Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05084


This item is only available as the following downloads:


Full Text
?
Anuo de 1844.
Terca Fcira 20
de Marco
Anno XX. IV. 71.
g.. TrrtrTWHrjv-',fln,iwr'ii oitiw'r'-T,y-"*'r;:,rl11" i >i~-~
O Di amo publica-1- I* cliiR oq das que niio fnrein san( Iradi-s- : o p.eco da .-ssign.lura
lie ile IM. mil rn por ijiifirlel |inpis ndianlado* O. anBllOClOed. .manante, sao in.eridu*
~rt, e os do. T"' "'"' foiem ri.i.io de SU rail poi Iwri. I1' recl.macOei de\em er diri-
gidas :i esi Tj|> ru da. Crntei 4 mi ii iac; Independencia I. ja d,- \^. ln 6 e 8
PARTIDA HOS CORREROS TERRESTRES.
GuUKSa. e Par.bvba iea ondaa aexlaa feit.s. Fio Grande do Norte, quntn tetra.
Cabo SerinbMM Illa lurmoso, Porto Calvo, Mncev e Al.Roas r.o i He 'ii
de cada met Gnr.nliuns e bonito a 10 e '2i de M a mu oa-T.aia e l'lorea a 3
e '.'!> dllO, Cidaleda Victoria, qtiiiiliis leirat. Olind. ludas 01 diaa.
DAS da skmana.
23 Scg + Aanua.i.udo de N S.
'_'<*> Ierra a Ludg.ro IIel and. dude D da 3. y.
7 Ouarla i Mailinho Au.l nu j. de 1). da 3 y
ZS Qumla -Vlciainlre Aud.do J de I) da 2. Y.
J'J Se la Beilo do. Aud. do J de D. da '.'. y.
30 Sib a CliniO iil.aud do J de 1). da \. y.
34 I'om. de Ramo- *: Ubi na ___ _____^_____
- III mil lai 11 i ii ii iaj i mu
Tildo ior: depende de .6. niesm.n; di no 1 ',";:};/;'.! :., y ludo .gara depende w un n.rsin.>; d nosis pru le ca, ir o n crac; jo "(.
VOrfK.---"!*'^/ /':-V Unuem. como principiamos e seie-noi aponladoa com admira i|UO enlre as n.gOM mai
,W'; ""'" (PwolMMkjao da A.wmbla Geral d araiil.) ^___,
. ,-: ~tomos siT,,, ro. <"." "nd*
N /-':>- f.'' ^ .7 Cambio.eob.eUn.e.'cS, iOnr.-Mo.dad. fl.MO V. .aW 17.500
-SfMl^l" .. lubo, I ,) pr 10 i -,,eno -'e l. 9fiM 9.*W
* ocla de enlir 5 pnrrrn.. e na lia
dem de le.ras Jr buH lanas I a \\\
Pr.te-P.tee6.. *. J2JJ
. Peto, .-.diiminncre I,!/' '....
DiwaHiMMi 1.9 *.
PHASES DALUA H0 MEZ f)E lUlli:.
Lh. eliai. 4 *fGlior.l e4t mi" d. tarde alna or a !s s g hora. 5? oen. da tarde;
Muguanle 1 j as i 1 buru *abj<. | Cica eale a -'< as 2 b c 'i I m. da nunli.ia.
Prtamar de heje.
Primate, aa lll bou. e >\ in, 1< man'i ia | 'vaganda as hora! e ISminutn da larda
asas*.---ia.u-.. .Taii^ags.-L-gMJKaaBtiraiM'raBati.-11 tiMrtiiw.a'r.if-ii.ni,
:v^. .-
- .: ;a:)
PES^aivisyco.
ASSSMBLA PROVINCIAL.
Coielutio dastadode -21 de marco de lSii.
O Sr. Nabuco, tontinnando: Sr. presiden-
te, cu i'Iiiiii digno de representar a pro-
vincia dignos e icgitiinos reprosentantea d.i
provincia ai|tii'lli'S individuos que s;io c-
ritos pi'la espontanea vontade dos cidadlos; a-
<|iielles que nu lodos os tempos podido ser rs-
colhidos pela provincia, aquelles que nao pre-
cisiio de una (.'poca excepcional, da protecfao
da polica para seren deputados (apoiadot), a-
qurllrs que leeni una vonlade sua, mu pensa-
nientu sen: estes sao dignos, s.-io legtimos re-
presentantes da provincia, qualquerquc seja o
partido que riles pertencuo. Eu na casa, Se-
nhores, vejo niuitos cldaddos, que nunca pre-
cisarn da protrreao da polica, e que seuiprc
liverfiouin pensaincntO seu.lliua vontade sua;
mas, Sr. presidente i outrosque forao eleitos s
porque nos adiamos em urna poca anormal, so
porque o presidente da provincia rom os seui
agentes tem conquistado as urnas elcitoraos, e
que ein premio desse srrvico nao ronservfio
pcnsainento e vontade sua, segurin em tudo e
por tudo as iiispirai oes de queni os clegco, CO-
ino bel de diter que estes sao legtimos repre-
sentantes da provincia ? Nao o direi, de corto,
embira os aohres deputados me cubrao de In-
sultos eatlron tas; emquanto me consentiiTin fal-
lar liei de exprimir coin frauquesa as ininbas
convicedes. Por tanto, di uiiiilia proposi(o de-
vora llcat" excluidos inultos eidados respeitaveis
que senipre liverfio a honra de representar a
])iovineia;della taiiihem se nao pude concluir que
eu teulia chamado a alguna dos nobrres deputa-
dos indignos, nao; digo so que outios mais dignos
baviao; mais dignos, nao pela sua moralidad)' e
conducta, poreni pelas circuinstancins que po-
diiioacompanbar asna elecao. Mas disse mu
nobre deputado a assembla actual representa
a intelligencia da provincia -; jois por que a as-
sembla actual representa a iutelllgencia da
provincia, e as p'assadas n"o ? Quaes sao as no-
vas intelligeucias que entrarn para esta casa '.'
Eu vejo na verdade algumas; seja-me por mi t-
tido apontar, porexemplo o Sr. laques, de cuja
intelligencia eu Ihcouin conceito favoravel.
OSr. 2'ogue;Obrigado.
O Sr. Urbano:Ha mais un ou oulro depiit.i-
do, que tein sido iiilrodusido na casa, e pode-
mos chamar liitellfgencias novas; osoutros ja
pertencio as legislaturas passadas: quaes sao
pois, essas inteligencias novas." Ouaiulo sr di/.
que a legislatura actual n presenta a intelligen-
cia da provincia quer dUer que as passa-
das nao representavao; alia nada significa esta
proposlco. Mas, Sr. presidente, ser ameute
porque a intelligencia do nobre depittado se a-
cha na rasa!' Ser i-no; talve/ entenda que a
legislatura actual representa a lntelllgencla;por-
que elle se acha na assciuhla provincial! E nao
admira, Senhores, que osen orgulho ebegue a
i >ie pimo,quaiiiio elle air se aireve a ciassilicar-
se representante da huinanidade! (riiada) Mas
nao tenha 0 nobre diputado tanto orgulho, por-
que eu nao sei que a sua Intelligencia seja stt-
periov, por exemplo, do Sr. Kunes Machado,
doSr. Neto, do Si. Antonio .loaquim de Mel-
lo i e outros que foro excluidos.
Mas oSr. deputado anda disse mais, que se se
tivesse as pocas passadas escolliidoas intelli-
gencias do pais, eu por certo nao teria saludo
deputado.
O Sr. Bapttta:Nao disse isto.
O Sr. Urbano:Ora sr disse. Eu a este respei-
tosot suspeilo; mas Hsougea-lhe muito o con-
ceito que demim fbrui algumas ntelligencias
do paix, e rejeito ojuizo encoinmendado que o
nobre deputado vnn na rasa pronunciar a meu
respeiin. rVInda disse mais, que se se tivesse e-
< olhido homens mais dignos eu nao sahna de-
putado.
OSr. llaptista;Appello para a rimara; o no-
bre deputado est me calumniando; veja o meu
discurso.
O Sr. Urbano:E' una verdade que o disse,
nao tenho culpa que o nobre deputado riscasse
umitas cousas no sen discurso como por tem-
plo diser, que era deputado da huin inidadc ,
(ritadat) t. isto nao est hnpresse ; este resnei-
to permltta-ine o nobre diputado dlwr-lne ,
que muito me lisongeo com o juiso tao deslavo-
ravel que forma da minha moi.didade, porque
un juiso favoravel do noliie di pillado sobre a
minha inoralidade serveria d'aviltar-me, < des-
bonrar-ine (mofado e Mtarulat prolongada).
E' preciso, Sr. presidente, concluir com a par-
te relativa s argnijOCS, que me fea o nobre de-
putado. Elle linalisoil o sen discurso, muito rn-
pliatico, olhando para o niru lado rom mu ai de
despiezo, dizendo : ni o romprrlirndo desde
os psate a cabera. Compn henda-nie o Sr.
deputado como qulser ; mas que icerto, que o
publico tambera me coraprebende, e que u e o
publico comprehendeinos perfeitainente apar,
peputado; o Sr. deputado dc\ia lembrar-se,,
que nao era elle 0 mais proprio para se encarrr-
gnr do papel odioso e rediculo de satisfazrr pai-
\oes alheias, insultando o melindre de Otilios
individuos poique, se o Sr. dipuladi) olhar pa-
ra a sua vid i publica e particular,cnnltocor.,que
est inhabilitado para o desempenho de un tal
papel fhilrldade).
OSr. Ilapiitta. Fia de ter respo ta.
O Sr. Urbano. llei de ter resposta, di/, o Sr.
deputado; shn, depois : como nao tenho mais a
patarra, pode di/ero que muito lite convem.
I'ass.uei. Sr. presidente, a responder a un ou-
tro Sr deputado, que se nao acha na casa, o
qil.il me consta, que foi aeoi:qi inliar seusenlior.
segundo suaproprla expressSo fritada); porque
elle disse : Nos temos nosso senhor, e oSr.
ih pinado tambera tem o sen.que o Interesse
Or, anda isto sendo rxaeto, relo que, sendo
litis esclavos do nosso interesse, somos escla-
vos de nos meamos ; mas o nobre deputado con-
fessou. que tinha un senhor, e eonsta-nie, qne
foi .leonipanhal-o; por sso Hilo se acha presente;
en tinha de dfoser algumas colisas CStC Sr. di-
putado ; mas elle nao est na casa, e ru .....vejo
acanhado por rssa unan ; rom tudo, nao Iruho
oulro remedio sean fa/.er tima observaran sobre
o que elle disse. Hilando eu aqui einitli a pio-
posic"o, dequeemoutro lempo a provincia era
representada pelos honirns mais dignos, refer,
como exemplo, os iinmes dos Sis. Leonardo, e
I.ouienco Bherra. 0 nobre deputadoaprovel-
tou a occasiao de haver cu pronunciado eates
nomes para vir aqui na casp reproduzir una In-
triga iniseravel, que alimentada por alguem,
que nao v oulro ineio de sustenlar-se.
O nobre deputado exclainou / eaQliandO os Ca-
valeantis seio dignos para o Sr. Dr. Urbano, e
Sr. presidente, o nobre dcpUtttdo enleinle dever
fa/.er acreditar, que a opposicaogueriva pessoas;
mas rnr nobre deputado nao c capa/, de apr-
senla r fados, dos quaes possa colligir funda-
inento algum para justificar una intriga tao tul-
seravel {apoiodOl). A OPpO8C00 segu pi'inci]>ios,
combate os actos da administraciio publica, nao
combate, por conseguate, pessoas; tem prin-
cipios, e todos aquelles, que seguireni SCUS prin-
cipios, sern seus al'.iados. Mas. Sr. presidente,
" Sr. deputado qula sem duvida l/.er noros ser-
vidos: elle eiilendeo. que j Ihc nao bisliva a
protccctlo do Sr. barao da soa-vista, qnix anga-
riar novas proteecoes, eadMiirou-se, de que eu
fallasse no noinerlo Sr. Leonardo BUerra ; disse
al, que eu o quera precipitar na opposlcao.
Sabe o uobre deputado as relages que entre
mim existem c,esse eldado para elle tomara
sua del'eza ? Pois c preciso, que saiba, que o Sr.
Leonardo ui/eiia- meu Intimo amigo, anda li-
gado* por iclacoes de parentesco, que por con-
segrante burlesca adefe/a (Innoble debutado:
eu portanto, da parte desse Senhor, rejeito os
IncenSOS, que o nobre diputado lhe qui/ lam; u
(apoiadot). Mas. Sr. presidente, o nobie depiita-
do nevera leintorar-ie, qwe eom esaa intriga,
que vinha rcprodti ir na (asa, longe de la- i mu
srrvico, pode acarretar mullos males s pessoas,
a quii quer servir porque devenios coulieeei
que era nenhutu paix do inundo alguma raimlia
se podra sustentar, ronsidrrando-sr segrega-
da da populaco.
Nao riria ]iois o nobre deputado insto ; Ion,a
- reconheeer, que os principios sao os que do-
niino, e que todos nos vivemos misturados mis
eom os outios, una seguiudous principios, r
outrosaeguindo outros, conforme as nossascon-
vicedes.
Bu, Senhor presidente, ja veoccasiao,nacma-
ra dos senhores deputados.deexplicor o meupen-
samento este respeilo: coagidoporitni deputa-
do do norte que auis laucar inao dessa intri-
B8, ru dissr riito admiti a Influencia legi-
tima dequalquer cidado: a Influencia que as-
ce do saber to individuo, das suas virtudes,
e da sua fortuna urna influencia legitima
que nao pode ser destruida e que (leve inesrao
ser conservada quamlo exercida legtima-
mente: admiti esta Influencia em todos os
individuos, seja qual Ibr > sen najciineuto;
masa influencia epneinera, que nao tem uro
f.i.idainento social inllucncia que so causa
daino sociedade ru a rejeito em todo e
qualquer individuo seja qual for o sen nasci-
mento.-- V portanto o nobre deputado que
eu nao sigo pessoas e a opposlcao st gue os
mesn.os pi incipios : por coi.scgii.nte abandone
essa intriga que nao pode servir de arma a
quem a tein alimentad., e MlSteuUdo. E de-
pola Senhor presidente peii.i.ta-se-.i.e anda
diz,, alguma cusa. O nobre deputad que
segur em tudo ao Sr. haru da l;oa-v.sla na-
ve que elle se tem tornado cumplir da minga .
que quer assoalhar? Eu nao considero ......to
habilitado aquelle, que rana ve* ^dZ
presidencia da provincia, einnregou todo* os
seus esforcos en. favor da eleicao para regente
napessoa doSr. Arando Lima aquelle que ser-
vio com o ministerio de jullio e depois na c-
mara dos deputados nao obstante ser conde-
corado por elle trvea loragcnide di/.er qi e
conbecJra quaesae ministerio eraincapade
fa/er a frlicidadr do pais e porque Senho-
res ? Sciu neuhuui motivo s porque o inims-
lerio tinha tido a infelieidade de cahir dopoder;
aquelle, que em todas as rleices tem sempre
combinado; mas em resultado ficandosempre
enforquilhada os candidatos daquelle com
quem se faz combinaeao. Portanto Senhor
presidente deveo nobre deputado reconheeer,
que ess i Intriga nao pode ter a menor torca e
fundamento. onveu$ao-ae todos de que a op-
poslcao semiente tem principios e ideias r que
Sa*0 seus alliados lodos aquelles que segllirein
os seus principios as anas ideias. A'esseSr.
deputado tambera approuve tli/er.que o Sr. ba-
r;io da Roa-vista a quem boje heo opposicao .
tinha assentado a pedra fiindatnrntal da minha
elcrac. Eu realmente nao posso compre-
hendr isto e menos explicar ; nao prodlizio
faites na casa que justificasses a proposico. E'
verdade, que na corte se dizia que a minha
Heleno em 1840 era devida aos schs esforcos e
proteceo ; mas se alguem quer inculcar o re-
sllenlo das urnas como nm resultado dos seus
esforcos que culpa tenho cu disso .' EllllSo
i ston un caso doSr. diputado nunca procnrel
a proleccfio de alguem para sihir deputado ; te-
nho sabido com os esl'onosdc nu us amigos r
em eonsequeiicia de algumas sywpatias deque
goso na provincia: uieusamigos muito me teem
ajutlatlo ; mas nunca sollicitei do governo a sua
proteceo para favorecer a minha eleicao : se
alguem quer dizer Isto que o diga eu nao terri
nietos de o contestar, salvo se apresentar factos,
que cu tenhaoccasio de os destruir.
Disse mais 0 Sr. deputado que cu liavi.i con-
COrrido para o roubO das urnas cleitoraes. Ora,
eis-aqui O Sr. deputado, que tanto sr cscanda-
lisoii por eu haver denunciado na casi eom
fundamentos plausiveis e convincentes a falsi-
licaco da anlheiiliea de Iguar.issii.laiic.iiido essa
imputaran, j nao digo, a un partido, lliaspes-
soabneiile a'mu individuo sem ao menos apre-
sentar nin indicio nina presumpeb E nao
quer o Sr. deputado a vista disto passar por un
calumniador ? Senhores 0 rouho das urnas
cleitoraes que foi lntasiado por aquelles, que
foro derrotados na eleicao nunca p.issou dos
elubsaonde essa imputarn foi inventada ; co-
mo pois, que hoje, depois de dceorritio tanto
lempo, ven. o Sr. deputado apresentar este fac-
i casa, eiinputal-o a mira ? E'umaperfei-
ti calumnia do nobre deputado calumnia qne
nao assenton em factos para que eua possa
contestar.
Agora Sr. presidente entro na queatio da
filsilieaco da aulh'nlica de Iguarassii: euapre-
sriilei diversas provas c documentos para de-
niOIIStrar que a aulhenliea de Iguarassu havia
Sido falsificada. Km verdade Senhores, essas
provas nao foro de maueira alguma contesta-
das ; perqu os nobres deputados lluiitarao-sc a
nglobar, e a misturar todos os argumentos c
provas, que eu havia produsido, para desse en-
globaniento tiran n. a concluso, dr que eu na-
da tinha pro vado. Eu aprsente! primeiramente,
Sr. presidente,uin argumento dedusido da publi-
(ai iodo Diario de Pernamtiowosnobresdeputa-
dos reconheeem.que esse Diario c una folhaof-
ficial.OSr.segundo secretario, que me respondi
nao coutestou, neni nciiliuinoulio nobreth-pulli-
tio que as apuraries do Diario dr Ptrnatnbuca ti-
nho sido extrahidas das apurafdes, fritas na
secretaria di presidencia. Ora S"nhores, quem
peder acreditar a nao estar dominado do es-
pirito de partido c do desejo de innocentar un
acto to indigno que a apurarn feila na secre-
taria da presidencia, nao seja exacta Sr. pre-
sidente nem se diga que essa apuraro na
feila vista de listas particulares : cu deinons-
irare o contrario; por que o Diario dePtrnatn-
bueO ale O dia de setcinbro, tendo a eleicao si-
do feila no dia 28 dr agosto nao havia anda
publicado a votarn de Iguarassii ? Tinha ja pu-
blicado, Senhores. a vota, o de ('aranhiins, que
lira em una distancia de 50 e tantas leguas; mas
a votacao de Iguarass que fica na distancia
de(i leguas ainda nao tinha sido publicada. Kei-
ta a eleicao em 28 de agosto no dia 29 j as lis-
tas dessa eleicao circulavo por toda acidado;
mas o Diario de Pernamburo nao quiz aprovei-
tar-SC tiestas listas e esperou at o dia (i de se-
tenibio sem duvida, (pie viesse a anthenliea
desse i ollrgio ; polpir d'outro mudo nao sr po-
de disculpar essa grande demora da folha ofti-
cial quantlo alias se quer diter que ella ti-
nha sofreguido em satisfazer a ancirdade dos
h i lores. Portanto est pi ovado que a .ipu.a-
caofoi frita na secretaria da presidencia, ea
vista das authenticas. Mas, Senhores, supponlia-
mos iiirsmo, que nt) fosse vista das authenti-
cas; nuera o redactor do Diario de Pernamburo:'
I\ao r o.V. Antonino r Nao elle amigo intimo,
e i-oiisi Iheiro privado do administrador da pro-
vincia l Quem peder acreditar que o admi-
nistrador da provincia rrcebesse do col regio de
Iguarass una lisia inexacta? Pois os seus ami-
gos, pessoas de sua conlianra qne all eXS*Ul,
hvhio de reraetter-lhe tuna lisia toda viciada .
!vi Sr. \nlonno em vez de se aproveitar da bs-
ii, quedevia estar em poder do presidente da
provincia, havia de procurar lima lista que
cstaria cm inao de un cscrivo, como aqui dis-
se un. Sr. deputado para a publicar .' De-cor-
lo que nao.
Portanto n apuraeo publicada pelo Diario de
Pernamburo tem iodo o cuuho de \ eracidade |or
s.r nuil apuraro feit i na si cretaria do governo
:i vista dos authenticas. Mas disse-se: o Diario
de Pernambuto declarou que se njo responsa-
bilisava tela exactido dessas listas. E que
me importa essa deelaraco V. quamlo foi ella
fe I ti Mili to depois de ser publicada a vol.e in
de Iguarass ; e por ventura esta deelaraco do
Diario puna.que elle no dia (i de seleinbro.oilo
das depois il. sla elei. ao fosse procurar una
lista particular dessr colleglo que uo ofiere-
cesse garanda alguma de veracidade? Certa-
llieilte que nao. Depois, Sr. presidente, corn-
il.ire-se a anthenliea de Iguarass,(pie servio pa-
ro a apuraro gora! n.i cmara municipal, cora
indas essas lisias, que recbenlo todos os eida-
dos, do colli gio de Iguarass, e voja-se a dHe-
rrn-,i inmensa que entre ellas se nota. Senho-
res n assciuhla provincial nao e" mu tribunal
judieiario que, segundo ja dissi rao aqui os no-
bles deputados, deva exigir provas aulnenticas ,
provas irrefragaveis para firmar o scujuixo; em
eoepos desia naHireza u opinio publica bein
formada deve multas vezes regular as suas de-
cisoes. l-'.u Sr. presidente demonstre! a lal-
silicaro da aulln nliea de Iguarass pornieio de
argumentos dcduzidos por analoga por certas
coincidencias e (rruiuslaiici.is, que se obser-
vavo as apurarOes do Diario de Pernamburo c
apresentei aqui in raapp do qual exlrahi va-
rios raciocinios. Ora Sr. deputado que rae
responden disse : all est o niappa, esta na-
quclla culi ira c en ainda nao O VI era obri-
ga\o doSr. deputado cxaininal-o eu Iho en-
tregarla ; porque n:io son como aquelle Sr. de-
putido, que apreaentou na casa uraa caria, re-
eolhendo-a iiiiinediataniente ;i sua algibeira e
val para o mallo, e nem ao menos publica na fo-
lha que transcreve as nossas discussOea, o sea
transumpto tendo eu alias pedido essa carta,
e declinado que era um documento cm nieii
favor. O niappa aqui eslava, seoSr. di pillado
quizessevr podiapedir eu nao tinha obliga-
ran de Ih'o dar ; elle nao foi publicado na folha;
por isso que o meu discurso proferido na sesso
de sobado sabio mpresso lodo mutilado todo
desnfurado c de tal modo que eu me vejo da
obliga, ao de pedir ao publico que nao lela O
meu discurso de sabbado, pelo Diario de Vrmam-
buco eu o coi'i'igirei. C se acaso o cdietor dessr
Diario, aquelle qne contratou com a assembla
provincial a publicarn dos seus dbales, oqui-
zer imprimir depois de corrigido que o faca ,
sean o manda rei pira nutra folha.
Apresentaiei de novo o niappa e peco ao Sr.
tachigrapho que o foca inserir ao meu discur-
so ; porque entend), que elle nina prava con-
vincente da falsiiieai o de Iguarass.
Sr. presidente, oeste inappa tireieu pordedoc-
;.io a volaran do eoilegio tic Iguai assu, das pu-
blica., os leitas pelo Diario il PertiatnbnfiO.
0 Diario pulilicou primeiramente una vota-
cao de 12 collegios, publiCOH una nutra votaoiio,
aceresceiilantln OSCOlll'gioS de ('larauliuns e Igua-
rassi'i, subtr.diinilo nina ti i nutra apuraro, te-
mos em separado as votacues de ('arauliiius e
Iguarass ; destas subtrahlndo a votac.9o de 6ar
raiiliiins, lieou a do eoilegio de Iguarass, tirada
por deducn da volaciSo, que o Diario fes. Ora,
corapare-se esta votacno de Iguarass, assim ti-
rada do Diario, ( oiii ;i votaran tirada da anthen-
liea, que servio pira a apuraro da cmara mu-
nicipal ; cxamiiieui-seas ili!r.reiii,as que lia.ede-
nionstre-se que ellas sao indltt'erentes para a casa.
V-se, Sr. presidente, nessas dlflerencas alguna
pontos ca-deaes : v-se que se tirro votos
alguna candidatos governistas, que estavSo em
cima, e que podio dispelisal-ns ; v-se que se
ailginentaro votos aos candidatos do governo,
que estiva) lio numero dos supple ntes, em con-
Bcquencia do que subirao; e v-se que em to-
da a mais votacao do Diario baumapcrfelta eouv
binafSocora a votacao da authentica.
Ora. Senhoras, esUut uircuiustancia,que acom-
panho as alteraroes, nao provo a folslilcacla ?
Creio que ellas provo o (acto de se haver tirado
votos dos candidatos, que tiuho miiitos, para se
dar aquelles que tinhfio poucos. Eu poco a as-
sembla provincial para oiilra vez ler o niappa :
tiraro-se 12 votos do Sr. Florines, ludo Sr. Ca-
valcantl Laoerda, il do Sr. narros nrrelo, t do
Sr. Francisco Joo, 10 do Sr. Nabuco, 22 Un Sr.
Taques, \A do Sr. Rea e Silva, 10 doSr. Francis-
co Doniingucs e lt do Sr. naptista ; mas ningueiu
sollieo diminuicio de votos : vamos agora ao ac-
crescimo, que tvero pela authentica. o Sr. <-us-
todio 15, o Sr. Caa.dio 94, Q Sr. Medeiros 24 e o
Sr. Oliveira 24: nao acensen o votos a mais
niiigiiein. Dir-se-ha ---' urna casualidades;
mas nina casualidado hem fatal quelli s, cuja
reputaco se acha compromettlda ueste nego-
cio. Pois possivel, Sr. presidente, que sein-
pre se di'sse engao em favor datpielles, tpie ca-
recan de VOlOS, sempre se dsse contra aquelles,
que podio dispensar votos, e que em tudo mais
as duas votaroes coincidisseni perfeiUmente.
Senhores. ests aUeraefies, deduzidas do niappa,
nao provo, que le tirro votos de uns candi-


luios para se dareui mitins ? Ru estou inicua-
mente convencido, que sim. Aqu teem os Sis.
deputados > m ropa ; elle val ser publicado, ex >-
mincin-d com attcuco, vejao se nao exacto, o
que cu digo, vojaojnda mas ama outra prova,
i* vi'in a ger : |n; n primeira apuraco do Diario
dt Pernambwo, qn/ eu lome! por base, combina
coin a apuraco f/'iti pelas authenticas dos mes
mus collcgios. Por tanto, est provado, que to-
das as diifercnpas sio procedentes do collegio de
Iguirassii ; ecomo, aenhores, 4>oder-se acredi-
tar, me n Diario r -.pello do collegio de Iguarass,' em relapso
a alguns candidatos, ein tao grande numero
de votos? (ionio o Diario de rtrnambuco nao
d ao Si'. Medeiros mu su voto, e elle appa-
rece na aulhentica coin 2i ? Uoino nao d um
voio ao Si-, Caiaulio. e elle apparecc coin 24?
Como d 7 votos ao Sr. Oliveira, e elle appare-
ce coin 31 ? Se isto nao serve de provade falsi-
ficacao, eu nao sel que outras provas pdem os
nobres deputados exigir. Mis, disseo Sr. pre-
sidente, que era nina calumnia scmelbante Pal-
sificapo;. os Senhorcs deputados; culo testemu-
nlio eu aprsente! na casa,m chamarao calum-
niador,
Senhorcs, eudise, que os nobres depulados,
e.ujos nomes mencione!, sabino destefacto per-
feitainente, c podulo depr sobre elle; mas nao
declarei que os Senhores deputidos invino to-
mado pessoalmentc parte na Palsiicaco; a cons-
< icnci delles que os levou tirar esta couse-
quencia da minha proposicao. Eu oschamel pa-
ra de por sobre este Pacto, porque consta-me ,
que os Senhores deputados Leeni delle noticia;
elles entenderao que eu os chamava falsificado-
res mas notai enhores, que o r. deputado <)|-
veira, ofllcial da secretaria da presidencia,
piando tratou de defender-se, oceupou-se de
arredar a imputaban da sua pessoa tao smente;
elle nao afnancou casa, que nao se tinha feito
afalsifica no'da autbentlca.
O Sr. Oliveira:Affiancei.
o Sr. Crimno:Sao Sr., quelxou-se tic que es
v.t impulapao Ihe fosse lanr, id i; deffendeo n su i
pessoa smente,
USr. OHccira:-- E ao governo.
0 Sr. Urbano:Quanto aos nobres deputados
le chamaren] calumniador, cu mi tenlio outra
desposta a dar senao appcllar para as su as cons-
i leticias: para provar a falsificarn em these, cu
tenho provas c documentos; mas para provar a
litiuha allirmacn de que os nobres diputados
sabeni do Pacto, cu mi tenlio senao as suas
couscicucias.
1 ni nobre deputado d!sse=declarai-iuc os Ro-
mes das pessoas, que vos contrao isto, porque
val inais expr vinganpa dous, ou tres indivi-
duos, do que un pai tido Inteiro Oh! Senhores!
Que terrivel principio! Nao infringiramos nos
os principios de liorna, se declarassenios os UO-
nies desses Individuos, que nos fizerao esl i coin-
iiilinicar.io cui coiilianra, por un resto de Syill-
patinas para Coin HOSCO, por un espirito de n-
dignacfto contra este facto ? Nao; nunca desig-
nare! seus nomes, antes os nobres deputados me
ch iiiieni calumniador do que eu declarar os no-
mes dessas pessoas.
Mas, Sr, presidente, tenho observado nina
cousa; lodos os nobres deputados querem por
frca enjergar uesse negocio da falsificacao da
acta de Iguarass urna outra pessoa elles veem
setuprc coin una reputadlo estabeleclda, Coin
um nome (Ilustre, elles perguntao sempre quem
foi o priiuciro Palsiflcador? Eu uo sei a quem
os nobres'deputados se querem referir; sei ape-
nas cmno se ti z a falsificacao da acta na secreta-
ria da presidencia, sei de todas as peSSOaS que
tomrao parte nesta Palsiftcacao; sei. Senhores
pm idos, e a < n tempo talv< z todo este nego-
cio teuha dcappareccr: as cousas algum dia hao
rte mudar, eos individuos, que pdem ser tcs-
leinonhas.sc se acliarcm h\ res dos perigos a que
se acbao expostos boje, se se declarasse seus no-
mes, tuda hao de descubrir, parao publico, por-
que eu e inultos dos nossos amigos j sallemos.
O Sr. Francisco Domingucs:Ento ser acre-
ditado, boje mo.
O Sr. Urbano : J o somos boje; mas como
dizia, Sr, presidente, cu sei de todas as circums-
tancias qu acompanbro a falsificapio da au-
llienea na capital ; a copia que aqu se fez Poi
para Iguarass; agora como la searranjou isso,
c as pessoas, que nisso entrro, cu nlO sei,
porque se soubesse, quem quer que fosse, eu
terla toda ;i en raje m para o declarar; sei das
MI III > l)llf T9 _'MU> I CUMCMII-ill 1,1 1 1 1
llsoiigear-ine? Depols disse SC = urna carta
dio attender para os Pactos. Um liomeiu de
partido podavancarun Pacto levemente, qun-
elo este Pacto nao pude expAr a sua honra; mas
acreditan os nobres diputados, que um hoiuein
de partido, que reapeita os principios de honra,
se'ib ilam;asse a pegar na pemil para dizervi
olivro Palslficado, a tinta de alguraas rubricas
mais velha do que de outras, una folha prega-
da com grude sem que isto Posse exacto? Nao
eert unciite: os Senhores deputados serio ca-
pases fosse verdadeiro? Parece, que nao: poderio
allirm ir Pactos di- outra ordem a respeito dos
quaes um homein se pode justificar coin o espi-
rito de partido, mas um Pacto desta iiagntude
nao poda ser amaneado pelo Sr. Mauoel Pereira
de .Aloris, sem que elle Posse exacto. Mas di-
zem os nobres deputados = e porque nao recor-
restes ao exame das sedulas? Oh Senhores, o
que pro varia O exaine dassedulis? Se acaso o
livro das actas esta falsificado, admlttida esta
bvpothese, pergunto eu seriTo os falsificadores
t:o ineptos, que nao pu/.esseni as sedulas de
t-oufonnidade coin esse livro? Sendo assim, pa-
ra que fim recorrer aoexame das sedulas? O
exuue unleo que poderla convir era o do livro
das actas ; mis eu j declarei na casa, que nao
conliavade maneira alguina, que um tal exame
se podesse fazer. Os Senhores deputados, a s-
sembla provincial, que tein obrigarao de "Ve-
rificar a legilimidade dos poderes de seus niein-
bros, pode mandar vir o livro ; ella que o exa-
mine, que veja se existe, ou nao falsificarlo.
Mas Senhor presidente quaudo Pallei da i inesnia authentica.--
primeira vez propuz o meio de verificar isto | Ora, eis-aqui, Senhores. a carta que o Sr. de-
i viuda do livro ; ouvi por estes bancos apoiados j putado cahio no lapo de vir ajuesentar na as-
r ais ; lodos diiiao venha o livro s ; logo po- seniblca provincial; mas elle apresentou-a s-
rni que tiz um requeriinento pedindo que j mente para ler um bilhete que estava redigido;
i-iesse olivro, os nobres deputados, que se ', mas que uo estava copiado, e que como o Sr.
segu rao combater-me, se oppuierao ao meu I fforges nao quiz responder como elle quera,
requeriinento : un dizia a forma nao eu- Ihe dissepois entao leve a sua carta
pira ar-
- Se es-
havido Palslncanao, c que prova que a honre
Eis-aqui a dilierenca de proceder, da nossa
parte, e da parle do Sr. deputado. Saiba o no-
bre deputado que essa carta esteve em meu
poder ; a pessoa que a recebeo me mostrou ,
eu vi que ella muito me servia; mas essa pessoa
disse-nie = eu devo dar resposta=; eu entend,
que essa carta uo devia ter resposla mas o
nobre deputado sem ceremonia alguma tira-llie
a carta, e vein apresentol-a na assemblca ; e
apresental-a para servir de documento de que
nao houve falslficaco ; v que cahio em um la-
co ou os seus amigos inostrao que a carta
Ihe era contraproducente c elle nao s nao
mandn publicar o transuinpto da carta, junto
ao sen discurso como leva-a para Pura tendo
eu declarado, que precisava della para provar
o que tinha dito ; mas apezar disto eu sei o
que a carta diz nao s porque a ouvi Icr co-
mo porque ali tambeni. E'una carta do Sr.
Mauoel Silvestre Ferreira : o nobre. deputado
leo o nome da pessoa a quem era dirigida a car-
ta edequom a diriga, eassim acabou to-
do o invsterio ; portanto eu a lerri. Se-
nhor Ignacio Antonio Jorges. Para repel!r
una injuria, que contra mim sequer laucar,
pcco-lhe que me responda ao p desta quem
Poi a primeira pessoa que Ihe disse ter sido
falsificada a authentica de Iguarass da ultima
cleieo para deputados provinciaes; assim
como tambero se nao aconteceo no dia 23 do
coriente Jes Ignacio Soares de Macedo cstra
nhar-lheo Sr. chainar-lhe eorcunda ( nome que
se d aos governistas), e nao me tratar da mes-
illa forma, sendo cu um dos PalsiPicadores da
nal outro dizia: mi temos poder
ranear o livro do archivo di cmara
O Sr. Floripes vein Icr a carta na casa para di-
zer, que un meu correligionario nao teve co-
lis promptos inand ir vir o livro como impug- pagem de declarar O nome da pessoa que pri-
uais meu requeriinento.' Venha o livro eu o
quero ver tiesta asa ; euibora Senhor presi-
dente essa demora seja um novo meio de Pal-
siliearo euibora se copie o livro todo de novo
pira encubrir a dilierenca da tinta, engrude
da folln ; mas venha o livro porque essa fal-
sificado ha de s-r sempre descoberta. Sim ,
Senhor presidente permitta-ine a aSSCinbla
provincial que eu revele um susurro que j
por ah voga de que esse livro nao se acha em
Iguarass ; nao son eu a primeira pessoa que
oueo dizer isto, e alguem ha, Senhor presiden-
te, que, gaendo dcste acontecimento, tenha
querido explicar por esta maneira a protelaeio ,
que na casa se tein feito na discusso dcste ob-
jeclo ; mas seja como Por ou subsista a Palsii-
cacaoj fcita ', ou se faca nina nova Palsiicaco,
o livro (leve sempre vir casa porque nos a-
qii! de qualquer modo que esteja arranjada
a llsilic.iio, havenios de dcscubril-a.
Senhor presidente, a prova que cu deduzl
das publicaeoes dasapuracoes do Diario de l'cr-
namoueo sao, em minha opiniSo, tao convincen-
tes que nao pdem deivir em duvida ncnliun
espirito pie srja conduzido .smente pelos
principios de Justina e inoralidade, e que nao
tenha interesse em oecultar um Pacto escanda-
loso, que deve eobrir de opprobrio aquelles ,
que nelle tiverao parte.
Mas dlzem -- vos sois acuzador nome com
pie me brindou un senhor deputado que se
assenta do lado opposto ; como se mu deputa-
do pode nunca ser conecituado aecusador ,
meiro Ihe hornera dito, que tinha havido falsi-
ficacSo; mas a carta prova que houve Palsiica-
co; porque diz=e nao me tratar da niesina Pr-
,'a, sendo euiiiu dos falsificadores da inesma au-
thentica-uinoHicial da secretaria do governo,
(pie diz, que outro olhcial o baria chamado
um dos falsificadores. Esta' carta prova plena-
mente em favor da Palsiicaco. E depois, Sr.
presidente, nao existem por, ventura outras pro-
vas que a demonstren!I Nao existem as provas
nioraes, dedusidaa da convieco de todos era ge-
ral? Os nobres deputados que se achaopresen-
tes pdem em consciencia negar este Pacto ? El-
les nao sabem positivamente, e de inelhor Pon-
te que essa authentica Poi falsificada ? Pessoas
de confianca anda nfiolhesteem confiado Isto?
Se eu, Sr. presidente, que son do lado oppos-
to, tenho encontrado pessoas, que roe conto
em eonPnnra, que houve falsificacao, os nobres
deputados anda nao teem conheciinento desse
Puto? No; osnobresdeputadoshode saber dc-
baixo d^eonlianca, queessaiauthentica Poi falsifi-
cada: naoliahojequein ignore estePacto: pessoas
muito respeitaveis. pessoas muito iniparcias, r
fidedignas o teem dito: um diz- o governlstn F.
eonfesson-me=: outro dl=elles j nao negSo,
j conPesso-=; uo posso referir esses nomes,
mas os nobres deputados em suas cansciencias
sabem que o Pacto se deo, que mais do que
real.
Portanto, Sr. presidente, eu coucluirei aqu o
ineu discurso, lembrand ;i asscnibla provin-
cial, que Paca vir o livro das actas de Iguarass.
Ilegtimos representantes d->
na cleieo Poi Billa da frauuV
qua.ido apenas cumpre cornos seus deveres. I Ku espero, que os nobres deputados votein pelo
Sois aecusador disse elle e queris que nos ] requeriinento.
fii
i., i me?,,
pessoas que intervierSo
que apparecem, cmno por exemplof a pessoa
que rubricou as Polhas novas do livro esta pro-
vado (pie entrn na falsificacao. O secretario,
que tinha o livro em sen poder provavel, que
livesse parte nella, ou entao o livro foi tirado de
sua casi, e tornado recollier ahi, sem que elle
o soubesse; mas 'respelto da secretaria do go-
verno, no que se passou nella, sei eu de ludo
(ruadas). Eu aprsente! una carta do Sr. Ma-
nuel Pereira de Moris, que examinou o livro:
K.ailio agora os nobres deputados, que nao Poi
elle so que fez esse exame, elle foi com duas,
ou tres pessoas, que presencirao, para o que se
Por preciso podera apparecer isto: elle vio li-
vro falsificado, a rulrica das Polhas substitui-
da coin tinta, que pareca niais-vclha do que a
das outras. Mas disse o nobre deputado
un (pie a tinta esta mais velha, se estivesse mais
nova disia-se, que tinha havido falsificacSo, e
prova-se ruin a tinta estar mais nova ; a cousa
est na diversidade das tintas; se acaso a rubri-
ca de todas as Polhas estivesse firmada com tin-
ta da inesnia cor nao havia Palsiicaco, masa
tiii11 diilirente piova-a; ha alm disto a ultima
folha pregada com grude. KS tiverao unios de
responder a isto; mas disserao --.cuma carta
de sen correligionario ; e at houve quem dis-
sesse elle e o Sr. Honorio Bezerra de Menezcs
sao pessoas que o querem lesongear, pessoas
que querem Pa/er serviros, adquerir juz para
o futuro Ora, osi nobres deputados, que as-
sim fallao conhecem essas pessoas; nao devino
vamos buscar a prova do erine. Oh senhores,
pois o livro i a prova do prime ? >c estis per-
suadidos fie que o livro nao esta falsificado ,
entilo cumpre a vos procural-olenta*o ser a pro-
va da Innocencia e por conseguate se queris
rcpellir a aecusaeo deveis ser os mais inters-
sados ein raandal-o vir ; c cu acenso a assera-
bla provincial ? De que so os senhores depu-
tados acensados ? Por ventura disse eu que a
assemblea provincial que tinha falsificado o
livro? (lomo, Senhores deputados, vos de-
xais cegar tanto do espirito de partido a ponto
de confundir a vossa causa com todos os motos
ou outro individuo de vosso partido
de mu
Se um ou outro individuo do vosso nirtidr.
faisicou essa authentica de Iguarass como
vos declaris co-reoa ? Ser um ou outro de-
putado ; mas a asscnibla provincial nao
acensada. Os nobres deputados supposto te-
jan iiieus adversarios nao lhes Paco a injuria
de acreditar, que elles coiicorressein para senie-
Ihante infamia ao menos estou persuadido ,
quenenhuma parte tiverao nisto, e que se alu-
na hoje me negarem Justina smente pela
posicao Porcada, ein que militas vey.es o hoiueni
secollnca, de defender, e sustentar os desvarios
de sen partido. Sim, eis-aqui nina questao
que vai decidir da honra da diguidade do vos-
so partido ; una (piesto por consegrante que
hade encontrar inultos de vos perplexos na sua
deeiso ; mas leinbrein-se os nobres deputados ,
que ao interesse de partido nao se deve sacrifi-
car lado ; que alguma cousa deve ficar salvo
custa dos inleresses de partido ; a honra isto
de que se trata. Accusa-se a authentica da clei-
eo de, um collegio de fnlsidade ; os nobres
deputados deveni abandonar cumple lamente o
espirito de partido : sim, purifiquen! a sua clei-
eo pin iqueni a assenibli'a provincial, tra-
tera de examinar, se com cll'eito essa authentica
se acha Palslicadada ; porque, Senhores se
alm do que o governo j tero feito e do que
pretende fazer respeito de eleicocs como ,
por excnipio esse cnchame imnienso de de-
niissoes na guarda nacional, essa anarchia con-
tinua em que se tras a guarda nacional s-
mente para linpar o campo que leve servir
pura lucta eleltora! vos santificardes o prece-
orniai dccs um jufeo tiio triste, porjue so j dente de falsificar a urna eleitoral, se as cousas
dous proprietarios independentes, que tem de chegareni a este punto se um tal precedente
que vver, e que nao precisad de fazerem servi- I for estabelecido, eu nao sel} se a asscnibla pro-
cos, e menos lesongear-ine; s quizessein fazer ivincial algum dia deixar de sentir remoraos por
servil os, esperando alguma cousa, eni io a ou- ter assim cavado de toda a ruina da provincia.
tro sol irio procurar, que podesse satsfazer Mas, Senhor presidente, um nobre deputa-
, as desejos ; elles nao prccisao_ do governo do leo nina carta nesta casa, caita que elle
quanto inais de mim; que precizao trabas dc|trouce aqui para demonstrar, que nao tinha
Olanlo ao parecer da eommisso. que se acha
PUl discusso, como eu tenho observado, que os
nobres deputados j teenioseu voto niiito bem
formado, en uo tenho esperanca de os conven-
cer do contrario daquillo a que esto resolvi-
dos; sobre elle pois nao direi patarra. Tenho
concluido o meu discurso.
O.S'r. faptistn:Peco a palavra.
Reina um susurro immenso as qalerias.)
O Sr. presidente:Atteuco. Tem a palavra o
Sr. Haptista.
(Contina O susurro, e muila gente se retira, pelo
que o orador no pode comeearo sen dicurto.)
O Sr. presidente:Vltenco. attenco.
G Sr. iinptistn:r, presidente, antes de fil-
iar sobre a materia, e de responder ao nobre de-
putado, que me precedeo, julgo do ineu dever
declarar e proclamar neste, venerando recinto,
em que me aeho.que son representante da elasse
do commercio.daagricultura e de todas asclasses
laboriosas,quevivein das suasPadigasetrabalhos,
eque so as que niantcm asociedade:quesoii re-
presentante de toda a provincia, e nao (leste pe-
queo grupo do Sr. deputado; dcste grupo, que
sopara dizer amanha, e topara dizer aleivo-
samente que representa a opinio publica da
provincia, que o abandona em seus frenticos
desesperos, e nao contentes com una imprensa
llvre, que se tein tornado mais licenciosa do
que a iniprensa francesa no tempoda revolucHo,
vein dar apoiados ao Sr. deputado, e perturbar
a ordem dos nossos trnbalhos, e faltar attenro
e respeito, que por quasi infinitas rasoes se de-
ve este lugar, llonre-se o Sr. deputado coin os
applansos destes homens, que sao os seus mea-
mos alliados, que coin elle vivein. e que sempre
se acho onde est o Sr. deputado, que eu me
honro de representar toda aprovineia, porquem
me achoautorisado ordenar todo o respeito e
acatamento s ininbas ideias c opinioes aqui
enunciadas (apoiados).
Eu.Sr. presidente, torno dizer, son procu-
rador da provincia toda, que me elegeo, e nao
de grupos, a que os Franceses chamb eolm'M
couipostos, entre alguns homens de boa P, de
um individuo, que foi demittido pelo governo,
de outro 'e cnnlrn eens gado no lugar, que ambicionara e anda ambi-
ciona, de outro que tem de lucrar com a queda
dos governos aindaos melhores etc.; ein cujos
coracoeii sempre falla o seu interesse, e nao o in-
teresse de toda a provincia. Agora entrare! na
discusso.
Sr. presidente, cansa admiracao, que o nobre
deputado viesse aqui insultar una cmara intel-j geral, que abrangem toda asocledade, e todos
ra, dizendo, que os seus membros sao menos] os individuos.
dignos* que so
provincia, que a sua i:nifuu un nina aa fraude
e proteeco do governo,at indicando os nonipg
de alguns Sis. deputados participantes destns
fraudes, c que (juando assim lancasse tantas af-
(Vontai enmara,venha boje dizer que cu,eU qu~
defend a diguidade da cmara, o ollendi, ein-
sultci.
OSr. Urbano: Ahi esta o seu discurso.
O Sr. liaplista: Quaudo o Sr. deputado diz
que aqui se asscnto depulados, que nao sao da
esculla da provincia, c que aqui colheniosfruc-
tos das fraudes e crimes, que liouvero uase-
Icices, quaudo diz, que uo quer proceder a
una revisita as listas de Iguarass, suppondo
que os elcitores daquelle lugar lio de entregar
novas listas para encobrir a falsificacao d'au-
theutica: quando hoje, contra o testemunho de
lodos, vein dizendo que o seu discurso est al-
terado: (piando assim o Sr. deputado ataca a t,,,
dos, e pisa todas eonsideracocs devidas aos liu-
niens, e aos representantes da provincia : (pian-
do o seu carcter se inostia hostil a todos, como
se pode julgar ollendido com o meu discurso.'
Sr. presidente, quaudo eu disse, que coinpre-
hendla ao nobre deputado desde n planta dos
psate a cabera, disse muito bem, e euj sa-
bia, que elle havia julgar-se demasiadamente
ollendido coin o meu discurso, porque ionio
nao Ihe resta no inundo scno eleices, como o
seu intuito c soinente eleices, como uo v ou-
tra cotiza senao eleices, e suppondo ao inesuio
tempo, que os seus intentos, e desejos estSo
muito bem amparados e encobertos, IVrido ins-
ta parte, Poreosanieiite havia conspirar-se con-
tra iiiim, assim como j vive em guerra nberta
com todos, cujo merecimento o assusta, c atter-
ra; c c por isso, que asna iraprensa ntaca, e
invade a honra, e vida privada dos ridados
prestantes, e distinctos.
O.S'r. Jos Pedro: Veja o Artilheiro, folha do
lado do nobre deputado.
O.S'r. liaplista: Eu no sei do Artilheiro, sei
que nunca iusiiltei a pessoa alguma, c s tenho
eseripto artigos de doutrinas. e de eerto teilipo
nao vi elle se oeeupar de insultos, e ultrajes.
O Sr. Jos Pedro: Mas elle nos atacara.
O Sr. Haptista: O que se segu?Que isto
era mo. I", pensa o Sr. deputado, que na pro-
vincia de Pciiiainbueo, onde se inanifcstfio por
toda aparte os principios de ordem, edeade-
so ao governo provincial, um deputado, que
por conviecocs sustenta o governo, precisa des-
poja r-se ein tildo do seu peiisauento Isto
platica que s cabe no lado do Sr. deputado,
que sem ideias a representar na ordem poltica,
nada ihe resta senaodizer=tudo venal, tudo
inmoral, ludo indigno, s nos temos virtu-
des, s mis somos honrados, e s mis devenios
ser deputados, e governar o paiz.
O Sr. Jote Pedro: Pomos aggredidos, veja o
seu discurso.
O Sr. Baptisla \ eja o discurso do seu al I in-
do c diga coin conseencia se Pili en que o ag-
gredi. O Sr. deputado qiier ir contra a vcrd.i-
de dos factos? Sr. presidente, o nobre deputa-
do havia anda sentir-se ferido crin luiente,
porque, querendo boje iuculcar-se como amigo
de alguns homens de prestigio, e respeito nes-
ta provincia, alguns apoiados nesta casa ein pai-
te desmentro esta assereo.
OSr. Urbano: Onde d s^eisto?
O Sr. tiaptisi: O nolr deputado tem car-
tas credenciaes para negar tudo, e para ludo,
que elle diz ser una verdade evanglica.
OSr. Urbano : Est pathetico.
OSr. Haplitta : Sim aquelles apoiados de
pessoas tOO respeitaveis c verdadeiras na occa-
sio (pie o nobre deputado quera negar j ter
sido pleifb com a proteccta ueste governo que
hoje ataca e hoslilisa, devino desorientar. Euto
diz (pie isto intriga! I'.u nunca intrigue! e
apenas Pallo com os lacios (pie tenho presencia-
do na minha provincia. OSr. deputado nunca
gostou desta familia e liojeniesino os seus labios
no sao liis ao sen coraeo.
O Sr. Jos Pedro : Diga depois que no a-
taca.
O Sr. i; ipinia : Sim o nobre deputado
iilga-se com alguma r.iso para hoje me atacar,
porque Ihe disse o que justamente e c
por isso que o sen partido,nunca me iuvadiudo,
c pelo contrario nicrecendo eu inultas attences
e conceito dos do sen lado antes de todos estes
excessos da opposlyu desta provincia e at
existindo nelle um gladiador que indo ainl-
nha casa pedir-ine pcrdo de velhis oll'ensas, a-
(liou-me generoso e prompto a perdoal-o hoje
j me insulta j me ataca e ja rebaixa o meu
procedinienlo.
O Sr. Jos Pedro : Pois est ein una posicao
to bullante assim ?
O Sr. Urbano : A mim anda nlngucra me
pedio perdao.
O Sr. tapliita: O nobre deputado sabe de
quero cu fallo.
Pensoii o nobre diputado ter-me rcdiculari-
sado por cu haver dito que no son diputado
departido ? Euganou-se. Saia da tribuna, deixe
os seus clubs, e ciilraiihe-se as popiilaees,a
quem a verdade sempre chega como uro novel
lo, sem que ellas acheiii a ponta paradcscnrolal-
o e veja o Pulido da raso que existe em algu-
llias das suas queivas Di/.eiu mis no hiV-
inos servir mais dedegropara certossujetos;=s
ditera outros i que m constitui("o ( estaque
s nos da deputados que coiisonicm ten os lin-
niensos em discussdes imitis (nao apnifjo') O
cxemplo temos nesta discusso. O nobre deno-
tado por oec isio de se chamar mu supplente j
Pailn na poltica geral, j repiti nquillo ines-
ino, que por veses disse na cmara geral, j
deprimi seus mmigus, e j presin bem ser-
vivos ao seu partido. E provincia? Nada.
Quero agora mostrar ao Sr. deputado, que
mu boniem pode ter urna poltica, sem que seja
a do nobre deputado, sem que seja destes con-
minados e infructferos choques de partidos.
Sr. presidente, o povo o que quer os incos
de viver, e de prosperar, e os mcios de segura"
pa. Mas fcil conceber-se, que estes lucios
no esto smente na ordem constitucional,
mas ein todos os phciiomenos de ordem mate-
rial moral, e religiosa, e estes phenomenos no
pdem ser coi,!i,cilios senao pelas leis da ordem


5
<-. | mmnmwm
Para se prcencher esto liin inister, que a po camente, como pu, que ambos os lados ut.i vom i
iftlca se col loque em certa eminencia, donde as clonos, e que ueni possvcl, no estado ar-
veja os continuados sofirimntos da soeiedade: (nal das cusas, inanter-scgovcinoalguiu aban-
111 Trs islo oque o >r. deputado chaina poltica ? donando a eleicto aos seus inluiigos ? (i
Nao ? Mciaduzia de liuniens scorgiu-in, e no in- bro depntado, que entende, que o sei
no grupo o partido da liberdado
Barca sarda Felice
Brigue portugui /
gneros,
diversos eneros.
Feliz-dislino diversos
voitorio de snas Individualidades insupportaveis,
que s estao chelas de despeilos e rcsctlmen-
tos, 'in ve/, de encarar coin olhos aiteutos para
os males, (lie alUig.-m o paz, Pili ve/, de sacrifi-
caran no aliar da patria seas odios < paixes, C
coin ajustadas couiblnaces e sinceros desojns
dirigir os espirito* para o caminbo da salvarn, presidente da
em vez inesuio deajudarem aquellos, quena"
espiuhosa trela dos negocios pblicos sciilcm
srns hombros pisados. Inventando tyrannias,
atropellondo a marcha de todas as cousas, e que-
10-
pequo-
porque
nao respeila estas inesmas convceoes '.' Se o no-
ble depntado quer destruil-as, comba to-mo
eom a arma do raciocinio, e nao eoin aehlnca-
lne, e Insolencias; eis a rasao porque en digo,
(pie ssas aCCUSacOeS feitas pela opposieao ao
provincia, nao valeiu nada, no
>i. li. Jeste dia publicamos pela prlnieira vet
o resultado das eleicoes a vista de authenticas, e
o declaramos.
\o dia 3 dr se timbro:-Tacarat autbentica}.
No dia 5: Resultado geral a vista dasau-j PRACA DO RECIPE 23 DEMARCO DE 1844.
thciiticas, MENOS a de IGUARASS'. revista mercantil.
as eleices (jeroes de I Sil que tiverto lugar Cambio Houvrro transaedes diminutas a25
I? di' Janeiro, furto as listas publicadas da na- d. p. Xfl reis.
Algodo As entrada
; ,. ------- *...... ...' >.ii. ni nuil,,, ii,,-(
tieni tundo algum:,- falso,Senhores, a opposieao
nao ten. ideas a representar,.' preciso que O
nobre depntado me explique, quaes sao as
ule.as polticas que ha a respeito do governo. o
rendo arredar as ciaste* de suas honestas occu- pobre debutado defini a poltica prini.iran.cn- No da 27: Rio-formoso. Couros houverao vendas dr l/a 4/160 res a
paeoes para se envolveren, na poltica, que este te, duendo, que a sciciu la de govrnar os po- No dia 28 : -- /Amito arroba.
inesmo .upo explica a sen gosto e contento, se vos; mas d< pois velo eom outra d fi nieto, Jallo.. So dia 1." de leve., lio: ~ os de mais collegios,' Vleatrao sueco\ endeo-se a2/800 reiso barril,
ariuaoassim contra (oda a soei. da.te. em cujos em pulidos ce.; pois es fi que a nica poli-, inclusive o de IGUARASS*. e uirnos os da Boa- Vzeitedoce -- Id, m a I.Tut) ics o iralo.
a
in ira seguinte.
.No dia 20 dr Janeiro: anda nao havio che-
gado as inacbiuas que trabalbarSo o anuo pas-
sado (dilua.
Vo dia 22 Serinhoem.
No dia 25 : Na/areih Santo Anio I.imo-
ciro e Recife.
N,> dia -21): I'o do \lho.
furto mais avultadas o
rao vi ndasatc 6/100 reis a arroba.
lio.
Issucar -- Por causa do vento-norte furto fue-
ores as entradas no principio dase-
mana vendeo-se a uOOreis por arroba so-
bre o ferro do branco ; porm no Ain
(le linou a ponto de mesiiio a SOO C 850
reis li.veiiiii poneos compradores.
soUriuientos elle acha o descrdito de seus -
iiiigos.
O Sr. Jos Pedro : Entao aeabe-se coin o sjs-
leina.
O Sr. Uaptista: -- .Nao : acabe-so coin estas pe-
quenas ideias. con. este desvarado proecdinien-
to : porgue est visto, que uin systema io per- | sidente d para a orden, d da a niVsi da an-
ncioso de iioiuens, que no pequeo circulo de tecedente,
seus allados smente cncontra lodo o lien, estar
c prosperidade, nao pode cstender-se aoainte-
i'csses de una nacto uiteira, cuja prosperidade
s pode vir por meios francos c generosos.
O Sr. Jos Pedro : .Nos partidos est a garan-
ta da sociedade.
O Sr. liaplisla : Est nos partidos das ideias,
que se combatan con. o raciocinio,e procmfto o
dea do Sr. depnl ido.c que a'sss funesta.
0 Sr. pren'denfe:Permita o nobre deputado,
que lile observe, que a hora j,i est dada.
0 Sr. Baplula:Pois bein, paro aqu, conti-
nuare! 0 mili discurso na primeria sess.in.
A discnsso tica adiada pela hora o Sr. pro-
SF.SSAO KM 23 bEMARQO.
Presidencia do Sr. Pedro Cavaleanti.
I-cita a chamada, e aehando-se presentes :<-2
S. deputados, n Sr. presidente dcclarou aberfa
Cilio di
Carne
a sessno, c lida a acta da antecedente foi anpro-
vada.
triunipho eom esforcos nobres e generosos, e
nao est na divisan dos interesses nialeriaes, que
' o que quer o nobre diputado. As ideias do no-
bre aeputado sao boas.
O Sr. Jos Pedro : As do nobre deputado sao
inclliorcs.
O Sr. t.iplisla : Se as minlias ideias nao sao
boas eu nao sei: mas o que sel, p oque todos sa-
bemos que desde a iiOBSa existencia poltica,
nao se tem cuidado de outra consa senao
de partidos, c que eom elles su se ten. colindo os
frutos amargos das rivalidades e odios. Este par-
tido sobe, aquello outre que cabio va guerrear
o poder/e assn. pi'ogressirauentf todos dizem,
[ucteem iiovob pensamentos a realisar, eassim
a soeiedade persiste ein orl'ai.dade, e os espiri-
tos eiu aceros c reaccoes (apoiadoe). Todos si
justifican coin a necessdade de se cumprir a
constituifao. Mas, se o nobre deputado olha
para osen lado, I.i ha de encontrar o republi-
cano de chapa, o absolutista fantico, &c.,o mes-
uro que vemos no lado do governo.
0 Sr. Urbano : lile esta melhor.
O Sr. Barreta : Sao verdades puras.
O Sr. baplista : Diz bein o nobre deputado,
sao verdades puras. Observe mais o nobre de-
putado a facilidade, con. que se fornio o te di s-
loco estos grupos, e vera se nesias promiscui-
dades o noble diputado nao se ten. involvido
coin desar sen. E cuino (piando se Ihe diz estas
verdades, o Sr. deputado di/, (|iio'u o ataco! O
Sr.deputado julga-te autorisado ad/.cr oque
nao c, e nao quer ouvir o que realmente ?
lu nao pensei, que o Sr. deputado se azedasse,
c se encruescesse tanto comlgo ; pois que est
aeosturnado a ser vilipendiado cm publico pi los
seus propriot correligionarios. I'or exemplo,
foi uin fado notorio, que no dia do julgament
do Indgena uin dos advogados do reo, psqiieceu-
do-so do decoro do sen cargo, atacara a poltica
de I!) de si lombro.e chamara a lodos os gabine-
tes,de qiu ni o noli re di pillado Coi al I iadoc qill ni
deo o sen apoio, corruptores da mora! publica,
si vandijas, e outros cpithclus assni ignominio-
sos, entretanto pie o nobre d put ido so ochava
de fronte do ndvogado eom si mblante alegre.
receb ndo a quota que Ihe perloiicla, c guardan-
do-a na algibeira [risadas ganes) ; ape/ar disto se
ajiiuta e csci'evc eom estes seus detractores : e
tudo isto porque .' Porque o Sr. deputado con.
estes bou.cus achou o ponto do contacto no de- j
si jo da deu.issao do Km... liarn ; eis a sua pol-
tica, ein que elle quer que todos tenhSo conliau-
I \II D1KNTE.
0 Sr. I. secretario deo conta doseguinte :
1 m ollico do secretario da provincia, envian-
do o regula ment que a cmara municipal da
cid ule do Recife organisou para a respectiva
contadoria, satisfazendo con. este a requisito
feita pela assemble'a : c. de oivainento das c-
maras.
Outro do mesnio roinettcndo de ordem do
I'.mu. presidente da provincia as copias de u. 1
,i (i dos documentos que aeompanhariio o oili-
cio do K\ni. presidente da provincia da Parahiba
de 14 de jullio do auno lindo o que dizem res-
peito aos limites d'esta coin aquella provincia :
C. de estatisliea. (Unt/iiutuse-liu.
vista c Tacarat, e aida asslni declara o Dia-, zVacalho -Entrn un. carregamento coin 2,400
ro nao seren completas as listas de Iguarass e
Cabo alias osdous collegios mais prximos da
capital exceptuando o de Olinda.
Parece-nos que a vista disto o argumento do
Sr. I rbano lica pulverisado, e note elle que es-
te trabalho (' felto con. os Diarios a vista os
quaes ndo sao mappas de curiosos que se pdem
arranjar e alterar avontade, p eujo cunbo de
authenticidade inteiramente aullo.
O A." argumento do Sr. I rbano para pro-
var que os nossos res.unos erSo feitos ;. vista
das authoiitieas anda mais niiseiavol que
os anteriores ; porque se funda todo na gran-
de demora da faina offieial Pin publicar a lis-
Dita
ti de [giiarassii, quando alias
e quer
dizer [elle
V'.
,i -
no dia 20 circulavtfo as listas na cidadi
trabalhos eleitoracs forao jiessa oeeasifio
e eom aqualvem aqiii dizer, que nao tem
em in i ni coiliianca, visto nao ter uin partido.
Eis a raso porque o nobre di pm..do loniou pa-
ra si o ineu di tu, de que boje ndsjornaet e na
tribuna j nao edefendesn luirrcsses nacionaes;
cu lllc ua poltica cm gcral ; porque sei, (pie
na franca, na Inglaterra tambeni existem estes
choques de luleresses; mas o Sr.dcputado,que sri
ve a poltica na sua elcico, e por coiisegunte
na demisso do Kxin. barn da iioa-visla, loiuoii
logo para si as mininas palavras.e eom o seu mo
humor Mus deo interpretado.
Eis a rasao, Sr. Presidente, por (pie o nobre
deputado, querendo acensar ao presidente da
provincia, cstranha, que elle livosse servido COIS
diiioreiites ministerios, e pergunta, como c isto.
Nhigueni sabe o (juequer o nobre deputado :
CU da miiilia parte supponho saber, coin qu.inlo
n.io estoja mili ce'rto em toda a poltica anterior ;
o que elle quer que cada ministerio tonha o
seu grupo, c que cada grupo, a imtaoo do Sr. I porque estovamos a espera da respectiva au-
deputado, teja urna fortaleza armada contra to-[thentica. Kutende o Si. Urbano que a presenca
Como temos de dar luz em nossas paginas a
parte do discurso do Sr. Urbano, na qual esse
Sr. deputado entendeo dever envolver o nosso
jornal o o nosso noine, cutre mitras arguinonta-
edes tendentes a fazer crer, que a sonnada fal-
silicaco da autheiitica de Iguarass (' nina rea-
lidade. forcoso nos (' nao deixar passar sein res-
posta a imptitacto do deputado, inserta ein nos-
so jornal, como fizemos cun a do escriptor pu-
blicada no sen.
A priuieira inipiitaco falsa do Sr. 1'rbano
que OS nobres deputados eonheeein, que o notSO
jornal nffirial. Elle bein sabe, que no Brasil nao
existefolhaalgunia oomostocaracter, e anossas
tem sido denominada talpelassuasfolhas, l para
seus ti ns:ass ni como para seus (ins q ii iz o Sr.Urba- j
no estabelecer como provada esta propoticto.
Oque no nosso jornal ha do ollicial (' distingui-
do dasdemais in,.lorias pelo respectivo titulo;
ludo o mais nada (em, o nein poda ter do olli- ;
cial; e isto que dizemos ntoeousa nova.
Caneada essa asserco, o Sr. Urbano (ni/ jiro-1
v ir, qupasapuraedes que publicamos, forao foi-
tas na secretaria da presidencia, para d'ahi con- !
clulr que o forto vista das aiithenticas e
nao do listas particulares. Para islo tronce elle
como argumentos:
1." que nenhiim dos oradores, que Ihe bavio
respondido, Ihe contestara essa asserco. O Sr.
Urbano no vio que para estes deputados res-
pondereui a esse tpico do seu discurso, preci-
sa vil o-de infnrmarcsespeciaes.qiienanpodiao ter
no momento? Nao vio por certo,asshn como nao
v que o leviano (pie solta proposices sein fun-
damenlo arrisca-sc passar por mentiroso, e al-
giimas vetea por calumniador.
0 (tur. urndaas cicicoesmi dia "28 d agosto,j
Se os
feitos
por machinas de vapor, consa que ignoramos;
mas s('i assini podio as taes listas oorrerriii nes-
ta eidado no dia 2fl d'agosto. E se coin elfeilo ol-
las circnlavto nesse dia, ponpie as nao publicou
o seu jornal.' Por ventura o carcter offirial da
nossa folha nos obriga a termos mais diligentes
ein dar noticias ? O que nos podemos asseverar
que logo que obtinnamoli alguma lista a pu-
blicavamos, e eremos cjue o jornal do Sr. Urba-
no fa/ia o inesmo.
3." que, publicando ti gio de GnranhtinS, que lica a 5u leguas de distan-
cia desla capital, s no dia (i de setenibro 6 que
demos a de IffUarass, donde elle COOClue que
da a soeiedade, que as paixes se mil 1 tiplrj ikiii
c vivo seinpre eiiisauha, e |UC nunca postamos
sahirdesie estado, que ello nicsmo chama anor-
mal,para estabelecer-se uuiaopinio firme, Segu-
ra e ascendente,que soapodere das intelligcnciat.
Todos sabemos o que sao paixes desenlrcadas,
e como espirar dolas a prosperidade publica ?
Mas, quando um homein quer pr-se a cima des-
tas eousas, quando um bomein nao quer parti-
lhar taesseiitiinentos, quando respi ilando-se as-
institui.oes do paiz te procura as observae.oos ge-
iacs,c os clenlos mais bein fundados parlatel-
as medrar o florecer, sedi/.^ um honieui volu-
vel." .No.no fb!uvcl,VS por falta de systeina
e do conviccoes (pie queris sempre vlvereper-
sisiir ..as Incoherencias o contrau^es: aecusan-1
do agora o gow.no, porque Interveio as elei-
ces, trilo o j;'t defendido dcsta aceusacio nao
querendo, que ello tenha candidatos seus, sendo
elle altas o representante da unidade, sem a
qual nao podo havor soeiedade, entretanto que
vos, que sois o seu InlmlgO, sois o candidato que
mais un ios cmpri gais para a eleicto, e que ata-
cis de frente os; i iiiesma llbcrdadc deeleifo,
que tanto defendis eom palanas ooas e sem
sentido. Quanto mcllioi nao fia dizei-so llan-
das listas dos collegios nesia eidado (leve rogo-
lar-se peas leguas de distancia a que elles ficto?
Pois veja-so ueste espelho. as eleices de que
se trata forao publicadas as listas na seguinte
ordem.
No dia3l d'agosto:-Po-d'alho 10 leguas-.Caho
7, Golanna 14, Recife capital onde se publi-
ca o nosso e o son jornal.
No dia 4 de setembro:Olinda UMA legua,
Vazareth 15, Llmoeiro 18, Santo Anto 12,
Bonito mait de 30, Serinhaera mais de 16,
Rio-formoSO mais de 15.
No dia ;"> de sctembro:~nrejo mais de 40,
Garanhuns mais de 50, Iguarass etc.
as eleieea para deputados n1'1'" riu 8-1,
em que as Vleiccs foio a 15 d'agotto, ajipare-
roas listas publicadas na seguinte ordem:
No dia 17 de agosto : Recife, Olinda, Igua-
rass Golanna. <\ibo e Rio-formoso.
No dia 18 : Nazareth Pao do Alho, S. An-
to, o Llmoeiro.
No dia 1!) : Sei nhem.
No dia 22 ; bonito.
No dia 25 : Simbres.
No da 26 : -- Brejo e Garanhuns.
Lo dia 2 deputado sem duvida' que lia Huta grande sofre-
' guidilo em saiisjazer a curiosidad! dos seus leitores:
a cerca do que anda nos cabe perguntar, por
que n.io obii ve o jornal do Sr. Urbano essa lis-
ta. Nao tinha elle correligionarios seus uesse
collegio.1 i'ipie fizerto riles que no enviaran
urna lista aos seus collcgas .' I'.n. que pudo fun-
dar o Sr. I rbano a nossa solreguido .' .Iuli;a-
nos por Si? Poit julga-nos mal: o incentivo que
0 IllOve, e causa de juuilas de snas aci oes nao
tem influencia nenhiima sobre mis. lie mais se
essa sofreguldao exlstlsse poderiaiuos, sem
COtn ludo servir-nos das listas de vapor, publi-
oal-as eom alguma a'utecipaco.
Outro argumento do Sr. I rbano .' que mis
nao mis serviriamns do ontraa listas, tendo as
(pie exisii.io em mo do f.x Sr. presidente da
provincia: isto verdade; mas era preciso sa-
berse S. Exc. tinha esta lisia de Iguarass, o
c o que nos neganios: unin dous diasantes
de blennos a de qne nos servimos, recusamosa
ipie noslnosiioii S. Rxc. por ter ella siiiente os
prinieiros volados. Mas islo noprova.quo lizesv
sernos a apuraco a vista das autheuticas, como
quer o 8r. Urbano; ea raso (', porque fazcu-
(lo-se a apuraco antes da (llegada das aulhen-
tieas eom as listas particulares, (pie senqire se
oblem priiueiro, nao nos queramos dar ao tra-
balho de estar reformando iodos os dias, o que
j eslava felto, reservando a correceto para
(piando competentemente so fizesse a apuraco.
Mas o Sr. Crbanodepois de luifo islo, diz eom a
suacostumada ulnia, a respeito da nossa decla-
raco: E (pie me importa essa declaraco? E
(piando foi ella feita? Jftiifo depois de ser publi-
cada a rnlaeao de lyuarassu'. Ah! o Sr. depu-
tado nao so importa eom a nossa declaraco !
tem! e so nos Ihe mostrarmos, que trucou de
falso, (piando disso.com ainesina sem cerinio-
nia, coin que se pode rio tratar as pfovas do son
celebre mappa, e mais a da carta doSr. Manuel
Silvestre, que a nossa declaraco foi feita mili-
to depois de ser publicada a votaeo de Iguaras-
sn .' Pois saiba, que trucou: saiha que essa de-
claraco foi feita no Diario de !! d agosto por
oceasio de publicariuos as primetras listas, e
repetida no de i de setembro quando pela se-
gunda vez publicamos lisias de outros collegios.
Ora,se sao eslasas coincidencias e circuinslan-
ciasqiie o Sr. deputado obtevedas apuraecs do
Diarto dePernambuco, e se ellas sao a prova mais
robusta o mais convincente da falsificactoda
autbentica de Iguarass temos todo o dircilo
de crer, que a tal falsilieaco foi mais mu so-
lido do Sr. deputado que nos seus sonhos nao
c na verdade nada escrupuloso cm atacar a hon-
ki alucia.
De eaiiiiiilio diremos anda duas palavras
respeito de nina asserco do Sr. Urbano nesse
metm discurso. Diz elle: que o sen discurso
proferido na sesso de sabbado sabio Impresso
todo mutilado todo desfigurado. Nos dire-
mos rpie nisso nao intervienios. Anda nao ti-
vemos tempo de combinar esse discurso publi-
cado no jornal do Sr. Urbano, e por isso nao sa-
bemos so elle est ah retocado ; mas a vista
das mnimas alteraroes que o Sr. deputado fez
no discurso, de que tratamos e cujos aiilho-
grafos estivero em seu poder, o Sr. Urbano
fczconi o tachigrapho o que quasi todos os au-
tores fazem coin a imprciisa : os defeitos sem-
pre cabeni esta; erratas nunca forao de auto-
res. Entretanto seo Sr. deputado houvessc pe-
dido osen discurso competentemente, e atada
pela maneira por que tratara as seus meirinhos, ter-
Ihe-ia sido elle enviado para o corrigil eunio
sueeodeo coin este e como tem sneceddo coin
outro Sr. deputado da opposieao ; porque nos-
so dever ser imparcal e milito mais nestes
negocios anda inesmo prescindindo da eivi-
lidade, eom que temdireitoa ser tratado todo o
homein que trata coin ella aos outros.
barricas que so est retalbando por
I2.-.' reiso d-'po/ilo o do 2,600 barricas,
liiiho \ endeo-se a 23/500 reis o quin-
tal do de patento,
si rra .hogi'o tro/ carrcgamcntos do
Rio-grande, coni os quaes augmentou o
deposito a 27,000arrobas o os piceos
baixaro eom estas entradas tendo-se
vendido a -_!.f(*(U1 reis a arroba da do Kio-
grande, e de 1^900 a 2/100 reis a (U- Zie-
II I .-A\ res.
de v loca salgad i \ endeo-se de 20/a 26/
reis o barril.
Cerveja -- dem de4/a 44200 reis a dutla.
Espingardas -- dem a 4*200 reis as Inzarinas
Hrrva-doce dem u6$'2ttUa arroba.
Parinha de trigo Sem alteraeo.
Oleo de linh.n ai a \ eudoo-so a 'i-i reis o galo.
Papel -- II. ni i .'. reis o alin.H (i azul I.' qu.tilda-
do i- 2..(lili i eis o de SCgUlldn.
P irnaibas dem 620 reis.
\ inbos Existem por vender porto de 500 pipas
viuda, do Lisboa nos ltimos in.vios.
I'rolos Ha falla de navio-, ; exisliuilo no porto
apenas 35 vasos sendo 15 braslleiros ,
I dinaiii.inpio/ I francs 2 despa-
lillos. 6ii|lezcs, 5portugueses, i sar-
dos, o I sueco.
Heclaraccs.
O patacho S.-Jotf-vencedor recebe a mala para
i llalli a, no dia 28 do coi rente.
Pela administra! o dainesa do consulado se
faz saber, (po no dia 26 do oorrente niez se ho
do arrematar .i porta da incama administracto
.'(1 (lecas de lila do seda aveludaila no valor de
aIIIIOO ris cada peca ; 29 aventaos, sondo 2(1 do
seda, 2 de gorguro do soda, o I de vellido no
valor de 34000 rls (ida um ; 12 eaixas do prata
domada, fuadas de tartaruga para rap no va-
lor de 9/900 ris cada una; urna guarnieto de
(raueeliiu do seda para vestido de senboia no
valor de KillllO ris : tudo aprehendido sein
despacho pelo guarda Francisco Jote de Veras,
a I. H. A. Cuitad: leudo a arrematarn livre de
despe/as ao arrematante. Mesa do consulado
de Pernambuco 21 de marco de IS1. Pelo ad-
miiiisirador. Francisco de Paula Lopes Reis.
tgtfgggmgmggm/gmmmffgg/m/m
Avisos diversos.
A ordem do dia para a sesso de boje da as-
seinbli'a legislativa provincial ; continuaro da
de 23, 2.* dseussfio da lei do orea ment, e 1.a do
projecton." 18 COMMERCiO.
lfande^a.
Mannel Pedro Mai.i. subdito l'nrliiguez, 11'-
tira-si- pata Portugal a Halar dos seus negocios.
Obllheteda piiineira parlo da segunda
lotera da IgreJade. S. do Livramento n. 1247
portento aos snrs. Jos Dominguei Castro S(
Conipunhia, do .Maranhao.
o Baeharel Looranco Jos de l'igueircdo
morador no cngenlio S Paulo, da frpguezja dos
Adogados, embarca para o !tio-dc-janeiro o seu
uscravocrioulo de nomo Miguel.
O abaixo assignado previne ao Sr. thesou-
reiro da lotera de N. Sva. do Livramento para
que nao pague (caso sai.i primeado^ o bilheto 11.
442, por se teraesencaminbado, emcujobilhete
sao inleressados os Sis., Antonio Joaqnilll de
Miranda, c 1). llernardina Marn da Conceiy^O,
issiin como quem o tiver adiado, baja de, resti-
tuir as Cinco-puntas, venda 11. 82 que ser gra-
tificado. Joo do Hcqo Lima.
LOTERA OF. NOSSA SEN HORA DO
LIVRAMENTO.
Ainanha 27 do eorronie ando infallivel-
nicnle as rodas dcsta lotera, o resto dos bilhc-
tes acho-se a venda nos lugares j anunuucia-
dos.
GKAftDi: 4. U I SU V
PTICA.
exposta na ra do Oueiinado a. 9 ein quatro sa-
las do primeiro e segundo andar ; est presen-
temente em todos os das das 11 at as 2 horas
ila tarde, o desde a noitinha por tres horas con-
secutivas :
A PRIMEIRA EXPOSICAO
constando das vistas seguintes .
.Vo genero de neorama.
1., os subterrneos de S. Dinlz, cerca de Pa-
riz, onde se encontrarn os sepulchros dos reis
de Franca, representados 110 estado em que se
aehro antes da primeira revoluco.2., o
monumento do principe Polaco .los Poniatows-
ki, na cidade de I.eipsck. (Ao luar). 3.", o te-
pulchro da Virgcni Alaria no valle de losaphat,
cerca de .lerusaleiu ; pintado pelo Sr. Menozzi,
primeiro pintor do theatro imperial de Mlo.
Ao genero deeosmoratna.
4., Alhenas, coin os restos de suas passadas
grandezas, como existe actii.ilm<'i>te. 5.", a
prara do Poplo ein Roina, nos ltimos das de
entrado. .", lado de Tbuui na Snissa, no can-
to de Berne. 7., a praca de armas de Milto,
eom nina erolucio militar executada pelas tro-
pas austracas.
Esta exposiro concluir na segunda feira, 1.
Rendimento do dia 23........5:818^648 "'"il Cada semana as vistas serio mudadas
eom nutras novas.
Necessita-sc de um cozinheiro, forro ou es-
clavo, por aluguel, para prestar seus tendeos
ein un cngcnbo prrto dcsta praca ; a quem con-
vier entenda-sc eom Jos Joaquiui de Lima, no
Forte-do-Mattos.
Descarrego lioje 26.
Brigue ingles Wettnumhautsai bacalho.
Calera ssEmffes diversos gneros.
brigue Portugus -= ConccieOo-de-ilaria = di-
versos gneros.


A
das 9 horas da
O I n secretario avisa nos Senhores socios, que
l,e ': is6' horashasesso extraordinaria da
sooiodade e roga aos Senhores socios emgeral
, ^ comparecer a mencionadas horas.
__ lanoel Joaquim Gomes compron por con-
,, eord indoSr. lutonio Joaquim Gaspar (do
ueatv] dous meios bilhetesde numero; 3154
i;..:m'.V'--S-i1.i lotera de Y Scnhorado Livra-
llll'l I (o. ,
m rapas Brasiletro oqual oscrevc be:n,
tcndo bastante prallca do escrever copias de
sentenca, cortldos, o todo o papel judicial se
olferece a qualquer advogado, OU escrivao para
o dito flm, prometiendo muita actividad c
lser por menos, quo outro qualqucr, assim
como escrever em sua casa; quem pretender,
annuncie.
__ Pordeo-seum meio bilhete da primara
parte da segunda loteria de N. S. do Ligamen-
to, den. 1902, porIso roga-w ao sor. the-
lourelrodomesma lotera o nao pague senao
aosassigna los no mesmo buhte que sao An-
tonio Narciso Ferreira e Jos Mara da Rocha ;
etambem roga-se a quemotlver echado, de o
entregar na ruada Cadef do Reeife, ioja de
ferragens n. 56, que ser gratilicado.
No dia 20 do corrento appareceo no enge-
nhoS. Malheus um AITrcano que dia seros-
cravode uma senhora branca de nome Maria .
que mora na ra do Trapiche, no Reclfo; que.n
fot- seu dono dirija-se ao largo do Canto ,
venda n. i. queso informar.
Precisa-sc alugar duas canoas que pe-
guero em mil tijolos ; que.n tlver annuncie.
_ Contioa-se a tirar folbas corridas <
pessaportes para dentro e lora do imperio,
por preco eommodo, e com bastante brevidade ;
na ra do Rango! n. 3.
Ouem annunoiou querer comprar a vida
de t> Joao de Castro, e arithmetica do Lacroi ,
dirija-se a ra do Sol n. 23, por cima do arma*
sem de capim.
__ Precisa-so comprar porcSo do laa de fle-
(-[i.i decana ; quem ti ver annuncie, ou dirija-
ye n Rua-nova n. S, Ioja de seleiro delronto d<-
oitio do Sacramento.
Rosa Maria da Conceicao, senhora do en-
genhoS. Paulo da fregueiia do A (Togados em-
barca para oHio-de-Janeiro a sua oscrava Isa-
bel do gento do Angola.
Precisa-se do uma ama quo tenlia mui-
to e bom loite e que nio tenha filhos ; assim
como compra-se uma prelade meia idade, qne
saiba cosinhar; na ra da Cadeia do Reclle n.
17, primoiro andar.
Na porla dolllm. Snr. Dr. luil de Direito
da 1.a vara docivei dosla cidade, nao de ser ar-
rematados em hasta publica no dia 26 do cr-
renle os dous ferros e resto* de correles, per-
tonecntes a Barca Nacional Admastor. salvados
no porto do Assu, chegados a esta cidade no dia
17 de Feverelro p. p. no Patacho Nacional
I.aur entina Brtmkira, cujos objectos vao ser ar-
rematados a requerimento do Conslgnotario da
referida Barca, Jos Francisco d'A/evedo Lis-
boa, rtn beneficio, < porconta e risco do quem
pertencer, o estes objectos se achilo depositados
no trapise do Arsenal de Marlnha desta cidade
Ariaud subdito Franco, relira-so par-
Ara da provincia.
Furtarao da Ioja de fazendas n. 2 da ra
do Livramento uma caita dourada. de prata,
e desconfla-se de um matulo que andar com-
prando 2 varas de cambraia de bom-lom ; ro-
ga-se a quem lor offerecida, queira loma-la, c
eutrega-la au dono da dita Ioja.
Diogo de Veiga Moraes, subdito Hes-
panhol rutira-se desta provincia.
Unir-si' au Snr. ';je Resta praca lor cor-
responderfte dos Mendos Guimaraes do Cear,
annuncie a sua morada, para se Iratar do um ne-
gocio importante.
Preciza-so de um criado estrangeiro de 10
a 14 anuos para casa de hornera Boltelro: em
Olinda, ra de S. lenlo, segundo sobrado do-
pois do S. l'edro velho.
Alluga-se um ptimo escravo padeiro: na
ra das Trincheiras, n. 46, primeiro andar.
Precita-se doofficiaes de charuteiro: na
ru da Santa Cruz, n. 61.
F. Aug. Eietl retira-sc para a Europa.
O Snr. Jos Teles de Brito Macedo, dirja-
se a ra Nota, n. 55, a negocio de seu interesse.
Emilio Bidoulac relira-separa a Europa.
Aiuga-se um sitio entre as duas estradas
de olinda com grande casa de sobrado, estriba-
ra, arvorcdis, (radas, e grande terreno para
tudo : na portara de S. Francisco.
Quem perchar diariamente de 2 canoas
grandes d'aiea para atierro, ou para obras, e
mesmo para conduzir qualquer carga ; procure
na ra ostreita do Rotarlo, n. 10, terceiro an-
dar ; ou na botica no Snr. Prannos em a dita
casa.
__ Aluga-se a Ioja do sobrado onde esleve a
fabrica defarinha de trigo, no aterro da Boa-
vista ; na ra do Aragao, tenda de marcinciro,
n. 29.
Manuel do llego, Portuguez, retirase pa-
ra a provincia da Bahia a tratar de seu nego-
cio-
Preciza-se alugar, para comprar-s. depois
de agradar, urna prela que saiba coslnhar, la-
var, eengommar; e um negro quo entenda de
plantaces e tratamento de cavallo.: na ra da
Cruz, n. 7, primeiro andar,
manhaa al as 4 da tarde.
__Ossnrs. vigario Joao Manoel da Costa n-
nheiro, Manuel Gomes Chaves, Guedes Mello
queirao mandar receber urnas carias vindas do
Araeaty, na ra da Cadeia do Reeife Ioja do
fazendas n. 37. ,
Quemannunciou no Diario de 22 do cor-
rente, querer entinar primeiras lettras tora des-
ta praca dirija-se a pracinha do Livramento
n. 46. das 8 horas da manhaa as 10 e das 4
as 6 da tarde.
O snr. J. G. S. queira ir pagar na Rua-
nnva n. 23, 25# rs. resto da compra do um ca-
vallo quecomprou desde 1841 quando nao
passar pelo desgosto do vero seu nomo publi-
cado por extenso.
Pede-so ao snr. Q. J. o favor de ir pagar
dous pares do meias de seda, que comprou a
porto de um anno do contrario ver o seu no-
me publicado por extenco.
A abaixo assignada viuva do fallecido
Basilio Rodrigues Seixas deulara aos credores de
seu casal, que vai proceder a inventario de seus
bens, para cujo fim roga aos mesinos queirao
comparecer com suas contas, e lettras na ra
da Gloria n. 94, a din do serem conferidas pela
annunciante. Joanna Baptista Neves Seixas
Um Portugus casado se propoa ensinar
primeiras lettras, o a sua senhora igualmente
o propoe a ensinar a coser, marcar b rdar, o
hzer lavarinto ; quem do seu presumo so qui-
/.cr utilssar, annnncio por osta (olha sendo
para fra da praca, ou dirija-se ao Attcrro-da-
Boa-vlsta, venda n. 54
O snr. Joao Salgado do Castro Artiiolis
naja de nestes 3 dias apparecer as Cinco-pon-
tas, venda o. 4, para negocio de seu interesse.
Precisa-so mandar fazer urnas camisas
bem eitas, o com brevidade ; na Praca-da-in-
dependencia, Ioja n. 3.
Furia ro no dia 11 docorrente da mo de
um moleque no Alterro-dos-AlTogados, por ol-
la de 8 horas da nouto urna boceta com os
objectos seguidles : um veo de linhocom fran-
ja de retro/, azulada com duas belotas as pon-
tas um vestido branc. de lavarinto com bico
por baixo, um dito de sarja preta, um lenco de
seda brancocom barra amarclla, e flores azuos,
urna par de lavas do seda preta um pardo
meias de seda preta um dito branco um par
um, dous anneles sendo um esmaltado com
um diamante, o o outro com as lettras C. M. B. ;
a quem (oiem oflVrecidos taes objectos, queira
timare levar na Rua-direila, fabrica de chapeos
n. 11 4. que ser generosamente recompensado.
Precisa-sede um bom reslilador para um
engenho perto desla cidade o que d fiador a
sua conducta ; na ra estreita do Rozario n.
31, terceiro andar.
Hoje 26 do crrente ser a ultima pra-
ca para ser arrematada por venda o silio, que
fura do fallecido Jos Francisco Xavier Lima,
em Apipucos, o qual sitio tendo, sido annun-
cado para a praca do dia lo nao so pode ef-
feituar ; os prelendcnles dirijo-se a porta do
snr. doutor juizdo civel da pruneira vara, no
pateo do Paraso, pelas 4 horas da tarde.
Aluga-se urna Ioja junto ao arco de S. An-
tonio, por preco eommodo; na ra das Cinco-
pontas, sobrado n. 158.
Do segundo andar do sobrado da ra do
ColteglO lado do Ierra em frente do es-pala-
cio do governo cabio na ra as 4 horas da
tarde d i 22 do correnle, um alfinele de peito ,
de feitio ovado, com una bonita esmeralda no
meio, circulado de 12 brilhantcs com falla de
um delles, os brilhanles ca esmeralda sem som-
bra pordelraz, sendo o p do dito alfineto bas-
tante grosso ; cahio do peito de uma menina ,
e necessariamente alguem o apanhou, pois Jan-
do-se logo pela falta e sendo procurado na o
se achou ; portence ao coronel Francisco Jos
Martina que generosamente gratificar a quem
o restituir e o mesmo coronel previne ao snrs.
uuriva, e a qualquer pessoa a quem for offe-
recido por venda ou empenho queira apre-
liendel-o e dar-lhe pa.le: o que muito elle
agradecer
Aluga-se o segundo andar do sobrado no-
vo na travessa do Dique n. 9 ; os prclendentes
entendao-S0 com o seu proprietario Antonio
Joaquim de Sou/a Ribeiro na ra da Cadeia -
velha n. 18.
Compro-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
20 annos agradando pagao-so bem ; na ra
da Cadeia do S. Antonio, sobrado de uma an-
dar de varandadepo n. 20.
Vendas
Compras
srzCompra-se effectivamente neta Typogfa-
pliia toda a quadade de pannos cortados ou
vclhos de linho e aigodo toja a especie
de fibra linheza algoiiao, de refugo em ra
ma papel epapelo velho.
Compra-se pretos mocos possantes para
todo o servico de engenho; e um pardo moco,
de bonita figura, com officio desapateiro, e sem
vicios ; na ruada Trompe n. 7, ou na ra dos
Quartcls, vendado Domingo Garca Paramio.
Compro-se portadas de pedra do Lisboa,
e mesmo da trra: pnretode ''joles de s!?sS2
i ria travos de 30 at 50 palmos de comprimen-
lo e um torno de grossura ; assim como toda
a qualidadede madeira ; a tratar com Manoel
! Antonio da Silva Molta ; na ra do Apollo n. 32
Comprao-so eTeclivamente para fora da
provincifli mualas, negras, e maloquea do 1*.
a 20 annos: na Rua-nova, Ioja do ferragens
jo. 16
Vendem-se ricos chales, o manas do seda,
cortes de vestidos do setim de diversos padrees
com flores do seda, luvas de seda compridas e
curtos, meias de dita, sapatos do marroquim o
courode lustro para senhora borzeguins jas-
peados de couro de lustro para homem o senho-
ra, pannos finos do todas as cores, casa ras, ja-
quotas, e collelcs, sarja hespanhola muito lar-
ga, merino pretoenfeslado lencos pretos o d)
cotes para grvalas, mantas de setim para di-
tas, matizadas, cortos de lanzinha. ditos de chi-
ta muito finos, brins, e laes para calcas sarja
preta de la, Le-Roy, opodeldoc, e perlumarias
de todas as qualidades, e por preco muito eom-
modo; assim como uma porco do trinchetes a
320 rs. a duzia; na Rua-nova n. 29, Ioja de Dio-
go Jos da Costa.
Vndese um moleque de 9 a 10 annos,
muito esperto, e proprio para se mandar ensi-
nar qualquer officio, por proco eommodo; no
pateo da S. Cruz, Ioja de l'unileiro.
-- Vendem-se charutos de Regala, de supe-
rior quadade; assim como uma rede de Mara-
nhao, muito bem feita; na ra da Cruz n. 37.
Vende-so por precisan, e para o mallo
uma escrava de nacao, do 24 annos, ou troca-so
por outra mais pequea, boa ensaboadeira o
quitandeira ; no pateo do Carino n. 24.
Vendom-so b >rzeguins gaspeados e de pona
para homem, senhora e meninos, botins e meios
ditos de bezerro frincez o de Lisboa, sapatos do
lustro para homem senhora, e meninas, ditos
de marroquim pretos c decores, ditos inglozes,
ditos do uma sola, chiquitos para meninos, e
mais calcado por preco eommodo ; no Atlerro-
da-lioa-vista n. 24.
Vendem-so 7 escravos, sondo dous cano-
eiros, de 25 annos; uma negra robusta, bonita
figura, de 24 annos uma parda do 19 annos ,
engommadeira, o cosinheira; um mulalinho de
10 annos, e outro de 12. de bonitas figuras, um
moleque de nacao, de 16 annos, cozinhoiro; na
ra da Cruz n. 51.
Hebiardcom bolequim francez, na Rua-
nova n. 67, tem a honra do participar ao ros-
peitavel publico que recebeo de Franca, pelo
ultimo navio um sortimento de vinho do Bor-
deaux, dito de S Cristol, dito do L'amglado e
do S. Goorge, tanto em barricas como em cana-
das o engarrafado, azeite doce de primeira
quadade, frutas da Europa, com calda sala-
me da Provencs, de primeira quadade, rolhas
finas de cortica, licores do todas as qualidades,
absinth, Krcliwasser, o mesmo assovera ao
respeitavel publico que podo vender os ditos
artigos por preco muito eommodo pois que
elle recebe directamente do Franca.
Vondo-so um lamoso escravo de 20 annos,
oflicial de carpira 4 moleques pecas de 14 a
18 annos ; 6 escravos para todo o servico; dous
mulatinhos de 10a 13 annos, duas pardas para
todo o servico ; duas escravas por preco com- [
modo, lavao, v engommao ; na Praca-da-B la-
vista n. 79.
Vendem-se 4 escravos pecas, de 20 annos,
ptimos para todo o trabalho do campo o da
prava; 2 ditos de 18 annos, bons ollciacs do
sapateiro; um moleque do 14 annos; 3escravjs,
que engommao, cosinhao, e lavao; duas ditas
quitandeira!-; uma dita de meia idade por 240#
rs. boa lavadeira de sabao e varrella, para bo-
tar sentido a um sitio, e trabalhar nelle por es-
tar a isto acnstumada ; na ra larga do Ro/.a-
rio, sobrado n, 4s.
Vcnde-se o ptimo sabao preto e ama-
relio labricado no paiz, melhor quo nenhum
do vindo de fura, pelo proco do costume do 110
rs. a libra ; na Bua-imperial n. 116.
Vendo-so um sobrado do um andar eso-
to, a pouco accabado, na ra do Fogo n. 17;
o tratar na ra do Rozario, n. 10, terceiro an-
dar.
Vendem-se sapatos de duraquo preto e do
cores forrados do pelica, ditos de marroquim e
cordovao, e botins o sapatos de couro de lustro
para homem, ludo feito em Lisboa, e de supe-
rior quadade : na ra da Cadeia do Reeife, n.
15, Ioja do Bourgard.
Vendem-se 4 moradas de casa terreas si-
tas na povoacao de Taquaritinga comarca do
Limoeiro, uma das ditas com casa de vivenda ,
com bastantes commodos para familia, caiada e
ladi illiada, com rotula, quintal murado, estri-
bara, algumas arvores de fruto: uma engenho-
ca do fazer rapaduia.com meia legua de Ierra,
boas vaneas, e aguas, capaz para plantar todo
e qualquer legume; urna fasenda do gado dis-
tanto da povoacao legua o meia, com gado vac-
cum, e cavallar, trra propria para plantar al-
godao, o todo legume do caroco ; os pretenden-
tesldirijo-se a povoacao de Taquaritinga que
acharo com quem tratar.
Vende-so uma negrlohe do 12 annos, ro-
colhida, coso, e tem principios de lavarinto ; 2
escravos de nacao, mocos, de bonitas figuras,
um bom carreiro; duas escravas mocas, com
algumas habilidades ; na Rua-direita n. 3.
Vendem-se saccas com muito bom milito
e com alqueiro e meio da medida velha, por
preco cmodo : na ra da Praia do S. Rita, n.
37, ou na ra do Rangol venda do Snr. Luiz
Jos Marques; adverte-se que so vendo o milho
comasacca, ouscm ella.
__ Vende-so Sarja preta hespanhola superfi-
na los pretos linos para senhora o menina, di-
tos' brancos finos para senhora, lencos do setim
superfinos para grvala, luvas de pelica a 1^000
o 1^280 rs. o par, meias de seda brancas e pre-
tas para homem e senhora : na Ioja de Manuel
Jos Goncalves Braga, junto ao arco de S. An-
tonio, n. 2.
Vende-so o resto dos bilhetcs, e meios da
Loteria ao Livramento, que corre a 24 do cr-
renlo mez, por conta da mesma Loteria, so-
mente no Reeife, casa de cambio do Vieira na
ra da Cadeia, n. 24 ; adverlc-se que se troci
pelos picmiados da de Guad'Lupe, dando-seo
restante dos meios que sao 500 is. em bom co-
bre, que hoje he pexinxa : a elles, a elles pois.
tem havido grande extraciio esta semana
__Vende-se um qnarto por preco eommodo:
na ra de S. Amaro no mundo novo, n. 6.
Vendem-se um armario para tomar banho:
na ra da Cruz, n. 35, em cosa do Lo Bretn
Schramm & C.
No Reeife, ru da Cruz, n. 23, vende-se
um mulato de 15 annos de idade, o qual tem es-
tado aprendendo o officio de sapateiro, ao com-
prador se dir o motivo da venda.
Vendem-so os passaros seguintes, todos
bons cantadores; uma saba da malta, urna
dita capoeira, tro/ bicudos, dous caados do
imperio, um casal de rolas de Ilamburgo, o
urna dita solleir.i : na ra de llortas. n. 130.
Vendem se lieos os de seda pretos ede
linho muito grandes o ricos padroes pelo dimi-
nuto preco de 10$ rs. ditos grandes de linho a
6$ rs. : na ra do Cabug Ioja nova de fazen-
das inglezas e francozas, n. 4 e 6, de Pereira
Guedes.
__Vendem-se por preco muito eommodo to-
dos os pertencea deum armatcm do carne secca
na ra da Praia, o qual em bom lugar, tens
commodos para familia pequea, c se alluga-
por um proco muito em conta : na r.a da Praia
n. 39.
Vendem-so os objectos seguintes, perten-
centes ao trafico de azeite de carrapato, 4 meias
pipas com seus cavalletos, uma bandeja do ma-
deira, e2 (landres com suas competentes medi-
das : na ra d'ortas, n. 130.
Vende-se uma parda do boa figura, de
18 annos coso, engoiiima, lava bom, o co-
sinha ; na ra da Cadeia de S. Antonio n. 25.
Vende-se sebo em rama e cola de supc-
riorquadade; a bordo do briguo l'aquele-dt-
l'ernambuco fundeado defronte da escadinha
do palacio.
Escravos fgidos
Fugio na nouto de 22 do corrento do bor-
do briguo Encantador o escravo iiiarinlieiro, de
nome Luiz. crioulo do Angola representa 18 a
20 annos, bem feito, magro apontando-lho bu-
co do barba faltando-llo a unha no dedo pol-
legardc um p trabalhou aqu a annos pelo
ofllcio de allaiate, c tnorou inultos .annos em
'>nda, foi comprado a Rufino Luiz Ilenriques,
para onde natural se tenha refugiado; roga-sc
aoscapitaes do campo, ou qualquer pessoa ,
cpie o apprehcnda o leve a ra da Cadeia do
Reeife, em casadoAmorim Irinao n. 45, que
sor gratificado.
No da 17 d icorrento fugio, ou furtrao
o preto Pedro, alto, be.n preto de 32 annos ,
do gentio de Angola levo uma (crida em um
dos ps, que Ihe comeo quasi todo um dedo ,
temo tirio de so ombreagar; quem o pegar,
leve a Tiloma/, da Silva Gusmo na Piaea-da-
Boa-vista que ser gratificada.
No dia i do correte dcwapparccuo urn
moleque de nome Vicente crioulo, de 10 an-
nos ; levou caifas o camisa nova de chita
de Bsenlo branco o palmas rousas chapeo
de pallia parece tersapiranga nos olho ; esto
moleque foi mandado a ru i do Rozario oofll um
escripto do Tlieouora Felicia da Silva a uma se-
nhora Laurianna ; quem o pegar leve a ra da
da Madre de Dos n. 7, que Sur recompensado.
Fugio no dia de ntiudo 20, de fevereiro
do correnle anno um escravo pardo, de nomo
Emidio ao 25 annos pouco mais ou menos,
alto, e bem grosso do corpo bastante espada-
do com pouca barba e pequeas suissas ,
olhos pardos e um pouco fundos cabello
nao muito picha ira cor meia aleteada ps
bastantes grandes o chatos com signaos, quo
Dioslrao ter tido bichos !err fficio do serra-
dor de madeira natural de oianna onde
tem prenles e julga-so ter ido para estas par-
tes ou para a villa ao Pornbal onde foi es-
cravo do alferes Manoel Pedro de Souza Barbo-
sa ; e boje perteme ao abaixo assignado mo-
rador em Pcrnambuco na Rua-nova n. 20 ; o
quul recommeoda as autoridades policiaes ,
ou outra qualquer pessoa, quo do mesmo tenha
noticias o fuco conduzir o entregar ao abai-
xo assignado, quo geraO generosamente recom-
pensados. Vicente Alces Mafnado.

ERRATA.
Por engao sanio o nomo do snr. Herculano
Jos de Freitas no aviso publicado na ultima
columna o a terceira pagina do Diario n. 68 de
quinta eir 2i docorrente.
Rscif* tu Ttp. db M. F. bb Fabia, 18**
V


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYL3Z4TNF_ZY2CWI INGEST_TIME 2013-04-13T03:31:07Z PACKAGE AA00011611_05084
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES