Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05086


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Full Text
Anuo de 1844L
Quinta Feira 28
de Afargo
Anno XX. IV. 75.
O DlARlOiiulilica-ae i. dos os das que niio forcm snniilieadiis : o |>reco da IMCMlori
fie de tres mil rs. por qurrlel apos adjuntados Cs aiiiinncios dos aaaignfJsMI so inseridos
pi ti*, e os dos que 11.10 oiem raio c!e gidas esla lyp ra g I Independencia 1. j de Hrn sn 6 e .S
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Counna, e Parahrba. secundas e sextas feiraa. hio Grande do Norte, quintas feira,
llabo, Serinliaeni Ido Furmoao, Torio Cairo, Macev e Alagoas : no l.o 44 e 2d
de cada m:t Garanliuna e lionilo i f|) '24 de Hada mci aoa-visla e Florea a f.'i
23 d!lo. Cidade da Vicloria, quimas feiraa. Olinda lodas us das.
DAS da semana.
2S Seg taauneitolo de N. S.
'26 Tere s. Ludgero Btl. ud. do re D da 3. t.
!7 l .'nana a M arl mli.i Aud rio J. del), da 3 T
2S Quinta s. Alcxandrc. Aud. do J. de 1) il 2. r.
J'J Serta s. n.......Ij. Aud. do J de D. da 2. r.
30 Sab. a Climo el. aud. do J. de U. da 4. ?.
31 Dom. de llamo, at Albina
'T^lff:"'!'' MMMO '-saa^-jesza sUsaXI 'Ja"3a\cn
Tildo apira depende de na meamos; di nossa prude lia, (roderac-io- a enerva: ron-
Si f .. "miemos como priaciptansOS e serenas (poetarlos eom a din ira':.!*> entre as na (lies mais
J&i$$s cul1"- (l'rochm. i,, di r\sabla Gersl d0 arsjil.)
-Q C1IUIOI BO FU Sg OB HalCO. ernipra renda
I ''Cambios sobre Londres -5. Our.-Moerla'de <", O V. 7.SW I/,SI)
/('// a .. Fvii i70 rris por franc ,. .. a N. 10.1' 1.7300
Lisboa 1 0 por lllil de premio
JV Worda de cobre 5 po: cen,,i e na lia
$jdj Mero de letras de boas Urnas 1 a i
,. de 1,00 i 'J.i'OO 0.0
Pr.u-r.iaof>. l,tM -I.'1*"
., Vesos ...lu.nmnarcs 4,i)7 '..''"
Ditos aeiieanos -l.OfiO *,'JV0
PHASES DA LA RO MI./. DE M VRC.O.
I. na chela las 'i lloras e 'i min da tarde
Minguante a ll as i l horas da uianli.ii.
Luaaora a tS as 9 horas e57 m;n di larda.
Cesienie a 2< as 2 bel) m. da manli.ia.
Pleamar de Iwje.
l'rimeira as 0 horas .0 m>n, ra inanli.n | Seun la as 0 ;-oras e 51 minutos da :arde
U-g.ji>~fift'"-fi*::-'.--\,t- .,:-... ----- _,. .......-..: i_j unjiisi i
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Continuaran da sessao de 2-'i de marro de 1844.
O Sr. presidente:Scnliores, a dscusso tt'tn
estado inteiramente fra da ordem, e preciso
por termo a isto, do contrario am aunen aca-
bar} peco pols aos nobres deputados que se cin-
tilo materia que se discute. Tein a palavra o
Sr. Jos Pedio.
O Sr. Jos Pedro:Sr. presidente, eu sou o
prinieiro a recoubecer quanto justa a adver-
tencia de >. Kxe. Eiij disse aqu que quando
tome! asseuto uesta asseiubla nao tiuliaeiu vis-
ta seno o beui publico; que vinlia o mais bein
intencionado possivel; que quera tomar parte
nos trabalhos para mostrara essas pessoas que
deposlturo ein niii a sua condonen, elcgendo-
ine depulado, que nao queria siibtrahir-ine a
esse trabalho, quemejulgava coinuinatal ou
qual frca para carrejar eom o peso delle, c fe-
ria todo o possivcl para que elle uo l'ossc pro-
telado pelas questocs de partido. Tenbo-mc, de
l'aeto, apartado deste proposito, verdade, te-
uho entrado nesga luta, que pouco ou nata po-
de utilisar a provincia (apoindos) tenlio entiado,
uao iosso negar, e vou entrar agora inesino; mas
nao deixo de recoubecer, que ella infructifera.
Os nesinos espectadores que aqui coocorreni
reconbecein tainbem a inutilidade destas dls-
cusses, rcconheceui que o tempo roubado,
que uo se cura dos seus interesses, e que o re-
sultado destas questes (' o discredito de alguns
deputados, que mullopodiao concoi'rer para o
bem publico, se outro fosse o nosso eomporta-
ineuto.
Convem por tanto, que nos que estamos in-
cumbidos da luissao importante da l'elieidnde
publica, nao nos al'asleinos da vereda que de-
venios seyuir, Tenbo dselos de observar, o que
me indica o lugar que aqui oceupo, e se alguiu
e.vcesso tcni liavido da ininlia parle, declaro a
cmara que teni sido contra a miaba vontade,
talvez l'ossc alguiu desvioiuvolnntario: por tanto
farei iodo o possivel para cumplir a obscrva(o
de V. Exc.
Entrando na materia eu vejo que os motivos,
que d u coiiiMiisso para que se uo chame o
supplcnie ein logar do Sr. Nogueira Pazso os
un sinos <(u<'j.i apresentou da outra vez. Os no-
bres deputados que couipdein a maioria da coiu-
misso julgaro como motivo valioso para se
chamar aoSr. Catanho rm lugar doSr. Maclel
Monteiro, o saber-ce (pico Sr. Klaciel Monteiro
tmlia necessidade de lie.ir no Rio para assistir
a prxima Sessao da asseuibl a geral; mas cu
nao sel quem alliancou a coinniissao pie o Sr.
Blacicl Monteiro tinlia esta tencao < que elle
niio virla aqui antes disto ; e entretanto o noluc
deputado que isto nosaflirmou nao quer estar
pelo que st alega a respeito do Sr. N. Paz.
Oii.inilo se tratou desta questo eu disse que
estes motivos nao serviao para a decidir mas ,
como a coiiimissao julga valioso o que alega a
"'pelto de 2r. Mr.cicTSiieiro, pata ser bn-
parcial, deve dar igual importancia as cireuius2-
t,lucias que occorrem e que se tein aipii a-
preseutado a cerca do Sr. Kogueira Paz. Salie-
se que este Sr. est inulto onge desta piara ,
que leve motivo poderoso para aqui n.io vir ate
agora ; j sao decorridos vrtc e tantos dios de
sessao Torra concluir, que elle niio vira mais.
Si1 a eonuuissao cnteiide que poreertos indi-
cios se deve decidir euto deve aniiuir ao clia-
niainento do outro supplente ; por quanto as
raides, aue se dfio para que se julgue do nao
comparecmento doSr. Nogueira Pai, sendo sao
mais importantes ao menos s8o equivalentes
s alegadas para que se cbaniassc o pfiieiro
supplente. (*)
(<^oiiiiit/dr- O Sr Taques:Si*, presidente, se o parecer da
eonuuissao, que ora se discute, tein trasido al-
guns desgostos esta assembla, ccito tanibem
ter apreseiitado una discusso milito elevada:
o nobre deputado que acaba descntar-se,o nios-
trou milito claramente. J, Sr. presidente, se
nao discute o parecer da coinmisso, temo-nos
remontado apoltica gem. Parece-inr, que ues-
ta assenihla nao nos podemos oecupar deste
objectOa que alias <; multo interessantc, nao so
porque seria estril, e intil ein sen resultado
qualijiier discusso este respeito, como por-
que julgo, que nesta casa nao existen! os ele-
mentos necessarios para instituir-se semelbante
discusso.
Sr. presidente, para forniar-se una poltica
(*) Tendo-se desarranjado j alta noute e
quando se la nipor no prclo, a pagina ein que
sr1 acbava o discurso doSr. deputado Jos Pedro;
vimo-nos na precisuo de suspender aqui esse
discurso scivindo-nos para completar a Iblha
d composiro queja se chava li-ita, e re-
gorvando para ri si guiute numero o resto do dis-
curso aniii de nao demorarinos a publicnco
do presente niiniero o que alias faria retardar
a dos subsequcutes. O /{/(.
^3asgEia;:r^?x r n .^-r!rz\xz2, mii"3r nacional, necessario, que venliao discusso
os diversos interesses de que ella deve resultar,
pelos quaes deve cstabelecer-se o prograinma
dapoliticageral.Naopdehavergovcrnosem unl-
dade: porta uto, ein lima asseinblea ein que ancuas
ti'in assento representantes de interesses de un
certoilislricto.em itiiiaassemblaeinque nao tem
assento as eminencias das diversas opinlesem
que se divide a naco, os cheles dos diversos
partido; polticos, nao se pode dizer, que c bem
cabida Ulna discusso desta ordem: aclto bom
port*m,Sr. presidente,que,quando baja occasio,
cada un procure emitir asna oplnio, e procu-
re justificarse de accusac'es.quese dirijoa sua
pessoa. O nobre deputado, autor da iudicaeo,
rpiando falln na sessao anterior,proeuroii mos-
trar, que o sen procedimenlo se aehava iscnto
da pecha, que sobre elle se laucara, e procurou
desenvolver a poltica adoptada no imperio, e as
rasoes porque se hnvia apartado dessa poltica.
En, Sr, presidente, nao estou a par dos negocios
pblicos, em que apenas entro, nao posso por
conseguinte estar milito habilitado para Callar a
este respeito, nem jamis me julgaria autorisa-
rlo para examinar o procediineuto do nobre di-
putado: porcn, Sr. presideute, tendo eu dito
nesta casa, que me julga va aqu representante
de una opluiao poltica, e que nenhiiin outro
direito tenbo para tomar assento nella, en ten-
do, que (' do ineii dever dizer alguina COUsa
cercada poltica que actualmente domina.
Uin tempo liouve, Sr. presidente, em que o
l'rasil tendo apenas formado una narn inde-
pendeute, tendo quebrado iodos os lacos de o-
bedicncia, sciu que houvesse carcter nacional
desenvolvido, scni gloria que ligasse todas as
suas diversas partes, sem prestigio por Tactos
anteriores, apresentava o poder sem torca algu*
ma, sujeito gmente aos embates, que todos os
(lias recebi.i, de faccoes, O estado inlciraineiite
desorganisado, porque nem se tratava de esta-
belecer os meios necessarios d'administraeo,
nenbuma regra dominava no nosso parlamento.
As provincias tanibeni pela sua parte tratav.io
de prover as suas necessidades, tratavo de usur-
par attribuia'ics, que lhc nao ero dadas, por-
tille tinho preciso disso; vimos a desordem, a
coiiflagracao eminente. Entilo alguns homens
pori'IU, .Hilantes do seupaiz, relleelirao mu poli
CO, e viro que era necessario por una barreira
a este mal; viro, que era preciso Seguir nina
marcha diversa, que era necessario estabelecer
o governo representativo em suas regras. 0
resultado fol, que a opiniao publica eviden-
temente demonstrada ni discusso do par-
lamento fez caluro vacillante govevno.c, pilbir ao
poder os representantes d' nina opiniao forte,
pie litli.i tomado sobre si toda i responsabillda-
de. Sr. presidente, (piando assim consideramos
os servlcos que essa poltica prestou ao paiz, nao
posso deixar de tiibiilar-lhe teda eousidera-
<;ao. O nobre deputado, que boje parece estar
inteiramente discordante dessa poltica, creio,
que tanibeiu lhc prestou apoio. Mas, Sr. presi-
dente, o nobre deputado boje julga, que deve
achar-se ein nina posicito opposta, qne uo deve
dar o sen apoio a esta poltica, e as rasoes elle
expendeo-as na casa: as rasoes sao, porque bo-
je nao ha lberdade de Invprensa, nao ha lber-
dade de eleires, nao ha lberdade e indepen-
dencia do iioder judicial io. S. presidente, o lim
da sociedade o bem geral; e quem observa o
mecanismo das sociedades cvis, quem conside-
ra a maneira, por que ellas podein chegar a ob-
ter o maior bem, deve saber que nao to fcil
faxer applicacdesde principios absolutos.e exigir
que sej.io observados eom todo o rigor, mas que
so de sua combinaro que pode vr o bem de
una naco. Os poderes polticos sao indepen-
d ntes, IstO c, nenhuin delles pode Substituir
ao outro, c fazer aipiillo que a este pertenee,
porin d'aqui uo se segu que os diversos po-
deres polticos iiotenlio limites, e assiin osdi-
reitos dados ao novo. Portanto, preciso que
se examine o complexo dos diversos lucios, por
que se governa e dirige a sociedade.
O nobn |depiitai!o disse, que hoje uo era pos-
sivel fa/er-se o bem publico, porque o governo
bavia alterado a constituido da naco, segundo
a qual ella deva chegar ;i felicdnde, tendo as
elei oes intciraniente por s; mas, Sr. presidente,
suaspalavras uo mostreo senfiouinacousa, que
a poltica que boje domina o estado una opi-
niao que tem por si a maioria da naco.
OSr .Manat Cavalcanlr.yo apoiado.
O Sr. Taque*.Se lei a opbiao da maioria
das diversas ordens de einpregado pblicos,
darpielles niesmos mais independentes, se tem.
como o nobre deputado eonfessou, a maioria de
todas essas pee-ri.is comientes, que OCCIipO pOS-
tos na guarda nacional, etc. c visto que esta
opiniao tein urna forra inmensa. Nem, Sr. presi-
dente, de outra maneira esta opiniao poda sus-
tentar-se, porque, quando nina opiniao so vive
de pequeas transaedea, ou pelo terror, ella em
breve vai por trra; e na nossa tribuna parla-
mentar em que se vein tantos homens distlnc-
los.s.uin ministerio apresentasse Ulna opiniao
poltica, que nao tivesse por lint a felicidade pu-
blica, seria iuieirainenle derrotada essa opiniao,
e a cousequencia sera retirar-se esse innistc-i
...

: saK
32C
rio; mas se o nobre deputado reeonheee, que
essa opiniib tem por si una maioria, nao deve
ignorar que aquelles, (pie das urnas eleilo-
raes sahem vencedores, sej5o os legtimos re-
presentantes da provincia.
OSr. I'rbann:Masque en nao reoonheco,
que essa opiniao tenha a maioria.
OSr. Taques:-O nolire depulado disse, que
tem a maioria dos empreados pblicos, a das
ollieiaes da guarda nacional, etc. logo, tem a
maioria da uae.io.
OSr. Afano Cavalcanti:>o apoiado, < nem
se segu.
OSr. Taques:Tenia maioria dos proprieta-
ros e grandes industriosos tamhcm, pois em
geral tudo que entre nos ha de eminente se ocha
as classes mencionadas, e eom poderes p-
blicos.
OSr. ManoelCawtlcanli:-Nao sel, ellesainda
nao o dissero.
O Sr. Taqun;Kfio posso deixar de conside-
rar, que essa opiniilo tein a maioria: e quailtO ao
governo ler feitoas eleices, o nolire depulado
nao deva limitar-sc smente a esta argumctita-
r o, ([lie nO me parece de modo algUUI pniee-
dente, porque dizer maioria pelas elcirocs do
lado do governo uo diserque uo ha lber-
dade d'eleicoes; porque, se comoacontece nesta
provincia, o nobre deputado nao tem outra ar-
guco alazor seno essa falsificarlo de Igua-
rassi...
OSr. Urbano:E multas outras, que j forao
Peitas na cmara dos deputados.
OrSr. Tuques...sedada inesino esta falsli-
eaeo poderiamos apenas ler inndanea de dous,
onde tres no.....s nesta asseinbla: como a no-
bre deputado diz, que nao ha lberdade no paiz
e que a elelcao se representa a potencia do go-
minlstro em
a proprla, nas
O Sr. Manoel Cavalcanti:Em Pernambuco c
onde houve mais lberdade.
O Sr. Tuques:.\as eleeoes provineiaes todo o
inundo sabe, que nenbuma outra arguico se
tem feito, seno a da falslicae-ao da autbenlica
de Igiiarassi, e (piando nao houvesse falsilica-
efib,e entrassem aqui mais dous, ou tres depu-
tados da opposico.havia por ventura venclmen-
to do lado do nobre deputado? Certo que nao;
iiecessarameiile deva re onheeei-sc, que em
Pernambuco a oplnio que represe na a polti-
ca, contra a qual falla o nobre diputado, a que
est protegida inda maioria da provincia,
Sr. Uunel Cavateanti: Nao exacto.
(I Sr. Urbano : D'ahi uo sesegue, que essa
politica tenha a opiniao do paiz.
O Sr. Manoel Cavateanti .-- Nem a maioria da
casa tem a maioria do p >i.
O Sr. Taques : Se se allirnia, que os eleitos
nao represenlao a opino publica, parecc-me,
que eslo por Ierra lodosos principios do direi-
to constitucional.
Sr. presidente, aqui se contestn, que ogo-
verno podesse intervlr as eleicoes; e, (altndo-
se s decencias parlamentares, trouxe-se o sena-
do Inasilero para provar os niales, que essa in-
tervencao tras. O nobre deputado, que (' to
illusir.iriri >! est to ac*tu>>ado a coin-
bater na tribuna, deva reconhecer, que um
eorpo lo distnclo, como c o senado, nao poda
ser trasido para as nossas discustoes. O nobre
deputado Ihllou.nao s contra as eleiedes em ge-
ral, como niesino falln ein relaeo ao senado :
IStO nao tira, rpie o liomeill rjuc
pregue a nfiuenela prnpria...
O Sr. I r'.u.tu : Vpolado
nao a do uoverno.
OSr. laque; ...para fhzerrecahiros votos
nos mais distinctos dos seus alliados ; porque o
principio que em um esl ido as opinides di ver-
sifican : ein lodo o paiz, em que a moral un
pouco elevada, assim acontece, por lauto,
quando os homens de una opiniao politica so-
bem ao ministerio, iudigito os seus amigos pa-
ra candidatos ;i deputaeno, insto nao Infringeiu
le alguiua, apreseutiio os homens mais uteis, e
re mais s\ mpathiaSi sobre quem devein recahir
OS votOS dos do sen lado. Devese ter como por
primeiro principio, que os homens Je um part
do nao atrahicoo esse partido para apoarem
homens do outro lado; oque em um partido
o.10 pude deixar de haver tinidade, para que as
colisas malln m bem ; c principio, que nao se
""le contestar : aquelles, a quem compet' dar
direeco um partido, certamentc sao os ho-
mens mais eminentes delle, que pida sua pers-
picacia podem un liiiii conhecer o estado das
cousas,c obler meios pi 'cisosparaconseguirem-
se os lias; so aqucllcs.qtii' j teein felto ser vi eos
reconhecidos, teein a eonlinnen geral, poreou-
seguirte coul'oriue eom as tlieorias constitu-
einnaes, que os homens mais distinctos, que so
Imiii ao governo, sejo os que udipicm, quaes
mo aquelles, que podem na tribuna dar um (ri-
umpho causa constitucional. Sr. presidente,
o nobre diputado no sen discurso reconbeceo
nicsino, que o mal nao vililia do governo ; que
o nial, se o havia, tilma suas ra/es na popula-
r,o ; que se as colisas uo loma:' inelhoi direc-
fOo, se as eleicoes nao se faxem da maneira que
mais cjinvcm aos interesses pblicos, porque
r> povo se entrega iidllerenea : nao ha portan-
to nada por que criminar o governo.
O nobre deputado, dcixando as (deicocs ge-
raes, entrn as elciedes da deputaco provin-
cial de Pernambuco, < este respeito ja expll-
emi-nos o sen peiisainenin. En, Sr. pri'sidente,
acecho toda a explic.e ao. que qualquer dos hon-
rados niembros desta casa faca (lesnas inleitcocs,
por que UOO devo jamis lomar as suas jialavras
de un modo contrario dnqucllc, que elles de-
claran ser de sua iutencoo. Don jiois milito
apreco explicacao do nobre deputado, apexar
de que niio o piule comprehender bein. Nos de-
venios ter multa houra pora provincia nos ha-
ver escullalo, nem, Sr.presidente, alguemdci-
xarfl dejulgar, que isto de umita honra. Se
porlll o nobre depulado julga, ipie a nossa
i leicao tem alguina cousa, (pica deslustre, por-
que ella nao fol sndevida mis ; eu crido, n nolire deputado nao pude por este lado faxer
censura alguuia justa, porque contra iodos os
principios do systema representativo seria, que
uin houicm sahisse deputado s porquequlzes-
se : pareci'-nie, que se os representantes da na-
eo devein ser aquelles, que se julgo mais ca-
pa/es para Ihxer triumphar a opiniao. que mais
se aeeorda eom o nteresse geral, toda a honra
vem de nao ter influido as eleicoes, de uo ter
c.l.i.l.. i..:...
.... :..#i
ura a ou prcdomiiiio pes-
soal. E quantos sao, Sr. presidente esses que
sahem por influencia propria .' Sao s aquelles,
que dirigein a opiuiSo de um lado, mas esses
sao mu poneos, e arpadles, que aconipanho
devem sua eleirao ao apoio dos priinciros : por-
dissr, que o senado boje eslava (lirio de corte- j lano, se uesta (asa se assenta algiieni, para-CU-
zaos e nao recebia os homens mais filustres... i ja eleiyao tenha concorrido o administrador da
OSr. Urbano; Refrrl-me alguna, e nao ao. provincia, parece, que isto honra multo a esse
senario todo. .'individuo, porque o actual administrador da
O Sr. Tuques : ...mais eapazes de faxer a feli-1 provincia nao tein adheso qusi geral delta, por
cidade publica, mais eapazes de dar o triinnpho | sua mera Influencia pessoal ; mas porque se
opiniao, que se conformava eom o interesse tem m ntido alenle de urna politica. cnique
geral. Mas, Senhores, cu supponho, que OS di- j (em prestado iininciisos servicos (apniadot).
versos mcnibros, que (cen entrado no senado
brasileiro, so homens distinctos.
ltimamente aadinissfib de (res mcnibros no
senado creio. que nao deshonra ein nada o par-
lamento brasileiro ; entre elles acha-se mesino
um, que uo Identificado ooin a opiniao do
ministerio, a que tanto se oppe o nobre depu-
tado, fallo do Sr. Galvo, cidadao limito il-
lustre.
O .Sr. Urbano : O Sr. Cavalcanti j disse, que
a maioria da provincia nao era dessa poltica.
O Sr. Manoel Cavalcanti:A maioria nao; par-
ir' da maioria desta casa sitn.
O Sr. Taques : Por tanto, se o ministerio,
como eu ha pouco di/.ia.podc estabelecer aquel-
les, sobre quem se accorda, que devem ser'de-
putados da naco, lamban o cidao, que se
I acha i testa da idminislracao de una provincia,
Sr. Manoel Cavalcanti: E' por que essa po- pode apona r aquelles, ein quem ccnvcni que os
liiea nao domina tanto. do seu lado dcni os seus votos para represcnt.i-
.SV. Taques: Ve-sc portanto, que para o se- reni a provincia. Sr. presidente, o nobre depu-
nado brasileiro teein entrado cidados distinc- tado fallou anda na independencia do poder
tos. A opiniao, de que os homens que cstao no
poder nao posso influir as eleicoes, nteira-
inentc contraria aos principios do governo re-
presentativo (apoado$); poique, Sr. presidente,
se vogasse essa opiniao trada o maior des nia-
les; esses homens nao deveiio ento acceitar
as pastas. Como, Sr. presdene, miynt:Uea, mu
leeni mais saeacdade e tino poltico, ciis in-
fluencia, que devem desenvolver os seus Jlen-
los para esiabeleceT urna poltica sabia, uo lio
de dchar as paslas e lugares superiores aos me-
nos habis, e mediocridades, fin de einpre-
garein sua influencia nas eleiedes, para qne sua
opiniao appareca triuinphante no paHameiito,
sem o que uo podev sustentar-se. E'verdade,
que o governo nao tem pcJacoiistilucao o direi-
to de intervlr, a nao ser pela escolha dos sena-
dores, que compete ao poder moderador ; mas j
judei.iiio, e na lberdade de iinprensa, e este
respeito eu poueo terei a dizer. A independencia
do poder judiciario uo se acha entre nos esta-
lieleeida eom bases satisfatorias ; mas nao bo-
je que ella foi invadida, nao foi o ultimo minis-
terio, que lcvou o poder judiciario mais baixa
condicao : outros, qucdeiniltiro juizes dedi-
reiln, que (izcio icnioyocs arbinaiias.e que ie-
conhecero suas faltas peante o parlamento ;
estes sini forao os que lizero maior mal inde-
pendencia do poder judiciario.
Quanto liberdade de imprenta, o nobre de-
putado, que falln em ultimo lugar, leo un
trecho de um cscriplor, que bein luoslra a sua
importancia. Sr. presidente, a imprensa c cer-
tamentc a alma dos paizes ronstilucionaes : em
(planto ella procura amadurecer a opino pu-
blica, presta muitos serviyos ;nnas, se a iinpren-


sa nao guarda as regras da decencia, ella nao
pode concorrer para a Iblicidade geral; o nobre
deputado provou no s.u discurso,quei a imprcn-
sa.'util, nas nao pode provat utilidad.- da II-
J}Sr. Jote Pedro : D OTO aparte que nao
podemos ouvlr.
i) Sr Taques: Fallou-ae na llcenca da Im-
prensa. o pobre deputado disse, que iaprovar,
que a liberdade deunprensa era necessaria;siin,
Sr mas nao a liceo, a. Quando a imprensa des-
norta, nao aprsenla nada de til. nao encerra
teuao dlscussdes pessoacs, aftrontas e convi-
ctos Isto su serve para embarazar que se ior-
nn' umaopiuio segundo a utilidad.' geral.
OSr. Franciteo Jlo: Apoiado; quein tem ra-
sfio mJo deseompoe.
OSr. Urbano : Apoiado os do sen lado e ,
(iiu' marchita assim. ?
OSr. Taques : Teiiho de atleuder aparte do
discurso do nobre deputado, ein <|iie fallou estar
a imprensa de Pernambuco justificada pelo Mo-
narena e pelos tribunaes do paix : maravilhou-
iiir o modo, porque argumentou o nobre depu-
tado; sim, o nobre deputado, que prestou sua
adlieso ao gabinete de 23 de marco, quejul-
gava, que essegabi uete tinha o grande mrito
de manter, de ter salvado as instltuicdes do paix.
II Sr. I rbano: Nunca disse isso.
OSr. Taqiics: i-"/ Interprctacao minha: creio,
que o nobre deputado nao approvava osuiovl-
mentos sediciosos de Sorocaba e Barbcena.
tt nobre deput ido que nao approvava essa re-
bellio, que pelo contrario Julgava que havia
mereciineiito no governo que a havia del). Ha-
do como nita pude deixar deivjeltar asdeci-
sesdos tribunaes, que absjlvrao, os que d'el-
lafao rcos,vem hoje argumentar de iiincrinie
dotnesrao modo, porque aquelles argumente.
Se di 'edsse .1 argumentacao do nobre depu-
tado de que a llcenca da imprensa de Pernain-
liuco havia sido approvada pelo juigamento dos
tribunaes da provincia, enlao o nonr deputado
nao poderla argir cousa alguma contra os
mov nicutos de Sorocaba e Barbcena; porque
elle* tambem Ibrao absolvidos p.-los tribunaes
desges lugares. Mas, Seuhores, a condemnacao
do PharoT no Rio-deJaneiro prova o contrario
disto, ese aqu ein Pernambuco a justlca nao
pode triuuiplur em outras partes rila tem iri-
uiuphado ; os tribunaes demonstrarn, que o
governo tinha raso ; mas, Sr. presidente de
que pode servir um juigamento, que teve lugar
nesta provincia, paro ser allegado?
t) >r.l'rbaittr. Oh, eelle fosse a f.ivor do go-
verno servia de muito.
OSr. Taques : Servia de multo causa pu-
blica porque seria um exemplo cuicas para
uo se continuar uessa vereda ; porin, Sr. pre-
sidente pde-se tirar d'esse juigamento os bri-
ihantes coronarios que enxergon o nobre de-
putado? -Nao Senhores, deiles s se pode tirar
corollafios bem dolorosos nao para mini ; ni as
para a provincia para a nacao inteira; porque
niio attesto mals do que o estado de desmorall-
si;;i em que nos acharaos. O nobre deputa-
do euxergou em tudo o que occorreo no jui-
gamento, ilo governo obtera condemnacao. Sr. presiden-
te, se da parte d'aquelles, quequerio aabsol-
vlcita houvc isto lancou-se ind de todos os
linios da parte dos (nitros nao houve : a justi-
einpregou outros ineiossenao os da le, Disse o
nobre deputado, que se tinha adulterado a ins-
tituido do jury que se havia espilhado o ter-
ror; mas como? Sr. presidente. Hava-se adul-
terado a instituido do jury disse onobre de-
putado porque exeluiro-se 3:10 e tantos cid .-
dos; mas o nobre deputado eutrou no espiri-
to da junta de revisa,> ? o nobre deputado nao
\io, ipue ahi havia alcm do agente do governo
um representante do municipio .' i) nobre de-
putado le/, u exame dos excluidos, e conservados
na lisia pan jurados? Nao vio nessa lista tantos
individuos, que perteneci ao lado do nobre de-
purado, eque as excliiscies apparecem tantos in-
dividuos que sao do lado opposlQ? (!omo
IWw| ...,,,*,# ,,.,|i,|i, ll, ll.l ,.,.,., i, lil.'ill, ,ll .mi
grande exclusao,dc que Fallou o nobre deputado;
nella nao cntrou espirito de partido nao en-
trn seno o desejo de estabelecer o jurj coin o
numero preciso de jurados; porin capaces de
tao ardua tarefa ; procurou-se excluir aquelles
individuos, cuja Ilustra.;.:,> nao era suflieienti
para conhecer de cousas s vezes bem difficeis ,
lamben) l'orao excluidos aquelles, en jo estado va-
letudinario nao Ibes permittia exere'er estas
funcedes, eaquelles, que pedirse mesmodis-
pensa: Ibrao estes os excluidos e aceitar.) a
excluso mesmo como um favor;nao entrn nis-
to repito, espirito de partido, e a prova mes-
nio esse jury,a que se referi o nobre deputado,
que foi coaiposto, m grande parte, dcinembros
do seu lado.
Tcnho aiad i, Sr. presidente de considerar
algumas partes do discurso do nobre deputado.
Apresentoii-se o nobre depul ido em una np-
ppsicao extrema .. iodo o governo que tenha a
sua Iba!" da opiniao publica que boje lem ga-
lillo a supremaca no estado.
OSr. Urbano: Extrema,nao.
O Sr. Taques: O nobre deputado nao .'un
lioniem poltico, separado em parte do partido
dominante, umhomem, que Ihc faz guerra
a todo o trance.
O Sr. Manat Cavaleanli: Nao nao.
OSr. Taques : Parece que isto porque o
nobre deputado,fallando da cmara dosdeputa-
dos disse que ella prestarla a sua coadjuvaco
a todo o ministerio, que naseer desta poltica.
Disse o nobre desatada que en. principio n:lo
tinha coniprehendido o lito que levavao os ho-
jiiens que boje governo o paix ; mas que boje
ipatente a todos, queelles querem estabelecer
o despotismo no Brasil, eque onobre deputa-
do nao pode coneo/rer coin piles apoiado).
Portanto o nobredepuudo velo direr-nos, que
t arn pende dos sen., p issos porque fui Ilu-
dida a sua boaf.; porin nao se alija coin a
perspicacia do nobre deputado eme elle fosse
{iludido por taes gencraes que o luerao execu-
tar fielniente todas as evolucoes que ordenrao,
tomando-o por un ebefe de pelotffo.
O Sr. Urbano : Nena ce de pelotao cu
era.
O Sr. Taques: Quizapenas usar da phrase
militar einpregada nesta discussio. Digo chele
de pelotao porque o nobre deputado, pela sua
iiliutracao, nao poda peixardeter no parla-
mento brasil, iro un lugar niais distincto do
que alguns outros membros delle. O nobre de-
putado nao poda ser Iludido por estes homens;
Iludido poderia talvez ser oiitro honiein ,
que antes de elevar-se ;i tribuna brasileira nao
bouvesse dado toda attenco aos negocios pbli-
cos como o nobre deputado deo ; mas elle nao
podia ser assim Iludido. Portanto, temos de
procurar a rasSo da sejiaracao do nobre depu-
tado ein alguna outro ficto j? ento parece ,
que patente a todos a rasao da separacao do
nobre deputado; mas eu nao posso justificar o
seu proceder nesta parte. Se nina captiva Sr.
presidente trax a desuniao ao arrala! dos Gre-
gos Achllles niio val olferccer suas armas em
defesa dos muros de Trola e o nobre deputa-
do como hornera poltico me parece que nao
devia abrararuma opposicao taoextrcinapefoli-
eenra para diser-lhe isto. Sr. presidente ja
demonstre! que o nobre deputado nao pode
ochar-sena opposicao era que acacha por ter
sido Iludido ; se se'aeba boje na opposicao de-
ver ser consequencia de algiim principio se-
cundario (pie o nobre deputado abrace e que
nao tenha sido respeilado por estes homens;
.leve ser consequencia de alguin ficto que o
nobre deputado julgue conforme utilidade ge-
ral e no qualse tenha insistido. Todo mundo
sibe Senhorpresidente que o nobre deputa-
do apoiou o ministerio de -23 de mareo que a-
p-nas se apresentou na tribuna brasileira, fa-
zendo algumas censuras ao ministerio dos ne-
goeios estrangeiros : todo mundo sabe, que
miando se elevou o ministerio de 20 de Janeiro,
o nobredepntado nSo sepronunclou iraraedia-
tnraente contra elle.
O Sr. urbano: E como podia-o lser se o
Sr. Torres (lisia, que nao segua a poltica do
ministerio passado?
OSr. Taques:-- Quando o nobre deputado
eonheceo que o administrador da provincia de
Pernambuco contlnuava na mesma missao en-
tilo o nobre deputado declarou que cstava na
opposicao.
O Sr, l'rbano : -- Nio neg que foi um dos
motivos.
O Sr. Taques : O nobre deputado tem com-
panheirospolticos : todo inundo sabe, que ou-
tro deputado per esta provincia, e cuja fran-
queza todos reconhecein declarou, que o mo-
tivo.por que retirava a sua cooperaeioao minis-
terio, era poique continuava na administra-
cao da provincia de Pernambuco o inesino ho-
""'",- ... .
O Sr. l'rbano : Sao conviccoes de cada um.
l.nto o bem da provincia inepinpativcl coin o
bem do imperio? Anda estando de accordo coin
lima poltica ; se entender que a minha pro-
vincia nao val bem hei de o declarar nao ha
incompatibilidad.'.
O Sr. Taques: E' Isso mesmo, que cu digo.
^enhor presidente, anda ha pouco em nina
folha que corre por todo o Brasil, nos vimos
urna declaracao de um hornera poltico cuja
norne se nao occulta que (lisia, que elle e os
do seu lado partilhavao as ideas da poltica do-
minante, eque por seren fiis a ella que se
viao na necessdade de oppor-se ao ministerio
ein quanto por elle fosse conservado o actual
administrador de Pernambuco.
O Sr. f'r/mim : fSo sei disso.
Sr. Taques: Creio que todo o mundo leo rsse
papel ; disla, que logo que o governo do Rrazil
mudasse de dreccao que tomasse outro ruino,
que substituisse este hornera no poder, Ihe da-
rir'os seus votos. Portanto, Schhor presidente,
creio que tenbo demonstrado que o nobre
deputado e os seus amigos nao sao diametral-
mente oppostos poltica dominante.
O Sr. Vrbanot Est engaado.
O Sr. Tagua : Eu me dirijo pelo que
vejo...
O Sr. l'rbano : O que v nao prova sso.
O Sr. Taques : Nao posso adevinhar as suas
intenroes ; < certamenle qUC nSo pOSSO loui-
prehender de outra inaneira a poltica do nobre
I, putado ; poique ento sera necessario enden-
dcr.que o nobre deputado tem um principiocom
0 (pial espera regenerar opaii ; porque se o no-
bre deputado nao pertenQC a poltica de 19 de
setembro nem a de 24de jnlho, visto que
ein seu pensamento inulto elevado tem un
principio novo. Eu pois niio posso conpre-
hender a poltica do nobre deputado seno
como um meinbro disidente.
OSr. L'rbano : --Quando eu deelarei-mc era
opposicao, at abandonel essa questo.
O Sr. Taques : Podia porin o nobre depu-
tado retirar a sin eonliaiica ao ministerio e
esperar que outro subliusse ao poder ; mas
apoiar-se nos InimigOS daopnao, que o nobre
deputado siistentou, nic parece, que nao pode
ser justificado.
O .Si-. Cromo : d una aparte que nao po-
demos ouvlr.
O Sr. Taques : Eu sou obligado a diri-
gir-mc pelos factos pblicos; pode o nobre de-
putado jiilgar-se habilitado para regenerara na-
cao estabelceendo UOI principio, (pie tenJia for-
mado ; nas elle nao patente.
OSr. Urbano: Manifest!bem cm o auno
passado, a minha opiniao.
O Sr. Taques : Senhor presidente o que se
legue de tudo sto que o nobre deputado se
acha ein um partido enjos cheles nao esto em
harmona com elle em um partido todocora-
posto de elementos heterogneos, e que iie-
nliuiua eslalx'lidide tem que nem verdadei-
ramrnte i partido poltico, que se funda so-
mente em resentmentos ( apoiados ), e que por
si se ha de desvanecer a proporfio que cada
um lr sendo satisfeito em seus interesses ,
que nao representa um pensamento porque
se ola anda nao s inanifestou coniinuni-
que-o pois,.. ,
O Sr. l'rbano: OSr. esta vendo todos os
dias as folbas o pensainento.
O Sr. Taques : --Talvez eu julgue que o no-
bre deputado tenba rasao quaudo apicseutar a
sua ideia e a apote ; talvez tambera o nobre
deputado arraste sua poltica as pessoas ina,s
eminentes do lado a que combate ; mas o nobre
deputado anda nao apresentou o sen pensa-
mento por isso nao podemos lazer juixo al-
cuin a este respeito. ,
OSr llanttsta: Nem nunca apresentara.
OSr" Taques < -Fallou-se em influencias de
familias. Kujulgo que as Influencias deta-
m,ias sao n.uto uteis e por termos preten-
dido tornar tudo raso por urna grande igual-
d-ide crac destruimos todos os llames sociaes ,
etivemi depassarpor asmis tristes experi-
encias: sao as Influencias particulares, que
fornio os elos da cadeia social ,que a Iigao ,
e sustento unida : se a sociedade nao taz
una massa ligada entre si por febeas Ptoprias ,
ogove.no nao que Ihe ha de dar solidez ,c
estabelidade; mas tambera entendo qieden
haver restrieroes ; porque se una lainilia.se
colloea ra da Ici se arroga por predominio
nessoil a exclusiva dreccao dos negocios publi-
cas ISSO muito prejudicial c contra a unida-
de e forea que deve ter o governo. Eembi.in-
enoTm s que assim separarcm os seus ...te-
fesses do interesse publico, que seu poder
.lo noder mantei-se contra o interesse nae.o-
e\7 nue se destiuiro querendo eonst.tu.r
una Olfearchla. e un estado no estado : quando
tan o as Influencias de familias se confor-
maren, con. "s interesses pblicos maniendo
o estado aqullo, que for digno de approva-
rm estas familias er5o dignas de apoio do
contrario CUinpre seja debellada a suainalefica
'"Tno de tocar anda em nina parte do dis-
,. so do nobre deputado : c aquella en. que
defendeo a sua incoherencia con. a Incoherencia
' O nobre deputado julga que tudo Ueeper-.
doavel porque votou so pela le das rcfol mas ,
energnntase nao sao niais dignos de censura
aquelles qw votar&O por outras medidas do
ministerio de 23 de marco. Pois o nobre depu-
tado havendo votado por urna le contra a
nual boje o seu partido dama pode desculpar-
se com os que votriio e tem pensado senipre
debaixodosinesmos principios? Que pude res-
ponder o nobre deputado aos que Ihe dlsse-
i'em vos que pensis da mesma mancha
estis em contradicao quando faseis toda
guerra aquelles com quera votastes e sendo o
motivo d'esta guerra aqullo mes.no, que ap-
provastes -- o nobi e deputado nao tem outro
mel de lustificar-se se nao disendo as eu esla-
va enganado = ; mas aquelles do nicii lado ,
que votaro sempre com o ministerio nao tem
necessdade de tfio tristes justificaroes. Porin
onobre diputado admiroii-se de que o actual
administrador do provincia sevvissecom 3 mi-
nisterios de dilferente politaa. Parece que se at-
tendcrinos un pouco ao estado das nossas cou-
sas ...
O Sr. l'rbano : A defesa ha de ser boa.
O Sr. 7'ionc* ." -- Ser conforme o advogado ,
qUC (' fraco. Se attendern.os ao estado das nos-
sas cousas as circunstancias cm que o actual
presidente servio com un ministerio de pol-
tica opposta e a inaneira porque retirou-se da
presidencia ento reconheceremos que ne-
nbiini fundamento ten. semelliante censura.
se alguma colisa houve nisto contra os interes-
ses pblicos, o nobre deputado deve dirigir
sua accusacSo contra o ministerio, que conser-
vou esse rresfdente, porqne as suas oplnies
erffo muito conhecldas.
O Sr. l'rbano: Est boa a defesa.
OSr. Manoel Cavalcanli:--. o inais eque sim.
O Sr. Taques:____-- Mas, Sr. presidente, quem
nao sabe nufio pouco desenvolvida e a nossa po-
ltica, quilo pouco a influencia do poder geral
se faz sentir na provincia? Quera nao sabe,
que multas veses se diz aos presidentes de pro-
vincia = goveniai, e governai con. a constitui-
rn do estado, e com as leis, enadan.ais. =
E' possivel pois era militas oecasibes, que seja
presidente de una provincia um hoineni, que
nao esteja de accordo con. a poltica do minis-
terio, com tanto que tenha tino, e probidad.-.
Para estabeleeer-se a poltica geral, para urna
discussao no parlamento, entao nao pdem con-
correr senao pessoas inteirainente de accordo.
Tambcui as veses era certas provincias appare-
cem circunstancias especiaes, que exigen, un.
horaeni de plena conQanca; assim, Sr. presiden-
te, no Rio Grande do Sul nao podia man ter-
se un ebefe seno do inesnio lado do mi
nisterio; assim, para dirigir as lelacoeseora dlf-
ferentes estados nao se poderia deixar de ter um
hornera de toda a conlianca; assim, enidilfcrentes
provincias podia ser necessario por um homeni
(pie fosse debellar certa ordera de colisas, para
o queso prestara una pessoa que tivesse open-
saraento do ministerio; mas, Sr. presidente,
se nao se dessein estas circumstancias e claro,
que poda o administrador da provincia servir
com esses 3 ministerios. As- circiiiiistancias
especiaes debaixo das quaes govcinou o mi-
nisterio de 23 de julho justifiedo este proeedi-
n.ento. O ministro do imperio declarou no
parlamento, que tinha conservado o presidente
de Pernambuco, porque o julgflva homcn de
honra.
O Sr. Urbano: Ento foi de eonformidade
com a poltica desse ministerio sempre?
O Sr. Taques: Sr. presidente quando su-
bi ao poder o ministerio de -23 de julho, todos
os homens amantes do seu paz., vendo que o
Monarcha nao tinha anda a idade que marca a
constituicao do imperio para poder governar,
couipenotrrao-se da necessidade de dar iodo o
apoio aogove.no, porque alias arrscava-se a
i.ioiiarcbia : foi o que aconteci tamben, con. o
presidente de Pernambuco, julgou que nao de-
va abandonar inmediatamente a administra, o
da provincia nao foi o seu proced ment sin-
gular, foi imitado pormuitos, e foi at apre-
goado na tribuna ; o Sr. Alvares Machado de-
clarou (pie anotarla qualquer ministerio que
apparecesse. Demais o Sr barita da Moa-vista
nao se conservou na presidencia .todo costo ,
quando foi necessario abaiidonal-a, .piando do
poder gera! partirn actos, que nao tinliao sua
approvacSo, aliandonou o cargo, pedloasuo
dcn.issao.
O Sr. Urbano: D outro aparte que nao po-
demos ouvlr.
O Sr. Taques : J disse, que aaceo do go-
verno geral nao se faz sentir muito em todas as
provincias, que nao ha circumstancias especi-
aes, que exijo alterarn na poltica deuuia
provincia. A provincia de Pernambuco nao uin
reino como a da Irlanda, nem da-se nella nina
poltica muito desenvolvida.
O Sr. L'rbano : Ento, se na provincia nao
ha poltica, como que os Sis. sahiro elelios
por una poltica.'
O Sr. Taques: O nobre diputado pode com-
prchender-ine, se quer, mas se querp. rtuibar-
nie na discussao, s.-ntar-nic-hci. alas, Sr.jire-
sldente os factos pelos quaes o nobre hamo da
Doa-vsta pedio a sua denissao de presidente da
provincia, Ihe faz.eiu milita honra, inostro
inuita probidad.'. Entre estes factos foi o da
denissao d'un juiz de dirclo, dada pelo minis-
terio daquafoSr. barita da uoa-vista nao se
quiz fa/cr executor.
O Sr. Manoel Cavalcanli: ~ Rao; esta enga-
ado, nao se publicou esse facto.
OSr. Taques: Creio, que posso aventurar
sto, que o Sr. baro da noa-vista nao se quiz. la-
zer executor (le medidas destas.
i) Sr. Manoel Cavalcanli: K3o senhor.
O &V. Taques.- E a denissao desse juiz foi tao in-
justa, queumnobic diputado desta provincia
que boje est na opposicao a estiguial.sou na
cmara dos depulados : as aeeiisaces que se
fizero ao ministro s.u autor,licarao sem res-
posta.
Sr. Presidente, tenbo agora de encerrar a
discussao com a questao que tronce o nobre de-
putado da falsilieaco da acta de Iguarassu. U
nobre deputado leo um quadro c diarios para
mostrar qiianta le mereca o Diario e como ]>or
elle via-se que tinha bavido alterarao na au-
thentlca de Iguarassu; cu tambera pe$o llcenca
a assembla para fazer algumas coiiibinaces a
este respeito, e teruinaiei aqui o ineu discur-
so. Sr. presidente, as coincidencias do nobre
deputado sao tomadas na apurar.) da cunara
municipal, e na feita pelo Diario vclho. Falln
tambera na autlientica de Iguarassu que nin-
guem teve.
O Sr. Urbano : Autlientica .pie servio na a-
puraco geral.
O Sr. Taques: Em coinbinaobes com listas
vcrdadcr.as dessa autlientica listas que nin-
guem recebeo tudo pois est reducido as suas
coincidencias. Eu lomo a liberdade de ler a
assembla os votos que tiverao diversos mem-
bros desta assembla, segundo a apuraco do
Diario c a da cmara e mostrare! que, se as
combnaces do nobre deputado podessein pro-
var alguma cousa provavoo de mals : -- os Sis.
Mues Machado e Urbano conservrao na apura-
cao da cmara os mcsinos votos que Ihe dera o
Diario ; porin > Sr. Antonio Joaqiiim de Mello ,
tendo tido pelo Diario (le o Diario) 307 teve na
apiira.o da cmara 312 '> votos inais: e anda
assim nao entrn este Sr. que da opposicao ,
e foi dos favorecidos na apuraco ultima.
O r. Vigario llarreto, nosso digno collega te-
ve pelo Diario357 votos e pela apuraco da c-
mara 364, 7 mais; o mesmo Sr. Noguelra Pax
i.vc 330 pelo Warfo e 3G5 na cmara, 25 mais.
Dir-se-ba, que o Sr. Noguelra Pax foi protegido
pela filsilicaio da acta de Igiiarassi. 1' O D0SS0
collega, o Sr. Manoel Joaquim Carneiro da Cu-
nha, que nao precisa de lavor para ser votado
em Iguarassu teve pelo Diario 31v,) c na cma-
ra 385, 47 votos de mais! Ao Sr. Lobo eres-
ccro pela apuraco da cmara 30 votos, sen.
que deiles precizasse pois eslava muito em ci-
ma. Note agora esta assembla que o r. Dr.
Paes nrrelo, que teve pelo Diario 815 votos, le-
ve pela apurad-o da cmara 310, perdeo 5 ro-
los, e sabio do n. dos 30; oSr. Dr. Paes,por quem
todos os do ineu lado se inte, essavao tanto.
Diga o nobredepntado a vista do que tenlio a-
presentado com os Diarios na nio, se oiuda jul-
ga de fundamento as suas coinblnacdes, basca-
das na apuraco do Diario que declarou que
Ihe mereca toda a f ; que tinha sido feita sobre
as authenticas do todos os collegios, que nao
podia estar errada que s tinha solliido alte-
racao pela falsiflcacao da autlientica de Iguaras-
su. Se a inerrancia do Diario a sua ancora],
deve dar por completamente destituida de base
a sua denuncia. Tcnho Sr. presidente res-
pondido aoque me parece de mais interesse no
discurso do nobre deputado.
0 Sr. Presidente :'-- ( depoii de alguma pausa )
seno ha quem mais queira fallar, vou por a
votos.
O Sr. Urbano : Peco a palavra.
0 Sr. PresideiHc : Fiea adiada a discussao.
0 Sr. Presidente:- marca para a ordcn do dia ,
contimiace da que est dada, segunda discus-
sao da lci do ore amento e priniera doprojee-
to n. 18 do anno pasando : e levanta a sessao as
2 horas e 3/4
Gomii'i nicado.
Quando apesar do rao orgulho do Sr. Urba-
no vimos este Sr., de primeiro deputadoque
era na legislatura provi.ici.il, empregar todos os
ai diz, e todos os i.icios para tomar assento nes-
ta 8eS$o como segundo supplente, logo previ-
mos e nao nos engaamos) que una senielhan-
te ancla tinha sua origen, no despeito e no inlre-
ne proposito de desabal'ar paixcs, c fazer da
assembla provincial de Pernambuco 0 tbea-
tro de suas habituis represen lacees e era um
iinpossivel que esse Liibuno de fabrica moder-
na nao qnlxesse, qual outro Tiberio Graco, a-
presentar-sc em un. novo capitolio circundado de
seus Actores, e ah pedir un diadema para ornar
a sua fronte. Nao lia di.vda, o Sr. Urbano
consegulo nw>diadema, poresn umdlaoemaue
eterno oprobrio, e dindelcvel reprovajo, por-
que teve o maligno poder de fazer com que a
assembla de Peniambuco, sempre lao cordata,
Sempre to tolerante, sempre tao calma em to-
das asijuestoes graves de quC lera tratado, se
toimsse era pa. a publica onde as regateiras
goso do exclusivo din Ito de se descomporera
Mais esta gloria se rena s glorias do Sr. ur-
bano '
A proposicSo incivil, e petulante, que o
Sr. Lbano' avanvou contra os niciiibros da
assembla provincial, isto a indiguidadc que


%..";! v***"""*1- *
5
,,ln de seren denotados provinciaes,, dissoluraoda novaassen.bla, r prevlets que,
|hes BlfflY7dSScSKmiS o repu- depols de lerdea offendido mortalmcntc ao 8r.
jo podia <"' i ',, ,p' e bem <>-' bario do Roa-vista, este Sr. uab vos rarregar a
tl53o e o .... lio < da cmaroqu se oei recommendaco. s do
nhecrtic a pessoa que a piofrrn., Jf g0vcrno, nSoduv dastes luer a pazcn, os vos-
doar por ndade anin .-.m.-I i odes j a,Uaa p|nb vos ,.s(l.s lail,,,(lo
VIUSF&? SS^VSStSX a .ama do despeo. N6s sabemos q........to
Soccorrci-o. Chamando a essas absolvimos ac-;
inlosat, nao tem explcitamente conressado o
bri0.8e a ii,a em que o segralo supplent da
assembld. provincial de Pernambuco mostrou.,
; se nao tem principio, a W*ff"
Jce do templo, em que est collocado tarde
Leuinteresseparticular, apenos .'"I'"111
de ferlr as reputares sem prec saode
o as na arte de enredar as cousas mata iim-
KE! b na ousadla de negar (..do pilinque
Pem por si ...ais lcida verdad* ; e ueste par-
.,acachamos, que o Sr segundo suppbn to
Jen relaco multo nnmedlata con esses passa-
Vi ,(.s nuc deelariiio eterna guerra a
IlDSTsei^q2a\forodcsar,qucpormn.mJo
sn vil seteuha querido laucar sobre a repre-
se, ao provincal, seto qual for o jnlso que o
i,..i<.1 Ernesto baja de Iharr de ..... a propo-
r.so...rnii; revela falta absoluta dec-
dacacao e Intelra Ignorancia do que o hornera
3 deve aos seus semelhantes nao nos oceu-
renos dclla porque a resposta nica deve
l....... desprezo soberano, e empegaremos
nossosinsunteseracommentaralguns pontos do
cehbre discurso queoSV. segundo supplentc le-
325 para .-, galera da asscmbh-a ou antes pa-
ra 4 patriotas seus correligionarios.
No estado delirante, em que scaehava, ...<..-
non oSr. segundo suppUrat de submlssos os
'minos da maiona, c alurmou que elle mi...
nraticra ora acto que revelasse baixeza. Ba-
ila custa menos, do que aventurar-se una pro-
nosicao, por diflicultosa que soja ; mas a pro-
va? Vis todo o trabalho. Entretanto entendeoo
.Ilustre dmwui*te, ou promotor da assembiea
ne estova quite, dizendo, que o Sr. Paulino
Jos Soares de foua oquizera roconunenda. ao
Sr barao da boa-visto para a eteicaoAUHX,
uando a cmara temporaria [oi dissolvida, <
uueoSr. segundo supplenterejeitara este olic-
' cimento ; e acreditareis senhores da praia ,
Fallal-nos a verdade:
o vosso corrfllgionarlL
'restes algum dio que o Sr. segundo supplen-
te, homein. quesonlia con. elcices, querin
ludo v medidas chiiorcs, cujas ideas estaoes-
racadas pela Incerteza da nruo cuio Importa-
o tuende elelSSo, releltaraaofficlosidade d..
Sr Paulino? .i.acrcditcis ou n;io para oes.
indillcrcntc una vez que nao Ur^qul ama
condusao- a independencia de caractri de ios.
SSrrelIglonarlo-. Apesar, porera, do qu.
nlbiina o Sr.'2.snpplente, neeessarlo, qu< '
s ,..casca; .'s'vi., ;:o, celias se .mplora-
va nroteccooem fuvordesse Sr.. ede sensamlgos
nc tanto blasonavao de desprezareui o ove no.
dopois que lucrrooquepoderao; e Dojtiic.
uera aier cerrar osolhos a evidencia .duvida
. Usas recoinniendacdes Ib.ao obtldas po.
jorca de subinlssoes e vil, as, e con, o sacrllicU
aoticipado de ura votouue se quera *Nn.wu,
runa nos. era isto uin laclo que podesse causai-
Sos a menor sorpresa; porque ja eoohrdajuoi
o Sr >" supplente.e sainamos que a sua versati-
Mlidade era poltica i tal, que so pode equlpa-
ar-so sua Srablcoo c ao s. o alerro ao rato
oss particular. E' verdade que o tbulre Ribo
.!,.'( orn. lia nos pode desto vez pedir pimas,
r-uibo afl dispense, quando trato de mord- a
rputaro alliela e cnlao nao duvldarruioa pe-
auiitiHhr: quera foi que, nao contando con;
arri.no mi nwihum dos lados polticos; da pro-
vincia deieudco principio a adminiatra;ao i e
S- barao da Boa-vista, e at.*- avancon no recinto
da assiMi.bl.-a provincial, que f 9"'ao,n^
ihor presidente, do que o r. Fraile o o lte-
K?guJ Jara a\ctea.to.arass electiva,foi humildemente a casa dos.. neg(
forros i e Si?osPfeltos ao'gabinete de ? ? *****><
doriM-o que corra o sua caiid.damra? Quera
nuc atassalhando a honra ^''T'U Vd,
barao da boavisla, logo que chega a pocadi
eleices Ibes dirige cartas emque se n.ost.a ton
rastel o como a s.rpenle ? Que... Ib. que na
n.a electiva, por mandado de se., patrono,
os,': los lemente Pereira detondeo pobnelro
Acr Pedro Chaves, eeniao rcconn^cco que-e
poda recnitar bachareta 'f'"^^"^/"
une, nao querendo a principio votai em &%oi
apretonco deGullherme Yoang, a l.ualcc-
o' apoiou c voto,, por assin. Ihc ^rnlur
ouer Onha o poder de dar coinendasda Roza?..
a le x -nos o Sr. SCglldO suppleuto lodoso
o bece.nos c sbenos .....i be. ..e a mea
nualidade que o faz recoramendavcl eadese
'i'.llpavido, quando in.po.ihe e mesn.o quando
''Vub.ando'tcessario o mi dta ne.o de Sd-
pSo d?r os motivos po,- que, tenaorv^oUdo, pe4m
i'.Jcrinas do cdigo do processo, agoia s. acna
Xa um partido que fax dessa le o seu caval-
uTde batalh SW WHgO, jWrdfJ
pase acto legislativo na persuasoo de qae o go
"raoUsoalusaria delle ...asjjm. *J
,lo amal con, <,..e a lei era ecutada, se op-
imi.ba .lia: Itisum leneaU*! Ko sena, 01
}.e,-.ne ...ais perdoav, I que, cora franqueza e
ulncero arreyendiinento, dlssestes, que o.vos-
so voto uo foi dictado pela coosclenciai ^aose
i-la melhor que confessasses que os tomos ia-
,'os nao defeudio un.a medida approvada pe '
! ss rasao e sin, meto de poderdea enfel-
tar o Pdto de vossa casaca, c trazerdes um car-
' a,ucnto de illas que vos podesse lacdUar os
lHoscleiioracs.' Queris pols saber o verda-
' o motivo, por que representastes um papel
to ridiculo assas.inando a vo,s> propr.a o-
^ )llv Temto o goveruo prendido-vos con,
n circulo de .osas e facilltado-voS os .netos
vos molestan verdades dcst > nalunza ; mas n;io
trinos mitro remedio senao dizel-as para casti-
gar O despejo, cflin (pie, em plena assentbla, vos
atrevis a trocar circuios Ilusorios en, torno de
quera vos ouvindo e nao vos conbecendo vos
suppoe una Drmcza de carcter que nunca
tivesles.
Nao limilaiido-se o Sr. segando supplentc em
seus furores a tratar de negocios provinciaes,
tarefa que nicamente Ihe enmpria, descarre-
gOU os si'iis golpes sobre a assembla (jeral, ca
rebaixou de tal maneira que a fez dcscer ao se-
nado de Tiberio: sin, liumilliou-a a poni de
consideral-a o echo, o instrumento ceg do po-
der ; mas do esse furibundo irib,,o a rasao .'
Nao: nos a daremos. Quando oSr. segando sup-
plente, elelto deputido, parti desto provincia
para a corle en, 1842, chegou a |,ersuadir-se que
o gabinete de 23 de marco, antepondo ose.
voto conBideracao que Ihe derla merecer u
niaior parle da deputacSo de P.rnambuco de-
mittiria o Sr. bardo da Roa-vista, e darla ao seu
iniraigo a escolha de um presidente nesia ex-
pectativa nunca se deelarou formalmente en,
opposico ;', esse gabinete, eontentando-se ape-
nas con, anieaeas de hostilidades (|..e forao res-
pondidas sempre con, risos desprezadores i en-
Irelanlo rclira-sc esse gabinete e sdx' o de 20
de janeiro jue, por fazer parte delle o8r,
Mola, con, (uien, dlzem, leu, o Sr. N. M
alguina relaeao foi considerado pelo Sr. se*
gundo supplente, c pela opposlc&o de pernam-
buco o desempatado!- da conleuda c ueste sen-
tido para aqu se esereveo, enredando-sc de to-
da a forma. St mpre em esperancas eonservon-
gp o Sr. segundo supplente e sempre acn,pa-
llh.'illdo o {invern al que por oi-easiao da
disctisHPO do ornamento do Imperio, o Sr.
Mala deelarou que nao seria destituido o
Sr. bario da Boa-visfa, e s eutlo foi que
aqueHc Sr. manifestou na tribuna que esl
Sr. >." supplente, mu
a !
i le, sido postergada,
lar Lu* Jos da Silva Carioca LabvJos.*
1 ranea /Aasileiros c 1 escravo; JoaOfran-
cisco Braso Portuguez.
Parahlbaj lancho brasilera Parea de Mara ,
capitn.lo. Mara carga vanos gneros.
que a lustlca tem sido abalada pelo ceg espiri
to departido, cque a orden, das colisas publi-
cas tem sido invertida por pssa onposicao, que
oSr. Urbano considera justificada 7 Rao ve esse rRiVlli! ll-^I.KB6IA
Sr.,que ..... acto t-3o revoltante, podendo pas- J \ liHA&29t U/i sageii-amente servir a un, partido, oitendepe- r'hS^ IC W<"* i
rigosamento a nacao Intoira? Mas.. esque- Wi !
clamo-nos de que de euvoltacom todas essasiut- n..,.,i., > a en, nuatro sa-
quldades aadao lutrresar do Sr. supplente, CXpoSia na ra doQ ""J'eXDn-
e que s por es.a rasao indo licito i las do priraelro e segundo andar .esto ,n m n
[ios concordamos con, o Sr. urbano,,qne a teraente era todos os*w4m^Uato iwiii
absolvicao do fndiyeiiflpde Ibrnecer coronarios,
mas nao semcll.anles aos que elle dedUT. Slm,
podemos d'esse laclo tirar os aeguntes corona-
rios : que se pode Irapuneinentc atacar a pesson
do Monarcha, que a constltuica do Imperio
declaro., inviolavd, c sagrada, alhela de todaa
rcsponvabilidacle : que se pode, s
castigo, vilipendiar! insultar, e deprimir a as-
seml.la geral, un.a ve/, que esta nao I
Iu.,i,.. ,. desde a noioha por tres horas coa-
s 'cutivas patento ,-_,_ _
\ pniMGIRA IAI.'OSK.AO
constando das \ islas seguinti s:
Vn '/ m i" I., os su.....rraeos de S. Dinlz, cerca de ra-
li/, onde se encouirar os sepulcltros aos ion
de Franca, representados no estado era que w
aehro antes da prluieira revolocao. -
semidea geral, urna ve/, .pie esta nao u./., aenaruo .. ,.... -~ p ,
como en.ende un. energun.ero: que e licito ac- raonuraen.odo prn,e:p I ola.O JOS Ion. _
cometter, de toda a maneira, ospoderes Bobera- ki, na cidade de l.elpsi ao uaij.
TS ertado Jera o .enoi-receto deincorrer pulchro da Virgen. M..na v; u d < i h. ;
o'um crine: nucojurj do Brasil deve repre- cerca deJerusalem piutado 1" u' ;
dentar "seguir io ai lela penaes escripias, primelro pintor do tl.eatro imperial d. M
22 sin, s desvarios, as Inga, as d un, par,- Ao 9^oderomrm.
doque busca alterar aordem: que I nalmente,
o Sr. i." supplente e os seus correligionarios
nada qiiercm con, a cxeeiieao das leis, nada que-
ren, como livre imperio da couslilui'.ao. nada
miereni con, o pacifico evereicio da autorulade
publica, enbora padeca o bem geral, eraboro a
naeao estremeca, eraboro Pernambuco se ala-
gue encangue, e traje o luto.
Correspondencia.
Sr. editor: En venho pela sua
folha protestar con Ira a alroz ca-
lumnia qnerm nin jornal ohainndo
Jacio Pobre sahio contra o meo
va tiaopposicSoi prava evidente de que al es- amJg0i) 0 |10ura se dia nao estivera ; e en, conseque,,eia de sua
dcdaracf,o coniceon a guerrear O governo >' a
achar snbmis8o n*aquelles pie o sustentavao ,
i olhar como indigna nina cmara que apoiava
un, governo que nao qUisero acceder a eston-
teadas pretences, anu governo que, pesando
beifl a rasao e respeilando o principio constitu-
eional das inaiorias, deixava esg uiiear-se nina
midade cujos delirios croo mais digaos de ple-
dade do que de castigo. Mas, se ogabiuetede
'0 de Janeiro hoiivesse decretado a demlsso do
i.. Alhenas, era,, o- restos de suas passadas
grandezas, como existe actualmente. 5. a
orara do Poplo era boma, nos uluu.os das de
entrado. l.0, balo de Thum na Su.ssa ^<><;^-
taode leme. 7.", a praea de a>.i> de MiIsiu,
con, lima evolueao militar cxeeiitada pelas Ho-
pas austracas. t
Esta rxposicao concluir na segunda ic.ro i.
de abril.Cada semana as vistas serao mudaaaa
cora oul.as novas.
lleclaraces.
mo
por
Sr. liarn da Boa-vista o Sr. segundo supplen-
tc nao so o apoiarla nao sV> o aeharia escellen-
, pon'.,, oindaconsiderarla digna acamara
ie o sustentasse, porque jest evidentemente
monstrado, que, assi.u/como Dos fez de S.
islin tambera o Sr. segundo snpplente tez do
te, portan aindaconsiderarla digna acamara
que o sustentasse, porque (est evidentemente
demonstrado, que, assinyconio Dos fez de S
le< .
isslin lanibein o Sr. segundo suppl
Sr. barao da Hoa-vista o fundamento de sua op-
posicao: venha o ministerio que quizer, sejo
con,posto d'anlos nao tocando na administra-
do de Perriamouco neceMarlamente man, p
ir eessaria,nenie infame a cmara que o susten-
tar : venha um gabinete composlo de todos
os desconceitos e arranque a espinha que
Incou.moda a garganta do Sr. segundo sup-
plente bom governo esclarecida e
patritica a cmara nue o sustentar; e por
isso estoja persuadido Pernambuco, saiba o sra-
il inteiro, que a actual cantara dos deputados
Indigna, vil, incapaz de fazer a fellcldade
do paiz smente porque deo o seu apoto ao ga
bnete de 20 de janeiro, que nao qnlz demlttir
o presidente de Pernambuco, saiba a nacao
que sao Infames os seus representantes, son,cu-
t- porque o penltimo deputado da provincia
de l'ernanibi.co, no desespero do fot uro, nao
pode tolerar, que elles se oeeupen, de colisas
grandes e geraes, porni sin, de inesquinhos In-
teresses particulares. Aqu tendes o Sr. 1 rba-
tio Sabino l'essoa de Mello, 2.1' supplente a as-
senibla provincial 1....
O Sr. Urbano nao tem un,a ideia, nao tem Uin
pensamcato, ju nao seja sacrificado ao s*'"
bem particular, e mesmo podemos diaer que,
se para promover o seu iuteresse, preciso losse
transtornar a orden publica, esquecer todas as
constderacoes sociaes, c envolver en una luda
sangrenta o sen paiz, elle nao duvidarla, aem
recuaria diante de todas as consequeucias, que
d'aliipodesscnrresultar, esemque fara.nos vio-
lencia aos fados, tiraremos as pravas de seu pro-
prio discurso proferido na sesso de 21 do cr-
lente. Dissc esse Sr. que a opposuao de
Pernambuco estova julgada, e justificada pelo
Monarcha, que baria deu.ittidoo incnisteno de
20 de Janeiro, e pela absolvicao do Indgena; po-
dendo-se tirardaqui ocorollurlo deque essas
abMrSei afeinlota* (palavras suasj loanirestavM
renrovacao aoshomens do poder. l'cusou be.n
oM-. 2." 'supplente, quando assin, se exprimi i
O Monarcl.a livre, pela COnStituicao, na seolba
de seus ministros, senliorde avabarasprecisoes,
e tendencias do estado, na feliz posifao de pe-
sar por si, econhccerainplainenU- o que ua.s
conven,, pode sen. asso.nbro gerol, ser tras.Uo
pin prova dos exeessos, que pratca Ulna oppo-
sicao en, delirio;1 l'den, os seus actos, como
exercicio do poder moderador, isentos da nter-
veocao de nutro qualqiicr poder, litados so.nen-
.epdoben, da nacdo, crnterpretodos pelo,fc
'UDPlent como arrancados pelos beiro^da
opposi ao, e pelas inunundices, que conten, as
folhas da praia ? Pde-se asslm raciocinar sera
oflensa da constltulcaft, semdesrespelto^a von-
Jus Tliomaz iNabnco d*" Aranjo
Jnior, a quem *e attribuio nm
fado snecedido pm minlia casa :
juramento se i'or preciso, c
minba palavra de honra, declaro
que este fado rom quanto succe-
desse foi prajicadoporoutrapeisoa,
qp.e o derjajo porque nao julgo
preciso plvora comp-ometter a nm
nata defesa de otriro reeonheiida-
mente incapaz de semelhante ca
'umoia: em juno, setor preciso, ju-
rarei o que levo dito
Recite 17 de marro de i844.
Dr. Jos Eustaquio dimes.

De orden, do lil,,,. Sr. Inspector dw arsenal
de mariul, 1 faro publico, pie se contratar nes-
la secretaria a compra dos gpgulntes objectos :
m. patacas de Ki palmos de comprimento 8 pol-
[cRadas em quauro, quarento troves de 30 pal-
mos decorapriuicuio, e palmo .cont de gros-
sura, 76 travs de llip.lmosde comprimento e "
|M>llegadns de grossura, e 230 taimas de costado
de aniarello de 1(> pollegadas de la/gura e .*> pol-
i gad is de grossura. \s pessoas, a quem a ven-
da de qualguer destes objectos possa convir. sao
convidadas pelo lllm. Sr. inspector \ apresenta-
iviu as suas propostas cera todaa brevidade.
Secretaria da inspecrao do arsenal deniarinlia
de Pernambuco. 27de mareo de 1S S.
Alejandre Rodriguesdot .lujos ,
Secretario.
Lcilocs.
;?o,
Rendlmento do dia 27.......... 6:732/309
Desearrego hoje 28.
Barca sarda = Felice w diversos gneros
brigue portuguez Conccro-de-]Uana diversos
gneros.
Krigu -- -Felis-deitina diversos gneros.
Galera =Emly= diversos gneros.
Escuna aBprincxa=> cebollas.
viuda de T.is-
Impartaco.
Princesa escuna portuguesa ,
ba entrada no correte niez a consignado
de Manoel Joaquira Ramos e Silva manifestou
o seguinle: ...
49aneoretas rom figos passados, 1 barrica no-
zes 1 dita cevada ; a Gandino AgOStinho de
Barros. ,, ...
H barris nianteiga ; a Manoel lerreira Lima.
5 calas chapeos 1 dita /...artes ; a J. P. (le
Lemos S Filbo. .
50 barris vlnho ; a Antonio Pereira daCunha.
3 barricas bolaxa ; a .los Antonio Falcfio.
20 barril azeite de oliveira ; a Tboniaz d Aqui-
no Fonseca. T n
83 pedias de cantarla tarrada : a Josi lla-
mos de Oliveira.
20 caixotes con, 2,160 lijlos Ingleses ; a Fran-
cisco Sevprianno llabello.
20 molos sal, 10 taccas erva-dnee, 4 caixas
niercadorias, 1 sacco eneommeodas, 1:000 ino-
Ihos sebollas, 3galolas canarios, 1 condeea
iniudezas 2 saccas fardlos e cevadas; a orden,.
Scaixas, el barrica drogas, 1 lardo papel;
a Victorino Fcrreira de Carvaliio.
1 caza! de jumentos ; a Manoel oncalvcs da
barris viuho; a Hiendes & Oliveira.
1 sino ; a Jos lupino de Miranda.
16 calkas toueiuhu 10 barris cbouricos 4
ditos paios 1 dito carnes ; a Manoel do Nas-
eiiiicnto Pereira.
5 barris e l caixa drogas ; a Bartholn.neo &
Ramos.
1 calite iinpiessos ; a Joaqun aaptista Sto-
reira.
Hovimento do Porto
O corretor Oliveira far loilao de chitas, e
nutras la/e, idas aval Jadas por conta e risco de
quem pertencer militas outras liinpas de bous
gOStOS, e de diversidade d'outras. que serao ven-
didas por lodo o pceo de chapeos de castor
para liquidadlo e de po.e;io dos melhores sa-
inglezes de una, e de doas sullas; ama,iba 29 do
corre,ile, s 1(1 lloras da manida no primelro
andar da sua casa na ra da Cadcia.
Samoei berey continuar o seu leilao, por
iliti'iveneao do corr tur Oliveira, da restante
inobilla p expelientes vinhos llerez Porto e
de Tenerife que naopoderao ser vendidos por
nao caber no lempo de mu dia : boje 28 do cr-
lenle inez de mareo, ni sua casa da ruado
lio-pido.
m*'.-.
Avisos diversos.
So, os lados ( porque ja esse torapo o or, a ;.-.-", "; sdiHuno quer con, luir a
Saag^a?aqa3^^^
.Vano. sanidos no da 27.
icarac patacho brasllelro Bmulaeio capitao
latoolo Gomes Perda, carga varios gneros:
passageiros, Jos Gonsalvcs da Silva, Manoel
Francisco de Moraes, Francisco bruno de Avd-
Deseja-sc fallar com os snrs. Malheus An-
tonio de Miranda, e Antonio de Snusa Oliveira ;
na l'ruca-da-independencia, loja n. 3.
HA TICA, E IRMAZEM DE DROGAS, RA
DA MADRE DE DOS, K. I.
Se vendeni as preparaeocs seguintes por nec-
eo milito coiuinodo, ede superior ijualidade.
Magnesia oalcnada o>tim Os salutares cuellos deste medicamento co-
mo purgante mu suave e capaz de se applicac
a todas as pessoas de qnalqucr 8PXO ou idade,
absorvendo ao mesmo tempo todos os cidos
existentes em nosso estomago, e qoe tanto per-
turbao nossas funeces digestivas, tornSo seu
uso recoinraendavel, e muito necessario. A ex-
periencia tem mostrado a mu sem numero de
mdicos, sabios, e verdadeiros observadores do
ell'eito tlierapeiilico dos medica,nenlos que
tanto maior e a sua aceo purgativa, quanto
niaior c a quantidade de cidos que a inaior
parte das vi /es descnvolvcni nossas dnenras de
estomago. Una ou duas colheres de sopa mis-
turadas con. agua, durante o dia, quantidade
suHieiente para produsir bom i'll'eilo.
Na" niesnia casa lambciii se vendein tintas tr
lodosos outras objectos de pintara ; vernises de
superior qualidade entre elles um perfeita-
niente branco c que se pode appllcar sobre a
pintura u.ais delicada sem ipie produza alte-
raeao alguna em sua cor primitiva ; arrow-Root
desermuda ; sag ; sabonetes sabio de mnd-
sor; agua de Seidlitz; limonada gasosa tinta
superior para escrever ; perfumarrias iuglezas;
liindas elsticas de patente ; eseovas c pos pa-
ra denles ; paslilhas de muriato de niorpliioa ,
e liypecacuanha ; pastilbas de bi-carbonato de
soda, eglnglbre; as verdadeiros puntos rege
taes, universaes do Dr, randrrlh viudas de seu
autor nos Kstailos-Undos ; azul linissiino, pro-
prio para annilar roupa ; pos de Seidlils e de
soda.
Arrenda-se nm sitio, que pode ler o nume-
ro de vaccas que quizerem, inultos ps de co-
quelros, e mangabeiras, e outras mais frutas,
podeudo tambera ter milito capira no melhor
lempo, como seja no veio; os pretendenlcs
poden, ir ver, c tamben, ajustar com los
Thcodoro, em Olinda na ra de S, Bcnto sobra-
do n. 16.


A pessoa a quem fugio om carneiro no
da -23 do correte podo procural-o no Atier-
ro da Boa-vista, em casa do padre mcstre Lopes
Gama.
Roga-se a pessoa que no da sexta fei-
ra de Passos, vindo do Hocife para S. Antonio,
com 3 meninas, ao mcio da, que na ponto se
Iho deo um chapeo deso para amparar as me-
nii.is, que o mando entregar na ra do Col-
legio n. 23, primciro andar.
Alugao-so pretos para oservico de casa
por dia. ou por mei; na ra do Palacio do bis-
po n. 8.
FABRICA DE RAP VOLTE.
A superior/(ualidade do rap violeto fa-
bricado ao estilo de. Franca, que tem merecido
a estima publica, por tcr, alm do um bom aro-
ma um especifico j de muitas pessoas reco-
nbecidocontra as dores de cabrea, feridas de
narices o toda a qualidade de ilifluxos, e pos-
sueamaior graduaciio deque capaz este
genero para reesportacao. O fabricante se obri-
za a salisfazer qualquer reciamacao, como ex-
pressamente o declara nos botos do mesmo ra-
p. Os depsitos sao: no Atlerro-da-Boa-vfs-
ta n. 36, Ra-imperial n. 209, ruadoQueima-
do n. 14 e na na da Cadeia do Reciten. 31.
Aluga-se um sobradinho de um andar e
sotao para pequea familia com armasem ,
que sarve para carne gecca na ra da Praia
n. (6. defronte de Francisco Jos Raposo: a tra-
tar na Praca-da-indopendencia loja n. 2.
Os credoresdo relojoeiro Faltn sao con-
vidados a se reunir) no consulado Suisso, no
sabbado30 do corrente, as 11 horas da manhaa,
a fim deexaminarem suas respectivas contas ,
e resolveren) as ultimas medidas a cerca dosbens,
quo o dito Faltn deixou.
D. Mara Magdalena da Silva Castro se
acha de novo com aula aborta onde aim de
ensinar asprimeiras letlras, ensina arithemeti-
ca principara noedes de geographia, gramroa-
ca portuguoza, francs, doutrina christaa com
os todos esclarecimentos,coser,emarcar;os pais,
que quiz< rem se utilistrdesuas liccoes, seenten-
d&0 com a dila senhora, na ra do Livramenlo
n. 23 primciro andar : declara que recebe
pensionistas por preco muito commodo.
O Amigo dos J/omens, peridico religioso,
que se publica todos os domingos acha-se a
venda pelo proco de 20 rs., nos lugares seguin-
tes : no Rocife, loja de litros dossnrs., Santos
3 Companhia, na ra da Cruz; em S. Antonio,
botica do Sr. JoSo Moreira Marques largo da
matriz; na Boa-vista, 1 .ja de ourivesdo sr. Jos
Ignacio d'Assumcao ra do Atierro.
O snr. Jos Ferreira queira ir tirar a pa-
Iha que deixou em poder do snr. Eduardo
Pinhode Albuquerque, de penhor para paga-
mento do que nao ignora do contrario ser
vendido pjraseu pagamento, isto no praso de
oitodias.
Quem precisar de um moco com experi-
encia de loja deferragens, e franceza ou para
outro qualquer negocio, amaneando a sua con-
ducta, dinja-se a ra do Caldeireiro, atraz dos
Martirios sobradinho n. 4, ou no escriptorio
do snr. Manocl Joaquim Ramos e Silva, na ra
da Crui.
Na noule de.25 para 26 do corrento rou-
baro do casa do {rcenlo Fortnalo da Silva
vanas cousas, entre ellas urna carteira de mar-
roquirn com chave, o repartimentos dentro
designando os mezos do anno em que guarda-
va sedulas, etinha una porcao pouco mais, ou
menos de I50# rs. em sedulas de \Q rs. encar-
nadas, stima serio de n. 23,784 a seguir, o cou-
U do 120# rs. de o rs. brancas de n. 36,660 a
seguir, um relogio deouro.caixa lisa, e de
modelo antigo, ma caixade olha de llandres
envernisada de preto com frisos dourados, c
dentro oulra cjxu com dous escaninhos, em
que haviao olgumas moedas de prata, lettras o
outro Objectos ; roga-se a todas as pessoas a
quemlorem offerecidos estes ohjwtos, departi-
dparemao abaixo assignado, "que gratificar.
Arcenio Fortunato da Silva.
A comissao administrativa da sociedado
Apollinea declara, pela segunda ve aos snrs
socios, que estiveremem atraso al o fim do
anno prximo findo de suas mensalidades, c
que nao reaiisarcm o respectivo pagamento at
o ultimo do corrente mez de margo >c ih,; ne-
gar ingresso na partida de f. de abril prximo-
advcrlindo, que o socio, que serve deporfoir
esta autonsado a negar entrada a todos aquel-
es, que se nao mostrarem corren tes o ex-
pendido s se entende com os snrs. socios quo
eslivcrem devendo mais de un quartol os
quaes (cao voluntariamente despedidos em'fi-
ce do nrt. 8., cap. 2.a de seus estatutos.
Aluga-se metude de urna casa a uma pos
Roa nao importa qddade, com tanto que
viva de oceupacao honesta ; a fallar na ra do
Mondego n. 3o ou na ra da Praia venda
n. "~ .
No domingo -U do corrente perdeo-so uma
manta do courode onca em meio uso ; por is-
so rogfl-se a pessoa que a livor adiado ou
della souber. querendo restituir a seu dono di-
rija-se a Rua-nova n.225, quo ser recomen-
sado. '
Precisa-so de um feitor para um sitio por-
to da praca casado, ou inu> (aba alguma
pessoa para ihe cosinhar ; na llua-nova n. 53.
Arrenda-se, ou vende-so um sitio na es-
trada do Monteiro com uma boa casa de pe-
dia ecal.com muitos commodos, toda env-
dracada: com coxeira estribara bastantes i
larangeiras, e varios arvoredos de ruto de to-1
das as qualidades, e cacimba de agua de beber;
na Rua-nova n. 52, terceiro andar.
Precisa-se deum forneiro quo entenda
bem do mesmo offlcio ; na Rua-direita pa-
daria n. 82.
Aluga-se um sitio no Atterro-dos-A(To-
gados com casa para morada bastantes ar-
voredos de fruto do diversas qualidades, boa
baxa para plantarcapim o hortalice por ser
bastante grande ; a tratar na ra de S. Ama-
ro n. 10.
Roga-se o favor ao snr. F. G. deir.ou
mandar pagar certa continha quo est deven-
do na venda da travessa das Cruzes esquina
dos quarteis e quando o nao faga ter o des-
gosto de ver o seu nomo publicado por extenso.
Precisa-sede 400/ rs, a premio do um por
cento ao mez, sobre hypotheca em rum bom
sitio no valor de t:500#rs. e por lempo deum
anno ; na ra do Arago n. 29 tenda de mar-
cineiro, se dir quem precisa.
A abaixo assignada viuva do fallecido
Ba/.ilio Rodrigues Seixasdeclara aos credores de
seu casal, que vai proceder a inventario de seus
bens para cujo fim roga aos jmesmos queirao
comparecer com suas contas, e lettras na ra
da Gloria n. 94, a fim do serem conferidas pela
annunci.inte. Joanna Baptisla Neves Seixas.
Um Portugus cazado se propea ensinar
primeiras lettras e a sua senhora igualmente
e prope a ensinar a coser, marcar b irdar, e
lazerlavarinlo ; quem de seu prostimo se qui
zerutilssar, annnncio por esta olha sendo
para fra da praca, oudirija-se ao Atterro-da-
Boa-vista, venda n. 54.
Precisa-se do um bom restilador para um
engonho porto desta cidade e que d fiador a
sua c mducta ; na ra ostreita do Rozario n.
31, terceiro andar.
Boaventura Antonio Maciel retira-so para
1 ortugal a tratar do sua ude c julga-se nada
dever a pessoa alguma no entanto quem se
julgar seu credor por titulo de latir ou obri-
gaco, ou mesmo conta de livro, Iho queira
apresentar no prasode 3 dias, para sor pago
inmediatamente na ra do Queimado n. 22.
Jos Joaquim Borges de Castro seguo via-
gom para Portugal e deixa Victorino do Cas
tro Moura encarregado de todos os seus nego-
cios.
Precisa-se de duas possoas para vende-
rem pao ; assiin como de um bom arnassador;
na Bua-imperial do Atterro-dos Affogados ,
venda n. 35.
Na porta do snr. doutor juizde direito da
primeira vara do civel, escrivo Reg bao de
ser arrematados em hasta publica no dia 29 do
corrente mez os dous ferros, e restos de cor-
rentes peitencentes barca nacional Adamastor
salvados no porto do Assti chegados a esta ci-
dade no dia 17 de fevereiro p. p. no patacho
nacional Laurentina-brasileira, cujos objectos
vao ser arrematados a requerimento do consig-
natario da referida barca Jos Francisco de Aze-
vedo Lisboa, em beneficio, e por conta e risco
do quem pertencer: estes objectos se achao de-
positados no trapiche do arsenal de marinha
desta cidade.
Precisa-se de 500f rs. a premio com hy-
potheca em um sitio ; quem quizer dar an-
nuncie.
Na padaria da Rua-direita n. 38, precisa-
se de um trabalhador de massira, quoseja pe-
rito nao so repara dar bo.n ordenado.
Oll'erece-se um rapaz Brasileiro de 17
annos, para caixoiro de ra, ou de loja de fa-
sendas e mesmo para outro qualquer esta-
belecimento ; quem do seu prestimo se quizer
utilisar, annuncie.
Precisa-se alugar uma escrava para o ser-
vico do urna casa de pequea familia, que sai-
ba compiar, cosinhar ,e ensaboar dando-se o
sustento, o 10$ is. mensaes; no Solidade, indo
pela Trompe, lado esquerdo, casa n. &}.
Anda est por alugar o sobradinho do
beco da Bomba, pelo preco de 10^ rs. mensaes ;
a tratar na ra da Aurora n. 18.
O agrimensor, abaixo assignado, olerece
os seus servicos s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar, e afianca a mais escrpulo
sa exactidao c o maior zelo no desempeubo da
sua arto ; devendo todos os que do seu presti-
mo se quizerem utilisar.dingirem-sc (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sihrado n 121.
Joaquim da Foimca Soares de Figuei/edo.
Manoel Pedro \iaia, subdito Portugus, re-
tira-se para Portugal tratar dos sous negocios.
Manoel Joaquim Heraardea u/in de retirar-
prximamente para Lisboa ; no caso de al-
____l________________________________
pe arta prela, quo permanece no mesmoJugar ,
ra da Cruz 11. 2(3.
Portanto qualquer outro rap que se inculque
debaixo desta dcnopiinacao urna falsilicaco
dos productos da fabrica de Mcurcm & C., inven-
tores e nicos proprietarios das fabricas do
rap arta-prela tanto na Babia 110 Rio-de-ja-
neiro, e M aran ha o como em Pernainbuco c
i-ogoaos Sis. compradores de acautellarem-.se
contra as fraudes, sendo as maiores no rap ,
que se vende a retalho.
Na ra das Cruzes, n. 36, acha-se uma loja
lie encadernador, que promette para o publico
exocutar as melliores eneaderiiarocs possiveis
nao s sendo inteiras como cartonadas, e qual-
quer obra domada pela f'olha, promette execu-
tar o melbor possivel, como se encaiiega da
'iiesina maneira brotar qualquer obra, preco
mais commodo do que em outra qualquer par-
te. Na mesilla se venden) os segnintes livios ;
um jogo de breviarios BOTOS ricamente enca-
l'iuados, um cornelio em latina, aobra do Par-
iaso T.usitano em G vnlumes, os burros, por
fos Agostinho de Macedo.
O abaixo assignado faz calente a quem Ihe
convier, que tendo visto no Diario de 23 do cor-
ente mez de marco um nununcio no qual tra-
ta ter-se feito penbora em urna casa terrea, siti
no Atierro dos A (togados, feita esta pela viuva
lo fallecido Cosme Texeira das Trovas, Sebas-
tiana Mara da Conceic0| com dinhero, que
tomn a juros por uma escriptura publica ao
mesmo abaixo assignado, assim como um con-
t cento e tantos mil ris por duas letras acei-
tas pela .inesina Sra., importancia de mate-
riaes tanto para este predio, como para outro,
que a dila Sra. edilicou depois do fallecimento
do dito seu marido, o qual qu.indn morreo, o
que deixou por herdeiro foi dividas, e nada
mais, e quem as tem pago, r ganho este dinbei-
10 para esse fim tem sido a mesma viuva, ese
esta boje possue alguma cousa deve ao seu suor
por isso foi quem o tem ganho, e todo o qual-
quer negocio, que esta Sra. tem feilo para este
fim julga-se (irme o valioso, e lique corto o Sr.
Tose da Silva Coinibra, o seu procurador Ma-
uoel Peieira Marques, que o amiunciante abai-
xo assignado protesta j ir a ju'uo mostrar o di-
reito, que Ihe acste a respeito, e nao se hade
tchar nabos em sacco; niateriaes para os pedrei-
ios, dinbeiro de emprestimo por escriptura a5
anuos, julga-se haver preferencia.
Recebe-s<- gado vaceum nos pastos do bre-
jo do Monteiro, debaixo das segiiintes eondi-
coes. O rendeiro do dito pasto se responsabi-
liza pela segu-anca do gado, seu tratamenlo, e
curativo ordinario as molestias, que nao foivm
demorte; exceptuada esta que provier de mo-
lestia ineuravel, ou picada de cobra; bavendo
qualquer novidade no gado teriio logo della avi-
so seus respectivos donos para o mandarein ver,
e observar; assim como quando alguma vaiea
parir. Gada uma vacca, i(iie seu dono receber
com cria recemnaseida pagar cinco mil r.'is,
as crias que se receberem no pasto, icaro gra-
tis 110 1. anno de sua criacao, e dabi por diante
1 qiiatro mil ris por anno at se entregaren)
pandas as que forein fnicas, e em bola de car-
ro os que forein machos: a quem ronvier este
negocio pode fallar com Manoel Luiz da Veiga.
O abaixor'assignado declara, que tendo
nina carta de ianca na mo do fallecido deo
Joao da Silva da Fonseca, proprietario que era
de una casa sita na ruado Nogueira n. IS, o'
mesmo faz sciente, que na nio de quem a dita
carta parar, que desde o dia 15 de marco do
corrente anno nao se responsabilisa mais pelo*
alugueis, e nem pelo inquiliiio Manoel de Sou-
zaTarares, c ter passado a casa a outro.
Antonio Tarares Tci.reira,
Compras
Compra so urna prela de ida Jo. sendo por
preco commodo ainda quoseja bastante idosa,
assim como, um preto, prela, ou moleque do-
ente ; quem livor annuncie.
Co.-nprao-sc cascos de tartaruga ; na ra
do Palacio do pisbo n. 8.
Compra-so um transelim fino, ou uma
cadeia sendo de bom ouro ainda que se pa-
gue nlgutr. ciUo ; quem iver annuncie.
Compra-seum banco de marcineiro que
tenha prensa e barrilhete, ainda que seja uso-
do ; quem tiver anuuncie.
e copos do marfim por proco commodo-
ra do Collegio botica n. 10. a
-Vendem-se dous cavallos capados- mn
nova, leja n. 58. m-
Vende-se uma poreao de livros do difr
rentes autores, j usados, um canap de 1^'
Ihinha em bom uso, tudo por proco coinnjod
no beco largo da matriz de S. Antonio o. u'
primciro andar. >
Vende-se uma duzia de cadeiras do jaP
randa, duas mezas do dito, uma cama de con"
durcom armafao, e colchos, e um cananii"
na ra do Queimado n. 4. *>
Vonde-se urna negra de meia idade, oro
pria por suo qualidade para ama de casa', cos"
nha, engomma liso, o cose pouco, muito sadia"
o sem defeito algum ; atraz da matriz da isoa'
vista sobrado n. 11.
Vendem-sc aderecos de brilhantes do bom
gosto, obra muito rica, e mais outras com (|a
mants, de diversos gostos; obra do Porto, brin-
cos e ancis do diamantes, e brilhantes, eouU!
muitas obras de ouroe prata de bom gosto- D.
ra do Cabug, loja do ourives n. 3.
Vende-se um quarto de ambas as solas
por 45,^000 rs.; na Rua-velha n. 72.
Vende-so um carro americano do 4 ro
das, muito bonito, tem lan?a para um mi
dous cavallos; na Rua-nova n. 01, coxeira d
Augusto.
Vende-se uma escrava motila, do 20 an-
nos, proprio para so Iho ensinar qualquer cili-
cio, por ser muito robusto o sadio; na ra das
Cruzes n. 41, primciro andar.
Vende-so uma novilha, e um garrote mui-
lo gordos; no sitio do Remedio, de Miguel Cor-
reia de Miranda.
Vende-so uma negrinho do 12 annos rc-
colhida, cose, e tem principios de lavarinto- a
esclavos de nacao, mocos, do bonitas figuras
um bom carreiro; duas escravas mocas, cor
llgumas habilidades ; na Rua-direita n.'3.
Vendem-se Titos Livlos, novos; na ruado
Sol n. 23. sobrado de dous andares por cima do
armasem de capim.
Vendo-se uma escrava por precs com-
modo ; na ra do Viga rio, armazom n. 2t.
Vonde-se. 011 permula-se tirn sitio peque.
no muito perlo por ser logo ao sahir da Solida-
de para o Manguinho, com nao poucos arvore-
dos de fruto, chaos proprios, com grande o de-
cent casa de sobrado toda envidracada, conten-
do 14 quartos, um alegrte na frente, com dous
portees do ferro e no fundo outro grande co-
cheira, casa para prelos, cozinba, pOco d'agua
do beber, e tanque para banlio ; na nia"(lo
muro da Penha, sobrado n. 36, das 6 as 8 ho-
ras da manhaa, e das 3 om diante.
Vendem-se duas vidracas grandes, pro.
prias para portas de loja de meudesas; na Rua-
nova n. 6.
Vendem-se bezerros de lustro da melhor
qualidade possivel, a 36^ rs. a duzia. o a 3201)
rs. a pello ; na Rua-nova n. 8, loja do Amaral
V Pinhciro.
Escravos fgidos
Vendas
guma pessoa considerarle sea credor, ou ua ca-
Vendem-se dous negros, de bonitas figu-
ras, do 16 a 18 anuos por prreo commodo
na ra larga do Rozario 11. 50.
Vendem-se redes para viveiro, de todas as
dtmenc5es e tambem se alugao ; nos Afloja-
dos, paleo da Paz. n 21.
i,Vende-se urna boa venda com poucos lun-
dos e muito bem afreguesada, na aua do No-
gueira n. 18; a tratar na mesma.
Vende-so um sobrado de 3 andares, sito
Digo Pereira Arantes, Portuguez, retira-so
para lora do imperio.
Joo Antonio de Macedo retira-Be para To-
ra do imperio.
CADTELLA CONTR* AS FALSFCaC&ES,
(.(Mistando ;i Ueuron 8tC, ,,,.- era algumas
vendas < lojas desta cidade se vende um rap
com a Talsa denouiinaco de rap arta prela, com
astuciosa (mita;ao dos botes, rtulos, e sellos
di sua fabrica, izcm sciente aos seus freaue-
ses, e aopblico, que em resguardo da aua
propriedade e dos seus direitos, accreaceotao
Vendem-so lijlos do ladrilho. ditos de
alvenaria, barra, areia, caibros, e tambem se
bota na obra em qualquer parte onde for pre-
ciso, e porpre^o commodo; na ra deS. Ama-
ro 10.
Vende-se uma prela boa iavadeira sondo
para fora da provincia ; em Fra-de-portas
ra do Pillar n. 49. V '
Vende-so um alambique de muito boa
chapa do cobro novo, que pode estilar do cada
vez inea pipa por proco commodo ; na ra
da Crusn. 49.
.moa ao sello do muco deposito do legiti.no ra- Vende-se um jogo de gamao com tabulas,
Fugio no dia 2a do corrente um preto do
nacao Songo estatura regular quando an-
da parece cochear tem un) pequeo calombo
em um dos peitos e os ps grossos ; quem o
pegar, leve a ra de Apollo armasem de l)el-
Itno dos Anjos Teueira tiboiro quo ser bem
recompensado.
Fugio no dia 20 do corrente umpreto(crou-
lo de nomo Agostinho. cor fula, alto, chcio do
orpo, rendido de urna vorilha levou cal-
cas de brim do iistras camisa do algodao, cha-
peo de palha novo: quem o pegar, leve a ra do
Qucitnudo a seu snr. Albino Jos Ferreira da
onha ou na ra do Queimado n. 4, que ser
gratificado' H
Fugio na noute do 22 do correnlc do bor-
do brlguo Encantador o cscravo marinheiro, de
nome I.uiz, crioulo de Angola, representa 18 a
-JOanners, bem feilo. magro, apontando-lhe bu-
fo de barba faltando-Ihe a unl.a no dedo nol-
legar de um p trabalhou aqoi a annos pelo
01 icio de allaiate. e m.-rou muitos anno* em
Ulinda, foi comprado a Rufino Luiz Henriques,
para onde nalural se tenha refugiado; roga-so
aoscapuaes de campo, ou qualquer pessoa,
que o apprehonda e leve a ra da Cadeia do
rreciie, em casa de Amorim lrmao n. 45, que
sjra gratiiicado.
No dia 19 do correnle desapparereo, e
suppoo-seter fuaido ..... cscravo pertencente ao
snr. Mcente Tho.naz dos Santos do nomo Sa-
bino nacao Mocambiquc, cor fula, caneca
cnaia beicos grossos cara boebechuda, com
auas pequeas enrugas dos lados ta bocea, per-
nas grossas estatura regular, fallas mancas,
representa ser muito serio o qual eslava alu
gado no snr. Angelo Martina de Sique.ra de
Zil ; ^m o pegar, leve a Ra-impe-
rial n. 67, que ser recompensado.
,~~, --rla. d rrrcnle pelas 9 horas da
manhaa fugio urna negrinha de nacao Cassange,
uo 1 annos ponen ...ais. ou .menos secca do
corpo, baleos grossos, com todos os denles da
irente bastantes largos, como carimbo do mar-
ta ae rogoS-- em cima de um dos peitos; lo-
vou vestido de chita branca.e camisa dealgodo-
''nlio ; quem a pegar, |0ve a ra das'Cruzes,
terrea n. 19.
II
Rkcifb k Tip. db M F. ob *auu.-18W


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