Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05099


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Full Text

Auno de 1844.
Sabbado IS


tr ^ny^cjggpyaBBBBBMtti im,ui
O Dl.tRU) oubca-sr tdoi 04 das que nao forem iintificnlos : o preco di ..ssignalur*
he lo Wi ""' por quartel pagos adiantadoa. Os aniiuncioadns assigur-nies sao inseridos
ralis. <>s B que n.io forem raiao de 80 reis por linba As reclamavoea dem sur diri-
gidas ala I >. rita ilas Cruzes n. i ou a praga di Independencia luja de litros n 0 e K
PARTIDA DOS CQRREIOS TERRESTRES.
Goiann.c i'arahyba, segundase sextas feiras. Rio (".rande do Norte chega a 8 e2 pa
le lUc .4 Cabo, Serinhaem RioFormuso. Macev, PortoCalio, Alagoas: no 1 :
\\ e J'l dcada mei. Garanhuna e Konito a le 'l\ de Oda mei Boa-tista e b'lu
esa 13* .' dito. Cidade di Victoria quintas feiras. Olinda todos os das
DAS da-^kmana.
ID S*g s. Margarida. Aud. do J. de da 5. t.
4< aerea a Berrab,'- Re aud do J. de 1) da 3. ?
3 Quarla i J ao Aud. do J de da 3. t.
4,i Quinta + s. Antunio Aud do J de D da 2. t
di Sexta -s C. e Jems. And do J. de I) da 2. y.
4, Sal s Vio. Re. aud do J. de l). da 4. !
4(i Uoiii fc, Joao Itkii.'sco Keg a.
a.-i -\ .'- ..: ESBMVS
de tiuniio
Armo A.X. K. 154.
iiwi l iiii :aiiBJiiagBy:.aTraB^
'ludo agn depende de ns mesmos; da nossr, prudencia, n nderagjo- a energa: ron-
tMueeaoe oobbo priiiAtpiaaoa i aerev*i apuntados enm idraire^uo entre as negte asaia.
Proclaetaai di Uaeabli '-ral dd iran.)
/ *<- llnurrni.s 0
'-:':' cultas.
Cambios sobre I.onilre's "5.
I'ari /U rea por franco
Lisboa 11* por lo\) de pr< aii
Worda de cobre ao par
Jdaui de letras de bou firmas I | 'i 0(0
CAMBIOS HO D!a 1-' U lliRII.. compra senda
Oura-Moeda da 6.400 V. 17,300 17,u
. N. 17.100 '.3W
- de 1,00.. 9,00 00
Prata-faUMSM 1,960 **JJ
Pasos colunranaraa i.W C*0
n Ditos mriiranos I ,'.'6l) |V"0
TCTraaaaftsBea^^iraargM^
PHASES DA LA SO MI'./. DE JUNHO.
La ebeia a ,l() as .lunas e bumni da manli.i. i Ummi a 45 ai 10 huras e6min. da tarde
Minguante a 7 as < lluras e S min di Urde 1 Creacente a j3 as I li e 5 m da tarde.
t'reamar de hoje.
I'nmera as ; horas t. 4j rain ,1. manb/ia. J .i.-. = i !,ora e t> mnalo da lard
. :. !>-.JU.V.J--?: >_ ^^CsgMPA'WI'U '. Jt-^r. ^.1^-. -"- -'-i.....-y- un V-H-liTITir
RMAM
^iBg^ fTMn'^fwri^ii-wti;iriii.^jziTgMoMtt^aLX^u v^j^r<'*, ;anr. Jfi^aTf 3af. na -,- ;.xttXAa~. u**i\. -'l:,?"a:.
EXTERIO

PORTUGAL.
SECRETARI\ E ESTADO DOS NEGO-
CIO DA GUERRA.
A'.0 53. Carpo de oper ages.
Illm. e Exm. Sr. Os sitiados acahao do
propor c.ipituhipao. Pela correspondencia in-
clusa veril V. |c. qual loi a sua proposta e
a ininlia resposta. O pra/o improrog.ivel de
duas horas para a final decisao deste negocio
termina a uina hora da tarde. Se as minhas
conduces que siio em ludo as instrueces do
governo de Sua Magestade, forem acceitas, e-
licito-mecorn V. Exc. pela terminacao da luda;
e se o nao forem teremos ainda alyuns dias
de demora que nao podero ser mu tos. Se-
ja qual for o resultado desta negociaiao, o Go-
verno ser promptamente informado. Dos
Guarde a V. Exc. Quartel-general em Valle
de Coelha 96 de Abril de 18'i as do/ ho-
ras da manbaa Illm. e Exm. Sr. Duque da
Terceira. Visconde de Fonte Nova.
meida Correia de Laceria, Capitao assistente
(^uarlel-mestre general
a^erTtisao de san-
Cpia.
Illm. o Exm. Sr. (Juando em principios
de Fevereiro deste anno me decid a empunhar
as armas para o fim que publicamente manifes-
tei e que a V. Exc. communiquei da cidade
da Guarda, loi sempre da minha intencao pou-
par tanto quanto fosse compativel com a hon
ra o com as circumstancias
guo.
Accommeltido por forjas mui superiores em
numero e cercado em urna praga mal muni-
ciada o pouco artilhada, tenho desde \inte de
Fevereiro tratado do conservar Ilesa a minha
honra e reputadlo militar e a daquelle que
de hom grado leem estado dehaixo do meu com-
rnando pugnando pelos principios que enun-
ciei.
Seria talvez ocioso rt'ferir que a povoago
desla villa com o fortissimo bombardeamenlo
que tem soflriiio desde odia primeiro do corren
te alm da perda de vidas tem tambem sof-
frido desde o rumas ; e que a briosa (orea que a defende ,
alm de soflrer as calamidades da guerra tem
sustentado o poodenor que he proprio rie solda-
dos portugue/es ; o que vossa Exc. nao con-
droma por cerlo ; e por isso eu nesta occasiao
entendo que nao devo deixar de mencionar fa-
dos de tao grave transcendencia.
Nestas circumstancias embora me reslem
ainda meios para polongar a resistencia, cum-
pre-mn tratar de atalhar as consequencias des-
ta luda de sangue e devastacao, por modo que
nao manche a minha honra militar, ou a dos
bravos que so achao debaixo das minhas or-
dens ; em summa pelo modo que os estylose
piaticas da guerra tem feito constantemente, j
entre estrangeiros j entre nos mesmos, que
terminen) as crises desta especie.
Com o expressado importantsimo e trans
tendente lim sem atlender outras circums-
tancias va i o portador deste, o Coronel Jos
Gerardo Ferreira de Passos competentemente
autorisado Dar tratar com \o>sa Exc. urna
convenci, ou capituladlo que, garantindo
as vidas guarnico e aos habitantes salve a
estes o que ainda Ibes resta de edificios e pro-
pnedades, eos empregados civis ou militares
e quaesquer pessoas que so achao reunidas de
baixo do meu comiriando conserve as inmu-
nidades prerogativas e isenges qne a cada
mu compdir applicando se igualmente esta
ultima clausula aos habitantes da villa. Dos
guerde a V. Exc. (Quartel-general em Al-
meida vinte e oilo de Abril de mil 01 toced-
los quarenla c tjuatro as seis e meia horas da
inaoiifi.i liii. o Ex tu. S. Vtsuutide de
Fon te-Nova, General Commandantc das for-
os que se achao em Irente de Almeida.(As-
siiiailo ) Conde do Bimfim. Est conlor-
me o original. Quartel-general em Valle de
Coelha, vinte e oito de Abril de mil oitocentos
quarenta e quatro. Antonio Augusto de Al-
Arxigos da capitulaco que fez o Feneral Conde
do Bomfim com o general Visconde de Fonte
Nora, Commandante das jorcas que cerco
esta praca de Almeida, ou com quem as
commandar.
Artigo 1.* Nenhuma pessoa das que se achao
na praca quer pertencente forca armada ,
que para ella veio debaixo do commando do
General Conde do Bomfim, ou nella se achassr
anteriormente ou se ache por qualquer outro
motivo poder ser perseguida por fados ou
opinioes relativas presente luda anteriores a
data desta capitulaco
Art. 2 Nao t he garantida a vida e a pro-
priedade as pessoas pertencente as tropas ha-
bitantes e quaesquer outras mencionadas no
artigo antecedente, mas tambem as immunida-
des que a cada urna das mencionadas pessos
compet rom.
Art 3. Aos Officiaes sero conservadas as
espadas, cava los de pessoas bagagens e as
respectivas cavalgaduras com a sua proprieda-
suas muxilas o propnedade.
Art. 4. Os Officiaes scrao collocados na ter-
ceira seecao do exercilo.
Art 8 Dar-sc-bo guias para irem para
as suas naturalidades aos Officiaes, ou para lo-
ra do reino aquellos que assim o preferirem.
Ar. 6." Aos empreados militares e bem
assim quaesquer lunecionarios pblicos, au
thoridades civis ou judiciarias e paisanos que
se acho reunidos s tropas do commando do
General Conde do Romfini he applicavel oarli-
go il.o, pelo que respeita bagagens, com suas
competentes bestas e propriedade. As pessoas
mencionadas neste artigo be igualmente appli-
cado o artigo 5.
Art. 7 O General Conde do Bomfim pora
disposicao do General Commandante da forcji
sitiante dentro do prazo do__a praca comas
munioes, artilheria, plamenta de guerra, ar-
mamento de pracas de pret, cavollos arreios,
e quaesquer objedos perlencentes ao Estado,
debaixo das clausulas estipuladas nos artigos
antecedentes.
Art. 8." Para se fazer a entrega referida no
artigo antecedente com a logalidade., aserto e
tlignidade, propria dos servicos constantemen-
te prestados por parte das pessoas que concor-
rem nesta esiipulagfio, logo que estejao rectifi-
cados os artigos da presente capitulaco, sabi-
r a forca sitiada para lora da praca com ban-
dearas despregadas, e toque de msica para o
ponto que se convencionar, e all licar.i a dis-
posicio do General Commandante das forras si-
tiantes, devendo ser nomeados Officiaes por urna
e oulra parto parase verificar a plena execucao
do ortigo antecedente.
Art. 9.' Por meiodos presentes artigos se
darao por concluidos ose (Jeitos-anteriores e pos-
teriorosa, resultantes da presente luda.
Artigo addicional.
Ser concedida a baixa do servico todas as
pravas de pret que a preferirem continuar no
servido.Est confirme, Quartel general em
Valle de Coelha, 28 de Abril de 18*4.Fre-
derico Augusto Correa de Laceria, Capitao as-
sistente Ajudante General.
3. Todos os ex-Officiaes, qualquer que fos-
se a sua graduadlo, optarO, ou retiraren! pa-
ra o reino de Hespanha com as suas bagagens
e cavados nao perlencentes fa/enda nacional,
ou entregarem -se descrelo.
4." As pracas de pret serio mandadas para
depsitos at novas ordos do Governo da Sua
Mai-estade.
5. As vidas sao geralmento garantidas aos
sitiados, seja qual for a sua jerarchia ou con-
dicBo.
6. Todos estes artigos serAo impreterivcl-
menle levados effeito, apenas termine o prazo
das duas horas marcadas.
E ludo para quanto estou autorisado pelo
Governo de Sua Magostado a Rainaa. 0">"'l"l
general em Valle de Coelha, 28 de Abril de
1844, s nove e meia horas da manbaa. [I I ni.
o Exm. Sr. Conde do Bomfim. Et'sconde de
Fonte, Nora.
Est conforme Qunrtel general em Valle de
Coelha, 28 de Abril do 1844. Jos Joaquim
de Qutiroga, Tcnentc-Coronel Ajudante-Chefe
do Estado Maior.
Corpo de o pera cois
Illm. e Exm. Sr.Tenho a satisfaeHo de le-
var ao conbecimento de V. Exa., que hoje,
felas quatro e meia horas da tarde, se rendeo
a praca de Almeida. depondo os soldados asar-
mas dentro do recinto da mesma, desfilando
depois pela Irente das dilTeronles brigadas para
ocupar as povoaioes que Ibes destinei, e os ex-
Officiaes segurao para o reino de Hespanha.
O major Casimiro dar mais circunstancia-
damente a V. Exa. os detalhos deste aconteci-
mento, e eu o larei pelo correio de amanha,
por agora nao ha ver o tempo necessario. Dos
guarde a V. Exa. Acampamento da primeira
brigada, 28 de Abril de 1844, s 9 horas da
manhaa.Illm. Exm, Sr. Duque da Tercei-
ra. Visconde de Fonte Nova.
Corpo de operaces.
Illm. e Exm Sr. Em continuarlo do meu
olicio do bontem s nove horas e meia da nou-
te, tenho a honra de participar a V. Exa. as
seguintes ocenrrencias:
Os ex-Oiciaes pnsioneiros, o desfilaren) por
entre as tropas fiis, 8o ebeis da maior cons-
ternaco, e pela maior parte cboravio.
O Conde do Bomfim deveo a salvacao da sua
vida eenerosidada dos vencedores, cuja pro
leccao humildementeimplorou, quandoumsol-
dado do caradores n 1 tenlou mata I-o.
As pracas de pret prisioneiras logo que
sairao da praca forao oceupar os povos do
Vcrmiosa, Malparlida. e Valle tle-la mulla.
A praca ficou guarnecida pelos contingentes
de granadeirosda Rainha, e infantera n. 1.
..... ... .:. '' :. .:..'.._ -..f :.>u.
fciliado do Porto a artilheria ib-sitio; tendo com
antecipacao feito retroceder sobre a mesma ci-
dade os com 1)018 i|ue veeisi em caminho.
A 1.* brigada ba d marchar no da 1." de
Maio para acidado da Guarda com ordem de
acantonar all.
A 3.* brigada vai eslacionar-se em Lamego,
eMoimenta da Beira, licando o regiment do
cavallaria n. Gem Trancoso.
A 4.4 brigada lica em l'inbel para onde vou
transferir o mou quartel general.
Toinei provisoriamente estasjdisposicoos, em-
quanto nao recebo as ultimas ordens de Sua Ma-
gestade e as de V. Exa.
Em Almeida deixo litar urna gnarnico igual
que anteriormente linba, e alm disto un
destacamento desapadores o outro de artilheria.
Dos guarde a V. Exa. (Quartel general em Val-
le de Coelha. 2! de Abril de 1844 Illm. e
Exm. vr Duque da Terceira. Visconde di
Fonte Nova.
SECRETARIA DE ESTADO D09~NEGO-
CIOS DO REINO.
Terrena Direcco. l'rimeira liepartigio,
Tendo felizmente cessado 8 crise, em conse-
quencia da qual foi indispensavol que o gover-
no empregasse medidas extraordinarias de pre-
venco o seguranta para obstar ao progresso da
revolta que ltimamente t-ve lugar na villa do
Torres Novas: manda S. M. a Rainba.pela Se-
cretaria de Estado dos Negocios do Reino, que
o Governador civil do districto do Porto laca
soltar quaesquer individuos que no mesmo dis-
tricto se achcm presos por motivos polticos, e
que fossem capturados simiente por medida do
precaucao;-e que lodosos mais presos que nao
estiverem nestas circumstancias, a respeito dos
quaes baja fundamento para processo, os mande
autuar, quando anda o nao tenbo sido, e os
entregue ao poder judicial para seguirem os ter-
mos legaes do processo: devondo o Governador
civil remetter sem perda alguma de tempo es-
te Ministerio, tanto a relacio dos Que forem sol-
tos, como as dos relaxados s justcas, declaran-
do seus nomos, naturalidades, estado, idade e
prolissao ou emprego. Pago das Necessidades.em
3 de Maio de 1844. Antonio Bernardo da
Costa Crbral.
Na mesma coniormidade e data todos os
Governadores civis do reino e ilhas adjacentes.
Corpo de opiracoes,
Illm. e Exm Sr =Em resposta ao olicio do
As brigadas, depois do destino dado aos pri-
sioneros, rogresaroaos.seusrespectivos acam-
pamentos.
Ch Major Garcez, do eorpo de engenheiros,
foi interinamente encarregado do governo da
praca, at que o Coronel Leal seja dispensado
da commissoem queseacba, ereassuma aquel-
lo governo.
Mandei prender oTenente-Rei Julio Cesarde
Figueiredo, o Capitao Arevedo, Commandantes
do material de artilheria da praca, e o Tenente
(^uaresma, Commandante do destacamento da
mesma arma, por terem accoitado o servico dos
revoltosos; bem como o ex-Ajudante do bata
Ihio n. 1, porque pre'erio o ser preso, e en-
V. Exa., de que loi portador o ex-Coronel trege ao poder judiciario, eseguir a sorte dos
Passos, e aos artigos addicionaes que o acom-
panhavao, cumpre-me responder o seguinte :
I.4 A tropa da guarnido de Almeida de
pora as armas no recinto da mesma praca den-
tro do improrogavol prazo de duas horas, con-
tadas desde o momento eio que este for recei-
do, conservando as muxilas eefleitos, sua pro-
priedade.
2. Os cavallos, armamentos, equipnmen-
tos, e munices de guerra de toda a especie se-
rao entregues aos Oiliciacs que forem por mim
encarregados da sua recepcao.
seus companbeiros.
Pelas respectivas reparticoesdo Ajudante Ge-
neral e Quartel Mostr General deste corpo de
oxercitose est procedendo .'i inventario de to-
dos os efleitos de guerra, e mappas do pessoal,
nue Mj acuavao dentro da praca no momento
da evacuado ; logo que este trabalbo seja ulti-
mado ser romeltido a V. Exa.
A manbaa mando marchar para a cidade do
Porto, acompanhadas pela 2.* brigada, todas
as pravas de pret submettidas ; e no mesmo dia
cometa tambem a retirar pelo Pocinbo para a
Extracto de orases oglftOS at 23 e france-
zes al 22 do Abril.
Na sesso da Cmara dos Communs de 18 ,
apiesentou sir James Graham o nove bil sobre
as horas de trabalbo as fabricas, no qual nao
ha difierenca essencial em relac,o ao anterior.
Em conscqucnciadas repetidas conferencias,que
tivero os membros da maioria ministerial, lord
Asbley declarou, que nao faria opposicao ao bil
na commisso. segundo o costume; e que nada
objectaria durante a sua primeira e segunda
leitura; propondo lmente por occasiao da "ter-
ceira le i tura, que se limilasse o trabalbo dos o-
perarios jovens de ambos os sexos a 11 horas por
dia, de Oulubro de 1844 at Ontubro de 1847;
e que de ento em diante se reduzisse dez ho-
ras por dia.
Na sessao de 22 teve o bil segunda leitura ;
eWr.rerrand.passandoaexpender diversas con-
sideracoos sobro o assumptu avancou que da
parte das classes laboriosas sempre bouvera vei-
tlade e justica; mas que da parte dos fabrican-
tes s apparecia falsidadee njuatica.
A Cmara dos Communs oceupava-se tam-
bem com o bil sobre os tribunaes ecclesiasti-
eos, que havia voltado da Cmara dos Lonls.
O Tribunal de Queen's Bench em Dublin
prosegue morosamente as suas audiencias; e a-
inda nao havia proferido entenca contra O
Connell e domis aecusados. Havia-se tratado
do recurso contra a allegada maliciosa suppres-
so de 24 nomes dos jurados na pauta, quede-
va servir para o anno de 1844. Foro intima-
dos Mis Archer e Dickemon magistrados de
paz da cidade e condado de Dublin, assim como
Mr. M'Gratb, seu Escrivao para juraren) o qu0
I

*
1


* .
I

lavia a este respeito. Em virlubo Ja dilacao
que leve lugar por parte de Mr. .\FGrath, tor-
ou se ndispensavel nova prolongacado pro-
cesso e novo adiamento da sentenca.
Entretanto O'Connell nao desistia das suas
admoestacoes ao povo irlandez para que se
conscivasso quieto, eno se tornasse criminoso,
perturbando a ordeni, ainda que elle losse pu-
nido, apesar de innocente.
J erininou a eleico em Exder sendo prele-
rido o candidato ministerial sir \V. Follott,
que ol'leve 1,293 votos.
A 23 parti para o Continente S, A.B. a du
quera de Kant, acompanhada pelo principe de
Leiningen.
Ilavia terminado o longo processo dos reos
Barber, Fletcher. Sanders, Mr. Uorey c I.vdi-
Sanders accusados de lorjarem testamentos fal-
sos para roalisarem llegaos beneficios. Fo-
rao condemnados degredo para a Nova Gal
les do Su!. O principal accusado dirigi urna
petcQo a S. M. implorando commutaeao da
pena.
Em Londres fazio-se diversos pre-parativos
para fcstajar o dia 28, natalicio de S. M. a Rai-
nl>;i Victoria.
Segundo as noticias do'Canad, a admns-
trai ao de Sir Caries Metcale bavia adquirido o
necessario prestigio para dar satisfactoria con
ta dos negocios pblicos. As eloieoes sao favo-
raveis no partido do governo,e nao lia reccio de
que occorra qualquer transtorno.
Escrevem do cabo da Hoa-Esperanca que o
vapor de guerra iti!>lez Thunderbolt, apresara
dous navios con 800 escravos africanos, que
foro conducidos para Table-Bav.
A Cmara dos Pafei em Franca terminou o
debaie sobre os fundos secretos, cotn grande
maioria em favondo Governo. Durante a dis-
cusso. o Principe de Moscow alludio ques-
tao de Tahiti, censurando o Ministerio. (.on-
de de Montalembert pronunciou um longo dis-
curso em favor das pretencdcs do clero cerca
do ensino as universidades, ao qual responden
Mr. Martin du Nord.
Alguns Pares da opposicao tecm se reunido
para combinaren! o seu ataque contra o projec-
to do Duque de Broglie sobre a nstrucciio se-
cundaria.
A 19 comecou na Cmara dos Deputados o
novo ataque ao Governo por causa das occor-
renciasde Tahiti. Mr. Bllaut usou da pala-
vr. largamente impugnando a poltica ministe-
rial. Entrando Mr Guisot desconrertou o pla-
no da opposicao aposentando quarenta novos
documentos relativos qtieslo; resolvcndo-se
por conseguinle contri a expectativa da es-
querda, que se adiasse a deciso do assumpto.
.Mr. Larschejaciiuelin pedio que se rcunissc aos
documentos produzdos o ollicio do Capilao
Uruat, Suppoe-so que a opposicao nao lera oc-
casiSo de dobellar o Governo neste incidente ,
apesar dse dizer que o Principo dejoinville
nao partilha as ideias do Ministerio e que o
proprio -.iinisterio da Murinlianao est cm har-
inonia rom Mr. Guizot.
Fl Hci Lu/Fclippehavia partido paraDreux,
onde se demora algum lempo ; S. M. gosa de
perfeita sade.
L-se no Armoricain de Brcst, que o cap
tilo Dutaillis Commandante da Ariadne, des-
tinada para o Mar Pacifico e que so esperava
pelo Contra-Almirante Hamelin para levar fer-
ro, receheo ordem de vollar para Pariz. Cons-
!? oue haver reforma njs ipstrnrc^ me essa
enibarcacSo levava para o Pacifico e at se
dnviJa que Mr Hamelin cliegue a embarcar
para substituir Mr. Dupetit Tbouars. Prn-
cipe de Jonville he esperado em Brei-t para ins-
peccionar a eonstrucco di- nlguns barcos
vapor. (Diario do Governo )
[Conlinuar-se-ha.)
pdr as armas dentro do improrogavel prazo de
vidas o propriedades dos sitiados; devendo os
Offinaes, qualquer que fosse a sua graduado,
ou retirar se pira a Hespanha ou entregar-se a
descripco Finalmente rendeo-se a praca s
i horas e 30 minutos da taide. deixando os
soldados a* armas dentro do recinto d'ella, des-
filando pela frente das brigadas para as povoa-
ces que Ihes toro destinadas, e os ex-Offi-
ciaes seguhao para o reiuo visinho
Por decreto de 3 de Maio mandou o Governo
soltar os presos que o tvessorn sido por motivos,
poltico seso por medida de precauco;e autuar
os.que nao esUvessem n'estas circumstancias ,
para serem entregues ao poder judicial.
As noticias de Madrid alcangavo a 27 de
Abril.
MARIO i!E PERYAMCO.
O Sr. IMajor Joao Pedro de Araujo e Aguiar
entregou o Commando do segundo batalhao de
Artilberia no dia 12 do correte: na sua despe-
dida este digno Official dirigi ao batalhao a
la lia que abaxo transcrevemos; e receheo delle
tolemunhos nao equivoco* da estima e amizade
que Ihe consagrava: premio merecido de quem
sabe fa/.er cumprir a cada urnas suas obriga-
coes .'
Camaradas O Governo julgou conveniente
retrar-mo o Commando interino deste corpo,
e empregar-me na classe immediata, que cu
pertencia; eeu venho nesto momento cumprir
essa ordem com a submsso do soldado de hon -
ra, ea resignado.que os meus inabalaveis sen
lmenlos nunca desmenliro.
No Commando interino d'este corpo, como
em toda a minha carreira militar, s tive em
vistas o fiel cumprimenlo dos meus deveres, e a
religiosa observancia do juramento, que todos
prestamos. () meu amor pela Monarchia, o meu
respeito peloThrono nunca tiverao reslriccocs,
nunca foro sujeilos hypotheses; e as duras
experiencias, por que tenho passado, e por que
posso ainda passar, em ve/ de os embotaren), os
bao de acrisolar cada vez mais. Se urna injusti
ca parte do Throno, tenho plena o inteira con
(anca deque por elle ser reparada; porque ao
Throno nao chego mesquinhas parcialidades.
Cumpre pois, Camaradas, que do vos me se-
pare, de vos, a quem quero como lilhos, e
quem pela ultima ve/, ainda recommendo o fiel
desempenho de vossas obrigacoes: se o servico
militar be pezado, tambem he honroso. Descul-
pai-me alguma injustica que possa ter commel-
tido em vosso prejuzo; porque nella nao leve
porte a inha vontade: cont todavia, que nen-
lium denlre vos ter do meu proceder justifica-
das queixas. porque nunca para avaliar os meus
camaradas, ou os meus subordinados indaguei
dosseus precedentes: ao entrar para este corpo
cada um de vos tinha igual direito a minha jus-
tica e minha amizade. e se procurei arredar
dentro voso joio da anarchia, acto de minha vi-
da, de que nunca me arrependerei, foi para
conservar-vos illcsos della, e dignos do Monar-
cha, quem servimos.
Camaradas Acceitai o meu saudoso adeos,
e accreditai, que sempre de vos conservaroi gra-
ta recnrdaco, a qual tambem espero mereccr-
vos. Em signa! desta mutua amizade levantai
commigo o grito sonoro, que sabe do peito,
quando he proferido pelo soldado brioso. Viva
S. M. o Imperador!
Oiiorlnl /i/> SCaUrido Kol lili*?* ra A r I i 11 > A
p no Hospicio 12 de Jim lio de 1844.Joo
Ptdro de Araujo e s guiar, Major do Estado-
maiorda segunda classe.
Cominnncado.
O Diario do Governo de Lisboa recebido
de 22 de Abril a i de Maio p. lindo, alm da
entregada praca de Almeida, le queja demos
noticia pelos rticos o/liciacs publicados no
nosso n de 7 do correte, pouco mais adianta,
a excepcaode alguns pormenores da mesma en-
trega que transcrevemos em lugar compe-
tente.
Por decreto de 20 de /'. bril continuava a sus-
penso das garantias individan, e da publi-
c:!30 dos jorflaes polticos at o dia 23 de
Maio.
Tinhaosido batidas e debandadas as guor-
rhas formadas em dillerentes parles do rei-
no, sendo d'estas a mais notavel a que era
commandada por Reja de Mello.
O Visconde da Fonte Nova havia participado
em data de 28 de Abril que o Condedo Hom-
fim mandara pelas 10 horas da manha ao sen
quartel-general o ex Coronel P.issos, propondo
urna capituladlo om dezarligos, a qual fra
rejeitada; que no mesmo dia hzera o referido
General intimar o Conde do Bom-m para de-
O D. novo no seu artigo de fundo, que tem
por cpigrapheo que far o novo Prtsidente ?
traca a marcha que devo seguir na adminis-
trarao da provincia o Exm. Sr. Marcellino de
Brito. Como as insinuagesdo redactor do ar-
tigo se redu/em umasubslituico geral deeui-
pregados pblicos, urna lista infinita de de-
inisSea, nada temos que observar nesta parte
das suas inslruccoes; porque S. Ex. tem bas
tanto perspicacia para enxergar o fim que se
dirigen todos osados dos antigos anarebico-
opposicionistas, e a necessaria irnparcialidade
para desprezar tao exagerada pretendi, que ar-
ca Honorio-Vasconcellina, que a provincia
est devastada,que se perptro assassinios e
actos horrorosos, que nunca so viro, que Os
Delegados todos sao os proprios assassinos.
Nao heassim que sedeve aecusar urna admi-
nistraco, nem empregados pblicos; nao he
deste modo que se indispeum Magistrado im-
parcial, como o Exm. Sr. Marcellino de Brito,
contra o seu digno antecessor; e se Ihe faz a in-
sinuacode demittir todos os empregados da
provincia, para subslituil-os por individuos,
que se cncarreguem da eleicao do autor do vi-
rulento artigo, deque nos oceupamos.
Desafiamos o calumniador para especificar um
facto em que o Sr Bargo moslrasse sede de cu-
ro, ou qualquer outra paixiio, que embaciasse o
brilbodesua gloriosa carreira publica, que tan-
to mortifica seus vis detractores. Tambem o de-
safiamos para referir um assassinio, ou qualquer
outra accao criminosa, que tenha manchado os
nomes illusfres de Ignacio de Barros Brrelo ,
Sebastiao Antonio do Reg Barros, Jos Maria
de Barros Brrelo, Lourenco Cavalcanti de Al
buquerque, Jos Martins Pereira Monteiro, Ma
noel Henriquo Wanderley, Joao Cavalcanti de
Albuquerque, Joaquim Cavalcanti d*Albuquer-
que, Manoel Pereira da Silva, Antonio Tci
xeira de Macedo, Manoel Ribeiro Granja. Ma
noel Nunes de Barros, Thomaz. Alves Maciel,
Gaspar de Mene/es Vasconcellos de Drumond,
Leonardo Bizerra de Siqueira Cavalcanti, eou-
tros Delegados le polica desta provincia.
Que homem sensato havera em Pernambuco.
que se nao encha de indignacSo, confrontando
os actos da vida publica e privada destes cida
daos, que teem servido eservcmdc Delegados
de polica, com a asserc3o do l). noto, de que
elles sao perversos, carregados de crimes, com o
arrojo de accrescentar, que nslo nao ha hyper-
bole, que os Tactos ah estao. e nnguem os po-
de contestar ? !
Especifica i, tornamos a dizer, um s facto
ontra qualquer destes dignos cdadios; um s
que deslustre a glora do Sr. Bario da Boa-vis
ta, e veris se acalumnia nao he immedata-
menle reduzida vergnnha vossa. Ignoris por
ventura, que o homem que quer figurar n'um
partido poltico, nao deve assim abaixar-sn ao
vil officiode desacreditador da reputacao alheia,
mentindosi mesmo e ao publico, que osof-
fre ? Ainda quando tivesseis ouvdo 6 qualquei
inimgo destes Ilustres cidados fazer-lhes urna
ou oulra imputac3o.'deveis examinar o facto e
assuaxciwdmstancias, para descobrirdes a ver-
lade, os com sua verdica relacao dirigirdes
urna aecusacao, semelhante que fizestes para
ser apreciada pelo Exm. Presidente actual, pois
deves saber que muilas vezes corren calumnias
sem o menor fundamento.
Mu graves mputacoes tero o vulgo feito
um dos redactores do ). novo, o qual pelas a-
dularoes, com que tem importunado & S. Ex. ,
parece ter a pretencSo de ser o instrumento ol-
ficial das demissoes dos empregados de polica,
e parece tambem ser o autor do artigo, que
respondemos; mas nenhun desses cidados, que
elle calumnia, o aecusou pelos peridicos, nem
pedio ao Governo a sua destiluicao; jamis al-
Rum daquelles, de quem elle en diferentes
pocas, conforme marcha dos negocios pbli-
cos, se tem constituido inimgo. o estigmatisou
como prevaricador, perverso, ou assassino. Em
hora o vulgo o apontasie, ora com as maos tin
tas em sangue, ora absolvendo por lucros i no-
h*i?, ora con!er"n"''" > e ntmicra r>~
bornens nem os peridicos do lado que hoje in
sulta atro/mente, fizero-lhe desses boatos a
menor aecusacao, por nao serem fados prova-
dos; entretanto que elle, descendo ao papel do
mais vil calumniador, resume quantas maldades
teem havdo no mundo para dizer que todos os
seus adversarios tem commettido crimes seme-
Ihantes.
Depois de 18o atrevida aecusacao passa o au-
tor do artigo altribuiraos empregados indo-
lencia, ou convencia nos crimes os mais atro-
zes, avancando que nunca se praticrao os hor-
rores do que elle e outros teem sido victimas
nesles tres annos (jue falsdude Esqueceis
vos acaso de que o maior dos attentados lev
lugar nesta cidade, quando a polica eslava as
vosas mios, quando era dirigida pela vossa ca-
blea! Disparrao se por ventura nestes tres an-
nos tiros de baila sbreos Magistrados no recinto
de uoHribunal em suas funeces, e sobre todos
ria qualificar de tribunal do Jury para absolver
os testas de ferro dos vossos peridicos; o Ju/.
pretere todas as formas, insulta o Promotor; a
gentalha enche as galeras, rompe em'gritos; a-
linal fa/cm-seorgas; masa polica tudo obser-
va e guarda, e nao ha o menor acto da parte
daquelles, que tinho a (Orea da provincia sua
disposicao, que va perturbar as funecoes desse
simulacro de tribunal do Jury. Uepete-se o ac-
to, e ainda a polica actual faz inanter o so-
cego.
A vossa raiva contra o corpo de Polica data
dos obstculos,que a lealdade de seus digno* O
ficiaes teem posto s corispiraces. O Sr Pro-
motor Taques nao fez ao corpo de polica essa
grave aecusacao que di/es: elle apenas per-
guntouao Commandante Geral, se nao acbava
muito fixar-sea forca em 400 pracas, por Ihe
parecer queem nossas circumstancias era di/B-
cil encontrar 400 homens moralisados, queso
sujeitassem 5 servir naquelle corpo; que a fixa-
eo de 400 pracas obrigava a contratarem-se
individuos, que nao podio ter os requisitos de
um bom soldado de polica; que nem todos os
que tinhamos presentemente reunio estas qua-
lidades; que alguns em vez do prenderen com
promptdo os que encontravao em desordens,
algumas vezes os espancavo, tornando se assim
criminosos, cm lugarde prevenirem ou reprmi-
rem o crime. E tas observaces sao judciosas,
e nao infumo os soldados como assassinos: he
toda luz incrivel, que um Promotor fosse di-
zer na Assembla, que tinha documentos que
provavo assassinatos, sem aicusar nos tribu-
naesos assassinos.
0corpo de Artilberia: oh que esta frca pu-
blica muito vos mortifTcou Agora j.i conse-
guistes, com baixas intrigas, retirar delle, o seu
digno Commandante, a ver se Ihe diminus a
forca moral, e nao tendes mais como invencivel
essa barreira, que se levantou contra vossos pla-
nos sediciosos. Talvez vos esqueceis de que a
maioria do corpo e dos Officiaes vos repelle.
Defendemos al aqu os illuslres servidores
do Fstado que foro indignamente infa-
mados pelo Diario-novo. Esta honrosa tare-
fa be nossa; a defeza porm dos Hachareis
empregados pelo Sr. Bario da Boa-vista se en-
contra em outros nmeros do mesmo D. novo,
e mais alguns papelillos da Imparcial Ahi se
aecusou a administrado provincial por nao que-
rer empregar a todos quanlo se formavo,sopor
serem Pernambucsnos; agora sao todos indig-
nos de emprego, por ignorantes uns, e outros.
por presumidos.
O Sr. Baro deo sempre os empregos, que
poda dar, aos dignos Hachareis Pernambuca-
nos; he falsa a asserco de que elles sejo ig-
norantes, ou presumidos e perseguidores dos
homens honestos e tolalsa, como a de que os
dignos Delegados sejo ferozes potentados, que
facao violencias e exlorsoes.
O O. novo esgotou o diccin ro dos crimes
e das maldades para encher o artigo, a que nos
referimos, e tancar lodos estes horrores tonta
dos Delegados e mais empregados pblicos, com
o fim de pedir ao Exm. Presidente a demisso
le todos, e urna substituidlo geral, que sacie a
loda aconfianca de que S Ex o ha de indefe-
rir, como toda a provincia o tem desmentido.
Correspondencia.
restara para toda a provincia funestas conse-j os pacficos espectadores, cahindo mortas dua
innocentes victimas, c abrigado os cidados
quencias.
Se o fim do artigo merece desprezador silen-
cio, nao pode comtudoo leitor deixar de in-
dignar-so da perfidia, com que o seu autor le
vantou os maiores aleives admnistraco do
Sr. Baro da Boa-vista, e todos os emprega-
dos pblicos, principalmente os Delegados de
polica. Verdade he, que a forma da aecusacao
traa defesa e absolvico dos accusados, porque
em vez de se apuntar um s facto especificado,
gaslrao-si- Ires columnas do D novo, para d-
zer-se em geral, que o hr. Baro tinha sede de
mando e de ouro,que era executor da politi-
se precipitaren pelas janellasda casa da sessao
do Jury ? Que secna semelhante essa j se deo
nesta cidade!
A consternacao e o terror acabrunhariao as
familias nesse dia de luto menos do que na sep-
tembri/ada ? Porcerto que nao. Receiava se
urna catastrophe, o vs nenhuma providencia
destes par prevenil-a. Mais de seis rnezes este-
ve feichado o tribunal do Jury Comparai a po-
lica desse lempo com a polica, que insultis e
calumniis.
Forma-se um ajuntamentoquese n3o pode-
Srs. RedactoresNao he para responder as
falsas argui< oes, que contra mitn publicou o
Diario novo em seus ns. 106 e 109,que vou por
esla vez Ihes rogar a mpresso deslas duas li-
nhas. He sim para o publico a quem respeito
conbecer da injustica de uin processoque ontra
mim formou o Juiz de Direito interino da co-
marca de Goianna, Christovo Vieira de .Mello
Pessoa. Juiz a quem nesta mesma folha se d;i
epithelo de integro. E para provar o que ve-
nbo de dizer recommendo a leituradosseguintes
documentos Com istoficar summamente obri-
gado o seu constante leitor.
Francisco dt Paula /odngues de Almeida.
Joaquim Jos Ferrera de Carvalho, esenvo
de appellacoes, e aggravoscrin.es, e cives do
I nbunal da Relacao desta cidade.
Certilico,|ue, revendo os autos crimes da de-
nuncia que deo o Major Manoel Correa de O-
liveira c Andrade do supplcante como Promo-
tor Publico da comarca da cidade de Goianna ,
peranie as justicas da mesma comarca, cujo
processo veio por appellaco do supplcante ao
Tribunal da Belaco;delles consta ser o theor do
despacho de pronuncia, da sentenca de despro-
nuncia.ednaccordodeslaRelacooseguinle:
Pronuncia -Osdocumenlosdosescravoslaucados
nos auto Je fulhai a fnlhac-----:..........u:o
Cao com os depoimentos contestes das testemu-
nhasde folhas a folhas em coincidencia com os
dousofflcios dirigidos aos Juiz.es Municipal.c de
Direito,e certido do Olfical de Justca Mono-
el Ignacio Gomes a folhas obrigo clara e e-
videntemente a przo e a livramento ao Dr.
J


T
Promotor Publico desta Comarca Francisco de
Paula Rodrigues de Almoida em virtudu de se
bar incurso na primeira, e principio da se-
gunda parte do artigo 116 do cdigo penal ,
em confiontaco coui o 2. do artigo 301 do
regula-nonio de Janeiro de 1812. e mala in-
curso nos artigo* 139. 143. e 157 do supra-
citado cdigo, cujas penas todas devern de ter o
carcter do grao mximo, por se acharem nao
so revestidas das circumstancias aggravantes dos
ns. 4. 8. 9, e 10 do artigo 16 do cdigo pe-
nal dito, como de inais a mais a face da juriJi
ca combinando dos artigos 61, o 62 desse mes-
tno cdigo O Escrivao lance o nome do reo
no r| dos culpados, pastando-so mandado de
captura, dando logo vista ao Promotor Publico
interino na forma da artigo 401 do reglamen-
to de Janeiro do l842 para que.tundo em vista
o citado artigo.cumpra o que se lite ncha encar-
.regado.e pague omesmo reo as custas.Goiaanna
27 de Abrildel8H.ChristovoVieirado Mello
Pessoa.-Assessor.Domingos Lourenco Vaz Cu
lado.-Sentencade pronuncia- Nao pode proco
dera aingularo inlundada opiniao do recorriilo
processante.quandoentendeque o presente pro-
cesa de recurso se nao comprehonde no de-
formarlo da culpa porque, sendo incontesla-
vel que como un incidente deste segu a sua
natureza. incontestavel tambembe que Ihe sao
applicaveis todas as disposicocs, queregutaoo
processo principal da formaco da culpa ; alm
do que he por d maisainda evidente e absur-
do que se seguvria.se tal opiniao se conformasse.
&
nho a esta cidade, como se v dos documentos
de olhas 33 a folbas 35. e que si no dia 23 do
mesmo me/., se retirara desta comarca cm
consequencia da licenca que obtivera do Kxm,
Presidente da Provincia constante do d cunan
lo a follius 34 A vista pois do expendido, re-
formando, como reformo de confdrmidadc
com o artigo 74 da lei de 3 de e/emhro de
1841 o despacho de pronuncia a folbas 30 ver-
so, julgo improcedente o de nenbum efleito a
denunciado lolhas 11 pagas pelo denunci-
ante recorrido as cusas em que o condemno : o
Escrivao passe portanto as necessarias, e devi-
das ordens de soltura, a fim de ser relaxado o
recorrentc da prisao em que se acba. No en-
tretanto recorro ex-officio de conlormidade
como 2. do artigo 439 do regulamentoj
citado do presente despacho para o superior
Tribunal da Relacao do districto e para quem
ordeno ao Escrivao que, lavrados os competen-
tes termos.immediatamente remeta estes autos.
Cidade dcGoinna 28de.Ylaio del844.Mancel
los da Silva Neiva. 4ccordao. Accordo em
HelacaoosJui/essorteadosabaixoassignados.que
confirmao o despacho de despronuncia a lolhas
por alguns de seus fundamentos, vistos os autos,
pagas pelo denunciante as cusas. Recita 4de
Junho de 1844 /tzevedo. Presidente.S-
queira. Ponce. Vilares Nada mais conti-
nua emdiios despachos de pronuncia, e des-
pronuncia, e accordao aqui copiados, que eu
dito Escrivao no principio,aqui copiei fielmente
dos propriosautosa que me reporto: e esta vai i
W. P. 1 caixinha, entrada em 15 de Fe-
vereiro de 1842 viuda na barca hamburgue/a
Ida ; a A. W." Felippe.
S. M. 2 cndeles, 2 barricas, 1 caixa va-
sia 1 caixa com folbas de (landres 2 encos-
t de sota e marca A 3 barris com vinlio ,
entra los em 13 de Abril de 1841.
T. 'i barricas com cal, entradas em 14 de
Abril du 1842 viudas no briguo porlugu.iz
Tarujo; a Mendos & Uliveira.
I M. R. 1 sacca com taijiio entrada em
2a de Agosto de 1842 vinda no briguo por-
tugus S. Domingos a Mondes fe uliveira.
Armazem n. 8 S. M., 1 molho de louro en-
trado em 20 de Janeiro de 1843 na barca por-
tuguesa Tentadora ; a nrdem.
I). I. L. S. 2 aurrelas, entradas no mes-
mo dia e na mesma barca; a Manoel Joaquim
liamos e Silva.
S. M. 2 saceos de palha entrados em 20
de Novembro de 1843 vindo na barca sarda
Coracao de Jezus ; ao Capitao.
Armazem n. 7. S. G. nmeros 2, e 8, 2cai-
xas entradas em 1 4 deDezembro de 1841, vin-
das no patacho americano I.ucy ; a II. Foster
& Companhia.
L. B. C. S. M. 1 caixa entrada em 7 de
Marco de 1842 vinda na barca portuguesa
Espirito Santo; a Francisco Alves da Cunda.
S. M. e 8 N. 49 caitas, entradas em 7 de
Marco de 1844 vindas no paldabote ameiica
no Mary ; a II Foster & Companhia.
M. C. o travcsso ) 1 embrulho, cnlra-
p i -------------- -------------l "!'"" "' j". >c ii.poiiu: e esia vai i "' ^. \ c uavessao i emoruiuo,
Rctnamtnte seo Juiz processante nao pode sen- ouferida e concertada na forma do estilo, e doem 3 de Dezembro de 1843 vind
dado de SUpaito at o momento de lavrar a sua
pronuncia absurdo seria que recorrendo se
desta nao. podesse ento por ser recusado, fun-
damentar aquella, emendar o erro, ou reparar
a nrustica que n'clla houvesse commettido.
P ranlo, nao se reconbecendo este Juizo sus-
reito no prsenle processo, sustenta o seu des
pacho de foldas 74. indefere a petico de fainas
75. vista das disposices dos artigos 76 do
cdigo do processo criminal, e 248 do regula
ment de 31 de Janeiro de 1843; e como se
Ide nao fra posta a Ilegal suspeic-ao do foldas
77 contina nesle processo de conforrnidade
com a segunda parle do artigo 251 do citado
regulamonto, e deixa de dar andamento aos ar
tigos da tallada suspeicao visto ella nao ser ad-
missivel no presente procosso, segundo as tais
erazes ja expendidas. Dos autos se nao prova
tero recurrente praticadoos delictos especifica
dos nos artigos 116, 139. 145. e 157 do c-
digo penal em os quaes se ojulgou ocurso
felo despacho de pronuncia a folhas 30 verso,
porquant i, consistindo a materia do crime de
resistencia no emprego da forcacontra a
execueao de ordens legaes das autoridades com-
petentes como se manilesta do litteral daquelle
artigo 116, que por bastante claro, e expres-
so nao necessila de interpretadlo nem podi
paste! esta em observancia dodespacho do Exm.
Sr. Concelheiro Presidente da Relacao, Anto
nio Ignacio de Azevedo. Recita 10 de Junho
de 1844. Escrevi e assignei. Em f de verda-
de.Joaquim Jos Ferreira de Carralho.__Con-
certfli Guilkerme Patudo liizerra Caval-
cante.
c% fa nde^a.
Kendimento do dia 12......... 6:183*135
Descarregao hoje 15.
Brigue francez Bey lijlos.
Brigue Swea diversos gneros.
Brigue S. Manoel Augustobarricas vasias.
vindo na es-
cuna brasileira Laura; a Victorino de Castro
Moura.
mp
10 pollcgadas; advertindo-se que antes da ope-
rario, e depois de taita a espada ser enviada a
Platea para os Ilustres Srs. espectadores a reeo-
nhecerem erdadeira e desse modo poderem
avallar o mrito desta admiravel experiencia.
Dando fim com a sempre desatada tooadilba
Hespanhola da Chiquita emulando aparto
de poeta Jo* dos liis, o de Chiquita Mada-
ma Emilia Ainanli e o de Mu/ico o Sr. Tos-
selli, que cantar em betpanhol urna graeio-
/issima e nova aria propriu ta mesma to-
nadilha.
N. 15. Todas as pecas de mu/ica serao desem-
penhadas com o scenario e vestuario proprio
com) st. v as mesmas operas.
espectculo comecara chegada do Exm.
Sr. Presidente da provincia.
Os camarotes que resto acho-se venda
no bolequim junio "aVTheatro. (56)
Leilcs
f- **::w*
Dcclaracdes.
Movimenlo do Porto
i
ser modificado na sua disposicao pelo 2.do
artigo 301 do regulamonto de 31 de Janeiro de
1842, corno infundada, e absurdamente sesup-
poe nas ra/esde folhas 49 verso destes autos,
alias se no mostra a menor prova do emprego
dessa forca da parte do recurrente ern que devia
consistir o inculcado crime de resistencia, assirn
como, que esse nico despacho constante de fo
Ihas 6 verso do traslado pelo qual delta exigir o
Escrivao os *uios controvertidos emnnasse de
urna autoridade competente; pois que ao con-
trario se prova, e sem contestarlo do recorrido:
allega o recrrante que o Juiz que tal despacho
proferir tem estrellas relacoes de parentesco
com aquello, e a quem era vedado/despachar
nosfeilosque Ihe pertencessem cm face da or-
denaco do livro terceiro, titulo 24 em princi-
pio. Em resultado pois,apenas constando des-
tes autos que nico taito pralirado pelo recor
rente loi o de ler elle demorado por alguns dias
em seu poder os autos civeis do inventario do
cazal dos finados Manoel Tavares da Silva Cou-
tinho, e sua mulder, que como CuraJor Ge-
ral os recebera em conlianca do Escrivao res-
pectivo, eHiquanto os lia e compulsava.a fim de
nelles requerer a prl dos seuscuiados e ber-
deiros ausentes do mesmo inventario, segue-se
que por semelhante laclo nao poda caber o pre-
sente procedimenlo criminal, e somente pode-
rla ter lugar a impozie&o das multas estabele-
cidas nas tais sobre o processo civel, em conlor-
midade da segunda parte do arligo 310 do cita-
do cdigo penal. Portanto nao procede a m-
pulacao do crime de resistencia especificado
no referido artigo 1 Ib daquelle cdigo e as-
suncomoas demais nos artigos 139, e 145 do
mesmo cdigo, que errada, e injuridicamenle
se acumulro ao mesmo, e idntico tacto da
supposta resistencia. Nao procede igualmente
a do crime especificado no artigo 157, porque
o contraro do une se propo? o denunciante r, -
corrido provar, consta pela certido de folhas
16 verso, e pelos proprios depoimentos (tas tes-
temunhas de folhas 24 a lolhas 28. que o rc-
' oriente aedava se em sua casa neta cidade na
tarde do dia sabbado 20 de Abrilque nos dias
sYavto sahido no dia 12.
Lisboa ; 30 das, brigue portugus fobim, de
176 toneladas, capito Alexandre Jos Cor-
rea equipagem 15 carga vinho e 4c;
a Francisco Severianno Rabello.
i\ avos entrados no dia 13.
New York; 11 metes, barca americana Wa-
hinghm de 236 tonela.ias capiiao Eduim
Brown equipugem 25 carga azeite.
Terra-Nova; 47 das barca ingleza Glancut,
de 214 toneladas, capitao James Handerson,'
equipagem 13, carga bacalhao.
dem ; 66 dias brigue ingle* Eavtstideo, de
220 tonetadas, capitao Swtutahenga equi-
pagem 12, carga bacalh.-o.
A'aviossahidos no mesmo dia.
Ilha do Principe; hiate brasilciro Mariquinha,
capitao Manoel Francisco do Nascrcnto
carga varios gneros.
Canal ; briguo inglez tiliiabeth, capitao Wil-
liam Isoru carga lastro.
Parahiha; brigue ingliz ta, capito Aetard,
carga bacalhao.
Rio de Janeiro; sumaca brasileira Conceigodos
Navegantes, capitao Joaquim Baptsta dos
Santos carga assucar.
dem ; sumaca brasileira Emilianna capito
^alenlim Hibeiro dos Santos carga varios
gneros.
O Arsenal de Guerra compra os gneros a-
baxo declarados sendo de boa qualdade ea
quem por menos dr. a saber: urna prelo
de pranxes de amarello luboas de assualho ,
e forro de amarello, e louro, 30 a40caixas
de folhas de landres, 1 barril d'oleo de linda
ca com 9 a 10 arrobas. 12 a 16 quintaos de tarro
inglez e suecco 35 a 40quintaes de chum-
bo em barras. 4 arrobas de rame surtido. 500
a 600 varas de brim da Russia e 300 ; 400
meios de sola. As pessoas que taes gene-
ros tiverem, apreentem-se com as competentes
amostras na sala de sua directora no dia 15 do
crrenle as 10 horas da manbaa.
1O Illm. Sr. Inspcctordo Arsenal de Mari-
nha manda lazer publico que no dia 20 do
frrenle contratar, petas 11 horas da manhaa.
os fornecimentos dosobjeclos abaixo declara-
dos, para os navios da armada, pelo espaco de
seis meses, contados do primeiro de Julho pr-
ximo ou por mais ou menos tempo, conforme
os preeos que se pedirem pelo fornecmento de
qualquer dos mesmos objectos taijo, arroz,
caf moido assucar, agoardente vinagre!
toucinho azeite doce, carne salgada baca-
lhao carne verde pao, e bolaxa : as pessoas
a quem ronviei o contrato sao convidadad,-,s
apresen larem as suas propostas n'esta Secreta-
ria c a comparecerem no referido dia e hora.
Secretaria da Inspeccao do Arsenal de Mari-
nha de Pernambuco 12 de Junho de 1844.
Atexandre Rodrigues dos Anjos, Secretario.
1 O corretor Oliveira tara lelo de grande
quantidade de (atondas inglezas. franec/as, e
iuissas, consistindo em chitas, algodSoanhos ,
castas, panninhos, pannos meias, suspenso-
rios brins broncoseeseuros de linboe dalgo-
do sarjas, setins, ltalas, challes, tapio, ,
lsinda. &c.; e calcado inglez. e franco/, tanto
parabomem, e senhora como para menino;
lindas e outras muitas miudezas; o que ludo so
vender sem limites, para liquidaco de cori-
tas : lerca-taira, 18do corrente, s 10 horas da
manbaa no 1. andar da sua casa na ruada
CaJciu- (13)
Avisos diversos.
Edhiil.
Miguel rchanjo Monteiro de Andrade, ffi
ciat da Imperta' (Jrdem da Roza, Caralleiro
da de Chrtsto, e Inspectora A Ifandega de Per-
nambuco porS.M. I.,que Dos Gurdele.
Faz saber, que nos armazem desta Altande-
ga se acho, alm do tempo concedido pelo re-
glamento, as mereadorwi abaixo cripta*, as
quaes, se dentro de 30 dias nao lorem despa-
chadas por seus donos serao arrematadas em
hasta publica por conta dos mesrnos sem que
Ibes fique o direito de reclamarem em tempo al-
gum contra o efleito d'essa arremataco. Al-
tamisa de Pernambuco. 12 de Junho de 1844.
Miguel rcanjo Monteiro de Andrade.
Armazem n 8. B. 1 barril S. N. entrado
em 11 de Fevereiro de 1841 vindo na b.rc
portugueza Leal; a Antonio Francisco dos San-
Ios Braga.
n, e22,eSiveranoengenu0Mara;oa';^i: && lJgm **' en,rad"
2f.....'1HEATRO PUBLICO.
Escomido espectaculogymnasticoede muzica,
que o Artista Jos dos Reis tem a honra de a
presentar ao respeitavel publico desta cidade.
domingo, 16 do rorrenle.
Principiar por urna grande overtura com
augmento de orquestra: em seguida Madama E-
niilia Amanti, summamente agradecida aos ha-
bilantes desta capital, apparecer em scena, e o
Sr. Joo Toselli, cantor Italiano que pela vez
primeira tem a honra de se apresentar nesle
Thealro a cantarem o delicado, e harmonioso
duetode Soprano e haixo ; Colei solronia de
Donizett; depois apparecer o Joven Elstico a
executar diftarentesexercicios,esorles da maior
destreza, e elasticidade; particularisando-se com
novas, e arriscadas experiencias, as quaes serao
dezempenhadas de urna maneiraassas difficulto-
sa: emeonlinuacao se executar no novo inslru
ment intitulado o Panharmonicon um Pot
pourri, com variaces desempenhado pelo pro-
fessor, e inventor do mesmo o Sr. Joo Tos-
selli. Em seguida o Director exentar com lo-
ria a agihdade diflerentes jogos, soites, equli
bros c evolucocs indianas enterlacadas com
elegantes exercicios gymnasticos : logo ter lu-
gar pela vez primeira em esta cidade o grande
duelo jocozo de Soprano e baixo que tem por
titulo, o Ratapln Ratapln, Ran, >ian
Ratapln, falaplan na opera a fi!ld 0 Hcsi'-
ment cantada por a mencionada Madama Emi-
lia A manti e o Sr. Joo Tosselli muzica do
ravalleiro Donizett
Em seguida o joven Elstico emprender as
novas, edlIBeeii tortas dos quatro candieiros
romanos e ao mesmo tempo desempenhar a
espantosa exponencia de tragar urna espadado
Da-se a premio dous contos doris com
boas firmas a contento; na loja do Saboia re-
lojoeirose dir quem osd.
2 = Prccisa-se de um feitor que trabalhe,
entenda de hurtas, vaccas para um sitio na Mag-
dalena em a ra d'Aguas-verdes sobrado n
6G" 4)
Sociedade Harmnico Theatral.
3A Commissao Administrativa novamento
convida aos Srs. socios, para que se dignem
comparecer Domingo, 16do corrente, pelas onze
doras da manbaa na casa do Secretario, ra de
Appollo n. 6, a fim do serem infoi mados e de-
liberaren! sodre um objecto de grande impor-
tancia. (7)
- Na ra de S. Rila, casa n. 8, ensinao-so
negrmhas. mulatinhas escravas a cozer bor-
dar, tazer lavarinto, marcar, e doulrina Chris-
ta ludo com perfeicao, e tambem se acceito
indo na segunda-taira e vollando no sabliado.
Joo Eduardo Chardon declara, que, nao
tendo o .V. I.uiz Jos Poudra at hoje cum-
pndo os condiccoesda escriptura que espon-
tneamente celebrou com o annunciante em
II de Maio prximo findo nao obstante eslar
o mesmo Sr. Poudra de posse da taja, e de to-
dos os mais hens do anuunciante que pela
mesma escriptura Ib'oscedeo; ter-so dado o
bataneo e estar de posse do livro de contas
correles ; por isso fica revogada a procuraco,
que o annunciante deo ao mismo Sr. Poudra
para poder vender a sua casa de 3 andares na
ra Nova n. 23 nao so porquo j est penho-
rada pele credor hipotecario Francisco Jos Bar-
boza como para que o Sr. Poudra nao con-
elua alguma venda desastrosa como a que es-
teve a concluir, ha poucos dias com abuso dos
poderes concedidos: c ludo quanlo o Sr. Pon-
dr, d'ora em dianlc pela dita procuraco
obrar sera de nenhum efleilo contra o annun-
ciante.
1 A commissao administrativa da socieda-
de =Terpochicore, marcou o dia 17 do cor-
rente, para os socios apresenlarem suas propos-
tas para convidados da partida do dia 28. (4)
1 Manoel Domingues Moureira Jnior
embarca a sua escrava, Micaella para oBiode
Janeiro. /o\
Urna pessoa, chegada, a pouco tempo, da
Ilha deS. Miguel, se oferece para tratar de si-
tios hurtas, e em lim ludo quanlo he de plan-
tarles de que tem muila pratica e conheci-
mento ; as pessoas, que se quizerem ulilisar do
seu prestuno dirijo-se a ra dasTrincbeiras
n. 22.
A pessoa, que annunciou ter um sitio pa-
ra vender, na estrada do Poro-d-panella por
detraz da ra da Casa-forte, dirija-se a ra do
Mondegocasa n 63 das 10 horas da manbaa
as 3 da tarde.
Joaquim Jos Pe re ira Guima.aes 4 Com-
panhia acabo de abrir nesta provincia a sua !?"-
va fabrica de rap princeza ; os senhorescom-
pradores queirao examinar a sua boa qualidade:
ot mesmos se responsabelisao por qualquer ava-
ria, que possa apparecer : o seu nico depozito
be na ra dos Cjuarteis n. 24 em Pernambuco.
I recisa-se de um pardinho do 12 a 16 an-
nos para criado de bolea ; quem estiver nesle
caso dirija-se a esta Typographia.
1


4 LOTEKIA DAS MEMORIAS
HISTORIAS.
Premio grande 8;00(KOOO n'ii.
Dito enunediato 4.OO0COO0 ris.
son 3 dMtl cidade, nacionaes e estrangeiros.
tem resolvtdo Hxar-se era ernambuco onde
se prope a dar lices de rabeca rabeco vio-
loncello) e flauta por un methodo, que tem
tanto do promplo com du fcil; tambero se oflo-
roce para afinar pianos com toda a pcrfeicao e
.\9 rodas esta lbleria COtTem IQ1- promete d nreterivelmentfl no .li,i l8 do COI- honra deo empregar ; a sua mora-
1 : de he na ra Nova n. "23, sobrado da travessa
rente Junho : c o restante dos bl-
inde achao-se a venda nos tusares
ja annunciados i\ 2
1 galera ptica ,
Ex posta na ra do Queimado em quatru sa-
daCamboa-do-Carmo. (14)
1 i-sp dinheiro a premio sobre penhores
de ouro prata hypotheca ou boas firmas;
na ra estrella do Ko/ario, segundo andar da
casa onde mura o Sr. I)r. Baptista. 4i
Desappareceo da ra do Queimado um
' do primeiro e segundo andar e ristrel > quarl-o ru?i> com piolas de pdrez baixo ,
lodos os dias desde a nottinha at as 9 hortu. ; carnudo com urna belida no olho esquerdo ,
bom passeiro, eslava coro cangalha com capa
VROGIl.VM.V.
Da
ULTIMA EXPOSigAO.
Patente desde Terca-feira 11 de Junho, at Do-
mingo 16 do dito inclusive, ultimodia de todas
as exposkoes.
A'o (ienero de
NEORAMA.
(*) 1 (J interior do 7'heatro de S. Pedro
d'yjcantara no Rio de Janeiro, visto da scena
em um da de grande gala e no momento em
que S. .M. o Imperador o Sr. 1). Pedro II. entra
na tribuna acompanbado as Princezas e todo cortejo.
(*) 2. A erujiQo do monte Vesuiio do armo
de 1794 que loi urna das maiores catastro-
phes, na qual lorao destruidas as cidades de Sa-
le Torres e torre do Greco. liste especia-
culo estrepitante ve-se de noite de urna gruta
de pescadores em Posillipo.
(*) 3. O interior du Igreja de S. Antonio
de Lisboa em Padua na Italia na occasio
lie urna [trocissao doSantissimo Sacramento na
tarde do dia do inesmo Santo He esta Igreja
um templo vcnerabilissimo que incluc omagni-
fien tmulo daijuelle grande Santo, que, nas-
cido em Lisboa morreo em Padua onde le/
muitoimilagrea Eslavista lie toda anloga
para a semana na qual estamos.
A'o (ienero de
COS.MBAMA.
4. A magnifica pracade S. Pedro em Roma
representada no Domingo do Pascoa uns ino-
mentosantes que S. S. o Papa d a bene,o ao
povo.
(*) 6 A Lanlcma de Genova no tempo de
uina tempestade.
0. A cidade de Londres vista do lado de
Greenwicb,
7. A entrada solemne de S. A. R. a Prin-
ce/.a Mara Anna de Saboia em Vienna na 6-
poca deseu fausto liymineo com S. M. o actual
Imperador d'Austria.
Pt efo dos Inl fiel es da entrada 500 ris por cada
pessoa, e para os meninos at 10 annos a metade.
N. B. As vistas novas vo marcadas com o
asterisco (*) (51)
3 Joao Joaquim Pagcls, subdito Hambur-
guez, retira-se para o Aracaty, (2
3 Jos Antonio dos Santos Coelho embar-
ca para o Rio de Janeiro a sua escrava Mara ,
de nacao Angola. 3
2Os novos arrematantes do contracto do
imposto de 250o rs. do consumo dos gados no
municipio desta cidade, avispo a quem convier,
que vendem os diversos ramos do consum; do
municipio Afogados Jaboato, S. Lourenco,
e Poco ; os prelendentes dirijo suas propostas
at o dia 20 do corrente me? oV Junho e cg:j
as garantas devidas na ra do Ciespo n. 23.
2 Caetano da Costa Moreira embarca paia
fra da provincia o seu escravo de nome Va-
lentim.
I Aluga-se o sobrado de 2 andares da pra-
ca da Boa-vista n. G ; a fallar rom Ignacio Jos
e Coulo na botica do inesmo sobrado.
Aluga-se um sobrado de um andar e so-
tao na ra Formosa com janellas para a tra-
vessa do Marlins com rnuitos commodos ; a
tratar no Alterro-da-Boa-vista n. 38,
Precisa-sede um caixeiro que seja ca-
paz, para tomar eonta de urna venda; na ra do
Livramenton. 38.
Deseja-se fallar ao Sr. Jlo de Alemn
Cisneiro a negocio de seu interesse ; na prava
da Boa-vista n. 19.
Precisa-se arrendar um sitio perto da pra-
ca que lenba baixa para capirn casa de vi-
venda e terreno para ti ou i cscravos; na pra-
cada Boa-vista n. I1.).
Quem precisar de urna ama de leite di-
rija-se ao beco que vai da ra do Calabouco,
para a ra do So! d. 33.
Aluga-se o grande sitio da ra do Sebo ;
a tratar no mesmo sitio ou na ra do Crespo,
loja de Domingos Guimaraes.
Furtou-se de dentro de um pandum, que
levava um preto do llecife para o Pco-da-pa-
nella na noute do dito So do p p. mez urna
casaca de panno preto fino ornas calcas de
de estoupa ; quem o achou e quizer restituir ,
leve a mesma ra do Queimado loja n. 2, de
Manoel Jos Goncalves.
I SOCIEDADEEUTEBP1NA.
Em consequencia de nao ter comparecido
numero sufflciente de socios para haver sesso
no dia primeiro deste mez, conorme se havia
determinado ; a commisso administrativa dd
novo convoca a sociedade para se reunir em ses-
so no da 1< do correse, pelas 6 lluras do tar-
de, a lim de deliberar acerca de diversos objec-
tos de alguma importancia e interesse. (9,
1 O Sr. Antonio Felis do Santos que foi
oaixcro de Joaquim Carioca, etn Fra-de-pcr-
Tas dirija se ao beco do Ahreo n. 2 que se
Ihe desoja fallar; na mesma casa precisa-se de
Uina imagen do Sr. Cruxificado de palmo e
meio ponan maisou menos. (6
A livraria da esquina da ruado Collegio ,
precisa de urna possoa que saiba coser, apa-
rar e collar broeburas, e alguns processos mais
de encaderoacSo de livros.
1 Aluga-se urna prelaescra*a, ptima cos-
tu reir e mu lo intelligenteno servico de casa;
na ra Nova n. 41, segundo andar. (3
Quem precisar de uina mulher capaz pa-
ra o servico interior de urna casa, dirija-se a
ra de S. Miguel n. 40 nos Alogados.
Boga-se a um certo curioso que no dia
7 do torrente tirou de dentro de urna cartei-
ra 867^ rs. em sedulas e 2#rs, em cobre, a
qual eslava em urna loja de marcneiro na ra
Direita o favor de quanto antes ir restituir es-
se dinheiro pois que comcertesa se Ihe conde-
ce, e o modo com que ez esta eperteza; quan-
do n"'o ver o seu nome por eitenco.
Desappareceo na tarde do dia 11 do cor-
rente na ponte da Boa-vista urna cachorra
branca, com as orelhas cortadas; quem a achar,
leve a ra da Cadeia do Becife n. 30, que ser
gratificado.
1 Precisa-sede um feitor que trabalhc e
entenda de hoita e vaccas para um sitio na
Magdalena ; na ra de Agoas-verdes sobrado
n. 66. (4.
Compras
Compra-se urna rede do Maranhao ou
Para que seja superior ; na roa Nova n. 32.
Compra-se um refe em bom uso ; na ra
da Conceicao da B a vista n. 9.
Compra-se urna prela parida de pouco
tempo que tenha bom leite e que seja lim-
pa sem vicios nem achaques ; na ra Nova
n. .'i3.
1 Compra-se urna, ou duas redes do Para
u Maranhao sendo superiores ; na ra do
Torres n 18. (3)
Vendas
3 Vende-se boa farinha de mandioca
3200 rs. oalqueireda medida velha ; a bordo
da sumaca Tres-irmaos, tundeada ao p da es
cadinha do Collegio. (4
3Yendcm-se saccas com farinha a corno.o-
dopreco; nos armasens delronte da escadinha
da Allandega de Dias Ferreira Antonio An-
us e Guimaraes. [4]
3Vende-se urna negra moga, de bonita fi-
gura, com algumas habilidades, com urna cria
de 2 anuos inuito linda e experta vende-se
por precisao : na ra Direita, botica de Igna-
cio Nery da Fonseca. S
o \ endem-se 3 escraviss de bonitas figuras,
de todo o servico de 1S a 22 annos um he
bom canoeiro ; no largo do Corpo Santo a
(aliar com Antonio Rodrigues Lima. (4
3 Vende-se um terreno na ra Augusta a
travs de 32 ludo por preco commodo ; na
ra da Praia o. 10. (3)
2 Vende-se a armaco e miudezas que
existen) na loginha da ra do Queimado n. 11;
a tratar na praca da Independencia n. 2 2 Vendem-se 3 moradas de casas terreas ,
na tua Imperial ; do Atterro-dos-Afogados ; a
tratar as Cinco-pontasn 57. (3
2Venrie-se por 350/rs. livres um sitio com
casa de vivenda na estrada do Poco-da-pa-
nella por detraz da ra da Casa-forte; quem
o pretender annuncie. (4)
2Vende-se superiores rhamlnsH Napoleo.
merino preto um collete de seda branca com jem caixluhas de *200 por preco commodo ; na
palmas de ouro ; quem disto ouber dirija-se' ra da Cruz n. 26 venda de S Araujo # Ir-
a ra da Allandega armasem n. 44 que se-linio, (4,
r gratificado. 2 Vende-se urna escrava de 26 annos, co-
1_ Gros-didicr, meslre de orchesla em va-jsinlia, engomma lava, e cose; em linda ,
rios theatros del'ariz e da Sew-Orleans di-(sitio das Hortas abaixo do convento da Con-
FflCtni da msica da capella de Versailles, avi- IcalcSo. 4.
*a que accedendo aos desejos de respeilaveis pes- j 2 Vcnde-se um escravo crioulo de 24 annos,
de boa figura muito possantee sadio cosl-
nheiro caiador. e tem capacidade para todo
o servico ; na ra Nova n. 41. segundo andar.
2 Vende-secapim de planta a 120 rs. a ar
roba ; emOlinda, sitio do Sebastio Lopes. 2)
2 Vende-se a venda defronte da riboira da
farinha n. 3: a tratar na mesma venda. kJ
2Vende-se, ou troca-se por urna negra, que
engomma, ou cosinhealguma cousa um pre-
to bom carreiro e acostumado ao servico de
campo e tambera sabe cosinhar, e he muito
diligente para outro qualquer seivico; na ra
Nova armasem n. 67. (u)
2Vende-se urna escrava de nacao de 18
annos com bonita figura eogomma cose ,
e lie ptima para mucama ; dous moleques de
naco de 15 annos, sem vicios nem achaques;
um escravo de na?o com bonita figura ; na
ra Direita n. 3. (")
2 Vendem-se duas comedias Camilla no
subterrneo e Parricidio fruslado ou o filho
natural ; na ra do Jardim n. 47. (3)
iVende-se farello novoem saccas grandes ,
chegado de Hamburgo; em casa de H. Mehrtens,
na ra da Cruz n. 40. (3'
2 Vendem-se ricos los de linho de marca
grande a 6000e 7# rs. mantas ditasa 6/ o
6500 rs. ricos cortes de lia com 13 covados
meio a 6 e 610) rs. chales de 13a a 221)0 e 3^
rs. pe?as domadapolo com 2o varas a 3# ,
3300,4000, 4700e5000rs. merino verdees-
euro, azul, edr de rap a 1800 e 2000 rs. cha-
peos do maua francezes a 6400 rs. sarja preta
dela muito encornada a 1001 rs. e outras
muitas lazendas por barato prego ; na ra do
Queimado, loja n. 29deJoao Antonio Marlins
Novaes.
Vendem-se echaduras do Porto grandes,
e de duas brocas, proprias para portas de ar-
masens ou outras quaesquer portas de segu-
ra nca ; 34 pedras grandes em bruto proprias
para caes, ludo por preco commodo ; na ra
da Madre de Dos n. 7.
Vende-se um gamSo usado com tabolas
de inarfim ; e um sitio na Capunga, com casa
de taipa ; na ra da Gloria n. lio.
Vende-se no novo estabelecimento, que se
abri na pra?a da Independencia n. 3;", com
um deposito de perfumaras, aonde os consu-
midores achar sempre um completo toril-
mente dai mesmas por preco mais barato do
que em todas as mais partes, como bem agoa
de Colonia com os mais sublimes aromas, que
teem apparecido assim como odeambre, ro-
sa, almiscar, flor de'laranja rainha das floics,
princes, monpelas, a de outras mais qualida-
des, a garrafa da de ambre a 2000 rs. dita
do almiscar a IS00 rs. dita de rosa a 1500 rs. ,
dita de flor de laranja a 1800 rs. dita rainha
das flores em Irascos grandes, a de monpelas a
6'0, 800, 1U00 rs. eem frascos pequeos de
todas as qualidades a 250, 320, 400 e 480 rs.,
agoa de Lavando superior a 4S0 rs a garrali-
nha e meias garrafas a 600 rs. dita em Iras-
cos com ambre a li'iO, e S00 rs. essencia de
Portugal para perfumar roupa e aceiams c-
belos a 800 rs. o frasco paos de pomada a 160
rs., sabonetes a 100 e 200 rs. ditos mui finos
a 320 rs. pos para denles a 200 rs. a caixa ,
agoa da China, que tem a particularidade de
tirar toda a qualidade de nodoas, e sebo de go-
las macass perola a 320 rs. o frasco, dito
de oleo a 200 rs. pomada franceza para o ca-
beilo a 200 rs. o boio, dita superior a 480 rs ,
dita em vasos de porcelana mui rico- a 1280 rs.,
dita para extinguiros piolhos a 400 rs. o boi3o,
dita para faier estirar toda a qualidade de ca-
bello encarapinhado, graxa de lustro ingleza de
n 97 vidrinhoscom espiritos do rosa viole-
te, baunilha, viofete e ambre, eoutras mui-
a? perfisriss.
Vendem-se luvas de seda curtas pretas e
com palmas para senhora a 600 rs., ditas com-
pridas a 1120 rs. ditas para homem a 1280 rs.,
ditas de algodao brancas para homem e senho-
ra meias de seda pretas para homem a 1600
rs. ditas de algodao brancas para meninas e
senhora ditas pretas para senhora a 320 rs. ,
ditas cruas de linho para homem ricas fitas de
seda bordadas, nones de palhinha pintados a
240 rs. dilosdeseda para meninos a 1920 rs.,
chapeos do Chille a 4300 rs., bengallasdecan-
na a 1600 rs., caixas de baleia para rap a 400,
480 560, e 640 rs. ; carteiras para algibeira,
de marroquim e superiores a 640, e 720 rs. bo-
ies de duraquo ditos de massa a 240 a duzia,
ditos para sobre-casacas a 300 rs. a duzia di-
tos de metal dourados de Pedro 2 o a 'JiiO rs. a
duzia penles de tartaruga para marrafas a
1280 rs. a parellia ditos de baleia para pren-
der cabello, agoa de Colonia da rainha das flo-
res a 480 rs. aderecos de micangas para se-
nhoia a 640, 720, e 1280 rs. ditos de filagra
a 1440 rs. linha de carretel de 100 e 200 jar-
das brancas ede 'ores, oculos de armacSo de
graos com aros de asso a 1280 rs. ditos azues
aSOO rs. thesouras finas ditas prateadas ,
sabonetes finos macass oleo e perola, caitas
francezas finas botes de madre de perola pa-
ra abertura lencos de seda para algibeira de
rnuito bonitos padroes e um completo sorti-
mento de miudesas por preo mais barata do
queem nutra qualquer parte ; na ru do Quei-
mado loja de miudesas n. 53 de Ferreira &
Uliveira.
Vendem-se 20 e tantas caadas de azeile
de carrapato, por preco commodo ; na ra lar-
ga do Rosario n. .!'.
Vende-se superior vinbo de Bordeaux ,
Langlande, Saint Cristol, Saint George, agoa
ardente do Franca em quartolas caadas, 0u
garrafas, Chainpanhe Absinthe licor fino,
kirch, vinho brancode cap., da Madeira azei-
te doce latas de sardinhaf. hervilhas choco-
late por preco commodo ; na ra Nova bo-
tequ'im francez n. 69 dellebrard.
1__ Vendem-se quatro barricas de assucar
mascavado chamado retamo e 3 pipas de agoa
ardente branca de boa qualidade ; na ra do
Livramento armasem de lou?a e inulhados
n. 20. 18)
__ Vende-se por preco muito commodo e
faz-setodoo negocio com urna parte do sitio
em Itebiribe que foi do finado Souto ; na ra
deHortas, sobrado do um andar n. 60.
__ Vende-se um moleque o urna negrinha ,
sem vicios nem achoques ; na ra do llospkiu
n. 23.
Vende-se cevada moida a 140 rs. a libra ,
dita do caroco a C0 rs. manleiga hollandeza
para tempeiro a 320 rs., farinha de trigo a 80
rs. cevadinhade Franca a 280 rs. ; na traves-
sa da ra das Cruzes esquina da polica.
__Vende-se um candieiro francez de 3 luzes ,
com muito pouco uso ; na travessa da ra das
Cruzes na esquina da polica.
Vende-se um preto de idade, que entende
de padaria pilo preco de2'i0# rs. ; na ra de
Agoas-verdes n. 42.
1 Vende-se urna propredade de dous an-
dares e um grande sutao silo na ra da Moe-
da livre e desembalado por preco com-
modo; a tratar na roa da Cadeia-velha n. 31. (4)
__Vendem-se sapatos inglezes para homem ;
na ra da Cadeia do Becife luja n. 21.
__ Vendem-se livros do mu.'ica para rabeca,
e violo, dos melhores e mais celebres autores,
por preco commodo ; na ra da Cadeia do Be-
cife n 39.
Vendem-se 5 duiias de taboas de assoa-
Iho de muito bom amarello, pelo mdico pre-
co de oC# rs. a duzia por se querer desoecu-
p8r o lugar onde estad; na ra de Apollo n. 54.
Vendem-se oO paos de sicopira que ser-
vom para bosardas, e volta de barcassas por
barato preco ; na ra do Apollo n. 32.
Vende-se urna escrava de naco Angola ,
de 20 annos de bonita figura engomma, co-
sinha, cose, elava, urna dita crioula de 18 an-
nos com as mesmas habilidades; urna dita,
que'engomma, cose, faz lavarinto cosinha ,
e lava ; um molatioho de fi annos multo lin-
do ; um negro de 30 annos, ptimo gaohador
do 'ra e he de boa conducta; na ra das Cru-
zes n. 41, segundo andar.
Vende-se moeda de cobre a um porcenlo;
na ra Imperial n. 188.
1 Vendem-se 4 depsitos para armasem de
socar assucar ; na ra de Apollo n. 23. (2;
Vende-se um preto de 30 annos, para lo-
do o servico ; na'rua da Guia n. 19.
Escravos fgidos
2 Desappareceo no dia 31 de Maio p p.
urna negrinha de 8 a 10 annos, fula, e bem hi-
ta olhos grandes e vivos nariz chalo beicos
Igros, e arrebitados, orelhas um pouco acabaa-
das e grossas bem feita de corpo, e sabio em
\ camisa que era de algodaozinho e ostava su-
jjaeusada; quem a pegar, leve a ra da Quei-
I mado n. 50, lercciro andar, quesera gene.rosa-
I mente recompensado.
2 Fugio no dia 4 de Marco p. p. da villa-
i de Nazareth um escravo pardo, de 20 annos,
,de boa estatura, cabello carapinhado, com una
belida em um olho urna pequea cicatriz na
t"sta o (piando anda atravessa um pouco um
dos ps para dentro; quem o pegar, leve ao seu
senhor o Canilo Joao Kantista do Amaral e
Mello na mesma villa que receber 0^ rs.
; degratificaco e mais ainda se for pegado eni
i lugar longico. i-lOj
2Ainda anda fgido o mulatinho Benedic-
to de 11 annos, levou camisa de chila cal-
cas de brim branco chapeo de massa e urna
iargola de ferro no pescoco consta ter andado
em Olinda quem o pegar, ter de gratilicuca0
50# rs. levando a seu snr. Lourenco da Costa
Loureiro na Solidade n. 42, ou na ra da
Cadeia por cima da loja do Sr. Cardoso Aires. ,8)
1 Em 15 de Abril do correte anno fu-
gio uina escrava de nome Benedicta de nago
Congo do 25 annos, fula baixa secca do
corpo, peitos pequeos venias largas, beicos
grossos, pernas um tanto zambeas e tem
uina grande marca de panno preto no hombro
direilo ; quem a pegar, levo na travessa da
Trempeparao Mondego, no sitio que tem a
casa cor de chumbo que ser gratificado ge-
nerosamente, 10j
1 No dia 9 fugiro os escravos seguintes:
Antonio de naco Quicama estatura regular,
de 20 annos levou camisa de algodo/inho.
calcas de brim trancado velho com dous renien-
dos na frente das pernas tem duas feridas nos
dedos pollegare annulardeum p, tem nos ps
urnas especies de varrugas pequeas, e os cal-
canhares um pouco rachados : Marcolino do
naco Quicam molecote sem barba olhos
grandes, beicos grossos na raiz do cabello urna
cicat vi., em cujo lugar nao tem cabello mal
abaixo j na testa um lobiniodo tamanho de
uina pitomba;Jquem os pegar leve a Camboa-do
Carino padaria n. 12 que ser gratificado
generosamente. ('")
kcifb njTtp. ou id. F. ubFauia.ISH


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