Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05095


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Full Text
Auno de 1844.
Sabbado 8
de Junho

V*.A. 1*. mtMF.
0 Diario pobM-ee ii los os dias qne nao lorem aaRl'ficadoa o preco iU ussipnatura
h, de tres mil rs. por qu.riel pagos adiamados Os annun.iosd, assignanles sao inseridos
pal "' *> q "'" 'o'em '""> 1= NO ">' por Imht A. recl.ruacoe devem ser iliri-
gidaa <' 1 >(' '" das Crures n -4 ou a praga da Independencia luja >le lirrotn *> e 8
PARTIDA DOS CORREJOS TF.ltRF.STRES.
Goi\MN,e Parahrba eegondaae sexiaa JeirasHio Grande do Norte che, a Se2.'c i,a
le ;i Ide-'i tjabo, Serinhaem HioFormvso. M.eev, Pono Cairo, e Migoas no ', "
11 t i dcada niei G.iranhuns e RonilO a lU e -_M de ca. mcl o.-risla e Flor
esal.i'. 8 d:to. C.dale di Victoria quimas feir*. Olinda lodas os dial
DIAS DA SKMAKA.
: Se? a. Paulo. Aud. do J. de 1). da 'i r.
$ Ierra s QuerinO Re aud doJ. de D da 3.
;i Onari. Marciano Aud do J de D. da 3 v.
6 Quinta rpo de Dos Aud do J de D da 2. t
7 .Seila s RjbttrtO. Aud do J. deD h Sab s Sal,Klj.no. Hel. aud do J.'de D da 1. r.
D Doni i!, ss. primo e Feliciano.
kJBWWf-t'. --........ II | | |'IIHII II I...... IMIMll.llliaHmpfp^,
Judo affora ,l-,-,|(|- de nos nttsflBOt; d. noaM prade-nCU, oder.qjo' a enerjjia: con-
Uoueaoi como procipimoi, eeremoi apuniadoi on idrairajo entre nagea nail
'ullas. Pro laraagj di Visembla (.eral do aran!.,
C4IUI0S RO IM4 1 Df laail. aompra renda
iW, Ciafciof nokre Lodrai 5. I Oum-Moeda da 6,400 V. 17,30)1 7.50U
u u Paria 870 rea por franco I N. -17.100 17, 1)0
Pi ii falacei 1,060 1 !s"
Ptaoa columranare |-.!->i DH0
linos a canoa l.'.i t,9n0
PHASES DA !,l \ >i> MEZ DE n X|I0.
Lu. el,.!. .,< 3 hora, e .- .i m...... ,,,. [,, ,3 ,, m
Miagu.me a 7 as I) bor.s e s ,: ... ,,|,. |Crecentea 23 .,U(llB. ia tarde.
Prcamar de Koje,
Priroaira as ll. horas e Ii ,n,n da manh.ia. | Segunda 10 horas e Id minutos da lar*
II "III III .-. ...J.^2._ EJ332
32Z rj^EJBOTI
MTE 0FF3CIAL
Cemmando das Armas.
EXPEDIENTE DE 23 00 P. P.
Oi.iio \o Exin. Vice-Prosidonte. pon-
derando-lhe, que a quantia (le 377,600 ,
ein i|uo lora oreada a desposa do comerlo da
coberta da casa de residencia do Commandaote
da fortaleza de Itamarac, era insuficiente e
quo iiin ia se fa/.ia de imster, para a conclusao
do concert, a importancia de t:j().00() rs. sen-
do este augmento proveniente di compra de
madeiras, e outros materiaes nao incluidos no
ornamento e s jiil^ailos- necessarios depoii
quo se doo principio a obra, e se con linceo do
rerdadoiro estado de ruin,- daaatiga coberta.
Dito \o inis-nn Hxn. Sr., trinsiiiiltndo-
Ihea petieiio do Mejor Graduado G A F. P.
da Cunda, queaS, M. o Imperador supplica-
va I lio fosse averbada a sua verdadeira e legiti
tlia antiguida.il!, comparativamente a do Major
Graduado do l." batalliaode Artilbaria da corte,
Jos Gorreia de Castro, que, sendo inais moder
no, vinlia no almanacli militar classificado como
mais antigo.
Dilo\o mesmo Ezm. Sr. rogando lite a
oxpedico desuat ordena ao Chele de Polica, e
ao Commandanle da legiao de Iguarass, para
|ue nao remettessem presos para a fortaleza de
Itamaraca, que nao tem presentemente prisao
segura para guardar criminosos, e nom coin-
modos para Offi :iaes, e guardas que para all
constantemente sao enviados.
DitoAo mesmo li\m. Sr., significandn-lhe
que o soldado Antonio Jos do Sacramento, a
vista do attestado legamente fornecido pelo
Commandaote dobalalhao de Artilbaria,estava
nocaso de receber da Tbesouraria a gratilica-
c3o de 8,000 rs pela aprehencao de um deser-
tor do dito balalbao, independente de ordem
superior, porque esta despesa eslava compre
hendida no artigo 1. ds instrueces de 10 de
Janeiro do anno p. passado.
Dito Ao fxm. General Commandanle em
(befe do exercilo do Sol, enviando-lbe a re
ESTADOS PONTIFICIOS.
ganda va da guia que acompanh u, cm 20 de
Jom-irodo annop pastado, o 1." Cadete Jos
Pereira Teiseira, visto ter-se desencaminbado
a primeira.
DitoAo Commandante interino da forla-
leza de Itamarac, respondendo ao seu oficio de
20, que tralava do augmento de despesa para a
cofli iUsSo dii obra ii.> coberta, e da impossihi-
lidade de se receberem na fortaleza os presos de
justicH, c da G. N.
Portara Manda ndo dar haixa ao Aspccada
Joo Jos Rodrigues, da 4.a companhia do 2."
batalhSu de Artilbaria a p, por ter linalisado
o lempo de servico a que estava o'.rigado como
recrutado, e nao querer continuar.
A Gazeta de Augsburg de 6 de Abril di/, que
o governo pontilhio tem intencao do estabele-
cer antes do verao urna nova administracao as
provincias.
Dizemquea osse fim partir para Bolonha
um Commissario extraordinario, acompanhado
de muitos Consolheiros de estado. Tinha che-
gado de Verona a aples o llarao de Rotscbld,
e como sempre acontece, diz seque a sua jor-
nada tinha por fim operacoes (inanceiras. Os
Directores da Reparlicao dos Correios Romanos
tinhao prestado o seu assenso convenci pos-
tal entre a Austria e a Franca, de sorle que do
I." de Abril em diante as cartas destinadas pu-
ra h Franca, Blgica, Inglaterra, Colonias o A-
merica nao passarad mais pela Sardenba, me-
nos que nao se tenha indicado esta linha ex-
pressamente. Isto ser um i economa assim de
lempo como de dinheiro.
HAYTI.
L se no Time i de 13 do Abril o seguin-
te:
O extracto Ao Journal du Havre dado em
parte da impressao do Times de bontem, duen-
do, sob auloridade do Capitao J.em6me,do na-
vio uiercanle -mde, que sabio de Porto Prin-
cipe a 2 ile Marco, que a 2a, 26 e 27 de Feve-
reiro estivera a cidade de S. Marcos entregue
pilhagemda tropa, qu'eestavaem manifcsti re
volta he destituido de fundamento. Recebe-
rao-se pela malla da India Occidental cartas de
Porto Principe at 9 de Marco, mas nao fazem
mencao alguma de successos taes como os refe-
ridos pelo Capitao Franeez. Pelos fins de Fe-
verero teve rom elTeito lugar urna collisao de
mu pouca monta entre alguns soldados o Guar-
das Nacionaes, na villa central do Pelite Revie-
re, cerca de 2i milhas distante de S. Marcos,
mas esse pequeo motim foi sufiocado pelas au-
toridades, e nao ocrorreo ciusa alguma que se
parecerse eom revolta da tropa ou saque de ci-
dade ou villa alguma.
fl/O Di: JANEIRO.
ASSEMBLEAGERAI-.
CAMIBA DOSgRS DEPDTADOS,
. 6esso do 7 de Maio. (')
Trata-se de chamar os supplentesdos mem-
bros da casa, que tomrao assenlo no Senado;
o negocio be remettido com urgencia a eom-
O Sr. Ferrai pede para reliraro seu reque-
riment da sessSo antecedente.
O Sr. Rezende propde de novo a Urgencia do
parecer da commissSo de Consllucio e Pode-
res e entra em discussfio sendo aGnal rejetada.
O Sr. I*, da Silva pede que se d para or-
dem do dia seguate a discussio do Cdigo do
commercio : he rejeitado o requerimento.
O Sr. (.. da Cnnlia pede a urgencia para
que se d como ordem do dia o projecto de le
sobre elecoes : a urgencia be approvada.
Seguo-se a dscusso dos projectos a cerca da
viagetn dos dous nficiaes engenheiros que o
ibalho em fa/er
missao de Constituicao e poderes.
O Sr. Silva l'erraz requerque se pecaao go-
verno urna lista dos proprios nacionaes hypo-
therados em virtude do contracto de caza monto I n,,,,r(' Presidente lem grande tr
de S. M. o Imperador, e outros documentos:- j limitar ao ponto da questio : linda a discusso
deposdealgum debate, ca adiscuisioadiada, wsolucao he approvada; mas entrando em
O resto da sessao. depois da eleiclo das discussio os artigos additivos, e sendo appro-
("ommissoes, he occupada pela diVussao, afi- jvail() llm rejeitado outro o Sr. Presidente
nal adiada, de dous projectos autorisando ao I c??sulta a Cmara se adopta a resolucio, e de-
governo a mandar viajar na Europa rusta do
Kstadodous Ofliiiaes Engenheiros.
revoga
,p'-,-,-.1!;^l_.- oa
cide-se pela negativa.
A cmara approva a resolucao que
urna loi provincial doCear que mandava ar-
SeesSo de 8 de Maio. remataras fazendas e gados pertencentes a ma-
A Commisao de Poderes apresenta o seguin- 'r,z de V illa \ cosa,
te parecer, que fica adiado por pedir a palavra ,ntril em discussSo que (ica adiada urna
o Sr. C. da Cunha. resolucao inlerpretandoaexpressaodous tercos
A commissSo de constituicao e poderes to- de votos ^Q& membros daassemblado acto ad-
moi< em considera?ao as indicacoes dos >rs. dicional na forma j pelo Governo declarada;
Reboucas Ramiro e Pereira da Silva, aim de 'sto ne que se deve entender quo sao os dous
serem chamados a preencher as vagas que dei- 'er90 (, numero completo de deputados que
xrao nesta augusta cmara, a saber: o Sr. Heve ter cada assembl> provincial.
Galvao pela provincia da Babia; o Sr. Tor- | Entra em discussao a resolufao que appro-
res, pela do Rio de Janeiro ; o Sr. Miranda j va os estatutos da escola do Medicina ; mas le-
Ribeiro, pela de Minas (ieraes ; e o Sr. Fre- vanta-se a sessao por nao baver casa,
tas Magalbaes, pela do Espirito Santo, segn-1
do a ordem das respectivas votacoes aquellos
a que competir. Acbou a commissao queoSr. i
Ernesto Ferrera l-'ranea he segundo a ordem
das votacoes ao mesmo lempo o primeiro sup-; SESSAO DO JURY NO DIA 1." DE Jl-NHO
pente por Minas e pela Baha e em virtude DE 18-H.
doquo dispoeo6.doCap. 9. dasinstruccoesl {Continuagao do numero antecedente.)
de 26 de Marcodel824, devendo preferir no- i Dissea aecusada, Srs. Jurados, que ella nao
rneacopela Rabia nao pode comtudo lomar as- tve inlen<;ao de lerir sua seniora, que o ferimen-
senloem vista do art. 29da conslituicSodoimpe- ^oia independente de sua vontade, e filbo de
rio, porteraceito o cargo de ni i nislroe secretario allucinacao, causada pelo receio do castigo; esta
de estado dos neg ios estrangeiros; pelo que declaracao da aecusada feita pelo orgo do seu
entende a commissao que se deve olrciar ao go- defensor ou curador no Juizo da lormaco Ha
verno pare mandar proceder eleico de um tulpa, nao he serve : Srs., a qualidade da res-
depulailo pela provincia da Bahia. posta, as cncuuistancias que estao aqu prove-
ce (^uanto va^a do Sr. Torres sendo o ds> uiostrao claumente, que esta declaracao
Sr, Joiio VI a noel Peieira da Silva o supplentc nil ue mais do que a coinbinac,ao de um syste-
irevemente seguido por ma's volii('() Pe'a provincia do Rio Janeiro, en- J"a de defeza, o qual nao podia caber na intel-
I lnn EXTER
i*
APLES.
A (azeta de Cologne de 4 de Abril publica
a seguintu carta de aples de 23 de .Marco ul-
timo:
Acabamos de saber que teem necorrido se-
rias desordens simultneamente em diverso?
pontos da Sicilia O povo excitado [ior paixoes
polticas, e pelos padecimientos provenientes da
lome bradavaConstituicao e Liherdade para
sumpre Em Messina diz-se lerem sido inui
tas centenas de pessoas moras ou lerdas n'uin
encontr com as tropas. Na maior parte Jas ci-
dades chegaflo do campo bandos armados, pe-
(lindo pao. As classes inferiores tinhao feito por
to l.i a parte causa commun com el les. Dizem
que o governo mandoude aples um nume-
ro consideravel de tropas; mas eOectuou-se o
seu embarque occullamonte, pul desconfiarem
as aut iridades da leaMade dos habitantes. Ali-
na capital se tem manifestado urna certa agita-
cao, o ja be to eral o desejo de urna consti-
tuicao, que sen brevemente o brado de reuna i
por todo o reino.
CARO DA BO\ ESPER\NCA.
Folhasilesta parte ato 16 de Feverero dizem
que o producto das pescaras da Colonia ia em
progresso. Tinhase ha pouco leto um carre
gamento para a costa da America do Sul, o qual
espera va-se que seria
outros Tero se coiiueoido serum os bancos das
Agulhas o mais proveiloso recurso, e nutre-se
a ideia de que com o lempo se eslabeleca por
este meio um commercio de troca entre o Bra-
sil e o Cabo. Para se mostrar que tem havido
progressivo augmento neste commercio basta
dizer que o valor do pexe exportado o anno pas-
sado foi de 8.011 Ibs. entretanto que em 1835
chegou s 495 libras. Nao bavia noticias de im-
portancia de Natal.
nde s commissSo que o dito senior devese
considerado como deputado cffeclivo, chaman-
lia
iigeiicia ua uccuauua mas este mesmo systema
he confessado pela aecusada que. posto que qui -
do-se para preencher a falta do Sr. depulado /esse seguir as pisadas do seu defensor, quando
Andrea, autorisada por esta augusta cmara f' interrogada perante vos, acabou de decla-
que he
o Sr. Saturnino de Souza e Oliveira
o inmediato em votos ao Sr Pereira da Silva.
Quanto a vaga deixada pelo Sr. Miranda
RLSSIA.
S. Petersburgo, 21 de Margo.
Para impedir a continua emigraeao dos Ju
dos pelas Ironteira publicou-se ha pouco co-
mo le a seguinte resolucao do Conselho do Im-
perio: Os Judeos que passarem a fronteira sem
p9ssaportes legaes, ou com passaportes legues
quejatenho expirado, quando forem reco-
nhecidos por subditos acluaes da Russia, e co-
mo taes forem reconduzidos ao imperio serao
entregues aos autoridades locaes do governo
que os tratar5 segundo as leis relativas aos de-
sertores e vagabundos, ainda quando sesaiba os
antigos lugares da sua residencia, e as parocbas
a que pertenciao. Em conformidade dessaa lea,
serio elles em pregados no servico militar; e no
riso de serem improprios paradle, serle >met-
hdos no que se chama compaiihias penaes.sem
direito de serem entregues s suas parochias,
inda que eslas o requeirao. Se nao forem pro-
prios para o Irabalbo foreado as obras publi-
cas, serao mandados estabelecer-se na Siberia
| com suas mulheres.
I (Times. )
rar que nao tinha a faca na mo mas que
estava no caixao prximo do balaustre da esca-
da.aonde estava acolbida, e quo, quando se Ihe
Ribeiro parece a commissao que, admittida | ueocom o chicote, a lirou do caixo para se ferir
a preferencia pela Babia aoSr. Ferreira Fran- I opeito; mas, sea aecusada estava encostada no
ca deve ser consideado deputado efectivo o, parapeiloda escada, e sua senhora estava seu
Sr. Antonio Jos da Silva, que he o mmedia- 'a^0 > como as testemunhas deposrSo como
to em votos pela provincia de Minas Geraes.
Resta a commissao tratar da vaga quede-
xou o fallecido Sr. Freitas Magalhaes depu-
hepossivel que, lancando-se mi de urna faca
que est prxima com o intuito de se ferir a si ,
se venba ferir quem estava distante de si, ou
lado pela provincia do Espirito Santo. Pela Pe-'0 menos na parte inferior; esta circumstan-
acta geral v se que o inmediato em votos pela
dita provincia he o Sr. Joao Lopes do Couto ,
o qual obteve apenas um voto sem que alguem
mais fosse votado. Nessas circunstancias,
vista dos precedentes da casa e da mu expressa
o terminante disposico do 8. do capitulo 8
das j citadas instruccoes a commissao pensa
que deve elle ser considerado deputado pela
mencionada provincia e convidado para to-
mar asssenlo.
Paro da cmara dos depulados, 8 de .Maio
le 18 4. Paulino Jos Soares de Souza -
11. de S. da Silva l'ontes L. A. Barbo-
ta
Pede-se a urgencia, mas be pouco depois re-
tirada.
(') A sessao qne anteriormente por engao
publicamos com data de 5, be a de 6. Tambeni
advertimos que foi na sessao de 7 que se con-
cluio a eleicio das commissoes.
ca bsla para descorcoar inteiramente as espe-
ra ncas de quem quer que com esta coarctadacon-
tava salvar da pena de morte a aecusada. >rs. ju-
rados,a iiitencodoagente pde-se conhecer nao
spelos fados que elle praticou durante a exe-
cutao do delicio, corno pelos que praticou anles,
e depois, lacios que fono presenciados por pes-
soas que depozero no processo, e desses factos
pode deduzir se que a intencao do agente foi
de causar o mal. Os Mdicos podem presu-
mir, senaoem todos os lerimealos em alguns
so furao de proposito commettidos; aquelle de
que se trata he um destes, pode-se pelo corpo
de delicio apreciar asta circumslanca, e por is-
soescrevi, Srs., a differentes professores desta
cidade, remeltendo-lbe o corpo de delicio for-
mado pelos facultativos para que elles houves-
sem de nterpor o seu parecer a cerca da possi-
bihdadede ser esse (erimento praticado volun-
tariamente pela aecusada; por que na realida-
de iiem nos clculos do Sr. Jos dos Santos Ne-

\


o
ves, cuja probidade vss eonheceis, n ni roma
quid i 111 > i n a \ a,
. i le
nha mei "< livers -
cartas i '' e '"i urna ao Snr. Joa-
diida nester ter-
mos i .
Antes ir a resposta permitli, Srs., que
cu vos'diga, que fo um dos facultativos solici-
tado pelo advocado da defcza para ser nquiri-
eerca da rircuinstancia aggrpvante do feri-
mento, por consequencia asua pericia e hnbi-
lidade no pude ser contestada pela delesa; a
resposta que esto facuil itivo 'I he sobre o pon
toque nos oceupa, di/...-He leo). Ku tambetn
alguns I <,ntatLui_pa*a--tr-atmu-litad*
rao inquiridas'na formacao da culpa, e hoja,
mostra bem ijut* a aecusada, tinha a ntengfio
criminosa de as ssinar sua senhoca mais de
tres meses, e que appr"v>iton esta occasio pa-
ra o executar continuo a lr): Sis., recom-
n endo vossa attenco esta circumstancia;
nina escravo deixa de fazero servigo da casa, ou
o faz de urna maheira menos conveniente, um
'Tvico muito leve, a que ella esti acostumada
pela sua profissio de cosinheira.sua senhora re-
prehcnile-a, ella di/.- nao sei fa/er melhor
moral e da religiao fosse tentar contra sua
escrava por um modo tal, que a uzease aborre-
cer a existencia naquclle momento ; o interos -
se que a senhora tinha como niAi de familia era
nao commetler actos de barhardade que por
certo erio contrarios aos sentimentos do seu co-
radlo; as attencoes quo a senhora tinha por seu
marido e outras circunstancias sfio outras
tantas presumpees vehementes, de que a accu
sada no tinha receio no tinha temor desse
castigo extraordinario, que agora se aprsenla
da minha consciencia, a fin de que elles hou-
ressem de interpdf o seu jui/o a cerca deste fac
lo'pie oceupa a vossa esclarecida altencfto, um
e-tes professores foi oSr. Jos Mana da Costa
Paiva, aqui esta a carta que Ibo dirig, nao usei
d*' nenhum subterfugio, nio quiz surprehender
a boa f do facultativo, e antes pelo contrario
Iboexpuz com franquesa e verdade '|ual o fnn
para que exiga sua resposta, este foi o meu
proceder, porque Je-outro modo nio poda li
car soregada a minha conscienra, e muito me
nos satisfa/er as nccpssidades da aecusagio: aqui
.i carta e a resposta Ico .
Escuso Srs. cansar a vossa altencSo, com
a demonstragao da importancia desta declara
. lodos vos conheceisa illustragio do Senhor
Parva, sua probidade e experiencia conse
guintemenle h iveis de r c mbecer quo elle nao
dira o contrario do que entendesse para satis-
lazcr as ptv.tencdes de algu....., e muito meno>
seria cara/, de o fa/er sacrificando urna desgra-
nada ami-agadade peni de morle.
Aqui est outra carta do Sr Jos dos Santos
Nevos escripia no mesmo sentido; be dirigida ao
Sr. :r. Mavigner, diz elle o seguinte (leo).
Srs,, lodos estes documento-. provfio concluden
teniente que a r leve intencfio de praticaro de
lid i e que escolhco muito de proposito o roste
de sua Sra. para que a olfe-nsa fosse mais gravo,
e para que os vest ios della Ibo sobrevivessem.
Anda temos mais documentos, a r na forma-
rn da culpa, disse que o que a preta Lucrecia
dizia.eraa verdade Ora, esta testemunha com
promette altamente a r, como vos ouvistes, v
eu para vos cestificar disto, escrevi ao escrivo
da formacao da culpa, assim como n fez o 'r
Santos Neves ao Sr. Domingos Nery, e am
has estas pessoas** confirmio o que deixo dito;
rtas aqui esto, a paso a fa/er a sua leilu-
ra leo).
!)ir se ha, Srs., que estes documentos sao
officiosos, dir-se-ha mesmo, que elles nao teco
I ir; ,i alguma, porque I he falla o juramento das
pesoas que os derSo; psles argumentos nao vos
devim ii ere er consider cao, : u os tespi ndeie
com ludo logo, pedindo-vos, desde j que ai
tendis para a condicio das pessoas que assig-
narao estes documentos, se o fi/erdes vos verei-
que elles tendo prestado o juramento nao senSu
mais verda w r s do que o sSo sem o ttem pres
lado, sio Iioi ens de toda a probidade que en
caso algum, e muito menos em um caso di
tanta importancia, scriSo capazas de faltar :
verdade; mas. Srs. eu lenbo em resposta a esle
argumento a dizer-vosque os jurados nao sa.
ubrigados a cingirem-so muito as formulas a
(lenos tribunaessfio sujeitosos juizes letlra-
dos, vosdeliberaes segundo os dilames da vos-
sa consciencia,che nislo que consiste avos-asu
perioridde sobre aquelles tiihunaes; estes do-
cumentos por conseguinte podem ser bastantes
para moverem a vossa consciencia, podem ser
elementos suflicientes, para vos convencer da ex-
istencia do crime, e da responsabilidado da ac-
ensada, dado este taso, vos em desempenho do
juramento que pouco prestastes de cumprir
com a le, nao tendes outra cousa a fa/er. genio
condemnar a r na pena que a aecusagao exige,
nao se pede outra resoluefio se nao a que re
suila da de. Iar.ii o espontanea e franca doi di-
tames da vossa propria consciencia, nem oac-
cusador, Srs.,exige de vos, outras funeces, nem
o publico de Pernambuco que lem aflluido a es
S galera, e que a tantos das se inquieta pido
julganTento d steprocesso, podia exigir de vos
que contra a lei condeninasses uma innocente,
ou que conforme ella izen ptasses da merecida
pena aquello, ou aquella que a tiver merecido
por seos delicio-.
Vejamos, Srs., o que diz a preta Lucrecia,
cujo depomento a aecusada deelarou que era
verdadeiro leo : notai, Srs., todas estas rebel-
das da aejusada, que a testemunha aprsenla
j a resposta da r a sua senhora, quando Ihe
11 es mar o peixe de outra
a, |i o nao obedecer-lhe, quando Ibe man-
dou por ho chao o veso que tinba na nin ele
ludo prova quehavia un plano meditado, por-
quant he desobedeca as cous s mais n-
norp unido a oulra circumstarfi i;
lugai em que eslava este ins
,runenlo como disserau as testemunbas que lo-
na nio, ella deixa de o fazer
prescreve-lhe outras cousas, ella
sua senhora manda largar um vaso que tem I propinquo sobre ella ; de mais a aecusada exis-
te cm casa do aecusador desde 1829 e desde
1833 em que o aecusador se recebeo com a of-
fendida ella tem sempre existido em casa e
durante esse tempo .apenas uma. ou outra vez
por faltas sempre graves sempre filhas da re-
belda da aecusada recebeo pequeos castigos
de bolos; portanto a aecusada nao podia sup-
por, que o seu castigo era horrivel anda que
o seu crime nao era pequeo; portanto este ar-
gumento apenas pode ser produzido pelo dese-
jo de livrnr a aecusada do castigo que ella me-
rece. A d(brenca das pessoas incluidas neste
processo talvez levasse o nobre curador a
(aricar rniio desta defeza como nica tangente
para diminuir a responsabilidade da aecusada ;
mosessemeio n5o pode servir-lhe quando as
sua senhora
deixa de Ihe
obedecer, e conserva-se com as costas voltadas,
nao ihe obedeceerrrenusa alguma, nolai todas
estas circunstancias, e dizei se o castigo infli-
gido nessa occasio, anda que rigoroso fosse,
nao era merecido em proporyao da falta com-
mettida, stotudo pralicado dentro da cosinha.
e diante de suas parceiras: vede mais o que
contina a dizer a preta .ucret ia [leo).
Srs.. j vedes que a preta Lucrecia em cu-
jas palavrasa acensada mostrou tanta eonfianca,
he a primeira que induz a crr.que nao ha pos
sihilidade de ser pratcado ofenmento deque
se trata por mi ro acaso e de fado o acaso
apresenlar-se-hia contra todas as regras da pos
sihilidade
Miierendo a acensada ferir se nos peitos para se i te o contrario por quanto eu j prove eviden
cidos no lempo cm que vivamos sob a funesta
influencia das leis porlugue/as, sob a depen-
dencia das autoridades porluguezas apenas,
umoudous casos desta especie apparecerao;
todava de certo tempo a esta parte, por cau-
sas que me nao be dado explicar; mas que tal-
vez possao altrbuir-se a algumas ideias de hu-
manidado mal entendida, e quo quasisempre
apparecem quando se trata da punifOo do crime,
successos estes que se pdem altribuir a outras
multas causas, sendo certo que os delictoscom-
meltidos por osera vos contra seus senhores.
leem sido repetidos a miudadamente.lem-se ag-
g,-avado dccircumstancias, tem-se augmenta-
do tanto que pouco espago media entre a per-
petrado de um e uotro delicio; quasi que as
familias nao tem lempo de cnchugar as lagri-
mas, procedidas da morto violenta de seu pai ,
rmo, &c, quando uma outra lamilla appa-
rece immediatamente suffocada em pranto por
motivos igualmente ponderosos; porm nesta
cidade Srs. sao crimes. que nunca lorno
perdoados, o Jury interessado como he na se-
guranza dasfamilias nunca deixoo de ser justo ,
e imparcial; alguns escravos tem acabaJo no
patbulo, por terem offendido gravemente a
seus senhores. islo boje torna-sc lauto mais ne-
cessario actualmente quando vomo.* a sua au-
pois que nao se pode acreditar/que I provas Tqueso tantas) demonslrSo interamen- dada; vos vos recordareis de que, ha ben;i pou-
cos me/.es, o Sr. Holanda C.avalcanti mi
ivrar do castigo, que sua senhora Ihe infliga
nessa orcasiSo, fosse por acaso ferir sua senho-
ra, que estava distante della aljtlima cousa; nao
lemente que a aecusada leve animo delibera-
do de commelter o delicio, que por iso se vol-
tou para sua senhora e Ihe fez o ferimenlo ;
be possivel que o acaso permittis'e.que aaecusa- que ella nao teve nteneo. ou desojo de livrar-
da querendosuicidar-se para evitar o justo cas- jse da existencia que s6 mostrou esses desejos
tigo que Ihe estava promettido, e que ella li- i quando nao pode realisar o seu plano quan
nha muito livremente provocado permittiria. do se apoderou della um grande furor por ver
digo, o acaso que ella lancasse mao de uma faca es apar a victima, que ella destinava sua vin-
espontada, que estava scondida n um caixao ganca e quando reconheceo que o seu delc-
e que com ella ferisse sua senhora no rosto e lo era punido do morte. que conseguintemen-
na m8o para intentar ferir-se a si ? Pergunto,
permittiria o acaso Srs., que a aecusada ten-
do intencSo de suicdar-se fizesse em s ferio co-
tos (o leves com urna fac to amolada ? O a-
easo permittiria tambem que s depois que o
preto Antonio musculoso e forte, lvrou a in-
feliz senhora do aecusador de urna morte pr-
xima, be que a r; se feriase a si ? Nao he possi-
vel, Srs.. a r fer0-se, tentou mesmo suicidar-
se, quando vio desappaiecer-lhe a victima,que
ella perlendi immolar. Srs. Jurados, a aecu-
sada nao se desculpou assim agora nem ella
mesmo produjo essa defeza durante a forma-
co da culpa ; he porlanto obvio quo o feri-
menlo foi praticado mulo de propozito eque
a intencao da a.cusada como acabo de dizer es-
lava preza a oulros factos anteriores que ti-
nha o propozilo firmo, e inalleravel de immo-
lar sua senhora sua vinganea brutal ; mas ,
-rs. com que razio havia a aecusada procurar
-ncidar-se naquelle momento? (v)ue castigo
extraordinario a esperava ? (v)ue castigos tinha
pila receblo, que a fizessem aborrecer a vida?
O que a faz aborrecer vida be a desesperacTio
de nao ter satisfeito a sua paixao he o conhe-
eimento da enormidade do delicio que praticou;
pois ella que pondera a seus (ilhos a perda que
elles vao soflrer, que aprecia a vida como lodos
os entes animados a apreciao quera perdel-a
nesta oca/iao ? Quaes os motivos, que teriu
para -so? 1)(^ duas uma ou esses motivos erao
li I los do receio do castigo terrivtl que eslava
ara receber, pela falta commettida, ou erao fi-
IboS da pena do castigo j entao recebido: Srs.,
nem uma nem culrn cousa felizmente se po-
da figurar naquella occasio os castigos ante-
riormente recebides nao Ihe davao esse motivo,
porque o proprio preto Antonio be o primeiro
a declarar, ( e as prelas Henedicta e Lucrecia
o coiifirmao ) que por una falla to grave ape-
nas Ihe dra por oidem de sua senhora Irez, ou
quatro cbiroladas e s depois de muila rebel-
da de muita desobediencia, e de no querer
receber o dev ido castigo, he que a senhora man
dou buscaras curdas para a amarrar ; ora Srs.,
cada um de vos, que tem escravos c queco-
nhce que so pelo receio do castigo elles se con-
servan na obediencia, talvez! Nao digo bem;
por certo nao censurareis o procedimento da-
quella Sr naquella occasio ; a falta era gra
ve o delicio estava presente era necessario
que o castigo o acompanbasse de perto ; porm
os facultativos que assistiro acensada sao os
primeirosa declarar que noertrpoda aecusada
nao apparecem resquicios alguns de castigosfor
tes, applicados nella elles odisserao, pori|ue
eu tamliem exigi em nomo do aecusador que
esta decaragfio se fizesse eu vos vou lr asua
declaradlo para nao vos restar a menor duvida
[leo
Hitas contusdes sao por certo provenientes
das cbicotadas,que Antonio Ihedeo asquees
nio (Ario fortes porqueali s. o estrago seria
maior e nao I '.rao am proporefio da gravida-
de do delicio, nem outra cousa era de esperar ;
por quanto nio era possivel, que uma senhora
te nao poda escapar da vossa imparcialidade
nesta importante occasio ; lano assim Srs.,
qupo preto Antonio declara, que depois de fe-
rida a aecusada. no momento em que estava na
escada declarara que a sua pena era nao ter
consumado o seu delicio e ter morto tambem
a preta Anna Rita.Este dito he confirmado pe-
la testemunha Francisco Campos de Vlendonca,
por conseguinte ludo isto confirma indubtavel-
mente a opinio que formei de que a r nao fe-
rio sua senhora por acaso mas sim por seu
desejo proprio e de muito meditado ,
muito mais vos convencereis disso quando re-
flectirdes no dito de dous caixeiros. a cerca
doque a aecusada proferio Irez mezes antes .
por occasio de ser castigada, e foi de que a of-
fendida nao a castigara segunda vez; isto que
ria dizer nue a violencia que depois se perpotmu
havia de ter lugar; esta circumstancia uao de
rao os caixeiros importancia, ou nao derao del
la parte, para que a aecusada nao fosse casti-
gada, para Ihe poupar esse soffrimento; ora, es
tas testemunhas que lem obrado assim por be-
neficio da aecusada quem tem mostrado tanta
sympalbia, c humanidade por ella, forao apo
dadas de falsas pelo curador dar, como se aos
caixeiros fosem inhibido dizer a verdade quan
do depSe sobte fados passados na sua presenc'
dentro da casa de seu palrao ; essas teslemu-
nbas mostrrao por seus depoimentos, que a
aecusada desde entao concetCra o prejeclo de
assassinar a mulher do aecusador; portanto que
nao foi a offensa praticada em consequencia de
uma paixao violenta, filha do momento; nao ,
Srs., repito, foi projecto meditado, foi inten-
cao que a aecusada desde muito tinha de as
sassinar sua senhora, por isso a ferio a falsa f;
e tanto este era o spu desejo, que depois de a
ferir na cara, ainda a ferio na mo, e s Ihe
escapou, repito, depois que Antonio musculo-
so, e forle, advertido pelos gritos da Sra., correo
para a livrar, e tiroua victima das garras ferinas
da aecusada. Tenho tan bem demonstrado, que
a ofTendida era senhora da aecusada, por con-
seguinte, que esta esta cr-mpreh ndida na pri
meira paite do artigo 1. da lei de 10 de Junho
de 35 Demonstrei lambem que o ferimen-
lo era grave, e comquanto esta circumstancia
nao tenba de ser apreciada por vos. com quan*
tu i le tenha marcado outra autoridade para
conhecer dessa ci'cumsianca, e he esta o vossn
dignissim) Presidente, porque a e'lc Ihe com-
pete fa*er applcacio das penas que o caso exi-
ge, comtudo sempre direi, qu.- o ferimenlo foi
grave, porque dexou delormidade, a ofTendi-
da fica com uma cicatriz en rmp.no rosto,
por consequencia. que a forma de seu sem-
blante est mais ou menos alterada nessa par
le; logo a rincursa na pena, que a aecusacao
pedio para aquella, que tal ferimenlo prat con
Srs, antes de sentar-me, antes de concluir o
meu discurso permitti que vos laa algu-
mas observacdei a cerca do um del ir to, que
com tanta razio temocrupadu a atlenciopablio
desde o infausto da 18 de Maio passado, e
que indica a neeessidade do castigo, porquantn
( mo a do Sr. Santos Neves que est na finr delctos desta natureza como aquello,quo oceu-
da sua idade jorque apenas conta 23 annos I pa a vossa attenco sao repetidos quaidana-
uma senhora educada com todos os principios da j mente; quando elles quasi que nao erao conhe-
sassinado no seu engenho Inhamum. I ogo de-
pois appareceo o delicio da ra da Cadeia, logo
depois como vedes, urna escrava, ousa levan-
tar mos sacrilegas contra sua senhora: no q.'te
mostra a maior depravaco porquanlo ousa'
atacar a parle mais melindrosa, mais sensivel
de urna senhora; crime horroroso, e que deo
lugar vossa convocacao porm antes que o
Jury, se rena ja oulros delictos iguaes se com-
meltem; ja uma escrava, sendo castigada por
sua senhora, Ihe diz olhai para o exemplo da
preta do Santos Neves Logo depois um senhor
da ra das Aguas verdes, cntregou seu escravo
a polica, por ter querido perpetrar um delic-
io le igual especie a daquelle que vos oceupa;
vos, Srs., nao seris por certo estranhos h cele-
ridado com que esta noticia correo; por conse-
quencia tambem vos convencereis da necessida-
deque hado castigo seguir de perto o delicio ;
assim se espera de urn Tribunal composto de
homens livres.
Srs. Jurados, eu nfio quero fallar aos vossos
corages nao quero procurar mover a vossa
conviccao, para que deis uma condeinn.icfio in-
justa, nao, Srs eu s6 vos pego que facais fusti-
ga ; as provas estao no processo ellas s'io ola-
rissimas eu no principio vaclei e nao ice
encarreguei de aecusar a r senao depois de il-
lustrar-nie por todas as manciras de que ella era
autora do delicto, que obrara com uma muida-
de extraordinaria e que por conseguinte me-
reca a pena que a lei tem imposto para quem
commelter crimes desta especie.
{Continuar-se-ha.)
POLICA
Jllm. e Exm Sr. r Depois da minha ulti-
ma pi.rte 'i \ Exc de 22 do prximo passado
i Maio) consta da parte dada pelo Delegado
de Cimbrea que forao assassnados na fiegue-
/ia d'Alagoa debaxo no lugar Cacimba Nova,
o cabra Luiz, escravo de Manuel Morena, com
trez facadas, e na povoacio da mesma fregue-
zia o facnoroso Kleuterio de (al, com um tiro.
No quarteiaode I'rexeiraso pardo.Manuel Le-
te com um tiro de emboscada. No lugar deno-
minado Guanbas do mesmo quarleiao urna
crianea de 9 a 10 annos com um tiro de davi-
na, que succedeo desparar- se as mos d'outra
d'igual idade, queseachavao brincando, k
no quarteirao do Prcperi o ladrao de nome
Francisco Mestico pela patrulha de polica, por
ter resisttido furiosamente com urna faca de
ponta^ ferindo ao Commandante jiairlha Joaquim Severiano de AlLuquer-
i|uc k le ludo ficava o Delegado procedendo
nos coliiptenles termos.
Da (.arte do Delegado do Brejo consta to
smenle ler sido pr cessado pelo juiz i unici-
pal res lectivo por crime d'armas prohibidas,
Tbomaz^Lins de Araujo, por ser-lhe aprehen-
dida urna faca de pona dentro da feira, e d'al-
gumas prisoes policiaes ic. &c.
Da parte do Delegado de Nazardh que fu-
ra prezo pelo Subdelegado do .'districto de
Traciinhaem o pardo Lourenco Marques Feilo-
za por denuncia de ser criminoso no termo
do Pao d'Alho aonde espantara a um sujeito;
e pelo Suli Delegado do lereeiro dstricto de
Nazarelh forio prezos por crime de homici-
dio os reos Manuel Faneisco do Nascimenlo, e
l'oncian.i Mara da Conccicao cujo processo
foi logo organiaado, eseguo-se logo taiiibem
pronuncia ; e nada mais consta teroccoirido
de novidadfi.
L das paitos dos Delegados de Olinda 8
primeiro termo desta cidade consta que se
achiio em perfeita tranquilidade.


k
i o
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da Poli- [ .Vacos sahidos no mesmo dia.
cis de Pernambuco 5 de Junbo de 18H. Babia; brigue portuguez Joz-phina Emilia ,
Illm. e Kxm Sr. Desembargador Joaqtlim capito I/idr Marques de Sousa.
Marcelino de Britu Presidente da Provincia. Portos do Sul ; vapor nacional Imperatriz ,
l'aetano Jote da Silva Santiago, Chele in- commandantu oCapilo-tenenle Jezuino la-
ten no de polica. mego Costa.
mKsmmmsaa__ i
MAMO IIE PEhUUBlM.
Chegou liontem n este porto o Paquete in-
racoes.
Ser fechada no Consulado Britnico
glez vindc do Rio donde sahio no' dia 23 dpz [l0ras do d!> de domingo 9 do correte a
e nada adiantaria as noticias da Corte se nao
as troucesse recebidns na Bahia. Vimosem um
jornal daquella provincia que a Cmara dos
Deputuilncloj dissolvida no da 24 de Maio o
complclou-se o Ministerio entrando o V. Hol-
landa para a pasta da Marinha e o Sr. Rami-
ro para a da Justina.
OSr. Major JoAo Pedro d'Araujo c Aguiar
oi passado para a 2.a classe e mandado retirar
para a Rabia.
COMMELHCIO.
Aifandega.
Rendimenlo do dia 7.......... 4:750,>788
Descarreya hoje 8.
Brigue Sea bacalhso.
Brigue Elieabeth feynon carvao de podra.
Patacho Kestaurac&o diversos gneros,
Sumaca Trez Irmaos fumo, e charutos.
Brigue Poltdora diversos gneros.
Brigue S. Manoel idem.
Importago.
Polidora ; brigue hamburgus vindo de
Ilamhurgo, entrado no crrante me/., consig
nado a N. O. Bieber & C. manifestou o se-
guinte :
1 caixa couros, 15 ditase 2 fardos blendas,
3 caixas e 1 fardo meias, 2 caixas agulhas, 1 i6
ditas vidros para caixilbos e 1 pacote amos-
tras; a J. Keller.
21 caixas espingardas, 19 ditas pistolas, 1
dita pcrtc/ices para chapaos, 1 dita meias. 2
ditas miv.deziis. 40 barris conservas, 2 pacotes
a mostos, 1 carrinbo para menino, 1 c.iix.i
ignova-se; a orden).
2 caixas faiendas, 4 ditas pertences para cha
pos, 5 tinas bitas, 5 caixas couros, 81 barris
potassa, 13 caixas espingardas, 4 ditas clavi
notes, 4 ditas colnercs, 2 totumes agulhas, 8
caixas pao para colxao 2o barris liroxas de
sapateiro, 4 ditos pregos, 2 caixas litas, 1 pa-
cote amostras, 60 caixas queijos, 4 barricas bi
cas, 4^ barricas alc.nrao. 0 ditas pixe, 484
barras du ierro 2 barris bolaxas, 1 peca de
carne de (uineiro, 1 emhrulh papis 8(i0
gurraes vatios, 17 barricas vasias; aos consig-
natarios.
50 atados de pipas vasias, SOtnolhos de ar-
cos, 20 barris drogas ; a Alfredo Willars.
55 barris potassa ; a Le Rrelou Schramm
& c.
7 caixas fazendas dealgndffn c mimlezas, 2
ditas espadas, 1 dita pertences para chapeos ,
1 dita e G pacotes ferragens, 1 terno e 3 pe-
dras de amolar ; s Wolpbopp Denrker & C.
- volumes drogas, 1 aixa miudezas, 1 di-
ta missangas, 3 ditas espingardas. 1 dita la-
-/enil.is ile ;il"u(l."ni i. vnliimM er-',!J''nB. 1
caixa pertences para chapeos 5 ditos bone-
mala por o paquete de sua Magestade Britnica,
Crune.
Pela repartico da polica desta provincia
se faz constar aos Srs. Jos Cordeiro Lete, .Ma-
noel Antonio da Silva moradores nesla cida-
de e a Jos Bernardo morador na Seira ver-
de districto da villa de (iaranhuns quena
cadeia da cidade de Macei provincia dos Ala-
gas se achao pre/.os os escravos pertencentes a
ditos senhores, conforme consta da partecipa-
cSo b esta mesma repartilo que fez o Chefe
de Polica d'aquella iirovincia, pelo quo de.em
os mencionados senhores, munidos de seuscom-
petentes ttulos mandal-os receber n'aquella
provincia o querendo alguns esclarecmentos
nesta Secretaria so Ihes podo ministrar
3 O escrivo da mesa regodora da irman-
dade Antonio la sciente a todos os irmaos da mesma
irmandade. que nao se podendo elbctuar a elei- por Illanco '. do que tem bastante pratica ,' o
OSr Manoel Francisco Rodriguesquei- 2 GALERA PTICA,
ra annunciar sua morada por esta folba para Ex posta na rua do Queimado, em quatro ta-
Iho seren entregues duas cartas vindas do Rio
de Janeiro.
Acbou-se um brinco na casa da Socieda-
de Philo Dramtica ; quem lr seu dono, diri i
que o entrenar.
las do primeiro segundo andar e visivel
lodos os diai desde n mitiinka at, as 9 horas.
a-seao Diiector da mesma
11.
PROQD ni \.
Da
EXPOSICiO.
Aluga-se o terceiro andir da casa da ra Patente desde Terca-feira \ de Junbo at Se-
do (v)ueimado n. 8; a tiatar na loja do mesmo.
A serrara ao p da ponte da Boa-vista, ao
Noltar para a ra das Flores, precisa de um
caixeiro.
A pessoa que( annunciou querer vender
urna venda bem afreguezada para o matto, e ter
poucos fundos; diria-sea rua Imperial n IMS.
FurtsrSo trez colheresde cha. urna de ti-
rar assucar e duas de sopa feitas no Porto :
roga-se a i|uali|uer pessoa a quem frem oflo-
recidas querendo restituil-as se dar o impor-
te que ellas valerem odecujo favor se licar
obrigado na roa do Collegio n. 18.
D-se 500.) rs a jures ci ouro ou prata ou boas firmas; na rua do
Rangel venda n. 50
Quem liver o jogo do gamSo cujas tal.o
las sejao de dsso. que qneira vender (ainda sen-
do usado), e por proco commodo; annuncie por
esta folba e igualmente o prego para ser pro-
curado.
OTerece-se um rapaz Portuguez de idade
de 18 annos, para tomar conta de urna venda
gunda-feira 10 do dito inclusive
Ao (enero de
NEORAMA.
1 l ni combate naval e nocturno entro
OS Gregos o os Torcos diante da ilha de Morea,
aconteud.) durante a guerra da independencia
dos prime i ros.
) 2. A Galera vidrada d'Orleans no Pala-
cio Real em l'ariz. He esta urna rua toda co-
berta de urna abo boda de cristaes no dito Pa-
lacio,
( J 3. Lina tumba mourisca no antigo Pa-
lacio Real chamado L'l-llambra em Granada
(Andaluzia.)
/Vfl denrro de
COS.V10RAMA.
\. A expedieao ao polo rtico feita debaixo

cao da mesa que ha do reger no anno luctur- qual deonhecirnento da sua conducta ; quem
no da designado pelo compromisso, por nao
eompareccrem os irmaos suficientes para este
fim, em consequencia desagracio do Kxm. o
Bvm. Bispo do Maranhao, convida aos sohree
ditos irmaos hajflo de eompareccrem no dia Do-
mingo 9 do corrente pelas 9 horas da manha
para se proceder dita eleico. (12)
4 COMPANHIA DO REBIBIBE-
O caixa da companhia do Bebiribe, tendo de
darcontas ao \dministrador lembra aos Srs.
do seu preslimo Se quizer Utilisar annuncie
2 O abaixo assignado roga ao Sr. Fiscal dos
Rogados que lance suas vistas em mandar
botar a frente eos dous outdes, que tem a co-
berta tirada e a Irente cabida na rua do Mot-
colomb a custa do dono, r. liin de livrar al-
gum prejui/o ao annunciante e do contrario
estar sujeito ao prejui/o que acontecer ao an-
nunciante. JoSo Muniz de Souza.
2Os her.leiros do fallecido Sargento-mor
accionistas que se acho em atrazo. queiro \ jogl; Corre a Campello fazem publico aos en
reahsar as buss entradas al o dia 20 do cor- dores, c mais ioteresssdos nos bens deste. que
rente; cortos de que se pora em execucao o ar- (.||es ,C(!m eito competentemente renuncia a abs-
ligoOdos estatutos sobre todos aquellos, que tec5o de heranca e que pretenden, retirar-se
at o referido da nao t.verem completado os o mais breve para fra desta cidade, para o lu
26porcento. que se leorn pedido. Recife 3 de |gar de suas moradias ; e por isso no preso de 8
Junbo do 184*. (10) dias deveio comparecer na cidade de Olin-
... ~Z l('a em a rua da Rica dos Quatro-cantos nu
GABINETE LITTERARIO. I mero 18. (10)
2 Nao se havendo at agora reunido o nu- l_l)a-so 900j rs. a premio dedous por cen
mero de socios hecessanos-jrara se proceder a ; to ao mez sobre penhores de ouro ou prata;
eleicao da commissa\ que na forma do artigo na rua ,ia Madre de Dos n. 28. (3)
2 Os administradoreseniarregados da 'i-
quidaco, c arrecadacao dos fundos da extineta
5 dos estatutos dove tomar contas a di recro
transada, do novo convida-se aos Srs. socios
nara comparecerem na sala das sessocs do ga-
ineteem o dia 17 do corrente por as 4 ho-
ras da tai de.
(9)
Avisos m.-H'ilimns.
2 Para o Ass o brigun escuna nacio-
nal flenriqueta sai impreterivelmente no dia
8 ilo correte, quem quizer carregar, dirija se
io proprietario Domingos Antonio de Azeve-
lo a bordo ou a Manoel Joaquim Pedro da
Costa, rua da Cruz. (6)
1 Para o Rio do Janeiro segu viagem em
poucos dias o brigue brasileiro Dos Te-guarde,
por ter seu carregamento promplo recebe s-
mente pissageiros e osera vos; para o que trata-so
na rua da Cadeia velha arrna/em n 12, ou com
(6)
l,ifdps.
1 Jones Patn & Companhia laro bu
lao por intervencao do Correlor Oliveira, do
mais exulendidn surlimento de fazendas ingle-
zas as mais procuradas neste mercado : Terca-
feira 11 do corrente s 10 horas da manhaa ,
no seu armazem rua do Trapixe-novo. (9)
Avisos diversos.
o capito Manoel l.uiz dos "autos.
eras, 1 dita miuilezas, o ditas espelhose miu-
dezas, 1 dita agulhas, 1 dita miudezas de al-
godo ; a C. W. Kohlmcyer.
51 barris potassa; a Jos Ramos deOli-
veia.
3 caixas fazendas de algodao, 1 dita miude-
zas. 2 ditas espingardas, 1 dita pistolas; a Kalk-
mann & Bosemund.
3 caixas taboinhas; a H. Zimmer.
2i volumes cadeiras, 6 caixas ferragens. 10
ditas espingardas ; a F. H. Luttkins.
2caixas miudezas o fazendas de algodao; a
F. Robilliard.
1 caixa agulhas, 1 dita couros; a H.Merber-
taoi.
1 ciixa chapos de sol, caixas couros, 17
pacotas papel; : ordem. 2
Reslauraco; patacho portuguez, vindo da
Figueira, entrado no corrente me/, consig-
nadlo de Mondes & Oliveira ; manifestou o
seguate ;
103 pipas 32 meias ditas o 87 barris vinho ,
6 barris azeite de oliveira ; a Manoel Joaquim
Alves.
1 barril vinho ; a Manoel Joaquim Alves.
2 ditos, dito; a Josdos Santos Neves.
tenlo fo Nirlo
Navio entrado nn dia 7.
Rio de Janeiro, e Rabia ; 13 dias, trazendo do
ultimo porto 3 dias, paquete ingk'jZ C'rane ,
commandante Leris.
'^J .!'*" '. '
lea
2 O dono da camboa d'agoa do Pocinho
previne todos os donos de.obras que querem
approveitar da dita Camfoa para a condueco
de materiaes que terao do Ihe pagar 400j
rs. porcada cana para conservar ao da mes
ma que al agora se acba bast. nto destruida
sem nteresso. (7)
2 Feliciano Joaquim dos Sontos, avisa ao
logislas que nao deem fazenda, c nem genero
algum ao pardo i'ufino, seu escravo pretexto
ilo tra/er a casa para se escolher, e so assim o
li/erem como tem acontecido, nao se rcsponsi-
bilia pelo extravio. (6)
2Alug'a-se um sitio no lugar dos Remedio*
com boa casa de vi venda viveiro para peixe e
a loja do sobrado do dous andares da parte da
niar pequea na ruado Pilar em Fra de por-
tis ; os preti mientes tr; tem na rua do Dos
picio em casa da viuv de Jos de Pinho Bor-
ges. (71
ompanhia de Pernamquco, e Parahyba, nes-
ta provincia, sao os abaixo assignados, nicos
com quem se devero entender a pessoas, que
liverem negocios a tratar relativamente a dita
liquidacio: i.enhnmrecibo, documento, ou
transacQao ter vigor, c validarle nao tendo a
assignatura d'ambos os abaixo assignados ; ou,
fra dosla cidade, e provincia, da pessoa sua
commissionada, com autorisacao, e poderes es-
peciaos por escriplo. Jos Narciso Camello.-
J. /?. Moreira (13)
1 Aluga-so o prmeiro o segundo andar
de um sobrado com muitos cmodos para gran-
de familia assim como um grande armazem
por baixo do mesmo sobrado proprio para qual-
quer estabelecimento por ter embarque a toda
a hora no porto quem pretender dirija-se .i
rua da Praia de Santa Rila n. .37. (7)
Percisa-se de urna Portugueza ou outra
qualquer pessoa que seja de meia idade para
servir em urna casa de pouca familia distante
desta praca na rua dasTrinxoiras n 42.
Percisa-se de um portuguez que nao ex-
ceda de doze anuos para caxeiro de venda ainda
que nao tenha pratica na rua Jo Rangel
n. 41.
D'ora em diante nao se darao mais ralles em
troco, fazendo-se este com moeda de cobre. (16)
1 Precisa-se de urna ama que seja forra
e que tenha bom loite na rua das Cruzos n.
20 terceiro andar. (3)
__ A 111 i r .," i. ,l,.iti- >w\ !m 11 tn. -, f I I.. I > -
Aiugou ^.^..^ ...v.w.,..ww, .. .u..ui nu i m
cinha do Livramento n. 50.
Um bomcm que tem bastante pratica de
ensinar primeiras letras se ofleroce para dar li-
coes em casas particulares; quem do seu pres-
tidlo se quizer utilisar. dirija-se a rua do Mon-
dego casa n. 35.
2 encerkamento da Galera ptica exposta
na rua do Queimado n. 9.
Na semana que corre do Segunda-feira 10 a
Domingo 16 de Junho devendo ser a ultima ox-
iiosii o e sendo o dito Domingo 16 irrevocave!-
mente o ultimo dia de todas as e.xposicoes ;
convida portanlo o director 3S pessoas que pos-
suem os seos ra/tW-distrihuidos pelo valor de
500 ris durante as transadas exposir oes a te-
rem a bondade de vir aprosental-os durante esta
ultima exposieo ao caixa da galeria onde
promptamento serSo trocados por cobre, caso os
po-suidores nao prefirao trocal-os por bilhees e sem filho dirija-se a rua do Padre Flerian-
dentradp. i no na loja do sobrado onde mora o Fiscal.
locommando do Capito Parry em 827 ,
ordem do Covorno Ingle/.
(') .i OCurroem-evilha(Andaluzia) com
urna corrida dos Touros, com a vista ao longe
da celebre Cathedral com sua famosa torre cha-
mada j Giralda. *
6. Alhenas capital da Grecia, com os res-
tos de suas passadas grandezas como existe
actualmente.
7. A magnifica praca de S. Marcos em Ve-
neza.
Pieco dos bilhees 500 ris por cada pessoa .
e pora os meninos at 10 annos a metade. (37 '<
2Noberto Joaquim Jos Guedes embarca
para o Rio de Janeiro sua escrava, parda, de
nomo Vicencia. (3)
Furtou-se no dia 4 do corrente da algibei-
ra de urna sobrecazaca no largo de Palacio-
roldo na occasiUo em que tomou posse o Sr.
Presidente, urna carteira con tendo dentro o se
guite : 30 33,000 rs. em sedulas, uina let-
ira acceita pelo Sr. Jianoel Pereira da Silva ,
perlencente a Jos Egas de Castro Lima, e al-
guns recibos e contas, e outros papis queso
sorvem aoseu legitimo dono ; roga-se portanto
a quem fe/ esta esperte/a, queira por favor en-
tregar na rua estreitadoRozario n. 8,0 pode (icar-
io com a insignificante quantia: declara-se que
a |ettra-be de 208,760 acceita a 10 de Maio ,
pelo lempo de 4 mezes.
SOCIEDADE THEATRAL
PHILO THALU.
O primeiro Secretario convida a todos os
Srs. socios eompareccrem no domingo 9 do
corrente para a continuacao da sosso adiada
'm 6 do mesmo mez a fim de concluirem-sc os
difieren tes e importantes, objectos a que se
deo principio, cortos de que estao vencidos os
maioros obstculos.
A mesa actual da irmandade do Santissimo
Sacramento do Recife avisa aos seus irmaos
para comparecerem no dia 9 do corrente pelas
II horas da manhaa, a fim de se proceder a
eloicao da nova mesa.
Precisa-se de um menino Brasileiro, ou
estrangeiro, ou mesmo de cor, sendo de boa
conducta, e que saiba escrever soffrivel. para so
Ihe fa/er um pailido annual com obtigacao dse
'he dar almoco e ji-ntar; quem se acbar tiesta
circumstancia dirja-se a rua Nova de S. A-
maro, casa nova dedous andares osolao. n. 6.
A prolessora publica de primeiras lettras',
abaixo assignada, removida da ilha de Itama-
rac para a freguezia da SdeOlinda. avisa a
quem convier, que se acha com aula aberta na
rua do Amparo da mesma cidade, casa de Iza-
bel Joaquina de Albuquerque.
1Precisa-se de um rapaz que entenda do
oflicio de barbeiro ; no Beco-largo n. 1. (2)
Precisa-se alugar um piano ; quem tiver
annuncie
Precisa-so de um caixeiro; na rua da Sen-
zaa-velha n. 102 para urna venda, dando
1 1 \ f 1 /t n ^ t t> n -v n fS 11\ y n
iiuuv.1 u suu vuiiuUCia.
A pessoa que annunciou no Diarto n.
127 querer vender urna venda com poucos
fundos bem afreguezada para o mallo; dirija-
se a rua Imperial n. 188.
Desoja-se .'aliar ao Sr. Joao Hypolito de
Meira Lima para negocio de sou interesse : na
rua do Queimado, n. 29.
OSr Francisco Joaquim da Costa quei-
ra ler a bondade de so dirigir a rua do Livra-
mento n. 4, botica do Brandao.
Arrenda se o sobrado do dous andares da
Praca da Boa-vista n. 6, a fallar na loja do
dito eni que tem botica.
D-se dous conlos de ris a premio, com
boas firmas a contento ; na loja doSaboia, re-
lojoeiro na Praca da Independencia, sedira
quem os da.
- Quem precisar de urna ama de leile, parda

I



3 \ administracSo o.ncarregada da liqui-
dacSo dos fundos da eilincta Companhia de
Pornambucu e Parahyba, mudou o seu escrip-
torio para a ra do Coltcj^iu casa d. -I primci-
ro andar: as pessoas, quo livcrem negocios a
tratar con a mesma administracSo, podem so
(Jin^ii .i' referido escriotorio pessualmento, ou
porescnpto, em todos os dias uteis, das nove
borasda manba at as duas la tarde. (9)
,; LOTERA !\s MEMORIAS HbTORICAS.
I>r?mi grande .. .8:000*000
Dito inmediato.... 4:000j000
As rodas desta lotera correm mpretervel-
mente nodia 18 docorrente Jun'ho; os bilhe-
les vendem se as lujas de Cambio dos Srs Vi-
t'ira e M.-inoel Gomes no hairro do Recife e
eiii S. Antonio boticas dos Srs. < diags e Mo-
reira Marques e no escritorio do Thesou-
reiro (10)
3 Sociedade Theatral Melpomenense.
D Thesoureiro previne aos Srs. socios que
os bifbetos para a recita de. Sabbado distribu -
em-se nos das 7 e 8 ; na ra da Cadeia-ve-
llia n. (i : o mesino previne queso receber
as meiisalida ies de Maio. (6)
>AJuga-se, por preco commodo, una canea
aberta que pega 300 tijolos ae alvenaria a
qual se ada em milito bou estado c esta ca-
leletatia de novo ; quem a pretender dirja-
se a traz do Carmo no estaloiro do Moraes, ou
na ra dj Praia de Santa Kita sobrado n. 1 ,
que achara com quem t as 9 horas e de tarde das 3 em vante. (8)
2_Para trabalhar em umaloja de bahs pre-
cisa-se de um olli i il anida inesino que nii >
saina perfeitamente trabalhar acaba-se de ensi
liar ; a quem convier dirija-se a pieiica do
Brilo no Forte do Matlos. 'i
2. Precisa-se de um boinein que saiba tratar
de vaccas oque sesujeite a trabalhar em um
siti. tomando conta doli prefere-se Portu-
uuez ; naTravessa das Cru/os n. 14. (V)
2Joaquim Francisco deAlemcomo pro
curador bastante do Dr Francisco Carlos
Braodao embarca para o Aracatj o prcto Ma-
tliias crioulo, escravodo mesmo Dr. (4)
5 AVISO IMPORTANTE.
O propietario do microscopio solar achro-
matteo exposto no segundo andar do tnrreo oc-
cupado pela associaco commercial tem a
honra de dar parte ao respeitavel publico que
as experiencias cmii o dito instrumento teio
jnfalllvelmentc seu fim na quarta reir 12
docorrente; elle convida portento a todos os
possuidores de bilhetea de entrada para estas
experiencias se a approveitarem destes poucos
dias.pois que passado este termo,el los ficiu sem
nenhum efleito ou valor. Recife prlmeiro
deJunhode 1844. f*3l
'i_Pcriiiuta-.se un sobrado de dous andares
sito na ra da Praia por oulro em qualquer
ra publica desta cidade voltando-se o que se
ajustar; a fallar com M. C. Soares Carneiro
Monteiro.
ceta, com duas portas e urna janella ; quem as
pretender, dirija-'.' ao cartorio dos orphaos.
que achara COin quem tratar. (6)
2 Vendem-se na ra Nova, loja de alfaiate,
n. 32, casacas d>" panno lino de todas as cores,
sobre-casacas de dito e de merino, duraque ,
13a, o de brim aquetas de panno fino mari-
n, duraque, de brim e brelanha calcas de
panno fino preto, ditas dela de dillerentos co-
ros ditas de brim branco o pardo ditas de
riscados de cores colletes de fusto branco e
de cores ditos de setim de cores, ditos de ve-
llido preto, camisas de madapolo fino, cha-
peos de massa franceza ditos de sol, de seda ,
meiasbrancas linas para homem, casimira bran-
ca larga grvalas de seda mantas de seda
liara dita lencos do setim de cores, lencos pre-
tos de gorguro, e ltala ludo por preco com-
modo. (16)
j_ Vende-se umsortimento de toalhas de
linhn adamascadas, de superior qualidade ,
com largura de vara e meiaedoduas varas e
de comprimento de vara e meia at b' varas ,
com guardanapos ou sem elles panno de li-
nlio em pecas de 18 varas velas de esperma-
cete de 4, e 6 em libra em caixas de 25 li-
bras larellonov em saccas grandes chega-
do de Hamburgo ; em casa de H. Muhrlens na
ruada Cruz n 46. (10,
2_ Vende-se um sellim com todos os arreis
em multo bom estado ; na ra da Cadeia do
Rcclfa loja n. 60. (3)
2 Vendem-se superiores couros do bezerr
apparelhados, mullo notos, e por prego ra-
soavel ; na ra da Cruz n. 64. (3)
o_ Vende-se, ou rrenda-se um sitio bas-
'an te grande, denominado ngenhoca, nos Re-
medios, com casa de vivenda assobradada, ola-
ria (orno, e barro para loda e qualquer obra
de roda fruteiras, baixa para capim viveiro,
e commodo para 12 vacias de Icite; a tratar no
mesmo sitio (7,
2 -Vende-se urna boa loja na ra do Quei-
m.iilo n. 22 com 3 portas poucos fundos o
alugucl mnito em emita e own seguranga por
a tratar na
fa\
a contento ; duas ditns de 14 a 16 annos com
muito bons principios dos arranjos de urna casa
e proprias para mucamas ; urna "egrinlia ,!
urna mulatinha de 12 a 13 annos sabendo co-
ser bem um preto de 20 annos para todo o
servigo; na ra do Fogo ao p do Rozarlo n .
-Vende-se panno fino azul de muito boa
qualidade a 2200 rs. dito preto a 3j rs. me-
rino de cores os melhores em qualidade pelo
mullo barato fcreco de 1200 rs. o covado. cor-
tes de lan/.inha dos mais ricos padrees a 4 a 6?
rs. cassas pintadas as mais modernas em pa-
droesa 480 is. a vara ditas mais abaisoa-00
rs. o covado, chales do cambraia bordada,
muito grandes a 640 rs., pecas de brelanha de
linho muito fina com 6 varas a 4/ fS- prim
pardo de linho a 440 rs. a vara e supenoi a
800 rs., (hitas de assento branco a 100 rs. e
escure a 160 rs. brelanha de rolo com 10 va-
ras a 1920 rs. lencos de seda para senhora a
1280 rs., ditos de la e seda a Ijf rs. bicos e
rendas de todas as larguras e outras multas
fasendas baratas com amostras francas ; na
ra do Crespo loja n. 12 de Antonio da Cu-
nha Soares Guimares.
Acha-sesempre a venda na loja n. 11,, na
ruado Livramento o superior charope de Ra-
gua de vacca proprio para extinguir os hu-
mores que pelos bons effeitos que lem pro-
duzido este charope as molestias venreas.
tem sido grande a sua entraccao e cont.nua a
ser; o seu us > he va na j iso, por nao ser pre-
ciso dieta alguma ; pelo prego de 040 rs. a gar-
rafa ditos para refresco, de maracuj e ta-
marindos a 6'i0 rs. ; na mesma loja compro-
sa diarios velhos a 00 rs. a libra.
Vende.n-semantinhas pa.a pescogo a IliOO
bem leita por muito commodo preco ; na ra
estreitado Rozario n. 32
I__ Vendem-se unsalicercos no Alterro-dos-
Afugados para duas casas ; inadeira do louro
e amarello .serrada o por serrar ; urna caixa
com ferramenta completa para marcineiro e car-
pina ; nina canoa pequea nova ; na ra da
Praia'deS. Rita, serrara n. 23. (6
1 Vendem-se 6 escravos de nnco com
bonitas figuras ; dous moloques de naca de
15 annos ; urna escrava boa engommadeira, e
coiinheira refina assucar, efaz varias quali-
dades de doces; urna dita de naco Angica, mo-
ca com bonita figura e he quitandeira ; na
ra Direita n. 3. (7)
_ Vende-se urna escrava mofa de elegan-
te figura sem vicios nem achaques lava com
perfeicao tanto de sabo, como de varrella, co-
sinha engomma tem principios de costura ,
e he quitandeira ao comprador se dir o mo-
tivo, por que se vende ; na ribeira praca da
fariiiha venda n. 3.
__Na rua Direita sobrado de um andar n.
33. vendem-se doces de caj secco mangaba,
llmko, e de outras muitas qualidades, mui bem
leitos e por commodo prego ; tambem se fazem
bolos enditados com capellas de aifiriins e con-
eitos do melhor gosto bolinhos para cha e
preparao-se bandejas dos mesmos com ramos,
lloras torreoes e mais galanteras de perei-
cao, muito em conta.
1 Joaquim Bernardo de Figueiredo vende.
ou permuta por oulros predios o sitio, que pos-
sueem S. Amarinho mui perto desta praga ,
sendo a entrada para o mesmo sitio pela etra-
da de Bollen, defrontedo sitio do Reverendo
Vicario de S. Antonio do Recife ; o sitio tem
ara conservar lodo anno oito vaccas de
tbesouras douradas a 4>0 rs. ditas prateadas
mui finas a 42 rs. agulhas francezas a 480,
Compras
1_ Gompra-se urna inorada de casa terrea
nobairrodeS. Antonio, sendo em boa rua;
quem tiver annuncie. 1,
Comprao-se pesinhosde craveiros de to-
das as qualidades ; na la da Gloria n. 02.
HeilLb
2Vende-se um escrevo crioulo de vinte
equatro a vinte cinco annos de dado, boa ligu-
ra>, muito possaule cosinheiro, e caiador, e
com capacidade para todo sorvieo : na rua Nova
sobrado n, 41 segundo andar.
>Vendem-se laxas paia os Inspectores de
v Quarteirao, mais em conta de que em outra
V_jqulqucr parte na praca da Independencia
loja do Sr. Panasco. (4)
- No Recife, rua da Cru? n. 23, escripto-
rio de Jos Antonio Gomes Jnior continua a
vender-se saccas com alqueire de superior fa-
rinlia de mandioca, muito lina e alva eita na
.Muribeca. por preco muito mais commodo do
que at o presente.
1 Vendem-so barricas pequeuas com duas ar-
rolwade farinlia do reino uiisuperior que tem
vindoa esta provincia, propria para toda a qua
lidaile de pastes, bolinhos, bolos de >. Joao e
pao dol, por se ler experimentado, e o ven-
dedor se responsabilisa pela qualidade : na rua
Nova n. 31.
1Vende-se urna porc,3o de entuiho grosso,!
3 annos, todo o negocio so far
mesma rua n. 24.
2Vendem-se um negro de uagao de 18
annos. proprio para o trabalho de campo ; um
ditode 18 annos bstanlo a liantado no oflicio
de nedreiro ; urna negra de 20 anuos, cosinhei-
ra, engommadeira e cose chao todos de bo-
nitas figuras ; couros de cabra, sola barriqui-
nbas com go.nma pennas de ema cera ama-
rolla ede carnauba a 200 rs., e caadas de azei-
le decarrapato; na rua da Gruz n. 51. 9
2 Vendse um escravo mogo muito ex-
perto o hbil para lodo o servigo sendo pa-
ra fora da provincia ; na rua do Falcaon. 18
2 Vendem-se elogios dos Reis u Portugal,
grammatica franceza por Monteverde e Tele-
maco em francez, ludo novo ; tu Atlerro-da-
Roa-visla loja n. 48. 4.
2Vendem-se solas e bancas de oleo, ditos de
Jacaranda, mesas de meiode sala, marquezas
do angico o de condur banquinhas de costu-
ra mochos para piano relogios para cima de
mesa cadeiras para slcova lavatorios um
rico violo um guarda-roupa com (i tabolei-
ros, c 3 gavetas em duas pegas, e muito mais
trastes tudo de superior qualidade tudo se
vendo por todo o prego para se acabar com es-
te estabelecimento ; na rua da Cruz n. 63, pri-
meiro a'ndar. (11)
Vende-se um relogio de ouro horison-
lal urna cora de ouro para N. S. prata de
le em barra para obras um gordao grosso
para relogio duas voltas de dito fino um ar-
rolicario de prata para pescogo ponteiro de
dito para meninos, pares de oculos de armago,
um rozario de ouro ; as Cinco-ponlas n. 'i5
1Vendem-se retratos em miniatura para
ainelea de pello e icdomas; se tirio delron-
te do theatro voltio em S. Antonio loja do
pintor, na cusa n. 12. (4
o armasem e deposito de vveres, na rua
da Praia hecodo Carioca n. 1, por baixo da
aociedade Philo-Thalia, vende-se milho arroz
pilado branco e vermelho dito de casca e fa-
rinha de mandioca por prego comiiu do, tan-
to a retalbo como atacado.
1Vendem-se esleirs de Angola, peque-
uas a 400rs. cevadinha de franca a 320 rs. a
libra cevada a 80 rs. arroz do Maranho a
cura a -60 rs., cal de carosso a 120 rs. a libra,
milho alpi.-la a 640 is a cuia eocholre a 100
rs. aieltonas a 280 rs a garrafa, manteiga
Irano^a a 560 rs banba de porto a 320 rs. ,
grasa n. 97 a 160 o boiao. fnrinha do Mara-
nho a 120 rs. doce de gniaba charutos da
Rabia, bolaxinha ingleza a 280 rs. rolhas pa-
ra garraf.is a 400 rs. o cenlo chocolate da Ra-
bia a 100rs. o pao, sernentes de horlaliga sor-
tida cht gadas prximamente do Porto cer-
Tjvl veja branca bocea de prata a 180 rs. a garrafa ,
i e prela a o60 rs. sebo de Hollanda a 280 rs.,
bre de homem a
2200W.. ditos de dKfe 8UPer,or q"1"""1*'
64
, iiomu a 240 r. a duzia breu a 00 rs. a ii-
havendo grande quantidade de lijlos inteiros. ^ VJnho imiS(.ale, engarrafado a 500 rs., sor-
jior prego commodo : na rua Nova n. 07. (3) (jm,nto de copos proprios para venda, garrafas
2 Vende-Sfl um mulato muito mogo sem brancas a 8 rs. abanos a 1200 rs. oconto,
vicio algum com principio de carpina, eopti-lcocos a 320rs. a duzia rolhas de louro em
mo para pagem por ser claro ter urna bonita pequeas porgos, canella da Rahia sortldas
figura ;na rua das Irincbeires sobrado n. 50. 4 : cerdas decro a is. oconto ditas de embi-
n V'ende-'emocda de cobre a um e mei.i'de ra branca a "3500 rs. o eento ; na rua estreita
premio si n lo em porgo de 50 I rs. para cima; do Rozario venda n 8. 24
mbiodo Vende-se una escrava de 20 annos, boa
Vieira n. 21. i li^uia, sabendo perfeitementeengnmmar, eo-
jj Vendem-se duas moradas de casas ter- sinhar, boa costurelra fas lavarinto de todas
msotao na rua dos Copiaros n.; as larguras ; urna dita de 18 anuos cosinha ,
b0 e a outra na rua Augusta outr'ora Pala-j e engomma com toda a perfeicao que se dar
acaixmba'agoa deColonia|a 160, 300, 400,480,
721), 800, e 1410 o frasco sabonete a 120, 280,
e 300 rs. caixinhas com grosa de penna de
agoal!20rs. toucadores proprios para via-
gem, estojos, costureiras com msica para se-
nhora fitas lavradas largas e estrellas a 280,
e 300 rs. a vara fita de la a multa acredita-
da linha de 200 jardas, ditas de cores marro-
quins de difierentes cores a 1760 rs. a pelle ,
bezerro de lustro a 3500 rs a pelle (lores pa-
ra cabeca a 2240, 2100, 2500, e 1020 o caixo e
parte-so a motado querendo o comprador, bo-
tos para sobre-casaca a 320 rs. a duzia, ditos
de duraque a 720 rs. a abotuadura cortes de
collete de la e seda a 2800 rs. com covado e
quarta meias do seda para senhora a 17(io rs.,
ditas para homem a 1600rs. pretase brancas,
ditas de algodo para senhora a 400 rs. ditas
brancas a 320 e 400 rs. ditas para homem a
200, 240, e 320 rs. e preta a 280 rs. franja
pela a 3.>0 rs. a vara suspensorios de burra-
cha a 320 rs. ditos imitando a 220 rs. ditos
de seda 1200e 1500 rs. botoes para abertura,
brincos do cabacinha que parecem do ouro e
transelins longos com nome a 440 rs., cartas
francezas e portuguezas espelhos com jogo de
damas, dorma a urna olha carteiras para
algibeira a 400, 720, 800 e 900 rs. canelas
muito linas a 560 rs. apparelhos para bone-
(ras bonecras de camurga a 500 rs. ditas de
panno a 200 rs. dilas de meio corpo a 320 rs. ,
um grande .ortimento de calungas finos e en-
tre-linos papel de cores em meias resmas a
'2400 rs. dito azul de peso a 3200 rs. e al-
maco a 2400 rs. escovas para falo e cabello ;
na rua do Queimado, loja de miudesas defron-
te da casa da (.amara n. 24.
1Vende-se um mulato mogo, de bonita fi-
gura hbil p8ra todo o servigo, e por prego
commodo ; na ruada Cadeia do Recife n. 55.(3)
Vendem-se 3 cabras (bicho)paridas d. pr-
ximo cada urna com un cabrito muito lei- Lapa n. 6, segundo andar,
teiras e pela mancido proprias para darem
leite a enancas ; na la Augusta n. 54.
Vende-se una escrava de nago de bo-
nita figura de 20 annos, engomma, cose, co-
sinha, e lava ; urna amulado 1.8 annos, com
as iiiesmas habilidades ; urna negra de meia
idade, de nago Cosa, ptima c,uitandeira .
por 260^ rs. ; um negro de nagao CosL de
30 annos ptimo ganhador de rua, queda
por da 040 rs. sem vicios nem achaques ; na
ruadas Gruzes n. 41. segundo andar.
Vende-se um preto da Costa aindn mo-
go com principios de padeiro ; na rua da Scn-
/alla-vellia n. 68, ou 04.
Vende-se um moleque de 12 a 14 annos ;
na rua dasTrincheiras n. 32.
Vende-se um cazal de patos gangos ; na
rua do Caldeireiron. >6.
Vende-se herva doce nova em grandes,
e pequeas porgues, por prego commodo ; na
roa do Rangel n. 81.
Vendo-so um par de brincos novos por
prego commodo ; na rua Nova n. 55.
1Vende-se um sitio de torras na provincia
de .Macoiu denominado Olho-d'agoa-do-San-1
gue : a tratar no engerido Crussahi, comarca
de N'jiuiri. (4)
1Vende-se urna canoa com pouco uso. bem
construida, carroga 1200 lijlos de alvenaria ;
na rua da Aurora n. 44, ou na iua de Apollo
n. 10. (i
Vende-se urna cama de Jacaranda feta
com muito gosto, urna dita de angico, muito i ItBCira ka Ttp. dr M. V. dr Fak'a. 1844
\ s., cortes de chita a 3/Jfn-1 l""88"8*
para vestido de senhora a O rs. o covado cas-
tor para caigas a imitago u"e casimira a 320 rs.
ocovad... colchas de damast,J para cama a
(400 rs. brelanha de rolo t "m 10 a
1020 rs. mantas de seda de gos to muil n,-
derno luvas de soda prela coO^ridM con.
palmas de cor cambraias adamasca o*8 para
cortinados de cama fiarijas de todas a s largu-
ras ede lindos padroes para cortinados, caml-
sinhas, vestidinhos e coifas de meia aben.a a
imitago de lavarinto para meninas por prev'0
commodo; na rua do Crespo loja n. 12, do
Jos Joaquim da Silva Maia. '-"
Vende-seagoa de Colonia com os subli-
mes arrtmas de rosa, almiscar, ambre, e flor
de laranja a loOO rs. a garrafa a de rosa-
a 1800 rs., a de almiscar, flor de laranja e
ambre a 2000 rs. e em frascos pequeos, lisos
e lavrados das mesmas qualidades a 2'i0 320 ,
400, e 480 rs. dita rainha das flores 400, 640,
800, e mil rs. agoa de Lavando a 480 rs. agar-
rainha e em meias garrafas a 640 rs. es-
sencia de Portugal para perfumar a roupa, com
o aroma muito activo a 800 rs., macass perola
a 320 rs. pomada para o cabello a 200 rs. o
boiao e suportara 480 rs. dita em laseos de
porcelana 1280 rs. agoa da China para tirar
nodoas esebo de golas a 480 rs o frasco ban-
dolim de Venus para estirar os cabellos a 480
rs. pomada virginal para extinguir os piolhos
da cabega a 400 rs. vidiiihos com espirito
de vilete, baunilha rosa, e ambre a 100 rs. ,
sabonelesa 100 rs. c superiores a 320 rs.,
graixa ingieza de n. 07 a l'io rs. u boiao, e
nutras muitas perfumaras por prego commo-
do ; no novo deposito da praga da independen-
cia n 36
Vende-se urna negra crioula de 13 an-
nos, cose,engomma c cosinha ; na la da
Escravos fgidos
2 Desappareceo no dia 27 de Maio do cor-
rente anno una escrava de nome Catharina do
genlio de Angola bastante secca do corpo, boa
altura com todos os denles da frente levou
vestido de rlscadinho amarello e panno da
Costa : quem a pegar, leve a rua estreita do
Rozario n. 10, terceiro andar. ;7
1 Do engenho Pindoba, ireguezia de Ipo-
juen, fugio um mulatinho claro com cabel-
lo caseaedo, de 14 annos. pouco mais, ou me-
nos foic^oes regulares e tem no alto da ca-
bega urna grande cicatriz, um tanto prolunda ,
eoulra pequea em um dos bragos proxim a
muriheca ; quem o pegar, leve ao dito enge-
nho ou na rua larga do Rozarlo n. 28 pri-
meiro andar, que ser recompensado. 0
1 No da -i do corrento desapparoco o mo-
leque Joaquim de 18annos, de nago Cagan-
ge estatura|regular, rosto redondo cor pre-
ta, e bastante picado das bechigas morador
nomatto, sendo a primoira ves quo veio a
praga vindo dos AOlictnq >^r:i ^ rua ;^s Cro-
les; quemo pegar, leve a la de Hurtas, sobra-
do de um andar n. 70 que sera bom recom-
pensado, u
m


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