Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05078


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Full Text
Auno de 1844. Segunda Feua 18
de Mareo
O DlAIO |ioblica-,e li ilus iis ilms i|e n.'iu fntciu naniifi'nili". : O piec da
Ik de tres mil ra. por quariel pagos adiantados. O an nuncios dos assignirntes ao inserido!
frralis. e os dos que 1140 forero raijo de 8 reis por linda. Ai rrrlamacei deTtm aer diri-
gidas esta 1) p ra das Cunes n. 4 ou 1 praa da Independencia lija de IWrcsn 6 e 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
C011NIU, e Paraliyba, segundas sextas feiras. Kio Grande do iSorle, quintas (ciras__
l.abn. Serinlioem Rio Formoso, l'urto Cali, Macer e Alagoas mi 1. o \\ e tj j
9 '8 1! in. CidaiU da Victoria, quintas feiras. -i- Olinil todos os das.
DAS DA SEMAKA.
18 S.-g s. Gabriel Aud. do J. de D da _'. ,,
41* Jerpa {. 1. Jos Esposo de N" Sra.
SU Quarla s Martinho Aud do J. de I), da 3 T.
21 Quinta s. Bento. Aud. do J de U di 1 r
22 Seila s. Kmygdeo Aud. do J de T>. 111 "i. r.
23 Sab. a Falla. Kel. aud do J.de.dal. ,
21 lliiiii Institu cao (O Sacramento
11 a i*iii ''rTf; tt .Jo-wanBBBaijtmJs:
aimmam*mr<*M.- T^i -\-^at-rrva- 1*1 1I1sala WKSSSaSMaSSHKWtKStlttMWtWSSaaMHSSaiaHtla
ludo agora depende de al menino; da aossa prads"Ca, oderag JO' energa, u -
linueroos como piinoipiaaoa neiwi apolados eom admira ;u cul""- [Proolamao.1.. da Afiaablia Geral vo traiil.)
ClMBlOJ
Canibios sob'C Londres 55 4 a '.'3 I,
1 Paria STli rea uoi fri
< ii Lisboa 110 por mil 1!
i'i'n.j < na. 1 1 .1
i Mi 1>U !<)" 1K IUBCO,
Our*-MtM> ti Til ,. N.
prcuiiu - 4,U0j
1'ilU -l'dll'nr.
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I,lis cdea a i sti limas e i? alia da laido.
.Mu liante a i i ai ll buril ua uiauhj..
.MUSCO.
I.Ua nota a I.S as y luirs e 57 an. !.< tarde
C'Vscanle a J > e iil m. da uaubJa
Preamar de lioje.
Primaira a- 3 horas e 42 min. .:-y Jjfait------hfiWanif 1^1:. i
.1
Temos presentes alguns Dumeros do Diario do
(averno de Lisboa que alcano.io do l.'a 19 de
fevereiro p. p., sendo a ultima data das folhas,
anteriormente recebidas (Fall, de .r) de Janeiro;
e d'aquelles nmeros extractamos o seguinte:
Continuavao as cortes nos seus trabalhos le-
gislativos, ((liando dons deputados Cesar de Vas-
concellos e Jos Kslevao, deixando a sita cma-
ra, forao a Torres-novas levantar o grito da re-
volta, no dia 6 de fevereiro, e puzero-se ;i fren-
te do corno de cavallaria n. 4, que sedusiro;
servindo-llies de pretexto a falta de execuro do
decreto de 10 de fevereiro de lS''i, o projecto
de lei sobra as misericordias!
!\o dia seguinte apresentou o ministro do rei-
no,na cmara dos deputados urna proposta de
lei, concedendo ao goveruo poderes extraordi-
narios e discriciouarios em todo o reino, por es-
paco de 20 dias, suspendendo as garantas iudi-
viduacs, aiitorisando-o a realisar por qtral.jiier
meio que julgassc conveniente at a quantia de
"2,000 contos de l>eis, e relevatido-o dos procedi-
mentos illegaes e extraordinarios que j ltou-
vesse ordenado para a inanuteiifSoda ordein e
seguranza publica; cuja proposta foi no incsnio
dia discutida e e approvada em ambas as cama-
ras, sancciouadae promulgada como lei.
No dia 7 de fevereiro Ionio adiadas as cuites
at o dia *20 do niesino me/, inclusivamente, por
decreto da niesiua dala. Naqmlle niesmu (lia
inarchou da capital urna columna, composta de
todas as armas, dcbaixo do coinmaudo do baro
deLelria, rom o fiu de perseguir os revoltosos.
Pelas parlicipares telegiapliicas reecbidas at o
dia U, tanto pela linha do sul como do norte ,
constara que rcinava socego, egue os revolto-
sos caiiiiiih.iviio na direccao de Castello-brauco.
O telegrapho de Santarem annunciou no dia 10
a chegada alli do barao de Leiria; e este partici-
pouuodiall pelomesmo telegrapho, queaca-
bava de chegar alli um o/lieial, mandado pelo
governador de branles coma noticia de que
un destacamento da cavallaria numero qua-
tro e parte da infantaria numero dose se re-
voltrao em Castello-branco e que o gene-
ral Padua partir coui o resto da tropa em
direccao guarda. O barao de Leiria continua-
va a sua marcha. Por decretos de 8 de feverei-
ro forao dcmitlidos dos seus postos o coronel
Antonio Cesar de Vasconcellos t'orreia e o ca-
pitfio de artilharia Jos Kstevao Coellio dcMa-
galhaes; e por decretos de nove forao igualmen-
te demittidos dous alleres do regiment de ca-
vallaria n. 4 por liaverciu lomado part- na
revolta. Logo que d'esta bouve noticia em Lis-
boa forao ellcctuadas algiimas priscs (lu-
anle a madrugada do du 6 por ordem do go-
veruo, c pelas iulbrmari's que elle tinliatido,
ltavia recelos de que o grito da rebelliao Ibsse
secundado ciu dill'erentes partes do reino, se-
gundo a deelaracao do primeiro ministro fcita
na cmara dos deputados por eccasio da api c-
svntacao da jnoposta de lei que menciona-
mos. Perece que os revoltosos se propiiuliao a
derribar o ministerio e a obter modilicaces
na carta constitucional, incuteande-se projmg-
nadores d'ella e do tlirouo da Rainha que ligu-
raviio achar-se em coaeco e invocando em
seus nianifcslos e proclamaccs o non te imiiior-
tal de I). Pedio 4." '.
No dia 10 bouve beija-nifto por ser o anni-
versario da restauraran da carta ; tere lugar um
grande jantar eni casa do duque da Terceira;
e noite bouve llicatro a que assistirao SS. MM. ,
reinando cni lodos estes actos o maisvivocn-
tbusiasnio manifestado por um numeroso e
I ii/nln coiu tuso de [icssoas de distimao.
No (lia II linha entrado na barra de Lisboa,
o brigue TriumphanU qu alli chegra d'este
jiorto coui 3- dias de viagem.
icante deixando-se surprehender as autorida-
des civil e militar. O goveruo den logo as pro-
videncias opporlunas para alalli.tr esta reaecao,
fazendo marchar tropas para esse ponto. Omi-
uistro da guerra prescrcvcii ao c.i])itao-general
do A." distinto f Valencia | que todos os (befes,
olliciaes c sargentos jxi tentcntis ao excrcilo ,
milicia provincial ou nacional que toinaro par-
te na rebelliao de Alieanle e que fossein collii-
dos ds taos scriao passados pelas armas ,
ondequer que se cnconirasseinsem niaisfr-
lua de processoalin da ideutilica;o da pessoa.
O vapor Isabel 2.* obligue de guerra -Yo < deviao bloquear o porto de Alicante.
No Calbolico se le o seguinte : consta que se
val Hornear una coimiiissao que regule as ques-
tes ('eclesisticas COlll acorte de Boina. Di-
zia-se que serian noineados os Senliores Taran-
con (iarellj Ooll'aiiguer e tanibcm os bis-
pos de Canarias e de Tuy.
S. M. a Rainha e acnie tomarao luto por es-
paco de dous meses por motivo do l'allecimen-
to da infanta 1). Lni/.a Carlota.
Korao presos em Madrid os Senliores Cortina ,
Madoz ( 1) Pascual ) Crnica Cnido, (lis,
Vcrd.ty Benedicto. Consta que o governo pos-
suia documentos pelos quaes se mostravao com-
promettidos esses individuos n'tuna conspiruco
contra a ordem de cousas existente.
Por partieiparfio ollicial do (lele poltico de
Murcia constara que aiiisurreico de Alicante
fra ell'cctiiad.t pelo au>ilio de 260 i arabiiiciros
de infantaria c 80 cavallos ( ommandados por I).
Pantaleo Hon"; e que se augmentara com al-
guns acionaes. Quasl todo o regiment pro-
vincial de Valencia que se ochavo no lorie da
mesnia cidade nao adlieriu revoltae rctiroti-se.
Na capital proliibiu-se a venda de proclama-
vcs ou ollicios dos sublevados ou de noticia
algtima que propendesse a fomentar a desobe-
diencia as leis, sendo os Infractores processa-
dos como conspiradores.
A coimnissiTo eneairegada de apresentar um
projecto sobre a formaran do consellio de esta-
do conduiu o seu trabalho e o goveruo (endo-
nara em breve publieal-o.
Bahiro de Madrid algumas tropas em direc-
coa Alicante, entre as quaeso brilhante corpo
de engeiihciros. As noticias de Cataliinha A-
ragio Andalutia e Castilla inanifestav nne
n'essas provincias rcinava completa tranquilli-
dade.
Em Saragora predomiuava o socego ; e os se-
diciosos escarmentados comecavo a dobrar a
cerviz rcconlircetido a efficienciadas leis ea
energa das autoridades.
Km Cdiz, Almera Malaga Sevilba Gra-
nada e em .todas as grandes povoaces da Iles-
paulia apezar dos esforcos dos ininiigos do go-
veruo nao havia probabilldnde alguiua de que
a revolta tornasse a ergucro eolio,
delirada de presos do poder da justica, e, sendo
assim. nao erinie alam avi I. Iii (icio, que
l1
as autoridades policiaca nao hao de consentir, ou
pelo menos nao devem consentir, que mu indi-
viduo, pronunciado por um (lime iualiaucavel.
se aprsente, e ven ha tomar pane na factura das
leis, iiemmesiuoa assembla pude permlttir tal
cousa. AqueUe.que se acha pronunciado por um
erime, que UIO adniille aiica, 011 aiuda jiiesuio
quando adniit(a,uaoteudosidoattiancado,n/io pd-
deapresenlai-se em publico sem olleusa das leis.
Por lano, sendo assim, que (luvidu pude haver
i ni se cliamar mu supplcute cni lugar do Sr. o-
gueira Paz .' Por estas rasoes propoulio de no-
vo, que se faca esse chantamento, accrescendo,
que o supplente que se segne na lisia dossup-
plentes, o Sr. Antonio Joaquim de Mello e a
assembla deve saber (porque devem saber to-
dos aquelles que estudao eom uttenco a marcha
dos negocios pblicos), que o Sr. Antonio Joa-
quim de Mello legitimo representante da pro-
vincia, que foi de Ulll modo indigno e vil exclui-
do da lista dos deputados ; sim, porque em lu-
gar do Sr. Antonio Joaquim de Mello entrrao
pessoas, que nao foro eleitas deputados, pelo
PERNABUCO.
lli:SPANHA.
As UPticiaa da llespaulia clicgavfio a .'1 de fe-
vereiro ; ed'clla nos parece ni inais importan-
tes as seguintes :
A -2'J de Janeiro leve lugar um triste c grave
K-ontccinicnto. S. A. a infanta 1). Mara Luisa
Carlota, espoza do ufante D. Fasucisco de
Paula, fallecen pelas 5 horas da larde. Havia
alguns diasques. A. fra atacada de saraiupo
cpuluionia, e o nial se aggravou a ponto tal ,
que na inanhaa de '20 os lacuitativs perderao
as esperancas de apoder salvar. Ao meio dia
receben S. M. o Sagrado Viatico tendo previa-
mente feilo as suas dispoSiCCS testamentarias.
Por este infausto motivo tomn a corte de Lis*
lni.i luto por 15 dias que coiuecaro a y de fe-
vereiro.
O goveruo hespanhol receben por extraordi-
nario a noticia ollicial de que S. M. a Rainha
Christina sahiria de Pali depois do dia '2 de l'e-
vereho viudo por Barcelona e Valencia a Ma-
drid. O correio levou o itenerario que S". M.
devia seguir no sen regresso Hcspanlia. De-
vino sabir para Valencia ascarrugeus c criados
da casa que tinhfio de condusir S. Al.
A 28 de Janeiro Imnve urna sublevacao eiii A-J
ASSEMBLA PROVINCIAL
Conrlusiio da setsao de 16 d marco,le 1S-4.
0Sr, urbano : Peco a palavra pela ordem.
O Sr. presidente: Tem a p tlavra.
O Sr. Urbano: Ku teulio, Sr. presidente, de
apresentar mu requCrimento, que ja foi oltere-
cido consideraeo dista casa ; mas foi por ella
rcjeiado. Parece extraordinario, queeuveuha
reproduzir esse requerimeuto ; mas eu jusil-
carei o meii ]iioccdiiuento com novos motivos,
coiu novas iiilbrmaroes, que ha apparecido, t)
; requerimeuto para (.ue se chame um suplien-
te em lugar do Sr. Nogueira Paz. Na discus^ao,
que bouve nesta casa, se depionstrou, que o Sr.
Nogueira Paz nao vinha este anuo, < pelo menos
nada se disse, que podesse contestar a alliriua-
cao que desse fasto llavera o uohre deputado, o
Sr. PetXOtO : a rasao, por conscguinle, pedia,
que se chamasse mu supplento em lugar do q\
Nogueira Paz, sobre tudo (piando se cliamava
Um supplente rtn bigardo Sr. Blaciel Monteiro,
l respeito do qual o Sr. deputado Baptsta havia
declarado, que todos os seus amigos contavao
com a sua viuda. Alcni desias rasoes, que un
miuha opiniao devrio ter movido a assembla
provincial a votar pelo adianiento de Ulll sup-
plente ciu lugar do Sr. Nogueira Paz, accrcscc,
(pie boje novas inforniacocs existem, que dao
como sabido, como positivo o facto de uno vir o
Sr. Nogueira Paz. Forao reecbidas cartas pelo
nosso digno collega, o Sr. vigario Brrelo, car-
tas pcloSr. Reg Monteiro, cutas pelo Sr. Lobo,
c por nutras pessoas, as quaes se declara, que
o Sr. Nogueira Paz nao vem este auno. Demais,
Senliores, neni era preciso, que nina tal declara-
cao se Ittesse; mu natural pensar-sc isso ; por-
(|iie,aehando-secsse Senhorpronuiiciadoprisao
e livramento, nao de eerto provavel, oue, dei-
xando de curar de seu livraineuto, venha tomar
assento na assembla provinoial, eom ossa no-
doa, que elle fcilmente, c com toda a justica,
li.i de apagar.
Depois (li>io consta-me, que a pronuncia do
.-1. Nogueira Pai pelo erime de resistencia, ou.
resultado da votavo, extrahido das urnas elei-
toraes. O resultado das urnas apreseutuu oSr.
Amonio Joaquim de Mello como deputado legi-
timo, c outros mais, que foro excluidos com
essa revoltante falsillcacao da aulhentica de um
collegio. Se acaso, Sr. presidente, eu for cha-
mado campo para provar a veraeidaile desse
lacio, cu na assembla uiesino nvoearei o teste-
uiuulio de alguns Senliores,(pie e.sto cabalmen-
te informados dille, e que, se quixerem fallar
verdade, poderu depr sobre sin ; mas |mr ora
n;io quero entrar uesta discussao, aprsenlo so
o requeriiuento, digo, que isto um motivo de
mais, para que a assembla provincial chame a
seu seio um cidadao, que scinpte leve a honra
de representar a provincia; um cidado,qus nao
poda ser excluido pela voutade da provincia,
porque nenhuina rasan ha para isso; um cidadao,
que lb chito deputado uiesnio pelo resultado
(las urnas elcitoracs do modo, por que a deleito
foi dirigida. Direi .linda mais, que os prece-
dentes da cmara dos Sr. deputados multnos
devem valer para esta casa. Na cmara dos Sis.
deputados se tcm constantemente chamado sup-
plenles, sem partieipaco ou escusa dos depu-
tados iroprielarios ; e, anda mais, chainao-se,
nao os supplentes iiVimediatos, mas qualquer
que se ai he na corle : anda Pin o auno passado
lorao chamados o Sr. Nunes Machado, o Sr. Ma-
noel Ignacio, e tnillo (julios por (Ultras provlu-
cas. Ora, i respeito da cmara dos Srs. deputa-
dos lia Ulll iueonvinienle.que c a ajuda de elisio,
que se tem considerado os siipplcnles com dirc-
to ella; mas na assembla provincia,que incon-
veniente pode haver ? Neiiluiiu ; (punido o Sr.
Nogueira Paz apparecer, retira-se o supplente,
nao ha principio algum dedreto, disposl(o
algiiina de lei, que embarace o ehainaineuto de
um supplente. Dgios, Sr. presid ule. que va-
lente argumento eu nao podera ter nos estvlos
desta cas i ? Aqu exisleiu alguns Scnhores, que
foro deputados iris legislaturas passadas ; clles
que digao, se multas venes se nao chamarn sup-
pleitti s at das galeras, para vireui tomar as-
sento, sem que aprcsentasscni ao menos os seus
diplomas, sem que conslasse escusa .lignina dos
deputados proprietarios. fundado em todas as
estas r.isors, en aprsenlo de novo um requer-
ment, para que se chaine um snpplenie ciu lu-
gar do Sr. Nogueira Paz, e o supplente oSr.
Antonio Joaquim de Mello.
Va i a mesa o seguinte requerimeuto.
o Os aliaixo assgnados requercm que se i la-
me o ti leeiio supplente em lugar do Sr. Fran-
cisco Nogueira Pal, que al- ao presente nao tem
comparecido. Saladas sessesda assembla le-
gisl.iliva provincial de Pernaniliueo Ifl de mareo
de 1814.SouzaPettoa de MelloA/foruo Fer-
reiruJoe PedroBarretp.
O Sr. presidente:Cuido,(pie a propnstl do no-
ble deputado urna iudir.aco e naq reqner-
inento, e como tal nao deve entrar agora em dis-
cussao: vai i couunisso de consttiiieo c pode-
res.
O Sr. Lopes (jama:Pero a palavra pela ordein
para mandar Linil em mesa um ivqucnuicnto.
I.c-se, (. depois de apoiado, approvado sem
dbale o seguinte requerimeutu do ^l'. Lopes
Gama.
k Coiuomembro da coinmisso de negocios
ecclesiasticos para mellior poder dar o mili pa-
recer ;i cerca da preten^So do l'.\m. Sr. hispo
diocesano relativamente aosestatutos do semina-
rio de Oliuda, ri queirn se pe, a a presidencia o
seguinte com urgenciaA integra na carta regia,
ou al vara, que ereon n seminario, de (pie manei-
ra e por qut 111 forao desde O principio prvidas
as cadeiras, c por onde forao scnipre pagos os
professsores.
ordem n> Da.
Entra em priiueira discussao o seguinte pro-
jecto.
\n. nico. Oscxaiucsdosestdos preparntc-
rios, deque traa o artigo 10 da lei provincial n.
48 respeito d'aquelles alumnos, que se quixe-
rem matricular uas aula.-, ihrolocicas, deverad
egislaiiva
asas -- aasaasu
ser nicamente feitos, ou no collegio das artes
da academia jurdica deOlinda.on no lyco des-
ta cidade; licaudo revogadas todas as bis em
contrario. Salidas sessoes da assembla legisla-
6 de abril de 1842.FiyueiredoPaes d'Andrade.
OSr. Lopes (Sama:Sr. presidente, ped n pa-
lavra para propr o adiamento deste projecto, e
a raso fundada no requi riniento que acabo de
la/er e 111 foi approvado por esta assembla.
Para mim liquido, demonstrado, porque es-
tudei a materia, que o seminario estabeleci-
mento provincial; lenho esta conviccao; mis
ereio que alguns Senliores deputados no tecn
a inesiua cou\ iccao. O Sr. hispo diocesano, aqu
ha tres anuos, ponen mais ou menos, quando
tratou de fazer a reforma dos estatuios primi-
tivos, dco una prova cabal, de que eslava con-
vencido da competencia desta assembla p ira
lazer os estatutos; pois que de seu motu proprio
submetteo-os a approvaco desta casa;agora,po-
rein, apparecedizendn que nao, (neo semina-
rio foi mandado fundar custa da mitra pelo
concilio de Tren lo etc. etc. dcixeuios isto para
a discussao do projecto. Como ha isto, e o meu
requerimeuto j uierceeoa honra de ser appro-
vado por esta assembla, eu peco o adiamento
desie rojri to, para blennos Informal des; poi-
que, se com eiji im o seminario un lamente i -
pisi opal, ni- uo temos nada > oni elle: do Sr.
hispo, ejse sabe, a paga dos professorrs
tanihem pela mitra; mas se pelo contrario es-
tabcleciiucirui prowuciul cnio ter lugar cte
projecto.
I.' apoiado, e sem debate approvado, o seguin-
te ri ipiei ment do Sr. l.opcs Cuna, c Bequeiru
o adlamento do projecto em discussao, at vi-
rent as nl'orniaiiies, que ped.
Sigue-se a priiueira discussao do seguate
projecto.
Arl. 1. A c.ipella de Nossa Seuhora da Cou-
ceic.io de hebiribe lieu creca em fregucsiu.
Art. 2. A IVeguesia lera a mesiua dauomiua-
(o de NossaSenhora da ouceicao de Behiribe,
cextremar ao norte na Miroeira, aosui uo lu-
gar Cruz-das-aiinas lado direilo do ArraiaJ,
donde seguir pelo Oeste estrada nova at .tsi-
tuaco do ustodio, e rV rras as maltas do i ;.-
tuca, c a leste at a propriedade Forno-da-cal.
Art. 3. Ao parodio, c coadjutor da IVeguesia
conipetem as mesillas congruas, c vautageiis,
que perccbeiu os dai demais fregucslas da pro-
vincia.
Art. 4. Feao revogadas todas as disposiedes
em contrario. Paco da assembla h
provincial '2'. de marco de 1841.= Mello.
O Sr. Lope (tima:Sr. presidente scnipre
que se trala~nesla i asa da crcaiao de freguesias,
divisOcs de territorios etc., eu fallo com medu,
com meu recen; porque a materia melindrosa,
u nao lenho a csiatislica da provincia, ignoro-a,
devo louvar-iue na opinio dos ineus illusires
collegas, (iiti1 militas vezes divergein, diseudu
u.s. iiica ereaviio (le Iregliesias lia.-. Ulilidade
aos pnvos, c outros que nao. L;;o me eppo-
uho divisan de quautas fregucsias quizerciu;
mas lenho de ponderar a assembla, que a crea-
\ao de novos paroclios importa augmento de
despesa: queixaino-iios de lata de diuheiro, e
com a mais facildade do mundo creamos des-
pesas! E'soque lenho a observar. Se toda-
va esta provincia tivesse lucios, nao s para as
despi as dosparai bosque existem,eoiio dos que
se liouverem de creara niao boto seria,que liou-
vesse iiiesiuo um parocho em cada ra; mas vo-
tar um projecto desta naturcsa,iao de cholee,uao
me parece conveniente. Desde o principio ij,-
se traa deste negocio sem se ouvir nrcviailieule
ao &r. bls|Mi diocesano, o que sem duvida ni -
cessaro, n;io porque a audiencia do K\m. dio-
cesano nos impouha a uecessldadc de votariuos
pelo projecto; utas eu vejo, que quando se tra-
ta, poi i xemplo, da guarda nacional, nianda-sc
ouvir ao coiiimandante superior, (piando se u.i-
i i ile oulra reparliao, liianda-se ouvir ao sen
elide, e quando se trata de negocios ecclesias-
ticos nao se ouveao hispo dioo-saiio.
Alyuu* Senliores. Tem-se ouvido.
Om'. Lopestama:Nao digo inste auno, mas
em outros auiios tem-se ouvido sobre o que la/.
eonta, e uo sobre o que UOO faz couta.
Nao me opponho, torno a dizer, a este pro-
jecto; crie-se a IVeguesia; cat estou arrepen-
dido dme teropposto crca^o da comarca de
.Mochlo; coiihcco o ineu peccado, e ai repeudo-
ine. Por lano, nao foi para me Oppdr ao projec-
to, que ped a palavra, foi so para lembrar as-
la assembla a uecesaidade que tem d'ttcndi
as (espesas.
(J Sr. Presidente:I"ll cuido, que o Exm. pre-
lado j lu oi\ ido sobre este objcclo: o Sr. set-re-
lariudisse-iue, que este respeito havia algu-
ma cousa, eeu maudei examinar ua .secretara:
entretanto devo dixer, quedas notas que ha so-
bre a mesa, consta que este projecto 'oi apre-
seutadoein 1841; ticou adiado, enirou uovaineu-
le em discussao em 1843, e depois a requerinu u-
todoSr. aVarreto foi adiado por tres das: pa-
rece que nao di va ler entrado cni discussao SCltl
terem n indo as Hlormai i s.
OSr. primeiroserreiariainforma, que o que
ha na secretaria este respeito, uiu olllcio Uj


' .! !
secretan na pi nwi.u.i, ...,.,... ,.....,-, ,-
Exm bispe ainda nSotiima mandado o sen pa-
recer este respeito; que acompanhava este m-
ficiouinoutrodovigario da Boa-vista, que si-
do cura le
conforma como projecto, vino
Oliiida, cm que expde diversas rases.
rjsv Brrelo:-'-'r. presidente, cuestou per-
suadido, que as divises das freguesias, s ve-
zes traz ,as vezes sao indispcnsavels, mitras vezes nao
^^SriVi^ ..." I I1
cretarlo da provincia, em que participa, que o Fico revogadas todas asleis c disposices ein
3ala las sessdes da assembla legislativa pro-
vincial de Pcrnambuco,8 de abril de 1843. =--Do-
ntinque*. ,. .. ,
Continuaran 'la segundadiscussao. adiada de
hontem, das posturas da cmara minncipaldo
Bonito, e das emendas ouerecioas pela com-
misso.
O.SY. Presidente: = declara ti
empatada a volaran doart. II
commisso este artigo.
Posto a votos para desempate .- approvado o
artigo, sendo rejeltada a emenda-
Entra em dlscussSo o artgo 18, que hontem
licou adiado pela hora. ,
Vi t 18. Os caminhos e estradas serao abertes
limpos por seas proprletertos, foreiros
guando se olha paran estado do theseu-
ro como milito l>em lembrooSr. deputado,
v,..s,- .iiii- accarreta csse Inconveniente das eon-
irruas que se deve dar aos parochos, oque no
nosso estado alguma cousa; mas. quaudo
nina freguesia beui curada, fila nao carece de
cliviso, pelo menos por esse tempo em que
bem curada. Divide-se urna freguesia multas
vezes por intrigas dos paroebianos, ou por nu-
tras causas, e o resultado i5 que o parodio vem
a ti. r prejudlcado em grande pul.- nos seus
diteitos, e militas vezes redusido a nao poder
continuara ser parodio por nao ter os meios
precisos parsita subsistencia. Ora, acontecen-
do isto vc-se mu bem, que multas vezes um
grande inconveniente. Eu nao fallo assim por-
rntc seja parodio; se os meus parodiiauos qui-
mera dividir a freguesia, de que sou vgario, eu
nao favei reqiicrimcnlo alguin contra isto, nao
impugnar! mismo as-.ua-> rases, protesto que
este ser o inau procedimentoj mas porque te-
nlio este modo de pin- r uo se segu dalii que
csteja pilas divises di' ontras freguesias. be
consta que ha necessi Jade de divisan, seo pa-
rodio (' mo, se nao cuida dos seus fregueses, se-
as igrejas esto em abandono, so as ovelhas nao
achao pasto, ento divida-se: mas se isto assim
no, a divisan vai ser gravosa ao estado, e dei-
xa o parodio sem o necessario para sua subsis-
tencia: por isso que me opponbo ao projecto.
(i Sr. Tuquei: Sr. presidente, nao tendo os
dous bonradosmembros dcstaasseinbla.quesc-
levantrao anics de mim, dado urna rasao positi-
va conira o projecto, mostrando os motivos por
iiue sedeve approvar.ourcprovar.pensando mrs-
mo, que hiforninccs nao lia suflicicntes para se
dar um voto aeste rcspeito.dgo.que pedi a pala-
bontein ficado
da emenda da
< ino-
ir'es, sendo a estrada de 30 palmos de largu-
e as travessas de 20, limpas em osmezesde
e SCteinbrO de cada auno, fazendo igual-
i' i.
malo
mente os passadkos, por onde onovnpossa pas-
sar sem detrimento : pena de 30/000 res e de
ser frita pelo fiscal sua custa.
OS-. Flripes : presiste as consideraces,
que hontem apresentou a assembla a respeito
deste artigo, que as cmaras do matto com as
poneas rendas, que lecni.uo pdeni providen-
ciar a todas as occiirreneias do municipio,como
por exemplo limpar as estradas.quando .-Has de-
poisdo invern se tonino (|ii
pelas arvores
lllOS
presentado o anuo passado r que esta impres-
so creio que nao necessaria a inipressao (les-
te Porlanto peco a dispensa da inipressao,
nara entrar logo na ordem dos trabalhos.
Foi lido jalgado objecto de drlib*racao c
dispensado da inipressao o seguinte projecto.
A coinmisso encarregada da HxacSo da torca
policial, tem a liorna d'apre sentar o seguinte
nroiecto de lei.
A assembla legislativa provincial de Peniam-
buco decreta.
\rt 1 A fui',; policial de toda a provincia*
para o anuo tinance.o de 1844 a 184;), constara
de quatrocentas pracas d'infantarla. .
Art 2 O presidente da provincia distnbaiu ,
o orgnisar a referida forca como entender
disciplina do
e org
niais conveniente a economa e
corpo, com tanto que asuadespeza nao exce-
da a cenlo c dous eolitos de iris.
*rt 3. Fico revogadas as leis ns. 9t>, e n. .o,
f todas as disposices em contrario presente -
Manotl Catalranli- litis e Sitia Paula Caval-
Proscgnc-sc a segunda discussao das pos-
EntrTo em discussao, por sua ordem, e sem
debate s.o dados por discutidos os seguales ar-
tigos e emendas da commisso cuja vota.ao
vai consignada no fin.
Art. 19. 80 nOS matadoras publlCOS, ou par-
ticulares com licencadacaniara.podero matar,
qill. crescem .' deito ramos para e esquarlejar as re/es e pagos o* , de r.earciu fechados. Ob- I clonaes, fica livre a seus cinos conduzil
Art. 20. Approrado.
Art. 21. Rejeitado.
Art. 22. Rejeitado ; por ter sido approvada a
emenda da coinmissfin.
Art. 23. Rejeitado pela mesma rasao.
Ktt. 24. Approvada a emenda da commisso.
Art. 96. Ai>i)iovado c rejeitada a emenda da
coniinissao.
Art. 2(5. Approvado ,
commisso.
Art. 27. Approvado,
commisso.
Art. 28. Approvado.
Art. 2!). Approvado
Art. 30. Approvado,
inisso.
Art. 31. Approvado.
Art. 32. Approtado,
e rejeitada a emenda da
e rejeitada a emenda da
c a emenda da com-
e a emenda da roin-
vra para declarar,quenieopponho expressamen-
te ao projecto un dlscussSo. Nao posso.Sr.presi-
os fundamentos da rasao, pela
se assenta i miiilia
proj
dente, i onheci
(inal o nobre deputado, qu
esqtierda, nao vola contra projecto algum de \ sao de freguezias : creio. que as nossas delibc-
raedes di vem ser fundadas em rases de utilida-
desublica, e <\w ueiihiima ordem lia de delibe-
i acoes, em jiir se di va lomar nina deciso geral
de' negativa ou alli mativa, sem altencao
ros de pao lancados sobre os atoleiros que
existein as estradas para dar passagem aos ca-
vallns e nao pontcs como se leni querido en- ,
tender.
OSr.Aguiar: = impugna o artigo, nao si.
pela sua redac<;ao como at porque Ine pare-
ca pela continuacSo da postura que o inten-
to era obrigaiaos particulares a faserem estradas
no inuneiplo o que, segundo elle, nao so nao
est as attribuicdes le qualquer cmara, como
..lleude mu directamente a lei provincial de
12 de junio de 1835, que liberta osproprieta-
rios desta obrigaefio.
O nobre orador l alglins arligos desso le pa-
ra corroborar a sua opinao e faz a respeito de
observaedes tendentes a esse
>. S. da (.(.'.iceicao
e momdo-
iii. a povoavao da .apella (le
de Bebiribe lem mnlto poucas casas
ns, e i;1o )K neo abastada, .pie nao podern dar
mi ios nara siistentaco de um parodio, porque
at em todo o anuo de -1841 (Ico apenas 8/000 rs-
de emolumentos, eque mesmo a sua freguesia
ainda com esta povoaco mnito pobre.
I.riubrare uns est asRcmbla, que nina
lei existe, determinando, que a freguezia deS,
Pedro Marlvr, logome liqnevaga seja annexa
|re(u< zio 'la S lauto se recoiiheceo, que a fre-
gue/ia poda subsistir. '> cura de linda cita ateo con-
cilio trident^no i este respeito ; e a observaco
apnntida pelo nobre deputado, que ralln em
prhnero lugar, .le que os cofres provinciaes nao
esto to abastados, que possamos fazerdespe-
>as,qnc no sejo absolutamenteliecessarias,pa-
rece deinuitaconsideracao. I'ortanto, Sr. pre-
sidente, liei de me oppor a este projecto, e i to-
dos os mais. cm que no baja urna rasao de nii-
lidade publica, eque venlio aggravar as renda
da pro\ incia.
Julga-sc a materia discutida, e posto votos,
rejdtado o projecto.
Entra em priineira discussao o seguinie pro-
n'i te.
Art. 1. O eollegio deitoral, que se reuma em
Cal.rob., passara a villa da Boa-vista, cabera
da enmaica.
Art. 2." Fico revogadas as bis cm contrario.
Recife, 4 de abril de l840.s=-*t'sTCavaiconli.
o Sr. .!<( Pedro : -- Creio, Sr. presidente, que
rsti cm vigor, a lei de 29 dejulho de 1S28, cjue
diz as-im : (U) Entendo por tanto, que este pro-
jecto excntrico de nussas attribu9es. Eu
nao quero argumentar agora sobre isto ; mas lia
una lei, que eoinmelle esta l'ai uldade ao presi-
dente da provincia ; assim, icnso quenada inais
temos de la/.er a este respeito.
Jnlga-se a materia discutida, e .osto a votos,
r rejeitado o projeclo.
Segitc-sc a segunda discussao do seguinte pro-
et lo. que sem dbale < rejeitado.
Artigo nico. Ficao pertencendo freguezia
do Allinbo as aguas do rio l na al encontrara
estrada que vem do Retiro para Quipapa, a qual
estrada litar servindo de limite as duasfregue-
zias, pertencendo do Altinho o lado do norte,
inclusive a fatenda Retiro ; e deGaranhuns o
lado do sul at o silio l'.io-lerro exclusive ; o
d'ahi, seguiudo o curso do rio l'itangui at en-
contrar a freguezia d'Agua-preta, pertencendo
.1 de Garanhuns o lado de sul, e i do Altinho o
do norte.
Fico revogadas (odas as dispositf.es em con-
trario. Paco da assembla legislativa provincial
ce I'eriianibuco, 2(5 de abril de 18311. Hiztrra
Cavalmnti. Holanda.
Entra cm 1." discussao, e approvado sem de-
bate o seguinte projecto :
Art. nico. A freguezia do /ionilo dora avante
principiar na Barra-do-UiachSo, e seguir at
aBarra-da-Jangada inclusive; e d'ahl voltar
pela margem diveita do rio Pirangi; passar o rio
,, na, iia.ii- oengenhoda llha-de-loresin-
elusiv,' e d'ahi vnllar at-.i Cnva-da-ilefiincta,
onde voltar, procurando a Scrra-dos-mocs,
semiindo pelo cume da mesma, descera em ru-
mo as nascencas do RiachSo.eseguir pelomes-
mio rio atcasiia barra.
de 1828 e
estabeleceo
sem, pedindo meios para isso, e nSo o ir buscar
na bolea dos seus uunicipes. A visla destas
rases presume que o artigo e" excntrico das
atiril.iii'.es da cmara; porque ella nao pode
impnr ao proprietario urna nbrigafao, quetein
sobre si pela lei do 1." de OUttlbro
mas anda pela lei provincial, que
o systeina d'estradas.
r/apoiada, e entra em discussao a seguinie
(inenda dn Scnhor Floripcs. Em lugar de
abrir estradas diga-se limpar as estradas
pblil as.-
O Sr. Florpee: declara ter mandado a meza
esta emenda para til aro escrpulo do nobre de-
putado que cnUndeo por essa pbrasc que se
ia iiipr ooniis aos particulares de abrirem
estradas quaudo a nleueo do arligo era soo-
brigal-os a limpal-as. E em resposta ao que
disse o nobre deputado que opreccdcu a
respeito da limpeza das estradas publicas csia-
rem a cargo das .amaras julga o orador que
mismo pela lei se cntende que os seus argu-
mentos proceden! contra sin pois que a cma-
ra lein dbrigacSo de velar na coinniodidade e
bem estar de seus inunieipes, onpfdindo unios,
ou iinpondo mullas e obriga$oes. Observa,
que as entradas esto ein estado tal (ue queni
transita nellas corre o risco de furar mu oiiio ,
ou pelo menos de veros seus vestidos rotos, e
qUe se nao 'orcm limpas pelos prop clarios
desses terrenos nunca o scro pelas cmaras
por falla de meios.
O .Sr. Taques : = disse (pie j na sessao passa-
da sustentara a dispos9ao consagrada no arti-
go e que boje persiste na mesilla Opinio nao
obstante as observacoes l'citis pelos nobres de-
putados que o impugnarn, l.nlende que
em geral a assembla deve apprnvar as posturas
propostas pelas cmaras quaudo dellas n.'io re-
sulto absurdo quando nao se niaiiilesla Talla
de fundamento ou opposijao legislacao vi-
gente: rcspoiidcndo os argumentos do nobre de-
putado o Scnhor Aguiar de que as cmaras nao
pdein impor obrigatto aos seus uunicipes ,
que no seja a de seus rditos di/. que esta o-
pinio nao tein l'uiidaineiito na legislacao citada,
poisquea ledo 1." de OUtubro muito am-
pia ; (l s cmaras iiiiiuicpacs a fu uldade de
estabelecer quaesquer meios tendentes a pro-
mover as coinmodidades de seus inunicipes
tanto no artigo 71 como no arligo (54 c ei
OUtros, que sao lidos pelo orador. Porlanto
julga que a cmara do iionilo est no sen d-
relto, quando prope posturas,como a de que se
trata, cuja conveniencia transcedentc. Obser-
va que o artigo no tcm em vista outra cousa
mas dp que lser com que os caininlios pbli-
cos se consrvela limpos para utilidade geral,
estimulando aquellcs, que s se querem apro-
veilar do Iraballio dos outros, a concorrercni
tmbela da sua parte para a limpeza dessas es-
tradas.
O Sr. Aguinr: Ainda toma parte na discussao,
respondeaoo ao precedente orador, ecorrobo
rando os argumentos, que emittlo noseupri-
mero discurso.
Julga-SC a materia suiBcientemente disentida,
e posto votos rejeitado o artigo tacando
piejuuicada a emenda.
O Sr. Secretario I pela ordem ) Acha-se so-
bre a lae/ao projecto que ti\a a l'nr.n policial,
r como este prefecto "eja o mosmo que fui a-
de aisao.
Art. 20. Nenhuma pessoa podera esquartejar
c vender ao povo rez mora que appareya nos
curris, ou em outros quaesquer lugares, ou
que d siniptomas de j estar rom a molestia
denominada -mal triste-: pena de 30> rs., e de
8 dias de priso. .
Art. 21. Todas as pessoas que talliarem gados
dever. ter pesos de inda libra a una arroba ,
aferindo em Janeiro e dando-osa rever de 3 em
3mezes, em quauto esta cmara os nao lorne-
cer: pena de 8/rs.
Emendada commisso Snpprima-se.
Art. 22. Esta cmara fornecer balancas, pe-
sos, e sepos paraos ncougues do termo co-
brando por cada ama re/, qae se pisar 1()0 rs. e
80 rs. por cada spo, em que nelle corlan ia a
carne.
Emenda da commisso = Snpprima-se.
Art. 23. Da mesma forma fornecer medidas
de pao para os povos por ella venderem as fei-
ras pagando por cada carga, que por ellas ine-
direm, 40 rs.
Emenda da commisso to Supprima-se.
Art. 24. Nenhuma pessoa,que tlver gado para
matar, e vender ao povo, podera consentir ,
que a re corra, oa que a aperreen! com panca-
das ferroadas, ou caxorros: pena de (if rs.
Emenda da commisso, Redija-se assim. i
He prohibido ftizer correr, e aperrear com pan-
radas, ferroadas, ou caxorros 0 gado destinado
a ser aioilo e vendido ao povo. Os infracto-
res serlo multados em 1/aG/rs., e 2a 8 das de
priso.
\rt 25. Nenhuma pessoa podera criar ou
conservar poicos sollos tiesta villa e povoaces
em un filiarte- de legua em roda dellas por
seren eles damniuhos.e muito nocivos a saude
pblica : pena de seren inortOS pelos liseaes ,, c
arrematados iminediataiiiente pela aulorldade
competente; cosen producto, tiradas as despe-
as ser applicado para os presos pobres.
Emenda da commisso Supprmio-se em
um.piarlo de legua em roda dellas. por seren
damninhos e multe nocivos saude publica
e substitua-se aprehendidos niortos e
accrescente-se depoisdepara sustento.
Art. 26. Fica livre a qualquer pessoa nesta
villa poder conservar animaes vaccian e eaval-
lar sollos dentro do quarto de legua que ora
existe de voluto c os gue quizerem plantar
ueste terreno o podero Raer com cercas sulfi*
cientes.
Emenda da commisso = Supprima-se.
Art. 27. Todas as pessoas que plantareis fra
de lugares do //rejo e Senas ein lugar onde
costuma criarem-se gados < outros animaes
solios, serd obligados acercareinas suas la-
vouras com cercas fortes e de altura da 8 pal-
mos : pena de 3o/ rs.
Emenda da commisso = Made-se a penaem
07 rs.
' Art. 28. Qiialqtial pessoa que tivcr ananaes
Vaccttm e cavallar e que estes casela des-
tmicao em lavouras que estejao cercadas, con-
forme o art. 27, oa que sejSo plantadas em ore-
jos e senas, soll'rcr a pena de 2#rs. por ca-
bera nlni do prejuiso que caiisarem.
Art. 20. Nenhuma pessoadestavillaepovoa-
ces podera conservar cabras e ovelhas solas
noute pelas ras: pena de 200 rs. por cabeca.
Art. 30. Pica prohibido andaremeacs pelas mas
desta villa, C povoaces sem que estejao al-
(ciliados : pena de seren morios pelos liseaes ,
c de inulta de 1 rs. por cada um.
Fincada da conunisso = Supprima-se pelos
fscai e a multa seja de 1/ rs.
Art. 31. Nenhuma pessoa podar correr a ca
vallo pelas mas desta villa, cpOVoacSes: pena
de \j rs.
Art. 32. Nenhuma possoa podera lancar nos ros,
poros pul.lieos, mas .'estradas inmmndices de
qualquer quolldade corpos de animaes mor-
ios ou semivivos : pena de 8^ rs. e de 4 dias
de priso.
Emenda da commisso A pena seja 1/
a 8/rs. (le multa e 2 a 8 dias de priso c re-
movidos, ou extrahidos os objectos sua cusa.
\i-t.,'i3. HcaprohibUloo lan amento nos rise
pocos pblicos de liervas venenosas, on de cousa
que infeccione as aguas, cmate o j.cixe : pena
de 8/rs. e de 4 dias de priso.
Votacio drstes artigos :
Art. I y. Approvado rom a emenda da roin-
missio
inissao.
Art. 33. Approvado.
Segue-se a discussao do seguinte:
Art. 34. Nenhuma pessoa podera proferir pa-
lavras injuriosas, e fazer actos obscenos : pena
de 4/000 rs.
Artigo 35. Depois do toque de nove horas da
noute at aiatinas ueahaiua pessoa dentro des-
ta villa, e povoaco podera levantar vozerias ,
qae iiicoinmodein o socego e a moral pblica
por qualquer motivo no sendo reconhecida-
inente justo: pena de2/reis e de 8 dias de
priso. ...
Emenda da commisso Siippnmao-se, e em
sen lugar o seguinte-Ningueni podera em horas
de silencio levantar vozerias que iaconuno-
dem o socego dos moradores. Os contraventores
pagar a inulta de 1/ res a 8/rs., c sollrer 1
a 3 dias de priso.
0 Sr. topee (ama : diz, que se bem ouvio ,
julga que a coniniisso manda supprimir o art.
aparte, cm que inipoe pena a qiicni profer-
palavras obscenas conservando somente mul-
ta e priso contra aquelle que levantar voze-
rias em horas de silencio, que incoimndeui o
socego dos moradores ; e que, sendo assim, nao
concorda com esta- emenda da commisso; por-
que dse ja que sejo bem castigados aquellcs,
pie proferirem em pblico palavras obsedias.
Observa, que niesino na Id do 1. d'outiibro,
acha-se consignado um artigo que rcconinien-
da s cmaras teda a vigilancia a este respeito :
c portanto d'opinio cjue em lagar de se
supprimir o art. que se discute, seja elle ap-
provado conjiinciaincntc com a emenda da com-
miSsSo, islo, que se estabelcro penas para
quein li/er algasarras ein horas de silencio, e pa-
ra quera proferir palavras que ollendao a mo-
ral publica.
OSr. Taquen : Declara votar contra o arti-
go c contra a emenda porque as dtsposicrl
ahi eoiitidas se aeho consagradas no artigo 280
do cdigo criminal quanto a qualquer accao.qiif
na opinao pblica seja considerada como eviden-
temente ollnsiva da moral e bous costumes ,
e em un arligo da lei de 0 de oulubro de 1S31 ,
quanto a muuns ou assuadas : entende que
as posturas no serao mais observadas, (loque
estas bis porque as autoridades que as teein
de executar sao as inesinas.
OSr. I#;ici cinia : No concordo com a opi-
nio do orador, que me preeedeo quando jul-
ga que tanto effelto produsir tomar-se estas
providencias cm postura da cmara como es-
tando consignadas no cdigo; diz que ha una
difterenca muito grande porque o cdigo i
nina lei penal, e a postura eslabelece una mul-
la que reverte em beneficio da cmara; o que
deceno far dispertar inais vigilanca a este res-
peito e niesino que uo acba repugnancia, em
(ue nina medida, consignada no cdigo possa
ana cmara laucar em Bitas posturas.
O Sr. Taques : Sustenta ainda a sua opinio,
que, estando estalx lecida no cdigo una pena
para este caso no v raso, para que por una
postura de cmara se imponha outra pena; que
Ulna disposieo nova no far com qae nao lia-
jo assuadas, ou no se proliro palavras obeet-
nas as mas porque a .cmara municipal nao
anda a vigiar pelas juacas, e os seus liseaes nao
teein a faculdade de prender a ninguein. Obser-
va, cpie as posturas da cmara municipal da
cidade do Recife ha providencias a esle respei-
to, c qae entretanto no se teein executado, assim
nao ve vantagein alguma ca se approvar o arti-
go c a emenda, que se discute salvo se e com
o fim de augmentar o rendimento da cmara ir-
la imposieo de inultas; mas er, que este mel
no o mais regalar.
D-se a materia por discutida, e posio a votos.
approva-se o artigo rejeitando-sc a suppres-
sao proposta pela comniisso.
Segae-se a discasso do seguinte.
artigo 36. Toda a pessoa, que nesta villa, e
povoaces lor encontrada embriagada, sera eon-
diuida sala-livre pelo fiscal onde estar o lem-
po, que lhe durar a embriagues, c os que mal-
trataran ou insultaren! ao embriagado ou
que o incitaran para ells faxerem desoraens,
mi proferirem palavras injuriosas; pena de4us.
Emenda da commisso-Supprima-se ai
parte, e aeressente-se apena de multa adex>
8 dias de priso.
Sem debate proeede-se votacao rejeitado
o artigo cpor conseguinte considero-sepre-
judicadaa emenda.
Passa-se a disentir o seguinte:
Artigo 37. Nenhuma pessoa podera dar tiroi
de dia ou de noute dentro dos circuios desta
villa, e povoaces: pena de 1/res por cada Uin.
OSr. Hrtelo : Observa, que a redacea" <">
artigo nao 6 clara que no se pidc inesuio vo-
tar sobre elle porque de saas expresses, oqi
se collige qae sendo a providencia so toma-
da contra as pessoas, que derem tiros deuMj
ou de noute dentro dos circuios da villa, ou po-
voai es permettido dar tiros fra desses cir-
cuios. .
D-se a materia por discutida, rejeittoo
artigo.
Fnlroem discussao por saa ordem os segu -
tes artigos, e emendas,que sem debate sao "'
los a votacao.
Artigo 38. Nenhum morador desta villa, e po-
voaces poder dar rancho em sua casa para n.-
bltar pessoa desconhecida, sem que Primfl
se trnha apresentado antoridade P0''011 V
peetiva para a lecohheeer e llcar sdentinssa


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-- I .
,lo motivo que trouceao lujar : peni de -20/
,ri5, r 8 d'uis de prisa. _
Emenda da conunisso -- Arligo 38 uppn-
ina-se.
fcpprova-se a eirenda.
Artigo 39. Oscapitea decampo, escuscam-
nanbas serio pela cmara provlslonados annu-
almente, pagando por ellas t/reis, eos que nao
ofore.n e usaren do ditoofuclo serSo multa-
dos em Ss' reis. __ _
Emenda da commisso Artigo 39 Suppri-
ina-sc.
Approva-se nartlge.
Artiglo. Oscapites de campo, < senscam-
panbas quedemorarem escrnve, que pega-
cm sem os entregar Inmediatamente a seus
senhores < na Taita dcstes os na. recelherem
1ok a cadeia dando par.- a autnridade compe-
tente lo lugar ou que os maltrarem : pena de
Emenda da commissSo Artigo40 Sup-
prima-se.
Approva-se a emenda.
Artigo 41. Os capites decampo ou campa-
nhasreceberad 640 reis per cada ura cscrave,
ojuepegarem na villa epevoacdes onde mora-
ran esendo Aira dellas percebera maisoOO
reis por cada legua e exigindo mais : pena de
'/ ,<'S- .<,_!
Emenda da comintssao -- Artigo 40 Suppri-
ma-se.
Approva-se a emenda.
Artigo 42. Qualquer pessoa que desobede-
cer aos fiscaes em actos de seu ollicio; pena de
10/reis. .a .
Emenda da commisso -- Artigo 42 Snppri-
ina-sc.
Approva-se a emenda.
Artigo 43. Todas as penas conunnadas as
presentes posturas scrao duplicada* pela rein-
cidencia ate 30 dias de prisao, c 80/ res de con-
demnaco na forma doartlgo72dn lei deprl-
meiro de outubro de 1828.
Emenda da commisso Artigo 43-Suppn-
ina-se.
Approva-se a emenda.
Artigo 14. Acontecendo.que os infractores nao
possuo bens para pagamento das multas, ou
que uteiramentc s neguem a pagal-as.serao es-
tas coinmut idas em dias de prisao regulando-sc
1/reis por nadadla.
ilcprovado 0 artigo.
Artigo t. Das multas que l'.em cobradas
tero os fiscaes a terca parte dellas, visto que
sao obligados a cumplir com os develes sem
que tenhao por isso ordenados.
Emenda da commissSo -- Artigo 4.) Supprl-
ina-se.
Approva-se a emenda.
Anual foro approvadas as posturas assnn e-
mendadas para passareiu 3.* discussao.
Da.la a bora o Sr. presidente deo par? ordem
do da :5.a discussao do projecto n. 12 de 1842, e-
levando al:000/dcrei8 o ordenado do profes-
sor de latim do bairra do Recife ; 2.a discussao
do n. 3 de 1844 ; 2.' dita do n. 2 leste anuo ;
1. do projecto da Jorca policial, c codtimiacao
da de boje.
sesso em 16 de M.vr.go dk 18-
Presidcncia do Sr. Pedro Cacalcanli.
Frita a chamada achroo-se presentes 33 Se-
jibores diputados. O Sr. presidente declaroua-
berta a sessSo; ibi lida e approvada a acta da
antecedente.
EXPEDIENTE.
O Sr. prneiro secretario Ico o seguate:
Um requerimento de Manoel Jos Tcixclra Bas-
tos Jnior substltutodasaulasdcprimeiraslettras
da cidade de Olipda, pedindo, que o seu orde-
nado seja igualado ao do substituto das aulas
do Recife: a commisso de ordenados.
Outro do Hv. Manoel de Mello I alcao e Mene-
ces, vigario da matriz de JS. S. da Conceicao da
comarca do muito, requereudo, que seja <-
carregada da adnilnistraco e gerencia das lote-
ras, concedidas aquella greja Innaudade da
mesma: commisso de petifdes.
Foi lido e approvado o seguinte parecer da
COllllllissaU de i'i/< iia uiv>iiinlo A cani.ua
municipal da villa de Cimbres pede, pelas rasoes
(rae allega em a represen tai, o inclusa, que se
extinga a repartico provincial da inspeceo lo
nssucar c algodo; e outro sim, que sejfio crea-
das duascadelraade primelras letras; una na
freguezia la Alagoa-de-balxo, outra na povoa-
i ao do Ollio-d'agua.
Parece commisso de fazeada c ornamento,
que, quanto I.* parte, 0 requerimento soa
defrido com o resultado da discussao do projec-
to do ornamento, enioqual a cmara propoza
extlncco da referida inspeceo manto 8.
parte, leve o inesmo requerimento ser devolvi-
do commisso de instiuceo publica, a qucni
compete o conliecimcnto do seu objecto. Sala
las commissOes la assembla, 18 de marco de
1844. =* l.oio Jnior. = Manoel Cavaleanti. Se-
bastio do Rctjo.
Foi tambein lido c entrn em discussao o
seguinte parecer la coinuiisso de constituidlo
c poderes o qual licou adiado por ter pedido a
palavra 0 Sr. .lose Pedro.
Parece coinniissaQ.de constitulco e po-
deres que por nao terrm sobrevindo novos
motivos deve subsistir a deliberarn pie esta
assembla tomn en. sesso de 7 lo correte
inez a respeito da convocaco le mu supplen-
te em lugar do Sr. Nogueira Faz, sendo que
por isto a mdicacao dos Sis. deputados Urbano,
Sonsa Teixeira nao admissivel por contra-
ria a que se venceo c deliberou na referida
sessao. Sala das coimnissoes 18 de marco de
1844. Ma(i OSr. l'rbano: I'v a palavia pela ordem.
OSr. Vreiidtnle : Pode fallar.
O Sr. l'rbano : F.' para propr a urgencia, a
fin de entrar inmediatamente cm discussao o
parecer pie se acabou de 1er.
Em todos os cornos representativos Sr. pre-
sidente o complemento numero dos seus
iiieinbros si lupre se considerou como mnob-
ecto urgente; nacamara dos deputados, n^o'sd
para sedarassento a um deputado como tam-
irni para s.- ailiniltir lim Slipplrnte 011 eontrs
a adlllissao de deputado ou supplenle em urna
palavra (odas as vezes, que um parecer se apr-
senla relativamente a entrada (ruin deputado.
ou supplente sempre se considera objecto ur-
gente independente de votaco da casa c a-
iuda pedindo-se a palavra o parecer entra lo-
go em discussao sem pie o presidentee con-
sulte previamente a cmara se adopta ou nao
a urgencia. .Nao quero pie esta pratica se
admitta aqu, porque ellad contraria aos estilos
da casa, tanto nao exigir! eu; mas enteudo ,
que sendo o projecto de urna natureza ingenie,
devenios tratar [inmediatamente delle e por
isso proponbo a urgencia do parecer da com-
misso,
K' apoiada a urgencia e entra em discussao.
O Sr. Nabuco : Scnhor presidente en me
levanto para corroborar o vol lo nobre depu-
tado, pie propoz a urgencia. Entendo, que
este negocio summamente urgente depois do
discurso que o nobre deputado liontelll profi-
ri nesta casa. Greio Senhores que ur-
gente pie nos piauto antes entremos na
qlicstao, que o nobre diputado venlilon
reio, que urgente, que us tomemos
conliecimcnto dessa denuncia, pie o nobre
deputado fez nesta casa i apoiaan ) : cum-
pre, quesaibamos se representamos legitlina-
niente a provincia se estamos nqui com pode-
res falsos ou legtimos (apoiadot atrae), nao
nos opponliamos discussao que o nobre depu-
tado bontein prorocoit: cumpre,que o nobre
deputado exilia esses documentos que tem .
que provao ter sido invertida a expressao do ur-
na eleiloral cunipre ainda, que salvemos a
reputaco de pessoas respeltavels, pie seacho
nvolvldas na denuncia do nobre deputado. (a-
poiados). Fis a rasao por pie approvo a urgen-
cia ; devenios tratar leste negocio quanto
antes.
Julga-se a urgencia discutida e <' approvada.
0 Sr. Presidente : Tem a palavra oSr. Jos
Pedro.
O Sr. Jos Pedro : Sr. presidente ten do da
OUtra vez em que se tralou aqui desle obje I",
apresentado as rasoes, em que me indava, pa-
ra pie fossem chamados dous supplentes, e nao
su um, como se venceo ni'Sta casa, cu disse
nessa occasio que a parallelo dos motivos,
que assistii'io a ambos os deputados que se jul-
gavu faltos nao era una qucsto que vesse prevalleccr, para que sr liouvcsse de cha-
mar a mu supplente e se reciisasse o ciania-
mento do outro.
Fu disse nessa oecasiao pie anillos os di pil-
lados, (pie se aeliavao fallos, estavao na jiossibi-
lidade de se acliaieni repentinamente nesta ca-
sa; disse. pie ambos sabiao que levi.io lomar
assento 'pie nao linliao participado ou nao
se tiuliao escusado; disse. que, se liavia rasao
forte para que um nao se podesse adiar aqui,
porque estiva iVna da provincia a respeito do
outro se lava idntica circunstancia; porque
estando fina la cidade, e em grande distancia ,
acereseendo a maueira, por pie se acliava a res-
peito dos seos direitospolticos, estabellccia
um perfeito parallelo entre ambos; mas, Sr.
presidente, esta casa nao attendendo a estas
rasoes assentou le lomar una lelibei ai;>o ,
fundada nos motivos aqu apresentados a res-
peito do-Sr. Mai-iel Monteiro, e reciisou os mo-
tivos apresentados, a cena do Sr. Nogueira
Pa/.. Hontem nesta casa apr.senlarao-se novos
motivos que provao que o Sr. Nogueira Paz
seaclia impossibilitado de vlr lomar assento,
iinpOSSlbilldade, que cu jlllgO superior .iquilla,
que se apresenlou a respeito do M\ .Maeiel .Mon-
teiro: por conseguintc assento que os motivos
j.i noso os mesinos, entilo, como diz a com-
misso, pie nao se pude lomar nina delibera-
cao contra o vencido porque as circunstancias
sao as niesmas .' Crclo pie o odbre deputado, 0
Sr. Dr. Urbano, hontem apresentou aqui-o teste-
munho le pessoas respeitareis <|i' por cartas
particulares alancao, pie o Sr. Nogueira Paz
nao pode vlr tomar assento, principalmente por
que sabido !< iodos, que elle se aeha envol-
vido em mu crinie, e que necessaria a sua
presenca no lugar, em pese aeha, para desviar
de si as imputaedes que Ihe sao (citas. Por-
tante Sr. presidente se aO/que j.i se tiulia
dito aqu accri'seeni estas novas inl'orinaeoi's ,
mais tepipo urcorriuo crcio que para .- -......
coherentes levemos chamar um supplente em
bigardo Sr. r-.ogueira Paz; se O contrario as-
senta a commisso que s- deve nratlcar pelo
principio le liavir j.i na casa nina deliberaran a
este respeito licar a assembla inhibida le lo-
mar outra dellberaco inesmo daquia lempos,
a respeito do Sr. Nogueira Paz ; o pie nao con-
ceder!. Por estas rasiies voto contra o parecer.
O Sr. Presidente fdepois de nina langa pausa).
Se nao lia mais picni queira fallar vou ptir
a votos. Os Sis. que approvo....
O .Sr. l'rbano. Peco a palavra.
O Sr. Presidente: Pode fallar.
(Continuarse-la.)
Correspondencia.
Sonhon redaelore Bin cesposta acovrespon-
iliNii.i lo amigo da rerdade insera no sen Dia-
rio de l."i do corrente, rogo Vms. ojavorde
piililicarem as poueas liiihas. que ahi v.io.
O correspondente, a que hie refiro, e que deve
ser o lorii' agente na creacao le nina freguezia
em Cantar, eoiubaiendo as minhas ideias,
mostrou a falta de razao, e <> capricho de sua
empreza.
Elle autorisou sua correspondencia, as idei-
as que emittio eui susteniaco da diviso, no
amor lo prximo, de que deve estar eheio>o seu
< orai ;io; mas admira qJC, sendo este senlimcnlo
tilo late ; porque prximos sao iodos os homens,
estando a humanldadc alucia pelos innmeros
males, que a lualtrato, o correspondente, del-
\ando lao lata esphera, e males tan graves, e
que por isso demandao prompto remedio, se
fosse oceupar com a diviso de urna freguezia
em Caruar Isso prova, que > corresponden-
te pii/. tornar syiioninios o interesse partleula-
rissilllO, pie a isso o mov', e o senlimcnlo
do amor do prximo, sciijUiuento, que adoinl-
nal-o em verdade, o arrastrarla a ideias oppos-
tas.
( correspondente foi pouco delicado uno
vigario de />'( serios, apresentou as eotisas,
como Ihe convillho mas nao como ealinenle
sao, e demonstraremos.
0 vigario d* Bcserros pode lesongear-se le
ser respeilado entre lodos os homens. rom ipieni
vive, e pelos seus frcglICZCS, sem que nunca Ihe
coubesse a pecha dclnteresselro; para prova do
que, Sabe O publico, que elle eeileo piasi lodos
>s rendinieulos da freguezia ao reverendo Ma-
noel Clemente, alhn de ter um coadjutor cons-
tante na freguezia: alcm deste ecclesiastico,
exisiem ni u i tos outros as dillcrcutescapellasda
freguezia, aos quaes o vigario cede Iraiieamen-
le a nu'ia estolla, e para conservar as apellas
sempre curadas; ate se tem obrlgado, e pago
imiines de capellanias C0II10 aCCOUU'CCO C0II1 O
padre Villarlm, quando era capellao deGrava-
i. c a gora de Caruar. K o parodio, pie as-
Sllll se porla, poder.i com jllSCa ser lachado de
interesseiro, < fazer nasccr desta causaqualipier
opposiilio, que faca na divisao le sua frcgui zla?
lisies lacios s'ao pblicos, e convidamos ao i or-
respondentc acoutestal-os; e veja agora onde
esta o amor lo prximo < \ garlo levantou i
greja de Nossa Senhora do Uosario cm Bese ros,
a sua usa smente; < note-se que este edifi-
cio, ali'iu le Indas as proporyoes para se n li-
brar com decencia o culto divino, conten com-
modos i> ira receber mulheres dedicadas ao ines-
mo culto: calcule o correspondente adespeza,
que nlsso farla o vigario, c veja agora se pode
ser elle aecusado de iutercssclro, e no sentido
lo correspondente.'
o correspondente sem compeuelvar-se bein da
loica do argumento, que se apresenlou coutra a
divisao, por nao haver falta de aduIiuistra(o de
sacramentos, e ser a reguczia de Beserros bein
curada, velo argumentando, que ospovosde
Grvala linhiio requerido una freguezia all.
Sem advertir, que, se leudo demonstrado, pie
todos os povos da freguezia i-stavao bein cura-
dos, qualquer exigencia do pavo para veva fre-
gue/.ia. nao era bascada i ni ueci
ssidade, nem
IIUKIU l)E PEBNAIBIJCO.
Hontem (iCjclicgou do norte este porto o va-
por Pernambucana, dcixando tranquillas as di-
versas provincias porque passou e tiazendo-
dos diversosjornaes. No Maranho, onde o par-
tido da ordem val ganhando terreno c elevau-
do-se sobre as ruinas do jansenismo cuja com-
pleta derrota noticia a Revista, liavia a presiden-
cia rccebldo felicitai oes de varias amaras mu-
nlcipaes elogiando'-o pelo modo por que tem
manejado as redeas lo governo, c tinhoo-se re-
conhtcldo falsiftcacoes na actas de alguns col-
legios eleiloraes. No lia 10 de Janeiro achou-se
alli roubado o cofre la allandega na planta le
18:0869574 teis ; ea24 defeverelre o bacharel
Manoel Jansen Percira, tendo-se dirigido ao pa-
lacio do governo, e proferido palavra irju na-
sas contra o presidente por ter-e este negado
una audiencia, que por vanas vez\s Unlia elle
sollicilado foi com violencia expulso do ines-
mo palacio pelo aldante d'ordeus Antonio le
Sami.aio que adia-sc rccolhido a prisao, para
responder conselho.porcrinic de leves Oensai
phisicas fe i tas nessa oecasiao ao citado ba-
charel.
illlidade; Oca pos tal projecto bascado cm me-
ra levi uidade dj pavo, por condescender com mu
caprichoso, que sempre appareee, que IJUI i lm-
nar seu nonie celebre por taes lei lo : nao c s,li-
cor: indo ao opprimido, barateando o pao, SUS-
pendeudo o biaen it.i prepotencia contra o
l'raco, que essee taes se assignalao protectores
da humanidade; mais dividiudo Ireguezlas
porque os vigarios sao eiites passivos, a rell-
i;iio eous.i. pie se val usando pouco: quein
llo ve rasoes inesquiuhas. e liten SSCS polticos
mal pensados cm laes divises, e smenle isto
si ni allenrao ao mais peipieno amor lo prxi-
mo? Nao venha o correspondente com cssas
causis ail'ectadas llludlraalguem, se alguciu
anda hi, que com laes causaes se Iluda.
0 correspondente fblta a verdade, quando diz,
que da matriz a Tacait sao 28 a T'leguas,
piando lodos sabini, consta da cstatistica,
que, quando muito, aquella distancasela pouco
alcm de 10 leguas. E para que <> corresponden-
te augmeutou 11 leguas de mais.' Ser pi lo a-
inor do prximo.' Goiu l'alsidades nao se faz
bein a ninguem.
0 correspondente diz, que a freguezia de B-
senos deve ser dividida ; porque conten 13,b()0
almas, e d 34 cleitores, servindo-lhe de base
para o numero de almas, o numero dos elelto-
rcs. o numero dos cleitores e inexacto ; por-
que d menor, e quando maior di sse, todos sa-
bem, pie isso depende las conveniencias poli-
ticas das eleicaes, que vario para mais, ou pa-
ra menas, na raido da importancia do partido,
pie domina para com os colligios. com que in-
to. F poripie nao proinove o correspondente
,i diviso da fregliesia de Sanio Antonio do Ite-
eil'e, Garanhuus, Altinho, Santo-Anta. 8tc. Se
as rasoes, que mo na divisao da freguezia de Heserros, Ibroo
grande numero de nitores; porque se esque-
ce listas ondas freguezia, que dao muito mai-
or numero? Ou o correspondente nao foi de
cerlo levado pelo amor do prximo, como diz,
ou su considera seus prximos os le Caruar .
O correspondente lalta a verdade, piando diz,
que o propricl ario da capilla de Caruar nao
reclama emdefcsa de seus direitos de propric-
dade; porque na assembla provincial existe
rcqulsi9o do proprietario daquella capella ues-
te sentido: o que este respeito argunienlou,
est refutado com os ti lulos propriedade, que
elle jiintoii em suapetlco assembla.
O argumento dednsido das enebentes do rio
do tempo da invern, nao respondemos) pela
l'utilidade delle. _
ti correspondente nerespendeomuitos ou-
tro argumentas, eespecialmente, que a tal li-
visao era despendise a provincia; por isso na-
da mais diremos, remeltendo-nos ao qujate
disse, appellando para o boni senso da assem-
bla provincial, em pieni muito descansamos,
chelos de confianca,
Son Senhores redactores seu constante lei-
tor. /'. /-.
CGKflEBCiO,
Rendimento do lia li.......... l.'?:SJ !^
Deieai regilo lioje IS.
Brlgue iiigle Fancy bacalho.
Barca i.milij- fazendas sabo r ionca.
PRAGA DO REGIFE 18 DF .Al \!!(.i> >F. 1844.
Rt'. tsr* mi r.c\NT;t..
Cambios Houverao tranzacoei regulares du-
rante i sem ina a i.'i > 2 d. p. I i >
80e !ll dias xi,i i
Mgodao \s entradas forao diminutas, eos
preros sublro a i> reis a arroba.
Vssucar Vs entradas forao grandes cb pre-
ces baixaTaoa liiiu reis sobre > ferro
bramo, e 800 reis do maseavado e por
estes inesmos lia pom'os conipi idores.
Couros Forao oll'erecidos de ifC.W i /I(5fi i
arroba.
tmendoas Venderao-se de I 300 i5 (00 n isa
arroba,
liaealliao Chegou umcarregamcnlo d 2,500
barricas, que foi vendido .> 11/reis I
diuheiro: o deposito' de 1.800 barricas.
C.arnc-sreca Nao houverao enti ad is ; e o d-
poslto de 7,000 arrobas a burilo de
trez eiubari'.i. n.'s, tendo-sc veudido de
2^f3tHI a i jfli o .i arroba da de /iienos-
Vyres < i tSO a 3jrtK)0 reis .i do Rio-
grande,
Farinha de trigo Nao houverao entradas,
Vinhos I m carregamento de I3l) pipas de Get-
le, que consta foi vendido a 80/ reis, e
outro de 300 le Lisboa est em i .
irnilo anilms entrado esta semana.
Fretes Ha grande falta de navios no porto,*e
os fretes tem subido, tendo-sc oliereeido
i! 3, i>ara o Canal.
Embareaei i rittentes netle porto.
Austracas............. 2
/)'iasili-iras.............13
lliiiaiiianpies.is............'i
l'r.inei/as.............'?
ilespaiiholas............2
luglezas..............8
Oiieutal..............l
Portuguciai.............
Sardas.............."i
Surcas. ,.........."-'

[ovimcnlo do l*orlo
Navios entrado v.n da I'i.
['orlos do norte 18 lias e 8 horas, vapor bi i-
sileiioPernatnbueana de 24 lom lad is, com
mandante Joo Melilo Henriques, ecpiipa-
gein 26, a consignarn de Joiupiiui Baplista
Mureia : fpassageiros Fernando Percira dr
Castro Jnior l>- Anua Basitia de Mirand i e
('astro c 4 escravos ,. Jos Percira da silva
Guimaraes Jnior, Domingos Til Spbiio \l-
ves Rlbeiro .lose Francisco Alves, e2ei
vos a entregar cap! tao-teen te Jos da
seca e Figuelredo, Dr. Veriato Bandeira t)ii-
arie Pedro Miguel T^imagiier c 4 escravos,
I sargento brigada 1 furriel 5 pracas par.i
o rxercito e lOpaia os iiiipi rlaes mariuln i
ros Urasilelros, Joao Alves de Mello, Fr'i
Vntonio da Rainh.i dos Uijos l'ortugiiezes, e
3escravos-, iMadamaZo I'opou ''. Framl -
a Paulina, Joo Vctor Lafou Fraucezes.
Liverpool; 34 dias galera iugleza Kimltj
208 toneladas caplto V.m Fojle, equipa}!
12. carga fazendas, a consignaco de Me.Cal-
moni -v (.ompauhia.
Dcclaraces
O vapor Vtrnamhurana recebe as malas pa-
ra os portos do su I boje (18 ao nielo da: as
arlas e mais papis, pie vierem ktgo depois
dessa hora nao si'ran remettidas.
O caixa la conipanhia do Uebiribc avisa aos
Sis. accionistas, pie, tendo de d n is suas cou-
tas administrarn, na sesso dol." de abril, se-
ia obligado a apresentaros tioiues dos pie anda
nao tiverem realisado a ultima prestaco de 4
por ceuto.
BH9
Lcilcs.
-----O eorreior Oliveia l'ara lei lo de grande
soitmenlo le fazendas consistiudo em hitas ,
madapolo, brins, chillas, lencos, cassas ,
halles, cobertores, suspcusorlosj algodozi-
nhos lucias, platilhas, pannos, velludos,
chapeo de castor superfinos, brancos c pre-
ios, calcados ingleses para homein, < militas
unirs fazendas de proiupta extraccfio asquues
sert) vendidas sem limites: piarta-leira 20 do
corrate, ;s id horas la uianhaa no prlmeiro
andar da sua casa.
Avisos diversos.
O abalxo assignado, nao podendq pela ra-
pidez desua viageui le regresso para o ltio-de-
janeiro, despedir-se le iodos os seus amigos,
e mais pessoas, que tanto o obsequerao nesta
cidade, lama nio leste vehculo, a lim de oll'c-
recer seu prestiuio na'quellaCorte protestan'
ilo a mais cordial ainizadc a todos os Pe/nambu-
canos, de quem leva taudosas recordacOes.
I.uiz Mende Bibciro.
Jos Stodart retira-se para Inglaterra dci-
xando o Scnhor Jorge Joo Smith com a sua pro-
curacaa bastante para girar a casadebaixo da
firma de Fox Stodart.
Fngoinnia-se roupa com todaaperfeico pos-
sivel, e por pfero commodo ; na ra do Pires
n. 80.
A pessoa pie anuiinciou querer comprar
um metliodo de llanta, lirija-c urna da Ca
cimba m. 4.



4
jrrfh^r '
I
FnrtrSo d;i eicada do sobrado da na do
Rangel, d.56. urna bacia de rame nova, tenao
Calta de Ulna das aias ; a pessoa a quem lor otlc-
recida dita baca, ou delladcr neticia na sobre-
dita casa, recbela urna generosa gratiricacao.
O aniiiiucio de um eavallo, e un chao loiei-
ro entre as pontes da Magdalena, que se OiiSe
vender, na ra da Florentina n. 10, ate as B
horas d dia, e das 3 da tarde as e nao na ira-
vcssa desta ra, que boje tem o notne de itua-
bella. .
O abaixo assignado rrtua-se i>ara Ingla-
terra, deixando ein sen lugar o Senhor Joao
//roadbent com prociiraro bastante para girar
a inesiua casa deoatxo da mesuia firma, Ricardo
Royio&C %^-
Carlos dr I.ahaulire relira-se para r.uro-
pa: quem tiver oontas cohi elle, queiradiri-
gir-se na do Palacete primeiro andar tt. I.
Precisante de un rapaz, de idadede lij an-
nos pouco wais, ou menos, para servir de
criado ein nina casa de hoiuein solteiro : quem
stiver nestaa circurastancias annuucie.
uo Hara de Seixas embarca para o sul
do impeli seus dous escravos Aurelio e E-
milia naco Minas.
luga-se annualmente o sitio o casa n. i.i.
da Rua-iinperial i tratar nomesmo: tambem
se a luga eni conta una casa na mesilla na n.137,
acabada e pintada de novo, e propria para pe-
quena familia.
Quem precisar de 250/000 r. a premio le
dous por cento, sob penhorcs de ouro ou prata,
dirija-se pracinha do Livramenlo, n. 50, 1."
andar.
.los Joaquitn Lopes Moreira sua inu-
lher Marianna Joaquina Moreira da Conceicao
vao a Portugal tractar de sua saude levando
rin sua companhia urna parda sua escrava de
lime Benedita. Sua casa de negocio ica gi-
rando da inesiua forma administrada por seu
rmao e socio Dionisio llario Lopes.
Nao havendo berdeiros menores'a hcran-
ros da finada Senhora D. Bernardina dos San-
tosMisquita, casada que foi com Amonio Ho-
telho Pinto de Misquita, os herdeiros maiores se
xchSo amigavelmeute coinposto com este Senhor
encabezado no casal: por eoiiimiim accordo lica
casi girando no mesmo ponto emque exis-
tia at agora. Antonio Bolelno Pinto de Misqui-
t Pinto de Mquita.
Na ra doMondego rasa n. 85 ha urna
escolo de primeiras lettras para meninas on-
de com o maior esmero e perfeico cnsina-se
grammalica portuguesa faser flores bordar
de linha ouro, froco e mati/.cs e marcar
por differentes modos; os pas de familias,
que anhelan o adiantamonto de suas fllhas, po-
den) dirigir-se a casa cima mencionada.
Precisa-so de um homem, quusaibabom
ler, e escrevor, para caixoiro em um enge-
nho distanto desta praca 12 leguas; os preten-
deres dirijo-se a ra de Apollo n. 10.
Mara Jacinta Guilhermina retra-se para
ora du provincia.
Aluga-se um armasem proprio para car-
ne secca ; trata-so na ra da Praia n. 37 ; na
mesma casa vendem-se os seguintus litros em
bom uso ; amore melancola, um volumedo
Muetu Pitloresco de Lisboa com 32 estampas
lithographadas cm formato grande, o cida-
ilao Lusitano dialogo entre um liberal e um
servil, o principio de directo mercantil, e ou-
tras muitas obras.
O abaito assignado, morador no Atterro-
da-Raa-vista declara ao respcitavel publico ,
que como tenha visto no Diario oulto com igual
nome de Joaquim Jos Pereira por isso tenho
transferido o meu nomo para Juaquim Jos
Dias Peroira.
Joo Augusto Loureiro Lobo Brasileiro,
retira-se para fra da provincia.
I)-se 200/ rs. a premio com penhores
do ouro e tambein se d menos quantia ; na
Rua-bella n. 37, primeiro andar, das 9 horas
da manha ate una du ardo.
Roga-se a senhora I). Auna Joaquina Be-
zerra ou algum seu prente que faca suas
vezes o obsequio de annunciar por osla [folba
a sua residencia a flu do se Ihe poder com-
municar um negocio quo lhe diz respeito.
No dia 15 do correte perdeo-se um laco'
de brinco do ouro com diamante da praca do
Livramento al* a ponte do Recife : quem o
adiar, e quizer restituir, leve a Rua-bella n.
20 que ser recompensado.
Precisa-se de urna escrava para o servico
do urna casa; sendo boa, paga-so bem; na ra
do Trapiche n. 17.
Arrenda-sc uno sitio com boa casa de vi-
venda com alguns arvoredos trras para
plantar e ter vaccas de leito ; quem o pretender,
dirija-se atraz dos Remedios no sobrado, que
tem olaria ; no mesmo lugar tem outro sitio
com casa detelha u laipa e com trras tam-
bjm para pl n'.ar, e ter vaccas de le te.
Quen)uY;r para alugar urna casa no Alter-
ro-da-Raa-vista Itua-nova ou do Sol an-
nuncie.
II. A. Milet subdito I'rancez, retira-s"
desta provincia.
Fugio, ou furtaro do porto da serrara
da ra da Praia n. 25 um prancho de ama-
relio com 3 ou 4 taboas com a marca VAM;
quem do mesmo tiver noticias, leve na dita
serrarla quesera recompensado.
Aluga-so um sitio na estrada de Bebiribo
n. 13. com grande baixa para capim errores '
do fruto boa casa de vivonda de pedra e cal, \
com bastantes commodos e por muito modi-'
co precio; quema pretender, dirija-se ao Al-1
terro-da-Boa-vista n. 42 segundo andar.
Bernardino do Senna, morador em Fra-
de-portas comprou a senhora Mara d'O' do |
Nascimento urna escrava do nome Mara de I
naci Bengueila.a qualseacha fgida,ou sodu-
zidaporoutra prelado nome Mara, a que for-
ra e mora, ou morou na Rua-direita desta
cdade e se suppo andar no bairro da Boa-
vista da Ponte-vellia para o beco do Veras, e
do capim por detraz da capellinha da Concoi-
cao; quem delta tiver noticia, ou quulquer
eapilo do campo a pder pegar, levando a
Fra-de-portas casado dito Bernardino, ou
no ca torio dos orphos; a qual tem os signaos
seguales ; alta e gorda com manchas bran-
cas polo corpo, o principalmente pelo rosto ,
pernas enchadas e pesada no andar.
Compras
Compra-sc eflectivamente ocos de todas
as finalidades a raso de 160 rs. a arroba; nes-
ta Typugraphia ou no sitio do snr. Gomos do
Correio no bairro de S. Amaro.
Comprao-so efTectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 mnos agradando pago-so bem ; na ra
da Cadeiu do S. Antonio, sobrado de urna an-
dar de varanda do pao n. 20.
Comprflo-se duas mulatinhas de 6 a !)
anuos, bonitas ; no loja de livros da Praca-
da-independencia.
Compra-so efTectivamente para fra da pro-
vincia mulatinhas crioulas, moleques, o mais
escravos do 13 a 20 annos figuras, pagao-so bem, agradaruh^^jia ra lar-
ga do llozario, venda n. 30.
Compra-sea obra do Orlando amoroso e
furioso ; na Rua-nova n. 31.
Compra-sc eflectivamente escravos do
ambos os sexos, de 12 o 20 anuos, pagao-so
bem agradando ; na ra do Fogo ao p do Ro-
sario n. 8.
Coinpra-se urna rotula para janella | usa-
da ; quem tiver annuncio.
Compru-se urna correntc do ouro sein
fetio um diccionario Magnum Lexicn, o urna
fbula da Phedro ; quem tiver annuncie.
Compra-se una porcao de bico feilo no
paiz que seja largo odequalidade mu lina ,
assim como um inteiro vestuario do serlanejo ,
do couro ; quem livor annuncie.
Vendas
Vendem-se lisias geraes da lotera de
Guadelnpo ; na l'raca-da-independencia li-
vraria ns. C e 8.
Vende-se um habito e capa para terceiro
do Carmo som uso algum e urna fechadura
do segredo para caixa ou bahu, tudo por pro-
co commodo ; no pateo Hospital do Paraso ,
indo para a Florentina loja do sobrado n. 18.
Na ra do Rangel n. 81 vende-se supe-
rior erva-doce a 7000 rs. cada arroba e una
espingarda de cassa por preco commodo.
Vende-se um braco de b.ilanca pequeo,
proprio para venda ou acougue ; na travessa
dasGiuzes n. 14.
Vende-se um p^ctode ptima figura, bom
feitor, o trata de cavallos ; e urna preta pti-
ma engommadeirn, costureira, e de todo o ser-
vico ; na ra doAmorim n. 15.
Vendem-se arellos a 2240 rs. a sacca ; na
tua larga do Rozario junto a padaria de Joo
Manoel Rodiigues Vallenca.
Vendem-se dous pretos padeiros, vindos ,
um do Rio-formoso e. o outro do Maranho ,
um inda moco nao so padeiro, como pedrei-
ro e canociro nao estando muito desemba-
racado em pedreiro co outro de meia idade,
so padeiro ambos por preco coiiimodo; na
ra lama do Rozario n. 18.
Vende-se urna escrava crioula de 21 an-
nos, sem vicios uem achaques coso, engom-
ma horda, faz iavarir.to, c floras e cosinha ;
na ra da Praia do S. Rita sobrado n. 2.
Vendem-seduasvaccas crioulas, paridas
a pouco mais de um mez edo bastante leito ;
cera de carnauba e amarella de boa qualida-
de por proco commodo ; no Alterro-da-Boa-
vista loja de Salles $ Chaves.
Vendem-se espadas prateadas para otl-
ciaesda guarda nacional; na Rua-nova, loja
de ferragens n. 16.
Vende-se urna parda de bonita figura, de
18 annos, cose, engomma, lava bem, e co-
sinha ; e 6 alqueires de gomnia de engommar
muita alva ; na ra da Cadeia do Recife n. 25
Vende-se um cordo de ouro delei, novo,
esem uso algum com 19 oitavas de peso, e
com seis palmos de comprido com um gancho
feilo a moderna para so penduraro lelogio, e
vende-se sem fetio e a 4000 rs. a oitava ; na
Rua-nova n. 31.
Vende-se urna venda na ra do Rangel n.
5 a dinheiro ou a praso com boas firmas; a
tratar namesma.
Vendem-se lavas de seda preta Inglezas,
de muito boa qualidade, bicos largos, e estrei-
tos, dito* proprios para roquetes de padre,
por serem bastantes largos, abotuaduras de
amarellas de bom gosto ditas de duraque ,
ditas do setim e de massa meias proprias
psrs padre, papel almaco e de peso cartas
francezas finas, oculos braneos e de cores da
melhor graduacao possivol agua de Colonia
fina e outras umitas meudezas baratas ; na
ra do Cabugn loja de meudezas n. 1 de
Francisco Joaquim Duarte.
Vendem-se ricas colchas de damasco para
cama pelo muito barato pre?o de 7000 rs. ca-
da urna assim como ricos
de ineio de sala a 4500 o 5500
cortes de lanzlnha de bom gosto pelo diminu-
preco de 2720 rs. cada corte, ditos de cam-
braias de listras de cor, do ultimo gosto a 4000
rs. sarja do seda de duas larguras e de su-
perior qualidade a 1800 rs. o covado, metas
de seda prefas para homem a 1000 rs. o par ,
ditas do cOres a 1280 rs. riscados escuros do
bonitos padres para vestidos o jaquetas e
nnnnos oara meza olho adverte-se que traba Iba tambem de canga.
na ra iinpr
Vende-se para engenho urna escrava do
bonita figura e sabo arranjar tudo de urna
casa; na ra do Hortas n. 110.
Escravos fgidos
Em 25 de junho do anno passado dcsap-
outras muitas fazendas por commodo preco; na cero dous ne.ros do abaixo assignado, os
ra do Crespo loja n. 12, de Jos Joaquim da quues andaao giinhando na ra, oteen
Silva Maya.
Vende-so um grande sitio
quaes anaavao gannonau na ra o tcein os
signaos seguidles : Joo de naco Urtibaro ou
' Camunda bonita figura alto reforcado do
de-Olinda, com urna encllente casado campo, o> bem |adino> cabellos escanteados, pou-
com urna grande baixa para capim, e com mu- fc ma cr n-0 muUo
..___....i.,.- Aa iriiln- n ma fl<\ Pracnn n lO '. '. r >
tos arvoredos de Iruto; na ra do Crespo n. 10.
__Vendo-se por precisan e para o mallo ,
urna escrava de naco, de bonita figura, de
24 annos boa ensaboadeira o quitandeira ;
no pateo do Carmo n. 24.
__Vende-seo aforamento pertencente a um
foreiro, por preco commodo ; e um foles o
todas as mais cousas, quo seachar em dita ca-
sa ; na serrara n. 21 por detraz da ra do S.
Rita-nova.
era canociro e caiadi.r e muito risonho
quando lalla. Miguel de naco Mucambiquo,
moletoto de bonita figura estatura regular,
cara buchechuda olhos grandes na fiordo ros-
to bocea pequea, risonho quando falla, tem
os peitos ponludos como mulher ; ambos pa-
rece crioulos por serem muito ladinos o bo-
nitos o maior signal que ambos teem tc-
lem marcas do chicote as costas c nadegas
que por ordem superior apanharo na grado da
_ Vendem-se 8 portas novas de costad.nho ^ taflo quaiquCr pessoa, que se achar
amarello, e b costados com 4o palmos de de posso dalles por compra falsa ou agazalho
mprimento, o mais de dous palmos do largo, queira denunciar a qualquer autoridade com-
muito bom amarello ; na serrana por de- ^. a im doserem cntrecues au ,., l._
de
eompri
do muito bom amarello ; na serrana
traz da ra de S. Rita-nova n. 21.
Vendem-se veos de linho braneos muito
ricos a 6000 rs. ricos chales a la e seda a
4 o 5000 rs. lencos de ditas a 1000 rs. ricos
cortes da bem conhecida fasenda do la e seda ,
padres escuros intitulada tarlatana a 10/rs.,
sarja preta hespanhola do urna vara quasi de
largura a 1500, 1800, e 2000 rs. gros-denapo-
lo preto liso e com flores a 1600 rs. man-
tas e chales do seda de padres modernos, o
chegados ltimamente a 12^ rs. veludo preto
liso e lavrado a 8$ rs. o covado setim maco
preto ebranco a 3200 rs. o covado ; na ra do
Cabugj tojas novas de fazendas inglezas o
francezas ns 4 6. di. Pereira V Guedes.
Vendo-se sarja [hespanhola larga, o en-
corpada a 2100 rs. o covado dita a 2210 rs. ,
ricos cortes de la e seda de magnficos padres
ditos de chitas finas do todas as qualidades e
outras muitas fasendas tudo por preco com-
modo ; na ra do Cabug loja ti. 10, da-
fronte docerieiro.
Vendem-se duas escravas de naco urna
engoinma cozinha, e lava do sabo o varrella ,
e a outra engomma lava e cozinha um es-
cravo bom serrador e perito coiinheiro ; na
Rua-direita n. 3.
Vendem-se bacas, candieiros e perfu-
madores de lato bules do metal pura cha, fo-
go do ar, por preco commodo ; na Rua-nova
n. 41.
Vende-se o deposito de assucar e arma-
cao que existe na ra larga do Rozarlo n. 38 ;
a tratar no mesmo.
Vendem-se dous escravos de naco de
bonitas figuras, e mocos; na Rua-direita, es-
quina do beco do Serigado n. 91, primeiro an-
dar.
Vende-so no armasem de Fernando Jos
Braguez ao pedo arco da Conceicao, saccas
com la ri iilia a 2,^rs. ditas com suvada, salea-
liiimllia, muito em conta saccas com alpista,
barris com vinagre por preco commodo.
Vende-se no armasem da ra da Cruz n.
13, meias do la, brancas e de cores compri-
dase curtas, de superior qualidado, emduzias,
por preco rasoavel.
Vendem-se os afamados estojos de navn-
Ihasdocabode marin, de elegante gosto, e
de superior qualidade por nao ser preciso ir
ao rebollo ditos entre finos facase garfos de
cabo de oco fino colchetes cscovinhas para
dentes oculos azues de srmac,So agua de Co-
lonia primeira sorte 'fabricada cm Parte; na
Praca-da-independcncia n. 5.
Sladamoisullo Millochau avisa ao publico o
particularmente aos seus freguezes, quo recebeo
ltimamente pelo navio Armorique um com-
pleto sortimento de objectos da moda, nolan-
do-se entre outros, ricos vestidos bordados para
partidas, cortes de elegante tarlatana brancas
o do cOres assim comino um lindo sortimen-
to de outras, cassas lisas o bordadas para ves-
tidos ricas rendas e outros apparelhos para
guarnirnos do vestidos, capoteiras romeiros ,
cjb.'ces e pescocinhos bordados, os mais lin-
do, que se pode desejar, luvas da melhor qua-
lidade para homem o senhora, e igualmente do
seda tanto curtas como compridas lencos
de linho muito finos para homem o senhora ,
c tambem bordados para senhora e menins ,a
esparthos para as ditas, chapeos da ultima
moda e ricamente apparelhados e urna infi-
nidado de outros artigos oque ludo se vende
pelo preco o mais mdico. Madamoiselo Mil-
lochau adverle que em consequencia de una
grave molestia de que se aclta restabelecida
nao pode a mais tempo expor a venda estas
mcrcadorias, e espera de sous freguezes urna
prompta extraeco attendendo a boa quali-
dade, o perfeico dellas junto a commodida-
de dos procos.
Vende-se um preto de idade 30 anuos ,
robusto c muito sadio, serve para qualquer
servico, e principalmente para armatem a'as-
sucar ou engenho, tambem bom srvenle
de que j tem bastante pratica. Uma Mulata
de meia iilaile eo/.iiibeir.i, e Isvandeira anill-
se vi'iidem por seu donse retirar da provincia.
Tambem tem para vender um eavallo de car-
roca que se d cm conta por estar seg de uui
ptente, a im de serem entregues ao seu legi-
tim f nr. do contrario passar pelas penas da
loi pagando lodo prejuiso e dias de servico ,
pois o abaixo assignado j desconfia como isto
foi e levo noticia aonde ellos esto e protes-
ta que em breve tempo lhe ser entregues ;
advertindo, que sendo por bom quoiro enten-
der, se com o seu legitimo snr. Jos Mara do
Jess Muniz morador na ra do Crespo, n. 10,
lado do norte, que prometi guardar todo o
segredo e nu lhe levar em conta os prejuisos,
e para que se nao qucixe o nem se chame a
ignorancia, teo a honra de annun :iar al
que ciiegue a noticia quanto antes ao conheci-
m.-iilo de quem est de posse delles.
Jos Alaria de Jess Muniz.
Fugio no dia do nitrado 20 de fevereiro
do correnle anno um escravo pardo, de nome
Emidio do 25 annos pouco mais ou menos,
alto, e bem grossodo corpo bastante espada-
do com pouca barba e pequeas suissas ,
olhos pardos e um pouco fundos cabello
nao muito picha i m cr meia alatouda pes
bastantes grandes e chatos com signaos, que
mostro ter tido bichos tem o'ficio de serra-
dor de madeira natural de Goianna onde
lem prenles e julga-so ter ido para estas par-
tes ou para a villa do Pombal onde foi es-
cravo do alferes Manoel Pedro do Souza Barbo-
sa ; rocommonda-so as autoridades policiaes,
ou a qualquer pessoa que do mesmo tenha
noticias o faco conduzir e entregar a seu sr.
na Rua-nova n. 20, que ser generosamente re-
compensado.
No dia 12 do correnfe fugio da ra da Pc-
nha, n. 5, 1 molequede nome Anacleto, criou-
lo nascido no Rio-de-janeiro, o a pouco d'alli
vindo, comossgnaes seguntes ; magro, bas-J
tanto preto com algumascicatrizes na cara e
una marca de Tachadura no beico inferior, ps
apalhetados do idade de 10 a 12 annos, le-
vou calcas ejaqueta de canga azul, e camisa
de algodo, suppe-se que estar acoitadoetn
algumacasa, por isso que elle anda nao co-
nneceo as ras ; roga-se a cssa pessoa, que na-
ja de restituil-o porque do contrario saben-
do-so, ser perseguido com todo o rigor da lei ,
assim como pede-so as autoridades policiaes,
quehajSode diligenciar a.appreionco do dito
moleque e finalmente qualquer pessoa quo
leval-o ser generosamente recompensado.
D-se 50,000 rs. de gratificaco a quem
apprehender, un rnesmo de noticias exactas ,
da pteta Florencia, fgida em 16 de outubro do
anno prximo passado, e j annunciada por
vezes nesle Diario, com os signaes seguintes ;
do naco Angola de 14a 15 annos, estatura
regular, segundo a idade secca do corpo ,
cabeca mu reita nariz chato e grosso, boc-
ea grande bicos grossos ps grandes, e mal
feitos, falla muito desembarcada que por
i,sso talvez se inculque por forra e assim se
declara, quosealguem a tiver recolhida como
tal, baja de o declarar em Fra-de-portus, ven-
da n. 90, que nao s se dar a gratificaco a
cima como se pagar as despesas que a dita
escrava tenha Coito.
No dia iodo corrente desappareceo da
casu da viuva Cunha Guimaraes um escravo
bem preto, do nome Luis, de naeaoCabmi,
olhos grandes, nariz afilado rosto redolido ,
barbado somonte a roda da bocea, alto, secco
do corpo, tem um cicatriz de uma chaga, quo
ainda nao eslava de todo fechada na perna es-
querda ; quem o pegar, levo a casa da mesma
senhora, ou na sua loja na ra do Crespo n. 10,
quesera genosamonte recompensado.
Qualquer autoridade policial, ou eapilo
de campo poder prender o escravo Ambrosio ,
fgido nodia 12 do corrente com os signaes
seguintes, alto grosso do corpo bem fallan-
te levou calcas dcaigudoda trra compri-
das e um lenco umarrado na cintura camisa
de algodao da (erra de mangas curtas cha-
peo de pallia j velho representa 50 annos ,
anda de \agar por ser doente dos ps ; quemo
pegar leve a ra da Cruz junto do Bom Jo-
casa do seu snr. Joo Leito Pita Ortigueira
sus,
Kscipb w\ Tvp. un ML F. dk Faika-ISU.


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