Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05079


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Full Text
A nno de 1844.
Ter$a Feira 10
O Diario |>blica-,c |i ilr os tiiaaqaaafio fnren snnilrdis : o |,ieco la uinilari
lie ile !'"' mil rs. jior qunrel pujos mliiwtnilos. Os an nuncios i!os aeeitaaalel sao inseridos
p,ti. < "i "los que n.in fnrein mi.io de 80 ruis por liiih A> rrilamai res lierem ser rliri-
Igiilas i >"*' lyp i ""< ei Croata n <4 ( OH prc a Imlrprnilenna Ipil ,:,. |Tr, (j S
fiC*
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cons*, e Pars'i>l>a, se;un(lss e sexiaa fniras. Hio Grande Cab, SeriaheerO liio l'ormoso, l'orio Caito, Maeev e Algoas : no 1. o r gj
i> cala mn Garanhuna. e Idinilo a lUe 'J4 le eaa mei Bua-tista e
e -S dito. CidaJe la Victoria, quimas teirai Olinila loiloi os Jiaa
das da semana.
1S Se e. Gabriel And. do J. le ]) da 2. r.
41) Ierra { ,lo EanOlO de V Sra.
-il Quarla s Marlinho Auil do J. ''< I', da 3 t.
2l Quinta s. Bentn, And. do del) i!s '.'.-.
T .'e>l a. Kmv.'ileo Aml. do J del), na '_>. r.
33 Sab. a Feln Hel. aud lo J. de D. da 1. t.
'2$ lr-m Instltu ejo rio Sacramaata
m i.-rr' j. ?'regare ifaz:3T---^na.,crT.vtv m '-* s*-*i??r:z?*"i:mzm
t\ I\ /'
de Afargo
Anno XX. W. 66,
S-:*3BeBIIK
finio agora depende de ,,,'js netmoij da notaa un le re, Boaerajia' e enerjia: ron-
Unuraoa como prineipiaaioa wenvi ep.iai !ot ooia aJrairatJilo entre aa aagOea Mil
eollae. reclama".! d, .stetobla Crral r'o Bratil.)

CIMIIOl M> i'U 1/ Dlt int'.in. oompra venda
'CaaibioaeobreLoadree .;:; i Oura-Moeda'de ,* V. I7.JIW l/.r>U0
,. Paria 70 reia por franco i N. 6.900 .''-i":
L iaboa 1 0 por iUU de premio I da 4,00' ,0M) ".!l
(PraU-raMeSea ~i',960 J.gO
1'eaOI i.lnmmnare 1,1/7/ ^.J^O
Ditoa BMiioanoa 1,960 .080
. :!s (>.>.- ir ii i e nao i n.
Iilem iU' leitAs Je bou Gifai I a !('
PHASES DAMJA NO MEZ ")E MARCO.
I.na cl.eia a : as (i btiraa e i'; min da larde i l.uanota a !S as j horas e 57 aria, da tarde;
.Miiuanie a ',, a> t h :< .a nanhj fe tcente a 1 as 2 h r 41 in. -la aiinlua.
Preanutr Crimera ai :> horas e > ma. di aianbaa I Secunda as5 horaa a i'- minutos da tarde

. uoeza
WW0^
..:...
*m*n offs
a.- ...
Governo da Provincia
KXPKDIKNTK DB 7 1)0 C0RBRNTB.
OllicioAo commaaiidaute superior da guar-
da nacional do municipio de Rccife, coitiinuni-
cando ter concedido refnna no mesino posto
no lente da segunda coinpanhia do esnuadro
respectivo, Joo dos Sanios Porto.
DitoAo inspector da thesouraria da azeuda,
ordenando, que mande pagar, .i vista da una.
que se lhe remette, os veuciinentos dapatrulha
de guardas nacionaes, que por ordem do dele-
gado do Wrejo condusio quatrn recrutas pata
esta capital Communicou-sc ao delesado do
a9rejo,
DiioAocommandante das armas, determi-
nando, fin cousequencia de requisieo do ins-
pector d'alfaudega. que mande augmentar qoiii
tres piaras a guarda daquella reparti^So, ; Km
de ser enllocada mais tuna scnliin lia na respec-
tiva porta principal para mantera noticia, que
convem ao decoro da mesma repartico.Parti-
DiloAo delegado do #rejo, ordenando, que
faca recolher respectiva cadi ia os presos re-
crutas, que para esse fim lhe forein enviados
pela delegatura de imbres. Communicou-sc
ao delegado de Cimbres.
DiloAo inspector interino da thesouraria das
rendas provinclaes, approvando a arremataeao
ncompanhou o sen ofticio de 5deste mez.
Portara Determinando provisoriamente ,
que sejo distribuidos pelos dous jtiizes uuni-
paes da primeira e segunda vara tiesta cidade, <
entregues aos respectivos escrives, os Feitos da
terceira vara, extincta por decreto de 1S de Ja-
neiro do corrente auno.Remetteo-se copia da
portarla aos supramenclonados juizes, para lhe
darem execuyao, e coiumunicou-se ao pr< Biden-
te darelaco, e ao promotor publico interino.
dem to din S.
Ollicio Ao inspector da tltcsonraria da la-
zenda transmit indo para terein prompta e
restricta execuco as ordens do tribunal do
thesouro de ns. i~. .'i-5, e 35.
Dito Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinclaes, remetiendo as clausu-
las espectaes para a fcitura as obras da "2. parle do
9. laico da estrada da Victoria ; Hiu di' que
vista deltas laca por em arr< matajo as men-
cionadas obras. Coinmunicou-se ao euge-
tiJieirn cm ctele das ohras publicas.
Dito A' cmara municipal do Recite or-
denandu ein cousequencia de requisifo ta as-
Ncmlili'a legislativa provincial que ihca expe-
pedir diploma ao I." sttppli ntc dos mcmliros da
tiiestna asseillbltt a tilia de u'csta lomar assen-
to em lugar consellieiro Peregrino Antonio
Maciel Monieiro que se acha na corte dn im-
perio, l'arlicipou-se ao I." secretario da assetn-
l)li'a legislativa provincial.
Portara Demittiudo do posto de alteres da
5. 'companlila do 3. batalhao da guarda nacio-
nal d*ese municipio a Jenuino Sw> Tavares,
porsssim convfr ao servico pblico. --Commu-
nicou-sc ao respectivo commandante superior.
Ollicio Do secretarlo da provincia ao com-
mandante superior da guarda nacional do mu-
nicipio de Goianna communicando haver o
Exm. Sr. presidente concedido reforma aouta-
Jor do respectivo esquadrfio Mauocl Antonio l'i-
ulieiro cujo i ijiu rimento ncompanhou o seu
ollicio tic 20 de feveretro ultimo.
dem dn din'.).
Ollicio. Ao Exm. e Rvnt. bispo diocesano,
remettendo a representayo dos habitantes da
povoacao do Ourciirl, em quepedein, queseja
erigida em matri a cpella de S. Sebaso da-
quella povoacao, e o projecto n. 2 deste anno,
que determina semelbante erecfo; para que,
segundo resolveo aassemblca legislativa provin-
cial, baja de dar O sen parecer ,i tespeito.
Dito. Aoeugenheiro em chefi naa obras pu
blicas, ordenando, que organise, e remetacom
brevidade .i secretarla da provincia, a fim de ser
archivado, un mappa gcral de todos os orna-
mentos, eplanos, que se teein ferio naquella re-
partico, para cxceticao de diversas obras: epre-
venindo-o, de que envi em duplcala os planos,
ornamentos, que d'ora em diante forein sub-
nicttidos a approvac;io da presidencia.
Dilo. Ao agente da companhin das barcas de
vapor, autoi isaudo-o lser seguir para os por-
tas rio norte, depois de ter estado no desla ida-
de as horas do costuine, o vapor ImpertUtix, che-
gado Slll.
Portarla. DctcrHiiiauo, para melhor or-
dem do servico, que o tenente-coronel Apolliua-
rio Florentino d'Albuquerque MaranhSo, chefe
do I." batalhao da guarda nacional do municipio
to mismo municipio, eotenente-corouel vnio-
nio Teixeira de Macedo, chele do 2.batalhao,
passr pa chele do I.", cima ri frrldo.j Com-
muuicou-se ao respectivo elide de legiao, e aos
removidos.
ERMAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CoHc/tiKifJo dasesswde 16 (fe narro Je 1844.
(> Sv Urbano'Sr. presidente, o meu nobre
collega, que acabou de sentar-se,j demonstrou,
de un modo, a meu ver, mui convincente a ra-
s3o, e a justica, que bavia parase chamar um
supplenteem lugar do Sr. Nogueira Pa*: elle fe/,
ver. que das inlbrmacdes ulteriormente recebi-
das por pessoas fidedignas, pie naoserio capa-
ses de vr mentir no 'neto da asscmhla provin-
cial, eonstava, que o Sr. Kogueira Pai eslava
disposto n nao vir este auno a sessao. Ora, se es-
Inn informaedes existem, s<* ellas huo atiaucadas
na casa por tiiitii, se nao sao contestadas por a-
f ni' I lis pessoas, a cuja autoridade < u me retiro,
como por exemplo os nossos dignos collegas o
Sr. viga rio brrelo, r n Sr, Peixoto de //rilo, pa-
rece que s deve dar como existente, como po-
sitivo o lacio to Si. Nogueira Paz nao vr esteau-
uo. Senhores, a assenihh'a provincial s poda
re usar cssa prova, se acaso livesse seguido o
principio d'exigir indispensavelmeute a escusa;
mas a assenibl a IllOStrou nao estar dlsposta .1
fazer esta exigencia, porque admittio um sii])-
plenle em lugar do Sr. Maciel Monlciro, que
nao mandn partlcipnco alguma .i casa ao
contrario eonstava, segundo declarou aquioSr.
Dr. ffnptista, que todos os amigos do Sr. Maciel
Monlciro conlavao coni asna vinila. Ora. Sr.
presidente, se a assi'inhlca chaina um stippleute
em lugar de um deputado, comcuja viuda nm-
lao todos os scus amigos, nSo devera chamar um
supplente em lugar de mitro deputado, que se
allirnia nao vir, e que ninguemallirina vir ? Eu,
Sr, presidente, nao sei como posso os nobres
deputados justificar um proceoiinento tao con-
tradictorio, a nao ser cssa dillerenra dedlisida
nicamente da dlfferencade pessoas (apoindot).
A ras.io e a justica milita 1 ni milito niaior frca
em favor do requerimento que se aprsenla; en-
tretanto a coininissao Ibi de parecer, que se cba-
masse 11 tit supplente ein lugar door. Maciel
Monlciro que scus proprios correligionarios
polticos disiao que estava a vir; ea mesma
eominissao noquer que se chame um supplen-
te em lugar de um deputado, que uo vem, e

(joisino, '...: alguem poderenxergar da mlnha
parte. Esta queslo me diz laiubeni respe!to pes-
soalmente:os nobres deputados sabem, que pe 1
apurai.io geral publicada na iblha ofucial da
provincia me achava en no lugar de penltimo
deputado, e que depois pela apuracio feita na
cantara municipal passei a segundo supplente;
la I ve/, se cnientla por eonsegiiinte, que c o mero
interesse, que me inoW; mas nao, eu son mo-
vido por um int'Tcssc publico: em priue iro lu-
gar lenho direito e at mesmo obriga^ao de
sustentaros meus direitos polticos; em segun-
do lugar nao devo de maneira alguma tolerar,
que aquel les, que se aehao diriftindo os destinos
da provincia, alien m os resultados das urnas
eleitoraes (apoiado*), e a forca da fraude nao
representara provincia aquellos, que nio i'orio
clciios sitis representantes. E' por eonseguin-
te o nteresse publico; sao os principios de or-
dem, os principios da constituiyo.scni os quaes
nao pude existir sociedade alguma, que me le-
vao a denunciar este facto, Estou persuadido ,
Senhores, que nenhuui resultado obterei d'ahi,
mas ao menos llco eonhecdosaqucllcs.qtic setn
pejo, econi o maior escndalo assim talsilieao
as ni nas eleitoraes.
O Sr. Carnriro da Cunha:Omni sao '
O Sr. Urbano:'O nobre deputado parece ter
umita pressa (rilada*^.
OSr. Carneiro da Cunha:-I.' bom seniprc no-,
lie al-os.
OSr. Urbano:Pode ser que para adame me
resol va a isio.
Sr. presidente, eu prmeramente argumentn-
rei coma autoridade da folha oflieial da pro-
vincia o Dirio velho; todos sabem, une t; o d<-
l'ensor nato to governo, o senhor de indas as
liietlidas polticas, e atlniinislr.ilivas. por SSO
que, sendo esse Diario redigido pelo Sr. Vntoni-
-lasa
Mea 1
pparece eoni l.i; veja-se, que o.Sr. Olivora
que api 11 is te\ e 1 otos uessecollegio apparecc,
comSl votos; o.S'r. Medeiros, que tambem nyo
teve u:u voto, apparecc na authentca coui 24
8c. Ora, Sr. presidente, se acaso a Iblha ofRcial
se livesse Iludido em pequeas ditt'erencas de
um. 011 de dous votos, eu poderla acreditar no
"ii1: alie ; mas eii^aiii:-sr ein rio yranile lilllue-
111 de votos, e sempre 1 l'avor dos candidatos do
governo, que preeis ivao de votos, semp e con-
tra os candidatos do (ovenio, que podiao dis-
pensar votos; ratas eoiiicitle.neias me eonvencem
intimamente da falsiticacao i\< authentca d'I-
guara -su.
Depois. Senhores, en trarei ainda um argu-
mento d.i pi u|>. 1 foiia oiiiei.il : o Diario de l'tr-
immburu piiblienn primeirameiite iima^piiracao
do-; eolli :;.'ik -!u lleclfe, oliiid.t, etc. ':: esta
apuracao 1 st;i Cornada em urna coliiumn depois
passa a publica una apnraeo, na qual viuhao
os iiiesmo folle(rios, leercsceutaiido dous sub-
iraiiulo una apuracao <\.> outra, o que temos .'
Temos a de Garaiiliniis e a de Cabrob ;*o resto
vem a sera votat io dn eollegio de Iguarass pe-
las minutas que n un I irn Diaria velho. Ora,
i omparemos esta ; m n io do eollego de Igua-
rass, assim 11. da do Diaria velho, aun a upu-
raeo, que ippnrecr na autheutca: observa-se
priii.",iranieiiii'. que a eertos candidatos, que
si da opposco, 011 que sao inditterentes., ou
que t si,10 1111 tuna posii o mais levada, nao se
loiou nosseus votos; abi nao apparecc dU'eren-
(ii alguma entre a apuracao da authentca a do
Jimiii : un segundo lugar observa-se, que os
candidatos do governo, que tinho um nume-
ro pequeo de votos,apparece com um nume-
ro maior. I'.u lerei os nomes, (O nobre orador U
un mappa, que ti m em mo, < rompara a volardo da
no. pessoa de Intima relacaocom o ..duiinisi,.,-!.';.'.'"'"""" "I"''";" do Diario, contina.)
.loi da provincia, nao i>odedeixar de cm ludo riraraoaoAr.Taques22votos, porque elleesto-
quanto diz, e nnanto obra, se aehar de amonio v" '", luBar rtp '''I""'"'"- l">' isso poda lis-
ciiin as sn.is itleias. e principios; cu acredito c
devo acreditar a folha oflieial cm indo, ijuan-
lo ella diz, em linio, qttanlo assevcia a res-
peiio ta administracfio dos negocios p-
blicos : por lano Senhor presidente creio
que os nobres deputados nao recusaran a auio-
ridade dessa folha; mas. observando a apuracao,
que cssa folha pnblieou. dos di pillados piovin-
eiaes, e eoiiiparandoa eonl a apuraran, que ap-
O que se
ve
que ninguemaflirma vir! Por isso lisia eu, que parece a da cmara munieipa
tuna contratliceo to palpavel nSo pode si: nt-11 tui( dlercnv'a extraordinaria; ve-se por exem-
tribnida seno diOerenca com que a eommis-|p|00 nobre Sr. segundo secretario, que estava
saoollia para as pessoas 'apoiadot, enoapfiar
dnt).Outra raso nao pxiste anSoser 1 ata. | -
Sr. presidente, sabe-se, que o Sr. Nc 11. ira faz
st pronunciado a pristi, e livramento; qui o
seu eriine c iualianravt I; como entilo 1 pera a
coiiiiuissao. que vt nba elle lomar assi nto, ou
como enteude, que t; bastante di/.t r nao exls-
lein liovos motivos sao os mesnios; ei"o
no lugar de dcimo supplente levado ao luga
de di pillado: vi -se o noblP deputado. que c pro-
motor de Olinda, o Sr. Medeiros, de selimo sup-
plente passar a penltimo deputado.
O Sr. Medeiro:Felicidades.
OSr. I rbana: Felicidades, que eu nao i: nho
, (i,.. I (risada*). Ve-se, que o nobre deputado que se
ve tomar assento o supplente :' Sr. presidente,
eu entendo que a assi inbla deve proc der com
mais justica e imparcialidatle : em poltica,
nunca o espirito de partido deve ser levado a tal
ponto, que mate os principios, que sacrifique a
consiiiuiao. e tpie postergue as bis tapuiado
gente*); mas o <|ue os nobres diputados querem
fazer, porque no proceder da assemblt a cu nao
vejo 1 cspcilados os principios, vejo sdmciite at-
tendidas as pessoas segundo o credo a que per-
tenccn (apoiados tno apoiados). hama-se um
supplente em lugar doSr. Maciel Monteiro, por-
assenta ; ininua direila, que era supplente, pas-
sou lamn 111 para o iiiiintro de deputados.
Ora, senhor presidente, estas dicrenpas lao
salientes, dillireiuas, que nunca apparecero
em eleico alguma, na folha oflieial, poih n na-
da nrov.ir un mente dos nobrea deputados; mas
11a inhiba opinio provo multo. enhon s, to-
dos sabem, como se cosiuma faeressaapurapao.
A folha oflieial publica a apuracao feita pelo se-
nhor A n tonino, oflieial da secretaria do governo,
intimo amigo do administrador da provincia,
feitapor cssse senhor vista das aiilhenleas, ou
das acias recebidas pelo presidente da proviu-
que elle jierteiue ao lado dos nobres dcptilados,
mas nega-se a chamada de outro supplente, por- I '' : queni, senhores, dir, que urna apura-
que elle consideradoniembro do lado oppos- U>. osshn fieita seja falsa.' Mngucmeerta-
to Isto, senhores depulados, nio c respeitar os mente. Por outro lado, qiieni ha de acreditar,
principios: eu por tanto entendo, pie o parecer T Sr. Anloi.ino 111 intimas re av>t s com o
*. -. *. ... .'. .. .1...*..'.....,ln.. .1 *! ,.11,. ,ii 1 cn:i %:ii_
da coininissao nao pode de maneira alguma pas-
sar. Senhores, preciso, que a assemblea se
lembre desses lempos,ein que quasi nenhum
dos nobres deputados tinho assento nesta casa,
desses tempos em que a provincia livre na sua
escolha nomeava sempre as pessoas mais dignas
de a representar fhilnrirdadej: etses tempos po-
deni ainda voliar. Eu hoje, M\ presidente, nao
"una acreditar, que a pro-
admiuistrador da provincia, oflieial da su 1 se-
cretaria, em ve/, de se aprovcilar dos dados, que
na secretaria existido, fosse aprov ii.u-serie lis-
tas particulares, apanhadas aqu, e alli? Sr.
presidente, eu, 011 qualqucr outro cidado po-
deria tal vez receberd'um^ eollego una lisia i-
uexacta, urna lista falsa; mas o presidente da
provincia certamente nao-, porque as pessoasquo
eiie lein nas comarcas, de sua intima conliain a,
possodr liinrira aguiua acreditar, que a jn-o-i "'* ">, > "" .-........,
vincia tenha voluntariamente excluido csses el- 1 ""> acredito queoquisessem falsamente (Iludir,
dadaos filustres, que a representavo, ufo sol E depois, Sr.presidente, como se pode justificar
de um partido, como de todos aquelles, que ti- Mtocom o engao da b-lha oflieial; (piando estes
nhao como um direito representar a provincia: engaos sao sempre em favor dos que sao de opi-
vejo por exemplo a excrusSo do Sr. Amonio .loa- niao contraria a do administrador da provincia,
j, por exenq
qii'iin de Mello, do Sr. Dr. /Vanelo, do Sr. Leo-
nardo A'izerra, do Sr. Lourenco 'izerra, e de
Olllros individuos, nao digo ja pertencenles a
Um S partido, masa lodos os partidos; os quaes
foro excluidos.
Mas, Sr.presidente, os nobres depulados da ma i-
ori.a, (que soquasi todos)que pareceindispostos
a sustentar o parecer Ha enmmissSo, pelo seu
orgao o nobre* deputado que se assenta junto a
inin, (indicando o Sr. Nabueo exlgem que eu
faca a casa a manlfestacSo dos doeuincntos, e
provas quetenho em meu poder para revelar
a asscnibb'a provincial... digo melhor, para re-
velar ao publico o acto, a que nao sei dar clas-
sificaco, d.\ falsificacao da authentca de um
collegio.
Sr. presidente, preciso que prmeiramcute
eu iemova de initu a suspeita de intcicssc, c c-,
como por exemplo eu, c outros que pela fo-
lha ofucial lomos col locados mais cima do
que a apuracao ta cmara nos colloca Se aca-
so livesse havido na folha oilicial mu eugauo
contra nos. eu poderla acredital-o; mas oSr.
Aiitoniuo enganar-se a nosso favor!.' E' mu
impossivel absoluto.
QSr. Cir.Tiiiio da Cuiihii: Oh, ncm tanto.
i) Sr. Urbano: Sr. presidente, aqu est o
mappa; elle pertence ao Sr. Aununclapo; Ibi
extrahido da secretarla da presidencia: o qual
nao ea um segredo; sabe bem o nobre deputa-
do, que era mostrado e confiado as pessoas que
o pedo, e nunca ah se negoii nina copia d'e-
i,.; 1, iS g, gnndoeste mappa veja-se a difirela,
que b entre elle, e aauthentiea; veja-se, por
xt inplo, que o 'r. Dr. < ustodlo que nao u ve
un voto 110 .collegio d'Iguarassu, pe* uuihen-
peusaralgmis votos, que outros precisavao; icon~
tinuaualer, sempre appareeem menor numero
de VOlOS naqili lies candidatos do governo, pie
podiao dispensar 'eontinuou a ler). Nao houve
tllernrao no Sr. I'aes Barreta es votos em que,
elle apparecc no Diario velho s-i, (ls mesmos
que apparecciu na authcnliea : o Sr. Paes Brre-
lo desei'o por dill'ert na de nome ein mu colle-
gio, si 111 duvida i> Diario velho tlnha reunido os
votos dados fi tninha pessoa com dillerentes no-
mes, ea cmara municipal en tendeo, que devia
separar; d'ahi que vem adinrenla aaapura-
Cao dos votos a 1 speito do Sr. I'aes Varreto {.
1 linmtn I11 Ora. Sr.presidente, eu admittia um
engao na folha oilicial, mas observando bem as
eoiucid ncias, as circuinstaiicias, que se dao
nessa (lilfereuca devotos, observando, coinoj
dsse, que ella seinprc contra os candidatos do
governo, que tinho um grande numero de vo-
tos, e a favor daquclles, que tinho um pequeo
numero de votos. que 1 m ludo mais a apura-
i:io do Diario combina coma authentca ; o que
d vo ((incluir.' Oue a dillerenra procede desse
facto, de se haver tirado votos aos candidatos
que podiao dispensar, para dar aquelles. que t-
uliaw |nmt.u voiiis, asSln Sllecedio, pie tres
pessoas, que se achavo no numero dos suppleu-
tes, entraro para o numero.dos deputados. .Nos
outros supplenti s houve dilli'rem a extraordina-
ria; porque o Sr. .ims Machado, que Acara
iin :>." supplente pela apuracao do Diario, passou
jura7." Sr.presidente, euappello para otes-
teninnho dos nobres deputados : sabe-se, que
um collega nosso dizia em mullos lugares do
que posso aprcsenlar testeiiiuiihas que nao sa-
bio deputado, porque nao tlnha tido votaefio al-
guma em Iguarass 'apoiadot entretanto elle
apparecc com 31 votos uessecollegio!
Um Sr. deputado: l'.' bom declarar quein .
o Sr. Carm inda Cunha : .l.i est declarado.
U Sr. Urbano : Depois, Sr. presidente, eu te-
nho mais alguna dados para concluir a lalsfica-
co da acta do collegio de Iguarass. OSr. Eran-
cisco Honorio Bizerra de Heneses, que servio ;:^
iiu/a docoiiegio eieitoral de Iguarass, pessoa
de reconhecida fe*, incapaz de faltar ; verdade,
e de levantar calumnias alguem, dirigi aos
editores do D.-nom nina correspondencia, que
eu peco licenca .i casi para ler. (w). O Sr. Fran-
cisco Honorio alliriua o laclo, de que os Sis. Oli-
veira e Med. iros foro dos menos votados : en-
tretanto apparecc o Sr. Oliveira com .'II votos, c
oSr. Medeiros com urna grande votaran.
o Sr. Medcirot. Coutradicco entre a carta e
a copia da authentca ; nao sei a qual dos dous
documentos acredite.
(i Sr. Urbano: Qual o outro documento ?
O.Sr IWn'ivK ;; a ; 0l,;a a auiheiitica.
O Sr. Pretidenle : Ordem : o Sr. deputado po-
de d< pois responder.
O Sr. I roano: -- O Sr. Oliveira pelo mappa te-
ve 4 votos : em consequencla deata correspon-
denclaeu encarn>guel ao Sr. Francisco Honorio
de ir examinar o livro das actas em Iguarass,
este Senhor foi com outra pessoa em compaiiilia ;
chegando a casa do secretario da cmara ; effte
nao se ach iva ein casa, mas seu lilho abri a
porta; entraro, e a primeira cousa que viro
foi o livro das actas da eleijo sobre a meza: um
-


1
Relies approximou-se, < vipumpapcl, que esta-
va dentro -1.. livro, papel, que sem duvida era al
copia, que lli" "'" da'iui ''" ",',|,,' I'"-1 '' s ,
fazrrnova acta. Uaamaparl, que nao podemoi
,.,, \ ,, > admire o nobre deputado mas,
1.....ne o secretario da cmara chegou, pediu-
do-se-lhe <> livro para ver a votaco, que liuhao
,,l,, esses dous candidatos, ello dei-larau, qneo
lh ro nao eslava em Ma casa, o livro eslava so-
i)i e a u'' > sgnar. e que estava no archivo da cmara: o
Sr Francisco Honorio, essa oulra pessoa To-
rno pedir ao purt.ii o da cmara, que fosse abrir
a casa, n prteiro vcio iiooutro da ; mas nao
sci que resoluccs houvcro.quc <> porteiro inm-
ca maisapiHiitcco, depois di' se adiar na villa,
, n tir.irao-se estes Scnhori s sem poderem ver o
lix-ro. Estahistoria cousta desta carta [motlran-
d um papel Depois disto, lendo eti tambein en-
carregadoao proprietario, o Sr. Manoel Pereira
di' Horaes, di- examinar o que existia a este res-
peto, elle foi quem definitivamente veio ades-
oabrir a falsilieacao do livro. cu peco licenca .1
assembla para ler estacarla. !' M:.Manoel
Pereira de Moraes, viudo esta oblado, dccla-
rnn-iuc anda uiais, qiiej depois de muilo exa-
iii-. descobrin folhas, onde 50 achavao escripias
as a^L-.....iras, ligadas as outras com grude.
(Ohohl] O 1. Sr. presidente, eu estou persua-
dido, que os docuim utos e pravas, que lenho
aprescutado, sao mais que sulncieutes p ira con-
vencer a assembla da uUsfieoco da aulhenti-
ca de giiarass porque, que outras p ovas se
poderio presentar ? Um exame 110 livro das
actas, ilir.10. era o nico documento legitimo
pira se poder provara falsifica (o masciiqui-
zii.i. que alguns dos nobres d pin idos se encar-
gassem de 1 teser esse exame. Eu, Sr. presi-
dente, romo si i avaliar essas cousas, \ i. que ei a
intil pensar lu'sse exame j porque, quem co
presiden! (i 1 cmara I." o utesmo, que ruina-
ron ,is ii>ili is novas: como 1 ni.....sperar, qut
elle s presl isse .i um exame 110 livro d is actas
0 secn tarlo da cmara lambem h 1 de auda
mais 011 menos envolvido nisso, vi piadores, < te;
o 1 -.iun. i|iii iuiiiis recusa rio esse exame; de-
pois, uo liavendo urna lei positiva, que o facul-
te, isso scri 1 motivo sullioonlo para que um tal
requ rimento uo fosso delirido: contando poi
< ous guinte, ipie lodosos 1 sforv>s si rio balda-
dos para proceder a um exame 00 livro das Be-
tas, 1 11 ii o cuidoi nisso m is os nobres depu-
tado, ipo- iiii 11 ni din id 11. que do oerlo h<
de diividat di lalsilicaco da authcnlica di' Igua-
rassu, leem um meio de veriliear. Eu preten-
da aprcsi ni 11 na casi nma liHlicac.au, p iraqu
M' 1 \iuissr da cmara de Iguarassu a reino
nado; o meio legitimo mais digno, que nt
pude oili ruara menor duvida.
OSr. Slvdeiroi : Mas nao log il.
OSr Urbano: N io legal .' 0 nobre depu-
tado diz. ipn- nao legal ? !
fiSr. Sabuco : Venha esse livro.
0 Sr. Urbano: Oh! si-cu coiitasse nuco
nobre diputado c seus collegas mandavu vir
esse livro, de certo nao leria aventado esta dis-
cusso.
O Sr. Sabuco : Bu don o meu voto.
O Sr. Medeiros : K eu tambem.
11 Si. Crimno : Quando eu entre! pesia dis-
ieussoora, porque estava persuadido, que a
assembla uo mandara viro livro: entretanto
desojare!, que ella destrua esta iniulia persua-
sao que faca vir esse livro : lcarei satisfi lo .
desde .1 protesto desistir da suspeita que ti-
I1I1.1 de que os nubles di pul.idos por m ain ir[i
11c uh ti oa queri o o livro nest.-i casa; assim, Sr.
pi' sid lite 1 mis podemos verificar isso com mais
r'.actidao : eu e todas aquellas pessoas (]
1 1 ni examinado este Cielo esto intimameuli
ni eneldos, de que bouve falsilieacao; e eu de-
vo declarar a assembla, e ao publico, que tenlio
cunli 'cimento exaclissimo de tudo quauto 00
correo de lodas as cincuinstancias, que hon-
vero na falsifica o da autlientica ; no as pos-
so 1 nli li/ne lite declarar porque ellas me lu .u
reveladas em conlianca ; mas teuhn eonheci-
ineiltO tados, que se acho na cas 1, teem conlieciniento
deste facto;quando uo seja de todo elle, ao me-
nos de algimias circumstaucias...
f.'iw Sr drputado : Declare quem s;'io esses.
OSr. Vrbano: Como o nobre deputado quer
que ni declare far-llie-hei o ^0^10 ; o nobn
deputado sabe como se le* a lalsilicaco na se-
cretaria dogoveruo; o Sr. Medcirossabe ; oSr.
Domiiigues sabe lm alijunt apartes que tuu
nodemon ouvir); estas ciicumstaneias, e outras
que cu son um calumniador cu nao prorarei ;
porque sao fados revi I 'dos em confiauca lac-
ios que pidem expl' a vlUgailca os individuos ,
(pie in'os eommunicio ; por conseguiute de
man- ira aluunia ivn 1 11 i seus nonies.
OSr. Olivara : Quem fe essa declaracao. E'
lioin dcM 11 ir.
() Sr. Vrbano : 0 nobre diputado sabe quem
lid.
11 Sr. Oliveira E' da secretaria
0 Sr. Urbano : Se da secretaria Coi o Sr.
(rUadanj Hoje, Sr. presidente, um focto conhe.-
1 jilo a i il-'nica :io da auilientica de Iguarassu ,
que misino aquellos que ni lia tiverao parte ja
o leen, colcssado; o l....... rev, l-i.ln .-. pessoas di
sua conlianca; as quaes tambem teem revelado a
outras, etemchegado ao meu conliecimeuto ,
e de outros. Eu nao designare! o1 nouie de al-
cuem ; mas lembrem-se aquellos que tiverao
parle na falsificar.<>,se anotocm coutadoamais
de una pessoa.
O Sr. Medciros: -- Pode designar os torm contado.
0Sr.Urbano : Issoqueriao nobre deputado;
satisfaca-se com as rasos, que aprsente!, e
combata-as; mas os hornea das pessoas. que
nisso ontrro, nao uiencionarei. Portanto Sr.
nresidente t.nbo demonstrado pie bouve
falBificaconaauthenticadocol! gio de Iguaras.
i Eu'sel, que a assembla nao acredita.
OSr. Medtiro* : Apoiad .
O sv Urbano: Sel que <> nobre deputado nao
.,.,;,, poique o nobre diputado tm urna
-'.. ,.b:i ruc, conlianca^rBa* <1' uside-
,Vr um imposs.v.l comuiettereui oslarlos que
aibe de icacioaar; mas cu, que nao tculio
conlianca alguuia o que alein dislo tenho to-
dos estes dados, ed que vejo na Tollia ofltcial da
provincia a apurai ao eral feita na secretaria da
presiencla a vista das intbenlicas, alterada to
esseiieialiiiente com um urna dill'eiema tao sa-
liente na apnracao, que foi feita na cmara mu-
nicipal, devo concluir,que bouve n'essa authen-
tica falsificaran ; e os nobles diputados sa-
inan como ella se fe?. ; se acaso qiiizessein de-
pdr, a vcnlade. elleso dirio: eu appello para as
su is conscieiicas ; pois nao lia, quem nao saiba
di mancha, por que se fez a falsilieacao, qui-
se rasparn os nmeros de votos que se borr-
rSo e que a vista disto se resolveo tirar una
nova copia para mandar para Iguarassu ; que
em Iguarassu se arranca rao folhas do livro.aon-
de se achava escrita a acta daoleico substi-
lulro-se por nutras folhas da mewna marca ,
o mesmo papel o da mesma cor fingindo-se
i tinta vellia ; poriu t;io vellia, que licou mais
veib.i. do que a das outras rubricas e prega-
das com grude, estas folhas as outras do livro.
Sr. presidente osles Tactos repito sao em mi-
li lia opilliu mais que convenientes pira se
concluir a falsificaran da aiithentica do collegip
de Iguarassu; ese acaso ellos nao basto para
1ller.11 acoiiviciao robusta, o profunda dos 110-
liros deputados, de que nessa oloieao bouve o
uiaior escndalo posslvel s.- teem um meio de
I sin, iiiireiii-me.nao reeuoni peranteclle, inan-
ilem vir o livro das actas [apoiadoi geraei). As
pessoas, que poderiaobstaraisso,tceuitambem
nteresse em que o livro das actas appareea;
mu, appareea esse livro porque t dosla ma-
l 11 os nobres deputados poderd convencer ao
pblico dequenSo houve falsicacSo uaau-
ihentica de Iguarassii.
11 Sr. Medeirot : Venhfio asprovas legaes da
iceusai ao.
0 Sr. Urbano: Eniao 11 nobre deputado j
nao quer que venha o livro ?
II Sr. MedeirOi : Quero; mas digo que nao
' prava legal.
11S1. Urbano : Para que vem oom istn? So os
nobres deputados eonveein, em que vcaha o li-
vro, eu muido nesse sentido mu leqiioriiuento
romo emenda ao parecer.
\ ii .1 un s 1 e depois de apoiado entra em dis-
eussao eoiijiiintanieiite com o parecer,o segua-
le reqiii rimento do Sr. libauo. Itequeiro.ipn
por intermedio do governo so exija o livro das
n-i.is (las eleices provuiciae.s pertencente ao
oollegio de Iguarassii.
II Sr. Oliviirii : Senbor presidente, pedia
palavra pan defender-me das Impulaces que
me fez o nobre deputado que acaba de sen-
1 ir-se. Eu poda delatar il<' responder-lhej por-
que elle allegou somente o nao provou ; mas
nu (puro que o nobre deputado deduza do meu
silencio, (pie sao vordadeiras as suas inipuia-
es. Admira bstanle, Senlior presidente,
pie o nobn deputado que tanto so jacta de
prudente e de nsceiro tivosse a facilidad o ,
a eoragem de fazer-me una impntaco tao
forte, sem estar munido de documentos convin-
centes. Se o nobre deputado sabe que borne
falsificacao na autbontioa do collego de Igua-
rassii icio que o meio mais legal de que
llovera tancar nio para provar essa falsifica-
>;ao ora requeier um oxanio lias sedulas; mas
no U- isto ; veio allegar somonte l'asendo
imputaedes vagas ( apoiadoi,. Disse o nobre
b potado, que a auibentioa de Iguarassii foi
falsificada na secretaria do governo ; o dos seus
linimientos, eucolligi, que tlnha lido parte
in-ssa falsilieacao para collooar-me no numero
los deputados ; visto - nlada no Diario 011 me achava, nao sci se
no u." D 011 10 de supplentes. Sonboros tu
teulio a boma de ser deputado provincial, ha
I legislaturas; todos sabein, que nunca entre!
111 chapa de partido alguin ; todos sabein, que
nunca procure! a prolecco do governo para
ste lim ; todos sabein que mismo em o anuo
passado a inhiba eleieo nao recebeo influencia
lo governo : e todava tenho lido semprc vta-
cao Sllflll ente.
O Sr. l'rlmr.n : = Eli nao sel disSO,
OSr: Oliveira: O nobre diputado sabe:
portanto parece que para 011 sor re hito nao
precisava lmar nio de meios to indignos, co-
mo esse que 0 nobre deputado acaba de men-
cionar a lalsilicaco do urna authcnlica ; iem
tambem o governo tinha nteresse de concorrer
nara esse acto como nobre dciiubido ipiu
ilar a entender,para ser ello excluido do 11. de
diputados o o Senlior Antodo Joaquini do
Mello ; por isso que dessa mesma apuraco do
IHarin via-so que mais de dous torcos dos de-
putados lcitos erao governistas; am disto,
pi imilla o nobre deputado dizer-lhe (pie o
nao considero com tanta influencia msla casa
iiem o sen correligionario o Senhor Mello ,
que obrigassein o governo a dar esto passo para
os arredar da representacSo provincial e mes-
mo (piando o governo quizesse ingerir nisso sem
duvida o Caria do nianeira que nao viossem a
lien prejudicados alguns candidatos da sua
maloralli ii ao como por cxoiuplo O Senlior
l'acs Barreto pu-, estando na apuraco do
Diariocollocado como deputado na apuraco
da cmara aparece como 4.c supplente. E' ori-
ve! Senbor presidente que sendo os Sonbo-
res Nogueira Pa c Carneiro da < unba talvez
os candidatos sais recommendados do coliegio de
Iguarassii, deixassem do teralli grande votaeo
legalmente para depois aparecerem com um
pxcesso do .'!<> votos, por meio dessa falsiliea-
cao ? De corto que nao.
O Sr. Crimno : *= Eu demonstre! que nao ha
aiteracao alguma. Polo que acabo do dizer est
demonstrado que ludo quanto disse o nobn1
racao e toleraneia, de que ella doo mostras, po-
lo uenbiim calor, que seiilio, quando o nobre
diputado disse, que j bouve una opooa, em
que a provincia escolhia pessoas dignas para 10-
presental-a; poca, que o nobre dcpuiado espo-
lie volva! Lisongeio-me, que a assembla
rasse tanta modoracao, vista dossas ox-
F
ra (pie
mostras.-
presses duras e desabridas, com que o nobn
deputado no
niinosoou {apiados ijeraes), o pro
Eu sustento o
curou captar a nossa adhesao. tu sustento o
parecer da coimnissao, o creio, que o nobre de-
putado nao apresentou nonbuin argumento, que
possa inclinar o jui/.o desta assembla, que pos-
sa fa/.el-a adoptar una opiniao diversa daquella,
que j adoptOU. A conuuissao entendeo, que o
artigo 9. do nossp regiment nao podia serap-
ploado de umainanoira to restricta ao absurdo
de liear a ooniposicao 011 oonsttuic.io deste cor-
no collectivo mefe da vontade dosinembros
elleotivos. sendo chamados os supplentes, so
quando bouvessom escusas ; por modo que, se
muitOS nienibros, 011 por animosidad-, 011 por
couibinacoes politicas nao inandassein escusas,
mima serio chamados siippleutes, oj.odoraa
assonibla doixar de funeconar por falta de nu-
mero : por esta o outras rasos lacis de anto-
Ihar. a roinnhsso decl&rou positivamente, que,
so por ventura so apresontassem rasos, que
eniiveiu css, iii, que o licputado nao vinha a as-
sembla. ellas dovio induzir.a casa chamar
0 supplente, aluda ndepondonto do escusa ; o
entilo apreoiou as rasos, que militavo rospei-
todos Sis. Maciel Mouteiro e Nogueira Paz.
Quanto ao Sr. Maoiol Montoiro, aprcsoiitava-
so a clrciimstancia do se adiar elle no Rio-de-ja-
ni-iro, o de nao poder voltar por oslar prxima a
abertura da assembla goral ; mas quanto ao
Sr. Nogueira Paz, nao havia urna declaraeao sua
de nao vir assembla, o nenliuina prosuinpcao
havia, de que elle nao viesse : disse porem o no-
bre deputado, que novos motivos apparecerao,
para que a assembla mude de aoeordo ; mas 111
1 aleudo, que nao ; alin daquelles, que forao
aprosi otados na scsso de 7 do corronte. o que
apparece >' urna \"/- mais poderosa, litis forte,
que quer arrastar a cmara sua opiniao : o no-
bre deputado tem tanta conlianca na sua voz po-
derosa, na sua eloquencia, que entendeo, pie,
reproduzindo elle sia discusso, podamos to-
mar una dcliberaio diversa daquella, que to-
mamos : que os motivos boje ponderados sao os
mismos de enlfio, tuna verdado.
lia, alem disto, urna circunstancia nova, mas
contraproducente, e que oSr. Nogueira Paz
acha-se boje desproniineado : eu appello para
iquellos Seuhores, que teem correspondencias
para esses lugares [apoiados): j se nao da por
conseguinte um dos motivos, com que so argu-
uieiilou na scsso passada.
H Sr. Mrdriros : E cu vi una carta nesso sen-
tido.
Sr. Xaburu : 6 nobre deputado, a quem
lenho a honra de responder, insisti, em que o
Sr. .Nogueira Paz eslava pronunciado por mu
oriino inalliancavcl ; o como pudo provar isso .'
OSr. Urbano : Da mesma furnia, que o no-
bre deputado aflirnia que elle vem
U Sr. Xnbnra : Da parto do nobre deputado
que devo haver prova ; porque allega mu
faci positivo o contrario a todas as presump-
coes o a todas as nlbrinacoos que tomos. Sa-
be o uobre deputado, que o Sr. Nogueira Paz
foi pronunciado a priso o lviainonto ; mas
sabe, por que crhnu o comquaes circumstan-
cias? O nobn-diputado ignora, que pola cons-
tiiuieodo imperio su so suspeiidein os direitos
polticos dos cidadaos por sontenca oondenina-
toria? Aocrosoo a raso, que ponderei, de asse-
verarem pessoas,que teem correspondencias na-
quelle lugar, que esse Sr. j nao esta pronun-
ciado, (.icio pois, Sr. presidente, que uenhuui
motivo ha para a assembla dar boje um voto
contrario ao que (loo, a nao sor om atlcneu
nicamente vos poderosa do nobre deputado.
USr. Crbaiw : .Nao era possvel esperar isto.
0 Sr. Mabuca : Se o nobre deputado suppoz .
que c
de couvieces
raso : enlo _
Sopara eolhor os Ionios da eloquencia?
U Sr. Crimno : .Nao me entendeo ; nao era
necessario, qne a assembla votasse so porat-
lender a ininba voz.
O Sr. Aaouro: O nobre deputado irrogou
. oouiiisso, (io (pie la i; o parte, urna injuria ;dis-
so que nos smente oiliavamos tara as pessoas,
que tinho de vir como supplentes. Eu deixo
de responder a esta insinuarn que o nobre
deputado nos lauca; j dei as rasos, por que a
i ommisso procedeo ; outra evasiva nao resta
ao nobre deputadu. Senhores, cumpre-me agora
entrar na discusso dos motivos iiie o nobre
deputado apresentou vossa considerafo para
justificar a denuncia, que elle hontem fes, e
para ferir reputares tao Ilustres pessoas to
consderavos Todo o discurso do nobre de-
putado so n duz descoberta do una nova
tctica dos vencidos as elecoos | muios a-
poiados ) : todas as vozes |>ois que fordos ven-
cidos recorre! este novo recurso ; colligi
cartas dos vossos correligionarios ; procurai
mappas curiosos j e viudo para aqu declarar ,
que houve lalsilicaco cin tal im tal collego ,
{ numerosos apoiados ).
Assim lo boje ein dante nao poderd haver
eleices,que seconsiderem vlidas; aquello, (pie
nao sabir deputado,poder dizer a eleieo est
milla; fulano recebeo una caria que diz que
a lettra da acta est borrada que o secretario
occultOU os lvros 8cc. ; o devoremos nos con-
correr com esta tctica, e sem pravas, para
manchar reputarnos Ilustres, para tirar orospei-
que esta assembla, to emperrada to alheia
solutamcnlc
ento liara que veio agitar osla questo
que
rosislisse absolutaiiienle
deputado a este respeito nao passa de una ca- : to devido autoridades constituidas ? (apoiados)
lumnia ( anotado), calumnia que foi levantada Vamos aosargumentes que produzio o nobre
por alguns dos candidatos que Torno rcpelli- deputado : disscollo que os Sur. .Mello Lon-
mio arguinentou vc-
aqiti lia dialelica que
pois havemos dar mais
fez o Sr. Antonino,
dos p.da luaiori 1 (i provincia'. Eu poderla di- ronco i.zerra o mais pulios sao deputados,
/orinis alguma musa, a este rc?pcito ; m is porque sonipre o forao De modo que .uiiicl-
11;(> .mero prolongar a discusso.
De modo
re foi oputauo una voz na de o ser sem-
Xabuco : Sr. presidente, eu nao sei se pre e pude contestara legitimidad^ de todas as
noderei acompanbar ao nobre deputado as di- ele9oes( anoiaot).
'usos dircccocs, que loniou no si ti discurso, 0 Sr. Urbano : Nao foi isso que eu disse,
110 libvrinlho intrincado, em que elle nos 011- no sou to inisoravcl, que argumente assim.
n don mas em lim, como toniei alguns apunta- O Sr. Salmeo : O nobre deputado sabe que
I mentos fallare!, como pudor, sobre cada mu m 1835, e em 1838, o Sr. Mello loi suppleul .
ilcllc-a e porque o nobre deputado nao aecusou de fal-
' I isuniioio-ino muilo, Sonboros, eme congra- sas essas olococs .' ( numerusus apoiadoi). Nao sa-
I lulo com esu assciublca pelo espirito de mode- be o nobre deputado que as eleicocs se a-
gtao entro dous partidos. Se entende po-rh)
que semprc o seu pan do esta na maioria en-
t;,o desnecessaria e .1 eleljo ; designo o nobre
deputado quem (levo ser representante da pro-
vincia ; pois que o resultado de eleices so
yein dar lugar oslas questes ; as i lei, oes dt-
nada valem, sao urna fonualidade sem fructo.
OSr. Urbano : O governo quem est desig-
nando (paos sao os deputados.
OSr. abueo:- relo pois, que este argumen-
to do nobre deputado nao tem loica alguma.
Disse que a provincia em outra hora < legera
sonipre pessoas dignas do represen lar : creio,
que o nobre deputado nao o juiz competente ,
mas a provincia (apoiados): sim, a provincia ,
que nosclegeo porque nosjulga mais dig-
nen de representar a opiniao poltica que ella
adopta. Quando digo mais dignos sme
reliro aossontimenlos polticos o nao capa-
eidade das pessoas ; porque, bavendu duas opi-
nidos polticas a provincia quoin decido;
- vos dovois representar-nos, porque sois mais
dignos, por vossa opiniao por vossa poltica-,
OSr. Crbaiio:-- So tivosse bavido iberdade
as elelcoes, assim seria.
0 Sr. fabuco : -- O nobre deputado nao mos-
ira. que nao bouve iberdade ; por ventura di-
r o nobre deputado que nao bouve iberdade,
s porque q governo mandn algumas cartas
para afpi, 011 para all? Nao sera isto meio le-
gitimo? Ser violencia? E'possivel, que no
systema representativo, aondo o governo repre-
senta uma opiniao nm principio, se Ibe uegue
,1 influencia legitima as eleices ? (numeroso*o>
potados-, A opiniao diversa podo caballar, c
Influir o a outra nao .' O governo ha de abdi-
car ao son pensainento poltico .' Isto seria atre-
pellar os principios mais conhecidos ( numerosas
apoiadoi); seria urna nina desigualdad!-, que aca-
bara pelo despotismo de una das opinics
' mullos apoiados). \ outra prova, que o nobre
diputado apresentou .corno cabal,de (pie houve
falsilica.10 foi a apur.'u;o que apresentou o
Diario de Pernambueo: de modo que a lei cons-
titulo a cmara municipal, como aquella que
conipetentc para fazer a apuraco geral; se-
gundo a lei olla que deve ser acredi-
tada ; mas quer n nobre deputado dar un
valor extraordinario apuraco feita pelo
dictor de um Diario : creio que o nobre
deputado ueste ponto
loriosanionto o com
que tanto o caracterisa :
valor a apuraco qiu
do que que fez a cmara municipal vista das
aiithcnticas que si gundo a lei o nico po-
der competente para a lser ? ( apoiadoi geraei).
Mas disse o nobre deputado adn ira, que ci
engaos semprc fossein em desfavor dos oppo-
sic'iouistas ao governo :j.i o nobre deputado
mostrou que houvero engaos tambem con-
tra mu individuo alliado do governo o liron-
lo do Sr. baro : o Sr, l'acs Barrete esta-
va como deputado eoctivo pola apuraco rio
Diario,epela apuraco da cmara ello nao sabio
deputado. Disse o nobre deputado que fci
por engao de nomo; mas eu diroi, (poja
examine! estas actas o vi que a cmara in-
clino na apuraco dos votos do Sr. Paos
arroto aquellos, que ello ohteve ooiu o nonio
de Mello barrlo ; por tanto nao servo a evasiva
do nobre diputado : o pois, (pie nteresse tiuha
0 Sr. barao nossa falsilieacao, que preju-
dicava um sou alliado o lironle .'
O Sr. Crimno : D um aparto que nao po-
demos ouvir.
OSr. Sabuco; Ora. porque bouve a franque-
za de publicarle a apuraco no Diario? Se este
plano havia de falsilieacao,para que publicarse-
un ihaiito apuraco? Devla-se esperar o resul-
tado das eleices (BMuitoi apoiadoi). E como se
pode dizer i vista dosla franqueza que a secre-
taria obrou com vistas sinistras? .omo se ptide
tirar esto argumento da divergencia, que lia
entro as duas apuraces ? O nobre deputado
tronce anda uma prova que realmente nos
devo dobrar que deve levar a cornil 1.10 ao
fundo de nossa alma e a apuraco feita pe-
lo Sr, Aumiuciacao, eomniiiiiiead.i ao nobre
deputado { u #iiiii.i irnicos).
USr. Lrbano: Apura(o da secretaria da
presidencia.
OSr. Sabuco: O nobre deputado notou a
divergencia : que havia entre a apuraco -lu
Diario o a da cmara o tronco a do Sr.
Aiinunciaeo : quem o Si. Aiinnuciaco?
E' por ventura alguma autoi dado competente,
para que nos acredtenlos na sua palavra o 11a
apurayo que fez r Ser essa apuraco mais
bgal ilo que a da cmara ? O nobre deputado
anda tronce uma outra prova o vem a ser
nina (arla, que o Sr. Honorio cscroveo:
1 11 j disse que, so proceder esto meio de pro-
var uo havcia cleii ao algunia legal; porque
o nobre dcpuladu nao contestar que o Sr.
Honorio correligionario poltico de um par-
tido; epor conseguinte se se pode dar crdito |S
cartas de mu correligionario vencido as i bi-
roer, ento nunca mais so deivara acreditar
(in eleices ; mas entretanto v-sc inesinopor
essa carta do Sr. Honorio, que elle nao as-
si gura que a acia foi falsificada ; da que nao
eslava presento: e entoque argumento esto.
que u uobre deputado aprsente E' nenhuin ;
nao tem o mais pequeo valor. So o nobre dr-
putado apresontasso uma carta do Sr. Ho-
norio disondo em quauto eu estive present-
os Sis. Euo, o Fuo tiverao tantos votos,
o depois (pie me retire! ficrSo com muito mo-
nos--; mas nao oSr. Honorio j nao eslava
presento: o nos nao nos devenios liar tanto
na sua memoria para acreditarmos, o que olio
di/, contra a aulbontica do collego de Iguaras-
su : o se o nobre deputado est convencido d*
que houve falsilieacao, tiuha un meio de verili-
ear isso,que era aquilo que faculta a le; podia
requerer 2 revisas dss !;;tr.s,ionio umuda ode-
! erlo. Que mpossibilldado so ollerecia ao no-
puc deputado para usar deste recurso, antes de
vir proclamar nosla casa, que as eleices dfi
' Iguarassii tinho sido falsificadas ? Depois .po
usasse deste recurso; depois que obtivesse boni
resultado: ento que o nobre deputado poda
dizer, que a acia tiuhd sido falsificada. Dizo
nobre deputado, que uo ha le, que mande
lser este exame, o que por coiiseguiute o pre-
sidente da cmara, e os outros empichados
1 I



ciinmTrt^-an-in-mtLrTrmmwizii'
r ev*# <* *- *f \W -Tvrr~r
3
j*.
nella se recusarlSb aisto: pois ufio b lesenho- na sala das audiencias, oppoz-sr-lhc o Sr. Silu-
ros.' Nao h as instruccdes de 4 de uiaio ? E paio,e como iusistisacnovamrntc eom mais csToi-
falslficar os livros nli'-in disto nao*1 ii ti i ciiiiK
umcollvgioj Sem duvida; e nao poda o uobrc
deputado por si, ou por intermedia do promotor
publico, intentar at urna aecusacao contra a-
quelle, ou aquellos, que o tivessein falsificado?
Depois disto que devia vir entao esta ca-
sa, e, oiii toda a Torca da sua eloquencia, pro-
co, atravessou-se-lhe adianto, e
se retirasse. Exasperado o Si
Ihesido por esta maneira imp
voltou-se coima o Si
11 intiiuoii rnie
I.iiisi n por i!-
dida a entrada ,
Sanip lio doi'st 111: i' >> *
coinos epithetos de bigorrilhas, hilar
trosmais injuriosos. Neste paco, nao
do ter-se o Sr. Sampaio, utiinaudo-lhc
. r ou-
podeu-
til'/. 011
a Jos Pereira d i Cu-
eaixotcs mercurio-doce ; a
claraar.que as eleicoes de Iguarassu Torito Talsl- quitro vesea que sr retirasse e como o recusas-
cadas,e.dizer,- vos nao representis a provincia, sefazer, c continuasse a vocirerar travou-lhc
sois deputados [Ilegtimos; nos os vencidos do braco, eempregou a Torca necessaria para
pie somos os verdadeiros representantes desta obrjgal-o a despejar a sala, levando-o aps si:
provincia, s.ilii desta casi (apoiadot). Eu, Sr. tanta era a audacia o toncan firme de executar
presidente, nao negarci o men voto ao meio, o Sr. Jansen o que quer que se Ihe inetteo em
que o uobre deputado propoe; venba este II- cabera! NSo queremos aventurar juizoalgum
vio de Iguarassu; mas opponho-me ao requer- sobre o espirito que animnva o Sr. Jansen l>s-
menlo pela I orina; porque cnu-ndo, que ella | tando-nos dizer, que no acto de Ser levado pe-
nocabivel na disuussao actual, nao tem II- lo Sr. Sampaio, cora tanta violencia quz desa-
gaciio alguina con o chamameuto de um sup-1 botoar a casaca que arrancou alguna bo-
plente; era occasiao competente aprsente o no-
bre depulado o sen rcqiierinicnto, que cu llie
don > incii IVaco apoio.
Ora, se i assembla, Senborcs, se tivesse de
decidir por essas provas, que o uobre depulado
apresentou, de estar veiha a tinta do livro; de
nina carta que receben, cscri la por mu sen corre-
ligionario; de una apuraran foi la pelo Sr. An-
nuuciaio, e OUtras desta naluresa; ercio que
entao uenhuina oloico ser vlida; se a tinta es
tivesse nova, (liria u nobre depulado a acta l'oi
falsificada, tanto que a tinta cora que sefalsitt-
i'iui i'nova;ionio a tinta est mais vellia, liou-
vc falsilicaeno: vede que indicio fallvel,
Senbores, falta-me tractar de um nutro ar-
gumento, que rae la esquecendo, nobre <\c-
putado disse, que ass'gurava, que o Sr. Ko-
gueira Paz noviuha, e-nos deb a sua palavra:
e cu acliava-nic BlgUlll tanto embarneado a es-
te respeito, porque llio quera recusar a fe a
palavra do nobre depulado; mas elle Ico raes-
iuo um argumento, que rae dcsemborac.ou nes-
ta qucsi;io. Ha poucosdias, disendo o nobre de-
putado, o Sr. Dr. Baptlsln, que o Sr. Macel
Monicin vinba, nos nao damos valor a isto, e
votamos pela chamada do supplente : pois beni,
se us recusamos fpalavrado uobre deputado,
o Sr. ftaptista, nao de admirar, que nos vote-
mos conlra a affiruiaco do Sr. Urbano sera in-
tento de o escandalisar.
O Sr. Urbano: Elle como seu correligio-
nario nao se poda escandalisar.
O Sr. Sal/uro:- i rcio, que tenho respondido
aOS argumentos do noble depulado; se nos po-
(lesseiuos proceder, como na Inglaterra, a cu-
mete, e evidences seri.i conveniente ; mas po-
demos recorrer a outro meio, que o uobre de-
putado propoz, isto i', venba o livro de Iguaras-
su; porque a est ir-uins pelas iuformaciies, que
o nobre deputado apresentou; cuino nenhuma
oloico o vlida. Voto, Sr. presidente pelo pa-
recer da comuiissao, e votarei pelo requeri-
nentii, sendo ollerccido opportunamente.
'.Coniinnar-sc-ha.)
iMjbUc.i^o a cilicio
MAllAMlO.
O Crrelo tratando do Tacto occorrido cu-
tre o Sr. diputado Jauseu l'ercira c o.-r. Sam-
paio por tal lumia u alcin, e ennegreci, qui
ousoii allirmar que este chegra a ponto di
quasi assassiuur aquelle e como esta assereau ,
sobre falsa, l'oi dproposito emitlida para vi-
tuperar o goveruo, e l.'iin; ir-llie una culpa qui
llie nao cae, julgamos acertado para couho-
.i iiiiento dos tenores fazeruma fiel exposic.no
de todo o acontecido, llequereo o Sr. Jauseu
una i vi tillan das aiilliculicas do COllegio, i
teudo-se-lhe declarado, que unoestavaaluda
passada era cousequeucia dos muitos alazores du
secretaria pri lendeo lallar ao .-r. \ ilhe/ia se-
cretario do goveruo que, Ihe uiandou dizer,
que por estar multo uceupado, nao tiliba va-
gar de ouvil-O o tanto mal* que j havia da-
do Soiuco sua exigencia, l'oi isto niiiilo bas-
tante, para que o Sr. Jansen rompesse era altas
votes contra o Sr. \illicna, passaudo ousadia
ate" de insultal-u A pouca urbaiiidade cun
que havia antes o Sr. Jansen pedido mu reqiic-
i niiento que tinlia l'cilo para cerlilicar-sc, .se es-
i i\ i despachado como |ioi urdeni de S. Ex. Ihe
havia abirraado o secretario foi, alora da inso-
lencia propria do carcter orgulllOSO do Sr. Jan-
sen um dus motivos (lie segundo no.>
consta mais inoveo aquello a mandar-llie dizer
que nao poda ouvil-o por multo oceupado. Al-
guna das depois ( no da 22 J tornou o Sr. Jan-
sen pela oorliuo, o nao a adiando aluda promp-
ta, dlrlglo-se m. Kx. queixaudo-se duSr. \ i-
Ihena por urna inaueira tao incivil e desreapei-
losa que o Sr. Figueira de .Mello, aposarda
blandura o mansidao de que c dotado Ihe de-
clarou que niodcrasse as suas fallas o como
insisiis.se no primeiro tora, e at o elevasse ,,
ordenou-llio S. Lx., que se rclirasso ; vislo que
nada mais tinba a re uerer-llie. Este procodi-
inento era bein significativo de jiie proeurava
S. Kx. evitar o ser dcsallcudido por um bomem
tao desatinado, e forrado por tal motivo a obrar
coni mais energa; mas o Sr. Jansen o os seus
ouuseiiiciros que se propunho, nao sabemos
o que doran por sna imprudencia lugar ao lac-
lo desagradavel do dia 24. .Vosle dia apresen-
tou-se mais nusado que nunca, c nao obstan-
te tcr-llie o M-. Sampaio certificado, que S. Ex.
uo Ihe clava audiencia, o pie devia requerer
por cscripto o que llie conviesse teutou por
todos os lucios Tallar-lhe declarando, que por
lorca o havia de fazer. Vinba o Sr. Jauseu tu
desacordado que altercoii as salas de palacio
cora o Sr. beruardino l'ercira de Castro pau-
sando ao oxeesso e vomitar gross.is pal,i\ radas.
O Sr. coiiiniaudanle superior interino, fui tam-
bera ;:::: dos provocados o iruiudu pco Sr. Jan-
sen por VOCC o tan ilicivilnieutc que para nao
coinnieltcr algum excesso r< tirou-se coin n,os-
tras de indiguacao. A posar de tndosto, e de
haver ja sido admoestado pelo Sr. 'ampaio na
occasiao de altercar eom o Sr. Tieruardiuo, con-
tiniiou o M'. Jansen as suas costuinadas voci-
foravues, maltratando oSr. i-igueira de .Mello ,
achira alhaudo-o e at iiisultaudo-o peante o
seu ajudanlo d'ordous. Quereudo ultimaineute
loriar a entrada do reposteiro, iara iulioduzir-se
toes, levando logo a man ao seio como para pu-
char algum instrumento; mas felizmente o Sr.
Sampaio Ihe onihargoii subjugandn-o o dos-
viando-o do lugar.
Esta a verdade dolado, segundo verdicas
inforraacoes que teios ; e a isto que o Cor-
reio chaina tenlativa de assassinalo Foranios
os primeiros a censurar acremente o procedi-
iiiento do Sr. S inipaio se nao estivcssenios con-
vencidos da insolencia do Sr. Jansen o de que
mu militar, que tantas provas tem dado de
bravura, e bisarria, nao se havia degradara
ponto de espancar a um inimigo t.io IVaco, Ibs-
sem eniiior.i excessivainente graves as allrontas
pie sollVeo.
Se outro tivesse sido o seu procediinento re-
pelimos, ipie Coramos mis os primeiros a ceu-
sural-o ; porque minea louvarenios, c ainda
inesino desculparrinos qualquer violencia do
lurte contra o IVaco o disso temos dado provas
por occasiao do espancainento do Dr. tendido ,
o (lo teneiite-eornnel Sabino (piando ainda
nos acharamos era opposicao ao jansenismo.
Mas quera sao os que levantan taiuanho alari-
do por um Tacto i;o Insignificante oque nada
tem cora a poltica .' Sao os meamos que es-
pancr.in ao doutor Candido Mondes de Almeida,
dentro do theatro Tace do presidente Venancio
edn Seuhor chefe de polica acomraettendo-o
traicoeiramente era numero (U< tres (piando
o Sonhor (andido conversava ooni ninas soulio-
ras poria do camarote. I", porque ? Por um
artigo de gn/eta.
Sao os mesinos que mandrao espancar ao
I'nenie-coronel Sabino porillll grupo de caoo-
teiros tambera na presencia du chefe de poli-
oa. E porque .' por querer entrar no templo
pin que se fazino as eleicoes.
Sao os inesmos que acometteeao ao doutor
Bacelar na casa da misericordia ; e que nao Ihe
dero porque O doutor l'acelar foi mais forte
do que dous, e pode esinagal-os. E porque?
por nao querer entregar a misericordia as har-
pas que a querio devorar. Sao os inesmos
finalmente que fizerSo uma embuscada ao *o-
nlior Lisboa armados de estoques por artigo de
rizla oni reaecao s calumnias que ihe di-
rigiao todos os das no Correio.
Quera, sean os Jansens Paros teui ntro-
dustdo entre nos n brbaro ocistiinio de empre-
ar as violencias phisioas as conlendas polti-
cas? Antes da SUa dominarn n;in liaexeniplo
le espancauentos no Maranho entre os rhi fea
de prrtidos : e depois d'essa fatal e humoral do-
Miin nao san ellos niosnios os Isidoros os \ n-
touios Pacos e consocios os que leein esp mea-
do e ferido...!.
Volcando ao facto era queslo, devenios ac-
creseenlir que por ordem de S. Ex. acha-so
preso o Seuhor Sampaio para responder con-
silho ; o que o Seuhor chefe de polica est pro-
cedendoex-oficio contra o nesmo senhor. Oh!
Seuhor Jos Mariano chefe de pnlici i eiu'(|iie
lempos estiraos nos .' V. S. presenciou cora seus
proprios olhos o espaneainent do doutor Candi-
do Mondes; V. S. presenciou COIIl seus proprios
OlhOS o espaneanieiito do lenente-coionel Sabi-
no e lieon iudo o quedo como una estatua ;
p agora nein reparn que o cl'llUP se o ha ,
<{ militar; e agora inatrue pessoalineute mu
processo ex-officio caso ainda nao visto que
V. S. sirva pessoahuente de juiz procossante o
por um facto que nao so pissou na sua presen-
ta como aquellos!
V. S.consumi, segundo diem uma de-
nuncia dada polo promotor publico d'ento, o
doutor l)ias A ioira. pretexto de que la proceder
PX-officio conlra os autores das injurias fritas
ao Senhor doutor Candido Mendos, e agora
toprompto, que procede ex-omclo? Tcma-
proveitado bem o terapo eadquirido mais vi-
gor o energa. Consta-nos, que o senhor
ehefe de polica anlraou-sea processar o Sonhor
Sampaio por sor o ori.....deoUonsa phisca leve;
mas oslamos que nao proeessar o Senhor Jan-
sen pelo delicio, que commetteo, e ex-officio.
y.iio so lenihra o Senhor Marian, que dous Cri-
mea |ioliciaes da niesina nalure/.a eoniniottera ,
nao ha mozos o Senhor Varella eVpie S. S.
nein PX-officiO nein talvcz n queiinenlo de
paite procedeo contra o delTnquente mas na
limite d'osse nesmo dia o reeeboo no seu cania-
rote alfagou e obsequio ?
Que imparciulidade inaudita !!!
( Echa do Mrtranlto.)
13 gamellas de cra
nhi.
i bailas p ipe
lleudes Stlivi iia,
I caixa viulio ; a (i indino Agostnhode bar-
ros.
.'Id han is vinlio, 3gamellas cera Ifardosal-
sa-parrha; a M. .1. Hamos e Silva.
.') caixas chapos ; a J. i'- do Lomos -v i-
filho.
1 eaixotc livros hnpressos
co (lo &S. Loracao de Man
tro.
1000 niolhos de cebollas ; a Antonio Jos dos
Sanios Lappa.
1 caixote encoininendaa ; a Jos Antonio His-
tos.
2 caixas pertences para vio
papel paulado para imuicA.
2S pipas o i;l barris vinho;
Malheiros.
.") pipas c.V barris vinho ; ao capilao.
.') caixas rap I dita chapeos 40 ditas tou-
eiuho -20 barris chouricos 30 pipas o-i."> bar-
ris vinho 10 pipas vinagro ; a Thoinaz d'Acjni-
o Fonseca.
180 pipas vinho. 2(i moios do sal
signatario.
a I). Francis-
Cardjsu e cas-
e I einbrulho
a Jos M.icb.idti
ao ron
Navio mirado uo din 17.
Porto; 20 dias, barca portuguesa Sniliorn-da-lloa-
viagent, de 365 toneladas, capito Jos Dias
Crrela da Silva pquipageui 3o, carga sal ;
passageiro, Jos Eraucisco Pinto Portugus.
Navios tahidoi no me$mo dia.
Canal ; brigue ingle/. Mnry Houttll, capito Jo-
seph Foilett carga assucar.
uuenos-ayres brigue dinaiiiarquez furrier .
capito Jesper Torasan carga assucar.
l'oi lo-Alegre ; palaxo nacin il Pelicano capi-
tn Joo Montcirode Umeida, carga assucar,
o couros.
Gotcmburgo ; brigue sueco Julir capito A.
I', liildt, carga assucar, e eouros; passageiros,
Williaiu Alexaudrc Park i Hichard llole, lu-
glezes.
Goianua ; hiato nacional Conceiro-do-Pilar, ca-
pilao Francisco Rodrigues de tirito, carga va-
rios gneros.
tiavios entrado* mi din 18.
Mar-pacifico. tendo sabido do Sag-Hakor, lia 18
uiezes galera americana l'enior de 2S0 to-
neladas capilao Atkns Klolelclge equipa-
geui 2,'), carga azeite de peixe; ao capito.
Tena-nova; .'Lidias, brigue ingle/. Walmo-
reland, de IOS toneladas capitn UoboitFui-
tou cquipagoiii 12 carga bacalho ; a l.a-
tham & Hibbert.
Lisboa ; 2!l dias brigue portugus Feliz-deiino.
de 105toneladas capilao Antonio oncalves
de A/.ovedo oquipageni l carga vinho o
mais gneros ; Francisco Severianuo la-
bello.
IUo-graiido-do-siil 2 dias brigue brasileiro
Genoves de 18? toneladas capito Francisco
JosPrates, equqiagoui 11, carga carue-sec-
ea ; a Aiuorim &l limaos.
Hio-grande-do-sul ; ludias, brigue brasileiro
Bonito-porto, de 110 toneladas capitoAn
sehno Marques Vieira equipageui il car-
ga carue-secca ; a Gauclinu Agostiuho de
lirios.
Navios tahidos no \ih.':ih> ilia.
Liverpool ; barca ingleza James btmart capi-
lao John Laird carga, algudao, e assucar.
'friestre ; polaca austraca Otras-, capilao tfi-
aggio Biriieswili, carga assucar, ecouios.
Portos do sul ; vapor brasileiro l'ernambucaita ,
coiuraaiidautc Juan Militan Heuiques: pas-
sageiros capito-teueute Jos da rouseca e
Figuciredo Dr. \ cralo Baudeira Uarle,
Pedro Miguel Laraaguer', e 4 esclavos, Jos
Doiuinguos l'ercira de Mallos e 1 escravo ,
francisco Lzaro das Merecs Gregorio da
< osla Lima //elmoute, o 1 escravo Laudido
(iunealvos da lloclla Jernimo LuIsRbeiro,
o I escravo Lourenco Martina l'ercira Mou-
leiro Dr. A cenle Jernimo Waiiderley l'r.
Jos do S. Joan //apiista Lu/. Mendos liibei-
ro, 1 sargento l furriel, 49pracas para o
exercito olOjiaia os iiuperiaes uiariuhei-
ros urasilcirns ; I iri Antonio da llaiulia dos
Alijos, Antonio dus Sanios i clicianiio Jua-
< j tiitii lilis la Roza, M.iuoel Heuriques da sil-
va Luis Autoiiu Jorge da (.osla Domingos
liento da Moda Portugueses; Mr. Perdou-
net, Dr. havanes Suecos ; lente de ina-
rinba i;. W. Hasevell, e6iuariubeiios. Tilo-
mas Doiislcy Ingleses ; huggiano Franco .
' ardo ; Fclippo Santiago Colillero, llos|>aubol.
quem no ineamo qiiizeioaiTogar un Ir de passa-
geni, par o que tem exeellenles eouiuiodos ,
dirija-se i Novas 8c < ra da Cruz n. S7 ou
ao referido capito a bordo.
jWOI'S.
O eorretor Oliveira fu leilao de grande
surtinieuto de l.i/.eudas coiisislindo oiu chitas ,
inad ipolao lili lis chillas, lencos, eassas ,
chilles, cobertores, suspensorios, algodaosi-
II los, nielas, platudas, pannos, velludo-.,
chapeos decistor superfinos, braucos-6 pie-
tos, calcados iuglezes para hornera, e nimias
nutras faz mas do prompta extraern ; asquaes
sern vendidas sera liiuiles; quarta-feira 20 do
crrente, s 10 horas da uiauhaa no priiuelru
andar da sua cas i.
Avisos diversos.
Seciaraces.
*
COMMERCIO,
Alfandcga.
Rendiniciito do da 18...........8:478/13'
Descarrcgo hoje 20.
barca sarda =tFeliee= diversos gneros.
Brigue = :Conceico-de-Maria= diversosgeneros,
barca =Emly Tazeud.is sabo e lOUCa.
i ligue iiiglcz-^f'diiMi/;-bacalho.
Importafo.
Coneeico-de-Maria\ brigue portugus, vindo
de Lisboa entrado no corrente mes acon-
sign nao de Francisco Severiano Hab lio ; ma-
n i tostn o si giiiuto
I barril cora vinho; a Jos Fer reir de Urito.
10 pipas dito ; a Le bretn Schiamra & C.
=r: Existo no crrelo nina carta segura \h\-
t\.\ du Norte para u senhor Francisco Martina do
Amoriui.
=- caixa da coiupunhia do Hpbiribe avisa aos
Sis. accionistas, que, leudo de dar as suas cou-
tas ajlllnistraco, na SCSSo do l. de abril, se-
ra obrigadu a apresen lar os noiUCS dos tie ainda
nao tiverem realisado a ultima prestaco de 4
por cont.
Avisos mar i tumis.
Para o Ro de Janeiro sai qiiinla-fera 21 do
corrente, hnpreteriveliiicnte, o brigue Anua c
Conslanca ; as peasoas, (jue liverera cscravos pa-
ra embarcar, ;!:j;;;; S< uu luiisigiiatari, na
ra do Apollo, .Man.,, Ignacio de Oliveira.
= Para Genova sigue viageni coin toda a ble-
vid ido o iiiii velloiro o bem construido brigue
sardo Colombo capito Vicente Lombardo por
ter grande parto do seu carregaineiito pronip-
to ; i|ueni no inesmo quiser carregar dirja-
se a Meudes & Oliveira na ra do \ Igario b. 21.
ou a o dito capltfio.
- Para a / ahia sai eni pomos dias o patacho
brasileiro S. Jote Vencedor, Torrado e pregado de
cobre; e de que capito Mauocl Josc llibciio ;
Joio Augusto Louieiro Lobo BriSlIvifO,
retira-so para Tora da provincia.
I'i nilo-se entregado no dia 13 do corren-
te a um pro lo para eoilduzir para a (.apuug.i
nina linela grande piulada (le azul, usada cou-
lendo um vestido de chita escura de xadrez,
COIIl hallados largos por b.iixn. cun mangas cur-
ias de p' eg.is, COIIl bailado milito eslreilo pela
boira, um dito de cassa de listras de cor, c
mangas de pregas coin habado estreito pela
boira una houecla vestida de lujo; o mu na-
bo de bomba; a quera fr oll'ereeido os ditos
objectos, ou (folios souher ipieira ler a honda-
de de participar na rus das Cruses n. 40, que
si' recompensar.
-- l'ummaieau. artista coteleiro, e fabricante
de quaesquer iiistriiiiientos de sua arte, avisa o
publico que elle se incumbe de coucertar
apruiuptar, e fazer quaesquer instrumentos de
eirurgl i, limpar, amolar, aliar, e pulir uavallias,
tliezouras,caivetes, Tacas, etc tal quaicorao viu-
do da nulo do fabricante e por qualquer encoin-
uiemla pode-se dirigir na luja de Justino .Mo-
ro/,, l'r.u i-d i-indi'peudonea II. IS, c 20.
Vlnga-se o segundo and ir do sobrado da
ra da l'r lya n. 43 eom bous cmodos, por sima
d'onde iimi ou o Sr. Dr. Itigueira Costa o Dr.
Diiarie Pereira Dr. Yilella.
Deseja-se comprar um mcthudn para
flauta,que esteja cui boni estado; quera livor
auiiuiieic ou leve na lina nova, lojadc Torragens
n. 39.
Uuga-se por prero eoimnodo uma canda
aborta que pega era quindenios tijolos de al ve-
ii ni i. i (pial se aelia cm milito bnu estado, es-
t calcfetada de novo, quera a pretender dirija-
so airas do Carino un estaleiro do Moraea ou na
ruada Praia de Santa Rita sobrado n. 2 que a-
i liara coin ipiem tratar.
Tomou-se da mo de mu moleque, de ja-
queta de panno asul, gola encarnada, calsa
branca, j.i su ja, representa ter de idade t dose
anuos, u m par de argolas de ouro, que as an-
dava vendendo: qucill se aeliar prcjidieado.
dando os siguaes cortos, Ihe sern entregues; na
Una da Paz, II. 8. das seis horas teas oitq da
ni iiiIi.i i. o das tres t as seis da tarde, achara
apessoa que as tem guardadas.
0 Sr. que einpeuhou umaporco deprata
o i ra do Labug, cm una luja de incudezas, o
j se concluid o lempo e nao tem apparecido,
baja un pra/.o de oilo dias vir, ou mandar resga-
i ii u iiitn ponhor, na T.ili i ser vendido para pa*
ganiento claquautia que deve, e juros vencidos
lotera df. nossa senhordo
LIVRAMEN'TO.
As rodas desta lotera ando iiiTalivelnienle
no dia 24 do corrente e o resto dos bilhetea
acho-sea venda no Reclfe lojadc cambio do
Senhor Vieira; cm Santo Antonio ra do Ca-
linga botica do Senhor Moreira ra do Livra-
iiienlo botica do l-bagas o no Atierro da Jioa-
\ isla lo a do Senhor Jacinto.
Podo-so ao Sr. fiscal do bairro doRecife quei-
r.i apparecer em Fra-do-portas, do urna para
(Illas lloras da tarde, para ver o grande incoill-
raodoque cans .-i vlsinha^a u fuino da podara,
sita na ra dos (iuar,napes, pois suppoiiho, que
o lugar por onde sai afumo nao est coin a altu-
ra, que exige a postura.
= Aluna-seo 2' andar, cora un grande so-"
to da casa u. -Ili di na da adeia du rccil'e, o a
casa o. S da ra do < otovelo, coin exc lientos
COinmodos, s illa Torrada, cozinha lora. Os pre-
tendeiites dirij;o-sc a loja de chapeos da dita ca-
sa a cima.
Loureiro, alT.iiate, precisa do oioaes do
inesiiin ofiicio; advertiudo que sejo Tonos.
Quera precisar de 350/900 pren o do dous
por cont, sob boas firmas, dirija-so praciuba
do Lvr.iniento, n. O
Aluga-si' o L* andar da casa n. l da ra da
Muida, pintado de novo, o docente para inora-
dla de qualquer ramilla; a tratar na ra do Ouei-
mado.ii. 44.
Quera livor uma secretaria do modelo limi-
to .ligo C qurlra vender, nesmo estando ar-
ruinada dirija-se ra da Cadea do Santo
Antonio a Tallar con Tliomaz ( naroineiro ),
ou aiinuiicie.
~ A pessoa, queannunclou no Diario do 18
do corrente ter seis escravus de servco de cam-
po, dirija-se a Rua-direita sobrado n. 121.
= Aluga-ae i casa torrea asobradada. sita em
Pera-de-portas, junto ao sobrado do Sr. Anto-
nio Uves barbosa, cuja casa ainda se est pin-
tando, o tem excellentea commodos para duas
grandes familias, para inorareni independen te
nina di outr.i, eom seu quintal todo murado,
cacimba, eom boa agita ; os prrtcndrutoa p-
dein ir vel-a, o depois se entenderd cora Joao
Antnies Ciiimares,
- Pcrci/a-se de nina Sra. branca, que saiba tra-
balhar ec costuras, fiuer eamsas, o vestidos
para Sra. o mollinas, e outia qualquer costura,
e ac quelra aujeltar a estar u'uma casa snosta
ncupaco, por proco que couvencionar: quem
estivi r nestaa circuuistancias anuuucio, para sor
inoculado.
Precisa-se fallar ao Senhor Jos Eustaquio
Maciel Monteiro morador era Olinda; na Rua-
imperial n. 167.


m ~- .^ id.isa**
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
GASS fabricante e Ugilimo inventor do J 1$ i o P^^.S'IS 8r A
... ., ,i n- ,i. i, terro-( a-Boa-vis am. 42, segundo andar.
em rcditado rap princesa do Rio-do-Ja- A y]m ( |aM|to Francoz f retira.
n. 13, com grande baixa para capim arvores
do fruto, boa casa de vivenda de pedra e cal ,
oom bastantes cominodos, e por multo modl-
dirija-se ao Al-
da Cruz
neiro, do Recre n 38 e outro nn na doLivramen-j No dl1 ,'5'do corrente perdco-se um lago
ion. 13, avisa, que as muito boas qualidades, de brinco do ouro com diamante da praca do
que possue oseurap, as quaes, pela grande Livramento at" a ponie do Recife: quem o
estima e crdito que progrossivamento de dia adiar, b quizar restituir,, leve a Bua-bella n.
em dia teem obtido n'esta c as mais partes ; 20 quesera recompensado.
bem condecido por um consideravol numero de ; Avian preliminarconeernenle a grande galera
tomantes e no consta ter mofado urna SO li- ptica que se lia de manifestar nesla cidade.
lir.i: por isso faz publico, que toda equalqucrl Desde alguns annos h&o sido enfastiados os
prssoa que queira csperular rom o scu rap habitantes de quasi todas as cfdades da Eoro-
attendendo as superiores qualidades, elle fabri-1 pa, e d'A marica com representacoes pticas
cante adverte, que so responsabilisa pelo scu aposentadas debaixo dos nomes miados Cos-
rapc. por qualquer forma, e com condiccOes, \morama, Asleorama, Fmorama, Ciclorama,
que o mesmo comprador pode apresental-as. M'forawa/)'0' ama Neorama &*'
it l IM," Ul\\ ll> I \( {"/ \Poltorama,Georamu, uranorama, Dorarama,
l\ \ Vj l I liU rlil V CjL \ ou outra qualquer denominaco tiesta to nu-
DA BAHA E RIO-DE-JANEIBO.
r Acha-se a venda o mui cxcellente ra-
p da nova fabrica de Godinln.da Baha, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico proco de 1:000 rs
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
c torna-se muito rccomniendavel pelo seu bom
aroma : roga-sc eos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente n esta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16, que anda
encontraras meias libras, e levando pon 5o se
r um preco muito rosoavel.
O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
<.s seus servicos s pes*oas que tiverem proprie-
dades demarcar e afianca a mais escrpulo
sa exactido e <> maior icio no deiompenbo da
sua arte ; devendo todos os que do scu prest -
ino se i|ui..' rem utilisar/lirigirem-se (porcarta)
ao .mesmo abaixo assignado, na Rua-diroita,
sobrado n 121.
Jniquim da /ons-ca Soarrs de Figueiredo,
Mullo importante aos doentei a medicina pv-
j ular americana.
Acaba de chegar urna grande quantida-
mentc de vegetaes ) conbecidas na America e
na Europa desde o anno iie 1790 e das quaes
se tMii vendido ja no Brasil ( aonde e condoci-
do apenas '.i annos ) mais do quarenla mil cai-
xuihas, cm que teem provado sua superiorida-
de de todos os remedios em numerosas curas
as molestias do ligado, febres rheomalis-
mo lombrigas \ particularmente a solitaria )
thisica ulceras, inflammaedes nosolhos, es-
crfulas e rfsipellas &c,
Boga-seaos padecen tes para provarem este
niilivcl remedio. Vende-se com scu com-
petente receiluario em casa do seu nico agente
joo Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca
deia omcasa de Joo Canlozo Arres, Ra-nova
Guerra Silva & C., Atlerro-da-Boa-visla Salles
& Chaves.
litiga- e um I." andar, coi muito bous
romuiodos para uiua grande lunilla, < por pre-
yo coinmodo, assiui como um grande nrmazem
por baixo do inesino obrado, prnprio para qnal-
quer estabeleeinieiiio ; na na da prnin de anta
Rita, ii. :::
O abaixo assignarfo retira-sc para Ingla-
terra delxando em sen lugar <> Senhor Joo
tfroadbent rom procuracAo bastante para girar
a mesnia cana debatxo da mesma lrnin, Ricardo
Roj lo 3c '. R.Royts.
.- Carlos de Lahaulerc retira-sc para Kuro-
pa: quem livercontaa*rom elle, nucir diri-
gir-se ;i ra do Palacete primeiro andar n. I.
Nuao Maiia de Seixas embarca paraosql
milia nacao '> inas.
Deseja-se tallar com S<*nhor Francisco Ta-
vares >i Silva ; '.-.'. Pra; a t'a-ludepeiidcncia
loja n. -'i.
Aluga-se um armasem proprio para car-
pe seco ; trata-se na nn da l'raia n. 37 ; na
mesma casa vendem-se os scgufntos llvros em
bom uso ; amorc melancola, um volumedo
Mueeu Pitloreico de Lisboa com -2 estampas
lithographadas, em formato grande, o cida-
do Lusitano dialogo entre um liberal ^irun
Servil 0 principio de ilircito mercantil o ou-
tras militas obras.
It-se 2005 rs. a premio com penhores
de ouro, e tambem se da menos quantia ; na
Kua-bella n. 37 primeiro andar das 9 horas
da mauha at nina da tarde.
Rofta-Ma senhora R. Auna Joaquina Be-
terra ou abtum SCU prente que lava suas
vezes o obsequio de annunriar por esta foiha
i sua residencia a flm le se ihc poder com reluao-se para lora da provincia.
municar um negocio, que Ihe diz espcito. Jacinto Antonio Alfonso embarca para o
Arrenda-se un sitio com boa asa de vi-, Bio-de-|anciro o seu escravo de nomo l'edro.
viiiHia.com alguna arvoredos, trras para i O theauurefro da lotera de Guadalupe
plantar e ter vaccas de leile ; quem o pretender, Pg M bilheles premiados todos os dias utflfs
dirija se atraz dos Remedios no sobrado, que da* d horas as duas da tarde.
amolarla; no mesmo lugar tem outro sitio! OSr. AntonioCarneiro PeixotodeFreitas
com casa detelha B taipa e com Ierras tam- queira mandar buscar urna carta na ra da Ca-
Lem para planar, e le vaccas de le te. deia-uova-n. 19, viuda de Portugal.
Ouem livor para aiugar urna casa no Altor- Na ru doCahb ireiro n. 38 d-se 300^
ro-da-Boa-vista Bua-nova ou do Sol an- rs. a premio sobre penhores.
uncj(1 'iciUa-so 'ugai ima eaerava que sai-
Fugio, OU furtario do porta da serrara ba engommar ; na trovessa da Sunzalia casa
da ra da l'raia n. 25 um prauchao de ama- terrean 28.
relio com 3 ou 4 taboas com a marca V.W!; Aluga seo segundo andar do sobrado n.
nueindo mesmo tiver noticias, leve na dita 43, da roa da Pruiu, com bons commodoa e
serrana quesera recompensado. bem pintado e cafado onde morou o doutor
Aiuga-sc Jum sitio ua estrada do Belem JJuarle ; a tratar no uiesuio sobrado.
morosa familia de llamas annunciando-as, pa-
ra mais attrahir a publica curiosidade, com avi-
sos pomposos, nao lendo sido a maior paite
dcstas roprosentscoes a(.nda que diversamen-
te annunciadas mais que urna mesma cousa ,
constando mormente na represontacao de algu-
mas laminas gravadas, e Iluminadas, sum-
mantcntfl insignificantes e que podan produ-
zir pouca ou oenhuma iusao.
Por conscguinle nao ser ostranho que o
publico se admirasso do presente annuncio ,
exclamando: ouira vez um individuo desta fa-
milia iniumeravel de llamas mas debaixo do
aviso trocado do galera ptica e isto depois
de ter assistido a muitas representacoes pticas
com pretendidas as ditas donominaefies.
Nio sendo sua intencSo dcstrahir o mrito
das que se presenciaren!, julga o director da
presente galaria ptica queannuncia poder
nssegurar sem esagoracao, que o publico il-
lustrado achara una dilTerenca natural as
BU8S representacf.es. em um genero absoluta-
mente novo na denominacSo Neorama e
que certatomento nao se Iho negar aquello
mrito, que ha grangeado pelo espado do 10
annos na Italia paiz das arles, e patria da
pintura, e ltimamente na crtedesle imperio.
ondea galeraesteve exposta peloespaco de 8
mezes, com applauso universal.
A respeito das representacoes que se dero,
sendere ao aviso que ter a honra do publi-
car dentro de poneos das ; provenindo. que s
se exporto" algumasseccOesde vistas, cada urna
(ellas de 8, em 8 dias com inteira novidade
em cada exposico.
Quem pretender botar meninas na esco-
la para aprenderem a ler escrever, coser cos-
tura chiia, lavaiinto, bordar, o marcar por pro-
co coiiimodo diiija-se a ra d<> S. Rita, casa
terrea n. Si.
TINTURA DE LOSNA
de
VICENTE SaOLI.NI.
As propriedadestherapeuticas da losna sao
conhecidas desde uiuilus seculos, pelossnrs. fa-
cultativos ; um Inico, que facilita singulur-
inentea degistfio, quando por fraquesaou falla
de reaeco seaclia alterada. Tambem produz p-
timos tITeitos as diarrheas chronicas hasta em
inuilos casos para espulsar as lombrigas. As se-
rihoras que nos primeiros lempos de gravidez
lam.-ao quanto coinem ou loman averso aos
alimentos, ullivao geralmenle com o usodeste
remedio
A n.ellior losna e a que nascc as visinhan
cas de Roma; o snr. Saulini phaimauceutico
naquolla ridade, compoz urna tintura sem es-
pirito alguiu que se conserva perfoitainentc ,
u tem as virtudes da losna sem inconvenientes do
alcohol ; esta preparaco recommeiidada ao go-
vernn pontificio pelo collegio inedico-clrurgico
de Roma obteie privilegio de fabricavao ao
scu BUtol.
A dze urna e. Mierdas desoupa pura, ou
em vinho pela mantilla em jejum, e deve-se con-
tinuar oito ou 10 dias.
Vende-se na botica de Victorino Ferreira de
Carvalho, na 1'roca-da-Boa-vlsta.
Prancisco Cordeiro Raposo embarca para
o Rio-de-janeiro a sna cscrava, do noine Luiza,
de nacao Angola.
Severinu Antonio libeiro Vianna, como
lliesoureiro da irmandade do Sr. Bom Jess dos
l'assos do f.orpo-Santo faz scinte aos iliustres
moradores da ra do Collegio ra estreita do
Rozario, e largo do Caimo, quo queiro por
obsequio mndalas linipar visto ler dupas-
sar pidas ditas ras a proclssio nos dias 21
eSS do curente.
- Joo Claudinn Mulncllo e sua familia
Aluga-seuma preta escrava para ama de
leite; quem a precisar, dirija-sc a Rut-Impe-
rial n. 167.
Compras
__ Comprao-se efloclivamento OCOI do todas
as qualidades a rasio de 160 rs. a arroba; nes-
ta Typographia ou no sitio do snr. Gomos do
Correio no bairrndeS. Amaro.
Comprifo-se"duas mulatinhasde 6a 9
annos, bunltas ; no loja de llvros da i'raca-
da-independoncla.
cm muito bom estado e a moderna por preco
commo'Jo por seu domno retirar-so para fura da
provincia ; na ra do Livramento, v :nda n. 2i.
Vende->e arroz pilado o foijao em sac-
cas de ahpjeire da medida velha ; na ra Guia
n. 31 segundo andar.
Vende-se um relogio de p.ata patento
inglez, bom regulador e por preco commodo;
na travessa do Queimado n. 1.
Vende-so a colleccao do Panorama em 6
volumes encadernados; na ra do Collegio ,
loja de livros n. 20.
Vende-se urna cscrava, quesabecosinhar,
engommar e lavar ; una parda com boas
'_ Compra-so urna corrente de ouro sem habilidades, ambas mocas; na Rua-velha n. 111.
feltlo un. diccionario Magnum Lexicn, e urna Vende-se um terreno na Capunga, a mar-
f.ibula'd Phedro ; quom tiver annuncie. pem do rio Capibaribo com 8i palmos do lar-
_ Compra-so urna porco de bico feilo no go 830 de fundo oom casa nova de pedra e
uaiz queseja largo, e dequalidade mui lina cal por preco commodo ; na ra das Cruzes
assim como um inteiro vestuario do sertanejo n. 40, OU na ra do Aicite-de-peixe n. 61.
decoiiro ; quem tiver annuncio. | Vendem-scduas negras mocas, urna da
Compro-se um cordSo grosso, sendo sem Costa, e a outra de nacao, ptimas para qual-
feilio. e de bom ouro; na ra da Cadeia do quer servico de casa ganhao na ra dianamen-
Recife loja n. 20. te 400 rs. ; no Atlerro-da-Boa-visla n. 3.
Compra-se urna cadeirinha que estoja Vende-se feijao preto da torra, muito
em bom uso; quem tiver annuncie. novo ; na Praca-da-Boa-vista n. 18.
Compro-se escravos c escravas quo j Vende-se urna escrava de nacao Angola ,
tenho pratica de servico do campo; na Ra- de"0 a 25 annos, vende-se para fura da pro-
direita n. 3. vincia ou para o rnatto ao.comprador se di-
_'_______________________________, ra o motivo da venda ; na ra da Penda n. 4.
Vendas
Vendem-se chales de 18a prelose decores,
ditos de seda escocesa muito lindos; na loja de
Guilherme Sette, na ra d(; Queimado n. 25.
Vende-se um habitu capa para terceiro
d > Carmo sem uso algum e urna fechadura
de segredo para caixa ou baho, tudo por pre-
co commodo ; no paleo Hospital do Paraso,
;;Quinlilianno, Retiro espiritual; na Ra- wpingarda de cassa por preco commodo.
n |Q2 Vende-se um braco de balanca pequeo,
proprio para venda ou acougue ; natraves'a
Vende-se urna negra que sabe lavar, en-
gommar c eozlnhar mui bem e 6 hajvil para
todo o servico ; na Ponle-volha n. 66.
Ven le-so um ornamento encarnado e
branco, novo e completo para so dizer mis- indo Pw u HorBoUna loja do sobrado n. 18.
sa ; na Rua-velha n. 102. N *"<* do Rangel n. 81 vendb-se supe-
Vendem-se muito em eonta os seguinles rior erva-doce a 7000 rs, cada arroba, e urna
livros;
velha
Vendem-se bons travojamontos de 30 a
52, com as grossuras correspondentes ; na la
da Cadeia do Recifo loja n. 20.
Vende-se bom merino preto e verde a
2rs. ocovado ; na ra do Queimado n. 57.
Vende-se, ou permuta-se um sobradinho
silo em S. Antonio por urna casa terrea gran-
de com bom quinta!, ou um pequeo sitio,
nao excedendo da Solidado e Mondogo; quem
este negocio quizer fazer, annuncie.
Vende-se tima negrinha de 12 annos re-
colhida ptima para mucama faz bem ven-
da cose, e tem principios de lavarinto ; duas
escravas de nacao com boas habilidades; um
escravo bom serrador o cosinheiro perito ; na
Rua-direita n. 3.
Vende-so ou permuta-se por escravos a
parte de um sitio, com boa casa do vivenda ,
livrede penhora ou hypotheca situado no
mcllior local do I'oco-da-panella o qual co-
ndecido pelo sitio de Joao do Reg Falcao ; a
tratar na pracinha do Livramento n. 24, pri-
meiro andar, das 6 as 8 horas da manhaa, e
das 3 da tardo em diante.
Vendo-so farello novo em saccas de 3
arrobas, chegado de llamburgo velas de es-
permaeete em caitas de 25 libras; cm casa de
II. Mehrtens, na ra da Cruz n. 46.
Vende-se a peca (healrnl dos Selle Infan-
tes de Lara, e Arlhur, ou depois dos i6annos,
eos entremetes os sellealfafatesa matar um
arantia o homem vaidoso, e as convulcdes,
desmalos,e dosgostos de urna peralta da moda;
na ra do Queimado n. 18.
Vende-se um par de estrellas d ouro para
aleles de guarda nacional ; na ra do Crespo ,
loja n. 6.
Vei.dcni-se relogios patentes ingleses de
oro e prata ditos franceses com 10 diaman-
tes, ditos horisonlaes com 4 diamantes ditos
de parede por proco commodo ; na loja de
relojoeiro junto no arco do S. Antonio.
das Ciuzes n. 14.
Vende-se um p,etodc ptima figura, bom
feitor, o Irata do cavallos ; e urna preta pti-
ma engommadeira, costureira, o do todo o ser-
vico ; na ra doAiuorim n. 15.
Vende-se urna escrava crioula do 21 an-
uos, sem vicios uein achaques coso, engom-
ma borda, fas lavarinto, e flores e cosinlia ;
na ra da Praia de S. Uita sobrado n. 2.
Vende-se Ulna]venda na ra do Rangel n.
5 a dinheiro ou a praso com boas firmas; a
tratar na mesma.
Vende-se o deposito de assucar, e arma-
cao que existe na ra larga do Rozario n. 38 ;
a tratar no mesmo.
Vende-se um grande sitio na Passagem-
de-Olinda com urna excedente casado campo,
com una grande baixa para capim, o com mul-
los arvoredos do Iruto; na ra do Crespo n. 10.
Vende-se por preclsio e para o matto ,
urna escrava do nacao. de bonita figura, do
24annos, boa ensaboadeira e quilandeira ;
no pateo do Carmo n. 21.
Escravos fgidos
Xo dia 4 do corrente fugio o preto Joaquim,
de naciio apellidado na ra pelos outros pre-
Ios Carioca com os signaes seguinles ; esta-
tura regular, seccodo corpo barbado s no
queiso, com metadede dous dedos do menos
na maodireila e quando anda tem do costu-
me levantar os dedos por causa de ora VOS, quo
tem por baixo ; lovou vestido camisa do al-
godaozinbo velha caigas de brim pardo, tam-
bem vclhas e chapeo de pallia ; quem o pe-
gar, leve a seu senhor Manoel Ferreira Chaves,
na ra do Hospicio n. 36.
Ainda contin i estar fgida a escrava
J-vanna de unci Angola cor fula que tul
do cahito Nicolao Tolen'ino do Vasconcellos ,
muito V"inripalinenlose continuara ter a mes-
ma cxlraccao que tem tido estes dous dias l-
timos a riles a ellcs.
Vende-se salca-parrilha d superior qua-
lidade por prego commodo ; na ra da Ca-
deia-vclha u. 55.
Vende-se urna casal do escravos, do bo-
nitas guras de25 annos ; na ruada Cadeia
do Hocilo n. 32.
Vendem-se as obres completas de Voltai-
re, em 7 volumes. em quarto nova adico,
com estampas pelo baixo pieco de 15# rs. ca-
da obra ; na ra da Cadeia do Recife n. 37.
Vendem-se superiores vinhos engarrafa-
dos da Madeira-secca malvasia o Bucellas de
1832, por preco commodo ; na ra da Cadeia
do Recife n. 37.
Vende-se urna par de brincos novos, e
urna porcao de pataces brasileiros ; na Bua-
nova n. 55.
Vende-se urna canoa muito bem construi-
da com muito pouco uso o carrega 1211o li-
jlos de ftlven&rie o outra paquena para car-
leira; ou ra da Aurora n. 44.
Vendem-se dous cavallos, um grande
muito gordo, carrega baixo e moio, o outro
muito passeiro capado, e em boas carnes
na ra da Aurora n. 44.
Veiide-scu.ua commoda do angico oito
quadros com seus competenles vidros, tudo
pioiillcaca
.No dia 17 de Janeiro do corrente anno fu-
gio o preto Manoel, de naco Angico, do 50 an-
nos, alto, magro, secco do corpo, cor nao mui-
to preta, pernas muito linas, tem no alto da ca-
liera urna pequea falta de cabellos, procedida
do Urna pancada, que levou, julga-so ainda ap-
parerer a cicatriz, tem nao inao esijuerdu o de-
do pegado ao minimo sem unlia, levoa caifas o
camisa de algodao americano; o qual preto era
remador das lanchas dos prolicos ua barra o
tambem traba Iba va em os navios de estiva, com
os estivadores, e pesca va em reilo de cama rio ;
quem o pegar, leve a lori-de-portas n. 68 a
Francisco lstanislu da Costa que 6 seu ver-
dadero snr. o pagar proiiiplaiiiunte a grali-
licaco, que merecer.
Fugio no dia 13 do corrente o preto Po-
lis escravo do I). Ignacia.Maria Xavier com
os signaos seguinles : estatura baixa chelo do
corpo pernas arquiadas, rosto grande bei-
cosgrossos, olhos grandes e afumacados ; le-
OB camisa e ceudas de algodao da trra cal-
Cas de casimira branca, e chapeo de palha; quem
o pegar, leve a Manoel Ji aquim Pascual Ra-
mos na ra larga do Rozario n. 48, ou na
ra da Cadeia-velha loja de Silvestre Goncal-
ves dos Santos, que recebera 50/rs. do grati-
fleacao.
L
RaxiF naTp. db d. t. d* Fabia1844.


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