Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05088


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Full Text
"~
A nno de 1844.
Sabbado 50
O DlAIIOpobliofr-fC t, liosos diasque mo forem saniilicai>i,s o prego .1 a
be g.itis, e os Jos que n;io foicm rarao de SU reis por linlia A mlamacoe, cletem ser iliri-
gnlas esta lyj. na das Cruies n. '4 ou u praga da Independencia I, ja de lirn-ia 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoliMU,e Paral.ybt segundas e sextas feiras. Rio Grarnle do Norte, quintas fcira, _
(abo. Serinliaem Ido Kormoso Torio Cali, Macej e Alagoas : ra i. ii t
de cada met Garanbuns e Honito a e -' dito. Cidaleda Victoria, quintas feiras. Olinda ludas oa das
DAS DA SEMANA.
S.i Seg anuncia o de N. S.
i!G Teres s. Lu'lgero Hel aod. do de I) da 3. .
*'/ Quarta a Maninlio Aud do J. del) da 3 r
2s Quinta a. Mcxandre Aud. do J de D da 2. r.
'J Sexta s. Berto do. Aud. do J de 1). da '2. ,
30 Sab. a Clinio Hel. aud do J. de D. da i. r.
o I I)oma de ltanioi s Albina
ft; "k*S" <~c*Y -- *'.ccr* .. ''^"v~*Ti
de Marco
Anuo XX. IV. 75.
ludo agora depende de na mesmos; Ja nosaa prudencia, iroderagjo
"orno principiemos e seremos apuntados com admiraq.ii> enl
(Proclama;,! d> Assembla Geral do
energa: coa-
entre as nagea mait
irar.il.)
Cambioa sobre Lonnrea '.'5.
i a l'a'ii ? reis por triaca
a Lisboa 1 i) por lili) de premio
Voeda de cebre 5 pnrcen.j na ha.
dem de letras de boas trun 1 ah
111
PIIASES DA LA KO
La cheia a 4 asC horas e 4; min da tarde.
cimbios no da!1.' IiF m.uij.
Our.-Moeda'de 6,400 V.
ii i> R.
de i.llll.i
I'rata--!*atacoes
i Pesos cnlummnares
. Ditos mexicanos
compra ?ende
<7,i) 47,501)
i.i.'JOl) i ,7300
9,1'00 9.400
1,1X50 4,980
4,1*7/ tjSO
1,960 ,980
HEZ DE MARCO.
I La ora a 48 as 9 horas e57 avn. da tarde;
CtMdeaU a -.'7 as 2 b film, da maahja.
Preamar de hoje.
I'rimera as '2 horas e 6 min. da aanh.ta.
I Se-und as 2 horas 3' e minutos da laVde
Uj ^^^_^^^------------------------------------------------------------^"-- '......mm 11 11 asaaBaaaaaaBBaaa
DIARIO DE PERNAMBUGO.
XZ!ZlUi:z .
7T ,~23 3H3H
-__
sjgaE^rv-ny^^Tn-v.rT.f-. 2 jsa:^ -rstz*.
DBS" ... .".: ir:"'.!"
V
ASSEMIiLA PROVINCIAL.
SESSO EM 26 DEMARCO.'
Presidencia do Sr. Pedro Cavalranli.
Feita a chamada, e achande-se presentes .13
Sis. deputados, o Sr. presidente declarou aberta
a apasito, e lida a acia da antecedente foi appro-
vada.
EXPEDIENTO.
0 Sr. secretarlo deo coma do seguinte:
Uin officlo da cmara municipal da villa do
Bonio, enviando a copia da eleic&O dos Sis. de-
putados provinciaes pan a presente legislatu-
ra; foi remettido para o archivo.
l'in requerimento de Ignez ffarbalho Lins
Ucba, professora da cadeira de priineiras let-
tras de meninas da cidade de Goianna, pedindo
Ihe s.-ja aug.....niado o seu ordenado; commis-
sao de ordenados.
Outro de Estanislao Pereira de Olivcira, pe-
dindo a assembla Ihe marque na le do orca-
jiiento urna quota para seu pagamento dos por
cento.que Ihe pertencio como escrivo da dci-
ma do bairro do Recite; avistado parecer da
commissao de fazenda e orcamento npnrovado
noanno de 1S-12: a commissao de fazenda o or-
eanicnto.
1 ina representacao dos propretnrios da ra da
. Praia desta cidade, que ilca ao lado da cibeira do
peixe pela parte do nascen te, emquepedemaesta
assembla uinaprovidencia legislativa, para ser
demolido o quarteho da dita ribeira, cine fiea
contiguo s suas propriedades: commissao de
negocios das cainarafas.
Forao approvdos os seguintes pareceres:
A commissao de negocios das cmaras, reven-
do a postulada villa do //rijo de l.'i ele judio de
1840, (* de parecer que entre.....i discussSo por
ser dejustira. P.co da assembla provincial, 2(
demarro de 18-14.Telles de Menezes Aguiar
Medeiro.
\ coinmissiTode negocios das cmaras, reven-
do as posturas de Igjiarass, de parecer, pie
entrem ein discussao as de 27 de novembro de
1839. Paco da assemblfa legislativa provincial.
26 de marco de l844.--r*7bi de MenezetAyuiar
Medeiros.
\ comniissiiu de negocios das cmaras, reven-
do as posturas de Cimbres, de parecer, que en
tri'iu ein discussao as de 1.3 de Janeiro de 1841,
uppriinindo-se o artigo 4, e as de 11 de julho
de 1840. v coiitinissao pon'in suppriiuc as postu-
ras de 12 de Janeiro de 1842por ellas contereni
os mesinos artigo das que julga a commissao
devem entrar ein discussao. Paco da asselnblt'a
provincial, 28de inarfO de 1844.Telles de Me-
nezesAijuiarMeileiros.
esgQtar, sendo inundadas, pode tambem obli-
gar os visinliosa vender-llios, etc.
A lei de 1826, e as leis das outras provincias,
asquaes consulte!, deflnem os casos da desapro-
|ni ai;io porum modo vago: segundo estas leis sao
casosde desapropriaeao os de salubridacle publi-
ca, ot de decoracao, etc.r ora, estes termos va-
gos, e indeterminados dao Lugar i abusos, nao
oilerecein garanta ao cidadao, nao satisfazein
asvis'tas da constituicao. Destrincados pelo mo-
do, jue levo dito, os casos de desapropriaoao,
enumere! na projecto aqucllcs sobre os quaes
no*s compete legislar.
Dorador le parte do projecto e contina.
0 Sr. fabuco:O inaior problema do diretto
admistrativo respeito da desapropriarao con-
siste ein conciliar a accao da autoridade publi-
ca com o direito de pro|niedadc; ein garantir a
propriedade sem deixar todava a utllidade pu-
blica embarazada pelo egosmo, c chicana dos
proprietarios; este problema est resolvido na
loglaterra pelo patriotismo dessa naeao, natrio-
lismo que supera todos os vicios e dtenos da
sua legislajo: multos lacios poda eu coinnie-
morar-yos, que attestao esta assercao, mas un
un sti convincente, e basta: a companbia do
Dok da cidade, em Londres, foi aiilorisada para
desapropriar 75geirasde ierra as quaes es-
lavao edifleadas 2,500 casas; era multo lonco o
O Sr. ffabueo:-Peco a palavra ein lempo.
O Sr. Presidente. Tein a palavra.
O Sr. Sabuco:Sr. presidente, eu venbo apre-
seutar crfusideraco da assembla um projecto
de lei, queme parece de suinma importancia:
permita a asseniDla, que tendo de retirar-ine
ji.ii-.-i o Klo-de-janciro brevemente, e nao po-
dentlo assistir a discussao, eu deixc consignadas
no jornal da casa algumas das rascs em (jut'
funde! o mesino projecto.
O acto addicioual, Senhores, nos incumbe a
altribuicao de regular os casos, e a forma poi-
que deve <' ter lugar a desapropriaco por uti-
lidadc provincial v. municipal: aina nao pre-
cnelieinos esta attribuicao; apenas existe; a lei
provincial n." 9 de 1835, que sobre ser peculiar
is estradas, omissa ein pontos que considero
Importantes: nao indican i estes pontos, porque
elles vecm aos olhos de lodos que teem cstudado
a materia, e sio tantos quantos os artigo* do
projecto que oll'ereco.
O projecto que vos oll'ereeo, deterinina nao de
un modo genrico eseiio iuspccieu* casos da
desapropriaoao por utilidade provincial ou mu-
nicipal: sagrado, como odircilo de proprieda-
de, as e.\ce]n;oes cjuc o limitao devem de ser cx-
pressas c lositivas.
O uieu inaior estudo foi tra;ar una linha di-
visoria entre os casos de desapropriaco por uti-
lidade geral. por utilidade provincial, por ulili-
tlule municipal, e por utilidade particular.
A desapropriaciio por causa das necessidades e
occurrenclaa da guerra e rebellio, por causa de
ortilicacoes, jior causa de exploracao de minas,
por causa de navegacao. e mthomento depor-
tos, por causa de estradas de coininunicaeao cu-
tre as provincias, por causa de soccorros pbli-
cos em lempo de fome, Inundando ou outra ex-
traordinaria calamldade, devidos pela consti-
tuicao; a desapropriaco nestes casos po ulil-
daae geral, nao os comprehendi no projecto.
Tambem nao comprehendi no projecto,por se-
ren de utilidade particular, OS casos previstos
pelo alvar de -27 de novembro de 1804; e aos
quaes compete aeco judicial chamad*v=coufes-
soria-: v. g. aqullle que nao teinservidao para
o seu predio, e por nao a ter, est na colHsao ce
o deixar inculto.pdeobrigar o visinhoa veuder-
llia; outro siin, aquclle que nao tem aqueduc-
tos para poder regu as SOS trras, ou para us I
lempo provavel ou calculado para esta desapro-
priaco; mas, Senhores, em ."> mezes se realisou
completamente esta desapropriaco!
Quemsoubera legislacoinglesa sobre a de-
sapropriaco; epieiti souber os inultos recursos
que .lili t.ni o cidadao; (|iieni souber que a de-
sapropriaco, a menos importante carece de um
bil, (jue este bil atravessa tres diseussoes em
cada tuna das cmaras, que a este bil prece-
den! longas enquiti cine, declarada a desapro-
priaco ainda tem lugar o processo da incleui-
uisaco por um jury especial, nao deixar de re-
COnhecer esse genio nacional que transeende
(oclas as dilliculdades, que como que ; porfa
procura esconder aosolbos dos estrangeiros os
defeitos de suas instituifocs, a inr parle das
quaes sconsistein era ares tos, e se reauzem, co-
mo diz um escriptor, ;i um nio/aico de; tradie-
ectes veneradas, e remotas.
Na Fiama, que cu eliainarei a patria do direi-
to administrativo, aondeelle est mals COnlieci-
do, e cstabelecido, s em 1833 se obteve a solu-
rao do problema pela lei de !) de ullio.depois de
experiencia, eensaios, edepois de variar mullo
a legislaco.
L\' senielltante ada Franca a legislaco da /'ci-
bica, queca lei de 17 ele abril de 1835,CUjo texto
aeliei ein Dellaleati.
Estas leis me. preatrSo algum auxilio: dcllas
adopti'i algumas disposires, outras uiodifiquei,
e outras finalmente substitu, por inapplicaveis
s nossai circumstandas.
Senhores, a verilieai o da utilidade me pare-
ce um dos pontos mais importantes da desapro-
priaco: esta verilicaco ein Inglaterra s com-
pete ao parlamento depois de longas experien-
cias, e a desapropriaco senipre declarada por
um li||
Na Franca, a verilicaco ora compete ao poder
legislativo, ora ao poder executivo conforme a
importancia, e naluresa da obra publica que se
projecta: mas a desapropriaco c; declarada pe-
los tribunaes judiciarios: porin nota!, que a
funeco judiciaria puramente material, ese
redu/. forma, c- nao diz respeito, como se ex-
plicao os Franccy.es. c|iiesto do fundo, ou a
utilidade da obra: os tribunaes vendo a lei, ou a
ordenanca do rei, e se- forSo observadas as for-
malidades preparatorias, qo faci declaro a
desapropriaco.
Quauto a verilicaco nao pude adoptar a le-
gislaro inglesa, seno a francesa: porque, se-
lla obras pie por sua uiagnitude s devem de
competir ao poder legislativo, lia outras que por
sua naturesa nao pcidein deixar de competir ao
poder executivo; porque est mais anie-strado
pela experiencia da adiuinistracao, porque est
deposse de lodosos ceme utos olficiaes, porque
esta cercado de lioinens especiaes e da arte.
Mas, Senhores, nao pude seguir a legislaco
francesa na parte, em que confere ao poder
judiciario aluncco de declarar a desapropria-
co: 1." porque essa funeco, sendo meramente
de forma, me parece intil, importa una lcnti-
dao desnecessaria, C pode entre nos servir de
motivo de chicana: 2." porque so na Franca,aon-
de os limites do poder administrativo e judicia-
rio esto beni trac.ados, e definidos, aonde elles
se respelto e se uo invadein, aonde as leis re-
guladoras do conllicto sao beni coinprehendidas
e observadas, possivel que o poder Indiciarlo,
chamado par a decidir un.qucsto d- loruia,
nao invada a questo definido; mas entre neis
prevejo (pico poder judiciario romperla a bau-
sa, e entrara na questo da utilidade.
Senhores, ueste projecto cu concedo ao cida-
dao o recurso de reclamai o contra a veriliea-
5 lo: pode acontecer que poder administrativo,
posto que habilitado, se illuda alguma vez em
mas vistas de utilidade publica, cpie os hoinens
cursoparaobter, v. g., que a estrada ou atravesa-
se, oti deixe de atravessar pelo seu terreno: pura
este fimeu determino, que o plano da obra seja
publicado, que a plaa do lugar seja exposta,
porque pode o cidadao com o voto de Otilios
eogenheiros, e a vista da planta reclamar o
seu di rei lo.
Ora, o poder administrativo, sempre Indusido
pelo iiiteresesse publico, nao pode deixar de al-
teiidi-r aos novos eselarceiuienlos, que o pro
prietario e outros engenheiros subministro;
mas, se entender que nao procede a reclamarn,
a indefere, e manda proseguir aos,termos pos-
teriores da ndeinuisaco: todava, mesino'assim
anda pelo projecto resta mu recurso ao cida-
dao: a reclantaco indeferida remettida com
os documentos respectivos esta assembla pa-
ra ser tomada na devida considerarao.qiiando se
houverein de consignar os fundos para as obras
provinciaes, on iiiunieipaes.
D'esl'arte, Senhores, o cidadao liea garantido
contra a injitstia, e violencia; o processo da In-
demnisaco prosegue; o poder legislativo, exer-
cendoa attribuicfio que Ihe compete de consig-
naros fundos para as obras publicas, examina a
utilidade da obra, e a jllStica da reclainaio, sem
invadir o pajder administrativo; porque certa-
inente ninguem dir que o poder legislativo ge-
ral, v. g., uo est no seu direito, negando fun-
dos para nina guerra, so porque compete ao po-
der executivo declarar a guerra.
Senhores, a iudciiinisaro nao pode deixar de
ser previa: esta eondico imposta pela COllSti-
tuio, eessenclal: ninguem dir que a cir-
cuiustancia do tempo nao essenclal, nuando o
legislador a prescreve, e que se pode fazer de-
pois aquillo que elle manda que se faca ames:
tiesta eondico da iiitleinuisaco previa se rezu-
iiieni as garantas do cidadao fVrasileiro, Ingles,
Fraucez, dos Estados-Unidos, da tfelgica, de ffa-
viera, de Wuertemberg; segundo a legislaco
(lestes- paizes o cidadao pago antes tle ser de-
sapropriado: o contrario, Senhores, lora nina
violencia: suppoudo que o individuo so te
dos ou tres gelras de ierra, e que da cultura
dcllas elle vive desapropriai-o e ditei-llie
que espere para (piando a superficie do
terreno estiver inundada e .(piando j se
nao pode prestar urna avaliaco justa; e en-
tretanto que cesse de trabaihar, que fique sem
nieios de subsistencia: isto seria tuna violencia
de que nao foi capaz Fredirico li daPrusaia,
quandoum pobre tnolteiro resisti desapro-
priaco do seu uioinho; de que tambem
nao foi capa/, em 1775 o grao visir da Tur-
qua, (piando urna poln; mullier resisti
desapropriaco da sua casa; na PrUssia, c na
Turqua esse tnolleiro, e essa mulher triunipha-
rfio com a sua resistencia. Se nao lora a eondi-
co da previa indemnisaco a solacio do proble-
ma era lcil.
QuantO a avaliaco da indemnisaco nao pude
seguir a forma de processo por jurados, adopta-
da na Inglaterra, Franca, e Blgica : esta pro-
posito est justificada pelo seu enunciado;
se queris tornar impossivel a desapropriaco,
adoptai este processo : o jury, entre neis, aluda
nao est esclarecido, e habilitada para resolver
as importantes questdes da indemnisaco: a-
doptei o arbitramento, mas cstabeleci umain-
uovaco a respeito do desempatador; ojuizo
desenipatador; quein decide a questo; sua
deciso nao prtde exceder o termo dado entre os
doustermos arbitrados; slo, seuin laudoforde;
50,000, e o outro de 100,000, o juiz escolhe um
prec.0 desde 50 at 100,000, neni menos de ;'0,
neni mais ele 100 : fundo- i e, Senhores, em
que o juiz tem rpsponsabilidade legal, e moral,
e o 3. arbitro soe reeonheccr snicntc; como
sua inisso, c elever servir aqueUe, que o pro-
poz para arbitio: o arbitramento entre neis por
causa do 3.* arbilrador nao ollerece a menor
confianca: releva, meus Senborfs, que o carac-
terstico da nossa poca a condescendencia,
que leva de vencida todas as coiisiderac.cs.
Um projecto como este, mutalis mulandis, of-
fereci na assembla geral, e me lisougeic de que
elle mereceo oacolhiinento de pessoas entendi-
das; passou sem discussao na cantara dos depu-
rados, e boje pende no senado,
i (
A assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco decreta.
especiaes que o cerco, ou se en^aneni, ou jue-
vaiiqucm; e eulo deve o cidadao ter um re-,
CAPITULO I.
Dos casos da desapropriaco.
Art. 1. A desapropriaco por utilidade pro-
vincial ter lugar nos casos seguintes :
1." Fdilicaco de igrejs de casas, de soc-
corros pblicos, de priso de correcc'o c de
iustrueco.
Jj 2.u Abertura, e concert de estradas, e ca-
naes, coiistruccode pontes eaqueductos.
Art. i." A desapropriaco por utilidade mu-
nicipal tem lugar nos casos seguintes :
^ I." Construccao de pontes nqueduetos e
ceinilerios, abertura, alargaiuento, concert de
estradas, canaes, ras, e praras, e acquisicpo de
logradoiiros pblicos.
^ i." Servido el agua em caso de necessidade.
^ .3." Desecamento de camboas, e lagas.
.rra
CAI'ITI LO II.
l)n verfiearo da utilidade.
Art. 3. A verilicaco de utilidade nos casos
do art. I." 1. s compete assembla pro-
vincial.
Art. 4." A verilicaco da utilidade nos casos
do art. I." 2. compete ao presidente da pro-
vincia.
Art. 5." A verificacao da utilidade nos casos do
art. 2." compete ao presidente da provincia sob
proposta das cmaras miinicipaes.
Art. (i." Compete ao procurador-liscal nos
casos-do art. I.'J.0 e ao procurador da cma-
ra municipal nos casos do art. "i.", promover
verificacao da utilidade, e indemnisaco da pro-
priedade.
CAPITULO III.
Forma da verifieafo dn utilidade provincial.
Art. 7." Logo que o presidente da provincia
decretar alguma obra publica mencionada no
ni. l." *}-j.".se pila exigir desapropriaco, man-
dar publicar pela Imprensa, > por editaeso
plano da obra, com expresta menco dos no-
mes dos proprietarios, e nao sendo estes conhe-
cidos com a denominadlo, ecarecteristicosda
propriedade afun de que os iuteressados ios-
so reclamar opportunamcnte.
Art. 8." As rei-|auiai,6i's devem ser dirigidas
ao presidente no pra/.o de Uul me/..
Art. 9. L planta do lugar deve ficar exposta
na repariieo das obras publicas durante o tem-
po da reclamacao, para ser vista e examinada
lelos iuteressados seus procuradores enge-
nheiros e advogados.
\rt. 10. O presidente da provincia receben-
do as re laniaroes, e proeedendo .i informacoes
olficiaes e quaesquer diligencias que bou-
ver por beiu, ouvidos os engenheiros e procu-
rador liseal decidir se procede a reclamacao.
Art. II. Se o presidente julgar que procede
a reclamacao, mandar reformar o plano.
Art. 12. Se decidir, que nao procede a recla-
maeo, mandar, que, nao obstante ella, o pro-
curador-liscal promova o processo da indem-
nisaco.
Vrt. 13. Todava o presidente, no caso do art.
antecedente, remetter a reclantaco, que jul-
gar improcedente e todos os documentos as-
sembla provincial para ser tomada em consi-
derarn, (piando se hotiver de consignar fundos
para as obras publicas.
CAPITULO IV.
Forma da verificacao da utilidade municipal.
Vrt. 14. A proposta da cmara municipal, e
o plano da obra, que exigir a desapropriai o.se-
rao publicados em editis e pelas l'olhas pu-
blicas, para (pie os proprietarios dentro em 15
dias dirijan ao presidente as suas reelaiiiacoes.
Art. la. A proposta da e-amara ser acouipa-
nhadado plano da obra c llanta do lugar ;
devera coiiler os nomes, C residencia dos pro-
prietarios que devem ser desapropriados.
Art. l(i. A planta do lugar estar exposta no
paco municipal durante os 15 dias da reclama-
cao para ser vista pelos iuteressados euspro-
curadores advogados, e engenheiros.
Art. 17. Decdmelo o presidente,quenoproce-
dea reclamacao, depois de platicadas as diligen-
cias do art. 10, mandar que a cmara promova
o processo da indemiiisaro.
Vrt. 18. Nao obstante, o presidente remetter
i assembla provincial a reclamacao que jul-
gar improcedente com todas as informacdi, e
documentos, para ser lomada em considerac.o,
qtiando se ( oiisigiiarein os fundos para obras
inunicipacs.
CAPITULO V.
Da indemnisaco c processo respectivo.
Art. 19. Nio se ajustando o procurador-fiscal,
ou o da cmara com o proprietario ou sendo
este pessoa (jue segundo a lei nao pode transi-
gir ter lugar o arbitramento peante o juiz do
civel ou municipal.
Art. 20. As partes se louvar cada urna em o
seu arbitro, eo juiz a revelia delles. .
Vrt. 21. Sendo concordes os arbitros, o juiz ho-
mologar o arbitramento.
Art. 22. Discordando os arbitros, o juiz deci-
dir a questo; mas a sua deciso nao poder ex-
ceder o termo dado entre os dous precos arbi-
trados.
Art. 23.0 iuiz, antes de decidir a questo, dar
vista por 24 horas a cada una das partes para di-
rerem de seu direito, oque ibes convier c com-
as rascs, ou sem ellas, se nao forem dadas no
termo, e proeedendo s diligencias necessarias,
proferir a sua deciso.
Art. 24. Da deciso dos arbitros, ou da sen-
tciica do juiz s ha o recurso de* appellafo ,
cujo cll'eito sempre devolutivo, e sem susprn-
sao da desapropriafo.
Art. 25. A relaco confirmar e emendar o
arbitramento como fr de justica.
Art. 20. Depositado o preco da indemnisaco,
julgar-se-ha perfeita a desaprapriaco e o juiz
expedir mandado de emisso de posse, o qual
nao admltte embargos de qualquer natureza.
Art. 27. Aehaudo-sc ausente da provincia o
proprietario ou nao tendo a propriedade; se-
iihor certo o juiz publicar editaes por 15 dias
successivos para notilicaco dos proprietarios,


e seus procuradores e uo comparecendo al-
guin a desapropriayo ser tratada, servindo
de contradictor o procurador CU'ITl lo VI.
De preco c eireunutaneiat da indemnisaco.
Art. 28. Na Indemnisaco te attender iloca-
lidade au tempo, ao valor em que Rea a pro-
priedade, ou o resto della por causa da estrada ,
canal ounova obra, os dainos que vlerera la
desapropriac.n sisa, laudeinios rendas, e
quaesquer outras circuinstancias do preco.
\it. 29. Uconstrueces, pktntacocs, equal-
quer beneficio que se fuer na propriedade du
rante o processo da dcsapropriaco ou depoto
que fr couhecido o plano da obra < coni o fin
de elevar o indemnisaco nao darao inaior va-
lor propriedade.
Ari. 30. Quando o terreno I8r le seamaria, e
no titulo se contiver a Obl'igafo de dar estrada,
a indemnisaco ser gmente le dominio mil ,
e bemfeltorias.
CAPITtO VII.
Do* terceiroi in teressados.
Art. 31. Depositado o preco da indemnisaco,
ojuiz mandar annunciar por 15 das guccessi-
vos por ineio dn editaes e das folhas publicas ,
oude as houvereiii para conheciniento dos ere-
dores, hypothecarios, e quaesquer Interessados,
que a propriedade tal (dcsigtinndo sus confron-
taces e caractersticos) i'oi desapropriada aF.
(sen noine e residencia'. _*
Art. 32. Passados 15 dias sein opposic, o pro-
prietario alevautar o dinheiro.
Art. 33. 'lodos osonus, hypothecas, elides
pendentes pssao para o pirco depositado c
ii.io ndem impedir o processo da desapro-
priacao.
\rt. .'!i. Aquelles pie estivercm de pOSSC da
propriedade, rnelIa tiverem bemfeitorias, nao
serao partes no processo; mas su poder em-
bargar o preco depositado c litigar ,sobre
. lies.
Vrl. 35. Quando o solo fr de prazo ou le
< -1 11 >! i \ tense.se Tara listineta avaliai o to donii-
iiio.directo c til.
Art. .">(>. Sempre que houvcr ajuntamento
coiii o proprii tarn c antis de ser elle pago ,
serilo publicados pelas folhas publicas epor
espacode I5dias successivos, os editaes de que
tratad os arligos3l e32.
CAPITULO VIH.
DisposieSes atraes.
Art. 37. Sq snsceptlves le desapropriacao
quaesquer propriedades, terrenos, ou sejao
allodiaes ou vinculados ou pertencad a Indi-
viduos, ou a qualquer capitulo collectivo, ou
a la/i ik! i provincial ou s cmaras munici-
paes.
Art. 38. Quando a propriedade fr nacional ,
a assembla provincial ou o presidente da pro-
vincia requlsi tarad da assembla geral e ao
governo supremo a sua conccsso'gratuita, ,
sendo negada, tero lugar a dcsapropriaco e
indemnisaco pela forma estabeleclda nesta
lei.
Ul. '.V). ruando qualquer das obras publicas
provinciars ni inuuicipaes se tzer por em-
preza.osemprezarios lico subrogados nosdirei-
tosda r.i/enda provincial,oudn cmara municipal
pira i verificaro da utilidade, e indemnisaco.
Vrt. 40. Os proprictarios nao pdein impe-
dir a extraern de inateriaes necessarios para
as oluas provinciacs, e municipaes; mas s-
mente exigir posteriormente a Indemnisaco
los dainos acontecidos por causa da extrac-
tad.
Art. 41. Quando os engenheiros houvercm de
proceder n exames e reconhcclmentos as tr-
ras de particulares para forinarcm os planos e
perfiz a\ isarao aos proprictarios os quaes se
i podetn oppr; mas soinenfe exigir a in-
demnisaco dos dainos que ueste caso bou-
verein.
Art. Ai. <>s materiaes que se pdein extrahir
i\.\s trras. e propriedades particulares, con-
forme o art. 4o. sao somente aquel les que se
acho expressamente declarados no art. II da
lei n.;).
\i t. i'i. Fiao revogadas as leis em contrario.
Payo da assembla provincial 22de marro de
18-M.' Salmeo dcAraujo.
ORDEM Do DI A.
Contina a discussao adiada do parecer da
coinmisso de conslituico, e poderes sobre o
chaininamento de um supplente, e la emenda
do Sr. Urbano.
O Sr. presidente: O Sr. I rbano tinha pedido
a palavra na ultima sesso, portanto pode fal-
lar.
O Sr. Urbano: Sr. presidente, em nimba
opinio esta discussao inuito se tem arredado lo
seu objecto principal; sin., em minha opinio
o objecto principal desta discussao. era o falsi-
icaco da authentica do collegio de Iguarass.
Eu nz um discurso noqual deuionstrei eviden-
temente esta falsificaran; nas os Senhores de-
putados, que me s.guiro nao se dignro di-
zer una palavra a este respeito, (oh! o!! di -
poto do meu segundo discurso nao se disse nina
palavra sobre a falsjficacao da authentica de
Iguarass.
0 Sr. Sabuco: Os Senhores, Baptista, c la-
ques tocar.- o nesse ponto.
O Sr. Urbano: OsSenhores, baptista, c Ta-
ques nada dissern. Portan lo como eslo em pe
as rasdes, que eu produzi, os nobres deputa-
dos carregaro coin a discussao para nutro lado,
por exemplo. para o lado de personalidades, c
d'invectivas contra a minha pessoa, tratando
le examinar a minha conducta poltica, jujean-
do ru que nada disto vem ao caso, e nao me
querendo oceupar em dar resposta a estas in-
vectivas, ecdo por ora da palavra; se acaso po-
rm algum nobre diputado tratar da questo la
falsiicaco da authentica le Iguarass, e cu
ulgar, que levo responder-lhe, ento pedirei
'de novo a palavra por ora ido.
O Sr. Peixoto: Hoje a cmara est um pou-
co inais alma.
O Sr. Sabuco: Seinpre comer assim.
O Sr. Peixoto: B por.m innegavel, que
esta disnsso tomn tuna catadura horrenda.
Mis Senhor presidente, al hoje os resulta-
dos dasminhas franquezas teem corrido pormi-
, i ronta tnicamente perianto riles conti-
uuarda correr daqui por. diaute.
Tcinossobre ameao parecerda conmussao de
onstituicoe poderes crea daadinissodeun
supplenteemlugardodeputadoquefalta.Quando,
Scnlior presidente, cu OUVl a leitura desse pare-
cer pense! que fosse ella a-onipanbada de um
voto ni separado Jo uobre deputado, inembro
da cominisso que em objecto seiuelbante ,
em una das sessoes anteriores havia apresen-
tado um voto em separado. Digo que espe-
rava este voto em separado, porque nao pude de
momento atinar coui as rasoes que fario o
nobre deputado, inembro la coinmisso, mudar
de opiuiao. A inhiba admirarn porm ,
naofoi muito grandeh porque ceno queos
grandes estadistas niudao e niodieo as suas
opinides: assim o tem feilo Thiers Peel e
outros ; mas quando se dao ao trabalbo de jus-
tiliear essas mudanzas ]>roeuro rasoes muito
elevadas muito ponderosas para se apoiarein :
portanto ru esperava que o nobre deputado,
membro du coinmisso,justificasse este seu pro-
ceder enm rasoes tambeiu muito valiosos ; mas
nao aconteceo assiin porque, levantando-se o
uobre deputado para dar eontas de si conten-
tou-se em di/.cr, pie, leudo a assembla provin-
cial votado pelo parecer da coinmisso, enten-
deo que devia subordinar a sua opinio de-
< iso da casa. Ora como nao reconheco no
uobre deputado o poder executivo nao o con-
sidero obrigado a executar as ordens da assem-
bla mu vejo, que a decisffo da assembla
obrrgue qualquer deputado desistir de suas
opini'ics a mudar de parecer endeudo que
a raso.que leo o nobre deputado,nao justifica o
seu procedimento de nao ter apresentado de
novo um voto em separado como devia. Sendo
|ioj\ pouco escrupuloso esse nobre deputado em
iumtv de opinio....
*\) Sr. Floripet: Nao mndoii.
OSr. Peixoto : Nao mudou Senhores, o pa-
recer da commissao que as rasdes aprsenla-
das para se chamar um supplente em lugar do
Sr. VogueiraPaz nao sao rasoes procedentes, e
o Sr. deputado disse pie sein eSCUSa e seni
partieipaeo do deputado impedido nao se devia
baniar outro em seu lugar : ento o parecer da
commissao c o raesino pie o voto em sepa-
rado .'
0 Si". \ OSr. Peixoto: Todava senipre entrare! na
explicarn. A cmara peusou, que nao bavia
necessidade de escusas, tanto assim que votou
unaninieinente contra a segunda parte do pare-
cer da coinmisso, pie aprimeira vez seapre-
sentoil ueste sentido, o os nobres meuibros da
coinmisso tatnbein assim votaro: Isto foi o
(fue se passou na casa, c o voto em separado di-
zia, pie sein escusa partieipaeo por eseripto
do deputado, a cmara nao devia chamar um
supplente em seu lugar. Por tanto esta beni
marcada a dillrem a, que vai le Ulna cousa ,
nutra. A cnminisso rccoiibeceo a (lcsucccssi-
dade da escusa ; mas o voto em separado consi-
derou, que sein ella nao se podia chamar sup-
plente : nao tendo pois o nobre deputado, autor
do voto em separado, tanto escrpulo para mu-
dar de lpenle de opinio, parece que tambein
nao devia ser muito escrupuloso, quando leve
necessidade de praticar um acto de generosida-
de. Kn me retiro ao que alase o nobre deputa-
do acerca di' un aparte, que lei do meu lugar,
quando o vi pronuneiar-se contra a urgencia re-
(jlierida pelo nobre deputado, a pieni bavia pro-
vocado ; enlol he disse eu, que era pouco ge-
neroso. Y. sein din ida I'oi pouco generosa a con-
ducta do nobre deputado ; porque em questdes
desta ordem aquelle, que provoca, vota sempre
(in favor do individu, que tem de se defender
de suas provcateles : isto acontece sempre em
todos os parlamentos, isto praticSo ainda mes-
mo aquelles homens, que, piando selanyono
campo dos insultos e improperios, perdcina ra-
so ; por conseguinte nao muito justificavel a
conduela do nolire deputado piando disse, que
nao praCOU esse acto le gencrosidade, porque
tinha de cumprir coi o dever de d'putado ; =
eilteildendo, que a urgencia nao era neeessaria,
nao devia votar a favor della, si'i por querer ser
generoso. = -. Sein duvida se elle dissesseape/ar
de entender, pie a urgencia nao era neeessaria,
todava votava a favor della, so por querer ser
generoso, esta desculpa Ihc era muito inais
airosa, do que a desciilpa contraria.
Mas, Sr. presidente, cu entrarei na materia'
e limitar-me-hei a ella juanto puder. A cama"
ra estar teinbrada, que, quando setratoudo
primeiro parecer da coinmisso a respeito da
entrada de dous supplcntes, eu receei milito o
arbitrio, pie ia lomar para si a nobre coinmis-
so, considerando motivos s vetes valiosos, e
as ve/es nao valiosos ; isto quando loniava o
arbitrio de decidir, se a ausencia lo deputado
darla occasiao a ser cbainado o supplente, ou
nao ; receei muito este arbitrio,)' porque ? Por-
que va, que elle se poderla reproduzir, e na
verdade reprodu/io-sc ; porque lepois de pas-
sado piasi um incz de sesso e de ausencia do
Sr. Nogueira Paz, de se terein apresentado ou-
tras provas alcni das que se produziro da pri-
uieira vez, anexar le indo isto, apparecc a per-
tinacia de nao se querer admittir um supplente
ni lugar do Sr. .Nogueira Paz ; do que possora-
soavclinente concluir, pie al o liui da sesso
nao se 'llamar o supplente. Pois um me/, de
sesso nao sulliciente para convencer-nos, que
o Sr. Nogueira Paz nao vem este anuo assem-
bla .' Est elle to pouco distante ? As coraniu-
nicaces, pie se teem a|ircsentado. na casa nao
sao sufiicientcs tambein ? Se a nobre coiiiiuis-
so tivesse procedido com inais justica, se tives-
se tomado mu dos dous pareceres, isto se ti-
vesse seguido uina das duas opinides, ou reco-
nhecer a necessidade das escusas, ou ento, no
caso de reconheccr, que as escusas nao ero
precisas, admittir o supplente, sempre que o de-
putado electivo nao estivesse na casa, nao te-
riamos boje esta discussfio.
O Sr. Taques: Seguio a commissao o nicio
termo.
O Sr. Peixoto : O arbitrio foi algum (lia ineio
termo, Si -nitores ?
O Sr. Xaburo : No necessario escusa.
O Sr. Francisco JoCw : Quando bouver impe-
' diinento nos qui' bavenios de julgar ? Isto um
arbitrio.
i O Sr. Peixoto : O que se leve fazer o que
se tem feito, at agora nao existe presente o de-
putado, chame-se o supplente. Que motivos
novos houvero para se mudar este proceder
constante da camara'.parasc alterar a pratica de
nove annos?
OSr. Manoel Cacalaanti: Constante, nao.
O Sr. Peixoto: Constante, siin, e at essas
moces de cbainaniento de supplenles nunca fo-
ro consideradas nesta casa como Indicacdes.
0 Sr. Francisco Joao: Nao apoiado, esta en-
gaado. ,, .
0 Sr. Urbano : Foiao sempre consideradas
como lequeriinentos (ipoindo).
O Sr. Peixoto : Km o anuo passado o nosso
collega, o Sr. Dr.Gilirana, foi chamado d'alli das
galeras para supprir um lugar (apoiados). Queni
contestar jsto ?
U Sr. Urbano : De mais, que inconveniente
ha em se chamar um supplente ?
0 Sr. Peixoto : Mas, Senhores, a nobre coin-
misso tem da justificar tambein o seu proce-
der, por um outro seu proceder anterior. A com-
missao nao ha de negar, que votou contra a 2.'
parle do seu parecer, que lizia nosechaint
supplente em lugar do Sr.Nogueira Paz=.Acon-
sequeneia era ebaniar-se o Sr. Nogueira Paz ; e
no momento inesmo em que a cmara se havia
pronunciado contra a 2." parte do parecer, isto
, no momento ein que acamara tinha votado,
que se ehamasse supplente em lugar do Sr. No-
gueira Paz.pde-sea votos nina emenda do Sr. .lo-
se'1 Pedro,que eontinba este uiesino.pensainento,
ecahio! Como justificar semelhanle proced men-
t? Isto quer dizer.ineus Senhoresa doutrna
boa; mas de .lo'o, logo leve serreprovada; a
doutrina m, mas de Pedro deve-se, appro-
eu diga que son opposicionista isto des te
goveruo que agora existe nao lei elle Uasceo
a poneos lias o quein sabe se estj no sen
occaso ? Mas em fin do gabinete de Janeiro fui
opposicionista. Disse um nobre deputado,pie ar
opposices sao filhas de interesse &c. : para
que entrar-mos no exame destas coosas 7 Feita
una coinparacfio seremos mnito felizes se
acaso o luida balai^a nao pender inais jiara
um do que para outro lado. Mas eu Cielo que
nao a faz com esse governo e so o que o povo
pedia dar era una rceleico ao deputado oppo-
sicionista. Subir ao poder ? Ora, Senhores,
isto to duvidoso...
O Sr. Francisco Joo : Mas to gostoso.
O Sr. Peixoto : -- Nao duvido ; poruf ha umi-
tas dificuldades a vencer ; entretanto, que do
lado dos governistas o lucro sempre cerlo o
pagamento a bocea do cofre.
O Sr. Francisco Joo: O nobre deputado
recitara ser o thesouieiro dessi' cofre ?
OSr. Peixoto : Provea a Dos que o fosse,
porque ento eu nao pagara ganhadores (a-
poiados). Portanto, tambein as discusses por
esse lado nao sao inulto boas.
Ora no ineio de tildo islo o que mais mea-
gradou foi o que disse o nobre d.iputapo que
se agoniou com o meu aparte. E'Verdade, que
nao comprcbeiidi bein o seu sjstema ; bei de
recorrer a Phalmgt a Democracia Pacifica, etc.,
para beiiieiidcndcl-o ; mas eu creio que este
dontr na ma, mas e ae rearo aeve-se, aoro- r>.............. ; i i r
va. bTtoquer dizer intolerancia poltica, Vspi- ^ste.na consiste en. nao baver eis, em nao ha-
to de parido (apoiado* t nao apoiado,). ver n.onarcl-as en. nao haver.ii i mais nobres .
Poto no mesmo ...omento nprovou-se nina tadofica neo, en. serenas n.ulheres co.nn.ui.s,
cousa, que se havia approvado ? O que quer di-
zer ? Ku nao insistirei as rasoes que ha, para
que se chame um supplente em lugar do Sr.
Nogueira Paz, porque pregar no descro; nao
se chama o supplente, objecto decidido.
lia sobre a meza um requeriniento, pelo qual
pede o nobre deputado.que seencarregou de de-
nunciar na casa a falsilicaro da acta do collegio
de Iguarass, que venha o livro, onde est 'S
cripta essa acia. Kssa denuncia abri um cam-
po vastissimo discusses, de mancira que velo
a poltica geral, a provincial, &c. ; e para que
bei de encarregar-nie de tracar um quadro, que
tem sido trocado inultas vetea por emitientes
oradores? Para que a repetico de verdades, que
eu creio, que teem entrado, por assim dizer,
no espirito dos Hrasileivos, desde o primeiro
at o ultimo ? Qem nao sabe, pie no Brasil
existe una conspiraco contra as institures
do pas, contra a constituico do imperio?
(apoiados e no apoiados). Senhores .o mys-
terio eslava enm um veo boje nao tem mais
esse veo. O edificio se foi eonstriiindo e cada
un. foi collocando sobre elle a sua pedia ; at
que velo o autor da obra e disse eu qiie
me quero oceupar de a completar =enada pode
fazer, retirou-se sua casa para'continiiar a
conspirar: pensou, que O campo Ja eslava bem
preparado ; mas campo aonde nao pisa seguro
ninguem no Brasil porque, Senhores, o es-
pirito constitucional una vez arreigado no
eoraco dos Hrasileiros nao se arranca fcil-
mente (apoiados gertua), mala fcil arrancar-
se nina estrella do firmamento (numerosos apoia-
dos). E' o Sr. Honorio o grande arehiteto ( hilari-
dad^. Vimos o gabinete de 23 de marco retirar-
se quando tinha de dar eontas ao pal* dos seus
actos e dal-as a essa cmara que apesar de
nao exprimir em sua inaioria o voto nacirnal ,
pareeeo resolvida a toinal-as ; ento o chele do
sjstema da reorganisaco como valento apre-
sen tOU-SC etoniouasredeasdogove.no; mas
j se retiron e tamben, nada responder pelo
que fez. Senhor presidente apoltica geral
objecto tOO vasto que pertenee mais cmara
geral do que esta assembla onde nenhiim
resultado pode ter todava nao quero com isto
dizer, que a poltica geral nao possa vir aoui
para a discussao porque O direito de ntervir
na poltica do paiz compete S todos os cdados
A'rasileros quanto mais a um cidado qualili-
cado a un. cidado deputado.
Fallou-se tamben, cni eleicoes e houve
quera dissesse daqnelle lado que era um di-
reito do governo o direito de ntervir as elei-
coes. Se as opperacocs sao perigosas quando
emiltem ideias que poden, perturbara popu-
laco,tambera os amigosdogove.no lanco pro-
posites muito perigosas (apoiados) : direito do
governo o direito de intervr as eleicoes !
O Sr. Xaburo e outros Srs. : = Apoiado.
?r. ; ein um paiz cons-
exereerse-
Vejo na
constituico se o poder executivo tem o direito
de influir as eleicoes : nao confundan direito
oin conveniencias e nceessidades direito
cousa dillcrente.
O Sr. Xnbuco : O direito de censura tambein
nao est eseripto.
O Sr. Peixoto : Senhores a intervenco ,
que o governo leve procurar ter lias cleiriies.
aiiiiella que lbe provi'-m das simpatblas da po-
pulaco ; um governo-, jue justo e bou. nao
precisa procurar partidarios tem por si a opi-
nio publica e esla se pronunciar por elle
as eleicoes; o direito elcitoral s do povo e
deniais ninguem ; a intcrrtiro do govecno
contraria lei.
O Sr. Francisco Joiio : E es caballas nao sao
contra a lei?
O Sr. Peixoto : Tamben sao.
O Sr. Taques : Estamos na repblica de Pla-
to. ./-
O Sr. Peixoto : A repblica de Plato do
nobre deputado que alli est (apontando para
o Sr. Baptista) (ri*a/ns).
O Sr. ilaptista : Perdo tildo sou generoso
nisto.
O Sr. Peixoto : Nao quero com isto ofiender
ao nobre deputado quein me dera ser um Pla-
to, ainda pie fosse para nina repblica. MasJ,
Senhores deixemos as eleicoes.
O Sr. Franeisco Joo : .' melhor nao mecher
nellas.
O Sr. Peixoto : Pelo contraro boni fallar
nellas; porm j se tem ditoquanto basta. Tam-
bera houve quera deste lado entraste em com-
paraces de interesses : nao se faz preciso, que
tem grandes satlites ein
Essas ideias sao suas e nao
Ento as riquezas nao sao
As riquezas sao de quein tra-
E ha monarcha nesse syste-
O Sr. Peixoto : Nao, Sr
tlucional iicnhuiu direito se pode
nao em virtude de lei (apoiados)
Ha.
Isto
era ento urna fortuna
Pode ser que o uobre de-
abracar essas doutr-
ete.
Ora o Founicr
Pcrnambuco !
O Sr. fabuco:
de l'ouiiier.
OSr. Peixoto
cnmmuns !
o Sr. Salmeo
balita.
O Sr. Peixoto :
ma!
O Sf. Sabuco :
O Sr. Peixoto :
para o paiz!!'.
OSr. Florines
potado anda venha a
as.
O Sr. Peixoto: -Nao duvido; estimare! muito,
que o nobre deputado, que apresentOU estas
ideias na casa, nao fique reduzido ao estado lo
Tboniaz Monis; estimare! muito, que tire bous
resultados do sen Le Roy poltico (risadas). Mas
Senhores eu eslava tratando da authentica de
Iguarass, nao era.' Irisadas). Sr. presidente, a
denuncia muito grave, luuitissiino grave,
involve o governo da provincia.
O Sr. Iteqo llanos : Nao.
O Sr. Peixoto: O nobre deputado, que
apresentoil a denuncia disse, que a falsiicaco
foi feita na secretaria do governo ; involve ou-
tras militas pessoas, e al nao sei se foi muito
discreto apontar essea individuos; verdade,
que o nobre diputado nao disse, que lnbao si-
llo piles os falsificadores; mas poucas palavras
basto para os bous entendedores. Eu, se tives-
se de tomar urna pequenina parte nessas Incre-
paedes, declaro que empregava lodososesforcos
que estivesscni ao meu alcance para vir o livro
a esta casa apoiados).
ti Sr. Sabuco: O livro j est reformado.
O Sr. Urbano: Venha assim n.esino.
I) Sr. Piixoto: Senhores, o denunciante
pos as nios dos aecusados os meios de defeza
e qual o aecusado, que, leudo as suas inos
os meios de defeza, nao se serve dilles ?
OSr. Alcanforado:'Ento a assembla ac-
ensada1
O Sr. Urbano: Mas eu j tenho o voto da as-
sembla com os apoiados geraes, que apparec-
ro, quando aprsente! a ideia de mandar vir o
livro.
O Sr. Peixoto: Se nao vier o livro, pelo me-
nos o estado de perplexidade ha de existir em
milita gente (apoiado<) e eu creio, que esse esta-
do nao conveni. O livro deve vir: a nica
COUSa, que decide a questo; e entao se cello,
que elle nao est falsificado, que iruinpho pa-
ra aquelles, que sao acensados da falsiicaco?
Que animadverso contra o nobre deputado,
que faz a aecusaco ?
Um Sr. deputado: Ixs temos perdido teinpo
COill esla discussao.
O Sr. Peixoto: Nos temos perdido tempo,
diz o nobre deputado. una verdade, porque
desde que o nobre deputado apresentoil o seu
requerlniento eu faria vir o livro, ficava adia-
da toda a questo; levauta-se un deputado edto
=j o livro de tal collegio 'st falsilicado = un
requeriinento (inmediatamente pidiudn o livro,
e estavfl cortada toda a discussao ; mas nao se
fez isto ; diversas piestoes Ib rao accarretadas
para aqui; oceupou-se a cmara com altender
a discursos, pie tinbo por fui. mostrar ipieni
ra bonito, ou Icio; fallou-se t'in rosto bidionda,
em olhos encovados, ele.
O Sr. Urbano: Foi mu brilhantismo doSr.
deputado Ilaptista.
O Sr. Ilaptista : E o Sr. nao tem saludo a-
gora da questo i
O Sr. Peixoto: Eu sahi um pouco; mas limi-
to menos (loque os nobres depulados. A ques-
to principal i vir unijmpptciitc ein bigardo
Sr. Nogueira Paz. Un mes de ausencia desse
Sr., a grande distancia ein que est, a nenliiiina
probabildade de elle vir, provo a necessidade
de se chamar un. supplente. E le mais, pou-
cos dias nao dexou de baver sesso, por falta
de sulficlente numero de depulados? Sein du-
vida: portanto esta casa deve ter o numero le-
gal de seus membros.
O Sr. Francisco Joao: Nao precisa.
Sr. Peixoto: Estou arrependido de lev
fallado aqui to perto do nobre deputado, que
a tudo diz : --. nao (risailas). Kll vejo urna
torre redonda, e o nobre deputado diz que
quadrada [risadas).
O Sr. Francisco Joo: Para a assembla tra-
balhar nao precisa de 36 membros.


3 ~
O Sr. Peixoto: Pois ou falle! aqu em traba-
Ihar?! Sr. presldeute, voto contra o parecer,
porque cntondo, que se (leve chamar un siip-
])lente, c voto pelo requerinirnto, que pede o
livro sein me importar com a formula; porque
declaro, que a formula) quando nao aproveita,
ii posso dispcus il-aj no niesino caso estao os
nobles depnt idos, dispeuseni a formula, p.isse
o requeriinento, venha o livro: sein o livro...
uao sei (enlandn-sc) l se avenliao.
(Continuar-se-ha.)
ovimenlo do Por lo
Com5! nicado.
SIC TRAMSIT GLORIA MNDl!
. Assini passao as gloria deste mundo! Quein
dira, que o Sr. Dr. Urbano, tilo celebre nos las-
tos da historia do parlamento brasileiro, tao de-
cantado pelas cen tullas di praia, tao prcconi-
sado pelo batalho ligeiro do general Machado,
carrejara boje com o pesaduine de ver tao de-
pressa murcharem aquellos virosos lomos, que
coin tanta honra e gloria lia va ganho ein renhi-
dos c sngrenlos cortamos com os valentes ge-
neraes do parlamento brasileiro! I Oh! fatali-
dade das cousas humanas Oh fortuna cega c
avara, coinoassim desamparas o ten mimoso!
QuSo voluvcl, que o genio ten Que de vezes
nao leus tu elevado os homens ao mais culmi-
nante ponto de grandeza para ao dcpuis os pre-
cipitares no ni ais profundo valle de miseria! Foi
deste geito, que acumulaste ein Napoleao todas
as glorias do mundo, para ao depois o despoja-
res dell is ein mu s momento no Waterloo !!
Foi asslin tambem, (pie, leudo tu onipanzi-
nado de fama e gloria ao nosso Napoleao do
parlamento brasileiro, pcru'lttlste, que na as-
sembla provincial de Pernambuco deparasse
elle com mu segundo Waterloo, e que por cu-
mulo dedesgraca devessesua total ruina al-
guns recrutas, tao novis na arle da guerra, e
lao ponco adiestrados nessas tao famosas evolu-
vezes derrotOU to fortes generaos Oh! neni
ao menos quizeste, que o nosso segundo .Napo-
leao fosse derrotado, como foi o primeiro, por
tao grandes generaes,para Ibe servir isso de con-
sol ciu tanta desgrara Nao era sulliciente a
derrota, quizeste accrcscentar-lbc desar, ver-
gonbae Infamia?!
"Waterloo, Waterloo, licito sublime!
Este nonie aos praieiros faz patente;
A derrota total da urbana gente !
Oiiem (liria, ao vera entrada trimnphal do ve-
terano, que para todos olli iva com despiezo c
soberano orgulho, que Ulna sorte to nicsqui-
nha o aguardava Quoui diria, que, levando
elle a sen lado t;io celebre! cabos de guerra, e
mu exercito tao grande, que iunundou Pmpela
(autem as galeras), fosse completamente batido
a ponto de rceuar e pedir armisticio, e final
capitularan Sim reciiou, c logo s |>rimeiras
descargas dos delgados canhes, assestados por
mSos de recrutas, que, generosos, apagra
os murres, c rooolhcrfio os cartuxos, que inda
existem ein abundancia, para seren emprega-
dos oulra vez, se por ventura o nosso segundo
Napoleao anda qulzer, como quiz o primeiro,
tentar novainente a sorte das armas, inda que
s reine, como aquelle, poneos dias. Sim elle
vira, e os recrutas o esperao, para (pie, como
Buccedeo ao primeiro, o nosso segundo Napo-
leao sejo encerrado ein algmna illi i, (pie, se uo
for n do Santa Helena, ser a do Nogueira ; l-
zeiido-Ihe comp inhi i o sen fidui AcatU, o gene-
ral M K-liado. Prepare-se desde j urna urna
eleitoral n di matriz de Santo Antonio, por elle
assaltada) para receber os restos moraos do ve-
terano; anual anadio praieira vira recondusir
para a praia, o ah levantar;! Ulll grandioso moi-
mento, em que so Ionio estas memorandas pa-
lavras :
Aqui jaz o soldado mais audaz,
Que, apezar de dizer-se veterano,
Balsa seinpre levou por incapaz.
Navios entrados no dia 29.
Halifax ; 3S dias barca ingleza spray de 203
toneladas, capito Triing, equlpagem 12, car-
ga poixe.
Rio-de-janeiro; 15 dias polaca hospanhola Ar-
dilha de 110 toneladas capitn .los do 011-
voira oquipagoni 9 carga lastro.
Goianna; 5 dias, lanxa'brasileira ConeeicSo-do-
Pillar, capitn Francisco Rodrigues do Bl'lto,
equipageni 4 carga algodao, o assucar.
fiditl.
Corresponcleiice.
Mr. h rdneteuf. ---- Lor do la reunin des
crauciers de Mr. Ch. Turquals, j'ai prseme
mon corante tablissaut ma cronce contre lui
33^1)70 ris ot non "200/000 ris, conimo i I a
plu Mr. (h. Turquals de le dir daus l'article
insr dans le 11.' do VOtre journal du 39 cou-
ruut; ainsi que orla result du certilicat ci-
joint dlivr par Mr. lo grant du consulat de
Franco ; certilicat que je vous prio d'iusrer en
ti-lo de COtle rclaination
La posilion equivoque dans la quell. so trou-
ve Mr. Turquals dtftenu dans la prison de cetto
ville sous le poids d'uiio prvontion grave me
fait un devoir de garder le sttence sur les inipu-
tations caloinnieiises qu'il a voulu de verser sur
mol ot clont le luibliesaura faire justlce. = Fer-
nambuc 29 mar 1844.= J'ai l'bonneur d'trMr.
lo redacteur votre serviteur tris bumble. A.
O. Meo lie.
O lllin. Sr. inspector interino da thosouraria
das rendas provinciaos manda fazorpublico.pio,
em cumplimento da ordem do Kxm. Sr. presi-
dente da provincia de "23 do corrente, ir a pra-
ca no dia 17 do abril prximo viudouro, ao llieio
dia, oonstruerao da ponte da camoda da Ta-
earuna oreada na quanlia de 11:500/res, cu-
ja obra ser executada sob asclaiisulas especiaos
abaixo transcriptas.
Secretaria da thosouraria das rondas provin-
ciaos de Pernambuco 26 do marco do 1844.
o secretario,
Luis da Costa Porlo-earreiro.
arcos e pontf.s.
Ponte da eamba da Tacaruna.
Clausulas especiaos d'arroinataro.
1." Os trabalhos, o obras da ponto da camba
da Tacaruna serao feilos pola forma, sobro as
condiros o do modo indicado no orramento ,
o nos riscos geraes o do detalho a presentados
ao F.xin. Sr. presidente da provincia em 7 do
marco de 18- sendo a importancia da obra
ll:500/reis, qual sedeve accrescentor 10 p. c.
ein beueffcio do arrematante.
2." 0 arrematante comecar as obras no prazo
dodousnie/.es, oonlados ein oonlbrniidade do
artigo 10 do regulamento para as arrematarnos,
de Ildejiilhodol843.
3." As obras devero sor concluidas no prazo
de um anuo contado da nicsina poca como a
precedente.
4." O pagamento da arreinatarao ealisar-sc-
lia em quntrA prestacoes, doinodo, e as pocas
determinadas no artigo 15 do precitado regula-
mento para as arrematamos, de 11 do iulho de
1843.
5." Para ludo o mais que nao est determi-
nado pelas precedentes clausulas, soguir-se-ha
inteiramente o que dispOe o regulamento men-
cionado de II dejulho de 1843.
Kepartirao das obras publicas 7 de marro de
1844.-- Oengonheiro em ohofo L.L. Wautbier.
Pola subdelegada do pocia da fregue-
sa de Santo Antonio foi aprehendido mu ca-
vado com cangalha, por ser encontrado no lar-
go da ribeira, pelas II horas da nonio do dia28
do corrente, quein se julgar' coindlreito a elle,
coinpareca na inesma subdelegara para Ihe
ser entregue. Subdelegara de polica da fre-
gueila do Santo Antonio 29de marro de 1844.
Sery Ferreira.
Avisos morilimos.
A barca portuguesa Fspirilo Santo segu im-
ireterivelmcnte para a cidade do l'orio no dia
I do futuro inei de abril, por ter sua carga
proiupla: osconiodoj deste navio sao os mol llores
possiveis para passareiros para os quaes se
trata na ra estrella do Rozarlo n. 13; oucoui
o capito Rodrigo Joaquhn Corroa na l'r.ira-
do-ooniniorcio.
i foi, o levo noticia aonde ellos estao o protesta,
(ue em breve teinpo Ihe serd entregues; parti-
cipa, (pie por bom veubao entender-se com o seu
legitimo Sr. .los Mara de Jezus Muni/. mora-
dor na ra do Crespo n. 10, que tora toda a
I contemplaran c prometlc guardar segredo e
I para que se nao queixein tein a honra do an-
i nunciar por este Diario at que chegue a uoti-
. ca a seu conheclinento.
Jos Metria de Jezus Muni:.
Aluga-se unaescravapara todo o lervico
de una casa : quein a precisar dirja-sc a casa
da ma larga do Rozarlo n. 48.
~ \ procisso do Senhor dasChagas toni do
passar as ras do costme indo mais a Kua-
nova; espera-se tos moradores das mesraas
mas o devido aceio ; assini como as ras es-
treitas, a lirada dos lampinos por obzoquin.
D-se a juros a quantia de 500/rs. a2 por
cenlo ao me/. sobre penbnres de prata OUrO ,
ou lettras sendo de boas lirmas : tratar nos-
la typographia.
Quein annunclu no Diario
n.
Le
C.
Lasserre Colombicz &
aro leilo pur conla de
(juem pertencer de una
caixa de 40 duzas de pelles
de carneiras avariadas, e de-
sembarcadas do brigue fran-
segunda-
Alrninriqu
cez
feira U d abril de 1844,
peante o chanceller do cn-
sul francez.
Avisos diversos.
fieclfirvimes.
Jos Antonio (iomes Jnior faz publico, que
son lilho Jos Aloxaudrino Gomes, de idade lli
anuos incompletos, se ausentou de sua casa
(loixando arrombada nina carteira "onde tirou
nina )>oi'9an do dinheiro em sedulas, que levou:
o mosmo ja o anuo passado fezoutra fgida, c
Ib i para as bandas da l'arahiba baixo el aro,
cabellos alguiua cousa lomos nin tanto bel ru-
do tein nina marea ein nina das faees junto a
orellia do fe i t lo de una pevide do nelaueia ,
julga-se que levou ein sua conipanhia um inu-
latnlio Candido idade 15 anuos, foi escravo ,
agora forro, estovo a aprender o offlcio do ear-
pTna com o Mauoel Firniiiio.e boje eslava apren-
dendo a alfaialo o qual tambem se ausentou
72 precisar
de 500"^ rs. a premio com hypotheca em mu si-
I lo ; drja-se :i rua de llorlas easa de um an-
dar n. (i.
A possoa que precisar de um hoiiieni pa-
ra ajudar a venda- fazendas pelo sertao : au-
nuncie para ser procurada.
A pessoa que annunciou querer comprar
una preta, j idosa, pode dlrijir-se ainado
vramento, sobrado n. 33, que achara coin
quein tratar pois se \\i iodo o negocio.
\ esleiu-se aojos COII1 Inda a perforao :
no paien da matriz de Santo Antonio, n. 4, ir-
ineiro andar, ou na laja da esquina da ruado
Calinga que volta para a das Trincheiras.
Pcrguuta-se ao Sr. Josd dos Santos Porto .
ihesoureiro perpetuo da rihandade de s. Joso
d'Agona qual o motivo, porque nao tein
prestado as cuntas conforme marca o nosso
compromisso ; sera pela grande festa ,que fez .
ou pelas multas obras feitas irmandade, mi
pelo debito que osla a dever an cerieiro, ou Sera
murgado a irin.tildado do palriarcba, o que
iiiuilo dsela saber O raido abilhudu.
l.uiz Ferin, subdito Francez, va para a
Babia e Rio.
()ll'creee-se um rapaz iirasileiro, cazado ,
com um lilho, paraensinar primelras lettras,
principio de graminatiea latina, emuslca <
sua senlinra, u coser, e fazer lavarinln. par.i
lora desta cid ule ou eugenho : quein de seu
presliino se qulzer utilisar, dirija-se Ruanova
u. S ou aiiiuuicie.
Alugao-se duas moradas de casas tornas ,
com coin modos para grande familia, ambas com
quintal murado, cacimba, eeosinha fura, si-
las una oni Fora-de-porlas, rfta de Gararapes
n. It, o a outra na Boa-vista rua do Sebo nu-
-- O tbesoureiro das rondas provinciaos paga por isso inga' as pessoas, que delles souberem,
loje 30 do corrente aos empregados que estao assilll como as autoridades |
boje 30 do corrente aos empregados que stSo ssini como as autoridades pollciaes o obsequio
por pagar, o quartel deoutubroa desembro doJ de ver seospdem conduzir a sua presenta
inno prximo passado. Thosouraria provincial I a rua
29 de marro de 1844. ; urna aula Jo soussign, grant lo consulat de France a
Fernambuc, declaro que le eonipte cf-aprs est
conformo l'original qui m'a ele reinis par Mr.
Nicolle, la sanco du (icourant, cu la chan-
celler le du consulatde France.
Dolt, Mr. Ch. Turquals \. O. Nicolle. = Ma
facture genralo depuis le 4 fvrier 1843 au 24
niars suivant. ~ Ris 33/970. = Sign : A. O. M-
eolle.
Eu foi de quoi nous lui dlivrons le present
'poiir lui servir ve que de raison. ea FVrnambiic,
le 29 inars 1844. =Le grant le consulat de Fran-
co. = Gousseneonrt.
~ COMMEftCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 29........
Detearregilo hoje 30.
Rrlgue =Feliz-detino~ diversos gneros.
Escuna =J'rncfi(i= idein.
JoCw Manoel Menes da Cunha Azevedo ,
Tbesoureiro.
O arsenal de guerra compra, a quein por
menos preco der, sendo de boa qualidade os
gneros seguintes:
4 pranxdes de ainarello de 30 palmos do com-
plemento e.2 o lucio de largo coin !l polegadas
de grossura.
4 rolos di' sucopira meirim com I(i a 20 palmos
de coinpriincnto o I
testa.
2 dusias c taboas do forro do aniarello.
4 arrobas d'asso do milao.
(i Quintaos do ferro da Suocia.
5 ditos de dito ingles.
3 lencoos do chapado forro grosso.
3 ditos de dito linos.
25 arrobas do cobre velbo.
3 ditas de latfio em lencoos.
As pessoas que taea gneros tiv^rem, apre-
sentein-so na sala de sua directora no da 30 do
nrrente fhojeJ as 10 horas da maulia.
c
De ordem do lllm. Sr. inspector do arsenal
de marinha faro publico, que so contratar nes-
ta secretaria a compra los seguintes objectos :
80 estacas de l(i palmos ^v comprinieiito o 8 pol-
legadas em quadro, quareuta travos de 3n pal-
mos de eoinpriiiienlo, o palmo o cont do gros-
sura, 76 travs de l6paliuos de coinprimento o 7
pollegadas de grossiua, o 250 taboas de costado
de aniarello de 16 pollegadas de largura e 5 pol-
legadas de grossura. As pessoas, a quein a ven-
da de qualguer distes objectos possa convir, sao
convidadas pelo lllm. Sr. inspector a aprsenla-
rom as suas propostas coin toda a brevidade.
Secretaria da in&peci;o do arsenal do inarinha
de Pernambuco, 27de marro de 1844.
Alexandre Rodrigues dos Anjot,
Secretario.
= No dia segunda-feira l.de abril prxi-
mo futuro, o consulado de Franca far vender
por ronta dos credores do ^i: Carlos Turquals ,
subdito francez em estado fallido as mercado-
ras que oxistoni no seu arinazeni da rua da
Alfandega-velba n. 34.
Convida ao mesmo tempo todas as pessoas ,
que sao devedores ao dito Carlos Turquas a
no mencionado consulado transpoi tarein-se
para liquidar suas conta*_fc_pois que passado o
dia 15 do abril prximo futuro os devedores, qui-
nao terO frito caso do presente aviso sern
chamados peante a fafUca territorial para o
mesmo fim. Pernambuco 27 do nai^o de 1844.
Peta secretaria de polica d'esta provincia
avisa-so a Sra. Mara Joaquina, viuva do Manoel
Jorge, o moradora no lugar de Campo-grande,
,que haja.de comparecer por si, ou por alguoni,
.pie suas vesos tara, aflu de dar inforniaroes a
Irespeto do preto, de nonio Pedro, que seacha
R.QaAmv\ recolhido cadela do aljubc da provincia da
O-OW*"* Baha, segundo consta das paiticipaces olli-
ciaes do respectivo cholo de polica. Secreta-
ria da polica 28 de marro do 1844.
Cavalcantc.
de Aguas-verdes n. 62 est aborta
primelras lettras para meninas,
ondeenslna-se' comperfei;So 1er, escrever ,
contar ecozer : na inesma easa ongoinina-se ,
o lava-so COII1 promptdo e aeeio o por pro-
co coininodo.
Alugao-se 3, ou 4 pretos, daiido-se-lhes o
SUHteOtO para trabilbarein de onxada em um
sitio porto desta praca e que alguin delles en-
tenda de plantaroos ; quein os livor, annuncic
por esta folha para so tratar do engajamento
o meio de grossura na mensalmente.
XA GRA\RE6ALKHIA
PTICA.
o.xposta na rua doQueimado n. 9, em quatro sa-
las do primeiro o segundo anclar ; esl presen-
temente ein todos os dias das 11 at as i horas
da tarde, o desdo a iioitinlia por tres horas con-
secutivas patento :
A PRIMEIRA EXPOSICAO
constando das vistas seguintes :
Ao genero de neorama.
1.*, os subterrneos de S. Dinit, cerca de Pa-
rz, onde se encontrarn os sepulchros dos rcis
de Franca, representados no oslado oni que so
acharan antes da primeira revolucao. 2.', o
monumento do principe Polaco Jos Poniatows-
ki, na cidade de Lelpsick. (Ao luar). 3.", o ser
puloliro da Virgeni Alaria no valle do Josaphat,
corea de Jerusalein; pintado pelo Sr. Mcnozzi,
primeiro pintor do theatro imperial do Alilo.
A'o genero deeosmorama.
4., Alhenas, com os restos do suas passadas
grandezas, como existo actualmente. 5.", a
praca do Poplo ein (toma, nos ltimos dias de
entriido. 6., lado de Tliuiii na Suissa, no can-
lo lo borne. 7., a praca do armas de Alilo,
rom una ovolucao militar executada pelas tro-
pas austracas.
Esta exposicao concluir na segunda feira 1.'
de abril. Cada semana as vistas serao mudadas
coin outras novas.
~ Km 25 dejuiilio do auno passado desap-
parecrno 2 negros do abaixo assignado os
quaes andavfio ganhando na rua o teoni os se-
guintes signaos: do nomo Joao naco Uruba-
ro, ouCainund, bonita figura, alto, refoixa-
do do corpo, bom ladino, cabellos escanteados,
pouca barba cara larga cor nao limito pela ;
eta canoriro, e caiador, e niuilo risonho
quando falla. Miguel de naciio Mocamhiipic .
moleeote de bonita figura estatura regular ,
cara buxexuda olbos grandes na lor do rosto ,
bocea poquona, risonho (piando falla, tomos
poilos puntudos como iiiiilher ambos pare-
coui crioulos por seren muito ladinos, e bo-
nitos o uiaior sigual que ambos teein mar-
cas de chirote as costas e nadogas que por
ordem superior apandarn na grade da eadcia :
portante, qualquer pessoa, que se adiar de
posso delles por compra falsa ou agasallio ,
queira denunciar a qualquer autoridade compe-
tente alini do seren entregues ao seu legiti-
mo senhor ; do contrario pausar pelas penas da
le, pagando todo o prejuiso c dias de servico ,
pois o abaixo assignado j desconfia como isso
mero 33 : os prelendenles dirijo-so a Mauoel
Diiarie Rodrigues, na rua do Trapiche n. 2o.
Oll'oroco-se una parda mora com bom
leite, para criar mu menino : quein pretender ,
dirija-so itiia-direila 11. 55 loja de couros.
= Arronda-se mu grande sitio logo no prin-
cipio da estrada do Arraial, com grande casa de
podra e cal, coin cacimba de excollonle agua,
com riacho corrente no fundo, e com bastantes
arvoredos de Inicios: quein o pretender diri-
ja-so rua d'Alegria casa n. 34.
Aluga-sc um armazein na rua do Amorim
n. 14, muito proprio para qualquer recolhi
ineiito de pipas, ouqunesquer voluntes, ou
eaixas com assucar por se adiar em limar por-
to do desembarque : tratar no largo da ribei-
ra de Santo Antonio sobrado n. 19.
No dia 15 para lli do prsenle mez do mar-
co, desappareerao da senaria n. 27 da rua da
Praia do Fagundes, 3 chapines, um do ama-
rillo coin 2 palmos e meio de largo outro de
lomo o outro de oitielca, com seguinte mar-
ca ARM: quein delles souboi o dorparto ser
gratificado.
Os Ms. carregadores da barca Espirito-San-
to quelraO ter a boudado mandar com brevidade
os conheciinentos casa do consignatario Fran-
cisco Alvos da Cunha na i na o Rosario nu-
mero 13.
Alugao-se os dous andares osotao do sobra-
do da rua d'Apollo n. 1, do bairro do Recito,
com bonita vista para o mar o muito fresos :
o so vendeni duas rodos que servoni para ty-
poia feitas no Maranho : tratar na ven-
da por baixo do dito sobrado.
Cjuein annunciou pelo Diario querer com-
prar 4 laudres querendo comprar 2 deazeite
de carrapalo, coin duas medidas cada um e
um barril, que foi de azoite doce ; dirija-sc ao
pateo do Hospital venda n. 14.
Proeiza-se de urna ama, que
de fiador a
sua conducta, para servir tuna inora solteira
sein familia, quera se adiar nostas circunstan-
cias, dirija-so a rua dasl.arangoiras n. 19.
A pessoa. que annunciou no Diario de sab-
bado, 23 de marro, ter urasobradinho para ven-
der, ou trocar por una casa terrea no bairro de
Santo Antonio,declare a rua e o u.do dito sobra-
dinho, ou fallo na Pracinha, loja n. 3.
Collegio Santa-Cruz.
Hoje (30 do corrente) do-se terina n'estc col-
legio at o dia 15 do abril.
A possoa que achou una carteira que
foi perdida no dia 28 noute na ribeira do pei-
xe; queira ficar com o dinheiro que ellacon-
tinba polo adiado, o faca o favor de mandar bo-
tar por baixo da porta da loja de livros da Pra-
ra-da-indopendenoia ns. 6 o o.
= Convcni ao abaixo assignado manifestar ao
respeitavel publico, que elle nao tein, nem
mantoni causa alguma criino ncm civol, noiu
oxociicao com pessoa alguma desta cidade, ou
seu tormo, nem nunca tove a excepc;\o de una
escrava de nomo Mariana, que,corra peante
o juio dos foitos da fazonda, portanto roga ao
Sr. redactor manifest0 presente amiuncio coih
que muito licar obligado.
Francisco Antonio Bastos.
Arrenda-se urna boa casa de campo no
principio da estrada da Pontc-de-Ucha, de-
lonie da casa do eonim.'ndador Francisco Anto-
nio de Olivcira : quein pretender dirija-se
rua do Rosario estreita n. 31, torceiro andar.
-:- Pedc-se ao Sr. Joaquin Galdiuo Al ves da
Silva que baja de ter a bondade de vir conclu-
ir o negocio, que o mesmo Sr. nao ignora: na
loja de fazendas da rua da Cadeia ve Iba n. 61.
^


4
Precisa-se alugar un ou dous serradores : 5 colletes do seda de varias cores e uma jaque-
ji 1 serrarla la roa 3a Praia de Santa Rila 11.2: ja de panno cor de caf, ludo coni pouco uso ,
annuncie. d..j0 ,e por prego commodo ; na rua da Cruz n. 4.
-. Henry II. Heteh c.dadao dos Erados-1 V(Jnde.se U|U torreno na ru d s, CQm
Unidos P 'tunde Sabirpara fura da provinea 62 pa|mos de(rcnte g |Jj0 de f(jndo ;ratjf
- Jos Joaquim de Lastro mostr alfa.ate ; com Jos6 Aniomo Baslo na rua da'cadeia do
mndou-sed rua da Cadea n. 49, para a mesma ,lecjfe ua u" Vj0UC1' uo
rua n. S ; o mesmo precisa de ofliciaesd mes- j Vende_se uma bomba do ferro, de arma-
code pndula; na rua do Queimado, loja n. 23
IDO Offcitl.
K. Kolheretira-se para fura do imperio.
i'ri'cisa-sede um pequeo para caixeiro ,
io Rio-grande-do-norte ; na rua larga do Ro-
zario n. 5.
Precisa-so de 250,000 rs. a premio.com
inuito boa firmo; na rua de Aituas-verdcs n. 100.
Os sois. que lorao approvados para so-
cios da soriedade Apollinea o que recebarlo '
caitas nesse sentido sao convidados a vir to-
mar assonto na partida de 6 de abril prximo.
Offdroce-se um PortUgUOZ, natural das
Illias, para feilor de qualquer snr. de engenho,
o qual tem do idade32annos, ilho de lavrador,
sabe bem traballiar com arado om planlages de
cana e todo o mais servigo d<> mesmo arado, e
tom pratica nesta pai/ desdo 1811 at o presen-
te; quem de seu prestimo so quizar utilisar,
pode escreverpara acidada da Parahiba a Elias
deAlmeida Lima, morador na nudas Conver-
tidas das mesma cidade ; o mesmo sabeler, es-
crever, e contar e da fiador a sua conducta.
Compras
Comprao-se elTectivamente moleque de
12a 20 annos,rugradando,paga-sc bem; na Kua-
direita n. 131.
Com pro-so 4 moloques de nacao, do 16
annos, quesejo do bonitas liguras; na la de
S. Rita-nova n. 91, de manlii ateas 9 horas ,
e das duas as:, da tarde.
Comprao-se tres escravos do bonitas figu-
ras, sem vicios, o que sejao dispostos para o
servigo deengenho; e um pardo com oflicio de
sapateiro, de bonita figura e proprio para
pagem; na rua da Trempe 11. 7, 011 na rua dos
Quartois, casa de Domingos Garca l'aramio.
Comprao-se effeetlvatnento para lora d,i
provincia escravos de ambos os SOI08 de 12 a
30 un nos agradando pagao-se bem ; na rua
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de uma an-
dar de \ a randa de pao i). 20.
Coinpra-se um tronco para prisao; quem
livor annuncie.
Compra-se um bilhar com todos os seus
pcrtuncei, e sem elles e mesmo inda estando
vin mo estado; uma preta do idaiie, sendo
por proco commudo ; quem tiver annuncie.
Couipra-se um pietode 20 anuos ; na rua
dosol, sobrado do dous andares n. 23 porci-
iii.i do irinasom do capim do Cezario
Compra-se um diccionario de Moraes, da
quarta edigo em meio uso ; quem tiver an-
nuncie.
Compra-se elTectivamente para fra da pro
vincia mulatiohas, crioulas, moloques, e maia
escravos de 13 a 20 annos sendo de bonitas
liguras, pagSu-se bem, agradando ; na rua lar-
ga do Kozario, venda n. 30.
Compra-se um quarto que seja novo,
mantedo, possante e qu- tenha algum carre-
go ; na esquina da rua do Torres n. 20.
Comprao-se mil ps de limoeiros que
blrvo para cerca, pagao-se bem ; na rua da
Alegra 11. 34.
Compra-se uma cama de casal cm meio
uso ; na Solidado, venda 11. 20 esquina que
vo ti para Bclk-m.
Compra-se um refe com tergado o um
corrame de couro de lustro para inferior de
guarda nacional ; quem livor annuncie.
Vendas
Vcndc-se na Praga-da-independeneia, |-
vraria ns. 0 e8, tbeorias das penas e recompen-
sas por Benthan traduzido em portuguez ;
digesto portugus, por Corroa Telles ; Silves-
tre Pinbeiro; Constituicfio do Brasil ana Usada ;
Qeiler, direfto natural traduzido pelo doutor
Autran; tctica das assemblas legislativas, por
lienllian ; classes doscrimes, por Pereira o Sou-
za; cdigo civil, porCardoso; linhas oipnano-
logicas, por Carvalho ; almelo oulros muilos,
todos por prego com modo.
Vende-se urna parda escura, bem moga,
e robusta cosinlia, lava, e com principios de
costura ; na rua do Crespo loja 11. 2 A.
Vendem-se 4 pipas e dous barris com
cera de carnauba, e urna barrica com cera ama-
relia ludo por preco commudo ; na rua da
Cadeia do liedle D. 43.
Vendem-se 3 escravos de nacao, de meia
idade, com boa conducta, e por prego com-
niodo, teem varias habilidades; um escravo com
bonita figura perito cosinlieiro o qual d-se
a contento ; na Itua-direila n. 3.
Vende-se uma casa terrea com chaos pro-
prios, sita na rua de Santa Cicilia n. 4; a ra-
tar na llua-nova n. 41, segundo andar.
Vende-se farinha da trra de boa quali-
dade por burato prego em porgao o a rcla-
Iho ; na rua da Praia, armasen- n. 20.
__ Vcnde-sc urna morada de casa feila a mo-
derna, envidragada, com bastantes coinmodos
para familia um grande quintal com bastan-
tes arvoredos de fruto o ps de cafe, com ba-
ndo no lundo sita no largo (la inatri/. do*
Affiwadei ; a tratar na rua do V igano o. 18.
Vondem-sedous escravos crioulos, mo-
gos e sadios um dellos ofTicial de oleiro ,
a vista do comprador se dir o motivo, por que
se vendem ; na rua eslreita do Kozario n. 43 ,
primeiro andar.
Vende-se assucar refinado e todas as
qualidades, caf moido eem grao, cha hisson;
no deposito da Praga-da-Boa-vista n. 7.
Vende-se uma das melhores vendas'da es-
quina da rua da Penha defronte da groja, n.
33 com o fundo do 1:400/ rs. o motivo, por
que so vende se dir ao comprador; a tratar na
mesma.
Vendem-se nos Arrombados as seguintes
travos de 32 36 o 40 palmos ditas de 25 e
couto, enchamsde20, 25, 30, 36, e 40, mSos
travessas de 30, caibros de 25, o 30 e madeiras
de todas as qualidades, por prego commodo,
botadas aonde os preteudente> quizerem.
Vende-se umaescrava crioula de 15 an-
nos recolhida com varias habilidades que
so dn ao comprador ; na ruadas Cruzes n.
41, segundo andar.
Vende-se madeira do socupira propria
para barcaga entre ella uma grande porgao
de bugardas de todos os tamanhos ; na rua de
Apollo n. 32.
Vende-se uma cana'com pouco uso, bem
construida, de carga de 1200 lijlos de alve-
naria e nutra pequea decarreira ; na rua da
Aurora n. 44.
Vendem-se saccas de larinha de mandioca,
e ditas com arroz vermelho pilado ; na ma lar-
ga do Kozario n. 39.
Vende-se um lindo molequo do 13 a 14
annos; uma escrava moga de 20 annos, para
fra da provincia, ou mesmo para engenho; uma
linda negrinha de 12annos recolhida, saben-
do bem j coser; urna elegante parda do 20 an-
nos perfeita engommadeira e costureira ; urna
mulatinha muito bonita do 12 annos, propria
para mucama de alguma menina; um preto do
todo o servigo e trabalhador de campo ; um
cavallo rodado, grande, do bonita figura com
todos os andares, e c esquipador; na rua do
l'ogo ao p do Kozario n. 8.
Vende-so um moleque crioulo de bonita
figura proprio para todo o servigo ; na rua
dasCrua'S n. 41 segundo andar.
Vendem-se oculos de armacao, de grao ,
macass perola muito fino caixas de baleia e
do niassa de tartaruga para rap es tojos do
navalhas de cabo de marfim caiiinhas com
massa para aliar as mesmas facas egaifos de
cabo do marfim de balungo, ditas pequeas do
cabo de ogo pora sobre-meza, rap princesa do
(lio ede Meuron em libras e oitavas abotua-
duras de duraque para casaca e sobre-casacas ,
ditas douradas para colletes ( e outras militas
meudezas baratas ; na rua larga do Kozario ,
loja de meudezas n. 35.
\ endein-se dous escravos crioulos, c moros de
1S a 20 anuos, limito sadios e de bonita ligara,
11111 delles ollieial de oleiro; a tratar na rua es-
treitado Rosario 11. 43 primeiro andar; na mes-
ma easa aluga-se una mulata mora com muito
boni li'ite. e tem boa conducta.
Yendcni-se os seguintes livros. philosn-
phia por l'crrard, compendio de rheloiica por
Mari uno, diccionario ingles, portuguez, e por-
tuguez, e ingle*, grammatica ngleza p(r Jak,
historia da Grecia, diccionario de roinposiro
por Constancio, na rua do Crespo 11. 15.
\ endein-se ps de uvas de exccllcnte qna
lidade chegada a poneos das de Lisboa pelo brt-
gue Fdiz-dtstiiio na ruado Sol primeiro andar
porrina do nrwwem do capim n. 2'i,
- Vende-se uma espingarda de caga, de
dous canos muito boa de logo, c de muito al-
cance por commudo preco, 11a rua da Conceicao
da Hoa-vlsta, 11. 17 assim como um quarto por
18/900.
Vende-se 11111a cama de amarello enverni-
tada nova anda nao foi servida por prego
commodo ; vende-se por haver preeisao : na rua
da Praia que fica por dctrai da rua do Faguu-
des 11. 38, 8 nao na rua do Fagundes tomo
sabio lioutem.
\ ciideni-sc sacras de farinha muito fina ;
arroz vermelho pillado; cb de superior qtiali-
dade, a2560; maiiteiga boa, Inglesa, Owra. a
libra ; aceite doce, mOVgarrafa; vinlio de Lis-
boa, hoin a 10(10 rs. a caada, e agarrafa 220 rs.j
e Iodos ns mais gneros por commodo prego :
na rua do licaurio na esquina defronte da igre-
ja 11. 39.
Vendom-se os passaros seguintes, todos
muito cantadores : 7 bieudos 2 canarios de im-
perio 2 checheo* duas sabias da matta, e
urna dita da praia : na Una diri'ila 11. 10.
\ cndein-se libras de retroz preto de primei-
ra qualidade ; ditas aeuHvrrete de primeira
qualidade ; prntes de tartaruga para alisar ;
resmas de papel alm ico de 100 eadeinos de
mili lu 1 qualidade ; (lilas de pezo, inaSOOS de car-
tas de jogar fVaneezas finas j ditas portugue-
sas; penuas de eserever, para secretaria ; cai-
xas de eolxetes, de n. 1 a b (0 caixas ; e libras
de Habas de novellos de todas as cores : na lo-
ja de meudezas da Pra^a da-independencia n. A.
Na rua do Cabug lojas de Pereira Gue-
des vende-se um grande sort monto de ricos cha-
les de laa e seda a hjj e 5^ rs., ricos los de seda
piola, muito grandes a H>^ rs ditos de linho
hrancos tamben) grandes a e rs. cortes da
I Istras, e escocesas, muito finos, proprios para
vestidos ero3pozinhos de meninos a 320,400,
e480rs. e outras muitas fasendas por dimi-
nuto prego.
Vende-se na rua do Csbu? loja do Perei-
ra & Guodes um diccionario em dous voluntes,
Irancei e hespanhol e hespanhol o francez ; 2
fileiros env dragados, do amarello para cima do
balco, urnas poucas de resmas do papel de
peso brancoa 2100 cada resma.
Fende-se um cavallo proto, bom carrega-
dor, em boas carnes por prego commodo; na
Solidado, venda n. 20.
Vendem-se sementes de todas as quali-
des de hortaliga, tenas de vidro, cestos para
meninos aprenderem a andar uma porgao de
vidros de uma a 4 ongas; na rua da Cruz n. 48.
Cjntiua-se a vender agua do tingir os
cabellse suissas ; na rua do Queimado loja
do ferragens n. 31 e na loja de chapeos n. 33,
o methodo d so applicar acompanha os vidros.
Vendem-se pontos de tartaruga da moda,
abortos e lisos; tambem se concerta toda obra
de tartaruga ; no pateo do Carino loja do so-
brado da esquina que volta para a rua das
Trincheiras n. 2.
Vende-se uma canoa pequea propria pa-
ra abrir, por \-lii rs. ; na rua do Queimado
n. 57.
Vende-so o compendio da historia do Bra-
sil pelo general Abreo e Lima em 2 volumes,
com estampas ; na rua eslreita do Kozario, bo-
tica de Joan Pereira da Silveira.
Vendom-se duas arrobas de pesos j ser-
vidos sendo 3 de meia arroba, e 2 libras; na rua do Livramento n. 13.
Vendem-se duas barias de ararne sendo
uma de 14 libras, e aoulra do 24, a 540 rs. a
libra, um solliui e freio quasi novo por 12/ rs.,
dous baleos fechados para loja ambos com
8 porloiras por 15,000 rs., um dito afrancoza ,
novo e com gaveta por 25000 rs. uma grande
porta de ferroa 140 rs. a libra, um chexo no-
vo muito bom cantador, e uma porgao do qua-
dros grandes e pequeos muito em conta; na
rua dosQuarleisn. 11.
Vende-se farinha da trra a 3520 rs. o
alqucim da medida velha ; defronte da ribeira
da larinha n. 3.
_ Vende-se uma casa de dous andares e so-
15o rectificada de pouco lempo em chaos
proprios na travossa da Madre de Dos n. 7 ;
a tratar na rua da Cruz n. 50 ; tambem so ven-
de com algum praso, onvencionando em prego
Veudoin-so sapatos de duraque pretose
do cores com filas e forrados de pellica, ditos
sem fitas ditos do cordavo forrados o sem se-
ren forrados, ditos de couro de lustro com fi-
tas e forrados, botins de couro de lustro o du-
raque gaspeados para homom e sapatos de
couro de lustro, botins do bezerro c sapatos
para meninos chiquitos do cordavo sapatos
de duraque com fitas, o forrados de pellica,
obra de Lisboa para meninas galo le praia
fina para debrum de chapeos do pagem, e a
planta dj Lisboa em ponto grande ; na rua da
Cadeia-vellia n. 15. loja do Bourgard.
Vende-se foijo preto em porgao, ea reta-
dlo muito novo e da torra ; na Praca-da-
Boa-vista venda n. 18.
Vende-se urna casaca de panno fino ver-
de com gola de veludo por piecj com.nodo ;
no Atterro-da-Boa-vista n. 86.
Vendem-se os mais lindos e modernos
cortes de larlalana fasenda nova e do melhor
gosto que presentemente ha para vestido de
senhora porser de gosto cscocez assim como
um grande sorlimento de fasendas do bom'gos-
to para vestidos do senhora ; na rua do Crespa,
loja 11. 11 do BontoJosda Silva Magalhaes.
Vende-so urna negra de nago, prenhe de
6 mozes com um moleque do auno e meio a
preta cozinha, lavadosabao e vnrrella ; uma
oaiiia de Utv.irinto toda aborta em roda com
7 varas de Bico para a mesma toalha por se-
ren as flores iguaes; na Boa-vista travessa ao
Veras n. 14.
Vendom-sodous negros, de bonitas figu-
ras, de 16 a 18 anuos por prego commodo ;
na rua larga do Kozaiio 11. 50.
Vendem-se redes para viveiro, do todas as
dimonges e tambem se alugo ; nos A (loga-
do*, paleo da Paz n 21.
Vendo-so urna boa venda com poucos fun-
dos o muito bem afregucsada, na aua do No-
gueira 11. 18; a tratar na mesma.
Vende-se um sobrado do 3 andares sito
no principio do xlterro-dos-Aflogados o qual
fol do faliecido Baptista vende-so para paga-
mento dos credores, recebendo-se algum di-
olieiro a vista e o mais por boas firmas ; a
tratar no mesmo sobrado com sua proprielaria
Anna Joaquina Lins Wandcrlcy.
Vendem-se lijlos do ladrilho, ditos do
alvenaria, burra, areia, caibros e tambem se
bota na obra cm qualquer parte onde for pre-
ciso, o por prego commodo; na rua do S. Ama-
ro 10
^ Vende-se um alambique de muito boa
chapa de cobre novo, que pode estilar de cada
vez meia pipa por prego commodo; na rua
da Cruz n. 49.
Vendu-se um jugo do gamo com tabulas,
e copos de marfim, por prego commodo; na
rua do Collegio botica n. 10.
Vendc-se uma duzia do cadeiras do Jaca-
randa, duas mezas do dito, urna cama do con-
dui com armagao, c colchos, o u:n canap ;
pria por sua qualidade para ama do casa, cosi-
nha, engomma liso, o coso pouco, muito sadia
e sem defeito algum ; atraz da matriz da Boa-
vista sobrado n. 11.
Vendom-se aderegos de brilhantos do bom
costo, obra muito rica, o mais outras com dia-
mantes, do diversos gustos; obra do Porto, brin-
cos e aueis do diamantes, o biilhantes, e outras
muitas obras de ouro e prata do bom gosto; na
rua do Cabug, loja de ourives n. 3.
Vende-se um carro americano de 4 ro-
das, muito bonito, tem langa para um, ou
dous cavallos; na Rua-nova n. 61, coxeira do
Augusto
Vendem-se os superiores lencos de seda
preta, chegados ltimamente do Kio-de-janeiro
a nica loja aonde se vendem na rua do Quei-
mado esquina do beco da Congregagao n. 41.
Vende-so mercurio doce recentomenle che-
gado do Lisboa do muito boa qualidade em
cauinhas d.) 3e cinco libras por prego muito
commodo; na rua do Vigario n. 21, casa de
Mendos Sj Oliveira
Vendem-se 7 pipas com agu'ardento bran-
Ica do 21 graos muito alva ; na ru'a do Livra-
mento armasem de louga e molhados n. 20.
Vende-se um sitio com casa, com 3 salas,
dentro do sitio, baixa para verdura e capim ,
cercado para quatro vaccas, sustentando todo
o anno todos arvoredos s (ruto pequeos o
plantados em ordem que a dous annos coln;-
sedeum ludo; tambem precisa-so do um con>
to de reis com hypotheca no mesmo sitio; arren-
da-se por dous annos, dando-se sinento e>ta
quantia ou permuta-so por casa nesta praga,
ou por escravos ; a tratar na rua d > 11111,'el n,
75, ou na Praga-da-independencia n. 21.
Vende-so uma casa terrea sita na rua da
Conceigao da Boa-vista n. 15 por um cont do
reis ; na rua do Queimado 11. 22.
Ainda se achao alguns terrenos para ven-
der-se no'Kua-uova por detraz da rua da Con-
cordia que dividen! com a travossa do falleci-
do Monteiro, e pelo norte com a travessa do
Caldereiro ; ninguem deixar do comprar um
palmo do torreno por 5000 rs. com 150 ditos
de iundo, e nos lugares de esquina 8000 rs. com
o mesmo fundo e com todas as commodida-
des para so edificar ; na rua larga do Kozario
n. 18, onde, so aprosentar a planta do mesmo
terreno.
6 quartos, sonzalla coxoira para carro e ca-
vallos duas cisionas, terrado fra com rio
Vende-se urna venda na rua do Rangel
n. 5, a dinlieiro, ou a praso, com boas firmas;
a tratar na mesma.
Vendo-se excellenle farinha do trigo para
bolaxa pelo commodo prcgi do fOt rs. ; no
armasem do snr. Mondonga, 110 Forto-do-.Mat-
tos.
Vende-se uma cama nova do amarello en-
vornisada esl no uso vende-so por preci-
sad epor prego commodo ; na rua do Fagun-
des n. 28
inda fasenda moderna chamada larlalana a 10/ na rua do Queimado n. 4.
__Vendem-seduascasacas.com pouco uso,|rs., riscados muito bonitos, de quadrinhosej Vende-se uma negra de meia idade, pro-
Escravos (igitos
No da 24 do corrento fugio do engenho
S. Braz, freguezia de Seriuhaein, um pardo de
fime Elario, baixo barbado, vesgo do um
"Iho, triguoro, julga-so ter ido para as parles
do Aguas-prelas ou Caclioeira-dantas : no
da 25 do mesmo mez fugio do mesmo engenho
opretjoao, carroiro. mogo, sem pona do
barba, do gento do Angola julga-so ter ido
para as parles do engenho Cabega-de-porco o
Sau ; quem os pegar, levo ao dito engenho a
entregar a seu snr. Francisca Gongalves da Bo-
cha que recebera cem mil rs. de gralificago
por cada um.
Fugio no dia 20 do corrente um preto criou-
lo de DoneAgoetinho, cor fula, alto, chelo do
corpo rendido de urna verilha levou cal-
gas do briinil lislras camisa do algoda >, cha-
peo de palha novo : quem o pegar, leve a rua do
Queimado a seu snr Albn > Jos l'erreira da
Cuuha ou na rua do Queimado n. 4, que ser
gratificado
No da 4 do correnlo fugio o preto Joa-
quin de nacao, apellidado pelos outros pre-
tos na rua Carioca com os signaos seguintes :
estatura regular, secco do corpo, barbado s
no queixo tem na mao direita a motado do 2
dedos do menos e quandoanda lem do costu-
me levantar os dedos por causa de eraros, que
tem por baixo ; levou camisa do algodaozinho ,
velha, calcas de briiii pardo, tambem vellias,
e chapeo de palha ; quem o pegar leve a rua
do Hospicio n. 36, quesera gratificado.
Fugio no dia 25 do crrente um prelo de
naci Songo estatura regular quando an-
da parece cochear temum pequeo calumbo
em um dos paitos e os p grossos ; quem o
pegar, leve a rua do Apollo armasem de Hol-
lino dos Anjos Toixeira JUboiro que ser bem
recompensado.
Em 22 do outubro de 1842 fugio do abai-
xo assignado um pardo do nomo Jlo grosso
do corpo, bstanlo robusto, temo dedo do-
pois dopollegar da mao direita recolhido para
dentro motivado de uma cutilada natu-
ral deQuipap o alli foi escravo d:Manoel da
Cruz Franco emcujo lugar se presume estar o
dito escravo ; o propietario ofTerece 100/ rs.
aos apprehendedores, logo que o apresentem.
Firmino Jos Eelis da Rosa,
IUCIFB K\ ilP. DB M I''. B VARIA. 1 14


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