Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05096


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Full Text
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AnnodeffrH. Segunda Feira 10
*" ---------------11, i j,,,i,iiriiiiri~~.
0 I)mr.o,. ,!.,.., todof*. diMqnenao forem ..nieado, : ,ero ,., Mi,u,i
V r c,: Jsrci,,r5*?...... "..............^.JKw-K A
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els. n i.p ro. J..Cm,M..34,Mt pr,s. lndepMde.eil ^ fc ,., ,;, s J
h ARTI,U ,,os CORKEIOS TERRESTRES
m l,IAS |rv -SEMANA
|(| Seg Marina.. Aud. doj.de I) d. 8 ,
1' rere Mrn.be el aud. dJ. de O d. 3"
1; |)ucli 1 .1 ..i. Aud. do J de D. da 3. v
i;i Quima + n. Amonio Aud do j de D d T
U tela *a C. de Jetos. >ud doJ. de da'.', v.
3 Sab. Vi><). Bel, ,ud do J.de da 4. t.'
16 Doifi s. I0S0 hrtnciaco Regia,
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Afino XX. $. 151.
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V '-i / ''"'"'" """r' "'i'""'' 'I- na momo.; da n eragJo' < enerzi: con-
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dem de leirs Je bo.a fira.9 1
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iioi a (icini .' 00 i.:"<->
^^^$m /J PHASES in LA !V0 MEZ DE JIMIO.
I'reamar de hoje.

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-
.....
S5B

anTE OFFJCIAL.
Ooverno da Provincia.
BXPRDIENTB DE 3 DO C0RRBNTR.
OIBoio -Ao Chufe da legrSo de linda, in-
telligeBOando o de ter concedido reforma ao
Tenante da tereeira companbia do segundo l>a-
talhao da rnesina legiao, Tbom Carlos Peretli,
<-ujo requerimeoto accompanhou o seu officio
de hoje.
PortaraNomeando Antonio Henriques de
Miranda primeiro supplcnte do lui/o munici-
pal do termo do Santo Anlao. em lugar do Jo-
ib Martina Pereira Monteiro, que, tendo sido
nomeado para aquolle cargo, anda nao havia
prestado juramento. Pelo mesmo motivo no-
moou-seai. Coronel Tihurtino Pinto de Almei-
da para substituir ao cid idao Christovo Dioni-
ziodo Barros no lugar de terceiro BUpplente do
mencionado Jui/.o- o que se communicou ao
Juiz Municipal de Santo Anto, e a Cmara
respectiva.
Odicio Do Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazenda, transmittin
do, para serem executadas, as ordens do Tribu-
nal do Tbeaouro de nmeros 86,87,88,90,
91.92,93, 94,95 e 96.
dem do da 4.
OfficioAo Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, determinando, que expeca suas ordens,
para que as guias, que so houverem de passar
aos Oulclaes reformados, que d'esta provincia
paraoutras partirem.se declare, se 'lies teem
satsfeto por inteiroo imposto de 5 por cenlo
sobre os respectivos suidos, e, no caso negativo,
quanto haodado conta. Officiou-se res-
peito ao Commandante das Armas.
DitoAo Fngenheiro em Chelo das obras
publicas, approvando o contracto, por que An-
tonio Marcelino e seu irmao obrigiro se a
leixar demolir, mediante a indemnisacao de
cetn mil ril, urna casa de sua propriedade, si
la no stimo lanv'O da estrada do Pao-d'alho.
Porticipou-se ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinriaes, e ao Inspector-liscal das
"liras publicas
Ditos,\os Juizes do Civel da primeira e
segunda varas desta comarca, communicandoter
sido approvada por S. M. o Imperador a deli-
bcracSo, que tomou a Presidencia d'esta pro-
v inc
de fszer '"h^jsr i!^!ri;"vo ^"1 '
os eres actuaos Kscrivaes do Civel desta cidade
os dous que seiviao no Civel de Ulinila e Igua-
rass.
!)iti;\o Director do Arsenal de Guerra'
determinando, em cumprimento d'ordem im-
perial, que faca entregar os educandos Delisa-
rio o Manoel Ferroira de Freitas aos individuos,
que os reclamarlo.
PortaraU Vice-Presidente da Provincia,
en addilamento ao artigo 21 do titulo segundo
do regulamento das obras publicas de 2o do
' lio de 1812, ordena, que nao possao ser pro-
postos para Ajudantes dos Engcnheiros os in-
dividuo-., trucco das materias seguintes:
Principios geraes do Geometra, das linbas,
plase solidos.
Principios geraes de Arithimetica, compre-
hendendo as quatro operaces elementares so-
bre nmeros intuiros e quebrados, a extracrao
das raizes quadradas, as proporedose progres-
s5es.
ExecucSo ile um dezenho linear com a re-
gra < o compasso.
EiplicacSo do uso dos diversos instrumentos
graphicos, como sejio aledada, bussola, gra-
netro e nifel d'ago i
Lingos nacional e ortograpbia.
Este conbecimento ser verificado perante
ri chio de exaine, composto do En ;enhei-
n ''befe, de inspector-fiscal, edoum nu-
tro Engenheiro. r Remetteo se copia d
a ao Engenheiro em befe
Commando das /Irmas.
EXPEDIENTE DE 24 DO P. P.
OfficioAo Exm. Vife-Presidente, envian-
do-lbe, para ser julgado em ultima instancia
pela Junta deJustica, o processo veriial feito ao
reo Jos Felippe de Sant,'Anna, da companbia
de Artilices, pelo crime de desorcao.
Dito Ao Inspector da Tbeiouraria, commu-
nicando-lhe, que fora recolhido ao Hospital
Hegimenlal para ser tratado, o Alfores da ter-
ceira classe da provincia do Cear, Henlo Fer-
rcira Marques Brasil, cujos sidos do 1 de
Junbo em diante serio cobrados por interme-
dio do Commandante do batalhao de Artiiha-
ria a p, a fin dededuzir dellesa respectiva me-
lado na forma do regulamento.
DitoAo Commandante do hatalhao (le Ar-
tilbuia, ordenando-lhe que fosso recebido no
Hospital Rgimen tal, para ser tratado, o Alfo-
res da t'erceira classe da provincia do Cear lien-
to Fcrreira Marques Brasil, devendo os seus
sidos serem cobrados da Thesouraria >lo 1." de
Junbo em diante, dedu/indo-se a respectiva
metade para a caixa do Hospital, na forma pros-
cripta no regulamento do 17 do Fovereiro de
1889:
Dito Ao Chele de Polica, communicando-
Ihe. que pelo Commandante do batalhao do Ar-
tilharia a p Ihe seria mandado aprosentar com
guia Leonardo Alvesde Souza, que tendo sido
infinitivamente condetnnado a gales perpetuas
por crime do morto perpetrada em Fernando de
Noronha, fora excluido com domissiio do dito
bataihioao qual pertencia como soldado, e pas-
sava sua disposicao para tornar efloctiva a sen-
lenca na rma da Imperial Provisao de 29 de
Fevereiro ultimo.
DitoAo Juiz Municipal da primeira vara,
dizendo-lhe, que ficava inteirado do contexto
do seu officio desta lata com respoito ao dilini-
tivo ulgamento do soK.ado Leonardo Alvos de
Souza, que passava a disposicao do Chefo de
Polica.
Pi-rlaria Man lando excluir com haiga do
segundo batalhao de Arlilbaria a p, na forma
da Imperial Provisao de 29 de Fevereiro ulti-
mo, o soldado Leonar 'o Aires de Souza con-
demnado difinitivamente a gales perpetuas, por
haver no presidio de Fernando assassinado a
urna mulher, devendo o Commandante do dito
batalhao passar -Ihe guia, e envial o ao Chefe
d PLci, ,i ini de fazer efeciiva a senienea.
PortaraMandando excluir com guia para
0 batalhao a que de antes pertencia o Guar-
da Nacianal destacado Francisco Jos Nicacio
em alteneao a ter servido bem por mais de 2
annos, e ser o arrimo de sua miii, o do troz ir-
maos menores.
perna;v33-
! rihiina! da iielaco.
Julgnmento rio dia 8.
Appcllanto Antonio Pereira appellado Do-
mingos Ridrigues dos Passos; mandou-se cun-
prir o accordo e voltarem os autos.
Appellanle Jos Joaquim Ri/erra Cavalcanti,
appellado Estevao Cavalcanti de ilbuquerquo;
mando-SO dar vista as partes.
Appellante Joaquim Jos de l'ara appel-
lada a fazenda nacional ;'mandou-so dar vista
ao Desembargador Procurador da Fazenda.
Appellante Joaquim da Fonseca Soares de
Figueiredo appellado Joao Mara >'ee; man-
dou se ilar vista as partes.
Appellante Francisco Xavier dcAlmeida,
appellado Simao HarbosaCordeifo; foro des- o causado porque esse daino lio irreparavel.
prezados os embargos. i Dizer-sc-ha que com esta pena, vos nao daris o
O aggravo de I). Catharino Francisca do Es- exemplo salutar que he preciso para con ter na
pirito Santo, aggravado Joao Leite/Je Azevedo; \ rbita dos seus deveres os outros escravos quo
foi prvido o aggravo. com esta pena nao alcanforis aseguranca das
Appellanle o Dr.Procurador Geral, appellado familias, nem a tranquillidade publica; vos Srs.
Manoel Ribero da Cunha liveira ; mandou- Jurados, pensai nos inconvenientes desto ar"u-
fimpr a pena nem tao pouco he esta a ecca-
siao de decidir os efoitos, o importancia da pe -
na capital vos apenas ten des a declarar se a
aecusada commetteo n delicio; ella o confessou,
as testemunhas o prov5o : Srs., sem faltardes
verdade sem que lavreis a sentenca da vossa
propria ignominia na podis dcixar de reco-
nhecer, qu a pcrpelracao foi voluntaria, eque
o ferimento deisou deformidade ; todos os fa-
cultativos disserSo, fca deformidade: quando
ellos o nao dissossem vos os reconhecerias, por-
quanto nao era possivel que mu ferimento, que
chegou at ao osso que corta a eartilagem do
nariz, quo faz os estragos que se achAo des-
crilos noedrpode delirio esse ferimento nao
deixe deformidade; ella liearia. anda que todo
o mundo se retnisse pira declarar o contrario ;
esta circunstancia e o arrojo com que um es-
cravo se atreve levantar mao sacrilega contra
sua sen hora nao he punido senao com a pena
de morte;com ludo, repito, a applicacao da pe-
na compete ao Sr. Juiz Presidente, elle he quem
toma a responsabilidade diante da lei a lei
mesma Ibe impoe ; mas. Srs., attendei bem,
que com esta pena vos nao indemnisais o dam-
se dar vista s partes.
SESSAO DO JURY NO DI \ 1. DE JUNHO
DE 184i.
[ConlinuuQo d numero antecedente.)
Srs., eu. desdo quo encetei a minha carreira
no furo de Pernambuco me lenho collocado
semprc entre os reos o a lei, eu lenho defen-
dido sempre esses nfelizes, levantando a m-
menlo desgracado do paiz em quo taes ideias
vingassem, nao vos deixeis pois Iludir por elle.
Srs. Jurados, um espozo oflendido senhorda
aecusada, cntregou-a ,i justica e pedio que a
pena correspondente ao seu delicio Ihe fsse
imposta; se vos o nao (izerdes, livrais urna cri-
minosa da pena que Ihe he merecida e ag-
gravais mais a ofinsa fcita familia do aecusa-
dor ; e quando azes isto no^vos lembrais poi
nha voz em seu favor approveitando todas as certo, que idos entregar a escravaaoproprio ac-
circumslancias quo pdem fazer bem a sua i cusador; pensai nisto, pensai na importancia do
justica ; mas isto nao he motivo tal para que I vosso julgamcnto e na maneira porque pelo
eu fsse surdo as queixas de umasenhora em publico ser recebida a vo$sa deciso ; reflecti
pranto como eu a vi com o rosto horrivelmen- seriamente nesta circumsancia escolbei ou
le desfigurado*, com o semblante todo mancha- castigai, ou ento querceis que o aecusador si-
do de sangue. que fosse surdo lambem aos ca- ga o exemplo de alguns potentados, e do outros
mores do um espozo aflicto um espozo torno, individuos, que teem pessoalmentc castigado
quemedizia, que, se por ventura n8o encon-1 seus escravos da maneifa a mais brutal.
trasse satisacao na lei renegara de um paiz I Srs. Jurados nao querendo cancar mais a
aonde os crimes commottidos pelos escravos ero | vossa Ilustrada alteneao, concluo. nedndo-vos
perdoados ; a esperanza de ver punido esse en- I que me perdoeis,se eu por acaso lancei mo dos
me Ihe linha'feilo nao seguir o funesto excm- ; recursos da arte urna arte que pouco conheco
po que outros senhores teem pralicado a res- para aggravar a situaco da aecusada e pedir
peilo de seus escravos ; quiz que ella tvesse o urna pena, que ella nao tenha merecido ; nao
castigo que a loi tinha inflingido nao consen- j he por certo cssa a minha intencao nem a do
lio por sso que pessoa alguma de sua casa Ihe aecusador, nao he do vosso dover, tambem, que
lizesse o menor mal ; vos o ouvisteis as teste- a aecusada so lira urna pena que nao tenha me-
munhas; pelo contrario quando tudo devia es- I recido; mas se ella a merece, nem eu. nem s
lar conspirado contra ella ainda se tratava de Ih'a podemos evitar ; a pena, ja vos disse que
a curar das leridas que izera ; por conseguinle ora a do morto vos, respondendo affirmativa-
espero que nao seris surdos aos clamores de mente aos quesitos, que vos frem apresenta-
um marido, que nao vem pedir-vos a vossa pro-1 dos, preparis a condemnacao da aecusada;
teerao n as sim o reparo do aggravo sofrido j mas vos com sso nao ofendeis direilos de ter-
o cumprimento da lei que vos jurastes; esporo j ceiio nao azeis mais do que cumprir a vossa
tambem que nao seris surdos aos gritos do urna obrigacao cumprir a lei, quo manda punir o
popnlacao inteira aos de tantos maridos, pas, dclinquente ; portanlo espero, que, ouvidas as
irmios, &c que, shindo de suas casas dei- testemunhas, que vem justificar os argumentos
ziio suas molheres, lilhas. o irmaes, entregues, por mim produzidos.ouvidaadefosa.decidais so-
por assim dizer, a mi litares de escravos, que p- gundo a lei. conforme os dictamos da vossa
dem rommetter dolidos desta natureza sem consciencia : assim o espero,
que tenho testemunhas, quevenhiio depoisj Segue-seo interrogatorio das lestemunhas, 6
provar em Juizo a su crimnalidade. Qoe nao defesa do CuraHor.que nao podemos transcre-
sereis surdos vossa consciencia que vos diz, que : ver.
nao perdoeis urna aecusada. que confessa o O Sr. Dr. Fu'tosa advogado da aecusada:
seu delicio e que declara ter sentimento de -Srs. Jurados, que horrivel espectculo se
nao ter levado mais longo o acto de sua perver- descortina vossas olhos Quo horrivel quadro
sidade. Sr. Jurados eu nao posso esperar da I vos ofTerece este tribunal Volvei os olhos para
dem do da 29.
OfficioAo Exrn. Vice Presidente, remet-
tendo-lhe informado o requerimenlo do Al fe
res da terceira classe destacado na ilha dt Fer-
nando Manoel Claudino de Oliveira Cruz, que
pedia o pagamento dos vencimentos quo se Ihe
estavao a dover at o ultimo de Abril prximo
passado.
DiloAo mesmo Exm Sr., dando-lhe a
informaeao quo pedir por despacho de 24 do
corrente, a respeito dos prisinneiros rebeldes do
RoGrande do Sul existentes na ilha de Fernn
do, que sendo capazos para o servieo do ejerci-
to, pedioser nns suas fileiras admididos.
DitoAo Inspector da Thesouraria, a fim
do mandar entregar ao Commandante J. R.
P. de Lcenla a quanlia de 350,000 rs., em
que loi oreado o concert do paiol da plvora
dos particulares no forte do Buraco, cujo con-
cert a ser feito sob a administraban do mes-
mo Capilao e Commandante da fortaleza.
DitoAoCapilo J. R. P. do L., Comman-
dante do forte do Huraco. incumbndo-o da ad-
minista < o do concert do paiol da plvora dos
particulares no sentido indicado no ornamento
que Ihe remedia, e onlenando-lhe que fosse a
i nesouraria receber a quantia de 380,000 ra., | vossa illustracao, da vossa*imparcialidade um j o banco dos occtisados, o nelle divisareis ma
vndiet que nao seja conforme a justica que ( miserav I egmagada dcbaixo do enorme peso da
oreada para dito concert, do qual dara logo
contar, logo que estivesse concluidp
Dito\o Commandante do batalhao de Ar-
ribara, remellendo-lhe a relacSo das I!) pra
[ue regressav3oda ilha de Fernando da
qual consl iva os socorros que tiverao.
Dito\o Chefe de Polica, a respotlo do
nao sepi bascado as provas do processo- po-! cscravidao, e que tendo sobre sua cabeca sus-
rn. diz-se, que a pena que se pede he summa- pensa a espada da justica. se debate semiviva
mente grave, que a aecusada, que be urna mu-1 com o patbulo. Se lmanles a vista para o ban-
Iher.ier desolrera penademorte.portercom- co dos aecusadorea, vereisoSr. desta mseravel,
mettido um lenmento, que morro quando a of- aquidle que a agrilboava nos ferros da escra-
fendidaar vidSo, sol licita ndod este Iribunal'a condcelo
8 parajdella lalalso, esperando talvez ntisfaier-a


. suhir dcsi i- ferimcnlo leve. Sim, Srs., lie um ferimento nelles se tocassc no ponfo essencial ? porque
la territel, que a de- leve o que faz objaclo do presente processo, e nao pedio elle aos diversos peritos a quem se
e g la ex lencia, ssa horrfica isto esta demonstrado dos autos esta provado dirigi esclarecimentos a respeito da gravidade
o I ital, que liga urna vi-
da m i-er i re allronlo
. Srs circumsl mci s que acompa-
... ;u'io isso deo lugai sabis
nhao o aero, q
com o corpo de delieto; ernbora o nobreadvo-
i Ja ucc.usac.ao empregue todos ps esforcos
i ara demonstrar o contrario poreerto ello ja
mais pude constituir duvidosa semelbante pro-
que > i poupado meiospara b var a infe- posicao.
eis !|'' at boje, i om exces- <) cdigo criminal falla de ferimentos, e cas
leslealdade, em una das gazetas desta ci- sifica-os, qualificando-os con circumstsncias
are :e um artigo, no qual se insina e j que mais ou menos os aggravo ; mas em parte
se procura provar a neo ssidade, que ha de couv nenbuma do cdigo se diio noyes claras par;.
ravel a cruel pena sollicita-distinguir entre ferimentos leves eferimentos
da pelo ac ;.jiias^Si*--T.cUrConfio em \wsr-i-ftfa-vr- ; perianto esta questo da classificaco
sei que terides consciencia de que nao sois aqu do ferimento he urna questSo defacto.que com-
doies de paixoes de particulares, eia pois, peteaos Srs. Jurados decidir e nao, como se
- nicamente pelos dicta mes da vossa
consciencia, abstrahi dessas ideiasde escravdo
e de iberdade; prescind da pnsic,o vantajosa
de uns, eei epcional de oulros; todos sao i-
jij ; erante a lei; p >r ella e conforme ella 'le-
ven:
ser pu : .-
di de ludo isto, Srs, e attentaique se ncha di-
ante de vos urna n seiavel mais digna do com-
pjixa i, do que da jiuni^o, que com lauta an-
da contra ell i se bus
Srs que exerco a nobre profissSo de
disse, ao Sr. Jurz Presidente ; vos, repito ,
compete, Srs., conhecer, se o forimento he gra-
ve ou leve, sendo elementos para lormara vos-
sa conviccao os exames dos Mdicos, e as pro-
vas que Os autos Jbrnecem ra, do corpo de
; scin- delicise v que o ferimento em questn nao
rreta comsigo*graves resultados a sadc da
o delirio? porque razfio perguntou somentc
se o ferimento tinha sido voluntario ? Mas .
Srs., que offerecern estes documentos? nao
oflerecem senao considerares dos Mdicos que
pdem (albur contra as deoutro homem qual-
quer, porque nao sao principios filhos da sci-
encia, e sim supposicoos, mais ou menos exac-
tas segundo as faculdades desto oudaquelle;
ellcsemitlirao sua opinio a cerca da vontade
ou nao vontade com que o ferimento foi feito ;
mas nada di/em quanto sua gravidade, uto
quando no corpo de delicio se diz que nao bou-
ve grave incommodo de sade.
Srs., vos ouvistes todas as testemunhas e
coinquanto ellas sejao caixeiros do Sr. Neves,
pessoas subordinadas ao aecusador, e as infor-
mantes seus escravos, nem por isso ellas decla-
ra r8o que o ferimento era grave; estas testemu-
nhas lambem n3o provo um lado, que a ac-
ensado se empenhou em provar, c foi de que
pessoa em que foi feito, e apenas dixfuma I a Sra. do Sr. Santos Neves u*ava do maneiras
pequea sicatri/no rosto,podando completar sel brandas para com seus escravos, que os nao
a sua cura em 2o das; como pude um tal feri-
me.ito ser i lasificado grave ? Fu deixo i vos-
nda me nSo achei em stuacSo tan sas consciuncias a avaliaeSo do ferimento, o res -
mclindj sa; aindu rnte nao (o confiada a defesa peitavel Juiz que vos preside vos far esta per-
de um r o sobi i pes sse aecusacao (junta e vos responderis segundo vossa con-
tao lerrivel e inda cuente nenbum nica wccio.
rodeado de tantos preconcetos; ain-' Srs., a aecusacao encontrn toda a dilficul-
)unia severamente, (|ue a r nunca foi punida
desla maneira; porquanto todas ellas dissern
que nao 9o a casa do aecusador senao a certas
horas, isto uns, outros poucas vez.es; ora to-
dos vos sabis que as horas da punidlo
dos escravos nao sao ccrlamentc nem as
horas do jantar nem da ceia : em regra sero-
ja : me i.'m achei anl i J lizes, cujo ontendirnen- Idnde ueste ponto da classilicacSo do ferimento, j pre o sr. reserva o castigo de seus escravos para
tose baja tanto procurado preocupar, e cuja e andando vacillante dediilculdado em difficul-outras occasides, nao o fazcm quando esto
vontade sobaja tanto diligenciado prevenir; tre dade, ella se vio toreada, para sabir deste aper-1 presentes pessoas de fora ja por deferencia ,
Dio pois, Srs., vergo detiaixo de to ingente pe 'o, a remontar a inleneao da re' dizendo que I j por circumstai.cias que vos deveis conlu'cer;
su. pe-u sobremodo superior as minbas foreas,
Diormente sendo chain la agora do improviso
pelo Sr. Jui/. de Direito no momento em que a-
esta inleneao se achava de muito (orinada, e.porlanto as testemunhas apresentadas nao pro
loi descobrir as acedes da r o proposito,ha tre* >o o bom genio da senhora do Sr. Neves m
mezes deliberado,de assussinar sua senhora; mas i favor do seus escravos 6 muito menos em fa-
ca! iva de aqu entrar, pelo queapenas livelom-jou mostrarei que tal inenco jamis existi
po de exi minar mui superficialmente o proces-
t i, ao passo que a aecusacao se aprsenla com
toda n robustez, munida de todas as armas, ro-
deada de lodos os conhecimenlos relativos no
! i to, sentora de todos os pormenores do pro-
cesso., ella quehefilhade simesma.
Quando Senhores, reparo n esta difli-
cultosa e ardua situaciio em que me acbo ,
s sustentado pela generosidade de minha pro-
fissSo estremezo; todava confio em vos, con-
lio na vossa ustii a e acorocoado por liio
alentadora confianca espero que me oQvircis
com toda a benevolencia, e com a cosluinada
Primeirament, Srs., urna escrava que vive
em confianca com sua senhora, que pdedis-
or da escrava prsenle; que. tendo perlencdo
por espaco de 20 annos aoSr. Neves, se fosse
iii,i ao menos teria soflrido a pena de ser ven-
pr de tollosos momentos em que esta se acha dida.
so, dos momentos proprios para commetler de-1 Srs., ainda urna circunstancia foi apresen -
lelosdelal nature/a,tendo semelhanteintenco, ; lada pela aecusacao,da qual a mesma aecusacao
; pproveita-se da occasiao que favoravel se Ihe qui/ deduzir a intcneao que a r tinha de assas-
depara, e tendo-se forzosamente oflerecido no sitiar, e forao duas, ou tre* palavrus que se diz
espaco de trez mezes, data que a aecusacao cita haver a r proferido naescada, e forao deque
como aquella desde quando o plano eslava me tinha pena de nao ter morto sua senhora, e nao
dilado, occasiao favoravel ; aecusada, ter-sc- sei quem mais : ora, Srs., um lugar que todo
'iia del la opproveitado, caso tal planu exislisse ; respira va mofle 0 horror, aonde se achavao cai-
mas, Srs., tal cousa nao succedeo ; logo esta
assercio da aecusacao sem prova em que se
Blti-nco, perdoaodo-me e suprndo as faltas "firme, n5o merece a menor consideradlo, nem
em que por ventura baja de cabir.
S;s o nobre curador da infeliz Jo/e
ifa aca-
ba de desenvolver a sua di lesa; elle a dividjo em
dous pontos principies; no p'rimeiro tratou de
demonstrar que a aecusada nao mereca pena
porqu: tinbacommetlido o crime que u arras-
Irou este tribunal em estado de loucura, oque
poreerto bedigno de acolhimento; porquanto,
Srs., a ioscSoexcepcional eextraordinaria em
que se achica a r no moniento da perpetravo
rio delicio ll3o d logar a < n* ouita C0US8 se-
nao que i lia o commelteo em estado de aliena
cao mental; bem sabis, .-rs.,quea alienarao
mental pode ser produ'ida por diversas causas;
xeiros, creados interessados, &c. quaesquer
palavras da r que, como vos ouvistes, nao he
das que falla mais claro, podio ser invertidas,
nem lude ter o menor valor pura influir em por isso que em fim todas as presumpeoes erio
vossa consciencia.
Mas, Srs, o processo falla, e (alia muito al-
to em favor da aecusada a respeito dessa inten-
cao; nao ouvistes dizer s testemunhas da ac-
cusucao.'iue algumas palavra-., dirigidas pela ro
contra sua senhora, lorao sufliciente motivo pa
ra se mandar buscar um bacaiho, e urna pal-
matoria & fim de ser ella castigada? Nao ouvistes
di/er que,apenas se Ihe haviao dado quatro cbi
coladas aetivou-se a raiva da senhora de tal
maneira, que por um proprio filho da r man-
dou buscar cordas para amarral-a, Sim, ludo
ouvistes, Srs. Ura, lodo este apparelho barba-
contra ella Srs., decidido que seja que a re
nao fez um ferimento grave na pessoa de sua
senhora. provado como esta que nao houve in-
tcneao de assassinar, he claro que a pena que
merece, he a pena de BCOUtes, e que nao esta
incursa na primeira parle da lei de 10 de Ju-
nho.
tContinuar-se-ha.)
*W5S"
Correspondencia.
Sr. liidaclor: Como me consta, que al-
io-
pelo que nao be de admirar que a posicao a- ro de bacalhao, palmatoria, cordas, que amea-1 Rumas pessoas meteem aecusado de te/ tu to-
meacadra em que se achou de repente a accu- '.avao nao qualquer castigo; mas um castigo I mado fl peito defender o preto Manoel, que lo
sadaa bouvessecollocadoemum estado de mo- crutd de mais mais augmenUdo pela pobre i meu escravo, e brbaramente assassinou o l'or
mentaneo delirio: este primeiro ponto foi es- imaginarn desla desgracada, devra atterral-a, tuguez Antonio Alves Bibeiro, contra-mestre
pecialmente desenvolvido pelo Ilustre curador; eatterral a le urna maneira fra do coslume ; da minha loja de sapaleiro, na ra da^ Cadeia
cor isso cu c abandona rei etratnrei unicamen ento o que faz da ? lama mio^e urna laca ; deste Bairro de Santo Antonio; rogo-ie oa-
te do sesundo ponto. mas de que laca? (concordamos com a arcusa?ao j vor de publicar por o scu Diarto os documen-
Srs eu supponho mesmo, que a r submet- que seja a que esta junto aos autos)-de una laca ; tos inclusos, por a orden) numrica que levo,
tida a vosso jolgameoto commelteo o delieto, i igual s de mais de que usava scu senbor. Em ja fim de que os meus gratuitos aecusadores, c
uue o commelteo nao em estado i!i alienac9o ; i f*ce disto v se claramente que nenbuma pre- | o publico se convenco, que desde o dia 2 de
1 midilacSo havia, foi um raio de furor que de ] Maio prximo (indo, entreguei o dito preto pro
momelo alravessou aquella desgracada i noxa, e desde entao deixou deser meu escravo;
Ainda, Srs., outras provas exislem, e provat e assim entregue s justicas eu nao tomei, nem
valentes de que nao foi a inleneao da r assassi- poda tomar peito defendel-o, nao o aecu-
mas sim em estado le perfeita reflexo ; mas
sustento, que, mcrecendo ella alguma pena, s
a de acontes Ihe pode ser fulminada; porquanto
a r,ltenla a sua criminalidade.nSo se acha in-
cursa; senSo na segunda parte do artigo 1." da
lei de 10 de Junho de 36; outra-qu.alquerap-
plic.'K.o, que se Ihequeira fazer, betimaap-
plicacSo forrada que nao pdp ser comportada
oda genuina interprclacSo da lei de 10 de Ju-
nbo. Sim, Srs., di? esta lei !''"< Ha per-
ianto duas hj inti i mente distim I .
urna relalita ao ferimento grave.e oulra que diz
n gpeito ao ferimei to leve; he necessario ca i-
ficar odelict,classificaraollensa,decidirem urna
palavra seoferimenl i i ela r feito negra ve,ou le
ve. Aaccusacio, rs ,vio asdifljculdades.com que
vio
zando; porm.j porque as minbas circums-
tancias nao me permittiao fazer despezas, e j
porgue, contando com a inlegridade dos dig-
nar sua senhora; a natureza do lerimenlo e do
instrumento o mostra claramente; no ha por
cerlobm ferimento menos proprio para dar'a
ii. orle do que uquelleque ar fez em sua se- nissimos funecionarios da uslita criminal des-
nhora ; o instrumento lambem nao he de ma ta cidade, eu estova certo, que a aecusacao, por
meira alguma upropriaito para causar a morte; i o ministerio publico, bavia da ser melhor de-
portanto eslas mientes de assassinato desapare- sempenhada, o o resultado o comprovou: espe
cen nteiranu nte,nao existem,sao palavras ves rando agora, que essas pessoas, que lo facil-
i!. eccusaeio que nao pdem ter peso em vossas mente me arguiro de to reprehensivel proce-
consenciasjo que Se ada verificado he que a r dimenlo. laco de mim nutro conceito.
num momenlo de Iranslorno lancou mo desla Sou Sr. Redactor muito seu ltenlo criado
faca, lerio sua senhora. Srs., se minha cons- Jos remandes Bastos
r nesta classifeacSo, vio asdiili-1 Utuinto furse mi escrava.como se diz, poreerto N. 1 Certifico ser o theor do pedido pelo
culdades que tinha de arrojar para fazer incor-1 <|U *<" Santos Sevea nao a teria conservado supplicante Jos Fernandos Bastos o se uinte;
rer a aecusada n i primeira parle da lei; por sao
ella procurou prevenir o juizo dos ulgadores;
porisso prebenden ella innoculai na populaeao
deias m ste sentido : ni o quero com isto dizer,
que fui a mi usaco directamente a au-
; i que ) j< no tarto-
nov0 ; fi menos, ha toda a raza i pai i
, n q ie rtio de |
e ha
Recebera Merc, Jos Narczo Camello-Des-
p8ChoLavre-sa o termo, Recife 2 de Maio de,
18 i i. Fonseea.
N. 2.
Di/ Jos Fernandes Bastos que, lendo entre-
gado a noxa o seu escravo Manoel, que est
Sendo processado pelo crime do morte leita na
pessoa de Antonio Alves Riheiro, t o presente
ainda nao se lavrou o necessario termo nem
a assgnaturado supplicante que deve ntervir
no acto d'aquella renuncia, por isso requer que
lavre o dito termo, ese Ihe aprsente para ser
por elle assgnado. Pede ao lllm. Sr. Dr. Juiz
Municipal da 2.* vara assim ordene. E recebe- *
r merc.A rogo de supplicante Jos Fer-
nandes Bastos. = Diga o Dr. Promotor publico.
Recife 23 de Maio de 18U.=Rigueira Costa.
=Como a entrega do escravo a noxa tenha por
fim a satisfaco do damno causado, sendo civil
a aceo noxal que o direito admilte, parece-
me que nao be opportuno o que requer o sup-
plicante. Recife 23 de Maio d f844 =0
Promotor Publico. Magalhes 'Paques.----- A
vista da resposta nao tem lugar. Recife 24 de
Maio de 1844= Rigueira (!osla. r_
K.3Replicalllm. Sr. Dr. Delegado. O
supplicante, tendo obtido o despacho supra por
ignorancia nao foi ao Escrivo assgnar o ter-
mo; e por isso para nao haver descuido requer
,iV. S.*. que baja de mandar que sedcumpri-
mento. (cando assim o supplicante desonerado.
Pede a V. S que Ihe delira Recbela merc
Jos Narciso CamelloDespachoDiga o Dr.
Promotor Publico. Recife 30 de Maio de 184i.
FonseeaResposta Tendo sido o processo
remeltido ao Juiz Municipal, deve por esse juizo
requerer o supplicante, e j requereo; o haven-
lo-se observado que a entrega dos escravos a
noxa, tendo por fim a indemnisacao, nao era
propria de operar-se pelos JuizesCriminaes.no
sei qual o despacho que leve a sua petieo. Re-
cife 30 de Maio de 1844. -O Promotor Publi-
co, Magalb&es 'PaquesDespachoA' vista do
parecer do Dr. Promotor Publico, requeira o
supplicante ao Sr. Dr. Juiz Municipal. Recife
:]0 de Maio de 18H.Fonseea.
N.*4PeticaoDi/. Jos Fernandes Bastos,
que desde o dia 2 de Maio (indo, por a peticao
inclusa, enlrcRou pro noxa o seu escravo Ma-
noel do gentio de Gabo para ser punido, c o
supplicante izempto de qualquer responsabili-
dades sendo esse arlo permittido por direito, e
mesmo por o cdigo penal, como por ignoran-
cia do supplicante logo nao losse assgnar o ter-
mo appareceo, a duvida doDr. Promotor, e por
ella foi indeferido o supplicante; mas V. S.* sa-
be, que a entrega pro noxa tem lunar mesmo
no caso crime, e quando commettido por escra-
vos; e por isso o supplicante deixa de fazer a
exposico de direito, e requer a \ S baja de
mandar lavrar o termo e ajuntar aos autos para
conslar. Pede a \ S.* Sr. Dr. Juiz de Direito
do Crime, que 86 sirva deferir IheRecebera
Merc. Jos Narciso CamelloDespachoDi-
ga o Promotor. Recilu 30 de Junho de 1844.
MachadoResposta Fiat jusltlia,o Promotor
Publico interino SalgadoDespachol.avre se
o termo. Recife 3 de Junho de 1S44.Macha-
doTermo de noxaAos 3 de Junho de 184i
nesta cidade do Recile, no meu carlorio veio
Jos Fernandes Rastos, e disse per80te mim e
ilas testemunhas seguidles, quede coriforinida-
de com a peticao retro que me apresentava des-
pachada peio Ur Juiz de Direito entregava
noxa o seu escravo Manoel, aecusado por cr nte
de assassinato na pessoa de Antonio Jacinta
Alves Riheiro, e de como assim o disse assignou
a rogo Hento Candido Botelho de Azevedo
por declarar o supplicante nao saber escrever,
e as teslemunhasSilvanio Alves Rodrigues, Joa-
quim dos Santos Pinto. Fu Jos A (lo riso Gue-
dcs Alcanforado. Escrivo o escrevi A roso
Bento Candido Rotelho d'Azevedo. Joaquim dos
>antos Pinto, Silvano Alves Rodiigues.
tanto lempo em seu poder, porque consta que Diz Jos Fernandes Bastos, que leudo o seu
a ossue, ha 20 anuos, e desde o lempo da sua escravo Manoel do gento de Gabo commelli-
primeira mulber; por tudo isto concluoeu, e do o crime de morte no contra-mestre da loja
parece-mo que com fundamento, que a accu- do supplicante, Antonio Jacintho Alves Ribei-
sada commelteo o delieto sem intecSo deas- ro.na tarde de 29 de Abril prximo lindo, e nSo
..,: nalo, e por isso nao pode soflrer a pena de podendo o supplicante lazor presentemente des-
morte, a mais terrivel e cruel Jas penas ; eu pezas para o acensar,quer o entregar pro noxa, I de ordem deS. M. o Imperador a quern |
espero que semelbante senlenc seja prole- para ser acensado e punido por a ustica, e nes- prsenle o dito officio, que o Governo Impena
rida por este tribunal. la conformidade requer a V. S." que se sirva nao se pode conformar com a opinio ae
Srs., aindavos apresentou aqui > Ilustre mandar lavrar termo para
Miblicales a pedido
lllm. e Exm Sr. Respondendo ao oflicio
de V. Exc. n.48, de 31 de Outubro do an-
no prximo findo dirigido a este Minislano
daJustiea. noqualexpoe ter dispensado a um
supplente do Juiz Municipal do exercicio d este
einprego cal eliminado seu nome da res-
pectiva lista por eslar convencido segundo
o pensar de outros Presidentes de Provincias.
que, estabelecondo oart. 19 da lei de 3 de
Dezembro de 1841 a relorma qualriennal
da listadosJuiz.es supplentes nao consagrou
por isso o principio de permanencia de cada um
il'elles na e-cala da subslituicSo durante o qua-
trionnio ; se me o (la rece declarai a 4. vi
fui
,1
que se sirva nao se pi
supplicante assig Exc a tal respeito.
'I'
vista da litteral dis|
fo-
> i .i,. ...... -- i ._.,_. ------------- ,, n..........................
lumede documen nar c ajuntar ao processo para ronslar. Pede a ro do citado art. 19; poique, se ahina
mas, V S.*Sr. Dr Delegado de F ca que se sin luizes Municipaes
. Iu deferir II o foro os Deleg


_____________________,_____________________________a_aass_______________%
Subdelegados no art. 2.* da dita le, spdem annuir a esta reclamacao do mesmo. Deo
laes supplentes ser destituidos dentro do lempo Guarde a V. S. Thesouraria de 'Vrnamhuco 8
do seu legal exercicio pelos meiorfSgulares es- de Junho de I8H.Sr. Joao Goncalves >li
Ubelecidos para a suspensao e demissao dos ma- Silva Inspector desta Thesouraria. Jos de
gistrados e empregados pblicos. O que cor-; Brito Ingle/. Commissario Fiscal do Ministe-
municoaV. Exc. para sua intelligencia ede- rio da Guerra,
vida execucao. Dos guarde a V. Exc. Pala-
cio do Rio de Janeiro ein lo de Feveroiro do
1844.
Manoel Aires Branco. Sr. Presidente da
Provincia da Parahvha.
m- tmm*r3xzm*>xjmzn-r*-<---

-.- H*W-/-
lllm. Sr. Devenda as-relames de mostra
dos corpos merecer a mais seria attencao etn
que os vcnnimenlos n'ellas lanzados coincidao
coin as ob>crvacoes que se dirgelo a oxplcal-
86, e etn que todas as relaio confiro uni-
forme, e exactamente com as sommas, ou quan-
tilativos dos trei p ets parciaesdo me/., sern o
que nao podo dar se por legal a despeza que
os corpos no mesmo fizorao cuja falta de uni-
formidj.de, o de exaclidao ho causa nocessa-
ria do atraso das liquidacocs das mostras fiscaes,
e portanto irregularidades (|ne, nao se pudendo
admittir entorpecen! ellas mesmas o servico
pela falta daquella neessaria allencao.
Passo por isso as ortos de V. S.' para subi-
rem ao conhecimento do Kxm. Sr. Presidente
da Provincia na forma do artigo 3." das ins-
truccoes, que regulan a fiscalizaeao a meu car-
go 4 relacoes de mostra do batalbao de A rI i
Iharia u pe' numero 2, perlencenles ao mez de
Maio prximo lindo que nao posso admittir
pelos motivos que consta" da nota appensa as
niesmas, a lim deS. Exc. ordenar que sejo
emendadas do modo conveniente a papis de
contabilidade militar, e para que eu possa cn-
tao dar por corrente o 3 pret d'aquelle mez ,
e com elle legali/ar-se a despe/a geral do mes-
mo; nao tendo escrpto etn trez das ditas rela-
coes a minha impugnacao por nem conterem
falta de execucao de ordem superior como anda
contina a ter a relacaoda primeira companhia,
nem ter havido repugnancia em as emendar ,
por nao terem comparecido os Commandantes
para esse lim e por se achar dependente da
decizaodeS. Exc. o caso da primeira compa
nina desdo a mostra deAbril, em vista das infor-
maces a respeito.
Rogo pois aV. S.* deservir-se, a bem do
servico e do desta fiscalisaco pedir ao Exm.
Sr. Presidente se digne providenciar sobre a ne
cessidado de se apresentarem os Quarteis mes-
tres dos corpos esta fiscalisaco sompre que
eu tiver de exigir emendas ou relormas em
papis de contabilidade militar dos corpos, pa-
ra deste modo evitar nao so correspondencia
de intermedios distrahindo a \. S. e a S.
Exc. de servico muito mais complicado, como
pira evitar tambem a suspencaolo pagamento
do ultimo prel do mez em virtude da demora
das emendas ou reformas das relacoes erra-
das que se achem nesta contabilidade co-
mo estas que oa sobem a S. Exc, sem al
boje comparecerem os Commandantes das com-
panhias, ou Quarteis-mestres para esse lim, do
que gratuitamente se formao censuras por laes
demoras a esta iscali/acao ; e igualmente de
dignar-so tambem S Exc. ordenar o maioi
cuidado o allencao na coneccao das relacoes
do mostra o em todas e quaesquer folhas e
papis deoutro corpos, e lorlalezas para pa-
gamentos para cessar a continuadlo de rela-
coes erradas (algumas ve/es, (|uasi todas ) que
em todos os metes se lecm repetido bem como
as folhas dos outros corpos e das fortalezas,
que V. S. remelti perlencentes ao mez pas
sadoS como mostrao as notas juntas assigna-
das pelo meu Amanuense, que todavia se achn
reformadas (com excepcao da do forte do Bura-
co por nao ter ainda chegado ) por V. S. as
ter rcmettido ao Sr. Commandanto das Armas,
sobre o que me parece oonvir muito ( a nao se
seguir a disposicao do citado artigo 3 das ins-
truccoes) a ordem previa de S. Kxc para tae*
remtssas serem fetas directamente ao Sr. Com
mandante das Armas por V. S. como mei
mais laeil e prompto ; para entao o mesmo
Exm Sr. conhecer que peas)inhas exi-
gencias para a legalidade de taes papis e pa-
ra a execucao de ordens superiores, nao so p-
dern imputar ao Commissario Fiscal como actos
irregulares e enlorpecimenlo do servico as
ditas'minhas exigencias, ou dvidas queso
teem por causa os erres, c a poucff altor, cao de
quem organisa e formula os referidos papis,
os quaes em tal estado nao os pode recebar e
o conOrmSo as remessas de irregularidades as
despozas militos desta provincia observadas
na Contadura (eral da Guerra, repetidamen-
te fetas aos Exms. Srs. Presidentes pira a*
mandar corrigir aperar do escrpulo e exi-
gencias do Commissario fiscal, que se (COI, OU
por arbitrio ou excessixas e concluo pedin-
doaindaaV. s- por betn do mesmo servico,
que o mesmo Exm. Sr. Presidente pi
re o modo < meio deconvida os ditos Cjuar
teis meslres, quand i o rvico e o di sta
lizaco o exigir
GJG.
Rjindiinenlo do dia 8,..,,.t... 3719<>S2S
Descarregao hoje 10.
Rrigue Seahacalho.
Sumaca Trez rtnoi fumo
Brigue Elisabeth Bey non carvao de pedra.
Patacho tlestauraco diversos gneros.
Brigue Polidora idem.
rn,\g4 no RECIPE 8 de jimio de 18W.
Revista mercantil.
Cambio As tranzaces l'rao de alguma mon-
ta pelo paquete ingle/, a 25 d. por
l i rs.
Algodao As entradas continao limitadas .
nao tendo sofridoalteraco nopreco.
Assucar Sem alteraco no proco tendo sido
limitadas as vendas e as entradas.
Hacalho Chegou um carregamento de Ha-
lifax com 1,(500 barricas, que foi
vendido a 9j rs.
liarricas abatidas Vendro-B a 560 rs.
Carne secta Entrao tres carregamentos in-
cluindo os quaes o depozito he de 42
a 46,000 arrobas; o consumo foi pe-
queo e os precos da do Rio Gran
de de IgSOO a 25100 rs. e de Bue-
nos-Ayres de 1*600 a 1j800 rs
Chumbo em lenco) Vendeo-se a loj rs. o
quintal.
I arinha de trigo Acha-se no lameirao um
carregamento vindo de Philadelphia,
que segu para o Rio do Janeiro.
Garra loes empalhados Vendrao-se a 900 rs.
Manteiga inglezadem de 400 a 420 rs. a lili.
Queijos flamengos dem a 1200 rs.
Existem no porto os seguintes va/os: brasilei-
ros 27 belga l hamburguezes 2,
ingle/.es 2, portuguezes 3 sardo l :
total 36.
Moviraenlo do Porto.
Navios entrados no dia 8.
Baha ; 5 dias. brigue brasileiro Princip$ Au-
gusto de 20o toneladas capitao Joaquim
Soares Mearim equipagem 12 carga car-
ne secca; a consignacao de Amorim IrmAos.
Philadelphia; 38 dias barca americana Ka-
threen de 306 toneladas capitao Tilomas
V. Blifins equipagem 13 carga larinha
de trigo e fa/endas; a consignacao do Ma-
theus Austin & Companhia.
Navio saluda no mesmo dia.
Rio de Janeiro ; barca americana Kalhreen ,
capitao Thomas V. Blifins cargaamesma,
que tronce de Philadelphia.
lleclaracrs.
Por esta Administradlo se faz publico ,
que se ha de arrematar no dia 11 do corrente ,
a quem n ais der na porta da mesma Adminis-
tracao, urna caixa de assucar apprchendida por
mexactidaoda tara ; assim como 13 palmas, e
22 capellas de flores de pennas e 12 libras de
lumo americano apprehendidas por terem em-
barcado sem despacho sendo ditas arremata-
coes livres de despezas aos arrematantes. Mesa
do Consulado de Pernambuco 5 de Junho de
1844O A (ministrador inlerino, Francisco
Manoel de Almeida Catanho.
1 Fr-ConM/ado da Ilepublica Oriental
do Uruguay em Pernambuco.
Para conhecimento da3 pessoas.a quem possa
inlcressar, se faz publica aseguinte determina-
cao do Governo Orientai sobre os despachos
das embarcarcoes que se destinao portos da
mesma Repuhca.
Colltcloria Geral.
Montivdo, 9 de Abril de 1841
S Exc. o Sr. Ministro d.- Fa/enda me di-
rigi o oflicio seguinte : Ministerio da Fa-
/enda Montivdo 3 de Abril de 1844.
Sendo repelidas asfaltas de cumprimento das
disposiedes dosartigos 18, e 19 do regulamen-
td cumular desta Repblica be de necessida-
de para reprimir estes abusos por em execu-
cao as penas em que incorrem os referidos ca-
pites, designados no mesmo regulamento Em
consequencia ara dar aquellas disposicSeaa
publiridade conveniente e desviar ledo o pre
texto de ignorancia resolveo o Governo. que 0
Sr Colleclor (eral laca publicar os citados ar-
is do regulamento e proceda' d'ora eoidi
vas as penas impostas aquel
que nSopreonchom os formalidades que nel-
les se estahe'ecem Jos de Rejur.
Artigos a que se refere c oli io supra. \rt
18. Oscapitaes das embarcacea estrangeiras .
> nacionaes, que sahirem dos portos onde exig-
I Prccisa-se de um rapaz que entenda do
offi'-io de barbeiro ; no Bcco-largo n. I. '2
1 Vluga-se o pr:moro e segundo anda
dr um sol rado com muitos cmodos para gran-
de familia assim como um gran la arma/em
i Os administradoreseneatregados da li-
tSo Cnsules da Repblica, com destino por- por haixodo mesmo sobrado proprioparaqual-
tos dola lcio obrigados a fa/.er legalisar polos qunr estahelecimento por ter embarque a toda
mesmos o manifest da sua carga ou declara- ahora no porto quem pretender dirija-so a
50 do virem em lastro a carta de sade e a ra da Praia de Sania Rita n. 37. (7)
matricula. Na mesma disposicao sao compre- 1 Precisa-se de ama ama que seja forra
hendidos os passaportes dos passageiros, pro- e que tenha bom leite na ra das Cruzes n.
curacoes, senteneas. protestos, certificados e 20, terceiro andar. 3
outros documentos,.que possao fazer valer em
juizo.
Artigo 19. Oscapitaes que nao cumprirem
o disposto no arligo anterior ficarao SUJeitos a
pagar os direitos de Consulado que deveriio
ter satisfeito no porto de sua precedencia o as
de mais requisicoes e penas que a lei deter-
mina. Assignado Muoz, Colleclor.
\ ice-Consulado da Repblica Oriental do
Uruguay em Pernambuco. aos 10 de Junho de
1844. Adriano Xavier Pereira de Tirito, Vi-
ce-Consul. (48)
4 COMPANHIA DO RF.RIRTBE.
O caixa da companhia do Bebiribe. lendo de
darcontasao Administrador, lembra aosSrs.
accionistas que se achilo em atra/o. queirfio
realisar as SUSS entradas al o dia 20 do cor-
rente; cerlos de que se pora em execucao o ar-
tigo 9 dos estatutos sobre todos aquellos, que
at o referido dia nao tiverem completado os
26 por cento, que se teem pedido. Recife 3 de
Junho do 18. (10)
GABINETE L1TTERARIO.
2 Nao so havendo at agora reunido o nu-
mero ile socios necessarios para se proceder a
eleco da comms;V\ que na forma do arligo
o. dos estatutos deve tomar'contas a direcclo
transada, de novo convida-sc aos Srs. socios
para comparecerem na sala das sesses do ga-
llineto em o dia 17 do correle por as 4 ho-
ras da tarde. (9)
. ,^..l.)iM.tIIIIJII_l *..'_' -'---------f "-'-"-' ?-- '
Avisos martimos.
2 Para o Ass o brigue escuna nacio-
nal tlenriqueta sai mpreterivclmente no dia
8 do corrente, quem quizar carregar, dirija-se
ao proprietario Domingos Antonio de A/.eve-
do a bordo ou Manoel Joaquim Pedro da
Costa, ra da Criv. (6)
1 Para o Rio do Janeiro segu viagem em
poucos dias o brigue brasileiro Dos Te-guarde,
por ter seu carregamento prompto recebe s-
mente passageiros eescravos;para o que trata-se
na ra da Cadeia velha arma/em n 12, ou com
o capitao Manoel Luif dos ^antos. (6)
1 Para o Aracaty segu viagem o hiato
Flor de larangeiras at 15 do corrente por
ter o sen carregamento prompto para passa-
geiros trata-se na ra da Cadeia do Recife loja
de fazendas n. 3'-. (B)
Leors.
1 Jones Paln & Companhia laraloi-
lao por intervenco do Corretor Oliveiru, do
mais exolendido surtimonto de fazendas ingle-
zas as mais procuradas nesle mercado, euma
norco d'oleado, muito bonitos para cobrir me-
zas redondas : Terca-feira 11 do corrento s
10 horas da manha, no seu armazem, ra do
Trapixe-novo. (7)
' 'P'. J-t
Avisos diversos.
LOTEKIA DAS MEMOIUAS
> '
HISTORIAS
Premio grande 8.000,.000 rh.
Dito ('inmediato 4:d00$000 res.
>s rodas desta lotera correm im-
prele ivclmente no dia i8 do cor-
rente Junho : c o restante dos bi-
Ihele achao-se a venda nos lugares
j annunciados (9
2 Feliciano Joaquim dos Santos, avisa aos
logistas que no deem fazenda, e nem genero
algum ao pardo I uino, seu escravo pretexto
de tra/er a casa para se escolher, e se assim o
(izerem como lem acontecido, nao se responsi-
Li I isa pelo extravio. (6)
2Aluga-se um sitio nolugar dos Remedios | cao por amizade e no caso de nao levar no'pra-
10111 boa caga de vivenda jiveiro para peixe e|zo de trexdas ver seu nome por extenso do
1 luja do sobrado de doos andares raparte da
ruar pequea na ruado Pilar ein Tora de por-
tas ; os pret, mientes Ir tem na roa do Hos-
picio ein casi da viuva de Jos de Pinho llor-
ee \7)
quidaedo, e arrecadacao dos fundos da extincta
Companhia do Pernamquco, o Parahyba, nes-
ta provincia, sao os abaixo assignados, nicos
eorn quem se dever&S entender as pessoas, que
tiverem negocios a tratar relativamente 0 dita
liquidarlo: 6 uenbntn recibo, documento, ou
Iransaci.ao toril vigor, 0 validade nao tendo a
asignalura dambos os a lia i xo assignados; ou,
lora desta cidado, e provincia, da pessoa sua
commissionada, com autorisaco, e poderes es-
peciaes porescriplo. Jos Varcito Camello.-
i. B.Moreira JT
Precisa-se do dous homens para um enge-
nho, scnilo um pira feitor, e outro que enten-
da de serra d'agoa pira administrar ; na ra do
Livramento, botica n. 22.
2 ENCBRKAHBtrro di Galera ptica ej-posta
na ra do Queimado n. '..
Na semana que corre de Sogunda-feira 10 a
Domingo 16 de Junho devendo ser a ultima e\-
posicao e sendo o dito Domingo 10 irrevocavel-
mente o ULTIMO !>IA de todas as etposicoes ;
convilla portanto o director s pessoas que pos-
sueui os seus ea//ef-dislribuido8 pelo valor de
500 ris durante as transactas exposipdes a te-
rem a bondade de vir apresental-08 durante esta
ultima exposicao ao caixa da galera onde
promplamente serao trocados por cobre, caso os
possuidores nao prefrSo trocal-os por bilhetes
d entrada.
D'ora em diante nao se dariio mais ralles em
troco, fazendo-se este com nioeda de cobre. [16)
2 GALERA PTICA ,
Es posta na ra do Queimado em 'a do primeiro e segundo andar e visivel
iouos I'UOGIUM.V.
Da
11.' EXPOSICAO.
Patente desde Terca-feira 4 de Junho, al Se-
gunda-feira 10 do dilo inclusive.
No Genero de
NEORAMA.
(*) 1 l 111 combate naval e nocturno entro
os Gregos e os Turcos diante da Iba de Morea,
acontecido durante a guerra da independencia
dos primeiros.
(') 2 A Galoria vidrada d'Oricans no Pala-
cio Real em Pariz. He esta urna ra loda co-
berta do urna aboboda de crislaes no dilo Pa-
lacio.
(*) 3. Una tumba mourisca no antigo Pa-
lacio Real chamado El-Hambra em Granada
Andalu/.ia.)
No Genero de
COSMORAMA.
4. A expedieao ao polo rtico feita debaixo
docommando do Capitao Parry em 1827 de
ordem do Governo Ingle/.
n r>
urna corrida dos Touros, com a vista ao longo
da celebre Cathedral com sua famosa torre cha-
mada a Giralda.
6. Alhenas capital da Grecia, com os res-
tos de suas passadas grandezas como existe
actualmente.
7. A magnifica praca de S. Marcos em Ve-
neza.
Pieco dos bilhetes 500 ris por cada pessoa..
e pora os meninos at Onnos a metade. (37)
1 F. N. Colaco aviza ao Sr... que, ha
mais de trez annos, Ihe deve trezenlos e sessenta
e tantos mil ris, e nao Ihe tem querido pagar,
nem mesmo em prestacoes mensaes como l-
timamente havia convencionado, o consta de
cartas que o annuncianto tem em seu poder ,
que se at odia lodo corrento nao se en-
tender com o annuncianto pagando-lhe par-
te da divida contrahida so far publico o seu
nome e ludo quanto a eslo respeito ha occor-
rido o que cortamente no abona muito a S.
S. (12;
1 Rnga-fc ao Sr. que por cassoada tirou
de urna loja 30 mil ris de dentro de urna car-
teira que que ira fazar o favor de os levar a
misma casa, pois tenho tidomuita contempla-
O Carro em Sevlba (Andaluzia) com
que foi feita a cassoada. (7)
1 Aluga-se urna excedente ama de leite,
pela muito sadia, e carinhosa para crian-
cas, a qual tem tao copioso leite que pode criar
duas enancas, ede mais sabe lavar, engommar.
2Noberto Joaquim Jos Guedes embarca ecozinbar; para tratar na ra de Apollo n. 9. .">
oRio do Janeiro sua escrava, parda, de Precisa-se dn um homem iue entenda de
e Vicem laria na ra das Cruzes n. 30


4
,.wi-.tr...-irr.v.-ir.i.uL. '
J," JAJ^CA.EARMAZEM DE DRO-1 nao lem prenles nesta provincia, por ser de
i.A>, { hl v. DA MADRE DE DOS, \ i. Pora, ,i qual ftz todo oservico com perfeicao e
Vendem seis prepararlesseguintes por prc- "''''" ". quem a pretender, dirija-se a ra de
. o murl i commo Jo e de superior qualidade. 's Rta *'
Frirartn iltn'An ,. ,.,,.,....-i.. ; ; / No da 7 do correte se ho de arrema-
j lar na porta do Sur. I>r. Juiz do Orphaos, e Au-
sentes as partes de urna ularia e pnprie.la-
dos sitas na ra da (loria que foi do fallecido
[gnai io AI ves da Silva Santos porexecucao de
Jonhston Pater &-Companhia.
Furtrao de cima de um cavado, que es-
lava no corredor da aseada do sorbrado n. 2( ,
do Atterro-da-Boa-vista, as 7 horas para mais,
mi menos um sellim com pouco uso sendo
de mola, coberto de couro de porco, comosua-
dor um tanto desapretado, e a chapa dedetri?
I partida quasi no meio, com estribos grande; de
lorio ; rogu-se a pessoa a quem or ofTerecido,
baja den tomar, e levar na loja de chapeos do
mesmo sobrado ou na ra da Cadeia do Reci
fe I ija do chapeos n. 4( que ser gratificada,
e sendo possa apprchendcro ladrao so lhe dar
20/rs. de gratiicacan.
Jos l'a va ros Pacheco morador em Por-
to-de-gallinhas, faz scientea quem o mesmo ha-
jadedever, que lhe apresentem suas contas e
ledras visto quetendo-lhe lallecidosua con-
sorte, se lhe faznecossario para realis-Tos sous
dbitos e que se pdem dirigir a casa do Lo'u-
roiico Jos das Noves aonde o mesmo Tavares
seacha residindo por ests uitu diac.
I Umbclina Lionca Denii embarca para o
Rio de Janeiro a sua escrava do nome Marga -
rida.
Um da Jamaica.
Vs muid experiencias sobre estas prepara-
tem foito conhecer i sabia Corporaco Me
dica, quecompoeo Collegiode Londres, EdirT-
burgh e Dublin ser rila a nica donde se
m colher os boneicos, e salularcs efleitos
que se requerem nos < isos em que se torna ne-
-ssaria a ndicacao da raz de salsa-parrilba
^ B, ,\ C nao podein doixar de azor urna
reflexao as pessoas que Rzerem uso desfeprepa-
l ; 'ue vem i ser (rn.ioabusare-m lia pe- |
2-Vendem-se esleirs do Angola, peque- | tante acoslumado; na ra do Ouo.m do n.
naa400rs.,cevadloliadeFranCaa320rS. a! l- V.:..d,;-se urna cade, a ,de u
libra, cevadaa 80 ra. arroz do Maranho a relogio de caita deprata ludo porpreco,,.
euia a ;>60 rs., cal de carosso a 120 rs. a libra,
milho alpiste a 6i0rs. a cuia eoeholre a 100
rs. uzoitonas a 80 rs. a garrafa, manteiga
franceza a 560 rs banha de porco a 320 rs. ,
raxan. 97 a 160 o boio. farinha do Mara-
nhao a 120 rs. doce de goiaba charutos da
modo ; na ra das Triniheirus n. 42 prime
ro andar. i
l_ Vende-se urna carleira de urna face, una
pedra de filtrar agoa farinha do Marauhaoa
120 rs. cevadinha a 220 rs. vinho engarra-
fado a mala da 8annos vinho tinto e branco,
quena quantidade que presorevem os praticos
dual colberes de.ch duas vezes ao dia om meio
copod'agae), visto cada garrafa de doiooncas
conter a virtude.de cinco libras de salsa-par-
rilba. '
Na mesma casa lambem se vendem tintas, e
todos os outros olmedos de pintura ; vernizes
do superior qualidade entre ellos liun: perfei-
tamente branco o que se pude applicar sobre
i pintura mais delicada sem que produza al-
teracao alguma em sua cor primitiva. Arrow-
Rootde Herniada Sag ; Sabonetes; Sanio
de Windsor ; Agua de Soidlitz ; J.monada
gasoza; rinta superior para.oscrever ; Poru-
mdrias inglezas; Fundas elsticas de patente ,
Escovas, rpds para denles; Pastillias de mu-
ralo de morpbina, o ipecacuanha; Azul i-
nissimo proprio para ailar roupa Pos de sei-
olits, o de soda ; Pastiluas de bi-carbonalo
de so Ja e gingibre ; As verdadeiras pirulas
vegetaes universaes do I. Brandrelb, viudas
de seu autiior nos astados Unidos, &c. &c. (36)
0 AVISO IMPORTANTE.
O proprielario do microscopio solar achro-
matico exposto no segundo andar do torreSo oc-
cupado pela associacao commercial tem a
honra de dar parte ao respeitavel publico que
us experiencias com o dito instrumento ter"
infuliivelmente seu fim na quarta fe ira 12
do conenle ; elle convida portento a todos os
possuidores de bilheles de entrada para estas
experiencias se a approveitarem destes poucos
dias.pois que passado esle termo,ellos (cao sem
nenhum elTeito, ou valor. Recife primeiro
de Junho de is'i'i. i;j,
)I'ermuta-se um sobrado de dous andares
Pito na ra da Praia por outro em qualquer
ra publica desla cidade voltando-se o que se
ijustar; u fallar com M. G. Soares Cameiro
Mooteiro.
I Aluga-se urna canoa de conduzir agoa ,
mui estanque; quem a'pretender, dina-sea
ra da Praia vendada esquina da ribeira. (3
1 Joaquim de Souza Kibeiro, subdito Bra-
sileiro, retira-se [ara o Aracnty com sua fa-
milia e sua escrava Hita de nacao Benguel-
la. (4
1 Engomma-se e lava-se com perfeivao ;
na^ Cinco ponas n. 102. (2)
Quem precisar de urna ama para comprar
na ra, dirija-se a ra de Agoas-verdsn.*2l.
O Sr. Antonio Jos da Silva Magalh&es
quoira ir receberuma carta vinda de Angola,
n i pra^a da Boa vista n. 13.
Quem unnunciou querer alugar um pi-
ano dirija-se a ra Helia o. 18,
O Sr. Fiancicco Josc (darlos qneira pro-
curar urna carta sua que foi adiada ; un ra
do Trapiciie n. 3fi.
(juem precisar de capim de planta-para
um cavallo pelo precocorrete aununcie para
se Ibe mandar levar em casa.
Quem precisar de um bomem capa: para
levar algumas cartas ouirreceber algum di-
nheiro fra dosta praca, dirija-se a ra do Ilan-
gel n 'i.
1 Aluga-se o segundo andar da casa n.
Babia, bolaxinhainglezaaSOrs. rolhas pa- 6 Otros multes f ^. 'i Sl?2>Smd0 ;
ra garrafas a 400 rs. o cento chocolate da lia- : na ra do Rangcl, Venda de Luiz Jos Marques
li
ti
ia a 100 rs. o pao, sementes de hortalica sor- o mesmo pretende vender as suas proprledadn
da, chegadas prximamente do Porto, cer- .: todas juntas ou cada urna de per si sitas
veja branca bocea de prata a 480 rs. a garrafa I bom lugar e se vendem por preco commodo
e preta a o60 rs. sebo de Hollanda a 2S0 rs., he com desobngav ou mesmo com algum pra-
pomada a J40 rs. a duzia breu a 50 rs. a li- I zo convindo os compradores.
bra, vinho muscatel engarrafado a 500 rs., sor-
tieto de copas proprios para venda, garrafas
brancas a 480 rs. abanos a 1200 rs. o cento,
cocos a 320 rs. a duzia folhas de louro em
pequeas porces. canella da Babia, surtidas
ordas de croa a Compras
2 Compra-se urna morada de casa terrea
no bairro deS. Antonio, sendo em boa ra;
quem ti ver annuncie. (3,
Comprao-.se sementes de (lores bonitas,
estacas de jasmins de Caianna de roseiras de
cem folhas e outras diversas ; quem tiver an-
nuncie com brevidade.
l Comprao-se efTectivamente para fra da
provincia mulatas negras, emolequesde 12 a
20 annos, pagao-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens D. 16. (4)
Comprao-se elTectivamenle para fra da
provincia mulatinhas ciioulas, e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos pago-se bem sendo
bonitos; na ra larga do Kozario n. 30 pri-
meiro andar.
__Xa ra Nova acha-se aberta umaloja nova
n. iS, com um completo Scrlimento de lasen
das franceas einglezas comi> sejao ; chapeo!
do sol de seda, de superior qualidade, para
bomem esenhora ditos de massa ede seda or-
dinaria para homem e meninos dito de seda
ra branca a 3500 rs. o cento ; na ra estreita ede palhinha parasenhora chicotes de estalo,
do Rorario venda n 8. (84) bonos de panno e de yeludo para homem e me-
2 Vendem-se uns alicorees no Atierro-dos- nios sapatos de lustro, cordavao setun ,
Afogados, para duas casas ; madeira do louro duraque emarroquim para senhora botina
eamarcllo, serrada e por serrar ; urna caixa do lustro ede bezerro sapatos de lustro ebor-
com errainonta completa para marcineiroe car- \ zoguins gaspeados, sapatos o sapatoes de b;:-
pina ; urna canoa pequea nova; na ra da erro, luvas de seda bordadas com palmas de
Praia deS. Rita, serrara n. 23. (6) uro ou matiz, ditas eompridase curtas de
2- Fendem-se 6 escravos de nacao com pellica, ede seda de diferentes cores para
bonitas figuras; dous moleques de nacao, de senhora, ditas de pellica seda, e do algodao
15 annos; urna escrava boa engommadeira, e brancas o de coros para homem, meias do seda
co/inheira refina assucar, o faz varias quali- brancas e pretas, curtas e com pr i das para ho-
dados de doces; urna dita de naci Angica, mi>- mem e senhora ditas brancas o prclas do al-
ca com bonita figura e he quitandeira ; na godao cortes de soda, e de cambra la do lindos
ra Direila n. 3. (7)'. padres para vestido, chales de seda ede Ha ,
2 Joaquim Bernardo de Figuoiredo vendo, ; mantas de garga e do seda bordadas de matiz,
ou permuta por outros predios o sitio, que pos-
en
hfi
Vendem-seacasos daforluna ou livro de
sortes divertidas, em que, por virtude de dous
dados, vom cada um no conliecimento do es-
lado riquezas herancas, amisades, fortunas,
&.c. que ter e outras muitas, e galantes sor-
ti s annunciadas no principio da mesma obra.
Ultima impressio expurgada dos muitos erros,
e defoitos das precedentes. Augmentada com
um novd methodo de fazer mais de mil decimas
nicamente com o trabalho do lancar os dous
dados. Um tratado das sirias ou dos effeitos ,
o progno?-tico dos doze signos do anuo : na pra-
ca da Independencia, livraiia ns. 0 e 8.
3Vendem-se laxas paia os Inspectores de
^uartoirao, mais em conta de que em outra
qualquer parle na praca da Independencia
loja do Sr. Panasco. (4)
2-NoRecife, ra da Cruz n. 23, escripto-
riodelos Antonio Gomes Jnior continua a
vender-se saccas com alqueire de superior fa-
rinha de mandioca, minio fina e alva feita na
Muribeca, por preco inuito mais commodo do
que al o presente.
2Vende-se urna porc.ao de entulho grosso,
havendo grande quantidade de tijlos inteiros.
por nreco commodo : na ra Nova n. 07. (3)
3 Vendem-se duas moradas de casas ler-
da ra da Cadeia do Recife ; a tratar na loja de | reas urna com solao na ra dos Copiares n.
'
chapeos da mesma casa, ou no Atterro-da-Boa-
vista I-'ja de Salles ^ Chaves ; na mesma ca-
ra a cima precisa-se alagar um moleque, e urna
;ieta sabendo esta cosiuhar. (6;
1Auga-se, ou vende-se urna casa na es-
traJa do .Munguinho, com duas grandes alcovas,
d,uas. salas, o cosioba ra, jior preco bastante
commodo ; na ra da Cadeia do Recife loja
de chapeos n. 40, ou no Atterro-da-Boa-vista ,
(ija do Salles V Chaves. (6
Aluga-se urna morada do casa terrea sita
na roa do Subo da Boa-vista n. 33 com com-
modo', para grande familia cosinba fra ca-
cimba esotao ; a tratar na ra do Trapiche n.
26 cora Manuel Duarte Rodrigues.
Offcrece-Se um homem para administra-
dor de engenho do.que tem bastante pra tica j
quem o pretender annuncie.
do da
Uuga-s o segu
ardo sobra
ra da Cruz por cima da botica de Antonio Ma-
na MarquesFerreira ; a fralar na ra da Ca-
deia loja de Cateadas n. 'io. 4)
1 Um moco Crasileiro que escreve e 10
30 ea outra na ra Augusta outr'ora Pala-
coto, com duas portas e urna janella ; quem as
pretender, dirija-so ao cartorio dos orphaos,
que achara com quem tratar. (6
3 Vende-se, ou arrenda-se um sitio bas-
ante grande, denominado Eugenhoca., nos Re-
medios, com casa do vivonda assobradada, ota-
ria forno, e barro para toda e qualquer obra
do roda Iruteiras, baixa pura capim viveiro,
o commodo para 12 vaccas de leite; a tratar no
mesmo sitio (7;
2Vendem-se retratos em miniatura para
a I fine tes de peito e redomas; se tiro do fron-
te do tbealro velho em S. Antonio loja do
pintor, na casa n. i-J. 4
2Vende-so um mulato moco, de bonita fi-
gura hbil para todo o servico, o por preco
commodo; na ra da Cadeia do liecie n. 55. 3
2Vende-so um sitio de Ierras na provincia
de Macelo., denominado Olho-d'agoa-do-San-
gue : a tratar no engonho Crussahi comarca
do Nazarolh. (4)
2Vende-so urna canoa com pouco uso, bem
soilrivelnienlo olforece-se para fazer algumas [construida, carrega 1200 lijlos de alvenana ;
escripturacOes particulares em casa de quem o na ra da Aurora n. Vi, ou na ra de Apollo
.,| tendel u na sua ou menino a algum sor, n. 10. 4
.; tan bem se oflTcrece para caixeiro de! 1-Vendo-so um moleque de nacaO Angola ,
,,,,.; mi : |ueiri o pretender ii- de IJonnos, ptimo para qualquer servfco ;
ri|i.. y da na ra do Hospicio n. 83, at as '. horas da
s manhia, o das 5 da tarde at as 8.
ser ama ii i servico interne Vende-se uro mulatinho; na ultima casa
de una casa urna mulber branca viuva, que da ra de Apollo confronte a ra do Brum.
sueom S. Amarinbo mui perto dosta praca,
sondo a entrada para o mesmo sitio pola estra-
da de Bollem defrontedo sitio do Reverendo
Vigario de S. Antonio do Recife ; o sitio tem
pasto para conservar todo anno oito vaccas do
leite casa para grande familia ; o ptimas
baixas para plantacocs de capim.
2 Vendem-se cortes de purisiense a 600o
rs. ditos de tarlatana a 6000 rs. ditos de fa-
si'iida escocesa para vestido de senhora echam-
bre debomem a 4500rs., ditos do lanzinha a
2200 rs., ditos de dita de superior qualidade a
6? rs. corles de dita com listras do soda a 10^ j
is. cortes de chita a 3^e 3000 rs. parisiense
para vestido de senhora a 320 rs. o covado, cas-
tor para calcas a imitacao de casimira a 320 rs.
o covadn colchas do damasco para cama a
(iiOO rs. bretanha de rolo com 10 varas a
1020 rs. mantas do soda degosto muilo mo-
derno luvas de seda preta compridus com
palmas de cor, cambraias adamascadas para
coi tinados do cama franjas do todas as largu-
ras ede lindos, padroes para cortinados, cami-
sinhas, vestidinhos e coilas do meia aberta a
imitacao de lavarinto para meninas, por preco
commodo; na ra do Crespo loja n. 12, de
Jos Joaquim da Silva Maia. (20)
1 Vendem-se superiores couros do bezerr>
apparelhados, chegados ltimamente do Ara-
eaty ; na ra da Cruz n. 0-'i. f3]
1 Vende-se um bonito pardo com oflicio
do alfaiate; na ra da Cadeia do Recife n. fiO. (2)
I Vende-se urna negra com urna cria de
-10 meses, e con, bastante leite engomma o
lava ao comprador se dir o mativo, por que
so vende; na ra Xova loja franceza n. 8. (5
1Vendo-so por preco diminuto por j estar
achacado, um cavallo de estribara em boas car-
nes, do cor ruca, he muilo bom carregador,
o serve para carroca por se ter experimen-
tado ; na ra da Alegra n. 34. (4,
1 Vende-se um quarto muito novo u gran-
de proprio para qualijuer servico, por estar
descansado; na ra do Queimado, loja n. 17. ;3)
Vende-se urna escrava do nacao de bo-
nita figura de 20 annos, engomma, coso, co-
sinha, e lava ; urna crioula de 18 annos, com
as mesmas habilidades ; urna negra do meia
idade, de nacao Costa, ptima quitandeira
por 250J rs. ; um negro de nacao Costa de
30 annos oplimo ganhador de ra, queda
por dia 040 rs. ; um mulatinho de 6 annos
muito lindo, proprio para ?e educar, e para'
o futuro d um bonito pagem ; na roa das Cru-
zes n. 41, segundo andar.
Vende-se una venda no Beco-largo do
Recife n. 7 com poucos fundos a dinhoiro ,
ouaprazo; a tratar na ra da Sonzalla-velha
n. 102.
Vende-se urna pequea porciio de bichas
granos de Ilamburgo ; na ra doCabuga, loja
do Bandeira o Filhos.
i Vende-se o resto dos vidros da agoa de
Ungir cabellos e suissas ; na ra do Queima-
do loja de ferragens ns. 31, o 33 na do cha-
peos ; o methodo do applicar acompanha os
vidros. -,
Vende-se um mulatinho de 14 annos, pti-
mo para pagem, ou oflicio ; na ra Nova n. 16.
Vende-se um terreno na Baixa-verde. que
va para a Capunga com 30 palmos de frente
o 60 de fundo ; na ra do Mondogo n. 107.
Vende-so um rico adereco do oure com
20 brilhanles por proco commodo h mal;
outros diversos aderecos, e outras obras de b iru
gosto ; na ruado Cabuga, loja de Manuel An-
tonio Goncalves.
Vende-se um mulato de 'id e tantos an
ns. com muito boas quslidades sendo sobre
tudo muito fiel he vaqueiro o entende bem
loncos do seda para senhora ditos prelos o de
cores mantas e gravatinhas para homem fil
delinho branco e proto dito proto do garca
para vestido suspensorios elsticos, rlscadi-
nhos Irancezes do lindos padr;s para vestido,
sarja preta, saiasde dinas espartilhos ren-
das e bicos de linho pontesde tartaruga cas-
ticaes de casquinho e de metal amarollo per-
fumaria, garrafas vasias de cristal copos para
agoa vinho, e pa.a Champanlio o outras
muitas fasondas por proco commodo.
Vende-se logo do ar, por proco commo-
do ; na ra Nova n. 41.
IVendem-se borzeguins ingleses para o in-
vern, por preco commodo ; na na da Cadeia
do Becile loja de fasonda n 37. 3
Vendo-so urna nogiinha crioula de 9 an-
nos do bonita figura sem vicios nem 'cha-
qus com principios de costura ; na ra No-
va n. 55 das G as 8 horas da manha u das
3 as 6 da tarde.
Escravos fu sidos
de todo o servico de campo no quu est bas-
2 Do engonho Pindoba, in guezia de Ipo-
juca, fugio um mulatinho claro, com cabel-
lo caxenedo, do 14 annos, pouco mais, ou me-
nos, fel$oes regularos o tem no alto da ca-
beca urna grande cicatriz mu tanto profunda,
0 outra pequea em um dos bracos proxiim a
mimheea ; quem o pegar, leve ao dito engo-
nho ou na ra larga do Roza fo n. 28 pri-
meiro andar, que ser recompensado. (9
2 No da o do correnlo desappareco o mo-
leque Joaquim do 18annos, de nacao Cacan-
ge, estatura-regular, rosto redondo cor pre-
ta e bastante picado das berhigas morador
no mallo, sondo a primeira vez que voio a
praca viudo dos Aflictos para a ra les; quemo pegar, leve a ra dellortas, sobra-
do do um andar n. 70 que ser bom recom-
pensado. [9)
1 D-se 100/ rs. gratificacao a quem pegar
1 mulato de nome Antonio, estatura ordinaria,
grosso bonito sem barba, representa ter 24
annos tem no rosto da parte direila um signa!
deespinha, o penltimo dedo da mfto direila
aleijado pes grandes o largos ; fugio em 2*
de Janeiro de 1843 ; quem o pegar, love a seu
snr. o Sargento-mor Francisco Antonio Perei-
ra da Silva no engenho Calendo ou no Re-
cife na ra do Livramento li, 38 a Domingos
Pereira Mendanha de quom rocober a dita
quantia. \\)
Qualquer capo decampo ou autori-
dade do mallo, apprebenda o mulato An-
tonio Romao, com tudo que elle levou comsigo,
baixo, grosso, com pouca barba, anda venden-
do miudezas e fasendascom urna preta de no-
me Mara djgl.on i la figura bem preta mul-
to fallante e experta forao vistos n> dia pri-
meiro do corrento, e conhecem multa gente
porosses mallos ; talvcz que ello ando a ti-
tulo de forro o cazado a qual est fra dase
nhora a mais do mezas ; sahiro da cidade
de Olinda no dia 27 de Marco; quem ospegar,
ieve a mesma cidade que ser recompensado.
1 No dia 2(5 de.Maio fugio um eseravo per-
tenecnteao Snr. Vicente Thornaz dos Santos,
com os signaos seg'uintes; de nomo Joao Mai-
nato, de nacSo Inhambane, bonita figura re-
rorcado do corpo, rosto bochechudo e com
sgnaesde sua nacao, j quasi apagados, o
qual esteva Blugado aos Srs. Rogo& Companhia
com armasom de assucar na ra de Apollo;
quem o pegar leve a ra Imperial n. 07, casa
de seu senhdr quesera recompensado. ib*
kcifr mvTvp. ok m. I', os Faru.1844
m


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