvnre cresce ao lado da arvore o passaro se
empoleira ao lado do passaro e todos vivem
em paz das liberalidades da natureza ; porm o
homem crea o seu campo de espinhos Para
que ello soffra o jugo do dever ; consinta levar
os laros sociaes ; ame a Dos e a seu seme-
Ihante, he necessario, que o mesmo Dos diga:
Fu o quero. Toda a lei religiosa, e moral, que
nao toma a sua raiz em um mandamento direc-
to e especial da divindade, be vS e impo-
tente. Dos fallou ?
Quando eu pens diz Pascal donde pro-
cede dar-se tanta f. a tantos impostores, que
dizem poder al dispr da vida com os seus me-
dicamentos; parece-me, que a verdadeira cau-
sa disto he haverem remedios verdadeiros; por-
quanto nao podio haver tantos falsos e dar-
se Ihes tanta crenca se nao houvessem verda-
deiros. Do mesmo modo, se alguem so gabas-
se de saber remedios para nao morrer, ninguem
o acreditara porque nao ha disto exemplo.
Porm como ha quantdade d remedios, que
a experiencia mostrou verdaderos; o novo. n3o
podendo negar a cousa em geriifipis que ha
r*
culpaveis cuidados ; o Americano e a Baroneza
se entendern perfeitamente, e a moca se achou
entregue 3 manobras hbilmente tramadas. A
lia fu/.ia com destreza nascer o deseio de m en
sobiin'na de Madama de Saint-Phar; sua foite de um divertimento que recusava sob
j_:_j... .i.r.n nn .,..,;. in.. ;.i.,.i., ___i__.________*.____ __ ..
me a deixra orphaa na mais tenra idade, e
sua ta a teria abandonado se nao tivesse notado
sua figura encantadora, suas disposcocs a vr a
ser urna lindissima moca; mas nos dissemos
que a Raroneza era rriulhtr prudente, que sabia
v"r de longo e estipular com o futuro. Cesa-
rina foi rccolhida, tratada, adoptada; crescco
sob a proleccao de sua la, que va com jubilo
ir-se lodos os das desenvolvendo urna belleza
sobre a qual se podiao fundar as mais brillan-
tes esperanzas. Quando ella chegou aos doze
annos, a Baroneza nao quiz conscrval-a n'uma
casa franca para todo o mundo, frequentada por
todos os vicios, era mister alm d'isso dar Ihe
urna educacao distincla; ornal-a de todos os t-
lenlos. Cesarina foi pos para um dos melho-
res collegiosdePariz; lveos mestres mais ce
lebres, que Ihe ensinaro todas as arles agrada-
veis, e Madama de Saint Pbar exigi que ella
aprendesse varias lingoas vivas, sobreludo o In-
uiez, esludo este que ella considerava como de
primeira necessdade para urna moca que tnba
de fazer a sua fortuna.
Aos dezasete annos Cesarina sabio do colle-
gio. J desde enlao era urna moca perfeita ,
bella e engracfda excellente msica dan-
cando como una sylphide. A baroneza desco-
brio com pra/er n'ella os gostos e as inclnHC.6es
que deviao tornal-a dcil a seus projectoi :
grande vivacidade ardente desejo de agradar ,
casquilharia amor do luxo. Estes mosger-
mens podiao ser fcilmente suTocados : mada-
ma < fez quanto pode para os desenvolver o ex-
citar,
m Barllej leio ea breic ajada! -
pretexto que sua fortuna Ihe nao permittia des-
pe/as loucas; apresentava-se enlao M. Burlley,
e logo era satisleito o desejo de Cesarina fos-
se elle qual fosse. Nada custava ao namorado
millionario o miro e as joias Ihe corrido das
maos ; tinha sempre disposigao da lia e da
sobrinha bellos cavallos fogosos, brilhantescar-
ruagens e camarotes em todos os (healros. Ce-
sarina o achava vclho feio e inspido ; porm
era deslumhrada por suas prodigalidades ar-
rastrada vida de festividades e de divertimen-
tos que elle Ihe ab'ia incessanlemente. Tudo
ia bem para o Americano e para a Raroneza ,
quondoMaucroix Ihesoppoz umarivalidade que,
sem ser decisiva devia pelo menos suspender
ocurso e retardar o resultado da intriga.
Raso tinha a Baronesa quando dizia que
Vaucroix nao era perigoso para sua sobrinha ;
era porm perigoso para M. Burlley pois Ihe
fez perder lempo e no entretanto chegou
Frederico. Tambem d'esta vez. a Baroneza le-
ve rasao prevendo a impresso que sobro o
coracao de sua sobrinha devia produzir o oven
conde de Valberg Os dous rivaes se nao en-
ganarao to pouco c cessarao por um momen-
to suas hostilidades para se ligarem contra o i-
nirpi"" i'nmmiim
Mas que podio ellos fazer ?
Eu dara de boa vontade viole mil fran-
cos aquello que d'olle me vrasse, dsso um da
M. Burlley.
Palavra mortfera que nao devia sor perdida',
eahndo no ouvdo de urn dueilsta consum-
mado.
Eu vos romprehendo respondeo Mau-
v ; mas esperemos um pouco l \ alberg he
elle i tos particulares que sao verdadeiros ; o
nern podendo discernir quaos d'entrc esses ef-
leilos particulares sao verdadeiros d crdito
todos. Assim o que faz acreditar tantos fabos
efleitos da Lua he haverem verdadeiros como
v g. o fluxo do mar. Por consequencia pa-
rece-me evidente que nao ha tantos milagres
falsos senao porque tem havido verdadeiros ;
e nem falsas religioes se nSo porque ha una
verdadeira
Desta mam-ira a simples luz da razan assim
mesmo fraca e vacilante como he, basta para
fazer nos comprehender que entre essa mul-
tdo do crencas que dividem o globo existe
urna crenca, emanada de Dos. Porm porque
signaos conheceremos essa crenca ? As oulnas
trazem por ventura como Cabim urna mar-
ca de reprovacao ? Todas se julgo verdadeiras:
porm onde est a verdade ?
A verdadeira crenca he aquella, que rendo
Dos um Culto Santo como Elle e que re-
alca o homem, descobrindo-lhe o segredo de
seus altos destinos ; aquella crenca que pre-
existio I lindaran dos Imperios e da qual se
achilo vestigios em lodos os povos. A verda-
deira crenca be aquella que comprehonde a
natureza humana, que a considera corrompida,
que conhece a causa disto e indica o remedio:
aquella, que diz ao homem: s bom para o ho-
mem poique t s lilho do inosino pai que
he Dos. Se existe urna religiao verdadeira ,
ella deve ser cosmopolita e convir todo o ge-
nero humano : basta um sol para alumiaro
mundo de um polo outro. A religiao he ni-
ca como a verdade.
Todas as religioes collocrSo no corac*o do-
homem a adoracao enxcrtada no temor. S-
urna disse : Ama a Dos =: Nao ser esta a ver-
dadeira religiao ? Todas as religioes imimi-
l.iro victimas humanas ; so urna disse : esses
sacrificios sao impios cabominaveis ao Se-
nhor. Nao ser esta a religiao verdade ? Todas
as religioes dissrao : fa/e bem a quom te faz
bem ; so urna accresconlou : fa/e bem an-
da a quem te faz mal. Nao ser esta a religiao
verdadeira ? Todas as religioes poetizarlo com
a vinganea ; .' urna disse : a vinganca perten-
ce Dos; ama o leu inimigo porque he tou
irmo ; e perdoa-lhe se queros que Heos le
perde. Nao ser esta a verdadeira religiao ?
Todas as religioes dos lempos antigos trataran o
povo com um soberano dosprezo; e olererro
s suas adoracoes brutos da trra passaros do
Co peixes, arvores, e al logumes dos cam-
pos. So urna repellio constantemente estas ver-
gonhosas idolatras ; nao reconoc en mais. que
um Dos nao leve mais que urna doutrina
para uso dos Grandes e do povo. Nao aera
esta a religiao verdadeira ?
Em fim as religioes antigs se isolrao da mo-
ral e se osquecrao igualmente Je sustentar os
direitos do povo como de Ihe tracar deveres:
('i urna, proclamando a igualdade primitiva dos
hotnens levanlou o cscrava curvado debaixo
do acoitc do senhor ; emancipou a especie hu-
mana -, annunciou claramente que ludo nao
um jogader precioso que quero deixar viver at
que ella lenha perdido o seu ultimo escudo.
Como jogador, elle vale para mim mais de vio-
le mi! francos.
De seu lado a Baroneza tinha aventurado
algumas obsesvacoes cheias de docura ede cir-
cunspeccao. Cesarina Ihe respondeo sem re-
boco :
i Queris perder me mas nao o conse-
guiris. M. Burlley me he odioso Se me
tornarcm a fallar n'elle doixarei a vossa casa.
E ella era muilo capaz de executar esta a-
meaca.
Seria o amor de Frederico que Ihe dava tanta
resolugao? Nao. O joven Allemao senta por
ella doce sympathia, compra/ia-se em *l-a o
ouvil-a ; mas ter se-hia de boa mente conser-
vado n'uma amizade loma c n'uma exaltac
platnica. Era um convasleccntecujocorac
nao tinha ainda recobrado as forjas nocessaria0
para um novo amor. s
Entretanto M. Rurtloy ia poniendo pacien-
cia e fallava om se retirar para ir buscar forlun"
em outra parle. A Raroneza tinha em bal-i0
empregado as vias da persuaso para decidir o
Commandante a um rompimenlo com Frede-
rico ; Flambort so obstinava om nao \Gr o pe-
rigo : era absolutamente necessario produzir
urna circunstancia que Ihe abrisse os olhos.
Vou satisfazer um de leus caprichos, dis-
se ella um d a a Cesarina. A Opera d boje
0 seu ultimo baile masearado : qu< res ir ?
Cesarina aceitou com alegra osla propos-
co, e meia noute a Baroneza o sua sobrinha
entraro no baile acompanhadas de M. Bur-
lley. O Commandante e Frederico tambem
tinho ido a elle ; Cesarina o sabia, eeis por-
que, a pesar de sua repugnancia, tinha acei-
tado O braco de M Burlley. Apenai entrou
1 no salan do lln-atro. Cesarina se ewunnn Ijgpj
Ira e se melteo na mutido : o Americano
S


r
acabavacom a morte e que existia alm do
Ooeslreaiio um Soberano Juiz, que rocom-
pensava a virtude e puma o crime. ... Di/.ei:
ru seria fehcidade se esta relii?iao misericor-
diosa, que tem to magnifica* promessas, lss/>
a religio verdadeira? Mas tal vez faltem a esta
reli^io pr *vas authenticas; talvez que, exa
minada de maisperto vl-a-hernos desvane-
cer-se como essas nuvens de ouro e de pur-
pura que pela larde quando o Sol declina, fi-
iii id tialacios fanlasticos, quo desaparecen! ao
levantar da La ? Isto seria triste; porque se
religio pode resuscitar nesta pobre trra os dias
de innocencia be essa.....e cumpre con fes-
sal-o ah Essa gmente. -
Corramos p veo d'ouro que cobre os seus
Annaes, abramos com respeitosa mao essa bro-
clia de perolas e diamantes que aquellos a
quem ella p>. em o numero de seus dantos, fi-
zerocom tanta paciencia na sombra dos Claus-
tros; deseamos a essa historia venerada do tliro-
no em que Constantino a collocou ; abra-
mos e leamos com urn coracao simples, por-
que he aoscoracoes simples que Dos se des-
musica o vestuario ludo anlogo an ohjerto 11 tro rodas com todos os pertenors aperciba del l=Joo Frederico Sehrocder participa ao-;
uso daquelle bello pai/ desempenhados por cafados do mesmo, outro dito bem ensiaado seus fregueses, e ao publico em geral, quo
on/epessoas formando preciosos grupos do for- para carro, e outro de sella ; advertindo-se I mudou a sua tonda demarcioeiro da ruado
ca e pyramides todas moviveis na sua circunfe- \ que os pretendeotes ao carro c estallos p- Aragio para o Atierro da Boa-vista n. 63, onde
rencia urizontal, desompenbando o papel do I dem desde dirigir-so ao seu escritorio os houvo abrioa de farinbtf de trigo aondese a-
protogonista o artista Jos dos Res, chamando sua casa da ra do Qu&mado ou ao corretor cha promplo paia lazer toda qualquer obra, que
Qliveira. (131 Ibe fr cocommendada com exactidio, edes-
2 Kalkmann & Rosemund farlo leil8o vello, assim como tambem se achio promptas
por intervencSo do corretor Oliveira de gran-
de sortimento de miudetas de todas as (|ualida
dos, c algumas ferragens tudo o mas profiri
d este mercado : qointa-feira V do correle ,
cobre.
(Continuar-se-ha.'y
Alfandega.
Rendimento do dia .......... 8:oV6ji5o8
DescarregaO hoje 4.
Brigue inglezDelphimbacal bao.
Brigue Indiano farinha.
Bsrca Gtobe diversos gneros.
THEATRO PUBLICO.
Variado e etcolhido divertimento para guinta-
fera 4 do correrte em beneficio do cantor
JOAO TOSEI.LI.
O beneficiado summamente agradecido aos
singulares favores que este respeitavel publico
Ihe tem dispensado, tem determinado, em pro-
va do seu reconhecimento, um brilhante e bem
delineado espectculo, nao omittindo para con-
seguir o desojado im despezas nem fadigas
Comecar pela grande ouvertura do /'traa ,
de Belliui, que seguir urna nova aria de so-
prano Sapiale mi signare na opera // trionfa
aelle Donne, cantada por Madama Emilia A-
manti.
a attancio a grande perspectiva da Tone v-
rente, lormada em tres corpos de altura. Km
seguida se cantar o delicado dueto de baixo o
soprano que tantos applnusos mereceo do res-
peitavel publico eque a pedido de muitas pes-
soas se torna a repetir, que tem por titulo o
Irrrrrrataplan, lirrrrnataplu executado
por Madama Emilia e o Beneficiado com o
que finalisar tao escolhido espectculo. O
theatro estaia decentemente ornado e Ilumi-
nado
Principiar as 8 horas da nnute
N. B. Todas as pegas de msica serao de-
sempenhadas com a sua competente scena e
vestuario. Os camarotes achao-sc a venda no
bolequim junto ao theatro.
N. B. A aria que canta Madama Emilia he
em lugar do dueto annunciadonos programmas,
Dore mai dore trorar-lo. (52)
Avisos martimos.
Para Lisboa seguo com brevidade o muito
acreditado brigue porluguez Einprehendctor ,
orrado e cavilbado de cobre e de que he Ca-
pitao Francisco Pedro Ferreira : para carga ou
passgeiros, para oque tem bons commodos,
diri|ao se ao seu consignatario Francisco Seve-
riar.no Babello ou ao Capiliio na Praga do
Com mere io.
3Para o Cear e Acarac sahir no da a
do corrente me/, o veleiro hiate brasileiro Teli-
na, recebefretes e alguns passageiros para os
subreditos porlos ; os pretende oles pdem-se
se entender com Ilonry Forster & C. na ra do
Tr.piche n. 8 (6)
.'{ Para o Bio de Janeiro segu com bre-
vidade a polaca nacional Providencia; quem
na mesma quizercarregar, ou ir de passogem,
dirijase a Gaudino Agostinhode Barros. Pra-
linha do Corpo Santo n. 66, ou ao Capitao
Benedicto Martins, a bordo. (ti)
2Para o Cear segu infalivelmentts sexta-
feira 5 docorrente O bem conheeido e veleiro
patacho nacional l.aurentina Urasi/eira: para
carga e passageiros, dirijaO-se ao seu consig-
Neves na ra da
as 10 horas da manhaa
ra da Cruz.
no seu armazem
da
(7;
que se vendem por proco com-
modo. (10)
1 D-se 250s' rs. a premio sobre penbores,
de ouro ou prata tambem so da em peque-
as quantias; as Cinco-pontascasa n 12G (3)
1 > i ra Nova loja n. 17 tem um grande
d-Manuel Antonio Pinto da Silva far le sortimento de camisa- brancas,e de cor,para bo-
lo por entorveneju do corrector Oliveiva, do mem o por barato prec
restante dos traites de que consista o seu anti
go estabelecimento, quo lodos se ven ler.io pe-
lo maior prego que so oITcrecer no da sexta -
fe ira 5 do crrenle as 10 horas da manha no
1. andar do sobrado da ra da Cruz n. 63. 7
Avisos diversos.
!)
DepoisoJoven Elstico apresentor elegan- natario Lourenco Jos-' das Nevos na ra
. esorprenhendedores. agilidades, sortes, e Cruin. 6t, ou ao Capitao do meimo Antonio
Germano das Nevos. (7)
tes, esorprenbendetlores, ag
xercicios do maior gosto, com os quaes espera
deixar satisfoilo um publico que tanto ama.
Em seguida o beneficiado cantara urna nova
aria de baixo Forse in quel cor sensible na
opera Roberto overeux msica do grande
Doiiizotti. Em conlinuacao dever ter lugar
o jocoso dueto de baixo o soprano Aicapric-
ce de lasarte, do celebre Rossini, desempe-
nhado por Madama Emilia Amanti e Jos dos
Reis: concluido que soja se emprohenderao os
istusos e brilhantes grupos chinezes com sua
quiz de balde seuuil a; mas Madama de Sainl-
Phar nao a perdeo de vista.
Cesarina achou logo aquelle por quem pro-
cura* : tomn n braco de Predefino. loroU-O
para fura d'aquelle rebolico, fallou-lhe pnmei-
ramenle da Ajamanba e de Malbildes, depois
fallou-lhe de si e d'elle com tanto encanto e
tanta doqueneia, que o joven A Menino senlio
dilatar se Ihe o coraco a oslas palavras pene-
trantes. Ellas eslavao sos em um camarote.
Cesarina tinba tirado a sua mascara.
Estou incommodada, disse ella a Frede-
rico ; este tumulto, esta multido, vossosolha-
res, vossos discursos, tudo isto me perturba a
cabega, e eu me smto deslallocer. Quero sa-
bir d'esta sala abrasadora e nao sei onde en-
contrarei minha lia. Queris conduzir-mo at
a casa ?
Poda Frederico recusar ? Sahio furtivamen-
te do baile com Cesarina, urna sege os levou a
ra de Hanover, e a donzella se oncoslou ao
braco de seu cavalleiro para subir ao seu quar-
to. Frederico podia parar abi... entrou.
Alguns minutos depois baterao violenta-
mente a porta, e ouvio-se a voz do Comman-
dante.
Lrlcs.
2vAntonio Jos de Magalhaes Bastos tendo
de retirar-so para fra da provincia a tratar da
sua sade lar leilo na casa de campo de sua
residencia, no Manguind e no da, que se
annunciar, da mas rica mohilia pialas, lou-
cas, crystaes, e de um magnifico carro de qua-
A surpresa, o sobresalto que Ihe devia cau-
sar esta scena inesperada paralysarao ao mes-
mo lempo em Frederico o pensamento e a falla;
elle nao leve forca para responder magestosa
apostiophe do Commandaiite e sahio em si-
lencio e com a cabega baixa o que podia ser
tomado a um lempo pela confissao do culpado e
pelo assenso do condemnado que se resigna a
soflrer a expago de sua culpa.
abalimonto de suas faeuldades moraes re-
sisti at impresso do ar lvre e quando
entrou em sua casa anda Frederico nao tinba
podido explcar-se o que so acabava de passar.
Depois 'tendo a reflexao retragado ao seu es-
pirito todos os acontec meatos da note e isto
n'uma ordem precisa sem nada omittir sem
nada diminuir ila realidade e do valor dos lac-
ios, pensou que ojuiz se linha deixado levar
muito longe na avaago do orina o na applica
cao da pena. Podio sem duvida exprobrar-
Ihe um momento de imprudencia e de desvario;
talvez mesmo elle se livesse desvairado comple-
tamente, se nao fnsso a intervengao do Com-
mandante ; mas emlim sua innnocencia desfal-
ida nao tinba suecumbido e ajm d'isso
LOTEBIA DAS [MEMORIAS HISTRICAS
1 Nao sendo possivel dar andamento no da 2
do corrente me/, as rodas dosta lotera, por oxs-
tirem anda por vender um numero do bilhetes
superior, ao que dove litar por conta da socio
dado organisada foi por esta ra/ao transferi-
do anda O referido andamento para odia 17
do presente mes improterivelmento segundo
a docisao do Exm. Presidente da Provincia. (9)
1 Manoel Jos de Moraes Guerra, subdito
Portuguez, retira-se para fura da Provincia. ;2)
1 Luiz de Barros, subdito Portguez, re-
tira se para Portugal a tratar de sua sade. (2)
1JoSo Maria Seve embarca 0 seu molcque
de nouie Benedicto, para o Bio de Janeiro. (2)
o abaixo assignado pede, que havendo
quem se julge com hy)otbcca no sobrado n. 3 ,
da camba do Carino queira declarar seu no-
me por esta olba pois 0 mesmo abaixo assig-
nado quo be proprietario do dito sobrado jul-
ga tol-o livie e desimpedido. Serafim Jo-
s Correa de S, {')
Padre Joao Jos da Costa llibeiro faz
sciente aos pas de seus alumnos e aos quo o
quzerem procurar quo tem mudado sua mo-
radia e a sua aula de priinoiras lettras para a
ra do Vigario n. 8 onde piide adniiltir al-
guns pensionistas obrigando-se a ensinar Ibes
arithmelica.grammatica portuguoza.e franceza.
O Sr Folis Aurelio \rmaut Formiga ,
queira appsrecer na ra Nova n. 8 a negocio
de seu inleresse.
1Aluga-se um boto armazem retificado de
novo, para qualquer estabelicimento na Boa
vista ra do Aragao ; a tratar na roa da Ca-
deiadeS Antonio n. 19. (4)
1 Retratos, assim como toda pintura de
oloo, o miniatura para redomas, ealfinotesde
peito.se fazem no Atierro da Boa-vista 0.63.(3)
D-se dinbeiro a premio ; na ra das
Cruzes n. 42.
i.'o havia do sua parte nem premeditagSo. nem
o disse Cesarina pondo um caso pensado nem mi armada nem nenhu-
-- blenuo. disse cesar.na ^ circumstancias aggravantes que exc.lao
dedo sobre a bocea.
__ Porque ? perguntou Frederico.
__ Esta porta est fechada por dentro bra-
dou o Commandanle.
Como foi isto
uis^c Frederico enm vn/
baixa.. Eu vos juro que nao fui eu que a le-, todos os pon
che i '
todas as severidades da justiga contra o aecusa-
do retido nos limites do crime por urna causa
indepondentedesua vontade.
Posto que sua consciencia Ihe dsse raso em
tos Frederico eslava longe de a-
cbar n este apoio a calma e a forca nocessarias
cudir ao que sua
nao Ihe trouxo senao agiIncoes pensamentos
inquietos e oaos sonhos. No outro dia de ma-
nhaa muito cedo chegou o Commandanle em
casa d'elle.
__ Meu charo amigo, disse Flambert ao seu
dcil discpulo vos suspetais oque me traz :
eu venbo tratar comvosco dos arranjos acerca
da aventura d'esta note. \s sois um rapaz
de bem bem o sei ; tendes excellontes prin-
cipios, e conbeceis o vosso dever. Quando se-
r o casamento ?
Ora Commandante respondeo Frede-
rico eu vos juro queestaes em erro. .. .
CJue queris dizer ? exclamou Flambert
carregand o sobrlho, buscarais agora subter-
fugios? Aviso-vos que isso nao pegara com-
migo !
Nao mo comprebendeis Eu quero dizer
smente que as anisas nao sao como imagi-
nis ...
A outros! um rendez-vous no baile da
Opera urna partida mysteriosa urna confe
rencia nocturna, urna porta fechada por dentro:
em lodosos paizesse sabe o que istosignifica.
Eu convenho que as apparencias sao con-
tra mitn.
Pois bem senhor as apparencias bas-
tao, se provirao de vos e se desacreditaro a
Cesarina.
Ides talvez muito longe replicou bran-
damente Frederico ; a aventura de que (alia-
mos nao be condecida sen3o por vos s. .
He o que vos engaa senhor. A bs-
I Aluga-se urna casa com commodos para
familia sondo do lado da-sombra com quin-
tal grande, e murado c cacimba, na ra de
S. Goncalo ; a'tratar na ra da Alegra casa
n 34. (5)
I Jos Marnangeli, vai fa/er urna via-
gem na Europa. (2)
Da-so um cont de res a juros com pe-
nbores de ouro ou prata e tambem so da em
pequeas quantias com penbores so de ouro ;
na ra da IVaia ti. 22.
(ioraldo Antonio da Bo/a. fazpubiieo para
coohecimento do arrematante dasagoas-ardentes
que dcKOU de vender dito genero em sua taber-
na ra do Bomlica n. 61, fregueiiados Alio-
gados.
1 = M. S Mawson Cirurgiao dentista
acha-SO residiodo no segundo andar do sobrado
n. 2, cito na ra Nova lado da matriz aonde
continua a botar denlos minoraos ficando in-
corruptives o apparecendo nteiranente como
denlos naturaos tambem tira a pedra a qual
nao sendo exlrabida em pouco lempo tanto ar-
ruina os denles; chumba com ouro ou prata,
para privar de augmentar a corrupcao tam-
bem tira, lima e faz todas as operacesdenticaes
com a maior delicadeza possivel, elle espera
que os elogios o o muito patrocinio que tem
recobido pelos beneficios que tem produzido na
sua pralica durante quasi quatro annos de re-
sidencia tiesta cidado serio garantas sullici-
entes para as pessoas que precisaren! de seu
prestimo. nao o doixom de o procurar (17)
i = \ Aula publica de lalini do bairto de
S. Antonio acha-se em sou exercicio na ra do
Queirnado primeiro andar do sobrado n 12,
quem so qui/or matricular abi poder procurar
o respectico prolossor das oito horas da manha
as dozo. (6)
3 Pede-se encarecidamente pessoa que
no sabbado passado de manhaa tiiou urna casa-
ca preta da casa da tua da Cruz n. 40, ou a pes-
soa a quem ella fr oOerecida de mandar pelo
correio aos Srs. Bolli & Chavanes os papis quo
o ella se achavao, que nao pdem ser de uso al-
gum ; quem os achou, a saber:' um pequeo
caderno coberto de preto, e um papel impres-
so em parte com 17 perguntas em francez ;
prometendo-se o segredo, e at urna recom-
pensa a quem os troucer. (11)
eisum Brilhante casamento que fazeis perder
Cesarina ; alm d'isso ,. M. Burtley nao dei-
xara do publicar os motivos que acabo de mu-
dar os seus projectos Seus amigos Ihe pedirao
expicacoes que elle Ibes dar largamente, an-
da que nao fosseseno para so vingar. Domis,
se elle se calasse a gente de casa fallara por
elle. ^ des pois que por vossa causa perde
Cesarina nao s urna fortuna senao tambem
sua reputago. E porgunto-vos : deve um
liomoin de bem fazor esto duplo aggravo a urna
moca ? Nao senhor Espera-se de vos urna
reparagao e ros nao hesitareis pois he a voz
da honra que vos impoe este dever.
Os homens do ndole Iraca se deixo de boa
mente persuadir por um raciocinio que oscon-
duz a umaconclusao evidentemente doduzida ;
o que reccao he ver dous caminhos abettos d-
ame de seu embaraco : resignao-se fcilmente
a tomar o partido mas desagradavel quande
urna lgica eloquentc e concisa Ibes diz : Ho
preciso Esses homens, e Frederico era de
numero esto sempre promptos a lancar-so
nos bracos da necessidade, ou d'aquillo que Ihes
apresen tao uouxu d este nome.
Porisso ja o joven Allemio nao hesitava ,
quando o Commandante Ihe disse com sua voz
solemne :
Eu espero, meu charo Valberg, que me
nao obrigareis a empregar vias de rigor!
Nao respondeo o conde pegando na
mao do Commandante e apertsndo-a com no-
bre seguranca ; nao meu charo Flambert ,
i e M. Burtley voltario do baile junta- eu nao bei de recuarante a linha que mebo tr-
menlo commigo virio e ouvirao tudo ; tudo, cada. A honra falla obedecerei.
sabom. Deveisler notado as assiduidades de
>
M Burtley ? Elle est na morado de Cesarina,
o quera casar com ella. Doris pensar que .
lepois do escndalo d'esta note nao he mas
tal casamsp'n Em nrimeiro !b
(asareis com Cesarina ?
Casarei.
= Est bom; estou satisleito.
l,,i.-o P
(rtmtinuar-M-hn


-


1 Narciso los da Cosa vai a cidade da 15a-
hia i negocio que se Ihe faz preciso < deixa
esauas eteas de negocio no mesmo giro e au-
torisado o Sr. Joaquim Francisco de Azeved o
para compraren) nome doannunciartte, o o seu
caixeiro Antonio Manoel da Silva Maia para pa-
sar o que lor comprado nao s em sua auvn-
cia, como o que o annunciante deve a esta pra-
ca ; assiiu como para receber dos seus devedo-
res por seus bastantes procuradores, em pri-
meiro lugar a sua mulhcr Monica Senhorinha
da Silveira em segundo, o Sr. Joaquim Fran-
cisco de Azevedo e POl lorceiru o seu primo
Jos Pereira de Souia Chaves 14
1 Jos Pinheiro Jacome Portugtie/. e
Manoel Jos de Campos llrasileiro retiro-se
para lora do Imperio, (3,
I joaquim Jos Pereira GuimarSes vai uo
Rio de Janeiro a ti alai de seus negocios.
1 Antonio Domingos lavares, subdito Por-
tuguez retira-M; paia Portugal. 2
1 Precfsa-se alugar urna escrava para todo
o ser vico de urna casa: na ra do Hospicio n. 32.
1 Madamoiselle Srgert, Joannett Therese,
retira-se para fia do imperio. (2)
1<) abaixo assignado faz cien te no publico,
que tem dissolvtdoa li :na. quo giravade Fran-
;: i Das Forte \ Com panoja desde odia 28
>de Junho p.p. ficando responsabilisado a li-
qoidacauda mesma firma. Francisco Dias
lorie
Precisa-sc de un pequeo de 12 a li an-
nos, que queira ir de caixeiro pira o Rio Gran-
dedo Norte ; na ra Larga do Rozarlo n. 29.
Descja-se fallar ao Sr. Firmo Jos de Mal-
tos ; na ra da Cruz n. 19. ,
AUiga-se urna parda forra com milito
bom 'leite ; na ra estrella do Rosario n. 24.
1 Oujm tiver bens livies o desembarazados
Tas libas dos Acores dominio do reino de
Portugal queieudo vender dirija-se a esta
Typographia, que se dir quem pretende com-
prar, a
i Quem se ulgar edm dimito aos foros e
outra qualquer divida da casa n. 30, que foi do
fallecido Girurgiao-rnor Antonio do Carino na
ra Augusta, outr'ora Palacete, queira annun-
ciar que se pretende lser negocio com a mes-
ma casa (6;
i A luga-se umasala em um primeiro andar,
propria para deposito de rap, por ser no bair-
ro de S. Antonio, eem boa ra, encarrogau-
do-sc a uiesma pessoa a entregar aos freguezes,
pelo prego de 1 -.f rs. por anno ; quem quizer
esta negocio annuncie ; na mesma casa vnde-
se urna negra da Costa moca asadla, propria
para o mallo. (8)
Prucisa-se de um rapaz Portuguez, de 1-2
a 10 annos, para caixeiro de negocio fura da-
qui, e que tenha boa conducta; na ra do Kan-
gal, venda D. 50.
O Sr. Gervasio Juliao dos Santos Mendon-
?a segundo sargento que foi do batalhao da
guarda nacional destacado queira dirigir-se a
Olinda na ra dos Quatro-cantos venda do
bico das Cort.sias a negocio que nao ignora ;
na mesma venda, vendem-sedoas cabras (bicho)
muilo leileiras e mangas principalmente urna
que ebega o peito acriance apenas ella chora.
2 \a casa de cambio do Vieira na ra da
Cadeia do Recite n. 21, adia-se urna carta vin-
da de Lisboa para o Sr. Francisco Gomes. 3
2 Dao-se 300^ rs. a premio do dous por
cento ao m sobre peohores de ouro ou
prata ou liypolhcca em algum predio ; na ra
Nova n. 63. (4)
2 Aluga-e um ptimo escravo pudeiro ,
por 12,./ rs. mensaes ; na ra das Trincheiras
u. 46, primeiro andar. '3)
2 Precisa-se de alguns aprendizes para olli-
cio de sapateiro tanlu para ensinar como para
acabar de aprender o dito officio;, prometindo-
se todo o desvelo no seu ensino ainda sendo
meios olfciaes; na ra larga do Rozarlo n. 0.
2 Precisa-so de um criado para bolieiro e
de um feilor para a labrica de salao ambos
dando conhecimenlo as suas conductas ; na ra
Imperial n. 11C, casa do Coronel Martins. '4)
3 Antonio de uliveira retirase para a Eu-
ropa a tintar de sua sade. (jj)
3 Quem liver contas contra o brigue ame-
ricano tt'iilmm Fhaimir, deve as apresentar
dentro do praso de 3 dias da data deste no es-
ciiptono dos consignatarios L G. Ferreira $
Compauliia. Recie 1." de Juliio de IM. (o,
2 Aluga-se una canoa nova de condu
zir agua que carrega nove mil ris d'agoa ,
sendo o balde a 20 ris assim como se aluga
outra do mesmo lamanho que est servindo
de deposito; econvindo lambem se venden) ,
tambern se vende lenba da lmbura a 25 ris o
l'eixe ; a tractar na travessa do Calecido Moa tet-
ro casa n 9, (8)
2 Raimundo Jos de Magalhcs retira-
se para lora da Provincia. (2)
2 O Sr. Antonio Jos de Housa Magalbes
queira ira praca da Boa-vista n. 13, a negocio
de muito seu inieresse. (3)
2 ..Lu lioinem cazado pro|ide-se a ensinar
fura a praca pnmeieaa lettros grammaiica
portuguesa lati, e francez o sua mullier
lambem ansinar com perfeicio oozer, bor-
dar,-marcar azer lavarinto. &c. ; a pessoa
a quem coovier dirija-se na da Mangueirs
., Boa rala m '>, das Ga9 borasdo ia, que
ubi se 'lira quem pretende. (8j
3-Aluga-se a sitio na Solidarle na estrada
Pomlial.com boa casa de sobradoe vivenda.para
urna grande familia com bastante sarvoredos,
r$C. : a tratar na ra do \ igario n 3. (5)
2 MademoisellaUfara Debrusse, retiran-
do-se d'esta cidade tem a honra de informar
ao respeitavel publico que seu estabelecimcn-
to ser continuado pela Sra. Lavessire rogi
pois a seus freguezes dignarem-se continuar
sua successAra os testemunhos de benevolencia,
com que a tem sempre honrado. (7)
2=Aluga-se urna casa terrea, na ra da So-
lidade.com duas sallas, tro/, quartos, umgran-
i de sotao quintal murado e outro cercado ,
I por preco commodo ; a tratar na ra da Auro-
1 ra casa n. 58. (5)
12 NA BOTICA, K ARMAZRM DE DRO-
GAS, NA RUADA MADRE DE EOS.N. 1
Vendem- se as preparadles seguintes por pre-
co muito con'ino lo c de superior qualidade.
G regory V Poteder.
Nao haver pessoa alguma que tenha foito
ir-o deste medicamento em qualquer parte do
Globo que nao tenha sentido seus beneficios.
Os seus efleitos principaes he ser um ptimo
purgante estomtico e muito til as doen-
<'us do ligado baco &c. &c. as Indias, on
de lanto progridem e tantos estragos produzem
constantemente estas doenoas, sao raras as pes-
soas que nao tem conhecimento dos bons ef-
eitos desle remedio O menino o velho de
crepito e finalmente 0 homem em qualquer
idade ila vida pdem sem receio algum fazer
uso deste medicamento rujos efTeilos saluta-
res nosfazem jnigar urna inspirado divina ao
genio sabio e pliilantrpico de seu autor. A
dose desle medicamento he urna ou duas colhe-
res de cha misturado com agua duas ou tres ve-
tes por dia.
Na mesma casa tambern se vendem tintas, e
todos os outros objectos de pintura ; verni/.es
de superior qualidade entre ellos hum perfec-
tamente Itranco o que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada sem que produza al-
leracao alguma em sua cor primitiva. Arrow-
lloot de Hermuda ; Sag ; Sabonetes; Saiao
do Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrover ; Perfu-
maras inglezas ; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, r pos para dentes ; Paslilhas de mu-
riato de morphina e ipecacuanha ; Aiul i-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de sei-
illils e de soda ; Pastiihas de bi-carbonalo
de soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do I). Rrandretb, vindas
de seu aulhor nos Estados-Unidos, Sc. &c. (36)
na ra da Cruz, botica de Luiz Pedro das Nc-
|'S.
4\
Compras
3 Compra-se urna negra, e um escravo,
que tenhao boas figuras e sem vicios; na ra
da Cadeia de S. Antonio n. 22. (3;
1 Comprao-se^efectivamento para lora da
provincia mulatas negras, emolequesde 12 a
20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de ierragens 0. 16. 4)
Compra-se um transelim de ouro sem lei-
lio que nao exceda de 6 a 8 oitavas; quem
tiver annuncie.
Compro-se pesinhos de craveiros de to-
das as quaiidades ; na ra da Gloria n. 02.
Compra-se urna escrava boa quitandeira,
que seja moca e nao tenha vicios nem acha-
ques ; na ra da Gloria n. 62.
Compra-se um negro, que seja orneiro ,
de bonita figura; na ra larga do Rozario n. 20.
Vendas
I li.lom
ntlni iain'io HKrm
3 Vendem-se pecas de bretanha a 1200 e
ijl rs. ditas de rolo de lindo com 16 varas a
4800 rs. panno de cor escura todo de la ,
muito encorpado a 28(10 rs. e outras muilas
lazendas por preco muito barato ; na ra do
Crespo n. 21. (6)
2Vendem-se ricos cortes de laa e seda com
l.'icovados e nteio n 10, 11 e 12$ rs. ditos do
laa de lindos padres a (i? e6400rs. cor-
tes de cassa escura de ramagom grande com 6
varas a 4800 rs. chales de la a 2200 e :i, rs.,
chapeos de massa fiancf/es, de formas moder-
nas a (400 rs. ditos de aba larga chegados do
Uio de Janeiro a 700e 8/rs. pannos pretos,
a/iies e de cures de todas as quaiidades e precos,
lilas pretas muito tinas a 30 e -'jOO rs. o cova-
do, sarja de laa lina e encorpada, e outras mui-
las fasendas por preco barato ; na ra do Quci-
mado n. 29 loja doNovaes. (13)
2 Vendem-se 3 mesas de amarillo enver-
nisadas em bom uso por muito barato pre-
co ; nr praca da Independencia n. 36. (3j
2Vende-so superior tinta de escrever, por
preco commodo ; na ra de S. hita-nova n. 88.
na ra do yueirnado lo|a de fenagens n. 35,
u na 11.i da Cadcia-velba, loja n. 63; na mes-
ma loja vende se 'ima prela moca, sem vicio
algum e com principios de eiigommar. (6)
2Yende-se por precisao urna banda de seda
para qualquer file Jal, a qual afta quasi nova,
por ler lido multo pouco uso por <'' rs. ; ras
Cinco-pon tas n. 82. i
2 -Vende-so urna mulata cose, engomma e
csrfciySc; SSSS ::i'5rccr:;LGrcuuivo.
Venderse muito bom rap do Lisboa, che-
gado ltimamente ; na tua da Cadeia do Re-
cife loja de Joioda Cunha Magalbaes. (3.
Vende-se o decreto sobre o sello com os
arliRos da lei, que o creou, a 320 rs. ; na pra-
ca da Independencia livraria ns. 6 c 8. (3
1Vendem se chales de la bordados a 4001)
rs. ; na ra Nova loja n. (5 de Jos Francis-
co Mamede de Almeida. C&J
1Vende-se urna escrava do meia idade, boa
cosioheira e lavadeira ou troca-se por um
escravo possante ; na ra do Collegio fabrica
de chapeos o. t). b)
1 Vende-se estrellinha para soupa a 120 a
a libra, e cevadinha de Franca a 240 rs., na ra
das l.arangeiras, venda n. Ifi. ('.
1Vende-se um carrinho de'duas rodas,
bonito bastante forte, e muito leve; no Mon-
nego sitio de Jos Francisco de Azevedo Lis-
boa. (4)
1 Vende-se urna negra de nafao de Y\
annos, ptima mucama que engomma com
perfeicao cosinha cose algurna cousa nao
tem vicios e he muito fiel, ao comprador se
dir o motivo, por que se vende ; na ra das
Cruzcs n. 18 teroeiro andar. 6)
Vende-ie espirito de vinho de 36 graos a
1280 rs. a caada ago'ardente do caldo de ca-
na em caadas e as garrafas, presuntos pira
fiambre e para tempero o outros inuitos g-
neros de venda ; na ra Nova n. 3.
Vende-se um sobra linho de um andar, sito
na ra Imperial n. 100 ; a tratar defronle do
mesmo n. 167.
Vende-se um espadim todo dourado com
cabo de marfim por preco commodo urna ta-
boleta deourives, umhahu novo, um palan-
qun) e um fardamento para pagem lodo de
galao de ouro ; na ruarte Agoas-verdes n. 15.
Vende-se urna secretaria de Jacaranda ,
muito bem feita e por preco commodo; na ra
do Queimado, loja de ferragens n 13.
Vendem-se todos os livros necessarios ao
estudo preparatorio de inglez a saber; gram-
matica por Constancio, historia de Inglaterra,
Pope e um diccionario tudo em bom uso, por
IGHOOrs. ; na ruado Fogo n. 25; na mesmo ca-
sa d-se licoes particulares de piano e violo,
por mdico preco.
Vende-86 o supplemento ao digesto portu-
guez, por Coireia Telles vende-se em separa-
do as pessoas que quLerem completar a obra
de 3 volumes ; o defensor da religio obra di-
vidida em 6 partes onde se achao desenvolvi-
das as mais importantes questoes de theologia ,
e de direilo canocico de muito presumo aos
estudantes de dimito e aos ecclesiasticos, edi-
ao de 1839 muito acrescentada ; na ra do
Collegio livraria n. 20.
Vendem-se dous pretos um bom boliei-
ro moco e de boa figura e o outro bom ofli-
cial da seleiro, de 17 annos e de eleganre figura;
na ruavelha n. lll.
1 Vende-se urna rabeca com pouco uso;
na ra da S. Cf ui n. 74. $'
Vende-se um violan de excedentes vozes ,
um realejo, urna porcao do entrometes a 60
rs. a historia do piolho viajante o primeiro
e q. arto volume de mil e urna noutes o llama-
lhelede1S39, as viagens de Henriques Vanton
as Ierras incgnitas Austraes ao paiz das mo-
nas aonde se descreve os costumes, carcter,
sciencias e polica destes extraordinarios habi-
tantes, a noticia viridica dos acontecimentos ,
que tivero lugar no cerco do Porto no anno de
1832 a 1833, a arte de lurtar e varias histo-
rias mais umu rede do Para propria para
tipoia tudo por preco muito barato ; na ra
Direita n. 114.
Vende-se, ou permuta-se por predios res-
la praca um sitio na estrada de Joao de Bar ros,
com boa casa de pedia e cal ; mais 3 casinhas
de taipa boa 8goa de beber com alguns pos
de fruta trras para plantaces e para ter
vaccas de leite, por ler pasto para isto ; na ra
do Cabug, loja junto do Bandeira.
Vendem-se duas canoas novas, sendo urna
d'agoa que carrega 300 canecos e a outra de
carreira, com 4 paimosde bocea ambas mui-
to bem construidas ; na ra Nova armazem
n. 67.
Vende-se urna mulalinha de 13 annos,
muito sadia e ptima para ser educada ; na
ra Nova de S. Amaro casa de dous andares
do Mosquita.
1Vende-se um telheiro que servio de es-
tribara com porto de mil telhas taboas, cai-
broso frechaes por preco commodo; na ra
da Alegra n. 34. (4)
Vende-se urna escrava recolhda, cose, en-
gomma (az doces e lavarinto com toda a per-
feicao, sse vende para fura da piovincia; urna
parda tamben) recolhida do 18 annos, com
habilidades ; urna escrava de naco, sern vi-
cios para todo o servico de urna casa ; urna
cabrinha de 16 annos ; urna escrava parda de
meia idade para lodo o servico ; um escravo
pardo ; dous moleques ; um bonito mulati-
nbo de 14 annos ; dous escravos para lodo o
sorvico por730# rs. ; na praca da Boa-vista
n. 19,
__ Vendem-se chapeos de sol, de seda de su-
perior qualidade a lfj rs. ditos pretos frail-
eles para cabeca do novas formas a 6500 rs.,
ditos bramos do castor a 5# o 85iit) rs. superio-
res ; as lojas daGuilharme Setto na ra do
Queimado ni. lie 25.
Vcuoiii-so iiiouliiiiin yai uia*ias ;
lencos pretos e de cores filas lavradas lar-
"as e estrellas luvas sem dedos, curtas e com-
pridas, pretas e de cores, ditas de pellica com-
pridas para senhora ditas para homem pre-
tas e brancas pentes de tartaruga para mar-
raas lencos de seda para pescoco e para mo,
aftlhas francezas em cauinhas, papel almaco
e de pezo dito almaco primeiro sorte esco-
vinhascom pentee espelho. linhas de carre-
tel com 200 jardas ditas de cores, tbesouras
prateadas, e douradas, caivetes finos e en-
tre-finos flores para chapeo e cabeca mar-
roquins de varias cores couro de lustro sus-
pensorios de burracha e de seda calungas finos
e entre-finos agoa de Colonia banha supe-
rior sabonetes, agoa de Lavando em meias
garrafas, carteiras finas eentre-finas caetas
para pennas de 8^0 com cabo de marfim o de
cristal, bons e chapeos de palhinha, ditos com
pala de lustro papel de cores de formato pe-
queo facas e garlos com cabo de metal muito
fino, e outras muitas miudezes por preco mais
commodo do que em outra qualquer parle e
com amostras a contento dos compradores: na
ra do Queimado n. 24. (25)
iVende-se urna mesado Jacaranda para
meiode sala por preco commodo ; na ra Dij-
reila loja de marcineiro n. 91. (3)
1Vende-se um moleque de 14 annos, sem
vicios, a faz o servico de una caa ; e um re-
logiode parede de boa fabrica e bom regula-
dor ; na ra do Livramanto n. 4, primeiro an-
dar. (5-
Vende-se urn par de brincos de diamantes
de bonito modelo e de lamanho regular ; na
ra do Crespo n. 16.
1 Vende-se panno prelo de boa qualidad.1? a
3000 rs., dito azul e de outras efires a 2200 rs.,
merino prelo e de cores a 1200 r*. meias ca-
simiras modernas a 1120 rs. e 0> outras a 50o
e 800 rs. damasco de laa com 6 palmos de
largura a 2200 rs. e mais estreito al (proprio
para cooiros a 1000 rs. camisinhas arrenda-
das, toucas e vestidinhos por muito barato
preco, cortes de vestido das mais modernas lan-
zinhas a 5 e 6# rs. e de outras mais ordinarias
a 3^rs. ditasescocezas a 400 rs. o covado ,
casaos pintadas a 200 rs., ricas mantas de seda,
de selim ede fil de linho chales de 15a e de
seda modernos lencos de seda mantas de
selim prcto com flores de cores para h..mern, a
bem mdico preco, pao de alcatifar salas e igre-
jas a 320 rs. o covado e mais estreito a 200 rs. ,
guardanapos de linho a 4000 rs. a duzia e de
algodo a 2400 rs. ; na loja da viuva Cunha
Guimaraes, na ra do Crespo ns. 10 o 12 (19)
Vende-se urna escrava de naco de 1S
annos, bonita figura, com principios de en-
gommarecozinha ; um rnolecao de 18 annos,
de bonita ligura e he proprio para nagem; na
ra das Cruzesn. 41, segundo andar.
Vende-se caf do Uio a 120 rs. a libra ,
manteiga ranceza a 500 rs. ; na venda da tra-
vessa das Cruzes na esquina do Quartel de
polica.
Escravos fgido
2Fugio no dia 7 do corrente as 7 horas da
noiite um preto e urna preta ambos parcei-
ros da mesma casa sendo o preto de nome Be-
nedicto e a preta de nome Maria levarlo
urna caixa pequea de madeira oleada de ver-
de ja a tinta usada e um asafate pequeo
do Porto, com porcao de roupa de so,u uso ; o
| preto tom os signaos seguidles '. de na(3o Ca-
j rnundongo, estatura baixa. corpo grosso ollms-
grandes, cabera a prnporcao cabello cortado
somonte, atraz pescoco grosso costas laigas,
psgrossose largos, urna orelha turada em
que costumava trazer urna rozotinha tom na
frente da cabec de um lado ao p da testa, e
junto ao cabello urna costura cor lula nao re-
tnela ruaos grossas echoiasde calos de locar
canoa oflicial de cascavel que trabalha no
trapiche do assucar, terr. barba gmente na poa-
ta do queixo o buco de idade do 25 annos ,
muito ladino. A preta tem os signaos seguintes:
de fnaco Benguclla estatura regular, corpo
secco, e espigado, olhos amortecidos principal-
mete quando falla ; as fallas mullo baixas ,
peitok pequeos, rosto descarnado macaos al-
tas ps seceos o nervosos mos regulares ,
cor preta nao retn ta niui bem fallante, den-
tes aparados ; leva um panno da Costa, vestido
de chita encarnado, com ramagens pretas e
aberto pela frente corn aboluadura de clche-
les idade 25 annos; em algum tempo vendeo
fasendas ; quem os pegar, leve a ra da Palma
por detraz do (liirmu BU casa do Antonio dos
Santos Ferreira, que ser gratificado com 200^
ris. (33)
1Desta Typographia desappareceo em dias
do mez de Junho do corrente anno nm preto
velho, de nome Domingos, alto, reforjado do
corpo, ps encbados, ecom urna forida ern una
perna o qual consta que seglo para a Casa-
lorte aonde foi encontrado duendo eslava for-
ro ; quoin o pegar, traga a esla rypographifl .
na ruadas Cruzes n. 34, que ser recompensado.
-- Fugio um crioulo do nome Folia ollicial
do carpina alto corcunda, lulo audasom-
precalcado, o qual tiabalhava com o Diestra
carpira de nomo Bernardo morador na ra da
Seoxaila ; quem o pegar levo a ra do Colle-
gio n. 13,
liKOim NsTir. un M F, uk r\;;iA. I8ii,


Full Text
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