Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05090


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Full Text
Anuo de 1844.
Sabbaclo I.
re Junho
ODiAaiopoblicte i,.doiO diasque nao toma sannficados 0 preco <1. ai.gntjDra
he de Irea m,I rs. ,>or qunrlel ,,.^0, tdi.mados Os annune.iosdos ateignanies s;io nwridot //J
grana, e os .lo, que nao lorem A rateo de S reis por linha. As recltmicuea derem ser diri- \Jfy
g.dtt A la lyp ,u. ri,s (,ru,es n. 34 ou a praga da Independencia loja de livr.in 9*8 ; ,
PARTIDA DOS COIUIEIOS TERRESTRES.
5*ta i* "7b* 9'!Und,s- feir.s.Ki Grande do Norte, cheSa a 8 e22 e pai
y."'.'" TUb"' ^"""e' KioFormoto. Mtcejr, Porto Calxu, e Alteoas: no *.
/.; ,'L "" .G,"nll""s miio a 40 e '24 de /. me. bo.-tsi. e Flor
esa JSe _6 dao.Cidade da Victoria quintas fe.ras. Ohnda todos oa dias
a ,. das da semana.
11 Seg + s. Jo,o, Aud. do J. de D. da _'. v.
2H l'erea 4, s Germano Bel. aud. doJ. de .da 3.
i!) Quarla s. Maximino Aud. do J de D. da 3. v.
30 Quintas Fernando Aud do J de da 2. v
3* Sexta s. I'etronll,. Aud doJ.de I) da i. v.
4 Sab.s Firmino. Re. aud do J. de ). da 4. t.
J Doin da Si, Trin.1l.1dr s. Marcelino. _____
' '''' '-' -:,- v.-ir- fl
Anno XX. M. It.

nde dr ni mesmoi; da i>> prodeneit, toderagao'e energa: WM
s como prinaipiamoi 1 seremos aponlailoi com admira-jan entre as nagoea nail
ProclamagjH di kssemblt Geral rio iratil.)
CAMBIOS no I 1 '
Cambio! sobre Ionios _g.
n Pan, Z /U ris por frtn
Lisboa '! L' por I
I'i- 1 no.
I Our-Moeda de 0,400 V.
N.
000
Woeda de pobre lo par,
dem de letras !e boas firir.ts 4 a
neo i
premio j .1 de
l Pratal*atac3ei
l* "ifl
Petos columianaret
Ditos metmanot
rcirii|.ra
17,.lili
17.1(111
'J.iilO
4,960
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47,5011
17,300
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1 l# :
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I,9c0

IIUmaEtM/:*..>. ..il-J-KSTL&it.

PHASF.S DA LA NO MEZ DE Jl MI".
LuaoB.i.a30M2hore5ftm,n d. ,,,,,,1, ,,[,,,,, |5 ., lollr ,,-, ,nin.d. ,.rde
Minguante a 7 as 6 hora, e 8 n>in da larde. [ Cretcente a j3 1. I h.5. da tarde.
_ Prcamar de /m._______________,_________________
Primein tt 4 horas e :l) m d. manla. Segunda 11 4 Un e 54 minutos da larri.
DIARIO

.-*JUi*A.
in "IIMHUWIi.i^m vi....._i_____L
Mis:?c-ll;tiiea.
PEBMAM


.....
'
se? -rjirari
RE LIGIA ).
T/niao 6?n Moral e da Rcligiao.
(Continuado do n. 117)
Corr elTeito o grande homem tal qual o
Christanismo, he o sor raais profundam ;nto
moral, que possa existir na Ierra. Elle he
obediente s leis, eao Principo; porque ve em
Deosafonte das leis, e porque a sua Religiao,
quo abunda em martyres, jamis fez rebeldes.
Este homom do futuro toma cm serio a Bde-
lidade, a honra nacional, e a religiao do jura-
mento; elle lio milito firme para so dohrar do
baixo da mole briza da Ijzooja, ou debaixo da
tempestado do poder inicuo; nao he exagera-
dor para com interosse do sua celebridade ex-
plorar as paixoos dos partidos; um intrigante
para atrahir sobro a sua caboca curvada a chova
ment as vezes ) cahir sobre o indigno. Ge-
neroso para seus inimigos, e leal para seus ad-
versarios, justo sem ser duro, magnnimo sem
altivez, humilde sem laxidao, este homem he
para com seos innaos do genero humano bwn
como, segundo a bella comparacao oriental da
Escriptura, urna rocha alcantilada, debaixo del ra($o do culpado tom o seu azorrague de es-
mui fortes, as paixes ligadas com os sentidos
mui impetuosas; o mar quobrava com (uror,
o Co eslava sem astros; o a virtudo fluctuava
ao sopro das tempestades, como urna barca de-
samparada. Que quericis v, que ella lizesse
entre o vento, as vagas, os cachopos ? Que
encalhasse.. Hooque ella fe/. !
Mas l esto a oonsciencia, diz urna nova sei-
ta, que sem o saber, cahe em idolatra, t3o
velhacomo o Imperio Romano: a coosciencia
he Dos, nos nao rpconheceiim* ouiro. A cons-
oienoia he ceriameote urna conoelheira hon-
rosa; posto que desorto alguma I he convo-
nha montar o pedestal dos dolos para deslbro-
nzar a Dos: mas a oonsciencia separada da
Religiao est sejeita a dormitar no seu posto,
como urna sentinella fatigada, som lon-
ginquo do ouro obra sobre a conscionca do
muitos, bom como o sussurro da folhagem,
e o murmurio das agoas nos sentidos dspostos
ao somno; esse som laoca a conscencia em urna
especie de somnolencia, que Ihe tira toda a
energa. He verdade, que depois de perpe-
trado o crime, e consummada a apostaza, ou
depois dcapparelhado osupplicio, a consiencia
esperta com um grito terrivei, e sangra oco-
cuja sombra se passa o calor forte do da. Fe-
liz a mullitT, feliz o amigo, feliz o valido de
um tal hoinern! |?u o repito, sa Moral Chris-
taa he capaz do produzir homens, to bem
temperados, e tao completos.
Sem tocar ncssa altura, dizem os philosophos
anti-chrstaos, temos entre nos urna multidao
de gentes de bem, que gozao do urna repu-
tacSo honrosa; posto que confeslo, que nao
entra um tomo de religiao em toda a sua con
docta. Se essas gentes sao isso, que parocem;
podemos scmpre dizer, que a sua virtude esta
em um mi ancoradouro. Porcm quintas
repulacoi's iguaessao usurpadas? Que de ma-
gistrados tcern passado por ntegros at que a
indiscricao de um sollicitador, ou a vinganca
de um intrigante levantou um canto da cortina
de sua vida intima : Quede homens eminen-
tes teem passado porespelhos de honra at que
sua prohidade de polticos, rfe philosophos, de
Iliteratos, ou de gucrreiros tropicou sobre pe-
dacosdoouro! Podo ser todava, que prin-
cipio esses homens gostassem da honestidade.
Sim, pode ser; porm os engodos do prazer
forao mui irrcsistiveis, as ondas do interesse
F@LD3ItTB
MARGARIDA.l")
O SlNIIOR CARLOS.
Misler heconlcssal-o, primeira vista o Sr.
Carlos inspirava terror. Figuro-se o leitor urn
homem de mas de seis ps de altura e de urna
torca proporcionada ao seu porte: d-lhe per-
itas como as de um Hercules, hombros de A-
tlanle tendo em cima urna cabera enorme cu-
berta de um bon grande de pello donde sur-
ga um mallo de cabellos forneos fricados e em
desordem, econvir que a primeira impresso
nao era favoravel esta personagem. Mas, se
se considerasse attentamente aquelles olhos
grandes flor do rosto que nunca se desviavao
coni embarazo quando alguem fitava nelles os
seus, via-se reinar nelles unta tul expressiio de
bondade, umasyrnpathia taoamgavel, que tor-
nava-se afleiiiio ao bom fazendeiro: Quem o
surprehendessede joelhos, entre os seus fmu-
los, no momento em que ello tirava o seu bo-
n grande de pello pan fazer a oracao da nou-
le. distinguira na sua larga Ironte tanta candu-
ra, tanta nobresa e tanta lotea que urna profun-
da impreseSo de respeito se llffr ti vera para sem-
pre gravado na memoria.
USr. Carlos (pois ninguern, excep?4o da
[') Vide Diario n. 124.
corpies; mas se ella lio assAs poderosa para
forear Judas se enforcar depois da sua traicao,
nao o foi a ponto deimpedil-ode vender a Dos
Tanto he certo.que s a Ileligiao robora a prati-
ca constante dos deveres moraes, de que ella he
a Ion te ; e que a Moral solada acaba ordina-
riamente por alluir-se na desgraca, pactzar se-
cretamente com o vicio ou, no moo dos de-
sengaos amargos queenchem vida, lilas-
pb i-mar contra a virtude, como Bruto na sua
morte.
Se a Moral sem a Religiao he semelhante
urna planta desarreigada, que o menor vento
pode carregar a Religiao a seu turno fortifi-
ca-se, unida Moral. Aqu, eu o.confesso
francamente, fica o mundo com direito de to-
mar o offensiva: e elle o faz com urna alegra
zombeteira, todas as vezes que tom occasiao.
N-'S admiramos a Moral Evanglica dizem
os habis do seculo ; mas por que razio vemos
nos entre aquellos, que se do por Cbrislos ,
homens amigos de Dos, o inimigos do todo o
mundo? Maldizontes, que mordem sem es-
trepito, como a vbora ? Zolosos, ;i quem a
prosperidade alliea faz secar do inveja ? Ava-
----------!"SHHHH"...!!.J.UJLl _. OSB
sua mulher, ousaria nomeal-o em sua pre
senca sem empregar esta formula respeitosa)
possua urna fortuna consideravel em bens de
raz; podia, como tantos outros, se quizesse,
largar o arado e rodar ern sua carruagem, mas
elle prefera trilhar a senda tracada pelos seus
ontepassadosque, havia mais de tresentos an-
nos continuos, tinhao renome no Baixo-Bou-
lonnaispela sua beneficencia e pela sua leal-
dade.
Chateauneuf era portanto o abrigo dos infe-
lizes do valle. Os mscales eos mendigos nos
arredores vinhao passar a noute na fazenda e
para ella tornavao do tempos a tempos por cau -
sa do bom acolbimento que se Ihes fazia. O Sr.
Carlos era pois o genio bemfasejo do valle. Se
o vento de Escossia fa/.ia algum estrago as ca-
sas^da aldea visinba; no da segunte vinhao
dous fmulos do fazendeiro, conduzindo carro-
cas carregadas de palha, e davao a cadaum o nu-
mero de mlbos necessaro para rcparal-as. Se
o invern eslava rigoroso, o pao caro e as b-
salos escassas, todos os Domingos sacos de trigo
sabidos doscelleiros de Chateauneuf passavao
para as cabanas dos pobres aldeoes agradecidos.
.N'uma palavra, seacontecia alguma desgraca o
Sr. Carlos estava sempre prornpto para reparal-
a e derramar balsamo sobre as ferid.s do prxi-
mo. No enllanto elle nao tinha por timbre o
fazer philantropias, porm como era rico, jul-
gava justo queos que o rodeavo tirassem da
sua riqueza algum proveto. Por isso era o bom
boieni conhecidoem todo o valiese bern que a
sua reputadlo naosedilatava alm das collinas
rento;, que servem a Dos em publico, e ;i
riqueza em particular ? Grandes, que sao para
com o seus subordinados, nao como a palmei-
ra, quo da com sua sombra saborosos fructos ,
porm mottas do espinhos, que ferom o indi-
gente approximindo-s dellos ? lista Religiao
sem Moral velera por ventura mais, do quo a
Moral sem Ileligiao? Eis-aqui a pergunta do
mundo.
A!i nio ; porm esta m herva sempre
brotou entre o bom trigo: he o inimign de
Dos, quem a semJ, e colbe. Ella existia na
le antiga, ella anda vive em a nova ape/ar dos
analhemas de Jess Cliristo. lisses homens ,
ijiie nao enchem um dever; mas que fazotn um
officio ; esses homens que mirao o duplo fim
do enganarem a Dos, eao mundo; esses lio-
mens, que deshonriio a sua f por suas obras ,
sao da casta daquclle que trahio o Filho de Dos
com uui beijo Quo queris vos ? Do/o ho-
mens se unrao fortuna de Jess Chrislo; v-
vrio do seu pao, que o milagro multiplcava ;
h(-br5o em seu copo afoencoado recebo-
rao doli a verdadeira doutrina; e um dos
do/e era um traidor, que o vendeo por trinca
dinheiros !.. Concedido isto, podemos dizer ao
mundo:Nos nao temos disfarcadoteus amargos
sarcasmos;relatamos, como narrador Re, o que t
repetes todos os das. Sim, lu viste o joyo, que
nasce no campo do pai de familias; mas por que
razao vas passando som lazer juslica ao bom
grao? Por que razao principalmente, conf'un-
dindo o homem com a cousa, fa/es a Religiao
solidara das faltas humanas? O Evangelho tem
por ventura preceitos, que favoreci a dureza ,
a mentira, a bvpocrizia ? Christo, crucilicado
pelos Fariseos da Synagoga, disse acaso, que
elles erlo modellos para se imitaren) ? Disse a-
caso, quando seus bracos estendidos na Cruz
apertavao em seu coracao toda a raca humana :
-Vos, que sois maos, estis dispensados da
virtude, cu rompo todos os vossos iacos moraes,
vos absolvo de vossos crmes secretos, com tanta
que no exterior tendis os ares de homens de
bem? rerA dito isto aquello, cuja palavra era
espirito, e vida ? E se elle o nao disse; se cons-
tantemente disse o contrario, ser lealdade met-
ter a cargo da Religiao enormidades, que ella
coinleriiiia ?
Quanto nos, a allianca mais santa quesefez
sobre a tem, foi a da Moral com o sentmento
religioso; D0SS9 ver, a perfeico, essa cuu-
"M"
annoviadas que cercao o mesmo valle. Esta pro-
picia obscuridade o bavia, quasi no momento
em qu comeca o nosso drama, posto comple-
tamente a (liberto dos perigos que Ihe poderia
causar a sua immensa riquesa. A chamada de
sua mulher, entrou o dono da casa e pegando
na sua enorme cadeira de bracos chegou-a pa-
ra a cabeceira da mesa entre os seus dous liihos;
depois d'isso tirando o bon, recito de pee
em voz alta o bentdicite. Os fmulos todos que
com elle se tinhoposto de p e dcscubertos.res-
pondero com urn ruidoso amen, e comecou a
ceia. Porm antes de comer, o fazendeiro, se-
gundo o seu costume, lancou sobre a sua genle
urna vista d'olhosrpida e vendo um tugar vago:
Aqu falla alguem, disse elle, o Bode do
\ alie anda nao voltou.
iodos se conservaro em silencio, e ouvirao-
se ao longe os sons guinchadores da gaita de f-
le do pastor.
Ah ahi vem elle, proseguio oSr. Carlos;
mas como he que elle volta hoje tao tarde ?
D'alli a pouco os sons se tornavao mais pr-
ximos, o depois calou-se a gaita e abrio-se o
pprtao do terreiro. Entao ouvirlo-se resoar na
calcada que conduzia a estribara os passos so
noros de um cavallo misturados com o pisar dos
carneiros. Este ruido pareceo causar admira-
cao ao fazendeiro e voltando-so para os encar-
regados da estribara disse-lhes:
Ento vos vos esquecestes de fechar a
porta ?
Nlo, Sr., respondeo um delles, nos a fe-
chamos bem.
[sa tao bella, e to rara, resmese nesta limpies
palavra: Moral Chrisla porm a Moral Chris-
laa encamiiih ao cerrilismo, di/em os defen-
sores de urna certa opiniao; ella ordena obede-
cer aos Principes.
Ella ordena obedecer aquellos i/ue (jorernSo,
qualquer que seja o titulo, que tenblo. Em
Roma ella mandara obedecer ao Senado, quan-
do o.Cenado governava acausa publica;na Cre-
ca, \ssembla do povo; na Turqua ao Sul-
tao; e na America aos Incas. Que importa a
Dos, eao seu Christo esta, ou auuclla forma
de Governo, comtanto que esse Ceverno seja
justo, c concienoioso ? Nao temos visto, que
em parte alguma Jess Christo, seus Apostulos,
nem algum dos Padres da Igreja tenhao jamis
procurado por uas pregacoes, ou escriptos pri-
var os diflerentcs povos, entre os quaes vivOrao,
dos liberdades, que ibes garantilo seus respecti-
vos Goverops. Se existem provas do contrario,
mostrem-nos. .. Mas ellas nao se bao de adiar.
\ai se repelindoeni nossos das, que o Ca-
Iholicismo he hostil s liberdades dos povos, e
que as suas doulnnas lavorecem em tudo os des-
potas. Esta assercao he um erro mui maligno;
e ser insultar a Religiao de Jess Christo sup-
pol-a capaz de paclear tortuosamente com a
tyrannia, a exaiao, e a injjstica. Nao, nada
de semelhante existe, gracas a Dos. Quando a
usurpaco, a conquista, a violencia, ou a dura
necessidade collocao sobre o pesclo do um po-
vo o jugo pezado da servidlo, ento a Religiao,
sahen'do, que a revolta, e a guerra civil teem
consequencias desastrosas, suggero este povo
para acalmar seus males um espirito de pacien-
cia, de submisslo, e de paz; he por este meio,
que ella aligeira o jugo da tyrannia; porm ja-
mis a Rehgilo mesmo approvou este jugo.
Se be mrito da Moral esclarecer a intelli-
gencia, temperando as paixoes, nenhuma reli-
giao este respeito vence a nossa. Juliano, a-
postata, que detestava o Chrstiansmo, nao po-
de impedir-sc, incrdulo como era, de sentir
a immensa vantagem, que o povo colha dos
nossos ensinos moraes. Querendo rcsuscitar o
poljtheismo, elleordenou aos sacerdotes dos
dolos fazerem sermes em seus templos. Mas
que podiao dizer essas pobres gentes ? Os poe-
tas haviao manchado, doshonrado todas as d-
vindadesdo Olympo; no existia vicio, nem
crime negro, o vergonhoso, que nlo ertivesse
apoteosado no seu co. Em nome de quem po-
Mas eu ouco bem disllnctamente pisadas
de ra val lo. .. Hirn nos explicar isto.
Um instante depois entrou Bode do Valle;
mas tinha ar embaracado, e quer fosse por aca-
so, quer de proposito, o mancebo que o acom-
panbava conservou-se no anguloda parede, meio
escondido na sombra.
Hirn, disse o fazendeiro em tom severo,
porque voltas tao tarde ?. ..
Susteve-se de repente e corou um pouco. Er-
guendo a cabeca acabara de ver o estranho.
Alas quem diabo nos trazes tu ah ? ex-
clamou elle, levantando-se e carregando asso-
hrancelhas com sorpresa, inquietadlo e mo
humor
Sr., balbuciou o pastor, he um moco...
Sou eu, Sr. Carlos, eu.que vos venho pe-
dirum abrigo disse o mancebo dando um passo
para a mesa.
O dono da casa pegou na lampada que esta-
va ao pd'elle, levantou-se e chegou-se ao seu
interlocutor:
Como sois vos exclamou elle recuando;
vos, Jorge! vos em minha casa! voso filho
do. ..
Oh calai-vos, Senhor, por compaixlo
calai-vos! balbuciou o mancebo com voz sup-
plicante
Ento, sahi-vos de minha casa sahi-
vos d aqu, vos digo replicou irritado o dono
da casa.
Rogo-vos, 3nhor, me deixeis fallar-vos
em particular um instaste s, e se anda persis-


I


dio pregar a virtud esses padres de Apollo, de
Marte, e i" iphrodit i ? < lado urna d is suas pa-
lavras s lentida pelos seus annaes reli-
gios
O joven! lo de Terencio, animindo-
a vista de urna im igem dos deo-
ses, a quem servi i, e reputando como mperti-
nenei i em um mortal frgil, como elle, a pre-
tencao de valer mak, que o grande Jpiter, ti-
rava assim urna consequencia lgica; porque he
de suppr, que a Divindade proteja.na trra
quem lite assemelha; e se ella d i o oxemplo do
vicio,deve necesariamente animal-o nos ou-
tros. Mas acousaiade outro modo entre os
(4rn4A*-. p^ra qacrrrotimi exoniplo deseia fi
c^o, romo a luz, e servia i a um Dos, fonte de
toda a pureza. O primeiro beneficio doChris-
tianismo entre os pagios loi apurar os costu-
ines, e reanimar a Moral, queexpirava debaixo
do sensualismo, como as victimas de Heliogabo-
lo debaixo das dores.
Porm, dizem, seo Christianismo he rege
ncrador por essi ncia, a quem attribuir entilo a
immoralidade, que nos carcome ?S mos Chris-
t;io'-; e por isso .1 ,1- 1 valemos mais .' Sim, som
uuvida.ese nao sois melhores, be porque pon-
des t los os \ iss is cu idos em neutralizar a
Influeni na, que vos rnaria felizes e
sal; 15. Convcnho que a g( r. 10 dual be ma,
! corromj 1 la apezor de ser chi 1; o que be
vergonha, considerando-se lodos os motivos pa
ira; bcni, que ella encontra em urna
Relgio t ida santa; masemfim to degenera-
dos, como somos, das virtudes nremitivas do
nossos pais, to lavia \ liemos mais que os pagaos;
e I iraais na- jo 1 brisla 1 anda descendo ao ul-
timo grao le sua decadencia, soTrer as nla-
mias, que Roma \ io no lempo dos Cezores. Se
-- Religia* 1 nao tem opposto um di |ue in-
| peravcl a immoralidade do secuto, be porque
era imp issvcl levantar um dique, que ella nao
podesse saltar.
O Cuito Christao lende por -i mesmo a mo-
ralizar ospovos; porm l I te nao pode pegar,
senao om!e ha elementos da fe. 'Juan.lo estes
elementos se rarefazcm 1 ponto de se nao pode-
rom apanhar; a influencia Religiosa pftra, por-
que ella nao pode operar no vai uo; eentio pou-
co restt a perder cerca da Moral. Quando os
homens teem chegado a viverem sem Dos, que
fre consentirlo .Mas por que rasan o stnt-
menlo religioso nao eleva-gempre as almas para
is mais nobres npiraces .' Porque se allia el-
le algumas ve/es as vistas estreitas, o a sequdo
d'alma '? A falla he do natural do homem, o
nao dos ensinos, que elle recebe As almas vi-
gorosas, e as almas Iracas, diz um moralista do
indostSo, sao igualmente capa/es do serem cul-
tivadas; masellassproduzew fruclos conformes
a za natureza. Nao he a scieneia do mestre,
Que faz o discpulo todo; a pedra resplandes-
cenle reenvaos raios.com que a luz a oenetrou;
mas a ierra grosseira absorve o raio, que ella
reflecte,
A Religiao, ea Moral, como duas poderosas
itura > adiadas, uao pdem cahir emdesac
cordo. senSo para a suacommum ruina, e des-
honra: to o aquello [iie cmprebende difidil-
:.-, niio ama urna nerr, outra.
Todas as vezes que um homem, que se bola
paran Mural, se declara altamente contra a Re-
ligue, ha sempre lugar de crer, que nao fo sua
razao, ms-suas paixes, quem o tem impelli
do contra a sua crenga. I mam vida, cuma
RclgiSo Sanl i, sa 1 luis cousas, que nao pdem
fa/er boa vizinhanca; e quando o bomem as se-
para, pode se contar, que he coni o nico lim
de obter todo o cusi urna paz vergonhosa
(Tradusido).
'ublicaojes a i>edi(Io
No summario ila Justica contra o preto Ma-
Inoel escravo de Jos Fernandes Bastos, por
ter assassinado o conlra-mestre da tenda domes-
tirdes em medeixar fra de vossa casa, enlo
retirar-me-bei .'
O lazeodeiro parereoconimovido por esta re-
Sgnac5o e polo acecnto doloroso que a acompa-
nbava. Ao demais d'isso a dure/a que elle aca-
b va de mostrar era Lo somonte artificial e nao
proporia do seu carcter. Portanto proseguio
em tom peifeitamenle brando:
Mas homem, eu nunca deito a ninguem
para fra de minba casa... No entretanto. .
Emfim, o que ha de commum entre nos 1 Qu
podis vos ter que me dizer ? fallai afloutamen-
te, cu vos escuto.
Nao posso fallar senao a sos comvosco.
Enlo, \indo para cft, eac< !o j: tenlo pOUCO lempo de meu-
Durante esta breve discussao, todas as vistas
lirigio sobre o estr nho, poisjse n|oe*ta-
',,1 no ten po em que, todas as noutes, numero-
sos viajore- vitihao sentar-sea mesa bospilale-
ra de Cheteauneuf. Exigia a prudencia que o
Sr. C irlos refreasse a sua lberalidade, desvian-
do o mais que le fosse possivel da sua casa to-
dos os estraohos que a ella quizessem approx-
mar-se.
EntSo que tendes vos que communi-
c ir-me perguntou o fazendeiro assim que fe-
chou a de s.
_ Senhor, venbo pedir-vos um aiylos es-
criplo no
r pe-
Sao mais crueis do que os lu wla-
Recife, V de Maio de 1811. 'ornea.
A vista dos autos ser de justica a pronuncia
do summariado como incurso no art. 193 do
Cod. Crim. E cusas. O Promotor Publico,
Magalh&es Jaques.
Julgo procedente opresente summarioe.r-o/'-
/Jco contra o preto Manoel escravo de Jos
Fernandes Bastos e obrigo o mesmo roo Ma-
outro qualquer que por ventura compras-
seo tal escravo vio com bastante admiracao
no Diaria de Pernambuco n. 122, annun-
cos do mesmo Sr. Abreu Reg, que sao in-
fundados, extemporneos, e precipitados com
admoestacSes que nao servem, nem pdem
ser applicadas ao abaixo assignado, que be bem
conhecido nesta cidade Para o publico pois
conhecer a razao. e verdade, com que o abaixo
assignado fez aquelle annuncio, e a nenbuma
com que o Sr. Abreu Reg aprosentou os
seus, aprsenla o abaixo assignado na Typq-
graphia deste Diario para serem vistos por
mo Bastos. Diga o Dr. Promotor Publico, uuem aui/or. a escrintura publica da hvpothe-
ca, o papel privado passado ao Sr. Abreu Reg
4G dias depois da escriplura de bypothcca e a
carta da pessoa a quem o Sr. Abreu Reg pro-
curou vender dito escravo hvpolheoado, e ava-
liarda parte de quem est a razao, e verdade ,
e quem o ofendido. Jos Joaauim Pereirn
Sr. Pertira.l'aca-me favor mandar dizer
se he certo, que Ihe est hvnothecado um mo-
noel prisio, o lvramento como incurso no (|eque de nomo Manuel, escravo de Lourenco
art. 193 do.Cod. P., porquanto dos aulos cons- ,|,. tal rico por antonomasia) cujo escravo est
la, que o mesmo reo as 6 horas da tarde do da penborado por Joio Patriota, c ou tenhocon-
29 do me/ passado assassioara o Portuguez I tratado com o mesm > Patriota compref-lhe di-
Antonio Jacinto Alves Ribeiro contra-mestre ; to moleque. Son de Vm.K atiento criado,
11 len la de Sapateiro 1I0 referido Jos Tornan- 1 F. Pires.
des Bastos. ( Bscrivfio cumpra seu regiment Diz Jos Joaquim Pereira, que Ihe faz a bem,
enviando os presentes autos ao seu Dr.Juiz Mu que o Escrivflo Reg Ibo d por certido.reven-
nicpalib- 3 vara. Pague osonhor do reo asi us- (|0 os autos dearroslo do supplicante contra o
las, &e., &'c. Joaquim Jn> da Fonseca. eu devedo Lourenco Alves do Alhuquorque.o
Notifique seosenbordoroparaamanhape thor da escriplura de hvpotheca que seacba nos
Ias4 horas da tarde ser interrogado em presenta mesmos autos, e revendo os outros autos de
do mesmo reo, o seu curador, que serao lambem arresto de Joao f'redericodo Abreu Reg con-
notificados, Recife, 23 de Maio de 18W.-fi- tra aquelle mesmo Alhuquerque Ihe d porcer-
lido o theor do papel deseguranea que se a-
cba a fl. i. Pede a \ S. Sr. Dr. Ju/ do Ci-
v(-l da 2.' vara mande passar as duas certidoes
requeridas. E receber merc.
Jos Joaquim Pereira
Passe. Pernambuco 29 de Maio do 18H.
Silva Veces.
Francisco Jos do Rogo. EscrivSo do Civel
nesta cidode do Recife de Pernambuco &c
Certifico,que, vendo os aufos de arresto do sup
plirante contra Lourenco Alvos de Albuquer-
quer. e outros autos tamhem de arresto
de Joao Frederco de Abren Reg contra o mes-
mo Lourenco Alves de Albuquerauc delle
consta ser o theor da escriplura, e papis que se
pede por certidao da forma e maneira seguinte :
Escriplura de dehito obrigacaoe bypothe
ca que faz Lourenco Alves de' Mbuquerque a
Jos Joaquim Pe1 eir.Em Nome de Dos A-
ijwna ( osla.
Proceda-se acareado de Jos Fernandes Bas-
tos com a testemunha Jos Joaquim de Froitas
Guimares, para o que sejao notificados, e bem
assim o reo, e seu curador para assislirem
mesma que ter lugar hoje pelas i horas da
lardo. Recre, 2o de Maio de l$W. figuei-
ra Cosa.
Sustento a pronuncia decretada contra o reo
o preto Mano I, escravo dejse Fernandes Bas
los, a vista do que dos autos consta, pagas por
osle as cusas em que o condemno. O Escri-
v o devolva o processo ao Jui/o donde veio ,
a lim de seguir opportunamente os seus termos
Recife, &C Jote Nicolao Rigueira Cosa.
rio de Pernambuco n. 119, repetido no den.
120, para ninguem comprar,nem fa/er negocio
com o Sr. Joao Frederico de Abreu Rogo rela-
tivamente ao escravo .Manoel Angola, tanto
por estar hvpolhecado por Lourenco Alves de
Alhuquerque ao abaixo assignado, com outros
(chivos mais, pelo dehilo de 1:78o,200 rs. de
principal juros, e cusas, e por escriplura
publica lavradaaos 6 de Maio de 1813 com pre-
lerencia 1 nutra qualquer divida; como por es
lar dito escravo arrestado a requerimento do a-
haixo assignado visto pretender o mesmo Sr.
Abreu Rogo vendel-o, como constou ao abaixo
assignado; nao tendo este em vistas com aquel-
le annuncio outra cousa sonao mostrar ao pu-
blico o seu direito para assim livrar-sede ques-
l'S, quer com o Sr. Abreu Reg, quer com
Jos Joaquim Pereira felizmente nao tem ti-
do duvidas ou queslSos com pessoa alguma ,
que o obrigassem apparcccrnasfulhaspublicas
Iota cidade : c fazendo um annuncio no Da- men# Saibao quantos este publico instrumento
de escriplura de dehito, obrigacao, e hvpothe
ca especial virem, que no anno do Nascimento
de Nosso Senhor Jess Christo de18i3, aos O
de Maio em meu escriptorio viero presentes
como devedor hypolhecanlc Lourenco Alvos de
Alhuquerque, e como credor hvpotecado Jos
Joaquim Pereira, esle morador nosta praca, e
aquelle no encent Cavaco, e ronhecidnsde
mim Tabelliao pelos propriosde que dou f. E
pelo devedor hypolhecante foi dito perantc as
testemunhas abaixo nomeadas e assignadas. que
elle se tem constituido devedor a Jos Joaquim
Pereira da quantia de um cont setecentosse
lenta o cinco mil e duzenlos ris de principal ,
juros, e cusas de urna leltra, queseachaem
execueao, e como do presente Ihe nao posa pa-
gar, lem contratado com o mesmo credor pa-
mou o fazendoiro, devorSo uns aos oulros !.. .
E de que modo podestes escapar ?
Eu ludo ignorava... Antehontem leve
lugar a execucfio los Girondinos.. .
Ah Ah interrompeo o outro; famoso
sacrificio leito a Montanha !
Carregado de dor e de desesperacao, pro-
seguio Jorge, tinba-nie eu fechado no meu
quarto e alivsmado as mais penosas nflexoes,
nao havia reparado na approximacaoda noute,
quando de repente fui accordsdo em sobresalto;
urna das rninhas vidracas vou em migalhas e
cabio no meu quarlo urna pedra. Rpido co-
mo o raio. precipitei-me para a janel'a e vi um
vulto fugindo pelo lado escaro da ra. Era rno-
tii coner atrs delle. Quando lornei em mim
do meu espanto, feri lume, e vi que a pedra que
que me fra atirada estava envolta n'um papel
Abri-o o li oslas palavras escripias de modo que
nao deixava conhecer cuja era a letra:
(i A commissao desalvacio publica est tua
procura, foge sem demora Acharas na esquina
da ru ule l'Kstrapade um cavallo e um passa-
poile falso. No percas tem po algum. E visto
que s um moleirao. trata de sabir da Franca
quanto antes.
Um homem que se interessava por ti mais
do que lu mereces.
Depois que isto li. sah logo do meu quarto
e fui ao lugar indicado. All, um homem rnas-
e irrete vermelbo, entregou-me um
portee trouxe-me um cavallo que linha
ea. Ao uar-me o papel, notei que a
nio do desconhecido trema e elle murmurou
em voz baixa.
Prudencia Caminha Adeos Eu res-
pond com urna inclinaco de cabera, e ape-
nas me Bebe i a cavallo o desconhecido proferio
urna |>raga enrgica e abafada como um homem
que procura furtar-se a urna emocao penosa
Depois olbou para mim um instante e entrou
n'uma taberna. Desdeaquella noute viajo, aug-
mentando muilas vezes o comprimenlo do meu
caminho a fim de evitar a estrada. Record!*-
me, Senhor Carlos, da vossa generosidade dio
conbecida, da amizade que me tinheisna minba
infancia, e ambos estes motivos me determin-
rao a vir pedir-vos azvlo. Aqui nenhuin risco
correroi, pois que esle lugar est, pela sua po-
sicao natural, assaz abrigado das tormentas ro
volucionarias.
E credos, Senhor, respondoo framente
o fazendero, que arriscarei a minha seguran-
ca, a de tninha mulher. meus fmulos para oceultar ofilbodeum mal-
vado monlanhez, do famoso coupe jarrel...
Basta Sr. nao pronunciis o seu no-
me poupai-me esse opprobrio .. Ao de
mais d'isso, no ha urna injuslica fazer recahir
sobre o filho as culpas do pa ?
Sim sim, eu bem sei isso, respondoo o
fazendeiro com surriso amrco mas eu ca sou
homem de [reconceitos. ... Sou roceiro..., Nao
- o homem de progfesso, nao sou homem san-
gu seden to.
.Mas, senhor Carlos, in(errom| :
, cntiio eu devo ser estigmatisad pelas culp
"ar-lhe da data desta escriplura 2 annos, e
sem jaros algnns, e nSo- pagando no referido
prazo, ficar pagando o juro de um e meo por
cenlo ao mez at real embolco emquanio'ao
credor asism convier; o que para seguranca Ihe
az especial hvpotheca,c com prelerencia a outro
qualquer debito que tenha ou haja de conlra-
hir, dos escravos seguinles a saber : Maooel,
Angola, de 16 annos ; Antonio, dilo idade
a mesma ; Amaro dito idade 18 annos, o
Ignacia, Angollo, de idade de 25 annos, cu-
ja hvpotheca foi- por garanta de seo debito e
prompto pagamento ; e assim como hvpotheca
promette, e se obriga a nao vender, nem alie-
nar e nem traspassar, sem que seja de todo pago
e satsfeilo o referido credor de toda a quantia
de seu debito. O credor bypothecario disse ;
elleaceitavaa presente escriptura com todas as
clausulas e communicaces estipuladas. Em f
e testemunho de verdade assim o disserao e au-
torgrao pediro e aceilrao, e fiz este ins-
trumento em que se assignarao sendo pre-
sento por testemunhas Pedro Jos Alves Cor-
rea, e Francisco do ^allcs Alves Correia, e eu
Jos Alejandro Ferreira Tabelliao dashypo-
Ihocas o cscrev. Lourerro Alves de Alhu-
querque Jos Joaquim Pereira, Pedro Jone
Alves Correia Francisco de Salles Alves Cor-
rea. E nada mais se conlinba em dita escrip-
tura que a fiz copiar do proprio original a que
me reporto. Recife da e era ut retro. Su-
bscrevi e assignei Em testemunho de verdade
o Taliellao das bypolhecas Jos Alexandre
Ferreira. CopiaDeclaro que deixoem poder
do Sr. Joao Frederco de Abreu Rogo o meu
moleque de nome Manoel, de 16 annos de ida-
de, o qual deixo em poder do mesmo senhor
para garanta da quantia de sete ceios e vinle
e seis mil duzentos ris, que sou devedor ao
mesmo senhor, e me obrigo a lazer o dito pa-
gamento inpreterivelmente no da ullimo de
Julho prximo fuluro, e nao fazendo dito pa-
gamento neste dia, me obrigo a pagar ,ao mes-
mo senhor os juros de dous por cento ao mez:
outro sim declaro que o mesmo senhor nao me
be responsavcl pelo dito moleque,caso morra ,
ou fuja. Recife 22 de Junho de 1843Lou-
renco Alves de Alhuquerque Reconheco ver-
dadeira a assignatura supra por ter visto outras
semelbanles. Cidade do Recile 16 de Agosto
de 1843 Eslava osignal publicoEm teste-
munho de verdade.O Tabelliao publicoGui-
Iherme Patricio Bizerra CavalcanteE mais so
nao conlinba em dilo documento que eu Ta-
beliio abaixo assignado bem fielmente fiz co-
piar em publica lorma do original que loi pre-
sento p->r me ser podido e o reconheco verda-
dero do que dou f ao qual me reporto eo
lornei a entregar a quem me apresentou e es-
ta vai sem cousa que duvida laca conferida e
concertada e por mim subscripta e assignada
o publicada nesta cidade do "Recife a 17 de A-
gosto de 1813. Fiz escrever o me assignei em
publico crasa de que uzo.Eslava o origina!
publicoEm testemunho de verdade e concer-
tada por mim TabelliaoGuilberme Patricio
Bizerra Cavalcante Nada mais se conlinba em
dita escriptura, o papel de seguranza que cu
EscrivSo no principio desta declarado e abaixo
assignado bem fielmente fiz tirar por certidao
dos proprios c reconhecer os dilos autos aos
quaes me reporto c vai sem cousa que duvida
faca conferida c concertada e por mim subs-
meu pai ? Eu nao prolesso as suas opinies
nem os seus principios ; fui creado por meu
padrinho que, ha pouco, loi preso por causa do
seu apego ao partido dos Girondinos. Tal vez
mesmo que fosse a minba afleico este partido
que ia sendo causa da minba prisao e quic da
minba morte !
- Ah .' sois Girondino, tornou o fazendei-
ro r pois eu, senhor, sou realista Que temos
nos de coinmum? A ovelba abriga o lobo per-
seguido pelos caes ? Nao existe entro nos urna
harreira ?... Entreunto eu nao entregara
morte o meu mais cruel inmigo dependendo de
mim osalval-o. Em tal caso nao vejo seno o
homem e nao o partido.... Olna. Jorge, tu
eras um bom rapaz quando te eu conheci ; mais
de urna vez le embaei em meus bracos, e anda
que me venba a custar Omito eu te acoutarei ,
accrescentou o bom fazendeiro com expansao.
J vs que me lio do (i mais do que devo ; pois
se, como tantos outros, tu tivesseis urna alma
engaosa acuhertada por um exterior leal e sin-
cero...
Oh Sr. exclamou Jorge com dor e o-
dignacao.
Tons razao tens raso .' offendi-le; per-
doa.... .Mas bem vs, meu filho que se BU ar-
riscaste s a minha vida !... Oh em que lem-
pos vivemos meu Di os Meu pobre amigo,
vivo n'um temor perpetuo a ponto qne j nao
miso mais dar bospedagem aos desgranados que
veem bater minha porta que d'antes sempre es-
tava aberta para ellos__ Mas, nao fallen
maisn'isso, que be cousa queme afflige.. .
_____


^^
5
cripta e assignada nesla cidade do Recife de Per
namliiico aos 20 do Vlaio de 1844. Subscrevi
Em f de verdad.
Francisco Jos do Reg.
"COMMERCIO.
llfandega.
Rendimento do dia 30......... l:635jl14
Descarrega hoje 1.
Brigue-escuna Lauraferro em barra.
Hiate Flor do Recife barris d'olo de l-
nliaca.
Brrgue portugezS. Domingo diversos
gneros. .
Brigue inglez Elisabette Reynon idem
ludopquanto em contrarioescrevrSo osinere-
dulos doseculo passado. Estelivroto necesario
aos Srs. Sacerdotes, nao o lie mooos a lodo sos
Calholicos emgeral, e na sabia, e culta Franca
ainda nenhum outro destc genero encontrn tilo
geral e tao benigno acolhimento Espera-so que
as pessois que amao as lettras, e i Roligiao nao
deixaro de proteger o honrar com a sua assigna-
turauma ohralaoinlercssanlc. O proco da asig-
natura he 4S000 res.
Movimenlo do Porto,
Navios sahidos no dia 31.
Rio Grande ; brigue-escuna brasileiro Cons-
tante, capito Manoel Jos Monteiro car-
ga sal.
Una ; hiate nacional Conceico Brasileira ,
capit5o Jos"- YlartinsPereira, carga varios g-
neros.
gSiftflftgg*Hg
aracoes.
2 O Illm.Sr. Inspector do Arsenal de Ma-
rinli.i manda fazer publico que no dia 3 do
pioximo mez deJuuho contratara o servido da
cxlraccao, nos arrecifes deste porto nos pon-
tos quo frem designados, da quanlidade de pe
dras abaixo declaradas para a obra do caes
projectado no fundeadouro desla cidade ; ou
sua compra se isso fr de mais vantagem e
as pedras frem de boa qualidade e tiradas de
qualquer outro lugar.
1,700 palmos correntes de pedras de 6, 7, 8,
e9 pollegadas de comprimento,12 para lo pol-
legadas de largura, e de 10 pollegadas de gros-
sura.
252 pedras de 3 a 4 palmos de comprimen-
to 2 palmos de largura e 12 pollegadas de
grossura.
150 pedras do 6 palmos de comprimento, 18
Avisos martimos.
3 Para o Aracatv o biale Flor de Laran-
geiras segu viagem at 18 do correnle ; quem
no mcsmo quizer carregar, ou ir de passagem,
dirija-se a ra da Cadeia do Recifo loja de fa-
zendas n. 37.
Para o Porto seguir at o dia 8 do cor-
rente mez o brigue brasileiro Fiel forrado, e
encavilhado de cobre, tem a maior parte do sen
carrcgamenlo promplo, podendo anda receber
alguma carga e passagoiros para o que tem
excellentes rommodos ; os pretendentes Ira tem
rom I'irmino T. 1'. oa Roza na ruada \!ocda
n. 7 ou com o capito Manoel .Marcianno
Ferreira.
reir Marques, e no escritorio do Thesou-tsoa, e o mesmo Sr. Texeira confessa essa ver-
re iro (10j dade quando diz esta circumstancia foi has-
1 Precisa-se de urna ama de le te forra tante para quo o Sr. communicante diminuisse
ou cativa, porm que nao (eolia lhos ; na ra scnsivelmente de crdito Este mal que o Sr.
da Cru>-armazem n. 'i-O. (" Teixeira confessa havor feito minha reputaco
1 =5 O Sr. Manoel Jacomo Bixerra Cavalcan- e crdito d-me todo o direito a queixar-me ,
ti ten ha a bondade dedirigir-se a ruado Ban embora elle julgue le purgado tal offcrisa em
gel n. 45 para se Iho entregar um documento altenrSo a supplicas erogativas, de quem quer
doseu inleresse o qual lora achado pelo an- que fosse com novo abono que se foi sollicitado,
nuncante. Jos Femandes Gottes. i emverdade nao foi por mim. Nao desejo fatigar
= Precisa-so de dona meninos para caixeiro
do venda com pralica do mesmo negocio ou
sem ella quo deem conhecimenlo da sua con-
o publico com aquillo que nada Iho pode apro-
veitar, o por isso concluo em replica aoquanto
quiz di/ero Sr. Teixeira em sua resposta
duela quo sejSo capazos ,. o desembarazado* ; [queso o mesmo Sr. os pretendentes, dirijo-se a ra da Concordia com os Srs Rozas Braga V- Companhia Ber-
casa qne
tratar.
tem venda (|ue acbaro com quem
ifllOCS.
tura.
12G ditas do 4 palmas de comprimento 2
palmos de largura, e 12 pollegadas de grossura,
75 bracas cubicas de pedras brutas.
As pessoas que se propozerem a esse servi-
co, ou quizorem fazer a venda das referidas pe-
dras, sao convidadas pelo rnesmo lllm. Sr. Ins-
pectora comparecerem n'esla secretaria no in-
dicado dia pelas 11 horas da manhaa muni-
das de suas propostas. Secretaria da InspeccSo
do Arsenal de Marinha de Pernambuco 30 de
Maio de 1844 O .Secretario, Jlexandre o-
1- Kalkmnnn & Rosonrnund faro leilao,
por intervengao do corretor Oiivera de um
esplendido sortimenlo do fazendas franco/as ,
suissas, "o allemiies, do soda, linho, ealgodao
as mais proprias d*este morcado : te rea-feira 4
de JuiiIo as 10 horas da manhaa no seu ar-
mazem, ra da Cruz. (7)
1 John Mariatt far leilao, por interven-
gan do corretor Oliveira de toda amobiliade
sua casa consistindo em cadoiras leitos, so-
fas, marquesas, bancas de jogo, mesas de jan-
tar o outras mesa redonda de meio de sala,
lampioes apparelhos de louoa, o para cha, vi-
dros utensilios completos de co/inha, e mu- i
tos outros artigos de muita utdidade : quarta- ,
feira, 5 do Junho, as 10 horas da manhaa, na
dita casa do sua residencia
v^-SOfelEDADE' Y:
PHIEO-DKlHATICA
O primeiro Secretario lomhra aos Srs.socios,
que boje, pelas 6 o moia horas da tarde, huses-
so ordinaria da Sociedade.
nardo Lasserre \. empaobia desse favor me
nada aproveitei na primeira casa ; e menos na
segunda a quem nada comprei e finalmente
em resposta ao mesmo convido a quem ti ver
qualquer letra minha contraliida em dinheiro
a premio pode apresonlar e ser pago. Resta
pedir ao publico desculpa a Uiogo Jos4 da
Cotia.
I'azom-sc carnizas do hornem vesti-
dos do senliora do (oda a qualidade o todas as
r
ex-patacho apezar de so llie gritar quo arri-
base o mostrando-so-lhe logo a nada attendrao;
o ex-patacho nao podia arribar porquanto a
dita vella iicava-lhe por sota-vento e nem podia
arcar porque o vento nao Iho dava; at que me-
theo-lhoa proa ao meio do patacho fazendo-lhc
todos OS'estragos, arrombando-lhe toda a borda
e lavecas o lvicas e talioas da oleaxa e sinlado;
na occaziao da atracaiao que conheeemos
que era una barca americana; para a mesma se
passrao na occaziao da a tracacao o comtrames-
tre o um escravo, c quando nos safemos ainda
navege no ex-patacho um hora para a torra e
como vimos que a agoa j ora muita tratemos de
sa-farmos a lanxa e demos fundo ao dito pata-
. cho em distancia de quatro legoas com trra a
na ra rormo/.a n. c ,,' ,
c i rri vista, praia de >. nenio, notando logo a lanxa
la prxima a do lllm. Sr. Inspector da Ihe- ? ,
an #> 'ar,Fan(jo-
Manoel Jos Bebeiro, Capitio do ex pa- mais costuras, com perl'eicao, ebrevidade, tu-
taclio '. Joi Vencedor, de quo loi proprie- do por proco commodo; na ra da Gloria n.84.
tario Manoel de Sou/a Coito, sabido do Per- 1Aluga-se hum bom moleque perito co-
nambuco para a cidado da Babia em o dia 17 sinheiro, quem o pretender para o referido offl-
do corrento mez de Maio e no dia 20 do mesmo
pelas quatro horas da manhaa, avistando urna
a por sota vento atravessando a prtalo do
re
souraria Geral. (12)
1 l.enoir Puget & Companhia nao poden-
pollegadas de largura, e 12 pollegadas de gro^;^flel7^Vue1lao no da 30 de Maio tem
resolvido a pedido de alguns seus freguezes fa-
drigues dos Anjos.
a-2)
PBUCACAO LITERARIA.
O (hristo perate o Reculo.
Tradu/ido em Portuguez.
Em a Praga da Idependcncia n. 6 e 8. e
ra da Cruz n, 53, contina a assignalura para
esta excellonte c inlerossante obra,na qualse de-
monstra com evidencia a verdade.e divindadeda
Religsc Santa que proessamus, njuuzinuo-o a
zer um novo leilao por intervencao do corretor
Oliveira ; segunda-feira 3 do correnle pelas 10
horas da manhSa ; as fazendas siio 8S | annun-
ciadas nos leudes procedentes, com pouca alte
racao havendo mais qm completo sortimenlo
de calcado e mais miudezas do que ha grande
falta taes como fitas de retroz, e brincos, pro-
prios para o mato, bem conhecidos por brincos
de duas podras. < (12)
v.sos diversos.
Tenho em ti toda confianca : nao me oceultarei
a tua vista ; teus ouvidos ouvirao todas as mi-
nhas palavras, sem que o temor me faca deixar
de (aliar livremente.
Obrigado mil veres obligado! exclamou
Jorge, apertando afectuosamente a mo do fa-
zendeiro
Nao fallemos mais n'isto meu filbo; o que
cu taco he bem natural. Os homens devern soc-
correr uns aos outros no dia da adversidade.
Emfim, estas fra de perigo ; Dcos soja louva-
do, fosse qual fosse a mo de que se elle servio
para arrancar-te ao precipicio Porm isto nao
he tudo, amigo ; precisamos cuidar no meio de
/o oceultar. Tu nao querers segundo pens,
ficar um dia lodo n'urn celleiro ou n'um sub-
terrneo ; que meio empregaremos ?
J n'esta circumstancia pensei, respondeo
Jorge. Vendo o trajo desusado do pastor que pa
ra a vossa" casa me guiou, veio me idea que ,
em semclhantes trajos, seria completo o meu
disforc tanto mais que as commisses nao
mando os seus belleguins at as profundezas
d'estc valle ondo alm d'issu Ihes seria muito
cusloso manobrar.
Approvo a tua ideia respondeo o fazen-
deiro ; serscompanheiro domeu velbo Bodc-
do-N alie. K uma profissiopoucobrilbanle; en-
LOTERI \ DAS MEMORIAS HISTRICAS.
Premio grande .. .8:000,>000
Dito inmediato___4;000j000
As rodas desta lotera correm impioterivel-
rnente no dia 18 do correnle Junho ; os bilho-
tes vendem se as lojas de Cambio dos Srs Vi-
eira e Manoel Gomes no bairro do Recife e
em S. Antonio boticas dos Srs. Chagas e Mo-
a mar esaltando toda a tripolacaoe
nos para a torra, em obra de troz minutos vi-
mos o patacho ir para o fu.ido, sem que a dita
barca nos procurasse para nos salvar as nossas
vidas estando a mesma barca a nossa vista.
Precisa-so de urna escrava que seja fi-
el para comprar na ra e boa vendedeira ,
d-e o sustento, e paga-se 8# rs. por cada
mez ; na ra Velha indo pordetraz da matriz
do lado direito n 26.
3 Manoel Maia Lopes Ferreira subdito
Porluguez, retira-so para a Baha. (2)
(Juando no Diario de Pernamlmco numero
121 liz o meu annuncio do qual tao amarga-
mente se queixa Sr. Teixeira no Diario n.
122, so tivo om vista acodire salvar o meu bom
nomo e reputaco, e nao molestar a pessoa al-
guma : outro tanto porm se nao deprohende
da resposta do mesmo Sr. Teixeira inserida no
dito fiara de mim quando'suspendeo o abono que
me derana casa dos Srs. James Crablree&. C.a,
sobrecarrega-mc de baldiies que nada con-
correm a firmar urna boa reputaco. Abonar
vestuarios. Elle gosta de contar historias, e se-
r para elle um prazer o ter um ouvinte de es-
pecie mai ntelligente do que os seus carneiros.
Agora amigo, vai mandar rocolhero teu ca-
vallo estribara o pobre animal ha de ter
bem necessidade d'isso. Tu coaras commigo;
tenbo um cantinho da minha adega onde o vi-
i.bo nao he mo sagundo dizem. Isto te con
corlar o animo o depois loras um bom leito
para dormir como um (dalgo.
Acabando de pronunciar estas palavras, o
bom hornem voltou com Jorge para a sala de
jantar. Os criados haviao acabado de comer,
e, formando um esparoso meio circulo om fren-
te do fogao onde brilhavao as alegres chamrnas
de urna boa porcao de lenha scea, eslavocom
toda gravidade a fumar os seus cachimbos.
Ifirn, disse o fazendeiro, has de dar aqu
aosenhor um vestuario como o teu, elle te a-
companhar. e se Ihe acontecer algum mal ,
tu me has de responder por tudo.
Como por mim proprio ou por meus
carneiros! respondeo o pastor velho com ale-
gra.
Ola vs outros. que haveis visto boje
no valle proseguio o fazendeiro dirigindo-se
a dous vigorosos criados ; houve alguma no-
l : i > .1 I I -, I 1 T
-i" i-----r
I n f n rv
e iiiianiiaa reuim case
trotanto j li. o8o me lembro mais em que li- vidade '
vri foi, que um Des se lizera pastor.
d isso meu filbo a prudencia assim i
Vou recommendar le ao meo velho Hirn que vi passar vestidos de mscales, PerguntrSo-
ter muita honra em emprestar-le um dos seus < meo caminho de Cremareste, mas os diabos
Alm
exijc.
Um bando de ostrangeiros osla prreor
rendo o paii responden om d'elles. Alguns
I
abono he sem duvida desacreditar essa pes-
me carreguem se eu Ibes disse o que queran
saber; mandei-os para Tingris.
Bem feito exclamou o fazendeiro. O
que pareciao ellos ser ?
Ora! elles nao tinliao geito de gente a-
coslumada a carregar fardos e o seu fallar nao
se pareca nada com a falla dos de Auvergue.
Ah ah disse o fazendeiro com inquie-
ta cao e preocupaco ; amanbaa he preciso re-
redobrada vigilancia e nao se esquerro de me
dar conla do quanto virem ao enlrarem aqui.
Depois voltando-sc para sua mulbcr :
Catbarina disse elle tiveste cuidado
de mandar comestiveis ao padre Domingos ?
A mulher respondeo affirmativamente.
Entao as ruinas ha que comer. Como
vao elles por la ?
co, dirija-se ao sitio grande do Mondgo,
ao p do Commendador Luiz domes Fer-
reira. )
Margarida Roza de Lima e Silva faz sci-
ente ao respeitavel publico, ou a quem cenvier.
quo notratem o nem deem cousaalguma acre-
dito ao seu marido, Martinianno Jos Pascoal,
pois o que elle toma de nenhuma Utilidade servo
a annunciante, oni consequencia doseu mao
estado ile jui/o, em que continuadamente se
acha: o por isso a annunciante previne ao publi-
co declarando que nao paga c nao se obriga por
divida alguma que por elle for contraliida da
data deste em diante o nem seus bens sero res-
ponsaveis por ellas.
Existe na ra do Viga rio n. 21. urna car-
ta com as seguinles declarac6es ao Sr. Bernar-
dino da Anunciaco em casa do S. Miguel Jos
Borges Pernambuco quem com direiro se
ache a mosma devera possoalmente vir bus-
cala.
Na ra Nova n. 31 existem as cartas se-
guinles ; urna para o Sr. Rernardino do Sena da
Silva Guimaies, um dita para o Sr. Jos
Antonio de -Silva (uimares, urna dita para o
Sr. Manoel de Oliveira Ferreira Guimaraes,
este filbo de Joao de Oliveira ('.abogas; que
sao vindas do Lisboa pelo brigue So Do-
mingos.
No dia terca feira, 28 de Maio,desapareceo
do lugar Bueiro, termo da cidade da Victoria,
um rapa/ branco de idade de 15 annos, de nomo
Antao Severino de Lira, o qual he menlocapa-
lo, o consta seguio para esta cidade do Recife
com o menlo de assentar praoa, e sahio vestido
de carniza e ceroula, e chapeo de couro, com
que andava no trahalho: quem o encontrar far
favor levar no mesmo lugar a seu pai Jov Joa-
qun) de Lira, e nesta praca a Manoel Bizerra
Cavalcanti de Albubiierque.
Quem aununciou no Diario de sexta feira
precisar de um cont de res cobre hvp tthoca de
duas casas terreas dirija-se a ra Nova de S.
Amaro casa nova de andares do Mesquita que
ah se dir quem faz esse negocio.
9
e torne o sceptro s maos a que pertence i>
Se o nosso jovem viajor nao partilhou este
desejo, polo menos nao manifestou mo humor
nem surpresa e uni a sua voz aos Amens
que forao respondidos pelos outros todos.
Agora f i I los, ide dormir proseguio
o fazendeiro.
RetirrSo-se todos os criados, eo Sr. Carlos
dco as boas noutes mui cordialmente ao seu
hospede. No mesmo instante urna rapariga
n oca e bonita pegou n'uma luz e conduzio Jor-
ge para o quarto que Ihe fora destinado.
Quando o nosso mancebo se vio so soltou
do peito um suspiro: abri umajanella quo
dava sobro a varzea o vio que nao obstante a
prediccao do pastor a la brilhava com ornis
vivo esplendor. Seu paludo clarao dormitava
Margarida est um pouco indisposta ,: no campo aborto, a noute eslava fresca e pu-
tornou ella.
He preciso cuidar n'isso.
ra; urna quietarn perfeita reinava no exterior.
Agora mu- Jorge nao pode deixar de notar o contraste que
Iher d-nos que c'ar. O Sr. Jorge e eu es- existia entre esta pacifica solido e as ruidosas
tamos morrendo de fome. lagitacoesde Pariz. Occupro o seu espirito
Oi.iando acabro de efiar o fazendeiro le-j mil relexoes melanclicas, e pouco a pouco
vantou-so e descubri a cabeca. Era o signal sentio tornarem-se-lhe pesados os olbos. Dei-
da rosa. Todos os fmulos se ajoelhrao ctou-sef porm antes de cerrar os olhos, aspa-
elle recitou as oracoes em tom alto e grave. Jor- i lavras ruinas padre Domingos Margarida ,
ge ajoelhou-se como os outros e uni de bom que ouvra sem osar pedir d'ellas explicacao.
grado as suas supplicas s do dono da casa. Ter-occupro muito lempo seu pensamento. A
minada a oracao lovantou-se o Sr. Carlos sua penetracao procurou advinhar o significado
e accrescenlou-lhe oslas palavras que elle tinha do enigma ; depois as suas idoias envolvorao-se
o costme de repetir diariamente: Tenha o Sr. gradualmente n'um nevoeiro mais denso at
cotnpaixan de nos cesso o seu braco forrnida- que um doce somno veio acarinhal-o com suas
vel de [)osar sobre a nossa desgranada patria azas. (Continuar-te-ka.)


2= Que ara servir
a uma cas i rtas a dentro diii-
ja-se a ru i do S. Illi lo masmo lado da Igreja
psss ; na tei ;u ti
86. [
e alagar urna isa terrea com
qm tal : n,.,,
saes na- se ;u ntos ras : Ortos frinteiras .
Agu is-v rdes, S inta-Thereza, Cald lireiro ,
Bangel, ou pateo da Ponha, S. Pedro, eCar
ido : quem tiver dirjanse a Praca d i Indepen-
dencia .1 36.
3Perdeo se um dos moios bilbotes numero
2018, da segunda parte da segunda lotera do
Guadelupe, tem no rorso o nomo da pessoa por
quem loi comprado : na ruu do Crespo.. 11
se dia a quein p*r4eoee7
. r -------------------- [O]
3Da-se 'O.OOOrs. degralilicacao a quem
aprehender ou der noticia onde se aclia oceulto
um escravo de nacao Costa por nome Carlos,
inda bucal, o que lora sedusido do sitio do
Caldereiro levou vest.lo camisa de brim no-
va, e calca do mesmo bastante asada e com os
signaos seguinte,; alto, magro, bastante fulo ,
feives regulares, e represen!., tei ir,,, 2'i an-
nos; quum do mesmo souber 0.1 der noticia ,
dirija-se ao sitio ai na, ou na ra do Ulerro
da Boa-vista casa n. 18 de Manoel Cocino
Cintra. [12''
3 Aluga se mu sitio na Passagem da Mag-
dalona a margemdo rio com muito boa casa
deviveuda. cocheira estribaria. casa de prc
los e bai cam ea| \m ealgumasfruteiras ;
trata-se na ra Nova,,. \\ com DelIIno Gon-
calves l'ereira Lima. i
3= Aluga se um sitio na Ponte do C, li. .
com doa casa de/ron te do caes cocheira
trillara fruleiras e
cimli 1
es-
inuito boa agoa de a -
trata-se na ra \o\,i n. 44
5
inventario dos bens do seu casal, pela morte di
ua mulber
ivis 1
tod
os os seus crodores, uue
)\
, com Del-
iino Ooncalves Pereira Lima. ;,
:! Antonio Maia da Silva retia-se para l
ra da provincia. 19
GABINETE DEOBSERVACAO
K O
Microscopio solar achromatico exposto no se-
gundo andar dotorreHooccupado pela As-
sociao Commercxal,
As experiencias tem lugar todos os das ,' ex-
wplo as Tercas feiras ) quando o Sol o permit-
a, desde o meio dia at as 2 h< ras.
'Ver,, dos bilbetes da entrada 1 ,> rs. por cada
pessoa. ^qj
' IOTER A ).\s MEMORIAS HISTORICA&
pbemio ghahde 8:0001000 he us.
DITO IMMBDIATO 1:00!l00(l DE RS.
correr logo depois da
iremsuascontas, e ohrigacoes, a fim de se-
i "ni incluidas essas divids no inventario, que
d dar principio dentro desees vinte dias,'
nao so responsalielisandii o annunciantc por
aquellas dividas, que nao frem justificadas,
p ira em as p trtilbas se mindarum separar bens
i ira seus pagamentos. Jos Manuel de Farta.
') lein precizar de um rapa/, brazileiro de
daile 20 annos para caixeirode qualquer nego-
cio, ou mesmo cobrangas, o qual tem alguma
iratica de Irancez por ja ter sido mullos annos
caixeiro em urna casa franceza; escreve muito
li'-m, e d fianca ao seu comportamenlo afian-
cando por elle mesmo patro que foi, ou uma
pessoa de negocio Bm conhecida, e muito ca-
paz, quem deseu prestimo se quizer utilizar,
dirija-se a ra do Cabug na esquina que vira
para a ra das Larangeiras, primeiro andar por
cima do relojoeiro n. 7.
1Precisa-se do um pardinho, ou crioulinbo
(orro de t'2 a 11 nnos para ser criado, dan-
to conhecimento de sua conducta ; na ra Ve-
Iba, indo por dotraz da matriz do lado direito
n. 28. (8.
IAlugn-se um silioua estrada da Plran-
m prto da povoag- ) dos Afosados com bas-
tantes commodos para uma grande familia ;
|uem o pretender, dirija-se a ra da Cadeia-
xllia n. 59. '5
l Franaisco de Paula Cava lean ti de Al bu-
querque Lacerda embarca para lora da provin-
cia .1 sua escrava pardaJanuaria. [S]
1 Fernando Jos Braguez embarca para o
Uaranliao a sua escrava Isabel de nacao An-
gola. (3)
Aluga-s um sitio perto da paca rom
commodos para duas ou 3 vareas de leite e
imitas fruteiras cacimba com boa agua de
beber campo para capim ; quem preten-
der annuncie.
marmore f.ilha para charuto por prego com-
modo
tratar com Firmino J. P. da llosa.
nmpras
Esta lotera tem d
(e
do Livramento, que acaba de extrair-sc, e por
i>so o andamento de suas rodas lera lugar im-
pieterivelmente 110 dia 18 de Junho prximo
futuro, designado por S. Etc. o Sr. Vice-Pre-
nte da Provincia; osbilhetes vendem-se ni-
camente as lojus de cambio dos Srs. Vieira e
es na ra da Cadeia do Recito ;
as boticas de Jo3o Moreira ra do Cabug; e
Lhagas ruado Livramento ; e no escriptorlo
do tbesoureiro. ;\ \
2 Quem precisar de urna mulher forra pa-
ra ama do servico interior de urna casa di-
rija-so a ra Direita n 2. ti)
2 Fugio por detraz da ra lar;a do lloza-
rio, para as partes da ra dar Trinchetas, um
papagaio, com um pedaco de crrante no p ;
quemo pegai qurendn restituir pode levar
11 prava da Independencia livraria ns. 0 e 8 ,
que ser gratificado. (c;
2Aluga-se urna casa terrea na ruada Con-
ueiv'uu. 26 110 Atierro-da-Boa-vista n. 23. 2)
2 Aluga-se um grande armasem, proprfb
pararecolher qualquer genero, ecom um grande
caes junto u mar para embarque, por preco
2 Compra-se porcio de prata e ouro ,
tanto em barra romo em obras velbas pagan-
do-se bem : na ra do Torres n. 18. !
2Compra-se uma inorada de casa terrea ,
no bairro de S. Antonio sendo em boa ra;
quem tiver annuncie. (3,
Compra-se uma rarroca com cavallo ou
sem elle estando em bom uso ; na ra Nova,
loja n. 58.
(Compra-se um rachorrinbo de i at 4
me/es sendo de fila ; no largo do Carino ,
ienda n. t.
I Comprfio-sc as noticias verdicas dos
acontecimenlos que tiverao lugar no cerco do
Porto no anuo de '.>2 e 33 e vida traballios, e
acedes de I). Pedro durante este memoravel
sitio ; quem tiver annun lie.
Comprao-se 10 escravos para fra da pro-
vincia que nao exceda> de 20 annos de boas
ligaras nesle numero entraro alguns olliciaes
do leireiro, e pedreiro ; na praca do Mundo-
novo casa de dous andares do Mosquita e
all nao estando o dito Mesquita, podero dei-
xarseus nome? e moradas.
1 Comprao-se duas medallas e vara o
mefa de transclim a&omuilo lino; quem ti-
ver annuncie.
endas
commodo -, na ra da Piaia n.
2 AntonioMalbeus Rangel embarca par;.
o Rio di- Janeiro o seu escravo Ve atura, criou-
| de annos. iy
2Precisa-se de urna Portuguesa de meia
idade para servir em urna casa de pouca lami-
lla distante desta praca ; na ra das Ti inebr-
ias n. 42, primeiro andar; na mesina casa ven-
de-se uma cadeira de ra.
'2 No dia 21 do corren le appareceo um ho-
mem com um cavallo em casa do abail assig-
nado, para ser recolhido na estribaria j rumo
ate boje nao tem apparecido o dono do mesmo
cavado por Isso declara que nao apparecen-
do no prazode 3 dias ser vendido o mesmo
cavallo para pagar as despezas fi itas e depois
n 1 ser attendida reclamac|o alguma. Joo
Kramet, (y>
-' Precisa-se de um caixeiro que safba
ler, e escrever para tomar conta de urna asa
de negocio na villa do [Jmaeiro dando nV
clor a sua conducta ; :ia ra das Trincbeiras n.
Vende-se urna casa terrea na ra Velha do
bairro da Boa-vista, com dous quartos, cosi-
nha lora quintal murado e cacimba: na ra
lll'.Vul
lVende-sea parte de um ptimo sitio no
lugar da \arzea par pre() muito commodo ;
quem pretender annuncie.
Vende-se.uma canoa de amarello, nova,
bem constru la que carrega 230' lijlos de
Ivenaria grossa? tamb:m troca -se por escra-
vos de ambos os sexos 011 fa/.-se o litro qual -
quer negocio, que faca cunta ; na ra da Praia,
venda do sobrado amarello n. 2)
Vendem-so dous cavallos, proprios para
trabalho; na ra de Hurtas, casa terrea n. 132.
1 Vendem-se 1 "2 pipas com agu'ardente
branca de 1\ graos, muilo alva por preco
commodo; na roa do Livramento, armasem de
louca e moldados m 20. ''
]_ Vendem-se^ixas de ferro batido e coa-
do. o travejamentos de 32 a 43 palmos, por
preco barato ; na ra do Vinario n. 3. (3
j_ Vende-se uma negrinha de nacao, muito
linda, de 16 annos engomma muito bem ,
faz lavarinto o cose ; dous moloques de na-
rao de ls annos, com bonitas figuras; na
ra Direita n. 3. (&i
Vende-so uma escrava de naco, de 20 an-
nos bonita figura engomma, cose, cosinha ,
elava ; uma crioula de 18 annos de bonita
iirura com as mesinas habilidades ; um rno-
leque de nacao, de 13 annos, propro para
qualquer ofilcio ; na ra das Crtwes n. 4If se-
gundo andar.
1 Vendem-se apparelhos para cha, de por-
celana dourada e pintada ditos azues o de
maiscores, edebomgosto, ditos esmaltados,
pratos azues e de mais cores em duzias, ap-
parelhos para chi de brinquedo de meninos,
apparelhos para mesa de jantar, azues e de ou-
tras muitas cores u de muito bom gosto, gar-
rafas de cristal para vinho compoteiras para
doce ropos para agua clices para vinho ,
ditos para Champanhe ludo de cristal .man-
gas de vidro lapidadas e outras muitas fasen-
das por prjeo commodo ; na ra do l.ivramcn-
to n. 6. '13)
Vende-se no novo cstabelecimento que
se abri na praca da Independencia n. 3G, com
deposito de perfumara, aonde os consumi-
dor; s acharad sempro um completo sortimento
pelos precos muito mnis baratos do que em
todas as mais partes ; assim como agua de Co-
lonia com os sublimes arOmas de ambre, rosa ,
o almiscar, e de todas as mais superiores qua-
lidades que tem apparecido, pelo barato pre-
co de 1500 rs. a garrafa de rosa a 1X00 rs., de
almiscar a "2^ rs. dita de mbar c em fras-
cos pequeos, lisos e lavrados das mesmas qua-
lidades a 240, 320, /iO o 80 rs., frascos qua-
drados grandes com a superior agua de Colo-
nia rainha das flores a (lio rs. o frasco ditos
maiores a 800, 1000 i 100 rs. superior agua
de Lavandea 600 rs as meias garrafas, dita em
garrafinhas a 4S0 rs. dita superior com am-
bre em frascos grandes a 800 rs. sabonetes
a 100, e 200 rs. ditos muito finos a .'2 rs. ,
macaste perola superior a 320 rs. dito de
oleo a 200 rs., agua da China que tem a par-
ticularidade de tirar toda a qualidade de nodoas
c sebo de golas ou de outra qualquer parte a
180 o Irasco, dita de espiritos de todas as qua-
lidades, como ambre, rosa, vilete, e baunilha,
pelo barato preco de Hit) rs. o Irasquinho po-
mada para a cabeca a 200 rs. o boiao dita pa-
ra amassiar os cabellos a 480 rs. dita em va-
sos de porcelana mui ricos a 1280 rs. poma-
_ da virginal para extinguir os piolhos, e limpar
a caspa da cabeca a 400 rs o boio bando-
lim do Venus para fazer estirar os cabellos a
ISO rs. pos para dentes a 100 rs. a caixa di-
to muito lino a 200 rs, graxa de lustro in-
gleza de n. 97 a 110 rs. o buio, e outras
muitas perfumaras.
preco commodo urna duzia de 'cadclras de [a -
caranda um ogo de banquinhas um sol < a
m
i.
na
esma madeira um toucador pequeo de an -
gico um parda mangas de vidro lavradas
um silliao de roca que servio Uma s vez .
ra do Collegio n. 8, primeiro andar.
Vende-se uma preta de 20 annos bonita
figura, perfetta engomadeira, cosinbeira boa
costureira e faz lavarinto ; umi dita engom-
madelra, cosinbeira, e he boa quitandeira; urna
negrinha do 12 annos, cose mui bem ; .uma dita
de 14 annos propria para qualquer servico
uma mulatinha de 12 annos muito bonita ,
propria para mucama de alguma menina; urna
mulata de 20 annos de elegante figura, en-
gommadeirae costureira'; um pre.lo de 20 an-
nos, para todo oservigo; na ra do F ogo a o
pe- do Notario n. S. -------
1 -Vende-se por prego muito em ennta um
cavallo do estribara em boas carnes e que ser-
ve para carroca por ter-se ja experimentado
na ra da Alegra n. 34. (4)
Vendem-se chapeos francezes do merino,
mu bem feitos a 6000 rs. ; na ra do Quei-
mado loja de GuilhermeSette n 25.
1 Vende-se um sitio perto da praca com
casa depedra e cal excellentes orvoredos e
as melhores trras para plantagoes, grande bai-
la para capim o pasto para vaccas ; quem o
pretender annuncie. [5;
1 Vende-se um moleque de lo annos, bo-
nita figura sem vicio algum e he ptimo pa-
ra lodo o servigo ; um mulatinho de 6 anuos,
muito bonito o experto ptimo para aprender
qualquer ollicio, e para o futuro um bonito pa-
gara ; um pardo de boa figura, muito b un
Irabalhador de enxada e machado tambero
entende de carrear, che ptimo jangadeiro e
muito bom pescador ; na ra da Cadeia de S.
Antonio n. 25. i
1Vende-se por prego commodo um engra-
damento de boa madeira envernisado, e pro-
pro para escriptorio quer em sobrado, quer
cin lojas ; em casa de Antonio Jos de Maga-
lliaes Bastos na ra do Queimado, casa ama-
relia primeiro andar das 9 at 4 horas da
tarde. (7)
Vende-se uma porgo de pt'ntes de pren-
der cabello obra feita em (uimaraes, por pre-
go commodo ; no beco das Harreiras n. 40.
Vendcm-se ', escravos sendo urn bastan-
te adiantado no ofilcio de pedreiro, un.' mula-
to alto de bonita figura, uma negra cosiiheira,
ejavadeira .sendo todos de 18 a 20 anuos; na
ra da Cruz n. 51.
i Vende-se panno preto a 3200, 3000, k%
2', seguiiuo anoar.
4800, 5400, 6000, G400, 7000, 8000, e 0000 rs.
o covado, dito azul superior 6400, 7000, 8000,
e OOOO rs. o covado ditos de cores a 3000 ^
50oo. <:000, e 7000 ricos chales de seda e de
gorguro ditos de lila pequeos e grandes a
2400 o 3000 rs. ricos cortes de lia de padroes
mui lindos com 13 covados e meio chapeos
francezes de formas modernas ditos brancos
de castor, e aba grande chegados do Rio de
Janeiro e outras muitas fasendas por prego
muito barato ; na ra do Oueimado 11. 20, lo a
de Joao Antonio Martins Novaes. [13,
IVendem-so dous moloques e lima ne-
grinha ; na ra do Crespo n. l. 2
IVendem-so lijlos de marmore da marca
grande e bom vinho do Porto em barris de 10
em pipa : na ruado Viga rio n. 19.
1Vende-se uma canoa nova de carregar
agua ; quem pretender annuncie. (2
1 Vende-se cha hisson do superior qua-
lidade a 2000 rs. a libra e de 8 ditas para ci-
ma a 1900 rs. ; na ra do Hangel n. 45. (3)
42, primeiro andar.
Oflerece-se um rapaz brazileiro Atanco
cazado com pou'u familli sinar primea-
ras le tiras, gramtica, portugueza, francs, j
tem servido nesle mesmo lugar qualquer Sr.
ngenho que quixcr se utilizar de seu presti-
mo dirija-se a ra do Rangel n. :>, que achara
I;; m iiat r be< imento da
conducta.
O abaixo assignado tendo de proceder i
2 Na ra de Borlas n. 9i, vende-so urna
crioula de 17 annos sem vicios nem achaques ,
cozinha o diario de uma casa, engomma muito
bem ensaboa, cose chSo e faz bem lavarinto,
sabe amarrar um cabello c atacar bem urna
senbora : vende-se por preciso
3 Vende-se lagedo chegado agora do Lis-
boa; no escriptorio de Francisco Severianno Ha-
bello. (3)
2 Vender um excellcnte terreno na ra
Imperial do Atterro-dos-Afogados, com 31 pal-
mos .le frente fundo at a balsa-mar do rio
Capibaribc, o qual extrema com Ierras de Fran-
cisco Ribeiro Pavo, e casa edificada de SimiSo
Crrela Macambira ; na ra Direita n. 40, se-
nil '" ". ^ /j
2 Vendem-so dous moloques sendo um
crioulo e o oulro de Angola ; na ra Nova n.
14 segundo andar. (3
2 Vendem-se dous cavallos um rodado ,
passeiro, e carregador balso at meio, eo mi-
tro alao, calgado de branco dos-4 ps, o com
uma estrella na anca tambero passeiro e car-
regador baixo estao gordos e sao muit no-
vos mancos, proprios pata senhora sendo
o alazao mais pequeo, tambera proprios para
meninos vendem-se por se ter o seu dono re-
tirado para esta prava ; no primeiro andar do
sobrado junto ao thealro n. 1.1. do)
2Vende-se uma negra moga de bonita fi-jto propria para mucama, por ter agrada vel
gura, ledo algumas habilidades, com uma presensa ecom as habilidades seguintes ; co-
cria de 2 annos. muito linda e experta,vende-se fzinha lava engomma bem be perita ren
lor precisan ; na ra Direila botica de Igna- deira alm de muito diligente para todo o ser-
5
Vcr.de-so um nenio de navao de 20 an-
nos de bonita figura proprio para todo o
servigo, ou se troca por um moleque de 12 a
14 annos ; na ra de S. Kita-nova n. 91.
Vende-se moeda de cobre a um e meio por
cento do premio de 50# rs. para cima; na ra
do Torres n. 18.
\cnde-se uma loja de fazendas, cora
poucoslundos na ra do Livramento n. 14;
a tratar na mesma promelle-sc fazer todo o
negocio favoravel ao comprador, em virtudo
do annunciante ter de faier uma viagem ao
mallo.
. Vende-se um born piano-forte de ( oita-
vas inglez do autor Clemente, por prego
coinniudo ; na ra da Moeda n. lo, primeiro
andar.
Vende-seuma negra com um filho de 4 an-
uos ou sem elle a negra borda, cose, az la-
varinto ecosinha ; no largo do Terco n. 20.
I Vendem-s as obras deTheologia Moral ,
do Hispo do Rio de Janeiro, e de Theologia
Dogmtica porCazaniga por 26# rs., ou em
separado ; tambem se vende uma parte do si-
tio de Bebifibe que foi do Capilao Sonto, por
menos demetade de seu valor; quem preten-
der annuncie. (7,
Vende-se ou troca-se por uma preta, que
alm de moga e isenta de vicios e achaques .
rena a ouiras qualidades a de ter abundan-
te leite uma mulata de 20 a 22 annos, inui-
cio Nery.
\ ende-sefarinha de trigo das verdadeiras
marcas SSStF c SSF, de Trieste ; ladrilho de
vigo de uma familia por ser muito sadia e
livre de vicios e achaques, ao comprador se di-
r o motivo da venda ; tambem se vende por
- No dia 24 do p. p. desappareceo uma pre-
la crioula de nome liicarda, alta, secca, bas-
tante preta olhos pequeos, o sumidos os
denles da frente querendo apodrecerem os ps
sabidos para lora ; levou vestido pardo, e pan-
no da Costa usado ; quem a pegar, leve ao si-
lio d-> Manguinbo, de Luiz da Cusa Porto-car-
reiro, que ser recompensado
1 No dia 27 do correte fugio uma preta
do nacao Renguella de 15 a 16 annos cabel-
lo cuitado bem rente cor bastante retinta, ps
apalhetados e com bichos sahindo-lhe agora
os peitos ; levouvestrdo de chita nova escura ,
e panno da Costa ; quem a pegar, leve a ra da
l'raia armasem n. 66, que ser gratificado
Fugio do cngRuO aianco no dia 2> de
Dezembro de 1813 um mulato de nome Igna-
cio levandoem sua companhia- sua muliier,
crioula de nomo DlQn ; o mulato tem os
signaes seguidles ; estatura ordinaria ebeio do
corpo, sem barba cabellos arruivados, e pe-
gados ao casco. ps chatos ; a crioula de cor
bem preta tem uma queirnadura sobre os pei-
tos e-outra em um dos bracos, quem os pegar,
leve a ra da Cadeia-velha, loja de Manuel Lu/.
Gongalves, quesera recompensado.
ERRATA
Nos aulos crimes de responsabilidade em que
torio lili, o Bacharel Maoocl Lourengo da 8I-
veira, enutro, fui reformada a seotenga do Jui-
20 de Direito.
1'iBClFB !J\TVP. 08 M. F. I>R FaI'A-IS


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