Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05085


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Full Text
Auno de 18M.
Qtinrta Fcira 27
O Diario |iubc-fr ti dos no (tinque uiio forero ni Conius : o greco d
he aos silinmados Os aimiincioarins as(n*Bll sao lnMridoi
pi.ti. eos dos que n.'io forein i rajo de SO rel por liiilia A reclamaces dercm ser diri-
giilas i esta Iyp roa o Crur.es n i ou a praca < a Independencia I. ja de \,xr> an 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOMMU. eParalitba secundas c sextas feiras. Kio Grande fio Norte, quintas fi'iras
< abo S-rinliaeni Ble Farinoso, I'orio Caito, Marcv e Alagoas r.o i. He '.'d
de oad. mei Garanhuns e llonito a lUe i! 4 le ca a mi'z Boa-vuu e Flores a i'i
e 28 d.to Cidadeda Victoria, quintas feiraf Olinda todas os dtaa
DAS da semana.
i Seg Hf nimncia. ;'io de N. S.
S( Ierra s Ludfero Kel aud. do de I) da 3. T.
57 (.loarlas iMarlinlio Auil do J. de 1). da 3 r
28 Quima Aloiandre. Aud. do.) del) da 2. t.
ij Selle s. Bcilo'do.'A'iiJNlj; J del), da 2. .
30 Sel), a Clinio Hel. aud. do J. de D. da 4. v.
<34 I)om. do II.uno, st Albina
i : azis
DA
c(ZB.\3&!X3
de Marco
Anno XX. IV. 72.
rudo agora depende de na meamos; da nossa prudencia, u-oderaoJo- e energa: eon-
linucmoa como principiamos e srenos apostado* com admira;,"", entre as nagoes mais
"'ullas. (Proclama.; i di Assembla eral do Brasil.)
compra venda
17,HJU 17,500
ic.yoo i.7.(io
9,t)0 U.<00
.'jco i.wo
lirio ,/so
1/JfiO .980
cambios mi da ti ur. marco.
Cambios sob.e Londres 28. i Our.-Moeda de 6,500 V.
u Taris S70 rris por franca N.
;. Lisboa 1 por 10U de premio I > de 4,001
J I'rala--FataciVs
Woeda de cobre 5 pe: 0BB ,i c n.n'i lia Lesos c.duromnares
dem de letras de boas Brcei 1 a l[i | Ditos Bteiieeeoa
PHASES DA LA NO HEZ DE MARCO.
I La ora i 1S ig ij horas e 57 min. da tarde,'
Cteeceele a >! { b e 41 m. da maaliua.
BasBUB3aauT:iUa(V^3t.23S:
La cheia s i as (i horas e 'U min da tarde.
Minguante a \i as 11 lloras da maiilu..
Preamar de hoje.
Primeire a 11 borss e '._ min. da manija | Sainada as Ij horas e 6 minutos da larde
aa'MarW'yti s tusaaxss^ajaan
FEBNAM
nasiusar-iaT'-.': *.'....'-%u-. -

aoss ^ssasc'SBBsa
ERRATA.
No principio da parte da scssao da assemblca,
publicada IO Diario de hontrin lea-se ein vez do
Sr. Sabuco continuandoO Sr. Urbano continu-
ando.
Pestaa a demissflo, que elle.obtida as barbas da mais forinidave

ARTE OFFCr^L,
Governo da provincia.
Expediente da din 15 crtente.
Ollicio. Ao Exm. c Uv.n'" Sr. bispb
eleito Fr. Carlos de S. Jos. = Foi-me pre-
sente o ollicio, que V. Ex. dirigi a esla
presidencia ein dala de 13 do convide, pedin-
do ser escusado dereger a cadeira dephi-
losopbia do lyco d'csla cidade; eemres-
posta tenho a significar a V. Ex., que llie con-
cedo a demissao, que requer, dando-l,c
osdevidos louvores pelos prestrnosos ser-
vicos, que Y. Ex. le/ a inoculado l'ernam-
luicana durante a regencia da referida cadei-
ra ; e esperando, que continala a prestar os
queresultfio da direccRo do mesnio lyco
emquauto as suas novas, e altas funccOes
o nao chamaren) a outra provincia.
Dito Ao inspector,interino da thc-sou-
raria das rendas provinciaes, ordenando,
que ao 2." secretario da assemblca legisla-
tiva provincial entregue a quota que na
respectiva le do orcamento Coi consignada
para expediente da secretaria e mais despe-
zas da casa da mesma asseinhla ; visto ter
idoelle nomcado para recebera dita quota.
Comniuiiicou-se ao 1." secretario da as-
seinhla legislativa provincial.
Dito. Ao mesnio, ordenando, queem ob-
servancia do artigo H da le do ornamento
vigente, pelo qual votou-se a quantia de
8:000,f res para dar-se principio Cundacao
da bibliotheca publica d'esta provincia,
contrete com qualquer artfice quatro es-
ta ules com aspropor^Oesdasdo gabiletc-lt-
lerario, para serem interinamente postas
<'m una das salas do lyco, que o respectivo
director indicar, a lim de que para ellas pas-
sem quanto antes oslivrosdo mesnio lyco,
que deveni ser incorporados a dita biblio-
theca j exigindo com urgencia urna relacao
dos mencionados livros para conferir com
alista, que pela secretaria se tem organi-
zado para a encoinuienda, que se lia de l'a/er,
e assim evitar-se duplcala; o communican-
do ter determinado ao engenheiro ein ebefe
das obras publicas, que orce a obra, que
e necessario fazer-se no edificio que servio
de igreja docollegio dos Je/uilas, para nellc
estabelecer-se a referida bibliotheca.Ofici-
aees-sc a respeito ao director do lyco, e
ao engenheiro cm chefe das obras publicas
Dito.AOJUZ municipal da 1.a vara, orde-
tonio Jos
pedirit, do posto de 3." coininandante da i.
companhia do inesmo corpo.
ilon do dia I t.
Ollicio. A cmara municipal d'esta ci-
dade exigindo, em consequencia de re-
quisicao da assemblca legislativa provincial,
o regulamenlo da respectiva contadoria a
que se refere o seu ollicio, em que pedia a
approvacSo da mesma contadoria.
Dito. Ao inspector interino da the-
SOUraria das rendas provinciaes, approvan-
do a arrematado das obras (la ponte de
Pirauira cujo termo acompanhoii, por co-
pia o .seu ollicio de d'esle mez. Com-
municou-se ao engenheiro em chefe das
obras publicas, e ao respectivo nspector-
liscal.
Portara. Mandando passar nomeacuo
dc3.commandanle de companhia do corpo
de polica a .Manuel Antonio Martins Pereira.
Dita. Ordenando que SC passe patente
de mejor da l. logjiQ da guarda nacional
do municipio de Coianna a Antonio Francis-
co Paes Barrete -Tambem mandou-se pas-
sar patente para o posto de major comnjan-
dante doesqnadrito do referido municipio,
vago peta reforma concedida oManoel An-
tonio Pinheiro, ao cidadao Antonio Jos
Guimaraes: creou-se urna terceira legio no
referido municipio, composta do 5." e 6.
batalhes, da qual foi nomeado chele Joio
da Costa Villar, e Major JoTo Bizcrra Caval-
opposi-
c;ao. atiese podia formar coutra elles.
Mr. Sou/.et, presidente da cmara dosdepu-
rulos, acoinpaohado da grande deputacao, apre-
scniot ao rei noinesuio dia nonti' amcnsageiu
cni resposta folla do tbrono. A resposta do rei
lbi acolhida com repetidos gritos de lin Uroi,
pela di'pttt ti>io, < pelo* iiiuios membros da ca-
iiiara, que se llie uniao.
Fallava-sc otitia vez na apivsentarao do pro-
jecto de dotaciio do duque de Nemours. Duia-
se, que se l'aiia dcllc mais do que tuna questo
ministerial ; e que se a canina rejeitasse a lei,
seria dissolrida. Depois do que acaba de pas-
sar-sc no palacio Rourbon di o Nalionel, a dis-
SOlucao da cmara cquivalciia a un K0'l"' d
estado.
tt Continua-se a fallar, di/. O Courrtrv fraiu/ais,
cm inodicaco do ministerio. Mr. Marti (du
nord) est talvcz prestes a oliter o posto elevado,
que to ai(leiiieniente coliiea, a presidencia da
cmara civil do tribunal de cnssalion, cm lugar
v asseinhla legislativa provincial de Pernain-
Inico decreta.
An. l.".\ fregueziadeS. Antonio doRecifofl-
e.i dividida di' leste a oeste desde o mar pelos
pateos da Ribeira, e da Penha, ruada v^-......p-
fo beco da Carvalha liceo do Serigado
travessa da ViracSo ati? o rio.
Alt -1." X nova freguezia lera a invOCAcfiO de
S. Jos do Recifo, e ser matriz a igreja deS,
Jos.
Arl. 3." Fieao peitencendo .i nova fregUCZiaoi
pateos, e liceos <|iie a liinitao.
Art.-i." O pa rocho da freguezia de S. Jos to
Itecil'e tei'.i os mesniOS veneinieiilos pie cotn-
peteni ao parodio da freguezia de s. Antonio.
Art..")." O parocbo da freguezia de. Antonio
lera OpcaO a una das duas fl'eguezias.
l'aeo da assembla legislativa provincial de
Pcrnaiubuco 22 de mano de 1844.
Sabuco (/ Araujo.
Foi approvada a redaccao do projecto n.u 12
do anuo de 1842 que equipara o ordenado do
canli; e communicou-se aos nomeados e
ao respectivo commandante superior.
de Mr. Zungiacomi, (pie dar a sna demissao. professor da lingua latina do bairro de S. Fr. Pe-
\ pasta dajustifa e dos cultos, dizem, quesera |droGoncalves do llecife^io do professor damrs-
Dul une, por intermedio de Mr. ; ma disciplina do lyceo.
'.nlrou i'in discusso a redaceo do projecto
EXTE 108.
nando, que passe atomarconta da 2." vara
civel, deque foi encarregado ojuiz muni-
cipal, e dorplifos do termo de Olinda. por
achar-se 6in**. impedido, quando tomou as-
sento na asseinhla provincial o propietario
da dita vara civel. Communicou-se aojuiz
municipal e d'ornhffOS do termo de Olinda.
Portaras. Dividindo em dous o 3." bata-
Ihao da freguezia da Escada, dos quaeso
que lica com a numeracSo de terceiro perten-
ccra ao districlo do sul, e o que tiver a de
\. lera por districlo o rio Ipojuea da parte
do norte; e Horneando para teiiente-coronel
commandenfe do novo balalhao Henritjue
Marques I.ins e para Major Joio Feij de
Mello. Crecu-aa urna scftinda legiao no
municipio da cidade da Victoria, composta
do esquadro de cavallaria respectivo, e
dos dous novos batalhes; da qual foi no-
meado chefe o tenente-coronel Jos Pedro
Velloso daSilveira: nomeott-se tenenle co-
ronel do 3." balalhao da mesma guarda na-
cional ao Major Eustaquio Jos Vellozo da
Silveira, e para Major o cidadao Coriolano
Vellozo daSilveira: oque se communieou-
scao Chefe da I.' legiao, respectiva cma-
ra municipal, e aos nomeados.
Dita. MasuSudo passar patente para o
l'uslo de coronel chefe da 1." legiao da
guarda nacional de Coianna, vago pela re-
forma concedida a Antonio Alves Vianna,
ao cidadao Antonio Francisco Pereira. Par-
tieipou-se ao respectivo commandante su -
pertor, e ao nomeado.
Ollicio. Do Cecrctario da provincia ao
commandante geral interino do corpo de
Temos vista jornacs francezes at 6 de Tevc-
reiroprximo passado, einglezesat 9do mes-
ma mez; de mis e ontios extractamos as seguin-
tes noticias :
I'.'fallecido o general-Rertraitd O'vos.qu.'lion-
i lis o desinteresse.a piohidadc.acons nieia.sait-
dai respeitosos a memoria dcste vcllio soldado,
cujo nomo symbolisaraseinpre a (idelidade. Mr.
de Briqttevifle pedio, que se Jio/.essein os ilespo-
jos mortaes de Bertrand junto dos restos de i\a-
polefio. Foi mu pensaim uto nolnee generoso,
que honra aquem ocoocebeo, e aquem oins
pirou. [Reforme.)
Por ordenanca do rei dos Francezes, datada
de 2 de fevereiro, foi o conde Morlicr, embaixa-
dorde Franca junio Confederarlo Helvtica,
nomeado embaixador junto ao re de Salden ha,
oll'erecida ;i Mi
Antoiiic I'ass\, suh-set retalio de estado na re-
partieo do interior ; e mi caso de recusa, ser
(llamado Mr. llebeit para substituir Mr. Martiu
(du nord).
Mr. I.acave I.aplaque ieliiar-sc-ha do miiiis-
lerio da i'azcnda, satislcilo com lia ver obtido pa-
ra seu iriliao a presidencia da cmara criminal
do tribunal decoMdtion, c tornar a encarregar-
SO da aduiiiiistraeo dos hens do duque d'Aiima-
lc. Esta adinlnistraco foi confiada ;i Mr. I.a-
plagne aarris depois da nonteac&o de Mr. I.acave
para o ministerio da fozenda. As novas e im-
portantes funeces de presidente o obrigariaoa
deixar estagesto ; Mr. Laplagne sarris conti-
iiiinar todava a ter assento no couselho do do-
numero 5 do auno de 1843, explicando a lei pro-
vincial n. i)S de'.ldeiiiaio de IS'J.
O Sr. Taques:Pcdi a palavra, Sr. presidente,
para l/.er tima breve observarn a cerca da lei,
cuja redac;o (' siilnneltida ao coiihcciiucuto
desta assembla. Passou esta lei em terceira,
discusso; mas ella un ohjecto inleirauente
intil, c eu tenho de ponderar esta assembla
ipie, periiiitiindo o uosso regiment que na dis-
cusso de redaceo sejSo rejeitadasaquellas leisj
que contivereui absintio, me parece que esta
est no caso de ser rejeitada.
QSr. oresimle:Agora na occasiao do expr-
diente, julgo nao ser propria esta discusso, e
minio privado do rei. F.dla-se em Mr. Ilippolilo I considerando a rcdaei o como parecer da com-
Passj ou em Mr. d'Argout para substinuir Mr. I inisso, se o nobre deputado quer a palavra Rea
Lacave Laplagne no ministerio da fazenda. Cuto adiada para a scssao seguiute.
OSr. Taquet:\. Ex. decida! se me deve dar
Agazeta de Londres de li de fevereiro aiiiiuu- j;i a palavra, ou liear para occasiao oppoituna.
cia, que se expedirn ordens, para que a enre! O Sr. praidenle:- Enteudo, que agora nao
da tiran Vretanha tomasse luto, comecando no | tem lugar esta discusso; dei a palavra ao nobre
dia S, pei.i morte de S. A. R.o duque reinante de
Saxe-Coburg-Gotha, pal de S. A.R. o principe
tiberio, lio e sogro de S. M. a ralnba de Ingla-
terra.
o duque Ernesto.de Saxe-Coburg rinha nasci-
do a 2 de Janeiro de 17S4 ; c contava por consc-
gllinte lio anuos de idade. ilavia suliido ao thro-
eni lugar do conde deSnlvandy, cuja demissao
foi acecha; e o conde de Pontois, embaixador
junto Porta Ottoinana, foi nomeado para o
inesmo cargo junto ConiVdCracb Helvtica.
Os principaes objectos, a que se refri-pin os
jomaes de Pai'iz, saoo voto de Mr. Salvandy
contra os ministros na votacao da mensagem em
resposta ao discurso da coroa ; a sna consequen-
te resignacao do sen carcter diplomtica na
corte de Turin ; o desposto (laja, rei, e o emba-
razo do gabinete, causados por este procedi-
inento de Mr. Salvandv ; e a intidanra do minis-
terio, que a maioria dos jornalistas e do publico
suppunhfio ver prxima. ISosc eca em parte
alguma, que Mr. de Salvandy mn nnne parti-
dario do conde Mole*, eircumstain ia que se tinha
por sullieii'ntc para dar vulto aos boatos, que
corrio.havia algUlll tempo, de qui'iio tardara
que apparecesse o coode Mole a frente de uin
novo gabinete. A Uefavme diz, que durante os
ltimos tres dias bavio-se tornado mais l're-
quentes as visitas do conde .Mole s Tuilherias.
na terca-feira (30 de Janeiro) tinha elle sido cha-
mado duas vezes palacio, e naquarta passou a
inalor parte do dia em eonferencfa com o rf. O
mareonal Valle taiiibem foi recebido as Tul-
Iberias. Todava cartas particulares dizem, que
os maiores amigos do governo confessavo, que
a conducta de Mr. Salvandy llie bavia causado
embarazo; mas que nao se esperava, que pro-
duzisse as serias consequencias previstas pela
opposicao. Ao menos Mr. Ouizot eslava disposto
a nao ceder.
Os dt'imtados Icgitinistas, o niarquez de La-
rocliejaquelin, o duque de Walmy-, e Mrs. l'-er-
ryer c Dclarcy aprescnlro no dia SO de Janeiro
a sua resignacao dos assentos, qve oceupavo na
cmara, A retirada destes leaitimislas. aindn
",: CSC&rau por dili'erentos faces, todava ap-
provada por quasi toda a lmprensa, e couiineiiia-
da com severas rellexoes, sobre o que elles ap-
pcido de indiscreta nInconveniente ntroduc-
eo, na inensageiu em resposta alalia do re, de
nm epitheto insui}imtarel para Iwmens honrados. A'
"xcepeo de un ou dous jornacs, os utios de-
clarao a suaoonvicco, de que o gabinete nao
pdde siisteiitar-se por milito tempo. Os innis-
terialstas allirmo, que a votaco da inensagem
deve-se considerar como una prova insigne da
deputado, poique pensci que (pieria fallar sobre
a redaceo.
<> Sr. Lapa Gama:Ouvi \. Ex. dizer que .1
redaceo de tuna lei era considerada como pa-
recer da coniniisso.
OSr. pretidente:Sim Senhor.
O Sr. Lopes (ama: [sto c novo para miin.
O Sr. presidente: A redaceo c un parecer,
no ducal de Saxe-Coburg-Gotha a !i de dezein- ,
brodc ISdli. Sen lilbo mais vcllio. o principe i 'lllc ''i seja redgaladaqucllc modo.
ln.sio, uascldo a 20 de junlio de 1818, e coro- OSr. Lopes (ama: Eu nao entenda assun :
nel do regiment deservico deSaxe Real, quem I ,,'t'l que o regiment omisso a este respeito.
Iliesuccede. i O Sr. presidente: --E' omisso, mas parece pie
O fallecido duque de Saxe-Coburg era pai do lt,(1"s us trobalhos de coinuiissoes, que se acho
priucipe Alberto, esposo da raudia de Inglater- "' 1I1S'1 Siio pareceres,
ra, irmao de S. M. o r< dos Belgas, to do rei gr. Lopes (ama; [sto rasoavel.
de Portugal, da duquesa de Nemours c do duque OSr. presidente: Crelo que leve ser consi-
Augusto de Saxe-Coburg, genio do re dos Eran-; derada como parecer, ao menos para que a sua
, cz( s, j discusso uo Interrumpa a ordeni do dia; ines-
!., -s, un Times de 7 de fevereiro o seguinte : mo "ao ha inconveniente algtim em liear adiado
Sabemos, que o balaneo da reccita e despe- I'a,'a entrar
/.a publica no anno de l.'vl.'i lora publicado por
1843
ordem da casa dos eoinintins. Dero-nos noti-
cia, de que elle aprsenla no auno transado
una renda de 52,582,81b' e nina despeza de
51,130,515 Por(''in, coma nao temos at o pre-
sente inl'oiinaco do modo jior que se despendeo
o saldo, 11,10 podemos ]>or conscgtiiiite nter por
na ordem dos trabaihos.
0 Sr. Lupes tiama: l'ois bem, como o regi-
ment C OUlisso fique adiada.
0RDBV DO DIA.
Contiuuaeno da discusso adiada do parecer
da comniissao de constitui^ao e poderes com a
, emenda do Sr. Urbano.
OSr. presidente:Tinha licado coma palavra
jui/.o alguin cerca das vanta^eiis, que se po- O Sr. />'ap(ista: por tanto pode fallar.
deni provavchnciite colher de nm estado de con- OSr. Ilaptista:Sr. presidente, eu acbo-me
as, que priineira vista animador e pros-1 bastante incommodado c hao sel se poderei res-
pero.*
PERNMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Conlinuacao da sesso de 23 de marco de 1844.
Forao juigados objectos de dcliberayo
o que pelo governo lr dado para a extra-
as que fro concedidas matriz da suiSra-
polica, conimuuicaildo ter concedido a An-J ibrea predominante, dos ministros, poique foi
imprimir os projeetos seguintcs.
A assemblca legislativa provincial de Pcrnain-
buco decreta :
Art. 1. Ficao concedidas tres loteras de ses-
senta e quatru oontos de res cada una em fa-
vor das obras da igreja de S. Scbastio da villa
do /onilo.
Art. 2. Essas loteras sero reguladas pela
plano,
cao das q
dita villa.
Art. 3.* Eico revogadas quaesquer leis em
eontrnrin
Paco da assemblca legislativa provincial de
1'iTiiambiico 23 de Marco de 1844. Aguiar.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Art. 1." Ficao estabelecidos os districtos de paz
creados [icio cdigo do processo criuiiiial.
'. rt. 2." A divis.to judiciaria cm relaco ju-
risdieo dos juzes do civel c em quanto estes
existircui dea limitada aos municipios que Io-
nio caberas de comarca.
Paco da assembla legislativa provincial 22 de
marco de 1844. Sabuco de Araujo.
I ponder a todos os pontos do discurso do nobre
1 deputado, que falln na ultima scssao; todava
farei diligencia, empregarei alguna esforyos.
Sr. presidente, eu tcnlio de continuar a fallar
sobre a politii a, que c 0 ponto cm que o nobre
deputado se faz lorie, c ento dir-lbe-hci que
elle c quera quer desnaturallsar o nosso syste-
ma;poi(juanto,se o povo eiege seus representan-
1 tes porque por si uo pode curar das necessida-
des publicas, c precisa tratar de suas honestas e
laboriosas oceupaces. Mas o nobre deputado,
quer que elle se distraa de tildo para SO tratar
da poltica, ouvindo aos que teein iuleresse em
lisongear suas paixocs. Pois tantos recursos
coiislitiicionaes nobasto? Ser necessario que
bonicns, a quem nao coube o estudo, por voca-
Vio laeo da poltica modo de vida? E para que?
Para ouvir o nobre deputado dizer aqui que se
folsiflcou aauthentica de Ignarass sen apre-
sen lar provas, c tinicndo-se de que nao fique es-
pesinhado ^ corrds, ;!:;;; que .v iiuuve scssao
i'in un destes dias passados para se dar lempo a
oiganisar-se un novo lvro. Com elleito, Sr.
presidente, na poltica do nobre deputado nada
ha qur nao seja interessante: quer al ser liscal
da assembla e de todos os nienibros: quer to-
mar-nos estrellas contas, poique alguns Senbo-
ics depntados audro 111 publico c nao vieio
a cmara, e senipre com o genio do mal, com a
calumnia va logo disando, que os deputados fal-
tro por fraude. \o sei como se possaaecumu-
lar tantas inepcias. O nosso regiment nao man-
da notar as fallas dos deputados; mas o nobre
1 deputado nao s nota estas faltas, mas anda del-


2
las i i i.i as consequenclas, que quer, contra a
honra c lgnidade nossa, e mal daqueile que o
combatcr, porque mu fcilmente elle o cha-
mar Injusto aggressor, edlr que o ataca i In-
"or. Fbyrpn-EHeatacaat aquem estau-
QSr Urbano:Eporque naoveioi
n S'r Baptitta:Agora, Sr. presidente, apro-
vcfto esta occasiSo para responder o un outro
uobre deputado, que disse na ultima sessao que
o utor da descompostura tinba sido pouco ge-
neroso em votar contra o requerimento deur-
Eu.'Sr. presidente, tenho tldo joccasiao de
entrar ein luctacoin <> nobre deputado, que lan-
rou-inc esta accusacao.le nao tenho querido;
mas tomo me julgo offendido passo a responder
:i csse enthusiasmo do nobre deputado. Digo en-
tusiasmo, porqueeste Sr. deputado deixou-se
levar por estas primeiras ideias,que nos Impres-
sionno, e o espirito as recebe quasi que espon-
tneamente, e nao foi aos Bnaes desenvolvimen-
tos da intelligencia; pois que, tendo eu dado o
u.eu parecer, para que nao se chamasse supplcn-
te alguin, tendo a prlmeira vez votado contra a
urgencia para se discutir <> parecer da coinmis-
sflo, no havia agora ser coutraditorlo, volando
pela urgencia; pois que nao sel eonio se possa
achar urgencia no fatimento de nina cousa que
uWqueremos que se tara, permita ainda este
Sr. deputado pie Ihe diga, que a generosidad!
Be da, qnando nos, podendo dispor de una rou-
sa, dispomos della di- nina manara franca e sin-
cera. Mas eu aqui nao posso dispor mlnhn
vontade d >s volai fies, pelo contrario tenho obri-
gaoaodc ser roben ntr nellas, Emque nao fui cu
generoso.' U'aso procure! tolher ao nobre de-
putado o dlreilo de responder-mc? KSo tinha
cite tantos das para fa/cl-u? J no se satisfez?
E1 preciso nao se deixar passar dcsapercebida-
mente estas cousas, para se fazct entaoum jui-
co dellnltivo sobre ellas, tanto maisqne eu nao
mi o autor das descomposturas, somente defen-
d a dignidad.- da assemblca ultrajada pelo no-
bre deputado como iodo-; presenciamos.
\on agora responder urna accusacSo que
me f i o nobre deputado, quando disse que eu
era deputado dogoverno, ej me nao lembrava
de que lempospassadbs disseraa quein est
entregue o destino da provincia? A' um simples
capitao d'artllharia! Sr. presidente,se ooo-
bre deputado tem-se julgado autor isado nesta
casa, para dizer multas vezes, que c calumnia,
que lie lanciio. aqullloque todos sabem, e que
serfeha provado cotu seus proprios discursos
proferidos na cmara geral, eudevia agora dl-
rerfoi assiin mesinoSr.deputado. Mas nao,
mi nao hlto a verdade por condescendencias ca-
prichosas. Sunca tive amsade, nem inhnisade
mu presid ale alguin: nunca fallei bem ou mal
de algum, nem mu tiro indiscreto como julga
o nobre deputado.
O nobre deputado porm que emprega to-
.l.i .i sii.i vida rm fallar pro, ou contra os presi-
dentes da provincia. () nobre diputado foi, que
velo dizer nesta n<;i. que tem multa lealdade,
e (ue por causa de partidos nao sr deve sacrili-
car a honra, entretanto que, nao segundo os
peusamentos polticos do gabinete dejulho, a-
qui liuou-se com o presidente nomeadopor a-
quelle gabiucte s porque favoreca a sua elci-
cao: o nobre deputado foi, que segregou-se da
poltica, que hoje guerrea e passou a licor mal
cun todos os sous amigos por nao diutlircni
o actual presidente.
o nobre deputado que com as suas lamen-
ta, ("es de Jeremas risadat) custou bastante a
separar-sc desse gabinete. Eu estou_ fallando
em Pcrnanibuco, ondeo Viariorclko elido por
lodos, e onde se publicarn muilas fallas d.....i-
bre depucido, quando enlSo eslava em couci-
liacoi s com o ministerio, que boje bostilisa por
causa da coiiscrvacao do Exm baro da Boa-vis-
ta; ento dlzia o nobre deputado cu, que.vos
fui to fiel, que tenho fclto servicos tao relevan-
tes, e que tenho sido soldado veterano seinpre
prompto s vossas ordens, io mal payo '. Rece-
bo agora esta injuria, esta ofl'cnsa, nao SOU
attendido, nao demitido o baro da Boa-vista!
Portante o nobre deputado que est acos-
tumado a rcdiglrfolhas, a intrigar, abrigar,a
atacar a liorna, e reputaefiesamelas, calaza-
divi rsas figuras no mundo por causa de presi-
dentes de provincia, por causa d.i sua elcico.
Occorre-me agora terlido um discurso inuito
externo do nobr' deputado em (|iie, depois de
militas declamar* s, viulia semprecom amesma
eonsequencia en nao tenho confianza ueste
governo e nem o nobre deputado naquelle
8CU (liseurso soube eoin luir outra cousa. Por-
tante consinta, que-sein se faltar a verdade. si-
lbe diga o nobre deputado s o que quere*
ser deputado,
O Sr. Urbano: -- Isio a repetlcaodas nies-
inas cousas.
O Sr. Bapiista : -- O nobre deputado com este
sen aparte se prevenio, isto iu vu dzeY-llie com
toda a tistica ; porque o (ue discurso .'liando me combata, foi esquivar-sc
.1. iodos os iiieus iu gilientos dlzrraqulllo
que multas vezes tem dito na .amara geral e
que eu dipi-sav c bom grado. i ventura
cumprio o nobre deputado a sua promessa de
responder-rae quando en tao en lhe dizia, que
ira um egosta manboso que ralliava; porijue
quera gmente cabalar, e nSoqui ria, que nfn-
surm mals ofizesse? tioentanto isio asss
desfavoravel ao seu partido ; porque em verda-
I o que se ve no lado do Sr. di Hitado cprati-
car-se, ede ni......alo peior aquillo mesmo, que
elle imputa ao governo. K* assiin, que cni i|iian-
lo a opposlcao censura o governo provincial por
emprear Brasil, iros de mitras provincias; ella
os tem em Seu SCO, os trata com toda a corle-
.. -;--..w>t> n nnantncensura ao gov*","nn
provincial'pela cstn, e adheso <"< adoptivos,
altriini adoptivo, que quebra, la vai para o par-
teo do nobre deputado e tem entrada franca
(risada) mas o nobre deputado, o que fe In-
, iilcando-se como um soldado veterano nao res-
i ondeo a este meuargumento. recorreo po-
ilica geral : foi ao senado iui a cmara nos
alados foi a interpretavao 'I" acto addicio-
,.,{ e todos aquelics objectos, sobre .pie pa-
rece' ter sermes decorados, benhores eu co-
uheci um padre, c alias de todo o respeito, que
tinba semines feilospara certos actos (ruada);,
mas niesnio assiin elle desenipcnliava o lugar de
plegador poique como tinba talento conhrcia
as analogas, < paridades ; mas o nobre depu- I
lado nem isto faz: vein para aqui, pede que se
chame um supplente, dahi passa a aecusarde
falsa a acia do collogio de Iguarassu falla do
seu pul ido, depois passa a poltica geral, e vem
repetir aquillo mesmo que tem dito niuitissi-
nias vetes na assemblca geral. O nobre depu-
tado disse, .pie era um soldado veterano, c que
cu apenas era um recruta ; disse limito bem:
s. ni dvida nessa poltica, a que elle pertence ,
eu nem SOU recruta son incapaz de servir; mas
I se o nobre deputado vcr para idcias vierpara
I peusamentos, talvez que este recruta possa mos-
trar, que O nobre deputado merece a sua bai.xa
por iucapac (ritaiat). Sim, o nobre deputado
um soldado veterano mais um veterano de
usancas e que de soldado quer logo passar a
general. ., ,
Disse o nobre deputado = vos duns aqu em
publico, que uo pertenceis a partidos ; porque
uo precisis de lelcfies o que quer o nobre
di pinado dlzer com isto ? Querer diter, que^o
governo .' que proinove a minha elcicao ? En tao
O nobre deputado nao est de aceordo ,__ com o
que dlzem as folhas do seu partido ? Nio dizcm
ellas, que 0 presidente da provincia deve ser de-
inlttido ; porque nao tem mais Corea moral pa-
ra governar a provincia, ej tem perdido a opi-
nio pblica :' Pois este presidente sem presti-
gio pude fazer diputados ?
Mas disse o nobre deputado = c porque
elle ainda presidente da provincia; tanto que
certos homens ba que sabem deputados.em
quanto sao presidentes, e depois quedelxao a
presidencia |mals sao eleitos. = O nobre depu-
tado tem consciencia, que falla de um liomem
dequenij preciso para poder ter assento na
cmara dos diputados geracs.
O Sr. Urbano: Nunca precise! [apulado, e nao
apoiados).
(I Si: tapltita:.. Desse liomem,que tem si-
do sempre deputado pela sua provincia apezir
de nao ser presidente C que para os Pcrnain-
bucanos honral-o com seus sull'ragios, e paten-
i. arcn constantemente os seus sinceros teste-
munlios de synipatbias c reconliccimento nao
precisa estar na presidencia ; alin de seu no-
bre carcter sao bem conhecidos os seus servi-
ros prestados a provincia e a iiitegridade do
imperio (numerosos apiados).
I) Sr. I roano : Que elle ffisse deputado nao
sendo presidente mo neguei eu ; o que digo ,
que o triiimplio de una chapa depende da foi'Ca
do governo.
I) Sr. Ilaplisla : Tratando agora de respon-
der a .-ligninas desculpas que o nobre depu-
tado aqui apresentoii a respeto de ter volado
pelas bis da reforma, e estar hoje arrepentido,
di re poucas palanas. Disse o nobre deputado =
c verdade, que votei por cssa le; mas eu boje e,
que ca reg com lodo o peso sobre ineiis hom-
bros; licUle sempre sotl'rcr essa responsabelida-
(b ; entretanto que aquelles, que estn servin-
do-SC boje dessa le que forco os cleitores a
votar cni quein Ibes parece que fasein deputa-
dos que esto iManuisando o paz calcando
a consliluco e as bis nao tem responsabi-
lidad!' abruma.
i omcacito, Senlior presidente, bom foi o
nobre deputado nao se ter dado a vida Je advo-
cado.
i'ois o nobre deputado que um soldado
veterano e que est acostumado segundo
disse bater-se com grandes gciieracs e se
presume tao constitucional ignora por ventu-
ra que O s\slcma constitucional est todo fun-
dado as prevcniocs ? Se o nobre deputado es-
lava de aceordo' com essas medidas se acaso
volou por ellas pela conlianra que tinba nos
houiens,que se achavao entSojio poder, nao devla
saber pie esses homens nao erao permanen-
tes c que essas medidas devio lassar outras
mos.' _
K se o nobre deputado estava convencido de
que ellas ero boas para que nao as sustenta cni
vi t de desacredital-as '
Eu i ni nada coiieorri para estas reformas ,
nao tenho necessidade de fallar nellas ; mas
como enlendo que o pensainenlo nao criine ,
digo que bem longc ib' acbal-aa contrarias a
coiistituu o ado que loiao bem conformes
jiara salvar a conslituicao do abysnio cni que se
achava; masqual adeseulpa quedevemos ac-
ia i lar do nobre deputado ?
A conlianra que tinba ein certos boinens :
elle diz bem a conlianra ; tanto que disse ,
que cssa le foi um meio poderoso para o gover-
no triumphar como est triumpliando as elei-
' roes ; assim pairee que o soldado veterano
Miiie-se boje contristado porjulgar, que se
verificou aseu respeito o adagio o bocado nao
liira qucm O faz, mas para quein o coin. =
( apoiados. e rifadas geraes.) Eis todo o seu pesar
boje.
Alas disse o nobre deputado depois que ap-
parcciiao as deporta(es de senadores, depois
queapparecrao certas medidas mu fortes, e
rigorosas euto eu retirci-mc do partido a que
pertcncia,
O Sr. Urbano : Eu diosc que pertcncia ao
partido ?
O Baptitta : Sim senbor ; disse que votou
por cssa lei pela conlianra que linlianosboiiicns
que cstavao no poder.
O Sr. Uriano : Est engaado, nao disse
isso.
O Si. Baplisla: Pois ento explique-se.
O Sr. Urbano Se o Sr. presidente der l-
cenra...
p Sr. presidente : Pode explicar-se.
O Sr. Urbano : Eu disse que linha votado
pela le das reformas porque entend, apezar
dos dcl'eilos iiiu' ella eiw.iinli.-i que bem nn
pilcada pollera producir vanlagens que nun-
ca me persuad, que o governo em vez de em-
pregar essa lei somente na inaiuitenco da or-
dcnie tranquillldade publica a empregass para
outros lins, os quaes se lo-.-,ni conhecidos de
maiicira alguma lhe dara o meu voto e que
hoje estou convencido de que essa lei com o go-
verno que existe nao pode produzir seno nia-
les.
OSr. Ilaplisla : Permita fa/.er-lheurna per-
guuta ; se o nobre deputado julgava que essa
lei podia, e anda pode fazer a felicidadc do pab,
or que est ligado aos homens que a guerrea-
ro ? Ainda mais, se o Sr. deputado conhereo
detoitos nestas bis como acostumado a batei-
se com grandes generaes nao os corngio l-i-
nalinente, se o nobre deputado nao prescinde da
nolitica qual o pensamento poltico que
hoje representa na provincia ? O pensamento
poltico que julga aquellas reformas contra-
rias a consttuiefio o nobre deputado nao o
votou
representa porque
que nao havia querer postergar a |ci y
do estado : O pensamento poltico de !
conformes cnnslituicao tanibeni nao repre-
|ior ellas e estou
Je priinera
ser ellas
pergiiina* |>"m| auu.iv.i.... -------j- .
der (ruada* 5. tnto nao sou eu so que nenhuiii
valor tenho por falta de poltica o nobre de-
_ ^ ,__^.^__i:,:.... a um- i'Misr.
putado tanibem nao tem poltica e por conse-
euinte nada val.
() Sr. Urbano : -Os partidos avaliao o comple-
xo das suas opinies.
O Sr. Baptisla : Isto c que diz o nobre de-
putado. ..
O Sr. Urbano: Todos servem em poli-
OSr. Baptisla: Com effclto, a poltica do no-
bre deputado c exeellente tem dado multo
bons resultados; entretanto qual tem sido a mi-
nha poltica? Eiiapossodiersein receto algum;
fui deputado aqui, votei contra a lei de 14 di
abril, porque julgava que estava fra das at-
tribui(des da assembla provincial.
O Sr. Urbano : Mas nao deo essa raso.
OSr. Buptisla : Pois eu nao disse sempre ,
que votava contra essa le, porque entendia,.pi.
ella nao cabla as altribuicocs da assemblca
provincial ? Este recruta ,que votou entao con-
tra essa lei,boje est aqu com a sua consciencia
tranquilla vendo a sua opinio triuinphante ,
e nuncaoftendeo aquelles que entao nao pen-
saran como clles antes os acatou sempre c ha
de acatai-os.
O Sr. l'tixolo : Foi preciso a nterpreta-
cffo.
O Sr. Baptisla: ~ O nobre deputado tem com
.licito limita antipathla intrepetacao.
O Sr. Peixolo : Muta por ser contra a cons-
tituiciio.
O Sr. Baptisla : Antes da interpretacao eu <
mutos advogados entendemos sempre o acto
aduiconal como 0 poder competente enten-
deo.
De mas.o nobre depntado.qiie me deo o aparte
aqu declarou.que nao gostava da interpretacao
porque redusioasassemblas provinciaes apos-
turas de cmaras. Eu vejo o contrario, vejo qui
ficrao attribuicoes de siunina importancia para
as provincias,bem eomoa depromovera instruc-
cSo publica fazer estradas, cathequisar indios,
4c, e eu como nao quero desculpar-iue coma
interpretacao sou ingenuo ein confessar qu<
se nada faca porque nao temos dinheiro ; ap-
pareea isto que tercinos umitas cousas a fazer ,
. de grande nteresse. Ora a interpretacao n<
bolio com a reeeita provincial, isto que ver-
dade ; apenas tirn s provincias o poder de le-
gislar sobre processos c outras colisas iguaes .
e ninguem dir que s a provincia havia pros-
perar milito, podendo legislar sobre proeesso. |
Disse o nobre deputado que se eu o consi-
derava subinisso ao governo era porque ouvla
inforinaroes dos seus inmigos. Perdoc-me o no-
bre deputado qualquer juizo que eu faca a sen
respeito c a vista das gazetas ein que se publi-
caran seus discursos, como o Jornal doCommer-
cio, e o Diario velho.
OSr. Urbano : Aprsente um.
O Sr. Baplisla : Depois dessas depoi taces
de senadores o Sr. deputado procurou estar
conforme com o governo com tanto que desse
a deniissodo Sr. baro da 'oa-vista.
O Sr. Urbano: Ora, o senlior nem sabe o que
diz: depois da nniucaen do Sr.baro da/toa-
vista as cmaras nao estiva o mais reunidas se
nao o anuo passado.
O Sr. Uaplisla: Eu me retiro mesmo ao an-
uo passado, cni que o nobre deputado,dcpo8 de
declarar na cmara geral a sua lealdade ao gn-
verno e deprimir ao Exm. barao e depois de
seu partido aqui na provincia elogiar e susten-
tar o governo geral, e fazer ao mesmo lempo
opposico ao governo provincial ltimamente
o nobre deputado rompi com o ministerio ,
declarando que o fazia por nao se ter dado a de-
misso do Exm. presidente e apoz dcste oro-
ccdiiuento o seu partido aqu rompi tamban
com o governo geral. E ento nao sel o que
digo? Li at um discurso do Sr. Aguiar em que
iu um aparte que o nobre deputado lhe deo ,
disse que umitas vezes se podia votar contra a
consciencia.
O Sr. Urbano : Nao me lembro disso.
O Sr. Haplista : Essc discurso corre im-
presso.
O Sr. Urbano : Jso me record ; seria bom
trazer estas cotizas para aqui, a (im de me mos-
trar.
U Sr. Haplista: -- E' bom negando estas
cousas. Ento quera que cu troucesse todos
estes Diarios.
Sr. Urbano: Sim; se os nao tronce traga-os
na outra sesso.
O Sr. hi/iiita : .lulguei que nao era neces-
sario porque pensei que s o nobre deputado
pode negar ludo c assegurar ludo. E'assiin ,
que, sabendo, que o Sr. Nogueira Paz multo
que est despronunciado pelo l)r. juiz munici-
pal no recurso que para isto interpo/ do dele-
gado veto atirar-nos nesta discusso aliir-
niando estar o dito Sr. .Nogueira Paz pronuncia-
do e molestando > todos <["', sustentando a
verdade, o eontradito.
Si: Urbano : Isto salte o r.enhor eu nao
sel.
O Si: Baptisla : Pois eu que nao tenho i ela-
ces ncni sou procurador do Sr. INogucira Paz :
tenho esta certeza sel deste facto e o Sr.
deputado uo ?
U Sr. Urbano : -Eutamban nao sou procura-
dor desse senhor c se lbsse tinba uisso muta
honra.
USr. 'Baplisla : Entao o nobre deputado s
procurou esta occasiao para poder desenvolver
os seus talentos?
Entrando na sua poltica geral disse o nobre
deputado que a opposiro de Pcrnainbueo esta
UStincada pela queda do gabinete c pela ob-
solvicab do Indgena. Apenas ap|>areceo aqui a
noticia de que tinba sido demettido csse gabine-
te o partido do nobre deputado se mostrou
milito satisfeito ; mas j hoje est descontente
com o actual gabinete; diz que e a continua.;,!,
da poltica de 19 de. setiinbro e ao passo ,
que discmlisto disea que a opposlcao de Per-
nanibuco est justificada com o novo ministe-
rio. .
Senbor presidente eu ate nao me demoro
nestas cousas porque julgo desneeessario tal-
la,- nellas. Todos nao sabem como que o
Indigenatol absolvido? >o sabem dosineios,
iue o partido do nobre deputado enipregou pa-
ra que houvesse essa absolvico ? iSo sabemos
todos dessa tendencia do eoraco humano que
se inclina mais para a absolvico do que para a
cOndemnacao ? ( apoiados ) Ento quando vai
ilgum criminoso responder no jury pelo crhue
le assassinio ou de roubo e absolvido,
tainbem isto um triumpho para a opposiro?
Deste modo a opposicSo entende que a obsol-
rico de todos os criines um triumpho
seu. .
Disse o nobre deputado a opposico nao
ilha para pessoas s segu principios. Oh !
pois o nobre deputado van dizer isto aqui ? Lia
partido que ataca aquelles inesmos que nem
io menos delle se Icinbra como por exemplo
> Sr. Oliveira c um partido que nao olha para
pessoas? O Sr. Oliveira, honieni respe!tado
ainpre por todos, que neni ao 'menos se
lenibra do partido do nobre deputado, est com
turros mutos constantemente sendo deprimido
pelas folhas do nobre deputado '.' Sim o
nobre deputado diz bem que a oppo-
ii^o nao olha para pessoas, e isto se ex-
plica com o que vemos sempre a saber, que
pialqiirr quequeira ir para as lucirs do nobre
deputado e accclto, sem que se olhe para a sua
pessoa : o mesmo Demo que para la fosse era
canonisado. Sr. presidente ainda a bem pouco
.om a inaior torpeza e tyrannia foi pelo Diario-
novo ferida una estrangeira capa/, c c vi Usada ,
ferida em ponto delicado s porque a oppo-
iico nao gosta de seu irino : una estrangeira,
pie nada tem com partidos polticos queso
velo buscar os sagrados deveres de hospital!-
lade foi atassalhada por homens que mais
parecem barbaros que civilisados.
O Sr. Urbano : -Qual a estrangeira ?
O Sr. Baptisla O Diario-iweosabc... porque
i opposico entendeo que o irinao dessa es-
trangeira merece prcdilccco do Sr. baro da
loa-vista. Que importa que os labios do nobre
leputado aqu pronunciem que nao olho pa-
ra as pessoas ; seos fados o dcsiuentein.'
O Sr. Urbano : -Nao sei desse facto.
O Sr. Yaplisla : Veja o Diario-novo ond"
van ludo isto. O nobre deputado talvez ignore
tamban que o seu grupo publicou agora mu
lovocompendio de moral. Sabem os Sis. que
ompendio este? E' una tal folha denominada
lao 'obre ( risadas geraes }. I om modo de se
inoralisar o povo instruil-o na pratica dos seus
leveres. e de se servir o paz !
Obr. Urbano: Querein imitar o Artilluiro.
OSr. Uaptista: En nao estou fallando aqui
no Artilluiro e nem nunca o Artilluiro se pode
comparar com esta folha.
O Sr. Urbano : Pois porque nao falla nessa
boa folha .'
U Si: Baplisla: Euj disse, que nunca in-
sullei a pessoa alguma, |>clo contrario tenho sa-
bido umitas vezes calar-ine, quando sou o Hen-
dido, porque entendo, que a posico do indi-
viduo, o lugar, que ocupa, e inesiuo a educa-
cao que recebeo, exige umitas vezes sacrifi-
cios, e sacrificios, multo pesados (mio apoia-
rfot).
O Sr. Urbano: Ento o peridico Joo Pobre,
e outros esto em discusso?
O Sr. Hapiiila : Estou respondendo aos a-
partes do nobre diputado: estou respondendo
ao seu argumento, quando, pareando querer
divertir se com nosco em um lugar que s exige
respeilos, disse, que o partido, nao direi jamis
partido da provincia, s tem principios) e "ao
olha s pessoas.
OSr. Urbano: Opposiro da provincia, que
eu nao tenho opposico.
O Sr. BaptUla: A opposico, que o nobre
deputado faz ao governo da provincia, iiasce do
despeito, nasee toda de um lionian, que quiz-
seempregar, e o governo nao oenipr.gou.
O Sr. Lbano : Nao tenho noticia disso.
OSr. Baplisla: O Sr. deputado sabe iniuto
bem.
O Sr. Urbano: Nao sei, explique-se
OSr. Baptisla: Sabe limito bem, soldado
veterano (risadas).
Disse ainda o nobre deputado, entrndonos
seus principios geraes, que o governo quer a-
cabar com a liberdade de imprensa. Saibores,
pois o nobre deputado capaz de dizer, qu<' se
tem procurado acabar com a liberdade de lin-
prensa? Pi'tde em consciencia dizer, que oo-
veroe da provincia procura sufTocar a opposi-
co ? A provincia iuteira c tcstenninha do des-
piezo COinqe o governo trata a esta opposi-
ro, o mesmo nobre diputado tem consciencia
disto, a provincia intelra c lesteiuunlia dos ttr
eessos dessa liberdade de iinprensa. Pois quan-
do una imprensa ataca aos poderes supremos
do estado, quando nao respeita objeeto al-
gum, por mais esacrado que seja, se diz qiienao
na liberdade de imprensa Eu nao sei, Sr. pre-
sidente, estes homens at onde querein chegar
com essa palavra liberdade
Disse ainda o nobre deputado, que o governo
provine a! que. sappiautar o partido da opposl-
cao. Quaes sao as violencias deste governo. *
governo lia que tenlia comprehendldo o syster
ma constitucional para observal-o praticanien-
te, nesta parte cabe a primasia ao governo pro-
0 Sr'.Vrbano:Anda, ha pouco, secommetteo
um despotismo. ..
OSr. Baplisla:O despotismo, deque lana
: nobre deputado, de alguna officiaes, que u
j tundo de una conspiraco ja, ha lempo, o goui
,no os inandou presos para acorte.


O Sr. urbano:Nffo exacto.
O Sr. Kaptista:Segundo asopinioes do parti-
do do nobrc depuiado e de seus oreaos, que de-
claro ein pleno dia que ha necessdade de uina
revolucfio, por certo que houve despotismo em
tirai'-se da provincia estes olliciaes; mas se estas
ideias estilo nos frOS da raso, e do intcresse do
pai', esta Oque a qucslo.
O Sr. Urbano:Pota agora, depois da absolvi-
co do Indgena honve conspiracao.
OSf. Uniros Cimlmnlv:r'.sse cabo do eorpo
policial da guarda da Passagem-da-Magdalena de
pie o Sr. deputado falla, desainparou aguarda
todo odia.
OSr. Urbano:Alas nao poda ser recrutado
para niarinlia.
O Sr. Boptitla:Bu pensavaque o nobre. depu-
tado se referia a nin laclo, ja lia minio aconteci-
do di' algn* olliciaes; agora porm percebe- que
Talla de lllll cabo do corpa (le polica. I'ois DCU1J
j a assembla ouvio a fnformaciio que dille nos
dco o sen respectivo coiniiiaudaiite. Se este in-
dividuo, (pie assitn abandona snas obrlgaccs
nao est no caso de ser recrutado, entilo nin-
gm ni inais est.
O Sr. Urbano:Ja tinha servido oilo anuos a
nacfio.
O Sr. napltsl.r.YM cslon vendo (juco nobrc
diputado que tacto criticn dizer eu que res-
peitava a lininanilade est agora nos meiis prin-
cipios (risadas). Como se niostra o nobrc depu-
tado compadecido deste Iromeiu, como se pena-
lisa de vl-o de novo ir servir a uaco depois de
haver servido oito anuos! Quem tal dira j_ Ja o
ir. deputado est nos principios da humanida-
de! E por que ? Porque agora Ihe faz conta; por-
que agora se Ibe la/, necessario dizer que o go-
verno persegue e tyrannisa. Estes que sao os
lucios de Iludir,qiie a ininlia sinceridade repel-
le, e nos quaes est asss avisado o partido do
nobredeputado. Sr. presidente, uestes e n'ou-
fros meios de se indispr o povo coin o goveno,
o partido do nobre di pillado aprsenla nin
tropel de phenomenos, que se torna diflicil ex-
plical-os, pt lo sen grande numero. Este partido
diz, que tein a opinio publica., que ti ni por si a
inteligencia, a constancia c lirmesa, possue lu-
do quanto de boni se pode cnbiiar; no ctanlo
nada faz, nada pode fazer, e assenta, que s coin
o sacrificio de innocentes vidas pude viugarsc
dos seus ininigos, c por isso at aos meios re-
volucionarios tem recorrido, sustentando, tr.
presidente, c sustentando na poca actual que
sedeve empregaras revoluces, ecointodoalan;
e coin brbaro enthusiasmo publica estes pen-
samentos de sangue e de horror Detestavel po-
liticaque ctu transuinpto a poltica do Infer-
no, que s consiste ciu illudir os esprilos pai a
fazer victimas.
O Sr. Urbano:O nobre deputado nao tem
faetos para provar, que se tem tentado fazer se-
dieco; aprsente fictos.
OSr. BapUla:l'ois o nobre deputado nega,
que o Indgena, essa folho da opposicao, se tem
oceupadode sustentar a necessidade de una rc-
voliieo actualmente? E' capaz de negar que o
sen Diario lili sino convidotl os Pcrnainbuca-
nos a pegarem em anuas, ehaniaado-oslees
do Brasil'!
O Sr. Urbano:Que dos fados para provar
as tentativas de revoluco .'
O Sr. mplisla:Quacs sao os lacios que se p-
dVm apreseniar ? O laclo que o nobrc deputa-
do quer que s Ihe aprsente, a raesmarevolu-
c;in, mas disto Dos nos livre.
O Sr. Urbano : -- Nao conslnto, que se calum-
nie a opposicao, dizrndo, que rila revolucio-
naria ; di suilio para aprese alar os lacios.
OSr. apliila : -Tem loda a raso o nobre
deputado, pois da Ba poltica negar todas as
cousas. anda contra o testemunbo publico, o
I).-noro j disse aqui, que o Sr. baro da i'oa-
vista quem qner revoluces; esta opposicao
tem procurado fazer persuadir, que 0 Sr. bar: i o
da boa-vista j quiz passar-se para a opposicao,
que o Sr. barita da Boa-vista quer dividir o nor-
te Un homein, que tein feito untos sacrifi-
cios a prol da integridade do imperio, c que a
opposicfio diz, que quer fazer a divisao do bra-
sil Isto irrisorio (militas risadas]
OSr. Urbano: Venbo os lacios, quepro-
veni tentativa de revoluco ; anda os peco.
O Sr. Francisco Dow ingucs: Nao fallou em
tentativa disse anresoado."
0 Sr. "liego barro* : Mein sao capases dse
apresentarem.
O Sr. Urbano: Quem sabe ?
O Sr. llego narros : Pois experimenten! esta
fortuna.
O Sr. Urbano : ~ E cu aeharia una desgraca
para o pas.
(; Sr D.iplisla : la cu duendo, Sr. presldentei
quem coin constantes esforcos sustenta a dlgul-
dade do Impe iu : quem generoso em perdoar
fraquezas: quem respeita aconstituicao, anda
quando i lia a favor de seus luuuigos, como
o Exin. baro, qu< r revoluces ? Quem todos
os das procura dar aos espritus alimentos vis
e corruptos, quem constante r permanente-
mente instiga c consita as classi a s revolu-
eiies, c que quer a paz c a harmona.' O
que inais devenios esperar, Senbores, deste par-
tido : at j i roca rao os nome? das). Agora passo responder a una celebre-
consequencia, que o Sr. deputado tirn de ini-
nbas palavras. Dlzeudo eu, que r< speitava esta
assembla, como a representante da Intelligeu-
ca da provincia, d'ali nuil o nobre deputado
concluir, que eu nin recouhecia intcllig ocia
as cmaras pascadas, lsto que mseravel
intriga, e iiifundadavaluiniiia. Eu seinpre aca-
to, e me lisongeio de aoatar n loda a assembla, j
como nina esculla justa dos bonicas mais dig-
nos do lugar : e nao me retiro esla un aquella '
assembla. O nobre deputado fui quem OUSOU '
levantar sua voz para dizer, que esla assembla !
iiio era legitima, porque laicava sen amigo, o '
Sr. Antonio Joaquim de Mello. E o quanto isto
' bello O Sr. deputado j;i nos toinou conta, por- :
pie nao houve um dia sessao, cncontrando-se j
alias coin alguus diputados, que faltrao. Quer
lomar cuntas provincia, ponpie nao elegeo I
cellos individuos, que elle, venera. Se cu Ihe
dsser.que elle quer ser despota.ha de responder-
me, que estou o atacando e insultando (ritadoi).
Disse mais o nobre deputado, que eu havia
dito, que se a provincia as eras passadas tives-
se^eseolhdo a probidade, e intelligenca, elle
nao teria sido eleito deputado ; Senbores, cu
nao disse tal cousa ; appello para toda a c ua-
ra, que dgnou-se ouvil-ine atientainente ; pelo
contrario, o nobre deputado me quiz arrastrar
seinpre para esta rpicstao, c i n fngi delta, di-
sendo, que nao (pieria Halar deste ponto. Mas,
Sr. presidente, isto foi um pretexto (pie o no-
bre deputado procuran para oileuder-me, para
ter occasao de diicr-me, que elle nao se honra-
ra coin osmeus elogios, e que minha vida pu-
blica, c particular nao me autorisao a fallar de
sua probidade; eu nao tratei da vida publica,
nem particular do nobre deputado; pelo con-
trario, scu'.pie entend, que esta questSo nSo
era pompatlvel com o homein beni educado,
porque eu, (pie tenho ouvido tralar-sc da vida
privada do nobre deputado, e da sua vida pu-
blica, cu que tenho leslemunhado fazer-se-lhe
iinputacdes fortes, que asss o desconceituao,
e que 80 pdein caber em coraeoes, ein que do-
nrm mu fundo de maldade, tenho sido o pri-
meiro nao dar crdito, e at j algutnas veces
o defend. Se acenso aprsente! aqu alguna
fictos, foi, porque tinha relaeo coin o que se
Iralava, ]iorque assini como o nobrc deputado
com a maior insolencia tinha dito, que esta as-
sembla nao represculava a provincia, era ne-
cessario, que bouvesse mu deputado, que dc-
fendesse a dignidade da assembla inoc-
lente (piando nao posso sangue fro ou-
vir cslar-se acensando alguus deputados por
terem sido chitos com cabalas, quando a
verdade que iodos cabalan, e que nisto
nao se deva fallar. Porlanto, as ininhas
forcas nesta lucia para que o nobre deputado
rae i onvdou sao inultos desiguaes s suas e
al inesino ella nao assenta bcni ein todos os ho-
meiis. Sr. presidente forzoso era que va
desconheeesse a le do evangelho, que nao quer
que a mao esquerda saibaoque amodireita
obra inister era que livesse dllirentes princi-
pios de cdiieaeo para entrar ein lira com 0 no-
ble di putado a respeito de nossos Ucfeilus 6 v-
eios, c se isio fosse possivel declaro que nao
o icniia apesarde ser bomein, c ter fraquezas.
Bastar dizer, que tenho a minha consciencia
tranquilla : e que bem longe della aceusar-me
de ter feito mal a algucm nicu corarao soll're
de continua multas trai(desque tenho recibi-
do daquelles a quem com inultos sacrificios te-
nho aiein d'dinizade feito beneficios. Se o no-
bre deputado capaz de grandes accocs nao lia
de extranhar, isto e se extraa estes perigos do
mar da vida ser talvez pelo conslraste que el-
le faz coininigo. O nobre diputado se nutre ein
continuas desconfiabas: ein sua hedionda phi- I
sioiioinia e sumidos olhos bem se ve que ncl- '
le reina a desconliaiiea c elle tein dado pravas
nesta casa, tirando dos menores fados e eir-
cunistancias dedueocs sempre desfavoraveis ;is
n-putacoes alheias'; entretanto que eu nao duv-
do ter todos os hoiuens ein boa conta.
A ou agora, Sr. presidente, a follar sobre a
indicacao do nobrc deputado, c tenho de pro-
nunciar o meu voto franca c sinceramente.
Hi i de votar contra a indicacao do nobre depu-
tado porque o nobre deputado que apresentou
aqui 0 fado da falsileaco da acta de Igua-
rass ein vez de recorrer aos meios previos
para provar esla mesura falsileaco veio ape-
nas aqu declamar. Aprudencia, o siso nao
exiga que o nobre deputado fosse lao fcil em
lser iinputacoc graves, sem estar munido de
provasr
O nobre deputado pode dizer muito boas cou-
sas, pode justificar-ae dizendo eu nao disse
isso mas nao pode livrar-se dista acensaran ,
que Ihe faeo de vir laucar fados to gnoini-
niofos, (jue nada honro a un homem sem estar
munido de provas. i'.u vi que o Sr. deputado
liara sustentar que o Sr. Nogueira Paz est pro-
nunciado, fundando-se no conceilo que nos
merece um nosso collega, o Sr. Vigaro Brre-
lo este a deelarou que nao leve agora cartas
daquelleseu amigo.
Sr. Urbano : -- Nao, este resucito (pie me
refer.
O Sr. Kaplista : Foi a este respciio que o
nobre diputado se referi
OSr. Urbano : Diz islo
presSO .' l.eia-o.
O Sr. bapiisa : Mena Senhores, aqui na c-
mara o o!''c deputado disse que um Sr. de-
pillado, quem preatava multo acatamento, e
respeito, recebra carias do Sr. Nogueira Paz
'upoiadot).
OSr. Urbano: Aqui esta o meu discurso,
que eu nao correg, eu nao disse isto, Icia-o.
O Sr. taplisla : Pois o nobre deputado nao
disse que o sen discurso est todo alterado c
mi sino nao pedio que ningucn o Icsse sem ser
corregido ? Como que agora este nesmo dis-
curso serve de prva ? Isto um meio de fazer,
que seja muito diflicil compn hend r-se ao br.
diputado.
O Sr. Urbano : O Sr. j disse que me eoni-
pi( 11 < ndi o di sde os pt s ali; a cabera.
O Sr. bapttta : Tenho de volar contra a In-
dicacao ; porque o nobre deputado tem o meio
seguro e proniplo para verificar qualqucr fal-
ta que pur ventura exista na authentica de
Iguarass que > iwisfin das lisias, deque
lalla o decrete de 1842, epara mlm nao tem pe-
so algiiin oreceo do nobre deputado 'de que
se faeno novas lisias, e se coninietta nova falsil-
eaco. Tenho de votar contra a indicacao, por-
que os pretextos, ou antes as novas hnputacocs,
de que temos demorado esta dscussao para o
lim de arranjar-se novo lvro me convencen.
intimamente, que anda quando seache. aau-
thentica limpa, e sem borrdes, lacunas. e outios
vicios o nobre depiilado sahira sempre bem
dista dscusso e sempre mal os acensados ;
i.oniue i existe a segunda denuncia, "de que se
est con.pondo outro lvro : porlanto como c
livre qualqucr deputado dar a sua op.mao ,
pelas iaM.es uue tenho apresrntado voto
contra a indicacao.
Sr. Urbano : Apoiado.
(t"oi sembla legislativa provincial, a incsina da an-
tecedente.
il>
^r-.UJ'.ffi.'.JlJ'----
Pubcaro a edilo.
SONT O.
( omposlo pelo rnio vigario de Santo Antonio
iPiauc, Manuel da Conceico Roza eiu lou-
vor do ilignissiino e llvin. Fre Caelano de Grat-
liere, niissionaiio Capuelnnlio Italiano, assislen-
le na iniss:io de Baixa-verde.
()nv me ordena Apollo .' Que me impera
Eu tanger os borddes da ebrnea Lj ra ,
1". nunca ouvido calilo osares lira.'...
I'.u leobileeo,!) Nidnen.a voz me altera.
Do grande Hroe llraiiiere a vasta esfera
\s virtudes sen genio o Ceo Ihe inspira.
Sempre est noZeuith, e nunca vira
Sen facundo valor mais reverbera.
Es feliz, Baixa-verde, eu le saudo
Pois leus coin Roma igual telcbridatle,
S'riultonia bou ve hroes.eu nao me illudo.
Em ten seio tens una Diviiulade ,
Ten pai, leu hcmfeilor, teu Dos, ten tildo.
1 ni ni i iiio dos (.eos dado a humaiiidaile.
niobilha da sua casa, inclusive UBI magnifico
piano do muito acreditado autor iroadwood ,
c lalvez O niclhor que exista venda nesta cida
ile; nina linda arpa quasi nova, (instrumento
assas raro nesta provincia' e ligninas obr.is
ile prata lina, como sejSo una bella urna e
un gallieleini moderno, ingle/., inleiraineiite
novo &e.; um perfeito enrrinno com os compe-
tentes arreios para ca val los &.c 8tc.: quartafei-
ri -iT do corrente as l horas da niauha na
m siua casa da sua residencia, ra do Hospi-
cio n. li
lloje l di crrente pelas 10 horas
do dia, se lata loilo na prora da Bja-visla,
n. 13, de uinuexeeilenle carroca com seu caixao
e pertenecs para vender agua na ra, e o seu
competente cavailu bem ensinado.
mssrtim.
m
COMMEHCIO.
Alfandega.
llendiinento do dia 'it..........10:052/27.')
Desrarrego boje 27.
Barca sarda Felief diversos gneros.
Escuna =*l'rintcsa diversos gneros,
liriguc portugurz Conceifo~de-Mara diverso
g gneros.
Gai8^ Emilij' diversos gneros.
ImporlacOo.
Weiknoreland,brigue ingle/., viudo de St.Johns,
entrado no crrenle niez a coiisignacfio de
Latham& Uibcrt; manifestouo seguinte: 2:inu
barricas com bacaUlo.
^"
Ifovimcnto to B*>io
meu discurso ini-
Navioi sabidos no dia 22.
llio-de-janeii'o brigue brasileiro .lima t Cons-
tancia capitn Malinas Fcrreira carga di-
versos gneros.
Buenos-AvreS ; patacho oriental Cineo-de-sfWm-
bro, capilo llenrique Wugiare carga assiicar.
Navios sabidos no dia 24.
S. Miguel, ('Lisboa : brigue nacional Triumphv
Americano, capitn Fructuoso Jos Pereira
Dulra, carga varios gneros : passageiros, Mi-
guel Jos' Alanoel Dias Manoel Joaquim da
Silva, Alaria I.uiza e Rita 'andida, .lou
//urges Carneiro Miguel Jos Tarares l.edo ,
.Manuel Francisco do Reg Jos' Antonio Go-
mes Jnior, e 1 esclavo Jos' de Sonsa Pe-
res Francisco lonealves Fcrreira, Portugue-
ses ; Manoel Jos Bastos Pereira Francisca
Mara de Je/.us Candida, eGerturdeS, /Vra-
sileiros.
Marauhao ; patacho nacional Carolina capilo
Francisco Bernardo de Mallos carga varios
gneros : passageiros, Dr. Izaquiel Franco de
b,Padre Manoel \ cenle da Silva, //rasileiros.
Rio-tle-janeiro ; brigue-eseuna nacional lltnri-
gaela, capilo Domingos Amonio de Azevedo,
carga assiicar : passageiros, Roza Joaquina,
Porgueza c 4 escravos a entregar.
tiavioi entrados no dia 25.
Assi'i ; 15 das, patacho brasileiro Emilia, de 204
toneladas capilo Joo Antonio da Silva, equi-
pagem 12 carga sal: passageiro, Joao dcOli-
vera Borbas, J'ortiiguez.
Lisboa ; 37 dias, escuna portuguesa Princesa, de
137 topetadas capilo Jos Alaria Fernandcs,
equipagem 12, carga varios gneros.
Oikrl;iracoi'.s-
IIARIO DE PEBNAIBCO.
A ordem do da para a sessao de boje da as-
r-D'ordein do llliu. Sr. inspector do arsenal
de maiinha (B90 publico, que no dia 26do
corrente peas II horas da nianha se eon-
irataro n'csta secretaria os foriieciiueiitos de
carne verde, fejo toucnho farinha, arroz,
vinagre, bacalho e assiicar, para as embarca-
(des d'armada pelo lempo de .3inczes lindos
no ultimo de junno prximo. Aspessoas. que
se propuzercni a lser (jualquer destes forne-
cinenios sao convidadas pelo illm. Sr. inspector
a apresentarem as suas propostas c compa-
recercni no dito dia c hora.
Secretaria da inspcro do arsenal de marinha
de Pernambuco 21 de marco de 1844.
Alejandre Hodrigues dos Anjos ,
Secretario.
Avisos mariiiuos.
Para a Baha segu viagem no dia 27 do
corrente o patacho nacional S. Jos-vencedor,
anda recebe alguina carga, e passageirus ; 1ra-
la-se com Novaes$ Cumpanhia, na ra da Cruz
n.37.
Para o Rio-dc-jant iro sai no lim du coi ten-
te niez inprcterivclnici.te o brigue-eseuna A-
guia pregado e forrado de cubre do qual c
capilo Joaquim AnlonoGoncal ves Santos; quem
n ,../cio riitivct- y de ^,p'^',!i pira o illlc
tein (Ncellciitcs coininodos ou carregar escla-
vos a frete : trate oom os consignatarios Ao-
vaes & C. na ruada Cruz u. 37.
rentmwm
A visos diversos.
Le loes.
s Samuel ercy estando prximo retirar-
se para Inglaterra, far leilo por interven-
cao do corretor Oliveira, de toda a exccilentc
OlTerece-se um rapaz Brasileiro, de 17
annos, para oaiieiro do ra, ou de loja de la-
sendas c nesmo para oulro qualqucr esta-
belecimento ; quem de seu prostimo se qulior
utilisar, annuncie.
Prcclsa-se alunar urna cscrava para o ser-
vico de urna casa de pequea familia, que sai-
ha comprar,cosinhar, e ensaboat, dando-so o
sustento, a iosrs mensaes; no Solidado, indo
pela Trempe, lado esquerdo, casa n. 49.
Anda est por alugur o sobradnho do
beco da Bomba, pelo preeo de 10s rs. niensaes ;
a tratar na ra da Aurora n. 18.
Alanoel .loaquini l!ei nariles tem de retirar-
se prximamente para Lisboa; 110 caso de al*
guma pessoa consid rar-sc sen credoa-, ou da < 1-
sa de Jos da.Slva Dias desde 21 de malo de
1842 em que priucipiou a sua adniinistraeao )
baja de dirigir-se quanto antes ruadasCru-
zcs 11.33 pi inieiro aullar, das ;i oras da manliaa
a.S 3 da larde, eroga igualmente aos seus de-
veres o daquelli casa, o ireni reniir seus d-
bitos quanto antes a lim de se Ibes passar qui-
tarao.
. I>iigo Per ira Uantrs. Portuguez, retira-e
para lora d>> imperio.
loan Vutnnio de Maeedo retira-se para fu-
ra do impeli.
LOTERA DE \OSSA SF.MIOIU DO
UVRAMENTO.
lloje 27 do corrente ando as rodas desta
lotera; o resto dos billieles aeho-se I vend
nos lugares j annnunciados.
DAS
Mem orias His tar i cas
NO sendo possivel fazer andar as rodas desla
lotera no dia 27 do corrente mes como se ha-
va onnunciado em consequencia de achar-so
inulto mais adiantada a venda dos bilbelestda
loteria do vramciito que por esta rasao deve
ter preferencia na cxlrai o ; declara o llicsou-
reiro da loteria das memorias que as respec-
tivas rodas andarn iul.illivelinenlc no da Mi de
abril prximo futuro C talvez antes se as da
lotera do Livramento realisarem o sen anda-
inento no da (pie tem anuuneiadn.
Manuel Antonio Pinto da Silva tem eslabe-
lecido umarinazem e fabrica de chapeos, assiin
como tanibein vende chapeos franceses, dos luc-
idores que aqu lecn viudo, e pronieiie vender
por menos, do (pie em nutra qualqucr parle ;
Iainbein recebe chapeos do Chile para I ivar e en-
(onuar ; vende tambeiu o restante dos trastes,
que coiitinha o eslabeleei.....nlo, qm at agora
tem litio.
NA GRANDE GAJJUI
PTICA.
exposta na ra do Qucimado u.9, em quatro sa-
las do primeiro e segundo andar; csi.t presen-
temente em iodos os das das II al as 2 horas
da tarde, c destle a noiliiiha por,lies horas con-
secutivas patente
A PRIMEIRA EXPOSICAO
constando das vistas seguiqtes :
.Te ,/.-,. ,11 de neorama.
I.', os subterrneos de S. Diniz, cerca de Pa-
riz, onde se encontrarn* os sepulchroa los re*
de Franca, representados 110 estado ein que se
acharu antes da priineira revolilfo.2., o
monumento do principe Polaco .lose Poniatows-
kl, na cidade de l.eipsck. (Ao luar;. 3.", o se-
pulehro da Virgein Mara no valle de Josaphat,
cerca de .lerus.ilcn ; pintado pelo Sr. Mcnoz/.,
primeiro pintor to thealro imperial tic Milo.
No genero de rnsmorama.
4., Alhenas, cora os restos de suas passadas
grandezas, como existe actualmente. 5.", a
piara do Poplo em Ruina, nos ltimos dias de
enti udo. ~ ().", lado de Thuin na Suissa, no can-
uto de Berne. 7., a praca de armas de Alilo,
coin una evoluco militar executada pelas tro-
pas austracas.
Esta exposicao concluir na segunda feira, 1."
re ibi'i. Cailasemana ns vistas *r5o mudadas
com oulras novas.
A pessoa, que precisar de 11111 pardo para
criado pode dirigir-sc ra do Rangel, venda
11. 42.
A pessoa, que aiinuncou 110 Diario n.'.l, do
corrente niez, precisar de una mullid-, que sai-
ba coser camisas, e vestidos de senhoras e meni-
nas, e outra qualqucr costura, pode dirigr-se i
ra du Rangel. 11. 42.
Oflerece-so um homem cstrangeifo para
relinar assucar, pelo modo da Europa, em^algum
engenho, por ter sido empregado em urna das
I m.aii.ir.ic fbri-jos ci Hsib'jrgo, cuje rr.c!o;!
muito vanlajnzo; quem d'elle precizar pode
; annunciar.
A pessoa que deseja saber quem nes-
ta pra^a correspondente dos snrs. alendes Gui-
maraes do CearA como est annunciado no
! Diario de 23 do corrente, pode dirigir-so a Jos
Antonio Basto, na ra da Cadeia du Rccife o.
34, que um dos correspondentes dos snrs.
1 Heniles (uimaraes, do Cear.


Sgfoqrnn...........I mMIIMM
Um rapa: Rrasileiro oqualoscreve bom,
ten do bstanle pralica de escrever copias de
sentengas, cortidoes, e todo o papel judicial se
o ir-rece a qualquer advogado, ou escrivao para
o dito fim [irometlendo muita actividade e
faser por menos, que outro qualquer, assim
como escrover em sua casa; quem pretender ,
annuncie.
Cantina-se a tirar I >!lias c.irridas e
pasaportes para dentro e fra do imperio ,
por prego comrnodo, e com bastante brevidade ;
na ra do langel n. 34.
Rosa iiarfadfl Coneeigao, senbora do cn-
genhoS. Paulo da fragala doAfibgados em-
barca para o Rio-de-Janeiro a sua escrava Isa-
bul do gento de Angola.
Precisa-se do urna ama que tenha mui-
to e bom leite e que nao tenha filhos ; assim
como compra-se urna prelado rucia idade, qn
saibacosinhar; na ra da Cadcia do Uecie n.
17, primeiro andar.
F. Aug. Fieti retira-sc para a Europa.
OSnr. Jos Pella de Hrito Macedo, dirija-
se a ra Nova, n. 35, a negocio de scu interesse.
- Emilio Bidoulac retira-sc para a Kuropa.
Aluga-se a loja do sobrado ondeesteve a
fabrica de farinha de trigo, no aterro da R>a-
vista ; na ra do Aragao, tenda de marcineiro,
n. 29.
Aluga-se um sitio entro as duas estradas
do ulinda com grande casa de sobrado, estriba-
ra, arvored >s, fructas, e grande terreno para
ludo : na portara de S. Francisco.
A .baixo Msignada viuva do fallecido
Bazilio Rodrigues Se;xas declara aos credores de
seu casal, que vai proceder a inventario de seus
bens para cujo fm roga aos jmestnos queirao
comparecer com suas contas, e lettras na ra
da Gloria n. 94, a (m de serem conferidas pela
anunciante.-- Joanna faptisla Nevet Seixas
Um Portugue; cazado se propoea ensinar
primciras lettras, e a sua senhora igualmente
.se piopoea ensinar a coser, marear, b .rdar, e
izer lavarinto ; que.n de seu prestimo so qui-
zer utilssar, aniinncio por esla lollia sendo
jma lora da praga, oudirija-se ao Atterro-da-
Bua-vista, venda n. 54
Furlro no da II docorrenlc da miio de
um moleque no Alterro-dos-AlTogados, por vol-
ta de 8 horas da noule urna boceta com os
objectosseguintes : um veo do lindo com fran-
ja de retroz azulada com duas belotas ras pon-
las um vestido brancj de lavarinto com bico
por baixo, um dito de sarja preta, um lenco de
seda brancocom barra amarella, e ores azues,
urna par de luvas de seda preta um par de
Rielas de seda preta um dito branco um par
de brincos de ouro. com dous diamantes cada
um. dous anricloes sendo um esmaltado com
um diamante, e o outro com as lettras C. .M B
a quem foiem ofierc dos taes objectos, queirV
tomare levar na Uua-direita, fabrica de chapeos
n. "*, que ser generosamente recompensado.
I recisa-sede urn bom reslilador para um
engolillo perto desta cidade o que de fiador a
suacjnducta; na rua'estroita do Hozario n
31, lerceiro andar.
O Baeharel Lourengo Jos de Figueiredo
rnt.ralornoengcnl.oS Paulo, da freguezia dos
Allogados. embarca para o Kio-de-janeiro o scu
cscravocrioulo do nome Miguel
ti,-, S!locllwro Alll:'' suJdit Portuguet, re-
tira-se paca Portugal tratar dos seua negocios.
b Kothe retua-se para fora do imperio.
Boavenlura Antonio Maciel retira-sc para
Portugal a tratar de sua sade e julga-se nada
Uever a pessoa alguma no entonto quem se
ulgar seu credor por titulo de lellra ou obri-
4
Joaquim dcSouza Ribciro
velha n. 18.
a ra da Cadeia-
Compras
Compro-so hervilhas de Angola, que slr-
vo para plantar ; na ra do Palacio-do-bispo
n. 8.
Compra-se urna mulatinha de 16 a 18
annos que naosej viciosa ; e urna escrava .
que engommc bem nao se olha a proco; na
Praca-da-Boa-vista n. 19.
Compra-se urna negra de bonita figura ,
que engorme, cosinhe e cosa paga-se bem;
na ra do Queimado loja n. 4.
Compro-so 4 (landres de caada e meia,
4 funiz 4 medidas de meia garrafa e 4 de
enntra-metade, queja tenho servido e2 bar-
risdo 4 em pipa que fossem de azeite doce, ou
de carrapato ; quem tiver annuncie
I de beber, e tanque para banho ; na ra do'por urna grande casa terrea, qae tenha eran?
muro da Penha, sobrado n. 36, das 6 as 8 ho- quintal, ou por um pequeo sitio nao exci ,|.
ras da manha, e das 3 om diante. do do Mondego, Solidade, ^'c. ; o sobradini"
Vendem-se luvas de seda curtas e com- tem 2 sallas, 3quartos, cozinha fora, e ven h
pridas para senhora, meias do seda pretas para na loja, sito em o Bairro deS. Antonio n^"
homem e senhora, ditas delinhocru para ho- se duvida voltar quando os valores o permit a
mem, estojoscom navalhas o todos os mais annuncie. "
pertences para barba, escrivaninhas com espe-i Vendem-scchurutosde Regala, de sun
Ihos, navalhas, escova, pente, o todos os mais ; rior qualidade; assim como urna rede'de Mar
pertences, chapeos de sol de seda para homem, I nhao, muito bem feita; na ra da Cruz n. 37
caetas de casquinhacom lapis e penna, botoes Vende-so por preciso, e para o mt'i
dourados muito finos do Pedro segundo, thcsou-1 urna escrava de nagao, do 24 annos, ou roca-sa
ras, e caivetes muito finos, caixas de massa li- : por oulra mais pequea, boa cnsaboadeira
na, pentes de tartaruga para mar rala sapatos quitandeira ; no pateo do Carmo n. 24.
de marroquim para senhora e meninas, ditos
Vendas
gacao,ou mesmo conta de livro, ii,e queira
apresentarnoprasodo 3 das, para ser pago
immcd.atamcnte na ra do Queimado n 22
Jos Joaquirn Borges de Castro segu via-
gem para Portugal e deixa Victorino de Cas
tro Moura cncarregado de todos os seus nego-
cios.
Precisa-se de duas pessoas para vride-
rem pao ; assim como de 11 m bom srriassiuor
U* nua-imperial do Atierro-dos Allegados '
venda n. 35.
Na porta do snr. doulor iuizde direito da
primeiravaradocivel, escrivao Bcgo hao de
ser urreinatados em hasta publica no da 09 do
corrente mol os dous ferros, e restos de cor-
rentes perlencentes barca nacional Adamastor
salvados no porto doAss chegados a esta ci-
dade no da 17 de evereiro p. p. no patacho
nacional Laurenlina-brauleira cujos objectos
vao ser arrematados a requerimento do consig-
natano da referida barca Jos Francisco deAze-
vedo Lisboa, em beneficio, e por conta o risco
de quem perlenccr: estes objectos se achao de-
positados no trapiche do arsenal de inarinha
desta cidade.
Na padaria da Uua-direita n. 40, prenso-
so do um amassudor.
D-se dinheiro a premio com penhores de
ouro, mesmo em pequeas quantias; na Rua-
nova n 55.
Precisa-se de 500# rs. a premio com hy-
polheca- em um sitio ; quem quizer dar an-
nuncie.
Na padaria da Rua-direita n. 38, precisa-
se de um trabalhador de masseira, queseja pe-
Tito nao se repara dar bom ordenado.
Precisa-se fallar aos snrs. padre Manoel
Jncome R ierra CarsIcaoU e Jos Machado
na ra do Queimado n. 25.
Vendem-se 4 moradas de casas terreas si-
tas na povoagao do Taquaritinga comarca do
Limoeiro, urna das ditas com casa de vivenda
com bastantes commodos para familia, caiada e
ladrillada, com rotula, quintal murado, estri-
bara, algumas arvores de fruto: urna engenho-
ca de fazor rapadla, com meia legua de trra
boas vareos, e aguas, capaz para plantar todo
< qualquer logunie; umu fasenda do gado dis-
tante da povoagao legua o meia, com gado vac-
cum, ecavallar, trra propria para plantar ol-
Kodio ,e todo legumcdocaroco ; os prclenden-
tesdiri|ao-sea povnacaode Taquaralinga que
acharao com quem tratar.
Vende-so urna negrinha de 12 annos, re-
comida, cose, e tem principios de lavarinto ; 2
escravo de riacrjo, mocos, do bonitas figuras ,
ume bom carreno; duas escravas mocas, com
algumas habilidades ; na Rua-direita n. 3.
\endem-se Titos bivios, novos; na ra do
Sol n. 23. sobrado de dous andares por cima do
armasem de copirn.
- Vendo-se una escrava por precs com-
modo ; na ra do Vgario, annazem n. ^>4.
\ende-se urna preta, e urna parda am-
bas mocas de bonitas figuras e com habilida-
des ; um n.ulatinliodo 10 a 12 annos, proprio
para aprender ofilcio ; na Rua-vclha n. 111
Vende-scuma bonita parda de 18 annos
cose engomma, cosinha, e lava muito bem; na
ra do Queimado. loja n. 5.
Vcnde-seporpreco comrnodo um escra-
vomoco. carniceiroecampia; na Praca-da-
mdependencia n. 3.
Vendo-se urn bonito molcquo de 12 a
14 annos proprio para pagem ou ollico, urna
negrinha de 12 annos sabendo cozer muil bem
urna linda mulatinha de 12 annos. urna bonita
cs.rava de 20 annos sabendo cozinhar e engo-
mar, urna dita de 18 a 20 annos de todo o ser-
vico oquitondeira, urna elegante mulata de 20
annos engomadeira ecostureira, um cavallo ro-
dado, grande, boa figura, e com todos os anda-
res : na ra do Fogo, ao p do Rozarlo* n 8
Vendem-se sapatos de duraque pelo e do
cores forrados do pellica.com fita, ditos forrados
de panno, e sem litas, ditos de cordovao forra-
dos de pellica com fitas e sem ellas sapatos de
couro do lustro para homem, e senhora, botins
de couro de lustro e de duraque gospeados ,
galaodcpratahnaparadebrumdo chapeos d
pagern ; na ra da Cadeia do P.ccic. n 15 lo
ja do Bourgard. '
Vende-se um moleque de naco de 14
annos, bonila figura, proprio para todo o ser-
vico, vende-se porque o dono se retira para fu-
ra do1 imperio ; na ra do Livramento yenda
I'. \.
Vendem-se 4 escravos de 20 annos, pti-
mos para todo o .rab,!!!0; dos dUo$ 0lHcei
oesapateiro;um moleque de 14 annos, bom
para ludo quanlo so quizer applicar; 4 escra-
vas mofas com boas habilidades; urna dita de
meia idade por 240# rs. boa lavadoira dosa-
bao e varrella. e boa para botar sentido a um
sitio, e lambem trabalhar; urna mulata de 00
annos, de bonita figura; na ra larga do Roza-
rlo, sobrado n. 48.
Vendem-se laxas de ferr coado, e zinco
em chapa muito proprio para lorrar navios o
para as obras publicas ; na ra da Cruz, arma-
sem de erragens n. 2.
Vende-se genebra da Hollanda em fras-
queiras, o urnas poucas de caixas de vinho S.
Juhen, L. S. Fmillion da marca coronel Bellard-
na ra da Cruz n. 7, primeiro andar.
^ Ainda est por vender um lindo carro de
* 1 ouas j sociavel) com orreios novos, e queren-
do com douscavallosj ensinados para o mes-
mo : na ruada Cruz n. 7, primeiro andar na
mesma casa compra-se urna piola que s'aiba
lavar, cosinhar, e engommar.
Vendo-se um esclavo crioulo, de 20 an-
nos, proprio para se Ihe ensinar qualquer olH-
rio, por ser muito robusto e sadio; na ra das
Cruzes n. 41, primeiro andar.
Vende-se, ou permuta-seum sitio peque-
no muito perto por ser logo ao sabir da Solida
de para o Manguinho, com nao poucon arvore-
dos de fruto, chaos proprios, com grande o de-
icentecasa de sobrado toda envidracada, conten-
de couro de lustro para meninos e meninas, di-
tos de bezerro de urna sola para homem ditos
de pala a 3300 rs. cada par, un completo snr-
timento de perfumaras, botoes de duraque, pa-
pel de peso, c do meia hollanda um completo
sortiinento do fitas do seda e de retroz, bicos de
linho e outras muitas meudesas por preco
mais barato do que em outra qualquer parte;
na ruado Queimado, loja do meudesas n. 53 ,
de Ferreira & Oliveira.
Vende-se urna novilha, e um garrote mui-
to gordos; no sitio do Remedio, de Miguel Cor-
reia de Miranda.
Vendem-so duas vidracas grandes, pro-
prias para portas de loja do meudesas; na Rua-
nova n. 6.
Vende-se um moleque de tiacao Mozam-
bique, de 16 annos, com principios do col-
hueiro ; na ra do Cabug loja do fasendas
franeczas c inglezas, do t'ereira & Quedes.
Vende-se uro cordao e urn ponteiro de
ouro ; na Rua-nova n. 55.
Vende-se urna inorada de casa terrea si-
ta na ra da Conceicao da Boa-vista n. 15 por
proco de um cont de reis: na ra do Queima-
do n. 22.
Vonde-so Camilla, ou o subterrneo; Isa-
bel, ou osdesterrados da Siberia, Paulo e Vir-
ginia, novellas. o contosom 2 v., ornados com
estampas; na ra eslreita do Rozarlo, loja de
cera n. 3.
Vondem-se 6 bandas para offlcial, com
borlas de canutilho de ouro. 6 ditas do laa para
argento, 3 pares de adragonas para ofilcial de
uarda nacional, 12 cordoes para barretinas de
ollicial dous choros para chapeo armado ;
vendendo-se por junto, faz-so algum abatimento
dos valores da factura; na ra do Caldeireiro,
atraz dos Martirios, sobradinho n. 4.
Vende-so urna preto padeiro, vindo do
Rio-rormoso, de meia idade, por prego com-
rnodo ; na ra larga do Rozario n. 18 ao p do
quarlel do polica.
Vende-se urna moza de jantar, que ser-
vo para 12 pessoas por 5000 rs. : na ra es-
lreita do Rozario loja de marcineiro n. 32.
Vendem-se bezerros de lustro da melhor
qualidade possivel, a 36^ rs. a duzia. o a 3200
rs. a pclle ; na Rua-nova n. 8, loja do Amaral
' Pinhoiro.
Vendem-se bicos prelos a imitacoo de
blondo os melhores que ha; na Rua-nova n
8, loja de Amaral & Pinheiro.
Vende-se um piano muito bom. o por
prego comrnodo, por o dono ter-so retirado pa-
ra osenao ; no largo do Tergo n. 20.
Vendem-so saccas com arroi pilado e
leijao ; na ra da Guia n. 31 segundo andar.
\ende-se urna carrogo quasi nova, de car-
regar pipas por baixo; na Rua-iriiperiul n 11G
Vendem-se duas pretas mogas, urna da
Losta o o outra de nagao, oplimas para todo
oarranjo de urna casa o ganhao diariamente
400 rs. ; no Atlerro-da-Boa-vista n. 3.
Vendem-se ricos chales, e mantas de seda
cortes de vestidos de setim de diversos padroes
con, lloros de seda, luvas de seda compridas e
curtas, meias do dita, sapatos de marroquim o
couro de lustro para senhora borzegums gas-
peados de couro de lustro par- homem o senho-
ra, pannos finos de todas as cores, casabas ja-
quotas, e colletes, sarja hespanhola muito 'lar-
ga, merino preto enfostado longos prctos e d-
cores para grvalas, mantas de setim para di-
tas, matizadas, corles de lanzinha, ditos docili-
ta muito finos, brins, elaes para caigas sarja
preta de laa, l.e-Roy, opodeldoc. o perfumaras
de todas as qualidades, e por prego muito com-
rnodo; assim como urna porgao do trinchetes a
J20 rs. a duzia; na Rua-nova n. 29, loja de Dio-
go Jos da Costa.
Vonde-so um moleque do 9 a 10 annos
muitoesperto, o proprio para so mandar ensi-
nar qualquer oincio, por prego comrnodo ; no
paleo da s. Cruz, loja de funileiro.
Vendem-se borzeguins gaspeados e de ponta
para homem, senhora e meninos, botins o meios
ditos de bezerro francez e de Lisboa, sapatos de
lustro para homem senhora, o meninas, d[0,
de marroquim pretos c de cores, ditos ingleZ(.s
ditos de urna sola, chiquitos para meninos
mais calgado por prego comrnodo ; no Atierro
da-Boa-vista n. 24.
Vendorn-se 7 escravos, sendo dous cano-
eiros, do 25 annos; urna negra robusta, bonita
figura, de 24 annos urna parda do 19 annos
ongommadeira, ecosinheira; um mulatinhod
10 annos, e outro do 12. de bonitas figuras, um
moleque de nago, de 16 anuos, cozinheir- na
ra da Cruz n. 51.
Hebrardcom botequim francez, na Rua-
nova n. 67, tem a honra do participar ao ros-
peitavelpublico, que recebeo de Franga, pP|0
ultimo navio um sortiinento de vinho de"Bor-
dala, dito de S. Cristal, dito de L'amglade e
de George, tanto em barricas eomoem canu-
das o engarrafado azeito doce de prinieira
qualidade, frutas da Europa, com calda s.ila-
rne da Provencs, de prirneira qualidade, roldas
finas de cortiga, licores de todas as qualidailes
absinth, Kircliwasser, o mesmo assevera ao
respcitavel publico que podo vender os ditos
arligos por prego muito comrnodo pois quo
ello recebe directamente de Franga.
Vende-se o ptimo sabao preto e ama-
relio labricadono paiz, melhor quo nenhum
do vindo de fra, pelo prego do costumo do lio
rs. a libra ; na Rua-imperial 0. 116.
Escravos fgidos.
Desappareceo no dia 20 do corrente urna
negrinha de 11 para I2annui, de nomo Josefa
do gento de Angola, cor bern preta, olhos par-
dos, tirando a amarellago, denles claros rosto
comprido,corpo delgado o p direito um tan-
to torio quando anda ; levou camisa de ma-
dapolao, saia do cassa de quadros metidos
c panno da Costa usado ; quern a pegar leve
ra da S.Cruz n. 24. casa confronto a quarta
lanella da igreja da S. Cruz, que ser bem re-
compensado.
No dia 22 do corrente fugio o moleque
i.uiz de 15 annos pouco mais, ou menos, de
nagao Longo ; levou Migas novas de estopa, un
collete preto j velho com palmas encarnadas .
nao levou camisa nem chapeo, sabio de casa a
vender pitombas; quem o pegar, leve a ra do
Uibuga, loja n. 5, que ser recompensado.
- No da 15 do revereiro p. p fugio do sitio
de Jos Antonio Bisto, da Passagem-da-Mag-
oalena.um moleque crioulo, de nome liento ,
Bcravo do Domingos J .s Pe. eir Pacheco do
Araraly. o qual o. ,|eqe se.codo corpo. a,-
wna cousa fulo, representa (6 n.,os poco
mais, ou menos milito reg isla ; quem o pe-
gar leve ao dito Jos Antonio Basto, a ruada
Codeado Recfe n. 34, ou noAracaly a seu snr.
Domingos Jos Pcrcira Pacheco, quo ser re-
-----.1 -------- -----_. ."-"<;ia*a ui-''ouu un* riviaragada, conlen-
Aluga-se o segundo andar do sobrado no- do 14 quartos. um algrete na frente corn dous
vo na travessa do Dique n. 9 ; os pretendemos portes de ferro e no fundo outro ,'grandc co
entendo-so com o seu proprietario Antonio | ebeira, casa para pretos, cozlaba, pOgo d'agua
Vcndem-seos seguintes livros : Galuppi e
elementos de philosophia Ta.nburini |j0ea
de philosophia, Wagener, dicionario alemao
portuguez ; diccionario alemao, inglez e fran-
cez ; Dubourq, diotionaire des menages ; obras
completas de rnadameStacl; historia do Brasil
Norvins, hisloirede Napolen; Lclero dictio'
naire enciclopedique; Ciscar, esludos nuti-
cos ; Panorama colorido do Rio-de-janeiro e
muiU. obras boas em francez, iugioz, e italiano
assim como muitos objectos proprios do escrip-
torio ; na ra Cruz n. 56.
Vende-se tasas de ferro batido e coado
travejament de 30 a 40 pairnos, e um ne-r
0 Angola: na ruado Vigario, n 3.
Vende-se um pedago de terreno na es-
trada de Bellem, sitio da riiangueira. a 4^ rs
o palmo, (erra propria : na ra do Rozario es-
reita, n 39.
Vende-se, ou permuta-se um sobradinho
compensado.
D-se 600/ rs. a quem descubrir os cs-
n,0d!S90<",UMl''Cl,ra(JS' <'UB ^Pl^recero
no a 18 do corrente, das 7 para as 8 horas da
o rnJ u"""'f^^ bonita figuro, bm pre-
to rosto redondo, denles aberlos na frente de 18
Congo ; um dito de nome P .mpoo cor fula o
eforcT.',,Sma,C?SdOSUa lcr'a ^ $**.
eflr preta con, urna cicatriz na cabeg am-
bos de nagao Congo ; quem os pegar. I
tin .5"' C apesso"' que S P^ ** a
K?a?,,K"a dW*,nd0-tt a P"^-da-
enC|N'lda ,3dC"rrt'nt0meZ f"S'> O pr.tO
cnoulo D10mz10.de 24 anuos, levou cilris n
SSS1 !?iiotTl *>*&?*
S : J a' qUand fuid0 coslu'" "'..udar
n me etcm os signaos seguintes ; urna quei-
r!., Pe,l.* emum dS bravos, que
tl.ega at as costas da mao pucha oor urna
p tem o ofilcio di
carniceiro pois que j
t^m estado em diversos.dh^rqumn, pe a
iTSL'SKr aSSUar da Mod n.
15. quesera recompensado.
er7ene,0ndao8 d n*to'fr* "m scravo
tos TI" 0Snr V,cen,e ,num"'- O"* SV
de n.ciPnS.Si cor,iof f. r ""i3"1'' de 3<> "nos, grosso d
cosP fa. l",de,,e*"*,S' a,uns Wl bran-
50S'- "d .tra1ve"' ..no quem est beba-
e omffJ,', 'evU ca,CM de tKodao harreo,
F,ra ?rf't ""' co,,sla' (lua" Po
a-de-portas de nouto ; quem o pegar ,
Rk,h "^ Tw. dj ai. F. db Fawa. -18H


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