Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05082


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Full Text
Anuo de IM4.
Sexta Feira 22
de Margo
carcixvjZ
Tu (1
liiuvaoa
cullas.
cunioi
oliit Londre '.5 i a 38 J.
,) l'an* -U res uor iranio
u Lisboa 1. i) .(ir lUil de orcinin
Monla de oobrf S por ren .) < nao ha.
Idtm de lelr< Je boas fira.as I a l|'i
MAR
a-CTW.~geT-^gTTO-:
Anuo XX. IV. 69.
%'S?X3i.'+ I .i T. '. MBS
0 Diabio |.ublica-te lodosos dios que n.".o forcm san feudos : o preco da -asignatura
he de tres mil rs. por quarlel pagos adianladns. Os nnunciosdos nssignmics So inseridos
g.ali", e os dos que nO forem i razo de SU reis por linha A rrclnmaiies devem ser diri-
gidas esla Tvp na dns Crujes n -4 ou .'i proga da Indepmdenna loja de livrian 6*8
PARTIDA DOS COMIMOS TERRESTRES.
CiiiMil, e Paralivba, segundas e sextaa fciras. Kio Grande doNorle, quintas feiras
Cabo. Serinliaem llio Fornoso I'orto Cabo, Macer Alagoas : no i. o H e t,"
i. de cada met Garanliuns. e bonito a 10 e 84 de cada mes Boa-isla e Flores a 13
I e J dito. Cidadeda Victoria, quintas feira,. Olinda lodos os dias.
DAS DA SEMANA.
48 Seg a. Gabriel Aud. do J. de D da _'. t.
1!) Tarea >fr s. Joso EljMtM de N. Sra,
S(l (Juanas Matlinho And 21 Quinta s.Benlo. Aud. do J de U da 2. T.
JS SesU a. flmvgdeo Aud. do J de I). da 2. t.
;3 Sab. a le lis Bel. aud do J. del), da 4. y.
Ji Dnm. Instilu rao r>o "acrnmenlo
igora depende de nos meamos; da nnssa pru.le'cia, noderar;io' e energa: con-
como principiamos e s-ienos aponalos aun almiraj.'io entre as nagi.es man
(Proelmaj.m da As:embl.'-a Geral do Braiil.)
no uit SI di mico.
Our.-.Mocda de 6,400 V.
i, .i ii N.
de 4,00 >
I'rataPatarfies
, IVsos colummnares
ii Ditos mciieanoa
compra
17,'00
ili.lHM)
y.i'o
4.9fiC
4.1)7
1.900
\ .'Hila
47.500
4.7300
9, 00
4.K8
VS0
*,)S0
PHASES DA LA NO MEZ S>E M VUCO.
Lita cheia a i asO huas e 'i2 inin da larde
Minguante a li as 11 horas da maiili.i..
a La nova a IS as 9 horss e57 min da larde;
[Citsceau a 27 as 2 h. e 11 m. da maaliJa.
Pleamar de hnje.
maullas. | Segunda as S lloras e 0 minutos da arde
"'I '. lS*^r,V,^'rT"m-^^**'' .-seas;
U-z ^zz. -zzviz'JBEsa
*iir?e o
. iWi.'-i.
MINISTERIO DA JUSTICA.
3.* srec.o.Illm. c Exm Sr.=S. Jif. o Impe-
rador houvc por bi'in approvar a decisao por V.
Ex. dada em soluciio dtivida proposla pelo prc-
sidcnti' da cmara municipal do Rioformoso, c
pela qual Ihc deelarou, que nao so fazia neces-
sario novo juramento especial para conlieeer cu-
nto juiz supplente d'uma causa, em que os
ntais supplciiles se liaviiio dado de suspt i-
tos: porquanto, sendo a substituirn los jui-
zes municipaes una lb.ncc.ao Inherente ao cargo
de vereador inais volado, em vi rinde do artigo
111 da le numero361 dea de dezembro de 1841,
nao ba inconveniente, nem irregularldadc algu-
iiin, eni que os vereadores a exercao tleliaixo do
juramento prestado, uando toino posse do
cargo. O que communico a V. Ex., em resposte
ao sin officio n. 1)8 de 7 de agosto p. p. Dos
guarde a V, Ex. Palacio do Itio-de-janeiro em
20 de setembro de 1843.Honorio Hermeo Car-
veiro Leu.Sr. presidente da provincia de l'er-
nambuco,
PORTUGAL.
Documentos ofpciues dos revoltosos.
A nacao uSo confiou de nos estas armas para
instrumento dasna oppressao, eda sita ruina,
ib i para a defeuderinos e protegemos. Nos so-
mos soldados da patria, e nao de nina laceo. O
governo actual Invocou o uonie de D. Pedio pa-
ra nos illudir, e vos npprimir. Mas I). Pedro eia
o amigo do povo
dos soldados; e esta lan.no
traidora e perjura, nao qnrr seno dcsunir-iios
para opprimir uns com Otilios, e enriquecer com
o auor e O sangue de todos. Os tributos ja s.io
tantos, que vos nao podis com elles, e o gover-
no quer por inais. .Neis beni sabemos, que o
pouco que elle nos paga para nos ter da sua
mo liara o ajtidarinos a opprimir-VOS, e vos ti-
rar at o ultimo real. .Mas nos vemos tanibein,
que a miseria cresce lodos os dias, e em o povo
nao tendb inais que dar, quem ha de sustntal-
os soldados? A metade do que o povo paga val
paraemprestimos em que 'lies sao iuteressa-
dos; vos sois roubados e opprimidos: os minis-
tros estilo ricos e a naci pobre. Os estrangeiros
faseein escarneo de Portugal, c Portugal nao po-
de seno geiner. Os ministros rient-se, c dizcm
que tecm o c.xercilo por si,
Este ocumulodainlamla, e a inais atroi das
'calumnias. Precisamos lavar-nos dista aifronta.
Estamos cm armas para pugnar pela nossa hon-
ra, e pelos VOSS08 direitos.
Ks nao quere'mofi revolucao nem desorden!.
Estamos pelas promessas da rainlia. A carta;
mas reformada parabein do poTO.epara nao ser-
vir de capaao roboe i tyrannia. Esta oi a palavti
real que noderao. Quebrou^i o governo trai-
dor, deshonrando o nome da rainha; cobrindo
,1,. ignominia <> exerelto. E' um dever para nos, e
un Tionto de honra exigir o cumplimento da
iialavra real. B' a vontade geral do povo, a
vontade do rainha: os nossos tyrannos e que
naoquerem. llave.nos deobrigal-os i '"-vosa
na que o triumpho c ccrlo. .onei.Ia.laos, nos
daremos o exemplo da subordinacao, corap. in,
c Rrmesa! Mostraremos que somos soldados
co.islitucio.iaes. A nossa causa a da jtistt.a e
da honra. Oslvraunos nao teein por si senao al-
irunsllludidos. Os que se nao qucrciu conven-
cer; havemosde vencl-os.
Estamos unidos coinvosco; nao queremos se-
nao o nue vos queris.
A carta reformada como a nacao quer c a rai-
nha ironietlco., .
Uin ministerio que assegure a na?fio o cuni-
nriniento deslas pioniessas.
Os inipostos que a nacO paga, que sejao gas-
tos com ella, c para seu provcito.
Tolerancia e igualdade para todas as parciali-
dades polticas respeitadras da lei fundamental
Uo estado.
Determina o seguiute:
1 Todos os emprestimos e contractos que
(lestadataeni diante l'oreni celebrados com o
Bovernoestabelecido na capital, e que tiverem
Tior lni niiinstrar-lhe dinheiro ou crditos, sao
desde declarados millos, c nunca serio reco-
nhecidos, nem salisl. itos pelo estado.
> As prestacOes ein divida por emprestimos
ou contractos anteriormente feltos com o gover-
no establecido na capitel, e <|ue he lo.e.i. eo-
reSeVcm especies,.......n crditos, ..es..-, d.,..,
,n, diante, sera. consideradas como nao pagas
para o clleito de nunca seren abonadas pelo es-
,a!!o' Todas as autoridades dc^ualqucr ordeiii
r Eraduac5oque sejao, que desta dala en, diante
em regaren, ou fiserem entregar dinheiros pu-
b id, ao governo estabelecio na capitel, ou
os set.s agentes, ftco por todos os seus bens, e
Je os do* mu* *K*l icsponsavcis pelo paga-
ment dos niesnios dinheiros, pelos quaes serio
executlvamente demandados.
A." Fica suspensa al deliberarao de outras
ci'nies a cobranca de todos os tributos novos,
volados desde o dia 15 de novenibro de 1843,
ainda que data desla tenhio sido, ou veiihiio a
ser decretados por lei.
5, Fica do mesmo modo suspensa toda a al-
teraco nos cowproinissos, bis. r regulamentos,
porque actualmente se regem as misericordias,
contrarias, e mais estabeteclmentos pos.
i dadaos, esoldados portugueses! =A llber-
dade que coinprm08 cusa de nosso sangue,
e de iiinunieraveis sacrificios, est quasi des-
truida! Algiinia garanta que anda gosamos,
em breve desappareccr, se nao reiinirinos nos-
sos esbirros para debellar cssa laciao, que se
assenhoreou do poder por meios atroces; essa
laec-io Iraicoeira.qiie teni a nossa augusta rai-
nha soba inais ignominiosa coacc3o, e que s
procura anniquillar todos os nossos direitos, e
regalas, para siistcnlar-se por linio do arbitrio,
da oppressao, e do desperdicio da l'a/.enda na-
cional, e da completa ruina da industria, do
conunercio, e da agricultura.
Sao decorridos quasi dousannos, desde que
a augusta fllha do immortal duque de //ragnnea.
O Sr. 1). Pedro IV, proniulgou 0 decreto de 111 de
(evereiro de 1842, sem que pela coacciio violenta
em que o actual ministerio a tein collocado, te-
tilla podido eiunprira sua real promessa exau-
da naqiielle decreto; e menos attender as sup-
plicas e votos, que os povos, nestas dolorosas
eircnnislancias, tecm l'cito chegar ao seu real
conheciinento!
I'.sic ministerio faccioso, acobertedo com o
.lome da carta constitucional, tein rasgado, des-
truido, sophismado.rolha a folln,artigo por arti-
go, esse mesmo codigq, que alardea sustentar.
Este ministerio, guiado por um homem que
nao tem crenca alguma, que nto tem amor de
patria, que nao ve inais do que seus inleresses,
que esi ceg pela desmesurada ambiefio que o
domina, prestes a mudar de systema, e opinioes
polticas, segundo os ganhos que nossiio d'ahi
provii-lbe; proinpto sempre a sacriliear os ho-
inens,coin quem mais estreitamenteestiver uni-
do, e at a declarar ininigos do estado aquelles,
que se nao prselo a ser instrumento de seus ca-
prichos, ou nao coadjuveip seu despotismo bru-
tal; este ministerio l'eni-nos enllocado borda
do medoiiho abysnio. pie aunara trabar-nos.
O povo e o exercito portugus, si mpre leal, c
espeilador dos seus nonarclias, sempre amigo
da ordem e da liberdadc, que sabe apreciar seus
direitos. e manter Ilesos os do ihrono, sao para
aquelle homem uin povo, e um exercito de es-
clavos!
Concidadaos e soldados! Vos nao ignoris os
males que sollreinos; a experiencia vol-o lem
Cirilo sentir.
Todas as fontes da riquesa publica eslao ex-
haustas! Os direitos e seguranca individual des-
apparecrao!Opovo,sobrecarregado de tributos,
soll're vexames de todo o genero, c a cada mo-
mento. .
O exercito v annullados seu direitos e ga-
rantas; todas as leis militares sao espesinhadas
por esse ministerio arbitrario e inslenle Sol-
dados! Isio nao una llusfioQue < digfio os
Cactos; mais de tresentos olliciacs benemritos,
que teein prestado patria, liberdade, e ao
thronoda Sra. I). Maria II dislinctos serviros
em pocas assignaladas, cstao boje arrojados
para a leneira seerao do exercito Corpos intei-
ros tecm sido removidos deunspara outrospon-
tos dentro do reino, sem se attender ao sen bem-
estar, c InteressesdaJasendaS Outros tecm sido
mandados para as illias, e dcstas para o reino,
sem se curar dos graves prejuisos que I
sao MultOS olliciacs do ultramar t
corporados no exercito do reino contra a cx-
pressa determlnacao das leis vigentes, e com
grave daino de urna corporacao benenicrila, e
numerosa!
A primeira praca do reino^Elvas =que, con-
forme a lei, (leve ser governada por um marc-
chal de campo ou tenente-general, esta boje en-
tregue um coronel! A 1.* divisao militar, aon-
de existe a inaior forjado exercito, e acorte, que
sempre fra coniniandadapor um tciientc-gene-
ral, dos maisantigosc dos inais valiososscrvic.os,c
que ltimamente esteve sob o connnando do
un i manchal do exercito, aeha-se, desde a re-
volucao de (osla l abral, confiada a un fcriga-
deiro (ha jiotico graduado em marechal de cam-
po) dos mais nadernos do exercito .
Seria longa, c quasi iiiternnnavel a relacao das
arbitrariedades do actual ministerio, contra os
inleresses dos povos e do exercito.
vb-i< aspratiras, Maetos mais sagrados na
vida militare civil sao desvirtuados por manda-
tos gratuitos, e vergonhosas delerminacoes de
mero capricho obrase, de n.jsteriosas e noc-
turnas sociedades....
Concidadaos e soldados Tenis vos esquec.do
que descendis dos Portuffiueses de AfibnsoHen-
rlques? AcasoesqueeesB quesols unaos dos
Portuguezes do mestre d^viz, e de 1). Joao l\ ?
Baverda olvidado a gratidao que devcis a n*
i' rili"!!' ( (K "i;i\( S [11 liti uin un .i viui- ..." ...........- % M- .
'MurteroSello ultramar teemahloi^
nimia do vosso general, do VOSSO amigo e liber-
tador, o Sr. I). Pedro n ? NaO; em peitos de no-
bies Portuguezes nao cabe a cobarda.
Eis pois chegada a poca de pagantes essa di-
vida sagrad i salvemos a patria, a rainha, e a
liberdade !
Concidadaos e soldados De vos depende boje
serios nacao livre e independen te! De vos de-
pend'o brilho do nome portugus !
l'n,uno-nos em muso CrpO, SClll dislineiMo
alguma; corramos :is armas ; a victoria e certa !
Para dirigir nossos esforcos eoustiltiamos um
governo, que, depois de completo o Irtumpho
da causa nacional, deposite as nios da rainha
a autoridade, que em seu nome tem de excr-
etar.
Nao nos detenhamos um momento em salvar
a patria da oppressao, que a subjuga. \ Riba do
grande Pedro nos chama em seu auxilio! I'.ia,
vamos libeiial-a da coaceao em que est,
vamos mostrar ao mundo que somos Portugue-
ses livres.
Scja o nosso grito de victoria:
\ Iva a carta constitucional '
\ iva a rainha !
Cumpra-sc o decreto de lude IVverciro de
1842.
I'iuacoiisliUii('ao]iolilica,feilai>orniandaIarios
da naro portuguesa linha sido livreuicnle ae-
ceita pela soberana reinante, unlversalmente
jurada em toda a inonarehia, e reconheeida por
todos os governos da Europa.
Tiuhao decorrido quatro anuos, durante os
quaes este pacto social, em tranquilla pac, era
respeitado sem conlradiciao alguma, como lei
fundamental do estado.
Foi tiestas circunstancias que um ministro da
Corda, desleal e tiaicoeiraniente abusando do
augusto nome de Sua Magestede, a rainha, ou-
ou proclamar na Invicta cidade do Porto a .in-
terior lei fundamental, que linha sido abolida.
O chele do estado (leo o testeniiinho mais so-
lemne de desapjprOvacSo .este laclo; econiludo
para evitar a eflusao de sangue portuguez, e os
desastrosos efleitos da guerra civil, julgou acer-
tado, por (cetelo naide 111 de fc\ereiro de 1842,
declarar em vigor a caria constitucional de
IS-ji;. dada pelo inmortal duque Me tVraganea, o
Sr. rei 1). Pedro IV.
Mas este gravissimo acto, para justificar o qual
le invocara a nica lei. que poda iiivolar-sc a
iiprema lei da salvado publica sena ajtoniad
.orio da soberana nacional, e do inais"sagrado c
importante direito dos povos, se nao fosse, como
liii. acompauhado da expressa clausula, em vir-
tttde da (pial se deviao iuiniedialaiueiite reiliHr
cortes extraordinarias, devendo.*- dcput.idos
elcitos para ellas vir munidos de ampios poda-
res para reformara nova constituirn mandada
observar.
A' carta constitucional dada pelo Sr. re l). Pe-
dro I\ estavao ligadas recordacoes. que nunca
podero apagar-se cm peilos portugueses, OUC
prc/ao a liberdade ; mas certo, (pie depois das
importantes leis, com que o augusto doador
acoinpanhou a sua reslauracSo, ecoin as quaes
Intirainente mudou a organisaeo e face da ">-
ciedade portuguesa, nao podia aquelle veneran-
do COdigO salisfazer as necessidades dcste pau,
sein reformas, que o accoiuodasseui ao novo es-
tado social.
I.sie foi o pensamentO do real decreto de l de
fevereiro de 1842. Este foi sempre, e ainda
boje, uvoto nacional. E estes foro, e nem po-
diao dcixar le ser, os desejos, e o intento do
doador da caria. Nem era possivel dcixar de
cnsul lar a nacao sobre este fado, o inais impor-
tante da sua existencia poltica ; porque so a es-
ta eonla podia o chele do estado invocar a supre-
ma lei da salvaran publica para alterara consti-
esta condicao anuido o povo portuguez ao resla-
beleciiienlo de mu antigo pacto social.
.Mas com despre/o (leste voto nacional, tantas
vetes, c to solemnemente pronunciado, sein
respeito para com aquelle real decreto, pie pro-
videntemente atlendeo a esse voto, sem con-
sideracao para com odireito inais sagrado c res-
peitavl da nacao ; os ministros, quebrando a
palavra real da soberana, vedrao aos collegos
eleitoraes, pie desseni aos deputados chitos am-
pios poderes para alterar qualquer artigo da
caria.
E com ludo, para que um governo chegasse n
zonibar e escarnecer a lal ponto dos inais respei-
taveis principios constitucionaes, a ter em nc-
nhuma conta os direitos c liberdades da oacao
portuguesa, e a despreiar sem pejo a promes-
sa e palavra real, to slemuemente manifestada
naqueile decreto, foi preciso, queaasmciosamu-
Ic violentado O chele do eslado no exereicio de
urna de suas inais sagradas prerogativSS a 88-
COlha de seus ministros se visse forrado a cha-
mar a seus eonselhos aquelle proprio, que pou-
co antes, por sua traicao e deslealdade havia
desmerecido a sua eonliain,a.
l'm governo com tal origein, e que. ceg as-
tira todo rasaos ousou prescindir da concur-
rencia nacional para tornar legitima a complete
altcracao da lei luudanicutal da utonavehia, ja
nao podia por me os ordinarios ser impedido no
caminho do arbitrio, c do despotismo. Assim
acouteceo.
Urnaeleicblivre, e isenta defraudes e vio-
lencias, leria levado ao parlamento quera verda-
deirainente representasse o voto nacional ; mas,
receloso o governo, pa o pial bradava inais
alto, do que o amor da patria, a aiubii'o, e mes
(fiiiiiliis inleresses, (pie esse voto fosse ouvido ;
nao hesiloii para o sull'oear em laucar mao af-
frontosamente de iodos os meios de corrupco,
illegaes e violemos. <>s lacios ah estSo,
Reunidas as cortes, vio a n.nao com assombro
approvadas as pveteuces mais misadas c desas-
trosas de um governo frentico, imbcil e into-
lerante.
\ inais absurda e forrada inlelligeneia foi da-
da carta constitucional para entregar ao poder
ejecutivo a faculdade de concluir e ratificar tra-
tados de comiuercio, subsidise naveg.'n ao com
os governos das naroes estrangeiras, iudepen-
leineiile dos corpos legislativos .' '
Depositar lias inaos de um governo, que nao
duvida sacrificar sua couservacSo os mais im-
portantes interesses do palz, o poder de comprar
mais alguna dias do existencia a troco da ruina
(la nossa industria, eommereio e agricultura,
sein que os representantes do povo tenhao nielo
algiiin de atalhar a dcslruico destas fontes de
riqueza nacional;entregar ao governo a fa-
culdade ib'alterar, so por si, todo o Systema ge-
ral de legislaciio, por um (talado, (piando a lei
mais innocente, e de menos consequeucia, care-
ce, jiara ter forca no paiz, da concurrencia dos
corpos legislativos ; ('' nina coneessao to absur-
da, uin aconlccinicnlo de tO funestos resulta-
dos, quesd de per si bastarla para justificara
geral execracao com que a nacao portuguesa
contempla aquelles, a quem estao boje coufia-
dos os seus destinos.
(1 estado da fa/enda publica, principal ori-
geiu dos niales, que alDigem este reino, tem si-
do levado a lal poni de lastima, e abandono,
que, a prnloiigar-se, impossivel ser o remedio.
Ainda nao satisfeitO o governo do abuso, (jne
fe da supposia antigllidade da caria, para es-
tabelecer como principio constitucional, que
aao careca da approvacao animal das cortes o
lancainento, e cobranca dos iinpostos; anda
nao contente de ter desunido o antigo ^)s(ciua _" -
da cobranca dos rcndiinenios pu'Iilii (is, .chibnM
vicioso,. pnCa* o, sttbstililir poi'o'ulro inais des- *
(iclfdidso, edesorganisador ; levou sua demasa '
lo-ptfotp de lolher a regular discussiio doorca-
ineuio, pondo-o de parte antes de discutidos e"
com elle todas aquellas proposlas de lei, qdb
pronietlio alguma reduccao tas despezas u%
estado, e que sii tinhao sido apresentadas para
raficinar incautos, e desapercebidos.
As alardeadas econoiuias (Ics.qipareccro, e
as proinellidas reformas na importante organi-
SacSo de nossas desgracadas lin,incas eompen-
diai'tlo-SC no pedido de votos de eonlianra ao
governo; oqual, en consequeucia de uns, e
ultrapassando outros, se foi laucar no fatal ca-
minho das anlii ipacoes, sem termo, dos futuros
reiidiim nlos do estado, para servircni dchypo-
tlieca .i u|n ni (i calamitosas para o paiz.
d.kiiii tem uascidoa Injustadesigualdadenos
pagamentos dos empregados pblicos, e a pers-
pectiva da espantosa miseria (pie ameaco o
exercito a armada, e a lodas as classes dos ser-
vidores do estado : nao obstante os desigtiaes
c ruinosos tributos,com que O povo tein sido op-
primido, os inultos mais, que intentao laucar
se, nao se leudo l'cito as despe/.as do estado
as reformas e econoiuias que crao reclamadas
pelas necessidades do eslado (pie o servico pu-
blico cninpnrlava e depois das quaes smente
pndrria justificar qualquer augmento nos en-
cargos do povo.
Zumbando da propria maioria que as c-
maras legislativas o sustentava, e calcando aos
ps sein peja o que ha de inais sagrado e res-
pcitavel no rgimen representativo o governo
levou o dilirio ao extremo de adiar as cortes
para Ibes usurpar as suas mais importantes e
valiosas jircrogativas! E guiado icios principios
da mais escandalosa intolerancia c nicnos-prc-
sando a honra e increcinicntos de olliciacs dis-
linctos do exercito eobertos de servicos c cica-
trizes ou os tem, por meras siispeitas,sujeitado
a penosas icmococs de uns para outros corpos ,
ou tem inililisado o seu prestimo na 3. seecao
do exercito com espantoso augmento das des-
pezai publicas. A inesuia son est continua-
mente ameacando i todos.
Pasando ostensivo e falso alarde de acrisola-
do telo pela eonsolidarao da carta constitucio-
nal tem o governo anuiquillado as leis inais
bencinas e prnveitosas com que 0 inmortal du-
que de Braganja acorapanhou a sua restaura-
i So.
Odescnvolviiucnlo do generoso e magnni-
mo pensamento do decreto dos romes de 13 de
agosto de 1832, tem sido portal furnia acinte-
nicnle procrastinado pelo governo que grande
liarte dos bens que promettiao suas beinfnzcjas
provisoes, j:i dcsappareccrao, e em vez dellas
preferio o mismo governo deixar a bracos em
lucta desigual com os donatarios os desgraca-
'


ilu. foreiros quando dcvia empcnhar todas as
mi.is forcaspara quecompreferenciaa quaesquer
outros obiectos, sedefinissein d'uma voz para
sempre os recprocos direitos. e obrigagoes de
uns e outros.
E COlll tudo que niais fez abalar pelos fun-
damentos o systeuia representativo deste paii
foi o despreso ultrajante.com que o governo tem
rasgado e calcado oos ps a pagina principal da
cunstituicSo da inonarcbia emque se definen)
ns foros egarantas dos cidadaos portugueses.
Aqu cidadaos prcincos forao presos sem cul-
pa-formada, ou retidos entre ferros portcmpo
a, ou
indefinido sem a legal noticaco dos motivos
de sn i priso. Alli sem processo legal, sem sen-
tenca proferida pela competente autoridade, tem
sido arreniecados como cscravos s mortferas
ptaias da vrica subditos Portugueses sob o
rgimen da carta \l!
Sealgtius cidadaos zelosos do hem publico ,
se algunas cmaras munlcipaes condoidas dos
males da patria tcem tido a nobre coragcni de
elevar at ao throuo SCUS justos e patriticos
clamores qual tem sido o resultado ? O des-
preso as all'rontas c a pcrscgiiico.
Os proprios ministros do poder exooutivo a
quem justamente se attribuein as desgranas do
reino, ousrSo, sendo partes, constituir-so
juizes de mu pleito que SO devia ser julgado
lela soberana como eliel'c do poder modera-
dor ::
L est acahir as maos devastadoras do mi-
nisterio edosseus apaniguados i sagrada pro-
priedadc desses esl ibeleclmentos de beneficen-
cia e de piedadc que por tantos seculos forao
reapeitados, equc a religiaoe a charidade de
tamos instituidores e bemfcltores tinhao enri-
quecido para amparo da indigencia, davelbi-
CC e da infancia desvalida.
So faltava o remate a este systema premedita-
do de imiuoralidade e de criines. L esto
preparados os meios mais contradictorios o op-
postos lei fundamental da monarcliia para a-
cabar e completamente anniquillar a liberdade
a salva guarda inais importante dos direltos dos
jiovos < sem a qual o governo representativo
c nina eliimera urna illusn !!
Quando os direitos e interesses de um povo
san po maneira talo estranlia escarnecidos
quando mu governo usurpando e absorvendo
todos os poderes polticos do estado se colloca
limad i lii quando o chefe do estado se v
co tamanba coaccuo e debalxo do jugo de
ministros que elle proprio nao escolheo
quando a froa, e a violencia tulliem a qualquer
povo o emprego das meios communs e ordi-
narios para nianter seus furos e ai redar a tor-
rente de males em que o intentan suhnicrgir ,
quem llavera que possa negar a esse povo o
recuiso a medidas extraordinarias que o po-
Jiho a salvo de seus oppressores ?
Se a suprema lei da salvacao publica pode
Pin alguns casos ser invocada pelos principes ,
nao o poder ella tambein ser algumas vezes
palas liarcies ?
Pode : c essa lei suprema da necessidade se
acoihe a liacao portuguesa boje, para obstar
completa ruina de sua liberbadc eiiiteira
perd de sua independencia.
Mas esta nacao circjnmspecta e generosa en-
tende que deve ebegar este resultado pela
reforma da carta constitucional de 1826, feita
pelos seus mandatarios livre e espontanea-
Juente eleilos.
\^sim reformada a carta constitucional ,
desapparecer iodos os motivos ou pretextos
de questao subir a sua orlgein fiear res-
peitadas e salvas as gloriosas recordacocs liga-
das este cdigo dar-sc-ha a seu- imiiiort.il
ilqador o teslemuiiho de vencraro mais digno
Ipsua memoria e mais conforme aos seus d-
se jos c intcncocs -- e afraiicar-sc-ha final-
mente das litaos dos ninlgos da verdadeira li-
berdade a nica batidcira, atraz da qual tem po-
dido levar Portugueses, selosos sim do |>em pu-
blico, mas incautos e desapercebidos. .
\ pacSo portuguesa esta poisnoseu inques-
tiouavcl e j reconliecido direlto quando ,
iciterando o seu juramento de lidelidade rai-
idia, a Scnliora I). Mara '2." sua dyuastia, c
carta constitucional decretada por seu augus-
to pai O 8e:,|ior 1). Pedro 4." de inulto saudosa
memoria recorre ao nico meio que Ihe resta
para segurar a sua liberdade e independencia ,
para reformare consolidar lei fundamental do
estado por mandatarios seus livreinente esco-
lliidos, e com poderes ampios eespeciaes.
Diario ilo Governo. )
____________ viudal; ufo ha diflferenca entre opposicao, c'servindo de matriz a capella curada de N.
censura; por se dar a censura, nao segu d'abi I Conceicao : commissao do estatistica.
sanecionar-se o direito de uppo.si9.io na assem- Dous ollicios da admnstracao dos estafieleci-
MJUWHg
O Sr. Medeiros : Sim, porque S. S., denun-
ciando o facto, Indigitou-me como um dos auto-
res, o ento ontro nomo nao Ihe cabo seno o de
INTERIOR.
RAIN A.
Assembla leqtativa provincial.
Jranscrevemos o seguate extracto do discurso
proferido pido Sr. I)r. Zacaras na sesso de 22
de fevereiro ultimo, publicada no coinmiirio de A
do crrente; por" p&re'cerem-nos mui exactas as
ideias, que nrlle expende osen autor.
O Sr. /araras: Nao suppoz, que oarl2."
drsse lugar dseussiies lab longas ; niuilos di-
putados leen) lomado parte ifcllas, e cutre ou-
tros um .1 quom o orador limito respeita, e que
.sent nao baver lioje comparecido. Diz, que,
impugnando nao su a emenda, seno tambein o
artigo, dissera de passagoni algumas cousas a
cspcilo di: opposicao as assemblas provin-
ciaes. Nao insistir em seus argumentos fa-
vor da opinio, que emittio sobre a emenda, e
artigo, para se nao rcproduzir discussao res-
peito do mesnio objecto tallar smente de op-
posicao uas assemblas provinciaes. Tem nota-
do incoherencia na casa; porque ao mesmo pas-
80, que alguns Sis. deputados teem asseverado,
que nao ha opposipao provincial, proceden) em
.sentido contrario, c a seguem de laeto, analy-
sando alalia da presidencia, notando-lhe in-
consistencia de principios, faltas de lgica, e
ilc adininistracfio, o fazondo-lho aei-iis;i< 01 s
graves, e acres. Forao as ideias do orador ta-
chadas de .inti-constiiucioiiaes, entendendb al-
guns Sis. deputados, que coiii illas quera ve-
dar
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSO KM 21 UEJIARgO.
Presidencia do Sr. Paula Lacada.
Feita a chamada, e achande-se presentes 28
Sis. deputados, o Sr. presidente deelarou aborta
a sessao, e lida a acta da antecedente foi appro-
v.ida.
EXPEDIENTO,
O Sr. 1. societario loo o seguate:
Um ollicio do secretario da provincia, envian-
do, ile ordein do Exm. presidente, o ollicio do
l'.xm. Hispo diocesano, CIH que informa acerca
do projocto, que transiere a matriz do Maran-
guape para a capella de N. S. do O', na pequea
povoacao do l'o-ainarello : a conimisso de es-
ta tis tica.
Ontro do mesmo, remottondo mu ollicio do
1 asserabia de aser censuras. Cr, que se'Exm. Diocesano, cobrindo ontro dovigarfoda
jiie lar injustica, quando querem que o orador i freguesia de Hiserros, informando acerca dacrea-
pretendeo tolhcr .esse direito a assemblcapro-[co de tuna l'regucia uapovoaro de Caruar,
jecto ue critica, g
Isto posto evidente, ijue o orador nao qui/. d-
ser, que a asserabia nao pode censurar os ac-
tos do governo provincial. Nao podo porm
convlr 110 direito de opposicfio propriainente
dita em asscmblcas provincias, porque est
persuadido sor opposicao no systema represen-
tativo una lucta, que so estabolece as assem-
bhas legislativas; entro a inenoi'ia, c a maioria,
entre aquella, e o governo; lucta nao estril, mas
que tem geralinento por alvo, que encaini-
nlio-se todos os oslbryos, converter o pensa-
niento de poneos em pensamento do maior nu-
mero, assini franquear aos seus campeos o
accesso ao poder, 011 prodnzir na marcha dos
negocios pblicos una nova dircoeo no sentido
de suas ideias. Ora a opposicao na assembla
ge ral pode conseguir o seu lim, pode sitisfa/.er
a aiubieo de suas notabilidades, e mesnio de
suas medianas, esclarecendo o pas, mostrando
os crios, o at os nimos do governo; coinba-
tendo-o peito peito, at que ou acceite suas
deias, ou se retire do poder cedendo-llic as
rodeas da aduiinistraco; c quando so d da
parte do governo excessivo amor do mando, o
direito de acensar o ministerio um meio segu-
ro c efficaz de fa/.el-o caliir. A opposicao porm
as assemblas provinciaes seria sempre est-
ril, porque jamis poderla dar um resultado
geral, c satisfactorio. Fui quauto o governo cen-
dal tem por si a maioria das cmaras, e conse-
guiutemente conta com apoio do paiz, claro c,
que embora se organise as assenibli:as provin-
ciaes una opposicao formal presidencia da
provincia, ou o governo lia de substituir o pre-
sidente, que provoca essa antipathia, por ontro
do mesnio circulo, que na actualidade domina,
e que teulia as mesinas deias polticas o admi-
nistrativas, ou ento, despoito da opposicao,
conservar na administrarn da provincia o
mesmo individuo, attribuindo opposifffo, qui
se Ihe l/. intrigas, e rcsentiinentos, c nao
motivos justos, o alteiidiveis; no que parece nao
obrara nial o governo, visto eoino por hypo-
tliese elle sustenta-se em una grande maioria
do corpo legislativo, que exprime .1 vontadi
nacional. Se por 11111 lado estril a op-
posijo em assonibla provincial, por outro
lado a loica de se repetir da tribuna aecusaco
sobre aecusaco ao governo provincial, dizon-
(lo-se como entre nos tem succedido que o
presidente a causa dos acofitecimeiitos de Pi-
Scarcado que o presidente 11111 autoinato ,
f incapacissimo, etc. etc., dar-se-ha com que
1 priiucira autoridade da provincia perca de to-
do a forra moral, respeito e obediencia sejo
palavras vaos. Assim tem explicado o seu pen-
samento sobre a opposicao em assemblas pro-
vinciaes : opposicao propriamente dita em as-
semblas provinciaes meio inelficaz de triuin-
pho para um partido poltico, o queso servo de
de mor.alisar a populaco. Os honrados depu-
tados que quiscrao demonstrar a legitimidade
da opposifSo uas assemblas provinciaes com o
litigo addicional pelo qual Incumbe estes
corpos legislativos velar na guarda da consttui-
.,; 1 o e das leis e COlll outro em que se conside-
ran os deputados inviolaveis por suas opinies ,
nao relleelro, que a opposicao nos governos
representativos tein-se estabelecido pratieamen-
te, e nao por preeeito de lei constitucional
que volar na guarda da consl|tuico e das lois c
una atlribuico da assembla provincial, e nao
um direito explcitamente conferido menora
parafaseropposicao, quedesse pr-ceito oque
segue-se que todo deputado seja qual for o
seu partido. estoja em menora, ou em maio-
ria tein o rigoroso dever de repellir quaesquer
leis ou medidas olfcnsivas dos direitos r inte-
resses de seus constituimos, pugnando quauto
em si COUber pela observancia da lei funda-
itiental : nao reflectro contina o ora-
dor que por mais elstica que soja a these, que
consagra a inviolabilidade dos nioiubros da as-
sembla provincial, dessa prerogatva, que tem
por lim nicamente por o deputado ao abrigo
de caprichos e vingancas e dar-lhe inteira li-
berdade na discussao, prerogatva adoptada por
todas as ooiistitiiicocs nao se dedil/, sem vio-
lencia a tbeora da opposiyo que em toda a
parte teni-se estabelecido antes por precedentes,
que por direito escripto.
Comino o nobre orador mostrando nao de-
correr desses artigos allegados o direito do op
PPS9S0 em assembla provincial.
(Do Commtreio.)
'amnetw
Outro da mesina cmara, remeltendo o regi-
ment para a afiricSo do municipio, visto que o
actual que existo se rsente de grandes defeitos,
pedindo a approvacao : commissao de nego-
cios das cmaras,
Um requerimento de Francisco Antonio Caval
canti Cousseiro, eseripturario da adminlstracao
dos estabelecinientos de caridade, pedindo Ihe
seja elevado o seu ordenado 500/000 rs., por
ser milito diminuto o de 200^000 rs., (jue actual-
mente percebe : commissao de fazenda c or-
cainonto.
Um requerimento do hachare! ^ cente Pereira
ra do llego, professor da lingua Inglesa do lyeo
desta cidade,pedindo a conservaro do son orde-
nado, que oart. 10 da lei provincial n. 04 de" de
inaiode 1842 liavia igualadoaodos inais professo-
res na raso de 1:000/000de riscada um: coin-
niisso de fazenda e orcainentO.
Um requerimento de Jos Pedro Veloso da
Silveira, pedindo a esta assembla Ihe marque
na lei do oi^amento a quota do !l:0l/000 ri'is
para son pagamento, vista da sentenea polo
supplicante obtida 110 juico competente contra a
fazenda provincial : coinniisso do fazenda o
orcanieiito.
Um requerimento de Manoel Joaquim deOIi-
\0ira Maciel, professor de 1."" letras da cidade da
Victoria, pedindo, que o seu ordenado soja
igualado ao do professor de l.*5 letras da cidade
de Goianna: commissao de ordenados.
Una representaco dos habitantes da povoa-
cao do Abreu da freguesia de Una, municipio do
Rio-forinoso, pedindo seja removida acadeira
de l.,s letras, que seacha napOVOa(5o doS. .los
da Cora-grande para aquello lugar: coininis-
So de instrueco publica.
Foi julgado objecto de delibcraoo e impri-
mir o parecer scgiiinto :
A commissao de negocios ecclesiasticos Ico o
'xaininoii attentainentc o requerimento, que
esta assembla dirigi o Rv. prior do convento
do Carino de Olinda, pedindo licenca para ad-
nisso de 20 novieos : e como julga attendivois
is rasos allegadas, tem a honra de oll'erecer
sta lllustrissiina assembla o soguinteprojecto.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Artigo nico. O Rv. prior do convento de N.
S. do Carino de Olinda autorisado a admittlr
20 novieos para a sua ordom. Ficao rovogadas
todas as leis e disposiciios em contrario. Paco da
assembla legislativa provincial de Pernanibu-
eo, 20 de marco de 1844.
ORDEM DO DA.
Primcira discussao do orcamenlo provincial.
O Sr. Peixolo : --( Pela ordom ) P090 dispensa
da leitura do orcaniento : cada 11111 de nos tein o
original na mo ; por isso nao julgo neeessario,
que o Sr. secretario o leia.
O Sr. presidente : Pois boin est em discus-
sao.
O Sr. rbaOi ( Pela ordeiu ) Parcce-nie ,
que Se doopara primeira parte da orden) do dia
pareceres adiados.
OSr. presidente: Nao se detorniinou pri-
meira jiarte ou segunda ; doo-so pareceres a-
diados c o projecto do orcamciito. Est pois
em discussao esto projecto; passando elle entra-
ido os pareceres adiados.
Julga-se a materia discutida, e posto a votos
approvado o projecto ilo orcamentocm primcira
discussao para passar segunda.
ontiinia a discussao adiada na sesso de an-
tes do hontem, do parecer da comuiisso de po-
deres a respeito do chamamento de um sup-
plente o do requerimento do Sr. Urbano ( Vid.
Diario n. 68 J.
0 Sr. Urbano: (Pelaordein) Dcsrjo, que
V. Ex. declare se acaso comente que esta
discussao v somonte at meio dia ; como na
ultima sessao ou at .10 fin.
O Sr. presidente : Est dada para ordom do
dia.
OSr. I'roano : Ento podemos oceupartoda
a sessao com esta discussao?
O Sr. presidente : Sim, Sr. podemos.
OSr. Urbano : cm estou satisfeito.
O Sr. presidente : O Sr. Medeiros tinha ficado
com a palavra para concluir o seu discurso ;
porta uto pode fallar.
O Sr. Medeiros: Mas, como ia dizendo, Sr.
presidente,contradieco to palpavel entro a car-
ta do Sr. Honorio c o inappa do N\ Annunciaro
1110 convence das palavras do nobre deputado
accusador.que sempre se injusto e deshonesto,
quando seprelende supplantar seus adversarios :
e coin elfeito, seassiin nao l'ra.cssos papis, tra-
zados como documentos irreragaveis.no claudi-
cario, nao repiignario 0111 seus fundamentos e
pontos capitaes. No mesmo parallelo se acha a
carta do Sr. aloraos, que sobre ser de um corre-
ligionario poltico do nobre deputado, nenhu-
111.1 conlianca inspira.
Exprime luna impossibilidade, e veni a ser: o
secretario da cmara, send um dos compromet-
tidos, segundo ailirniou o nobre deputado, con-
fiar olivro das aullionticas do collcgio de fgua-
rass, para o Sr. Moraes o examinar COlll tanta
attonco, com tanta ininiiciosidadc, tendo alin
disto j negado ao Sr. Honorio e seu companhei-
ro. Sendo pois o secretario cesnpromettido nes-
ga supposta lisii ai .o, como se temafnrmado,
e tendo negado a primeira vez a vista do livro,
geral.
Finalmente disse o nobre deputado, que as
indiscrices, e leviandades dos amigos do go-
verno, dos proprios, que coneorrro para es-
sa falsilicaco Ihe havio revolado todas, as cir-
cunstancias particulares, que a acoin panh-
ro, que elle mesmo tinha conbeciment? cabal
d'ellas, e que nfio declarava os individuos,
que lh'as ooinniiinicro, para nao os expdraa
vingancas, mas que eu, o Sr. Olivoira, e Uo-
mingues, sabamos perfectamente de ludo .
Mas, Sr. presidente, se o nobre depn tarto
vein a osla casa faser tuna aecusaco fon nal,
convencer d'uma maneira rresistivel o f. icto
denunciado, eu nao posso acreditar, que,
estando elle a par de todas estas circumstanc as
particulares o iicdindo-se-lhe que as dec la-
rasse por um motivo que a iiieu ver mu.ito
frivolo, deixe deas apresentar, tanto inai> ,
quando da aprosentaco dclla, e de quem as re-
viiou dependem a victoria da sua denuncia, da
sua aecusaco. Digo pois, que se o nobre depu-
tado probo, como cu nao neg, se elle presa
essa sua probklade se todos os seus correligio-
narios tambera a presita ella urge, que se
faca este sacrificio queso declaren) ossas pes-
soas porque do contrario eu direi, que o no-
bre deputado calumniador ^ assassino da
honra alhcia quer por tudo'cni desordein e
coiil'uso para mais fcilmente poderem ser a-
creditadas suas accusaciies.
Nao quero expr estes honiens a vingauca, diz
o nobre deputado? Pois nao sabe s. s., que se
trata de artigos de honra, que a honra de s. s., e-,
de todosossous correligionarios licaroni perigo,
se nao houvcr esta decuracSo Quer ento ex-
poro bem do tantos pelo mal de to poneos !
Seinelhantc proeediuiento nao se conipadesse
como principio de direito natural, que nos cn-
sina a abracar entre dous males o menor. De-
clare portante o nobre deputado cssas pessoas ;
porque do contrario repito eu o terei por un ca-
lumniador assim como todos os seus correli-
gionarios.
O Sr. Urbano: Eu apprllo para a sua consci-
eneia.
O Sr. Medeiros : E' mesnio pela eonsciencia,
que tenho que digo isto.
0 Sr. Urbano : Nao appello para as suas pa-
lavras mas sim para a sua eonsciencia.
O Sr. Medeiros : Eu j disse ao nobre depu-
tado que estava proinpto a concorrer com o
ineu voto para se mandar vir este livro : so por
ventura eu tivesse recelo, se eu soubesse que
tinha haviilo falsilicaco nao seria to leviano ,
que hypothecassc o ineu voto para a iniiha pro-
pria vergonha e eonfuso ; portante pela
eonsciencia, que a tal respeito tenho, que assim
me comprometi Se o nobre diputado pois,
sabe de circumstancias particulares que raos-
trao essa falsilicaco qual a raso porque nao
as aprsenla? Para que lauca mo desse terri-
vel pretexto de nao querer expr dous OU tres
honiens vingancas quando mesnio estes ho-
meus podio ler multes recursos de defesa. Nao
posso pois, 11 cr seno, que o nobre deputado
nao aprsente estas clrcurastaucias porque el-
las nunca existirfio e por i lie ter necessidade
de promover una aecusaco seno para eoin-
promotter a honra, e dignidade d'algueiu ao
nioiios para se salvar da desconsideracao [lotiea.
Tenho dito quauto bastante Sr. presidente,
para faser desapparecer essa aecusaco que
tanto nos provocou, e inais anda dira, seos
nious nnbrcs collegas me nao toniassein a dian-
teira : concluir! portante dizendo que terei
por calumniador o nobre diputado emquanto
llo declarar essas circumstancias particulares ,
c as pessoas, que as revelarn.
OSr. Urbano Appello para asna eonsci-
encia.
O Sr. Medeiros : J disse que se eu tives-
se conviccfio deque tal falsilicaco tinha havi-
do nao era to leviano que hypothecassc o
ineu roto liara que esse livro apparecosse em
detrimento de miulia honra.
JMisccllanea.
R ELIG AO.
Os animaos da trra, o as aves doceovoni,
como nos, todas as mauhas o sol Ungir o hori-
soute com as mais vivas coros e todas as nou-
Irs as estrellas se aeecndcrcni ninas apS ou-
tras no pallido ether. Ellos ouveni a gran-
de VOZ do Ocano que cstronda e o brando
tremor dos bosques que se 1 nibalanco debai-
xo da la : est s sienas inaravilhosas, que a na-
turesa vai sem cessar variando e qnedesper-
to no corarn do homein o seutimento religi-
oso sao perdidas para 0 bruto, que iiem repa-
ra nidias.
Os animaos nao admiro o todo o sontiinen-
to que dirige para a religo Ibes comple-
tamente estranho. Files devem ao instincto urna
inultldao de uualidades que nosscra eniconi-
iiiiim com o homein c as quacs o exeedem
multas vozes : ellos sao diligentes sobrios, la-
boriosos pacientes corajosos liis capazos
do reeonheciinenlo susoeptiveis de amizade ;
elics sabem, o que o lioiuem nao poderla faser,
lUdar em nctar e em cera o sueco das llores,
e transformar nina folha em seda; porni, o que
nao ha algein que acredite, que elle o nao ion- elles nunca niodulro em seus cnticos que
liuuassc a negar, oque o conliasse ao Sr. Mo-1 vencem OS cnticos dos honiens foi una ora-
rais. Nao por tanto com esse documento, ; cao ; o que jamis pensarn construir, foi um
com essa carta, que o nobre aecusador sustentar templo.
pode sua aecusaco. A esnecie humana, polo contrario, eons-
Sr. Urbano : Miinosea-me coin o nomo de trulo altares antes de ludo ; a religo di' tal
aecusador ? modo ligada ix oatureza inesma do homein que


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j~**j>wmKmucu lBMMpiriqw*ffJ*^
rile a tempraticado no estado brbaro- sbrete- Qualquer que seja aposlco de uin hornera
dos os pontos condecidos do globo ; c lera din- j oeste inundo elle deve encher s deveres, que
gldo un estoicos de sua industria para os monu-i Ibe impoe ;i condico de homem. Ora o pri-
inentos religiosos, antes inesiuo dehaverpro-1melro o mais santo, c o mais moral desteg dc-
t id- neiado sua comida, e vestido. O templo de | veres a adoracao do sen creador e ninguem
Meca fai construido por pobres rabes, cujas. tem legitima escusa para esta dispensa. A as-
bordas errantes so tiuho por abrigo a palmelra sistencia aos templos e a observancia das pia-
da solidao e a leuda de l'eltro.
A rasan Ib i sempre odiada como a bar reir ,
que sopara o bomein do bruto; a religiao una
barreira anda mais solida, e inais alta. O ins-
tlncto, inais regular ein seus actos e menos
stijeito enganar-se do que a raso humana,
se eleva algumas veses a finia; portal a alma dos
brutos dista tanto da religio como o sol dessa
pequea estrella, chamada no oriente Soha ,
nie a inais escura da Ursa maior.
A religio lo uecessaria para a fundacao dos
Imperios i eslabelecimeiito dasleis, c manu-
teneo dos costuines que toda a religiao por
alguui lado util soeiedade anda que essa re-
ligiao seja absurdamente supersticiosa ou dc-
ploravelmente errnea. Os falsos cultos sao co-
mo essas aguas vagabundas, que se espalliao ao
travez da lama, epedras dos caininhos ape-
zar de infectas ellas fazem sempre brotar algu-
inas flores. Apczar das suas supersticocs gros-
seiras suas Cestas licenciosas seus falsos or-
culos, cada culto pago.como una estrella incia
afogada na cerraco nao lancava menos uin
pequeo ciarn relexo longinquo da religiao
primitiva o qual aproveitava a cada vlrtude
solada. A religiao dos Fgypeios essa religiao
das ceblas, e crocodilos, prescrevia agratido,
c era religiosamente obedecida. A icligio de
Zoroastro tinlia niythos aboininaveis ; mas ella
auimava a agricultura. O ponto inais puro da
lei dizia ella c sciucar a trra. A religiao dos
Escandinavos Ibes prescrevia a hospitalidad!- ,
e a coragein. A dos 6'hinezes estava bascada no
amor filial. Os Celtas to barbaros para seus
prisioneiros tinlio poezias sagradas cm que
a piedade a justica e o valor creo celebrados,
como virtudes. Una religiao sania e verda-
dadeira reuni esses ralos espalhados outros
raios anda inais brilliantes em sen magnifico
foco; porcinos ltimos philosophosdo nosso se-
culo a repudiao com o pretexto de que rila es
t moribunda ; e elles estendem os bracos pela
eseuridade, procurando deparar com outra.
En nao coiiiprcbcndo como liomeiis dolados
de alguma scicncia, e de algiiiu boin senso, pos-
sao imaginar que saldr de si us cerebros al-
guma cousa inclhor que o cbristianisino. On-
de acharad eilcs uin curso de moral mais com-
pleto ensinos mais capa/es de entcineceicn o
corac&o inaiores exemplos o inais nolires cx-
citamentos para bem viver? Como se atar el-
lespara nosdarem mais bellas paginas, do (pie
a escritura oracoes mais concisas mais enr-
gicas, e mais tocantes, do que o Pudre nosso ?
Arrasoados mais eloquentes em favor da hu-
niaiiidade sobredora do que as pregacoes de
Jess l hristo ? Onde rao elles adiar bastantes
hroes, e bellos genios para os oppr quel-
les que teeni Ilustrado o chrstianisino ? I\o
quereni mais Dos crucificado ingratos El-
les teein forjado em sua pequea bigorua philo-
sopbica uina especie de dolo semolhos, sem
ouvidos e sem alma a quein chaino o Deos-
perfeico. Eis-aqui o Ucos que vos lirou do Eyyp-
lo dlsem elles ao povo. Que queris vos, que
o povo faca de uin Dos pie nao teni compai-
xo nem favor de umDeosfris, como una
montaiiha nevosa inexorav 1 como a niorte e
milito oecupado de si mesmo para pensar em
mis ? Vos resuscitais o Dos de Epicuro ; mas
o Dos de Epicuro era uin vao fantasma posto
avante pelos atheos, para se dispensarem de
beber cicuta; porque osGl'CgOB nao briucavo
respeilo de alheismo, O vosso Deot~perfeico
nao ser por ventura como o sen pereursor ,
mais do que urna nuvein librando-so no vacuo?
Quando se destroe illegalmente un edificio
pert ncente outros nao lia le existite, que
dci.xe de condemnar o deuioldor substituil-o.
Vos queris di struir as Igrejas christis ; in- !
dubit iveliiiente uecessaria urna religiao aos po-
VOS onde eslo vossos templos? Repudiis
noSSa lei religiosa; onde est vosso evang llio?
Nao queris mais nossos Santos ; mnstrai-uos os
vossos) Alm disto sabis vos bem que oehris-
tiauismo o so culto em que a iiuiuortalidadr
d'aluia Ib i positiva, e divinamente revelada !
Renunciando isto pondesavlda futura no es-
tado de problema e nada inais,
Mas deixciuos sedas sem noine adorar as nu-
vens e souliar a di mobeo dos templos ; de-
xemos os materialistas negaran a i lernidade de
Dos que nao coinprcliendeni como elles d-
sein para estabelecereni com preferencia a
eternidade da materia que sem dvida coni-
prehendein meilior; deixemos os pautlieistas
se declararein deozes inesinos e os eclcticos
fazerem um vestido de arlequim com pedac.os
robados todos os systeinas ; nos temos visto
passarein outros que laes do alto de nossas tor-
res sacerdolaes, mil anuos, e mais, desde que
nossas sentinellas lvigiSo! Deixemos essa gen-
te paraoceupar-nos de urna muUidad de enlis-
taos honestos que acho a sua religiao nobre ,
e bella, e que vao mesmo at a crci-a boa ; po-
rm respeitao suas doutrinas sem aspraticarem:
.i vista uestes os convidados da parbola cro
prdigos da boa vontade l'ns tonino a sua po-
breza por escusa. Cono queris vos que elles
cnelio seus deveres de ebristos ; que roguein
a Dos de nianlia e a non te ? E' inipossvel :
falta-Ibes o lempo para o trabalbo; teem neees-
sidade de gaiihareni a sua vida e so Ibes sao li-
vres as boras da comida, e do somno A escusa
seria, admissivel se se tralasse desses pobres gen-
tos da ludia que sao obrigados a puricarcni-
se n'um rio, que nao est sempre seu alcance,
quando vao orar ao Brahiua ou Vichuou, cu-
jas oraces toinao ao menos mu quarto do da;
imr,..,. a religiao desse Cbristo, que achava tem*
po para o trabalho c para a oraco nao vos
pede tanto tempo Para queui seno para vos,
Ib i feito o Padre nosso, essa oraco curta e su-
blime. Outros se escusocoin os seus negocios,
que Ibe roubo odia: como querer que elles
mediteiii na sua salvacao, e Preguentem as Igre-
jas ? Por honra elles o quoreriao : mas n.io >..-
dem... Todava neeessario, que pcc.no empres-
tado s suas oceupacoes incestantes uin pobre
minuto para nionciein...
I ticas religiosas prodiizein alm disto vauligeni
i para alma, que tem tanta necesidad;' de rc*
pouso e de nutrico como o corpo. Na casa
de Dos o mundo visivel retira-se a bulla dos
negocios faz silencio e os ollios interior, s se
yoivem para as regios gloriosas da eternidad.-.
E entao que a alma agitada, depois de haver
errado sobre o mar tempestuoso do mundo, lau-
ca ancora em una baha tranquilla. Alguns
teem pedido estes resultados falsa sabedoria,
que Ibes responden negativamente. Meu pal,
dizia Diderol ao honesto autor de seus dias, des-
cule ii nos bracos da philosophia. A pliiioso-
pliia, respondeo o pai do atbeo sem dvida
Uin boin travesseiro ; porm cu gosto mais do
da religiao.
A religiao callioliea o palladio da soeiedade
moderna, sem ella cahiriao os costnnies, as leis,
e os thronos ; sem ella se abisuiario at as sei-
tas que della se separarn ; os inais habis
ilos protestantes convecni uisto : eis-aqui como
se exprimia este respeito o celebre La vater, mi-
nistro protestante em Zurich: eu venero dizia
elle a Igreja catholica ; como um antigo e
inagestoso edificio que conserva as tradicoes
primitivas, e ttulos preciosos. A ruina dcste
edificio seria a taina de lodo o chrittianimo, E
a ruina do cbristianisino conduziria directamen-
te os povos barbaridade. (Traduxido.)
iijoimiiMMcnBMtnmmammgwnnn.
rangeiras, de 58-toneladas, capitao ternar-
dillO lie Sonsa, equipagein 8 carga varios
gneros : pass igeiro
re Brasileiro.
Foi'tUOSO l'ereira l-'rei-
0(1 ti.
rf m 1
EBCIO.
Alfa n riega.
Ilendiuiento do dia 21........
11:1558/058
DetearregOa hoje 22.
Bai-ca=Emq/= diversos gneros.
Brigue --Fanny bacalliao.
Importaro,
Emily ; galera inglesa viuda de Liverpool,
entrada no frrente inez consignaco de Me.
( aliuont & C.; iiianifestpu o seguiute :
2 barricas 25glg08 e 25 ineios ditos com ton-
ca 4 fardos fazendas de algodo; a Fox Bro-
thers 8tC.
10 fardos fazendas de algodo ; a II. Glb-
son.
17fardose4caixa8 fazendasde linho.'io ditasde
algodo,2 fardos barbante, .'l ditos lonas,3 eaixas
fazendas de linlio e algodo ; a .lolinston & C.
2(HI0 eaixas sabo barricas serragens 2
fardos fazendas de la (i ditos ditas de linlio ,
2 ditos ditas de algodo 1 caixa lencos de seda;
a .Me. Caimont & u.
lili eaixas folbas de (landres, 21 eaixas e l
fardos fazendas de algodo : a t. I.asserre
S C.
70 barris nianteiga t fardos fazenda de al-
godo I caixa adercros ; a ( ocksliott StC.
16 fardos e '.!"> eaixas fazendas de algodo ; a
Kenwortliy&C.
1 caixa adercros ; a J. Stewail.
7 tardos lanuda de algodo ; aJiunir.
30,caixasliuhas 56fardse 12 eaixas fazen-
das de algodo, fardos ditas de linbo ; a Jones
Patn &C.
58 eaixas e 2 fardos fazenda de algodo II
lardos (lilas de la A eaixas fazendas de linlio ;
a Ciabtree &: C.
5 fardos e 51 eaixas fazendas de algodo ; a
\V. E. Sinith.
2.1 eaixas e 17 fardos fazendas de algodo 30
barris manteiga ; a Hozas /baga 8t C.
3 barris tintas, 1 dito medicamentos 1 uaixa
manteiga de porco ; a Wistch firavo Sl C.
3 eaixas fazendas de algodo ; a ilcdgway
St'--.
100 bairiscliunibo de inunico, 5 fardos fa-
zi ndas de algodo ; a ordi ni.
1 caixa e 13 enibiullios niachinisino ; a D.F.
/iowinaii.
5 eaixas ignora se ; a 11. Zininier.
62cai\ase !2 fardos fazcndps dcalgoduo, i
lardo ditas de la 25 barris manteiga ; a Hus-
sell Mellon 8t C.
FtUs-dettno, brigue portuguez, viudo de Lis-
boa entrado no torrente mes, consignaco
de Francisco Se veran no Kabello ; nianilcstou o
seguiute :
2 enibrulhos iinpressos 1 barril e 20 eaixas
toiicinbo, 27 barris carnes, 2 ditas azeite de
oliveira I caixa xarope de espargo 18 volu-
ntes drogas 1 dito vidros 1 fardo penetras,
1 dito papel, 2 vasos llores 1 barril enxerto de
vides 750 niolbos cebollas 12 pipas vinagre ,
75 pipas 22!) barris, e 1 caixa viuho ; aocon-
signataiio.
1 barrilinho ignora-se ; a Halihazar Jos dos
Reis.
1 pacote iinpressos; a Silva & Fragozo.
1 dito ignoia-se ; ao Exni.bispo resignatario.
1 dito dito ; a Jos Jernimo (.haves.
1 lata encapada, ignora-se; a Mauoel Antonio
de Jess.
1 embriillio livros ; a Lenoir Puget.
1 dito ignora-se; a Tboniaz de Carvallio Soares.
33 pedias de cantarla burrada ; a Jos llamos
de Oliveira.
2 barris vinbo 2 caixotes ignora-se ; a Ange-
lo Francisco Carnciro.
10 barris azeite, 20 ditos carnes. 5 eaixas lou-
cinho ; a Thoniaz de Aquino Fonseca.
30 pipas, c 50 barris vinbo; a Mendes & Oli-
veira.
2 barris vinbo ; a Joo Pinto de Lcnios.
1 barril carnes; aluanoci L. S. oarnciro Mou-
teiro.
30 barricas sardinbas 200 niolbos cebollas ;
ao capito.
A cmara municipal da eidadt de Olindaeseu tenia,
ca virludt da lei ele.
Faz saber, que seha de arrematar por quein
mais der nos dias 16, 20, e 22do corente uin
terreno allagado, com 20 palmos de frente e
fundos al o canal do rio no AtteiTO-do-Vara-
douro i logo a estiuerda da propriedade do Pi-
sa ; coinparecendo os pretendentes habilitados
para no niesuio terreno poderein laucar. E pa-
ra que cliegue ao conliecinienlo de todos inun-
damos publicar o presente nos lugares do cos-
tunie, e pela imprensa.
l.idadc ile olinda I de marco de 18 Ju>r
Joaqun de Abatida Guedei, presidente. '>;"
Paulo Ferreira, secretario.
Deca raedes.
("arta segura para o Sr. Dr. Antonio Joa-
quin d'Albuquerquc e Mello.
Pela subdelegatura de polica da fregue-
zia da Moa-vista se faz pblico que no dia se-
gunda feira, 18 do corrente, foi aprehendido um
cavado, que andava vagando pelas ras : quein
for sen dono dirija-se ao inspector do (>."
quarleiroda mesilla freguezia.
-D'ordeiu do llliu. Sr. inspector do arsenal
de marinha faco publico, que no dia 26do
corrente pelas 11 horas da nian|ia se con-
tratarn uYsta secretaria os Inrnecinieiitos de
carne verde, feijao, toucinho, fariuha,arroz,
vinagre, bacalbao eassiicar, para as eiubarca-
ces d'armada, pelo tempo de 3mezes, lindos
no ultimo de junno prximo. Aspessoas. que
se pi'opii/.creiu a lser qualquer (lestes foriie-
cimentos sSoconvidadas pelo Uin. Sr. inspector
a apresentarem as suas propostas e coinpa-
recerem no dito dia c hora.
Secretaria da inspeceodo arsenal de marinha
de Pernambuco 21 de marro de 1844.
Alejandre Rodrgnoi dos Anjoi,
Secretario.
dviso^ maritimos.
- : Para o Prlo abarca Espirito-Santo segu
viagem imprelerivelniente no dia 30 do corren-
te anda recebe alguma carga : osSrs. passa-
geiros qiieiro ir verificar suas passagens.
o brigue francs Atmoriaue, tendo una
parle de sua carga pronipta pretende sabir
em breve liara o Havre : para carga e passa-
geiros llla-se aos consignatarios.
-Para a ahia segu viagenijo brigue americano
Feliz, que deve cliegar do \ssu lodos os dias,
tendo de demora nesle pollo is horas, eniquau-
to recebe una porro de carga que est contra-
tada, e ainda recebe alm ilesta a que Ibe appa-
recer, e por preco coiumodo : a tratar com Ma-
noel Joaquini Pedro da Costa, ra da-luz
u. 51.
eas Para o llio-de-janeiro sai at-o lim do cor-
rele mes inipreterivelnicnle o briguc-esi una
Aguia forrado e encavilhado de cobre do qual
capitn Joaqura Antonio Goncalves Sanios;
quera no raesino quisercarn gar escravos a In-
te ou ir de passagein, para o que lera excedentes
conmnelos, dirija-se aos consignatarios Novae*
& i'., na ra da Cruz n. 38 ouao referido ea-
pilao.
heiies.
= Samuel nerey estando prximo retirar-
se para Inglaterra, far leilo poi iiilcrven-
co do corretor Oliveira de toda a excedente
uiobiiha da sua casa, inclusive um magnifico
piano do milito acreditado autor nroadwood ,
e talvez o meilior que exista venda nesta eida
de; nina linda arpa quasi nova,(instrumento
asaos raro nesta provincia), e algumas obras
de prata fina, como sejo lima bella urna, e
mngalheteiro moderno, ingle/., inteiraraente
novo 8tc; ura perfelto carrinho com os compe-
tentes arreios para cavados &c. &c.: quarta-fei-
ra 27 do corrente s 10 horas da iiianha na
niesnia casa da sua residencia ra do Hospi-
cio n. 6.
O Sr. que empenbou una porcSo de prata
na ra do Calinga, em nina loja de nicudez.is, e
ji se concluid o tempo c nao tem apparecido,
baja no prazo de oilo dias vil", ou mandar resga-
taro ditonenhor, na falta sera vendido para pa-
gamento (laqiiautia que deve. e juros vencidos.
Kngoinnia-se roupu com todaaperfeico pos-
sivel e por prero eoniniodo j na ra (lo Pires
n. (Ki.
Dse jo-so fallar com o snr. doulor Lou-
rcnc>' Avellino de Alhuquerque a negocio de seu
iulereso queira anounclarsua inorada.
Drago de Vega Muraos, subdito les-
panhol, iclira-so dista provincia.
= Fugio no dia lo do corrente mes, pelas 8
horas da uolte, da Capunga, uin cavado, que
dias depois foi adiado em //el cribe o mesmo
perd ii um si lllm ingles, que levava cm multo
uom uso, (I assi uto alcoehoado, estribos de
metal amando, maula de panno asul, e rabi-
cho; quein livor acbado, e queira entregar es-
tes obji etos dirija-se a Ponle-de-uelioa no sitio
do fallecido unoriin, ou no llecife na ra da
Cruz n. 45, que sera bem recompensado.
\lllga-se por preco coiumodo um mulato
de 18 anuos, bonita figura milito humilde sem
vicio, e bastante di llgentc de servijo de criado,
oarranjo de casa, no arinasein daKua-nova n,
07.
Jos' Joaqiiim Lopes Moreira, > sua mu-
llicr, fazem scientcao publico que tem passado
procura^So bastante aos Sis. advogado Jos
Francisco de Paiva, e solicitador Matheus de
" onza Teixeira, pawi Iratanni de suas penden-
cias judieiaes, mirante a sua ausencia.
Precisa-se de um cont a um cont equi-
nlientos a umpor% aomes, sobre hypotheca
de um sitio, os pretendentes dirijao-se a pra^a
da Independencia u. 21.
amado < abug, loja de miudezas de Joa-
quim los- da Cosa fajse, deseja-se fallar ao
Sr. Joao de Cima Urito Cisnciro, a negocio de
seu iuteresse.
----- Jos Stodarl retira-se para Inglaterra del-
xando o Sr. Jorge Joan Smiili com a sua pioeu-
rai;o bastante, para girar a casa debaixo da ur-
ina de Fox Ssloiiart.
i Precisa-sc de mu criado de 17 25 anuos.
que seja de bous coslumes, e dO fiador a sua
conducta; nrefere-se um portugus; na ra
da (.adeia de Sanio Antonio I." andar do sobra-
don. 13.
LOTERA DE NOSSA SENHORADO
L1VRAMENTO.
As rodas desla lotera ando infalivclnirnlr
no dia 24 do corrento e o resto dos bilbetes
aclio-se a venda no lueife loja de cambio do
Senhor \ ieira ; em Sanio Antonio ra do Ca-
bug botica do Senhor Moreira, ruado lvra-
inento botica do Chagas; e no Atierro da Hoa-
vista loa do Senhor Jacinto.
\ pessoa, que auuuueioii querer comprar
una casa terrea, querendo nina na na da Cun-
een o da iioa-visia u. 15, baja de entender-se na
botica de Joo Percha da Silveira na ra es-
tilita do lia/ario.
Na fabrica de esprilos do largo do Terco,
ti. 10, ha superior agu'ardente de Fiama, aniz,
reino genebra; espirito de vinbo, eespirilos
PSSenciaes ; agua de Colonia em garr.ifas e ciu
fraseos, lcile virginal, opodeldoc, le-roy, lico-
res linos e couimuiis, etc.
O Sr. Joo da (.'osla Pinto, ou alguem por
elle, queira dirigir-sc Ra-augusta (outrora
Palacete', sobrado u. 1), ou aunimeii' sua resi-
dencia, a bem de tralar-sc de um negocio de
seu nico interesse.
(JATELLA CONTRA AS FALSIFICACES.
( onstando a Mearon & C., que em algumas
vendas e lujas desta eidade se vende um rap
com a falsa denonihuiffio de rape arca prcla. eij
astuciosa imitacn dos botes, rtulos,
da sua fabrica, fazeni scientc aos seus fregue-
zes, c ao pblico, que em resguardo da sua
propriedade, edos seus direitos, accrescento
firma ao sello do nico deposito do legitimo ra-
pe rea treta, que permanece no mesmo lugar ,
ca, com
e sellos
Avisos diversos.
Movintenlo do luiio
Navio entrarlo no diall.
Pal ababa; 7 dias, biatc brasileiro Flor de La-
Senhores Redarlorcsyio saliendo cu por que
fatalidade nictiero o meu noine no peridico
Joo Pobren. 1, rogo Vms. sedlgnein inserir
noscu Diario a ininba dcclaraco de que sem-
pre conheci ao Sr. Dr. Jos Tiramaz Nabuco de
Arajo Jnior muito desiuteressado c honra-
do na adininistraco da justica. Espera de Vnis.
este obsequio Manoel Luiz da Yeiqa.
Precisa-se de olliciacs chapcleros : na ra
da Santa Cruz n. 64.
Sendo (acto inuegavel de que no bairro de
Santo Amonio todos os meses se faz derrama de
leitOS venda para tereni lugar multiplicadas
multas sobre os pioprietarios sem deixar a
estes meio alguin Ue prova nem defesa por
derramarein o lelte at ultima gota, parase
nao jiodcr reclamar novo cxanie se faz pu-
blico a todos os prejudicados para se reuureui
omcasa do annunciante aflu desefiser una
representaco sobre os abusos pratieados con-
tra o ^t." do titulo 11 das posturas uiunisipai 8
da cmaro do llecife Manoel l.niz da Veit/a.
Quein annunciou no Diario de quinta-felra
21 do corrente querer comprar un Corrame
de eouro de lustro querendo uin em muito
bom estado dirija-se a ra de Santa Hita-nova
u, 91 a qualquer hora do dia.
A pessoa que annunciou querer comprar
nina porco de bico do paiz dirija-se a na de
Hoitas u. 130.
na da Cruz n. 2t.
Portanto qualquer outro rap .pie se inculque
debaixo desta denoiuinaco una falsilicaco
dos producios da fabrica de Mearan S C. inven-
tores e nicos proprietarios das fabricas do
rap crea vrrtn lauto na salda no Ro-de-j-
neiro, eMaranho, como em Pernambuco, e
rogao aos Srs. compradores de acautellarein-se
contra as fraudes, sendo as inaiores no rap ,
que se vende a relalho.
Jos Antonio Gomes Jnior faz pblico,
que sen lidio Jos- Alexandrino Comes de ida-
de de Hialinos incompletos* boje se ausentoii de
sua casa deixando arrombada una earteira ,
d'oude lirou Ulna ponao de diuhciio em sedulas
que levou : o inesiuo j o auno passado fez ou-
tra fgida e foi para as bandas da Paralaba ; c
baixo claro, cabello alguma cousa louro, um
tanto beiiudo tem una marca cm nina das fa-
ces junto a orelha do feltio de uraa'pevide
de inelaneia; julga-se que levou em sua
companhia mu miilatinhn de noine Candido ,
de idade 15anuos ; foi escravo, agora forro, es-
ieve a apprender ollicio de carpina com o Ma-
noel Fumino e hoje estava apprendendo a al-
faiate, o qual tambera se ausentou: por isso
rogo s pessoas, que delles souberem, assim
como as autoridades policiaca o obzequio de
ver se os podem condusir a ininlia presenca.
Francisco Theiuoten da Fonseca faz ver ao
respeiUvel publico, que tendo por costume e
devoco festejar todos os anuos a imagen de S.
liento na igreja dos Prazercs em Gararapes ; e
acliando-se nnpossibilitado de o festejar neste
anuo, j leudo participado a eleico a varias
pessoas < deltas nao tendo at o presente rec-
balo a mnima esmoia: faz isso mesmo scente
para seu crdito; e se do contrario houver quem
a!g:::::.'; esmoia di o poder mandar em sua casa
recebel-a.
Theodora Mara de Jezus faz scientc ao p-
blico, que niiigiiem faca negocio cora Joo Lo-
pes de Souza, sobre Ulna obrigaco, que para
na mao do dito Lopes de seu (nado marido An-
gelo de Souza e endurada pelo Sr. Joo Muniz
de Souza a qual j est paga quando ajustro
con tas para se fechar o inventario da sua fina
nada sogra e 2 annos nao Ihe tem entregado
a dita obrigaco ; e para se nao chamar ao en-
gao faz scente ao dito Lopes.


Necessita-sc de um cosinheiro, poraluguel,
furo, (mi escravo, que queiraprestarseas ser-
v>.os ii'mii engenho pcrto dista praca ; quem
Un; coavier, entenda-se com Jos Joaquim de
Lima, do Forte-do-Mattos.
= Jos Antonio Lourenco faz solete ao publi-
co, que ninguem compre, hypotheqne, ou, por
qualquer outrafrina, negocie o escravo Bento,
a escravo Kiruiiana, ambos crioulos, coin sua
irinaa Mariana Tlieodora, porque ambos estes
eseravos pertenceio ao anuunciante, e unica-
uii'iiii' os consente ein poder de lita sua rmua
para Ihe prestaren! leus serviros: por tanto pro-
testa desde j contra qualquer extravio dos mea-
mos esclavos.
Quem quizer lar 400/rs. a juros 90bre hi-
poteca de urna morada de casa terrea giandce
nova sila na Solidade ; anniineie.
Quem precisar de urna inulher para ama
de casa de homeui solteiro nesta praca ou lua
della : dirija-se a liavessa lo Carino n. .
O Uir'rHii-joriil-ilds-fiimiUd.i, com estam-
pas c figulinos .i ijj/rs. cada volme ; vende-
no botequimda estrella.
RAPE UNO PRIW EZA
DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-se venda o mu cxcellente ra-
p da nova fabrica de Godinho da Baha, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
c torna-se muito recommendavel pelo seu bom
aroma : roga-se aos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente nesta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16 que aindu
encontrars meias libras, e levando porcao se
r um preco muito rasoavel.
Multo importante aos doentes a medicina po-
pular americana.
= Acaba de cliegar urna grande quantida-
de destas pilulas ( remedio composto inteira-
mente de vegetaes ) conhecidas na America e
na Europa desde o anno de 1790 e das quacs
ki> !em vendido j no Brasil ( aonde conlieci-
do apenas 3 a tinos ) mais de quarenta mil cai-
xinbas, cm que teem provado sua Buperiorida-
de de todos os remedios cm numerosas curas
as molestias do ligado ebres rheumatis-
mo lomlirigas { particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inllammacGes nos olhos, es-
crfulas c risipellas &c.
Roga-se aos padecenles pora provarcm este
infalivcl remedio. Vende-se com seu com-
petente receituario cm casa do seu nico agente
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na rita daCa-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, Rua-nova
Guerra Silva & C., Atterro-da-Boa-visla Salles
& Chaves.
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
CASSE fabricante c legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Recife n. 38 c outro na ra do Livramcn-
to n. 13 avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes pela grande
estima e crdito que progressivamente de dia
etn dia teem obtido n'esla e as mais partes;
bem conhecido por um ennsidcravel numero de
tomantes, e nao consta ter mofado urna so li-
bra : por sso faz publico, que toda e qualquer
pessoa que queira especular com o seu rap,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condicces,
que omesmo comprador pode upresental-as.
Precisa-se de um caixeiro Portuguez ; na
Solidade venda n. 20 indo pelo Corredor-do-
bispo na esquina, que volts para Bellcm.
Ainda se arrenda e com preferencia se ven-
de um engenho distante desta cidade 5 leguas .
por qualquer negocio ; sti se quer desobriga ;
a fallar a seu proprietario S Harrcto.
Pretende-se comprar a parle de um sitio
na Varzea com fundos para o rio, pertencen-
te a Jos Jnaqiiim Ramos da Silva que Ihe to-
cou portier-anca a sua mtilher, pelo fallccimen-
to de sua sogra Clara Gomes de Lila se al-
guem se jnlgar com algum dircilo queira an-
nunciar nestes 3 dias.
Offerrce-sc um rapaz Brasileiro de 17
annos para caixeiro de ra, ou de loja de fa-
sendas e mesmo para outro qualquer esta*
belecimento ; quem de seu prestimo so quizer
utilisar, annuncie.
Quem precisar de um caixeiro para loja
de fasendas, ou rncmtgzas que da fiador a
sua conducta, drrija-sea ra atraz da matriz
da Boa-vista n. 22.
Joio Mara Basto do Carvalho subdito
Portuguez retira-se para Portugal.
Precisa-so de urna ama para criar, a qual
tenha bom leitc mas que nao tenba filhos ;
quem estiver nestas circumstancius, dtrija-se a
ruada Cudeia-velha n. 17, primeiro andar ;
na mesma casa precisa-se comprar urna prcta
do meia idade que saiba bem cozinhar.
O professor substituto de inglez e francez
do collegio das artes principia as lices no da
20 do corrente as 5 horas da larde na ra do
Livramrntu n. 3, tefecroandar.
Manoel Francisco de Moraes vai ao Aca-
rac levando em sua companhia Luiz Jos da
Silva Carioca, e Luiz Jos de Franca, o o seu
escravo de nomo Benedicto.
Precisa-se de urna ana que tenha bas-
tante, e bom Ieite para criar uma menina ; na
Rua-nova n. 65 primeiro andar.
Precisa-se de um feitor, que entenda de
jardim c horta ; na ruada Aurora n. 26
D-selOOf rs. a premio sobre penhores
de ouro mesmo em quantia de 50# r. ; na
Praca-da-independencia n. 21.
Um liomem casado prop5e-so a ensinor
primen as letlras, c a sua senhora a ler, escre-
ver, bordar marcar, e fazer lavarinto sen-
do para fura da praca ; quem de seu prestimo
se quizer utilisar annuncie.
Negocia-se uma lettra de pessoa segura
desta praca da quantia de 114$ rs. nio se
duvida receber parte em (azenda ; na Praca-da-
Boa-vista, sobrado, que faz esquina para a ra
da Gonceielo por cima da venda n. 22.
Aluga-se o segundo andar da casa da tra-
vessa do Rozario n. 10 ; a tratar na ra 'do
Queimado loja de ferragens n. 3o.
Ensina-se com muita perfeicao a ler. e es-
crever, meninos e meninas, quer sejaS forros ,
ou captivos ; os pretendentes dirijao-so a ra
daCapunga n. 37.
Na Rua-nova loja de alfaiato n. 60, pre-
cisa-se de olliciaes do mesmo oiucio lano de
obra grande como pequea.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 46
da ra da Cadeia do Recife ; e a casa n. 8 da
ra doCotovello com sala forrada, o gran-
des commodos; c uma casa no Manguinho, por
preco bastante commodo ; trata-se na ra da
Cadeia do Recife loja de chapeos n. 46.
Os snrs. Justino de Medeiros, c Antonio
Pita, que, lia 6 annos, erao moradores nesta ci-
dade hajo de comparecer na secretaria da
polica, para darem os signaes do crioulo Edu-
ardo quo se acha preso na cadeia da cidade da
Parahiba-do-norte, e diz ser escravo dodito Me-
deiros.
A pessoa que annunciou querer com-
prar uma corrente de ouro, sem feitio dirja-
se a ra do Sol, sobrado de dous andares n. 23.
I recisa-sc lugar um primeiro, ou segun-
do andar de um sobrado, sendo no bairro do
Recife, ou S. Antonio, cujo aluguel nao exceda
de 10^ rs.
Aluga-sc o segundo andar da casa da ra
do Collegio n. 18, com bons commodos, o fres-
co; a tratar no primeiro andar do mesma casa.
Manoel do Reg, Portuguez, retira-se pa-
ra a provincia da Baha a tratar de seu nego-
cio.
A pessoa, que annunciou querer comprar
urna porcao do bico largo Cuita na trra dirja-
se a Rua-augusta, rasa terrea n. 5* ; na mes-
ma casa vemle-se urna cabra (bicho) com dous
cabritos capados, a qual d muito bom e bas-
tante Ieite, e propria para criar.
Offerece-so um rapaz Brasileiro cazado,
ce ni um filho para cnsinar primeiras letlras ,
principios de grammatica latina, e msica, pa-
ra fura desta cidade ou engenho; quem de seu
prestimo se quizer utilisar, dirija-se a Rua-no-
va n. 8, ou annuncie.
Quem annunciou precisar de uma mu-
llier para trabalhar em qualquer costura, diri-
ja-se a ra de S. Rita-nova n.54.
Aluga-se um moleque muito robusto, pa-
ra uma casa capaz, a empregar-se as compras
de ra, e mandados; quem o precisar dirija-
se a ra do Rozario da Boa-vista n. 53, segun-
do andar.
SOCIEDADE PHILO-THALIA.
O primeiro secretario avisa aos snrs. so-
cios que os bilhetes para a recita do dia 24 do
corrente se acho ern casa do respectivo thesou-
reiro o qual laza dstribuicao dclles nos dias
22, 23, e24, na ra do Collegio n. 5, primeiro
andar.
Cahioda janella ahaixo um alflnete de
peito de diamantes, da abertura de um me-
nino, que eslava na dita janella no dia 19 do
corrente mez ; quem o achou, querendo lestf-
luir, leve-o na roa da Conceicao da Boa-vista,
sobrado n. 8, que ser gratificado.
Furtato do consistorio de uma das irman-
dades, erecta nocomdo do Carino do Berilo. 13
varas de galo verdadeiro. o 3 ditas de franja ;
sendo ludo desapretado de urnas peritas de cor-
linas ; a quem lorem oflerecldas, pode tomar, e
annunciar.
Oabaixo assignado, para fazerchegar ao
ennhecimento dequem convier, que por exc-
cucao de Jos da Silva Coimbra, movida por seu
procurador Manoel Pcreira Marques, fui penho-
rada uma casa terrea no AUcrro-dos-AlTngados,
pertencentc ao cazal do finado Cosme Teixeira
das Trovas, e como ainda nao losse feito o in-
ventario c partilhas dos bens, os quaes por
Uchda faz publico que em seu sitio foi encon- Vendcm-se, e alugao-se bichas de supe-
trada uma preta pouco ladina, dizendoquean- rior qualidade, e de varios precos; no beco da
dava em procura dequem a comprasse sem Linguta .venda n. 5.
declarar o nome de seu snr., e que presurnindo Vendem-se amendoas cobertas do choco-
andar ella fgida, a tem recolhida em sua casa; late a 1000 rs a libra grvalas de setim a 1280
quem or seu dono dirija-se ao annunciante rs. garrafas de agua de Coloma a 2000 rs. e
que dando os signaes. Ihe ser entregue, um grande sort.mento de calungas por barato
-Anda est por alugar o sobradinho do preco ; na.travessa do Rozario loja de meo-
beco da Bomba, pelo preco de 10/rs. mensaes ; dezas de JoSod'Albuquerque Mello,
a tratar na ra da Aurora n. 18. Vendem-sc canarios de imperio em v.
_ Desapareceo na noute de 19 para 20 do reros, chegados prximamente do Porto, por
corrente do trapiche da fundco do Ierro da ra preco commodo estetras pequeas de Angola,
da Aurora um botezinho de fundo chato, or- abanos a 1200rs. ocento doce de goiaba, cur-
rado decobre, e pintado de encarnado ; quem das de embira branca, propnas para andames,
o achar levando a mesma fundico ser re- lolhas de louro em etches do pequeas porcoes,
compensodo. '"do por preco commodo; na ra estrella do
Uma Ar, nnvarin vpnrl n l\ llnz.-irio. VCtldan. S.
AlagOa-
firmas ,
ada per-
toda cidade da Victoria, com um quarto de
legua de trras proprias para|planlacoes, e criar,
dous assudes que tem agua todo anno boas
casas de vivenda grandes armasens com en-
genho de descaro^ar algodao prensa, o mais
pertences para ensaccar, boa senzalla para
0
me
tar.
Na ra larga do Bozario venda n. 46 Bozario venda n. 8.
nadaran. 48 compra-se cobre em maior, ou Vende-se a fasenda denominada
enor porcao pelo cambio que se poder ajus- dantas, a dinheiro, ou praso com boas I
- ou troca-sc por casas nesta praca, situi
Artaudo, subdito Francei, retira-sc para
fra da provincia.
Compras
Vendas
= Compra-se eleclivamentc nesta Typogra- mais de 20 captivos estribara, e todos o mais
., i j ri j a ;1 commodos, que deve ler uma fasenda bem
pina toda a qualidade de pannos cortados, ou s,U8d a ,ra|ar na ra do Queimado n. 61.
velhos de linho e algodao toda a especie Vcnde-se um sitio no lugar da Aldeia 3
de fibra linheza algodao, de refugo em ra- iPjUag distante da cidade da Victoria con
ma papol epapelao velho. 300 bracas de fundo, e 280 de testada, com uiu
Compra-se uma escrava para lodo o ser- engenho principiado tendo j casa de purgar
vico, que cosinhe e engorme sem vicios, e feita e as laxas e moendas assentadas, (a|.
tenha bonita figura; na ra de Hurtas n. 82. lando cobrir o engenho e fazer a casa de c|-
Comprao-se elTectivamente para fura da deira tendo moido o anno passado quarenta
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a paes de assucar, e tem cana para moer este an-
20 annos, agradando, pago-se bem ; na ra no 300 a 4011 paes, com 3 moradas de casas,
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de uma an- fabrica de fazer farinha engenho para desca-
darde veranda de pao n. 20. rocar algodao e vende-se com todos ostras-
tes de casa ; a tratar na Ra-imperial n. 65.
Vende-se para o Bio grande-do-sul um
escravo de 22 annos bonita figura bom co-
sinheiro muito fi.'l ediligente para todo o
servico do casa e ra por ter sido a ludo acos-
tumado ecom outras militas habilidades, o
motivo, por que se vende se dir ao comprador,
aliancaiido o mesmo o dito escravo nao ficar
na provincia ; quern o pretender annuncie.
Vende-se urna coinmoda de mogno com
estante inda nova por ter lido muito pouco uso,
e uma carteira de uma lace, por preco com-
modo ; no Atterro-da-Roa-vista loja de Sa-
les & Chaves.
Vende-se uma olaria defronle da Passa-
gem-do-Culdeireiro da purle do liarbalhn, com
forno queleva 12 mlheiros de lijlos, com
barro dentro para o mesmo e bem pert do
embarque boa baixa para tapim de planta e
porcao de tena para oulrasjplantancoes; a tra-
tar com seu proprietario na mesma olaria.
Vendem-sc duas ricas cadeiras de ra o
um palanquim ludo em meio uso; na Rua-
nova, armasen) n. 67.
Vcnde-se Mcthodo Facclimo para apprcn-
deraler, por Monte Verde: na Praca-da-inde-
pendencia livraria n. 6 e 8.
Vende-se um carro de duas rodas, o qual
est nacoxeira do Miguel, no Atterro-da-Roa-
vista a tratar com o mesmo.
Vende-se uma borboleta de brilhantes
obra de muito bom gosto ; na ra do Cabug ,
loja deourives 11. 3.
Vende-se uma restilacao com poucos fun-
dos sila no principio da Rua-imperial doAt-
lerro-dos-Affogados, em grande armasem e
quintal, e oalugtiel muito barato ; a tratar
na ti esma ra n. 31.
Vende-se uma casa terrea na ra da Con?
ceico da Boa-vista n. 15; atiatarna ra do
Queimado, loja n. 22.
Vendem-se duzias de couro de lustro a
364^8. epellesde dito a 3200 rs. meios e
quartosdedila a 3520 rs. ; na Rua-direita, lo-
ja de couros n. 64, lado da igreja do Terco.
Vende-so urna piula e uma parda am-
bas com habilidade.5, de20a 25annnos c de
bonitas figuras ; um mulatinho de 10 a 12 an-
nos proprio para aprender oflicio ; na Rua-
vclha n. 111.
Vende-se um sellim inglez muito bom e
quasi novo com arreios ou sem elles ; na
ra do Queimado n. 25.
Vende-so sebo em rama e cola de supe-
Escravos fgidos.
Fugio no da 20 do corrente um pelo
crioulo de nome Agoslinho, cor fula, alto, chelo
do corpo rendido de uma verilha levou
calcas de brim de listras camisa de algodao ,
chapeo de palha novo ; quem o pegar, leve a
seu snr. Albino Jos Ferreira da Cunta, na ra
riorqualidade; a bordo dobrigue Paquete-de- \ do Queimado n. 4, que ser generosamente re-
/ ernambuco tundeado defronte da escadinha compensado.
de palacio.
Vende-so sal de Lisboa, em grandes e pe-
quenas porcoes por preco commodo ; na ra
da Moeda n. 9.
compensad)
No dia 8 do corrente fugio um escravo
pertencentc ao snr. Vicente Thomaz dos San-
tos com os signaes seguinles : de nome Luiz,
de naca lubambane de 30 annos grosso do
Vende-se sal de Lisboa abordo do bri- corpo, (alto de denles alguns cabellos bran-
gue portuguez Concticdo-de-Maria ; a tratar
com Francisco Severianno Rabello, no Forle-do-
Mal'.os.
Vendem-se amendoas torradas, chocola-
te de Lisboa em lata dito de canella lambem
de Lisboa aseilede coco a 2560 rs. a caada ;
na Rua-nova, venda n. 65.
Vende-se a biblia em 7 voluntes em folio ,
com latima margem do padre Antonio Pc-
reira de Figueiredo, ricamente encadernada a
Iranceza.do melhor gosto ; na Rua-bella n. 37
a tallar com Jos Rabello Guimares.
Vende-se uma duza de cadeiras de jaca-
duasmeasde dito uma cama decon-
rand
duicom armacao e colchdes e um canap;
na ra do Queimado n. 4.
Vendem-se borzeguins gaspeados e de pon-
a pretos ede cOres, ditos para senhora e me-
bolius e meios ditos de bezerro francez o
ninas
indiviso, econstaquealrn da divida de que'de Lisboa sapalos de lustro para homcm se-
vero a referida execuco, existem outras, eiguai- llora, e meninos ditos de marroquim preto
aliiieniu em prejuiso da heranca quando ao
lempo do fallecimentodo dito Cosme, nenhuma
e de corea, ditos inglezes ditos do uma e duas
palas, ditos para meninos ditos de uma e
ficou e nem consta, que losse conlrahida por duas solas para homem ditos de marroquim
justificado molivo ; laz o presente annuncio,
para aodepois nao se alegar ignorancia.
Amaro Jos dos Praurei.
Na Rua-imperial n. 167, se dir quem d
250# rs. a premio sobre penhores.
de Lisboa para liomem senhora e meninos, a
640 rs. ditos do setim brancose de cores, chi-
nellas de panno o marroquim chiquitos para
meninos, emais calcado por preco commodo;
na Praca-da-independencia n. 28.
Precisa-se deum caixeiro para venda, que Vcnde-se uma escrava de nuci Costa ,
tenha bastante pratica que se promette bom ganbadeira de ra que paga 320 rs. por dia '
ordenado ; na Solidade ao p da igreja n. 7. I ainda mora, r de bonita figura vende-se por
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra nao querer servir seu sr. por ser preto ; no
do Queimadon. 8; a tratar na loja do mesmo, beco do Padre Lobato casada taboa n. 22.
ou na ra do Collegio, sobrado n. 4. I Vendem-se sementes de hortalica tclhas
Aluga-se a loja da casado Atterro-da-Boa- de vidro cestos para meninos aprendeiem a
vista n. 38, para fasendas ou outro qualquer andar, vidros de urna a 4 onfas. ludo por com-
estabclccimento ; a tratar na mesma casa. modo preco comm do; na ruada Cruz, arma-
O inspector do quarleirao da Ponte-do-4 sem deloucan. 48.
eos falla atravessado como quem est beba-
do cor fula levou calcas de algodao bmnen,
e camisa de dito azul consta, que anda por
Fra-de-porlas de noute ; quem o pegar,
leve a Rua-imperial n. 67 quo ser recom-
pensado.
No dia 19 do corrente desappareceo, e
suppe-se ter fgido um escravo pertencentc ao
snr. Vicente Thomaz dos Santos de nome Sa-
bino naci Mozambique, cor fula, cabrea
chata beicos grosn>s cara bochethuda, rom
duas pequeas enrugas dos lados da bocea, per-
nas grossas estatura regular, fallas mancas,
representa ser muito seiio o qual eslava alu
gado ao snr Angelo Martins de Siqueira de
onde fugio ; quem o pegar, leve a Rua-impe-
rial n. 67. que ser recompensado.
Fugio no dia de entrudo 20, de fevereiro
do corrente anno um escravo pardo, de nomo
Emidio de 25 annos pouco mais ou menos,
ulto, e bem grosso do corpo bastante espadan-
do com pouca barba e pequeas suissas ,
olhos pardos e um pouco lundos cabello
nao muito piehaim cOr meia alatoada ps
bastantes grandes chalos com signaes, que
moslro tertido bichos lem ollieio de serra-
dor de madeira natural de Goianna, onde
tein prenles, e julga-sc ter ido para estas par-
tes ou para a villa do Pombal onde foi es-
cravo do alferes Manoel Pedro de Souza Barbo-
sa ; e hoje perteme a<> abaixo assir.ado, mo-
rador em Pernambuco a* Rua-nova O. 20 ; o
qual recommenda as autoridades policiaes ,
ou nutra qualquer pessoa, que do mesmo tenha
noticias o fac^o conduzir e entregar ao abai-
xo assignado, que sero generosamente recom-
pensados. Vicente Alies Machadu.
RlClFB NA TYP. DB M. F. DI FAMA1844.


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