Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05089


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Full Text

Anuo de 1844.
Domingo 51
-.:Tn; :-.-
O Oiabio |.ub'ic-r I-dna na d-aequeniio forero mI'Wm: o preco il .aaignatnra
d, ,|", Ircs milis |10T qunr'el pagos edieMedoe O aimunrioa o* asaigmnie sin in acrinoa
,i. gol (!. s que ii.iu Inrem iaj;io de 80 WJIS \">< linha A rei'lamai oea devem err iliii-
gidaa nM I Jl' "'a as Cruzes n 4 ou !i [iraca i a lade|>' prienda I. ja (|e Hit, en 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS tERRES!RES.
GoiilOU. e Paral.)lia aefunda* c ee\lae fcira. Kio branda u Norte, quinlaefeira
i ab" SerinbaO Rio r-iirmoso Pono Cali, Marcv r 1.(0(1: no 1 M
de cada mi-r. Garanliuna e HoaitO a'ille H ile r.a a mci toa-e tela FrOrM i
t io <*lo .ida ir Ja Victoria, quinina foirat Olmila loda i>a diaa
DAS DA SEMANA.
5 Seg + enuncia jo da \ S
SC Terra a Lu'lgero itcl aod, lorie I) ria 3. t.
57 Quarlaa Mauinho Auil lo J riel) da 3 t
2S (Juinla a. Alcxndre Aud.do > de I) da 2. T.
Mi Soila a. Bario do. And. do J de 1'. oa '.'. .
San a CJioio rel. aod do J. de l) ria i y.
21 Ucim rie llamo s Albina
- nBawnnnr-.r
DA
de llardo
Anno K&. N. 76.-
aur jiJa^Miiitat-aTJaaat;BE^^ yfiaJ"a:lg:j;aat*~^";*J"
/. :.' ;\ / jf" *''.-*^gjrj^caaa*iwa>LaEarran^;cfc*c .i-i^.:--- ,, .i ir. n.-------- ---------------
^ R$?P /'V//V^\ / Tudo agora depende de na meamos; da nossa uruile-eia, noderarjilo- a energa: ron-
\s^^A*J/ /' tinurm.ia como iirinuiuiJrnos e iena auonladue com ediairaljao enlre as narc*s mais
'*%X3^^/S; Al ,*V--"' ':" culloai. (IWIamaj.i.i da AieeBaMa Oral .lo nranl.)
. ciamoi nodu:W df. AH..0. mmgn
,%? j i/". Cambio, .obre Lonrire, ,5. Oaro-Moad.^. ,100 V. J7.*W J7.500
iSBwLvtvv/ 85 V/ '' l-'''01-'* ^ l) por lUl) de premio
2k-;-i< JS@*"'- "orria ilr rnlir- 5 pr: con i o na la.
ai^^*^ji'3P '*'"" ''" '"rlS *e ^ "Js !,r";" 'l*
n" 10.900 i.'SOO
dal.OOJ S.COO .00
Pr.U.-P.ue6.. .O l.g
,, Peeoieolumaiaarea 1.97o fJW
Dito.-eiiea-o. 1.960 K.980
PBASES DA LA NO MI'./ DE MYl'.io.
La cheia a i anC hurta c 4 .' min tlatarl. aLuanOTt a 18 as cj horas e 57 m o da larde."
Mieguanle a lia* 11 boraa i!a nanho.. |Ciaacanle a .'7 ai 2 k I 'il m. da nanbja.
Piramar ie liojt.
Vrimeira as 2 borai a 51 min. da oanliia I Segtuda as 3 boraa Sr minuios Ja larde
..... flgBaaalaaaataal
RNAMB
H-.

"


i nmm
1
Pft.lA^SUCO.
Gov nio I-i Provincia
..XPKDIKNTK lE 2-' DO CORBBNTE.
OTrio V<> engenhiro em chafe das obras
publicas, declarando, que no caso do estar
conforme a conla do despendido coma py-
ramide, mandada construir na Serra-do-es-
trago, remotta o competante certificado ao
inspector-fiscal d'aquella reparti^lo, para
poder ser por este expedido o respectivo ti-
tulo de pagamento.-Comaiunicou-se ao ins-
pector intarino dat hesouraria das rendas
provinciaes, e ao inspector-fiscal das obras
publicas.
Dito Ao mesmo, significando, uo as
despezascom os clcelas, que trabalhriio
as obras pro vinciaes dosdeS de agosto do
anno lindo at o ultimo de dezembro do
mesmo anuo, na importancia de ,4831600
res, deva n ser pagas polas obras publi-'
cas. OIRciou-sea respeitoaoinspeptor inte
rio da thesouraria das rondas provinciaes, c
ao inspector-fiscal das obraspubricas.
DitoAo inspector interino la thesoura-
ria das rendas provinciaes, remettendo-lhe
as clausulas especiaos para arrematado das
obras d po"ite da can!>oa da Tacaruna, a
fim de que laca e'Teituara dita arrema tag lo.-
Co n n inicou-se ao engenhoiro em chefe das
obras pulbicas.
IIfKBJ DO IA 20.
OlR.io : \<";.....n.iiid .iIimLis aniiax.de-
terminando em' rumprunanin il'or.lom 1 ipiTial,
que mande dar bain.i aosoldrido da oonpaniia
de cafaliara d t a Hnha, d,i nome Amenco ,
eentregaKo Fausto Benjanmim daCtuzGou-
veia, queprovou serseu Bonhor.
Dilo AoEum, eHevm. Wspo cleito e dbec-
tur .1 > lv'iVi, acusandouoeimlo o en ollicio
di- 16 d''to mei ""i djue participa terena sido
reprova los osopp'iloi9fcscadi ras Initras do Rio-f irui iso, o Vanea ; o lm-
*imli>-o pn'.-i' aclod' enorala qiKMibstoa,
( i^sh i i'.iiir..(,- d.i iinni l.nli- c mil i Id p sso-
n> iii-iiiis ,|i i.is di- un la.i iinpjrlaiito, quan-
tw melindroso uiiater,
D1, \ i jui/. municipal da -2.' vara .' de-
clarando que tu le lempo de aervico \ 3 annoa j dos Africanos!
J i, Joao, Romo, Antonio, cuj requeri-
ui.i ii.. I ii p r S me. Infirmad > em o.lt i 1
20 ilocoiiimle; vi-it > q i<\ como pondera o res-
petivo curador, na pdom alies cyatinuar
crun o a tuai arrixnatiintu, di-cuja ino trata-i
ni'-nl ise ijin-ivao en o mencionado requer-|
ment.
Dito A wlministracao lo piimiiomo dos
Ornhos, approv orlo o i-ontr ii-to, pulque o Di.
Joo .fose" Pinto obiigi-se i curar o educaudos:
do collegio dos orphos sob as cooillecO" % iiue
nconipaiihir io o'ftcio de s<. nuil, de 12 d;' de-
zembro do auno lindo.
Portiri'i D inltliudo n Jos Francisco Pinto
(inini ua-s do lugar de l. cirurgiao do bospitil
d<-caridade,eiii eoiiseqnencla do que intoriiioua j
respectiva adiniuistra;n*o em 0 d'este iiie/.aa|
Couiiuuuicou-se i diuinistracao dos estabele-,
clmeutus de carld ide, p ao detnlttido.
'o n ji ni das Irmas
Expediente do di" 8 dn corrate.
OTk-'ioAo I'-mii. presidente subuiettendo a
sus conslderafo a resposta que acabara de
dar o inspector da thesouraria sobre o rornecl-
mento da diaria los calcetas einpregados no
servicodns quarteis hospittea, e rortale e dixendo-Ihe que a nao poderem ser aboua-
dosdadiaria pelo ministerio la guerra, eon-
veoieiite seria fanei-os recolher a repartljao das
obras publicis.inuitoeiuborapadeceaseoserrico.
DitoAo inesuio Exiih 8r. coiniiuinicauuc-
l'ie que no la 7 do correle se proceder a
arreinitacSodos uiedicainento's pira o hospital
regiinental-uooorrente anno, dando-ae ofor-
neciineutoao boticario .1. M. F. Ganiejro. que
sr coioproroetteo a laiel-o por menos Al por
cento los procos marcados no formulario,
conforme S. i:\. verla da copia do termo que
s.. i ivrou e rogando-lhe a expedico le siias
ordeus a ibesouraria para ser o novo fornece-
dor pago na forma do contracto c ordens iin-
periaea a semelbante respelto.
PortarlaMandando dar baixa ao 2. cadete da
coinpauhia do batalhao de arlilharia api,
Thomax Antonio dos Santos e soldado la .-
Joo i ypiiino Gomes d i rui ; por terein lem
nota concluido o tempo a queestavao obrigido:
a servir, o priineiro como voluntario v o se-
gundo como recrutado.
ASSr.MI'.I.A PROVINCIAL.
Concluiilo daiestode26oVmarro de I^li.
OSr.NnhwoSr. presidenf*. en simo em-
p"nli>r-nii' agora nesta discussfio, nao s por-
qne veio qu< a cmara est j aborrecida com
ella, como in*mo porque me achocaneado, d -
pois 'til" profer nitro discurso, snsfiit indo o
pro|ecto, qn* pr^sentel vossa consldracSo;
mas eutr-t mo algii'ii is piopisiio -s forao einit-
tid is pelo nobre deputido, que ebefe dolado
ad rera i...
0 9r. rhtno:Obrigado, n"o admitto n qua-
!:i i.-fn. eiiaindi n"io ni" proclam! chele.
0 Sr. y-i'i-i-n-.W is cu o proclamo: e algn-
mas p-o|iosi,(V's forSo tamb^m emittldas por
ttm nobre dpntado, que aea co npanheiro,
asquies normilem pojwarsein wm rcspisn.
O nobre deputado, que chefe do lado adver-
so....
O Sr. r"i-,?ii:~Quer continuar .'
O Sr. Xaburir.--... estreou o sen longo discur-
so, faiendo largos emmentarlos .i respeito dn
curso, oaie tein seguido esta discussfio. O nobre
deputado nos vio a todos tomados de surpresn,
convictos c ennfessos, logo qu" elle apresentou i
indic-irio, oh a denuncinjull falsifieio da acta do
collivriod" lrinrass. (!ertainent, pvvciicK.pclo qml o nobre deputado nos olln.
o indo/, i erer, mospedxdes diversas das doahomens ilaopposif.ai
que d'vr.aa physiologla d is nossas nii\o s d i
physiologia las paix5s delira; hA issim. elle po-
drlaenxTgar em nds s-iitinr'ntns d'alma tSo
divrsos e oppostos; mis co ivucidos di 11 -s i i i
c ico.ns sm-pi-lraididoseoiii n falsiflcac"o,inas
lilvr que div-rso s-ja o sentido, talvex que o
nobre d-pnt ido diga, qn" o sentid i das su is r-%-
pressdfs l'ii tst"=qie nos estaramos convenci-
dos da falsificado da acta de Ignarassi'i; nas
nao esperramos que o nobre deputado riesse
di I ilil-a nesta casa---Vinda assini, en direl ao
nobre d"putado.que se enganon, porquanto.des-
de qu a inipreiisi do nohre d 'pulido leviiitou
a calumnia atroz dessa 'ilsifir i.-.Vi, n is esppra-
vainos. qu" o nobre diputado, viuda a i si a casi,
avenlaria eta qu-stao: ponpie a voz la itnpren-
sa da nobre deputado p a mesina vot. do nobre
(l'pntido, o sen pulido esta encamado iMK
como os orye esto encarnados em Sir Rober-
to Peel, como os rapeliers da Irlanda cst.o en-
camados em O' l.'omnell.
OSr. Urbano:-diuin aparte que nSopode-
mos ourir.
O Sr. S'iburo:Isto < para admirar na Irlan-
da, mas nao para admirar aqui, aondeo portf-
d > inulta redusldo; c porc ins"gunte estaop-
i-.i^ao ni piiearnacao e milito i'aril e possivel;
ni >s entretanto para provar a disciplina do p ir-
tido do nobre d-putadoc a sin solidari-d id \
basta ver, que tratando-S" u"sli casi di quesillo
dos Crides, e d"iiominnndo en inmunda c in-
moral nina (olha da onnosirio, escripia por un
franciscano, un dosoobregd"ptltidos pstoma-
goil-se, e disse qn" ciilrivia provedo P inju-
riado ao sai partido, porque nsei d -ss-s trnios
ou eplthetos, que elle ali is nao contestn qu
coitbeasein ;i paso follia: cnto ronclul pelo afn,
p d sabriinento com qn" o no I) re dpntado p
honre, que o sen partido era eniin"iitemenle
disciplinado e solidario por todos r qnaesqncr
actos dos seiis individuos, fossein qnaesfossem;
assim tenbo raso, piando digo qne o partido
do nobre deputado tein o mrito da disciplina.
Ortamente se o nobre diputado dissesse, que
liavia no mea partido umafolha inmoral, eeu
rcconbecesseqiie psse t'pitheto lh" co ivinli i, en
8 na ) d "leiiil ria, e obrarla rom CPTW, I an. in-
do do partido a responsabilldadede nina folhi
tal; nao m jnlgaria solidario, eresponsarel por
ai ios Indlviauaes, que deslustrSo qualqner n-
tido politicoe pdem fa/.el-o carectiriar de mu
modo d -sf ivoravcl, porque en nao sigo a m-
xima de que o flm justifica os meios.
Mas, SenhoreS, etl dlrel, qne o qne nos pode-
ria surprehender era se o nobre deputado por
ventura deixasse defaer no-casa esta nccUsacao;
m is, viudo o nobre depuiado denunciar a falsi-
ficaco do lirro de Iguirasu, mesmo sem guar-
dar os lias de hospede, nao nos causn sor-
presa alguma, mas satisfez nossa espectotira.
O nobre deputado attnbuioo nosso silencio a
conrieco da falsificacao; maso nobre deputado
uo ve, qne o nosso silencio Ibl Blho do respito,
que lev.anos ao regiment da casa. O proces-
so das indicacoea nao c este, de serem remetti.
das ,is coininissdes sem disciissito alguma ()ue-
iia O nobre deputado, que nos viol.isscnios a re-
gia da tolerancia e inoderarao, que nos temos
imposto, nos, que ouvimos com a maior iinpas
sibilidade cssas propOBIcSeS fortes, que o nobre
deputado tein laucado ua casa, proposiroes que
se, o capa/es de dar fogo.e calor ao-ciado par-
lamento Je Blixabeth? Yertamente, Sennores, o
nosso silencio fol lilhoda obdiendaao reguneu-
(o inwiadot).
lilas, disse o nobre deputado= de proposito
considerou-sc cssa inoran como indicacao, c nao
oino rpquerhnento Ora.essa i.\usaeao vai pu-
l!)'lia dirigir-se ao nosso presidente; cojos co-
ili"oimentos pratlcosdo i",gi+n"nto, e estilos
li casa, p i'onsiil 'im<-:> deque e" digno nos
i >' i abrigo d is suspil is do nobre deputado,
r qi il mu sni 'lh inte accttsaco, Sim, segun-
do o regim 'nlo d i cas i, a in icao do nobre <1 'pu
i ido nao poda d ovar de s -r conilder id i como
udicaco. o artigo do nosso regiment este
respeito igual ao do regiment da cmara dos
leputidos geraes, e alli se procede do mesmo
nodo; mas aban disto j i tinlii b ivido preceden-
te entre mis .i respeito <1 un i mo;So identic t,
por conseguinte isto ainda responde objeeao.
pie aprsenla o nobre dppiltado. Silo foi. por-
i uito de prop isito, que se considerou a su i pro-
postacomo indicacao; mas em observancia e
eonfornild id do regiment, e com o prec 'den-
te j liavido ni casi.
Mis, o nobre deputado tambera entre os seus
commentarios apresentou i interrupeo, que ti-
uliiliivido na diseusso desse parecer, para se
dar preferencia i outras materias da ordein do
da. Eu no sei. s.'o nobre deputado, que ionio
idee-presidente oceupava entilo a cadeira, en-
tendeobem > regiment, quaudo Lnterrompeo
essa discussSo, < considerou a urgencia venci-
11 como comprehensiva simiente di hora (lo ex-
pediente; seja como for, ao nobre deputado
i'Oinpetia appellar, pa a cain ua. d i declso do
nobre tricepresidente, e no tornar-nos ics-
ponsaveis por essa decisao; mas o nobre depn-
tado nao in' "ipi/. e-t.' recurso, veio COin mu i
ijBPStao diirerente.c propoz urna uova urgencia.
I)ra, a e un iri chamad i aexpllcar-se respeito
d- nina questo vencida, hayia de explicar a
sin inien ,io. mas consultada .i respeito de una
nova urgeucia c arrependida de Inver votado a
primeira urgencia em raso docurso que se-
"iiira a diseusso, pie promettia eteniisar-se,
app i/.-se segunda urgencia: deveria a assein-
bba, quaudo uina occaslao se oit'erecia de re-
parar o mil, pie era consequeucia da primei-
ra urgencia, perder csi i occasiao Certainente,
que ii.io: notou o nobre deputado ento, que eu
linlia cabillo em contradieco, porque tinha si-
do um dos maiores propugn idoirs da primeira
urgencia, e rolei contra asegunda. Eu disse
i\- misterque se tiate d -sse negocio j, pre-
ciso, que se salvcni reputaefies, que se achao
oiiioro medid as,e que esticas i salve niesiuo a
un diguilade menoscabad.i pe i deuuncia do
nobre dequt id >=;o nobre deputado assegurou,
que tinhi testemunhas < docuineutos, cuniprla,
pie elle Indicasse logo essas testemunhas, que
xhibisse esses documentos, que nos drsse as
suas proras, eu d mis todos estavamos solTregos,
e trotamos apressados pela urgencia; mas desde
qne o nobre deputado indicou como testeuiu-
uhasaos meninos deputados, que elle aecusou
oil'eudeo, e os docum 'ntos qne apresentou fo-
r;io o m ippa lo Sr. Viinuuci.u:;'iu e as cartas los
seos correligionarios, presninp9es fnt-is, cu
eoiisid rei salva a dignid ule lest i .asseinblea.ar-
rUld i de Ilegitima, salvas cssas reputacoes ata-
cadas, e desu -cessarh e prejudicial a urgeoeia
[numeroiSi apoiadoi). ^ovo comiueutario. Nao
houve sessao ein un dia -Ol! Senhores, por
n ninri este facto novo nos parlamentos ? Ni
cmara los diputados nao tem isto acontecido
imitas vexes .' Ejalguem disse, que este pro-
icdimentii da cmara dos deputados era infame,
ai por covardia ? (ipotado* mimroMl=Uin de-
putado que se achara na casa, retirou-se s
l-prdlde, mas por motivo legitimo; foi acoimuet-
tido de urna lr, leve necessidade de retirar se,
p participou; porm todos aquelles, que pod5o
ser alvo do nobre deputado, eque estavao em-
pentados n diseusso viero i casa, nao fugi-
rao do combate; como, pois se di/., pie houve
infamia ou covardia .' Eu crplo, Senhores, qu o
nobre deputado se degrada disui alta posieo,
interpretando sempre mal o procediuiento que
tein causas innocentes e legitimas, e que elle e
i sua Imprensa se ajndeni lestes meios para
d smoralisir esta assemble*a, para desnioralisar
pta insiitiiieao que foi taires o inelhor fructo,
pie nos troiice a nossa revoluio, a nica, coni-
pensaffo, Senhores, que tiveuios dessas des-
gracas, por que passamos no Interregno (muitos
upouidot):
O -sr. Urbano:O nobre deputado quer cba-
inar-inc para lima questao dilleronte daquelli,
que nos deve oceupar.
OSr. Nabuco:\ hnprensa do nobre deputa-
do tem llamado infame e ovarde o proeedi-
.uento da cas a, c preciso, Similores, qne nos
mostremos ao paiz, que esse proced nieuo leve
,;,,.,-. causa justa e legitima imawioi apmtw), a
din de que este corpo se nao desmoralise.
OSr. Urbano:-----E os Senhores, nao tcein ini-
prensa lambein ? Rcspondo imprensa pela
luiprensa. .
O Sr. Xabuco:--Eu concedo que a opposifao
procure destruir o partido dominante, mas que
se soccorra de meios, que tendem a destruir as
nslitiiieesdo paiz, e confundir, eenterrar com
o partido dominante essas iiistituicde, e repre-
prelu usivel, vihganca inaudita (muitos apma-
dos): o nobre deputado pelos seus talentos pode
um dia ser chimado ao poder, c nao lera de luc-
t ir com estas difnculd ules, p abrolhos, pie el-
le seim ia para destruir os seus adversarios, e
que servir tambein contra elle e osen paiti-
(l>.' multo "/> >i ido*
f) Sr. Urbano:lopposirao c impotente.
o Sr. Sabuco:E .era o nobre deputado cn-
to capaz de restaurar o crdito da assembla
provincial.' Nao uecessaria ao legislador a
forca moral .' Que valerdos actos deste corpo
legislativo se os legisladores nao tiverem forfSi
moral mintoi apoiados).
0Sr. Urbano:Mas a opposi;ao nao pode ti-
rar i forc i man de ninguem.
Sr. Fraaei*eoJolo:E' inais fcil desacredi-
tar do que acreditar.
OSr. Urbano:E'fcil desacreditar a quem
nao tem crdito.
OSr. Sabuco:Ora, Senhores. qu il era o li.n.
que lindamos em vista com estas proteja';es '
Para qu era essa tatica .' Seria pira impedir ao
nobre deputado de fallar .' Para isto era preciso 4
que nao nos reunisseuios inais, porque elle es-
tiva com a palavra ,e logo que nos rcunisseinos
usaradella: seria pu.i protelar a diseusso, a .
lim de gos unios dess.i vant.i^cni, que nos diz
onexiin, einquautoo pao vai c vem folgaoas
cusas.' i Mas, ahi estavao Diario-novo, o Cosfe-
la, e o Joo Pobre, que nao nos deixavao descan-
so 'risillas'. Depols, Senhores, pude-sc COne-
ber, pie nuil menora prolele, recelando o ven-
ciineuto di casa; mis amaioria protelar, pian-
do tem a certesa do resultado da votafo, (' para
inin eslranho, seria realmente urna tatica mi-
seravel, que nos Paria envcrgonliar de us mis-
mos.
Creio. Sr. presidente, que deft'endio proced-
ineiltO dest.a assenibla, elle n.io pode ser inter-
(irct ido mal, como approuvc ao nobredeputado.
Deivir.'i de responder a essaexpressao "covar-
dia, porque realmente reconheco, que o parti-
tido do nobre deputado, posloque ]iei[Ueno ni
u.", vale pelo que pesa (pondere, non numero',; nos,
poderosos em numero, vamos sempre correntio
ib' incdo.
OSr. Urbano:Isto lisonja.
OSr. Aafroco:Lisonja,nao. Ao depols, Sendo
res. preciso qne eu lava sentir ao nobre depu-
tado a e.Mierosiil ule com que se tein liavido a
niiioria nesta diseusso. O nobre deputado
apresentou a Sita indic,u;o, l'oi coniniissao,
poderia a cominisso para evitar a diseusso,
demorar o seu parecer, procrastlnar ; mas ella
nao fez isto, pelo contrario, logo no outro da
apresentou 0 parecer, O nobre deputado pro-
poz a urgencia, nos votamos por ella ; no outro
dia retirarao-sr da casa os uobres deputados, re-
sentidos por se uo ter vencido a urgencia, e
nos dcixrao sos ; nesse dia, esgotada a mate-
ria da ordcill do (lia, ia entrar cni diseusso o
parecer, que nos occiipa, e nos o adiamos, por
no estarci presentes os nobres deputados.
Ora, se nws tivesseinos iuteresse de matar essa
diseusso, nao podamos aproveitar esta occasiao
para fazer pasar o parecer da comniissao, por
issnque os nobres deputados scbar'o-se ausen-
tes ? ,'iiimioj' apoiados).
O nobre d'piii ido, que < chefe do partido ad-
verso, e o seu coinpanhelro quizerad inculcar,
que a nossa poltica era a iudill'crenca poltica.
O Sr. Urbano : l'oi s ao Sr. Baptista, que
eu me refer.
O Sr. Aii'iu-o: liem, mis estamos conformes:
o Sr. Vaptisia foi mal coniprrheiidido. Sos nao
queremos essa ndlIFerenca poltica, que as leis
de Soln paniao como eriuie, cipie, segundo J.
.1. Rousseau, i um simptoma de desgraca pu-
blica ; mis nao queremos essa ndlfcrcnc.a, que
di aso, a ipie meia duzia de individuos se arvo-
reni de apostlos do povo, falleni em seu hoiiie,
e agitem tudo(nnmrooi (ipoiado.t);essa indilleren-'
ca, com que a populacao r os criinea os inais a-
trozes, nao acode a victima, nao persegue o cri-
minoso: essas iudillcrcncasno [xidemqucrcr os
rrovernos regulares : o que nos (jueremos 6, que
a populacao nao se precipite por amor de illu-
soes, e le iihantasmas polticos (apoiados nume-
roso*); o que mis queremos que a populacho
desconfie e desespere das rerolucAes, e dos meio
violentos, com os qiiacs nada tem lucrado at
boje, nem ha de lucrar (muitosapoiados); oque
ii is queremos que a popularlo contraa o
habito do trabalho, c se entregue industria ;
o que nis queremos ', pica populayiioconfie
as reformas, que a iutelligcncia deve operar,
pelos meios pacficos (muitos apoiados); o que
nos nao queremos C, que a populacao, abando-
nando seu trabalho, v residir habitualinente
nos meelimjs, ou ouvir a voz de alguui Gamillo
Desmoulins ; o que nos dizemos as dillircntes
classes que depois das desordens de 1831. 32
e34, e depois desses ros de sangue, que corrd-
ro no b liri o do Recfe, no Chora-menino, e
as iinco-pontas, ella nao ter mudado de con-
digno senao para pcior, e nao bao de mudar por
esses meios ^muitos apoiados), scuao pelo traba-
lho e pela industria : nos queremos a estabilida-
de, como condico do progresso ; n'.as progres-
so maduro, regular < operado pela intelligen-
cia; nos queremos liberdade, niasliberdade com
BBaaaaaB
IjkJl


ordem ; queremos a Industria, queremos otra- [geral o tribunal eslava composto de interes-
balho 'apiada*). hados.' .
O Sr. Urbano:__E' 0 que ios queremos tam- lia un aparte, que nao otiviinos).
o Sr. Sabuco : Os nobres deputadosdesna-
turalisocertainente o systema representativo,
quandoqurrem dar populacao utna ac$8oac-
tiva c inmediata sobre a poltica, urna accao,
que so competera a repblica de S. Marinho;
nas que no systema representativo, aoude o
novo tem seus in md itarios, aoude opovo so ex-
r.u uhimini 'i" .wv ,-------
no oSenhormequallftcou... nas
i.ulos .i: ser >, que .1 Estrella
vol desta
ruin va-
pov.......
........,or si o poder eleitoral.nao pode ter lugar.
M is o no'bre depul id que est sentido daquel-
ie 1 tdo, e tambein o nobre diputado, que e o
chefe de lado adverso...
Sr Urbano : -- Sao son chele.
O Sr. Sabuco: Eu tambem nao sou orgao
da inaion.i. como
os nobres deput
nina copia da Phalnnge, Eu creo, que os nobres
depul uos nao teeni lido a Estrella, ou nunca l-
rao a Plvtlange. A Phalange morreo, ha milito
tempd, > est substituida pela Ikmocralie-paci-
au ; d'alii que a Estrella tem transcripto ar-
tigos; mas a Estrella nao adopta absolutamente
as Ideias societarias, seno aquellas, que
eminentemente sociaes, c podein regenerara
populacao, c nullifcar e combater o espirito de
agitace.
E, Senhorcs, eu ouvl com cstranbeza nesta cn-
t acensar de sensu ilisino < sella ,- Fourner .
Tenho visto acensar essa doutrin 1 de utopia, 011-
11.is aecusaedes tenho visto, mas^esta revela,
. (uic os ms. deputad is aiuda nio lOrao nada a es-
t respeilo fap ida .
Sr. Peixoto: Referl-mcs opnules, .10 Sr.
Di-. Kaptista, e nao seita societaria.
O Sr. Sabuco : Eu quera, ao menos por es
pirto de caridade, salvar o nome de Furrier
dessa injuria.
o Sr. Urbano : Esse nome Ilustre esta salvo.
O Sr. Sabuco: -- Senhorcs, esta casa vieri o,
nao sci a que proposito, umitas questoes polti-
cas. Eu entendo, que a nossa inissao nao e po-
ltica ; que nos constituimos apenas 11111 eorpo
administrativo i apiados), chamado para de-
edfr ij.uslocs de inieressc local, nao estamos
habilitados para decidir questoes polticas.
O Si. Peixoto: Oh Sciihor, este eorpo c le-
gislador. .
0 Sr. Sabuco : Legislador, siin, mas sobre
hiai riis administrativas : quando dlgoccrpo
luiiinislialivo no sentido contraposto a pol-
tica, e n..o ni" reiiro .i aeco, que e legislativa :
digo, que nos somos chamados smente parade-
idir questoes de interesse local, que aqu se
nao dao os elementos, que pdein constituir
urna express 1 nacional: essas questoes sao poc
consequencia esteris, sein resultado, esem
Ulna expressao real e valiosa.
O Sr. Peixoto: E este eorpo a expressao
provincial.
llSr. Salmeo: Senos podesseinos iuvolver
11 1 poltica, n;io seria criar inais un elemento
para a anarchia ? Se prevalecesse o
as: uihla respeilo da poltica, s a
lor tvess -ni estas discussocs.no He irla di strui-
daabussola, pela nal, no systema representa-
tivo, se regula o inonarcha na importante luuc-
eao deefeitor dos ministros? Suppondo esta
COltSo, que 0 ministerio tinha una inaioria
lbrtec compacta uo parlamento ; mas, suppoii-
\\ 1 tambein', que grande numero das assembleas
provinciaes ero adversas poltica do goveruo,
si- valessem alguma cousa as oponides polticas
das assembleas provinciaes, nao era un emba-
raco, que mis puuhamos ao eleitor dos minis-
tros, da lvre escolha de sen ministerio ? Certa
mente. '|l'.e S11I
O Sr. Peixoto : O Jrasit composto de pro-
vim
OSr. Sabuco: Causa lastima, Senhores, o
devenios deplorar, que, semlo hoje 26 de mar-
co, anda nao tenhamos feito algum trabalho in-
1 1. isaite 00 paiz apoiado Que nos tenhamos
oceunado em questi s esteris, e eiu recrimina-
coes apoiado
O Sr. Peixoto: --O nobre deputado bem pel-
eador nesta part'.
OSr. Sabuco : Eu nao tenho fallado muitas
vezes. Ueixarc por OOnseguinte, Senhorcs, di
tratar dessas questoes polticas, que un noble
deputado trouxe casa.
Sr. Urbano : Nao fui cu que a trouxe.
OSr. Sabuco: Ora nao Coi o nobre deputa-
do, que a trouxe O nobre diputado disse, que
s, ....,!>. biuMeiru hoje nao representa o paiz.
O .Sr. 'rtono: Sao disse tal.
O Sr. Sabuco : !)is>.\ que os senadores erjfo
escolhidos d'ntre as pessas, que inoravo na
corte, e que por conseguiite nao representavao
interesses locaes.
O Sr. Urbano: Refrr-me s nomea(des fei-
tas ha pouco ; ile cato tempo para ea.
OSr. Sabuco : Deixarei de tratar da cmara
dos deputados, de eleices, e 'de outras ques-
toes, de que se oceupou o nobre deputado, por
uso que nao oB'erece resultado algum til, s;io
discusses esteris ; mis nao posso, Seuhorrs,
deixar de tratar i! 1 lib ni id/ de imprensa:
OSr.Joit Pedro: Tambein urna questo
politiea.
O .Sr. Aabnco : Sini, trato disto, porque tem
alguma relaco com objectos provinciaes. Eu
es"tou convencido, que o pleito do nobre depu-
tado provim i i!
O Sr. Urbano : O nobre deputado declarou-
se ein pposicao ao governo ;^ mas, quando o &o
verno conservou o Sr. barao da 1 oa-vista na
presidencia, lieou ministerial outravex; isto
que c provincial.
OSr. Sabuco : Eu cliegarei la. Mas, Senho-
res, o nobre deputado refeilo-se sein duyida as
perseguiaies, que se leni feito na provincia
inpreusa. Eu quiera, que o nobre diputado
i.idicassc, .pial foi a perseguico l'eta pelo ad-
ministrador da provincia contra a imprensa :
seria por ventura pela qualiliea. ao dos jura-
dos .' J un nobre deputado, que, se assenta do
outro lado, explicou beiu as rasoes de justo va-
lor, qfle teve "a junta rvsr para excluir al-
guus cidadaos, c essas rasoes sao sein replica.
Ora, se o espirito da junta l'osse arredar os p ir-
tidarios, porque nao eliminoii os inais pronun-
ciados e furiosos partidi tas ? Como pdl a jun-
ta revisora guiar-se pelo espirito de partido,
quando alias o promotor recusou, porque em
Era desnecessario; erao todos a prova de bom-
ba, para que havla de recusar. Mas, senhorcs,
de passagetn direi, que o nobre deputado nao
se deve desvanecer com esse triumplio, com es-
sa absolvcao : se alguma derrota houve, certa-
mente nao foi o ministerio, que a soflreo, o mi-
nisterio morreo, j est confundido na popu-
I o o ; queiu soll'reo essa derrota foi o goveruo
da socedade, que nao morre, foi o paiz (apoia-
dos nab apoiados), foi ageraco futura, qual
nS legamos essa prova de iuunoralidade e de
linpunfdade (numerosos apoiados). O nobre depu-
ta lo nao se deve desvanecer com esse truni-
pho ; porque certainente nao foi pela foi^a do
sen partido, que teve lugar esta absolvicao. Nos
sabemos, que o caracterstico da nossa poca
o espirito de condescendencia, e o patronato,
I; leyo de vencida todas as consideraroes de
interess publico, e que ueste caso tambem le-
varan de vencida a eonsideracao devida ao Mo-
II archa rasileiro (apoiados e mo apoiados). Esse
irgumento desympathia, se valesse, depuulri
lilamente contra a nossa moralidade, edeverla-
inos tambem attribuir sympathias as absolvi-
i,:'s desses criines os inais horrorosos: ora, se
o jury absolve esses criines, que excitfio o hor-
ror e a indignacao, esses criines, de queelles
lindos poilem ser victimas, como nao absolve-
rlo os crin s de liberdade de unprertsa, de qu-
nao l'i'.em ideia, enjo alcance poltico files nao
onsider.10, para culo julgainento elles nao i's-
tao habilitados, senao aquelles, que conhecem
1 hermenutica, e podein avallar o sentido das
palavras .'
OSr. Urbano: Se fosse eondeninado. era un
Irimnpho brilhante e nngestoso.
t) Sr. Sabuco : Realmente, seria urna rari-
lad" haver lima coudemuaco por crime de li-
berdade de imprensa entre nos! Senhorcs, eu
senipre me pronuncie'!, e ueste caso adopto em
I-parte as ideias do nobre deputado senipre nn
pronuncie! contra o augmento da penalidade.
como nielo repressivo da imprensa. O nossn
mol nao vem da l'raipicza das penas ; temos pe-
uas, sao sullicenles, o caso est em seren ellas
ipplicadas : oque preciso, Senhores, a ga-
ranta, ipiauto aos re pous iveis ; necestario,
pie se defina, quaesso os responsaveis, que si
xjao outras eondicoes para os responsaveis. K,
rallando de passagem i respeito da caucab, di-
rei, que quero una cauro, nio to forte, qm
uale a imprensa ; mas una caucfio, que, sobn
I ir una garanta contra o abuso dos responsa-
.cis, di'sse tambem represeulacao poltica >
lOSS ;- folhas. O que quer di/.er nina lb!ha po-
iliea hoje entre nos? Quer dizer, vontade d
mu individuo que para sto s carece de dspo-
scao. Se houvesse mu capital depositado, esses
Senhorcs nao o arri&cariSo, haviSo de recuai
peante a calumnia e a injuria : hoje nada ar-
riscan, vo para diante.
0 Sr. Urbano: Eu sigo a liberdade: quem
[uizer, que escreva sugeitaudo-se responsa-
oilidade.
O Sr. Sabuco : Mas, qual a garanta qui
aoje temos sobre a liberdade de imprensa? Ne-
fiiiii, 1 o lucio contra acalumnia, ('injuria.
' recorrer cada mu ao sen proprio braco ; por-
|ue nos tribunaes nao acha recurso.
O Sr. Urbano: E' a responsabildade.
OSr. SabuCO'l^lial a responsabildade?
Se por ventura 11111 artigo c chamado respon-
sabilidad!', apparece como rcsponsavel uin indi-
viduo que jielo sen estado merece antes COIll-
paixo do (pie indignacao un innocente
quem se nao pode perseguir. Olhe o nobre de-
put ido para a Franca veja-sc a imprensa all
por mci da cauco nao tem inais representa-
dlo do que a nossa. Veja Portugal como lucia
.0111 os mismos males que nos allligem : all o
|Orerno j recorreo as cmaras propendo que
OS criines de liberdade de imprensa sejo julga-
.los pela cmara dos pares. m outro argumen-
to do nobre deputado que nao posso deixai
passar sein resposta c que a pposicao per-
iiambucana esta julgada pela cora. Eu direi ,
me se isto verdade, est julgada em sentido
desfavoravel ; porque, sendo o sen pleito a de-
nisso do Ka rao da /Toa-vista elle anda esta
conservado na administraco : mas, disse o 110-
bre diputado que foi julgada porque o Mo-
narcha demitto o ministerio : pois, Senhores ,
estamos to alhefos dos negocie:; poltico to
distantes da corte que nao saibamos o motivo
da demissao desse gabinete?
O Sr. Urbano-: A falta de conlianca do Mo-
na relia.
O Sr. Na'/Hco ." l"oi por nao querer a cora
consentir na deinisso ue uin einpregado,
O Sr. Urbano: Isto l'oi pretexto,
St.Sabuco: Nao foi certaiuente pela guer-
ra (pie Ihe fez a pposicao pcrnaubucaua.
O Sr. Lbano : Toda o pposicao do paiz.
OSr.Sabuco:o nobre deputadoproseguiono
sen discurso, e nao niequiz deixar cinpa/; cha-
mou-inc tamben! p;.ra a disi usso; disse, que cu
uiaiiil'i slava cou'.i e ai,.que me tinhad. clarado
no me/, de janciro ein pposicao ao gabinete, en-
i retii que entenda, que o Baro d 1 Boa- vista
era uin santo, e que devia governar a provincia.
Senhorcs, cu dcclare na cmara dos di pillados,
pie nao esta va en 1 un aiitogouismo completo com
i poltica dominante; mas, que alguna erres po-
lticos do gabinete aliena vo a uiiuha conlianca,
entre esses crios cumpre enumerar & accao
pronunciada do niiuisterio a respeilo da lei da
i espousabilidade dos senadores coniproinettidos,
i- a pertinacia em nao acousclliar cora a ain-
naohavendoantogonisino senao divergencia na
applicaco dos principios eu nio era contra-
dictorio, oppondo-me ao goveruo e confiando
no delegado quem reconhecia, c reconhe;o
multo habilitado para administrar a provincia.
0 Sr. Urbano O Sr. deputado disse (pie
desde que tinha entrado o Sr. Paulino para o
ministerio se considerava na pposicao.
O Sr. Sabuco : Siin; mas que tem isto com o
Sr. Baro da Roa-vista? Eu entendo, quehacon-
tradiccao quando elle est em un antagonis-
mo perfeito com o governo e de accordo com
o delegado.
O Sr. L'rtano : Ou quando entra na chapa
do delegado (risadas).
0 Sr. Sabuco : Mas, declarando-ine em p-
posicao en disse sempre que nio quera ser
archilecto de ruinas, que nao quera destruir o
poder senao combatel-l; porque certanientc no
estado em que se achava a cmara dos depu-
tados eu nao va urna\niniao que pudesse
regularmente subir ao poder ; qual era a ppo-
sicao ? A pposicao couipunha-se de individua-
lidades, interesses diversos principios oppos-
tos e portabtO essas individualidades nao po-
llino formar una opiniao habilitada para con-
quistar o poder.
O Se. Urbano : Se combinasse, talvez.
0 Sr. Sabuco : Era cousa impossivel. A op-
nosicaio di cmara dos deputados eslava cm-
aosla de individualidades; como eu, como o 110-
>re deputado, de principios e vistas oppostas ,
ios que nao podamos chegar uin accordo.
OSr. Urbano: A pposicao tinha inais gente,
lo ipie nos; e o caso qu eu nao contavacoin
> nobre deputado na pposicao.
O Sr. Nabato: E nem eii'coni o nobre depu-
1 ido: o nobre deput ido, que eu considero ennima
losio falsa. O nobre deputado nao se queixa-
r deque eu lhe note algunias contradcroes ;
porque as contradlcces sao prop ias do hoinein
e estado e nio o devem ollender.
nistia lao altamente reclamada pelas circunis-
taucias do paiz ; e beni se deviao prever essas
absolvlcoes, (ue cumpria prevenir pelo perdo;
porque certainente o mal da amnista era me-
nor solvicoes (apiados).
U Sr. 'cixoto : Tivemos essa desmorallsa-
ito 10 ministerio du Sr. iiouoriu.
O Sr. Sabuco : Ora, uestes falos nestes cr-
ios, que paitleipaco tlnho os delegados do
governo -J Que paitleipaco poda ter o presiden-
te de Pernaiubuco nesses actos, que lazio ob-
jecto da iiiinlia divergencia .' Que tinha o Karao
da boa-vista com o exercicio do direito de am-
nistiar, que so compete a cora? Que tinha cun
a lei da responsabildade dos senadores ? Ora,
O chefe
o partido conservador o vencedor do Water-
o forao incoherentes a respeito do billdeeman-
ipac.o ealholea, considero o nobre deputa-
lo ein una posico falsa, e excepcional. O no-
bre deputado chefe de un partido, cuja po-
litiea elle opposto dianietralniente e com o
qual S est de accordo quanto ao pleito pro-
vincial da demissao do tfarao da ffoa-vista
O Sr. Urbano : D un aparte que n5o po-
demos ouvir.
O Sr. Sabuco: E se eu ler ao nobre deputa-
do mu artigo da Senlinelta, e que com toda a jus-
Ica se atiribue ao Sr. Nunes Machado que c o
iterego do Sr. deputado? Ambo florcntes tale,
trades ambo (risadas).
O Sr. 'rfto'io : Resta provar-sc se esse artigo
' dclle.
O Sr. Sabuco : Que do Sr. Nunes Machado'
Disse a Senlinelta e o .-novo transereveo este
litigo.-- Permita a cunara, que eu lela, e pres-
te-nie a sua attencao. = O nobre deputado quiz
icliar-nie eiu contradieco nio se agoniara por
por consegulute, que eu lainbem llieargua una
contradieco.
O Sr. Urbano : Tambem o /)irio velho traz
igora un artigo, (pie arraza o pobre ministerio.
O Sr. Sabuco : De modo que segundo este
irtgo a questo da pposicao de l'ernanibuco
Uin plelo provincial : os nobres deputados
sao liis a una poltica absolutamente opposta
aquella de que sao cheles sao inimigos do go-
verno; porque o governo nao tinha demiltido ao
llaro da Boa-vista, que elles conslderavfio infiel
.i poltica dominante em raso das =suas alliau-
cas de sangue =a de modo que os nobres de-
putados, por seren milito liis poltica domi-
nante, e que elles guerreiao, sao inimigos do Sr.
tfaro que Infiel.
OSr. Jos Pedro: V: consequencia (oreada.
O Sr. Sabuco : E' consequencia do que es-
t ueste artigo.
O Sr. Urbano : ~ Quem est assgnado ?
Sr. .V(/nico : E' J. S. O. =
Sr. Urbano : Enlo nao 6 do Sr. Nunes Ma-
chado.
r. Sabuco : O Brasil disse que era e o
Sr. Nunes Machado nao contradisse; e uin outro
litigo que vem na Senlinelta confirma jsto.
O Sr. Urbano : Ora havia de n Sr. Nunes Ma
diado estar a responder a tudo.
O Sr. Sabuco: Senhores, eu me dispensarei
de entrar na questo, de saber, se o nobre de-
putado voiou, ou nao de ba f pela le da re-
forma, no cntanlo me prete, que aquella lei nao
una diaquellas que se devem adoptar por mera
conlianca ; a lei da reforma uma ki perma-
nente una lei, que devia ser execulada pelos
correligionarios do nobre deputado, e pelos cor-
religionarios diversos.
O Sr. Urbano : Serla uielhor interpretar a
minha politiea pelos nieus discuraos, do que por
un artigo da Senlinella.
O Sr. yabuce : Nao sel tambem, Sr. presi-
dente para que veo esta casa a questo do
1 <>iilio das urnas da matriz de S. Antonio ; mas ,
eu me pi evallcccrci deste laclo, para facer 11111
contraste da nossa gencrosdade com a iujusti-
<\i do partido, que pertenceo nobre deputado.
iSs tivemos culao em nosso poder documentos,
que rele iao indicios vehementes, de que as urnas
101 lio roubadaSt indicios luais vehementes, do que
aquelles, com que o nobre deputado argumenta
boje a respeito da falsificarlo da acta de Igua-
rassu ; entretanto nao nos quisemos servir des-
ses documentos ; porque cnteiidciiios que nao
deviamos fazer aecusaedes a pessoas respeita-
veis como o .nobre deputado, sein novas ca-
lmes. Eu tenho ein ineu poder un S abrixo
assiynados de muitos cidadaos de santo Antonio
que denunciavo esse roubo das urnas : ueste
documento estoasslgnados os Srs. IgnacioVie-
g.is,.I ose Ignacio Fcirera e Guneguiides boje
correligionarios do nobre deputado qm: entao
ero nossos ; mas nos nao nos aproveltamos
disto, nao quizeinos fazersenielbanteaccusaco.
O Sr. Urbano: Se est convencido de que
houve esse roubo praticou mal, nao fasendo a
aecusaco.
O Sr. Sabuco: Nao estou convencido, mas
nos poderiaiuos argumentar com esses indicios,
como argumenta o nobre deputado, e indicios
inais fortes.
L> Sr. Urbano: Eu argumento com tcsti mu-
idlas de vista.
OSr. Sabuco: As tcslcmunbas do Sr. depu-
" '" ''-l'L'J-'.'.. --Mi.--------------J--------B
tado, sao os Senhores deputados, Oliveira, Mc-
deiros, c Doinngues, os propnos olleiiddos.
Isto sombaria.
OSr. Urbano: Est engaado sao outros,
que viro o livro falsificado.
O Sr. Sabuco: Sao correligionario do nobre
deputado, que mandrao cartas a este respeito
Como eu disse, Senhores, que tinha docu-
mentos cerca do roubo das urnas, elles aqu
esto (mostrando uns papis) guardei-os nomeu
pequeo archivo, nao quz fazer uso dilles, pe-
las rasoes, que eniiunciei.
Senhores, um nobre deputado do lado adver-
so, assim como outro, (pie hoje se levantou,
coinbatrao a opiniao milito sedica de que o gq-,
verno tem o direito de Influir as cleiedes.
O Sr. Peixoto: Falle! no direito nicamen-
te.
OSr. Sabuco: Sini, de que o governo tem o
direito de influir as eleicoes.
OSr. Peixoto: Nao, esse direito portence
ao povo.
O Sr. Sabuco: Pois bein. o governo tamben
povo, representa una opiniao pllitica, e deve
fazer por ti uinphar.
O Sr* Peixoto: Concedo tudo, menos que
eja direito.
OSr. Nabueo: Poder fazer uin moralmcnte
fallando, c o niesino, que terdlreilo de fazer: e
pois, Senhores, o governo, que representa sem-
pre utna opiniao lia de abdicar ao sen pensa-
inenlo poltico? Deixar, que os outros cnba-
leni para o iriunipho de sua opiniao, e elle uo
pode procurar fazer com que triiimplie a sua
poltica? Eu nio pense, que esta questo fos-
se ti -azula casa, porque ella to sedica,
um aeionta na Inglaterra, na Franca, nos Esta-
dos luidos. Ignora o noble deputado os lucios
de que se serve O governo ingle/, para vncel-
as eleicoes? Nao sabe, que esforcos elle cm-
pregou, ha pouco, para vencer a elcicfio de Lon-
dres, disputada pelos Free Traders, que sahi-
ro vencedores? Nao sabe o nobre deputado o
que tem feito Tyler, presidente dos Estados
Unidos para obter a sua rleico de presidente
no auno corrente? Nao sabe, que elle, execn-
tando o principio, que he rilo 11 do general Jak-
son de que os einprcgos siio despojos da vic-
toria tem diinittido todos os em pregados, ad-
versos a sua candidatura ? Nesses paizes os go-
vernos teem nielos que o nosso nao tem, e sao os
fundos. E como se pode sem desconheeer os
principios contestar essa Influencia? A respei-
to desta questo os nossos partidos polticos j
teem pactuado, 011 aceordado. Ao menos os che-
fes, e preeminencias desses partidos.
O Sr Jos Pedro: Nao c legitimo.
O.S'r. Sabuco: Eu me voit servir da opiniao
de um hoiiieni, que una das nossas illustra-
ces, o Sr. Antonio .arlos de Andrade Macha-
do e Silva, cis-aqni sua opiniao (le).
O Sr. Peixoto: Poder fazer, nao ter direito
de fazer.
O Sr. Sabuco: E' a inesnia cousa.
O Sr. Jos Pedro: E isso nao prova nada.
O Sr. Sabuco: Oh, se prova ; urna opiniao
inais respeitavel do que a dos nobres que sao singulares.
Sr. Jos Pedro: Estou eerto, mas eu argu-
mente! com a lei.
O -Sr. Sabuco: Disse ento o Sr- Honorio:
(le). Aqu esto duas SUlllinidades do nosso par-
lamento seguindo a mesma opiniao; eu relo
pois, que a este respeito est pacluado entre
mis, ipie o governo, porque representa una
opiniao, tem o niesnio direito, que a outra opi-
niao opposta.
Sr. Peixoto: Nao lia direito sem obrigaco:
quem est obligado a obedecer?
O Sr. Sabuco: E quem est obligado a obe-
decer a outros, que cabalo, que nao o gover-
no? Senhorcs no governo representativo, o gover-
no nao pode existir, se elle nao tem um partido,
e nao representa urna opiniao : e se elle tem
partido, porque nao pode insinuar ao si 11 par-
ido, que vote ueste, 011 naquelle individuo?
O br. Peixoto: Perdoe-me, para se dar di-
reito necessario, que baja obrigaco de obe-
decer.
O Sr. Sabuco: Essa dialetica do nobre depu-
tado IrresiStivel. Eu nao quero, que o gover-
no use de laudes, e de coacres. ..
O Sr. Urbano: Pois c o que tem feito.
OSr. Nifcuco: .... Isto nem a pposicao po-
de fazer (apoiados). Digo pois, que o governo
lein o niesnio direito, que tem a pposicao; que
o governo representa nina qpinio politiea, e
que nao pode deixar de cabalar sein suicidar-se.
Quando o nobre di pntado subir ao poder, peco-
Ihe encarecidamente, que leve, r execute a sua
ophno; deixe a pposicao cabalar, e nao caba-
le tambem.
OSr. Peixoto: O direito natural, que est
na constituido do povo.
O Sr. fabuco: A palavra -- povo comprc-
hende governanles, e governados.
O Sr. Jos Pedro: Mas a niassa governada
que tem direito de intervir as eleicoes.
t) Sr. Sabuco: Esta distiuceo do nobre
deputado. Enilini, cu desisto desta questo,
milito sedica. e contra lacios nao ha argumen-
to : creio, que nao tem havido ministerio al
gn, que nao tenha intei viudo as eleicoes, c
eu digo com o Sr. Amonio Carlos, que seria una
calila de estpidos o ministerio, se nao aba-
lasse.
O nobre deputado, que se assenta destelado,
nos humen auloiiilade deGanill para provar,
que a OppusicBo necessaria l)u systema re-
presentativo A proposito leinbro-me de uin
artigo escripto por um nobre deputado qne se
usseuta do oulro lado e redactor do Uara-
puceiro, que, notando o abuso das cilacees, cen-
surou a oulro escnplor que invocava a aulo-
ridade de uiadame de Slaecl para provar esta
proposico comesinha depois das revovolu-
V'es ha muitos descontentes [risadas )
Quem conlcstuu ao nobre deputado que no
governo representativo deve haver pposicao ?
( apoiados.)
O Sr. Jos Pedro : O Sr. I)r. Baptista.
O r. Sabuco : impossivel.
O .Sr. Jos Pedro: Pois lela o seu discurso.
O Sr. Subuco : U quo o Sr. Dr. Baptista,


\
v
CINrf?AJ*kM
B'VL-aaW-'.'R*
e nos nao queremos urna opposicao que so te crime ? Seria, como disse o nobre deputado,
desmanda que procura enteiroropartido contra- para evrluil-o ? Se assim tora, e!l i teria o cui-
rioenm as institmeoes do paiz [muitos apozados) d ido de mandar ooinmettnr a falsificacilo com
o que se nao quer. uma opposicao mer.imen- Begrodos, para nao trocar essa gloria lela infa
(o negativa que procura destruir, sem edill- mi.i de falsificador: mas nao & falsificacio Be
car, que lud i ac'a m.Vi, e na >di/o pie b.mi, fez de publico na secreta ia cun i um acto le-
para qtfal todos os meios nao Justos, cuntan- gil noe oill al todos os ofllclacs da secretaria
to que vai ao lim lapoiados ). E que paiz lol o participan do segredo de tudo sabem o pre-
uoure deputado procurar para exemplo de urna Bidente, o vareadores da cmara de Iguarass,
opposicao desregrada ? A Inglaterra Senho- \ os eleitor.-s todos, os Srs. Ho mingue* e \I.loi
res. a Inglaterra, aondo o partido conservador ros!! Isto verosmil? [apoiados numerosos.
derrotado rm 1831 no parlamento, esperan re- OSr. Floripes: muda nenie,
signado pela sua victoria em 1811 ; e neS"S O SY. Urbano: SO o Sr. deputado que
dez annos nones aaitou quss'oos esteris, e que nfio labe,
o pr.jndicassi ui qoando clin sul.isse ao p ider ; <) Si: Sabuco : Ora Similores, a-sim
que nunca para destruiros seus adversarios,
procuran destruir as instltuicoVs, inspirara
sua desconfianza ; que s appellou para as ur-
nas e pode, quando conqulstoo, poder dizer
entre os applausos do par aun nlo em div an-
nnS de opposicao nunca desenvolvemos sent-
manlos prcjudiciaos causa publica] Na In-
glaterra anide a libenlade depois de multa* u
repelidas pravas de adhezao a jei e a is meios
pacficos, ltimamente,quandn appare (M a pro-
clamacao para dissolveros mee ingi, elle mes-
mu acons Ilion ao povo que se nfio renisse
no meeting de Clontarf, eesse mrcling se nao
reuni.
lias depois o nobro deputado que nfio (jos
tou dos exemplns da Inglaterra o nos velo di-
zer, que n povo all nao lem influencia alguma.
O Sr. Jos l'rdro : Nao d>ssu tal.
O Sr. Xabtiro : Disse que a aristocracia
su influe muito na Inglaterra.
O Sr. Jos Pedro : Niio as eleiees.
O >r. Nabuc>: Pola cu digo, que influ) em
tudo porque est Senhoia das propiedades
territoriae; purque identiflcou-secom o proles
tantismo, o alllou a religiao com a pol tica ;
porque absorve em o Sru seio tod >8 os nuvos
elementos. que o podiao combater.
U Sr. Taques : E 6 a salva-guarda da In
glaterra.
O Sr. Urbano: 0!i! que boa salva-guarda
Sr. Nubuco: Sim. boa salva-guarda, por
que o nobio deputado devo d saber, que esse
mesiuo partido do Wigh 6 aiistocraia ; o nobre
deputado de\e de saber, que a historia de In-
glaterra, como diz um escrlptor moderno, e
ainda ninguem conteslou, ella se re/ume na as-
sociacSo constante dos bardes, e do poto con-
tra u despotismo da Coros.
Finalmente, nao sei para quo o nobro depu-
tado reivindicou o passad i de todas as opposl
V'ics, que leein havidoem l'ernambueo; disse
a opposicao nfio fnz guerra ao marquez do Re
cife ? Luoesl.i oppoigao de hoja e a ou sm .
desde 18^41 Kenlfio tambem eu digo, que
a niesina opposicao, que em Janeiro e eni
marco de 1834 fez as desrdeos nesta capital
( numerosos apoiados.)
O Sr. Urbano : Os Senhores sao, que nos
qui rem lai cu isto.
O Sr. Sabuco : Eu quero provar, que es-
te argumento do nobre deputado e ftil e que
os Senhores se arrogue indevidamento o passa
do do piulidochlmango. No Brasil, Senhores,
nfio lia partidos que tenhao a duracao, qu o
nobie deputado presupot : nalnglalerra, sim ,
Intoresses fortes e heterogneos desde a con
quista normanda manteein al ns partidos, as-
simroiuoos inantem o protestantismo, mus na
Franca depois de julho e no Brasil sendo
Cuino sao Homogneos, enao dislinetos os in-
len-sses, os partidos duifioem quantodurfioos
motivos polticos que o piodu ira ; e sssloi
nao sei estranh que o nobre deputado para n
anuo estoja bem commign, c eu cun elle risa-
das e apoiadus.)
l'orianio o nobie deputado nao pode reivin-
dicar as glorias do partido das opposicdes, sein
ent'.rri'gar-S de ludo u aeu passado, de todas a>
OeSurdeus que teem as'solado u pas.
U r. Urbano: O actual partido da oppo-
sico novo.
O .>r. A'abuco: um partido novo so cun
\islas provimiaes.
U Sr. Urbano: Al os Senhores chamavan
jo vi n oppo -icao.
o Sr. fsabuco: Ou a joven llalla.
O r. \.rbuno : Nao, Seilinr, a joven
ppoMcio
O ^r. Lupes Gama: A oven Lilia uba di -
nada. ( rtsmtus gentes e udi,guilas. \
O Sr. Nabco: Seiihurea, u jisli u can
cadu ma.s vuu entrar sioda na que-lao de que
fallou O n '!;:v depuiado a reSpeilll da f.il.silira
cao ta acta de Igusiass. Se nos nao mi noor-
in.s vii o livru, damos una prva e que t us-
t falsificufiio segundo o nobie deputado ; e se
nos mandarinos vir o livri', cesliver sao, dir
que o livio esta alsilicado que 6 novo o li-
vm, e nao aqnelle que ekIstia ; pur conse-
quencia o nobre deputsdo poe-nos i ni unta
Untura liornvcl : elle nos disse que as pr..te-
lacAdi da discusso furo para dar lempo a f'/il
lacil alcanzar todos os triuinptios;assini, se no-
tivermos coragem, podemos acensar todas as
actas de falsas, ferir todas as repuaedes.
OSr. Urbano: Venha o livro.
O Sr. NabuCO : Para que, se o nobre de-
'uladodiz, quej esl falsificado? Seo livro
nao v r grude ( risadas o aobi deputado li-
que nao j mesmo livro que houvo a fal-
Biltcscao.
O Sr. Urbano : E bda e-sa.
O >r. Sabuco : Depois, o n >br d -pul >d
nos diz:faeno o que flzerem, a opinlAo pu
hlica sabe (| Un..;cu naoseiqual 6 e niio pubci i' Nao ha urna so opima publica :
o publico se divide em tantos pblicos, quan -
los sao os partidos: assim, seo publico do no-
bre deputado sabe dt tudo o nosso publico
gn ira ludo; para o publico do nobre deputado,
alada qu fossemofl sanios, eramos mx. ainda
que o livro nao tivesse grude, tinha (risada*.)
Mas o nobre d.-putado fallou nn dits trae
em que as Boas teslemunlias, I i v res de coai'ca.i .
le.ior 3 a ver lade.
O Mr. Urbano : O Sr. 6 iue diz dies rae,
eu chamo da de bonanca dia de vento em
popa ( risadas. )
O $r. tabur ; Pois sim seja o que lor !
u nobie deputado nao resp milco aos arrumen-
5
lachando nieus correligionarios de nfio tc-
rm a coragem de aasignarseus escrip-
los.
r.u entendo, Senhores, que honra do
partido, que o inteivsso publico exige, que
todas estas co.isidoraciV's peqneninss sejflo
sompletatnente aban lo mdas para mo oceu-
paroxclusivamenleda falsificac^o da authen-
licade Iguarass.
Sr. presidente*, a assembla provincial fui
leslemunha de indo quanto cu disse a es-
te respailo. Ademonstracao, queou apre-
sentei Rii.tfio evidente, tfio concludente, que
nonhuma duvida pode deixar a qualqieres-
pirito <|iie niio esleja dominado pelo nte-
resse de partido: e que resposta lem tido es-
te meudiscurso? Euapuello para as cons-
ciencias, para as conricgOes dos Srs.de-
pulados, o do publico; lo.los que dgito,
se os meus argumentos, se as razoes produ-
cidas por mim na casa teem sido, ncm lev l-
mente contestadas pelos nnbres deputados
que me leem respondido, o nobre deputado
queseaba de sentar-se, querendo oppr-se ao
lueninciilo
que pede o livro, achou urna
JOSCUlpa que llie parecen inui plausivel ;
inas que cuaclin, perdoe-me o nobre depu-
tado que lhe diga, absolutamente redicula,
porque o nobre deputado dissejase falla
em urna nova falsillcacSo, se vier o livro di-
r o Sr. deputado [reierindo-se a mim que
esta falsificado; mas como,Senhores,hci de
eu dizer que umlivroesta falsificado, quando
elle nfio aprsenle vicio algumi' E'quando
estando o livro puro, cu digo, que est vicia-
do, o que importa esta miuha declaracto?
Pois sao OS Sis. depulados tfio cegOS, que
nfio posso ver com seus olhos, que o li-
vro nao lom a lalsilicacui, que eu arguo?
Como, pois, rcceiao a Viuda do livro?
OSr. (tabuco:Appellara tambem para as
consciencias.
o S. I roano; A conscienca do nobre de-
putado propend' para que venha o livro?
O Sr. Aahuro : Ku somcnle falle! da furnia,
los, que ih'is apresenlainos ; disse, admira,
pieos engaos fossein sempre a favor daquel- I por que se quer, que o livro venha.
I.-S que tiohao menos volos e mitra aquel-, fJ ,.. ,...,.., M u vo( ( M Q ,, ,;_
les, que tinhao maior numero de otos: e ment pela forma! Oque quer dizer isto ? Sao
aprsenle! i-SDinplos em contrario, mostr! quo Se est vendo, que uiu pretexto? Poisore-
alguns individuos, cuja ilecii ogoverno no ti- querimento hadecahir porque .' apresentado
nha intencao de favorecer anhiuao com essa ao mel dia, c nu as li lunas.' E'istouma
inculcarla falsiflcacfio, atossesupplonte que circumstancia essencial, que altere o voto
>e quer que entre recebeo maior numero de do nobre deputado i Porque oerecido como
. o t ......i-, .i'. ,.. i, emenda ao parecer c n;io isohul-Hiicute Ueve
votos; Senhores, toda a quastfio est em saber, ca|,. () ^.VrimeiWj^flSsenliore. os
se esse mappa que o nobre deputado apresen- nobrrs deputados bem comprehendem que
ta, fui feito a vista da authenlica ; essa anillen- eita desculpa nao pode achar apoio da parte de
n'ca naiexi-lia o mappa oi feito vista da |pessoa alguma, que nao esteja tambem ute-
mformacAtn inflis.
OSr. Urbano : Est'i ensaado o Sr. de-
bulado nao qoer entender o mappa.
ressada em oceultar essa falsifica^iio. Mas, disse
o nobre deputado que inieiesse liuli i o Sr.
liaran da Boa-vista em falsificara authenlica.'
Se mi havia interesse, nao se ndc dar essa fal
O Sr. Aubuco : Para mim esie mappa nao : sin(.:1,.;,(,. =Quem nata aqu de saber se elle ti-
nha ou nao nteresse de falsificar a authenlica .'
Trati-se soinciite de examinar se ha, ou nao
falsicacao. Y. depois se acaso o nobre depu-
tado qnfzesse entrar nessa discussao se quizes-
se mos examinar as rasoes e cunsidcr.ir.oe.s de
interesse
serve de argumento nlgum era preciso que se
limvasse, que elle tinha sido feito vista da
lUllienlica
Sr. presidente oulrus argumentos poderla
ipresontar. maseslou muito caneado, naopos-
m. continuar.
que podiao levar o administrador
di provincia j,i nao digo, a falsificar a authcii-
LoTO este
interesse
i
se d;i ; nas cu
siiicacao do livio : assim para que vir o livro ? presidente, que esto nicu dever ja foi satis-
fcilo,hojc que, no obstante isto, estas incrc-
pacocs se reproduzem, cu entendo coiivc-
niunleabandonal-asao despiezo; sim, boje
()>r. Urbano: Mas a resuello da falsifl- t|ca. mM a rxcltiii'-iie dacleicao, talvezal-
eacao nada guma hnuvesse.: ninguem obra sem interesse:
OSr. Sabuco: Isto est drceilido nao c rerdade; mas por interesse mesmo-, que o
'louvetal laSificaco a opinilo publica est Sr. barrio da ffoS-vista tem empregado todos os
por nos; [risadas ) voto por consegufnte pelo esfbrcos para_e.\clulr-iuc, c a alguna potros Sis.
parecer.
O Sr. Urbano: Sr. presidente, eu ja disse
hojfi nesta casa, que os nobres depulados,
intimamente persuadidos de que, oceupan-
lo-se exclusivamente da queslfio da falsill-
cacfliodaacta do collegiode Iguarass, nfio
podifio sabir victoriosos, nem mesmo podiao
obter em seu favor esperanca de triumpha-
rem, julgarfio conveniente, e com effeito na
discussfio se arredarflojnteiramonie dessa
qucslfi. *A assembla provincial oi teste-
niiiiiha de que o Sr. deputado, que primeira-
mente se encarregou de responder-rae, nfio
leudo eu tratado senlo exclusivamente da
(alsilicacfio, chamou-rae para discusses iu-
leiramenlo diversas. Elle entendeo dever
laucar invectivas, e insultos sobre i minha
pessoa, sobre loda a opiosicao em geralj elle
entendeo conveniente examinar e eomnien-
tar toda a minha vida poltica. Ora, qual
fosse o lim desse seubor deputado em aii'as-
lar-se de un modo Ifio notavel do objecto
principal da diseussflo, isto c, do ponto que
mas feria a reputagAo do atrniinislrador da
provincia, ufo D0SS0 eu dzcr, que fosso ou-
trosenfiha convietjfio em que elle eslava de
que uo lhe poda ser limito airoso o resulta-
do dessa discussao. Can elVeito, Sr. presi-
dente, assim encelada a discussao, a assem-
ila vio que eu, e todos os outros Sis.
depulados que se seguirfio tomos obligados
a seguir a ratina que o Sr. deputado nos ha-
via marcado. Eli entend do nicu deverjusti-
ficar-me das imputaces que me frAo leitas,
justificar a opposicao das injurias e iiicrcpa-
5 Se ns di/ein is apresentai nos as tcsleinu-
nhas que sabem dessa f.ilsifleavao ; o no-
bre depuludo di/. nu dies irue, quando cessa-
reui us motivos do coaeyao, e reces de vingan- leu nao entrarei na jUStficaQAO da minha vida
ca, euasapreseniareiEmo guarda o nobre de- 'poltica ; ja niio tratarcda defeza do partido
puiado, para quando eise uia vier, u sua accu- a quo lenho a honra de pertencer : ii()iicni
sacao. embora sem resposta as calumnia as mata
ijSr. Urbano :So quer cu indico algu- atrozes, embora tiquem convencidos, cu-
mas, trando na minha vida publica.quen niiiiliapo-
0 Sr. Sabuco: Pois indique. Senhores, Iilica consiste snicnlc na questao provincial
ninguem obia s%m interesse ; que interesse ti- da demissao do Sr. Baranda Hna-\ ista ; cm-
nha o Sr. Barao da boa-vista em coiniuetteres- .hora classi iiqueni a opposi$uo de covarde,
na eleleao.
niio trato de exaniinar se elle tinha ou n5o in-
teresse nist porque esse interesse ncm pro-
va uemcselue a falsilieai ao ; quero somcnle,
que se examine, se existe falsificaco ; e qual o
uieio deexaminal-a? au ha outro que nfio
Beja a viuda do livro a csti eas.i.
aenhor presidente eu prevejo, que a assem-
bla provincial ha de votar contra u requ ri-
ineuto ; mas eu pejo asseuiblt'a provincial
liccn.a para lazer-lbc nina recurdacao e vein ;i
ser ; disendo pll que eS8lle do livro era o
nnico mciode verllicar.ae exislia,ou au fraude,
recordo-nic que u Sr. deputado Medciros
disse do seu |ugar.= Nao legal, mas como o
Sr. Nabuco dissesse.= \cnba o livro elle disse
t.nmbeiu Venha o livro = poriu nessa o< ca-
sino Sr. presidente quando eu conclu pedin-
do, que a assemblca provincial votasse pela
viuda do livro, eu Uve a salisl'acao de obser-
var que a assembla proviucial cobrio-uiedc
npoiados ^cse querei enanresentarei a parte
du un discurso em que pedia a viuda do livro :
e anude o Sr. tacnigrapho poz = apoiados ge-
raes : como que os f'euhores deputados,
ie rccnsfio a tst i so porque o requeriiuento e
apregeatado cuino emenda e ao lucio dia, de-
rcudo ser as II horas ? Esta desculpa Srs. de-
pul idos nao pode ser apresentada por nin-
guem.
UuiSr. dcpuiado,(uerendo destruir adciuuns-
Iraeao que cu liz.com O mappa que apresen-
tei na casa, troucea apuracao geral feta pelo
Diario vellio, e inostruu, que essa apuradlo
apresentava algumaa dtlterenfas coinbiuando-
a cun a apuracao felta pida cmara municipal
mas nao ve o Sr. deputado, que esta demons-
tracao nao coiicludcutc .' Ku cuufroutci a vo-
tacao do colli giu de Iguarass especialmente
publicada uu Otario velho com a apuracao du
incsmo COHegio constante da aiilbeulu a.
O Diario vi Ibo tinha apresentado a vota^ode
ccrlos culli'gios ; depois apresealou a volacao
desses inesmu.s collegios e de mais dous col-
legloa que sao Garaiihuns e Iguarass cu
sublrahi desla apuracao,assim Icitn. a votacao
dus piiini iros cullcgios que se tinha publica-
do e obtive a volaco do3 2 ltimos collegios ,
e Uestes sublrahi a votacao do cullcgio de 6a-
ranhiins deu-ine em resultado a votao do
collegio de Iguarass coinparei essa votacao
de Iguarassii ; assim lirada do Diario velho, com
a votacao da autheutica : este o systhema do
mappa ; nas dm compart a apuraro geral do
Diario v i Iho cun a apurar/iio geral da cmara
municipal ; pela comparado que iiz inostrei as
dilleiciicas quchavifio os votos que se haviao
lirado candidatos do guverno que estavao em
cima, e (pie por isso os podiao dispensar, e se
haviao dado a aquclles que crao su|i|)lentes ,
cui consequencia dos quaes passrao para de-
putados. A demonstracao que resulta desie
mappa nao foi por ninguem contestada como,
pois negar-se a consequencia lgica, que
dehese pdededuttr? Depois Senhores, tcste-
iniiuhas existein C nao menos de que teem
I visto com seus proprios olhos o livro vicia-
do; estas testetnunhas hao de ser apresentadas ,
e nao crea o Sr. deputado que sejao do nume-
ro d'aqncllas, que devetn esperar por um tem-
po bonancoso para entfio aparecerem ; nao ,
lioje iiiesiuo, se a assembla provincial quisesse
i iiiquiril-as ellas podifio ser Introdusiaas. Ku
sinl >, que o Sr. -'.' secretario se houvesse reti-
rado da sala, se nao eu quera appellar para a
sua conscienca qu ra perguntar-lhe se elle
nao se recarda de que recebeu urna lisia do
collegio de Iguarass na presenca dos Sis. .Ma-
nuel Pessoa e capitao Padiiha e dirigio-se
i> ira o botica do Sr. dartholameo onde se leo
nessa lis: i o Sr. liveira com A votos, entre
i into, que apparece com .TI Quera perguntar-
lhe igu tmente, se elle nfio disse a urna pessoa
do flecifc que nfio sabio deputado porque
nao tinha tido votacao alguma em Iguarass
entra n i sala o Sr. 2.secretario Olivcira '. o
sr. deputado se acha agora presente : desejara .
que elle me dissessesc nfio e verdade que re-
cebeo de tguarass urna lista da cleicao trasida
por um portador com nina carta que foi aber-
ta na presenca dos Srs. Manoel Pessoa e capitao
Padiiha.
O Sr. Olinirtt : I'." falso,
o Sr. / roana : K' multa coragem do Sr. de-
putado!; Poislieni. Senhores, scrc eu um
calumniador mas a conscienca do Sr. depu-
tado c qiicui me justifica.
O ir. Oliveira : A minha conscienca que
me faz l'a/.er esta declararan,
O Sr. Urbano '. Sim Sr. c falso Mas ,
Sr. presidente aigiinienla-se com uulra rasao
disendu-se que o SI". I'ae: lai relo deseco do
uumerbdos deputados para o dos Bupplcntes;
pon ni como desceo o Sr. Paes Barretp ? Au
Sr. l'aes barreta na authenlica de Iguarass ,
nao se tirn mu so voto ; elle deseco da inesma
mancira, porque en desei, porque,tirando-Be
\ oos candidatos que tinhao muitos para dai-
sc a uniros, que tinhao poucos estes subirn,
e nos passarSo. K depois, eu sei la se ha al-
gum motivo particular pelo qual nao se quises-
se que o Sr. Pai Brrelo fosse depul ido e por
que deseen o Sr. Pai li.u icio nao ha falsificaco!
\ sustenta; ,io que l'aeo dos nieus interesses
aproveita tambem aoSr. Paz brrelo e ao .V.
Antonio Joaquilll de Mello.
Sr. presidente a assembla provincial (leve
estar convencida da falsificarlo da uthentlcade
Iguarassii; os Srs. deputados todos sabem eu
mi'animo a discl-o, lodos sabem da lalsilicacao,
ipiesc fez na acta desse collegio.
OSr. Francisco Joo : Pe. o a palacra.
t).Sc. Urbano : Todos ou quasi todos 'apota-
ilns c no apoiados) porque nfio possivel, Sr.
presidente que um laclo que boje sabido
por loda a populaco da provincia, seja gmen-
le ignorado pelos Srs. depulados : porlanlo ,
os :>rs. deputados pida maior pacte deven*
saber diste laclu. K se accaso Sr. presidente ,
alguma duvida ainda existe a respeito desla l'al-
Sillcacfio pial a rasfio porque os Senhores de-
pulados nao bao de mandar vir o livro das acias
desse collegio ? Por ventura nao tem a assem-
bla provincial este directo? \ asseinba pro-
vincial com o direito de verificar a legitimidade
dos poderes de seus membros tem o direito
de procurar todos os esciareciinentos e dados
que lhe foremprecisos parabeuiexercer esta sua
attrlbuicfio: e se accaso snspcltar ou tiver mo-
livo plausivel liara presumir que a authenlica
de um collegio se acha viciada nao lera ubri-
gac.ao de verificar legtimamente a expressd da
urna (leilural de mandar vir 0 livro das actas
para examinar, se coinen%ito nelle existe frau-
de .' Nao ha um nieiu termo Senhores ou eu
hei de licar cumo calumniador, uu a falsificaco
ha de licar pruvada ; euniprc que se cscolha ;
eu arrisco-le, e coinpronielu-me a pena de
caluinniilnr ; nn-; quero .< us Sciiliores
deputados me deem occasio de provar a falsi-
ficaefio ou enlo expr-me a essa pena ; mas
os Senhores negfio-me isto nao querem que
venha o livro, e entretanto diseiu sois un
calumniador = Como calumniador se me ne-
gao os incios de provar a falsificacSo ?
o Sr. Nabueo : Os meios estfio as leis.
O Sr. Urbano : Sim estfio as lcis e c
pida leis que cuquero que venha O livro.
O Sr. Nabueo : Tambem sou dessa onintfip.
O Sr. Urbano : hntao que duvida tem o Sr.
deputado em votar pelo requerinicntu ?
Sr. Nabueo : -Porque nao tem ligaefio algu-
ma com O parecer.
O Sr. Urbano : O parecer Hala do chama-
inento di- um supplentc; o parecer relativo
vericacao de poderes ; nao cabe aqui um re-
querimeto que tem por fin mandar viro livro
tas actas para verificar ssses poderes ?
Se accaso u Sr. deputado estivesse disposto
votar pelo requerimento, isto se concordas-
se na sua materia votara por elle agora.
O Sr. Sabuco : Faca a experiencia apresen-
tc-o ainanbaa ; ou cu o apresentarei.
O Sr. Urbano: Ku, Sr. presidente, nada '
mais icnbo dizer : como j declare!, nao en-
trare! mais nessas questdes que aqui se tem
aventado, de poltica geral; duu o devido des-
cont essas personalidades e invectivas cop
que se me tem tratado, conqueriendo bem o
lim do Sr. deputado, que lem laucado inao de
taes argumentos; poda responder-lhc muito
positivamente; mas, por ora, nao es ton dis-
pi.sio i i-to. Coucluo, votando contra o pare-
cer e pelo requerimento que mandei meza.
.lulga-se a materia suftcienteiueiitc discu-
tida.
O Sr. Francisco Joo : -~ Eu tinha pedido a pa-
la va.
O Sr. Presidente: O Sr. secretario nao fez no-
ta por isso nao sabia que. o Sr. deputado pedi
ra a palavra.
O Sr. Francisco Joo : Era para faxer urna
simples declaraco.
m~m



O Sr. Presidente : Julgo que agora nao pude
t,v lugar, porque a discusso esta encerrada.
O Sr. Manuel Cavateanti: Nao faltara occaslao.
Procede-se a vota.fio: .' approvado u parecer,
c reeditado o requerimento.
Eutra em segunda disciissao o orcaraento pro-
vincial.
Alt. I. O presidente da provincia c auto-
risado para despender do exercicio de lM-i
IS a quantia de510:111/105. ficou adiado
para ser disentido no lint.
Entra em discussSo e sena debate appro-
vado o sojpiiiili".
-- Art. 2.* Cora o subsidio i e ojuda ue custo
dos membros da asseinb'la provincial 17:(M>/--
Segue-se a discusso do seguinte:
__' v rt. ,{." Cora a secretaria da assemblea,
subsistiudo a divsao dosordenados e gratifica-
edes dos empregados <>nn> percebUo antes d is
l'cis iis. 00, c 110 sendo 3:500^000 para a publi-
cacSo dos trabadlos da assemblea por ticfigra-
pi'os...............7:550/000
U Sr. Nabueo, diz. que tem de mandar nina
emenda meza, suppriraindo a divisSo de orde-
nados i- gratificares que se aclia no artigo.
vio contesta a vautagem que ha era se dividir
os venciinenios dos erapregados pblicos era or-
denados e gratificaces para o fiu deque as gra-
tificaces sirvao como de um estimulo, para que
riles mais liem trabalheni ; todava nao pode
iju.ordar. em que semelhantc distiiiecao se
taca s a respeito dos empregados d i assemblea.
Observa que estes empregados tefui direito a
aposentadoria e que tendo-se-/hes concedido
de principio ordenados sem distiucciio de grati-
ficado, pi rder Um direito adquirido, la/en-
do-se hoje esta dslincco : porl mo eutende ,
que mi a idea da distinecodeve ser geral a to-
aos os empregados publicos, ou entao deve ser
reprovada : porque nao Ihe parece justo que
seja limii ida su a estes empregados.
il" apoiada e entra cin discusso conjuueta-
in.'lile cora 0 arl. a seguilite emenda do Sr.
.Nabucn.
Snppriino-se as palavras -- a divisao &c.
at 110-
OSr. Taque: julga, que no estado era que
se acho as rendas publicas da provincia em re-
a.ao com as despegas que ella deve uianter ,
nao so pode desviar de tributar muitos elogios
eoinniisso do orcaiuonto pelas rediicces coin
que apresentoii a lei que se discute : tanto mais
que, segundo O sen modo de pensar, essas rc-
duc. oes reealiiro sobre objectos que produ-
zcni Ullia grande economa sen que ao mesino
teinpo tenha de sollrer o pblico servico : po-
nan emende que a commisso tinha ainda um
nielo limito proveitoso de lser mais algumas
economas sera praticar injusti$a, cscni traser
traustornos adniinistraco ; que nao erabas-
taute que i lia houvesse empellido do orcamen-
to algUilS ai'gOS de despea acabando COU1 al-
gUlliaS rep ai tiros on declarando, que por
esta assemblea na devio ser pagas. Presu-
me que o priineiro expediente que se apre*
sonta a todo aquelle que compara urna reci-
la coin as despe/.as que tem liecessdade de i'a-
zer, c ir diniiniiindo proporeionalincnte as des-
jM'/.as que pdeill ser diminuid,is sem grave
detrimento pblico; (pie rnlreestas devia me-
recer especial considera., ao da commisso aquel-
las, em que se pode applicar o antigo rifao de
que a justica deve coi ucear por casa = que em
lugas de se gastar 7:550/ rs. coin a secretaria da
assemblea, se gastasse alguina cousa menos; c
que assim proseguindo poderla a commisso ir
azendo algumas economas anlogas de sorte
que os ordenados dos diversos empregados p-
blicos eslivessein mais ni rehira.* coin os ser-
viros que prestao, e ao mesino lempo como
estado dos cofres provinciaes.
Diz, pie qnein atteiid.r para os ordenados dos
empregados publicos mi pude deixar de com-
pone! rar-se, de que uns sao rauto avultados, e
ontros pequeos, e que, pola que aluda
lempo, espera que a coniniisso aprsente al-
guina emenda reduxindo os venciinentos dos
olliciaes da secretaria da assemblea tirando
talvez a gralineacao por isso que nao parece
justo que si' de a um embregado que traba-
Iha apenas dons meses, um ordenado Igual ao
d antros, que trabalhSo todo o anno; c quena
tliesonraria provincial se poder.i fuer tambera
algumas redueces nao nos ordenados de to-
dos os empregados, mas nos de alguns que nao
estao em retaran rom o servico qu prestao.
Quinto a distiiiecao que estabelece a commis-
so eutende ser milito justa, porque, anda
ipiando o empregado publico tenha direito o
peroeberdo estado, quando se ache mpossib-
litado de servir nao deve perceber o mesino ,
que aquelle ipie est mil servico activo e que
ge esta divisao nao de direito fiscal provincial
ao menos abraugeum grande numero d'empre-
gados, pois que assim, (pie acerca dos pro-
fessores tem lugar a concesso ele ordenados e
gratificaces percebendo o ordenado somonte
aquelles que nao csto servlndo.
Dada a hora fica a discusso adiada. O Sr,
presidente da para ordem do dia a niesnia de
Jioje e levanta a sessiio.
SES!A0 F..W 27 I)E HARQ0 HE 18H.
Presidencia do Sr. Pedro Cautlatnti.
Feila a (llamada acliarao-se presentes 2j Se-
nbores diputado-. faiiuudo o Sis Alvaro ,
Urbano Sousa Teixeira Jos Pedro Aguiar,
Figueiredo, Mcdeiros, Latanho, e Ailbnso
Je rre ira.
O Sr. presidente declarou aborta a sesso :
Jbi lida e aprnvada a acia di antecedente.
EXPEDIENTE.
f3Sr. 1. secretario leo o seguate : um ollicio
do secretario da provincia remetiendo as co-
pias das carias regias de 13 de abril de IT'JS ex-
pedidas ao governador, e capitn general desta
capitana e. ao Kxm. bispo diocesano a cerca
do estabelecimenjo do seminario de Oliuda; a
cmmissfioque o fqurco,
Um requei ment de Joaquim Jos Pinto
Gumares pedndn seja mareada na loi do or-
danto quartel-inestre do corpo policial desta
provincia pediudo ser aposentado no mesmo
posto com lodosos venciinentos e honras respeti-
vas : a coinniissao de legslaipo.
Koi julgado objecto de d(diberacao, e a im-
primir o segiiinlcprojoeto.
A assemblea legislativa provincial = llesolve.
Art. 1." Dons iiiezes depois da publicaco da
presente resolucao nao poder correr nenhuma
lotera, ou inei'a lotera concedidas pelas leis
da provincia, (pie ftco assim suspensas.
Art. 2" Exceptuao-se da disposico do ai t. an-
tecedente as loteras concedidas em favor do
theatro publico.
Art. 3." A extraccao das loteras ser feitaein
sesso publica da tlicsouraria provincial.
Art. -. A' tlicsouraria provincial tica compe-
tindo a nomea.ao dos empregados na dita ex-
traccao neoessarios.
Vil. .Y I i.o revocadas todas as disposicoos
em contrario.
Paeo da assemblea legislativa provincial 27 de
mareo de IS.-.l/i7'i"ni''* Tuques, Frnnrisro Jlo.
O Sr. Halieto : mandn meza a seguate
declaracao Declaro que na sessfio antece-
dente votei, para (pie nao viesse de Igua-
rassii o livro das actas, por enganar-ine na vo-
i nao Brrelo.
Sr. Sabuco: Sr. presidente hontem
quando se discuta o parecer da eoininissfio de
constltulco e poderes, a respeito d i uonvoea-
;iii d'uiu supplente e conjuuctamente mu re-
[ueriiuento il um nobn^ deputado do lado op-
posto pediudo, (pie viessa o livro das aclis do
eollegio de Iguarass eu me compromet) na
lis.ii-.sao a requerer em lempo competente se
naso o nobre deputado nao requerosse a viu-
da desse livro BOU hoje obligado por couse-
guinte a preencher osle dever.
Nao (juero, que jamis passe a ideia de que en
ariiie una silada aos nobresdeputados, (pie
talvez dcsejassein que viesse o livro, mas qui
levados pela raso da formula culo votassein
commigo e esses voios diminuissem no nume-
ro daqulles que ero necessarios para l'azo-
rem passar o rcqueiiuento do nobre deputado.
Ku protestei hontem contra a formula do re-
queriiiiento : disse, que me pareca iucurial ,
|iie nao Linli.) ligaro alguina coin a materia d.
que re tratava que se passasse esse precedente entopoder-se-
ha ofl'erecer qualquer requerimento na discus-
so de urna materia estranha, o enibarassar-.s.
assim a ordem do trabalho: portanto ciimpriudo
coin a ininha palavra, ou aprsenlo considera-
cao da cmara este, requerimento.
E' apoado, e entra em discusso o seguin-
te requerimento do Sr. Nabueo Requeiro,
que petos ineos competentes se exija do gover-
no o livro das actas da eleicSo do collegio de
Iguarassu /fabuco de Arengo.
Sem debate julga-se a materia discutida, (
[insto a votos nao approvado o requerimento.
Entra em priuieira discusso o projecto n. 4.
deste anuo que derroga a le provincial n. S'J
de -i de miiode 18I.
O Sr. Francisco Joo \ Pero a palavra, pela
ordem para ofl'erecer uin requerimento: Sr.
presidente, en reconheco assim como qualquer
dos nobres deputados a necessidade em que es-
tamos de descutir 9 projecto revogando a le,
que tinha estabelecido o contracto das carnes
verdes ; mas creio tambera, (|iie concordarn
lodos contigo em que si Ib i una necessidade,
ipie todos apalpamos, (piando cstabeleceniosessa
le,que agora se procura revogar, tainbem nao
menos corlo, que o exaine desla questo mili-
to profundo, que deve exigir da parte daqulles
que india entraron, nao s milito estudo, co-
mo tamben) alguns dados, que posso orintal-
os. A respeito desla questo cu me acho baldo
de esclarociiueiito, que felizmente a ooinniisso
teve debaixo de seus ollios, como sejfio, a re-
preseiitaeo que foi dirigida pela cmara mu-
nicipal, e os diversos pareceres dos dill'erentes
vereadores, e outros documentos pelos quaes
pode reconhecer, que a medida existente na
le nao s era hioxoquivel, como era altamente
ollensiva do artigo constitucional, que permitte
a libeidade de industria.
Eu nao quero entrar na questo da segunda
parte do parecer, porque seria entrar na discus-
so do projecto; quero apenas mostrara neces-
sidade, de que esses documentos, que forana
comiuissao, sejo iinpressos, o destribnidos por
11.is para nir.lilaianos sobre ellos. Espero, (pie
os nobres ineuibros da couiinisso, mais por be-
nignidade do que por outro motivo, apoiem
um requerimento, que VOll mandar meza.
Depois deapoiado, entra em disusso eonjun-
ciainenie com o projecto, o seguinte requeri-
mento do Sr. Francisco Joo :
Requeiro o adaiuento do projecto em dis-
cusso, at que sejo impressos e distribuidos a
representacoe documentos, apresentados pela
cmara municipal desta eidade, acerca do con-
tracto do consumo das carnes verdes. S. K. es
_______ (Conlinuar-se-ha.)
11 .1 iiv m- jm '. i'c.-~f
Com ni 1 nicado.
O elevado preco, por que todos o anuos se
vende a carne verde ao povo desla eidade, sem
que tenha sido possivel remediar o mal. a todas
as vistas grave, induxio a assemblea provincial
a decretar o privilegio exclusivo por tres anuos
a quera por menos usse carne populaco des-
ta comarca do Recife, debaixo de certas condi-
res, que asseguravo o fiel desenipenho das
obrigaedes contrahidas. Poz-se o contracto on
hasta publica, e duas compnhias concorrerao
a laucar; una se eoinproiiietlia dar a carne
por um preco rasoavel, aceitando todas as
condices propostas, que garantio o eiiinpri-
meiito de seus oinpenhos; a mitra oll'ereca-so
i dar a carne por 11111 insignificantemente mus
diminuto, porin propuulia estipiilaeoes, que
absolvio de todas as obrga.es, ou condices
exigidas. U Exin. presdeme da provincia, ein-
I) naca.lo entre o menor preco otlorecido, porin
seni seguraii9a, e o preco pouco mais subido,
> 'tinento una quot 1 p ira pagamento da .pian- j mas eoni todas as condices acceitas, suspondro
lia de 819/303 rs. importancia dos luedicamen- la exeeuco da loi, o subinetieo considerado da
es que osuppiicante forneceo a enf. miara assemblea provincial as reflexes, que no seu
.' V .'id. a desla eidade: commisso de orea- entender devifio trasera revogaco da le; e es-
U commisso de orea- entender devio trazer a revogacao da le; o es-
1 te negocio pende da deliberaban da assemblea,
Outro de Manoel Felis Ramos 2. coinman-|quc se acha dividida einopiuio; e como nao
sao para despiezar as ideias de qualquer cida-
do em auxilio das diseusses da cmara legis-
lativa, aventiirarei as nimbas, a tal respeito.
A constituico do imperio delta era verdade
livre o exerclclo de qualquer industria, que se
nao oponhaa moral publica, e portanto o con-
tracto seria un monopolio anticonstitucional,
aln de contrarios aos principios da seienoa
econmica, di/.on os adversarios desse con-
tracto. Mas qual a compiehencao da idoa
de moral publica? =Quereria o legislador cons-
tituate fallar s das casasj de prostituidlo, que
sao em alguns paizes un ramo de industria.
Quererla fallar daquelle, queestabelecesse um
ensiiio contra a santidade do matrimonio, do
juramento, etc., ele? Creio, que nao, porque
isso serainteiraraente ocioso; ou entoldo, que
a liberdade de uma Industria, que mantlvesse
em sen inaior apuro as necossidades publicas ;
que concorresse para viciar, o corromper os ali-
mentos, deteriorando a aaude da populaco, e
conservando 011 aetividade um systeina de trali-
cancia fundada em calotes, banca-rotas, o 111-
corrigivel insolvabilidade. que a ruina credo-
res, o devedores em prejuiso das commodlda-
des publicas, contraria moral, ponpie a ne-
cessidade dos alimentos arroja a inaior parte da
populaco a praticas ruins, 011 perecer a
iningua, esta uma verdade, que todos senteni,
e palpan, o isto o que obrigOu a assemblea
provincial a decretar a le de que se trata.
Hoje todo inundo se atira ao negocio de car-
nos verdes, ou tenha, OU nao tenha moios de
issegurar ao boiadeiro o pagamento do seu ga-
do ; ou fazendo vista o pagamento de mel
lioi : dahi resulta una tal concurrencia na le-
ra, que os credores podn pelo boi um preco,
pie torna inpossivi I pical o por menos do 10,
12, e 16 patacas a arroba, mas como a concur-
rencia umita na praca; mas como o gado vem
(lente, ou coineca logo a adoeeer, e a mor-
rer de calor, de fonie, o sede, preciso pical-0
ilepressa acummulando nosayouguesumaquan-
ldade inexgotavel de carne, a principio a 12
patacas, e logo (porque a carne nao resiste
amito lempo) a 8, a, a 1; e as vetes a monos,
hial (' o resultado ? peso diminue na raso
o proco, e militas vezes anda mais; a gente
aobre espera por essa aparento diiniiuico do
proco ; a carne que as vezes val j rtiiiu apo-
Irece anda mais, o o povo come assim mesmo
.nonos do preciso para viver e inas do que
>asta para morrer envenenado. E' isto moral
pblica ? E' isto o que quer a constituico ?
Nao creio non urna nein outra cousa. < 01110
ho de debaixo de taes circiimstancas pagar os
uai chantes ao boiadeiro o proco do seagado no
venciiiienlo das letlras.' Mas para que vend
gado a essa genio perguntar ? Para ver se-
no perdeni atrasado. E porque comprao to
caro .' Porque nao aeho mais barato? era isto
contra os principios da seiencia ? Rospondo os
estudantes do curso jurdico. O que eu posso
dser que tal o faeto. E que remedio per-
giiiitar-ine-ho ? Um de dons respondo.
Ou a assemblea provincial decreta cincoenta ,
ousessenta contos.para que algunibemaven tura-
do se oncarrogue do comprar elles o gado,o pi-
cal-0 salvando so o dinheiro ou entao deixe
que se oxente a le j decretada eseolhendo
entre as duas compnhias concurrentes que
Ihe parecer (pie olleieec uicllinrcs garantas, o
preco rasoavel. mais sacrificar ,\ principios
tericos a experiencia constante de fados ir-
reeusaveis, c entenda-se a constituico como
ella rasoavelmente quererla ser entendida.
Por ventura nao subsistio e nao subsislein
alada tantos cidados honestos, que vivein di
suas canoas, o tanques d'agua? ISo essa nina
industria honesta? E porque se concodeo a
una coiupanhia o privilegio exclusivo de ven-
der agua com tanto que venha por u.....nca-
namento? E aaccumulafSo de negraria Im-
moral as placas pblicas 011 torno dos chafa-
rites, ditendo palavradas, o platicando torpe-
zas uo contra a moral pblica ? Dirn qin
foi un erro ? Nao o entendo 01 assim o ocio
(pao bou obrou o goveruo provincial, em con-
ceder esse privilegio : todos sabem os inconve-
nientes das canoas o dos tanques, e o que pra-
tico alguns especuladores a lint de que Ibes
11:10 falte agua at a mar seguinte, Assim en-
tendo que o contrato das carnes milito uielho-
rar este genero le prinieira necessidade, pon-
do-o u.i> ao alcance de todas as classes da so-
eiedade son prejuiso da saude publica, e son
a ruina dos criadores nein dos marchantes.
Ponis eousta-ine que se so nao verificar o
contracto tres compnhias se esto combinan-
do para dvidirera entre si OS das da semana ,
011 os quaes cada una exclusivamente picara
carne o assim sustentarn o alto proco son
so arruinar.111 mutuamente. I.'m do povo.

t ori'i"spoiidi'iira.
Srt. Redactores. Tendo eu enderezado
nossa angusta assemblea legislativa provin-
cial Ulu requerimenlo com o lim de o ho-
norario que percoll como professor subs-
tituto das aulas d'tnstruccSo primaria da ei-
dade d'OI inda, ser igualado ao do professor
substituto ila niesma disciplina n&sta eidade ;
e se hem que a vista da justica que me as-
siste e da grande conlianea que deposito
nos sentimentos d'equidade de quejulgo
possuidos os nobiiissimos, c honrados mein-
bros da nossa representaco provincial, (le-
vo esperar, e tenho mesmo a conviceflo mais
intima, deque screi favoravelmente deferi-
do ; com tudo como seja susceptivo! d'entrar
na massa das possiveis que alguns dos Sis.
deputados por s'acharem baldos das infor-
maces indispensaveis ao fundamento de
um voto conscicncioso, liesitem, o venhSo
desl'arle talvez a se decidirem mo grado
seu, em contrario a minha espeetativa, e
conseguintemente em contrario a justica ,
que toda me assiste por qualquer dos lados,
que seja encarada a minha nrelCncio ; por
isso julgo conveniente recorrer imprensa
a (im de, advogando a minha causa, orien-
lal-os a tal respeito.
Senhores um principio boje abra-
cado pelo geral do povo brazileiro que no
Brasil os empregados pblicos silo niuito
mal, e mesmo niesquinbamente aquinhoa-
dos; verdade esta tanto mais incontestavel,
que as suas excepges fallando emthese,
quasi que nos autborisao a dizer que se-
melhantc principio mais que multo verda-
deiro mormenle para aquelles funecionarios,
que mais sfio sobre-carregados de trabalhos,
para aquelles sobre quem pesSo maiores res-
ponsabilidades ? para aquelles finalmente,
cujas i'uncees inherentes ao seu magisterio
encontnio em seu exercicio maiores trope-
cos, e obstculos, l ueste caso Senhores,
que estilo comprebendidos os professores
das escolas primalias de Peraambuco; e
lamben) ueste mesmo caso, anda para peior,
que se acba 0 abaixo assignado que gosa
apenas do diminuto ordenado de 3jo/ooo
annuaes! Ordenado inferior ao que percebe
cada hum dos seus collegas d'amhas ascida-
des, e mesmo do inatlo Ordenado at in-
ferior ao dos porteiros, e continuos de todas
as reparticoes publicas, aos empregados de
campa aos ltimos empregados do estado,
em graduaeflo! Causa por certo assombro,
queem nossos dias, em um lempo em que
os gneros mais necessarios a vida em que
as commodidades mais indispensaveis a exis-
tencia humana, porsua progressiva caresta,
de da em da mais o mais se difiiculto, o
exigir-se, que um bomem, e um bomem
empregado do goveruo um bomem que
tem deservir hum ollicio publico, equee
por conseguinte obligado a se tratar, eappa-
recer na sociedade com decencia e digni-
dade, possa ja nao digo subsistir, porin
alimentar-so com a insignificante quantia
de 350g000 InjUSCa, injusticia, que, .sen-
do a todosas l'uzes manil'esla, encarada pelo
lado de sua existencia absoluta mais al-
guma cousa, cruel, seaolbarnios pelo
que ella'tem de relativa. Os professores de
primeiras letras desta eidade teein todos o or-
denado de oo^ooo res, sem exceptarmos o
substituto; ordenado igual ao dos professo-
res d'Olnda. E por que raslo, pergunto eu
agora, lera o substituto d'Oiinda 350,^000 reis!
Porque motivo nfio lera elle o mesmo orde-
nado que o substituto do Recife, entretan-
to que os professores d'Oiinda percebem
um honorario igual aos desla eidade? En-
tretanto que da mesma catbegoria, e disci-
plina ? Entretanto que para galgaro lugar,
que oceupa passou pelas mesmas provas, que
0 seu digno collega '} .Nao sent elle acaso,
como bomem as mesmas necessidailes, as
mesmas carencias .Nao lucta com as mes-
mas difiieuldades para a sustentculo da sua
existencia Lucia : logo injusticia querer-
se redusi-lo a uma condieflo inferior a de
qualquer dos cima mencionados, privan-
ilo-o d'esta sorte dos gosos, ecominodos,
que aquelles pdom procurar, e conseguir.
Demas, se alguns professores devessem ser
melhor aquinfiados, serillo sem contradicho
o abaixo assignado, e seus companheiros
d'Oiinda; porque estes babtao uma eida-
de onde tuda mais caro, que aqui;
um lugar, onde fallecen) todos os soicor-
ros necessarios vindo por isso a mendiga"
los aqui a cada passo; e bem se sabe, que
isso s se consegu" com augmento de des-
peza. Debalde s'objecta, o seobjeclara,
que em Olinda o aluguer de casas mais
barato ; mas, Senhores, alem de que este
argumento nao seja de la man ha 111 porlancia,
que mereca altem;io porque nf.o s essa
baratesa nao tal, como se quer enculcar,
como que ella 6 mais. que sullieientenieiite
compensada pelas maiores despe/as quealli
demanda a manutcncHo da vida elle non
de levo afTccta o abaixo absgtiado ; porque
ha lei em seu favor; porque s'ella maroou
"00^'UOO res para honorario dos professores
d'Oiinda loi porque em sua sabedoiia eal-
eulou que com menos nao poderiAo subsis-
tir donde se conclue que o abaixo assigna
do nao pode tambem alimcntar-se com me-
nos desla quantia ; e tanto isso verdade,
que, sendo o actual substituto desla eidade
creado com o honorario de :1CO>000 reis a lei
tanto reconheceo a impossibililade de se ha-
bitar em uma eidade com menos do SOOfOOO
rs., que apenas este o re |iioreo ellevou a esta
quantia o seu ordenado. Portanto por Indas
essas rasos que completa e cabalmente re-
fulo qiiaesqu. r obj-ccoos, 011 sophisinas, (pie
se Ihe possa oppi iujga o abaixo assignado ,
que ton direito o direito indisputavel a que o
sen honorario seja (llevado a 500/ rs. aiiuna.s ;.
e espera que os Sis. d. pululos avaliando-as
011 sua alta sab-doria se decidirn a sen res-
peito ou tudo conformes as regras da justica.
Estas nossas observacoes parecern por sua
novidade, son dvida eslranlias a alguns mor
mente aquelles, que sejuIgSo com jus cidirem de tudo, o o l'azeni inagistr.iluiente,
porin aln de que nao (' o juiso leviano de
laes hoinens, que me faro desviar dos meus
propsitos, a ses tocara, respondo: que f ni
miulia conduela nada ha, que extraordinario
soja a esse respeito ; um eidado que se
vale da imprensa para advogar u Ma causa.
Ton ello ou nao este direito?Ton-uos;logo UlCUS
charos Senhores melhor ealarnios-nos do
que fall irmos areamente, de mais queasse-
guro, tme nao intenco minha prevenir Julsos
a mi 11 favor ; tanto assim que protesto aguar-
dar saiisfeitissimo qualquer d oisao (pie nos
eoiiber em sorle, uinav(Z(|iio soja mod liada
pelos dictames di justica. 011 Sis. redactores ,
atiento respeltador, obrigadoe orlado.
nnu.l lu Tcneir Bulos .luui.r
Recife : m Typ. de M. F. de Furia. 1841.


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