Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05087


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Full Text

Auno de MM.
Sexta Fera 20

II
-jxuf.vss--vnsaaxazerxx:
O l)iiMOrublica-e lulos os das que alio forem san! licad.s : o .teco a assignatura
I* ,le iri mil rs. r-or quariel paROs ndinnlados. Os minunrios ('os seaignanMi sao inseridos
erada, e os dos que n.io (orem raan gid.-. esl. Typ roa cas Crines n 4 ou k praga a independencia luja da Ueta 6 e 8
PARTIDA DOS COR REOS TERRESTRES.
Gounna, ePr.lij-l secundas texiae feir.s.Kio Graade do Norte, qulni.s feir, ^
Cabo. Seriaban) Kio Eonaoto, Porto Cebo, Maeey e Al.oa : .... i." 11 t 81
Je cada mci Garanl.une e bonito a U e 84 .le Jada mei Boa-rista e Flore 13
c 28 do. Cidaded Y .doria, quintas feira,. Olmda iodos os diaa.
DAS DA SEMANA.
83 Fe + Ann.incia :*.o de N. S.
.'I! Terra t. I.udgero Ral. aud. do de I) da 3. t.
57 Quera i Maniabo Aud do J. del), da 3 t
28 Qoiala a. Alesrodre Aud. do J de l) da 2. t.
J'J SeaM Beitodo. Aud. do J. del), da 2. t.
30 Sab. CliaiO. Bel. aud do J. de 1). da 1. r.
Z\ |)om. de amos a-Albina_________________, ,. ,
t- :.... o n^m^aa
de Maro
Anno XX. LV. M.
..-CTaaT^rartaa^
Tudo atora depende de n mesmo; di nnss anide cia, roderagSo' o enrrrj. n-
liaueawa como pnaeipilawe, a aeremot aoom.do. eom admiraqo eira aa oasoee aiaii
(PractanAgAe d. a*abiaa Grral du ar.nl.)
compra renda
17,0 17.600
10,'fO 1.7300
cultas.
..: cunaos mii
V Cambial obie I.on.'res '.S.
fj 'J' u l'.'ii S"U rris por franco
,, Lisboa i 0 por iW de preaaio
. i Moedade cobre S por oM .< na la.
dem de leir, Je boas f.m as 1 a \\\
novia 5S dk siu.ro.
Oura-Moedade 0,400 V.
.
., de 4,0J
Praiat n
Peaoi ii.liimmuarc
Diioa aesicanna
J.l'dO
1 <)i)0
1,97j
I ,'JGl)
y.400
l.'.S'l
.980
1'liVSKS DV LA NO HEZ DE M RCO.
LaanoTl a IS as i, horas e !>7 <. da Urde:
CieacenM 37 aa J b e 'ti m. aa maulue.
.iia cheia a S as (i boraa e 'i 2 mu di larde
Muirnauta a 11 a 11 borai da maulla..
'reamar de hojl.
Primera ai I boras e 1 S mo. da o.a.ili i. | Segn la il or e i- minutos da Urde
.:abseadava
tjy 4 J.ma'lT..lTT'r.
PERNAWBUCO.
- i i .-,-- I I .mi i
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Discurso do Sr. Jos Pedro, imterrompidono Diario
de hontcm.____
0 Sr. presidente:Senhorcs, a dlscussio lem
estadointeiramctc lina daordem, eepreciso
por termo a isto, do contrario 6 um nunca aca-
bar; peco pois aos nobres depntados que se cin-
jiio materia que se discute. Tero, a patarra o
S. lose'' Pedro.
O Sr. Jos Palm:Sr. presidente, eu so o
primeiro a reconhcccr quanto .' justa aadver-
tencia.de>. Exc. Eu ja disse auui que quando
tomei assento nesta asserobla nao tulia ero vis-
ta senao o bem publico; que vlnha > mais bein
Intencionado possivel; que quera tomar par.'
nostrabalhos para mostrara cssas pessoas que
depositrao ein miro a sua contlanca, elegendo-
me deputado, que nao quera subtrahir-ine a
esse ir.iballiu, que me julRava coro urna tal ou
ijn.il rna para carregar rom o peso delle, c Li-
ria lodo o possivel para que elle nao lossc pro-
telado pelas questesde partido. Tenbo-me, de
Luto, apartado deste proposito, verdade, le-
nhoentrado nessaluta, que pouco ou nada po-
de utilisar a provincia (apoiadot) tenho entrado,
n5o posso negar, e vou entrar agora inesraounas
n3o deiso de reeonhecer, que ella infructfera.
Os meamos espectadores que aqui concorrem
reconhecem tambero a InutHldade deseas dls-
cussesi reconhecem que o teropo roubado,
que nao se cmados seus intiressis, e que o re-
sultado dcstas questes < o dlscredito de alguns
depntados, que muito podiao concorrer para O
bein publico, se outro fosse o nosso comporta-
ment.
Convero por tanto, que nos que estamos in-
cumbidos da mistan importante da lelieidide
publica, nao nos afstClllOS Aa vereda que de-
vemos seguir, Tentio desejos de observar, o que
me indica o lugar que aqni oceupo, ese alguin
excesso L iu havldo da ininha parte, declaro a
cmara que tero sido contra a inhiba vontade,
itlve/. fosse algum desvio involuntario: por tanto
farei todo o possivel para cumplir a obserra;ao
de V. Exc.
Entrando na materia eu vejo queos motivos,
que dacouimissaopara que se nao chame o
stippl.ni' em lugar do Sr. Nogueira Paz sSo os
inesmos queja apresentoudaoutra ves. Os no-
bres depntados que couipdein a niaioria da com-
inissao julgarfto como motiva valioso pitas.'
chamar aoSr. Catauho ero lugar doSr. Maciel
Monteiro, osaber-se que.) Sr. Maciel Monteiro
tinlia necessidade de ftcar no lito para assistir
a prxima sesso da asserobla geral: mas eu
nao sel quero alnancou a commlssao que o sr.
Maciel Monteiro liitlta esta tencao e que elle
nao vitia aqui antes disto ; c entretanto o noble
deputado que isto nos affirmou nao quer estar
pelo que se alega a respeito do Sr. M. faz.
QuandO se tratou desta questao cu disse que
estes motivos nao serviao para a decidir nas ,
como a commissSojulga valioso o que alega a
respeito do Sr. Maciel Monteiro, para ser ini-
parcial, Leve dar igual importancia as circuns-
tancias que oecorrein, e que se tero aqu a-
preseutado a cerca do Sr. se que este Sr. est multo longe desta pra.;a .
que leve motivo poderoso para aqu nao vir ate
BffOra i sao decorridos vinte e tantos dtas de
s"sso rea concluir, que elle nao vira ni ais.
Se a commlssao entende que por crios indi-
cios se devedecidir entilo deve annuir ao mamento do oniro supplente por quanto as
raides que se do p ira que se julgue do nao
comp ireciuienlo do Sr. Nogueira Pas senao sao
mais importantes ao menos sao equivalentes
s alegadas para que se chaniasse o prnnetro
supplente.
Oecupir-nie-hei agora
toes. Nada direi a cerca
das mitras ques-
da falsilicarao da
acta de IguaraSS, poique o mcu noble ami-
go j apresentou as rasoes que tinlia pata
.ligar desta lalsiueac.ao, e eu tftuOaa co-
mo valiosas, pens pie inals nada potierc
accrcscentar; appcllarei para avlnda o itvro,
elle decidir a questao, c dar rasao a quero a
tlver. Mas, Sr. presldcnte.nao deixarel passar In-
clume, c desapercebidainente uro pnneipio
cmitlido pelo uobre deputado, quando ralloud I
liberd idc COin que tiesta provincia se tiubao lei-
to as eleices; principio que julgo antl-constltu-
L-ional, e prejudicial aos Lnteresses do povo, e do
mesmo governo. Dlss o nobre deputado, em
l-efutacao ao discurso do Sr. Dr.L'rbano, que no
svsterua repfesentativo onde o governo repre-
.iita urna opinlao, um prinelp"; nao se in?
nidia uecar a uflueueia legitlroa as ele.roes
etc. Creio.queo nobre deputado quis coro isto
lustilicar o governo do que se Ihe irrputa, quis
mostrar, quetendo governo o direito de tater-
yir as eleleoes, elle as poda vencer, e nao Ihe
seria necessario recorrer a falsiucacdes.
0 Sr. .VaOttCO-.Quis mostrar, que nao fot > to-
^t-.'jos Pedro:U8 a falsilicarao pude tra-
zer a violcucia,
itjnBBtiwaesj
O Sr. Nabueo:Hito, Sr., violencia coacco.
O Sr. Josr Pedro:Sr. presidente, eu nao eon-
cordo coro as Ideias do nobre deputado. Admit-
i que o governo tenha um principio, mas as-
sento que o principio, que pode ser concedido ao
governo aquelle que ten por ftm a felicidad.'
publica, aquelle que lia por base a le funda-
mental. Qnando nao l'or este 0 principio, que
deve dirigir o governo cu nao o concederei. O
governo existe para o povo, e por elle susten-
tado; a sua opiniao, pois, ou o sea principio, de-
ve ser aquelle, que pode ulilisara massa gover-
nad.i.
O Sr. Sabuco:E' enusa coniiuun a todos os
go vernos.
O Sr. Jos Pedro : lleconliivo mais que o po-
vo pode aberrar daquillo que Ihe convin; mas.
.piaado .Tic assim proceder, quando ilescouli.'-
eer os seus lnteresses, nico caso em que tai-
ves se stippu/essc necessaria a inlerveiuao to
governo na elci.o tos representantes do povo ,
anda assim cu nao a concederei porque a jul-
go perigosa. Os poderes polticos teem pelas at>
irilmi.ocs, que Ibes competan, os lucios n: ees-
aros para se conservarem ; cada uro delles tero
a iiillueneia precisa para coulrabalaiicar a iu-
Queucia dos outros, e fesel-OS conservar na or-
bitla da lei fundamental. Se o governo Inter-
vicr u.is eleiedes, se elle, lodo precavido, assen-
tardeeleger os representantes do povo, nao
restar de.vida, que esses representantes, como
cr.attii'as suas, receber delle toda a Influen-
cia ; 0 poder legislativo nao ser mais indepen-
dente; perder a su t necessaria importancia e
O governo deixar de ser representativo Nao
concedo portanlo que o governo para salvar
O sen principio a sua opiniao tleva tutervir
as cleices elle teni O poder necessario para
se por a abrigo das evases do poder legislativo,
para mesmo o fiuer conter nos limites das suas
altribuicdes.
Deniais, Scnliores como podera 0 governo
intervir nasclei.-ocs.' Eucrclo, que elle nao
se limitar a pedir aos seus amigo-i, que nao
forero eropregados pblicos, officlaes de guar-
da nacional, empregados de polica etc. etc.
porque entao nada l'ar. Km regia a m.tior par-
te tos amigos do governo sao semprc aqu.Tles,
ilUC OCCUpo estes lugares, e o governo, que
iiuiser intervir lias elciio.'S, li de ne.espina-
mente valer-se tiestas pessoas. Mas como .' Sem
d'tvitla pediudo, ou ordenando. Se elle pede.
o que ser da ordena, e infresse publico 1 O
governo que se degradada pedir a uro sen su-
bordinado que vote em taes e t tes pessoas ou
que influa as eleiedes de urna maneira deter-
minada, nao pude .eixar de relaxar todos os la-
gos de siibortliua.o e respeito ; de autorsar
A abuso, e ocrime, e tolerar os desmandos
desses seus subordinados. Aceresce, Sr. pn u-
dentc, que, quando o poderoso pede scnipre
obtem pela possibilitlade de recompensar c
nuera solllclta por itoeio de promessas, para que
urna eleicSo se faVa de una mane.r.i determi-
nada, c criminoso pelo art. 101 do cdigo cri-
minal. .
O Sr. Nabueo : Se .' criine, 6 geraj.
O ?r. Jos Pedro : Se o governo nao pede, lia
de ordenar, e se ordenar, entao tero aulorisado
toda a Qualidadc de desatinos entao as violen-
ciis sera.) innmeras. Que sera da Itberdade
do povo se os empregados pblicos e agentes
di polica tivercm ordem para IntervirTia^elei-
eoes? Ah! Onde riamos parar. One sena
Sessa garanta dos governos represcnutlvos i
Deinais, Sr. presidente, cu assento, que, quando
o p-overno ordena sem antoridkde para o lser ,
ptvsuppoe necessarianiente a coaccao C coa-
gir para obter votos as eleiooes i UIU criine.
Por estas rasoes, pois, entendo que o governo
nao tero o direito de intervir as eleiJes or
maneira alguroa. Se un tal direito Ihe fosse
concedido, efl neu.ralisa. ia o poder leg.slalivo
antes de ter accao e co.icorr.a para a eoncen-
traco dos poderes c couseguiutemente pa a
a X........., desptico. N8oc oncordaH portantn
o%rineiplo rige ..esta .picsto. o nteresse pnbfico,
O Sr Irbano:Dado ao governo o direito d.
Intervir uaseleicoes, queta pode marcar os nia-
les que d'ah't provtrat) .'
O Sr Jos e^'c/r.-.Passare OgOI a, Si. pisi-
tete,' responder a outro nobre deputado, que
liando nrhneiraraente na questao, que taz o ou
desta discussao, reconheceo todos osest.a-
ag mras e todas as l.ypo.l.esrs (M*
interpretar o artigo do regiment de ihnnelra,
que se possao chamar suppientes, para que nao
fique a provincia sem representacio. Como o
poderla fozer? k assembla, n8o se podendo
reunir por nao ter amalora, como tomarla a
deliberaco, que result isse dessa interpretacao
Eu nao pense que o uobre deputado racioci-
uissedessamanoira. Sr. presidente, eu assento
que a lei fundamental que deve presidir todos
os uossos trabalhos, < dcllbera95es ella quer
que b tjo :*; depnl idos, julga que esta illustra-
980 necessaria para nuid.tr dos iuteresses da
provincia; o artigo do regiment nao se pode
opp'ir a isto. .Nao concederei que a assembla,
quiu.lose lenlia de consiiluir, procure apenas
c.imp.'ir-se da iniioria dos seus inenibros; deve-
nios portanlo recorrer ao espirito la constitu-
9S0, e veremos .pie .lia queros ^ ti .atados,
porque este o numero necessario para bein
avallar, prever, e prove- as necessidades .11 pro-
vincia. O uobre deputado. naoconeedendo, que
se chame sdpplentP algum sem escusa do de-
putado falto, reprelieutleo ao inesnio lempo o
iieu nobre amigo, oSr. Dr. Urbano, por ter dito
(iiic a eominlssao levou-se por espirito de parti-
do. Nao sel de pie se agaStOll o noble deputado.
O nobre depula.lt) ntesnio loi. que apresentou
aqni esta ideia, disenda que o motivo que llnlia
aommUsSo para justificar o chamainento do
primeiro supplente nao era valioso, porque sa-
bia que os amigos do Sr. Maciel MoutenodUiao,
que elleviuhaa esta provincia. Ora seo nobre
deputado o primeiro aconfessar, que a eom-
misso nao linlia motivo algum para querer que
se cliamasse mu supplente em lugar to Sr. Ma-
ciel Monteiro, deve tambero couiessar que a
coinmissao decldio-se por allcieao ou partido: c
tvnobre deputado raesmoquem fas eesa hnpu-
ta. o a eoiiimissao; e entao como se mostra UTO
abastado com 0 mcu nobre amigo ? _
O Sr. Urbano:--Eu n3o quero affirmar nada a
este respeito, mas se lo i mesmo o uobre deputa-
do miem disse tpie a eouiiiiissao nao tiulia ra-
sao, se ella so lirmou nesse motivo; urna de
dtias, 0110 nobre deputado lia de se contra.li-
ser.ouentaohadeconvir era que a commis-
so obrou OSr. Jote Pedro:Entrare agora na poltica do
nobre deputado; e antes que rae oceupe delta
permtta-roe o nobre deputado, que Ihe lembre,
nue, respoudendoao discurso do Sr.Dr. Urbano,
lincou o nobre deputado un rediculo rcvoltan-
(.' sobre os depntados oppbsiclomsl IS, que aqu
se acluio, cobri-os de baldoes. c de insultos, e
calcou aos pes a honra, e a dignidade do meu
nobre amigo, o Sr. Dr. Urbano; mas tamben Ihe
lembrarei, que poda dar-lhe a resposta.c se o
nSo fago c porque reprovo um proced.nenio
tito indigno desta casa, c de nos racsinos, por-
que Jdlue que sacrificara ludo ao nteresse
publico. Eu lerei essa porta do dlscui-so do uo-
bre deputado, para que se record do que nos
disse, e nao continu a desdiser-se boje-
L'mSr. depulado:Trouce tambera o discurso
do Sr.Dr. Lbano ?
O Sr Jos Pedro:O Sr. Dr. Urbano su disse,
que a assembla nao cstava dignamente consti-
tuida. _
USr. francisco Joo:Esse pouco.
O Sr Jos Pedro:O Sr. deputado Sabuco dis-
se tarobem a mesmacousa, c eu lerei essa parte
do sen discurso para que nao entre isto em du-
vda=Ouundo digo mais digno ete=
Dr Nabueo considera aqu deputados, mais, ou
menos dignos, e explica a palavra digno, c qual
a rasa.) de se nao lomar ueste mesmo sentido es-
te termo (piando empregado pelo r. Di. l r-
I'- .un '
0 Sr. Urbano: E eu explique!, que era ero
relarao, as circunistancias, que acompanliarati
a clei.'o. ,.
O Sr. Jos Pedro:-Eu vou lr. como disse, os
insultos do Sr. Dr. Baplista. Km um dos peri-
dicos do sen discurso dls elle=EntSo dlriao-roe
os enfurecidos liberaes, que semprc sao OS op-
pnsieionistas, esta linguagem !do egosmo. >ao,
nao a liiiguagein do egoismo, e sim a lingua-
eeB A* v.i.Lnle: noronntO toda a i::::;;:!; vaija
tedoconscienchi de que nao sao mais os seus
iuteresses, tiues.' delendem em jornaes. e na
tribuna por certas ngurinhas parlamentares=
\(iui o nobre deputado o Sr. Dr. t rbano .leo
mu apoiado.eo Sr. Dr. Baptlsta.d.rlgindo-separa
elle coro gestos desprexadores disse: c com o
Sr. mesmo,-que CU Tallo.
OSr. BapluUr.XSo disse tal.
O Sr. Jos Pedro:Eu prosigo ... Icitura do
sen discurso: vamos adan te.=0 nobre deputa-
do, que siga o mcu cxeinplo, que deixe tic en-
redar os espiritas, que delxe de invadir repu-
la.io de tantos liomens rcsiieitavcis so para o
liiiidr ucscoiiccuuai-os, c de lazer tao reprova-
dos serviros ao sen partido, que so se nutre com
ainunoralidadedopais, e coma desgraja ties-
ta por.o de liiii.iauidadc-os Rrasile.ros-. e ve-
la se ba de sabir depuUdo=Eut"o isto nao c na-
da? l.'uiii insulto anos, e ao Sr. Dr. I rbano,
ou nao ? .
OSr. Urbano:E foi arompanhado de apo.a-
dos; mas cuque coinprehendi o I1111 portei-mc
com toda a moderagao.
iT' 11 um 111
OSr. Jos Pedro:Lc-se mais adiante ose-
gllllltr So o nal 1 re dcp.it ido nao tive-'s.'sidoseni-
prc umcgopartidario, disposto sempre asa-
erifiear suas conviegoes .1 sua reeleigao, tera
vivido no esquecimento, disposto a insultar
iqu lies nicsinosque o premirao pela sua pe-
ga obediencia Mais abaixo dis o Sr. Dr. Kan-
tista Para haver eleijSo livre era. primeiro que
tudo, necessario, que oSr depulado enieinl isse
a sua conducta poltica, que nao audasse fa-
zciido victimas, lluditldo a boa !.' S p na ser
deputado.... Quer atacar a honra de todos, quer
Intrometer-se as eleices, nao poupar ineios,
por gnobeis que sejo, que o governo,de quera
j:i foi amigo por amor .1 is eleigdes c boje ni-
llligo pelo lili sino motivo tic eleicties, nada laca,
de sin te quequando quer representar a liberda-
de, um egoila tao mauhoso, que at inonopo-
lisa para si o mal, quer si pratical-o, c briga
por nao querer, que uuguero mais pratique
Eu tomei mais es! i nota, que nao ven. no dis-
curso do nobre deputado Quando se dista,
que a opposiriio nao viutia tomar assento. cu
nunca acreditei, sempre me persuad, que a
opposirao vinha, porque ella lera por liiu baru-
litar indo, desacreditar aquees, que qurrem o
bem do pais, porque disto .' que ella tira par-
tido.
0 Sr. Bapiitla: No mcu discurso vero isto
mesmo. ,
O Sr. Jos Peilia: Entao isto nao u insulto ?
Nao nos expoe o uobre depulado ao desprcio,
e odio publico, nao poe em problema as nos-
sas iuleii.oes, c a uossa conducta, nao ataca a
IIOSSO probidade ? < nobre deputado, tend) dito
que nao ti lilla partido, na coiilii.ua.ao do dis-
curso l'alloil do sen lado; cnto perguntci-llic
se j;i lulia lado, e o nobre deputado respondeo-
nie da maneira segiiinte O nobre deputado
quis surprehender-roe ; quer que eu tenha la-
do, pois tenho, c me explico. Como cu gosto
do respeito as IciS, como gosto, que se acate ;i
. reputaeao dos liomens, como detesto esta faci-
1 lidadc de se insultar a lorio, e a direito sem
I provas reacs, e satisfatorias; com:) ruis pos-
i so conviver com este frentico desespero de se
I buscar OS empreoos caliiniuiaiido-se, c brigau-
1 do-se, e cada um denunciando seus ininigos, co-
mo inimigos da uago; gosto mais de c do que
| de I: quero Si. d.'piua'lo, que tenlia partido,
pois anda me explico mais. Como o partid.,
do Sr. deputado nao me engaa a respeito de
i fuer o bem do pais ; como tenho conscieucia
da sua falsa posicao, C que, leudo elle tanto
I aberrado do justo, c da honesto, nao no po-
der, que elle ha de desenvolver virtudes, que
nao lem; minlia intelligencia nao pude suportar
tal partido, que, (piando niuio, lar niudaucas
de pessoas, e deixar fiear as arabiydes, c at
julgo, que necessario arruinar-sc por si ines-
nio, porque elle ten. <> germen da ruina = En-
tao o Sr. deputado nao nos iiisultoil? Oque diz
a tudo isto.' Nao transgredi o nobre deputa-
do todas as regras do honesto, c da decencia
para aviltar-nos, e assim dar rasao ao sen part*
do? Senhores, eu sacrifico ludo isto ao intc-
rsse publico ; poda responder ao nobre depu-
tado. e responder muito forte, mas nao o Ctrci,
porque tenho dignidade, e (pirro observar a
ecoiueiida. o do Sr. presidente d'assembla-.
Delxando os insultos do nobre deputado, irei
aos seus principios polticos. 0 nobre deputa-
do collocou-seem urna posigao tal, que eu nao
sei como podera salli-se delta. Disse elle no
principio do sen discurso, que tinha sabido de-
putado na priineira legislatura sem pedir um s
voto, que retirou-se para sua casa, e all dista
aos seus amigos, quando Ule fallavo de polti-
ca, que nao tinha partido, porque conlieceo,
que dos choques de partidos polticos nao ha-
va provira felicdade do pais, e que tudo ero
illusocs, e utopias com que se queria engaar
o povo ; agora pTcill acba-se outra vez fcito
deputado sen. que tivesse desapparecido a poli-
tica, que o nobre deputado detestara, c aqui se
aprsenla bem partidario, c envolvido na poli-
tica. O que mais de notar que o nobre dc-
nui.i.ii. bi na primrira legis'.otsra eleito, sem
pedir votos, retirou-se, ou deixotl de ser depu-
tado porque quiz, c agora foi outra vez eleito,
porque assim Ihe parecco. Para salvar Unta
contradir.) o que faz o nobre deputado; diz,
Senhores, -^r\i nao tenho partido, son o Deputa-
do da huma.lidadc, son diputado das ideias no-
vas, son deputado do connnercio, da industria,
da agricultura, nao quero sendo o briu estar do
povo, que j est desengaado, que os da op-
posigao nao querem senao barulnar tudo, elle
reconhece, que 0 seu nico interesse o seu
trabatho, que s. delle ihe poder vlr a felicda-
de, c que a poltica nao Ihe pode trazer senao
niaics; o alfaiatc j COllhece por experiencia,
que nao passar de alfaiatc, 0 sapateiro de ca-
pateiro. Se ouvirdes 0 povo veris, que ele
anialdi.-oa a constlluigao, e que est muito es-
carmentado, c nao se' lia mais uestes, que at
agora o trasio Iludido. Eu venlio aqui dissi-
par m illusocs, e fazer conheccr ao povo, que a
sua felicidad.- est na industria, et, ct. De tu-
do quanto disse o nobre deputado cu concluo,
que o nobre deputado tornou esta casa so-



3
mente por amor dauuuianidade, o para desmas- Ido habilitado para dizer contra a oppnsicao
catar a opposicfio; mas qucr que o povo nSo te- o que quer ,e lanzar sobre ella tanta odiosida-
uhi a poltica, qualquer que seia, como canas I de? Pifio ha qtfem desconheca, qucaopposi-
de fazer a sua feliclaade, e proclama, que s a 900 necessaria o que s ella podo sustentar o
satisfagan lis necessidades phUicas o nico! systema representativo. En copiei do tomo 2."
bem. que elle pode esperar. Sr. presidente, eu j da obra de Ganilh sobre a renda publica o que
ii ni vejo doutruia mais perigosa; o nobre depu-l diz este excedente autor da oppoi9ao era Ingla-
l.uli) quer o sensu ilisino, qtier O indill'ercntis-1 trra, e peco cmara licenca para lr porque
uto poltico, e para apoiar as suas ideias diz, que multo pode aproveitar a questfio. A Inglatr-i
o povo j reconhece
u coiistftuicfio.
isto inesmo, que amaldica
O Sr. liiiji!sin: F.u disse isto?
OSr. Jos Pedro: Oh! Nao disse, que se
nos desecsemos ,is classes baixas do poyo verta-
mos, que elle amaldicoava a constituyan .' Co-
mo ia dlzendo eu, nao vejo deias mala perni-
ciosas, e admiro, que o nobre deputado, abri-
ganao-sc cora o titulo de deputado dahumani-
dade, as propalle nesta casa, onde deve respei-
tar a constituiefio. Eu vinha disposlo a coraba*
ter estes seus principios; mas hojeo nobre de-
putado tein modificado a sua luguageiu, j
quer a poltica legal; isto urna poltica, que
elle' su sabe, e entende; entretanto cusempre
direi alguma cousa, para que nao passcn sera
respostas (odas estas declamaces.
O Sr. Baptista: \ amos 1 isso.
0 Sr. Jos Pedro: Pois bem, principiare! por
mostrar que nao sa satisfac.au das necessi-
dades inateriaes que pode fazer a fellcidadedo
povo e que estas mesmas necessidades sao ga-
rantidas pela poltica; e depols mostrare!, que
essa mesina poltica dos partidos necessaria
para garantir o systema que felizmente nos
rege.
Eu considero, Srnhores, o ente social um ser
mixto que experimenta necessidades moraes, c
phy sicas e su 1 fclicidadc se compc por isso
inesmo, de conilii oes phj sicas, c moraes. A al-
ta poltica tem de curar das priinciras c a eco-
noma poltica subordinada a poltica curar das
P segundas. A alta poltica deve ensinar dar as
naces urna constituido, que, por a llberdade ,
eleve, n ennobreca a alma do cidao; uma edu-
caefio que forme seu coraciio para receber as
virtudes e abra seu espirito s luzes ; e una
r< !i_i. o, que lite aprsente as esperanzas d'uina
outra vida para Ihc indeiuuisar dos soH'riiiicn-
tos dcsta. Este o grande flm da poltica ej
Vii o nobre deputado que a fclicidadc moral do
povo (' consa milito importante e que elle nao
tem si'i necessidades ph\ sicas un estas nfio sao
as nicas que o pode fazer feliz. As necessi-
dades phj sicas sao satisfeitas pela,riqueza. Por
ella a saude conservada vida sustentada ,
a Infancia ea velhice sao providas do uecessa-
rio ; o nutrimento, vestuario, e alojamento sao
postos ao alcance de todos. K' ella anda, que
Satisfaz a todos os gosos e lcitos prazeres, que
inultoconeorrem para atenuar os solfriuientos
deste mundo e nos alcnla para a continuaefio
0*0 trabalho.
O Sr. Baptista : Est justificando as ininhas
ideias.
0 Sr. Jos Pedro : Mas, Sr. presidente se po-
der dizer que a riqueza para que utilise e
possa ser lograda, nao precisa da garanta das
l'is Oiieiu SOtiber mu pouco de economa po-
Itii-a, saber que para baver producan preci-
so a seguranca individual e do propriedade ,
a ordciu publica e a loria 011 os lucios para
repcllir a evaso estrangeira. Saber tambera ,
que a permuta depende da inoeda e que a sua
emlssao s pode .ser confiada ao governo ; ha de
reconhecer, que a divlsao, < transraissfio da pro-
pried idc su pelas leis piule ser regulada e ga-
rantida. Finalmente, que ('-preciso quesefi-
seui as regias, e os limites parahaver, sera gra-
\ e daino a industria, a renda publica, que ton
de satisfazer as necessidades publicas, bis-aqui
a economa poltica subordinada a poltica, els-
aqui as necessidades phj sicas do cidadfio depen-
dendo do governo e das leis. Como pois diz o
nobre deputado que o povo pode, e deve ser
indillereiite a poltica e que o seu bem physi-
cod a su 1 nica necessidade .'
O Sr. baptista : Da 11111 aparte, que nao po-
demos ouvi
OSr. Jot Pedro : llojc que o nobre de-
putado se coutradisse, di/indo, que quera a po-
litiea legal. Estas ideias do nobre deputado nfio
s"io novas, o nobre deputado tem-nas lirado da
Pbalaugc
OSr. Baptista: I.' a prova, de que nfio as le.
O Sr. Jos Pedro : Posso nlfiancar ao nobre
depufedo, que a economa poltica est estacio-
Jtaiiil nao tein dado 010 s.> passo c quequan-
to se tein dito prximamente, sao collorarios do
que j SC aelia dito e demonstrado. Nfio sao
essas ibioiias. esses novosprocessos expediti-
vos, que teeni por fim tirar partido dasfrcas da
liatUfCza edoliomem, que agora farfio a feli-
eidade do povo ; multas ve/.es sao elles causa da
suadrsgraca. Vou agora essa poltica dos par-
tidos, que seapoia nos uieios represslvos, facul-
1 idos pela constituiefio politiea que diz o no-
ble deputado tem desgrai ido o povo e felici-
tado a opposirao. Entende o nobre deputado,
que esta poltica nao ( a nica salva-guarda governos representativos, nao a sua garanta?
Pois a vigilancia continua daiinpTcnsa, a op-
posirao na tribuna as reunioes do povo para
discutir, e representar os seus nteresses, a cen-
sura pelos unios leais, i mesuia lucia dos par-
tidos, nao tiara o benfico resultado de eoiiler o
governo nos seus desvarios e excessos 011 de
npcal-o, guando se nao queira emendar' (apoia-
dos] Sem duvida.
Sr. Baptisla:-' Eu reprovo as personalidades.
O Sr. Jos Pedro : Se as personalidades Sr.
presidente, servissem de motivo, para que o no-
bre deputado repcllisse o partido da opposicfio ,
lilao rejiellido eslava o partido do governo; por-
que tambera tem entrado as personalidades.
Isto unMini confessa o nobre deputadu ; porque
a poneos dias disse na secretaria dista cmara ,
que logo o veriao combater o governo (htlarida-
ilr). Se a opposi\:;io tem obrado nial personali-
saudo o partido gnvernista tambero o tem
i'"**0- '. .
O Sr. Francisco J0S0 : Ambos obrao mal c o
(iiifl se segu dahi.
O Sr. Jos Pedro : Kulao, porque se diz, que
o pau esta sacrificado pela opposifan que o
povo i.i nos repelle como causa primaria dos seus
zuales' ? Estar o nobre deputado que perten-
ce um partido que confessa se ter dcsvaira-
ra, iz Ganilh, deve sua conseryacSo a excellen-
cia do seu governo representativo; pblieida-
de das discussdes legislativas; llberdade de
iinprensa, que as faz circular at as niais remo-
tas aldeias vigilancia infatigavel dos jornaes;
aos di re tos do povo de se reunir, e discutir seus
i nteresses de levar seus votos aos ps do tliro-
no e as cunaras legislativas c at inesmo s
paixdes, e violencias dos partidos que se con-
trabalancfio, e se neutralisfio em sua* atrevidas
tentativas e eonservao aliual a influencia c o
imperio da rasao e da justira.
I)(> balde ueste paii os ministros aleanjao
una inaoria servil em ambas as cmaras do
parlamento. Em vfio elles afl'rontao, sob aegide
desta inaioria autorisada a perigosa censura
da sua conducta. Intilmente elles se poem ao
abrigo de toda responsabilidad!' por a escando-
sa cuinpllcidade desta maioria ; todo sen poder
eucalli 1 no vol da opiniao publica bem pro-
nunciada nos jornaes nos discursos dos ora-
dores da opposicfio as petiedes resolvldas as
assembleas do povo c amoutoadas as duas c-
maras. Ministros habis, e populares pdem
por milito lempo desviare engaar esta opiniao;
mas como elles nao pdem nein corrompel-a ,
neni pervetel-a,elles devem submetter-sc a ella,
deivar o ministerio e depor a autoridade lias
nios dos seus adversarios que por um novo
systeuia demorao o e\ccsso do mal quando
nao pdem reparar.
E* assini que se vio em 178.1 o ministerio de
l.ord Nortb, por milito tempo dominante, sub-
metlcr-se em fnn lei da opiniao publica e o
novo ministerio fazer a pat com as colonias
coiilineiilaes d'Anierica do norte,epor esta sabia
medida tapar o abismo em que a onga temeri-
dade de um ministro audaz, c a sua maioria
corrompida aineaeavao de precipitar a brilhante
prosperidade da Inglaterra.
Vio-se a mesina eousa 110 tempo da paz d'A-
mcns. O01 gullio do ministro mais Imperioso,
que jamis presidio os destinos da Inglaterra fui
rediizido a selnnnilliar diante da opiniao que
elle tiulia por inulto teni()o allVontado com sua
maioria corrompida c a paz terininou uma
guerra, que elle tinba proclamado interiniia-
vel. Estes dous exeniplos bastao para reveal-
os inesgotaveis recursos do governo represen-
tativo suas salva-guardas, e suas garantas.
Neste governo a optnlfio publica c o poder su-
premo a que ludo obedece. Em ([llanto a cor-
rupefionao tocaramassa do povo, esta parte
vil al dos estados modernos, a COirupcSo dos
mandatarios do povo pode arrastar espantosas
calamidades mas o nial nao ser nein mortal ,
nein incurayel.
<> Sr. Nabuco : Faca applicacfio.
O Sr. Jos Pedro: A applicacfio que a op-
posicfio c til c deve existir (apoiados ijeraes).
OSr. fiabueo : Deve existir a opposicfio,que
nao destruir S.
O Sr. Jnxr Pedro : Y. qnaes os faetos que pro-
va o que a opposirao S destre ? Sao essas de-
clamacdesaqui apresentadaspelos Srs.depotados
governistas*
O Sr. Nabuco: Alii esto os jornaes.
O Sr. Jos Pedro : Os jornaes sao necessarios
para garanta dosdireltos e liberdades publi-
cas.
O Sr. Sabuco : Mas nao com descompos-
turas.
OSr. Jos Pedro : Descomposturas teem ha-
vido de parle a parte. Sr. presidente nao pode
ser feliz um povo, quando descanca no governo,
toda vigilanca pouca e isto t(i reconheci-
do ([lie a inesina Inglaterra nos d urna prova
pela desgraca da sua populacfio, Neste paii
acha-se uma immensa accuinulaco de riqueza,
una agricultura aperfeicoada um coinniercio
prospero e dominante quasiem todo o inundo;
manufacturas que multiplicfio continuamente
todos os productos da Industria humana e
inesgotaveis thesouros dequedispe o governo;
masum5dasua populacfio eindigente.epor que,
Senhorcs. este povo desgranado apezar de prospe-
rar entre elle a industria ? E' porque elle an-
da nao pode evitar o monopolio dos grandes
propietarios monopolio que tem principal-
mente a sua Ponte na preponderancia que teem
esses proprietarios as eleicoes. Ninguem all
elcito deputado sera gastar 5 a (500(1 libras ster-
lnas. As pessoas que compeni o parlamento
de Inglaterra sao tao dominada* pelo seupro-
prio interesse que o celebre Walpole diz, que
inuitasvezes preciso corroinpel-asparaas fazer
votar segundo sua ennsciencia.
OSr. nabuco: nobre deputado est em
opposirao com o que diz.
O Sr! Jas Pedro : Poique ? Continuando
resta-rae responder ao qued.issr o nobe depu-
tado, quando eu lhe perguntei, se tinha lado.
0 nobre deputado em resposta ao meu aparte ,
disse que tinba lado que era do lado do go-
verno porque o partido governista prol'essava
tu s e 1 es virtudes ; e que detestara a oppo-
siri.o porque preceda de uma maneiracon-
traria. Ora como o nobre deputado j disse
insta casa que o peridico Arlilhciro tambera
descompoz, e que quando foi chamado para seu
colaborador repreheudeo o governo por se ter
involvido em descompostura que entfio foi
que este peridico raelhorou de linguagem o
que uma verdadade affirmada pelo peridico
Estrella que redige o nobre deputado que
censurou a todos os peridicos sem excepefio do
Artilheiro; como o nobre depurado disse na se-
cretaria d'aasemblea que breve o veriao fallan-
do do governo e o inesnio disse 110 Pofo-da-
panella perante pessess que se achio nesta casa,
eu o convide para contrariar os elogios que
governo ; elle inesmo c que confessa o que
dizemos do governo c se contrafliz desta ma-
neira. Mas.Senhores, para justificara opposicfio,
eu nao preciso do soccorro do nobre deputado ,
nao ha queni ignore o que tem feito o governo.
Vimos no senado acusar-se o governo de ter
gasto4800 contos as despezas extraordinarias
da guerra quando baviao apenas oreados 800
contos e. o escndalo foi tal que por mais que
se inultiplicasseni os objeclos em que foro gas-
tos esses milhares de contos ainda inesmo
elevando-os ao superiluo.no foi possivcl abran-
ger toda a quantia ainda devo sobrar cen-
tenas de contos. Na cmara temporaria disse o
Sr. deputado Ros, que o ministro da guerra,
((liando esleve interinamente na pasta da mari-
nha, comproucarvffo de pedia por 115por cento
mais do que o pi^o trrenle. Nao sabe-
mos que esse ministerio foi que tole-
ro u as despezas extraordinarias desta pro-
vincia, que foro feitas sem autorisarao, e teve a
sera-ceremonia de dizer nacamaradosSrs.de-
putados.que era verdade que se tintino feito sem
autorisarao, mas que se nao podia proxar, que
nao fosse em iitilidade publica ? Nfio por estes
extravio de dinbeiros pblicos, que boje o povo
carregaeom a grande carga dos novos impostos,
c se tem derramado na circulaco desproporcio-
nada quantia de inoeda papel, (pie tanto nos tein
aflligido, e sabe Dos at onde nos levar os seus
estragos? Nao sabemos, que o governo tentn
acabar com a llberdade de Imprensa ; que de-
portan senadores, confiscou bens ; que maiidnu
para a ilha de Fernando pessoas amnistiadas pe-
o Monareha ? Que deinittio magistrados, e re-
novi'0 juizes de direito, s porque erfio infensos
nha milito que dizer ; mas paro aqui, por estar
inuito incouimodado : desejo, ijue esta discus-
silo tinalise.
mov
ao sen governo
?
contrariar os
em resposta ao meu aparte deo ao governo ,
quero que me ajude a referir aqui os faetos ,
que teem dado motivo a opposicfio ; entfio est
resollido a isto? (depols de alguma pausa/
Eis-aquio Sr, deputado, que vera nos desconi-
por que vem lai^ar sobre nos tanta odiosida-
de que se incumbe da tarefa de santificar o
Que demittio eiupregados di
fazenda, (pie nada teem com a ordem publica, c
desgracou assim multas familias '.' Nao pratieou
(lleoutros niuitos tactos j referidos polo meu
nobre amigo, o Sr. Dr. Urbano ; e agora ines-
mo nao seattrihue ao seu partido o assassinato
do senador .los Rento?
OSr. Nabuco: D 11111 aparte, que nfio po-
demos ouvir.
O Sr. Jos Pedro : Ainda se nao coutradisse
isto, Sr. presidente ; um governo, que assim
obra querer, que o povo seja indill'erente a sua
politiea, dever o povo dormir, e confiar os seus
destinos de linmens taes? Como pois se vem
aqui proclamar a iinpeeeabilidade dessa gente;
como se nos quer fazer persuadir, que ella ama
a viitnde, e detesta a opposirao por ser corrom-
pida ? Entfio, Sr. deputado, tema opposicfio ra-
sao, 011 nao ?
O Sr. Baptista : Nenhuma absolutamente
(risadas).
O Sr. Manoel Cavalcanli: Nem o governo,
nem a opposirao.
O Sr. Baptista : O seu partido o que far ?
OSr. Jos Pedro: Eu nao sei, o que far.
!*r. presidente, se o governo esse, que teuho
aqui patenteado, nao pode deixar de promover
una opposirao ; ella existe, c existe por moti-
vos de conveniencia publica : tenlia paciencia o
nobre deputado, que ella ha de continuar. Dei-
xarei de responder outros argumentos do no-
bre deputado, porque estou multo caneado.
I'assarei a outro deputado, que falln em quarlo
lugar. Esse Sr. deputado, querendo justificar
o seu partido, assentoii de involver-iios em Ulna
Intriga, que de tacto nao ha de pegar, porque te-
mos 1111 nosso apoio os faetos, e as nossas con-
viernes j demonstradas, para jiistifiearmos o
contrario. Disse o nobre deputado, que inulto
se admirara, que o Sr. Dr. Urbano cquiparasse
os Sis. Leonardo, e I.ourenco hizerra rom osde-
putados da opposicfio, porque houve um tempo
ein que a opposicfio fez rolar pelas ras a fami-
lia dos Sis. Cavaleantis. Ora, Sr. presidente, is-
to de tacto urna intriga milito iniseravel (apoia-
dos). Se eu lenho justificado aqui os principios
da opposicfio, se ella tem principios, como vem
o nobre deputado laucar-nos o odioso de um
faeto, Otte, se existe, nfio nos pertence / Re-
corra ao passado, c ver, que o Sr. marques do
Recife foi guerreado pela opposicfio, que o Sr.
coronel Lamenha foi tambera guerreado pela
opposirao, o Sr. Gervasio, Manoel de Carvalho,
e outros inultos presidentes sollrro opposirao
de muitosdaquelles, quecompOera a actual op-
posiffio.
O Sr. Nabaco : Qual opposirao ?
O Sr. Jos Pedro : Essa, de que fallou o no-
bre deputado ; porque, a que existe boje tifio
poda ser Demais, sabeu! os Srs. Cavakantiu,
que mis, como particulares, nunca faltamos
justira, e negamos o niciecinicnlo a pesseo al-
guma s por ser Cavalcanti. O Sr. Hollanda ain-
da acolbido pela upposiro, e srmpre foi. Os
Srs. Sebastian do R< o, e Francisco do Reg' |
quando forfio eleitos Reputados a piimeira vez,
liverfio a coadjivarfio da opposicfio.
O Sr. Nabuco : Era outra opposicfio.
O Sr. Jos Pedro: Pois a opposirao de boje
carrrga com os faetos, que refere o So. deputa-
do, ipii ni respondo, mas nao coiu os que eu
retiro ? Essa boa.
OSr. l'rbano. At que tempo a opposicfio,
a actual opposicfio responsavel pelos Pactos
pratcados pela opposicfio de Pernambueo ?
0 Sr. Jos Pedro : O que refere o nobre di-
putado, quem respondo, c uma intriga inise-
ravel.
0 Sr. Florines: Nfio intriga.
O Sr. Jos Pedro : Fique certo o nobre depu-
tado, que esta familia sabe bem, que os seus in-
teresses nfio devem preterir os nteresses da pro-
vincia. Esses Senhores sabem bem o que ibes
convem, e nfio quererfio, que os nteresses de
Pernambueo scjfio s os interesses de sua fami-
lia ; e se esta pretendi se apresentasse, elles
meamos se convencerifio, que Pernambueo te-
ria adlgnidade e energa necessaria para os re-
pcllir. Nfio venha por tanto o nobre deputado
fazer persuadir, que queremos agora aalliaiica
desses Senhores, porque trinos um fun com a
nossa opposicfio.
0 Sr. Fioripes : Est visto.
O Sr. Jos Pedro : Eu nfio quero justiiicar-ine
aqui nem em parte alguma ; temos guerreado
alguus membrOS dessa familia, nfio negarei; mas
porque se teem opposto, 011 teem cllcs sido
infensos aos nossos principios, e isto tem acon-
tecido com umitas outras pessoas, que nao sfio
da familia dos Srs. Cavaleantis.
Sr. presidente, nao posso mais continuar, t-
POLICIA.
lllm. c Esm. Sr. Pela delegada de Goianna ,
depois da niinlia ultima parte a V. Exc.de 11 do
eorrenle, me Poi coniinunicado.nue no engciiho
das Lages de Pedras-dc-Pogo Poi assassinado o
infeliz Domingos Jos sem que tenha sido pos-
sivcl a captura de seu aggressor por mais di-
ligencias, que erapregue a polica.
Que no distrlcto de N. S. do O' foi tambera as-
sasslnadaMara Magdalena por seu marido o
flirtI se acha preso.
Que na fregiiezia do Itamb forao presos pelo
subdelegado respectivo Pedro Alexandre c Ig-
nacio Jos i aquelle por terniorto no lugar de
Cruangi a una mulher de noiiic Mara da Con-
ceicfid ; e este por denuncia de ha ver feito nina
inortc no lugar denominado Papc, termo de
Natareth, (aqual elle inesmo confessou) cuja
remessa tem de ter efleilo depois de ulterior
averiguaefio para os esclareciinentos precisos ,
que o devem acompanhar.
Que 110 respectivo districto de Goianna foi
preso o pardo Jofio Paulo por denuncia de ter
sido o autor de Ulna inortc que se perpetrara ,
ha 16 meses, em um individuo na comarca do
Cabo, para onde tein de seguir : de tildo pr)ce-
deo o delegado na forma da lei. E que foro
presos, e rceolhidos eadeia dous sentenciados,
que havifio lgido da inesuia., como participe!
a A F.xc.
Pela delegada de Natareth que foi preso o
reo Antonio \ eir da Cunha blanco casado ,
por denuncia de tentativa de inortc em Alexan-
dre (jonralvcs de Andrade Lima, e estar tam-
ben! pronunciado 11a comarca do Llmoelro por
haver assassinado a Jofio Baptista Seria : fui re-
meltiiln para a comarca do delicio rrquisicfio
do respectivo promotor. Forao igualmente pre-
sos 1 e rceolhidos a eadeia os pardos, Francisco
Gomes por se acbar pronunciado desde 18IV.I, por
criinede morte e Martinbo Domado por ter
contra elle denunciado Joaqulin do Carino por
crime de Furto.
Pela delegada do Cabo, queforfiopresos,epro-
cessados pelo subdelegado de Ipojuea Jernimo
Ferrcira de Sonsa e Manuel Fcrrcira dos San-
tos como autores da iiiorle do pardo Vicente ,
fe la no engenho Mallo-grosso.
Pela delegaeia de Flores que houvcrfio trez
assassinatos, Jofio LeitC por Francisco Anto-
nio cManoel Segundo e estes pelos prenles
do dito Lcitc, depois de alguus dias : procedeo-
sc nos termos da lei.
Pela delegaeia do Ronito, que permanece
nalteravel o socego c harmona entre seus ha-
bitantes.
Pela delegaeia de Olinda que foi adiado en-
forcado o preto Antonio, escravo do Dr. Sam-
paio e pelo exanie 1 evistoria, que procedeo
o subdelegado da S conhccco-se ter-se vo-
luntariamente suicidado.
E finalmente pela delegada do 1. districto
do termo d'esta eidade que foi assassinado com
um tiro de pistola, no lugar do Monteiro.o Por-
tugus Francisco de tal, que tinha de costuras
vender pao por aquelles lugares em uma carro-
sa ; evadindo-se o assassino sem a menor jiersc-
guiefio por lhe approveitar a opportuuidade ,
e esquisltice do lugar. Dos guarde a V. Esc.
Secretaria da polica de Pcriiaiubiieo 28 de mar-
ro de 1844. lllm. e Exm. Sr. Itarfio da Uoa-vis-
la, presidente da provincia Cae tono Jos daSit~
va Sanliaijo elicPe interino de polica.
Comm: nicado.
A correspondencia, que se publicou no D. n.
de segunda feira passada com assignatuia do
Exuense nfio pode deixar de ser apoeripha e
d(" pertciicer antes ao redactor do artigo, (juca
13 de dczetnbio pretrito se oceupou da icdi
codo Ex, porque, apesar da contradicefio ene
(|iie o dito artigo se acha com essa correspon-
dencia, a cerca dos lacios que se querciu ac-
ensar todava descubri o asno as orelhas,
quando, por militas vezes fallar do Dr. Alexan-
dre, cscapoii-Ihe o epitheto de general. Jlcaandre,
com que o trata o director da opposicfio praicira,
.!. sde que este digno joiz deixou de condescen-
der rom as rogativas, as mais humildes e de
einpregar sua influencia a favor de candidatos
semelhantes concorrendopara o triumpho ex-
clusivo do partido cuja poltica abracada
pela maioria desta provincia c de todo o
brasil.
Nao leudo estes miseraveis que dizer da impar-
cialidade do juis de direito da lloa-vista, nem
podendo tisnai-lhc a rrputacfio de que se ti 111
feito credornaquella comarca, e insta capital ,
procurfio attribulr-lbe a perseguico dos innoeeH-
tes sediciosos do Exu e a pronuncia quesof-
frrfio ; mas se coutradi/cni na mcsina pagina ,
conlcssaiido que o juiz municipal. Amaro bap-
tista Guimarfics, Poi quem seugeilo arranjou es-
se processo e os prniiimciou.
Desta arguicfio.assiui infundada, passao us'rr-
d.K lores do I). 71., sob a tirina falsa do Exuiiisc, a
adulterar o Pacto da dissolucfio da sessfio do jury
de si ti mino do anuo, passado levantando que
o juiz de direito Pechn a sessfio depois que son-
be que os Srs. Severo, e Alencares se dirigifio
villa,para seren absolvidos do crime de sediefio,
e que por adiar felo retomar o mando, ofliciou
110 Din de dous dias ao juiz municipal para presidir
ao/ury quando j pitucos dos jurados eslavo na
cilla e se lomara impossivel reunir numero legal.
Se o juiz encerrasSe a sessfio, nao tinba neces-
sidade de continiial-a d'ahi dous das, nem
de retomar ornando : se a causa do encerraniento
dos trabalhos fosse arrrdar dessa sessfio o julga-
niriito dos sediciosos que proveito havia em
retomar O mando e ein tornar a reunir o jury ?
Sao attendem os eximios redactores da corres-
pondencia estas incoherencias ?
Depois disso que necessidade tinha o juiz de
.suspender, uu de encerrar urna sessfiu do jury
para impedir o julgamcnto dos sediciosos se
clli s como cnnlcsso os redactores do l>. ., s
estavao cnegar 5 dias depois da abertura do
tribunal!


~^
\
3
ieaei" PCPFlte O clianceller do COU- n"?'"'1" ti.v.01' para *** obro Intitulada
. | p lioiimiini ou JUyttenot do eaitelto de monte-ruteo:
,I|SUI irariCeZ, [annuncle.
- Aprehendeo-se o mu nrgro ama eolherde
necessidade de
se por doenti
o capito Pac (ico,
dcstas licmes ?
O que se passou naquella sessao fo adoecer
O juiz de direilo sem saber que os criminosos
preteudesscni vir villa e otnciar ao juiz mu-
nicipal para presidir a continuaco da sessao.
Bem si' sabe,<| ni-, ha vendo deslas oeciirrencias,
;i(|iii iiiesino ua capital deixa de haver sessao ,
quanto mais no sertoj < por isso os jurados se
aprovcitro da molestia do juiz dedicito pa-
ra ireni se recomend ;is suas easas que sao
na inaior parle fura la villa, l-'oi assini que se
passoii este laclo, do qu;il nenluini desar vein
ao juiz de direilo porque elle com a lei na nio
impedirla o julgamentq dos criminosos, por uo
terein sido presos nein estar preparado o seu
processo antes da abertura da sessao.
0 que parece aos redactores desses artigos un
vituperio seria antes um louvor para o juiz de
direilo, caso realmente elle embaracasse o
julgailientO desses pronunciados, mostrando
assiiu que nao transige com os criminosos por
seren influentes, neni ae curva i vontade de
qualquer que queira passar por bomem po-
deroso.
Convni todava mostrar que a correspon-
dencia do Emente destre oquedisse o artigo
lo D. n. de lo de dezembro porque nttrihuin-
do-se ento aos sediciosos do K\ toda a influ-
encia as eleii oes se disse que COII1 elles se fea
transaccin e servio o processo de ineio de an-
gariar-lhcs a concurrencia, (auto para a eleicao
geral, como para a provincial, e agora se af-
lirina que 0 processo se le/, para Mies tirar to-
da a influencia as rleices.
Se os Sis. Severo e Alencares teem tanto po-
der, anda pronunciados, como li/.ia o 1. artigo
do/>. n. admira que o juiz contrai -ias.se a voii-
lade destes Sis., se elle faz ludo por amor
de eleiedes. A correspondencia c o artigo
provfioqueoDr. Alexandre presamais a execucao
da lei do que influencias iilegilimas, e que por
este modo de proceder que tem grangeado a
estima dos liouiens bous da comarcada lioa-vis-
la. Se os Sis. Severo e Meneares tivessem en-
trado eiu transacedes quando se fez aeleico
geral. para nao seren promiuciados, havifio ne-
eessariamentc de se oppdr aos candidato* do Dr.
Alexaudrc ua eleicao para a assriiblr provin-
cial,-porque j nesse lempo estavo pronun-
ciados ; nas o resultado desta eleicao mostrou
quaes sao os lionieus de influencia na comarca
la Boa-vista, e que todos elles sao liis amigos
ilo Dr. Alexandre seruardlno. A carta do Sr.
Severo que o I), n. puhlicoii com o seu arli
provinciaes possao votar ein materia
ae tao levad., importancia com intimo conbeci-
ment de causa. Somos ir \ ,s. altemos leltores
Antonio Bernardino dos Santos S Companhia.
loras la manho no prh
andar da sua -asa .. na ra da Cuida
leil'O
Knapi
COMMEACIO.
Alfande^a.
nendimento do da 28.....
. Desrarrrqoo hnje 29.
Rrigne MMMhfci diversos gneros.
Escuna l'rincrza---. dem.
Barca sarda Felfee
los
'88/280
louca e iiarinores.
ovimrnlo do Porto
-\avos entrados no dia 28.
Ihia; Odias; brigue escuna nacional Constante,
iie MK toneladas capitSb Manuel .los,' Mon-
Baliia;
/i visos diversos.
NA GRANDE GAIElllA
PTICA.
Ncgocia-sc urna divida deS00/rs., ed-
muita em contai com os precisos documen-
de mu senliora viuva, que nao podecompare-
eer em ti ibtinaes : a pessoa que a quizer com*
prar di rija-sea ra da Calcada n. 3, que aeha-
ra com ipieui tratar.
-- Preeisa-se alugar mu negro
do bolequini da Estrella.
Roga-sc ao Sr. Jos Pernandes da Crui
para o servico
exposta na ra loQnelmado n.9, em attatro sa- :!!'"!if mrelatf*a*'"" s,r MaiioelGaldlno Wan-
las do prhnciro segundo andar : esta Diesen '''"''' Um Mao ,,n senbora lo engenha Pdo-
temeiiteem todos osdiasdas 11 at as 2 boros ,'-"'/.'"' llv<"' de annunciar sua morada, ou
da tarde, desde a noitiuha por tres horas con- TX" '"' da ( "l,'i'1 ll" ,:"','u' -'
secutlvaspatente: uiurcce-se um moco portugus j para
Pa-
ris
equipagem 10; carga carne
leiro \ iaiuia
secca.
Buenos-Arres pela Rabia; 68 dios j barca na-
Viana, de 258 toneladas j capito Faus-
pquipagein I."); carga
lino Martin-, de mslos
carne secca.
Ha ice I
ai-celona Malaca 28das; brigue hespanhol
i enredar ; de 150 toneladas ; apilan Joo Ro-
cas ;
equipagem 12; carga varios gneros.
A avio sahido no metmo da.
Itio-ila-prata : brigue nacional Encantador; ca-
pitao Joao Francisco Pernandes ; carga as-
suear.
rpcfar.ico's.
O b
Porto no
o
e a
le 13 de dezembro, deiiioustra claramente, que
elle nem conbece as eminencias da opposico
praicira, que nem elle, nem os mais sediciosos
trataro de arranjar votos para pessoos, de cu os
pedidos se descarta rao com a dcsciUpa de rece-
berem tarde as carias. A carta prava ou qui
a opposicao da praia ainda uo pude exercer a
menor influencia em um s dos habitantesda-
quellc sei tao, ou que os sediciosos nao dispoem
de un s voto nesse collegio,
Quaes se rao os aduladores la enmarca da Boa-
vista, que lisongeaoo juiz de direilo como in-
culca o Exuente't Por ventura o coronel Granja,
os tenen tes coronis Araquan, Nunes le hu-
ios, uiajores Rodrigues Coclho, cSeverianno
l.iuia, capitao Pacineo, eoutros dignos cida-
daos, que vivein na mais coinpiel harmona
coinoUr. Alexandre Bernardino, ecom o Juiz
niuiiicijial, c os ajudao em tildo que a bem da
, ordein e da tranquillldade da comarca sao adu-
ladores ? B nao ser estes os cidadaos que
teem concorrido para o triumpho dos amigos do
governo, e da paz da provincia ? Certameute
quesim. O lini da correspondencia,falsamente
aitiibuidaao Essucnte, nao foi renovar a historia
pie ella j tinha sido desmentida sem replico
pelo Diario de l'crnamlnico no nicsino mez de de-
icinbro depois logo desse artigo do D. n. ;
ponto a que se dirige a corresponden
waaedoda fregueziado Uricurf, foi seu fito pre-
venir o jui/.o da ass nibla provincial, c do p-
blico contra csse projecto e certo o resentido
candiilado de que o digno visitador daqtielies
lugares havia de informar a verdade para ebegar
ao conhecimento de S. tx. Reverendissima ,
tratou logo de calumniar este respeltavel sa-
cerdote, que se tem fefto merecedor da estilita dos
J'iincipaes habitantes da boa-vista < Pajau ;
'"as baldou SCUS eslorcos o correspondente do
u, ii., porque as iuformacoes to parodio lo
I-mi e do lixin. prelado desment ni as lalsida-
des de iue est lecheada a diatribe publicada
contra o juiz de direilo Alexandre Bernardino,
sol o pretexto de inlercsse publico : o discurso,
que a favor d'ste projecto fes o multo iiiiparclal
diputado, o Sr. Vigario BarrettO convekceo_.i
assseuiblea da capacidade que tem a povoaija?
do Uricurf, para ser elevada parocliia e estas
juformaedes a teem decidido a adoptar o pro-
j"'to da criaco da freguezia.
Desengauem-se pois os embusteiros doJ/>. ,
pie nao sao os seus aleives jue ho de impedir
;i creayo da fregueza do Uricur n ni tirar a
forja moral, (jue tem o juiz de direito Alexan-
dre Bernardino na comarca da Boa-vista, e
ainda menos desconceitiial-o nesta provincia,
taubein nao podero desconceitiiar o Dr. Ama-
ro, neni involver, como prctendeui,em intrigas
odiosas, a pretexto de poltica, os dignos juizes,
e os cidadaos probos da com arca da Boa-vista ,
que todos sao amigos da paz e do governo cs-
tabelectdo.
ligue Importador recebe a mala pira o
da I. de abril.
-- O patacho .S'. Jo$i Vencedor recebe a mala pa-
ra a Babia no dia ."{II do crtente.
No lia segunda-felra I. de abril prxi-
mo futuro, o consulado de Franea fu vender
por con la .dos eredores lo kr. Carlos Turquais
subdito francs ein estado fallido asmercado-
nas que existem no seu arma/.em da ra da
AllaiKhga-velha n. 3-1.
'unida ao mesino teinpo todas as pessoas ,
que sao devedores ao dito (arlos Turquais
no mencionado consulado Iraiisporlarem-se
para liquidar suas emitas, pois que possadoo
da l.xle abril prximo futuro os devedores, que
nao lerafi frito aso do presente aviso ser.",
llamados peranti- a usti, a territorial para o
mesnio lun. Pernambuco 27 de marco de 18-14.
t'ami>'ihhia hrasileira de paquetes de vapor. -
Abarca de vapor Imperaris, co.....laudante o
eapito-teneete Jesuino Lanii'go Costa, ehegar
a esta cidade procedente dos portos do norte no
lia l.o ou 2 de abril prximo, csahir para Ma-
celo, Babia Rio-de-janelro : os Sis. passagei-
ros, que teem de seguir na inesma barca, pode-
ro com anticipajo mandar inscrever osseus
noines na agencia, ra d'Apollo n. 100.
i pal
A P1UME1RA F.XPOS1CAO
constando das vistas seguintes :
So genero de neorama.
1.", os subterrneos de S. Dlnit, cerca de
riz, onde se encontrarO is scpulchros los .
de franca, representados no estado em que s
acbarao antes da primeira revoluciio,__2.u. o
monumento do principe Polaco Jos Poiiiatows-
ki, na cidade de I pul.hro daVirgem Marta no valle de Josaphat,
crea deJerusalem; pintado pelo Sr. Menozzi,
primeiro pintor lo tbeatro imperial d,- Miifio.
Vo genero de cotmorama.
i., Alhenas, com os restos de illas passadas
grandezas, como existe actualmente. .V. n
praca do Poplo em Boma, nos ltimos lias de
entrudo. <>.'. lado de Tbum na Suissa, no can-
too de berne. 7., a praca de armas de Miln.
coin nina evolu. ao militar ex,,nuda pelas tro-
pas austracas.
Ksia e.vposico concluir na segunda felra I.*
le abril. ( .ida sen.ana as vistas seio mudadas
COUI oulras novas.
caixeiro de cobraucas uu qualquer ou tro cm-
I prego ou para servir em qualquer casi parti-
cular no beeco do Ibrro n. 2.
ha ii lo crenle
rlviso^ martimos.
Para o Ilio-de-jani'iro sai iinpr'ti'iivelnien-
te no dia 3 de abril vindouro o brigiie-escuna
iijuia recebe passageiros < escravos a (Vete ,
v.r. pr tendentes entendo-se com os consigna-
tarios Novaes & i... na ruada Crin n. 37.
Para a Babia sai no dia 28 lo correte hn-
preterlvelmente o patacho 5. Jos vencedor; para
carga e passageiros trala-se com Novaes & c. na
ra da ( ruz n. .'17.
A barca portugueza Espirito Sanio segu im-
preterivelmentc para a cidade do Porto no dia
3 do futuro mes de abril, por ter sua carga
prompta: oscmodos leste navio sao os lucidores
possiveis i>ara passareiros; para os quaes se
trata na ra estrella do Rosario u. 13; ou com
o capito Rodrigo Joaquin Corrcia na Praca-
do-coininercio.
Para Lisboa segu riageni com toda a bre-
vidade por ter a maior parte da carga prompta
o multo acreditado brigue portugus i'onriiro
de Maria do qual capito luanoei da Costa Re-
ves, quein quizer carregar ou ir de possagem,
dirija-se ao sen consignatario Francisco Scveri-
iin Habello, ou ao capito na])ia<;ado coiiimcr-
cio.
UNE i-\di:licatesse.
\\ IS Al'\ l'l'.ANCMS.
Mr. Turquais apres avoir chou dans un pro-
je( le l'iiite a ,'t crou a la prison de celte ville
d'ou il a i extrail le 26 courant pouc tre en-
tendu par sescreanciers reuns la ehancellcrie
du consulat nu Mr. Nieolle se prsenla commc porteur de ti-
tres de crancis eontre le Mr. Turquais, ehaeuii
tablissanl le chiflVo de sa crance, Mr. Nieolle
acensa celni de 2(iiuniiii ris. Aussftol son entrc
Mr. Turquais, interpella Mr. Nieolle sur sa pr-
seme parmi lescrcanciera : quelqucs inots bal
luitis sur un rglinieni de comptc fureiit la
scule rponse Mr. Nieolle. Comment, dit
Mr. Turquais, non si uleineiit je lie vous dois
ren, mais c'esl vous, au contraire, quietes
" moii dbteur : ce fiiit est ,'lal.li par mes li-
k vres (*'; quaut au rglemenl de comptc lont
vous parles, vous savez pie je l'ai aSsez sou-
" yeni demand. One venez-vous done faire
taut rest jusqu' la lin de la sance, uous lui
di'inaiidons auss s qu'allie;-tous lime faire la f
O bilbete n. 147 da I.' parte da2/ nova lo-
tera a favor las obras da Igreja de N. S. do I.i-
vramento pertence ao Sr. Joo Antonio Goneal-
ves, do Maranho.
= O Sr. Jos Aprigio Pereira da Silva (.'astro'
Sieupira baja de aniiiineiar a sua inorada, pois
se Ihe deseja fallar negocio d- sen interesse,
pie ifin
Lciles.
Senhores redactores. Como a assiinbla pro-
vincial n'este momento se oceupe da discussito
do projecto do Sr. diputado Nabuco deAraujo,
relativo ao contracto das carnes verdes para o
Lasscrre Colombiez &
C. larao leilopor conta de
quem pertencer de urna
caixa de 40 diizias de peiies
de earneii as a\iriadas, e de-
sembarcadas do brigue fVan-
cez 4 rmor que ; segunda-
feira l.de abril de 1844.
ou dirija-se ra do Vigario, armazem n. 24.
Francisco Jos! la Silva, cirnrgio da cuna-
ra municipal, e por ella adstrictoa curar as pes-
soas pobres leste municipio, continua a reeei-
tar, como costuma, as quintas c nos sahbado.s,
no lugar onde vaccina, das 10 horas at 11 e
meta, c em sua cas., todos os lias das (i s :i iio-
ras da iiianha, menos nos dias cima decla-
rados.
O abaixo assignado segunda vez se dirige
l>or esle Diario aos seus devedores, marcando-
Ihcsoprazo de lidias parasatisfazerem-lheas
respectivas quantias, e espera que tomeni ein
consideraco o genero da divida, jue seindii-
Vida a mais sagrada, e a que mais pontiialinente
devia ser paga. = Antonio Maria Chvese Mello.
A pessoa. que annuiieiou no Diario de sab-
bado, 23 de marco, ter uiiisobradiuhn para ven-
der, ou trocar por una cota terrea no bairro de
Santo Antonio,declare a ra e o n.do dito sobra-
dadlo, ou falle na l'racinua, loja n. 3.
= Precisa- se alugar um preto, ou preta para
andar com um taboleiro delazenda vendo; quem
pretender dirija-se Rua-vclha n. 73, ou an-
nuucie sua morada.
= Arrenda-se uin grande sitio logo no prim -
pio da estrada do Arraial, com grande casa de
pedra e cal, com cacimba de excedente agua,
com estribarla, riacho crreme no fundo, e
miiitos arvoredos de Inicios ; quem o pretender
dirija-se ra da Alegra, casa n. 34.
Ao dia 27 demarco a noulc indo-se lomar
banlio detraz lo theatro novo se achou um re-
logio ; quem for seu dono pode procurar na
na da Florentina n. ft que se dir qiu*m >
achou.
lloje sexta-feira, 2il do corrente, se ha de
arrematar por ser a ultima praca una morada
de casa terrea sita na ra de Santa Thcreza n.
27, a pial casa lem um grande quintal e por-
tao que pode-se levantar outra casa; os pre-
tendentes compareci no mencionado dia as
quatro horas da larde no paleo do Hospital na
porta do Sr. juiz do civcl.
f>a-se diuhelro a in-eiuio com penhores
de orno, mesnio em pequeas porcCSj na Rua-
no va n. 55.
Perdeo-sc na non,, do dia 2."i
mez las 7 as 8 horas la uoute no lugar d i
Treinpe una bengala de eanna da India, com
casto praieado, tendo no centro urna pedra
piem a achou equizer restituir, alnidese
Ihe agradecer d-se-llie 5/000 rs; de gratiiiea-
rao pdc dir^ir-se ra da Solcdadc asa n.
la, ou no Beei'e casa de cambio, amada
Cadeia n. 21
U pul,- Er. Joaquin d'AI'ragola, missio-
nario apostlico capuchinho italianno, dcteruii-
nou-sc de partir^ desta provincia para aples,
sua patria ; e uo pudendo desprdir-sc pessoaI-
UlCIlte dos seus Imns amigos lienileilores ,
culeiide fazel-n por nuio deste Diario .- licando
semnre na sua lembram; i os grandi s lbvor<.
caridades reeehidos em iodo o lempo
aijui demorada : adeos.
(> abaixo assignado, para (inet chegar ao
coiiheciiuento de quem couvier, que porexc-
i'in ao le Jos,, da Silva CoiUlDra movida por
seu procurador Manuel l'cicia Mogalhiies, foi
pi'iihor.id i una casi lenca no \llei rodos U-
fogados, pcrtenceiite ao caza! do finado Cosme
reixeira das Trevas j e como anda nao fosse
l'eiio inventario e partilhas los bens os qnaes
proindlvisn < inste pie alin la divida le
que vein a referida execiifSo existem oulras
igualmente, com prejuizo li herauca piando
aotempo do fallecimcnto do dito Cosme, ne-
nliuina licou < nem consta que fosse contra-
IimI.i por justificado motivo, faz o presente an-
auncio para depois nao se allegar ignorancia.
Amito Jote dos Prastrei.
Perd, o-se em a iiouie de ."> do correute, na
na do Hospicio, um lenco de cambala de li-
ubo, de superior qualidaue, com las ordena
de lavarinto formando quadros guarnecido
de bico largo, tendo. no centro I.....esmo len-
co as leiiias iniciis M. C. B. fcitas COlli linha
de marea azul, e escarate: que.....Uver adia-
do quizer entregar dirija-se i rasa lo co-
ronel Jos de-Barros Kalcode Lcenla, aira/la
matriz da toa-vista que ser generosamente
gratificado.
UlICIII precisar de um caixi irn Poi'tUgUCZ ,
pie sao,- ler e escrc ver com pratiea sullicicnte
lo negocio de venda, e inesuio para (ualqmr
arrinnaco; dirija-se ra do l.ivraineiilo nu-
incro 13.
Preciza-se de una ama, que de liailor
sua conducta, para servir nina moca solteir.i
sem familia, quem se adiar instas circiiuisian-
Cias, dirija-se a ra lasLaraugeiras n. 19.
Nffo tinha tenco de incomiuodar, mas nao
ha remedio, e o caso. Existe na ra da ca-
deia em Santo Antonio una fabrica de fazer
doce, cosen proprietario to descarado, que
sem respeito aos visinhos. sola todas as noutes
Mi! ;-.;:.,, que Un para a ra, e faz despejar
aguas mais (inmundas, que a inesma praia, v
too sagas, queso manda lser este favor aos na-
rises dos visinhos, de quantos por all passao
de limite, pora se forrar ao tralialho de ser mul-
tado pelo Sr. fiscal, pie j traz de olho o tal
nialaiidrino, e se com um pequeo ineoininodo
quizer apparecerapandara o rato na ratoeira.
fenho paciencia com o ineoniinodo, que Ihe
d. O Carimba
Convem ao abaixo assignado inanifcstar a*
respeltavel publico, que elle nao tem, nem
man tem causa alguraa criine nem civcl, nem
cxeeuco com pessoa algunia desta cidade, ou
seu termo, nem nunca leve a cxeeuco de una
esclava de nome Mariana, que corria peante
o juitodos lilos da fazenda, ] untan lo roga ao
Sr. redactor manifest O presente aiinuiicio com
que milito licar obligado.
Francisco Antonio Bastos.
Perdeo-se um mel bilbete da primeira
parte da segunda lotera de os Senbora do
I.ivrainento de n. 1902; por isso roga-sc ao Sr.
thesoureiro da inesma lotera o
(*) II n'est pas mutile de dir que Pon eroyait
ees livres parts pour Buenos-Ayres avec les ba-
f ages de Turquais.
nao pague se-
nao aos assignados no inesmo bilbete. que sao
Antonio Narciso Ferreira, e Jos Maria da Ro-
cha; tainbeiii roga-se a quem o tiver adiado de
o entregar na ra da Cadeia do Recifc, loja de
fcrrageni n. 5G, auesero gratiiicado.
Pr.'cisa-sc alugar urna boa cosinheira, na
ra do Hospicio sitio do Icao.
O bilbete da loteria de Nossa Senhora do
LivrameutO u. 1303, pertence a M. F. Xavier,
i c a A. Das daSilva tarda!.
- Precisarse de um hoiucm com familia, v
que prove ter boa conducta, para feilor le um
engenho peno desta praca ao qual offerecc-SC
bom ordenado, alm de lodas as coiiiiundidades
para a sua familia, quem cstiver nessas cir-
eumstancias dirija-se a ra da Florentina casa
n. Ib.
Deseja-se (aliar com os snrs. Malheus An-
tonio de Miranda, e Antonio do Sousa Oliroira ;
na Praca-da-indepeudencla, oja o. 3.


j.


-r^-
-
Aluga-soumsobradinho de um andar o
slito para pequea familia com armasem,
que sorra para carne secca na ra da I raa
n. 66, defronto de Francisco Jos Raposo: a tra-
tar na l'raca-da-independencia, !oja n. 2.
_ Os cred'>rosdo relojoeiro Falln sao con-
vidados a gereunireai no consuladj Suisso no
nabbado 30 do correte, as 11 horas da manha,
i (Fui d "examinaron suas respectivas contas ,
o resolveremos ultimas medidas a terca dosbens,
que o dito Faltn deixou.
1). Mara Magdalena da Silva Castro se
acha de novo com aula aborta onde alm de
entinar as primeiras lettras, enslna aritbemeti-
ca, principam noeflos de geogrephia, grainma-
lica portugueza, francos, doutrina christa com
os todos esciarocimentos.coser.c mrcanos pato,
que quizeremie utilisardesuas liccdes, 80 enten-
di com a dita senhora, na ra do Livramonto
n. 23 primeiro andar : declara que recebe
pensionistas por proco muito commodo.
__ Acomissao administrativa da sociedade
Apollinea declara pela segunda vet aos snrs.
socios, que estiverem oiu atraso at o bn do
anno p.oximo lindo do suas mnnsalidades e
que nao realisarem o respectivo pagamento ate
\ o ultimo do corrento mol de marco so Ihe ne-
garaingresso oa partida de G de abril prximo;
advertindo, que o socio que servo djporteiro
,j est aotortoado a negar entrada a todos aquel-
es que se nao mostraren crrenles; o ex-
pendido so so ontende com os snrs. socios, que
estiverem devendo mais de un quaitel os
quaes (cao voluntariamente despedidosom fa-
ce do arl. 8.", cap. 2." de seus estatutos.
__ No domingo .4 do corrente perdeo-se urna
manta de cotirodo once ein meio uso ; por is-
so roga-se a pessoa que a tiver adiado ou
deltasouber, querendo restituir seu dono, di-
rija-se a Rua-nova n. 2o quo ser recompen-
sado.
__ Precisarse de umeitor para um sitio per-
toda praca casado, ou que tenha alguma
pessoa para Ihe cosinhar ; na Rua-nova n. 52.
__ Arreuda-se, ou vende-se um sitio na es-
trada do Monteiro, com urna boa casa de pe-
draecal.com muitos commodos, toda envi-
dracada: com coxoira estribara, bstanles
laran.'iiras, e varios arvoredos de (ruto do to-
das as qualiddes e cacimba de agua de beber;
na Rua-nova n. 52, terceiro andar.
JosJoaquim Borges de Castro segu via-
Rem para Portugal e deixa Victorino do Cas-
tro Moura encarregado de todos os seus nego-
cios. .
__ >'a porta do snr. doulor juizde direito da
primeira vara do civel, escrivo llego hiio de
ser arrematados em hasta publica no dia 21) do
corrente mes os dous ferros, o restos de cor-
rentes pertcncentes barca nacional Adamaslor,
salvados no porto do Ass chegados a esta ci-
dade no dia 17 de fevereiro p. p. no patacho
nacional Laurmlina-brasileira cujos objectos
\ao sor arrematados a requerimento do consig-
natario da referida barca Jos Francisco de Azo-
vedo Lisboa, em beneficio, e por canta o risco
de qu .ni pertencer: esles objectos se achao de-
positados no trapiche do arsenal de marinha
esta cidade.
Precisa-se de 500? rs. a premio com hy-
potheca en um sitio ; quem quizer dar an-
nuncie.
Precisa-sealugr urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pequea familia, que sai-
ba compiar, cosinhar, e ensaboar dando-se o
sustento, e 10> rs. mensaes; no Solidade, indo
pela Trompe, lado esquerdo, casa n. 42.
__ O agrimensor, abaixo assignado, olcrecc
os seus serviros as pessoas que tiverem propie-
dades demarcar e alianca a mais escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu presti-
o se quizeren utilsar,drigirem-se (porcarta)
ao mesmo ebaixo assignado, na Ra direita ,
sobrado O* 121.
Joaquim da Fonseca Soares de. Figuei'tdo.
Manoel Pedro Mala, subdito Portugus, re-
tita-sc para Portugal tratar dos seus negocios.
Manoel Joaquim Bernardes teui de retirar-
ge prximamente para Lisboa ; no caso de al-
euiia pessoa considerar-se sen ciedor, ou da ca-
ga de .los (la Silva Das ( desde 21 de mato de
1842 em que princlpiou a sua adininistraco )
haja'de dirigirle quanto antes i ra das Ci.i-
/es u 33 primeiro andar, das'.) horas da manhaa
as 3 da tarde, eroga igualmente aos seus de-
veles e (Ininella easa, o reni ivinir seus de-
jillos quanto antes a lint de se Ibes passar qui-
Didgo Pereira Arantes, Portugus, retira-se
nara fra do imperio. _
.loa Antonio de Maccdo rera-se para fu-
ra do imperio.
CATJTELLA CONTRA AS FAL8IFICACOES.
Constando a JletiroB UC, que emalgumas
vendas e lojas desto cidade se vende um rap ,
eoin a falsadenominaoo de rap ana pretu, rom
astuciosa Imitario dos bolea, rtulos, e sellos
da sua fabrica. fosera sciente aos seus frr-guc-
Zes e ao pblico, que em resguardo da sua
Diopricdadc, c dos seus direitos, accrescento
irnia ao ''lio dfl nico deposito do legitimora-
naria frea, que permanece no mesmolugar ,
ra da Cruz u. 20.
PortMntn ffualqucr outro rape que s<> inculque
debaixo desta dnominacfib e urna falsificacao
dos productos da fabrica de Mearon & C., inven-
tores e nicos piopriotai ios das fabricas do
rap arfa >rcla tanto na nal.it, no Kio-de-ja-
neiro e Maraiihao como em l'ern .ml.ueo,. e
rOffo aos Srs. compradores de aeautellai ein-se
contra as fraudes, sendo as motores no rape j
que se vende a rctalho. |
O abaixo assignado faz csientc a quem lhc
convier, que tendo visto no Diario de 23 do cr-
lente mes de mano um annuncio no qual tra-
ta ter-se feito penioia em una casa terrea, sita
no Atierro dos Allogados, feita esta pela viuva
do fallecido Cosme Texcira das Trovas, Sebas-
tiana Hara da Conceicao, com dinheiro, que
tomou 0 juros por nina escriptura publica ao
mesino abaixo assignado, assini como um con-
t cento e tantos mil rls por duas letras acei-
tas pela inesnia Sra., importancia de uiate-
riaes tanto para este predio, como para outro,
que a dita ara. edificou depois do fallechnento
do dito sen marido, o qual qu indo morreo, o
que deixou por herdeiro foi dividas, p nada
mais, e quem as ten pago, e ganho este dinhei-
ro paca esseflm teui sido a inesnia viuva,. c se
esta boje possue alguma cousa deve ao seu suor
por isso foi quem o tem ganho, c todo o qual-
quer negocio, que esta Sra. tem feito para este
lim julga-sc firme o valioso, c fique corto o Sr,
Jos* da Silva Colinfora', e seu procurador Ma-
noel Pereira Marques, que o annunciante abai-
xo assignado protesta ja ir a juiso mostrar o di-
rcito, que Ihe aciste a respelto, e nao se hade
achar nabos em sacco; materlaes para os pedrei-
ros, dinheiro de emprestinio por escriptura a 5
anuos, julga-se liaver preferencia.
Jote de Oliveira.
Ilenry II. Hetch cidadao dos Estados-
Unidos pietendosahir para fra da provincia.
Maria Jacinta Guillermina retira-se para
fra da provincia levando em sua companhia
sua escrava de nomo Maria.
Jos Joaquim de Castro, mostr alfaiate ;
mudou-soda ra daCadeia n. 49, para a incsina
ra n. 5 ; o mesmo precisa de ofilciaesdo mes-
llio Ollicill.
O bacharel Vicente Ferreira (Jomes em-
barca o seu escravo Joao para o llio-do-janeiro.
E. Rotheretira-S6 para fra do imperio.
Desappareceo na nouto de 23 do corrente
urna escrava de boa estatura cara redonda ,
beicos grossos denles limados na frente, meia
caba de nomo Maria sem defeito, peitos em
p do 18 a 20 anuos foi escrava do capitao
Francisdo Jos Luduvico da Venda-grando ,
morador no lugar do Pa prado a dita escrava de 7 annos no engenho de
S. Joao da villa do Cabo ; levou sua roupa ,
um panno fino novo, c urna imagein de S. An-
toni i; julga-se cstaracoitada em alguma casa;
quem della tiver noticia ou a pegar, leve ao
pateo de S. Pedro n. 22 qnc ser recompen-
sado.
Na padaria da Ilua-dircita n. 10, precisa-
se de um bom amassador.
l'rccisa-sede um pequeo para caixeiro ,
no Rio-grande-do-norto ; na ra larga do Ro-
zario n. 5.
Precisa-so de 250,000 rs. a prcmio.com
muito boa firma; na ruado Aguas-verdesn. 100.
Os snis. quo lorao approvados para so-
cios da sociedade Apollinea o quo recebero
caitas nesse sentido so convidados a vir to-
mar sssonto na partida de 6 de abril prximo.
O Sur. Francisco Luiz Fernandes da Costa
queira procurar urna carta viuda de Lisboa na
tua da Praia deS. Rita n. 37.
Aluga-so o terceiro andar da casa da ra
do Queimado n. 8 a tratar na loja do mesmo,
ou ou na ra do Collegio n. 4.
Precisa-se fallar aos Snrs. 'padre Manoel
Jaconie Bezerra Cavalcanli e Jos Machado ;
na ra do Queimado n. 25.
Roga-se ao Sr.. Joaquim Francisco do Pau-
la Estoves Clemente queira appareccr no Pateo
de S. Pedro n. 24 a negocio de seu inleresse.
Precisa-se do 400,000 rs. a premio com
hypotlieco em predio, boa firma, ou outra qual-
querseguranca legal pelo lempo, que se con-
vencionar; quem tiver annuncio.
Na ra de Aguas-verdes sobrado n. 21 ,
ha para alugar semanalmente um molcque ne-
nio canteiro mu fiel, de muito boa conducta;
aluga-se com as convenientes garantas e pre-
co commodo.
-se a juros de dous porcento, dosde a
quonlia de 10 000 rs. at 300,000 rs. ; na Rua-
velha casa terrean. 102.
O Sr. solicitador Jos Francisco do Sou-
za Magalhaes queira quanto antes dirigir-so a
ra da Alegra n. 3i, a negocio, quclbe diz res-
peito.
Quem precisar de um mcslre tanoeiro e
rcstilador, annuncie.
Aluga-se urna preta idosa, boa vendedei-
ra ecompradeira de ra ; o se da 250.000 rs.
a juros, com boas firmas; na ra do Livrumen-
to obrado n. 33.
Aluga-se urna casa terrea com corredor
independente duas salas, 3 alcovas, cosinha
fra quintal e cacimba sita na Rua-bella ;
a tratar na inesnia ra, sobrado novo prxi-
mo a mar.
offerecc-se un Portugus, natural das
libas, para feilor de qualquer snr. de engenho,
o qual ten de idade 32 annos, filho de lavrador,
sabe bein trabalhar com arado en plantaces de
cana e lodo o mais servicodo mesmo arado, c
tem pratica neste paiz desde 1841 at o presen-
te ; quem de seu prestimo so quizer utilisar,
podo escrever para a cidade da Parahiba a Elias
deAlmeida Lima, morador r.a ru das Conver-
tidas das inesma cidade ; o mesmo sabeler, es-
crever, c contar, e da fiador a sua conducta.
Comprao-se elTectivamente molequos do
12 a 20 annos,|agradando,paga-se bem; na Rua-
direil.i n. 121.
_ Comprao-se mi! ps de limoeiros, que
sirvao para cerca, pagao-se bem ; na ra da
Alegra n. 34.
_. Comprao-se 4 moloques de nacao, do 16
annos, que sejao de bonitas figuras; na ra de
S. Rita-nova n. 91, do manhaa ateas 9 horas ,
e das duas as 5 da tarde.
_ Comprao-se tres escravos do bonitas figu-
ras sem vicios, e que sejao disposlos para o
servico de engenho; o um pardo com oflieio de
sapatoiro, de bonita figura o proprio para
oagem; na ra da Trempe n. 7. ou na ra dos
Ouarteis, casa de Domingos Garca Paramio.
_ Compra-so o burro do Virgilio traduzido
ao p da lettra ; quem tiver annuncio.
Vendas
Compras
__Comprase urna armacao, e d-sn luvas
pelas lojas, sendo as ras seguintes ; Cadeia
do Recite, Queimado ou Rua-novu; quem ti-
ver annuncie.
Vendom-se os superiores loncos do seda
preta, chegados ltimamente do Rio-de-janeiro,
a nica loja aondeso vendem na ra do Quei-
mado esquina do beco da Congregacao n. 41.
Vende-so mercurio doce recentemente che-
gado de Lisboa do muito boa qualidade em
caixinhasdo3e cinco libras por preco muito
commodo; na ra do Vigario n. 21, casa de
Mendes S Oliveira
Vedem-se 7 pipas com agu'ardento bran-
ca do 21 graos muito alva ; na ra do Livro-
mento armasem de louca c molhados n. 20.
Vende-se um siliocom casa, com 3 salas,
6 quartos, senzalla coxeira para carro e ca-
vallos duas cosinhas, terrado fra com rio
dentro do sitio, baixa para verdura o capim ,
cercado para quatro vaccas, sustentando todo
o anuo todos arvoredos de Iruto, pequeos e
plantados em orden, quo a dous annos colhc-
sedeum ludo; tambem precisa-so do um con-
t de reis com hypotheca no mesmo silio; arren-
da-se por dous annos, dando-so smenlo esta
quantia ou permuta-so por casa nesta praca,
ou por escravos ; a tratar na ra do Rangel n.
75, ou na Praca-da-indcpendcneia n. 21.
Vende-se um garrote de3 annos, muito
gordo C una cabra ( bicho ) boa loiteira ; no
silio defronle de S. Jos do Manguiuho que
tem portiio de ferro.
Vende-se una prela do nacao Cosa de
bonita figura, C"S0, engomma ensaboa, cosi-
nha, e propria para todo o servico de urna
casa ; na ra do Sol n. 23.
Vende-se um pardo do bonita figura de
18 annos bom official de sapateiro e ptimo
para pagem ; na Rua-nova n. 33.
Vendcm-se chitas escuras e claras a 160 o
200 rs. meias curias ecompridas, lencos com
ramos adamascados edooutros mais quali-
ddes para mo, chila o ganga azul a 120 rs. o
covado riscadinhoso 160 rs., chales de chita
escura da India cambraias adamascadas mui-
to finas brancas o com (lores cor de rosa, b-
cos de linho muilo largo para vestidos pecas
de cambraCta lisa, para vestidos, cambraias de
listras bordadas para cortinados pecas de bre-
tanha de linho de 15 varas a 3000 rs. o outras
umitas rascadas por barato preco ; na ra do
Crespo n. 21.
Vendom-se luvas pelas inglezas da me-
llior qualidade possivel, bot~cs de duraque ,
dilos do mussa dilos amaiellos de bom gosto,
bicos prctos c brancos, dilo largo para roquetes
derpadre, papel de peso e alinaco, cartas fran-
cezas finas ; na ra doCabug loja de meu-
desas n. 1, de Francisco Joaquim Duarto.
Vendem-so 3 barretinas para sargento de
guarda nacional, anda nao servidas, pois nao
estao apparelhadas ; na Ra-direita n. 72.
Vendem-so chapeos prctos rancezes para
meninos, ditos para homern, de superior qua-
lidade o (orinas novas a 7000 rs. : na loja
de uilhcrmeSctte, na ra do Queimado n. 25.
Vende-se unta casa terrea sita na ra da
Conceicao da Uoa-vista n. 15 por um cont de
reis ; na ra do Queimado n. 22.
Anda se achao alguns terrenos para ven-
der -se na Rua-nova por detraz da ra da Con-
cordia que. dividen com a travessa do falleci-
do Monteiro o pelo norle com a travessa do
Caldereiro ; ninguem deixar de comprar um
palmo de terreno por 5000 rs. com 150 ditos
de (undo, e nos lugares de esquina 8000 rs. com
o mesmo fundo e com todas as commodida-
des para se edificar ; na ra larga do Rozario
n. 18, onde se apresentar a planta do inestno
terreno.
Vendem-se sementcs de todas as quali-
dcs de hnrlalica, tullas do vidro, cestos para
meninos aprenderem a andar urna porcao de
vidros de urna a 4 oncas ; na ruada Cruz, ar-
mazem de louca de Antonio Teixeira Lopes.
Vende-so una venda na ra do Rangcl
n. 5, o dinheiro, ou a praso, com boas firmas;
a tratar na inesnia.
Vende-se urna escrava, quo sabe cosinhar,
engommar, ecoser ; na ra do Sebo n. 8.
Vende-se um pardo de 18 annos, bonita
figura bom olcial de sapateiro o ptimo
pagem ; na Rua-nova n. 33.
Vende-se cxeeente iarinha de trigo para
bolaxa pelo commodo preco do 10^ rs. ; no
armasem do snr. Mendonca no Forte-do-Mat-
tos.
__Vende-se urna cama nova do amarello en-
vernisada esl no uso vende-se por preci-
san epor pre^o commodo ; na ra do Fagun-
des o. 28
Vende-se urna negra moca, de nacao Cos-
ta de bonita figura lava, engomma, cozinlia,
e propria para todo o servico de urna casa
na la do Sol n. 3.
. Vendem-se bicos pretos a imltacao de
Monde os melhores que ha; na Rua-nova n.
8, loja do Amaral & Pinheiro.
Anda est por vendor um lindo carro do
4 rodas ( sociavel) com arreos novos, e queren-
do com douscavallosj ensinados para o mes-
mo : na ra da Cruz n. 7, primeiro andar; na
mesma casa compra-se una preta que saiba
lavar, cosinhar, e engommar.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de inarmore redondos
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armacao, marque-/as, solas, mezas do
jantar camas de vento mili bem mitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegados
de'grossura dito serrado dito americano de
diflcrcntcs larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barrates ; na ra du
Florentina em casa de J. lieranger.
Vendem-se bezerros de lustro da melhor
qualidade possivel, a 36# rs. a duzia. o a 3200
rs. a pelle ; na Rua-nova n. 8, loja de Amaral
# Pinheiro.
Escravos fgidos
Em 22 do outubre de 1812 ugio do abai-
xo assignado um pardo de nomo Joao grosso
docorpo, bstanlo robusto temo dedo de-
pois do pollegar da mo direila recolhido para
dentro motivado do urna cutilada natu-
ral deQuipap e alli foi escravo d; Manoel da
Cruz Franco emcujo lugar se presume estar o
dito escravo ; o propietario olfcrece lOO.f rs.
aos apprehendedorcs, logo que o aprsentelo.
F ir mino Jos Eelisda Rosa.
Em 2de fevercirode 1841 (ugirao a Fir-
mino Jos Felisda Rosa morador nesta praca,
dous escravos sendo um pardo de nome Jov,
bastante gago, sreco d>> corpo, um tanto aina-
rellaco por padecer frialdade ; esto escravo foi
comprado ao snr. do engenho da Pracinha de
Porto-calvo : o outro de nome Joaquim, cabra,
natural do serla o do Ass muito alegre pas
largas cintura fina porm muito reforcado,
bem eito de pernas, dentcs limados, suppe-su
andarem juntos, por terem juntos fgido; qual-
quer pessoa, quedestes escravos souber, que-
rendo mandal-os entregar a seu dono, recebe-
r por cada um 100,000 rs. o annunciando a
a sua estada com cxactido 50,00o rs.
Fugio no dia 23 do correte um negro do
nome Miguel, de nacao Angola, secco docorpo,
pernas linas, estatura alta ; quemo pegar, leve
a ra laria da ra do Burgos quesera grati-
ficado.
No da 4 do corrente ugio o prelo Joa-
quim do nacao, apellidado pelos oulros pre-
tos na ra Carioca com os signacs seguinlcs:
estatura regular, seseo do corpo barbado s
no queixo tem na mfio direita a melado de 2
dedos de menos, e quandoanda tem do costu-
nio levantar os dedos por causa de cravos, que
tem por baixo ; levou camisa do ulgodaozinhn ,
velha calcas de brim pardo tambem velhas,
e chapeo de palba ; quem o pegar leve a ra
do Hospicio n. 36, quesci gratificado.
Fugio no dia 25 do curente um prelo de
nacao Songo estatura regular quando on-
da parece cochear tem um pequeo calumbo
en um dos peitos e os ps grossos; quem o
pegar, leve a ra de Apollo armasem de Del*
(no dos Anjos Teixeira Ribeiro quo ser bom
recompensado.
No dia 2! do rorrete pelas S !or manhaa fugio urna negrinha de nacao Cassange,
de 14 annos pouco mais, ou menos secca do
corpo, boleos grossos, com todos os denles da
(rento bastantes largos, como carimbo de mar-
ca de fogn5 em cima de um dos peilos; le-
vou vestido dechita branca,c camisa dealgodao-
llnho ; quem a pegar, leve a ra das Cruzas,
casa terrea n. 19.
No dia 13 do corrente mez fugio o preto
crioulo Dionizio, de 24 annos levou calcas e
camisa de algodotinho trancado, chapeo de
pallia o qual quando fgido costuina a mudar
o nome, o tem os signaos seguintes ; urna quei-
madura no peito o em um dos bracos quo
chega al as costas da mi pucha por urna
poma por causa de um talho, que levou em um
p tem o offlcio de carniceiro pois que ja
lem estado em diversos tallios ; quemo pegar,
leve ao armasen de assuar da ra da Moeda n.
15, quesera recompensado.
Da-se 600'/rs. a quem descubrir os es-
cravos abaixo declarados que desapparecerao
no dia 18 do trrenlo, das 7 para as 8 horas da
nouto; um molaeSoda bonita figura, bem pre-
lo, rosto redondo, denles abertosna frente de 18
annos da pelo nome de capitao o de nacao
Congo ; um dito de nome P uupeo cor fula
com umitas marcas de sua Ierra pelos peitos,
reforcado; e um dito de nome Domingos, baixo,
cor pela com urna cicatriz, na cabeca am-
bos de nacao Congo ; quem os pegar, ou indi-
car o lugar, e a pessoa, que os raploii lera a
gratifleacao a ci.na dirigindo-se a Praca-da*
Boa-vista n. 19.
IxKClFB N\ TyP. UB M F, 1B t'ARU. 18*4


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