Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05081


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Full Text
Anuo ele 18-54.
Quinta Feira 21
de Mar<;o
| LLUDIOS I\U 1
i / Cambio sobre Londres -i. a -Ja (,
t \3/ "' "~" f*ii por franco
XJu Liahoa 1(0 por dt'O '.,......i
Anno XX. IV. 68.
jmaWM.Mi .^Mjeuajuii im i i ssernzssaBSKsamsBs
O Di ario publica-re I. dos os dia* que n.'.o forem sanniicaritia : o prego ila ..asignatura
he de tre mil rs por quarel pagos adianla.los Os an nuncios deis assignfnies s;io inserid..
grilla e os des que BO loiem .1 raijo de 80 res por liuha A reclama.Ocadevem ser diri-
gidas esta I)p rna .las Crutes n U ou praca a Independencia 1 ja de lim sn 6 t 8
PARTIDA DOS CORREROS TERRESTRES.
Coiakka. e Parthjba, segundas c aexlaa feir.s. hio Grande ''o Sorte, quintas feiras
t'.ab" Serinhaem Itio Formoso, Torio Cali, Marcy e Alagoas no 1 He 21
de cad.i met Garanhuns e l.onilo a lOc 2! de ca mei noa-visla e llores a i'.i
a 28 dao Cidaleda Victoria, quintas feira.. Olinda ludas os diaa.
das da semana.
18 Seg. a, Gabriel Auil. do J. de D da '.'. t,
i'J Tere a + Jos Esposo de .N Sra.
20 Quarla a Marlinbo Au.l. do J. de D. da 3 t.
21 Quista ..Rento. Aad.do J. de D da 2. t.
22 Sella ICmvgdeo Aud. do J. de D. da 2. t.
*2 Sab. a Falla el. and do J.deD.dal. v.
24 Rom. Instilu cio .'o Sacramento ______ __________ ______'
tZ)t&-S*^&nV8i*ieMB8Bt^il5SX2X*nimT\ Tl'rwr.fct'rt-.'ir.jmilH'&TaiBLVrz.ZZTZ^i^USl'.i!
ludo agora depende .le nos mesinu; da nossa pro ie-cia, iroderaoJo- e energa: eon-
',?-- linuemoa como principiamos e seie-noi aponta.loe Ot al mira," ."lo enlre as nagoea mais
.' tullas. (Proclama.;.!.) di Assembla Geral 1 raiil.)
CISIRIOS RO mi 10 DB Milico. r.mpra "d
Our.-M-.ed. de 6,10o V. I7.3U 17,500
,, N. 16.900 1.7300
r5e4,OOj 9.000 'J--^
P,.,...r.ue5e. *.W 4.W0
Tesos culummnarc l.'."" '"J'
DiUl ...e.ioano l.UO H.tfSO
_/ ^oodatc c-br- 5 po? reiu.i ** nao da.
dem de lelra* Je boas firtuas I a l[.
PHASES DA LA NO Ml.Z DE MUSCO.
i.va cheia a i .s huras e 12 niin dalai.le. sl.ua nova a 1S a. Minguaule a ll as 11 horas da n;i;!i.u. jCreacenM a 27 as 2 h. e 'l I m. da aionliaa.
l'reamar de hnje.
Primeira as (> horas e j mn. da miiili.i*. | Segn ;.i aj / niras e 1 i minutos da larda
.......--.;.,. -;\
isc^'".g;'-;--;-!T::.:::ci:-.- -r.'mrrj: ::rL'-,: 2Aj ::

-jt^vCllKMiSB
E R R A T A .
O aparte do Sr. Lopes Gama, dado no discurso
proferido pelo Sr. liaptista na sessao de IG do
crtente, e que hontem publicamos, lea-se as-
siin Os esperlalhes que aproveitao (nuinv-
rotot mofados); c os espertalhdes de amlios os
lados.


MINISTERIO DAJTSTICV.
S. M. o Imperador,tendo ouvido a seei;ao do
conseibo de estado dos negocios da justica so-
breo eqncriincnio, que vn. Cesubir ;i impe-
rial presenca, pediudo deinissao do cargo do
chele de polica da provincia do iim-de-janei-
j-o, c as necessarias ordens ao tribunal da rela-
cao para promover a sita responsabilldadc pelos
Tactos, que Ihe forfio argidos no periodlcoi
Sentintlla-da-Monarchia=, e que o jury desta cor-
te reputou provados na senteina de absolvicao,
que Ib i proferida a favor do responsavel por Vin.
aiitisado: edignando-se o iiiesmo Augusto Sr.
confonnar-se COIII o parecer da sobredi lasccrau,
resolveo n;o acceitar a demissao pedida,iiem or-
denar as diligencias para a responsabilidad!';
visto que a-sentein;a proferida no jury, dado que
geja confirmada na reIac;io, nao um caso jul-
gado se.iao para a al)solvif;.io do responsavel pe-
lo peridico, e nao constitne tuna presumpeb
jurdica da existencia dos lacios argnidos, dos
quaes nao se defenda Vn. alli como reo, e ate"
inesmo nao vale como una opini.io digna de at-
tenrao, porque os documentos por vm. apre-
sentadosconvencen! deque osjuizes naquelle
processo foro Iludidos por falsa prova. O que
cotninunico a Vn. para sua intenfgencia.
Dros guarde a Vm. Palacio do /io-de-janeiro,
ein 23 de Janeiro de 1S44.Honorio llmelo Car-
ia tiro Ledo.Sr. chele de polica do Rlo-de-ja-
neiro.
(ioverno da Provincia.
KXPKDIERV DE 12 DO CORENTE.
OllieioAo inspector interino da thesouraria
das rendas pro-, iueiaes, siientilicando-ud'lsiv.r-
se despedido da regencia interina da cadeira de
pi'iineiras lettras da villa da Roa-vista o indivi-
duo, que est substituindo o respectivo proles-
sor. Deteriniuou-se cantara municipal da
i o t-vista, que propu/.esse oulra pessoa pata re-
ger a mencionada cadeira.
DitoAo Exm. e Km. bisppo diocesano, re-
metiendo o projectO n." '!> de IS-2, que eransfe-
rea matriz de Uaranguipc pira a capella de -N.
S. do O' do P.io-amareilo, lim de que cni cou-
formidade de resolueo da asscinblea legislativa
provincial interponh'a o sen parecer respeitu.
Hito-Do secretario da provincia ao priineiro
da assentbla legislativa provincial, enviaudo o
parecer do Exm. bispo diocesano acerca da pro-
jectada creaco da freguesla deS. Sebaso na
povoaeao do Uuricuri; c devolvendo a reptesen-
tacSo dos habitantes da m*aimi povonjao com os
documentos, que a acompanhro.
DitoDomesnio ao inspector da thesonraria
da fozenda, transmittindo, para ser executada, a
ordem do tribunal do iliesouro sob o n." 207.
dem OfficioAo comniandanie das armas, decla-
rando, queamanha(1^, annlversario natalicio
deS.ftl. almperatriz, pode mandar embandei-
rar as fortalezas, salvar como etn dia de grande
galla.
DitoA'cmara municipal dcsta eidade, de-
tenninando, em coiiscqncncia de resolucao da
assentbla legislativa provincial, que e.xpe.a di-
ploma a"o segundo snpplente, para ir substituir
o deputado Manoel Mendos da Cuaba Azevedo,
que participou nao poder comparecer. Com-
inunicou-se ao priineiro secretario di asseinbla
legislativa provincial.
DitoAo bacharel Vicente Pereira do Reg,
ordenando, que naquaiidade de terceiro sup-
plente do juiso d'orpltiios do termo do Recile, e
visto achar-se impedido o segundo, passe to-
mar cont da respectiva vara.
PortarasDispensando o bacharel Manoel
Joaquitn Carneiro da uuba do lugar de primel-
io supplente do delegado do termo de Olinda, o
nonuando para substituil-o o proprielario .loa-
quiui Manoel Carneiro da Cunta. Communi-
cou-seao chele de polica interino.
pita___Nomeando o cidadao Manoel Henrques
Wanderlev delegado do termo do Rio-formoso.
l'articipou-sc ao chele de polica interino.
nivi.-mi>i> tor da thesouraria da fazeuda, trausinittindo,
paraserem execul idas, asrdeos do tribunal do
thesouro sob os nmeros 31, 'M, 34, e 36.
Com mando das Armas.
Expediente do dia i." "'" corrent.
Officio Ao lllm. brigadeiro Antonio Rorges
.il. convidatido-o a comparecer na jttnla de
justica tomo vogai dclla, w kVABaaM do di 7 do,
eorrente, a lint de se jiilgareui varios prOCCSSOs
militares.
Na mesina eonfoiindade se passaro avisos
a o lllm. brigadeiro Antonio Rodrigues d'Almei-
d.-i, e teiienle-eoroiiel .los Mafia Ildeloiiro la-
come da Veiga Pessoa.
dem do dio i-
Officio- Ao coronel .los Bernardo Salgnelro.a-
visando-o para comparecer na junta de justicano
dia 1 do frrenle, etn substituicao ao brigadeiro
vogal A. R. Leal, que se aehava doente.
Dito-A mesa regedorada irmandade doSenhor
Hoin Jess dos Passos dajeidade d'Olinda, signifl-
eando-lhe, que nao lhe era possivel auniiir ao
sen convite para aeompanhar a proclssfio ni
tarde do dia S, etn eonsequein ia do sen mo es-
tildo de satide. ,
;..- Ai. nniimaiuiante interino da fortaleza do
Uruin, sobren modo de cobrar a agua c lu pira
os calcetas; ea agita aos trabalh.idores etnpie-
gados no concert da parede arrombada.
Dito- iiu onimandanle interino do corpa d'.n-
tilheria, reinettendo-Ihe a certidao de exame
pleno nas dotilrinas do priineiro anuo da esco-
la militar do I.9cadete Francisco doRego l*ar-
ros harreto ,para que fosse o inesmo exame aver-
I),ido nos sciis assentos.
/driii da da 4.
Officio- Ao Emii. presidente, reinettendo-lhe,
pa/a obterem despachos, duas requisicoes, con-
tendq os utensis, que por emprestimo, se RisiSo
nece'ssarios para o levaolainento de coberta de
iqasa de residencia do commandante da fortaleza
de Itamarac.
Idemgifo din ').
Officio- Ao Exm. presidente, informando 0 re-
qnerimento do soldado voluntario Jeroojmo Lu-
is Ribeiro, que pedia liceitca para frequentar a
escola militar.
Dto-.\o inesmo Exm. Sr, remettendo-lhe,para
obterem final sentenca, na junta dejustifa.os
processos verbaes de II des. rimes do halalhao
de inlantaiia de guardas nacionaes destacado.
Dito- Aodoutor J. E. Gomes, coinmiinicando-
Ihe, que na manhaado dia 7 do eorrente devia
estar presente na secretaria militar como meni-
bro doconselho extraordinario, peanle o qual
se devia fazer a arremataciio dos medicamentos
para o hospital rgimen tal.
No inesmo sentido ao Doutor Francisco Xavi-
er Pereira de frito.
Portaria= Mandando reconhecer i-" cadete ao
soldado do -2." I.Killuio d" ililliei i i a pe .lo..
Antonio Ce/arde Lima, por 1> tver ent conseibo
d'avcriguaeao prehenchido as disposiroes da
le.
traefes de regOsijo em iodos os Migares, por on-
de passou.
O novo s\ sienta de pautas e a lei, que pro-
hibe aos estrangeiros vender por inludo, conti-
na a ser o olijceto capital de dlsCUSSO para OS
peridicos mexicanos. Em geral defienden! ,
COin calor, a determinaeao de Santa Auna ; pu-
r m o Comio-francez combate estas medidas e
esl'orra-se etn provar, pie ellas violao os tra-
tados feitos pela repnbliea com os governos da
Inglaterra Franca, e Prtissia, Seja como qui-
zerein o que certo que a nova tarifa car-
rega sobre-inaneira OSartlgos de eoininercio e
qu ni ais gravosa em inultos objeetos que a
do auno de 1837. A agn'ardente hespanliola
mu dos artigos mais sobre-carregados com o
lim i* proteger os alambiquca nacionaes. \c-
se que os Mexicanos nao estio menos atrasa-
dos ilo que nos na appllcafao dos principios
econmicos. Por isso neo estranhamos que os
peridicos delliid.io tenazmente o systema pro-
hibitivo, como ineio de promover a industria,
que alli tem beni poma importancia.
[Heraldo.)
'caMWtania>ff vATTgg-T^at A*"a!iB a Han sMnaez
tcnNAiflD
sa^i
CO.
AMERICA DO NORTE.
Temos vista jornaes de Nova-York ate 2.r> de
dezeinbro que nada adianto ;is noticias dos
Estados-unidos recebidas por via de Inglaterra.
Havia inforinaees do Mxico al lins de no-
vembro e parece, que se abandonara a id. la
de urna expeljo contra o ucutan. A esqua-
dra inglesa, que se acha no golfo do Mxico, era
esperada em frente de Veracriu.
A fragata ingle/a Canjsforl havia chegado a
Montereg na Caliphorna onde encontrn a
fragata americana (Jotutellalion que deo a noti-
cia de terem sido restituidas ao soberano ind-
gena as ilhas de Sandwich de que lord Paulet
havia tomado posse em nome de S. M. B.
O honorable Abram Rencher com sua senho-
ra e filhos ( natural da Carolina-do-norte ) no-
meado eucarregado de negocios dos Estados-
unidos junto corte d:'Lisboa, saino de INo-
va-Vork, a II de dezeinbro, no paquete iorunlo,
em direccao a Londres.
Foi ao mar no lago de Erie nina hgala a va-
por de ferro, destinada para o sen i. o dos Es-
tados-unidos a qual monta 68 peras de ar-
tilharia.
O goveruo mexicano declarou que reputarla
equivalente unta declaiacao de guerra, por
parte dos Estados-unidos, a annexa.ao de lexas
ao territorio dessa repblica.
Mxico 11 de novembro.
O general Sania Anua foi por tib Momeado
constituciooalmente presidente da repblica.
Para que se conecba a omnipotencia do po-
der, que exerce .Santa Auna bastara d.zer, que
expedio um decreto depois de ter resignado a
sua autoridade no general analizo ein CUJO I.
artigo declara que a responsabilldadc dos ac-
tos do governo executivo provisional e meramen-
te reipontfiottdaa (te ovinmo. u coigresso geral
SO pude declarar, se o proceder do governo me-
rece a sua confian?*; porem nao lhe c dado ac-
cusal-o ne.n aunullar nenhunt dos seos actos;
de sorte que estes actos sao mais.que leiS, mais
do que a constituirao; porque as leiS, e as cons-
tituiVes podciaosei.ipre tfr modificadas pelas
assemblas leisl...ivas. K StO snceede I, um
paiz que se diz regido por inslttu.cues repu-
blicanas !
SiuU Anua foi rcccWdo com grandes dcmoiis-
ASSEMRLA PROVINCIAL.
Coiirliisui dasetiode 18 de mareo de 1844.
Contina adiscussio do parecer da comuils-
sao ile constituicao e poderes, adiado na sesso
de hontein com a emenda do Sr. Urbano (Vide
o Din rio n. 66).
O Sr. ;iiTi(/ 0 Sr. Medeiros; por consegnitte piule fallar.
O.SY. Medeiros:Pedi a palavra, Sr. presiden-
te, para dar a rasao do nieu vol, que nao que-
ro, que seja synibblicb na materia da iiidie.irao,
que se ai ha Vm disetissao, e milito principal-
mente para responder insultuosa accusacSo,
que se digtiou d'apreseiitar nesla assentbla o
Sr. deputado Dr. Lbano.
O Sr. presidente:Devo observar ao nobre de-
putado, que o regiment prohibe nomear Indi-
viduos.
O Sr. Urbano:No faz nial.
OSr. Medeiros:... e milito principalmente
para responder insultuosa accusacio, que nes-
1 tasseinlil.'.i se diguoii d'apresentai pi la siqipi.s-
ta falsificacao da authentica do collegio de Igua-
rass; porem, Sr. presidente, antes dcmclazer
cargo, do que venho de dizer, de inister que
cu declare, que nao pretenda tomar parte nes-
ta discussao, nao so pela pretericao, que esta
iiiesnia discussao accarrcla aos niisteres, e iute-
resses da provincia, que tenho ahorna de re-
pr.'s.nt n, como inesmo porque, sendo cu um
dos indigitados C-reos, ou autores dessa sup-
posta falsilieaeao, temia, e reeeiava, (|iie as lili-
nhas palavras fossein antes consideradas como
e.xpresses de um acensado, do que como a lin- ;
guagein de um deputado sincero, e que teni em
vista pronunciar tmente a verdade; entretan-
to, provocado no nieu nobre orgulho, ferido no
mais sensivel do meu coracfo, atassalhado ena
ininha honra, que preso mais que ludo, en nao
posso dcixar de me contrariar c tomar parte nes-
taquestSo, e d'esfarte, repellindo aaecusacao,
restabclcccra ininha honra avillada, e de inciis
collegas, que counnigo supporto o sen peso. |
Fallando em priineiro lugar, Sr. presidente,
da mal. lia da indicaran; cu dirci, que nao pos-,
so deixar de negar-Ihe a ininha approvaco, de
votar contra ella; e isto porque cxislcni as mes- j
mas rasoes, que aiilorisaiao o caso julgado dcsta ,
asseml.la, e porque en nao vejo agora nina ou- .
lia rasao nova, que arrastre a casa a tomar nina
deliberarao em sentido contrario aquella, que
j. toinoi. Sim, Sr. presidente, eu nao vejo unta
rasffo nova, que nos mova a contrariar o caso
julgado.
OSr. Urbano:V. as informacoes, pie Se apre-
sentrao na casa ? r
IJ Sr. Meileirnc; /, COiiilllltai ci, k. i.iuarct
nisso... nina rasao nova, que arrastre esta as-
sentbla contra o caso julgado contra un ac-
to, que ella j decidi, que nao tinha lugar. O
nobre deputado, autor d'esta indicaran, nao pu-
dendo ccrtainente combater as rases, em que
se fundn a nobre coniinissao, leve necesidad.'
de se cingir ao falso argumento, de que o Sr.
NogUeira Paz se aehava pronunciado; c para is-
10 i-ecorreo ao testemunho de seus proprios cor-
religionarios, testeiutiiiho este, que netiliuina
consideracao merece, por ser de intersenlos.
Sr. Urbano: -J- E entao, os Sis. deputados
que eu cite! nSb merecein f?
Sr. MllenosMas, Sr. presidente, seo i.s-
teinunho dos correligionarios do nobre depnl i-
do sulhcicnte para* convencer, que oSr. _\o-
gueira Paz se acha pronunciado, eu desde ja de-
claro, que o nieu testeniunho deve ser recebido.
e peloqnal demonstro, que o Sr. Noguelra Paz
nao .;. acha pronunciado! mas Senhores, eu nao
quero recorrer smente esta prova, recorro ao
testemunho geral. E' voz publica, e nao contes-
tada, que o Sr. Noguelra Paz nao se acha pro-
iiunciado; voz, que einjuies casos deve ser ac-,
ceitaco.....prova val. ule. Mas, Sr. presidente,
como disse, se por identidade de rasao deve ser
acecha esta prova,desde j eu declaro, que ou-
vi lr urna carta escripia pelo proprio ptinhn ilo
Sr. "N'ogneira I'i/., e dirigida um seu amigo,
que assim di/.ia (.llegando .i este lugar, achei
forniiilando-se um processo a respeito do nieu
crinie; pnr-in os meiis amigos, eutendendn, que
eu nfio devia ser pronunciado, embarafrao es-
te processo, c llzero com que elle nao fosse le-
vado a elleito: o que eu milito sinto. porque
quera mostrar aos meiis inimigos o que vale
un i pronuncia Eu sinto nao poder mostrar
este documento para provar a veracidad. das
niililias palavras; mas, se o testemunho do no-
bre depni ido, autor da indicaran. .' iifficicnte
para demonstrar, que o Sr. Noguelra Paz se a-
cha pronunciado, por igual rasan o meu tes-
temunho deve tainbem ser acecho.
Portanto Sr. presidente, se o Sr. \oguclra
Paz nao se acha pronunciado, ese tem uesap-
parecido a Impossibilidade de vir tomar assento
ue.sla casa, e nao leudo, como devia, olliciado, '
evidente, que nao se pode chamar o .supplente,
sem que se infrinja multo perto o artigo 9 do
regiment dcsta asscuiblca. Sr. presidente^ te-
nho dado a rasao do nieu voto; a rasao, por que
neg a ininhaapprovacao .i essa indicaran; ha-
bilitado CStOU a entrar no segundo ponto da mi-
llha larela, masantes disso farei ainda nina bre-
ve observa.ao, que, mi aeho fura de proposito,
e vem a ser, que talvez parera ao nobre autor
da indicaran, que o recelo de mais essa aequisi-
si.;lo contraria nos mova a negarmo-Ihe o nos-
so vol; mas preciso, que o nobre deputado
se leinhre, que sendo, como elle confessa, e
visto, a maioria toda nossa, n;io mais a pessoa
d'unt supplente, quein nos venha intimidar. Por
tanlo, saiba o nobre deputado, que, se nos op-
pomos a que venha esse supplente, a rasao nao
.' oulra senao oquererinos ser liis ao juramen-
to, que teios prestado, para que se nao infrin-
jao as lcis. Entretanto, agora, Sr. presidente,
na segunda parte da miiiha trela, resta-ine rc-
| pellir CSSa aecusarao insultuosa, que se dignou
d'apresentar nesta assembla o nobre deputa*
do, que delimite de niiin se assenta, por occa-
sio da supposta falsificacao da authentica de
[guarass.
Sr. presidente, revoltante, imperdoavel,
que o nobre deputado, iliciilcando-se, como eu
reconheco, homein de justica, homem de pru-
dencia, e de probidad., se ai) ilaneasse vir nes-
ta casa promover una acensa, ao lao l'antasia-
da, que tem de alleriar O cidadao, cuja probi-
dad.' reconhecida toda a prova, sem que pa-
ra isso tivesse dados reaes, ou ao menos, que
provaveis fossein. Entretanto que parademonstra-
e;io d'islo nao necessitu mais do que descST
analrac dos proprios argumentos,com que o no-
bre deputado sustentoii essa acctisai ao: os fun-
dainentos contra essa supposta falsificacao quitos
nao forO, como nos lestemunhanios, senao as
proprias conjecluias do unbie depuiado aciusa-
dor, e as suspeitas de sen partido; cartas de par*
ticulares. seus correligionarios pnHt'eo?; e li-
nalmentc urna copia da authentica da secreta-
ria do governo, tirada pelo Sr. Annuuciarao. Eu
Irel por partes, Sr. presidente, os analysando, e
d'est'arie satisfar! o meu proposito.
t) priineiro argumento da aecusarao i fundado
na autoridade do Diario velho ; porque, teudo
. lie se feito cargo de ir publicando os resultados
dos difierentcs collegios, c para isso buscando
informacoes nas cartas e authenticas, queero
remetlidas ao governo < seus amigos, inipossi-
velera, que podesse haver t;io grande engao.
Na verdade, Sr. presidente, nao pode haver at*-
guenlo, que mais defenda a boa f do mesino
Diario velho; ponpic, se, como confessa o nobre
deputado aecnsador, o Diario foi buscar Infor-
macoes nas carias, que erao enderezadas ao go-
verno e seus amigos, e nO tendo estas o cuulio
a niaior parte, nao era de esperar, que dcixassc
de iiaver engao, limito pruicipahncnte, quan-
do essa folba nao asseverava, c declarava ser
calculo approxiiuado, esujelto atteracSo, pela
impossibilidade de chegar sua realidade com
os documentos, que i tai respeito tinha ; por
tanto nao peccou o Diario, c nem pode valer o
contraste com a apuraeao geral da cmara mu-
nicipal dcsta eidade, para se dedu/.ir a faisidade,
da urna cleitoral do collegio de Iguarassii. Por
tanto, se isto iniiito possivel, como a rasao es-
t mostrando, c coino inesmo o nobre deputado
j tem declarado na casa: porque cstrauha o no-
bre deputado, que houvesse essa dillerenca
ivsni'il de ViSTS VClhO? E' pOi"i.iiilu, IJniilU-
res! de acreditar, que o nobre depuUdo, ferido
no sen orgulho por ter sido excluido voluntaria-
mente do numero dos eflfectlvos, e levado das
illuses do sen partido, avanca-se essa propo-
sico ; mas nao porque uo esteja dominado da
verdade, que se apregoa.
0 outro argumentot que, haveudo todo o n-
teresse em se excluir os :>rs. Drt. Urbano, e Mel-
lo da eleicao, o Diario velho tinha todo o cuida-
do em examinar o numero de votos obtidospor
estes, c pelos candidatos do governo, a ver, se


,,
a tamo tempo, nao tendo apparecldo rcflexo al-
guiha, pro porque nada tinha apparecido, qoe
podesse alterar a sua elelc.
Ka verdade, nao ha argumento tanibeni inais
gracioso, do que ente : que nteresse, 011 a que
viuda o Diario velho fazeruma reforma daqufllo
que j.i tinha declarado, truando elle estava cer-
to.de que quaesquer que fossem as informaede-s,
nic este respeito aprescntasse.ellasnaopndio
terocunho da Infallbilldade. ? Multo principal-
mente. |iiando Bobre o collegto de Iguarass,
nada liavia de eerto positivo, por ser un colle-
glo, deque Bcduvidava? Por tanto, estando n
Diario velho lora do alcance de toda a exactidb,
nicudo, que elle devia deixar di' i'a/ei qualqiu r
tbservaco, anda pie novas informales tives-
se; e ento nao sei como por essa omisso se pos-
sa deduzir prova de ralsificacao : ede mals, onde
est a prova do interesse, que o governo toiuou
ni excluir os Sis. Urbano e Mello da cleico ?
Ouiro argumento de igual naturexa vem a ser:
que, sendo o Sr. Oliveira, en inesnio, e outros
interessados em saber o numero de votos, que
poderiamos terobtldo em difterentes collegios,
deviamos reclamar, se nao fosse exacta, a pu-
bficaco do Diario velho.
O Sr. Urbano : d un aparte, cpie nao pode-
mos ouvir.
o Sr. Medeiros : \ antoridade do Diario velho
fo apresentada por S. S; por conseguinte eu te-
nlio necessidade, nao si de rclerir-nie a elle,
ionio lambein ao que disse essa outra folha fo
D.-novo), que do partido do nobre diputado.
Que inieresse tinha eu, e os outros em lzerem
essarcclainacao, que su nos traria Incommodos?
Nstque aguardavamonos pelapuracao geral da
amara municipal ? Se por venturo a amara
municipal nao nos apresentasse o numero de
votos, que oblivemos em IgUarasS, ento mis
reolamariamos. Por tanto, se nao vinba ao ca-
so, pie o Sr. Oliveira e os outros reelamassein
essa falla do Diario velbo ; o que se segu '-, que
desse silencio senb pode tirar argumentacopa-
aa supposia falsificaro da authenticn fie lgu-
rassn. Drmais, nos eatavamos certoa, deque no
cmara municipal nao poderlo haverdolo.
Um outro argumento de Igual forca, apreaen-
tado pelo nobre deputado, pie tanto essa
apiiraiao nao O resultado da eleico, que una
ju-ssoa interessada por um los dous candidatos,
que sobirao dissera, que lie havla de entrar
para < numero dos 'Mi deputados.
Ora, Senliores, (jueni que, sangiie fro, nao
rcconheccr a pucrilidade leste argumento ;
pois porque um individuo disse = o met candi-
dato lia de entrar na cmara para o numero los
86deputadosi segue-se, que elle tenha dito,
que bouve fatsilicaco na authentica de Iguaras-
s .' Deixo mesmo consideraco do nobre de-
putado : S. S. traria 'ssa conclusao, .i nao estar
vendado pelo capricho do sen partido ? Senho-
res, o nobre deputado nao provou, pie sse in-
lividuo tal dissesse : e piando o dissesse, outra
devi'iia ser a interpretado do seu Uto ; dever-
se-liia antes entender, que elle fallava dos aup-
plenlese nao dos ell'ectivos : pois que, sendo eu
o Sr. Oliveira suppleiites n." 7 e 10, segundo a
apurarn do nobre lepuiado. e tendo-se de au-
sentar grande numero de deputados por seren
tainbeni gfraes, outros nao virem tomar 08-
sento, deverianios ser llamados, e en too entra-
ramos para o numero los .'Mi. Mas, se acaso o
nobre deputado capaz le lar una interpreta-
cao, que nao seja esta, se essa pessoa se referir
ao numero dos X> deputados ell'ectivos, entilo
boina, a prohidade de sua pi'ssoa, e de todo o
seu lado exiga, que deelarassem > nomedessa
pessoa ; porque s> assim poderla o nobre depu-
tado tirar moa presiunpcao la supposta falsifi-
< ,#ao da authentica le Iguarass.
Outra argumento ; que maravilhava, que hou-
vesse engao afavordos Sis. Urbano, Mello;
e que era mesino isio hnpossivel; querendo
d'aqui concluir, que shouvc engao contra ci-
tes, C nSo contra os al liados do govemo. Se-
nliores, todos mis I.mus o Diario ; o pie disse
elle, digo CU. 0 Diario apresentou o Sr. l'aes
nrrelo como um dos .'><> deputados ; mas depois
da apuraran geral o Sr. Paes nrrelo passou para
.' Quinero dos supplcutes. (lomo defender-se o
nobre deputado ? Maravilhava, e era mesmo
Unpossivel baver engao so unir elle? nao
outra os outros. Kis-aipii engao respeito dos
Sis. Urbano e Mello, como tambem de um can-
didato opposto : ora, se Iiouvcsse essa falsilica-
cao, se o governo iuterviesse nella, oualguem
por elle, per ventura seria excluido um dos Seus
mais lories alliados, seria excluido o Sr. l)r. P-
Baria lo, como lo i ? Sein duvida, que nao.
como, Senhores, fallar-se em 1'alsiiicai.io .' Dei-
xo ao publico sensato pesar rsta reflexno.
O Sr. Urbano: Nao se alterarn os votos do
Sr. Paes tfarreto.
O Sr. Medeiros: Mas. como este Sr. deixou
le ser deputado, inportou ser alterada a sua
volar; o
O Sr. Urbano: NSo sei; v perguntar c-
mara municipal.
USr. Medeiros- Daquf o pie se conduce*
pie bouve liuiil" boa t na apurarn da Minara;
|ue os deputados desta assemblca sao os legiti-
nios representantes da provincia, sao os seus
rscolhidos; e pie nao foi a fraude quem os col-
iuiO aqui, cuino disse i nobre 'pinado.
O Sr. I idilio : ~ Eu nao me refer a todos.
O Sr. Medeiros: Referio-se, quando disse,
que j bouve tempo, ein que a provincia pela
liberdade do voto cscolhia pessoas dignas le
represental-a:-!'niesmo as folbas do partido do
nobre deputado odissero. Mas, Senhores o no-
bre deputado disse, e tambem suas folha, que
linbao documentos Irrerngavcis, que conlirina-
vao essa in fe; que confirmavo a ralsificacao
da authentica de Iguarass; quaessSo esses do-
cumentos' Uinacarta do Sr. Fuo; outra lo Sr.
V/cltro; e um mappa do Sr. Annunciaco! .*c
-w.^.-, <>^i'>: dccuictos sac irrerragav, ia, entao
o lambein poderia apresentar aqui milhares
delira para novar o contrario. Eudesejava,
me o nobre deputado apn-.int.isse documentos
rreragaveis; mas, vendo-ac na impossibillida-
de. lisso, recorreo ;i estas provas.
o Sr. Urbano: \ enha o livro.
OSr. Mtdeirot. ISSO, como tenbo dito, e a
eJWrcsoo da raiva, onda vontade de manchar
a'teputaco daqudles, que suppOe seus desaf-
ies
l.
fectos. Eu j disse, que a vinda do livro a esta
assembl.'a nao era um mel legal; que se devia
rrquercr um exame; mas, nao obstante isto, tal
' a conviccao, que tenbo de que nao bouve tal
ralsificacao, que estou diaposto a lar o meu vo-
l para que venba sse livro. O nobre deputa-
do prete, pie quer tirar de si a necessidade
depravar o que avancou; nos que somos aecu-
sados ', que (lavemos de procurar doeumcutos,
que diz provar contra nos?
O Sr. Urbano: -- Pois a viuda do livro con-
tra os Sis. ?!
O Sr. Medeiros: O nobre deputado que
entend* assim; presume que o livro nos faz car-
ga; j disse. voto para que venba o livro, mas
nao devo ter o incoini.iodo de traballiar para
isso; na hypotbese do aecusador, son r'o, e
ento ao nobre deputado Incumbe a prova co-
mo autor. O nobre deputado apresentou a co-
pia da'authentica de Iguarass^ isto t5, una co-
pia tirada pelo Sr. Annunciacao da authentica
da secretaria: na verdade por este mappa eu
nao live um voto, neni o Sr. Oliveira, e depois
nina carta do Sr. Honorio diz, que mis fonios
dos menos votados; como concillar Isto? Pelo
mappa lo Sr. AnnunclacSo, que se d como um
documento irrefragavel, se diz que nos nao ti-
vemos um sii voto; e pela carta do Sr. Hono-
rleo, que tambem se apreaenta como irrefra-
gavel, s' di/, que mis fouios dos menos votados
OSr. Urbano:Eu tronce lato para mostrar
que 08 Senhores linho tido pela authentica
falsa tantos votos mais.
OSr. Mrdi'iros: Entao pial a verdadeira?
A pie nos d muitos votos? Veja, que o nobre
diputado se engaa em sua demonstrarlo ; que
' o contrario. Mas, Senhores, pelaautbentiea da
cmara t; pie nos tivemos votos; porque '
ella real. A carta do Sr. Honorio que o nobre
dc|iutado tronce como um documento Impor-
tante, no-diz, que cu e o Sr. Oliveira fomos
dos menos votados em Iguarass? Diz; logo
sempre tivemos alguna votos, e como entao
conciliar isto cora o mappa do Sr. Aiinuncia-
fio, qii" nao nos d votoalgum? Alguna no-
brea deputados do meu lado coininigo dissero,
que o nieio de se conbecer a verdade era re-
querer un exame ; ao que o nobre deputado
respondeo pie o presidente da cmara c o
secretario nao consentiriao, por se acharan
cumplicados.
E' injusto o nobre deputado quando arge
assim o presidente da cmara, e o seu secreta-
rio. O presidite da cmara de Iguarass, o
Sr. .loo Cavalcanti, eaae varo prestante, e res-
peitavel pelos seus serviros, e honra los sen tmen-
los sendo opriniciro a pregara obediencia s lela,
e s autoridades, nao capas de SC oppr um
acto da justica e muito principalmente com-
llietter um acto de torpesa e insania que si
Ihe imputa o nobre d|iuta vida e o recelo requeira o seu exame e li-
que eerto pie por elle nao ser interrompido.
O Sr. Urbano : O Sr. ignora quem o pre-
sidente da cmara.
O Sr. Medeiros: Eu sei que o Sr. Caval-
canti.
O Sr. Urbano: Est engaado.
O Sr. Medeiros : Entao porque nao requer o
exame sendo elle o nico que no lugar o inti-
mida ?
O Sr. Urbano : Porque nao ha de apparecer
o livro.
O Sr. Medeiros : Um honiein honrado toda
a prava, que nao bouve anda inieui se abal-
lancasse a manchara sua reputacao, nao pos-
sivel, que se re use este exame. Ede mais ,
piando o nobre deputado rcqucrcssc csse exa-
inc, devia elle ser leilo jicraiile a autoridade
competente ; e anda piando o Sr. Cavalcanti
scqisesse oppr, o que duvido, nao poderia
fasel-o. Maso nobre deputado sabe, que, se
acaso se mitcsse nisto, bavia de ter a misina
soi te que teve o Sr. unes Machado em Goi-
anna, piando fez una aecusaco igual: crcio ,
que o nobre dcjiutado est certo disso : disia-sc
O anuo passado que oSr. NuneS Machado teve
lanos votos cin tioiauna, e que ses votos ti-
nbo sido roubados ; procedeo-ae a um exame
minucioso ; e achou-se que nao tinha havido
roubo algun: o nobre deputado diz agora a
mesnia cousa ; maspa a que nao se possa veri-
ficar que tal falsilicaro nao bouve, veio coiu
a tangente de pie este cxanic nan se ii.nl,.
realisar.
O Sr. 'residente : Devo observar ao Sr. de-
putado queja passou a hora dadiscussftodos
pareceres ; linios de entrar na ordciu do dia.
O Sr. Medeiros; llcni, ento linaliso, aqui
Din i miinii.h_.in da palavra para o dia imme-
diato.
O Sr. I rbano ; {Pela ordcn ) V. Ex. nao con-
sent', que continu a dscusso do parecer?
O Sr. 'residente : ?Vo, Sr. porque i: con-
tra o regiment.
O .Sr. Urbano : Eu devo observar, jue o Sr.
pn sidente que presidio a sesso de antes de bou-
ti iu nteiidco que a urgencia vencida era para
toda a sesso c assim se vincco ; nao se liatn
de nutro obji lo. Aprovda a urgencia scni li-
mitaco alguroa, creio que a dscusso do pare-
cer (leve prclirir a oulra pialqucr ; por conse-
guinte cnlcndo, que boje dvc-sc platicar do
mesino uiodu, que antes de hontcn se praticou.
O Sr. 'residente : O que se venceo fo a ur-
gencia, para que nao licasse adiado o parecer ;
por se ter pedido a palavra nesse sentido entrn
logo cni dscusso e se o Sr. presidente deixou
continuar a dscusso aleni da hora, que o regi-
ment marca cu nao sigo csse precedente.
OSr. Urbano: Peco a palavra pela ordein, \
OSr. Presidente: Nao lhe posso mais dar a
palavra. O regiment nopcrniitte.
O Sr. Urbano : F.' para propr a urgencia
a lim le continuar a dscusso do parecer.
U Sr. 'residente : Pode ento mandar o se
l'Cipiflilil UM*.
\ ai a meta, e depois de apoiado entra era dis-1
cnsso o seguintc r pieriiuento do r. Urbano '
Requeira a urgencia do parecer para conti-
nuar a dscusso eoni preferencia j quaesquer i
mitras materias, como se praticou na ultima
M ..III.-----
Sein debate d-se por discutido este requer-
ment, e posto a votos nao approvado.
USr. Urbano ; Entao quemn descompor j
e nao quercm ouvir ? At o Sr. Dr. Baptista
reprovou a urgencia !
O Sr. Baptista : Peco a palavra para res-
ponder. .
O Sr. Presidente : Ordein ; nao posso dar a
palavra iiinguein nao est nada ein dscusso.
O Sr. Urbano : Descompor e nao querer ou-
vir cobarda (apoiados ).
OSr. laptisla : Isso s com una risota.
Reina um susurro inmenso na galera ,c multa
gente se retira.
OSr. Presidente : Ordein.
O Sr. Peixoto de tirito : O autor da descom-
postura foi pouco generoso ein votar contra o
requerimento.
Anda contina o susurro.
O Sr. Presidente: Vai-se passar ordein do
dia.
ordkm no di \.
Entra ein prniera dscusso e sein debate e
.approvado, para passar segunda o projeeto
que lixaa forca policial para o anuo liiianceiro
de 1844 a 1845 (vid. o Diario n. (iG)
Segue-se a terceira diseusso do projeeto
n. 12 de 1842, que equipara o honorario do pro-
fessor ta lingua latina da frcgueza de S. Fr.
Pedro Gonsalves ao do professor da mesma
disciplina do lyeeo ; e da emenda approvatla na
segunda diseusso que siipprime a palavra ~
interiormente. -- (vid. o Diario n. til)
O Sr. Lopes Gama : sustentando o projeeto,
observa que a aula de lalini regida pelo profes-
sor, de que se trata, una daquellas que teem
maior numero d' meninos ; declara ser algiinia
cousa BU8petO,porque este professor foi seu dis-
cpulo ; mais pe isto de parte e diz que seria
para desejar que todos os professores fosseiu
como este, activo, zeloso, habilissimo c multo
regular no seu proccdiiiieiito.
OSr. Baptista:approva igualmente o pro-
jeeto nao porque queira s advogar o inte-
resse particular dcste professor, o que desne-
cesaariO pois que a sua conducta assiduida-
de e niaueira por que descinpeiiha todas as
suas obrigaces sao cousas que todos sabein ;
mas porque' entende que a instruccao publica
deve merecer todo o cuidado da asseinblca e
que por conseguinte cuiupre pagar bini aos
professores que sabein deseinpeiihar os seus de-
veres quanto mais que o projeeto sii trata le
estabelecer nina igualdad entre o ordenado
diste professor e o do professor danicsnia dis-
cipllna do lyceo.
OSr. Brrelo: lambein vota pelo parecer
conjiinetainente com a emenda : declara conhe-
cer limito de perto este sacerdote diz que }-
li'in de ser um hoinciu de milita probidade ,
verdadeiraineute digno de ser cnipregado no
ministerio que exercita,de educar a mocidade,
' um sacerdote de consideraco e nao mu pa-
dre de ratina ; que conbece perfeitanicnte a
lingua latina e que lhe consta que na sua
aula eiuprcga o maior cuidado e zelo corri-
gindo con docilidadc as faltas dos seus alum-
nos e conservando ao inesnio tempo o respei-
to que lhe c divido ; pelo que julga que de-
ve merecer toda a consideraco.
Julga-se a materia discutida e posto a votos
appiuvado o projeeto como foi emendado na
2." diseusso : val redacciio.
Entra ein 2.' diseusso o projeeto n. 3 dcste
auno, que dispensa dos exames de lingua na-
cional e latina os que se pretenderem matricu-
lar este anuo no curso de preparatorios do ly-
ceo. ( Vid. o Diarion. C4. ).
O Sr. Lopes Gama : ~ approva o projeeto, por-
que entende, que sao justas as raides que a-
presentro os peticionarios ein favor de quem
a eoinniisso de instruccao publica tico o seu
parecer; mas quer mandar mesa um artigo
additivo fixando um praso alera, do qual nao
possa ter lugar esta matricula para que nao
fique a porta aberta a se niatriculareni ein todo
o tempo ndistinctamente. Observa o. modo irre-
gular, por que a mocidade fas o sen esludo de
preparatorios entre nos e apoiando-sc na opi-
niao de alguna autores, demonstra as inconve-
niencias de nina falta de metbodo a este res-
peito. Fallando do plano da actual organisaro
do lyco o nobre orador u julga bom porni
pouco adoptado s cireuiustancias da provincia.
Nota mais que por falta de una disposico
legislativa, que determine que os cxaincs do
lyceo sejo validos no curso jurdico os estu-
dantesque para all se destinfio pouco se im-
porta! com os exames do inesnio lyceo t o qu
conveni providenciar.
OSr. laques : conioinenibro da coinmisso ,
que ollcreceo o projeeto que se discut", julga
conveniente informara assemblca dos motivos .
quedeo lugar apresentaco dcste projeeto.
Diz que ao eonbcciiucnlo da assemblca subirlo
varios requerlmentos de alguna discpulos do
lyco desta cidadereclamando contra a exclusSo
em que estavo ( cmvirlude do regulanicnto to
governo publicado ein o anno pessado ) de fire-
tjiicntarciii este auno algunias das aulas do ly-
co tlando por causa baver-se publicado o rc-
gulamnto na mesma occasio,em que casas au-
las se abriro; que a coniinisso, tendo noticia
disto, e entendendo que outros estiidantes
poderio citar as mesinas eircunislancas
destes, apresentra o projeeto por urna ma-
ncira geral : mas que do seu artigo claro pie
a suspenco do regulainento geral si no cor-
rente anuo lectivo lindo o qual as matriculas
se farad na forma desse reglamenlo. Quanto
ao artigo additivo, a que alludio o nobre orador,
que o precedeo declara nao ter duvida algu-
ina em votar por elle.
E' apoiado e entra em diseusso o seguintc
artigo do Sr. Lopes Gama. A matricula dos a-
luinnos, a favor de quem feita esta le lita
espacada para o prazo de 8 dios prelixos desde
a publicacfio da mesnia le.
D-sc a materia por discutida, e posta a votos,
' annrovndn > artigo do projeeto, < gualmru-
te 'artigo .ddiiixo >ii 2." dscusso para paa-
sanin 3."
O Sr. Barros Cavalcante inandou a mesa o
seguinte requerimento que dejiois de apoiado
entrn em diseusso.-- Requebr a urgencia do
projeeto da fr;a policial para entrar < ni 2.* dis-
eusso na primeifa sesso com preferencia a
outro quafquer objecto.
OSr. Nabueo: Peco a palavra para pedir
una explicavo ao nobre deputado, que pro-
poe a urgencia do projeeto que fixa a forca po-
licial ; e vini a ser se essa urgencia vai preju-
dicar aquella que est vencida na casa res-
peito do parecer da eoinisso de constituiro e
poderes ; porque ento eu quera ollereeer una
'emenda para explicar essa urgencia do nobre
deputado. Eu entenda que se podia dividir
a ordein do dia ein duas partes ; que na pi unci-
r parte se tratasse to parecer da comisso,
cuja urgencia j foi aprovda ; e na segunda
parte se tratasse do projeeto da loica policial :
o mesmo que se pratica na asscnibb'a geral.
Quizera portauto.que V.Kx. propuzc; se cma-
ra, si'a urgencia em diseusso se cnieiutia ain-
plamente sem arestricefio,que euflico, oucom
ella ; por exeniplo ate tal hora o parecer da
comisso de conslituco e poderes e depois o
projeeto da forca policial.
O Sr. Presidente : Creio que atlribuico
do presidente marcar a ordein do dia : como se
trata desta urgencia o Sr. deputado combata-
a ou vote a favor.
O Sr. Taques : Voto contra o requerimento
da urgencia ; porque aeho que nao ha nada
urgente no projeeto d- que se traa. Estamos
no principio da sesso ; temos gasto apenas 15
dias ; o projeeto tein soniente 2 artigas, c a sua
disposico lem de ser exeeutada de jullio ein di-
aute. Creio que nao. se deve dar para ordein
do dia este projeeto com prejuiso das materias
dadas.
O Sr. Barros Caraleanti: O meu requeri-
mento de urgencia para ser discutido o pro-
jecto que iixa a forca policial logo depois de
se entrar na ordein do dia ; e a urgencia venci-
da foi para se discutir opareeer.tb que se tratava
antes ta ordein do dia. Porlanto entrndo-
se na ordein do dia nao h nenbiinia urgencia
vencida e eu pelo meu rcqueSiincnio quero
que enlrando-se na ordein do dia o priinei-
ro trabadlo da assemblca seja discutir o pro-
jeeto da lona policial. Eu creio, que ha ne-
cessidade de cnliannos logo na diseusso dcste
projeeto ; inesnio a exeuiplo do que se praticou
em o auno passado que logo no eonieco da
sesso quando se apresentou o projeeto foi
pedida a dispensa da iinpress.io e no inesnio
lia era que passou na priraeira diseusso ,
bouve um requerimento de um nobre deputa-
do pedindo urgencia para entrar em segunda
diseusso no dia inmii dalo ; esta urgencia ven-
eco-s e no dia iiiiih dalo, tentlo-se approva-
do o projeeto pedio-sc nova urgencia para a
terceira diseusso tambcn no dia inmediato :
exemplode se terjulgado urgente um objecto
de tanta magnitude como este que u ofle-
reci o ineii requerimento; e por isso mismo
que o projeeto trio s 2 artigas que ni jul-
go que nao pede havir duvida alguina t ni en-
trar ein diseusso ainanha.
O Sr. Lopes Gama : O nobre deputado que
combate a urgencia do projeeto que lixa a lor-
ia policial combate porque anda nao est
par da pratica desta casa. ISo h projrclo
de forca policial, de reamente que nao se-
ja urgente ; a experiencia o tem mostrado ,-.
apresenta-se muito pequenino e depois torna-
se muito volunioso : por tanto nao pelo que
parece c pelo que depois ha de vir a ser. O'
inesnio acontece a respeito ta le to orraniento;
ollereccm-se tantos rligos additivos tantas
emendas tantas cousas que nos levo muitos
dias. Eis-aqui porqu** se pede a urgencia ;
pon'ni por ora o mais urgente a diseusso do
parecer ta comisso de constltuicoe de pode-
res;o publico est em espectacbje essa urgencia
i\ esta ven< ida.
O Sr. Barros Caraleanti:Nao ha duvida; mas
' para se tratar do parecer antes de se entrama
ordein do dia.
O Sr. Lopes Gama: --Fu nao sei, se se ha de pas-
sar da hora. Ptitle-se dividir a ordein do dia em,
las partes como se pratica na cmara dos Sis.
diputados, distutindo-seo parecer da coininis-
so em primero lugar, ate tal hora, e depois o
projeeto da ftir^a policial. Pelo nieu voto, eu
quizera, que a diseusso desse parecer boje
mesmo tivesse continuado; porque est tudo em
es|)ecta;o; parece um cavado de Troia (risadas)
vamos ver slo ein que tl.
O Sr. Presidente:Fsla materia nao est agora
em discusso;trata-se da urgencia, que,ha pouco,
foi apoiada.
O Sr. Lopif Gama: Nao tenia V. Exc. incoo
que cu me prudencia; tenbo lado pravas disso, anda
mesmo quando sou atacado, e devo dar exem-
plo de inodcrai o, e jiriitb ncia, porque son ve-
lho, e sacerdote. ( cocinamos a diseusso des-
se parecer, sobre que se faz tanta bulla; venba
o livro da cmara, que aqui s' disse pie eslava
i emendado; se apparecer grude, o nobre de-
putado tem rasao, e se nao apparecer grude,
nao tem raso (risadas, e apoiados). Vamos ao
caso; eu creio que a marcha das materias para
ordein do dia dada pelo Sr. pn sitente, e CU
creio que elle pode conciliar tudo.
O Sr. Alcanforado : -- A urgencia proposta pe-
lo nobre deputado demonstra, que o projeeto,
que lixa a forca policial, de alguina importan-
cia ; mas por este inesnio motivo eu voto con-
tra ella, por nao cstareni presentes todos os
merabrosda commissao; sabido, que elle nffo
comparecer!) na assembb'a, era quaj la feira,
porque estOO distantes daqui 10 leguas; c ento
raltando-noa anda inez, e'meio de sesso, jul-
go que se deve esperar, que tiles compareci!
porque podem olleret roscsclarcciiiicnt s, que
forein precisos. Levante -me s para fazer es-
ta declaradlo.
Julga-sc a materia disentida, e posto a votos,
nao c approvado <> requerimento.
Entra em 2. diseusso o projeeto n. 2 deste
anno (Vid o Diario n. 61).
Art. 1." Fita erecta em matriz a capella de S.
Sebastin na povoaco de Ouricur.
OSr. I'aplista: Fu nao tenbo rasiies milito
Portea para sustentar este projeeto; nao tenbo
conbcciincnto to lugar; mas approvo o projee-
to, porque tenbo de marchar de accordo com a
informaefio, quedeo o Exm. pialado favoravel-
nciite. uein se ve que elle, como principe da
igreja pernambucana, ha de ter indo o Intereaae
ein que a rellgio tenha todo o esplendor, e
nao se falte com o sustento d'alma, aos povos
de todas asfregueiias. Depois temos mala una
iiii'oruiaco do inesnio vigario do lugar, que eo-


nhece grande dlfflouldade em prestar os soccor-
ros espirttuaes todos os seas conipaiochianos,
pela extencao nao podo satisfa/.or i (antas obrigacoes. Por-
tanto se isto assiin, < se o Exm. hispo reco-
nhece tambem esta necessidade, eunaoposso
delirar de depositar toda a confianza nestas ditas
autoridades efetestasticas; e nfio t tenho di1
depositar toda*a conliauca as informacoes, que
derSo, como at tenho de os louvar pelo /elo
que tomio em pi da roliglo; porque salle-
mos bem, que o vigario tera seus emolumentos,
cque quanto inaior a freguesia maisemolu-
nienlos elle pereehe: ora.quaiido elle mismo ap-
prova a divisao dasua freguezia, demonstra, que
tem amor aos scusconiparochianos apexar ines-
1110 dos seus inteiesses. Don pois o met voto
em favor do projecto.
OSr. Brrelo'.Sr. presidente, parece-meque
para se dividir esta freguesia nao so careca de
outra cousa mais do que a requisicio do pro-
prio parodio. Quando nos venios que nina
grande parte dos parochos ( nao quero fallar
acairelando odiosidades sobre pessoa alguma;
fallo s coni experiencia ; quando vemos di-
sla cu que una grande parte dos parochos
nao quercni seno sustentar aquillo que Mies
cabio as nios c apparece mu parodio, que
quer nicsino que se divida a sua freguesia;
este p.irocho s por isto mili digno de consi-
deracao e de louvor. Como pastor elle reconhe-
ce as necessidades de sua parochia ; como ho-
mein de bem elle quer occorrer estas neces-
sidades; e nao podendo occorrer como pastor
c como honicni de bem elle propo a divisao.
|.ii nao me embancara ( posto que da or-
deni, que o prelado da diocese informe 1;
nao me embaracftrla digq coin estas infor-
niaccs a ser possivcl, para votar pela divi-
sao, ((liando o parodio dissesserccuiihrco,
que nao sou sulliciente para occorrer s ur-
gencias espirituacs dos meus fregueses jul-
go que isto s deveria bastar para que esta
augusta asscinblca plenamente approvasse esta
divisao. Portante eu approvo o projecto, eda
niinha parte louvo grandemente ao meu colle-
ga csse parodio a queni nao colillero nein
sei qiieiu .
.liilga-se a materia discutida e approva-sc o
artigo.
&egue-e a discussSo do seguinte :
Art. 2. Esta freguesia, que deve conservar
amesma InvocacSo, ter o limite seguinte:
principiando pelo.norte na divisao das aguas
do Araripe; pelosnl e nascente at cxtrcmai
COin a freguesia de Obrb > '' pelo poenti
com a freguesia de S. Alaria c aguas do Piaubj .
OSr. Copes Gama:Sr. presidente, tenue
eu votado pelo priineiro artigo cstou de ani-
mo a ser favoravel ao segundo: por outra par-
te eonliecendo a necessidade dessa nova Ir
guesia resta-ine un escrpulo e venia ser,
se a divisao designada no artigo, que se dis-
culo, i bem frita, a que convem: de una
freguesia vo-se fascr duas; rica a anliga (
urna nova; eunSonieopponhodivisSo, Dos
me livre fritadas) ; desejava sd ter alguma in-
formacao sobre essa linha divisoria. Ku nao
conbeco csse lugar ; ignoro-o mais do que a
China (risadas). Sim; porque a China cu co-
uheco-apelo mappa.
O Sr. Figueircdo: Pois veja o mappa do Con
rado.
OSr. Lopes Gama: Oque eu desojo so n-
formacoes ; nSo quero votar silenciosamente ,
nein podi a palavra para me oppr ; talve/. ou-
tra divisSo fosse melhor.
Algum senhores deputudot: Nao ha melhor.
O Sr Lopes liana : l'ois hem vol pelo
projecto ; porque nao lia divisao melhor.
O Sr. aarrlo : E' com elt'eito preciso sabor,
por onde leita esta divisao. Tenho a melhor
jdeia do desinleresse deste parodio, urna vez
que elle mesmo acaba de propora divisao; mas
e preciso saber, como ella feita ; porque, so a
liarte, que agora se divide para a nova freguezia
nao bastante para que csse mitro parodio pos-
sa tirar os nioios de subsistencia ; telonios en-
tilo depois de andar por oulras parochias e.xigin-
do torras para encorporar esta nova freguezia.
O que parece prudente-- sabermos do alguma
maneira, qual aextensSo da parto dividida para
a nova freguezia, e ver se com oll'eo d para
una outra parochia : sabendo-se disto, c entilo
rpie me parece, que se deve votar por essa di-
visao.
O Sr. Taques : : em duvida, que un projec-
to de divisao de freguezias deve designar a linha
divisoria ; o que faz o art. 2.", que so discute :
agora, so esto limites esto bem cstaboleoidos,
parece, que nao podemos dizol-o de urna ma-
neira milito segura ; pois que bem sabido,
que nao ha una carta topographica da provin-
cia. Portanto querornios marchar com toda a
seguranca ser querermos um impossivel : a di-
visao poriu indicada no projecto foi lembrada
por um dos nobles deputados, autores ilello, que
tem coiiheciiiiento dessos lugares, foi sustenta-
da pelo vigario, e approvada pelo Exm. Dio-
cesano.
o< Su. brrelo, e Lopes Gama : --Est bem,
est bem.
'O Sr Tuques : Portanto parece que- est,
milito no caso de ser adoptada esta divisao ; e
depois, quando se aprosenlar a carta topogra-
phica da provincia, so houver algum- inconveni-
ente nesta divisao, poder;! ser remediado.
O. Sr. oarreto : Ku voto pelo projecto.
D-se a materia por discutida, e posto votos
approvado o artigo.
Eutrao em discussSo por sua ordem, o sem de-
bate sao approvados os seguintes :
Art. 3. Ao parodio desta nova freguezia
competen! os mestnos venclinentos do parocho
da freguezia do Ex.
Art. i" O parodio da (recuesta lo F.x tem
opeo urna das dnas regueztas.
A final approvado o projecto em 2.a discus-
sSo para passar 3."
O Sr. Presidente : -- tsta esgotada a ordoni do
O Sr. Sabuco : ~ Peco a palavra pela ordem.
o Sr. PresidtKit: Tem a palavra.
OSr. .Vi'i.i-i): Como PSt esgotada a ordem
do di i piro que entreo em discussSo tres pa-
receres que na dias, forao adiados ; por ter
cu pedido a pavra. Isto mesmo urna provi-
dencia consagrada no artigo Ki2 do nosso regi-
ment que diz : Semprc que se esgotc a
ordein dodia, e sobrar tempo ter lugar a
leitura dos pareceres ou discussSo dos adia-
dos.
Entran em discussSo os (res pareceres,do que
a cima Hala o nobro depnlailo adiados na ses-
sao de 13 do concillo (vid o Diario n. Mi o leudo
o mesmo nobre deputado cedido da palavra ,
pondo-se a votos sao approvados.
OSr. Presidente: Segundo o artigo 1()2 do
regiment poderla agora ter lugar a contfnua-
cao la discussSo do parecer da commissao de
constituicSo e poderes, que, hpouco, ficou
adiado pela hora ; mas como nao estejSo pre-
sentes os autores da indicaran que origiuou
o parecer ser dada esta materia para ordem
ilo (lia de anianha.
O Sr. Nnlmco : ( Pela ordem.) Quero pro-
pr o adiamento desse parecer. K'preciso, (pie
i assenibla decida, que fique adiado ; porque
conforme o regiment no artigo citado llo-
va continuar essa discussao ; eu ento propo-
ulio o adiameuto por se terein retirado da casa
os nobros deputados que offerccro i indi-
cacao.
Val mesa o depois de apoiado entra em
liseusso o seguinte requerimento do Sr. Na-
bueo Re.piciro o adiamento do parecer, por
.o nao acharcm na casa os autores da iudicaco,
i que so refere o parecer-,
Si'in debatojulga-se a materia discutida, e
posto a votos uiiaiiiiueineiito approvado o
requerimento.
Nao havendo mais nada a tratar o Sr. pre-
sidente d para ordem do dia pareceres a-
diados e primeira discussao do projecto de le
do on amonto para o anuo linaneeiro futuro e
levanta a sessao.
HUMO DI PER!
>o tendli hoje ( 20 ) comparecido na assein-
ila numero .siillicieutc de deputados dcixou
ior isso de h.ivcr sessao.
enri
Com ni i. n celo.
Apresentou-se na sessao d'assembla pro-
vincial de 10 do cOrrente mes o Sr. Urbano de-
nunciando da falsijlcaco da acta do collegio e-
leitoral delguarass, concluindo, depois de
: ravos, o monos decentes aceusaces ao admi-
nistrador da provincia que esta nao eslava bem
representada ; aeeresoeiitando tao enorme of-
'iisa publica outra anda mais revoltaiile ,
[liando disso- que hoiivrao lempos em que por
ata provincia so elegiaohomens mais dignos...-
em oceuparmo-nos da questSo principal do
hanianiento d'iim siipplonle em lugar do Sr.
Noguiia Pax, reproduslda pelo Sr. Urbano, com
> lim soinciite de liazor discussao a sua mise-
ravel denuncia CUJOpasSO, alm de liviano,
por filta absoluta de provas, o faz considerar ir-
reniediavelinente como um homein asado in-
trigas, e promover odiosidades publicas sem
despender a menor rolloxo em ebjectos de
tanta magnitude como o que nos oceupa; jul-
iramos conveniente atldiciouar algiinias rc-
:le\iies ao enrgico, concludente, e victorio-
so discurso do Sr. Dr. Baptista, proferido nesta
iosnia sessao que, conhecedor do carcter
poltico (lo Sr. Urbano pulvorisou a sua Inepta
desmuela com a exhlblcSo d'argumentos irrepll-
caveis, para melbor se observar o lacio qui-
nao pode sor encarado sonao pela vil ideta do
lespeito pblico. Sem temor de scrinos con-
trariados por os pensadores c almos o mipaici
ios na materia sujeita s nossas rolloxoes ; po-
demos afflrmar, que o resentimento foi a bus-
sola, que dirigi o Sr. Urbano dar um passo ,
|iio est d'accordo com toda a sua vida parla-
mentar, que so identifica com as suas oceupa-
edes diarias o que so aprop la sem nos causar
a menor surpresa com a sua habitual cogita-
cO a eleicao; objecto este nico e principal ,
que deve constituir a sua folicidado presento o
finura. D'aqui v-so que o nobre deputado
denunciante, nao tendo sido victorioso na clei-
ro provincial nao qiieroiido confessar-se ven-
cido na opioiSo pblica, o nao estando com
mfflcientes lrcas para rosignar-so ao golpe po-
ltico suppoz, que por indo da denuncia. Uto
iiurbamcnte aprosentada, poderia tiiuniphar da
Mura que persuadise ter-lhe sido irrogada.
K' para admirar, que una caparidade,como o Sr.
Urbano, que UID homem pmtieo, que um ci-
dadSo versado na marcha do govorno represen-
tativo deseonhefa os etl'eitos da sor te eleitoral.
\ expressfio da urna por ventura sera nica-
mente legitima, quando colhe os lomosd um
partido que nao lor senao o nosso ? >o devem
retenos osoldtos, quando a matara ou un
corto numero de candidatos for bem succedido.'
Devora ser escoimada de falsidade, quando uo
se perder una capacidade, como a do Sr. Urba-
no? E' pra admirar repetimos que um ijla-
;::;:q? aojltlso se tenha mostrado com taover-
gonbosa "cobarda: tanto mais admiravel se
deixa perceber ao pblico o desalent que o
oppriuic pela peda dos lomos que anhelava;
porque, so a dignidade do homein requer que
llena sua vida privada encare corajosainento
os valvens do destino com matarla de rasao na
poltica, onde somonte devem respirar idoias
detrrandeza, e superioridad* de espirito ; mas
se conliecenios o Sr. Urbano por esto, o outros
Tactos da sua vida parlamentar nada tomos de
admirar ; visto que elle s faz orer que a sua
ideia capital tem por ultimo resultado o seu
enarandecimento. e.,.i.n,-, os Inreresses do es-
tado soilif.o cinl'om so arrisque soite dos
seus concldadSoS C mesmo de seus correligio-
narios ; oinbora tudo se ai.niquiHo, com tanto
que ohtenha una reeleicSo. Son.pro que a cau-
sa pblica c um objecto ospeilavol para aquel-
lo, que nina o bem do sou pata, jamis o homein
poltico desee ao campo dos metas indignos para
se apresentar na tribuna como defensor aos seu
melhorainentos : pelo contrario, o verdadeiro
poltico, oque aspira ser til as uistituicoes ,
e bens sociaes, com quaulo apasseute ideas
de elevar-so dignamente na sociedad.-, obra
por unios difl'erentes ; procura angariar o con-
eeito pblico prora de conviesfies dignas da
sua jiosicao social eslrca-so ]ior inslruir-se
as regias de hem investigar o progresso na-
cional ; o viga na sustentacao da sua reputo-
(So afastando de si os mais levos biguaes de
unliii'o ecijio amor de gloria.
O opposlo desles principios vimos no quadro
fielmente liarado no eloqiii-nte o lgico dis-
curso do Sr saptista, onde estSo descrlptos os
Sen timen tos polticos do Sr. Urbano ; onde se
descohre osen carcter poltico, oso palcn-
leio tactos de sua vida poltica que nada mi-
nos importan senao a mais niiseravel degi.ul.i-
cSo : o aluda 0 Sr. Urbano ser acreditado em
Pernambuco?! Duvldamos; emuitomais, poi-
que confiamos na illustracao damaloria da pro-
vincia. ***
COMMERCIO.
= Para o Rio-do-janciro sai at o fim do cor-
niite met Impreterlvelmente o brlgue-escima
Aijnia, forrado e eneavilhado de cobre do qual
capitn Joaquim Antonio Goncalves Sanios;
quem no mesmo qulsercarregor escravosa fre-
te ou ir conunodos dirija-se aos consignatarios Novaos
8t C,, na ra da Cruz n. 3!i ou ao referido ca-
pito.
Para Lisboa segu viagcni com brevidade ,
por ter grande parle da carga prompta o bem
omnenlo o acreditado brigue portufruez i.'oi-
ceico-de-IHaria de que > capitSo Manoel da
i osla Noves : pun qui/.er carregar ou ir de
pnssagem para o que tem os mais bellos ea-
eciados c.iomioiios dirija-sc ao consignatario
Francisco Severiano (tabello ou ao caplto na
l'l ara-ilo-coiiiinei ci.
.eilocs.
AEfandega.
Hendimenlo do dia SO...........2:313/801
DesearregSo hoje 21.
Brigue -Conreiau-dr-Miiiia diversos gneros,
barca Felice idein.
Barca Werlmorland bacalho.
laca l-'.mihj diversos gneros.
tmportofo.
Felice; barca sarda, viuda de Marselha c
Genova entrada no concille nu i li eonsigna-
efio de L. Brugure ; manifestou o seguinte :
De Marselha
8 lucas pipas com vinho 3 fardos rolbas ,
18 caixas licores 1 dita Charopc, 1 dita salames;
a llehrard.
2.') fardos roihas 3 eaixas perfumarlas : a A-
donr & C.
12 caixas azeite de olivera; a AvrialVe-
res.
49 garril'oes muriato de cal 2 caixas ether,
1 farde rollias ; a Aulie.
16 lardos alla/ema (i ditos pinienta 8 bai'lis
aseitonas, 30ditose254 caixas vinho i bar-
ris oleo de linhaca, I cava pellos de caruciro,
1 dita chapos de sol a ordem.
100barricasfarlnhade trigo, BOcaixas con-
servas, 60ditas licores, 130pipas, Mbarrlsc
250caixas vinho, 60 caixas charope, 24ditas
chumbo de caca 1? fardos alfazema -ri caixas
amcixas I barril azclonas 28 laidos aiiien-
doas 1 caixa fazendas de seda urna porcao
de loma a granel; a L. iiriigiiioro.
Do (renova.
I65gigO8C0m batatas, 1 caixa presuntos, 200
caixas massas 1 porcao de albos, I dila de
louca KM) fardos papel 15 barris e60 caixa
azeite de olveira 7 ditas senientes de linhaea,
(i ditas castanhas 10 fardos herva-doce (> bar-
ricas alpista, I dita llor de vilele, l caixa
man, llardo flor de sabugo 10 caixas con-
servas, t dita quinquilharias, 2948 ladrilhos de
marmore 18 volumes livros e outros objec-
tos a ordem.
loviiiK'iiio do Porto
Sarios entrados no da 18.
Trieste ; polaca austraca Qtaz. capitn IScv-
berowicn: carga assucar.
Liverpool; barca inglesa, James Sleaarls, capi-
tn John Larid, carga: algodao, o assucar.
l'undooii no lamoirao para acabar de carregar
o brigue austraco Ladislao.
Navios tahidos no dia 19.
Parahyba; barca ingleza FUsa Joknslon, cajiito
Peler Petne, carga: lastro.
Havre-de-grace; barca (ranceza Casimir Ifrla-
vifinc, capito ucrindoaque, carga: algodSo
fta.
Dito; barca frauceza Camelia, capitao J.oao sap-
tista Guilibert, carga : algodao, etc.
Fundeou no lainciro para acabar do carregar a
barca portuguesa mdUS'fi mamotieaM.
Navios entrados no mesmo dia.
Hio-grande-do-sul; 'M (lias, brigue brasiloiio
Paquete-de-Pernambuco, de 18!l toneladas, capi-
to Manoel Jos de Asevedo Santos, puuipa-
gem 16; carga: carne secca: a Leopoldo Jos
da Costa Araujo.
Navio sahido no da 20.
Porto; barca portugueza, sella-pernambucana,
capito Manoel Francisco Ramalho, carga:
assucar.
eclaraces.
O thesourelro das rendas provinctaes paga aos
empregados Iliterarios nos das 21, 22 o 23 do
corronte inez o quartel vencido de outubro ;i de-
zembro do auno prximo passado. Thesouraria
provincial, 20 de marco .Vendes da Cunha Asevedo, thesoureiro.
Pela subdelegatura de polica da fregue-
zia da Hoa-vsta so faz pblico que no dia se-
gunda fcira, 18 do correte, b aprehendido um
eavallo, que andava vagando pelas ras : quem
for sen dono dlrija-se ao inspector do .
quarteirSo da mesilla freguezia.
i viso-. mariiifiHis.
O brigue fiaucoz Armusas ,
parte de sua carga prompta -pretende sabir
oni breve para o Havre : para carga e passa-
geiros talla-S aos consignatarios.
-Para a Habla segu vagoinobrgueamericano
Flix, que deve anegar do Assu todos os dias,
tendo de demora ueste porto 48 horas, einquan-
to recebo una porcfio de carga que est contra-
tada, o alada recebe alcni desta a que lho appa-
recer, o por preco coinniodo : a tratar com .Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa, ra da-Cruz
n. 51.
Samuel serej estando prximo a retirar-
se liara Inglaterra, far leilo por interven-
co do corretor Oliveira de loda a excellentc
IllObilha da sua casa, inclusive um magnifico
piano do milito acreditado autor uroadwood ,
c talvez o melbor que exista venda nesta cida
de; nina linda arpa quasi nova. Instrumento
assaz raro nesta provincia, ealgumas obras
de piala lina, ionio sejo una bella urna o
umgalheteiro moderno, inglez, Inteiramcnte
novo Scc.; mu perfeito carrinlio com os compe-
tentes arreios paro cavallos &c. 8tc: quarta-lei-
ra 27 do corrente as Id horas da nianhSa na
niesin.i casa da sua residencia, ra do Hospi-
cio n. (i.
Avisos diversos.
LOTERA DI. NOSSA SKMKHU DO
L1VRAMENTO.
\s rodas desta lotera andSo nfalivelmente
no dia 24 do corrente e o resto dos bilbetes
achao-sea venda no Recife lojadc cambio da
Senhor Vieira; em Sanio Vutonio ra do Ca-
luma botica do Senhor Moroira ruado l.ivra-
nieiito botica do Chagasi e no Ulcero da ftoa-
visialoja do Senhor Jacinto.
LOTE!. IA
DAS
Memorias Histricas,
Tendo S. Ex. o Senhor presidente da provin-
cia, em consequencia da irregularidadc apparc-
i ida na I." exlraero da lotera do (iiiadelupe,
transferido o andamento da lotera das memo-
rias histricas para odia 27 do corrente inez ;
faz publico o respectivo ihesoureiro que o re-
ferido andamento ser eflectuado impreterivel-
nicnle.no sobredito dia 27 visto que tem ella
de approveltar a troca dos bilbetes que sahirem
premiados na do (iiiadelupc.
Os bilbetes da lotera das memorias achSb-se
a venda nos lugares em que sao vendidos os
do theatro, por isso que o thesourelro cescri-
vSo desta sao tambem os d'aquella.
Arrenda-se um grande sitio no principio da
estrada do Arraial, com grande casa de podra
e cal, cacimba com excellente agua com
riacho corrente no fundo e coin milos ar-
voredosdo fructos ; quem o pretender dirija-se
a ra d'Alegria casa n. 34.
Percza-se do uina Sra. branca, que saiba tra-
halhar ce costuras, fazer camisas, o vestidos'
para Sra. o meninas, o outra qualqucr costura,
e se queira sujeitar a estar n'uina casa s nerita
ocupaio, por prefO (pie convenoionar: ipniK
estiver nestos circumstanctasannuncic, parn sor
procurado.
ssQueni precisar de urna mulher para ama
de casa de homem solteiro nesta praca ou fia
dola : dirija-se a travessa do Carino n. 6.
Quem livor dous moloques para alugar
eparatrabalhar em una fabrica de charutos,
dirjase a l'rara-d.i-ndependoncia loja do J
Moro; ns. 18 o 20.
Qurrn quizer dar 100/rs. a juros sobreby
poteca de Ulna morada de casa lenca g ande e
nova, sita na Solidado ; annuncic.
Precisa-so de um caixeiro Portuguez ; na
Solidado venda n. 20 indo pelo Corredor-do-
bispo na esquina, que volta para Rellem.
= O Sr. que enipenhou nina porcSo do prata
na ra do Cabug, em nina loja do inoudozas, e
j se concluid o lempo e nao tem apparecido,
naja no proco de oito dias vir, ou mandar rosga-
tar o dltopenbor, na falta ser vendido para pa-
gamento daquantiaque deve, o juros vencidos.
O Sr. Jobo da Costa Pinto, ou algucm por
ello, queira dirigir-so Ra-augusta (outr'ora
Palacete), sobrado n. 9, ou anniincie sua resi-
dencia, bem de tratar-so do um negocio de
seu nico ntorosso.
Eugoinma-se roupa com todaapcrfeicao pos-
sivcl e por jireco commodo ; na ra do Pires
n. 66.
Na noule de sexta feira 16 de feverciro,
forao sedusidos e furtadns por pessoas, que
segundo informacoes os tero levado para as
bandas do engenho Agua-fria ou Rio-formoso,
os escravos seguintes : Emilia, de naci Mina,'
baixa, rosto comprido, de 25 annos, e nao
tem signaes de sua uacao levou diversos ves-
tidos de chita Lrancos e de riscado e com
uma cria de 3 annos denome Querina nao
anda anda, tem barriga grande, e pumas fi-
nas. Aurelio, de nacao Mina com urnas ris-
C88 pcrpcndculsrcr. no rosto, >iba serrada,
representa ter 48 a o0 annos, pes grandes e
mettidos para dentro ; levou calcas e camisa
de algodao de Minas, chapeo do palha ea
camisa rota atraz ; gratilca-se com 100/ rs. a
quem os apprehender, oudelles der noticias ,
no Recite, ra do Amorimn. 1, ou no sitio
do snr. dos mesmos Nuno Marta de Seixas o
qual protesta perseguir os ladres j conde-
cidos com o rigor da le.
crculano Jos de Freias,



J >at> Claudino Muinello e sua familia
rctirao-se para lora da provincia.
Ainda so arrenda e com preferencia se ven-
do Din engenho distante desta cidado 5 leguas ,
por qualquer negocio ; s se quer desobriga ;
a fallar a seu proprietario S Barreto.
por
na
4
D-se 150/ rs. a juros a uin era meio
ou prata
cento sobre penhores do ouro
Rua-direita n. 8.
Aluga-se um sobradinho de uin andar e
sotao para pequea familia com armasem ,
que serve para carne secca na ra da l'raia n.
6. defronte de Francisco Jos Baposo ; a tra-
tar na Praga-da-independoncia loja n. 2.
NA UOTIH, E ARMAZEM DE DROGAS, RA
DA MADRE DE DOS, N. 1.
So vendero as preparacdes segulntcs por pre-
co milito coiiiiuodo, e de superior qualidade.
Gregory's Powder.
Nao haver pessoa alguma que techa felto uso
deste medicamento em qualquer parte lo glo-
bo, que nao tenha sentido seus beneficios. Os
gcus ell'eitos principaes ser um ptimo pur-
gante, estomtico, e muito mil as doencas
do ligado, bago, &c Stc. as Indias, onde
tanto progridein e tintos estragos produzem
constantemente estas doencas, sao raras as pe-
soas que nao teern conhecimento dos bous Iftos deste remedio, o menino o velbo de-
t crepito i e finalmente o homem em qualquer
idade da vida pdein seni recelo algum lazer
uso deste medicamento, culos clFeitos saluta-
res nos fazem julgar urna inspiragao divina ao
genio sabio e philantropico de seu autor. A
lose deste medicamento urna ou duas colhe-
res de cha misturado com agua, duas ou tres ve-
zo* por dia.
ra mesilla casa tambera se vendem tintas, e
todos os outros objeetos de pintura ; vernizes de
superior qualidade, entre ejles uinperfeita-
inente branco e que se pode applicar sobre a
pintura inals delicada sera que produza alte-
racSo alguma em sua cor primitiva ; arrow-lloot
de serinuda ; sag ; sabonetes ; sabao de \\ Ind-
sor agua de Seidlitz; limonadagasosa; tinta
superior para escrever ; perimarrias inglesas ;
fundas clsticas de patente ; escovas e pos pi-
ra (lentes; paslilbas de muriato de morphina ,
< hypecacuanha ; pastilhas le bl-carbonato de
soda, egingbre; as verdadeiras pirulos vege-
t es, universaes do Dr. Brandreth viudas de sen
autor nos Estados-Unidos azul finissimo, pro-
prio para aimilar roupa ; pos de Seidlils e de
.soda.
A pessoa que annunciou no Diario n.6l de
13de marco querer trocar urna imagem doS-
nlior crucificado, perfeita, e com cruz,*calvario
inais pertences, dirija-se Boa-vista, ra do
Aragao, n. 32, sobrado de um andar C sotao.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra da Praya n. 4'\ com bous cmodos, por sima
d'oude morou 0 8r. Dr. liigiieira Costa e l)r.
Duarte Pereira Dr. Vilella.
Em falta do proprietario o substituto de
graimuatica latina do collegio das arles do cur-
s jurdico avisa aos Srs. que se quiserem matri-
cular nesta disciplina, que derijao-se ruado
Uangcl, n. 3b" onde ora reside.
.Necessita-sc de um cosinbeiro, poraluguel,
torro, ou cscravo, que queira prestar seus ser-
viros n'um engenho perto desta praca. Quem
ibe convier, eutenda-se com .lose Joaquim de
Lima, no r'orte-do-M ttos.
Jd% Antonio Lourenco faz scicnte ao publi-
co, que ningiieni compre, bypotheque, ou, por
gualquer nutra forma, negocie o cscravo liento,
a eserava l'*rmi:ua, amiios erioulos, cdni sua
irin.ia Mariana Tbcodora, porque ambos estes
ravos partencem ao annunclante, c unica-
rrente os consente em poder de dita sua irmaa
para I be prestaren! so'ris srVieos : potjtauto pro-
testa desdeJ contra qualquer extravio dos mes-
inos escravos.
O lircrein-jornal-dus-familius com estam-
pas e liguriiios 2/rs. cada volunte ; vende-
no botequimda estrella.
A pessoa que annunciou querer comprar
um methodo de flauta, dirija-se a ra da Ca-
cimba n. 4.
O abaiso pssiguado faiscientc por esta Ib-
iba, que existen! em sua inSo bastantes penho-
res e j todos lora do trato os que menos
temoo pass.i.. !.,. trato ;!. tfCS Me s o ,iai-
xo assignado nao a primeira \ dido aos seus donos, que venho tirar e como
nao seja possvel, passando desta data oito
(lias, nao coinpareccndo seus donos, sern
vendidos. Manuel Jos da Silva ttUo-monle.
Prctende-se comprar a parle de um sitio
na Vanea com fundos para o rio, pertencen-
te a Jos Joaquim Kamos da Silva quelheto-
cou por herauga a sua mulher, pelo fallecimen-
to de sua sogra Clara (ornes de Lita se al-
guern se julgar com algum direito queira an-
Dunciar uestes 3 dias.
Quem annunciou pelo Diario n. 6G que-
rer comprar urna cadeirinha em botn uso, diri-
ja-se a ra da Praia de S. Hila sobrado n. i,
de granula at as 9 horas, c de tarde das 3 em
diante.
Oflercce-se um rapaz Brasiieiro de 17
anuos, paracaixeiro de ra, ou de loja de fa-
sendas e inestno para outro qualquer esta-
belecimento ; quem de seu prestimo so quizer
utilisar, annuncic.
Quem precisar de um caixeiro para loja
de fasendas, ou rneudezas que d ador a
sua conducta dirija-su a ra atraz da matriz
da Boa-vista n. 22.
Joao Mara Basto de Carvallio subdito
Portuguez relira-se para Portugal. /^~-
Precisa-se de urna ama para crian a qual
tenha bom leite mas quo nao teir Albos;
quem estiver neslas circumstancias, dirija-se a
ruada Cudeia-velha n. 17, primeiro andar ;
na mesma casa precisase comprar utna preta
do meia idade quesaiba bem cozinhar.
O professor substituto do ingles e francoz
do collegio das artes principia as lices no dia
, na ra do
dic-
20 do corrente as 5 horas da tarde
Livramcntt) n. 36, terceiro andar.
Quem annuncion querer comprar o
cionario Magnum Logicon o urna .fbula di-
rija-se a ra de Aguas-verdes n. 42.
O thesoureiro da irmandade de S. Jos de
Agona, erecta no hospicio do N. S. da Penha ,
ruga a todos os irmaos da [mesma que ti-
verem opascm seu poder, o favor de as mandar
entregar.
Manoel Francisco de Moraes vai ao Aca-
rac levando em suacompanhia Luiz Jos da
Silva Carioca, e Luiz Jos de Franca, e o seu
escravo do nome Benedicto.
I)-s; urna grande porcao do entulho do
calic o pedacos de lijlos ; e vondem-se al-
gumas portas ja servidas sendo urna de costa-
do de amarello, urna rotula, e uina grado mui-
to bem feita ; na Camboa-do-Carmo n. 19.
Precisa-so de urna ama que tenha bas*
tante, e bom leite para criar urna menina ; na
Bua-nova n. 65 primeiro andar.
Precisa-so do um feitor, que entenda do
jardim e liorta ; na ruada Aurora n. 26
Aluga-se utna casa terrea na Rua-bella ;
a tratar na mesma ra sobrado novo prximo
a mar.
Boga-se aocapitao da barca portugueza
N. S. da lioa-viagem, queira ter a bondado an-
tes de se ir e.nbora para o Bio do dirigir-so a
ra de Hortas para Mnalisar com aquello ne-
gocio, quo nao ignora, pois parece ser j lempo.
capito do briguo francoz Amorique,
previne ao publico que elle nao so responsa-
bolisa p ir divida alguma dos marinhoiros de
seu navio que elles cunlrahirem sem seu con-
sentimonto.
SOGIEDADE BARMONICA-THEATRAL
A commissao administrativa convida aos
snrs. socios a reunirem-se boje 21 do corrente
pelas 4 horas da tarde, na casa do primeiro se-
cretario, na ra de Apollo aflu do so ele-
gera nova admfnistracao, e resolver-sc sobre
objeetos urgentes.
D-se 100;^ rs. l premio sobro penhores
de ouro mesura em quantia de 50,f r. ; na
Praga-da-independencia n. 21.
Uin bomem casado propo-so a ensinar
primeiras lottras, e a sua senhora a ler, escre-
ver, bordar, marcar, e fuzer lavarinto sen-
do para fra da praca ; quem do seu prestimo
so quizer utilisar annuncic.
Negocia-se utna lettra do pessoa segura
desta praca, da quantia do 1143 rs- > nao se
duvida receber parte em azenda ; na Praga-da-
Boa-vista, sobrado, que faz esquina para a ra
da Conceigao por cima da venda n. 22.
Na ra da Senzalla-velhu n. 94 precisa-
se de um homem que trabalbo bem em mas-
soira.
Aluga-se o segundo andar da casa da tra-
vessa do Bozario n. 10 ; a tratar na ra do
Queimado loja de ferragens n. 3o.
Pergunta-seao vigario do utna das frogue-
zias dos suburbios desta praca para que foro
applicaos no dia 99 do mez p. p. ,os2400rs.,
que receben por utna licenca para so enterrar
urna sua ovelha e sua resposta s se accredi-
tar Be Citar O regiment da igreja.quo tal man-
da ; e se nfra responder?, se Ihu far mais per-
gunlas a respoito do que um sua freguesia
obra.
Pergunta-se ao novo juiz da irmandade de
S. Jos de ribar-mar, so j pagou a joia de the-
soureiro, que ticou devendo no anno de 1812
para 1843, ou se faz tenco empossar-se do
luar sem tal o fazer, ou se tenciona tspar
os olhos dos mais pois o compromisso bem
expresso ; isto deseja sabor uin irmao, que
nada deve a irmandade.
-- Aluga-se um armasem com 4 portas de
frente, na ra de Apollo, confronto ao thea-
trinho ; quem o pretender dirija-so a ra da
Madre de lien?. confronto a igreja no segun-
do andar das 7 as 8 horas da manhaa, e das 3
as 5 da tarde.
Ensina-so'com muita perfeico a ler. eos-
crever meninos e meninas, quer sejao forros ,
ou captivos ; os prctendentes dirijao-se a ra
daCapunga n. 37.
Precisa-sealugar urna preta captiva pa-
ra cozinhar e lazer as compras do uma'pessoa
estrangeira com pouca familia ; na ra do Pas-
seio, loja de chapeos deso.
Na Bua-nova loja de alfaiato n. 60, pre-
cisare de olliciacs do mesmo ofllcio, tanto de
obra grande como pequea.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 46
da ra da Cadeia do Becifo ; e a casa n. 8 da
ra doCotovello com sula torrada, o gran-
des com modos; e nina easa no Manguinho, por
preco bastante commodo ; trata-se na ra da
Cadeia do Itecife, loja de chapeos n. 46.
as qualidades a rasSo do 160 rs. a arroba; nos-
ta Typographia ou no sitio do snr. Gomos do
Corrcio, no bairro de S. Amro.
ComprAo-se duas mulatinhas de 6 a 9
annos, bunitas ; no loja de livros da Praca-
da-independencia.
Compra-sea vida deD. Joo de Castro ,
geometra pratica por SilvaS anthmotica por
Montpelier, sendo em bom uso ; annuncic.
Vendas
Vendem-se canarios de imperio em vi-
veiros, chegados prximamente do Porto, por
prego commodo esleirs pequeas de Angola,
abanos a 1200 rs. o cento doce do goiaba, cor-
das de embira branca, propnas para andamos,
lolhasdo louro em feichos de pequeas porcoes,
ludo por preco commodo; na ra estreita do
Bozario venda n. 8.
Vende-se um botn talim, canana, e nm
par de estrellas de ouro, tildo proprio para olli-
cia| de guarda nacional: na Praca-da-indepen-
dencia, loja de Jos Antonio Rodrigues.
Vendo-so urna morada de casa em Olin-
da, com urna grande baixa para capim com
poco e bastantes commodos; na travessa do
Dique n. 9.
Vendem-so duas pretas do 20 annos, en-
gommo, e cozinhn, tudo com perfeiciio; urna
negrinha e urna mulatinha de 12 a 13 annos ;
um lindo moloquode 12 a 14 annos ; urna ele-
gante mulata de 20 annos, perfeita engomma -
deira ccostureira ; urna preta da Costa, cosi-
nheira com urna cria de um anno ; um preto
trabalhador de campo, e de todo o servico; um
cavallo grande com todos os andares, e es-
quipador ; na ra do Fogo ao p do Bozario
n. 8.
Acha-se a venda na loja da Bua-nova n.
16 de Jos Erauciscn Mamededo Almeida ricos
cortes de seda preta lavrada sarja preta lar-
ga llores linas para chapeos, riscadinhos es-
cocezes para vestidos bonitos cortes de la e
algodao para ditos chapeos para homem, ri-
cos jarros com flores e um sortimento com-
pleto de calcado franeez para senhora o meni-
nas sapatos do Lisboa a 400rs. o par ditos
pretos a 640 rs., e outras asendas do gosto por
preco commodo.
Vendem-so vasos para flores, com car-
rancas o lisos ; na ra do Queimado loja n. 6.
Vende-so urna negrinha do 15 annos, sem
vicios neni achaques lava de sabao engora-
ran cose tndo com pouca pereicao, por ser
a sua continuada oceupacao andar com meni-
nos ; na ra da Praia n. 39, das 6 as 9 horas
da manhaa.
Vendem-so 20 bestas muito novas, o amos-
tradas em moer engenho, e sao ilhasdo pasto;
a tratar no engenho S. Estevao-do-Cabo ou
em casa de Antonio da Silva Cusmo na rua
do Queimado.
Vendse um moleque de nacao de 4 4
annos; urna negrinha de 12 anuos com prin-
cipios de costura e lavarinto o faz bem renda-
um escravo do bonita figura, perito cozinheiro
o qual se d para se experimentar ; 4 ditos pa-
ra todo o servico; 4 escravas, lavra, coiinhio ,
o soquitandeiras; um mulatinho muito lin-
do, ptimo para pagem ; na Rua-direita n. 3.
Vende-se um relogio, sabonete de prata ,
por preco commodo ; na rua do Bangel n. 34.
Vende-so urna junta do bois, muito man-
gos c novos, acostumados aandarera em car-
roca ; na rua das Trinchoiras n. 42, segundo
andar.
Vende-se uin moleque do naciio, de 13
annos, do bonita figura, sem vicios nem acha-
ques ; na rua do Hospicio n. 54.
Vende-se um berco moderno de piti-mar-
flm em muito bom uso, por preco commo-
do : na rn.i ds Flores n. 17.
Vende-so um pardo brincos do ultimo
gosto, por prego commodo; na Itua-nova n. 55.
Vonde-so a fasondu denominada Alaga-
danlas, a dinheiro, ou praso com boas firmas
pedreiro e o outro do meia idado s pad.
ro, ambos por prego commodo; na rua larga
lo Rozario n. 18.
Vende-se um alambique de cobro sem
uso algum por prego commodo; e saccas coi
feijo mulatinho novo por prego commodo
na rua da Cruz n. 49.
Vende-se, ou hypotheca-so um pequeo
sitio na Varzea com militas fruleiras psdo
caf, baixa para capim chaos proprios, com
casa de taipa grande, com commodos para
qualquer familia;'na rua d'Aguas-verdos n. 3c
Vendem-se veos de linho brancos muito
ricos a 6000 rs. ricos chales do laa o seda a
4 e 5000 rs. lengos de ditas a 1000 rs. ricos
cortes da bem conhecida fasonda do la e seda
padrees oscuros intitulada tai lata na a 10^ rs.'
satja preta hespanhola de urna vara quasi d
largura a i500,1800, e 2000 rs. aros-de-napo-
lo preto liso e com flores a 1600 rs. man-
tas e chales de seda do pndrOes modernos
chegados ltimamente a 12^ rs. veludo preto
liso e lavrado a 8f rs. o covado, selim maco
preto e branco a 3200 rs. o covado ; na rua do
Cabug lojas novas de fazendas inglezas o
francezas ns 4 6 de Pereira 9f Guedes.
Vende-so urna olaria defrontu da Passa-
gem-do-Caldeirciro da parte do Barbalho, com
forno quelova 12 milheiros de fijlos, com
barro dentro para o mesura e bem perto do
embarque boa baixa para capim de planta e
porgo de trra para outras{plantanges; a tra-
tar com seu proprietario na mesma olaria.
Vendem-se urnas bandas de urna barraca
e mais alguns pertences ; na rua da Concordia
vendado Francisco Pereira da Silva Santos
Vendem-so urnas poucas de dunas do
muito afamado vinho IIermitago-Mousseux;ein
casa de J. O. Elster, na rua do Trapiche n. 10.
Vendo-so utna opa da irmandade dos
Passos, chegada a pouco de Lisboa de no-
bresa da India de linda cor ; na rua de S.
Amaro n 46.
Vende-se salmo em latas grandes, e pe-
quenas e arenques tambera em latas ; em casa
de J. O. Elster na rua do Trapiche n. 19.
Vende-so urna negra moga com urna cria;
na rua do Apollo n. 20.
Vende-so ou permuta-se por escravos a
parte de um sitio com boa casa de vivenda ,
livro do penhora ou hypothcca situado no
raelhor local do Pogo-da-panella o qual i'co-
nhecido polo sitio do Joao do Reg Falcao ; a
tratar na pracinha do Livramento n. 24, pri-
meiro andar das 6 as 8 oras da manhaa u
das 3 da tarde em diante.
Vendo-so um relogio sabonete de prata,
moderno, por prego commodo; na rua do
Mundo-novo n. 17.
Vendo-so farello novo em saccas de 3
arrobas, chegado do llamburgo velas do es-
permacetc em calas de 25 libras ; em casa da
II. Mehrtens, na rua da Cruz n. 46.
Escravos fgidos.
ou troca-se por casas nesta praga, situada per-
to da cidade da Victoria, com um quarto de
qua .
egua de torras proprias para|plantagSes, e criar,
dous assudes quo tem agua todo anno boas
casas do vivenda grandes armasens com en-
genho da descarogar algodao prensa, e mais
pertences para ensaccar, boa senzalla para -" ,
mais de 20 captivos, estribara, e todos o mais cabega mal feita nariz chato o
commodos que deve ter urna lasenda bom
situada ; a tratar na rua do Queimado n. 61.
rugi no dia do entrudo 20, de fevereiro
do corrente anno um escravo pardo, de nomo
Emidio de 25 annos pouco mais ou menos,
alto, o bem grossodocorp ., baslante espadad-
do com pouca barba e p-quenas suissas ,
olhos pardos e um pouco fundos cabello
nao muito pichaim cor meia alatonda pos
bastantes grandes e chatos com signaos, que
mostro ter tido bichos tem ofloio do serra-
dor de madeira natural de (ioianna onrje
tem prenles, e julga-se ter ido para estas par-
tes ou para a villa do Pombal onde foi es-
cravo do alferes Manoel Pedro de Souza Barbo-
sa ; e hoje pertence ao abaixo assignado mo-
rador em Pernambuco na Bua-nova n. 20 o
quai recommenda as autoridades policiaes,
ou outra qualquer pessoa, quo do mesura tenha
noticias, o fago conduzir e entregar ao abai-
xo assignado, que sern generosamente recom-
pensados. -- Vicente Aires Machado.
D-so 50,000 rs. do gratifleago a quem
apprehender, ou mesura der noticias exactas ,
da preta Florencia, fgida em 16 de oulubro do
anno prximo passado o j annunciada por
vezes ueste Diario, com os signaos seguintes ;
de nagao Angola de 14 a 15 annos estatura
regular, segundo a idade secca do corpo
grosso, boc-
ea grande beigos grossos ps grandes, o mal
leitos, falla muito desembaragada que por
Vende-se urna preta com urna cria de 6 ssolaUezse inculque por forra, e assim se
Compras
Comprao-se effectivamento para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
'20 annos agradando pagao-se bem ; na rua
da Cadeia de S. Antonio, sobrado de urna a-
il,ir de varanda de pao n. 20.
Cornpra-se iO canoas com 'lama da de-
fronte do Brum ; no sitio de Guilhermo Soares
Botelho no Hospicio, lodosos dias al as 8
horas da manhaa
Compra-se um corrame decouro de lus-
tro em botn estado ; na rua das Cruzes lo-
ja n. 39.
Compra-sc efJectivamcDto ogos de todas
annos a preta cosinha engomma e faz to
do o mais servico de urna casa; na rua do Cabu-
g, loja defronle da matriz so dir quem vende.
Vendem-se duas pretas mogas urna de
nago e a oulra da Costa ambas ptimas
para todo o servigo de casa, e ganhao 400 rs.
diarios; no Atterro-da-Boa-vistan. 3.
Vende-se urna com moda do mogno cora
estante inda nova por ter tido muito pouco uso,
e umacarieira de urna (ac, por prego com-
modo ; no Atterro-da-Boa-vista loja de Sa-
le& Chaves.
Vende-se urna parda do boa figura, de
18 annos cose, engomma, iavu bem, o co-
sinha ; na rua da Cadeia de S. Antonio n. 25.
Vendem-se duas ricas cadeiras do rua e
um palanquim tudo em meio uso; na Bua-
nova, armasem n. 67.
declara, que se aiguem a livor recolhida como
tal, baja de o declararon Fra-de-portus, ven-
da n. 90, que nao < se dar a gratifleago a
cima como so pagar as desposas que a dita
eserava tenha feito.
No dia 17 do corrento as duas horas da
tardo, lugio urna preta do Angola de nomo
Marcelina moga fulla, baixa. cheia do cor-
po, com muitas marcas do sua nagao pelos bra-
poa e nos cantos dos olhos do lado das fon-
tes doussignaes, um em baixo o outro em
cima azues, faltosaqui por mari.iheiros, bas-
tante ladina porem fingida; letn vestido do
Chita deossento branco, com palmas, camisa
e saia por baixo do madapolao tudo lavado,
sahio em corpo somonte com um longo ordi-
nario escuro ; quem a pegar, levo a rua do
Bangel n 54 a Victorino Francisco dos Santos,
que pagar generosamente.
Vendom-so dous pretos padeiroj, vindos
utn do la-formoso e outro do Maranhao, um
inda mogo, nao s padeiro, cumo pedreiro e ca-!---------------------------------------------------------'
noeiro nao estando muito deseiabaracado em I tari maTip. ds M F. di Fauu18H.


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