Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05100


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Full Text
7
jfctuio de 1844. Segunda Fera 17
raM-uiwMMiM.1-^^;------------------- i' iiiTii n m
K a "'*;'" "".l,1,r'"r oto. d,..qo..ao forc .....Bel.., 0 pKgp ,1. MnU.r
/ ,.d PO'qoWW p.oa .diado, OiMniwoioidoi.fipilBiMaonieriaoi
^....l,,. ru. da. Cru,c. n. j ou pf.fi Independencia luja da hrro.n firS
GOUB.. I- .,, kART,IA D0S WllREIOS TBRRKSTRKS.
10.-4" *' S'"!'*' '''", eir"-~Ki G* do Norte cheg. a S e 2 < o ,..,
... U. d,to.-C.d.d da V,0|OH. qui,,,., hitU. -Olind. u.de. o, d.a.
17 s ti ,),AS ,)A SKMANA.
17 Se 1V, A.id. do J. ,ie b. d. -,. r.
i$ A"r.: ;Tr,> Rcl- ",d iy Qu.ii. i juiM. Aud (lo j de D fc
76 aulas. -,Ifer0 Aud doJ del) dt2r
21 *x.a I A bao. A d do J de I) d. 8, t
i-JM l\,ul.no. Me), .ud do J. de D. da 1..
.I Iuuii s. Joau sicerdule.
de Junho
Anno XX. JfJILW.
- ------1 -iTfi r iTr 11-----itt-----1-1 ninan |g
Judo agora depende .! n.'. nMtteotj da nosal pradeo!*, modaragto' narria: con-
Uaueejoi eoaa prineipimot c aeremwi aponiadoe Ooni idairago enire le oagdea Bail
lu (Proclamar* da Assensla Geral da raid.;
Cambioa al>te l.ondiea '.'5,
Paria /O rea por franco
Liaboi u por 10.; da preai.
Moededa cobre *io imr
dem de letras Je /, firlu | m
coiaioj no nu IS di lian,
Our.-Moedde 0,400 V.
.. N.
e 1,00 i
l'rala '.'alai-oea
ii Peaoa col uaaaan rea
. Diloa mrairanoa
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IMIASKS DA LA M) HEZ DE JIMIO.
Preamar de hoje.
casnBHEKEaaiaKSKKasj '.
Primeira a < lioraa e 6 min da manha
r-r-rr- i ii......mwni11 mmn i m un '
J s'-i nda aa E GFF-
-. ^ bmw i.f.tnaammatn
u>.
as
Governo da Provincia.
EXPKDIESTE DE 8 Do CQRHENTE.
Officio-\o Uspoetor da Thesoararia da,
Benda L'rovincias, detewnhiando, quo. por
conta da quota .las diispezaa ovontuaes, mande
ntregar a ordem do CWe de Polic.a interino
a quar.t.a de 220S rs. para o sustento e curati-
vo dos presos pobres de justica d'estu comarca
no corrento me/.. Gommunicou-so ao Cheto
de Polica interino.
DitoAo C.Hiimandante das armas, nartici-
paudo para a. sua intelligencia e execu.Ao, que
por ecretos de 15 de Maio ultimo huu'vo S. M.
o Imperador por liem pairar para a segunda
classe iJo Kstado-rnaiordoexeroitoo Major Joiio
i'eJto de Araujo e Agujar, oxoneral -o do com -
mando do segundo liaUho do Artilharia pe,
nomear para o substituir ao Tenente-Coronel
Graduado do Corpo de Kngonheiros Fernando
Lun i-'erreira. Tanihem se participou a The-
sourana da I'azenda.
iem no da 10.
OlicioAoCominandante Superior da Guar
do, que, t vista do que inf>rmou o Comman-
dante das Armas em oflicio'de 8 deste me/., nao
pode a mesina Guarda Nacional ser, por ora,
dispensada de dar a uarni^ao da pracanos dias
de semana; e assegurando-lhe, que, logo que
seja pcssivel, expedir as convenientes ordens
par que se verifique tal dispensa.
DitoA administracao dos eslabelecimentos
de Caridade, dizendo, hajao de fazerrecolhcr ao
Grande Hospital o pardo Manoel Caetano, que,
segundo informa o Inspector do Arsenal de Ma-
rinha, existe doente debaixo de um dos telhei-
ros do mesmo Arsenal, e privado dos meios in-
dispensaveis para promover o seu curativo.-
OIiciou-se respeito ao Inspector do Arsenal
de .Vlarinha
DitoDo Secretario da provincia ao Inspec
tor da Thesouraria da Fuzenda. transmiltinilo,
para ser executada. a ordem do tribunal do
Thesouro sob n 90
dem do da 11.
Olicio Ao Gommandante das Armas, de
terminando, que expeca suas ordens, para que
oTenente Felis Miguis se aprsente a Presi-
dencia, fim de substituir o lente Jos Ber-
::?.!:'.:; Feroaiides Gama, em quanlo esliver oc-
cupado no Jury.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes ordenando que ponha
segunda vez em praca o imposto de 2:800 rs.
por caneca negado do consumo nos municipios
de Olinda, Limoeiro, Caito Serinhem, Rio-
formos e Cimbres e o do dizimo do gado ca-
ballar no ultimo dos citados municipios dan
do-Ibes para base os precos que ltimamente
llies aibitrou e consto da nota que acom-
panhou o stu officio de horitem ; visto nao ha-
verem apparecido licitantes primeira arrema-
i>cao e mu convir eos interesses da Fazenda
Provinaial, que se laca por administracao a sua
aTrecailaro.
Dito Ao Juiz Relator da JunlB de Justica.
convocando a mesma Junta para n dia 19
do corrente e :s horas do costume, julgar os di-
versos processos que j estiverem vistos.
Communicou-se aos Vogaes Togados da Junta
de Justica e ao Gommandante das Arnis pa-
ra fuei-o constar as Vogaes iMiljtares.
Dito Do Secretario da provinci.i Cma-
ra Municipal do Bonito remetiendo osexem-
plares das leis jj-raes de n. 263 a 301 e dos
decretos de n. 261 a 265. por ella requisitados
tm oiicio de 30 de Maio ultimo.
passar ordem para ser indemnisada a caixa do j dem do da 29.
bntalhao segundo do Artilheria a p d.. quan-| OlicioAo mesmo Kxm. S*\, informando
ta de 53,030, que abonoupara a conclusao dos : o requerimento de Jos6 Francisco Belem. em
ditos reparos, visto nao tor sido surt ente a do que pedio por aforamento o terreno de que se
150.000 ris que foi mandada lornecer pela acbava de posse na ra da Sen/alla-nova do
riiesourana em 15 de Marco. bairro e cidnde do Becifo.
DitoAo mesmo Kxm. Sr., informando o Dito Ao Inspector da Alfondcga para nro-
requenmento do Coronel Francisco Jos Mar- por um dos guardas da Wfandrge, que devia
tins, que S. M. o Imperador supplicava a gra- passar para a Mesa do Consulado, em lugar de
ca de conceder passagem para o segundo bata- Joaquim Antonio Carneiro.
Hiao d'Arlilharia a p a seu ilho Domingos Jo- DitoAo mesmo. participando a delibera-
r Martins, Alferes do quarto balalha.r de Tu- cao do Kxm. Vice Presidente da provincia,
/.ileiros estacionado na provincia de S. Paulo, dada sobre a alteracJIa leita ao disposto no 8
DitoAo mesmo Kxm. Sr., encaminliando do ailigo 115 do ri'gulamento de 22 de Junho
o requerimenlo doTenenle reformado Francisco de 1836.
Joaquim Machado Freir. Gommandante da for-' Dito -Ao Secretario da Provincia acensando
taleza dos Remedios na tilia de Femando, no a recepcao do officio de 22 com os cxemplares
qual. pedia o pagamento dos soldse mais van- dos decretos de ns. 337 a 322, e das decisoes
tagens. vencidas at o ultimo de Abril do cor- do Governo de ns. 1 a 20, ludo publicado na
rente anno. correte anno.
DitoAo mesmo Kxm. Sr.. remettondo o' Dl'to Ao Procurador Fiscal da Fazenda,en-
rei|u'riincntodoAlferedaterceiraclas8eOuin-:v,an,,,)Par'? seu conhecimento, eexecucSo na
equerimento do Alferesda terceira classe C^uin-
liliano Henriquesda Silva Primavera, que ten-
uo na illia de Fernando commandado os fortes
de Saiit'Anna e Boldr, pedia igual pagamento.
DitoAo mesmoKxm. .sr.. enviando-lhe o
requerimenlo do Padre Capello da ilbade Fer-
nando, que supplicava o pagamento do que se
lie eslava dever at o ultimo de Abril. i
DitoAo Chefe de Polica, communicando- !
Ihe a fuga do calceta Joaquim Baptista de Mat- r^___
tos, em occasio que conduzia o taboleiro dos; ILOliTlTG.4{..
remedios do Hospital para a botica, evadindo-se Extracto dos [ornaos hglezes al 23 e Iran-
com elle o soldado dodeposito Antonio Marcel-
lino, que estava encarregado de o vigiar.
liarle que Ihe (ocasse, um ejemplar de cada um
dos decretos de ns. 337 a 342, e outro das de-
cisoes do Governo de n. 1 a 20.
Iguaes remessasse fizeiao ao Inspector da Al-
fandega, e sos Administradores da Mesado
Consulado, e Kecebedoriade Rendas Ceraes
mmmamm" mmummmmmaaaa
EXTERIOR.
(Conhnuafo do n." antecedente.)
Corria que se tinha descoberto urna coriju-
DitoAo Commandante de Artilharia para racao nos militares de tres corpos : n'um regi-
queinformasscacerca do comporlamento do ment de linha que esleve de guarnicao em
Comtnanuante da guarda d'Alfandega na noufe Priz n'outro que marcha de Toulouse para
de 24. a vista da representacao que Ihe enviava Perpignan a fim do seguir para frica e no
do Inspector do 16." quarteirao da freguezia de regiment de Artilharia, que sabio de Besan-
S. Ir. Pedro Concalves do Recife o orticios do con para Toulouse. Parece, que se prenderao
rospectiTO Subdelegado, Delegado e Chele de quatro, ou c neo Ofliciaes inferiores, equeas-
" lc,a- sim seatalhou o prognsso das manobras dos
DitoAo mesmo. mandando, que reslituisse descontentes.
ao Commandante do brigue fleos fe Guarde o Mr. Lesseps foi nomeado Cnsul geralde
recibo que passara por occafo dos dinhei.os do Franca em Alexandria em lugar de Mr. de La
destacan.ento que conduzio a Fernando, ealli Valettc
forao entregues, eindemnisado da importancia! Odia de S. Patricio foi festejado no Collo-
das racoes, que por bordo orneceo as pracas gio Irlandez en. Pariz com grande pompa.Hou-
que regressarao. : rnSSi, ponliicol. em que officiou o Arcebispo
DitoAo Commandante da companbia de d'' ,.'ariz.: Cf um Pendido almoco. para o qual
Gavaaria. mandando por igual restituir o re- "av.lo 8I,I Convidados os Chefes do Clero dessa
cibo.que o mesmo Cooima'ndante do brigue c*P'tal e os mais respeitaveis cavalbeiros Ir-
/>eos/e Guardt passou relativo aos vencin.entos '""'ezcsalli residentes.
do soldado Teixeira. que foro entregues ao <> PhartdesPyrenes publica urna carta das
Commandante da ilha j fronteiras da C'alalunha na qual se diz que o
PortariaMandando reconhecersegundoCa- <;e"e'a' carlista Forcadell, um dos principaes
deteao soldado da 6.a companhia Francisco C,u;fes ;:s ordens do celebre Cabrera, lora preso
Concalves I.aurenlino Bastos, que em Conce- a *3flo passadm Amelie-Ies-Baiia, onde se
Iho daveriguacao satisfez as exigencias da lei j S?!f*v* c""' Inle"^ de penetrar em Hespanha.
dem do da 31. ^lainbem refere quo appsrecra urna guerrilha
OfficioAo Kxm. \ ice-Presidente, infor-icarMs,a a l as visinhancas de Ripall; mas
mando o requerimento do Cirurgiao da ilha dePuf PV0 se arm,.ra e q0., dPois d alarar
Fernando Jos Soares de Souza, que pedia o i os insurgentes. aprisionara oChefe denominado
pagamento dos seus vencimentos, aleo ultimo Franc'8C0 Oliveras que foi conduzido Gero-
A Gauta de jjvgsburgo diz que as noticia
de Gorit/. sao accordes em dar como satisfacto-
rio o estado desade do duque de Angouleme.
Os mdicos julgfto que nao ha perigo deoulra
reeahida.
O nico Ministro protestante do gabinete do
Reviera acaba de dar a sua demissao. A ori-
gem deste passo he a dissidencia religiosa que
*e man i (esta entre a Prussia e a Baviera por
causa da um.o protestante de Gustavo Adol-
pho de que o Rei de Prussia se deelarou pro-
lector, com notavel escndalo dos catholicos do
Berlim.
A imperatri/ da Russia he esperada em Ber-
lim nos (ns de Junho. S. M. permanecer/i al-
gum lempo no palacio de Sana-Sooci, e depois
no caslello de Fiscbbach, na Silesia. Ignora-so
quando \ir o Imperador da Russia
A Caztta Universal lleimla d conta dos
disturbios qne houveem Trpoli na Galicia ,
por sesuppor que urna crianca chrislaa f.ira rou-
bada pelos Jmleos para ser sacrificada na festa
da paseboa. Houve muitos ata(|ues contra os
Israelilas, al doscubrir-sc o sitio em que so
acbava a crianca, tornando-se necessario o con
curso das autoridades e da tropa.
as legares de Roma os conspiradores n3o
se atlrevem levantar cabeca ; mas contina a
agitacao. Em Bolonba espalhou-se que ocar-
deal Vanicelli havia recebido participacoes com
os pormenores de urn grande movimento insur-
reccionario ern aples dirigido por cheles de
prestigio ; masque em consequencia dos esfor-
eos da tropa todos os revoltosos haviao sido
capturados, passando-se immediatamente fu-
silar os cabecas.
Esto boato nao era acreditado, porque havia
cartas posteriores a 9 do passado, do Sul da Ita-
lia, que nada re fe re m do que se diz; constando
siuenle por va de Marsellia, que na ilha de
Sicilia augmentou a recolta, tendo sido, alias,
debellada a que se manifestou na Calabria.
A rainha de aples deo ; luz urna Princo/a
na noite de 14 que foi baptisada logo depois
es de F"
Cotnmando das Armas.
EXPEDIENTE DE 30 1)0 P. P.
OfficioAo Kxm. Vi.ce-Presidente, envan
do Ihe a conta legalsada da daspea feita com au Amonio ao neg Pacheco, m i|ue pedio
os reparos do quartel do Hospicio, na impor- o luuai de guarda da dita Mesa, vago por de mis-
taocia de 203^630, o togaudo-lhe bouvesse de 1 sao de Joaquim Antonio Carneiro.
de Abril do corrente anno.
DitoAo Chele de Polica, remettendo-lhe
a copia da Proviso Imperial de 29 de Feverei-
ro ultimo, conforme requisilra em seu officio
desta da.ta.
The mirara da Fazenda.
Eo'hllIhMIi 1)0 DIA 25 OU PASSADO.
OfficioAoExm Vice-Presidente da pro-
vincia pedindo para poder satislazer ao despa
cho da Presidencia no officio,queacompanhavu,
do Commandante das Armas, que se ajuntasM o
do Delegado .lo Limoeiro, e ascontas do l'or-
necedor,que linbao sido incluidas na oiormacSo
da rbesouraria de 18 do corrente.
DitoAo mesmo E\m. Sr., enviando a in-
lormaclo, queacompanhava, do Administrador
da .Moa do Consulado dada ao requerimento
Je Antonio do Reg Pacheco, nn que pedio
na para ser fusilado.
Segundo o ( onslitutionel, varios capitalistas
de Allemanha teem fe interessadonas emprezas
dos caminhos de ferro da Franca em conse-
quencia das ordens do Govemo prussiano para
limitar a collocacao de ca pitaes nesse ramo de
industria as provincias trans-rhenanas.
O Handeisblad da Haya publica a impor-
tancia das subscripioes para o emprestimo vo-
luntario leitas as diversas provincias desse
reino. Ve-seque a provincia de Nord Holland
concorreo com 4o milhoes, Soulb-Holland com
21. e as mitras nove provincias com 36 milhoes,
preenchen.lo-sc o resto com a subscripca,> de 10
millioes, feia pelo Ri e Rea! i,.;;.\\,
Segundo a Gazela de Munich, deve celebrar
so no 1. de Maio naquella capital o consorcio
do Principe Albrect d'Austra (ilho do Archi-
duque Carlos, lio do Imperador) com a Prin-
eezs Hildegarda terceira lilha do Rei de Ba-
era Muitos Prncipes do Allemanba bao de
aaaiotil esta solemnidad.'.
com osnomes de Mara Clementina Immaculada.
Urna correspondencia de Conslantinopla em
data de 3 affirma : que nessa cidade se descu-
brir urna conspiraco para assassinar a popula-
cao franca residente no bairro de Pera ; e que
(orao desterrados para as ilbas do Mar de Mr-
mara mais do 1,500 Turcos, suspeitos de entrar
nessa trama.
Mr. de Rourqueney obteve do Divn urna re-
pararlo comple'la pelos insultos contra os chris-
taos feitos em Laltaki. Essad-Pach, governa-
dor de Begrouth recebeo ordens positivas para
mandar castigar corn o maior rigor.os culpados
na povoa^ao de Laltaki em frente da casa
do Cnsul, e nao em Bevrouth, como quera o
Pacha.
As ultimas noticias dos Kslados-Unidos ero
de 4 lo passado. Os jornaes de New-York oc-
cupao-sn com as questoes pendentes da oceu-
paeo do territorio do Oregon, e da annexacao
da repblica de Texas. Nao so esperava por
ora resoluco alguma do governo ou das cama-
ras n es tes dous casos
Numerosas petices teem sido enderezadas ao
Congresso Americano contra ea avor da pro-
posta alteraran das pautas.
Mr Calhoun, Ministro dos Negocios Esiran-
geiros, disse a algunscidadSosde Charlsstown ,
quo tomara conta das suas funecoes, declaran-
do- se o partidista da paz com todas as na (oes ,
especialmente com o grande paiz donde proce-
den! os Estados-Unidos (a Gra-Bretanba). En-
tenda que nao bavia duas naces no mundo
que mais prejui/.o ou mais beneficio se propor-
conassem mutuamente, segundo appellassem
j'aiu a guerra ou ac louservassem em paz.; e
que 8pesar de partilbar taes principios, sem-
pre sustentara a honra e dgnitede da naco.
Goocluio observando que tudoso arranjaria de-
corosamente nao reclamando senao o que fos-
se justo, e nao acceitando senao o que fosse ra-
zoaveL
As transaccocs commerciaos nos diversos pon-
S



w
I
to< dos Estados-Unidos proseguirlo com anima-
cao.
- gundo iniorrhac,oes do Cabo Hayten lo-
dara populacio de origen) hespanfaola da anti-
ca ilha deS. Domingos cachava sublevada
contra o governo de Port-Rcpublcain Quasi
tola i Iropa de linha se poi em marcha con-
tra os insurgentes. I mdosOfliciaesdoReiChria
tovio, o General Perrot.be o Commandante da
divisSo expedicionaria do Governo composta
de G.OOO homens Calcula-se que baver al-
guns combales sanguinolentos antes de se paci-
ficar essa ilha O commercio encontrarse na
mais daploravej situacSo depois das desorden*
que team rtfrnrrirtn. ,-------,----------
De Matanzas (Coba)escrevem 28 de Mar
co, que a conspirarlo entre os escravos he maii
importante do que se julgava. Perto de 3.000
Africanos estio em ferros nos calahoncos das
mmediaedes de Matanzas. Bastantes ji for-^o
processados e fusilados, Chegno essa povnacio
um regiment le linha, sabido de lla\anna para
explorar o districto.
'Diario do Governo.
*- L

r v.t
;KA!V!3UC0,
Tribunal da Relaco
Juigamento lo da 15,
Appellacaocivel, appcllante Manoel Francii
co Thiago, appellado Feliciano Joaquim dos
Santos: mandou-se dar vista as partes.
Appelante, o curador das escravas Alexan-
drina e Mariana, appellado Joaquim Jos de
Macado: mandou-se dar vista no Curador Geral.
Appelante, a Fazeda, appellado Antonio
Nunes Jnior: julguao nullo o processo de fo-
IIis 25 em diante.
Appelante 1). alaria Martellina de Jetas Na-
/areth, por si e con.o tutra de seus fillios me-
nores, appellado Gaspar da Silva como admi-
nistrador de sua niullier: loi reformada asen-
tenca.
Appelante, Antonio Jos l'erreira, appel-
lada Margando Victoria de Jetas: foro des-
prezados os embargos.
Appelante, o Jui/o appellado Antonio Jor-
ge: mandou-se dar visla ao l)r Promotor dos
ausentes,
Appcllante, Francisco Fernando dos antos,
appellado o Jumo: nao loma rao conhecimento
do recurso inlerposlo, por este tribunal nao ser
n competente, e foro remettidos os autos ao
Juiz.
Recurso doCbefedePolicia das Alagoas recur-
rente o Dr. P. publico da comarca da Atalaia,
reenrridoso Alleres Aflonso d'Albuquerque Ma-
ranhao e outros: fui confirmada a pronuncia.
Appellantes, l.ourcnco \velino o outros es
tildantes do Corso Jurdico, appcllada a justica:
loi reformada a scnienca.
Appelante, a AdministracSo do patrimonio
dos orphios, appellado o Padro Francisco lio
drigues Machado: mandsrio descer os autos
para avaliacao e pagamento dos doui por rento
Appcllante, LourencoCorreia, appellado Jo-
s da Silva Noves: mando rao dcscer os autos
parase proceder aexame do denuncia.
Appellat;5o civtl, appelante Cacto no Pinto
de N eras, appellado \ iciorino l'erreira de Cam-
pos: f i reformada a sentencia.
Appellantes, os berdeirus de Jos Rodrigues
da Cunha, appellados os herdeiros de i". Can-
pello: mandarlo dar vista is partes.
Appellantes, Joiio Victorino e outros, appel-
lados JoUo Antonio Goncalves e outros: man-
darlo que assignados por o Advogado da casa e
preparados, voltassem os autos.
Appellantes, a uuva o herdeiros do finado
Mathias de Limae N asconcellos, appellado lien-
to Lina de Lima: loi confirmada aseatenca.
Appell>inles, Francisco la Silva sua mulher
e outro, appellado Manuel Goncalves: iriandari
dar vista as partes.
Appellantes, DiogoCocksbott & Comp.\ ap
pelladuJos Francisco Borget; ulgarSo nullo
todo o proceSSO, pagando o appellado as cusas
\ggra\o, aggravante Bernardo Antonio Do
mingues, aggrovado Jos Francisco Pinto: nao
loi prvido o aggravo.
[pena, que justamente a justica pedio, que Ihe
rosta imposta, trouxe a igualdode do leo com
todos os mais, eque por isso fulminando a nos
ti tcgislacfin crimina! a pena de morte contra
todos os mais [disse elle), a respeito do escravo
nao ha a menor juslicj: Srs., eu reconheco os
prejuizos da escravidio, eu reconheco igual
mente com o nobre Advogado este abuso extra-
ordinario, com ludo nao he esta a occjsiao de
tratar disto; por conseguinte sem dicorrer mais
lobre igualdades, sem jamis (aliar de liberda-
de, oii de escravidio; eu vou com a lei na mao
tratar da materia, esta diz, que todos, mesmo
os livres nos casos, como o praticado'pelo reo.
est o ocursos as penas do artigo 192, grao
mximo.
O Sr. Advogado argumentou como princi-
pio estabelecido na constituicao do igualdadeda
le; eu >irvo-me deste mesmo principio, e di-
go que o artigo 102 nao exclue individuo al-
um: porque ello expressamente menciona, que
aqoellc que commettrr o homicidio, com taes,
e taes circunstancias oggravanses seja condem-
nado no mximo das penas; logo nao ho a con-
,li( So do reo que influe na sua condemnaco;
mas sim as circumstancias que se dao no dplic-
lo que elle praticou; por tanto esta considera-
do do pode approveitar defesa.
Outro argumento. Srs., que o nobre Advo-
cado apresenlou, foi deque se nao deo no ot-
tnti>do a vontade do agente; por conseguiute
que nao ha criminalidade; se isto se provasse,
era frira de duvida, que o reo nao devia mere-
cer pena; porquanto he principio constitutivo
de direito criminal, que em vontade nao ha
i rifie; e assim se v que militas ve/es se d o
tao quando se reconheca que he este o ultimo
meio de reprimir os delictos, c excessos; Tura
destes dous casos ellos nao concedem a pena de
morte; mas para que me hei de MtHit eom
urna questao que est desde ha multo debatida,
urna questao que j nao merece muita conside-
rado ? Nao tenho precisio disso; ella existe na
lei. he forcoso cumprir esta. Disse o Sr. Advo-
gado. que a pena de morte nao prehenche o
grande fim que as leis devem ter em vista, que
he o exemplo e, a correcco; he verdade em par-
le; mas, Srs.. 'infelizmente he verdade que o
que approveila ainda he essa pena para com os
escravos; outra qualquer pena pode produzr
grandes effeitos para um homm de vergenha.
que tiveradesgraca decommetter um homici-
dio; mas nunca para um escravo, que por sua
posicio nio tem sentimentos alguns de honra;
urna pena de priso perpetua nao horrorisa um
escravo; elle vive na escravido; nao Ihe impor-
ta soflrcl-a de urna maneira. ou de outra; um
homem livre, criado com os principios da mo
ral e dareligiao. preferira a morte urna pn-
s5o perpetua, perda da sua liberdade; mas aos
escravos, aos entes mais abjeclos da sociedale
nao se d tal sentimento. Outio argumento da
defesa loi dequeoro atemorisado por urna
ameaca que Ihe fez o infeliz que elleassassmou,
se perturbou. e commetteo o delicio
Srs., o processo tododemonstra evidentemen-
te qual o comportamento do reo. e delle se eofl-
clueque tal recelo nunca houve, e sim urna
premeditacSo antiga. Srs., duas circumstancas
presentadas por mim como orgao da justica,
fizerio com que ella se van obrigada a elevar a
pena do reo do artigo 192 no grao mximo;
crinic, u a'Sim sp \n que mimas vive* J |'-"- -.....-...........d------
rrime. mesmo o homicidio. n3o resultando cri- estas duas circumstancias que loroo supenori-
minali.ladea quem o praticou; por exemplo dade e abuso de confianca, as quaes o nonre
aquelle que commetteom homicidio no estado defensor conteslou; quando as provas da sua
le defesa; e por que? Poroue em estado de de- existencia sao immensas.
SESSAO DO JURY NO DA 3 DF JIMIO
DE 184*
(Conlinuagao do numero 133.)
Dada'a palavra ao sr Advogado da aecusacao
e este, usando dclla, disse:
Srs., igualmente desprevenido, fiz a presente
ficcosacio, como o nobre Advogado defeta;
mas, encorrega;io pelo jaramenlo que preatei
pora por parte da Justina arcusar ao reo presen
te, tomei alguns apontamentos dos argumen-
tos, que o nobre advogado a presen tou em la-
vordeseuconstituinte,e por isso, Srs., direi
alguma rousa sobre elles, com o que finalisarei
a presente aecusacao: o nobre Advogado, Sis.,
q ieren lojustifcar o procedimento do sen c< ns-
liluinte, ou por outra, querendo allastal o da
......* i" i -------------
lesa beni entendida nao se d a voutade de ma-
lar; logo aquclle que assim obra, obra conlor-
me a le, conforme o direito natural; por isso
li^o, que o homem que commelte um homici-
dio nern sempre he criminoso, pode ser um ho-
mem de bem, respeitador de Dos e das leis
humanas.
Mas. Srs., a vontade do reo est manifestada
ocla mesma nat'jreza do lacto; aquelle. Srs.,
que nao tenciona matar seusemelhanle de cer-
to'nSolhe vaidar um talbo um golpe, como o
que o reo deo no infeliz que assassinou; (o es-
to golpe no pescoco, e vos sabis o como urna fa-
ca de sapateiro existe de ordinario amolada;
dando se com ella um golpe com toda a forea
por certo isso se fez com o desejo de assassinar;
nao se mostra que o reo estivesse dominado de
paixao, nao se mostra motivo algum plausivel; o
que se v evidentemente he que o reo leve m-
tencao de assassinar o infeliz enntra-mestre; ha-
vendo vontade ha criminalidade; logo o argu-
mento do S*. Advogado nao pdeapproveitar ao
reo.
Srs., o outro argumento que apresenlou o
nobre dvogado da defesa, foi de que nao exis
tem provas contra o reo; ora, Srs pii estou
que a vista do processo. > vista do depoimento
das tcstemunhas inqueridas mesmo no tribunal,
nao sp pudo aflirmar tal proposic ao; vos ouvis-
tes e por isso nada direi. Tambem se nao p"-
de duvidar que est provado que o infeliz as-
sassinadotinha autoridade sobre a pessoado reo;
todas os tcstemunhas o dissero. logo a circuns-
tancia da superioridade. por rr.im mencionada
em addicio ao libello existe evidentemente pro-
vada Outro argumento. Srs.. que apresentou
o nobre Advogado da defesa. foi o prejuizo aue
soflria o Sr. do escravo. quando este fosse con-
demnado .i morte, querendo argumentar de que
o Sr. do escravo jamis deve sofTrer por o fado,
nara aue elle nao concorreo.
Srs., ra constituido do estado est consigna
do o principio de que a pena nao pasga da
pessoa do clelinquente; por conseguinte, qtie
nao pode soffrer Blguem por um facto que
nao praticou: porm isto nSoquerdi/er que um
reo de homicidio dpix-' por so de soffrer a pe-
na, que a lei Ihe determinou; se assim fosse se-
guir-se-bia um absurdo; oque nunca se pode
suppor as leis, e milito menos na constituido;
logo, sendo verdadoiro o principio, a conclusfio
nao se contem nelle; aquella perda nao pode
ser attendida, he flha das circumstancias do reo
e da sua posicio. Disse o nobre Advogado com-
batendo a pena de morte. que esta pena he bar-
bara, e que por conseguinte jamis os Srs. Jui-
zes devio decretal a.
Esta questao, Srs., j, ha muito he debatida
por distinctoscriminalistas; dilTerentesopinioes
se teem emettido este respeito; mas eu escu-
so i anear-vos com isto, porque mo he isso ob-
jecto, que agora vos perlenca; s vos digo que
ella existe nos cdigos de muitas nacoes; eque
tambem existeentre nos; e isto basta para filian-
do ella for devida, ser imposta: eu sei. Srs.,
que difTerentes opinies existemsobre esta ma-
teria rumo j vos disse. Boceara e outros com-
bolem tal pona; on apenas a ;idmiUem em dous
casos; ou quando ha estado de anarchia, ou en -
Mas. Srs um dilema asss forte so apr-
senla a respailo da circumstancia aggravante da
superioridade; ou ella existia, ou nao; se exis-
tia, est claro que se deo a circunstancia ag-
gravante mencionada no artigo 7.'; se nao exis-
tia, por que receou o reo da ameaca que o con-
tra-mestre Ihe fez? De duas urna, ou havia
superioridade. ou nio poda baver susto, que
o collocasse fura da ra7ao. para commelter o
delicto. Disse ainda o nobre defensor que o
senhorda tenda fura o propro que declarara
que o contra mestre nao tnha superioridade
sobre o esito ; ora qual de vos nao reco
nbecer qneeste dito hesuspeito. ltenlo o in
teresse que elle tem na sua absolvicao do es-
cravo .'
Outro argumento foi dedusido do artigo 91
do cdigo por mim prmeiramentrt citado a
cercada confisso do reo; mas permilta-me o
nobre Advogado que eu Ihe diga que elle nao
leo todo o artigo, leo o primeiro parte, e nao a
segunda na qual o reo est comprehendido; se
o reo confessa seu crime. etia ha mais provas,
a lei di/ que nao soflra elle pena de morte; mas
se confiseao se juntarem outras provas. diz a
lei que soffra essa pena: eis-aqui o caso do reo;
existe a sua confissao, mais provas. como vos
ouvistes ltimamente disse o nobre Advo-
gado, que nao sabia como, reprovando a anu-
saco a pena de morte, conclue pedindo essa
pena para o reo ; fim, eu declaro-vos que nao
vejo paridad? no argumento no caso do reo
loi um homicidio platicado por elle. pr urna
pessoa particular, no caso em que estamos, a
justica publica exige pena de morte; mas por
meio das leis, e porque ella existe consignada
na nossa legislacao criminal, nio he como meio
devinganca que se pede essa pena, he por
meio de um tribunal, autorisado para tal que
a justica publica pede que ella se imponha ao
reo; no primeiro caso o particular nio es-
t autorisado para matar, ou assassinar seu se-
melhante; mas no segundo dft-se essa autorida-
de na sociedade civil, nao, remontando no di-
reito Divino, onde o mesmo supremo Archi-
theto do universo a tem determinado eu nio
quero ir estes principios, ft lettra destes Divi-
nos escriptos. nao vou lio longe, digo rnente
que boje o Tribunal dos Jurados se acba auto-
risado para imporesta pena, sem que isso se
oponha vontade de Dos Srs., pelas ra/oes
que vos dei no romero da minha oracio, vos
desculpareis minhas fallas : procurei cumprir
a missio de que me encarregrao o vos com-
pete cumprir a vuwm u aguardo vossa deeitSo,
e com ella me conlormarei, porque confio na
justica com que ella ha de ser ditada.
Esquecia-me dzer-vos que por parte da ae-
cusacao havia documentos a juntar, nio os jul-
guei necessarios, por isso os nao aprcscnlci :
romttidn elles auui csto fazei delles o uso
que vos convier
Em seguimento deo o Sr. Juiz Presidente a
palavra para replicar ao Sr. Dr Pcreira que
se explicou por esta maneira :
Sim, a defeza propoz-se nicamente ao fim
de salvar o reo da pena rigoroza, que se exi-
ge ello soflra; para conseguir isto, eu vos fiz
ver, que nao se derao as circumstancias aggra-
vantes, qucoSr. Dr Promotor menciona em,
seu libello. e que em vez dellas havia a favor
do reo a circumstmcia attenuante de ter sido
elle provocado aterrado pelas ameacas do
contra-meslreassassinado ; aoresentei diversos
argumentos em favor do mea conslitoin te ,
quando expuz que nao convinba mpr-lhea
pena de morte; mostrei-vos a baibaridade, e
illegitimidadedella. e que nao prehenchia os
fins" a que devem tender todas as penas, quaes
o d corrigirodelinquenle, O exeinplicac aos
mais. quetinbode commetler attentado; se-
mejantes verdades pdem mu bem che-
gar aos vossos conbecimentos vos podereis
mui bem saber que com a morte nio corri-
ge-se a niiigoem, porque nao he possive! cor-
rigiese a quem nao existo, nem tao pouco pu-
de exernplicar, como outra qualquer pena, que
seja duradoura. eque cada instante se oflerec-e
visivelmenteaos que tenan commetter atienta-
dos; o que nao succede com a pena de morte ;
no caso preseote esta nao deve ser applicada
ao meuconslituinte. Srs. a pena de morte,
comquanto tenha sido por muitas vetes debati-
da e contrariada por muitos accreditados cri-
minalista, todava alguns outros de igual nota
a concedem; mas a concedem em casos mu ex-
traordinarios, quando a pessoa do delinquenle
se torna incorregivel c pengoza. habituada aos
crimes; quando ja est encanecida na correira
delles ; mas, >rs., meu constituinte ainda nao
,Si acc'usado! nao digo de um crime de morte ,
mas de algum outro qualquer; o meu consti-
tuinte t^mmetteo o attentado de que he aecusa-
do jnv0|unv'ariamente, nao concorrero es cir-
cumstancias ^gravantes que orto necessanas
para o levar >' a Pfna no.8r "I8X'7
porquanto mostr! fC* que se nao tmba dados
r. ^ .___ -~,-nJe de abuso deronfianca,
circumstancia aggravanv .
. w, n>l>;i/> une pru.re o reo. e o assassi -
porque ja hi muito que env.
i l i^ni.liiooneias-, oso nao iiodia a-
fiado haviaodesintelligencias,. ^ i
r__. n,,a .nnfia-seejn quem se nao
verconuanca; nunca toniid u i .
est de harmona, ou com quem se C* Uesavi-
do. Tambem nao se deo a outra circunstancia
a-gravante da superior.dade.porque meu cons-
lituinte, sendo official de sapateiro.nao caret'a
das noces do contra-mestre ; a sua posiciodfl
escravo tambem o nao collocava nessa depen-
dencia; por isso que seuSr. all cstava, era elle
quem diriga tudo para prora de que nao
exista esta circumstancia que a aecusacao men-
ciona, basta relectir-se sobre as declarares
dastestemunhas quando di?em que o assa.ssina-
do prometiera muitas vetea fazer queixa de meu
constituinte a seu senhor. para este o mandar
surrar; quem tem autoridade sobre oolrem ,
castiga por si. ou mando-o, nao pede que uru
terceiro o faca.
Passar.i a responder a alguns argumentos a-
presentados pela accusac&o; disse esta que a pe-
na nao deve pnssar da pessoa do delinquenle ;
por conseguinte que o senhor do escravo na
pode ser projudieado; mas, Srs., eu confrsso
i|uenio pude penetrar a maneira de racioci-
nar do Ilustre aecusador; eu concedo que na
nossa lep.islaco ha um artigo expresso que diz
que a pena nao passarada pessoa do delinquen-
te; mas a consequenca que tirou o Sr. Dr.
Promotor Dio a comprebende; porque li/er-se
que o sensor do escravo nao he prejudicado, ho
isso contrariar una verdade, urna verdade de
primeira intuicio: porque vos minio bem sabis,
qiip.. sendn o escravo condemnado pena de
morte ou de gales, o Sr. do escravo hCI
privado da propriedadeque sobre elle tem.
Disse ainda aaecusagao. que en houvera ne-
gado o facto de baver o reo commettido o de-
licio Srs eu j vos disse que a defeza so
tende ao fim de mo-trar que nao existo as cir-
cumslarcias aggravantes mencionadas no ribel-
lo enao a outro por conseguinte loi gratui-
ta a io( repaci que me fez a aecusacao, quan-
do disse que eu neguei o fatto eu smente
trouxe o artigo 94 do cdigo para mostrar que
a pena de morte nao devia ser imposta, porisso
que s havia a confissao do reo, sem mais pro-
vas algumas. Disse-se porm que nos autos
existem provas, pelas quaes, independente da
confissao do reo,poda ser este condemnado;ora,
isso ho queeu neg, porque vos ouvistes do
leitura do processo que una s testemunh no
quedepoede vista; e pde-se condeumar um
homem pena de morte pelo dito de urna so
testemunh;.? Nao Srs.. porque be principio
de direito que ara baver prota plena neeessi-
ta-se pelo menos do depoimento de duas cslc-
munhas contestes; mas no processo,como disse
existe s una, logo o crime nio esta sulncien-
temenle provado: a aecusacao fundou a sua
prova na coi.fissio do reo juntamente com o de-
poimenlo desta lestemunha ; mas he necessa-
rio analysar a qualidaile das lettemunhas qu
jurrAo no processo; ellas foi8 ndiradatto
principio como con ven (es, e at mesmo corno
autoras do attentado; na,> sou eu que digo. Dl
correo o noticia, e foi isso tanta verdade que
as loslemunh:.s esliverao na catba e de I
sahirao, e vierao depr em juizo dizendo aqOl-
lo que est nos autos; mas notai que antes issu,


7
5
logo queaPolicia correocasa em que tinha sido
commrttido odeclo essas mesinas testemunha*
declararn soleinneincuto que nao tabiio 1)11111
tin ha $iclo o autor do assassinato ; mas, Srs.,
vos todos sabis o empenho, e os calreos que
setectn ffito para que o meuconstituinlosofrra a
pena do morte; esto infeliz, Senhores, quasi a-
bandonado de todo o mundo, at mesmo do seu
proprio senhor, daquello que tinha irais inle-
resse do que ninguein, que devia ser o mais in-
teressado na defea do seu escravo, abandonou-
o, \ apenas leve o apoio de uin fruco Advogado,
da minha pessoa que por occasio do ir a casa
do Sr. Delegado, fui encarregado da sua cura-
doria, ao<|iie de boin grado moprestei, alten-
deudo situoeao dullc e por ver que uw
braco vigoroso forcejava quanto lite era pos-
sivel para que uin desgranado escravo tivosse
urna sorte b -in tormentosa. Srs., eu nao fati-
gare! a vossa paciencia; por isso concluirei re-
commendando vossa clemencia o proteccao
o infeliz meu constituinte, decidindo a seu res
pcito conforme aos ditames da vossa conscien
da, guiada esta pelos principios da humanida
de o da clemencia.
O Sr. l)r. Juiz Presidente: foz o rela-
torio dos debates a presen lou as provas da ac-"
cusaco, e da delesa, econcluindo entregou
aos Srs. Jurados os respectivos quesitos.
Recolhido o jury a sala de suas coherencias,
sabio poucodepois. e lendo o seu Presidente as
resposto por elle dadas aos quesitos que Hielo
rao propostas, .0 Sr. Juiz Presidente lavrou ,
1: seguidamente leo a seguinte
SENTENCA.
Km vista da deciso do Jury, eemeonfor-
midadedo artigo 192 do cdigo, condomno o
preto Manuel, escravo de Jos Fernandos Bas-
tos, na pena de morto, grao mximo do refer
do ai ligo, combinado com os artigos 2. e 4
da .le de 10 de Junho de 1835, e as custas a
seu senbor.
U Sr. I)r. Pereira : roquoreo que se
Ihe tomasse termo de appellarao da sentenc*
proferida.
O Sr. Dr. Juiz Presidente: observou
que cm vista da lei nao bavia recurso das
entongas, em casos desta especie.
O Sr. Dr Pereira : instou pella ap-
ipellaco, com o fundamento de que seu cons
ti tu i i> t fra pronunciado pela lei ordinaria, e
nao pla excepcional.
O Sr. I)r. Juiz Presidente : disse que
o defer me oto era oque tinha dado que se o
Sr. Advogado linlia que requerer, o lizesse por
scripto, que ello juiz deferira
Km seguida o mesmo V. Juiz declarou <|U>
a sosso eslava feiebada : e ero tro/, horas da
larde.
motor nao tem attencoes com criminosos, faz
o seu dever contra quern quer que leja ; e lie
advogado da maior parte das pessoas docom-
mercio desta cidade que all teetn llovedores
remissos ; por consequenrin sflo seus ilcsaflei-
roados todos os protectores de criminosos que
em nossa Ierra nunca sao de todo desampara-
dos e todos os velhacos que querem vivera
custa de seus credores: alm disto os que na-
quella comarca vivio da rabulce nao pSem
Una ; hiato brasileiro Novo Destino rapito ptima ronstruccao o o esmero empregado
Esleviio Ribeiiy, carga varios gneros : pas- pelo hbil constructor para a sua elegancia,
sageiros, Jos-Joaquim do llego Jonqum ortalesa, e boa marcha, ludo indu/. crer
Rodrigues de Je/us, Joaquim de Barros Ca- que este barco vai seroprimeiro na carreira
listo Brasileiros.
Editj.l.
do serta, e como tal prelervel a outro qual-
quer. Os pretendentes a carregarem se pdem
entender com o seu proprietario Vlanoel Joa-
quim Pedro da Cosa na ru da Cruz n. 5f.
Para o Rio Grande e Porto Alegre sc-
2 O lllm. Sr. Inspector das Rendas Pro- gira o brigueVota Minerva; para passageiros-
s'oflrer com resignaco, que as partes inleressi- | vinciaes manda fazer publico, que em cum- tem bons cominodos; quem pretender, ou mes-
das, dando preferencia ao mrito, e capacidade \ primelo do oficio do Eim. Sr. Presidente da ; 1110 embarcar escravos, pode tratar com os con-
vao entregando as suas causas ao Sr. r. San- Provincia datado boje, de confonnidade com o signatarios Amorim Irmao na ra da Cadeia
los, cdeixando no esquecimento os antigos fre-
guozes. Kis, Srs. Redactores quem sao os de-
saffectosdo meu amigo e por aqu veja o pu-
blico a raso do proceder dessa gente.
Com a publicarn destas linhas multo obriga-
ro ao seu &c., &c. Um de S. AnlOm.
\\lan dega.
Rendimento do da 15......... 8:0O4#332
^"*- Descarrega hoje 17.
Briguo Aristides bacalbao.
Barca Lalrube mercaduras.
Briguo Jeanette farinha
llriguo francez Bey lijlos.
Bngue Robim mercaduras.
dorrespotilnci.is.
Srs. /(eductores.No expediente do Governo
da Provincia, publicado nodia lOdocorrente, \l
que o Exui. r. Vico Presidente Mosquita nodia 3
do correle, estando ja em palacio o Exm. Pre-
si late actual, anda demiltio o Sr. Delegado da
cidade da Victoria, Jos Martins Pereira Mon-
leiro, do lugar de 1." Supplcntedo Juiz Muni-
cipal, sob o pretexto de que elle nao prestara
juramento deste cargo o nomeou ern seu lu-
gar o Sr. Antonio Henriques do Miranda.
Nao quero estabelecer compararnos entro o
demittido, e o nomeado, porque talvez este se-
ja innocente no caso ; mas nao posso dei-
xar de esclarecer o equivoco em que S. Exc.
-estove, quindo fundamenlou a deniisso do Sr
Martins. Ksto digno cidadao nao s prestou ju-
ramento do lugar de supplentc como substi-
tuio algumas ve/es o Juiz Municipal da Victo-
ria. Em consequencia do Aviso do 8 de Julho
le 1842, expedido ao Presidente doCear no
qual so declarou, que ero incompativois os lu-
ga/es do Subdelegado e do Supplenle do Jui'
Municipal ni and m a Presidencia que o Sr
Martins nao conlinuasse a servir de Supplenle ;
mas nao nomeou individuo algum eui sen lu-
gar; e assim quo por outro Aviso do anno pas-
sado so declarou, que nao hava incorrip itibili-
dade uestes empregos, fui o Sr. Martins Perei-
ra vlonteiro, por urna portara, reintregado no
lugar do Supplenle du Juiz Municipal cujo
exoriicio nao depend ido novo juramento. Al
mo consta que ello eslava servindo quando
tevOCe a domisso contraria ao Aviso cima
Citado. Sou seu Lettor constante.
Srs Redactores. Consta-mo quo alguns
individuos procurao nesta cidade abocanlur o
crdito do Sr. r. Santos digno Promotor Pu-
blico da comarca de Santo Anto onde serve
tu tanto lempo, e com gral satisfa^So da gente
boa ; e porque sou amigo sincero do Sr. San-
tos, o nao quero que os intrigantes vito aqu j
fazen lo o seu officio sem obstculo venho do- !
clarar ao publico quaes sao os desafenlos 1*8-
quello honrado Empregado e quaes os mol-j
vos de o desabonaren) : o Dr. Santos como Pro-
artigo 37 da le Provincial n. 130se ha dear- n. 45. (0)
rematar em hasta publica, perante a mesma 3A barra portugue/a S. S. da Hoa-riaqem,
Thesouraria no da t7 do correnle me/. |2JjQ .seguir uuiilu Ixux pa a cidade do Porto ,
meio dia. segundo a nova base modificada, os por ja ter a (Palor parle de seu carregamento
impostas que leixro de ser arrematados nos
das 5.7.e 8 por nohaveie 11 licitantes: a saber
imposto de 2.500 rs. por cabeca do gado vac-
cum quo for consumido nos muoi ipios do 0-
linda, l.imoeiro, Cabo, Serinhaem, Rio-for-
moso, Bonito, e Cimbres.
Dito do dizimo do gado cavallar do muni-
cipio de Cimbres.
Os concurrentes cornparecao na dita Thesou-
raria no dia, o hora indicados, devidamente
habilitados.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vnciaes de Pcrnambuco 11 de Junho de 1844.
O Secretario ,
Luiz da Costa Porlocarreir: (23)
i'haija no itr.cn'i-: 15 dejunho de 1844.
Revista mercantil.
Cambio Nao teom havido tranzagoes por fal-
ta de navios a sabir.
Algodao As entradas forao regularos e 8S
vendas de 4*800 a 4*900 rs. por \ssucar As entradas fOnlo limitadas, e as
vendas geraes a 750 rs. por (g> sobre
o ferro tendo-se pago algumas par-
tidas oscolhidas a 800 rs.
Couros Pouco procurados, o sem alterarlo.
Sola Vendeo-se de la500 a 1*800 res o
meio.
Vlcalrao Idern a7,*500 rs. o barril.
\ mendoas dem do 4j500 a 5* rs. a @.
Bacalho Chegro dous carregamentos dos
quaes um seguio para o Sul, e ou-
tro, que he de 2.600 barricas de qua-
lidade inferior esta' por vender: o de-
posito em trra be de 1,000 barricas.
Carne secca Nao houvero entradas nem
alteracao em precos, e o depozito ho
de 40.000 @.
('.Ora branca Ha falta e a pouca quo existe
pedem 1*280 rs. pela libra ern pao
Karinha de trigo Chegrao boje quatro car-
regamentos um com destino para
Buenos-Ayres; e o depozito em tr-
ra anla por 2.500 barricas.
Farello Vendeo-se de 3,>200 a 4i /00 rs. a
sacca.
Passas dem de4 a 4*800 rs. a caixa.
!_ m* 1.1 II......I._ ...MLHJ1JIL.
ileclaracors.
ngajado, para carj;a o passageiros, cojos com-
uioilossao excedentes; trata-se com Francisco
AI ves da ('unha ou com o Capilao ()
1 Para o Rio de Janeiro seguir breve a
veleira borra Diana qual tem excedentes
cmodos iara passageiros : tambem oflereco
boas proporcoes para escravos a frote Os prc-
tendenles pdem tralar com Amorim roslos ,
ra da Cadeia n. 45. (6)
Plvora ingleza dem do 240 a 280 ris a
libra.
Sabio modilerranoo dem a 160 rs. a libra
Vinho Um carregamento da Kigueira ven-
deo-se a 97* rs. a pipa, e esta o n.ar-
cado beiii suppridn.
Existen) no porto 4 navios americanos, 20 bra
sileiros 1 belga 1 hamburguez, 1
un 11.1 1
;, 3 ingle/es, 3 pe
1 saido e 1 sueco : ao todo 35.
Hoviracnto do Porto
\avios entrados no dia 14.
Londres; 29 dias brigue inglez Hemeiiana ,
de 109 toneladas, capitao Gaihyango, equi-
pa gnu 12 carga lastro
Terra Nova ; 68 das, briguo inglez Aristides.
de 290 toneladas, capilao Samuel Hwtocians,
equipagem 12, carga bacalho.
.\avio sabido no mesmo dia.
Lisboa; brigue porluguez S. Domingos, capi-
tn Manuel Goncalves Vianna carga varios
gneros.
Navios entrados no dia 15.
Balthimore ; 48 dias briguo-barca americano
L'lrobt do 256 toneladas capilao Allon ,
equipagem 10 carga l,.riuha de trigo.
Phil'i'lolidiia; 71 das, briguo americano Wi\
lian Tacker, do 150 toneladas cauito VI.
I). Ecqiar, equipagem 7 carga farinha de
trigo.
dem; 48 dias, brigue-oscuna americano Cum
berlanii de 155 toneladas capilao Autho-
ny equipagem 8 carga farinha de trigo
Liverpool ; 37 nas briguo inglez Stward ,
de 215 toneladas capilao Johon Y?isher ,
equipagem 10 carga fazendas o plvora.
/Vadossahidos, no mesmo dia.
Belmonto lancha brasilea 8 Jos Feliz, ca-
pitao Fernando dos Santos Dourado carga
varios gneros.
30 lllm. Sr. Commandante das Armas ,
em consequencia d'ordem do Governo da pro-
vincia datada em 31 do Maio ulti.iio manda
convidar um cirurgiSo hbil para irexercer suas
funecos no presidio de Femando de Noronba ,
vencendo mensalmente. em quanto alli se con-
servar, 70* rs., e urna racjlo d'etapc. Os pre-
tendentes munidos desuas habilitaioes quei-
rao dirigir-se a Secretaria Militar nos diasuteis.
Recife 8 de Junho de 1844. O Secretario
Militar Francisco Camello PessAa de La-
cerda. (12)
3=0 administrador da Mesa da Recebo-
doria de Rendas Geras Internas faz sciente a to-
das as pessoas encarregadas do pagamento dase-
gunda dcima de corporagocs de mao mora .
que o presente me/, he o marcado para a co-
branea da mesma, c que, lindo elle, se procodo
r executivamente d^*onlormidade com a
lei. Outro sim declara as pessoas que leem
do fazerem rfclamacocs de escravos que de-
vem comparecer todos os dias uteis de presen-
te mes das 10 horas al ao meio dia (11)
2O lllm. Sr. Inspectordo Arsenal de Mari-
nha manda lazer publico que no dia 20 do
corrente contratar, pelas 11 horas da manhaa.
os fornecimenlos dosobjectos abaixo declara-
dos, para os navios da armada, pelo espaco de
seis mcps, contados do primeiro de Julho pr-
ximo ou por maisou menos lempo, conforme
os procos que se pedirem pelo fornecimento de
qualquer dos mesmos objectos feijao, arroz,
caf moido assucar agoardente vinagre .
toucinho azeite doce carne salgada baca-
lho carne verde pao, e bolaxa : as pessoas
a quem convier o contrato sao convida das
apresentarem as suas propostas n'esta Secreta-
ria o a comparecerem no referido dia e hora.
9f(>r(>lar3 ds Insscceao do Arsenal de Mari-
nba de Pernambuco 12 de Junho de 1844
Atexrmdre liodriguesdos sfnjos,Secretario.(l8)
1 a adminbtracao dos Estahelecimentos
de Caridade manda fazer publico que a ter-
ceira praga da casa numero 29, annunciada para
dia 7. do corrente, foi transferida para o dia
21. Sala das Sesses da Administradlo dos Es
inhi'li'cimentos de Caridade 15 de Junho de
1844. O Escripturario F. A. Cavalcante
Cousseiro. (8)
1 = D'ordem do lllm. Sr. Inspector do Ar-
senal do Marinha feco publico que hoje 18
do corrente as 11 horas da manhaa vender-
se-ha em hasta publica na porta do Al-
moxarifado, um escaler que loi da renarti-
cao da Sade. Secretaria da Inspeccao do Ar-
senal do Marinba de Pcrnambuco 15 de Ju-
nho de 1844 Alexandre Rodrigues dos An-
jos, Secretario. (9)
GABINETE LITTERAK10.
N5o se havendo at agora reunido o numero
de socios nocessarios para se proceder eleicao
da commisso que, na forma do art. 5. dos
Estatutos deve tomar coritas a di rece, o tran-
sacta de novo convida-se aos Srs. socios para
comparecerem na sala das sessdes do Gabinete
hoje, 17 do corrente, pe! s h h"rs _________- .. L
Avisos martimos.
O hiale Novo Olinda, que acaba do ca-
hir do estaloiro cavilhado, e pregado de cobre,
vai dar a sua primeira viagoin ao Aracali : a sua
Leudes.
2-Ocorrelor Oliveira far leilao de grande
quantidade de fazendas ingle/as france/as o
suissas, consistindo em chitas, algodaosinbos ,
cassas panninhos, pannos meias, suspenso-
rios brins brancos e oscuros de lindo e d'algo-
dao sarjas setins, (afolas, pbailes. lapirn ,
lisinha.&c; ecalcado inglez, e francez, tanto
pira homem, e senhora como para menino ;
linhas e outras muitas miudezas; o que tudo so
vender sem limites, para liquidaco docon-
tas: terga-feira, 18docorrento, slOhorasda
matiliaa no 1. andar da sua casa na ruada
Cadeia. (13)
Avisos diversos.
2=Prccisa-se de urna ama de loile lorra ,
ou cativa que tenha bastante leite sadia e
de bons costumes; quem rstiver nestas circuns-
tancias, dirija-so a ra Nova, l. andar do so-
brado n. (i.'j (5)
3 O Thesoureiro da irmandade do Divino
Espirito Santo pede porlav>ra todas as pes-
soas que teem capas da irmandade em seu poder
(menos os mesarios} Ihe as mande entregar, na
ra das cru/es n. 40. (5)
2A fabrica de caldeiraria, c mais oflicinas,
fundido de sinos, e differenles obras de me-
tal de Mosquita & Dutra estabelecida at agora
na ra do Apollo ( Porto das Candas no Recife),
aoha-se transferida para o (im da mesma no
edificio novamente construido na esquina da ra
do Briim onde seus fregueses se pdem diri-
gir, cortos que sero servidos com o mesmo ze-
lo, com que o teem sido at agora ; para com-
modidade de seus amigos, c froguezes, os mes-
mos Mosquita & Dutra estabelecrao na ra da
Cadeia do Recife junto aoarco da Conceico
n 56 um depozito no qual pdem ser pr-
vidos e darem as suas ordens que Ibes convie-
rem cortos que scrao promplamonle execu-
ladas. (16)
2=I),i-so 100 a 200* rs. a juros, sobre pe-
nbores de ouro ou prata ; as Cinco-pontas
casa n. 126. (3)
2 A commisso administrativa da socieda-
do =Terpochicore-=r, marcou o dia 17 do cor-
rente, para os socios apresentarem suas propos-
tas para convidados da partida do dia 28. (4)
2 Manoel Domingues Mourcira Jnior
embarca a sua escrava Michaella para o Rio de
Janeiro. m
Abroo & Monteiro, donos do botiquim
da Cova da Onca, ra do Ruzario-Larga n. 34,
fazem publicoquo consta aos mesmos cima que
um individuo tem pedido em nome do dito bo-
tiquim algum dinhoiro, entitulando-se cobrador
do dito botiquim; e por isso os ditos acims pro-
vinem que se nao responsabiliso por quantia
a'guma. generse fazendas que sao pedidos visto
que os ditos nao teom cobrador algum.
1= No depozito re larinha de mandioca na
ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 vende-se
farinha de boa qualidade vinda dos portosda
Rabia a 38 rs. o alqueire da medida velba, sen-
do em sacca 3*500 rs. dita mais ordinaria a
2*500 rs. a sacca pecas de algodozinho a
1 *600 rs em 20 ardas 1 sof e 1 canap ,
5 cadeiras de Jacaranda por barato prego e 12
campoteiras de vidro de difierenles gostos. (9)
l)-se 2:500* rs. o premio com bypothe-
ca em predios desembaracados, ou sobre penho-
res ue ouro, prata o em
quentiss do 200t
ris para cima ; quem os pretender, dirija-sea
ra do Crespo loja n. 8, onde se dir quem os
d, hoje ato ao meio dia.
- Ainda precisa -se de um bom cozinbeiro,
e caixeiro ; no botequim da Estrella no caes do
Collegio.
-1
1
MHMHi


^^
r
i
* LU LllA DAS MEMORIAS torolr, e muito intellfgente no tervico decaa;
BISTUR AS
Premio grande 8.000 .000 reis
Di/o enuaediato 4.-000 000 ris.
As m las de sta lotera correm im
preterirelmente no da 18 do cr-
lente Jufili : eo restante i-
Ihele acho-se a venda nos lugares
ju aonunciados < i 2
2 Furtro de urna-casa dentro de um bah
um ulfincie de poito moderno imitandofilagra,
comum diamante no moio; roga-se a quem lor
oferocido .le leva!-o a ra Dircita Ioja n 2 que
ter de gratilicavao l rs. ^\
2 = O florece-se para caixeiro 011 adminis-
trador de engenho um Portage/. do que tcm
bastante pratica sabe bem azer assucar rom
cal, escreve e le bem ; quem do seu presumo
se qui/er utihsar dirija se. a ra da hcnialla-
velha no segundo andar da casa n. :JG 00 an-
nuncie. ,-.
2=OsSrs. credores a casa do Manoel IV
reir (uimaraes que sacar.io novas letlras pe
la ultima concordata queivao ir ou mandar
receberas novas lauras., que se acbao promp-
tas na ra da Cruz em casa de Jos Antonio
1 nito trazendu os volhas.
2
Musco Pitturesco.
(6)
Esto jornal publicado em Lisboa por urna so
. ------ "........*-* |..* una au
dedada de Litleratos Portugaezes contam as se-
guimos materias : religiJo liistor a enliga e
moderna, phiiosophia geographia; viagens;
sc.onci.s. o bellas arles ; agricultura ; novel-
laa eicollndas ; estudos inoraos e biographicos.
O l."volume consta de 16cedernos ou n-
meros orneada um dosquacs ha dues folbas
d.mpressao de 17 poliegedas de comprido, e
11 delareo; duas magnificas estampas (rfe/br-
>na\o igual uo da impressHo para afnat se en-
atdernar ovolume) lythugranliadas em papel
velinyte OjOOO rs. fortes cada resma) com tal
perfeigao, que inettidasem quadrospdem ser-
vir para ornamento das melbores salas, e final-
mente em cada numero impar fe ve urna exacta
descripcaodas modas, sendo esta acompanhada
de bgunnos e colloccoes do lindissimos debu-
xos para bordar do branco, o de matiz, o que
servir de inuita utilidade para as senhoras do
oom totn.
As pessoas, que pretenderen! suhscrever pa-
ra esta excellente obra, pdem dirigir-so a Joa
quHw Baptitta Moureira (ra de Apollo n.t.)
Agente da sociedade tiesta provincia.
l'rimeiro volunte do Museo.
Consta de 1(j nmeros .- 1 al 16 com
32 estampas, frontispicio, e ndice &c por
12,)9C0rs.
Segundo volunte do Museo.
A direccao dividi este segundo volunte em
duas senes a fim de facilitar me isa extracco.
A primeira serie ser de 8 nmeros, prin-
cipiando em numero 17, e fina usando em nu-
mero l2\ inclusive.
A segunda serie ter oulros 8 nmeros co-
mecando em n. 2o e terminando cm n. 32 in-
clusive;
N. B. l)ar-se-lia com o n. 32 um novo fron-
tispicio o o indicegeral das materias tratadas
em os 16 nmeros das duas series = 17 al 25
inclusive = que reunidos formarn o segundo
volume do .Museo. Da primeira serie acba-se
na Agencia aleo n. 20. (45)
2 A!cga-S<3o sobrado de 1 andares da pra-
08 da Boa-vista n. 6 ; a fallar com Ignacio Jos
de Coulo na botica do mesmo sobrado.
2 Gros-didior, ineslre de orchesta em va-
rios thoatros de Pariz o da New-OrleanS di-
rector da msica da capella de Versailles, avi-
sa que accedendo aos desejus de respeituveis pes-
soas desta cidade, nacionaes e estrangeiior .
tcm resolvido lixar-se em ivrnambuoo onde
se propoe a darlicoes do rebeca rabeco( vio-
loncelo) e flauta por um methodo, que tom
tanto de prompto com de fcil; tarnbem se offe-
rcec para afinar pianos com toda a perfeicao e
promete doixar satisleitas as pessoas que Ihe
fizerem a honra de o empregar ; a sua mora-
do he na ra .Nova n. 23, sobrado da travessa
da Caiiiboa-do-Carmo. (14) ai({U
2 Da-se iniiciiu j premio sobre penhores modo
de ouro prala hypotheca ou boas firmas;
na ra estrella dvRotario, segundo andar da
cusa onde mora o Sr. Dr. Raplisla. ,4,
2 SOCIEDADE EITEKPINA.
Em consequencia de nao ter comparecido
numero suflidcnie de socios para haver sessao
no da primeiro deste mez conforme so havia
determinado; a commissao administrativa do
na ra Nova n. 41, secundo andar. (3
Dnsebi-se fallar corn o Snr. Joaquim da
Motta Ferreira a negocio do seu interesso ; na
ra da Cadoii do Recite, Iqja de cambio n. 2*1.
Offorcce-se um moco Portuguez de
annos, para caixeiro de ra ou mesmo para
alfjum enonho perto desta praca sabe ler e
escrover solTrivel, e d fiador a sua conducta,
so lor noeessario ; quem o pretender annunno.'
t Prenisa-se d ; urna ama, que saiba fto-
sinhar, ei-ngornmar, para casa de pouca fa-
milia ; na praca da Independencia, ioja de cha-
peos n. 21. (4)
P'osa-sede um bom amassador para
maseira e um preto que entenda alguma
cousa do padaria; na travessa da Madre de Heos
do n. 14,nadara deMaooe! Ignacio da Silva Tei-
xeira.
P-se um sitio com muito boas trras,
fruloiras e urna arando planta do capfm com
capacidad? para teralRumas vaccasde leito o
qual ged a quem queira plantar, e tratar de
meias, ou da-se por algum tempo a quem aca-
bar um excellente viveiro quasi prompto; quem
convior, dirija-se ao p da ponte dos Afogados,
por cima do tanque d'aRoa
1 Roga-se ao Sr. Jos Albino, morador no
enrenho Menguito, naja devir a esta praca tra-
tar de concluir certo negocio, visto que j lia
di-corrfdo 5 annos sem que lenhe dado com-
Iprimento aoquo tratou isto no espaco de 30
(lias. (fij
1 Quem qufzcr dar nesta cidade para re-
cobor na de("ianna. a quentia do 80^rs.. en-
nuncie a sua morada ou dirija-se a ra Nova
n. l, segundo andar {'1
1Antonio Jos da Costa e Silva embarca
para o Rio de Janeiro a suaescrava de nomo
Joaquina. (3
1 F. E. Alves Vianna remeti para (ora da
provincia a sua escrava Joaquina de nacao
Nagoil com urna cria de um enno. (3
Quem quizer roupa lavade e engommada
com pereicao e por precocommodo ; vai ra
Bella 11 45,
Alugo-se urna parda com multo bom leito
e ho earinhosa para criancas; na ra das 1 rin-
ebeiras 11. f.S.
Aluga-se urna boa casa terrea com 4
quartos duas sales dispensa, cosinha fre ,
quinlal cacimba a qual se alema so, ou tarn-
bem com um grande atterro proprio pare qual-
quer mercineiro, ou cerpina fazer um estabe-
lecimento por ser prximo a mere, no flm da
niB Relia ; a tratar na ra do Collegio n. 15 ,
torreiro andar.
1 Da-se dinheiro a jnrns mesmo em pe-
queas quantfas, sobre penhores do ouro e pra-
ta ; emlinda na ruado Rom-fim n. 2i. (3)
I Dc-se dinheiro a premio, mesmo em
pequeas quantias ; na ra Nova n. 5. (2)
1 Deseppareceo na tardedo dia 11 do cor-
rente na ponto da Roa-vista urna cachorra
branca, com as orelhes cortades; quem a acher,
leve a ra da Cadeia do Recife n. 39, que ser
grstificedo com 5#0<>0 rs.
Jos Frencisco da Silva comprou por con-
t do Raimundo Antunos. morador no Aracaty,
um meiobilhetede n. 2ifi da segunda parte
H morios historices de Pernambuco.
Offerece-se um h mem pare o servico de
lime casa que enti-ndo de cosinha, e falla fren-
coz portuguez, inglezwitaJiano, e allemao; quem
o precisar annuncie.
-- Quem annunciou ter um sitio para ven-
der por ;>50# rs. na estrado do Pflco-da-pa-
nella por detraz da ra da Casa-forte diri-
ja-se a ruadoCabug Ioja junto da do Ben-
deira.
1 Perdco-se na manhee do dia lii do cor-
rente um pequeo cadorno inanuscripto com
o rotulo Rellacao ,e contendo varios apon-
lamentos de causes pendentes nosse Tribunel
quem o echar leve a ra Nova n. 49 onde
mora o solicitador Felippc Lopes Neto, que
ser gratificado. ;7j
Retratos essim como tode pintura de
o!ko e miniatura para redomas e altinetes de
poito, sefauam no Atterro-da-Boa-visla n. 63.
Joo Fiederico Schroeder participa aos
stus Ireguezes e ao publico em geral que
mudou a sua tonda de mercineiro da ruu do
AragOopare o Alterro-da-Boa-visla n. 63, onde
houve fabrica do farinhe do trigo, aonde se acha
prompto pera ezer toda qualquer obra que
Iheor encommondade com exaetido ,e des-
vello, assimeomo tarnbem se acho prmptas
algumas obras que se vendem por ort^o com-
posito liona ra dosQuarteis n. 21, cm
Bambuco.
Per-
Compras
2 Compra-se um lexicn grego e fratlcoz ,
e nina arte de grego ; na Ioja de livros da es-
quina da ra do Collegio. (3.
2 Compra-se urna, ou duas redes do Para
u Maranho sondo superiores ; na ra do
Torres n 18. (3)
Comprao-se escravos de ambos os sexos ,
dei2a20annos;erecebe.n-se para vender ,
tanto para ora como para trra, por ter o anun- c(,zaa4S0 ejos ff8flcezes a mo rs
can te minia rrMiiMii e enciiiinneiidas nara ^ i
nado, eporpreco commodo ; na ruadasCru-
zes, Ioja de encedemador n. 35. (J
Vendom-se as casas terreas ns. o, 6, e 7 n..
ra do Motocolomb na povoacao dos Afosa-
dos ; as quaes se vendem todas juntas, ou ca-
da um de par si ; na ra das Trincheiras n. ,s
Contina-se a vender cal em grao u j^(j
rs, a libra e em arn.be a h% rs. dito muido a
20 0rs. a libra e em arroba a 6000 rs. cn
isson a 2240 e 2*00 rs. cevada nova a 80 rs.
rap Meuron eGassoa lO'il) rs. vellas de car-
nauba de 7 em libra a 40o rs.. ditas do esper.
macote de 5 o 6 em libra a 880 rs. bolaxinha
mluda a 280 rs. banha do porco a 200 rs.
manteiga Ingleza superior a 640 rs. dita ran*.
no
ciento muita fregue/ia e encommendas para p^-^cirmo T"esquina"da" ra de Hore"
engenho, lovando menos commissao que ou- r. jf_0 o *
tro qualquer ; na ra Velha n. 111. f! 1'LVend"'e...-s"esaccaS com farinha de mando
1 Lomprao-se elTect.vamente para lora da de qua,ldldo r(la da ^j;10
prov.nca mulatas negras, emoleques de 2 a ^ ^ ^ df p JJ-
StSSLfS***' ra Nova, Ioja Bl,gue, juflt0 90 arco da ConceicQo **
d-Togmpr3o.l^frectivamente par. f6ra di --m- 1. deronl. da escadinha da A1.
provincia mulatinbas crioulas, e mais escra- v" dm.g0 nli d coaueirna d -"-
vos de 11 a 90 nnns na3n.8 hnm sondo enaem-se pes ae coqueiros de muito boa
vos, de 13 a 20 annos pagSo-se Dem .sendo qua|(]ade nosmt,oda encruzilhada de Bel.
hnnilns' nn ra laraa d" KOfariO n. 30 Dn- 1 j c j r. \(- j o uc nti-
meiroandar. ........ Iem dffontedu Exm- v's*>nde de Coianna.
meiro andar.
Compra-se para fra da provincia um bo-
nito moleqiie de 18 annos, que sirva para pa-
gem ; ns> Atterro-da-Boa-visla n. 37.
Vendas
2 Vendom-se quetro barricas de assucar
mescavedochamedo rteme e 3 pipas do ogou
ardonte branca d boa qualidade ; na ra do
Livramento armasein de louca e mulhados
n. 20. (g,
2 Vndese una proprlcdsdo de dous an-
dares e um grande sotSo sito na ra da Moe-
da livre e desembatacado por preco com-
modo; a tretar na ra da Cadeie-velha n. 31. (<5,
2 Vendem-se 4 depsitos para armasem de
socar assucar ; na ra de Apollo n. 23. (2
2Vendc-se um preto de 30 annos, para to-
do o servico ; najrua da Guia n. 19.
Vendem-se medalhas e anneloes com dia-
mantes, dedaes de bonitos modelos ludo de
ourodelei alfinetes e botSes com diamantes
pare abertura botoes para punho pares de
brincos de differentes modelos, um rozario
duas voltss de cordo, um relogo, sabonet
Inglez raiza de prata um cordo grosso pa-
ra'hrtmem, ouro e pialada lei cm barra ; na*
Cinco-ponlas n. 'i->.
Vende-seuma guitarra com chaves, j
1 Vende-so urna mulatinha de 12 ou 14
anuos de bonita figura o cose ; na ra d>
Crespo Ioja n. 10, da viuva Cunha Guinia-
raes. (/,\
Vende-se um mulatinho de 14 annos
ptimo para pagem ou ofTicio; na ra No-
va n. 16.
Vondem-se dous pretosde nacao,um de i7
onnos e o outro de 2o a 22 annos ; urna prota
do 1N annos, cosinheira lavadeira, ecosechao
e he de muito bonita figura ; courinhos de ca-
bra sola, barrequinhas cun gomrna e 2110
caadas de a:eilede carrapatu ; mi ruada Cruz,
n. Bl. (7)
Vende-se, ou troca-se urna venda na Roa-
viste p.iroutra err. S. Antonio; quem Hio con-
viera nnuncie.
Vende-se seda (rocha e retroz de Italia ,
proprio para bordados, assim corno talagarca
de seda para suspensorios c cintos de sonhora -
na ra Nova Ioja franceza n. 18 ; na mesme
casa precisa-se de um moleque para vender
a:eite decarrapalo.
Escravos fgidos
3 Deseppareceo no dia 31 de Meio p p.
--...- pu..,,<, un umves una noginda do 8 a 10 anuos, fula, e bem lei-
usada, por prego commodo; na ra do Livra-'a. olhos grandes e vivos nariz chato beicos
monto n. 8.
1Vende-se por diminuto preco, por j es-
tar achacado, umcavallo de estribara ruco
a inda em boas carnes e serve para carroca ,'
per j se ter ezperimentado; na ra da Alegra'
n 34. j5.
Vende-se superior sement de coentro de
loceira a 480 rs. a garrafa com o casco ; no pa-
teo do ('armo venda o. 9.
Vende-se por preco muito commodo, n
laz-se todo o negocio com urna parte do sitio
om Rebiribe que (nido finado Souto ; na ra
deHorlas, sobiadode um andar n. 6G.
gros, e arredilados, orelhas um pouco acabaa-
das e grossas bem leita decorpo, e sabio em.
camisa quaera de algodozinho o estav su-
ja e usade ; quem a pegar, leve a ra do Quei-
mado n. 50, terceiro andar, quesera generosa-
mente recompensado.
3 Fugo no dia de Marco p. p. da villa
de Nazareth um escravo pardo, de 20 annos ,
de boa estatura, cabello carapinhado, com urna
belida em um olho urna pequea cicatriz na
t"sta equando ande atravessa um pouco un
dos ps para dentro; quem o pegar, leve ao seu
sonhor o Capillo Joao Baptsta do Amare! o
-. ---------- ,,,.......,,, (li huhw< u t.ci|iiid joao napusia no Ana ra e
1 I>o escriptorio de Lo Bretn Schramm 61 Mell(> na niesuia villa que ueceber 50^ rs.
Companhiavendem.se 21 milhoiros de lijlos de gralficaco e mais ainda se tc,r pogedo em
lrance*es, de muito boa qualidede proprios luKr longieo. (10j
para forno ou qualquer obra hydraulca. (4) i 3- Anda anda fgido o mulatinho Woedlc-
- Vende se um preto peca, sem vicios nem I' de 11 annos, levou camisa de chila il-
achaques ao comprador se dir o motivo, por cas de bru. branco chapeo de maesa urna
que se vende ; na ru larga do Rozariu n. 39 rgola de ferro no pescoco consta ter andedo
!!!h t0uelmad 'Ja 18" eem,0!inda 1UW" W" tora ae gralificaca
rtuTn rrt a casfnaJrua do Amparo da 50f rs., levandoa seu snr. Lourenco da Cos*
ridadi de Olinda o outra dito na ra da Roe- l-oureiro na Solidado n. 42, ou ne ru d
T,[V* I 522."* ra dC S- ?e"t0 nos fun- Cadoia Pr d,na da 'Ja ^ Sr. Cerdoso Aires. 8)
No Zn 21' riSTddeUm a"dar- I .--""e Abril d<> crrente auno, 1-
riodTVl Ta. r VrUZ 23, escrDto-; ? U'"a es,,ava de nmt enedicla de nacao
no de Jos Antonio Gomes Jnior, contina-se -Congo de 25 annos, fula, baixa lacea do
a vender saccas com elqueire de superior fari- corpo, peilos pequeos ventas^^ larga,'beicos
SkTSLaS P^co ma,s commodo do que ; "me grande marca de panno preto no hombro
ll v'!?;p r-rinh. a ^ 're,l ; quem P*'ar. lBV "a favessa da
boa n(1|.; XA mandioca de muito j 1 rampa para o Mondego no sitio quo Iem a
Preeisa-se aluaar um moleque, que soja
experto ; na ra dosQuarteis n. 12: na mesma
cas, vende-se um jogode mesas bonitas, or
18/n.
Peranteo Sr Dr. Juiz de Orphaos anda
em praca tim litio rm lugar dos Remedios, de-
fronte da igreja com boa casa nova com com-
modos para grande amllie, em chaos proprios.
novo convoca a sociedade para e reunir em ses- |com S0 palmos de frente alem de urna gran-
sao no da 1/ do corrensr, pelas 6 horas da lar- deectatfio para a parte do camboa em que
de, a l.m de deliberar Merca de diversos objec- : se p> fazer dous viveiros. com mais duas ca-
los de adunia importancia e interes.se (i); j sinhas de tapa novas que serven, de sentalla;
2 OSr. Antonio FMil do Smtol que loi' a segunda piaca heno dia 17 do corralo.
caijtplrode Joaqam CirJoca, ;;;. Fra de-por-| Joaqun. Jos Pereira GuimurSes & Coin-
las dirija-seaobeco do Abroo n. 2 que se, panliia acabao de abrir nesta provincia a suu
Ine desoja (aliar; na mesma casa pncisa-se de nova fabrica de rap princeza ; os snrs. com-
uma Ittiagem do. Sr. uzlicado de palmo < pradores queirao examinar a sua boa qual.da-
meio pouco mais ou menos. ( de, os mesmos se responaabilisao por qualquer
o n,,.,,.,,,^ V l- Ul' "s '"csiinis so losponeaoiusao por qualquer 0a tabula a os per od eos guarda nicinn-.i
2- Aluga-se urna preta escrava, opdma eos-| avaria, que possaapparecer; o seu nico de- paisano, indgena, e couietif"i?do edr:
hia a 3200 rs. o alqueire corn sacco ; r
inasem de Femando Jos Braguez ao p do
arco da Conceco. /-.
1 Vendum-se barricas com arello muitu
novo chegadas de Lisboa por preco com-
modo ; na ra da Cruz n. 52. m,
Vcnde-se urna negra de nacSo de 22 an-
nos de bonita Hgura sem vicios nm acha-
ques o motivo da venda sedir ao comprador
na ra do Livramento n. II. '
Vende-se urna negrioba cn'oula de 10 an-
nos, de bonita (gura sem vicios nem cha-
qus com principios de costura ; na ra No-
ve, sobrado n. 55 das f. boras da manha as
8 e das 3 as 6 da tarde.
Vende-se um preto de elegante flgura-
utna preta quitandeire ; e urn preto bon ca-
noeiro; na ra Velha n. 111.
1 Vende-se um escravo crioulo de 2t annos
de boa figura muitu possanUie sadio cos-
iibciro calador e tern capacidade para todo
o servico; na ra Novan. 41. segundo andar.
IVende so Rbetorica do Marinho, Geome-
tra de Euclides arithmetica de Rezout, dita
de Lacroix gremmetica franceza dita da' lin-
goa bunda ou Angolense, Horacio traduzid ,
ai* latim e portuguez Prosodia diccionario
da fbula e os peridicos guarda nacional
nerosameole. [q
2No dia 9 ugiro os escravos seguintes ;
Anlomo.de nacao Quicam, estatura recular,
oco annos, levou cumisa de algodozinho,
calcos de bnm trancado velho com dous remen-
oos na fronte das pernas tem dos foridas nos
dedos pollegar e annular de um p, Iem nos ps
urnas especie! de varruges pequeas e os ca-
cannares um pouco rochados : Marcolino do
nacao Quicum Moleoote sem barba olhos
grandes, beicos grossos na raiz do cabello una
cicat.iz, emcujo lugar nao tem cabello, mais
aoaixoja na testa um lubinhodo tamenho de
urna pitombejjquem os pegar leve a Cemboa-do
Larino, padaria n. 12, que S(.ri Krati(icado
generosamente. /.jg)
Desappareceo do sitio do fallecido Jos
LUiz Paredes urna escrava cabra de uon.o
uaudianna bem conhecida nesta praca que
o do >r. Leal, Commandante da lortalesa do
ruui ; outro dita de nomo Theresa do naci
Angola vendia leite e frutas (o escrava de
Aoiunio Francisco Pinheiro morador no Ite-
cuej quem a pegar. leve ao dito sitio, que se-
ra recompensado.
Kboifb n* Ttp. dr M. F. dr Faru.-I84*
ILEGIVEL


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