Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05093


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Full Text
Anno de 184-5.
Quarla Feira
s
O DlAM publica-ae todoa oa diaaque nao forera santificados : o preco <) -Signalura
he da tres mil ra. |>or quarlel pagos adiantados Os amiunciosdos assiRnunies sao inaerioa
gratia. e us lorem rarao de 80 res por liaba. As reclamaces devem ser diri-
gidas PARTIDA DOS COI1REIOS TERRESTRES.
Goiai*na,c I'arahjba. segundase ac\la eiras. Hio Grande do i\orle chega a S e 22 c par
lei i MeS4 Cabo, Serinhaem Hio Formoso, Macey, I'ortoCaSo, e Alagoas: no i r
H e '.Mdecada mea Garanhuns e HnnitO a lile ->)de ctila mei Boa vista e floi
ea a lie -H dito. Cidale da Victoris quimas feiras. Olinda lodos os das
_ das da semana.
, Se? s. Paulo. Aud. do J. de D. da '1. r.
4 Ierra s Qoerioo Re ,ud. doJ. de D da 3. Y.
!> Quarla s. Marciano. Aud. do J. de D. da I. t.
(i Quinta + Carpo de Dos Aud do J de D da 2. T
'7 Sexta s Roberto. Aud doJ. de 1) da'.', t.
Sab. s Saluslinno. Bel. aud. do J."de D.da i. t.
9 Dorn^ da ,s. ('rimo c Feliciano.
kta i.. / ilHJIIllM Hllil I II
DIARIO
de lunlio
Anno XX. M. Itt.
l'..,l.> agora depende de ns nm<>i: d nossa prudencia, noderag.io* a energa: con-
tinuemos ooaio priaoipiluaoa sera apuntados onm admira; i" enire as oagoea atan
culiaa. I m lana ie da tssembloa Oral o araiil.)
fi ff _' Camhiof tobre l.or Ire
j> Paria 8/0 reia \>r franco
u ii Liaboa MJ por (00 'le prcmi.
**oeilade cobre ao pal
dem de letras -le bas firma
utnioi no di* i di u.i.ii. eoaapra venda
lOur.-Moedade fi.. V. 7,0ll IJ.oOll
, N. 47./U0 17.300
> 1,00
!': Sea
Pasos i'olutnmnarc
Ditos encano*
iO
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9,100 ',; "
i 9G0 i W
1..; p i ,80
),-oo i,yo
l'll \si-.S D\ LA NO MEZ DE Jl MI.
Lna obaiaa30 aa 3horas i mm damanha. jLuanora a 5 aa lOboraa ef> mn. da tarde
MiBguante a '/ as 6 horas 8 ruin
Preamar de hoje.
I' ri me ir aa 7 borase 4? min da manli.'n. | Segunda as S liofaa a .6 minutos Ja tanl
.,.-. immui.......i i aanumtiiM.ni,s : ....... ,. .. ..... .. :. .... j-. ihm **

'4
E 3FF3C1A
Ivoverno da Provincia.
EXPEDIEy.TE DK 30 DO PASSAnO
OlTicio Aofjommandanle superior da Guar-
da Nacional d'-'sto municipio, declarando em
solucao a dttvi Ja, trazida ao conhecimento da
Presidencia por offiuiode hontem, que a rein-
tegracaodo cidadao Florencio Jos Carneiro
Monteiro rl0 poslodo Vlajor da Guarda Nacio-
nal nao omprehonde a sua rcintegracao no
comman do ,|u esquadrodo cavallaria da mesina
Guarda Nacional.
D't'jAo Cbefe da legiao da Guarda Nacio-
nal (',c linda, communicando ter concedido
relo rma ao Porta-Handeia do primeiro bata
Ih'iO da lesiSo do seu commando, Antonio Dias
S outo, aos Tenentes do mesrno hatalhao Fran-
cisco Bringel de \Imeida Guedes, Jos Lopes
Vianna, e Jos Pedro do Reg, e ao respectivo
Atieres Joao Manoel Pinto Chaves, visto nao
poderem continuar a servir em consecuencia de
guas molestias, segundo representrao e S. S.a
informou em olTicio de 2b' deste mez (\laio).
DitoAo lngcnheiroem chefe das obras pu-
blicas, ordenando, que mamle tomar conta da
pedra de calgar, viuda da ilba de Fernando, e
ponha disposicao da Cmara Municipal d'es-
ta cidade a porcao da mesma pedra. de que el-
la precisar. Communicou-se Cmara Mu-
nicipal.
PortaraNomeando Major da segunda le-
giao do municipio do Cabo ao Ca^itao Antonio
Juvencio Pires. Participou-se ao respectivo
Cou/mandante Superior.
dem do da 31.
OlicioAo Commandanle das Armas, do-
terminando, que convide por annuncios, um
Jiabil ('iruryiao pura servir na ilba de Fer-
nando.
DitoA C. M. desta cidade scientifiando-a
deter approvadoa folha de dezenho, apresentada
pelo Engonheiro em chele das obras publicas,
para o caes projectado no fundo das proprieda-
desda ra da Cadeia ao Norte da ponte do le-
cife na parte, segundo a qual o referido caes
partir da rampa, que setem de fazer logo de-
'nosn :-n!v3r--iar:i.'. r-_tt .-x-\\iy^",r.'.'-t?"'-. :~-is:. ~T.
pois da dita ponte, desviando-so da praia, cen-
trando pelo leito do rio, de modo que na ex-
tremidade Norte da mesma ra da Cadeia ve-
nha licar um espacode mais do 30 bracas no
tundo das casas, e defronle do theatro novo
Leste do campo do Erario um terreno de mais
de 450 palmos em quadro, que poder ser con-
cedido particulares: c determinando, que,
nesta intelligencia, delira o requerimento, em


ms
versas ; primeira idea : vender trras a/en-
do acabar o systema actual, secunda idea: dar
meio< para a col misacuo lerceira idea. Sao
tres iddas milito diversas que pdoin combinar-
so mas diiTilmente na minba opiniSo fa-
zendo convergir tudo a favor da colonisacSo, o
note o senado quao importante he cada urna des-
sas ideas.
Uegular a propriedaile sendo tantas as faces
uc os proprietariosda mencionada ra peden, por que esta qnestao se encara no (Cito, haven-
lcenca para edificar um caes desde o arco de | do tao dillcrcntes disposiijocs o at sentencas
Santo Antonio, nadireccaodo Norte, ot onde contradictorias como por urna lei havemos de
regular terminantemente esta qnestio ? De um
modo a rneu ver om opposii.ao legislagao
anterior em alguns casos, e talvez de um modo
termina a testada dosseus predios. Commu-
nicou-se ao Engenheiro em chefe das obras pu-
blicas.
DitoAoJuiz Relator da Junta de Justina, i nao justo nao melhor.
transmittindo, para ser por ella julgfado, o pro- Segunda questao : vender a- trras em vez
cesso do Alferes da ex ti nota segunda linha e, de dar. O fundo deste pensamento be meu :
prisioneiro do Rio Grande do Rui, Ignacio Pi- desde que comecei a pensar nos negocios publi
res da Silva.
eos entend que. o mal da populacao actual do
Brasil era o systema que presidio a sua colonisa-
c9o,das naedes portuguezaebespanhola de dars
trras. Esta he a rninha opinio individual :
entendo que o systema de vender he melhor ;
mas he to simples esta questao ? Nao poder
i sustentar que o systema anterior he melhor
/i/O DK JANEIRO.
ASSEMBLEAGEIUI-.
SENADO.
Sesso ds 8 de MaioContina a disoussao vistas as circunstancias do Brazil ? Sem duvi-
da resoluco a cerca dasreclamacosdos oficiaes i da. Mas por isso que tenho esta opiniao he
do exercito e armada, e requerimento do Sr. melhoro systema que d esta lei? Julgo que nao.
.Mrquez de Paranagua, na qual tomao parte 10 Quando ella se discuta por alguns discursos
Ts Senadores: julgada a materia discutida poe-! parece-me que se proclarnou que se ia seguir o
sea votos; be regeitado o requerimento do Sr. systema de Inglaterra assuascolonias: nao es-
Paranagua, e approvado o do Sr. Paula Sou/a,
assim concebido: Que se pecio ao govomc to-
das as informacoes, nao s sobre os OfEciacs da
armada, como dos do exercito.
Tratase depois de resoluces declarando ci-
dadaos Brasileirosa diversos individuos, o linda
a sesso peladiscussao da lei sobro acquisicao de
trras, sobre a qual disse
O Sr. P. iouza : Sr. presidente a ho
ra est.i, a dar, esta materia he do summa impor-
tancia. Esto projeclo pode trazer males muto
tou muito versado as medidas tomadas pelogi-
verno ( chamando governo o complexo dos dif-
ferentes poderes ) sobre suas colonias; algumas
ideas porm tenho. e nao sao estasas que pre-
dominio no projecto, nem eu tomara por mo-
delo o que a Inglaterra faz com as suas colonias,
colonias quosao feitas para receber a escoria ,
o excesso da populacao ; antes tomara por mo-
delo o systema dos Estado-Unidos da America
do Norte nao s porque he feilo para seus
concidadaos como porque ja tem a0 annos de

roLGanro
MARGARIDA.\*)
111.
AS RUINAS.
Longo tempo havia que desappareira a alva
matutina quando Jorge acordou; alirindo oso-
Ihos achou na sua cama um vestuario de pastor
que Ibe acabavo de deixaralli, tendo todava o
cuidado de respeitar o seu descanco Levantou-
see vestio-S't nao doixando de surrir-se um
pouco do seu novo trajo; porm o capote com-
prido de gredelin, longe de dar-lhe urna appa-
rencia ridicula, prestava certa nobresa ao seu
porte. O grande barrete de pello negro nao as-
sentava mal na cabeca do mancebo, sombroava
o asul dos seus olhos o constrastava com os a-
ilis abunuantes de seu cabello loiro.
O Bode do Valle lez d'alli a pouco ouvir os
sons agudos da sua gaita de fole. Jorge doo-so
pressa em se Ibe reunir, e ambos tomro o ca
minho do valle, onde esta\To as ruinas cujo as-
pecto melanclico lerira a vista do joven viajan-
te. Em caminho; o pastor travou a conversa-
cao seguinte com o seu novo companheiro:
Peco-vosme desculpes, Sr., disse-lheel-
le, do haver feito hontem tantas diTiculdadcs
em oonduzir-vos para ChateauDenf. Se eu sou-
besge que 0 Sr. era amigo do Sr. Carlos, eu no
hesitara um su instante.
Nao tem nada, amigo, respondeo Jorge,
tu ii'.' podias ler na minba pbysionomia al
que ponto me devias acordara tua confianza,
(Juanto mais que agora o melhor be a
gente nao se liar em ninguem; se nao osse pe-
(*J Vide Otoo 12*128
graves ao Brasi
pelos menos hao de confessari prova e estes 50 annos muito a favor deste
que he digno de muto sera meditacao : nelle systema.
A terecra questao he a colonisaco eos meios
para isto. He tambem materia innilo seria em
que grandes homens vario se convm as co-
envolvem-se deas diversas, formando o todo
da le : eu nelle descubro tres ideas principaes;
regular a propriedade quo existe em inosdi-
aaaaaoas;
la vigilancia severa que somos obfigadosa ex-
ercer, talvez ja tivessemos sido victimas do al-
i.iii.i'i trnirri
O
A conversa^ao continuou assim algum tem-
po sobre lugares communs relativos as desgra-
do tempo, al que Jorge e o pastor chegarao ao
cu me da colima ondo na vespera se haviao en
contrado, e do alto (!a qual a vista dominava as
ruinas do mosleiro de Sainte-Croix.
Estas ruinas ha muto tempo que estao
sem habitantes ? Perguntou Jorge ao seu com-
panheiro.
- Nao, tornou o Bode do Valle,, ha poucos
annos viviao aqu du/ontos frades regurgitando
de riquezas na alegra e na abundancia Porm
com a opulencia, o deboche se introducir no
santuario. Todas as noutes, algumas meretri-
zes introducidas mysteriosamente pelas portas
secretas, vinhao perturbar pelos seus actos e pe
tus seus cantos a santidade do pi asylo. Acen-
dia-se a orgia dentro d'essas paredes, o vinho
corra sem conta. as gargalhadas retumbavao da
motlo que fa/ao estremecer as abobodas...
De repente, chegou a revolucao, e a festa foi
perturbada:a mo de Dos levantou-se e fe-
rio desta vez com justica.L'ma noute, urn
bando de montanhees sabirao da cidado vsi-
nha, da qual vedes urna parto elevar-se sobr*j a
montanha e aoutra se dilata ao p dos penhas-
cos at a boira do mar; espalbarao-se no valle,
cahiro sobre o mosteiro qual bando de aves de
rapia, apoderar8o-ae das riquesas quo nelle
estaco amonttiailas, prendern os cobardes e
voluptuosos monges quo all dormo na impu
nidade, amarrarao-lhea asma, s econduzizio os
para a cidade, depoii de ter laucado logo ao in-
terior do edificio. Por tres noutes, reflettio o
vermelna luz produzida pelo fogo vinga-
dor que do mosteiro se elevava. Emfim houve
urna violenta tempestade, a ebuva cahio om
torrentes e spagOU o ince-Duio. A^ui as hervas
j crescem as ruinas, o mus. o roe as paredes,
a hera circula os muros onde pousao ranchos
negros de corvos e outros passaros carnvoros e
agoureiros Finalmente a paz e a solido reino
onde os impuros clamores do deboche so eleva-
vaojuntamente com os hymnos sagrados, e ues-
tes muros que o incens porfumava, vemos a-
gora crescer confusamente o goivero silvestre e
a alva margar ida.
Fallando desta sorle o pastor velho se exal-
tara ; sua lngoagem revestir as formas colo-
ridas da poesa, o poda se notar certa magrs-
tade na maneira porque elle estendia o braco
apontando para as ruinas com o seu cajado. De
repente -hiu vista errante parece atrahida para
o lado opposto s ruinas, e, sem prestar ouvi-
dos a Jorge, que o estava qucstiimando sobre
esta palavra margartda que ouvira proferir na
vespera n'um sentid i tao diverso d'este, dirigi-
se d'est'arte ao mancebo.
Vedes, Sr. Jorge disse elle aquelles
homens que vfiein entrando no valle? Attcngao,
isto podo ser alguma novidade. ... Escnda-
nlo-nos por detra/. (Testes arbustos.
(guando se acabarao de esconder, o velho
Bode do Valle reparou nos viandantes em silen-
cio. Seus olhos luzentes como os do falcao ,
filavo-so n'elles com penetracao.
Sr. Jorge, disse elle, reparae bem. Esses
homens que ao longo vedes, trazern fardos s
costas, porm como dizia Joao hontem. el les
parecen) pouco habituados a esta profissao. \ -
iie alm d'iaso tomo he ombarafado o seu an-
dar. El'es \ao sem duvidu entrar pelo mesmo
paminho cni que andste hontem o por do
lonias por conta do estado sedevem ser feitas
do modo por que est aqui enunciado. Eu di-
virjo nos meios : nos temos tantos cidadaos na-
tos que nao tem trras ; o estado nao se oceu-
pa riellcs ; esta lei esquoce-os, mas nao sees-
qaece, antes se OCCUpa de uin tributo pesad-
simo para mandar trazer nova populacao. Eis-
aqui um fado por onde o projecto merece com-
bato
Quando cu quizease entrar na analvso deste
projecto, nao o poderia fazer presentemente .
porque poucos minutos mo reslao e eu nao
quero demorar a attencao do senado ; mas do
pouco que acabo de dizer v-so a necessidado
de urna nova meditacao sobre a materia. As
commissoes a quem o projecto foi presente na
sessiio passada dorio o seu parecer immedia-
tamente porque partlhavo estas ideas, estavao
persuadidas que o projecto era muto bom, quo
devia ser approvado ; nem ao menos nos lizorao
a analyse do mesmo projecto; apresentrao-
n'o logo a discussao, e at pelas datas se v quo
elle esleve muto pouco tempo as maos das il-
lustres commissoes.
Ora, parece-me que alguns principios todos
sao unnimes em admiltir ; por exemplo : eu
admiti a idea da venda das trras admiti
tambem a necessidade de alguma alleraco, ex-
plicacao ou aditamento da legislacao ; admitti-
rei tambem alguns meios que faciliten) a colo-
nisacao, mas nao posso admiltir nenhuma des-
tas ideas do modo por que aqui estao. Pare-
ce-n.eque seria mais til que cada urna das
ideas aqui dominantes fizesse objecto de pro-
jectosseparados, e isto mesmo nara evitar lon-
ga o rendida discussao, que talvez absorva toda
a sessao ordinaria ; porque, pelo methodo que
nos adoptamos de fallar.quantas vezes soquer ,
a discussao do alguns artigos dista lei ha de le-
var muitos dias : ha alguns senadores e eu
sou um dclles quo julgao, se o projecto passar tal
o qual, ser o lacho da anarchia sobre a popu-
lado do Brazil.
Hoje mesmo li um folheto que me deo o Sr.
Vallasques onde se encontrao bastantes con-
sideracSes de muito peso contra esta lei e pa-
rece mo que quem conhece o interior do Bra-
zil, ha de adoptar todas as ideas que estao nes-
ajawjaaaaa>ra3r3MMwaaaBsaawataMsaaMiai
sol, o que conduz aqu. He o caminho que
mais fcil parece. He preciso que elles'vos nao
vejfio, porque apesi d esses trajos, vos vos
parecis tanto com um pastor como eu com um
imperador romano, e isto pode causar suspei-
tas. Ah meu Dcos tenho bem receio que o
cabedal do meu pobre amo Ihe motive alguma
desgraca Vamos, Sr. Jorge, tomal esse ca-
minho estreito e cavado que conduz ao mostei-
ro. Curvando-vos un pouco, nao corris pe-
rigo de serdes visto o vos entranhareis ornis
que vos Ir r possivel as ruinas, al qne eu v
procurar-vos.
Jorge seguio o conselho do pastor, entrou
rpidamente no caminho indicado, tendo cui-
dado de curvar se, edepoisde alguns minutos
de urna caminhada activa, desapparecco. O
Bode do Valle acompanhou-o com os olhos at
a sua entrada as ruinas; quando deixou de o
ver, sabio d'entre os arbustos onde se conser-
vara oceulto, assobiou pelos seus caes e empre-
gando toda a forca dos seus pulmes, fez ouvir
os sons prolongados da sua gaita de fole. Foi
este ruido Icrir os ouvidos dos estranhos, en-
chergarao o pastor e dirigirn os passos para
onde elle se achava. D'ali a um quarto de hora,
chegarao ao peda collina onde estava o Bode
do Valle. Os recem-chegados ero sete; um
d ellos adianlou-se e perguntou ao pastor:
Amigo, poders lu ensinar-nos o cami-
nho de Chaleauneuf ?
O pastor chamou para ao p do si os seus
caes que com rabo abaixado e orelhas em p,
andaviio correndo e rosnando em derredor dos
viajores.
(Jue procuiastu, cidadao?
Procuro o caminho do Ciemarest. So-
mos pobres ina>catcs que queremos vender a


le folhnto exaradas : as f!has publicas tom
app recid > alguna arl gos'fugitivos, ninguem
p e negar a foroa da argumentadlo desscs
rticos. Quem conhece o interior do Brasil ^
o aitoa n us is collegas nao
con ncordar que a lei he digna
de medil ic > de reformas radi -
, (I tributo ew toda* us trras,
da n issidade da meditado em todas ellas, isto s
para quem conhece o paiz basta para mostrara
neeessidade da medicSo da lei. Tambem li as
isque na assemhla provincial do Minas se
tinha proposto urna representarlo pedindo i
emenda dista lei que a maioria da assembla
no adoptou mas .he saliido que apparecOrao
i!' is importantes nesta occasiao.
Ora por estas coftsideracSes eu pedira ao
senado que pessasse a nomear urna commissao
especial. Neste negocio creo que he impossi-
m'I que os partidos nao se comhinem ; he pre-
ciso que as paixdes se calem perante urna ma-
teria de urna influencia tao transcendente ; no-
r.ie-se pois ama commissSn especial de cinco
memhros soja o proji-cto remedido a ella, pa
ra que meditando so!.re tmlo quanto se tom di -
lo, nos aprsenle um parecer niosimplcsco-
mo este mas oxpresso, em que diga, se se con
forma com este projecto se nSo o adoptando
entende que convem urna legislaeSo sobre esti
TT
lo vi ment co Porlo.
Varios fallidos no dia 3.
PortOS do Norte; vapor hrasileiro Rahiana,
< lommandante Manoel dos Santos Dornellas:
passageiros, Reginald S. Graham c sua fa-
milia, Inglez, Joio da Silva Concerno, Bra-
sileiro.
Porto* do Sul vapor hrasileiro Pernamhucana,
Commandante JoSo Militao llenriques: pas-
sageiros, ( apilo de mar e guerra Luis An-
nio da Silva Beltrfio, Mnjor Ernesto Emili-
anno de Medejros e urna escrava, Capilo
Jos Mara da Costa Araujo, Antonio Jos
do Valle e um criado,. Jos Gabriel Pereira
Lira e urna escrava, Fr. Manoel de Santo
Antonio, Fr. Manoel Procopio da Concei-
cao de Mara, Manoel l.ourenco da Silveira e
um criado, Hrasileiros, 1 40 pracas de pret,
e 3 ditas do corpo de lmperaes Marinheiros.
.loa ;uim Marques, Manoel Gomes, Joaquim
Jos Ouerino, e Joo Fernandos, Portugue-
/es. Joaquim Moitnho Correa, e Franuso
CopeMo c 3 escravos, Genovex.
Rio ile Janeiro; hrigue escuna hrasileiro Iza-
/el. Commandante Joaquim Antonio Gall-
riets, equipagnm 12, carga assucar.
Vamos entrados no mesmo dia.
Secretaria da Thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 2 de maiode 184*.
O Secretario, Luis da Costa Porto-carret-
(32)
3_Olllm. Sr. Inspector da rhesouraria
das rendas provinciaes manda fa/er publico, que
em cumprimento do officio da Exm. \ ice-Pre-
sidente da provincia lo 17 docorrente se arre-
matara no .lia ldeJunho prximo vndouro
aomeoda o 12.lanco da estrada da Victo-
ria oreado na quantia do 18:737jlo8 rs., sob
as clausulas especiaes transcriptas no Piano n.
118 de 22 de Maio.
Os licitantes devidamentc habilitados compa-
reci na sala das sessGes da mesma Thesoura-
ria no dia e hora indicados
Secretaria da Thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco, 20 de Maio de 184*. O
Secretario, Luis da Costa Porto-carreiro.(\a)
ef-w
HSSfWJ^=-*
materia, se deve haver urna so lei sobre os tres Halifnx: 40 (Has; brigue inglez >ea de 122 to-
objectos, ou se elles devem ser divididos, quaes
as emendas quejulgo necessarias, etc.
Sinto quea hora me nao d lempo para en-
trar na nnalyse miuda-do projecto e lundo-
mentar os motivos que tenho para pensar assim:
a hora a deo, e como he de crer que o roque-
rimento que tenho de offerecer seja combatido,
acho mais razoavel oflerecC-lo na sosso se-
guinte.
Cica adiada a disrusso.
r
nelladas, CapitSo Astertoud, equipagem 9,
carga bacalho.
Rabia: 7 dias; patacho hrasileiro Jezuina de 104
lonelladas, CapitSo Jos llenriques da Silva,
equipagem 11, carga larinha,
Figueira: 20 dias; patacho protoguez Restau-
racBo deLitboa de 139 lonelladas, Capilao
Francisco Carnudo Jnior,equipagem 10,car-
ga vinho.
Ileclaracoes.
Edaes.
Hontam, romo annunciamos, tomou posse
pelo meio din, depoisde prestad i 0 juramento
na Cmara Municipal, o Eim. Sr. Joaquim
Marcelino de Rrito, Presidente desta provincia
Marcbou a tropa compondo duas brigadas com pelas 11 horas da manha. os seguintes Impostos.
mandadas pelo Sr. Commandante Superior i. Dois mil e quinbentos rcis por caneca
fi o lUm. Sr. Inspector da Tbesouraiia
das rendsS/pMfinciaos manda fazer publico ,
que em virtude da Lei perante a mesma The -
souraria se lio de arrematar em hasta publica
i quom maisder nos dias o, 7, e8,do correte
Francisco Jacinlho Pereira. Depois das (res
salvas, o mesmo Sr. Commandante deo vivas a
S. M. o Imperador, a Familia Imperial, a Na-
i 8o Rrasileira, e ao Exm. Sr. Presidente iincia, que loro correspondidos pela tro;.a e
povo. Depois a tropa marcbou em continencia,
e retirou-so a seus quarteis,
AOn
Alfandcga.
P.endimcnto do dia 3.....V.. 4:529,>492
DescarregaB hoje 5.
BrigueRubensDiversas mercaderas.
BriguePolidora dem.
Brigue SeaBacalho.
PatachoHestiragomercdorias.
BrigueElisaheth PeynonGarvo.
Mite Flor do fecife Charutos.
nossa fazenda ; dissorfio-nos que ali porto ha-
via urna grande faienda chamada Chateauneul,
onde poderiamos fazer muito liom negocio.
Oti oii o dono um tratante milito
grande, respondou p Bode do Valle com ar de
indiflerenca; entretanto, ha muita gente na
(azenda, e laivez possaes ser bem succedidos.
Sabis, (amaradas, que d aqu at Cremarest
.inda tendes muito que raminhar? Mas os
mscales tem boas pernas ; assim, tomai o
caminho que se olierece A vossa direila, ao de-
pois atravessareis um largo pantano, no fim do
qual acharis direila o caminho deCremarer.l.
Qbfigado. rreu amigo, disse o deseo-
iibecido: a paz seje CORltigO.
Roa viagefli o boa ventura respondeo
o Rod do N alie com o mesmo lom.
0> desconbecidos ala>tarao se do paslor, e
tonttrio o caminboque lies elle indio; ra.
Bem! murniurou o Rodedo \ alie iuan-
doosvio assaz distantes; assim ir5o elles lon-
go, o rj'aqui a algumas horas, ver-sc hao em
lcbingbem, em vez de eslarem em Crcmarest:
Esta boa a comedia! Ah ah meus ami-
guinhus, ulgaes tao fcil assim descubrir Cba-
Ibeauneif! Na verdade seria mais freil arbar
um ninho de tordos notarvalho o mais velho e
ntais vicoSO dd valle.
Ditas estas palavras. 0 paslor velbo locou na
sua gaita de lleuma aria alegre, e depois,
d'ali a meia hora, quando julgou que os cami-
nhantes "'nao demasiado longe .ara darem
fd'elte, rtuniooseu rebanbo e tomou vaga-
rosamente o caminho das ruinas, a li.o de ir
u a J i- '. Parti, porm nao >em ter
i :, lo por lodos os I I ":
Iranle i pe cruta i r.
Ao entrar as ruinas, Jorge no pode fur-
de gado vaceum que fer consumido.
2." Dizimo do gado cavallar.
3. (Juarenta reis por cada caada de bebidas
espirituosas do consumo da provincia, excepto a
agurdente de fabrico nacional, sendo feila a
arrccadacSo no Municipio do Recife.
A arrecadaeao de cada um dos rendimenlos
ser leita por tempode trez annos contados do
1 de Julho de 1844 a 30 de Junho de 1847,
e dividida segundo os diversos Municipios da
provincia com excepcSo do imposto de 40 rs.
sobre as bebidas espirituosas.
As ptssoas quo se proposerem a estas arre-
malaedes comparecao na sala das scssesda so-
bredila Thesouraria nos das a cima indicados
munidas de fiadores idneos e competente-
mente habilitadas.
E para constar mandou o mesmo Sr. Inspec-
tor alixar o presente, e publicar pela im-
prensa.
Pela administracao da mesa do Consula-
do se faz saber, que no dia 8 do correte, se
hade arrematar porta da mesma administra-
cao urna caixa de assucar. apprehendida por
falsiieacaodo genero; sendo a arrematacao li-
vrc de despezas ao arrematante. Mesa do Con-
sulado de Pernambuco 4 de Junhodel84l Pe-
lo Administrador. Francisco de Paula Lopes
liis.
O Senhor Inspector do Arsenal de Ma
rinhc manda lazer publico que o contracto
da pedra para a obra do Caes, annunciado pa-
ra boje, fica transferido para o dia 7 do cor-
renlesll horas da manhaa, em consequen-
cia de ter npparecilo lmente qualro pessoas
com propostas, e que al csse dia e hora sero
recebidas nesta secretaria novas propostas, urna
vez que declarem que o servico da exlraceao da
pedra ser feito por menos dos precos mencio-
nados as proponas j appresentad^s, secuinles:
Pedra bruta tirada nos arrecifes desle Por-
' to. c posta pelo contractanle neste Arsenal, a
480 rs. opalino; e mandada buscar nos lu-
gares onde fr extrabida, a 400 rs.
Dita lavrada mandada buscar nos arreci-
fes as passagensonde for extrabida, a 750 rs.
o palmo; 8 tirada de qualquer parte, fra d'a-
li 800 rs., (osta ncsle Arsenal.
Bracas cubicas de pedra bruta extrabida nos
arreciles, a 2()j00. rs cada urna; e tirada
d'outra qualquer parte, fra d'ali, a 80 rs
-ecretaria da lnspecijo- do Arsenal de Mari-
nha de Pernambuco 3 de Junho de 1844-.=
O Secretario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
2 O EscrivAo e Administrador da Mesa de
de Rendas Internas Provinciaes desta cidade ,
abaixo assignado faz constar a todos os pro-
pietarios de predios urbanos desta cidade e po-
voacao dos A (Togados, quedo lodo correnle
mez secontoos 30 dias marcados por lei para
pagamento a bocea do cofre da respectiva deci-
ma, do 2 semestre do correte anno financei-
ro, e (indo csse praso se procederi excesiva-
mente contra todos os devedores. E para que
o referido ebegue a noticia de todos mandei a-
fixar o presente e publical-o pela imprensa. Re
elle 3 de Junho de 184*. (13)
Luiz Francisco dr Mello Cavalcanti.
2 COMPANHIA DO BEBIRIBE.
O caixa da companhia do Rebiribe, tendo do
darconlasao Adnfinistrador lembra aos Srs.
accionistas que se achao em atrazo. queiro
realisar as suas entradas at o dia 20 do cor-
rente; certos de que se pora em execucSo o ar-
tigo 9 dos estalutos sobre todos aquelles, que
at o referido dia no tiverem completado os
20 por cento. que se teem pedido. Recife 3 de
Junho .lo 1844. (10)
3 Collectoria da Cidade de Olinda.
O collector da decima e mais mposlos da ci-
dade de Olinda faz publico que a todos os
seus colleclados que no prximo mez de Junho,
he o marcado para a cobranca a boca do cofre ,
na casa da Cmara respectiva de todos os im-
postos a seu cargo e lindo este praso procede-
r executivamente contra os omissos : assim co-
mo avisa a todos os Srs. que possuem escravog
morticulados, que o mesmo mez de Junho he
o marcado na lei para avista dos documentos
que apresentarem dar-se baixa aos escravos
que tiverem lallecido. ou mudado de domicilio,
e matriciilar-se os que possuirem de novo. Col-
lectoria de Olinda 22 do Maio de 1844, Es
crivo, Joo Goncalves Rodrigues /'Vanea (1G)
Avisos martimos.
tar-se a um movimento de admiracao. Reparou
nos restos do edificio que pareca ter sido um
dos primores darte da architectura do dci-
mo sexto seculo, pois que, apesar dos estra-
gos do incendio, distinguiao se ainda os ves-
tigios da magnificencia do mosteiro. Depois
de alguns instantes de eontemplagao, tinha se
elle introducido mais pr< fundamente as rui-
nas, procurando os passos mais dificultosos
i lirn de alcancar algumas surprezas mais agra-
daveis. Caminbava elle havia alguns minutos
n um corredor estreito e sombro, pouco mais
ou menos semelhanle a urna passagem sub-
terrnea, quando de repente o vivo brilboda
I u/. ferio-lbe avista. A luz vinha de cima.
N este lofiar j: nao existia o teclo, e o sol allu
miava o interior de urna especie de meio cir-
culo que pareca ter sido outr'ora um altar. As
mulilacoes, us chammase o abandono lhe nao
tiiibao tirado o seu primitivo cunho ; mas o
que nao deixava duvidar da naluresa d este
local, era urna virgem de marmore branco, em
p, a sombra de urna abobada de pedra guar
necida pela bera. Um raio ardente do sol
caba S'-hre este qundrosinho 1:1 o pi, lao sere-
no, ecuja p'iysonomia curiosa calivava a admi-
racao de Jorge.
Depois de haver satisfeito este primeiro mo-
vimento de curiosidade, deseco elle tres de
crios afim de examinar o interior do edificio
m:iis minuciosamente, Esteve a olharalgum
tempe para varios lados sem adiar tousa algu-
u:a que digna fsse de sua altcncao ; porm
chegando se paia a. parede, julgou ver urna
porta formada por um monolitbo voltando-se
sobre UBia coiiceira, tI como algumas que ain-
da vemos em antigos castellos, reliquias da ida-
de media. Para esclarecer as suas duvidas,
fez forca contra a pedra, mas s depois de have
empregado todas as suas forcas foi que a porta
cinlim cedeo e vnlinn se sobre o seu eixo en-
ferrujado
Jorge passou entao da claridade mais
completa escuridao, e nao foi seniio depois de
sua vista habituar-se a este novo estado de
cousas, que elle pode distinguir um passadico
estreito haixo, e prolongadissimo ; pois que s
enchergou um ponto luininozo a urna distancia
bastante grande. Caminnou muitos ceios de
passos e achou-sc fora das ruinas do lado op-
posto quelle por onde entrara. O aspecto ja
nao era o mesmo. O valle oflerecia ainda cou-
sa de mil toezas de um campo verde c raso, ao
depois tomava-se menos igual e formava o leito
do rio 1-ane, cujas aguas resplandecido pora
folbagem dos alamos que crescem ao longo das
suas margens.
Depois de haver contemplado esta rsonha
paizagem. Jorge entrou pela porta falsa exami-
nando attentamente as localidades para que.se
pelo lempo adianle viesso a ser perseguido as
minas, estando n'ellas oteulto, podesse saber
perfeitamene o caminho para fugir. Tomou
a entrar na rotunda ; fechoua porta com cau-
tela ; e puchando alguns ramos de hora, fel-os
cabirpor cima Cellos afim de ewtar que pu-
desse havef a mnima suspeta. Esta descu-
beita havia incitado a sua curiosidade, fez por
cooseguinte a volta da capeKa, attentando mi-
nuciosameute para as paredes e descubri oulra
abcrlura pesfeitamente semelbante. Julgindo
que esla custasse tanto a abrir como a primeira,
df'o-lhoum empurrao vigoroso com toda a sua
loica. Porem a porta que o uso tornara mais
fa< il abrio-se tSo arroniessa lamente que elle
deo involuntariamente cinco ou seis passos para
2_pretn-se ph.ra qualquer porto da Europa o
milito vellero brigu' inglezea, Capilao Ast-
wood, de primeira ci>*e forrado e encavi-
Ihado de cobre ; os prndenles dinjao-se aos
consignatarios M. Calmont ,'& (. (5)
2 Para o Aracaty o hiale ''lr de Laran-
geiras segu viagem al lii do cor"en'e' Por li'T
o seu carregamento promplo ; quei."1 quzer ir
de passagem, dirija-se a ra da Cadeia do lie-
cife foja de fazendas n. 37. (8)
2 Para o Rio de Janeiro seguem em pou-
eos das (permittindo o lempo) as sumacas ( on
ceico Aavegante e Emeliana as quaes s-
menle pdem receber passageiros 0 escravos a
(rete ; os prelendentes pdem entender-sc corn
os consignatarios Amorirn Irmaos, na ruada
Cadeia n. 4o. (")
2Para Lisboa segu viagem em poucos das
o brigue porlugue/ ..S. Domingos, capilao Ma-
noel Goncalves Vianna ; para carga, ou passa-
geiros, trata-se corn os seus consignatarios .Ven-
des & Olivera ou com o referido capilao. (5)
2 Para o Rio do Janeiro segu viagem em
poucos dias o brigue bra-ileiro Deo* Te-guarde,
por ter seu carregamento promplo recebe s-
mente passageiros ; para o que Irala-se na ra
da Cadeia velha armazern n 12, ou com o ca-
pilao Manoel l.uiz dos 'antos. (6)
2 Para o Rio de Janeiro o brigue america
no Feliz, que deve chegar do Ass ntstesdias,
e s tem de demorar se neste porto 24 horas ,
recebe passageiros c escravos a frete ; os pre-
tndenos dirijao-se com antecedencia ao con-
signatario Manoel Joaquim Podro da Costa, na
ra da Cadeia n. SI, (7)
2 Frea-se para qualquer parte da Europa o
brigue inglez F.liznbetle Reinon, de primeira
marcha, com duzontas e vinte duas toneladas:
dianteo achou-se cara a cura com tres pessoas-
que derao um grilo do espanto o de te-
mor.
A primeira d'estas personagens era um velho
ainda bem disposto, ae rosto bello e nobre,
postoque sombreado por una nuvem de tristeza
e de severidade. A pe/.ar da negligencia que
reinava no seu vestuario, aiuda nelle se nolava
aquella elegancia que distingua o bomem da
classe nobre A seu lado, ajoelbada na pedra se
acbava urna menina cujo pai pareca elle ser.
Ella poda ter de idade pouco maisou menos
menos dezaseis annos... Cheia da lormosura
d'esla idade, era delgada como urna rozeira e
alva como um lirio. Verdade he que esta pal-
lidez nao provinha de urna alteracao da saude,
mas antes do medo que, tinha Com convul-
siva miio eslava agarrada ao vestido de seu pai.
Seu vestuario era timplioissiooo, porm seus
cabellos negros e anclados, cahindo-lhe nos
hombros, duvao Ibe cerla graea toda ingenua,
realcada mais ainda por una coroasinba de
flores brancas e redondas como perolas, N u-
nia palavra, havj no todo harmonios da pes-
SOa.esse perfume desimplicidade com que amo-
cidade vence os ornatos emprestados. Reiava
nos contornos e dobras fluctuantes do seu vesli-
do, alguma cousa de aerio que forja a imagina-
c,o. Se algum camponio recolhendo-se tarde
encontrara esta menina plida (laucando ao lu-
ar entre os alamos que cobrem as margens do
Liane, ler-se-ia persignado devotamente e a
bouvera tomado por urna fada das aguas sabi-
da do leito do rio.
Jorge fez estas rellexoes em muito ii.eni
j lempo do que nl levamos em releril as, i S
idus alguns minutos foi que elle deo bUcp-
cao terceira personagein, do joelhos n'um


.*
*? 'f**"' ^ytwjunn' ii'l )** WWWf^'y&*w
. '-. e
na ra da Cruz casa n. 13, de Ridgnay Jam-
sop&C (5)
2Para Aracaty sahira com muita brevida-
de a sumaca brasileira Felicidade, mestre Ig-
nacio .Marques; quem na mesma quizer carre-
gar ou ir de passagem entenda-ae com seu pro-
prietario Antonio Jo quim de Sousa !$iheiro na
ra da Cadeia do Recife n. 18. (6)
2 Para Maranhao sai em poucos dias o
tem contiendo brigue escuna nacional Laura,
recebe smente passageiros, para o que tem
excell.-nles commmios : trata-se cem o Capitao
Antonio Forreira da Silva Santos, ou com No-
vaes & C na ra da Cru/. n. 37. (6)
2^- A barca porlugue/a IV. Senkora da Boa-
viagem. CnpitSo Jove Das Correia da Silva,
por osles di.ischegar do Rio do Janeiro a este
porlo, e milito breve seguir viagem para a
cidade do Porto por ji ter parte do sen carrera-
ment engajado para carga e passageiros: Ira-
ta-se com Francisco Alves da Cunha na ra es-
trella do Rosario n. 13. (8)
Lciloes.
3 John Mariatt fari leilao, por interven-
ciio do corretor Uliveira de toda a mohilia de
sua casa consistindo em cadeiras leitos. go-
fas, marque/as, bancas de jogo, mesas de jan-
tar e outras mesa redonda de meio de sala,
lampioes apparelhos de louea, e para cha, vi-
dros utensilios completos de eo/inha, e miji-
tos outros artigo* de muita utilidade : quaita-
feira, 5 de Junbo, s 10 horas da manhfiu, na
dita casa de sua residencia na na Formla n.
15 prxima a do lllm. Sr. Inspector da The-
gooraria'eral. (12)
K alkrnam & Rosemund, em consequen-
cia da c huva no dia 4. transferirn o seu leilao
de fa/e ndas bem sortidas, e proprias (leste mer-
cado, para sexta-feira 7 do correnle s 10 ho-
ras oi manha, no seu armazem, ra da Cruz.
de familia, urna que saiba coznhar, e a outra
para oozere engommar, a pessoa que quizer di-
rija-sea ruado Crespn. 10 (J-j
1 Precisa-SG alugar urna casa terrea que
nao exceda de IOji a 12* rs. as ras Trinchei
ras, Laranjoiraa, Helia, Roda, que ten ha quin-
tal, cacimba; na praca da Independencia n. 34,
ou annuncie. (5)
Perdeo-so no dia sabbado 1. do enrrente
tima carteira de algibeira (verde) contendo den-
tro da mesma un papel embrulhado contendo
itO rs. cujo papel tem urna conta feita de
222,000, e tanto, e dinheiro sollo na mesma
carteira cento t tantos mil ris, tendo-se per-
dido do Recife at a ra Nova ; quem a adiar e
quizer restituil a, dirjase a ra do Crespo n.
'i9, que ser gratificado com 50,000 rs.
Precisa-sede um homcm, que saiba tra-
anle vaccas e bortalice para trabalhar em um
sitio tomando conta delle. na travessa das Cru-
zeos n. 14.
1A Adminislraco dos Eslabeleeimentos
de Caridade, manda lazer publico, que a ter-
ceira e ultima praca da renda da casa n 29 si la
nio Manoel Dias Paredes, por execueo de Joo 2, sobrado cuja entrada be pela travessa dos
Heller. lEiposlos, avisa ao respeitavel publico desta c
A viuvado fallecido Antonio Teixcira l.o-i ilade, que elle naos afna piaonos por preco
muilocommodo, as casas, ondeo chamarem,
pes Jnior pela lerccira vez partecipa aoscredo-
res do seu finado mariilo, que hajo de justifi-
car 8U8S dividas pele cartorio dos orphSos, es-
crivf.o Francisco joaquim Pereira de Carvalho,
por onde se esta (tnalisando seu inventario.
1 Segunda vez se pede ao lllm. Sr. Ins-
pector das Rendas Provinciaes baja de declarar
nos moradores de anto Amaro, boje bairro do
municipio do Rec fe. desde 1843, a quem de-
vem os mesmos pagar as dcimas das casas, e
mpostos sobre os escravos; se a colectara de
Olinda. se a coleclona do Recife; pois nao
querem pagar duas ve/es, nem sugeitar-se a
dous executivos, como tem sucedido por ou-
tras vezes, sendo a credora, a NacfiO, urna so.
Fsla resposta he de urgencia, por quererem
pagar mas a quem justamente be devido. Os
annuncios da colertoria d'Olinda nada decidem
sobre os moradores n outro municipio taesos
de Santo Amaro bairro do Recife. Esperto
pois pela resposta do mesmo-Sr. Inspector, pa-
na ra Nova, tere lugar no dia7 do corrente as: ra effectuareni os seus devidos pagamentos (17)
i horas da larde na salla de suas sessoos. Salla j JFurtou-se do sitio da Passagem do Ar-
das sessoes d'Administracao dos eslahebcimen- rornhado um taixo de !a?er barella de bom ta-
to! de Caridade 3 de Junho de 1844. O Es-!manhocom o signal seguinle; de um aro liu-
criplurario. F. 4. Cavalcanli Cosseiro. (8) tado de novo, roga-se portento as autoridades
-- Oferece-se para caixeiro ou administra- de quarteirdes e pessoas particulares a quem
dor de engenho um Portuguez de que tem pnssa sor offerecido o hajao de o aprender dan-
baslante pratica ; sabe bem fazer assucar com do parte no mesmo sitio ou na ra do Rosario
cal. escreve e lo bem; quem do seu prestimo na venda do beco do Peixe I' rito onde serao re-
se quizer utilisar dirija-se a ra da San/alia Ve- compensados.
Iba no segundo andar da casa n. 36. O artista gymnastico Jos dos Res recen-
Alugo e dous ofieiaes de marcineiro (emente chegado a esta capital com sua familia

* vasos m ver sos.

0 1 Secretario, avi'-a aos Srs. socios
em (eral, que hojo pelas 6e meia horas da tar-
de, ha sessao extraordinaria da Sociedadc, a
fim de tratar-se de objectos, de interesse da
mesma.
Apessoa, que annunciou no Diario n.
123 de 30 de Maio, pedindo alguns esclareci-
mentos respeito de Jos Antonio Caminha, po-
dera alguma cousa saber, dirigindo-se a casa no
largo do Corpo Santo n 17.
1 Precisa-se da duas amas para urna casa
f-'a.ai.aiiiiinniwi .iiminMi m.'mww
canto, murmurando oracoos activadas pela ap-
parencia do perigo. Este digno senhor, cujo
trajodavaa conhocer que era ecclesiastico, era
um d'essespadros nao juramentados que se oc-
cultavao ros campos remotos, e a quem a exal-
tado augmentada pelas instigacoes do cardeal
de Roban, dava a ousadia de affrontar a morle.
Ellos excifav.io o des'on'.enlamento das almas
devotas e liis ;i aristocracia, a quem a nova
ordemde cousas inspirava um profundo horror
Seu rosto paludo e descarnado, em que eslava
impressa una rigidez asctica, ofierecia um
mixto de enthusiasmo febril e de pusillanimida-
de excessiva.
Passada a estupefacoao. a primeira pessoa
cujo retrato tracemos pegou arrebatadamente
n'uma pistola d'algiheira e armando-a a sangue
fri:
Quem quer que sejais disse ella a Jorge, e
scjaqual r o numero dosque vos acompanhao,
sabei quebei de vender cara a minha
vida!
Na verdade, senhor, respondeo Jorge,
as nhuma intencao hostil. He certo, acrescenlou
dle surrindo-se, -que entrei de um modo al-
gum lano arrebatado e sem mandar dizer-vos
o meu nome. mas por elTeito do acaso e nao
por intento meu.
Pudo isto be possivel, respondeo seca-
mente o velho ; mas e;n fim, o que vindes fa-
zer aqui ?
Eu pudera, senhor, dirigir a vos a mes-
niTssima pergunta. Parcce-me que este terre-
no be neutro e nao perlcnce mais a um do
que a outro___ Com ludo, sem embargo da
Bsperesa ilas vossas palavras, e por pura deleron-
ca para rom os voseos cabellos brancos, as>im
iiiiiio para tranquilizar a esta muito involuntariamente assstei, temprevos
confessarei, a todo risco, que o motivo do meu
passeiopor entre estas ruinas he pro*ahremente
o mesmo que v* tendes para estardes n'ellas:
procuro um a/ilo para furtar-me as vistas da
geni'- perigosa.
Ora senhor, interromneo amargurada-
edous de calafate, muito perfeitos e por preco
commodo na na Imperial n. G7 casa de Vi
oentcl homaz dos Santos.
Fa/em-se camisas de homem costuras
dealfaiato, e engoma-se com perfeieo bre-
vidade. e acceio, por preco muito menor do
que em outra qualquer parte na ra das Aguas-
verdes n. 74.
1Joaquim Francisco do Aleni como pro
curador bastante do Dr. Francisco Carlos
Rrandao embarca para o Aracaty o prelo Ma-
linas crioulo, escravodo mesmo Dr. (4)
No dia 21 do mez pasado appareceo um
homem com um cavallo em casa do ahaixo as-
ignado, para ser recolhido na estribara, co
mo al boje nao tem apparecido o dono do
mpsmo cavallo, por isso declara, que nao ap-
nareeendo no prasode tres dias, ser vendido o
mesmo cavallo para pagar as despezas fetas, o
depois no ser atendida reclamaco alguema.
JoSo Cramer.
Hoje 5 do correnle pelas cinco horas
da tarde na praca do Sr. Pr. Juiz doCivel da
2.* vara, na ra Nova se ha de arrematar a ar
macao e miudezas da loja pertencente a Anlo-
e o Sr. Joao Tosidli cantor Italiano, professor
e inventor do novo instrumento panharmoni-
con, tem a honra de annunciar no Ilustrado o
benemrito publico, a quem tanto (leve, que
se acha preparaudo e ensaiando rom o esmero
e disvelo possivel alguns espectculos para bre-
vemenle apresental-os no Tbeatro desta cidade;
cujos pormenores e principio de execucao ser/io
annunciados com anliripacao. Igualmente
julga do seu dever participar nos Illroos. Srs..
que tivero a bondade de oerupar camarotes de
todas as representaeoes passadas, que I lies se-
rao os mesmos camarotes reservados al ao dia 9
do corrente. fazendoesses Srs. a necessaria par
ticipacao na ra do Crespo n. 10. primeiro an-
dar; porque deste dia por diante serao postos
venda.
2 Previne-se no Sr. arrematante do imposto
das agoa'ardentes. que se deixou de vender tal
genero na venda da ra do Rangel n. 5, pois
se acha Techada desde o dia 30 do Maio p. p.(4)
FRE.MONT FARRCANTE DE PIANNOS
3 DE PARIZ.
RA XOV.V N. 2.
Frederico Fremont, morador na ra Nova n.
mm
iwente o velho ponde de parte todo fingimen-
to O vosso disfarec nao pode illudir-nos... .
Margarida erguei-vos e tomai animo essa
humilde postura nao pode convir a minha fi-
Hia sobretudo em presenca d'um inimigo do
estado, talvez um dos algozes do vosso re.
Basta, senhor exclamou Jorge, nao jun-
tis o insulto ;i offpnsa, e niio abusis do recato
que inspira a vossa idade para mallratardes um
estranho que foi s pelo acaso conduzido ao
vosso retiro !Demasiada honra tenho, senhor,
para trahir o segredo de qualquer pessoa, anda
mesmo que me eu nao achasse tambero na tris-
te alternativa de oceultar-me ou de pagar com
a minha cabeca qualquer imprudencia. Alm
d isso, crede que estou sobremaneira penalisado
por haver perturbado o vosso repouso.
Pronunciou Jorge tao natural e cortezmente
estas ultimas palavras que pioduro nos seus
ouvinles urna impressao favoravel. A menina
avenlurou-se a olhar timidamente urna vez pa-
ra ello e fortalecida pela expresso ingenua e
franca que nolou na sua phisionomia ; nao po-
de por mais lempo conler-se.
Mou pai disse ella com voz supplicante.
Minha Senhora interrompeo Jorge com
olhar reconbecido, nao imploris a meu favor!
Conhdo que todo o mal est da minha parte ,
su bem que foi involutario.. Os individuos
cuja presenca me fizera oceultar me aqui ] bao
de estar longe, e vou tornar para a casa do se-
nhor Cailos.. .
O Senhor Carlos I... Como. ... \ os o
conheceis ? interrompeo o velho
Conhecem o todos os infoli/es deste val-
le e he sua beneficencia que sou devedor de
um azylo,
E porque o nao dissestes ha mais lempo !
exclamou o velho oflerecendo a Jorge urna ca-
dena. Perdoai o meu engao. .. Na verdade
vejo-me confuso..
demasiado dispersos para empregarmos um sig-
nal de reuniao... Ora se o senhor habita
este paiz vosso pai deve ser me conhecido ; cu
sei perfeitamente o nome de todas as familias
nobres dos arredores.
Nao sou nascido n'estc valle respondeo
Jorge com tristeza, o o meu nome.... porem
quanlo nao tenho outro senao o de Jorge. ..
Perdoai-me.... Tenho para isto poderosos
motivos. Adeos senhor; desculpai-me por
(|iiL"iii sois ; mas !ie-me perciSO voltar para
a f/enda para advertir ao Sr. ("arlos que tome
algumas medidas prudentes. Anda um bando
dehomensmalencaradospercorrendo'estessilios.
Jorge estava se dispondo a sabir quando o
padre, perfeitamente tranquillisado por estes
pormenores ebegou-se a elle e disse fazen-
do-lhe urna profunda venia :
Espero senhor que nos fareis a honra
de assistir amanhaa ao officio divino...
Que imprudencia, Sr. Padre Interrom-
peo involuntariamente o velho.
Ainda desconfiancas! exclamou Jorge ,
tambem isso nao deve ser assim.
Oh! he muito mo o que dizeis com isso,
meu pai acrescenlou a menina.
Torno a pedir-vos perdao proseguio o
velho surrindo-se amigavelmente.
Jorge niio respondeo senao com urna sauda-
cSo mui respeitosa acompanhada de um olhar
rcronhecido que fez corar as faces paludas da
tmida menina eretirou-se.
Mal tinha elle sahido quando ouvio resoar
pisadas e o Bode do Valle appereceo entra-
da da nave.
Vinde senhor Jorge disse este, o pe
rigo esta passado.
Ero muitos os taes homens ? perguntou
Jorge.
Seto respondeo o Bode do V8lle;mas nun-
ca esquecerei o rosto do chele delles. F.ra de
urna pallide/ lora do natural, e o seu olhar tinha
i'a hora que mais convier aos seus Ireguezes ,
seno que como fabricante (lestes instrumentos,
os concerta de tudo e Ihes remedeia qualquer
deleito, ou ein casa de seus proprios donos, ou
nasua: os Senbnres que se quizorem utilisar
do seu prestimo, podem dirigir-se ao referido
sobrado ,i qualquer hora do dia, e espera o an-
UUnciante nao desmerecer nc4a cidade do con-
ceito, de que gozou por alguns annos em Pa-
riz, ondeaprendeo e exerceo o seu olliciu. (181
2 Precisa-se fallar para negocio de inte-
re>M' au~ Srs. Rernardino d'AnnunciacSo, e Mi-
guel Jos Borges ou Re^ges1 ; na la do Vi-
gario n. 21. (4)
1l'urlarao, ou desencaminhou-se do se-
gundo andar da casa n, 100 da ra Direila,
um brinco de ouro esmaltado no centro,
com dous diamantes, s.ndo um na roseta do ci-
ma, e outro mais omliaixo, pede-so a quem
for offerecido, ou acbasse de o mandar entre-
gar na dila casa que ser gratificado, assim co-
mo se pede o qual Sr. ourives, a quem seja of-
ferecido; de o tomar e mandar fa/er a entrega,
ou annunciar para ser procurado.
Pertende-se saber se existe tiesta cidade
Jos de Araujo natural da fregue/ia de Alheira.
Arcebispado de Bruga Comarca de Rarcellos,
ou alguma pessoa que d noticia, na ruado
Rangel n. 7.
Preciza-se de urna carteira pequea para
escrever em meio uso; quem tiver annuncie.
I O esrrivao da mesa regodora da irman-
ib'de do SS. Sacramento do bairro do Santo
Antonio fa sciente a todos os irrnaos da mesma
irmandade, que nao se podendo elloctuar a (-le-
cao da mesa que ha de reger no anno lucturo
no dia designado pelo compromisso, por nao
comparecerem os irnios sullicientes para este
fim, em consequencia da sagracao do Exm. e
livm. Bispo do Maranhao, convida aos sobre-
ditosrmSos hajao de comparecerem no dia Do-
mingo 9 do corrente pelas 9 horas da manh
para se proceder dita eleicao. (12)
Richard II o fie cv C. mudaro a sua resi-
dencia da ra do Trapiche para a mesma ra n.
9 casa que lica justamente defronte da antiga.
Pordeo-se na noute do dia 28 de Maio
por ocasiao do fogo desdo dentro da Igreja do
Carino ao patio da mesma at ra de Hortas
urna bolsinba de chila tendo dentro da mesma
uns cora/es do bracos encastuados em ouro do
le com requifes; um par de brincos cortados
com um diamante na perna, outro na roseta;
3 aneis 1 de ouro I izo com urna pedra branca
de bom tamanho; outro do ouro torcido com
urna pcdnnha tambem branca ; 1 de ouro lizo
com pedra roxa ; 1 de ouro cortado com pedras
i 11 ij i.ze*,iMX
Nao ha de que senhor; a vossa posi-
cio e o oslado dos negocios actuaos vos descul- urna expresso toda particular. .
pao completamente Jorge eslremeceo.
Certamen te., Senhor; todo aquelle que A travos nao em silencio o restante das rui-
tem um nome nobre nao est seguro, e estamos i Das; o pastor pareca inquieto; torcia incessan-
temente a ponta do seu vestido e frca de re-
petir esto iiiovimenlo maquinal ad(|uiro bastan-
te animo para romper o silencio sobre o objec-
to que o desasocegava.
- Sr. Jorge, disse-lhe elle, vos nao esta-
veis sozinho ras ruinas ?
Nao, respondeo o mancebo com tom mui-
to ingenuo, cu estava rom Margarida.
Fnlao vos a conheceis ?
Sr. Carlos j rne disse tudo, respondeo
'lie ( u*. jciii hu CO.
O paslor tomou lolego como se Ihe bouves-
sem tirado de cima um pesado fardo.
Erao ricos ? proseguio Jorge com urna
indiflerenca forcada.
Possuio o senhorio de Tingris.
D'onde provm essenome de Margarida?
Puma flor assim chamada.
Eu nunca vi esse nome na botnica.
Nem eu laopouco, tornou o pastor com
urna candidez admiravel.
Mas que tem urna cousa com outra ?
Desde a sua infancia esla menina teveaf-
eicao a esta flor, ella sempre teve um ramo
dolas no seu cabello. A' frca de as ver juntas
acabamos por dar Ihes o mesmo nome.
De que nature/a he essa flor ?
He uina flor branca com botoes redon-dos
como perolas, que da as runasenos lugares
deserlos.
Ha muito tempo que ella la est ?
A menina ou a flor ?
A menina.
Desde o principio da revolucao. Seu pai,
o Sr. Barao, ainda nao pode passar-se para In-
glaterra. Todos os dias esperamos; porem as
costas demarestiio tao bem guardadas quereceio
muito que timbamos de esperar em vo.
A Feos oraremos. murmurou Jorgo.
Com licen^a interrompeo o pastor a-
brindoa grade do lerreiro, perdoai nao poder
continuar a conversar agora, mas ba vinle an-
nos a esla parte tenho o coslume de annunciar
a minha chegada.
E dilo isto | oz-se a tocar a sua gaita de fule.
>ninMar-se-/ia.)


.....i T7*m:m
verdes e de um lado diamant do oufro ladoj
cahio o diamante; 1 anelosinho com chapa
liza para firma, quem osachou querendo res-
tituir leve na ra do Goelho casa de Anecilo
Jos de Mendonca, quesser recompensado.
SOCIEADE PHILO-THALIA.
O Director da Sociedade alrn do aviso
quesetcm publicado para a reuniio geral da
mesma no dia 6 do corrente pelas borss da
tarde; pede particularmente o odio instancia a
todos os Srs. socios para que n3o fattom a lim
di tratar-so de importan tos objectos, addiados
na ultima sessao certos dequodesta reunio
depende a continaariio, ou dissolucio da socie-
dade.
1O fie rece-se um rapa/, que tem pratica do
negocio, para^'brar dividas d<- rojaf, trapitos,
olugueisde casas, &c., pea paga que se con-
. endonar. Adverte-se que a pessoa que a is-
tosepropoem, nao precisa casa para morar, o
nem comida, e offerece conhecimento a sua
conducta. A. pessoa que so qui/er utilisaran-
nuncio. (8)
1- Precisa-se alagar urna casa, que tenlia
orna salla suffciento para a aula de latim do
uairro de Santo Antonio sendo situada no
centro ilo mesmo bairro ; quem a tiver annun-
CIO para se procurar. (5)
Precisa se de seis prelas, ou moleques,
que sai bao vender a/eite decarrapato; quem
tiver dirija-so a ra da Calcada, sobrado n. 10
1 Precisa-se alugar urna .una forra, ou
captiva, que saiba cosinbar bem, no pateo da
Penba n. i. (3)
1 Alaga se o sobrado, n. 15 da rua do
\ gario de tres andares, com muitos comino-
dos, para urna grande Familia, proprio para re-
sidencia de qualquer negociante, por ser porto
da praca, dalfandoga, do* trapises, &o., e por
prego muilo mdico; lodo ou por andares;
queira dirigir-se ao atierro da lloa-\ista, n.
42Segundo indar. 8)
Precisa-se de 250jiOOO rs. com seguran-
za piii um oscravo boin pedreiro; dando-seo
lucro do servico pelos juros, quem tiver, e
qui/.cr dar annuncie.
Engoma" se com lodo o aceio possivel e
por um diminuto preco, cm consequencia de
ad |uerir freguezia, as pessoas que desta se qui-
zerom utilisar dirijo-sc a rua do Cotovelio.
n. 18.
1 A administrado encarregada da liqui-
dacao dos fundos da exlincta Companhia de
Pernambuco e Parabyba,' mudou o seu oscrip-
turio para a rua do Coll ro andar: as pessoas, que tiverem negocios a
tratar com a mesma administracao, podem se
dirigir uo referido escriDtorio pessoalmente, ou
porescripto, em todos os das uteii, das nove
boras da manhaa at as duasda tarde. (9)
1 Os administradoresencaregados da li-
quidadlo, e arreo-adaguo dos fundos da exlincta
Companhia de Pernamquco, e Parabyba, nes-
ta provincia, sao os abaixo assignados, nicos
( im (|uem se dever5 entender as pessoas, que
tiverem negocios a tratar relativamente a dita
liquidaran: e i.erihnm rccilio, documento, ou
transaceo ter/i vigor, e validado nao leudo a
asignatura d ambos os abaixo assignados; ou,
(ora desta cidade, e provincia, da [es.soa sua
comn.issionada, com aulorisagao, e poderes es-
peciaos porescripto. Jos Narciso Camello.-
J. B. Morcira (13)
1 Raimando Finio de Abreu, embarca a
sua esclava Feliciana para o li io de Janeiro. (2)
> 6 LOTEKIA DAS MEMORIAS HISTRICAS.
Premio grande .. .8:000.000
Dito tmmidiato.... 4:000j00
As rodas desta lotera eorrem improterivel-
meote no da 18 do corren te. Junbo ; os bilhe-
tcs vendem-se as lujas de Cambio dos Srs. Vi-
eira e Marmol Gomes no liairro do Recife e
em S. Antonio boticas dos Srs. Cbagas e Mo-
roira Marques 0 no escritorio do Thcsou-
reiro (10)
3_ Quem tiver para alugar urna casa no
Atterro-da-Boa-vista, que tenha mai por de-
traz annuncio. (>)
i AVISO IMPORTANTE.
O propriolario do microscopio solar achro-
, matico exposto no segundo andar do trrelo oc-
cupado pola associac commercial tem a
I Ainda se alua o sobrado n 11 da roa 2- Vendc-se urna venda com poucos fundos,, Vendom-sr, melas de seda prata do porr>
;\inua st, aiua osonrano n l i ila rua vomit.se _..T, mi ,, cr(. nara meninas snalos do dura......
do Arnorim acabado de prximo do concertar, gmente a armagao. ten, ( *.-.* sapatos do duraque
o pronto ile un ludo, para moradia de qual- "iodos parar
quer familia grande por sor de 2 andares, ejun- L"l^praia na vendaje baixo do sobra-
. r._n. K,..n niiinial rom nri>tns o de cores forrados de pelica o com
o pronto de un, ludo, para moradia de qual- jj"^^ TSUTt S/ a trota" SK dito, de cauro de lustro batios do dura-
quer familia grande por ser de 2 andares, ejun- !'* .
lamente, se prefere a quem aluguo tambem o '
do doVianna, n. 4:5. *
ar.na/em do mesmo, pois he proprio para re- 2 Vende-se um negro de 40 annos pro-
colhimcnto de quaesquer fazendas, ou caas da prio para todo o servico ; na rua da Cadeia do
assucar por ser porto de embarque, e todo o Rerife, loja de Joao da Cunha Magalhaes. (3)
negocio se lar a quem pertender tudo,dirija-se 2 -Vende-seuma porgo de gomma em sac-
a rua Relia, n. 23. (10) cas ou a retalho ; na rua da Cadeiade S. An-
Prccisa-se de um bom serrador para um tonio n. 25.
engenbo ; assim como um homem para feilor. 8- Vende-se urna lo,a de fasendas com pou-
iiar.ii do I ivramonto n oo eos fundos, na rua do Livramento n M a
na rua do Livramento, n. 22. promette-se fazer todo o ne-
2- No da pnme.ro do crrante, querendo f8forave| a0 comprador, em virtude do
um molequo vender, oue.mpenhar uina cana ;nnuncjante ter de fazer urna viagem ao mallo,
de prata de tabaco I he fo. apprehend.da an Ve(ldMe uma escrava de naco Kebullo,
por a uawinHar ser furtada ; quero for seu |h fl Ua csinni3ra costurci-
dono, dinja-se as (.mco-pontas n. 3, que dan- bor(Ja b(jm de JJ,to faz |avarinto engulli-
do os s.gnaes, ll.o sera entregue. (CK m Uo diligenle para lodo 0 servi-
2- UmrapazBras.le.ro, que escreve mu.to muUo carinhosa ,)afa criancas ; na
be... e tendo bastante pratica de escrover sen- Livramento 33. ()
tengas processos e todo o pape judicial, se .,_ Ven(le.se uma cana de carregar agua .
acl'" po200#rs. e tambem se aluga por preco
commodo ; na rua Nova venda n. 65. 3
2 Vendem-se duas casas terreas silas na
rua do Henriques Dial, junto a igreja da Es-
tancia chaos foreiros com quintal e cacim-
ba aopcom boa agua de beber ; a tratar na
venda da esquina da rua do Arago, que volta
para a S Cruz n 43. 6)
2 Vendc-se um bonito escravo de 20 annos,
bom padeiro e socador de assucar ; na rua
da (uia n. 42, segundo andar.
2 Vendem-se barrise meios ditos de man
teiga ingleza superior ; no armasen, de Fran-
cisco Dial Ferreira. (3)
2 Vende-so um mulato para fra da pro-
vincia de 26 annos; na rua do Crespo n. 4. (2)
o Vcndc-se uma preta de 10 annos boni-
ta figura sem vicos sabe bom engommar,
coser lavar, ecosinhar, prefere-se para fra
da provincia ; na loja do Braga junto ao arco
de S. Antonio n. 2. [i
2 Vende-seuma canoa aberta que car-
roga 500 lijlos en. bom estado ; na rua da
Cadeia do Recife n. 51, primeiio andar (3
2Vende-se por preco commodo um engra-
damento de boa madeira envernisado, e pro
vidude e por menos que outro qualquer ; as
sini como copiar toda e qualquer escriptura-
cio, que Iheseja conliada ; quem o pretender
dirija-so a rua do Rangel n. 3. 8)
2 Jos Antonio da Costa Braga morador
no liravat retira-se para fra do imperio.^)
2 A pessoa, que se dirigi na quinta (eir,
da semana passada rua da Alegra casa n.
34, para comprar um cavallo, pode ir buscal-
ii pela quaotia que offereceo ; a pessoa he um
Sr. cpie disse que o comprava a fim de o
mandar para o matto. (6:
2 Quem precisar de um bom official de
pedreiro para trabalhar em alguma obra ou
concert, e conjunctament; dous serventes,
todos os dias uteis dirija-se a botica da rua
ustroita do Roiario n. lo; tambem se offarece
diariamente duas canoas c seus competentes
canoeiros, para deitarem areia em obras ou
atierros, com proniptidSo. (8)
2 Fernando Jos Braguez embarca a sua
escrava Mara do gentio de Angola para o
Maranliao. (3,i
2 Jos Affonso de Macedo retira-se para
fra da provincia. [2'
2 Gabriel Antonio embarca para o Rio de
,Z prio para escriptorio querem sobrado, quer
Janeiro o sen escravo pardo de nome Pedro.
2l'ermuta-se un. sobrado de dous andares
sito na rua da Praia por outro em qualquer
rua publica desta cidade voltando-se o que se
ajustar; a fallar com M. C. Soares Carneiro
Monteiro.
1 Aluga-se a metade de casa a uma Sra.
capaz sem familia, quem a peitender diiija-se
uo pateo do Carino, n. 2V na mesma casa ven -
do-se quatro varas do bico de ramagem. (4)
Corrom-se lollia, tirao-ae passaportes,
despachao escravos para dentro e lora do impe-
rio por preco mais barato do que nutra qual-
quer pessoa com brevidade na travessa do Lo-
bato que Rea na rua de S. There/.a, primeira
casa, n. 2 ou ontao procurem na casa de Joa-
quim Jos Barboza Lobato, rua do S. The-
reta.
COBjpntS
2 Compra-se urna bomba para cacimba ;
na rua da Cadeia-velha loja n. (JO. (2
Compra-se um silio porto da praca bom
como soja na rua do Sobo ou Cotovelio em ho-
ra soja pequeo ; quem o tiver dirija-se ao at-
ierro da Boa-vista n. 3, I. andar.
em lojas ; em casa de Antonio Jos do Maga-
lhaes Bastos na rua do Oueimado, casa ama-
reila primeiro andar das i) at 4 horas da
tarde. (7)
1 Vende-so um bonito escravo de 20 an-
nos muilo diligente tanto em compras como
para qualquer mandado ene exceliente con-
ducta o qual sedar a contento o se dir o
motivo porque se vende ; urna {casa terrea na
cidade de Olinda de pedra e cal e em chaos
| proprios ; na rua estreila do Bozario ... 34. 7)
I Vende-se sacos com farinha de mandioca
do muilo superior qua|ldade o por prepo c-
modo ; na rua Velha n. 3 no armazem de
temando Jos Braguez junto ao aro da Con-
ceicio e no armazem n. 1 defronte da escadi-
nha. (6
1 Vende-se moinhos de ferro tnuito fortes
para cal, ou milho superiores vinhos en-
garrafados de madeira secca malvasia e Bu-
cellas de 1832 as obras completas de Voltaire
em seto voluntes em quarto nova edicc-ao com
estampas pelo baixo preco do lofOOOcada obra,
vende-so lao bom as ooras completas de Ca-
moes em 3 volumes novas edic?ao por J. V.
Barreto Feio e J. C. Monteiro pelo preco de
(>#4l)0 cada obra ; na rua da Cadeia do Recife
n. 37, 1. andar. 11,
1 Vende-se ricos corto de La para vestido
que preto para menino com ponta de ciuro dt;
lustro, botins e sapillos do bizarro para meni-
nos, chequilos para meninos, obra feita em
Lisboa,paules de aligar, do bichos, o de marliui
para trazer na alitibeira faeas do feUar cartas
de marfim e de osso meias e luvas do lia para
homem e Sr." escovas do cabello de falo e
de denles Inglezas, Carteiras para charutos,
suspensorios de seda para meninos, colheres
de lirar rap de marfim, oculos de armacfio de
tartaruga com asteas de prata frzuei o brancos
tao bem de ouro, ligas de seda luvas de seda
preta, sarja supirior, rouxa, azul ferretee
preta fita de transa para golla de Padre. Utga
e brreles pretos para Padre de seda, dictaos de
marfim. edo osso pira mininas eSr.*, cor-
deles par.a burseguios, o atacadores para esparti-
Ihos linha do marcar azul e encarnada em
miada do Lisboa, galo do prata lina para de-
brumo chapeos'de Pagern lata com calda de
trnate; na rua da Cadeia n. 15 loja de Bour-
gard.
1 Vende-so urna negra de nacao mossa
sem vicio, nem axaque e propria para o cam-
po ; na rua do Rangel n. o4. 3
Vende-so azeito de carrapalo a 1600 rs. a
cariada ; no Beco largo do Recife n. 33, arma-
zem junto a mar das 9 horas da mannaa at
as 3 da tarde.
1 Vende-se um molato muito moco sem
vicio algum com principio de carpina e pti-
mo para pagont por ser claro e ter uma bonita
figura na rua das 1 rincheiras sobrado n. 50. 4
- Fendem-se medalhas, didaes a brincos
com diamantes de ouro de le anclos moder-
nos de diveros modelos, um enfoite para sin-
teiro de menino um buzio oncastoado para di-
to um rozario de ouro do Ici, boti-s para
punhos ditos ealtinetes para abertura de ouro
com diamante, urna gargantilha para Sr.,
um cordao gfo?o para relogio duas voltas do
dito fino, um pardo livelas para sapatos ; as
Poetes n. 45.
Vendo-so um bom cavallo bastante gordo,
com todos os andaros; na rua Direita n. a(i.
3Ainda se acha alguns terrenos para se ven-
derem por preco commodo na rua Nova por
detraz da rua da Concordia que dividem com
a travassa do fallecido Monteiro c pelo Noria
com a travessa do Caldeireiro com l.io palmos
de fundo o na frente os palmos quo os com-
pradores quizerem ; na rua larga do Rozario
2 Km casa do Snr. Angelo Francisco Car-
neiro, na rua da Aurora vendo-se uma por-
cao do assucar refinado cm pedra a lOrs. a
libra. (4,J
Vendo-se uma porcao de azeilo de carra-
pato; na rua da Praia n. 6li.
Couipro-se dous quartaos novos, que te-
nhao alguns andares e um negro de 20 annos de 13 e meio covados, a (000 o (400, chales de
para o servico decampo; na.ua de S. Rita no- laa a 2200 o 3(l00,toalhas de linho de Guimara-
\ 4 II. 'I
Compro-se duas escravas quo sejao boas
quita,ideiras, que nao sejao viciozas. o ou-
tros escravos de ambos os sexos ; na praca da
Boa-vistan. 19,
Vendas
honra de dar parto ao respeitavel publico que
as experiencias com o dito instrumento ,\tei;i
infallivrlinente seu fim, na quarta feira 12
do corrento ; elle convida portanto a todos o%
possudores de bilhetes de entrada para estas
experiencias se a approsoitarein desles poneos
dias.poil que passado este term<>,e!les BcSo sem
nenhun elTeito ou valor. Recife primeiro
deJunho de IN'i'i. '>,
:j H,(je > do crrante polas 4 horas da
tarde a porta do Sr. I)r. Noves, na rua Nova,
se ha de arrematar por ser a ultima praca urna
boa casa tcnea bastante lar-a na rua do
Arnorim n. o a qual servo de armasen, de
recelber lazendas; quem a prel rder, compa-
i no dia e Mora a cima designado.
o_ Corrcm-se lolhos e tir8o-se passapor-
tes para dentro e lora do Imperio, e despacho-
te escravos, ludo com muita brevidade e por
preco comoiodo ; na rua do Rangel n. 84. S
3 Vendem-se ptimos sapatos de couro de
lustro para homem, a 3$ rs. o par; na rua do
Crespo n. 15. (3
3Vende-se um preto de moio idade pa-
deiro, por prego commodo ; na rua larga do
Rozario n. IS. (3,
3Vende-so excellento farinha para bolaia ,
por prego commodo; na rua larga do Roza-
rio n. 18. (3)
3 Veudem-se paos para tipoia grandese
pequeos ; no silio grande do Mondego junto
ao Commendador Luiz Gomes Ferreira. 3)
3 Vendem-se duas pipas com agu'ardenle
deoanna, e II saccas com farinha ; na rua
largado Rozario venda da esquina n. 3'J. i3)
3Venderse sal do Lisboa a bordo do bri-
gue portuguez S. Domingos; a tratar com Leo-
poldo Jos da Costa Aranjo. (3)
2 Vendem-se 6 escravos mogos de nagao,
de bonitas (guras ; dous moleques ditos, mui
lindos o ,o ptimos para pagens por serom
muito liis ; urna escrava de 24 anuos, boa
cosinheira, e faz doces; urna dita angica boa
quitandeira por 300^000 rs. ; na rua Direita
n. 3. (7.
j. Vende-se um cavallo de estribarla em
carnet por prego muito commodo, o ser-
ve para carroca por j se ter experimentado !
na tua da Alegra o. 34. (4;
es com 9 palmos de comprido e do largo a
6/000 e ;.'oi'o, ditas adamascadas com o pal-
mos em quadro a 3/000 e3/500,chapos do mas-
sa franco/os superior quahdade o forma mo-
derna e nutras inultas fa/endas ; na rua do
Queimado n. 29 casa amarella loja de Joao
Antonio Martins Novaos. io
Vende-so a pratica criminal, livro impor-
tante aos militares ; a inslrucco doscorposde
Cavadores, com suas estampas o que nao lia
nesta cidade, um livro de lgica, elementos
da arte militar uma descripgo zica poltica,
o bi-torica dus Agoies, um compendio de geo-
graphia universal, outro dito da historia antiga,
e moderna para uzo da mocidade, a historia
completa degilbras, em4 v. obra importante ;
a quem convier pode procurar na rua Bella casa
n. 16 para ver e ajustar.
Vendem-se semontes d'ortalice de todos as
qualidades, sestos para meninos apreuderem a
andar, e tclhas de vidru; na rua da Cru
n. 48.
Vendo-so uma escrava parda recolhida de
idade 18 annos com boas habilidades e sem
vicos nem achaques uma parda de idade 30
annos, boa cuzinheira eengomadeira uma
escrava crila de idade 15 annos coze bem chao,
um lindo mulatint.o de idade 13 annos ptimo
Escravos fugidos
Fugio no dia 20 de maio o criollo por
Dome Pi de idade 23 annos pouco mais ou no-
nos levando caiga azul de algodao c camisa
de algodaozinho altura ordinaria secco o ma-
gro do corpo escamado do rosto, bem ladino
olhos pequeos o vivos,canullae brago ino, fal-
to de um ou dous denles na (rente a pessoa que
der noticias ou pegar poder leva-lo na botica
do pateo do Carino n. 5 que ser gratificado.
Fugio na tarde de 27 do mez p. p. do
crrante auno n moloque crioulo de 12 annos,
gagueija alguma cousa fallando muito aprega ,
levou vestido carniza de algodao da trra de-
mangas curtas e caiga do mesmo o bem assim
ferro ao pescogo ho bastante ladino e d por
nome de JnsA I~!h7mi9 pelo qua! he bemeonhe-
cido no forte do matto por ter sido ali pegado
por vezes por vadio, quem o pgar leve na rua
da Sanzalla velha n. 6S, ou no forte do mallos
venda de Alexandre Jos Lopes que em qual-
quer das parles ser gratificado o pago de toda
a despezaque tiver feitocom dito moloque.
1 No dia 2!) de maio fugio um molequo.
que reprezenta ter 11 annos com um ferro no
pescogo de nomo Jos, levou vestido carniza o
caiga de algodao da trra cara comprida com as
magas do rosto amassadas, olhos grandes,
beicos compridos dontos largos falla meio
apregado e moio gago; quem o pegar leve a rua
do Cordcniz no Recife venda de Alexandre Jos
Lopes, quesera generosamente gratificado. (.0)
3No dia7 do p. p. fugio do engonho Pri-
mavera da comarca de S. Antao, um escravo
denomeJos Gregorio, crioulo, fulo que pa-
rece cabra alto, secco do corpo, com falta de
denles adiante mostr as maos ter calor de
ligado he bastante amigo de beber agu'arden-
le (ugio montado em um cavallo rugo, e loi
enuontiadoat o p de S. Anto ; quem doli
liver noticia ou o possa prender pude mao-
dal-o conduzir para aquello engolillo ou nesta
ta praca em casa de Caetano Pereira Goncalves
da Cunha na rua da Cruz que em ambas as
partes ser bom recompensado. (13
pagern um bonito molequo de idade l'i annos ,j 2 Fugio uma negra crioula de nome Joan-
dous escravos sem vicios nem achaques de ida-1 na baixa, egorda rosto abocetado, testa lisa
de 2 a 30 anuos por 740f mil rs. ; na praca c sobre sabida, com uma cicatriz na na raiz do
da Boa-vista n. 10. I cabello dd testa, do comprimento de mais de
Vende-se caffe em grao a 140 a libradofduas poilegadas, costuma andar calvada para
moido a 200 sevada nova a 80 rs. carnauba passar por forra ; quem a pegar, levo a rua ua
a 'ioo espermacete de e 6 em libra a >sso ,; Madre de Dos, a Manad Luiz da Veiga jnior,
rap de gasse e meuron a lolO cha hisson quo ser gratificado. v-
2240 e 2400: no patio du Carino esquinada
rua de ttasn. 2,
liKCiFU N*Tl\ 08 M. F. DEFak'A.Lsi.
.


Full Text
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