Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05083


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Full Text

Anuo de 1t8M.
Sabbado 25
Birgirrffl"":
de liarlo
Anno XX. M. 70.
--: r-33BW I ::
O Diauio |'oblic-r l< dos o ibas que n.io forero sam licad-s : o ireco da -isignaiura
he de trea mil if por qunrel papos rdiantadiis 0| apnuocioadoi assignanica suo Daeridm
pr.ti e o di s que nan Uuem 6 rar.io de SU reis pOf linlia /'> rrelamai rea deiem ser din-
gidas esla ljp na i-a Crines n 4 ou i pra,a a lndeiirndeiina I ja de lirn an (i e S
PARTIDA DOS COR REOS TERRESTRES.
CoiANNi e Paraliyba segundas c seXKi feiras. hio brande i'u Norte, qu ntus feiras__
.abn. Serinliaeiu ili o l'ormoso, l'orio Cali, Maeev e AUgoas no 1 He '21
de cada mei Garanhuns e bonito a lile 21 de ca mu Boa-ista e florea a i'.i
e 2A dito. Culade da Victoria, quintas feiras Olinda iodos os das,
DAS da semana.
18 Ses s. Gabriel Aud. do J. de 1) da g. t.
i'J Tere: a + a Jote Efpoto d N Sra,
50 Ouarlas Marlinho Aud do J. del), da 3 t.
21 Quinta s. liento. Aud. do .1 de U da '2. t.
2'2 Set a. Kmvpdeo Aud. do J de l1. oa 2. t.
1i Sab. a Itlis M. aud do J.de.dal. .
2' Doro. Institu c"to do "-aeraniento
ITT f.*"rT.Vi'Jl'T nramIVfiirriL"lllil lilil I'"''"VllTIIWf'Wfr"
SA.< S / l:,!" ""'r pende de nl nwsnni; di nona prole cia, e-oderaeio- e eneris.: cr-n-
|(aOCv-'-p~'^--///// i' \' '*',}' '"""'"'"* ''aaxo l'rtnciuilimos e aeiemtu apunta los .....n admiradlo entre as nages mais
"%> eultas ProH-ma-io di Asierolila Geral do erail.)
I
.:'
/ Caniliioi aobie Londres '_5 a '.'b \.
f&Jfcm 1'*'i' ?0 fi* por f.an.-o
ijii'..' \yV / Lisboa 110 por UJ de premio
C IMI IOS NO Illa 52 UK sumo.
romiira
renda

"-ila de Cobre H por een.a e na.. la.
dem de lelras Je bou CraiM I a l[i
Our-Mocdade fi.J V. i7,'MO 17.5
N 18.900 1.73U
, .'e 1,1)0- 9,000 'J.UU
I'rata-r alardes .WJ0 .WQ
, I'esos i'olurnmnares ,7j ,a'
,. I)i:os nexicinoi 1,980 *;980
(i,.
heu; ..-..
I'llASr.S DA LA NO SIBZ DE MARGO.
a c'.ea a \ asC luirs e mi da Urda. i LuanOTl a 18 as o lloras eS7 nvn. da lard;
Mii'uanteail U H boras da manl,a.. [CrMcente a 27 as 2 h. e 41 m. da maali.ia.
'reamar de hoje.
I'ri.nera as S lioras SOiien.d. ma-.'u-, | -'e-unda as 3 lloras e 51 minuto da tarde
SaaMSJOEW ....... _____ -frr---n -n rmiWT|-W-TMT
PERNAM
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ffjci
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Com man rio das Armas.
Expediente do da (> o crtenle,
Oflicio. Ao Exm. presidenta?, prdj'ndo-lhc
providencias a cerca to erabaraco que se encoo-
tra nos pagamentos da tropa, eni rasno de rece-
nene da thesouraria notas de subdido valor, que
na circulaco se nao tnocavo por outras de me-
nor, sem grande diinculdade, ou coin rebate, do
que resultava,quando menos, demora dos paga-
mentos.
Dito. Ao inesnio Exm. Sr. enviando-lhe, pa-
ra seren prese ules-ao governo imperial, nm re-
queriraento do inajor graduado S. T. Castllo-
branco no qual pedia novamente, que se lite con-
tasse a su.i antiguidade do posto de capitao de
2i d'Abril de is;5? data da consulta do eon-
selho supremo militar, sobre aqualnaixoua re- |
siilin;;n) ile 12 de setembro to mesino anuo, e
un memorial, lembrantjo o despacho de mu ou-i
trorequermento l'eitc na provincia lo Mar-1
itlifto, supplicando eft'ectividade de major,em re-
iiiiin' rarao quella provincia.
Dito. Ao inspector da thesouraria, instando
pelo esclarecimento pedido em oBicio de 28 do
menproilmo pausado, sobre o abono la diaria dos
calcetasempregados no servieo da limpeza dos
estabelecimentos militares; queestavo por pa-
gar desde Janeiro ultimo.
Dito. Ao tenente-coronel do batalho de in-
l'anlaria de guardas naeionaes destacado, acen-
sando recebldOS os mappas, ri'laces, e inventa-
rios, exigidos na ordem addicional de 22 de de-
sembr do auno prximo passado, c dando-llie
varias detenninaces, para inteiro cuinprimen-
to da disposicao 4." da niesiua ordein.
Dito Ao chefe de polica, disendo-lhe, que se
expedir ordem para llie ser aprescntaclo o
sentenciado I. M. de S. Izabel, a 1*1111 de ser de
novo ferropeado, conforme exigir em seu olli-
cio Portara. Mandando excluir, coin guia de
passagein da coraponhla de cavallaria para o 2."
balalluiti d'arlilhariaa pi-, o soldado Felippe da
Silva l'i (Iroso.
Dita. lutosisando 110 batalho d'arlhilha-
ria o reccbiinento da praca cima mencio-
nada.
Dita Mandando reconhecer 2. cadete osol-
dado d'arthilhwta Jernimo Luis Ribeiro, que
em conselho d'averiguacfio provouestar as eir-
ciimstiiicias do (leen lode e proviso de2li de oulnino do inesmo anuo.
I
it'S
i'l*
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Continuaco da sessiiode 21 de marco de 1844.
O Sr. Francisco omingues Sr. presidente,
evaiiiei-ineMinenle para Tallara respetO da
iniputacao l'eita pelo nobre diputado, que se
assentado outro lado, quando disse que o Sr.
deptado Oliveira, e eu liaviaums tomado part'
na l'alsiiicaeSo da autlienliea de IguarasSU. An-
tes, porin, que l'alle a este respeito, direi que
voto a favor do parecer que se acha sobre a me-
sa. Na sesso de li. ou de 7 do corrente apresen-
tou-se una indicacao semelhante a esta,(pie ho-
je se discute: dous nobres membros da com-
missao l'oriio de voto que se cliamasse supplcnte
em Lugar do Sr. Maciel Monteiro, e nao em lu-
gar do .r. Nogueira Pa> appareceo tambem un
parecer em separado peloqual votei, islo que
bao se cliaintsse supplcnte nem para a falta do
Sr. Maciel Monteiro, nem paraadoSr. Noguei-
ra Paz, por ser contrario disposicao do artigo
9. do reaiutento: por tanto vou colicrentemen-
te votando a favor do parecer da conimissao, que
se discute'.
Disse o nobre deptado, a quem respondo,
que tres ineuibios desta casa liaviao tomado par-
te na falsificacao da autbentica de Iguarass.
Sr. presidente, niaravilliou-me bastante esta ac-
cusacaoinfundadacinsultuos.i. Ha l.")aitnos,(|ue o
nobre deptado me couhece; desde que se assen-
lou nestacasa, viveonamaior intiinidadcconimi-
f,'o;eruappello para el le,exijo esnio que declare,
se no decurso desse teiupoalgum (acto digno de
censura apresentou-se met respeito: dexejoque
0 nobre deptado entre inesnio na minha vida
privada, elle a conhece bemj o nobre deptado
nesti (asa a pesioa que esla m.iis habilitada
jit. f.iai-d.i iiiinii 1 Vida, j nao digo da vida
publica, mas mesinoda vida privada; exijo que
elle aprsente felos uirus, merecedores de cen-
sura. O nobre deptado naeoiuaica de Ooiauua
viven couunigo, analyse todo o procedimiento
que all tive. O nobre di pulido tein amigos na
1 imiaica do Liuioeiro, sabe mtti beni a mane ira
por que inepori.-t abi: l'ni tambera einpregado
nesta comarca, c o nobre deptado j a era; es-
t por tanto, alt'mdas intimas rrtaiues, que en-
tre noshavia, hubililadu para discoiicr sobre a
minha vida publica) e privada. No decurso de
laminoso nobre dcpulado nao achot uinfacto
que me descouceilunsse, boje c que veni decla-
rar nesta casa que eu soube, ou COttCOrii para a
l'iisilicacao da autbentica de Iguarass! Sr. pre-
sidente niaravilliou-me isto, por ver que esla ae-
cusaco infundada parta do nobre deptado.
Senlgum outro correligionario do nobre dep-
tado a li/.esse, eu nao me magoaria tanto; mas
nunca ousou o nobre deptado apresentar o
motor principal dessa falsiucacSo da autlienti-
ca (!(. Iguarass.
O Sr. l'rlano:A apraca feita na secre-
taria.
OSr. Francisco Dominniics:Se lo i feita na se-
cretaria como c que o livro eslava l para ser
falsilicado? Logo liouvc alguem em Iguarass
que fez essa lalsilicacao.
O Sr. Urbano:Queduvlda hanisto?
(/ Sr. Francisco Dojfinguee:Y. quem foi que
fez assa lalsilicacao?
O Sr. Urbano:Quem rubricou as fblhas do
livro foi o presidente da cmara.
OSr. Francisco Domiliguff.1". quem o presi-
dente da cmara'.'
OSr. Urbano:Ruscil! IV-nm tal Joilo Jos
Lopes do Kspirito-Sanlo.
OSr. Francisco Doininaacs;--T.ogo este Sr. l'ni o
motor ila lalsilicacao em Iguarass, c cu, e o
Sr. Oliveira lomos os d'aqui: logo o nobre de-
ptado lia de coin islocotivir que o Sr. Lopes c
hornera de umita influencia em Iguarass. O no-
bre deptado disse, que a acta eslava eni con-
formidad!-das mesillas sedulas; tainbeni disse,
que o livro, e as sedulas estavao em confoi tni-
dade da autbentica, que foi apurada na cmara
municipal.- por tanto lia de concordar conunigo
(|iie o Sr. T.opcs excrce tanto podero c influen-
cia em Iguarass, que tudo pode all fa/.cr. Sr.
presidente, nao c esta a priincira vez, que o 110-
bre deptado tem dito, que o resultado do col-
legio de Iguarasii nao foi o que aprsenla. I".u
eonlieci, como j disse, milito de perto ao nobre
deptado, nunca Ihe descobri a qualidade de ca-
lumniador; mas de corto tempo paraca tenho-
Ihe eonliecido isto.
OSr. Urbano;Assini como de corto lempo a
esta parte eu tenho eonliecido esla falla no Sr.
OSr. Francisco Dominguet:Pois apresenle-a.
Sr. presidente, se por ventura as expresscs do
nobre deptado l'ossein cajiazes de me con-
ceituar, eniao muito tempo en estarla acredi-
tado, porque nao foi una neto ditas vetea que o
nobre deptado faljou em beneficio incu; ines-
nio na asseiiiblca gcral levantnn a sua voz em
defeza minha, coiubal-'iido urna acensarn in-
fundada que all appareceo: boje, que o nobre
dcpulado acba-se segregado da poltica que se-
gua, descobre em mini todas estas fallas! .Sr.
presidente, inaravilboii-nie ver que o imbre de-
ptado !'osse quem apresentasse essa aecusaeo
contra mira; mas regosijo-ine que o nobre dc-
pulado falle em ineu desabono, tillando nnii-
tissinias vt-zes falln em pro da minha honra.
Nao entro mais na analyse das falsidatles aprc-
sentadaspelo uobrc'dipulado, porque todas el-
los s5o infundadas, t furau cumpletamente com-
batidas. Levantel-inc SOUieate para responder
accusiiao injusta e insulluosa, que o nobre
dcpulado fesme.
O Sr. Brrelo : Nao me levanto Sr. presi-
dente para tratar da materia em discussAo ;
quando ped a palavra foi nicamente para ex-
plicar-ine a cerca de un incidente que passou
na casa. Un nobre diputado, fallando a respei-
to doSr. Nogueira Paz, disse que e\\ linha rece-
bido carias desse Sr. as quaes elle dizia que
nao vinha asscnibh'a. Ora como isto nao
seja exacto foi para me explicar a cerca dcste
incidente que ped cnto a palavra. Direi o que
sci,e o que ha a este respeito. Eu tenho recebido
cartas de alguiuas pessoas.que me teem dito que
0 Sr. Nogueira Paz nao veni ; recebi inesnio
cartas do Sr. Nogueira Paz porin anteriores
mas de presente que recebesse carias do Sr.
Nogueira Paz e ein que elle me dissesse que
vem ou nao vein tomar assento nesta bfescmblca,
eu nao recebi. Repito, foi para fazer esta ex-
plicaco para nao julgar o Sr. Nogueira Paz,
quando visse isio as folhas publicas que eu
linha asseverado nina cousa que nao existia,
que ped a palavra para explicar-nie.--
OSr. Urbano:Sr. presideute bcmdigna
de commentarlos a marcha que tem tomado a
discnsso d'este objeeto. Na BCSSab de sexta
fcira apresentei cu mu requeriuiento, para que
fosse chamado un supplcnte em lugar do Sr.
Nogueira Paz ; e por essa occasiao como o sup-
plente era un d'aquellcs que linhao sido exclui-
dos em oonscqtfencia da falsificacao da acta de
un colleglo da provincia eu rcveiei o lacio de
haver-se platicado essa lalsilicacao. Sniores,
a OUVlr-SC e a observar-se o que nessa sesso se
passou ; a reflectir se sobre o silencio e sobre
a sin presa de que os nobles deputatlos da niaio-
1 ia parecrao ncar tomados com a denuncia que
lalvez nao csperasseni ])ensar-se-hia que os
nobres deputados se havi.io ioti mamen le con-
vencido do laclo denunciado ; mas o contrario
aconlecco. Nada se disSC a lini de desvanecer ,
essa denuncia havia occasionado, Os nobres
dcpulado* entenderao tal vez conveniente ,
tomar primeiro accordo sobre este objeeto.
'Om elleiio foi orequerhnento considerado in-
dieae.io e remettido :'t coimiiisso de constitui-
co e poderes.
0 Sr. Xabuco : Apoiado.
0 Sr. Urbano : Nunca se praticou islo aqu;
sim Sr. presidente, os nobres deputados per-
leneenles :i miitiria coiiccrlro o plano do
ataque reunirn tolas as suas fon as distri-
buiro entre si papis, e. na sessito de sabba-
do em que se linha de discutir esseparecer,
nos vimos a coragem com que elles nesta casa
se aprcsenlro para pulvirisar os poneos depu-
tados da opposigo que aqui teem assento Nos
vimos Sr. presidente que um deptado que
foi enearregado lo primeiro papel do papel
raais redicuTo c odioso de lanoar insultos e In-
vectivas sobre individuos que nao sito seiis ad-
versarios ( porque o botncm que tem partido ,
nao pode ter adversarios mas sim adversarios
do governo poique o noble diputado nio cura-
prio um desejo seu nao satisfez una voutatle
sua mas sumen le sigui as ordens pie Ihe lia-
viao sido COIIlUllincadas esse deptado digo ,
a cmara e o publico testeinuiilia da maneira
insultante,com que elle nos agredi. A cmara
Vio que o nobre deptitado aeliando lalv l ii a-
eas rasiies para conibalero ineu discurso en-
tendeo conveniente car regar com a minha pes-
soa para o lucio da discussao e coin ella OCCU-
par-se em quasi todo o sen discurso ; lancar-
me os mais all'rontosos insultos as injurias c
calumnias as mais ignominosas.
O.publico tambera observou, Sr. presidente,
que os nobres deputados da inaioria, seno to-
das ao menos una grande parte, acninp.inha-
vo senipre seu valente capito, cobrindo todo
o seu discurso de apoiados, cncorajando-o no
combate dos convicios, c das torpesas. Sim,
Sr. presidente, os deputados da opposicSo, ein
pequeo numero, nao pudendo responder s
aecusaedes, que Ihe haviao sido feitas nessa ses-
so, guardrao-se paraasessito seguinte, mas
que vimos mis'.' Na sessfio seguinte de 2.a fcira,
o Sr. presidente entendeo (pie a urgencia, ven-
cida na sesso antecedente, nao devia passar da
hora do expediente, do meio dia, l'.u oppUZ-
ine essa iute|llgencla to Sr. presidente, mos-
tr! que ella ia em opposicao com o regiment
da casa, c misino com a man lia que havia se-
guido o presidente na si sso passada, a menos
em opposicdo com o eons uso desta asseinbla,
que tulleron que na sesso de sabbado esse pa-
recer se diseutisse com ludo o Sr. presidente,
nao obstante a minha reclamaco, Insisti na
sua opinlao de perraittlr .a discnsso smente
at o meio dia. No sesso de hontem, Senho-
res, observou-sc mu outro Dicto extraordinario;
nao reunio-sc o numero legal de deputados, pa-
ra haver sesso ; entretanto nos vimos, que al-
guns Sis. deputados, que vicro ;i casa, que se
achavao lias anle-salas, retirro-se daqui ; que
alguns foro encontrados as ras passeaudo
sem se dignarem vil" asscmbll'a. badiutra,
Sr. presidente, que, tendo eu na sesso de 2." fci-
ra apn seniailo 11111 requerhnento de urgencia,
liouvcsse elle de cali ir, volando contra, um Sr.
deptado, que se linha mostrado to fervoroso
pela urgencia, que linha dito s>entre j ein dis-
cnsso o parecer; (' preciso que a assembla
provincial se salve quanlo antes dessa nodoa de
Ib gilimidadc ; c preciso salvar reputacdes il-
Iustres, que se acho coinpromettidas oeste ne-
gocio. Admira tambera, que um outro nobre
deptado, que lancoii-nos injurias, e afrontas,
volasse contra a urgencia, privando assiin os
----''" ,3Rfl
cipiou por l'tser bem 0 sen papel por tornar
aproyeil iveis os seus scrvicos, liuuinilo-se in-
parcial. elle disse cu nao son hornera de par-
tido son iinparcial, nao aborreco ninguein
pela poltica Oh se sois islo como vos
mostris em lodo o vosso discurso um parti-
dista furioso mas ceg que iodos aquelles
que teem francamente confessado que vivem li-
gados na provincia .i um partido !
Sim lodosos nobles deputados nos Iralro
Com a nioileiaeo devida eoill civilid.ide a cx-
cepcao desse nobre dcpulado c de mu outro,
que creio ser professor de lgica : elle senhor
presidente colirio-nos de insultos afrontosos ;
elle eiive:,enou as miniis nlenres (raloii-nie
em toda a discussao ein tom de mola e de esear-
neo ; e este, seuhores, o hornera sem partido,
o hoinem iuiparcial ?! Ahi tendes o carcter fiel
do hypoerita, que procura illudir o publico
occultando a sua hipocresa apoiados Mas fe-
lizmente nao foi- tao hbil que nao deixassc
manifestar asna hj poeresia todas as vistas,
anda as menos pi rspieases. Nao tem partido,
< iipareial, como sabio o nobre dcpulado elei-
to? Comoseoper.....ssegrandemlagre? o nobre
deptado disse, que esta va em sua easacogitandn
da sua vida; porque mlagre foi arraneailo del-
ta e enllocado nos bancos da asseniblia pro-
vincial? Todo; 111 sallemos, que o Sr. de-
putadofoi incluido na chapa do governo; edar-
se-ha caso que o Sr. baro da l'.oa-visla l'osse
arrancar o Sr. dcpulado de sita casa sii pnrquc
nao tem partido para O incluir na sua chapa ?
I." verdade, Seuhores isso nao c ncreditavcl ,
quantomais, Sr. presidente, quegeralmente
sabido, que o Sr. deptado clainava contra es-
se presidente ; que (piando o via passar pela
ponte da boa-vista dizia Eis-aqui quem est
dirlgindo us destino! da provincia um simples
capitn de artilharia -
com
com
O Sr. Bapttta 1 Nunca me importel
presidente algura de Pernambuco nem
este, nem com aquellc.
0 Sr. Urbano : Mas, Sr. presidente, o no-
bre deptado diz, que nao tem poltica, l'.u
nao posso coinprehender, Scnhores, como possa
um deptado desempenhar seus deveres, sem
seguir a poltica sem dar a menor attenefio a
poltica, o que entende ellf por poltica i" Se
emende por poltica a sciencia de governar ,
tomo pode prescindir della o hornera de esta-
do.' Nao sabe que a poltica que regula as
relames entre os governantes, egovernados?
One a poltica i quem cstabeleec e fxa os
mcos praticos de prehencher os lins da socieda-
de ? t orno pois, Senbores governara sociedade
sem poltica? Se porni elle entende por pol-
tica esse choque dos partidos, essa lucia, em que
sempre vivera por se disputarcn o poder, ainda
assiin eu direi,que um dcpulado uopode ser in-
difl'erente essa lucia. Seuhores, nao indillc-
icnie para o paiz, que governe este, ou aquellc
principio, estas, ou aquellas ideas nao t'- indille-
rente inesmo quegovernem,estes ou aquellesbo-
inciis; e s o nobre dcpulado em *ua consciencia
nao esta convencido, que seja indillcreiile para
o paiz, por exemplo, que governe o ministerio
de jumo, ou o ministerio de setembro; se mea-
ino entre as pessoaa, ninas teem a preferencia
sobre outras pelo sin saber, c rinesa de carc-
ter; como pode o nobre deptado ser indillercn-
te na lucia dos partidos K se acaso o nobre de-
ptado c indilli rente essa lucia, como, no (en-
tro da assembla provincial, vem eunodar-sc
nasquestdes mais odiosas que hoje apparccein
na provincia .' orno, Scnhores, sem ter una
poltica sua, procura desacreditar a opposicao
tratndoos seus incinbros de ininioraes, d'ain-
seus adversarlos de urna resposta prorapta. Mas, biliosos, de pellotiquelros, de esperialhoes po-
Seiihores, daqul se pode concluir, que o objec- Uticos Se acaso o nobre dejnilado nao se ce-
lo era urgente para SCZinOS insultados, inasno I don na lucia dos partidos por sua pronria iu
ou pelo menos, de diminuir as impresses que
era argente para darmos a resposta (apoiadoe).
Sr. presidente, em todos os semblantes dos no-
bres deputados se divisou a alegra ; como que
elles sii tinbo ein vistas fazer siiccuinbir por
nina vez os pomos deputados da opposicao, que
aqui existen : elles contavOi cora a victoria ;
e era verdade, Seuhor presidente alguns dos
nobres deputados, sal indo tiesta casa, foro
por estas mas cantando o hyinno da victoria at
o palacio do governo, onde, ein honra desta
victoria' presumida, um jantor esplendido se
deo aos coinbatentes ( ajmiados c nao apoiadas .
Mas, senhor presidente, quem eneoinnieiidoii o
scrino ao nobre diputado, enganou-se c en-
ganro-sc todos ; porque devio iembrar-se ,
que, posto que muito (Yaco seja, coin ludo, ten-
do tidooccaslo de bater-rae com os valcutes ge-
neracs do parlamento brasiletro, eu nSo me :;;-
laria (ios iiroieios de um recriila (avoiadot). Eu
portante senhor presidente, tratare! de salvar
a minha honra e reputarn tratare! de sal-
var a honra e repiitaeo do partido a que
pertenco e dar-ine-ha licencao nobre deputa-
do que eu faca algiunas observacoes sobre o
que i lie disse. N:io podrrci acompanhal-o na
ni.un ira, jior que me tratou, porque no discurso
do nobre dcputatlo urna sii palavra se neo cu-
contra que nao seja um insulto atroz contra
1111111, c inctis collegas.
Sknhoriuosideuk um norc dcpulado prin.-,
piracno, entao foi por insinuares "de alguem,
que domina o seu pensamento, c manda sobre a
sua vonladc.
Mas, Sr. presidente, o nobre depurado, com-
prehendendo bera que nao se pode conecb.-r um
dcpulado sem poltica, elle quiz crear-se una
poltico silo,.....apoltica quelbe toda espe-
cial; sim, elle disse: -cu sou deptado da hunia-
nidade: mas como recolhestes vo* os votos da
liuinaiiidade ? risadas) Eu, Sr. presidente, esla-
va at boje persuadido que quaquer de nos, s
liodiainos Kprescntai a provincia; mas appare-
ce um Si. dcpulado, que diz=nao, eu repre-
sento a humanidades (risadas prolongadas).
0 Sr. faptisla:A humanidad.- est no Sr.
d< pillado, em mira, 011 em outro quaquer.
O.Vr. Urbano:Islo um Individuo da huiud-
iiidadc (risadas geracs). Anda pergunto raais ao
Sr. depuiadn, ipiaesso os documentos, que po-
de ofl'ereccr ao inundo para se arrogar esse ti-
tulo de deptado da hiiinanidade ? Onde est es-
sa eapacdade elevada, saber vasto, virtudes e-
mlnentes; sen noine, seu prestigia estabelec-
do r So se o nobre deptado entende, que tem
um diploma legitimo em um jornal chamado
tilrclla, que aqu escreve; poique nesse jornal
apparecm alguns artigos sobre industria, e
iiielhorainentos de artes, copiados da Phalange
jornal publicado em Franca por nina soeiedado
ttc litlaralos, ou algmn artigo de casa, defcmlcu-


adversarios: serio estes os ttulos que tem oSr.
deputado para se inculcar representante da hu-
manidad.' Isto ser inuito orgulhoso; e este
orgulho chega a ponto de o faxercahlr no inaior
redlculo. Eu aconcelharia ao nobre diputado,
que deixasse essa gloria para os grandes genios
do inundo, paraaquelles que pelas suas qtfali-
dades eminentes sao capases de se chamar o
respeito e admraco di universo ; (jiiauto ao
Sr. deputado, eu entenda raals conveniente, que
lie se liiuil isse a deseinpcnliar o sen papel,
que e sn vir aquellc que o elegeo deputado.
nisse inais, que o beui da humanldade ln-
compativcl coma poltica,
OSr. Baptta:Vio disse isso.
OSr. Irlmnn:OSr. deputado disse, que a
poltico so era. e senipre era. em prrjuiso do po-
mi, e que s podia aproveilar aos cspcrtalhoes
polit)cos.
Els a linguageindos dspotas, o indiflerentts-
ino poltico; aquelles que pretendem sujehar o
povo tirannia c a doulrina que assoalho, e
assoalho tambein todos os seus agentes dei-
xalogoverno livre, Inteiramcnte livrcjia sua
acc*o, nao examinis os scns actos, nao sen-
sureis os seus desvarios, os seus desmandos
Eis-aquia linguagein, que em todos os despotas teeni seguido; e a linguagein que o
Sr. deputado qucr apregoar no scio da repre-
sVntacao provincial; mas que pode smente a-
proveilar aquelles que si' acbao no poder, -
quelles (pie pretendem substituir o sen arbitrio
illiiitado s insposicocs da le e do pacto fun-
damental lo estado; mas sera est doutrina con-
veniente ao publico, ao paz? Sao certamen te:
e como, Seiihorcs, em uin governo representa-
tivo se prega doutrina do hidillcrcutisnio po-
ltico 1 Se tal doutrina prcvalecesse. Sr. presi-
dente, destruido licava de fado todo 0 sjstcma
representativo. Nao ve o Sr. deputado, que na
nossa forma le governo, aonde a nacSo inter-
vrm cm todos os negocios por meio da eleicao,
indlspensavel que ella se oceupe dos negocios?
O Sr. Baplisla:Ah < que est o ponto do no-
bre deputado,
OSr. IV/iiimo:K* 0 tliema do Sr. deputado a
meu respeito; para elle son todo eleicao desde
a cabera al os pes; como elcicSo, bebo eleicao,
x Isto eleicao, durino eleicao (risadas ; o tbemn
do Sr. deputado; agorase o publico acreditar
isto v que eu n io si i. < lomo, dhsia eu, Sr. presi-
dente, em mu governo representativo, o pniz
tem mesmo obrigacao de se oceupar dos nego-
cios pblicos; elle tem precisao de examinar
quaes sao os principios que oais convem que
predoininem; tein de examinar a marcha de to-
da a admiuistracSo poltica; ver se va conforme
com o que determina a constituico, com os
principios cardeaes da sociedade civil: se va i
conforme com a felicidope, com a ordein, e com
todas as gara u lias sociaes. Orase estas sao as
li ises, que teem de dirigir opait na occasiao das
cleices, se acaso se olhar para todos os nego-
cios pblicos com indttereiifn, pergunto cu ao
Sr. deputado, sobre que liases lia (le o povo pro-
ceder urna eleicao ? Frca por conseguinte,
que elle se oceupe dos negodios pblicos, por
is>o que me oceupo delles; e se o Sr. diputado se
nao oceupa, nao sei. o Sr. diputado aprega a
doutrina do ndillen nImiio aqui, c pela m-
prensa; recolhe-se sua casa, e no inaior de
seus cotnmodos conlando sanipre com a pro-
teceo do governo, o que Ibc interessa vel-o
livre o mais possivel em toda a sua eslea; por
tanto, nao o nteresse publico, niassim o ego-
smo queui dirije todas as suas acedes.
\ amos;;is imputa, oes, que me fez o Sr. depu-
tado; disse elle vos so vivis dentro da polti-
ca, sil cuidis de poltica, nao pensis em nutra
colisa, sois todo clclco e at disse, que en
sacriicava principios e liorna ao intsrcs.se da
elei. o.
0 Sr. Baplisla:Nao fallel cm honra, nao in-
vente.
OSr. Urbano: Eu para fallar nao preciso
inventar; sempre tenho alguina intelligcnca
para responder ao Sr. diputado.
EJ verdade, Sr. presidente que eu cuido da
poltica; e nem podero delxar de cuidar della.
l'.lcito deputado pela niiiiha provincia, para
bem desempeiihar os melis deveres CU tenho
necessidade absoluta de me oceupar da polti-
ca de examinar a marcha que levo os nego-
cios pblicos e applicar os unios jiara corrigir
a conducta daquelles (pie. encarregados de ve-
lar na prosperidade publica ao contrario so
cuido da sua ruina; c portanto inhiba obriga-
cao rigorosa cuidar da poltica e essa obri-
gacSo pertencente tainbein todos aquelles ,
aquem a provincia taz a honra de eleger seus
representantes, (nido tainbcni da eleicao, na j
neg ao nobre deputado porque son cidado ,
devo cuidar della; assim como todos os mais
cldados devem cuidar da deleita. Quando ,
Sr. presidente, o governo tein nullificado com-
pletamente o nico elemento democrtico do
nosso svsleina quando o governo tein destru-
do absolutamente o principio de represrntaco,
eslabele ido na constiluico (lo nipcrio (pian-
do elle tem convertido a eleicao em designacno
de deputados frita pelo seuproprlo arbitrio, e
eoniiniinieada a todos os seus agentes, e dele-
gados, (piando un pai/. que segu O sjstcma
representativo se ocha enllocado em un estado
to excepcional, c anormal o que deve fazer o
cidado? Abandonar a eleicao aquelles, que
a tem assim prostituido.' De certo que nao.
Sr. presidente, m.s tennis Infelizmente chrgado
a este estado; porque os cidados nao tonio pela
eleicao aquellc nteresse, que o objecto exige.
O egosmo de uns o iudflereusmo de outros ,
e o nteresse de muitos teem abandonado a elei-
eo ao capricho e ao arbitrio do governo : d-
til tem resultado, Senliores, que boje 0 systema
representativo se'acho iodo viciado, e falsifi-
cado entre nos. O ajuu %rino, Si. presidente .
no senado ? Vemos a eleicao de senadores, fei-
ta em todas as provincias por mera commissao,
e deslgnacao do governo (apoiados), de inanei-
ra que o lugar de senador j nao pertenee boje
is pessoas que goso da estima e do respeito da
'.........vin.i.i: pertenee a alguna cortejos, que
. iveni relacionados, e ideiitihcados por i II ter CS-
s.- com aquelles, que tomaran COIlta carro-!
. ,,-se o mando do imperio. Na cmara dos
deputados o que vemos.' Vemos cada presiden-
3c d* nroviuca elcgcr-se deputado e eleger al
todos que elle quer: ao depois diz-se opi-
nio pblica de que elle gosi. Opiniao p-
bliea tao iraca que, logo que elle larga a pre-
sidencia, o priineiro que apparece derrotado:
(plantos exeniplos nao podia eu apresentar dis-
to ? O ex-presidcnle do llio-grande-do-iiorte
leve unanimidade de votos ; proeeda-se boje
una eleicao all, de examinar quantos votos
ter. >';lo c portanto porque os presidentes
representeni una opinio poltica ou porque
goseni do conceto geral, que elles sahem elci-
tos deputados ; mas porque o governo se a-
cha ja to desmorollsado, que todos os inelos
pie se pfle as suas nios para maiiter a or-
d( ni e tranquillidade pblica, siio exclusiva-
mente empregados no objecto da eleicao : e,
Sr. presidente em um caso destes obrigaciio
de todos eiiidareiu com o inaior nteresse na
eleicao. 1 is-aqui a raso, porque eu cuido na
eleicao: cuido por nina outra rasao anda, e
veiu' a ser, eu 0 eonfesso que tenho muito
desejo e limita honra de representar a minba
provincia. Se acaso oSr. deputado nao cuida
deeleicuo, talves nao precise; os seus correli-
gionarios cuidard. O Sr. deputado at estra-
iiIhui que nsasse da nalavra < correligionario .
riel de usar desta palavra, enibora (lia desgoste
ao Sr. diputado porque sendo una palavra
usada por todos os polticos do pas nao bel de
abandonar o sen uso, s porque um homem,
que di/ que nao tem poltica, quer que eu a
ngeiic: um boinein sem poltica, para iiiim
n. o tem valor algiiin em poltica.
Mis, senhor presidente, disse o sr. deputado=
vos (bainais aos outros subinissos, e esclavos do
governo,mas vs j votastes com o governo, ten-
des vivido constateneiite em subinisso, em su-
jcicSo. Senliores, CU nao disse na casa que os
sis! diputados ero eseravos do governo. Em
todo o meu discurso (que eu nao corrigi) nao en-
i (iiitraro ulna palavra donde poss.io tirar se-
inelliante illaco. Parece que a consclenclade
alguns senliores deputados levou-os a tnerpre-
tar a sini as niinhas palavras. Mas disem, vos
ja votastes com o governo, fostes sulnnisso el-
le. Para que vera casa o sr. deputado fallar
defacto, de que nao tem eoiiheciinento' Porque
acceita inl'orniacoes de pessoas que me sao de-
satTectas, de pessoas que teem sempre procura-
do desconceituar-me, e nao tein conseguido, por-
que feliz......ite eu tenho em meu favor algiini
conceto publico.
Sr. presid ote preciso que eu alguina coli-
sa diga, explicando a minba conducta poltica.
Feita a maloridade declarel-me em opposicao
ao ministerio que havia subido voltei para a
provincia : no auno seguinte, (piando chegeui ;i
corte adiando esse ministerio cabido, e tendo
subido outro nao sei o que convinlia a um de-
Ilutado que eslava na nimba posicoo seno sus-
tentar mais ou menos o ministerio que havia su-
bido : vote por alguinas de suas medidas, e
((intra oiitras umitas, por excniplo contra
a proposta do conselho destado e ondas apre-
sentadas pelo ministerio ; ese acaso o nobre de-
putado se desse ao trabalho de ler os ineus dis-
cursos vera que pelas niinhas expressdes nunca
me mostr! identificado com os Interesses do go-
verno. Eu nunca disse.que era iinistcrialista ,
que depositava iuteiro conliaiu a no ministerio,
pelo contrario sempre i-cconinicndava ao gover-
no que l'ugisse das reaccoeS, que cuniprisse fiel-
mente a constituico e as leis. Senliores,todos sa-
bem que todos os ministerios principiSo sempre
opparentando um amor da ordein uin amol-
da liberdade um wlo pela constituico e as
leis e o nobre deputado nao pode apresentar ,
do ministerio de marco at a poca do cncerra-
lliento das (amaras fados que possao servir
de grave censura aos deputados que com elle
vota rao. Encerrrao-se as cmaras; o minis-
terio dissolveo acamara temporaria arrogou-se
0 poder executvo.o direito de legislar fa/.endo
ninas instruces, que entregavao a eleicao ao ca-
pricho dos delegados e subdelegados incuin-
bndo-lhes a qualilicaro na qual s entrava
gente que j havia prometa!" receber a chapa
delles ; deportou senadores e deputados (apnia-
dos), suspendeo garantas fora dos casos marca-
dos na eoiistitui(;o(n;)oi' tiscaio de bens (apoiados) todos estes faetos e,
outros que eu podera apresentar como por
exeinplo.a deportarn que nesta provincia lam-
n ni se le: de alguns olliciacs e de paisanos re-
(i litados para niarinha, sendo dous at cazados,
l'oro depois do encerraniciito das cmaras :
aprsenla porin o nobre deputado algiim facto
nao pelo iiual desse apoo esse ministerio
depois dessa poca ? Certamente nao.
Logo que se abrirlo as cmaras cu fui un dos
primeiros que ine declare! em opposicao ao mi-
nisterio de marco que anda exista ; como en-
tilo dizer-se que en andei jungido ao carro do
ministerio? O nobre deputado inesmo em sua
consclencla reconhece a injustica de una tal
calumnia. Senhorcsaaccusacao que se me faz em
geral do contrario de ter limito orgulho ;
mas esta acensarn contrasta COI1I a outra de
servilismo < baixeza que o Sr. deputado me quer
la/.cr saiba porm o Sr. deputado que eu nao
nina cousa iiciu outra ; nem tenho esse orgulho
que me suppOe nem a baixeza que me quer
attribuir no sen discurso ; tenho soinciite dig-
nidade em todo o meu procedimento (apoiadosJ.
Maso nobre deputado ai oda disse, que cu lu
pedir ao governo para sabir eleito deputado.
l^oino falla de fados de que nao tem eonheci-
inento, ha depermittir, pie eu lhe desininta
com o testeinunlio de pessoas que snto nao
estarem presentes.
Dissolvida a cmara dos deputados, o ex-mi-
nistro da justica o Sr. Paulino Jos Soares de
Souza falloii-ine em eleicao ; perguntou-nie,
em que estado io as niinhas desavencas polti-
cas com o Sr. barao da Boa-vista c eiisinuou-
me que escreveria a meu respeito; en lhe dis-
se que nao escrevesse ao Sr. baro: respon-
deu-me rntao conta-se to seguro na sua elei-
cao ?>o lhe torne! eu, nao ba seguxanca;
mas nao tenho cara de me apresentar na corte
como deputado do Sr. baro ; disse-lhe inais ,
que se barao declararla, que rejeitavo suacoadjuva-
. ao.
OSr. Fmneiteo Domiiigues: O nobre depu-
tado nao declarou isto, r pelo contrario disse,
que se aehava na chapa do presidente.
0 Sr, Urbano; tomo! Pois o nobre deputa-
1 do ignora a nianeira atroz, com queeu fui guer-
reado quando se ti atava da eleicao.
O Sr? Francisco omimjues: Nao senhor, al-
! ta verdade ( Muilas risadas J.
! O Sr Urbano: Esta boa Quer agora o nobre
deputado lser convencer ao publico, que cu
1 devo a minba eleicao ao Sr. barao da Koa-vista l
Nlnauem acredita nisto ( apoiado ). E uin lado
! nassado em Pernambuco, de que todos teem co-
nhecinieiito. Esaqui, fizessa declararan que
I de aualquer modo rejeitava a proteccio do Sr.
I barao da tfoa-vista. Senliores eu tcnlio calcu-
lado bem todas as consequencias da niiiiha po-
sico, e com resiguacao estou disposto a suppor-
tal-as todas : einquanto a provincia me User a
honra de eleger-me seu representante, eu pro-
curare! (planto me lr possivel euniprir com
omeudever; mas quando ella entender, que
devo mais representar 011 por outros
neios for excluido das urnas eleito-
nao a
quaesquer
raes terei resignacaoqiara sottrer.
Um outro peccado, que os nobres diputados,
que o crculo do governo sempre me lauca em
face ter cu votado pelas leis das reformas ,
peccado alias que elles devio perdoar por-
que essa le muito tem servido ao governo, limi-
to tem servido aquelles que o segtieni por-
que ella que tem armado o governo de todos
os ineos extraordinarios para vencer as elc-
(es; mas esses nobres deputados nao satisfei-
tos anda com as vantagens, que elles teem ti-
rado deste meu acto, anda quereiiifaser-me del-
le cargo. E' preciso tambein, Sr. presiden-
te que eu explique este passo da miaba vida
poltica. Vote pela lei da reforma declare!
no meu discurso que reconheeia nessa le
muitos defeitos ; mas, Senliores, porque vote
eu pela le? Vote, porque cstava persuadido,
que havia da parte do governo boa f; que o
governo quera essa medida smente para estar
inais habilitado a promover a ordein publica,
a garantir a segiiraiic.a individual e de proprie-
dade. Mas, Sr. presidente passada a
lei da reforma, posta em execuco, quaes
sao os fructos, que della se teem tirado?
O governo nao tem olhado para essa lei senao
como um ineio eleitoral; essa cadeia infinita de
delegados, e subdelegados, e que devena ser-
vir para inelhorar o estado do pas quanto a se-
guianca poltica e individual, icni servido s-
mente para garantir ao governo o triumpho das
eleices. KS somos testcniuiihas, Senliores,
do que se tem praticado nesta provincia quan-
tos crimes horrlveis nao vo por esses sertdes,
por essas comarcas vsinhas, e nesino por esta
eidade ? E que fazem esses delegados, e subde-
legados .' Cousa neiihunia; porque ludo Ibes e"
indllerentc : rouba-sc, e mala se, e mili ao me-
nos se faz corpo de deudo Nao se persegu
aos assassinos, porque os agentes do governo es-
to persuadidos, que, guardando para a poca
da eleicao todo o telo, e aetivdade, tem cunipr-
do os seus deveres! Iloje, Sr. presidente, eu
tenho comprehenddo perfetaniente as iiiten-
coes daquelles, que se acho no mando do paz;
at entfio, .Senliores, algiiein podia ignorar qual
o verdadero jilano, quaes as instruccoes reacs
dessa gente ; mas boje elles secem descoberto
inanifestamente, ao menos aos olhos daquelles,
que teem alguiuaperspicacia para avahar os ho-
nieiis pelos seus faetos. Sr. presidente, niii-
giicni pode boje deseonhecer que o partido que
domina o paiz, o que tem em vista 11111 verda-
dero absolutismo, una verdadeira coiicentra-
co de todos os poderes do governo. Vejamos,
Sr. presidente, como esse partido procura anar-
. bisar todas as nsttuicoes, desconcetual-as, e
desligural-as. A que, Senliores, se aelia redu-
zida a magistratura ? Deseuibargadorcs a-
posentados, juzes de dirclo removidos, ou
demittidos, juzes nmnleJpaes com as varas sup-
priinidas como ha poueo, acconteceo com o Sr.
I)r. Vicente Ferr ira domes, o poder judicial
iodo na nielado (apoiados). Eis-aqui que rol redu-
slda, pelo governo, a Independencia do poder
judiciario. O poder legislativo est iiileiramente
molificado, porque o que representa boje a c-
mara dos deputados' Deputados eleitos quasi
todos sob as influencias do governo, todos de-
pendentes do governo; nao tein a cmara um
pensaiuento, Ulna vontade sua; e posso assegu-
rar, que boje a cmara dos deputados dar o
seu apoio a qualqucr ministerio que suba ao
poder. O seado, Senliores, est se reconipon-
do de novo, e reconipondo-se smente de pes-
soas residentes lana corle, de inaneira que se
contina esta marcha, daqu a poueo tcinpo se
pode dizef, que o senado j nao representa a
expresso do paz, porque para que elle a re-
presentasse sera preciso, que representarse os
interesses locaes das dill'erentes provincias; mas
hoiiiensque nao saonas provincias conhecidos,
que nao teem as provincias relaces, e paren-
tesco como as pdein representar? Ilo de repre-
sentar siiiente os interesses desse partido, que
quer dominar forja o pala. A liberdade di- fin-
prensa, Sr. presidente, nao est claro a todas as
vistas, que o lim do governo matal-a? Essa pro-
posta celebre do Sr. ex-ministro da justica, na
qual, iinpondo una inulta de dez contos de ris
e laucando provocaco dequalquer crlme a pe-
na iinpostaaomesmocriine,por exemplolmpon-
do a pena de inorte aquelles. que pela nipreiisa
provoeasseni ao crlme de inorte, c aliu disto
una pena anda mais grave do que sollic o as-
sassino, poripie ella acrescentaya a inulta de 1
a 10 contos de ris; quein nao v, (pie Ulna tal
proposta, exlgindo-se alin disto una lianca de
1U contos de reis, un ineio de acahtir iufaili-
velniente com a liberdade de nipreiis?
Eu, Sr. presidente, tive a honra de apresentar
11111 parecer em separado a respeito desta pro-
posta, no qual mostrava evidentemente todos
os seus horrores.
Vendo que a proposta nao podia passar, l
vein 11111 enxerto na le do ornamento para se
laucar sbreos jornaes una imposico Io for-
te, que cada jornalsta pagana pelo menos 2
contos de ris; o Jornal-do-commcrrio (i ionios
de res aimuacs E como nada disto pude oh-
ter, fechadas as cmaras, o governo liatn de
lancar a mais poderosa perseguirn contra a li-
berdade d'imprensa; as denuncias choverao por
todo o paz, e aqui inesmo nesta provincia todos
lomos testcinunlivs do que'te passou a respeito
da aecusaco dos peridicos, o Julz municipal,
so porque teve a audacia, oatrevimento de nao
pronunciar o aecusado em crime, que no ad-
niiltsse lianca, iminediatamente foi a sua vara
supprimida. -Na qualifica$o dejuies de (acto,
vos inesmo sois testemunhasdo escndalo, com
que se excluir 300, e tantos individuos atis
jetudos na lista do delegado, como em cir-
cumstancias de servrein; aleindaquelles, que
nS devenios provar, que forao excluidos da ls-
Ita desse delegado. Ainda nao sendo isto bas-
tante, empregaiido-se todos os eslbrcos, jiara
que o aecusado fosse recolhldo a cadeia, no dia
do julganiento, O que observamosl As tropas
todas aquarteladas, a galera do tribunal ( ntu-
lliada de inspectores, e coiumlssarios do govir-
110, o proprlo delegado, durante toda asessao,
no centro do salo do tribunal: para que lodo
este aiiparato.' Senliores, que a opposicao nao
tinba vistas siiiislras, que a opposicao nao desc-
lava tirar vantagens Ilegitimas daquellc trium-
xdio. vos o abservastes pela sua conducta de
moderaco; qual era pois o flm ? Era atterrar
os espritus, ver, se por este ineio se arrancava
una condemnacb contra todas as regias de
justicia, e vantagens sociaes ; mas por certo nao
o conseguirn.
Estas, Sr. presidente, sao as rasoes, porque a
opposicao grita contra o governo, e como n vis-
ta dellas oSr. deputado ousa aecusar essa oppo-
sicao d'ninioral, de depravada, deespertalhoes
polticos, de pelln (luciros.' Deixa-vos de dc-
claraces, destru os faetos, as aecnsacoes,
que se dirigein contra o governo ; c Clu
vez de vlver em silencio, como vive a vos-
sa iniprciisa, para dejiois vir ddratar, com 0
manto da inviolabilidad!', de desconceituar-nos,
vos deveis procurar convencer o publico de
que as aecusacoes da opposicao nao tem fun-
damento legitimo e justo. E' portanto, Sr. pre-
sidente, com toda a justica, que a opposicao
clama contra o systema de arbitrio, e de violen-
cia que o governo actual tein substituido ao
s\ steina das leis, ao systema da raso : e nina
opposicao, que procede com tantos fundamentos
de justica, nao pode certainene ser tachada de
injusta.' E, Sis. a causa da opposicao per-
nambucana j est julgada : slm ella se ada
julgada pelo Monarcha que deo demissao ;i
esse ministerio a quem tanto ella ataeava ; adia-
se julgada pelo paiz todo por todas essas ah-
soviroes, que vos encontris na superficie do
Brasil sempre em sentido contrario as violen-
cias e arbitrio do governo ; justificada inesmo
pelo triumpho magnnimo que accaba de obtu-
a opposicao de Pernambuco na absolvico do
Indgena da qual se pode dedusir os mais
hrilianles corolarios ; a loica do partido da op-
posii o yinpathias que tem na povoaco a
completa derrota do governo ipesar dos cs-
forcos que einprcgoii para a sullocar ; a opposi-
cao' esta por tanto julgada pelo paz.
O Sr. .Salmeo : da um aparte 'que nao po-
demos ouvir.
O Sr. Urbano : O nobre deputado,(peme deo
um aparte poreee nao convir no que digo ,
mas eu me record que 0 nobre deputado na
cmara dos diputados se declarou em opposi-
Vo ; elle, disse ^-.'rubores eu estou na opposi-
cao ainda que depois elle expliCOU essa sua op-
posico.dizcndoque era suijimris. Ora,se o nohic
deputado est em opposicao lia corte como
que boje estranha esta minba linguagein ? Co-
mo acensa a opposicao por atacar un governo
em quem nao tem confianca?
O Sr fabuco : diz algumas palavras que
nao podemos ouvir.
OSr. Urbano: Mo estou acensando o mi-
nisterio actual, ao ministerio passado 80
partido que est dominando e que eu temo
que ainda suba. Mas cu cntendo o nobre de-
putado ; as suas conviccocs sao todas conformes
com as niinhas ; elle detesta tambein o gover-
no : porm nao sei porque cxcepcSo de regia ,
porque maravilha julga que o Sr. baro da Boa*
vista todo santo apesar de ser 11111 delegado
do governo. Eu nao sei, se o nobre deputado
quc Tazer passar o Sr. baro da Boa-visra como
um traidor ao governo : se nao um traidor ao
governo entao deve tambein dirigir as suas
aecusacoes contra elle ; porque ou elle segu
a poltica do governo e ueste caso leudo o no-
bre deputado fcilo opposicao ao governo tain-
bem lhe deve tazer opposicao 011 ento a sua
poltica diversa e elle nao execula na pro-
vincia os principios e instruccoes do governo ,
e ueste caso a concluso queeu Uro, quee
nina traco ((instante que elle est tazcttdo ao
governo. .Mas, Senliores os nobres deputados me
accuso.porque votei com o governo Oh Se-
iihorese aquelle, a quem segus, nao tem votado
com o governo? Eu que votei com o governo
una vez beld ser responsavel todaa ininlia vida,
os nobres deputados julgo-ine imperdoav I;
inasaquelle a quem sustentis e deflendeis, nao
tem desde IS3? servido a quantos ministerios
se ha succedldo uns aos outros principiando
do niinsrcro de 111 de setcnibro ? .Nao servio
com o ministerio de julho, de urna poltica
ntciraniciite opposta ? Nao passou logo a servir
com o ministerio de marco de urna poltica tam-
bein opposta? Ora, diga-ine o Sr. deputado,
quein assim procede quaes sao os seus princi-
pios .' Quem serve com esses trez ministerios,
qual vi 111 a ser a sua poltica? E os nobres di-
putados que o seguein qual tambein a sua
poltica? Eu a ignoro absolutamente.
Senliores, eu profer nina proposirao que
muito excitou a indignarn dos nobres deputa-
dos ; sni, eu disse esta asseinhlarecordaio
lempo em que a provincia era representada pe-
los homens mais dignos =. Sr. presidente ,
esta uiiiiha proposico foi invertida e della se
concluio, que eu qualifieava de indignos aos
nobres diputados, loica convir coinnigo, qU*
una tal concluso nao se pode de inaneira algu-
ma coinprehciider na proposico que cu na (asa
emitti; mas ionio os nobres deputados (azen-
do timbre d me tancar o odioso, quiacrao In-
vciier e interpretar dcslavoravelniente n niinlia
proposico eu me vejo na necessidade de justi-
lieal-a. Sr. presidente, dlzendo eu==oteinpo
1111 que a provincia era representada pi los ho-
nieus mais dignos est visto, que, pe tciiecn- k
do inultos dos nobres diputados s legislaturas
pausadas em que j tinbao assento nao po-
dan elles de inaneira alguma ser comprehenai-
dos i>a minba proposico. los nobres deputa-
dos eu tambein distingo alguns que S0O dlg-
gnos de representar a provincia, e outros, per-
initto-iuc csu franqueza, nao os considero


----ryr
-
~

dignos; mas ni explicare! o sentido, em que era-
prego a palavra dignos -.
[Conlinuar-tc-Ua.)
Com ii nicado.
DEMISSA DO GABINETE DE 0 DE JANEIRO'
0 Gabinete de 20 de Janeiro ja nflo existe.
0 mesmo veneno que maln os seus prede-
cessnres, Ihe den igualmente a morte: o
oiesmo tmulo oaencerral A necrologa de
todos poderia talvez ser escripia pola mesma
peina; e a mesma tristura de coracao (leve
acompanhar a queda de qualquer d'elles,
se liein que diversos em principios dousd'en-
tre ellcs, e avesso s nossas ideas, cinfen-
so, no nosso fraco ontender, aos interesses
do paiz, aquella que logo depois da maio-
ridade, assumio as redeas do poder. l'uia
nio oceulta e sinistra se revela com etVeilo
em todos estes memoraveis suecessos, la-
mentaveis pela nianeira inesperada6inslita
porque se real sarao; Lamcntaveis pelas con-
sequenC!a8queaccornmeltrflo,lamentaveis e
mais que muito deploraveis, |)elo germen
de dcstruico lanzado no solo, emqueainda
apenas ahrolha osystema de governo, que
felizmente nos rege. Ede temer em verda-
de, depois (leanlas e tilo assignaladas vic-
torias da Joan na, quede lioje em (liante a
intriga e nflo as lucias parlamentares; as
nullidades, e nao assmmidadcs, o sal ti m-
banco poltico, e nflo o estadista, lenhflo
valor e nicrecfto oceupar asaltos cargos do
paiz. Estes tristes acontec montos nos au-
lorisilo a proclamar, que chegado o reina-
do doventre sobre a caneca, e doinstincto
sobre a inteligencia. A bypocrisia e ardil
apregoem o seu triumpho, qie d'ora em van-
te, a franqueza eoverdadeiro talento dei-
xflode ser qualidades indispensaveis aos lio-
nicns polticos!
Da sern duvida lugar a bem dolorosas o
amargas reflectes a dissolueflo de tantos
ministerios, sem que as cmaras livessem
explcitamente etniltido nm vol de reprova-
;;"o a poltica por ellcs seguida sendo de
notar, que um ou outro dos ntimos do Joan-
na apparece semine como actor n>sses
dramas. Aurcliano, Saturmino, Paulo Bar-
boza = eis o triumvralO que prepara a ele-
vacao e a queda le lodos os nossos homens
polticos. Negras phantasmas, que nos per-
seguem, sombras i m placa veis do saudoso
chalaca, um dos tres ou todos juntos os
da impura trindade negrejflo sempre no Cun-
do do.quadro luctuoso que aos nossos olhOS
se offerece, testernunbos torpes e nojentos
do passamento deAndradas, Paulinos e Ho-
norios!
Um tal estado de cousas por assustaclor e
temeroso, reclama altamente do patriotis-
mo "le todos, que se Ihe erga insuperavel
barreira para que se nao tornen) a repetir
asafictivas scenas,queora lastimamos pela-
terceira vez e que couiproinetlem gravemen-
te a permanencia da paz e das ustiluicoes
do imperio.
Escusado mostrar quaes 09 perigos que
resultan d'essasquedas inopinadas, extem-
porneas, e ate contrarias a ndole do gover-
no representativo. A tribuna, eso a tribu-
na, auxiliada pela imprensa, deve ser o
campo de batalba dos partidos. A VOZ que
mais poderosos acentos vibrar, os labios que
mais acertadas opinoes proferirem ; os ho-
mens, que formularen) os principios, que
mais calarcm na maioria da nac/m: estes
sao os elementos, deque se devem compr
os ministerios. 0 pago e as ulicas nada
tem com as cnmbinacOes polticas, nem Uto
nmicn onat asar&anisnccs ministeriaes.
a'coma pertence a livre escolha dos minis-
tros; mas livre nflo sera ella, si por ventu-
ra intrigantes, valendo-.se de sua pstelo
junio do Monarca, d'ella se aproveitassem
para impecer o regular andamento dos ne-
gocios do estado, e estorvar o gradual de-
senvolvimento de um systbia qualquer de
admnistraeo, ou de poltica, oppomlo
resistencia surda as medidas, que se repu-
tan uleis, ou indispensaveis 80 servico pu-
blico, e indispoudo contra todos, que nao
fovorecem os seus planos, ou nao osadulao,
o animo d'aquelle que, collocado no fasti-
gio da pyramide social; esta cima da regulo
das tempestades.
A livre escolha dos ministros compete a
coroa ; nas do seio (bis maioras das c-
maras, que ella as tem de tirar do contra-
rio a nao se querer pellejar abertamente
com os principios de nosso direlo publico ,
a existencia dos ministros tem de ser ephe-
tnera, ou alias vver-se-ba de continuas disso-
luees de cmaras, funestos expedientes,
que podem sepultar o paiz debaixo das mi-
nas que os repetidos e profundos abalos,
que os acoinp.mhao, produzirem.
E" pois para evitar estes males, que julga-
mos imnienentes que quizeramos ver, na
prxima rcunio do corno legislativo, nina
resistencia franca e enrgica as nvases do
collosso, queameaca medonho porvir para o
paiz, conseguindo fazer vigoraros verda-
deiros principios consagrados na nossa le
fundamental! Taes devem ser os votos fer-
vorosos de toilos quantos sinceramente
amito as patria- institui^fles, e eatfo persua-
didos de que soda (el e religiosa observancia
q seus preceitos nos pode vir a felicidade.
Coi
'responde notas.
se nKo depois (|ue a maor parte da greja !
universal as recebia.
4.o Todos os outros theologos, em cujo
numero entra actualmente a maior parte]
dos mesinos France/.es, dcl'endiao, e delen-
dem, que o papa, nao escrevemlo nina car-
ta, conversando, ou mesmo pregando un
sermflo, como outro qualquer pregador,
mas sini depois de examinar c consultar,
e rodeado do apralo dos seus doulores, en- i
sinando cm (im como chele supremo da
igreja, o que os theologos exprimem por as
palavras ex cathedra, sustentflo, digo .
que ueste caso o papa iufallivel, e rclu-
tao as objeccoes dos seus adversarios: e
com effeiloassim forflo condemnados o jan-
senismo, abaismo, o quietismo, iwc.,^ que
apparecrflo depois do tridentino. Como
porm a competente auloridade nada le-
nha decidido a tal respeitn pode urna pes-
soa sem nota de erro na f e menos de su-
perslicao, seguir o que mais Ihe agradar so-
dadedealeives,dissesseisquesouinimigodo Incesta materia puramente especulativa, e
catholicismo, que son discpulo de l.ulhero, de nenhiim modo perigosa, que elle com-
ede Voltaire, que digo heregiascontragenti i ludo da o nome de supersticjlo.
lezas ele vossa lavra. Nflo entrarei pois com- Se o allligein as su prest ces, invective
vosco nessa polmica, elendo-vos vos mesmo contra a crenca na appariejito das almas,
declarado incompetente na materia, declaro-! contra essas frioleiras, que o povo pra-
vos cu agora que rejeito a vossa competencia, tica, contra os talismanes, com que sejul-
gflo seguros 09 que VO assassniar o sen
inimigo: mas nflo isso o que nos quere-
mos di/er, quando escrevemos embrulha-
das : O noSSO fim e outro......
Son, Srs redactores, seu humilde servo.
Julio Marques Viana.
Se vos, Sr. 0. M. M., lendo-vos declarado
incompetente na materia de que traillo as
niinhas correspondencias do Diario de Per-
nambuco de 17 e 22 de fevereiro, vos con-
lentasseis com a le do carvoeiro. e dissesseis
sempre cstive na f de (pie <> papa, dridindo
ex cathedra infalivel, que nao s (ose da
primasia de honra e jurisdteedo mas < um so-
berano ondulo na igreja, c nenia fr prole lo ri-
ver e atorrer como verdadeiro e el cnrisldo, va;
a vossa sinceridade sera digna de toda a in-
dulgencia, e en nao teria, se tivesse vagar
para isso, duvida algnma em entrar em con-
versaefio amigavel com vosco a respeito da
materia. .Mas qual! Declarais-vs incom-
petente naquelles assuinplos, e intolerante,
como lodos os da vossa grei, atirais-vos a mi-
11 i i.-1 linguagem e as minhas palavras, com
a maior furia e arrancando-me toda a quali-
A visos martimos.
___ o briguc (Vanees Armorique tendo urna
parte do sua carga prompta pretende sahir
i ni breve para < Havre : para carga passa-
geiros, falla-se aos consignatarios.
Para o Porto a barca Espirito-Santo segu
viageni Imprcterivel.....ntc no da 3u do corren-
te anda recebe alguma carga : osSrs. passa-
geiros queirflo ir verilicar mus passagens.
Leiles.
a vossa autoridade para qualificardes minhas
palavras, e niinha linguagem, visto que nao
comba testes os principios nem os lacios por
niini citados, e que ludo o mais que dizeis.
sao inania verba preteriaqite nihil.
Entretanto pertnitti, que por satisfaeflo ao
publico diga por esta vez duas palavras. Vos
vosfesuiorejastesparaachar-merontradicoOes,
onde iienliuma havia : por exemplo : en
disse que desronheea a inl'allibilidade, mas
disse quena questflodeS. Cypriano tinha o
papa rasao; logo grilastes vos, contradicho
110 caso. Ora vos, deveis saber que poda
ter o papa razao nesse caso, e em oulros
niuitos sem que isso excluisse a possibil ida-
de de errar em outros, que no que consiste
a infullibilidade de que se trata: e alm disto
foi a decisflo do concilio de .\icea creio, que
Senliores redactare:lodos nos, ca dcste
bairro, reprovamos o fastidioso aranzel da
Antonia Resoluta, que informados pela cor-
respondencia insprta no Diariode II docor-
rente alarde procuramos econ desgoslo,
lodos lentos excepto o (pie dz/jespeit
a associacao da f; C nesla parte^CStamos
conformes com o Mestre Hrbeiro da Cruz.
Emquantu porm ao que este Andre di/,
a cerca do fundador da mesma associacao,
e que inteiramenle desfigura, e bem se v o
irinio a qnesiao. cconhec a primasia de I porque: aqui vai oque realmentese passou.
honra, e jurisdcc,ao do papa, mas disse que ; llavera i ni anuo, que dous amigos sahen-
S.iniiiil Berej estando prximo retirar-
se para Inglaterra, far leilSo por interven-
rio do eorretor Oliveira, de toda a excellentc
iMohilli.i d.t su,i cusa, inclusive mu niagnifeo
piano do niuito acreditado autor sroadwood,
c talvez o melhor que exista .i venda nesta-cida
de; urna linda arpa quasi nova, instrumento
nssaz raro nesta provincia' calgumas obras
de pr.ila lina, como sejjio nina Pella urna, r
mu galheteiro moderno, ingles, inteiramente
novo &c ii tu pi rfeito carrinho com os coinpr-
ii'iiiis arreios para cavallos 8cc. 8ce.: quarta-fel-
i.i i? do correute as lu horas inesina casa da sua residencia, ra do Hospi-
cio n. (i.
Segunda feira :.'.'> do corrate pelas 10 ho-
ras do da, sefar leilSo na prava da Boa-Vista,
n. 12, de urna encllenle carraca com seu calilo
c pertences para vender agua na ra, e o seu
competente cavallo bem ensinado.
rw!
a extensflO exagerada, e absurda, que [he
querem daros theologos ultramontanos, uni-
da, ou que mesmo urna soberana abso-
luta, arrimada a falsa doutrina da tnfallibili-
dade do pontilicc ramano, torna-se perigo-
sa aos estados, que reconhecem essa pri-
doqueo Exm. hispo resignalano se oceu-
pava em formar*uma associacao so para o
Brasil, e que esta inleneao tinha consul-
tado a corle de Roma, para saher, sere-
querendO-lhe (j SO sabe com as formali-
dades (las nossas leis poderia obter para
facul-
masia de honra, ejurisdiceflo; e eis-vos a gri- esta sociedade brasileira as mesmas facul-
tar-contradicc'o, contradic^ao; herega, he- dades espirituaes que sao conce.d idas a
regia Que baja herega, nao isso em associacao geral, tratavao, digo OS dous
niiin, moa nos estados onde essa primasia nflo I amigos de organisar os estatuios; quando
e reconliecida. Que baja perigo para os j tendo elle recebido favora\el_ resposla do
estados calholcos na extencao que cellos cardeal Eranjoni datada de 25 de julho, e
theologos dflo a essa primasia, nao e niinha
a culpa, mas delles, e daquelles que dahi
lirarao tantas e tflo horrorosas consequencias
praticas.
Eontradiccao haveria, sehavendo cu re-
conhecidoque a infallibidadedo papa urna
questflo de pro e contra entre os calholcos,
dissesse poucas linhas abaixo, que lodos os
calholcos abaixfloa cabera a suas decisOes,
como inj'allireis En vos digo, que se por
infalliveis entendis aiutoritotivas, que devem
ser accetas como provenientes de urna au-
toridade legitima, que deve ser respeitada
eobedecida, estoude perfeitoaccordo; mas
se entendis que infalliveis, quer di/er ins-
piradas pela assistencia do Espirito Sanio,
que e o sentido calholico, e theologco da
palavra infallibUidade. nego-vosredondamen-
te, porque neiihum lugar theologico garan-
te essa prerogativa ao papa.
Mas ia-me esquecendo que vos tendes de-
clarado incompetente na materia, perdoai-
me, Sr., este pequeo desvo, e que vos de-
clare que tenho como verdad catholica a
primasia de honra, e jurisdceo do pontilicc
romano; mas nao tenho como verdade ca-
tholica este vasto sentidoque Iheteem que-
rido dar os ultramontanos. Adeos, Sr. 0.
M. M. e adeos para sempre.
informado pelos mcsinos amigos de terem
ellcs ja le i lo o esboco dos referidos estatu-
tos; 'immediataincnte pz niflO a estapia e
patritica empreza, convocou pessoas bem
dispostas, e fez, ja por s, ja por sen impul-
so e valmenlo, ludo 0 que se tem leito a
tal respeito ate o da de hoje.
Eisa verdadeira e simples historia do es-
tabrlecimento da associacao da f em Per-
nambuco, e que vira a ser do brasil inteiro;
exposieflo, que ninguem pode desmentir.
0 sen a sen dono.
Sen amigo e venerador
Um astociado.
la
Srt redactores:Urna palavra, e nflo um
tratado, (jueVm. copin no seu judicioso
Diario, que apenas tocava no papa, provo-
ceq a colera de um correspondente, o qual
cm 17 de fevereiro publicou por occasiflo
-Visso um longo aranzel, em que mistura
Ihoscoiu bogaihos, truca de falso, erema-
i com heresias, depois de ter dado muita
astonada cm corpoou tribunal morto, que
jamis resuscitara e que elle prova ter so
conhecido pelas grossas mentiras, qued'elle
se lein escrito.
E como guardflo silencio os que devenfio
aliar; eu, esludante do curso jurdico, dire
i que tenho aprendido.
I." A greja catholica em concilio geral,
ou dispersa por lodo o mundo, e infallivel
as suas deciscs sobre materias de le e
de COStumes ; e assm nao calholico quem
disser que ella pode errar no seu ensmo
respectivo a f christaa.
Jo Opapa por direito divino o chele e
abeca da igreja inteira e mestre geral de
. .dos os liis, pastores eovelhaa. Tambem
islo dogma de le.
3.0 .\flo ha nimios anuos, que os theolo-
gos se dividifloem duas opiniocs sobre a in-
l'allibilidade do papa: metade, em que min-
io liguravo OS Erancezes, rcspcitava, mas
uu cria, como artigo de f, as suas decisOes,
Alfandega.
Rrndiincnlo do da -22.......... 8:85Wu87
Descarrego hoje 23.
srigue inglez Westmoreland bacalho.
Barca sarda Felice vinho, licores, batatas,
farinha de trigo e diversos gneros.
Urigue Portugus CaneettSo-de-Maria o que
se ollcrcccr.
Brigue portugus Felit-eslino sardinbas, car-
ne e diversos voluntes.
m*mm
IHovinieiito do Porto.
A'ario entrados no dia 22.
Assit ; 8dias; hiatc brasileiro linda, de 49 to"
celadas ; capitfio Antonio Jos Vianna ; e-
qiiipngcm 12; carga sal farinha de mandio-
ca e sola ; consignaco de Hanoel Joaquini
Pedro da Costa.
New-ierford tendo saludo do Mar-pacifico, ha
44 me/es; galera americana l'aci/ic de 384
toneladas ; capito Walter Taber ; equipagem
2 ; carga azeilc de pcixe ; ao capito.
Avisos diversos.
LOTF.Itn DE NOSSA SKNHOR
i.i\it\.\ii:\rt).
i ni
ra anda o infalivel mente
r o resto dos bilheteg
iceife loja de cambio do
Declara co.
=D'ordein do lllin. Sr. inspector do arsena
de marinlia laco publico que no dia 2b" do
rorrete pelas' 11 horas da manha se con-
tratadlo n*esta secretaria os fornecimentos de
carne verde, fcijSo, toiicinho farinha,arroi,
vinagre, bacalho eassucar, paraasembarca-
ces d'nt litada pelo tempo de 3meses tindos
no lillirno de jlinho prximo. As pessoas que
Se propiuerent a lser qualquer desle I'oine-
cimentos So convidadas pelo illm. !r. inspector
a aprcsi iilarein as suas propostas e coinpa-
recerem no dito da e hora.
Secretaria da Insprcco do arsenal de niarinha
de Peiuanibuco 21 de marco de 1844.
Alexandrc Rodrgaos dot Anjos ,
Secretario.
\s nulas desla Ion
no dia 24 do corrente
aehao-se a venda no
Senlior V'ieira; em Sanio Antonio ra doCa-
lnt!.>;i botica do Senlior More ira ruado Livra-
mento botica do Chavas; e no Alieno da Hoa-
visia lo a doSenhor Jacinto.
Quem tiver dous muleques para alugar,
pparatrabaihar rmuna fabrica de charutos,
dirija se a l'raca-da-iiidepeudencia loja de .1.
Meros ns. 18c 20.
-IVrci/a-M' de nina Sra. branca, que saiba Ira*
balhar etr costaras, fast r camisas, c vestidos
para Sra. e meninas, c outra qualquer costura,
c se queira sujeitar a estar n'uma casa s nesta
ncupacao, por prc(o que convencional" quem
estiver tiestas circumstancias annuucle, para ser
procurado.
Na porta do llltn. Snr. I)r. Juiz de Direito
da 1.* vara docivel desla cldade, hao de ser ar-
iriimtudos cm hasta publica no (lia 26 do cor-
reute os dous ferros e restos de crrenles, per-
tenrentes a Haicu Nacional Admaslor, salvados
no porto do Assu, chegadosa es(ae;dade no dia
I" de Fevereiro p. p. no Patacho Nacional
laurenlina Rrazileira, cujoi objectoi vSo ser ar-
rematados a rcqueriinenlo do llonsignotario da
referida Barca, Jos Francisco d'A/evedo Lis-
boa, em beneficio, e porconta o risco de quem
pcilciiccr, e esles objeetos se acho depositados
no Irapixe do Arsenal de Marinlia desta cidade.
Ainda est por alugar o sobradinho do
beco da Bomba, pelo preco de 10.* rs. mensacs ;
a tratar na ra da Aurora n. 18.
Artaud, subdito Francs, retirarse para
fra da piovincia.
Ofierece-se um rapaz brasileiro, de 17
anuos, para caiteiro de ra, ou de loja de fa-
sendas e mesmo para outro qualquer esta-
belccimento ; quem de seu presumo se quier
utilisar, nnnuncie.
Prerisa-se deum caixeiro para venda, que
tenlia bastante pratica, que su promette bom
ordenado ; na Solidade ao p da igreja n. 7.
A pessoa que anouneiou no Diario do
quartu feira, querer comprar um sitio perto da
pra<;a ; dirija-sc a ra doCotuvelo, na casa de-
fronte do nixo, que achara com quem {tratar,
um que tem todas as proporcocs que ciige, o
por preco commodo.
Furtarao da loja de lamidas n. 2 da ra
do Livramento una caixa dourada, de prata,
e desconfla-se de um matulo que andata com-
prando 2 raras de cambraia de bom-tom ; ro-
ga-se a quem for olTerccida, queira toma-la, e
cu trepa-la ao dono da dita loja.
Prcciza-sc alugar, para comprar-.se depois
de agradar, urna preta que saiba cozinhar, la-
var, e entornillar; e um nero|que entmda de
plantaces e tratamento de cavallos : na ra da
Cruz, n. 7, primeiro andar, das 9 horas da
manhfia al as 4 da tarde.
Oflerece-sc um homem estrangeiro para
retinar a-sucar, pelo modo da Europa, emjalgum
enaenho, por ter sido empregado em urna das
melhores fabricas em Hamburgo, cujo methodo
muito vantapizo ; quem d'elle precizar pode
o no ociar.
Ra ra do Cabug, loja de miudcias de Joa-
qiiim losC* da Costa Tajse, deseja-se fallar ao
Sr. Jo.'io de Lima hrito Cisnciro, a negocio de
seu interesse.
a fabrica de espiritos do largo do Terco,
n. 10, ha superior agurdente de Franca, aniz,
reino e. genebra j espirito de vinho, e espiritos
essenciaes ; agua de Colonia eni garrafas e em
laseos, leitc virginal, opodeldoc. le-roy, lico-
res linos e coniniuiis, etc.
(iieiu aiiliunciou no Diario de qiiinta-feira
21 do crrente querer comprar um corrame
de como de lustro qiierendo um eni milito
bom estado dirja-se a ra de Santa Rita-nova
n, 91 a qualquer hora do dia.
A pessoa que aiiiiuncou querer comprar
nina porco de bico do paix dirija-se ra de
oi us n. 130.


NA BOTICA, E ARMAZEM DE DROGAS, RUA
DA MADRE DE DOS, N. 1.
Se vendem as preparantessegnintes por pie-
jo muito commodo, cdesupertorqiuuida.de.
Colirio 4
Ete medicamento rom as mais enrgicas vir-
tudes para destruir coin os bons.efelizes resulta-
dos, que a longaexp -rienda tem mostrado, ludo
rruanto sao aevoas bt-idas, inflaiumaccs .
< outras doenras d'oilios, ni que nao precis,
para seu curativo radical, usar-so dos ineios o-
peratorios que a arte em toes casos indica e a
queo do -nte neccssariaiuente recorre. Um sem
numero de pessoas pdein attestar coinverdade
os salnliivs elidios d'applicacao dcsle remedio
prodigioso; tanto ein d floren tes partes do im-
perio, donde tem sido procurado, como em
algiunas partes da Europa onde seu uso t', lia
ni ns tempo, conhecido.
Vi mesma casa taiuhcm se vendem tintas o
lodosos outios obleeros de pintura ; remites de
superior qualidade, entre elles m perfecta-
mente branco c que se pode npplicar sobre a
pintura mais delicada sen, qUe produza alte-
i.ieao alguma em sua cor primitiva ; arrovr-Rool
de ueniiiida ; sag salioucies ; sabao de \\ ind-
sor; agua de Seidlitz; limonada gasosa tinta
superior para escicver ; perfmenlas inglezas
im.das elsticas de patente ; escovas e |is pa-
ra denles ; paslilhas de muriato de inorpliiiia ,
hypecacuanha ; pastilhas de bi-carbouato de
soda, egingibre; as verdadeiras pilulas veire-
taes. universaes do Dr. Brandrelh viudas de sen
autor os Estados-Unidos azul finisslmo, pro-
prio para amiilar roupa ; pos de Scidlits e de '
soda.
Diogo de Versa Momos, subdito Hos-
panbnl, rutira-se dcsta provincia.
Fugio no da 10 do correte mes, pelas 8
tiora- da noite, d., Capunga, um cavallo, que
tUasdcpols foi adiado em/Ahoribe; o n.esino
perdeu um solliin ingle*, que levava en. muito
oom uso, de assento alcoclioado, estribos de
metal amarello, manta de panno asul, c rabi-
cnoj quem tiver adiado, e queira entregar es-
leso b,. oi,,s di,ija-se ., Ponte-de-uchoa no sitio
uo tallecido Ainorim, ou no Recife na ra da
wuz i i.,, quesera bem recompensado.
( \bi-a-se por prejo commodo um mulato
uei ib anuos, bonita figura muito humilde sem
\ icio, e bastante deligente de servico de criado,
eairanjo de casa, no amiasein daRua-nova n.
= Precsa-se de um cont a um contequi-l
i/ienios a mu pop /0 ao ../., sobre hypotheca
< e um sitio, os nretendentes dirijao-sc a niara
da Independencia n. 21. '
Jos Stodart retira-se para Inglaterra dei-
nncio o Sr. Jorge Joao Sinith coin a sua procu-
rayao bastante, para girar a casa debaixo da tir-
ina de Fox Sstodart.
= Precisa-so de um criado de 17 25 anuos,
l"< soja de bous costuincs, e d fiador a sua
conduela ; pivlere-se un. portUgUeZJ na ra
do., n"1 Amonio I." andar do sobra-
a pessoa, que annunciou querer comprar
uii.i casa terrea, .(.lerendo una na ra da Con-
boic'!,; i",-'"\!sla."- ?. Ja de entender-sena
j '''."-o Pcreira daSilveira, na ruaos-
u< na (i() Razarlo.
BOTELLA CONTRA AS FALSIFICACES
onstando a Mearon & C., que em aleumas
com a falsa denominacao de rap ara, meta, coin
atuc,oSaiu.itacaodosVbotes, rotules, c ,i
Jasua fabrica, fazemselenteaosseusfteBue-
WODrfoda^r*'1,0' 'i^r'. resguardo da'sua
i. ; V'"s ,'"s.,ll,vil,,s' accrescento
urina a,, sello do nico deposito do legitimo m-
do'.a'i!?.".? T,l:l'U'1' ""' n 'I"'' M '"'l<|ne
b.iNo desu. < enon.inacao un... lalsiliea ao
dos productos da fabrica de Ueuron & <;., 1IVcn'
rores, e nicos propietarios das fabricas do
rap ar* rea tanto na salda no Rio-de-ja-
rn.r-u.',r.caranhao' coino emPernambuco, c
cof.'nV? !'s- ,",","';u,on s de acautellarem-se
,v ifraude.8',. s,",l M u,aiore 9i ,
que se vende a retallio.
- Jos Antonio Gomes Jnior faz nblioo
2o do,Vi ^ AU ,andrlno Gome" .'US
Tn c-is' a""1SU""PletOS, hoiese ausento,, de
d'on.i i'. dmand0 "''.mbada i.lnaearteira,
ii r ""'Sl" J'1 anno passado fez -
- '.da, e foi para as bandas daParahiba;
i" i'.. 7 """'"" nlguu,a ,0,lsa ,our. ""
es h i d' lT "'"a ,narCa -""""a das fa-
de i la ,V.V> '" feitio de urna povide
c, 'l; J"';i-S'' que levou em sua
le a i- """""l;!li"''<'. de nome Candido;
de da,,,. |5annog |oi K .
22%iVnei .ni,io de ca,Pna =om o Ma-
no Mu m,o e hoje eslava apprendendo a al-
w, ,s0,/,";i1 ,a,"",'il, ausentou:por isso
como as autoridades policiaes, o obsequio de
vei si os podem conduair a miiihapwsenca
h," r,,,,"l0'a Mara de Jczusfaz sci, nte ao mi-
4 ri,'.^!'' "",-,!,'"l faf "'"co com Joao to-
pes desonza, sobre urna obrigacSo aue nra
ol'de S dl L0I"V ^ S(" hnOd0 '"''i-i" A -
d So '''' f ,.'",lo'-a<1^ !'-'" Sr. Joao Muniz
>""-a, a qalI Jaesta paga quaodo ajustarn
inda sn'i ? fechar o inventario da sua lina
liada, ogra, e.,2 anuos nao ll.e ten. entregado
adito gu-igacao e para se nao chamar ao en-
gao, faz scientc ao dito Lopes.
Roga-se ao Snr. jue nesta pracu for cor-
respondente dos Mendos (uimaros do Cear
annuncio a sua morada, para se tratar de um ne-
gocio importante.
^into Antonio ATonso, embarca para o
Rio de Janeiro o sou escravo Tito, denaco An-
gola.
l'reciza-sedeum boro olbcial demarcinci-
ro para traba.'har na Cidade d'linda: na ra do
Amparo, n. 41.
Aluga-se urna boa casa na ra dos Pires:
a fallar com F. Pires, no aterro da Boa-vista
n. 37.
FABRICA DE RAPE
PliliYCEZA
OASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito gcral na ra da Cruz
do Recife n. 38 e outro na ra do Livramen-
to n. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possuo o seu rap as quaes pela grande
estima e crdito que progressivament de dio
'm dia teem obtido n'esta e as mais partes ;
bem conhecido por um eonsideravel numero de
tomantes, e nao consta ter mofado urna so li-
bra : por isso faz publico, que toda equalquer
pessoa que quoira especular com o seu rap,
allendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se respnnsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma ecom condiccoes,
queomesmo comprador podo apresental-as.
Preciza-so de um criado estrangeiro de 10
aUannos para casa de homem solteiro: em
Olinda, ra deS. Bento, segundo sobrado de-
pois de S. Pedro velho.
A. F. Bandeira comprou 2 bilhetes da Lo-
tera a favor das obras de N S. di Uvramento,
n.os 2907 e 2908. sendo o primeiro porconta de
I). Anna B. Mondes & Antonio R Mendos, de
Maranhao, e o segundo por conta do mesmo
Mendos.
Alluga-sn um ptimo escravo padeiro: na
ra das Trincheiras, n. 46, primeiro andar.
Preciza-se de oficiaes decharuteiro: na
ra da Santa Cruz, n. 6*.
F. Aug. Piell relira-so para a Europa.
- Quem tiver e qui/erdar um mdoque sem
ioio, e robusto, pelo tempo que con vencionar
para ser mostr carniceiro ; dirija-so ao acou-
uue francez na ra dosQuart^is.
Os Snrs. que encommendarao os mergu-
Ihos de parreira, na casa da ra do Rozarlo da
Boa-vistu, n. 2; queirao mandar buscar por ja
se aeharem promptos para plantar.
Quem preciznr comprar mobilhas para
casas assim como concertar algumas obras, ou
envernizar; dirija-se confronte ao Passeio Pu-
blico, n. 12.
Quem annunciou querer comprar umaca-
deirfnha ; dirija-se a ra Nova, loja n. 52.
OSnr. Jos Teles de Brilo Macedo, dirija-
se a ra ^ova, n. 55, a negocio de seu interesse.
Emilio Bidoulac relira-separa a Europa.
Aluga-se um sitio entro as duas estradas
do olinda com grande casa de sobrado, estriba-
ra, arvoredos, fructas, e grande terreno para
ludo : na portara de S. Francisco.
Quem percizar diariamente de 2 candas
grandes d'aia para atierro, ou para obras, e
mesmo para conduzir qualquer carga ; procure
na ra estreita do Rotarlo, n. 10, terceiro an-
dar ; ou na botica noSnr. Paranhos em a dita
casa.
Aluga-se a loja do sobrado ondeesteve a
fabrica de farinha de trigo, no aterro da Boa-
vida ; na ra do Arago, tenda de n.arcineiro.
n. 29.
Na noite de Quinta feira ao acompanhar
oSnr. Bom Jess dosPassos do Corpo Santo
para o Carino, fultou de dentro d'algibeira um
embrulho qoecontinha 48 a 50# rs. em sedulas,
o urna letra sacada por Vicente Ferreira Puntes,
c aceita por Antonio Pinto d'Azevedo ; eum val
passado por Jos Fiancisco Ribeiro deSouza,
os quaos se achao ja prevenidos ; por tanto ro-
Ka-sea quemo livor adiado queira hir entregar
no trapiche div Angelo no Recife, a Luiz Anto-
nio Barboza de Brito, que se Ihe gratifcala.
Joao Mara Basto do Carvalho subdito
i orluguez retira-se para Portugal.
~ Manoel Francisco do Moraes vai ao Aca-
rac levando em sua coinpanbia Luiz Jos da
Silva Carioca, e Luiz Jos do Franca, e o seu
escravo de nome Benedicto.
Os snrs. Justino de Medcircs e Amonio
I "a, que, lia 6 anuos, erao moradores nesta ci-
dade, bajeo de comparecer na secretaria da
polica, para darom os Biguaes do crioulo Edu-
ardo que so ada preso na cadeia da cidade da
l'arahiba-donorle, e diz ser escravo do dito Me-
deiros.
A pessoa que annunciou querer com-
prar urna trrenlo de ouro, sem feitio dirja-
se a ra do Sol, sobrado de dous andares n. 23.
Aluga-se o segundo andar da casa da ru
do Collogio n. 18, com bons commodo, o fres-
co; a tratar no primeiro andar do mesma casa
Manoel do Bogo, Portuguez, relira se pa-
ra a provincia da Baha a tratar de seu ueao-
cio.
A pessoa, que annunciou querer comprar
una porfi de bico largo felto na trra dirja-
se a Rua-augusta .asa terrea n. 5* ; na mes-
ma casa vende-se urna cabra (bicho) com dous
cabritos capados, a uuald multo bom e bas-
tante leite, e propria para criar.
Offerece-se um rapaz Brasileiro cazado,
com um fitho para ensmar primeiras ledras
principios degrammatica latina, e msica pa-
ra fora desta cidade ou engonho; quem d seu
prestimo se quizer utilisar, dirija-se a Rua-no-
va n. 8, ou annuncie.
Aluga-se um moloque muito robusto, na-
ra urna casa espaz, u empregar-se as compras
do ru, e mandados; quem o precisar dirja-
se a ra doRozario da Boa-vista n. 53, segun-
do andar.
Quem annunciou precisar de
SOCIEDADE PHILO-THALIA.
O primeiro sejretario avisa aos snrs. so-
cios que os bilhetes para a recita do dia 24 do
em rente se achao em casa do respectivo thesou
reiro o qual faz a distribuicao delles nos das
22, 23, e24, na ra do Collegio n. 5, primeiro
andar.
O inspector do quarteiro da Ponte-do-
Uchda faz publico queem seu sitio foi encon-
trada urna preta pouco ladina, dizendo que an-
dava em procura de quem a comprasso sem
declarar o nome de seu snr., o que presumindo
andar ella fgida, a tem recolhida em sua casa;
quem for seu dono dirija-se ao annunciante ,
quedando os signaes Ihe ser entregue.
Cahioda janella abaiio um allinete de
peito de diamantes, da abertura de um me-
nino queestava rVa dita janella no dia 19 do
corrente mez ; quem o achou, querendo lesti-
tuir, leve-o na ra da Conceico da Boa-vista,
sobrado n. 8, que ser gratificado.
rrecisa-se alugar um primeiro, ou segun-
do andar de um sobrado, sendo no bairro do
Recife, ouS. Antonio, cujo aluguel nao exceda
de 10# rs.
Oabafxo assignado para fazerchegar ao
conhecimento de quem convior, quo por exe-
ouco de Jos da Silva Coimbra movida por seu
procuradorManoel Peroira Magalbaes.foi penho-
rada urna casa terrea no AUerro-dos-A(Togados,
pertencente ao caial do finado Cosme Teixeira
das Trovas, e como anda nao fosse feito o In-
ventario e partilhas dos bens, os quaes por
indiviso, cconsta que alrn da divida de que
vem a referido oxecucao.existem outras, eigual-
almento em prejuiso da heranca quando ao
tempo do fallecimentodo dito Cosme, nenhuma
fiou e nom consta, que fosse contrahida por
justificado motivo ; faz o presente annuncio ,
para ao depois nao se alegar ignorancia.
Amaro Jus dos Prazeres.
Compras
Compra-so um compendio deDireto na-
tural porMartine: no aterro da Boa-vista, n. 65.
-- Cotnpro-se eflectivamente para fora da
Provincia, mulatas, negras, c muleques de H
a 20 anuos: na ra Nova, loja do ferragens
n. 16
Compra-so um trancelim fino, ou cadeia,
bue sirva parardogio, sendo de bom ouro ainda
que se pague algum feitio : annuncie.
-Comprao-se 12 vaias de bico do paiz muito
fino, ecom um palmo ao menos de largura- Tm7J TV ^7,**, "'23, v,'n(,,,-se
annuncie. "suid. um mulato de lo annosdeidade, oqualtemcs-
Jos Marques; adverle-se que se vende o m
comasarca, ou sem ella. m|lho
Vende-se um escravo anda moCu ,Pm .
ci algum, o bom oflcial de pedreiro '
daLCadeia do Recife, n 52 ; na mesma ra""
dir o motivo por que se vende. So
Vende-se urna toalha de altar depann
esguiao toda bordada, com bico ; no a(| ?e
Boa-vista, vendan. 44, junto a travessadoM''"
lilis. mt-
Vende-so Sarja preta hespanhola sUD,rr
na, los pretos finos para senhora e menina rt
tos brancos finos para senhora, lencos de s 11I"
superfinos para gravata, luvas de pelica a mZ
o 1^280 rs. o par, meias do seda brancas e
tas para homem e senhora: na loja deMa
Jos Goncalves Braga, junto ao arco de S \Uel
Ionio, n. 2. n"
Vende-so o resto dos bilhetes, emeiosrf
Lotera do J.ivramento, que corre a 2i doc
rente mez, porconta da mesma Lotera l''
ment no Recife, casa de cambio do Viei'a 1
ra da Cadeia, n. 24; advertc-se que se\roJ\
pelos premiados da de Guad'Lupe, dando-sel!
restante dos meios que sao 500 rs. em bom co
bre, que hoje he pexinxa : a elles, a elles nnii
tem havdo grande extragao osla semana
Vende-se um qnartao por proco commodo
na ra do S. Amaro no inundo novo, n. 6
Vendem-se um armario para tomar banho-
na ra da Cruz, n. 35, em casa de Le Bretn
Schramm & C.
Vemlc-se um preto de nacao proprio para
lodo o servico ; na venda da esquina da ruado
Aragaoque volta para S Cruz, n. 43.
Vendem-se um negro de 20 minos, bonita
figura, comofficio de carroiro o pujador d'as-
suoar, e lom muita pratica de engonho : na ma
de Aguas-verdes, sobrado n. 70.
Vendem-se urna obra de Virgilio em la-
tim, urna Solela de Cicero, um Coruelio, uina
Fbula, una arle de Mantas, um Diccionario de
Fbula, una Arilhemetica de Lacioix ludo anda
novo : na ra Dreila, n. 38.
Vende-,e sal do Assu' abordo do Hiale
Flor das Larangeiras: trana-se ha ra daCa-
doia do Recile, loja de fazendas n. 37.
Vende-se, ou permuta-se um sobradinho
por uina grande casa torrea, que lenha grande
quintal, ou por um pequeo sitio nao exc. den.
do do Mondgo, Solidado, frc. ; o sobradi.ho
lem 2sallas, 3quartos, cozinha fora, e venda
na loja, sito em o Bairro deS. Antonio, 0nao
se duvida voltar quando os valores o permiti
annuncie.
No Recife, ra da Cruz, n. 23, vende-se
Vendas
Vende-se urna restilacao com poucos fun-
dos sita no principio da Rui-imperial doAt-
terro-dos-A(Togados em grande armasem e
quintal, e o aluguel muito barato ; a tratar
j mesma ra n. 31.
Vende-se sebo em rama c cola de supe-
rior qualidade; a bordo dobrigue l'aquele-de-
I ernambuco fundeado defronte da estaii.ha
d palacio. "<"a
Vende-se sal de Lisboa, em grandes e De-
rzr:: ""'"""'m"m""" """'
Vendem-se sementes de hortalica telhas
L r'/TSl<,spara ,nenim,s Palero a
andar, v.dros de urna a 4 oncas. ludo por com-
lal7a^nnn'm"Se.anend0aS Cobertas de <*
ale 11 1000 rs a libra, grvalas de setim a 1280
vm^5InmiSiyt^Ut^ rUa da ,rain' oqu:'1 e ?>logar, lem
t- v hi winm ao rtozano, loia dn mn. commodos n.ra fao.m- .,...,___ u
f gnrSs rs e* -.asa?3gssa na
10, ditas para commodas cadeiras america- ''1'118 com SU8 cavalletes, urna bandeja de ma-
nas com assento de palbinba camas de vento --
com armacao marque/as sofs mezas do
jantur camas de vento mui bem feitas a 4S00
ditas de probo a 3500, assim como outros mu'
tos trastes; pmho da Suecia com 3 pollcgadas
dgrossura dito serrado diloaroeVie.no de
difierenles larguras e comprimentos; assim
comolrave.de probo, e barrates; na rua de
Morentina em casa de J. Ueranger.
lado aprendendo o oflido de sapateiro, ao com-
prador se dir o motivo da venda.
Vendem-se um bonito molequo de 12 a
14 annos proprio para pagom u offlclo, uina
negrinha de 12 annos sabendo cozer muito bem
umu linda molalinba de 12 annos, urna bonita
escrava de 20 annos sabendo cuzinhar e engo*
mar, urna dita de 18 a 20 annos de todo o ser-
vico equitiindeira, urna elegante mulata de 20
annos engomadeira ecostureira, um cavallo ru-
dado, glande, boa figura, e corn todos os anda-
res : na rua do Pogo, ao p do Rozan.; n. 8.
- Vendern-se os pasearos .eguinles, bdos
bons cantadores; uina sabia da mallo, uina
ditaoapodra, tro/, bleudos, dous .ana ios do
imperio, um casal de rolas de Hambu.go. e
umadila solteir.: na rua de lionas, n. 130.
Vendem se >icos veos de seda pretos o de
linio muito grandes h ricos padrees pelo dimi-
nuto prego de I0# rs. ditos grandes de trofeo a
# rs. : na rua do Cabug loja nova de fazen-
(las mglozas e francezas, n. 4 e 6, do Pereira
lillede.-.
Vendem-se por preco multo commodo to-
aos os p^rtences de um orma.em de carne secca
I
"tira, ea (landres com suas competentes medi-
das: na rua d'Hortas, n. 130.
Escravos fgidos
nUr.1nN0da8d0 correnw fuio um escravo
perlencnteaosnr. Vicente ihoma, dos San-
ir (;'nISls,K"acs seguimos : de nome Luiz,
Vendem-se um sobrado deum andar eso- cori mi?, ?'"an.e d 30 a""os "rosS do
p, a pouco aechado, na rua do Foro i?" co? kn! ^ CUteS aluns cabellS bra"-'
tratar na rua do Rozario, n. 10, terceiro in' lo m, -i^ .8 lra,vessaUo como quem est boba-
(ao,
a
du
e camisa de dito
preto e do Fra-de-portas
- Vende-se sapatos dedura^u
cores forrados de pelica. ditos de marroquim ie^TCS'L' ?*, nou"'; qut'm Jear'
cordovao. eboln. es.p.tos_decouroSKro pensado mpCn' "* t7 1U8 ''"-
azul consta, que anda por
de noute : quem o pegar
fcW^l MtUeTc!^tolS^ 0Doo?ld!r S d COrren,e "PPareceo, e
15, loja do Bourgard. e' n> nr v' t fi'lJo um escraV P*fe ao
tr.7ejaVn.ento-UMS ^ balid e con,rt bink ,1". J,,,'!maz dos ***> > *> "0"'^-
Vende-so taxas de ferro balido e coado bino
Movambique, cor lula cabeca
d'Angola : na drua3lVig.SmS'3 UTO "^ ?,!? *^ pS3". cara boche...
Vende-se um ned L i^'._____ ":" Plenas enrugas dos lados aa bocea, per-
3 estatura regular fallas mancas ,
-so um pedaco de terreno
na
trada de Bellem, sitio da mangu'eirt YaYrT roo"^^^ Ml^ura r<'8u,ar' fallas mana
o palmo, terca propria : na ru.'do Ruarl/: ZESt?Aro fetL* T?1? "2
...in,. r..... Ansel Martins de Siqueira de
treita. n. 39.
.,m "" Ve"dt'",-se saccas com muito bom inili.n rialn 7 : qui'm *' tow aRua-impe-
uma mu-1 e com a|queire e meio da medida velha qUC Mr reco
Iher para trabalharem qualquer cost,^,r. d tH' i,rZ c,TT me0 da ",edida ve,na- Sr
. ja-se a rua de & KiU-oon n. H. '' m" IK ou Z rnJ h"""" Prai d S" Uila'
Ift, ou na rua doRangel venda do Snr. ui
mnpensudo.
Luiz Rk. ka Tip# m ^ F> m fAnu> _m


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