Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05112


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Full Text
Anuo de 1844e
Ouarta Fera 5
0 DlaMO mblica-se tndoios das que nao forem santifica to : o prego di Jisignalura
he de iros mil ra. por quiirlel pagos adianlados. Oa annuncioidos aisRnantes sao inieridiii
grati c M 'los que nuo forem raijo de 80 res por linha As reclamacnea deven) ser diri-
gidas i la l'yp ra das Crnte n. '4 ou a praga Ha Independencia luja de Imoan 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
CoiaNNA. a r'arahjba,segundase sextas feiras.Rio Grande do Norte chegaa 8e22e
le'liji Cabo. Serinhaem RioFonnwso, Macey, Pono Cali, e Alagoaa no 4
H i 2i de cada meiGaranhuna e licmilo a le i de cala meigoa-Tsta eK
es t t:i -2* dito. Cidaie da Victoria quintas feiras. Olinda odas os das.
DAS da semana.
i Seg s. Theodorico. Aud. do J de D da '.'. r.
2 Terea a. O hon Re. aod doJ. de I) di 3. i
.1 IJuar'i- Jacinlho Aud do J de D. da 3 t.
4 Quinta I. Itobel Aud do J de 1) da 2. j
5 Seata A'nanatio. Aud do J de Dda2. t.
i Sai. a Domingas. Pe. aud. do J. de D ili l.i.
7 i'mii I. Pulquera
DIARIO
de .u'fm
IlO
,%.%.
F4VT
i*.

Tudo ag.ira d
!inu?nii| como
cuitas.
lepende de nos meamos; dj non pnjdsjnaia, oderagi"' energa: eon-
prAOipianoi i aeremws aponladoi i uu adasirago emre as na^ocs niais
(Proclama ;,.a da tisembla Geral do naol.)
CAMBIOS HO Da 8 DE jl'LB*.
Cambioi aobre Londres '.'6. m Oorii-Moedi .1
ii Paria 3 /U res por franco
u u Lisboa 112 poi II i de premio
Moeda de cobre ao par
Idam de leiraa-le lioaa firmas I a l|40(Q
6,400 V.
h EN.
.i .i de .U
Pnu--l"ataitoei
.i reos colunaanarea
,i llitns airiicaiioa
eoaapra yenda
7.30.- i7.5(W
y,4i)
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I .'.'i '
1 .VfiO
fi'n
i yso
i .'j
.Bu
PHASES DA LA RO MEZ DE JLHO.
I.ua ebeia a 2! aoi \. rain Halarle. I I-ua nura a 15 aoi-'min da larde
Miaguante a 7 as S horai e 38 n>in da nanli. | CrweenM a 'JJ | h t SI di tarde.
Preamar de hoje.
ila manlhll
Primaira aa li horas r 54 min .la man
'' ^tcmBBtoBBacaL^^^Ai^.iOi^.xi.- ata
| ^'K'imla as7 luirs 11s minutos da lari'e
_:___tJ
rKn-siXi^rtrj^yjfi
BaSaB
ISiIkitlKlYl tXB3WjaXZ2_...
'
. 1J32-HST
Tribunal da Helado.
fessQo do da 2.
Desembargador de semana o Sr. Bastos.
Noauthuamenlo de urna petigao para con
cessSo de habeat Corpus de Joaqun) de Azevedo
Pereira Maia : indeferirao.
Na appollago civel em que he appellanle
Nuno Marir. doSeixas, e appellddo Jos Jero
nimo Monleiro : reformarao a sentenfja,recor-
rida.
Na appellacao crime, em que he appellanle
Alejandre Jos Alvos, e appellado Francisco
Ferreira Corroa : nao lom rio conheci-
mento.
Na appollagao crime em que he appellanle
Joaquim Bego. de Sousa, e appeliada a Justina :
julgrao pr-jcedente o recurso.
Na appellacao civel vinda do juizo dos Fei-
tos di Parahiba, em que heappellanto o Juizo,
e Cppeilado Jos Joaquim da Trindade : man-
dro rom vista ao Desembargador Procurador
da Corda.
Na appellacao civel em que he appellante
Jos Francisco Santos Guimaraes, como admi-
nistrador de su mulher, e de seus cunhados ,
e dppellados Francisco Jos da Silva Maia, por
si, e por sua mulher : mandarao da vista as
partes.
Na appolldco civel vinda do Juizo dos ()r-
|)liaos tiesta cidade em que he appollantt; Bento
de Barros Lacerda, e appollado Jernimo Flo-
rentino da Solidade : inandJrao dar vista as
partes
Na appellacao civel vinda do Juizo desta ci-
dade em que sao nppellantes c appollaiios Fran-
cisco de Paula Wanderley e Antonio Candido
de Miranda, sua mulher e outros: (now pu
blicou a decisao do Tribunal).
Na appellav'So civel em que he appellanle
D. Isabel Miranda Varejao e appellado Ma-
noel do Carmo reformaro o accordo o sen-
tenca recorrida. .,
Na appellacao civel em que sao appellanles
Joaquim Fopes de Abreu e sua mulher. e
appellados os Indios da povoacao do Arronches:
despresrao os embargos dos appellanles.
Na appellacao civel vinda do Juizo dos Fei-
tos da Fazenda em que he appellanle a Jus-
lifa e appellado Luir Bruguiere : confirfimao
a sentenca.
Na appellacao civel em que he appellanle
Narciso Jos Ferreira e appellado Manool
Beserra de Albuquerque : mandro dar vista
as partes.
Na appellacao civel vinda do Jui/o dos Fei-
tos da Fazenda do Rio Grande do Norte, em
que he appell.inte a Justina, e appellado Jos
Antonio Lopes da Siivoira: confininrao a
sentenca.
Na appellacao civel em que he appellanle
Jos CoelhoNeves, u appellado Manoel Pinto
deCarvalho : confirmrao a sontenca.
Na appellaQo civel em que heappellanto Ba-
silio A Ivs de Miranda Varejao. e appellados
Joo Arsenio, eo Advogado Jos Narciso Ca-
Junlio
Bs. l:7!):9o7,70i
O EscrivDo da Aliandega ,
Jacame Gerardo Mara Lumachi de Mello.
Variedacle,
e bein condecido,
que sob a capa do
O CARAPCEIRO.
Depois do diuturna interrupcao ( que alguns
supponhao completa morte ) eis torna a appa-
recer o Carajiuceiro. Aluitas Senfaoras ja di-
ziSo = Ora louvado Dos Estamos livres do assoalliar.
maldilo Carapucetro que tanto nos torque-
zava: outras porm, posto se arrepellassem com
as carapucas assiin mesmo gostavao dolas e
queixavao se da sua falta. Dar as razoes dessa
interrupcao nem interessa ao respoitavel publi-
co, nem ulgo um dever de quem rnuito do sua
livre vontade escreve peridicos. Supponhao ,
152:230,814 fta i eu de cara descoberta
umitas vezes com um billrc
anonvmo ;itrai(;onlam(Mite so me atreve o me
acomette mascarado [tara que o publico o nao
ronlieija, e lorme a nosso respoito o devido jui-
zo. So a verdade deve ( como nos entina o Di-
vino Mostr ) ser publicada al por cima dos te-
Ihados que pojo podo ter um homem de a ru-
bricar o sustentar com o seu nome ?
Confosso, que sem liherdade do imprensa nao
oomprehendo o rgimen representativo : mas
tambem quizera a este respeito providencias taes,
ijiio a vida privada do cid.idao estivesse livre da
invasao de qualquer bandalho que aquizesso
Para isso mui acertado me parece ,
que estive ajuntando material para a niin'na Ca-
mello como Curador de um menor: confirmrao I brica; e desta arto poderoi agora annunciar fa-
a sentenca.
Na appellacao civel em que he appellanle
Casiano da Silva A/evedo, e appellado Fuao :
mandarao com vista ao Dez. Procurador Geral
Na appellacao civel em que he appellanle a
l'"a i'inl.i Provincial e uppellado Jos Pedro
Velloso da Silveira : confirm:'iro a sentenca.
F@L(HlITfl
O COMMANDANTE. ( )
POR EUG Gl'INOT.
Nooutro da de manhaa, o Commandante
FLmbort fui muito codo a casa de Frederico,
c o achou mergulhado, como de ordinario, em
seus oensamentos melanclicos.
. Decididarnento, meu joven amigo, disse
o Commandante, o vosso estado me inquieta.
Honlem, durante o sarao vi-vos triste; na rea,
staveis sombro; nem fallasles, nem jogastos,
nem Lebestes, nem contestes. Islo nao teni
tenso commum, e deveter um termo: Sois in
feliz, nSo ha duvida; porm sois moco, rico e
gosaes sade: nao ba inelicidadeque resista a
estas tres condieoes. Dizeis que ser eterno o
pesar que vos uevora... Eterno he urna pala-
vra allema que nos aqui nao conhecemos. Eu
vos prometti que vos curara de vossas penas;
vos parecestes aceitar meus offerecimentos: per-
sists n'essas boasdisposicoes ?
Podis d'isso duvidar ? respotideo o Con-
de de Valberg.
Assim, fiais-vos de mim ?
De todo o meu corafo !
Advirto-vos porm que, pri neiro que tu-
do, cumpre que me prometlaes urna obediencia
absoluta. Deixar-vos-hes guiar por vosso men
tor, seguiris todas as prescripces de vosso Me
dico?
Eu vol-o prometi.
O Vd9.-fo."i5.cli6.
IiecapitulacO.0 dos Rtndimentos arrecadados na
v4landeqa de Pernambuco no anno finan-
ceirode 1843 1844.
111:968,590
143:20*.! 13
64:579.411
160:985 464
198:702.670
126:557.252
183:020.471
171:165.988
161:597.866
156 504.090
169:440,975
1843 Julho
Agosto
n Sotembro
Outubro
Novembro
)> Dosembro
1844 Janeiro
Fevereiro
Marco
Abril
ii Maio
i|uc houvesse urna le prohibindo lodo, e qual-
quer escripto assignado por anonvmo excepto
o que so tratasso do doutrinas ou de materias
geraes. Todo o homem, que esereve com de-
cencia nao deve pejnr-se do assignar o seu no-
me. Pelo contrario aquello, que sob o veo do
anonvmo acomette a oiilrom e o insulta pelo
prolo he um assassino Iraicooiro he um covar-
de um infame que combate com armas de
siguaes. Mas deixomos esta materia um tanto
certos legistas que depois do teretn fechadas jespinliosa e vamos a cousas mais chas, e mus
as casas por alguns tempes, refazem-se e ap- I alegres.
parecem como novos astros no giro commercial. | Por quem principiaremos com as novas cara-
A respeito de poltica reproduzirei o meu j pucas ? Parece, que em signal de respeito de-
inalleravel programa. Duas especies h; de po- ve ter precedencia o bello sexo, com quanlo
litica islo he; urna geral ou de principios jsaiha quede donairear com elle muitas hajao
zendas novas o do ultimo gosto, a imitaco de
N'esse caso, respondo por vos, ea cura
nao ser nem prolongada, nem dfficil. Fosles
trahido por urna mulher. lie esle um accidente
inteiramente pariziense; nos conhecemos perfei-
tamente a maneira de o tratar. Eu vos disse
que varias vezes passei por sso; he porque tam-
bem fui moco, moco e brilhante, postoque qua-
si j nao p; reca. Sobre este capitulo, ter-vos-
hiao podido dar novas s/Iinhas no vosso paiz.
Nos outros, soldados velhos do imperio, have-
rnos corrido o mundo e deisado em toda parte
algum vestigio de nossa presenca. Esso era o
bom lempo; o lempo em que se ganhatao pos-
tos e em que se tinhao boas fortunas Enlao ou
era valente aos olhos de todos; accommettia cara
a cara a guerra e o amor: conquistador em no-
me do Imperador, conquistador por minha pro-
pria conla. Quando olho para traz acho nessa
poca agrada veis recordaces... Urna, sobretu-
do, na vossa Allemanha, em consequencia de
nina ferida que me valeo muita felicidade !...
Mas nao"fallemos d'isso; trata se de vos e nao
de mim. Permitti primero que vos dirija algu-
mas perguntas. Ha quanlo tempo estis em
Pariz?
Ha quinze das.
(^ue tendes feito, que tendes visto, duran-
te estes quinze das?
Nada ou bern pouca cousa; levava quas
lodo n da incerrado em minha casa.
Singular modo de distrahir-se !
De nouto, ia ao espectculo.
__ Diverlimento que nem sempre he muito
vivo !
Ordinariamente aborrecia-me.
utra pergunta. (v)ue fortuna tendes ?...
Talvez vos parees indiscreta esta minbapergun
ts, me be ndispensavel que eu tome estas n-
e outra pessoal. Daquella trataremos alguma
vez per ateidens e como por desfastio : desta
porm nunca ; porque aborrecem-nos essas in-
trigas e conhecemos que nada produzindo
de bom relativamente emenda e reforma dos
abusos, s servem de exacerbar os nimos, de
eternizar os odios e inmisades e desmora-
lisaropovo. Se a minha humilde opiniao em
qualquer genero de escripto fr censurada com
boas razes, o com a devida urbsnidade sa-
hirei por ella defendendo-a al onde chega-
rem as minhas debis furias; ou retratando-me,
conessarei o meu erro : mas a doestos e im-
properios nunca darci a menor resposta, e islo,
alm de outras razoes, tambem porque seria
grande pequice aceitar desafio, e entrar ern lu-
m
formacoes afim do poder regular o meu trata-
monto sobre os vossosmeios.
Nao ba indiscrico em me perguntardes
urna cousa que nenhum motivo me induz a oc-
cultar; mas ser-me liia dfficil responder-vos: a
minha Iciluna consista em trras; nao sei que
quantia se tirara d'ellas depois de vendidas.
Que renda era a vossa em llemanba ?
Vinte mil florins, pouco mais ou menos. '
Isto be, quarenta e tantos mil francos.
Em boas torras, o capital he de mais de um mi-
Iho; porm ordenastes que se vendesse com to-
da a brevidade e por todo preco: pnnhamus que
esta presipitacao vos custa duzenlos mil Irancos;
demos igual somoia voracidade dos agentes
que nao deixaro de so aproveitar da vossa au-
sencia e dos vorsos plenos poderes: resto du-|
zontos mil escudos. Ora com isto pde-se vver;
e seria necessario que fosse singularmente to-i
na;, a vossa afflicgao para resistir a todas as dis- i
traeces e consolacoes que em Pariz se podem !
comprar por seiscentos mil francos; sobreludo|
se se considerar que podis ser curado sbita-
mente, em cinco minutos, esem meu soccorro.
Como assim ?
I ornando a (icar namorado. Lrn antigo
amor, curado por um amor novo, pertence ao
systoma de homeopatbia que vs outros Alie-
iniies inventastes.
Eu?... namorado de outra mulher que
' .1 ,'( 1 O!' I>
i..iw ztVId ilJdllliie Ilt: uii|ii">M ivi .
Ah / bem mostraos que sois do vosso paiz,
meu joven amigo; mas isso vos ha de passar. Ns
vos daremos curtas do grande naluralisacao.
Se confiis n'esse meio...
Nos vol-o Taremos adoptar pouco a pouco.
Nao creio
Muito bem exprims urna duvida agora,
e ha pouco affirmaveis; ha progreso: ha de se
deenfuriar-se, e do rogar-mo boas pragas: mas
amicus l'1 alo ; sed magis rnica vertas. As
modas continuao quasi na mesma isto he ; o
Supremo Tribunal das bagatellas e frioleiras
de Pariz tein decretado, que resuscitem os tra-
jes do seculo de llenrique 4." de maneira que
quem v um joven pinlalegrete dos nossosdias
pode di/er que vio pintados, ou esculpidos a
Sully aoChanceller Sillera ao Presidente
Jeannin u Villeros a Grocio o Presidente
de Thou a Jos Scaligero em Franca e em
Portugal a D. Joo de Castro Goncales Men-
des Zacoto e Christoval Jusarte &c. &c.: os
mesmos cabellos as mesmas barbas: eas nos-
sas meninas de hoje sao no trajar taes e quaes
eran a famosa Gabriella d'Estres Henriqueta
fazer alguma cousa de vos; mas nao se deve per-
der lempo. Assim pois, meu charo doente, ou
antes meu charo discipulo, porque vos sofreis
| por inexperiencia smente, vou dar-'vos urna
primeira licao convidundo-vos a que me offere-
cais um a I moco confortativo.
O mestre e o discipulo se dirigirao para o Ca-
I f Inglez; o Commandante se encarregou da es-
' colha dos manjares, e nada foi poupado. Foro
servidos de iguarias as mais delicadas e de vi-
nhos os mais preciosos. Frederico pretendeo
nao ter nem fomo nem sede; mas tinha promet-
ido obedecer, e o seu mentor lUeordenava que
esvasiasse o seu prato e o seu copo toda a vez que
elle os encina. Resultou d'ahi que no fim do
almoco o joven Allemo, que sempre tinha vi-
vido na pratica de urna sobriedaJe exemplar, se
sentio com a cabeca um tanto pesada ecom o es-
pirito muito vivaz.
Estou contente de vos, disse o mestre a
seu discipulo depois que sahiro da casa de pas-
to; tendes zelo, submissao, e at mais capacida-
de do que cu osperava. Vou agora levar-vos
casa de um dos nossos alfaiates da moda;esso ar-
tista vos dar por preco justo um porte parizien-
se e urna patente de elegancia. Eu nao quero
fazer de vos um dandy ridiculo como o peralta
que oulrodia encontramos no Gymnasio; mas
importa que facais valer as gracas de vossa pes-
soa. Sei de urna casa desoecupada, na ra da
Paz; haveis de tomal-a. NSo convem que fi-
queis mais lempo em locanda mobilhada. Em
oitodias, os pintores, os armadores e os tape-
ceiros terao leito da vossa morada um verdadei-
ro palacio. Nenhum dos vossos pequeos sobe-
ranos da confederacao germnica estar alojado
como vos. Depois que tivermos tomado e&tas
medidas urgentes e regulado o capitulo ossen-
cial do ornato o da mondia. iremos h c?sa d*


se-lia caso que por ah comete o nosso re-
gresso equotenhamos de andar para traz ,
cuino o caranguejo ?
Mas isso lo modas he cousa tao inconstante,
como o vento. lit um extremo cahe-se em ou
tro. j, se vao ac bandeas c a becas Nazarena,
ou a maoeira dos Sganos; j poucaa dessus ga-
tfelhas apparecem por ah: o ultimo gosto ago-
ra he o cabello rente e quasi rapado a nava-
Iha. E alguns assim pellados com grandes bar-
bas e enormes bigodes fico to feios Pare
ccm doudos lucidos do hospital. E imaginara
alguem que deste modo incorrer no desa-
grado do bello sexo ? Nao cortamente. As que
os contemplavao por formosos com as grandes
gadelhas, nao deixao de gostar igualmente del-
ta pelos ver tosqueados e pellados como
donatos..
Geralmente so diz que as mulherestem de
en natural o ser medrosas : mas a \ista decer-
tos lacios p >de-se duvidar da regra. Em ver-
dado como qualificarde medrosa urna joven to-
da delicada toda cheia do dengues que diz
assuslar-so do veo de urna barata que desmata
i vista d'um pequeo lagarto que treme de
I duendes odalmas do oulro mundo, e umi-
tas ve/es casando com um Fcrrabraz ou um
-apitao Piolando de barbas de papo deixa a
asa paterna e \ai morar sozinba com um bi-
cho tao medonho ?
E como vamos de partidas de bailes o sa-
raos ? Parece, que a multiplicidade desses pai-
sa-lempos tem produzido o astio ; porque ou-
codizer, que vo-se acabando algumas dessas
sociedades que tinhio sous nomcs do Paganis
roo. Agora crein que o luror mudou-se pa-
ra os theatros, e tbeatrinhos; que alguns dou-
tores suslento ser outras tantas escolas de Mo-
ral Confesso, que nao vou muito para esso la-
do : creio sim, que os theatros sao casas de di-
vertimenlo e nein eu as proscrevo absoluta-
ment ; mas quesojo escolas do Moral lio o
que se nao compadece com a minba humilde
opiniao. Pudo que vejo n'um theatro sao
objectos, que seduzem, arrebato, e inleiticao a
imaginarn : mu/icas lernas, senhoras atavia-
das com todos os pontos da coquelaria, cheiros
deliciosos que Irescalo por toda a parto, tu-
do prazer ludo sensualismo, e ludo isto com
pe urna escola de Moral !
({dativamente aos dramas que se costumo
representar, ha muito, que se Iho diga. Embo-
ra nos doixasse dito o Sr. Aristteles que a
tragedia he a imitacao d'uma ncc,o grave, que
por meio da compaixao e do terror com os fu
neslosexemplos serve de corrigir-nos, &c. Em-
bora diga que a comedia representando jo-
cosamente arenes particulares vem por este meio
a emendar o povo de sous defeitos. certo be,
que do maravilha se mostrar um s individuo,
que se baja convertido por causa de theatros,
e represenlaooes dramticas e isto aiuda sup-
pondo que estas sao quaes devem de ser. Mas
o que ser, se una grande parto dessas pro-
dcenos frem cheias de mximas de impieda-
de de sentimentos corruptores e al de lor-
mx* !-** *
ftk
Queaplauzos nao tem tido porahi quan-
tas recitas nao tem merecido as duas famosas pe-
cas = Lucrecia Borgia de Vctor Hugo e ==
A Torre de Nesle = de Alexandrc Dumas !
Oh que bellos resumoJ de Moral Evangolica !
Oh I que excellentes licoes recebem nellas os
|Oveni, e mais asjovens A primeira he um
t.-cido de torpezas as rnais abominaveis, enmes
nefandos, que se assoalho em,um theatro,
quan o prudencia fra quo a mocidade. vi-
da do extraordinario, e maravilloso nem ima-
ginasse quo taes actos erao praticaveis. Que
preciosa licao nao subministra um drama em
o qual Jeppo exprobmndo de suas abommaces
a mosma Lucrecia di/-lhe Inceste a tous
les degrs : inceste atoe ses deux freres qui se
sont entrelus pour t'amour d'elle I = E Asca-
nio conclue com esta mui aplaudida licao de
Moral Inceste avecson pere, quiest Papel
\ forre do Nesle be quasi do memo gosto. He
Margaridade Burgonha Rainha Regente de
branca, cometiendo asmis torpes prostitu-
'oes, e fazendo morrer todos os seus cmpli-
ces adlteros. Nao he tambem urna bella
do Moral ?

ligio
De baldo querer alguem destruir estas mi-
rillas raz.es apellando para o fim trgico, o
horroroso dessas personagens, que ser bastante
para que os espectadores fujo de as imitar.
Mas as tragedias a este respeito sao como a pena
de morte CHiantos assistem execuco de mal-
fetores, eassassinos, quantos vertem copiosas
lagrimas vista do to lastimoso espectculo,
e talvezd'abi a poucas horas estejao dispostos a
perpetrar os meamos crimes. que os juslicados!
Alm disto com o devido respeito a to sabios
eusava-se a tudo mais : ellos nao conhecio
npm piedade, nem misericordia, e ao menor
do seus prazeres sacrificario pai, mi, e todo
o mundo. Pelo contrario o joven educado em
urna feliz simplicidade he levado pelos primoi -
ros movimentos da natureza para as paixoes
ternas, e aflectuosas ; seu coraco compassivo
cornmuf e se com as magoas de seus semelhantes:
elle salta de prazer quando torna a ver o
seu carnerada : seus bracos sabem achar faguei-
ros amplexos, seus olhos sabem verter lagrimas
de ternura : elle he sonsivel a vergonha de
desagradar, pena de ter offenrlido. Se o ar-
dor de um sangue, que se inflamma.o torna co-
lrico, e assomado v se um momento de-
pois toda a bondade de seu coraco na effuso
de seu arrependimento : elle chora, e geme
pela chaga, que abri, e qui/era custa de seu
proprio sengue reparar o que derramou ; toda
a sua furia se extingue toda a sua altivez se
humlha ante o sentimpnto da sua falta. Se
he elle o offendido, na forca da raiva basta urna
excusa, urna palavra para o desarmar. Elle
perdoa de to bom grado as offensas de outrem,
como repara as proprias. A adolescencia nao
he a idade nenyda vinganca, nem do odio; he
antes a da compaixao, da clemencia, e da ge-
nerosidade. Sim eu sustento, e nao temo ser
desmentido pela experiencia, que um menino,
que nao foi mal nascido e que at os vinte
annos tem conservado a sua innocencia, he
nesta idade o mais generoso, o melhor, o mais
amante o o mais amavel de todos os ho-
mens
Se pois o principal segredo na educacao da
icidade consiste
i".sivp|, o ditoso es
da nova escola Romntica pedirei venia para is peder sustentar
.mocidade consiste em prolongar, quanto for
.senptores como sao os suprac.tados apezar ,' possivrl. o ditoso estado d
ll lint i ACfuili !#.....:__ I* '
pezas ahominaveis
Cremieux comprar um cavallo para vos, e alu-
gar oulro para inun.
Mas isso sao despesas...
De absoluta neccssidaile.
Embora Mas anda assim seria preciso
que eu ostivesse em estado de supportal as.
Julgais que o allaiate, o tapeceiro e o
mercador de cavados vo da primeira pancada
levar-vos os vossos sciscentos mil francos ?
Lembrai-vos que esses fundos ainda nao
esto realisados.
Sem duvida; mas vos nao deixastes a Al-
lemanhasem trazer algum dinbeiro !
Muito pouco. Sobejo quando muito uns
cein luizes.
E nao tendes crdito aberto em casa de
tilgum banqueiro ?
Nao Eu tinha simplesmento. trazido urna
lettra Que imprudencia aventurar so assim
sem provises!
Eu julgava trazer dinbeiro bastante para
esperar algum lempo.
Cem luizes em Pariz evaporo-se to
depressa, sobretudo quando se tem pezares!
Posso escrever aos meus agentes.
hera tompo perdido. Masnovos inquie-
tis; eu aqui eslou !
Como, Sr. terieis a bondade de me a-
diantar fundos ?
__Eu,precisamente, nao; porm hei de por-
vos em relagao com alguns capitalistas quo te-
ro verdadeiro gosto em abrir-vos seus cofres e
suascarteiras mediante alguns airanjos.
O Commandante tinha a sua disposigo um
regras do sempre respeitavel Aristteles, ou
antes na experiencia do coraco humano. Dous
Protagonistas das citadas Tragedias, comoso-
jio Lucrecia Borgia.e Margarda de Burgonha,
anda quo personagens illuslrissimas, nao p-
lern excitar o terror, e a compaixao ; porm
s horror, eodio, porque nao sao mulheres
de costumes ordinarios, e que guardem a me-
diana entre o vicio, e a virtude : sao duas
furias do prosliluicSo e crueldado, so dous
mnita, e conseguintemente o seu mesmo
fim nao pdeproduzir o desejado effeito; por-
que qualquer dos espectadores custa a crer, que
taes mulheres existissem no mundo, quanto
mais suppor-se capaz de tantas perversidades ,
e torpezas.
Outrosim que necessidade ha de descortinar
a galaria dos-crimos, e por diante dos olhos da
pudibunda virgem, do menino ainda innocen-
te o hediondo quadro de corrupeo, a que be
capaz, de chegar a misera especie humana ?
Nada ha lo funesto, como fazer que se en-
curte mocidade a ditosa poca da sua inno-
cincia. Citareis este respeiio nao algum Pa-
dre da Igreja; masaj J. Rousseau, que nin-
guem aecusar de bigotismo. Sempre vi -
i diz elle no seu Emilio,) que os mocos muilo
cedo corrompidos, erao deshumanos, ecrueis:
a sua imaginaco cheia de um s objeclo, re-
-
comprar, galopando pelas alamedas do bosque
de Bolonha, escoltado de seu grave mentor.
Os dous cavalleiros nao tarda rao a encontrar
a caleta de M. Burtley. Cesarina se debrucou
vivamente na portinhola e lez urna graciosa cor-
tezia a Frederco. O Americano encrespou as
sobrancelhas e fez ouvir um murmurio desap-
provador: a Baroneza tocou no colovello de sua
sobrinha para avizal-a que commettia una im-
prudencia; mas Cesarina nao so importava nem
com o aviso de sua lia, nem com o desagrado de
M. Burtley. Alm disso, o Commandante tinha
vindo collocar se ao lado da sege e conversar
com a. Raroncza; era muito simples que Frede -
rico se pozesse do lado de Cesarina e conversas-
se com ella. Nao havia razo alguma do fazer
niHoacolhimcnto a esto joven eslrangeiro que
pareca to distinelo por sua educacao como por
seu nascimenlo. E nao era elleamigo do Com-
mandante ? nao tinha o Commandante solici-
tado para elle as boas gracas dassenhoras ?
M. Burtley, disse a Baroneza, tende a
bondade de ordenar ao vosso cocheiro que nos
reconduza para case; o nosso passeio j tem si-
do muito comprido e he preciso que tratemos de
nos vestir para esta noute.
O Americano se apressou a dar a ordem pe-
dida.
Estes Senhores sem duvida pertendem dar
a volta do bosque ? continuou a Baroneza.
Nao, respondeo o Commandante; n'l te
mos alguns arranjos que fazer antes da hora do
jantar, e tornaremos comvosco para Pariz.
A calcca de M. Burtley desceo a avenida de
Nenilly com sua escolta; os douscavalleiros nao
a innocencia ; como
em boa Dialetica, que os
Theatros sao escolas de Moral ? Qual he a Co-
media e mesmo Tragedia, em que a paixo
do amor nao appareca rom todos os seus enre-
dos, com suas artimanhas, e seus resultados ?
Quantos amantes at adlteros no se ropre-
sento zombando de todas as cautelas dos pais,
edos esposos Geralmente fallando os theatros
a este respeito sao inda mais perigosos, que a
lico das novellas ; porque alm das decora-
dles tem a seu favor a grande vantagem do
Dialogo que muito mais se apodera da ima-
ginaco.
Diga-so portanto, que os theatros s5o luga-
res de publico entretenimento : que sao quasi
indispensaveis em as grandes oidades; porque
convem, que o povo tenha suas horas de re-
creio, &c &c. : mas nao me quoiro sustentar
pelo amor de Dos, que os theatros, onde se
appresento dancarinas quasi nuas onde se
poe em scena Lucrecia Borgia. a Torre de Nes-
le, &c &c. de, sao outras tantas escalas de
Moral.
Escolas de Moral sao os Templos, mormen-
te quando nelles se profere a palavra de Dos ,
palavra cheia de unci que sempre frutifca
rnais, ou menos: escolas de Moral sao asce-
lebraces dos augustos, e Santos Mysterios da
Religo de Jess Christo. Entretanto ha mui-
ta gente, que nem vai Igreja. nem quer que
seus filbos a frequenlem levando-cs sim de
muita boa vontade aos bailes, aos saraos, s
partidas, e aos theatros. talvez com o fim de
Ihesincutirdest'arte a boa Moral. Encolas de
vioral sao os hospitaes, onde devrao os pais
levar seus filbos urna vez por nutra para verom
os padecimentos de seus semelhantes. Escolas
de Moral sao oscemiterios onde devro os
pais alguma vez conduzir seus filhos para me-
ditaren) por alguns momentos na vaidade. e no
nada das cousas humanas. Escola de Moral
finalmente, e urna das mclhores, he a casa
paterna, quando nolla se nao veem, seno ex-
emplos de piedade. de caridade. de honestida-
de, e das mais virtudes Cbristes. Ai da
moga, que para ter boa Moral baja mister ir
aprende-a nos bailes, nos theatros !
Remsei, que esta minha opiniao ha de ser
motejada de uns, desprezada de outros, e con-
demnada de muitos, que me chamaras por
isso rahugento, o que como j toco muito de
velho, nao estou a par das luzes do seculo.
Embora digo o que quizerem; por que a tor-
rente dos prejuizos nao podera destruir a ver-
dade. Estou intima e profundamente con-
vencido, que sem bons hbitos, e bons costu-
mes. sejo alias quaes form as institui-coes po-
lticas, nao ha povo, que possa dizerse feliz;
e parece-me, que o meio de moralisar os ho-
mens nao est em estabelecer bailes, e theatros.
Estas cousas tenho-as por muito secundarias ;
por meros passatempos, e nada mais. Outros
sao os mcios de infundir no povo os bons cos-
tumes.
Copia fiel d'um pasmporte de Polica com a
propria orthagraphia.
OTenente Coronel F.....le B... M.. Sub-
delegado da Ptlucta criminal do Destricto de....
por Gratado Dos, e de S. M. I., &c.
Concedo Pasaporte Manoel Antonio das
Chagas. natural da... deste Destricto, profi-
cuo pescador para a praca de Macai para la
uzar da sua cxzislencia, levando em sua com-
panhia humas mulheres do fado, Mara, eAn-
na Joaquina, e sua irmm viuva de dous filhos
de menor idade.
Secretaria da Subdelegando no Engenho.
13 deNovembro do 1843. &c. dtc.
Passaporte n. 41.
Sioaes
Idade 33 anuos
Altura do lamanho do meu Escrivo
Rosto comprido, e sobre o faio com bexi-
gas
Cabellos crespos, e duros
Olhos disjuntivos, e arregalados
Nariz corno o de qualquer prximo
Boca muilo perto das ventas, e beicot ro-
sos.
Barba de bode
Cor nao be certo por que he furia-cores.
N. B As mulheres nao vao, por mim expe-
rimentadas, nem pelo meu Escrivo; porque
nao comparecero Fiei-me na palavra do sui>-
plicante, que Dos leve a salvamento, pagando
primeiro por si e pelas relcridas suplicadas a
quontia de 1500 n na conformidado das
lezes.
discpulo dcil queso prestava a todas as suas abandonaroo seu posto de honra. Cesarina in-
combinaces. O que elle tinha decidido foi fei- terrn pida a cada instante por sua tia, he res-
to, e pelas tres horas da tarde, ia o Conde Fro- pondiaem poucas palavrassem voltar a cara, e
derico, montado n'um cavallo que acabava de, prosegua bgo na *ua conversavao coui Frede-1
rico. Este manejo durou al a praca Vendme,
e M Burtley reprimi nao sem difficuIdade urna
exclamado de alegra, quando o Commandan-
te disse a Frederico:
Pespedi-vos das Senhoras, meu joven a-
migo, e vinde commigo.
Masa satisfacodo Americano foi de curta
duraco. A' hora do jantar, o Commandante
entrou, acompanhado sempre de Frederico.
Aqui o Sr., disse elle a Raroneza, se dig-
nou acceitar um convite sem ceremonia, e ser
nosso conviva e vosso cavalleiro por toda a nou-
te. Vos sabis quo eu pouco gosto da opera; ce-
do-lhe o lugar que M. Burtley me reservava.
Porm. replicouMr. Burtley.
Oh j vejoavossa intenco, interrompeo
o Commandante, ides dizer-mt que no vosso
camarote ha lugar para cinco pessoas? Mas eu
nao abusarei da vossa cortesa, nao vos quero
incommodar; e alm d'isso, fallando com fran-
queza, eu preliro ir ao Circo Olympico.
M. Burtley nao ousou dizer que o Com-
mandante tinha comprehendido mal o sentido
de urna objeceo comecada n'um primeiro dio-
vimento de irritaco, eque o flegmatico Ame-
ricano se absleve de acabar, quando a rctlcxao
Iho restiluio o seu sangue fri habitual e a sua
paciencia acostumada.
Madamede Saint-Pbar tinha feilo to fri a
colhimento a Frederico, que o Commandante a
chamou de parte e Ibe disse :
Parece-me. minha chara Baroneza, que
os meus protegidos deverio ser mais bem rece -
bidos por vos !
Conforme, respondeo a Baroneza.
Mas este mancebo merece todas as vossas
attences!
Nao sou d'esse parecer.
t- yue tendes que exprobrar-lhe ?
v s que tendes o lanco de olhos to ex-
ercitado, nao vedes que o vosso protegido vai na
morar-se de Cesan na ?
De veras! respondeo o Commandante
com um movimenlode surpresa c de alegra...
He singular nao me tinha occorrido isso.
Nada vos occorre Olhai como clles so
esto fallando. Claro esta que Cesarina o acha
muito do seu agrado.
Assim o creio. He muito bem apessoado
este mancebo !
Muito de mais para que continu a ca vr.
Nao he isso que eu entendo.
No cntanto nao podis querer que eu dei-
xo a minha solirinba exposta a urna seJuccao !
^s soffreis comtudo as assiduidades de
um Maucroix, que conheceis to bom como eu,
e que nao es onde suas pretencoes.
Eu sei que Maucroix nao he perigoso pa-
ra Cesarina
Esta confianca vos honra a ambas.
Se lenho algum merecimenlo, he o de
observar com preciso.
Sobretudo n'estes gneros de negocios
em que sois ajudada por longa pratica.
Palavras mordazes entre nos, Comman-
daate ? Ah nos nos conhecemos muito para
que joguemos esse jogo !
Seja I Limitar-me-hei pois a dizer-vos
que eu pietcndo continuara recebaraqoi, lodos
osdiase a quabiuer hora, um mancebo cuja
presenca nao pode deixar dedar muila honra a
vossa casa: o Sr. Conde de Valberg, que por
si vale mais do que toda a vossa sociedade, e
que be talvez mais rico do que esso M. Burtley
que tanto parecis prezar, nao sei porque !
Muito bem, Sr eu esquecia que sois
Sr. aqui !
Eu sei medir os voists direitos e o meus.


r
%j ivt y** u.> :vs\
AlfaiiuVga.
Rendimento do dia 2.......... 5:96**424
DttcarreyaO hoje 3.
Brigue ingle/.flr/j>Abacalho.
Ifcrca -Globe- diversos gneros.
Brigue Eugenio fumo, e pipas abatidas.
?jovifM'ilo do !*orto
Navios mirados r.o dia 2.
Diodo Janeiro por tlutrei; 18 das, fragata na-
cional Paraguasui, Commandante o Capitao
Je mar e guerra Joo Baptista de Sou/.a, 334
pracas. Passa^eiros : Os Exms Presiden
tes para a Parahyba o Dr. Joai|uim Franco
de S, e para o Rio grande do Norte Vences-
lao d'Oliveira Bello; o Exm. Senador Fran-
cisco de Unto Guerra os Drs. Felis Peixo-
to de B. e M. Urbano S. P. de Mello, Luiz
Duartc P. Tencnte-coronel Manoel Igna-
cio de C. M., Capitao Francisco Pinto de S,
lente d'engenheiros Antonio Pedro de A-
lemcastro Alferes Francisco do II. Barros
F. e Cantillo F. Madeira 2.wTenentes da
armada Antonio Jos da Cru/. e Pedro Au-
gusto Peres de Figueiredo ; Francisco Cor-
roa da Conceicao Thomaz Jos de Cam-
pos 16 pracas de tropa para o BioG do
Norte 31 para esta provincia e 43 que ti-
verao escusas.
dem ; 15 dia brigue brasileiro indiano, de
223 toneladas capitao Braz Cactano de
Mattos,e<|uipagem 13, carga varios gneros.
Parubyba; 6 dias, hiate brasileiro Santa Cruz,
capilo Joaquim d'Oliveira equipagem 4 ,
carga assucar.
dem; 5 dias, hiate brasileiro Pureza de Ma-
ra capitao Antonio Manoel equipagum
3 carga mangue.
Navio su/nao no metmo dia.
Philadelpliia ; brigue americano Cumberlatid ,
capitao A. Phillips, carga assucar.
OecIarac natario Lourenco Jos" das Nevos na runda
Gru n. 64, ou o Capitao do mesn.o Antonio
Germano das Neves. (7
3= Para o Rio de Janeiro segu no dia 4 di
Julho o muito velleiro brigue americano Jnet,
e tem superiores commodos para passageiros;
quem pretender trate com os consignaiarios L.
G. Ferreira & C. '5
2Para o Cear e Acarac sal ir no dia 5
do corrento mez o veleiro hiate brasileiro Teli-
na, recebefretes e alguns passageiros para os
sobreditos portos ; os pretendentes pdeni-so
se entender com Henry Forster & C. na ra do
Trapiche n. 8 (6)
Leiles.
Recebe a mala para o Bio de Janeiro, a
sumaca Petla no dia 4 ao meio dia.
- Para o Aracaty recebe a mala no dia 10
do corren te a Sumaca Felicidade.
l--=Antonio Jos de Magalhaes Bastos tendo
de rotirar-se para fra da provincia a tratar da
sua sade lar leilao na casa de campo de sua
residencia, no Manguinho e no dia, queso
annuneiar, da mais rica mobilia pralas, lou-
cas, crystais, e de um magnifico carro de qua-
tro rodas com todos os pertenres a parclha de
cavallosdo mesmo outro dito bem entinado
para carro e outro de sella ; advertindo-se ,
que os pretendentes ao carro e cavados p-
dem desde j dirigir-se ao seu escritorio na
sua casa da ra do Queimado ou ao corretor
Oliveira. (13)
1 Kalkmann & Rosemund farao leilao,
por intervencao do corretor Olive ira de gran-
de sortimento de miudezas de todas as qualida
des, e algumas ferragens tudo o mais proprio
d'esle mercado : nuinta-feira 4 docorrente ,
as 10 horas da man hila no seu arma/ern da
ra da Cru/. (7)
2Manoel Antonio Pinto da Silva far/i lei-
lao por entervencao do corrector Oliveiva.do
restante dos trastes de que consista o seu anti-
go estabeb'cimento, que todos se vendcrfto pe-
lo maior proco que se oflorecer no dia sexta -
feira 5 do corrente as 10 horas da manhiia no
1. andar do sobrado da ra da Cru/. n. 63.(7) dar. maicar fazer lavarinto, &c. ; a pessoa
3 O Dr. P. Theberge offerece o seu pres-
timo na qualidade de Medico o operadora to-
das as pes.oas que o qui/.ercm procurar na en-
trada da ra do Hospicio todos os dias das 6 at
as dez horas da manhaa ; edasduasal as seis
da tarde. (6)
3L'ma pessoa do boa conducta prope-se a
ensinar primeiras leltras com perfeicao, e pro-
mette esforcar-se o quanto llie fr possivel para
que os alumnos confiados a sua direccao a lqu-
rAo ern braveas naees precisas da leitura es-
< ripia grainmatica nacional arillimetica ,
geometra linear e planna o doutrina cons-
tan, pela mdica gratificacao delj600men-
saeg : quem do seu prestimo se quizer ulili/ar
dirja-se a ra de Moras n. 16, segundo andar
que se dir quem portonde. (11)
;} o abaixo asignado socio o caixa do con-
tracto do imposto de dous mil e quinhentos rs.
mu cada cabera de gado vaceum, que for con-
lo deposito ; e convindo tambero se vendem
tambem se vende lenha da Imhura a 25 ris o
feixe ; a tractar na travessa do Calecido Montei-
ro casa n 9. (8)
1 = Raimundo Jos de Magalhaes retira-
re para forn da Provincia. (2)
Percisa-se de um caxeiro portuguez de
idade do 14 a 16 annos que ten lia alguna
pralica de fa/.ondas, ou sem ella, quem preten-
der dirjanse as cinco ponas casa n. 56.
1 O Sr. Antonio Jos de ousa Magalhaes
queira ir a praca da Boa-vista n. 13, a negocio
de muilo seu inioresse. (3)
No dia sabbado29 de Junho, das 11 hora
do dia ern diante, dous ladres introdusirao-so
no escripinrio do abaixo assignado, aonde fur-
trao pouco maisou menos l:8o0.> rs. : a sa-
ber 30 moedas velhas de 6^400 rs 12 pe-
fas de prata de 3 croado hollandezcs, c o
resto em olas ; rogase portanto as autorida-
des faci as diligencias necessarias para doscu- sumido no municipio da cidade do Becife,
brir os autores desle roubo e prometiendo a usando da laouldai'e, que llie concede oiart. 43
qualquer pessoa que denunciar ou descubrir, a
torca parte da quantia que por ventura se poder
aebar, lirender Abrandis
O Sr. Sancho de Rilhancurt Bringer Ce-
zar lenha a bondade do dirigir-se a ra do>ol
na casa do I)r. Nabuco para receber urna caria
que I he veo da Babia.
L'ma sen hora de bons costumesse encarrega da
criacodo meninos de peilo impedidos edesim-
pedidos, etambemrecebemeninos desmamados
para curar da sua educacao, no que promette es
merar-se.quem do seu presumo se quizer utili
zar, dirija-so ao patio do Carino n. 24; na
mesma casa aluga-se a melado da casa a urna
pessoa capa/, sem familia.
= Traspassa-se as chaves de urna loja na ra
do Bozario estroita ; a tratar na ra das Cru-
zes n. 40.
l=Um homem cazado propoe-se a ensinar
fra da praca primeiras leltras grammatii-a
porlugueza lalim, e francs o sua mulher
lambom ensinar com perleicao cozer, bor-
1.
Avisos martimos.
2 Para o Bio de Janeiro segu com bre-
vidade a polaca nacional Providencia; quem
na mesma quizer carrogar, ou ir de passagem,
dirija-so a Gaudino Agostinhode Barros, Pra-
cinha do Corno Santo n 66, ou ao Capilo
Benedicto Martins, abordo. (6)
1_ pra o Cear segu infalivelmonU sexta-
feira 5 docorrente o bem conhecido e veleiro
patacho nacional .aurenlina Braiileira: para
carga o passageiros dirija-so ao seu consig-
"J!
Quanto aos vossos escrpulos o a esse perigo
quo to alto fa/eis soar devois conhecer-me
assaz para saberdes que nao se zomba impune-
mente da minha benevolencic e da minha ami-
sade. Eu sempre soube fazer vos respeitar a
vos e aos vosso* e anda o faria se osuccesso
justificasse receios quo hoje me piecem chime-
ricos. Tranquillisai-vos poiso conlai commi-
go. Se houver injuria havera reparaco.
Quando o Commandanle fallava n'este tom ,
nada havia quo replicar. A baronoza o sabia
desde muito e apesar do sua boa vontade de
prolongar a discusso guardou o silencio e
dissimulou seu despeito para ir fazer companhia
a M. Burtley, tristemente solado em um can-
to do salao emquanto que Cesarina e Frede-
rico eslavao a outro canto conversando.
No jantar, o Commandanle estove de humor
bollissmo, e conlou as suas aoecdotas mais
apresentaveis. Pelo meio do jantar disse a
Baroncza a Cesarina que subase ao seu quarto
para se vestir afim do estar prompta a hora
do espectculo. Cesarina obedeceo e d'ah
a um quarto de hora reappareceo.
Que! poisj? Disse madama do Saint-
Phar ; tu nao nos tinhas habituado a esta dili-
gencia. .. Mas porque ests to pouco enfei-
tada ? Como um simples vestido branco o na-
da nos cabellos?. .. Porque nao pozoste o bel-
lo alfinete que te deo hontem M Burtley?...
E os lindos brincos de que no prmeiro do anno
to fez presente M. Burtley? E as magni-
ficas pulseiras de M. Burtley ?... E a corren-
te e o relogio de M Burtley ?. .. D'ondo pro-
vm pois que hoje nao pozeste nonhuma d'essas
joias que tanto te agrado e que tao bem te as-
sonto ? ,
A este inventario de sua joias Cesarina tmha
oaiado cada vez que foi pronunciado o no-
3, O corretor Oliveira far leilao de fazen-
das inglezas o france/as, consislindo em chi-
tis, algodaosinbos, riscados merinos, gangas
azues, lizas eentrancadas, pannos finos, meias,
brins de linho, o d'algodo brancos, o escuros,
cassas chillas, sedas pretas e de cores tafo-
fas baetas, eoutras fazendas, inclusive cal-
cado inglez que serao vendidas por todo o
nreco, parte a dinheiro, e parto a praso; quar-
a-feira, 3 de Julho, as 10 horas da manhaa ,
no primeiro andar da sua casa na ra da Ca-
deia.__________________________ (12)
% visos diversos.
= Precisa-so de um Portuguez para (Vtor
se fr ehegado de novo melhor, e compra-se
sement* de repolbo sendo de fura melhor; na
ra do Livramento n 22.
1 Aluga-so urna canoa nova de condu
zir agoa que carrega nove mil ris d'agoa ,
sendo o balde a 20 ris assim como se ..luga
oulra do mesmo tamanho que est servindo
a quem confiar drija-Sfl ra da Mangueim
na Boa-vista n. 5, das 6 as 9 horas do dia, que
ahi se dir quem pretende. (8j
= Precisa-sede um bom refinador; no cor-
redor do Bispo n 8.
O abaixo assignado tondo de deixar a
agencia do corpo de Polica avisa a quem quer ,
que por latalidade tenha de haver alguma quan-
tia que por ventura possa ter comprado o
abaixo assignado para dito corpo comparece
al o dia 8 de Judio na Secretaria do corpo das
10 at as 2 horas da tarde. Manoel Pedro de
Souza Agente.
2 Precisa se alugar moleques, ou pretas ,
que saibo vender azeile de carrapato pagan-
do-se de vondagem urna pataca por cada cana-
da; quem livor dirija-se a ra da Calcada
(outr'ora ra do Manoel cco)sobrado n. 10.(5)
2 Aluga-sc um sitio na Solidade na estrada
que vai para Bolom entro o palacio Bispo e o
Pombal.com boa casa de sobrado e vivenda.para
urna grande familia com bastante sarvoredos,
&c.: a tratar na ra do Vigario n. 3. (5)
me de M. Burtley fez o efleito de urna pu-
nhalada.
Peco-te que ponhas ao menos o teu alfi-
nete acioscentou a Baroneza
Permilti-me que hoje o dispense, minha
chara tia respondeo Cesarina com voz firme ;
o meu adorno est acabado, o creio que he in-
til juntar-lhe nada. Eli quiz esta noife estar
vestida simplesmente ; ho urna fanlasia que
bom me podis dosculpar.
Nao a contrariis, disse M. Burtley ; em
outra occasiao ella se adornar com suas joias ,
e se as que tom j Ihe nao agradao eu Ihe da-
rei outras. ^
Esto golpe foi mais rudo que os outros. Ce-
sarina olhou para M. Burtley com ar de despre-
so o Ihe respondeo.
Sois muito bom senhor, eeu nao te-
nho direito algum a tanta generosidade.
Nada de notavel se passou durante a ropre-
sentacao de Guilherme Tell; smente quando
Nourrit cantou a deliciosa aria : O' Matkildes!
dolo da minha atma Frederico nSo pode do-
minar sua emoco. Esto nome, pronunciado
com accentos to suaves e tio temos, Ihe fez
lembrar todas as alegrias do passado todas as
miserias do prsenle.
Cesarina ostava olhando para elle, e, vendo
sua perturbacao e o doloroso sentimentoqueex-
primiao suas feicoes, senlio-se enternecida co-
mo na vespera, quan Jo Ihe fallara pela primei-
ra vez de seus pozares.
Frederico levantou a cabeca ; enrontrou o
odiar conmovido de Cesarina e vio urna la-
grima brilhar-lhe na borda da palpebra e cor-
rer-lhe lentamente pola face.
__ Oh obrigado disse ello baixinho a-
pertando-lhe a mo ; obrigado essa lagrima
me cahio no coracSo !
O curto espaco de algumas semanas trouxe
mudanzas notaveis na physionamia e na sita-
cao moral do nosso joven liemo. Sem ser
prolundo philosopho o t ommandante conhe-
cia solrivelmente o coracao humano ; sua ma-
neira de tratar as questoos sontimenlaes era som
duvida nenhuma a mais eflicaz eoquo valia
ainda mais era que elle unia o merecimenlo de
urna boa theoria a preciosa vantagem de exce-
der na pralica. Frederico era um discpulo
admiravelmonle adaptado para tal mestro. A
fraqueza de seu carcter o entregava a todas
as influencias e elle sofra fcilmente o pre-
dominio de um homem que se distingua sobre-
ludo pola forrea e despotismo de sua vontade
Segundo asconvencoesdeantemo eslabele-
cidas tinba Frederico obedecido regaiente
aos conscllins, ou antes as ordons do Comman-
danle ; tinha tomado o bello aposento da ra
da Paz mobilhado e decorado no melhor gos-
loecom o maior luxo ; teve dous cavados de
sella um carinho um criado grave e um
pagem ; fe-se notar entre os dandys os mais
amostrados, o leria por certo adquirido em pou-
co lempo urna brilhanto posicao no mundo ele-
gante seo Commandante se nao tivesse op-
posto. O mestre com efleito quera sem
duvida lanzar o seu discpulo em todas as dis-
sipaQes porm tinha sobretudo empenho cm
conserval-o debaixo do sua tutela o n'este ze-
lo havia ao mesmo lempo amor proprio aflc-
tacSo e um inleresse pessoa!. 'estes tres sen-
timentos somos obrigado a confessar que o
ultimo era que o dominava. O commandante
folgava de participar do luxo e das consolac,des
de que rodeara a Frederico ; montava em seus
cavados, passeava em seu carrinbo etomava lar-
ga parte nos festins e nos divertimentos que or-
denava lodosos dias
da le provincial de 2 do Maio de 1838, faz
publico, por meio doste annuncio para conhe-
cimento daquellos, a quem competir a sua exe-
cucao, quo toda a carne das rezos, que forem
mortas nos matadouros pblicos deste munici-
pio, e forem donduzidas para os acougues, ca-
sas particulares, ou embarque dever ir com-
panbAda de urna guia impressa, que ser passa-
da polo administrador do contracto, quoexis-
tir no matadouro respectivo, a qual s valer
no dia de sua dala ; e as carnes, que forem
adiadas sema competente guia, quema condc-
elo para os acougues, quer nos mesmossero
pprehendidas por qualquer empregado do con-
tracto ou pessoa do povo o levadas presenta
1I0 Sr. Dr. Juz de Direito do Crime mais pr-
ximo, para proceder na forma determinada no
art. 8 do regulamento de 23 do Setembro do
1833: o mesmo se pralicar com as rezes vivas
quo forem para os ranchos das embarcacocs e
com a carne daquellas quo houverem sido mor-
as clandestinamente lora dos matadouros pbli-
cos; e, depois que forem julgadas boa appreben-
sao, o apprehonsor pagar o imposto cstabele-
cido e (cara com a carne ou rez apprchend-
da. Manoel Ahcs Guerra. (31)
2 Mademoisella Mario Debrusse. retiran-
do so d'esta cidade tem a honra de informar
ao respeitavel publico que seu estabelocimen-
to ser continuado pela Sra. Lavessire roga
pois a seus freguezes dignarem-se continuar
sua successora os testemunhos de benevolencia,
com que a tem sempre honrado. (7)
3 = Joaquim Lopes pias retira-se para a ci-
dade do Porto a tratar de sua sade. (2)
3 = Joo Joaquim do Lago, subdito Hespa-
nhol relira-se para o Porto. (2)
3 Deseja-se saber, se ba outra pessoa com
o nomo do Domingos Alves Malheus, na ra da
Ou/. escritorio doSr. Manoel Joaquim Ramos
e Silva. (4)
l=Aluga-se urna casa terrea, na ra da So-
lidade. com duas sallas, trez quartos, um gran-
de sotao quintal murado e outro cercado ,
por preco commodo ; a tratar na ra da Auro-
ra casa n. 58. (5)
A casa da Baroneza nao era esquecida n'estes
beneficios. Ser preciso explicar de que gene-
ro era essa casa? Para d'ella se ter urna idea
prompta e precisa bastava seguir madama de .
Saint-Phar quando arrecadava com sua branca
mfio o tributo quo depois de cada partida os ju-
gadores dopunbao t< ligiosamente no castical.
Este imposto pagava nao s os gastos de seus sa-
nios senao tambem todas as despezas da casa :
aluguel criados mesa adornos etc. Os
habituados de suas reunios erao pela mor
parto jogadores de profissao mocos sem oc-
cupaco estrangeiros que as cartas de convite
io buscar as locandas mobilbadas. A maif
bella motado do genero humano oceupava um
loar/inho n'essa sociedade; nao era mister
dirigirse a todos os gostos ? attrahir os fre-
guezes por todas as seduccoes? Mas sobre es-
te capitulo a Baroneza observava grande cir-
cunspecto tanlo para o realce de sua casa ,
como para nao prejudicar o estabelecimento de
sua sohrinha. S recebia mulheres cuja eman-
cipa! To nao eslava completamente affixada, e
que, n'uma posicao equivoca sabiio guardar
certo decoro. N'este sentido seus salces me-
rociao nao ser confundidos com muitos outros
da mesma especie. Aqui a companhia tinha
um aceio e um verniz que podiao produzir I-
luso as pessoas mediocremente perspicazes.
A decencia era quasi geralmenle respeitada ;
raras vetea as vo/es se elevavao cima de um
diapaso harmonioso ; dancava-se com modes-
tia (allava-se com moderarlo, jogava-se com
gravidade. Um provinciano ou um Allemao
inexperiente podia crer-sc alli com a fina flor
da sociedade pariziense.
Continuar-te-ka.)
\


%
1
[

1
I
1 Na casa de cambio do Vioira na ra da
Cadeia do Kecife n. 24, achn-so urna carta via-
da de Lisboa para o Sr. Francisco Gomes. (3)
1 Do-se 590# rs. a premio de dous por
cento ao me*, sobre penhores de ouro ou
prata ou hypothoca em algum predio ; na ra
Novan. 3. (4)
l)eseja-se saber quem seja nesta praca o
correspondente, ou pessoa que lenha rela-
coes coin o Sr. Francisco Catar do Albuquer-
que morador no beco do Pavo da cidade de
Goianna ; a bem de dirigir-se-lhe urna eneom-
menda de importancia servindo-se para isto
de annunciar ou dirigir-se a ra Aagusta ,
soto do sobrado n. 9, das duas as 4 horas da
tarde de qualquerdia til.
O abaixo assignado avisa a todas as pes-
fcoas que teem chapeos de oI para concertar
na sua loja hajo de os mandar busrar no pra-
zo de S das contados da data do presente e
quando o nao faco, os vender para seu pa-
gamento ; o mesmo abaixo assignado avisa a
todos os seus freguozes, queso acha prompto
a continuar a comprir com as enciunmondas .
que se Ihe faco. Joiio Loubet.
Quem annunciou querer tallar ao Sr. Bar-
rer, Cnsul de Franca que (oi em Pernain-
buco, queira ter a bondade du dirigir-se ao
Consulado da mesma naco.
Quem annunciou querer comprar un pa-
lanqnim de rebuco querendo um novo, diri-
ja-so a ponte-velha sobrado n. 33.
1 Aluga-se um ptimo escravo padeiro ,
por 12$ rs. mensaes ; na ra das Trincheiras
u. 40. primeiru andar. 3
No dia 4 do crrante pelas 4 horas da
tarde ser arrematado em praca publica do l)r.
Juiz de Orphos, um escravo da Costa, ca-
noeiro.
Prscisa-se de um caixeiro de H a 16 an-
uos que terina bastante pratica do venda, e
que d fiador a sua conducta ; no Atierro da
Boa-vista n. 54.
Quem annunciou querer alugar um sitio
perto da praca com baixa para plantar/des ,
dirija-se a ra de S. Bita-nova sobrado de um
andar n. 18.
O andamento das rodas da lotera da ma-
triz da Boa-vista nao pode ter lugar no dia 2
docorrente, queso linha annunciado, por exis-
tirem ainda alguns nmeros de bilhetes por
vender ; ser novamente annunciado o outro
dia que Cor marcado para esse m.
1 Precisa-se de alguns aprendizes para olli-
cio de sapateiro tanto para ensinar como para
acabar de aprender o dito olficio, prometindo-
se todo o desvelo no seu ensino ainda sendo
meioti officiacs; na ra larga do Kozario n. 6.
Precisa-se de 1 :'l)0,000 rs. a premio, por
lempo deS niezes ; quem quizar dar annuncie.
Aluga-se o primeiru andar do sobrado do
Atterro da Boa-vista n. 3 ; a tratar na tenda do
mesmo sobrado das 9 horas as 3 da tarde.
Arrenda-se o sitio dos AITlictos j algu-
mas vezqs annunciado neste Diario com limi-
to boa e espacosa casa muito decentemente
preparada, elegante jardim, muitos arvoredos;
Umbem se permuta por casas nesta praca ou
cscravos ; quem pretender qualquer destes ne-
gocios diiija-se a ra de S. Amaro casa no-
va do Mosquita ; tambem so vende a dinheiro,
ou a praso com boas firmas.
Antonio Jos Gomes do Crrelo precisa
alugar 3 canoas em estado de conduzir arela da
corda para atierro ; quem as tiver, dirija-se ao
mesmo, no Correio ou na cidade nova sitio
invisivel.
Quem annunciou querer comprar ps de
sapolv dirija-se a ron Velha n. 111. ou an-
nuncie sua morada para se mandar levar.
Aluga-se urna casa terrea com coinrnodos
para grande familia no Manguinho n. 33 ; a
tratar na ra do Arago n. 9.
1 Precisa-se de um criado para bolieiro a
de um feitor para a labrica de sabo ambos
dando conheciincnlo as suas conductas ; na ra
Imperial n. 116, casa do Coronel Marlins. ;4)
O abaixo assignado faz sciente ao publico,
que tfin dissolvido a firma, que girava de Fran-
cisco Das Forte \ Companhia desde odia 28
do Junho p. p. loando rcsponsabilisado a li-
quidacoda mesma firma. Francisco Dias
Forte.
Oabaixo assignad > encarregado da aferi-
co dos pezos e medidas deste municipio, pei-
tencente ao crrente anno municipal de 1843 a
1844, fa? publico para conhecimento de quem
convier, que, emeonformidadedas ordens da C-
mara Municipal,dar principio a mesma aferiyo
do dia 4 do correte mez em di antea concluir no
ultimo de Agosto p. lu uro ; e fnr a reviso
rm todo o mez deSetembro seguinte ; os inte-
ressados pojero dirigirle a casa de sua resi-
dencia na ruado Arago n. 98, das 6 horas da
manha as 0* da tarde. Jodo Ilario de Barros.
3Aluga-se a casa de sobrado da praca da
Boa-vista n. 6 ; a fallar na botica da mesma
casa com Ignacio Jos de Couto.
.Prexedes da Fonscca Cuulinho embarca
para o Bio Grande do Sul o seu e cravo Anto-
lonio de naco Costa
2 Perante o Sr. I)r. Juiz do Civel da segn -
da vara na ra do Sol l< m de ser arremata-
da quarta leira 3 do correte por ser a ulti-
ma praca o sobrado de dous andares e soto ,
com bastantes eommodos sito na na da Sen-
zalla -nova n. 14, desta cidade, por execuco
Je Herculanu Jos de Fi citas. (7)
2 Oflerece-se urna mulher Brasileira de
1 boa conduela, para o servifo de urna casa de
ramilla de senhora solteira, ou viuva que seja
i capaz, e para fater companhia ; na ra de
' Apollo n. 17. $
2 Aluga-sa um soto proprjo para ho-
mem solteiro ; na ra do l.ivramento n 3. 2)
2 Antonio de uliveira retira-se para a Eu-
ropa a tratar de sua sade. 2)
2 Quem tiver um piano para alugar, di-
rija-se a ra Nova n. II. (2j
2 Quem tiver contas contra o brigue ame-
ricano William Fhaehir, deve as apresentar
dentro do praso de 3 dias da data deste no es-
criplorio dos consignatarios L G. Ferreira Sj
Companhia. Becile l.u de Julho de 18*4. (5j
:j COLLEGIO DO ESPIRITO SANTO
Este estabelecimento acaba de ser transferi-
do da ra d Coelho para a casa do tallecida
Sr. Francisco Pedro Hramlo no principio da
ra do Hospicio. A directora contina a admit-
tir pendonistas, para as quaes a casa tem ex-
celentes commodos; e em razio da sua proxi-
midade da praca resolveo-se a admitlir tamheio
meias pencionistas com as condices seguintes
que | fuo estipuladas nos estatutos da casa :
As meias pencionistas entramo s oito horas
ila manha e sal i rao as seis da tarde; nao to-
maro no estabelecimento outra comida do que
o jantar, e recebero a mesma educarlo que se
ministra as internas pelo lempo que estiverem
no Collegio. Os pas pagara por mez a juan-
tia de lacOOO ris adianlados e sugeitar-se-bo
aos requesitos estipulados nos estatutos.
A Directora convida os pais e ruis de fami-
lia a virem visitar o estabelecimento na tarde
das quintas feiras de cada semana, afm de po-
derem conslit ir por si a boa ordem que reina
Dalle. A sua situago n'um lugar sadio, a es
trida disciplina que all se observa, os desvellos
de todos os empreados e o hom tratamento que
se d a todos, sao para as familias um garante
da saude e bem estar de suas fllhas; emilm a
superioridade das senhoras Mestras que mada-
ma Cbelarge mandn vir de lora para coadjuva-
la nos seus trabadlos, as suas bellas prendas,
grande instrueco o boa educaco devem ani-
mar os pais c mis a confar-lbes a educaco de
suas filbas. Todos os empregados da casa con-
tinua r a fazer seus esforgos para merecer o
bom conceito que se faz. deste estabelecimen-
to. (36)
Jos Antunes Guimaraes faz sciente ao pu-
blico que a sociedade particular) que exista
no armasem de socar assucar na ra do Viga-
rio n 23, debaixo da firma de Antunes & Vian-
na teve fim no dia 28 de Junho p. p e por-
tadlo he de seu dever avisar ao mesmo publico,
que desde esse dia em vaute nao se responsa-
bilisa por qualquer negocio, que possa haver
debaixo da mesma firma do Antunes 6[ Vianna.
Compras
2Compra-se um palanquim de rebuco,
que ainda nao es teja servido ; quem tiver an-
uuncie. (3)
2 Compra-se una negra ou mulata de
'! 11 anuos i.- queesteja acostumada to semen-
t no servico de casa e saiba cosinhar engom-
mar, e cnsaboar, que nao exceda de 300 a
350/ rs. ; na ra de S. Theresa, venda n. 25.
2Compr8-se urna negra, a um escravo,
que tenliao boas figuras e s*rn virios; na ra
da Cadeia de S. Antonio n. 22. (3)
Compra-se um negro, que seja lorneiro ,
e entendade padaria ; na ra larga do Kozario
n. 29 ; na mesma casa precisa-se de um meni-
no de 10 a 12 annos para caixeiro que quei-
ra ir para o Bio Grande do Norte.
Compra-se urna negra que seja mofa ,
sem vicios nem molestias e que saiba vender
na ra e um moleque com as mesmas cir-
cunstancias; as Cinco-puntas, padaria n. 63.
Compra-se o Diario de l'ernambuco de 7
do Abril de 1841 paga-se bem ; na toja da
esquina do arco de S. Antonio, que vira para a
Cadeia.
Vendas
2 Vendem-se saccas com bom milho a
3300 rs. cada sacca e sendo maior porco ser
mais barato o proco; nos lugares seguintes:
no deposito de familia de mandioca na ra
da Cadeia de S. Antonio n. 19; no armasem
de Dias Ferreira defronteda escadinha da Al-
fandega ; no pateo da ribeira armasem de fa-
rinba n. 7 ; na ruado Arago n. 37. (8)
2 Na casa de alfaiale de Jos Joaquim de
Novaes, na ra do Queimado que faz frente
para o largo do Collegio enntina-se a ven-
der obras promptas assini como tem bonitos
cortes de colletes os mais inode nos que ha ,
echegados agora ; efuma escrava com algumas
habilidades. (7
2 Vendem-se superiores caivetes finos,
com mua que em se metiendo a penna sae
perfeitamente aparada ; na ra doCabug lo-
ja de miudezas junto a botica. (4)
2 Ycndem se pecas de bretanha a 1200 e
2# rs. ditas de rolo de linho comi varase
muito encorpado a 280o rs. e outras militas
azendas por preco muito barato ; na ra do
Crespn. 21. ()
2Vende-se o resto da linda e moderna fa-
zanda rainha da India para vestido de senho-
ra com mais de vara de largo, a 500 rs. o co-
vado ; na ra do Cabug lojas de Pereira #
Guedes. (5)
2Na ra do Queimado, loja de lerragens n.
31 e na deschpeos n. 3-1, contina-so a ven-
iter agoa de Ungir cantillos e suissas o me-
thodo de a applicar acompanha os vidros. (4
1Vendem-se ricos cortes de la e seda com
13 covados e meio a 10, lie 12^ rs. ditos de
lia de lindos padrdes a 6? e6400 rs. cor-
tes de cassa escura de ramagem graodo com 6
varas a 4800 rs. chales de la a 2200 e 3/ rs.,
chapeos de massa francvzes, de forma* moder-
nas a 640 > rs., ditos de aba larga chead-is do
Rio de Janeiro a 7600 e 8/rs. pannos pretos,
azues ede cores de todas as quahilados e procos,
lilas pretas muito tinas a 360 e 400 rs. o cova-
do, sarja de la fina e encorpada, e outras umi-
tas fasendas por preco barato ; na ra do Quei-
mado n. 29 loja do'Novaes. (13)
Vende-se um bonito escravo pardo, do 22
annos, perfeito pedroiro do toda obra ; urna
preta de 16 annos recolhida, de bonita figura,
engomma e costaba muito bem ; urna dita de
todo o servico, com as mesmas habilidades;
um mulatinho de 15 annos muito bonito e
proprio para pagem, ou ollcio ; dous pretos
trabalhadures de campo sendo um por 250/
rs. ; urna negrinha de 12 annos sabendo j
coser muito bom ; urna elegante mulata de 20
annos engomma, cosinha e cose na ra do Fo-
goao pedo Bozaiio n. 8.
1 Vendem-se 3 mesas de amarello enver-
nisadas em bom uso, por muito barato pre-
co ; nr praca da Independencia n. 36. '3
Vende-se urna negra da Costa de 24 a
26 annos, ptima paia t ido o servico; no At-
terro da Boa-vista n. 3, das 9 horas at as 3
da tarde.
Vende-se um laxo de cor/re em muito bom
uso com menos de meia arroba de peso por
preco commodo ; defronte do quarlel de po-
lica n. 3.
IVendo-so superior tinta do escrever, por
preco commodo ; na ra de S. Bita-nova n. 88,
na ra do Queimado loja de ferragens n. 35 ,
e na ra da Cadeia-velha, loja n. 63; na mes-
ma loja vende-se uma preta moca, sem vicio
algum e com principios de engommar. (6)
Vendem-se por 6^ rs. dous sellins usados,
com todos os pertences inclusive cabecadas ,
tondo um dalles (velas para maca e almofada ;
as Cinco-pontas n. 82.
Vendem-se por 9/ rs. os seguintes livros ;
indicaccoes de utilidade publica oflerecidas as
Assemblas Legislativas do imperio do Brasil,
e do reino de Pvrtugal por Silvestre Pinheiro
Ferreira 1 v.; noticia histrica, poltica, civil,
o natural do imperio do Brasil, 1 v. ; applicu-
ros da moral a poltica por Joseph Drox, da
academia (ranceza, traduzidas polo l)r. Joo
Candido de Dos Iv.; projecto do cdigo ge-
ral de leis fundamentaes e constitutivas de uma
monarchia representativa por Silvestre Pi-
nheiro Ferreira 1 v. ; memorias histricas da
provincia de Pernambuco, precedidas de um
ensaio topographico histrico iv. ; arte po-
tica de Q. Horacio Flarco, traduzida e Ilustra-
da em portuguez por Candido Lusitano, no-
va edico. 1 v. ; o 3, 4, 5, 6, 9e 10 v. da his-
toria do Brasil ; viagens de Gibnltar a Tange
re Sal, Mogador, S. Cruf, Tarudante Mont
Atlas e Maocos 1 v. ; Micromegas, ou o ho-
mem de 8 legoas do altura \ v. ; novo metho-
do de grarnmatica latina reduzido a compen-
dio pelop. Antonio Pereira do Figueiredo, 1 v.;
o segundo volme de fbulas cscolhidas ; entre
as de J. de La Fontaine ; o terceiro volunte de
Guiliver a varios paizes remotos, e o quarto
vulume do parnaso luzitano ; as Cinco-pon-
tas n 82.
No deposito de vveres na ra da Praia ,
beco do Carioca n. 1, vende-so a melhor quali-
dado de milho, por preco commodo, assim
como arroz pilado dito de casca a farinha de
mandioca a relalho e por atacado.
1Vende-se por preciso urna banda de seda
para qualquer Ofllcial, a qual est quasi nova,
por ter tido muito pouco uso por (> rs. ; as
Cinco-pontas n. 82. (4)
Vendem-se sapatos do couro preto e de
marroquim para senhora a de couro bronco e
preto para homem 'etroz lindas, e alguma
fazenda; um caixoenvidracado para vender na
ra ; varas para cerca e mais alguma madei-
ra ; na ra Nova loja n. 58.
Vendem-se 4 pipas do ago'ardento de 22
a 23 graos, propria para exportaco; na ra das
Cruzes luja de pintor e vidraceiro n. 28.
1Vende-se muito bom rap de Lisboa, che-
gado ltimamente ; na ra da Cadeia do Be-
eife loja de Joo da Cunha Magalties. (3
1\ onilo-.so urna mulata cose, engomma e
cosinha com perfeico; eum negro embarcadico;
na ra da Cruz, botica de Luiz Pedro das Ne-
ves. (4)
Vende-se uma negra da Cosa, quitan-
deira de bonita figura e sem achaques; na
ra do Arago n. 9.
Vende-se uma negra da Costa, para qual-
quer servico; no Atterro da Boa-vista n. 3, das
9 horas as 3 da tarde.
Vende-se urna escrava de naco de 18
annos de bonita figura com varias lubilida-
fe escravo crioulo de 20 annos, com principios
de oicio de sapateiro ; na ra das Cruzes n.
41, seguudo andar.
Escravos fgidos
4800 rs. panno de cor escura lodo de la des que sodiraoao comprador; e um elegan-
2Boga-s aos Snrs. Delegados e Subdelega-
dos de polica desta e mais comarcas, e pessoas
particulares a apprehencao dos escravos abai-
xo declarados ; Antonio, de naco Quicam,
de 22 annos, estatura regular, rosto rheio e
lustroso muito pouca barba lovou camisa
de algodozinho e calcas do brim trancado
velho, pernas finas tem em um dos ps nos
dedos pollegar e annular umaferida em cada
um que Iho tem comido as unhas tem mais
uma especie de barruga nos ps e os calca-
nhares alguma cousa radiados ; esto preto sa-
bio para ir buscar um balde de agoa, e 'llegan-
do ao tanque largou o baldee melteo-so na ven-
da de garapa, do Porto-das-canas e de l tu-
gio. Marcolino de naco Quicam, molecote,
' secco do corpo, beicos grossos, levou camisa do
| algodozinho e cal?as de estopa tem na raiz
do cabello quasi na testa urna cicatriz em cujo
lugar nao tem cabellos mais abaixo um lo-
binlio do tamanho do uma pitomba este sa-
bio para ir ao pateo do Carino e mmou o mes-
mo rumo, que o outro, e at hoje nao tem sido
possivel adquirir-se noticia alguma, fugiro
no dia 9 do passado ; quem os pegar, leve a
Camboa-do-Carmo padaria n. 12 que ser
gratificado. '27)
2 Ainda contina a estar fgido o escravo
Jos de naco Cacange o qual pertence as
herdeiras Joanna e Maria moradoras na Ba-
bia, e he provavel que o mesmo escravo pro-
curasse a casa do Sr. Jos de Innojosa Varejo ,
tutor aqui nomeado as menores por isso o
abaixo assignado roga ao Sr. Varejo caso elle
appareca em sua casa, de lhe mandar entregar,
ou participar ou a qualquer pessoa que o
prenda de o levar a ra da Cruz o. 51., a Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa, que pagar tedas
as despezas. *2)
3 Ainda est ausente o pardo AntonioBo-
mo, baixo grosso do corpo, com pouca bar-
ba tem as costas muitas costuras do gom ma,
muito fallante e experto andava vendendo fa-
sendas e miudezas com uma preta de nmie
Maria alta, bem preta, bonita figura muito
fallante e experta talvez que se intitulo forro ,
e casado conhecem muita gente por estes mat-
tos e fono vistos varias vezes no engenho Si-
pual fugiro da cidade de Olinda no dia 27 do
Marco; quem os pegar, leve a mesma cidade, que
ser gratificado. i'2)
2 No dia 6 de Malo fugio um moleque- de
nome Alexandre crioulode 16 annos, levou
um panicusinho com dous pares de (amneos,,
um grande e outro pequeo, um prato azul com
un. boiozinho de banha franceza e urna loa*
Iha de babados de chita rouxa tem uma costu-
ra de glndulas atraz da orelha uma belida em
um olho secco do corpo nao muito alto; le-
vou em sua companhia un carneiro capado,
com cabeco de couro de lustro, camisa de
madapoln, calcas do riscado escuro com lis-
tras azues, e boleos das bandas, amarradas com
uma correiacom fivela pela cintura; quem o
pegar, leve a ra do Cabug lojas de Pereira
# Guedes que gratificar generosamente. (15)
Fugio do engenho Jundi um preio criou-
lo de nome Baf.el de 2^ a 28 annos bem
preto estatura menos de regular rosto lar-
go e becudo com oicio de orreiro ha no-
ticias quu anda para as partes do Ciato, ou
Jardim ; este escravo foi do finado Coronel Joa-
quim Pinto Nogueira ; quem o pegar, leve ao
dito engonho quesera recompensado .genero-
samente por Jos da Costa Araujo Pereira, pro-
prietario do dito engenho o escravo.
1Fugio no dia 7 do torrente as 7 horas dt?
nonio ti id preto., e uma prela ambos parcoi-
ros da mesma casa sendo o preto de nome Be-
nedicto o a preta de nome Maria, levro>
urna caixa pequea de madeira oleada de ver-
de ja a tinta usada e um assafate pequeo-
do Porto, com poica > de roupa de seu uso ; o
preto tem os signaos seguintes ; de naco Ca-
mundongo, estatura baixa. corpo grosso olh grandes, cabeca a propongo cabello cortado
smente atraz pescoco grosso costas largas,
psgrossose largos, uma orelha turada em
que costiimava trazer uma rozetinha tem na
frente da cabeca deum lado ao p da testa e
junto so cabello uma costura cor fula nao re-
linda mos grossas echeiasde calos de locar
canoa ollicial de cascavel que trabalba no
trapiche do assucar, ten. barba smenle na pon-
a do queixo e buco de idade de 25 annos ,
muito ladino. A preta tem os signaes seguintes:
de naco Benguella estatura regular, corpo
secco e espigado, olhos amortecidos principal-
mente quando falla; as fallas muilo baixas ,
peitos pequeos, rosto descarnado maces al-
tas ps seceos ,c nervosos mos regulares ,
cor preta nao retn :ta mu bem fallante, den-
tes aparados ; leva um panno da Costa, vestido
de cbila encarnado, com ramagaos netas, e
aberto pela fronte com abotuadura de colche-
tes idade 2o anuos; om algum lampo tendeo
fuseudas ; quem os pegar, leve a ruu da Palma
por detrado Carino em casa de Antonio dos
Santos Ferreira, que ser gratificado com 200^
ris. (33)
Bbcifb Ni Tvp. os M I", db Fama.1845.


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