Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05111


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Full Text
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1 1,1 ^,a cu a i
0 l'URID publica-sr loaotOl dias que n.io forem *ani lica !os o |ireco da -"signatura
1C A. ?" #''. por ijirarwl pi^o) idianwdM Os annunctot do amanante suoioMtiilue
(jrti r ;,s ,'os 1oe """ 'ore ratao de SO res por liaba A nclaMfOec deTem ni diri-
gida "" I VI1 "" dM Crozes n. i ou prgi -a Independencia luja ,r livrosn t X
PARTIDA DOS CORRKIOS TERRESTRES.
GoiUtMy ''aiiyba,segundase kxui feirns.Ido Grande do Norte. cheg 8 e 22 t uai
le & 10124 Cabo, Serinhaem RioFormeso Macer, PorlO Cliso, e Magoas no 1. "
11 c de <:ad mei. Garaahune bonito a 10 e 1 de ca mei__loa vista e Flor
e I3-- H dito. Cidale da Victoria quintas feiras. Olinda indas o das.
DAS da si-mana.
\ Seg Theoilorico. Aud. do J. de D da '.' t,
a 1'err.i I. O hon Bel. and. do J. de D da 3. t
:) Quar! Jacinlho. Aud do J de D. da 3. t.
4 Quinta s. I..bel Aud do J de l) d 2. t
5 Sellas Albanazio. Aud do J de D% da 2. t.
6 Sab s Dorains. Re. aud. do J. d I), da i. j.
7 iom. i. Pulquera.
r J*^ ~3"'"T0S".iTX3wr-'?v."
de titiiho
Anno XX. LV 140.
1
aranoi
ludo ajora depende de na mesmos: da nossa prudencia, roderacio' a energa: eon-
tinui-moa como principiamos a aeremus apuntados rom admiradlo entre as nages roais
cultas
(ProclamaoSe da AssembK-a (ieral do aranl.J
ciamos no i'u 1 de ii na.
Cambiojaobre Londrea '-'5. I Onre-Moeda .Ir 0,100 V.
* a I'aris 370 res por franco I a u *N.
>. a Lisboa 112 por fO de premio J de 4,00.)
f Prataratacei
oeda de cobre ao par Pesos colummnarea
dem de lelraa Je boas firma 1 a !14 U(Q | Ditos meiicanos
compra
47, ."ou
17,'100
9,400
1 .too
1 .a,i
1.V60 .
venda
17.500
47,(00
0 <:'0
1 !IM'
1.IX0
,to
Bssasuatsjzasass/jszri" .
PHASES DA LA RO HEZ DE .11*1.110.
Luacl,eiaa2!aos 1 min da tar 'e. Luanora a 15 ao, .- in.n. da tarde
Minguante a 7 as S huras e 28 rom na Ranli. (Jrescenle a 82 as fi b e 51 a, da larde.
Preamar de hoje.
Primeira a, (i horai e 54 min da manli.'ia.
| Segunda as7 horas eN minutos da lanaW
la n]' mr.r.a.7. --ii-^triawn^vigvMa^MjyiaKy
.a-MiiM.a^B.^iLns^^
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\rt OFFJCI
L.
GovNifuo da Provincia.
EXPEDIENTB 00 LIA 19 1)0 PASSADO.
OflioioAo Presdanlo da ReUcao, commu-
nicando, achar-se encarregado do Ministerio
da Justica o Ktin. Sr. Senador Manoul Antonio
Galvo.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marinha,
participando, que por! Decreto Imperial de 23
de Vlaio d'este anno Toi nomeado Ministro e
Secrotariod'ICstado dos Negocios da Marinha o
Kxm. Sr. Senador Antonio Francisco de Paula
HoJIanda Cavalcanti d'Albuquerquo. Tan.-
bemse Ihe participiu a norneacao do Cliee do
es.^aadra Miguel de Souza Mello e Alvim para
.o lugar de Intendente la Marinha da Curte.
DitoAo Director do Arsenal de Guerra,
scientificanilo-o d'havrrsido a Presidencia au-
torisada por Aviso da Secretaria da Guerra de
29 de De/embro de I8V2 para approvar as no-
meacoog de mestres daf officinas d'aquelre Ar-
senal,
mi.v id da 20.
OBcioAo Commindante das Armas, sci-
enlificando-o d'haver S. M. o Imperador deter
minado, que osComrrundantesdos corpos, sein-
pre que houverem de passar certides de dividas
s pravas, facao averba* as guias ou livros, de
onde as extrabirem, a declaracao de ter sido
passada a certido e a data em que o foi; fim
de que em tempo lgun posso passar-se oulras
certides, e sejo as dividas incluidas as guias,
que se expedirem por oxasilo de mudanca pa-
ra nutro corpo, ou as tsciisas, por motivo de
baixa.
dem dc da 21.
OITicio Ao Bngenreiro em chele das obras
publicas, fcientilicando o, de que o exame das
materias, de que trata o additamento do art.
21 do titulo 2. lo regalamenlo d'aijuella re-
purtico, que Ihe foi l'ansmittido 4d'este
mez, ser Gpito perante a Presidencia, prece-
dendo edil il, qu iiinurtio o dia do concurso.
Dito Ao Commandiinte das \rmas, deca
rando em resposta ao seu jfficio de bontem (20),
que annue, a que rrdu/a a 10 pracas o desta-
camento de Guardas Nationaes da comarca de
Floros, que recolbendo ao respectivo corpo as
oulras, Reara sendo commandado por um infe
rior, e ordene, que o Atieres I'hilippe Antonio
de Albuquerquevenha tomar o commando do I (roque eal devoluto em o qual S. me. nao | locidade da rarreira do Sr. liorna. O publico
destacamento do Brejo. para o qual fra desig- tem posse e que perlence propriedade de A-
nado o 2. Commandante de companhia do I pipueos da qual somos herdeiros, eu.eS. me.,
corpo de policia, Jo^ Francisco Cafneiro Mon- eolros, e em igual direito, porque est linda
teiro. quedisso lica dispensado. UHiciou-se
repeito ao Chefe de Policia interino e ao Com-
mandante (icral do corpo de policia.
Dito Ao Engenheiro em Chefe das obras
publicas, significando, que vista do addita-
mento feito em ideJunho (cO'rento) ao artigo
21 do titulo 2." do regulamento daquclla re
partigo, nao he possivel dar-se-lhe a aulorisn-
c3o, que pedio em oflicio de 22 de Maio p. p
para contratar o inestre carpina Zachar em qua-
lidade de Ajudante de 1.' elassecom o ordena-
do mensa I de 100 rs.
PortaraO Presidente da Provincia, atten-
dendo s representa'jcsdos habitantes da po-
voacao de Abreo e da Cmara Municipal do Rio
Formoso, o uzando da faculdade que Ihe con-
ere o artigo 12 da Ini provincial n.8.130 de 2
de Maio ultimo, ha por hem transferir a cadeira
de prirneiras letlras da povoagao de S. Jos da
Cora-Grande para a dita povoaco do Abreo.
Comuiuni ou se Cmara Municipal do Rio
Formoso, ao Director do Lyco, e ao Inspector
da Thesouraria das Rendas Provinciaes.

Correspondencia*.
Srt. Iledactores. O Sr. Jo8o Roma para in-
teressar em seu favor o espirito de partido, pro
cura dar carcter politico a todos os devaneios,
e pendencias de la boa vida : bem sabe elle ,
que cssecaminho he direito para sulTocar a jus-
tica alheia e previnir a opinlo Assim he ,
que elle se aprsenla ao publico pelo O.-noto
n. 137, invertendo, e adulterando um fado ,
que sunedeo perante muita gente, para cujo
testetnunho appello ; mas a narrando, que elle
le/ he tal queso pode ser crida aonde S. me.
n;o fr conhecido por seus precedentes c ge-
nio assomado e violento : protesto, queesse
laclo nao lem nada de politico, e jamis se po-
de allribuir autoridade publica, lio urna ques-'seu filho Jos Cezario de Mello Jos Lopes
-,11 11 UlIVUVa 1\II
indivisa: esse terreno alm disto nao lica no dis-
Iriclo de minha jurisdieao mas na fregarais
do A Togado. O Sr. Roma armado de clavino-
te, e acompanhado de Irez guarda-costas, sen-
do entre elles oca bocio Pedro, que. conforme me
isseverao, a pouco sabio da cadeia por ter com-
prido a sentenra criminal que ocondemnou
por erime de furto de cavados, ousou de mi
armada impedir-me o oxercicio de meu tlireito
de propriedade : devia eu ser impassivel? Res
peilar essa violencia ? Nunca, jamis : ajudado
tle ineus escravos tralei de oppdr a necessaria
resistencia ao tresloucamento do Sr. Roma, e
foi entilo, que, constando esse confuto na po-
voaco de Apipucos quasi toda agente, que
por alli habita, e que me condece c odeia ao
Sr. Roma ja pelos seus precedentes ej pelas
suas ac(,es, veio em meu soccorro espontnea-
mente e depois de haver feito aquello Sr. fu-
gir a carreiras ponto de nao acertar cotn o ca-
minho desua casa o oi agarrar com os seus
asseclas junto no (elheiro do Portuguez Colho,
ondesetinha vergonhosamente escondido! K he
esta a coragem que nessa occasio mostrou o
Sr Roma e que tanto alardea o I. do D.-no-
rol Consinto, que em pazdeslrutea honra ,
que d'ahi Ihe resulta Venladeira calumnia
be, portento a aflirmstiva de que eu lancei
mao da lrca publica para minha deleza ou
para que interviesse em minhnsdesavenas par-
ticulares, e o Sr. Roma, tendo bem presencia-
do a espontaneidade com que o povo correo em
minha defeza deve tambem estar muito conven-
cido, de que para ropellir as suas aggrcsses te-
nho todos os meios necessarios sem recorrer
a Torca pblica e tenho al'iri de ludo a mais
decidida disposiciio. Eis como o facise passou,
invoco o testemunho das muitissimas pessoas ,
que sabem delle. e especialmente o dos Srs.Se-
dastiao de Mello Accioli, Antonio Palheiros
Brrelo Acciol Francisco Cezario de Mello ,
me condece, e condece ao Sr. Roma, e isto me
liasta : S. me empende os seus esforcos, e in-
fluencia para que eu sejs exonerado do cargo de
Subdelegado,cargo que nao pedi.e quenAocon-
sidero como vant.igem se nao como alcaval ,
que I lie serei grato e nao ficarei por isso des-
tituido dos meios de repellir as invasoes dc mi-
nha propriedade comos>lei me concede.
Tenhao a bondade Srs. Redactores, de in-
serir em seu jornal estas poucas linhas com o
que muito obrigarao a seu venerador JoOo
FraneiiCO do liego Mua.
Apipucos .10 de Jnbo de 1844.
aa^mmienmanm
mimn
O COMMANDANTE. ( )
POU ECO. Gl'INOT.
O Commandante e o joven Conde Fredcrico
de Valberg se conhecio luvia pouco lempo;
suas relacoes provinhao de um encontr de que
o simples acaso Tora origem.
Dous dias antes da scena que forma o introi-
to desta historia, estando fechados ossaloes da
Baroneza.quizo Commandante tirar proveito de
suas lenas. Foi ao Gymnasio para ver Fcrville numr
d'esses papis de soldado nelho em que primava.
O acaso levou Frederico ao mesmo thealro, e o
colloiou n'uma cadeira ao lado do Commandan-
te. Depois da primeira peca, Frederico sabio,
e, quando voltou pelo fim do entreacto, achou
seu lugar tomado por um joven dandy, perfeito
quanto ao penteado, h \wa smsrella, sos bo-
tinsenvernisadosea |>equena loneta de tartaru-
ga que tra/.ia embutida nacavidade do'blho es-
querdo.
Perdi, Sr., disso Frederico, o luar que
occupais me perlence; nao ha muilo que eu el-
le eslava.
E cu estou agora,respondeo o dandy; de-
(*) Yule Duto n.' I
tao de posse entre dous cidadaos c certamen-
te ninguein dir que oemprego, que exerro
me priva de deTender minha propriedade inva-
dida de mao armada pelo Sr Roma. O terreno
que mandei escavar nao he esse sobre o qual
pende letigio como S. me. inculcou ; masou-
Gllintaries Jeronymo do Reg Marros Ma-
noel de S e Sou/a Francisco Xavier do Fa-
go Joaquim Correa Lima Wanderley Ma-
nuel Joaquim do Reg Barros, Manoel Soares
de Sou/a e oulras muitas pessoas que live-
ro o despra/cr de presenciar e admirar a ve-
Cumpre dizer queo Commandanteestava en-
terrado na sua cadeira e reclinado de urna nra-
neira que encobria inleiramentesuas vantagens;
porm, a palavra engranado, pulou e se poz em
pedanle do dandy, que nao sujipunha ter por
antagonista um bomem daquelia importancia
physica. Bem quizera o senhorzinho retrahir
pois de ter medido oseu interlocutor. Este lugar
estava vasio, e cu usei do meu direito toman-
do-o.
Entretanto. Senbor...
O Sr. sern duvida be provinciano?
Sou Allemao.
He o mesmo. Se conhecesseis os usos de
Pariz, Sr.. salteriis que aquelle que abandona i sua ultima phrase, mas ja era muito tarde.
momentneamente o seu lugar no espectculo, \ Commandante oten leo sobre elle suasduaspos-
devedeixar urna luva, um lenco, um diario, al-|sanies mos, agarrou-o pelos peitos da casaca,
guma cousa cmim que o represente e Taca saber e, depois de o sacudir lortemente, suspendeo-o
que o lugar esta oceupado por alguem que o como urna penna e o transportou at aportada
quer conservar; sem isso, expe-se a perdel-o, orchesta, no meio dos murmurios de espanto e
e he o que agora vos succede. das gargalhadas de riso da assembla; la o lar-
Eu nao conbecia este uso, Sr., e espero gou no chao e Ihe disse:
que vos dignareis de altender a minha igno- Eis-aqui como eu Taco restituir um lugar
rancia. tomado por um insolente.
__ Sinlo muito, mas nao ha outro lugar de- E voltou tranquillamente a senlar-se ao lado
soecupado, c eu tenho grande empenbo em ver de Frederico que Ihe agradeceo rom eflusao.
o espectculo. F'ostes o culpado, e...
Nao o culpado fui eu, disse oComman-
dante, que at entao linha escutado a discussao
sem n'ella tomar parte, e que julgou convenien-
te inlervir n'esse momento
Vos? tornouo dandy.voltandosa para esle
indiscreto visinbo.e mirando-o de um modo as-
saz insolento.
Eu, sim Aqu oSr. me tinha pedido
que Ihe guardasse o seu lugar; cu nao vos vi lo-
nial-o, eis a minha culpa: para reparal-a. s
me resta fazer restituir a seu legitimo proprie
lirio este lugar usurpado
Ah !... e como vos havereis ? Deveras, a-
Oh meu Dos respondeo o Comman-
dante, Toi bem pequeo o servico que agora vos
prestei, e o que liz loi tanto por minha propna
satisfarn como por vossa. Esse latuo Tedia a al
miscar; eu ja nao poda supportal-o, e se nao
tivesseis vindo reclamar o vosso lugar, nem por
isso teria deixadode vr-me na obrigacao de o
fazer sabir de qualquer maneira. ,
O dandy n5o tornou mais a appareoer. Era
pouco pengoso o inimigo que nesle encontr se
creara o (^mmandante; mas. em compensacao,
o amigo senta por alie viva gratidio, Sahirao
juntos do espectculo; a noute estava bella, e
ambos continuara), passando pelo houlevard, a
..nv.'i..>! ni coioccada durante os entreactos ''
aSrs. /iedactora. Como tivesse noticia de
um caso extraordinario, o julguei digno de ir
ao prelo, e he o seguinte : Na freguesia do
S. Bento do Porto Calvo um moribundo ten-
do certa porfi de dinheiro emouroc prota
enterrado, e querendodispor delle,chamou um
amigo o compadre, determinou-lne que de-
I os de seu fallecimento losse a um lugar da
casa, que Ihe indirou, ede acord com a co-
madre desenterrasse o dinheiro e que desse
metade a comadre e a outra metade o
guardar-se at que a afilhada menor lilha
delle moribundo tornasse estado de casada; fal-
liceoohomem, o bom compadre participou a
comadre viuva, desenterrou o dinheiro par-
tindo-a a seu geito, deo a parte da viuva, e
levou com sigo o que pertenria a afillhada, a
sem claresa alguma conservou o dinheiro em si,
at quucasou a aililhada com approvato sua ,
e devendo restituir o que linha em sua guarda,
sentregou ao marido a quarta parte do di-
nheiro, este entrando noconhecimentodalesio,
i riiiiirnu delle amigavelmente a indemnisacao ;
mas qual o resultado? negou-se a isso, e pro-
curou assassinos para o marido de sua propria
afilbada, querendo redusil-a ao estado de viu-
vez. o que se no realisou por se descubrir a
traicao: e que tal o padrinho, e qu1; bom ami-
go coniidente! Rogo-Ibes pois a publicacao des-
te caso para que algum outro em igual estado
nao deixe dc communicar segredos iguaes a
sua miilher, preferindo a algurn compadre.por-
que nao be crivel que urna mu obre o queo-
brou esse padrinho.
O inimigo dos engaos.
"
Commandante n5o era falto decuriosidade;Fre-
derico tinha urna alma expansiva; ero dous ho-
mens feilos para se entenderem. Nao se separa-
rao senao depois que o joven Allemao acabou a
narracao que irnos reproducir om resumo, por
que o homcm que falla de si hu quasi sempre
dilluso, sobretudo juando tem desgracas que
referir.
u A minha primeira mocidade, dis'c Frede-
rico, Toi urna longa serie de dias Tezes. Eu
tmba todo medida dos ineus desejos; o amor
de urna m, bons amigos, servidores dedicados,
urna fortuna sulTiciente para vivercom abastan-
ca, e lazer um pouco de bem em torno de mim.
Tinha mais ainda que tudo isto Urna menina,
que durante u nossa infancia Tora a companhei-
ra de meus brincos, mais tarde fez nascer e par-
tilhou as jirimeiras emocoe* de meu cor, rao.
Chamava-se ella Mathildes de Areindorf: sua
familia era mais rica do que a minha; mas um
de meustios, que era o primognito da nossa
casa, morreo n'este meio tempo, dcixando-me
una bullanle beranca. Desde esse momento,
os parent s de Mathildes, que tinho conhecido
os nossossentimentos mutuos, concordaran com
minha mai, lallou se abertamento de nos unir-
mos um dis, e foi grande a nossa alegra de am-
bos, porque entao, creio eu, Mathildes era sin-
cera.
K Todava, como eramos ainda muito mocos
para cazar-nos, forao osprojectosde nossa uni8o
adiados pa*a d'ahi a dous annos, e decuiio-se
que dorante este lempo eu ire viajar para com-
plctar a minha edu Fui prlMir3 lu-


Miscellane;]
O' trra em que o horneo) arma por um
Jia a sua barca da viagem di/-me, (|uem to
je* tan bella em leos aspectos, tao tocante m
tuas harmonas e tao pictoresca em teas con-
trastes ? (uem lancou em teus flancos esse 80-
bertio manto de verdura, bordado de flores ?
Quem te deo por cabellos esses bosques som-
bra ir "".'------ """T ""I""" *"- na com toda a altura de urna intellizencia im
Si?' ft. J-.plum.gem de saphira. ru- vai cada da estendendo-se; em RmTo^mZ,
as flores, inelhorou os fructoi, cooverteo as
planicesem messes douradas, e brcou as ondas,
e os ventos conduzil-a para longinquas praias;
s urna roubou ao raio urna faisca para appli-
cal-a aos usos da vida commum, e descobrindo
a frca incrivel do vapor, asubstituio as vellos
no ocano, e aoscavallos as estradas, onde
rodo os carros ; esta creatura privilegiada ,
que tem as outras em servico e que as domi-
nio existia em seu tempo um s povo atheo. i vinagre carne secca bacalho, feiio, azeite
Ltncai os nlhns sobre a superficie da trra doce, caf. Antonio Jos de Altllu .0Te-
dizia Plutarco vos podereis achar cidades sem nenie Agente.
bins, e esmeraldas dos passaros ? Quem t deu
por faxas Beaes os grandes rios, e por cinto o
ocano? O' trra, dize-ine. se sabes, qual a
mao poderosa, que tocando leu polo chalo o
inclinou um pouco sobre o eixo, a fin. de que
as estacos, suceedendo urnas as outras, cor-
respondessem as diversas necessidades das tuas
crealuras, e as salvassem do enojo que a far
tura gera ? Di/e, que mao armou para ti com
agarea lanosa das nuvensesse magnifico pavi-
jbao, onde sem se consumir arde a lampad
inmortal do dia ? Terra es tu, que tens pro-
duzco todas essas maravilhas ? Es tu, que po-
daste teus montes, las florestas, e teus valles
com essa multidao innumeravel de seres vivos ,
os quaes depois de se torera sentado por heni
poucas horas ao banquete esplendido, que os-
tentas, cahem successivamente em leu scio com
a flor muroha, e a fo|ia do outono ? Nao, nao
foste tu, bella escrava ; os sinacs da servidao
e distin<;uem no meio de teus ricos atavos ; tu
soflre*-, leis, e nao das.
A materia inerte nao 'pode imprimir o mov-
ment, nem communicar a vida ; he impossi
vel dotar oulrem com vantagens que so nao
possuem; urna pedra urna arvore nao pdem
distribuir em torno de si nem o pensa-nento ,
nem o instincto, nem a intelligencia; e amis
alta montanha dos Alpes he perfeitamente in-
capaz de reanimar um mosquito tolhidodt- fri
em seu cimo. Quem pois te ha extrahido do
cabos, pequeo planeta solitario, que brilhas ,
como um lucilo entre os grandes astros ?
Um filosopho do paganismo, quo se perrnit-
lio ser absurdo em bellos versos, explica a crea-
co do mundo pela conglomerado fortuita dos
tomos; porm elle se esquece de nos ensinar a
ongem desses suppostos tomos creadores: e
todava este he o ponto. u alguem formou
estes tomos ou elles mesmos se havio for-
mado : na primeira hypolhese estes habis e
impercepliveis gemetras nao erao mais, que os
agentes de urna vontade superior, e de um po-
der maior; na segunda, elles teriao obrado an-
tes de existirem ; o que precisamente nao be
lgico.
Tirados os tomos resto anda na trra
duas potencias a alimaria e o bomem. A
alimaria, que nao cuida as maravlbasdo uni-
verso, e que nunca pensou em sua vida replan-
tar abena, que ella carrega, ou o carocodo
ructo que ella re ; a alimaria, que, como
nos, gosta da quentura na ma estacio ; porm
que nuncia aticou o logo, que o pastor aban-
donou no valle, a alimaria, digo, ter algu-
mas colisa a ver na creaco dos Cos ? Anda
O mais ignorante o negara.
A trra trasborda em creatuns de toda a
especie; porm s urna recebeo a razo em par-
tidla, s urna seguio os astros em seu curso ,
minou as entranhas do globo para extrahir me-
tgM, estudou as virtudes ds plantas cultivcu
glaterra, depois Italia, imporlando-me pouco
com o paiz que percorria e com as cidades onde
parava. Meu pen*amento eslava em outra par-
le; minha nica occupaco era eserover minha
mi e ler asearlas em que me ella lallava de
creouellea palmcira, que abriga sua barraca,
a fonte, que o sacia, a espiga, quo Ihe mata a
fome, e a flor, que perfuma o seucaminho?
Este soberano senhor do mundo habitavel, que
sabe tirar partido dos elementos os mais logo
sos, eindornaveis, ser por ventura o senhor
delles ? (guando seu trigo seca ter elle sua
ordcni urna s gota de chuvu para o reverdecer?
Quando a tempestado ronca nos bosques, e to-
mando os carvalhos velhos pelo cimo os arroja
em Ierra com todos os seus ramos ; quando o
mar rehollado orgue seus montes escumosos e
cruza suas vagas com os raios, podera elle com
urna palavra roconduzir a bonunca ? Ah nao,
ello o nao pode; e posse tanto o senlimenlo da
sua impotencia, que se o tem visto fazer sacri-
ficios a ondas, o ventos as margens do Tibre ,
o as riboiras, (tao longo tempo desconoci-
das j do Novo Mundo.
Se o hornera, esta creatura por excedencia ,
he incapaz de crear um insecto, urna flor dos
campos, um tronco de arvore; se elle recebeo,
o nao deo i si mesrnoaalma. o|ui/o, opon-
samento, eat o sopro da vida, quo o alent ;
exislc portanto em alguma parte um ente mais
poderoso, mais perfoito mais hbil, do que
elle : porm nao se encontrando um tat ser na
superficie da torra, foi bem necessaria a roso-
luiio de o ir procurar alm.
Quem he elle ? Onde mora osse ser temivel,
que tirou todas as cousas do nada, e quo man
lem. e perpetua a sua obra por meios escota-
dos em urna sabedoria maravilhosa ? Sua for-
ma, dizem os Bramas da India, he a de urna
esfera perfeita sem principio, nem fim. Pla-
teo, o Socrales prohiben) urna investigarlo mui-
to curiosa respeilo da sua natureza. Saadi
refero que um sabio, tendo-se merculbado
urna vez neste objecto perguntro-lhe se
elle nada havia liazido da sua oxcursao penosa,
e longinqua: o panno do meu vestido, respon-
deo o sabio eslava cheio de rosas para vos e
meus amigos ; porm eu arrebatado embria-
gado pelo perfume celeste dessas rosas, sollei
involuntariamente o panno.
Para se assegurar da existencia de Dos nao
se trata mais, do que contemplar as maravilhas
da natureza. Como sabis vos, quo Dos exis-
te ? Perguntava um viajante Europeo a um
rabe do deserlo que Ihe respondeo com gra-
vitado : a aurora tem porventura necessidade
de rebote para sor vista ? =
Existe um Heos diz M. de Chateaubriand ;
as hrrvasdo valle e os cedros da montanha o
bomdi/em ; o insecto sussurra seus louvores; o
elefante o sauda ao levantar do dia ; o passaro
o canta debaixo da folhagem; o raio faz estron-
dar o seu poder; e o Co declara a sua immen-
si.iade.
Conforme os Epicuristas hasta o consenso
geni de todos os homens pa'a nos convencer ,
que bu Deoros. Cicero e Sneca notaro, que
fortificaces sem lellras, sem magistratura re-
gular ; povos sem habitat-oes distinclas, sem
profisses ixas, sem propriedade de hers, som
uso de modas, e na ignorancia universal de
bollas-artes : porm nao acharis em parto al-
guma cidado sem conhecimento da Divindade.
Todas as n ai, Oes tem possuido o sentimento
da existencia de Dos ; por toda a parte o bo-
mem se ha prosternado ante esto Bei dos mun-
dos invisiveis que governa com urna econo-
ma admiravel e urna misteriosa simplicidade
este globo nascido da sua fecunda palavra.
Ninguem pode adivinhar sua essencia ; nin-
guem comprehendeo perleramente seus cami-
nhos e suas obras ; porm todes dissero :
creio em Dos. (Tradufdo.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimerito do dia 1.......... 1:250j233
fescarregaO hojt 2.
Btrca Globt farinha e bolaxinha.
Brigue inglezDelphimbacalho.
Patacho brasileiro -= Aurora Feliz= fumo.
Movmento do Porto
Navios entrados no dia 30.
Bio de Janeiro; 12 das, brigue brasileiro Fu
genia, de 155 toneladas, capitao M. S. Mon-
toiro, equipagem 10, carga varios gneros.
dem ; 12dias brigue brasileiro Sagitario ,
de 150 toneladas capitao J. J. Gomes Vi-
anna equipagem 10, carga carne.
Navio shiao no mesmo dia.
Triestre ; brigue francez Rey capitao Jugo ,
carga assucar.
Navios entrados r.odiai.*
Nova Hollanda ; 81 das barca ingle I.on-
don do 388 toneladas capitao I. Gibson,
equipagem 23 carga quina, la, e sobo; ao
capitao.
dem ; 92 dias, barca ingleza Mary Lloyd, de
308 toneladas, capito John Harrison, equi-
pagem 15 carga quina la &c.; ao ca-
pitao
Buenos Ayres ; 18 das brigue sueco Orion ,
de 110 toneladas, capitao Ncholas Lawson,
equipagem 9 carga couros e carne ; a
Gaudino,Agostinho de Barros.
Declaracoes.
no mesmo dia da minha chegada, tirilla Ma-
thldes partido para Vionna, com urna do suas
prenlas. O Baro de Areindorf me rerebeocom
fra poldez, e me disse que era mister renun-
ciar aos projectos formados antes da minha par
Mathildes. Eu viva lodo no porvir. Ai de tida. O tempo, accrescentou elle, accarrota
mim nao sabia que dores ciueis me deviiio fe-
rir antes do tempo prefixo para a minha fclici-
dade!
Havio desoilo mozos que durava o meu
desterro quando em aples recebi urna carta
fechada com obra preta. Era mora minha
mi i
Frederico tinba pronunciado estas palavras
com voz Iraca o trmula; i n te r rom peo-so um
momento, e depois proseguio:
Mortaquasi de repente.'... E eu nao tinba
estado junto d'ella para receber suas ultimas pa-
lavras e seu extremo suspiro A minha prosen-
ca a toria lalvez restituido, consenado a vida !
Pobre rnai !... Fiquoi sem lorias para suppor-
lar a minha desesperacao; fui accommctlido de
na; foi-me porm impossivel achar me s
Oxal quo eu tivesse onto ido unir-me aquella
quo tamanho prant< me causava A morte me
tona poupado novas ati]icr,es
' Assim que m'o permittio o estado de mi-
nha sade, puz-me a caminho para a Allcma-
nha. Enlrei na minha casa dezcrla, sentei-mo
ao meu fogo apagado Bestava-me entretanto
uma esperance e urna consolacio: o amor de
Mslhildel (Kidia adot-ar mirillas penas e fechar a
lerida do meu coraco.
successos que mudo nossas resoluces Fal-
lou-mo de uma nova carreira que ante elle se
tinba aberlo, de um lugar de camarista que Ihe
eslava promellido. Precisava de protectores, e
o General dt Noubourg, valido do Principe ,
Ihe fi/era a honra de pcdir-lhe a mao de sua (i
Iba. Era esta uma honra que o poda conduzir
as mais altas dignidades.
Sacrificis pois vossa filha vossa anibi-
j! exclamei!
Por modo nenhum. respondeo me elle;
Mathildeconsente em cazar com o General, e
eu nao usei do violencia alguma para obler es-
te consentimenlo.
Nao quiz cir no Barao e parti para Vien-
corn
O Agente do Hospital Regimental, do 2.
batalhao d'Artilharia a pela/ publico, que o
consclho d'AdministracAo do mesmo batalhao
resolveo, queso pozesso em arrematarlo o for
necimento para o Hospital, e rancho dos gne-
ros seguintes tendo lugar essa arremalaco no
dia 5 do corrente, s 10 horas da manhaa na Se
cretaria do Quartel do Hospicio perante o mos
ni conselho a saber : carne verde farinha,
arroz, aletria assucar refinado dito masca-
vado manteiga cha toucinho po bo~
laxa doce, galinhas, ovos, leite, lenha, sal.
i THEATBO PUBLICO.
Variado t escolhido divertimento para quinla-
eira 4 do correne em beneficio do cantor
.IOA TOSEI.LI.
O beneficiado summamente agradecido aos
singulares favores que este respeitavel publica
Ihe tem dispensado, tem determinado, em pro-
va do seu reconhecimento. um brilhantee bem
delineado espectculo, naoomillindo para con-
seguir o desojado fim despezas nem fadigas
Comecar pola grande ouvertura do l'irata ,
de Belliui, que seguir urna nova aria de so-
prano apiate mi signore na opera // trianfo
atlle Donne, cantada por Madama, Emilia A-
manli.
Depois o Joven Elstico apresentar elegan-
tes, esorprenbendedorts, Agilidades, soites, e
exercicios do maior goslo, com os quaes espera
deixar satisfeito um publico que tanto ama.
Em seguida o beneficiado cantara uma nova
aria de baixo Forse in quel cor sensible na
opera Boberto Devereux msica do grande
Donizetti. Em continuacao dever ter lugar
o jocoso duelo de baixo e soprano Ai capric-
ce de la sorte do celebra Kossini, desempe-
nhado por Madama Emilia Amanti e Jos dos
Beis: concluido que *eja so emprehendero o&
vistosos o brilhantes grujas chtnezes com sua
msica c vestuario ludo anlogo ao objecto e-
uso daquelle bello paiz desempenbados por
onze pessoas formando preciosos grupos de (or-
ea e pyramides lodas movjveis na sua circunfe-
rencia orizontal desempenbando o papel do
protogonista o artista Jos dos Res, chamando
a altenco a grande perspectiva da Torre v-
venle, formada em tres corpos de altura. Em
seguida so cantar o doliendo dueto de baixo e
soprano que tantos applausos mereceo do res-
peitavel publico o que a pedido de umitas pes-
soas se torna a repetir, que tem por titulo o
frrrrrrataplan, lirrrrnalaplan exocutado
por Madama Emilia o o Beneficiado, com o
que finalisar tao eseobido espectculo. O
theatro estara decentemente ornado e i Ilumi-
nado,
Principiar os 8 horas da noute.
N. B. Todas as percas de msica sero de
sempenhadas com a st.a competente scena'e-
vestuario. Os camarotes acho-so a venda no
botcquim junto ao theatro.
N. B. A aria que cania Madama Emilia he
em lugar do dueto annunciadonos programina*,
Uov mai dote trovar-lo. (52)
cao!
Mathildes e fallar-lhe sem teslemunhas, porque
vigiavao sobre ella. Escrevi-lhe vanas raitas
que ficro sem resposta. Ter-lhe-hiao sido en-
tregues ? En,fim. uma noute. ao sahir do thea-
tro da corte, ella leixou cahir a meus ps um
bilhetinho que continha uma nica palavra :
F'ptrai
Esla palavra me restituio todas as minhas
illusdes. Insensato que era o Bario deArein
dorfme tinba dito a verdade; era Mathildes que
Ajuiwi do meo espanto quando soube que, me enganava. Tambera aedeuira ledutir po-
las vaidades da ambiguo: a dignidado e as hon-
ras que Ihe oflerecia o General a haviao fasci-
nado; os esplendores da corte Ihe havio virado
a eaheca e mudado o coraco.
Eu quiz duvidar muilo tempo, mas nao
houve remedio seno deixar-me convencer pela
evidencia Encontrei varias vezos Mathildes com
o General que nao a largtva; parecia oslar o me-
llior possivel com ello, prodigalisava-lhe seus
mais doces sorrisos.e nem um s olbar para
mim! seus olhos evilavo os meus, e ella pa-
recia fu^ir s occasies que podio approxi-
mar nos.
Emfim foi oflicialmenteannunciado o ca-
samento de MathiUes com o General de Neu-
bourg, e mademoisolla de Areindor recebeo
diante de mim as felicitaces que a este respei-
lo se Ihe derio.Minha desgraca he certissima;
eu era trahido. abandonado '
Que lerieis feito em meu lugar?
Eu ? respondeoo Commandante pasma-
do desta sbita pergunla... Ter-me-hia batido
com o General; tel-o-bia morto. Este era um
meio.
- A morle do General nao me teria res ti
luido aquelle coraco que eu queria puro, c on-
de linha entrado a perfidia!
Enlao, esquecendo a inrala que me a-
traicoava, teria procurado consolatYs em outra
parle.
Foi o que fiz Parti, disse Allemanha
om deoseterno. Nunca mais lornarei u (-s-
paiz que me iaz lembrar lod.sas minhas infe-
licidades, a vm paiz onde encontrara Mallui-
Avisos martimos.
2= Para o Bio de Jcneiro legue no dia 4 de
Julho o muilo velleiro brigue americano Janet,
e tem superiores comrnndos para passageiros ;
quem pretender trate com os consignatarios I..
G. Ferreira & C. (5)
:lis-Para o Cear e Acarac sahir no dia 5
do corrcnle mez o voleiro hiato brasileiro Teli-
na, recebe fretes e alguns passageiros para os
sobreditos portos ; os prelendenles pdem-se
so entender com Henry Forster & C. na ra do
Trapiche n. 8. (6)
des esposa de oulrem. Quando parti, dei or-
dons para (ye todos os meus bens fossem ven-
didos sem demora o por todo o proco. O dinbei-
ro qued'ahi me provier ser sempre mais que
suficiente para um de.gracado quo nao tem
muito tempo que vier!
Vos? exclamou o Commandante: que loucu-
ra Entris apenas na vida, e ja fallis em sa-
bir d'ella!
Eu bem o sinto, o abandono do Mathil-
des me ferio mortalinenlc.
Deixai-vos d'isso vivo-se rem annos com
taes feridas. Acreditii na experiencia de um
bomem que varias ve/.es passou por provas so-
melhantes, e que como vedes, gosa perfeita
sade.
Todo o bomem nao tem o mesmo modo
de ver, de sentir, de soflrer!
Sim isso depende da constituico do corpo,
e eu sei que vos oulros, Allemaes, >ois de tem-
peramento romanesco e melancholico. Isso vos
expe a (cardes mais tempo doenles, porm
nao he raso para que se siga a morte. Deveis
expellir essas ideas tristes : vinde visilar-mo ;
eu screi vosso medico sequizerde.
Com muilo gosto senhor ; fosles para
mim lo obsequioso escutaslcs-me com tanto
interesse. .,.
Aqui lendes o num> de minha casa ;
se vientes ilepois d'ainanba la acharis nu-
merosa socierUde Banca se ioga-se c6a-
se ; isla vos ha de distrabir. Viris?
Eu vol o prometi.
E euconlo comvosco.


5
IjPOPS. 2= Quem precisar de urna ama forra que
______________________________________saiba cosinhar o engommaa, 8 fazer todo o ar-
j 01 r -i ranjo de urna cosa; dirija-se na ra oslreita do
1-Manoel Antonio Pinto da Silva fura le- ,,ozarJO nosef?undo an(lar dosolirado (4)
lio por etilervencio do corrector Oliveiva, do
restante dos trastes de que consista o seu anti-
go estabelecimento, que todos se vondero pe-
lo maior proco que se offerecer no dia sexta
feira 5 docorrenie as 10 horas da manhaa no
2 Precisa se de urna Portuguesa para servir
em urna casa de poiica familia distante delta
praca; na ra das Trincheiras n. 42, primei-
ro andar. (4)
2 = 0 "r. Jos da Silva queira ir na praca
1 andar dn sobrado ca ra (la L ru/. n. o>.(7} ,i d, n n
l. anuar no !"" v J : da Hoa-vista n. 20, para se lh entregar urna
2__Kalkamnn o nosemund lao leilao ,
por intervencao do corretor liveira de gran-
de sorti ment de lazendas france/as suissas ,
allemaes. &c de seda, la, linho, ed'algodo
proprias d'cste mercado : terca-feira, 2deJu-
llio, tn 10 horas da manbaa no seu armazem,
na ra da Cruz. (7)
2 O corretor Oliveira far leilao de fazen-
das inglezas e Irancezas, consistindo em chi-
tas, algodSosinhos, riscados, merinos gangas
azues, lizas e entrancadas, pannos finos, meias,
brins de linho, e dalgodo brancos, e escuros,
assas i chillas sedas pretas e de cores tafo-
ts baetas, e outras fazen las inclusive cal-
cado inglez que serfco vendidas por todo o
prego, parto a dinhe-.ro, e parto 8 prasu; quar-
ta-leira, 3 de Julbo, as 10 horas da manhaa ,
no primeiro andar da sua casa na ra da Ca-
dea.___________________________________(12'
avisos diversos.
1 Precisa so alugar moleques, ou pretas ,
-quosaibo vender a/.eite do carrapalo pagan-
do-se do vondagem urna pataca por cada cana-
da; quero tivor dirija-se a ra da Calcada
(outr'ora ra do Manool coco)sobrado n. 10 (5)
Precisa-sede um bom refinador; no Cor
redor do Bispo n. 8.
__Qiiem precisar de um caixeiro de idade de
16 a 17 annos para venda, o qual ja tem pra-
tica da mesma; dirija-se a Fra-de-portas. ven-
da n. 92, ou annuncie para ser procurado.
1 Aluga-se um sitio na Solidade na estrada
que vai para Bolero entre o palacio Bispo e o
Pombal.com boa casa desobradoe vivenda.para
urna grande (amilia com bastante sarvoredos,
&c: a tratar na ra do Vigario n 3. (S)
Dao-se IOOOOO rs. com hypotheca em
algum predio livre, ou com boas firmas: tam-
bem se da em pequeas porces sobre penhores
de ouro ou prata na ra do Coelho casa de An-
etelo Jos, de MendonQa n. 2,
= Plecisa-se alugar um sitio n5o sendo Ion
je da praca aind mesmo sendo pequeo, que
ten'.iabaixa para plantatoes, e fruteiras; quem
tiyer annuncie.
1 Mademoisella Marie Debrusse, retiran-
do se d'esta cidade tem a honra de informar
ao respeitavel publico que seu estabolee i men-
t ser continuado pela Sra. Lavessirc roga
pois a seus freguezes dignarem-se continuar
sua surccssoTa os testemunhos de benevolencia,
comquea temsempre honrado. (7)
__ Precisa-se de um bom ofkial de charu
teiro pagando-se vantajoso ordenado ; na pra-
ca da Boa vista n. 19.
Precisa se de urna ama forra ; no Recife
beco do Compeli n. 1
_ Aluga-se um preto de 40 annos, propno
ara carregar taholeiro ou para outro qual
querservico. por prec,o commodo ; na ra do
tQueimado loja n. 52.
carta que se tirou do Correio por engao. (3)
2= Joaquim Lopes Dias retira-se para a ci
dade do Porto a tratar de sua sado (2)
2 Joao Joaquim do Lago, subdito Hcspx-
nhol retira-se para o Poito. (2)
2Precisa-se de um sobrado deum.ou dous
andares, que tenha commodo* suflicien tes pa-
ra urna grande familia,oque seja as ruasprin-
cipaes d'-sta cidade ; auem tiver, annuncie (4)
2Um rapa/. Brasileiro o qual escreve mili-
to bem. tendo bastante pratica de escrever pro-
cesaos sentencas e todo qualquer papel ju-
dicial se oflereco para o dito fim escrevornlo
mesmo em sua casa, assim como copiar toda e
qualquer escripluracao que Ihe seja confiada ,
o que ludo la/ por preco muito commodo e
bastante brovidade; ra ra do Rangel n 34. (8)
2 COLLEGIU DO ESPIRITO SANTO.
Este estabelecimento ataba de ser transferi-
do da ruado Coelho pa a a casa do fallecido
Sr. Francisco Pedro Brando no principio da
ra do Hospicio. A Directora contina aadmit-
tir pendonistas, para asquaesacasa tem ex-
cedentes commodos; e em razao da sua proxi-
midade da praca resolveo-se a admitlir tambem
meias pencionistas com as condices seguintcs
(|ue ji fro estipuladas nos estatutos da casa :
As meias pencionistas entrar: o soito horas
da manbaa e sahiro as seis da tarde; nao to-
maro no estabelecimento mitra comida do que
o jantar, e recetario a mesma edueacao que se
ministra as internas pelo lempo que cstiverem
no Collegio. Os pais pagar por ni"/ a quan
tia de 15c000 ris adiantados e sugeitar-se-hao
aos requesitos estipulados nos e^atutos.
A Directora convida os pais e mais de fami-
lia a virem visitar o estabelecimento na tarde
das quintas Cetras de cada semana, afim de po-
dercm constitar por si a boa ordem que reina
nelle. A sua situacao n'um lugar sadio, a es
tricta disciplina que all se observa, os desvellos
de todos os empreados e o bom tratamento que
se d a todos, sao para as familias um garante
da saude e bem estar de suas filhas; enifim a
uperioridade das senhoras Meslras que mada-
ma Chelarge mandou vir de lora para coadjuva-
la nos seus trabadlos, as suas bellas pienilas.
grande instruccao o boa edueacao devem ani-
mar os pais e mis a ronfar-lhesa edueacao de
suas filhas. Todos os empregados da caa con-
tinuarn a fazer seus esforcos para merecer n
hom conceito que se faz deste estabelecimen-
to. (36)
2 O Dr. P. Theberge oferece o seu pres-
timo na qualidade de Medico e operadora to-
das as pessoas que o quizerem procurar na en-
trada da ra do Hospicio todos os dias das 6 at
as de/ horas da manhaa; e das duas at as seis
da tarde. (6)
2 Deseja-se saber, se ha outra pessoa com
o nome de Domingos Alves Vlatheus, na ra da
Cruz escritorio doSr. Manoel Joaquim Ramos
e Suva. (4)
Tornemos agora ao sarao do madama.de
Saint-Pbar. Depois de apresentar Fiederico ,
o Commandanle acrescentou :
Eu vos confio este mancebo ,
minbasse-
nhoras elle choga de Allemanht. para estudar
os nossos costumes e tomar parte cm nossos dl-
vertimentos. Eu Ihe prometti que se havia di-
vertir aqui ; vos pertence cumprir minha pa-
lavra.
Depois disto M. Flambert se afastou para
ir jogar urna partida de xadrez. com um de seus
ant.gos camaradas. D'ahi a pouco, a Bro-
neza se retirou do salao para ordenar os prepa-
res da cea ; Cesarioa a seguio, e Freder.co h
cou s'inho encostado i cham.n solado
no meio d'aquella multido ruidosa e entregue
sem defensa a suas tristes recordares.
Urna hora se passou assim urna hora que
era mister juntar a todas aquellas quo tao pesa-
das e tao amarguradas havio sido para elle.
Eslava pensando em Malhildes, quando urna
voz doce o tirou de sua med.lacao. F redenco
estremeceo e levantando a cabeca vio an-
te si o gracioso rosto de Cesarina.
Estis aborrecido senhor ? perguntou-
Ihe a moca sorrindo-so.
Nao senhora respondeo Freder.co.
Esle sar>o nao deve (er encanto para
vos. Si tivesseis vindo mais cedo tenis en-
contrado urna hospitalizado mais amavel. Dan- n
cou-se o canlou-se.
ohor-l
Ja go&tei muito.
E da msica ?
Era em outro tempo um de meus mais
dilectos passatempos.
- Em outro lempo ?. .. Mas parece-me
que sois ainda muito moco para vos servirdes
d'essa expressao.
Sim muito mogo !... Mas o lempo
nao-he o nico mestre que muda os nossos gos
tos e destroeo encanto dos prazeres da nossa mo-
cidade !
Estas palavras sentenciosas tinhao sido pro-
nunciadas com um sentimento tao verdadeiro ,
com lo profunda melancholia que'esarina
se sentio commovida 80 ouvil-as O sorriso
Ihe desappareceo dos labios. e*ma terna com-
paixao so pintou em seu rosto.
__ p, /ares disse ella____ ab senhor ,
perdoae-me se despertei em vossa alma urna
lembranca dolorosa.
__ Sou eu que vos devo pedir perdi se-
nhora pois vejo que as minbas palavras vos
entristecero.
Sim senhor, sim ; eu comprehendi
que padecieis e isso me doeu. Estou senti-
da de vos ter fallado de festas. de baile de
concertos.
_ Pelo cont'ario, senhora, lallai-mc d es-
Bem vedes que eu busco o lu-
viosiais uu viu-v" "-
sas cousas.. .. ........
multo o os divertimentos para me distrahir.
Que melhor poderia lazer um drtgracado que
nao tem ninguem no mundo para o lastimar e
ronsnlar ?
Esteva aqui a conversacao quando entrn
i ..-i ......le Saint-Phar une seaores-
u sata BjuuuI .
2= Correm se olhas o tirao-se passapor-
les para dentro e fora do imperio despa-
cba-seescravos, todo por proco muito commo-
do e bastante brevidade ; na ra do Rangel
n. 34. (5)
2 Na ra da Ou/, escritorio do Sr. Manoel
Joaquina Ramos e Silva, deseja-se fallar com o
Sr Antonio Menez.es de Vasconcellos, natural
da liba Terceira. (4'
2 O abaixo assignado socio c caixa do con-
tracto do imposto de dous mil c quinhentos is
cm cada cabe a de gado vaceum, que for con
sumido no municipio da cidade do Recife,
usando da faculdade, que Ihe concedo o art. 43
da lei provincial de 2 de Maio de 1838, faz
publico, por meio deste annuncio para conhe-
cimento dai|uelles, a quem competir a sua exe-
cu(o, que toda acarno das re/es. que forem
moras nos matadouros pblicos deste munici-
pio, e forem donduzidas para os acougues, ca-
nas particulares, ou embarque devera ir acoro-
panhada do urna uia impressa, que ser passa-
da pilo administrador do tontracto, que exis-
tir no matadouro respectivo, a qual s va lera
no dia do sua dala; e as carnes, que forem
adiadas soma competente gttis, quer na conduc
cao para os acougues, quor nos mesmos sero
appn hendidas por qualquer empregado do con
tracto, OU pessoa do povo e levadas presenca
do Sr. Dr. Jui/ de Direito do Crime mais pr-
ximo, para proceder na forma determinada no
art. 8 do regulamento do 23 de Setembro de
1833: o mesmo se pralicar com as rezos vivas
quo lorem para os ranchos das embarcacocs o
com a carne daquollas que houverem sido mor-
as clandestinamente lora dos matadouros pbli-
cos; e, depois que forem julgadas boa apprehen
sjo, o apprehensor pagar o imposto eslabelo
cido e licar com a carne ou rez apprchendi-
da.Manoel Alves Guerra. (311
12-NA BOTICA. E ARMAZEM DE DRO-
GAS, NA RUADA MADRE DE DOS. N. 1
Vendem-seas preparacoesseguintes por pro-
co muito commodo e do superior qualidade.
Magnesia Ponderosa de Genry.
Esto medicamento goza das mesmas virtudes
que a Magnesia calcinada ; poremeonhe-se que
seus efleitos sao muito mais enrgicos em ra-
zao do grande estado de pureza em que se acha,
por cujo principio be muito menor a quanlida
de precisa para produzir os efleitos desejados.
a mesma casa tambem se vendem tintas o
todos os outros objectos de pintura ; vefnizes
do superior qualidade entro ellos hum perfei
(amento branco e que se pode applicar sobre
a pintura mais delicada sem que produza al-
teracao alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Root de Rormuda ; Sag ; Sabonetes ; Saniio
de Windsor ; Agua de Seidlitz ; Limonada
gasoza ; Tinta superior para escrever ; Perfu-
maras inglezas; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, r pos para denles ; Pastilhas de mu-
riato de morphina o ipecacuanha ; Azul fi-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de sei-
dlils, e de soda ; Pastilhas de bi-carbonato
de soda e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do D. Brandreth, vindas
de seu author nos Estados Unidos, &c. &c. (36)
2= Aluga-se un!a boa casa terrea na ra Bel-
la, com duas sals, quatro quarlos, dispensa,
cotinha fra, quintal, cacimba, estribara para
um ciivallo, e portao que sai cm um grande at-
ieif que iica pegado ao rnesmo ; a laar na
ra do Collegio no torceiro ani/arda cas
n. Vo. JJ)
2=Uma pessoa de boa conducta propeJ^se/
ensinar primeiras lettras com perfeico, e pro-
metto esforcar-se o quanto Ihe for possivel para
(|ue os alumnos confiados a sua direccao adqui-
rio em breve as oa^oes precisas da leitura es-
< ripia grammatica nacional aritbmetica ,
geometra linear c planna e doutrina ebris-
taa, pola mdica gratificagao delj600men-
saes : quem do sou prestimo se quizer utilizar
dirija-se a ra de Hurtas n. 16, segundo andar
que se dir quem pertendo. (H)
Atiso importante ao publico.
JO Acaba de ebegar una porcao nova e
fresca d'aquollas invaluveis Pirulas da medecina
[Kipulare as pirulas vegetaes americanas, sendo
a cdmposiciio d'ellas inloiramente vegetal o j
tao conhecdas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febres rhoumatismo lombri-
gas, ulceras, escrfulas, erysipelai, e he o me-
lhor remedio conhecido para o sangue; roga-so
aos intermos de provarem este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receituario
em esa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Caocia cm casa de Joao
Cardoso Ayros, ra Nova Cuerra Silva eCom-
panbia Atierro da Roa-vista, Salles o Chaves
ao preco da IjOOOcada caixinlia. (17)
lotera das memorias histricas.
Premio grande 8:OOOj0O0.
/>i'/o inmediato 4:0O0S0O0.
3=Nao tendo tido lugar o andamento das
rodas destn lotera no dia designado pelos mo-
tivos j ponderados; ile novo faz certo o res-
pectivo thesoureiro, que as rodas da mesma to-
rio seu inlallivel andamento no dia 2 de jnlho
crrenle por assim ha ver annuido o Exm.
Presidente da Provincia: e o restante dos
b|hetes acbao-se a venda nos lugares ja an-
nunciados. (12)
D-so pao de vondagem a pretas, e pro tos,
licando seus senhores responsaveis pagndo-
se a vondagem por pataca, conforme o ajuste :
as Cinco Puntas padaria n. 63.
No dia 30 do p. passado mez desappa-
ricco da Iba do Exm Baro de Suassuna de
que he rendeiro Jos da Costa o Albuquerque ,
urna vacca com cria levando aquella um pe-
daco de corda nasgalhas e a cria com urna
corda fina ao pescoco, e ferrada de poucos dias
com o ferro seguinto : V diamante, a dita vacca
est poijferrar.becoramarellassa, bastante nova,
e suppoe so ter passado para o Remedio; quem
da mesma tiver noticia dirija-se ao carlono
dos orphaos, das 9 horas as 4 da larde que
ser generosamente gratificado.
1 Pede-se encarecidamente pessoa que
no sabbado passado de manhaa tiiou urna casa-
ca prela da casa da ra da Cruz n. 40. ou a pes-
soa quem ella for oflerccida de mandar pelo
correio aos Srs. Bolli & Cbavanes os papis que
n'ella se achav5o, que nao pdem ser de uso al-
gum :\ quem os schou, a saber: um pequeo
caderno coberto de preto, e um papel impres-
so em parte com 17 perguntas em francez ;
prometendo-se o sogredo, e at urna recom-
pensa quem os troucer. (Hy
Precisa-se de urna criada ja idosa, quo
cosinhe e engomme para casa de bomen
solteiro; na ra do Livramento n. 26, !.
muer.
sou a vir intromettor-se n'um colloquio que po
dia produzir pessimo cITcito. J M. Burtley
se liuha inquietado, e andava girando em redor
dos dous conversadores com ar carrancudo.
Quanto a Maueroix o jogo o possuia comple-
tamente ; afortuna se oncarmeava contra elle ,
esen'esse momento elle tivesse visto raptarem
Cesaiina nao loria largado as cartas para a
disputar a seu raptor.
Assim que vio a Baroneza chegar-se aos dous,
M. Burtley, lranquillido o animado, se ap-
prnximou tambem e disse a Cesarina.
Venho despedir-me de vos, senhora.
Pois j vos ides embora? Perguntou-lhe
a Raroneza.
M. Burllev testemunhou por seu olhar que
qui/era ter ouvido estas boas palavras sahirem
da linha bocea de Cesarina.
Sim respondeo suspirando ; vos sabis um m^^^"^71^ P*
que a m.nha saude ex.ge rosguai-do. O meu me ^{ ^ not(> n,ais d m| egcudog i
medico me prohibi de velar at mais tarde quep __ A cfia Mfi na meM ( dgse um criado 4
meianoitc Baroneza abrindo a porta.
He tratando-vos assim que vos conservis r
moco e llrente. Vem a proposito, disse o Commandante,
Bem va a Baroneza que o Americano preci- a minha partida de xadrez est acabada. S-
sava de compriiiienlos para dissipar seu mu olior de Vaiberg ollerecei o braco senhora
humor. Baroneza e vamos cear... .
Sois muito boa, tornou Burtley____ Mas \ Estando a despir-se Cesarina estava lo
a senhora Cesarina se queixava ha pouco do preorrupada que picou o dedo no allinele de
urna enxaqueca ? Acrescentou com intencao M. Burtley.
pronunciada. Maldito alfinete exclamou ella, atiran-
Sim, disse madama do Saint-Pbar ; el- do violentamente no cbo a joia que se que-
la tambem vai retirar-se. brou.
Ab tanto melbor (Continuar-u-ha\
Como respondeo Cesarina com ar dej-
denhoso M. Burtley est satisfeito por saber
que estou indisposta ?
Nao nao he isso disse o Americano
em meia voz ; estou satisfeito de nfio ficardes
no salo depois da minha sabida.
B Cesarina lancou-lbo um olhar irado ; M.
Burtley pegou no seu cbapo e saudou dizendo:
Amanbaa s duas horas estar* a mi-
nha caleca vossa porta para vosconduzir ao
bosque de Bolonha, e de noite teremos um ca-
marote no Opera. Creio que se representar
Cuilherme Ttll, a vossa msica de predilecco.
Estaos engaado disse seecamente Ce-
sarina ; eu prefiro a musir allema.
Ab .' en tao isso he de pouco tempo a es-
ta parte.
-- Sorte infernal I bradou Maucrcix dando


s
*_-
5 As rodas da ioleria da matriz da Boa-
vista orrum no dia 2 de Julho o os bilhetes
estfio a venda nos seguintes lugares ; no Rrc-
fe, lojadosSrs Manoel Gomes da Cunta e
Silva e Vieira cambista ; em S Antonio ,
Lolt Antonio Pe-eira i\' Cinpnnhia e Moieira
Marques; na Boa-vista Jactlo genro do Sr.
Oliveira. (8
4Pelo Juizo de Orphus da cidade de Olin-
da lia de correr praca nos dias'., 19, e 1G de
Julho conforme o odital, que (o publicado ,
un sitio com casa de vivenda ecoqueiros na
praia da mesma cidade, denominado Rio-tapa-
do para pagamento dos crcdores do casal do
fallecido Cosme Jos Quedes Alcanforado no
valor de dous contos de ris e tambem outro
sitio visinho ao mesmo com o nome de Ensea-
da avallado em 200$ rs. (10
3 Manoel Jos da Guerra fas sciente ao rcs-
peitavel publico quede hojeem diante se as-
signar Manoel Jos deMoraes Guerra. (3)
3 Jos do Barros Pimentel embarca para o
Rio deJaneiro o seu escravo pardo, de nome Ma-
noel. (3)
3 Joaquim Jos Pereira Guimaraes vai ao
Rio de Janeiro a tratar de seus negocios.
2Aluga-se a casa de sobrado da praca da
Roa-vista n. 6 ; a fallar na botica da mesma
casa com Ignacio Jos de Couto.
2 Prexedes da Fonseca Coutinho embarca
para o Rio Grande do Sul o seu ecravo Anto-
tonio de naco Costa.
2- Precisa-se alugar urna casa terrea as
seguintes mas ; pateo da ribeira eS. Rita, cujo
alunuel nao exceda de 10# rs. ; no botequim
da Estrella.
2Precisao-se de 2000 rs. a juros dando-se
por seguranca um escravo pardo livre e des-
embarazado ; quem qufzer dar annuncie. (3)
Engomma-se mupa com lodo ceie e per-
feico por preco commodo ; na ra de JJor-
las n. 44.
No dia 29 de Junho achou-se urna peca
pequea pertencente a ornamento de Igreja ;
quem for seu dono dirija-se a ra das Cru-
zei venda n. 14.
O abaixo assignado tendo de relirar-se pa-
ra seu engerido a fin de convalecer-se da gran-
de ciifcrmidade que acaba de solfrer e nao
lhe sendo possivel despedir-se pessoalmcnte dos
seos amigos e pessoas que i lio obs> quiaro o
laz pelo presento visto ainda achar-se em es-
tado de abatimento. Antonio Jos Vieira da
Lun/ia.
Precisa-sede dous pretos padeiros, ou
de dous blancos e um pequeo Poitugue/
para vender pao na ra com um preto ; na ra
da Florentina n. 3. <~"%-~^k
Aluga-se urna crioula de idade para co-
sinbeira ; na ra da Florentina n. 3
Quem precisar de urna ama de leitc par-
da forra, e seun tilho, dirija-se a Solidade n. 13.
1 PeranteoSr. I)r. Juiz do Civel da segun-
da vara na ra do Sol, lem de ser arremata-
da quarla (eir 3 do torrente por ser a ulti-
ma praca o sobrado de dous andares e sotao ,
com bastantes commodos, sito na ra da Sen-
zalla-nova n. 14, desta cidade, por execuco
de Herculano Josde Freitas. (7
1 Oflerece-se urna mulher Brasileira de
boa conducta, para o servico de urna casa de
familia de sentara solteira, ou viuva que seja
capaz, e para lacr compartida ; na ra de
Apollo n. 17. (5,
Aluga-se urna casa terrea na ra do Co-
tovelo junto a olaria do Correia com sufli-
cientes commodos para lamilla, quintal ca-
cimba e he do lado da sombra ; quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Arago n. 5, ou na
ra do Cabug, loja junto do Bandeira.
__ Na larde do ro de Manoel da Silva Maiiz no caes"de S.
Francisco desappareceo urna canoa aborta ,
chapeada no bico da proa as falcas com al-
gumas quebraduras com urna correte fina e
nella um cadeado fechado, julga-se ler ido com
a endiente ou a tiraiio ; quem dlla souber ,
dando noticia certa ou a levando ao dito Ma-1
riz no lugarj indicado ser recompensado.
Alugo-se o primeiro e segundo andares
do sobrado da ra do Queimado n. 9 ; a tratar
na loja do mesmo sobrado com o proprietario.
Precisa-sede urna pessoa para caixeiru
de padaria que tenha agilidade e bom modo
para servir beui aos freguezes c que abone sua
.conducta ; na Ira tresna da Madre de Leos pa-
daria n. 11.
1Aluga-so um sofo proprio para ho-
mem solteiro ; na ra do I.ivramento n. 3. "i)
1 Antonio de oliveira relira-se para a Eu-
ropa a tratar de soa sade. i
I Quem tiver um piano para alugar, di-
rija-se a ra Nova n. 11. i2,
D. Viananna Ferreira Duaiie Reis embar-
ca para o Rio de Janeiro o seu escravo da Cos-
ta de nome Jaco.
IQuem tiver coritas contra o brigue ame-
ricano Williom Fhaiehir, de*e as aprescntar
dentro do praso de 3 d;as da data dcste no es-
criptono dos consignatarios L G. Ferreira
Companhia. Recife l."de Julhode 1844. (5)
2Compra-se um sobrado quese.i novo e
em ra publica; na ra da Praia, armasom n. 14
I Compra-se uma ne^ra ou mulata de
36 annos e que esteja acostumada to semen-
t no servico de casa e saiba cosinhar engom-
nar, ecnsaboar, que nao exceda de 300 a
350/ rs. ; na ra de S. Theresa, venda n. 25.
Comprao-se efectivamente para lora da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
lo annos agradando pagSo-se bem ; na ra
ila Cadeia de S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
Compra-se um bom quarlo para viagem;
na ra dos Pires n. 29.
1 Compra-se urna negra, o um escravo,
da Cadeia de S. Antonio n. 22. (3;
Vendas
5* Vende-se o melhor
Champanhe, queseachano
em caza de \ vrial
na ra
da C
ruz n.
(8)
Compras
2__ Compro-se diarios velhos em porcao e
a rclalho ; na ra llireita n. 10, rcfinuco de-
f ron te do citao doLivramento. (3)
1Compra- servid' i niipm ijver an-
nuncie.
3)
mercado
limaos ,
20.
Vende-se um carrinho milito leve, com
!uas rodas, o bastante forte : quem pertender
compral o dirija-se ao sitio grande do Vlondego,
moradia de Jos Francisco d'Azevedo.
2 Vendem se apparelhos para cha, de por-
celana dourada e pintados, ditos de mega de
untar, ditos para cha, azues e de outras cores,
mangas de vidro lapidadas garrafas de cris-
ta! ditas iapidadas compoiriras para doce ,
copos para axoa ditos para cerveja ditos pa-
ra Champanhe clices para vinho ditos para
licor, galheleiros para azeitee vinagre e ou-
tras inuiias cousas por pceo mais commodo ,
do que em outra qualquer parte; na ra do
I.ivramento n. 6. (11
2 Vende-se por barato preco a armacao da
loja da praca da Independencia n. 36, onde es-
t o novo estabelecimenlo de perfumaras, pin-
tada e arranjada do novo e propria para qual-
i.uereslabelecimento e muito principalmente
para chapeleiro por ser em bom lugar pois
se vende porque o depositse muda para a ra
do Queimado n. 61. (8)
2 Vende-se urna mesa grande propria para
meio de loja de Cascudas ou mesmo de miu-
desas por ter S gavetas pequeas ; no arma-
sen) de taboado defronte da Ordem tercena de
S Francisco. (5)
2 Vende-se urna grande porcao de papel
impresso a peso, ou como convencionar; urna
balance e braco c S arrobas de pesos de bron-
ze c de ferro urna linda guarnicao de mui bri-
llante e rico papel para forrar sala ; na ra
de Apollo armasem n. C. (6)
2Vende-se arroz de casca a 28S0 rs. o al-
queire e a rctalho a 32<>0 rs. cevadinha de
Franca a 280 rs. a libra farinha de tapioca a
120 rs. sebo do Porto a mitacao de esper-
mace'e a 400 rs. esleirs do pirpiry grandes
e pequeas afeite de coco a 2240 rs. a cana-
da e a garrafas 320 rs. manteiga fngleza a
'20 e 72o rs.; na ruadoRangel, venda n. 50.(8
2 Vende-se urna venda em muito boa ra ,
bastante afreguezada e com pou que por isso offeresse mais vantagem ; na ra
Nova n. 3o. (4)
2 Vende-se urna armaco de miudezas, ou
com as mesmas miudezas ; na ra do Queima-
do n. 11. (3)
-2 Vende-se azeite de rarrapato srm mis-
i pct> burato prevu de cinco patacas a ca-
ada da medida velha ; no Beco-largo ar-
masem n. 33 das 9 horas da manha as 3 da
tarde. (5:
2 Vende-se um preto de nacao moco, de
bonita figura entende de trabalhar em massei-
ra ; na ra Direlta, padaria n. 24. (3)
2 Vende-se urna escrava de naco com bo-
nita figura, cosinha e engomma urna dita de
nacao Angica boa quintandeira e lavadeira ;
3 moleques de nacao de Mi annos ptimos
para pagem de muito boa conducta o que
se .Chanca ; 3 escravos de naco com bonitas
figuras ptimos para o servico de campo ; um
dito bom pescador do alto; todos se do a con-
tento ; na ra limita n. 3. (9)
2Vead-ss 'jm 2ppa;eltG de prats psra
cha e caf quasi novo ; na ra do Hospicio
n. /iG. (3
2Vende-se a piopriedade n. 9 da ra da
Moeda com dous andares lavados e dous en-
cobarlos bem consliuida e feita a moderna ,
livre e desembarazada ; na ra da Cadeia do
Recife n Si, primeiro andar. 5)
'Vende-se jaraianC, e Gonce I tes Ales,
superior ; lijlos de alienara ladrilho, tapa -
ment e tenas ludo muito e.m conta ; na ra
Imperial n. 67 on a fallar com Jos [Francisco
da Silva Penna ; o mesmo forneco canoas de
nreia para qualquer terreno por preco com-
modo. 7]
Vende-se um bahu de sola envernisado)
obra de muito bom gosto e mui bem construi-
do ; urna cama de amarello, nova para urna
pessoa ludo por preco commodo ; na ra da
Praia de S. Rita no tanque do Vianna.
Vende-se larinha muito alva e fina feitu
na Monbcca ; na ra do Collegio n. 13
----VQr.fl_ cn un
costura : na ra do Collegio n. 13.
Vende-so um bonito escravo pardo, de 22
annos, perfeito pedreiro de toda obra ; urna
oreta do 16 annos recolhid, de bonita figura,
engomma e cosinha muito bem; urna dita de
todo o servi?o, com as mesmas habilidades;
um mulatlnho de 15 annos muito bonito e
proprio para pa*em ou ollicio ; dous preto
sendo um por 250/ .Clonado escravo ; o mesmo abaixo assignado
trabajadores de campo .
rs. ; na ra do Fogo ao pe do Rosario n. 8.
1 Vendem-se saccas com i>om ni!no a
>500 rs. cada sacca e sendo inaior p" >rco ser
mais barato o preco ; nos lugares seiuintes:
no deposito de farinha do mandioca n/ rua
da Cadeia de S. Antonio n. 19; no armav'5,n
de Dias Ferreira dofronteda escadinha da Al"
fandega ; no paleo da ribeira armasem de fa-
rinha n. 7 ; na ruado Aragi n. 37. (8)
Vendu-se um cxcellente piano com algum
uso com muito boas vozes, e bem construido;
na rua da Alfandega-velha n. 15, ou nos trapi-
ches novos do mesmo edificio.
4 Na casa de alfaiato de Jos Joaquim de
Novaes,.na rua do Queimado, que faz frente
para o largo do Collegio contina-se a ven-
der obras promptas, assim como tem bonitos
cortes de cohetes os mais mode/nos que ha ,
echegados agora ; e urna escrava com algumas
habilidades. ["'
Vende-.'e a posse do 32 palmos do terreno
da casa cabida na rua do caes do Machado,
inclusive todos os materiaes existentes alicor-
ees, cosinha e as frentes que se acbo em p ;
na rua do Queimado n. 57.
i Vendem-se superiores caivetes finos ,
com mola que em se mettendo a penna sae
perfeitamente aparada ; na rua do Cabug lo-
ja de miudezas junto a botica. (4)
1 Vende-se o resto da linda e moderna fa-
tendj rainha da India para vestido de senho-
ra com mais de vara de largo, a 500 rs. o co-
vado ; na rua do Cabug lojas do Pereira Guedes. (5'
Vende-se oxcellentc bolaxa de todos os ta-
ma nhos para vendas e para o malto muito
em conta ; na praca da S. Cruz, padaria de
urna su porta.
Vendem-se os diccionarios grandes de in-
glez por Vieira ; na praca da Independencia,
livraria ns. 6 e 8.
Est a venda na praca da Independencia ,
loja de alfaiate doSr. Timotheo, o Foguete pe-
ridico da oposico nacional ; custa cada um
numero 40 rs. ; he impresso em Nazareth e a
29 de Junho p. p.
1Na rua do Queimado, loja de (erragens n.
31 e na de chapeos n. 33, contina-se a ven-
der agoa de tingir cabellos e suissas, o me-
thodo de a applicar acompanha os vidros. (4,
1Vendem-se pecas de bre tan ha a 120 e
1 rs. ditas de rolo de linho com 15 varas a
4800 rs. panno de cor escura todo de la,
muito encorpado a 2800 rs. e outras muitas
(a/endas por preco muito barato ; na rua do
Crespn. 21. (6)
Vende-se urna negra crioula de 1S a 20
annos cosinha, cose e lava; dous molequesde
naco Angola de 16 a 20 annos muito boni-
tos ; azeite de carrapato em barris de 12 a 16
caadas; barrequinhas com gomma a 6$' is. ;
ponas de boi; na rua da Cruz n. 51.
Vendem-se duas canoas de carga do mil
lijlos sendo esla nova e a outra de 500 ti-
jolos j em meio uso ou aluga-se ; na rua
da Palma do lado esquerdo, a primeira casa.
Vende-se um preto perfeito cosinheiro de
assodo e massas um dito muito bom compra-
dor e serve bem a urna casa tambem entende
de tratar de sitio e vaccas ; duas protas, que
cosinho lavo e vendem na rua ; urna dita
com urna ti I lia de 8 annos muito linda criou-
pi auCip.CS u
... A i t rw
l-ll mm
deira de enxada no campo ; na rua larga do
Roiario n. 48.
Vendem-se por preco commodo 3 terre-
nos no lugar da Capunga perto do rio con-
tendo cada um cem palmos de frente e 300 de
fundo, sendo lodos elles em esquina o ven-
tajosos para se edificar por nao precisarem de
atierro : nesta Typographia.
Vendem-se ricos cortes de parisiense a 5500
rs. ricas mantas de seda a 7000 rs., cortes de
lanzinha denosto muito moderno a 600!) rs., di-
tos de dita com listras de seda a 9500 rs. ditos
de cambraia de listras e quadros de cores a 3800
e 4000 rs. parisiense a 320 rs. ocovado cor-
tes de fazenda escoceza para vestido de ser.hora
e chmhr* de hnmem a 450O"?r. colchas de
damasco para camas a 6400 rs. franjas para
cortinados luvas de seu compridas a 1$ rs.,
e outras muitas faiendas por commodo preco ,
na rua do Crespo loja n 12 de Jos Joaquim
da Silva Maia.
Iha j usado com copa oleada de encarnado ;
este preto suppo-se estar perdido ou oceulto
em alguma casa, pois elle nao sabe as ras, por
ser do matto ; roga-se a todas as autoridades
policiaes. que hajo de lancar suas vistas so-
bre o d'to encravo e tambem aos eommandan-
tes de cmbarcaC/es para nao receberem o men-
Escravos fgidos
2No dia 20 de Maio p. p. desappareceo um
moleque crioulo de nome Cornelio de 20
annos estatura regular, olhos vermelhos, na-
riz um tanto grande dente* alvos corpulen-
to ps pequeos ; foi escravo de Alfonso de
Albuquerque M. .morador na Boa-vlagern, sitio
alto ; quem o pegar, levo ao dito lugar no sitio
de D. Mara de Barros, que ser gratificado. (8)
2- Desappareceo na da tarde do 2 do pas-
sadodacasado abaixo assignado, um escra-
vo de nome Jos, de naco Cacango altura ,
regular, secco do corpo pouca barba fulo ,
ainda bucal, tem em cima do peilo a marca P.
ol uiiisu e caicas de brim aja o por bai-
lo urnas calcas azues j velhas e chapeo de pa-
protosta contra qualquer pessoa que o tiver
oceulto e he pagar 840 rs. por dia ; quem
o pegar, leve a rua de S. Rita-nova n. 91. que
ser gratificado. Joaquim Antonio S. Tiago
Lma. 20)
2 Em o dia segunda feira do Espirito San-
to do correte anno fugio urna preta de no-
me Catharina de Angola ladina, alta, secca,
se.0 pequ,*noi c0r bastante preta bem feita de
roste' olhos grandes e vermelhos com to-
dos os denles na frente ps grandes mltidos
nara den'r0 > he escrava de Manoel Francisco
da Silva i.'orador na rua estreita do Roza rio
n. 10 terceroan^ar por cima da botica do
Sor. Paranhos. C")
2 No dia 20 de 8I P- P* '"R10 uma ne8ru
crioula que repre-
senta ter 20
annos
secca,
altura
feices
mais que ordinaia hern preta
regulares olhos ftinQ\* e peque orelhas
pequeas edobladas. Ie.m e,,lro 8 denles da
frente principios de arruina dos. Pes ma' "Ito
palhetados he canhota exulto Carela, tem
sido encontrada em diversos lu'ares ; quem a
pegar, leve ao Manguinho onde ,noru Snr.
Porto-carreiro ou na rua do Lt vramento n.
17, que ser gratificado. (1 U
iRoga-se aos Snrs. Delegados e So.^h-ga-
dos de polica desla e mais comarcas, e (K1**1
particulares a apprehenco dos escravos abai-
xo declarados ; Antonio, de nnc*p Quicama
de 22 anno? estatura regular rosto roete e
lustroso muito pouca barba levou camisa
de algodozinho e calcas de brim trancado
velho, pernas finas tem em um dos p< nos
dedos pollegar e annular umaferid em cada
um que lhe tem comido as unbas tem mais
urna especie de barruga nos ps e os calca-
nhares alguma cousa radiados ; este preto sa-
bio para ir buscar um baldo de agoa, e chegan-
do ao tanque largou o baldee melteo-se na ven-
da degarapa do Porlo-das-canas e de l fu-
gio. Marcolino de naco Quifam molecole ,
secco do corpo, beicos grosses, levou camisa de
algodozinho e calcas de estopa tem na raiz
do cabello quasi na testa urna cicatriz em cujo
lugar nao tem cabellos mais abaixo, um lo-
binho do tamanho de uma pitomba esle sa-
ino para ir ao pateo do Carmo etomou o mes-
mo rumo, que o outro, e al hoje nao tem sido
possivei adquirir-se noticia alguma lugiro.
no dia 9 do passado : quem os pegar, leve a
Camboa do-Caimo padaria n. 12, que ser
gratificado. (2?)
Fugio no dia 25 de Abril p. p. uma o>gra
velha de 50 annos de Angola, ievou vesti-
do de riscado azul ; quem a pegar leve ao At-
terro-da-Boa-vista casa de Joo Jos de Me-
deiros, que recompensar.
1 Ainda contina a estar fgido o escravo
Jos de naco Cacange o qual pertence as
herdeiras, Joanna e Maria moradoras na Ba-
lda ehe provavel que o mesmo esclavo pro-
curassea rasa do Sr. Jos de Innojosa Varejo ,
tutor aqu nomeado as menores por isso o
abaixo assignado roga ao Sr. Varejo caso ello
appareca em sua casa, de lhe mancar entregar,
ou participar ou a qualquer pessi-'i < que o
prenda de o levar a rua da Cruz n. 51, a Mfl"
noel Joaquim Pedro da Costa, que pagar ti.'das
as despezas. \\-)
1 Ainda est ausente o pardo Antonio Ro-
mo baixo grosso do corpo. com pouca bar-
ba tem as rostas militas costuras i*%nmm*.
muito tallante e experto anda va vendendo la-
sendas, e miudejas com uma preta de nome
Maria, alta, bem preta bonita figura muito
adanie e experta lalvez que se intitule torro ,
e casado conhecem muita gente por estes inul-
tos e for .o vistos varias vezes no engenho Si-
pual fugiro da cidade de linda no dia 27 do
Marco; quem os pegar, leve a mesma cidade, que
ser gratificado. \-2)
1 No dia 6 de Maio fugio um moleque de
nome Alexandre crioulode 1fi annos, levou
um panicusinho com dous pares de lamancos ,
um grande e outro pequeo, um prato azul com
un. boiozinho de banha franceza e urna loa-
dla de babados de chita ruuxa tem uma costu-
ra de glndulas atraz da orelha uma belida em
um olho secco do corpo nao muito alto; le-
vou em sua companhia um carneiro capado,
com cabeco de couro de lustro, camisa de
madapolo calcas de riscado escuro com lis-
tras azues, e boleos das bandas, amarradas com
urna coneiacom fivela pela cintura; quem o
pegar, leve a rua do Cabug lojas de Pereira
$ Guedes que gratificar generosamente. ,15)
Fugio um escravo de nome Francisco,
mulato chegado a cor de canella alto secco ,
peroas e bracos linos, nariz e olhos a propor-
co beicos nao muito grossos, denles desapar-
tados em proporco, tem em uma das faces um
talho velho que foi de uma ponta de vara, ps
seceos bom sapateiru sem barba lulta-iiie
em um dos dedos glandes dos ps ou etn
ambos a unha de idade do 18 annos levou
urna maca de ovelha, rede, cubera, calcas e ja-
queta de panno fino com botes amarellos e
j usados; quem o pegar, leve a casa de Inno-
ceocio Furtado de Mendonca que receber
oO^rs. de gratificaco.
K bcifb naTvp. ds MF. db Fakia. 1844.


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