Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05076


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Full Text
B
Auno de 1844.
Sexta Fera 1S
g...--------,r v- ~ r.rj-j-wMitr. "f,",r
0 Diario |)ublr-ir i ilmn tl.as que ti.'to forriu sanilirarlt
0 Diario |>ublict-r lulos os ti.as que u.'io foiem aaiiidicava o piteo da iMenalor
he ile He* milis, |ior qunriel |iaos atlianlailos. Oi antiiincios dos assi-nanica sao inseriilm
,li<, *0I dos que n.io fmein i raido de SU rel |>or linlia A rrrlamaioe, devem ser diri-
gidas i esla 1}-|> rua das Cruces u 4 OH ii |>rapa n lntleiirntlencia lujl de lunsn 6 t 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gotas**, Parahjrba se*unilas e sevtaa feia. Hio Grande do Norte, quintas fciras__
Cabu. Seriiiliaein Mo Formoso, I'orio Caito, Macer e Aligoas : r.o i. o <\\ e |
de rada met Garanliuns. e (Uinilo a 10 e '24 de cana mci oa-tisla r Flores a i'J
t -2S lito. CidoJc ili Victoria, quinlas fera. Olinria lodos os das
DAS da semana.
M Seg a. Can'ido Aud. do J. de 1). da .. t.
i> Terra s. Gregorio llel. aud. do de l) da 3. T.
4.'i Quarla s Fufrns a Aud do J. del), la 3 r
44 Quinta s. Matoildei, Anrl.d.. i. de I) da '_>. v.
i Seda s. Hfiuique Aud. do J de |). a '>. y.
4C Sal., s Cvriau. Bel. aud do J. de D. da i. v.
17 Doni 4.eiU quir-'Sina I I'alr CIO.

de Marco
Atino XX. N. 65.
Todo
uemo
cultas.
agora depende de ni
tinucmos como princi|>iamoi
mrn
BMaMIOl; da nos,a
l sitcti^h apfiatada
(Prot'laniag.io d
prale-cia, irniieracao- e energa: eon-
.....m adinira',-ao entre as nagoes mais
nfaeabla Geral do iran.;
' Cambioa aobre Londres SS J,
ii Paria S70 rcis por franco
Lisboa l! S por luu de preao
Mneda de robre 5 prcenla 6 nac lia.
dem de letras Je boas Era I a Itt
Mi Uta I 1 l'l MARCO.
Oura-Moedad* fi.W V.
a > N.
i> de 4.ilil '
PrataFaueSe
ii Pesos o liimmnzrrs
Ditoi
Mcuoanoa
PHASES DA LA >U ME/. DE MARCO.
17.200
17.0(10
J,i 00
,9tt
J.0
e
o
52
La clieia a i as (i lluras r /f< miu da larde. i La noa a 18 as y horas e 57 min. da tarde:
Minguanteall as II hurl, a manlia |Cittceate a 87 as 2 h e M m. da manlia.
Preamar de hnje.
I'rimeira asi boraa e .Smin da eian'i.'ia | Safan la as I horas e 'i. minutos da Urde
^sng^jagaat.r:.-it:iirtrrr ^A3-:w wi^^n.

xzsanscxvrr-m
E R I. V T A S .
Diario de H-----pag. 2. col. 1. lilil. 111, disee*
so do Sr. Jos Pedro-----sofficienlemenlcla-se
suffirienles. Na inesma col., lilil. 114 e 115-ellas
sejdo excrridasli-.i-scclles sejo Aren-idos.
nao tein urna applicaco rigorosa, uta principio
gcral director; c o legislador, que tem de exa-
minar o que a utilidade pablica exige.
Sr. presidente, ain simples emprego de olhos
sobre a le n." ) niostra, que ella considera inui-
Asessaoda assembleii provincial continuada todiversamente ocaso de que seja necessario
no Diario de 13 e concluida no de 14, ascsso tomar os terrenos so precisos para obras publi-
2 c I." se occupSo (lo prhneiro caso c os artigos
, 15, e l, traillo do segundo: assim as dispo-
12, c nao de 10 e II cotuo por engao sahio
ilons ltimos nmeros.
Advertencia.
A rogos do autor do communicado do ul-
timo Diario repetimos a publicarlo do seu
artigo, por liaver ueste erros essenciaes.
PERN
ASSEMBLA PROVINCIAL
Continuaran iateiso de 12 /V marro Je 1844.
o Sr. Taguet:Sr. presidente, o artigo ." do
projecto, que se-discute, tem litio una fortuna,
fleque nao podraogosorseus companheiros, a
de esgotar-se coni elle toda a sessao passada, e
anda uesta contina a ser o oijeeto da dlscus-
sao, ein que se tem desodo da phtlosopbia do
direito, por entre apuros constituciouaes, at
com a questo particular de legislaco adminis-
trativa.
Sr. presidente, mande! ;i mesa uraa emenda, a
qual formula iodo o meu pensainento, tanto
erca da materia ein geral, cmoda intelligeneia
que deve ser dada le provincial de 1(1 de ju-
jilm de lH.'5 numero 0, intelligeneia, que tem
por base urna disposico- respeito da inaneira
de satisfa/.er os terrenos tomados a particulares ,
para as obras publicas, ou de indeinnisar os
dainos causados com a extraecaode materiaes.
A minlia emenda consagra a disposicao de que,!
no caso de sn ein ueeessarios terrenos para fac-
tura de oblas mnlilieas, sejo clles comprados,
pagos os propi'ict trios previamente ao sen em-
prego, e que, sendo ueeessarios materiaes, para
ellas, de terrenos particulares, sejo c.Uralii-:
los, pagos os dainos causados, verificados e a- I
12
1
sires a cerca de mu, edeoutrosao diversas. O
artigo l.'l di/.... (,'r), e o artigo I;" determina ose-
guinte (tV).Por tanto, Sr. presidente, a compara-
c"0 (lestes dous artigos niostia, que se (' neces-
saria a indeniuisae.io previa, 'piando se traa de
desapropriaralguem dos seus terrenos para leito
de unta estrada, nao c neeessaria,ipiando se tra-
ta so (i tii ,u materiaes desses terrenos para a o-
bra; e isto corrobora anda mais este nutro ar-
tigo (/('). Eis aqu urna dlsposicSo, qu* estabele-
<' de tuna inaneira iqcontroversa a intelligen-
eia da lei. Na verdade Senhores, (c pernlltta-
me onobre depuado di/er-llie), que, se quando
urna estrada for planejada. t'- perinittido logo
prever quaes sao os terrenos por onde tem de
passar, n"o se pode prever as necessidndes ma-
teriaes que baja para ella.
0 Sr. ./'i' Pedro: Nao se oreao as despesas ?
O Sr. Taqtut:Orcdo-se; mas as necessidades
materiaes piidem ser alm das que sao oreadas;
por e.xeiiiplo tem de se fa/.er urna obra ein un
rio, orro-se os materiaes precisos, mas l vnn
uina enebente que carrega com todos os mate-
riaes: logo lia unta necessidade dupla de ma-
teriaes.
OSr. Jos Pedro:Logo nao se orea nata.
O Sr. Taques: A COIIClusO, que en tiroou-
tra, que nao se pude saber com exactidao.qiial
a qHantldade neeessaria de inateri.es. De
mais, o uso da propriedade dos particulares, pa-
ra se obter alguus materiaes para o andamento
de urna obra,tomo seria gujeito a una demora
to grande? llavendo necessidade de mais mu
poueo de barro, Iiavia de o engenlieiro, por PX-
emplo, nos eonlius da provineJa, mandar ao pre-
sidente para determinar que o proprietario >-f
desse? inguem pode ter utilidade cima da
lltillllade publica. Ora, Sr, presidente, a inlel-
e OSr. Pelela:Qual ella ?
OSr. Lopes Gama:Iqucllaque o nobre dc-
putado acabou de mostrar; mas mese de que se tem tratado: o artigo ('.". que
dizOs terrenos que fortn oceupados, para lei-
to, c mais obras necessarias s estradas, e poli-
os, naosero indcinnisados; porin por os pre-
dios, que, estanto cm laes terrenos, forem de-
molidos, a eonipanhia dar a seus propietarios
2m" Inde.....isacona forma da lei provincial
de lOdejnnhode 1835 n. 9.Porgunto eu, nao
naverao terrenos de milito mais vilordo que a
propriedade, que all existe? Creio que sim:
supponnamos que urna estrada vem ter
Bien terreno, no qual en tenho urna
plaiiiar;io de caimas, e o boui do mei
nheirn corta para all; pereu por eonseguiute o
meu partido <\r eannas; nao tenho grande pre-
miso? Tenho sem duvida; por este artigo n:To
se me ])aga o prejtiiso. paga-se sim, se se deitai
abaixo nina easiuha que eu
gualdade Hav
,. ... ., ; tiiiiii.it i: i i ii ni it .i > 'i ,i -i 'i > .- m i i 11 ,
vallados depois da ex raccao. Eis, Sr. nresident, |igrncai lxu. ,. (,ou a lei, ain.la mais el
.iiii'ii'- -_ii *IC nuil i <-. i i i iiiiei livil. tie i L< ** 4
piaessao asiiiinlias itleias, e quiz lixal-as d
nina inaneira positiva na emenda, que se acba
na mesa. Agora. Sr. presidente, entrarei na
questo, irei tocar no ponto, pie se tem discu-
tido, de direito constitucional, e depois fullarei
tambem un questo, agitada, de direito adminis-
trativo: espero que os Senhores deputados se
eoiivencao de que a intelligeneia dada por a-
quelles que orno coiranigo t; a nica,que se deve
uarao artigo da consttuietto. Sr. presidente, os
anibres deputados, querendo dar ao ^ 'li do ar-
tigo l?'J dacoiistiiuieo todo o peso que mere-
ce, nao pdem prestar s suas palavras urna in-
telligeneia lotla absoluta. A restrierao c da mes-
illa constitiiro do estado, tpi.tntlo dispoz a per-
da tic urna parte dos rditos dos cidados para
as despesas publicas, sem que se d hidemnsa-
cao algunia previa, las pois j una restrierao
cita aquellas palavras da constituirn que
garante! o diVCatO .'- propriedade ein toda a
Isuaplenltudc. Aoutrarestrieco, que onobre
jdeputado admitte, de que as palavras do ar-
tigo constitucional n.io se referem scitiio a res-
Ipeito tos governos e govcrnatlos, que neiibitiua
i' I 11 ;:i> tcni ijiianto aos individuos entre si; po-
' i ;ni,Sr. presidente,se o nobre deputad? admitte
unas restriegues, obrigado tambem a admittir
todas aquellas, que se (undaremcni motivos 1-
Iguaes. Que a palavra propriedade da consti-
1 luii ao nao se pode tomar cm um.sentido ampio,
| x' id.idc; porque sen.'io pode tlcixarde fazerasres-
] li croes apresen tadas pelo nobre diputado,cont
jiHiiias: assim; Sr. presidente, a inesma lei de n
ble si temhro de 182(i, que dispoz sobre a nianci-
*a de verificar a necessidade publica, e de in-
Ideinnisar B propriedade dos particulares, fez
juina iislricrao ao prceeito constitucional.* ella
10 u-
lldica.srgnitdo as formas leffaex^em caso le guer-
i\i ce. (try.
O Sr Jo* Pedro: E una excepeo prova a
regia.
O Sr. Taques:.Prova a regra de que ha res-
tt croes no artigo da constitmcao; prova a regra
le que o artigo nao mais do que um principio
pie os legisladores, euos casos ordinarios, devem
jer obrigados a observar, masque nem sempre
leve ser observada restrictamente.
OSr. Jos Pedro:Ah i* que est a questo.
O Sr, Toques:Sr, presidente, eu tenho mos-
Vado que as restricedeti sao necessarias ao artigo
la coustituirao, e que essas reslrieroes ainrtn
Osub c purui admittir tambem quanto ao us
le propriedade, pois que a inesma lei, que se
pin citado, d a entender, que*no caso de com-
luorao, ou de guerra pata ser tomado o uso da
Iropriedade s;io mais dispensaveis as formas
h'diuarias. Agora, Sr. presidente, vou oceupar-
Jur com a questao tlodireito administrativo pro-
tincial: j;i inoslreUpic O da constituirn nao
faz mais to que estabelecer una itleia garailti-
dora do direito de propriedade; mas que isto
se mis attcndernios, que os dainos nao pudein
ser avallados para a indeninisarao senao depois
d'elles feltos; como pagar dainos sem clles es-
tarem feltos? Pode algum prever, por exemplo,
o terreno (pie tem de desabarpor unta cscavar.io.'
Certamentc que uSo. Por tanto, digo (pie nao
pode haver iudemnisaeao de daino, senao de-
pois que elle feito. Ora, a nossa lei numero :>
de 10 de junlio de 1835 copiada quasi litteral-
menle da legislaco francesa nesla parte, cutis,
para a entendemos bein, llevemos recorrer
l'onte il'oude tliniana. Ulna lei de l(i de setem-
bro de 1807dispoz este respeito, c urna deci-
soodel820 declarou que para a extraeciTo de
materiaes nao era neeessaria a intlemiiisar.'lti
previa. Esta disposico do governo cm 1820 fbi
no artigo I4.r) do cdigo florestal (lei das maltas!
r explicada nos artigos 170, 172 do decreto regu-
latneutar para rxecuya do uwdgo.
O Sr. Jos Pedro:- coustituirao posterior
a essn lei.
O Sr. 'Taques:O cdigo de 1827. Os artigos
l- e 16da nossa lei sotpiasi copias tos arUgOS
170 e 172 ta ordenanca francesa.
O Sr. Pei.rolo:O que temos nos com as orde-
nanzas francesas.'
OSr. Taques:En estou tratando da intelli-
geneia da iei.c para a entender vou a fon te donde
ella dimana; e digo que a intelligeneia, que don
lei,tomn paramiin mais forra,depois que pu-
de combinar a nossa leicoin disposiaies de que
ib i dctlusitla. Tendo a lei disposto que houves-
se indeinnisacao previa dos terrenos neerssarios
para o leito das oteadas, declara a ordenanca
francesa (pie quanto a extrarao de materiaes lla-
vera direito para propra indeninisaraodos dain-
nos causados. Por tanto,cu creio que nao pode ha-
ver duvida, que a nossa lei provincial faz dis-
iiiurio entre a desapropriaeao da propriedade, e
a extraecaode materiaes para as obras publicas.
Agoraculerel nmotftcio da presidencia datado
de .'51 tle Janeiro ultimo, que se conforma com a
lei na forma por que a tenho explicado diz (J).
Por tanto, o officlo do governo, de que aqu se
tem tratado, d a intelligeneia, nica adinissi-
vel, respeito da lei numero 9 de 10 de jiinho
tle 1835.
Creio. Sr. presidente, que tenho demonstrado
a inaneira de entender a lei; e que com ella se
coforinou a decisao do governo ; nem outra
eottsa se tlevcra presumir de um atlininis-
lAfi /.- v,, ,,.,-;,,-.;,, atuse csiu l"|,t lie lotl'l
e llavera proprietario que antes que-
rer.i, que se Ihe tirite abaixo tinas mi (res c tsi-
nhas pequeas, do que que Ihe destruiTo una
plantaco. Vonde est aqu o respeito propri-
edade? .Nao o vejo. Senhores, eu nao reeonheco
lei alguma a cima da consumirn ; ( ajIOf-
tfo para mlm a coustituirao ludo. Vejo que a
direito de propriedade: e o que qner dlzer esfci
palavra plenltudc se ao proprietario se
lira o uso da propriedade? Vem um e diz
liro-ihe o uso, mas lita na plenitude! Pro-
priedade plena i! aquella, que tem tollosos seus
consecutivos; tira-se-lhe o uso e liea eoni seos
consecutivos! Como e isto? Ailmillem-se albi-
nias excepces, dizem os nobres deputados: isto
niesmo t; de todas as colisas humanas, c por is-
so a eonstituirao diz no final do niesmo ^ 22 do
artigo 170 A lei marcar os casos, em queter
lugar esta nica excepcao, e dar as regras para
se determinar a ndemuisarao.- que (' quando o
bcni publico legaltneiite provado, exigir que se
tire o uso lia. propriedade alheia; st'i nesle caso:
como, pois, se dizque ha taes e taes excepces ?
V nica exeeprao i' esta tpte a consliliiirao tli/,
e lodi a vez, que nao houver previa indeinitlsa-
rao, enlendo. (pie tem-se lerido a eonsiituirao
ca, apoiadot). Os argumentos que aqui nrodusio o
nobre deputado que ica n meu lado, e cujas
luzes e talentos multo respeito, parecerao-me
mais engenhosos do que outra conza; apre-
sentou exemplo de afbranieiitos, que o uso
estiva Reparado da propriedade, etc. isto nad
vem ao caso (piando aforo son eu que o faro,
nao se me lira a forra, o que meu.
Mas aqui a eonsiituirao. tliz que se jirove a
iiecfSid ule publica, por isso eu voto contra o
artigo em discusso. Eu quitera ter occasio
para emendar a le numero <) que t; concebida
no espirito do artigo, pie se discute : aprovel-
teutos o iusejo para remediar esternal.
Conluo dizeudo que espero ouvir ao
deputado, quero ver como elle distrae o
ment que produsio, relativamente ao caso da
estrada passar, por exeinpto por um terreno
un ii que teiiha plnntncdes, estando i p i >
artigo.
O Sr, Taques: Eu voto contra o artigo,
approvo a itiinha emenda.
O Sr. Lopes Gama: lia emenda na mesa?
\ eremos a emenda, talvez vote por ella, con-
tra o artigo', voto eu sempre.
OSr. Francisco Jofio: Sr. Presidente, nao po-
tlentlo me conformar de inaneira algUllia com
o artigo ti." to projecto, que se acba ein dis-
CUSSo, e formando para iiiiin una opiniao a
cerca de intelligeneia da lei provincial, que
trata das estradas, um pouco difiranle da que
tem sido apresentada uesta casa por alguus no-
bles deputados, eu nao possodeixar de pinittir
o meu modo de pensar a semelhanle respeito,
e, principiando pelo artigo em discusso, direi,
que nao posso nem.devo de inaneira alguma ac-
eeitar a sua disposico; porque me parece alLi-
inente oll'ensiva do direito de propriedade par-
ticular, -'.:> tendo ncnhuina ulra razio de uti-
lidade publica, que podesse servir para apadri-
nha a sua approvaco sobre este ponto, nata
mais direi, porque creio, que todos os Senho-
res deputados estao dispostOS a votar contra o
artigo. Mas antes d'entrar na questo da Intel-
ligeneia, que tt ni sitio dada na lei de estradas,
perinitta-se-me aventurar alguinas jiroposit oes,
que servir nao so para demonstrar a inaneira,
or que emend a questo agitada; como tam-
bem a inaneira, porque encaro algumas tpies-
tbes, que em referencia esla inesma forao a-
presentadas. Eu
traa, nao passa de
presentadas nesta casa, e embora esteja, at
eerlo poni, de aecortlo com os principios do
nobre deputado, que se assent.t a meu lado ,
eu nao posso concordar em tudo; concordo nos
principios restrictivos ao rtico constitucional,
eptra que nao eoneortlasse. liba inister. que
nao etiiilieeisse. que O bem suniliio da soeieda-
de, t; tpie constidic a proprietl ule. ou por outra
que a propriedade publica particular est sem-
pre siijeiit ao bem publico; e se verdade,
que .ligninas ve/es o poder publico tem Invadi-
do os inleresses parlieiil tres, (amliciu nao
menos verdade, queos inleresses particulares
teem entrado em Iftta menos justa contra o di-
reito de utilidade ceral. O artigo 12 drt lei tle
10 tle iillio de 18.15 nSa oft'ende o principio
constitucional; apenas de certo modo dimlnue
is \ un igens ni ni i ne i r.i de trazer a indemnisa-
efio, quando determina, que nao tenho direi-
to de indeiuuisaeo aquelles proprietarios, cu-
l liver! Que tlesi- .ios ttulos eoiitinliao a obriga^o de dar estra-
a um
frande
enge-
nolire
argu-
das; o que exclue o direito indeinnisaciio.
Km referencia a este artigo, cu direi, que a lei
:bi um ponen injusta, porque se ha casos em
que os proprietarios nao devem pereeber in-
| (lemnis lean algllllia, embota n;io lelil.io obriga-
riio, pelos ttulos tlt' suas proprledades, de pn s-
Mr servidaopublica, porque acontece, que os
| terrenos tomados para una estrada, pelas gran-
des vantagens que ella trazas suas Ierras, Ibes
faz mais gauhar do que perder, e que por isso
iieiibuin direito deveriao ter indeninisaro;
tambem uao menos verdade que terrenos hade
sismaras, que teem boje adquerido um grande
valor; que, pertlentlo o proprietario essas trras
sein iiideiuuisaroalguma, para clles siiumia-
ineiite desvaitlajoso, e por igual injusto. Alas,
referiiido-nie ao ponto verdadeirameule ques-
tionado, que nao vem a ser mitro senao a po-
ca tas indemiiisarofs, cu nao posso tlei\ar tle
apresentar o motivo, que me serve de tornar
de alguma inaneira perplexo nesta discusso, e
C, que, procurando a rasan justificativa diste
artigo, eu aeliu, que elle contrariado pelos
artigos seguintcs. A rasan da lei, quando cs-
tabileceo que iienbuui proprietario poder.t
Impedir a factura tiestas estradas; outra n;io
me parece dever ser, senao a que c deduzlda
do iuteresse, que haceleridade da opera^o de
abertura de estradas, quo nao leve ser retar-
dada pelo segu ment do processo, estabele-
cido para a ndemuisarao, cuja demora, por
mais suminaria, que seja ella, sem inutilizar
completamente esse lini, que teve o legisla-
dor ein vista. Mas, Sr. presidente, esta mi-
nha duvida tlesapparccc,. examinando toda a
disposico da lei em questo no artigo 13,
que estabelecc a indemnisaro e onde est
mareada a inaneira, porque se deve proceder,
uestes casos; e ontros arligos d'alglim modo
subordinados a esle : scguindo assim a ques-
to eu creio que nao pode liaver duvida algu-
ma quanto a observancia dos ardgos, (pie mar-
cao o inaneira, porque se deve la/era intleni-
nisa^oo, antes que sejo abenas as estradas,
porque esta intelligeneia resulta de cada nina
CUj.1 jm uucaat.ia| noj
i durida;quc tem .sabido governar, no meio de
Indas as provocatbes, com a eonsiituirao e as
leis.
O Sr. Lopes tramo.'Sr. presidente, nina ques-
to, que era toda hypothetica, passOU a these,
porque verdaderamente se falln emita esta
inesma lei, fazendo ver qye ella anU-cons-
Utucional: em quanto existe esta lei o adminis-
trador da provincia deve cingir-se a ella; a lei
Qns e.'.j.iessiies (los artigos, pie se segiteiu ao
artigo 13. ~ Mas scguindo esta opiniao, eu nao
POSSO aeoinpanliar o nobre deputado, que csl.t
a meu lado a respeito de Ulna interpretaeao do
direito administrativo, quando supposem pri-
meiro lugar que nao poda liaver iudemiiisa-
e.to, sem que o daino tivesse sido realisatlo,
para o caso da tomadla de material, c ein se-
gundo lugar que niesmo a vista ta lei nao t-
iba o proprietario das (erras tomadas, para
os reparos do Icit de nina estrada, direito a
iiidemuisacio. Olanlo a I.* parte CU direi, que
a eseav.ieao futura a i scavatao que se (cm de
fa/.ei, piule ser cali lilaila, porque alli nao ha
seit.iti um contrallo de compra e venda, como se
v pela referencia do artigo 15 ao artigo l.'l; mas
quando nao tenha isto sitio prevenido, como de-
ve ser, cntonha remedio senao requerer a
indeiiin isaro posterior, que nao o (pie a lei
quer. Quanto ao 2.' ponto da questo, de que
pela lettra da lei parece o proprietario nao ter
direito a alguma ndcmnisafo, nao posso con vir.
O nobre diputado, querendo cingir-se a uin
offlcio da presidencia, que teve a boudade de
citar, partee que adoptou a opiniodesseollicio.
Ora. del le eu collijo, que o proprietario nao tem
direito a indemnisaro por escavaees.
OSr. Taques: .' o contrario; diz que tem,
mas posteriormente.
OSr. Francisco J (Icoo/ficio) De inaneira que pela leitura deste
"icio, se me nao engao, lita tolhido o pro-
firi, que o caso tle que se prictario de receber a indemnisaro equivalente
e mera intcllg.'P.T..i-. i;) ao valor ds ni.iieriaes tpie Ihe loro tirados, eso
que t'-negOCiO de aliimia consideraran, porClll
nao del inta bulla. Nos venios diari.niiente nses-
piritos ainda os mais perspicases, de bonicos de
diifercnies letildatles, tliscortlareni, cas veten
d'uin modo espantoso, a cerca tle casos, que
nos parecan olferet-er urna SOluccd nica: n.iot'-
pois para admirar, que em nina questo de in-
telligeneia de una lei. e tle nma COII1 diversas
disposices, sejo differentesasopinics, queap-
parecro. Mas, Senhores, eu nao posso aiinuir,
ti nuil uit provillt la til \ e ( lll{ill-sr a que existo que c mii c contra a eonsiituirao. | ou prestar adesuo a neuhuma das opinics a-
eoin direito ao resart inicnto do pi'ejuizo prove-
niente da escavaco.
Mas Sr. presidente pero a V. Exc. II-
et ina para fasef ein ultimo lugar una obser-
va.o, que me parece ser justa c nao ir ferir a
siiseepiilidade de algneni, e que, quando se
trata da; intelligeneia de una lei, e que dis-
cordo as tlillerenies capacidades, pelo direi-
to que cu quero dar a cada un de entender
a lei por nina inaneira diversa da que cu en-
lendo, nao quero que caa uo vicio do arbitrio
i
k


9
licuandoa minha constancia'a de erotrem.rraaleiprovincial n. 0 deOdejunho de 18
Trata-so de una ntclllgencia d lci; nos ve- m dh no ji, 1." do artigo 13. o seguirte (/;.
inns que mis cnlendein demn modo, c outros Ksti
,l, outro- oueeousa mais natural do que o ad-cer-seprimcirainentea extenso do terrenopa-
e como si- na
que v o o
pois evidente que nccesslrlo conhe-
priiueirainerte a extenco <
nistradVrdaVrov'craYnte'ndel-a da*inaneira{raentao poder-sc contractar
que uns a entender, contra a iutellgcucia de de fazer isto E neccssarlo, <
|IIC
etc,
I1C(;a o terreno que Caja
Aqui est j o engenheiro
outros.' En mesino son o priiuciro a recusar a igenheiro, i
Intelligenjia; por elle prestada mas nao quero I a planta,
que pelo simples faeto du naoacceitar a minha tendo necessidnae de entrar-no terreno albeio:
lii lligeiii a seja considerado desptico. se estas medicoca sao em lugares assas distantes
OSr. Jo-i Pedro; Desta inaneira desculpa-se da cidade, os engenheiros teem preoisao de es-
tllli,, tabelecer ranchos, aoudese accommodemetc. t
OSr. Francisco Judo: Sr. presidente, se acaso entretanto lia dse diser que os engenheiros
se traanse de medidas tomadas fra das asJeis. apenas rervindo de norma para el- oque estao commettendo despotismo e tvran-
lasaproprja volitado, entilo bein cabida era nas? A ci vlidade pede bein, que o engeuheiro
a exprosno despotismo, absolutismo e ou- se rntenda coin o proprietario; mas a le nao
tras tci-rivcis, que foriio empregadas n'estaca-1 determina islo ; a le diz, que condecida a
preciso para o fasimento
si; mas quando apenas sequestionasobre a lextencao do terreno preciso para o fasimento
simples iutelligi'iH'ia de nina lci, intclligcncia | da estrada, se mande culac contractar como
alias, cni que me nao conformo, crcio que o
mais que se poderla dlzer era que a intelllgen-
eia dada era m, errnea; mas nunca crismar a
dcicrminacorcsultantc della de acto desptico,
iue \ erdadeiranicnte aquello que excluc a lei.
\. Bxc. mepcrmittircxcmplficar assim; se por
ventura se traanse de cabecas postas a premio,
pagas de rortameiitos de orelhas, lisias de pros-
criptos para Fernando; se por ventura se tra-
anse de medidas desta od ni lomadas no lem-
po, cin que as nossas pr;u ; is publicas se ao-
rarn as est ituas do punhal < da espada; entao
bem cabidas ero as expressen, de despo-
tismo arbitrario e inaldade mas nao fui o exe-
t'Utor apidrinhadn de taes medid.is; iicni o l'orao
t tmlnni os meus correligionarios polticos; en-
tao dira que ordo medidas despticas.
O S:. Jusc l'nlro. E quem n'ega sto?
O Sr, Francisco Joo. I uia eousa c Inlell-
gencia de le, e ontra eousa bem dille-rente r
despotismo, e segundo a argumentadlo do no-
bre deputadoeu, que tive a infelicdade de nao
concordar iuteirainenle coin elle, j estou des-
ptico!. De inaneira que esses verdadoiros
amantes da liberdade (ou que como taes se a-
prego) nao os liomeus mais despticos que
coimero, porque querom sugeitar a iulelligen-
ia dos mais s suas opiuien, procurando es-
era\ isal-us, e inliiuilal-os como maulo de li-
berdade, rom que secobrem.
OSr. faplistn : Sruhor presidente antevejo .
quequas toda a cmara tcui jecto eutretaulo a dscussao tcin-se tornado
recudida e calorosa.
Todos concordan em que a uisposieo do pro-
jecto e ma; porciu, quando se trata de encarar
a quesillo por diversas laces cada un Senhor
leputado val laucando suas proposicftos eto-
das s;io to variadas, que j mpossivel respon-
der-sv a (odas ; porlanto direi algiima eousa ,
que me occorrer.
Quando eu.ua nessao de sabbado, fallei nesta
casa con ira a intclligcncia que se quera dar
lei assim obrei porque, umnobre deputado,
que se asseuta ao mcu lado entao pugnava por
una intclligcncia lata. Dsa esse uobre depu-
i ido o .i coustitiiicuo iiuiiio ilaia ella ili/. :
liea garantido o dreito de propriedade em toda
a sua plcuitude = e cu entao apreseutel al-
guus argumentos para mostrar que esta intel-
ligcufia nao poda ser (o lata como se quer;
argumentos.a que un nutro nobre deputado
Ji linn engeuhonos ; mas que c quisera que
rile os dentruisse; tal por exemplo aquellede
referencia a mu caso que tcm de occorrer todos
ns tlias Tallo do prinieiio grao das siicccsscs
legitiman: dos coinprouiissos, cm que a minora
dos credores se sujeita ao accordao da maioria
ele. o que dir o uobre diputado a respeito da
Siicccssao legitima .' Pude mu pai testar a favor
ii un eslraulio contra os interesnes de seus
iillins.' Nao pode; mas entretanto elle dir,
que lian direitn de propriedade sobreesses lieos.
As venes a lei d o dreito de lser doaces cm
cortos casos, c s venes nao d', eseeu troucr
estes argiuuentos l'oi para couibater un princi-
pio emittido por ii.ii uobre deputado, a quem
multo respeito que dlssc que as ordeua-
jfdvs achava-se o diroitq de o iudivlduoresislir
com Imici aogoverno, que sem consentimen-
to toiuasnc a sua propriedade, aluda que pa-
ra o lim da utilidade publica.
Eu entao qulz mostrar que esse dreito ja-
mis poda dar aos individuos contra o go-
verno, e que tal doutrina e contraria aos prin-
cipios de ordein e esi'iiiilidade. Mas, Senhor
prenideute < u tenlio de lser urna observando,
C vem a ser que inuilo me lisonjee! vendo, que
tu ti uobre deputado, que na ultima sessiio tanto
pUgnou pela lal i ulcrprcl ir;io da le, nao, que-
reiido rostricoao algUllia boje principioii osen
discurso disndo que esse artigo da constilu-
c. o devia-se entender cm rclacao aos interesnes
pblicos, relativamente ao governo, e que nao
abrapgia reannos iudividuacsi mas isto l'oi justa-
mente o que i u disse sabbado ; portanto alc-
gro-nic de ver. que O nobre deputado j nesta
parte est de accordo coinuilgo.
(i Sr. Jos Pedro : Nunca disse > contrario.
O Sr. Uaptista : oh Seuhores pois o no-
bre deputado no sabbado fez esta dstincao '
Teuho sido infeliz: quando combato os argu-
mentos do nobre deputado encontr seniprc uin
desvio.
OSr. Jos Pedro: = E' porque in inteli-
gencia s niinli.is palavras
proprietario a sua censao. Eu estou mostrando
os inoonvonciites que existein em se oxecutar
! qualquercousa.
O Sr. Jos Pedro : D um aparte que "nao
|, >de ser ouvido.
ella.' l) Comoconheccr-se, se o terreno, em
que se quer abrir a estrada da ou nao sorvido
publica .' Pelos seus ttulos; mas os propriota-
ios nao querein dar os ttulos o que lia de la-
nero cngluheiro? Parar. Entao tcm o procurador
fiscal de se ver cm urna lida com continuadas
acedes d'exibendum contra estes proprietarios,
e indo isto ta/, grandes detrimentos aos Inte-
resses da provincia, que se recente da falla d'es-
lradas lo neeessarias para o desenvolvimoiito
re sua Industria.
O nobre deputado falln em despotismos: o
nobre deputado c capaz de sustentar que nes-
11~ estradas que se leni nberto em Pernambuco,
lomou scalguma propriedade com o lim de nao
ser para utilidade publica.'
(I Sr. Jos Pedro: Quem duvida disto ?
OSr. ttaplista: F constou-lhe que se nao
iiiili i indemnisado .' >o : logo estao salvos os
dnus casos em que se pode dar violento esbtt-
llio da propriedade : pois quer suppdr despotis-
mo quando temos lima constituirn que nao
ni mili lomar a propriedade alhcia seno no
caso de utilidade publica, o que manda dar
ikIciiiiis.h;o.' Pois isio nao sao garantas .' Se
U nobre deputado l'allasse das aldeas do interior
do EgyptO onde como refere un Franco/, de
una expedicoque para all l'oi causa inipres-
s.io tlesagradavel o ver a madracaria dcstes ara-
bes-egj picios que delxffo os campos quasi incul-
tos pira viveieni na penuria ociosa, c que,
quando se fas observaces o algum delles do
cm resposta E que queris VOS que tacamos .'
Bem sabemos que nos couvinlia cultivar os
campos, mas quando assim sesseinos o ba-
cila mandarla seus agentes a espoliar-nos do
filelo dos novos trabadlos o noni por isso
seriamos menos niiseraveis : ao monos na ooio
sid ule as fadigas nao exacorbo a nossa mise-
rias seo nobre diputado, digo-l'allasse (lestes
lugares, teriiio lug.ir as suas llieorias contra o
despotismo mas entre nos "Senhores? !
Se o nobre deputado suppoe que as medi-
das que temos nao sao convenientes, se acaso
sunpoe que ellas nao tiran todo o arbitrio cn-
tosojaTranco: digan nobre deputado,que es-
ta no sjsienta das precainoes c confosse quono
tein havido dispotismos.
OSr..los Pedro:=Baseado na constituicSo,
OSr. baplitla: Fallamos agora de lacios o os
lacios teem falhado ao nobre diputado; porque
at, quereildo recorrer alados tronce as despo-
sas com o faldamento da tropa.
OSr. Jote Pedro: Nao servo esse (acto para
provar a possibilidade de abusar'.'
O Sr. Bapisa: Nao. se ve para provar, que
o nobre deputado se vio na deficiencia de lac-
io- : eslava o nobre deputado argumentando
a favor da liberdade declamando cunta o despo-
tismo : o apenas se I he pedio provas roaos, sa-
bio da aliada dista assembla, fallouem dos-
pesa do faldamento, que reoeita gcral onao ca-
be no uosso loro, o conlentou-se cm ooiifossar
quenao se tein deixadode indec nisar os proprie-
tarios, ciijo terreno tein sido cedido para es-
tradas, que, a nuil ver, o inesnio que dizer
mo tein havido despotismo.
Si. presidente, nao quero mais abusar da
benovolencia da cmara; farei apenas mais urna
observaco, e, que o nobro deputado muito
azedou-se com outro nobre deputado, que se
isseiii i do mcu lado, porque apresentou urna
ideia coin que 80 julgou otlendido, e por isso
lomou a si a dolosa de Ulna corporaro iutei-
ra, a ordem Franciscana, estranho este procc-
dimeiiio; mas hoje est em campo excitando os
ipie nao pensSo como elle, c assim caliindo
cegamentc naqullo que ^i principio censurou.
O Sr. Josi Pedro; Vio tinha rolaco com o
objeeto?
OSr. Buptsto: K) nobre deputado tem una
siinima inlelligeneia para adiar relacSo cni In-
das as eousas, como por exemplo entre farda-
nienio desoldados, c systcma d'estradas rfra*
dtu,J> Njio me record do mais que quera di-
zer : os apartes me teem desviado un pouco do
objeeto principal; nao quero tambeui abusar
por mais lempo d'atleiiro do meus Ilustres
collegas, por tanto liualiso aqui, salisfasendo-ine
do ter mostrado, que na abertura das estradas
JSi. BapUsla : O nobre deputado nao sus- nao tom havido despotismo, e c isto o que que-
tentava a intclligcncia latae latissima doartigo da
constituirn ? Esta destncao l'oi feila por inini.
OSr. Josi Pedia: Da um aparte que nao
podemos oiivir.
OSr. faptista: E* que o nobre deputado nSo
a Boube lser.
Tratare! agora de alguns argumentos que o
nobre deputado apresi ntou. Disse elle que
ro que se saiba.
O Sr, Jos Pedro.R' a sorte dostas disciissoes
prolongaicni-se indelinitivamente; onibura, eu
naocederci, serc tenoso, em quanto o nobro
deputado, que 1'allou em ullilUO lugar, assontar
de inverter niinlias jiroposieos^para dost'arte
combator-mc,
Principiando jirlo nobro di pillado, que se as-
noaabava raso, quando eudisa; que a Indem-1 seuta.do outro lado, e que concluc couunigo...
tpi-ior pqiiivnlla anterior porque OSr. Francisco Jado.Agora que eusei que
ao
a palavra <> previanion- Lestamos de accordo.
cousas. Ora, senhor presidente, so fossemos
aqui a aportar factos despticos platicados por
lodos os govornos seria um nunca acabar.
O Sr. Francisco Joo. Tein obligaran de os
apon ^ Pedro_.VAl su aponto aquellos, que
teem rolaco com a quostao. O nobre deputado
trouce para a quostao cabecas a premio, ore-
lhas de calanos etc. Que teuho eu com isto. Y
que verla isto para a quostao.' Ja que quia
enumerar estes lacios; para que nao fallounaue-
portaco dos senadores .' Nao tenho neoossi-
dade de fallar de todos os despotismos, qtte so
tein platicado, so inoncionarci os que apro-
veitareni para a quostao.
Passarei ao nobre deputado, que acaba de me
combaler. Disse elle, que cu fallei nimio em
liberdade, em garantas, que tildo eslava per-
dido, porque nao se dava a indouinisacao pre-
via. Quando disse ou isto.' Desde que o no-
bre deputado tomona tarofa deompugnar o que
eu aqui digo, que tein Sempre procurado in-
verter, e alterar as miiihas proposieocs para po-
der eouibalel-as. Ainda outro (lia isto aeon-
leceoeoina questo dos fiados barbadinhns ;
j me vi obligado a dar una explicar.10 em 011-
tra OCCaslao; agora allinna que eu me tenho re-
tratado do que tinha dito, o que assim me ado
de accordo com elle. Nao tein so feito isto, quer
me considerar sou pupllo: nao me julga capaz
do porceber eousa algiima ; disse que eu vota-
va um respeito sacramental as palavras da cons-
tituico na oecasiao, que combata a Intelli-
goncia que eu dava a essas palavras ; hoje diz-
ino que eu nao soube me explicar; tein ein lim
inculcado una supeiioridadc, que me d a en-
tender, que eu SOU nada a sua vista; eedo-lho
o monopolio, soja ludo quanto quizer.
Ora, Sr. Presidente, o argumento, quooii aqui
trouce, do prejuiso que poda soll'rer a indus-
tria, quando so nao observasse o-previainente-,
nao vem para a quostao.' Um individuo nao po-
de liear prejudieado em seus clculos, quando
nao fr ouvido autos do ceder a sua proprieda-
de.' Nfio pode isto influir na industriado paiz,
o nos iuleresses geraes?
Foijustamoiiteoque.se disse nesta casa: fe
este argumento nao valioso, combata-o o no-
bre deputado. Mas disse o nobro deputado
que eu afeiei multo o nosso estado, que s'uppuz
o despotismo eminente sobre nos, que eslava
no systcma das precauccoes. Senhor presi-
dente, quando se d faculdade ao governo do
lazer o que lhe parece, nao haver perigo nao se
deve temer o despotismo? Pois mostrando cu,
como mostrei hout.ni o boje, que ossa inaneira
de dispar da propriedade dos individuos era
justamente em que consista o despotismo, dis-
se algiima eousa tura de propositol'l.reioquono.
Essas palavras da constituico essa plenitu-
de do direitos quera nos pode salvar do arbi-
trio do governo nao se podo prescindir dellas,
n basta eonsideral-as isoladanieute preci-
so atloiulor palavra> previamente quando se
trata do governo o ainda, mais a pbrase se o
bem publico, legalmente verificado, exigir o
uso Lomo se ha de calcular o prejuiso de um
individuse isto nao for observado.' (ionio c
que depois de destruida una plantaco por
exemplo pode olla ser calculada para a lindein-
nisacao ? Eu tronco o fado do excesso de dos-
poza para mostrar a possibilidade do abuso,
o a nao verilieai o da iudomiiisaco quando o
governo oxoedosse as suas altrbifu;ocs. E nao
oierto que o presidente da provincia excedeo os
(emites de suas attribuiroes coniproiucttco os
eapilaes desses individuos do quem aqui fallei.'
Sem duvida. E assim como fez isto nao po-
llera laiubeui lser o inesnio a respeito de es-
tradas ? Nao podia assontar de lser una estrada
sem ter autorisaro para isso .' E como ds-so
a indeinuisacao ueste ('aso? Entao, o argumen-
to lom ou nao rolaco coin a questo E' ou
nao applicavel .' Mas eiulini como o nobre di qui-
tado desfez toda esta argiiincutafao? Dlsendo que
eu sou de ideas vastissimas, que vejo a rasao
de todas as eousas que tenho urna penetraoo
indefinida. Senhores, se ha alguein que se en-
culque nesta casaconi todas estas capacidades i;
o nobre deputado queme tcm sempre rcbaixado
Nao eontiiiiiarei, j disse, o que tinha a diser
a respeito desta materia : a quostao est bstan-
le debatida : vol ainda contra o artigo.
u Sr. presidente:A questo tein sahidouin pou-
co lora da urdein, o ou peco aos Senhores depu-
tados,que se ciiijomaismateria que so discute.
O Sr. Francisco Joo : Peco a palavra para
nina explica'co..
OSr. Taques: (Pela ordem). Eurequeiro
a esta assembla porniisso para retirar a nii-
nlia emenda ; mis que a inaiidei meza simien-
te com a utcnco kde fixar as miuhas deias
para a dscussao.
OSr. presidente : =OSr. Francisco Joao tom a
palavra para c\p I car-so.
O Sr. Francisco Joo : ~ Eu poderla ter a pa-
lavra independen te de ser para explicaran, 'por-
que fallei urna nica vez non ta questo; masen
quero noineutc cxplicar-me.
Senhor presidente nao nosso deixar de fazer
preceder a minha explicarn de um caso histo-
rien : lembro-nie que em urna dscussao da
tribuna francesa quando se tratava da reso-
luco do consprarao dos jacobinos revoluyo
feila por Sonre, disse ello,que tinha a levantar o
apparelho de una grande ferida,epor ss que as feridas gritassem. Senhor presidente ,
eu o mais innocentemente que se poda dar,
servi-me de urna exemplilcacao para mostrar
i grave difterenca que achava entre a acedo
desptica ao governo desptico, o um acto pla-
ticado por dillronca siinplesinente de intelli-
gencias de lois : disse apenas, que poderio ser
enumerados alguns, como por exemplo de por
cabecas a premio de pagar orelhas de caba-
llos, de mandar degradados sem (orina de pro-
cesso para llha-de-Fernando, etc.; actos estos
platicados por alguns que so ineulcavo pas
ino nao seglo oslas deias parece-me que n,^
| nbuma satisfaco tenho a dar-lho : eu s quj,
; reforir-ine aquellos, que nesses tempos prati-
cro estos horrores ; l'oi apenas exempliJlcaco
minha em que naoquis esconder nenhuma al-
llico maligna.
\ Vai meza e depois de apolado entra tam-
\ bem em dscussao o seguirte requerimento do
senhor ifaptisla. (iRcquero que OprojectOv
a ( oniniissao competente para se 11 formar dis-
pensando-so a parlo nuil I o ampliando-so ai
providencias neeessarias para a nulhor execu-
co da lei n. de 1835.
' O .Sr. Uaptista : l'edi a palavra smente para
oxjdiear-nio.e mostrar mesino,qnc naocabem a
mcu respeito algumas inscripacOes,iue,lezooo-
bre deputado. Disse o nobre deputado queu
eonsidoro-inesabio, grande, etc.
Ora, Senhores eu appello para aquellos,
que oonheceiii de porto o inou carcter que
digao se aecaso eu tenho esse orgulho, esse a-
mor propro : pelo contraro vendo ou que o
filustre diputado em materias. uin pouco dif.
ficis sempre (juer que suas opiuioes prevales-
cao, quer dai ludo por claro quer foser per-
suadir, que o que nao est de accordo comas
suas deias despotismo eu por estar em con-
traste o nobre diputado apresen to-ine cm llca
com elle : todava devo declarar que nao fajo
man eonceilo t\fi no bre deputado ; pelo contra-
rnjulgo, que muito irtelllgcnte e capaz d'e-
inintr o sen voto, em qualquer maleria, coui
clareza; o mais c arbitrario : o nobro deputado
, que ino qulz (azor essa increpaeao.
nisacao i>osn
i i eslava na constituir
le. Oque cu disse, Senhor presidente, Coi OSr. Jote Pedro.roa nao ouvio o ineu apar- Ida patria;entaoeuaisse,que estas erooasmedidas
que tein apparecido questoesa respeito dain-jtc? O nobre deputado que apresentou aqui,, despticas o_no aquellas que sao de una
O SENHOR MACIEL MONTEIBO.,
O Diario-novo, cada voz mais deslizado da sen-
da do honesto o mais esquoeido da dignidade
de escrptor pblico nao conhece mais termo
ieiii limite em seus desmandos : desbridado e
furioso corre como.uin louco pelos (-ampos da
infamia, atassalhando honra o nonio a (plan-
tos so lhe antolha poderem empecer-lhe os iu-
lenlos desreglados. Victima tein sido do vi-
perino dente dos sycophantas redactores o Exm.
barao da Boa-vista victima resignada por de-
dieacao ao paiz que o vio naseer c por sa-
crificio aos seus principios c conviceos; c
coin elle quantos esses dyscolos parecem tei-
Ihe mais aft'ecto e adhesao ou repuguo coin-
prai'-lhes O silencio ; mas esses s nao bastan,
que nada pode saciar a bruta e feroz anxieda-
de de tisnar o iiiereeinicnto que invejo sem
poderem imitar. Anda inesnio de longo ain-
da lora do redoiiioinlio dos inlorossos chocados,
nao Ibes podo evitar a furia o hoineiu distinelo,
que,sobraneeiro a zoilos,despreza-lhes a raiva,r
aborrece os icios vicios.
E' assim que o iinniundo jornal procu-
rando fazer as partes ao novo ministerio mas
ainda roeeioso da lograco jior que o lizcra
passar a sua licsloucada avidez de so ouerercr
ao sorvico de outro mediante a dcinis-
so do Exm. presidente desta provincia base
de toda a sua opposico procura justiliear-sc,
negando os seus propros enunciados e lau-
cando a lama das invectivas c insultos, ein que
diariamente chafurda sobre quem sabe, e -
do esperar mudo o quedo que oshoinons des-
lado conheceiido-llie a superior capacidade,
o procurem o lhe porfo assistencia. Ineptos,
que noveeiu, que os seus insultos sao OUtRU
tantas recoinmcndacoesaos olhosdoshbinenslui-
pareiaes a ipieiu ja talvez outros sjoopliantas
Ihes aerjsolro o mrito !
Bem >onhoeein os que escrevein os artigos
dessa folha inmunda que o Sr. Maciel Mon-
teiro quando quzesse por servir ao novo
ministerio mostrar-lho o que c a opposico,
eslava dispensado de qualquer outro iraballio,
que. nao fosse apresentar-lhe os dlflerentes ar-
tigos das folhas da opposico comprobatorios
das meneos o manejos da opposico : faria o
menino que todos nos aqui temos (Vito, por-
que esses monumentos ancornos nao pieclsao
de comentos. Ellcs bein saboni que o uiiuis-
terio nao coinposlo de gente to estpida, que
liara eunhceer eousa lo fcil lhe soja neers-
ario mais do que lcr esses artigos, que t""*
posco para sua cierna confuso aqui teui es-
tampado nirm populo. Mas cm sua atrapallia-
co por nina parto o em seus depravados h-
bitos por oulra nao sabeni a queso altenlia,
a nao ser s mais vis o infames injurias c
calumnias contra os hoinens de mrito, que
nao pdein transigir com as suas torpezas.
Que importa ao Senhor Maciel Monteiro- para
seus interosses particulares que o ministerio
siga ou mo as pisadas dos seus antecessores,
que se lance nos bracos da opposico quant
aos negocios de Pcriiaiiibuco, Ol procure o
apoio (los homens da ordem.' To miserawi
aoho os rodadores do Diario-noco a posicao oe
uin deputado opposieiiinisia ? lgnoro por ven-
tura como se pode la/.er opposico ao ministerio,
o ubtor gracas para si, c para s seus ? PerguO"
tem-o aos seus corifeos. Mas que gracas_ lein
pedido o Senhor Maciel Muteiro ; que ania-
dos tein a ai ranjar, para precisar imitar OS sen*
adversarios ?
A importancia de que ira corte gosa obomo
iiluntre comprovinciano nao pela suaincon-
lestavel ainabilidado uom to pomo polo s,u
genio inofensivo indulgente o servical !>"
pelos solidos talentos, de que dolado e tali
que esses meninos corifeos do Diario-novo, ;IU
duvidao fra d'aqui fa/.cr-lho a corto o procu-
rar-lho captar a benevolencia ; ella ttj 'I"
excita a oveja e odio que se patenteiao com
essa desenvoltura ,' c impudencia queja nao
admirao no Diario-novo. D'ahi esses ornis in-
sultos dignos de um jornal das ciivovias t
que entretanto sao engendrados por entes, qu
a par de taes miserias se proelamo aniantW
defensores das iibordados patrias !
Poderiamos aqui la/.er einmudecer
-la verdade
por una
voz esses miseraves que,a"hnn de 'a"los'''''
l'eilos, teem anda o de voltareni, tao vergonzo-
samente, costas dnniiins, que tanto 0Str|J"
lrp ter a peito. roferindo- lies clrcUlllStailCtai
que lies iguoro ; mas lora milito nial en'1'11"
dida caridad.'. Ellos, que furein e doem u'-
tos cachiraonla inventein ininto, caiu'""
L


W**i MTTV*r .^^B^^F#^fc ^
ttH'.*1Mf 11: flW1 '.ii' 'tiWtJt
inViu Insulteni. agora a mis por causa lo mi-
nisterio que linio desojad ter do seu lulo ,
logo ao ministerio por causa dos outros ; nosso
po"io (' deixal-os revoiverem-se continuamente
iiessa sentina o tratal-os com o mais solemne
despiezo. Y. quaudo se mudarem as scenas
aqui mo em conscquencia dos seus alaridos
Ir condeinnados como nao foi em conscquen-
cia delkes que outras se volverao os crdu-
los, que ccgos, anda teem alguma confianca ,
emquem nenhuma merece, conheoerafl quera
sao os impostores.
Entilo, nesse momento em (pie nao possao
mais encapar tanta perfidia ncm aos proprios
basbaques que os toman, pi>r orculos nao
pretendan fazer esquecer quanto teem diio co-
mo ora fazem a respeito de alguus pomos cssen-
ciacs; nao ostentcm que fallao seni rebuco se
qne rebufo nao significa pejo evergonha,
quaudo intentan negar faites (pie para nao
podereui ser meados; basta terem passado pola
imprensa.
vos oniros que anda credos que da pro-
tervia pode nascer alguma cousa boa que sup-
pondes por urna fatalidad' sem exoniplo que
o amor, i' zelo pela liberdade pdem vi ver no
mesmo peito em que se abrigao sent montos,
que se man! fes to revelfio por injurias e
insultos; dizei-uos; o lioiiicni que faz um cri-
me a outro d'aquillo de que elle nSo 5 culpado;
o lionieni que, li'iido un defelto moral reves-
tido de circuiustancias aggravantes temo des-
pejo de apontar outro a mesma falta porc'm
simples ; o Iioinrin calumniador pode jamis
ser um hoinein llvre mu homem capaz de fa-
zer alguma cousa pelo seu paiz .' Nao vos nao
o arredilis; nas o espirit de partido vos des-
lumhra os ollios, vos ollusca a raso, e (piando
nao por isio o espirito de maledicencia vos
arrasta e assim vos fazeis CUlliplices das infa-
mias daqucllcs que vos illudem porque nao
queris dar-vos ao trabadlo alias de um mo-
mento de consultar a vossn consciencia. At-
tendei a esse fttho danoute com que os redacto-
res do Diario-Him iiivcstcni em seu furor o dig-
no representantedestaprovincia sobreaqual
faz reealiir o hrilho doseu iiome parlamentar,
edizeisepde baver maior infamia! Entretan-
to Bao esses liomens que nao esereveiu ditas li-
ndas sem fallar em infamias ; por que no seu
dialeelo, infamia justamente ludo (pie lllC c
upposto.
ol gente perdida de raso! emvosso frenezi
nada mais respeitais e ousais di/.or (pie nao
fazeis mais ; porque nao queris Nao nao
ca nos que liavois de illudir o (pie nao la-
sis porque nao podis : desgraciadamente
podis multo porque a desvergonha teni es-
tabelecido entre voso seu imperio de um mo-
do que causa horror e espanto. A,
m
Correspondencia.
Senliores Redactares.A pesar da calma, com que
COStUUlO a encarar os desmandos dos liomens ,
cu nao pude com tildo me eonter ao h;r as ma-
lignas iiMiiuaeoi's COin (pie o autor da corres-
pondencia inserta em seu eonoeituado Diario
de 11 do correte transpondo as raas da ver-
dade, pretende fazer desacorocoar a medida,
que se pretende adotar, (pial o projecto qui
ra a nova fregnezia na povoacao deCaruaru ,
cque boje pende na asseinblea provincial, i
sto com o lito de apadrinhar os interesses de
um vigario, que por nteresseiro. talvezseja o
motor d'essas reflexcs e o nico que se op-
p.mlia a um projecto de tanta sanlidadc, e ulili-
dade cin su.i csseucia, de I uita juslira em seu>
meios, e de tanta innocencia em suas intensos,
pois que se assim nao lora ellcseitao abalnnca-
ria a pospora verdade, para se ver na triste po-
stean de KOllVer anallienias e pechas, (pie lh(
sao c:ihives. Assim pois, Senliores Redactores,
excitado pelas falsas primicias d'essa correspon-
dencia e nao pudendo tolerar, que corroo in-
clumes relcxos toes, (pie, (piando nada pos-
sao entorpecer a marcha d"uin projecto til, f
vantajoso a una porro de liis, a quem amo
como nieii prximo cque se aoiio sacrificados
ao abandono o privacoes da igrejft resolvi-
me a tomar a iniciativa sobre a materia o (Ces-
ta arte mostrar a falsa posicao do corresponden-
te em estabelecer primicias (pie nao sao pro-
vaveis.
Kingltem mais, do (pie cu, Senliores Redacto-
res, tciu conheciinento pleno da fregueza de
Biscrros, niuguchi mais, do que cu conhece do
seu liiico e do seu moral e por consoquoticia
ningueni mais, do que eu se aclia Ulo habilitado.
para demonstrar a necessidade, e utllldadeda
nova fregnezia em referencia a sua extenso e
populacao. A residencia d'uiua pon-io d'annos
nao iiitrroiiipidos as visinhanras d'essa fre-
guesia d isso me do direito direito, que agora
nao disputo, por ser alheio ao proposito ; po-
rciu, Senliores Redactores entrando no que c
provavcl direi que nenliun outro arrunenlo
bastara para demonstrar a asserco que levo
expOSta isto a necessidade e utilid.ide da
nova freguesia senao este, e vem a ser. que
leudo a Ireguczift de tfiserros trinla e tantas le-
guas de cxiensio, como n.io negar n correspon-
dente e de alguma inaueira o ha eoufessado ,
c dando 34 cleitores. segundo a autentica do seu
collegio veni a freguesia a ter, por nm calcu-
lo aproximado l.'.GOu almas e isto na raso de
4 almas por logo : ora sendo a frrguoziade ni-
serros assim tao extensa e taoavultada cni po-
nulaco qual a d 13,(S00 almas iutpossivol ,
que, aiuda leuda um parodio activissimo c
diligente ella seja curada com prouiptido, o
regularidade, epor consecuencia c claro, que
os fregueses lulo de ser abandonados e pela
maior parte privados dos recursos espiritiiaes .
desse balsamo consolador que nos parocisnios
da iiiortc, nos lciubra da felicidade eterna. Has ,
Srs. UR. i u nao me quero circuniscrever s-
mente a esse poderosissimo argumento, convin-
cente dos espintos que nao se achao preveni-
dos e que so procuran a realidade das congas,
cu quero deseer analyso da correspondencia ,
e destruindo os seus fundamentos apresentar
mais r isncs de COIIVCCo COIll que faca 114>pare-
cero trofeo ni empresa da huinanidade. O pro-
jecto intil e sem necessidade publica, diz
o correspondente ; porque sendo a nutria quasi,
central prest proinplanieiite .ios p irorlii.mos
os auxilios espirituaes, qu se dem mdSo, e que
nem consta, quealgum froguez reclamasse, por
qirilquer falta de socorros cspiritliaes, I'.' rom
eAfeito multa levlandade do correspondente, ou
antes do respectivo vigario, n qu mi attribuinos
tal informacfliO (lomo pode ser central mu i
fregnezia que estando distante extremos 6 a 7 leguas est por sso apartida
do outro quefacait 28 a 27 leguas? Neoes-
sariani((^tc o mais distante ha de soifrer como
defacto tem soll'rido, e por isso, que appnreeeo
0 projecto. Mas diz o correspondente que in-
da nao apparceco qurixa de seus fregueses, ra-
so nica, epoderosa, que autorisa a divisan,
se assim no que inulto convenho com o cor-
respondente, ou antes com o Sr. vigario saiba,
que n 1 pasta da commissSo de estatistlca d 1 as-
seinhli'a provincial existe una represen! uo
dos freguezes deGravat que pedein a eleva-
cao de sua capella curada fregnezia e is-
to com o fundamento da extensoo e jiopu-
1 aeo da l'regiie/.ia de iiserros ser demasiada-
mente grande e nao poder o seu parodio a
pesar de sua actividade cural-os com pronipti-
do : ora se para a divisan da fregnezia c pre-
ciso como eoufessa o correspondente repre-
senta ao dos freguezes claro que a sua ne-
cessidade e utilid.ide se ada autorisada por
essa representar ao cque porvoiiscquoncia o
projecto que nesse sentido existe na cmara
provincial, nao pode ser repudiado, seiuin-
justiea f porfolio grvame dos freguezes em
ge ral. Nao pode portanto argumentar nesta par-
te o correspondente ou antes o Sr. vigario ,
sem quedeixe plenamente antiver autesoyelode
seus interesses pecuniarios do que o zelo no
espiritual dos seus freguezes. Keconhecida as-
sim a necessidade da diviso nao pode a nova
freguesia deixar de ter por sede a capella de Ca-
111 ir ; porque (' ella a nica que se ada pa-
ramentada o cni que j, se administra o sacra-
mento ni extenso do segundo extremo da fre-
gnezia de l'iserros que m lis privaeoes SOixre ,
j.i pela longitude e ja pelo embaraco do rio
Ipoiuea que no lempo de invern veda coni-
iiiiinieai o com a matriz que liea ao outro la-
do do rio. Bmbora diga o correspondente, que
estabelecida a nova fregueza em tatuar, sub-
sisteni os niesuios inconvenientes por ncar a
nova matriz distante di de Blserros 6 leguas;
mas esta objoivao desapiiiroeo logo, que se at-
ienda que neste segundo oxtreino da fregne-
zia em que mais sofiVeni os freguezes, nao ha
mitra capella semelhante de Caruar, e que
ali'nidisso lieaoos IVoguozes sem o inipeeilio do
rio que 110 lempo de invern Ihe tolhe a eoni-
niunieaeao com a matriz de ffiserros aocres-
cendo.que se tornando o territorio inaispequeno,
mais l'ioilidade tem os paroehosdo OS acudirein,
ipi indoprecisoni.Nenivalt inibonidizor o coi ros-
pondente.que o projecto dispendioso, portera
provincia de edificar una matriz em que gas-
tar,! avnlt ida somma ; pois que sorvindo a ca-
pella de Garuar, como serve presentemente
para a adininistracao do sacramento tanibeiu
servir .quaudo fr'a matriz e entao dosappa-
rece essa grande dilheuldade que s a neces-
sidade a apadrinhar os intoressos do respectivo
vigario, faz apparecor. O corto que < lia
est sulliciontoinonto paramentada tem patri-
monio legal, o formalmente frito, e o quanto
hasta para poder ser elevada cathegorla de ma-
triz. Mas um outro inconveniente, diz o cor-
respondente Ir-rir o direito de propriedade ;
porque sendo a capilla do Caruar de proprie-
dade particular d'um individuo, que protesta
oppr-so 0111 del'esa do seus direitos. nao pode
sor tomada para matriz sem nianifesta viola-
rn d'esse direito. Priinelraincntc direi, que
11,10 sei como essa capella soja de propriedade
particular, quaudo todos sabem que esse In-
dividuo a qmv.i so refere o correspondente,
presta animalmente contns ao respectivo jnls de
(apollas, alm do que sabemos que elle ca-
ponas um administrador heriditario ; portanto
nao essa raso que pido obstar oprogresso
do projecto ; mas quaudo de propriedade parti-
cular l'osso entendemos po o seu proprieta-
rio iieiihum estorvo poria ; assim como nao o
tem posto actualmente (piando coiiscnte, que
uella si-administre o sieranionto lauto mais
........... .,.,,1, tendo o naroclio com a adminis-
traeo do temporal, e sinente com O espiritual.
Destruidos assim os inconvenientes apresenta-
dos pelo autor da correspondencia Pin prol dos
interesses do respectivo vigario c reconhecioa
a necessidade e utllldadeda nova fregueza,
resta-me fazer nma conaiderac.5o geral e vem
a ser que sendo a povo.n o de Caruar una
das mais elevadas da fregueza de /{serios pelo
son dosenvolvinieiilo material industrial c
comniercial o que mais vaiitagons ollerooo
para ser elevada a matriz no terreno, que mais
precisa de coadjuvaro espiritual s a ella
pertenee esse direito. Convensa-se pois o cor-
respondente, OU antes O Sr. vigario de Ili-
Serros, que nao sao conslderaces inesquinhos,
nem to pouco vindictas particulares, piein
sugeiio a idoia da diviso da fregnezia/e tao
sinente sentimentos de religlao, que mdt do-
mingo no coracao dos honicns. Abstcnha se
de lmar odiosos, sobre quem nao e digno
d'elles, e saiba tolerar prejuisos quaudo so
trata de interesses geraes, e convoiica-so do
que reflexdes 1 es. (paos .iprcsentou em sua
correspondencia, uo tem Brca para causar
moca no animo d'um prelado Ilustrado, e na-
turalmente piodoso, que su quer o bcni, e
conimodidade de suas ovollias, o o lser des-
viar da protecao. que deve do prostar a nina
tal diviso. e'iiom to pomo abalara a cons-
picua, o philantropiea assembla de Pernam-
htieo. que sabe extremar 0 verdadeno do talso,
edar a justica, a quem toin. A iiisercao
d'cstas linhas' em suas hom concoituadas pagi-
nas; rs.Redactores, muito brigara ao seu
constante leitor o Amigo davrriiailr.
ParahibaH lias, hiate brasilelro Gttueic^fior
tku-cirgm, de. 17 toneladas, capitn Victori-
no Joes Perclra, equipagcm3,carga lenha.
Avisos martimos.
Para Lisboa sai com toda a brevidideo hr
gue-escuua Deliberafdo,por ter a maior parle do
seu carregamcuto prompto ; o para o resto o
passage tros trata-se na ra da Cadeia 11. -tt,
011 .0111 sr. Manuel JoaquilU Ramos o Silva na
1111 d 1 Cruz.
O Kergantim Hcspanhol Tcmcnirin, novo,
forrado de cobre e de muito veloz marcha fre-
ta-se para Genova ou pira outro qualquer por-
to da Kurop 1: pian ti quizer frotar, ou earre-
garalguui 1 potrao de issucar. dirija-se 11 1 es-
criptorio de Manoel JoaquimRamos e Silva.
Avisos diversos.
O profe
coz do Toll
ssor substituto de inglez, e fran-
eglo das arte-; propSe-sc a ensillar
estas ditas I i liguas noRecife, onde val fazer a
sua residencia: principiara as lindes logo de-
pois de l.'i docorrente mes, soja entao houve-
reni Id discpulos inscriptos alias tertJ priuei-
|iio impreterivelmentc no 1." dia til. depois da
pasehoa : os que quisereni ser .seus alumnos ,
van dar os nonios na loja de livros de Coutillho
o Lopes na ra do Collegio, eahisabero
dia preciso da priiueira lieo.
Uuga-se mu boa casa terrea com 2 salas
f alemas 111111 dispensa oosinhi lora quii il o
cacimba tatnbem tem um hom atierro pegado na
mesiiia eoni P20 palmos em quadro com seus
alicorees e no fundo j como muro que est pro-
tnio pira qualquer ni ireineiro ou earplna por
fielitir com pequea despena a faser-se um
telheiro para que possao irabalhar osfllciaesa
fallar na Itua-hell.i u. -10.
Perdeo-se um i cassoleti desdi' a igreja de
S. Theresa, at.'- a rui d is Vguas-verdes, quem
a adiar, quereudo restituir, dirija-se a ra do
l.ivranieuio ii. -2i. que ser recompensado.
LOTEni A
fovimenlo do Porto
Navio* mirado 110 dia 13.
Coi nma; 5dias hiate brasilelro meeicaooPe-
lar, de 93 .'?|i toneladas, capitao Francisco
Rodrigues de brilo equlpagein 4 carga as-
sucar.
usada con-
de \adrez,
mangas cur-
DAS
Memorias Histricas
'fondo S. I'.\. o Saibor presidente da provin-
cia, em eouseqtioin i 1 da irregularidade appare-
cida na I." extraeco da lotera do Guadelupe,
transferido o andamento da lotera das memo-
rias histricas para odia i~ do crrente tnez ;
faz publico o respectivo Ihosoureiro (pie o re-
ferido andamento ser eflectuado impreterivel-
menteno sobredito dia 27, visto que tem ella
de approveltar a troca dos bilhetes que sahlrem
premiados na do Guadelupe.
Os bilhetes da lotera dis memorias ach"o-se
a venda nos lugares em que sao vendidos os
do thoatro por isso que o thosotiroiro e eseri-
vo desta. sao timhem os d'aquella.
LOTERA' DE NOSSA SKMIORA DO
L1VR AMENTO.
As rodas desta lotera andan nfaliveilmente
no dia i\ do corrente. o o restante dos bilhe-
tes aebose a venda 110 Rccifo loja (le cambio do
senbor Vieira; em Santo Antonio rita do Gabu-
g botica do senhor Moreira, rila do Livra-
mento botica di Cliagas e no Atterro-da-
Boa-vista loja do senhor Jacinto.
0 moco braslleiro que se offereeeo para
ensillar priniolras ledras, fura desta prar a di-
rija-se a 1111 do Crespo n. 15.
Aluga-se o segundo and ir do sobrado da
ra da Praya n. 43 com bous cmodos, por sima
d'onde u...... o Sr. Dr. Riguoira Costa eDr.
Duarto Pereira Dr. \ lella.
Aluga-se o segundo andar do sobrado la
rua Di relia esquina do beco do serigado rom
so tao tendo bastantes cmodos, e boa vista .
o milito fresco a tratar no I." andar do niesnio
sobrado n. 91.
Ollereco um rapaz Portugus de IS anuos
para eaixeiro de qualquer arruinarn para en-H
bralisaou de rua 011 para algiiiu engolillo 011
mesmopara tomar conta do alguma venda por
balanco dando boas euifonnacoes e fiador iu
conduela, quem de sen prestinio se quiscr uti-
lisar anuuiicie.
Muga-se una pela que sabe engomar ,
eosinhire coser, a excopoo do sabir a rua; na
rua larga do lio/ario venda 11. A-\.
Preci-a-se de un hornera que entonda do
rcstilar agoardeule para 11111 engolillo porto di
Para una casa cstrangcir.i de DOttCa fami-
lia deseja-se alugar nina pela esclava que sai-
ba losii'ihar e lavar, na rua da Cruz 11. 7. das '.)
lloras em (liante 011 na Cruz das almas sitio do
sr. Angelo Francisco Carueiro, ateas S horas
da luanha; avisa-se que nao precisa sabir na
rua.
Alug.i-se 11111 soliiadinho de 11111 andar 110
boceo di ttomba;a tratar na ruada \urora 11.18.
Tendo-se entregado 110 dia 13 do corren-
te a um preto para eondnzir para a Capunga
unta boeet 1 grande pintada de azul
leudo um vestido de chita escura
com haii idos largos por baixo. com
tas de pregas, com babada multo cstreito. pela
boira, um dito de eassa de lislras de cor, e
mangas de pregas eoui babado estreito pela
beira urna bonecla vestida de Anjo; e um na-
bo il" bomba ; a qiu 111 fui' otlV*recldo os ditos
objectos, mi d'elles souber queira ter a bonda-
dc de participar na rua das Cruzes 11, 40, que
se recompensar.
\ \ BOTICA, E VRMA/.KM DE DROGAS, RUA
l)V MADKE DE DIOS. \. I.
Se-vendeinas prepararnos seguimos por pre-
1 o inulto commodo, e de superior qual dade.
Maganta oalrinada ptima.
Ds salutares efieitos deste medicamento co-
mo purgante mili suave o capaz de se applicar
a todas as pessoas de qualquer sexo 011 dade,
absorv ndn ao mesmo lempo lodos os cidos
existentes em nosso estomago, o que tanto per-
turho noss.ts l'unei i'ies digestivas, nuio sen
uso recommendavel, e multo necessario, A ex-
periencia tem mostrado .i um sem numero de
mdicos, sabios, o verdadeiros observadores do
(licito tlierapeuiien dos medicamentos, que
tanto maior v. a sua aceito purgativa, quanto
maior c a quautid ide de cidos que a maior
parte das ve/es desenvolvem nossas doencas de
estomago. Lina ou dnas eolheres de sopo mis-
turadas com agua, durante o (lia. i'quantidade
sullieieiiie para produzir bom elleito.
.Na niesma casa laiuhcui se veudeui titilas c
lodos os oitlros olijeetos de pintura ; vei nizes de
superior qualidade, entre clles um perfecta-
mente branco, e ipie se pude applicar sobre a
pintura mais delie ida sem que piodu/.a alte-
rarn alguma cni sua ciir primitiva ; arrow-Root
de ueriuuila ; sag ; sahoiiei.es ; .sabao de \\ 11(1-
sor; agua de Scidlitz; limonada gasosa; tinta
superior para eserever ; perfuiuarrias inglezas ;
fundas elsticas de patente ; eseovas e pds pa-
ra (lentes ; pasli(has de muriato de morphina .
e liypecaeuanha ; pastilhas de bi-carbonato de
soda, e giugibl'C ; as verdadeiras pillas vege-
tis, universa, s do Dr. Itrandirlli viudas de seu
autor nos l'.slados-l nidos ; azul linissitun, pro-
prio para amular roiipa ; pus (!< Scidlits e do
soda.
Sexta, feira l.'i do corrente polas q mi tro ho-
ras da tarde, na porta do sr. juizdo civel da 1.;'
vara, no pateo do Hospital, se ha de arrematar
por execucao una inorada de casa terrea sita na
rua de S in'ta Thereza. n. 27 ; a qual caza tem um
quintal qne pode-se levantar 110 fundo una pe-
quena casa; os pretendentes compareoflo 110
mencionado da.
-- Pominateau, artista coteleiro, e fabricante
de quaesipier instrumentos de sua arle, avisa ti
pblico que elle se incumbe de concertar
apromptar, e fazer quaesquer instrumentos de
eirurgi.i, liinpar. amular, aliar, c pulir navalbas,
Ihezouras.caivetes, facas, ele tal ipialeoino viu-
do da mo do labrie.iule C por qiialqtici encoin-
mendapode-se dirigir na loja de Justino Me-
roz, Prara-da-independeiicia n. IS, c 20.
Deseja-se comprar mu methodo para
flauta, que esteja em bom estado; quem livor
annuiieie OU leve na lina nova, loja de ferragens
n. 3.
Qualquer sr.Jsolteiro, que precisar de nina
sr.* para ama, a qual sabe bein COzer, ongoiu-
maiefnzero ai tanjo do una casa, dirija-se a
rua do Caldeireiro no lujado sobrado onde mo-
ra o llliu. sr. coronel //urlamarqiie 11. 12.
Lourelro, alfaiate, precisa de ofliciaes do
mesmo ollieio; advcrlindo tpie sejao forros.
Aluga-se urna negra boa para vender ^a
rua, do que tem bastante platica, c outros ser-
viros de nuil casa, na 1111 da Praia, prinieiro
andar 11. 39
__Rodrigo Cavaleantl raiiho comprou por ordein da soeicdade de
Aguas-bellas e l'uiquc bilhetes da Itoeria das
naos os nmeros
V (buque:
memorias histricas, dos
inteiros sao64,91, 112, c os meios sao l4.Vi,
li(-2, 1455, i-.V, I 3.
Prctende-se fallar ao Sr. Antonio do San-
tiago cliegado cni iiuvouibro de 18-13, da cida-
de do Porto, pola barca Tentadora ; queira o di-
pnea, quera pretender annuncie ou denja-se ^ S(. dlrjgMP ., ,.., da cruz n. S ouannun-
.10 atierro da Roa-vista loja n. "24. /~ (.al. ;| s|1.( ,n0PWjai
Quem precisar de 11111:1 ama para o servlco
de casa, derija-se na rua da Roda casa 11. 10,
011 annuncie para ser procurado.
Aluga-se o .'I.0 andar da casa da rua do
Queimado n. 8 ; a tractar na loja do mesmo.
. Precisa-so na casa dos Kxpostos de tuna
negra cosinheira que soja escrava quem livor
annuncie, ou derija-se a casa do Sr. thesourei-
10 Antonio Martins Ribciro no atierro da
//oa-vista.
Quem peecisar de un moco portugus de
dadodevinto anuos com bastante platicado
negocio do venda, o qual sabe loro eserever,
quera precisar derija-se a rua do Livranicn-
to 11. 13.
Jos Joaquim Lopes Moreira, sua mn-
Ihei Marianna Joaquina Moreira da Coucelcao
vo .1 Portugal tivictar de sua saude levando
ein sua coinpanhia nina parda sua escrava de
nonie Henedita. Sua casa de negocio tica gi-
rando da mesma forma admenlitrado por seu
i rindo e socio Dionizio liarlo Lopes.
Nao haveudo hordeiros menores a her.in-
ros da linada Sonhora I). Hornardiua dos San-
tos Misquita, casada que foi com Antonio Bo-
telho Pinto de Mis(piita, os hordeiros maioros so
achao ainigavelinente composto com este Senhor
encabezado 110 casal: por ooiniuuiu accordo liea
a casa girando no mesmo ponto 0111 que exis-
ta at agora. entonto iolrlho Pin!" de Misqui-
ta Candido Thoms Pereira DtUratiento Botelho
Pinto de Mitquita.
Quem quizer eoutraet.ir para fazer plan-
tar uma baixa com capim, annuncie para sor
procurado,
Perdeo-se no dia Ib do corrente una vara
o I/-2 de cordo d'oiu'O (pie trazia tima jueta ,
desdo a rua do (Queimado ate o arco de Santo An-
tonio com Ib oilavas e 18 graos de peso : quem
o achoit o quizer restituir a sen dono; dirija-se
a rua di Seu/alla-velba 11. I.'t que ser gra-
tificado.
I'reeisa-se fall.u ao Sr. .Toaquim Rodrigues,
pal do Sr. Antonio (Jaldas da Silva, na rua de
lionas n.2l.
o (lia 12 do corrente pidas 7 horas da ma-
nha.i, pouco inais ou menos furtrao 11111 rolo-
gio horisoulal, com caixa do o uro lavrada, mos-
trador de louza junto cora nina cadeia de ou-
10 e um transoliui de lila preta o dito rolo-
gio tem mu signal bom visivel por onde pode
sor eonheeido com mais facilidado que ter
oaroaonde se enfia o trancelim bastante frou-
\o ; por isso roga-sc a qualquer senhor relo-
joeiro 011 pessoas a quera fr ollerecido de o
aprender, o loval-o a rua da Mocda arinazein
11. l 011 annuncie que se gratificar genc-
rosamontar.
0 agrimensor, abaixoossignado, olTerece
os seus lertcoi as pessoas que tiverem proprie-
dades demarcar, e afanca a mais escrupulo-
sa exactidSo e o maior zelo no desempenbo da
sua arto ; devcmlo todos os que do seu prest
muse (|ui?crem ulilisar,dirigirem-se (porcarla)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
solirado n 121.
Joaquim 49 Fon$ecQ Soartt tk Figueircdo,.


4
n'MlmwrtmiMHAMMBmW-
Qucm annunciou querer comprar una ca- A commissio administrativa da socieda-
ma de angko un multo bom estado, dirjale a 0 A pollinea tem marcado odia 6 do Abril do
loja de Marcineiro na esqnlha da ra do fogo correle anno para a sua segunda partida e
' em virtud, do que convida aos snrs. socios
ii. lo, i i.i mesina tambem se vende mu braco
de condur riuasl novd; porpreco coinmodo.
Iloga-se .id Sr. J. G. A. S. que por favor
hala de vir ou mandar na loja da ra da Ca-
deia do Reciten, til concluir o negocio que .o
inesmo Sr. nao ignora isto no praso de 8 dias
de contrario passar pido desgosto de ver ose
nome por estenio.
Quem precisar, parafeitor, ou criado, de
un rapas portugnez; pouco chegado, dirja-
se a ru.i do Crespo, loja de Joaqulin da Silva
Castro.
0 abaixo assignado faz ver ao respeitavel
publico, que ninguein Paca negocio algura com
Antonio Francisco de Horja sobre urna casa,
que seaclia edificando no lugar da asa-forte
deironte da campia, visto pertencer, a
Prdwiieo Jrse a Silva Eyrat.
_------ A mesa regedora da irmnndade de S. Jos
d' Igonia erecta no hospicio de Y \ da Penda,
le novo convida a lodos os incos da nicsina ,
paje; se reunirem na igreja domingo I? do cur-
ente pelas 0 horas da iiiaiiliaa.ein mesa geral,
para o tfin de se eleger nova moza que tem de
servir no presente anuo a 1846, que uodial
nao se pode ellcciuar cin virtmle de faltaren! al-
gnus uaos e por isso roga-sc aos inesuios ,
que nao dcixcni le comparecer por se fa-
zer milito necessario.
'0 abaixo assignado avisa e faz scicute ao
publico que todas as pessoas, que tlverem pe-
nliores na venda da eneruzilliada de Uellein ,
ten bao a bondade de os Ir remir no praso de 30
lias ; do contrario ser rendidos com testemu-
nlias e o que valerein niais s<- llie restituir 0
restante. Manuel da Cunta Oliveira.
Arrcnda-se um grande sitio logo no prin-
cipio la estrada do Arraial, com grande casa
de pedra cal, cacimba com excellentc agua ,
estribara, tendo no fundoum riacho correute,
e floiu dille rentes arvoredos : quem o pretender
entenda-se com Atan lino .lose Lopes.
Uoje 15 do correute val a praca, por venda,
o sitio que lora I fallecido Jos Francisco Xa-
vier Lima em Apipucos, em trras foreiras
aos herdeiros d'aquellc eugeiiho com casado
lupa, coberta telhas, .nos finidos desta
nina armacao de outra tambem de taipa co-
berta de telhas a qual serve d'estribaria ; tem
varios arvoredos d frueto d'espiuhos : os pre-
tendentes diiijo-scaporta do be. Doutor iuiz
doeivclda I. vara. n<> pai.o lo Hospital do
l'arai/o, pelas horas la tarde.
Na ra do Mondego casa n. 8o ha urna
escola de primeiras lettras para meninas on-
de com o maior esmero e perfeico ensina-se
grammalica portuguesa, faser llores, bordar
de linha uuro, Croco e malizea e marcar
por dill'erentes modos; os pais de lamillas,
que anhlito o udiantamento de suas fillias, po-
den) dirigir-.se a casa cima mencionada.
Jos de S Leilfio Ai nozo se propiea en-
sinar com perfeico primoiras lettras, Irancez ,
egeographia no segundo andar do sobrado n.
28, pordetrazda matriz deS. Antonio; quem
pretender, dirija se ao segundo andar da casa
ii. 7 defronte do Carino onde deixar seu no-
iiu e murada para ser procurada ; declara ,
uue tmbela vai a casa dos alumnos tomar li-
ces.
Jos Tajares Ledo Portuguez retira-
se para a Ilba-dc-S.-.Miguel.
Samuel liercy com sua arnilia retira-se
para Inglaterra.
Fugiodo sitio do snr. Fernando Bieber na
Capuoga, uo da lodo corrento pelas 8 ho-
ra* da nouteum cavado alazo com um sel-
lim quasi novo mas sem ca befa das com os
signaes seguinles ; rabio, calcado dos pos, com
urna cicatriz anda visivo! do ledo esquerdo do
poscqco ; quem o adiar, fai o favor de loval-o
que tlverem do apresentar prosposta* de con-
tidados de as dirigir a casa da mesma sncie-
dade no dia 26 do corren te pelas Choras
da tarde.
Compras
Comprao-sc efiectivamente para ra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
'2o anuos agradando pagao-se bem ; na ra
daCadeiadeS. Anlonio, sobrado de urna an-
darde varandadepo n. 20.
Compra-seumjogo de breviarios usados;
quem tlver annuncie.
Compra-se um diccionario latino que
esteja em boin uso ; na ra do Aguas-verdes
n. 100,
Compra-se, c paga-se bem um escravo sa-
dio bom ollicial de tanoelro ; na ra da Cruz
botica n. 22 a tallar com M. B. dos Santos
Cadet.
Compra-se um banco de marcineiro, ten-
do prensa, e barrilhete anda mesmo sendo
usado; quem tlver annuncie.
Compra-se urna morada do casa ; quem
tlver annuncie.
Compra-se urna cabra (bicho) dando
bom leite paga-se bem ; na ra do Hortasn.
lo sobrado da esquina que volta para o pa-
teo de S. Pedro.
Compra-se um quarto possante e bom
para viagem paga-se bem ; as Cinco-pontas
n. 62.
Compra-so um palanquim no sendo
muilo usado ; quem tivor annuncie.
Comprao-seescravos de ambos os sexos
pessoas de recoiihccida.ffrobidade e tam-
bem se recebem para se venderem de commis-
so ; na l'raca-da-Boa-vista n. 19.
Comprao-sc ditas rnulalindas de 6 a 9
anuos, bunitas ; no loja de livros da Prac.a-
da-independencia.
Compra-se um escravo pedreiro ; na ra
da Cadeia do Recite, loja n. 20, ou annuncie.
dor, bom passeiro, e gordo; na Rua-augusta
n. 22.
Vende-se um burro dos tres primeiros li-
vros do primeiro tomo de Horacio outro de
Saluslio e outro de seis ccoglas do primeiro
tomo de Virgilio; na ruado Qucimado loja
n. 67.
Vende-so para engenho urna escrava de
bonita figura e sabe arranjar tudo de urna
casa ; na ra do Horlas n. 110.
Vcndem-se duas pretas, o urna parda de
20 a 2t annos de bonita figura o tem boas
habilidades; na Rua-velha n. 111.
Vende-se urna casa pequera na ruado
Calabouco; a tratar na ra de Hortasn. 110.
Vende-se urna canda bem construida ,
qua lem dado pouco servico carrega 1200 li-
jlos de alvenaria e outra pequea de carrei-
ra ; na ra da Aurora n. 44.
Vende-se uitra moleta de nacao Mozam-
bique, de 15 annos, de bonita figura, faz
todo o servico diario do urna casa lava, o en-
gomma pouco, sem vicioalgum e nom acha-
ques, ao comprador se dir o motivo, porque
se vende ; na ra de Fra-de-portas da parte
do pnc.ite n. 20.
Vende-se por muito mdico proco o do-
minio directo de um solo com cen palmos do
frente c 500 do fundo, na estrada da .Magda-
lena entre as duas pontes aforado a Joo
Thomai Pereira, por \00jf rs. annuaes, ou tam,
bem se permuta por outra trra quo tentia
maior extencao muito embora nao soja em es-
trada tao frequentada ; a tratar na Rua-impe-
rial n. 64.
Vende-se a obra de moral do padre mos-
tr Monte, por 25^ rs., e a de Gazaniga por
10,^ rs. ; quem prelender annuncie.
Vende-se panno tino prelo a 3000 rs.
sarja preta larga de upeiior qualidade a 1801
rs., cortes de la pelo barato preco de 3300 rs.
lencos de seda da India a 1120 rs., lindos cor-
les de cambraia modernos do ultimo gosto
4000 rs. ditos de cambraia do bom tom com
listras a 3000 rs. cassas pintadas a 200 rs. o
covado e em corles a 2000 rs. riscadinhos
finos proprios para camisas, vestidos c jn-
quetasa 140, 220, e 280 rs. o covado, chitas
de assento branco a 100 rs. n de assento escu-
ro a 140 rs. ditas linas a 160 o 200 rs. o co-
vado los de linho bicos de linho e algodao
brancos e lisos lencos de cassa tinos o oulras
u puiiHru. *\j. i i'nnn ui nj ,,.-. -, niiyuat itia.ta unos e OUlraS
Vendem-seduzias de pelles de bezeiro o muitas fazendas por barato preco; na ra do
mais superior que tem apparecido tanto em Crespo loja n. 12, de Antonio da Cunta Soa-
qualidade, como em lamanho a 37^ rs. cada res Guimaraes ao pe da loja da viuva Cunda
duzia : na ra doCubug loja de fazendas in-
Vendas
uida Cruz ( n. 45, ou Ponte-de-
que se-
L'cha no sitio do fallecido Amorfo
l generosamente recompensado.
AULA DE COMMERCIO.
O abaixo assignado participa, que a aber-
tura desla aula lea lugar nodia 13 do correte,
pelas 7 horas da larde na ruadas Cru/.es n.'
4. As maleiias (|ue se ho de tratar sao :
eserspturacao mercantil por paiiiiia dobrada
cootubUidade commercial, como seja, cunta d
juros tonta de soeledade cambios e arbi-
tros de cambio, especies de subdiviso das tnoo-
das do mundo coniecido.
A hora que se tem destinadado para taes li-
Cdes pruprla para aquelles individuos ,
que fozem do conimercio sua habitual proflssio;
pois que nesle lempo o giro de suas transaces
est parado ; porcm allendendo-se a que mul-
tes pas de lamilia desejariao que seus filhos
aproveitassem nesta aula, e como a hora nao
i piopria ; por isso o abaixo assignado tem
destinado abrir outra aula para elles princi-
piando das 4 horas al as 6 da laide, cuja aber-
tura so lera lugar,havendo pelo menos t alum-
nos, cajos pais sero obligados a inscrever seus
nomes na loja da ra do Quefmado n. 6 ou
na casa da aula.
Manoel mrenfo de Mallos.
O major Joao Pedro de Araujo Aguiar
mudou sua residencia para a ra do Hospicio
n. 9.
Precisa-se de um liomem, que saiba bem
HISTORIA DE NA POLEA O IMPERADOR
DOS FRANGEZBS.
Desde o seu nascimento alea sua morte; con
lendo a completa e exacta narraran das suas
guerras, bata I has e victorias acedes de valor,
degenerosidade de clemencia, de magnani-
indade, coragem, e bonpade; sua vida privada,
earaeler adininistracSo e conducta com as na-
coes estrangeiras; tradu/.ido do original Irancez
com posto por A. Ilugo.e augmentada com a mi-
nuciosa relacao do funeral de NapoleSo desde S.
Helena at a igreja dos invlidos,.2 v. em quar-
to ornados com 24 estampas.
Vende-sena l'raca-da-independencia livra-
ria ns. 6e8.
Vcndem-se cortes de seda preta lavrada ,
sarja preta hespanliola ricos cortes do cam-
braia bordadas ditos de cassa pintadas e do
listras riscados ecocezes ricos cortes de se-
da escocesa sedas brancas lavradas para ves-
tidos de noivados ricas mantas e chales de se-
da les para vestidos chapeos de palhinba
para meninas ricos cortes de tarlatana para
vestidos chapeos francezes para homem do
tullronles precos, ricos corles de parisiense
imitando seda cortes develudo lavrado, ditos
de seda, a linda fasenda raiuha da India, meias
de seda, luvas de todas as qualidades bicos
pretos, setim pretos paracollele, merino pre-
lo muito fino e um grande sorlimet.to de cal-
cado do todas as qualidades; na Bua-nova ,
loja n. 8, de Amaral Sf Pinhiro.
Vende-se muilo boa sarja hespanhola ,
V*os prelos e brancos chales e lencos de seda,
com matiz e sem elle ditos de garca ricas
inanias de soda de diversas qualidades mati-
zadas e lisas, sodas para vestidos, corles de
dita, fasenda superior, flores para chapeo, um
completo sortimenlo de calcado para homem,
senhora e meninas Cmbralas adamascadas \
lindos orles de chitas francesas ditos de cas-
sa dilosde la e seda, fasenda muito moder-
na a linda fazenda rainda da India, o outras
multas fasendas anda no vistas porem do
melhor gosto para vestido lencos pretos para
grvalas chapeos de massa francezes ditos
de cliuva brins para calcas ricos cortes dt
seda para collete luvas de pellica para homem
e senhora panno fino superior. Dones para
homem e meninos, do melhor gosto, meias de
seda, o outras fasendas de bom gosto, tanto
inglezas como francesas por barato preco; na
Bua-nova n. 52, loja de Bonifacio Maximianno
de Mattos.
Vende-so urna venda com poucos fundos
na Solidade, nocaminho, que vai para o Man-
ler, e escrever, para caixeiro em um enge-1 guindo; a tratar na casa 10 ao' D" do""a-
nho distante desta praca 12 leguas; os preten-, lacio do Sr. bispo. F
denles dir.jao-se a ra de Apollo n. 10. Vendem-se 3 escravos sendo dous mo-
-A v.uva de los Uno AJvesCoelbu mudou a loques, de 14 a 15 annos, de bonitas fisuras
sua residencia paraja Rua-dircita, casan. 2, pri- e um negro do 20 e tantos ann..s Ilu r" <'
moiro andar, aonde continua a estarnpai re- Vlgario, armasem de assucar n. 22 unto a
Bistos de todas M qualidades o toda e qual- venda do Puntes.
quer obra de estamparla, com toda a prompti- Vende-se no armasem de Dias Ferreira A
daoeaeeio. Companhia delronte da escadinha da alfandJ-
Mana Jacinta Guilhermina retira-se para ga. meias barricas da superior farinha gallego
(ora da provincia, Vende-se um cavallo castauho, carrega-1 VigMi*u,'j"
glezasefrancezas, ns. 4e6, de Pereira Gue-
des
Vende-se o tratado de economa apoltica .
por Joo BaptistaSay porpreco muito com- j
modo; na ra larga do Bozario, loja de mcu-'
dezas n. 35.
Vendem-se couros de lustro em porcao de
duzias para cima ; na ra do Trapiche n. 36.
Vendem-se por preco muito commodn ri-
cas carteiras de viagem, envernisadas, com es-
lojos para navalhas mui bem feitos espelhos
de diversos tamaitos, tanto para sala como pa-
ra toucadores camas com culxoes de molas ,
mui bem feitos para recreio o outras muitas
de diversas qualidades marquezas bancas,
mezas, cadeiras, frasqueiras com 12 frascos, e
5 copos para viagem duas cadeirinhas de
ra, muito, modernas, e com pouco uso e
outros muitos objectos que a vista dos com-
pradores sero patentes ; assim como se conti-
na a receber todo equalquer objecto para se
vender por meio deste estabelecimento ; na
Rua-nova armasem n. 67.
Vende-so urna escrava de nacao moca ,
com urna linda cria de um anno, prefere-se
para fora da provincia ; na ra de Apollo n. 20.
Vende-se urna porcao de prata, sendo em
bandejas, colheres, cabos de lacas, garios, co-
Iheres de soupa, e arroz esporas picadeiras ,
ludo sem o menor uso e vende-so sem leitio
para um pagamento ; em Fra-de-portas n.
96 das 6 as 8 horas da raanha, o das 5 da
tarde em dianto.
Vendem-se solas, cadeiras. bancas, tou-
cadores, tudo do Jacaranda, solas, bancas, me-
zas do meio de sala tudo do oleo, secretarias
de amarcllo, marquezas de amarello, condur,
e angieo, cadeiras para alcova guarda-Iouca,
e vestidos de amarello, e outros muitos tras-
tes, tudo de superior qualidade e por barato
preco, por se precisar do armasem para outro
negocio ; na ra da Cruz armasem de trastes
n. 63.
Vende-se um escravo de nacao Angola ,
de bonita e alta figura perito pescador do al-
to, e de redinha, oflkial de rede entralhar a
dita sem delitos e fiel na sua semana, ven-
de-se por motivos que sediro ao comprador,
ao qual se allianca quo nao pode desagradar
a vista da peca e do preco ; na ra do Oueima-
do n 22.
Vende-se a loja da ra do Queimado n.
22a dinheiro, ou a praso; a tratar na mes-
ma loja.
Vfiidem-se superiores esleirs pequeas
de Angola, caslanhas do Maranho, chocolate
da Babia doce de goiaba, superiores abanos a
H00 rs. u cont, folhas do louro em porcao e
a retalho, tudo por preco commodo ; na ra
estreila do Bozario, venda n. 8.
Acda-sede novamente um completo depo-
sito, esortimento de taboas de pinho, chegadas
prximamente da Suecia a melhor qualidade,
que nesle mercado tem apparecido, sendo pi-
nho branco c vermelho, de 10 a 30 palmos de
comprido, ede9a 14 pollegadas do largura
serrado por vapor, sem nos. proprio para um
lindo forro, eassoaliio por ser muito alvo, e
tambem do regular, que acostumado a v'ir
costado, cosladinho, assoalho, forro, e para
lundosde barricas, assim como americano al
3 pollegadas do largura, vergonlas de pinho pa-
ra mastaros.e maslros do lanchas, o boles-
ludo mais barato do que outro qualquer po-
de vender a vista da porcao ; a tratar no mes-
mo deposito com Joaquim Lopes do Almeida
caixeiro do Sr. Joao Malheus.
Vende-se a bem conhecida farinha SSSF
atraz do theatro, armasem de taboado de ui-
nho. F
Vendem-se os livros seguintes ; diccio-
nario Magntim Lexicn; Selecta; fbula de Pho-
dro ; diccionario franepz; Horacio em portu-
guez geometra por Euclides ; elementos de
rithmelhica por Lacroix ; na ra de Aguas-ver-
des n. 42.
Vendem-se tazas de ferro balido, e coa-
do travejamentos de 32 a 40 palmos, por pre-
co barato; eum negro de Angola ; na ra do
Guimaraes.
Vende-se urna negra por 25)^ rs. pro-
. pria para todo u servico; na ra do Bangui n. 11
Escravos fgidos.
- No dia 17 de Janeiro do corrente anno fu-
gio o preto Manoel, de nacao Angieo, de 50 an-
nos, alto, magro, secco do corpo, cOr nao mui-
to preta, pernas muito finas, tom no alto da ca-
heca urna pequea falta de cabellos, procedida
de urna pancada, quo levou, julga-so ainda ap-
pareccr a cicatriz, tom nao mao esquerdo o de-
do pegado ao mnimo sem unha, levoa calcase
camisa de algodao americano; o qual preto era
remador das lanchas dos pralicos da barra e
tambem trabalhava em os navios de estiva, com
os estivadores, e pescava em rede de camaro ;
quem o pegar, leve a Fra-de-portas n. 68 a'
Francisco Estanislu da Costa que seu ver-
dadero snr. e pagar promptamente a grati-
ficacao, que merecer.
No dia 28 de everoiro fugio um moleque
denomeFelis.de 11 para 12 anuos, o qual le-
vou camisa de fusto amarello ja desbotada,
com mangas curtas calcas brancas sujas de*
tisna do gracha, porque elle eslava aprendendo
oofllcio de sapateiro, ti de bouita figura nao
tem defeito algum, meio (areola, nao 6 bem
preto, algumacousa lula, o qual anda aqui-
mesmo pelo Becife ; quem o pegar, leve asen,
snr Antonio Annes Jacome, na ra da Cadeia-
velha n. 60 que ser bem recompensado.
No dia 4 lo corrente pelas 6 horas da ma-
nhaa rugi um escravo de nome Joaquim, apel-
lidado pelos parceiros Carioca, estatura regu-
lar, secco do corpo, rosto emprido suissado
snoqueixo. com melado de dous d-dos do
menos na nio diroita, quando anda tem de cos-
ime levantar os dedos por causa de cravos
que tem levou camisa de algodozindo j ve-
Ida calcas de brim pardo tambem veltas,
e chapeo de palha ; a pessoa que o pegar, lo-
ve a ra do Hospicio casa n. 36, que ser
gratificada.
Nodia iodo corrente desappareceo da
casa da viuva Cunta Guimaraes um escravo
bem preto, de nome Luis, de nacao Cabunda,
olbos grandes, nariz afilado rosto redondo,
barbado smente u roda da bocea, alto, secco
do corpo, tem urna cicatriz de urna chaga, que
anda nao eslava de todo Techada na perna es-
querda ; quem o pegar, leve a casa da mesma
senhora, ou na sua loja na ra -j0 Crespo n. 0,
quesera genosamente recompensado.
No dia 22 de agosto do anno de 184-> fu-
gio urna negra de naca., Benguella de nomo
Mana, cor preta alta, secta do coipo, cara
eompr.da e chela albos grandes, nariz afila-
do, bocea regular, beicos grossos paitos ca-
bidos e pequeos tem as costas de urna das
maos um carossinho pequeo poder ser, quo
eslea maior, ou nao o tenl.a, pos apa-
Rielados, eem um delles temo dedo grande
mais virado para dentro e sem ter unha; quem
apegar, levo ao pateo do Carino n. 24, quo
ser gratificado. '
Nodia 8 do corrento a noute fugirao dous
escravos perteneentos ao snr. Vicente Tiloma/,
(ios santos, com os signaes seguinles; 1 de no-
mo Luiz do naci Inhatnbane de 30 anuos,
grosso do corpo fallado denles, alguna ca-
bellos brancos falla atravessada como quem
estabebado, crfula, levou calcas de algodao
branco e camisa de dito azul ; e outro de
orna Constante, de nacao Mucainbique, de
18 annos, grosso do corpo, baixo falta-lto
um dente na frente, muito esperto de fallas .
bom retinto tem urna cicatnz as nadegas. do
castigo levou calcas e camisa de riscado azul ,
tudo muito velto; no dia seguinte aa rugida lo-
ra o vistos, e perseguidos no lugar da Solida-
rle o RMepolir3o.se mettendo-se pelos sitios
na para o lado do Manguind; quem os pe-
tar leve a Kua-inipcrial do Atterro-dos-Alfo-
gados n. 67, que ser gratificado com genero-
sidade
RctFB na Tp, os m F, os Faiua-1844.


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